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É #FAKE que Brasil perdeu vaga em comissão de direitos humanos da OEA e foi classificado como ‘país governado por ditador’

É #FAKE que Brasil perdeu vaga na comissão de direitos humanos da OEA por ser classificado como ‘país governado por ditador’
Reprodução
Circula nas redes sociais um post alegando que o Brasil teria perdido uma vaga na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), parte da OEA (Organização dos Estados Americanos), por ter sido classificado pela organização como “um país governado por um ditador”. É #FAKE.

g1
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🛑 Como é o material?
Ele exibe uma foto gerada por inteligência artificial (IA) que mostra o presidente Lula (PT) em pé. Ao fundo, há uma ilustração do mapa do Brasil em chamas, sobre o qual está fincada uma bandeira vermelha com símbolo comunista (foice e martelo), em amarelo.
O conteúdo exibe este título: “Percebeu a ditadura do governo Lula. Por 23 votos a 3, o Brasil perdeu a vaga na eleição para a Comissão de Direitos Humanos da OEA”.
Abaixo, outro bloco de texto diz: “O Brasil foi classificado pela OEA, como um país governado por um ditador! Não fará parte da comissão de Direito! Gente, é pra hoje!!! Durante 24 HS é pra postar essa foto em todas as redes sociais, vai ser a maior manifestação virtual contra Lulaladrão… ajude… senta o dedo. Ditadores não entram na OEA”.
Mas isso é mentira. Na verdade, o Brasil abriu mão da vaga que disputava na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após um acordo diplomático com o México. O post também mente ao alegar que a OEA classificou o país como “liderado por um ditador”. Ao Fato ou Fake, a organização afirmou não fez nenhuma declaração nesse sentido e que o conteúdo é “completamente falso” (leia mais abaixo).
A foto voltou a viralizar no WhatsApp e em redes sociais como Facebook, Instagram e Threads em fevereiro e em março deste ano, mas circula na internet desde julho de 2025. A primeira versão do material não inclui o trecho “O Brasil foi classificado pela OEA como um país governado por um ditador! Não fará parte da comissão de Direito!”, que começou a aparecer em posts de outubro do ano passado.
⚠️ Por que isso é mentira?
Procurada pelo Fato ou Fake, a assessoria de imprensa da OEA desmentiu o material e lamentou a divulgação de publicações falsas. Veja um trecho da nota, enviada por e-mail:
“A Organização dos Estados Americanos (OEA) não emitiu nenhuma declaração — seja em comunicado à imprensa, no Facebook ou por qualquer outro canal — classificando o Brasil como um país governado por uma ditadura. A informação contida no panfleto é completamente falsa. Lamentamos que este conteúdo esteja sendo apresentado como se fosse originário da Organização. A disseminação de informações imprecisas dessa natureza prejudica importantes processos institucionais, bem como os princípios fundamentais de nossas democracias e o bom funcionamento de nossa Organização e seus órgãos” (leia a íntegra ao final desta checagem).
Além disso, o Brasil não “perdeu a vaga”, como diz a fake. O que aconteceu foi que Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) abriu mão da candidatura ao posto. Anunciada em julho do ano passado, a decisão foi tomada em um momento de tensão, após os Estados Unidos anunciarem o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros. À época, o candidato do país, Fábio de Sá e Silva, afirmou: “Me parece que o Brasil quis fazer um gesto generoso em relação ao México, um gesto que não era necessário, porque o Brasil vinha vencendo as eleições, mas que busca não tensionar as relações entre os países”.
A votação havia começado no mês anterior e definiria os ocupantes de três cadeiras da CIDH. A primeira rodada elegeu Rosa María Payá, candidata dos EUA apoiada pelo governo de Donald Trump, e Marion Bethel, de Bahamas. Mas o terceiro continuou indefinido. Isso porque Sá e Silva, anunciado em março como candidato pelo governo brasileiro, empatou com o mexicano José Luis Caballero Ochoa, que tentava reeleição. Como nenhum dos dois alcançou os 18 votos exigidos, a definição foi adiada para 11 de julho.
Naquela data, Benoni Belli, representante permanente do Brasil na OEA, pediu que os demais países considerassem votar em Ochoa, afirmando que seria uma maneira de evitar mais um impasse. Disse ainda que a delegação brasileira o apoiaria.
Antes do início da nova rodada, Belli declarou: “Amadurecemos a reflexão sobre o processo e sobretudo sobre a importância de evitar que o prolongamento do impasse gere incerteza jurídica no momento em que precisamos de uma CIDH atuante e fortalecida”.
O placar final foi de 23 votos para Ochoa e três para Sá e Silva, com cinco abstenções.
Leia a nota da OEA na íntegra:
“A Organização dos Estados Americanos (OEA) não emitiu nenhuma declaração — seja em comunicado à imprensa, no Facebook ou por qualquer outro canal — classificando o Brasil como um país governado por uma ditadura. A informação contida no panfleto que você compartilhou é completamente falsa.
Lamentamos que este conteúdo esteja sendo apresentado como se fosse originário da Organização. A disseminação de informações imprecisas dessa natureza prejudica importantes processos institucionais, bem como os princípios fundamentais de nossas democracias e o bom funcionamento de nossa Organização e seus órgãos.
Para contextualizar, o conteúdo parece se referir à eleição de membros da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Na Assembleia Geral realizada em Antígua e Barbuda em 2025, foram realizadas eleições para preencher três vagas na Comissão, com mandatos a partir de 1º de janeiro de 2026. Dois comissários foram eleitos, enquanto a votação para a terceira vaga resultou em empate. A Assembleia Geral, portanto, determinou que o Conselho Permanente convocasse uma sessão para realizar uma nova votação para preencher essa terceira vaga.
Esta eleição ocorreu durante uma sessão extraordinária do Conselho Permanente em 11 de julho de 2025 (ver vídeo). No início da sessão, a delegação brasileira explicou que, após amplas consultas, concluiu que era provável que uma nova votação resultasse novamente em empate e que seu governo desejava evitar prejuízos ao trabalho da CIDH. Acrescentou ainda que, considerando que todos os comissários eleitos tanto na Assembleia Geral quanto no Conselho Permanente assumiriam seus cargos em 1º de janeiro de 2026, o governo brasileiro avaliou que prolongar o impasse e a consequente incerteza jurídica, em um momento em que uma CIDH forte é necessária, poderia afetar negativamente a promoção e a proteção dos direitos humanos no hemisfério.
O Embaixador agradeceu então aos Estados-membros que apoiaram o candidato brasileiro e convidou as delegações a votarem no candidato mexicano.
A Comissão é composta por sete membros independentes eleitos a título pessoal pelos 34 Estados-membros da OEA, de acordo com o Artigo 3º do Estatuto da CIDH; não se trata de uma instância na qual cada país ocupe um assento. Portanto, o resultado de uma eleição não implica a inclusão ou exclusão de qualquer país”.
Presidente Lula e Fábio de Sá e Silva em encontro que definiu a candiatura na OEA, em março de 2025
Reprodução/Acervo Pessoal
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Reprodução
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Fonte:

