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Juiz questiona tratamento de suspeito de ataque contra Trump após prisão

O caso do homem acusado de tentar assassinar o presidente Donald Trump durante o tradicional jantar de correspondentes da Casa Branca ganhou um novo capítulo — e agora o foco deixou de ser apenas o ataque em si para se concentrar no que aconteceu depois da prisão.
Um juiz federal em Washington está seriamente preocupado com a forma como o suspeito, identificado como Cole Allen, vem sendo tratado dentro da prisão. E o tom é incomum: o magistrado classificou as condições como “extremamente perturbadoras” e levantou dúvidas sobre possíveis violações de direitos básicos.
Allen foi preso após o ataque ocorrido em 25 de abril, durante o evento que reúne jornalistas, políticos e autoridades em Washington — um dos encontros mais simbólicos da política americana. Segundo as investigações, ele estava armado e tentou romper o esquema de segurança com a intenção de atingir integrantes do governo.
Mas o que chamou atenção da Justiça não foi apenas a gravidade do crime — e sim o tratamento dado ao suspeito logo após sua detenção.
De acordo com os relatos apresentados em audiência, Allen foi colocado em condições extremamente restritivas:
* isolamento quase total
* cela acolchoada
* luz acesa o tempo todo
* sem acesso a telefone, livros ou atividades recreativas
* possível privação de sono
Inicialmente, ele também foi colocado sob vigilância de suicídio — uma medida considerada extrema dentro do sistema prisional americano. O problema, segundo a defesa e questionado pelo juiz, é que avaliações médicas não indicavam risco real de que ele tirasse a própria vida. Mesmo depois de ser retirado desse regime, o juiz decidiu manter a audiência. Motivo: as preocupações continuaram.
Durante a sessão, o magistrado pressionou autoridades da prisão para explicar por que o suspeito recebeu um tratamento mais severo do que outros acusados de crimes igualmente graves — incluindo pessoas envolvidas no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. E aí está o ponto central da discussão.
Nos Estados Unidos, existe um princípio básico: quem ainda não foi julgado não pode ser punido. A chamada “detenção pré-julgamento” deve servir apenas para garantir segurança e presença no processo — não como forma de castigo. É exatamente isso que está sendo questionado.
O juiz deixou claro que, apesar da gravidade das acusações – tentativa de assassinato do presidente e uso de armas —, isso não justifica condições que possam ser interpretadas como punição antecipada ou tratamento desigual.
O caso também levanta um debate maior sobre o sistema prisional americano e a forma como ele lida com suspeitos em casos de grande repercussão política. Há uma linha tênue entre segurança reforçada e violação de direitos — especialmente quando o acusado envolve figuras públicas ou episódios de alto impacto nacional.
Para brasileiros, esse tipo de situação ajuda a entender uma diferença importante entre os sistemas judiciais. Nos Estados Unidos, mesmo em casos gravíssimos – como tentativa de assassinato presidencial -, o foco inicial da Justiça pode recair não só sobre o crime, mas também sobre se o Estado está respeitando as regras no tratamento do acusado.
No fim, o caso expõe duas histórias acontecendo ao mesmo tempo: de um lado, uma investigação sobre um ataque que poderia ter mudado a história política recente dos EUA; do outro, um debate jurídico delicado sobre até onde o sistema pode ir ao lidar com quem ainda nem foi julgado.
E, nesse momento, a pergunta que ecoa no tribunal não é apenas o que o suspeito fez – mas se o próprio sistema está fazendo o que deveria.


