Início Site

Brasil barra plataformas de previsões em política e esporte; decisão não afeta bets

Celular mostra ofertas de especulação sobre esportes na Polymarket
AP Photo/Jenny Kane
O Banco Central do Brasil tornou pública nesta sexta-feira (24) uma nova resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que proíbe a oferta e a negociação, no país, de apostas de previsões atreladas a eventos esportivos, jogos on-line e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento.
A norma, aprovada em sessão realizada na quinta-feira (23) e que passa a valer em 4 de maio, não afeta as bets já conhecidas no Brasil.
Na prática, a regra impede no Brasil plataformas como Kalshi e Polymarket de oferecer apostas sobre eleições, jogos, reality shows e outros acontecimentos que não sejam ligados à economia.
A resolução continua permitindo os chamados contratos de eventos ligados a indicadores da economia e do mercado financeiro, como inflação, juros, câmbio, risco de crédito, preços de commodities, ações e outros ativos negociados em mercados autorizados, além de outras variáveis econômicas que possam ser comprovadas.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai detalhar as regras e fiscalizar a medida. A proibição também vale para produtos oferecidos no Brasil, mesmo que sejam negociados fora do país.
O que são plataformas de previsões? Qual a diferença para as outras bets?
💰 Nas casas de apostas conhecidas como “bets”, o usuário aposta uma determinada quantia em um resultado e, se acertar, recebe um prêmio fixo.
💰 Já os contratos de evento funcionam de forma diferente: o usuário compra uma posição de “sim” ou “não” sobre algo que pode acontecer, e esse contrato tem um preço que sobe ou cai conforme as probabilidades mudam, como uma ação na bolsa.
Por causa das diferentes lógicas financeiras, os dois produtos têm reguladores diferentes no Brasil. As bets esportivas são supervisionadas pelo Ministério da Fazenda. Os contratos de evento, por se parecerem com derivativos, são território do Conselho Monetário Nacional e da CVM.
Na prática, quem usa as outras bets licenciadas no Brasil não é afetado pela decisão.
O que são derivativos
Derivativos são contratos que travam antecipadamente o valor de algo, como juros, petróleo ou bolsa de valores, para que uma empresa ou investidor não seja surpreendido por variações de preço no futuro.
Por exemplo: uma companhia aérea pode fechar hoje um contrato travando o preço do querosene de aviação para os próximos seis meses. Se o petróleo disparar, ela está protegida.
O objetivo não é lucrar com a alta, mas garantir previsibilidade. No mercado financeiro, isso se chama hedge.


Fonte:

g1 > Política

Taxa das blusinhas: receita dos Correios com encomendas internacionais cai de 22% para 8%

