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Trump modera expectativas sobre acordo iminente com o Irã para o fim da guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, moderou as expectativas neste domingo (24) de um acordo iminente com o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, apesar de ambos os lados relatarem progresso nas negociações.
“Instruí meus representantes a não se precipitarem (…) porque o tempo está a nosso favor”, escreveu o presidente americano em sua plataforma Truth Social.
Trump também afirmou que o bloqueio aos portos iranianos “permanecerá em pleno vigor” até que um acordo final seja assinado com Teerã.
Mais cedo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse a jornalistas em Nova Délhi que havia a possibilidade de que “nas próximas horas o mundo receba boas notícias”.
Rubio afirmou que o acordo abordaria as preocupações de Washington em relação ao Estreito de Ormuz, quase totalmente bloqueado pelo Irã em resposta ao ataque de 28 de fevereiro, realizado por Israel e pelos Estados Unidos, que desencadeou a guerra.
O controle dessa passagem crucial para o comércio global de hidrocarbonetos tem sido um dos principais obstáculos no diálogo mediado pelo Paquistão desde o início da trégua entre Teerã e Washington, em 8 de abril.
A questão do programa nuclear iraniano, contudo, seria abordada em negociações posteriores, segundo a mídia americana, o próprio Rubio e o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei.
Este último afirmou que estavam finalizando um memorando de entendimento com Washington, embora isso não implicasse “um acordo sobre as principais questões”. A questão nuclear, por exemplo, não faz parte “desta etapa” das negociações, assegurou.
Questão nuclear pendente
Segundo Rubio, o acordo proposto atualmente deve iniciar “um processo que pode, em última análise, nos levar aonde o presidente quer que estejamos, ou seja, um mundo que não precise mais temer ou se preocupar com uma arma nuclear iraniana”.
Os Estados Unidos e Israel acreditam que o objetivo deste programa é desenvolver armas nucleares, embora Teerã afirme que tem apenas fins civis.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo que ele e Trump concordam que um acordo final com o Irã deve eliminar as atividades nucleares de Teerã.
“O presidente Trump e eu concordamos que qualquer acordo final com o Irã deve eliminar completamente a ameaça nuclear. Isso significa desmantelar as instalações de enriquecimento de urânio do Irã e remover o material nuclear enriquecido de seu território”, declarou Netanyahu em um comunicado, relatando o conteúdo de um telefonema entre os dois líderes na noite de sábado (23).
Além disso, Netanyahu disse que Trump reiterou que Israel tem o direito de se defender contra ameaças “em todas as frentes, incluindo o Líbano”.
A CBS News, citando fontes próximas às negociações, informou que a proposta inclui o desbloqueio de alguns ativos iranianos em bancos estrangeiros e a extensão das negociações por mais 30 dias, prazo também mencionado pelo The Wall Street Journal.
A agência de notícias iraniana Fars informou que as sanções sobre petróleo, gás e outros produtos petroquímicos seriam suspensas durante o período das negociações, permitindo que Teerã exportasse essas commodities essenciais.
Estratégias divergentes
Após semanas de impasse, Trump afirmou no sábado, em sua rede social Truth Social, que conversou por telefone com líderes dos países do Golfo, Turquia, Egito, Jordânia e Paquistão.
Nos últimos dias, veículos de imprensa americanos têm destacado estratégias divergentes entre os dois lados: enquanto Trump defendia a diplomacia, seu aliado israelense favorecia a retomada das hostilidades.
Em declarações à Axios no sábado, Trump estimou as chances de um “bom” acordo ou da retomada da guerra em “50-50”.
No mesmo dia, o principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, prometeu uma resposta “esmagadora” caso os Estados Unidos retomassem sua ofensiva.


Fonte: Jovem Pan

Colisão entre ônibus e carreta deixa oito mortos na BR-251 em MG

Uma colisão frontal entre um ônibus e uma carreta deixou oito mortos na BR-251, em Santa Cruz de Salinas, no norte de Minas Gerais, na manhã deste domingo (24). O acidente ocorreu por volta das 05h55, no quilômetro 230 da rodovia, e resultou em um incêndio que atingiu ambos os veículos.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as oito mortes confirmadas foram de ocupantes do ônibus, sendo que cinco corpos foram encontrados presos às ferragens dos 2 véiculos envolvidos. O motorista da carreta, que transportava uma carga de sucatas, não morreu no impacto.

Parcial das vítimas do acidente:
8 vítimas fatais, sendo 5 corpos carbonizados presos às ferragens retorcidas dos 2 véiculos envolvidos.
6 vítimas socorridas com vida e transportadas pelo Samu.
A rodovia permanece interditada para perícia da @pcmgoficial e remoção.#bombeirosmg🚒 pic.twitter.com/vIFmejjlhA
— Bombeiros_MG (@Bombeiros_MG) May 24, 2026

 
A pista permanece totalmente interditada para o trabalho das equipes de emergência. Segundo a PRF, há dificuldade no envio de atualizações sobre o estado dos demais passageiros e a dinâmica do acidente devido à ausência de sinal de telefonia celular no trecho.
Equipes da PRF continuam no local para coordenar o tráfego e realizar os procedimentos de perícia. Ainda não há previsão para a liberação da via.


Fonte: Jovem Pan

Dino nega liberdade a Deolane e diz que STF não é a instância correta para pedido

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, negou pedido de soltura da influenciadora Deolane Bezerra, presa na quinta-feira (21) na Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão do ministro, assinada no sábado (23), foi publicada neste domingo (24). Na sentença, Dino disse que o STF não é a instância correta para o pedido de liberdade da influenciadora, presa por decisão em primeira instância.
“Observo que o ato atacado consiste em decisão proferida em primeiro grau de jurisdição, contra a qual cabível meio adequado de impugnação, observados seus pressupostos de admissibilidade”, disse.
O ministro ressaltou ainda que, mesmo o STF fosse a instância adequada de julgamento, não concordaria com a soltura.
“De qualquer maneira, ainda que superado referido óbice, não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus de ofício. Ante o exposto, nego seguimento à presente reclamação”.

Prisão
Deolane Bezerra foi presa em casa, uma mansão que fica em Alphaville, bairro que concentra condomínios luxuosos em Barueri, na Grande São Paulo. Segundo as investigações, a influencer recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau (SP), e fazia a lavagem do dinheiro da organização criminosa.
A advogada e influenciadora digital foi transferida na manhã de sexta-feira (22) da Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte de São Paulo, para a Penitenciária Feminina da cidade de Tupi Paulista (SP), distante cerca de 667 km da capital paulista. Com capacidade para 714 detentas, atualmente a unidade abriga 873 presas.
Deolane foi presa pela primeira vez em setembro de 2024, durante desdobramentos da Operação Integration. Ela foi detida em Recife pela Polícia Civil, que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
Quem é Deolane
Deolane Bezerra tem 38 anos e é famosa na internet, conhecida por ostentar sua riqueza nas redes sociais, com mais de 20 milhões de seguidores.
Ela ficou conhecida após a morte trágica de seu então marido, o funkeiro MC Kevin, em maio de 2021, que caiu da varanda do quinto andar de um hotel no Rio de Janeiro.
Ela estava hospedada junto de Kevin no mesmo hotel. As investigações da polícia concluíram que a morte do cantor foi resultado de um acidente. O caso foi arquivado.
Após o episódio, a advogada criminalista ganhou fama e fechou grandes contratos de publicidade.
O forte engajamento na internet levou Deolane para a TV e para o universo publicitário. Ela participou de um reality show e teve presença constantes em programas de TV em vários canais.
Mãe de três filhos, ela foi presa em 2024, no Recife (PE), pela Polícia Civil em operação que investigava um sistema de lavagem de dinheiro do crime organizado. A influenciadora era suspeita de participar do esquema.


Fonte: Jovem Pan

Evo Morales pede novas eleições em 90 dias em meio a protestos na Bolívia

O ex-presidente boliviano Evo Morales pediu, neste domingo (24), que o governo convoque novas eleições dentro de 90 dias, em meio aos protestos contra o governo de Rodrigo Paz.
Paz, que está no poder há seis meses, enfrenta a pior crise econômica do país em quarenta anos, decorrente da escassez de dólares.
Paz “tem dois caminhos: uma decisão suicida, a militarização, ou (…) pacificação, transição e eleições em 90 dias”, disse Morales neste domingo durante seu programa de rádio semanal na emissora do movimento cocaleiro, Kawsachun Coca.
Os manifestantes resistem às reformas propostas pelo governo e o acusam de ignorar suas reivindicações. Paz, por sua vez, afirma que Morales está por trás dos protestos.
Nas últimas três semanas, dezenas de rodovias que levam a La Paz, a sede do governo, foram bloqueadas por manifestantes, o que gerou escassez de alimentos, medicamentos e combustível na cidade e agravou os efeitos da inflação, que atingiu 14% em abril, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
“Para evitar mortes e feridos, a pacificação depende” de sua renúncia e de um “presidente de transição” que convoque eleições dentro desse prazo, afirmou.
O governo boliviano denunciou essas manifestações perante a OEA, alegando que elas visam “desestabilizar a ordem democrática”, e acusou Morales, um foragido procurado por suposto tráfico de uma menor, de instigá-las.
Presidente entre 2006 e 2019, o líder dos cocaleiros foi impedido de participar das eleições presidenciais do ano passado após uma decisão constitucional que limitou as reeleições.


Fonte: Jovem Pan

China envia astronauta para ficar um ano no espaço em missão rumo à Lua

A China lança, neste domingo (24), sua missão Shenzhou-23, na qual um astronauta passará um ano no espaço pela primeira vez, uma etapa crucial em sua ambição de enviar humanos à Lua até 2030.
Graças a investimentos maciços, o gigante asiático desenvolveu consideravelmente seu programa espacial e agora compete com os Estados Unidos e seu programa Artemis para retornar à superfície lunar.
A missão está programada para começar às 23h08 (12h08 no horário de Brasília), quando o foguete Longa Marcha 2F decolar do Centro Espacial de Jiuquan, localizado no Deserto de Gobi, no noroeste da China.
O foguete levará a espaçonave Shenzhou e seus três tripulantes para a estação espacial Tiangong (“Palácio Celestial”, em chinês), onde um deles permanecerá por um ano inteiro.
Essa experiência permitirá que os cientistas estudem os efeitos da microgravidade prolongada, essenciais para potenciais missões futuras à Lua ou mesmo a Marte.
A missão também marcará o primeiro voo espacial de um astronauta de Hong Kong: Li Jiaying, de 43 anos, que antes trabalhava para a polícia no território semiautônomo chinês.
Os outros membros da tripulação são o comandante Zhu Yangzhu, um engenheiro aeroespacial de 39 anos; e Zhang Zhiyuan, um ex-piloto da força aérea de mesma idade que viajará ao espaço pela primeira vez.
Além da estadia orbital de um ano, a tripulação realizará inúmeros experimentos relacionados às ciências da vida, dos materiais, física de fluidos e medicina.

Atrofia muscular, radiações, fadiga…
A seleção do astronauta encarregado de passar um ano em órbita ocorrerá posteriormente, dependendo do progresso da missão Shenzhou-23, afirmou um funcionário da Agência Espacial Tripulada da China (CMSA) no sábado.
Os “principais desafios” serão “os efeitos sobre o ser humano”: “perda de densidade óssea, atrofia muscular, exposição a radiações, distúrbios do sono e fadiga comportamental e psicológica”, explicou à AFP Richard de Grijs, astrofísico e professor da Escola de Ciências Matemáticas e Físicas da Universidade Macquarie, na Austrália.
Ele também enfatizou a importância da confiabilidade dos sistemas de reciclagem de água e ar, assim como a capacidade de gerenciar potenciais emergências médicas longe da Terra.
“A China tornou-se muito competente nessas áreas, mas a duração é importante. Um ano em órbita coloca o equipamento e a tripulação em um regime operacional diferente das missões Shenzhou, mais curtas”, ressaltou De Grijs.
Até agora, as tripulações permaneciam na estação Tiangong por seis meses antes de serem substituídas.
‘Nave dos sonhos’
A China ainda está na fase de desenvolvimento e teste dos equipamentos necessários para enviar astronautas à Lua nesta década.
Este ano, está programado o voo de teste em órbita da espaçonave Mengzhou (“Nave dos Sonhos”). Esta espaçonave substituirá a Shenzhou em missões tripuladas à Lua.
Pequim espera construir até 2035 o primeiro segmento de uma base científica habitada em um satélite da Terra, chamada Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS).
O gigante asiático investiu bilhões de dólares nos últimos trinta anos para equiparar seu programa espacial aos dos Estados Unidos, Rússia e Europa. Seu progresso tem sido particularmente visível na última década.
Em 2019, a China pousou uma sonda espacial no lado oculto da Lua, uma conquista sem precedentes em todo o mundo, e em 2021, pousou um pequeno robô em Marte.
A China foi oficialmente excluída da Estação Espacial Internacional (ISS) em 2011, ano em que os Estados Unidos proibiram sua agência espacial, a Nasa, de colaborar com Pequim.
Isso levou o gigante asiático a desenvolver seu próprio projeto de estação espacial.


Fonte: Jovem Pan

Catar, Paquistão e Turquia viram peças centrais na mediação de guerras de grandes potências

Com a ascenção de conflitos armados ao redor do mundo, países como o Paquistão, Catar e Turquia se tornaram peças centrais na mediação de guerras. No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra o Irã com o objetivo de inibir maiores evoluções no programa nuclear do país.
Desde então, o regime iraniano já perdeu o seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, parte de sua família e mais de 5 mil pessoas que, segundo dados compilados pela agência de notícias Reuters no dia 2 de abril, morreram nos confrontos.
O Paquistão, país da Ásia que faz fronteira com o sul do Irã, tem sido o centro diplomático mediador deste conflito. Segundo o professor e doutor em Relações Internacionais Sidney Ferreira Leite, o Paquistão é uma “ponte política essencial para crises envolvendo atores asiáticos e insurgências de longo prazo” e que a mediação que promove para o cessar-fogo entre Irã e os EUA vai além da geopolítica tradidicional.
Sidney afirma que reduzir as conversas mediadoras ao “xadrez das grandes potências” é um erro, já que há três “camadas invisíveis” que guiam o sucesso dos acordos e o bom posicionamento destes países que servem como “apaziguadores”:

identidade;
segurança interna;
prestígio.

Islamabad, capital do Paquistão, foi o mediador do conflito entre Estados Unidos e Irã. No sábado (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou uma ligação no Salão Oval da Casa Branca com líderes do Oriente Médio para discutir um memorando de entendimento voltado à paz com a República Islâmica do Irã. Segundo o republicano, “os detalhes finais do entendimento seguem em discussão e devem ser anunciados em breve”, destaca. Entre os principais pontos do acordo, segundo Trump, está a abertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Irã e Estados Unidos vivem um cessar-fogo desde o dia 7 de abril. 
O pesquisador e professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF) Vitelio Brustolin exlicou que “para o Paquistão a guerra não é um evento distante. Ele tem uma fronteira sensível, compartilha quase 1000 km de fronteira com o Irã, então qualquer desestabilização gera fluxo de refugiados e risco de segurança na região do Baluquistão”, disse o pesquisador.
Brustolin diz ainda que existe também uma questão de dependência energética. “O Paquistão importa quase todo seu petróleo e gás de países do Golfo. Em uma guerra que fecha o Estreito de Ormuz, como essa, acaba paralizando grande parte da economia Paquistanesa de forma quase instantânea”.
O professor Sidney, por sua vez, destaca outros países que se comportam como mediadores de conflitos. O Catar e a Turquia, por exemplo, segundo Sidney, usam desta diplomacia de paz para “consolidar liderança no mundo islâmico e projetar um ‘soft power’ (capacidade de um país influenciar comportamentos e decisões de outras nações) que compensa suas limitações territoriais”.
Além disso, o professor destaca a necessidade em estabilizar a região de cada território mediador como uma “autodefesa” para evitar crises de refugiados e choques energéticos (como o aumento no preço de combustíveis) que bateriam diretamente em suas portas.
A pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP) e também professora da disciplina, Isabelle C. Somma de Castro, afirma que os três países têm grande interesse no fim da guerra.
Em relação ao Paquistão, Isabelle diz que é muito claro o interesse atual em normalizar o mais rápido possível o abastecimento de petróleo do país. “Ele é extremamente dependente do combustível fornecido pelos países do Golfo Pérsico. Recentemente, os paquistaneses formalizaram um acordo na área de segurança com a Arábia Saudita e, por isso, sua importância diplomática aumentou”, afirmou a pesquisadora. “Os sauditas são uma força econômica e política na região e concedem legitimidade aos esforços do governo paquistanês”, completou.
Catar e Turquia
Diferente do Paquistão, o Sidney diz que o Catar “transformou a mediação em ‘produto de exportação’” para manter o diálogo aberto com grupos que o ocidente ignora, como o Hamas.
Com a guerra desencadeada após ataques do grupo islâmico Hamas contra Israel no dia 7 de outubro de 2023, o Catar participa ativamente da mediação do conflito que, apesar de já ter sido determinado seu cessar-fogo, ainda gera consequências e alegações de descumprimento da trégua.
O Catar também tem se manifestado em relação ao conflito EUA x Irã buscando o cessar-fogo. No dia 15 de abril, o emir catari, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, conversou por telefone com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a guerra e pediu a redução das tensões, informou o gabinete do emir.
Emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani
Os dois líderes discutiram as consequências do aumento do conflito no Oriente Médio nos mercados de energia e nas cadeias de suprimentos globais. “Sua Alteza também enfatizou a importância de intensificar os esforços internacionais para evitar uma escalada ainda maior na região“, diz o comunicado do Catar.
A professora Isabelle afirma que o Catar já operava como mediador de conflitos há pelo menos duas décadas e acumulou experiência no assunto. “O país tem interesse em ser um ator influente em negociações de paz a fim de elevar sua importância no cenário global”, explicou.
Já o pesquisador Vitelio explicou que a mobilização do Catar e da Turquia é movida por uma mistura de sobrevivência econômica, identidade religiosa e até segurança de fronteiras.
“Existe a unidade sunita e xiita, porque embora Paquistão e Turquia sejam de maioria sunita e o Irã, xiita, a cooperação visa evitar que o sectarismo religioso piore a guerra, focando na fraternindade islâmica para estabilizar a região”, pontua.
Em relação a Turquia, o professor Sidney a caracteriza como um país “mediador de peso pesado” que atua na fronteira entre Otan e Rússia e mistura pragmatismo com ambição regional.
Também no dia 15 de abril, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que a capital do país, Ancara, estava trabalhando para estender o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã para garantir a continuidade das negociações, acrescentando ainda que o país está “esperançoso” em relação às conversas.
Para a pesquisadora Isabelle, a Turquia, além do interesse em resolver o conflito que envolve um vizinho, existe a ambição de se tornar um ator imprescindível nas decisões que envolvem a região.
“Ancara tem relações diplomáticas estáveis com todos os envolvidos e por esse motivo também se apresenta como um mediador confiável. E, obviamente, a necessidade de resolver a questão econômica – normalizar o abastecimento de petróleo e gás vindo da região – faz com que seu envolvimento seja oportuno”, finaliza.
A Turquia, que é vizinha do Irã, tem mantido proximidade diplomática com os EUA, o Irã e o Paquistão, que é o principal mediador do conflito. O país tem pedido repetidas vezes o fim da guerra.
Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan
Escalada até a posição de mediadores
O professor Sidney afirmou, porém, que a confiança entre rivais nestes países mediadores de conflitos não foi conquistada por sorte. “Foi por investimento em capital de reputação. Eles aplicam a regra de ouro da diplomacia moderna: manter canais abertos com todos, sem alinhamentos totais.”. Dessa forma, ao evitar inimigos claros e investir em ajuda humanitária, esses países “tornam-se ‘facilitadores indispensáveis’ e oferecem o que as grandes potências muitas vezes não podem: neutralidade funcional e acesso direto”, explica Sidney.
Além disso, o interesse em ser uma potência mediadora vai além da busca pela paz. Sidney garante que a movimentação não é um “ato de altruísmo” e sim uma “ferramenta de poder”.
“Ao sentar-se à mesa, o país garante proteção contra o isolamento internacional, atrai investimentos e ganha relevância na disputa global entre EUA e China. Em um sistema internacional fragmentado, ser o ‘fio condutor’ entre rivais é o seguro de vida mais valioso que um Estado pode ter”, finaliza o professor.
Vitelio diz que as mediações não seguem um manual fixo mas elas costumam começar com sinais sutis e depois evoluem para uma estrutura burocrática mais rigorosa. “O processo é uma mistura de diplomacia de bastidores e protocolos internacionais”, explica. 
O pesquisador complementa ao dizer que há uma questão de solidariedade islâmica e status. “Existe uma carga simbólica de identidade na mediação. A questão da liderança no mundo muçulmano porque Paquistão, Turquia e Catar buscam se posicionar como líderes naturais do mundo islãmico, então mediar um conflito entre uma potência ocidental e uma nação muçulmana, como o Irã, reforça essa imagem de protetores da paz regional”, explica.
O professor da UFF usa o Catar como exemplo de como funcionam as práticas do início da mediação. “O país envia um emissário privado, ou faz uma ligação informal para sentir a temperatura e o mediador identifica um ponto onde dois inimigos concordam – como troca de prisioneiros ou ajuda humanitária, para abrir o diálogo”.
Além disso, Vitelio explica que há a questão do convite ou da oferta. “Ou as partes em conflito pedem ajuda a um vizinho considerado ‘neutro’ ou o mediador se oferece publicamente para evitar que a guerra chegue a sua própria fronteira”.
Já para Isabelle, essas tratativas são feitas em alto nível, envolvendo as lideranças de cada um dos países. “Como não há um procedimento oficial, as conversações iniciais são realizadas nos bastidores e, com a concordância dos envolvidos, eles se apresentam como mediadores”, pontua a professora.
Ela explica ainda que cada país tem seu interesse específico e são esses interesses que fazem com que se envolvam ou não, mas que o Catar tem sua particularidade.”No caso específico do Catar é diferente, pois o país quer ser conhecido como um ator especializado na resolução de conflitos, mesmo que essa participação não confira muito alarde aos seus esforços”, diz a professora.
Por fim, a professora relembra ainda outros acordos de paz, como o fechado pela diplomacia do Catar: o acordo de Doha, em 2021, que selou a paz entre americanos e o Talibã. Aconteceu também a tentativa de acordo nuclear com o Irã, capitaneado pelo Brasil em 2010, e como a participação da Turquia. “O acordo chegou a ser finalizado, mas o governo de Barack Obama recusou-se a aceitar a articulação promovida por ambos os países”, explicou.


Fonte: Jovem Pan

Prazo para MEI entregar declaração anual termina em 31 de maio; veja como enviar

O prazo para o envio da Declaração Anual Simplificada para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI) termina no próximo domingo, dia 31 de maio. Todos os empreendedores que atuaram sob o regime Simei em 2025, mesmo que não tenham registrado faturamento no período, são obrigados a transmitir o documento à Receita Federal para manter a regularidade da empresa.
A declaração deve conter o valor total da receita bruta obtida no ano-calendário anterior, discriminando o faturamento referente a atividades de comércio e indústria e de prestação de serviços. O contribuinte também deve informar se possuiu empregado durante o período.
Veja como realizar o envio:
O processo é feito exclusivamente de forma digital. O microempreendedor pode acessar o programa pelo Portal do Simples Nacional ou pelo aplicativo APP-MEI, disponível para dispositivos móveis.
Para realizar a transmissão, é necessário que todas as apurações mensais do ano-calendário a que se refere a declaração tenham sido realizadas no Programa Gerador do DAS para o MEI (PGMEI). Caso existam meses sem apuração, o sistema emitirá um aviso e impedirá a entrega da declaração até que a situação seja regularizada.
Passo a passo

Acesso: No Portal do Simples Nacional, o usuário deve selecionar a opção “DASN-SIMEI – Declaração Anual para o MEI”. No aplicativo, basta clicar em “Fazer a declaração”;
Identificação: Informe o número do CNPJ;
Seleção de ano: Escolha o ano-calendário correspondente (2025) e o tipo de declaração (Original);
Preenchimento: Informe o valor da receita bruta anual. O sistema solicitará a separação entre receitas de comércio/indústria e prestação de serviços de qualquer natureza;
Empregado: Responda se houve contratação de funcionário no período;
Resumo e Transmissão: O sistema exibirá um resumo dos tributos apurados e pagos. Após conferir os dados, clique em “Transmitir”;

Limites de faturamento
O limite de receita bruta para o enquadramento no regime, a ser verificado na declaração, é de R$ 81.000 por ano (ou seu limite proporcional para o ano de início de atividade). Para o MEI transportador autônomo de cargas, o limite anual é de R$ 251.600,00.
Se o faturamento ultrapassar o teto em até 20%, o empreendedor deverá pagar um DAS de excesso de receita. Caso a ultrapassagem seja superior a 20%, o contribuinte é desenquadrado do regime e passa a ser tributado pelo Simples Nacional como Microempresa.
Multas por atraso
A entrega após o dia 31 de maio sujeita o MEI à Multa por Atraso na Entrega da Declaração (MAED). O valor é de 2% ao mês de atraso, incidente sobre o montante dos tributos declarados, com valor mínimo de R$ 50,00. A notificação da multa é gerada automaticamente no momento da transmissão fora do prazo.


Fonte: Jovem Pan

EUA e Irã avançam em acordo para encerrar conflito e reabrir Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos e o Irã aproximam-se de um entendimento histórico para encerrar a guerra no Oriente Médio e estabilizar o mercado global de energia. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o mundo pode “receber boas notícias” em breve, após o presidente Donald Trump anunciar que um acordo, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, foi “em grande parte negociado”.
Apesar do otimismo de Washington, Teerã adota cautela. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, confirmou uma “tendência de reaproximação”, mas ressalvou que isso não garante consenso imediato sobre todos os temas sensíveis. Segundo Baqaei, a intenção iraniana é firmar um memorando de entendimento inicial, com um acordo final previsto para os próximos 30 a 60 dias.
A desnuclearização continua sendo o ponto de maior divergência. Enquanto o New York Times relata um suposto compromisso de Teerã em abrir mão de seu estoque de urânio altamente enriquecido, as agências estatais iranianas Fars e Tasnim negam qualquer concessão imediata.
De acordo com a mídia iraniana, o país não se comprometeu a remover equipamentos ou fechar instalações nesta fase. O governo de Teerã defende que questões nucleares sejam tratadas em discussões separadas, em uma rodada de negociações prevista para ocorrer em até 60 dias após a assinatura do pacto inicial.

