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INDICAÇÃO AO STF LEVANTA QUESTIONAMENTOS APÓS LIBERAÇÃO DE R$ 12 BILHÕES

A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) voltou ao centro do debate político após a liberação de cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares nos dias que antecedem sua sabatina no Senado.

De acordo com dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), os valores empenhados fazem parte de um montante maior que o governo federal precisa executar até o fim do semestre, conforme previsto no calendário orçamentário. Ainda assim, o volume liberado em um curto período chamou atenção de parlamentares e analistas políticos.

A sabatina de Messias ocorre na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, etapa necessária para que sua indicação avance ao plenário. Para ser aprovado, o indicado precisa obter maioria simples na comissão e, posteriormente, ao menos 41 votos no plenário da Casa.

💬 Debate político

O timing da liberação dos recursos gerou questionamentos dentro e fora do Congresso. Parte da oposição levanta suspeitas de que os repasses possam estar sendo utilizados como forma de articulação política para garantir apoio à indicação — o que tem sido chamado por críticos de possível “barganha política”.

Por outro lado, aliados do governo afirmam que a execução das emendas segue critérios técnicos e legais, além de obedecer ao cronograma previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Segundo essa visão, não há relação direta entre os pagamentos e o processo de aprovação no Senado.

⚖️ Próximos passos

Com a sabatina em andamento, o foco agora se volta para o posicionamento dos senadores, que terão a responsabilidade de aprovar ou rejeitar o nome indicado para o STF. O resultado da votação deve indicar o nível de apoio do governo dentro da Casa.

Empresas sem IA já estão ficando para trás, diz Tallis Gomes ao lançar nova plataforma

Empresas que ainda não utilizam IA de forma estruturada já começaram a perder competitividade no Brasil. A avaliação é de Tallis Gomes, CEO da G4 Educação, que prepara o lançamento de uma plataforma própria de IA com potencial de atingir até 100 mil usuários ainda neste ano.
Empresários que já incorporaram esse tipo de tecnologia passaram a operar em outro ritmo. Decisões são tomadas mais rápido, com base em dados organizados em tempo real, enquanto concorrentes ainda dependem de processos mais lentos. O resultado aparece direto na margem, na produtividade e na capacidade de crescer.
Essa divisão já é visível no mercado: de um lado, empresas que usam IA para ganhar eficiência e escala; de outro, negócios que começam a perder espaço mesmo mantendo o mesmo nível de esforço. “Não tem como alguém competir comigo hoje sem utilizar IA”, afirma.
A ferramenta, hoje em testes com cerca de 500 usuários, atua como um copiloto: organiza tarefas, prioriza decisões e acelera a execução no dia a dia. O movimento marca uma virada no posicionamento do G4. A empresa deixa de atuar apenas com educação executiva e avança como fornecedora de soluções práticas para gestão, com tecnologia integrada à operação.
A nova plataforma é o principal passo nessa direção. O sistema reúne diferentes modelos de inteligência artificial em um único ambiente, mantém o histórico de dados e sugere ações ao longo do dia. A proposta é simples: transformar IA em ferramenta de decisão, não apenas de consulta.
O impacto já aparece nos números. Em três anos, o G4 saiu de cerca de R$ 100 milhões de receita para mais de R$ 500 milhões, com aumento de cerca de 10% no número de funcionários. Segundo Tallis Gomes, o ganho de eficiência está diretamente ligado ao uso de IA na operação.
Para o executivo, o erro de muitas empresas é repetir um padrão antigo: adotar novas tecnologias sem mudar a forma de trabalhar. “O empresário troca a tecnologia, mas não muda a forma de operar”, diz.
Esse descompasso ajuda a explicar por que parte do mercado ainda não captura valor com tecnologia. Mesmo com acesso amplo às ferramentas, muitas empresas seguem usando IA de forma isolada, sem conexão com estratégia e processos.
O resultado é previsível: os mesmos problemas se repetem. Dificuldade de crescer, perda de margem, desafios de caixa e gargalos de gestão aparecem em empresas de diferentes setores. “Resolver problema complexo virou commodity. O que diferencia agora é execução”, afirma.
A tendência, segundo Tallis Gomes, é de aumento dessa distância. De um lado, empresas que incorporam inteligência artificial à operação e ganham escala. De outro, negócios que permanecem presos a modelos tradicionais e perdem competitividade.
Com o lançamento desta plataforma, o G4 aposta justamente nesse cenário. A ideia é reduzir o gap entre saber e fazer, usando IA como apoio direto à tomada de decisão.
Em um ambiente onde informação deixou de ser vantagem, a diferença passa a estar na capacidade de agir. E, nesse novo contexto, a IA deixa de ser diferencial para se tornar requisito básico. E esse é um movimento sem retorno.


