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Terras raras: veja detalhes do texto aprovado pela Câmara na véspera do encontro entre Lula e Trump; tema é considerado estratégico

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6) o projeto que lei que cria a política nacional para exploração de minerais críticos e estratégicos no país, entre eles as terras raras (veja mais detalhes do projeto abaixo).
A proposta foi aprovada às vésperas do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, dos Estados Unidos. O tema é considerado estratégico para os dois países e deve ser abordado na reunião desta quinta-feira (7), em Washington.
Os chamados minerais críticos — entre eles as terras raras — são considerados estratégicos por sua importância na produção de tecnologias para geração e armazenamento de energia limpa, além de serem usados nas indústrias eletrônica e militar.
O que são as terras raras e por que podem virar pauta entre Lula e Trump
Segundo o blog do Camarotti, o presidente Lula queria chegar ao encontro com Trump com a proposta aprovada na Câmara, para servir como uma espécie de baliza para qualquer negociação com os Estados Unidos sobre esse tema, de interesse do país.
O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China. Por isso, o tema é alvo de atenção do governo Trump.
🔎As chamadas terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de uma série de produtos modernos. Apesar do nome, elas não são exatamente raras: estão espalhadas pelo mundo, mas geralmente em baixas concentrações, o que torna a extração economicamente desafiadora.
Os Estados Unidos e o Brasil têm posições diferentes sobre a exploração de minerais críticos no país.
O governo norte-americano defende acesso mais facilitado a projetos de mineração, especialmente em jazidas de terras raras. A proposta inclui reduzir barreiras a investimentos estrangeiros e agilizar o licenciamento ambiental dessas iniciativas.
Do outro, o governo brasileiro sustenta a necessidade de maior controle estatal sobre esses projetos. A posição também prevê que os investimentos contemplem o beneficiamento dos minerais no país, e não apenas a exportação da matéria-prima.
O Brasil já sinalizou que não pretende aderir à aliança proposta pelos Estados Unidos para o setor e que deve priorizar acordos bilaterais com diferentes países. A avaliação é de os EUA buscam influenciar as regras do comércio global desses recursos, hoje concentrados principalmente na China.
Veja detalhes do projeto:
A proposta aprovada pela Câmara cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), com um fundo garantidor para estimular projetos e crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no país.
💰 O texto autoriza a União a criar um fundo, do qual participará como cotista, no limite de R$ 2 bilhões. O fundo terá natureza privada.
O texto agora segue para o Senado. Se aprovado, ainda precisará ser sancionado pelo presidente Lula.
O Brasil tem a maior reserva de nióbio do mundo, é o segundo em reservas de grafita e terras raras —com 21 milhões de toneladas—, e o terceiro maior em reservas de níquel.
Fundo garantidor
A proposta cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República.
Será este conselho, inclusive, que elaborará uma lista de minerais críticos e estratégicos e que será revisada a cada 4 anos.
Terras raras: deputado Arnaldo Jardim, do Cidadania, apresenta texto do projeto de lei que regulamenta a exploração no Brasil
Jornal Nacional/ Reprodução
A proposta também autoriza a criação de um fundo garantidor de até R$ 5 bilhões para estimular projetos na área.
O texto autoriza a União a instituir o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), com participação como cotista limitada a R$ 2 bilhões. Segundo a proposta, o fundo não poderá contar com qualquer tipo de garantia ou aval do poder público.
A iniciativa deve facilitar o acesso das empresas a crédito, ao permitir a apresentação de garantias em operações de financiamento.
Além das cotas previstas, também poderão entrar como patrimônio do fundo contribuições voluntárias dos estados, Distrito Federal e municípios, resultados das aplicações financeiras dos seus recursos, entre outros.
A proposta prevê ainda um período de autorização para pesquisa em áreas de minerais críticos ou estratégicos de no máximo 10 anos. O relator ampliou o prazo, que antes era de 5 anos.


