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Moraes acerta ao suspender Lei da Dosimetria, mas STF tem de julgar rápido ações que contestam sua constitucionalidade

Os governistas comemoraram. A oposição chiou e criticou. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, porém, acertou ao suspender a Lei da Dosimetria, que reduz a pena dos condenados na ação penal do golpe e pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Em respeito ao Congresso Nacional, o Supremo, no entanto, precisa julgar rapidamente as ações que contestam sua constitucionalidade, duas até agora. Uma da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e outra da coligação Rede-Psol.
Afinal, o Congresso aprovou o projeto e, depois, derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma dupla demonstração de apoio à medida. Mas, diante da possibilidade de pontos inconstitucionais, não se pode aplicar uma lei que, depois, pode não valer em sua totalidade.
A oposição reclama que, antes de votar a proposta, o então relator deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) consultou ministros do STF, entre eles Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que teriam dado aval ao conteúdo do que virou lei na semana passada.
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A reclamação da oposição faz parte do jogo político, mas outros ministros podem não concordar com o texto aprovado pelo Congresso Nacional.
Por isso, o STF deve dar celeridade à análise das duas ações que contestam a constitucionalidade da lei.
Em reação, a oposição não descarta aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) indo além, dando anistia a todos os condenados na ação penal do golpe e aos que participam dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Mas esse caminho não deve contar com o apoio de outros partidos.
Ministro do STF Alexandre de Moraes
Luiz Silveira/STF


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g1 > Política

Como suspensão da Ypê pela Anvisa virou tema de disputa política nas redes

Ypê
Ypê/Divulgação
A suspensão de lotes de produtos da marca Ypê pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária rapidamente ultrapassou o debate sanitário e virou mais um capítulo da polarização política brasileira nas redes sociais.
A controvérsia começou na quinta-feira (7/5), quando a Anvisa determinou o recolhimento de detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes fabricados pela empresa na unidade de Amparo, no interior de São Paulo. A medida atingia todos os lotes cuja numeração terminava em 1.
Além do recolhimento, a agência havia determinado a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso dos itens afetados, após identificar falhas no processo de fabricação e risco de contaminação microbiológica.
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Embora a Anvisa tenha suspendido temporariamente os efeitos da medida após recurso apresentado pela Ypê, a agência afirma que não reviu sua avaliação técnica sobre o risco sanitário e mantém a recomendação para que consumidores não usem os produtos dos lotes afetados até decisão definitiva do caso.
A própria Ypê informou que decidiu manter paralisada parte da produção da fábrica de produtos líquidos enquanto implementa medidas exigidas pela agência.
Em poucas horas, o episódio deixou de ser apenas uma discussão sobre vigilância sanitária e passou a ocupar o centro de uma batalha política nas redes.
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a acusar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de perseguição contra a empresa, apontando o fato de integrantes da família controladora da Química Amparo — dona da marca Ypê — terem feito doações para a campanha de reeleição de Bolsonaro em 2022.
Segundo registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), membros da família Beira, ligada ao grupo controlador da empresa, doaram juntos R$ 1 milhão à campanha do ex-presidente.
A relação política da empresa com o bolsonarismo já havia sido alvo de debate anteriormente. Em 2022, a Química Amparo foi condenada pela Justiça do Trabalho por assédio eleitoral após promover uma live interna em apoio a Bolsonaro junto a funcionários. Na ocasião, a companhia afirmou ser apartidária.
Conteúdo nas redes
Nas redes sociais, influenciadores, políticos e celebridades passaram a publicar vídeos consumindo ou comprando produtos da marca em uma espécie de campanha informal de apoio à empresa.
O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, publicou um vídeo lavando louça com detergente da marca e convocando seguidores a comprarem produtos Ypê.
“Vamos acabar com essa sacanagem que estão fazendo com essa empresa 100% brasileira”, afirmou.
Post o instagram do vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo
BBC
O senador Cleitinho também gravou um vídeo utilizando o produto enquanto criticava a atuação da Anvisa. Em tom de deboche, questionou se o órgão fiscalizaria “a bucha de cada brasileiro”.
Já o deputado estadual Lucas Bove afirmou que a empresa estaria sendo “perseguida” por ser “bolsonarista”.
O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, adotou um discurso mais moderado: defendeu que os consumidores trocassem os lotes afetados, mas criticou o que chamou de “massacre” contra a companhia.
Celebridades também entraram na discussão.
A cantora Jojo Todynho publicou vídeos lavando louça com detergente da marca e afirmando que continuaria usando os produtos.
O ator Júlio Rocha ironizou a situação em comentários nas redes sociais. Em uma publicação, afirmou que já havia “tomado banho com Ypê” e usado os produtos em brincadeiras com os filhos.
Internautas também passaram a compartilhar memes e imagens geradas por inteligência artificial associando a marca à direita política. Algumas postagens sugeriam até que a empresa eliminasse a cor vermelha de determinados produtos, em referência ao PT.
Outros usuários incentivavam consumidores a comprarem os produtos como forma de protesto político.
Ao mesmo tempo, órgãos de vigilância sanitária reforçavam que o alerta permanecia válido.
O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) de São Paulo reiterou que o risco sanitário seguia em análise e recomendou que consumidores evitassem utilizar os produtos dos lotes atingidos até uma decisão definitiva.
A própria decisão da Anvisa de suspender temporariamente as medidas após o recurso da empresa ajudou a alimentar interpretações conflitantes sobre o caso.
De um lado, apoiadores da marca passaram a afirmar que a suspensão provaria que a decisão inicial havia sido exagerada ou motivada politicamente. De outro, autoridades sanitárias insistiam que a recomendação para não usar os produtos continuava válida até o julgamento final do recurso.
Com o recurso administrativo apresentado pela Ypê contra a decisão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária deve se reunir nesta semana para avaliar se mantém ou revoga a suspensão, segundo reportagem do Fantástico.
Em nota, a marca afirmou que “reforça que a segurança dos seus consumidores é — e sempre será — sua maior prioridade”.


