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Marina diz que está aberta ao debate sobre vaga ao Senado por SP após PSB decidir lançar França como candidato

Marina Silva no encontro realizado nesta quinta-feira (28) no Instituto de Economia (IE) da Unicamp
Gabriel Pitor
Questionada se segue na disputa ao Senado por São Paulo após o PSB decidir lançar o candidatura do ex-ministro Márcio França, a deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), disse que está “aberta ao debate” e que “é preciso encontrar o caminho certo para chegar a conclusão”.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), é apontada por dirigentes como o nome mais consolidado para uma das duas vagas entre os aliados do presidente Lula.
“É legítimo ter uma candidatura do PSB do mesmo jeito que é legítimo ter uma participação da Federação Rede-Psol na chapa majoritária. Esse processo está sendo liderado pelo ministro Fernando Haddad (…) Temos evoluído e eu tenho certeza que haveremos de encontrar o melhor caminho para o desenlace dessa segunda vaga”, disse.
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Marina falou sobre a disputa após participar de uma mesa redonda na Unicamp, nesta quinta-feira (28), para debater políticas públicas e desenvolvimento sustentável.
“É legítimo o debate entre os diferentes partidos, com certeza, e temos muito respeito pela liderança do ministro Márcio França, da mesma forma que também respeitamos a contribuição que o nosso legado pode aportar para a candidatura Lula-Haddad”.
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Fonte:

g1 > Política

Operação apreende 85 mil figurinhas da Copa e duas mil camisas falsificadas da Seleção

Agente do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apreenderam, nesta quinta-feira (28), cerca de 2 mil camisas de seleções falsificadas, além de 85 mil álbuns e figurinhas da Copa do Mundo sem origem legal. A operação tinha como objetivo combater a pirataria de artigos esportivos. O alvo dos agentes era a venda de camisas de times, em especial as de seleções que vão atuar da Copa do Mundo de Futebol de 2026, inclusive a do Brasil.
Cinco pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Civil com base na Lei Geral do Esporte. A ação foi coordenada por agentes da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) Antipirataria. Os envolvidos responderão por crime contra a propriedade industrial.
A Avenida Valtier, na região do Canindé, e as ruas 24 de Maio e Dom José de Barros, localizadas na República, foram o principal foco da fiscalização. A região concentra grande número de lojas do comércio popular.

Fiscalização no Rio de Janeiro
Na última quinta-feira (21), uma ação semelhante foi realizado pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) no Rio de Janeiro. Policiais apreenderam cerca de 200 mil figurinhas falsificadas do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
A ação foi resultado de um trabalho de inteligência que identificou um coletivo, que saia de Nova Iguaçu com destino a outros municípios do estado carioca e transportava material ilícito, segundo informou a Polícia Civil.
Diante dos fatos, os agentes montaram um cerco e abordaram o veículo. Ao revistarem o compartimento de carga os policiais encontraram milhares de figurinhas falsificadas do álbum da Copa desse ano e camisas adulteradas da seleção brasileira.
O material apreendido foi encaminhado à perícia. As investigações continuam para identificar os responsáveis pela fabricação e distribuição das mercadorias falsificadas.


Fonte: Jovem Pan

Palmeiras x Junior Barranquilla: assista ao vivo à transmissão da Jovem Pan

Palmeiras e Junior Barranquilla se enfrentam nesta quinta-feira (28), às 19h00, em jogo válido pela Copa Libertadores. A Jovem Pan apresenta todas as emoções do duelo ao vivo, com narração de José Manoel de Barros, comentários de Fábio Piperno e Felippe Facincani e reportagem de Pedro Marques no YouTube.
Assista à transmissão ao vivo