Fonte:

g1 > Política

Após rejeição de Messias em derrota história para o governo, ministros de Lula se reúnem com Alcolumbre

Em agendas diferentes, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), recebeu nesta quinta-feira (6), na residência oficial, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães.
Ao g1, Múcio disse que foi conversar com Alcolumbre sobre temas relacionados ao Ministério da Defesa. Questionado sobre a relação do governo com Alcolumbre após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), disse acreditar na pacificação.
“O meu perfil é sempre pela pacificação. A tendência é que o Senado e o governo se deem bem, para o bem do Brasil. Passada essa fase abrasiva, as questões vão voltar a encostar”, disse Múcio.
Vídeos em alta no g1
Apesar dos gestos, aliados de Lula descartam, por ora, a possibilidade de o presidente procurar Alcolumbre para uma conversa.
Do lado de Alcolumbre, interlocutores dizem que o fato de receber Múcio e Guimarães já é um sinal de reaproximação, mas garantem que o presidente do Senado só falará com Lula se for procurado.
Com isso, a comunicação entre Lula e Alcolumbre deve seguir através de interlocutores, principalmente Guimarães e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).
A estratégia do governo é manter o pragmatismo para aprovar antes das eleições pautas consideradas prioritárias, como o fim da escala 6×1 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Ricardo Stuckert / PR
Derrota de Messias
No dia 29 de abril, o Senado Federal rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo.
Messias foi rejeitado por 42 votos a 34 e uma abstenção. A votação foi secreta. O ministro de Lula precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta.
Com a rejeição, a mensagem com a indicação de Messias foi arquivada e o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo.
Segundo o blog da Ana Flor, Lula sinalizou que deve escolher um novo nome e não pretende deixar para o próximo governo a prerrogativa de indicar um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF).


Fonte:

g1 > Política

Frei Gilson, que possui imunidade religiosa, é alvo de denúncia no MPSP por falas sobre a homossexualidade

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O sacerdote Frei Gilson, que possui imunidade religiosa garantida pela lei, foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo nesta terça-feira (5) por supostas falas discriminatórias contra a comunidade LGBT+ e mulheres.
A representação foi protocolada pelo ex-noviço e jornalista Brendo Silva, que acusa o religioso de utilizar suas pregações e redes sociais para propagar preconceitos.
O documento reúne vídeos em que o padre usa o termo “homossexualismo” e classifica a orientação sexual como “desordem” e “depravação grave”.
Status da denúncia
A informação pode ser considerada apenas como uma representação em análise, e não como ação penal, investigação formal concluída ou condenação. Até a publicação desta reportagem, não havia divulgação pública do MPSP sobre eventual instauração de procedimento.
O MPSP deverá realizar uma análise preliminar para decidir se instaurará um procedimento investigativo formal por meio do Gecradi, grupo focado em reprimir delitos de intolerância.
A apuração inicial avaliará o contexto dos vídeos para identificar possíveis crimes de discriminação ou se a notícia-fato será arquivada.
Imunidade religiosa
A denúncia esbarra em um ponto jurídico: a Constituição Federal garante a liberdade de crença e o livre exercício dos cultos religiosos, e o STF tem entendimento consolidado de que manifestações de cunho religioso, ainda que contrárias a determinadas orientações sexuais, podem ser amparadas pela imunidade religiosa desde que não configurem incitação à violência.
Desde 2019, o STF equiparou a homofobia e a transfobia ao crime de racismo. No estado de São Paulo, manifestações atentatórias por orientação sexual também são punidas por meio da Lei Estadual 10.948/2001.
A linha tênue entre liberdade religiosa e criminalização de discursos discriminatórios é o ponto que os promotores do Gecradi terão de avaliar.
Perfil e alcance
Frei Gilson tem mais de 12 milhões de seguidores nas redes sociais e reúne cerca de 2 milhões de espectadores simultâneos em suas lives de oração.
De perfil conservador, o líder católico passou a ser visto com preocupação por núcleos do alto escalão da esquerda brasileira, que teme que as suas posições pessoais interfiram sobre o eleitorado nas eleições de outubro. ​​​​​​​​​​​​​​​​


