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Pelo sonho do hexa: onde assistir ao vivo, horário e transmissão de Brasil x Marrocos

Chegou o dia. A Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo neste sábado (13). Integrante do Grupo C, junto com Marrcos, Haiti e Escócia, a canarinha faz seu primeiro jogo diante do Marrocos. A partida acontece no MetFlife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, às 19h (horário de Brasília).

Onde assistir

A estreia da Seleção Brasileira será transmitida, em áudio, no Youtube da Jovem Pan. A transmissão começa às 18h.

Além da Jovem Pan, a partida terá transmissão da TV Globo (TV aberta), SporTV (TV fechada), SBT (TV aberta), CazéTV (Youtube) e GETV.


Fonte: Jovem Pan

Rômulo Mendonça e Ricardo Bulgarelli são afastados da transmissão da NBA no Prime Video

Um dia antes do quinto jogo das finais da NBA, o Prime Video afastou o narrador Rômulo Mendonça e o comentarista Ricardo Bulgarelli de suas transmissões. O motivo é de que ambos fizeram comentários inadequados a uma repórter. O serviço de streaming realizará uma investigação completa do caso.
O veículo confirmou o afastamento e a medida já deve valer para a partida que pode garantir o título da liga americana de basquete ao New York Knicks, que lidera a série por 3 a 1 para cima do San Antonio Spurs. Os substitutos, porém, ainda não foram confirmados.
“Estamos cientes de comentários inadequados feitos a respeito de um membro de nossa equipe de transmissão”, declarou o Prime Video, em nota, que seguiu. “Não toleramos esse comportamento e os talentos envolvidos foram suspensos de nossas transmissões enquanto realizamos uma investigação completa do caso.”
O Estadão entrou em contato com Bulgarelli, mas ele não quis comentar o caso até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para novas manifestações tanto do comentarista quanto do narrador, Rômulo.


Fonte: Jovem Pan

Lula diz ter terminado sessões de radioterapia no couro cabeludo: ‘Feliz pela cura definitiva’

Lula diz ter terminado sessões de radioterapia no couro cabeludo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (12) que terminou as sessões de radioterapia no couro cabeludo após a retirada de um câncer de pele, em abril.
Os procedimentos tiveram início mês passado, no Hospital Sírio-Libanês, que classificou a intervenção como um “tratamento complementar”.
“Hoje, eu fui no hospital e terminei a minha 15ª sessão de radioterapia. Tive câncer de pele e a radioterapia é para sumir de vez qualquer perspectiva. Estou bem e feliz pela minha cura definitiva desse câncer de pele”, afirmou o presidente.
A declaração foi feita durante o anúncio da linha de crédito para entregadores de aplicativos financiarem motos novas, no Palácio do Planalto.
Agora no g1
Início das sessões
Na ocasião do início das sessões, o hospital informou que os procedimentos tinham caráter preventivo e não provocam efeitos colaterais. Por isso, Lula poderia continuar normalmente cumprindo agendas e mantendo a rotina.
A primeira sessão de radioterapia de Lula foi realizada em 25 de maio, em Brasília. Contudo, as sessões não ocorreram apenas na capital. Já a retirada do câncer de pele foi em 24 de abril, em São Paulo.
Desde então, o petista vinha realizando procedimentos complementares para evitar o retorno do quadro ou uma possível evolução.
Na época, os médicos que acompanham o presidente explicaram que a lesão era localizada e não apresentava disseminação para outras partes do corpo (leia mais abaixo).
Dessa última vez, não foi realizada biópsia como em abril. Naquela época, o material analisado já havia apontado que a lesão era benigna.
Lula em agenda em 12 de março.
Reprodução/CanalGov
Retirada do câncer
Na época da retirada do câncer de pele, a dermatologista Cristina Abdala, responsável pelo procedimento, explicou que se tratava de um carcinoma basocelular, que é o tipo mais comum causado pela exposição crônica ao Sol.
“É uma lesão localizada, não espalha para nenhum lugar. O máximo que pode acontecer é ficarem aparecendo pequenas feridas. Ele já estava acompanhando há algum tempo. Resolveu tirar. Isso não implica mau prognóstico. É acompanhamento”, disse na ocasião.
O médico Roberto Kalil Filho acrescentou, naquele momento, que a indicação era pela retirada.
“Quando cresce, a gente precisa retirar, porque senão continua crescendo, não cicatriza, sangra. É uma lesão localizada e a conduta é a remoção”, afirmou.
Lula durante cerimônia do ‘Move Brasil’ voltado a entregadores.
Ricardo Stuckert/ Presidência da República
Queratose
Em fevereiro deste ano, Lula realizou um procedimento simples de cauterização para tratar uma queratose, também chamada de ceratose — um espessamento da camada de queratina mais superficial da pele.
Na época, o procedimento durou pouco mais de um minuto e foi realizado em uma clínica dermatológica em São Paulo.
🔎 A queratose é um termo amplo, usado para descrever alterações da pele em que há um distúrbio no processo de queratinização, ou seja, na forma como as células da epiderme produzem e organizam a queratina, a proteína da camada mais superficial da pele, explica a dermatologista Maria Augusta Maciel, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).


