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CPI do Banco Master é defendida por Flávio e governistas; criação depende de Alcolumbre

A divulgação da relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro voltou a colocar no centro das discussões no Congresso a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco do Master, defendida tanto por opositores, quanto por governistas.
No áudio, o senador chama Vorcaro de “irmão” ao cobrar repasses de R$ 134 milhões para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro cobra dinheiro de Vorcaro para filme sobre o pai, diz site
As informações foram reveladas nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro do ano passado.
🔎 Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações o conteúdo da reportagem e a existência do áudio.
Ao se defender das acusações de ligação com o banqueiro, Flávio Bolsonaro voltou a pedir a instalação da comissão para investigar o Master.
O Banco é investigado por fraudes bilionárias e as conexões políticas de Vorcaro estão no centro das apurações.
Alcolumbre resiste
A CPMI do Banco Master ainda não saiu do papel, porque o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não criar o colegiado na última sessão conjunta realizada há duas semanas.
🔎 Segundo o regimento, a criação de uma CPMI é automática, caso haja assinaturas suficientes para a instalação. O presidente deveria apenas ler os requerimentos.
A regra foi utilizada por parlamentares da oposição no ano passado, que na ocasião exigiram a instituição da CPMI do INSS na primeira sessão subsequente do Congresso, por exemplo.
Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Carlos Moura/Agência Senado
São necessárias pelo menos 171 assinaturas de deputados, e 27 senadores para abrir uma CPMI. O requerimento protocolado em fevereiro tinha 280 assinaturas (42 senadores e 238 deputados).
Ao não ler o requerimento de criação na última sessão do Congresso, Alcolumbre criou um precedente que pode ser usado em outros episódios.
Durante a sessão, governistas afirmaram que Alcolumbre não instalou o colegiado, porque havia fechado um acordo com a oposição para derrubar os vetos do projeto da dosimetria, que pode reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos envolvidos na tentativa de golpe de 8 janeiro de 2023.
Em março deste ano, parlamentares foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir a instalação de uma CPI para investigar o Master. Os pedidos foram feitos por deputados e senadores, mas a manobra foi negada pelo STF, que a instalação deve ficar a cargo do Congresso Nacional.
Repercussão no Congresso
Nesta quarta, os parlamentares voltaram a pressionar pela criação da CPMI.
“Mais do que nunca é fundamental a CPI do Banco Master já. Vamos separar os bandidos dos inocentes”, afirmou Flávio.
A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), uma das deputadas que cobrou a instalação da CPMI na última sessão do Congresso, afirmou que é preciso investigar “doa a quem doer”.
Banco Master é suspeito de irregularidades na venda de crédito consignado para milhares de aposentados e pensionistas
Jornal Nacional/ Reprodução
“Eu apresentei questão de ordem ao Senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional. Não cabe a ele escolher ou não. Ela [CPMI] tem que ser instalada. Nós vamos enfrentar, lutar, porque queremos investigar, doa a quem doer”, disse a deputada.
“Quem é podre que se quebre. Nós sabemos que essa extrema direita é muito podre. Nós queremos mostrar ao povo brasileiro isso, e, ao mesmo tempo, defender a prisão para os ladrões”, afirmou nesta quarta.
O líder da oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB) disse que foi a oposição quem defendeu a CPMI desde o início.
“Conseguimos todas as assinaturas, e ninguém da Base do Governo queria assinar. Agora, estufam o peito, porque querem inverter a narrativa”, afirmou. “Em todos os debates de que participamos, deixamos claro que somos favoráveis à CPMI do Banco Master”.
O deputado Helder Salomão (PT-ES) também cobrou a instalação da CPMI e citou um “acordão” para tentar enterrar o colegiado.
“Nós queremos, sim, a instalação da CPMI do Banco Master. Nós queremos que o Senador Davi Alcolumbre instale esta Comissão. Nós queremos que o Hugo Motta instale a CPI aqui. Agora, eles fizeram um grande acordão para derrubar o Messias, para aprovar a dosimetria e, acima de tudo, para enterrar a CPMI do Banco Master”.


Fonte:

g1 > Política

Empresa que repassou dinheiro para filme sobre Bolsonaro recebeu R$ 159 milhões de fundos investigados pela PF ligados a Vorcaro

