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‘100 Dias’: filme sobre Amyr Klink ganha making of e data de estreia

Durante a Rio2C, foi divulgado o making of de 100 DIAS, longa-metragem inspirado na histórica travessia de Amyr Klink pelo Oceano Atlântico Sul. Estrelado por Filipe Bragança no papel do navegador e dirigido por Carlos Saldanha, o filme acompanha a jornada que transformou Amyr na primeira pessoa a cruzar o Atlântico Sul sozinho em um barco a remo, em 1984.
A revelação aconteceu durante um painel especial no evento, onde o ator Filipe Bragança subiu ao palco para anunciar oficialmente a data de estreia do longa: 29 de outubro, nos cinemas brasileiros.
As imagens inéditas dos bastidores destacam a grandiosidade da produção, trazendo um olhar mais próximo dos desafios técnicos e emocionais envolvidos na adaptação da história real. O making of evidencia a imensidão do oceano, o isolamento vivido pelo protagonista e os obstáculos físicos e psicológicos enfrentados durante a expedição. Com uma proposta cinematográfica imersiva, 100 DIAS promete transformar a travessia em uma narrativa intensa sobre resistência, identidade e superação.
Segundo a sinopse oficial, o filme acompanha Amyr Klink sozinho em um pequeno barco projetado por ele mesmo, enquanto desafia o Atlântico Sul a remo e escreve uma página inédita da navegação mundial. Durante a jornada entre a África e o Brasil, o navegador enfrenta não apenas o mar e seus perigos, mas também seus próprios medos, memórias, conflitos familiares e dilemas internos. Mais do que atravessar um oceano, Amyr embarca em uma profunda travessia emocional e existencial.
Além de Filipe Bragança no papel principal, o elenco conta com a atriz francesa Philippine Leroy-Beaulieu, conhecida por Emily in Paris, interpretando Asa Klink, mãe do navegador. Felipe Camargo vive Jamil Klink, enquanto João Vitor Silva interpreta Tymur Klink, pai e irmão de Amyr, respectivamente.
Com direção de Carlos Saldanha e roteiro assinado por Elena Soarez e Thais Tavares, 100 DIAS chega aos cinemas apostando em emoção, tensão e uma história real de coragem que marcou a navegação mundial.


Fonte: Jovem Pan

Trump só assinará acordo com Irã se for ‘bom para os EUA’ e respeitar linhas vermelhas

O presidente dos Estados Unidos só assinará um acordo de paz com o Irã que respeitar suas condições, disse à AFP um funcionário da Casa Branca, após uma reunião entre Donald Trump e seus assessores para discutir um possível compromisso. “O presidente Trump só fará um acordo que for bom para os Estados Unidos e respeitar suas linhas vermelhas”, afirmou o funcionário. “O Irã não pode possuir uma arma nuclear.”
Um relatório da agência de notícias iraniana Fars rebateu mais cedo elementos-chave da descrição do acordo feita por Trump. A agência citou fontes que descreveram as declarações do americano como uma “mistura de verdade e mentira”. As partes negociam há semanas para encerrar o conflito, que envolveu o Oriente Médio e sacode a economia mundial.
As esperanças de um acordo aumentaram na quinta-feira depois que autoridades Americanas se mostraram otimistas quanto ao rumo da diplomacia, e o vice-presidente JD Vance disse a jornalistas que “muitos avanços” haviam sido alcançados. O otimismo impulsionou nesta sexta-feira as bolsas dos Estados Unidos e da Ásia, enquanto os preços do petróleo recuaram levemente.
Em um publicação, Trump disse que Teerã retiraria as minas no Estreito de Ormuz e acabaria com seu bloqueio à via marítima “sem pedágios”, enquanto os Estados Unidos suspenderiam seu bloqueio paralelo aos portos iranianos, e os dois países coordenariam a retirada e destruição do urânio enriquecido do Irã. Ele também afirmou que “nenhum dinheiro será trocado, até novo aviso”.
A Fars, porém, citou fontes iranianas segundo as quais Teerã exige “a liberação imediata de 12 bilhões de dólares em ativos congelados” e diz que “até que esse pagamento seja efetuado, o Irã não passará à fase seguinte das negociações”. Em relação à reabertura sem pedágios de Ormuz, disseram que “não existe tal cláusula no texto do acordo”, enquanto o comentário sobre a destruição do material nuclear iraniano “carece de fundamento”.
A publicação de Trump ocorreu enquanto o principal diplomata iraniano sugeria que os Estados Unidos estavam bloqueando um acordo.


