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Cleitinho defende debate sobre escala 6×1 e critica gastos públicos

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (28), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) chamou a atenção para o debate sobre o fim da escala 6×1 e afirmou que a discussão deve considerar a estrutura de gastos do país. Segundo o parlamentar, a economia brasileira não enfrenta falta de recursos, mas problemas relacionados à gestão pública.
O senador criticou despesas com a estrutura política e afirmou que trabalhadores e empresários não são responsáveis pelos desequilíbrios econômicos. Ele também defendeu a necessidade de reformas voltadas à organização do setor público.
— Então, está na hora de mostrar o que quebra o país. O país aqui nunca foi quebrado, o país foi roubado. Então, não venham com essa ladainha de que o país estará quebrado. O país nunca estará quebrado, o país sempre foi roubado — afirmou.
Cleitinho também lembrou que apresentou proposta para alterar a forma de cobrança do IPTU em contratos de locação, com o objetivo de impedir que o pagamento seja repassado ao inquilino (PL 2.051/2023).
— O IPTU é do proprietário, e não do inquilino. Eu acabei de entrar com um projeto de lei aqui para proibir, na hora da negociação, o inquilino pagar IPTU. Quem tem que pagar IPTU não é o inquilino; é o proprietário — disse.


Fonte: Senado Federal

Moro antecipa voto contrário à indicação de Messias e critica ‘momento da escolha’

O senador Sergio Moro (PL-PR) declarou nesta terça-feira (28) voto contrário à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o parlamentar, a indicação ocorre em momento inadequado, em razão da proximidade das eleições gerais.   
Em pronunciamento, o senador criticou o que considera interferência do STF em temas legislativos e defendeu mudanças na estrutura do Supremo, como a fixação de mandatos para ministros. Para ele, a escolha de um novo integrante da Corte deveria ser feita pelo próximo presidente eleito, após debate mais amplo sobre o papel e o funcionamento da instituição.  
— Precisaríamos primeiro discutir uma ampla reforma da instituição. Por que este debate não vai adiante? Hoje os ministros estão com perspectiva de ficar 20 ou 30 anos ali no seu cargo, e isso não é nada salutar, especialmente porque hoje o tribunal é praticamente incontrolável, porque não existe nenhuma instituição que está exercendo esse controle — declarou.  
O senador ainda comentou sua saída como titular da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), atribuindo a decisão a articulações políticas. Moro informou que retornou ao colegiado como suplente e que pretende participar da sabatina de Jorge Messias na CCJ, marcada para a manhã desta quarta-feira (29). 
Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly


Fonte: Senado Federal

Projeto das diretrizes para atividades de inteligência começa a tramitar no Plenário

O projeto que estabelece diretrizes para as atividades de inteligência no Brasil cumpriu, nesta terça-feira (28) no Plenário, sua primeira sessão de discussão. Como foi elaborado por uma comissão mista, o PL 6.423/2025 deve passar por pelo menos duas sessões de discussão em primeiro turno, conforme prevê o Regimento Comum do Congresso Nacional.
Da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI) e relatado pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o projeto define conceitos, funções e procedimentos para a obtenção, análise e disseminação de informações relacionadas às atividades de inteligência no país. Pela proposta, serão alteradas as leis vigentes para regular o acesso a dados, o uso de técnicas sigilosas e a proteção dos profissionais de inteligência.
A ideia é fortalecer a segurança nacional e a defesa dos interesses do Estado, ao permitir que as autoridades tomem decisões com base em dados e análises de inteligência.
Adiamento
Na mesma sessão, foi adiada a votação do PL 6.249/2019, que estimula a atividade profissional de mulheres artesãs. Do deputado licenciado José Guimarães (PT-CE) e da ex-deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), o projeto estabelece que os governos federal, estaduais e municipais deverão regulamentar e promover ações para fortalecer essa atividade. O adiamento da votação se deu a pedido do relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE).


Fonte: Senado Federal

Inmet emite diversos alertas para chuvas no país; veja estados afetados

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas laranja e amarelo para tempestades em São Paulo e outros estados do Sul, Norte e Nordeste do País.
Para o Estado de São Paulo, o aviso amarelo, que tem validade até a noite desta terça-feira (28), indica a possibilidade de chuva de até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h) e queda de granizo.
Em áreas do Amazonas, Acre, Paraná, Santa Catarina, o aviso laranja sinaliza tempestades com ventos de até 100 quilômetros por hora e também queda de granizo.


