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Bolsonaro teve piora no quadro de soluços, diz relatório

Um relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontou a piora do quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro e deve embasar uma eventual prorrogação do período de prisão domiciliar.

Segundo a equipe médica, os episódios de soluço se agravaram nos últimos dias, exigindo a administração de doses elevadas de medicamentos, consideradas próximas ao limite terapêutico de segurança. O boletim também registra que Bolsonaro continua apresentando queixas de cansaço e fadiga durante esforços moderados, além de oscilações no equilíbrio corporal.

De acordo com os médicos, o ex-presidente deverá realizar uma série de exames complementares. Entre eles está uma endoscopia digestiva, que buscará investigar a função do esfíncter esofágico inferior e verificar a eventual presença de esofagite crônica.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após autorização concedida no fim de março por um período inicial de 90 dias, em razão de seu estado de saúde. A expectativa é que o prazo seja prorrogado diante das recentes complicações clínicas.

Assista à reportagem completa


Fonte: Jovem Pan

Como é a Ponte do Esqueleto, onde jovem morreu ao saltar sem corda

Uma jovem morreu ao saltar de rope jump sem a corda na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). A estrutura desativada é um dos pontos mais conhecidos da zona rural do município e atrai visitantes em busca de aventura e contato com a natureza.


Fonte: UOL Noticias

Como será o domingo em Ivaiporã? Veja a previsão do tempo

domingo (14) começa com temperatura de 15°C em Ivaiporã e deve permanecer com tempo instável durante todo o dia. De acordo com a previsão do Simepar, a máxima prevista é de apenas 17°C, enquanto a u…


Fonte: UOL Noticias

Bordeaux e o preço da modernidade: entre a tradição secular e a busca incessante por mercados. 

Bordeaux é uma das mais importantes referências da história do vinho, talvez a mais importante para o tempo presente. Poucas regiões vitivinícolas do mundo exerceram influência tão profunda sobre a cultura do vinho quanto essa área do sudoeste da França, cuja reputação foi construída ao longo de séculos por meio de um extraordinário patrimônio agrícola, geológico e humano. Muito além de uma simples indicação geográfica, Bordeaux representa um conjunto de tradições que moldaram a percepção mundial sobre qualidade, elegância e longevidade dos grandes vinhos.

Entre suas principais áreas produtoras destaca-se o Médoc, localizado na margem esquerda do estuário da Gironda. Conhecido por seus solos de cascalho e pela predominância da Cabernet Sauvignon, o Médoc produziu alguns dos tintos mais longevos e aristocráticos da história. Seus vinhos tradicionais eram marcados pela austeridade na juventude, grande complexidade aromática e extraordinária capacidade de envelhecimento. Também na margem esquerda encontra-se Graves, região histórica que deu origem a alguns dos mais antigos vinhos de Bordeaux. Seus solos pedregosos favorecem tanto tintos elegantes quanto brancos secos de grande finesse. Inserida dentro de Graves, a denominação Pessac-Léognan consolidou-se como uma das áreas mais prestigiadas para vinhos tintos refinados e, sobretudo, para alguns dos mais notáveis vinhos brancos secos do planeta.

Na margem direita destacam-se Saint-Émilion e Pomerol. Saint-Émilion, com seus solos calcários e argilosos, tornou-se célebre pela predominância da Merlot combinada à Cabernet Franc, produzindo vinhos sedosos, aromáticos e acessíveis mais cedo do que os grandes exemplares do Médoc. Pomerol, menor em extensão, alcançou fama mundial graças à profundidade, riqueza e textura aveludada de seus vinhos, frequentemente considerados entre os mais sensuais de Bordeaux. Próxima a essas áreas encontra-se Fronsac, tradicional produtora de vinhos estruturados e de excelente relação entre qualidade e preço, embora historicamente menos valorizada pelo mercado internacional.

