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Trump indica presidente da Câmara dos Deputados da Flórida para ser embaixador no Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou nesta segunda-feira (1º) ao Senado americano o nome escolhido para ser o próximo embaixador dos EUA no Brasil. Do deputado estadual da Flórida, Daniel Perez, foi indicado para a vaga, que estava sem representante desde janeiro de 2025, ao fim do governo Joe Biden.
Perez é o atual presidente da Câmara de Representantes da Flórida. Ele foi eleito como representante estadual, cargo equivalente ao de deputado estadual, em 2017, e é advogado e filho de imigrantes cubanos.
Elizabet Bagley ocupava a posição até o fim do governo Biden, e saiu do cargo durante a transição para o governo de Trump. O governo brasileiro também precisa aceitar a indicação. Até agora, quem era responsável pelas relações com o Brasil era Gabriel Escobar, encarregado de negócios.


Fonte: Jovem Pan

Prejuízo dos Correios sobe 83,02% e atinge R$ 3,158 bilhões no 1º trimestre

Os Correios informaram nesta segunda-feira (1º) um resultado líquido negativo de R$ 3,158 bilhões nos três primeiros meses de 2026, conforme balanço publicado. O prejuízo representa alta de 83,02% em relação ao observado no mesmo período do ano anterior, quando houve um déficit de R$ 1,725 bilhão.
As despesas gerais e administrativas, bem como as despesas financeiras, foram os fatores que impulsionaram o saldo negativo no primeiro trimestre.
Foram gastos R$ 2,26 bilhões na conta que engloba, por exemplo, custo com pessoal e contratação de serviços advocatícios. Um fator de forte pressão foi o demonstrativo das contingências, já que a estatal está envolvida em processos judiciais de natureza trabalhista, cível e fiscal. O total do primeiro trimestre de 2025, referente às despesas gerais e administrativas, foi de R$ 1,22 bilhão.
Em outra frente, as despesas financeiras passaram de R$ 282,9 milhões para R$ 985 milhões, no mesmo período de comparação. Elas foram puxadas especialmente por encargos do financiamento da dívida interna (juros e IOF). Houve reconhecimento de juros e multas de tributos incidentes sobre impostos de importação no período de 2025 e no primeiro trimestre de 2026.
Para viabilizar a liquidez no curto prazo, os Correios anunciaram em novembro passado a operação de crédito com aporte de até R$ 20 bilhões. O Tesouro Nacional aprovou um empréstimo inferior, de até R$ 12 bilhões, aos Correios. Uma capitalização adicional de até R$ 8 bilhões segue em tratativa.
Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu dar ciência ao governo federal sobre a possível violação de dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com a ausência de verificação “própria e independente” das premissas financeiras que embasaram o plano de reestruturação dos Correios Também foi comunicado que houve insuficiência da análise sobre a capacidade de pagamento da estatal para fins de concessão de garantia da União e operação de crédito no valor de R$ 12 bilhões.
Segundo a Corte de Contas, esse segundo ponto “afronta” o dispositivo que trata da capacidade de pagamento de empresas estatais em operações de crédito, previsto no decreto de janeiro de 2024 (º 11.907/2024).
O TCU também alertou o Poder Executivo Federal que há ampliação “da exposição” da União com a ausência de avaliação externa sobre as premissas de receitas, despesas e fluxos de caixa que fundamentam os planos de equilíbrio econômico-financeiro de estatais.


Fonte: Jovem Pan

Preços de diesel, gasolina e etanol caíram em maio em São Paulo, aponta pesquisa

Os preços dos principais combustíveis caíram na cidade de São Paulo ao longo de maio, segundo monitoramento mensal do Sem Parar. O levantamento aponta recuo no diesel, na gasolina e no etanol na comparação com o mês anterior, após meses de alta. A análise considera mais de 19 milhões de litros abastecidos na capital paulista entre abril e maio de 2026.
O etanol apresentou as maiores reduções em maio, de acordo com o estudo. O etanol comum caiu 8,5%, de R$ 4,54 para R$ 4,15. O etanol aditivado recuou 6%, de R$ 4,99 para R$ 4,68. No diesel, o Sem Parar registrou as maiores quedas do combustível no mês. O diesel comum recuou 3,8%, de R$ 7,50 para R$ 7,21. O diesel aditivado caiu 3%, de R$ 7,71 para R$ 7,48. Na gasolina, a versão comum teve queda de 2,2%, de R$ 6,65 para R$ 6,51. Já a gasolina aditivada registrou diminuição de 2,1%, de R$ 7,25 para R$ 7,10.

Diferenças entre regiões
O monitoramento também apontou variações de preços entre as regiões da cidade. A maior diferença foi observada na gasolina aditivada, com variação de R$ 0,61 por litro entre as Zonas Norte e Sul, onde os preços oscilaram de R$ 6,69 para R$ 7,30.
Na gasolina comum, os valores ficaram entre R$ 6,39 na Zona Norte e R$ 6,55 na Zona Oeste. No diesel aditivado, o menor preço foi registrado na Zona Norte, a R$ 7,22, e o maior na Zona Sul, a R$ 7,66. O diesel comum teve menor preço de R$ 7,08 na Zona Leste e chegou a R$ 7,34 na Zona Sul.
No etanol aditivado, os preços variaram entre R$ 4,39 na Zona Norte e R$ 4,92 na Zona Oeste. O etanol comum oscilou de R$ 4,11 na Zona Norte a R$ 4,18 nas Zonas Leste e Sul.


Fonte: Jovem Pan

Mulher é mordida por tubarão em praia de Recife; veja vídeo

Uma mulher, de 19 anos, teve a perna direita mordida por um tubarão, na tarde desta segunda-feira (1º), na praia de Boa Viagem, em Recife, no Pernambuco. As informações são do portal g1.
A vítima, identificada como Marcela Vitória de Lima Santos, foi socorrida por guarda-vidas e outros banhistas no local. Ela foi levada para o Hospital Alfa, no bairro Boa Viagem, e depois transferida para o Hospital da Restauração, no centro de Recife.

2° ataque de tubarão na praia de boa viagem nesta segunda (01/06) no Recife. Um dia após o menino de 11 anos ser atacado também por um tubarão na praia de Piedade. Imagens fortes. pic.twitter.com/5b86kMA8gn
— Marcílio Oliveira (@marcilieliveira) June 1, 2026

Em entrevista à TV Globo, o primo da vítima Jonas André de Lima contou que foi ele quem tirou Marcela do mar. “Ela disse que iria tomar um banho, dar um mergulho, e, de repente, o tubarão atacou (…) Foi o momento em que ela foi atacada e ficou gritando: ‘Jonas, Jonas’, chamando o meu nome”, declarou.
Esse foi o segundo incidente, em dois dias no estado, envolvendo tubarão. No domingo (31), um menino de 11 anos foi mordido na mão e na coxa, na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.
O garoto foi levado ao Hospital da Restauração em estado gravíssimo. Ele teve a perna amputada. O atual quadro de saúde do menino é estável.


Fonte: Jovem Pan

O que se sabe sobre a operação em SP contra a produtora do filme do Bolsonaro

A Operação WiFi Livre SP foi deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo nesta segunda-feira (1º) para investigar o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG representada por Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go Up Entertainment, que é responsável pelo filme “Dark Horse”, que contra a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação investiga suspeita de desvios em um contrato de R$ 108 milhões da organização com a Prefeitura de São Paulo.
A operação se aprofunda nessas verbas públicas que seriam destinadas à instalação de internet sem fio, mas são suspeitas de terem sido desviadas para financiar a obra cinematográfica que conta a história da eleição de Jair Bolsonaro (PL), em 2018. O Termo de Colaboração firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o Instituto Conhecer Brasil previa a instalação e manutenção de 5.000 pontos de acesso à internet em comunidades da capital paulista.
De acordo com a apuração da Jovem Pan, as buscas aconteceram na Secretaria de Inovações e Tecnologia e na sede do Instituto e foram autorizadas pela Vara Regional das Garantias da Capital. A ação busca provas de crimes como fraude em licitação, irregularidades na execução de contrato administrativo e emprego indevido de verbas públicas. O inquérito teve origem em um pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo.
As investigações apontam que a ONG não possuía histórico ou capacidade técnica no setor de telecomunicações, tendo atuado anteriormente apenas em eventos literários e religiosos. Além disso, o valor pactuado por ponto de internet (R$ 1.800) era consideravelmente superior ao praticado pela Prodam, empresa de tecnologia da Prefeitura, que cobrava R$ 306 pelo mesmo serviço.

Lavagem de dinheiro 
Além das supostas fraudes no contrato de Wi-Fi da Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil, a Polícia Civil também investiga a suspeita de “desvio de finalidade e confusão patrimonial” para a lavagem de dinheiro envolvendo Karina e a empresa Go Up Entertainment. A responsável pela ONG recebeu R$ 1 milhão de uma emenda parlamentar do deputado federal Mário Frias (PL-SP).
A Prefeitura nega que o longa-metragem sobre Jair Bolsonaro tenha recebido recursos municipais. Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira a administração municipal afirmou que “repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos”, sustentando que o contrato firmado com o Instituto Conhecer Brasil “seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade”.
A reportagem procurou a Go UP, o ICB e Karina, mas não conseguiu localizar suas defesas. Em oportunidades anteriores, Karina, o instituto e a Go Up negaram qualquer irregularidade. O espaço segue aberto.
Faturas irregulares
Entre as inconsistências investigadas está a apresentação de quatro faturas emitidas pela empresa Make Onde Tecnologia Digital Ltda, totalizando R$ 8,5 milhões sem a emissão das respectivas notas fiscais ou recolhimento tributário. As faturas têm numeração sequencial, mesma data de emissão e vencimento. Além disso, os valores teriam sido artificialmente fracionados, o que sugeriria possível montagem para justificar saídas ilícitas de recursos financeiros.
A Make One foi uma das empresas contratadas pelo ICB para a execução dos 5 mil pontos de Wi-Fi na periferia da cidade, contrato que está no centro da Operação desencadeada nesta segunda. Ela também foi um dos alvos das buscas. A reportagem não conseguiu localizar seus sócios bem como sua defesa. O espaço segue aberto.
Além da Make One, a investigação também apura notas fiscais emitidas pela empresa Complexys Soluções Integradas no valor de R$ 2 milhões, que foram canceladas no mesmo dia da emissão, mas que foram usadas para justificar despesas em prestação de contas apresentada à Prefeitura. Outra empresa que teria sido usada para justificar os gastos do ICB foi a JR Feijão Ltda, com sede no Ceará, que teria recebido R$ 406 mil em 2024.
Haveria ainda a suspeita de autofaturamento por meio de notas fiscais emitidas pelo ICB de mais de R$ 1,4 milhão e duplicidade de faturas no valor de R$ 925 mil, conforme parecer da própria secretaria municipal, que teria concluído pela gravidade das irregularidades financeiras na execução do contrato.
*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Bolsonaro apresenta ‘limitação de movimento no ombro direito’, dizem médicos

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não recebeu autorização médica para iniciar a fase ativa da fisioterapia no ombro direito, cerca de quatro semanas após passar por cirurgia na região. Relatórios enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana indicam que ele apresenta “importante limitação de movimento do ombro direito, rigidez articular e restrições de mobilidade na região da cicatriz cirúrgica”.
Avaliação assinada pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas e pelo ortopedista Alexandre Firmino afirma que o ex-presidente, de 71 anos, esteve consciente, orientado e colaborativo durante a avaliação e atendimento. Está autorizada a realização de apenas uma sessão semanal de fisioterapia, com foco em mobilizações passivas da região.
Em relatório separado, o cardiologista Brasil Ramos Caiado informou ao STF que Bolsonaro não apresentou queixas relevantes de dor no ombro, mas “episódios de queimação epigástrica associados a refluxo gastroesofágico”.
“Devido aos quadros de soluços recorrentes, foi mantido com doses elevadas previamente ajustadas das medicações específicas e rigorosa dieta com baixo teor de acidez”, afirmou o médico.
O documento informa ainda que o ex-presidente iniciou exercícios aeróbicos leves e progressivos, mantém a pressão arterial sob controle e continua apresentando instabilidade crônica do equilíbrio corporal, o que levou à adoção de “medidas preventivas para redução de risco de quedas”.
Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.
Ele está em prisão domiciliar humanitária desde o fim de março, quando contraiu uma broncopneumonia bacteriana. Antes, estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.