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g1 > Política

Lei da Dosimetria abre caminho para reduzir pena de Bolsonaro e outros condenados por atos golpistas; entenda

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria até que o STF analise ações que questionam a norma.
A lei prevê redução de penas para condenados por atentados golpistas no país e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
🔎O projeto de lei permite a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão no julgamento da trama golpista, e aliados dele.
A redução de penas não é automática. Conforme a lei, cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) recalcular as punições aos condenados, conforme as novas regras que o projeto determina.
Davi Alcolumbre promulga PL da Dosimetria
➡️ Para isso, a Corte precisará ser provocada, por exemplo, pela defesa de algum dos condenados, pelo Ministério Público ou até por um ministro da Corte, que seja relator de um dos casos da tentativa de golpe
Ao menos 190 pessoas, condenadas por tramar um golpe de Estado no país, podem ser beneficiadas.
A Lei da Dosimetria havia sido vetada pelo presidente Luiz InácioLula da Silva (PT) durante cerimônia em alusão aos três anos das invasões às sedes dos Três Poderes em Brasilia.
No entanto, no dia 30 de abril, o Congresso Nacional derrubou o veto. Lula tinha 48 horas para promulgar o projeto de lei, mas optou por deixar essa ação para Alcolumbre.
Agora, com a suspensão da aplicação da lei, os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 terão que aguardar os ministros decidirem se a norma respeita as regras da Constituição Federal para obterem os benefícios da redução da pena.
O que diz o texto?
O projeto cria uma regra específica para a aplicação das penas de dois crimes contra a democracia: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com pena de 4 a 8 anos de prisão, e golpe de Estado, com pena de 4 a 12 anos.
Segundo o texto, se os dois crimes forem cometidos no mesmo contexto, as penas não poderão ser somadas.
🔎 Nesses casos, a proposta determina a aplicação do chamado “concurso formal de crimes”. Pela regra, vale a pena do crime mais grave, acrescida de um sexto até a metade. A definição do aumento caberá à Justiça.
Atualmente, o STF entende que os dois crimes podem ocorrer ao mesmo tempo, o que permite a soma das penas.
Esse entendimento foi aplicado nas condenações pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 e também no julgamento da tentativa de golpe, que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados
Na prática, a mudança reduz o tempo de punição e pode ser aplicada mesmo a condenados que já cumprem pena – como é o caso de condenados na trama golpista e por atos antidemocráticos de 8/1.
Crimes de multidão e progressão de regime
O projeto também prevê redução da pena de um a dois terços quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança.
Nas condenações do 8 de janeiro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) usou a tese dos chamados “crimes multitudinários”, ou crimes de multidão.
🔎Segundo a literatura jurídica, esses crimes são cometidos por grupos em situações de tumulto, em que uma pessoa influencia a outra a cometer atos ilegais, mesmo sem haver vínculo entre elas.
O projeto também altera as regras de progressão de regime, que definem a passagem do regime fechado para o semiaberto e o aberto.
A proposta permite a saída do regime fechado após o cumprimento de um sexto da pena.
Situação de Bolsonaro
Bolsonaro está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde. Mas, em tese, segue em regime fechado, pois foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe.
