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Brasil abriga mais de 2 milhões de imigrantes de 200 nacionalidades

O Brasil abriga pouco mais de 2 milhões de imigrantes internacionais entre residentes, temporários, refugiados e solicitantes de reconhecimento da condição de refugiado, de 200 nacionalidades diferentes, presentes em todas as unidades da federação. Venezuelanos, haitianos, cubanos e angolanos são os grupos em destaque. Estima-se a residência de 680 mil venezuelanos no Brasil no início de 2026, com participação em maior número de mulheres e crianças (0 a 14 anos).
Os dados constam no 12º Relatório Anual do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) – “Política Migratória no Brasil: evidências para gestão de fluxos e políticas setoriais”. O documento foi apresentado nesta quinta-feira (30) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em Brasília, traz diversas recomendações para a efetiva integração destes públicos à sociedade brasileira.
O levantamento tem o objetivo de subsidiar a implementação da nova Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA), editada no fim do ano passado (decreto nº 12.657/2025), que substituiu a Lei de Migração de 2017.
As análises incluíram aspectos em relação à evolução na intensidade dos fluxos migratórios, pontos de entrada no Brasil, composição por sexo e idade, distribuição espacial nas unidades da federação e a estratégia de regularização desses grupos no país.
Os resultados também analisaram a situação de migrantes, refugiados e apátridas sob os seguintes eixos: trabalho, educação, proteção social e governança local.
Política brasileira acolhedora
O atual representante da Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (Acnur) no Brasil, Davide Torzilli, afirma que os dados públicos atualizados ajudam a enfrentar desafios mundiais e regionais desta temática.
“Quero destacar o compromisso [do Brasil] em fortalecer continuamente sua base de dados públicos como forma de garantir que informações qualificadas, transparentes sobre refugiados ou pessoas deslocadas à força e apátridas para que sejam mantidos e aprimorados. Dados confiáveis nos ajudam a responder ao desafio contemporâneo da mobilidade humana.”
Davide Torzilli reforçou que a nova política nacional é única no mundo e que o Brasil tem, de maneira consistente, afirmado seu compromisso com a governança do sistema de proteção social baseado em direitos humanos, cooperação internacional e responsabilidades compartilhadas.
A apresentação deste relatório antecede a participação da delegação brasileira na reunião agendada pelas Nações Unidas, em Nova York (EUA), na próxima semana, no para debater o Pacto Global para a Migração Segura, Ordenada e Regular.
O diretor do departamento de Migrações do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Victor Semple, afirmou que o governo federal recentemente formulou o Plano Nacional de Imigração Refúgio, e Apatridia, previsto na nova política nacional.
“O governo federal reafirma o compromisso do governo com essa pauta e a vocação do Brasil, enquanto país acolhedor. Também confirma a perspectiva de inclusão nas políticas de governo.”
Trabalho e renda
No lançamento do relatório, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, enfatizou que a busca por trabalho é o principal motor da migração global e o vetor essencial para a integração do estrangeiro na sociedade.
“O trabalho não é apenas fonte de renda; é o que permite ao migrante construir vínculos e exercer plenamente sua cidadania”, disse o ministro.
O 12º Relatório Anual do OBMigra aponta que o fluxo de trabalhadores migrantes no mercado de trabalho formal no Brasil aumentou 54%, entre 2023 e 2025. O número de trabalhadores imigrantes com carteira assinada superou os 414,96 mil vínculos, em 2025.
Neste universo, 43% estão concentrados na produção industrial (especialmente no setor de abate de animais na região Sul).
Na comparação com pedidos de residência para trabalhar no Brasil, entre 2022 e 2024, o aumento foi de 68%, indicando mais oportunidades de trabalho no país.
“Isso se deve a maior demanda por mão de obra de migrantes no Brasil, já que o país vive hoje um contexto de pleno emprego”, afirmou o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Sobre as principais nacionalidades, em 2025, o mercado formal de trabalho brasileiro contava com mais de 201 mil trabalhadores venezuelanos. Os haitianos vieram em seguida, com um crescimento de 20,4% entre 2023 e 2025, com o total de 51,2 mil haitianos formalmente contratados, no ano passado. Já os cubanos, aparecem na terceira posição com 30,7 mil trabalhadores formais.
Porém, o documento destaca que muitos imigrantes com ensino superior sofrem com a inconsistência de status e ocupam cargos de baixa qualificação e renda e, consequentemente, com menores rendimentos.
Frente à situação, o relatório recomenda ao poder público, entre outros, a promoção do reconhecimento de diplomas, a intermediação de mão de obra qualificada e a redução de barreiras institucionais e educacionais com o objetivo de melhorar a alocação ocupacional.
As informações do panorama atualizado das migrações internacionais também mostram que a maioria absoluta dos trabalhadores domésticos migrantes está na informalidade, ou seja, sem carteira assinada. Em 2024, 78,8% dos trabalhadores domésticos estavam sem carteira (1.184), enquanto apenas 21,2% tinham carteira assinada (318).
O estudo usou a base de dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e os dados da Coordenação de Imigração Laboral (CGIL) do MJSP.
