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Plenário analisa cadastro de condenados por violência à mulher nesta terça

O Plenário do Senado analisa nesta terça-feira (28), a partir das 14h, o projeto de lei que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher (CNVM). Também está na pauta o projeto que estabelece diretrizes para as atividades de inteligência no Brasil.
De acordo com o PL 1.099/2024, o CNVM será um banco de dados com informações de pessoas condenadas definitivamente por crimes como feminicídio, estupro, assédio, lesão corporal, perseguição e violência psicológica. O cadastro será gerido pela União e permitirá o compartilhamento de informações entre órgãos de segurança pública federais, estaduais e do Distrito Federal.
Entre as informações que poderão constar da lista estão nome, dados de documentos pessoais, filiação, fotografia, impressões digitais, endereço e o crime cometido, sendo garantido o sigilo da identidade da vítima. De autoria da deputada Silvye Alves (união-GO), o projeto foi aprovado nas Comissões de Direitos Humanos (CDH) e de Constituição e Justiça (CCJ).
Inteligência
Outro item da pauta é o PL 6.423/2025, que estabelece diretrizes para as atividades de inteligência no Brasil. Da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, o texto define conceitos, funções e procedimentos para a obtenção, análise e disseminação de informações.
A proposta altera as leis que regulam o acesso a dados, o uso de técnicas sigilosas e a proteção dos profissionais de inteligência.
O projeto também prevê penas para crimes relacionados às atividades de inteligência. Quem revelar, divulgar ou publicar a identidade funcional, assim como foto, vídeo ou áudio de profissional de inteligência, por exemplo, estará sujeito à prisão de dois a seis anos, além de multa. 
A intenção da proposta é fortalecer a segurança nacional e a defesa dos interesses do Estado, ao permitir que as autoridades tomem decisões com base em dados e análises de inteligência. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) foi designado relator de Plenário.
Artesãs
O Plenário deve votar ainda o PL 6.249/2019, que estimula a atividade profissional de mulheres artesãs. Aprovada na Câmara, a matéria estabelece que os governos federal, estaduais e municipais deverão regulamentar e promover ações para fortalecer essa atividade.
De autoria dos deputados José Guimarães (PT-CE) e Rosa Neide (MT), o projeto pretende valorizar o papel cultural, social e econômico do trabalho das artesãs e preservar tradições e saberes populares. São abarcados pelo projeto os trabalhos de rendeira, tricoteira, tapeceira, labirinteira, bordadeira, ceramista, trançadeira, fiandeira, costureira, tecelã, bonequeira, coureira, entalhadora e crocheteira.


Fonte: Senado Federal

Alteração na escala 6×1 é tendência natural, aponta Alckmin

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (26) que a alteração na escala 6×1 de trabalho no Brasil é um processo natural e visto em várias partes do mundo, diante do avanço tecnológico e da modernização dos setores produtivos. Segundo ele, a atual jornada de 44 horas tende a ser revista gradualmente, impulsionada pelo aumento da produtividade
Durante coletiva de imprensa após a abertura oficial da 31ª Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), Alckmin citou o agronegócio como exemplo dessa mudança. Ele lembrou que, no passado, o corte de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto era feito manualmente, exigindo a queima prévia da lavoura, o que deixava a cidade coberta pela fumaça. Hoje, com a proibição da prática de queimada e a mecanização da colheita, o cenário mudou completamente, com colheita de cana crua.
De acordo com o vice-presidente, a substituição da atividade manual por máquinas acabou, também, alterando o perfil dos trabalhadores no campo. “Não temos mais cortador de cana. Temos tecnólogo e especialista em agricultura de precisão”, afirmou. Para ele, a inovação tecnológica permite produzir mais com menos mão de obra, exigindo qualificação profissional e novas funções no setor, o que permitiria, portanto, a redução da escala semanal de trabalho, tema ainda polêmico no agronegócio.
Alckmin ressaltou, porém, que a transição precisa respeitar as características de cada segmento econômico. Ele observou que diversos setores já operam com jornadas de 40 horas semanais, enquanto outros ainda demandam adaptações específicas.
O vice-presidente defendeu que o tema seja debatido no Congresso Nacional, responsável por construir uma solução equilibrada sobre o tema. “A tendência é nós sairmos da escala 6 por 1, mas há setores com especificidades. Cabe ao Congresso debater e buscar a melhor solução”, declarou.


