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Comprovantes mostram depósito de US$ 2 mi de Vorcaro a advogado de Eduardo, diz site

Um documento divulgado pelo portal Intercept Brasil nesta terça-feira (9) indica uma transferência de US$ 2 milhões para um fundo controlado pelo advogado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Segundo a publicação, em 13 de fevereiro de 2025, o pagamento foi feito por sistema SWIFT, de operações internacionais, da Entre Investimentos e Participações Ltda. para a Havengate Development Fund LP, controlada por Paulo Calixto, advogado de Eduardo.

Segundo o site, esta seria a primeira transferência internacional para financiar o filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado.

Esse documento estaria presente em diversas conversas entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Fabiano Zettel, preso em meio à Operação Compliance Zero e apontado como responsável por pagamentos da “Turma”, núcleo de intimidação de adversários.

Eles teriam combinado de recorrer à empresa como maneira de fazer a transferência Vorcaro e a Entre Investimentos negam vínculo societário, mas, segundo o site, documentos apontam a ligação operacional e financeira entre o grupo e o banqueiro.

A reportagem do site também apontou um outro documento em que estaria presente um cronograma de pagamentos para o financiamento do filme, com 14 pagamentos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026.

Esse documento teria sido enviado pelo empresário Thiago Miranda a Vorcaro.


Fonte: Jovem Pan

Bolsonaro pede a Moraes autorização para receber nora e duas netas em casa

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou pedido formal ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, solicitando autorização para que ele possa receber a nora Fernanda Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro, e as duas filhas do casal, ambas menores de idade, na residência do Lago Sul, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar.
O encontro está solicitado para o próximo sábado (13). O pedido é necessário porque Fernanda e as netas não possuem permissão permanente de acesso, ao contrário dos filhos do ex-presidente, Flávio, Carlos e Jair Renan, que podem visitá-lo às quartas-feiras e sábados em três turnos estabelecidos pelo protocolo judicial.
Regras da prisão domiciliar
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde 27 de março de 2026, quando recebeu alta do Hospital DF Star após tratamento de broncopneumonia bacteriana.
A medida foi concedida por Moraes por razões de saúde, em caráter excepcional, como alternativa ao cumprimento da pena no complexo penitenciário da Papudinha.
Michelle Bolsonaro, filha do casal e enteada, que residem na mesma casa, têm acesso livre. Demais familiares e pessoas próximas precisam de autorização judicial específica.
Prazo e reavaliação
O período de 90 dias da prisão domiciliar vence em 25 de junho. Na data, Moraes fará nova avaliação sobre o estado clínico do ex-presidente, podendo solicitar nova perícia médica, para decidir se renova o benefício ou determina o retorno à Papudinha.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses, imposta pelo STF pela suposta participação na trama para permanecer no poder após a derrota eleitoral de 2022.


Fonte: Conexão Política

Instalada comissão mista sobre MP que altera regras para importação de cacau

Foi instalada nesta terça-feira (9) a comissão mista que vai analisar a medida provisória que reduz o prazo de benefícios fiscais para a importação de cacau. O deputado Gabriel Nunes (PSD-BA) foi eleito presidente do colegiado e o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) foi designado relator da matéria.
O objetivo da MP 1.341/2026 é proteger os produtores brasileiros de cacau sem prejudicar a indústria exportadora nacional, que também utiliza cacau de outros países.
Zequinha destacou a necessidade de dar celeridade à tramitação da proposta e afirmou que pretende ouvir representantes de diferentes segmentos da cadeia produtiva antes de apresentar seu parecer.
— Vamos dialogar o máximo possível, ouvindo quem conhece profundamente o tema: produtores de cacau, especialmente da Bahia e do Pará, que são os principais estados produtores, além da indústria — afirmou.
Sobre a MP
A MP reduz de até dois anos para, no máximo, seis meses o prazo dos benefícios tributários concedidos à importação de cacau por empresas que utilizam a matéria-prima na fabricação de produtos destinados à exportação. Assim, as empresas terão até seis meses para utilizar o cacau importado na produção e exportação dos produtos finais. A regra vale para o regime chamado de drawback, que permite a suspensão, redução ou isenção de impostos sobre insumos importados.
Segundo o governo, embora o Brasil esteja entre os maiores produtores de cacau do mundo, a indústria nacional importa cerca de 14% da matéria-prima utilizada no país. Assim, estoques importados mantidos por longos períodos acabam competindo com a safra brasileira e diminuindo os preços pagos aos produtores nacionais.
Com a mudança, o governo pretende preservar a renda dos agricultores e reduzir oscilações no mercado sem prejudicar a indústria exportadora.
O Congresso tem até 9 de julho para votar a medida provisória, que será convertida em lei caso seja aprovada pelos parlamentares.
Lurya Rocha, sob supervisão de Dante Accioly.