Fonte: Conexão Política

Fux muda voto e defende anular condenações de réus do 8 de Janeiro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu divergência em julgamento virtual da Corte e votou pela anulação das condenações de, até o momento, 11 réus pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
No entendimento do ministro, os processos não deveriam ter sido julgados pelo STF, por falta de competência da Corte para analisar os casos. Em sete das ações penais analisadas, Fux manifestou-se pela absolvição completa dos acusados. Nos três casos restantes, votou pela absolvição parcial com penas mais brandas, mantendo apenas a condenação pelo crime de deterioração de patrimônio público tombado e descartando as demais acusações.
Guinada e autocrítica
Em seu voto, Fux foi explícito ao reconhecer erro em suas decisões anteriores: “O entendimento anterior, embora amparado pela lógica da urgência, incorreu em injustiças que o tempo e a consciência já não me permitem sustentar.”
O magistrado justificou a mudança dizendo que uma análise mais detalhada das provas não permite manter as acusações contra o grupo, e defendeu que a punição exige provas individuais de vandalismo, e não apenas a presença no local dos atos. A posição aplica uma reversão completa. Antes, Fux havia integrado a maioria que condenou os réus no julgamento original.
Para ele, caso o entendimento não for acompanhado pela maioria dos ministros, os acusados deveriam ser absolvidos por falta de provas suficientes para sustentar as condenações.
A tese de incompetência, se acolhida, anularia os processos desde a origem e reabriria o caminho para novo julgamento em instância ordinária.
Impacto limitado pela maioria
Apesar da mudança de posição, o novo entendimento de Fux não deve alterar o resultado final dos julgamentos no STF. A maioria da Corte ainda sustenta as condenações anteriores. Apenas os ministros André Mendonça e Nunes Marques têm apresentado divergências em relação às punições dos réus do 8 de janeiro.
Faltando apenas um voto para formar maioria e rejeitar os recursos contra a condenação de dez réus, Fux voltou atrás e alterou o voto.
Luiz Fux tem aposentadoria compulsória prevista para 2026, por completar 75 anos, que torna o caso do 8 de Janeiro um dos últimos grandes julgamentos de sua carreira jurídica.


