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Lula diz que foi pego de ‘surpresa’ com propostas de tarifas e diz que vai enviar nova carta a Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (3) que foi surpreendido pelos anúncios do Escritório de Comércio dos Estados Unidos que propõem duas novas tarifas comerciais a produtos brasileiros.
“Eu propus ao Trump, já que não tem acordo entre os dois ministros, vamos dar 30 dias para que os dois se entendam. Se o Brasil estiver errado, eu sei voltar atrás, mas se vocês estiverem errados, vocês voltam atrás. Essa reunião ainda não aconteceu”.
“Por isso, a nossa surpresa com relação a uma taxação contra o Brasil”, disse o petista.
– Esta reportagem está em atualização.
Agora no g1


Fonte:

g1 > Política

Em reunião ministerial, Lula cobra equipe sobre entregas antes das eleições e exibe frase: ‘O PIX é do Brasil’

Secretário de Comércio dos EUA diz a Mauro Vieira que quer continuar a dialogar sobre tarifas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta quarta-feira (3) com sua equipe ministerial de 2026, em meio a ofensivas dos Estados Unidos contra o Brasil.
Na ocasião, Lula cobrou sua equipe sobre entregas antes do período eleitoral e citou a medida proposta pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump de um novo tarifaço a produtos brasileiros.
Na sala onde ocorreu o encontro, no Palácio do Planalto, Lula exibiu um slide com a frase: “O PIX é do Brasil”, mesma usada em um cartaz que ele levantou durante um evento nesta terça, em Goiás.
Esse é o primeiro encontro coletivo do presidente Lula com sua equipe ministerial desde as trocas na Esplanada em abril, por conta do fim do prazo para desincompatibilização.
Ao todo, 18 ministérios tiveram troca de titular. O último encontro neste formato foi no fim de março deste ano.
🔎O prazo de desincompatibilização é o período legal em que um ocupante de cargo ou função pública (como ministros, secretários, juízes ou diretores de estatais) deve se afastar de suas atividades para poder concorrer a um mandato eletivo.
Lula conduz reunião ministerial com frase ‘O PIX é do Brasil’ exibida em telão
Reprodução/Canal Gov
Entre os assuntos previstos para serem abordados, segundo interlocutores, está a campanha eleitoral deste ano; entregas do governo que precisam ser concluídas no período de um mês; e lançamentos de programas do Executivo que ficaram pendentes.
Também deve tratada a proposta de novas taxas a mercadorias brasileiras e o anúncio do Departamento de Estado norte-americano de classificar facções criminosas como organizações terroristas estrangeiras.
Outros assuntos que devem aparecer na pauta tem relação com o fim da jornada de trabalho com escala 6×1, que não deve ser acelerado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); e a nova indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) sinalizada por Lula (entenda mais a seguir).
Sobretaxas dos EUA
Os Estados Unidos concluíram nesta segunda-feira (1º) uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os americanos. Entre elas estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção.
Sobretaxa stigação, o Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. O órgão, porém, incluiu uma lista de exceções para produtos considerados estratégicos pelos EUA, como carne, frutas, café, aeronaves, terras raras, entre outros.
A nova taxa ainda não está valendo. Pela legislação americana, a investigação formal precisa ser concluída e uma série de consultas públicas deve ser realizada antes que as medidas entrem em vigor.
Em nota, o governo brasileiro afirmou ter recebido o relatório dos EUA “com indignação” e que o documento foi feito após “provocação da família Bolsonaro”.
Para o governo, o documento é uma tentativa de ingerência em temas internos.
Durante discurso em Catalão, Goiás, nesta terça-feira (2), Lula cobrou do presidente norte-americano Donald Trump uma reunião e afirmou que espera um telefonema para que Trump explique as medidas anunciadas.
Uma segunda investigação dos Estados Unidos concluiu, nesta terça-feira (2), que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.
No entendimento de interlocutores do governo, a nova taxa será somada aos 25% anunciados na segunda-feira (1°). Portanto, a sobretaxa passaria para 37,5%, próximo aos 40% impostos no ano passado.
Nesta quarta (3), o governo dos Estados Unidos propôs a adoção de outra tarifa: uma sobretaxa por falha no combate ao trabalho forçado.
Há 60 países na lista, incluindo o Brasil. Essa tarifa é de 12,5% sobre todos os produtos desses países.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, esse percentual deve se somar à taxa proposta no relatório norte-americano, divulgado na segunda.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva gesticula enquanto fala com repórteres após sua reunião na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Embaixada do Brasil em Washington, DC, EUA, em 7 de maio de 2026
REUTERS/Elizabeth Frantz
Facções como organizações terroristas
Na semana passada, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que vai classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
O governo brasileiro ainda avalia as consequências das medidas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que se reunirá nos próximos dias com autoridades dos Estados Unidos para discutir a decisão do país.
No dia seguinte ao anúncio, o presidente Lula disse que o governo brasileiro pretende combater internamente o crime organizado e que não vai aceitar intervenções internacionais.
Fim da escala 6×1
A proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho foi aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada e teve o apoio dos deputados dos partidos que compõem a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nesta terça-feira (2), o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a Casa não pode ser obrigada a “carimbar” a PEC que acaba com a escala 6×1, de autoria de deputados.
A PEC foi enviada pela Câmara ao Senado na quinta-feira (28), um dia após ser aprovada pelos deputados. No mesmo dia, Alcolumbre enviou para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) uma outra PEC que trata da jornada de trabalho.
Indicação de Messias ao STF
Em uma derrota histórica para o governo, o Senado rejeitou, em abril, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Na mesma semana, o Congresso derrubou o veto de Lula ao PL da Dosimetria, que reduz as penas dos condenados no 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, adversário político do petista.
Na semana passada, Lula afirmou que vai reenviar ao Senado a indicação de Jorge Messias para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF), que está em aberto desde o ano passado.