O ministro Luiz Marinho alertou que a falta de organização nessa inserção pode gerar riscos elevados de exploração e trabalho análogo à escravidão, o que prejudica todo o mercado ao permitir a concorrência baseada na redução de direitos. Para acompanhamento destas situações, o titular da pasta lembrou da retomada do Conselho Nacional de Imigração e combate à exploração laboral, na atual gestão federal.
Marinho pontuou ainda que a estratégia de interiorização de migrantes no país somente será bem-sucedida, se for acompanhada de qualificação.
“Interiorizar com trabalho precário não resolve o problema, apenas o desloca. Interiorizar com qualificação inclusão produtiva ao contrário: gera desenvolvimento local, fortalece as economias regionais e promove a integração social.”
Proteção social
No campo da proteção social, o relatório evidencia a relação entre mobilidade internacional e vulnerabilidade socioeconômica.
O documento constata o aumento expressivo de migrantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal, entre 2023 e 2024. O número de migrantes cadastrados no CadÚnico cresceu de 562.687 para 650.683, no período.
No perfil sociodemográfico da população migrante cadastrada, a predominância é feminina (55,6%, em 2024).
Com relação à idade, os dados do CadÚnico indicam crescimento mais acentuado no número de migrantes crianças e adolescentes de 0 a 17 anos que passou de 159.011, em 2023, para 188.531, em 2024. Alta de 18,6%, em apenas um ano.
Esse resultado evidencia a ampliação de famílias migrantes com crianças no sistema de assistência social. O relatório reforça “a necessidade de articulação entre políticas de assistência social, educação e proteção à infância.
O relatório indica maior acesso a programas sociais, como Bolsa Família. Em 2023, do total de 562.687 migrantes cadastrados no CadÚnico, 302.497 eram beneficiários do Bolsa Família, enquanto 260.190 não recebiam o benefício.
Por isso, o relatório recomenda:
· reduzir o tempo entre cadastramento e acesso a benefícios, por meio da ampliação da transparência e comunicação sobre critérios e etapas;
· aperfeiçoar mecanismos de monitoramento e gestão das filas de acesso a programas sociais.
Localização
Os dados do CadÚnico evidenciam uma forte concentração da população migrante cadastrada em um conjunto reduzido de unidades da federação, com destaque para grandes centros econômicos e estados estratégicos do ponto de vista migratório.
Três estados concentram parcela expressiva do total de migrantes registrados no país. Em 2024, São Paulo manteve-se como o estado com o maior número de migrantes cadastrados, totalizando 140.033 registros, seguido por Paraná (102.046) e Roraima (86.845).
Também se destacaram, em 2024, como polos de atração econômica e permanência da população migrante os estados de Santa Catarina (71.055) e Rio Grande do Sul (61.386).
Educação
O eixo dedicado à educação, o estudo confirma o crescimento consistente das matrículas de estudantes imigrantes na educação básica entre 2010 e 2024 e evidencia a ampliação do acesso ao direito à educação.
No período, o número de matriculados nas três etapas da educação básica, somado ao número de imigrantes nas modalidades educação profissional técnica de nível médio e na Educação de Jovens e Adultos (EJA), passou de 41.916 para 224.924 estudantes, resultando em um aumento de 437%.
Desde 2010, o número de migrantes em instituições de ensino superior cresceu 77,5%. Saltou de 16.696, em 2010, para 29.635 pessoas matriculadas, em 2023.
No entanto, mesmo com a consolidação da presença migrante nas políticas públicas de educação, o estudo conclui que existem desafios relativos à inclusão linguística, à adaptação pedagógica e à capacidade institucional dos sistemas educacionais locais.
E mesmo a escola sendo considerada um espaço central de socialização e mobilidade social, também é local de reprodução de desigualdades estruturais.
Diante dos fatos, o estudo recomenda que as instituições educacionais, sejam elas de ensino básico ou superior, propiciem “espaços de diálogos, vivências e aprendizagem ancorados no respeito à dignidade humana.”
E nas escolas públicas municipais e estaduais, deve-se garantir a cobertura suficiente para a incorporação do público migrante, adequada às demandas locais.
Já na educação superior, devem ser considerados aspectos como alimentação, moradia, saúde e trabalho para promover o acesso e permanência dos estudantes imigrantes, refugiados e apátridas.
Governança local
No Brasil, a política migratória é de responsabilidade da União, mas, em grande parte quem oferece os serviços públicos (escolas, postos de saúde, assistência social), são as gestões estaduais e municipais.
Por isso, o relatório também foca nos maiores desafios da gestão pública de melhorar o atendimento real na ponta, sobretudo, no município onde o migrante vive.
O documento propõe que haja uma colaboração técnica e financeira mais clara entre os três níveis de governo (federal, estadual e municipal) para que sejam criadas estruturas permanentes e preparadas para atender a população migrante, refugiada e solicitante de refúgio no país, de forma justa em todo o território nacional.
“A consolidação da política migratória nacional, especialmente no eixo da integração, depende do fortalecimento do pacto federativo, da governança local, da institucionalização das respostas municipais e da construção de mecanismos que garantam sustentabilidade, equidade territorial e efetividade no acesso a direitos para migrantes e refugiados no Brasil”, conclui o relatório.
O texto do relatório recomenda a ampliação das políticas de acolhimento e interiorização de migrantes para além de Roraima, ponto de entrada de pessoas vindas da Venezuela.

*Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

Shakira em Copacabana: onde assistir ao show ao vivo na TV

Shakira é a próxima atração da iniciativa Todo Mundo No Rio, que realiza um show gratuito na Praia de Copacabana. Sua apresentação será neste sábado (2) das 21h45 até 0h. Antes e depois, DJs animam o público na mais famosa praia do Rio de Janeiro. Veja tudo sobre Shakira em Copacabana a seguir.
O show
A passagem de Shakira pelo Rio de Janeiro ocorre pouco mais de um ano após a sua última vinda. Em fevereiro de 2025, a cantora esteve no país com a turnê Las Mujeres Ya No Lloran, que teve sua estreia em solo nacional.
Como assistir?
Os fãs que não estiverem em Copacabana poderão assistir ao show de Shakira de suas casas. A TV Globo fará a transmissão do evento após a exibição de Três Graças, bem como o Globoplay e o Multishow, a partir das 21h20.
Quem mais se apresenta?
Além da apresentação da artista, o line-up ainda conta ainda com Vintage Culture, que se apresenta das 17h45 até às 1845, e Maz, que toca entre 19h e 20h30. Após o show principal, os fãs ainda poderão conferir um after com Papatinho e Melody.
Todo Mundo no Rio
A vinda da colombiana faz parte do projeto que teve início em 2024, quando Madonna se apresentou em terras cariocas.
Um ano depois, Lady Gaga assumiu o papel, em um show histórico na Praia de Copacabana. São esperadas 2 milhões de pessoas no show de Shakira.
Estrutura do evento
Segundo a página @shakira_brasil, no X, o evento trará estrutura para comportar a grande quantidade de pessoas que prometem comparecer ao show em Copacabana. A organização trará 680 metros quadrados de LED no palco, além de 16 torres específicas para som e vídeo, que estarão espalhadas pela areia.
Serviço – Shakira Todo Mundo no Rio
Quando: 2 de maio
Onde: Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ)
Duração: em torno de 2h15
Para quem não pode ir: Haverá transmissão do show ao vivo, na TV Globo, Multishow e Globoplay
Horário da transmissão: a partir das 21h20; Shakira deve subir ao palco às 21h45.
*Estadão Conteúdo 
 


