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Zema defende que crianças possam trabalhar no Brasil: ‘Nós vamos mudar’

Pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo)
Reprodução
O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta sexta-feira (1º) que, se eleito, quer mudar o fato de, no Brasil, crianças não poderem trabalhar. A lei brasileira proíbe o trabalho infantil, ou seja, de menores de 16 anos. A partir dos 14 anos é possível atuar como aprendiz, atividade que tem regras específicas.
“Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe lá não sei quantos centavos por cada jornal entregue, no tempo que tem. Aqui é proibido, né? Você tá escravizando criança. Então é lamentável. Mas tenho certeza que nós vamos mudar.”
A declaração de Zema foi feita ao podcast “Inteligência Ltda”, transmitido ao vivo nesta sexta-feira, Dia do Trabalhador.
O ex-governador de Minas Gerais disse que, desde os 5 anos, ajudava o pai, que vendia peças automotivas, e que tirou a Carteira de Trabalho aos 14 anos. “Eu trabalho desde que eu aprendi a contar”, disse.
Vídeos em alta no g1
Para o político do Novo, o trabalho infantil é proibido hoje por causa da esquerda.
“A que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança.”
Zema reconheceu que estudar deve ser prioridade das crianças, mas que elas “podem ajudar com questões simples, com questões ao alcance delas” ao trabalhar.


Fonte:

g1 > Política

Técnica de enfermagem diz ter sido agredida pelo senador Magno Malta

Uma técnica de enfermagem registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contra o senador Magno Malta (PL-ES), por agressão.
A vítima afirma que foi agredida nesta quinta-feira (30) e que a agressão ocorreu no momento que foi realizar exames no senador, que foi internado após apresentar um episódio de pressão baixa ao chegar no Congresso Nacional, na manhã desta quinta.
O parlamentar ia participar da sessão que derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) ao PL da Dosimetria.
Magno Malta sofre mal súbito no Senado e é levado para hospital de Brasília
“A vítima levou o agressor até a sala de exame, realizou a monitorização e fez o teste com o soro para o acesso. Segundo a vítima, após o início do exame, informou que iriam iniciar a injeção de contraste, momento em que a bomba identificou que havia uma oclusão e pressão, interrompendo o procedimento. Por esse motivo, a vítima entrou na sala onde estava o agressor para verificar o ocorrido e constatou que o contraste havia extravasado no braço dele”, disse a vítima aos policiais.
Ainda segundo o boletim de ocorrência, a vítima informou ao senador que precisaria fazer uma compressão em seu braço, momento em que ele se levantou e, “quando a vítima se aproximou para ajudá-lo, ele desferiu um tapa forte no rosto da vítima, chegando a entortar seus óculos”.
Segundo o depoimento, o parlamentar teria ainda xingado a técnica de enfermagem de “imunda” e “incompetente”.
Senador Magno Malta (PL-ES) teve mal súbito ao chegar no Congresso Nacional
Reprodução
“A vítima informa que saiu da sala imediatamente e chamou a enfermeira e o médico, atendimento este que foi recusado pelo agressor”.
Outro lado
Em nota, o senador afirmou que houve “falha técnica” da profissional de radiologia. Malta disse ter alertado que, no seu entendimento, o procedimento estava incorreto e que sentia fortes dores.
“Diante da situação e da forma como foi tratado, o senador deixou sozinho a sala de exames (estava desacompanhado nesse momento)”, afirmou.
O parlamentar disse que o episódio foi relatado à direção do hospital e à equipe médica e disse que a técnica tenta dar sua própria versão dos fatos.
“Causa estranheza que a profissional envolvida tenha buscado registrar versão própria dos fatos, em evidente atitude defensiva diante da possibilidade de responsabilização pelo grave ocorrido”.
Em nota, o hospital afirma que abriu uma apuração administrativa sobre o fato ocorrido e que “vem dando todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão”.
“A unidade também reitera que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades envolvidas na investigação do episódio”, diz a nota.