Fonte: Jovem Pan

Lula sanciona lei que cria a primeira Universidade Federal Indígena do Brasil

O presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quinta-feira (28) a criação da primeira Universidade Federal Indígena (Unind), em evento realizado no Palácio do Planalto. O projeto chega à fase de implementação após meses de articulação política, debates ideológicos e votação no Congresso Nacional.
Segundo o presidente, o investimento com universidade é baixo comparado com o gasto com as pessoas no sistema prisional. “Fica mais barato a gente gastar um pouco para investir na educação do que a gente achar que custa muito não fazer, e o barato vai sair muito mais caro, porque nós não saberemos o destino que damos ao jovem que não conseguiu continuar numa universidade, que não conseguiu estudar.”
Lula ainda citou que a instituição será pensada buscando a permanência e formação dos estudantes, com moradia e alimentação. “Temos que levar em conta que uma universidade indígena terá que levar muito em questão a moradia e o refeitório dos estudantes (…) muitos alunos desistem do Prouni por causa de dificuldades financeiras.”
A instituição
Iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), a instituição será voltada para a formação de indígenas, nos níveis de graduação e pós-graduação. Seu modelo é embasado em integrar o fortalecimento de identidades e saberes tradicionais em diálogo com o conhecimento acadêmico não indígena.
De acordo com a deputada federal Sonia Guajajara, em fala para o repórter da Jovem Pan Misael Mainetti, a criação da instituição auxilia principalmente na permanência e conclusão de cursos superiores por indígenas, além de promover a troca de conhecimento entre os povos originários e o desenvolvido na academia tradicional.
“Muitos indígenas chegam às universidades, mas nem sempre conseguem concluir o curso, e a universidade indígena, além de promover ainda mais esse acesso para além das cotas e das bolsas que já existem, vai também absorver, receber estudantes não indígenas para que haja de fato essa troca”, explicou a deputada.
Funcionamento
A Unind deve ter sua primeira sede em Brasília, na antiga universidade dos correios, com início previsto para o próximo mês. O plano é atender cerca de 2.800 alunos em até 4 anos de operação, com 366 docentes, reitoria e administração da instituição com gestão majoritariamente indígena. O foco inicial será em 10 cursos de graduação voltados à formação de professores, educação escolar indígena, saúde coletiva/indígena e gestão territorial e ambiental.
Durante anúncio da criação da universidade, em visita à Aldeia Vista Alegre de Capixauã, em Santarém (PA) em novembro de 2025, o presidente Lula adiantou que, apesar de a sede da Unind ficar localizada na capital do país, a ideia é que todos os estados tenham extensões da universidade conforme a necessidade das comunidades. “Para a meninada fazer o curso próximo de onde mora e não precisar ir para Brasília”, explicou
Segundo o MEC, os pilares da Unind são:

Autonomia dos povos indígenas, com a promoção de ensino, pesquisa e extensão sob uma perspectiva intercultural;
Valorização de saberes, línguas e tradições indígenas;
Produção de conhecimento científico em diálogo com práticas ancestrais;
Fortalecimento da sustentabilidade socioambiental;
Formação de quadros técnicos capazes de atuar em áreas estratégicas para o desenvolvimento dos territórios indígenas.


Fonte: Jovem Pan

Cláudio Castro diz que desistiu de candidatura para ‘focar 100% em sua defesa’

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL-RJ) confirmou com a divulgação de um vídeo em suas redes sociais, nesta quinta-feira (28), que desistiu da candidatura para concorrer ao Senado Federal nas próximas eleições em outubro. Segundo Castro, ele se retira do pleito para “focar 100%” em sua defesa.
“Partilhando com meus amigos e minha família, decidi tomar a decisão mais difícil da minha vida. Durante minha trajetória, jamais fugi de uma briga, mas também tenho que entender o momento que a gente vive e como as coisas estão. Então, retirei minha candidatura ao Senado para focar 100% na minha defesa”, disse Castro.
Em relação às acusações do ex-governador por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022, ele afirmou que vai provar ser inocente e que acredita na “lisura do processo” e na Justiça. “Infelizmente reputações são destruídas simplesmente por uma busca incessante pelo poder. Mas tenho muita confiança na Justiça”.
Castro afirmou ainda que os advogados já fizeram uma defesa do primeiro caso e que até a próxima terça-feira (1º) uma nova ação será publicada. “Uma petição muito robusta será colocada explicando todos os fatos que aconteceram e qual é o papel do governador e até onde vão os limites da atuação do governador”, esclareceu.
O ex-governador informou, por fim, que este não é o fim de sua carreira política.“Eu não encerro minha vida política aqui, apenas dou um passo necessário com humildade e tranquilidade”, finalizou.