Quando o assunto são vinhos doces, Sauternes e Barsac ocupam posição singular. Nessas regiões, a combinação entre nevoeiros matinais e tardes ensolaradas favorece o desenvolvimento da chamada podridão nobre, causada pelo fungo “Botrytis Cinerea”. O resultado são vinhos de sobremesa de impressionante concentração, capazes de unir doçura intensa, elevada acidez e enorme potencial de guarda. Durante décadas, os grandes Sauternes e Barsac figuraram entre os vinhos mais respeitados e cobiçados do mundo.

Ao longo dos últimos vinte anos, entretanto, Bordeaux passou por profundas transformações. Muitas delas foram motivadas pela necessidade de adaptação às mudanças climáticas, ao avanço tecnológico e às exigências de novos consumidores, influenciados pelas inovações vindas do, chamado, Novo Mundo. A viticultura tornou-se mais precisa, com monitoramento detalhado dos vinhedos, colheitas parceladas e criteriosa seleção de frutos. Nas vinícolas, equipamentos modernos permitiram maior controle de temperatura, fermentações mais previsíveis e redução de defeitos. Paralelamente, houve uma busca crescente por maturação fenólica mais avançada, resultando em uvas colhidas mais maduras e, consequentemente, em vinhos mais concentrados e alcoólicos.

Essas mudanças alteraram significativamente o perfil dos vinhos bordaleses. Os tintos modernos tendem a apresentar cores mais intensas, taninos mais polidos e fruta mais exuberante. Muitos exemplares são concebidos para proporcionar prazer relativamente cedo, ao contrário dos vinhos das décadas de 1950, 1960 até meados da década de 1990, que frequentemente exigiam longos anos de envelhecimento para revelar sua verdadeira grandeza. Em regiões como Saint-Émilion e Pomerol, o uso mais criterioso — e por vezes mais intenso — de barricas novas contribuiu para a produção de vinhos mais ricos, densos e internacionalizados em seu estilo.

Os vinhos brancos secos de Graves e Pessac-Léognan também evoluíram. O controle rigoroso das fermentações preservou aromas primários e aumentou a precisão aromática, produzindo exemplares mais vibrantes e tecnicamente impecáveis. Da mesma forma, os vinhos doces de Sauternes e Barsac passaram a buscar maior equilíbrio e frescor, em resposta às mudanças de mercado e à redução global do consumo de vinhos de sobremesa.

Seria injusto negar os avanços obtidos. Muitos vinhos modernos apresentam qualidade técnica impressionante e consistência raramente observada no passado. Contudo, a questão que se impõe é saber se a excelência técnica pode substituir a personalidade histórica que tornou Bordeaux uma lenda. Em muitos casos, a resposta parece ser negativa.

A busca incessante por mercados internacionais, avaliações elevadas da crítica especializada e resultados financeiros mais robustos acabou levando diversos produtores a abandonar características que durante séculos definiram a identidade regional. Em vez da elegância austera do Médoc clássico, surgiram vinhos excessivamente maduros e opulentos. Em lugar da complexidade gradual dos grandes Saint-Émilion de outrora, encontram-se exemplares concebidos para impressionar em degustações rápidas. Até mesmo os lendários Sauternes enfrentam pressões comerciais que incentivam estilos mais leves e menos distintivos.

A consequência desse processo é perceptível. Embora Bordeaux continue produzindo grandes vinhos, muitos deles parecem cada vez menos ligados às tradições que lhes deram origem. O conceito de terroir, tão valorizado pelos franceses, corre o risco de ser subordinado às demandas de marketing e às preferências passageiras de consumidores globais. O resultado é uma perigosa homogeneização dos estilos, na qual a identidade regional cede espaço à padronização. Ai um parênteses: na contramão desta realidade, nos deparamos com os produtores de vinhos naturais, que se enraízam muito mais a terra e ao homem do que a esta modernidade. 

