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Irã eliminado: jogadores e imprensa denunciam “injustiça histórica”

Invicta, mas fora da competição como a nona melhor terceira colocada, a seleção iraniana viveu um dos capítulos mais polêmicos do torneio. Jogadores e imprensa do país não pouparam críticas à organização, à FIFA e ao país-sede.

“Fizeram de tudo para nos eliminar”

O capitão Mehdi Taremi foi o principal porta-voz da revolta iraniana. Após o empate contra o Egito, ele não se conteve:

“Esta é uma Copa do Mundo desastrosa. Como jogadores profissionais, não podemos disputar uma competição nessas condições. Não está certo nem é justo. A FIFA prometeu resolver os problemas, mas não fez nada. Eles fizeram de tudo para nos eliminar.”

Taremi citou diretamente as dificuldades logísticas, como controles migratórios constantes, impossibilidade de treinar nos Estados Unidos e a necessidade de retornar para Tijuana, no México.

Para o atacante, havia uma clara intenção de prejudicar o Irã.

O técnico Amir Ghalenoei reforçou o discurso, afirmando que o Irã foi “a seleção mais oprimida de toda a Copa”. Ele destacou as restrições políticas que afetaram a delegação desde o início, incluindo a ausência de parte da comissão técnica por problemas de visto.

Mesmo com apenas três empates, o time saiu de campo de cabeça erguida e com a forte sensação de que fatores externos pesaram mais do que o futebol.

A imprensa iraniana: “Prejudicados por política e combinação”

A mídia do Irã foi ainda mais dura. Jornais e agências como IRNA, Tasnim e Fars publicaram matérias com títulos como “Eliminação Injusta” e “Conspiração contra o Irã”.

Os veículos acusam o empate entre Áustria e Argélia de ser “suspeito” e pedem uma investigação oficial da FIFA, comparando a situação ao infame “Jogo da Vergonha” de 1982.

Também denunciam o que classificam como “tratamento discriminatório” por parte dos Estados Unidos, citando restrições de viagem, torcida limitada e ausência de apoio logístico.

Além disso, enfatizam que o Irã saiu invicto, mas foi eliminado por “detalhes burocráticos e políticos”.

Para a imprensa local, a campanha iraniana foi marcada por obstáculos fora de campo desde o sorteio: jogos em território americano em meio a tensões geopolíticas, promessas não cumpridas pela FIFA e um sentimento generalizado de que a delegação “não era bem-vinda”.

Um adeus amargo, mas com dignidade

Enquanto o mundo discute o drama do último lance em Kansas City, o Irã se despede da Copa do Mundo de 2026 com uma mensagem clara: dentro de campo, competiu de igual para igual.

Fora dele, porém, jogadores, comissão técnica e imprensa afirmam ter sido vítimas de um cenário que misturou esporte, política e injustiça.

Resta agora saber se a FIFA responderá às cobranças ou se o episódio entrará para a história como mais uma das polêmicas de um Mundial já marcado por controvérsias.


Fonte: Jovem Pan

Milei oficializa novo chefe de Gabinete após renúncia de antecessor

O presidente argentino, Javier Milei, nomeou neste domingo (28) Diego Santilli, até então ministro do Interior, como novo chefe de Gabinete, em substituição a Manuel Adorni, que renunciou no sábado em meio a uma investigação judicial por suposto enriquecimento ilícito.

“Aqui, ao lado do novo chefe de Gabinete de Ministros, Diego Santilli, e da secretária-geral da Presidência, Karina Milei, definindo os fundamentos para uma transição organizada do cargo. A cerimônia de posse será na terça-feira, às 16h”, anunciou Milei em sua conta no X, junto com uma foto ao lado de Santilli e de sua irmã, Karina.

Santilli, de 59 anos e com uma longa trajetória política, iniciou sua carreira no peronismo antes de se filiar ao partido de direita PRO, pelo qual ocupou cargos como vice-chefe de Governo (2015–2021) e ministro da Segurança da Cidade de Buenos Aires (2018–2021). Também foi senador e deputado nacional entre 2002 e o ano passado.

Desde novembro de 2025, estava à frente do Ministério do Interior, onde liderou as negociações com governadores e bancadas legislativas aliadas.

Ele é o quarto chefe de Gabinete de Milei desde que o presidente chegou ao poder, em dezembro de 2023.

“Assumo o desafio mais importante da minha vida com o compromisso de continuar trabalhando para que este governo siga fazendo história. Acredito em projetos coletivos, não em projetos individuais”, escreveu Santilli no X após o anúncio.

