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Lula pede um minuto de silêncio em homenagem a vítimas na Venezuela e manda ministro viajar ao país

Lula faz um minuto de silêncio em homenagem a vítimas de terremoto na Venezuela
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou seu discurso, nesta sexta-feira (26), pedindo um minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela nesta semana.
Durante a fala, ele também anunciou que determinou uma visita oficial do ministro da Defesa, José Múcio, para a Venezuela, para melhor compreensão de como o governo brasileiro pode ajudar o país vizinho.
Até a última atualização desta reportagem, 589 pessoas haviam morrido por conta dos terremotos na Venezuela, segundo um balanço atualizado do governo venezuelano.
➡️ Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.
“Eu queria começar esta minha fala pedindo a todos que estão aqui, para que, de pé, a gente fizesse um minuto de silêncio para as 589 pessoas que já morreram na Venezuela, e 2.850 feridos. E queria, José Múcio, determinar que a semana que vem você fosse à Venezuela para discutir o que a nossa defesa pode fazer de ajuda ao povo da Venezuela”, disse o presidente.
Presidente Lula durante evento em Santa Catarina
Reprodução
A primeira aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) com ajuda humanitária para a Venezuela decolou do Aeroporto de Guarulhos (SP) às 13h20 desta sexta-feira.
A aeronave transpoarta médicos, cães farejadores e equipamentos especializados na missão humanitária brasileira para apoiar o país após terremotos na última terça-feira (23). O destino é a Base Militar da Força Aerea Venezuelana El Libertador, em Maracay.
Terremotos no país
A presidente interina da Venezuelan, Delcy Rodríguez, anunciou ainda que seu governo vai “militarizar” o estado de La Guaira, uma das regiões mais afetadas pelos terremotos. La Guaira, uma área costeira que fica nos arredores de Caracas, está dentro da chamada “zona de desastre” estipulada também pelo governo venezuelano.
Na quinta-feira (25), seu irmão, o presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, disse também que havia ainda 200 pessoas presas em escombros. Ele também afirmou que o governo registrou, até agora, 250 edifícios que foram totalmente derrubados ou sofreram danos.
Equipes de resgate agora lutam para encontrar desaparecidos e retirar pessoas de escombros. Grupos montados por moradores das áreas afetadas para quem está buscando por parentes e conhecidos já registra mais de 24 mil desaparecidos.
Vários países, entre eles Estados Unidos e Brasil, anunciaram que enviarão equipes para auxiliar nas buscas. Nesta sexta-feira (26), a ajuda começou a chegar na Venezuela.


Fonte:

g1 > Política

Especialistas veem MEI com custo elevado e recomendam reduzir benefício; governo quer ampliar limite e contratações

