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BC comunica indisponibilidade de bens de 2 ex-administradores do Banco Master

O Banco Central comunicou nesta terça-feira, 5, a incidência de indisponibilidade sobre os bens de dois ex-administradores do Banco Master, Augusto Ferreira Lima e Luiz Rennó Netto. A autoridade monetária decretou a liquidação extrajudicial do Master em novembro do ano passado.
“A incidência da indisponibilidade decorre das disposições do art. 36 da Lei nº 6.024, de 13 de março de 1974, em razão da atuação como administradores de fato da instituição nos doze meses que antecederam a decretação do regime de resolução, conforme apuração realizada pela Comissão de Inquérito designada por meio do Ato de Diretor nº 695, de 18 de fevereiro de 2026, e conclusão do Parecer Jurídico 543/2026-BCB/PGBC, de 29 de abril de 2026”, afirma o BC, em comunicado publicado na manhã desta terça-feira.
O texto é assinado pelo Chefe Adjunto do Departamento de Resolução e de Ação Sancionadora, Aarão Diamantino Oliveira.
O comunicado é destinado às instituições financeiras, às demais instituições autorizadas a funcionar pelo BC, às bolsas de valores e às entidades autorizadas a exercer a atividade de registro de ativos financeiros e de valores mobiliários.


Fonte: Jovem Pan

Israel volta a prolongar prisão de Thiago Ávila e ativista espanhol-palestino

Um tribunal israelense prolongou até domingo (10) a prisão de dois ativistas da flotilha para Gaza, o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, presos na semana passada perto da costa da Grécia, informou nesta terça-feira (5) uma de suas advogadas.
Thiago Ávila e Saif Abu Keshek compareceram nesta terça-feira pela segunda vez a um tribunal em Ashkelon, a 60 quilômetros de Tel Aviv. Eles chegaram com os pés algemados, conforme observado por um jornalista da AFP presente no local.
Os dois foram levados a Israel depois que foram capturados a bordo da flotilha Global Sumud, que pretendia romper o bloqueio naval israelense da Faixa de Gaza.
“O tribunal concedeu um segundo adiamento (…) de seis dias, o que significa que a próxima audiência será no domingo”, disse Hadeel Abu Salih, advogada da organização israelense de direitos humanos Adalah, que representa os ativistas.
“O tribunal deu à polícia o que ela pediu e concedeu luz verde para continuar com esta medida ilegal”, afirmou, denunciando que os dois ativistas sofrem “tortura psicológica” durante a detenção.
Israel acusa os dois ativistas de vínculos com o movimento islamista palestino Hamas, o que ambos negam.
No domingo (3), os tribunais israelenses já haviam validado uma primeira prorrogação de dois dias de sua detenção.
A ONG Adalah, que conseguiu visitá-los, denunciou os “maus-tratos” que eles supostamente sofreram na prisão, acusações rejeitadas pelas autoridades israelenses.
A Espanha e o Brasil exigiram a libertação de Keshek e Ávila.

‘Nenhuma prova’
Segundo a advogada, a prorrogação foi concedida após a polícia solicitar mais tempo para interrogá-los. “Vemos isto como uma tentativa de criminalizar qualquer demonstração de solidariedade com o povo palestino e qualquer tentativa de romper o cerco ilegal a Gaza”, afirmou. A ONG planeja recorrer da decisão a um tribunal distrital.
O governo espanhol expressou indignação com as prisões e classificou a medida como “ilegal” e “inaceitável”. Além disso, por meio do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que Israel não apresentou “nenhuma prova” dos vínculos com o Hamas, que governa Gaza.
A flotilha era inicialmente composta por cerca de 50 embarcações e, segundo seus organizadores, tinha como objetivo romper o bloqueio israelense ao território palestino devastado pela guerra, onde o acesso à ajuda humanitária permanece severamente restrito.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirma que os dois ativistas têm vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), uma organização sancionada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
Washington acusa PCPA de “agir clandestinamente em nome do” Hamas.


