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Lula e Motta devem se reunir até dia 25 para fechar pontos da PEC do fim da 6×1

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), devem se reunir até segunda-feira (25) para fechar os pontos em aberto na proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1. Pessoas a par das negociações indicam que o resultado da reunião deve ser repassado ao relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que já tem a base de seu parecer pronto, faltando apenas definir principalmente se haverá transição e, se houver, como será o escalonamento.
Com isso, o relatório seria lido na comissão especial que analisa o mérito da PEC na segunda-feira. A expectativa é que seja votado no colegiado até quinta-feira (28) e no plenário no mesmo dia. O texto da PEC deve ser enxuto e tratar basicamente da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem diminuição de salário e com dois dias de folga.
Em seminário realizado na quinta-feira (21) em Belo Horizonte, Prates negou qualquer discussão sobre uma transição para os dois dias de folga. “Esse é compromisso do governo, é compromisso do presidente Hugo Motta. A ideia é que os dois dias de folga entrem em vigor já em 2026, então, não há transição para os dois dias de folga, nunca houve essa discussão, inclusive entre nós. Nós nunca estabelecemos esse debate”, disse o parlamentar.
Segundo ele, o parecer também não vai contemplar acordos individuais. “Queremos uma PEC o mais enxuta possível, remetendo a leis, aos sindicatos, tanto patronais quanto dos empregados, que são importantes para fortalecer a convenção coletiva”, afirmou.
Um dos pontos em aberto é a partir de quanto tempo seriam implementados os dois dias de folga.
Em almoço da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços, Prates afirmou que pretendia dar em torno de 120 dias para que fossem atualizadas as leis ordinárias que regulam 14 categorias específicas, prazo que também serviria para atender categorias que buscassem criar sua própria lei ordinária, em vez de estipular a mudança em convenção coletiva.
Esse prazo começaria a contar a partir da promulgação da PEC e também poderia ser usado para a entrada em vigor dos dois dias de folga.
Sobre a transição, há um entendimento de parlamentares que um período de até 3 anos poderia ser necessário para a redução total da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas semanais. Uma proposta seria a aplicação de uma hora de redução após a promulgação da PEC, deixando duas horas para o próximo ano e, a última, para o seguinte. Uma ala governista chegou a defender uma redução de uma hora por ano – o que daria uma transição de quatro anos, mas passou a defender o escalonamento menor.


Fonte: Jovem Pan

Deolane diz que foi presa por exercício da profissão; veja audiência de custódia

Deolane Bezerra defendeu que sua prisão é ilegal pelo fato de que sua detenção foi fundamentada no exercício de sua profissão. Deolane passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (21), após ser presa por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro com relação ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Durante a sessão, Deolane argumentou que foi presa no momento em que advogava, e que o dinheiro recebido (R$ 24 mil) é um pagamento pelos seus serviços prestados, depositado por um cliente, em 2020.
A defesa da advogada também argumentou que a prisão é ilegal e um excesso, pelo fato de Deolane ser mãe de uma criança de nove anos, e os supostos crimes terem acontecido há muito tempo e sem violência ou grave ameaça. A defesa defendeu que ela poderia então responder em prisão domiciliar.
Após a audiência, nesta sexta-feira (22), a influenciadora teve a prisão convertida de flagrante para preventiva e foi transferida do Complexo Prisional de Santana, na zona norte da capital paulista, para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada na região oeste do estado de São Paulo.
Veja a audiência:

Operação Vérnix
Deolane foi um dos alvos da Operação Vérnix, deflagrada nesta quinta-feira pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil. A ação apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo os investigadores, Deolane teria atuado como “caixa” da facção e recebido valores provenientes do PCC por meio de uma empresa de transportes apontada como braço financeiro da organização criminosa.
Além de Deolane, os outros alvos da operação foram:

Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC;
Alejandro Camacho, irmão de Marcola;
Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha do líder da facção;
Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola;
Everton de Souza, suposto operador financeiro da organização criminosa.

Marcola e Alejandro já estão presos na Penitenciária Federal de Brasília. Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
Também foram bloqueados mais de R$ 327 milhões em bens e valores e sequestrados 17 veículos, incluindo carros de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, e quatro imóveis ligados aos investigados.
De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, a investigação identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada, circulação de valores milionários sem origem comprovada e utilização de empresas para ocultar patrimônio e dificultar o rastreamento do dinheiro. A Operação Vérnix também possui desdobramentos internacionais. Três investigados que estariam na Itália, Espanha e Bolívia foram incluídos na lista de difusão vermelha da Interpol para localização e eventual prisão.
Transportadora era usada em esquema de lavagem
As investigações começaram em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material continha referências à estrutura interna do PCC, ordens da cúpula da facção e possíveis ataques contra agentes públicos.
A partir das apurações, a Polícia Civil instaurou três inquéritos que identificaram uma empresa de transportes usada, segundo os investigadores, para ocultar e movimentar recursos ilícitos da facção. De acordo com o inquérito, a transportadora Lopes Lemos Transportes Ltda, conhecida como “Lado a Lado Transportes”, teria movimentado mais de R$ 20 milhões, com incompatibilidade milionária entre os valores declarados ao Fisco e as movimentações financeiras identificadas pelos investigadores.
A Justiça reconheceu, em sentença anterior, que a empresa foi utilizada como instrumento de lavagem de capitais em benefício do PCC.
Como o PCC operava o esquema
As investigações apontam que o esquema era comandado de dentro do sistema penitenciário federal por Marcola e por seu irmão. Conversas encontradas em celulares apreendidos revelaram que familiares e pessoas próximas atuavam na administração financeira da transportadora, no repasse de ordens e na divisão dos lucros obtidos pela facção.
Segundo a polícia, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho aparecem como beneficiários e intermediários das movimentações financeiras. Já Everton de Souza, chamado como “Player”, seria responsável por orientar o direcionamento dos repasses financeiros da organização criminosa.
Conforme o relatório policial, Deolane teria recebido valores provenientes da transportadora e utilizado sua estrutura financeira para inserir os recursos ilícitos no sistema financeiro formal.
O inquérito concluiu que a organização mantinha um esquema estruturado de lavagem de dinheiro, com participação de integrantes da cúpula do PCC, familiares e operadores financeiros ligados à facção.


Fonte: Jovem Pan

Bruno Bolsonaro Scheid critica modelo de concessão da BR-364: “impacta até quem não tem carro”

Pré-candidato ao Senado defende debate mais amplo sobre os efeitos econômicos da cobrança de pedágio em Rondônia

O pré-candidato ao Senado Bruno Bolsonaro Scheid (PL) manifestou preocupação com os impactos econômicos da concessão da BR-364, principal corredor logístico de Rondônia. Durante entrevista ao podcast Resenha Política, ele afirmou que a discussão sobre a cobrança de pedágio precisa considerar os reflexos diretos no custo de vida da população.

Segundo Bruno, os efeitos da medida vão além dos motoristas que utilizam a rodovia, alcançando toda a cadeia de abastecimento e, consequentemente, o consumidor final. Para ele, aumentos nos custos logísticos tendem a repercutir nos preços de alimentos, medicamentos, produtos de limpeza e outros itens essenciais.

“Impacta até quem não tem carro, porque qualquer aumento no transporte acaba chegando ao bolso da população”, afirmou.

Bruno Bolsonaro Scheid defendeu que decisões sobre infraestrutura estratégica sejam debatidas com responsabilidade e sensibilidade à realidade econômica de Rondônia, considerando a dependência do estado em relação à BR-364 para circulação de mercadorias e deslocamentos.

O pré-candidato ressaltou ainda a importância de ampliar o diálogo sobre modelos de concessão que conciliem melhorias na infraestrutura com menor impacto econômico para a população rondoniense.

Ex-funcionária pagou cartão da esposa de Mario Frias e fez PIX para ex-chefe de gabinete, indicam comprovantes bancários

Deputado federal Mario Frias (PL-SP)
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Comprovantes de pagamento e extratos bancários de uma ex-funcionária do gabinete do deputado Mario Frias (PL-SP) na Câmara indicam que ela devolveu parte do salário ao então chefe de gabinete e a parentes dele, e pagou despesas de familiares de Frias, entre fevereiro de 2023 e março de 2024.
A ex-funcionária, que foi nomeada secretária parlamentar de fevereiro de 2023 até maio de 2024, também tomou cinco empréstimos consignados em seu nome, totalizando R$ 174.886. Segundo os documentos, parte dos valores foi transferida ao então chefe de gabinete em datas próximas aos empréstimos.
A reportagem teve acesso a comprovantes de PIX e extratos bancários da conta de Gardênia Morais no Banco do Brasil, na qual ela recebia o salário pago pela Câmara. O valor líquido do salário, após todos os descontos, variou no período entre R$ 10 mil e R$ 21 mil.
Os documentos indicam que Gardênia transferia o salário da conta do BB para outra conta de sua titularidade, no Itaú, e dessa conta repassava valores para o então chefe de gabinete, Raphael Azevedo, ou para a ex-mulher e a ex-sogra dele.
Os comprovantes obtidos pela reportagem são:
um PIX de R$ 4.600 para Azevedo em fevereiro de 2023;
um PIX de R$ 5.000 para Azevedo em março de 2023;
um PIX de R$ 1.500 para Avezedo em abril de 2023;
um PIX de R$ 3.200 para a ex-mulher de Azevedo em maio de 2023;
dois PIX, de R$ 3.200 e R$ 816, para a ex-mulher e a ex-sogra de Azevedo em julho de 2023;
quatro PIX de R$ 3.200 para a ex-mulher de Azevedo nos meses de agosto, setembro, outubro e novembro de 2023;
e um PIX de R$ 4.000 para o próprio Azevedo em março de 2024.
Comprovantes de pix feitos por Gardênia Morais, ex-funcionária do gabinete de Mario Frias.
Reprodução
A ex-funcionária afirmou que houve mais repasses além dos que a reportagem identificou, que somam R$ 35.116. Segundo Gardênia, também “tinha mais pessoas devolvendo” o salário no gabinete, além dela.
Familiares e saque
Um dos comprovantes obtidos pela reportagem mostra que Gardênia fez um pix de R$ 1.000 em 29 de janeiro de 2024 para Maria Lucia Frias, mãe do parlamentar.
Outro comprovante indica que, em dezembro de 2023, a ex-funcionária pagou uma fatura do cartão de crédito de Juliana Frias, esposa do deputado, no valor de R$ 4.832,32.
Comprovantes indicam pagamentos de funcionária para parentes de Mario Frias.
Reprodução
A reportagem obteve ainda um comprovante de que a ex-funcionária fez um saque de R$ 49.999,99 em dinheiro vivo, em 27 de março de 2024. Ela afirmou que o valor foi entregue, mas não quis revelar para quem.
Essa transação, supostamente, foi feita de modo a dificultar o rastreamento, segundo o relato da ex-funcionária e os documentos:
Gardênia recebeu três depósitos de Raphael Azevedo e de sua esposa no valor de R$ 50 mil na conta-salário no Banco do Brasil, em 26 de março de 2024;
a então funcionária transferiu esse valor para a conta no Itaú, na mesma data, segundo os extratos bancários;
e no dia seguinte, 27 de março, ela sacou no caixa R$ 49.999,99. Não é possível saber o destino desse valor.
Extrato da conta da ex-funcionária no banco Itaú mostra entrada de dinheiro e saque no dia seguinte.
Reprodução
Procurada pela reportagem e questionada sobre os comprovantes, Gardênia Morais confirmou que devolvia parte do salário, conforme um acordo feito com o então chefe de gabinete, Raphael Azevedo, com o conhecimento do deputado.
“O meu salário foi subindo gradativamente. Lá na Câmara a gente tem os ‘steps’. No final, estava girando em torno de R$ 20 mil. Me restavam, em média, de R$ 6 mil a R$ 7 mil. Eu devolvia todos os meses, de acordo com o meu ‘step'”, disse Gardênia.
Raphael Azevedo trabalhou no gabinete do deputado Mário Frias de fevereiro de 2023 a fevereiro de 2024, segundo o registro da Câmara.
“O deputado sabia, o deputado estava ciente de todas as devoluções. Foi um combinado inicial, o deputado sempre participa. E depois as tratativas do dia a dia ocorriam com o Azevedo, que na época era o chefe de gabinete, braço direito do deputado”, afirmou e ex-funcionária do deputado Mário Frias.
A ex-funcionária disse que somente um dos empréstimos consignados, no valor de R$ 35 mil, foi feito para uso pessoal. Gardênia afirmou que eles não foram pagos e ela ficou com o nome sujo.
“Dos cinco empréstimos, um é meu particular, no restante todos foram feitos a pedido do deputado e do Raphael Azevedo para quitar dívidas de campanha [de 2022]. Os empréstimos foram feitos e eles não foram quitados, estão todos em aberto no Serasa. Enfim, meu nome… Para você ter noção de como ficou minha situação hoje, eu moro de favor na casa da minha ex-sogra”, disse.
A prática de devolver uma parte do salário ao parlamentar ou a algum preposto, em troca de ser contratado como servidor do gabinete, é conhecida como rachadinha.
No Brasil, não existe um crime específico de rachadinha. O Ministério Público vem denunciando parlamentares ou auxiliares envolvidos nessa prática sob a acusação de peculato, crime caracterizado pelo desvio de recursos públicos em proveito próprio ou de terceiros.
Deputado atuou como produtor-executivo de filme sobre Jair Bolsonaro
Mario Frias ganhou destaque recentemente por sua participação na produção do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro do ponto de vista de seus aliados políticos.
Áudios e mensagens revelados pelo site The Intercept Brasil mostram que o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, pediu dinheiro para o banqueiro Daniel Vorcaro, preso pelo escândalo do Master, para a realização do filme.
Vorcaro deu cerca de R$ 61 milhões para a produção. Mario Frias, de acordo com mensagens também divulgadas pelo Intercept e confirmadas pela TV Globo e pelo g1, agradeceu ao banqueiro pelo financiamento.
O que dizem os citados
A reportagem enviou perguntas ao atual chefe de gabinete de Mario Frias, Diego Ramos. Ele afirmou que desconhece as suspeitas porque entrou no gabinete depois desse período e que tem a convicção de que Frias também não tem conhecimento.
Ramos disse que “aparentemente são ex-funcionários aproveitando a situação midiática”.
O ex-chefe de gabinete Raphael Azevedo, que atuou no gabinete de Frias até 2024, não respondeu à reportagem.