Fonte: Senado Federal

Humberto: Suspensão temporária não é condenação da vacina contra a dengue

Em pronunciamento no Plenário nesta terça (9), o senador Humberto Costa (PT-PE) defendeu a decisão do Ministério da Saúde de suspender preventivamente a aplicação da vacina contra a dengue Butantan-DV, produzida pelo Instituto Butantan, após a notificação de duas mortes que estão sob investigação. Ele disse que a medida demonstra responsabilidade das autoridades sanitárias e não representa uma condenação da vacina.
— Os estudos demonstraram eficácia geral de 65% contra a doença e eficácia superior a 80% contra os casos mais graves. Esses números são extremamente relevantes diante de uma enfermidade que, há décadas, desafia a saúde pública brasileira. A suspensão preventiva não é um sinal de insegurança; é um sinal de prudência. O Ministério da Saúde, a Anvisa, o Instituto Butantan, o Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância e a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização agiram como deveriam agir, com responsabilidade, respeito à população e, sobretudo, muita transparência — afirmou.
O senador ressaltou que, até o momento, não há comprovação científica da relação entre a vacina e as duas mortes sob investigação. Ele destacou que a vacina foi desenvolvida ao longo de mais de 20 anos, passou por todas as etapas de testes clínicos e recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após avaliação técnica. Segundo o parlamentar, mais de 500 mil pessoas receberam a vacina e os casos sob análise representam uma parcela reduzida do total de imunizados.
— Quando um sistema de saúde consegue identificar rapidamente eventos raros, avaliá-los tecnicamente, reunir especialistas independentes, interromper preventivamente uma estratégia e investigar com rigor científico, estamos diante de uma prova de força institucional — declarou.
Ao criticar os movimentos contrários à vacinação, Humberto fez um alerta: a desinformação contribuiu para a queda das coberturas vacinais nos últimos anos. Para ele, a população deve acompanhar as orientações das autoridades de saúde e confiar nos resultados das investigações conduzidas pelos órgãos competentes.


Fonte: Senado Federal

Teresa Leitão defende aprovação do fim da escala 6×1 pelo Senado

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (9), a senadora Teresa Leitão (PT-PE) defendeu a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC 221/2019), que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e que garante dois dias de descanso por semana. A parlamentar afirmou que a medida representa uma reivindicação histórica dos trabalhadores e busca ampliar a qualidade de vida da população.
Segundo a senadora, a proposta busca reequilibrar a relação entre trabalho e vida pessoal, garantindo mais tempo para descanso, convívio familiar, qualificação profissional e cuidados com a saúde. A senadora ressaltou que a escala atual afeta especialmente as mulheres, que frequentemente acumulam atividades profissionais e responsabilidades domésticas.
— A ampliação do tempo disponível para além da jornada de trabalho não representa apenas uma demanda por descanso, significa direito de viver plenamente, com condições de participação na vida social, na vida familiar, na vida política, cultural e religiosa, bem como de cuidado com a saúde física e mental. Uma sociedade verdadeiramente justa e desenvolvida exige que reconheçamos trabalhadoras — sobretudo mulheres — e trabalhadores, em sua integralidade, como sujeitos de direito — disse.
Ela argumentou ainda que a ampliação de direitos trabalhistas não impede o crescimento econômico e citou conquistas históricas, como a criação do salário mínimo, do descanso semanal remunerado e da licença-maternidade. Para ela, a aprovação da PEC representaria mais um avanço nas relações de trabalho.
— A história demonstra que a ampliação de direitos não impede o crescimento econômico. Estamos falando, portanto, de mais qualidade de vida. Estamos falando de redução do adoecimento físico e mental. Estamos falando de maior equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. O apoio da sociedade vai acabar com a escala 6×1, com manutenção de salário, emprego e crescimento econômico, reafirmando uma agenda de justiça social.