 

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Um post compartilhado por Cláudio Castro (@claudiocastrorj)

Desistência de Castro
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, desistiu de concorre ao Senado. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (28) pelo advogado de Castro, Carlo Luschione, à Jovem Pan.  Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, o político explicou a decisão e disse que “foi a decisão mais difícil” da vida dele, mas que foi necessária para focar 100% da sua defesa.
Castro foi alvo da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira (26). A ação apura possíveis irregularidades em investimentos feitos pelo governo estadual em fundos vinculados ao Banco Master.

“Durante minha trajetória, jamais fugi de uma briga, mas também tenho que entender o momento que a gente vive e como as coisas estão. Então, retirei minha candidatura ao Senado para focar 100% na minha defesa”, declarou Castro.

Acusações contra o ex-governador
Terça-feira (26) foi a segunda vez em menos de duas semanas que Cláudio Castro é alvo de buscas da Polícia Federal. Em 15 de maio, durante a Operação Sem Refino, que investiga supostas ligações da gestão do ex-governador com o Grupo Refit, agentes apreenderam o celular e o tablet do político.
No dia 24 de março, por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu, condenar o ex-governador do Rio de Janeiro por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022. Com o resultado, Castro ficará inelegível por oito anos, a contar do pleito de 2022. Dessa forma, ele deve ficar impedido de disputar eleições até 2030.
Um dia antes do julgamento de Castro, ele havia renunciado do mandato. “Hoje eu encerro o meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Sou pré-candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida.”, disse Castro na época. Ele havia deixado o cargo para poder concorrer nas eleições de 2026, pré-candidatos precisam se afastar dos cargos públicos seis meses antes do pleito.


Fonte: Jovem Pan

Líder do governo no Congresso acredita em votação da PEC da escala 6×1 no Senado em até três semanas

O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), acredita que a PEC que extingue a escala de trabalho 6×1 deve ser votada em até três semanas no Senado. Em conversa com a Jovem Pan, o parlamentar afirmou estar confiante tanto na aprovação quanto na tramitação célere da proposta.
O Senado deve receber o texto aprovado pela Câmara ainda nesta quinta-feira (28). A expectativa é que a PEC seja analisada inicialmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir ao plenário. Internamente, senadores já especulam sobre os possíveis nomes para a relatoria do texto.
“Vamos defender que a tramitação seja breve, seja célere, e seja respeitada a decisão da Câmara com o texto que foi aprovado. O trabalhador brasileiro não pode esperar mais do que já esperou”, afirmou Randolfe. “Nós precisamos ter o fim da escala 6×1 já para ser aplicado ainda em setembro deste ano. E por isso eu acredito que, nas próximas duas, três semanas no máximo, nós conseguiremos aprovar no Senado”, completou.
Apesar do otimismo do governo, senadores da oposição já se articulam para alterar partes do texto aprovado pela Câmara. Um grupo de parlamentares assinou uma emenda de flexibilização da carga horária de trabalho que manteria as 44 horas semanais, com aumento do tempo de trabalho diário — o que, na prática, esvaziaria o principal objetivo da proposta.


