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Datafolha: 88% dos eleitores de Flávio defendem candidatura após caso ‘Dark Horse’

Pesquisa Datafolha realizada nos dias 20 e 21 de maio aponta que 88% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) defendem que o senador siga na disputa pela presidência da República, mesmo após as revelações do caso “Dark Horse”. O levantamento, registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-07489/2026, ouviu 2.004 pessoas em 139 cidades e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais.
Apesar do apoio da base, a pesquisa registrou impacto na intenção de votos do senador. Na simulação de primeiro turno, Flávio Bolsonaro passou de 35% para 31%. No segundo turno, o índice oscilou de 45% para 43%. No mesmo período, o presidente Lula (PT) oscilou de 38% para 40% no primeiro turno e de 45% para 47% em um eventual embate direto.
O caso “Dark Horse” refere-se ao pedido de financiamento feito pelo senador ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a produção de um filme sobre a campanha de Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro admitiu o encontro e a solicitação de recursos após ter negado o episódio inicialmente. Vorcaro está preso e sua rede de contatos é alvo de investigação.
Entre os eleitores que declaram voto no senador, 72% tomaram conhecimento do caso. Nesse grupo, 73% afirmam que mantêm a confiança no pré-candidato e 53% avaliam que ele agiu corretamente ao solicitar o dinheiro. Os dados contrastam com a visão do eleitorado geral, no qual 64% desaprovam a conduta do parlamentar e 48% defendem a retirada da candidatura.
Na hipótese de Flávio Bolsonaro não participar do pleito, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) aparece como a sucessora favorita para 60% dos eleitores do senador e 39% do total de entrevistados. Outros nomes mencionados pelos apoiadores de Flávio são o deputado Eduardo Bolsonaro (15%), Romeu Zema (13%) e Ronaldo Caiado (10%).


Fonte: Jovem Pan

Virada Cultural acontece neste fim de semana em SP; veja mudanças na cidade

A cidade de São Paulo recebe, neste sábado (23) e domingo (24), a Virada Cultural 2026. O evento terá 21 palcos espalhados por todas as regiões da capital, com apresentações musicais, desfiles de escolas de samba e sessões de cinema. Para atender ao público estimado de 4,8 milhões de pessoas, um esquema especial foi montado em relação ao funcionamento do metrô e às linhas da CPTM.
As apresentações dos artistas estão divididas por zonas. No centro, os palcos recebem nomes como Seu Jorge, Marina Sena e um palco dedicado a vozes femininas. Na zona leste, haverá shows de Thiaguinho e Luísa Sonza, enquanto a zona norte terá Sidney Magal e Titãs. A zona sul contará com Péricles e Gustavo Mioto, e a zona oeste terá um palco voltado ao rock com CPM22 e Biquini Cavadão.
A edição deste ano inclui atrações internacionais, como a banda sul-coreana 1VERSE e o cantor Manu Chao. As três escolas de samba campeãs do Carnaval 2026 — Mocidade Alegre, Império da Casa Verde e Acadêmicos do Tucuruvi — também realizam apresentações.

Como vai funcionar o transporte?
O Metrô operará durante 24 horas nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Durante a madrugada, o embarque será permitido apenas nas estações Anhangabaú e São Bento, ficando as demais abertas apenas para desembarque. Na CPTM, todas as linhas funcionam, mas a Linha 11-Coral terá intervalos maiores devido a obras de manutenção nos trilhos e na rede aérea.
No transporte por ônibus, 1.128 linhas estarão em operação, sendo 141 no período da madrugada. No domingo, dia em que a tarifa já é gratuita na cidade, a frota de ônibus terá um reforço de 41%.
Eventos culturais
Além disso, instituições culturais como a Pinacoteca, o Museu da Língua Portuguesa e o Museu do Futebol terão entrada gratuita no fim de semana. O Masp funcionará pela primeira vez por 24 horas seguidas, também sem cobrança de ingresso.
Na área do cinema, o evento promove 50 sessões com adaptações sensoriais para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Os filmes exibidos incluem Michael, Super Mario Galaxy: O Filme e Zico: O Samurai de Quintino.
*Com informações da Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

Xi Jinping exige investigação após mortes em mina: ‘Vigilância constante’

