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Datafolha: Lula e Flávio aparecem empatados com 45% das intenções de voto no 2º turno

Uma pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (16) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, empatados no segundo turno das eleições de 2026. Lula e Flávio aparecem com 45% das intenções de voto. Nove por cento disseram que votariam em branco ou nulo e 1% não soube responder.
Em abril, Flávio Bolsonaro aparecia numericamente à frente, com 46%, contra 45% de Lula.
O levantamento foi realizado antes do vazamento das conversas envolvendo Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em que ele cobrava o empresário sobre o investimento em torno do filme “Dark Horse”, que conta a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O levantamento foi realizado na segunda-feira (12) e na terça-feira (13).
A pesquisa foi realizada com 2.004 pessoas, em 139 municípios do Brasil. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE com o código BR-00290/2026.
Comparado a Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), Lula abriu vantagem de 6 pontos. O atual presidente aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Minas Gerais surge com 40%. Já Caiado tem 39%.
Em abril, Lula aparecia empatado com Flávio, Zema e Caiado no segundo turno.
Essa foi a primeira pesquisa divulgada depois do Intercept Brasil tornar pública a converca entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
Nas mensagens, Flávio chama Vorcaro de ‘irmão’ e cobra empresário uma quantia no valor de R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões foram efetivamente pagos à produção do filme entre fevereiro e maio de 2025. A conversa aconteceu um dia antes da operação da Polícia Federal (PF) que prendeu o ex-dono do Banco Master no Aeroporto de Guarulhos.