Fonte: Jovem Pan

Áudio: Projeto autoriza criação de fundo para entidades do terceiro setor

Está em tramitação no Senado um projeto de lei — o PL 427/2026 — que autoriza a criação do Fundo Nacional de Apoio ao Terceiro Setor. Segundo o autor da proposta, senador Izalci Lucas (PL-DF), o objetivo é fortalecer as instituições privadas sem fins lucrativos que prestam serviços públicos nas áreas de saúde, assistência social e educação, além de aperfeiçoar a forma como tais instituições são geridas.


Fonte: Senado Federal

Pré-candidato ao Senado, Bruno Bolsonaro Scheid afirma que prioridade é a população e não adversários

Declaração reforça foco em demandas sociais e alinhamento com pautas defendidas por Jair Bolsonaro

O pré-candidato ao Senado pelo PL, Bruno Bolsonaro Scheid, declarou que sua atuação política está voltada às necessidades da população rondoniense, especialmente das camadas mais vulneráveis, deixando em segundo plano a disputa direta com adversários eleitorais. A manifestação foi feita por meio de suas redes sociais.

Na publicação, Scheid afirmou que sua principal preocupação é com a realidade enfrentada por cidadãos comuns. “Adversário A ou B não me preocupa. Me preocupa o Francisco, a Maria e o rondoniense que precisa de saúde, emprego e segurança”, escreveu.

O pré-candidato também tem associado seu posicionamento político às pautas defendidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando alinhamento com setores identificados com a direita brasileira. Em declaração recente, ele afirmou que pretende representar esse campo político com firmeza e atuação direta em favor do estado.

Scheid ainda ressaltou que pretende percorrer diferentes regiões de Rondônia durante o período de pré-campanha, com o objetivo de ampliar o contato com a população e compreender demandas locais relacionadas a áreas como saúde pública, geração de emprego e segurança.

Ao abordar o cenário político, o pré-candidato defendeu que a representação no Senado deve ser pautada por posicionamentos claros e coerência. “Pra defender Rondônia de verdade, não precisa de histórico político. Precisa de opinião firme e autenticidade”, concluiu.

Governo Lula ainda busca aceno de Alcolumbre para aprovação ‘sem sustos’ de Jorge Messias para o STF

Na semana decisiva, com sabatina marcada para quarta-feira (29), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda busca um aceno do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-PB), para garantir uma aprovação sem sustos do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Até agora, Alcolumbre não recebeu Messias para uma conversa e não há previsão nesta reta final.
Ministro da Articulação Política, José Guimarães, tenta obter pelo menos um gesto público do senador dizendo não ter nada contra o nome de Messias.
Seria o suficiente para evitar qualquer surpresa de última hora. Guimarães tem conversado nos últimos dias com o presidente do Senado diante da primeira votação importante dele como novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais.
Vídeos em alta no g1
O governo confia numa aprovação de Jorge Messias, mas sabe que precisa trabalhar até o dia da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e depois no plenário do Senado.
Sabatina que pode durar mais de dez horas. O advogado-geral da União, indicado por Lula, precisa de pelo menos 41 votos. Hoje, o governo avalia que ele já teria 48 votos, mas apenas um gesto negativo de Alcolumbre pode colocar esse placar em risco.
Jorge Messias e David Alcolumbre
Wilton Junior/Estadão Conteúdo; Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
Negociações
Lula tem acompanhado de perto as negociações. Sabe que, no Senado, ele precisa entrar em campo, principalmente porque o seu líder no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), segue não sendo recebido por Alcolumbre depois de um desentendimento no ano passado.
Com isso, Lula tem Guimarães e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP). Esse último é muito próximo de Alcolumbre.
Por enquanto, o governo conseguiu tirar de Alcolumbre pelo menos o compromisso de que não irá atrapalhar a votação de Jorge Messias.
Só que o governo avalia que seria muito importante uma fala do presidente do Senado, pelo menos no plenário no dia da votação, colocando sua posição, que sempre foi a favor da indicação de Rodrigo Pacheco para o STF, mas dizendo não ter nada contra o nome de Messias.