Feira paraibana de empreendedores criativos em João Pessoa
Teeteto/Thiago Nozi
O microempreendedor individual (MEI) apresenta um custo elevado aos cofres públicos, gerando um rombo que pode chegar na casa de centenas de bilhões de reais em décadas, e por isso deve ter as regras atuais revistas — no sentido de reduzir os benefícios existentes para manter a “sustentabilidade” da Previdência Social.
A recomendação foi feita pelo especialista em Previdência Social Rogério Nagamine em estudo publicado no último mês pelo Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP), uma organização sem fins lucrativos, independente e apartidária.
Ela vai no mesmo sentido de relatório publicado ainda em 2022 pelo Conselho de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas (CMAP), um colegiado interministerial coordenado pelo antigo Ministério da Economia. O órgão segue atuante até hoje no governo Lula, sob coordenação do Ministério do Planejamento – as recomendações nem sempre são levadas adiante. (veja mais abaixo)
O tema está em evidência após o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmar na última semana que o governo vai enviar um projeto de lei ao Legislativo na direção contrária, para ampliar o benefício existente.
A ideia é corrigir o limite de enquadramento para valor próximo a R$ 130 mil até 2028. Durigan já tinha dito que o governo concorda também com a contratação de mais um funcionário por MEI.
➡️O alto custo do MEI é um dos fatores que pressionam o endividamento do setor público que, pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), já supera 90% do PIB — bem acima do de nações emergentes, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro.
Ministro da Fazenda diz que governo vai propor aumento do limite do MEI
O que é o MEI
Criado no final de 2008, o microempreendedor individual está inserido no Simples Nacional e se baseia em um regime simples para formalizar quem trabalha por conta própria, como autônomos e pequenos negócios. Atualmente, há cerca de 16,6 milhões de MEIs ativos no país.
🔎O MEI contribui para a Previdência, mas está isento dos demais impostos e contribuições federais, como IRPJ, CSLL, PIS e Cofins. Também seguirá isento dos futuros impostos sobre o consumo da reforma tributária, como a CBS federal e o IBS dos estados e municípios.
A contribuição gera direito a benefícios de aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez ou incapacidade permanente, pensão por morte, auxílio-doença (incapacidade temporária) e salário-maternidade. Mesmo com contribuição reduzida, o programa tem registrado, desde seu início, elevada taxa de inadimplência.
O MEI deve fazer a declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI)
Divulgação/Sebrae
No início do programa, em 2008, a alíquota cobrada era de 11% para a previdência social, valor que caiu para 5% em 2011. Também houve, naquele momento, definição de que essa alíquota simbólica de 5% passasse a ser o piso previdenciário para o segurado facultativo de baixa renda.
🔎Pelas regras atuais, os microempreendedores podem contratar até um empregado, e devem ter um faturamento anual de até R$ 81 mil. O projeto de lei 108, de 2021, que já foi aprovado pelo Senado e está em análise agora na Câmara, propõe o aumento do limite do MEI de R$ 81 mil para até R$ 130 mil por ano, permitindo, além das demais faixas do Simples Nacional, também, a contratação de mais um funcionário.
As alterações nas regras fazem parte das negociações do governo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para aprovação de mudanças na escala 6×1.
Impacto nas contas públicas
De acordo com o especialista em Previdência Social, Rogério Nagamine, apesar da boa intenção na criação do MEI, que é aumentar a formalização na economia, há indícios que o programa tem acentuado o desequilíbrio financeiro do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) — “já sobrecarregado pelo rápido e intenso envelhecimento populacional”.
“Há também indícios que o programa está gerando não necessariamente formalização de trabalhadores, mas migração de segurados de planos mais equilibrados do ponto de vista atuarial, como empregados com carteira, para esquemas mais desequilibrados, como MEI. Há necessidade de revisão estrutural urgente do programa”, avalia Nagamine, no estudo.
Economista Rogério Nagamine
Reprodução/TV Globo
