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Defesa de Zambelli entra com recurso em Corte na Itália para reverter decisão que autorizou extradição

Justiça italiana decide extraditar Carla Zambelli
A defesa da ex-deputada Carla Zambelli entrou com um recurso nesta sexta-feira (10) para tentar reverter a decisão da Justiça italiana que autorizou a extradição de Zambelli ao Brasil. A informação foi confirmada pelo advogado Pieremilio Sammarco à TV Globo.
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No fim de março, a Corte de Apelações da Itália – a última instância da justiça italiana – acatou o pedido de extradição feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda cabe o recurso da defesa, antes de o caso ser levado para decisão final do governo italiano.
“Desde o início, a defesa sustenta pontos que agora são reiterados no recurso, como questionamentos sobre o sistema carcerário brasileiro, críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes e possíveis irregularidades processuais”, diz um comunicado divulgado pelos advogados da ex-deputada.
“Os advogados também destacam que o crime de natureza digital atribuído à parlamentar não possui equivalência na legislação italiana, requisito essencial para a extradição. Além disso, contestam a validade do pedido brasileiro, sob o argumento de que não teria sido formalizado pela autoridade competente à época”, afirma a nota.
Zambelli tem cidadania italiana e deixou o Brasil em maio do ano passado, pela fronteira com a Argentina. Antes de chegar ao país europeu, ela também passou pelos Estados Unidos.
Como fugiu do país após uma condenação do Supremo, Zambelli é considerada foragida da Justiça brasileira. Por isso, o STF formalizou um pedido de extradição, assinado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
Zambelli permanece presa em Roma, porque autoridades do país europeu entendem que há risco de fuga.
Entenda o caso
👉 Brasil e Itália têm um tratado recíproco de extradição, em vigor desde 1993 – e que já foi acionado dezenas de vezes desde então. O primeiro artigo do tratado determina, inclusive, que Brasil e Itália ficam obrigados a entregar, um ao outro, pessoas que sejam procuradas pelo outro país – seja para levar a julgamento ou para cumprir uma pena restritiva de liberdade.
👉 O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro ordenou em dezembro a cassação do mandato de Zambelli, revogando decisão contrária da Câmara dos Deputados. Ela entregou uma carta de renúncia à Casa três dias depois.
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e fugiu para a Itália após a decisão. Ela é considerada foragida da Justiça brasileira.
➡️ A ex-deputada federal Carla Zambelli está presa na Itália desde o dia 29 de julho de 2025. Ela está em um presídio nos arredores de Roma que abriga mulheres em regimes de segurança média e alta e é dividido em oito seções.
A ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), em foto de arquivo.
NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO


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g1 > Política

Ronaldo Caiado e suas chances na corrida presidencial – O Assunto #1699

Em 1989, o médico goiano testou seu nome como candidato à Presidência da República pela primeira vez. Numa eleição que contava com mais de 20 alternativas na urna, ele fez menos de 1% dos votos. Desde então, ele construiu trajetória sólida em seu estado: deputado federal, senador e governador. Agora, aos 76 anos e em um Brasil totalmente diferente, Ronaldo Caiado terá uma nova oportunidade.
Caiado passou mais de 30 anos na mesma legenda (primeiro como PFL, depois como Democratas e, por fim, União Brasil), mas em janeiro deste ano migrou para o PSD. O objetivo era disputar uma espécie de primárias do partido para lançar uma candidatura presidencial. O favorito de Gilberto Kassab, presidente da sigla, era Ratinho Júnior, governador do Paraná, que desistiu. E o governador de Goiás superou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Agora, os desafios dele são outros. Primeiro, se consolidar como um nome de alcance nacional. Segundo, conquistar dois dígitos nas pesquisas de intenção de voto para provar que é um candidato viável.
Para explicar os desafios e a viabilidade real de Ronaldo Caiado, Natuza Nery conversa com Thiago Prado, editor de Política e Brasil do jornal O Globo. Ele, que também é autor do e-book ‘Quem será o próximo presidente?’ e da newsletter semanal ‘Jogo Político’, relembra as contradições políticas do presidenciável e seus resultados como governador de Goiás. E analisa as condições de uma candidatura não polarizada prosperar.
Convidados: Thiago Prado, editor de Política e Brasil do jornal O Globo, autor do e-book ‘Quem será o próximo presidente?’ e da newsletter semanal ‘Jogo Político’.
O que você precisa saber:
Kassab aposta em Caiado por perfil mais combativo e governo já prepara estratégia contra candidatura;
Quaest 1º turno: Lula lidera em dois cenários e tem empate técnico com Flávio Bolsonaro em outros cinco;
INDECISOS SÃO MINORIA: 56% dizem já ter definido voto para presidente; 43% afirmam que ainda podem mudar;
Caiado: objetivo é ‘romper polarização que atrasa o país’;
Quaest deve divulgar nova pesquisa eleitoral na próxima quarta-feira (15).
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Apresentação: Natuza Nery.
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Ronaldo Caiado foi o escolhido do PSD para a disputa presidencial
Roberto Sungi/Ato Press/Estadão Conteúdo
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g1 > Política