A Entre Investimentos, empresa que teria intermediado repasses de dinheiro entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos investigados pela Polícia Federal por participarem de fraude do Banco Master.
Os dados estão nos relatórios de inteligência financeira (RIFs) feitos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre empresas ligadas ao Banco Master e que tiveram algum tipo de relação com a Entre Investimentos e Participações.
Nesta quarta-feira (13) reportagem do portal Intercept Brasil revelou mensagens e um áudio do senador e pre-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrando de Vorcaro pagamentos relativos ao filme sobre seu pai. O acordo total previa o pagamento de R$ 124 milhões, dos quais R$ 61 milhões foram pagos pelo dono do Master.
Parte dos pagamentos determinados por Vorcaro foi feita por meio da Entre Investimentos.
Mensagens mostram que Flávio Bolsonaro cobrou dinheiro de Vorcaro para concluir filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro
🔎 Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações o conteúdo da reportagem e a existência do áudio.
A Entre Investimentos faz parte do grupo Entrepay, de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”, que foi liquidada em março deste ano pelo Banco Central.
A decisão foi motivada pelo “comprometimento da situação econômico-financeira” da Entrepay, além de irregularidades no cumprimento das normas que regem o setor e prejuízos considerados capazes de expor credores a risco anormal.
A maior parte dos repasses à Entre, R$ 139,2 milhões foi feita pela Sefer Investimentos — um dos alvos da segunda fase da Compliance Zero, em janeiro deste ano, por ter relações com Vorcaro.
Em seguida, com R$ 20 milhões, aparece o fundo Gold Style, administrado pela Reag, também ligado ao banqueiro dono do Master e que movimentou quase R$ 1 bilhão de empresas apontadas pela Polícia Federal como parte do esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado financeiro.
O fundo Dublin, ligado a Sefer, repassou outros R$ 154,2 milhões à investidora.
Há ainda o repasses de montantes de empresas que não estão diretamente ligadas a Vorcaro, mas que aparecem em outras suspeitas. É o caso da Inovanti Bank, que segundo informativo bancário recebido pelo Coaf também movimentou dinheiro da facção criminosa paulista e mandou R$ 35,7 milhões para a Entre Investimentos.
Por outro lado, a Entre investimento mandou R$ 87,7 milhões para a RMD Instituição de Pagamento, antiga RMD Administração Empresarial, suspeita de operar para o PCC.
Dark Horse
Segundo informações foram reveladas nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil, parte dos pagamentos determinados por Vorcaro foi feita por meio de uma empresa chamada Entre Investimentos e Participações, vinculada ao banqueiro.
Segundo o site, a empresa é mencionada em mensagens trocadas sobre o tema entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel.
A colunista do jornal O Globo, Malu Gaspar, ouviu o publicitário Thiago Miranda, identificado pelo Intercept como o responsável por colocar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro em contato.
Daniel Vorcaro volta a ser preso; Polícia Federal afirma que dono do Banco Master criou uma milícia privada para cometer crimes
Jornal Nacional/ Reprodução
À coluna, ele confirmou ter intermediado as negociações para que o banqueiro aportasse R$ 62 milhões na produção cinematográfica. Miranda disse ainda que os repasses foram suspensos com a crise no Master e que a ligação de Vorcaro com o filme não seria pública.
O que faz a Entrepay
Fundada em 2022, a Entrepay Instituição de Pagamento é uma empresa de tecnologia voltada ao setor de pagamentos.
🔎A companhia fornece infraestrutura que permite que negócios aceitem pagamentos com cartão, conectando estabelecimentos, bandeiras e bancos, além de processar e liquidar as transações com segurança.
Com sede em São Paulo, a empresa também mantém um portal para desenvolvedores, voltado à integração de sistemas e à ampliação de sua atuação no mercado digital.
A Entrepay faz parte do Grupo Entre, ecossistema que reúne companhias de tecnologia e serviços financeiros. Criado em 2016, o Grupo Entre cresceu por meio da aquisição de empresas nos segmentos de meios de pagamento e crédito, formando uma estrutura que afirma reunir 26 companhias e cerca de 700 funcionários.
Em 2022, a holding adquiriu a operação brasileira da Global Payments, dando origem à Entrepay.
Os problemas financeiros da Entrepay
A Entrepay passou a ser alvo de críticas após o aumento de relatos de lojistas sobre demora no repasse de valores de vendas feitas via maquininhas.
Em dezembro do ano passado, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) analisou casos de possíveis irregularidades no mercado financeiro, uma delas ligada ao grupo Entrepay.
No principal processo, a autarquia rejeitou um acordo de cerca de R$ 21,3 milhões apresentado por empresas e executivos, incluindo Entre Investimentos, Banco Master e Viking Participações.
O caso envolve suspeitas de operações fraudulentas com cotas de um fundo imobiliário.
Mesmo com recomendação favorável de um comitê técnico, o colegiado decidiu não aceitar a proposta, o que faz com que o processo continue e ainda possa resultar em punições, como multas e até impedimento de atuação no mercado.
Em nota, o Grupo Entre informou que tomou conhecimento da decisão do BC que decretou a liquidação extrajudicial da Entrepay e que “vinha conduzindo, de forma estruturada, um processo de descontinuação das operações dessas sociedades”, no âmbito de uma revisão estratégica do portfólio.
Segundo o grupo, a ideia era encerrar as operações de forma organizada, cumprindo todos os compromissos e mantendo os serviços funcionando normalmente durante o processo.
A companhia também declarou que “reitera seu compromisso com a colaboração integral com as autoridades competentes”, acrescentando que está prestando os esclarecimentos necessários e acompanhando o processo de liquidação pelos canais institucionais, com o objetivo de mitigar impactos a clientes e parceiros.