Fonte: Jovem Pan

Governador da Flórida planeja retorno em 2028 após tropeço em 2024

O governador da Flórida, Ron DeSantis, está longe de ter saído de cena depois da derrota nas primárias republicanas de 2024. Pelo contrário: já articula, ainda que com cautela, um possível retorno na corrida presidencial de 2028. Mas, para entender o peso desse movimento – especialmente para brasileiros – é preciso olhar menos para Washington e mais para a Florida, que virou peça central nesse tabuleiro político.
A Flórida hoje não é apenas um estado grande. Ela se transformou em um dos principais polos de poder do Partido Republicano. Com mais de 22 milhões de habitantes e um dos maiores colégios eleitorais dos Estados Unidos, o estado deixou de ser indeciso, como foi por décadas, e passou a votar de forma consistente nos republicanos, especialmente sob a liderança de DeSantis. Isso muda o jogo nacional, porque quem controla a Flórida ganha acesso a uma base eleitoral enorme, grandes financiadores de campanha e uma vitrine política com alcance em todo o país.
É justamente essa vitrine que DeSantis tenta preservar enquanto se reposiciona. Depois de uma campanha considerada engessada em 2024, ele agora aposta em uma imagem mais pragmática, focada em resultados administrativos. A ideia é vender o chamado “modelo Flórida” como prova de que pode governar os Estados Unidos com eficiência, e não apenas com discurso ideológico.
Só que esse plano esbarra em um obstáculo evidente: Donald Trump. O presidente continua sendo a principal força dentro do Partido Republicano e, na prática, ainda dita o ritmo da política conservadora no país. DeSantis, que já foi visto como herdeiro natural desse movimento, decidiu enfrentá-lo em 2024 – e saiu derrotado. Agora, tenta um equilíbrio delicado: não romper com Trump, mas também não se submeter completamente a ele. Evita críticas diretas, adota pautas semelhantes e mantém pontes com aliados trumpistas, numa tentativa clara de reconstruir espaço sem reacender conflitos.
Outro ponto central é o chamado “jogo de cadeiras” que começa a se desenhar na Flórida. Como a lei estadual impede um terceiro mandato consecutivo, DeSantis deixará o governo em janeiro de 2027. Isso abre uma disputa intensa pelo controle do estado, que não é apenas simbólico – é estratégico. Quem assumir o comando da Flórida herdará uma máquina política poderosa, com influência direta nas eleições nacionais. Para DeSantis, manter um aliado no poder local pode ser decisivo para sustentar uma candidatura em 2028.
Nesse cenário, surge um dilema importante: aceitar ou não um eventual cargo em um governo federal. Essa possibilidade existe, mas é vista com cautela. Assumir uma posição de destaque poderia dar visibilidade imediata, mas também colocaria DeSantis em posição subordinada, dificultando um projeto próprio no futuro. Ficar de fora, por outro lado, preserva sua independência, mas exige que ele continue relevante sem ocupar um cargo em Washington.
Ao mesmo tempo, o tabuleiro republicano para 2028 já começa a se formar, com nomes como J.D. Vance, Marco Rubio e Nikki Haley também se movimentando. Todos, de alguma forma, orbitam a influência direta de Trump – seja buscando apoio ou tentando se viabilizar como alternativa.
Para brasileiros, essa disputa tem impacto mais direto do que parece. A Flórida abriga uma das maiores comunidades brasileiras no exterior e funciona como porta de entrada para negócios, turismo e imigração. Mudanças políticas no estado costumam antecipar tendências nacionais, especialmente em temas como imigração e economia – áreas que afetam diretamente quem vive ou pretende viver nos Estados Unidos.
No fim, o cenário é de reconstrução. DeSantis não desapareceu, mas também não é mais visto como inevitável. Ele tenta ganhar tempo, reorganizar alianças e manter relevância até que o caminho até 2028 fique mais claro. E, nesse processo, a Flórida deixa de ser apenas sua base eleitoral para se tornar o principal ativo político de um projeto que ainda está em aberto.