Fonte: Jovem Pan

Parque não é shopping e cidadão não é cliente

A Prefeitura de São Paulo publicou edital prevendo a instalação de 40 polos gastronômicos em 31 parques do município. Todos têm em comum uma característica querida pelo cidadão: são vegetados, arborizados, repletos de pássaros, saguis e outros representantes da fauna local que compartilham pacificamente com a população as poucas áreas verdes e silenciosas da cidade.
Costumo frequentá-los para fugir do barulho que destrói minha sanidade física e mental. Busco o tempo lento, humano — o da leitura à sombra de uma árvore, da observação de uma folha sendo comida por uma lagarta, da textura do tronco de um salgueiro. São pontos de encontro entre amigos, territórios de memória afetiva, pedaços de cidade pertencentes a quem não tem jardim em casa.
A concessão desses parques à iniciativa privada vem sendo apresentada como política de modernização e eficiência — solução para a crônica falta de recursos do município. Raramente se menciona a origem dessa escassez: a precarização deliberada dos próprios serviços públicos de manutenção dessas áreas. O transferido para as empresas, portanto, é a identidade dos bairros, a tranquilidade de uma tarde sob as árvores convertida em prejuízo contábil.
O argumento oficial, conhecido por todos nós, é o de que a Prefeitura não tem dinheiro, a gestão privada é mais eficiente, a cidade precisa se revitalizar. O que eles não dizem é que esse raciocínio parte de uma premissa falsa — a de que a única alternativa à gestão pública tradicional é a permissão de uso e exploração comercial a empresas com fins lucrativos. Há outros jeitos de resolver a ineficiência da prefeitura na zeladoria e manutenção. Vários países aplicam modelos diversificados de gestão há décadas, com resultados documentados, transparentes e sem abrir mão do caráter público dos espaços.
O Central Park, em Nova York, é administrado desde 1980 pela Central Park Conservancy, uma organização de conservação sem fins lucrativos. A Prefeitura mantém a propriedade e a supervisão — presença ativa na condução, distante do mero controle posterior de resultados. A instituição realiza a captação de recursos junto a doadores e fundações, além de criar eventos para custear a manutenção. O resultado é um parque impecável, acessível, sem franquias determinando o que o parque deve ser. A sustentabilidade financeira existe independentemente da sua conversão em centro comercial.
A proposta da Prefeitura de São Paulo parte de outro princípio. O mecanismo escolhido — permissão de uso onerosa — autoriza uma empresa a ocupar uma área pública e explorá-la comercialmente em troca de pagamento ao município. A Prefeitura, nesse arranjo, abre mão da supervisão e se reserva à fiscalização — aparece para cobrar o contrato, alheia à gestão do espaço. A empresa precisa de retorno financeiro, o retorno exige movimento, o movimento exige atração, e a atração transforma o parque em destino de consumo.
Em Amsterdã e Roterdã, essas áreas são geridas por fundações municipais com conselhos compostos por representantes de moradores, associações culturais e especialistas em meio ambiente. As decisões sobre uso comercial passam por deliberação pública real — estruturada, com poder vinculante, muito distante de consultas apressadas em plataformas digitais com prazo de quarenta e oito horas.
Em Bogotá, o programa Parques Cómo Vamos envolveu comunidades de bairro na gestão de espaços verdes. Moradores participam da manutenção, propõem usos e monitoram indicadores de qualidade. Há comida — feiras, quiosques geridos por associações locais, com renda que permanece no bairro. O parque financia o parque, e o bairro financia o bairro, fazendo a economia local girar.
Em todos esses modelos, o space público permanece público. A rentabilidade, quando existe, serve a ele e jamais ao acionista.
A promessa de benefícios ao espaço verde é legítima apenas enquanto os interesses comerciais e ambientais coincidirem — e a história das concessões e permissões urbanas — sendo o Vale do Anhangabaú a mais recente — atesta o prazo de validade curto dessa coincidência.
O processo de consulta aos cidadãos, tal como foi pensado, reduz decisões sobre bens coletivos permanentes a formulários e audiências sem poder deliberativo real. Isso tem nome na literatura de planejamento urbano: participação simbólica, ou, no termo cunhado pela pesquisadora Sherry Arnstein em 1969, os degraus inferiores da “escada da participação cidadã” — onde o cidadão é ouvido, mas a decisão já está tomada. Cumpre, ao menos, as metas formais de participação estabelecidas pelo município.
O problema não é ter restaurante no parque. O problema é quando o restaurante define o parque.
São Paulo tem 106 parques municipais. Tem também universidades, institutos de pesquisa, associações de bairro, cooperativas de gastronomia periférica, coletivos culturais com décadas de atuação em espaços públicos. Tem experiência acumulada em modelos híbridos que poderiam ser testados antes de se entregar a identidade de 31 parques a empresas cujo único compromisso legal é o retorno sobre o investimento.
O debate público precisa acontecer antes da assinatura dos contratos. A Prefeitura precariza os parques, diagnostica a precariedade, propõe a solução, conduz a consulta e avalia o próprio sucesso.
Da próxima vez que você ouvir que não havia outra saída, pergunte ao prefeito e aos vereadores quem foi o responsável que trancou as portas.
A Jovem Pan entrou em contato com a Prefeitura para falar sobre a instalação dos 40 polos gastronômicos em parques. Por meio de um vídeo compartilhado, a Prefeitura informou que o projeto não se trata de mercantilização ou privatização, mas sim de uma gestão do parque. Informou também que a ferramenta foi criada como forma de melhorar o dia a dia e a manutenção dos parques municipais. Segundo o órgão, o projeto é antigo e existe há mais de 10 anos.
 