Fonte: Senado Federal

Em audiência na CAE, senadores cobram transparência sobre situação do BRB

Senadores questionaram o atual presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, sobre a verdadeira situação financeira da instituição, em audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira (9).
Entre as principais questões discutidas estiveram o valor real das perdas relacionadas aos negócios do BRB com o Banco Master, liquidado pelo Banco Central (BC) em novembro passado; as condições do acordo de reestruturação do BRB, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF); e a falta de divulgação do balanço de 2025 do banco.
Autora do requerimento que motivou a audiência, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) cobrou mais transparência sobre a situação financeira da instituição.
— Quanto essa crise vai custar para o Distrito Federal, para o Brasil e para os cidadãos do DF? — questionou Damares.
O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), manifestou preocupação com a homologação do acordo antes da divulgação do balanço do banco referente a 2025. Renan afirmou não compreender como o STF homologou a operação sem conhecer o tamanho exato das perdas da instituição.
Em resposta, Souza, que assumiu a presidência do BRB dias após a liquidação do Master, explicou que a divulgação do balanço ocorrerá “tão logo sejam concluídos os procedimentos de auditoria independente, validação contábil e tramitação regulatória exigidos pelas normas aplicáveis”.
Sobre o acordo de reestruturação, Souza disse que a atual gestão recorreu ao STF, por meio de mandado de segurança, para viabilizar uma solução financeira para o banco. Segundo ele, o acordo foi construído entre o governo do Distrito Federal, a União, o Banco Central e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo de proteção de recursos dos depositantes caso o BC decrete a intervenção ou liquidação de uma instituição financeira
Em resposta, Souza, que assumiu a presidência do BRB dias após a liquidação do Master, explicou que a divulgação do balanço ocorrerá “tão logo sejam concluídos os procedimentos de auditoria independente, validação contábil e tramitação regulatória exigidos pelas normas aplicáveis”.
Pelos termos da operação, o BRB poderá acessar até R$ 6,6 bilhões do FGC, com garantia de um consórcio de bancos e contragarantia baseada em cotas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e repasses federais destinados ao Distrito Federal. O banco também negociou carência de 18 meses e juros equivalentes ao IPCA mais 4,5% ao ano.
Souza explicou que as parcelas do financiamento deverão começar a ser pagas em 2028, em valores próximos de R$ 95,6 milhões por mês. Segundo ele, o plano de negócios prevê que o banco ainda absorva os impactos das carteiras adquiridas do Banco Master ao longo de 2026, mas volte a registrar lucro a partir de 2027.
— Em 2028, quando começarmos a pagar o empréstimo, teremos mais de R$ 1 bilhão de lucro líquido — afirmou.
Relação com o Master
A relação entre o BRB e o Banco Master gerou questionamentos sobre a dimensão das perdas da instituição, os possíveis impactos de uma deterioração financeira do banco e reflexos nos serviços básicos do governo do Distrito Federal.  
A senadora Damares Alves alertou que a situação ultrapassa os limites do Distrito Federal, uma vez que o BRB administra depósitos judiciais em diferentes estados.
— Se o BRB quebra, não quebra só o DF — afirmou a senadora.
Em resposta, Nelson Antônio de Souza informou que o banco venceu licitações para operar depósitos judiciais em cinco estados, somando R$ 30,6 bilhões. Segundo ele, uma eventual liquidação da instituição teria reflexos não apenas sobre o Distrito Federal, mas também sobre outras unidades da federação onde o banco mantém operações.
O presidente do BRB explicou que, dos cerca de R$ 30 bilhões transacionados entre o Banco Master e o BRB, R$ 21,9 bilhões permaneceram na instituição, distribuídos em quatro carteiras de investimentos. Desse total, R$ 12,1 bilhões foram classificados como ativos irregulares ou de difícil recuperação.
Os números levaram os senadores do Distrito Federal a questionarem se o empréstimo de R$ 6,6 bilhões será suficiente para recuperar a situação financeira do banco. Damares apontou que o valor das operações investigadas supera significativamente o montante do financiamento obtido junto ao FGC.
