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Projeto que garante mais vagas para mulheres nas polícias vai a Plenário

A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta terça-feira (28) projeto que proíbe a limitação de vagas para mulheres em concursos da área de segurança pública. A proposta torna obrigatória a reserva de ao menos 20% das vagas disponíveis para mulheres nos concursos públicos das carreiras pertencentes ao Susp e cria a Política Nacional de Valorização das Mulheres na Área de Segurança Pública. A matéria segue para análise do Plenário. 
O PL 1.722/2022, da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), recebeu voto favorável da relatora, senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Ela apresentou, com algumas alterações, o mesmo texto substitutivo aprovado na Comissão de Direitos Humanos (CDH) e recomendou o a rejeição do PL 1.529/2021, da Câmara dos Deputados, que tramitava em conjunto. 
O texto aprovado contém os principais pontos das duas propostas. Damares disse ter procurado preservar a garantia de que a reserva de 20% de vagas não fosse interpretada como um limite máximo para o percentual de mulheres nas corporações, o que seria inconstitucional. Esse limite era sugerido pelo PL 1.529/2021.  
Carreiras
Além de proibir a limitação de vagas, a proposta determina a reserva de ao menos 20% das vagas disponíveis para mulheres nos concursos públicos das carreiras pertencentes ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que incluem polícia federal, polícia rodoviária federal, polícias civis, polícias e corpos de bombeiros militares, guardas municipais, agentes de trânsito, polícia legislativa, entre outros. O texto também insere explicitamente essas exigências nas leis que regulam as carreiras de policial federal (Lei 9.266, de 1996), de policial rodoviário federal (Lei 9.654, de 1998) e de policial civil do Distrito Federal.
Em seu voto, Damares lembrou que o Executivo já chegou a vetar trechos do projeto que deu origem a Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares (Lei 14.751,  de 2023) relacionados a reserva de vagas para mulheres, “porque o trecho final da redação daria a entender que o percentual de 20% seria um teto e não um piso”. 
Nesse sentido, o avanço, segundo ela, deve ocorrer de forma juridicamente segura, respeitando a autonomia administrativa dos entes federados. 
— Assim, o acolhimento da Emenda Substitutiva aprovada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, visa a prestigiar uma solução normativa equilibrada, que preserva os avanços na valorização das mulheres na segurança pública, evita redundâncias legislativas e afasta potenciais vícios de interpretação ou constitucionalidade.
Política Nacional de Valorização 
Pelo projeto, a Política Nacional de Valorização das Mulheres na Área de Segurança Pública, a ser criada, deverá ser regulamentada pelo Poder Executivo. Entre os princípios a regerem a nova política, estão a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens nas carreiras da segurança pública; o princípio de que nenhuma atividade de segurança pública deva ser desempenhada exclusiva ou preferencialmente por homens; a preparação das mulheres para sua atuação em áreas tradicionalmente afeitas a homens e a rejeição de práticas, atitudes e crenças discriminatórias nas normas e nas práticas de segurança pública.
As diretrizes da política, por sua vez, incluem a realização de pesquisas sobre o perfil das servidoras mulheres e a ocupação de cargos, o enfrentamento do assédio e da violência contra mulheres no ambiente de trabalho, a inclusão obrigatória de conteúdos relacionados à igualdade entre homens e mulheres nos cursos de formação e a publicação de todos os documentos relativos aos processos de promoção e de acesso a cargos de comando em até sete dias úteis contados a partir da data de sua edição.
No entendimento do senador Sérgio Moro (PL-PR), as corporações é quem saem ganhando com esse projeto ao valorizar e reconhecer o trabalho de quem já faz a diferença na segurança pública. 
— A forma como foi colocado o texto valoriza a mulher dentro da polícia sem estabelecer regras muito rígidas para, eventualmente, tentar situação que não é necessária — disse Moro. 
Por fim, a proposta altera a Lei 13.756, de 2018, que trata do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), condicionando a transferência de recursos do fundo, destinado aos estados, municípios e ao Distrito Federal, à adoção de um plano de valorização das mulheres na segurança pública.
Alterações 
A relatora acrescentou outras alterações: metas institucionais para a redução de assédio e violência contra mulheres no ambiente de trabalho; inclusão de cotas de 20% para mulheres em concurso para corporações militares estaduais (assim como já ocorre nas carreiras policiais); e ampliação do escopo do projeto, para vedar a limitação de vagas para mulheres também nos concursos de polícias institucionais do Poder Judiciário da União e dos estados e de polícias institucionais do Ministério Público da União e dos estados.