Fonte: Jovem Pan

Eleitores fluminenses podem regularizar título neste sábado

Eleitoras e eleitores fluminenses que estão com pendências no título eleitoral têm até a próxima quarta-feira (6) para regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral e participar das eleições gerais de outubro. 
Para facilitar o acesso a esses serviços, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) fará plantão em horário estendido neste sábado (2), das 9h às 17h, em todas as 165 zonas eleitorais e 18 Centrais de Atendimento ao Eleitor do estado do Rio.
Além do impedimento de votar, eleitores com o título cancelado ficam sujeitos a restrições como emitir e renovar o passaporte, tomar posse em cargo público, obter financiamento habitacional e matricular-se em instituição pública de ensino.
O prazo também se aplica àqueles que ainda não fizeram o cadastramento biométrico. A coleta da impressão digital, no entanto, não será obrigatória para poder votar nas próximas eleições.
Para saber se tem alguma pendência com a justiça eleitoral fluminense, o eleitor deve acessar o site do TRE-RJ, ou buscar informações pelo WhatsApp e Disque TRE-RJ, ambos pelo número (21) 3436-9000.
A Justiça Eleitoral incentiva jovens que já atingiram os 15 anos a requerer a emissão do título de eleitor. Para que estejam aptos a votar, no entanto, é indispensável que completem 16 anos até a data das eleições: 4 de outubro.
No momento do atendimento, é imprescindível apresentar um documento oficial de identidade e um comprovante de residência com data de emissão inferior a 90 dias.
Pessoas que mudaram de nome devem levar o documento que comprove essa alteração, como a certidão de casamento.
Além disso, homens que nasceram no ano de 2007 têm a obrigação de mostrar que estão quites com o serviço militar.
Eleitores que já têm a biometria cadastrada podem solicitar serviços diretamente pelo site do TRE-RJ.
Já para quem ainda não registrou as digitais, o atendimento deve ser feito presencialmente.
Quem estiver com o título eleitoral regular e apenas deseja quitar multas, emitir certidões ou uma nova via do título eleitoral, pode acessar esses serviços na página de atendimento online do TRE-RJ ou deixar para buscar esses serviços presencialmente após o dia 6 de maio. 
*Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

Vitória x Coritiba: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Vitória e Coritiba se enfrentam neste sábado (2), às 18h30, no Barradão, em partida válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo acontece pela 14ª rodada da competição e coloca frente a frente duas equipes em momentos distintos no campeonato.
Onde assistir Vitória x Coritiba ao vivo
A partida será transmitida ao vivo pelo Premiere, com início da transmissão às 18h30.


Fonte: Jovem Pan

Prefeito acompanha análise de veto ao PL da dosimetria no Congresso Nacional

Foto:Se liga cacoal

Em agenda política em Brasília e em busca de recursos federais para auxiliar na solução de desafios financeiros de Cacoal, o prefeito participou de um momento considerado histórico para o país: a análise, pelo Congresso Nacional, do veto presidencial ao Projeto de Lei da dosimetria.

Acompanhando de perto a sessão, o prefeito destacou a importância do debate para o fortalecimento do sistema jurídico brasileiro. “É um momento importante para o aperfeiçoamento da legislação penal e para o debate sobre justiça e proporcionalidade das penas no Brasil”, afirmou Tony Pablo.

Durante a agenda, o prefeito também reforçou o compromisso de buscar apoio e investimentos que contribuam para o desenvolvimento do município e a melhoria da qualidade de vida da população de Cacoal.

O gestor fez questão de agradecer o convite do senador Jaime Bagattoli e do deputado federal Coronel Chrisóstomo para participar dessa discussão relevante no cenário nacional.

Botafogo x Remo: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Botafogo e Remo se enfrentam neste sábado (2), às 16h, no estádio Nilton Santos, em partida válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Onde assistir Botafogo x Remo ao vivo
A partida será transmitida ao vivo pelo Premiere, com início da transmissão próximo ao horário do jogo.


Fonte: Jovem Pan

A campanha publicitária acabou. O problema, não

O mercado publicitário aprendeu a operar em alta velocidade. Briefing de manhã, casting fechado à tarde, campanha no ar no dia seguinte. A criatividade evoluiu. A produção evoluiu. A escala evoluiu. Mas há um ponto que ficou para trás de forma silenciosa e persistente: a maneira como essas relações vêm sendo estruturadas.
Não é que o setor funcione sem contratação. O problema é outro. Boa parte das campanhas ainda opera com combinações fragmentadas, formalizadas por mensagens, ajustadas em cima da hora e transmitidas de forma desigual entre os envolvidos. A campanha acontece. O conteúdo sobe. A entrega é feita. O conflito aparece depois.