Antes, a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal previa que ele só poderia passar do regime fechado para o semiaberto dentro de sete anos, em 2033.
Com a nova lei, isso muda. Especialistas estimam que, agora, o ex-presidente tem chance de migrar de regime em um prazo menor, que varia entre dois e quatro anos.
‘Débora do Batom’
Condenada por participar do episódio em que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, Débora Rodrigues dos Santos foi uma das primeiras a acionar o Supremo para revisão da pena.
Débora foi condenada a 14 anos de prisão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado; deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.
Segundo a PF, foi ela quem pichou a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, que fica em frente ao edifício da Corte.
Segundo a PGR, acusados e condenados por trama golpista tiveram responsabilidade pelos atos do 8 de janeiro de 2023.
Na última semana, a defesa dela entrou com um recurso pedindo a revisão de penas com base no PL da Dosimetria. No entanto, o pedido foi rejeitado pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, considerando que a lei ainda não havia sido publicada, portanto, não estaria em vigor.
Com a publicação, os ministros podem começar a revisar as penas conforme a determinação da lei. O texto aprovado no Congresso, no entanto, ainda pode ser alvo de recursos no Supremo.
A base do governo, por exemplo, já anunciou que vai recorrer. O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), afirmou que pretende anunciar em breve a judicialização da medida.


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g1 > Política

Quaest divulga nesta quarta 1ª pesquisa para presidente após operação da PF que mirou Ciro Nogueira no caso Master

A Quaest divulga, nesta quarta-feira (13), a primeira pesquisa de intenção de voto para presidente após a operação da Polícia Federal que mirou o senador Ciro Nogueira no caso Master.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2 mil pessoas entre sexta-feira (8) e esta segunda-feira (11). Os dados vão ser divulgados nesta quarta às 8h.
A pesquisa é de intenção de voto para presidente e também traz a percepção do eleitor sobre outros assuntos, como o caso Master, a avaliação do governo Lula, a economia, o encontro de Lula com Donald Trump, as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o 8 de janeiro, anistia, dosimetria, escala 6×1 e o uso de inteligência artificial nas eleições.
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Em relação ao caso Master, a Quaest pergunta se os entrevistados já sabiam das investigações envolvendo Ciro Nogueira ou se ficaram sabendo no momento da entrevista.
O questionário também mede se os brasileiros acreditam que as investigações vão chegar a todas as autoridades envolvidas no escândalo do banco.
Outro ponto da pesquisa é a percepção sobre quem teve a imagem mais afetada negativamente pelo caso. Entre as opções apresentadas aos entrevistados estão Congresso Nacional, STF/Judiciário, governo Lula, Banco Central e governo anterior de Bolsonaro.
A operação que mirou Ciro Nogueira foi deflagrada pela PF na quinta-feira (7), um dia antes do início das entrevistas da Quaest. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.
Ciro foi alvo de busca e apreensão. A defesa do senador afirmou que ele está comprometido em contribuir com a Justiça e disse que ele não teve participação em atividades ilícitas nem nos fatos investigados.
Em uma das mensagens trocadas pelo casal, Daniel Vorcaro explica quem é Ciro Nogueira (à esquerda) para a namorada.
Jefferson Rudy/Agência Senado/Reprodução/TV Globo