Nelson respondeu que o pedido de empréstimo foi calculado com base na estimativa de perdas efetivas dentro do conjunto de ativos herdados da operação com o Banco Master. Segundo ele, além dos R$ 6,6 bilhões do FGC, o plano prevê outros R$ 2,2 bilhões provenientes da securitização de créditos do Governo do Distrito Federal.
O senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) questionou se o governo do Distrito Federal tem condições de manter um banco público. Para ele, não é função de uma unidade da federação ser dona de uma instituição financeira. Ele recomendou a venda do BRB. 
— Estado, governos de unidade da federação estão aí não para fazer banco, mas para cuidar da educação, de segurança, do bem-estar do povo — opinou. 
Em resposta, Nelson de Souza defendeu a função pública de um banco estatal, destacando os 33 programas sociais executados ou financiados por essas instituições. Ele garantiu que o BRB tem condições estruturais para se manter forte. 
Recursos federais e FPE
Os senadores do Distrito Federal levantaram preocupação sobre uma das garantias exigidas no acordo de reestruturação: repasses federais e recursos dos Fundos de Participação. Eles questionaram se o Distrito Federal deixará de realizar algumas ações durante esse prazo de pagamento do empréstimo, como por exemplo, a realização de concursos ou os 33 programas sociais tocados pelo banco.
Renan Calheiros disse não entender como o STF homologou o pedido de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões enquanto o valor de mercado atual do BRB é de cerca de R$ 4 bilhões. O presidente do BRB informou que atualmente o banco possui ativos no valor de R$ 80 bilhões, e que o valor do aporte vai possibilitar que a instituição se enquadre em todos os índices exigidos para que possa operar. 
Responsabilidade fiscal 
O senador Izalci Lucas (PL-DF) reforçou as críticas sobre inexistência de dados do balanço do BRB de 2025. Para ele, o acordo homologado pelo STF fere as regras de responsabilidade fiscal, comprometendo as contas dos próximos governos do Distrito Federal por cerca de 15 anos. 
— Foi comprometido 16% da receita corrente líquida, ou seja, R$ 6,6 bilhões, lembrando que a garantia compromete a saúde, a educação, a segurança, porque o Fundo de Participação dos Estados e Municípios é para isso. 
O senador também quis saber sobre a recuperação de ativos que possam vir a partir da possibilidade de uma delação premiada do diretor do Banco Master, Daniel Vorcaro. Nelson de Souza assegurou que um dos pontos presentes do acordo homologado trata exatamente desse ressarcimento. 
— Sem prejudicar a fila de credores, nós queremos ser ressarcidos daquilo que o BRB comprou que antecede a Operação Compliance Zero — explicou o presidente do BRB. 
A operação foi deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025 e investiga o esquema bilionário de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e seu presidente, Daniel Vorcaro. Algumas carteiras de investimento compradas pelo BRB antes da operação, explicou o presidente do BRB, não aparecem como sendo do Master — ele citou como exemplos Banco Pleno e a Will Financeira — e o banco espera recuperar esses ativos. Ambas as instituições tiveram carteiras adquiridas pelo BRB e “nunca entregues”, acrescentou Renan Calheiros. 
Além disso, o presidente informou que o BRB está ingressando com pedido de responsabilização civil contra os três últimos administradores da instituição. Damares Alves propôs o bloqueio do patrimônio dos ex-dirigentes. 
Déficit 
A senadora Leila Barros (PDT-DF) alertou que o governo do Distrito Federal já registra um déficit nas contas públicas de cerca de R$ 5 bilhões. Disse considerar “graves” as condições negociadas no acordo. Na visão dela, a população do Distrito Federal vai acabar pagando o preço da fraude bancária envolvendo ativos do Banco Master. 
Nelson de Souza esclareceu que os recursos dos Fundos de Participação só serão direcionados para pagamento do empréstimo caso o governo do Distrito Federal não tenha condições de executar o valor mensal.
Grupo de trabalho
No início da audiência, a senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL) defendeu que o grupo de trabalho criado pela CAE para tratar da situação do Banco Master seja substituído por uma comissão parlamentar de inquérito. Segundo ela, uma CPI “dá amplos poderes, muito mais do que um grupo de trabalho”. Ela propôs que a investigação inclua o banco BMG, que teria atuado no mercado de crédito consignado da mesma forma que o Master.


