O coronel do Exército Reginaldo Vieira de Abreu e o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Moretzsohn Rocha, foram cosiderados foragidos, após o início da execução das penas do no núcleo 4 da trama golpista, na manhã desta sexta-feira (10). Reginaldo Vieira está nos Estados Unidos e Carlos César no Reino Unido.
Três dos sete militares condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) foram presos nesta leva de mandados de prisão. As prisões realizadas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que ordenou o início da execução das penas após a rejeição dos recursos apresentados pelas defesas.
Reginaldo Vieira de Abreu
Reginaldo Vieira de Abreu é coronel da reserva do Exército Brasileiro e ex-chefe de gabinete da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele é considerado foragido por estar na Flórida, Estados Unidos, onde mora desde 2023.
Ele é formado em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), com graduação concluída em 1990, quando ingressou no exército. Reginaldo também foi comandante do 6º Batalhão de Infantaria da Selva (Guajará-Mirim/RO) e atuou na subchefia de operações do Ministério da Defesa entre 2013 e 2015.
O coronel foi condenado a 15 anos e seis meses de prisão, mas já teria informado aos seus advogados nos últimos dias que não pretende voltar ao Brasil.
Sua rede de contatos mais próxima documentada é composta majoritariamente por colegas de farda do chamado “Núcleo de Desinformação” da trama golpista de 2022.
Carlos César Moretzsohn Rocha
Carlos César Moretzsohn Rocha, de 72 anos, era o presidente do Instituto Voto Legal. Ele é engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Depois das eleições presidenciais de 2022, foi contratado pelo Partido Liberal (PL) para a realização de estudos para basear a ação na qual o partido contestou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o resultado do primeiro turno das eleições. Na ação, foi usada desinformação para sugerir fraudes na votação eletrônica.
Na época, Carlos foi condenado a 7 anos e seis meses de prisão – além de uma multa de R$ 30 mihões – pela trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele foi alvo de mandado de prisão domiciliar expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em dezembro de 2025.
De acordo com a Polícia Federal (PF), na ocasião, os agentes foram ao prédio residencial do presidente do instituto, em São Paulo, e descobriram que ele não morava mais no local. Ao entrarem em contato com os advogados, os policiais foram informados de que o presidente se recusou a fornecer o novo endereço à defesa.
A PF descobriu que ele havia deixado o território nacional no dia 26 de setembro de 2025 rumo ao Reino Unido. Atualmente ele ainda está foragido no território britânico.
Fonte: Jovem Pan