Início Site

Hayley Williams e Aespa têm shows marcados em São Paulo; confira agenda da semana

Chegou a hora da estreia de Hayley Williams no Brasil. Depois de se apresentar com o Paramore em cinco diferentes turnês desde 2008, a cantora de pop rock anunciou a chegada do projeto solo, tocando o excelente Ego Death at a Bachelorette Party, em São Paulo. A apresentação será no Espaço Unimed, em 12 de novembro, com ingressos a partir de R$ 282. As vendas, porém, terão duas etapas: a pré, com acesso exclusivo a fãs, no dia 4 de maio, e a geral, a partir do dia 6.
Hayley também deve passar pelo Rio de Janeiro, no Qualistage, com data a ser anunciada.
Outro nome bastante requisitado que confirmou a vinda ao Brasil é do girl group de k-pop Aespa. O quarteto feminino, que mistura o som coreano com o hyperpop, se apresentará no Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, em 4 de setembro. As vendas também abrem em 8 de maio e os ingressos mais baratos saem por R$ 260.
Fãs de rock latino têm muito a comemorar. Direto da Colômbia, o Aterciopelados confirmou a passagem da turnê especial de 30 anos do disco La Pipa de la Paz por São Paulo, no dia 29 de novembro. Só faltou dizer onde será o show e quando abrem as vendas. A expectativa é grande e, pelas redes sociais, fãs já afirmaram que devem sair de outros estados para acompanhar o grupo.
Ainda na linha latina, mas já no campo do reggaeton, está a cantora Karol G. Vai demorar um pouco – a data marcadaa foi em 12 de fevereiro de 2027 – mas vai acontecer. Será no Pacaembu, com ingressos a partir de R$ 285 e vendas abrindo neste dia 30.
E de terras bem distantes – de Sidney, na Austrália – também vêm outra banda muito aguardada. O Sticky Fingers desembarca no Brasil em agosto para quatro datas: uma em São Paulo, uma em Curitiba, uma no Rio de Janeiro e outra em Belo Horizonte. A abertura ficará por conta do The Terrys. Na capital paulista, a apresentação será no Espaço Unimed, com ingressos à venda a partir de R$ 245. Oportunidade incrível para quem gosta de surf rock.
Outras confirmações da semana são a do A Flock Of Seaguls, grupo de new wave britânico, que toca no Carioca Club em 7 de outubro e do Youth Of Today, nome histórico do hardcore, que estará na Fabrique em 12 de dezembro. No caso dos americanos, a bilheteria já está aberta com entradas custando R$ 200.
Já o Terno Rei confirmou uma sessão extra do show especial de 10 anos do disco Essa Noite Bateu Com Um Sonho. A primeira sessão na Casa Natura Musical, marcada para 8 de agosto, esgotou rapidamente. O segundo horário será às 22h e as entradas custam R$ 90.
CONFIRA A AGENDA COMPLETA DA SEMANA
Quem: The Weeknd
Onde: MorumBIS
Quando:Quinta-feira, 30/4, e sexta-feira, 1/5, às 20h
Quanto: A partir de R$ 375
Por que ir?: A turnê After Hours Til Dawn traz destaques de três álbuns de Abel Tesfaye – After Hours, Dawn FM e Hurry Up Tomorrow – com expectativa de 40 músicas no setlist. A brasileira Anitta participa da festa, não apenas com o show de abertura, mas também com duetos.
Quem: Emicida
Onde: Espaço Unimed
Quando: Quinta-feira, 30/4, às 22h30, e sexta-feira, 1/5, às 21h
Quanto: A partir de R$ 147
Por que ir?: Um dos principais rappers do Brasil, Emicida traz a turnê Racional MCMV – uma releitura do trabalho dos Racionais MC’s. O próprio artista assina a direção musical da apresentação e promete trazer músicas de outros álbuns.
Quem: Rancore
Onde: Tendal da Lapa
Quando: Sexta-feira, 1/5, às 17h
Quanto: Entrada gratuita
Por que ir?: O Rancore está prestes a lançar um novo álbum, Brio, e conta com um repertório afiado de hardcore e rock alternativo. De graça, então, é melhor ainda.
Quem: Zimbra
Onde: Casa Natura Musical
Quando: Sexta-feira, 1/5, às 19h30
Quanto: A partir de R$ 72
Por que ir?: Os santistas da Zimbra celebram os 10 anos do álbum Azul, um dos melhores (quiçá o melhor) do quarteto. O grupo já mostrou estar muito bem com a turnê Tudo Se Refaz, que marcou o retorno do baixista Guilherme Goes aos palcos. A abertura é de Carolina Andrade.
Quem: Nômade Festival
Onde: Parque Villa-Lobos
Quando: Sábado, 2/5, e domingo, 3/5, às 12h
Quanto: A partir de R$ 122
Por que ir?: O festival reúne artistas como João Gomes, Zé Ramalho, Péricles, Gaby Amarantos, Marcelo D2, Jorge Aragão, Jota.pê e Chico Chico. Uma grande festa de música nacional em um dos parques mais agradáveis da capital.
Quem: Bane e Stick To Your Guns
Onde: Hangar 110
Quando: Sábado, 2/5, às 17h
Quanto: A partir de R$ 170
Por que ir?: Dois grandes nomes do hardcore prometem uma noite repleta de verdadeiras pedradas na turnê latino-americana, que inclui passagens por Florianópolis e Curitiba, além de outros cinco países da região.