Dupla de idosos é presa suspeita de matar e tentar esconder corpo de jovem no MT

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu na sexta-feira (10) dois idosos, de 75 e 66 anos, suspeitos de envolvimento na morte de Julia Vitória do Prado da Silva, de 20 anos. O caso ocorreu na cidade de Tapurah, no interior do estado. As identidades dos investigados não foram reveladas.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais foram acionados para atender um caso de feminicídio no bairro de São Cristóvão. No local, estava um dos homens com um facão e várias pessoas próximas à casa onde teria ocorrido o crime. Agentes entraram no imóvel e imobilizaram o suspeito.
O corpo da vítima foi encontrado no local, próximo ao carro do idoso, que estava com o porta-malas aberto. Para a polícia, isso indica a tentativa de ocultar o corpo.
Testemunhas relataram aos agentes que havia outro homem no local, mas que ele havia fugido minutos antes da chegada dos agentes. Ainda de acordo com as pessoas presentes no local, esse segundo idoso foi até a casa para ajudar a ocultar o corpo da vítima.
A polícia prendeu o suspeito que havia fugido no centro de Tapurah. Os dois homens foram conduzidos à delegacia, sendo que um deles confessou o crime e informou onde estavam o pé de cabra e a faca usados para matar a vítima. O segundo envolvido relatou que tentou apenas ajudar a colocar o corpo da jovem no porta-malas do carro e várias pessoas chegaram ao local e tentaram invadir a casa.
O homem de 75 anos é investigado por feminicídio e tentativa de ocultação de cadáver, enquanto o suspeito de 66 anos responde por tentativa de ocultação de cadáver. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.


Fonte: Jovem Pan

Brasil goleia Coreia do Sul por 5 a 1 e estreia com vitória no Fifa Series

O Brasil começou com vitória sua participação no Fifa Series. Na Arena Pantanal, em Cuiabá, a seleção brasileira venceu a Coreia do Sul por 5 a 1, na noite deste sábado (11), com gols de Ary Borges, Ludmila, Dudinha Rodrigues, Kerolin e Tainá Maranhão. Park Soo-jeong descontou para as asiáticas.
A equipe brasileira teve mais a bola desde o início e passou a maior parte do primeiro tempo no campo de ataque. As melhores chances saíram em bolas levantadas na área e finalizações de média distância, mas o gol demorou a sair. Aos 42 minutos, Ary Borges tabelou dentro da área e finalizou; a bola desviou na marcação antes de entrar.
O segundo tempo começou com o Brasil ampliando. Com menos de um minuto, Kerolin fez jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Ludmila, que apareceu livre na segunda trave para fazer o segundo. A partir daí, o jogo ficou mais aberto.
Aos 12, Dudinha Rodrigues marcou o terceiro após jogada pela direita. Pouco depois, aos 15, Kerolin recebeu em profundidade, passou pela marcação e fez o quarto. O Brasil seguiu criando chances e chegou a acertar o travessão em uma das tentativas.
O quinto gol saiu aos 37, com Tainá Maranhão, que recebeu dentro da área e finalizou sem chances de defesa. Nos minutos finais, a Coreia do Sul aproveitou erro na saída de bola e diminuiu com Park Soo-jeong.
O Brasil volta a campo na terça-feira (14), novamente na Arena Pantanal, para enfrentar a Zâmbia. Já a Coreia do Sul encara o Canadá.
*Estadão Conteúdo  Kerolin Nicoli jogadora do Brasil comemora seu gol durante partida contra o Coreia do Sul no estádio Arena Pantanal


Fonte: Jovem Pan

Corinthians x Palmeiras: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Corinthians e Palmeiras se enfrentam neste domingo (12), às 18h30, na Neo Química Arena, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro.
O confronto acontece pela 11ª rodada da competição e promete ser decisivo para os objetivos das equipes no campeonato.
Onde assistir Corinthians x Palmeiras ao vivo
A Jovem Pan transmite a partida ao vivo pelo rádio, com início da cobertura a partir das 18h.


