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Camilo Santana destaca crédito para taxistas e motoristas de aplicativo

Em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (20), o senador Camilo Santana (PT-CE) destacou o programa Move Brasil Táxi e Aplicativos, lançado pelo governo federal por meio de uma medida provisória. Segundo o parlamentar, a MP 1.359/2026 prevê linha de crédito de até R$ 30 bilhões para taxistas e motoristas de aplicativo financiarem a compra de veículos novos, com juros reduzidos, carência de seis meses e prazo de até 72 meses para pagamento. 
— Essa iniciativa pode beneficiar cerca de 1,4 milhão de trabalhadores brasileiros. Agora, terão condições mais dignas para conquistar seu próprio veículo, gerar renda com mais autonomia e melhorar sua qualidade de vida —  disse. 
Segundo Camilo Santana, a MP estabelece juros reduzidos para mulheres motoristas e incentiva a aquisição de veículos que atendam a critérios de sustentabilidade ambiental. O senador afirmou que o programa busca ampliar as condições de trabalho da categoria, com foco na geração de renda, autonomia financeira e desenvolvimento produtivo.
— O programa dialoga com o futuro ao estimular veículos que atendam critérios de sustentabilidade ambiental, econômica e social. É a geração de renda combinada com responsabilidade ambiental e desenvolvimento produtivo —  afirmou. 


Fonte: Senado Federal

Justiça condena Airbus e Air France pelo acidente do voo Rio-Paris em 2009

A Justiça francesa declarou, nesta quinta-feira (21), a Air France e a fabricante Airbus culpadas de homicídios culposos, 17 anos após o acidente do voo Rio-Paris que matou 228 pessoas.
O Tribunal de Apelação de Paris se pronunciou de maneira contrária à decisão dos magistrados de primeira instância que, em 2023, decidiram absolver as empresas.
A nova sentença as considera as “únicas responsáveis” pela maior tragédia da aviação francesa e, além disso, impõe a multa máxima de 225.000 euros (260.000 dólares, 1,3 milhão de reais).
Em 1º de junho de 2009, o avião que operava o voo AF447 entre o Rio de Janeiro e Paris caiu durante a noite quando sobrevoava o Oceano Atlântico, algumas horas após a decolagem.
A bordo do avião, um A330 da Airbus, viajavam passageiros de 33 nacionalidades, incluindo 61 franceses e 58 brasileiros. A tripulação de 12 pessoas era integrada por 11 franceses e um brasileiro.
O tribunal correcional de Paris absolveu, em abril de 2023, a Airbus e a Air France da acusação penal de homicídio culposo, como havia sido solicitado pelo Ministério Público, embora tenha reconhecido sua responsabilidade civil.
Os magistrados consideraram na ocasião que, embora tenham cometido “imprudências” e “negligências”, “não foi possível demonstrar (…) nenhum nexo causal seguro” com o acidente.
O MP, no entanto, mudou de posição e pediu em novembro do ano passado ao tribunal de apelação de Paris que condenasse as duas empresas “por homicídios culposos”.
Durante o julgamento, Airbus e Air France se defenderam de qualquer responsabilidade penal e atribuíram o ocorrido às decisões equivocadas tomadas pelos pilotos em uma situação de emergência.
As caixas-pretas confirmaram a origem do acidente: o congelamento das sondas Pitot, que medem a velocidade do avião no exterior, enquanto o A330 voava em grande altitude, em uma zona meteorológica difícil, próxima da Linha do Equador.
O MP identificou erros da Airbus e da Air France que “contribuíram, de forma certa, para que o acidente aéreo acontecesse”.
Para a acusação, a Airbus subestimou a gravidade das falhas das sondas anemométricas e não adotou as medidas necessárias para informar com urgência as companhias aéreas que utilizavam o sistema.
A Air France foi criticada por não ter fornecido aos pilotos um treinamento adequado sobre situações de congelamento das sondas Pitot e não ter informado suas tripulações de maneira suficiente.
“Esta condenação lançará o opróbrio, um descrédito sobre as duas empresas, e deve soar como uma advertência”, ressaltou em novembro o promotor Rodolphe Juy-Birmann, ao lado de sua colega Agnès Labreuil.
Os dois promotores criticaram as empresas na época: “Não houve nada, nenhuma palavra de consolo sincero”.
“Uma única palavra resume todo esse circo: indecência”, acrescentaram.


Fonte: Jovem Pan

Deolane Bezerra teria atuado como ‘caixa’ do PCC, dizem investigadores

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi confirmada pela Jovem Pan.
Segundo investigadores, Deolane teria atuado como “caixa” da facção, recebendo valores provenientes do PCC por meio de uma empresa de transportes apontada como braço financeiro da organização criminosa.
A  investigação aponta a influenciadora como peça importante no esquema, recebendo e movimentando milhões de reais em nome da facção por meio de contas bancárias ligadas ao seu nome.
Os investigadores afirmam que ela utilizaria sua estrutura financeira e imagem pública para ajudar a inserir dinheiro ilícito no sistema financeiro formal, além de manter proximidade com integrantes apontados como operadores da organização criminosa.
Além de Deolane, a Jovem Pan apurou que outros alvos da operação deflagrada nesta quinta-feira são Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC; Alejandro Camacho, irmão de Marcola; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha do criminoso; Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, também sobrinho; e Everton de Souza, apontado como operador financeiro da organização criminosa.
Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

Transportadora era usada no esquema de lavagem
A partir das apurações, a Polícia Civil instaurou três inquéritos que identificaram uma empresa de transportes usada, segundo os investigadores, para ocultar e movimentar recursos ilícitos da facção.
De acordo com o inquérito, a transportadora Lopes Lemos Transportes Ltda, conhecida como “Lado a Lado Transportes”, teria movimentado mais de R$ 20 milhões, com incompatibilidade milionária entre os valores declarados ao Fisco e as movimentações financeiras identificadas pelos investigadores.
A Justiça reconheceu, em sentença anterior, que a empresa foi utilizada como instrumento de lavagem de capitais em benefício do PCC..
De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, a investigação identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada, circulação de valores milionários sem origem comprovada e utilização de empresas para ocultar patrimônio e dificultar o rastreamento do dinheiro.
Segundo a polícia, a Justiça decretou seis prisões preventivas, além do bloqueio de mais de R$ 327 milhões em bens e valores. Também foram sequestrados 17 veículos, incluindo carros de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, e quatro imóveis ligados aos investigados.
A Jovem Pan tenta contato com a defesa de Deolane e oujtros alvos da operação para solicitar posicionamento sobre o caso. Caso haja resposta, o texto será atualizado.
 


Fonte: Jovem Pan

‘Salvação de Flávio está correndo risco’, diz deputado que orou por Lula

O deputado Otoni de Paula (PSD-RJ), pastor evangélico e ex-aliado do bolsonarismo, usou o plenário da Câmara nesta quarta-feira (20) para relembrar que esteve no Palácio do Planalto em dezembro orando pelo presidente Lula — e aproveitou para alfinetar Flávio Bolsonaro: “A salvação dele está correndo risco.”
O recado vem em meio à crise que atinge o senador. O Intercept Brasil revelou que o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pagou R$ 61 milhões a Flávio entre fevereiro e maio de 2025, com repasses para um fundo nos Estados Unidos ligado a aliados da família. Entre as suspeitas levantadas estão lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência.
No mesmo discurso, Otoni cobrou Lula pela cartilha do Ministério da Saúde que menciona aborto e avisou: “Presidente Lula, eu usarei esta tribuna novamente para dizer que o que o senhor me disse e prometeu não é verdade.”


Fonte: Jovem Pan

Deolane, presa nesta quinta, se recusou duas vezes a comparecer ao Senado

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, que por duas vezes se recusou a depor no Senado amparada por decisões do STF, foi presa nesta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do PCC.
Convocada pela CPI da Manipulação de Jogos, em outubro de 2024, e pela CPI das Bets, em abril de 2025, Deolane nunca se sentou diante dos senadores. A relatora Soraya Thronicke (Podemos-MS) chegou a rebater a última decisão: “Gostaríamos de conversar com ela: a senhora pode explicar essa entrada de recurso nas suas contas? Mas ela, pelo jeito, não quer responder.”
Agora, quem responde é a Polícia Civil. Segundo as investigações, Deolane teria recebido depósitos fracionados em espécie entre 2018 e 2021, totalizando mais de R$ 1 milhão — prática conhecida como “smurfing”, usada para dificultar o rastreamento de movimentações financeiras. A operação também mira Marcola, líder do PCC preso desde 1999, e familiares dele. Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva.
É a segunda prisão da influenciadora. Em setembro de 2024, ela havia sido detida durante a Operação Integração, da Polícia Civil de Pernambuco, que investigava organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e jogos ilegais.


Fonte: Jovem Pan

Socorristas dos EUA passam mal após atender à ocorrência com 3 mortos por overdose

Um caso que começou como uma suspeita de overdose em uma pequena cidade do Novo México terminou mobilizando polícia, equipes químicas especializadas e levantando um novo alerta sobre os riscos enfrentados até por quem tenta salvar vidas.
Três pessoas morreram e uma quarta foi hospitalizada depois que autoridades encontraram quatro pessoas inconscientes dentro de uma casa em Mountainair, comunidade rural localizada a leste de Albuquerque. Mas o que transformou a ocorrência em um caso incomum foi o que aconteceu em seguida: dezenas de socorristas que entraram no local também começaram a apresentar sintomas de exposição a uma substância ainda não identificada.
Segundo a Polícia Estadual do Novo México, ao menos 18 primeiros socorristas – entre bombeiros, paramédicos e equipes de emergência – precisaram ser colocados em quarentena, avaliados e descontaminados após relatarem sintomas como náusea, tontura, vômito e tosse durante o atendimento. Dois deles chegaram a ser classificados inicialmente em estado grave.
Todos os expostos foram encaminhados ao hospital universitário do estado para monitoramento. Ao todo, 23 pessoas passaram por avaliação médica e descontaminação. A maioria recebeu alta, mas pacientes sintomáticos permaneceram sob observação.
As autoridades ainda tentam descobrir exatamente qual substância provocou o episódio.
Investigadores afirmam que, até agora, não há indícios de que o agente tenha se espalhado pelo ar. A hipótese inicial é que a exposição tenha ocorrido por contato direto com a substância presente na residência. Equipes especializadas em materiais perigosos foram enviadas para coletar amostras e identificar o composto.
Embora o resultado oficial dos exames ainda não tenha sido divulgado, autoridades locais afirmam que drogas encontradas na cena são uma das linhas investigadas. O prefeito de Mountainair descartou, preliminarmente, causas como vazamento de gás ou monóxido de carbono.
O episódio acontece em um momento em que o Novo México continua enfrentando forte pressão da crise de dependência química.
Dados mais recentes dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos mostram que o estado registrou 775 mortes por overdose em 2024, a quarta maior taxa do país. Nacionalmente, as mortes por overdose vêm caindo nos últimos anos — passaram de cerca de 92 mil para 73 mil em um período de 12 meses encerrado em agosto de 2025 – mas o Novo México continua entre os estados mais afetados.
Em Mountainair, cidade com menos de mil habitantes, o impacto foi tão grande que a prefeitura anunciou fechamento temporário por causa do abalo emocional entre funcionários e equipes de emergência.
As autoridades reforçam que, neste momento, não existe ameaça para a população em geral, mas a investigação continua para descobrir o que exatamente matou as vítimas e como algo dentro daquela casa conseguiu atingir também quem entrou para prestar socorro.


Fonte: Jovem Pan

Após acordo, Trump diz que pode divulgar suas declarações de IR

Depois de quase uma década de promessas não cumpridas e uma longa batalha para manter suas finanças longe do escrutínio público, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que pode finalmente divulgar suas declarações de imposto de renda. A sinalização veio dias após um acordo extraordinário fechado entre sua equipe jurídica e o Departamento de Justiça que encerra reivindicações fiscais contra ele, familiares e empresas ligadas ao grupo Trump.
A declaração imediatamente reacendeu um dos debates mais antigos da política americana recente: afinal, quanto Trump realmente paga em impostos e por que resistiu durante tantos anos a divulgar esses documentos?
O tema acompanha Trump desde a campanha presidencial de 2016. Diferentemente da tradição moderna americana – seguida por republicanos e democratas por décadas — ele nunca tornou públicas voluntariamente suas declarações completas. Durante anos, o argumento usado foi o mesmo: os documentos estariam sob auditoria do IRS (a Receita Federal americana), e por isso não poderiam ser divulgados. Especialistas em tributação e o próprio IRS já haviam esclarecido anteriormente que uma auditoria não impede legalmente a divulgação das declarações.
Agora, Trump diz que o cenário mudou.
Isso porque nesta semana foi firmado um acordo que encerrou uma disputa judicial iniciada pelo próprio presidente contra o IRS. O processo, de US$ 10 bilhões, foi aberto depois do vazamento de informações fiscais de Trump. Como parte do entendimento, o governo concordou em abandonar definitivamente reivindicações tributárias relacionadas às declarações já entregues anteriormente por Trump, seus familiares e empresas associadas.
Segundo documentos divulgados pelo governo, o entendimento estabelece que autoridades federais ficam impedidas de seguir com ações ligadas a declarações fiscais anteriores ao acordo. O texto utiliza uma linguagem incomum e ampla ao determinar que essas reivindicações ficam “permanente e definitivamente impedidas”.
Foi justamente depois disso que Trump disse a jornalistas que agora poderia considerar liberar seus impostos ao público. Até o momento, porém, a Casa Branca não apresentou cronograma, formato ou qualquer confirmação oficial de que isso realmente acontecerá.
E é aí que entra o ceticismo.
Essa não é a primeira vez que Trump promete transparência fiscal. Ao longo dos últimos dez anos, ele repetiu diversas vezes que divulgaria os documentos “quando o momento certo chegasse” ou “quando terminassem auditorias”. Nenhuma dessas promessas se concretizou.
Na prática, parte desse mistério já foi quebrada antes.
Em 2022, democratas no Congresso divulgaram anos de declarações fiscais de Trump referentes ao período entre 2015 e 2020. Os documentos mostraram estratégias agressivas – porém em grande parte legais – para reduzir a carga tributária, além de revelar perdas em negócios e períodos em que o pagamento federal de imposto foi muito reduzido. A divulgação alimentou críticas políticas, mas não resultou em acusações criminais relacionadas diretamente àquelas declarações.
O novo acordo também abriu outra frente de controvérsia.
Além do encerramento das disputas fiscais, foi criado um fundo de aproximadamente US$ 1,776 bilhão chamado de “Anti-Weaponization Fund” (“Fundo Contra Instrumentalização Política”), destinado a pessoas que aleguem terem sido alvo injusto de investigações ou ações do governo. Críticos afirmam que o mecanismo pode beneficiar aliados políticos do presidente e questionam sua constitucionalidade; aliados de Trump argumentam que ele cria reparação para abusos institucionais.
No fim, a questão central continua sem resposta.
Trump afirma que agora não teria mais motivo para esconder os documentos fiscais.
Mas, depois de anos de promessas semelhantes, a pergunta em Washington deixou de ser “Trump vai divulgar?” e passou a ser “desta vez ele realmente vai cumprir?”


Fonte: Jovem Pan

PL aguarda pesquisa interna para medir impactos em Flávio; aliados temem crise

O PL aguarda uma nova rodada de pesquisas internas para entender os impactos da crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro. A expectativa é que o levantamento fique pronto entre a próxima semana e o início de junho.
Há uma tensão em torno da possível diferença entre o número de votos. Trackings internos do PT apontam uma vantagem de sete pontos para a reeleição do presidente Lula, cenário similar ao da pesquisa Atlas divulgada nesta terça-feira (19). O número está na “faixa amarela” para integrantes da campanha de Flávio, que consideram uma distância de cerca de 10 pontos preocupante, e de 5 para baixo, reversível.
O resultado do levantamento interno deve ditar as próximas estratégias do grupo, na esteira da troca do marqueteiro Marcello Lopes.
Um dos temores de auxiliares é justamente que a crise se escale, numa espécie de conta-gotas. “Se assistirmos a um capítulo diferente saindo de temos em temos, vai ficar difícil estancar”, resumiu um. O entendimento é que ficaria difícil até mesmo para apoiadores e parlamentares ligados à legenda fazerem defesas ao senador.
Em um cenário em que não haja novas surpresas, a avaliação é que é mais fácil contornar a situação, principalmente porque ainda há tempo até a eleição, de fato, com o surgimento de novas narrativas.
Como mostrou a coluna, até mesmo entre o mercado financeiro e o setor empresarial a situação é semelhante. Membros da Faria Lima aguardam possíveis os novos desdobramentos com cautela.
Apesar disso, pessoas próximas de Flávio descartam a ideia de substituição na corrida presidencial, mesmo que por outro Bolsonaro, como a ex-primeira Dama Michelle. O entendimento é que dificilmente o ex-presidente Jair Bolsonaro voltaria atrás do nome do filho, mesmo porque isso pareceria “aceitar uma culpa”.


Fonte: Jovem Pan

Família de vítima de massacre processa OpenAI e reacende debate sobre IA

A família de uma das vítimas do ataque armado na Universidade Estadual da Flórida, a Florida State University, entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, dona do ChatGPT, acusando a plataforma de ter ajudado o atirador a planejar o massacre que matou duas pessoas e deixou vários feridos em 2025.
O processo foi apresentado pela viúva de Tiru Chabba, uma das vítimas fatais do ataque ocorrido no campus da universidade, em Tallahassee. A ação também tem como alvo Phoenix Ikner, acusado de realizar o atentado e atualmente respondendo por homicídio e tentativa de homicídio nos Estados Unidos.
Segundo os advogados da família, Ikner manteve “conversas extensas” com o ChatGPT nos meses anteriores ao ataque. O processo afirma que o suspeito teria usado a ferramenta para buscar informações sobre armas, munições, horários de maior movimento no centro estudantil da universidade e detalhes sobre massacres anteriores.
A acusação vai além: os autores da ação afirmam que o ChatGPT não apenas respondeu às perguntas, mas falhou em identificar sinais claros de risco iminente de violência. Em alguns trechos citados pela imprensa americana, o processo afirma que o sistema teria discutido impacto midiático de ataques e potencial letalidade de armas.
A OpenAI negou responsabilidade.
Em nota enviada à Reuters, a empresa afirmou que o ChatGPT forneceu apenas informações públicas amplamente disponíveis na internet e “não encorajou nem promoveu atividade ilegal ou violenta”. A companhia também declarou que, após o atentado, identificou uma conta associada ao suspeito e compartilhou os dados com autoridades policiais americanas.
O caso se tornou um dos maiores testes jurídicos já enfrentados pela indústria da inteligência artificial.
A principal discussão é se empresas de IA podem ser responsabilizadas quando usuários utilizam sistemas conversacionais para planejar crimes violentos. Até pouco tempo atrás, plataformas de tecnologia alegavam funcionar apenas como intermediárias de informação. Mas o avanço da inteligência artificial generativa mudou esse debate.
Diferentemente de mecanismos tradicionais de busca, sistemas como o ChatGPT produzem respostas personalizadas, simulam conversas humanas e conseguem adaptar conteúdos às perguntas feitas pelo usuário. Para críticos, isso cria um novo nível de influência e responsabilidade.
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, já abriu uma investigação criminal paralela para analisar se houve falha da OpenAI ao lidar com os diálogos do suspeito. Em abril, ele declarou que, “se uma pessoa tivesse fornecido esse tipo de orientação diretamente, poderia enfrentar acusações criminais”.
O processo também aumenta a pressão sobre empresas de IA em relação aos mecanismos de segurança.
A OpenAI afirma que seus modelos são treinados para recusar pedidos que possam facilitar violência e que existem protocolos para alertar autoridades em situações de “risco iminente e confiável”. Ainda assim, especialistas questionam até que ponto sistemas automatizados conseguem identificar corretamente ameaças reais sem gerar monitoramento excessivo ou violações de privacidade.
Essa não é a única ação judicial recente envolvendo inteligência artificial e violência.
Nas últimas semanas, famílias de vítimas de um massacre no Canadá também processaram a OpenAI alegando que o autor dos ataques havia feito consultas violentas ao ChatGPT meses antes dos crimes.
O caso da Flórida pode acabar criando um precedente histórico.
Se a Justiça americana entender que ferramentas de IA têm responsabilidade parcial em crimes cometidos por usuários, empresas de tecnologia poderão enfrentar novas regras de supervisão, obrigações de monitoramento mais rígidas e até mudanças profundas na forma como esses sistemas funcionam.
Mais do que um julgamento sobre um ataque específico, o processo coloca no centro uma pergunta que começa a preocupar governos, tribunais e empresas em todo o mundo: até onde vai a responsabilidade de uma inteligência artificial pelas decisões humanas tomadas a partir dela?


Fonte: Jovem Pan

Governo simplifica recuperação de conta do Gov.br; veja o que muda

Saiba como ter login na plataforma gov.br do tipo ‘prata’ ou ‘ouro’
O Governo Federal anunciou nesta quinta-feira (21) mudanças para simplificar a recuperação de contas do Gov.br, portal que reúne serviços digitais oferecidos à população em um único canal. Segundo o governo, a medida busca ajudar principalmente pessoas que perderam ou trocaram de celular.
A partir de agora, será possível cadastrar um e-mail específico apenas para a recuperação de senha. Segundo o governo, esse processo podia levar até três dias. Com a mudança, a retomada do acesso ao Gov.br poderá ser feita “em minutos”.
O cadastro do e-mail de recuperação só estará disponível para usuários que ativarem a verificação em duas etapas, também conhecida como autenticação de dois fatores. A ferramenta adiciona uma camada extra de segurança após a digitação da senha.
Com a proteção dupla, o acesso só é liberado depois que o usuário informa a senha e um segundo fator de autenticação, normalmente gerado no momento do login. Esse código pode ser obtido por meio de um app autenticador ou de uma notificação enviada para um dispositivo confiável, por exemplo.
➡️ Com a mudança, o Gov.br poderá ter dois e-mails com funções diferentes:
um e-mail principal da conta Gov.br para comunicação e recuperação de senha;
e um e-mail específico para a verificação em duas etapas, utilizado para recuperar o acesso caso a pessoa perca ou troque de celular.
Como vai funcionar?
Para quem precisar recuperar a conta, após ativar a verificação em duas etapas/autenticação de dois fatores, basta seguir este passo a passo:
Na etapa de verificação em duas etapas, clique em “estou com dificuldades para gerar o código” e siga os passos.
Para confirmar a sua identidade, durante o processo, será necessário concluir com sucesso o reconhecimento facial.
Ao final, será necessário confirmar um código enviado para o seu e-mail.
Esta reportagem está em atualização.
Prova de vida do governo de Pernambuco pode ser realizada pelo aplicativo Gov.br
Iris Costa/g1


Fonte:

g1 > Política