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Ditadura Militar matou JK, conclui Comissão de Mortos e Desaparecidos

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), aprovou, nesta sexta-feira (29), o relatório que concluiu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura militar em 1976.
A aprovação deu-se hoje de manhã, por votos da maioria das pessoas integrantes do colegiado. Foram seis votos favoráveis e uma abstenção. Com a aprovação das conclusões do relatório, a comissão deverá trabalhar para que a certidão de óbito do ex-presidente seja retificada, nos termos da Resolução CNJ 601/2024.
O documento contesta a conclusão da época de que Juscelino teria sido vítima de um acidente automobilístico. A relatora Maria Cecília Adão vem trabalhando no caso desde novembro de 2024. O relatório foi feito a partir de diversos elementos públicos, como um inquérito do Ministério Público Federal (MPF), de 2019.
“A premissa na qual muitos se baseavam para justificar o acidente como fatalidade, ou seja, a batida de um ônibus na traseira do veículo, jamais ocorreu”, afirmou, em nota, o Ministério Público Federal (MPF) sobre a principal conclusão do relatório.
Ainda segundo a procuradoria, embora a Comissão Nacional da Verdade tenha descartado a possibilidade de o acidente ter sido provocado, as Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo e de Minas Gerais, além da Comissão Municipal da cidade de São Paulo, defenderam a hipótese de que o ex-presidente teria sido vítima de um atentado político.


Fonte: Jovem Pan

História em Roland Garros: João Fonseca vence Djokovic e avança em Paris

Depois de começar perdendo por 2 sets a 0, o jovem brasileiro João Fonseca, de 19 anos e número 30 do mundo, protagonizou uma virada épica nesta sexta-feira (29) para derrotar o lendário sérvio Novak Djokovic (N.4) e avançar às oitavas de final do torneio de Roland Garros.
João fechou o jogo em 3 sets a 2, com parciais de 4-6, 4-6, 6-3, 7-5 e 7-5, em uma batalha de quase cinco horas na quadra Philippe Chatrier.
O sérvio começou com grande domínio, abrindo 5-1 no primeiro set, mas João Fonseca melhorou seu jogo. Após perder o terceiro set, Djokovic ficou pressionado. Fonseca acreditou em sua chance e forçou o set decisivo, no qual Djokovic não conseguiu evitar a derrota. Fonseca converteu seu primeiro match point.
Djokovic converteu seu primeiro match point. Para Fonseca, a quem Djokovic certa vez descreveu como uma “futura superestrela”, esta é sua primeira aparição nas oitavas de final de um torneio do Grand Slam.
*Matéria em atualização


Fonte: Jovem Pan

O que a designação terrorista muda para os bancos brasileiros

Há decisões que dividem opiniões e há decisões que, independentemente da divisão, criam obrigações jurídicas imediatas para quem opera no mercado. O anúncio feito pelo Departamento de Estado americano, com vigência a partir de 5 de junho de 2026, de que o PCC e o Comando Vermelho passarão a integrar a lista de organizações terroristas dos Estados Unidos, é as duas coisas ao mesmo tempo.
O debate político vai continuar. O relógio jurídico já está correndo.
Do ponto de vista técnico, a decisão é bem fundamentada. Ambas as organizações evoluíram para estruturas que usam violência sistemática como instrumento de pressão sobre o Estado, dominam territórios e operam redes transnacionais de tráfico que, segundo o próprio comunicado do Departamento de Estado, já alcançam o território americano. Quando uma organização criminosa cruza essa fronteira, a distinção entre crime organizado e terrorismo deixa de ser funcional.
A questão que interessa ao jurídico empresarial, porém, não é essa. É o que essa designação significa para o sistema financeiro brasileiro a partir de 5 de junho.