Fonte: Jovem Pan

Excesso de status: Infantino e a escolta que Vancouver recusou

Claro que Gianni Infantino ocupa um cargo que abre quase todas as portas e o coloca nos mais altos círculos de poder mundial.
Mas é exatamente aí que mora o risco: quando não existem mais limites para o próprio status.
Às vésperas do 76º Congresso da FIFA, que acontece nesta quinta-feira (30/04) em Vancouver, a entidade pediu à polícia canadense uma escolta de nível 4 — o mesmo aparato de segurança reservado ao Papa ou ao presidente dos Estados Unidos, e superior ao oferecido ao próprio primeiro-ministro canadense.
A resposta não demorou. A polícia recusou o pedido pelos altos custos que seriam repassados aos contribuintes.
A prefeitura de Vancouver foi ainda mais direta: o deslocamento de Infantino será “apropriado, moderado e consistente” com os padrões de grandes eventos internacionais.
Esse episódio é um clássico exemplo de excesso de status.
Infantino é, sem dúvida, uma figura importante no esporte mundial, mas não é chefe de Estado nem líder religioso máximo. Pedir tratamento de chefe de governo ou de autoridade suprema revela uma desconexão perigosa com a realidade.
Como alertam filósofos há séculos, o excesso sempre enfraquece a causa que se pretende defender.
Quando o líder de uma entidade que deveria representar o esporte global começa a se comportar como se fosse acima das regras básicas de bom senso e moderação, perde-se credibilidade — e, no longo prazo, perde-se também o respeito.
O futebol merece líderes que elevem a instituição, e não que usem a instituição para inflar o próprio ego.


Fonte: Jovem Pan

‘É o fim do governo Lula’, diz Flávio após Senado rejeitar Messias

O pré-candidato à presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL) disse em entrevista à jornalistas nesta quinta-feira (29) que é o “fim do governo Lula”.
A fala de Flávio acontece após a rejeição da indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o placar de 42 votos a favor da rejeição e 34 contra. Ele disse que os poderes estavam aguardando este “reequilíbrio”.
O senador falou ainda que o resultado é fruto de um conjunto de fatores. “Resposta à insatisfação política, aos excessos por parte de alguns poucos do Supremo e resposta ao governo Lula”. Flávio completou ao dizer que foi uma “derrota de Lula, não de Jorge Messias”.
Já sobre a movimentação para votos contra a aprovação de Messias, o pré-candidato disse que não fez nenhuma campanha. “Eu não participei de articulação política, não pedi votos contra, apenas dei minha opinião a quem me perguntou e porque eu votaria contra. Agora, obviamente, para acontecer um placar desses tem que haver uma mobilização de algumas lideranças, mas não foi o meu caso”, afirmou.
O senador disse também que o atual governo tem “maltratado muito a classe política”, além de tentar “governar apesar do Congresso”, ao dizer que o poder Executivo vem “utilizando de algumas poucas pessoas no Supremo para conseguir avanços em alguma áreas do Supremo Tribunal Federal”.
Segundo ele, a Constituição é “desrepeitada” e a Lei é “inventada” para poder prender, punir ou inviabilizar lideranças que são de direita.
Nas redes sociais, o pré-candidato publicou um vídeo dizendo que o dia de hoje ficou marcado na história após a rejeição. “Um dia histórico no Congresso Nacional e para o Brasil, em que foi rejeitada a indicação do governo Lula para o Supremo Tribunal Federal”, disse.


Fonte: Jovem Pan

Estudiantes x Flamengo: confira a transmissão da Jovem Pan ao vivo

Estudiantes e Flamengo se enfrentam nesta quarta-feira (29), em jogo válido pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores da América. A Jovem Pan apresenta todas as emoções do duelo ao vivo com narração de Fausto Favara, comentários de Flávio Prado e reportagem de Guilherme Silva no YouTube.

Confira a transmissão aqui


Fonte: Jovem Pan

Com ‘kit turista’ e foto no Pão de Açúcar, Shakira desembarca no RJ para show gratuito

A cantora Shakira chegou ao Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (29) para o show que fará na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, no próximo sábado (2).
A colombiana desembarcou em terras brasileiras usando uma blusa regata branca, uma calça cinza estilizada com tinta colorida, tênis branco e óculos escuros. Muito sorridente, a famosa fez corações com os braços e acenou para os profissionais que estavam presentes no aeroporto.
Nas redes, ela anunciou a chegada mostrando seu ‘kit turista’, com chinelos, biquini, um leque e mais peças.⁣
O show será gratuito e faz parte do projeto “Todo Mundo no Rio”, que está em sua terceira edição. O evento é uma iniciativa da prefeitura Prefeitura do Rio de Janeiro, produzida pela Bonus Track, que visa transformar a Praia de Copacabana em um palco fixo para megashows gratuitos de artistas internacionais.

Como será o show?
Shakira fará show gratuito no Brasil no dia 2 de maio │Foto: Sarah Américo
A apresentação de Shakira está marcada para acontecer às 21h45. A abertura do show será comandanda por dois DJ brasileiros, Vintage Culture e Maz. A cantora também prometeu atrações, mas até o momento não revelou nenhum nome.
Estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas vão até Copacabana para assistirem a colombiana. O palco, tambem deve ser o maior, superando os montados para as apresentações de Madonna e Lady Gafa. Nesta quarta, o prefeito do Rio de Janeiro afirmou que o município vai investir R$ 20 milhões no evento, um adicional de R$ 5 milhões em relação aos R$ 15 milhões previstos inicialmente. O governo estadual não vai apoiar.
Para aquecer os fãs, Shakira divulgou recentemente uma playlist especial com músicas que devem compor o repertório do show, reunindo seus maiores sucessos e faixas mais recentes.
 

 

Ver essa foto no Instagram

 
Um post compartilhado por Shakira (@shakira)


Fonte: Jovem Pan

‘Lutei o bom combate como bom cristão’, diz Messias após Senado rejeitar sua indicação ao STF

O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que “lutou o bom combate como um bom cristão” após o Senado rejeitar nesta quarta-feira (29) a sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista a jornalistas, o AGU, com voz embargada, declarou não ser fácil para uma pessoa com a sua trajetória não ser aprovada para a Corte.
Messias falou que não encara a rejeição “como um fim”, nem acredita que a sua história acabe ali. O AGU agradeceu a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que classificou como “uma grande honra”.
O AGU ainda contou que foi recebido por 78 senadores desde o anúncio de sua indicação, em 21 de novembro de 2025. Sobre o resultado, Messias disse ter que aceitar. “O Senado é soberano, o Plenário é soberano, faz parte do processo democrático saber ganhar e saber perder”, declarou.
Ao lado do AGU, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o governo federal “encaminhou o melhor nome” para preencher a vaga deixada pelo ex-ministro Luis Roberto Barroso no Supremo. Ele ainda falou que cabe agora “explicar as razões” da rejeição de Messias para a Corte.


