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Itália no lugar do Irã: a sugestão sem noção do assessor de Trump

ITÁLIA no lugar do Irã. Essa foi a sugestão, digamos, bastante criativa que Paolo Zampolli — enviado especial do presidente Donald Trump para Parcerias Globais e assessor da Casa Branca — apresentou diretamente a Trump e a Gianni Infantino, presidente da FIFA.
Aparentemente, a ideia foi ignorada por ambos.
Na imprensa internacional, Zampolli é descrito como um facilitador de contatos entre elites, negócios e poder. Quando esse tipo de trabalho é bem feito, torna-se uma das ferramentas mais poderosas do mundo. Quando é mal executado ou carregado de arrogância, vira “pedir favor” disfarçado de amizade.
Ele próprio contou que, como italiano de nascimento, sonhava em ver a Azzurra — tetracampeã mundial — no lugar do Irã na Copa de 2026.
Felizmente, a reação italiana foi rápida e firme. Ministros, incluindo o do Esporte, Andrea Abodi, não hesitaram: “A classificação se conquista em campo”. Classificaram a sugestão como inapropriada e vergonhosa.
Paolo Zampolli acabou se tornando o exemplo clássico de alguém que circula nos mais altos círculos de poder e opera num universo paralelo, onde as regras básicas de mérito, decoro e bom senso parecem não valer.
O episódio viralizou e virou meme mundial em menos de 24 horas.
Moral da história: Acesso ao poder não compra bom senso.


Fonte: Jovem Pan

Dólar fecha quinta-feira a R$ 5,00 com temor de escalada do conflito no Oriente Médio

Após romper o piso de R$ 4,95 pela manhã, o dólar ganhou força ao longo da tarde com o aumento da aversão ao risco no exterior e encerrou a sessão desta quinta-feira (23) acima do nível psicológico de R$ 5,00.
Com máxima de R$ 5,0176, na última hora de negócios, o dólar à vista encerrou a sessão em alta de 0,60%, a R$ 5,0036 – pela primeira vez acima de R$ 5,00 no fechamento desde o último dia 10 (R$ 5,0115). Operadores afirmam que houve um movimento mais forte de realização de lucros e recomposição de posições defensivas no fim da tarde. Com o avanço desta quinta, o dólar passa a exibir alta na semana (0,41%). Em abril, as perdas são de 3,38%.
Investidores abandonaram divisas emergentes para buscar abrigo na moeda americana com o aumento das incertezas em torno do conflito no Oriente Médio, após o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, deixar a equipe de negociações com os EUA e ameaças de ataques mútuos entre Israel e Irã.
Já em alta no fim da manhã em meio a dúvidas sobre a liberação do Estreito de Ormuz, as cotações do petróleo arrancaram na segunda etapa de negócios. O contrato do barril do Brent para junho – referência de preços para o mercado internacional – encerrou o pregão em alta de 3,1%, a US$ 105,07. Foi a quarta sessão consecutiva de avanço dos preços da commodity, que já acumulam valorização de dois dígitos na semana.
Pela manhã, o real brilhou e foi praticamente a única moeda emergente a ganhar terreno, com o dólar tocando mínima a R$ 4,9405. Circularam rumores de possível internalização de recursos da captação de 5 bilhões de euros do Tesouro Nacional na semana passada, cuja liquidação era programada para essa quinta. Tecnicamente, o Tesouro faria a conversão de euros para dólares, que seriam depois trocados por reais.
Analistas ressaltam que o real foi o principal beneficiado entre divisas emergentes pelo cessar-fogo na guerra do Irã iniciado em abril e prorrogado indefinidamente pelo presidente Donald Trump, uma vez que os preços do petróleo, embora tenham recuado, permaneceram em níveis elevados, favorecendo os termos de troca brasileiros. Com o aumento da aversão ao risco, investidores reduzem posições em divisas emergentes, movimento que respinga na moeda brasileira.