A cadeia que distribui responsabilidade sem distribuir proteção
Uma campanha raramente segue uma linha simples. A marca contrata uma agência. A agência aciona outra. O casting vem de um terceiro elo. A modelo, muitas vezes, recebe apenas parte das informações que circularam no início da operação. Nesse fluxo, o risco não desaparece. Ele apenas muda de lugar.
E costuma se concentrar justamente em quem está mais perto da execução. Em quem viabiliza o casting, responde à urgência da campanha, organiza prazos apertados e faz a operação andar com o nível de informação disponível naquele momento.
É também aí que surgem alguns dos atritos mais recorrentes do setor. Etapas de validação comprimidas pela pressa. Expectativas que não foram alinhadas na origem. Fluxos financeiros que não acompanham a mesma velocidade da contratação. E, no fim, problemas que chegam a quem está no meio da engrenagem, mesmo quando nasceram antes e fora do seu controle direto.
Esse é um ponto que o mercado ainda evita encarar. A agilidade da operação muitas vezes depende de uma transferência silenciosa de risco. E risco transferido sem delimitação clara não desaparece. Apenas reaparece mais adiante, em forma de conflito, cobrança ou disputa sobre responsabilidade.
Quando a ausência de regra vira espaço de disputa
A informalidade não afeta apenas marcas e agências. Ela também cria um ambiente propício para rediscussões posteriores, interpretações oportunistas e disputas que poderiam ter sido evitadas.
É importante dizer isso com equilíbrio. Há modelos extremamente profissionais, que compreendem escopo, respeitam condições, constroem reputação e tratam a própria imagem com a seriedade de quem entende que carreira não se sustenta apenas com visibilidade, mas com consistência. São essas profissionais que ajudam a dar previsibilidade a um mercado que, muitas vezes, ainda opera no improviso.
Mas também há situações em que a ausência de clareza abre espaço para o contrário. Uso de imagem questionado depois da veiculação. Condições reinterpretadas quando a campanha já foi entregue. Limites renegociados quando a exposição já ocorreu. Sem uma base contratual mínima, o que deveria ser exceção começa a se aproximar da rotina. E, quando isso acontece, o problema deixa de ser apenas operacional. Passa a envolver prazo, mídia, território, finalidade de uso e extensão da autorização concedida.
O desalinhamento começa na linguagem
Um dos problemas menos discutidos desse mercado está na forma como a informação circula. A linguagem da marca, da agência e da modelo nem sempre significa a mesma coisa para todos. Expressões como campanha digital, uso institucional ou veiculação ampla parecem claras, mas frequentemente carregam interpretações diferentes ao longo da cadeia.
No início, isso parece detalhe. Depois, vira problema. Aquilo que parecia apenas uma divergência de linguagem passa a envolver escopo, prazo, mídia, território e responsabilidade. E, quando não há registro minimamente consistente do que foi combinado, a discussão deixa de ser apenas comercial e passa a ter consequência jurídica real.
Não raro, o conflito nasce menos de má-fé e mais de um defeito estrutural de comunicação. O setor se acostumou a operar rápido, mas ainda não consolidou um padrão mínimo de clareza para sustentar essa velocidade.
Formalidade operacional mínima
O setor não precisa de burocracia. Precisa de estrutura bem organizada. Protocolos definidos e modus operandi previamente estabelecidos, compatíveis com cada uma das situações e urgências comuns do setor.
Essa distinção é central. Ainda há quem trate a formalização como entrave, como se qualquer cuidado contratual fosse incompatível com o ritmo da publicidade. Não é. O que atrasa a operação não é o contrato. É o retrabalho. É o conflito. É o tempo gasto para resolver depois o que poderia ter sido delimitado antes.
Existe um caminho intermediário, e o mercado já deveria tê-lo incorporado: a formalidade operacional mínima. Ela não exige contratos longos nem modelos engessados. Exige apenas o básico bem definido. Uso de imagem. Prazo. Mídia. Território. Finalidade. Registro de aprovações. Formatos de prestação de serviços. Condições essenciais de pagamento. Fluxo minimamente organizado de informação entre os elos da cadeia.
Nada disso inviabiliza campanha. Nada disso engessa criação. Nada disso impede velocidade. Pelo contrário. É justamente esse tipo de estrutura leve que permite manter a velocidade sem transformar cada entrega em uma nova fonte de insegurança.
Nem os mais organizados estão imunes
Esse não é um problema restrito a operações desorganizadas. Ele atravessa o mercado inteiro. Mesmo estruturas altamente profissionais, com experiência, recorrência e operação madura, muitas vezes participam de campanhas como parte de uma engrenagem maior que não controlam integralmente. Isso significa que o nível de organização interna, por si só, nem sempre basta para neutralizar o risco gerado fora do seu campo direto de atuação.
O problema, portanto, não está em apontar um elo específico como culpado. Está em reconhecer que o modelo ainda distribui responsabilidades sem distribuir, na mesma proporção, clareza, proteção e previsibilidade.
O mercado publicitário já profissionalizou o casting, a estética e a execução. Falta profissionalizar o ponto em que a operação mais se expõe: a forma de contratar. Porque improviso, em escala, não é agilidade. É possível passivo.