g1 > Política

Por que não é possível se candidatar sem partido no Brasil

Por que você não pode se candidatar sem partido no Brasil
A legislação brasileira não permite que uma pessoa dispute eleições sem estar filiada a um partido político. A regra está prevista diretamente na Constituição de 1988 e foi reafirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado.
O texto constitucional estabelece que a filiação partidária é uma das condições obrigatórias para que alguém possa concorrer a cargos eletivos. Entre os critérios exigidos estão também nacionalidade brasileira, pleno exercício dos direitos políticos, domicílio eleitoral e idade mínima, mas o vínculo com partido é indispensável.
Tem uma sugestão de reportagem? Envie para o g1
Especialistas em direito eleitoral ouvidos pelo g1 explicam que a Constituição trouxe os partidos como eixo basilar para a democracia, como forma de monitorar, estruturar e tornar o sistema mais diverso.
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Heloise Hamada/G1
“A nossa Constituição de 88, ela encerra um período ditatorial em que não havia o pluripartidarismo. Então a gente desenha uma democracia fundada nesse pluripartidarismo e coloca a filiação partidária como condição de elegibilidade”, explica Anna Paula Oliveira Mendes, professora de Direito Eleitoral da pós-graduação do IDP e membro da ABRADEP (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político).
Ou seja, os partidos políticos estão no centro do funcionamento do sistema eleitoral brasileiro. São eles que organizam candidaturas, estruturam campanhas e funcionam como base para a formação de maiorias políticas.
🔍 Atualmente, o Brasil tem 30 partidos registrados no TSE e que podem disputar a eleição deste ano.
“Quando a gente vai falar na eleição, a gente também tem os partidos políticos como os grandes garantidores da governabilidade. Na medida em que eles se reúnem em bancadas, no momento de você negociar, o chefe do Executivo vai negociar com as lideranças partidárias. Então, o desenho institucional do Brasil é incompatível mesmo com as candidaturas avulsas”, completa Anna Paula.
Essa exigência é reforçada por outras normas. A Lei dos Partidos Políticos também determina que a apresentação de candidaturas é uma prerrogativa das siglas, enquanto o Código Eleitoral organiza todo o processo de registro de candidatos dentro dessa lógica.
“Em 2015, na reforma eleitoral, o Congresso se posicionou e colocou textualmente na Lei das Eleições, na Lei 9.597, que não pode candidatura independente. Portanto, não há nenhuma omissão, não há nenhuma desregulamentação, há uma opção muito clara, inclusive por parte dos parlamentares, em não ter essa candidatura”, aponta Ana Cláudia Santano, fundadora e diretora-executiva da Transparência Eleitoral Brasil.
Por que esse sistema?
Esse desenho institucional faz com que as legendas concentrem a organização da competição política e a mediação entre candidatos e eleitores, o que mantém a filiação partidária como regra obrigatória.
❗ Esse arranjo também está ligado à forma como o sistema político busca organizar o eleitorado e dar previsibilidade às disputas.
“Quando você faz a adesão a um partido político, você também faz a adesão a essa agenda e tem um compromisso público. Ainda que isso não seja muito utilizado pelo eleitorado na hora do voto, o eleitor pode pensar que aquela candidatura representa um partido”, sustenta Ana Cláudia Santano. “Numa candidatura independente, não há compromisso com nada. A pessoa pode mudar conforme bem entender, o que pode gerar ainda mais confusão”.
Além disso, especialistas apontam que a adoção de candidaturas independentes poderia ampliar de forma significativa o número de postulantes aos cargos públicos.
“A gente poderia ter uma explosão de candidaturas. Por quê? Porque muitos interlocutores dessa ideia dizem que os partidos são todos iguais, que há uma crise de representatividade”, diz Santano.
Candidaturas independentes avançam em debate, mas enfrentam limites práticos
A discussão sobre candidaturas sem partido não é nova e costuma aparecer em momentos de crise de representatividade.
De acordo com o pesquisador Caio Cesar Moraes Grande Guerra, mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e autor do estudo “A candidatura avulsa no Brasil: controvérsias sobre a representação política na era da desconfiança”, o tema ganha força justamente nesse contexto.
“Novos movimentos sociais […] vêm demandando mudanças no cenário político nacional e denunciando uma ‘crise de representatividade’, ao alegar que a ‘velha política’ não consegue representar mais os anseios da sociedade” .
Especialistas também apontam que, mesmo em um cenário com candidaturas independentes, essas figuras tenderiam a se integrar ao sistema político existente.
“Do ponto de vista pragmático, essa pessoa tenderia a não ficar independente. Ela se curvaria ao sistema, entrando em alguma bancada ou se aproximando de partidos [nas votações]”, afirma Santano.
É o caso do senador Bernie Sanders, nos Estados Unidos. Ele foi reeleito pelo estado de Vermont como candidato independente em novembro de 2024, garantindo o quarto mandato. Apesar de não ter filiação permanente, Sanders foi pré-candidato do Partido Democrata em 2020 e, no Senado, atua alinhado à bancada democrata (veja como funciona a regra em outros países mais abaixo).
“Ainda que o avulso consiga viabilizar a sua candidatura, uma vez que ele é eleito, ele acaba se aliando a partidos políticos para emplacar essas ideias, porque a política é feita a partir de consensos. Então você precisa estar organizado em grupos”, afirma Anna Paula.
A discussão também chegou a instâncias internacionais em casos concretos, como no México, onde o debate sobre candidaturas independentes levou a questionamentos sobre como viabilizar esse modelo na prática.
“No México, houve um entendimento de que não basta autorizar candidaturas independentes. É preciso regular financiamento, regras eleitorais e formas de participação. Sem isso, o sistema não funciona”, diz Santano.
STF decidiu no ano passado que candidatura avulsa é inviável
Em 2016, os juristas Rodrigo Sobrosa Mezzomo e Rodrigo Rocha Barbosa tentaram se candidatar, sem filiação partidária, aos cargos de prefeito e vice-prefeito do Rio de Janeiro, mas tiveram suas candidaturas barradas nas eleições.
O pedido foi negado em todas as instâncias da Justiça Eleitoral. Eles recorreram ao Supremo Tribunal Federal, alegando, entre outros pontos, violação aos princípios constitucionais da cidadania, da dignidade da pessoa humana e do pluralismo político.
O caso foi julgado em 2025, quando o STF deu uma resposta definitiva sobre o tema.
Por unanimidade, os ministros fixaram o entendimento de que não é possível registrar candidaturas sem filiação partidária no Brasil. A tese aprovada foi a seguinte:
“Não são admitidas candidaturas avulsas no sistema eleitoral brasileiro, prevalecendo a filiação partidária como condição de elegibilidade, nos termos do art. 14, § 3º, V, da Constituição” .
Com a decisão, o entendimento passa a valer para todos os casos semelhantes na Justiça.
Especialistas apontam, no entanto, que o modelo pode ser alterado por meio de emenda constitucional.
“A partir do momento que a Constituição alterar isso, a gente também vai precisar de muitas outras respostas sobre como isso seria instrumentalizado. Como vai ser o financiamento, o tempo de TV e o funcionamento no sistema proporcional? Hoje não há resposta para isso”, afirma Anna Paula.
Como funciona em outros países
Em outros países, a candidatura independente é permitida, mas costuma ter regras específicas, como exigência de apoio mínimo de eleitores ou requisitos adicionais. Veja alguns exemplos abaixo:
Estados Unidos: candidatos independentes podem disputar eleições, mas precisam cumprir exigências que variam de acordo com cada estado.
Reino Unido: a legislação permite candidaturas sem partido, desde que o candidato registre formalmente sua participação e cumpra requisitos básicos do sistema eleitoral.
Chile: candidatos independentes podem concorrer desde 1925 a todos os níveis de governo.
França: também há possibilidade de candidatura avulsa, com exigência de registro formal e cumprimento das regras eleitorais.
Alemanha: candidaturas independentes são permitidas, inclusive para o Parlamento federal, desde que tenham, por exemplo, 200 assinaturas de eleitores elegíveis para votar na região onde pretende atuar.


