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Eleições 2026: TSE elege novo comando nesta semana; entenda as funções e como funciona

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai escolher seu novo presidente na terça-feira (14). No comando da Corte Eleitoral atualmente, a ministra Cármen Lúcia vai antecipar sua saída do cargo.
Pelo sistema de rodízio, tradição no tribunal, a eleição deve definir os ministros Nunes Marques na presidência e André Mendonça na vice-presidência.
Cármen Lúcia anunciou a antecipação da eleição na semana passada. A previsão inicial era de que a mudança no comando da Corte só acontecesse entre o fim de maio e o começo de junho.
“Considerando que, em 3 de junho, sobrariam pouco mais de 100 dias [para o pleito] e tendo em vista o enorme trabalho que tenho a realizar no STF, decidi, em vez de deixar para o último dia, iniciar agora a eleição dos novos dirigentes”, afirmou a ministra.
A eleição vai dar início à transição da gestão. A posse do novo comando do TSE deve ocorrer até o fim de maio.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O que faz o TSE?
A Justiça Eleitoral é responsável por organizar e supervisionar as eleições, regulamentando todo o processo eleitoral, o TSE é o órgão principal dessa estrutura.
A Justiça Eleitoral analisa as contas de partidos e candidatos durante as campanhas, fiscaliza o cumprimento das leis eleitorais e julgar os processos relacionados ao pleito.
O TSE coordena as eleições presidenciais e atua em conjunto com os tribunais regionais eleitorais (TREs) na organização e realização dos pleitos nos estados e nos municípios.
Na prática, o TSE estrutura e regulamenta todo o processo eleitoral, fiscaliza a atuação de candidatos e agremiações políticas e realiza a totalização dos votos e a divulgação dos resultados.
Realizar a votação, totalização e divulgação dos resultados são as funções mais conhecidas do TSE, mas o tribunal também é responsável por outras etapas do processo eleitoral como:
organização do cadastro eleitoral,
apresentação dos registros de candidaturas;
entrega das prestações de contas;
planejar a logística que envolve uma eleição.
Também há a fase pós-eleições, que inclui a diplomação dos eleitos.
Atividades gerais do TSE
organização das eleições: define as regras para as eleições, organiza o calendário eleitoral e cuida de toda a logística necessária.
cadastro de eleitores: mantém o registro de todos os eleitores, garantindo que todos possam votar de forma regular.
fiscalização: garante que as eleições sejam transparentes e que todas as regras sejam cumpridas, fiscalizando os partidos e os candidatos.
contagem de votos e apuração: é responsável por contar os votos e divulgar os resultados oficiais que começam logo após o encerramento da votação.
Cabe ao TSE, entre outras atribuições:
processar e julgar o registro e a cassação de registro de partidos políticos, dos seus diretórios nacionais e de candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República;
julgar recurso especial e recurso ordinário interpostos contra decisões dos tribunais regionais;
aprovar a divisão dos estados em zonas eleitorais ou a criação de novas zonas; e
requisitar a força federal necessária ao cumprimento da lei, de suas próprias decisões ou das decisões dos tribunais regionais que a solicitarem, para garantir a votação e a apuração.
O TSE também é o responsável por responder às consultas sobre matéria eleitoral, bem como apreciar prestações de contas eleitorais e partidárias.
Como funciona o TSE?
O Tribunal Superior Eleitoral é composto por sete ministros:
três são também ministros do Supremo Tribunal Federal;
outros dois também são ministros do Superior Tribunal de Justiça;
mais dois são da chamada classe dos juristas, advogados nomeados para o cargo.
A atuação é temporária: os magistrados são escolhidos para atuar em períodos de dois anos, renováveis por mais dois.
A presidência da Corte Eleitoral é sempre exercida por um dos três ministros do Supremo que estão na composição naquele momento.
O TSE é o órgão máximo da Justiça Eleitoral, responsável pela organização e administração do processo de escolha dos ocupantes de mandatos eletivos.
Fachada do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Luiz Roberto/Secom/tse
Perfis dos ministros
Cármen Lúcia
Nascida em Montes Claros (MG), a ministra Cármen Lúcia iniciou sua atuação no TSE em 2008, quando eleita como ministra substituta. Em 2009, se tornou ministra efetiva no tribunal eleitoral. Nas eleições presidenciais de 2010, atuou como vice-presidente da Corte Eleitoral. Dois anos depois, comandou as eleições municipais. Foi a primeira mulher a comandar a Justiça Eleitoral.
Em 2020, a ministra iniciou novo ciclo de atuação no Tribunal Superior Eleitoral. Voltou, inicialmente, como ministra substituta. Em 2022, tornou-se ministra efetiva. No ano seguinte, tornou-se a vice-presidente do tribunal. Assumiu o comando do tribunal novamente em 2024, quando esteve à frente do processo eleitoral municipal.
No Supremo Tribunal Federal desde 2006, Cármen Lucia iniciou a carreira em Minas Gerais. Na área acadêmica, se formou em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG) e fez mestrado em Direito Constitucional pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Também atuou como professora titular de Direito Constitucional da PUC-MG, foi advogada e procuradora do estado.
Nunes Marques
O ministro Kassio Nunes Marques é natural de Teresina (PI). Chegou ao TSE em 2021, como ministro substituto. Em 2023, tornou-se ministro efetivo. Em 2024, assumiu a vice-presidência da Corte Eleitoral.
Na Justiça Eleitoral, recentemente, foi o relator do conjunto de normas que vão regular o processo eleitoral de 2026. Nunes Marques será o presidente do TSE nas eleições de outubro.
O ministro compõe o Supremo Tribunal Federal desde 2020. Antes, atuou como advogado e foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí entre 2008 e 2011. Também foi desembargador federal e vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que tem sede em Brasília.
Na área acadêmica, é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), mestre em Direito pela Universidade Autônoma de Lisboa, em Portugal, e doutor e pós-doutor pela Universidade de Salamanca, na Espanha.
André Mendonça
André Luiz de Almeida Mendonça nasceu em Santos (SP). É ministro do Supremo Tribunal Federal desde dezembro de 2021.
Antes de chegar ao STF, compôs o governo de Jair Bolsonaro como ministro da Justiça e como ministro da Advocacia-Geral da União.
No Supremo, Mendonça substituiu o ministro Marco Aurélio Mello, que se aposentou. Foi indicado ao TSE pela primeira vez em 2022, como ministro substituto. Em junho de 2024, passou a ministro efetivo.
O magistrado é pós-graduado em Direito Público pela Universidade de Brasília (UnB). Também é mestre e doutor em Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha.