Dois regimes, um problema só
A designação americana opera por dois mecanismos complementares. O primeiro é a classificação como Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês), que torna crime, nos Estados Unidos, fornecer qualquer forma de suporte material a membros dessas organizações. O segundo é a classificação como Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT), que ativa o regime de sanções administrado pelo OFAC, o escritório de controle de ativos estrangeiros do Tesouro americano, com bloqueio de ativos e proibição de transações com os designados.
“Suporte material” é definido de forma ampla na legislação americana: inclui dinheiro, instrumentos financeiros, serviços financeiros, consultoria especializada, transporte e instalações. A amplitude da definição é relevante porque não protege quem se relaciona indiretamente com um membro designado sem saber.
Para o sistema financeiro brasileiro, o regime SDGT/OFAC é o que gera consequências mais imediatas. Ele funciona com base em responsabilidade civil objetiva: para penalidades civis, a autoridade americana não precisa provar que a instituição sabia da transação proibida. Basta que a transação tenha ocorrido envolvendo pessoa ou entidade bloqueada. Isso não significa que qualquer banco brasileiro está automaticamente sujeito a esse regime como se fosse uma pessoa americana. Mas significa que operações em dólar e vínculos com correspondentes nos Estados Unidos expõem instituições brasileiras a bloqueios, investigações, encerramento de relacionamento e, dependendo do nexo jurisdicional, a consequências sancionatórias relevantes.
O ponto de vulnerabilidade que ninguém está discutindo
Todo banco brasileiro que realiza operações em dólar depende de correspondentes americanos para liquidar essas transações. É a arquitetura básica do sistema de pagamentos internacionais, e é exatamente nesse ponto de contato que o risco se materializa.
Se o correspondente americano identificar, em transação roteada pelo banco brasileiro, conexão com indivíduo ou entidade incluída na lista do OFAC, poderá ter de bloquear ou rejeitar a operação, conforme a estrutura da transação e o enquadramento sancionatório aplicável. O bloqueio não é necessariamente cirúrgico. Pode envolver a transação inteira, não apenas o valor suspeito. E enquanto a investigação ocorre, o banco brasileiro fica sem explicação satisfatória para dar ao cliente corporativo que estava esperando a liquidação daquele pagamento.
Há ainda um agravante técnico. O OFAC aplica a regra dos 50%: entidade detida, direta ou indiretamente, em 50% ou mais, isoladamente ou em conjunto, por uma ou mais pessoas bloqueadas, é tratada como bloqueada, mesmo sem aparecer individualmente na lista. A regra fala em titularidade, não em controle: mero controle sem esse patamar de participação não gera bloqueio automático. Mas o OFAC recomenda cautela mesmo nesses casos, pois a entidade pode vir a ser designada futuramente.
A lista muda. Uma contraparte que era regular na semana passada pode estar bloqueada hoje se um de seus sócios foi recentemente designado.
O que está em jogo para o banco e para o seu cliente
O banco que não revisar seus processos de KYC e seus sistemas de screening antes de 5 de junho vai operar em zone de risco com seu correspondente americano. Mas quem sentirá o impacto operacional primeiro não é necessariamente o banco. É o diretor financeiro da empresa exportadora que vai ligar para a tesouraria perguntando por que o pagamento não liquidou. É o CFO da fintech que vai descobrir que sua conta em dólar foi suspensa preventivamente enquanto o correspondente investiga uma transação que, no fim, não tinha relação alguma com PCC ou Comando Vermelho.
Esse é o custo real de não agir antes da data de vigência: não é necessariamente uma penalidade formal. É a paralisação operacional, o constrangimento com o cliente e, no fim, a explicação ao conselho sobre por que o risco não foi mapeado antes.
O que o jurídico pode fazer antes de 5 de junho não exige uma reestruturação de compliance. Exige diagnóstico. O primeiro movimento é acionar a área de compliance para revisar os processos de screening de transações à luz da nova lista de designados, com atenção à regra dos 50% na estrutura acionária das contrapartes. O segundo é mapear a carteira de clientes corporativos e pessoas politicamente expostas com conexão geográfica ou setorial com regiões de maior penetração dessas organizações. O terceiro, frequentemente negligenciado, é comunicar proativamente o banco correspondente americano sobre as medidas que estão sendo adotadas. Nenhum correspondente quer descobrir o problema durante uma transação. Quem chega primeiro com a informação controla a narrativa e preserva o relacionamento.
A decisão americana foi tecnicamente justificada. O problema que ela cria para o sistema financeiro brasileiro é igualmente real. E diferentemente do debate político, esse problema tem data de vencimento.


Fonte: Jovem Pan

Copa do Mundo: Qual dos 12 grupos pode ser considerado o da ‘morte’?

A fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 está definida. O torneio, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, contará com seleções campeãs mundiais, estreantes e equipes que chegam embaladas por boas campanhas recentes no cenário internacional.
O Mundial de 2026 – o maior da história – começa no dia 11 de junho de 2026 e vai até 19 de julho. O torneio, sediado conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, contará com 48 seleções pela primeira vez. A partida de abertura oficial está marcada para o dia 11 no México.
A seleção brasileira estreia no Grupo C no dia 13 de junho, contra o Marrocos, às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, nos Estados Unidos. Na sequência, encara o Haiti, às 22h (de Brasília), em 19 de junho, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, e finaliza a fase de grupos contra a Escócia, no dia 24 de junho, no Hard Rock Stadium, às 19h (de Brasília).
Entre os grupos que chamam mais atenção estão o K, que reúne Portugal, Colômbia e a competitiva RD Congo, além do Grupo L, com Inglaterra, Croácia e Gana. O Grupo C também aparece entre os mais observados por reunir o Brasil e o forte time do Marrocos, semifinalista da Copa de 2022.

