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Saúde rebate Rosangela Moro sobre contrato com ONG que defende crianças trans: ‘Palanque político’

O Ministério da Saúde respondeu, através de nota, um vídeo publicado pela deputada Rosangela Mora (PL-SP) na quarta-feira (22). No post, a congressista criticou a participação da ONG Minha Criança Trans em colegiados federais que formulam políticas públicas para a população LGBT. 
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que não permite, não recomenda e não custeia procedimentos transexualizadores em menores de 18 anos. Além disso, o posicionamento atesta que especialistas e representantes da sociedade civil são ouvidos na construção de políticas públicas em caráter consultivo, mas não decisório. Tais decisões, completa o comunicado, seguem a lei e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Levantar esta hipótese ou difundir boatos nesse sentido só serve de palanque político para quem dissemina fake news”, diz o órgão.
Na gravação, a congressista defende que temas relacionados à identidade de gênero e procedimentos de transição devem ser tratados com cautela, restringindo decisões de transição apenas à maioridade. Ela, no entanto, não acusa o governo de estar fazendo esses procedimentos. Rosangela Moro argumenta que o debate envolvendo crianças e adolescentes em órgãos públicos precisa de maior rigor institucional. A deputada associa a presença da ONG no colegiado a uma possível interferência inadequada em pautas de saúde infantil.


Fonte: Jovem Pan

ONU alerta para possível retorno do El Niño nos próximos meses

O fenômeno meteorológico conhecido como El Niño, que em 2024 impulsionou as temperaturas globais a níveis recordes, poderá retornar em meados de 2026, alertou a ONU nesta sexta-feira (24).
A Organização Meteorológica Mundial (OMM, uma agência da ONU) afirmou que é provável que as condições de El Niño retornem no período de maio a julho.
A OMM advertiu que os primeiros indícios apontam para a possibilidade de um evento intenso. El Niño é um fenômeno climático natural que aumenta as temperaturas da superfície do oceano no Pacífico equatorial central e oriental, e provoca mudanças nos padrões de ventos, pressão e precipitações.
As condições oscilam entre El Niño e seu oposto, La Niña, com fases neutras entre ambos. O último episódio de El Niño contribuiu para que 2023 fosse o segundo ano mais quente já registrado e 2024 o mais quente de todos.
“Após um período de condições neutras no início do ano, agora os modelos climáticos apontam claramente na mesma direção e preveem, com um nível de confiança elevado, a instauração de um episódio de El Niño, que ganhará mais força nos meses seguintes”, afirmou Wilfran Moufouma Okia, diretor de previsão climática da OMM.
“Os modelos indicam que pode ser um episódio intenso, mas a chamada barreira de previsibilidade da primavera (hemisfério norte) adiciona incerteza às previsões geradas nesta época do ano. Em geral, a confiabilidade das previsões aumenta após o mês de abril”, acrescentou.
El Niño costuma acontecer a cada dois a sete anos, com duração de entre nove e 12 meses.
*AFP
 


