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Flávio Bolsonaro confirma Daniella Marques na campanha para cuidar de propostas da área econômica

Pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL)
Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou nesta segunda-feira (15) que Daniella Marques, ex-presidente da Caixa no governo de Jair Bolsonaro, deverá ajudá-lo na elaboração de propostas para as áreas econômica e social de sua pré-campanha à Presidência da República.
A declaração ocorreu durante sua participação no VEJA Fórum Rumos do Brasil.
“Ela está perto de nós aqui na campanha e vai me ajudar nessa parte econômica, mas, principalmente, na pauta de responsabilidade social”, declarou.
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Segundo o blog da Ana Flor, a ex-presidente da Caixa se licenciou por seis meses da Legend, empresa em que trabalha, para se dedicar ao projeto. Daniella afirmou que pretende ajudar a formular um modelo econômico “mais austero e virtuoso” e já vinha atuando informalmente nos contatos de Flávio para difundir propostas econômicas.
Agora no g1
Daniella foi nomeada presidente da Caixa por Jair Bolsonaro em junho de 2022, após a saída de Pedro Guimarães, que deixou o cargo depois da divulgação de denúncias de assédio sexual.
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Antes de assumir o banco, ela era secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia e integrava, desde o início do governo Bolsonaro, a equipe do então ministro Paulo Guedes, de quem era considerada uma das principais assessoras.
Daniella Marques em entrevista enquanto era presidente da Caixa Economica Federal
Eraldo Peres/AP
Na ocasião de sua indicação para a Caixa, Daniella afirmou que pretendia fortalecer a governança do banco e criar uma força-tarefa para investigar as denúncias de assédio. Ela comandou a instituição até o início do governo Lula.
O senador destacou a experiência dela na Caixa, especialmente em iniciativas voltadas a mulheres empreendedoras.
“Com a experiência que ela teve na Caixa Econômica e com programas específicos para as mulheres empreendedoras, ela mostrou como é possível, com o uso de tecnologia, boa vontade e boas políticas públicas, estender a mão para aquelas pessoas que querem caminhar com as próprias pernas e empreender, mas não sabem como”, afirmou.
Segundo Flávio, Daniella poderá contribuir com propostas de microcrédito, educação financeira e redução da burocracia para facilitar a abertura e a manutenção de pequenos negócios.


Fonte:

g1 > Política

‘Taxa das blusinhas’: governo volta a tributar compras internacionais de baixo valor em 2027, mas com imposto e alíquota diferentes

Pacotes de roupas em uma fábrica da Shein em Guangzhou, província de Guangdong, China, em 1º de abril de 2025.
Reuters
A taxação de encomendas com valor abaixo de US$ 50, zerada neste ano com o fim da “taxa das blusinhas”, retornará em 2027 por meio da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — tributo federal criado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo.
🔎A CBS substituirá o antigo imposto de importação, que tinha alíquota de 20% para encomendas internacionais de baixo valor. A alíquota a ser cobrada, entretanto, ainda não está definida.
O valor da CBS, que está sendo calculado pela Receita Federal em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU), será fixado por resolução do Senado em dezembro deste ano.
A CBS terá a mesma lógica para produtos nacionais e importados, com aplicação das mesmas alíquotas. O imposto não depende do limite de US$ 50, regra do imposto de importação. A cobrança começou em 2026 (fase de testes, com tributo destacado) e passa a valer com alíquota cheia em 2027.
Agora no g1
Estimada em 9,43%
Em 2024, o governo estimou que a alíquota da CBS seria de 8,8%. Entretanto, nos meses seguintes foram feitas novas exceções à cobrança do imposto cheio, como carnes e medicamentos — que elevaram a alíquota.
A área econômica não fez nova projeção, mas cálculo da consultoria Roit aponta para uma taxa de 9,43% em 2027.
O valor da CBS está sendo calculado com o objetivo de manter o atual patamar da carga tributária sobre o consumo, de modo que o governo federal não perca arrecadação.
Além da CBS, o governo também contará com a receita do imposto seletivo, conhecido como imposto do pecado, para manter a carga tributária atual.
As alíquotas do imposto seletivo para cada produto (álcool, refrigerantes, cigarros e veículos poluentes, entre outros) ainda serão definidas pelo Congresso Nacional.
Se o governo fixar alíquotas menores para o imposto do pecado, terá de cobrar uma alíquota mais alta na CBS para manter o atual patamar da carga tributária global sobre o consumo.
Alíquota dependerá de imposto do pecado, a ser definido pelo Congresso Nacional
Saulo Cruz/Agência Senado
➡️Além da CBS, os estados também continuarão taxando as encomendas internacionais, como já acontece atualmente. As alíquotas do ICMS estadual sobre importações abaixo de US$ 50 variam de 17% a 20%.
➡️De 2029 a 2032, haverá a transição do ICMS estadual e do ISS municipal para o IBS — o futuro imposto sobre consumo dos estados e municípios.
➡️Ao fim desse período, os atuais tributos estaduais e municipais serão substituídos pelo IBS, cuja alíquota, em conjunto com a CBS do governo federal, está estimada em 26,5% – uma das maiores do mundo. O tributo será cobrado sobre importações.
Governo Federal anuncia fim da taxa das blusinhas
Para o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne os varejistas brasileiros, como Americanas, Dafiti, Centauro, Casas Bahia, Lojas Renner e Magazine Luiza, entre outros, a cobrança da CBS a partir de 2027 pelo governo, corrige uma “situação não isonômica” – dada a isenção para importados de baixo valor.
“Todas as operações comerciais com bens e serviços serão, via de regra, tributadas, razão pela qual as operações comercias envolvendo importações de pequeno valor e cross-border também devem ser tributadas, respeitando a lei e principalmente o comércio local, já tão prejudicado pelas distorções tributárias que lhe são aplicadas, seja na tributação de Imposto de Importação, seja na tributação sobre o valor adicionado, como no caso da CBS”, acrescenta o IDV, em nota.
Fazenda não se manifesta
O g1 questionou o Ministério da Fazenda sobre a cobrança da CBS nas compras internacionais de baixo valor a partir de 2027 e se o governo entende que, ao taxar produtos nacionais e importados com a mesma alíquota, haverá isonomia tributária. O ministério não respondeu às perguntas.
A área econômica confirmou apenas que o trabalho está sendo realizado “de forma dialogada” com o TCU e tendo como base as premissas definidas pela EC 132/23 e pela LC 214/25, ou seja, na definição da futura alíquota do tributo (a ser fixada até o fim de 2026).
Taxa das blusinhas
Em maio deste ano, em meio à corrida eleitoral, o governo decidiu revogar a taxa das blusinhas. A mudança foi formalizada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e regulamentada por uma portaria do Ministério da Fazenda.
‘Taxa das blusinhas’: pesquisa interna que apontou rejeição de 70% foi determinante para revogação improvisada por Lula
A taxa das blusinhas havia sido instituída em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional. Com isso, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme.
🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online.
À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como “irracional”. A medida foi defendida pela indústria brasileira.
➡️Controversa, a “taxa das blusinhas” era reprovada por parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais. Críticos argumentam que turistas de viagens internacionais têm vantagem ao não recolher o tributo.
Setor produtivo defende o imposto
➡️ A manutenção da “taxa das blusinhas” foi defendida pelo vice-presidente da República, e então ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, para defender a indústria nacional de produtos de baixo valor.
Em manifesto, representantes dos setores produtivos, do comércio e varejistas também defenderam sua permanência. Eles disseram que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor.
“O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real”, diz o manifesto.
Ajuda para contas públicas
A “taxa das blusinhas” também rendeu recursos aos cofres públicos, ajudando a equipe econômica a buscar as metas para as contas públicas.
Em 2025, por exemplo, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, novo recorde.
Nos quatro primeiros meses deste ano, avançou para R$ 1,78 bilhão, superando o valor registrado no mesmo período do ano passado.


Fonte:

g1 > Política

Argentina x Argélia: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Argentina e Argélia se enfrentam nesta terça-feira (16), às 22h (horário de Brasília), no Kansas City Stadium, nos Estados Unidos, em partida válida pela Copa do Mundo 2026. O duelo acontece pela primeira rodada da fase de grupos da competição.

Pelo Grupo J, a atual campeã, Argentina, e a Argélia tiveram trajetórias sólidas rumo ao Mundial. Liderada por Messi, a seleção albiceleste garantiu classificação antecipada para o torneio na América do Norte. Durante as Eliminatórias Sul-Americanas, a equipe anotou 12 vitórias, dois empates e quatro derrotas.

Da mesma forma, a Argélia conquistou o passaporte para a Copa do Mundo antecipadamente. A equipe argelina anotou oito vitórias, um empate e uma derrota nas Eliminatórias africanas. A seleção retorna ao torneio depois de ficar fora em 2018 e 2022.

Onde assistir Argentina x Argélia ao vivo

A partida será transmitida ao vivo pela CazéTV, com início da transmissão às 22h.


Fonte: Jovem Pan

A receita infalível de torta de liquidificador com massa leve e fofinha

A torta salgada é um clássico absoluto das cozinhas brasileiras, surgindo historicamente como uma solução inteligente para aproveitar pequenos restos de carnes e legumes da geladeira. O grande desafio, no entanto, sempre foi evitar aquela textura pesada, que muitas vezes parece crua no centro. Com o equilíbrio correto entre o óleo, o leite e a farinha, é perfeitamente possível criar uma base dourada e bem estruturada, que desmancha na boca. Saber exatamente como fazer torta de liquidificador rápida e fofinha para o lanche da tarde da família transforma uma tarde comum em um momento de pausa agradável, com aquele cheiro de comida caseira que domina a casa inteira.
Nesta versão, a proposta é resgatar a praticidade sem abrir mão do sabor. Você não precisará de técnicas complexas ou batedeiras potentes. Apenas respeitando a ordem de entrada dos ingredientes no copo do equipamento e prestando atenção à temperatura do forno, o resultado será um prato alto, perfumado e que agrada pessoas de todas as idades.
Medidas exatas para a massa base e recheio clássico
Para que a proporção funcione perfeitamente, utilize sempre uma xícara medidora padrão de 240ml. A temperatura dos ingredientes também afeta o resultado, portanto, retire os ovos e o leite da geladeira cerca de quinze minutos antes de começar o preparo.
Esta massa aceita praticamente qualquer tipo de proteína desfiada ou vegetais picados. Para esta sugestão, utilizaremos um recheio tradicional de frango com legumes, que traz umidade extra para o prato sem encharcar o fundo da assadeira.
Ingredientes para a massa:

3 ovos inteiros
1 xícara de chá de leite integral
Meia xícara de chá de óleo de soja ou milho
1 colher de chá de sal
50 gramas de queijo parmesão ralado
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento químico em pó

Ingredientes para o recheio sugerido:

2 xícaras de frango cozido e bem desfiado
Meia xícara de milho verde escorrido
Meia xícara de ervilhas frescas ou congeladas
1 tomate maduro sem sementes e picado em cubos
Salsinha e cebolinha picadas a gosto
Sal e pimenta-do-reino para ajustar o tempero do recheio