Fonte:

g1 > Política

Genial/Quaest: Paes lidera todos os cenários na disputa pelo governo do Rio

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) lidera todos os cenários, tanto de 1º, quando de 2º turno, na disputa pelo governo do RJ, segundo pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (27).
Nos três cenários de 1º turno apresentados pela pesquisa, Paes aparece até com 40% das intenções de voto. Veja cada cenário abaixo:

Cenário 1
No primeiro cenário, com o maior número de adversários, Eduardo Paes aparece com 34%, enquanto seu principal adversário, Douglas Ruas (PL), tem 9% das intenções de voto.
Anthony Garotinho (Republicanos) está na terceira posição, com 8%, enquanto o ex-governador do Rio Wilson Witzel (DC) aparece na sequência com 3%.
Pesquisa Genial/Quaest mostra Paes na liderança no primeiro cenário de 1º turno
Cenário 2
Em relação ao segundo cenário, sem a presença de Anthony Garotinho, Paes lidera com 40%, enquanto Douglas Ruas aparece com 10%.
Quem se encontra na terceira posição é Wilson Witzel com 3%.
Pesquisa Genial/Quaest mostra Paes na liderança no segundo cenário de 1º turno
Cenário 3
Já no terceiro cenário, sem a presença de Anthony Garotinho e de Wilson Witzel, Paes tem 39% das intenções de voto, contra 11% de Douglas Ruas.
Agora, quem aparece na terceira posição é William Siri (PSOL) com 2%.
Pesquisa Genial/Quaest mostra Paes na liderança no terceiro cenário de 1º turno
2º turno
A pesquisa Genial/Quaest também simulou um segundo turno entre Eduardo Paes e Douglas Ruas. O ex-prefeito da cidade do RJ também aparece na liderança, com 49%. Já o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) tem 16% das intenções de voto.
Os indecisos somam 16%, enquanto Branco/Nulo/Não vai votar aparece com 19%.
A pesquisa ouviu 1.200 eleitores fluminenses entre os dias 21 e 25 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, e o nível de confiança das estimativas é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-00613/2026.


Fonte: Jovem Pan

Dormência e formigamento nas mãos podem indicar síndrome do túnel do carpo

A rotina atual, marcada por horas no computador e uso frequente de celulares, trouxe praticidade, mas também novos desafios para a saúde. Entre eles, a síndrome do túnel do carpo se destaca como uma das condições mais comuns que afetam as mãos e os punhos. Mas até que ponto ela pode ser considerada uma consequência direta do trabalho moderno?
Essa síndrome ocorre quando o nervo mediano – responsável pela sensibilidade do polegar, indicador, dedo médio e parte do anelar – sofre compressão dentro de um canal estreito no punho chamado túnel do carpo. Esse espaço também abriga tendões responsáveis pelos movimentos dos dedos, e o aumento de pressão ali pode afetar o funcionamento do nervo.

