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Lula passa por procedimento de radioterapia no couro cabeludo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou nesta segunda-feira (25) por um procedimento de radioterapia superficial no couro cabeludo.
A informação foi divulgada pelo Hospital Sírio Libanês que classificou a intervenção como um tratamento complementar da retirada de um câncer de pele.
Lula realizou a radioterapia na unidade de Brasília. A retirada do câncer de pele ocorreu em 24 de abril, em São Paulo.
Segundo interlocutores do presidente, serão, ao todo, 15 sessões de dois minutos e vão ocorrer ao longo de três semanas (leia mais abaixo).
Agora no g1
Na época da retirada do câncer de pele, a dermatologista Cristina Abdala, responsável pelo procedimento, explicou que se tratava de um carcinoma basocelular, que é o tipo mais comum causada pela exposição crônica ao Sol.
– Esta reportagem está em atualização


Fonte:

g1 > Política

Enem 2026: inscrições começam nesta segunda-feira e vão até 5 de junho

Estudantes de todo o país podem se inscrever para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, a partir desta segunda-feira (25), no site do Enem. O prazo vai até 5 de junho.
A taxa de inscrição é R$ 85 e o pagamento deve ser feito até 10 de junho. As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro.
Inscrição automática
Uma das novidades deste ano prevê que os alunos concluintes do ensino médio da rede pública terão inscrição automática no exame. Os estudantes do 3º ano serão inscritos a partir de dados encaminhados pelas redes de ensino.
O aluno terá apenas que confirmar a participação no exame e escolher o idioma da prova de língua estrangeira que deseja fazer, informar o município onde quer fazer a prova, além de solicitar recursos de acessibilidade, se necessário.
Mais locais de prova
Para este ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela aplicação do certame, estima aumentar para cerca de 10 mil o número de locais de prova em todo o país.
Estima-se, conforme o ministério, que 80% dos alunos da rede pública façam as provas na própria escola em que estudam.
O ministério informou que já estuda apoio de transporte e deslocamento para aqueles estudantes que precisarem fazer o exame em outras cidades.
Com essas medidas, o MEC espera, pelo menos, que 70% dos concluintes das escolas públicas participem do Enem em 2026, consolidando o exame como parte importante da avaliação da educação básica.
Enem
O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. A prova é considerada a principal forma de entrada na educação superior, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados destas provas para selecionar estudantes.
Desde o ano passado, o Enem voltou a ser aceito para certificação do ensino médio, no caso dos candidatos com 18 anos completos que alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento e na redação.
Veja o cronograma:

Pagamento da taxa de inscrição: de 25 de maio a 10 de junho;
Solicitação de tratamento por nome social: de 25 de maio a 5 de junho;
Solicitação de atendimento especializado: de 25 de maio a 5 de junho;
Resultado do atendimento especializado: 19 de junho;
Recurso do atendimento especializado: de 22 a 26 de junho;
Resultado do recurso: 3 de julho;
Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro;