Fonte:

g1 > Política

Eleições 2026: TSE elege novo comando nesta semana; entenda as funções e como funciona

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai escolher seu novo presidente na terça-feira (14). No comando da Corte Eleitoral atualmente, a ministra Cármen Lúcia vai antecipar sua saída do cargo.
Pelo sistema de rodízio, tradição no tribunal, a eleição deve definir os ministros Nunes Marques na presidência e André Mendonça na vice-presidência.
Cármen Lúcia anunciou a antecipação da eleição na semana passada. A previsão inicial era de que a mudança no comando da Corte só acontecesse entre o fim de maio e o começo de junho.
“Considerando que, em 3 de junho, sobrariam pouco mais de 100 dias [para o pleito] e tendo em vista o enorme trabalho que tenho a realizar no STF, decidi, em vez de deixar para o último dia, iniciar agora a eleição dos novos dirigentes”, afirmou a ministra.
A eleição vai dar início à transição da gestão. A posse do novo comando do TSE deve ocorrer até o fim de maio.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O que faz o TSE?
A Justiça Eleitoral é responsável por organizar e supervisionar as eleições, regulamentando todo o processo eleitoral, o TSE é o órgão principal dessa estrutura.
A Justiça Eleitoral analisa as contas de partidos e candidatos durante as campanhas, fiscaliza o cumprimento das leis eleitorais e julgar os processos relacionados ao pleito.
O TSE coordena as eleições presidenciais e atua em conjunto com os tribunais regionais eleitorais (TREs) na organização e realização dos pleitos nos estados e nos municípios.
Na prática, o TSE estrutura e regulamenta todo o processo eleitoral, fiscaliza a atuação de candidatos e agremiações políticas e realiza a totalização dos votos e a divulgação dos resultados.
Realizar a votação, totalização e divulgação dos resultados são as funções mais conhecidas do TSE, mas o tribunal também é responsável por outras etapas do processo eleitoral como:
organização do cadastro eleitoral,
apresentação dos registros de candidaturas;
entrega das prestações de contas;
planejar a logística que envolve uma eleição.
Também há a fase pós-eleições, que inclui a diplomação dos eleitos.
Atividades gerais do TSE
organização das eleições: define as regras para as eleições, organiza o calendário eleitoral e cuida de toda a logística necessária.
cadastro de eleitores: mantém o registro de todos os eleitores, garantindo que todos possam votar de forma regular.
fiscalização: garante que as eleições sejam transparentes e que todas as regras sejam cumpridas, fiscalizando os partidos e os candidatos.
contagem de votos e apuração: é responsável por contar os votos e divulgar os resultados oficiais que começam logo após o encerramento da votação.
Cabe ao TSE, entre outras atribuições:
processar e julgar o registro e a cassação de registro de partidos políticos, dos seus diretórios nacionais e de candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República;
julgar recurso especial e recurso ordinário interpostos contra decisões dos tribunais regionais;
aprovar a divisão dos estados em zonas eleitorais ou a criação de novas zonas; e
requisitar a força federal necessária ao cumprimento da lei, de suas próprias decisões ou das decisões dos tribunais regionais que a solicitarem, para garantir a votação e a apuração.
O TSE também é o responsável por responder às consultas sobre matéria eleitoral, bem como apreciar prestações de contas eleitorais e partidárias.
Como funciona o TSE?
O Tribunal Superior Eleitoral é composto por sete ministros:
três são também ministros do Supremo Tribunal Federal;
outros dois também são ministros do Superior Tribunal de Justiça;
mais dois são da chamada classe dos juristas, advogados nomeados para o cargo.
A atuação é temporária: os magistrados são escolhidos para atuar em períodos de dois anos, renováveis por mais dois.
A presidência da Corte Eleitoral é sempre exercida por um dos três ministros do Supremo que estão na composição naquele momento.
O TSE é o órgão máximo da Justiça Eleitoral, responsável pela organização e administração do processo de escolha dos ocupantes de mandatos eletivos.
Fachada do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Luiz Roberto/Secom/tse
Perfis dos ministros
Cármen Lúcia
Nascida em Montes Claros (MG), a ministra Cármen Lúcia iniciou sua atuação no TSE em 2008, quando eleita como ministra substituta. Em 2009, se tornou ministra efetiva no tribunal eleitoral. Nas eleições presidenciais de 2010, atuou como vice-presidente da Corte Eleitoral. Dois anos depois, comandou as eleições municipais. Foi a primeira mulher a comandar a Justiça Eleitoral.
Em 2020, a ministra iniciou novo ciclo de atuação no Tribunal Superior Eleitoral. Voltou, inicialmente, como ministra substituta. Em 2022, tornou-se ministra efetiva. No ano seguinte, tornou-se a vice-presidente do tribunal. Assumiu o comando do tribunal novamente em 2024, quando esteve à frente do processo eleitoral municipal.
No Supremo Tribunal Federal desde 2006, Cármen Lucia iniciou a carreira em Minas Gerais. Na área acadêmica, se formou em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG) e fez mestrado em Direito Constitucional pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Também atuou como professora titular de Direito Constitucional da PUC-MG, foi advogada e procuradora do estado.
Nunes Marques
O ministro Kassio Nunes Marques é natural de Teresina (PI). Chegou ao TSE em 2021, como ministro substituto. Em 2023, tornou-se ministro efetivo. Em 2024, assumiu a vice-presidência da Corte Eleitoral.
Na Justiça Eleitoral, recentemente, foi o relator do conjunto de normas que vão regular o processo eleitoral de 2026. Nunes Marques será o presidente do TSE nas eleições de outubro.
O ministro compõe o Supremo Tribunal Federal desde 2020. Antes, atuou como advogado e foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí entre 2008 e 2011. Também foi desembargador federal e vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que tem sede em Brasília.
Na área acadêmica, é bacharel em Direito pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), mestre em Direito pela Universidade Autônoma de Lisboa, em Portugal, e doutor e pós-doutor pela Universidade de Salamanca, na Espanha.
André Mendonça
André Luiz de Almeida Mendonça nasceu em Santos (SP). É ministro do Supremo Tribunal Federal desde dezembro de 2021.
Antes de chegar ao STF, compôs o governo de Jair Bolsonaro como ministro da Justiça e como ministro da Advocacia-Geral da União.
No Supremo, Mendonça substituiu o ministro Marco Aurélio Mello, que se aposentou. Foi indicado ao TSE pela primeira vez em 2022, como ministro substituto. Em junho de 2024, passou a ministro efetivo.
O magistrado é pós-graduado em Direito Público pela Universidade de Brasília (UnB). Também é mestre e doutor em Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha.