Com as regras atuais, ele estimou que o MEI deve gerar um déficit atuarial – ou seja, o rombo projetado no longo prazo da Previdência Social – de cerca de R$ 711 bilhões em sete décadas. Se o limite de faturamento for ampliado para R$ 130 mil ano, o rombo aumentará em cerca de R$ 60 bilhões neste período, sem considerar ganho real do salário mínimo.
Diante desses números, o economista Rogério Nagamine recomenda:
Limitar o acesso ao MEI a trabalhadores de baixa renda, definindo-se critério específico para caracterizar “baixa renda”;
Elevar a alíquota do MEI para 11% do salário mínimo (como era até 2011), o que geraria um aumento da arrecadação estimado em R$ 7 bilhões no ano de 2025;
Introduzir contribuição patronal previdenciária para empresas ou pessoas jurídicas que contratam o MEI como forma de desincentivar a (pseudo) pejotização com intuito de evasão previdenciária;
Reforma da previdência que diminua o déficit atuarial do MEI pelo lado da despesa, por exemplo, igualando ou, pelo menos, diminuindo, a diferença de idade de aposentadoria urbana entre homens e mulheres.
Já o relatório do CMAP de 2022, no último ano de governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, também trazia análises semelhantes.
O Conselho concluiu, em 2022, que o MEI possui importância fundamental na formalização de microempreendedores e na inclusão social, mas acrescentava que o desenho atual, com contribuição previdenciária de 5%, “além de não se mostrar custo-efetivo em relação ao desenho inicial, introduziu também um risco à sustentabilidade do sistema previdenciário devido aos elevados subsídios embutidos”.
No documento, o governo estimava um déficit acumulado de:
R$ 186,8 bilhões em 20 anos;
R$ 437 bilhões em 30 anos;
R$ 728,8 bilhões em 40 anos; e
R$ 1,07 trilhão em 75 anos.
“Por fim, observa-se que resultado atuarial estimado para o MEI totaliza um déficit de R$ 435,7 bilhões”, diz o relatório. A projeção, oficial, foi feita pela Secretaria de Previdência, do então Ministério do Trabalho e Previdência.
Estimativa de déficit atuarial do MEI
Reprodução de estudo do CMAP
O documento do CMAP recomendava:
Realizar estudos para avaliar a aderência entre a atual alíquota (de 5%) de contribuição do MEI e o seu valor original (alíquota de contribuição de 11%), de forma a corrigir distorções entre as alíquotas em relação ao Plano Simplificado de Previdência Social (PSPS) e melhorar a sustentabilidade do sistema.
Propor alterações legais e normativas que introduzam a obrigação do envio de informações (via eSocial) sobre todos os trabalhadores autônomos trabalhando por empreitada (situação permitida a todo MEI) ou prestando serviços por meio de cessão ou locação de mão-de-obra ao estabelecimento (situação excepcional permitida a um grupo restrito de serviços).
O que diz o Ministério da Fazenda
O g1 entrou em contato com o Ministério da Fazenda e questionou:
se a ampliação do limite do MEI não vai no sentido contrário de reequilibrar as contas públicas;
qual o impacto da proposta na perda de arrecadação;
se o projeto tem a ver com o calendário eleitoral; e
se o governo não considera que seria importante, em algum momento, revisar o benefício existente para o MEI.
O Ministério da Fazenda, porém, não respondeu aos questionamentos. Informou apenas que o “assunto relacionado à possível faixa de ampliação do MEI ainda está em análise, pois os estudos técnicos estão em curso”.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, já afirmou a jornalistas que o MEI não pode ser utilizado para fraudes trabalhistas e que o micrompreendedor não pode ter características de trabalhadores com carteira assinada.
Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, diz que MEI não pode ser usado “como fraude trabalhista”
Divulgação/MTE
Para o ministro, há situações em que isso aconteceria – ele cita como exemplo o caso de um hospital que fizesse uma licitação para terceirização de alguma atividade e a empresa terceirizada contratasse MEIs como funcionários formais. Segundo o ministro, isso poderia “arrebentar” recursos como com a Previdência, o FGTS e o Sistema S.
Marinho disse esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF), que julga ação sobre pejotização na economia, não permita que isso aconteça.
“Não podemos é utilizar o MEI como uma fraude trabalhista, precisa ser empreendedor. Não é o enfermeiro, não é o gari. Isso é fraude trabalhista, não é o gerente. O conceito de debate do que é PJ e não precisa ficar claro, o Supremo tem a responsabilidade de não cometer a irresponsabilidade de permitir contratar PJ como empreendedor. Tem que caracterizar o que é empreendedor”, disse Marinho a jornalistas.