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g1 > Política

A conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro – O Assunto #1719

Mensagens e áudios trocados entre o senador Flávio Bolsonaro (RJ-PL) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master acusado pela Polícia Federal de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras, mostram que o pré-candidato à Presidência pediu dinheiro ao banqueiro. A conversa, que consta do material que estava no celular de Vorcaro, foi divulgada pelo site The Intercept Brasil e confirmada pela TV Globo. Nela, Flávio negociou com o banqueiro um repasse correspondente a mais de R$ 130 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro – R$ 61 milhões foram, de fato, enviados por Vorcaro entre fevereiro e maio do ano passado, de acordo com a reportagem. O senador publicou nota reconhecendo o teor da conversa, mas disse que se trata apenas de um “filho procurando investidores privados” para um filme sobre seu pai e pediu a abertura de uma CPI do Banco Master.
Neste episódio, Victor Boyadjian conversa com Bernardo Mello Franco sobre o tamanho da crise que se abre para a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e sobre quais movimentações se desenham no tabuleiro político a partir de agora.
Convidado: Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo e da rádio CBN.
O que você precisa saber:
‘Fala, irmãozão’, ‘estarei contigo sempre’: veja mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro
Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Vorcaro para filme sobre o pai; banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção
‘É mentira, de onde tirou isso?’: Flávio Bolsonaro chegou a negar ter pedido dinheiro a Vorcaro antes de vazamento
Relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro repercute na imprensa internacional
Análise: mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro deixam aliados perplexos e colocam candidatura em xeque
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti , Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Victor Boyadjian.
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
Reprodução/Evaristo SA/AFP


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g1 > Política

‘Já tem muita conta pra pagar nesse mês’: ouça ÁUDIO em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro de Vorcaro para filme sobre o pai

Áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro; ouça
O banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro – e as negociações envolveram contatos diretos com o filho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pressionava pelos pagamentos.
‘Já tem muita conta pra pagar nesse mês’, disse Flávio em áudio enviado ao banqueiro.
As informações foram reveladas nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio para o banqueiro em setembro do ano passado. (Ouça o áudio acima)
VEJA TAMBÉM:
‘Fala, irmãozão’, ‘estarei contigo sempre’: veja mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro
Dólar dispara 2,3% e fecha a R$ 5 após vazamento de conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro
‘É mentira, de onde tirou isso?’: Flávio Bolsonaro chegou a negar ter pedido dinheiro a Vorcaro antes de vazamento

A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações a existência do áudio e do conteúdo da reportagem.
Segundo o Intercept, Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção do filme “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos de um aliado de outro filho do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
VEJA TAMBÉM: Dólar dispara 2,3% e fecha a R$ 5 após vazamento de conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro
O senador foi questionado por repórteres sobre o tema ao sair do Supremo Tribunal Federal (STF), mas apenas deixou a entrevista dizendo se tratar de “dinheiro privado”.
‘Momento dificílimo’
Na mensagem de áudio enviada por Flávio a Vorcaro em 8 de setembro, o senador diz entender que o banqueiro passava por um “momento dificílimo” – pouco dias antes, em 3 de setembro, a compra do Master pelo BRB havia sido rejeitada pelo Banco Central – e que ficava “sem graça” de cobrar, mas pedia uma posição de Vorcaro sobre pagamentos pendentes.
“Tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e eu fico preocupado com o efeito contrário ao que a gente sonhou pro filme”, diz o senador.
O Intercept mostra contatos frequentes entre Flávio e Vorcaro sobre o tema. Em 22 de outubro, Flávio volta a enviar mensagens a Vorcaro dizendo que estavam “no limite”. No mesmo dia, o senador convida Vorcaro para um jantar com o ator que fazia o papel de Bolsonaro no filme, Jim Caviezel. Vorcaro aceita e propõe que o encontro ocorresse em sua casa, o que é aceito pelo senador.
Muitos dos contatos envolviam ligações telefônicas e mensagens com imagens de visualização única. Em 16 de novembro, após o envio de duas dessas mensagens, Flávio diz:
“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”
Vorcaro responde com uma mensagem de visualização única, ao que Flávio reage: “Amém”.
No dia seguinte, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal (PF), enquanto embarcava em Guarulhos. A prisão foi parte do começo das investigações sobre uma rede que envolve fraudes, corrupção de servidores públicos e até o uso de uma “milícia privada” para intimidar opositores.
Confira a transcrição completa do áudio enviado:
Irmão, preferi te mandar o áudio aqui para você ouvir com calma. Bom, aqui a gente está passando por um dos momentos mais difíceis da nossa vida, né? Não sei como é que vai ser daqui para frente, como é que isso tudo vai, vai acabar, mas está na mão de Deus aí. E você também eu sei que você está passando por um momento dificílimo aí também, essa confusão toda, você sem saber exatamente como é que vai caminhar isso tudo. E apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas enfim, é porque tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e fico preocupado aqui com o efeito ao contrário do que a gente sonhou pro filme, né?
Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme], os caras pô, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara.
Então, se você puder me dar um toque, uma posição aí, Daniel, porque a gente precisa saber o que que faz, cara, da vida, porque eu tem muita já tem muita conta para pagar esse mês e o mês seguinte também. E agora que é a reta final que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo, cara. Todo o contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo. Podendo dar um toque aí, irmão. Desculpa o áudio longo aí, tá? Um abração, fica com Deus, cara.
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
Reprodução/Evaristo SA/AFP


