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Governo estuda liberar R$ 17 bilhões do FGTS para ajudar trabalhadores endividados

Celular vira a principal forma de sacar o FGTS; saiba em quais situações o resgate é permitido
Jornal Nacional/ Reprodução
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estuda liberar cerca de R$ 17 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar trabalhadores a pagar dívidas, especialmente as do cartão de crédito. A proposta ainda está em análise e pode ser lançada pelo governo nos próximos dias.
Segundo a pasta, o plano prevê duas medidas diferentes:
1. Liberação de até R$ 10 bilhões
A primeira medida prevê a liberação de um valor entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões para ajudar trabalhadores a quitarem dívidas.
A iniciativa, no entanto, não deve contemplar todos os brasileiros: o foco será em pessoas de menor renda, com exclusão de quem recebe salários mais altos — como na faixa de R$ 20 mil, por exemplo. O entendimento da pasta é que essa faixa de renda teria mais condições de arcar com os débitos.
O Ministério, no entanto, não detalhou se já existe um teto salarial específico definido para essa proposta.
2. Liberação de R$ 7 bilhões a 10 milhões de pessoas
Já a segunda medida, divulgada anteriormente, prevê a liberação de cerca de R$ 7 bilhões para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. O valor é destinado a quem aderiu ao saque-aniversário, foi demitido e teve parte do saldo do FGTS bloqueada como garantia de empréstimos bancários.
Na prática, essa segunda proposta busca devolver valores que ficaram bloqueados além do necessário nessas operações. Quando o trabalhador antecipa o saque-aniversário, a Caixa Econômica Federal retém parte do saldo do FGTS como uma garantia do empréstimo — uma espécie de reserva para cobrir o pagamento caso o trabalhador tenha dificuldade de quitar a dívida.
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Segundo o Ministério, no entanto, esse bloqueio costuma ser superior ao valor real da dívida. Em um exemplo citado, podem ser retidos R$ 10 mil como garantia para cobrir um débito de cerca de R$ 6,4 mil. A diferença — que não corresponde à dívida — fica indisponível para o trabalhador.
A proposta em estudo prevê justamente a liberação desse excedente, com depósito direto na conta do trabalhador. A medida, nesse caso, deve alcançar quem utilizou a antecipação do saque-aniversário entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.
Para entrar em vigor, será necessária a edição de uma Medida Provisória (MP). Diferentemente da medida de até R$ 10 bilhões, essa iniciativa não terá recorte por faixa de renda, já que se trata de recursos que já pertencem ao trabalhador, mas que permaneceram retidos em excesso.
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Como antecipado pelo blog do Valdo Cruz, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer tentar socorrer os brasileiros endividados reunindo todas as dívidas das pessoas físicas em uma só.
O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniram nesta semana para definir quais serão as medidas adotadas na nova proposta de refinanciamento das dívidas de brasileiros.
A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%.
Além de unificar as dívidas em uma só, todo processo de renegociação será feito diretamente com bancos, para tornar o processo mais rápido.
Os bancos, para refinanciar e conceder descontos no principal da dívida, vão receber verbas possivelmente do Fundo de Garantia de Operações. Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, os bancos terão garantia de que vão receber os valores refinanciados.
A proposta está entre as prioridades do governo neste ano e tem um componente eleitoral, principalmente em um momento em que o presidente Lula enfrenta novamente uma fase de piora na aprovação de sua gestão.