Fonte:

g1 > Política

Como fica o mapa dos governos estaduais com as trocas e renúncias para eleição 2026

Desincompatibilização: 11 governadores renunciaram para serem candidatos
O encerramento da janela partidária e do prazo de renúncia dos governadores de olho em outros cargos na eleição movimentou os palanques estaduais dos pré-candidatos à Presidência e reorganizou os apoios regionais.
Com o fim do prazo de desincompatibilização, no último sábado (4), dez estados e o DF têm novos governadores. Esse novo cenário garantiu ao menos um palanque adicional tanto para Lula (PT) quanto para Flávio Bolsonaro (PL).
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As novas governadoras do Acre, Mailza Assis (PP), do Distrito Federal, Celina Leão (PP), já indicaram apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
Lula mantém o apoio do governo do Pará, agora sob o comando de Hana Ghassan (MDB). Na Paraíba, conta com Lucas Ribeiro (PP), que deve respaldar o petista mesmo em desacordo com a orientação nacional do partido, que esteve no núcleo do governo Bolsonaro e até o momento ainda não adotou um posicionamento para este ano.
No Espírito Santo, Lula perdeu o apoio de Renato Casagrande (PSB) após a entrada de Ricardo Ferraço (MDB), alinhado à centro-direita e que defende que o MDB não apoie Lula.
Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, conta com o apoio de seu sucessor no estado, Daniel Vilela (MDB). Já Romeu Zema (Novo) é apoiado pelo vice que assumiu o governo de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD).
O PSD, aliás, ampliou sua bancada de governadores para 6 com as mudanças, tornando-se o partido com maior presença nos estados. Além de assumir MG com a troca de cadeira, comanda Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco, Sergipe e Rondônia. A unidade em torno de Caiado, porém, é incerta, e diretórios estaduais podem adotar posições distintas das alianças nacionais.
Os atuais governadores do Espírito Santo, de Mato Grosso e Roraima ainda não declararam apoio a nenhum dos pré-candidatos à presidência da República.
Infográfico – 10 estados e o Distrito Federal têm novos governadores.
Arte/g1
Com as mudanças, Lula segue praticamente com os mesmos apoios que tinha antes do prazo final da desincompatibilização, com exceção do Espírito Santo. Agora, governadores de 11 estados o apoiam publicamente: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Enquanto isso, Flávio Bolsonaro ganhou apoio no Acre. Amazonas e Rio de Janeiro, onde governavam aliados de Bolsonaro, estão sob o comando de interinos. Até o momento, o senador tem aliados governando em três estados (Acre, Santa Catarina e São Paulo) e no Distrito Federal.
No Amazonas, o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade (União Brasil), assumiu de forma interina com a renúncia do governador, Wilson Lima (União Brasil), e do vice, Tadeu de Souza (Progressistas).
No Rio, quem está na cadeira é Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, após a renúncia do governador Cláudio Castro (PL), a saída do vice-governador e a prisão do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil).
Veja abaixo como ficaram as mudanças estaduais:
Acre: Mailza Assis (PP)
Mailza Assis, nova governadora do Acre.
Neto Lucena/Secom
A vice-governadora Mailza Assis (PP) assumiu o governo do Acre com da renúncia de Gladson Cameli (PP), que deve concorrer a uma vaga ao Senado.
Mailza deve concorrer à reeleição em outubro e deve construir alianças no campo da direita. Seguindo a posição do partido, que busca aproximação com Flávio Bolsonaro, declarou apoio à pré-candidatura do senador.
Como segunda mulher a governar o Acre, depois de Iolanda Fleming em 1986, Mailza ganhou maior projeção política em 2018, quando assumiu o mandato de Camelí no Senado, do qual ela era vice. Permaneceu na função por quatro anos, até ser escolhida novamente por Cameli para ser sua vice na chapa que concorreu ao governo do Acre em 2022.
Amazonas: Roberto Cidade (União Brasil)
Solenidade marca posse de Roberto Cidade como governador interino do Amazonas.
Reprodução/TV Aleam
O presidente da Assembleia Legislativa (Aleam), Roberto Cidade, assumiu interinamente o governo do Amazonas no sábado (4), depois das renúncias simultâneas do governador Wilson Lima (União Brasil) e do vice-governador, Tadeu de Souza (Progressistas).
O ex-governador já declarou o interesse em se candidatar ao Senado, mas o vice, apesar da renúncia, não anunciou para qual cargo irá concorrer.
Roberto, de 39 anos, estava em seu segundo mandato como deputado estadual e era presidente da Aleam desde 2021. Ele foi reconduzido ao cargo por três vezes consecutivas, fato inédito na Casa. Como ficará de forma interina, não declarou apoio a nenhum dos pré-candidatos à presidência.
De acordo com o que prevê a Constituição, em situações como a do Amazonas, uma eleição indireta, onde somente os 24 deputados da Aleam votam, deve acontecer nos próximos 30 dias para eleger o novo governador que ficará no cargo até o fim de 2026.
Distrito Federal: Celina Leão (PP)
Governadora do DF, Celina Leão
reprodução/CLDF
Celina Leão assumiu o governo do Distrito Federal dia 30 de março, com a renúncia do governador Ibaneis Rocha para tentar uma vaga ao Senado.
A ex-vice e agora governadora é pré-candidata à reeleição. Sua candidatura conta com o apoio do PL, que decidiu não lançar um nome próprio para a disputa pelo Palácio do Buriti.
