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Marrocos perde dois titulares horas antes do confronto contra o Brasil pela Copa

A seleção de Marrocos sofreu duas baixas importantes às vésperas da estreia contra o Brasil na Copa do Mundo, que acontece neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília). O técnico marroquino cortou o zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde Ezzalzouli da lista de convocados.

Aguerd não conseguiu se recuperar de uma lesão na virilha que o acompanha desde março. O jogador foi convocado mesmo com a contusão confirmada, dada sua importância para o elenco e a possibilidade de recuperação durante o torneio. O atleta do Olympique de Marseille fez parte da campanha histórica de Marrocos na Copa do Mundo de 2022 e chegou a atuar como titular em parte da competição.

Já Ezzalzouli, um dos craques do elenco ao lado do lateral-direito Hakimi e do ponta direito Hakim Ziyech, sofreu uma entorse no joelho direito durante o último amistoso da seleção antes do Mundial. A contusão ocorreu no domingo (7), na partida contra a Noruega, em um lance inusitado em que o jogador colidiu com um parceiro da própria equipe.

Os substitutos escolhidos foram Marwane Saadane, que atua pelo Al Fateh, da Arábia Saudita, e Amine Sbai, jogador do Angers, da França. Ambos os jogadores já tiveram experiências com convocações para a seleção, mas ambos são considerados inferiores aos titulares cortados.

Seleção tem lesionados

O Brasil também precisou lidar com uma mudança no elenco antes da estreia. No amistoso diante do Egito, o lateral-direito Wesley sofreu uma lesão de grau 3 no músculo adutor da coxa esquerda e foi cortado da convocação. Para a vaga, o técnico Carlo Ancelotti convocou o volante Éderson, que atua pela Atalanta e já se uniu ao elenco na concentração em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Outro caso considerável para a Seleção é o do astro Neymar. Com situação similar à de Ezzalzouli, o camisa dez do Santos sofreu uma lesão em meados de maio. O problema, tratado como um edema na panturrilha, foi identificado posteriormente como uma lesão de grau 2, com rompimento parcial de fibras musculares na região. Após exames de imagem realizados pela CBF, a comissão de Ancelotti decidiu convocar o atleta apostando em um prazo de recuperação que garanta a presença do meia durante a fase de grupos, considerando seu desfalque justamente no jogo de estreia, contra a seleção marroquina.

Os exames mais recentes realizados pela comissão médica da CBF apontaram uma evolução considerada positiva dentro do cronograma previsto, mas a participação do camisa 10 nas próximas partidas ainda dependerá da resposta física nos treinamentos.

Brasil e Marrocos se enfrentam pela primeira rodada da Copa do Mundo no sábado (13), às 19h (horário de Brasília), em Nova Jersey. A partida marcará a estreia das duas equipes no torneio.


Fonte: Jovem Pan

Lula antecipa ida para a França com objetivo de viabilizar encontro com Trump no G7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu antecipar sua chegada à reunião do G7, na França, para tentar viabilizar um encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Lula embarca no domingo (14) para a cidade de Évian-les-Bains, na região da Alta Saboia, onde será realizada a cúpula.
A estratégia do Palácio do Planalto é garantir que o presidente brasileiro esteja presente já no primeiro dia do evento, na segunda-feira (15), diante da possibilidade de Trump participar apenas da abertura da reunião, repetindo o que ocorreu no encontro do G7 realizado no Canadá no ano passado.
Agora no g1
Segundo integrantes do governo ouvidos reservadamente, houve uma sinalização positiva da Casa Branca para uma conversa entre os dois líderes às margens da cúpula. Lula pretende tratar pessoalmente das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Lula, segundo assessores, quer saber de Trump se ele está realmente de acordo com as recomendações de novo tarifaço feitas pelo embaixador Jamieson Greer, chefe do escritório comercial dos EUA.
Com isso, ficará mais claro para o governo Lula como seguir nas negociações. O temor de assessores de Lula é que o aumento de tensão entre EUA e Irã acabe inviabilizando o encontro entre os dois presidentes.
Na Casa Branca, Lula e Donald Trump discutem terras raras, crime organizado e comércio
Jornal Nacional/ Reprodução
Espaço para reverter cenário
No governo, a avaliação é de que:
a proposta de uma tarifa adicional de 25%, justificada por Washington com base em supostas práticas comerciais desleais, ainda pode ser revertida por meio de negociação.
Já a sobretaxa de 12,5%, vinculada à alegação de falta de ações suficientes contra o trabalho forçado, é vista por integrantes da equipe brasileira como uma decisão praticamente consolidada.
Negociadores brasileiros avaliam que esse percentual serviria para recompor parte da tarifa global de 10% aplicada anteriormente pelo governo Trump sobre a maioria dos produtos importados.
A medida acabou sendo derrubada posteriormente pela Justiça norte-americana.
Outros encontros no G7
A agenda de reuniões bilaterais de Lula ainda não foi fechada. A intenção do presidente, porém, é conversar com os líderes dos sete países que compõem o grupo — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
Auxiliares do presidente afirmam que a participação no encontro também tem como objetivo reforçar a imagem internacional de Lula em um momento de intensa agenda diplomática.
O Brasil participa da reunião como país convidado.
➡️Pela programação prevista, o dia 15 será dedicado à chegada das delegações, à recepção oficial dos líderes e aos jantares de abertura, restritos aos membros permanentes do grupo.
➡️Já o dia 16 concentrará as principais sessões de debate entre os chefes de Estado e de governo, incluindo os países convidados, além de reuniões voltadas para temas como desequilíbrios econômicos globais.
➡️No dia 17 estão previstas as sessões de encerramento, a aprovação dos documentos finais e as coletivas de imprensa.
Ao longo da cúpula, os países-membros do G7 se reúnem em encontros reservados para discutir temas internos do bloco, estratégias políticas e a elaboração do comunicado final.
Os países convidados, como o Brasil, participam das chamadas sessões ampliadas, voltadas ao diálogo com parceiros externos do grupo.
Negociações em andamento
A reunião do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, por videoconferência, estava agendada para esta quinta (11), mas foi adiada para amanhã por problemas de agenda.
Para destravar as negociações, o Brasil apresentou uma lista de bens industriais que podem ter a tarifa de importação zerada ou reduzida. Equipes técnicas dos dois países estão tentando buscar um alinhamento tarifário nesses itens.
O Brasil tem interesse em reduzir as tarifas para equipamentos hospitalares e avalia que seria um bom negócio para os Estados Unidos.
O governo brasileiro aceita discutir outras tarifas também, como a do etanol, Mms, por enquanto, o que foi colocado na mesa, por iniciativa brasileira, foram as taxas sobre bens industriais.
Embora não esteja na mesa de negociações neste momento, o governo brasileiro não descarta, reavaliar sua posição sobre a moratória do comércio eletrônico no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) caso o tema venha a ser associado a uma discussão mais ampla sobre as relações comerciais bilaterais com os Estados Unidos.
Integrantes do governo reconhecem que a manutenção da moratória – que impede a cobrança de tarifas sobre transmissões eletrônicas internacionais – é considerada uma prioridade estratégica por Washington, especialmente para as grandes empresas de tecnologia americanas.
Fontes envolvidas nas discussões afirmam, no entanto, que não existe atualmente qualquer negociação em curso que vincule a posição brasileira sobre a moratória à eventual suspensão ou não aplicação de medidas comerciais contra o país.


Fonte:

g1 > Política

Áudio: Município catarinense pode receber o título de Capital da Maior Onda do Brasil

A Comissão de Esporte (CEsp) do Senado aprovou na quarta-feira (10) o projeto de lei que concede ao município de Jaguaruna, em Santa Catarina, o título de Capital Nacional da Maior Onda do Brasil. O projeto (PL 1.960/2022) segue para a sanção da Presidência da República. Ouça o áudio para saber mais.


Fonte: Senado Federal

Entenda o que são ‘pautas-bomba’, que pressionam orçamento do governo em ano eleitoral

O termo “pauta-bomba” usado no contexto político-econômico, principalmente em meio a votações no Congresso Nacional, tem aparecido com mais frequência nos últimos dias no noticiário diante de seguidas aprovações de propostas nas duas Casas.
➡️Na prática, uma pauta-bomba se refere a um projeto de lei ou uma matéria do Legislativo que cria despesas de valores altos, pressionando os cofres públicos, ou reduzindo a arrecadação.
💵Nesse contexto, essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas e podem violar Lei de Responsabilidade Fiscal, o que, em ano eleitoral, pode gerar desgaste na imagem do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição.
Nos últimos dias, tanto na Câmara como no Senado houve aprovação de pautas com essas caraterísticas, mas que ainda não passaram em definitivo por todos os trâmites no Legislativo (entenda mais abaixo).
CCJ do Senado aprova PEC sobre aposentadoria para agentes de saúde e endemias
🔎Há ainda um pano de fundo nesse cenário: a relação desgastada entre governo e Congresso, principalmente, junto ao Senado.
Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) se distanciaram desde que o senador ajudou a articular a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, inclusive, tem falado publicamente sobre o assunto e encampado uma luta contras as pautas-bombas, já que tentava negociar as propostas com o Congresso.
Agora, o ministro já fala em vetar ou acionar o Supremo em casos como o da criação de linha especial de crédito rural voltada à renegociação de dívidas de produtores.
Prédio do Congresso Nacional e o presidente Lula.
Jornal Nacional/ Reprodução / Wallison Breno/PR
Efeito trilionário
Cálculos iniciais do Ministério da Fazenda apontam para um efeito trilionário da eventual aprovação das chamadas “pautas-bomba” em análise no Congresso Nacional.
Segundo interlocutores da pasta, as quatro principais propostas explosivas em análise no Legislativo podem gerar um aumento de gastos, ou perda de arrecadação, superior a R$ 2 trilhões nos próximos 10 anos (veja detalhamento abaixo).
Para se ter uma ideia, o efeito é mais do que duas vezes a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de anos no Congresso Nacional e de amplo debate com a sociedade.
💵 Dívidas Rurais (PL 5122/23): R$ 1,4 trilhão em dez anos;
💵PEC das Igrejas (PEC 5/23): perda de R$ 100 bilhões em dez anos, elevando o imposto que todos pagam na mesma proporção;
💵Aposentadoria dos Agentes Comunitários de Saúde (PEC 14/21): cerca de R$ 500 bilhões para a União em dez anos, fora o efeito para os municípios;
💵Piso de Médicos e Dentistas (PL 1365/22): cerca de R$ 500 bilhões para o governo federal em dez anos, além de impacto adicional para as prefeituras.
Veja o impacto estimado pela área econômica
Com exceção da PEC das igrejas, que não gera perda de arrecadação, pois tanto as pessoas físicas quanto as empresas teriam de arcar com esse prejuízo, as demais propostas implicam em aumento de despesas e, consequentemente, da dívida pública brasileira — que já está em patamar elevado para países emergentes.
O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explicou, no passado, que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento – considerado elevado para o padrão de países emergentes. “Juro é alto porque a dívida é alta’, e não o contrário”, disse, na ocasião.
Por conta disso, analistas pedem o contrário, que o governo e o Congresso Nacional aprovem propostas para reduzir os gastos públicos e, com isso, permitir uma contenção do endividamento brasileiro.
O objetivo é frear a inflação e permitir uma queda sustentável da taxa de juros brasileira, beneficiando toda sociedade.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta (10) que as propostas em análise têm de ser avaliadas “à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal, que não vale só pro governo, vale também pro Congresso”.
“É preciso que a gente, todos nós, seja o governo, seja o Congresso, tenha a responsabilidade fiscal”, afirmou Durigan.
O ministro da Fazenda, segundo blog do jornalista Valdo Cruz, do g1 e da GloboNews, ganhou o apoio do ministro Gilmar Mendes em sua luta.
Nos últimos dias, o decano do Supremo publicou mensagens criticando as pautas-bomba, destacando que os parlamentares não podem criar despesas para União, Estados e municípios sem determinar as fontes de recursos para tapar rombos nos cofres públicos.
Ministro da Fazenda, Dario Durigan
Cadu Gomes/VPR


Fonte:

g1 > Política

Na mira dos EUA, Lula divulga dados de redução do desmatamento: ‘Provar que estamos certos’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou nesta quinta-feira (11) um observatório que monitora a Amazônia e divulgou, ao lado da equipe do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), dados que apontam uma redução do desmatamento no Brasil – especialmente, nos biomas Amazônia e Cerrado.
A divulgação ocorre em meio a questionamentos dos Estados Unidos sobre o enfrentamento, pelo Brasil, do desmatamento ilegal em seu território.
Em um documento no qual propôs a aplicação de tarifas contra produtos brasileiros, o Escritório de Comércio dos EUA afirma, entre outros pontos, que o Brasil, embora tenha um marco ilegal para combater o desmatamento ilegal, falhou historicamente em aplicá-lo de forma eficaz.
Ao participar de evento no observatório da Amazônia, Lula disse que quer provar, nas negociações com os Estados Unidos, que o Brasil está certo quando o assunto são dados ambientais.
“Quando a gente está negociando com alguém que não tem parâmetro para negociar, não se comporta de forma civilizada, a gente vai ter que fazer comparação”, afirmou Lula.
“Não adianta [Donald Trump] falar que tem aviões, eu não quero guerra. A minha guerra é provar que nós estamos certos e vocês estão errados. É provar que você não foi eleito para ser imperador do mundo, que você pode dizer tudo que você quer e as pessoas ficarem quietas”, completou o presidente.
Desmatamento em queda
Durante o evento, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, apresentou dados coletados pelo Deter, um sistema de alertas que dá suporte à fiscalização, que apontam redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado no mês de maio.
Na Amazônia, a área sob alerta de desmatamento em maio registrou uma queda de 61,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. É a maior redução da série histórica para o período.
No acumulado entre agosto de 2025 e maio de 2026, o bioma apresentou recuo de 37,5% na comparação com o mesmo intervalo entre 2024 e 2025.
No Cerrado, também houve redução. No acumulado, de agosto de 2025 a maio de 2026, a queda foi de 25,3% em relação ao mesmo período anterior.
O sistema Deter monitora e emite alertas diários sobre regiões com desmatamento. Os dados consolidados anuais, produzidos pelo sistema Prodes, ainda não foram fechados.
Após a divulgação dos dados, o ministro do Meio Ambiente afirmou a jornalistas que as informações, produzidas pelo Inpe, já são públicas e serão divulgadas de modo global.
Segundo ele, embora a apresentação dos números seja uma prática tradicional do governo brasileiro, os dados também serão compartilhados com o governo dos Estados Unidos, assim como com outros países e organismos internacionais interessados no monitoramento ambiental.
“Estamos apresentando de forma clara, o Brasil não está promovendo desmatamento e exportando madeira ilegal. Estivemos nos EUA, detalhamos os dados e mesmo assim veio essa injusta acusação contra nós”, concluiu o ministro
O presidente Lula durante discurso em local que monitora desmatamento na Amazônia nesta quinta-feira (11)
Reprodução/Canal Gov


Fonte:

g1 > Política

Áudio: Criação do Banco Nacional de Prevenção à Violência contra Mulher vai a Plenário

Segue para o Plenário do Senado o projeto que cria o Banco Nacional de Boas Práticas na Prevenção e no Combate à Violência contra a Mulher (PL 6.113/2023). A proposta foi aprovada pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) nea quarta-feira (10), com parecer favorável da senadora Roberta Acioly (Republicanos-RO). Reunindo experiências bem-sucedidas em todo o país, o banco vai ser organizado e gerido pela União, com atualização pelo menos uma vez por ano.


Fonte: Senado Federal

Fazenda estima que impacto de pautas-bomba supera R$ 2 trilhões em 10 anos; aprovação pressionaria dívida e taxa de juros

Cálculos iniciais do Ministério da Fazenda apontam para um efeito trilionário da eventual aprovação das chamadas “pautas-bomba” em análise no Congresso Nacional.
Segundo interlocutores da pasta, as quatro principais propostas explosivas em análise no Legislativo podem gerar um aumento de gastos, ou perda de arrecadação, superior a R$ 2 trilhões nos próximos 10 anos (veja detalhamento abaixo).
Para se ter uma ideia, o efeito é mais do que duas vezes a economia de R$ 855 bilhões em 10 anos estimada pela reforma da Previdência Social, aprovada em 2019 — fruto de mobilização de anos no Congresso Nacional e de amplo debate com a sociedade.
🔎 Uma pauta-bomba é um termo usado no Congresso Nacional para designar projetos de lei ou propostas que criam despesas bilionárias ou reduzem a arrecadação. Essas medidas causam um forte impacto negativo nas contas públicas.
CCJ do Senado aprova PEC sobre aposentadoria para agentes de saúde e endemias
Veja o impacto estimado pela área econômica
Dívidas Rurais (PL 5122/23): R$ 1,4 trilhão em dez anos;
PEC das Igrejas (PEC 5/23): perda de R$ 100 bilhões em dez anos, elevando o imposto que todos pagam na mesma proporção;
Aposentadoria dos Agentes Comunitários de Saúde (PEC 14/21): cerca de R$ 500 bilhões para a União em dez anos, fora o efeito para os municípios;
Piso de Médicos e Dentistas (PL 1365/22): cerca de R$ 500 bilhões para o governo federal em dez anos, além de impacto adicional para as prefeituras.
Com exceção da PEC das igrejas, que não gera perda de arrecadação, pois tanto as pessoas físicas quanto as empresas teriam de arcar com esse prejuízo, as demais propostas implicam em aumento de despesas e, consequentemente, da dívida pública brasileira — que já está em patamar elevado para países emergentes.
O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explicou, no passado, que a taxa de juros é alta no Brasil por conta do atual nível de endividamento – considerado elevado para o padrão de países emergentes. “Juro é alto porque a dívida é alta’, e não o contrário”, disse, na ocasião.
Por conta disso, analistas pedem o contrário, que o governo e o Congresso Nacional aprovem propostas para reduzir os gastos públicos e, com isso, permitir uma contenção do endividamento brasileiro.
O objetivo é frear a inflação e permitir uma queda sustentável da taxa de juros brasileira, beneficiando toda sociedade.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem demonstrado preocupação nos últimos dias com as “pautas-bomba”.
Segundo ele, as propostas em análise têm de ser avaliadas “à luz da lei de responsabilidade fiscal, que não vale só pro governo, vale também pro Congresso”.
“É preciso que a gente, todos nós, seja o governo, seja o Congresso, tenha a responsabilidade fiscal”, disse o ministro nesta quarta-feira (10).
O ministro Durigan, segundo blog do jornalista Valdo Cruz, do g1 e da GloboNews, ganhou o apoio do ministro Gilmar Mendes em sua luta.
Nos últimos dias, o decano do Supremo publicou mensagens criticando as pautas-bomba, destacando que os parlamentares não podem criar despesas para União, Estados e municípios sem determinar as fontes de recursos para tapar rombos nos cofres públicos.
Ministro da Fazenda, Dario Durigan
Cadu Gomes/VPR


Fonte:

g1 > Política

Wellington Fagundes cobra transparência sobre BRT em Cuiabá e Várzea Grande

Em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (10), o senador Wellington Fagundes (PL-MT) cobrou transparência do governo de Mato Grosso sobre a implantação do sistema de ônibus rápido (BRT) da região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande, previsto para entrar em funcionamento no final deste mês.
Segundo o parlamentar, a obra, apresentada como solução para a mobilidade urbana após a substituição do projeto do veículo leve sobre trilhos (VLT), acumula atrasos, aumento de custos e incertezas. O senador questionou a possibilidade de contratação, sem licitação, de empresas que já operam o transporte público metropolitano para integrar a operação do novo sistema e pediu esclarecimentos sobre os critérios adotados pelo governo estadual..  
— Quando falamos de um serviço essencial, financiado com recursos públicos e que impactará milhões de passageiros ao longo dos próximos anos, toda decisão precisa ser absolutamente clara. A concorrência pública existe justamente para garantir igualdade de oportunidades, melhores propostas e, acima de tudo, mais segurança para o cidadão. Quanto maior o contrato, maior deve ser a transparência; quanto maior o investimento, maior deve ser a fiscalização; e, quanto mais dúvidas surgem, mais explicações o governo deve oferecer à sociedade — afirmou.
Fagundes também afirmou que a demora na conclusão da obra tem afetado moradores da região metropolitana e disse que a população tem o direito de conhecer os critérios adotados para eventuais mudanças no modelo de operação do sistema.
— Mato Grosso merece respostas claras. A população tem o direito de saber quem decidiu, por que decidiu e quais as vantagens concretas que essa mudança trará para o cidadão que utiliza o transporte coletivo. O dinheiro público é público, a obra é pública e o serviço é público e, por isso mesmo, o interesse público deve estar acima de qualquer interesse político, eleitoral ou econômico. É isso que esperamos. É isso que continuaremos cobrando — declarou.


Fonte: Senado Federal

Cleitinho nega acordo e mantém pré-candidatura em Minas: ‘Não desisti de nada’

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) usou a tribuna do Plenário do Senado Federal na quarta-feira (10) para desmentir informações de que teria desistido de disputar o governo de Minas Gerais em 2026. O parlamentar negou qualquer acordo para abrir mão da pré-candidatura e classificou as notícias como falsas. “Não desisti, não fiz nenhum alinhamento para não ser candidato. Não tem nada disso”, afirmou.

Cleitinho direcionou críticas ao grupo político que controla o Executivo estadual há décadas, sem citar nomes. “Fica falando que eu estou com medo de pegar um Estado que está quebrado. São os mesmos que quebraram o Estado e querem continuar tomando conta”, disse. Para ele, a narrativa sobre um eventual recuo revela o “desespero” dos adversários.

O senador condicionou a candidatura à vontade de Deus e ao desempenho nas pesquisas, e lembrou que as convenções partidárias só ocorrem em agosto. “Eu não estou à venda. Entrei na política por propósito. Quem me colocou foi o povo e Deus, e quem vai decidir é o povo e Deus”, encerrou.


Fonte: Jovem Pan