Fonte:

g1 > Política

Arroz de bacalhau cremoso para um domingo especial longe da pia

O segundo domingo de maio pede celebração, comida reconfortante e tempo de qualidade em família, o que não combina com horas perdidas esfregando panelas e assadeiras. A tradição do bacalhau, clássico absoluto das mesas brasileiras, ganha aqui uma versão incrivelmente saborosa e muito mais gentil com o cozinheiro da vez. Para quem pesquisa incansavelmente por receitas práticas de almoço de dia das mães feitas em uma panela só para não sujar a cozinha, este preparo resolve o cardápio com muita elegância. O amido natural do grão se mistura ao azeite farto e ao caldo do peixe, criando um prato perfumado, que dispensa acompanhamentos complexos e vai direto do fogão para o centro da mesa.

O que você vai precisar para o prato principal

A escolha de bons ingredientes é o que garante o sucesso de um prato único. Dê preferência a uma panela larga de fundo grosso, como uma caçarola ou panela de ferro, que distribui o calor por igual e acomoda toda a família.

3 xícaras de chá de arroz agulhinha lavado e escorrido

600g de bacalhau dessalgado desfiado em lascas grossas

1 cebola grande picada em cubos bem pequenos

4 dentes de alho amassados ou picados

Meia xícara de chá de azeite de oliva extravirgem

1 xícara de chá de azeitonas pretas sem caroço

2 tomates maduros sem pele e sem sementes picados

1 pimentão vermelho cortado em tiras finas

6 xícaras de chá de água fervente

Cheiro-verde picado a gosto (salsinha e cebolinha)

Sal e pimenta-do-reino moída na hora

Como fazer a receita passo a passo

O grande charme deste preparo é a sobreposição de sabores. Ao cozinhar tudo no mesmo recipiente, os ingredientes trocam aromas entre si, resultando em uma refeição rica e encorpada.

1. A construção do sabor no refogado

Leve a sua panela larga ao fogo médio. Coloque o azeite de oliva e, assim que aquecer levemente, adicione a cebola picada. Mexa sem parar até que ela fique transparente e ligeiramente dourada. Em seguida, junte o alho amassado e o pimentão vermelho, refogando por mais dois minutos para liberar os óleos essenciais na base da panela.

2. A selagem do bacalhau e do grão

Acrescente as lascas de bacalhau dessalgado ao refogado. Misture com delicadeza para não desmanchar muito o peixe. Deixe o bacalhau dourar levemente por três minutos. Coloque os tomates picados e o arroz agulhinha cru. Envolva todos os grãos no azeite temperado do fundo da panela, fritando o arroz por cerca de um minuto até que as pontinhas dos grãos fiquem brilhantes.

3. O cozimento na medida certa

Despeje a água fervente sobre a mistura, que deve chiar ao entrar em contato com o fundo quente. Adicione as azeitonas pretas. Prove o caldo com cuidado e ajuste o sal se necessário, lembrando que o bacalhau já traz sua própria salinidade. Tempere com pimenta-do-reino, abaixe o fogo para a intensidade mínima e deixe cozinhar com a panela semi-tampada.

4. A finalização com ervas frescas

Quando a água estiver quase secando e pequenos furinhos se formarem na superfície do arroz, desligue o fogão. Jogue todo o cheiro-verde fresco por cima, tampe a panela completamente e deixe o prato descansar em silêncio por exatos cinco minutos antes de levar à mesa.

O segredo para o arroz não virar uma papa

O maior medo ao cozinhar carnes e grãos juntos é perder a textura. Para garantir que o seu almoço fique úmido na medida, sem virar um bloco empapado, o truque está em desligar o fogo levemente antes do término do cozimento. Quando você notar que ainda existe um fundinho de umidade brilhante na panela, encerre a chama. Os cinco minutos de descanso com a tampa fechada farão com que o vapor residual termine de cozinhar o grão, deixando o prato soltinho e com aspecto aveludado.

Como guardar as sobras para o dia seguinte

Se a família não devorar tudo no domingo, o armazenamento é bastante simples. Transfira as sobras para um pote de vidro com tampa hermética e leve à geladeira assim que o alimento esfriar, garantindo durabilidade de até três dias. Na hora de aquecer na segunda-feira, coloque o arroz em uma panela, adicione duas colheres de sopa de água ou um fio generoso de azeite e mexa em fogo baixo. Isso devolve a umidade original sem ressecar o bacalhau.

Para acompanhar a refeição principal, sirva uma salada de folhas verdes bem frescas temperada com limão e azeite. Na taça, um vinho branco gelado fecha o cardápio com chave de ouro e garante um brinde digno e sem preocupações. Bom apetite e excelente celebração.


Fonte: Jovem Pan

Mortes após terremotos na Venezuela sobem para 1.430

O número de mortes em razão dos terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) subiu para 1.430. O balanço foi divulgado neste sábado (27) pelo governo venezuelano.

Os números mostram ainda 3.238 feridos pelos tremores, que registraram magnitude de 7,5 e 7,2 graus na escala Richter. Segundo o governo venezuelano, foram contabilizadas pelo menos 430 réplicas de menor intensidade.