Fonte: Jovem Pan

Novo júri do assassinato de Henry Borel ocorre nesta segunda-feira

Após a defesa de Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho), padrasto de Henry Borel, abandonar o plenário, novo julgamento está marcado para segunda-feira (25). Dr. Jairinho e a mãe do menino Henry, Monique Medeiros, voltam ao banco dos réus no 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro, acusados de terem assassinado o menino de 4 anos.
Na data do primeiro julgamento, 23 de março, a defesa de Jairinho pediu adiamento do júri por falta de acesso às provas e, após o indeferimento do pedido pela juíza Elizabeth Machado Louro, os advogados de defesa abandonaram o plenário.
Na ocasião, a juíza também determinou a soltura de Monique Medeiros por excesso de prazo. A defesa de Monique era contrária ao adiamento do processo.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu, no dia 17 de abril, a prisão preventiva de Monique. No dia 20 de abril, ela se entregou à polícia e retornou à prisão.
Segundo a denúncia, na madrugada do dia 8 de março de 2021, dr. Jairinho espancou até a morte o menino Herny, enquanto a mãe Monique se omitiu da sua responsabilidade concorrendo para o homicídio. De acordo com o Ministério Público, em outras três ocasiões em fevereiro de 2021, Jairo submeteu Henry a sofrimento físico e mental com emprego de violência.
Jairo é acusado de homicídio qualificado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e pelas três torturas praticadas contra criança. Monique responde por homicídio por omissão qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
A sessão do dia 25 de maio será aberta com a presença mínima de 15 jurados. As testemunhas de acusação são ouvidas em primeiro lugar, seguidas pelas de defesa. Em seguida, ocorrem esclarecimentos de peritos, acareações e, por fim, o interrogatório dos acusados.
O Ministério Público faz a acusação em até 2h30 minutos, seguida da defesa que também tem 2h30 minutos. Depois pode haver réplica da acusação e tréplica das defesas.
Os jurados se reúnem para responder a quesitos como materialidade e autoria. A decisão é por maioria. Concluída a votação, a juíza profere a sentença.
O pai de Henry, Leniel Borel, disse estar muito apreensivo com a possibilidade de a defesa de Jairo abandonar o plenário e adiar o julgamento novamente.
“Os advogados do Jairo deram entrevista e colocaram nas redes sociais que têm, sim, a possibilidade de eles abandonarem novamente. Seria um grande escárnio com a Justiça, com a memória do meu filho, com minha família, comigo”, disse. “Mataram a memória do meu filho pela segunda vez e a justiça por Henry.”


Fonte: Jovem Pan

Imagens mostram momento da prisão de Deolane Bezerra em condomínio de luxo

Imagens obtidas pelo Fantástico, da TV Globo, mostram o momento em que a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa pela Polícia Civil, na última quinta-feira (21), em um condomínio de luxo em Barueri, na Grande São Paulo.
As gravações, feitas por uma câmera corporal de um dos agentes, mostram os policiais entrando na residência pela janela. Em seguida, Deolane aparece deixando o quarto de pijama, com as mãos para cima, durante a abordagem.
Os agentes foram gravados entrando por uma das janelas da casa. Foto: Reprodução/TV Globo
Segundo investigação conduzida pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, a influenciadora teria ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela é suspeita de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e de integrar a facção criminosa.
De acordo com a acusação, Deolane atuaria como uma espécie de “caixa” do grupo criminoso, movimentando recursos de origem ilícita.
A defesa da influenciadora nega qualquer envolvimento com o crime organizado ou com dinheiro ilegal. Em nota, os advogados afirmaram que todos os rendimentos de Deolane são declarados e possuem origem comprovada.
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi acordada e presa pela Polícia Civil. Foto: Reprodução/TV Globo


Fonte: Jovem Pan

Financial Times diz que filme sobre Bolsonaro se tornou uma ‘comédia de erros’

O jornal britânico Financial Times afirmou que o filme “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, está se transformando em uma “comédia de erros” antes mesmo de seu lançamento. O texto, publicado nesta segunda-feira (25), ressalta que a obra, protagonizada por atores americanos, foi atingida por revelações de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro para o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o que gerou um escândalo político em Brasília e afetou as intenções de voto do parlamentar.
O filme retrata a ascensão de Bolsonaro e conta com o ator Jim Caviezel no papel principal. Em um dos trechos divulgados no trailer, Caviezel declara: “Para os estrangeiros, para os ambientalistas, para os pedófilos de Hollywood. Este país não é deles. É nosso”.
O lançamento da produção foi planejado para coincidir com a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, que concorre ao cargo enquanto o pai cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
De acordo com a reportagem, o centro da controvérsia é o investimento de aproximadamente US$ 24 milhões negociado por Flávio Bolsonaro com Vorcaro. A instituição financeira sofreu um colapso após alegações de fraudes bilionárias.
O jornal relata que o senador admitiu ter se encontrado com o banqueiro no final do ano passado, mas negou irregularidades. “Fui encontrá-lo para pôr um fim a essa história. Se ele tivesse me avisado que a situação era tão grave, eu teria procurado outro investidor muito antes”, disse o parlamentar.
Além do desgaste de imagem, o Financial Times aponta que o desempenho de Flávio nas pesquisas eleitorais caiu, colocando-o agora atrás do presidente Lula (PT).