Fonte: Jovem Pan

Funcionária da ONU é afastada após agredir atendente do McDonald’s em Brasília

A Organização das Nações Unidas (ONU) afastou de suas funções uma servidora de 35 anos que foi flagrada agredindo uma atendente do McDonald’s em Brasília. O caso ocorreu na madrugada de sexta-feira (1º), na Asa Norte.
A mulher trabalha no Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc). Em nota, a entidade informou que tomou medidas imediatas assim que teve ciência do episódio. A funcionária foi colocada em licença, e o caso foi repassado ao Escritório de Serviços de Supervisão Interna (OIOS), que atua como o órgão investigativo independente das Nações Unidas.
O caso ocorreu entre 1h13 e 1h30 da manhã. A funcionária da ONU iniciou uma discussão com a atendente do McDonald’s, de 34 anos, alegando que houve um erro na entrega do seu pedido. O desentendimento evoluiu rapidamente para agressões físicas cometidas pela cliente contra a trabalhadora.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada para conter a confusão na lanchonete e encaminhou as envolvidas para a delegacia. A 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) registrou a ocorrência como lesão corporal, e as investigações do estão sob responsabilidade da 2ª DP (Asa Norte).
Em nota, o MC Donald’s informou que tomou todas as medidas necessárias no momento da ocorrência e que repudia qualquer forma de violência.
“A companhia informa que tomou todas as providências necessárias no momento do ocorrido, acionou as autoridades e presta todo apoio a funcionária. A empresa repudia veementemente qualquer forma de violência e reforça seu compromisso inegociável com a promoção de um ambiente seguro e respeitoso para todos”, diz o comunicado.


Fonte: Jovem Pan

Lula quer dar prioridade à pauta da parceria com EUA no combate ao crime organizado em agenda prevista com Trump

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o combate ao crime organizado deve ser um dos principais temas do encontro previsto entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, na próxima quinta-feira (7).
Segundo relatos feitos ao blog, a intenção do governo brasileiro é se antecipar a um movimento em discussão na administração americana: a possibilidade de enquadrar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
A avaliação no Palácio do Planalto é que essa classificação abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos e poderia, no limite, gerar pressões de caráter intervencionista.
LEIA MAIS: Por que a Lei Antiterrorismo no Brasil não enquadra facções como CV e PCC? E como este debate pode impactar as eleições?
Lula vai encontrar Trump nos EUA quinta-feira
Integrantes do governo citam, de forma reservada, exemplos recentes na América do Sul em que esse tipo de enquadramento foi usado como justificativa para operações internacionais.
Por isso, o governo Lula quer deixar claro que o Brasil trata o crime organizado como prioridade e aposta na cooperação bilateral como caminho para enfrentar o problema.
O tema já havia sido mencionado por Lula em conversas anteriores com Trump, ainda no ano passado, durante encontros multilaterais na Ásia.
Na ocasião, o presidente brasileiro defendeu o fortalecimento da cooperação internacional no combate à lavagem de dinheiro, sobretudo em paraísos fiscais.
Esse ponto voltou ao centro da agenda econômica recentemente. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad já havia alertado que recursos de facções criminosas brasileiras circulam no sistema financeiro internacional, inclusive com passagem por estruturas baseadas nos Estados Unidos.
O atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, também citou a prioridade do tema para o governo em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (4).
Segundo Durigan, foi feita uma parceria com os Estados Unidos na área aduaneira para barrar entrada de armas e drogas vindas do país.
A visita acontece em um momento em que já se falava, nos bastidores, de um eventual afastamento entre Lula e Trump após o que ambos classificaram como uma “boa química”
Reuters
Modulação do discurso
O encontro com Trump ocorre em um momento oportuno para o governo, depois de uma série de derrotas internas na semana passada — com a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto do PL da Dosimetria no Congresso.
Dessa forma, aliados avaliam que o governo entra em uma nova agenda, com a estratégia de “deixar as derrotas no retrovisor” e seguir adiante com as pautas.
Ainda segundo interlocutores do Planalto, agora Lula deve modular o discurso, já que vinha fazendo uma série de críticas públicas a Trump, entre elas pela guerra no Oriente Médio, ao atrito gerado pela prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, e pelas críticas do presidente americano ao papa Leão XIV.