Fonte: Jovem Pan

Saiba quem é o maior artilheiro da Inglaterra na história das Copas do Mundo

A resposta estatística direta para que o torcedor saiba quem é o maior artilheiro da Inglaterra na história das copas do mundo atende pelo nome de Gary Lineker. O ex-atacante balançou as redes 10 vezes vestindo a camisa da seleção nacional, dividindo seus gols entre as competições de 1986 e 1990. Ele supera lendas do passado e grandes craques em atividade, sustentando de forma isolada o principal recorde ofensivo do país no torneio.
Os números de Gary Lineker nos mundiais do México e da Itália
O atacante atingiu o estrelato global nos gramados mexicanos, em 1986, quando a Inglaterra chegou até as quartas de final. Naquela campanha, Lineker demonstrou enorme poder de finalização e anotou seis gols no torneio, garantindo o prêmio de maior goleador da edição.
Quatro anos depois, na Copa da Itália de 1990, sua fase artilheira continuava afiada. O camisa 10 marcou mais quatro vezes para levar a equipe britânica até a semifinal. Com essa constância, o centroavante consolidou a impressionante média de 10 gols em apenas 12 partidas disputadas no torneio mais importante do planeta.
O ranking dos ingleses com mais gols no torneio da Fifa
A história da seleção inglesa conta com goleadores implacáveis que cravaram seus nomes no cenário esportivo internacional. A lista histórica reúne campeões do mundo e ídolos recentes do futebol europeu.
1. Gary Lineker (10 gols)
O líder absoluto das estatísticas construiu sua fama resolvendo jogadas de forma clínica dentro da grande área. Ele foi o primeiro jogador inglês a faturar a Chuteira de Ouro, prêmio entregue ao artilheiro máximo do mundial do México, em 1986, repetindo o bom desempenho no mundial seguinte.
2. Harry Kane (8 gols)
O atual capitão da equipe assumiu a vice-liderança do ranking após atuações memoráveis na Rússia e no Catar. Ele conquistou o troféu de maior goleador em 2018 ao anotar seis gols na competição, e adicionou mais duas marcações em 2022 durante a caminhada do país até as quartas de final.
3. Geoff Hurst (5 gols)
Herói inquestionável do único título mundial da Inglaterra, Hurst assegurou seu lugar na história do esporte após marcar três gols na grande final de 1966 contra a Alemanha Ocidental. O atacante encerrou aquele ano com quatro gols e voltou a balançar a rede uma vez na Copa de 1970.
4. Bobby Charlton (4 gols)
O principal maestro do meio-campo no título de 1966 anotou três gols cruciais para a taça inédita dos ingleses. O lendário atleta do Manchester United já havia deixado sua marca de artilheiro uma vez na edição anterior, disputada no Chile, em 1962.
5. Michael Owen (4 gols)
O então garoto-prodígio do futebol britânico assombrou as arquibancadas francesas ao marcar um dos gols mais plásticos da Copa de 1998 contra a Argentina, encerrando sua participação com duas bolas na rede. No mundial de 2002, ele confirmou sua letalidade e somou mais dois tentos ao seu currículo histórico.
A corrida do atual capitão inglês para unificar os recordes
Embora o trono de Lineker nos mundiais permaneça estatisticamente seguro, sua liderança sofre ameaça direta da geração contemporânea. Harry Kane já ultrapassou o ídolo Wayne Rooney e se estabeleceu como o maior artilheiro absoluto da seleção da Inglaterra, somando os dados oficiais de eliminatórias, torneios continentais e amistosos.
Para se isolar também como o maior goleador do país apenas nos mundiais da Fifa, o camisa 9 do Bayern de Munique precisa de apenas três gols para tomar o posto. A manutenção do seu alto rendimento no futebol europeu sugere que o antigo recorde das décadas de 1980 e 1990 tem grandes chances de ser superado nas próximas competições internacionais.
O número de dois dígitos atingido por Lineker comprova a eficiência tática de um centroavante focado inteiramente na definição rápida de jogadas. Hoje, essa marca histórica pauta o rendimento da seleção atual e mantém viva a forte cultura de finalizadores implacáveis na construção do esporte britânico.