Fonte: Jovem Pan

Na Casa Branca, Trump cumprimentará pessoalmente enviados do Líbano e de Israel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai cumprimentar pessoalmente os enviados do Líbano e de Israel na Casa Branca nesta quinta-feira (23), quando eles se encontrarem para uma segunda rodada de negociações facilitadas pelos EUA, com Beirute buscando estender um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah um dia após ataques israelenses matarem pelo menos cinco pessoas, incluindo uma jornalista.
Uma autoridade dos EUA afirmou que as conversas desta quinta-feira, que ocorreriam no Departamento de Estado, estavam sendo transferidas para a Casa Branca, e Trump deve cumprimentar os embaixadores em sua chegada. “É um sinal da importância que está sendo dada a eles e da prioridade. Acho que há um sentimento de otimismo de que a bola pode avançar”, disse uma outra fonte informada sobre o assunto.
Contatos recentes com Trump e o secretário de Estado Marco Rubio se concentraram em interromper a escalada e lançar negociações com o objetivo de encerrar o estado de guerra, garantir a retirada de Israel do território ocupado e enviar o Exército libanês para a fronteira internacional, disse a presidência libanesa em um comunicado.
Israel diz que seus objetivos nas conversas com o Líbano incluem garantir o desmantelamento do Hezbollah e criar condições para um acordo de paz. Israel será representado por seu embaixador em Washington, Yechiel Leiter. Rubio foi o anfitrião da primeira reunião entre Leiter e Moawad em 14 de abril — contato de mais alto nível entre o Líbano e Israel em décadas.

Encontro após dia mais mortal
Quarta-feira (22) foi o dia mais mortal do Líbano desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em 16 de abril. Entre os mortos pelos ataques israelenses estava a jornalista libanesa Amal Khalil, de acordo com um oficial militar libanês sênior e seu empregador, o jornal Al-Akhbar.
Cerca de 2.500 pessoas foram mortas no Líbano desde que Israel entrou na ofensiva após o ataque do Hezbollah em 2 de março, de acordo com as autoridades libanesas.
O parlamentar do Hezbollah, Hassan Fadlallah, disse que o grupo quer a continuidade do cessar-fogo, mas “com base no cumprimento total por parte do inimigo israelense”. Em uma coletiva de imprensa televisionada, ele reiterou as objeções do Hezbollah às conversas face a face e pediu ao governo que cancele todas as formas de contato direto com Israel.
As hostilidades entre o Hezbollah e Israel reacenderam-se em 2 de março, quando o grupo abriu fogo em apoio ao Irã na guerra regional em curso. O cessar-fogo no Líbano surgiu paralelamente aos esforços de Washington para resolver seu conflito com Teerã, embora o Irã tenha solicitado que o Líbano fosse incluído em qualquer trégua mais ampla.
O Hezbollah disse que realizou quatro operações no sul do Líbano na quarta-feira em resposta aos ataques israelenses. Alcançado após conversas entre os embaixadores das duas nações em Washington na semana passada, o cessar-fogo com prazo de vigência até o domingo resultou em uma redução significativa da violência. No entanto, os ataques continuaram no sul do Líbano, onde tropas israelenses tomaram uma zona tampão autodeclarada.
O Hezbollah, apoiado pelo Irã, diz que tem “o direito de resistir” às forças de ocupação.


Fonte: Jovem Pan

Não sabemos quem é o líder do Irã, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (23) não saber quem é o líder do Irã. Em declaração a jornalistas, na Casa Branca, o republicano afirmou que o regime mudou com a morte do aiatolá Ali Khamenei, o antigo líder supremo iraniano.
“Todo o time está morto. O segundo grupo veio e eles estão todos mortos. Agora, tem um terceiro grupo e eles estão preocupados em não serem mortos também”, declarou Trump.
O presidente norte-americano ainda disse aos jornalistas que Teerã quer fazer um acordo com Washington. Entretanto, segundo o republicano, as negociações não avançam porque os iranianos “não sabem quem está liderando o país”.