A participação das receitas com a distribuição de encomendas internacionais nas contas dos Correios caiu de 22% em 2023 para 7,8% em 2025, segundo as demonstrações financeiras da estatal publicadas no Diário Oficial da União na quinta-feira (24).
A queda está relacionada à criação do programa Remessa Conforme, do Ministério da Fazenda, que encerrou o monopólio dos Correios na distribuição de encomendas internacionais no Brasil e reduziu a receita da empresa nos últimos dois anos.
Em 2024, a estatal tinha registrado uma receita de R$ 3,9 bilhões com encomendas internacionais, já com uma redução de R$ 530 milhões para 2023.
Em 2025 o valor caiu para R$ 1,3 bilhão, com uma redução de R$ 2,6 bilhões em relação ao ano anterior.
Um documento produzido pela Diretoria Econômico-Financeira (Diefi) da instituição aponta que a criação do programa “Remessa Conforme” escancarou os problemas econômico-financeiros da empresa.
“A redução da participação de mercado no segmento de encomendas internacionais, que até agosto de 2024 representava uma espécie de “monopólio” para os Correios, evidenciou a ausência de reposicionamento negocial da Empresa, diante das transformações do comportamento da sociedade”, afirmou o documento assinado pela diretora Loiane de Carvalho Bezerra de Macedo.
Tesouro aprova empréstimo para Correios de R$ 12 bilhões com garantias da União
Jornal Nacional/ Reprodução
Taxa das blusinhas
Em 2023, o governo criou o programa Remessa Conforme que passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Até então, essas compras estavam isentas para empresas. A medida ficou conhecida como “taxa das blusinhas”.
Com a instituição do programa, a legislação brasileira passou a permitir que empresas de transportes façam o frete pelo Brasil de mercadorias internacionais, deixando de ser obrigatória a distribuição das encomendas junto aos Correios, como era feito até então.
A medida gerou um impacto significativo nas receitas dos Correios. Um estudo produzido pela empresa no começo de 2025 apontou que a estatal teve um prejuízo de receita de R$ 2,2 bilhões após o implemento do programa.
Redução de transporte de encomendas
Um documento interno dos Correios aponta que o volume de encomendas internacionais transportadas caiu cerca de 110 milhões de objetos nos nove primeiros meses de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024.
Ao todo, a empresa transportou 149 milhões de pacotes até setembro de 2024, contra 41 milhões de encomendas no mesmo período do ano passado.
Tráfego Postal Internacional
Reprodução/ Correios
Com a difusão das compras por meio de marketplaces internacionais nos últimos anos, a receita com encomendas estrangeiras, que já chegou a responder por quase 25% de todo o faturamento da empresa, agora representa apenas 8,8%.
Em julho de 2024, a empresa transportou 21 milhões de pacotes e teve uma receita de R$ 449 milhões, contra 3 milhões de encomendas e R$ 87 milhões em receita em setembro passado — a menor quantidade em 23 meses.
Ciclo vicioso de prejuízo
Essa frustração de receitas gerou um “ciclo vicioso de prejuízos” nos últimos anos, admitido pelos próprios Correios.
“Formou-se, assim, um ciclo vicioso de perda de clientes e receitas, decorrente da baixa qualidade operacional, que reduziu progressivamente a geração de caixa necessária para regularizar as obrigações dos Correios”, afirmou a diretora Loiane de Carvalho Bezerra de Macedo.
Segundo o documento, o agravamento da performance operacional foi o principal responsável pelos prejuízos recorrentes registrados pela empresa nos últimos trimestres.
“As negociações com grandes clientes — responsáveis por mais de 50% da receita de vendas — tornaram-se cada vez mais sensíveis, comprometendo acordos e frustrando expectativas de resultado”, completou.


Fonte:

g1 > Política

Alcolumbre e Motta sinalizam apoio a projeto sobre combustíveis; governo quer acelerar votação

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se mostraram favoráveis à proposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que prevê a redução temporária de impostos que incidem sobre combustíveis.
O anúncio da proposta foi feito nesta quinta (23) pelos ministros Dario Durigan (Fazenda), José Guimarães (Relações Institucionais) e Bruno Moretti (Planejamento). Em seguida, o texto foi protocolado pelo líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).
Governo quer royalties para compensar isenção sobre combustíveis
Antes do envio da proposta, Hugo Motta e Alcolumbre se encontraram com Guimarães, Durigan e Moretti.
Segundo relatos de interlocutores, Motta prometeu “acelerar” a tramitação do projeto e Alcolumbre, por sua vez, “recebeu bem” a proposta, de acordo com aliados.
Em linhas gerais, o projeto prevê que quando uma guerra influenciar o preço do barril de petróleo, a exemplo da que acontece neste momento entre Israel e Irã, o governo federal ficará autorizado a reduzir impostos federais que incidem sobre combustíveis (leia detalhes mais abaixo).
Está prevista para a próxima semana uma reunião de líderes partidários, e o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta, buscará um entendimento com os demais líderes para saber se é possível o plenário aprovar o chamado “regime de urgência” para a proposta.
🔎 O regime de urgência permite um andamento mais acelerado ao projeto. Ao entrar em urgência, uma proposta não precisa passar pelas comissões temáticas da Casa e pode ser analisada diretamente no plenário.
Na prática, a medida encurta a tramitação e o projeto é encaminhando diretamente para o plenário.
04/06/25 – Senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e o deputado Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, durante abertura do BRICS Parliamentary Forum no Senado Federal.
Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
Essa etapa é considerada necessária porque, se os líderes concordarem em pautar a urgência no plenário, se a medida for aprovada, os deputados já podem analisar em seguida o projeto em si.
Entenda a proposta
Segundo o governo federal, quando uma guerra no exterior influenciar os preços dos combustíveis no país, o presidente da República — mediante recomendação do Ministério da Fazenda — poderá editar um decreto reduzindo impostos federais que incidem sobre os combustíveis.
Além de impostos federais, também compõem os preços dos combustíveis itens como impostos estaduais, preço de distribuição e lucro dos postos, por exemplo.
Quais impostos poderão ser reduzidos: PIS, Cofins e Cide;
Sobre quais combustíveis: gasolina, etanol, biodiesel e diesel;
Por quanto tempo: até dois meses, mediante avaliação da equipe econômica sobre eventual prorrogação;
Quando houver receitas extras em áreas como: royalties do petróleo, venda de óleo pela PPSA e dividendos do setor de óleo e gás (quando a União for acionista).