Fonte: Conexão Política

Corinthians arranca empate e se mantém na liderança do Grupo E da Libertadores

O Corinthians foi vazado após três jogos, mas evitou a derrota no fim pela Libertadores. O time empatou por 1 a 1 com o Santa Fe na noite de quarta-feira (6), no El Campín, em Bogotá, na Colômbia. Os 2.640 metros de altitude contribuíram para o jogo lento e abaixo da média do time de Fernando Diniz. Hugo Rodallega fez o gol dos colombianos. Gustavo Henrique salvou, aos 47 minutos do segundo tempo.
A equipe corintiana foi superior ao adversário apenas por um breve momento do primeiro tempo. O Santa Fe assumiu o protagonismo ainda no fim da primeira etapa e dominou quase todo o segundo tempo, quando abriu o placar após bonito passe de Jáder Obrian. A reação do Corinthians tardou, com substituições que demoraram, falta de criatividade e lentidão diante do ar rarefeito. A pressão final salvou a equipe.
O time brasileiro se mantém na liderança do Grupo E, com 10 pontos. Se o Peñarol não vencer o Platense nesta quinta-feira (7), a classificação corintiana está garantida.
O Corinthians até iniciou com superioridade sobre o Santa Fe. A equipe ocupava o campo de ataque e não era ameaçada pelos colombianos. Os donos da casa, porém, conseguiam se postar bem defensivamente e impedir as conclusões corintianas.
O time paulista também se atrapalhou, com erros de passes. Os vacilos davam oportunidade de o Santa Fe subir ao ataque. A equipe colombiana se limitou a chutes de longa distância, apostando que a altitude pudesse comprometer Hugo Souza.
A ida para o vestiário com o placar zerado foi justa diante dos erros dos dois lados. Ainda assim, foi o Corinthians que teve mais volume e presença ofensiva para abrir o placar. André desperdiçou a melhor chance, furando dentro da área, aos 32 minutos.
O Santa Fe apostou no prejuízo da altitude ao Corinthians na segunda etapa. Os mandantes voltaram com mais posse de bola no campo ofensivo, mas ainda careciam de repertório. A equipe se limitou a bolas aéreas e chutes de longe.
Quando o Corinthians conseguiu colocar a bola no chão, o time teve qualidade para construir desde a defesa. Aos seis minutos, a equipe avançou pelo lado esquerdo, Yuri Alberto cruzou rasteiro, e Matheuzinho chegava sozinho, mas o lateral não alcançou para finalizar. O problema foi que não houve nova chance igual.
A sequência foi de sustos. Aos sete, Rodallega insistiu no chute de longe e obrigou Hugo Souza a fazer grande defesa, mandando para escanteio. Na bola parada, o goleiro precisou fazer milagre em dois tempos em cabeceio de Toscano. Em nova saída do canto, a bola raspou a trave, com Hugo tirando, com os olhos, a finalização de Emmanuel Oliveira.
O relativo controle que o Corinthians teve no primeiro tempo não se via na segunda etapa. O time ficou limitado a contra-ataques, que nem sempre tinham tantas opções de passe, com atletas alvinegros já desgastados.
Melhores na partida, os colombianos abriram o placar aos 14 minutos. Rodallega recebeu bola enfiada entre os zagueiros corintianos, ficou cara a cara com Hugo e apenas tirou do goleiro para que o Santa Fe saísse na frente.
O auxiliar chegou a assinalar impedimento, mas o VAR mostrou que o calcanhar de Matheus Bidu dava condições ao atacante. O lance destoou do que o Santa Fe fazia até então, coroando a boa visão de Jáder Obrian, que havia entrado já no segundo tempo.
O Santa Fe continuou em cima. O Corinthians, abalado, tinha seus meias distantes uns dos outros e dificuldade em reagir. Fernando Diniz tentou mudar o jogo apenas com orientações na pausa para reidratação, mas não promoveu substituições, já com 25 minutos da etapa complementar.
Apenas aos 30, o técnico buscou mais ofensividade, com Dieguinho no lugar de André. O garoto foi quem mais tentou buscar jogo, mas ainda não era suficiente. A pressão final, no abafa, foi o que salvou. Matheuzinho cruzou, e Gustavo Henrique, como centroavante, subiu mais que todo mundo e mandou para as redes.
O Corinthians tem pela frente o clássico com o São Paulo pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Majestoso será na Neo Química Arena, no domingo (10), às 18h30 (de Brasília).
FICHA TÉCNICA
SANTA FE 1 X 1 CORINTHIANS
SANTA FE – Andrés Mosquera; Helibelton Palacios (Luis Palacios), Emmanuel Olivera (Ivan Scarpeta) e Victor Moreno; Yaicar Perlaza (Jáder Obrian); Dani Torres, Kilian Toscano (Jhojan Torres), Omar Fernández (Alexis Zapata) e Christian Mafla; Nahuel Bustos e Hugo Rodallega. Técnico: Pablo Repetto.
CORINTHIANS – Hugo Souza; Matheuzino, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele (André Carrillo), André (Dieguinho), Breno Bidon (Kaio César) e Rodrigo Garro; Jesse Lingard e Yuri Alberto (Pedro Raul). Técnico: Fernando Diniz.
GOLS – Hugo Rodallega, aos 14, e Gustavo Henrique, aos 47 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS – Emmanuel Oliveira, Yaicar Perlaza, Hugo Rodallega e Alexis Zapata (Santa Fe).
ÁRBITRO – Kevin Ortega (PER).
PÚBLICO E RENDA – Não disponíveis.
LOCAL – El Campín, em Bogotá, na Colômbia (COL).


Fonte: Jovem Pan

Zé Trovão chora em sessão que sugeriu a suspensão dele por ocupação da Mesa da Câmara: ‘Pior dia da minha vida’