Fonte: Jovem Pan

Rejeição de Messias pelo Senado é criticada pelo governo; resultado é ‘aliança entre bolsonarismo e chantagem política’, diz Boulos

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou a rejeição pelo Senado da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Após derrota, Messias recebe cumprimentos na liderança do governo no Senado
Escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o atual advogado-geral da União foi rejeitado com 42 votos contrários e 34 favoráveis.
“A aliança entre bolsonarismo e chantagem política venceu na rejeição ao nome de Jorge Messias ao STF. O Senado sai menor desse episódio lamentável”, disse o ministro em uma rede social.
O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, disse em entrevista – ao lado de Messias – que o indicado era o melhor nome, na avaliação do governo, e que “cabe agora ao Senado explicar as razões dessa desaprovação”.
“Cabe a nós aceitarmos o resultado com a maior serenidade possível”, disse Guimarães. “Em nome do governo do presidente Lula, nós queremos saudar este momento e dizer que aceitamos a decisão do Senado. Cabe portanto ao Senado explicar as razões que levaram a maioria a não aprovar uma das melhores indicações da República.”
Leia também:
‘A vida é assim’, diz Messias após ter nome rejeitado no Senado
Colunistas avaliam derrota histórica do governo Lula na rejeição de Messias para o STF
BLOG DA SADI: Alcolumbre atropela governo com derrota histórica para Lula e manda recado: “quem manda no Senado sou eu”
‘Surpresa’
Líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que recebeu o placar com “surpresa”. “Cada um vota como quer”, afirmou.
Natuza: Rejeição de Messias é a maior crise política do terceiro mandato do governo Lula
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, atribuiu a derrota à “pressão do processo eleitoral” e disse que Lula vai realizar nova indicação.
Questionado sobre um possível papel do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no resultado, Randolfe descartou “em absoluto”.
“Era natural que a votação fosse apertada em qualquer tipo de indicação. Essa é a circunstância do Senado atualmente, diante dessa polarização e sobretudo pelo processo eleitoral”, disse o senador.


Fonte:

g1 > Política

‘Rejeição de Messias é vitória para Alcolumbre, mas ele vai ter que lidar com o efeito rebote disso’, diz analista