Notícias relacionadas:Forte terremoto atinge Hindu Kush, sacudindo Afeganistão e Paquistão.EUA aliviam sanções financeiras contra Venezuela após terremotos .Brasil envia terceiro avião com ajuda humanitária à Venezuela.O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que dois brasileiros – uma mulher e um homem – morreram em decorrência dos terremotos. Uma das vítimas é a brasiliense Vanessa Zacarias da Silva, 44 anos.

Na tarde de sexta-feira (26), um novo terremoto, de magnitude 4,9, atingiu a costa norte da Venezuela. O tremor foi sentido na capital Caracas e na cidade vizinha de Maracay.


Fonte: Feed Últimas

São Paulo vai captar mais água na bacia que abastece o Rio de Janeiro

O estado de São Paulo foi autorizado, em caráter excepcional, a aumentar a captação de água da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul ─ que abastece o vizinho Rio de Janeiro ─ para reforçar o sistema Cantareira, que fornece água para cerca de 10 milhões de pessoas na região metropolitana paulista.

A decisão faz parte de um acordo assinado esta semana, em Brasília, entre os três estados por onde passa o Paraíba do Sul: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Notícias relacionadas:Cantareira vai continuar a ter captação de água menor em junho.Mata Atlântica é o bioma com maior captação de água do país.A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), responsável por gerenciar os recursos hídricos do Brasil, também fez parte do acordo.

O pedido para ampliar a captação de água na bacia do Paraíba do Sul foi feito pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Por causa de estiagem, o sistema Cantareira opera na “faixa de atenção”, com 39% da capacidade, o que traz preocupação sobre o abastecimento de água na Grande São Paulo.

Na faixa de atenção, a Sabesp pode captar até 31 metros cúbicos por segundo (m³/s), um pouco abaixo do volume normal de captação, de 33 m³/s, como forma de equilibrar os reservatórios dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Segundo comunicado divulgado pelo governo do Rio, a medida visa “socorrer o sistema Cantareira”.

Paraíba do Sul

A Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul se estende em uma área total de 61,5 mil quilômetros quadrados (km²), sendo 14 mil km² em São Paulo, 20,7 mil km² em Minas Gerais e 26,9 mil km² no Rio de Janeiro.

A água do Paraíba do Sul é responsável por nutrir o sistema Guandu, que abastece a região metropolitana do Rio de Janeiro. Além dessa finalidade, o rio tem outros usos, como irrigação e abastecimento de reservatório de quatro usinas hidrelétricas.

De acordo com o governo do Rio de Janeiro, a autorização para captação paulista “não compromete a logística de abastecimento fluminense”.

O que determina o acordo:

– o volume anual máximo de água passível de transposição do reservatório da Usina Hidrelétrica Jaguari para o reservatório Atibainha, integrante do Sistema Cantareira, passa de 162 hm³ para até 268,28 hm³ e vazão máxima de captação de 8,5 m³/s.

– Sabesp é responsável por promover as soluções necessárias à mitigação de eventuais impactos aos usos da água decorrentes da redução de nível nos reservatórios das usinas hidrelétricas Jaguari, Santa Branca, Paraibuna e Funil, causados pela retirada do volume adicional.

– validade até 31 de dezembro de 2026, mas pode ser suspenso caso o Cantareira recupere o nível e chegue a 60% da capacidade.

Histórico

De acordo com a ANA, a autorização para São Paulo ampliar a captação na bacia do Paraíba do Sul já ocorreu em situações excepcionais, como em 2021 e 2025, anos em que também houve persistência de estiagem.

Há pouco mais de dez anos, os estados chegaram a se “enfrentar” por causa da necessidade de captação de água.

São Paulo propôs interligar as bacias para garantir suprimento ao Cantareira, mas o Rio de Janeiro reagiu, afirmando que a medida poderia comprometer a segurança hídrica fluminense.

Em 2015, um acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) solucionou a crise interestadual.