Fonte:

g1 > Política

Em evento do PT, Lula diz ‘não corre atrás de adversários’ e que governo não perderá eleição se fizer ‘as coisas corretas’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (24) que o partido que está no comando do governo “não corre atrás do adversário” e que acredita que não perderá a eleição caso o governo siga adotando medidas corretas.
“Se nós fizemos as coisas corretas, e acreditamos que nós fizemos as coisas corretas, nós não perderemos a eleição para ninguém neste país. […] O que é importante ter claro é que um partido que está no governo não corre atrás do adversário, é o adversário que corre atrás dele. É ele que tem que colocar a bola na frente”.
A declaração foi feita em um vídeo enviado pelo presidente para ser exibido durante o encontro nacional do PT, que acontece em Brasília.
Havia expectativa que o presidente participasse presencialmente do evento, no entanto, nesta sexta, o petista retirou uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo e fez uma infiltração no punho para tratar uma tendinite no polegar da mão direita no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
PT debate eleições em momento de queda de popularidade
Com isso, a presença do presidente no evento, que acontece até este domingo (27), ainda não está confirmada.
Segundo o médico Roberto Kalil Filho, os dois procedimentos ocorreram sem nenhuma intercorrência.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ricardo Stuckert/ Presidência da República
O Partido dos Trabalhadores (PT) discutirá, neste fim de semana, em Brasília, um documento político que deve servir para traçar estratégias relacionadas às eleições de outubro, com orientação de alianças, e às futuras diretrizes partidárias. O texto será analisado durante o encontro nacional do partido.
Em manifesto que será debatido no congresso, a sigla propõe uma reforma no Judiciário “visando à democratização, mecanismos de autocorreção e fortalecimento do Estado de Direito”.
O documento também prevê reformas que o partido considera “decisivas, sem as quais o projeto democrático-popular permanecerá bloqueado”, sendo elas:
reforma política e eleitoral, “capaz de democratizar o poder e restituir a soberania popular e alterar o atual modelo de execução orçamentária através de emendas parlamentares”;
reforma tributária, “para corrigir distorções graves do sistema de impostos e financiar direitos”;
reforma tecnológica, “com vistas à soberania produtiva, científica e digital, fortalecida por uma ampla regulamentação dos oligopólios das plataformas digitais”;
reforma do Poder Judiciário, “visando à democratização, mecanismos de autocorreção e fortalecimento do Estado de Direito”; e
reforma administrativa, “que permita a reconstrução do Estado brasileiro e fortalecimento da capacidade pública”.


Fonte:

g1 > Política

Cármen Lúcia propõe criação de ‘brigadas eleitorais para candidatas mulheres’ nas eleições 2026

Cármen Lúcia durante julgamento dos acusados de mandar matar Marielle Franco
Rosinei Coutinho/STF
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi a palestrante da aula magna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) nesta sexta-feira (24), cujo tema foi “Violência contra a mulher: desafios contemporâneos e caminhos para o enfrentamento”.
Na ocasião, propôs, já para as eleições de 2026, a criação de brigadas eleitorais para candidatas.
📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp
“Que nós criemos também brigadas eleitorais para as candidatas mulheres, porque, se a gente não criar, vamos ter cada vez mais violência sendo praticada”, declarou a ministra.
Ela explicou a ideia: “estou propondo até pela minha experiência como presidente das eleições de 2024, que a gente comece criando, como temos a brigada Maria da Penha, que são brigadas que são chamadas quando a mulher esteja passando por uma situação de violência e acione imediatamente para evitar o pior desfecho”, afirmou.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Cármen Lúcia conduziu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o pleito municipal de 2024. Ela antecipou para o dia 14 deste mês sua saída do cargo, que foi assumido pelo ministro Nunes Marques.
“A eleição (de 2024) deu certo. Os eleitores foram votar, não fizeram o que tinham que votar e à noite eu dei o resultado, acabou a conversa. Nós queremos a paz democrática, a paz que é o equilíbrio no movimento com respeito a todos os direitos”, disse ainda a ministra.
VÍDEOS: Tudo sobre o RS


Fonte:

g1 > Política

Zema diz que votar fim da escala 6×1 em ano eleitoral é populismo e afirma que STF tem três ‘frutas podres’

Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência d a República
Valdinei Malaguti/EPTV
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (NOVO) chamou a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1, com uma folga por semana, de “populismo”. A declaração foi dada nesta sexta-feira (24), durante entrevista à Rádio Bandeirantes, em Goiânia, na qual ele também fez duras críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal, chamando três deles de “frutas podres”.
O STF foi procurado pelo g1 e não respondeu às declarações de Zema até a última atualização desta reportagem.
✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp
Sobre o fim da escala, Zema criticou o momento em que a tramitação acontece. Atualmente, há quatro projetos sobre o tema no Congresso Nacional, um deles enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Uma medida dessa não deveria nunca ser analisada, proposta num ano eleitoral. Populismo puro”, afirmou.
O mineiro defende que a jornada do trabalho no Brasil passe a seguir o modelo adotado pelos Estados Unidos e outros países, com remunerações variando de acordo com a carga horária, permitindo que tanto os funcionários quanto os empresários possam escolher entre várias opções.
“O que eu tenho falado é o seguinte: além da CLT, eu tenho um regime de trabalho aqui por horas. Igual a maioria dos países tem. O brasileiro é que vai escolher. Eu vou fazer um contrato de 20, 30, 40, 50 horas (por semana). Isso é o que precisamos”, afirmou.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
LEIA TAMBÉM
Ronaldo Caiado é oficializado pré-candidato do PSD e cita anistia a Bolsonaro como 1º ato na Presidência
Ronaldo Caiado deixa Governo de Goiás e transfere cargo a Daniel Vilela
Frigorífico que faz anúncios ‘contra petistas’ é processado em meio milhão
STF
Sobre o STF, Zema associou a Corte, em mais de um momento na entrevista, aos episódios do escândalo envolvendo o Banco Master, do ex-dono Daniel Vorcaro, preso suspeito de fraudes contra o sistema financeiro. A instituição bancária foi liquidada pelo Banco Central, após uma deterioração financeira decorrente de uma sequência de operações suspeitas.
O ex-governador criticou principalmente o ministro Gilmar Mendes, com quem vem trocando farpas publicamente nas últimas semanas.
“Agora, talvez, o ministro não saiba. Não fui eu que voei em jatinho do maior criminoso do Brasil. Ele e os colegas voaram. Não fui eu que fiz negócio com o Banco Master. Ele e colegas parece que fizeram”, disse.
Os outros ministros citados por Zema foram Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, definidos por ele, juntamente com Gilmar Mendes, como ‘frutas podres’ do STF.
“Duas já não têm mais nada, que são Toffoli e Moraes. Aqueles ali são iguais árvores que o cupim já comeu totalmente. Estão de pé. Qualquer vento que vier agora, vão cair”, afirmou.
Em relação a Gilmar Mendes, o pré-candidato lembrou da decisão do ministro, em 2009, de libertar o médico Roger Abdelmassih, condenado a mais de 100 anos de prisão por estuprar dezenas de mulheres que eram suas pacientes.
“Liberou um estuprador serial. Se um ministro faz isso, coloca em liberdade um homem que estuprou dezenas de mulheres, dá para ver que ele é um sujeito que não sabe avaliar bem as coisas”, disse.
Ainda sobre o STF, ao ser questionado quais medidas adotaria em relação à Corte caso fosse eleito presidente, Zema afirmou que uma delas seria estabelecer a idade mínima de 60 anos para alguém assumir como ministro, mantendo os atuais 75 como idade máxima.
“A pessoa já está numa fase diferente, em que ela quer deixar um legado. E não numa fase em que ela quer fazer contrato de milhões para poder resolver a sua vida, como tem acontecido lá no mesmo Supremo Tribunal Federal”.
O pré-candidato acrescentou, ainda, que proporia o fim das decisões monocráticas, por acreditar que, hoje, uma “canetada” de um ministro é capaz de anular a votação de 400 deputados federais.
Zema busca ocupar espaço de outsider com pauta anti-STF e amplia engajamento
📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.


Fonte:

g1 > Política

Governo publica regras que ampliam crédito para a reforma de imóveis; teto passou de R$ 30 mil para R$ 50 mil

O governo federal publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (24) novas regras da linha de financiamento para reformas habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

As mudanças foram anunciadas na quarta-feira (15) juntamente com alterações nas faixas de renda e nos valores dos imóveis do MCMV (detalhes abaixo).
O público-alvo foi ampliado. Eram elegíveis à linha de financiamento famílias com renda de até R$ 9,6 mil. Agora, podem tomar o crédito famílias com renda de até R$ 13 mil.

Com a publicação das alterações, também passa a valer o novo valor máximo da reforma: R$ 50 mil. Antes, o teto estava fixado em R$ 30 mil. O prazo dos financiamentos também mudou, de 60 para 72 meses, a uma taxa de 0,99% ao mês.
Condomínio de prédios do programa Minha Casa, Minha Vida em Manaus
Clóvis Miranda/Semcom/Prefeitura de Manaus/Divulgação
Novas regras compra imóveis
Na quarta-feira (22), passaram a valer as novas regras de financiamento de imóveis do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As mudanças ampliaram o alcance do programa para imóveis de até R$ 600 mil e para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.

Segundo o governo federal, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com as novas condições de financiamento.
💰 Novos limites de renda por faixa

Faixa 1: passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200
Faixa 2: passou de R$ 4.700 para até R$ 5.000
Faixa 3: passou de R$ 8.600 para até R$ 9.600
Faixa 4: passou de R$ 12.000 para até R$ 13.000
🏢 2. Novos valores máximos dos imóveis

Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, a depender da localidade;
Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil;
Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil.


Fonte:

g1 > Política

Festival Casarão celebra 26 anos com edição histórica e reúne grandes nomes da música em Porto Velho

O tradicional Festival Casarão chega aos 26 anos em 2026 reafirmando sua importância como um dos eventos independentes mais longevos da música brasileira. Nascido em Rondônia no início dos anos 2000, o festival se consolidou como espaço de valorização da música autoral, intercâmbio cultural e fortalecimento da economia criativa na região Norte.

Ao longo de mais de duas décadas, o evento se tornou referência nacional ao conectar artistas locais, regionais e nacionais, além de ampliar a visibilidade da produção amazônica no cenário brasileiro. O Festival Casarão também ficou marcado por apresentar ao público de Rondônia diversas atrações que se apresentaram pela primeira vez no estado.

O nome do festival tem origem no histórico Casarão de Santo Antônio, construção do século XIX localizada na antiga vila de Santo Antônio do Madeira, em Porto Velho. O espaço possui ligação histórica com a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e ajudou a construir a identidade cultural do evento, unindo história, floresta amazônica e o Rio Madeira.

Nos últimos anos, o festival ampliou sua atuação. Após circular por várias cidades em 2024 e realizar edições em seis municípios em 2025, o Casarão segue crescendo em 2026 com programação em Porto Velho, Rio Branco, Manaus e Brasília.

A edição deste ano conta com patrocínio da Petrobras, por meio do edital Seleção Petrobras Cultural – Novos Eixos 2025, voltado a projetos com impacto territorial e relevância social.

Porto Velho recebe dois dias de shows

Na capital rondoniense, o festival terá uma grande edição em junho, no Zé Beer, com dois dias de programação e 18 shows distribuídos em dois palcos.

O primeiro dia terá destaque para o rap, reunindo nomes nacionais como FBC, conhecido por sucessos como “De Kenner” e “Vem Pro Baile”, e Marechal, referência do rap nacional com clássicos como “Espírito Independente” e “Viagem”.

A cena local também ganha espaço com apresentações de Carlos Mossoró e Sandra Braids em show especial, além de Jhuka Andrade e F’Dois.

Completando a primeira noite, a banda Zimbra traz seu rock indie celebrando os 10 anos do álbum “Azul”, além de artistas regionais como Os Últimos e Samuel Béra Band.

No segundo dia, o foco será MPB indie e rock. Pela primeira vez em Porto Velho, Cícero se apresenta celebrando os 15 anos do álbum “Canções de Apartamento”.

Também retorna ao festival a banda Selvagens à Procura de Lei, além de atrações regionais como Bonfantti, Benvindo ao Pacífico, Nicles e Não Existe Saudade em Inglês.

Formação cultural fortalece artistas da região

Além dos shows, o Festival Casarão mantém a realização da Semana da Música Casarão, programação formativa que antecede o evento principal em Porto Velho.

A iniciativa oferece oficinas, workshops, painéis e encontros entre artistas, produtores e profissionais do setor cultural, fortalecendo a qualificação técnica e ampliando oportunidades para músicos e gestores da Amazônia.

Com 26 anos de história, o Festival Casarão segue mostrando que Rondônia ocupa lugar de destaque no mapa cultural brasileiro.

Texto: Assessoria
Foto: Divulgação

Republicanos fortalece nominata e se prepara para disputar 2026 em Rondônia

O partido Republicano segue avançando na organização interna e na construção de uma nominata competitiva para as eleições de 2026 em Rondônia. Com nomes de diversas regiões do estado, a legenda demonstra articulação política, renovação e força para a disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa.

Entre os principais nomes está o deputado estadual e atual presidente da assembleia legislativa Alex Redano, uma das maiores lideranças do partido no estado. Também integram o grupo vereadores em mandato, ex-prefeitos, vice-prefeito, profissionais liberais e representantes comunitários.

Na composição masculina aparecem os vereadores por Porto Velho Sgt. Fernando Silva, Márcio Parceli e Adalto Bandeirante. Também integram a nominata o vereador Marcelo Lemos, de Ji-Paraná, o vereador Eliton costa do old ranch de Vilhena, além de Aparecido Donadoni, vice-prefeito de Vilhena.

Completam a relação o ex prefeito de costa marques Mirandão, Dr. Benedito alves, Carlos Deicke, Pastor Ivanildo, Delegado Adriano frança, Milton Martins, Dr. Rodrigo Rafael, Fábio Schinayder, Dr. Maiorquin,Robinho e o ex prefeito de Ariquemes sgt Gabriel

A ala feminina também chega fortalecida, reunindo nomes de destaque e representatividade regional, como Professora Alcione, Dona Auriane do Tancredo Neves, ex deputada estadual Cássia do João da Muleta, Luana Pires, vereadora de Ji-Paraná Dra. Rosana Veterinária, dra Juliana rocha advogada, Pastora wânia, Rosani Ziza, Luana Espanhol e Professora Nádia Caldas.

Com presença em municípios como Porto Velho, Ji-Paraná, Ariquemes, Vilhena, Jaru, Costa Marques, Cujubim, Candeias do Jamari e Primavera de Rondônia, o Republicanos amplia sua base política e mostra que está preparado para as eleições de 2026.

A expectativa dentro da sigla é formar uma chapa equilibrada, com nomes experientes e novas lideranças, fortalecendo o projeto partidário e buscando ampliar a representatividade no Parlamento estadual.

Texto e foto: Mateus Andrade

Ministro do Irã chega ao Paquistão em meio incerteza sobre novas negociações com EUA

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, chegou a Islamabad na noite desta sexta, horário local, anunciou o governo paquistanês. Araghchi “terá reuniões com altos funcionários do Paquistão para tratar dos últimos acontecimentos na região assim como os esforços em curso em favor da paz e da estabilidade”, diz um comunicado da chancelaria paquistanesa, que omite expressamente a possibilidade de conversas com os enviados do presidente Donald Trump.
A ida de um representate iraniano para o Paquistão mostra que as conversas entre Estados Unidos e Irã para pôr fim à guerra parecem estar no caminho de serem retomadas, com o envio de negociadores de ambos os lados ao Paquistão, mas sem garantia de um diálogo direto, duas semanas depois do fracasso da tentativa anterior.
A televisão estatal iraniana informou que não há previsão de uma reunião com os negociadores americanos.
A capital do Paquistão, que atua como mediador, espera há dias pela retomada das conversas entre norte-americanos e iranianos, iniciadas há duas semanas e suspensas depois de algumas horas. No entanto, o cessar-fogo foi prolongado unilateralmente pelos Estados Unidos desde então e por tempo indeterminado.
Os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, viajarão no sábado ao Paquistão “com o objetivo de manter conversas […] com representantes da delegação iraniana”, declarou, entretanto, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, ao assegurar que o encontro foi solicitado por Teerã.
O vice-presidente JD Vance, que liderou a delegação americana há duas semanas, não viajará desta vez, mas pode se juntar à equipe mais adiante em caso de progresso, detalhou Leavitt. Araghchi seguirá com um giro regional que o levará depois a Mascate, capital de Omã, e Moscou para “consultas bilaterais” sobre a situação regional, segundo a agência oficial iraniana Irna.


Fonte: Jovem Pan