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g1 > Política

Mulher e criança são atropeladas por viatura da PM na zona leste de SP

Uma mulher e uma criança foram atropeladas por uma viatura da Polícia Militar na tarde deste domingo (10) no Jardim Robru, na zona leste de São Paulo. O acidente ocorreu na Rua Cônego Antônio Manzi, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
De acordo com a pasta, os policiais militares estavam a caminho de uma ocorrência para prestar apoio quando atingiram as vítimas, que atravessavam a via no momento do acidente.
A mulher e a criança foram socorridas e levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Júlio Tupy, também na zona leste da capital paulista. Até a publicação desta reportagem, ambas permaneciam internadas. O estado de saúde delas não foi divulgado.
Em nota, a SSP informou que lamenta o ocorrido e afirmou que as circunstâncias do atropelamento serão investigadas pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar.
A secretaria acrescentou que foram requisitados exames periciais ao Instituto de Criminalística (IC). O caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo no 50º Distrito Policial, no Itaim Paulista.


Fonte: Jovem Pan

67% dos eleitores de Nova York veem custo de vida fora de controle, revela pesquisa

Dois terços dos eleitores do estado de Nova York consideram que o custo de vida no Empire State está “fora de controle” e seguindo na direção errada, segundo uma nova pesquisa da Siena College divulgada na última terça-feira (5).
A sondagem, realizada entre 27 e 30 de abril com 806 eleitores registrados, mostra que apenas 27% acreditam que o custo de vida está no caminho certo, enquanto 67% afirmam que vai na direção errada. A margem de erro é de +/- 4,2 pontos percentuais.
A insatisfação é bipartidária:

• 79% dos republicanos
• 71% dos independentes
• 59% dos democratas
consideram os custos elevados demais.
Habitação no centro das queixas
Em pergunta relacionada, 57% dos entrevistados disseram que os esforços para criar moradia acessível estão na direção errada, contra apenas 31% que aprovam as ações do estado. Quase 70% dos republicanos, dois terços dos independentes e uma pluralidade de democratas concordam que os preços de moradia estão “altos demais”.
Nova York tem um dos custos de vida mais elevados dos Estados Unidos. Na cidade de Nova York, uma família de quatro pessoas enfrenta despesas mensais de cerca de US$ 6.300 (excluindo aluguel), e os custos habitacionais estão 148% acima da média nacional.
Outros temas da pesquisa
A pesquisa também perguntou sobre outros problemas do estado:
• Crime: 53% acham que a redução da criminalidade vai na direção errada.
• Educação, meio ambiente, transporte e saúde dividem mais as opiniões, com democratas tendendo a ser mais positivos.26
O pesquisador da Siena, Steven Greenberg, destacou: “Uma maioria de democratas acha que o estado está no caminho certo em cinco questões, mas até eles concordam com republicanos e independentes que o estado vai na direção errada em habitação e custo de vida.”
Apesar da forte insatisfação com o custo de vida, a governadora democrata Kathy Hochul lidera a corrida pela reeleição. Ela aparece com 49% das intenções de voto contra 33% do republicano Bruce Blakeman, executivo do condado de Nassau. Blakeman ainda é pouco conhecido por 64% dos eleitores.26
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, tem avaliação ligeiramente positiva em todo o estado (43% favorável x 40% desfavorável), sendo mais popular na cidade (56% favorável).
O resultado da Siena reforça pesquisas anteriores que mostram a frustração dos nova-iorquinos com a moradia e os altos custos. Muitos moradores relatam dificuldade para viver confortavelmente, com aluguéis elevados, impostos altos e inflação impactando o dia a dia. O tema deve dominar o debate nas eleições estaduais deste ano.