Fonte: Feed Últimas

Veja os duelos da fase de 32 seleções da Copa do Mundo


Fonte: UOL Noticias

A um mês das convenções, presidenciáveis negociam vice pensando em reduzir resistências do eleitorado e em tempo de TV

A menos de um mês do início das convenções partidárias — momento em que os partidos precisam bater o martelo sobre quem será lançado nas eleições —, as equipes de pré-campanha dos presidenciáveis articulam nomes para os vice-candidatos na chapa.
Dois atributos principais são levados em consideração, de acordo com os interlocutores das pré-campanhas.
Primeiro, nomes que possam reduzir resistências em parte do eleitorado. Em 2022, por exemplo, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto ao Centro ao convidar Geraldo Alckmin (PSB), seu então adversário histórico, para ser seu vice.
Agora no g1
Agora, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tenta ganhar força entre o eleitorado feminino e busca uma mulher para compor sua chapa eleitoral.
“O bom vice agrega. Ele pode não necessariamente agregar voto porque o cabeça de chapa é o cabeça de chapa, dificilmente o vice agrega tanta votação assim. Mas o vice é uma sinalização que o partido faz para uma parcela do eleitorado, para a opinião pública e para outros partidos”, explica o cientista político Carlos Ranulfo, cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais.
Por essa sinalização, alguns pré-candidatos buscam um vice que possa “furar a bolha” do seu eleitorado e querem evitar uma chapa “puro sangue”, ou seja, formada por dois integrantes da mesma sigla.
“Tem situações em que o vice não faz diferença nenhuma”, diz Ranulfo. “A chapa puro sangue você mostra que é só o seu perfil, não precisa sinalizar para ninguém.”
Outro ponto relevante, segundo articuladores das equipes, é a coligação partidária. Ou seja, conquistar um candidato à vice que venha acompanhado de outro partido. Na prática, isso oferece à chapa maior tempo de rádio e TV — trunfo fundamental durante uma campanha presidencial.
A coligação também deve ser definida no período das convenções partidárias, que começam no dia 20 de julho e vão até o dia 5 de agosto.
Lula e Alckmin em cerimônia
Ricardo Stuckert/PR
Lula (PT)
No fim de março, o presidente Lula confirmou que repetiria a formação da sua chapa em 2022, ou seja, com Geraldo Alckmin na vice-presidência.
Aliados de Alckmin no PSB passaram meses defendendo a continuidade do seu nome e destacam três qualidades que, segundo eles, o tornam “vice-perfeito”:
discrição, já que não tenta chamar mais atenção do que Lula;
fidelidade, característica fundamental diante do trauma do PT com o impeachment de Dilma Rousseff; e
competência diante das articulações contra o tarifaço de Donald Trump, já que Alckmin era também ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
A decisão de continuidade, contudo, não foi simples. No início do ano, parte do entorno do presidente Lula defendia a chapa com um vice do MDB, sob o argumento de que “furaria a bolha” da centro-esquerda e poderia agregar mais votos, além de ser um partido maior do que o PSB de Alckmin.
A ideia chegou a ser defendida por nomes como Renan Filho e Renan Calheiros, ambos do MDB, mas sofreu resistências dentro do próprio partido, que guarda identificação com a direita em alguns locais, por exemplo em São Paulo com o prefeito Ricardo Nunes (MDB).
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) (c), faz um pronunciamento na tarde desta terça-feira, 19 de maio de 2026, na sede de seu partido em Brasí­lia (DF).
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Flávio Bolsonaro (PL)
Não é de hoje que a campanha de Flávio Bolsonaro busca por uma mulher para assumir o posto de vice-presidente na chapa, em uma tentativa de angariar mais votos femininos.
Depois da divulgação do vídeo da ex-primeira dama e madrasta de Flávio, Michelle Bolsonaro, o critica, a ideia ganhou força e “se tornou uma necessidade”, segundo aliados. “Agora não resta dúvidas que é o único caminho”, diz um integrante do PL.
Articulares de Flávio defendem dois pontos como inegociáveis: que seja uma mulher e que venha de algum partido do Centrão, também na tentativa de conquistar uma coligação com mais tempo de TV e sinalizar para o centro.