Fonte: Jovem Pan

Dor na coluna: quando a cirurgia é indicada

A maior parte das doenças da coluna não exige cirurgia. Em muitos casos, o controle da dor e a recuperação funcional são alcançados com tratamento conservador, que inclui fisioterapia, exercícios, ajustes de postura e uso de medicação.
No entanto, uma parcela dos pacientes não apresenta resposta satisfatória a essas medidas. Nesses casos, a cirurgia passa a ser considerada como parte da estratégia terapêutica.

Critérios para indicação cirúrgica
A principal indicação ocorre quando há falha do tratamento conservador. De forma geral, se após cerca de seis semanas de acompanhamento adequado não houver melhora clínica relevante, o procedimento pode ser avaliado.
Existem, ainda, situações em que a cirurgia deve ser considerada com maior rapidez:

perda de força em membros
dor intensa refratária ao tratamento clínico
recorrência frequente dos sintomas
comprometimento significativo da qualidade de vida ou da capacidade laboral

Quadros com déficit neurológico, como perda de força, exigem atenção imediata, pois o atraso na intervenção pode resultar em sequelas permanentes.
Alternativas antes da cirurgia
Quando o tratamento conservador não é suficiente, mas ainda não há indicação cirúrgica imediata, podem ser adotadas abordagens intermediárias.
Os bloqueios analgésicos são uma dessas opções. A técnica consiste na aplicação de anestésico e corticoide na região afetada, com o objetivo de interromper o estímulo doloroso. Em alguns casos, a rizotomia por radiofrequência pode ser indicada para prolongar o efeito.
A medicina regenerativa também vem sendo utilizada, embora ainda demande avaliação criteriosa quanto à indicação e à evidência científica disponível.
Avanços nas técnicas cirúrgicas
As cirurgias de coluna passaram por avanços importantes nos últimos anos. Procedimentos minimamente invasivos têm reduzido o tempo de recuperação e o impacto sobre os tecidos.
A cirurgia endoscópica é atualmente uma das principais opções para descompressão neural. Já a artroplastia é indicada, sobretudo, em pacientes mais jovens, por preservar o movimento da coluna. Em casos de artrose, deformidades ou fraturas, a artrodese segue como técnica consolidada, podendo também ser realizada por via minimamente invasiva.
Decisão individualizada
A indicação cirúrgica deve ser sempre individualizada. A decisão considera não apenas os achados clínicos e de imagem, mas também o impacto dos sintomas na rotina e as expectativas do paciente.
O objetivo do tratamento é restabelecer a função, aliviar a dor e garantir qualidade de vida com a abordagem mais adequada para cada caso.
Dr. Thiego Pedro Freitas Araújo – CRM 18057 DF – RQE 13832 TEOT – 14.484
Ortopedista do Núcleo de Coluna do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília


Fonte: Jovem Pan

Durigan prevê que resultado negativo dos Correios pode chegar a R$ 10 bilhões neste ano

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite da segunda-feira, 4, que os Correios têm um problema, mas que a nova gestão da estatal está buscando equacioná-lo. “É inegável, eles tiveram um resultado ruim, teve uma troca de gestão, o Emmanoel [Rondon], que é o atual presidente dos Correios, apresentou um plano que é muito bom, que envolve uma série de medidas de cortar gasto, aprimorar receita, fazer parcerias internacionais, parcerias dentro do País, e é com base nesse plano de reestruturação que nós temos acompanhado esse Correios do futuro”, disse o ministro.
Durigan lembrou que em 2025 os Correios tiveram um resultado negativo de R$ 4 bilhões e, para 2026, espera-se desempenho ainda pior, talvez na casa dos R$ 10 bilhões. “Mas, de novo, é uma questão que nós temos que encarar de frente. Os Correios têm um ônus, que é entregar a universalidade para o País todo. Quando você fala com agentes privados, eles dizem que a ‘gente é mais eficiente que os Correios, mas eu não entrego notificação judicial para a população ribeirinha no Amazonas’. Não entrega, os Correios entregam.”
“E, para fazer isso, ele tem um déficit maior na operação. Então, de fato, tem um déficit que existe nos Correios, que precisa ser endereçado, e eu sou o maior defensor disso, não defendo estatal deficitária. Estatal deficitária tem que ter outra saída, outra solução”, afirmou o ministro.
Questionado sobre privatização, Durigan disse não ter problema com a opção, mas ressalvou: “Também não acho que privatização seja saída fácil, porque para muita gente é ‘privatiza tudo’. Não privatizou nada, o presidente Lula acabou privatizando mais do que o governo anterior, ou fazendo concessão. Então, não acho que seja bala de prata também”. Por fim, o ministro avaliou que os Correios passam hoje por um processo de reavaliação de cadeia logística. “Então, se armazenamento, ou se entrega de medicamento, ou se entrega de notificação judicial precisa passar por um processo de joint venture, que se faça. Eu sou bem favorável à flexibilização.”