Aliada da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, Celina também recebe apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com quem mantém relação próxima. Michelle sinalizou que pretende concorrer a uma vaga no Senado pelo Distrito Federal nas eleições de outubro.
Espírito Santo: Ricardo Ferraço (MDB)
Ricardo Ferraço (MDB) assumiu o governo do Espírito Santo depois da renúncia do governador Renato Casagrande (PSB).
Geraldo Magela/Agência Senado
Ricardo Ferraço (MDB) é o novo governador do Espírito Santo. Ele assume no lugar de Renato Casagrande (PSB), que renunciou e deve concorrer a uma vaga ao Senado.
De perfil de centro-direita, Ferraço é apontado como provável candidato à reeleição. Diferentemente do antecessor, defende que o MDB capixaba não apoie a reeleição de Lula (PT). Até o momento, porém, não indicou qual pré-candidato à Presidência pretende apoiar.
O novo governador do ES se posiciona contra “briga ideológica” e prega diálogo com os demais Poderes.
Goiás: Daniel Vilela (MDB)
Daniel Vilela assumiu o Governo de Goiás em posse na terça-feira, 31 de março
Vinicius Moraes/g1 Goiás
Com a saída de Ronaldo Caiado (PSD) do governo de Goiás para concorrer à Presidência da República, seu vice, Daniel Vilela, assumiu o cargo de governador no último dia 31 de março.
De perfil pragmático, Vilela defende a candidatura presidencial de seu antecessor e é de oposição ao governo federal.
Mato Grosso: Otaviano Pivetta (Republicanos)
O vice Otaviano Pivetta assumiu depois da renúncia do governador Mauro Mendes (União Brasil)
Tchélo Figueiredo/Secom-MT
Otaviano Pivetta (Republicanos) tomou posse como governador do Mato Grosso no dia 31 de março, no mesmo dia que Mauro Mendes (União Brasil) renunciou ao cargo para concorrer ao Senado nas eleições de outubro.
O atual governador é gaúcho, mas construiu sua carreira política no Mato Grosso, onde ele reside desde 1982. Seu primeiro cargo público foi como prefeito de Lucas do Rio Verde em 1997.
Era vice-governador desde 2019, quando sua chapa com Mauro Mendes foi eleita pela primeira vez. Conhecido por um alinhamento com a centro-direita, ainda não declarou apoio público a um dos pré-candidatos à Presidência da República, mas já se declarou pré-candidato ao governo
Minas Gerais: Mateus Simões (PSD)
Mateus Simões assume governo de MG a partir deste domingo (22)
Cristiano Machado/Imprensa MG
Alinhado ao ex-governador Romeu Zema (Novo) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), o então vice-governador Mateus Simões (PSD) assumiu o governo de Minas Gerais dia 22 de março, após a renúncia de Zema, que anunciou sua pré-candidatura à presidência da República.
Em outubro de 2025, Simões deixou o Novo e se filiou ao PSD como parte da aliança do partido com a direita mineira e demonstra que irá apoiar a pré-candidatura presidencial de Romeu Zema.
Pará: Hana Ghassan (MDB)
Atual governadora do Pará, Hana Ghassan Tuma. Assumiu o cargo depois que Helder Barbalho renunciou
Reprodução / Agência Pará
Hana Ghassan (MDB) assumiu o cargo de governadora do Pará após a saída de Helder Barbalho (MDB) no último dia 2.
Hana segue a mesma linha que seu antecessor e é alinhada ao governo do presidente Lula (PT), mas até o momento não declarou publicamente apoio à reeleição do petista.
Em sua primeira entrevista como governadora, concedida à TV Liberal, a nova governadora disse que vai priorizar saúde materna e convocações na segurança pública.
“Já começando agora nesse mês de abril, onde vamos convocar 1.417 policiais militares aprovados no último concurso e também 744 bombeiros, reforçando a segurança”, afirmou.
Paraíba: Lucas Ribeiro (PP)
Lucas Ribeiro, que assume como novo governador da Paraíba
Instagram/Lucas Ribeiro
Lucas Ribeiro (PP), que foi vice-governador no segundo mandato de João Azevêdo (PSB), assumiu como governador da Paraíba após a renúncia de seu antecessor.
João Azevêdo saiu do governo para concorrer a uma vaga no Senado.
O novo governador é de uma família com tradição política no estado. Filho da senadora Daniella Ribeiro e sobrinho do deputado federal Aguinaldo Ribeiro, foi anunciado ainda em 2025 como pré-candidato ao governo da Paraíba e deve apoiar a reeleição do presidente Lula.
Rio de Janeiro: Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça
O governador em exercício e desembargador do TJRJ, Ricardo Couto
Rafael Oliveira/TJRJ
O governo do Rio de Janeiro está com o presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Ricardo Couto.
Em 23 de março, o então governador Cláudio Castro renunciou, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar seu mandato por abuso de poder e torná-lo inelegível.
Outro complicador do cenário local é que o RJ está sem vice desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha saiu para se tornar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Outra autoridade na linha sucessória, o então presidente da Assembleia Legislativa Rodrigo Bacellar, não pôde assumir: além de também ter sido cassado pelo TSE, ele foi preso no fim de março.
Roraima: Edilson Damião (União Brasil)
Edilson Damião, novo governador de Roraima.
Reprodução/Nonato Sousa/Ale-RR
Edilson Damião (União Brasil) assumiu o governo de Roraima em 27 de março, após a renúncia de Antônio Denarium (PP) e já se posicionou como pré-candidato à reeleição, com o aval do presidente do seu partido, Antonio Rueda.
No dia 17 de março, Damião deixou o Republicanos e se filiou ao União Brasil. Também assumiu a presidência do partido em Roraima.
Até o momento, não declarou apoio público a nenhum pré-candidato à presidência.