Fonte: Jovem Pan

Quem é o maior artilheiro da seleção do Senegal na história das Copas do Mundo?

O falecido meio-campista Papa Bouba Diop é o maior artilheiro do Senegal na história das Copas do Mundo da FIFA. O ídolo nacional balançou as redes três vezes no Mundial de 2002, disputado na Coreia do Sul e no Japão. Logo atrás dele aparece o atacante Henri Camara, com dois gols na mesma edição. Em três participações na competição (2002, 2018 e 2022), a seleção africana marcou um total de 16 gols, divididos entre 12 jogadores diferentes e um gol contra anotado pela Polônia.
A consagração de Papa Bouba Diop em 2002
O recorde de Bouba Diop foi estabelecido em apenas uma edição do torneio. O volante marcou o gol mais célebre do futebol senegalês: o tento da vitória por 1 a 0 sobre a França no jogo de abertura da Copa de 2002. O resultado chocou o planeta, já que os franceses eram os atuais campeões do mundo na época.
Ainda na fase de grupos daquele ano, Diop anotou mais dois gols no dramático empate por 3 a 3 contra o Uruguai, assegurando a classificação inédita da equipe para as oitavas de final. O ex-jogador faleceu precocemente em 2020, aos 42 anos, mas sua marca permanece intacta no topo das estatísticas dos “Leões de Teranga”.
Ranking de artilheiros senegaleses em Mundiais
De todos os atletas que já representaram o país no torneio da FIFA, apenas dois conseguiram marcar mais de uma vez. Abaixo, confira a lista oficial de goleadores do Senegal nas Copas:
1. Papa Bouba Diop (3 gols)

Edição disputada: 2002
Adversários vazados: França (1) e Uruguai (2)

2. Henri Camara (2 gols)

Edição disputada: 2002
Adversários vazados: Suécia (2)

3. Jogadores com 1 gol
A estatística de atletas com um gol marcado em Copas é extensa e demonstra a distribuição ofensiva da equipe nas suas três participações:

2002: Salif Diao e Khalilou Fadiga.
2018: M’Baye Niang, Sadio Mané e Moussa Wagué.
2022: Boulaye Dia, Famara Diédhiou, Bamba Dieng, Ismaila Sarr e Kalidou Koulibaly.

(Nota: O 16º gol contabilizado a favor do Senegal na história do torneio foi um gol contra marcado por Thiago Cionek, da Polônia, na Copa de 2018)
A busca pelo recorde na Copa do Mundo de 2026
Apesar de ser o maior artilheiro geral da história da seleção senegalesa com mais de 50 gols, o astro Sadio Mané anotou apenas um gol em Copas do Mundo (contra o Japão em 2018). Uma lesão na véspera do torneio tirou o atacante da edição do Catar em 2022, o que o impediu de tentar ultrapassar a marca histórica de Bouba Diop.
Com vaga praticamente encaminhada para a edição de 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá, Mané segue ativo e com chances reais de quebrar o recorde de 2002. Ele divide o protagonismo ofensivo com uma nova safra de atacantes em atividade, como Nicolas Jackson e Ismaila Sarr, que chegarão ao próximo Mundial com a missão de reescrever o topo dessa estatística.O recorde isolado de Papa Bouba Diop permanece como o principal feito individual do futebol do Senegal. Seus três gols pavimentaram o caminho para a campanha inesquecível do país nas quartas de final em 2002 e ainda servem como o grande alvo a ser batido pela atual geração de jogadores africanos.