Fonte: Jovem Pan

Campanha de Flávio pede ao STF apuração sobre vazamento de conversas com Vorcaro

O coordenador da campanha à Presidência de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), se encontrou nesta quinta-feira, 14, com o ministro relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, e pediu apuração dos vazamentos das conversas com Daniel Vorcaro. Nesta quarta-feira, 13, o site Intercept Brasil revelou que o filho de Jair Bolsonaro (PL) negociou com o dono do Banco Master o pagamento de R$ 134 milhões para “patrocinar” um filme sobre a vida do ex-presidente.
“Disse a ele que estamos preocupados com o vazamento seletivo contra Flávio e com a maneira como as coisas estão acontecendo, gerando insegurança sobre os rumos da investigação. Há quase 7 terabytes de informações sobre o caso Master. Pedimos que esse vazamento seja apurado”, declarou Marinho à CNN Brasil.
De acordo com Marinho, Mendonça respondeu que iria apurar. O Estadão entrou em contato com o gabinete do ministro para confirmar essa informação e aguarda retorno.
Segundo a reportagem, as negociações para que Vorcaro bancasse o filme foram feitas por Flávio Bolsonaro e outros intermediários, como o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro.
O Estadão confirmou com fontes que têm acesso à investigação que os diálogos de Flávio Bolsonaro com Vorcaro divulgados pelo Intercept Brasil são autênticos. Eles fazem parte da extração do conteúdo do primeiro telefone celular do banqueiro, apreendido pela Polícia Federal na primeira fase da Operação Compliance Zero.
Após a divulgação dos áudios, Flávio foi para a residência onde funciona o comitê de sua pré-campanha à Presidência da República se encontrar com Marinho, com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e a advogada da equipe, Maria Claudia Bucchianeri.
No final da tarde, Flávio divulgou uma nota admitindo que cobrou dinheiro de Vorcaro, mas negando ter cometido qualquer ato ilícito. “No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, diz a nota.
O Intercept Brasil divulgou um áudio em que o senador pede dinheiro para o dono do Banco Master para pagar despesas com o filme Dark Horse.
“Fico sem graça de ficar te cobrando, mas é que está em um momento muito decisivo do filme e como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, preocupado”, diz Flávio no áudio divulgado.
Nas mensagens obtidas pelo Intercept, Flávio Bolsonaro escreve ainda a Vorcaro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs”
A mensagem teria sido enviada no dia 16 de novembro de 2025, três meses depois do escândalo do Banco Master vir à tona. No dia seguinte, Vorcaro foi preso por suspeita de operações fraudulentas envolvendo o banco. O Master foi liquidado no dia18 de novembro de 2025.


Fonte: Jovem Pan

Lewandowski confirma saída do Barcelona após quatro temporadas

Robert Lewandowski vai encerrar sua passagem pelo Barcelona ao fim da temporada. Neste sábado, o atacante polonês de 37 anos publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais e confirmou que vai deixar o clube espanhol após quatro anos.
A despedida deve ganhar um capítulo especial neste domingo, quando o Barcelona enfrenta o Betis, no Camp Nou, pela última rodada de La Liga. A expectativa é de uma homenagem ao camisa 9 diante da torcida.
O técnico Hansi Flick comentou a saída do jogador e destacou a importância do atacante dentro do elenco. Segundo o treinador, o clube respeita a decisão e já avalia alternativas para substituição.
“Ele é um exemplo para todos. Sempre deu o seu melhor e foi um privilégio trabalhar com ele. Ver o esforço que coloca todo dia. Sempre esteve presente nos momentos mais difíceis”, afirmou Flick.
Contratado em julho de 2022, Lewandowski chegou ao Barcelona depois de uma trajetória vitoriosa no Bayern de Munique e rapidamente assumiu protagonismo em um período de reconstrução do clube catalão. Ao longo da passagem, disputou 191 partidas oficiais, marcou 119 gols e distribuiu 22 assistências.
A temporada de maior destaque individual aconteceu em 2024/25, quando balançou as redes 42 vezes em 52 jogos, números que reforçaram sua condição de principal referência ofensiva da equipe.
Em nota oficial, o Barcelona exaltou não apenas o desempenho dentro de campo, mas também a influência do jogador nos bastidores.
“Além dos seus gols, Lewandowski também se destacou pela sua liderança dentro e fora de campo. Seu profissionalismo, altos padrões e comprometimento o tornaram um modelo para os jogadores mais jovens no vestiário. Com uma carreira de sucesso na Europa, o atacante polonês trouxe experiência e personalidade para uma equipe que passa por uma reformulação completa”, escreveu o clube.
Na mensagem publicada nas redes sociais, Lewandowski agradeceu ao Barcelona. “Após quatro anos repletos de desafios e muito trabalho, chegou a hora de seguir em frente. Parto com a sensação de que a missão foi cumprida. Quatro temporadas, três campeonatos. Jamais esquecerei o carinho que recebi dos torcedores desde os meus primeiros dias”, escreveu o atacante.
“A Catalunha é o meu lugar no mundo. Obrigado a todos que conheci ao longo desses quatro anos maravilhosos. Um agradecimento especial ao presidente Laporta por me dar a oportunidade de viver o capítulo mais incrível da minha carreira O Barça está de volta ao lugar que lhe pertence”, completou.