Fonte: Jovem Pan

Novo Desenrola começa a valer nesta terça-feira; veja como funciona

Começa a valer nesta terça-feira (5) o Novo Desenrola Brasil, programa que busca ajudar a população a renegociar dívidas e recuperar crédito.
A nova medida destina-se a pessoas físicas que atendam aos seguintes requisitos:

ter renda mensal igual ou inferior a cinco salários mínimos (R$ 8.105);
possuir contratos de operações de crédito celebrados até 31 de janeiro de 2026 e estar com parcelas em atraso entre 91 e 720 dias até ontem, nas seguintes modalidades:                                                                                                                1. cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa;
2. cheque especial com utilização de limite de crédito em conta-corrente;
3. crédito pessoal sem consignação em folha, inclusive empréstimos pessoais decorrentes de consolidação de dívida.
De acordo com a MP, serão usadas informações de renda declaradas ao Sistema de Informações de Créditos do Banco Central do Brasil, confirmadas pelas próprias instituições financeiras com as quais os beneficiários mantêm vínculo.

Os descontos devem chegar a 90%, com juros reduzidos e possibilidade de uso do FGTS para abatimento dos débitos.
O texto foi assinado nessa segunda-feira (4) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, não é razoável que restrições de crédito ocorram por débitos de baixo valor.


Fonte: Jovem Pan

RealTime/Bigdata: Lula empata com Flávio, Caiado, Ciro e Zema em eventual 2º turno

O presidente Lula (PT) aparece tecnicamente empatado em eventual disputa de segundo turno das eleições presidenciais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD), Ciro Gomes (PSDB) e Romeu Zema (Novo) na pesquisa Realtime/Bigdata, divulgada nesta terça-feira (5).
Veja abaixo cenário a cenário:

Cenário 1: Lula x Flávio Bolsonaro
No primeiro cenário, Lula aparece com 43% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 44%.
Nulo/branco aparece com 7%, já Não sabe/não respondeu representa 6%.
Cenário 2: Lula x Ciro Gomes
Já no segundo cenário, Lula e Ciro Gomes aparecem com 43% das intenções de voto.
Nulo/branco aparece com 8%, já Não sabe/não respondeu representa 6%.
Cenário 3: Lula x Ronaldo Caiado
Em uma eventual disputa com Caiado, Lula tem 43% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Caiado aparece com 42%.
Nulo/branco aparece com 9%, já Não sabe/não respondeu representa 6%.
Cenário 4: Lula x Romeu Zema
No quarto cenário, Lula aparece com 43% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Zema tem 39%.
Nulo/branco aparece com 11%, já Não sabe/não respondeu representa 7%.
Cenário 5: Lula x Renan Santos
Na maior diferença de todos os cenários de segundo turno, Lula tem 48% das intenções de voto, enquanto Renan Santos aparece com 24%.
Nulo/branco aparece com 13%, já Não sabe/não respondeu representa 15%.
1º turno
A pesquisa também realizou um levantamento sobre dois cenários de primeiro turno e, em ambos, Lula aparece na primeira colocação.
No primeiro cenário, o atual presidente aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 34%. Na sequência, aparecem Caiado com 5% e Zema com 4%.
Primeiro cenário de primeiro turno da pesquisa Realtime/Bigdata divulgada nesta terça-feira (5)
Já em um segundo cenário, com a participação de Ciro Gomes, Lula tem 38% e Flávio Bolsonaro 33%. Caiado, Ciro e Zema vêm na sequência com 4%.
 
