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Serviço Secreto recomendou troca de avião de Trump por precaução após cúpula da Otan

Após participar da cúpula da OTAN em Ancara, na Turquia, Donald Trump não voltou aos Estados Unidos no novo Air Force One – um Boeing 747-8 doado pelo Catar e adaptado para uso presidencial. Em vez disso, embarcou no antigo VC-25A, o Air Force One tradicional usado pelos presidentes americanos desde os anos 1990.

Inicialmente, Trump negou que a mudança tivesse qualquer relação com segurança. Disse que enviou o novo avião antes para a base aérea americana de RAF Mildenhall, no Reino Unido, para que militares dos EUA pudessem conhecê-lo e que ele viajaria no antigo “por nostalgia”

No entanto, poucas horas depois, surgiram informações de bastidores indicando outra versão.

Segundo fontes ouvidas pelo New York Times o Serviço Secreto recomendou a troca da aeronave como medida preventiva de segurança, principalmente por causa da retomada dos confrontos entre EUA e Irã enquanto Trump ainda estava na Turquia. A recomendação não teria sido motivada por uma ameaça específica, mas por uma avaliação geral do risco naquele momento.

O principal motivo é que o antigo Air Force One continua sendo considerado muito mais preparado para cenários de guerra.

Segundo especialistas e autoridades ouvidas pela imprensa americana, o Boeing recebido do Catar foi convertido em tempo recorde e não possui todos os sistemas defensivos instalados no VC-25A tradicional, entre eles:

• sistemas avançados de alerta contra mísseis;
• contramedidas eletrônicas para confundir mísseis guiados;
• comunicações militares extremamente protegidas;
• capacidades completas de centro de comando para um presidente em situação de guerra.

O Air Force One tradicional foi desenvolvido durante décadas especificamente para sobreviver a cenários extremos, inclusive ataques militares e crises nucleares. Já o jato vindo do Catar é tratado como uma solução temporária até a chegada dos novos aviões presidenciais fabricados pela Boeing, prevista apenas para 2028.

O contexto aumentou a preocupação. A troca ocorreu justamente quando:

• os EUA haviam lançado novos ataques contra o Irã;
• o Irã prometia retaliar;
• Trump estava a cerca de mil quilômetros do território iraniano, na Turquia;
• o próprio presidente voltou a afirmar publicamente que acredita ser um dos principais alvos do regime iraniano.

Questionado por jornalistas se a decisão tinha relação com essa ameaça, Trump evitou responder diretamente e declarou: “A vida de um presidente é muito perigosa.”

Em outra resposta, afirmou que é o “número um na lista para ser morto” pelo Irã.

A Casa Branca procurou minimizar a controvérsia. O diretor de comunicações, Steven Cheung, afirmou que o novo Air Force One possui protocolos modernos de segurança, mas também reconheceu que o governo utiliza estratégias de distração e mudança de rotas e aeronaves para proteger o presidente quando há riscos elevados.


Fonte: Jovem Pan

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