Líder supremo gravemente ferido
O jornal norte-americano The New York Times noticiou nesta quinta-feira que o atual líder supremo do Irã, o clérigo Mojtaba Khamenei, ficou gravemente ferido no ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos e de Israel, em 28 de fevereiro.
De acordo com a reportagem, a atual liderança do Irã está mentalmente lúcida, mas delegou a tomada de decisões aos generais da Guarda Revolucionária Islâmica. Por Mojtaba não ter feito aparição pública desde que foi nomeado e ter feito comunicações por escrito, há especulações sobre o seu real estado de saúde e até se está vivo.
Um oficial iraniano relatou ao jornal norte-americano que Mojtaba passou por três intervenções na perna e aguarda por uma prótese. Ele também foi submetido a uma operação na mão e está “recuperando gradualmente a mobilidade”. Além disso, o rosto e os lábios do líder supremo do Irã sofreram queimaduras graves, o que dificulta a sua fala, e eventualmente ele precisará de cirurgia plástica.


Fonte: Jovem Pan

Motta afirma que relatório sobre terras raras será entregue no dia 4 de maio

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que está agendada para o dia 4 de maio a publicação do relatório do projeto que institui a Política Nacional de Minerais Críticos Estratégicos. O parecer do relator, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), seria divulgado nesta semana, mas o governo federal pediu mais tempo.
As declarações ocorreram à imprensa, nesta quinta-feira (23) em Brasília. “Desde o meu almoço com o presidente Lula, nós alinhamos que o projeto que seria votado, discutido previamente, claro, e depois votado, seria o projeto relatado pelo deputado Arnaldo Jardim. O Arnaldo tem dialogado com o governo, com o setor de mineração, tem ouvido a todos e tem procurado fazer um trabalho de muita ausculta”, disse.

O presidente acrescentou que o texto do deputado Arnaldo Jardim tem potencial para avançar com a legislação brasileira. “Pelo que conversei com ele (Jardim), o texto deverá representar um grande avanço da nossa legislação para que o Brasil possa se beneficiar ao máximo dessa grande reserva que nós temos de minerais críticos, as famosas Terras Raras”, completou. Motta visa ainda o beneficiamento para o país com a produção e exportação do produto com alto valor agregado das reservas.
Motta finalizou ao dizer que o “relatório deverá ser apresentado no dia 4 de maio. O governo pediu um tempo a mais. Tinha solicitado 15 dias no início do mês, solicitou um pouco mais de tempo. Mas agora será definitivo, nós queremos apresentar o relatório na semana do dia 4 e levá-lo à votação.”
*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Palmeiras x Jacuipense: confira a transmissão da Jovem Pan ao vivo

Palmeiras e Jacuipense se enfrentam nesta quinta-feira (23), em jogo válido pela Copa do Brasil. A Jovem Pan apresenta todas as emoções do duelo ao vivo, às 18h (de Brasília), com narração de José Manoel de Barros, comentários de Fábio Piperno e reportagem de Pedro Marques no YouTube.