Fonte: Jovem Pan

Com André do Prado no Senado, Alesp começa a movimentar sucessão

A pré-candidatura do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), ao Senado Federal, voltou a movimentar os bastidores.
Reeleito presidente da Casa, ele já estava impedido de disputar novamente a eleição, mas a confirmação do nome dele como candidato em 2026 reacendeu o debate de sucessão em São Paulo. Alem disso, a própria Alesp ganhou mais holofotes.
O PL, de André, quer permanecer na cadeira da presidência. Para isso, entre os nomes mais citados dentro da sigla estão os dos deputados estaduais Alex Madureira, atual líder do partido na Alesp, Oseias de Madureira e Thiago Auricchio.
O PL de São Paulo espera manter a maior bancada da Casa pós eleição de 2026. Eles começaram o atual mandato com 19 parlamentares. Hoje, tem 22 – e contabilizam que podem chegar a 23. Enquanto isso, o PT, que detém a segunda maior bancada, espera algo entre 18 e 25 – hoje, tem 17.
Além das duas legendas, o PSD tem entrado com força na jogada. O partido de Gilberto Kassab estima conseguir mais de 20 deputados e pegar o posto do PL.
O PSD inchou na Casa antes do fim da janela partidária, quando Kassab conseguiu levar quase todos os parlamentares do PSDB para a sigla – e formar uma bancada de agora 11 deputados.
O partido quer rivalizar com o PL usando o argumento, para conseguiu a presidência, de que o PL já foi contemplado na chapa majoritária de Tarcísio às eleições, enquanto o PSD ficou de fora após a saída do vice-governador, Felício Ramuth.
Na Alesp, é comum que a legenda com o maior número de parlamentares fique com a presidência, enquanto a segunda maior detém a cadeira principal da mesa diretora. Nos últimos anos, esse acordo sempre foi fechado entre o governo e a oposição, o PT – que vota a favor do candidato da gestão atual.