Fonte: Jovem Pan

Debate aponta riscos em projeto que criminaliza informação falsa sobre vacinas

Senadores e especialistas manifestaram receio em relação a um projeto que criminaliza a propagação de informações falsas sobre vacinas. Para eles, a proposta desconsidera a dinamicidade do conhecimento científico, limita o desenvolvimento e ameaça a liberdade de expressão.
O PL 2.745/2021 está na pauta de votação da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) desta quarta-feira (29). 
O debate ocorreu em uma audiência pública na CAS nesta terça-feira (28) por solicitação dos senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Magno Malta (PL-ES) e Damares Alves (Republicanos-DF).
Para Girão, que presidiu a sessão, a discussão envolve três aspectos importantes: a proteção à saúde, a integridade da informação científica e a salvaguarda da liberdade de expressão. Segundo o senador, a criminalização “deve ser analisada com cautela, sob risco de causar efeitos colaterais indesejados”.
— A criminalização pode gerar insegurança jurídica, inibir profissionais, pesquisadores e cidadãos de participarem do debate público e, em última instância, enfraquecer a própria confiança social que se busca proteger — declarou.
Damares demonstrou preocupação com a generalização da proposta, “numa nação com tantas pessoas humildes”.
— Vamos ver o que que a gente pode fazer com quem inventa mentiras contra a ciência. Mas eu posso, quando uma indígena questionar [as vacinas], colocar líderes de povos tradicionais na cadeia — advertiu.
Magno Malta se disse contrário à proposta. Relatou ter sofrido restrições em redes sociais durante a pandemia de covid-19. O senador classificou o projeto como inadequado e disse recear que parlamentares votem sem conhecimento aprofundado do tema.
Para o senador Jorge Seif (PL-SC), a proposta é uma “mordaça da classe médica e dos pesquisadores”. Segundo ele, a questão não é ser contra as vacinas ou a favor, e sim a criminalização de opiniões divergentes.
Hesitação vacinal
Para o advogado André Marsiglia, o projeto pode inibir o debate científico. Segundo ele, muitos entendimentos foram superados por meio do debate e da apresentação de diferentes ideias.
— Se você exige a verdade para promover o debate, não tem debate, porque a verdade não existe antes do debate. É só depois do debate, do amadurecimento do debate, que a verdade aparece — defendeu.
Segundo o médico imunologista Roberto Zeballos, embora a intenção da proposta seja diminuir a hesitação e aumentar a cobertura vacinal, ela abre um precedente perigoso para a censura, pois pressupõe a existência de uma verdade única, o que, segundo ele, é incompatível com a ciência. Para ele, o questionamento não é um obstáculo, e sim uma garantia de proteção e evolução da humanidade.
— A solução para adesão à vacina é fortalecer a confiança. Não está em proibir o questionamento, mas em ampliar a transparência, qualificar o debate e garantir acesso à informação de qualidade — disse.
Jamil Assis, diretor de Relações Institucionais do Instituto Sivis — organização sem fins lucrativos que promove o debate sobre a liberdade de expressão — afirmou que o projeto é uma resposta inadequada à questão da saúde pública e da circulação de informações falsas.
— A desinformação é [uma explicação] importante, mas não explica tudo dessa hesitação vacinal. Criminalizar discurso pode atingir os sintomas e ignorar causas mais profundas dessa falta de confiança — declarou.
Segundo Eli Vieira, presidente da Free Speech Union Brasil, outra organização de defesa da liberdade de expressão, estudos têm demonstrado que a censura pode ampliar a hesitação vacinal. Embora tenha tachado o movimento antivacina como perigoso, ele afirmou que a censura pode torná-los mais radicais.
Redes sociais
Para Lauro Ferreira da Silva Pinto, membro do Comitê Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia, deve existir alguma forma de controle do que se propaga nas redes sociais. Segundo ele, algumas discussões não existem na literatura médica.
 — Nós vivemos uma coisa complicada na medicina hoje, que é a influência das redes sociais, que aceitam tudo e acabam comprometendo boas campanhas. Influenciam a vida das pessoas e podem levá-las à morte por não se protegerem — defendeu.
Nota do CFM
O senador Girão leu uma nota emitida pelo Conselho Federal de Medicina, que se posicionou contra o projeto. Embora reconheça a importância da imunização e a legitimidade do combate à desinformação, o CFM apresentou objeções à viabilidade da proposta, por entender que usa termos subjetivos. Sem objetividade, diz a nota, a definição sobre o que seria a “verdade científica” seria transferida para cada julgador.
Além de argumentos usados por outros debatedores, como a inibição do debate acadêmico, o CFM destaca na nota que a autonomia médica seria ameaçada diante de casos de contraindicação vacinal. Por fim, o órgão profissional considera que já existem normas suficientes para abordar o assunto.