Fonte: Senado Federal

CE terá debates sobre gestores de frotas e pequenos investidores

A Comissão de Educação do Senado (CE) aprovou nesta terça-feira (28) dois requerimentos de audiências públicas sobre projetos de lei em análise no colegiado — uma sobre gestores de frotas e outra sobre pequenos investidores. As datas dos debates ainda serão definidas.
O REQ 28/2026 – CE, requerimento apresentado pelo senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), prevê audiência para instruir o PL 5.383/2025, projeto de sua autoria que institui o Dia Nacional do Gestor de Frotas. De acordo com Pontes, o objetivo é avaliar se a proposta atende aos critérios legais para a criação de datas comemorativas.  
Educação financeira
Já o REQ 29/2026 – CE, da senadora Jussara Lima (PSD-PI), solicita audiência pública para discutir o PL 5.520/2025, projeto de sua autoria que cria a Semana Nacional do Pequeno Investidor.
De acordo com o requerimento de Jussara, o debate deve ter foco na educação financeira e na ampliação do acesso à informação sobre investimentos.
A senadora ressalta que sua proposta também enfatiza a complexidade do mercado de capitais e dos riscos de fraudes que atingem os investidores de pequeno porte.


Fonte: Senado Federal

CSP aprova regras de segurança para prevenção à violência em escolas

A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta terça-feira (28) projeto que cria diretrizes para medidas de segurança destinadas à prevenção e ao combate à violência nas escolas. As medidas propostas vão da instalação de botão de emergência e de câmeras de vigilância ao treinamento de pessoal e criação de planos de prevenção e combate à violência. A matéria segue agora para análise da Comissão de Educação (CE).
Relatado pelo senador Efraim Filho (União-PB), o PL 5.671/2023, da Câmara dos Deputados, recebeu parecer favorável na forma de um texto alternativo (substitutivo). 
O texto determina que as escolas deverão implementar, no mínimo, as seguintes medidas de segurança:

instalação de botão de emergência para acionar autoridades;
fixação de câmeras de vigilância;
promoção de treinamento de pessoal responsável pelos equipamentos de segurança; e
estabelecimento de planos de prevenção e combate à violência.

Segundo o texto, a instalação dos dispositivos poderá ser custeada com recursos provenientes de parceria da União, dos estados e dos municípios.
O texto obriga os estados a criar, nos órgãos de inteligência de segurança pública, área específica para prevenção à violência escolar, bem como um canal de recebimento de denúncias integrado e articulado com o Ministério Público, o conselho tutelar e o Poder Judiciário.
O projeto também altera a lei que cria o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), destinando 2% dos recursos à prevenção e ao combate à violência nas escolas e à capacitação de profissionais de segurança pública para ações relacionadas a esse objetivo.
O texto acrescentou à lista de medidas de segurança obrigatórias que devem ser tomadas pelas escolas a formação e treinamento de grupos multidisciplinares, entre eles de pós-ocorrência, para receber e analisar informações relevantes, tais como comportamentos desviantes — atitudes ou condutas que fujam ao padrão esperado de convivência e possam indicar risco à segurança ou ao bem-estar da comunidade escolar.
Os grupos deverão prever regras claras sobre esse tipo de comportamento, de modo a permitir que as instituições identifiquem sinais de potencial violência. No caso de pós-ocorrência, isso é, depois que algum episódio de violência tiver acontecido, os grupos deverão investigar causas, construir medidas preventivas, produzir relatórios pós-eventos e fornecer suporte emocional para os envolvidos.
Para Efraim Filho, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) não prevê mecanismos suficientes para proporcionar a prevenção e a redução da violência nas escolas, sendo necessárias outras iniciativas legislativas para garantir maior proteção ao público escolar, principalmente crianças e adolescentes. 
Efrain citou um caso ocorrido na segunda-feira (27) em que um aluno chegou a esfaquear um colega da mesma turma na Escola Professora Argentina Pereira Gomes, em João Pessoa. Segundo ele, o número de casos de violência em escolas tem aumentado, potencializado pela alta de bullying e o discurso de ódio nas redes sociais. Ele defendeu que o poder público ofereça resposta firme, coordenada e, acima de tudo, humana. 
— O tema da violência escolar é complexo e multifacetado, envolvendo não só a instalação de equipamentos, como botão do pânico e câmera de vigilância, mas também o treinamento de pessoal e a criação de canal de denúncias e planos e programas de combate à violência. 
O senador Magno Malta (PL-ES) defendeu que as escolas instituam um sistema de seleção criterioso para as pessoas que trabalham nesses ambientes. Para ele, é preciso avaliar o histórico dos profissionais. 
— Uma coisa a se discutir é o histórico das pessoas que trabalham dentro das escolas. É muito importante o passado dessas pessoas, o laudo psicológico e o atestado que atestam a sanidade mental dessas pessoas. 


