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Custo maior que voo comercial, baixa ocupação, passageiros: veja falhas em em uso de aviões da FAB por autoridades indicadas pelo TCU

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas no uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades dos Três Poderes. Entre os problemas apontados estão:
identificação incompleta de passageiros;
voos com baixa ocupação; e
ausência de justificativas formais para a utilização de voos oficiais em substituição à aviação comercial.
✈️ A análise dos técnicos abrangeu o período de março de 2020 a julho de 2024 e analisou 7.491 registros de voos feitos por aviões da FAB.
Desse total, 266 foram realizados por autoridades. Segundo o TCU, 66 desses voos não possui registro disponível ou não foi localizado.
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📈 Nos 194 casos analisados, não houve qualquer avaliação formal que justificasse o uso da aviação oficial em detrimento da comercial, ponto considerado essencial diante do maior custo dos voos da FAB.
📝 A auditoria também identificou falhas documentais. Em 29 dos 194 requerimentos, não foi informada a finalidade da missão nem apresentadas agendas oficiais correspondentes.
Em cerca de 70% dos casos houve problemas na identificação dos passageiros, seja por nomes incompletos, ausência de cargos ou falta de documentos oficiais, em desacordo com as normas vigentes.
💰 A auditoria também calculou os custos de cada passagem aérea individual da FAB. Os dados levaram em consideração o ano de 2024, segundo os auditores, foi o único ano que a FAB forneceu a identificação, com documentos comprobatórios dos custos.
Para o período de 2020 a 2023, a FAB informou apenas a quantidade de passageiros embarcados sem maiores evidências.
💵 Em 2024, o custo de cada passagem aérea individual da FAB foi, em média, 6,4 vezes mais alto do que o equivalente na aviação comercial. Em um terço dos voos, o custo individual superou em mais de 20 vezes o da alternativa comercial.
“No consolidado, se considerados todos os voos em que foi possível obter o índice comparativo de custos, no total de 884 (76% do total), a economia estimada aos cofres públicos, caso utilizada a aviação comercial, seria de R$ 36.1 milhões no período compreendido entre janeiro e julho de 2024 (7 meses). Se utilizado o valor apurado acima e feita uma projeção para a economia estimada no período de 1 ano, o valor chegaria a R$ 81.6 milhões”, destacam os técnicos.
Entre 2020 e julho de 2024, foram identificados 111 voos com apenas um passageiro a bordo e 1.585 viagens, 21% do total, com até cinco ocupantes, número inferior à capacidade mínima das aeronaves da FAB, que comportam ao menos oito pessoas. Considerando todos os voos e modelos utilizados, a taxa média de ocupação foi de 55%.
Aeronave da Força Aérea Brasileira
Reprodução/RBS TV
Mudança de regras
Na quarta-feira (15), o TCU analisou os achados da auditoria e determinou que a Casa Civil, o Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica elaborem um plano de ação conjunto para reformular a estrutura regulatória do emprego de aeronaves da FAB para o transporte de autoridades em 30 dias.
De acordo com o TCU, as medidas que estarão no plano deverão ser adotadas no prazo de até 180 dias.
Algumas das determinações que os órgãos deverão estabelecer critérios objetivos que deverão ser seguidos nos pedidos de uso de aeronaves da FAB:
demonstrar a efetiva necessidade do emprego da FAB e não da aviação comercial;
demonstração da necessidade de presença dos membros da comitiva para o cumprimento da agenda da autoridade;
identificação dos passageiros, com descrição dos cargos e CPF;
demonstração do risco para a segurança da autoridade em voo comercial.
Como funciona hoje?
Segundo a regra atual, podem utilizar as aeronaves da FAB as autoridades:
vice-presidente da República;
presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal;
ministros de Estado; e
comandantes das Forças Armadas e o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
Além disso, o ministro da Defesa poderá autorizar o transporte aéreo de outras autoridades, nacionais ou estrangeiras.
Prioridade de atendimento
As solicitações de transporte da FAB seguem uma ordem de prioridade:
por motivo de emergência médica, por meio de documento assinado por profissional de saúde;
por motivo de segurança, por meio de justificativa que fundamente a necessidade de segurança, a exceção é o vice-presidente, em que presume-se uma situação de risco permanente; e
por motivo de viagem a serviço, por meio de registro em agenda oficial da atividade da qual a autoridade solicitante participará.
No atendimento de situações de mesma prioridade, quando não houver possibilidade de compartilhamento de aeronave, é observada a seguinte ordem de precedência:
vice-presidente da República, presidente do Senado Federal, presidente da Câmara dos Deputados e presidente do Supremo Tribunal Federal; e
ministros de Estado.
Compartilhamento de aeronaves
A regra determina que, sempre que possível, a aeronave da FAB deverá compartilhada por mais de uma das autoridades se o intervalo entre os voos para o mesmo destino for inferior a duas horas.
Nesses casos, o horário de partida do voo será ajustado de acordo com a necessidade da autoridade de maior gradação na ordem precedência.
Caracterização e comprovação da necessidade
A autoridade solicita o voo é responsável por analisar a efetiva necessidade da utilização de aeronave da FAB em substituição a voos comerciais.
As autoridades precisam manter:
registro das datas, dos horários e dos destinos de sua viagem;
registro do motivo da viagem, abrangido dentre as hipóteses previstas no caput do art. 3º;
comprovação da situação que motivou a viagem; e
o registro daqueles que acompanharam a autoridade na viagem.
A comitiva que acompanha a autoridade na aeronave deve ter estrita ligação com a agenda a ser cumprida, exceto nos casos de emergência médica ou de segurança.
É entendido como motivo de segurança o uso de aviões da FAB o deslocamento ao local de residência permanente das autoridades.
Uso de vagas ociosas
As autoridades que solicitam os voos são responsáveis pelo preenchimento das vagas remanescentes na aeronave, quando existirem vagas disponíveis além daquelas ocupadas pelas autoridades que compartilharem o voo e por suas comitivas.
As regras não se aplicam ao presidente da República, às comitivas presidenciais ou às equipes de apoio às viagens presidenciais.


Fonte:

g1 > Política

Taxa das blusinhas: governo reacende debate em torno do imposto

De janeiro a março deste ano, o governo federal arrecadou R$ 1,28 bilhão com o imposto de importação sobre encomendas internacionais, a chamada ‘taxa das blusinhas’. 
De acordo com a Receita Federal, o número representa um avanço de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando a arrecadação com o imposto somou R$ 1,05 bilhão.
Se por um lado a medida tem ajudado na arrecadação federal, por outro ela tem resultado em prejuízo aos Correios e em preocupação na ala política do governo.

Aprovação conturbada
Após intenso debate e recuos, a taxação das compras internacionais de até US$ 50 foi aprovada pelo Congresso Nacional em junho de 2024.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a dizer que taxar compras internacionais era “irracional”, mas sancionou a lei que estabelecia a cobrança. 
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Até então, elas eram isentas. Mas o aumento da taxação era um pleito da indústria nacional para garantir condições de igualdade no comércio exterior.  
O então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi a público repetidas vezes dizer que a taxação das compras online não traria impactos aos consumidores. 
Taxa será revogada?
A menos de seis meses das eleições, o presidente Lula e representantes da ala política do governo federal passaram a defender a revogação da taxação. 

O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT), disse em café com jornalistas nesta quinta-feira (16) que achava “uma boa” revogar a medida. “Minha opinião se eu for consultado”, disse o ministro.
Os ministérios da Fazenda e o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) são contra o fim da taxa das blusinhas.
Geraldo Alckmin, que até o mês passado estava à frente do Mdic, defendeu o imposto e disse que não há decisão do governo sobre revogar o imposto.
Empresários e trabalhadores de 67 associações chegaram a enviar um ofício ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em protesto contra o possível fim da “taxa das blusinhas”. 
“Nossa posição é clara: igualdade tributária e regulatória. Não faz sentido incentivar a importação de produtos que já são bastante subsidiados em seus países de origem, notadamente China, e prejudicar a produção, os investimentos, empregos e a geração de empregos no Brasil”, diz Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit).


Fonte:

g1 > Política

Tudo sobre o melhor celular IP68 para levar para a praia e como a proteção funciona

Escolher qual o melhor celular IP68 para levar para a praia envolve compreender não apenas as especificações de resistência do aparelho, mas também as limitações físicas da tecnologia frente à água salgada e à areia. Dispositivos com essa certificação são projetados para suportar submersão em água doce e impedir a entrada de partículas sólidas, oferecendo uma camada extra de segurança para registros fotográficos e comunicação em ambientes litorâneos, desde que observados os cuidados adequados de manutenção pós-uso.
O que é a certificação IP68
A sigla IP refere-se a “Ingress Protection” (Proteção contra Entrada), um padrão internacional definido pela norma IEC 60529. O código é composto por dois dígitos que classificam o grau de proteção fornecido pelas caixas e envoltórios de equipamentos elétricos.
No contexto de celulares para a praia, o código IP68 se desdobra da seguinte maneira:

O número 6: Indica proteção total contra poeira. O dispositivo é hermeticamente fechado para que nenhuma partícula sólida, incluindo grãos finos de areia, possa penetrar nos componentes internos.
O número 8: Indica proteção contra imersão contínua em água. Geralmente, isso significa que o aparelho pode ser submerso a profundidades superiores a 1 metro (frequentemente até 1,5m ou 2m) por 30 minutos, conforme especificado pelo fabricante.

É fundamental notar que os testes laboratoriais para a certificação IP68 são realizados em água doce e estagnada. A dinâmica muda consideravelmente em ambientes de água salgada ou com alta pressão (jatos de água ou ondas).
Como funciona a vedação em smartphones
A resistência à água em smartphones não é mágica, mas sim o resultado de engenharia de precisão física e química. O mecanismo de proteção baseia-se na criação de barreiras físicas que impedem o contato de líquidos com os circuitos eletrônicos sensíveis.
Os principais componentes desse mecanismo incluem:

Juntas e anéis de vedação (O-rings): Tiras de borracha ou silicone de alta densidade são colocadas em torno de todas as aberturas do chassi, como a bandeja do cartão SIM, botões laterais e a junção entre a tela e o corpo do aparelho.
Adesivos impermeáveis: Colas industriais específicas são utilizadas para selar a bateria e outros componentes internos, garantindo que a carcaça permaneça unida sob pressão.
Malhas hidrofóbicas: As saídas de som (alto-falantes e microfones) não podem ser totalmente fechadas, pois o ar precisa passar para propagar o som. Nesses locais, utiliza-se uma malha ultrafina que permite a passagem de ondas sonoras, mas cuja tensão superficial impede a entrada de moléculas de água.
Revestimentos internos: Muitas placas de circuito recebem um revestimento nanométrico repelente à água para evitar curtos-circuitos caso a umidade consiga penetrar as barreiras externas.

Aplicações práticas e modelos recomendados
A busca por qual o melhor celular IP68 para levar para a praia geralmente recai sobre modelos topo de linha (“flagships”), pois a vedação de alta qualidade encarece o processo de fabricação. Abaixo estão as categorias e exemplos de dispositivos que utilizam essa tecnologia com eficácia:

Linha Samsung Galaxy S (S23, S24 e Ultra): Historicamente consistentes na certificação IP68. São conhecidos por alertarem o usuário via software caso haja umidade na porta USB-C, impedindo o carregamento até que a porta esteja seca.
Apple iPhone (13, 14, 15 e posteriores): A Apple frequentemente excede os requisitos mínimos do IP68, prometendo resistência de até 6 metros de profundidade por 30 minutos em alguns modelos, o que oferece uma margem de segurança maior contra acidentes na beira do mar.
Google Pixel (7, 8 e Pro): Oferecem proteção IP68 padrão, garantindo segurança contra quedas acidentais na água ou contato com a areia.
Celulares robustos (Rugged Phones): Marcas como Caterpillar ou modelos específicos da linha Samsung XCover são desenhados para ambientes hostis. Além do IP68, muitos possuem certificação militar (MIL-STD-810H), sendo mais resistentes a quedas nas rochas ou variações térmicas extremas comuns no verão.

Vantagens e desafios no uso litorâneo
Embora a tecnologia IP68 seja um grande avanço, o ambiente de praia apresenta variáveis que o laboratório não simula perfeitamente.
Vantagens:

Segurança contra acidentes: Quedas acidentais na arrebentação ou em piscinas naturais não resultam em perda imediata do aparelho.
Facilidade de limpeza: É possível lavar o aparelho com água doce para remover protetor solar, areia e maresia após o dia de praia.
Proteção contra areia: O nível “6” de proteção garante que a areia fina não entrará sob a tela ou dentro dos circuitos, o que poderia inutilizar o aparelho.

Desafios:

Corrosão por água salgada: O sal é altamente corrosivo e condutor. Se a água do mar secar no aparelho, os cristais de sal podem danificar as vedações de borracha e corroer os contatos metálicos da porta de carregamento.
Desgaste natural: A resistência à água não é permanente. Quedas, calor excessivo (comum sob o sol da praia) e o tempo degradam as colas e borrachas de vedação.
Garantia limitada: A maioria dos fabricantes, mesmo certificando o aparelho como IP68, não cobre danos causados por líquidos na garantia, alegando mau uso ou submersão além dos limites.

Perguntas frequentes (FAQ)
1. Posso tirar fotos debaixo d’água no mar com um celular IP68?
Tecnicamente é possível, mas não recomendado sem uma capa estanque adicional. O sal do mar pode deteriorar as vedações rapidamente e, se houver qualquer microfissura, a água salgada causará corrosão imediata nos componentes internos.
2. O que devo fazer se meu celular cair na água do mar?
Recupere-o imediatamente e lave-o com água doce (engarrafada ou da torneira) em abundância, porém com baixa pressão, para remover todo o sal. Seque-o com um pano macio e não o coloque para carregar até ter certeza absoluta de que a porta USB está seca.
3. A areia pode arranhar a tela mesmo com proteção Gorilla Glass?
Sim. A areia é composta principalmente de quartzo e sílica, minerais que possuem uma dureza superior à do vidro temperado da maioria dos smartphones. A certificação IP68 protege contra a entrada de areia, mas não contra riscos na tela causados por atrito.
A escolha de um smartphone para o verão deve priorizar modelos com certificação IP68 comprovada e recente, como os topos de linha da Samsung ou Apple. No entanto, a tecnologia deve ser vista como uma medida de segurança contra acidentes, e não como um convite para o uso subaquático indiscriminado, especialmente em água salgada. A melhor prática para garantir a longevidade do dispositivo é combinar a resistência nativa do aparelho com cuidados de limpeza em água doce imediatamente após a exposição ao ambiente praiano.


Fonte: Jovem Pan

Os maiores escândalos de arbitragem e corrupção na história da Copa do Mundo

A Copa do Mundo atrai bilhões de espectadores e movimenta cifras astronômicas, mas sua trajetória esportiva e institucional é pontuada por falhas humanas decisivas e investigações criminais de alcance global. Compreender quais os maiores escândalos de arbitragem e corrupção que já mancharam a história da Copa do Mundo exige uma análise fria dos dados oficiais: desde as interferências políticas nos gramados no século passado até a operação policial internacional que desmantelou a cúpula executiva do futebol mundial em 2015, levando a prisões e ao desenvolvimento de novas normativas.

A evolução das polêmicas nos bastidores e dentro de campo
As irregularidades na maior competição de seleções começaram muito antes do advento das transmissões televisivas e da vigilância digital. A história do torneio demonstra que a linha entre o erro humano e o favorecimento estrutural sempre foi tênue. Na edição de 1934, sediada e vencida pela Itália fascista de Benito Mussolini, relatos históricos apontam forte pressão do regime ditatorial sobre as equipes de arbitragem para garantir o triunfo local.
Décadas depois, os erros passaram a ser expostos pela televisão, criando anomalias históricas nas estatísticas da competição. Na final de 1966, o “gol fantasma” do inglês Geoff Hurst contra a Alemanha Ocidental validou um chute que bateu no travessão e quicou fora da linha fatal, alterando irremediavelmente o placar do campeonato. Vinte anos depois, no México, o argentino Diego Maradona eternizou a “Mão de Deus” ao marcar um gol irregular de soco contra a Inglaterra, expondo a incapacidade dos árbitros da época de cobrirem adequadamente as zonas de infração.
O colapso da arbitragem e as falhas disciplinares no apito
As regras fundamentais do futebol — marcação de faltas, aplicação de cartões e validação de gols — sofreram um apagão sistêmico na Copa do Mundo de 2002, sediada em conjunto por Coreia do Sul e Japão. O torneio abrigou as atuações de arbitragem mais criticadas dos tempos modernos, especialmente nos jogos envolvendo a seleção sul-coreana.
O ápice do descontrole disciplinar ocorreu nas oitavas de final, no duelo entre Coreia do Sul e Itália, conduzido pelo árbitro equatoriano Byron Moreno. Ignorando as diretrizes básicas do esporte, Moreno tolerou o jogo violento dos anfitriões, anulou um gol legítimo do italiano Damiano Tommasi por falso impedimento e expulsou o craque Francesco Totti, aplicando um segundo cartão amarelo por simulação em um lance claro de pênalti a favor da Itália. A trajetória do árbitro equatoriano terminou no sistema prisional dos Estados Unidos: em 2010, Moreno foi preso no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, flagrado com seis quilos de heroína escondidos junto ao corpo.
A introdução do VAR e as tecnologias contra os erros
A pressão comercial e esportiva gerada pela sequência histórica de erros grosseiros obrigou a Fifa a alterar as normativas de equipamento exigido nos gramados. A virada ocorreu formalmente no dia 3 de março de 2018, quando a International Football Association Board (IFAB) aprovou a inclusão definitiva da tecnologia de vídeo nas regras do jogo, sob a filosofia de “mínima interferência e máximo benefício”.
O Video Assistant Referee (VAR) estreou mundialmente na Copa da Rússia, transformando o aparato tecnológico dos estádios. A estrutura montada padronizou novos equipamentos e funções de arbitragem:

Sala de operações de vídeo (VOR);
Árbitros de vídeo assistentes: um árbitro principal (VAR) e três auxiliares (AVAR1, AVAR2 e AVAR3) focados em impedimentos e transmissão;
Câmeras de monitoramento: acesso a 33 câmeras de transmissão, incluindo opções super e ultra lentas, além de câmeras exclusivas para a linha de impedimento;
Ponto de comunicação: ligação em áudio criptografada e em tempo real com o árbitro de campo.

O impacto da adoção deste equipamento foi estatisticamente comprovado logo em sua estreia. Durante a fase de grupos de 2018, o sistema checou 335 incidentes de jogo. Apenas nessa fase inicial, 14 decisões de campo foram alteradas pela tecnologia, elevando a taxa de acerto da arbitragem para 99,3%, segundo os relatórios técnicos oficiais da Fifa.
O ápice da corrupção institucional e o caso Fifa Gate
Enquanto os gramados passavam por uma limpeza tecnológica, os gabinetes registravam o maior escândalo financeiro da história do esporte, batizado internacionalmente como Fifa Gate. Em maio de 2015, a pedido do Federal Bureau of Investigation (FBI), autoridades suíças realizaram uma operação surpresa no Hotel Baur au Lac, em Zurique, horas antes do congresso anual da entidade.
A operação revelou um sistema crônico de lavagem de dinheiro, fraude eletrônica e extorsão que controlava o destino do futebol mundial há décadas. As investigações detalharam os esquemas ilícitos:

A mecânica do esquema internacional;
Subornos em direitos de transmissão: contratos de mídia de torneios nas Américas mascaravam propinas superiores a 150 milhões de dólares.
Venda de votos: evidências de que delegados receberam propinas massivas para direcionar a escolha das sedes das Copas do Mundo, culminando nas investigações sobre as eleições da Rússia (2018) e do Catar (2022);
Queda em cadeia: quatorze dirigentes e executivos de marketing esportivo foram indiciados de imediato. Sete dirigentes do mais alto escalão foram detidos na Suíça no primeiro dia de operação.

As detenções provocaram a queda do então presidente da Fifa, Joseph Blatter, e do mandatário da Uefa, Michel Platini, reestruturando completamente o quadro de poder e as leis de compliance do comitê executivo.
Hoje, a governança da Copa do Mundo opera sob rigorosos protocolos de fiscalização financeira e auditorias independentes implementadas na gestão de Gianni Infantino. Nos gramados, a tecnologia evoluiu para a marcação de impedimento semi-automático, utilizando inteligência artificial e sensores internos nas bolas para abolir o erro humano em lances milimétricos. Apesar da persistência de debates sobre critérios interpretativos na arbitragem, os mecanismos estruturais estabelecidos nas últimas décadas tornaram a ocultação de falhas crassas e esquemas de suborno uma tarefa significativamente mais difícil no futebol moderno.


Fonte: Jovem Pan

Flamengo assume liderança do Grupo A da Libertadores após golear Independiente Medellín

No primeiro jogo da Libertadores no Maracanã após a conquista do tetracampeonato, o Flamengo fez bem seu dever de casa diante da torcida. Em ascensão sob o comando de Leonardo Jardim, o time carioca não teve dificuldade para manter os 100% na competição e goleou o Independiente Medellín-COL por 4 a 1, nesta quinta-feira (16), pela segunda rodada do Grupo A.
Em rotação alta, o Flamengo explorou bem a velocidade e expunha a defesa colombiana toda vez que chegava na área. Foi assim que marcou os gols da vitória, com Paquetá, Bruno Henrique e Arrascaeta, todos de dentro da área. É bem verdade que chegou a levar um susto com Yoni González, mas um time tão calejado não se desesperou. No último lance, ainda deu tempo de Pedro transformar a vitória em goleada.
Com 100%, o Flamengo soma seis pontos, dois a mais que o segundo colocado, Estudiantes-ARG, com quatro, e cinco do próprio Medellín, que soma um ponto e está na zona de classificação para os playoffs da Sul-Americana.
Era de se esperar um Flamengo com rotação alta. Com troca de passes envolventes, conseguia costurar boas jogadas pelos lados do campo e viu Carrascal furar na pequena área. Com repertório cheio, as infiltrações pelo meio também davam resultado. Foi assim que Paquetá abriu o placar, aos 14, ao receber passe na área de Ayrton Lucas e dominar já ajeitando para o chute cruzado.
O time carioca também tinha a bola parada como arma, principalmente com Arrascaeta, que parou em grande defesa de Chaux. Na sequência, o uruguaio ainda cabeceou na trave. O Independiente ficava à espreita pelo contra-ataque e aproveitou o erro de Carrascal para empatar com Yoni González. O drama carioca durou pouco. Arrascaeta recebeu em profundidade e cruzou na medida para Bruno Henrique testar firme para as redes. Os colombianos ainda carimbaram a trave de Rossi nos acréscimos.
Calejado, o Flamengo não se desesperou com o final do primeiro tempo e voltou do intervalo na mesma postura. Arrascaeta deu passe para Bruno Henrique, que devolveu o favor e o uruguaio bateu de primeira para ampliar. O gol cedo minou qualquer tentativa colombiana de reagir. Agora acuados, viraram presa fácil, com o Flamengo trocando passes sem ser incomodado.
O duelo poderia ter se tornado goleada, mas o tento de Léo Pereira foi anulado pelo árbitro por impedimento. A reta final foi de domínio carioca, gastando tempo e ao mesmo tempo vivia a expectativa de um quarto gol. Até que no último lance, Luiz Araújo serviu Pedro, que bateu de bico e fechou a noite perfeita no Maracanã.
O Flamengo volta a campo no domingo (19), às 19h30, diante do Bahia, ainda no Maracanã, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 4 × 1 INDEPENDIENTE MEDELLÍN-COL
FLAMENGO: Rossi; Emerson Royal, Danilo, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Evertton Araújo, Paquetá (Pedro) e Arrascaeta (Plata); Carrascal (Wallace Yan), Bruno Henrique (De la Cruz) e Samuel Lino (Luiz Araújo). Técnico: Leonardo Jardim.
INDEPENDIENTE MEDELLÍN: Chaux; Leyser Chaverra (Diego Moreno), Ortiz e Londoño; Esneyder Mena (Hayen Palacios), Serna, Perlaza (Loboa) e Fabra; Francisco Chaverra (Cataño), Fydriszewski e Yoni González (Montaño). Técnico: Alejandro Restrepo.
GOLS: Paquetá, aos 14, Yoni González, aos 39, Bruno Henrique, aos 45 minutos do primeiro tempo. Arrascaeta, aos três, Pedro, aos 50 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO: Andrés Matonte (URU).
CARTÕES AMARELOS: Luiz Araújo, Leyser Chaverra, Perlaza e Cataño.
RENDA: R$ 3.522.773,75.
PÚBLICO: 55.311 torcedores.
LOCAL: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).


Fonte: Jovem Pan

Líbano acusa Israel de violar cessar-fogo poucas horas após início da trégua

O Exército do Líbano denunciou nesta sexta-feira (17) (noite de sexta no Brasil), violações por parte de Israel do cessar-fogo anunciado por Donald Trump e iniciado às 18h do horário de Brasília. O Hezbollah lançou ataques em resposta. O Exército do Líbano acusou Israel de cometer “atos de agressão” e bombardeios em violação da trégua que entrou em vigor horas antes. O Hezbollah, por sua vez, disse ter atacado soldados israelenses em represália.
A trégua, que começou à meia-noite no horário local em ambos os países (18h00 de quinta-feira em Brasília), ocorre enquanto Washington intensifica seus esforços para alcançar um acordo que ponha fim à guerra com o Irã, que insiste que um eventual acordo de paz só é possível com um cessar-fogo no Líbano.
A guerra no Oriente Médio começou quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro, e o Líbano se envolveu quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em 2 de março. Mais de duas mil pessoas morreram nos ataques israelenses contra o Líbano e pelo menos um milhão foram deslocadas. Além disso, as forças terrestres israelenses invadiram o sul do país. Trump afirmou que a trégua ocorre após conversas “excelentes” com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, dois dias depois de Israel e Líbano iniciarem negociações de paz em Washington.
Na terça-feira (14), foram realizadas conversas diretas entre os embaixadores dos dois países em Washington para discutir negociações. “Essas negociações não ocorrem há mais de 40 anos. Elas estão acontecendo agora porque somos muito fortes, e os países estão vindo até nós — não apenas o Líbano”, disse Netanyahu. Na quarta-feira (15), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o principal objetivo da negociação com o Líbano é garantir o “desmantelamento” do movimento islamista Hezbollah.
Nesta quinta, os Estados Unidos informaram que os cessar-fogo poderia se estender caso haja um acordo. “Todas as partes reconhecem que as forças de segurança do Líbano têm a responsabilidade exclusiva pela soberania e defesa nacional do Líbano; nenhum outro país ou grupo tem a pretensão de ser o garantidor da soberania do Líbano”, diz o acordo.
 


Fonte: Jovem Pan

Lula diz que Trump não pode ‘ameaçar países com guerra o tempo todo’

O presidente Lula disse nesta quinta-feira (16) que Donald Trump “não pode ficar ameaçando outros países com guerra o tempo todo” e que não foi eleito o “imperador do mundo”. A declaração foi dada em entrevista à revista alemã Der Spiegel, publicada no mesmo dia que o presidente embarcou para a Europa onde deve cumprir agenda na Alemanha, Espanha e Portugal.
Na entrevista, Lula afirmou que pediu aos líderes da China, Xi Jinping, da Rússia, Vladimir Putin, e da França, Emmanuel Macron, que uma reunião do Conselho de Segurança da ONU fosse convocada para a discussão do conflito envolvendo o Irã, e que ninguém “deu ouvidos”. “Precisamos colocar este mundo em ordem, que está prestes a se transformar em um campo único de batalha”, declarou.
Lula disse ainda que o secretário-geral da ONU, António Guterres, deveria convocar uma Assembleia Geral extraordinária para que os líderes mundiais prestem contas do desenrolar da situação atual.
“Não pode ser que Trump comece uma guerra com o Irã e que quem acabe pagando a conta sejam os pobres da África ou da América Latina, que terão de gastar mais dinheiro com feijão, carne e verduras”, acrescentou.

Ainda sobre a ONU, o presidente voltou a defender mudanças na composição do Conselho de Segurança do órgão. Para ele, é preciso incluir novos membros permanentes, com representantes do Oriente Médio, da África, além de países como Brasil ou Alemanha.

O presidente também voltou a defender mudanças na composição do Conselho de Segurança da ONU. Para ele, o órgão deveria incluir novos membros permanentes, com representantes da África, do Oriente Médio, além de países como Brasil ou Alemanha. “A Carta das Nações Unidas estabelece que o Conselho de Segurança foi criado para preservar a paz no mundo. Como explicar que justamente os cinco membros permanentes sejam os maiores produtores de armas?“, questionou.


Fonte: Jovem Pan

Senador usa decisões de Gilmar Mendes para rebater acusação do ministro na PGR

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) respondeu nesta quinta-feira (16) à representação criminal enviada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), à Procuradoria-Geral da República (PGR). O magistrado pediu punição ao parlamentar por abuso de autoridade após ser proposto o seu indiciamento e de outros integrantes da Corte no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.
À PGR, a defesa de Vieira alegou que decisões anteriores do ministro firmaram a jurisprudência que tornou parlamentares imunes a processos criminais em razão do que dizem ou votam no exercício de seu mandato.
Os advogados do senador citaram caso de 2016, quando Gilmar Mendes absorveu um deputado acusado de crimes contra honra durante sessão legislativa, e de 2020, quando o magistrado negou pedido de destituição da relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das fake news.
“O direito não pode ser instrumento de geometria variável, aplicável quando convém e afastado quando incomoda”, argumentou a defesa de Vieira à PGR.
Os advogados do senador também disseram que “sequer houve crime para apurar”. O ofício enviado à PGR diz que não existiu “intenção específica de prejudicar alguém” em “trabalho de 120 dias, 18 reuniões, 19 depoimentos e relatório de 220 páginas”. Argumentaram também que “divergências de interpretação jurídica não configuram abuso de autoridade”.
A defesa destacou que o relatório final foi rejeitado pela CPI. Para os advogados, “o ato que o ministro quer punir nunca existiu juridicamente”.  Também foi solicitada à PGR o arquivamento da representação contra o senador.


Fonte: Jovem Pan

Pré-candidatos à Presidência da República elaboram estratégias para atrair eleitor; veja quais

A cerca de quatro meses até o começo da campanha eleitoral, pré-candidatos à presidência da República já começaram a elaborar estratégias de comunicação e desenham o perfil que querem apresentar aos eleitores, de olho nas pesquisas eleitorais e no crescimento da popularidade.
Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) trabalham para reduzir rejeições com o antipetismo e o antibolsonarismo, os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) querem se tornar mais conhecidos e expandir seus nomes nacionalmente.
A GloboNews e o g1 buscaram estrategistas, marqueteiros e interlocutores das campanhas dos quatro pré-candidatos que pontuaram mais de 3 pontos percentuais de intenções de voto na última pesquisa Datafolha.
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Lula (PT)
Medidas contra o endividamento
Uma das preocupações do governo é que as dívidas estão consumindo boa parte da renda dos brasileiros.
Com isso, medidas que poderiam ter aliviado o bolso e, consequentemente, se refletido em popularidade — como a isenção do imposto de renda — não tiveram a percepção esperada do eleitorado.
Um documento apresentado pelo marqueteiro do PT, Raul Rabelo, à bancada do partido coloca o tema como um dos pontos centrais da comunicação.
Por isso, o governo estuda um novo programa para o pagamento de dívidas, que deve ser lançado nos próximos dias. O próprio ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que uma das possibilidades é a liberação do uso do FGTS para aliviar o endividamento.
Preço dos combustíveis
Em março deste ano, o governo anunciou um pacote com medidas para conter o impacto da guerra no Irã sobre os preços dos combustíveis.
Entre as medidas estão o aumento da fiscalização sobre distribuidoras de combustíveis, mudança nos valores do Gás do Povo, ampliação da subvenção ao diesel e a isenção de impostos sobre o biodiesel e o querosene de aviação.
A bancada do PT também foi orientada por estrategistas a explorar a guerra de Donald Trump contra o Irã como o epicentro do aumento do preço dos combustíveis e, consequentemente, relacionar a família Bolsonaro à proximidade com o presidente dos Estados Unidos.
“Essa questão dos combustíveis tem um roteiro muito claro que precisamos mostrar e dialogar com a sociedade. A alta dos combustíveis no mundo é causada por uma guerra iniciada por Trump”, disse o secretário de comunicação do PT, Éden Valadares.
“E são eles, os Bolsonaros, os maiores apoiadores de Trump no Brasil.”
Pré-candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo)
Reprodução
Defesa da soberania
Na avaliação de petistas, uma das melhores fases de popularidade do governo Lula foi durante o tarifaço de Donald Trump. Por isso, a defesa da soberania brasileira, em especial em relação aos Estados Unidos, deve ser um dos assuntos abordados durante a campanha eleitoral.
O entendimento de articuladores do governo é que o tema da soberania é caro ao brasileiro.
Por orientação do ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, o presidente Lula defendeu publicamente o Pix nos últimos dias, em um claro contraponto às críticas feitas pelo governo norte-americano.
Flávio Bolsonaro (PL)
Foco no eleitorado feminino
Internamente, integrantes do PL admitem que a família Bolsonaro tem dificuldade em ganhar votos do eleitorado feminino. Uma das possibilidades pra reduzir resistências é escolher uma mulher como vice na chapa com Flávio.
As deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE) e a senadora Teresa Cristina (PP-MS) são cogitadas.
“Todos os nomes estão postos, vamos ter que colocar tudo isso em pesquisa para avaliar quem é o melhor vice, quem soma mais”, diz o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, que avalia que a decisão só deve sair depois de junho.
Além disso, interlocutores de Flávio dizem que ele deve defender o endurecimento das penas para crimes de violência contra a mulher, por exemplo.
Buscar por apoio do mercado
Uma das preocupações do entorno de Flávio Bolsonaro é que o pré-candidato se aproxime do mercado e demonstre ser um nome liberal na economia.
O senador tem se reunido com empresários e, segundo integrantes do PL, vai buscar um nome técnico para o Ministério da Economia.
“Uma mudança orientada pela responsabilidade fiscal, pelo controle dos gastos públicos e pela retomada de um ambiente seguro para investimentos e negócios”, afirmou um interlocutor que participa diretamente da articulação de campanha do senador.
Fim da reeleição
No início de março, o senador protocolou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que proíbe a reeleição para o cargo de presidente da República.
Se aprovada a tempo, a medida já valeria para 2030 — ou seja, se fosse eleito, ele próprio não poderia concorrer à reeleição.
“Ao eliminar a possibilidade de reeleição consecutiva para o Presidente da República, pretende-se fortalecer a independência decisória do governante”, diz a justificativa da proposta.
A avaliação de interlocutores é que a PEC funciona como um gesto de Flávio em busca do apoio de outros partidos, já que deixaria o caminho livre para outros nomes em 2030.
Ronaldo Caiado (PSD)
Alternativa à polarização
Embora tenha se identificado com pautas da direita ao longo da carreira política, Caiado deve se lançar como uma “alternativa à polarização”.
O marqueteiro da campanha, Paulo Vasconcelos, diz que “polarização não põe comida no prato” e que o pré-candidato “tem uma oferta acima da ideologia”.
Uma das apostas, segundo Vasconcelos, é mostrar que o ex-governador de Goiás tem “o melhor da direita”, como a bandeira da responsabilidade fiscal e projetos na segurança pública.
Além disso, que Caiado também “traz na sua sacola de entregas valores da esquerda”, como a preocupação com a saúde e a vacinação durante a pandemia.
Força no meio do agronegócio
Caiado tem a seu favor uma trajetória histórica ligada ao agronegócio, com a implementação de políticas defendidas pelo setor enquanto esteve à frente do governo de Goiás.
Seus articuladores defendem que é preciso mostrar sua atuação bem-sucedida em um setor que é tido como um dos “principais motores do país”.
O apoio do agronegócio é tido como essencial por interlocutores de Caiado, já que ele disputa este espaço com o pré-candidato Flávio Bolsonaro. Dentro da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), o que se diz reservadamente é que “setorialmente, o apoio estará na direita”.
Experiência como governador
Os oito anos à frente do governo de Goiás também devem ser usados na campanha como forma de convencer o voto do eleitorado, segundo seus estrategistas.
“Ele tem experiência e capacidade de governar. Não tem como ser radical e sair [do governo] com 88% de aprovação”, diz Paulo Vasconcelos.
Vasconcelos admite ainda que “o principal” desafio de Caiado é se tornar conhecido para além de Goiás.
Ainda segundo o marqueteiro, a ideia é “forçar comparação com Flávio”, mostrando que ele, Caiado, tem experiência como gestor, mas evitando críticas ao adversário neste momento.
Romeu Zema (NOVO)
Anticorrupção e pautas anti-STF
O marqueteiro do ex-governador de Minas Gerais, Renato Pereira, defende que o pré-candidato utilize como mantra “acabar com a farra dos intocáveis”. Segundo ele, a ideia é propor uma “agenda forte contra corrupção e contra os privilégios”.
Ao tratar do fim dos privilégios, Zema deve defender o fim dos chamados penduricalhos e elevar críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal, exigindo transparência dos magistrados.
A estratégia está alinhada ao seu partido, que aprovou na última semana diretrizes para que candidatos do partido ao Senado se comprometam a “defender a responsabilização e o eventual impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal em casos de crime de responsabilidade, abuso de autoridade ou quebra de decoro.”
Privatização e corte de ministérios
Na área econômica, Zema também pretende fazer acenos ao mercado e priorizar bandeiras liberais — por exemplo, a defesa da privatização de empresas estatais.
Segundo seus interlocutores, outra estratégia é defender o corte do número de ministérios, assim como defendeu o corte de secretarias em Minas Gerais.
“Cortar gastos do governo com o governo”, defende o marqueteiro. “O governo gasta boa parte dos seus recursos para bancar privilégios. Isso faz com que não haja disciplina fiscal.”
Foco nos votos do Sul e do Sudeste
Uma das estratégias de Zema para se tornar mais conhecido e “furar a bolha” de Minas Gerais é focar as viagens e articulações no Sul e Sudeste — regiões que seu marqueteiro, Renato Pereira, chama de “Agro Ampliado”.
Isso não significa, segundo seus articuladores, que ele não irá viajar para outras regiões, mas a ideia é manter o foco nos estados mais identificados com a direita, onde seu potencial de votos é maior.


Fonte:

g1 > Política

Homem que matou esposa com 72 facadas é preso no Paraguai após mais de 30 anos foragido

O foragido internacional Marcos Panissa foi capturado na tarde de quarta-feira (15) em ação conjunta da Polícia Nacional do Paraguai, a Polícia Federal, o Gaeco/PR e a Polícia Militar do Paraná. Panissa é condenado pela morte da ex-esposa Fernanda Estruzani Panissa, ainda em 1989, após golpear 72 facadas contra ela por ciúmes.
Com base em informações compartilhadas pela Polícia Federal brasileira, o condenado foi preso em San Lorenzo, no interior do Paraguai, após ser procurado pela Justiça brasileira há anos.
Ainda na quarta-feira, ele foi entregue às autoridades do Brasil na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, no Paraná. A ação aconteceu por meio do Comando Tripartite, estrutura de cooperação policial internacional sediada na região de fronteira.
O criminoso estava foragido desde 1995 e presente na lista de Difusão Vermelha da INTERPOL. Ele vivia no interior do Paraguai, com identidade falsa, uma nova família e rotina considerada discreta pelas autoridades.
A PF informou que Panissa já se encontra sob custódia e agora dará “cumprimento ao mandado de prisão e adotará as providências legais cabíveis”.

Entenda o caso
Na época, o crime aconteceu em Londrina, no norte do Paraná. Panissa chegou a confessar ter matado Fernanda Estruzani Panissa por ciúmes, por não aceitar o fim do relacionamento. Ele tinha 23 anos, e a vítima, 21.
Já em 1991, Marcos foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão pelo crime. Houve um protesto por novo júri — recurso requerido pela defesa que permitia a realização de um novo julgamento quando a condenação fosse igual ou superior a 20 anos, mas o pedido foi revogado em 2008.
Um novo julgamento aconteceu no ano seguinte e Panissa foi condenado a 9 anos de prisão. O Ministério Público recorreu ao resultado e o júri foi anulado com base em uma composição irregular do mesmo e por decisão em desacordo com as provas apresentadas. Ao mesmo tempo, Panissa respondia ao processo em liberdade.
Já no terceiro julgamento, em 1995, Panissa não compareceu ao tribunal e teve a prisão preventiva decretada, mas já estava foragido.
Em 2008, mais uma sessão do Tribunal do Júri foi convocada devido a uma mudança na lei, que permitiu que o julgamento acontecesse mesmo sem a presença do réu para o júri. Com o novo, e último julgamento, ele foi condenado a 21 anos e 6 meses de prisão. A decisão, porém, ainda foi diminuída para 19 anos e seis meses de prisão em 2010.


Fonte: Jovem Pan