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Quem é Maria Luiza Viotti, embaixadora do Brasil nos EUA que teve visto cancelado

A embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, teve o visto de entrada nos Estados Unidos cancelado. A informação foi repassada em conversa reservada com jornalistas nesta terça-feira (4). Ela tem 72 anos e é natural de Belo Horizonte. Também é professora, diplomata e economista brasileira.

Foi Representante Permanente do Brasil junto às Nações Unidas de 2007 a 2013. Nesse cargo, chefiou a Delegação do Brasil ao Conselho de Segurança da ONU em 2010 e 2011. Foi ainda Chefe de Gabinete do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, de 2017 a 2021.

Ela assumiu como a primeira mulher a chefiar a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos em 2023. Como embaixadora, ela também ocupou o cargo representando o Brasil na Alemanha, entre os anos de 2013 a 2016.

Viotti serviu como conselheira na Embaixada do Brasil em La Paz, durante sua carreira diplomática na Bolívia. Atuou na Missão do Brasil junto à ONU como Primeira-Secretária, posteriormente como Ministra-Conselheira e finalmente como Representante Permanente.

Visto cancelado

De acordo com a autoridade americana, a decisão é uma resposta à demora do governo brasileiro em conceder o agrément — autorização diplomática necessária para a posse de Daniel Perez, indicado pelo presidente Donald Trump para assumir a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

Questionado sobre a possibilidade de novas medidas contra autoridades brasileiras, o representante do Departamento de Estado afirmou apenas que “outras ações não estão descartadas”.

A fonte também disse que o visto de Maria Luiza Viotti poderá ser restabelecido assim que o Brasil conceder o agrément ao diplomata indicado por Trump. Segundo o governo americano, a medida segue o princípio da “reciprocidade” nas relações diplomáticas.

Caso seja confirmada oficialmente, a medida representará um episódio raro na relação entre Brasil e Estados Unidos. O cancelamento do visto de um embaixador em exercício é incomum na diplomacia e costuma ser interpretado como um gesto de forte desgaste entre os governos.


Fonte: Jovem Pan

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