Confira a transmissão aqui


Fonte: Jovem Pan

Debatedores defendem oferta gratuita de medicamento para tipo de raquitismo

Atualmente, somente pessoas com até 18 anos incompletos podem ter acesso, por meio do SUS, ao medicamento burosumabe — que é utilizado no tratamento do raquitismo hipofosfatêmico ligado ao cromossomo X (também conhecido como XLH). Mas, durante audiência pública no Senado nesta quinta (23), os debatedores pediram que o SUS também ofereça o medicamento para os adultos portadores da doença.
Promovida pela Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH), a audiência aconteceu a pedido da presidente do colegiado, Damares Alves (Republicanos-DF). Ela fez a solicitação por meio do requerimento REQ 41/2026.
A senadora explicou que o XLH é uma doença genética rara, crônica e progressiva, que compromete o metabolismo do fosfato e afeta a mineralização óssea ao longo de toda a vida, com repercussões significativas na mobilidade, na autonomia e na qualidade de vida dos pacientes.
Ela acrescentou que portadores adultos frequentemente enfrentam dor crônica, deformidades ósseas, limitação funcional progressiva e perda de capacidade laboral, com repercussões diretas sobre suas inserções social e econômica.
Damares também citou dados da Endocrine Society, que estima cerca de um caso da doença para cada 20 mil indivíduos no mundo.
Para a senadora, existe uma lacuna relevante na política pública atualmente vigente para essa doença, já que pacientes adultos não têm direito ao tratamento adequado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Por essa razão, o medicamento precisa ser adquirido no mercado privado ou por meio da judicialização (quando se recorre à Justiça para obrigar o SUS ou os planos de saúde a fornecerem o burosumabe).
— O medicamento burosumabe encontra-se incorporado ao SUS para tratamento pediátrico [ou seja, para crianças e adolescentes], conforme deliberações da Conitec [Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia do SUS]. Entretanto, não há previsão de continuidade terapêutica para pacientes adultos, o que gera uma ruptura assistencial no momento da transição da adolescência para a fase da vida adulta. Essa descontinuidade não representa apenas uma limitação técnica, mas um descompasso entre política pública e a realidade clínica da doença, que persiste ao longo de toda a vida — ressaltou.
Representantes do Ministério da Saúde presentes no debate explicaram que a decisão da Conitec de não incorporar a oferta do burosumabe para adultos se baseou em avaliações de evidências clínicas e análises econômicas de custo. Eles também observaram que há diferenças no tratamento de criança e adultos portadores de XLH.
Damares informou que a CDH poderá criar um grupo de trabalho para tratar do assunto.
Burosumabe para adultos
Ao descrever o funcionamento do XLH, a médica nefrologista Maria Helena Vaisbich afirmou que essa doença não é pediátrica (ou seja, não afeta somente crianças e adolescentes) e que os adultos portadores da patologia obtêm uma qualidade de vida consideravelmente melhor quando utilizam o burosumabe.
Segundo ela, estudos clínicos apresentaram evidências suficientes para que se recomende o tratamento com esse medicamento não somente para crianças, mas também para adultos.
Maria Helena lembrou, inclusive, que o uso de burosumabe por crianças e adultos foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), embora isso não obrigue o SUS a oferecê-lo gratuitamente aos adultos. A decisão de não incluir o medicamento entre os que são oferecidos pelo SUS aos adultos foi da Conitec.
— Quando o burosumabe foi incorporado pelo SUS para ser oferecido às crianças, eu fiquei parcialmente feliz. Mas é uma doença que persiste no adulto. Ela é crônica. Essa doença não tem fim — destacou Maria Helena.
Argumento semelhante foi apresentado pela diretora da instituição Mundo XLH, Rafaelli Cardoso Silva. Para ela, oferecer o tratamento (pelo SUS) apenas para crianças e adolescentes desconsidera a natureza permanente da doença, e, por isso, o tratamento deveria ser contínuo. Rafaelli disse que a barreira da idade resulta em adultos que permanecem com dor, que perdem mobilidade e têm complicações progressivas.
— O que vai acontecer com essa pessoa [ao atingir 18 anos]? Ela vai perder todos os ganhos terapêuticos [com o uso do medicamento] que teve durante a sua jornada da infância e da adolescência. Provavelmente vai ter agravamento dos sintomas — salientou.