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g1 > Política

Por que um candidato com mais votos pode não se eleger deputado

Por que um candidato com mais votos pode não se eleger deputado
Um candidato pode ter mais votos do que outros e, mesmo assim, não se eleger. Parece erro, mas não é. A explicação está no sistema usado para escolher deputados no Brasil, que leva em conta não só a votação individual, mas também o desempenho dos partidos.
Nas eleições de 2022, houve vários casos assim. Em Mato Grosso, por exemplo, Rosa Neide (PT) foi a candidata mais votada para deputada federal, com 124.671 votos, mas não conseguiu se reeleger. Isso aconteceu porque a federação da qual ela fazia parte não atingiu o número mínimo de votos necessário para garantir mais cadeiras.
No estado, foram registrados 1.730.277 votos válidos para deputado federal. Como Mato Grosso tem direito a oito vagas na Câmara, o cálculo do chamado quociente eleitoral resultou em 216.284 votos. Esse número funciona como uma espécie de “custo” mínimo para que partidos ou federações consigam conquistar vagas.
Ou seja: não bastava Rosa Neide ter votação alta. Era preciso que a soma dos votos de todos os candidatos da federação atingisse pelo menos esse patamar. Como isso não aconteceu, o grupo não conseguiu vagas suficientes para levá-la de volta à Câmara.
Situação parecida ocorreu em São Paulo. José Serra (PSDB) teve 88.926 votos para deputado federal e não foi eleito. Já Tiririca (PL) conseguiu uma vaga com 71.754 votos, cerca de 17 mil votos a menos.
Mão apertando tecla em urna eletrônica
Divulgação
A diferença está no desempenho dos partidos. O PL teve votação total suficiente para conquistar várias cadeiras. Com isso, seus candidatos mais votados, mesmo com menos votos individuais, ocuparam essas vagas. Já o PSDB, com votação total menor, conquistou menos cadeiras, e Serra ficou fora da lista dos eleitos.
Sistema proporcional
Esse mecanismo existe porque, nas eleições para deputado, o Brasil usa o chamado sistema proporcional. Antes de saber quem são os eleitos, o sistema calcula quantas vagas cabem a cada partido ou federação. Só depois disso é que se define quais candidatos vão ocupar essas cadeiras.
O especialista em direito eleitoral Pedro Luiz Barros Palma da Rosa, da Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), explica essa diferença.
“Isso ocorre porque deputados e vereadores são eleitos pelo sistema proporcional, ao passo que o presidente da República, governadores, senadores e prefeitos são escolhidos pelo sistema majoritário. Neste, quem obtiver mais votos sagra-se vencedor. Naquele, os votos computados são os de cada partido ou coligação e, em uma segunda etapa, os de cada candidato.”
O modelo foi criado para ampliar a representação política e evitar que as vagas fiquem concentradas apenas nos candidatos mais votados ou naqueles com maior estrutura e recursos de campanha dentro dos partidos.
“O sistema proporcional, a origem dele é para garantir a representação de grupos minoritários. Ou seja, é para garantir que o parlamento reflita, em alguma medida, todos os grupos presentes na sociedade”, afirma Anna Paula Oliveira Mendes, advogada, professora de Direito Eleitoral e membro da Comissão de Direito Constitucional da OAB-RJ.
O ‘processo seletivo’ dos deputados
A eleição para deputado pode ser entendida como um processo seletivo com três portas de entrada.
A primeira é o quociente eleitoral, que define a nota mínima para que um partido entre na disputa por vagas.
A segunda é o quociente partidário, que indica quantas cadeiras cada partido conquistou.
A terceira é a distribuição das sobras, que funciona como uma repescagem e distribui as vagas restantes.
O primeiro passo é calcular o quociente eleitoral. Ele é obtido dividindo o total de votos válidos no estado pelo número de vagas em disputa naquela região. Esse número define quantos votos um partido ou federação precisa ter, no mínimo, para começar a conquistar cadeiras.
Depois disso, calcula-se o quociente partidário. É ele que indica quantas vagas cada partido ou federação terá direito de ocupar. Para chegar a esse número, divide-se o total de votos recebidos pelo grupo pelo quociente eleitoral.
Só então entram os candidatos. Cada partido preenche suas vagas com os mais votados da própria lista. Mas há um detalhe importante: o candidato precisa ter, individualmente, pelo menos 10% do quociente eleitoral para poder ocupar a vaga.
Se ainda sobrarem cadeiras depois dessas duas etapas, entra a fase das sobras eleitorais. Nela, as vagas restantes são redistribuídas pelas maiores médias dos partidos.
Hoje, todos os partidos podem participar da última fase de distribuição dessas sobras. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal invalidou a regra que restringia essa etapa aos partidos que atingissem cláusulas de desempenho, como 80% do quociente eleitoral para as legendas e 20% para os candidatos.
Segundo o STF, essa limitação dificultava a ocupação de vagas por partidos pequenos e por candidatos com votação expressiva. A Corte também manteve o entendimento de que as eleições para deputado devem continuar proporcionais.
No fim, o voto proporcional exige desempenho conjunto de partido e candidato.
“O voto proporcional hoje precisa de um desempenho tanto do partido quanto do candidato”, afirma Karina Kufa, advogada especializada em Direito Eleitoral. “Você acaba tendo uma análise, uma escolha dos candidatos, não só pela vontade do partido, mas também pela vontade do eleitor”.
O voto não é só no candidato
A cientista política Lara Mesquita, professora da FGV, destaca que o sistema funciona como uma combinação entre voto no candidato e voto no partido.
“O fundamental é termos clareza que nós votamos na lista de candidatos que o partido que escolhemos apresenta, e indicamos nossa preferência sobre quem, dentre os nomes dessa lista do partido, deveria ser o primeiro colocado nessa lista. Ou seja, nosso voto é antes de qualquer coisa um voto na lista toda”.
Na prática, o sistema funciona como uma lógica de “um por todos, todos por um”: o voto dado a um candidato ajuda a eleger outros nomes do mesmo partido ou federação e, ao mesmo tempo, pode não ser suficiente para garantir a própria vaga.
Por isso, nas eleições proporcionais, a disputa não é apenas entre candidatos. É também entre partidos. E é essa lógica que explica por que, às vezes, o mais votado não leva a vaga.
“É um sistema que protege os partidos, ou seja, o partido precisa ter um alcance de votos, tanto no conjunto quanto nos seus candidatos, para conseguir eleger um número de cadeiras”, afirma Karina Kufa. “Tem que haver um trabalho conjunto do partido e dos candidatos”.
Câmara discute trocar o sistema a partir de 2030
Esse modelo, porém, pode mudar nas próximas eleições. A Câmara dos Deputados discute um projeto para substituir o atual sistema proporcional pelo distrital misto nas eleições de deputados e vereadores a partir de 2030. A proposta, apresentada originalmente pelo então senador José Serra, está na Câmara desde 2017.
Pelo modelo em discussão, os candidatos seriam divididos em distritos eleitorais.
Metade das vagas seria preenchida pelos mais votados em cada distrito. A outra metade ficaria com os partidos mais votados, seguindo uma lista fechada definida pelas legendas.
A proposta é relatada pelo deputado Domingos Neto (PSD-CE), que em novembro do ano passado se reuniu com líderes partidários para discutir o texto.
O relator também tem buscado apoio no Senado, já que o projeto, se aprovado com mudanças, precisará voltar à Casa para nova análise. A ideia é que, após a articulação com os líderes, seja definido o momento de votação de um requerimento de urgência e a consolidação do relatório final, que ainda deve passar por ajustes com as bancadas.
Para Ana Cláudia Santano, fundadora e diretora-executiva da Transparência Eleitoral Brasil e pesquisadora na área de direito público em temas relacionados à integridade eleitoral, a mudança pode reduzir a renovação política.
“É o ‘eu contra todos’. Porque, no final das contas, como é majoritário, se eu não tiver mais votos, eu vou ficar para trás. Isso não acontece com o sistema proporcional. O sistema proporcional realmente possibilita a entrada de novos nomes. Por isso que ele é mais confuso, porque ele possibilita uma abertura técnica, uma ‘oxigenação’ do sistema.”
Santano afirma que sistemas com forte componente majoritário tendem a favorecer quem já domina determinado território eleitoral.
“A tendência em sistemas majoritários, como teria metade dessas cadeiras no distritão misto, é o congelamento, é a petrificação. Como é que a gente vai tirar uma pessoa que já domina um território, que já tem o seu eleitorado? Se os líderes comunitários já trabalham para eles e têm poder naquela região, como é que vai tirar essa pessoa de lá?”
O projeto ainda está em discussão na Câmara e não há previsão de quando será votado.