Fonte:

g1 > Política

Guia técnico: 10 itens essenciais para ter no carro em viagens de verão

Realizar viagens de carro durante o verão expõe o veículo e seus ocupantes a condições adversas, como altas temperaturas e maior fluxo de tráfego, que elevam o risco de imprevistos mecânicos e emergências. A preparação adequada é fundamental para garantir a segurança e mitigar problemas. Este guia detalha os 10 itens essenciais para ter no carro, compondo um kit de emergência focado nas particularidades das viagens de férias na estrada durante a estação mais quente do ano. A análise aborda a função técnica de cada componente, seu modo de uso e a importância estratégica em cenários de pane ou acidentes.
Componentes do kit de emergência para o verão
A seleção destes itens prioriza a autonomia do motorista para solucionar problemas comuns e garantir o bem-estar dos passageiros até a chegada de auxílio profissional. A organização em um compartimento específico no porta-malas é recomendada.
 

Cabo de transferência de carga (chupeta): Essencial para panes elétricas, principalmente em baterias com vida útil comprometida pelo calor excessivo.
Compressor de ar portátil 12V: Permite a calibragem e o enchimento de pneus em qualquer local, crucial para corrigir a perda de pressão causada por variações de temperatura ou pequenos furos.
Kit de reparo de pneu (tipo macarrão): Solução temporária para furos na banda de rodagem, permitindo o deslocamento seguro até um borracheiro qualificado.
Lanterna de LED: Fundamental para inspeções noturnas ou em locais de baixa visibilidade. Modelos com função estroboscópica (pisca-alerta) e base magnética oferecem maior versatilidade.
Água potável e alimentos não perecíveis: A desidratação é um risco severo em paradas forçadas sob o sol. Recomenda-se no mínimo um litro de água por passageiro e barras de cereal ou proteína.
Kit básico de primeiros socorros: Deve conter antissépticos, curativos, gaze, ataduras e analgésicos para lidar com ferimentos leves.
Protetor solar e repelente de insetos: Itens de proteção pessoal indispensáveis em caso de espera prolongada fora do veículo.
Triângulo de sinalização e colete refletor: Itens de segurança obrigatórios por lei em muitos locais, vitais para sinalizar o veículo e garantir a visibilidade do motorista no acostamento.
Carregador portátil (power bank): Garante a comunicação mesmo que a bateria do veículo esteja descarregada, permitindo acionar o seguro ou serviços de emergência.
Ferramentas básicas: Um conjunto mínimo com chave de fenda, chave Phillips e um alicate multifuncional pode ser útil para reapertar componentes ou realizar pequenos reparos.

