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CSP quer ouvir diretor da PF e delegado que ajudou a prender Ramagem nos EUA

A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta terça-feira (28) o envio de convites ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao delegado PF Marcelo Ivo de Carvalho para prestar esclarecimentos sobre os motivos que levaram os Estados Unidos a convidar o último a se retirar do país, assim como os desdobramentos do caso. A data da audiência ainda será definida.
Nos requerimentos aprovados (REQ 6/2026 – CSP e REQ 7/2026 – CSP), o autor, senador Jorge Seif (PL-SC), disse ser “fundamental que o país tome conhecimento” das razões pelas quais Carvalho foi convidado pelo governo dos Estados Unidos a se retirar do país após trabalhar em conjunto com o U.S. Immigration and Customs Enforcement, o ICE, polícia migratória dos EUA que ganhou mais poder no governo de Donald Trump.
O delegado teve participação na curta prisão de Alexandre Ramagem pelo ICE. Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) do governo Bolsonaro, Alexandre Ramagem fugiu do Brasil após ser condenado a mais de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada. Ele teve o mandato de deputado federal cassado em dezembro do ano passado.
— Nós criamos um incidente internacional diplomático que envergonha o Brasil. O delegado de uma instituição amada, que nós respeitamos, que é a Polícia Federal do Brasil, dando declarações desastrosas e, acima de tudo, é preciso saber: ele mentiu? Inventou? Ou tem acordo e nós não sabemos? O Brasil precisa saber — disse Seif. 
O senador Esperidião Amin (PP-SC) subscreveu os requerimentos de Seif e disse que a audiência buscará o compromisso com a transparência dos fatos e servirá de exemplo para alertar sobre possível proliferação de “arbitrariedades”. 
— Isso é para que o nosso policial federal, que foi repatriado ao Brasil, possa nos explicar exatamente o que ele estava fazendo lá. Ele estava de campana? Em campana sob qual interesse? Então eu acho que para evitar que nós exportemos a arbitrariedade, não conseguimos no mercado interno, no consumo interno enfrentá-los, exportar a arbitrariedade é muito perigoso. Então eu subscrevo e espero que esta audiência se realize — disse Esperidião Amin. 
Provita
Os senadores aprovaram ainda requerimento (REQ 5/2026 – CSP) da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) para realização de ciclo de debates para subsidiar a avaliação do Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita). 
O Provita é política pública federal voltada à proteção da vida e da integridade de vítimas e testemunhas ameaçadas, cuja execução envolve elevado grau de sigilo, riscos operacionais relevantes e articulação complexa entre União, estados, sistema de justiça e organizações da sociedade civil. O programa opera sob arranjo federativo descentralizado e depende de protocolos rigorosos de segurança, acompanhamento psicossocial e reinserção social das pessoas protegidas. 
Para a senadora, essa característica “impõe desafios significativos à sua governança, à padronização de procedimentos e à avaliação de resultados”. 
Além disso, ela ressaltou a relevância dos debates em razão da escassez de dados sistematizados e de avaliações integradas sobre a efetividade da política, especialmente quanto à proteção da vida, à estabilidade das medidas adotadas e à contribuição do programa para a efetividade das investigações e processos judiciais. 


Fonte: Senado Federal

Vídeo: CAE aprova política de incentivo à fabricação de motores no Brasil

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (28) proposta que cria a Política Nacional de Incentivo à Fabricação de Motores. Outra proposta aprovada pelo colegiado define novas fontes de financiamento para a implementação do zoneamento ecológico-econômico no país.