Promoção nos EUA
Apesar das crises, o ex-estrategista da Casa Branca, Steve Bannon, afirmou ao jornal que planeja promover o filme nos Estados Unidos. Para Bannon, a produção “vai animar nosso povo aqui nos EUA para garantir que tenhamos eleições livres e justas”. Ele acredita que o longa pode ter um alcance superior ao de propagandas políticas tradicionais de televisão.
O roteiro da obra, que vazou recentemente, mistura temas religiosos, mensagens antissistema e representações de momentos reais, como o atentado sofrido por Bolsonaro em 2018.


Fonte: Jovem Pan

Em carta, Papa Leão defende desarmar IA e impedir ‘domínio sobre o humano’

O papa Leão XIV pediu que a humanidade lute contra o “domínio” da inteligência artificial (IA) em sua primeira encíclica, publicada nesta segunda-feira (25), um documento que também denuncia a “desumanização” e o conceito de “guerra justa”.
O texto de 130 páginas, com o título “Magnifica Humanitas” (“Magnífica Humanidade”), aborda uma variedade de questões, como a demora da Igreja em condenar a escravidão e o impacto da IA sobre o meio ambiente.
As encíclicas são documentos direcionados a todos os fiéis que estabelecem a posição de referência da Igreja sobre questões sociais, morais, políticas ou teológicas.
Diante da importância do documento, o pontífice o apresentou pessoalmente, ao lado de especialistas em IA, entre eles o cofundador da empresa Anthropic, Christopher Olah.
“Não podemos considerar a IA como moralmente neutra”, afirma o papa, que apresenta um pedido para “desarmar” esta tecnologia e “impedir seu domínio sobre o humano”.
Leão XIV também denuncia que o controle das plataformas, das infraestruturas e dos dados “não é prerrogativa dos Estados, mas sim de grandes atores econômicos e tecnológicos que, de fato, determinam as condições de acesso”.
Citando, entre outros, Platão e J.R.R. Tolkien por sua luta contra a desumanização, o papa americano critica as “novas formas de escravidão” para extrair os recursos necessários à IA e pede soluções tecnológicas mais sustentáveis “para reduzir o impacto sobre o meio ambiente e cuidar da nossa Casa comum”.
“Em algumas regiões do mundo, adolescentes e crianças trabalham em condições perigosas na trituração dos materiais dos quais se obtêm as terras raras” um grupo de metais essenciais para a tecnologia moderna.
“Corpos marcados, mutilados, desgastados para que o fluxo de cálculos não seja interrompido”, denuncia o papa.

Contra as ‘guerras justas’
O bispo de Roma também aproveita a encíclica para pedir “perdão” pelo atraso histórico da Igreja em condenar a escravidão.
Além dos desafios tecnológicos, o papa adverte sobre o risco de “desumanização”, alertando contra uma visão do ser humano reduzido ao seu desempenho ou a dados explorados por máquinas.
Desde a sua eleição, há um ano, o primeiro papa americano da história intensificou os alertas sobre os perigos da IA, em particular o seu uso no âmbito militar, e sobre a necessidade de uma “alfabetização digital”.
“Nenhum algoritmo pode fazer com que a guerra seja moralmente aceitável”, escreve Leão na encíclica.
Analistas acreditam que o impacto de “Magnifica Humanitas” pode ser comparável ao da encíclica “Laudato Si” (“Louvado Sejas”), de 2015, na qual o papa Francisco abordou a questão ecológica e que desencadeou uma onda de reações em todo o mundo.
Sem mencionar nomes, o pontífice reitera a necessidade de “superar a teoria da ‘guerra justa’”, um conceito defendido, entre outros, pelo governo americano de Donald Trump, e lamenta que “a humanidade esteja deslizando para uma cultura violenta do poder”, que normaliza a guerra como “instrumento de política internacional”.
Em abril, a Casa Branca criticou o papa por afirmar que “Deus não ouve as orações de quem faz a guerra”, no contexto do conflito no Oriente Médio.
Em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, o papa explicou que o texto surgiu da “escuta”, após dialogar com cientistas, engenheiros, líderes políticos, pais e professores “preocupados” com as jovens gerações.
“Precisamos que mais atores no mundo — comunidades religiosas, sociedade civil, pesquisadores, governos — façam o que Sua Santidade fez aqui: levar isso a sério, examinar com atenção e orientar os acontecimentos em uma direção melhor”, declarou Christopher Olah.
“Magnifica Humanitas” coroa vários anos de reflexão dentro da Igreja sobre as tecnologias relacionadas à IA.
Em 2020, a Santa Sé lançou, em conjunto com empresas de tecnologia e instituições acadêmicas, o Apelo de Roma para a Ética da IA, no qual defendia um desenvolvimento tecnológico respeitoso da dignidade humana.