Fonte:

g1 > Política

Lula lança linha de crédito para compra de moto e bicicleta elétrica por entregadores de app; veja regras

Lula diz que motoristas de app estão deixando a ‘invisibilidade’
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta sexta-feira (12), no Palácio do Planalto, uma linha de crédito especial para a compra de motos e bicicletas elétricas por entregadores que trabalham por aplicativos.
Entre os objetivos da linha de crédito, que estará disponível a partir de 13 de julho, estão a descarbonização e a renovação da frota de motos e bicicletas em circulação.
Conforme o governo, poderão adquirir os veículos os motociclistas ou ciclistas que prestam serviços de transporte urbano individual de passageiros ou de carga. A linha também contemplará motoristas celetistas.
“O ponto central é reconhecer a importância desses trabalhadores, o papel que essa linha tem de aumentar o bem-estar, reconhecer o papel desses trabalhadores para sociedade. Vai levar ao aumento de produtividade, renovação e descarbonização. Tem, mais ou menos, 1 milhão de trabalhadores nessa situação”, afirmou Bruno Moretti, ministro do Planejamento.
Durante discurso, Lula celebrou a presença de motoristas de app no Palácio do Planalto, afirmando que a categoria está deixando a “invisibilidade”.
Ele também defendeu a realização de campanhas educativas no trânsito e afirmou que o governo vai negociar com as concessionárias de motos o fornecimento de capacete para os motociclistas.
Regras básicas
Para participar, os profissionais devem comprovar pelo menos:
seis meses de atividade; e
um histórico mínimo de 100 corridas realizadas.
O processo de adesão ocorrerá por meio de um portal digital oficial, disponível a partir desta sexta, no qual o usuário autorizará o compartilhamento de dados para validar sua elegibilidade junto a instituições, como a Caixa e o Banco do Brasil.
Segundo o governo, poderão ser financiados:
motos flex – até 160 cilindradas
bicicletas e autoprop0elidos elétricos – até 1000 Watts
motos, motonetas e ciclomotores elétricos – até 7500 Watts
Cada motorista poderá adquirir um veículo por meio da nova linha de financiamento.
Taxas e prazos
Segundo o anúncio feito pelo governo federal no Palácio do Planalto, a taxa será de:
12,5% ao ano (0,99% ao mês) para homens;
e de 11,5% ao ano (0,91% ao mês), para mulheres.
O prazo do financiamento será de 48 meses. A carência, prazo de tolerância concedido pela instituição financeira antes que o pagamento da primeira parcela seja iniciado, será de dois meses.
Ao apresentar a linha de crédito, o governo deu como exemplo uma operação financeira de R$ 21 mil. A prestação, nesse caso, ficaria em R$ 552.
Os recursos para a linha de crédito, segundo o governo, tem origem no Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS).
Já o Fundo de Garantia de Operações (FGO), um fundo público, será utilizado para reduzir o risco do crédito, com coberturas de 50% da carteira e 100% da operação.
Para viabilização do programa, foi assinada uma medida provisória, um decreto e uma resolução do FIIS.
Na cerimônia no Planalto, Lula anunciou que as primeiras 25 mil motos financiadas por mulheres junto ao BB serão acompanhadas de um capacete gratuito para as motociclistas.
O petista também aproveitou o Dia dos Namorados para fazer uma fala sobre a necessidade de enfrentamento à violência contra a mulher.
Linha de crédito para empresas
Motociclistas de app cobram mais ações educativas para passageiros para melhorar segurança
Thiago Gadelha/SVM
O governo Lula também anunciou uma linha de financiamento para empresas com o objetivo de expansão da infraestrutura de serviço de troca de bateria e de sistemas de recarga de motos elétricas.
Itens pré-determinados: baterias, postos de troca de bateria. E capital de giro associado, limitado a 30% do valor dos investimentos.
Essa linha também prevê taxa de 12,5%, prazo de 48 meses e carência de dois meses. O limite da linha será de R$ 70 milhões.
Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, anunciou a realização de feirões para negociação de motos.
“No dia 13 de julho, vamos colocar no calendário, vamos ter polos de feirões, locais para convidar as concessionárias, para fazer uma feira para participar, para fazer que a agilidade aconteça”, afirmou Vieira.