É preciso reconhecer que tradição não significa imobilismo. Toda grande região vinícola deve evoluir. Entretanto, evolução não pode ser confundida com descaracterização. Bordeaux construiu sua reputação mundial graças a valores como equilíbrio, longevidade, elegância e respeito ao terroir. Quando esses princípios são sacrificados em favor da expansão comercial e da maximização de lucros, perde-se algo muito mais valioso do que participação de mercado: perde-se a alma do vinho.

Por essa razão, é hora de um retorno consciente às velhas tradições que consagraram Bordeaux. Não se trata de rejeitar a tecnologia ou ignorar os desafios contemporâneos, mas de recolocar a autenticidade acima das tendências momentâneas. Os grandes vinhos produzidos nas décadas de 1950, 1960, 1970, 1980 e meados de 1990 continuam sendo reverenciados justamente porque expressavam, de forma única e inconfundível, a essência de suas origens. Se Bordeaux deseja recuperar integralmente o respeito, a admiração e a projeção internacional que possuía naquele período dourado do século XX, deverá reencontrar o equilíbrio entre inovação e herança histórica. Somente assim Médoc, Graves, Pessac-Léognan, Saint-Émilion, Pomerol, Fronsac, Sauternes e Barsac poderão voltar a representar não apenas um sucesso comercial, mas um verdadeiro patrimônio cultural da vitivinicultura mundial. Salut!