Como identificar precocemente
Os sinais iniciais costumam ser sutis, mas bastante característicos. Formigamento, dormência ou sensação de choque nos dedos, especialmente à noite, são sintomas frequentes. Muitas pessoas relatam acordar com a mão “dormente” e a necessidade de sacudi-la para aliviar o desconforto.
Com o tempo, esses sintomas podem aparecer também durante o dia, principalmente ao realizar atividades simples, como segurar o celular, dirigir ou ler um livro. Em fases mais avançadas, pode surgir fraqueza, dificuldade para segurar objetos e perda de destreza fina.
Reconhecer esses sinais precocemente é fundamental. Quanto antes o diagnóstico é feito, maiores são as chances de tratamento eficaz sem necessidade de cirurgia.
Qual a relação com o trabalho moderno?
Apesar de ser frequentemente associada ao uso de computadores e celulares, a síndrome do túnel do carpo não é causada por um único fator. Trata-se de uma condição multifatorial.
Atividades profissionais com movimentos repetitivos, uso de força manual ou posturas inadequadas do punho podem aumentar o risco e agravar os sintomas, mas não são, na maioria dos casos, a única causa da doença.
Além disso, condições como diabetes, hipotireoidismo, obesidade, gravidez e alterações inflamatórias também podem ter papel importante no seu aparecimento.
O que acontece se ignorar os sintomas?
Ignorar os sinais iniciais pode levar à progressão da doença. Com o tempo, a compressão contínua do nervo pode causar perda permanente de sensibilidade e força na mão.
Nos casos mais avançados, há atrofia da musculatura da base do polegar, o que compromete movimentos essenciais do dia a dia, como segurar uma chave ou abotoar uma camisa. Nessa fase, mesmo com tratamento, a recuperação pode ser parcial.
Por isso, procurar avaliação médica ao perceber os primeiros sintomas faz toda a diferença.
Tratamentos modernos e recuperação rápida
A boa notícia é que a maioria dos casos pode ser tratada de forma eficaz, especialmente quando diagnosticada precocemente.
As opções iniciais incluem:
* Ajustes nas atividades do dia a dia
* Uso de órteses durante a noite
* Fisioterapia e terapia ocupacional
* Infiltrações para reduzir a inflamação
Quando o tratamento conservador não é suficiente, a cirurgia pode ser indicada. Trata-se de um procedimento seguro, realizado para aliviar a pressão sobre o nervo por meio da liberação do ligamento que forma o teto do túnel.
Atualmente, técnicas minimamente invasivas permitem recuperação mais rápida, com retorno precoce às atividades. Em muitos casos, os sintomas melhoram já nos primeiros dias após o procedimento.
Um alerta para a rotina moderna
A síndrome do túnel do carpo é um exemplo claro de como hábitos e condições de saúde se combinam para impactar o organismo. Embora o trabalho possa contribuir para o surgimento ou agravamento dos sintomas, ele raramente é o único responsável. Pequenas atitudes – como pausas regulares, alongamentos e ergonomia adequada – são boas medidas de prevenção.
Mais do que tratar, o objetivo é preservar a função das mãos, ferramentas essenciais para nossa independência e qualidade de vida.
Dr. Bruno Azevedo Veronesi – CRM DF 26115
Médico ortopedista, especialista em Cirurgia da Mão e Microcirurgia. Coordenador da Ortopedia do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília


Fonte: Jovem Pan

Zé Trovão diz que Senado foi ‘comprado’ para aprovar indicação de Messias ao STF

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) avaliou, em declarações ao titular desta coluna, que a aprovação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal deve ocorrer na quarta-feira (29), apesar da resistência da oposição.
Segundo o parlamentar, embora a Câmara dos Deputados esteja exercendo pressão para tentar barrar a indicação, ele considera improvável que isso surta efeito. “A pressão que a Câmara está fazendo em cima do Senado poderia barrar isso aí, mas eu acho difícil, até porque já ficou provado que esses senadores não têm muita preocupação com pressão popular”, afirmou.
Zé Trovão também fez duras críticas ao processo de articulação do governo. Para ele, o Executivo teria atendido às demandas do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, garantindo votos suficientes para a aprovação do nome. “O governo deu tudo que o Davi Alcolumbre queria, o Davi Alcolumbre distribuiu isso no meio dos partidos”, disse.
O deputado classificou a eventual chegada de Messias ao STF como prejudicial ao país e afirmou acreditar que “o Senado já foi comprado e bem comprado.”