O presidente da China, Xi Jinping, pediu mobilização de recursos para o atendimento aos feridos e determinou a realização de uma investigação sobre a explosão na mina de carvão de Liushenyu. O acidente, ocorrido na província de Shanxi na noite de sexta-feira (22), resultou na morte de 90 pessoas.
Xi Jinping afirmou que as administrações regionais devem tirar lições do ocorrido. “Todas as regiões devem aprender com este acidente e manter vigilância constante para prevenir e conter desastres graves”, declarou o líder chinês em comunicado oficial.
As autoridades prenderam um responsável pela mineradora para prestar esclarecimentos. De acordo com a agência estatal Xinhua, 247 trabalhadores estavam no subsolo no momento da tragédia, ocorrida às 19h29.
Além das mortes confirmadas, 123 mineiros foram encaminhados a hospitais. Até a tarde de sábado (horário local), 33 haviam recebido alta, enquanto quatro permaneciam em tratamento intensivo. No local, uma equipe de 755 profissionais de saúde e emergência trabalha nas operações de resgate e assistência.

Maior explosão no setor em 17 anos
A explosão foi causada por gás metano, que gera monóxido de carbono ao entrar em contato com faíscas. Este é o registro com maior número de vítimas no setor carbonífero da China desde novembro de 2009, quando uma explosão em Heilongjiang resultou em 108 mortes.
O setor carbonífero é a principal base da matriz energética chinesa e emprega 1,5 milhão de pessoas. Em fevereiro de 2023, o desabamento de uma unidade na Mongólia Interior havia deixado 53 mortos.
*Com informações da AFP


Fonte: Jovem Pan

Explosão em mina de carvão mata 90 pessoas na China no pior acidente em 17 anos

Uma explosão na mina de carvão de Liushenyu, na província de Shanxi, matou pelo menos 90 pessoas na noite de sexta-feira (22). O acidente é considerado o mais letal do setor na China nos últimos 17 anos. Segundo a agência oficial Xinhua, 247 trabalhadores estavam no subsolo no momento da detonação, ocorrida às 19h29.
Além das mortes confirmadas, 123 mineiros foram hospitalizados — quatro deles em estado crítico. Até a tarde de sábado (horário chinês), 33 feridos já haviam recebido alta. No local, uma força-tarefa de 755 profissionais de saúde e emergência segue mobilizada nas operações de resgate e assistência.
O sobrevivente Wang Yong descreveu o momento do acidente à emissora estatal CCTV. “Vi uma nuvem de fumaça e senti cheiro de enxofre. Pessoas sufocavam ao meu redor antes de eu perder a consciência”, relatou. Wang recuperou os sentidos uma hora depois e conseguiu deixar a mina acompanhado de outros colegas.

Reação oficial e causas
O presidente Xi Jinping ordenou a mobilização de “todos os recursos” para o tratamento dos feridos e exigiu uma investigação completa. “Todas as regiões devem aprender com este acidente e manter vigilância constante para prevenir e conter desastres graves”, afirmou o líder chinês. Um responsável pela mineradora já foi detido pelas autoridades para prestar esclarecimentos.
Embora as informações iniciais apontassem apenas quatro mortos, o balanço subiu drasticamente conforme as equipes avançaram em áreas com altos níveis de monóxido de carbono. O gás, inodoro e letal, é gerado em explosões de metano (grisú), que ocorrem quando o gás acumulado por falta de ventilação entra em contato com faíscas.
Histórico de insegurança
Apesar de melhorias recentes nos protocolos de segurança e na transparência da cobertura midiática, acidentes fatais continuam recorrentes na China, maior consumidora global de carvão. Este é o pior incidente desde novembro de 2009, quando uma explosão em Heilongjiang matou 108 pessoas. Mais recentemente, em fevereiro de 2023, o desabamento de uma mina na Mongólia Interior deixou 53 mortos.
Atualmente, o setor carbonífero chinês é peça-chave na matriz energética do país e emprega mais de 1,5 milhão de pessoas.