 
Análise técnica e procedimento de uso
O conhecimento sobre a aplicação correta dos equipamentos é tão importante quanto possuí-los. A seguir, detalhamos o uso de componentes técnicos cruciais.
 

Uso do compressor de ar 12V: Conecte o dispositivo na tomada 12V do veículo (antigo acendedor de cigarros). Rosqueie a mangueira do compressor na válvula do pneu. Ligue o motor do carro para não descarregar a bateria e, em seguida, acione o compressor. Monitore o manômetro integrado até atingir a pressão (PSI) recomendada pelo fabricante do veículo, informação geralmente disponível na coluna da porta do motorista ou no manual.

 

Reparo de pneu com kit macarrão: Após localizar o furo, utilize a ferramenta de escareação para alargar e limpar o orifício. Insira a tira de reparo (macarrão) na ferramenta de aplicação, deixando as pontas simétricas. Introduza a ferramenta com a tira no furo até que aproximadamente um terço dela fique para fora. Puxe a ferramenta de volta com um movimento firme e rápido. A tira permanecerá no pneu, vedando o furo. Corte o excesso e calibre o pneu imediatamente.

 

Transferência de carga (chupeta): Posicione os veículos de forma que os cabos alcancem ambas as baterias, sem que os carros se toquem. Com os motores desligados, conecte o grampo vermelho ao terminal positivo (+) da bateria descarregada e, em seguida, ao terminal positivo (+) da bateria carregada. Conecte o grampo preto ao terminal negativo (-) da bateria carregada. Por fim, conecte o outro grampo preto a uma parte metálica, não pintada, do chassi ou bloco do motor do carro com a bateria descarregada. Dê a partida no veículo auxiliar, aguarde alguns minutos e tente dar a partida no carro com a bateria descarregada.

 
Manutenção do kit e itens complementares
Um kit de emergência funcional exige manutenção periódica para garantir sua eficácia quando necessário.
 

Verificação de validade: Itens como medicamentos do kit de primeiros socorros, alimentos e água devem ter suas datas de validade checadas a cada seis meses.
Carga de eletrônicos: Teste a lanterna e recarregue o power bank mensalmente ou antes de cada viagem longa. Verifique as pilhas, se for o caso.
Armazenamento: Mantenha o kit em uma bolsa ou caixa resistente no porta-malas, protegido da luz solar direta para evitar a degradação de itens sensíveis ao calor.
Itens complementares: Para um preparo ainda mais completo, considere adicionar luvas de trabalho, fita isolante de alta fusão (silver tape), um extintor de incêndio (verificar validade e tipo ABC) e toalhas de papel ou pano.

 
A montagem e manutenção de um kit de emergência automotivo para o verão é uma medida de baixo custo com um impacto significativo na segurança e tranquilidade durante as viagens. Ter os 10 itens essenciais e saber como utilizá-los corretamente prepara o motorista para enfrentar os imprevistos mais comuns na estrada, transformando uma situação potencialmente crítica em um inconveniente gerenciável. A prevenção é o componente mais importante de qualquer plano de segurança veicular.


Fonte: Jovem Pan

Distância de frenagem na chuva: por que aumenta e como frear com segurança

Dirigir sob chuva exige uma adaptação imediata no comportamento do condutor e um entendimento claro das limitações do veículo. Uma das alterações mais críticas é o aumento significativo da distância necessária para parar completamente o carro ou a moto. Este guia detalha os fatores físicos que explicam por que a distância de frenagem aumenta na chuva e apresenta as técnicas e tecnologias essenciais para garantir uma condução segura em pista molhada, servindo como uma referência técnica para motoristas conscientes. O conteúdo abordará desde os princípios da física de atrito até o funcionamento de sistemas eletrônicos de segurança.

A física por trás da frenagem em piso molhado
A redução da capacidade de frenagem em superfícies molhadas não é um defeito, mas uma consequência direta de leis da física. O fator determinante é a drástica redução do coeficiente de atrito entre os pneus e o asfalto, um fenômeno que pode ser agravado até a perda total de contato em situações de aquaplanagem.
O atrito é a força que se opõe ao movimento entre duas superfícies em contato. Na frenagem, é o atrito que permite que os pneus “agarrem” no pavimento e desacelerem o veículo. A água atua como um lubrificante, preenchendo as microporosidades do asfalto e criando uma fina camada que separa a borracha do pneu da superfície seca. Isso resulta em:

Redução do coeficiente de atrito: Em pista seca, o coeficiente de atrito entre pneu e asfalto é alto. Com a presença de água, esse valor pode cair para menos da metade, exigindo uma distância consideravelmente maior para dissipar a mesma quantidade de energia cinética (velocidade).
Risco de aquaplanagem: Em velocidades mais altas ou com maior volume de água na pista, os sulcos dos pneus podem não ser capazes de escoar a água com rapidez suficiente. Isso cria uma cunha de água sob o pneu, que o levanta do asfalto. Nesse momento, o veículo perde totalmente a aderência e o controle direcional, tornando a frenagem e a direção ineficazes.