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g1 > Política

Guia de preços: quanto custa uma semana em Florianópolis

O planejamento financeiro de uma viagem é um exercício econômico fundamental que envolve a alocação de recursos e a análise de custo-benefício. Entender quanto custa uma semana em Florianópolis exige mais do que uma simples cotação; demanda uma análise dos fatores que influenciam a precificação de serviços turísticos, como sazonalidade, perfil de consumo e localização geográfica. Este guia de preços oferece uma estrutura analítica para estimar os custos de uma viagem de sete dias à capital catarinense, com foco em despesas essenciais como hospedagem, alimentação e transporte, permitindo um planejamento orçamentário mais preciso e informado.
Estrutura de custos de uma viagem para Florianópolis
O custo total de uma viagem pode ser decomposto em categorias principais de despesas. A compreensão dessa estrutura é o primeiro passo para um orçamento realista. Para uma semana em Florianópolis, os custos são segmentados da seguinte forma:

Transporte de chegada e partida: Inclui passagens aéreas ou terrestres até a cidade. Este custo é altamente variável, dependendo da origem, antecedência da compra e modalidade de transporte. Por sua volatilidade, não será incluído nos cálculos de custo diário, mas deve ser o primeiro item do planejamento individual.
Hospedagem: Representa uma das maiores fatias do orçamento. Os valores são diretamente influenciados pelo tipo de acomodação (hotel, pousada, hostel, aluguel por temporada), localização e período da viagem.
Alimentação: Abrange desde compras em supermercados para preparo próprio até refeições em restaurantes. A escolha do tipo de estabelecimento impacta significativamente o custo diário.
Transporte local: Refere-se aos deslocamentos dentro da ilha, que podem ser realizados via transporte público, aplicativos de transporte, aluguel de carro ou táxis.
Passeios e atividades: Custos associados a passeios de barco, trilhas guiadas, ingressos para eventos e outras atividades de lazer.
Despesas diversas: Orçamento para compras, souvenirs e imprevistos.

Fatores que influenciam o orçamento final
A variação de preços em Florianópolis é acentuada e responde a princípios básicos de oferta e demanda. Três fatores principais determinam o custo final da viagem.

Sazonalidade: O calendário é o principal modulador de preços.

Alta temporada (dezembro a fevereiro, julho e feriados prolongados): Período de maior demanda, resultando em preços elevados para hospedagem e serviços. O clima favorece as praias, atraindo grande fluxo de turistas.
Baixa temporada (março a junho e agosto a novembro, exceto feriados): A demanda diminui, levando a uma queda significativa nos preços. É o período mais econômico para visitar a ilha, embora as condições climáticas possam ser menos estáveis.

Perfil do viajante: O estilo de consumo define o nível de despesa.

Econômico: Prioriza o baixo custo, optando por hostels, alimentação em supermercados ou restaurantes a quilo (PF) e uso de transporte público.
Intermediário: Busca um equilíbrio entre custo e conforto, escolhendo pousadas ou Airbnb, mesclando refeições em restaurantes locais com lanches e utilizando aplicativos de transporte.
Luxo: Foca em experiência e exclusividade, com hospedagem em hotéis ou resorts, jantares em restaurantes de alta gastronomia e aluguel de carro ou transporte privativo.

Localização da hospedagem: A ilha possui microrregiões com perfis de preço distintos. O Norte (ex: Canasvieiras, Ingleses) tende a ter mais infraestrutura e preços competitivos. O Leste (ex: Lagoa da Conceição, Barra da Lagoa) concentra vida noturna e opções variadas. O Sul (ex: Campeche, Armação) oferece um ambiente mais rústico e pode ter custos de hospedagem mais baixos, mas exige mais deslocamento.

Análise de custos por categoria e perfil de viajante
A seguir, apresentamos estimativas de gastos diários por pessoa para uma viagem em período de média temporada, servindo como um referencial para o planejamento. Os valores são projeções e podem sofrer alterações conforme a inflação e a demanda do mercado.

Perfil Econômico:
Hospedagem: R$ 80 a R$ 150 (cama em hostel ou quarto simples).
Alimentação: R$ 70 a R$ 120 (refeições em restaurantes populares e compras em mercado).
Transporte: R$ 20 a R$ 40 (uso exclusivo de transporte público).
Custo diário estimado: R$ 170 a R$ 310.
Custo semanal estimado (por pessoa): R$ 1.190 a R$ 2.170.

 

Perfil Intermediário:
Hospedagem: R$ 200 a R$ 400 (pousada, Airbnb ou hotel 3 estrelas).
Alimentação: R$ 150 a R$ 250 (refeições em restaurantes à la carte e quiosques).
Transporte: R$ 50 a R$ 100 (uso de aplicativos de transporte e ônibus).
Custo diário estimado: R$ 400 a R$ 750.
Custo semanal estimado (por pessoa): R$ 2.800 a R$ 5.250.

 

Perfil Luxo:
Hospedagem: A partir de R$ 500 (hotéis de 4/5 estrelas ou imóveis de alto padrão).
Alimentação: A partir de R$ 300 (restaurantes de alta gastronomia).
Transporte: A partir de R$ 150 (aluguel de carro ou transporte privativo).
Custo diário estimado: A partir de R$ 950.
Custo semanal estimado (por pessoa): A partir de R$ 6.650.

O custo de uma semana em Florianópolis não é um valor fixo, mas uma variável dependente de decisões estratégicas de planejamento. A análise detalhada dos fatores de sazonalidade, perfil de consumo e localização permite ao viajante ajustar o orçamento às suas expectativas e capacidade financeira. As estimativas apresentadas funcionam como uma ferramenta de projeção, mas a pesquisa de preços em tempo real nos portais de reserva e a elaboração de um roteiro prévio são essenciais para garantir a precisão orçamentária e otimizar a alocação de recursos durante a viagem.


Fonte: Jovem Pan

CNJ e CNMP aprovam regulamentação de ‘penduricalhos’ a integrantes do MP

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aprovaram na quinta-feira (9) uma resolução conjunta para regulamentar os pagamentos de auxílio-moradia e gratificação de proteção à primeira infância e à maternidade a juízes e integrantes do Ministério Público (MP). Entretanto, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), os benefícios, chamados de “penduricalhos”, deveriam ser extintos.
A resolução conjunta também validou as autorizações para pagamento de licença remuneratória para cursos no exterior e de gratificação por encargo de curso ou concurso que foram concedidas até o dia 30 de março, data na qual a ata do julgamento do Supremo foi publicada. Esses dois benefícios também deveriam ser cortados após a decisão do STF.

Julgamento
Em 25 de março, por unanimidade, os ministros do Supremo decidiram que as indenizações adicionais, gratificações e auxílios deverão ser limitados a 35% do valor do salário dos ministros do STF, que tem o teto como referência e é equivalente a R$ 46,3 mil.
Dessa forma, juízes, promotores e procuradores poderão ganhar pelo menos R$ 62,5 mil mensais, somando o teto e R$ 16,2 mil em “penduricalhos”.
No final de carreira, o salário poderá chegar a R$ 78,8 mil, com o pagamento de auxílio por tempo de serviço (ATS), que também foi limitado a 35% do teto.
Restrições
O CNJ informou que o pagamento do auxílio-moradia valerá somente para magistrados em cargos de assessoramento em tribunais e que não estão em sua lotação original.
Sobre a gratificação de proteção à primeira infância para juízes e integrantes do MP, o conselho informou que a medida “promove igualdade material e proteção social às mulheres, que ainda enfrentam desigualdades remuneratórias”.
*Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

Professores municipais e estaduais do RJ paralisam atividades por 24 horas

Os professores e funcionários administrativos das redes de educação municipal e estadual do Rio de Janeiro realizaram nesta quinta-feira (9) uma paralisação de 24 horas para cobrar recomposição salarial e melhorias nas condições de trabalho.
Segundo a coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), Helenita Beserra, a categoria da rede estadual decidiu, em assembleia, voltar a se reunir, em 5 de maio, para avaliar a entrada em estado de greve. Após o encontro, houve um ato em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Já os profissionais da rede municipal definiram uma nova assembleia para o dia 16 de maio. Na capital, o grupo realizou um ato público na Cinelândia, região central da cidade, depois da assembleia.
A principal reivindicação, nos dois casos, é a recomposição das perdas salariais acumuladas nos últimos anos.
De acordo com cálculo do Sepe em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), houve perdas de 24,07% nos salários desde 2019. No caso da rede estadual, o índice necessário de reajuste seria de cerca de 56% sobre os salários de janeiro de 2026.
Além do reajuste, professores municipais cobram o fim da chamada minutagem (mais horas-aula trabalhadas sem a devida remuneração), o pagamento do Acordo de Resultados 2024 (14º salário), o cumprimento do piso nacional para Professoras Adjuntas da Educação Infantil (PAEIs), o descongelamento do tempo de serviço durante a pandemia, o aumento do vale-refeição e mudanças nas regras de remoção.
Na rede estadual, a categoria também reivindica o cumprimento integral do acordo de recomposição firmado com a Alerj em 2021. O combinado estabeleceu 26,5% de reposição, parcelados em três etapas, das quais apenas a primeira foi paga. Os professores também pedem a implementação do piso nacional do magistério.
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação afirmou que as aulas ocorreram normalmente e sem impacto na rede durante a paralisação. A pasta declarou ainda que respeita o direito de manifestação dos servidores e que segue trabalhando pela valorização do magistério.
A Secretaria Municipal de Educação informou que mantém diálogo constante com o sindicato e tem realizado reuniões frequentes com representantes da categoria.
*Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

Corinthians estreia na Libertadores sob comando de Diniz com vitória de 2 a 0

O Corinthians estreou nesta quinta-feira (9) na Copa Libertadores com vitória sobre o Platense por 2 a 0 em duelo válido pelo Grupo E. Apesar do resultado, a primeira partida de Fernando Diniz no comando do Timão mostra que o técnico ainda terá trabalho para melhorar o futebol corintiano.
Não foi um jogo de quebra de paradigmas. O time não teve grandes mudanças em relação à equipe que jogava com Dorival e não demonstrou conversão ao “dinizismo”. Entretanto, a equipe segurou o Platense, com bom trabalho de Hugo Souza, e foi precisa quando teve chances, com Kayke e Yuri Alberto.
Os corintianos agora se voltam para uma reabilitação pelo Brasileirão. O time recebe o Palmeiras em clássico pela 11ª rodada no domingo (12). Depois, a segunda rodada da Libertadores será na quarta-feira (15), novamente na Neo Química Arena, contra o Santa Fé.
O Corinthians foi inerte e penou para atravessar a linha do meio de campo no primeiro tempo. Quem esteve mais próximo de marcar foi o Platense. Aos 31 minutos, Guido Mainero cruzou e Gonzalo Lencina cabeceou, forçando Hugo a operar um milagre e ir no canto salvar o Corinthians. Os argentinos ainda terminaram a primeira etapa com 55% de posse de bola.
A tônica parecia que não iria mudar no começo do segundo tempo. Foi quando o Corinthians surpreendeu o Platense. Após o tiro de meta de Matias Borgogno, André cabeceou para Yuri Alberto, que fez o pivô e entregou a bola para Rodrigo Garro. O meia achou bom passe para Kayke, que atacou o espaço livre na defesa argentina e cavou para abrir o placar.
O gol não deu tranquilidade aos corintianos. O Platense continuou com mais posse e pressionando. Hugo Souza precisou fazer nova defesa em cabeçada à queima-roupa.
Não só pelo goleiro corintiano, o Platense não conseguia converter o volume de jogo em gols. E sofreu por isso. Mesmo que o Corinthians não tivesse jogadas tão trabalhadas, o time foi fatal mais uma vez.
Rodrigo Garro recebeu da lateral cobrada por Matheuzinho e deu mais um passe que quebrou as linhas adversárias. Desta vez, Yuri Alberto recebeu e, cara a cara com o goleiro, ampliou.
Ainda que o Corinthians não tenha feito um jogo rebuscado, o meia argentino foi destaque positivo, participando dos dois gols. Com a aplicação de um futebol com mais toques de bola, como gosta Fernando Diniz, ele pode ser fundamental para conferir qualidade no meio de campo.
A expulsão de Juan Saborido foi o que diminuiu ainda mais as chances de uma reação do Platense. A equipe continuou com posse de bola no ataque, mas sem criação efetiva.

FICHA TÉCNICA
PLATENSE 0 × 2 CORINTHIANS
PLATENSE: Matias Borgogno; Juan Saborido, Ignacio Vázquez (Eugenio Raggio), Víctor Cuesta e Tomas Silva; Guido Mainero (Kevin Retamar), Pablo Ferreira (Iván Gomez), Franco Amarfil e Franco Zapiola (Juan Gauto); Augusto Lotti (Leonardo Heredia) e Gonzalo Lencina. Técnico: Walter Zunino.
CORINTHIANS: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele (Allan) e Breno Bidon; Kayke (Vitinho), Rodrigo Garro (Jesse Lingard) e André (André Carrillo); Yuri Alberto (Pedro Raul). Técnico: Fernando Diniz.
GOLS: Kayke aos oito e Yuri Alberto aos 25 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO: Piero Maza (CHI).
CARTÃO AMARELO: André (Corinthians).
CARTÃO VERMELHO: Juan Saborido (Platense).
PÚBLICO E RENDA: Não disponíveis.
LOCAL: Estádio Ciudad de Vicente López, em La Plata, na Argentina.
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Haddad decidirá por Marina ou França para o Senado de SP, diz Edinho

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, disse nesta quinta-feira (9) que o pré-candidato ao governo de São Paulo pela legenda, Fernando Haddad, decidirá entre os ex-ministros Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede) para disputar o Senado. A ex-titular do Planejamento e Orçamento Simone Tebet (PSB) já está definida para concorrer a assento na Casa Alta pelo estado.
“Fernando Haddad certamente vai conduzir esse processo da melhor forma possível, quem não ocupar a vaga ao Senado, certamente terá outro papel no processo eleitoral”, declarou Edinho.
Conforme antecipou a Jovem Pan, o futuro político de Márcio França segue em aberto. Articuladores do PT acreditam que seria mais difícil convencer o ex-ministro e até então pré-candidato ao governo paulista a se “rebaixar” ao posto de vice na chapa com o ex-titular da Fazenda Fernando Haddad para o Palácio dos Bandeirantes.
Há ainda uma expectativa de que Márcio França se lance ao Senado por São Paulo. Entretanto, internamente, há um entendimento de que Marina Silva deva disputar a Casa Alta pelo estado.


Fonte: Jovem Pan

USP concederá título de Doutor Honoris Causa a Vladimir Herzog

O reitor da Universidade de São Paulo (USP), Aluisio Augusto Cotrim Segurado, confirmou na terça-feira (7) que Vladimir Herzog receberá o título de Doutor Honoris Causa in memoriam. O jornalista foi professor do Departamento de Jornalismo e Editoração da instituição.
Em ofício encaminhado ao filho do jornalista, Ivo Herzog, o reitor da USP disse que a concessão do título é um “gesto de reparação histórica” e “um tributo a um professor cuja carreira foi interrompida pela Ditadura”. “É também um reconhecimento à sua atuação como jornalista e comunicador, bem como ao seu compromisso com a comunicação pública, a liberdade de expressão e a defesa dos direitos humanos”, escreveu Segurado.
O Conselho Universitário da USP aprovou a honraria em fevereiro, mas ainda não há data para a cerimônia.

Vladimir Herzog
Em 1975, o jornalista foi morto em uma cela das dependências do Centro de Operações de Defesa Interna (antigo Doi-Codi). À época, o órgão de repressão do Regime Militar forjou o atestado de óbito de Vladimir Herzog.
O jornalista nasceu em 1937, em Osijek, antiga Iugoslávia, atual Croácia. Ele se naturalizou brasileiro e iniciou a carreira de jornalista em 1959.
Quando foi preso, Vladimir Herzog dirigia o jornalismo da TV Cultura, depois de ter passado pelas redações do jornal O Estado de S. Paulo, da revista Visão, e da BBC, em Londres. O jornalista ainda foi professor de telejornalismo na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).
*Com informações de Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

Deputados mais votados em 2022 causam polêmicas e enfrentam problemas na justiça; veja a atuação parlamentar de cada um

Quase quatro anos após receberem as votações mais expressivas para a Câmara dos Deputados, os cinco parlamentares mais bem votados em 2022 têm um histórico marcado por maior atenção a pautas alheias ao trabalho legislativo. Dois deles, inclusive, perderam seus mandatos.
Em números absolutos, os deputados mais votados em 2022 foram:
Nikolas Ferreira (PL), com 1.492.047 votos em Minas Gerais;
Guilherme Boulos (PSOL), com 1.001.472 votos em São Paulo;
Carla Zambelli (PL), com 946.244 votos em São Paulo;
Eduardo Bolsonaro (PL), com 741.701 votos em São Paulo;
Ricardo Salles (PL), com 640.918 votos em São Paulo.
Nikolas Ferreira (PL-MG) ficou marcado por forte atuação nas redes sociais e declarações transfóbicas contra as deputadas Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PSOL-MG).
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Os ex-deputados Carla Zambelli (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) acumulam problemas na justiça e perderam os mandatos.
Guilherme Boulos (PSOL-SP) teve atuação apagada, priorizando o uso do parlamento como “trampolim” eleitoral, enquanto Ricardo Salles (Novo-SP) só apareceu na CPI do MST.
Leia abaixo o que fizeram os mais votados para a Câmara nas últimas eleições.
Nikolas Ferreira (PL-MG), Guilherme Boulos (PSOL-SP), Carla Zzambelli (PL-SP), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Ricardo Salles (PL-SP)
Reprodução/ Câmara dos Deputados
Nikolas Ferreira: para as redes sociais
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) concentrou seu mandato em ações e discursos voltados para as redes sociais. O parlamentar não teve uma atuação de destaque relatando projetos no plenário.
Com discursos inflamados e apostando na polarização, o deputado não foi escolhido para comandar projetos importantes, que exigem articulação e capacidade de diálogo com os colegas. Em 2023, ano de estreia na Câmara, Nikolas relatou dois projetos.
Um deles propõe disciplinar a forma de bloqueio de contas de membros do Congresso Nacional nas redes sociais. Ele foi relator do texto na Comissão de Comunicação, mas não conseguiu aprovar o projeto até o final de 2023 e foi substituído na comissão.
A outra proposta relatada pelo parlamentar no mesmo colegiado tem como objetivo agravar a pena para a venda de remédios abortivos. O texto ainda não chegou ao plenário e está tramitando na Comissão da Mulher.
Em seu ano de estreia, Nikolas protagonizou um episódio de transfobia no plenário da Câmara. No Dia da Mulher, o deputado disse que as mulheres estão perdendo espaço para homens que se sentem mulheres.
Pouco antes dele, havia subido à tribuna a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Ela e Duda Salabert (PDT-MG) são as primeiras deputadas federais transexuais da história.
O deputado desrespeitou as deputadas ao vestir uma peruca e dizer que, no Dia Internacional da Mulher, se sentia uma mulher”.
O caso desencadeou pedidos de cassação e um pedido de apuração do Ministério Público Federal (MPF). Ambos os pedidos não prosperaram.
O auge da atuação parlamentar de Nikolas foi a presidência da Comissão de Educação, que assumiu em 2024.
Sua chegada ao comando da comissão foi considerada uma derrota do governo, mas o parlamentar não conseguiu emplacar pautas conservadoras, como o homeschooling e a Escola Sem Partido.
Em 2025, o deputado foi o principal responsável pelo recuo do Governo Federal na edição de uma portaria que ampliava o escopo da fiscalização da Receita Federal sobre transações financeiras.
O parlamentar publicou um vídeo nas redes sociais no qual insinuava que a portaria poderia levar a uma taxação do Pix.
Embora tenha dito que o PIX não seria taxado, o deputado declarou que não duvidava que o meio de pagamento pudesse ser alvo de alguma taxa no futuro.
Guilherme Boulos: deputado ‘ministro’
O deputado pouco circulou pela Câmara no período em que exerceu o mandato de deputado e teve uma atuação apagada no parlamento.
Ele foi líder da Federação PSOL/Rede em 2023 e titular das comissões de Desenvolvimento Urbano, Finanças e Tributação e Cultura.
Boulos relatou cinco projetos que viraram leis. Um deles de autoria do governo que Institui o Programa de Aquisição de Alimentos.
A proposta estabelece que pelo menos 30% do reservado pelo governo para a compra de alimentos a órgãos da administração pública federal deverá ser gasto com produtos de agricultores familiares.
O parlamentar ficou marcado pelo relatório favorável à absolvição do deputado André Janones (PT-MG), apresentado no Conselho de Ética.
Em seu parecer, Boulos defendeu que o caso não deveria prosseguir por tratar de “fatos ocorridos antes do início do mandato”. Ele foi criticado por integrantes da oposição e se envolveu em uma discussão com Pablo Marçal.
O deputado ganhou protagonismo e se destacou pelos debates em torno da regulamentação dos trabalhadores por aplicativos.
O projeto, no entanto, decolou quando ele já havia se tornado ministro da Secretaria Geral da Presidência da República.
No comando do grupo de trabalho que discutiu a proposta com representantes de entregadores e motoristas por aplicativo, Boulos propôs elevar a taxa mínima paga aos trabalhadores e ofereceu uma versão alternativa à proposta pelo relator na Câmara, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE).
Carla Zambelli: abandonada pelo ex-presidente
A deputada ficou marcada pelos problemas na justiça e pouco exerceu o mandato na Câmara.
Ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por perseguir, armada, um eleitor na véspera da eleição de 2022.
A perseguição armada foi apontada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um dos motivos que o levaram a perder a eleição naquele ano.
A deputada foi abandonada pelos aliados na Câmara. Depois da condenação no STF, ela fugiu para os EUA e buscou asilo na Itália, onde acabou presa. A justiça italiana já concordou com a sua extradição.
Segundo o sistema da Câmara, antes de renunciar ao mandato em dezembro de 2025, ela havia relatado apenas dois projetos na Casa.
Zambelli ocupou um cargo de titular na Secretaria da Mulher e nas comissões de Educação e Relações Exteriores e de Defesa Nacional.
Eduardo Bolsonaro: de prioridade do partido à perda do mandato
Atuou como titular em quatro comissões da Câmara: Constituição e Justiça, Fiscalização Financeira e Controle, Relações Exteriores e Defesa Nacional e Trabalho.
Eduardo chegou a presidir a Comissão de Relações Exteriores, até ceder o cargo para Luciano Zucco (PL-RS) ao se licenciar do cargo de deputado. O comando da comissão foi tratado como prioridade máxima pelo partido.
No processo, o PT se movimentou para que a eleição de Eduardo para o posto fosse condicionada à apreensão de seu passaporte, alegando que Eduardo poderia usar a comissão para “utilizar um governo estrangeiro contra os interesses nacionais e contra o STF”.
Eduardo também atuou como líder da minoria e vice-líder da oposição, minoria e do seu partido, o PL.
Em fevereiro de 2025, Eduardo se mudou para os Estados Unidos em uma tentativa de articulação junto ao governo de Donald Trump para pressionar o Brasil a conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em 18 de abril de 2025, o deputado anunciou um pedido de licença do cargo para continuar no exterior.
Após sua saída do Brasil, uma estratégia traçada pela oposição buscou retomar o posto de Eduardo como líder da minoria na Casa, dado que os líderes partidários não precisam registrar presença em plenário com a justificativa de compromissos com suas bancadas.
Dessa forma, o partido buscava evitar a contabilização de faltas de Eduardo, que levaria à cassação do seu mandato.
A nomeação para o posto, entretanto, foi barrada pelo presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).
Na ocasião, Motta afirmou que ficava evidente “a incompatibilidade do exercício da Liderança da Minoria na Câmara dos Deputados pelo Deputado Federal Eduardo Bolsonaro, visto que se encontra ausente do território nacional”.
Em 18 de dezembro de 2025, Eduardo perdeu seu mandato por excesso de faltas através de um ato da mesa. A Constituição determina que deputados que faltem a mais de 1/3 das sessões deliberativas ordinárias devem perder o cargo.
Durante sua atuação neste último mandato, Eduardo apresentou 502 projetos, dois desses projetos foram aprovados. Nenhum contou com Eduardo como autor principal – o deputado que, de fato, assina a proposição. Ele relatou outras quatro propostas.
Ricardo Salles: CPI do MST e mudança de partido
Ricardo Salles foi eleito pelo PL, mas em agosto de 2024 anunciou sua mudança de partido para o Novo. A troca aconteceu após tentativa frustrada de Salles de concorrer à prefeitura de São Paulo, movimento barrado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Salles também expressou o desejo de concorrer ao Senado na próxima eleição e não tinha perspectiva de conseguir a candidatura pelo PL, o que lhe foi garantido pelo Novo.
Seu mandato foi marcado por forte oposição ao governo Lula. Teve participação de destaque na CPI do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), da qual foi relator, marcada por intensos bate-boca e embates entre deputados de direita e esquerda.
Em seu parecer, Salles propôs o indiciamento de 11 pessoas, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional do governo Lula, Gonçalves Dias, José Rainha, líder da Frente de Luta Campo e Cidade, Jaime Messias Silva, presidente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas e outros 9 integrantes do MST.
Durante os quatro anos como deputado, dos quais não pediu afastamento oficial em nenhum período, apresentou 559 projetos, tendo sido apenas aprovado, uma PEC que permite reserva de orçamento para uso em catástrofes e emergências naturais, da qual não foi autor principal.
Relatou 16 projetos e conseguiu a aprovação de três, incluindo projeto que restringe direitos de ocupantes de terra, como o recebimento de Bolsa Família e possibilidade de prestar concursos. O texto está agora no Senado.


Fonte:

g1 > Política

Após quatro votos por eleições indiretas, STF suspendeu julgamento sobre sucessão no Rio; entenda situação no estado

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento dos processos que discutem o modelo de eleição para o governo do estado do Rio de Janeiro após um pedido de mais tempo para análise feito pelo ministro Flávio Dino.
Já há quatro votos no sentido de que a solução para a sucessão no estado deve ser por eleição indireta, ou seja, com o voto dos deputados estaduais.
Seguiram nesta linha os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia. O ministro Cristiano Zanin votou para que o pleito fosse de forma direta, com a participação da população do estado.
O caso deverá voltar à pauta da Corte quando houver a publicação da decisão conjunta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto ao processo que levou à inelegibilidade do governador Cláudio Castro (PL). O ministro Flávio Dino, que pediu mais prazo de análise, considera que é preciso verificar as circunstâncias da decisão da Corte Eleitoral sobre o processo.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, informou que o documento está em fase de elaboração e pode ser divulgado na próxima semana.
Até um desfecho do processo, o Supremo fixou que fica no cargo, de forma interina, o presidente do Tribunal de Justiça do estado do Rio, desembargador Ricardo Couto.
O presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, é o governador em exercício no RJ
Bruno Dantas/;TJTJ
Discussão jurídica
A principal questão em análise no STF é o modelo da eleição para o governo do estado. Os ministros vão decidir se a escolha será:
direta, com a convocação da população para votar; ou
indireta, com votação feita pelos deputados estaduais.
Outra ação questiona a validade de trechos da lei estadual que estabelece regras para a eleição indireta. Estão em debate pontos como o prazo de desincompatibilização dos candidatos e se a votação deve ser aberta ou secreta.
STF decide forma de eleição para o governador que ocupará o Palácio Guanabara até a posse do governador a ser eleito em outubro
GloboNews/Reprodução
Modelo de eleição
A discussão sobre eleição direta ou indireta envolve a definição de qual norma deve ser aplicada: o Código Eleitoral ou a lei estadual.
O Código Eleitoral estabelece que a eleição é direta quando o cargo fica vago a mais de seis meses do fim do mandato, em razão de cassação.
Quando as razões para o cargo vago envolvem circunstâncias não-eleitorais, aplicam-se as regras estaduais. A norma do Rio prevê eleição indireta, com o voto dos parlamentares da Assembleia Legislativa.
O Supremo tem entendimentos de que, quando o motivo da vacância é eleitoral, deve ser usada a regra do Código Eleitoral. Quando a razão envolve situações não-eleitorais (renúncia ou morte, por exemplo), estados podem definir suas normas.
Decisão sobre a lei aplicável à eleição
O debate sobre qual norma incide tem ligação com a saída do então governador Cláudio Castro.
O ex-governador Cláudio Castro (PL)
Agência Brasil
Em 23 de março, ele renunciou ao cargo, um dia antes de o TSE retomar o julgamento de um processo que pedia a cassação do mandato e a inelegibilidade por oito anos.
No dia seguinte, o tribunal concluiu a análise do caso, determinando a cassação do mandato e a inelegibilidade do governador por oito anos, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Na documentação sobre o julgamento, a Corte Eleitoral informou que as eleições seriam indiretas.
Em um dos processos em análise no STF, o PSD sustenta que o cargo ficou vago por um motivo eleitoral, já que Castro teve o mandato cassado no TSE. Por isso, deve ser aplicada a regra de eleição direta do Código Eleitoral.
Para o partido a renúncia no dia anterior foi uma “manobra”, “em evidente e flagrante fraude à lei e burla à autoridade do TSE”. Para a sigla, “consistiu em uma tentativa de escapar da punição de perda de mandato – e, bem assim, de fraudar a aplicação do Código Eleitoral, além do próprio regime democrático e a soberania popular”.
Isso porque a renúncia – um motivo não-eleitoral – viabiliza a aplicação da lei estadual que prevê eleições pelos deputados estaduais, sem a participação popular.
Votos dos ministros
No debate sobre o modelo de eleição, quatro ministros defenderam a escolha do governador pela via indireta: Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia.
O ministro Cristiano Zanin votou pela eleição direta.
Plenário do STF
Antonio Augusto/STF
Cristiano Zanin: votou pela aplicação do Código Eleitoral ao caso, ou seja, a previsão de eleição direta, com a participação dos cidadãos. Zanin também avaliou que a lei do Rio de Janeiro que trata da eleição indireta não é adequada ao caso de Cláudio Castro. Para o magistrado, quando essa norma for usada — em situações não eleitorais — a votação na Assembleia deve ser aberta. Votou ainda para validar o prazo de 24 horas para a desincompatibilização de candidatos.
Luiz Fux: divergiu e defendeu a escolha pela via indireta, feita pelos deputados estaduais. Nesse cenário, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) elegeria um novo presidente, que assumiria o governo de forma interina até a sucessão em 2027. Também considerou válida a previsão de voto secreto prevista na lei estadual. Vota pelo prazo de 24 horas para que candidatos deixem os cargos que ocupam, ou seja, façam a desincompatibilização.
André Mendonça: assim como Fux, considera que a eleição no Rio deve ser de forma indireta, seguindo a lei estadual. Ainda sobre a lei estadual, votou para que o voto seja secreto e que o prazo de desincompatibilização de candidatos seja de 24 horas.
Nunes Marques: também seguiu a linha da divergência, pela eleição indireta. Quanto à lei estadual que regula o pleito, votou para validar o voto secreto e o prazo de 24 horas para candidatos deixarem os cargos atuais.
Cármen Lúcia: a presidente do Tribunal Superior Eleitoral apresentou o quarto voto pelo pleito indireto, com votação dos deputados estaduais. Seguiu também o ministro Luiz Fux quanto ao voto secreto e o prazo de desincompatibilização de 24 horas.
Situação do Rio
Atualmente, o governo do estado está sob o comando do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto. Isso ocorreu após a renúncia do então governador Cláudio Castro, em 23 de março, um dia antes de o TSE retomar o julgamento que resultou na cassação do mandato e na declaração de inelegibilidade por oito anos.
O Rio de Janeiro também está sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
Outra autoridade na linha sucessória, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, também não pôde assumir. Ele teve o mandato cassado pelo TSE e foi preso no fim de março.


Fonte:

g1 > Política