Fonte: Jovem Pan

Entre incertezas, EUA e Irã realizam 2º dia de negociações de paz no Paquistão

As conversas de paz entre os Estados Unidos e o Irã entram neste domingo (12) em seu segundo dia em Islamabad, onde buscam alcançar uma trégua duradoura em uma guerra na qual Israel afirma ter “destruído” os programas nuclear e balístico da república islâmica.
Essas conversas entre os dois países, inimigos desde a revolução islâmica de 1979, desenrolam-se, segundo a Casa Branca, em um formato trilateral, com a presença de membros do alto escalão do Paquistão, que facilitou o cessar-fogo de duas semanas iniciado na quarta-feira.
Agências estatais de notícias iranianas indicaram que as conversas continuarão na manhã de domingo e acusaram os Estados Unidos de fazer “exigências excessivas” em relação ao Estreito de Ormuz, via estratégica por onde passa 20% do petróleo mundial.
O Irã bloqueou a passagem pelo estreito desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os bombardeios israelense-americanos contra seu território.
Uma fonte paquistanesa que pediu anonimato assegurou que “as negociações avançam na direção certa”. “O ambiente geral é cordial”, disse à AFP.
O presidente americano Donald Trump afirmou neste sábado que “tanto faz” para ele o resultado das conversas entre os Estados Unidos e o Irã no Paquistão, ao insistir que seu país havia vencido a guerra.
“Cheguemos ou não a um acordo, tanto faz para mim. O motivo é que nós vencemos”, disse Trump a jornalistas.
Por parte dos Estados Unidos, a delegação é chefiada pelo vice-presidente JD Vance. Junto a ele, estão o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump.
O Irã está representado em Islamabad, entre outros, por seu influente presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

“Lutam por sua sobrevivência”
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, proclamou vitória. “Conseguimos destruir o programa nuclear e destruir o programa de mísseis” do Irã, declarou Netanyahu em um discurso televisionado, acrescentando que a guerra também enfraqueceu os dirigentes iranianos e seus aliados regionais.
“Eles queriam nos estrangular e [agora] somos nós que os estrangulamos. Eles nos ameaçavam com a aniquilação e agora lutam por sua sobrevivência”, afirmou.
Mas, segundo Trita Parsi, analista do grupo de reflexão Quincy Institute for Responsible Statecraft, “nunca antes os iranianos tinham negociado com os Estados Unidos com tantas cartas na mão”.
O controle do Estreito de Ormuz é um dos instrumentos de pressão de que Teerã dispõe.
As forças armadas dos Estados Unidos anunciaram que dois navios de guerra cruzaram essa via marítima para uma operação preparatória ao seu desminamento, poucas horas depois de Trump dizer que seu país havia iniciado “o processo de desbloqueio” do estreito.
A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou tratar “severamente” os navios militares que transitarem pelo Estreito de Ormuz, informou a televisão estatal neste domingo (12, noite de sábado no Brasil).
“Qualquer tentativa de navios militares de passar pelo Estreito de Ormuz será enfrentada severamente”, declarou o comando naval da Guarda, segundo a emissora IRIB.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, avalia que as partes estão em uma fase de tudo ou nada, o que dificulta “estabelecer uma trégua duradoura”.
O fosso entre os países beligerantes é abissal em temas cruciais como as sanções, a situação no Líbano e a reabertura do Estreito de Ormuz. Veículos de comunicação iranianos afirmam que os Estados Unidos apresentam “exigências excessivas” sobre o estreito.
Mais de 2 mil mortos no Líbano
Desde a entrada em vigor do cessar-fogo na quarta-feira, Israel alega que o Líbano não está incluído na trégua. Neste sábado, os ataques israelenses no sul do Líbano mataram ao todo 18 pessoas, segundo o Ministério da Saúde.
O exército israelense anunciou ter atacado, nas últimas 24 horas, mais de 200 alvos do Hezbollah. Na quarta-feira, realizou no país os ataques mais mortíferos desta guerra, com ao menos 357 mortos em um único dia, segundo o último balanço.
As autoridades libanesas informaram que, desde 2 de março, foram registrados 2.020 mortos e 6.436 feridos.
De acordo com a presidência libanesa, estão previstas para terça-feira conversações entre Líbano e Israel em Washington, que o Hezbollah não vê com bons olhos.
Netanyahu quer um acordo duradouro. “O Líbano recorreu a nós para iniciar negociações diretas […] Estabeleci duas condições: queremos o desarmamento do Hezbollah e queremos um verdadeiro acordo de paz que perdure por gerações”, declarou em seu discurso transmitido pela TV.
Enquanto isso, o papa fez um apelo desesperado pela paz. “Basta de idolatria de si mesmo e do dinheiro! Basta de ostentação de força! Basta de guerra! A verdadeira força se manifesta no serviço à vida”, declarou o sumo pontífice em uma vigília pela paz na Basílica de São Pedro, em Roma.
*AFP
 