Neste perfil, três nomes despontam nas conversas. A deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), que vem de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, e é católica praticante, o que poderia atrair votos entre os católicos.
A também deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE), que além de evangélica — público que Flávio também deseja conquistar — é de um estado do Nordeste, região que historicamente entrega mais votos para o PT.
E, por fim, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), chamada por aliados de Flávio como “nome impecável” e que agregaria “fôlego de experiência” para Flávio, que pode ser visto como alguém muito jovem.
Além de atrair o agronegócio, a avaliação de interlocutores do PL é que a senadora funcionaria até como um “antídoto” ao discurso do presidente Lula de soberania nacional, já que ela atua desde o primeiro dia contra o tarifaço de Donald Trump.
Em abril, a própria senadora, contudo, disse em entrevista ao Estúdio i, da Globonews, que a ideia é “especulação”.
O irmão de Flávio e deputado licenciado Eduardo Bolsonaro já defendeu outro nome, o da também deputada federal Julia Zanatta (PL-SC). Integrantes mais pragmáticos do PL, contudo, são contra uma chapa puro-sangue e dizem que a campanha “não pode cometer esse erro”.
Além de defenderem alguém que possa trazer consigo um partido grande, como o PP ou o União Brasil, esses interlocutores da campanha de Flávio falam que é preciso ter um nome que possa agregar votos de fora da bolha bolsonarista — algo que, na avaliação deles, não seria possível com Zanatta.
O ex-governador Romeu Zema (Novo), em visita à Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).
Érico Andrade/g1
Romeu Zema (Novo)
A expectativa do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema é anunciar o nome de seu vice na chapa já nos próximos dias. Em entrevista ao “Estado de S. Paulo”, Zema disse que pretende anunciar o nome na semana que vem.
Integrantes da sua campanha confirmam que algumas conversas estão avançadas e que um nome que vem sendo cortejado é o de Geraldo Rufino, filiado ao Podemos.
Segundo um interlocutor do ex-governador, Rufino poderia trazer diversidade à chapa por se tratar de um homem negro. Além disso, é elogiado por “ter um histórico de tombos e renascimentos”, já que foi catador de latinhas na juventude e hoje é empreendedor, escritor e palestrante.
Rufino é próximo de Zema e poderia trazer para a chapa a coligação com o Podemos, garantindo ao Zema tempo de TV — algo que hoje o Novo não tem, por ser um partido muito pequeno.
Conversas já foram feitas entre as cúpulas do Novo e do Podemos, mas não há martelo batido. No Podemos, há um desejo de que Rufino possa concorrer ao Senado.
Ronaldo Caiado (PSD) durante evento em Aracaju
TV Sergipe
Ronaldo Caiado (PSD)
Na equipe do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, o que se diz é que não há nenhum nome na agenda e a decisão deve demorar a ser tomada, ficando para o período das convenções partidárias.
Um integrante da equipe de Caiado avalia, ainda, que o vídeo publicado por Michelle Bolsonaro contra Flávio “congela essa decisão”.
“A política está entendendo que o vídeo de Michelle pode precificar uma queda de Flávio. Eu acho que ninguém vai se movimentar pra valer depois disso”, diz esse interlocutor de Caiado, sugerindo que o melhor é esperar para tomar qualquer decisão já que, ainda que improvável neste momento, uma eventual retirada de candidatura de Flávio poderia mudar o jogo político dos outros candidatos da direita.
Mais do que ter um nome que agrega na candidatura, a avaliação de aliados de Caiado é que ele precisa de tempo de TV para se tornar mais conhecido. Até o momento, porém, nenhum partido grande se articulou para se unir ao ex-governador na chapa.
O pré-candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, durante evento em Brasília
Sérgio Lima/Novo Selo
Renan Santos (Missão)
Outro presidenciável que ainda não encontrou um nome para seu vice de chapa é Renan Santos. Embora seus interlocutores digam que não há prazo para a definição, existe a expectativa de que a decisão possa acontecer daqui a um mês — período de início das convenções.
Segundo sua equipe, o mais provável é que o nome venha de dentro do partido Missão, mas não descartam a possibilidade de conversar com outra sigla.


Fonte:

g1 > Política