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Desembargadora do TRT-BA é aprovada pelo Senado para o cargo de ministra do TST

Desembargadora baiana Margareth Rodrigues Costa foi aprovada pelo Senado para o cargo de ministra do TST
Geraldo Magela/Agência Senado
A desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) Margareth Rodrigues Costa foi aprovada na quarta-feira (29) pelo Senado Federal para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Ela recebeu 49 votos favoráveis no plenário, após sabatina e aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em sessão realizada em Brasília (DF).
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Em discurso aos senadores, Margareth Costa destacou a própria trajetória na magistratura trabalhista. “São mais de 35 anos de magistratura. Estive em todas as instâncias do tribunal”, afirmou.
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Segundo ela, a experiência permite compreender a atuação da Justiça do Trabalho em diferentes contextos sociais e econômicos, com equilíbrio e ponderação.
A desembargadora também ressaltou a experiência acumulada durante quatro anos como convocada no TST, período em que participou de discussões nacionais e atuou na Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho, o que possibilitou conhecer a realidade de todos os Tribunais Regionais do Trabalho.
Ela citou ainda a atuação como diretora da Escola Judicial do TRT-5 e como conselheira da Escola Nacional da Magistratura Trabalhista.
Durante a fala, a magistrada defendeu a ética como princípio fundamental do Judiciário. Margareth Costa também mencionou a participação em atividades voluntárias nas áreas social e educacional.
“O Judiciário é a última porta onde as pessoas vão pedir acesso e buscar direitos, e nós temos que estar preparados, com consciência e retidão daquilo que nos cabe fazer”, disse.
Desembargadora Margareth Rodrigues Costa durante sabatina da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Geraldo Magela/Agência Senado
Trajetória
Margareth Rodrigues Costa foi indicada para o cargo de ministra do TST na vaga aberta com a aposentadoria do ministro Aloysio Silva Corrêa da Veiga. Ela é formada em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde concluiu o curso em 1985.
Ingressou na magistratura em 1990, como juíza substituta, e tornou-se juíza titular da Vara do Trabalho de Jacobina, em 1993. Posteriormente, atuou nas varas de Camaçari e Salvador. Em 2014, foi promovida, por merecimento, ao cargo de desembargadora do TRT-BA. Em 2022, foi convocada para atuar no Tribunal Superior do Trabalho.
O nome de Margareth Costa integrou a lista tríplice formada pelo TST em novembro. A lista foi encaminhada ao presidente da República, responsável pela indicação. Em dezembro, o nome seguiu para o Senado Federal, onde passou por sabatina na CCJ e, posteriormente, foi aprovado pelo plenário.
Após a votação no Senado, cabe ao presidente da República realizar a nomeação oficial para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho.
No Senado, a magistrada contou com a presença da presidente do TRT-BA, desembargadora Ivana Magaldi, e do presidente da Amatra5, juiz Leonardo Jorge.
Fabrício Ferrarez / Secom TRT-5
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Fonte:

g1 > Política

Congresso derruba veto de Lula e abre caminho para reduzir pena de Bolsonaro

Congresso derruba veto de Lula e abre caminho para reduzir pena de Bolsonaro Parlamentares impõem 2ª derrota da semana ao governo Lula. Projeto prevê a redução de penas a condenados por atos golpistas. Ontem, Senado rejeitou indicação de Jorge Messias ao STF. O Congresso derrubou, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Lula ao projeto que reduz a pena de condenados por atos golpistas, inclusive Jair Bolsonaro. . A Câmara votou pela derrubada ao veto. Foram 318 votos a favor. Veja como votou cada deputado.. Entre os senadores, o placar foi de 49 votos a favor da derrubada e 24 contrários. Confira o placar.. No início da sessão, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, fez uma manobra atípica para reduzir a pena de Bolsonaro sem alterar condenação de acusados de crimes hediondos.