Fonte: Jovem Pan

Será que o celular nos ouve?

Você já comentou sobre um produto perto do celular e, pouco tempo depois, ele apareceu como anúncio nas suas redes sociais? Essa sensação é tão comum que muitos já tratam como certeza: “o celular está ouvindo tudo”. Mas, em 2026, a realidade é mais complexa, e, em certo sentido, ainda mais preocupante.
A resposta direta é: não há evidência técnica consistente de que os smartphones estejam ouvindo conversas continuamente para gerar anúncios. Porém, os dados mostram que você está sendo monitorado de outras formas, extremamente sofisticadas e silenciosas.

O mito da escuta contínua
Manter o microfone ativo 24 horas por dia exigiria alto consumo de bateria, processamento e transmissão constante de dados. Isso tornaria a prática facilmente detectável por especialistas em segurança e auditorias independentes.
Além disso, grandes empresas de tecnologia operam sob legislações rigorosas como a LGPD no Brasil e o GDPR na Europa, o que tornaria esse tipo de coleta sem consentimento um risco jurídico bilionário.
Casos reais já demonstraram que assistentes de voz podem gravar trechos curtos após comandos como “Ok Google” ou “Hey Siri”, e que essas gravações podem ser analisadas para melhoria de serviços. Porém, isso ocorre de forma pontual, não contínua.
Big Data e correlação de dados
Se não é o microfone, como os anúncios são tão precisos? A resposta está no Big Data. Hoje, plataformas analisam milhares de variáveis por usuário, incluindo:

Histórico de navegação
Pesquisas realizadas
Localização (GPS e triangulação de rede)
Interações sociais (curtidas, comentários, mensagens)
Tempo de permanência em conteúdos
Dispositivos conectados na mesma rede

Estudos indicam que algoritmos conseguem prever comportamentos com alta precisão. Um exemplo clássico: sistemas conseguem identificar mudanças de vida, como gravidez, mudança de emprego ou interesse em compra, antes mesmo da pessoa comunicar isso publicamente.
Antecipação de desejos
Com o avanço da Inteligência Artificial, não se trata mais apenas de analisar dados passados, mas de prever intenções futuras. Modelos de IA utilizam técnicas de machine learning para identificar padrões invisíveis ao olhar humano. Isso permite criar perfis comportamentais extremamente detalhados.
Na prática, o sistema não precisa ouvir você falando sobre um produto, ele já “sabe” que você tem alta probabilidade de se interessar por ele. E isso explica por que a sensação de vigilância é tão forte: não é coincidência, é previsão estatística.
Papel dos dados compartilhados
Outro fator pouco percebido é o efeito de rede. Você não é analisado isoladamente. Se pessoas próximas a você (mesma casa, contatos frequentes, mesma localização) demonstram interesse por algo, há uma alta chance de você receber conteúdos relacionados.
Ou seja, mesmo que você nunca tenha pesquisado diretamente, o comportamento do seu círculo influencia os dados que chegam até você.
Permissões, aplicativos e coleta invisível
Muitos aplicativos solicitam acesso a microfone, câmera, contatos e localização. Embora isso não signifique escuta ativa constante, amplia significativamente a capacidade de coleta de dados.
Além disso, existem trackers embutidos em aplicativos e sites que monitoram sua atividade mesmo fora da plataforma original. Relatórios do mercado indicam que um único smartphone pode compartilhar dados com dezenas, ou até centenas, de serviços diferentes ao longo do uso diário.
Privacidade: o novo campo de disputa
O ponto central não é se o celular ouve, mas sim o volume e a profundidade dos dados coletados. Hoje, a privacidade não significa mais estar invisível, mas sim entender e controlar como seus dados são utilizados. A economia digital é movida por dados. E, nesse contexto, você não é apenas o usuário, você também é o produto.
Você está sendo ouvido… ou previsto?
A sensação de que o celular “ouve” pode ser, na verdade, o reflexo de um sistema altamente eficiente em prever comportamentos. Em vez de escutar suas palavras, a tecnologia entende seus padrões.
E isso levanta uma reflexão importante: o que é mais invasivo, ouvir o que você diz ou saber o que você vai querer antes mesmo de você saber?
Diante desse cenário, torna-se evidente que o desafio atual não está apenas na tecnologia, mas na governança e no uso ético dos dados. Transparência, consentimento e controle do usuário são fundamentais para equilibrar inovação e privacidade em um ambiente digital cada vez mais orientado por Inteligência Artificial.
É justamente nesse contexto que o CNPPD 2026 – VII Congresso Nacional dos Profissionais de Privacidade de Dados se posiciona como um espaço essencial para discutir os limites entre tecnologia, privacidade e segurança da informação. O evento reúne especialistas para debater estratégias que protejam o cidadão em um mundo onde os dados se tornaram o ativo mais valioso da era digital.
Quer se aprofundar no assunto, tem alguma dúvida, comentário ou quer compartilhar sua experiência nesse tema? Me escreva no Instagram: @davisalvesphd.