Fonte: Senado Federal

STJ nega pedido de liberdade a Deolane Bezerra

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta terça-feira (9) o pedido de liberdade da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa durante operação contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no dia 21 de maio.

Os ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Maria Marluce Caldas e Messod Azulay Neto, da Quinta Turma do STJ, afirmaram que o caso exige uma análise mais profunda e solicitaram “celeridade” ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) para que o processo descorra com mais rapidez.

O entendimento do STJ foi de que a decisão liminar do TJSP, de manter Deolane presa, deve continuar a valer, já que os argumentos apresentados pela defesa ainda não foram analisados.

O relator do caso na Corte superior, ministro Ribeiro Dantas, afirmou que não há ilegalidade, na decisão do tribunal paulista, que justificaria um “pronunciamento antecipado” do STJ sobre o tema.

Relembre o caso

Deolane Bezerra foi presa na manhã do dia 21 de maio durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil para investigar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi confirmada pela Jovem Pan. 

Segundo a investigação, Deolane teria recebido valores da facção por meio de uma empresa de transportes apontada como braço financeiro da organização criminosa.

A operação foi conduzida pela Central de Polícia Judiciária de Presidente Venceslau e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Presidente Prudente.

Além de Deolane, a Jovem Pan apurou que outros alvos da operação são Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC; Alejandro Camacho, irmão de Marcola; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha do criminoso; Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, também sobrinho; e Everton de Souza, apontado como operador financeiro da organização criminosa.

Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva no dia, além de ordens de busca e apreensão. Marcola e Alejandro já estão presos na Penitenciária Federal de Brasília.

Prisão preventiva

No mesmo dia 21, Deolane teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia na Vara das Garantias, em Osasco, São Paulo. A informação foi noticiada pela CNN Brasil e confirmada pela Jovem Pan.

Conforme comunicado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a audiência de custódia verificou se houve alguma irregularidade no cumprimento do mandado de prisão expedido contra Deolane. A Corte informou que não foi identificada nenhuma. Portanto, a influenciadora foi encaminhada para a Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte da capital.


Fonte: Jovem Pan

Seis MPs perdem a validade e uma tem prazo prorrogado

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, declarou nesta terça-feira (9) a perda de validade de seis medidas provisórias (MPs) e a prorrogação da MP 1.350/2026, que facilita acesso de famílias a empréstimos para reforma de casas, por mais 60 dias. Agora será instalada comissão mista encarregada de emitir parecer sobre essa proposta.
As medidas com prazo de vigência vencido são as seguintes:

 MP 1.329/2025 – direcionou cerca de R$ 59,3 milhões para famílias atingidas por tornado em Rio Bonito do Iguaçu (PR). O prazo de vigência encerrou-se em 28 de maio.
 MP 1.330/2025 – destinou R$ 60,46 milhões para o Ministério do Meio Ambiente, para serem aplicados em ações de combate a incêndios e desmatamentos. A vigência acabou em 28 de maio.
 MP 1.331/2025 – libera saque do FGTS para trabalhador que optou pelo saque aniversário e foi demitido. Venceu em 1º de junho.
 MP 1.332/2025 – prorrogou por três anos o prazo de identificação das terras da União nas margens de rios e no litoral. O prazo terminou em 1º de junho.
 MP 1.333/2026 – direcionou R$ 250 milhões para atender diversos estados atingidos por fortes chuvas no fim de 2025. Vigorou até 1º de junho.
 MP 1.335/2026 – protege direitos comerciais da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027. O prazo foi até 1º de junho.
 MP 1.336/2026 – reduz juros do FGTS para entidades filantrópicas de saúde. Permite a destinação de parte do dinheiro do fundo para operação de crédito dessas entidades com juros mais baixos até 2030. Encerrou-se em 5 de junho.