Fonte: Senado Federal

Criação de universidade em Sinop (MT) segue para a Câmara

A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta terça-feira (28) a criação de uma universidade federal em Mato Grosso. O projeto autoriza o governo federal a transformar o campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Sinop, na Universidade Federal da Região Norte de Mato Grosso.
A proposta permite que a nova instituição tenha autonomia administrativa para ofertar ensino superior e pesquisa e extensão, sem prever aumento de despesas, já que não cria cargos nem estrutura física adicional. A medida busca ampliar o acesso ao ensino superior em uma região atendida hoje por apenas uma universidade federal em todo o estado.  
O PL 5.156/2020, do senador Wellington Fagundes (PL-MT), foi aprovado em votação final e segue para análise da Câmara dos Deputados, salvo se houver recurso para votação em Plenário. 
Estímulo
Relator da matéria, o senador Carlos Portinho (PL-RJ) destacou que a iniciativa está alinhada às metas do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a ampliação da taxa de matrículas no ensino superior entre jovens de 18 a 24 anos. 
— Essa medida vai justamente estimular o Plano Nacional de Educação, e é importante para o estado de Mato Grosso ter esse reconhecimento do campus de Sinop como universidade — afirmou. 
O senador Wellington Fagundes lembrou que Mato Grosso tem cerca de 900 mil quilômetros quadrados, uma população inferior a 4 milhões de habitantes e grande potencial de crescimento na produção agrícola, que depende de pesquisa e inovação.  
— Permitir que o governo estude a criação de mais uma universidade é o mínimo que podemos fazer, porque isso fortalece a interiorização e o desenvolvimento regional — disse. 


Fonte: Senado Federal

Defesa do ex-presidente do BRB confirma interesse em delação e pede saída da Papuda

A defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele pretende firmar um acordo de delação premiada e pediu transferência do Complexo Penitenciário da Papuda. Na decisão enviada ao ministro André Mendonça, os advogados argumentam que o presídio atual não oferece as condições de segurança e sigilo necessárias para as negociações com as autoridades.
No documento, a defesa alega que a arquitetura da prisão e o monitoramento do espaço reservado aos encontros (parlatório) impossibilitam as tratativas. Segundo eles, no atual ambiente “não se pode discutir eventuais fatos delitivos de forma eficiente” nem “manusear fontes de prova”, o que prejudica a formulação da proposta de colaboração.
A defesa também argumenta que Paulo Henrique Costa é oficial da reserva das Forças Armadas no posto de 2º Tenente. Pela lei militar e pelo Código de Processo Penal, essa patente assegura o direito de o investigado cumprir a prisão preventiva em um local especial, a chamada Sala de Estado-Maior.
Prisão mantida pelo STF
A sinalização de uma possível delação e o pedido de saída da Papuda ocorrem logo após a Segunda Turma do STF formar maioria para manter a prisão preventiva do ex-presidente do BRB. O relator do caso, ministro André Mendonça, foi acompanhado por Luiz Fux e Kassio Nunes Marques na decisão.
*Matéria em atualização


