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Queda histórica da ajuda internacional ameaça o desenvolvimento africano

A África enfrenta um momento crítico após registrar uma redução sem precedentes na ajuda internacional ao desenvolvimento, colocando em risco avanços conquistados nas áreas de saúde, educação, assistência humanitária e adaptação às mudanças climáticas.

A queda ocorre em um cenário de desaceleração econômica global e pressiona governos que já enfrentam limitações fiscais para manter serviços essenciais.

Pela primeira vez, os cinco maiores doadores mundiais – Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Japão e França – reduziram simultaneamente seus repasses de ajuda externa. Juntos, esses países responderam por quase toda a retração registrada no financiamento internacional no último ano, agravando os desafios enfrentados por diversas nações africanas.

Segundo a Comissão Econômica das Nações Unidas para a África (ECA), a diminuição dos recursos pode comprometer programas fundamentais e dificultar a continuidade de serviços públicos, especialmente nas áreas de saúde e proteção social, afetando milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Diante desse cenário, especialistas da ECA defendem que os países africanos ampliem a capacidade de financiar o próprio desenvolvimento. A recomendação é fortalecer a arrecadação interna, melhorar a gestão dos recursos públicos e investir em reformas que aumentem a eficiência do gasto governamental.

Exemplos como o do Egito, que ampliou a arrecadação por meio da digitalização do sistema tributário, e o de Ruanda, que reduziu desperdícios com processos mais transparentes de contratação pública, são apontados como modelos de políticas que podem ajudar outros países a reduzir a dependência da ajuda externa.

Apesar da necessidade de ampliar os recursos internos, a ONU ressalta que a cooperação internacional continua sendo fundamental para acelerar o desenvolvimento sustentável no continente, especialmente em áreas estratégicas como combate à pobreza, enfrentamento das mudanças climáticas e fortalecimento dos sistemas de saúde e educação.


Fonte: Jovem Pan

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