Segundo cenário da pesquisa Realtime/Bigdata divulgada nesta terça-feira (5)
A pesquisa Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores entre os dias 2 e 4 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE com o número BR-03627/2026.


Fonte: Jovem Pan

Líderes da oposição apostam em Alcolumbre barrando indicação de novo ministro do STF

Líderes da oposição querem deixar a escolha do novo ministro do Supremo Tribunal Federal para depois das eleições. Admitem, porém, que uma possível indicação, por Lula, de uma jurista negra irá criar constrangimentos para eles.
“Vamos ficar sem discurso se o Lula mandar o nome de uma jurista negra, de reputação ilibada e notório saber jurídico. Se rejeitarmos vamos dar munição para ele na campanha eleitoral”, disse um líder da oposição reservadamente.
Segundo ele, o melhor caminho seria o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, segurar a indicação e não marcar a sabatina, ficando com ele, que não é candidato, o desgaste por engavetar a indicação.
Ou seja, a oposição não quer ficar com o desgaste de barrar uma nova indicação do presidente Lula se for uma jurista negra, mas espera que Davi Alcolumbre faça o serviço para ela.
Em troca, será dada mais uma vez a sinalização de que Alcolumbre teria o apoio de Flávio Bolsonaro, caso ele vença a eleição presidencial, de ser reeleito presidente do Senado no próximo ano.


Fonte:

g1 > Política

Lula acerta ao lançar ‘Desenrola 2.0’, mas ainda não fez acenos na direção ao Centro, alertam aliados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acertou ao lançar o “Novo Desenrola Brasil”, também chamado de “Desenrola 2.0”.
Alivia a vida de brasileiros com a corda no pescoço e ainda ajuda a evitar uma queda maior no ritmo da economia brasileiro. Aliados alertam, porém, que está faltando acenos na direção do eleitorado de centro.
Esses aliados temem, por sinal, que o presidente invista num discurso antissistema, que ele entoou no seu pronunciamento do Dia do Trabalho.
Nele, Lula parece ter dado uma sinalização do que será sua campanha, com um discurso para atacar ricos, patrões, congressistas e bolsonaristas.
Vídeos em alta no g1
Segundo interlocutores de partidos de Centro que apoiam o petista, esse tipo de discurso serve para atrair novamente um eleitorado que estava deixando de aprová-lo, mas não contribui em nada para convencer o eleitor independente a votar nele, aquele que costuma definir a eleição presidencial.
Um assessor presidencial argumenta que Lula precisa, primeiro, reconquistar todo seu eleitorado cativo, fundamental para ir para um segundo turno. Depois, ele realmente terá de fazer acenos na direção do eleitorado independente.
Para esse segmento, Lula vai insistir no seu discurso de estabilidade, defesa da democracia e no risco de volta do movimento de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Lula assina medida provisória do Desenrola 2.0.
Ricardo Stuckert/ Presidência da República


Fonte:

g1 > Política

Planalto redesenha estratégia após derrota de Jorge Messias no Senado e aposta em reação política com discurso antissistema