Fonte:

g1 > Política

Projeto torna obrigatória oferta de álcool em gel em locais públicos

Projeto em tramitação no Senado determina que estabelecimentos públicos e privados, além de serviços de transporte público coletivo e individual, disponibilizem gratuitamente álcool em gel 70% aos usuários. A oferta deverá ser contínua, em quantidade suficiente e em locais visíveis e de fácil acesso.
Para o senador Jayme Campos (União-MT), autor do PL 1.719/2026, a medida é simples e prática e ajuda a prevenir o contágio de doenças infecciosas, especialmente em locais com grande circulação de pessoas. O senador também argumenta que a iniciativa demonstra compromisso com a saúde pública e contribui para ambientes mais seguros para a coletividade.
“Assim, empresas, instituições de ensino, estabelecimentos comerciais, tais como supermercados, bares, restaurantes e lanchonetes, e órgãos públicos que disponibilizam o produto para seus frequentadores ajudam a criar um ambiente mais seguro e saudável para todos”, explica Jayme Campos.
O texto permite a substituição do álcool em gel por outro produto com eficácia igual ou superior para higienização das mãos. Pela proposta, o descumprimento da medida poderá resultar em sanções.
O projeto ainda não foi encaminhado às comissões do Senado e ainda não tem relator indicado. Se aprovado, o texto prazo de 90 dias para que a regra entre em vigor e os estabelecimentos façam as adaptações necessárias.


Fonte: Senado Federal

Vídeo: Comissão de Educação do Senado debate função social do gestor de frotas

A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado discutiu em audiência pública a criação do Dia Nacional do Gestor de Frotas, profissional responsável por organizar a utilização de veículos numa empresa.