Fonte:

g1 > Política

FAB investiga aviões que ficaram próximos durante decolagem em Congonhas

A Força Aérea Brasileira (FAB) vai investigar as circunstâncias que levaram dois aviões com passageiros a ficarem a apenas 22 metros um do outro, na manhã desta quinta-feira, 30, no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Sem conseguir contato com o avião que decolava, a torre de controle do aeroporto determinou que o avião que descia no aeroporto arremetesse para evitar um possível acidente.
A ocorrência aeronáutica envolveu um Embraer 195-E2 da Azul Linhas Aéreas e um Boeing 737-800 da Gol Linhas Aéreas. O Boeing da Gol fazia o voo G31629 procedente de Salvador (BA) e se aproximava para o pouso. Já a aeronave da Azul estava em manobra de decolagem com destino a Belo Horizonte (MG).
A FAB vai analisar imagens e relatórios para determinar se houve perda de separação – quando duas aeronaves ficam a uma distância abaixo da mínima determinada pelo Departamento de Controle do Tráfego Aéreo (Decea).
Segundo a FAB, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado para realizar a ação inicial da ocorrência, envolvendo as duas aeronaves em Congonhas. De acordo com o órgão, essa etapa inclui a coleta e validação de dados, preservação de evidências e levantamento de informações necessárias para a investigação.
Conforme o Decea, na maioria dos casos, a separação vertical mínima entre aeronaves em voo é de 1.000 pés (300 metros), mas pode haver variação conforme as dimensões das aeronaves.
Dados do Flightradar24, serviço global de rastreamento de voos em tempo real, registrou a proximidade entre as duas aeronaves. Passageiros também registraram em vídeo a aproximação entre os aviões.
Imagens do canal Golf Oscar Romeo, no YouTube, mostram que a comunicação entre o controlador de voo e os pilotos foi tensa. Os registros indicam que a aeronave da Azul demorou para iniciar a corrida da decolagem, no momento em que a outra aeronave se aproximava do aeroporto para pousar. Seguindo o protocolo, o controlar determinou que a aeronave da Azul abortasse a decolagem, mas não houve resposta da tripulação e a aeronave continuou o processo de subida.
Após nova determinação sem resposta, o controlador pediu que o avião da Gol procedesse à arremetida, ou seja, ganhasse altura para realizar nova tentativa de pouso com segurança. Como o avião da Azul manteve a decolagem, a torre pediu à tripulação que fizesse uma curva à direita para manter-se a 1.500 pés (450 metros).
Para o especialista em aviação Lito Sousa, a ação do controlador do voo evitou que o caso evoluísse para um incidente mais grave. “Não houve perda de consciência situacional do controlador de voo em nenhum momento”, afirmou em postagem na sua página no Instagram. “A tripulação do voo da Azul para atender à determinação da torre e, quando iniciou, já havia se passado muito tempo, por isso o controlador tentou abortar a decolagem ”
Segundo ele, a segurança do voo é feita através de camadas que são redundantes, ou seja, se uma falha, a outra supre. A primeira camada de segurança falhou, que foi a falha na comunicação com a tripulação da Azul, mas outras três camadas, envolvendo a comunicação entre a torre, a tripulação da Gol e o provável acionamento dos dispositivos de anticolisão das duas aeronaves funcionaram de forma adequada, segundo ele.
Sousa diz que, de fato, as duas aeronaves ficaram com uma separação bem menor que a prevista durante pouso e decolagem. “No fim, nada aconteceu, as múltiplas camadas de proteção funcionaram como deveriam e, como é de praxe na aviação, o episódio deve ser investigado para entender todos os fatores contribuintes e seguir aprimorando ainda mais os processos”, afirmou.
A Azul informou que o voo AD6408 (Congonhas-Confins) desta quinta-feira seguiu os procedimentos operacionais previstos para a decolagem do aeroporto paulistano. A companhia reforçou que a segurança é seu valor primordial, e que as suas operações são conduzidas de acordo com protocolos e regulamentações vigentes. “A Azul está à disposição para colaborar com o Cenipa – Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, que está apurando o ocorrido”, disse.
A Gol esclareceu que o pouso do voo G3 1629 no Aeroporto de Congonhas, no dia 30, ocorreu em segurança, dentro do horário programado e reforçou que as ações em relação ao voo foram tomadas com foco na segurança, valor número 1 da companhia. A Gol destacou que colabora integralmente com o Cenipa na apuração do fato.


Fonte: Jovem Pan

Irã apresenta nova proposta para destravar as negociações de paz com os EUA

O Irã apresentou aos Estados Unidos uma nova proposta para retomar as negociações e pôr fim a dois meses de guerra, anunciou nesta sexta-feira (1º) um meio de comunicação estatal iraniano, em um contexto de estagnação do diálogo.
Um cessar-fogo entrou em vigor em 8 de abril, após quase 40 dias de bombardeios israelenses-americanos contra o Irã e de represálias de Teerã na região.
Mas o conflito continua de outras maneiras: os Estados Unidos impõem um bloqueio naval aos portos iranianos em represália pelo fechamento, por parte de Teerã, do estratégico Estreito de Ormuz, por onde transitava, antes da guerra, um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo, o que fez disparar os preços do petróleo.
“A República Islâmica do Irã entregou na noite de quinta-feira o texto de sua mais recente proposta de negociação ao Paquistão, mediador nas conversas com os Estados Unidos”, indicou a agência oficial de notícias IRNA, sem dar detalhes sobre seu conteúdo.
Desde primeiras conversas infrutíferas em 11 de abril, o Paquistão tenta fazer com que as duas partes em conflito voltem à mesa de negociações.

Vários meses
Durante uma reunião com empresários do setor petrolífero, Trump mencionou a possibilidade de prolongar o bloqueio naval dos portos iranianos por “vários meses”, se necessário, segundo um funcionário do alto escalão da Casa Branca.
Trump tem, teoricamente, até esta sexta-feira para solicitar ao Congresso a autorização para continuar a guerra. Mas o seu governo deu a entender que ignorará essa obrigação.
Segundo a Constituição dos Estados Unidos, apenas o Congresso tem a prerrogativa de declarar guerra. Mas uma lei de 1973 permite ao presidente iniciar uma intervenção militar limitada para responder a uma situação de emergência, desde que peça autorização ao Poder Legislativo para mobilizar tropas por mais de 60 dias.
Esta sexta-feira é o prazo final, mas o secretário de Defesa, Pete Hegseth, argumentou na quinta-feira que, devido ao cessar-fogo, “o prazo de 60 dias fica suspenso”.
Petróleo retrocede
Diante da perspectiva de um impasse na guerra, o Brent, referência mundial do petróleo bruto, ultrapassou brevemente na quinta-feira os 126 dólares (628 reais), seu máximo desde o início de 2022, durante a invasão russa da Ucrânia. Mas na sexta-feira voltou a cair para pouco menos de 106 dólares (528 dólares).
Após o anúncio da nova proposta de diálogo do Irã, o barril de West Texas Intermediate, referência americana do petróleo, recuou cerca de 5%, para 99,85 dólares (498 reais).
A guerra deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, e suas repercussões continuam abalando a economia mundial.
Para o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, o mundo enfrenta “a maior crise energética de sua história”. Na mesma linha, o chefe da ONU, António Guterres, considerou que o fechamento do Estreito de Ormuz está “asfixiando a economia mundial”.
“Dez vezes mais caro”
Embora a trégua tenha permitido aos iranianos recuperar alguma normalidade, o seu dia a dia continua marcado por uma inflação descontrolada e desemprego em alta, em um país já enfraquecido por décadas de sanções internacionais.
“Para muitos de nós, pagar o aluguel ou até mesmo comprar comida ficou difícil, e alguns já não têm nada”, diz à AFP Mahyar, de 28 anos. Sua empresa já despediu quase 40% do pessoal.
“Nossas mesas estão menos fartas”, confirma Shahin Nampoor, um estudante de 18 anos. “Desde que a guerra começou, tudo ficou dez vezes mais caro; já não há preços fixos e cada um põe os seus”, relata o jovem.
Na frente libanesa da guerra, onde Israel combate o grupo pró-iraniano Hezbollah, a violência continua, com pelo menos 17 mortos na quinta-feira em ataques israelenses.
A embaixada dos Estados Unidos no Líbano apelou à realização de uma reunião entre os dirigentes libaneses e israelenses.
Representantes de ambos os países reuniram-se duas vezes em Washington nas últimas semanas, nos primeiros encontros desse tipo em décadas, depois de o Hezbollah ter arrastado o Líbano para a guerra no Oriente Médio em 2 de março.
As operações israelenses no Líbano deixaram mais de 2.500 mortos e mais de um milhão de deslocados desde o início de março, segundo as autoridades libanesas.


Fonte: Jovem Pan

Manifestação em SP pede fim da escala 6×1 e ações contra o feminicídio

Centrais sindicais e movimentos sociais se manifestaram nesta sexta-feira (1º), na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, pela aprovação do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional e por medidas de enfrentamento ao feminicídio no país. Diversas pessoas criticaram, em camisetas e cartazes, a atuação de parlamentares no Congresso Nacional.
O professor da rede pública Marco Antônio Ferreira destacou que um dos desafios é convencer as novas gerações sobre e importância de trabalhar sob as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), diante do crescimento da chamada pejotização, ou seja, a contratação de funcionários como Pessoa Jurídica (PJ).
“A gente, que é educador, não desiste nunca. Vemos muita gente para quem a ficha já caiu e acho que é luta. Gradativa e organizada, para trazer essa reflexão, ao máximo, para as pessoas enxergarem o mundo que está sendo construído, que não é um mundo melhor”, argumenta Ferreira.
Nesse tipo de contrato, pode haver a perda de direitos como férias remuneradas, 13º salário e a garantia de que receberão salário mesmo quando estiverem doentes. Esse tipo de contratação é, geralmente, firmado com quem é Microempreendedor Individual (MEI).
Hoje, no Brasil, tem ganhado cada vez mais integrantes o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), ao mesmo tempo que uma parte do empresariado e outros setores da economia se opõem à redução de jornada e a consequente mudança nessas relações de trabalho.
Tentando colocar em vigor um regime de carga horária de 40 horas semanais, o governo federal enviou ao Congresso, em meados de abril, um projeto de lei com urgência. A proposta proíbe corte no salário como resultado da redução da jornada.
Segundo o educador, além de perder um tempo de descanso e lazer, por estar cumprindo expediente, muitos trabalhadores e trabalhadoras ficam impedidos de se dedicar a lutas coletivas, por direitos, como as que visam acabar com as desigualdades sociais.
“Militar, defender seus direitos, correr atrás já é difícil para quem não trabalha em escala 6×1. Nessa escala, é desumano, a pessoa mal consegue cuidar da própria vida. Então, realmente, é uma forma de desorganizar e mesmo de desumanizar”, observa o educador.
A pesquisa O Trabalho no Brasil, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Fundação Perseu Abramo e outras entidades sindicais, apontou que mais da metade (56%) dos trabalhadores do setor privado sem carteira assinada já teve experiência anterior no regime CLT e quase dois terços (59,1%) afirmou que voltaria, sem dúvidas, a ter registro em carteira.
A Vox Populi, ao ouvir, para o levantamento, pessoas fora do mercado (mulheres em atividades de cuidado não remunerado e estudantes), descobriu que mais da metade (52,2%) gostaria de retornar e que 57,1% preferiam voltar ao mercado de trabalho com carteira assinada (CLT).
Outro apontamento foi o de que há confusão entre empreendedor e trabalho autônomo. Muitas pessoas participantes se declararam empreendedoras, quando eram, na realidade, PJs atingidas pela precarização.
Por todas as mulheres
Em meio à onda de feminicídios e casos de violência de gênero por todo o país, os direitos das mulheres figuraram como agenda importante e urgente no protesto deste sábado. A pedagoga Silvana Santana diz que a misoginia agravada pode ser explicada com a ajuda de pensadores e pensadoras ocupados em denunciar o projeto colonialista ao qual os europeus sujeitaram o Brasil e que segue produzindo consequências.
Santana reconhece o valor das medidas que estão sendo tomadas pelo poder público, para proteger as mulheres, mas diz terem chegado com atraso e com alcance limitado, tendo em vista a urgência de se tratar negras e negros como sujeitos de direito.
“O que pensar da violência patrimonial, intelectual, das subjetividades, da negação desses corpos-mulheres? Fico pensando que é necessário um projeto mais ousado, no sentido de emancipação dos afrodescendentes do país.”


Fonte: Jovem Pan

Às vésperas da eleição, Lula vive frustração no 1º de Maio pelo terceiro ano consecutivo

O 1º de Maio sempre foi uma data especial na carreira política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele, que entrou na vida pública através do Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, sempre teve o trabalhismo como sua principal bandeira. Não à toa, ele e os outros fundadores escolhem o nome “Partido dos Trabalhadores” para a sigla fundada em 1980.
A data, portanto, sempre carregou um peso simbólico para o atual presidente: em 1979, foi em um 1º de Maio que ele fez um discurso considerado histórico pela esquerda brasileira, quando liderava uma greve de metalúrgicos e discursou para 150 mil pessoas em São Bernardo do Campo. No ano seguinte, ele não participou do ato porque havia sido preso pela ditadura militar.
Outros marcos no Dia do Trabalhador foram em 1986, quando em outro discurso muito lembrado se colocou como principal nome da oposição na época e em 2003, quando, em seu primeiro ano no Planalto, falou sobre esperança ao lado de padres e bispos, também no ABC Paulista. Em 2022, participou de evento na Praça Charles Miller, no Pacaembu, em São Paulo, onde criticou Bolsonaro e a Operação Lava Jato. Meses depois, foi eleito presidente do Brasil pela terceira.
A data, no entanto, não tem sido de muita sorte para o petista desde o retorno ao Planalto. Os discursos históricos deram lugar a ausências e até um momento constrangedor: em 2024, durante discurso no evento em comemoração do Dia do Trabalhador, organizado pelas centrais sindicais em São Paulo, Lula mostrou incômodo com a mobilização realizada para o ato. Segundo o presidente, a convocação para o evento, realizado no estacionamento do estádio do Corinthians, em Itaquera, não foi feita como deveria. ⁣

No palco, ao apresentar seus ministros, ele falou que tratou do assunto com Márcio Macedo, titular da Secretária-geral da Presidência. “Ele (Márcio Macedo) é responsável pelo movimento social brasileiro. Não pense que vai ficar assim. Vocês sabem que ontem eu conversei com ele sobre esse ato e eu disse para ele: ‘Oh Márcio, o ato está mal convocado. O ato está mal convocado. Nós não fizemos o esforço necessário para levar a quantidade de gente que era preciso levar’”, disse Lula.⁣
Nos últimos dois anos, o presidente não foi a nenhum ato público. Em 2025, poucas semanas após a eclosão do escândalo do INSS, Lula se poupou. Neste ano, já havia a preocupação com acusações de campanha antecipada. As derrotas recentes no Congresso, somadas à estagnação nas pesquisas e a dificuldade de mobilização da esquerda no pós-pandemia, enterraram de vez qualquer chance de uma aparição pública de Lula.
Pronunciamento à nação
Na véspera do feriado, o presidente fez um pronunciamento à nação na rede aberta de rádio e televisão.. Em fala, o petista ignorou as derrotas no Congresso Nacional, anunciou o novo Desenrola Brasil, falou sobre o fim da escala 6×1 e de medidas do governo federal.
“Nós encontramos o Brasil e os brasileiros endividados. A dívida das famílias cresceu por anos e está sufocando uma parte da sociedade brasileira”, declarou.
O chefe do Executivo informou que o novo Desenrola Brasil será lançado na segunda-feira (4). Lula disse que o programa irá oferecer renegociação de dívidas a juros de 1,99% e com descontos de 30% a 90%. A novidade dessa fase é a possibilidade de uso de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Além disso, segundo o petista, quem participar da iniciativa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line.
“Não foi o nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite na destruição que elas vêm causando”, disse.
Sobre o fim da escala 6×1, Lula afirmou que enviou ao Congresso Nacional projeto de lei de redução da jornada de trabalho para até 40 horas semanais, com dois dias de descanso por semana, sem redução salarial.
Lula falou também sobre as ações do governo federal para atenuar os efeitos da guerra no Irã e a subida do preço do petróleo. “Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras”, afirmou.
O petista reafirmou a soberania nacional. O chefe do Executivo declarou que “o Brasil não é quintal de ninguém”. Ao fim do pronunciamento, Lula citou medidas de seu terceiro mandato e os feitos econômicos de sua gestão.
 
 
 
 


Fonte: Jovem Pan

No 1º de Maio, Flávio faz pronunciamento com críticas a Lula: ‘Se diz pai dos pobres’

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador, com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No material, intitulado como um “pronunciamento à nação”, o parlamentar saudou os trabalhadores brasileiros e aproveitou a data para atacar o que classificou como o alto custo de vida, a carga tributária elevada e o uso do dinheiro público pelo atual governo.
No vídeo, Flávio destaca o esforço diário da classe trabalhadora — “o trabalhador do Brasil que acorda cedo, de madrugada, que pega duas, três conduções” — e afirma que os últimos anos “não têm sido nada fáceis”. Ele citou o carrinho de supermercado que “volta mais vazio para casa”, juros altos, impostos que “não param de subir”, escola que “não ensina bem o filho”, hospital que “não te atende da forma que você merece” e a violência que impede as famílias de “andar em paz pelas ruas”.
O senador ainda afirmou que “o brasileiro tem que trabalhar cinco meses no ano só para pagar impostos” e questionou o destino dos recursos públicos: “Só no cartão corporativo, Lula já gastou mais de 1,4 bilhão de reais. Para passear em hotéis de luxo pelo mundo afora. Comer bem. Tomar vinho caro. É o suor do seu trabalho esquentando a vida de luxo daquele que se diz o pai dos pobres”.

 

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Um post compartilhado por Flávio Bolsonaro (@flaviobolsonaro)

Flávio concluiu rejeitando o atual cenário e prometendo um “Brasil de prosperidade, de oportunidades”, sem “dívidas”, “nome sujo na praça” ou “promessa falsa de picanha que nunca chegou”. “Aqui eu não estou fazendo promessa. Até porque promessa não enche barriga de ninguém. O que eu estou fazendo aqui é um compromisso”, disse.
Pronunciamento de Lula na véspera
O vídeo de Flávio Bolsonaro foi publicado um dia após o pronunciamento em rede nacional feito pelo presidente Lula na noite de quinta-feira (30). No discurso, Lula anunciou o relançamento do Desenrola Brasil, que começa na segunda-feira (4), com renegociação de dívidas a juros de 1,99% ao mês e descontos de 30% a 90%. Famílias endividadas poderão usar até 20% do saldo do FGTS para quitar as dívidas, e quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line (bets).
Lula também enviou ao Congresso projeto de lei que extingue a escala 6×1, reduzindo a jornada para até 40 horas semanais com dois dias de descanso, sem redução salarial. O presidente ignorou as recentes derrotas do governo no Congresso e reforçou medidas para mitigar os efeitos da guerra no Irã e da alta do petróleo, como a retirada de impostos sobre combustíveis e ações para conter o aumento de preços e garantir o abastecimento.
*texto produzido com auxílio de IA


Fonte: Jovem Pan

Brasileiro Thiago Ávila, preso a caminho de Gaza, será interrogado em Israel

O brasileiro Thiago Ávila e palestino-espanhol Saif Abu Keshek, detidos na quinta-feira (30) com outros cerca de 175 ativistas a bordo de uma flotilha humanitária rumo a Gaza, serão interrogados em Israel, indicaram as autoridades desse país nesta sexta-feira (1º).
A maior parte dos ativistas dessa flotilha, que inicialmente contava com mais de cinquenta embarcações, desembarcou nesta sexta-feira na ilha grega de Creta, em cuja costa foram interceptados na quinta-feira pelas forças israelenses.
Segundo constatou um jornalista da AFP, os ativistas, em sua maioria cidadãos de países europeus, embarcaram em quatro ônibus no porto de Atherinolakkos, no sudeste. Escoltados pela guarda-costeira grega, seguiriam para Heraklion, a capital da ilha, segundo a imprensa local.
Os barcos da flotilha que não foram interceptados na quinta-feira seguiam para a cidade cretense de Ierápetra.
Entre os que desembarcaram em Creta não estão, de acordo com o anunciado pelo Ministério das Relações Exteriores israelense, nem o ativista brasileiro Thiago Ávila, membro do comitê organizador da Flotilha Global Sumud, nem o palestino-espanhol Saif Abu Keshek.
Em uma mensagem no X, o ministério afirmou que Thiago Ávila é “suspeito de atividade ilegal”, sem mais detalhes, e que Abu Keshek é “suspeito de filiação a uma organização terrorista”. Ambos “serão levados a Israel para serem interrogados”, acrescentou.
“Todos os ativistas da flotilha já estão na Grécia, exceto Saif Abu Keshek e Thiago Ávila”, destacou um porta-voz da Chancelaria israelense, Oren Marmorstein, sem precisar o paradeiro de ambos.
Contactada pela AFP, a esposa de Ávila, Lara Souza, disse que não pôde se comunicar com o marido “desde quarta à tarde”.
“O governo brasileiro está tentando intervir, mas não está conseguindo resposta também. Não sabemos se o navio israelense ainda está em águas gregas ou já em águas internacionais”, acrescentou Souza.
Thiago Ávila participou da flotilha humanitária “Nuestra América”, que chegou no fim de março a Havana, em solidariedade ao governo cubano, pressionado pelo bloqueio energético imposto pelo governo do presidente americano Donald Trump.
Acompanhado da ativista sueca Greta Thunberg e da ex-prefeita de Barcelona Ada Colau, Ávila participou também no ano passado de outra flotilha com destino a Gaza, igualmente interceptada por Israel.
O governo espanhol exigiu, nesta sexta-feira, a “imediata libertação” de Abu Keshek e prometeu prestar-lhe “toda a proteção”.
Mais de 50 barcos
Na quinta-feira, Israel afirmou que 175 ativistas (211 segundo os organizadores da flotilha) a bordo de cerca de vinte embarcações haviam sido interceptados na costa de Creta, no Mediterrâneo oriental.
As autoridades israelenses disseram inicialmente que os ativistas seriam levados para Israel. Mas, na própria quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, esclareceu que havia sido acordado com o governo de Atenas que desembarcassem na costa do país europeu.
A flotilha era composta por mais de 50 barcos que partiram, nas últimas semanas, de Marselha (França), Barcelona (Espanha) e Siracusa (Itália). A AFP verificou, com base em dados fornecidos pelos organizadores, que as embarcações foram interceptadas na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) da Grécia.
A operação israelense recebeu críticas em nível internacional. Em um comunicado conjunto, cerca de dez países, entre eles Espanha, Turquia e Paquistão, denunciaram “violações flagrantes do direito internacional” por parte de Israel.
Madri convocou o encarregado de negócios de Israel na Espanha. O governo dos Estados Unidos apoiou Israel e criticou os aliados europeus, de cujos territórios partiram os barcos, por apoiarem “essa manobra política inútil”.
Os ativistas diziam querer romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza e levar ajuda humanitária a esse território palestino, cujo acesso continua fortemente restrito apesar de um frágil cessar-fogo entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas em vigor desde outubro.
A Chancelaria israelense classificou, nesta sexta-feira, os ativistas de “provocadores profissionais” e de estarem fazendo o jogo do movimento islamista Hamas.
Afirmou também que “a atividade humanitária na Faixa de Gaza está sendo gerida pela Junta de Paz”, um organismo promovido discricionariamente pelo presidente americano Donald Trump, que se autodetermina funções de resolução de conflitos.
A Flotilha Global Sumud afirmou na quinta-feira, no X, que seus barcos haviam sido abordados “por lanchas militares” e que seus ocupantes haviam “apontado lasers e armas de assalto semiautomáticas” e “ordenado aos participantes que se agrupassem na parte da frente dos barcos e ficassem de quatro”.


Fonte: Jovem Pan

Vamos buscar um ‘ponto de equilíbrio’, diz relator da 6×1

O deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), escolhido como relator da PEC que discute o fim da jornada de trabalho 6×1, afirmou que vai buscar “um ponto de equilíbrio entre os avanços que os trabalhadores querem com a proteção mínima que os empreendedores merecem”. A declaração foi dada durante entrevista ao programa 3 em 1, comandado por Cassius Zeilmann.
O parlamentar adiantou que plano de trabalho da comissão especial será apresentado na próxima terça (5) e que tem uma posição favorável a uma regra de transição para a implementação da proposta. Leo Prates defende a transição da jornada em dois anos, com a redução de 44 horas semanais para 42 no primeiro ano, e de 42 horas para 40 no segundo ano.
Um outro tema que pode gerar um imbróglio no Congresso é uma possível compensação fiscal às empresas, principalmente, do setor produtivo como agronegócio, indústria e serviços.
O relator também reforçou que o relatório terá como prioridade o trabalhador — especialmente as mulheres, que, segundo ele, são maioria entre os que cumprem a escala 6×1. Para Leo Prates “não há preço social que um governo possa pagar para reconstruirmos nossas famílias”.
Um dos desafios, além de encontrar soluções para as divergências entre base do governo e oposição, será encontrar um “texto médio”, equilibrado entre as diferentes posições dos 513 deputados.
Como trata-se de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), o texto exige aprovação de, pelo menos, dois terços da Câmara, o que significa 308 votos.


Fonte: Jovem Pan

Lula diz que determinou ‘pronto apoio federal’ a PE por causa de fortes chuvas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, 1º, que determinou o “pronto apoio” federal às autoridades de Pernambuco, em razão das fortes chuvas que atingem várias regiões do Estado, incluindo o Grande Recife. Na rede social X, Lula afirmou ter conversado sobre o assunto com o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e com o senador Humberto Costa (PT-PE).
“Conversei hoje pela manhã por telefone com o ex-prefeito João Campos e o senador Humberto Costa sobre as fortes chuvas que caem no Grande Recife e em outras regiões de Pernambuco”, contou “Determinei imediatamente o pronto apoio federal às autoridades locais. O ministro da Integração Regional, Waldez Góes, acionou a Defesa Civil Nacional para prestar todo suporte às cidades atingidas”, acrescentou.
Conforme Lula, o apoio inclui o reconhecimento da situação de emergência e o deslocamento de técnicos para a área. “O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também mobilizou a Força Nacional do SUS no atendimento às vítimas”, informou. “O Governo do Brasil segue acompanhando a situação para prestar toda a ajuda necessária”, disse Lula.
A Região Metropolitana do Recife e a Zona da Mata Norte de Pernambuco estão sob ‘estado de alerta vermelho’, o aviso meteorológico mais grave da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). Dentre as áreas mais afetadas por alagamentos, estão Recife, Olinda e São Lourenço da Mata. Já as regiões da Mata Sul e do Agreste do Estado estão sob aviso amarelo, o mais brando, que indica apenas a incidência de chuvas.


Fonte: Jovem Pan