Fonte:

g1 > Política

PT aposta na volta de nomes conhecidos do partido, ex-BBBs e vereadores para eleição da Câmara

Orlando Silva, Jean Wyllys, Luna Zarattini, Lucas Penteado, Roberto Trípoli e José Dirceu
Divulgação/Kayo Magalhães e Michel Jesus Câmara dos Deputados/Celso Tavares g1
O PT e a federação com PV e PCdoB recorrem a nomes conhecidos, ex-participantes do BBB e vereadores bem votados na última eleição municipal como apostas para reforçar a bancada de deputados federais em 2026.
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A federação conta atualmente com uma bancada de 86 deputados na Câmara: 79 são do PT, 9 do PC do B e 4 do PV. Em comparação, o PL alcançou os 113 deputados em sua bancada na janela partidária recém-encerrada, o que rendeu um “climão” após filiar parlamentares que até então eram do União Brasil.
Segundo apuração do g1, a federação e o partido têm mais de 60 nomes escolhidos para ajudar a aumentar a bancada. Entre as apostas dos partidos está o retorno de políticos conhecidos do público, como:
o ex-deputado Jean Wyllys (PT), que também é jornalista e ex-BBB;
o ex-deputado José Dirceu (PT), figura histórica do partido. Ele se envolveu no caso do Mensalão e teve pena perdoada pelo STF;
o ex-deputado João Paulo Cunha (PT), também nome conhecido do partido, envolvido no Mensalão e que teve pena perdoada pelo STF;
Edinho Silva, presidente nacional do PT e o ex-prefeito de Araraquara (SP);
José Dirceu e João Paulo Cunha foram condenados cada um a mais de 6 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão, encerrado em 2014. Os dois tiveram as penas perdoadas pela Corte dois anos depois.
Saiba mais:
Sem Eduardo Bolsonaro e Zambelli, PL monta estratégia para buscar novos puxadores de voto
Outros nomes conhecidos do público na cidade de São Paulo são os vereadores Roberto Trípoli (PV), que também é ex-deputado estadual, e Nabil Bonduki (PT), arquiteto com outras duas passagens pela Câmara dos Vereadores da capital. Ambos nunca se candidataram à Câmara dos Deputados.
Quem são os pré-candidatos à Presidência da República em 2026
Entre as novidades escolhidas pelo PT está a vereadora por São Paulo Luna Zarattini, que recebeu mais de 100 mil votos na capital paulista em 2024 – sétima mais votada.
Eleições 2026: quais são os cargos em disputa
Além de Nabil, Trípoli e Zarattini na capital, a Federação Brasil da Esperança conta com outros quatro vereadores eleitos em 2024 como potenciais puxadores de votos em regiões específicas do estado na eleição a deputado federal neste ano. É o caso de:
Guida Calixto (Campinas)
Professor Naldo (Carapicuíba)
Rai de Almeida (Piracicaba)
e Raquel Auxiliadora (São Carlos)
Outro ex-BBB cotado a disputar a eleição pelo PT é Lucas Penteado, participante da edição número 21, em 2021. Aos 29 anos, ele é o pré-candidato mais novo da lista.
Nomes conhecidos voltam ao jogo eleitoral
Entre os pré-candidatos a deputado federal escolhido por PT, PCdoB e PV para a eleição de outubro, 18 deles concorreram na eleição de 2022 e voltarão às urnas em novembro.
Os eleitos que tentam a reeleição são:
Alencar Santana (PT)
Alfredinho (PT)
Arlindo Chinaglia (PT)
Carlos Zarattini (PT)
Jilmar Tatto (PT)
Juliana Cardoso (PT)
Kiko Celeguim (PT)
Nilto Tatto (PT)
Paulo Teixeira (PT)
Rui Falcão (PT)
Orlando Silva (PCdoB)
Pedro Tourinho (PT) e Vicentinho (PT) foram eleitos suplentes em 2022 e atualmente exercem mandatos. Eles estão listados para disputar a eleição deste ano.
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Também eleito deputado federal em 2022, o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), optou por seguir no cargo e não disputará a eleição ao parlamento neste ano.
O g1 apurou que Padilha deve assumir a coordenação da campanha à reeleição do presidente Lula nas regiões Sudeste e Norte.
Candidatos deixam seus cargos
O prazo para que políticos com mandatos deixassem os cargos dentro do período para concorrer nas eleições de outubro acabou em 4 de abril. Com esse objetivo, 18 ministros deixaram o governo Lula (PT).
Entre os nomes estão figuras como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que irá concorrer ao governo de São Paulo, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), ambas pré-candidatas ao Senado também por São Paulo.
O mesmo processo de saída dos cargos aconteceu com 11 governadores e 11 prefeitos de capitais, que deixaram os cargos para disputarem a outros cargos em outubro.
[VALE ESTE 1] Infográfico – Veja quais governadores renunciaram para disputar outro cargo nas eleições de 2026. — Foto: Arte/g1
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g1 > Política