Fonte: Jovem Pan

Contas do governo têm superávit de R$ 25,2 bilhões em abril, melhor resultado para o mês em 4 anos

As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril, informou Tesouro Nacional nesta quinta-feira (28).
🔎 O superávit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam acima das despesas do governo. Se as receitas ficam abaixo as despesas, o resultado é um déficit primário. Esses valores não englobam os juros da dívida pública.
➡️Houve uma melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foi contabilizado um resultado positivo de R$ 19 bilhões (valor corrigido pela inflação).
➡️Esse também foi o melhor resultado para meses de abril desde 2022, quando foi registrado um superávit primário de R$ 34,5 bilhões (com a correção).
Agora no g1
O secretário-adjunto do Tesouro Nacional, David Rebelo Athayde, informou que já pôde ser verificada em abril melhora no resultado das contas do governo por conta da alta do petróleo, com a guerra no Irã, que ajudou a impulsionar para cima a arrecadação federal.
“Petróleo afeita receitas do governo. Royalties, participação especial e venda de óleo. Conflito eclodiu em março, começa a ter efeito sobre a arrecadação de abril”, disse o secretário-adjunto, David Athayde.
Ele não soube precisar o valor exato do aumento de arrecadação por conta da alta do petróleo, mas lembrou de uma projeção da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, pela qual haverá um incremento mensal de arrecadação de R$ 8 bilhões, que será compensada, em parte (R$ 6 bilhões), pela redução de tributos e subsídios concedidos a combustíveis.
Receitas X despesas
➡️De acordo com números do Tesouro Nacional, a melhora no resultado positivo está relacionada, principalmente, com o aumento da arrecadação neste ano, que subiu mais do que as despesas.
O bom comportamento da arrecadação, por sua vez, está relacionado com o crescimento da economia brasileira e, também, com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As receitas líquidas de transferências avançaram 5,8% em termos reais em abril, para R$ 235 bilhões, enquanto as despesas cresceram 3,3%, para R$ 210 bilhões.
Destaques nas receitas:
IOF (+R$ 2,8 bilhões), fomentado pelo aumento na arrecadação associada às operações de crédito, seguro e câmbio, refletindo o aumento efetuado no ano passado;
Imposto de Importação (+R$ 2,3 bilhões), que conjugou crescimento no volume importado e elevação na alíquota média efetiva;
Imposto sobre a Renda (+R$ 2,3 bilhões) e da CSLL (+R$ 1,4 bilhão), impulsionados por aumentos no lucro presumido, na declaração de ajuste e no IRRF-Capital (aplicações de renda fixa);
Cofins (+R$ 1,5 bilhão), com destaque para o setor de serviços.
Parcial do ano
No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 8,67 bilhões.
Em valores corrigidos pela inflação, o saldo positivo somou R$ 9,68 bilhões até abril, contra R$ 78,14 bilhões no mesmo período do ano passado.
A piora nas contas do governo na parcial deste ano também está relacionada, principalmente, com a antecipação no cronograma de pagamento dos precatórios (valores referentes a sentenças judiciais) feita em março, que elevou o volume de despesas neste ano.
📈 Nos quatro primeiros meses de 2026, houve um aumento real de 4,6% na receita líquida, após as transferências constitucionais a estados e municípios, totalizando R$ 862 bilhões (sem correção).
📈 Ao mesmo tempo, as despesas totais do governo somaram R$ 853,3 bilhões entre janeiro e abril deste ano, com uma alta real de 14,2% no período (valores nominais).
Meta fiscal em 2026
Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.
De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.
Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões
O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).
Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60,3 bilhões neste ano.
Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Lula e Dario Durigan
Washington Costa/MF


Fonte:

g1 > Política

Gilmar Mendes pede vista e suspende julgamento que discute mudança na Lei da Ficha Limpa que reduz prazo de inelegibilidade

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, pediu vista e suspendeu o julgamento de ações que questionam lei aprovada trechos de lei que reduz o prazo em que candidatos condenados ficam proibidos de se candidar.
Os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia já votaram para declarar inconstitucionais as mudanças na Lei da Ficha Lima e na contagem do tempo da chamada inelegibilidade.
O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte e seguiria até esta sexta-feira (29).
Mudanças na Lei da Ficha Limpa
Em setembro do ano passado, o Congresso Nacional aprovou, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, com vetos, uma norma que altera a legislação que impede candidatos condenados de concorrerem a cargos públicos — a chamada Lei da Ficha Limpa.