Fonte: Jovem Pan

Empresas querem inteligência artificial, mas não têm a base pronta

A corrida pela inteligência artificial já começou, mas boa parte das empresas ainda não está pronta nem para dar o primeiro passo. A busca por soluções mais avançadas, especialmente em IA, tem exposto um problema importante.
Muitas organizações tentam acelerar a adoção de tecnologia sem ter a base necessária para sustentá-la. “Existe um descompasso claro entre o avanço da tecnologia e o preparo das empresas para absorver esse avanço”, afirma Raphael Militino, gerente da unidade de infraestrutura e cibersegurança da PARS.
Segundo ele, o movimento é impulsionado pela pressão de mercado. As empresas querem acompanhar tendências, mas ainda enfrentam limitações básicas, como falta de infraestrutura, dados desorganizados e ausência de estratégia clara.
“Hoje se fala muito em inteligência artificial, mas muitas empresas ainda não têm infraestrutura mínima para suportar esse tipo de tecnologia. Falta base, organização e clareza sobre como aplicar isso na prática”, explica.
Na prática, isso significa que a tecnologia até chega, mas não entrega o resultado esperado. Parte desse problema está na forma como o investimento é encarado. Para Militino, ainda predomina a visão de que tecnologia é custo e não um elemento estratégico do negócio.
“Muitas empresas ainda tratam tecnologia como gasto. E, no dia a dia, acabam perdendo dinheiro por não investir da forma correta”, diz.
Essa perda nem sempre aparece de forma explícita. Ela surge em retrabalho, baixa produtividade e decisões tomadas com base em informações incompletas ou inconsistentes.
“Quando você coloca na ponta do lápis, o que a empresa já perde internamente pode ser várias vezes maior do que o valor que ela considera alto para investir”, afirma.
Outro erro comum está na escolha das soluções. Em um cenário de pressão por redução de custos, muitas empresas priorizam o preço e deixam de lado etapas essenciais, como consultoria, treinamento e implementação adequada.
“As empresas compram tecnologia pelo preço, não pelo valor de entrega. E isso compromete o resultado”, explica. Para enfrentar esse cenário, a saída é a adoção de um modelo mais consultivo, que busca entender a real necessidade do cliente antes de recomendar qualquer solução.
“A gente não vende uma solução pronta. Nosso papel é mostrar para o cliente onde ele está e o que precisa ser feito para evoluir”, afirma. Esse trabalho inclui testes práticos das tecnologias, permitindo que as empresas avaliem o impacto das soluções antes de tomar decisões mais estruturais.
O objetivo é reduzir erros e aumentar a eficiência dos investimentos. Mesmo com os desafios, Militino avalia que o mercado brasileiro está evoluindo, ainda que em ritmos diferentes.
Ele cita o agronegócio como exemplo de contraste. Enquanto algumas empresas operam com alto nível de maturidade tecnológica, outras ainda enfrentam dificuldades básicas, mesmo em regiões mais desenvolvidas.
“O que diferencia uma empresa da outra hoje não é o porte. É o nível de conhecimento e a forma como ela enxerga a tecnologia”, afirma. Com crescimento acelerado, a PARS encerrou 2025 com faturamento superior a R$1,2 bilhão e projeta manter a expansão nos próximos anos.
Para Militino, o cenário deve continuar pressionando as empresas, mas o principal desafio não deve mudar. “Não é sobre ter acesso à tecnologia. É sobre saber usar. E hoje, esse ainda é o maior gargalo do mercado”, conclui.


Fonte: Jovem Pan

PM que atirou e matou mulher em SP é suspensa da função por decisão judicial

A policial militar Yasmin Ferreira foi suspensa de sua função pública por decisão judicial. A agente atirou e matou a Thawanna Salmázio, no dia 3 de abril.
Com a decisão, a agente de segurança não poderá portar arma de fogo, manter contato com testemunhas e parentes da vítima, nem deixar a comarca sem autorização judicial prévia. Ela deverá ainda ficar recolhida em seu domicílio das 22h às 5h.
As informações foram confirmadas pela Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo e também pelo Ministério Público estadual.
Segundo a decisão do magistrado Antônio Carlos Ponte de Souza, existem provas de materialidade e suficientes indícios de autoria da conduta criminosa.
“Os elementos informativos até então produzidos revelam quadro que extrapola, de forma inequívoca, os limites do uso legítimo da força por agente estatal, evidenciando, em juízo de cognição sumária, conduta marcada por impulsividade, descontrole emocional e absoluta desproporcionalidade”, disse na sentença.

Entenda o caso
Na noite do dia 3 de abril, a policial Yasmin Ferreira e outro agente circulavam com a viatura pelas ruas do bairro Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista.
Segundo informações do companheiro da vítima, ele e Thawanna andavam na rua. O homem se desequilibrou e bateu com o braço no retrovisor da viatura policial, que parou para averiguar a situação. Houve um princípio de confusão e os agentes policiais afirmaram que tiveram de usar força para deter o casal. A policial Yasmin Ferreira desceu da viatura e, após discutir com Thawanna, alvejou-a. A vítima morreu menos de uma hora depois.
Na ocasião, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a vítima foi levada ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos.
Em nota, a secretaria disse que todas as circunstâncias do caso estão sendo investigadas “com prioridade” pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e por meio de Inquérito Policial Militar (IPM), com acompanhamento das corregedorias das instituições envolvidas.
No último dia 8, o Ministério Público de São Paulo anunciou que vai investigar a morte de Thawanna da Silva Salmázio. A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo também pediu a apuração da morte.
*Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

Roteiro pelas vinícolas de altitude em São Joaquim e Urubici

A Serra Catarinense consolidou-se como uma das mais promissoras regiões vinícolas do Brasil, famosa por seus vinhos de altitude. O terroir único, com noites frias e grande amplitude térmica, resulta em uvas de maturação lenta que produzem vinhos elegantes, complexos e com acidez vibrante. Este artigo apresenta um roteiro para visitar as vinícolas de altitude em São Joaquim e Urubici, dois dos principais polos de enoturismo da região, oferecendo um guia prático para organizar sua viagem e aproveitar o melhor que cada parada tem a oferecer.
O que saber antes de visitar as vinícolas de altitude
Planejamento é fundamental para uma experiência tranquila e completa. Antes de pegar a estrada, considere os seguintes pontos:

Melhor época para visitar: A Serra Catarinense é encantadora o ano todo. O inverno (junho a agosto) atrai turistas pelo frio e pela possibilidade de neve. Já a época da vindima, colheita da uva, ocorre no verão e início do outono (fevereiro a abril), sendo um período excelente para ver os vinhedos em sua plenitude.
Agendamento prévio: A grande maioria das vinícolas exige agendamento para visitas e degustações. Não deixe para reservar na última hora, especialmente em feriados e fins de semana, pois as vagas são limitadas.
Transporte: Ter um carro é a maneira mais prática de se locomover entre as vinícolas, que geralmente ficam em áreas rurais. Se pretende degustar vinhos, considere contratar um serviço de motorista particular ou uma agência de turismo local.
Vestuário: O clima na serra pode mudar rapidamente. Vista-se em camadas, com roupas confortáveis e um agasalho, mesmo fora do inverno. Sapatos fechados e sem salto são ideais para caminhar pelos vinhedos e adegas.

Sugestão de roteiro: vinícolas em São Joaquim e Urubici
Este roteiro de dois dias pode ser adaptado conforme seu tempo e interesse. Ele equilibra visitas a vinícolas icônicas com a beleza natural da região.
Dia 1: Explorando o terroir de São Joaquim
São Joaquim é considerada o berço dos vinhos de altitude no Brasil e abriga algumas das vinícolas mais estruturadas para o turismo.

Manhã na Vinícola Villa Francioni: Comece o dia em uma das mais famosas e imponentes vinícolas da região. A Villa Francioni se destaca pela arquitetura sofisticada, uma galeria de arte interna e uma ampla gama de vinhos. O tour guiado explica todo o processo de produção, desde o vinhedo até a adega, e termina com uma degustação comentada de seus principais rótulos.
Tarde na Vinícola Leone di Venezia: Com forte inspiração italiana, esta vinícola boutique oferece uma experiência mais intimista. O foco está em variedades de uvas italianas adaptadas ao terroir de altitude, como Sangiovese e Montepulciano. A visita guiada pelos proprietários é um diferencial, e a degustação harmonizada com queijos e embutidos artesanais completa a imersão.

Dia 2: Charme e modernidade em Urubici
Urubici e seus arredores combinam paisagens deslumbrantes com projetos vinícolas inovadores.