TCU encaminha ao Congresso informações sobre crise nos Correios

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai encaminhar informações referentes à gestão financeira e orçamentária dos Correios ao Congresso Nacional. A medida atende pedido do deputado Evair Ferreira (PP-ES).
Diante do prejuízo de R$4,4 bilhões no primeiro semestre de 2025, o parlamentar solicitou que o tribunal enviasse informações sobre as causas do déficit, a evolução de despesas da estatal e a regularidade da gestão de precatórios.
Além disso, pediu que informações sobre falhas de governança e a compatibilidade dos investimentos com os princípios da responsabilidade fiscal também fossem encaminhadas ao Congresso.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Em seu voto, o relator da matéria, ministro Walton Alencar, afirmou que a evolução “alarmante” das despesas administrativas e financeiras da estatal já vêm sendo acompanhadas pelo tribunal há algum tempo.
Em 2024, a “Sustentabilidade Econômico-Financeira dos Correios” foi incluída na Lista de Alto Risco (LAR).
“Essa classificação representa um dos mais altos níveis de alerta desta Corte, sinalizando que a estatal apresenta vulnerabilidades que podem comprometer a prestação de serviços essenciais e gerar impactos fiscais severos”, afirmou o ministro.
“A inclusão do tema na LAR impõe monitoramento prioritário e intensivo, estruturado em eixos como desempenho financeiro, gestão de pessoal e eficiência operacional, visando mitigar riscos de fraude, desperdício e má gestão”, complementou.
Entenda a crise
Em 2022, a empresa fechou o balanço com um prejuízo de mais de R$ 700 milhões. Em 2024, o déficit pulou para R$ 2,5 bilhões. O rombo de 2025 ainda não foi oficialmente fechado.
Para manter as operações, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos e receberam, no início deste ano, R$ 10 bilhões desse total. A operação só foi concluída após o Tesouro Nacional oferecer garantias, segundo a estatal.
JN tem acesso a documentos que mostram que direção dos Correios foi alertada há dois anos de que corria risco de ficar sem dinheiro
Jornal Nacional/ Reprodução
O dinheiro será usado para quitar dívidas imediatas e sustentar a operação, mas a empresa admite que pode precisar de mais R$ 8 bilhões ao longo do ano.
No fim de 2025, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, disse que o resultado negativo de 2026 pode chegar a R$ 23 bilhões se o ciclo de perdas não for interrompido.
Na tentativa de equilibrar as contas, os Correios anunciaram, no fim de 2025, um amplo programa de reestruturação. O programa prevê corte de R$ 2 bilhões em gastos com pessoal, venda de imóveis e fechamento de cerca de mil agências — hoje a empresa tem aproximadamente 5 mil unidades.
Segundo Rondon, o modelo econômico-financeiro da empresa deixou de ser viável. O plano busca reverter uma sequência de 12 trimestres consecutivos de prejuízos.
A estatal afirma que pretende economizar R$ 2 bilhões por ano a partir de 2027 com as medidas.


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g1 > Política

O que diz o eleitor sobre o seu candidato à Presidência – O Assunto #1697

Em um ambiente que se parece com uma sala de estar qualquer, um grupo de 8 a 10 pessoas se acomoda para conversar. Eles foram escolhidos a dedo, sob critérios específicos de renda ou gênero. Orientados por um moderador, discutem alguns dos temas mais importantes para o país: economia, saúde, educação, entre outros. Nesta sala há um espelho onde, do outro lado, cientistas de dados escutam, observam e anotam todas as reações desse grupo.
É assim que funciona uma pesquisa qualitativa, um instrumento utilizado por empresas e universidades para saber quais são os sentimentos por trás da escolha de um produto ou de um candidato a um cargo eletivo. São essas informações que as equipes de marketing e analistas políticos usam para decidir suas estratégias eleitorais.
Para contar o que está acontecendo dentro dessas salas e quais os sinais que as pesquisas qualitativas indicam para a eleição de outubro, Natuza Nery recebe Felipe Nunes, cientista político e professor da FGV-SP que está há meses analisando informações de dezenas de grupos.
Ele, que é diretor do instituto de pesquisa Quaest, explica por que o brasileiro está descontente com a economia a partir de três elementos – e mostra como a busca por “status social” está mudando a percepção sobre as políticas públicas. Felipe também aponta como os pré-candidatos Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) são avaliados por esses grupos.
Convidada: Felipe Nunes, cientista político, professor da FGV-SP e diretor da Quaest.
O que você precisa saber:
Quaest, 2º turno: Lula e Flávio aparecem empatados pela 1ª vez
Quaest: 51% desaprovam e 44% aprovam o governo Lula
Quaest: 56% dizem já ter definido voto para presidente; 43% afirmam que ainda podem mudar
Quaest: 48% dos brasileiros dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Colaborou neste episódio Catarina Kobayashi. Apresentação: Natuza Nery.
As três reclamações do brasileiro com a economia
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Urna eletrônica
Reprodução/TRE-RN