Convivendo com o XLH
Durante a audiência, pacientes e seus familiares discorreram sobre o convívio com a doença. Segundo Isaura Terezinha da Silva, que é ao mesmo tempo paciente e mãe de uma portadora de XLH, a falta de continuidade no acesso ao tratamento representa uma dificuldade adicional em relação às dificuldades impostas pela própria patologia.
— Por muito tempo, a sociedade e até mesmo a medicina me disseram que a dor era normal e que eu havia de me conformar com as deformidades e as cirurgias. A verdade é que não há nada de normal em sentir os próprios ossos enfraquecerem a cada passo. O XLH não afeta apenas o meu caminhar, afeta o meu direito de trabalhar, de ser independente, de viver um dia sem dor — relatou Isaura.
Maria Lúcia de Almeida Moura Gomes, sua irmã e seu sobrinho são portadores da doença, mas apenas ela (por meio da Justiça) e o sobrinho têm acesso ao tratamento pelo SUS. Ela afirmou que o burosumabe acabou com as dores que sentia e lhe possibilitou ter uma vida com qualidade. Para Maria Lúcia, o recurso à judicialização não deveria ser o caminho para se ter acesso ao medicamento gratuitamente.
— O ideal é que todas as pessoas com diagnóstico de XLH, sejam crianças ou adultos, também tenham acesso ao tratamento de forma garantida, contínua e segura, porque quando o tratamento depende da judicialização, ele não traz a segurança de que a gente precisa para viver. Ele vem acompanhado de muita incerteza sobre a continuidade, sobre a interrupção, sobre conseguir manter o avanço que a gente conquistou. Quando o tratamento chega, ele muda a vida — declarou ela.
Impacto social
Os participantes do debate também apontaram o impacto social resultante do acesso ao tratamento. Segundo eles, os pacientes que utilizam o medicamento se tornam aptos a trabalhar e a produzir, reduzindo assim os gastos da Previdência Social e do sistema de saúde.
Por outro lado, eles observaram que pacientes sem acesso ao tratamento apresentam maior incapacidade funcional, pois precisam se afastar do trabalho, precisam realizar cirurgias frequentemente e dependem de cuidado constante.
— Falar sobre raquitismo não é só falar da questão estética, como muitos falam. É falar sobre qualidade de vida, é falar sobre um adulto que poderá trabalhar, porque cada um gostaria de trabalhar, gostaria de contribuir para sua família e não depender de um benefício. É falar sobre o que eu posso fazer com minhas mãos, trabalhando, gerando receita, gerando emprego para outras pessoas — declarou Rodrigo de Araújo da Silva, secretário da Federação das Associações de Doenças Raras do Norte e Nordeste (Fedrann).
Ministério da Saúde
Representante do Ministério da Saúde, Rafael Poloni afirmou que a recomendação da Conitec feita no ano passado (de que o SUS não deveria incorporar o medicamento para  o tratamento de adultos) se baseou em avaliações de evidências clínicas e análises econômicas de custo.
Mas ele ressaltou que a decisão pode ser submetida a um novo processo de avaliação pela Conitec caso sejam apresentados fatos novos que possam alterar o resultado da análise feita pela comissão.
Também representante do Ministério da Saúde, a médica Gabriela Hidalgo destacou que, no caso do XLH, há diferenças no tratamento de crianças e no tratamento de adultos.
Gabriela disse que garantir o tratamento até os 18 anos é fundamental para mudar o curso da doença e evitar a incapacidade permanente. Já na fase adulta, segundo ela, devem-se incluir cuidados paliativos precoces para reduzir o sofrimento e melhorar a qualidade de vida.
— É importante, sim, diferenciar. Com a criança, há uma importância especial: é preciso garantir que isso seja precoce e contínuo até os 18 anos sem falta. Já para o adulto, quando o osso está formado, a intenção é outra, mas ela não é menor, porque é preciso garantir qualidade de vida e dignidade — argumentou ela.
Grupo de trabalho
Damares Alves informou que a CDH irá produzir um relatório a partir das informações apresentadas na audiência, e que o documento será encaminhado ao Ministério da Saúde.
A senadora também disse que a comissão presidida por ela poderá criar um grupo de trabalho — que incluiria a participação de técnicos e representantes das sociedade — para aprofundar a discussão sobre o assunto.