STF julga alterações na Lei da Ficha Limpa
A principal alteração prevista era uma mudança no início da contagem do período de inelegibilidade.
O prazo começaria a ser contado a partir da decisão que determina a perda do mandato ou a renúncia, e não mais a partir do fim do mandato.
➡️ Na prática, a lei reduz o tempo de punição para políticos cassados. A medida vale para parlamentares (deputados, senadores e vereadores), governadores, prefeitos e seus vices.
A ministra Cármen Lúcia foi designada relatora do caso e foi a primeira a se manifestar. Fux acompanhou o voto da relatora. O ministro não divulgou a íntegra do voto.
No voto, Cármen defendeu que as modificações feitas pelo Congresso e sancionadas pelo Executivo esvaziam a legislação, representam um retrocesso e ameaçam o instituto da inelegibilidade.
STF – Supremo Tribunal Federal
Gustavo Moreno/STF
O que diz o voto da ministra relatora do caso?
Em seu voto, a ministra defendeu o restabelecimento de regras previstas na legislação anterior. Em outras palavras, manifestou-se pela derrubada do texto que reduz o período de perda de direitos políticos.
Veja a situação em cada caso:
Como funciona a contagem do prazo para parlamentares cassados por quebra de decoro ou violação das regras constitucionais
➡️Como era na Lei da Ficha Limpa: inelegibilidade pelo prazo restante do mandato perdido mais 8 anos;
➡️Como ficou a partir da lei de 2025: inelegibilidade por 8 anos contados a partir da decisão que decretou a perda do mandato.
Contagem do prazo para governador, vice, prefeito e vice que perderam o mandato por descumprirem regras estaduais ou municipais
➡️ Como era na Lei da Ficha Limpa: inelegibilidade pelo prazo restante do mandato perdido e mais 8 anos seguintes ao término do mandato para o qual foram eleitos;
➡️Como ficou a partir da lei de 2025: inelegibilidade pelos 8 anos seguintes à decisão que decretou a perda do mandato eletivo.
Contagem do prazo para pessoas condenadas pela Justiça, sem possibilidade de recurso ou por decisão colegiada
➡️Como era na Lei da Ficha Limpa: prazo de inelegibilidade, para todos os crimes previstos na lei, era contado desde a condenação por órgão colegiado até o transcurso do prazo de 8 anos após o cumprimento da pena.
➡️Como ficou a partir da lei da 2025: a regra geral estipulada foi a da inelegibilidade contada a partir da condenação até o prazo de 8 anos.
No caso de crimes contra a administração pública, de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, racismo, terrorismo, tortura, crimes contra a vida e a dignidade sexual, hediondos, organização criminosa e redução à condição análoga à de escravo, a inelegibilidade ocorre desde a condenação por órgão colegiado da justiça até o transcurso do prazo de 8 anos após o cumprimento da pena.
Como fica a contagem do prazo para quem renuncia ao mandato para evitar a perda do cargo
➡️Como era na Lei da Ficha Limpa: presidentes, governadores, prefeitos e membros do Legislativo ficavam inelegíveis durante o período restante do mandato para o qual foram eleitos e nos 8 anos seguinte;
➡️Como ficou a partir da lei de 2025: presidentes, governadores, prefeitos e membros do Legislativo ficam inelegíveis nos oito anos seguintes à renúncia ao cargo.
Prazo limite no caso de inelegibilidade por improbidade administrativa acumulada com outra condenação posterior
➡️Como era na Lei da Ficha Limpa: não havia esse prazo limite.
➡️Como ficou a partir da lei de 2025: prazo máximo de 12 anos se durante o prazo de inelegibilidade por improbidade houver outra condenação que afete a capacidade eleitoral.
Cármen Lúcia também votou para estabelecer que as condições de elegibilidade e as causas de inelegibilidade devem ser analisadas no momento de formalização do registro de candidatura, sem prejuízo do reconhecimento pela Justiça Eleitoral do surgimento de novos fatos e decisões judiciais que afastem ou extingam a inelegibilidade, desde que verificadas até a data da eleição.