Fonte: Jovem Pan

Jogador da Tunísia é barrado pelo pai e não disputará Copa do Mundo

Em uma decisão inédita, o pai do meia Louey Ben Farhat, de apenas 19 anos, ligou diretamente para o técnico da seleção tunisiana e recusou a convocação do filho para a Copa do Mundo de 2026. O jogador, considerado um jovem talento, ficou de fora da lista dos 26 selecionados divulgada na sexta-feira (15).
De acordo com site oGoal, o técnico Sabri Lamouchi revelou que recebeu a ligação do pai de Ben Farhat ainda pela manhã. “Ele me disse que era cedo demais para selecioná-lo e recusou”, contou o comandante tunisiano. Chocado com a atitude, Lamouchi tentou falar com o próprio jogador e com o pai, mas ninguém atendeu as chamadas. “Isso é uma falta de respeito”, desabafou o treinador.
A Tunísia será uma das seleções africanas na Copa do Mundo de 2026 — a terceira participação consecutiva e a sétima na história das Águias de Cartago. Sem o jovem meia, o time estreia no Grupo F no dia 14 de junho contra a Suécia, em Monterrey, no México. A segunda partida será contra o Japão, em 21 de junho, também em solo mexicano, e o último jogo da fase de grupos será diante da Holanda, em 25 de junho, em Kansas, nos Estados Unidos.
A ausência de Ben Farhat dominou as atenções na divulgação da lista, que marca mais um capítulo na preparação tunisiana para o Mundial. Segundo o One Football, a decisão unilateral do pai do atleta gerou surpresa e repercussão imediata no futebol internacional.
*texto produzido com auxílio de IA


Fonte: Jovem Pan

Ciro Gomes lança pré-candidatura ao governo do Ceará e diz que vai convidar Roberto Claudio para vice