Fonte: Jovem Pan

Emirados Árabes Unidos deixarão a Opep a partir de maio

Os Emirados Árabes Unidos vão sair da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), liderada pela Arábia Saudita, e da aliança Opep+, da qual a Rússia também faz parte, a partir de 1º de maio, anunciou a agência de notícias emiradense nesta terça-feira (28).
“Esta decisão reflete a visão estratégica e econômica de longo prazo dos Emirados Árabes Unidos e a evolução de seu perfil energético, especialmente a aceleração dos investimentos na produção energética nacional”, noticiou a agência Wam.
Os Emirados, que entraram para o cartel em 1967, “aportaram contribuições importantes e consentiram em sacrifícios ainda maiores no interesse de todos. Mas chegou o momento de concentrarmos nossos esforços no que manda nosso interesse nacional”, acrescentou.
Fundada em 1960, a Opep, que reúne atualmente 12 membros, forjou em 2016 uma aliança com outros 10 países – inclusive a Rússia – sob um acordo denominado Opep+, com o objetivo de limitar a oferta e apoiar os preços diante dos desafios trazidos pela concorrência dos Estados Unidos.
Após a saída do Catar, em 2019, e depois a do Equador e de Angola, o anúncio de Abu Dhabi causou surpresa, embora o país, com intenção de produzir mais, tivesse manifestado suas divergências dentro do grupo nos últimos anos.
Contudo, recebeu um tratamento preferencial para aumentar suas cotas de produção acima dos demais. Os Emirados são um dos países mais atacados pelo Irã em represália à ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, iniciada em 28 de fevereiro.
O conflito levou o Estreito de Ormuz, por onde costumam transitar 20% dos hidrocarbonetos consumidos em nível mundial, a ficar praticamente fechado. Isto, por sua vez, provocou a disparada dos preços do petróleo.
“Levando em conta a situação atual no Estreito (de Ormuz), os Emirados Árabes Unidos não desejam ser submetidos a cotas quando a situação voltar à normalidade”, explicou à AFP uma fonte próxima ao Ministério de Energia.


Fonte: Jovem Pan

Israel usa acesso à água como arma contra os palestinos em Gaza, acusa MSF 

Israel utiliza o acesso à água como arma contra a população de Gaza, privando os moradores do recurso essencial no âmbito de uma “campanha de punição coletiva”, denuncia um relatório da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) publicado nesta terça-feira (28).
Entre a destruição de infraestruturas e os obstáculos ao abastecimento, “a privação deliberada de água infligida aos palestinos é parte integrante do genocídio perpetrado por Israel“, afirma a MSF em um comunicado publicado em conjunto com o relatório que recebeu o título “A água como arma: a destruição e a privação de água e saneamento por parte de Israel em Gaza”.
As acusações de genocídio em Gaza, que se multiplicaram ao longo da guerra, são rejeitadas com veemência por Israel, que contesta as alegações da Médicos Sem Fronteiras.
O relatório, baseado em dados da MSF e em depoimentos ouvidos pelos funcionários da organização entre 2024 e 2025, afirma que a instrumentalização da água pelas autoridades israelenses segue “um padrão recorrente, sistemático e acumulativo”.
“Soma-se aos assassinatos diretos de civis, à destruição das estruturas de saúde e à demolição de residências, provocando deslocamentos em massa da população. Em conjunto, estes elementos evidenciam a vontade de impor condições de vida destrutivas e desumanas aos palestinos de Gaza”, alerta a ONG.
“As autoridades israelenses sabem que sem água a vida é paralisada. E mesmo assim, têm destruído sistemática e deliberadamente as infraestruturas hídricas em Gaza, ao mesmo tempo que bloqueiam de forma constante a entrada de equipamentos relacionados com a água”, afirma Claire San Filippo, diretora de emergências da MSF, citada no comunicado.
Apesar de um cessar-fogo em vigor desde outubro, dois anos após o início da guerra desencadeada pelo ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, a Faixa de Gaza segue afetada pela violência, enquanto Israel e o grupo trocam acusações sobre violações da trégua.
90% das infraestruturas destruídas
O relatório reforça que, segundo dados da ONU, da União Europeia e do Banco Mundial, Israel destruiu ou danificou quase 90% das infraestruturas de água e saneamento em Gaza, incluindo centrais de dessalinização, poços, tubulações e redes de esgoto.
As equipes de MSF documentaram disparos do Exército israelense contra caminhões-pipa “claramente identificados”, assim como a destruição de poços “que constituíam uma fonte vital para dezenas de milhares de pessoas”.
“Palestinos foram feridos e morreram quando tentavam simplesmente ter acesso à água”, afirma San Filippo.
A escassez “é tamanha que é simplesmente impossível fornecer quantidades suficientes à população”, afirma a MSF, que se apresenta como a principal produtora e distribuidora de água potável em Gaza depois das autoridades locais.
Em março de 2026, a organização fornecia mais de 5,3 milhões de litros de água por dia, o equivalente às necessidades mínimas de mais de 407.000 pessoas, ou seja, quase um a cada cinco habitantes.
“Mas as ordens de deslocamento impostas pelo Exército israelense impediram o acesso das equipes da MSF a zonas onde forneciam água a centenas de milhares de pessoas”, protesta a ONG, que também condena os obstáculos impostos à entrada em Gaza, desde outubro de 2023, de material essencial relacionado com a água e o saneamento.
Propagação de doenças
Um terço dos pedidos da ONG para transportar unidades de dessalinização, bombas, cloro e outros produtos para tratamento da água, reservatórios, repelentes de insetos ou latrinas “foi rejeitado ou ficou sem resposta”.
As consequências são “consideráveis para a saúde, higiene e dignidade das populações, em particular das mulheres e das pessoas com deficiência”, alerta a MSF.
“Sem banheiros, as pessoas são obrigadas a cavar buracos na areia, que transbordam e contaminam o ambiente e as águas subterrâneas”, relata a organização.
A falta de acesso à água e à higiene, combinada com condições de vida indignas — tendas superlotadas, abrigos improvisados — favorece a propagação de doenças, em particular infecções respiratórias, doenças de pele e doenças diarreicas.
A MSF pede às autoridades israelenses que restabeleçam imediatamente o acesso à água “a níveis suficientes” para os habitantes de Gaza. Também pede aos aliados do país que “pressionem para obter a retirada dos obstáculos à ajuda humanitária”.
*AFP