Fonte:

g1 > Política

Brasil precisa se preparar para o El Niño, indica debate

O Brasil precisa se preparar para enfrentar o El Niño. Há previsões de que o fenômeno — que em geral provoca chuvas intensas na Região Sul e seca acentuada no Norte e no Nordeste — seja muito mais intenso neste ano. O país já possui instrumentos suficientes para prever esses eventos climáticos, mas ainda precisa aperfeiçoar suas políticas de prevenção.
Essas foram algumas das avaliações apresentadas nesta quinta-feira (28) durante sessão temática promovida pelo Senado. O debate, que foi conduzido pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), contou com a participação de parlamentares, especialistas e representantes do governo.
O El Niño é causado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, que altera a circulação dos ventos e o clima global. Para este ano, há previsões que indicam impactos mais fortes a partir do segundo semestre.
Nova realidade
Durante a sessão, o senador Hermes Klann (PL-SC) citou a estimativa de que o El Niño deve se intensificar nos próximos meses e pode fazer de 2027 o ano mais quente já registrado no planeta — a projeção foi feita por pesquisadores do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo.
Hermes Klann, que participou do debate de forma on-line, ressaltou que o El Niño já é um fenômeno conhecido e que a ocorrência de desastres naturais deixou de ser exceção no Brasil.
— O Brasil não está mais lidando com eventos climáticos isolados; está lidando com uma nova realidade climática. E aqui está o ponto central deste debate: nós já sabemos disso. A pergunta é: o que faremos com essa informação? O problema não é a falta de previsão; o problema é a falta de prevenção [por parte do governo] — alertou ele.
Esperidião Amin destacou que o objetivo do encontro foi justamente coletar informações e discutir ações de prevenção para proteger, por exemplo, a agricultura, o fornecimento de água potável e as pessoas que vivem em áreas de encostas.
— Nosso foco é agir para prevenir e reduzir os possíveis danos do El Niño que se anuncia. Ou seja: o que fazer como prevenção e o que fazer após a possível ocorrência de desastres — explicou.
Ele lembrou que o tema também foi debatido na quarta-feira (27), durante audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado (CCT). Na ocasião, os participantes discutiram como a ciência pode ser utilizada para reduzir vulnerabilidades diante desse fenômeno.
Aquecimento global
O pesquisador Carlos Nobre enfatizou que as previsões futuras trazem muita preocupação porque o fenômeno acontece em um cenário de aumento gradual da temperatura global.
— O ano de 2024 bateu o recorde de 1,55 grau [de aumento da temperatura do planeta]. E esse fator do aquecimento global é que faz todos os fenômenos climáticos, existentes há milhões de anos, serem sempre superados. Quando a temperatura do planeta está mais alta, temos muito mais energia na atmosfera, e isso gera os fenômenos meteorológicos climáticos que batem cada vez mais recordes — explicou.
O pesquisador reiterou que as pesquisas científicas apontam para uma alta probabilidade de o El Niño ocorrer já neste ano.
—  Agora (em maio, junho, julho) já temos 92% de probabilidade de começar um El Niño. Para outubro, novembro e dezembro deste ano, a probabilidade é de 98% de ele vir forte ou muito forte. Então temos de nos preparar muito bem — advertiu.
Riscos
Carlos Nobre acrescentou que centenas de milhares de pessoas, em estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, vivem em áreas de risco e em encostas.
Representante do Ministério da Ciência e Tecnologia, Regina Célia dos Santos também reforçou a preocupação com os eventuais impactos sobre os estados do Sul. Ela também alertou para os riscos de aumento das queimadas em áreas como a Amazônia. Regina é diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais desse ministério.
Apesar de reconhecer que várias instituições estão preocupadas com o El Niño, ela garantiu que o governo está monitorando o fenômeno e está se preparando para minimizar os possíveis impactos nas diferentes regiões do país.
— É crucial que nós acompanhemos essa situação rotineiramente. As últimas projeções liberadas pelos centros internacionais apontam um cenário de um El Niño forte, mas ainda não de um El Niño muito forte nem severamente forte. Isso não significa que ele não possa evoluir e resultar em cenários realmente mais preocupantes. Estamos avaliando os possíveis impactos nas diferentes regiões do Brasil e estamos informando, a partir desses estudos, quais as regiões que serão mais ou menos impactadas, ou por chuvas demais ou por chuvas de menos — disse Regina.
Ações efetivas
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) salientou que a preocupação em relação ao seu estado é crescente, especialmente após as enchentes e a tragédia de 2024. Para ele, o foco principal do governo deve estar em práticas efetivas.
— Nossas cidades não foram feitas para enfrentar catástrofes climáticas. Temos de trabalhar, dentro do Congresso Nacional, por uma obrigatoriedade de que novas obras públicas financiadas com recursos federais adotem parâmetros climáticos atualizados, para começar a parar essas catástrofes. Precisamos cobrar. Os gestores públicos têm de compreender que não basta escrever um “planinho bonito” no papel. Eles devem verificar se aquele plano é exequível — defendeu Mourão.
Para Hermes Klann, a discussão sobre o tema também tem de envolver a sociedade civil organizada, entidades do setor produtivo e instituições sociais — inclusive, argumentou ele, porque parte da população parece não conhecer o assunto.
Esperidião Amin informou que as recomendações apresentadas no debate serão aproveitadas na próxima edição da cartilha do Senado sobre o tema — a primeira foi publicada em 2023.
Também participaram da sessão temática desta quinta-feira o coordenador-geral de ciências da terra do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), José Antônio Aravéquia, o deputado federal Carlos Chiodini (MDB-SC), o prefeito de Navegantes (SC), Ricardo Muniz Ventura, e o jornalista Fernando Gabeira.