Fonte: Jovem Pan

As uvas europeias no Oriente Médio

A história do vinho no Oriente Médio antecede a própria ideia de “velho mundo” e “novo mundo”. Evidências arqueológicas situam o berço da viticultura na faixa que vai do Cáucaso ao Levante — abrangendo territórios atuais como Armênia, Azerbaijão, Turquia, Síria e Líbano — onde a domesticação da Vitis vinifera remonta a mais de 6.000 anos. Nessa região, o vinho não era apenas uma bebida, mas um elemento cultural, religioso e comercial, difundido posteriormente para o Egito e o Mediterrâneo por meio de rotas comerciais e conquistas. Ao longo dos séculos, invasões, impérios e religiões moldaram a produção local, ora estimulando, ora restringindo o consumo, mas nunca eliminando completamente a tradição vitivinícola.
Na Síria e no Líbano, o vinho possui raízes fenícias milenares, mas sua modernização está diretamente ligada à influência europeia do século XIX. No Líbano, sobretudo, missionários jesuítas franceses introduziram castas como Cabernet Sauvignon, Syrah, Cinsault e Chardonnay, estabelecendo um modelo híbrido que persiste até hoje. Produtores como Château Ksara, Ishtar Winery e Château Musar exemplificam essa dualidade, combinando variedades internacionais com uvas locais como Obeidi e Merwah. Na Síria, apesar das dificuldades recentes, vinícolas como Domaine de Bargylus e Château St. Thomas seguem lógica semelhante, cultivando Syrah, Cabernet Sauvignon e Chardonnay ao lado de castas regionais pouco difundidas internacionalmente.
No Cáucaso, especialmente na Armênia e no Azerbaijão, a viticultura é ainda mais antiga, com a Armênia reivindicando, com justeza, algumas das evidências mais antigas de produção organizada de vinho, como a caverna de Areni, datada de cerca de 4.100 a.C. Durante o período soviético, a produção foi padronizada e orientada para volume, mas após a independência houve um renascimento qualitativo. Produtores armênios como Zorah Wines e Armenia Wine Company passaram a trabalhar tanto com castas autóctones — como Areni Noir e Voskehat — quanto com variedades internacionais como Chardonnay e Cabernet Sauvignon. No Azerbaijão, vinícolas como Savalan (Aspi Winery) e Fireland Vineyards adotaram estratégia semelhante, cultivando Merlot, Cabernet Sauvignon e Saperavi ao lado de uvas locais, refletindo uma viticultura em reconstrução e abertura ao mercado global.
No Egito, onde a produção de vinho remonta ao período faraônico — com introdução de vinhas a partir do Levante por volta de 3.000 a.C.—, a viticultura moderna foi praticamente recriada no século XX. Hoje, produtores como Gianaclis Vineyards e Sahara Vineyards utilizam majoritariamente castas internacionais, como Cabernet Sauvignon, Syrah e Chardonnay, adaptadas às condições desérticas por meio de irrigação e técnicas modernas, embora haja tentativas pontuais de resgate de variedades antigas.
Já na Turquia, outro centro ancestral da viticultura, a história é marcada por continuidade e diversidade. A domesticação da videira na Anatólia remonta a milênios antes de Cristo, e o país ainda preserva dezenas de castas autóctones, como Öküzgözü e Boğazkere. A partir do século XX, especialmente com a ocidentalização do país, houve introdução sistemática de variedades francesas e italianas. Produtores como Kavaklıdere e Doluca são exemplos claros dessa integração, elaborando vinhos com Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Chardonnay ao lado de uvas locais, criando estilos que dialogam com padrões internacionais sem perder identidade regional.
A introdução de castas francesas, ibéricas e italianas nesses países ocorreu, em geral, por três motivos principais: influência colonial ou missionária (como no Líbano), modernização técnica e busca por mercados internacionais (caso de Turquia, Egito e Cáucaso), e padronização produtiva em períodos como o soviético. Essas variedades, amplamente estudadas e aceitas globalmente, facilitaram a inserção desses países no comércio internacional de vinhos, oferecendo perfis sensoriais reconhecíveis aos consumidores.
Entretanto, o uso combinado de castas estrangeiras e autóctones apresenta vantagens e desvantagens claras. Entre os benefícios, destaca-se a possibilidade de alcançar qualidade técnica consistente, maior aceitação no mercado global e flexibilidade enológica, além da criação de blends complexos que unem tipicidade local e elegância internacional. Por outro lado, há o risco de descaracterização do terroir, perda de biodiversidade vitícola e dependência de modelos estrangeiros que nem sempre se adaptam perfeitamente às condições climáticas extremas da região, como calor intenso e escassez hídrica.
Nos últimos anos, observa-se uma tendência de revalorização das uvas nativas, muitas vezes combinadas de forma mais equilibrada com castas internacionais. Esse movimento sugere que o futuro do vinho no Oriente Médio não reside na substituição, mas na convivência entre tradição e inovação — uma síntese que, de certo modo, reflete a própria história milenar da região como berço e encruzilhada da cultura do vinho. Salut!