Fonte: Jovem Pan

Os maiores artilheiros da seleção do Marrocos na história das Copas do Mundo

O maior artilheiro da seleção do Marrocos na história das Copas do Mundo é o atacante Youssef En-Nesyri, que acumula três gols marcados na competição. Ele alcançou o feito inédito ao balançar as redes nas edições da Rússia (2018) e do Catar (2022), deixando para trás lendas históricas do esporte nacional. O recorde definitivo foi consolidado durante a jornada que transformou os Leões do Atlas na primeira equipe africana a disputar uma semifinal de Mundial.

A trajetória e os gols históricos de Youssef En-Nesyri
Para se isolar no topo da artilharia marroquina, En-Nesyri demonstrou uma letal capacidade de decidir jogos no alto nível. Além de deter o recorde de volume de gols, o atleta do Fenerbahçe também se consagrou como o primeiro jogador marroquino a marcar em duas edições distintas da Copa do Mundo.
A construção dessa marca esportiva aconteceu nos seguintes confrontos:

Fase de grupos em 2018 (Espanha 2 x 2 Marrocos): O centroavante anotou de cabeça para garantir o empate contra os espanhóis, lance que lhe rendeu o apelido de “voador” pela expressiva impulsão dentro da área.
Fase de grupos em 2022 (Canadá 1 x 2 Marrocos): Aproveitando um grave erro defensivo dos adversários, ele cravou o segundo gol da partida e carimbou a vaga no mata-mata.
Quartas de final em 2022 (Marrocos 1 x 0 Portugal): O tento mais icônico da história do país ocorreu quando ele saltou a 2,78 metros de altura para marcar de cabeça, eliminando os europeus e assegurando a classificação histórica.

Ranking de artilheiros do Marrocos em mundiais
Antes do protagonismo absoluto de En-Nesyri, o título de goleador máximo do Marrocos era dividido de forma equilibrada por três heróis do passado, todos empatados com duas bolas na rede.
Abaixo está o ranking oficial de artilheiros da equipe:

1. Youssef En-Nesyri (3 gols): O atual detentor do recorde absoluto, somando seus feitos nas Copas de 2018 e 2022.
2. Abderrazak Khairi (2 gols): Principal destaque da geração de 1986, marcou duas vezes na vitória por 3 a 1 sobre Portugal, que representou a primeira vitória marroquina no torneio.
3. Salaheddine Bassir (2 gols): Estrela ofensiva da equipe de 1998, anotou os seus dois tentos no triunfo por 3 a 0 contra a Escócia.
4. Abdeljalil Hadda (2 gols): Conhecido no futebol como “Camacho”, também marcou duas vezes no Mundial da França em 1998, punindo as defesas da Noruega e da Escócia.
5. Grupo de empate (1 gol cada): Diversos jogadores balançaram as redes apenas uma vez pelo seu país. A longa lista inclui pioneiros como Houmane Jarir e Maouhoub Ghazouani (na edição de 1970) e pilares da atualidade como o meia-atacante Hakim Ziyech e o ala Zakaria Aboukhlal (ambos em 2022).

Quem pode ampliar a estatística na Copa de 2026?
A seleção marroquina confirmou presença antecipada na Copa do Mundo de 2026, emplacando sua terceira participação consecutiva no campeonato mundial. Esse calendário favorável abre amplo espaço para que as estatísticas ofensivas do país sejam atualizadas em solo norte-americano.
O próprio Youssef En-Nesyri segue em atividade e terá a oportunidade de ampliar a sua confortável margem no topo da lista. Em paralelo, atletas testados internacionalmente, como Hakim Ziyech, buscarão engordar os seus números individuais. Outro nome que atrai as atenções é o do atacante Ayoub El Kaabi, que vem registrando excelente média de gols nas Eliminatórias Africanas e desponta como um forte candidato para estrear na artilharia do Mundial.
A quebra sucessiva desses recordes evidencia o claro amadurecimento tático e técnico do futebol marroquino. Ao fundir a intensidade tática desenvolvida nos grandes clubes europeus com a habilidade nativa africana, o Marrocos abandonou o antigo rótulo de zebra esportiva para se instalar como uma força altamente competitiva no cenário da FIFA.
Fontes Consultadas

itatiaia.com.br
fifa.com
wikipedia.org
betus.com.pa
grokipedia.com
fifa.com
onefootball.com


Fonte: Jovem Pan