Fonte:

g1 > Política

Senado apresenta ações em seminário sobre cidadania na escola

O diretor da escola de governo do Senado, Nilo Bairros, e o coordenador do Programa Jovem Senador, George Cardim, participaram na segunda-feira (4) do Seminário Interinstitucional Cidadania na Escola, organizado pela Rede Nacional de Educação Cidadã (Redenec). Eles apresentaram as ações da escola de governo da Casa, o Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), e do Programa Jovem Senador.
O encontro em Brasília reuniu 22 instituições, entre órgãos públicos do Brasil e do exterior e organizações não governamentais que atuam no campo da educação para a cidadania. O intuito foi promover um espaço de interlocução técnica em apoio à implementação do Programa Educação para a Cidadania e Sustentabilidade (Pecs), do Ministério da Educação (MEC).
Além do Senado, participaram instituições como Câmara dos Deputados, Tribunal de Contas da União (TCU), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entre outras.
O destaque foi a apresentação do Programa Jovem Senador, que alcança mais de 4 mil escolas públicas de ensino médio e cerca de 170 mil estudantes por ano. Graças a parcerias com as secretarias de Educação dos estados e do Distrito Federal, o programa entrega kits de inscrição para escolas de aldeias indígenas, rurais, de comunidades quilombolas e ribeirinhas, como Melgaço (PA).
George Cardim destacou o papel do programa no desenvolvimento de uma “educação cidadã”.
— Os temas do concurso de redação do Jovem Senador são relacionados ao fortalecimento da cidadania e da democracia e levam os alunos a pesquisar, refletir e escrever sobre esses temas. O político baiano Otávio Mangabeira uma vez disse que ‘democracia é uma plantinha tenra, que tem que regar todos os dias’. Temos o dever de cultivar a democracia, e o Jovem Senador espalha sementes — afirmou.
Nilo Bairros lembrou que a Casa tem um acordo de cooperação técnica com a Redenec e vem debatendo a promoção da educação para a cidadania com ela e outros atores do setor, como a Associação Brasileira das Escolas do Legislativo e de Contas (Abel).
— Foram muitos excelentes exemplos exibidos no seminário, que nos levam a projetar a possibilidade de uma rede que congregue e capilarize esses programas. O Senado mostrou sua atuação nessa área, tanto por parte do ILB, com suas oficinas temáticas e publicações, como por meio do Programa Jovem Senador — comentou o diretor do ILB.
Pecs
O Pecs articula um conjunto de ações destinadas ao fortalecimento e à consolidação da educação para a cidadania e para a sustentabilidade em contexto escolar, ao longo de toda a educação básica, para assegurar a implementação dos temas transversais contemporâneos, expressos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em especial nas áreas de cidadania e civismo.
A educação para a cidadania e para a sustentabilidade refere-se ao conjunto planejado e intencional de práticas pedagógicas de caráter interdisciplinar e transversal que permitam aos estudantes ampliar e aprofundar competências e habilidades para atuação cidadã em um contexto democrático.


Fonte: Senado Federal

Caixa de assistência para veterinários e zootecnistas vai à Câmara

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (5) projeto que autoriza o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) a criar uma caixa de assistência dos profissionais de medicina veterinária e de zootecnia. 
Pelo PL 2.349/2024, veterinários e zootecnistas inscritos nos conselhos regionais de medicina veterinária (CRMVs) poderão se associar para ter acesso a benefícios, como:

auxílios em dinheiro por falta eventual de trabalho ou invalidez ocasional;
apoio financeiro para cônjuges e filhos menores em caso de morte do associado;
bolsas de estudo para os filhos de associados carentes de recursos;
assistência médica, hospitalar e dentária, aos associados e seus dependentes; 
auxílio-funeral. 

O projeto, de autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT), recebeu parecer favorável do relator, senador Laércio Oliveira (PP-SE), com emenda. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados. 
Wellington reforçou o papel estratégico das duas profissões na saúde pública, na segurança alimentar e no agronegócio e lembrou que hoje grande parte desses profissionais atua como autônomo.
— Esse projeto vai trazer uma nova oportunidade também de segurança do trabalho para esses profissionais — disse o autor da proposta.
Benefícios
Os benefícios serão pagos após um ano do pagamento da primeira contribuição. Serão concedidos proporcionalmente às necessidades do associado ou do seu beneficiário. Nos casos de morte, no entanto, o apoio financeiro será pago conforme as contribuições financeiras realizadas. Já as bolsas serão sempre reembolsáveis ao final do curso. 
O projeto também exige a anotação de responsabilidade técnica (ART) em todo contrato de prestação de serviço veterinário e de zootecnia. O documento, que identifica os responsáveis pela execução do serviço, deverá ser feito pelo profissional ou pelo estabelecimento no respectivo CFMV. A falta de ART resultará em multa para o profissional ou a empresa. 
Patrimônio
O projeto também define a aplicação do patrimônio da caixa de assistência. De acordo com o texto, a aplicação será feita em títulos dos governos federal e estaduais e do Distrito Federal ou por eles garantidos, carteiras de poupança, garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), obrigações do Tesouro Nacional, imóveis e outras aplicações.  
Laércio apresentou emenda para que a aplicação seja feita somente em títulos públicos federais, em títulos garantidos pelo FGC, em imóveis e outras aplicações.  O senador justifica a mudança argumentando que alguns títulos não existem mais no mercado, como os títulos estaduais. Além disso, ressalta que embora o FGC cubra valores de até R$ 250 mil, os títulos de renda fixa garantidos por ele ampliam as possibilidades de investimento e permitem maior rentabilidade com nível adequado de risco.  
Autarquia 
Segundo a proposta, a caixa de assistência será uma autarquia vinculada ao CFMV e terá sede em Brasília. A supervisão de seu funcionamento, fiscalização e aprovação do orçamento e prestação de contas ficará sob responsabilidade do conselho, que também deverá elaborar o regimento da autarquia. Já o recolhimento mensal da arrecadação da taxa e contribuição ficará a cargo dos conselhos regionais da categoria. 
O texto determina ainda que a caixa de assistência será financiada por 50% da taxa de ART, contribuição dos associados, doações, e outros rendimentos patrimoniais. 


Fonte: Senado Federal

Educação financeira na escola é aprovada pela CAE

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (5) proposta que cria a Política Nacional de Educação Empreendedora e Financeira (PNEEF). O PL 2.356/2024 incorpora o empreendedorismo e a educação financeira aos currículos de todos os níveis da educação básica, como conteúdos transversais.
De acordo com o projeto, a PNEEF deverá ser implementada por meio de ações nos sistemas de ensino, redes escolares e instituições educacionais. Entre as medidas previstas estão a oferta de cursos de formação para professores e gestores escolares, a promoção de feiras e eventos sobre empreendedorismo e finanças, além da busca por parcerias com universidades, empresas, organizações sociais e instituições de apoio ao tema.
O projeto, do senador Jayme Campos (União-MT), recebeu parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). O relatório foi lido na reunião pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). A matéria segue agora para a Comissão de Educação (CE).
Apoio técnico e financeiro
O projeto também atribui à União a responsabilidade por coordenar e monitorar a execução da PNEEF nos sistemas de ensino. Estados, Distrito Federal e municípios receberão apoio técnico e financeiro do governo federal para a implementação da política em suas redes escolares.
Dorinha acatou emenda da senadora Augusta Brito (PT-CE) para determinar que o apoio financeiro dependerá da existência de recursos financeiros e da previsão do gasto no Orçamento da União.
‘Mundo do trabalho’
O projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para incorporar o empreendedorismo e a educação financeira aos currículos de todos os níveis da educação básica como conteúdos transversais, explicitando que a “orientação para o trabalho” deve englobar o empreendedorismo e a inovação. Na educação superior, a LDB passa a incluir como objetivos o estímulo à conexão entre conhecimentos técnicos e o mundo do trabalho, com foco no empreendedorismo e na inovação.
Segundo a relatora, a proposta representa um avanço necessário diante das transformações do mundo do trabalho e da economia. Em seu parecer, Dorinha destaca que o ensino dessas competências é essencial para preparar os estudantes para os desafios contemporâneos, promovendo maior autonomia, pensamento crítico e criatividade. Ela observou que a educação financeira, em especial, é uma demanda recorrente da sociedade, e vê na sua ausência uma fragilidade na formação dos jovens.
A senadora disse ainda que, embora o mérito educacional da proposta seja indiscutível, a análise da CAE se concentrou nos aspectos econômicos e financeiros, que foram considerados compatíveis com a execução da política. Como são diretrizes e ações de caráter programático, sem criação imediata de obrigações financeiras específicas para o Estado, não foram identificados problemas no texto.
Formação
Para Jayme Campos, o tema é importante para a formação escolar, “especialmente num país onde mais de 80% das famílias brasileiras estão endividadas”.
— Nossa formação educacional, centrada em conteúdos disciplinares, já não dá conta das demandas do século 21. Precisamos modernizar nosso currículo escolar. Isso significa incorporar de forma estruturada temas essenciais como a educação financeira, o empreendedorismo e a orientação para o trabalho e a cultura de inovação — disse o autor da proposta.
Para o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), o projeto aponta o caminho do desenvolvimento.
— Precisamos incentivar essa nossa juventude [a] empreender — disse.
O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) reiterou que a educação financeira precisa estar dentro da sala de aula.
— O grande problema do endividamento das famílias é que as pessoas não conseguem controlar os seus ganhos, o que têm a receber e o que tem a pagar — declarou.


Fonte: Senado Federal

Pagamento de obra com crédito tributário e valor de multa segue para a Câmara

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (5), em turno suplementar, projeto que permite à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios pagar obras e serviços de engenharia com créditos tributários ou quitação de multas administrativas.
Na prática, o PL 1.252/2023 abre nova forma de viabilizar investimentos em infraestrutura sem uso direto de recursos orçamentários. Como a decisão é terminativa, o texto segue para a Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para votação em Plenário.
Nova forma de financiar obras públicas
O projeto é de autoria do senador Cleitinho (Republicanos-MG) e foi relatado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que apresentou substitutivo com ajustes nas regras.
Pelo texto aprovado, os entes federativos poderão criar programas para conceder créditos tributários ou quitar multas em troca da execução ou financiamento de obras públicas. Os créditos só poderão envolver tributos do próprio ente e deverão ser usados para compensar dívidas com essa mesma administração.
A proposta também permite esse tipo de pagamento em contratos de parcerias público-privadas (PPPs). A inclusão de obras dependerá de avaliação de interesse público por um comitê com pelo menos três servidores estáveis, com divulgação e prazo de 30 dias para manifestação de interessados.
Se houver mais de uma proposta, será feita licitação. Com apenas um interessado, a contratação direta exigirá justificativa técnica. O texto estabelece ainda limites para concessão de créditos tributários: até R$ 2 milhões ou 2% da receita corrente líquida do ente federativo, prevalecendo o maior valor. Também prevê regras de transparência e sanções em caso de irregularidades.
— O projeto mostra a preocupação importante que é garantir que você possa atender a demanda de infraestrutura de uma forma inteligente e moderna, compensando com multas ou criação de créditos tributários — afirmou o relator.
Audiência com Galípolo é reagendada
A CAE reagendou a audiência com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para o dia 19 de maio. Ele não compareceu à reunião desta terça após passar mal, segundo informou o presidente do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB–AL), no início da sessão.
A audiência atende à previsão regimental e deve tratar de temas como política monetária e a atuação do Banco Central no caso do Banco Master. Na última reunião da CAE, em 28 de abril, Renan destacou a importância da presença do dirigente para esclarecimentos aos senadores.
— O Banco Central mandou 23 avisos de irregularidades para o Master e não tomou, ao longo desses anos, nenhuma providência, salvo a intervenção em dezembro de 2025. Além do mais, o presidente Galípolo fez uma leniência com o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, acusado de praticar irregularidades quando diretor do Banco Santander — disse.


Fonte: Senado Federal

Durigan afirma que eleição dificulta revisão de gastos e nega pressão fiscal nos juros

Desenrola 2 terá limite de R$ 15 mil para dívida e desconto de até 90%
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (4) que o calendário eleitoral deve dificultar o avanço de medidas de revisão de gastos no Congresso nos próximos meses e defendeu que a política fiscal não é a principal responsável pelo nível elevado dos juros no país.
Segundo ele, o ambiente político entre maio e outubro reduz o espaço para discutir propostas mais sensíveis.
“De maio a outubro é praticamente impossível que o Ministério da Fazenda, a equipe econômica, apresente uma medida de revisão de gastos”, afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
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Apesar disso, Durigan disse que o debate precisa continuar. “É importante abrir um debate civilizado, muito diferente do que aconteceu em 2022, para projetar quais são as opções daqui para frente, como diminuir a pressão das despesas obrigatórias e tornar o arcabouço fiscal mais sólido e crível. Esse debate precisa ser feito”, acrescentou.
O ministro também contestou a avaliação de que o cenário fiscal seja o principal fator por trás dos juros altos e afirmou que há outros elementos mais relevantes, especialmente no cenário internacional.
“Acho que há outros fatores. Por exemplo, o que pressiona a política monetária hoje não é o fiscal, é a guerra. Em outros momentos, como na crise no Rio Grande do Sul ou nas tarifas impostas por Trump, a pressão também não veio do fiscal. Isso é importante notar”, disse.
O Banco Central do Brasil (BC) reduziu recentemente a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano, e indicou que seguirá avaliando novos dados, em meio a guerra no Irã.
A autoridade monetária também tem defendido a necessidade de alinhamento entre as políticas fiscal e monetária.
No entanto, na avaliação de Durigan, os gastos do governo têm pouca influência direta na definição dos juros e que as regras fiscais adotadas desde 2023 vêm ajudando, aos poucos, a melhorar as contas públicas.
Ele destacou que o modelo atual de regras fiscais segue válido e pode ser ajustado, mas não precisa ser substituído. “O arcabouço permite ajustes, funcionou, não envelheceu e ainda está no começo, gerando resultados”, afirmou.
Durigan afirmou ainda que o governo deve manter uma estratégia gradual de ajuste das contas públicas, com foco na contenção de despesas obrigatórias e na melhoria da qualidade do gasto. Além disso, existe a possibilidade de retomar propostas como a revisão de repasses federais, mas reiterou que não há espaço para avançar com esse tipo de medida antes das eleições.
O ministro acrescentou que o governo busca evitar propostas que aumentem despesas sem compensação no Congresso e manter uma agenda econômica considerada responsável. Segundo ele, eventuais tensões políticas não devem comprometer esse compromisso.
Na avaliação de Durigan, os efeitos da guerra no Oriente Médio podem se prolongar e exigirão atenção do governo.
Por conta disso, medidas emergenciais, como a redução de tributos sobre combustíveis, podem ser estendidas, desde que respeitem a neutralidade fiscal, com compensação por meio de receitas extras, como as ligadas ao petróleo.
Novo Desenrola
O governo lançou nesta segunda o Desenrola 2.0 para enfrentar o alto endividamento das famílias. A nova versão simplifica o acesso, com bancos fazendo a negociação direta, e foca em dívidas como cartão de crédito e cheque especial, com descontos, juros menores e parcelamento mais longo.
Também permite uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e prevê medidas para evitar nova inadimplência, como educação financeira e restrição a apostas.
Na avaliação do ministro, a primeira versão do programa perdeu efeito com a retomada da alta dos juros, o que acabou revertendo parte da melhora no endividamento.
Ele afirma que a nova etapa incorpora ajustes, como um processo mais simples para renegociar dívidas e a proibição de apostas online por um ano para quem aderir.
Durigan afirmou que o programa não deve pressionar a inflação. “Eu não acho que o montante que nós estamos viabilizando vai ter impacto na política monetária a ponto de atrapalhar (…) Me parece bem circunscrito”, disse, destacando que “nem tudo” o que for economizado será convertido em consumo.
Ministro da Fazenda, Dario Durigan
Cadu Gomes/VPR


Fonte:

g1 > Política

Cursos do ILB estão abertos à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Os cursos a distância do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) estão disponíveis a toda a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) por meio da plataforma Saberes. O acesso é possível graças a uma adaptação na página que permite o registro dos documentos de identificação dos países da CPLP.
— Este é um programa aberto, um programa que leva os conhecimentos do Senado Federal para o mundo — destacou a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.
A iniciativa marca o Dia Mundial da Língua Portuguesa e ocorre no ano em que a CPLP celebra 30 anos de criação. Disponível há dois meses, os cursos já registra m313 inscrições de pessoas da comunidade lusófona. O acesso aos cursos é totalmente gratuito e on-line.
Áreas de conhecimento
Estão disponíveis 35 cursos sem tutoria, que totalizam mais de 1.170 horas de carga horária, todos com emissão de certificado. As formações, com duração média de 40 horas, estão distribuídas em seis áreas de conhecimento: equidade e direitos humanos; direito e legislação; gestão e administração pública; doutrina política; desenvolvimento pessoal e profissional; cerimonial e protocolo.
O catálogo reúne desde cursos de aplicação prática imediata, voltados ao aperfeiçoamento de equipes — como Desenvolvimento de Equipes, Excelência no Atendimento e Gestão Estratégica com foco na Administração Pública — até cursos de aprofundamento teórico, destinados a estudantes, acadêmicos e demais interessados nas áreas de doutrina política e política contemporânea.
Cooperação internacional
Embora parte do conteúdo seja referente ao Parlamento brasileiro e aborde fundamentos da legislação nacional — como o processo legislativo, as licitações, a Lei Maria da Penha e o Estatuto da Igualdade Racial —, os temas tratados podem servir de referência para debates nos parlamentos e governos dos países da CPLP.
— É mais uma contribuição do Senado e do Brasil às nações irmãs, para a ampliação e distribuição do conhecimento entre os povos — afirmou Ilana Trombka.
O diretor do ILB, Nilo Bairros, destaca o alinhamento da ação com a missão institucional da escola.
— Oferecer os cursos da plataforma Saberes aos colegas da CPLP atende a um princípio do ILB, que é trabalhar continuamente para oferecer mais e melhores oportunidades de extensão de ensino — ressaltou.
Como se inscrever
Os cursos a distância sem tutoria do ILB são abertos a toda a sociedade. Para escolher um curso, é preciso fazer um cadastro na plataforma Saberes. O passo a passo é simples:

Clique em “Cadastre-se”, localizado no bloco “Acesso”, à direita da tela.
Preencha as informações solicitadas e, ao final da página, clique em “Criar minha conta”.
Uma mensagem será enviada ao endereço eletrônico informado para que o cadastro seja confirmado.
Após a confirmação, acesse a plataforma, escolha o curso e efetive a matrícula.
Será enviada uma mensagem confirmando a matrícula no curso.

O Saberes é o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) do ILB, baseado na plataforma Moodle. É por meio desse acesso que os  estudantes têm acesso aos conteúdos das aulas, realizam as atividades, enviam e recebem mensagens e têm acesso às notas e aos certificados.
Sobre a CPLP
Fundada em 17 de julho de 1996, em Lisboa, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) completa 30 anos em 2026. O bloco atua como foro para o aprofundamento da amizade mútua, a cooperação e o diálogo político-diplomático entre as nações.
Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, reunindo cerca de 290 milhões de falantes da língua portuguesa espalhados pelo mundo.


Fonte: Senado Federal