Fonte:

g1 > Política

Seleção dos EUA surpreende, arrasa Paraguai e estreia com vitória e estádio lotado

Um dos anfitriões da Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos surpreenderam na estreia diante do Paraguai. Apelidada de “Geração de Ouro”, o atual plantel estadunidense impôs o ritmo de jogo para anotar o placar de 4 a 1 no Estádio de Los Angeles.

Com estádio lotado, a torcida dos Estados Unidos contou com a presença de celebridades nas arquibancadas. Namorado de Katy Perry, atração da cerimônia de abertura, o ex-primeiro-ministro do Canadá Justin Trudeau assistiu à partida. Também acompanharam a vitória: Tom Cruise, David Beckham, Paris Hilton e Bill Gates.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não compareceu ao jogo. Entretanto, o secretário de Estado, Marco Rubio, representou o governo estadunidense.

Primeiro tempo

Conduzida pelo experiente Mauricio Pochettino, a chamada “Geração de Ouro” dos Estados Unidos mostrou na primeira etapa da partida por que chegou ao Mundial cercada de expectativas para estar entre os grandes do futebol. A seleção estadunidense impôs o seu ritmo e empurrou o jogo para o lado paraguaio.

O primeiro gol dos Estados Unidos saiu dos pés de um adversário. Ao tentar afastar a bola, Bobadilla abriu o placar aos 7 minutos. Aos 31, Pulisic cruzou para Balogun, que empurrou para o fundo do gol. Já nos acréscimos, o camisa 20 recebeu fora da grande área, limpou a marcação e engavetou aos 55.

Segundo tempo

De volta do vestiário, Pulisic deixou o gramado para a entrada de Berhalter. No lado paraguaio, Gustavo Alfaro tirou Bobadilla e colocou Maurício. Com a vantagem construída no primeiro tempo, os Estados Unidos diminuíram a intensidade ofensiva em movimento de valorização da posse de bola, enquanto o Paraguai encontrou mais espaços para finalizar.

O resultado veio aos 27 minutos, em jogada construída do campo de defesa, Julio Enciso dominou, tocou para Maurício que finalizou cruzado. No entanto, mesmo com o ritmo menos acelerado, os estadunidenses seguiram perigosos. Um minuto antes do apito final, Reyna acertou um belo chute para sacramentar a goleada sobre os paraguaios.

Escalações

Estados Unidos: Matt Freese; Antonee Robinson, Tim Ream, Chris Richards, Alex Freeman; Tyler Adams, Malik Tillman (Giovanni Reyna); Christian Pulisic (Sebastian Berhalter), Weston McKennie, Sergino Dest (Timothy Weah); Folarin Balogun (Ricardo Pepi). Mauricio Pochettino.