Ciro Gomes lança pré-candidatura ao governo do Ceará
Fabiane de Paula
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) lançou, neste sábado (16), a pré-candidatura ao Governo do Ceará nas eleições de 2026. O anúncio foi feito em evento com apoiadores e líderes políticos no bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza.
Ciro chegou ao local do evento, o Centro Educacional Evandro Ayres de Moura, acompanhado da esposa e de apoiadores. Durante seu discurso, ele citou diversas vezes que é “leal e grato” e fez diversas críticas à atual gestão do governo do Ceará.
O pré-candidato anunciou também que convidará o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio, para ser o candidato a vice-governador em sua chapa. Ciro disse ainda que Capitão Wagner deve concorrer ao Senado Federal e afirmou que Pastor Alcides é o nome indicado pelo PL.
Antes do discurso de Ciro, foram exibidos vídeos de apoiadores como Mauro Filho e Capitão Wagner. No evento, Tasso Jereissati falou antes do pré-candidato e reforçou que Ciro recusou um convite para ser candidato à presidência da República e estava aceitando disputar o governo do Ceará.
Vídeos em alta no g1
A candidatura de Ciro Gomes ao governo do estado ainda precisa ser confirmada em convenção estadual do partido, que deve ocorrer até agosto.
Esta será a segunda vez que Ciro concorre ao Governo do Ceará. Na primeira vez, em 1990, ele foi eleito, mas deixou o cargo em 1994 para virar ministro da Fazenda do governo do presidente Itamar Franco.
Ciro deve enfrentar nas urnas o representante do grupo político atualmente no poder – e do qual ele mesmo fez parte no passado. Atualmente, o grupo é encabeçado pelo senador e ex-ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e pelo irmão de Ciro, o senador e ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PSB).
A trajetória do grupo começou em 2006, após a eleição de Cid para o Governo do Ceará. Cid cumpriu dois mandatos e elegeu o sucessor, Camilo Santana. Ao fim do segundo mandato de Camilo, em 2022, o grupo rachou durante a decisão do nome que seria lançado ao governo naquele ano.
O nome defendido por Ciro, do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, acabou prevalecendo, mas causou o rompimento entre o PDT de Ciro e o PT de Camilo Santana. O candidato lançado pelos petistas, Elmano de Freitas, acabou eleito, em derrota para Ciro. Agora, quatro anos depois, Ciro e Elmano podem se enfrentar nas urnas.
Trajetória política
Nascido em 1957 em Pindamonhangaba (SP), filho do cearense José Euclides Júnior, Ciro veio para Sobral (CE), cidade natal de seu pai, em 1961. O pai virou prefeito de Sobral, uma das maiores cidades do Ceará, em 1976. Ele permaneceu no cargo até 1983.
Ciro foi eleito deputado estadual em 1982, com apoio do pai. A partir daí, sua carreira política seguiu uma trajetória ascendente. Em 1988, ele concorreu à Prefeitura de Fortaleza, capital do estado, e foi eleito. Passou pouco tempo no cargo, tomou posse em 1989 e, em 1990, concorreu ao governo do Ceará e foi eleito governador.
Ele permaneceu no cargo até 1994, quando foi indicado ministro da Fazenda do presidente Itamar Franco. Ele permaneceu como ministro por quatro meses, até o fim do governo de Itamar. Em 1998, concorreu pela primeira vez à Presidência da República e obteve 10,97% dos votos. Em 2002, foi candidato de novo e ficou com 11,97% dos votos.
Nos anos seguintes, foi ministro da Integração Nacional do primeiro governo Lula. Ele ficou no ministério até 2006, quando saiu para concorrer a deputado federal pelo Ceará. Ele foi o deputado mais votado do estado naquele ano, com mais de 660 mil votos.
Naquele mesmo ano, seu irmão, o então prefeito de Sobral e hoje senador, Cid Gomes, foi eleito governador do Ceará, marcando o início do grupo político que está até hoje no poder no Ceará, e que agora Ciro quer desafiar nas eleições de 2026.
Em 2015, foi presidente da Transnordestina, mas deixou a função no ano seguinte após o impeachment de Dilma Rousseff. Em 2018, Ciro concorreu à Presidência da República pela terceira vez e ficou com 12,47% dos votos, sua melhor votação. Em 2022, quando concorreu novamente, obteve 3,04% dos votos.