Fonte: Jovem Pan

Como dobrar o espaço útil da sua cozinha sem quebrar paredes

Dez passos após entrar no imóvel, você já cruzou o fogão e esbarrou na máquina de lavar. O balcão mal acomoda os ingredientes básicos, forçando um malabarismo perigoso para o simples ato de cozinhar. Levantamentos do mercado imobiliário em 2026, realizados pela Brain Inteligência Estratégica, atestam que sete em cada dez novos apartamentos verticais operam na lógica de espaços compactos. Com a metragem espremida pelas novas regras da vida urbana, o alívio não vem da redução do hábito de preparar refeições, mas do planejamento milimétrico da arquitetura de interiores.
A diferença entre um projeto comum e um ambiente resolvido
Aplicar as corretas dicas de organização e marcenaria inteligente para deixar uma cozinha de apartamento mais funcional exige que você pare de enxergar o cômodo como um aglomerado de caixas de madeira penduradas na parede. Trata-se da adoção de um sistema coeso de armazenamento, onde nenhum centímetro fica ocioso e as superfícies se integram de forma limpa. Em plantas diminutas, a ausência de planejamento prévio transforma a rotina em um acúmulo de esbarrões diários.
Em projetos focados na vida real, o armário deixa de ser um bloco estático para virar um recurso estratégico de fluxo. O desenho das peças sob medida acompanha a exata sequência lógica de quem cozinha: do armazenamento na despensa, passando pela lavagem na pia, até chegar às panelas que vão ao fogo. Ao ocultar as ferramentas pesadas de uso esporádico e setorizar os temperos junto ao cooktop, o desenho dos móveis absorve a bagunça visual, devolvendo um horizonte livre para o morador circular com tranquilidade.
Vantagens práticas que mudam a rotina nos menores espaços
O primeiro ganho sentido imediatamente pelo morador é a drástica diminuição do cansaço ao limpar. Quando as áreas de preparo ficam desobstruídas e abrigam apenas o estritamente essencial sobre a bancada, remover farelos e rastros de óleo se resume a passar uma esponja e um pano úmido. A sujeira já não encontra cantos repletos de eletrodomésticos estacionados para se esconder.
A redução da carga mental é outro reflexo invisível da boa arrumação. Cozinhar deixa de gerar a necessidade de retirar e repor dezenas de coisas para acessar a travessa correta. A planta ganha ritmo de trabalho. Além disso, as soluções integrativas trazem valorização financeira para o imóvel, garantindo maior poder de barganha para vendas ou locações posteriores, já que um espaço bem montado impressiona quem vive nos grandes centros urbanos.
Aplique o método de transformação espacial no seu dia a dia
Reformular o seu espaço de preparo e armazenamento exige mudança de postura em relação aos bens acumulados. Execute estas diretrizes com foco e intencionalidade para colher um ambiente de respiro diário.
1. Faça a auditoria dos utensílios e elimine os excessos
As caixas abarrotadas bloqueiam a eficiência mecânica da casa. Remova todos os itens das prateleiras e mantenha nas frentes mais acessíveis somente aquilo que garante o almoço da semana. Descarte sem dó as tampas sem pote, panelas desgastadas que prendem os alimentos e as máquinas elétricas pesadas que foram utilizadas apenas duas vezes nos últimos cinco anos.
2. Utilize todo o potencial vertical das paredes livres
É um grande desperdício arquitetônico instalar móveis aéreos que não alcançam as lajes superiores. O grande pilar dos interiores para espaços acanhados é projetar torres ou nichos que encostem totalmente no forro superior. Destine esse estoque de difícil acesso diário para itens anuais, garantindo que o seu raio de visão mais baixo fique inteiramente livre de interferências.
3. Escolha gavetas em vez de prateleiras muito profundas
Os fundos cegos das estruturas tradicionais abrigam esquecimentos e caixas fora da validade. O uso de ferragens telescópicas e fundos deslizantes traz todo o inventário armazenado para perto da luz do ambiente, sem que você precise se ajoelhar e remover o que está à frente. Apostar em divisórias ajustáveis nas peças inferiores cria uma estrutura perfeita para agrupar travessas, refratários pesados e panelas grandes de uso regular.
4. Priorize frentes de armário com fechos de pressão
Nos corredores apertados, todo volume saliente é um obstáculo físico. Substituir botões, puxadores de barra e alças de metal pelos mecanismos conhecidos como empurre e abra (push-to-open) evita acidentes e rasgos nas roupas durante o preparo frenético das refeições. Essa superfície perfeitamente nivelada e opaca traz leveza estética imediata, uniformizando a cor e as texturas na altura dos olhos.
Limitações e deslizes que comprometem a fluidez da planta
O maior bloqueio imposto a quem vive em poucos metros quadrados é o impulso de adquirir eletrodomésticos robustos antes de medir o piso. Geladeiras com profundidades além do padrão espremem os eixos de passagem, enquanto fornos exagerados devoram o precioso limite das bancadas. Meça os maquinários de ponta a ponta e confronte as dimensões com as aberturas das passagens e nichos desenhados.
Outra armadilha cruel reside na deficiência de claridade. Investir milhares de reais na reestruturação e aplicar pontos de teto que geram sombras debaixo das torres superiores atrapalha o fatiamento noturno das carnes e vegetais. Traga réguas de fita iluminada coladas embaixo dos aéreos para que o foco banhe o balcão. Ignore também as paletas excessivamente escuras para todos os fechamentos da marcenaria, pois cores densas e fechadas comprimem a sensação de volume e diminuem a amplitude do apartamento.
Principais dúvidas sobre a adaptação de cômodos reduzidos
Apenas investir em marcenaria sob medida é suficiente para ampliar um apartamento compacto?
A montagem planejada é apenas a fundação do processo de adequação da planta habitacional. O ambiente só mantém a amplitude se o morador não estourar a capacidade estipulada e conservar o foco absoluto no minimalismo funcional, resistindo ao consumo excessivo de aparelhos redundantes.
Qual a maneira correta de gerenciar pequenos aparelhos elétricos para evitar bagunça sobre a pia?
Para os equipamentos pequenos que não saem de uso, como sanduicheiras ou as famosas fritadeiras a ar, o mais recomendado é projetar um recuo específico ou nicho embutido, mantendo-os sempre conectados aos pontos de energia atrás das portas de correr, garantindo usabilidade rápida sem expor os cabos na superfície da bancada principal.
A adequação de um lar de dimensões muito modestas baseia-se na coragem de abraçar o essencial sem sacrificar a beleza da convivência. Ao transformar a forma de guardar os mantimentos e organizar os fluxos com inteligência estratégica e paciência, o que parecia um entrave transforma-se em um recanto altamente prático, servindo o propósito de nutrir a sua rotina diária com a máxima eficiência.