“Vou dar tudo de mim para que este governo continue avançando nas reformas estruturais de que a Argentina precisava há décadas”, acrescentou.

Ao contrário de Adorni, de estilo confrontador, pouco negociador e com pouca experiência política, Santilli pode trazer um perfil mais voltado ao consenso dentro do governo.

Adorni, de 46 anos, renunciou no sábado após admitir, há duas semanas, que omitiu 500 mil dólares em suas declarações de bens.

O ex-funcionário, alvo de pressões políticas e de investigações judiciais por suposto enriquecimento ilícito, está envolvido há mais de três meses em um escândalo relacionado à compra de imóveis e a viagens de alto custo.


Fonte: Jovem Pan

Milei nomeia novo chefe de Gabinete após renúncia de antecessor

O presidente argentino, Javier Milei, nomeou neste domingo (28) Diego Santilli, até então ministro do Interior, como novo chefe de Gabinete, em substituição a Manuel Adorni, que renunciou no sábado em meio a uma investigação judicial por suposto enriquecimento ilícito.


Fonte: UOL Noticias

Ancelotti omite escalação do Brasil na véspera do duelo contra o Japão

O técnico da seleção brasileira Carlo Ancelotti optou por não revelar a escalação do time que enfrentará o Japão nesta segunda-feira (29), no primeiro jogo eliminatório (16 avos de final) da Amarelinha na Copa do Mundo. Em entrevista coletiva na noite deste domingo (28), véspera do confronto, o treinador garantiu que a equipe está preparada para o mata-mata contra os asiáticos às 14h (horário de Brasília e meio-dia no horário local) no climatizado NRG Stadium, em Houston, no estado do Texas (Estados Unidos).

“Para o jogo de amanhã [segunda-feira] precisamos de muitas coisas: mente, coração, ideia clara. Temos que estar preparados para tudo que pode acontecer numa eliminatória, e numa eliminatória pode acontecer muitas coisas. O time está preparado, motivado, tem confiança e foi bem nos últimos dois jogos. O time está preparado para tudo que pode acontecer”, assegurou Ancelotti.

Apesar de fazer mistério sobre a escalação, Ancelotti sinalizou que pode relacionar alguns jogadores que atuaram na vitória contra a Escócia (3 a 0), na última quarta (24), no último duelo da fase de grupos.

“A mobilidade é assim. A posição de [Matheus Cunha] no último jogo nos deu vantagem porque não é uma posição tão bem definida em campo. É muito importante mudar de posição para não dar muita referência para a equipe rival. Os três [Bruno, Paquetá e Cunha] fizeram um jogo muito bom nos últimos dois jogos neste aspecto”, elogiou o técnico.

Bem-humorado, Ancelotti disse por quê prefere anunciar os titulares pouco antes do início da partida.

“Não quero dar a escalação. Não quero que vocês fiquem tranquilos. Vou pensar na escalação perfeita para amanhã [segunda-feira]. Se eu der a escalação agora, vocês vão ficar tranquilos. Tenho que pensar em vocês também”, brincou Ancelotti, dirigindo-se aos jornalistas.

Questionado sobre o fato de alguns jogadores não conseguirem dormir na véspera do jogo, sem saber se serão ou não escalados como titulares, o técnico voltou a responder de forma descontraída.

“Ia dormir. Você pensa que o jogador não dorme bem? Habitualmente, o jogador que vai jogar sabe. O jogador que não vai jogar, não sabe. É uma conversa individual. Mas o jogador dorme muito bem. Melhor do que um treinador”, pontuou o técnico.

A possibilidade do atacante Neymar entrar em campo nesta segunda (29) também veio à tona durante a coletiva. Após quase um mês em recuperação de uma lesão muscular, o camisa 10 finalmente estreou contra a Escócia, na última quarta (24), n nos 15 minutos finais da partida.

“Neymar está evoluindo muito bem, está progredindo. Creio que na última semana ele evoluiu muito, uma pena que não pôde treinar o tempo inteiro que esteve conosco. Pode jogar 15 minutos, obviamente está bastante bem. Depende do contexto do jogo de amanhã e da evolução da partida” , concluiu.

A expectativa é que Ancelotti repita pela primeira vez, desde que assumiu a seleção há pouco mais de um ano, a mema escalação da última partida do Brasil contra a Escócia. Sendo assim, a seleção deve começar jogando nesta segunda (29) com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães, Lucas Paquetá; Rayan, Matheus Cunha e Vinicius Júnior.


Fonte: Jovem Pan

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Fonte: UOL Noticias