Fonte: Jovem Pan

Rondônia ganha destaque nacional após posição sobre subsídio ao diesel

A decisão do governo de Rondônia de não aderir, neste momento, à Medida Provisória (MP) que amplia a subvenção ao diesel colocou o estado no centro do debate nacional. O tema ganhou ampla repercussão, inclusive em páginas de grande alcance no país, como a do apresentador Luiz Bacci.

A proposta do governo federal, coordenada pelo Ministério da Fazenda, tem como objetivo conter a alta dos combustíveis, prevendo um subsídio de até R$ 1,20 por litro, com custos compartilhados entre a União e os estados.

Apesar de cerca de 90% das unidades federativas já terem sinalizado apoio à medida, o governador Marcos Rocha informou, por meio de nota oficial, que o estado não irá aderir neste momento. Segundo ele, a decisão foi tomada com base em análise técnica, apontando incertezas quanto à efetividade da medida e limitações no orçamento estadual.

A postura adotada por Rondônia reforça um posicionamento mais cauteloso diante de políticas de impacto fiscal, ao mesmo tempo em que projeta o estado no cenário nacional, ampliando o debate sobre os efeitos da MP entre governos estaduais.

Enquanto isso, outros estados seguem avaliando os impactos da proposta, que pode influenciar diretamente o preço do diesel e a arrecadação pública nos próximos meses.

📌 O tema segue em discussão e deve continuar gerando repercussão em todo o país.

Edinho: Moraes deveria se declarar impedido no Caso Master para preservar imagem

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deveria se declarar impedido de atuar em eventual processo envolvendo o Banco Master, caso haja qualquer ligação que possa comprometer sua imagem. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, Edinho reforçou a orientação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aconselhou Moraes para não permitir que o episódio afete sua trajetória.
Segundo o dirigente petista, preservar a biografia do magistrado é fundamental para evitar desgastes institucionais. “Um ministro que escreveu uma página tão bonita na história democrática brasileira tem que se afastar de qualquer coisa que macule essa imagem que ele construiu”, disse.
Para Edinho, a postura é necessária para manter a autoridade conquistada por Moraes após os ataques golpistas de 8 de Janeiro e impedir que eventuais controvérsias ampliem a desconfiança sobre o Judiciário.
O presidente do PT também criticou o ambiente de polarização política no país, afirmando que o debate público tem se transformado em um “campo de futebol”, no qual prevalecem disputas de narrativa em detrimento da discussão de temas estruturais.
Segundo ele, o foco excessivo em embates políticos e desgaste de figuras públicas tem afastado o debate de áreas prioritárias, como segurança, saúde e desenvolvimento tecnológico.
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan