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Acidente grave é registrado na marginal da BR-364, em Cacoal

Um grave acidente de trânsito foi registrado na noite desta sexta-feira (15), na marginal da BR-364, perímetro urbano de Cacoal, nas proximidades de um motel. A ocorrência mobilizou equipes de resgate e chamou a atenção de motoristas que passavam pelo local.

De acordo com informações iniciais, duas motocicletas ficaram ao chão após a colisão, enquanto equipes de atendimento, forças de segurança e populares se concentravam na área do acidente. Imagens registradas no local mostram intensa movimentação, com ambulância, viaturas e congestionamento no trecho.

Informações preliminares apontam que uma pessoa teria perdido a vida no acidente, porém a identidade da vítima ainda aguardava confirmação oficial até o fechamento desta matéria.

O caso reforça a preocupação de moradores com a frequência de acidentes no trânsito de Cacoal. Muitos relatam que ocorrências graves acabam sendo registradas com frequência no município, principalmente em trechos urbanos da BR-364, onde o fluxo intenso exige ainda mais atenção de condutores.

As circunstâncias do acidente ainda devem ser apuradas pelas autoridades competentes.

⚠️ Atenção no trânsito: respeitar os limites de velocidade, evitar distrações e dirigir com prudência pode salvar vidas.

Caiado diz que não fará ‘juízo de valor’ sobre comportamento de Flávio Bolsonaro e critica governo Lula

Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD, durante passagem pela Agrishow em Ribeirão Preto, SP
Érico Andrade/g1
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, disse nesta sexta-feira (15), em Campo Grande, que não vai fazer “juízo de valor” sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), citado em um pedido de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ele afirmou ainda que cada pessoa deve responder pelos próprios atos. Apesar do tom cauteloso ao falar do adversário, Caiado criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que classificou como “populista” e “irresponsável”.
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A declaração foi dada durante uma coletiva na capital. Caiado cumpriu agenda política e econômica no estado e disse que veio discutir temas como logística, agropecuária, segurança pública, educação e inteligência artificial.
Questionado sobre o caso envolvendo Flávio Bolsonaro, Caiado disse que não pretende comentar e afirmou que mantém a mesma postura adotada ao longo da vida pública.
“Cada um responde pelos seus atos. Então se você tem hoje problemas no Supremo, problemas no Congresso, problema na Câmara, problema no Senado, cada um responde pelos seus atos “, afirmou o ex-governador.
Durante a entrevista, Caiado evitou comentar diretamente denúncias e reportagens envolvendo integrantes da família Bolsonaro. Ele citou, por exemplo, o caso do Banco Master e supostas contradições em declarações públicas.
Segundo ele, não cabe a um pré-candidato avaliar o comportamento de outras pessoas. “Não cabe ao candidato Ronaldo Caiado ficar fazendo juízo de valor sobre o comportamento de cada uma das pessoas”, declarou.
Na sequência, Caiado disse que sua candidatura se apoia nas “credenciais” que acumulou na política. Ele citou a trajetória pública e o índice de aprovação ao deixar o governo de Goiás.
Eleições 2026: quem são os pré-candidatos à Presidência da República
Críticas ao governo Lula e ao PT
Apesar do tom em relação ao adversário, Caiado aumentou as críticas ao presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Segundo Caiado, o Brasil vive um cenário de endividamento e de medidas improvisadas. Ele afirmou que o governo Lula pressiona governadores, enquanto adota subsídios e mudanças em impostos.
Caiado afirmou ainda que o governo atua de forma populista e que a oposição não deve perder o foco nas eleições.
Segurança pública e facções criminosas
Ao falar sobre segurança pública, Caiado disse que o avanço de facções criminosas seria consequência de gestões do PT. Ele citou o crescimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho.
Caiado defendeu mudanças na Constituição para ampliar os poderes dos estados. Também falou em reforçar o combate ao tráfico de armas e drogas e em investir no sistema prisional.
“O Lula, que sempre foi complacente com o crime […] Há cinco meses de acabar o governo dele, ele quer dizer que agora ele vai fazer um combate à criminalidade, porque ninguém acredita nisso”, afirmou.
Agenda em Mato Grosso do Sul
Caiado afirmou que a visita a Mato Grosso do Sul inclui debates sobre a Rota Bioceânica, projeto logístico que liga o Brasil ao Oceano Pacífico por meio de países vizinhos. Ele também citou o desenvolvimento do setor de celulose e a crise na agropecuária.
O pré-candidato disse ainda que pretende discutir o acordo entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a União Europeia. Ele defendeu a produção agropecuária brasileira e criticou barreiras impostas por países como França e Irlanda.
Durante a entrevista, Caiado elogiou o senador Nelsinho Trad (PSD) e afirmou que ele é um nome preparado para o Senado.
Questionado sobre alianças no estado, Caiado disse que esse processo deve ser conduzido por líderes locais e que não cabe a ele interferir diretamente.
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul


Fonte:

g1 > Política

Plano de investimento de filme sobre Bolsonaro previa cotas de 1 milhão de dólares e ‘oportunidade de imigração’

O plano de investimento do filme “Dark Horse” sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro previa uma oferta de cotas que variavam de US$ 500 mil a US$ 1,1 milhão e tinha como chamativo a promessa incomum no mercado de cinema de uma “oportunidade de imigração” nos Estados Unidos.
As informações foram reveladas pelo Intercept Brasil nesta sexta-feira (15). A TV Globo confirmou as informações.
Segundo o site, o plano oferecia um “atalho” para que investidores comprassem o direito a visto de residência permanente nos Estados Unidos.
Essa promessa, no entanto, constava apenas para aqueles que comprassem o pacote mais caro, de US$ 1,1 milhão de dólares (cerca de R$ 5.5 milhões na cotação atual).
Eduardo Bolsonaro assinou contrato como produtor-executivo do filme ‘Dark Horse’, diz site
Estratégia de venda
Para atrair investidores, o orçamento do filme foi dividido em pacotes de investimento que ofertavam 40 cotas de US$ 500 mil — um total de US$ 20 milhões (mais de R$ 100 milhões na cotação atual).
Além disso, previa a venda de cinco cotas de US$ 1 milhão cada (cerca de R$ 5 milhões na cotação atual). O investidor que comprasse esse pacote teria direito a uma cadeira no conselho do filme, podendo dar opiniões sobre a produção.
Segundo o Intercept, quem investisse no filme teria como retorno o dinheiro alocado mais 20% sobre o valor investido. Após quitar os pagamentos, o lucro restante seria dividido meio a meio entre investidores e produtores.
O plano de investimento projetava três cenários para a receita global do filme:
US$ 45 milhões (cerca de R$ 227 milhões na cotação atual)
US$ 70 milhões (cerca de R$ 350 milhões na cotação atual)
US$ 100 milhões de dólares (cerca de R$ 500 milhões na cotação atual)
Eduardo Bolsonaro como produtor-executivo
O deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) trabalhou como produtor-executivo do filme sobre a história do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e tinha entre suas atribuições ajudar na captação de recursos para o projeto.
A função consta em contrato a que o Intercept Brasil teve acesso. A TV Globo confirmou as informações.
Jim Caviezel no pôster de ‘Dark Horse’
Reprodução/Instagram/therealjimcaviezel
Na quarta-feira (13), o site revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar “Dark Horse” e que as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
🔎 Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras bilionárias, segundo a Polícia Federal.
A publicação exibiu áudio em que Flávio pede dinheiro e pressiona Vorcaro pelos pagamentos. De acordo com a reportagem, o banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões. A TV Globo também confirmou essas informações.
Investigação sobre uso do dinheiro
Segundo publicou o blog da Andreia Sadi, uma das linhas de investigação busca esclarecer se o dinheiro teria sido destinado oficialmente à produção do filme ou se esse recurso serviu apenas como justificativa para a transferência dos valores para financiar despesas de Eduardo nos Estados Unidos.
O deputado cassado mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então.
Na quinta-feira (14), Eduardo disse, em uma publicação na internet, que o status migratório dele nos Estados Unidos o impediria de receber dinheiro de fundo de investimento ligado a Vorcaro.
Contrato traz definições sobre funções
Segundo o Intercept, o contrato de produção do filme foi assinado digitalmente por Eduardo em 30 de janeiro de 2024. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece ao lado do deputado federal Mário Frias, também do PL de São Paulo, como produtor-executivo do filme.
Além disso, o documento traz a empresa GoUp Entertainment, que tem sede nos Estados Unidos, como produtora.
Ainda de acordo com o contrato, cujos trechos foram publicados pelo site e confirmados pela TV Globo, a produtora e os produtores-executivos deveriam se dedicar à captação de recursos para o projeto.
As atividades incluíam o “envolvimento nas considerações estratégicas relacionadas ao financiamento do filme e preparação de informações e documentação para investidores e assistência na identificação de recursos de financiamento de filmes, incluindo créditos e incentivos fiscais, colocação de produtos e patrocínio”.


Fonte:

g1 > Política

Dino abre apuração sobre uso de emendas em ONGs ligadas a produtora de filme

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (15) a abertura de uma investigação preliminar para analisar possíveis irregularidades envolvendo recursos de emendas parlamentares destinados a entidades associadas ao setor audiovisual.
A decisão foi tomada após manifestações protocoladas pelos deputados federais Tabata Amaral (PSB-SP) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) em uma ação que discute critérios de transparência e fiscalização na distribuição das emendas.
No pedido encaminhado ao STF, Tabata Amaral aponta indícios da existência de uma estrutura formada por diferentes pessoas jurídicas com ligação entre si, compartilhando endereço, administração e estrutura operacional. Segundo a parlamentar, o grupo teria relação com a empresária Karina Ferreira da Gama.
Entre as organizações mencionadas estão o Instituto Conhecer Brasil, a Academia Nacional de Cultura, a Go Up Entertainment e a Conhecer Brasil Assessoria. Para a deputada, a utilização de múltiplos CNPJs poderia dificultar o rastreamento da aplicação dos recursos públicos.
Já Pastor Henrique Vieira sustenta que pode ter havido descumprimento de decisões anteriores do STF relacionadas à transparência das emendas parlamentares. O deputado também levanta suspeitas sobre eventual desvio de finalidade no direcionamento de verbas para o Instituto Conhecer Brasil e para a Academia Nacional de Cultura.
Em nota divulgada após a decisão, o Instituto Conhecer Brasil afirmou que todos os projetos executados pela entidade seguem as exigências legais e administrativas estabelecidas pelos órgãos públicos. A ONG, presidida por Karina da Gama, declarou que os contratos passam por etapas formais de aprovação, acompanhamento técnico, prestação de contas e fiscalização.


Fonte: Conexão Política

PGR denuncia Zema ao STJ por calúnica contra Gilmar Mendes

A Procuradoria-Geral da República denunciou nesta sexta-feira (15)contra o ex-governador de Minas Gerias e pré-candidato do Novo à presidência, Romeu Zema, ao Supremo Tribunal de Justiça por de calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Na decisão, o procurador-geral da Republica, Paulo Gonet, fixou um valor mínimo de reparação dos danos morais causados à dívida, em “montante equivalente a 100 salários-mínimos”. Segundo a decisão, a quantia é um “parâmetro compatível com a “gravidade da imputação ccaluniosa, a extensão da divulgação e a repercussão pública da ofensa”.
As calúnias a qual a PGR se refere, é sobre os vídeo compartilhados por Zema em suas contas nas redes sociais intituladas “Os Intocáveis”, que faz críticas aos poderosos do Brasil.
No dia 25 de abril, Zema compartilho o quinto episódio da sua série. No vídeo ele vídeo retratou uma ligação entre os fantoches dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em que Gilmar Mendes pede a Alexandre de Moraes que inclua o ex-governador mineiro no inquérito das fake news, que tem a relatoria de Moraes.
O vídeo também relembra quando Gilmar Mendes disse que Zema fala um dialeto “próximo do português”, ao se referir ao sotaque mineiro, já que muitas vezes não entende o que o ex-governador quer dizer. “Tira do ar (a série ‘Os Intocáveis’) e prende esse Chico Bento mineiro”, ironiza o vídeo.
Desentenimento Zema x Mendes 
Zema e Gilmar Mendes tem estado em atrito desde o dia 1º de março quando o ex-governador de Minas Gerais  publicou um vídeo de sátira, no dia 1º de março, que retrata o magistrado pedindo uma troca de favores ao ministro Dias Toffoli em meio ao escândalo do Banco Master.
Após as postagens do mineiro, Gilmar Mendes enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes pedindo a investigação do pré-candidato à Presidência. O ministro apontou a suspeita de indícios de crime na publicação.
Um dia após o envio da representação de Gilmar Mendes, no dia da Inconfidência Mineira, Zema fez mais uma publicação criticando o STF. O ex-governador comparou os ministros e o presidente Lula (PT) à coroa portuguesa.
“Você acha que nós somos livres de verdade? Eu acho que não. No lugar da Coroa Portuguesa, se sentaram os intocáveis de Brasília. Os políticos vendidos, os empresários ladrões e os juízes que se acham acima do bem e do mal”, diz em um trecho da publicação.
A representação que faz alusão à Inconfidência Mineira traz imagens de inteligência artificial com o rosto dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além de Lula e do banqueiro Daniel Vorcaro.


Fonte: Jovem Pan

PM prende assaltantes de ‘canetas emagrecedoras’ na zona sul de São Paulo

O 12º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano prendeu em flagrante, na noite de quinta-feira (14), dois homens, de 18 e 20 anos, durante um roubo em uma farmácia na Rua Afonso Braz, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. Eles foram apreendidos com os medicamentos popularmente chamados de “canetas emagrecedoras”.
Segundo a PM, a ocorrência teve início após informações repassadas por meio do “Programa Vizinhança Solidária”. As equipes chegaram rapidamente ao local e conseguiram surpreender os criminosos saindo do estabelecimento com dinheiro, aparelhos celulares e os medicamentos de alto valor.
Durante a ação, os policiais informaram que foram localizados pessoas em cárcere privado. “Os funcionários da farmácia estavam trancados em um cômodo pelos criminosos. Todas as vítimas foram libertadas em segurança”, informou a PM.
Além da prisão dos dois suspeitos, os policiais também avaliaram que a motocicleta utilizada na ação criminosa era roubada.
Os suspeitos carregavam uma bolsa de entregador, onde guardavam os medicamentos roubados. Os produtos recuperados ultrapassam R$ 37 mil em medicamentos de alto custo.
“A ocorrência foi registrada no 27º Distrito Policial como roubo a estabelecimento comercial, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e localização/apreensão de veículo e objetos. Os dois permaneceram presos e à disposição da Justiça”, informou a SSP.


Fonte: Jovem Pan

Efeito Flávio Bolsonaro: dólar fecha a R$5,06

Em três dias, o dólar subiu de R$ 4,89 para R$ 5,06, uma alta de 17 centavos (3,47%). Dessa vez, a elevação não tem nada a ver com a piora fiscal, as tarifas protecionistas de Trump ou o aumento do risco geopolítico no Oriente Médio. A disparada da moeda norte-americana tem relação com o cenário político-eleitoral brasileiro, especificamente com Flávio Bolsonaro.
Anteontem, o site Intercept divulgou um áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro pedindo dinheiro para a produção do filme sobre o seu pai, Dark Horse. Hoje, o mesmo portal vazou que Eduardo Bolsonaro era o produtor executivo do longa, com acesso aos recursos financeiros da obra cinematográfica.
À luz dos fatos divulgados, apesar de não haver corrupção nessas transações, o mercado financeiro entendeu que a candidatura de Flávio Bolsonaro perdeu força para derrotar Lula. A leitura é que o pedido de dinheiro, um dia antes de Vorcaro ser preso, pegou mal, principalmente para o eleitorado de centro, menos ideológico — justamente aquele que Flávio vinha tentando conquistar.
Com a maior probabilidade de vitória de Lula, o mercado entende que as reformas fiscais ficarão comprometidas na continuidade deste governo. Já com Flávio Bolsonaro, o investidor entenderia que o ajuste nas contas públicas teria mais chance de ocorrer, o que explicava, em parte, a queda recente da moeda norte-americana.
O comportamento do dólar daqui para a frente será ditado, sobretudo, pelas novas informações a serem divulgadas sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. As pesquisas eleitorais nas próximas semanas devem mexer com o meio político e também com o preço dos ativos no mercado financeiro. Para quem gosta de volatilidade, será um prato cheio.


Fonte: Jovem Pan

Resgatando rock antigo com Undo, André Frateschi garante: ‘Não devemos nada para bandas mais jovens’

Prazer em começar e recomeçar. É assim que se sente o ator e cantor André Frateschi, no auge dos seus 51 anos de idade. Não à toa que, após uma década interpretando canções da Legião Urbana ao lado de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, o artista embarcou em uma nova jornada: a do lançamento da banda Undo, que se apresenta nesta sexta-feira (15) em São Paulo, na Casa Rockambole.
Além de Frateschi, o quinteto também conta com os guitarristas Rafael Mimi e Johnny Monster, o baterista Rafael Garga e o baixista e produtor Dudinha Lima – uma reunião de músicos experientes com uma sonoridade típica do rock dos anos 1980. Assim pode ser definido o disco de estreia, homônimo, que veio ao mundo ainda em outubro do ano passado.
Com 10 faixas, o trabalho inclui participações de nomes marcantes da música brasileira: Dado Villa-Lobos aparece em Kill Billy, enquanto Leoni surge em Aprender a Perder.
O álbum também conta com os singles Porcos Não Olham Pro Céu e Melodrama, mesclando elementos do post-punk com o new wave. Para Frateschi, em entrevista exclusiva à Jovem Pan, as referências são claras – e a experiência tem forçado o cantor a sair do lugar comum.
“Diferente da Legião, isso me coloca em um outro lugar, que é o de compositor. A sensação de dizer o que você está precisando é muito boa, quase terapêutica”, conta.
Nascido em São Paulo, André Frateschi não é um iniciante no mundo da música. O artista esteve envolvido com o rock desde a adolescência, principalmente com referências a David Bowie, e lançou um disco solo em 2014.
Agora, em um momento diferente da vida, a tarefa de liderar uma banda se apresenta como um desafio e uma paixão. Já distante da adolescência – pelo menos no calendário – ele reconhece um certo deslocamento etário dentro do cenário do rock, mas sem representar empecilhos para o trabalho.
“Nesta altura da vida, começar uma banda não é a coisa mais recomendada a se fazer”, ironiza. “Ao mesmo tempo, parece que estou fazendo como quando eu tinha 20 anos. É a mesma paixão que me move e que move os meninos que estão comigo. A vantagem é que todo mundo chega com bagagem e não precisa mais provar nada para ninguém, então a relação é prazerosa”.
Frateschi também demonstra realismo sobre as expectativas de um grande sucesso comercial e enxerga a estabilidade pessoal e financeira do grupo como componentes positivos. Para ele, sem a responsabilidade da “sobrevivência”, a Undo está “mais livre para tentar voos mais ousados e fazer experimentações estéticas que estão de acordo” com a ambição do quinteto.
Isso, porém, não exclui o romantismo de estar no meio da música e a idealização de ser comparado a ídolos como Renato Russo e David Bowie. “Aos 50 anos, começar uma banda é um ato de amor e fé que, na minha opinião, é o que importa da vida. São as relações e essa coisa de não parar, porque a tendência natural é você ir se acomodando nos lugares que conquistou. Conhecer novos territórios à essa altura é o que faz você ficar vivo. É a vantagem de ser artista”.

O mundo dá volta…
A humanidade atravessava um momento peculiar na história quando David Bowie lançou seu primeiro álbum de estúdio, em 1967. O período representava o auge da Guerra Fria, pouco após o fim da 2ª Guerra Mundial, e inspirou toda uma geração que cresceu diante da ameaça existencial de um conflito nuclear.
Na fria e cinzenta Manchester, no norte da Inglaterra, no final da década de 1970, era o som do Joy Division que começava a imperar nos circuitos alternativos. Dali para frente, uma porção de bandas com som e estética post-punk começaram a ganhar o mundo, inclusive chegando ao Brasil, a ponto de inspirar a criação de grupos nacionais.
O intervalo de 12 anos entre o trabalho de estreia de Bowie e o Unknown Pleasures também foi marcado por muita agitação dentro e fora do Reino Unido. O escândalo do Watergate derrubou o governo de Richard Nixon nos Estados Unidos, a Apollo 17 levou o homem à Lua pela última vez e o massacre de Munique durante as Olimpíadas foi transmitido em tempo real para todo o planeta.
Avance cinco décadas e chegue aos anos 2020. As situações podem até ter mudado, mas as preocupações seguem muito similares – por mais que, ao final da década de 90, houvesse alguma expectativa de melhora no mundo. Neste cenário, o rock pode renascer e retomar o espaço de antigamente, ao menos na visão de Frateschi.
“O mundo vive de novo uma incerteza desgraçada. Agora, temos muitas outras possibilidades além da guerra nuclear. Tem a questão climática, o fascismo… existem muitas coisas acontecendo que acredito que façam com que o rock seja uma expressão necessária novamente.”
“O momento em que estamos vivendo inclui bandas clássicas de rock lançando discos relevantes depois de muito tempo”, diz. É o caso de Songs of a Lost World, do The Cure, de 2024. “Nesse sentido, a Undo se coloca muito bem nesse lugar”.
Apesar das repetições, os problemas do mundo de hoje em dia não são motivo de cansaço para o vocalista do grupo. “É um pavor, uma sombra que faz com o que a gente fique em busca do sol. Você precisa fazer alguma coisa para não morrer quieto e é isso que estamos tentando”.
Para não morrer quieto, a Undo também precisará conquistar espaços. E isso passa necessariamente por um desbravamento do público jovem. Entre as tentativas, está a abertura de dois shows da Fresno: um no Rio de Janeiro e o último, ainda em abril, em São Paulo, na apresentação que marcou o lançamento do novo disco do trio emo gaúcho.
O foco principal, porém, segue na produção de música de alta qualidade. Em tempos de identificação exacerbada – onde, por vezes, a questão de rótulos se sobressai aos critérios técnicos – Frateschi aponta a necessidade de filtros apurados do público e garante que a arte “chega” ao público sempre que a banda sobe aos palcos.
“A gente paga o preço de não ser jovem. Somos cinco homens brancos, cis, héteros, do centro de São Paulo… é tudo errado”, brinca. “O que nós oferecemos como música, experiência e energia, nós não devemos nada para bandas mais jovens. É absolutamente imperioso que a gente reconheça políticas identitárias, elas são totalmente necessárias. Ao mesmo tempo, tentamos achar um meio termo, para que elas meçam o valor artístico das coisas. Quero que a banda chegue para muitas pessoas, é a mesma vontade que tenho desde pequeno”.
Quem estiver no show da Undo nesta sexta-feira deve se deparar com uma apresentação de cerca de uma hora e meia, passando por todo o repertório da banda, além de lados B da Legião Urbana. A noite também conta com a abertura da Autoramas, nome histórico do indie nacional, e os ingressos estão à venda pela internet a partir de R$ 50.


Fonte: Jovem Pan

Justiça arquiva caso do Cão Orelha a pedido do Ministério Público

A Vara da Infância e Juventude de Florianópolis arquivou o caso do Cão Orelha, a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O Tribunal de Justiça de Santa Catarina confirmou a informação nesta sexta-feira (15).
“Importante esclarecer que quando o Ministério Público requer o arquivamento de um procedimento criminal dentro dos parâmetros legais, o Poder Judiciário não pode dar prosseguimento ao processo por iniciativa própria”, explicou o tribunal, em nota.
No último dia 12, o Ministério Público de Santa Catarina informou que, após análise de cerca de dois mil arquivos, vídeos e laudos técnicos, concluiu que o cão Orelha não foi morto após ser agredido por um grupo de adolescentes.
O MPSC pediu à Justiça o arquivamento do caso. O processo corre em segredo de Justiça.
Segundo a análise feita pela promotoria, os adolescentes e Orelha “não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão”.
O órgão afirma que a morte do bicho – que foi submetido à eutanásia – aconteceu devido a uma “condição grave e preexistente, e não à agressão”.


Fonte: Jovem Pan

Líbano diz que extensão da trégua com Israel pode trazer ‘estabilidade’, mas pede garantias dos EUA

A delegação negociadora do Líbano em Washington declarou nesta sexta-feira (15) que a prorrogação da trégua com Israel e o estabelecimento de um canal de segurança abrem caminho para uma “estabilidade duradoura”, mas pediu garantias dos Estados Unidos.
“A delegação libanesa acolhe com satisfação o resultado de hoje”, afirmou em um comunicado divulgado pela presidência libanesa após a trégua na guerra entre Israel e o Hezbollah ser ampliada por mais 45 dias.
“A extensão do cessar-fogo e o estabelecimento de um canal de segurança facilitado pelos Estados Unidos proporcionam um espaço vital de alívio para nossos cidadãos (…) e avançam em uma via política rumo a uma estabilidade duradoura.”

Cessar-fogo extendido
Foi prorrogado nesta sexta-feira por mais 45 dias o cessar-fogo entre Líbano e Israel, em vigor desde o dia 17 de abril e prorrogado no dia 23 de abril, anunciou o Departamento de Estado americano. O objetivo de cessar-fogo é permitir negociações em direção a um acordo permanente de segurança e paz. 
As hostilidades entre o Hezbollah e Israel reacenderam-se em 2 de março, quando o grupo abriu fogo em apoio ao Irã na guerra regional em curso. O cessar-fogo no Líbano surgiu paralelamente aos esforços de Washington para resolver seu conflito com Teerã, embora o Irã tenha solicitado que o Líbano fosse incluído em qualquer trégua mais ampla.
Cerca de 2.500 pessoas foram mortas no Líbano desde que Israel entrou na ofensiva após o ataque do Hezbollah em 2 de março, de acordo com as autoridades libanesas.
Mesmo com o cessar-fogo em vigor desde abril, o exército israelense continuou atacando alvos do Hezbollah no Líbano, causando a morte de pelo menos 400 pessoas, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais.

*Com informações da AFP


Fonte: Jovem Pan