Fonte: Senado Federal

CSP aprova divulgação de dados pessoais de suspeitos em flagrantes no comércio

A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta terça-feira (28) projeto que autoriza o uso e a divulgação de dados pessoais, como imagens e áudios, em casos de flagrante de crime em estabelecimentos comerciais. De autoria da deputada Bia Kicis (PL-DF), a proposta recebeu parecer favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC) e segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O PL 3.630/2025 altera a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD – Lei 13.709, de 2018) para autorizar, de forma expressa, a utilização e divulgação de registros de crimes captados em ambientes comerciais, como lojas e supermercados, desde que observados critérios específicos. A proposta estabelece que a divulgação deve ter como finalidade identificar o infrator, alertar a população ou colaborar com as autoridades públicas.
O texto também determina que não poderão ser expostos terceiros não envolvidos no crime e que devem ser respeitados, sempre que possível, os princípios da necessidade e da proporcionalidade no uso das imagens e áudios. Além disso, o estabelecimento responsável pela divulgação deverá registrar boletim de ocorrência sobre o fato.
A proposição prevê ainda a responsabilização do estabelecimento em caso de divulgação indevida de imagens falsas ou inverídicas.
Amin considerou a proposta conveniente e oportuna, destacando que o projeto equilibra o direito à proteção de dados pessoais com a necessidade de segurança pública e proteção do patrimônio. Ele ressaltou que o texto preserva garantias fundamentais ao impor limites à divulgação e exigir mecanismos de controle, como o registro de ocorrência e a responsabilização por abusos. 
— Substancialmente, o projeto sopesa valores inerentes à pessoa humana: de um lado, a tutela do direito fundamental à proteção de dados pessoais; de outro, a proteção do patrimônio e a segurança pública — afirmou.
O presidente da CSP, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), elogiou a iniciativa ao considerar que a medida já deveria ser assegurada pelo Estado ao priorizar a solução dos crimes e a proteção da vítima. 
— Era para ser o óbvio. Não haveria nem a necessidade que isso estivesse em lei porque, obviamente, nós teríamos que pensar nas vítimas e não nos criminosos em situações como esta. 
Na justificativa, a deputada Bia Kicis explica que a medida busca dar maior segurança jurídica a comerciantes e cidadãos diante do aumento de crimes em estabelecimentos comerciais, permitindo que registros de vigilância possam ser utilizados como ferramenta de apoio à segurança pública e à identificação de infratores.


Fonte: Senado Federal

PF faz operação de combate a abuso sexual infantil em todo o país; agentes cumprem 175 mandados

A Polícia Federal (PF) realiza, nesta terça-feira (28), uma operação de combate a abuso sexual infantil.
Agentes federais cumprem 159 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão em todos os estados e no Distrito Federal, nesta manhã.
A Operação Nacional Proteção Integral IV tem como foco identificar e prender autores de crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes.
Segundo a PF, a ação das forças de segurança compõe um esforço internacional coordenado, denominado Operação Internacional Aliados pela Infância VI, voltado ao enfrentamento de crimes transnacionais que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes.
Até a última atualização desta reportagem, 40 pessoas foram presas em flagrante. Cinco vítimas foram resgatadas e 8 prisões preventivas foram efetuadas.
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Neste ano, a PF cumpriu ao menos 450 mandados de prisão de foragidos por crimes sexuais em território brasileiro.
LEIA TAMBÉM: Polícia prende suspeitos de produzir, armazenar e vender imagens de abuso sexual infantojuvenil em Maceió
“A ação internacional ocorre de forma simultânea, nesta terça-feira (28), em 15 países, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em múltiplas jurisdições”, de acordo com a corporação.
Participam da operação os seguintes países: Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, França, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.
De acordo com a PF, até a última atualização desta reportagem foram cumpridos 269 mandados até o momento no âmbito da operação internacional, “número que demonstra a dimensão da ação e o alto nível de cooperação entre países no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes”.
Veja o detalhamento por país:
Brasil: 175 mandados;
Argentina: 68 mandados;
Panamá: 7 mandados;
Paraguai: 5 mandados;
Costa Rica: 4 mandados;
Porto Rico e Honduras: com 1 mandado cada;
Peru: 3 mandados;
Uruguai e Guatemala: 5 mandados cada;
República Dominicana, 7 mandados cada;
Espanha: 3 mandados;
França: com 1 mandado.
– Esta reportagem está em atualização.
Operação da Polícia Federal contra abuso infantil – imagem de arquivo
Polícia Federal


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g1 > Política

Tereza diz que possibilidade de ser vice de Flávio é ‘pura especulação’ e que quer presidir o Senado

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta terça-feira (28) que não foi convidada nem sondada para ser candidata a vice-presidente em uma chapa encabeçada pelo pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