Fonte:

g1 > Política

Oficina Legislativa promove premiação para estudantes e professores do DF

A Oficina Legislativa do Senado Federal iniciou, nessa quarta-feira (29), o cadastro de propostas legislativas para a premiação de estudantes e professores do Distrito Federal. A iniciativa vai reconhecer, na categoria aluno, os dois autores das ideias legislativas com maior número de apoios no portal e-Cidadania. Na categoria professor, serão premiados os dois docentes com maior número de alunos com ideias aprovadas e publicadas. 
Criada em 2020, a Oficina Legislativa busca aproximar estudantes do processo legislativo. A atividade estimula a identificação de problemas nas comunidades e a elaboração de propostas que podem se transformar em projetos de lei.  
Nesta edição piloto de 2026, somente as instituições públicas e privadas do Distrito Federal podem participar. Serão entregues quatro notebooks, doados pelo Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), sendo dois para estudantes e dois para professores. 
Como funciona 
Podem participar estudantes a partir de 12 anos e professores de instituições de ensino público e privado do Distrito Federal, incluindo educação básica, ensino técnico e superior, além de modalidades como Educação de Jovens e Adultos (EJA), ensino especial, do campo, indígena e quilombola.  
Para concorrer, o professor deve cadastrar ao menos uma turma no sistema e gerar um código. Os alunos devem utilizar esse código ao enviar suas ideias legislativas pelo portal e-Cidadania, vinculando a proposta à turma. Os vencedores precisarão comprovar vínculo com a instituição de ensino por meio de ofício assinado via Gov.br. 

Cronograma

Cadastro de ideias: de 29 de abril a 5 de novembro de 2026. 

Contagem de apoios: de 29 de abril a 20 de novembro de 2026. 

Divulgação do resultado preliminar: até 4 de dezembro de 2026. 

Prazo para recursos: até três dias úteis após a divulgação do resultado preliminar. 

Resultado final: após a análise dos recursos. 

Mais informações estão disponíveis no regulamento da premiação. 
Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly


Fonte: Senado Federal

PT chama de ‘retrocesso’ rejeição a veto da Dosimetria e diz que decisão ‘ignora’ tentativa de golpe

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, divulgou um comunicado nesta quinta-feira (30) no qual afirmou que o partido vê “grande retrocesso” na decisão do Congresso Nacional que derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como “PL da Dosimetria”.
Aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado, o projeto prevê a redução de pena para envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em janeiro, Lula vetou a proposta, e, neste quinta, o veto foi derrubado por deputados e senadores.
Na prática, com a decisão, o ex-presidente Jair Bolsonaro está entre os condenados que podem ser beneficiados pela decisão do Congresso, o que, para o PT, mostra que os parlamentares decidiram “ignorar” a tentativa de golpe no Brasil
“A derrubada do veto do presidente Lula ao chamado PL da Dosimetria representa um grave retrocesso para a democracia no Brasil, e perdoa quem planejou assassinatos”, afirma um trecho da nota.
“Aliviar a punição de crimes dessa natureza é ignorar a gravidade da tentativa de ruptura institucional e relativizar a própria Constituição. Não é possível aceitar como normal tentativas de assassinatos”, acrescentou o PT em outro trecho.
Inicialmente, os partidos da oposição defendiam a chamada anistia, ou seja, o perdão das penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal aos condenados por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro.
No ano passado, após articulações entre partidos da oposição e do centrão, chegou-se ao projeto da dosimetria, que, na prática, em vez de perdoar, estabeleceu um mecanismo que pode levar à redução das penas.
O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado e, ao ser analisado pelo presidente Lula, foi vetado integralmente. Nesta quinta, a decisão de Lula foi derrubada pelo Congresso.
1,4 mil condenados
Em um documento divulgado nesta quarta (29), véspera da votação no Congresso, o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos ligados ao 8 de janeiro no STF, informou que 1.402 pessoas foram condenadas por envolvimento nos atos golpistas.
Também informou que foram impostas as seguintes sanções:
431 penas privativas de liberdade;
419 penas privativas de liberdade convertidas em prestação de serviço;
552 acordos de não persecução penal.
“Os elementos de prova gradualmente colhidos demonstram inequivocamente o funcionamento de um grupo criminoso, de forma coordenada e estruturada, atuava nitidamente para viabilizar e concretizar a decretação de medidas de ruptura institucional”, escreveu o próprio Alexandre de Moraes no documento.


Fonte:

g1 > Política

Áudio: CDH vai discutir situação de instituições de acolhimento para idosos

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) vai discutir o modelo de funcionamento das instituições que acolhem idosos no Brasil. Para a presidente do colegiado, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), é necessário atualizar a legislação para garantir recursos adequados, já que muitas instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) atendem pessoas com demandas de saúde, mas são classificadas apenas como de assistência social. A data da audiência ainda será definida.