Fonte: Jovem Pan

Brasil x Marrocos: Renan Santos acerta resultado; veja palpites de Lula, Flávio Bolsonaro e outros presidenciáveis

Renan Santos, pré-candidato do Missão à Presidência da República
Reprodução
A seleção brasileira empatou por 1 a 1 na noite de sábado (13), pela primeira rodada da Copa do Mundo de 2026. Entre os palpites dos presidenciáveis deste ano, apenas um acertou o resultado: Renan Santos (Missão).
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O possível candidato ao cargo mais alto do país foi o único que apostou no empate do Brasil contra a seleção africana. Os demais acreditavam na vitória da equipe brasileira.
Foram consultados os pré-candidatos e potenciais candidatos à Presidência que alcançaram ao menos 2% das intenções de voto na mais recente pesquisa Quaest.
O mais econômico nas previsões foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante um evento na semana passada, Lula afirmou que acredita em uma vitória brasileira e relembrou erros em palpites de Copas anteriores:
“Olha, sinceramente, o meu palpite é de que o Brasil vai ganhar. Eu já errei em 1982, em 1986, mas eu quero que o Brasil ganhe. Acho que o Brasil vai ganhar de 1…, de meio a zero já está bom”.
Agora no g1
Já o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, apostou em um triunfo por 2 a 1 para a seleção brasileira.
Dos seis nomes consultados, cinco apostam em vitória da seleção brasileira.
Veja os palpites:
Lula (PT): Brasil 1 x 0 Marrocos
Flávio Bolsonaro (PL): Brasil 2 x 1 Marrocos
Renan Santos (Missão): Brasil 1 x 1 Marrocos (gol de Endrick)
Ronaldo Caiado (PSD): Brasil 4 x 1 Marrocos
Aécio Neves (PSDB): Brasil 2 x 1 Marrocos
Romeu Zema (Novo): Brasil 1 x 0 Marrocos (gol de Vinícius Júnior)


Fonte:

g1 > Política

Mineração urbana: edifícios antigos viram nova matéria-prima

Mineração urbana: edifícios antigos viram nova matéria-prima – De portas a ladrilhos, materiais recuperados de demolições ganham nova vida, impulsionando a economia circular e desafiando o setor da construção a reduzir impacto ambiental e desperdício.Vasculhando uma caixa de ladrilhos de piso recuperados, Micheal Ghyoot retira um modelo com um padrão art nouveau em azul, cinza e branco.