Como frear com segurança em pista molhada
A resposta à redução de atrito é uma combinação de antecipação, técnica de condução defensiva e manutenção preventiva do veículo. Ações bruscas devem ser evitadas a todo custo, pois podem facilmente exceder o limite de aderência disponível.

Aumente a distância de seguimento: A regra básica é, no mínimo, dobrar a distância que você normalmente manteria do veículo à frente em pista seca. Isso proporciona mais tempo e espaço para reagir a uma parada súbita sem a necessidade de uma frenagem de emergência.
Reduza a velocidade: Diminuir a velocidade é a medida mais eficaz para reduzir a distância de frenagem e o risco de aquaplanagem. Seja especialmente cauteloso em curvas, onde as forças laterais também competem pela aderência dos pneus.
Freie com suavidade e progressão: Evite pisar bruscamente no pedal de freio. Aplique a força de forma gradual e constante. Em veículos sem ABS, essa técnica ajuda a evitar o travamento das rodas, que causa a perda de controle direcional. Em veículos com ABS, a frenagem progressiva ainda é recomendada para manter a estabilidade.
Em caso de aquaplanagem: Mantenha a calma. Não freie e não vire o volante bruscamente. Tire o pé do acelerador de forma suave para que o veículo perca velocidade e os pneus retomem o contato com o asfalto. Mantenha o volante reto ou faça correções mínimas para manter a trajetória.
Verifique os pneus: A manutenção dos pneus é crucial. Sulcos com profundidade adequada (acima do limite legal de 1,6 mm) são essenciais para o escoamento da água. Mantenha a calibragem correta, conforme especificado pelo fabricante do veículo, para garantir que a banda de rodagem tenha o contato ideal com o solo.

Tecnologias de assistência à frenagem: ABS, EBD e BA
Veículos modernos são equipados com sistemas eletrônicos que otimizam a segurança da frenagem em condições de baixa aderência. É fundamental entender como eles funcionam para utilizá-los corretamente.

ABS (Anti-lock Braking System): O sistema de freios antitravamento impede que as rodas travem durante uma frenagem intensa. Sensores monitoram a rotação de cada roda e, ao detectar um travamento iminente, o sistema alivia e reaplica a pressão de freio dezenas de vezes por segundo. Isso permite que o motorista mantenha o controle da direção para desviar de obstáculos enquanto freia com máxima eficiência. Ao sentir o pedal do freio trepidar, não alivie a pressão – é o sinal de que o ABS está atuando.
EBD (Electronic Brakeforce Distribution): A distribuição eletrônica de frenagem geralmente funciona em conjunto com o ABS. O sistema ajusta a força de frenagem aplicada a cada eixo (dianteiro e traseiro) de forma independente. Ele otimiza a distribuição para evitar que as rodas traseiras, mais leves durante uma frenagem, travem antes das dianteiras, garantindo maior estabilidade e eficiência.
BA (Brake Assist) ou BAS: O assistente de frenagem identifica, pela velocidade e força com que o motorista pisa no pedal de freio, uma situação de emergência. Mesmo que o condutor não aplique a força máxima, o sistema assume e aplica 100% da capacidade de frenagem do veículo para reduzir a distância de parada.

A segurança ao dirigir na chuva depende da união entre a prudência do motorista e a condição do veículo. Compreender que a aderência é limitada pela física, aumentar a distância de seguimento, reduzir a velocidade e garantir a manutenção de pneus e freios são ações fundamentais. As tecnologias de assistência como ABS e EBD são ferramentas poderosas, mas atuam como uma rede de segurança, não como um substituto para uma condução defensiva e consciente das condições adversas.


Fonte: Jovem Pan

Corinthians e Palmeiras jogam pouco futebol em duelo brigado e empatam pelo Brasileiro