Fonte: Jovem Pan

Millonarios x São Paulo: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Millonarios e São Paulo se enfrentam nesta terça-feira, dia 28, às 21h30, no El Campín, em partida válida pela Copa Sul-Americana. O duelo acontece pela terceira rodada da fase de grupos.
O Millonarios ocupa atualmente a terceira colocação no grupo, com 3 pontos, e busca vencer após outra vitória contra o Boston River. Do outro lado, o São Paulo lidera o grupo, soma 6 pontos e tenta vencer de novo na competição.
Onde assistir Millonarios x São Paulo ao vivo
A partida será transmitida ao vivo pelo SBT na TV aberta, ESPN na TV a cabo e Disney+ no streaming, com início da transmissão às 21h30.
O confronto é importante para a sequência da Sul-Americana, já que ambas as equipes brigam pela classificação para a próxima fase.


Fonte: Jovem Pan

PGR arquiva pedido de Zema para investigar Gilmar por homofobia

A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou na segunda-feira (27) um pedido de Romeu Zema (Novo) para investigar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por homofobia contra o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência.
O pedido fazia referência à uma entrevista de Gilmar ao portal Metrópoles na semana passada, na qual o magistrado criticava uma publicação de Zema sobre a série “Os Intocáveis”, quando perguntou se seria ofensivo fazer bonecos do ex-governador de MG como homossexual.
“Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? É correto brincar com isso?”, disse Gilmar Mendes.
Na decisão, o chefe de gabinete do procurador-geral da República, Ubiratan Cazetta, negou a ideia de homofobia alegada no pedido para abertura de uma ação civil pública.
“Sendo assim, não se identificando na presente representação elementos mínimos que indiquem violação relevante e atual a direitos transindividuais, ilícito penal, bem como a necessidade de atuação institucional, arquive-se, dando-se ciência ao representante”, diz a decisão.

Reação de Zema
Zema reagiu à fala de Gilmar e, também nas redes sociais, afirmou que o ministro do STF mostrou “todo o seu preconceito para o Brasil”.