Reabertura do Estreito de Ormuz
A reabertura do Estreito de Ormuz, via marítima vital por onde circula grande parte do petróleo mundial, é o ponto central para os EUA. Trump assegurou que a passagem será liberada, o que traria alívio imediato aos mercados globais.
Contudo, fontes iranianas indicam que o controle estratégico da via não retornaria ao status anterior à guerra. O Irã exige que o bloqueio naval norte-americano aos seus portos seja totalmente suspenso em 30 dias, mantendo a exigência de que embarcações estrangeiras obtenham permissão militar para transitar pela região.
Sanções dos EUA
A viabilidade do acordo depende da frente econômica. O Irã condiciona o acordo à liberação imediata de ativos financeiros congelados por sanções dos EUA. Fontes ligadas ao governo iraniano afirmam que não haverá avanço sem o acesso, ao menos parcial, a esses recursos já na primeira etapa do cronograma.
Ademais, o pré-acordo prevê que os Estados Unidos suspendam temporariamente as sanções sobre petróleo, gás e produtos petroquímicos durante o período de negociação formal.
Impacto no Líbano
O governo iraniano insiste que qualquer cessar-fogo deve ser abrangente, incluindo a frente libanesa, onde Israel mantém operações frequentes contra o Hezbollah. A expectativa de Teerã é que o memorando de entendimento force uma suspensão das hostilidades em todas as frentes regionais.
“Decidimos priorizar a questão urgente para todos: acabar com a guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano”, declarou Baqaei, sinalizando que a estabilidade regional é a prioridade imediata que precede o debate nuclear.


Fonte: Jovem Pan

Moda em Campo

A Seleção Brasileira já não entra em campo apenas para jogar futebol. Os jogadores – especialmente aqueles convocados na última semana – se preparam para criar conteúdo, viralizar, protagonizar campanhas e, por que não, lançar tendências?
Talvez por isso faça tanto sentido que eles viajem para a Copa do Mundo de 2026 vestidos com alfaiataria assinada por Ricardo Almeida, principal referência brasileira em moda masculina social. Esta é a terceira Copa em que o estilista desenvolve os trajes oficiais da delegação brasileira, mas, desta vez, com uma diferença: os jogadores usarão peças diferentes do restante da equipe técnica. Enquanto a comissão seguirá uma linha mais clássica, os atletas vestirão versões mais contemporâneas da alfaiataria.
Terno da Seleção assinado por Ricardo Almeida │Foto: divulgação
A expectativa sobre como cada delegação irá se apresentar ao mundo não é de hoje. Mas, se em outras décadas, o uniforme esportivo bastava para representar o país, agora existe um cuidado muito maior com narrativa, styling e sofisticação. Sem contar, é claro, com o estilo pessoal de cada convocado.
Os atletas também ajudaram a redefinir essa relação dos homens com moda e consumo. Basta observar como atletas como David Beckham, Héctor Bellerín, Jude Bellingham ou Lewis Hamilton transformaram seus guarda-roupas em parte da própria identidade pública. 
Ainda nesse sentido, os astros do basquete dão aula. O @leaguefits é um dos meus perfis preferidos no Instagram. Basicamente, uma coletânea de looks de jogadores em momentos casuais e que mostram muito bem que eles vão além do sportswear. 
David Beckham é um dos principais jogadores fashionistas. Não por acaso, é casado com uma estilista │Foto: Reprodução/Instagram/David Beckham
 


Fonte: Jovem Pan

Irã executa homem acusado de espionagem para Estados Unidos e Israel

Um homem acusado de repassar informações sobre a indústria de defesa do Irã aos Estados Unidos e a Israel foi enforcado neste domingo (24) no Irã, informou o site do Judiciário.
“Mojtaa Kian (…), que repassou informações ao inimigo relacionadas às unidades da indústria de defesa do país, foi enforcado na manhã de hoje”, noticiou o Mizan Online.
Segundo a fonte, ele havia fornecido a israelenses e americanos dados sobre as capacidades defensivas do Irã durante a guerra que eclodiu em fevereiro, após a ofensiva desses dois países contra a República Islâmica.
Desde o início do conflito, houve muitas execuções no Irã, principalmente em casos de espionagem ou ameaças à segurança nacional, mas por crimes mais antigos.
Esta é a primeira execução diretamente relacionada a esta guerra, enquanto as negociações para o seu fim parecem estar progredindo.


Fonte: Jovem Pan