Deputado federal Zé Trovão (PL-SC) chora em reunião do Conselho de Ética da Câmara
O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) chorou durante a reunião do Conselho de Ética da Câmara, na terça-feira (5), em que foi aprovado um relatório sugerindo a suspensão dele e dos deputados Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) por dois meses pela ocupação da Mesa Diretora do plenário da Casa em agosto de 2025.
“Hoje está sendo o pior dia da minha vida. Nem minha prisão foi tão dolorosa. Eu preferia voltar para a cadeia hoje se fosse para manter essas pessoas que precisam trabalhar”, disse no início da sessão, se referindo aos seus assessores.
Os parlamentares foram punidos por ocuparem a Mesa Diretora da Casa. Em seu parecer, o relator, deputado Moses Rodrigues (União-CE), afirmou que não há como se confundir o episódio com um protesto político regular ou com uma manifestação legítima de divergência.
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Conselho de Ética aprova relatório que sugere suspensão dos deputados
“Ao meu redor existem famílias. Eu tenho um funcionário que tem um filho de espectro autista que depende desse salário para viver”, desabafou na reunião que durou nove horas.
Os deputados podem recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se rejeitado o recurso, a representação vai ao plenário da Câmara, ao qual cabe a decisão final.
O episódio ocorreu após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegou a ser impedido de sentar na cadeira do presidente e iniciar os trabalhos da Casa (relembre abaixo).
O texto do relator conclui que os três parlamentares adotaram condutas incompatíveis com o decoro parlamentar durante a ocupação da Mesa Diretora da Casa na sessão do Plenário de 5 de agosto de 2025.
Deputado federal Zé Trovão (PL-SC) chora em reunião do Conselho de Ética da Câmara
Reprodução
O que dizem os representados
Zé Trovão disse que estava vivendo uma injustiça “por servir” aos seus eleitores. Ele afirmou que a alegação de que os parlamentares impediram o funcionamento da Câmara é imprecisa e que a intenção era pressionar pela anistia dos condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro.
“Não houve, em momento algum, intenção por parte dos representados de incitar violência ou atentar contra a ordem democrática, tanto que, a manifestação foi totalmente pacífica. A ação, por mais enérgica que possa ter sido, não visou subverter as instituições ou promover a instabilidade”, afirmou em defesa escrita protocolada no Conselho.
O deputado Marcel Van Hattem disse que não há nada de ilícito em tomar assento em poltrona destinada a outro deputado.
“Entender o contrário é tornar ilegal algo que é legítimo e legal, por ser uma poltrona destinada ao deputado representado e os demais 511 deputados federais. Não há, portanto, nada de ilegal”, afirmou. “Em todo o momento, os deputados portaram-se de maneira pacífica no exercício de direito de reunião que pressupôs a ocupação do espaço da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados”.
Já o deputado Marcos Pollon afirmou que a ocupação da Mesa encontra amparo na imunidade material dos parlamentares e que nada do que os deputados fizeram em 2025 extrapolou o limite.
“A atuação do representado foi pacífica, sem violência, sem ataque pessoal e sem qualquer conduta que se aproxime do padrão de gravidade típico das condenações por decoro”, afirmou.
Relembre o episódio
Deputados de oposição ocuparam a Mesa Diretora da Câmara após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, por risco de fuga em meio ao desenrolar do processo que o condenou a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Durante a ocupação, Van Hattem chegou a impedir que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) sentasse na cadeira de presidente.
Hugo Motta retoma controle da Mesa Diretora da Câmara após ocupação de deputados da oposição
Reuters/Mateus Banomi
O episódio deixou Motta fragilizado no comando da Casa, obrigando-o a reagir. Ele chegou a cogitar suspender cautelarmente parte dos deputados responsáveis pelo motim, em um rito sumário que poderia levar menos de uma semana.
No entanto, a direção da Câmara dos Deputados decidiu encaminhar ao Conselho de Ética pedido de suspensão de Pollon, van Hatten e Trovão:
Marcos Pollon (PL-MS): suspensão do mandato por declarações difamatórias contra a cúpula da Câmara; e outro pedido de suspensão por obstruir o acesso de Hugo Motta à cadeira de presidente
Marcel van Hattem (Novo-RS): suspensão do mandato por obstruir o acesso de Hugo Motta à cadeira de presidente
Zé Trovão (PL-SC): suspensão do mandato por obstruir o acesso de Hugo Motta à cadeira de presidente.
VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias


Fonte:

g1 > Política

Lula deixa Brasília para encontro com Trump; cinco ministros e o diretor da PF acompanham o presidente