Inacreditável. Gilmar Mendes equipara a nossa sátira dos intocáveis com uma possível sátira do STF me representando como homossexual e ladrão.
Nem tenho mais palavras pra definir o que está acontecendo. Esse sujeito extrapola cada vez mais os limites. Se comporta como um… pic.twitter.com/BnmRndx5wR
— Romeu Zema (@RomeuZema) April 23, 2026

 
Gilmar Mendes também disse que Zema fala um dialeto “próximo do português” ao se referir ao sotaque mineiro, já que muitas vezes não entende o que o ex-governador quer dizer.
Romeu Zema respondeu ao ministro e disse que Gilmar não entende seu “linguajar de brasileiro simples” diferente do “português esnobe dos intocáveis de Brasília”.
Após a repercussão, Gilmar Mendes pediu desculpas por sugerir que “homossexual” seja ofensa. Em publicação nas redes sociais, o ministro disse que não tem “receio em reconhecer o erro”, mas ponderou que existe “uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo”.
Entenda o conflito entre Gilmar e Zema
Gilmar Mendes e Romeu Zema estão em conflito desde que Zema publicou um vídeo de sátira, no dia 1º de março, que retrata o magistrado pedindo uma troca de favores ao ministro Dias Toffoli em meio ao escândalo do Banco Master.
Após as postagens do mineiro, Gilmar Mendes enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes no último dia 20 pedindo a investigação do pré-candidato à Presidência. O ministro apontou a suspeita de indícios de crime na publicação.
Moraes pediu uma manifestação da PGR antes de decidir sobre a inclusão de Zema no inquérito das fake news.
O vídeo publicado por Zema retratava uma conversa entre dois bonecos, caracterizados por desenhos de fantoches, que representariam Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Na publicação, Toffoli telefona para Gilmar e pede a ele que anule as quebras de sigilo de sua empresa, aprovada na CPI do Crime Organizado do Senado.

 

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Também no dia 20, parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados anunciaram que vão ingressar com um pedido de impeachment  do ministro Gilmar Mendes. A iniciativa é liderada pelo deputado federal Gilberto Silva (PL-PA), após o magistrado solicitar inclusão do ex-governador no inquérito das fake news.
Comparação de ministros à coroa portuguesa
Um dia após o envio da representação de Gilmar Mendes, no dia da Inconfidência Mineira, Zema fez mais uma publicação criticando o STF. O ex-governador comparou os ministros e o presidente Lula (PT) à coroa portuguesa.
“Você acha que nós somos livres de verdade? Eu acho que não. No lugar da Coroa Portuguesa, se sentaram os intocáveis de Brasília. Os políticos vendidos, os empresários ladrões e os juízes que se acham acima do bem e do mal”, diz em um trecho da publicação.
A representação que faz alusão à Inconfidência Mineira traz imagens de inteligência artificial com o rosto dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além de Lula e do banqueiro Daniel Vorcaro.

 

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No mesmo dia, Zema também compartilhou na rede social X um vídeo de esquete do canal “Porta dos Fundos”, de 2018. O vídeo satiriza Gilmar Mendes e o retrata como alguém na Corte a quem recorrer sobre todos os tipos de problemas jurídicos. “Como eu disse, se quiserem prender todos que criticarem os intocáveis, pode comprar mais caneta que vão precisar prender o Brasil inteiro”, escreveu Zema ao compartilhar a publicação.

Vídeo de 2018 do @portadosfundos . Como eu disse, se quiserem prender todos que criticarem os intocáveis, pode comprar mais caneta que vão precisar prender o Brasil inteiro. pic.twitter.com/BtPrJrU4h1
— Romeu Zema (@RomeuZema) April 21, 2026


Fonte: Jovem Pan

TCU investiga repasse de R$ 4,5 milhões para universidade cuidar de acervo de Lula

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu procedimento para investigar o repasse de R$ 4,5 milhões de recursos federais para que a Universidade Federal do ABC organize o acervo pessoal do presidente Lula (PT).
A abertura do processo ocorreu na última sexta-feira (24) e está sob relatoria do ministro Walton Alencar Rodrigues.
Segundo o processo, a representação se refere à destinação de recursos públicos federais para organização, tratamento técnico, digitalização, transporte e guarda provisória do acervo pessoal do presidente, após acordo entre a Casa Civil e a Universidade Federal do ABC.
A Jovem Pan entrou em contato com a Casa Civil para envio de posicionamento. Se houver resposta, o texto será atualizado.
De acordo com documento obtido pelo site Metrópoles, o prazo de execução do acervo vai de maio de 2025 até o fim de 2026. Segundo a Casa Civil, o arquivo inclui documentos em diferentes formatos, como textos, fotografias, vídeos, registros sonoros e materiais bibliográficos e museológicos.


Fonte: Jovem Pan