Também participaram da audiência: Isabel Braga, doutora em Saúde Pública e Meio Ambiente; Cicero Galli Coimbra, neurologista; Felipe Rafaeli e as deputadas Bia Kicis (PL-DF) e Juliana Zanatta (PL-SC).


Fonte: Senado Federal

Primeira Turma do STF recebe denúncia contra Silas Malafaia por injúria contra comandante do Exército

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta terça-feira (28), receber a denúncia contra o pastor Silas Malafaia por ofensas ao comandante do Exército, general Tomás Paiva. Com isso, Malafaia vai se tornar réu e passará a responder a um processo penal.
Os ministros analisaram a admissibilidade da acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República por calúnia e injúria. O caso envolve declarações de Malafaia contra o líder militar em um discurso durante manifestação em São Paulo, em abril do ano passado.
Na ocasião, ele chamou a cúpula do Exército de bando de “frouxos”, “covardes” e “omissos”.
Por maioria, os ministros receberam a denúncia pelo crime de injúria.
Denúncia da PGR
Segundo a Procuradoria-Geral da República, “é evidente o propósito do denunciado de constranger e ofender publicamente os oficiais-generais do Exército, entre eles o Comandante do Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva”.
“Os elementos de que os autos estão refertos não deixam dúvidas sobre a materialidade e a autoria delitivas, uma vez que as falas do denunciado foram públicas e compartilhadas em suas redes sociais”.
A PGR pediu a abertura da ação penal pelos crimes de calúnia e injúria. Além disso, em caso de condenação, defende a soma das penas, além da fixação de um valor de indenização por danos.
Defesa
Em defesa apresentada no processo, os advogados consideram que o caso não deve ser analisado pelo STF.
Também argumentaram que não houve crime nas ações de Malafaia. E pediram a rejeição da denúncia.
Julgamento virtual
O caso começou a ser analisado no plenário virtual em março. Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes votou para receber a denúncia quanto aos dois delitos.
“No caso dos autos, a denúncia descreve, detalhadamente, as condutas do querelado que tipificam as infrações penais, consistindo a conduta do querelado em sua vontade livre e consciente de imputar/atribuir ao querelante (a) falso crime, qual seja, ter cometido cobardia e/ou prevaricação”, declarou.
Um pedido de vista do ministro Cristiano Zanin suspendeu o julgamento. O caso foi pautado, então, para julgamento presencial.
Sessão presencial
Na retomada do caso, Zanin votou para rejeitar a acusação quanto ao crime de calúnia, mas admite a denúncia quanto ao crime de injúria. “Nesse caso, a Procuradoria-Geral da República não logrou descrever o fato específico e definido como crime a partir das palavras do denunciado”, declarou.
A ministra Cármen Lúcia acompanhou o entendimento de Zanin – para aceitar a abertura de ação penal quanto ao crime de injúria.
Dino se posicionou na mesma linha de Moraes. Com o empate, vale o resultado mais favorável ao acusado.
Discurso
As declarações de Malafaia ocorreram em ato com apoiadores de Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, no centro de São Paulo.
O lema da manifestação foi “Justiça Já”, e o objetivo era pressionar o Congresso pela aprovação de uma anistia para os condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
O projeto de lei foi, posteriormente, convertido no chamado PL da Dosimetria. A proposta, que prevê uma redução de penas, foi aprovada pelo Congresso. Em janeiro deste ano, foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Fonte:

g1 > Política

Quaest para governo de PE: João Campos tem 42% e Raquel Lyra, 34%

Intenções de voto para governador no 1º turno nas eleições em Pernambuco
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (28) mostra o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) com 42% das intenções de voto e e a governadora de Pernambuco Raquel Lyra (PSD) com 34% no 1º turno da disputa pelo governo estadual (veja vídeo acima). Esta é a 1ª pesquisa da Quaest com candidatos ao Palácio do Campo das Princesas.
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Confira os percentuais de intenção de voto para o 1º turno em Pernambuco:
Quaest: Intenções de voto no 1º turno para o governo de Pernambuco (abril 2026)
Arte/g1
João Campos (PSB): 42%
Raquel Lyra (PSD): 34%
Eduardo Moura (Novo): 3%
Ivan Moraes (PSol): 1%
Indecisos: 11%
Branco/Nulo/Não vai votar: 9%
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No 2º turno em PE: João Campos tem 46% e Raquel Lyra, 38%
Avaliação: 62% aprovam e 35% desaprovam governo Raquel Lyra
Quaest para o Senado em PE: veja os números
Grau de definição de voto
A pesquisa também perguntou se a escolha do eleitor para o governo de Pernambuco era definitiva. Veja os resultados:
É definitiva: 56%
Pode mudar caso algo aconteça: 41%
Não sabe/não respondeu: 3%
“Com 11% de indecisos, a eleição é aberta e tem tudo para ser resolvida no 1º turno, já que os outros candidatos pontuam muito pouco. Além de polarizada, é uma eleição com maior nível de definição de voto se comparada a outros estados: 56% afirmam já terem decidido em quem votar”, disse Felipe Nunes, diretor da Quaest, em análise postada no X.
Rejeição
A Quaest também mediu o conhecimento do eleitor sobre os pré-candidatos, o potencial de voto em cada um deles e a rejeição.
Os números mostram que João Campos é o mais conhecido entre todos os eleitores, mas tem a segunda maior rejeição (perde para Raquel Lyra): 86% o conhecem, sendo que 58% votariam nele, e 28% não votariam. Só 14% disseram que não o conhecem.
“Os dois nomes tem o mesmo patamar de conhecimento. O que dá essa vantagem a João Campos é largar com potencial de voto numericamente maior do que o de Raquel (58% x 53%) e rejeição menor (28% x 37%)”, declarou Felipe Nunes.
Os dados mostram que Ivan Moraes é pouco conhecido do eleitor: 86% não o conhecem, 11% conhecem e votariam e 3% conhecem e não votariam,
2º turno
João Campos e Raquel Lyra
g1
A Quaest também simulou um 2º turno entre o ex-prefeito do Recife e a governadora de Pernambuco. João Campos aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Raquel Lyra tem 38%.
Cenário Campos x Lyra:
João Campos (PSB): 46%
Raquel Lyra (PSD): 38%
Indecisos: 8%
Branco/nulo/não vai votar: 8%
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 900 eleitores pernambucanos entre os dias 22 e 26 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, e o nível de confiança das estimativas é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-08904/2026.
VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias


Fonte:

g1 > Política

Paim defende aprovação de Jorge Messias para o STF

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (28), o senador Paulo Paim (PT-RS) manifestou apoio à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. O parlamentar destacou a trajetória profissional de Messias e a importância da sabatina dele na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), marcada para esta quarta (29).
Ao detalhar o currículo do indicado, Paim mencionou a atuação em diferentes órgãos da administração pública e no meio acadêmico. Também destacou a experiência na área jurídica e na condução de acordos institucionais. 
— Ao longo de sua trajetória, atuou como procurador do Banco Central e da Fazenda Nacional, tendo também exercido funções relevantes na Casa Civil e no Ministério da Educação. No Senado Federal, foi assessor especial. Desde 2023, está à frente da Advocacia-Geral da União, onde tem se destacado, conforme ressalta o próprio relator, pela condução de acordos judiciais e extrajudiciais, com ênfase na redução de litígios e na gestão de riscos fiscais — afirmou.
O senador falou da expectativa positiva em relação à votação da indicação no Senado, tanto na CCJ quanto no Plenário.
— Tenho certeza de que ele será aprovado na CCJ. O nome então virá, tudo indica, para votação aqui no Plenário do Senado Federal nesta quarta-feira, onde será necessário o voto favorável da maioria absoluta, pelo menos 41 dos 81 senadores. Manifestamos aqui a expectativa de que o Senado Federal, no exercício de sua responsabilidade constitucional, delibere com senso de justiça e compromisso com o fortalecimento das instituições, aprovando, espero eu, a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal — declarou. 
O senador também mencionou que manteve contato com o indicado durante período em que esteve hospitalizado e reiterou apoio à aprovação do nome.
— Eu estava no hospital em São Paulo, na semana passada, e recebi um telefonema do dr. Jorge Messias. Disse a ele: “Eu estarei lá, nem que seja de cadeira de rodas” — relatou.