Fonte: Jovem Pan

Enquete Morning Show – Você acha justo manter o mesmo salário trabalhando menos?

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Fonte: Jovem Pan

Fachin e Alcolumbre se reúnem para discutir projeto de lei que regula salários de juízes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), se reuniram nesta segunda-feira (25) para discutir o rascunho de um projeto de lei para regular o salário de juízes, diante da multiplicação dos chamados penduricalhos.
O objetivo do projeto é estabelecer regras para a remuneração da magistratura, em meio às medidas adotadas pela Corte para limitar o pagamento das verba extras.
Ficou determinado que o Supremo irá enviar uma proposta remuneratória da categoria para análise do Congresso.
Fachin propõe contracheque único para juízes do Brasil
Segundo nota do Supremo, a avaliação de uma restruturação para todo serviço público é necessária diante do aumento de “gratificações, adicionais, abonos e parcelas autônomas — que comprometem a transparência, tensionam a observância do teto constitucional previsto no art. 37, XI, da Constituição Federal e estimulam litigiosidade funcional recorrente”.
Fachin reforçou, na conversa, o entendimento do Supremo da inconstitucionalidade de vantagens que extrapolem o teto constitucional ou que sejam instituídas sem vinculação a prestação laboral específica.
“Reconheceu-se que se trata de questão estrutural, a demandar solução legislativa de caráter geral que preserve a valorização das carreiras públicas”, diz a nota.


Fonte:

g1 > Política

CDR analisa regras para circulação de patinetes elétricos

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) analisa nesta terça-feira (26) um projeto que cria regras para a circulação de patinetes elétricos e outros meios de transporte individuais nas ruas e ciclovias. O texto inclui as normas para os equipamentos no Código de Trânsito Brasileiro e prevê que os usuários terão direitos e deveres semelhantes aos dos ciclistas.
O PL 5.593/2019 também alcança outros veículos com motor (autopropelidos), definidos como equipamentos elétricos destinados ao transporte de uma pessoa, dentro de limites de potência, tamanho e velocidade que ainda serão regulamentados. A proposta determina que esses veículos tenham campainha, luzes de sinalização e indicador de velocidade.
Pelo texto, será proibido levar passageiros na patinete, circular em vias rápidas ou trafegar de forma considerada agressiva. Motoristas terão de manter distância mínima de 1,5 metro ao ultrapassar patinetes e veículos semelhantes, assim como já ocorre com bicicletas.
Os condutores poderão circular em áreas compartilhadas com pedestres, em velocidade de até 6 km/h. Em ciclovias e ciclofaixas, o limite será de 20 km/h. Também será permitido circular no canto da pista em ruas que tenham velocidade máxima de 30 km/h, sempre no mesmo sentido dos carros.
Autora da proposta, a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) justifica que o aumento do uso de patinetes elétricos nas cidades tem causado conflitos quanto ao compartilhamento dos espaços públicos com pedestres e demais veículos. Segundo a senadora, é necessário estabelecer regras mínimas de circulação para garantir a segurança do trânsito e diminuir o risco de acidentes.
“A disputa pelos mesmos espaços de circulação nas calçadas ocorre em séria desvantagem para os pedestres. Por outro lado, a disputa com os demais veículos nas faixas de rolamento das vias tem como elemento mais vulnerável os condutores das patinetes”, aponta Daniella na justificativa.
O relator, senador Efraim Filho (PL-PB), propôs apenas uma alteração no projeto: que o limite de velocidade das vias em que podem circular os patinetes seja de 40 km/h, tendo em vista ser uma velocidade mais usual do que a originalmente proposta de 30 km/h.
Caso aprovado, o projeto deve seguir para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).


