spot_img

Rondônia acende alerta: 11 casos de Mpox são confirmados em Porto Velho e AGEVISA reforça medidas de prevenção

Alerta Sanitário Mpox — Rondônia

Rondônia acende alerta para Mpox: 11 casos confirmados em Porto Velho reforçam vigilância e prevenção

Estado registra em menos de três meses mais casos do que nos quatro anos anteriores somados; todos os pacientes estão em isolamento domiciliar com quadro estável

R
Da Redação 3 de março de 2026

Rondônia voltou a acender o sinal de alerta na saúde pública após a confirmação de 11 casos de Mpox em Porto Velho apenas nos primeiros meses de 2026. Todos os pacientes estão em isolamento domiciliar, com quadro clínico estável. São quatro mulheres e sete homens, com idades entre 8 e 38 anos.

🦠 11 Casos confirmados
🏠 100% Em isolamento domiciliar
👤 4♀ 7♂ Perfil dos pacientes
💚 Estável Quadro clínico geral

O número chama a atenção das autoridades porque supera os registros recentes no estado. O primeiro caso de Mpox em Rondônia foi identificado em 2022, ano em que houve oito confirmações. Em 2023, 2024 e 2025, apenas um caso por ano foi registrado. Agora, em menos de um trimestre, o estado já contabiliza 11 ocorrências — o maior volume desde o início do monitoramento.

📊
Evolução de casos em Rondônia
2022
8 casos
8 casos
2023
1
1 caso
2024
1
1 caso
2025
1
1 caso
2026
11 casos ⚠️
11 casos
Informação é tudo. Precisamos orientar a população para que saiba identificar os sintomas e agir rapidamente. Coronel Gilvander Gregório — Diretor-geral da Agevisa/RO
🔬
O que é a Mpox e como ela se manifesta

A Mpox, anteriormente conhecida como monkeypox, é uma doença viral identificada pela primeira vez em 1958, durante estudos laboratoriais com macacos na África. Apesar do nome original, o principal reservatório natural do vírus são roedores silvestres. O primeiro caso em humanos foi registrado na década de 1970.

Os sintomas iniciais costumam incluir febre, dores no corpo e nas costas, calafrios, mal-estar e aumento dos gânglios linfáticos (ínguas). O sinal mais característico, no entanto, é o surgimento de erupções cutâneas com bolhas, que podem evoluir para crostas.

🌡️ Febre Elevação da temperatura corporal, geralmente acima de 38°C
😣 Dores no corpo Desconforto muscular generalizado, incluindo dor nas costas
🥶 Calafrios Sensação de frio intenso acompanhada de tremores
😷 Mal-estar Fadiga e indisposição geral nos primeiros dias
🫄 Ínguas Aumento dos gânglios linfáticos, especialmente no pescoço e axilas
🫧 Erupções com bolhas Sinal mais característico — bolhas na pele que evoluem para crostas

Segundo Gregório, ao identificar lesões suspeitas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde. O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o acompanhamento e evitar a propagação do vírus.

🔗
Formas de transmissão e período de isolamento

A transmissão ocorre principalmente por contato direto com secreções das lesões de uma pessoa infectada. Também pode acontecer por contato íntimo, compartilhamento de objetos pessoais e, em situações de proximidade prolongada, por gotículas respiratórias.

⚠️
Como o vírus se transmite
🤝
Contato direto com lesões Principal via de infecção — toque em secreções, pus ou crostas de uma pessoa doente.
💏
Contato íntimo Relações sexuais ou contato pele a pele prolongado com pessoa infectada.
🧺
Objetos contaminados Toalhas, roupas, copos, talheres e lençóis usados por pessoa infectada.
💨
Gotículas respiratórias Em contato próximo e prolongado, especialmente em ambientes fechados.

O período de incubação geralmente varia de três a cinco dias para o início dos sintomas, podendo se estender. Já o isolamento pode durar até 21 dias, dependendo da evolução clínica.

O isolamento não é castigo, é prevenção. É o que limita a circulação do vírus na comunidade. Coronel Gilvander Gregório — Diretor-geral da Agevisa/RO
🔬
🏥
Diagnóstico e monitoramento

A coleta de material para exame laboratorial está disponível em três unidades de saúde de Porto Velho. As amostras são encaminhadas ao Laboratório Central do Estado (Lacen).

📍 Caladinho Zona Sul de Porto Velho
📍 Aponiã Zona Norte de Porto Velho
📍 Socialista Zona Leste de Porto Velho

Cada notificação gera rastreamento de contatos e investigação epidemiológica. O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) monitora os dados 24 horas por dia, acompanhando possíveis cadeias de transmissão e adotando medidas de contenção.

💉
💉
Tratamento e vacinação

Não existe medicamento específico para a Mpox. O tratamento é sintomático, voltado ao controle da febre, da dor e do desconforto, enquanto o organismo combate a infecção. A vacinação está disponível em Porto Velho, mas segue critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

🛡️
Quem pode receber a vacina de bloqueio
Pessoas vivendo com HIV — independentemente de contato com caso confirmado.
Profissionais de saúde — que tiveram contato direto com pacientes infectados.
Adultos de 18 a 49 anos — com contato próximo confirmado com paciente diagnosticado.
Pessoas já infectadas — quem está com a doença ativa não deve receber o imunizante.
🚨 Atenção em aglomerações

Eventos com grande concentração de pessoas favorecem a circulação de vírus, incluindo a Mpox. Ambientes fechados, contato físico próximo e compartilhamento de objetos ampliam as chances de transmissão. Pessoas com sintomas gripais ou suspeitos devem evitar circulação social e, se necessário sair, utilizar máscara.

📋
🏆
Cobertura vacinal e alerta pós-pandemia

Rondônia ocupa a terceira posição no ranking nacional de cobertura vacinal, atrás apenas de Mato Grosso do Sul e Paraná, e lidera entre os estados das regiões Norte e Nordeste. O estado conta com mais de 450 salas de vacinação distribuídas nos 52 municípios.

🥇 Mato Grosso do Sul 1º lugar nacional
🥈 Paraná 2º lugar nacional
🥉 Rondônia 3º lugar nacional · 1º Norte/NE

Apesar do desempenho, há preocupação com a queda na procura por vacinas de rotina após a pandemia de Covid-19. A redução nas visitas aos postos de saúde pode resultar em esquemas vacinais incompletos e reabrir espaço para doenças já controladas.

O cartão de vacina precisa ser revisado. Vacina é saúde. Coronel Gilvander Gregório — Diretor-geral da Agevisa/RO
Atenção sem pânico

O cenário atual não se compara à gravidade da pandemia de Covid-19, mas o aumento expressivo de casos em 2026 exige vigilância constante. A Mpox não é motivo para pânico, porém não pode ser tratada com indiferença. Informação de qualidade, identificação precoce dos sintomas, isolamento responsável e vacinação continuam sendo as ferramentas mais eficazes para conter a disseminação do vírus em Rondônia.

📢 Informação 🔍 Diagnóstico precoce 🏠 Isolamento 💉 Vacinação

+Notícias

Últimas Notícias