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g1 > Política

Aproveitamento hidrelétrico em terra indígena de SC vai a Plenário

A Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou, nesta quarta-feira (10), projeto que permite a construção de usinas hidrelétricas no Rio Irani, nas terras indígenas de Toldo Chimbangue I e II, em Santa Catarina. O texto segue para análise do Plenário.
O colegiado acatou o relatório do senador Jorge Seif (PL-SC) ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 723/2019, do ex-senador e atual governador de Santa Catarina, Jorginho Mello.
No relatório, Seif defende que as usinas promoverão desenvolvimento social e econômico à região, além de dar mais segurança energética.
“Ao autorizar a implantação do aproveitamento hidrelétrico, o Congresso contribui para uma solução equilibrada que concilia desenvolvimento, sustentabilidade e respeito aos direitos dos povos indígenas”, diz no relatório. 
Segundo o texto, a usina só poderá ser implantada com prévio estudo e relatório de impacto ambiental, que deverão incluir alternativas e possíveis consequências ao meio ambiente do local. Também deve ser produzido estudo antropológico sobre as comunidades que serão atingidas pelo empreendimento.
Seif reconhece que ainda não há uma lei geral que permita empreendimentos do tipo, uma exigência da Constituição. No entanto, a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata sobre direitos de povos indígenas, cumpre esse papel, na avaliação do relator. O acordo internacional foi incorporado na legislação brasileira pelo Decreto Legislativo 143, de 2002.


Fonte: Senado Federal

Projeto que regulamenta porte de arma para agentes de trânsito vai à CCJ

A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta terça-feira (28) proposta que cria um marco legal e autoriza o porte de arma de fogo para os agentes de trânsito, desde que o servidor exerça atividades externas e ostensivas.
O texto, da Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável do senador Efraim Filho (PL-PB) e agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). 
O PL 2.160/2023, do deputado Nicoletti (PL-RR), cria a Lei Geral dos Agentes de Trânsito e altera o Estatuto do Desarmamento para incluir os agentes entre os profissionais autorizados a portar arma de fogo, inclusive fora de serviço, com validade em todo o país. A autorização dependerá de formação em escolas de polícia e da existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno.
O relator incluiu emenda para restringir o reconhecimento da natureza policial da carreira às atividades externas e ostensivas de fiscalização, policiamento de trânsito e patrulhamento viário. Também limitou o porte de arma aos integrantes da carreira que exercem essas atividades.
Segundo Efraim, a proposta é necessária porque os agentes de trânsito ainda não contam com uma legislação nacional unificada que estabeleça regime jurídico, atribuições e prerrogativas da atuação desses profissionais. Ao mesmo tempo, a iniciativa precisa assegurar fiscalização, capacitação e credenciais  exigidas por esse tipo de instrumento. 
— Apesar de considerarmos valorosa a previsão de porte de arma de fogo para os agentes de trânsito, é necessário limitar esse direito apenas àqueles servidores que exerçam atividades de forma ostensiva e externa, tendo em vista o caráter finalístico restritivo do Estatuto do Desarmamento — argumentou. 
Pelo texto, agente de trânsito é servidor público de carreira típica de Estado e integra o quadro próprio dos órgãos e entidades executivos de trânsito ou rodoviários dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Esses servidores atuam no patrulhamento viário, na educação, na operação e na fiscalização de trânsito e transporte e no exercício do poder de polícia de trânsito.
O projeto também se aplica a empregados públicos de estatais criadas até a data de publicação da futura lei, desde que tenham ingressado por concurso público. O texto estabelece que a nova lei não interfere na atuação das guardas municipais, prevista no Estatuto Geral das Guardas Municipais.
Para o ingresso na carreira, o projeto exige nacionalidade brasileira, gozo dos direitos políticos, quitação com as obrigações militares e eleitorais, nível superior completo, idade mínima de 18 anos, aptidão física, mental e psicológica, Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir na categoria B ou superior e idoneidade moral comprovada por investigação social e certidões judiciais. Outros requisitos poderão ser previstos em lei do respectivo ente federativo.
O exercício das atribuições dependerá de capacitação específica, com matriz curricular, periodicidade e carga horária mínimas a serem regulamentadas pelo Conselho Nacional de Trânsito. As atividades dos agentes de trânsito são consideradas de risco permanente e inerentes ao cargo.
Entre as prerrogativas previstas, os agentes poderão exercer o poder de polícia no âmbito de sua circunscrição, lavrar autos de infração, usar uniforme e equipamentos padronizados, portar documento de identidade funcional, participar de escoltas e controle de tráfego, exercer patrulhamento viário, fazer cumprir a legislação de trânsito, atender ocorrências de sinistros e levantar dados para subsidiar estatísticas e estudos de prevenção.
A proposta também prevê que os agentes de trânsito poderão colaborar e participar, quando requisitados, de operações integradas do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que reúne órgãos de segurança pública e defesa social para atuação coordenada.