Fonte: Senado Federal

Lula sanciona lei que cria primeira Universidade Federal Indígena do país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quinta-feira (28) a lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind), primeira instituição de ensino superior do país voltada à realidade dos povos originários.
A proposta é que a universidade comece a funcionar em 2027 e seja dedicada a atender os interesses da população indígena brasileira, que não possui ensino superior dedicado ao grupo.
No início de maio deste ano, o Senado aprovou o projeto sem alterações ao que já havia passado pela Câmara dos Deputados.
Agora no g1
Universidade terá sede em Brasília
Vinculada ao Ministério da Educação, a Unind terá sede em Brasília, mas terá campi distribuídos pelas diferentes regiões do país, de forma a contemplar a diversidade dos povos indígenas brasileiros.
A nova universidade seguirá as mesmas diretrizes de organização, gestão e financiamento das demais universidades federais e deverá observar o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, com especificidades relacionadas à sua natureza e foco.
“Os cursos de graduação e de pós-graduação da Unind serão ofertados em áreas de interesse dos povos indígenas, com ênfase em gestão ambiental e territorial, gestão de políticas públicas, sustentabilidade socioambiental, promoção das línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias e tecnologias, formação de professores e demais áreas consideradas estratégicas para o fortalecimento da autonomia dos povos indígenas”, justificou o governo na proposta inicial.
Imagem ilustrativa de uma sala de aula.
Agência RBS
Pelo texto aprovado no Congresso, os cargos de reitor e vice-reitor da Unind serão obrigatoriamente ocupados por docentes indígenas. O primeiro reitor, no entanto, será nomeado em caráter temporário pelo ministro da Educação, até que a universidade aprove o seu próprio estatuto e estabeleça as regras para a escolha do dirigente.
A instituição também poderá realizar processos seletivos próprios, com base na Lei de Cotas, a fim de assegurar um percentual mínimo de vagas para candidatos indígenas e levar em conta a diversidade linguística e cultural desses povos.
“Esta universidade deixa de ser apenas um sonho e passa a ser uma política de Estado. […] A universidade será espaço onde conhecimentos tradicionais dialogam com as diferentes áreas das ciências contemporâneas. Um espaço onde as línguas indígenas terão força, presença e reconhecimento institucional”, disse Rita Potyguara, representante do Fórum de Educação Indígena durante o evento de sanção da proposta.


Fonte:

g1 > Política