Fonte: Senado Federal

Após Eduardo Bolsonaro faltar interrogatório, Moraes abre prazo para alegações finais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu nesta quinta-feira (23) o prazo das chamadas alegações finais na ação penal contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Eduardo é acusado do crime de coação no curso do processo — por tentar impedir o andamento da ação que investigou a tentativa de golpe de Estado e levou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados (entenda mais abaixo).
Por lei, primeiro falará a acusação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) terá 15 dias para se manifestar. Depois, a Defensoria Pública da União (DPU), que é responsável pela defesa de Eduardo, terá o mesmo prazo.
➡️O ex-deputado não designou um advogado para representá-lo no processo. Com isso, a defesa dele está a cargo da DPU.
As alegações finais são as últimas manifestações das partes antes de um julgamento. Concluída esta etapa, o julgamento na Primeira Turma poderá ser marcado, quando os ministros vão decidir se ele será absolvido ou condenado.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O ex-deputado é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de atuar nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras na tentativa de atrapalhar o andamento do processo sobre a trama golpista, no qual o pai dele, Jair Bolsonaro, foi condenado.
Para a PGR, Eduardo buscou junto ao governo Donald Trump, dos Estados Unidos, levantar sanções e tarifas ao Brasil e a autoridades do Judiciário como represália ao julgamento.
Eduardo faltou a interrogatório
A decisão de Moraes ocorre após Eduardo Bolsonaro faltar ao interrogatório por videoconferência marcado no processo. Esse seria o momento em que ele apresentaria sua versão dos fatos ao juiz.
A oitiva estava marcada para 14 de abril e seria realizada à distância, já que Eduardo está nos Estados Unidos sem previsão de retorno ao Brasil. O filho de Jair Bolsonaro, no entanto, não compareceu.
Deputado federal Eduardo Bolsonaro na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle em 28 de novembro de 2023
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Ameaças a ministros
Segundo a PGR, a estratégia de Eduardo e de Paulo Figueiredo, produtor de conteúdo, aliado da família Bolsonaro e também acusado na mesma ação, consistia em ameaçar os ministros do STF com a obtenção de sanções estrangeiras, tanto para os magistrados quanto para o próprio Brasil.
Para isso, eles exploraram suas conexões nos Estados Unidos, incluindo contatos com integrantes do alto escalão do governo norte-americano.


Fonte:

g1 > Política

Febraban defende nome de Jorge Messias para o STF: ‘Trajetória absolutamente compatível’

A uma semana da sabatina do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), três instituições financeiras divulgaram uma nota defendendo a indicação dele para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
São elas:
Federação Brasileira de Bancos (Febraban);
Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg); e
Financiamentos (FIN).
O documento avalia que o nome de Jorge Messias representa segurança jurídica e fortalecimento das instituições por sua trajetória profissional.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Messias foi anunciado como o nome escolhido pelo presidente Lula no final do ano passado, mas divergências políticas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atrasaram o envio da mensagem, o que aconteceu somente neste ano.
O texto assinado pelos três presidentes das entidades aponta que, “orientados pelo fortalecimento das instituições e da segurança jurídica, valores essenciais ao desenvolvimento econômico e ao ambiente de negócio”, elas entendem “em caráter institucional e também em avaliação pessoal que Jorge Messias apresenta trajetória profissional absolutamente compatível com esses atributos, com destacada e consistente atuação no serviço público”.
Além de defender o nome de Jorge Messias, o documento destaca a importância do Senado na aprovação do nome.
A oposição na Casa, alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, tenta rejeitar o nome de Messias, enquanto os senadores ligados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que, hoje, o advogado-geral da União já teria os votos necessários para ser aprovado depois de o clima entre o presidente e Alcolumbre melhorar neste ano.
“Cabe ainda destacar o papel central do Senado Federal. A sabatina é etapa insubstituível para uma avaliação criteriosa e independente, que considere tanto a capacidade técnica, quanto a aderência do indicado aos valores constitucionais e à função de guardião da ordem jurídica”, finaliza o texto.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, durante pronunciamento à imprensa, em 01/07/2025
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Acenos aos dois lados
Assinada por Dyogo Oliveira, presidente da CNSeg, Cristiane Coelho, presidente da FIN e Isaac Sidney, presidente da Febraban, a nota faz acenos para os dois campos envolvidos no processo de escolha e aprovação do novo ministro do STF.
De um lado, defende as qualidades de Jorge Messias para ocupar o posto. De outro, faz questão de valorizar o papel do Senado Federal no processo de sabatina e de aprovação de nomes para o Supremo.


Fonte:

g1 > Política

Lula passará por procedimento para retirada de ceratose e infiltração em punho para tratar tendinite, diz Planalto

A Secretaria de Comunicação da Presidência informou nesta quinta-feira (23) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passará por procedimento para retirada de ceratose e por uma infiltração no punho para tratar uma tendinite.
Os procedimentos devem ser realizados no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, nesta sexta-feira (24).
Segundo o governo, os procedimentos são simples e não haverá nenhuma restrição para o presidente. Não será necessário, segundo a Secom, que Lula fique em repouso, de acordo com a equipe médica do presidente.


Fonte:

g1 > Política