Fonte: Senado Federal

Deputadas protocolam pedido de CPMI para investigar Banco Master

As deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) protocolaram na Mesa do Congresso Nacional um pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master. O requerimento, apresentado nesta quinta-feira (30), reúne 181 assinaturas de deputados e 35 de senadores.
Segundo as parlamentares, o objetivo da comissão é apurar eventuais irregularidades envolvendo o banco, especialmente em relação à gestão financeira, concessão de crédito, operações suspeitas, possível descumprimento de normas do sistema financeiro nacional e eventuais prejuízos a consumidores e ao interesse público.
Banqueiro Daniel Vorcaro, em depoimento à Polícia Federal, nega irregularidades na condução dos negócios do Banco Master
Reprodução/Polícia Federal
“Cabe aqui a máxima do sertão: quem for podre, que se quebre”, afirma a deputada federal Heloisa Helena.
No documento, as deputadas também defendem a investigação dos controladores da instituição, além de possíveis conexões com agentes públicos, órgãos reguladores e operações com potencial impacto sistêmico no sistema financeiro nacional.
“Queremos saber das relações de Daniel Vorcaro com os governadores Ibaneis Rocha e Claudio Castro, saber quem financiou o jatinho no qual Nikolas Ferreira viajou e saber tudo sobre as malas de dinheiro para a campanha de Bolsonaro. Esse escândalo que envolve toda a direita e extrema-direita não pode acabar em pizza’’, diz a deputada federal Fernanda Melchionna.
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Em fevereiro, o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) já havia protocolado um pedido de criação de uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar o Banco Master.
Segundo o parlamentar, o requerimento reuniu 201 assinaturas. A proposta prevê a apuração de possíveis irregularidades em operações financeiras da instituição controlada por Daniel Vorcaro, além das negociações para a compra, pelo Banco de Brasília (BRB), de carteiras de crédito vendidas pelo banco.


Fonte:

g1 > Política

TRE afirma que adota providências para fazer eleição direta após cassação do governador de RR

TSE forma maioria para cassar governador de RR e tornar ex-governador inelegível
O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) confirmou, nesta quinta-feira (30), que as eleições para o governo de Roraima serão definidas por eleição direta, quando a população vai às urnas para escolher um representante.
O anúncio foi feito após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamar o resultado do julgamento que cassou o mandato do governador Edilson Damião (União Brasil) e declarou o ex-governador Antonio Denarium (Republicanos) inelegível por oito anos.
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Em nota, o TRE-RR destacou que a Corte Superior deliberou, por maioria, pela realização de novas eleições, na modalidade direta, e determinou a execução imediata do julgado, independentemente da publicação do acórdão.
“Diante disso, o TRE-RR esclarece que adotará todas as providências necessárias para o fiel cumprimento da decisão, observando rigorosamente os termos definidos pelo TSE e a legislação eleitoral vigente.”
Damião perdeu o mandato por seis votos contra um, na última terça-feira (28), mas o resultado foi proclamado nesta quinta após complemento do ministro André Mendonça, que defendeu uma eleição com votação indireta na Assembleia Legislativa (Ale-RR). A maioria, no entanto, optou pelo voto popular.
Como o resultado proclamado, Damião sai do cargo imediatamente. Com isso, o presidente da Assembleia Legislativa, Soldado Sampaio (Republicanos), é quem deve assumir o governo do estado até a realização do pleito.
Em nota, a assessoria de Damião disse que deve apresentar os recursos cabíveis. “Reafirmamos o respeito às instituições e acompanharemos os desdobramentos com responsabilidade e observância à legislação vigente.”
O recurso pode ser apresentado ao TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, não tem efeito suspensivo e ele continua fora do cargo.
Agora, o TRE deve iniciar os procedimentos para realização da eleição suplementar. Ela ocorre, entre outras possibilidades, quando há cassação do diploma ou a perda do mandato.
No entanto, ela não anula a eleição tradicional, ou seja, a eleição geral em outubro de 2026 segue como o previsto. De acordo com o calendário eleitoral, para este ano ainda restam quatro possibilidades de novas eleições:
17 de maio;
21 de junho;
8 de novembro;
6 de dezembro.
Edilson Damião e Antonio Denarium, da esquerda para a direita.
Marley Lima/Ale-RR/Reprodução/Arquivo
Crimes eleitorais
Damião e Denarium foram condenados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, quando a chapa foi eleita.
A decisão foi tomada após o TSE negar recurso das defesas dos políticos contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), que, em janeiro de 2024, cassou os mandatos do então governador Antonio Denarium e do vice. O recurso levou o caso à Corte Superior ainda em 2024.
Edilson teve o mandato cassado após um mês no cargo. Ele era vice-governador de Roraima desde 2022 e assumiu o governo em 27 de março de 2026, após Denarium renunciar para disputar o Senado.
A renúncia de Denarium não encerrou o processo no TSE. Damião seguiu como alvo da cassação, enquanto Denarium respondeu pela inelegibilidade, punição aplicada pelo TRE e mantida pelo Tribunal Superior na noite de terça-feira.
Engenheiro Edilson Damião em 27 de março de 2026, quando tomou posse como governador de Roraima.
Ale-RR/Divulgação
Conclusão dos votos
O processo julgado na terça refere-se à terceira cassação, em que Denarium e o então vice-governador tiveram os diplomas cassados. A ação foi movida pela coligação “Roraima Muito Melhor”, que tinha como adversária a ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB).
Denarium e Damião, neste processo, foram acusados de:
Executar reformas nas casas de eleitores roraimenses, por meio do programa “Morar Melhor”, em 2022 — ano de eleição;
Distribuição de cestas básicas em ano eleitoral;
Transferência de R$ 70 milhões em recursos para municípios às vésperas do período vedado pela lei eleitoral;
Promoção pessoal de agentes públicos;
Aumento de gastos com publicidade institucional.
A primeira a votar na terça foi a ministra Estela Aranha, que, há 14 dias, tinha pedido vista — mais tempo para analisar o processo. O voto dela foi seguido por Antonio Carlos, Floriano de Azevedo e da presidente do TSE, Cármen Lúcia. Os outros ministros apresentaram voto em sessões anteriores.
Durante o embasamento do voto, a ministra Estela Aranha disse que não faz sentido cassar apenas o mandato do então governador Antonio Denarium e manter o então vice, Edilson Damião, no cargo, mesmo que o Damião não tenha participado diretamente de qualquer irregularidade.
“Não vejo como manter hígido o diploma de vice, ainda que a ele não se impute diretamente a prática de nenhum ilícito. É de se considerar que se o titular (Denarium) obteve benefício com essa conduta, aferindo os votos de um pleito, não há como afastar o benefício do vice (Damião) […] em razão da unicidade de chapa, prevista no Código Eleitoral […] que impõe a canalização de votos sem diferenciar se o eleitor confia no titular, no vice, ou em ambos”, justificou a ministra.
Ao acompanhar o voto, Antonio Carlos ressaltou que, embora Damião não integrasse a chapa eleita em 2018, sua eleição em 2022 esteve diretamente ligada à candidatura de Antonio Denarium. Para o magistrado, a jurisprudência do TSE estabelece que, quando uma chapa é beneficiada por abuso de poder, a cassação deve atingir tanto o titular quanto o vice.
O ministro Floriano de Azevedo votou pela cassação ao rejeitar o argumento de que os repasses milionários feitos às vésperas das eleições de 2022 foram motivados por calamidades climáticas.
Ele explicou que choveu 40% menos no ano de eleição do que em 2021, mas os repasses foram 400 vezes maiores. Para ele, essa foi uma evidência de abuso de poder econômico para beneficiar aliados políticos.
A ministra Cármen Lúcia também votou pela cassação ao destacar que os programas sociais criados e os repasses milionários no ano eleitoral atingiram diretamente uma fatia expressiva do eleitorado.
Só o programa Cesta da Família beneficiou 50 mil famílias, o que, considerando uma média de três eleitores por família, representa cerca de 150 mil pessoas, num eleitorado de 366 mil roraimenses. “Este cálculo sequer contempla os potenciais beneficiários do programa Morar Melhor”, completou a ministra.
Julgamento iniciado em 2024
Ao centro, Edilson Damião e Antonio Denaium, quando ocorreu a transmissão do cargo de governador de Roraima. Ao lado direito, o presidente da Ale-RR, Soldado Sampaio.
Marley Lima/Ale-RR/Divulgação
O julgamento do processo começou no dia 13 de agosto de 2024, mas foi suspenso após decisão unânime dos ministros do TSE e a ação ficou parada por mais de um ano na Corte. Na data, a defesa do governador e do vice, e parte adversária deles fizeram alegações orais sobre o processo.
A ação voltou a ser julgada em 26 de agosto de 2025, mas foi suspensa pela segunda vez após o ministro André Mendonça pedir vista — mais tempo para análise.
No dia, antes do pedido de vista, a ministra Isabel Gallotti, relatora do processo à época, negou os recursos apresentados pelos políticos e votou a favor da cassação dos diplomas do então governador e do vice por abuso de poder político e econômico. O voto dela teve 82 páginas.
O julgamento foi retomado no dia 11 de novembro, quando o ministro André Mendonça concordou em cassar os mandatos. Após o voto, o ministro Nunes Marques pediu vista e o processo ficou suspenso por cerca de cinco meses.
Ele foi retomado e suspenso novamente no dia 14 de abril, quando a ministra Estela Aranha também pediu vista. Antes disso, Nunes Marques votou contra a cassação de Edilson Damião, mas a favor da inelegibilidade de Denarium.
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.


Fonte:

g1 > Política

Além de Bolsonaro: quem será beneficiado com a derrubada do veto da Dosimetria

Com a derrubada do veto do projeto de lei (PL) da Dosimetria nesta quinta-feira (30), além do ex-presidente Jair Bolsonaro, outros presos do 8 de janeiro serão beneficiados, como aqueles do grupo principal:

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil;
Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
Alexandre Ramagem, deputado federal;

Esse grupo foi condenado a penas que variam de 16 anos a 24 anos em regime fechado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em caráter definitivo, em 25 de novembro do ano passado.
Além deste grupo, a derrubada do veto beneficia também todos os condenados da tentativa de golpe de Estado. O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas, reduzindo também o tempo para progressão do regime de prisão fechado para semiaberto ou aberto”.
Caso de Bolsonaro
Bolsonaro está desde 24 de março em prisão domiciliar após pedido da defesa pela prisão domiciliar humanitária por questões de saúde. Em tese, porém, ele segue em regime fechado após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe.
Agora, com a derrubada do veto à Dosimetria, o ex-presidente tem pode migrar de regime em um prazo que varia entre dois e quatro anos.
Veto de Lula ao PL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente no dia 8 de janeiro deste ano o PL da Dosimetria. Decisão aconteceu durante a cerimônia em defesa da democracia nos três anos dos atos golpistas, no Palácio do Planalto.
“O 8 de Janeiro está marcado na história como o dia da vitória da democracia, vitória sobre aqueles que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular expressa nas urnas. São os que sempre defenderam a ditadura, a tortura e o extermínio de adversários e pretendiam submeter o Brasil a um regime de exceção”, discursou Lula na época.

A decisão não surpreendeu parlamentares nos bastidores, já que o presidente vinha sinalizando há semanas que vetaria essa medida. Como justificativa, Lula avaliou que o projeto beneficia aliados políticos e enfraquece a responsabilização dos atos golpistas.


Fonte: Jovem Pan

Assessor de Janones interrompe entrevista, xinga e é detido; veja vídeo

O assessor do deputado André Janones (Rede Sustentabilidade-MG) foi detido nesta quinta-feira (30) após agredir verbalmente o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara, durante uma entrevista ao vivo. Cabo Gilberto participava, junto com Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara, de uma entrevista para a GloboNews.
Ele respondia a uma pergunta sobre a relação de Davi Alcolumbre com a oposição quando o assessor interrompeu a entrevista e gritou: “…é o caralho, Lula reeleito”. No momento do ocorrido, o deputado interrompeu sua fala ao ser pego desprevenido e, na sequência, retornou dando uma declaração.

 

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“Olha aí, vocês estão vendo como é? Eles não aceitam a derrota”, disse. “Interrompem, são mal-educado , gritam e choram dentro do Parlamento. Olha só o que o militante esquedista faz em uma entrevista séria”, acrescentou. “O deputado falou a opinião dele, eu ia falar a minha…a verdade dói, é dura, mas está aí para o povo brasileiro ver quem está envolvido no caso Master”, disse.
O episódio aconteceu enquanto o Senado votava a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao PL da Dosimetria. Um vídeo gravado pela Jovem Pan mostra o momento em que o assessor é detido.
Assista ao vídeo

Derrubada do veto 
O Congresso derrubou nesta quinta-feira (30) o veto do presidente Lula (PT) ao PL da Dosimetria, projeto que diminui as penas aplicadas a condenados por tentativa de golpe de Estado e por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão beneficiará o ex-presidente Jair Bolsonaro, com a diminuição de sua pena.
A Câmara dos Deputados votou primeiro e formou maioria para derrubar o veto. Foram 318 votos favoráveis à derrubada e 144 contrários. Já no Senado, foram 49 votos para a derrubada do veto e 24 votos contra.
 


Fonte: Jovem Pan

Flávio fala em ‘subir a rampa’ com Bolsonaro após derrubada do veto à Dosimetria

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, nesta quinta-feira (30), e voltou a torcer para que consiga ser eleito presidente da República e que suba a rampa do Planalto ao lado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Não poderia ter presente melhor de aniversário”, celebrou o pré-candidato, que completa 45 anos hoje.
Projeto diminui as penas aplicadas a condenados por tentativa de golpe de Estado e por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão beneficiará o ex-presidente Jair Bolsonaro, com a diminuição de sua pena.
A Câmara dos Deputados votou primeiro e formou maioria para derrubar o veto. Foram 318 votos favoráveis à derrubada e 144 contrários. Já no Senado, foram 49 votos para a derrubada do veto e 24 votos contra.
A derrubada do veto representa uma nova derrota ao governo federal, um dia após a rejeição pelo Senado do indicado de Lula, o advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidente Lula vetou integralmente o projeto de lei no dia 8 de janeiro, justamente no aniversário de três anos dos atos antidemocráticos de 2023.
À época, a decisão do veto do presidente não surpreendeu parlamentares nos bastidores, já que Lula vinha sinalizando que vetaria essa medida. Como justificativa, o petista avaliou que a redução da resposta penal a crimes contra o Estado Democrático de Direito poderia estimular novas infrações e representar um retrocesso no processo de redemocratização do país. Segundo a justificativa enviada ao Congresso, o projeto também poderia comprometer princípios constitucionais como proporcionalidade, isonomia e impessoalidade.

Manobra de Alcolumbre
Antes da votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, realizou uma manobra para retirar trechos do PL da Dosimetria da pauta de votação do Congresso. A decisão, que foi comunicada em plenário, tem o objetivo de evitar que a derrubada do veto acabe contradizendo a Lei Antifacção. A informação havia sido antecipada pela Jovem Pan News.
O PL da Dosimetria foi aprovado em dezembro de 2025. No entanto, o texto foi vetado integralmente pelo Lula em janeiro. Um mês depois, o Congresso aprovou a Lei Antifacção, que também trouxe novas regras para a progressão de pena. Segundo Alcolumbre, uma análise detalhada mostrou que os dois projetos entravam em conflito.
A contradição ocorria especificamente nos incisos 4 a 10 do artigo 112 da Lei de Execução Penal, que tratam da progressão de regime para condenados por formação de milícia privada, feminicídio, crimes hediondos e para líderes de facções criminosas.
“Esse cenário representaria uma invalidação da recente manifestação de vontade deste Congresso Nacional acerca dessa matéria, bem como significaria um passo atrás nas ações de combate à criminalidade, em especial ao feminicídio e ao crime organizado”, explicou Alcolumbre.
Para evitar a contradição, o presidente do Senado utilizou o Regimento Interno do Senado para declarar a “prejudicialidade” (ou seja, a perda de validade para votação) dos trechos conflitantes. Ele justificou a manobra por duas razões principais: a temporalidade, já que a Lei Antifacção foi votada depois, e a finalidade, pois a intenção original do PL da Dosimetria não era afrouxar o rigor contra esses crimes específicos.
Aprovação do texto original
Em dezembro, a Câmara dos Deputados já havia aprovado o texto original do projeto de lei por 291 votos a 148. Na sequência, o Senado aprovou a proposta em votação nominal, com 48 votos favoráveis e 25 contrários.
O texto original previa anistia a todos os envolvidos nos atos de 8 de janeiro e dos acusados dos quatro grupos relacionados à tentativa de golpe de Estado julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mas esse artigo foi retirado do projeto.
Proposta beneficia Bolsonaro
O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa contra o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicam no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.
O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas, reduzindo também o tempo para progressão do regime de prisão fechado para semiaberto ou aberto”.
Com a derrubada do veto, a nova forma de soma de penas beneficiará todos os condenados da tentativa de golpe de Estado, como aqueles do grupo principal:

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil;
Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
Alexandre Ramagem, deputado federal;

Esse grupo foi condenado a penas que variam de 16 anos a 24 anos em regime fechado pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em caráter definitivo, em 25 de novembro do ano passado.


Fonte: Jovem Pan