Senado impõe derrota inédita ao Palácio do Planalto e rejeita indicação de Jorge Messias para vaga no Supremo Tribunal Federal
Jornal Nacional/ Reprodução
O Governo Federal entrou em “modo guerra” após a rejeição de Jorge Messias no Senado e passou a desenhar uma reação política com forte carga de enfrentamento. O advogado-geral da União indicado pelo Presidente da República foi derrotado para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo fontes de integrantes do governo, a leitura interna é de que a derrota extrapolou o campo legislativo e resultou de uma articulação política ampla — com protagonismo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e apoio de setores da oposição e de parte do STF , como Alexandre de Moraes.
A rejeição foi histórica: é a primeira vez em mais de um século que o Senado barra um indicado ao Supremo.
Nos bastidores, o tom já escalou. Um interlocutor do governo resumiu o clima interno com uma metáfora:
“Alcolumbre invadiu o Iraque achando que estava invadindo a Venezuela” — indicando que a reação será desproporcional e com consequências políticas.
Vídeos em alta no g1
A estratégia em discussão é transformar a derrota em ativo político. A ideia é embalar um discurso antissistema, sustentando que o governo foi derrotado por um bloco que reúne Congresso e Judiciário — o argumento, repetido por aliados, é o de que houve ação “com Supremo, com tudo”.
A leitura encontra eco em parte das análises: a derrota foi construída por uma articulação que uniu Davi Alcolumbre, oposição liderada por Flávio Bolsonaro e resistências internas ao nome dentro do próprio sistema político e judicial.
Próximos passos
Sobre o futuro de Jorge Messias, o governo decidiu adiar qualquer definição. A decisão final será tomada apenas após a viagem de Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos.
Apesar disso, uma sinalização já é dada como certa no entorno presidencial: Messias permanece no governo. E pode migrar para o Ministério da Justiça, como revelado pelo blog.


Fonte:

g1 > Política

Realtime/Bigdata: Lula empata com Flávio, Caiado e Ciro em eventual 2º turno

O presidente Lula (PT) aparece tecnicamente empatado em eventual disputa de segundo turno das eleições presidenciais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Ciro Gomes (PSDB) na pesquisa Realtime/Bigdata, divulgada nesta terça-feira (5).
A pesquisa testou cinco cenários com o atual presidente. Nos outros dois, Lula aparece na frente do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e de Renan Santos (Missão). Veja abaixo cenário a cenário:

Cenário 1: Lula x Flávio Bolsonaro
No primeiro cenário, Lula aparece com 43% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 44%.
Nulo/branco aparece com 7%, já Não sabe/não respondeu representa 6%.
Cenário 2: Lula x Ciro Gomes
Já no segundo cenário, Lula e Ciro Gomes aparecem com 43% das intenções de voto.
Nulo/branco aparece com 8%, já Não sabe/não respondeu representa 6%.
Cenário 3: Lula x Ronaldo Caiado
Em uma eventual disputa com Caiado, Lula tem 43% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Caiado aparece com 42%.
Nulo/branco aparece com 9%, já Não sabe/não respondeu representa 6%.
Cenário 4: Lula x Romeu Zema
No quarto cenário, Lula aparece com 43% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Zema tem 39%.
Nulo/branco aparece com 11%, já Não sabe/não respondeu representa 7%.
Cenário 5: Lula x Renan Santos
Na maior diferença de todos os cenários de segundo turno, Lula tem 48% das intenções de voto, enquanto Renan Santos aparece com 24%.
Nulo/branco aparece com 13%, já Não sabe/não respondeu representa 15%.
1º turno
A pesquisa também realizou um levantamento sobre dois cenários de primeiro turno e, em ambos, Lula aparece na primeira colocação.
No primeiro cenário, o atual presidente aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 34%. Na sequência, aparecem Caiado com 5% e Zema com 4%.
Primeiro cenário de primeiro turno da pesquisa Realtime/Bigdata divulgada nesta terça-feira (5)
Já em um segundo cenário, com a participação de Ciro Gomes, Lula tem 38% e Flávio Bolsonaro 33%. Caiado, Ciro e Zema vêm na sequência com 4%.
Segundo cenário da pesquisa Realtime/Bigdata divulgada nesta terça-feira (5)


Fonte: Jovem Pan