Tramitação
As medidas provisórias (MPs) são normas com força de lei editadas pelo presidente da República em situações de relevância e urgência. As medidas provisórias têm força de lei e começam a valer imediatamente (assim que são publicadas). Mas, para serem definitivamente transformadas em lei, precisam ser analisadas e aprovadas pelas duas Casas do Congresso (Câmara e Senado).
O prazo inicial de vigência de uma MP é de 60 dias e é prorrogado automaticamente por igual período, caso não tenha sua votação concluída no Congresso. Se não for apreciada em até 45 dias, contados da sua publicação, entra em regime de urgência, sobrestando todas as demais deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando.
Se houver a aprovação de projeto de lei de conversão (PLV), rejeição ou perda de eficácia de MP, o Congresso Nacional tem a prerrogativa de disciplinar, por decreto legislativo, as relações jurídicas decorrentes de sua edição. Caso isso não ocorra no prazo de 60 dias, as relações jurídicas constituídas durante o período de vigência continuam regidas pela MP.
Com Agência Câmara de Notícias


Fonte: Senado Federal

Paim destaca dados sobre jornada de trabalho e defende fim da escala 6×1

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (9), o senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a defender a proposta de emenda à Constituição que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal para 40 horas sem redução salarial (PEC 221/2019).
Após contar que participou de uma reunião virtual organizada por centrais sindicais, ele afirmou que a mobilização social será importante para a tramitação da proposta no Senado.
Segundo Paim, estudos e levantamentos apresentados durante esse debate apontam que milhões de trabalhadores brasileiros cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais e enfrentam longos períodos de deslocamento entre casa e trabalho. O senador citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que indicam que 14,8 milhões de trabalhadores no país estão submetidos à escala 6×1.
— Na prática, milhões de brasileiros passam quase toda a sua vida dedicados ao trabalho e ao transporte. Por isso, defendemos o fim da escala 6×1. Estamos falando de equilíbrio e de bom senso. O principal ponto é a qualidade de vida: jornadas menores significam mais saúde para a nossa gente; significam mais tempo para o convívio familiar, para o estudo, para o lazer, para o descanso — argumentou.
O parlamentar também citou estudos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) segundo os quais a redução da jornada pode gerar empregos e ampliar a renda dos trabalhadores.
— Reduzir jornada é distribuir, de forma mais justa, o trabalho. É permitir que milhões de brasileiros tenham acesso ao emprego formal, à proteção previdenciária e aos direitos trabalhistas. E é também uma resposta moderna aos desafios do século XXI: em um mundo marcado pelos avanços tecnológicos, pela inteligência artificial, pela automação e pela digitalização de processos produtivos, é fundamental que os ganhos de produtividade sejam compartilhados com todos — declarou.


Fonte: Senado Federal

Alcolumbre recebe ministro da Fazenda para discutir pauta-bomba no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), recebeu nesta terça-feira (9), o ministro da Fazenda Dario Durigan para discutir projetos caros à equipe econômica pelo elevado impacto nas contas públicas que tramitam no Senado. O custo fiscal das matérias estimado pela pasta ultrapassa R$ 270 bilhões.
O encontro ocorreu na residência oficial do Senado em meio a uma relação conturbada entre Alcolumbre e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar do cenário, Durigan é dos ministros que tem melhor relação com Alcolumbre na Esplanada dos Ministérios.
Uma das propostas, a com maior impacto, está na pauta da sessão do Senado de amanhã: o projeto de lei (PL) que trata da renegociação das dívidas dos produtores rurais. O texto foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e tem um impacto estimado de R$ 120 bilhões nas constas públicas nos próximos dez anos.
Outro tema que preocupa a equipe econômica é a proposta de emenda à Constituição (PEC) que concede aposentadoria integral e com paridade a agentes de saúde também, aprovada pela Câmara no ano passado. A PEC está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Fazenda calcula um custo de R$ 99 bilhões.
O projeto de lei que estabelece o novo piso salarial para médicos e cirurgiões dentistas é outro que preocupa o Ministério da Fazenda pelo impacto fiscal, calculado em R$ 47 bilhões. A proposta tramita em caráter terminativo — se aprovado vai direto pra Câmara — na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
O governo quer adiar a discussão da PEC que aumenta a fatia de recursos da União destinada ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) na comissão especial. O impacto estimado é de R$ 10 bilhões apenas neste ano.


Fonte:

g1 > Política