Fonte: Jovem Pan

Retomada da Magnitsky contra Moraes só aguarda aval de Trump, dizem aliados de Flávio

Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificaram nos últimos dias as articulações junto ao governo dos Estados Unidos para retomar as sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky. Segundo fontes ouvidas pela Jovem Pan, do ponto de vista burocrático, tudo está absolutamente pronto para volta da Magnitsky contra Moraes, só precisa de uma ordem verbal, uma liberação verbal do Donald Trump.
O tema ganhou novo impulso esta semana durante reuniões realizadas em Washington por integrantes do núcleo bolsonarista com autoridades americanas. De acordo com fontes ligadas a Flávio e Eduardo Bolsonaro, o assunto foi tratado de forma direta nas agendas paralelas mantidas pelo grupo conservador brasileiro na capital americana.
Fontes próximas ao senador Flávio Bolsonaro afirmam que as conversas com o governo americano seguem em curso e envolvem Eduardo Bolsonaro e outros interlocutores conservadores. Flávio tem sido mantido a par de todos os desdobramentos, embora adote uma postura mais reservada publicamente sobre o tema.

Histórico das sanções
As sanções contra Alexandre de Moraes via Lei Magnitsky foram aplicadas pela primeira vez em julho de 2025, ainda no início do segundo mandato de Donald Trump.
Na ocasião, o Departamento de Estado e o Tesouro americano justificaram a medida citando “graves violações a direitos humanos e liberdades fundamentais”, incluindo censura sistemática a jornalistas, influenciadores e opositores políticos, além de decisões judiciais que teriam desrespeitado garantias constitucionais.
As punições incluíam:
• Bloqueio de eventuais bens e contas nos Estados Unidos;
• Proibição de entrada no país;
• Restrições a transações financeiras internacionais.
A medida gerou forte repercussão internacional e foi celebrada pelo campo conservador brasileiro como um marco de pressão contra o que chamam de “ativismo judicial” e “ditadura do Judiciário”. Por outro lado, o governo Lula e o próprio STF reagiram com veemência, classificando a sanção como uma “ingerência inaceitável” na soberania nacional.
Em dezembro de 2025, as sanções foram suspensas pelo governo Trump em um gesto interpretado como tentativa de distensão nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos. A suspensão ocorreu após intensas negociações diplomáticas e pressão do Itamaraty.
Entenda a Lei Magnitsky
A Global Magnitsky Human Rights Accountability Act é uma ferramenta legal americana que permite ao governo dos EUA sancionar indivíduos estrangeiros envolvidos em graves violações de direitos humanos, corrupção ou abuso de poder. As penalidades vão desde congelamento de ativos até proibição de vistos. No caso de Moraes, os bolsonaristas o acusam de:
• Práticas reiteradas de censura prévia a conteúdos nas redes sociais;
• Decisões que teriam extrapolado os limites da Constituição Federal;
• Uso seletivo do poder judiciário contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.


Fonte: Jovem Pan

PCC e CV atuam em 12 estados dos EUA, diz porta-voz

A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Robertson, disse nesta sexta-feira (29) que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e  Comando Vermelho (CV) atuam em, pelo menos, 12 estados do país. A integrante do governo norte-americano deu declaração durante entrevista exclusiva ao jornal 3 em 1, da Jovem Pan.
Robertson explicou que a classificação das facções brasileiras como terroristas resulta no bloqueio de bens dos grupos, na proibição de integrantes em entrarem no país e considera crime qualquer tipo de apoio às organizações criminosas. A porta-voz afirmou que a medida norte-americana visa “frear e eliminar” a atuação do PCC e do CV nos Estados Unidos, no Brasil e no mundo.
Perguntada se haveria possibilidade de intervenção norte-americana no Brasil, Robertson negou. A integrante do governo dos Estados Unidos disse que o enquadramento do PCC e do CV não contempla nenhum tipo de atividade militar.

Assista à íntegra da entrevista


Fonte: Jovem Pan

Flávio rebate crítica de Lula à decisão dos EUA sobre PCC e CV: ‘Soberania do povo’

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), rebateu nesta sexta-feira (29) crítica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à decisão dos Estados Unidos em classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Por meio de vídeo publicado em seu perfil no Instagram, o parlamentar defendeu a “soberania do povo brasileiro”.
“É a soberania das 50 milhões de pessoas que vivem sob o domínio desses narcoterroristas. Um governo paralelo, impondo violência, covardia, medo. O povo brasileiro não aguenta mais viver com medo por causa desse tipo de gente”, disse Flávio.
O parlamentar ainda criticou o fato de Lula ter se referido ao PCC e ao CV como “nossos criminosos”. Mais cedo, o chefe do Executivo se manifestou sobre a medida dos Estados Unidos contra as facções brasileiras durante evento em Laranjeiras, em Sergipe.
“Estou muito triste com a notícia de que o secretário [de Estado] dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que os nossos criminosos são terroristas e que os norte-americanos podem fazer intervenção. Sabe por que estou triste? Porque o Comando Vermelho e o PCC são terroristas, mas para as comunidades brasileiras. Para a sociedade brasileira e para o povo da periferia, porque incomodam famílias, bairros e cidades”, declarou Lula.
O petista também afirmou que o enfrentamento às facções será feito internamente e citou as leis Antifacção e de Combate ao Crime Organizado. Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta. Isso aqui (o Brasil) não é um país qualquer. É um país muito grande”, afirmou o chefe do Executivo.
Antes da fala de Lula, o governo federal emitiu uma nota sobre a medida norte-americana. No comunicado, o Executivo também criticou ações da família Bolsonaro no exterior.
“É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, disse a nota.
O texto também chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de “falsos patriotas” que “tentam” manipular politicamente conceitos de segurança pública.

PCC e CV na mira
Na quinta-feira (28), o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que o PCC e o CV passam a ser classificados como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs, na sigla em inglês). O órgão também comunicou que pretende enquadrar ambas as facções brasileiras como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês).
Segundo a nota do governo norte-americano, o CV e o PCC são duas das organizações criminosas “mais violentas” do Brasil. “Juntas, comandam milhares de integrantes e orquestraram ataques brutais contra policiais, funcionários públicos e civis brasileiros. Sua influência e redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras, por toda a nossa região e por todo o país”, disse o documento.
A decisão dos Estados Unidos sobre as facções brasileiras se deu depois do encontro de Flávio com o presidente norte-americano, Donald Trump, e com Marco Rubio. Durante a reunião com o republicano, o senador pediu que o PCC e o CV fossem classificados como terroristas.


Fonte: Jovem Pan

PSDB busca apoio para aliança com Missão em SP e tem sinal verde do Solidariedade

A possível chapa entre PSDB e Missão ganhou um sinal verde de mais um partido para o projeto que busca ampliar o alcance no maior colégio eleitoral do país, em São Paulo. Segundo o presidente estadual do PSDB e ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra, o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força, colocou-se à disposição para ser um dos candidatos ao Senado em uma possível “frente partidária”, que, segundo ele, deve começar na segunda quinzena de junho.
“A ideia é ir para questões pragmáticas, mais práticas de composição mesmo, para ver se esses diálogos evoluem”, disse Serra, que sinalizou já ter conversado também com representantes do Democracia Cristã (DC), Avante e Podemos. “Tenho muita clareza de que tem espaço, sim, para a gente construir. Agora, precisa haver outras forças políticas envolvidas”, acrescentou Serra.
A intenção da possível aliança entre PSDB e Missão faz parte de um projeto que tem como objetivo “furar a bolha da polarização”. A composição em estudo reúne o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) e o presidente estadual do PSDB e ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra. O deputado confirmou que deve concluir nos próximos dias as negociações com Paulo Serra para discutir a formação de uma chapa conjunta entre Missão e PSDB.
“A gente está falando do maior estado do Brasil do ponto de vista econômico e financeiro. São 645 municípios, então não dá para achar que um partido sozinho vai conseguir levar essa mensagem”, disse Paulo Serra à Jovem Pan.
Pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, Kim Kataguiri afirmou que a possibilidade de disputar o governo estadual aumentou nas últimas semanas. Segundo ele, a definição sobre transformar a pré-candidatura em candidatura deve ocorrer até o fim de junho. “Hoje, diferente de algum tempo atrás, a probabilidade maior é de eu disputar”, afirmou o deputado à Jovem Pan.
Mesmo sem anúncio oficial da aliança, a aproximação entre PSDB e Missão já conta com o apoio das lideranças nacionais das duas siglas. Segundo interlocutores, o presidente nacional do Missão, Renan Santos, e o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), que articula uma possível candidatura presidencial tucana, veem na composição uma oportunidade de fortalecer os partidos no maior colégio eleitoral do país.
Legado tucano em São Paulo
O PSDB governou o estado de São Paulo entre 1995 e 2022, até a eleição do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Durante o período, os tucanos elegeram quatro governadores: Mário Covas, Geraldo Alckmin, José Serra e João Doria. Para Paulo Serra, a disputa em São Paulo tem peso simbólico para o partido.
“São Paulo escolheu por quase 30 anos manter um modelo de gestão tucano. Isso para nós é muito simbólico”, declarou. O dirigente também reconheceu o impacto da polarização nacional sobre as eleições estaduais e municipais nos últimos anos.


Fonte: Jovem Pan

Governo critica família Bolsonaro por articulação nos EUA e vê risco ao PIX em classificação de CV e PCC como terroristas

Lula condena decisão dos EUA sobre facções: ‘Não aceitamos ser tratados como moleques’
O governo brasileiro criticou nesta sexta-feira (29) integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que viajaram aos Estados Unidos e afirmou que há risco de interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil.
Uma nota foi divulgada após o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciar, nesta quinta-feira (28), que vai classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
O Planalto classificou a iniciativa como “deplorável” e disse que há tentativa de pressionar autoridades internacionais a adotar medidas contra o país (clique aqui para ler a nota na íntegra).
O texto afirma que medidas externas podem trazer impactos econômicos e prejudicar políticas nacionais, citando inclusive o sistema de pagamentos instantâneos PIX, criado pelo Banco Central.
“Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime”, diz a nota.
Além disso, “podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros”.
Poucos minutos depois da divulgação da nota, o presidente Lula afirmou que está muito “triste e decepcionado” com o anúncio dos Estados Unidos e que os brasileiros “não aceitarão ser tratados como moleques”.
O petista deu a declaração durante participação em uma cerimônia sobre investimentos da Petrobras em Sergipe.
EUA classificam CV e PCC como organizações terroristas
Conforme adiantou o blog de Ana Flor, no g1, a menção ao PIX tem apelo direto junto à população, já que o sistema de pagamento é um queridinho dos brasileiros.
Nesta terça (26), o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, se encontrou com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca.
O senador afirmou que pediu ao norte-americano para que o governo dos Estados Unidos classificasse o PCC e o CV como organizações terroristas.
Ele também se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a quem cabe a decisão formal sobre a classificação.
Segundo o governo, ações desse tipo já teriam ocorrido em episódios recentes, como o chamado “tarifaço” do governo americano, que afetou exportações brasileiras.
➡️ O “tarifaço” é uma série de tarifas de importação impostas pelos EUA a produtos estrangeiros, incluindo os brasileiros. O deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio, pressionou por sanções internacionais em resposta à condenação do pai no STF por tentativa de golpe de Estado.
Lincoln Gakiya, promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo, analisou o anúncio dos EUA no episódio do podcast O Assunto desta sexta-feira. Ouça abaixo.
Segurança pública e crime organizado
O governo também destacou ações de combate ao crime organizado e disse que o Brasil enfrenta facções como o PCC e o CV.
➡️ Segundo o governo americano, as facções serão designadas como “Terroristas Globais Especialmente Designados” (“Specially Designated Global Terrorists”, ou SDGTs) e como “Organizações Terroristas Estrangeiras” (“Foreign Terrorist Organizations”, ou FTOs) — mesma categoria aplicada a grupos como Al-Qaeda, surgido no Afeganistão, o Estado Islâmico, originado no Iraque, e o Cartel de los Soles, associado ao ex-regime de Nicolás Maduro, na Venezuela.
Segundo o Planalto, essas organizações atuam com foco em lucro, especialmente por meio do tráfico de drogas e armas, e não devem ser confundidas com terrorismo internacional.
O texto afirma ainda que o país aprovou recentemente uma lei com penas mais duras contra facções e milícias, que podem chegar a até 80 anos de prisão.
Como o governo Lula perdeu a batalha que fez EUA declararem CV e PCC como terroristas
Getty Images
A avaliação no Palácio do Planalto é que a medida abriria margem para ações como uma intervenção militar no Brasil.
Especialistas em segurança pública também argumentam que a legislação brasileira de combate a facções criminosas prevê penas mais duras do que a lei antiterrorismo.
Na legislação brasileira, terrorismo é definido pela prática de atos violentos “por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio ou a paz pública”.
Críticas à interferência externa
Na nota, o governo defendeu a soberania nacional e afirmou que não aceitará interferência estrangeira.
O Planalto também disse que há tentativas de “confundir conceitos” por parte de críticos e classificou alguns deles como “falsos patriotas”.
Sem citar nomes diretamente, o texto associa essas ações a brasileiros que buscam apoio externo para pressionar instituições nacionais.
Relação com os Estados Unidos
Apesar das críticas, o governo afirmou que mantém cooperação internacional no combate ao crime.
Segundo o Planalto, o Brasil apresentou em abril uma proposta aos Estados Unidos para ampliar a colaboração em áreas como:
combate à lavagem de dinheiro no exterior
controle do tráfico internacional de armas
O governo disse que está aberto a parcerias, mas rejeita medidas consideradas arbitrárias.
Possíveis impactos
De acordo com a nota, ações externas podem:
enfraquecer o combate ao crime;
reduzir o compartilhamento de informações entre polícias;
afetar o sistema financeiro;
gerar prejuízos econômicos.
O texto conclui que a soberania nacional “é inegociável” e que cabe ao Brasil definir como enfrenta o crime em seu território.
Leia a nota do governo brasileiro na íntegra
“O Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias. Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro.
O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional.
A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.
É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país.
Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira.
O Governo do Brasil conduz o programa ‘Brasil contra o Crime Organizado’, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima.
O crime organizado não respeita fronteiras e seu combate exige ação conjunta. Construímos, ao longo de décadas, parcerias com vários países, inclusive com os Estados Unidos.
O Brasil apresentou em 16 de abril deste ano, ao Departamento de Estado dos EUA, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil.
Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda.
Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia.
Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime.
Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros.
Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país.
A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos.
Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança.”


Fonte:

g1 > Política

‘Temos provas de que JK estava sendo perseguido’, diz relatora de comissão que concluiu que ex-presidente foi assassinado

Comissão conclui que JK foi morto pela ditadura militar
Paola Patriarca/ g1
A historiadora Maria Cecília Adão, responsável pelo relatório aprovado pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK) , afirmou que há um conjunto de provas que sustenta a conclusão de que JK foi assassinado durante a ditadura militar em 1976.
A comissão aprovou nesta sexta-feira (29) um relatório com esta conclusão. O documento contesta a versão oficial de que JK morreu em um acidente automobilístico na Via Dutra, entre São Paulo e Rio de Janeiro (leia mais abaixo).
“Temos provas que dizem que JK estava sendo perseguido, que houve uma forte perseguição a ele. A gente tem provas que indicam que esse assassinato foi gestado em diversas oportunidades, inclusive com comprovação indireta de quem era o coordenador-geral, como a atuação do general Figueiredo na gestação desse assassinato”, afirmou a professora ao g1 após coletiva realizada na sede da Procuradoria Regional da República da 3ª Região, em São Paulo.
Maria Cecília também citou o que classificou como um anúncio prévio da morte de JK. “A gente tem um anúncio desse assassinato. Quinze dias antes, é anunciado [num jornal] que ele morreu no mesmo lugar que ele viria a morrer 15 dias depois”, afirmou.
A relatora sustentou ainda que a conclusão da comissão não se baseia apenas nas circunstâncias da morte do ex-presidente, mas também em irregularidades ocorridas durante a investigação do caso.
“A gente tem o próprio assassinato e, principalmente, a gente tem ocultação, destruição deliberada de provas. A gente tem fraude processual dos laudos”, declarou.
Para a historiadora, o conjunto de elementos analisados pela comissão é suficiente para afastar a versão de que JK morreu em um acidente automobilístico na Via Dutra, em 1976.
“A gente tem um conjunto de provas muito robusto que leva à conclusão que a gente chegou de que ele foi vítima de violência do Estado, que ele não teve morte natural, que teve morte violenta dentro do contexto de perseguição aos opositores da ditadura”, afirmou.
Acidente com carro de JK em 1976
MPF/Reprodução
A historiadora também afirmou que a aprovação do relatório ocorre em um momento em que novas informações sobre o período da ditadura têm permitido a reavaliação de casos históricos.
“Enquanto sociedade brasileira, nós vivemos um momento em que justamente é possível fazermos essa compilação”, disse.
Segundo ela, a investigação conduzida pelo Ministério Público Federal foi concluída em 2020, mas só se tornou pública em 2022. Com a retomada dos trabalhos da comissão, em agosto de 2024, foi possível reunir e reavaliar as provas já produzidas.
“Essas provas encontraram um caminho e, para além disso, a gente vive um momento social também muito voltado para análise e reanálise das práticas da ditadura. A gente tem filmes, reportagens indicando documentação nova, arquivos, e o Arquivo Nacional trabalhando para resgatar documento sobre o período. Então, esse é um momento certo para que isso aconteça”, afirmou.
Aprovação de relatório
Trecho de relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) que conclui pelo assassinato do ex-presidente Juscelino Kubitschek
Reprodução
A conclusão do relatório foi aprovada pela comissão por seis votos favoráveis e uma abstenção. O relatório foi apresentado durante coletiva realizada na sede da Procuradoria Regional da República da 3ª Região, em São Paulo, nesta sexta.
Relatora do caso, a professora Maria Cecília Adão afirmou que há elementos que sustentam a hipótese de atentado político. Segundo ela, um encontro com representantes do então ex-presidente Ernesto Geisel em um hotel teria sido o motivo para que JK decidisse fazer a viagem de carro, e não de avião.
De acordo com a relatora, a reunião teria sido usada para atrair o ex-presidente ao local, e o motorista de JK pode ter sido sedado e o veículo alterado mecanicamente nesse hotel.
Um caminhoneiro que estava atrás do caminhão no qual o carro colidiu testemunhou que o motorista de JK estava debruçado, parecendo desacordado, antes da colisão.
“O acidente não ocorreu como foi relatado. Se consideramos a situação política, as falhas, a notícia da morte dias antes, ocultação e destruição de provas, podemos dizer que o assassinato foi ocultado”, afirmou a relatora.
Maria Cecília também afirmou que o motorista de JK havia percebido algo estranho no veículo antes da viagem.
O relatório reúne informações obtidas em investigações e perícias realizadas ao longo dos anos. Segundo a relatora, os peritos do Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro que atuaram no caso estiveram envolvidos em fraudes em outras investigações de mortes durante o período da ditadura.
Comissão aprova relatório e conclui que JK foi assassinado pela ditadura
De acordo com a comissão, foram identificadas 37 fraudes na apuração da morte do ex-presidente. Entre elas, está a chegada de militares ao local do acidente cerca de 20 minutos após a ocorrência. Segundo o relatório, os militares assumiram imediatamente o controle da área, o que teria permitido a adulteração de provas.
Há também manipulação de testemunhas. As que disseram que não houve colisão foram ignoradas.
A relatora mostrou fotos que revelam que a lanterna traseira do carro onde estava JK estava sem danos após a morte dele. Já no pátio o veículo estava com avaria.
A relatora enfatizou que houve deliberada destruição das provas, porque o veículo foi desmantelado, além das ameaças feitas à família. Maria Cecília disse ainda que o laudo do MP aponta falhas graves dos laudos oficiais, que os tornaram “imprestáveis”.
Elementos mostram que as marcas de freagem não eram compatíveis ao ônibus. A maneira que o carro bateu era incompatível com o que disseram.
A comissão também apontou que a pista não foi isolada e que os veículos envolvidos foram retirados do local sem a preservação das posições originais. O relatório afirma ainda que houve desrespeito à cadeia de custódia dos corpos de JK e de seu motorista durante o transporte para o IML. Segundo os integrantes da comissão, não há registro de quem foi o responsável pelo transporte.
Outro ponto destacado é a alteração do horário da morte de JK. Conforme a relatora, laudos indicariam que o ex-presidente morreu às 20h50, cerca de três horas após o acidente. A comissão questiona a razão da divergência nos registros oficiais.
O relatório também afirma que não foi realizado exame toxicológico para verificar a possibilidade de envenenamento.
Entre os elementos citados pela comissão está ainda uma notícia publicada três dias antes da morte de JK informando que ele poderia morrer em um acidente na mesma rodovia.
Segundo Maria Cecília Adão, o próprio ex-presidente teria dito a jornalistas que tentavam matá-lo, mas não haviam conseguido.
A comissão também afirma que o diário de JK foi retirado do carro após o acidente. Segundo a relatora, um médico teria feito uma cópia do material e pressionado a família.
Com a aprovação do relatório, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos informou que trabalhará para que a certidão de óbito do ex-presidente seja retificada, conforme prevê a Resolução 601/2024 do Conselho Nacional de Justiça.
“Se não houver oposição da familiar, isto será feito nos próximos dias. A partir daí os cartórios normalmente pedem um prazo em dias úteis. Acredito que até final de junho esse processo tenha sido concluído”, afirmou Eugenia Augusta Gonzaga, procuradora regional da República.
Veja trechos do relatório:
Trecho de relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) que conclui pelo assassinato do ex-presidente Juscelino Kubitschek
Reprodução
Trecho de relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) que conclui pelo assassinato do ex-presidente Juscelino Kubitschek
Reprodução
Trecho de relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) que conclui pelo assassinato do ex-presidente Juscelino Kubitschek
Reprodução
Relatório diz que JK foi morto pela ditadura militar, e não vítima de acidente
Comissão contesta versão sobre morte de JK


Fonte:

g1 > Política

Lula diz que vai reenviar ao Senado indicação de Messias ao STF

Lula diz que vai reenviar ao Senado indicação de Messias ao STF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (29) que vai reenviar ao Senado a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF) que está em aberto desde o ano passado.
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O petista fez o anúncio durante participação em uma cerimônia sobre investimentos da Petrobras em Sergipe. Lula não disse quando vai encaminhar a mensagem novamente para o Senado.
O presidente disse que ficou triste quando o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias no mês passado. O nome do advogado-geral da União recebeu 42 votos contrários e 34 favoráveis, em uma derrota histórica para o governo.
“Eu perdi a indicação do meu ministro da Suprema Corte e eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados deste país. Ele não foi derrotado porque tem alguma ficha suja na vida dele, ele é um dos homens mais íntegros deste país”, iniciou Lula.
“Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer, senadores? Eu vou mandar o Messias outra vez. E vou mandar por respeito à função presidencial. Sou eu que indico. O Senado pode derrotar alguém se ele não tiver competência jurídica”, completou o petista.
O presidente disse ainda que, na avaliação dele, não fez sentido a rejeição à indicação de Messias pelos senadores. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde 1894.
Integrantes do governo atribuem a derrubada da indicação de Messias a uma articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que defendia a escolha do aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a função.
Lula, no entanto, optou por Jorge Messias e encaminhou a indicação para análise dos senadores, que levou mais de quatro meses para acontecer.
Ele chegou a ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) após sabatina. Mas foi barrado no plenário principal do Senado.
Enquanto um novo ministro não é aprovado, o STF continua com 10 integrantes. A 11ª cadeira está vaga desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso em outubro de 2025.
🔎A escolha de um ministro do STF é de competência privativa do presidente, que deve indicar um cidadão com mais de 35 e menos de 70 anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.
🔎Após a indicação, o nome precisa ser submetido a uma sabatina e aprovado por maioria absoluta no Senado Federal, mediante votação secreta, para que o indicado possa ser formalmente nomeado.
O que dizem Constituição e Senado sobre reenvio de indicação?
Quem é Jorge Messias?
Brasília, 04/06/2024 – Lula conversa com Jorge Messias
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Natural de Pernambuco, Jorge Rodrigo Araújo Messias é o atual advogado-geral da União. Ele integra o primeiro escalão do governo desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023.
Na área acadêmica, Messias é formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Também possui mestrado e doutorado pela Universidade de Brasília (UnB).
Servidor público desde 2007, Messias ocupou cargos estratégicos no Poder Executivo. Foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República e secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação.
Também atuou como consultor jurídico nos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, além de procurador do Banco Central e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Ingressou na Advocacia-Geral da União como procurador da Fazenda Nacional, cargo responsável pela cobrança de dívidas fiscais de contribuintes com a União. Em 2022, Messias integrou a equipe de transição do presidente eleito Lula.
Em dezembro daquele ano, foi anunciado como chefe da AGU e tomou posse em janeiro de 2023.


Fonte:

g1 > Política

Vorcaro impediu que governo do Rio resgatasse R$ 44 milhões e diminuísse prejuízo

A influência de Daniel Vorcaro no governo de Cláudio Castro, no Rio de Janeiro, não se traduzia apenas em aportes bilionários em ativos podres. Ele também conseguia impedir que servidores diligentes resgatassem parte dos investimentos para diminuir o prejuízo. Foi o que aconteceu na Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), que investiu aproximadamente R$ 200 millhões em Certificados de Depósito Bancário (CDB).
No dia 28 de maio de 2025, o gerente financeiro Rodrigo Borges Mendes solicitou o resgate do montante de R$ 44 millhões aplicados junto ao Banco Master. Entretanto, uma hora e meia depois da emissão da ordem, o procedimento foi cancelado por determinação de um assessor da Diretoria de Investimentos, Mauro Luís Rodrigues. É o que aponta o relatório final de uma auditoria determinada pelo atual presidente da Cedae, o procurador Rafael Rolim e sua diretoria.
O relatório final de apuração ainda aponta que, a partir do momento em que os demais órgãos da companhia tomam ciência do efetivo investimento no Banco Master, passam a emitir alertas, sem que a Diretoria Financeira retire os investimentos, conforme comprovam atas do Conselho de Administração e do Comitê de Auditoria.
Na apuração, os atuais gestores descobriram que a execução dos investimentos foi conduzida pela Diretoria Financeira, sem o compartilhamento das informações com as demais diretorias e órgãos da empresa. O diretor financeiro Antônio Carlos dos Santos era o homem forte de Cláudio Castro dentro da companhia.
A apuração apontou que o diretor financeiro e seus assessores diretos foram os responsáveis pelos atos preparatórios que viabilizaram o investimento no Banco Master, omitindo reuniões, no Rio e em São Paulo com a alta gestão do Master. Numa das reuniões, o Diretor fianceiro da CEDAE recebeu, Maurício Quadrado, então sócio e co-CEO do Master, na sede da companhia no Rio de Janeiro.
Ainda de acordo com as apurações realizadas, a mudança da exigência do rating para investimentos pela Cedae foi realizada após o recebimento de e-mail da funcionária do Banco Master, Sra. Sandra Cabral Rullo, pela Diretoria Financeira da companhia e efetivada por ordem do assessor direto do Diretor Financeiro, Magno Neves, que atestou a adequação à políticas de investimentos.
O relatório final está nas mãos do Governador em exercício, Desembargador Ricardo Couto. Ficou decidido que haverá uma investigação mais aprofundada sobre os atos do ex-Diretor Financeiro Antonio Carlos dos Santos e dos assessores Hedmiltom Cardoso Mourão, Magno Neves, Mauro Luís Rodrigues Marques. O Presidente da Cedae, Rafael Rolim, recomendou o compartilhamento do documento com o Ministério Público, Tribunal de Contas, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Procuradoria Geral do Estado (PGE).


Fonte:

g1 > Política