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g1 > Política

Na altitude, Flamengo estreia na Libertadores com vitória de 2 a 0 contra Cusco

O Flamengo não se intimidou com os pouco mais de 3.350 metros que a altitude de Cusco, no Peru, impunha. Com bom jogo, sabendo dosar a força e a intensidade, sem sufoco, o time carioca venceu o Cusco por 2 a 0 na quarta-feira (8), no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, na sua estreia na Libertadores. Bruno Henrique e Arrascaeta foram os autores dos gols.
Atual campeão, o Flamengo transformou o fator adverso em atitude. A qualidade técnica era nitidamente superior ao adversário, que, mesmo com a altitude a seu favor, pouco incomodou a defesa carioca durante a partida. Leonardo Jardim ainda terminou a partida, podendo fazer mais uma substituição.
O gol da vitória saiu em contra-ataque, com Ayrton Lucas recebendo na esquerda e cruzamento na medida para Bruno Henrique marcar de cabeça. Nos acréscimos, Arrascaeta coroou a boa partida carioca na altitude. Além de se impor, o Flamengo ainda contou com a sorte, quando, nos poucos momentos sofridos, Cusco teve um gol anulado por impedimento.
Com os três pontos, o tetracampeão largou na frente no Grupo A, uma vez que no outro duelo da chave, entre Independiente de Medellín-COL e Estudiantes-ARG, terminou empatado por 1 a 1.
O que poderia ser um fator adverso, o Flamengo conseguiu lidar bem na altitude e controlou a partida na primeira etapa. Com boa aproximação entre o meio e o ataque, o time já dava mostra de como seria a postura da equipe. Com boa troca de passes, ao arranjar espaço, a ordem era finalizar ao gol. Plata e Paquetá levaram perigo com menos de dez minutos.
O Cusco não marcava forte, esperava o cansaço carioca bater e só deu trabalho para Rossi uma vez, em chute de Silva. O Flamengo seguiu criando chances, mas aos poucos foi sentindo os efeitos da altitude, com a bola correndo demais e passes mais fortes que o normal. Paquetá era o mais acionado e ainda obrigou boas defesas do goleiro peruano na reta final.
No segundo tempo, o Cusco tentou imprimir seu volume de jogo, ocupou o campo de ataque e só não marcou graças ao bloqueio providencial de Evertton Araújo em chute de Callejo. Na sequência, veio o alívio flamenguista. Em contra-ataque, Ayrton Lucas cruzou na medida para Bruno Henrique cabecear e marcar aos 13 minutos. Para aumentar a sorte carioca, Cusco teve um gol anulado logo na sequência, por impedimento.
Após o susto, o Flamengo seguiu trocando passes e gastando tempo. Mesmo assim, ainda levava mais perigo que os donos da casa e, por pouco, Plata não ampliou. A situação era tão tranquila que Leonardo Jardim só mexeu no time aos 40, com a entrada de Arrascaeta, Pedro e Léo Ortiz. Com mais fôlego, ficou mais fácil prender a bola no ataque e, em novo contra-ataque, Arrascaeta, aos 48, coroou o bom jogo na altitude.
O Flamengo agora vira a chave para o Campeonato Brasileiro, onde tem pela frente nada mais que o clássico Fla-Flu, diante do rival Fluminense, no sábado (11), às 18h30, no Maracanã. Pela Libertadores, o time volta a campo na próxima quinta-feira (16), às 21h30, quando faz sua estreia no Maracanã, contra o Independiente de Medellín-COL.
FICHA TÉCNICA
CUSCO-PER 0 × 2 FLAMENGO
CUSCO: Pedro Díaz; Ruidías, Fuentes, Ampuero e Bolívar (Zevallos); Diego Soto (Colman), Valenzuela e Colitto (Manzaneda); Carabajal (Tévez), Callejo e Nicolás (Herrera). Técnico: Alejandro Orfila.
FLAMENGO: Rossi; Emerson Royal, Danilo, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Evertton Araújo, De la Cruz (Léo Ortiz) e Lucas Paquetá (Arrascaeta); Plata, Bruno Henrique (Pedro) e Carrascal (Luiz Araújo). Técnico: Leonardo Jardim.
GOLS: Bruno Henrique aos 13 e Arrascaeta aos 48 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO: Derlis López (PAR).
CARTÕES AMARELOS: Fuentes e Manzaneda.
RENDA E PÚBLICO: Não disponíveis.
LOCAL: Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco (PER).
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Palmeiras empata com Junior de Barranquilla em estreia na Libertadores 

O Palmeiras estreou nesta quarta-feira (8) na Libertadores apenas com um empate por 1 a 1 com o Junior Barranquilla. A partida no Estádio Jaime Morón, em Cartagena, foi marcada por ritmo truncado em um gramado alto, que prejudicou a partida.
O jogo não pôde ser realizado na casa do Junior Barranquilla, o Metropolitano Roberto Meléndez, que passa por reformas para receber a decisão da Sul-Americana. Um gramado castigado prejudicou o duelo desta quarta-feira. Um vacilo cedo deixou o Palmeiras atrás, e o time paulista precisou “correr o dobro” para sair apenas com o empate.
Agora o Palmeiras se volta ao Brasileirão, no qual é líder com cinco pontos de vantagem para o São Paulo, que é vice. O adversário da 11ª rodada será o Corinthians, na Neo Química Arena, no domingo (12).
Foram necessários apenas cinco minutos para o primeiro lance capital da partida. Rivas disputou a bola com Maurício e caiu na área palmeirense. O árbitro Facundo Tello foi ao árbitro de vídeo para confirmar o pênalti. Coube ao veterano Téo Gutiérrez, de 40 anos, deslocar o goleiro Carlos Miguel e abrir o placar.
Em um gramado ruim, o Palmeiras não conseguia impor seu jogo. A partida ficou truncada, com as melhores chances para os colombianos, superiores fisicamente na primeira etapa.
Abel Ferreira mudou o time no intervalo sem mexer no desenho tático. Foi o suficiente para que o Palmeiras dominasse as primeiras ações. Aos 10 minutos, Ramón Sosa, que ingressou no lugar de Maurício, empatou.
Sem a possibilidade de trabalhar tanto a bola ofensiva, o Palmeiras contou com um “gol de Libertadores”. Flaco López desviou lançamento e deixou Sosa cara a cara com o goleiro Silveira. O paraguaio driblou o arqueiro e empurrou para o gol vazio.
O ritmo truncado voltou a imperar. As equipes alternavam chegadas, sem levar perigo uma à outra. O Palmeiras tentou permanecer no ataque nos 10 minutos finais, dependendo da bola aérea.
Carlos Miguel precisou salvar uma batida cruzada de Canchimbo. Os palmeirenses insistiram sem grande repertório, o que não rendeu a virada. Já no acréscimo, Felipe Anderson teve a chance mais clara, de frente para o gol, na entrada da área, mas finalizou em cima do goleiro adversário.