Rompimento com irmão
Irmãos Cid e Ciro Gomes estão brigados publicamente desde 2022.
Fabiane de Paula/Thiago Gadelha
Em 2022, a coesão do grupo Ferreira Gomes ruiu durante o processo de escolha do sucessor de Camilo. Bem-avaliado, o petista deixou o cargo de governador em abril para poder concorrer ao Senado. Com a saída de Camilo, sua vice, Izolda Cela (até então PDT, hoje sem partido), assumiu o governo cearense.
Parte da aliança defendia que Roberto Claudio, ex-prefeito de Fortaleza, era o melhor nome para disputar o governo do estado contra o Capitão Wagner (União), que aparecia à frente nas pesquisas. Ciro integrava este grupo. Outra parte da aliança defendia que Izolda, no exercício do cargo de governadora, teria o direito natural de concorrer à eleição. Camilo e Cid integravam este grupo.
Em 2022, a escolha do nome que iria concorrer ao governo do Ceará pela aliança estadual forjada pelos Ferreira Gomes também foi influenciada pela corrida presidencial, na qual Ciro Gomes era um dos concorrentes.
Cid apoiava Izolda, mas não se envolveu na disputa para não se opor publicamente a Ciro, que estava articulando sua candidatura presidencial a nível nacional. A partir da decisão do PDT, bancada por Ciro, o grupo rompeu. Cid e Ciro também.
O resultado das eleições municipais de 2024 – a primeira após a briga dos irmãos – marcou a quebra do ciclo de quase três décadas do grupo político da família Ferreira Gomes no poder em Sobral. O deputado estadual Oscar Rodrigues (União Brasil) derrotou a ex-secretária-executiva do Ministério da Educação e aliada do clã, Izolda Cela (PSB), sendo eleito prefeito com 52,42% dos votos.
O grupo político alinhado com os Ferreira Gomes estava no poder na cidade desde 1997, quando Cid Gomes assumiu a gestão municipal. Depois dele, vieram os aliados Leônidas Cristino, Veveu Arruda (marido de Izolda Cela) e Ivo Gomes, irmão de Cid e Ciro. O empresário Oscar Rodrigues foi o primeiro opositor, em 32 anos, a vencer o grupo político familiar em Sobral.
Retorno ao PSDB
Tanto em 1990 quanto agora, Ciro concorre ao governo estadual pelo PSDB. Mas entre uma candidatura e outra, o ex-ministro passou por diversos partidos: quando começou a carreira como deputado estadual, em 1983, era do PMDB, e foi eleito prefeito de Fortaleza pelo partido.
Em 1990, ingressou no PSDB, pelo qual foi eleito governador do Ceará – o único governador do PSDB eleito naquele ano. Em 1996, ingressou no então PPS para concorrer à presidência em 1998.
Em 2005, ele se filiou ao PSB para concorrer, em 2006, ao cargo de deputado federal pelo Ceará. Em 2013, tanto Ciro quanto seu irmão, Cid Gomes, deixaram o PSB para o PROS por discordar da decisão do PSB de lançar candidatura própria à presidência em 2014, quando Dilma Rousseff (PT) concorreria à reeleição.
A passagem dos irmãos Ferreira Gomes pelos PROS foi curta. Em 2015, eles foram para o PDT, partido no qual permaneceram por quase dez anos e pelo qual disputaram comando estadual após a briga política que levou ao rompimento dos dois. Ciro foi candidato à presidência pelo PDT em 2022.
Em 2024, Cid voltou ao PSB, e em 2025 foi a vez de Ciro voltar ao PSDB. Ele oficializou a filiação aos tucanos em outubro, em cerimônia realizada em um hotel em Fortaleza, ao lado de lideranças da oposição ao governador Elmano de Freitas.
A reorganização da oposição em torno de Ciro e do PSDB já trouxe mudanças para o cenário político do Ceará. A bancada do partido na Assembleia Legislativa saltou de 1 para 7 deputados durante a janela partidária deste ano, tornando-se a terceira maior da Casa.
Agora, seguindo os trâmites eleitorais, o partido deve realizar uma convenção em agosto, quando os filiados oficialmente devem apontar Ciro como candidato do partido ao Governo do Ceará, com objetivo de repetir a dobradinha que o levou ao Palácio da Abolição na década de 1990.
Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:


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g1 > Política

Dinheiro aprendido em casa de alvo da Operação Sem Refino estava em caixa com mensagem: ‘O que é bom a gente guarda’

Operação Sem Refino: PF apreende mais de R$ 500 mil em dinheiro vivo na casa de um dos alvos
A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 500 mil em dinheiro vivo na casa do policial civil do Rio de Janeiro Maxwell Moraes Fernandes, um dos alvos da Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15).
Uma curiosidade é que o dinheiro estava armazenado em caixas de sapatos. Em uma delas, aparece escrito a mensagem: “o que é bom a gente guarda”.
Dinheiro encontrado na casa de um policial civil alvo da Operação Sem Refino
Divulgação
A investigação apura um suposto esquema de fraudes fiscais envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, considerada um dos maiores grupos devedores de impostos do país.
Ter dinheiro em espécie em casa não é crime. No entanto, a origem dos valores precisará ser explicada às autoridades. Maxwell deverá esclarecer por que mantinha mais de meio milhão de reais fora do sistema bancário, sem registro formal de movimentação financeira.
Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que está “colaborando com a operação realizada pela PF”.
“A instituição reforça que mantém permanente cooperação com os órgãos de investigação e segurança pública, atuando de forma integrada. O caso é acompanhado pela Corregedoria-Geral de Polícia Civil”, afirmou o órgão.
Dinheiro encontrado na casa de policial civil alvo da operação Sem Refino
Divulgação
A operação também teve como alvo o ex-governador do Rio Cláudio Castro. Segundo a PF, a ação investiga a suspeita de que a Refit utilizou sua estrutura societária e financeira “para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior”.
Segundo relatório da PF, Castro atuou de forma decisiva para proteger e favorecer os interesses do Grupo Refit.
Agentes da PF em carros descaracterizados e com auxílio de homens armados foram para a casa de Castro, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do RJ. O ex-governador estava na residência e acompanhou as buscas com advogados. Após cerca de 3 horas, as equipes deixaram o local com malotes.
A defesa do ex-governador afirma que “foi surpreendida com a operação” e que Castro “está à disposição da Justiça para dar todas as explicações, convicto de sua lisura”.
Outro investigado é o empresário Ricardo Magro, dono da Refit. A Polícia Federal pediu a inclusão do nome dele na Difusão Vermelha da Interpol, lista internacional de procurados. Em novembro do ano passado, Magro já havia sido alvo de uma megaoperação da PF.
O empresário Ricardo Magro e o ex-governador Claudio Castro.
Reprodução/Acervo Pessoal/TV Globo
O Grupo Refit foi alvo de uma megaoperação em novembro, envolvendo órgãos federais e paulistas. A Operação Poço de Lobato teve 190 alvos em 5 estados e buscava levantar informações sobre supostas fraudes fiscais. As autoridades estimavam um prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres públicos.
A investigação apontou que a empresa operava uma estrutura pensada para ocultar lucros, reduzir artificialmente impostos e blindar patrimônio. Segundo autoridades estaduais e federais, a Refit se tornou um caso emblemático de “crime do andar de cima”: uma fraude bilionária, tecnicamente elaborada e com impacto direto na arrecadação pública.
Segundo investigadores, o esquema usava cerca de 50 fundos de investimento — alguns com apenas 1 cotista — e empresas abertas em cascata, com troca frequente de sócios. Núcleos familiares, jurídicos, tecnológicos e financeiros mantinham a engrenagem funcionando.
Lacunas nas declarações de importação, notas fiscais incompatíveis, uso de aditivos não autorizados, ausência de comprovação de refino e a retenção de navios com 180 milhões de litros de combustível chamaram atenção.


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g1 > Política

Tebet sobre Flávio Bolsonaro: ‘Presidenciável íntimo de banqueiro envolvido no maior escândalo de corrupção do Brasil’