O senador Davi Alcolumbre (União-AP)
Agência Senado
Com 42 votos contra e 34 a favor e uma abstenção, a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Fedral (STF) foi rejeitada pelo Senado.
Até hoje, apenas cinco casos de nomes apresentados pela Presidência da República não foram referendados pelo Congresso.
Todos durante a gestão do segundo presidente da história da república, o militar Floriano Peixoto (1839-1895), que governou o país de 1891 a 1894.
Messias precisava de 41 votos para ser aprovado.
A derrota histórica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva é um indicador de um processo de longo prazo: a incapacidade do petista de ter uma maioria ou uma base forte articulada no Congresso Nacional em seu terceiro mandato.
E também representa uma vitória do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) em uma disputa com o Executivo.
A avaliação é o cientista político Creomar de Souza, fundador da consultoria Dharma e professor da Fundação Dom Cabral.
LEIA TAMBÉM:
‘A vida é assim’, diz Messias após ter nome rejeitado no Senado
O que acontece após a rejeição de Jorge Messias no Senado?
Bastidores: como Lula reagiu à derrota no Senado, segundo ministro
Os efeitos podem ser duradouros. Segundo o analista, números positivos do governo em votações anteriores na Câmara e no Senado nunca refletiram a real capacidade de articulação do Planalto nas duas Casas legislativas.
“Apesar da derrota e da rejeição do eleitor à figura de Jair Bolsonaro, o Congresso foi povoado com uma fauna muito mais conservadora. E esse erro de leitura, somado a outros elementos como, por exemplo, a própria dinâmica das emendas parlamentares, deu aos senadores a maior capacidade de ação e de se posicionar rejeitando o nome”, disse.
A avaliação é que a derrota na indicação ao STF deve marcar um ponto de inflexão no governo.
“Ouvi de uma pessoa que eu respeito muito aqui em Brasília que, caso o governo perdesse a indicação do Messias, poderia se dizer que o governo Lula 3 acaba do ponto de vista legislativo”, diz.
“Obviamente que no que diz respeito ao processo eleitoral é outra dinâmica, mas no ponto de vista de apreciação e avanço de pautas importantes isso dá um recado muito complicado, muito difícil de ser superado, ainda mais tendo em vista os esforços e o gasto de recursos, inclusive financeiros, feito para tentar avançar e aprovar o nome de Messias.”
‘Situação de Alcolumbre é dúbia’
Nenhum nome indicado ao STF havia sido rejeitado desde o século 19. Com isso, o presidente terá que indicar outro nome para a vaga na Corte, que vai passar novamente por votação no Senado. Não há prazo para que um outro nome seja apresentado.
Há ainda a possibilidade de que o Senado adie qualquer nova indicação até depois das eleições de outubro.
Na votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Messias havia sido aprovado por 16 votos a 11, o placar mais apertado desde a redemocratização.
A derrota também reconfigura as forças no Senado, diz Creomar de Souza. Para ele, o presidente do Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), sai com uma vitória parcial, mas em posição delicada.
Contrário à indicação de Messias, Alcolumbre chegou a recebê-lo na semana passada, mas evitou assumir qualquer compromisso de apoio.
Nos bastidores, o presidente do Senado pediu a pelo menos dois senadores que votassem contra a indicação de Lula, de acordo com relatos deles à Folha de S.Paulo. Alcolumbre tem relação estreita com Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que era cotado para a vaga no Supremo.
Desde novembro do ano passado, quando o governo federal ventilou pela primeira vez o nome de Messias, o senador já dava sinais de que preferia a indicação de Pacheco.
“Me parece que a situação do Alcolumbre é dúbia”, afirma o cientista político. “Ao mesmo tempo em que ele trabalhou contrariamente ao nome de Messias desde sempre, por uma preferência explícita ao senador Rodrigo Pacheco, não necessariamente ele vai ser benquisto pela base bolsonarista no Senado Federal.”
“Ele tem essa vitória que é a não entrada do Messias no STF, mas em algum sentido ele vai ter que lidar com o efeito rebote disso — que provavelmente será a perda de algumas indicações que ele possui na estrutura do governo federal e a necessidade de observar o jogo eleitoral com muita tranquilidade para entender o que fazer.”
No STF, o episódio tende a elevar a pressão institucional. O cientista político aponta que parte da Corte atuou nos bastidores em favor da indicação, e a derrota cria um ambiente de incerteza.
“O que sei de conversas aqui em Brasília é que a disposição do Alcolumbre é não apreciar nenhum novo nome que venha antes do resultado das eleições de outubro. Isso já coloca já dá um recado para o STF que segue numa posição defensiva de um lado. E dá um recado para o Planalto, que vai ter que se refazer porque amanhã já tem apreciação de dosimetria e outras votações que são importantes para o governo.”
O PL da Dosimetria foi vetado por Lula, mas a expectativa é que o veto seja derrubado nesta quinta-feira (30/4).
Caso isso ocorra, é possível que o STF seja provocado a avaliar a constitucionalidade da redução das penas, em novo ponto de tensão com o Congresso e o campo bolsonarista.