CONFIRA OS GRUPOS DA COPA DO MUNDO
Grupo A:

México
África do Sul
Coreia do Sul
República Checa

Grupo B:

Canadá
Bósnia e Herzegovina
Catar
Suíça

Grupo C

Brasil
Marrocos
Haiti
Escócia

Grupo D:

Estados Unidos
Paraguai
Austrália
Turquia

Grupo E:

Alemanha
Costa do Marfim
Curaçao
Equador

Grupo F:

Holanda
Japão
Suécia
Tunísia

Grupo G:

Bélgica
Egito
Irã
Nova Zelândia

Grupo H:

Espanha
Uruguai
Arábia Saudita
Cabo Verde

Grupo I:

França
Senegal
Iraque
Noruega

Grupo J:

Argentina
Argélia
Áustria
Jordânia

Grupo K:

Portugal
República Democrática do Congo
Uzbequistão
Colômbia

Grupo L:

Inglaterra
Croácia
Gana
Panamá

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Fonte: Jovem Pan

Canadense que vendeu ‘kits de suicídio’ se declara culpado de 14 acusações

Um canadense acusado de vender “kits” para tirar a própria vida a dezenas de pessoas em todo o mundo se declarou culpado, nesta sexta-feira (29), de 14 acusações de assistência ao suicídio, em um acordo que levará à retirada das acusações de homicídio.
Durante uma audiência em um tribunal ao norte de Toronto, Kenneth Law, ex-cozinheiro de 60 anos, admitiu culpa em relação a 14 mortes ocorridas no Canadá, depois que os promotores informaram que não tentariam mais condená-lo por homicídio.
Desde sua prisão, em 2023, os detalhes sobre fóruns online nos quais orientava pessoas em sofrimento sobre como tirar a própria vida provocaram indignação pública e deram origem a investigações em vários países.
Law teria enviado pacotes a centenas de pessoas em dezenas de países. Ele também foi investigado pelas polícias dos Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Austrália e Nova Zelândia.
A notícia de que ele não será julgado por homicídio no Canadá decepcionou algumas famílias. Thomas, filho de David Parfett, tinha 22 anos quando morreu em 2021 utilizando materiais que teriam sido fornecidos por Law, em um dos diversos suicídios supostamente ligados aos fóruns online administrados pelo canadense.
Parfett, que atualmente defende uma legislação mais rigorosa para enfrentar espaços online que incentivam pessoas a causar dano a si mesmas, declarou à AFP que as autoridades canadenses estão perdendo uma oportunidade de estabelecer a gravidade da conduta de Law.
A sentença de Law será anunciada em uma audiência que provavelmente ocorrerá em setembro, quando o tribunal ouvirá depoimentos relacionados às vítimas.
Especialistas jurídicos destacaram que a assistência ao suicídio é um crime sério e que Law pode receber uma pena de 10 a 20 anos de prisão.

Brecha legal
“Se Kenneth Law não tivesse dado instruções detalhadas sobre a forma como cometer suicídio, meu filho provavelmente estaria vivo, então, para mim, é um assassinato”, diz David Parfett à AFP.
Originário do Reino Unido, onde cerca de 100 suicídios estão potencialmente ligados a fóruns online, Thomas não faz parte dos 14 casos canadenses aos quais o acusado responde.
Leonardo Bedoya, cuja filha de 18 anos, Jeshennia Bedoya López, morreu em 2022 supostamente com a ajuda de Law, disse estar muito irritado com o rumo que o sistema judiciário tomou, em declarações à emissora canadense CTV.
“É um assassino. Um assassino em série. Ele deve ser tratado como um”, afirmou.
Robert Currie, professor de direito na Universidade Dalhousie, declarou à AFP que os promotores que buscavam um julgamento por homicídio se depararam com uma “brecha” legal.
A legislação canadense não estabelece claramente se “o homicídio é um crime distinto de incitação ao suicídio, ou se o mesmo comportamento poderia constituir ambas as ilegalidades”, explicou.
Os magistrados da Suprema Corte do Canadá, que poderiam ter se pronunciado sobre este ponto, “se recusaram a esclarecê-lo”, acrescentou o professor de direito. O acusado poderá ser alvo de processos judiciais em outros países.
Ajuda
Caso você tenha pensamentos suicidas, procure o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade.
O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente.