Fonte: Jovem Pan

Dois passageiros repatriados de cruzeiro testam positivo para hantavírus

Dois passageiros retirados do cruzeiro Hondius testaram positivo para hantavírus, anunciaram as autoridades nesta segunda-feira (11), dia que deve marcar o fim da operação de retirada e o reabastecimento do navio na ilha espanhola de Tenerife, antes de seguir a viagem em direção aos Países Baixos.
Dois dos 94 ocupantes do navio que desembarcaram no domingo e foram repatriados a seus países, um americano e uma francesa, testaram positivo para hantavírus, um vírus pouco frequente que normalmente se propaga entre roedores e para o qual não existe vacina.
Um passageiro americano “testou levemente positivo no exame PCR”, anunciou o Departamento de Saúde dos Estados Unidos.
Dos cinco franceses repatriados e colocados em isolamento em Paris, uma mulher apresentou um agravamento do seu estado de saúde e os “testes apresentaram resultado positivo”, anunciou a ministra da Saúde, Stéphanie Rist.
Após o anúncio dos casos positivos, o Ministério da Saúde da Espanha afirmou que adotou “todas as medidas” necessárias para “cortar as possíveis cadeias de transmissão” do hantavírus.
Três passageiros a bordo do Hondius — um casal holandês e uma mulher alemã — morreram devido ao hantavírus.
Reabastecimento e últimas saídas
No domingo, 94 dos cerca de 150 passageiros e tripulantes do Hondius foram repatriados a partir do porto de Granadilla em Tenerife, nas Ilhas Canárias.
Nesta segunda-feira está previsto o reabastecimento do navio e a repatriação dos últimos ocupantes em dois voos, um para a Austrália e outro para os Países Baixos.
“Ao longo da manhã (…) o reabastecimento poderá começar, o que vai durar entre quatro e cinco horas. Em seguida, será carregado com suprimentos”, explicou à televisão pública TVE Virginia Barcones, secretária-geral de Proteção Civil.
O objetivo é que “quando realizarmos os dois últimos desembarques (…) possamos já autorizar a saída deste navio com destino aos Países Baixos” por volta das 19h00 (15h00 de Brasília), acrescentou Barcones.
“Oxalá possamos terminar até mesmo antes do horário previsto”, afirmou o ministro de Política Territorial, Ángel Víctor Torres, à rádio RNE, que elogiou o dispositivo de repatriação da Espanha.
As repatriações acontecem de avião a partir do aeroporto de Tenerife Sul e por nacionalidades, 23 ao todo, com rigorosas medidas de segurança para reduzir ao mínimo o contato dos ocupantes do Hondius com outras pessoas.
No domingo, partiram voos para Madri – para transportar os espanhóis que iniciaram a quarentena em um hospital militar -, França, Países Baixos – que levou um passageiro argentino e um tripulante guatemalteco, os dois latino-americanos do navio -, Canadá, Irlanda, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.
As 19h00 locais (15h de Brasília) é o horário limite estabelecido para que o Hondius deixe o porto de Granadilla de Abona com destino aos Países Baixos, levando cerca de 30 tripulantes.
O argentino repatriado Carlo Ferello minimizou a gravidade da situação vivida a bordo. O ambiente não era “preocupante, na verdade”, afirmou ao canal TN, ao destacar que, após os primeiros contágios, “não apareceram mais casos”.
“Eu estava sozinho (…), não tinha muito contato. A vida seguiu de maneira bastante normal”, acrescentou esse engenheiro aposentado, que cumprirá quarentena nos Países Baixos.
Risco baixo
O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, presente em Tenerife, destacou a cooperação entre os países e reiterou que “o risco atual para a saúde pública continua sendo baixo”.
Segundo as autoridades sanitárias, os passageiros permanecem majoritariamente assintomáticos, embora tenham sido classificados como “contatos de alto risco” e devam cumprir quarentena ao chegarem ao destino.
Com exceção dos americanos, que não serão necessariamente colocados em quarentena, uma decisão que envolve riscos, avaliou o diretor-geral da OMS.
“Isso não é covid”, justificou Jay Bhattacharya, diretor interino dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, pedindo à população que mantenha a calma.
O Hondius, que havia partido em 1º de abril de Ushuaia, na Argentina, permanece ancorado sem atracar, a pedido das autoridades regionais das Ilhas Canárias, que manifestaram rejeição à operação por motivos de segurança sanitária.
No entanto, o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, defendeu a operação, destacando que a Espanha “responderá com exemplaridade e eficácia” em uma crise que volta a colocar o país sob atenção internacional.


Fonte: Jovem Pan

Ser conhecido não garante ser escolhido, diz empresária sobre nova fase de indústria de doces