Tebet sobre Flávio Bolsonaro: ‘intimo de banqueiro ligado a maior escândalo de corrupção’
A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), afirmou que a pré-candidatura de Flávio Bolsonario (PL) à presidência da República nas eleições de outubro de 2026 se tornou insustentável depois que áudios entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, com pedido de dinheiro para financiar filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, vieram à tona.
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“Aquilo é um escândalo sem precedentes. Estamos falando de um presidenciável com intimidade com um banqueiro que está envolvido em um maior escândalo de corrupção da história do Brasil”, disse. E um áudio depois já das denúncias feitas. Então, é sabido de um senador da República que tem que estar no Conselho de Ética neste momento dando os esclarecimentos”, afirmou. Até porque mentiu. E mentir é falta de decoro parlamentar”, argumentou.
A declaração foi feita durante participação de Simone Tebet no 3º Fórum Mulheres na Política, nesta sexta-feira (15), em Limeira (SP), no interior de São Paulo. O evento reuniu lideranças para debaterem a participação feminina e violência política de gênero.
Simone Tebet participou de encontro em Limeira para debater presença das mulheres na política
Reprodução/EPTV
“Eu, particularmente, acredito que ficou insustentável a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro para a presidência da República. Não é possível a gente pensar ou cogitar dar uma caneta na mão para uma pessoa que não tem apenas essa denúncia, essa suspeita. Nós temos um histórico de suspeitas”, acrescentou.
Entenda o caso
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro
Reprodução
As informações sobre a ligação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro foram reveladas nesta última quarta-feira (13). O portal Intercept Brasil teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado pelo senador ao dono do Banco Master em setembro do ano passado.
O banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro – e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pressionava pelos pagamentos.
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‘Topa jantar com o Jim Caviezel?’: veja e ouça TODOS os textos e o áudio que mostram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro
Flávio Bolsonaro troca mensagens com Daniel Vorcaro.
Elaboração Globonews
O que diz Flávio Bolsonaro?
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falou nesta sexta-feira (15) sobre as relações com o banqueiro preso Daniel Vorcaro e disse que não tem motivo para se justificar com ninguém.
Nos áudios e mensagens de texto, Flávio trata Vorcaro, dono do Banco Master, como “irmão” e pede dinheiro para financiar o filme “Dark Horse” (termo em inglês para ‘azarão’), cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região
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g1 > Política

Datafolha 2º turno: Lula e Flávio têm 45% das intenções de voto

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (16) pela Folha de S.Paulo aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial.
A pesquisa divulgada neste sábado é a primeira após o site Intercept Brasil revelar as relações de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo reportagem publicada na última quarta-feira (13), o senador pediu dinheiro ao empresário, preso e investigado por fraudes bilionárias, para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Vorcaro pagou R$ 61 milhões. O parlamentar do PL nega irregularidades.
Em abril, Flávio Bolsonaro aparecia numericamente à frente, com 46%, contra 45% de Lula. O quadro era de empate técnico.
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro
SEAUD/PR e Vittor Sales/Divulgação
O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas entre terça (12) e quarta-feira (13). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-00290/2026.
De acordo com o instituto, a maior parte das entrevistas foram realizadas antes da divulgação dos áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, por isso, o levantamento pode não refletir integralmente o impacto do episódio sobre o eleitorado, devido à proximidade entre a revelação do caso e a coleta dos dados.
Essa reportagem está em atualização.


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g1 > Política

Datafolha: Lula tem 38%, e Flávio, 35% das intenções de voto no 1º turno

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (16) pela Folha de S.Paulo aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 38% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 35%. Na pesquisa anterior, de abril, Lula tinha 39%, e Flávio, 35%.
O levantamento é o primeiro divulgado após o site Intercept Brasil revelar as relações de Flávio com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo reportagem publicada na última quarta-feira (13), o senador pediu dinheiro ao empresário, preso e investigado por fraudes bilionárias, para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Vorcaro pagou R$ 61 milhões. O parlamentar do PL nega irregularidades.
Lula e Flávio Bolsonaro
Reprodução
O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas entre terça (12) e quarta-feira (13). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-00290/2026.
De acordo com o instituto, a maior parte das entrevistas foram realizadas antes da divulgação dos áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, por isso, o levantamento pode não refletir integralmente o impacto do episódio sobre o eleitorado, devido à proximidade entre a revelação do caso e a coleta dos dados.
Essa reportagem está em atualização.


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