Paraguai: Orlando Gill; Gustavo Gómez, Omar Alderete, Júnior Alonso, Juan José Cáceres (Gustavo Velázquez); Miguel Almirón (Ramón Sosa), Damián Bobadilla (Maurício), Andrés Cubas, Diego Gómez (Gamarra); Julio Enciso, Antonio Sanabria (Alex Arce). Gustavo Alfaro.


Fonte: Jovem Pan

Chefe da gangue venezuelana Tren de Aragua morre em ataque dos EUA

O chefe do grupo criminoso de origem venezuelana Tren de Aragua, Niño Guerrero, foi morto em uma operação militar americana realizada em coordenação com autoridades da Venezuela, anunciou nesta sexta-feira (12) o presidente Donald Trump.


Fonte: UOL Noticias

EUA estreia na Copa do Mundo com goleada (4-1) sobre o Paraguai  mcd/cl/aam

EUA estreia na Copa do Mundo com goleada (4-1) sobre o Paraguai  mcd/cl/aam


Fonte: UOL Noticias

De Pelé a Neymar: como futebol e política no Brasil se cruzam nas Copas do Mundo

Antes mesmo da bola rolar, a relação entre futebol e política ficou evidente. Após Carlo Ancelotti convocar Neymar, o Partido Liberal (PL) publicou nas redes sociais um vídeo produzido com inteligência artificial que associa a imagem do jogador à do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República.
Na publicação, o PL afirmava que “Flávio é Neymar e Neymar é Flávio”. O senador também compartilhou uma foto ao lado do atleta comemorando a convocação. Neymar não se manifestou publicamente sobre a postagem do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Hoje em dia os atletas são muito mais do que jogadores. Eles também são celebridades. E o Neymar é, sem dúvida, o grande atleta da geração brasileira”, afirma Bruna Barenco, mestre e doutoranda em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF).
Sem citar nomes de jogadores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse após o anúncio da convocação que o Brasil tem chances de conquistar o hexa, mas vive uma fase sem grandes ídolos no futebol.
“Lamentavelmente, a gente não está em uma fase de produção de tantos gênios do futebol como tivemos nas seleções de 58, 62 e 70. A seleção pode ser campeã do mundo, mas o problema é que nossa seleção não tem mais nenhum ídolo”, afirmou durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil.
Segundo a especialista, o contexto eleitoral intensifica ainda mais o impacto político do futebol. “No Brasil, todo ano [desde 1994] de Copa é ano de eleição. Então o futebol ganha uma importância muito maior. Tudo o que esses jogadores falam ou fazem acaba tendo impacto político também”, explica.
No encontro com Donald Trump, em 7 de maio, Lula brincou sobre os vistos dos jogadores brasileiros para entrar nos Estados Unidos durante a Copa de 2026.
“Espero que você não anule o visto dos jogadores da seleção brasileira, porque a gente vai vir para ganhar a Copa do Mundo”, disse.
A cada quatro anos, futebol e política têm um encontro marcado, seja qual for o presidente e a sua inclinação ideológica.
Para Carlos Fico, historiador, pesquisador do CNPq e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), “só um governo pouco habilidoso não se aproveitaria desse tipo de eventual conquista”.

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Veja o histórico de conquistas do Brasil na Copa do Mundo e o momento político de cada uma delas:
A Copa de Pelé e Garrincha
Na Copa de 1958, Juscelino Kubitschek era o presidente da República. O Brasil vivia os chamados “Anos Dourados”, marcados pelo avanço da indústria, pela construção da nova capital federal em Brasília e as obras arquitetônicas de Oscar Niemeyer – e pela explosão da Bossa Nova no Rio de Janeiro.
O futebol, por sua vez, também entrou no clima de otimismo. Sediada na Suécia, a Copa do Mundo foi conquistada pela primeira vez pelo Brasil. Craques como Pelé e Garrincha conquistaram o mundo e ganharam o respeito da presidência.
Com grande festa com direito a vinho na taça Jules Rimet, JK recebeu os atletas no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. O pronunciamento fazia referência às ideias de Gilberto Freyre, que defendia a formação de uma identidade nacional baseada na miscigenação racial.
Além disso, a conquista simbolizava o fim do “Complexo de Vira-lata”, termo cunhado por Nelson Rodrigues após a derrota para o Uruguai na final da Copa de 1950. O escritor buscava explicar a tendência do povo brasileiro de se colocar em posição de inferioridade em relação ao restante do mundo.
Presidente Juscelino Kubitschek levanta a taça conquistada na Copa do Mundo de 1958
Acervo Nacional
Dobradinha brasileira
Muitos não sabiam, mas a segunda Copa do Mundo vencida pelo Brasil, a de 1962, seria a última, em muito tempo, em que os brasileiros teriam um presidente escolhido diretamente pelo voto popular– com João Goulart no poder, após a renúncia de Jânio Quadros em 1961.
“A Copa de 1962, com a dobradinha, vem para solidificar essa ideia de que o Brasil definitivamente está incluído na dinâmica global, não só no futebol, mas também na dinâmica mundial de poder”, comenta Bruna.
Com Pelé lesionado e Garrincha suspenso antes da final, por um momento o sonho do bicampeonato pareceu ameaçado. Foi então que o governo entrou em cena.
João Goulart sabia a importância da conquista para o país e para o próprio governo. Por isso, convocou o primeiro-ministro da época, Tancredo Neves, para escrever uma carta à Fifa e ao presidente do Chile, onde acontecia o campeonato, pedindo que Garrincha pudesse jogar a final.
“Dirigentes brasileiros contaram com o apoio de Tancredo Neves, então primeiro-ministro do país, para enviar uma carta ao presidente do Chile pedindo a absolvição do jogador. Garrincha acabou liberado para disputar a final, o que mostra a dimensão e a importância que a conquista de uma Copa do Mundo tinha para o Brasil”, lembra a especialista.
“Pra Frente, Brasil”
O Golpe Militar de 1964 mudou completamente a relação entre futebol e política no país. Entre 1964 e 1985, o Brasil viveu um período marcado por censura, repressão, violência e violações de direitos humanos cometidas por agentes do Estado. João Goulart foi deposto, dando lugar ao governo de Humberto Castello Branco.
Não foi apenas na política que os militares interferiram. O futebol também passou a ser utilizado como instrumento de propaganda institucional. Em 1969, Emílio Garrastazu Médici assumiu a Presidência e decidiu usar o esporte para promover o governo.
“O presidente era muito ligado ao futebol. Ele ia às partidas e dizia que torcia para o Grêmio no Rio Grande do Sul e para o Flamengo no Rio de Janeiro. Ele frequentava o Maracanã”, explica Bruna.
A vitória na Copa de 1970 ajudou a alimentar propagandas ufanistas de um Brasil vencedor e imparável, em meio ao auge do chamado “Milagre Econômico”, período de forte crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A Marcha “Pra Frente, Brasil”, composta por Miguel Gustavo e Raul de Souza, virou símbolo daquele momento nacionalista.
Pelé em recepção no Palácio do Planalto após a conquista da Copa do Mundo de 1970
Acervo/TV Globo
“Poucas vezes a relação entre política e futebol foi tão explícita quanto durante a ditadura militar. Em 1958, por exemplo, essa interferência ainda era menor do que em edições posteriores, como em 1970. Ainda assim, a conquista da seleção brasileira já era vista como uma vitória do próprio país e de um projeto de nação”, assegura Bruna.
Apesar da repercussão da música, o historiador Carlos Fico, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do CNPq, afirma que o sucesso da canção não significava necessariamente apoio popular ao regime.
“A música tinha características de ‘música-chiclete’ e de música patriótica, quase marcial, como um hino. Com o desempenho da seleção em 1970, se tornou um grande sucesso. Isso não significa que a população tenha embarcado, necessariamente, na ideia de unidade nacional pretendida pela propaganda oficial”, afirma.

Carlos Alberto Torres, capitão da seleção em 1970, com Emílio Garrastazu Médici, presidente da ditadura
Acervo/TV Globo
“Ele escala o ministério, eu escalo a seleção”
A 72 dias da estreia da Copa do Mundo de 1970, João Saldanha foi demitido do cargo de técnico da seleção brasileira por João Havelange, então presidente da Confederação Brasileira de Desportos.
O episódio que teria provocado a queda do treinador aconteceu após uma entrevista em que Saldanha foi questionado sobre a suposta pressão do então presidente Médici para convocar o jogador Dadá Maravilha. O técnico respondeu de forma irônica.
Ele disse que o presidente tinha o direito de opinar como torcedor, mas que nem Saldanha escalava o ministério, nem Médici escalava a seleção brasileira.
Saldanha, que tinha posicionamentos de esquerda e era ligado ao Partido Comunista Brasileiro, acabou deixando o comando da seleção e foi substituído por Zagallo, que convocou Dadá.
A nova moeda e o tetra
A redemocratização ainda era recente, o impeachment de Fernando Collor havia abalado o cenário político nacional e o país buscava a estabilização da economia com o Plano Real, lançado naquele mesmo ano.
“Em 1994, o futebol começava a tentar se afastar da política e criar essa imagem de que o esporte existia separado dela. Era um contexto completamente diferente das Copas anteriores”, comenta Bruna.
O time liderado por Romário, Bebeto, Dunga e Taffarel ficou marcado pela solidez defensiva e por vitórias magras, o que gerou debates sobre a identificação da torcida com aquela seleção.
Seleção brasileira venceu a copa de 1994
Reprodução/Memória Globo
“Existem discussões sobre por que a seleção de 1994 não é tão querida popularmente quanto outras que nem ganharam a Copa, como a de 1982. A questão está muito ligada à identificação. O torcedor brasileiro queria vencer, mas também queria se reconhecer naquela forma de jogar”, diz Bruna.
A conquista da Copa de 1994 ajudou a reforçar o sentimento de unificação nacional em um ano de incertezas na política e na economia. O país sofria com a hiperinflação e com a morte de Ayrton Senna, um dos maiores ídolos do esporte do país.
Copa de 2002
O pentacampeonato conquistado na Coreia do Sul e no Japão aconteceu em um Brasil muito diferente daquele de 1994. O país já colhia os frutos da estabilização da economia. O presidente era Fernando Henrique Cardoso.
Apesar da conquista, a relação entre Fernando Henrique Cardoso e o futebol era mais distante do que em governos anteriores.
“O FHC tinha uma postura mais séria e uma relação mais distante do futebol, apesar de receber a delegação brasileira. Existe até a imagem clássica do Vampeta descendo a rampa do Planalto dando cambalhotas”, relembra.
O título mundial também coincidiu com um momento importante da política brasileira. Meses depois da conquista, Lula venceria as eleições presidenciais pela primeira vez.
“Existia uma ideia de que o Brasil estava entrando em uma nova fase. O país era o primeiro pentacampeão do mundo e havia um clima de muito otimismo em relação ao futuro”, comenta Bruna.
Segundo ela, a relação entre futebol e política não desapareceu com o fim da ditadura.
“Muitas vezes se fala da relação entre futebol e política apenas durante governos autoritários, mas os governos democráticos também utilizam o futebol politicamente, talvez de maneira menos direta. A presença dos presidentes nas comemorações e as interações com jogadores mostram isso”, conclui.
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Fonte:

g1 > Política

Ponto a ponto: o que a Justiça italiana alegou na decisão que anulou a extradição de Zambelli

Justiça da Itália publica decisão sobre absolvição de Zambelli
A Corte Suprema de Cassação da Itália divulgou, nesta sexta-feira (12), os motivos que levaram à decisão de anular, em 22 de maio, a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil.
A determinação italiana diz respeito ao pedido de extradição feito pelo Brasil contra a ex-parlamentar, conduzido com base no processo em que Zambelli foi condenada por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
🔎Há ainda um segundo processo de extradição correndo na Justiça italiana, relacionado à condenação da ex-deputada pelo crime de porte ilegal de armas e ameaça com arma de fogo (veja como está o caso mais abaixo).
Veja ponto a ponto o que a Justiça italiana alegou:
A Corte de Cassação afirmou que identificou “diversos elementos” capazes de gerar dúvidas sobre a imparcialidade objetiva do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou Carla Zambelli.
Falta de imparcialidade objetiva do juiz: o argumento central da decisão é a violação do princípio da imparcialidade . A Corte afirma que o ministro Alexandre de Moraes atuou simultaneamente como integrante do colegiado julgador (juiz) e como pessoa considerada prejudicada (vítima) por um dos crimes atribuídos à deputada.
Acúmulo de funções incompatíveis: a decisão afirma que Moraes conduziu investigações, ordenou prisões e medidas cautelares, e posteriormente participou do julgamento de mérito e da prolação da sentença de condenação.
Violação do Tratado Bilateral: A decisão fundamenta-se no Artigo 5 do Tratado de Extradição entre Itália e Brasil, que proíbe a concessão de extradição se o processo no Estado requerente não assegurar o respeito aos direitos mínimos de defesa. A Corte entendeu que a falta de imparcialidade atinge o “núcleo essencial” desses direitos.
Insuficiência das garantias do Estado Brasileiro: A Corte considerou que as respostas enviadas pelas autoridades brasileiras foram meramente formais e não enfrentaram o problema da imparcialidade objetiva.
Violação de garantia constitucional: a irregularidade foi classificada como uma violação irrenunciável de uma garantia constitucional, o que prejudicou a equidade de todo o processo, desde a admissão das provas até a sentença final.
O que diz o STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou na sexta-feira (12) que vê com preocupação decisão da Justiça italiana que anulou extradição de Zambelli.
Fachin saiu em defesa da decisão da Primeira Turma da Corte pela condenação da ex-deputada, e afirmou que os ministros agiram com “independência e imparcialidade”. Ele também ressaltou que o processo seguiu a Constituição do Brasil.
“O processo e seus atos transcorreram em estrita observância à Constituição da República, ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e aos compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro”, disse Fachin.
O presidente do STF afirmou ainda que a convicção pela condenação de Zambelli foi formada de forma colegiada [ou seja, com apoio da maioria dos ministros], e a partir dos elementos de prova reunidos.
“No caso em questão, foi oferecida denúncia pela Procuradoria-Geral da República pela prática de crimes de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica. A denúncia foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma, que referendou as decisões monocráticas do eminente Relator, Ministro Alexandre de Moraes, e entendeu presentes os requisitos para o exercício da ação penal”, detalhou o ministro na nota.
Entenda o caso
Justiça da Itália publica decisão sobre absolvição de Zambelli
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão em regime fechado por contratar o hacker Walter Delgatti para invadir os sistemas do Judiciário e incluir documentos falsos.
➡️Um deles seria um mandado de prisão contra Moraes assinado por ele mesmo, e uma ordem para quebrar o sigilo bancário do próprio ministro.
🔎Considerando isso, os magistrados entenderam que Moraes foi “vítima” e “juiz” no processo. Também, que ele seria responsável pela investigação, por conta dos mandados expedidos por ele enquanto relator do caso.
➡️Para a PGR, a invasão tinha como objetivo desacreditar o Judiciário, responsável pelo processo eleitoral, e gerar um ambiente favorável a uma ruptura institucional para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder (PL).
A decisão da Suprema Corte de Cassações — a última instância da Justiça italiana — revogou a sentença anterior, da Corte de Apelações da Itália. Com isso, Zambelli foi solta no fim do mês passado.
Direito internacional: especialista explica a situação de Carla Zambelli
Outro pedido de extradição
Segundo informações obtidas pela TV Globo, o Ministério da Justiça entrou em contato com a autoridade central da Itália para questionar se há um novo pedido de prisão contra Carla Zambelli relacionado ao segundo processo de extradição, referente ao caso de porte ilegal de arma de fogo.
O episódio ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Na ocasião, a então deputada perseguiu, armada, um homem pelas ruas do bairro Jardins, em São Paulo (SP), após uma discussão política.
Em resposta, as autoridades italianas informaram que a procuradoria aguardava a divulgação da decisão da Corte de Cassação sobre o primeiro pedido de extradição para avaliar se o entendimento adotado naquele caso poderia influenciar a análise do segundo processo.
O julgamento desse novo pedido de extradição está marcado para 1º de julho.


Fonte:

g1 > Política