Fonte: Jovem Pan

Na reta final do Imposto de Renda 2026, mais de 2 milhões de pessoas ainda não enviaram declaração

A Secretaria da Receita Federal informou que recebeu, até a tarde desta terça-feira (26), 41,9 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026, ano-base 2025.
O prazo de entrega começou em 23 de março e se estende até 29 de maio, e a expectativa do Fisco é de receber 44 milhões de documentos neste ano.
Deste modo, mais de dois milhões de contribuintes ainda têm de enviar sua declaração anual de ajuste do Imposto de Renda.
➡️A entrega da declaração depois do prazo legal gera uma multa mínima de atraso de R$ 165,74 e valor máximo correspondente a 20% do imposto sobre a renda devido.
Como fazer a declaração
Vídeos em alta no g1
Segundo a Receita Federal, a declaração de Imposto de Renda pode ser feita por meio das seguintes plataformas:
Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício de 2026, disponível para download no site da Secretaria Especial da Receita Federal na internet,
serviço “Meu Imposto de Renda”, observado o disposto no art. 5º, disponível:
site da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil na internet;
aplicativo da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil para dispositivos móveis, tais como tablets e smartphones.
Imposto de renda: prazo começa dia 23 de março de 2026.
Joédson Alves/Agência Brasil
Quem é obrigado a declarar
Os perfis de pessoas obrigadas a declarar são:
quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00 no ano passado;
contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 200 mil no ano passado;
quem obteve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto;
quem teve isenção de imposto sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, seguida de aquisição de outro imóvel residencial no prazo de 180 dias;
quem teve, em 2025, receita bruta em valor superior a R$ 177.920,00 em atividade rural;
quem tinha, até 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil;
quem passou para a condição de residente no Brasil em qualquer mês e se encontrava nessa condição até 31 de dezembro de 2025;
quem optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física;
quem possui trust (acordo para que outra pessoa administre seus bens) no exterior;
quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado em dezembro/2025 (Lei nº 14.973/2024);
quem auferiu rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos;
quem deseja atualizar bens no exterior;
quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.


Fonte:

g1 > Política

Fazenda vê desaceleração, mas mantém em 2,3% estimativa de alta do PIB em 2026

PIB tem alta de 1,1% no primeiro trimestre
A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda projetou, nesta sexta-feira (29), desaceleração do ritmo de expansão da atividade econômica nos próximos trimestres.
Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre deste ano. Em valores correntes, a economia brasileira totalizou R$ 3,3 trilhões no período.
Por meio de nota informativa, a SPE acrescentou que segue projetando crescimento de 2,3% para o PIB de 2026, sustentado pela expansão da indústria e dos serviços, a despeito da desaceleração esperada da agropecuária.
“No segundo e terceiro trimestres, o crescimento na margem deverá desacelerar, com a dissipação do efeito de políticas públicas sendo parcialmente compensada pela redução do custo do crédito. No quarto trimestre é esperado uma retomada à medida que a indústria manufatureira ganhe tração em resposta à flexibilização monetária [corte de juros pelo Banco Central] em curso”, avaliou o Ministério da Fazenda.
PIB do Amazonas cresce no 4º trimestre de 2025 e fecha ano com alta de 4,41%
Foto: Bruno Leão/ Sedecti-AM
Composição do crescimento
De acordo com a SPE, a expansão de 1,1% do PIB nos três primeiros meses deste ano ficou marginalmente acima da sua projeção.
Informou, porém, que composição se deslocou em relação ao previsto: a indústria surpreendeu positivamente, ao passo que os serviços e a agropecuária ficaram levemente abaixo do esperado.
“Pela ótica da demanda, o destaque do primeiro trimestre foi a forte recuperação da formação bruta de capital fixo e a aceleração do consumo das famílias. No setor externo, por sua vez, as exportações recuaram, enquanto as importações avançaram, configurando contribuição negativa do setor externo para o crescimento no trimestre. O resultado indica, portanto, que a absorção doméstica foi o principal motor do crescimento no período, compensando o setor externo”, avaliou o governo.
Comparação internacional
Segundo o governo, dentre os países do G20 que já divulgaram o resultado do PIB do primeiro trimestre de 2026, o Brasil ocupou a quarta posição na margem; a sexta posição na comparação interanual e a quinta posição no acumulado em quatro trimestres.
Comparação internacional (PIB primeiro trimestre 2026)
Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda


Fonte:

g1 > Política

Vídeo: Facções criminosas: presidente da CRE pede cautela e defende soberania nacional

O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), se pronunciou, por meio de nota à imprensa, a respeito da decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Trad pediu cautela e defendeu a soberania nacional.


Fonte: Senado Federal

RioPrevidência foi único cotista de 2 fundos ligados ao Banco Master, diz PF

Montagem entre Cláudio Castro e Vorcaro
Reprodução
O RioPrevidência, fundo de previdência dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro, foi o único cotista de dois fundos de investimentos ligados ao Banco Master, segundo representação da Polícia Federal enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o documento, os fundos em que o RioPrevidência aparece como único cotista são o Arena Fundo de Investimento em Renda Fixa Título Público e o Horizonte I Fundo de Investimento Renda Fixa Longo Prazo.
A PF afirma que a estrutura dessas aplicações levanta suspeitas porque os aportes ocorreram em fundos recém-criados ou com pouca trajetória, em contexto de investigação sobre a atuação do Banco Master na captação de recursos de regimes próprios de previdência social (RPPS), como os fundos de servidores estaduais e municipais.
Segundo a representação, o RioPrevidência fez os seguintes aportes:
R$ 1,371 bilhão no fundo Arena;
R$ 10 milhões no fundo Horizonte I.
Agora no g1
“Assim, fica evidente que as constituições dos fundos tinham por objetivo permitir a captação de recursos previdências mediante aplicações financeiras objeto de gestão fraudulenta nos RPPS, sendo o RioPrevidência muito importante pelo volume captado (quase R$ 3,7 bilhões), exigindo a manutenção da coparticipação entre DANIEL VORCARO e CLÁUDIO CASTRO para continuidade do escoamento do capital de forma totalmente avessa à legislação e normas atinentes aos Regimes Próprios”, diz o documento.
A PF detalha ainda outros dois fundos nos quais foram feitos aportes. O Revolution foi criado em 9 de maio de 2025. O RioPrevidência foi o primeiro cotista e registrou aporte de R$ 50 milhões no dia 23 do mesmo mês. No total, foram investidos R$ 481 milhões. Constam apenas outros dois cotistas.
Castro e Vorcaro
Na terça-feira (26), o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) foi um dos alvos de busca e apreensão de uma operação que investiga os investimentos suspeitos do fundo fluminense no banco.
Mensagem analisadas mostram uma relação próxima de Castro com Vorcaro, com muitos encontros no Rio, em São Paulo e até em Nova York, onde segundo a PF o banqueiro pagou jantar de R$ 60 mil e uma degustação de uísque de mais de R$ 5 milhões.
A investigação aponta que o contexto das conversas demonstra possível dificuldade de liquidez do banco naquele momento e sugere que os investimentos do fundo estadual eram tratados internamente como fundamentais para a captação de recursos da instituição financeira.


Fonte:

g1 > Política

EUA colocam PCC e Comando Vermelho na lista de organizações terroristas e Bruno Bolsonaro Scheid reage nas redes

Pré-candidato ao Senado afirmou que medida reforça gravidade da atuação das facções no Brasil

O pré-candidato ao Senado por Rondônia pelo PL, Bruno Bolsonaro Scheid, repercutiu nas redes sociais a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais.

Na publicação divulgada nesta semana, Scheid afirmou que a medida coloca as duas maiores facções criminosas do Brasil no mesmo nível de grupos extremistas internacionais como Hamas, Hezbollah e Al-Qaeda.

Segundo ele, a decisão norte-americana reforça a dimensão do problema enfrentado pelo país na área da segurança pública. “Não é exagero: são organizações que ameaçam famílias, quebram empresas, espantam investimento e desafiam a Justiça” , escreveu.

A classificação passa a valer oficialmente a partir do dia 05 de junho e amplia o alcance de medidas internacionais de combate financeiro e operacional contra integrantes e apoiadores das facções.

Na postagem, Bruno Scheid também defendeu endurecimento no combate ao crime organizado e afirmou que a população brasileira já convive há anos com os impactos da violência ligada às organizações criminosas.

“Quem acorda 5h pra trabalhar quer segurança, ordem e liberdade” , declarou o pré-candidato.

Ao final da postagem, ele convocou seguidores a comentarem a frase “EU NÃO TENHO MEDO” , transformando o tema em mobilização política digital.