Fonte: Jovem Pan

São Paulo tem alerta para chuva forte e rajadas de vento neste sábado; veja previsão

A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta para chuvas fortes e rajadas de vento em diversas regiões paulistas neste sábado (23). A mudança no tempo é provocada pela atuação de um cavado meteorológico e pela passagem de um sistema de baixa pressão pela costa do estado, o que favorece a formação de áreas de instabilidade.
Para este sábado, a previsão indica acumulados de chuva entre 50 e 80 mm. As regiões mais afetadas devem ser a Grande São Paulo, a Baixada Santista, Campinas, Sorocaba, Bauru, São José dos Campos e as áreas próximas à divisa com o Paraná. As rajadas de vento podem atingir entre 60 e 70 km/h, elevando o risco de quedas de árvores, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Na capital paulista, as temperaturas devem variar entre 14°C e 19°C, com potencial para pontos de alagamento entre a manhã e a tarde.
No domingo (24), o sistema de baixa pressão perde intensidade e se afasta do continente. No entanto, a umidade vinda do oceano mantém o tempo instável na faixa leste, no litoral e na região central do estado. A previsão para o dia é de chuva fraca a moderada e temperaturas amenas, com máxima de 20°C na capital e 22°C no interior.
De acordo com Defesa Civil, a população deve evitar áreas alagadas, margens de rios e o abrigo sob árvores ou estruturas metálicas durante o vento. Em situações de emergência, os canais de atendimento são o telefone 199, da Defesa Civil, e o 193, do Corpo de Bombeiros.


Fonte: Jovem Pan

Brasileiro quer penas mais duras, mas rejeita ‘bandido bom é bandido morto’; o que pensam Flávio e Lula

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Sou da Paz no último dia 18 dá uma dica aos pré-candidatos ao Planalto para angariar apoio dos indecisos: a frase “bandido bom é bandido morto”, que ficou famosa na discussão sobre segurança pública no país, só é aceita por 20% dos entrevistados. Isso não significa, no entanto, que a insegurança não é um ponto crítico. Segundo o mesmo estudo, 69% acredita que a “polícia prende e a Justiça solta”, enquanto 39% responderam que o “Brasil precisa aumentar as penas contra os crimes”. 
Flávio tem voltado a subir de tom contra o crime após adotar uma estratégia de vender um perfil moderado no início da pré-campanha para se distanciar da imagem escrachada do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em março, disse que “se enfrentar a polícia, vai ser ‘neutralizado’, sim”, se referindo aos criminosos. De acordo com a pesquisa, a estratégia inicial do “Bolsonaro moderado”, que é duro contra o crime, mas não apoia violência, seria a mais viável para o principal candidato da oposição.
Já Lula tem o problema contrário: o petista precisa deixar claro que não “passa pano” para bandido, ao mesmo tempo em que não incentiva a violência contra eles. Em discurso neste mês, o atual presidente afirmou que as cidades pertencem ao povo, não ao crime organizado.
No último dia 7, após se encontrar com o presidente Donald Trump, o petista disse que propôs ao homólogo norte-americano que Brasil e EUA criem um grupo de trabalho para discutir o combate ao crime organizado. Até então, uma sinalização positiva, se levarmos em conta a pesquisa e se a campanha do presidente souber explorar isso publicamente.
Outros dados da pesquisa:

Câmeras corporais atrapalham a atuação da polícia – 12%
Câmeras corporais são tecnologias que protegem os bons policiais e produzem provas contra criminosos – 82%
Armas legais não chegam ao crime – 14%
Armas legais são compradas, roubadas e viram violência nas mãos dos bandidos – 77%
Bandido bom é bandido morto – 20%
Nenhum bandido é bom, todos devem ser julgados, punidos e presos – 73%
Armar a população aumenta a segurança – 21%
Com mais armas vai ter mais mortes, mais violência – 73%
Precisamos de mais polícia nas ruas – 32%
Não precisamos de mais da polícia: é preciso uma polícia melhor e mais preparada – 65%
O Brasil precisa aumentar as penas contra os crimes – 39%
O Brasil precisa garantir e aplicar as penas que já existem a todos os criminosos – 55%
A polícia prende e a justiça solta – 69%
A polícia prende mal e por isso a justiça tem que soltar – 25%

“Os dados mostram que as frases de efeito antigamente mais famosas na segurança pública já não ressoam mais na população. A sociedade brasileira está cansada de promessas antiquadas e deseja outras formas de pensar esse tema, para além dos radicalismos cristalizados que não têm trazido resultados reais no dia a dia das pessoas. Há uma maioria silenciosa que busca resultados e eficácia, por isso apoia novas ideias sobre a segurança pública”, explica Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, em comunicado divulgado pela organização.


Fonte: Jovem Pan

Do asfalto quente ao gelo olímpico: a revolução dos “Blue Birds”

Imagine o som ensurdecedor de lâminas cortando o gelo a 140 km/h. O ar rarefeito congela os pulmões, e a força G esmaga o corpo contra a fibra de carbono. Agora, imagine que os homens dentro dessa cápsula de velocidade nasceram onde o sol queima a pele e a neve é apenas um conceito distante. No topo da pista de Yanqing, nas Olimpíadas de Inverno de 2022, o quarteto brasileiro não estava lá apenas para participar; eles estavam lá para fazer história. O silêncio sepulcral antes da largada foi quebrado pelo grito de guerra em português, um som vibrante que ecoou pelas montanhas da China, anunciando que o Brasil não só aprendeu a deslizar no gelo, mas veio para desafiar os gigantes do inverno.
A largada que desafia a física
No bobsled, tudo se decide nos primeiros 50 metros. É uma explosão de violência controlada. Para o time brasileiro, esse momento é a síntese de uma batalha contra a própria geografia. Diferente dos alemães ou suíços, que crescem deslizando, os brasileiros transformaram a desvantagem em uma arma letal: a explosão do atletismo puro.
A descida histórica que colocou o Brasil na final olímpica em Pequim não foi sorte; foi biomecânica aplicada ao extremo. A sincronia do “push” — o momento em que quatro homens de 100 kg correm em uníssono e saltam para dentro de um trenó em movimento — foi executada com uma precisão cirúrgica. Naquela curva 13, conhecida como “o dragão”, onde muitos trenós viraram sucata, o piloto Edson Bindilatti manteve a linha com a frieza de um veterano, guiando o trenó como se estivesse em trilhos invisíveis. Foi a prova definitiva de que a técnica havia superado a falta de tradição.
Sangue quente em veias congeladas
A história do time brasileiro de bobsled é um roteiro de cinema que deixa a ficção para trás. Esqueça as comparações cômicas com “Jamaica Abaixo de Zero”. O que vemos hoje é a evolução de atletas de elite que precisaram reinventar o treinamento de alto rendimento. Sem acesso a pistas de gelo em casa, a equipe precisou de uma criatividade tipicamente brasileira para simular o caos da descida.
É fascinante observar como eles treinam num país tropical. Em vez do frio alpino, o cenário é uma pista fixa de empurrar sobre trilhos em São Paulo, sob um calor de 30 graus. Eles substituíram o gelo pelo asfalto e trilhos de metal, focando obsessivamente na fase de largada, a única variável que podiam controlar sem sair do país.

A liderança: Edson Bindilatti, ex-decatleta, tornou-se a alma do projeto, participando de cinco edições olímpicas e transformando um time amador em uma máquina de competição.
A adaptação: O uso de motocicletas para treinar reflexos visuais e a musculação focada em explosão compensaram a falta de horas de voo no gelo real.

Os “Blue Birds”, como ficaram conhecidos devido aos capacetes azuis vibrantes, deixaram de ser os “exóticos” para se tornarem respeitados rivais. A resiliência de treinar no calor para competir no frio extremo forjou uma mentalidade blindada, onde cada descida no gelo real é valorizada como se fosse a última.
Muito mais que um milagre tropical
Chegar à final olímpica e figurar entre os 20 melhores do mundo não é apenas um recorde estatístico; é uma mudança de paradigma. O Brasil provou que o talento atlético é universal e transferível. A evolução no bobsled simboliza a profissionalização dos esportes de inverno no país.
Não somos mais os turistas acidentais. O trenó brasileiro, desenhado com aerodinâmica de ponta e impulsionado por atletas que dedicam a vida a um esporte que seus vizinhos sequer compreendem, carrega o peso de uma nação que aprendeu a amar o inverno. Cada centésimo de segundo baixado é uma vitória contra o ceticismo, contra a falta de neve e contra a lógica.
O bobsled brasileiro é a prova viva de que a paixão não tem clima. Quando o trenó cruza a linha de chegada e os freios levantam a cortina de neve, não vemos apenas atletas exaustos; vemos a chama do esporte queimando intensamente no lugar mais improvável do mundo. O Brasil não apenas chegou ao gelo; o Brasil incendiou a pista.


Fonte: Jovem Pan

A Dinastia Andretti e o Legado de Mario na História da Fórmula Indy

O nome Andretti transcendeu o status de apenas um sobrenome para se tornar um sinônimo global de velocidade e automobilismo de alta performance. O legado de Mario Andretti e sua família na história da Fórmula Indy representa uma das narrativas mais completas do esporte a motor, combinando talento bruto, longevidade técnica e uma capacidade única de adaptação a diferentes eras da engenharia automotiva. Embora Mario seja a figura central, a dinastia se estende por filhos, sobrinhos e netos, consolidando uma marca que influenciou o desenvolvimento da IndyCar (e suas antecessoras USAC e CART) ao longo de mais de cinco décadas.
Origem e cronologia da família
A história da dinastia começa longe dos ovais norte-americanos, na cidade de Montona, Istria (então parte da Itália, hoje Croácia). Mario e seu irmão gêmeo, Aldo Andretti, nasceram em 1940 e passaram os primeiros anos de vida em um campo de refugiados após a Segunda Guerra Mundial, antes de a família imigrar para os Estados Unidos em 1955, estabelecendo-se em Nazareth, na Pensilvânia.
A linha do tempo da família no automobilismo pode ser dividida em eras distintas:

A era de fundação (Anos 50 e 60):
Mario e Aldo começam a correr com um Hudson Hornet 1948 em pistas de terra (dirt tracks) em 1959.
Aldo sofre um acidente grave que limita sua carreira, enquanto Mario ascende rapidamente nas categorias de base (sprints e midgets).
Mario estreia na USAC Championship Car (precursora da Indy) em 1964.
A consolidação (Anos 70 e 80):
Mario conquista a vitória na Indy 500 em 1969 e transita entre a Fórmula 1 e a Fórmula Indy.
Michael Andretti, filho de Mario, inicia sua carreira profissional no início dos anos 80, criando uma rivalidade interna e saudável.
Jeff Andretti (filho mais novo de Mario) e John Andretti (sobrinho, filho de Aldo) ingressam nas competições nacionais.
A era moderna e expansão (Anos 90 até hoje):
Michael se torna um dos maiores vencedores da história da CART nos anos 90.
Marco Andretti (neto de Mario, filho de Michael) estreia na IndyCar em 2006.
A família transita de apenas pilotos para proprietários de equipe com a Andretti Global (anteriormente Andretti Autosport), mantendo a relevância técnica e política na categoria.

Fundamentos e dinâmica da Fórmula Indy na era Andretti
Para compreender o legado de Mario Andretti e sua família na história da Fórmula Indy, é necessário analisar as regras e o funcionamento técnico das competições que eles dominaram. A “Fórmula Indy” não é uma categoria estática; ela passou por diversas mudanças de regulamento e sanção (USAC, CART, IRL, IndyCar), e os Andretti tiveram que se adaptar a todas elas.
Os pilares técnicos e desportivos que marcaram a atuação da família incluem:

Versatilidade de traçados:
Diferente da Fórmula 1, a IndyCar exige domínio em quatro tipos de pista: ovais curtos (short ovals), superovais (speedways como Indianápolis), circuitos mistos permanentes e circuitos de rua.
A família Andretti notabilizou-se pela capacidade de configurar os carros (setup) para lidar com a aerodinâmica específica de cada traçado, alterando downforce e relações de marcha drasticamente semana a semana.
Evolução da engenharia:
Mario Andretti pilotou desde os Roadsters com motor dianteiro até os carros de efeito solo e motores turboalimentados com mais de 900 cavalos de potência.
A família foi pioneira no uso de telemetria avançada nos anos 80 e 90, trabalhando com engenheiros para refinar o consumo de combustível e o desgaste de pneus, fatores cruciais nas regras de pit stop da categoria.
O sistema de pontuação e qualificação:
O sucesso dos Andretti baseou-se na consistência. As regras da Indy historicamente premiam não apenas a vitória, mas a regularidade e a liderança de voltas.
Michael Andretti, especificamente, era conhecido por sua agressividade estratégica, explorando as regras de bandeira amarela para ganhar posições, um fundamento tático essencial nas corridas norte-americanas.

Títulos e recordes
A contabilidade das conquistas da família Andretti é extensa e abrange múltiplas categorias, mas o foco na Fórmula Indy (incluindo as sanções da USAC e CART) revela a magnitude de seu domínio.
Mario Andretti:

Títulos da IndyCar (USAC/CART): 4 campeonatos (1965, 1966, 1969, 1984).
Vitórias na IndyCar: 52 vitórias (2º maior vencedor da história).
Poles na IndyCar: 67 pole positions (recorde histórico).
Indy 500: Vencedor em 1969.

Michael Andretti:

Títulos da IndyCar (CART): 1 campeonato (1991).
Vitórias na IndyCar: 42 vitórias (um dos maiores vencedores da era moderna).
Liderança de voltas: Liderou mais voltas em corridas da IndyCar do que qualquer outro piloto que não tenha vencido 4 títulos.

Outros destaques:

Marco Andretti: Vencedor de corridas na IndyCar e Rookie do Ano nas 500 Milhas de Indianápolis de 2006.
John Andretti: Vencedor na CART e o primeiro piloto a tentar a “Double Duty” (correr a Indy 500 e a Coca-Cola 600 da NASCAR no mesmo dia).
Andretti Global (Equipe): Como proprietário, Michael Andretti conquistou múltiplas vitórias na Indy 500 (com pilotos como Dan Wheldon, Dario Franchitti, Ryan Hunter-Reay e Alexander Rossi) e títulos da temporada.

Curiosidades históricas
A trajetória dos Andretti é cercada por fatos inusitados e estatísticas que desafiam a probabilidade, criando uma mística em torno do sobrenome.

A “Maldição Andretti”:
Apesar do sucesso estrondoso, a família sofre com um jejum de vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis desde a vitória de Mario em 1969. Michael Andretti liderou 431 voltas na história da prova (mais do que muitos vencedores somados), mas nunca venceu. Marco Andretti perdeu a vitória em 2006 na linha de chegada por apenas 0,0635 segundos.
Pódio familiar:
Em junho de 1986, no GP de Portland, Mario venceu a corrida e Michael chegou em segundo lugar, marcando a primeira “dobradinha” de pai e filho.
Em 1991, na etapa de Milwaukee Mile, o pódio foi composto inteiramente pela família: Michael em 1º, John em 2º e Mario em 3º.
Piloto do Século:
Mario Andretti foi nomeado “Piloto do Século” pela Associated Press em 1999, sendo o único piloto a vencer a Indy 500, a Daytona 500 (NASCAR) e o Campeonato Mundial de Fórmula 1.
Longevidade competitiva:
Mario venceu sua última corrida na IndyCar em Phoenix, em 1993, aos 53 anos de idade, tornando-se o vencedor mais velho da história da categoria em um evento sancionado pela CART.

O impacto da família Andretti no automobilismo vai muito além das estatísticas frias. Eles foram fundamentais para a popularização das corridas de monopostos nos Estados Unidos, servindo como uma ponte entre a cultura automobilística europeia e a norte-americana. O legado de Mario Andretti e sua família na história da Fórmula Indy permanece vivo não apenas através dos recordes estabelecidos, mas pela estrutura profissional da equipe Andretti Global, que continua a moldar o futuro da categoria e a formar novos talentos para o esporte.


Fonte: Jovem Pan

A trindade da IndyCar: o desafio técnico de ovais, mistos e circuitos de rua

A NTT IndyCar Series distingue-se no cenário global do automobilismo por uma característica fundamental: a diversidade radical de seu calendário. Enquanto a Fórmula 1 prioriza autódromos e circuitos de rua, e a NASCAR tem sua base histórica nos ovais, a IndyCar exige que equipes e pilotos operem no limite máximo de performance em três tipos de traçados completamente diferentes: ovais (curtos e superspeedways), circuitos mistos permanentes e circuitos de rua temporários. Essa exigência define o conceito do piloto “completo”, obrigando uma adaptação técnica e física sem paralelo no esporte a motor contemporâneo.
História e evolução da diversidade de pistas
A trajetória da categoria de monopostos norte-americana nem sempre foi marcada por esse equilíbrio. Nas primeiras décadas do século XX, sob a sanção da AAA (American Automobile Association) e posteriormente da USAC (United States Auto Club), o calendário era predominantemente composto por ovais, variando entre pistas de terra, madeira (board tracks) e pavimentadas, como o Indianapolis Motor Speedway.
A introdução sistemática de circuitos mistos e de rua ganhou força significativa a partir da década de 1960 e consolidou-se nos anos 1980 com a CART (Championship Auto Racing Teams). A CART buscou internacionalizar a categoria e atrair pilotos da Fórmula 1, inserindo traçados como Long Beach, Cleveland (um aeroporto) e pistas permanentes clássicas como Road America e Laguna Seca.
O período de ruptura em 1996, com a criação da IRL (Indy Racing League), trouxe um retorno temporário à filosofia exclusiva de ovais. No entanto, após a reunificação em 2008, a categoria consolidou a identidade atual: um campeonato que premia a versatilidade, mantendo uma distribuição que testa todas as habilidades de pilotagem.
A dinâmica técnica e o desafio de pilotagem
Entender como é o desafio de pilotar na IndyCar com três tipos diferentes de circuitos no calendário exige uma análise profunda da engenharia do carro e da fisiologia do piloto. O chassi Dallara DW12 é modular, mas a configuração aerodinâmica e mecânica altera-se drasticamente dependendo do local da prova.
Ovais: precisão e coragem
Nos ovais, a pilotagem é menos sobre frenagem e retomada e mais sobre a gestão de momento e sensibilidade aerodinâmica. Eles se subdividem em duas categorias:

Superspeedways: Em pistas como Indianápolis, os carros utilizam um pacote aerodinâmico de baixíssimo arrasto (low downforce). As asas são quase planas para atingir velocidades superiores a 370 km/h. O desafio é mental e de precisão milimétrica; qualquer movimento brusco no volante resulta em perda de velocidade ou acidente.
Ovais curtos (Short Ovals): Em traçados como Iowa ou Gateway, a configuração exige alta carga aerodinâmica (high downforce). A força G lateral é constante e brutal, exigindo um condicionamento físico específico do pescoço e tronco do piloto, já que não há direção assistida na categoria.

Circuitos mistos: o estilo europeu
Os circuitos mistos permanentes, como Barber ou Mid-Ohio, assemelham-se ao desafio encontrado na Europa.

A configuração foca em equilíbrio. É necessário downforce para curvas de alta velocidade, mas também tração mecânica para curvas lentas.
O asfalto é geralmente mais liso e abrasivo, permitindo aos pilotos explorar os limites de aderência dos pneus Firestone com maior agressividade nas zebras.
As áreas de escape permitem erros que, em outras pistas da Indy, seriam terminais.

Circuitos de rua: o caos controlado
As pistas de rua, como St. Petersburg, Long Beach e Toronto, apresentam o ambiente mais hostil para o maquinário.

A superfície é irregular, com “bumps” (ondulações), mudanças de tipo de asfalto (concreto para asfalto) e faixas de pedestres pintadas que alteram a aderência.
A suspensão precisa ser mais macia (compliant) para absorver as irregularidades sem perder contato com o solo.
Não há margem para erro: os muros de concreto estão no limite da pista. A pilotagem exige reflexos rápidos e uma capacidade de improvisação constante.

Mestres da versatilidade: estatísticas e domínio
A história da IndyCar demonstra que os maiores campeões são aqueles capazes de vencer em qualquer terreno. O sistema de pontuação não privilegia um tipo de pista, forçando a consistência.

Scott Dixon: O neozelandês é o exemplo máximo da adaptação. Com seis títulos, Dixon possui vitórias em todos os tipos de traçados, sendo historicamente dominante tanto em ovais quanto em mistos.
Mario Andretti: Único piloto a vencer a Daytona 500 (NASCAR), Indy 500 e o Campeonato Mundial de F1, Andretti foi pioneiro em dominar a transição entre os ovais de terra e os circuitos de rua pavimentados.
Will Power: Conhecido inicialmente como um especialista em circuitos mistos e de rua (devido à sua origem europeia), Power precisou evoluir sua técnica em ovais para conquistar seu título na IndyCar e a vitória na Indy 500, provando a tese de que a especialização única não garante campeonatos na era moderna.
A.J. Foyt: Maior vencedor da história da categoria, dominou em uma era onde a diversidade incluía até mesmo pistas de terra batida com carros de motor dianteiro, demonstrando um controle de carro (car control) inigualável.

Curiosidades e particularidades técnicas
A operação das equipes muda drasticamente conforme o fim de semana de corrida, gerando fatos peculiares sobre a logística e a engenharia da categoria.

O “Spotter”: Nos ovais, a figura do spotter (observador que fica no topo da arquibancada) é vital para a segurança, guiando o piloto no tráfego cego. Nos circuitos mistos e de rua, sua função é secundária, focada mais em estratégia e tráfego distante.
Assimetria do carro: Apenas nos ovais, os carros são configurados assimetricamente. A suspensão direita é ajustada diferente da esquerda (cambagem, caster e peso cruzado – cross weight) para fazer o carro virar “naturalmente” para a esquerda. Em mistos e rua, o carro deve ser simétrico para virar para ambos os lados.
Kits Aerodinâmicos: Visualmente, um leigo pode distinguir a pista pelo carro. Em ovais grandes, as asas traseiras são minúsculas linhas horizontais. Em circuitos de rua e mistos, as asas são complexas, com múltiplos elementos e “gurneys” para gerar o máximo de pressão contra o solo.
Troféus distintos: Antigamente, a IndyCar premiava separadamente o campeão de ovais (A.J. Foyt Trophy) e o campeão de mistos/rua (Mario Andretti Trophy), reconhecendo a dificuldade específica de cada disciplina.

A capacidade de transitar entre a brutalidade física de um circuito de rua esburacado e a precisão cirúrgica de um superspeedway a 380 km/h é o que confere à IndyCar seu status de desafio supremo. Para os engenheiros, é um pesadelo logístico e de acerto; para os pilotos, é a prova definitiva de talento. O campeão da categoria não é necessariamente o mais rápido em uma volta lançada, mas aquele que consegue decifrar e dominar a física variável de três mundos distintos.


Fonte: Jovem Pan

Fim de semana será de temporal no Sudeste; veja previsão para todo o país

O fim de semana deverá ser marcado por muita chuva em grande parte do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), para sábado (23) e domingo (24), a previsão é de temporais nas regiões Sul e Sudeste e de precipitação intensa em parte dos estados do Norte e do Nordeste.
Para este sábado, segundo previsão do Inmet, a expectativa é que as condições para pancadas de chuva com trovoadas se intensifiquem no Sudeste e no Sul, com acumulados mais significativos para o estado de São Paulo e litoral de Santa Catarina, onde a chuva deve ser persistente. Também deve chover forte no Nordeste e no Norte, com acumulados mais expressivos no sul da Bahia.
No domingo, pancadas de chuva estão previstas em todo o litoral paulista e região de Itapetininga, no interior de São Paulo. Além do norte maranhense e leste baiano. O sul mineiro, por sua vez, terá chuvas isoladas. No Centro-Oeste, a chuva vai se restringir ao extremo sul de Mato Grosso do Sul.
No Norte do país, de acordo com o Inmet, o tempo será instável, com pancadas de chuvas acompanhadas por trovoadas em todos os estados, com exceção do Acre, de Rondônia e do Tocantins. Já os estados do Paraná e de Santa Catarina seguirão chuvosos, enquanto o Rio Grande do Sul continuará com tempo estável.

Ciclone
Para segunda-feira (25), o Inmet prevê temporais em todo o Sul do país por causa da formação de um ciclone.
No Sudeste, pancadas estão previstas para o sul e oeste paulista, além de pancadas isoladas no Vale do Paraíba, no leste mineiro e nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. A chuva também vai atingir o centro-sul de Mato Grosso do Sul e o noroeste de Mato Grosso.
Além disso, chuvas fracas e isoladas estão previstas para todo o litoral nordestino, com mais intensidade no Maranhão e no Recôncavo Baiano. No Norte, as chuvas se espalham por todo o Amazonas e persistem no Pará, em Roraima e no Amapá.
Alerta em SP
A Defesa Civil do estado de São Paulo emitiu um alerta para risco de chuva forte e ventos intensos em diversas regiões do estado paulista neste fim de semana.
Para o sábado, há previsão de chuva forte e persistente em alguns períodos do dia para grande parte do território paulista.
Os maiores acumulados são esperados nas regiões próximas à divisa com o Paraná, além das regiões de Bauru, São Paulo, Campinas, Sorocaba, da Baixada Santista e São José dos Campos.
Para domingo, o sistema deve perder intensidade e se afastar gradualmente do estado. Apesar disso, a circulação de umidade vinda do oceano continuará favorecendo a manutenção do tempo instável, principalmente no litoral, faixa leste e região central do estado.


Fonte: Jovem Pan