Corinthians e Palmeiras empataram por 0 a 0 na Neo Química Arena, em duelo válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo teve um clima bélico. Os dois times esqueceram a bola e protagonizaram uma “trocação” de faltas. Embora a partida tenha melhorado no começo do segundo tempo, as infrações voltaram a tomar conta.
Foram 30 faltas (17 a 13 para o Corinthians). O saldo foram duas expulsões corintianas, o que permitiu ao Palmeiras fazer uma pressão maior, ainda que não tenha mudado o placar, contra uma bem alinhada defesa alvinegra.
O Corinthians dominou boa parte do primeiro tempo contra um Palmeiras inicialmente tímido. Os visitantes encaixavam a marcação, enquanto os mandantes trocavam passes, mantendo a posse e, eventualmente, chegando à área adversária, mas sem levar real perigo.
Não foram poucos os lances em que a bola rodou desde a defesa do Corinthians, passando até pelos pés do goleiro Hugo Souza. A dificuldade para executar esse movimento aumentou quando o Palmeiras subiu a marcação, na segunda metade do primeiro tempo. Apesar da presença ofensiva, o time alviverde não tinha capacidade de articulação e só chegava à área corintiana com bola aérea.
O clima quente do clássico explodiu no que parecia uma falta normal para o Corinthians no meio de campo. Após a marcação, André fez um gesto obsceno em direção a um adversário, da mesma forma que Allan havia feito contra o Fluminense. Após revisão no VAR, Flávio Rodrigues de Souza expulsou o meia corintiano.
O Palmeiras cresceu, mas muito mais neutralizando o Corinthians do que se sobressaindo. O ritmo foi de trocação, com 21 faltas ao fim da primeira etapa e apenas dois chutes (ambos do Corinthians e apenas um em direção ao gol).
O segundo tempo teve outra tônica no começo. Carlos Miguel e Hugo Souza foram exigidos e fizeram boas defesas com menos de quatro minutos. Kayke e Allan foram escapes individuais de cada lado.
Os bons momentos foram interrompidos por uma sequência de faltas e novos empurrões após falta de Matheuzinho em Flaco López. O lateral deu um tapa no rosto do atacante. Inicialmente, o árbitro aplicou o segundo cartão amarelo para o corintiano, mas consultou o VAR e optou pelo vermelho direto.
Com dois a menos e fadado a se defender, o Corinthians teve a melhor chance da partida em contra-ataque puxado por Yuri Alberto. Ele ficou cara a cara com Carlos Miguel e bateu, mas o goleiro salvou.
Na sequência, manteve-se a blitz palmeirense. Hugo Souza salvou cabeceio de Flaco e, mais perto do fim, falta de Andreas Pereira Um muro alvinegro manteve o zero no placar até o fim.
Os corintianos voltam a jogar na quarta-feira, quando recebem o Santa Fe, pela Libertadores. Também pelo torneio continental, os palmeirenses enfrentam, em casa, o Sporting Cristal.
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 0 X 0 PALMEIRAS
CORINTHIANS – Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, André, Breno Bidon e Rodrigo Garro (André Carrillo); Kayke (Jesse Lingard) e Yuri Alberto. Técnico: Fernando Diniz.
PALMEIRAS – Carlos Miguel; Giay (Luighi), Gustavo Gómez, Murilo e Khellven (Arthur); Marlon Freitas (Lucas Evangelista) e Andreas Pereira; Allan, Maurício (Felipe Anderson) e Ramón Sosa; Flaco López. Técnico: João Martins (auxiliar).
ÁRBITRO – Flávio Rodrigues de Souza (SP).
CARTÕES AMARELOS – Matheuzinho e Raniele (Corinthians); Marlon Freitas (Palmeiras).
CARTÕES VERMELHOS – André e Matheuzinho (Corinthians).
PÚBLICO – 46.263 torcedores.
RENDA – R$ 3.569.127,50.
LOCAL – Neo Química Arena, em São Paulo (SP).
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Derrota de Orbán nas eleições parlamentares abre nova fase política na Hungria

O conservador pró-europeu Péter Magyar venceu neste domingo (12) as eleições parlamentares na Hungria, com uma supermaioria no Parlamento que lhe dá liberdade para desmantelar o sistema instaurado pelo primeiro-ministro, Viktor Orbán, há 16 anos.
“Nós libertamos a Hungria”, proclamou Magyar ao fim da noite, em um palco montado às margens do Danúbio. Dezenas de milhares de apoiadores eufóricos do partido Tisza celebraram os resultados diante da sede eleitoral da legenda em Budapeste, agitando bandeiras húngaras e dançando, enquanto buzinas ecoavam pela capital.
Segundo a apuração oficial com 98,93% das seções eleitorais, o Tisza obteve 138 dos 199 assentos com 53,56% dos votos, contra 55 assentos e 37,86% para o partido Fidesz, de Orbán.
Pouco antes, Orbán admitiu a derrota, reconheceu resultados “dolorosos, mas inequívocos” e felicitou “o partido vencedor”.
Houve uma participação recorde de 79,50%, atribuída sobretudo a uma maior mobilização em cidades médias e entre os jovens, segundo analistas.

‘Derrota para o autoritarismo’
A derrota de Viktor Orbán, que havia transformado seu país de 9,5 milhões de habitantes em um modelo de democracia iliberal, representa também um golpe para movimentos nacionalistas e de extrema-direita em todo o mundo. É o caso, em particular, do movimento Make America Great Again (Torne a América Grande Novamente, em tradução livre) do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que enviou o vice-presidente JD Vance para apoiar o premiê na reta final da campanha e criticar a interferência dos “burocratas de Bruxelas”.
“É uma derrota estrondosa para o autoritarismo, cujo eco vai muito além das fronteiras da Hungria”, apontou o centro de estudos americano Center for American Progress.
“É também um golpe importante para aqueles que viam no modelo corrupto de Viktor Orbán um exemplo a seguir, incluindo Donald Trump”, acrescentou.
Vários líderes europeus felicitaram Péter Magyar, entre eles o presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, que acrescentou em húngaro: “Russos, voltem para casa”, em referência à proximidade de Orbán com o líder da Rússia, Vladimir Putin. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, celebrou que “a Hungria escolheu a Europa”.
Se Bruxelas evitou se pronunciar abertamente antes da votação, “a maioria dos Estados-membros ficará bastante satisfeita em se livrar de Orbán”, afirmou recentemente um diplomata do bloco europeu. Segundo ele, “a paciência chegou ao limite” diante de um líder nacionalista que recorria regularmente ao direito de veto para bloquear políticas europeias, incluindo, no fim de março, um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia.
Ex-aliado do partido de Orbán antes de se tornar seu principal opositor, Magyar conseguiu, em dois anos, construir um movimento capaz de derrotar o primeiro-ministro. O político comprometeu-se a melhorar os serviços públicos, especialmente na saúde e na educação. E, na política externa, prometeu ser um integrante leal da União Europeia, embora, assim como Orbán, se oponha ao envio de armas à Ucrânia.
*AFP


Fonte: Jovem Pan

Favorita à presidência do Peru, Keiko Fujimori promete expulsar imigrantes e aproximar-se dos EUA

A candidata favorita nas eleições presidenciais do Peru, Keiko Fujimori, prometeu expulsar os imigrantes em situação irregular, atrair investimentos norte-americanos e ampliar a onda de governos de direita na América Latina, durante entrevista exclusiva à AFP às vésperas das eleições deste domingo (12).
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko concorre pela quarta vez ao cargo, e se compromete a “recuperar a ordem” nos primeiros 100 dias de um eventual governo, em um país assolado pela criminalidade.

Eleições no Peru
Aos 50 anos, Keiko tem vantagem nas intenções de voto com mais de 16%, segundo pesquisas de boca de urna. Caso a projeção se confirme, a candidata disputará o segundo turno em 7 de junho.
“Meu papel, caso eu seja eleita presidente, é motivar os Estados Unidos a voltarem a participar mais ativamente [na economia peruana]”, declarou Keiko.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca novos aliados para reduzir a influência da China na região, o principal parceiro comercial de vários países, incluindo o Peru.
A nação andina é a segunda maior receptora de investimentos chineses na América Latina, atrás apenas do Brasil, com pelo menos US$ 29 bilhões entre 2005 e 2025, segundo o monitor China Global Investment Tracker.
“A América Latina está girando para uma corrente na qual se prioriza a liberdade, os investimentos e recuperar o controle e a segurança”, disse Keiko sobre a ascensão da direita com nomes como Javier Milei (Argentina), José Antonio Kast (Chile), Daniel Noboa (Equador) e Rodrigo Paz (Bolívia).
“Faltam Colômbia e Peru”, acrescentou.
Keiko Fujimori concorreu à presidência nas eleições de 2011, 2016 e 2021. Perdeu todos no segundo turno.
‘Pedem um Fujimori, aqui estou!’
Administradora graduada nos Estados Unidos, Keiko Fujimori focou sua campanha em enfrentar com mão dura a escalada de criminalidade, a qual ela associa à imigração ilegal.
A comunidade estrangeira mais numerosa no país é a venezuelana, com 1,6 milhão de imigrantes, dos quais 14% não possuem residência autorizada.
“Expulsaremos os cidadãos sem documentos e esperamos que seja possível fazer um corredor humanitário para que os que foram convocados a sair possam retornar”, disse Keiko.
Também indicou que pedirá ao Congresso aprovação para enviar militares às prisões e instalar tribunais com “juízes sem rosto” para julgar infrações, uma medida do governo de seu pai, o ex-presidente peruano, de 1990 a 2000, Alberto Fujimori.
A figura de Alberto Fujimori, que morreu em 2024, divide a sociedade peruana. Lembrado por vencer a guerrilha Sendero Luminoso, que iniciou uma luta armada para impor um regime maoísta, o ex-presidente foi condenado a 25 anos de prisão por violação de direitos humanos e corrupção.
“O tempo está colocando as coisas em seu lugar e, hoje, quando o Peru sangra-se pelos delinquentes e os extorsionistas, o que pedem é um Fujimori, aqui estou!”, disse Keiko à AFP.
No final de 2023, Alberto Fujimori foi libertado pelo Tribunal Constitucional, apesar de uma decisão conjunta da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
“Meu pai trouxe ordem, crescimento econômico. Eu trabalhei com os setores mais populares. Tenho o sarrafo lá no alto e espero superá-lo”, disse.
Instabilidade política no Peru
O Peru se arrasta por uma profunda crise política com oito presidentes diferentes em uma década, quatro deles destituídos pelo Parlamento. Keiko Fujimori promete ser conciliadora.
“Também cometi erros, ao ter momentos de muita confrontação. E, com isso, aprendi a priorizar o diálogo e a fomentar consensos”, declarou.
*AFP


Fonte: Jovem Pan

Boca de urna: Keiko Fujimori lidera eleição presidencial no Peru

A candidata de direita Keiko Fujimori lidera as pesquisas de boca de urna com mais de 16% das preferências nas eleições presidenciais deste domingo (12) no Peru, segundo as empresas privadas Ipsos e Datum.
A projeção da Ipsos estima um segundo turno entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez. Já o Datum prevê que a candidata de direita enfrentará Rafael López Aliaga.
As seções eleitorais fecharam às 18h no horário local (20h de Brasília), segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), após uma jornada conturbada na qual pelo menos 63 mil pessoas ficaram sem votar devido a problemas logísticos do órgão eleitoral.
*AFP


Fonte: Jovem Pan

Defesa de Zambelli entra com recurso em Corte na Itália para reverter decisão que autorizou extradição

Justiça italiana decide extraditar Carla Zambelli
A defesa da ex-deputada Carla Zambelli entrou com um recurso nesta sexta-feira (10) para tentar reverter a decisão da Justiça italiana que autorizou a extradição de Zambelli ao Brasil. A informação foi confirmada pelo advogado Pieremilio Sammarco à TV Globo.
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No fim de março, a Corte de Apelações da Itália – a última instância da justiça italiana – acatou o pedido de extradição feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda cabe o recurso da defesa, antes de o caso ser levado para decisão final do governo italiano.
“Desde o início, a defesa sustenta pontos que agora são reiterados no recurso, como questionamentos sobre o sistema carcerário brasileiro, críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes e possíveis irregularidades processuais”, diz um comunicado divulgado pelos advogados da ex-deputada.
“Os advogados também destacam que o crime de natureza digital atribuído à parlamentar não possui equivalência na legislação italiana, requisito essencial para a extradição. Além disso, contestam a validade do pedido brasileiro, sob o argumento de que não teria sido formalizado pela autoridade competente à época”, afirma a nota.
Zambelli tem cidadania italiana e deixou o Brasil em maio do ano passado, pela fronteira com a Argentina. Antes de chegar ao país europeu, ela também passou pelos Estados Unidos.
Como fugiu do país após uma condenação do Supremo, Zambelli é considerada foragida da Justiça brasileira. Por isso, o STF formalizou um pedido de extradição, assinado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
Zambelli permanece presa em Roma, porque autoridades do país europeu entendem que há risco de fuga.
Entenda o caso
👉 Brasil e Itália têm um tratado recíproco de extradição, em vigor desde 1993 – e que já foi acionado dezenas de vezes desde então. O primeiro artigo do tratado determina, inclusive, que Brasil e Itália ficam obrigados a entregar, um ao outro, pessoas que sejam procuradas pelo outro país – seja para levar a julgamento ou para cumprir uma pena restritiva de liberdade.
👉 O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro ordenou em dezembro a cassação do mandato de Zambelli, revogando decisão contrária da Câmara dos Deputados. Ela entregou uma carta de renúncia à Casa três dias depois.
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e fugiu para a Itália após a decisão. Ela é considerada foragida da Justiça brasileira.
➡️ A ex-deputada federal Carla Zambelli está presa na Itália desde o dia 29 de julho de 2025. Ela está em um presídio nos arredores de Roma que abriga mulheres em regimes de segurança média e alta e é dividido em oito seções.
A ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), em foto de arquivo.
NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO


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Ronaldo Caiado e suas chances na corrida presidencial – O Assunto #1699

Em 1989, o médico goiano testou seu nome como candidato à Presidência da República pela primeira vez. Numa eleição que contava com mais de 20 alternativas na urna, ele fez menos de 1% dos votos. Desde então, ele construiu trajetória sólida em seu estado: deputado federal, senador e governador. Agora, aos 76 anos e em um Brasil totalmente diferente, Ronaldo Caiado terá uma nova oportunidade.
Caiado passou mais de 30 anos na mesma legenda (primeiro como PFL, depois como Democratas e, por fim, União Brasil), mas em janeiro deste ano migrou para o PSD. O objetivo era disputar uma espécie de primárias do partido para lançar uma candidatura presidencial. O favorito de Gilberto Kassab, presidente da sigla, era Ratinho Júnior, governador do Paraná, que desistiu. E o governador de Goiás superou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Agora, os desafios dele são outros. Primeiro, se consolidar como um nome de alcance nacional. Segundo, conquistar dois dígitos nas pesquisas de intenção de voto para provar que é um candidato viável.
Para explicar os desafios e a viabilidade real de Ronaldo Caiado, Natuza Nery conversa com Thiago Prado, editor de Política e Brasil do jornal O Globo. Ele, que também é autor do e-book ‘Quem será o próximo presidente?’ e da newsletter semanal ‘Jogo Político’, relembra as contradições políticas do presidenciável e seus resultados como governador de Goiás. E analisa as condições de uma candidatura não polarizada prosperar.
Convidados: Thiago Prado, editor de Política e Brasil do jornal O Globo, autor do e-book ‘Quem será o próximo presidente?’ e da newsletter semanal ‘Jogo Político’.
O que você precisa saber:
Kassab aposta em Caiado por perfil mais combativo e governo já prepara estratégia contra candidatura;
Quaest 1º turno: Lula lidera em dois cenários e tem empate técnico com Flávio Bolsonaro em outros cinco;
INDECISOS SÃO MINORIA: 56% dizem já ter definido voto para presidente; 43% afirmam que ainda podem mudar;
Caiado: objetivo é ‘romper polarização que atrasa o país’;
Quaest deve divulgar nova pesquisa eleitoral na próxima quarta-feira (15).
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Apresentação: Natuza Nery.
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Ronaldo Caiado foi o escolhido do PSD para a disputa presidencial
Roberto Sungi/Ato Press/Estadão Conteúdo
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