Etapas de preparo direto no liquidificador
A organização faz toda a diferença para o sucesso desta receita. Antes de ligar o aparelho, unte e enfarinhe uma assadeira retangular média (cerca de 20×30 cm) e preaqueça o forno a 180 graus. É essencial que o forno já esteja quente no momento em que a massa terminar de ser batida.
O processo exige atenção apenas na ordem em que os itens são adicionados. Misturar os líquidos primeiro garante que a lâmina do liquidificador não trave, facilitando a criação de um creme liso e sem grumos.
1. Preparação dos líquidos e gorduras
Coloque no copo do liquidificador os ovos, o leite, o óleo, o sal e o queijo parmesão ralado. Bata tudo em velocidade média por cerca de dois minutos. Essa etapa é crucial para quebrar bem a estrutura dos ovos, evitando qualquer sabor ou cheiro forte de ovo na massa assada.
2. Integração cuidadosa dos secos
Com o aparelho desligado, adicione a farinha de trigo de uma só vez. Ligue o liquidificador novamente apenas pelo tempo necessário para a farinha desaparecer na mistura, o que deve levar cerca de vinte segundos. Em seguida, adicione o fermento em pó e misture delicadamente com uma colher, ou utilize a função pulsar rapidamente duas vezes.
3. Montagem em camadas na assadeira
Em uma tigela separada, misture o frango desfiado, o milho, a ervilha, o tomate e o cheiro-verde, garantindo que o recheio esteja bem soltinho. Despeje metade da massa líquida na assadeira untada, espalhando bem pelos cantos. Distribua todo o recheio por cima de maneira uniforme. Cubra com o restante da massa, usando as costas de uma colher para esconder bem os ingredientes do recheio.
4. Tempo de forno e finalização
Leve a assadeira ao forno preaquecido. O tempo de cozimento varia de 35 a 40 minutos, dependendo da potência do seu fogão. O prato estará pronto quando você notar que as bordas estão levemente desgrudadas da forma e a superfície exibe um tom dourado e apetitoso.
O truque visual para a massa não ficar pesada
O maior erro no preparo de massas rápidas acontece no manuseio da farinha de trigo. Quando você bate a farinha por muito tempo no liquidificador, acaba estimulando excessivamente a elasticidade do glúten. Isso resulta em uma torta de textura borrachuda e densa.
Para evitar esse problema, o segredo é bater os líquidos intensamente, mas tratar os ingredientes secos com delicadeza. A farinha precisa apenas ser incorporada ao líquido. Se o seu liquidificador não for muito potente, vale até mesmo despejar a mistura líquida em uma tigela e mexer a farinha com um batedor de arame ou uma espátula de silicone. Esse cuidado simples garante os furinhos de ar no interior da fatia, entregando maciez a cada mordida.
Instruções práticas para guardar e congelar fatias
Caso não consuma tudo no mesmo dia, a torta mantém excelente qualidade quando armazenada corretamente. Espere o prato esfriar completamente em temperatura ambiente antes de guardar, evitando que o calor gere vapor e deixe a massa encharcada.
Na geladeira, os pedaços podem ser mantidos em um pote com tampa hermética por até três dias. Para aquecer e devolver a crocância da borda superior, basta colocar a fatia na torradeira ou em um forninho elétrico por cinco minutos.
Se preferir congelar, corte as fatias em quadrados individuais, embrulhe cada um em filme plástico e armazene no freezer por até dois meses. Na hora do consumo, não é necessário descongelar com antecedência: leve direto do freezer para o forno em temperatura baixa até aquecer por igual.
Para acompanhar esse lanche reconfortante, nada melhor do que preparar um café passado na hora ou uma jarra de chá gelado com limão. A refeição se torna completa, simples e muito acolhedora. Bom apetite!


Fonte: Jovem Pan

Flávio Bolsonaro enfrenta resistência para transformar aliados em cabos eleitorais no Nordeste