Fonte: Senado Federal

Reportagem da Agência Senado viabiliza documentário sobre cartas da Constituinte

Uma reportagem especial da Agência Senado em 2024 possibilitou a pesquisa para um documentário lançado em 2026. O documentário 1988: A Constituição de um Sonho resgata a história de moradores de Itaperuna (RJ) que enviaram cartas com sugestões para a Assembleia Nacional Constituinte.
Publicada em 2024, a reportagem especial da Agência Senado A Constituição dos Sonhos foi o resultado de um trabalho de dois anos, que envolveu o esforço de profissionais de diversos setores do Senado Federal para digitalizar e analisar as mais de 72 mil cartas enviadas por cidadãos à Assembleia Constituinte.
A reportagem conta com uma ferramenta de busca disponível ao público por meio de uma aplicação interativa que possibilita a consulta das cartas. Qualquer pessoa pode procurá-las usando diferentes critérios de busca: nome, cidade, estado, assunto.
Foi a busca por cidade que permitiu à equipe do filme, uma produção independente, localizar as cartas enviadas por moradores do município de Itaperuna. Por meio da ferramenta, a equipe da ONA Films, responsável pelo documentário, usou os dados para resgatar as histórias mostradas.
— O trabalho do Senado no projeto A Constituição dos Sonhos — a disponibilização das cartas — foi fundamental. O filme, como um todo, se baseia nas cartas. Não é sobre a política atual; é sobre o processo histórico em que os cidadãos comuns tiveram a possibilidade de ajudar a construir a Carta Magna do país — disse o cineasta Luiz Carlos Rocha, um dos diretores do filme.
O coordenador-geral da Agência Senado, Silvio Burle, afirmou que, desde a publicação da reportagem, já se imaginava que o conteúdo e a ferramenta seriam interessantes para pesquisadores, jornalistas ou cidadãos comuns. Ainda assim, na sua visão, é sempre surpreendente se deparar com novas iniciativas possibilitadas pela busca, como é o caso do documentário.
— É muito gratificante ver como esse projeto permite e estimula o reencontro do país com uma passagem essencial de sua história recente. (…) É ver que o projeto A Constituição dos Sonhos continua se multiplicando e gerando novos produtos, que também têm uma missão histórica e social importante — comemorou.
A reportagem
Feita em 2024, a reportagem foi idealizada pelo servidor do Senado Florian Madruga, que atualmente trabalha na Coordenação de Relacionamento com o Cidadão. Ele afirmou ter conhecido as cartas por meio do livro Constituição Desejada, do brasilianista francês Stéphane Monclaire, que tratava da iniciativa Fala Gente — a campanha do Senado que recolheu cartas com sugestões para a nova Constituição.
Para Florian, tanto o livro quanto a base de cartas são documentos históricos e, por isso, deveriam ser mais conhecidos e acessíveis. Foi aí que ele começou a desenvolver o projeto, que envolveu quase dois anos de trabalho. O avanço do jornalismo de dados e a parceria com a Agência Senado permitiram desenvolver uma reportagem e tornar disponível a aplicação, que possibilita a qualquer pessoa consultar o acervo com as cartas.
— Ver a ferramenta em uso mostra que a reportagem alcançou seu propósito: tornar a iniciativa Fala Gente mais conhecida e devolver visibilidade às cartas que ficaram no Arquivo. Muitas pessoas conseguiram resgatar memórias ao encontrar cartas próprias ou de parentes — isso transforma o projeto em algo vivo, não apenas um repositório histórico — avaliou.
A reportagem foi finalista do Prêmio Claudio Weber Abramo de Jornalismo de Dados em 2025. Além de possibilitar a busca feita para o documentário, o projeto é usado por educadores como material didático em sala de aula e por pesquisadores em artigos científicos. A ferramenta também foi usada em reportagens de jornais como O Estado de S. Paulo e no podcast Rádio Novelo, no episódio Carta Magna. 
Ideia
Foi a partir do episódio do podcast que o historiador e mestre em Sociologia Política Anizio Pirozzi, teve a ideia de fazer o filme, dirigido por ele e por Luiz Carlos Rocha. Na ferramenta disponível na reportagem da Agência Senado, a equipe do filme buscou as cartas escritas por cidadãos de Itaperuna, município fluminense com pouco mais de 100 mil habitantes. Foram encontradas 30 cartas, escritas por 26 pessoas. Seis delas participaram do documentário.
— Enquanto produzíamos o filme, enviei e-mail para o Senado pedindo as cartas das pessoas que se predispuseram a falar conosco. (…). Foi um trabalho de troca muito bem feito. Sem esse link entre a produção do filme e o trabalho magnífico do Senado de digitalizar essas cartas — mais de 72 mil cartas enviadas — esse filme não existiria — disse Anizio.
Entre as cartas estava a de dona Dária Maria Guimarães. Ela escreveu após a morte da filha, Roseane, adolescente engajada politicamente que sonhava com um país melhor. Na carta, Dária revelou o sonho de se formar e sugeriu mudanças legislativas para garantir aos mais pobres o acesso à universidade. Mais de 30 anos depois, formada em pedagogia, ela se emocionou ao falar no documentário sobre a carta e sobre o avanço no acesso à universidade no Brasil.
Boa parte dos pedidos expressados nas cartas de Itaperuna tinha relação com o movimento negro e a luta contra o racismo. Quase todas também mencionavam a educação. Para Luiz Carlos Rocha, os depoimentos mostram que a mobilização social pode trazer resultados concretos.
— Só com o movimento social, só com a luta social, é que podemos mudar para melhor a nossa nação, fortalecer a democracia brasileira, lutar por mais igualdade e equidade. Isso é muito importante e fica muito claro no filme: a importância dessa mobilização social — disse o diretor.
Apoio
O filme é independente, foi feito sem apoio financeiro, mas além da ferramenta e dos dados fornecidos pelo Senado, contou com o apoio da Câmara dos Deputados, do Arquivo Nacional e da Organização Memórias da Ditadura, que forneceram parte do material audiovisual da época da Constituinte.
O documentário estreou no dia 30 de abril, em Itaperuna, e está em processo de avaliação em festivais, por isso o conteúdo ainda é restrito. Após o circuito de festivais, a produtora deve tornar o filme acessível ao público em geral.


Fonte: Senado Federal

Áudio: Debatedores apontam sobrecarga de rodovias em Santa Catarina

A Comissão de Infraestrutura (CI) promoveu na terça-feira (2) audiência pública para debater a concessão de trechos de rodovias federais em Santa Catarina. A maior preocupação manifestada pelos participantes foi insegurança das vias geradas pela sobrecarga nessas estradas.


Fonte: Senado Federal

Enquete Morning Show – Governo Trump está certo em ameaçar o Pix?

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Fonte: Jovem Pan

Tarcísio e Nunes conversaram após Polícia Civil mirar produtora de ‘Dark Horse’

Aliados do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), tem dito que a operação da Polícia Civil que investiga a gestão por supostas fraudes em um contrato de fornecimento de Wi-Fi é resultado de uma “briga” de Tarcísio de Freitas (Republicanos) com a categoria.
Membros da gestão ouvidos pela coluna destacam o que chamam de “má relação” do governador de São Paulo com a Polícia Civil e “insatisfação” do setor, já que Tarcísio teria feito, ao longo do mandato, maiores acenos à Polícia Militar.
Segundo interlocutores da Prefeitura, todos os documentos pedidos pela investigação já tinham sido fornecidos à Polícia antes da operação. “A operação foi feita para ser midiática. Não tinha razão de ser”, justificou um. Outro argumento utilizado é que o pedido de investigação partiu de Leonardo Carvalho Bastos, membro titular do Conselho de Ética do PT de Sapucaia do Sul, no Rio Grande do Sul, e por isso, teria cunho político, com objetivo de prejudicar aliados de Tarcísio às vésperas da eleição.
Interlocutores de Tarcísio, no entanto, rejeitam essa interpretação. Para eles, atuação da Polícia Civil demonstra que as apurações não sofrem interferência política. Nesta terça-feira (2), Tarcísio defendeu a autonomia da Polícia Civil ao ser questionado sobre a fala de Nunes, que disse que, se a ação realizada ocorreu por causa do filme Dark Horse, trata-se de perseguição política. “A polícia tem autonomia para fazer as suas investigações, para fazer as suas operações. É uma instituição de Estado”, falou o governador.
A coluna apurou que prefeito e governador conversaram sobre o assunto após a operação. Nunes telefonou para Tarcísio, que reforçou não ter conhecimento prévio da operação.
Tarcísio e Nunes são conhecidos pela forte aproximação. Os laços se estreitaram na eleição de 2024, quando o governador teve papel central na reeleição do prefeito. Tarcísio também tem predileção por Nunes na sua sucessão. Os dois costumam trocar elogios e participar de muitas agendas conjuntas.


Fonte: Jovem Pan