Fonte: Senado Federal

Plenário analisa na terça projeto que mantém benefícios tributários a filantrópicas

O Plenário pode votar na terça-feira (26), a partir das 14h, três projetos que tratam de proteção social, combate à violência e incentivos tributários. Entre as propostas está o projeto que permite que entidades sem fins lucrativos (filantrópicas) mantenham incentivos e benefícios tributários mesmo que não tenham qualificações específicas. O objetivo é reverter mudanças aprovadas em lei complementar de 2025 que, segundo o autor, senador Flávio Arns (PSB-PR), afetariam atividades sociais, culturais e educacionais. 
A pauta também inclui proposta que amplia o prazo para vítimas de violência doméstica denunciarem agressores e projeto que fortalece ações de proteção infantil nas escolas.  
Entidades sem fins lucrativos 
O Projeto de Lei Complementar (PLP) 11/2026, do senador Flávio Arns (PSB-PR), altera a Lei Complementar 224, de 2025, que determinou redução linear de 10% em incentivos e benefícios tributários concedidos pela União. A proposta amplia a proteção para alcançar pessoas jurídicas sem fins lucrativos que hoje podem ficar fora das exceções previstas na legislação. 
O texto também busca preservar benefícios ligados ao chamado terceiro setor e incentivos para doações e patrocínios dedutíveis do Imposto de Renda. 
A relatora, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), apresentou parecer favorável. A votação já estava prevista para terça-feira (19), mas foi adiada para negociação de pontos com o governo.  
Violência doméstica 
Também deve ser analisado o PL 421/2023, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que aumenta de seis meses para um ano o prazo para vítimas de violência doméstica e familiar contra a mulher apresentarem queixa ou representação contra o agressor. 
O projeto altera o Código Penal, a Lei Maria da Penha e o Código de Processo Penal. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra.  
No parecer, a relatora argumenta que mulheres vítimas de violência doméstica muitas vezes convivem com o agressor, mantêm vínculos afetivos ou dependência econômica, o que pode exigir mais tempo para a decisão de denunciar. 
“A vítima necessita de um prazo maior de reflexão para exercer o direito de queixa ou representação, a fim de vencer o medo, a vergonha, o trauma e até mesmo o eventual sentimento que ainda nutra pelo agressor, e reunir as condições para denunciar as agressões sofridas”, destaca a senadora no relatório.  
Proteção infantil 
A pauta do Plenário inclui ainda o PL 4.161/2025, originado na Comissão de Direitos Humanos (CDH), que prevê ações das escolas para conscientização sobre direitos de crianças e adolescentes, mecanismos de proteção e canais de denúncia e ajuda. 
O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e recebeu parecer favorável da senadora Leila Barros (PDT-DF) na Comissão de Educação (CE).  
A proposta surgiu a partir de diligência externa realizada em Roraima, que identificou relatos de abusos, exploração sexual e outras violações contra crianças e adolescentes, além de falhas na articulação dos órgãos de proteção. 
O parecer destaca ainda dados do Atlas da Violência de 2025 que apontam aumento dos registros de violência contra crianças e adolescentes e reforça o papel das escolas na prevenção e no enfrentamento dessas situações. 


Fonte: Senado Federal