Fonte: UOL Noticias

Quais as maiores estrelas do futebol que ficaram de fora da Copa 2026 por lesão

A resposta para quem busca quais as maiores estrelas do futebol que ficaram de fora da Copa 2026 por lesão passa diretamente pelo departamento médico do Real Madrid e de gigantes da Europa. O futebol mundial já lamenta a ausência definitiva de craques de peso a menos de dois meses da abertura do torneio. O atacante brasileiro Rodrygo e o zagueiro Éder Militão, o meia holandês Xavi Simons e o atacante francês Hugo Ekitike formam a lista dos principais desfalques após sofrerem contusões cirúrgicas entre março e abril.
O baque duplo na seleção brasileira
O torcedor brasileiro recebeu as duas piores notícias possíveis na reta final da atual temporada europeia. O técnico precisará montar o sistema defensivo e o setor de ataque sem dois titulares absolutos de sua engrenagem principal.
O atacante Rodrygo sofreu o rompimento do ligamento cruzado anterior e do menisco lateral do joelho direito em março de 2026. O tempo estimado de recuperação ultrapassa a marca de nove meses, tirando o ponta direita completamente da competição norte-americana.
Pouco tempo depois, na reta final de abril, o zagueiro Éder Militão voltou a sofrer com um rompimento muscular severo. O atleta sentiu a coxa esquerda em uma partida do Campeonato Espanhol contra o Alavés e exames de imagem constataram a necessidade de nova intervenção cirúrgica na Finlândia. Com uma recuperação estimada em pelo menos cinco meses, o defensor encerra precocemente uma temporada já marcada por outros problemas físicos.
Ranking dos grandes nomes cortados do Mundial
Além da dupla brasileira, as seleções europeias e sul-americanas que chegam como favoritas ao título acumulam baixas pesadas no elenco principal. Abaixo estão os jogadores estrangeiros mais valiosos que assistirão ao torneio de casa.
1. Xavi Simons (Holanda)
O talento criativo do Tottenham rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito no dia 25 de abril, durante partida contra o Wolverhampton pelo Campeonato Inglês. O jogador de 23 anos passará por cirurgia imediata e desfalca a armação central da seleção holandesa.
2. Hugo Ekitike (França)
O atacante francês vivia a fase mais produtiva de sua carreira no Liverpool, somando 17 gols na temporada, até romper completamente o tendão de Aquiles. A grave contusão no gramado ocorreu em abril, durante um confronto contra o Paris Saint-Germain pela Liga dos Campeões.
3. Serge Gnabry (Alemanha)
O ponta do Bayern de Munique sofreu uma forte ruptura no músculo adutor da perna direita também no mês de abril. A lesão exige vários meses de reabilitação conservadora e o atleta ficará de fora da lista alemã comandada por Julian Nagelsmann.
4. Juan Foyth (Argentina)
O defensor do Villarreal e atual campeão do mundo no Catar necessitou de intervenção cirúrgica após uma contundente lesão no tendão de Aquiles. O corte obrigou a Argentina a buscar rapidamente novos zagueiros de confiança para o sistema defensivo.
5. Patrick Agyemang (Estados Unidos)
O centroavante do Derby County deixou o gramado de maca, chorando, após comprometer o tendão de Aquiles durante partida oficial da segunda divisão inglesa. O jogador perde a chance de disputar a fase de grupos do torneio em seu próprio país.
Como os treinadores lidam com o calendário
O aumento expressivo de contusões ligamentares reflete o desgaste provocado por um calendário de clubes cada vez mais saturado na Europa. Com a expansão inédita do torneio para 48 seleções e o acúmulo extremo de partidas por temporada, o preparo físico se tornou o fiel da balança.
As comissões técnicas nacionais agora correm contra o relógio para ajustar o entrosamento das peças de reposição através dos amistosos preparatórios de maio. A perda abrupta desses atletas de alta performance obriga os comandantes a redesenharem por completo suas pranchetas táticas para o campeonato que será disputado de 11 de junho a 19 de julho de 2026.
Dúvidas frequentes sobre cortes médicos
Como funciona a substituição de um jogador machucado antes da estreia?
A Fifa autoriza que as federações realizem a substituição oficial de qualquer atleta machucado até 24 horas antes do primeiro jogo da equipe na Copa do Mundo. O comitê organizador da competição exige a entrega imediata de laudos assinados por junta médica que comprovem a incapacidade física real do jogador de aguentar o ritmo do torneio.
O substituto acionado precisa estar obrigatoriamente na pré-lista enviada à Fifa?
Não existe regra formal que exija a convocação de um atleta que estava presente na relação ampla divulgada semanas antes. O treinador ganha liberdade técnica para chamar qualquer profissional regularizado com passaporte do país para preencher o vácuo deixado, desde que registre os documentos respeitando o prazo legal.
Profissionais com lesões consideradas mais leves podem ser convocados?
Sim. Muitos treinadores arriscam levar atletas em reta final de transição física se a comissão médica atestar que eles ganharão condições de jogo na fase de mata-mata. A manobra envolve um cálculo estratégico alto, pois o banco de reservas perde uma opção ativa para entrar nas rodadas decisivas e pesadas da fase de grupos.


Fonte: Jovem Pan