Manhã na Vinícola Thera: Um complexo que une vinho, arte, gastronomia e hospitalidade. A Vinícola Thera impressiona pela arquitetura moderna integrada à natureza. Além da visita à adega e da degustação de vinhos elegantes, como o Sauvignon Blanc e o Pinot Noir, o local conta com um restaurante de alta gastronomia e uma pousada de charme. É um programa completo.
Tarde na Villaggio Bassetti: Conhecida por sua abordagem cuidadosa e produção em pequena escala, a Villaggio Bassetti oferece uma visita focada na qualidade e na expressão do terroir. A degustação é conduzida de forma didática, ideal para quem deseja aprofundar os conhecimentos sobre os vinhos de altitude. Seus vinhos tintos, como o Pinot Noir e o Merlot, são muito elogiados.

Dicas para aproveitar ao máximo seu roteiro de enoturismo
Para que sua viagem seja ainda mais memorável, siga estas recomendações práticas:

Harmonize com a gastronomia local: A culinária serrana é um atrativo à parte. Experimente pratos com pinhão, truta fresca e queijo serrano. Muitos restaurantes de vinícolas oferecem menus harmonizados que elevam a experiência.
Escolha uma hospedagem de charme: Para uma imersão completa, hospede-se em pousadas rurais, hotéis-fazenda ou chalés aconchegantes. Acordar com a vista dos campos e vales da serra faz toda a diferença.
Leve vinhos para casa: Comprar diretamente na vinícola é uma ótima oportunidade para adquirir rótulos exclusivos ou de safras especiais que não são facilmente encontrados no mercado, muitas vezes com preços mais atrativos.
Beba com moderação e hidrate-se: Intercale as degustações com água para manter o paladar limpo e o corpo hidratado. Lembre-se: se beber, não dirija.

Com este roteiro em mãos, você está pronto para explorar os sabores únicos e as paisagens espetaculares das vinícolas de altitude da Serra Catarinense. Planeje sua visita, faça suas reservas e prepare-se para descobrir os tesouros vinícolas que São Joaquim e Urubici oferecem.


Fonte: Jovem Pan

Copa União 1987: por que o campeonato brasileiro tem dois campeões

O Campeonato Brasileiro de 1987 é um dos episódios mais controversos e debatidos da história do futebol nacional. A polêmica central gira em torno de uma pergunta que perdura por décadas: por que a Copa União de 1987 tem dois campeões, Flamengo e Sport? A resposta está em uma complexa mistura de crise institucional, racha político e uma disputa jurídica que chegou à mais alta corte do país. Este artigo explica o contexto do torneio, o desenrolar da disputa e qual a decisão oficial da CBF e da Justiça sobre o legítimo campeão daquele ano.

O contexto: a crise na CBF e a criação da Copa União
Em 1987, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) declarou não ter condições financeiras para organizar o Campeonato Brasileiro nos moldes tradicionais. Diante do impasse, os treze principais clubes do país na época se uniram para criar uma liga independente, o Clube dos 13. Esta organização foi a responsável por idealizar e executar um novo torneio, batizado de Copa União.
O campeonato organizado pelo Clube dos 13, chamado de Módulo Verde, contou com 16 equipes e foi um sucesso de público e crítica. No entanto, a CBF, para não perder sua autoridade, decidiu incorporar a Copa União ao seu próprio regulamento, criando um Módulo Amarelo com outros 16 times. O ponto crucial do conflito estava no regulamento da confederação, que previa um cruzamento final entre os campeões e vice-campeões de cada módulo para definir o único campeão brasileiro de 1987.
A disputa em campo e o imbróglio nos tribunais
O Módulo Verde foi disputado em altíssimo nível e terminou com o Flamengo, liderado por craques como Zico e Renato Gaúcho, sagrando-se campeão ao vencer o Internacional na final. O Sport Club do Recife, por sua vez, foi o vencedor do Módulo Amarelo, superando o Guarani.
De acordo com o regulamento imposto pela CBF, o quadrangular final deveria ocorrer entre:

Flamengo (campeão do Módulo Verde)
Internacional (vice-campeão do Módulo Verde)
Sport (campeão do Módulo Amarelo)
Guarani (vice-campeão do Módulo Amarelo)

Alegando que o acordo inicial com a CBF não previa esse cruzamento, Flamengo e Internacional, os dois finalistas do Módulo Verde, se recusaram a participar do quadrangular. A CBF, então, declarou a ausência de ambos por W.O. e determinou que a final do Campeonato Brasileiro fosse disputada entre Sport e Guarani. O time pernambucano venceu a partida e foi declarado pela entidade como o campeão brasileiro de 1987.
A decisão oficial da CBF e do STF sobre o título
A recusa do Flamengo em disputar o quadrangular deu início a uma longa batalha judicial. Por décadas, o clube carioca reivindicou o reconhecimento do título da Copa União como o título brasileiro daquele ano. Em 2011, a CBF chegou a publicar uma resolução que dividia o título, reconhecendo ambos os clubes como campeões.
No entanto, a questão foi levada ao Supremo Tribunal Federal (STF), a última instância do Judiciário brasileiro. Em 2017, o STF proferiu sua decisão final e definitiva sobre o caso, determinando que o Sport Club do Recife é o único e legítimo campeão brasileiro de 1987. A decisão transitou em julgado em 2018, o que significa que não há mais possibilidade de recurso. Portanto, do ponto de vista legal e oficial, a CBF reconhece apenas o Sport como detentor do título.
A polêmica do Campeonato Brasileiro de 1987 nasceu de um conflito institucional entre o Clube dos 13 e uma CBF enfraquecida. A recusa de Flamengo e Internacional em seguir o regulamento da confederação, que previa um cruzamento com os vencedores do Módulo Amarelo, levou a disputa para os tribunais. Após décadas de litígio, a decisão final do Supremo Tribunal Federal consolidou o Sport Club do Recife como o único campeão brasileiro oficial de 1987, encerrando a questão na esfera jurídica, embora o debate permaneça vivo na memória dos torcedores.


Fonte: Jovem Pan

Zema ‘vilipendia a honra’ do STF e de seus integrantes, diz Gilmar

Em entrevista à Record News nesta quarta-feira (22), o
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
ministro Gilmar Mendes comentou as críticas ao STF e fez uma observação sobre o ex-governador Romeu Zema.
“Eu estava imaginando que ele fala uma língua lá do Timor-Leste, um tétum ou coisa assim.” O ministro considerou “no mínimo, irônico” Zema atacar o STF após ter solicitado ao tribunal autorização para adiar o pagamento de parcelas da dívida de Minas Gerais com a União.
Argumento de Gilmar
Gilmar apontou que o tribunal foi acionado em diferentes momentos para garantir fluxo de caixa ao estado, sugerindo contradição entre a prática administrativa e o discurso atual do pré-candidato.
O ministro externou ainda que o conteúdo divulgado por Zema “vilipendia a honra” do STF e de seus integrantes.
Réplica de Zema
Na réplica, o ex-governador questionou a afirmação do ministro.
“Ele deu uma decisão favorável a Minas Gerais, e agora descobri que foi um favor para eu ser submisso a ele pelo resto da vida.”
Zema chamou o STF de “pior Supremo da história” e manteve o confronto como eixo central de sua pré-campanha, afirmando que, se eleito, proporia mudanças estruturais na Corte, incluindo mandato para ministros.
Pedido à PGR
Gilmar Mendes acionou investigação contra Zema após a publicação de um vídeo satírico que utilizava inteligência artificial e marionetes para simular um diálogo entre ministros do STF, sugerindo favorecimentos e troca de interesses.
O ministro também acionou a PGR contra o senador Alessandro Vieira pelo relatório da CPI do Crime Organizado, que sugeriu o indiciamento de três ministros do Supremo.
Risco eleitoral no Judiciário
Advogados constitucionais alegam que casos como o de Zema repetem outros casos no Supremo, de intenção de eliminar políticos do pleito eleitoral, já que eventual condenação criminal transitada em julgado permite a suspensão dos direitos políticos, conforme o artigo 15 da Constituição. Analistas veem essas ações como “avanço indevido” sobre o processo político, argumentando que o STF corre o risco de interferir nas eleições de 2026 ao tornar possíveis candidatos inelegíveis.
Oposição reage
Deputados de oposição decidiram apresentar novo pedido de impeachment contra Gilmar Mendes em reação à medida judicial contra Zema. Os parlamentares também planejam levar uma notícia-crime contra o ministro à PGR e uma manifestação formal ao ministro Edson Fachin, atual presidente do STF.


Fonte: Conexão Política

‘Taxação do Pix foi ideia de Bolsonaro’, diz Haddad

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou no domingo (19) que a “taxação do Pix” foi ideia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em postagem no X/Twitter, Haddad também afirmou que a liquidação do Banco Master é mérito do presidente Lula. A declaração martela um dos pontos mais desgastantes do atual governo e inverte a direção da narrativa em ano eleitoral.
Em setembro de 2024, a Receita Federal criou uma instrução normativa que determinava que movimentações acima de R$ 5 mil para pessoas físicas via Pix ou outras transações financeiras deveriam ser informadas ao órgão. O intuito declarado era combater lavagem de dinheiro e sonegação.
Em janeiro de 2025, um vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre a norma viralizou com mais de 100 milhões de visualizações no Instagram, com a acusação de que o governo taxaria o Pix. O imbróglio pesou na popularidade do governo Lula, que revogou a medida.
O então ministro da Economia Paulo Guedes defendeu publicamente em 2020, durante o governo Bolsonaro, a criação de um “microimposto” sobre transações digitais com alíquota de 0,2%. O tema não avançou e o ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra deixou o cargo após divergências com Bolsonaro.
Em março de 2025, o próprio Bolsonaro externou que Guedes quis taxar o Pix, mas afirmou ter impedido o plano: “Querer é uma coisa. Lá atrás, a equipe do Paulo Guedes queria taxar a cerveja, mas eu não deixei.”
A declaração de Haddad é uma das estratégias da pré-campanha petista para o governo paulista. O principal adversário será o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), favorito nas pesquisas. A ideia dos articuladores é vincular Haddad ao discurso de taxação dos super-ricos em nome da justiça tributária, numa linha testada na chamada taxação BBB, que previa imposto sobre bilionários, bancos e plataformas de apostas.
Aliados do ex-ministro avaliam que esse tipo de narrativa pode amenizar o impacto político da chamada “taxa das blusinhas”, apelido dado à tributação sobre compras internacionais de até 50 dólares, política que Haddad agora tenta dissociar de sua imagem


Fonte: Conexão Política

Flávio inicia rodada de vídeos com uso de abordagem direta, visual minimalista e linguagem acessível

Foto: Reprodução/Internet
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou uma rodada de vídeos nas redes sociais com características distintas das campanhas digitais convencionais à presidência da República.
O pré-candidatura passou a adotar produção enxuta, linguagem direta e ausência de elementos visuais carregados. A mudança de postura nas plataformas ocorre com a participação de Pablo Marçal nos bastidores da disputa pelo Palácio do Planalto.
Marçal declarou apoio a Flávio em dezembro do ano passado, quando o influenciador chamou o senador ao palco em um evento em Barueri, na Grande São Paulo.
Desde então, o nome de Marçal passou a circular nos bastidores da estratégia digital do pré-candidato, sem que haja cargo ou função formal anunciada.
Flávio sinalizou que pretende concentrar cerca de 90% da campanha presidencial nas plataformas online e pediu à militância que mantenha discurso unificado, sem ataques dentro do espectro político. A orientação é parte de uma estratégia deliberada de distinguir o senador da dinâmica mais confrontacional que marcou as redes bolsonaristas nos anos anteriores.
Desde dezembro, quando Jair Bolsonaro anunciou o filho como pré-candidato, o senador passou a reorganizar o ambiente digital na corrida ao Planalto. O intuito final é transferir o capital político do ex-presidente ao filho.
Os números sustentam a estratégia. Nas últimas semanas, Flávio liderou o indicador de tração digital por sete semanas, contra uma semana de Lula no mesmo período, segundo levantamento da consultoria Bites a pedido da Folha de S.Paulo.
O índice apurado pela Datrix registrou alta de 19% na presença do parlamentar fora de suas próprias bolhas, com melhora de imagem na imprensa e entre influenciadores externos.


Fonte: Conexão Política

Quem é o maior artilheiro da seleção do Canadá na história das Copas do Mundo?

O lateral-esquerdo Alphonso Davies é o maior artilheiro da seleção do Canadá na história das Copas do Mundo, somando exatamente um gol marcado no torneio. O atleta do Bayern de Munique quebrou um jejum histórico na edição do Catar, em 2022, ao balançar as redes na derrota por 4 a 1 contra a Croácia. Antes desse evento, a equipe havia participado apenas do Mundial de 1986, onde foi eliminada sem registrar nenhum tento a favor. O único outro gol a favor do Canadá em Mundiais não entra na conta de seus atacantes, pois foi um gol contra anotado pelo zagueiro marroquino Nayef Aguerd, também em 2022.
O cabeceio histórico de Alphonso Davies no Catar
A marca estabelecida por Alphonso Davies não representa apenas o primeiro gol do Canadá em Copas do Mundo, mas também um dos mais rápidos do torneio de 2022. O lance histórico aconteceu com apenas 68 segundos do primeiro tempo.
Após um lançamento longo do goleiro Milan Borjan, a bola encontrou espaço no lado direito do campo. O ala Tajon Buchanan dominou e cruzou com precisão para dentro da grande área, onde Davies surgiu em velocidade para finalizar de cabeça, vencendo o goleiro Dominik Livaković. O momento foi de redenção imediata para o camisa 19, que dias antes havia desperdiçado uma cobrança de pênalti na partida de estreia contra a Bélgica.
Ranking geral: os maiores artilheiros da história da seleção
Como Alphonso Davies desponta como o único jogador do país a balançar as redes no Mundial, a estatística muda drasticamente quando analisamos o desempenho geral em todas as competições oficiais e amistosos. Longe dos gramados da Copa do Mundo, a lista de maiores goleadores da seleção principal é liderada por especialistas da grande área.
1. Jonathan David
O jovem centroavante é o maior artilheiro da história do Canadá. Consolidado no futebol europeu e com grande tempo de bola, ele lidera o ranking isolado com 37 gols marcados em partidas oficiais pelo selecionado nacional.
2. Cyle Larin
O experiente atacante Cyle Larin soma 30 gols vestindo a camisa do Canadá. Ele foi a principal engrenagem ofensiva da equipe durante as Eliminatórias da Concacaf para o torneio de 2022, período em que liderou a pontuação regional com 13 gols.
3. Dwayne De Rosario
Antes da ascensão da atual geração, o meia-atacante Dwayne De Rosario deteve o recorde absoluto por vários anos. Ele encerrou a sua carreira internacional com 22 gols registrados, sendo a principal referência técnica da equipe durante a década de 2000.
A chance de reescrever a estatística na atualidade
Com a Copa do Mundo de 2026 sendo disputada na América do Norte, o Canadá tem vaga garantida como país coanfitrião, ao lado de Estados Unidos e México. A equipe comandada pelo técnico Jesse Marsch entrará em campo com o apoio de sua torcida buscando a primeira vitória de sua história na competição.
A nova configuração do torneio oferece um cenário perfeito para o sistema ofensivo brilhar. Os líderes do ranking histórico, Jonathan David e Cyle Larin, terão a grande chance de escrever seus nomes na artilharia do torneio, tirando de Alphonso Davies a exclusividade de ser o único goleador canadense no maior palco do esporte.


Fonte: Jovem Pan