PL enfrenta resistência de aliados no NE para endossar candidatura de Flávio Bolsonaro
A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) está com dificuldade para conseguir engajar lideranças do Nordeste em favor do senador. O PL construiu alianças estratégicas com partidos e políticos na região, mas pena para convencer os líderes locais e se tornarem cabos eleitorais — e não só aliados — de Flávio.
Cientistas políticos ouvidos pelo g1 avaliam que pré-candidatos aos governos no Nordeste evitam assumir compromisso explícito com a campanha do senador devido ao custo político que isso representa na região. Na eleição de 2022, Lula (PT) ganhou de Jair Bolsonaro (PL) em todos os estados nordestinos. O petista obteve 69,3% dos votos na região.
Nesse cenário, associar-se a um candidato bolsonarista no Nordeste não é bom negócio, explica Marcos Paulo Campos, do Observatório da Política do Nordeste.
“Essas alianças do PL não estão garantindo o prestígio dos seus aliados em favor do Flávio Bolsonaro. Isso significa que eles não vão se empenhar na campanha nacional. Não vão buscar identificação. Por isso, há efetivas restrições políticas ao crescimento da candidatura bolsonarista no Nordeste”, afirma.
A pesquisa Quaest mais recente, de junho, mostra que o Nordeste é a região em que Lula registra a maior vantagem sobre Flávio Bolsonaro, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
No âmbito nacional, no primeiro turno, o petista tem 39% das intenções de voto e o senador, 29%. No Nordeste, esta diferença se amplia: Lula tem 54%, contra 25% de Flávio.
No segundo turno, no Brasil, Lula pontua 44% e Flávio, 38%. No Nordeste, o petista atinge 61% ante 27% do presidenciável do PL. Essa tendência vem desde fevereiro, quando o cenário começou a ser testado.
PSDB, Ciro Gomes e o desafio no Ceará
O principal exemplo das resistências regionais a Flávio Bolsonaro no Nordeste é Ciro Gomes (PSDB), que lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo do Ceará, em uma aliança com o PL e o União Brasil. Levantamento da Quaest divulgado em abril mostra Ciro com 46% em um eventual segundo turno contra o governador Elmano de Freitas (PT), que aparece com 35%.
Antes de confirmar a pré-candidatura, Ciro respondeu com outra pergunta o questionamento de um jornalista sobre apoiar ou não Flávio Bolsonaro: “Por que eu apoiaria um camarada que não é do meu partido?”
Ciro Gomes discursa durante evento com pré-candidatos do PSDB em São Paulo
Divulgação/Carla Fiamini
Já como pré-candidato, Ciro passou a defender que os partidos mantenham a liberdade para adotar posições distintas na disputa presidencial. O ex-governador apoia a candidatura do deputado federal Aécio Neves à Presidência. “Nós temos a obrigação de apoiar o Aécio”, declarou em um evento recente.
A negociação para o apoio do PL a Ciro foi marcada por uma briga dentro da família Bolsonaro. Em dezembro, Michelle Bolsonaro passou a criticá-lo publicamente enquanto lideranças locais do PL conversavam com o ex-governador. A ação da ex-primeira-dama chegou a interromper a articulação momentaneamente.
A chapa de Ciro Gomes terá o ex-prefeito de Teresina Roberto Cláudio (União Brasil) como vice-governador. Para o Senado, as pré-candidaturas são de Capitão Wagner (União Brasil) e Alcides Fernandes (PL), pai do deputado André Fernandes.
Um dos principais nomes do PL no Ceará, André Fernandes disse em nota que o fato de Ciro se posicionar como adversário do PT tende a reduzir a concentração de votos tradicionalmente obtida pelo partido de Lula no Ceará. “Esse contexto poderá abrir espaço para o crescimento eleitoral do senador Flávio Bolsonaro”, afirmou o parlamentar.
A cientista política Monalisa Torres avalia que o grupo é competitivo, mas que a presença de Flávio Bolsonaro não será favorável à candidatura do tucano. “Quem vai servir de palanque para Flávio no Ceará será Alcides Fernandes”, diz.
André Fernandes confirmou a informação. “Alcides, bem como toda a estrutura partidária do PL no Ceará, atuará em defesa da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, pedindo votos exclusivamente para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.”
O cientista político Marcos Paulo Campos avalia que a direita vive seu momento de maior organização no Nordeste, apesar das dificuldades para transformar aliados em cabos eleitorais do candidato bolsonarista. Segundo ele, a estratégia do PL foi abrir mão de protagonismo em determinados estados para integrar alianças mais amplas.
“O PL topou abrir mão de liderar para participar de alianças, mesmo quando isso significa conviver com aliados que não se comprometem com a candidatura presidencial. Tem alguns palanques, mas aceitando um regime de submissão”, afirma.
O especialista compara o pragmatismo do PL com o do PT em 2018, quando o partido precisou manter alianças com grupos que haviam apoiado o impeachment de Dilma Rousseff.
Eleita com apoio do PL, Raquel Lyra se distancia do partido
Outro exemplo de quem tomou distanciamento estratégico do PL é a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), pré-candidata à reeleição.
Na última pesquisa Datafolha, Raquel aparece com 51% das intenções de voto, contra 44% do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).
Embora tenha vencido a disputa em 2022 com o apoio de nomes como o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira e Gilson Machado, ex-ministro de Jair Bolsonaro, Raquel Lyra sempre buscou se aproximar do presidente Lula e não deu espaço relevante para nomes bolsonaristas em seu governo, afirma a cientista política Priscila Lapa.
Em um evento em maio, a governadora disse que Pernambuco “não tem dono” e destacou ter boa relação com Lula. “Conseguimos parceria quando muitos diziam que tinham o monopólio [da atenção e do apoio] do presidente da República”, afirmou Lyra.
Na sequência: Miguel Coelho, Priscila Krause, Raquel Lyra e Túlio Gadêlha
Eduardo Barbosa/TV Asa Branca
A pré-candidata ainda não anunciou oficialmente a chapa, mas sinalizou aliança com o União Brasil. A expectativa é que a vice seja Priscila Krause (PSD). Para o Senado, os nomes são Miguel Coelho (União Brasil) e Túlio Gadêlha (PSD).
Segundo Lapa, a falta de espaço das lideranças do PL na gestão de Lyra e o rompimento entre Gilson Machado e Anderson Ferreira enfraqueceram o partido. Gilson migrou para o Podemos em fevereiro.
“O PL não conseguiu constituir um palanque competitivo para as eleições de 2026. Porém, pode ter um ótimo desempenho na eleição proporcional, tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara Federal”, avalia.
Em nota, o diretório estadual do PL em Pernambuco confirmou que o foco da legenda será eleger deputados, mas não descartou a apresentação de nomes para o governo estadual e o Senado.
“A expectativa é eleger entre quatro e cinco deputados federais e entre cinco e seis deputados estaduais, consolidando uma das maiores bancadas do estado. Paralelamente, o PL mantém diálogo permanente com lideranças políticas em Pernambuco”, diz a nota.
Palanque forte na Paraíba
Na Paraíba, o PL tem um dos palanques mais estruturados do bolsonarismo no Nordeste, segundo o cientista político Fábio Machado. O partido conseguiu articular a pré-candidatura do senador Efraim Filho para governador e do ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga para o Senado.
Efraim deixou o União Brasil e se filiou ao PL em março. O evento de filiação contou com a presença de Flávio Bolsonaro. Segundo Machado, essa filiação foi tratada pelo partido como parte da estratégia para dar capilaridade à candidatura presidencial no Nordeste.
“A visita de Flávio à Paraíba sinalizou essa tentativa de nacionalizar a disputa estadual e de transformar o palanque paraibano em uma vitrine regional do PL”, diz Fábio Machado.
Evento de filiação ao PL do senador Efraim Filho na Paraíba.
Felipe Nunes / CBN
Machado avalia, porém, que o ambiente eleitoral da Paraíba segue favorável a Lula mesmo que a oposição tenha conseguido reunir nomes competitivos.
“A campanha nacional deve aparecer com força nos atos do PL e na comunicação das lideranças bolsonaristas, mas a tendência é que muitos aliados priorizem a eleição estadual e adotem uma estratégia de aproximação controlada, sem necessariamente transformar Flávio no centro da campanha local”, disse Machado.
Ex-ministro de Bolsonaro na pandemia, Queiroga afirmou ao g1 que o PL da Paraíba tem uma estrutura organizada, presença nos municípios, lideranças competitivas e uma militância engajada na campanha presidencial.
“O PL defenderá seu candidato à Presidência da República com convicção e lealdade, ao mesmo tempo em que trabalhará para ampliar sua representação nos estados. Não vejo contradição entre fortalecer o projeto nacional e construir uma alternativa política para a Paraíba.”
Dificuldades no Piauí, no Maranhão e na Bahia
O cenário é menos favorável para o PL nos três estados em que Lula obteve vitórias amplas em 2022: Piauí (76,86% dos votos para o presidente), Bahia (72,12%) e Maranhão (71,14%).
O cientista político Vitor Sandes avalia que Flávio Bolsonaro terá dificuldade para encontrar um palanque no Piauí e um aliado competitivo disposto a defender sua candidatura. O governador Rafael Fonteles (PT) é franco favorito para se reeleger, afirma o especialista.
“É realmente muito difícil ter oposição forte no estado contra um grupo que é vinculado a Lula e contra Rafael, que tem tido alta aprovação desde o início do seu governo”, diz.
O principal opositor de Fonteles na eleição é o ex-prefeito de Floriano Joel Rodrigues (PP), colega de partido do senador Ciro Nogueira, ex-ministro de Bolsonaro. Nem ele, porém, está apoiando abertamente Flávio Bolsonaro.
Os dois senadores tiveram seus nomes ligados ao escândalo do Banco Master, devido à proximidade com o banqueiro preso Daniel Vorcaro. Em maio, em entrevista à afiliada da Globo no Piauí, a TV Clube, Nogueira evitou defender Flávio ao comentar a investigação.
“Eu não estou aqui para defender nem acusar o senador Flávio. Ele tem que ser investigado, como todos, como eu estou sendo. E, se for inocente, que seja, lógico, reconhecida a sua inocência. Se for culpado, tem que pagar exemplarmente”, afirmou.
Na Bahia, o PL decidiu integrar a chapa liderada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) como pré-candidato ao governo, com o presidente estadual do PL, João Roma, disputando uma vaga ao Senado.
Havia expectativa de que ACM Neto declarasse apoio a Flávio Bolsonaro no primeiro turno, mas ele já sinalizou que ficará ao lado de Ronaldo Caiado (PSD). “Tenho uma relação histórica com Caiado, de mais de 25 anos de amizade, o que nos aproxima, o que torna muito difícil não estar com ele”, disse o pré-candidato em março.
Segundo o cientista político Cláudio André de Sousa, o resultado é um cenário desfavorável para a campanha presidencial do PL na Bahia. “O palanque de Flávio está comprometido na Bahia. João Roma deve abrir espaço, mas será muito difícil fortalecer essa candidatura”, diz.
Ao g1, Roma disse que o palanque do PL na Bahia não está estremecido e que o partido construiu uma aliança sólida para enfrentar os 20 anos de hegemonia do PT.
“O palanque de Flávio está muito forte. Eu sou pré-candidato ao Senado e tenho levantado a bandeira. Pode ter certeza que Flávio terá na Bahia um desempenho maior do que o presidente Bolsonaro em 2022”, afirmou.
Do mesmo modo, no Maranhão, a cientista política Ananda Marques afirma que o partido não dispõe de um palanque forte para a candidatura bolsonarista. Mas a história é diferente quando o assunto são as eleições proporcionais. “No Legislativo, a gente tem um histórico no Maranhão de deputados federais e estaduais de partidos mais à direita”, explica.
PL perde lideranças em SE e AL e ganha no RN
A perda de lideranças do PL para outras siglas enfraqueceu o partido no Sergipe e em Alagoas, segundo a avaliação de cientistas políticos.
A coordenadora do Laboratório de Estudos do Poder e da Política da Universidade Federal de Sergipe, Fernanda Petrarca, afirma que a decisão da direção nacional de entregar o comando estadual do PL ao deputado Rodrigo Valadares provocou a saída de lideranças importantes, como a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, e o ex-prefeito de Itabaiana Valmir de Francisquinho. Os dois migraram para o Republicanos.
Na avaliação da pesquisadora, a fragmentação da oposição beneficia o grupo do governador Fábio Mitidieri (PSD), candidato à eleição e aliado de Lula.
“O campo conservador chega a 2026 dividido em dois eixos. As lideranças tentam maximizar suas estratégias individuais ancoradas na estética da comunicação digital, que continua mobilizando bases via redes sociais, mas não substitui a coordenação eleitoral”, diz Petrarca.
Procurado, o PL de Sergipe não respondeu ao contato.
Em Alagoas, a cientista política Luciana Santana considera que o PL perdeu a oportunidade de construir um palanque robusto após a saída do ex-prefeito de Maceió JHC para o PSDB. Hoje, segundo ela, o principal nome identificado com Flávio Bolsonaro no estado é o deputado federal Alfredo Gaspar, presidente estadual do PL e pré-candidato ao Senado.
“Não vejo uma declaração tão explícita e forte de apoio a Flávio Bolsonaro de outras lideranças que efetivamente possa fazer diferença”, afirma Luciana Santana.
Em nota, Gaspar disse que está fazendo o seu dever de casa e construiu uma candidatura forte ao Senado, montou chapas competitivas para deputado estadual e federal e seguirá trabalhando até as convenções para apresentar um nome ao governo do estado.
“A candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência não depende de acordos de ocasião. […] Não é uma candidatura que se mede por negociatas políticas ou por práticas de voto de cabresto, mas pela confiança e pelo apoio livre dos brasileiros”, disse o presidente do PL de Alagoas.
Já no Rio Grande do Norte, a situação é oposta. O PL ampliou sua presença ao atrair o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, que deixou o Republicanos em março para concorrer ao governo do estado.
Com presença de Flávio Bolsonaro, Álvaro Dias oficializa filiação ao PL
Bruno Rocha/Inter TV Cabugi
No entanto, segundo o cientista político Alan Lacerda, o partido ainda não conseguiu consolidar um arco amplo de alianças no Rio Grande do Norte. O pré-candidato a vice na chapa de Dias, Babá Pereira, também é do PL, assim como um dos nomes para o Senado, coronel Hélio.
Embora o senador Rogério Marinho, que é do estado, coordene a campanha de Flávio Bolsonaro nacionalmente, Lacerda acredita que a eleição estadual será marcada por temas locais. “Álvaro deve pegar o voto da direita radical, mas o centro do discurso vai ser o estado”, avalia o cientista político.
Em nota, o PL do Rio Grande do Norte disse que existe uma forte aliança representando a direita no estado, com a presença do Podemos, além do Novo e do PSDB.
“O pré-candidato a governador Álvaro Dias já faz a defesa da pré-candidatura do futuro presidente Flávio Bolsonaro e estará na campanha eleitoral dedicado integralmente ao projeto de salvar o Brasil e o RN do PT”, diz a nota.


Fonte:

g1 > Política

Iraque x Noruega: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Iraque e Noruega fazem nesta terça-feira (16) sua estreia na Copa do Mundo. A partida será realizada às 19h e vai acontecer no Estádio de Filadélfia,na Pensilvânia.

O Iraque volta a disputar uma Copa do Mundo depois de 40 anos. Está será a segunda participação da equipe no torneio. A última vez tinha sido em 1986, quando foi comandada pelo técnico brasileiro Evaristo de Macedo. A campanha não foi das melhores, não conseguiu passar da fase de grupos e terminou em último lugar de sua chave sem somar pontos.

Já a Noruega, quebrou um jejum de 28 anos sem participar do torneio e está de volta à competição. Essa será a quinta vez que a seleção vai disputar a Copa do Mundo. Todo o histórico da equipe na competição aconteceu neste século. A melhor campanha ocorreu na Alemanha, em 2006, quando a equipe se classificou em segundo lugar no grupo e avançou para as oitavas de final, mas foi eliminada pela Inglaterra por 1 a 0.

Onde assistir Iraque x Noruega ao vivo

O jogo entre Iraque e Noruega terá transmissão da CazeTV.


Fonte: Jovem Pan

Torcida argentina faz bandeiraço em Kansas antes da estreia na Copa do Mundo contra a Argélia

Ao ritmo de cantos e tambores, uma onda argentina invadiu a tranquilidade de Kansas City na segunda-feira (15). A atual campeã mundial se prepara para entrar em campo, apoiada por uma torcida transbordando paixão e fé na última aventura de Lionel Messi. 


Fonte: UOL Noticias

Trump diz que Irã concordou em nunca ter arma nuclear; CIA vê risco

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã “concordou em nunca desenvolver uma arma nuclear” após a assinatura de um memorando de entendimento entre os dois países. Apesar disso, a CIA teria alertado o governo norte-americano sobre possíveis descumprimentos dos compromissos nucleares assumidos por Teerã.


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Comunidade iraniana em Los Angeles protesta contra sua seleção na Copa do Mundo

Centenas de opositores do governo de Teerã protestaram em Los Angeles na segunda-feira (15), coincidindo com a partida entre Irã e Nova Zelândia, a estreia do ‘Team Melli’ na Copa do Mundo, que terminou empatada em 2 a 2. 


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