Fonte: Senado Federal

Aliados veem PSD menos engajado na reeleição de Tarcísio

O engajamento do PSD na tentativa de reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pode ser menor do que o esperado. Essa é, pelo menos, a avaliação de membros da sigla encabeçada por Gilberto Kassab (PSD), após atritos recentes que envolveram os dois nomes.
Publicamente, tanto Tarcísio de Freitas quanto Gilberto Kassab têm negado qualquer tipo de distanciamento ou desentendimento. Nos bastidores, no entanto, a leitura é outra. Um dos fatores apontados por pessoas próximas ao dirigente seria a “debandada” da equipe do PSD do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, pouco depois de Kassab deixar o cargo de secretário de Relações Institucionais.
“O Kassab tirou todo mundo. Eles [no Palácio] insistiram muito para que alguns representantes ficassem. Não rolou”, contou um interlocutor do presidente do PSD, sob reserva. A narrativa de aliados do governador, porém, rechaça a ideia de debandada.
Auxiliares de Tarcísio de Freitas destacam que a transição para a saída de Kassab foi “tranquila e dentro da normalidade”, além de ter seguido os ritos institucionais, com duração de cerca de um mês. A leitura é que Kassab teria levado a equipe que sempre o acompanhou para a pré-campanha de Ronaldo Caiado (União Brasil) à Presidência da República, o que foi considerado natural.
Quem assumiu a Secretaria de Relações Institucionais foi Roberto Carneiro, que antes chefiava a Casa Civil. A coluna apurou que Carneiro, inclusive, visitou Kassab em sua residência durante o período de transição, questionando quais compromissos ainda não firmados deveriam ser mantidos. Pelo menos quatro dirigentes regionais do PSD no interior do Estado foram mantidos, em cidades como Marília, Franca, Cruzeiro e São José dos Campos.
Já a leitura dentro do PSD é de ruptura, e que esses desentendimentos podem impactar o cenário eleitoral, principalmente no que diz respeito ao apoio de prefeitos do partido no interior à campanha de Tarcísio de Freitas. Atualmente, a sigla comandada por Kassab possui o maior número de municípios paulistas — são 206 dos 645.
Um membro relevante do partido avalia, no entanto, que não é possível “pisar no freio” por muito tempo e que, antes do fim do primeiro turno, a aliança precisará ser reforçada, já que o PSD tem interesse em permanecer no governo em caso de vitória de Tarcísio.
Desgaste
O estopim do atrito ocorreu quando Tarcísio de Freitas decidiu manter o atual vice, Felício Ramuth, então filiado ao PSD, na chapa. Gilberto Kassab pleiteava a vaga, que teria sido prometida em articulações realizadas em 2022. Ramuth acabou deixando o partido posteriormente.
Antes disso, interlocutores do PSD relatam que Kassab tentou, por diversas vezes, se reunir com Tarcísio de Freitas antes de deixar o cargo de secretário de Relações Institucionais, mas não obteve sucesso — tendo formalizado sua saída por mensagem. O encontro entre ambos ocorreu apenas um dia depois.
Os dois já vinham enfrentando divergências. Há relatos de que o governador não teria aprovado o fortalecimento do PSD durante o período em que Kassab esteve no governo. Além disso, Kassab afirmou, em entrevista, que Tarcísio seria “submisso” à família Bolsonaro.


Fonte: Jovem Pan