A Erlan Foods, empresa brasileira com 74 anos de história, prepara uma nova fase de crescimento baseada em produtos funcionais, inovação no portfólio e maior atenção ao comportamento do consumidor. A companhia, conhecida por itens tradicionais como o Toffee Bombom, quer ampliar a presença em categorias de maior valor agregado sem abandonar os produtos que sustentaram sua trajetória no mercado de doces.
À Jovem Pan, a empresária Rosalina Vilela, presidente da empresa, disse que a indústria precisa entender que reconhecimento de marca já não basta para garantir venda. “Ser conhecido não garante ser escolhido”, afirma.
A avaliação reflete uma mudança no consumo. Segundo ela, o cliente está mais seletivo e passou a buscar produtos com alguma funcionalidade, mesmo em categorias historicamente ligadas ao impulso, como balas e chocolates. A empresa já trabalha com chocolates zero açúcar e desenvolve novas linhas com proteína e suplementos.
Rosalina afirma que esse movimento não está restrito a uma classe social. Para ela, o consumidor brasileiro passou a escolher melhor o que compra, seja no supermercado, no atacado ou em outros canais de venda. A mudança pressiona a indústria a reagir com velocidade e exige adaptação também da área comercial.
A empresária diz que a Erlan deveria ter avançado antes em algumas linhas, mas afirma que o processo ganhou força dentro da companhia. A área de pesquisa e desenvolvimento trabalha em novos produtos, enquanto o time comercial busca entender como vender essas categorias em canais diferentes dos tradicionais.
A empresa também vê oportunidade na aproximação entre supermercados e farmácias. Para Rosalina, a presença de produtos com apelo funcional nas gôndolas tende a crescer, especialmente com a ampliação de espaços dedicados a itens ligados a saúde, bem-estar e conveniência.
Apesar da aposta em inovação, a companhia não pretende deixar de lado os produtos clássicos. O Toffee Bombom, segundo Rosalina, continua sendo uma porta de entrada importante para a marca. Ela afirma que produtos tradicionais ajudam a abrir conversas comerciais e dão credibilidade para o lançamento de novas linhas.
A Erlan também exporta para países da África, da América do Sul e para os Estados Unidos. A operação internacional exige adaptações de comunicação e posicionamento. Em uma feira em Dubai, por exemplo, a empresa retirou a palavra “saudável” de um material após clientes africanos avaliarem que, em seus mercados, o açúcar ainda é associado à energia e nutrição.
Para Rosalina, esse episódio mostra que a indústria precisa entender o contexto de cada localidade antes de definir uma estratégia. O que funciona em uma região pode não funcionar em outra. A mesma lógica vale para o Brasil, onde hábitos de consumo variam entre Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.
A pressão sobre margens também está no centro das preocupações da empresa. Custos de embalagem, frete, matérias-primas e impactos internacionais afetam diretamente a operação. Rosalina afirma que, nesse cenário, o controle de caixa se tornou uma prioridade absoluta.
A executiva também defende que todos dentro da empresa precisam entender seu papel no resultado comercial. Segundo ela, da produção ao atendimento, cada área influencia a percepção do cliente e a capacidade da companhia de competir em um mercado mais disputado.
A Erlan saiu de um período de recuperação judicial e vê essa etapa como parte importante de seu amadurecimento. Rosalina afirma que o processo exigiu disciplina, união familiar e gestão próxima dos colaboradores. Hoje, os filhos ocupam posições estratégicas na empresa, com atuação no comando executivo e na operação.
Nos próximos anos, a expectativa é transformar a Erlan em uma empresa mais orientada a produtos funcionais, sem perder a força dos itens de alto giro. Para Rosalina, tradição segue importante, mas precisa caminhar com inovação, leitura de mercado e capacidade de adaptação.
A empresária resume o desafio da indústria em uma equação simples: estar na prateleira já não é suficiente. É preciso conquistar atenção, justificar valor e fazer o consumidor escolher a marca no momento da compra.


Fonte: Jovem Pan

Irã exige fim da guerra e desbloqueio de ativos em resposta aos EUA

O Irã afirmou nesta segunda-feira (11) que, em sua resposta à última proposta dos Estados Unidos, pediu o fim da guerra em toda a região e a liberação de seus ativos congelados no exterior.
“Não exigimos nenhuma concessão. Exigimos apenas os direitos legítimos do Irã”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, em uma entrevista coletiva semanal.
Ele destacou que as exigências do Irã incluíam “o fim da guerra na região”, o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos e a “liberação dos ativos pertencentes ao povo iraniano, que durante anos permanecem injustamente bloqueados em bancos estrangeiros”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou no domingo como “totalmente inaceitáveis” as condições do Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, o que aumenta a probabilidade de que o conflito continue após semanas de negociações.
“Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.
 


Fonte: Jovem Pan