FICHA TÉCNICA
JUNIOR BARRANQUILLA 1 × 1 PALMEIRAS
JUNIOR BARRANQUILLA: Mauro Silveira; Jermein Peña, Daniel Rivera e Monzón; Guerrero (Herrera), Juan Rios, Rivas (Canchimbo) e Yeison Suárez; Kevin Pérez (Celis), Chará (Luis Muriel) e Téo Gutiérrez (Paiva). Técnico: Alfredo Arias.
PALMEIRAS: Carlos Miguel; Giay, Murilo, Gustavo Gómez e Arthur (Khellven); Marlon Freitas, Andreas Pereira (Lucas Evangelista), Allan (Felipe Anderson), Maurício (Ramón Sosa) e Arias; Flaco López (Luighi). Técnico: Abel Ferreira.
GOLS: Téo Gutiérrez, aos 11 minutos do primeiro tempo; Ramón Sosa, aos 10 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO: Maximiliano Ramírez (Argentina).
CARTÕES AMARELOS: Téo Gutiérrez, Kevin Pérez e Paiva (Junior); Arthur (Palmeiras).
PÚBLICO E RENDA: Não divulgados.
LOCAL: Estádio Jaime Morón, em Cartagena, na Colômbia.
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Em meio à trégua, Irã divulga mapa de minas com rotas alternativas em Ormuz

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica divulgou nesta quarta-feira (8) um mapa com duas rotas alternativas de navegação no Estreito de Ormuz para evitar minas navais. A informação foi noticiada pela agência de notícias iraniana ISNA.
A agência de notícias iraniana Mehr divulgou o mapa com as rotas alternativas no Estreito de Ormuz

Trégua por um fio
O anúncio sobre a navegação no Estreito de Ormuz se dá em meio ao estremecimento no cessar-fogo de duas semanas estabelecido entre Irã e os Estados Unidos. Também nesta quarta-feira, Teerã ameaçou retomar as hostilidades em represália aos bombardeios lançados por Israel contra o Líbano.
Mais de 250 pessoas morreram e quase 900 ficaram feridas, segundo o governo libanês, que decretou a quinta-feira (8) como dia de luto nacional. Israel assegurou que sua luta contra o Hezbollah não fazia parte da trégua entre Estados Unidos e Irã. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, garantiu que o seu país permanece preparado para enfrentar Teerã se for necessário, pois ainda tem “objetivos a concluir”.
Aliado dos Estados Unidos, os Emirados Árabes Unidos indicaram que foram alvo de 17 mísseis iranianos e 35 drones desde o início da trégua. A Arábia Saudita disse ter interceptado nove aeronaves não tripuladas. O Bahrein reportou ofensiva contra sua capital, Manama. O Kuwait relatou danos em suas usinas de energia e dessalinação durante “uma intensa onda” de ataques.
“Se o Irã quer que esta negociação fracasse por causa de um conflito no Líbano, onde estão sendo massacrados — um conflito que não tem nada a ver com eles —, essa é uma escolha deles”, afirmou o vice-presidente norte-americano, JD Vance.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que o cessar-fogo e as conversas com os Estados Unidos são “pouco razoáveis”. Segundo ele, três pontos do acordo já foram violados com os contínuos ataques contra o Líbano, a entrada de um drone no espaço aéreo iraniano e a negativa ao direito do Irã em enriquecer urânio.
Negociações
Ainda nesta quarta, os líderes de vários países europeus e do Canadá afirmaram que deve ser negociado “um fim rápido e duradouro da guerra”, enquanto o papa Leão XIV saudou um “sinal vivo de esperança”.
Após semanas de turbulências econômicas, o anúncio do cessar-fogo provocou forte queda, de até 15%, nos preços do petróleo, enquanto o gás natural europeu recuou 20%. As bolsas dispararam e o dólar caiu.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos estavam “muito avançados” na negociação de um acordo a longo prazo com o Irã. Entretanto, as exigências de Teerã em matéria de enriquecimento de urânio — um procedimento com o qual, segundo o Ocidente, o país persa busca obter a bomba nuclear —, sanções econômicas e o controle futuro do Estreito de Ormuz continuam indo de encontro às de Washington.
*Com informações de Reuters e AFP


Fonte: Jovem Pan

Candidaturas do PL em MG vão servir para Flávio ‘derrotar o PT’, diz Nikolas

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta quarta-feira (8) que as candidaturas do partido em Minas Gerais vão reforçar a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência. A declaração foi dada em evento de lançamento da pré-candidatura ao Senado do deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), em Brasília.
“Obviamente, todas as nossas candidaturas aqui, Flávio, vão te servir para você realmente derrotar o PT, porque ninguém mais aguenta o Lula, ninguém aguenta mais a esquerda”, disse Nikolas ao lado do senador.
O deputado mineiro pregou unidade na direita e minimizou diferenças internas. “Nós somos o mesmo time, com posições diferentes, mas contra o mesmo inimigo, e o objetivo é só um, é vencer, porque o Brasil de fato está em jogo”, afirmou Nikolas.
Ele também destacou a importância de ampliar o alcance eleitoral para além das bases já consolidadas. Segundo ele, a estratégia de campanha deve mirar o eleitor fora da militância organizada, as “pessoas que, no fim das contas, acabam decidindo esse jogo”.
O deputado citou a margem de 50 mil votos que separou o ex-presidente Jair Bolsonaro do chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Minas Gerais, em 2022, como argumento para a necessidade de cada voto.
O deputado compartilhou o conteúdo do evento em suas redes sociais. A aproximação pública com Flávio ocorre após o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro acusar Nikolas de colocar o irmão em uma “espiral do silêncio” e de apenas simular apoio à sua candidatura.
Na segunda-feira (6), Flávio já havia sinalizado distensão ao classificar a postura de Eduardo como “não inteligente”. O senador disse que o momento exige deixar de lado a disputa por quem tem razão. “É uma questão de sobrevivência do nosso país”, afirmou.
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan