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Fim da escala 6×1: pedido de vista adia votação de PEC que prevê redução de jornada para 40 horas

Motta prevê transição de um ano para o fim da escala 6×1
Pedido de vista adiou a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 nesta segunda-feira (25). Durante a sessão, o relator da proposta, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), apresentou seu parecer sobre a proposta, prevendo a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, em até 14 meses após a promulgação da proposta.
O texto ainda será votado na comissão especial que discute o tema na Câmara dos Deputados. A expectativa é de que a PEC seja aprovada na quarta-feira (27) e siga para o plenário para ser analisada na quinta (28).
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Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas:
as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC;
as quatro horas em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas.
Caso seja aprovada, a PEC ainda precisará ser analisada pelo Senado. Para ser aprovada, o texto precisa do apoio de, no mínimo, 308 deputados e 49 senadores.
Já o fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.
O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida.
O governo a princípio se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. Parte dos detalhes da proposta foi apresentada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após uma reunião com o presidente Lula na manhã desta segunda.
O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação.
Casos especiais
O texto aponta que jornadas diferenciadas poderão ser aprovadas, “excepcionalmente” e por “convenção ou acordo coletivo de trabalho”, desde que seja estabelecido um regime compensatório que assegure, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês.
A PEC ainda determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.
Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores com diploma de nível superior e que ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 20 mil atualmente.
Para estes profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda.
O que diz o texto
A proposta altera a parte da Constituição que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais.
O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho.
A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos.
“A diminuição da duração do trabalho normal e o incremento do repouso semanal remunerado em cumprimento à presente Emenda Constitucional aplicam-se aos contratos de trabalho em vigor e serão implementados sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie”, estabelece a PEC.
O deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator do fim da escala 6×1
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O texto também fixa que as regras sobre a redução de jornada não se aplicarão aos trabalhadores com nível superior que recebam remuneração mensal igual ou superior a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. O valor corresponde a R$ 21.188,87.
Tramitação
A tramitação da PEC foi acelerada por Motta. Ele despachou o texto para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em fevereiro e em pouco mais de quatro meses o projeto já está pronto para o plenário.
O presidente convocou sessões extras para agilizar a contagem do prazo de emendas na comissão especial e incluiu João Pessoa, seu reduto, no roteiro de audiências públicas da PEC.
Apesar da celeridade e da boa vontade do presidente da Câmara, a proposta enfrenta resistência de representantes do setor produtivo, que apontam aumento de custos, e de economistas, que defendem que a medida seja acompanhada por ganhos de produtividade.
Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas.
Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.


Fonte:

g1 > Política

‘Se não aprovarmos 6×1, Lula ganha as eleições’, diz Valdemar Costa Neto

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, disse em entrevista ao programa “Os Pingos Nos Is” da Jovem Pan nesta segunda-feira (25) que, caso não aprovem o fim da escala 6×1, que tem a maioria dos parlamentares da sigla a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ganhar a eleição presidencial. “Se nós não aprovarmos 6×1 o Lula ganha a eleição e ano que vem faz 4×1. Nós temos que chegar ao poder e votar nas propostas que tem a maioria da população a favor, a maioria dos nossos deputados pensam desta maneira”, pontuou.
Segundo Valdemar, o PL tentará apresentar uma proposta ao empregador para que seja possível “contornar” a situação. “Nós vamos fazer uma proposta para o empregador poder negociar com os empregados. Caso o empregador tenha prejuízo é tentar cobrar dele menos impostos, nós vamos tentar de tudo, mas se não conseguirmos isso nós vamos votar com a 6×1 e tocar o país”, afirmou.
Ele acrescentou ainda que tudo ficará mais claro quando Flávio assumir o governo. “Quando assumirmos o governo tenho certeza que a gente coloca tudo isso a limpo. Nós também não podemos prejudicar essa gente que tem essa esperança. Vamos ver se chegamos a um entendimento de dar condições para o camarada trabalhar cinco dias por semana”, finalizou o presidente do PL.

Redução da jornada de trabalho
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a redução da jornada de trabalho ocorrerá em no máximo um ano. Durante pronunciamento nesta segunda-feira (25), Motta afirmou que, após a PEC ser aprovada na Câmara e no Senado e ser promulgada, a jornada semanal será reduzida em duas horas em 60 dias.
Então, primeiro, a jornada de trabalho seria reduzida para 42 horas semanais no máximo. Depois, o parlamentar afirmou que, em 12 meses, seriam reduzidas mais 2 horas, chegando às 40 horas semanais, que o presidente da Câmara afirmou ser inegociável. “Isso estará no texto do relator”, disse. O responsável pela proposta é Léo Prates (Republicanos-BA).
Além desse ponto, Motta afirmou que existem mais dois que são inegociáveis: a garantia de dois dias de folga (fim da escala 6×1) e a não redução salarial. Além disso, será discutido um projeto para que os microempreendedores individuais (MEIs) possam contratar mais pessoas por meio de CLT.


Fonte: Jovem Pan

Valdemar diz que crise do Dark Horse não é séria e Flávio vai se recuperar do ‘mal-entendio’

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse nesta segunda-feira (25) que tem certeza que Flávio Bolsonaro vai se recuperar das quedas nas pesquisas depois da divulgação das conversas do senador com o Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master e o caso envolvendo o Dark Horse “não é sério e de outro mundo”. Para ele, se Flávio tivesse falado antes isso não teria acontecido.
“Flávio vai se recuperar desse mal-entendido e vamos tocar a campanha para frente, vamos voltar a estar na frente de Lula e do governo porque eles têm muito problema”, disse Valdemar, em entrevista ao ‘Os Pingos nos Is’, programa da Jovem Pan.
Valdemar também comentou sobre a declaração que deu hoje à GloboNews, onde contradiz o que foi dito anteriormente pelo pré-candidato à Presidência, que afirmou que tinha ido visitar o dono do Banco Master para “dar um ponto final” na relação com o empresário, que teria ajudado a financiar o filme “Dark Horse”, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o Valdemar, ele fez uma dedução e não “conversou com Flávio depois da primeira fase que ele deu essa resposta”.
“Quando ele estava com a tornozeleira – Daniel Vorcaro – ele foi lá para falar o assunto porque algo deste tamanho, não pode acabar sem conversa”, disse, acrescentando que o senador foi la resolver o problema. Par Valdemar “a queda foi muito pequena de imediato” e dentro de 20 ou 30 dias vai passar. Questionado sobre uma possibilidade de Michelle Bolsonaro à Presidência, Valdemar negou e disse que nunca houve essa pretensão. “Quem decide isso é o Bolsonaro, ele que decide o que vamos fazer”.


Fonte: Jovem Pan

Aliados de Flávio Bolsonaro classificam fala de Valdemar sobre Vorcaro como ‘desastre’

Aliados do senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificaram como “desastre” a declaração do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sobre o encontro entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação, segundo fontes ouvidas pela Jovem Pan, é de que a fala agrava ainda mais a crise que já atingia a pré-campanha presidencial do senador.
Mais cedo, Valdemar afirmou que Flávio teria se encontrado com Vorcaro durante a prisão domiciliar do banqueiro para pedir o restante do dinheiro destinado ao financiamento do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração contradiz diretamente a versão apresentada pelo próprio senador, que admitiu o encontro, mas afirmou que o objetivo era encerrar a relação entre os dois.
A situação já era delicada para Flávio. A divulgação de um áudio no qual o senador pede R$ 134 milhões a Vorcaro havia colocado a pré-campanha na defensiva. Para interlocutores, a fala de Valdemar dificulta ainda mais o trabalho da equipe de comunicação do senador.
“Com um amigo desse [Valdemar], ninguém precisa de inimigo”, disse uma fonte, sob reserva. Outro aliado avaliou que a nova comunicação de Flávio “terá que remar muito para conseguir converter a crise”.
Flávio Bolsonaro está nos Estados Unidos, onde tenta viabilizar um encontro com o presidente Donald Trump. Até o momento, ele não se manifestou sobre as declarações de Valdemar Costa Neto.


Fonte: Jovem Pan

Motta diz que redução na jornada de trabalho ocorreria em no máximo um ano

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a redução da jornada de trabalho ocorrerá em no máximo um ano. Durante pronunciamento nesta segunda-feira (25), Motta afirmou que, após a PEC ser aprovada na Câmara e no Senado e ser promulgada, a jornada semanal será reduzida em duas horas em 60 dias.
Então, primeiro, a jornada de trabalho seria reduzida para 42 horas semanais no máximo. Depois, o parlamentar afirmou que, em 12 meses, seriam reduzidas mais 2 horas, chegando às 40 horas semanais, que o presidente da Câmara afirmou ser inegociável. “Isso estará no texto do relator”, disse. O responsável pela proposta é Léo Prates (Republicanos-BA).
Além desse ponto, Motta afirmou que existem mais dois que são inegociáveis: a garantia de dois dias de folga (fim da escala 6×1) e a não redução salarial. Além disso, será discutido um projeto para que os microempreendedores individuais (MEIs) possam contratar mais pessoas por meio de CLT.
Motta também disse que os ajustes finais para que o texto pudesse ser divulgado eram em relação à transição e pontos sobre os MEIs e funcionários públicos.
“Tanto teremos a questão dos microempreendedores individuais sendo tratada por projeto de lei, como também essa parte do projeto de lei do governo para tratar de cada setor especificamente, garantindo assim que o próprio parlamento possa fazer os ajustes necessários”, disse.


Fonte: Jovem Pan

‘Nunca fui tão humilhado’: comissário vítima de racismo fala pela 1ª vez

Um comissário de bordo brasileiro se manifestou neste domingo (24) sobre as ofensas que sofreu de um passageiro chileno, afirmando que nunca havia passado por insultos tão graves como os que foi alvo durante o voo entre Brasil e Alemanha. “Eu nunca sofri tamanho achaque, tamanha humilhação. Eu fui aviltado, eu fui violado”, disse a vítima em entrevista ao Domingo Espetacular, da Record.
As agressões, que aconteceram na sexta-feira (10), foram feitas por um passageiro chileno por meio de comentários racistas, homofóbicos e imitações. O agressor chamou a vítima de macaco, fez sons imitando o animal e disse que era um problema o funcionário ser gay. O comissário segue afastado desde o episódio de violência. “Ele cometeu três crimes contra mim, que foram atrozes, que machucaram, que ferem a alma.”
A defesa do autor das agressões alega que seu cliente faz tratamento psiquiátrico, foi internado em 2013 e passa por estado de vulnerabilidade após a morte de seu irmão. Ele também contou que havia bebido no dia do voo e estava completamente desorientado. O chileno está preso preventivamente no Brasil desde que tentou voltar de Frankfurt após as ofensas, mas tenta pedido de transferência para unidade clínica.
O caso
As ofensas aconteceram três horas após a decolagem do avião do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com destino a Frankfurt, na Alemanha, e escala em Santiago, no Chile. De acordo com a vítima, as agressões começaram após ele tentar intervir ao ver o agressor discutir com outra comissária e tentar forçar a abertura de uma porta do avião.
Ele conta que, quando percebeu, o chileno já estava com a mão na alavanca de porta, e se colocou entre a passagem e o homem, momento em que começaram os ataques racistas, xenofóbicos e homofóbicos. Conforme o comissário, as ofensas se estenderam até que o agressor aceitasse retornar ao seu lugar. 
Ao voltar para o Brasil, a vítima denunciou o caso à Polícia Federal (PF), que prendeu o homem quando ele retornava da Alemanha e fez escala em São Paulo antes de embarcar para a capital do Chile na sexta-feira (15). Segundo a PF, ele foi preso por injúria racial e homofóbica aos tripulantes do voo. “Após a comunicação formal das vítimas à Polícia Federal, foi instaurado procedimento investigativo que resultou na decretação da prisão preventiva do investigado pela Justiça Federal. O indivíduo foi localizado e preso ao retornar de Frankfurt, em conexão no Brasil”. 
*com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Lula atende a pedido de presidente e envia ajuda em meio a onda de protestos na Bolívia, diz Planalto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone nesta segunda-feira (25) com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, em meio a onda de protestos que o país boliviano vive desde o início do mês contra o governo de Paz, que assumiu o poder há seis meses.
Segundo o governo brasileiro, a pedido de Rodrigo Paz, o presidente Lula determinou o envio de ajuda humanitária à Bolívia.
Estradas têm sido bloqueadas em várias regiões do país, e a polícia tem reagido com bombas e gás a protestos de diversos setores com demandas que vão de mudanças da política agrária à melhoria na qualidade do combustível no país – e até a renúncia do presidente.
De acordo com a nota divulgada pelo Palácio do Planalto, durante a ligação, Lula e Paz conversaram sobre a situação, que vem provocando desabastecimento de algumas regiões do país.
Bolívia entra na 4º semana de manifestações contrárias ao governo
“O presidente Lula reiterou sua solidariedade ao governo e ao povo bolivianos e ressaltou a importância do pleno respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito. Nesse contexto, defendeu que governo e movimentos sociais evitem o recurso à violência e privilegiem o diálogo como caminho para a superação das divergências e para a preservação da paz social”, diz a nota.


Fonte:

g1 > Política

Mario Frias nega que emenda para ONG ligada à produtora do filme de Bolsonaro foi para ‘qualquer produção cinematográfica’

O deputado Mario Frias (PL-SP) disse nesta segunda-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a afirmação de que teria destinado emendas parlamentares para que fossem direcionadas ao filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, é “absolutamente falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória”. 
🎥 O filme “Dark Horse” (termo em inglês para “azarão”) está em evidência após reportagens revelarem que a produção teria sido financiada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele está preso em Brasília. O senador Flávio Bolsonaro (PL) admitiu ter intermediado as negociações e cobrado pagamentos de Vorcaro — que chegou a repassar cerca de R$ 61 milhões ao projeto antes de ser preso.
O Supremo tentava há mais de dois meses intimar Frias para que ele preste explicações a um pedido de apuração feito pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) para o que chamou de “ecossistema” de empresas comandado por Karina Ferreira da Gama, responsável pela produção de “Dark Horse”.
Agora no g1
Produtor executivo do filme, Mário Frias teria destinado R$ 2 milhões em duas emendas para a ONG Instituto Conhecer Brasil, presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora de “Dark Horse”.
A defesa de Mário Frias pediu o arquivamento da apuração.
“Não há, nos Autos, uma única prova sequer de que esses recursos tenham sido desviados para qualquer produção cinematográfica. A alegação é puramente especulativa e baseada em uma suposta associação ilícita entre pessoas jurídicas que, segundo a denunciante, ‘compartilham endereço’ — argumento frágil, insuficiente e juridicamente irrelevante para sustentar qualquer irregularidade”.
Deputado federal Mario Frias (PL-SP)
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Os advogados apontam que uma análise feita pela área técnica da Câmara não identificou irregularidades na apresentação das duas emendas. 
“Tais documentos — oficiais, técnicos e subscritos por autoridades competentes — desmontam por completo a frágil narrativa da denunciante, que se baseia exclusivamente em reportagens jornalísticas e ilações sem qualquer suporte probatório minimamente robusto”.
A defesa sustenta que a destinação da verba é para “projetos de inclusão digital, letramento e empreendedorismo e esportes para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social — finalidade pública, social e constitucionalmente legítima”.
Segundo a manifestação, como ainda não está no prazo para a prestação de contas dos valores, “qualquer alegação de suposto desvio ou irregularidade na execução é, neste momento, prematura e infundada, pois o processo de prestação de contas está em curso, sem qualquer apontamento de irregularidade pelos órgãos de controle competentes (CGU, TCU e CONOF)”.
R$ 2 milhões para ONG
Produtor executivo do filme, Mário Frias teria destinado R$ 2 milhões em duas emendas para a ONG Instituto Conhecer Brasil, presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse.
Em 21 de março, o ministro Flávio Dino determinou que Mário Frias se manifestasse em 5 dias sobre os fatos relatados pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) em uma ação no STF que pede apuração dos repasses.
No dia 14 de abril, o STF registrou que um oficial de Justiça fez três tentativas de intimar Mário Frias no gabinete parlamentar, mas não teve sucesso.
Na sequência, Dino determinou que a Câmara informasse os endereços de Frias em Brasília e São Paulo. Na última semana o oficial fez novas buscas para estabelecer contato com Frias, mas não obteve sucesso.
No dia 15 de abril, Flávio Dino abriu uma apuração preliminar sobre a destinação, por parte de deputados do PL, de emendas a ONGs ligadas à produtora do filme “Dark Horse”.


Fonte:

g1 > Política

Mais de 30 pessoas são resgatadas em situação análoga à escravidão no interior de SP

Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 35 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma fazenda no município de Gabriel Monteiro, no interior de São Paulo. A ação ocorreu na quarta-feira (20). De acordo com auditores-fiscais, os trabalhadores faziam corte de cana-de-açúcar e, entre os resgatados, havia um adolescente de 17 anos.
Eles não tinham carteira de trabalho assinada. Conforme a fiscalização, o grupo foi aliciado na Região Nordeste e no interior paulista com a promessa de que teriam contrato de trabalho formal e alojamento adequado. O recrutamento era feito por um empreiteiro contratado pelo dono da fazenda. 
No entanto, na fazenda, os trabalhadores faziam o corte manual da cana com uso de facões, tinham de ficar de pé durante toda a jornada e expostos ao sol e à chuva. A jornada era de segunda-feira a domingo, sem descanso.
A equipe verificou a falta de banheiros e de local para refeições, obrigando os trabalhadores a terem de se alimentar sentados no chão ou no meio da plantação.
“Nenhum equipamento de proteção individual era fornecido, como botas, luvas e caneleiras, nem itens de proteção contra a exposição solar, como chapéus e protetor solar. O transporte até a frente de trabalho era realizado em ônibus sem autorização e em condições inadequadas de segurança”, informa o ministério. 
O grupo vivia em duas casas alugadas em um município vizinho. No local, foram encontrados colchões velhos e fogões instalados dentro dos quartos. Não havia roupa de cama, cobertores ou armários. 
A inspeção determinou a imediata paralisação das atividades e a dispensa dos trabalhadores por culpa do empregador. Os resgatados foram levados para um hotel e estão retornando para as cidades de origem, com as despesas pagas pelo proprietário da fazenda. Eles terão direito a receber seguro-desemprego. 
O dono da fazenda firmou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Defensoria Pública da União (DPU), que prevê pagamento de R$ 111 mil por danos morais individuais e R$ 150 mil por dano moral coletivo. O proprietário já pagou R$ 415.012,45 de verbas rescisórias.


Fonte: Jovem Pan

Justiça da Suécia pede 10 anos de prisão a acusado de prostituir esposa com 120 homens

Uma promotora sueca pediu, nesta segunda-feira (25), uma pena de dez anos de prisão para um homem de 62 anos, acusado de explorar a esposa ao obrigá‑la a manter relações sexuais pagas com cerca de 120 homens.
O julgamento do réu, preso desde 10 de abril em Härnösand (norte do país), foi realizado em grande parte a portas fechadas. “Solicitei que o réu seja condenado por lenocínio qualificado [conjunto de atividades que envolvem o favorecimento, a facilitação ou a exploração da prostituição alheia com o objetivo de lucro]. Tanto por ter facilitado esses atos quanto por ter obtido um benefício econômico com eles”, declarou à imprensa a promotora Ida Annerstedt.
“Os fatos tiveram uma magnitude considerável, geraram lucros significativos e constituíram uma exploração impiedosa da denunciante”, acrescentou.
O homem é acusado de ter criado anúncios na internet, organizado e supervisionado os encontros e pressionado a esposa para que realizasse atos sexuais online para atrair mais clientes.
De acordo com a lei sueca sobre prostituição, vender serviços sexuais não é ilegal, mas pagar por eles ou facilitar sua oferta é. Segundo a denúncia, a vítima se encontrava em uma “situação de vulnerabilidade”. Além de lenocínio qualificado, o homem foi julgado por oito estupros.
A advogada da autora do processo reivindicou 1,1 milhão de coroas suecas (cerca de 580 mil reais) a título de indenização. “Ele a tratou como um cartão bancário e a vendeu como se fosse uma mercadoria”, declarou Silvia Ingolfsdottir ao canal estatal SVT.
Os fatos teriam ocorrido entre 11 de agosto de 2022 e 21 de outubro de 2025. Martina Michaelsdotter, advogada do réu, declarou à AFP no início do processo que seu cliente nega as acusações.
O julgamento deve ser concluído na terça‑feira (26) com as alegações finais da defesa.


Fonte: Jovem Pan