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Como calibrar os pneus para viajar no calor: guia técnico essencial

As altas temperaturas do verão e as viagens de férias representam um desafio significativo para os componentes de um veículo, especialmente para os pneus. O calor excessivo do asfalto, somado ao atrito gerado pela rodagem contínua, eleva a temperatura e a pressão interna dos pneus, impactando diretamente a segurança, o consumo de combustível e a vida útil da borracha. Entender como calibrar os pneus corretamente para viajar no calor é um procedimento técnico fundamental para evitar o desgaste excessivo e garantir a estabilidade do veículo. Este guia detalha os princípios e o passo a passo para uma manutenção precisa.
A física da pressão dos pneus e o impacto do calor
A pressão dentro de um pneu não é estática; ela varia conforme a temperatura. Este fenômeno é explicado pela lei dos gases ideais, que estabelece uma relação direta entre temperatura e pressão. Quando a temperatura externa e a do asfalto aumentam, a temperatura do ar dentro do pneu também sobe, resultando em um aumento da pressão interna. Um aumento de 10°C na temperatura ambiente pode elevar a pressão em aproximadamente 1 a 2 PSI (Pound per Square Inch).
Ignorar este princípio pode levar a dois cenários de risco:
 

Subcalibragem (pressão abaixo do recomendado): Com a pressão baixa, a área de contato do pneu com o solo aumenta, gerando mais atrito e, consequentemente, mais calor. Isso acelera o desgaste nas bordas (ombros) do pneu, aumenta o consumo de combustível devido à maior resistência à rolagem e pode causar danos estruturais irreversíveis na carcaça.
Sobrecalibragem (pressão acima do recomendado): Uma pressão excessiva diminui a área de contato com o solo, concentrando o desgaste no centro da banda de rodagem. Isso reduz a aderência, torna a direção mais dura e instável, e aumenta o risco de danos ao pneu ao passar por buracos ou irregularidades na pista.

 
Passo a passo para a calibragem correta em condições de calor
Realizar a calibragem de forma correta é um processo simples, mas que exige atenção a detalhes técnicos cruciais, especialmente antes de uma viagem longa sob o sol.
 

Consulte a especificação do fabricante: A pressão correta não é um valor universal. Ela é determinada pelo fabricante do veículo e pode ser encontrada no manual do proprietário ou em uma etiqueta adesiva localizada na coluna da porta do motorista, na parte interna da tampa do tanque de combustível ou no porta-luvas. A etiqueta informa os valores para o veículo com carga normal e com carga máxima (passageiros e bagagem).
Calibre sempre com os pneus “frios”: Este é o ponto mais crítico. Um pneu é considerado “frio” quando o veículo rodou menos de 3 quilômetros em baixa velocidade ou está parado há pelo menos duas horas. A calibragem com pneus quentes resulta em uma leitura de pressão falsamente elevada, levando a uma calibragem incorreta e perigosa quando eles esfriarem.
Ajuste a pressão para a carga da viagem: Para viagens de férias, onde o veículo geralmente carrega mais passageiros e bagagens, utilize o valor de pressão recomendado para “carga máxima” especificado pelo fabricante. Isso garante que a estrutura do pneu suporte o peso adicional sem deformações excessivas.
Nunca “esvazie” um pneu quente: Durante uma parada na estrada, é normal notar que a pressão dos pneus está alguns PSI acima do valor ajustado a frio. Este aumento é esperado e projetado pelo fabricante. Retirar ar de um pneu quente para “corrigir” essa pressão fará com que ele fique com subcalibragem ao esfriar, criando um risco de segurança.
Verifique a pressão do estepe: O pneu reserva também perde pressão com o tempo. Verifique-o durante a calibragem. Geralmente, o estepe (especialmente os de uso temporário) exige uma pressão superior à dos pneus de rodagem. Consulte o manual para o valor exato.

 
Desgaste excessivo e outros pontos de atenção no verão
A calibragem é o pilar da manutenção de pneus no verão, mas outros fatores também contribuem para a segurança e durabilidade.
 

Padrões de desgaste:
Desgaste nos ombros (bordas): Sinal claro de rodagem com pressão insuficiente.
Desgaste no centro: Indica rodagem com pressão excessiva.
Desgaste irregular ou em “escamas”: Pode indicar problemas de alinhamento ou balanceamento.
Inspeção visual: O calor pode agravar pequenas fissuras e ressecamentos na borracha. Antes de viajar, inspecione a superfície de todos os pneus em busca de bolhas, cortes, rachaduras ou objetos encravados que possam comprometer a integridade estrutural.
Profundidade dos sulcos: Os sulcos são essenciais para escoar a água em caso de chuvas de verão e evitar a aquaplanagem. Verifique o TWI (Tread Wear Indicator), um pequeno ressalto de borracha no fundo dos sulcos. Quando a banda de rodagem se alinha com o TWI, o pneu atingiu o limite legal de segurança (1,6 mm) e deve ser substituído imediatamente.
Alinhamento e balanceamento: Um veículo desalinhado ou com rodas desbalanceadas causa desgaste acelerado e irregular dos pneus, além de comprometer a dirigibilidade. Recomenda-se a verificação desses serviços a cada 10.000 km ou antes de viagens longas.

 
A manutenção adequada dos pneus, centrada na calibragem correta com os pneus frios e ajustada para a carga do veículo, é uma medida de baixo custo com impacto direto na segurança e na eficiência. Seguir as especificações técnicas do fabricante não apenas previne o desgaste prematuro e reduz custos com combustível e reposição, mas também garante a performance dinâmica do veículo, especialmente sob as condições exigentes do verão.


Fonte: Jovem Pan

Tripulação da Missão Artemis III será anunciada em breve, diz Nasa

O administrador associado da Nasa, Amit Kshatriya, informou na sexta-feira (10) que a tripulação da Missão Artemis III será anunciada “em breve”. A declaração foi dada a jornalistas após a conclusão da expedição Artemis II.
A Missão Artemis III está programada para 2027. O objetivo da próxima expedição à Lua é fazer o teste do módulo de pouso na superfície lunar. O equipamento ainda está em desenvolvimento por empresas espaciais pertencentes a Elon Musk e Jeff Bezos, a SpaceX e a Blue Origin, respectivamente.

Programa Artemis
O programa Artemis reúne componentes de outras empreitadas da Nasa que foram canceladas. Estabelecido em 2017, o objetivo do projeto é explorar mais a Lua a fim de consolidar as bases para missões tripuladas a Marte. Para isso, é necessário construir a infraestrutura de viagens ao satélite natural, desativada com o fim do Programa Apollo, com tecnologia, segurança e estrutura diferentes da era anterior de expedições.
Em 16 de novembro de 2022, a Nasa lançou a Missão Artemis I. A viagem consistiu em um teste de voo da espaçonave Orion sem tripulação para além da Lua.
Com os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, a Missão Artemis II fez sobrevoo do satélite natural e analisou e documentou as características da superfície lunar. Além disso, a expedição teve como objetivo verificar se o foguete lunar SLS e a espaçonave espacial Orion estão em perfeito estado de funcionamento, na esperança de abrir caminho para um retorno e um pouso na Lua em 2028 pela Missão Artemis IV.
O programa sofre com a pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acelerou o ritmo do projeto. Por isso, foi estipulada a meta de que os astronautas pisem na superfície lunar antes de 2029, quando termina o mandato do republicano.
*Com informações de AFP e Reuters


Fonte: Jovem Pan

Israel e Líbano iniciarão negociações de paz na terça-feira (14)

O gabinete de imprensa da Presidência da República do Líbano comunicou nesta sexta-feira (10) que iniciará negociações formais de paz com Israel na terça-feira (14). Com mediação dos Estados Unidos, o encontro de ambas as diplomacias será na capital norte-americana, Washington.
Segundo noticiou a Reuters, Tel-Aviv, no entanto, negou discutir cessar-fogo com o Hezbollah. A movimentação para encerrar as hostilidades se dá em meio a ofensivas israelenses contra o grupo islâmico xiita.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que o ataque aéreo de Tel-Aviv, na quarta-feira (8), resultou na morte de 357 pessoas e em 1.223 feridos. Segundo informou a pasta, o número de vítimas ainda pode subir, porque ainda está sendo feita a retirada de corpos dos escombros.
Por outro lado, autoridades de Israel comunicaram que a ofensiva contra o território libanês matou “pelo menos 180” integrantes do Hezbollah.


Fonte: Jovem Pan

Veja o momento em que astronautas da Artemis II são retirados da cápsula

Cerca de uma hora e meia depois de amerissarem na Terra, os astronautas da missão Artemis II foram retirados da cápsula com ajuda de profissionais que preparam o local para resgatá-los. Orion realizou uma amerissagem suave, a 30 km/h, no Oceano Pacífico, em frente a San Diego, utilizando enormes paraquedas, às 17h07 locais (21h07 em Brasília), exatamente como a agência espacial americana havia planejado. A Marinha dos Estados Unidos foi em busca da cápsula que flutuava no mar, seguindo o mesmo protocolo utilizado desde a missão de Neil Armstrong.
“Que viagem! Estamos estáveis”, disse o comandante Wiseman, e informou um código “green” para os quatro membros da tripulação, que significa que estavam em boas condições.
O administrador da Nasa, Jared Isaacman, classificou a viagem como “uma missão perfeita”. “Retomamos o envio de astronautas à Lua”, disse. “Isto é só o começo”. “Vamos voltar a fazê-lo com frequência, enviando missões à Lua até pousarmos nela em 2028 e começarmos a construir nossa base”, acrescentou. Donald Trump parabenizou a tripulação e disse que, como presidente dos Estados Unidos, “não poderia estar mais orgulhoso”.
“Espero ver todos vocês em breve na Casa Branca. Faremos isso de novo e, depois, o próximo passo: Marte!”, escreveu ele em sua rede Truth Social.

Veja o vídeo do resgate

Quem foram os astronautas que foram à expedição?
A Artemis II apresentou mudanças significativas em relação às expedições Apollo. A equipe conta com a primeira mulher, pessoa negra e astronauta de fora dos Estados Unidos a participar de uma missão do tipo.
Reid Wiseman
Aos 50 anos, Reid Wiseman foi o comandante da missão. Nascido em Baltimore, ingressou na Nasa em 2009, após uma longa carreira na Marinha.
Para Wiseman, a missão realiza um sonho que ele antes considerava impossível. Em 2014, completou uma missão de 165 dias na Estação Espacial Internacional e, posteriormente, chefiou o escritório de astronautas da Nasa.
Victor Glover
Victor Glover, de 49 anos, pilotou a espaçonave Orion. Veterano da Marinha e pai de quatro filhas, foi selecionado pela Nasa em 2013.
Seu interesse pelo espaço começou depois de assistir ao lançamento de um ônibus espacial da Nasa na televisão.
Em 2020, ele se tornou o primeiro norte-americano negro a participar de uma missão de longa duração à Estação Espacial Internacional.
Com a Artemis II, foi o primeiro homem negro e a primeira pessoa não branca a viajar para a Lua, um marco que ele atribui ao caminho pavimentado por pioneiros como Guion Bluford, o primeiro norte-americano negro no espaço.
Christina Koch
Christina Koch, de 47 anos, foi a primeira mulher em uma missão lunar. Engenheira de formação e pesquisadora experiente, ela trabalhou em ambientes extremos como a Antártida.
Desde jovem, sonhava em ser astronauta e cresceu assistindo às imagens icônicas do programa Apollo.
Selecionada também em 2013, ela detém o recorde de voo espacial mais longo realizado por uma mulher, com 328 dias, e participou da primeira caminhada espacial totalmente feminina, ao lado de Jessica Meir.
Jeremy Hansen
O canadense Jeremy Hansen, de 50 anos, completa a tripulação e será o primeiro astronauta de fora dos Estados Unidos a orbitar a Lua.
Ex-piloto de caça da Força Aérea Real Canadense, ele ingressou na Agência Espacial Canadense em 2009. Trabalhou como contato com a Estação Espacial Internacional e como instrutor para novas gerações de astronautas.
Ele conta que, quando criança, viu uma foto de Neil Armstrong na Lua, um momento que despertou sua paixão pela exploração espacial.


Fonte: Jovem Pan

EUA voltaram ‘à ativa’ de enviar astronautas à Lua, diz chefe da Nasa

O administrador da Nasa, Jared Isaacman, afirmou nesta sexta-feira (10) que os Estados Unidos voltaram “à ativa” de “enviar astronautas à Lua e trazê-los de volta em segurança”. Após o pouso da espaçonave Orion, o chefe da agência espacial norte-americana comentou sobre a expedição de 10 dias que sobrevoou o satélite natural.
Em publicação no X (ex-Twitter), Isaacman disse que a Artemis II foi uma “missão de teste” e o primeiro voo tripulado da Orion e do foguete lunar SLS. O administrador da Nasa destacou que a expedição apresentava “riscos reais”, mas que os quatro astronautas envolvidos na expedição “aceitaram” em razão de “tudo o que se poderia aprender” e pelas “empolgantes” viagens futuras à Lua.
“Esses talentosos astronautas inspiraram o mundo e representaram suas agências espaciais e nações como embaixadores da humanidade nas estrelas”, escreveu Isaacmann. O administrador da agência espacial ainda deu parabéns a toda a equipe envolvida na Missão Artemis II.

Retorno à Terra 
Após uma viagem de dez dias ao redor da Lua, os quatro astronautas da Missão Artemis II retornaram à Terra nesta sexta-feira. Eles iniciaram a reentrada na atmosfera terrestre por volta das 20h56 e amerissaram às 21h07, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos. No momento em que entraram na interface da Terra, eles perderam o contato com a Nasa, entretanto, a comunicação voltou às 21h02.
A velocidade para entrada na Terra foi de aproximadamente 40.000 km/h. A chegada dos tripulantes Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen de volta ao planeta era considerada uma das etapas mais críticas de toda a jornada. Além de precisão absoluta, a espaçonave Orion e os tripulantes tiveram que enfrentar condições extremas.


Fonte: Jovem Pan

Trump parabeniza astronautas da Artemis II: ‘O próximo passo é Marte’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou os astronautas da missão Artemis II, que retornaram à Terra nesta sexta-feira (10). “Parabéns para a grande e muito talentosa missão Artemis II. Toda a viagem foi espetacular e o pouso foi perfeito. Como presidente dos Estados Unidos, não podia estar mais orgulhoso.”, escreveu o republicano. “Espero vocês em breve na Casa Branca.”, acrescentou,
Trump também aproveitou para ressaltar que os Estados Unidos vão fazer mais missões com a Artemis II e o próximo passo é Marte. 

Retorno à Terra 
Após uma viagem de dez dias ao redor da Lua, os quatro astronautas da missão Artemis II retornaram à Terra nesta sexta-feira (10). Eles iniciaram a reentrada na atmosfera terrestre por volta das 20h56 e amerissaram às 21h07, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos. No momento em que entraram na interface da Terra, eles perderam o contato com a Nasa, entretanto, a comunicação voltou às 21h02.
A velocidade para entrada na Terra foi de aproximadamente 40.000 km/h. Astronautas agora aguardam na água para serem içados de helicóptero, procedimento que deve acontecer dentro do prazo de uma hora.
A chegada dos tripulantes Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen de volta à Terra era considerada uma das etapas mais críticas de toda a jornada. Além de precisão absoluta, a espaçonave Orion e os tripulantes tiveram que enfrentar condições extremas.


Fonte: Jovem Pan

Separação do módulo e pouso na água; veja como foi o retorno dos astronautas à Terra

Após uma viagem de dez dias ao redor da Lua, os quatro astronautas da missão Artemis II retornaram à Terra nesta sexta-feira (10).
Eles iniciaram a reentrada na atmosfera terrestre por volta das 20h56 e amerissaram às 21h07, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos. No momento em que entraram na interface da Terra, eles perderam o contato com a Nasa, entretanto, a comunicação voltou às 21h02.
Após enfretarem uma velocidade de aproximadamente 40.000 km/h para a entrada na Terra, os tripulantes aguardam na água para serem içados de helicóptero, procedimento que acontece dentro do prazo de uma hora após o pouso.
Primeiro a espaçonave se desprendeu em dois módulos durante a amerissagem e logo em seguida os paraquedas foram acionados para desacelerar a queda dos astronautas na água.
Logo depois de chegarem às águas do oceano Pacífico o comandante Reid Wiseman comunicou ao centro de controle da Nasa, em Houston, que estavam todos bem. “Estamos bem e saudáveis”, informou.
Módulos se desprendem

Amerissagem na Terra


Fonte: Jovem Pan

Entenda como funcionará a cooperação Brasil-EUA no combate ao crime organizado

O Brasil e os Estados Unidos firmaram nesta sexta-feira (10) acordo de cooperação mútua no combate ao tráfico internacional de armas e drogas. A colaboração internacional funcionará por meio da integração de esforços de inteligência e do compartilhamento de informações em tempo real entre a Receita Federal e a agência de fronteiras norte-americana.
Segundo informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nomeado de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), a cooperação está inserida no contexto de diálogos entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder norte-americano, Donald Trump. A construção da cooperação teve início em janeiro de 2026, após visita técnica a Foz do Iguaçu, no Paraná. A inspeção consolidou o alinhamento entre os países para fortalecer a atuação em rotas sensíveis, como a região da Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

‘Remote Targeting’
O titular da Fazenda explicou também que o sistema Remote Targeting possibilitará a análise remota de carga e o envio contínuo de dados e relatórios de inteligência dos Estados Unidos ao Brasil. O procedimento permitirá a identificação de remessas ilícitas. Já em território brasileiro, as informações serão repassadas da Receita Federal à Polícia Federal (PF).
Programa Desarma
A principal iniciativa da cooperação é o lançamento do Programa Desarma. Por meio da medida, os países farão o compartilhamento de informações a fim de ampliar a capacidade de rastreamento internacional de armas, munições, peças, componentes, explosivos e outros produtos sensíveis.
Por meio de um sistema informatizado, dados estratégicos das apreensões serão reunidos, como o tipo de material, origem declarada, informações logísticas da carga e eventuais identificadores ou números de série, algo que pode viabilizar o mapeamento de redes ilícitas de comércio internacional de armas. A ferramenta também permitirá o envio de alerta às autoridades aduaneiras dos países de origem ou de mercadorias confiscadas.
Classificação de facções brasileiras
O anúncio da cooperação entre os países se deu em momento no qual Trump tem dado indicações de que enquadrará o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Por se opor à medida, o Planalto tem tentado criar canais de confiança com a Casa Branca para impedir a classificação. Durigan disse que a possibilidade de tipificação das facções não foi debatida durante as tratativas para firmar a cooperação.
*Com informações de Agência Estado e Reuters


Fonte: Jovem Pan

Escudo térmico protegeu cápsula da Artemis II de temperaturas superiores a 2.700 °C

A nave espacial da Nasa com quatro astronautas a bordo reentrou na atmosfera terrestre nesta sexta-feira (10) após uma viagem histórica ao redor da Lua, dando início a um teste crucial de seu escudo térmico. A peça protegeu a cápsula de temperaturas superiores a 2700 graus Celsius. Orion atravessou a atmosfera terrestre a mais de 38.000 km/h.
“Houston, Integrity aqui [apelido da nave]. Recebemos forte e claro”, anunciou o comandante Wiseman após superar a fase mais perigosa de reentrada na atmosfera, a uma velocidade 30 vezes maior que a do som. “Que viagem. Estamos estáveis”, acrescentou, e informou que os quatro membros da tripulação estavam em boas condições.
Christina Koch, Victor Glover, Jeremy Hansen e Reid Wiseman finalizaram sua viagem de aproximadamente 10 dias nesta sexta. A viagem incluiu uma manobra de assistência gravitacional lunar durante a qual eles perderam as comunicações por seis minutos.
A missão Artemis II amerissou por volta das 21h07 no Oceano Pacífico, em frente ao litoral de San Diego, na Califórnia, onde um navio da Marinha dos Estados Unidos vai recuperar os astronautas, que passaram por trás da Lua na segunda-feira.
No momento em que entraram na interface da Terra, eles perderam o contato com a Nasa, entretanto, a comunicação voltou às 21h02.
A velocidade para entrada na Terra foi de aproximadamente 40.000 km/h. Astronautas agora aguardam na água para serem içados de helicóptero, procedimento que deve acontecer dentro do prazo de uma hora.

A chegada dos tripulantes Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen de volta à Terra era considerada uma das etapas mais críticas de toda a jornada. Além de precisão absoluta, a espaçonave Orion e os tripulantes tiveram que enfrentar condições extremas.
Houston, Integrity aqui [apelido da nave]. Recebemos forte e claro”, anunciou o comandante Wiseman após superar a fase mais perigosa de reentrada na atmosfera, a uma velocidade 30 vezes maior que a do som.
“Que viagem. Estamos estáveis”, acrescentou, e informou que os quatro membros da tripulação estavam em boas condições.
*Com informações da AFP


Fonte: Jovem Pan

Artemis II: astronautas voltam à Terra após 10 dias no espaço

Após uma viagem de dez dias ao redor da Lua, os quatro astronautas da missão Artemis II retornaram à Terra nesta sexta-feira (10). Eles iniciaram a reentrada na atmosfera terrestre por volta das 20h56 e amerissaram às 21h07, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos. No momento em que entraram na interface da Terra, eles perderam o contato com a Nasa, entretanto, a comunicação voltou às 21h02.
A velocidade para entrada na Terra foi de aproximadamente 40.000 km/h. Astronautas agora aguardam na água para serem içados de helicóptero, procedimento que deve acontecer dentro do prazo de uma hora.

A chegada dos tripulantes Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen de volta à Terra era considerada uma das etapas mais críticas de toda a jornada. Além de precisão absoluta, a espaçonave Orion e os tripulantes tiveram que enfrentar condições extremas.
O escudo térmico da Orion precisou resistir a temperaturas de até 2.700 °C geradas pelo atrito com a atmosfera. “Passar pela atmosfera como uma bola de fogo” será uma experiência marcante, confessou o piloto Victor Glover no início da semana, admitindo que estava apreensivo desde que foi selecionado para a tripulação, em 2023.
Durante 13 minutos — seis deles sem comunicação com a Terra —, a cápsula atingiu 38 mil km/h antes de ser desacelerada por uma sequência de paraquedas e pousar no oceano. As famílias dos astronautas puderam acompanhar a operação em tempo real no centro de controle da NASA em Houston.

Início da jornada
A Missão Artemis II lançou no dia 1º de abril um grupo de astronautas à órbita da Lua. A viagem marcou o retorno ao satélite natural da Terra após 53 anos, quando foi empreendida a Missão Apollo 17, em dezembro de 1972.
A decolagem aconteceu a partir da Flórida, nos Estados Unidos, por volta das 18h35 no horário local (19h35 em Brasília), momento no qual a nave foi lançada a toda velocidade em direção à Lua, sem pousar, em uma missão semelhante à realizada pela Apolo 8, em 1968. A equipe permaneceu na missão por 10 dias.
Este foi o primeiro voo tripulado do novo foguete lunar da Nasa, denominado SLS, projetado para permitir que os Estados Unidos retornem de forma recorrente ao satélite natural nos próximos anos.
Missão chegou na parte de trás da Lua
Na última segunda-feira (6) os quatro astronautas puderam passar pela parte de trás da Lua e ficaram sem conexão com a Terra por 40 minutos. A queda de comunicação já estava prevista. “Nos veremos do outro lado”, disse o astronauta Victor Glover, minutos antes de a comunicação ser perdida. A queda de comunicação aconteceu por volta das 19h40 e retornou às 20h20 (horário de Brasília). O contato foi restabelecido por volta das 20h27.
“Sempre escolheremos a Terra, sempre escolheremos uns aos outros”, disse a astronauta Christina Koch, em suas primeiras declarações após a interrupção de sinal prevista durante a passagem da nave espacial pelo lado oculto da Lua. “Ao ligar os motores rumo à Lua, eu disse que não estávamos deixando a Terra, e isso é verdade”, declarou.
Com a passagem por trás do satélite, os tripulantes completaram a volta ao redor da Lua. A missão tinha o objetivo de documentar características da Lua que antes eram conhecidas apenas por fotografias tiradas por robôs. Sobrevoo que durou cerca de seis horas.
A missão também determinou o marco, na segunda-feira, dos primeiros astronautas a voarem mais longe da Terra. A equipe bateu o recorde anterior de 400.171 km, estabelecido pela missão Apollo 13 na década de 1970. Espera-se que, durante o dia de hoje, esta missão supere em mais de 6.600 km a marca anterior, alcançando 406.778 km de distância.
Objetivo da Artemis II
Os objetivos da Artemis II incluiam verificar se tanto o foguete lunar SLS quanto a espaçonave espacial Orion estariam em perfeito estado de funcionamento, na esperança de abrir caminho para um retorno e um pouso na Lua em 2028.
Tal prazo desperta ceticismo entre os especialistas, em parte porque depende dos avanços tecnológicos do setor privado. Os astronautas precisarão de um segundo veículo para descer até a superfície lunar, um módulo de pouso que ainda está em desenvolvimento por empresas espaciais rivais, pertencentes a Elon Musk e Jeff Bezos.
Enquanto isso, a missão de dezenas de bilhões de dólares busca reacender o entusiasmo dos americanos pela exploração espacial. Como resumiu o comandante Reid Wiseman esta semana, a tripulação esperava “permitir, mesmo que por um instante, que o mundo fizesse uma pausa”.
*Com informações da AFP


Fonte: Jovem Pan