Fonte: Jovem Pan

PL do fim da escala 6×1 ‘está revestido de ilegalidade’, diz Skaf

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e candidato ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, afirmou que o projeto de lei do governo que propõe o fim da escala 6×1 “está revestido de ilegalidade” e anunciou a articulação de uma ação judicial para barrar a proposta ainda nesta semana.
Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, nesta segunda-feira (27), Skaf criticou o formato da iniciativa e disse que a medida tenta alterar a Constituição. “O PL do governo está revestido de ilegalidade por querer mudar a Constituição através de lei e não de PEC”, afirmou.
Segundo ele, a entidade não poderia acionar a Justiça antes da eventual aprovação da proposta, o que motivou a busca por apoio político. “Temos conversado com partidos e parlamentares que podem, quando há algo explícito de agressão à Constituição, entrar com uma ação e mandado de segurança — e isso será feito. Deve acontecer possivelmente nesta terça-feira (28), e com isso mostraremos a ilegalidade do PL”, declarou.
Skaf também indicou que pretende atuar contra propostas de emenda à Constituição relacionadas ao tema e defendeu o adiamento do debate dentro do Congreso Nacional. “Quanto à questão das PECs, vamos agir sim. Não desistiremos de pedir que essa discussão passe para o ano que vem”, disse.
O presidente da Fiesp ainda criticou o contexto político da proposta, classificando-o como eleitoral. “O espírito agora é outro. Não é de debater com transparência e seriedade, vendo a competitividade brasileira e o interesse do país, das pessoas e das empresas. O interesse único é eleitoral. É uma verdadeira campanha eleitoral. Seria um grande prejuízo, acima de tudo, ao Brasil”, afirmou.
Assista a entrevista completa


Fonte: Jovem Pan

Apesar do juro alto, famílias recorrem mais ao rotativo do cartão de crédito; empréstimos somam R$ 110 bi no 1º trimestre

O uso do cartão de crédito rotativo, a linha de crédito mais cara do mercado financeiro, somou R$ 109,65 bilhões no primeiro trimestre deste ano, informou o Banco Central nesta segunda-feira (27).
Com isso, houve um aumento de 9,7% na comparação com o mesmo período do ano passado — quando as concessões dessa modalidade somaram R$ R$ 99,9 bilhões.
A modalidade é considerada um dos vilões do alto nível de endividamento da população brasileira. Em março, a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito somou 428,3% ao ano.
Em um ano eleitoral, o governo do presidente Luiz Luiz Inácio Lula da Silva se movimenta para reduzir os débitos da população e facilitar a tomada de crédito pelas pessoas (veja mais abaixo nessa reportagem).
➡️Segundo a autoridade monetária, 101 milhões de pessoas no Brasil têm cartão de crédito no país, ou seja, quase a metade do povo brasileiro.
➡️De acordo com dados do Banco Central, cerca de 40 milhões de brasileiros estavam com dívida no cartão de crédito rotativo em janeiro deste ano.
➡️Com juros elevados, a taxa de inadimplência dessa linha de crédito somou 63,5%, ou seja, mais de R$ 60 em R$ 100 emprestados não foram honrados.
O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode pagar o valor total da fatura na data do vencimento.
Segundo analistas, essa forma de crédito deve ser evitada. A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.
Em janeiro de 2024, o Congresso e o governo limitaram o endividamento do cartão de crédito rotativo.
Desde então, ficou determinado que o valor do débito não pode exceder o valor original da dívida.
Se a dívida for de R$ 100, por exemplo, a dívida total, com a cobrança de juros e encargos, não poderá exceder R$ 200.
Parte do salário
No mês passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que as pessoas estão tomando linhas de crédito que deveriam ser usadas somente em momentos emergenciais, como o rotativo do cartão de crédito, como parte de sua renda, e isso deveria ser alvo de uma “discussão estrutural”.
“Nossa dimensão do BC é como a gente consegue construir alternativas para o cliente ter uma opção mais adequada à situação dele”, disse o presidente do BC, Gabriel Galípolo.
De acordo com Galípolo, a ideia é tentar “produzir arranjos mais saudáveis para quem está buscando crédito”, ou seja, linhas de crédito mais adequadas.
Para facilitar a concessão do crédito com taxas menores, o governo lançou, no ano passado, o crédito consignado para trabalhadores do setor privado, com mais de R$ 80 bilhões liberados em um ano.
A regulamentação do uso do saldo do FGTS dos trabalhadores como garantia aos empréstimos, algo prometido pelo governo como um diferencial da modalidade, uma forma de baixar os juros aos trabalhadores, porém, ainda não saiu do papel.


Fonte:

g1 > Política