Fonte:

g1 > Política

Escrita afetuosa feminina é tema da 1ª roda de conversa do Senado em 2026

Visões complementares de muitas vidas femininas agregadas em uma única publicação. Esse foi o tema da primeira roda de leitura realizada pela Biblioteca do Senado em 2026.
O debate foi sobre o livro Gradiente – histórias de escrita afetuosa, que reúne crônicas, poemas e contos de 22 autoras de diferentes regiões do país.
A roda de conversa contou com a presença de duas autoras presentes na obra: as jornalistas Paola Lima, atual diretora da Agência Senado, onde atua há mais de 15 anos, e Isabel Guedes, com atuação nas áreas de comunicação institucional e publicidade.
O livro reúne narrativas femininas diversas, com múltiplas perspectivas sobre vivências, sentimentos e formas de estar no mundo, valorizando experiências muitas vezes invisibilizadas. Desse modo, propõe reflexões sobre identidade, relações e o papel da mulher na sociedade contemporânea.
A escrita afetuosa enfatiza a escuta, a sensibilidade e a expressão baseada na experiência pessoal. Convida a trazer a verdade para dentro do texto, fazendo com que a leitura pareça uma conversa íntima ou um abraço. Em vez de palavras inatingíveis ou puramente informativas, o foco é colocar sentimentos no papel de forma que o leitor sinta e se emocione.
— É uma experiencia de sororidade. A escrita afetuosa alcança a alma do outro — opinou a biblioteconomista Maria Helena Freitas.
Paola Lima destacou que a obra reuniu mulheres de perfis diferentes de várias regiões do país. Segundo ela, o termo gradiente do título traduz a gradação de vários tons de intimidade e profundidade que se encontram nos textos.
Isabel Guedes avaliou que a escrita afetuosa possui camadas mais profundas e diferentes daquelas que se encontram comumente no processo de escrita literária, sem técnica específica, mas com profundo foco em sentimentos.
O debate contou com a participação maciça de mulheres. No meio da conversa, porém, o servidor Rogério Bernardes questionou:
— Como ficam os homens diante da escrita afetuosa feita por mulheres?
Segundo ele, os homens estão acostumados à escrita praticada por outros homens, e seria muito interessante que aprofundassem o contato com a atividade literária feminina, mesmo diante de uma certa resistência em participar desse universo mais afetuoso.
A servidora Daniela Mendes agradeceu a todos os participantes da roda de conversa e disse que a ideia é realizar novos encontros nesse formato pelo menos uma vez por mês.


Fonte: Senado Federal

Projeto criminaliza monetização do discurso de ódio

Um projeto em tramitação no Senado criminaliza quem lucrar com a criação, o impulsionamento ou a disseminação de discurso de ódio em plataformas digitais, incluindo conteúdos discriminatórios por motivo de gênero ou orientação sexual. A pena prevista é de dois a cinco anos de prisão, além de multa. 
O PL 1.897/2026, da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), altera a Lei 7.716, de 1989, para determinar que quem intermediar, patrocinar, fomentar, financiar, contratar impulsionamento, gerir programas de afiliados ou oferecer infraestrutura também estará sujeito à pena. A penalidade pode aumentar de 1/3 até a metade se houver utilização de anúncios pagos, redes automatizadas ou contas inautênticas, ocultação ou dissimulação da origem dos recursos e grande disseminação do conteúdo.
A autora justifica que a iniciativa “busca enfrentar a atual dinâmica de monetização do discurso de ódio, em que agentes digitais transformam a violência e a discriminação em produtos altamente lucrativos”. Para Dorinha, a responsabilização penal atinge diretamente o núcleo econômico que sustenta e amplia tais discursos, bem como coíbe toda a cadeia de lucro associada à propagação deles.
Segundo a senadora, conteúdos com discurso de ódio não permanecem apenas nas redes, mas impactam diretamente comportamentos sociais, principalmente entre jovens. A autora cita o caso recente de estupro coletivo praticado no Rio de Janeiro contra uma adolescente de 17 anos, em que relatos da imprensa e da própria linha investigativa indicam que os envolvidos podem ter sido expostos a ideologias de ódio contra mulheres circuladas em comunidades do universo “Red Pill”.
O movimento “Red Pill” é frequentemente associado à disseminação de discursos misóginos, por promover a ideia de que mulheres agem de forma manipuladora ou inferior nas relações sociais. Em alguns de seus espaços on-line, as narrativas se manifestam por meio de generalizações, desqualificação feminina e incentivo à hostilidade, legitimando atitudes discriminatórias.


Fonte: Senado Federal

Vought Rising: Prime Video revela primeiras imagens da série prelúdio de The Boys

Os fãs do universo brutal e caótico de The Boys já podem começar a contagem regressiva. O Prime Video divulgou nesta semana as primeiras imagens e um teaser inédito de Vought Rising, nova série derivada da franquia vencedora do Emmy, que promete mergulhar nas origens obscuras da poderosa Vought International. A produção tem estreia prevista para 2027 e chega como mais uma expansão do universo criado por Eric Kripke.
Ambientada na década de 1950, Vought Rising será uma série prelúdio e vai explorar os bastidores da criação da empresa que se tornaria uma das maiores e mais perigosas corporações do universo de The Boys. O teaser divulgado entrega apenas um gostinho do clima sombrio e violento que deve marcar a trama, oferecendo uma primeira visão do mundo distorcido que moldou os eventos vistos na série principal.
O novo capítulo da franquia contará com o retorno de rostos conhecidos. Jensen Ackles e Aya Cash lideram o elenco e também assumem funções como produtores da série. Além deles, o time de atores inclui Mason Dye, Will Hochman, KiKi Layne, Jorden Myrie, Nicolo Pasetti, Elizabeth Posey, Ricky Staffieri e Brian J. Smith.
Nos bastidores, Vought Rising terá Paul Grellong como showrunner e produtor executivo, enquanto nomes importantes da franquia permanecem envolvidos na produção, incluindo Eric Kripke, Seth Rogen e Evan Goldberg. A série é uma produção da Amazon MGM Studios em parceria com a Sony Pictures Television.
Com The Boys consolidada como um dos maiores fenômenos do streaming, Vought Rising chega com a missão de aprofundar a mitologia da franquia e responder perguntas sobre o nascimento do império que transformou super-heróis em armas corporativas. Se depender da primeira prévia, a nova série promete manter intacto o DNA provocador, sangrento e satírico que conquistou os fãs ao redor do mundo.


Fonte: Jovem Pan

Governo bloqueia R$ 22,1 bi do Orçamento de 2026

O Orçamento de 2026 terá um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões de gastos não obrigatórios, informaram há pouco os Ministérios da Fazenda e do Planejamento. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.
Com o novo bloqueio, o total de recursos bloqueados chega a R$ 23,7 bilhões em 2026. Os recursos foram bloqueados para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano.
Segundo os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, esse bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios.
As principais despesas obrigatórias, cujas estimativas aumentaram em relação ao bimestre anterior são as seguintes:

Benefício de Prestação Continuada (BPC): +R$ 14,1 bilhões;
Benefícios previdenciários: +R$ 11,5 bilhões;
Demais despesas: +300 milhões.

Em contrapartida, o relatório reduziu a previsão dos gastos com o funcionalismo público:

Despesas com pessoal e encargos sociais: –R$ 3,8 bilhões.

Superávit primário
Pela segunda vez seguida, o relatório não trouxe previsão de contingenciamento, recursos bloqueados temporariamente para cumprir a meta de resultado primário, resultado das contas do governo antes do pagamento da dívida pública.
Segundo os dois ministérios, a projeção de superávit primário neste ano aumentou de R$ 3,5 bilhões para R$ 4,1 bilhões.
O resultado foi possível por causa do bloqueio dos R$ 22,1 bilhões do Orçamento e da dedução de R$ 1 bilhão com gastos com saúde, educação e defesa da meta de resultado primário.
Essa conta, no entanto, desconsidera o pagamento de precatórios (dívidas da União com sentença judicial definitiva). Com a inclusão dos precatórios, a previsão de déficit primário subiu de R$ 59,8 bilhões para R$ 60,3 bilhões.
Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 estabeleça meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões, 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit zero para este ano. Com o superávit previsto de R$ 4,1 bilhões, não é necessário contingenciar o Orçamento.
O bloqueio adicional dos R$ 22,1 bilhões será detalhado no próximo dia 29, quando o governo publicar um decreto presidencial com os limites de empenho (autorização de gastos) por ministérios e órgãos federais).


Fonte: Jovem Pan

ENQUETE – OS PINGOS NO IS – O quanto os diálogos sobre o filme ‘Dark Horse’ prejudicam a campanha de Flávio Bolsonaro?

*As enquetes do Grupo de Comunicação Jovem Pan não possuem caráter científico e só refletem a opinião de sua audiência.


Fonte: Jovem Pan

Justiça da Itália nega pedido de extradição de Carla Zambelli

A Suprema Corte de Cassação da Itália negou nesta sexta-feira (22) o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli e determinou a sua liberação. O Tribunal anulou a decisão anterior da Corte de Apelações que deu aval para que a ex-parlamentar retorne ao Brasil. As informações são do portal UOL e confirmadas pela Jovem Pan.
Em nota, o advogado de Zambelli, Fabio Pagnozzi, afirmou que a decisão “serve para demonstrar ao Brasil que ela é uma perseguida política”. O processo contra a ex-deputada será concluído pelo Ministério de Justiça da Itália.
Desde julho de 2025, Carla Zambelli está presa preventivamente na Penitenciária de Rebibbia, em Roma, na Itália. No mesmo ano, a ex-deputada foi sentenciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dois processos.

Relembre as condenações de Zambelli
Em maio de 2025, a Primeira Turma do STF condenou Carla Zambelli a 10 anos de prisão em regime inicialmente fechado por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No mesmo mês, a ex-deputada federal deixou o Brasil. De Buenos Aires, na Argentina, ela viajou para a Flórida, nos Estados Unidos. Em junho, foi para a Itália, onde acreditava estar protegida em razão de sua cidadania italiana. No entanto, no mesmo dia de sua chegada ao país, a ex-parlamentar foi incluída na lista de difusão da Interpol.
Em agosto, o STF sentenciou Zambelli a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A condenação foi em razão do episódio no qual a ex-deputada federal perseguiu um homem à mão armada por ruas de São Paulo, às vésperas das eleições de 2022.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou, em dezembro, a revogação da decisão da Câmara dos Deputados em manter o mandato de Carla Zambelli. Dias depois, a ex-deputada federal renunciou ao cargo.


Fonte: Jovem Pan