Uma funcionária da autoridade eleitoral do Peru informou neste sábado (18) que o resultado do primeiro turno da eleição presidencial será conhecido em meados de maio devido à lentidão da apuração e à análise de milhares de atas eleitorais.
Com 93,4% das atas contabilizadas, os resultados parciais da eleição de 12 de abril apontam como favorita para o segundo turno a direitista Keiko Fujimori, com 17% dos votos.
O esquerdista radical Roberto Sánchez (12%) e o ultraconservador Rafael López Aliaga (11,9%) disputam voto a voto uma vaga no segundo turno. A diferença entre ambos aumentou ligeiramente neste sábado, mas ainda é mínima: 13.600 votos.
“Nós prevemos, por volta da metade de maio, ter pelo menos os resultados presidenciais, que é o que precisamos para determinar o segundo turno”, disse Yessica Clavijo, secretária-geral do Jurado Nacional de Eleições, à rádio RPP.
A funcionária relacionou a lentidão da apuração ao processo de revisão de mais de 15 mil atas contestadas.
Segundo Clavijo, 30% dessas atas correspondem à eleição presidencial e o restante à votação de deputados e senadores.
López Aliaga, ex-prefeito de Lima, é o candidato mais crítico do processo e pede sua “nulidade absoluta” após falar em “fraude eleitoral”. Ele ofereceu recompensas de US$ 5.800 (equivalente a R$ 28.800) para quem enviar provas de irregularidades.
O ultraconservador convocou seus apoiadores para uma marcha no domingo (19).
As eleições presidenciais de 12 de abril foram marcadas por problemas na distribuição de urnas e cédulas de votação, o que atrasou a abertura da jornada em vários centros eleitorais em Lima.
A autoridade eleitoral teve que estender a votação até segunda-feira (13) para mais de 50 mil peruanos que ficaram sem votar em 13 locais que não abriram.
Promotores e policiais intervieram nas instalações do Escritório Nacional de Processos Eleitorais, responsável pela organização do pleito. O chefe do órgão, Piero Corvetto, foi denunciado pelo Jurado Nacional de Eleições, com mais outros três funcionários, por supostos crimes contra o sufrágio.
Fonte: Jovem Pan