Fonte:

g1 > Política

Última rejeição do Senado a um indicado ao STF ocorreu há 132 anos; entenda

Floriano Peixoto, presidente em 1894, última vez em que o Senado rejeitou um indicado ao STF, e Lula em 2026 (à direita)
Reprodução / Reuters
O Senado rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Segundo levantamento da Agência Senado, a última vez que a Casa rejeitou a indicação de um ministro ocorreu há 132 anos. Em 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil, cinco nomes foram barrados:
Barata Ribeiro,
Innocêncio Galvão de Queiroz,
Ewerton Quadros,
Antônio Sève Navarro,
Demosthenes da Silveira Lobo.
Senado rejeita indicação de Jorge Messias para o STF
Isso aconteceu porque o processo de escolha para o Supremo no começo da República no Brasil ainda era marcado por forte instabilidade institucional.
A maior parte dos designados não tinha formação jurídica e, em vários casos, tinha perfil mais político ou militar, o que gerou resistência no Senado.
Com o passar do tempo, critérios básicos para os ministros foram sendo consolidados, entre eles a exigência de notório saber jurídico.
Um exemplo é o caso do médico Barata Ribeiro: ele foi o primeiro nomeado e chegou a atuar como ministro do STF por quase um ano, até que sua indicação foi rejeitada pelo Senado. Esse episódio é relatado em vídeo publicado em 2015 pelo Senado Federal, na seção “Arquivo S”.
O atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assumir a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) após Luís Roberto Barroso anunciar sua aposentadoria da Corte.
O que acontece agora?
Segundo a Constituição de 1988, se um nome for rejeitado pelo Senado para o STF, o presidente da República deve indicar outro nome para ocupar a mesma vaga, submetendo‑o novamente à aprovação pela maioria absoluta do Senado.
Assista a íntegra da fala de Jorge Messias em sabatina no Senado
Como funciona a indicação ao Senado hoje?
A Constituição Federal estabelece que a indicação é de livre escolha do presidente da República, mas estabelece alguns critérios básicos a serem respeitados:
o candidato deve ser maior de 35 anos e ter menos de 75 anos;
ter conhecimento jurídico reconhecido, o chamado notável saber jurídico;
ter reputação ilibada, ou seja, ser pessoa idônea e íntegra.
Após a indicação pelo presidente da República, o escolhido é sabatinado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ), composta por 27 senadores. As etapas são as seguintes:
Sabatina – A sabatina consiste em questionar o indicado sobre suas posições em temas relevantes e muitas vezes polêmicos, como drogas, aborto, entre outros. Os senadores também podem perguntar sobre opiniões políticas e pontos do currículo, por exemplo.
Parecer da CCJ – O parecer da CCJ precisa ser aprovado por maioria simples dos membros, em votação secreta. Caso seja aprovado, é encaminhado para aprovação em plenário.
Aprovação no plenário – A indicação do presidente deve ser aprovada pela maioria absoluta do Senado, ou seja, ao menos 41 dos 81 senadores. Somente depois disso o indicado pode ser nomeado pelo presidente.


Fonte:

g1 > Política

Messias se encontra com Lula após ter nome rejeitado no Senado

Em derrota histórica, Senado rejeita a indicação de Jorge Messias para o STF
O advogado-geral da União, Jorge Messias, se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ter indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Plenário do Senado.
O presidente estava no Palácio do Alvorada no momento da votação. No encontro estão Messias, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o ministro da Secretaria Relações Institucionais, José Guimarães.
Essa é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo.
Messias foi rejeitado por 42 votos a 34 e uma abstenção. A votação foi secreta. O ministro de Lula precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta.
Após a votação, Messias agradeceu os votos que recebeu e disse que
“Sou grato aos votos que recebi. Acho que cada um de nós cumpre um proposito e eu cumpri o meu. Vim hoje, participei, me submeti a uma sabatina de coração aberto, de alma leve. Falei a verdade, o que penso, o que sinto. Agora, a vida é assim, tem dias de vitórias e dias de derrotas. Nós temos que aceitar. O Plenário do Senado é soberano”, afirmou Messias.
Com a rejeição, a mensagem com a indicação de Messias foi arquivada e o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo.
Em pronunciamento, à mesa, indicado para exercer o cargo de ministro do STF, Jorge Rodrigo Araújo Messias
Carlos Moura/Agência Senado
Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a indicação de Messias por 16 votos a 11. O Plenário ainda precisava votar e dar aval ao nome.


Fonte:

g1 > Política