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g1 > Política

Flávio Bolsonaro confirma pedido de dinheiro a Vorcaro para financiar filme sobre o pai, mas nega irregularidades

Flávio confirma pedido para Vorcaro financiar filme, mas nega irregularidades
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato a presidente da República, confirmou nesta quarta-feira (13) ter pedido dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas negou irregularidades. Ele afirmou ainda não ter “relações espúrias” com Vorcaro.
Mais cedo, o senador havia divulgado nota no mesmo sentido, em que também defendeu a realização de uma CPI do Banco Master (leia abaixo).
🔎 Vorcaro está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras, envolvendo operações irregulares e negócios com o BRB (Banco de Brasília), que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
Segundo o portal Intercept, Vorcaro chegou a pagar cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, uma biografia sobre o ex-presidente, e as negociações envolveram contatos diretos com Flávio.
O site também tornou público áudio de setembro de 2025 em que o senador cobrava por pagamentos atrasados para a produção do filme.
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
Reprodução/Evaristo SA/AFP
Mais cedo, o senador havia divulgado nota no mesmo sentido, em que também defendeu a realização de uma CPI do Banco Master.
Veja abaixo a íntegra da nota:
Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ.


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g1 > Política

Taxa das blusinhas: calculadora do g1 mostra quanto ficaria sua compra com e sem o imposto

O que é a ‘taxa das blusinhas’, que Lula cancelou após quase dois anos?
Compras internacionais de baixo valor devem ficar mais baratas com o fim da chamada “taxa das blusinhas” sobre encomendas de até US$ 50 (cerca de R$ 244,78, considerando a cotação do dólar no fechamento de terça-feira).
Com a extinção do imposto de importação de 20% sobre esse tipo de encomenda, consumidores que costumam fazer pedidos em plataformas como Shopee, Shein e AliExpress devem perceber uma redução no valor final já nas próximas compras.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
A mudança entrou em vigor nesta terça-feira (12), por meio de Medida Provisória, e vale para compras realizadas no programa Remessa Conforme — sistema da Receita Federal que reúne plataformas de comércio eletrônico estrangeiras cadastradas para vender ao consumidor brasileiro.
🔎 Desde agosto de 2024, encomendas de até esse valor estavam sujeitas a dois tributos: o imposto de importação de 20%, agora extinto para compras de menor valor, e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados e que continua em vigor.
Segundo Jackson Campos, especialista em comércio exterior, com a retirada da cobrança federal, a tendência é que o custo das encomendas diminua. (faça a simulação mais abaixo)
Ele ressalta, no entanto, que isso não significa o fim da tributação sobre as compras internacionais: o ICMS continua em vigor e as encomendas acima de US$ 50 seguem sujeitas ao imposto de importação de 60%, além do tributo estadual.
Para mostrar quanto essa mudança pode representar no bolso do consumidor, o g1 preparou uma calculadora que compara o preço de uma mesma compra em dois cenários: com a antiga taxa das blusinhas e sem o imposto de importação.

Como o cálculo funciona?
Em todas as simulações, o valor final da compra considera o ICMS, imposto estadual cuja alíquota varia conforme o estado de destino. Atualmente, a taxa é de 17% na maior parte do país e de 20% em dez estados.
O cálculo exige um cuidado adicional porque o ICMS é cobrado “por dentro”. Isso significa que o próprio imposto integra a base sobre a qual ele é calculado, fazendo com que o valor final não resulte apenas da soma direta da alíquota ao preço do produto.
“O imposto ‘por dentro’ significa que o ICMS já faz parte do preço final da compra. Por isso, nesse caso, os US$ 50 são divididos por 0,83 — e não apenas acrescidos em 17%. É que o imposto também incide sobre ele mesmo. Assim, o total chega a US$ 60,24”, explica Campos.
🔽 Compras até US$ 50
Até agora, compras internacionais de até US$ 50 eram tributadas em duas etapas: primeiro, incidia o imposto de importação de 20%; em seguida, era aplicado o ICMS, cuja alíquota varia de acordo com o estado.
No caso de uma compra de US$ 50, o imposto federal elevava o valor para US$ 60. Em estados com ICMS de 17%, como São Paulo, o preço final chegava a US$ 72,29, o equivalente a cerca de R$ 354.
Em Minas Gerais, onde a alíquota é de 20%, o total alcançava US$ 75,00, ou aproximadamente R$ 367, considerando a cotação de R$ 4,8955 por dólar.
Com o fim do imposto de importação, a cobrança passa a se limitar ao ICMS. No mesmo exemplo, o valor final cai para US$ 60,24 (cerca de R$ 295) em estados com alíquota de 17% e para US$ 62,50 (aproximadamente R$ 306) em Minas Gerais.
🔼 Compras acima de US$ 50
Para compras internacionais que ultrapassam US$ 50, continua incidindo o imposto de importação de 60%, além do ICMS cobrado pelos estados.
Nesse caso, o cálculo é feito em duas etapas: primeiro, o valor da mercadoria é multiplicado por 1,60 para incorporar o tributo federal; em seguida, aplica-se o ICMS sobre esse novo montante.
No caso de uma compra de US$ 100, por exemplo, o imposto de importação eleva o valor para US$ 160.
Em estados com ICMS de 17%, como São Paulo, o preço final chega a US$ 192,77, o equivalente a cerca de R$ 943.
Em Minas Gerais, onde a alíquota é de 20%, o total alcança US$ 200,00, ou aproximadamente R$ 979, considerando a cotação de R$ 4,8955 por dólar.
Relembre a criação da taxa e a arrecadação
Nos quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com imposto de importação sobre encomendas internacionais, segundo a Receita Federal. O valor representa alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025 e recorde para o período.
➡️ A taxa das blusinhas entrou em vigor em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, criando imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 no programa Remessa Conforme.
➡️ Posteriormente, dez estados elevaram o ICMS sobre essas compras de 17% para 20%, com a mudança entrando em vigor em abril do ano passado.
➡️ Na semana passada, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que o fim da “taxa das blusinhas” estava em discussão no governo. O imposto foi criado na gestão de Fernando Haddad à frente da pasta.
➡️ A medida era criticada por consumidores por encarecer produtos importados baratos vendidos em plataformas internacionais.
Pacotes de roupas em uma fábrica da Shein em Guangzhou, província de Guangdong, China, em 1º de abril de 2025.
Reuters
* Com informações da equipe do g1 e da TV Globo em Brasília.


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g1 > Política

‘Topa jantar com o Jim Caviezel?’: veja e ouça TODOS os textos e o áudio que mostram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro

Áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro; ouça
O banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro – e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pressionava pelos pagamentos.
VEJA ABAIXO TODAS AS MENSAGENS TROCADAS E A TRANSCRIÇÃO COMPLETA DO ÁUDIO. CLIQUE ACIMA PARA OUVIR O ÁUDIO.
🔎 Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em São Paulo, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
As informações foram reveladas nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro do ano passado
A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações o conteúdo da reportagem e a existência do áudio.
Segundo o Intercept, Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção do filme “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos de um aliado de outro filho do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro troca mensagens com Daniel Vorcaro.
Elaboração Globonews
O senador foi questionado na tarde desta quarta-feira (13) por repórteres sobre o tema ao sair do Supremo Tribunal Federal (STF), mas apenas deixou a entrevista, dizendo se tratar de uma mentira.
Mais tarde, o político divulgou um vídeo confirmando o pedido de dinheiro a Vorcaro, mas negando irregularidades. Ele afirmou ainda não ter “relações espúrias” com o banqueiro e defendeu a realização de uma CPI do Master.
Mensagens e áudio trocado entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro
Confira abaixo as mensagens trocas.
24 DE SETEMBRO DE 2025
Flavio Bolsonaro: Ligação de Voz (00:45) (13:38)
Flavio Bolsonaro: Ligação de Voz (00:25) (17:46)
Daniel Vorcaro: Irmao, Infelizmente vou precisar ficar em sp amanha. Poderiamos marcar terça final dia ou quarta qq hora? (21:25)
Flavio Bolsonaro: Fala mermao, veja o que for melhor pra vc. Vou estar aqui a semana toda. (21:53)
Daniel Vorcaro: Quarta 14:30? (21:59)
Flavio Bolsonaro: Ligação de Voz (01:50) (22:00)
1 DE OUTUBRO DE 2025
Daniel Vorcaro: Opa (13:00)
Daniel Vorcaro: Tudo bem? (13:00)
Daniel Vorcaro: Vamos amanha? (17:46)
Daniel Vorcaro: Como esta (17:46)
22 DE OUTUBRO DE 2025
Flavio Bolsonaro: Bom dia, mermao! Já estamos no terceiro dia de gravação. Estamos no limite. (08:54)
Flavio Bolsonaro: Mais uma vez, com toda a liberdade que temos, se não der me fala que procuro urgente outro caminho. (09:03)
Daniel Vorcaro: Deixa comigo irmao, vou ver agora (09:22)
Flavio Bolsonaro: [Figurinha enviada] (09:44)
Flavio Bolsonaro: Topa jantar com o Jim Caviezel e o Cyrus em São Paulo no dia 2/Nov (segunda)? Totalmente reservado. (10:42)
Daniel Vorcaro: Topo claro (10:43)
Daniel Vorcaro: Sera onde? Quer fazer minha casa? (10:43)
Flavio Bolsonaro: Pode ser na sua casa sim! Acho até melhor! (10:44)
Daniel Vorcaro: Boa. (10:46)
Daniel Vorcaro: Eles ficam ate quando (10:46)
Daniel Vorcaro: Eu tinha umaviagem (10:46)
Daniel Vorcaro: Vou me reorganizar aqui (10:46)
Flavio Bolsonaro: Fechado! (10:46)
Flavio Bolsonaro: Jim chega dia 30/Out, acho que fica a semana toda gravando. (10:47)
Daniel Vorcaro: Se puder ser terça ou quarta seria mehor pra mim. Mas so se der (10:49)
Flavio Bolsonaro: Na quinta ou na sexta funciona pra vc? (11:51)
Daniel Vorcaro: Funciona sim! Quinta melhor (12:42)
Daniel Vorcaro: Ta em bsb? (15:16)
Flavio Bolsonaro: Vou avisar lá To sim (15:27)
Daniel Vorcaro: Tomar cafe amanha? (15:28)
Flavio Bolsonaro: Eu viajo amanhã de manhã e só volto na segunda à noite. (17:38)
Flavio Bolsonaro: Quer falar hj a noite? (17:39)
Flavio Bolsonaro: Confirmado jantar quinta na sua casa! (20:09)
Daniel Vorcaro: Boa (20:09)
Daniel Vorcaro: Hoje a noite nao consigo, pena! (20:10)
Flavio Bolsonaro: 6/Nov (20:10)
Flavio Bolsonaro: Tranquilo! (20:10)
Daniel Vorcaro: Vc ta indo dubai? (20:10)
Flavio Bolsonaro: Não, acho que meu irmão tá indo (20:11)
Daniel Vorcaro: Fiquei sabendo por isso perguntei! (20:11)
Flavio Bolsonaro: Tá precisando de algo lá? Peço pra ele te encontrar. (20:12)
4 DE NOVEMBRO DE 2025
Flavio Bolsonaro: Bom dia, mermao! Manda o endereço da sua casa em SP. Qual o melhor horário pra vc na quinta, umas 20:00? (08:24)
Daniel Vorcaro: Fala irmao Estoi em dubai terminando reuniao Ja chamo (17:42)
Flavio Bolsonaro: Só pra confirmar isso aqui. Pro pessoal se programar em SP. (17:42)
Daniel Vorcaro: Te confirmo! Estou esperando uma resposta daqui que te falei! Se eu puder confirmar amanha cedo (17:44)
Flavio Bolsonaro: Blz Já deu certo, irmão! Nos falamos amanhã, abs! (17:50)
7 DE NOVEMBRO DE 2025
Flavio Bolsonaro: [Vídeo de Visualização Única] Tá perdendo, irmão! Tudo isso só está sendo possível por causa de vc! (20:25)
Daniel Vorcaro: Que demais (21:40)
Daniel Vorcaro: Ficou perfeito (21:44)
15 DE NOVEMBRO DE 2025
Daniel Vorcaro: Fala irmao Tava trânsito voo o tem (15:46)
Flavio Bolsonaro: Fala mermao Pode atender? (15:47)
16 DE NOVEMBRO DE 2025
Daniel Vorcaro: Fala irmaozao ro na igreja terminando te chamo (10:37)
Flavio Bolsonaro: [Imagem de Visualização Única] (15:38)
Flavio Bolsonaro: [Imagem de Visualização Única] (15:43)
Flavio Bolsonaro: Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs! (15:46)
Daniel Vorcaro: [Imagem de Visualização Única] (15:52)
Flavio Bolsonaro: Amém! (15:53)
Confira abaixo o ádio de Flávio enviado a Vorcaro
Irmão, preferi te mandar o áudio aqui para você ouvir com calma. Bom, aqui a gente está passando por um dos momentos mais difíceis da nossa vida, né? Não sei como é que vai ser daqui para frente, como é que isso tudo vai, vai acabar, mas está na mão de Deus aí. E você também eu sei que você está passando por um momento dificílimo aí também, essa confusão toda, você sem saber exatamente como é que vai caminhar isso tudo. E apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas enfim, é porque tá num momento muito decisivo aqui do filme e como tem muita parcela pra trás, cara, tá todo mundo tenso e fico preocupado aqui com o efeito ao contrário do que a gente sonhou pro filme, né?
Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme], os caras pô, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara.
Então, se você puder me dar um toque, uma posição aí, Daniel, porque a gente precisa saber o que que faz, cara, da vida, porque eu tem muita já tem muita conta para pagar esse mês e o mês seguinte também. E agora que é a reta final que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo, cara. Todo o contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo. Podendo dar um toque aí, irmão. Desculpa o áudio longo aí, tá? Um abração, fica com Deus, cara.
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
Reprodução/Evaristo SA/AFP


Fonte:

g1 > Política

Vice-líder do PL na Câmara diz que Flávio errou ao não avisar bancada; parlamentares estão incomodados

Mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro deixaram oposição perplexa
O deputado Alberto Fraga (PL-DF), vice-líder do partido na Câmara dos Deputados, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato errou ao não avisar a bancada do partido da relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para pagar a produção de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Eu acho que o erro do Flávio foi por ele não ter comunicado isso, ou até mesmo antes disso vir à tona”, disse.
Oito parlamentares do PL ouvidos pela reportagem disseram estar extremamente incomodados com Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro confirmou ter pedido dinheiro ao banqueiro para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas negou irregularidades. Ele afirmou ainda não ter “relações espúrias” com Vorcaro.
Mais cedo, o senador havia divulgado nota no mesmo sentido, em que também defendeu a realização de uma CPI do Banco Master.
🔎 Vorcaro está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras, envolvendo operações irregulares e negócios com o BRB (Banco de Brasília), que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
Segundo o portal Intercept, Vorcaro chegou a pagar cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, uma biografia sobre o ex-presidente, e as negociações envolveram contatos diretos com Flávio.
O site também tornou público áudio de setembro de 2025 em que o senador cobrava por pagamentos atrasados para a produção do filme.
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
Reprodução/Evaristo SA/AFP
Partido defende Flávio
O Partido Liberal divulgou uma nota em que defendeu o senador Flávio Bolsonaro, disse que os pedidos se referiam a um patrocínio privado.
“O PL manifesta confiança irrestrita e apoio ao nosso pré-candidato à Presidência da República, certo da correção de sua conduta. Seguimos firmes e unidos, com responsabilidade e compromisso com a verdade. CPI do Banco Master já!”, diz a nota.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), divulgou nas redes sociais “reiterar que as explicações apresentadas pelo senador são claras, coerentes e objetivas”.
Acrescenta que “não aceitaremos tentativas de transformar uma iniciativa privada em narrativa política artificial para atingir adversários”.
Ao mesmo tempo, aliados de Flavio Bolsonaro, logo depois de divulgada a informação de que ele cobrava recursos de Daniel Vorcaro para um filme sobre a vida do pai, buscaram conter e negar qualquer possibilidade de uma mudança no nome do candidato do PL à Presidência, garantindo que a candidatura está mantida.
Dentro do PL, porém, aliados de Michelle Bolsonaro não escondiam que ela pode ser a solução para uma candidatura representando a família.


Fonte:

g1 > Política

PT entra em modo ‘guerra digital’ para eleição e mira ligação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, do Master

Trechos dos vídeo publicados no instagram do PT atacando Flávio Bolsonaro e candidatos da direita
Divulgação / redes sociais
O PT decidiu subir o tom e entrar oficialmente em modo campanha nas redes sociais. A estratégia ganhou impulso após a revelação, nesta quarta-feira (13), de que Flávio Bolsonaro (PL) cobrou diretamente de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, dinheiro para bancar a produção de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo integrantes e dirigentes do partido ouvidos pelo blog, o plano passa por uma reorganização da comunicação com foco no enfrentamento político, produção de conteúdo em tempo real e resposta rápida a adversários.
Bastidores: acompanhe o canal da Sadi no WhatsApp
A estratégia já foi colocada em prática. Minutos após o site Intercept Brasil revelar as mensagens trocadas entre Flávio e Vorcaro, o PT postou nas redes um vídeo sobre o assunto e incluiu um versículo da Bíblia que diz “pois não há nada oculto que não venha a ser revelado, nem nada escondido que não venha a ser conhecido e trazido à luz”.
Em outra postagem do partido, também da quarta-feira, uma música com o ritmo de piseiro serve de trilha sonora para ilustrar montagens de Flávio Bolsonaro, lembrando o caso da rachadinha de 2019 e as ligações com Fabrício Queiroz, além de dizer que ele quer “vender” o Brasil para os Estados Unidos.
Outros conteúdos produzidos criticam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o pré-candidato à presidência Romeu Zema (Novo), o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o ex-presidente Jair Bolsonaro por defenderem privatizações de estatais como a Petrobras, a Sabesp e a Cedae. Um dos vídeos cita problemas sociais na Argentina sob o governo de Javier Milei, aliado de políticos da direita brasileira.
Mensagens mostram que Flávio Bolsonaro cobrou dinheiro de Vorcaro para concluir filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro
Novo comando do PT e ‘guerra eleitoral digital’
A operação marca a mudança na direção do partido, que está sob o comando de Edinho Silva desde agosto do ano passado, e é coordenada por Nicole Briones, escalada por ele para a função.
A jornalista, que foi coordenadora das mídias sociais de Lula durante a pandemia e esteve na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) nos últimos dois anos, agora tem a missão de preparar o partido para o que internamente é chamado de “guerra eleitoral digital”.
A avaliação no PT é que a eleição de 2026 será disputada em grande parte no ambiente das redes, e que o partido chegou atrasado nesse terreno. Por isso, a ordem agora é profissionalizar a operação, ampliar alcance e atuar de forma mais agressiva na disputa de narrativa.
Nos bastidores, dirigentes afirmam que a ideia é municiar militantes, parlamentares e influenciadores alinhados ao partido com conteúdos direcionados sobre temas considerados sensíveis para adversários, entre eles o caso Master. A leitura interna é a de que o partido precisa “preparar o terreno” desde já para enfrentar uma campanha que consideram permanente no campo bolsonarista.
A movimentação também é vista dentro do PT como um símbolo da fase da legenda sob a nova direção partidária: mais digital, mais organizada para o embate político e menos dependente apenas da comunicação tradicional.
GloboPop: veja os vídeos do palco da Andréia Sadi


Fonte:

g1 > Política

O que Flávio Bolsonaro disse sobre o caso Master antes de mensagens revelarem pedidos de dinheiro a Vorcaro

Mensagens mostram que Flávio Bolsonaro cobrou dinheiro de Vorcaro para concluir filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL) sempre negou ter relação com as irregularidades investigadas sobre o Banco Master. Nesta quarta-feira (13), mensagens e um áudio revelados pelo site Intercept Brasil mostraram o pré-candidato à Presidência cobrando dinheiro de Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a reportagem, o banqueiro repassou R$ 61 milhões para bancar a produção “Dark Horses”, que ainda não foi lançada. A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações a existência do áudio e do conteúdo da reportagem.
Após a revelação dos diálogos, Flávio admitiu que pediu dinheiro para Vorcaro e disse que tratou de um “patrocínio privado para um filme privado”. Ele negou ter recebido vantagens do banqueiro e acusou aliados de Lula de terem “relações espúrias” com o Master.
A tentativa de associar o escândalo do Master ao PT é o discurso que ele sustentou nos últimos meses ao tratar do caso. No último fim de semana, durante um evento da pré-campanha em Santa Catarina, usou uma camiseta com a inscrição “O PIX é do Bolsonaro; o Master é do Lula”.
O senador também vinha defendendo a instauração de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso para investigar o escândalo.
Flávio Bolsonaro usou uma camiseta com a inscrição “O PIX é do Bolsonaro; o Master é do Lula”.
Reprodução
Segundo a reportagem do Intercept, Vorcaro deu dinheiro para filme entre fevereiro e maio de 2025. Os repasses foram para um fundo nos Estados Unidos de um aliado de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio.
Já os diálogos entre o senador e Vorcaro aconteceram entre setembro e novembro de 2025. Um dia antes da operação da Polícia Federal que prendeu o banqueiro prestes a embarcar em um jatinho para fora do país, Flávio mandou uma mensagem a ele e disse “estou e estarei contigo sempre”.
‘Vincular Bolsonaro ao Master não dá liga’
Durante uma entrevista coletiva no último fim de semana, Flávio afirmou que “a esquerda tenta criar narrativas querendo vincular de alguma forma o Bolsonaro à questão do Banco Master, mas não dá liga”.
“Não foi o Bolsonaro que se reuniu escondidinho com o Vorcaro, foi o Lula”, afirmou. Flávio se referia ao encontro ocorrido em 2024 no Palácio do Planalto, quando Lula recebeu Vorcaro fora da agenda oficial, a pedido do ex-ministro Guido Mantega.
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
Reprodução
Em fevereiro, Lula confirmou que houve a reunião e contou que apenas disse a Vorcaro que as investigações sobre o Master seriam técnicas, sem interferência política. Segundo o presidente, interesses privados não foram tema da conversa.
O senador do PL também citou um contrato de R$ 5 milhões firmado pelo Master com o escritório de advocacia de Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Justiça de Lula. “Tinha um contratinho assinado com o Banco Master de alguns milhões ali, e depois que virou ministro da Justiça, seu filho continuou recebendo o mesmo contrato”, afirmou o senador.
Em janeiro, quando o contrato foi revelado, a assessoria de Lewandowski confirmou a prestação de serviços ao Master depois que ele deixou o Supremo Tribunal Federal (STF), em 2023, e disse que o ministro parou de atuar nos casos relacionados ao escritório após assumir o cargo no governo.
PT chama escândalo de ‘Bolsomaster’
No fim de abril, o PT exibiu um vídeo em seu congresso nacional em que associava o caso Master ao governo Bolsonaro, nomeando o escândalo como Bolsomaster. O argumento é que as irregularidades reveladas pela Polícia Federal ocorreram na gestão de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central indicado pelo ex-presidente. O material também cita doações de Fabiano Zettel, cunhado e sócio de Vorcaro, à campanha de Bolsonaro.
Em nota, Flávio mais uma vez acusou o PT de ligações com o escândalo e citou a reunião intermediada por Mantega e o contrato de Lewandowski.
“As acusações do PT são mentirosas e absurdas. A tentativa de vincular o senador Flávio Bolsonaro revela o desespero de quem vê a crise atingir o próprio governo. Flávio não tem qualquer relação com o banco Master e esse esquema de corrupção ocorrido em 2024, já no governo Lula”, diz o texto.
Defesa de Ciro Nogueira
Na semana passada, quando o senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi alvo de uma operação da PF, Flávio divulgou nota elogiando o ministro André Mendonça, do STF, por autorizar a ação. Ciro foi ministro da Casa Civil de Bolsonaro.
O senador afirmou que as informações eram graves e que as investigações deveriam ser feitas “com rigor e transparência”. A nota repercutiu mal entre alguns setores do Centrão.
Flávio também postou vídeos nas redes defendendo a criação de uma CPI do Master e voltou a tentar ligar o caso ao PT.
“A CPI do Banco Master precisa sair no papel. O povo brasileiro merece saber toda a verdade: Como esse banco cresceu? Quem estava por trás? Quem se beneficiou? E quais são as ligações do Master com a alta cúpula do PT nacional e da Bahia?”, disse ele.
Nesta quarta-feira, pouco antes da revelação de seus diálogos com Vorcaro, Flávio Bolsonaro mudou o tom ao falar de Ciro Nigueira. Em entrevista, disse que acreditava na inocência do senador aliado.
“O Ciro é um presidente de um partido importante, sofreu acusações graves, que ele, inclusive, já começou a explicar. Pelo menos, ele tem um relator no Supremo que não vai sacaneá-lo e vai dar oportunidade da defesa trabalhar, vai dar oportunidade do Ciro se explicar e provar que é inocente”, disse.


Fonte:

g1 > Política