Fonte: Senado Federal

Base do governo na Alesp turbina homenagens a lideranças políticas neste mandato

Gilberto Kassab, Ricardo Nunes, Carlos Bolsonaro e Renata Abreu estão entre as lideranças homenageadas na Alesp
Bruna Sampaio e Rodrigo Romeo/Alesp
Presidentes de partidos como Gilberto Kassab (PSD), Valdemar Costa Neto (PL) e Renata Abreu (Podemos), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o ministro do Supremo André Mendonça, o líder paulista do União Brasil, Milton Leite, e Carlos Bolsonaro (PL) acumulam notório capital político.
O que une essas figuras, porém, vai além da influência: todas receberam nos últimos anos o Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo, a mais alta honraria concedida pela Alesp (Assembleia Legislativa de SP). A entrega da comenda disparou no mandato atual, sob a presidência de André do Prado (PL). Desde 2023, os parlamentares já realizaram 108 sessões para conceder o colar. Nos dois mandatos anteriores somados, foram 65 sessões — ou seja, em pouco mais de três anos, o volume já supera em 66% os oito anos anteriores juntos.
A medalha é um instrumento de homenagem relativamente recente, criada no final de 2015. Em 2020 e 2021, devido à pandemia, a Assembleia restringiu as sessões presenciais e, por consequência, a realização de homenagens. O mandato atual, porém, viu um salto no número de colares concedidos, como mostra o gráfico abaixo.
🔎O Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo foi instituído em 2015 por ato da Mesa Diretora da Alesp. Pelo regramento:
Qualquer deputado pode propor a homenagem, que precisa ser aprovada pela Mesa Diretora;
A comenda pode ser concedida “a pessoas naturais ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras, civis ou militares, que tenham atuado de maneira a contribuir para o desenvolvimento social, cultural e econômico de nosso Estado”;
A confecção dos colares e a organização das sessões ficam a cargo do serviço de cerimonial da Alesp.
Perfil dos homenageados e de quem homenageia
A base do governo é a principal responsável pelas homenagens feitas a lideranças políticas citadas no começo da reportagem.
Além delas, a base também concedeu o colar a Mário Frias e Rosana Valle, deputados federais do PL que disputam indicação ao Senado. Aliados do governador Tarcísio de Freitas também foram homenageados, como os secretários Eleuses Paiva (Saúde), Guilherme Piai (então na Agricultura) e Sonaira Fernandes (então na pasta de Políticas para a Mulher), além de Kassab (quando secretário de Governo) e a primeira-dama do estado, Cristiane Freitas.
“O que se conclui é que é uma forma de você fazer evento e ganhar conexão social e, obviamente, alguma conexão eleitoral às custas do dinheiro público.”
—Marco Antônio Teixeira, cientista político da FGV
Os deputados também homenagearam políticos já fora de cena, como o ex-governador José Serra (PSDB) e os parlamentares mais veteranos, em uma espécie de reconhecimento da trajetória. No mandato atual, seis incumbentes receberam o colar de honra ao mérito:
Conte Lopes (PL);
Edna Macedo (Republicanos);
Eduardo Suplicy (PT);
Leci Brandão (PC do B);
Maria Lúcia Amary (PSD);
Rafael Silva (PSD).
Esse tipo de homenagem pelo “conjunto da obra” ou em fim de carreira política, também é adotado pelo PT, que homenageou quatro ex-deputados petistas e também um petista histórico, ex-metalúrgico do ABC.
Entre os homenageados com Colar de Honra ao Mérito, políticos respondem pelo maior peso percentual do total.
Os dados da Alesp, trabalhados pela TV Globo, mostram que cerca de 30% das comendas vão para políticos, seguidos por empresariado, atuação pública e setores de educação, saúde e pesquisa, com percentuais próximos aos 13%
O número de sessões extraordinárias, em que se discutem e votam projetos de lei, é menor no presente mandato do que o número de sessões solenes, em que se fazem as homenagens, como a entrega do colar. Foram 29 a mais (247 a 218). A Alesp afirma que a concessão do colar é prerrogativa individual dos parlamentares e diz que o volume de projetos de lei aprovados no período, mais de 200 apenas em 2025, supera o de homenagens (leia íntegra da nota mais abaixo).
Em resposta a pedido via Lei de Acesso à Informação, a Alesp informou que adquiriu 400 kits (estojo e medalha) no mandato atual por meio de dois contratos com dispensa de licitação, que somam R$ 27.980, com custo médio de R$ 69,95 por kit.
Quanto aos custos para a realização dos eventos — material, equipamentos e pessoal — informou não ter havido contratação específica de serviços. “A Assembleia Legislativa dispõe de equipamentos próprios de áudio e conta, em seu quadro de servidores, com profissionais habilitados para operar os equipamentos instalados nos espaços institucionais utilizados para realização das sessões solenes.”
Para o cientista político da FGV Marco Antônio Teixeira, o custo indireto tem que ser levado em conta nesse cálculo. “Você tem outras formas de mobilizar dinheiro público indiretamente. Que é o servidor, é o espaço da Casa, é o uso da infraestrutura da Casa. Tudo isso conta”, afirma.
A TV Globo solicitou, tanto via Lei de Acesso à Informação quanto em pedido à assessoria de imprensa da Alesp, informações referentes aos custos de alimentação destes eventos, como a contratação de buffets. Nos dois pedidos, não obteve resposta nos dois pedidos.
Leia a íntegra da nota da Assembleia Legislativa de São Paulo:
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) informa que apenas em 2025 foram aprovados mais de 200 Projetos de Lei no Plenário Juscelino Kubistchek. Outras duas mil proposições apresentadas pelos deputados ou pelo Poder Executivo passaram pela análise das Comissões da Casa somente no ano passado.
Entre os projetos aprovados estão o Novo Salário Mínimo Paulista, o Programa Superação da Pobreza, isenção de IPVA para motocicletas até 180 cilindradas, concessão de travessias hídricas, reajuste residual para professores, a proibição do uso dos celulares em escolas entre outros projetos.
A realização da Sessão Solene é uma prerrogativa das deputadas e dos deputados estaduais para homenagear personalidades com histórico de relevância para o Estado.
A entrega do Colar de Mérito Legislativo tem valor simbólico e não financeiro. Em 2024 os colares entregues custaram R$ 100,00 a unidade, em 2025 o valor unitário foi para reduzido R$ 70,00.


Fonte:

g1 > Política

PT testa artilharia, mas campanha de Tarcísio vê ‘ataques vencidos’

A pré-campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que vai tentar a reeleição, tem visto falhas na artilharia usada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) contra o governador. Internamente, no Palácio dos Bandeirantes, aliados de Tarcísio acreditam que não há novidades que a pré-campanha de Fernando Haddad (PT) possa trazer. A avaliação é que o atual governador “já foi atacado pelo PT nos últimos seis meses”, já que Tarcísio era o foco, quando era o principal cotado como candidato a Presidente da República.
Na visão de auxiliares, alguns temas que tem sido centrais para a oposição, como a briga pela “paternidade das obras entregues” pela gestão ao Estado estão ajudando na reeleição do governador em vez de causar o efeito contrário. Para interlocutores, os pontos, que foram peça de um dos primeiros vídeos de Haddad contra Tarcísio, inclusive, só mostram “a boa capacidade de execução” do governo atual.
O entendimento é de “erro estratégico” do PT. “Dizer que eles emprestaram dinheiro não é uma grande coisa. É a obrigação do governo federal. É um uma ótima estratégia pra gente”, resumiu uma fonte. No vídeo, Haddad afirma que “nunca um governo federal trabalhou tanto por São Paulo” e que grande parte dos investimentos do governo do Estado foram feitos com recursos federais.
Além da paternidade de entregas, como já mostrou a Jovem Pan, outros assuntos mapeados e considerados sensíveis são o sistema de pedágio Free Flow e a privatização da Sabesp. Mesmo assim, a leitura nos corredores do Bandeirantes é que muito já foi utilizado nas redes sociais para criticar Tarcísio sobre o assunto nos últimos meses, surtindo pouco efeito prático.
Os temas tidos como mais complicados no momento também estão ganhando atenção especial do governador. Caso do incômodo de prefeitos do interior com a gestão Tarcísio que, como antecipou a coluna, tem reverberado em números maiores de convênios, investimentos e até almoços. Uma pessoa próxima a Tarcísio avaliou que os movimentos estão impactando diretamente os planos do pré-candidato Haddad.
O gargalo maior, nesse momento, ainda é visto como a segurança pública. Recentemente, por exemplo, nova peça de Haddad explorou o assunto. Os vídeos falam da sensação de insegurança, do número de roubo e furtos de celulares, além do avanço do crime organizado. A insatisfação das polícias, tema mostrado pela coluna, também tem sido elencado.


Fonte: Jovem Pan