Fonte: Jovem Pan

Crítica | Euphoria encerra na 3ª temporada e deixa um gosto agridoce para os fãs

Depois de quatro anos de espera, a terceira e última temporada de Euphoria chegou com uma missão quase impossível: encerrar uma das séries mais influentes, polêmicas e visualmente marcantes da televisão recente. E, como era de se esperar, o resultado é tão fascinante quanto frustrante.
A nova temporada abandona definitivamente o ambiente escolar e aposta em um salto temporal de cinco anos, mostrando personagens mais velhos, mas nem sempre mais maduros. A mudança funciona ao permitir que a trama explore as consequências de tudo o que aconteceu anteriormente, especialmente na vida de Rue. A personagem de Zendaya continua sendo o coração da série, entregando uma atuação devastadora que sustenta até os momentos mais excessivos do roteiro.
Visualmente, Euphoria permanece impecável. A direção de Sam Levinson transforma cada episódio em uma experiência quase cinematográfica, com fotografia hipnotizante, trilha sonora impactante e cenas que parecem feitas para serem analisadas quadro a quadro. Poucas séries conseguem transmitir emoções através da estética com tanta força.
O problema surge justamente onde a produção sempre dividiu opiniões: o roteiro. Em diversos momentos, a temporada parece mais interessada em chocar do que em desenvolver seus personagens. Algumas histórias importantes recebem pouco espaço, enquanto outras se perdem em simbolismos e situações extremas. Personagens que foram fundamentais nas primeiras temporadas acabam ficando em segundo plano, dando a sensação de que nem todos receberam o encerramento que mereciam. Essa é uma das críticas mais recorrentes entre fãs após o episódio final.
O desfecho de Rue certamente será o ponto mais controverso da série. Sem entrar em detalhes específicos, a conclusão escolhida por Levinson reforça a visão pessimista que sempre acompanhou a personagem e levanta um debate inevitável: a série entregou uma reflexão honesta sobre vício e trauma ou apenas apostou em uma tragédia para causar impacto? A resposta provavelmente dependerá da experiência de cada espectador.
Ainda assim, seria injusto dizer que a temporada falha completamente. Quando acerta, Euphoria continua sendo uma obra capaz de provocar desconforto, reflexão e emoção como poucas produções da atualidade. O problema é que, em sua reta final, ela parece mais preocupada em ser lembrada do que em oferecer respostas satisfatórias para todos os personagens que construiu ao longo dos anos.
A terceira temporada encerra Euphoria de forma corajosa, visualmente brilhante e emocionalmente pesada. Não é um final que vai agradar a todos e talvez nunca tenha sido essa a intenção. Mas, gostando ou não do desfecho, é impossível negar o impacto cultural que a série deixou na televisão desta geração.


Fonte: Jovem Pan

Investigações da PF sobre corrupção eleitoral disparam e crescem quase 20 vezes desde 2016

Nos últimos dez anos, a Polícia Federal iniciou mais de 7.600 inquéritos sobre compra de votos.
Reprodução/GloboNews
O Brasil registrou uma explosão no número de investigações sobre corrupção eleitoral na última década. Levantamento exclusivo da GloboNews com base em dados da Polícia Federal, obtidos via Lei de Acesso à Informação, revela que o volume de inquéritos abertos disparou quase 20 vezes entre as eleições municipais de 2016 e 2024.
Enquanto em 2016 foram abertas 117 investigações, o total saltou para 2.283 no último pleito. Nos últimos dez anos, a Polícia Federal iniciou mais de 7.600 inquéritos sobre compra de votos, o que representa uma média de duas novas investigações por dia.
Os dados fazem parte da série de reportagens “O valor do voto”, que vai ao ar nesta semana na GloboNews e que revela casos inéditos de compra de votos.
Um crime que atravessa décadas
Infográfico – Inquéritos sobre crimes eleitorais abertos pela Polícia Federal saltaram de 117 em 2016 para 2.283 em 2024.
Arte/GloboNews
Embora o sistema eleitoral tenha se modernizado com a urna eletrônica e a biometria, o “velho problema” da compra de votos atravessou o século. Registros históricos dos anos 80 mostram que a prática de trocar o voto por vantagens é um vício antigo na democracia brasileira.
Em 1982, eleitores em Belém (PA) trocavam seus títulos por “cartões de Natal” na casa de candidatos.
Em 1986, as moedas de troca iam de 50 cruzeiros a óculos, remédios e materiais de construção. No final daquela década, o assistencialismo já era descrito como um “costume” para parte dos eleitores.
De dinheiro a botijão de gás em troca de voto
As investigações detalham um “mercado” que utiliza a carência da população para negociar o apoio nas urnas. Além do pagamento direto em dinheiro, o crime assume diversas formas.
Entre as vantagens oferecidas estão consultas médicas, atendimento odontológico, exames e serviços oftalmológicos. Bens materiais como sacos de cimento, botijões de gás, cestas básicas, gasolina e até “caixinhas de cerveja” também entram na negociação. Promessas de empregos, funções públicas e vagas em creches completam o rol de ilegalidades identificadas nos processos.
Compra de votos é mais frequente no interior
Mapa – Inquéritos sobre crimes eleitorais foram abertos em 1.557 municípios nos últimos anos.
Arte/GloboNews
A análise dos dados da PF aponta que o crime de compra de votos está concentrado fora dos grandes centros urbanos, com apenas 15% dos casos registrados em capitais. A maioria dos inquéritos foca em cidades do interior e regiões metropolitanas, atingindo quase 30% dos municípios brasileiros na última década.
Segundo a procuradora Nathalia Mariel, da Procuradoria-Geral Eleitoral, essa prevalência se dá pela proximidade física e social entre candidatos e eleitores em cidades menores. “Quanto mais localizada é a eleição, mais próximas são as pessoas e é mais fácil a negociação e o oferecimento de vantagem”, explica.
Além disso, a fiscalização torna-se mais complexa pela dificuldade de instrução de processos em comunidades onde há ligações íntimas e dependência direta entre os envolvidos e as vítimas.
Casos vão de dinheiro em livros a uso do CRAS
Candidata à vereadora oferecia ‘diárias’ de R$ 100 para famílias vulneráveis, inclusive na fila de entrega de leite.
Arte/GloboNews
Dois casos retratados pela reportagem da GloboNews ocorreram no Paraná.
Em Goioerê, o vereador Walter Fernandes Martins, conhecido como Tenente Martins, teve o mandato cassado após o Ministério Público identificar um fluxo atípico em seu comitê.
A investigação descobriu que ele utilizava livros de legislação brasileira com buracos entre as páginas para esconder dinheiro. Mensagens de celular revelaram que o político gerenciava pedidos de gasolina, alimentos e assistência jurídica em troca de apoio.
Já em Moreira Sales, a vereadora mais votada em 2024, Priscilla Albano, foi condenada por utilizar a estrutura do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) em benefício próprio.
Com o auxílio da assistente social Edina Frasson, a candidata oferecia “diárias” de R$ 100 para famílias vulneráveis, inclusive na fila de entrega de leite.
Ambas foram condenadas à cassação e inelegibilidade.
Para a cientista política Rita Biason, coordenadora de pesquisas do Instituto Não Aceito Corrupção, a venda do voto traz consequências diretas para o eleitor.
“O voto não tem preço, ele tem consequência. Na medida em que você vende o seu voto, as políticas públicas deixam de ser eficazes, afetando diretamente a qualidade da saúde e da infraestrutura do entorno do cidadão”, diz Rita Biason.
Em nota, o ex-vereador de Goioerê Walter Fernandes Martins afirmou que sempre negou as acusações. Ele também lembrou que, apesar de ter tido o mandato cassado, concluiu o sexto mandato enquanto os recursos tramitavam na Justiça.
A reportagem entrou em contato com os advogados da servidora Edina Frasson e da vereadora de Moreira Sales, Priscilla Albano, mas não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem.
Punições para quem compra e para quem vende voto
PF abriu mais 7.600 investigações de crime eleitoral em 10 anos.
Arte/GloboNews
De acordo com o Artigo 299 do Código Eleitoral, tanto o ato de comprar quanto o de vender o voto são condutas criminosas. As punições previstas incluem:
Prisão: Pena de até quatro anos de reclusão.
Multa: Aplicação de penalidade financeira.
Para o político: Além da esfera criminal, a lei prevê a cassação do mandato e a inelegibilidade por oito anos.
A promessa de comprar ou o pedido do eleitor para vender o voto já configuram o crime, mesmo que a transação não seja comprovada.


Fonte:

g1 > Política

Trump escolhe filho de cubanos para ser o novo embaixador dos EUA no Brasil

Daniel Perez, apontado por Trump como embaixador dos EUA para o Brasil
American Legislative Exchange Council
A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira (1º) a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil. Perez, de 38 anos, é presidente da Câmara dos Deputados da Flórida e precisará ser confirmado pelo Senado americano.
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Se aprovado, ele será o primeiro embaixador dos EUA no Brasil desde a saída de Elizabeth Bagley, indicada por Joe Biden. O posto está vago desde janeiro de 2026, quando Trump retornou à Casa Branca.
Atualmente, a missão diplomática americana em Brasília é comandada pelo encarregado de negócios Gabriel Escobar.
Na semana passada, os EUA anunciaram que ele será substituído por Natasha Franceschi a partir de julho.
Filho de imigrantes cubanos, Perez nasceu em Nova York e se mudou com a família para a Flórida ainda criança, em 1993. Atualmente, ele faz parte do Partido Republicano, o mesmo de Trump, e demonstra apoio às políticas do presidente.
O indicado para a Embaixada dos EUA no Brasil está no comando da Câmara da Flórida desde 2024. No ano passado, ele chegou a ser apontado como possível candidato ao cargo de procurador-geral do estado, mas resolveu permanecer na presidência da Casa.
A indicação ocorre em meio a um embate político entre Perez e o governador da Flórida, Ron DeSantis.
Nas últimas semanas, o presidente da Câmara estadual impediu o avanço de projetos apoiados pelo governador, incluindo medidas para flexibilizar as exigências de vacinação para estudantes de escolas públicas e para alterar regras relacionadas a empresas de inteligência artificial.
O conflito entre os dois também envolve negociações sobre o orçamento estadual. Em maio, por exemplo, a Câmara da Flórida deixou de aprovar recursos para programas defendidos por Casey DeSantis, mulher do governador.
“Quando você tem pessoas que foram eleitas nas nossas costas, como o presidente da Câmara, e elas assumem o cargo e fazem o oposto do que os eleitores esperavam que fizéssemos, vou apontar isso”, disse DeSantis durante um evento em maio, segundo o jornal Miami Herald.
“Vou deixar as pessoas saberem que é isso que ele está fazendo.”
VÍDEOS: agora no g1
Agora no g1


Fonte:

g1 > Política

Com dupla brasileira, Catar divulga lista de convocados para a Copa do Mundo; confira

O Catar anunciou nesta segunda-feira (01) a lista de convocados para o Mundial deste ano. A lista do técnico espanhol Julen Lopetegui conta com dois atletas de origem brasileira: o atacante Edmilson Junior, do Al-Duhail, e o lateral-esquerdo Lucas Mendes, do Al-Wakrah.
Anfitrião da Copa de 2022, Catar está no Grupo B, com o Canadá, um dos anfitriões, além de Suíça e Bósnia e Herzegovina. A estreia será contra a seleção suíça no dia 13 de junho, às 16 horas (horário de Brasília), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, nos Estados Unidos.
Confira os convocados
Goleiros

Mahmoud Abunada (Al-Rayyan)
Meshaal Barsham (Al-Sadd)
Salah Zakaria (Al-Duhail)

Defensores

Ayoub Al-Alawi (Al-Gharafa)
Boualem Khoukhi (Al-Sadd)
Homam Al-Amin (Al-Duhail)
Lucas Mendes (Al-Wakrah)
Issa Laye (Al-Arabi)
Pedro Miguel (Al-Sadd)
Al-Hashmi Al-Hussain (Al-Arabi)
Sultan Al-Brake (Al-Duhail)

Meio-campistas

Assim Madibo (Al-Duhail)
Abdulaziz Hatem (Al-Rayyan)
Ahmed Fathy (Pyramids)
Karim Boudiaf (Al-Duhail)
Jassem Gaber (Al-Rayyan)
Mohamed Mannaj (Al-Shamal)

Atacantes

Ahmed Al-Ganehi (Al-Gharaf)
Ahmed Alaa (Al-Rayyan)
Akram Afif (Al-Sadd)
AlMoez Ali (Al-Duhail)
Edmilson Junior (Al-Duhail),
Hasan Al-Haydos (Al-Sadd)
Mohammed Muntari (Al-Gharafa)
Tahsin Mohammed (Al-Duhail)
Youssef Abdulrazzaq (Al-Sadd)

Quem são os brasileiros no Catar?
Edmilson Junior nasceu na Bélgica e é filho do ex-jogador brasileiro Edmílson Paulo da Silva, revelado pelo Sport e que se destacou no futebol belga nos anos 1990. Depois de despontar como promessa na Europa, o filho foi para o Al-Duhail, do Catar, onde atua desde 2018. Já Lucas Mendes é paranaense, nasceu em Curitiba e foi revelado pelo Coritiba. Entre 2012 e 2014 defendeu o Olympique de Marselha e em 2014 se transferiu para o futebol catari, onde ganhou destaque.
A dupla de brasileiros reforça o elenco do Catar para o segunda Copa do Mundo do país do Oriente Médio. Na edição passada, os catarianos caíram ainda na fase de grupos.


Fonte: Jovem Pan