Lula e Alckmin na Base Aérea de Brasília; petista embarcou para Nova York, para encontro de Trump
Ricardo Stuckert/Presidência da República
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou na tarde desta quarta-feira (6) para os Estados Unidos, onde terá uma reunião bilateral com o presidente Donald Trump .
A viagem ocorre em um momento delicado da política internacional e é vista como uma tentativa de reabrir canais de diálogo, com uma agenda que reúne interesses diplomáticos, econômicos e estratégicos.
Cinco ministros e o diretor-geral da Polícia Federal integram a comitiva brasileira:
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
Dario Durigan, ministério da Fazenda
Márcio Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia
Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal
Vídeos em alta no g1
O grupo que viaja aos EUA foi montado com foco em temas sensíveis da agenda bilateral, como comércio, terras raras, combate ao crime organizado, conflitos internacionais, a investigação americana sobre o PIX e o cenário eleitoral brasileiro.
Também fazem parte da delegação integrantes das equipes econômica e diplomática, além de auxiliares diretos do Palácio do Planalto, que devem acompanhar as discussões e prestar suporte técnico durante as reuniões.
O encontro entre Lula e Trump ocorre sem o status de visita de Estado, sendo classificado como uma reunião de trabalho.
A viagem a Washington vinha sendo articulada desde março, mas acabou adiada em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e com o envolvimento dos Estados Unidos no conflito.
Esse é o terceiro contato pessoal entre Trump e o presidente brasileiro, desde que Lula assumiu o mandato.
O primeiro encontro foi em 2025 na Malásia durante uma Cúpula da ASEAN. O segundo, durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorre anualmente em Nova York, nos Estados Unidos.


Fonte:

g1 > Política

Lula e Trump se reúnem nesta quinta na Casa Branca

Lula e Trump se reúnem nesta quinta na Casa Branca Presidentes devem discutir assuntos como economia e segurança durante o encontro. O encontro entre Lula e Trump está previsto para começar às 12h, pelo horário de Brasília.. Presidentes devem fazer uma rápida declaração à imprensa no Salão Oval da Casa Branca.. Encontro é viso como uma ‘visita de trabalho’, menos formal do que uma reunião bilateral.. Combate ao crime organizado, terras raras e PIX estão entre os assuntos da reunião.


Fonte:

g1 > Política

De ‘química’ surpreendente na ONU a ‘reunião impossível’: como foram os encontros anteriores de Lula e Trump

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), falam com jornalistas antes de reunião em Kuala Lumpur.
Evelyn Hockstein/Reuters
Desde que Donald Trump retornou à Casa Branca, seus encontros com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram limitados, mas marcantes. Em pouco mais de um ano, eles se encontraram duas vezes: uma conversa breve nos bastidores da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, e outra reunião na Malásia, em outubro.
Nesta quinta-feira (7), ao meio-dia, nos EUA, acontece o terceiro encontro.
As duas reuniões ao longo do último ano mostram como a relação entre Lula e os Estados Unidos foi sendo construída — mesmo em meio a alguns momentos de tensão — desde a volta de Trump ao poder.
A ‘química’ entre Trump e Lula
Trump discursa na ONU em 23 de setembro de 2025
Shannon Stapleton/Reuters
Em um ano marcado por novas tarifas impostas por Trump ao Brasil e por declarações contra a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, uma boa relação entre o atual presidente brasileiro e o ocupante da Casa Branca poderia parecer improvável.
Ainda assim, em 23 de setembro do ano passado, na Assembleia Geral da ONU, a “química” aconteceu.
LEIA MAIS: Trump publica carta para Bolsonaro e diz que processo deve terminar ‘imediatamente’
Durante seu discurso, Trump disse que teve “uma química excelente” com o presidente brasileiro, “que pareceu um cara muito agradável”.
“Eu estava entrando (no plenário da ONU), e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem”, disse Trump. “Não tivemos muito tempo para conversar, tipo uns 20 segundos.
Lula e Trump se falaram por telefone antes de viagem aos EUA
Em seguida, o republicano seguiu com os elogios.
“Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto. Quando não gosto deles, eu não faço. Quando eu não gosto, eu não gosto. Por 39 segundos, nós tivemos uma ótima química e isso é um bom sinal.”
Apesar das palavras sobre Lula, na ocasião, Trump também criticou indiretamente processo e o Judiciário. Ele afirmou haver “censura, repressão, corrupção judicial e perseguição a críticos políticos” no Brasil.
“O Brasil agora enfrenta tarifas pesadas em resposta aos seus esforços sem precedentes para interferir nos direitos e liberdades dos nossos cidadãos americanos e de outros, com censura, repressão, armamento, corrupção judicial e perseguição de críticos políticos nos Estados Unidos”, disse Trump, antes de elogiar Lula.
A reunião ‘impossível’ na Malásia
Lula e Trump se encontram na Malásia.
Ricardo Stuckert/PR
Cerca de um mês depois do breve encontro na ONU, os dois Chefes de Estado tiveram uma reunião de 45 minutos, olho a olho — dessa vez, na Malásia.
Na conversa, foi discutido:
As taxas impostas a produtos brasileiros;
Trump disse ser uma honra estar com o presidente do Brasil e que provavelmente eles fariam “alguns bons acordos”;
Lula argumentou que a imposição das tarifas ao país não tinha base técnica e que, na verdade, os EUA têm superávit na balança comercial com o Brasil;
O petista propôs um cronograma de negociações entre as equipes;
Lula pediu a revogação de sanções a autoridades brasileiras, e disse que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro seguiu o devido processo legal;
Segundo o chanceler brasileiro, Lula e Trump combinaram visitas recíprocas;
Lula também reforçou um pedido para manter a América do Sul como zona de paz, e se propôs a ser interlocutor com a Venezuela.
À época, antes da reunião, o presidente norte-americano chegou a sinalizar a possibilidade de acordo com o Brasil sobre as tarifas.
“Nós vamos discutir [tarifas] um pouco. Nós sabemos que nós nos conhecemos. Nós sabemos o que cada um quer”, disse Trump.
Já após o fim da conversa, Lula se disse agradecido e afirmou que ele e Trump conseguiram “fazer uma reunião que parecia impossível”.
Por fim, o presidente brasileiro disse que a reunião foi construtiva.
“Tive uma ótima reunião com o presidente Trump na tarde deste domingo, na Malásia. Discutimos de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral. Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”, afirmou Lula após o encontro.


Fonte:

g1 > Política

Lula se reúne com Trump na Casa Branca nesta quinta; será o segundo encontro entre os dois

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e dos Estados Unidos, Donald Trump, se reúnem nesta quinta-feira (7) na Casa Branca, em Washington. O encontro está previsto para 12h, no horário de Brasília.
Lula e Trump se falaram por telefone antes de viagem aos EUA
É a segunda vez que os dois se encontram formalmente para uma reunião bilateral. A primeira ocorreu em outubro do ano passado na Malásia, na esteira da imposição de tarifas de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros para os EUA e de sanções a autoridades brasileiras em razão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desde então, Lula e Trump têm conversado por meio de telefonemas e também feito declarações públicas sobre a relação entre os dois países.
O telefonema mais recente foi na última sexta-feira (1º). Lula recebeu uma ligação de Trump e a conversa durou cerca de 40 minutos, de acordo com fontes do governo brasileiro.
Durante o telefonema, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e realizar o encontro presencial.
Primeira reunião entre Trump e Lula foi em outubro na Malásia.
Andrew Caballero-Reynolds/ AFP via Getty Images
Comitiva tem 5 ministros e diretor-geral da PF
Lula desembarcou em Washington na noite desta quarta-feira (6) e deve retornar a Brasília ainda nesta quinta. Cinco ministros e o diretor-geral da Polícia Federal integram a comitiva brasileira:
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
Dario Durigan, ministro da Fazenda
Márcio Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia
Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal
O grupo que viaja aos EUA foi montado com foco em temas sensíveis da agenda bilateral, como comércio, terras raras, combate ao crime organizado, conflitos internacionais, a investigação americana sobre o PIX, regulação das big techs e o cenário eleitoral brasileiro.
A reunião é vista por fontes da diplomacia brasileira como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após um período de incertezas e tarifas de importação.
Também fazem parte da delegação integrantes das equipes econômica e diplomática, além de auxiliares diretos do Palácio do Planalto, que devem acompanhar as discussões e prestar suporte técnico durante as reuniões.
Lula aposta em encontro com Trump para se blindar de interferência eleitoral dos EUA
O encontro entre Lula e Trump ocorre sem o status de visita de Estado, sendo classificado como uma reunião de trabalho.
A viagem a Washington vinha sendo articulada desde março, mas acabou adiada em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e com o envolvimento dos Estados Unidos no conflito.
Roteiro previsto do encontro
🎙️ De acordo com a programação preliminar enviada ao governo brasileiro, a agenda prevê uma rápida passagem pelo Salão Oval para uma declaração à imprensa.
Na sequência, Lula e Donald Trump terão uma reunião reservada.
Depois, está prevista uma reunião ampliada com a participação das delegações e um almoço ao final. No entanto, o roteiro pode ter alterações de última hora.


Fonte:

g1 > Política