Fonte: Jovem Pan

Caso Gisele: tenente-coronel acusado de matar esposa será julgado na Justiça comum

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado da morte de sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, será julgado na justiça comum. A decisão é do ministro Reinaldo Soares, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
Soares havia solicitado esclarecimento, no último dia 17, ao Juízo de Direito da 5ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de São Paulo, à qual foi oferecida denúncia pelo Ministério Público Estadual.
O tenente-coronel será julgado por feminicídio.
“Ao definir a competência, o relator aplicou o entendimento recente da Terceira Seção do STJ segundo o qual crimes dolosos contra a vida praticados por militares só se submetem à Justiça Militar quando houver vínculo direto com a atividade castrense e com a tutela da hierarquia e da disciplina. Ausente esse nexo funcional, prevalece a competência do Tribunal do Júri”, informou o STJ.
Nesta terça-feira (28), o advogado que representa a família de Gisele, José Miguel da Silva Junior, disse que a família sempre defendeu que a morte não se trata de um crime da esfera militar. A decisão de Soares será publicada na próxima quinta-feira (30).
*Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

Família brasileira morta em ataque de Israel buscava pertences no sul do Líbano

A família brasileira-libanesa assassinada por Israel no Sul do Líbano buscava roupas e pertences na casa onde vivia, em Burj Qalowayh, no distrito de Bint Jbeil, quando a residência foi bombardeada. Até o momento, os corpos não foram encontrados nos escombros da casa, que ficou totalmente destruída.
Morreram no ataque a brasileira Manal Jaafar, de 47 anos; o filho Ali Ghassan Nader, de 11 anos; e o pai do garoto, o libanês Ghassan Nader, de 57 anos. Eles haviam deixado a residência, às pressas, no início da atual fase do conflito, em 2 de março, e se refugiado em Beirute, a capital do país.
Com o cessar-fogo anunciado em 16 de abril, a família decidiu voltar para Bint Jbel a fim de pegar mais roupas e juntar outros pertences, antes de voltar novamente a Beirute. Eles haviam chegado ao Sul do Líbano no último sábado (25).
Irmão mais novo de Ghassan, o libanês-brasileiro Bilal Nader, de 43 anos, que vive em Foz do Iguaçu (PR), contou que ele planejava voltar no mesmo dia, mas acabou dormindo na casa para voltar no domingo (26), quando ocorreu o bombardeio.
“Quando teve o cessar-fogo, muita gente voltou para casa no amanhecer. Ele ainda esperou sete ou oito dias. Ele falou que ia só juntar as coisas e voltar, só para pegar mais roupa. Ele até estava com o carro ligado, sabe, com o porta-malas já carregado”, contou Bilal Nader.
O impacto da bomba ainda feriu outro filho do casal, o estudante Kassam Nader, de 21 anos, que estuda computação no Líbano. Ele recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (28). O casal ainda tinha outros dois filhos mais velhos, de 28 e 26 anos, que vivem e trabalham no exterior.
Bilal Nader enfatizou que o irmão não tinha qualquer ligação com partido político, levando uma vida de agricultor de oliveiras no Sul do Líbano, e que tinha esperança de que a guerra fosse acabar.
“Meu irmão é uma pessoa de bem, não tem ligação com nada, não apoia nenhum partido, é uma pessoa bem reservada, bem sossegada. Inclusive, ele tem muitos amigos aqui, em Foz [do Iguaçu], no Brasil inteiro. Tem amigos no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, São Paulo. Ele era bem conhecido aqui”, contou.
Bilal Nader acrescentou que a região onde o irmão vivia não costumava ser palco dos combates recentes.
“As cidades mais para frente é onde estavam acontecendo os bombardeios, onde estão roubando as casas. Ao redor da casa dele não tinha nada, só construções civis, com população civil normal”, explicou.
A Agência Brasil procurou a Embaixada de Israel no Brasil para saber qual a posição do governo de Tel Aviv sobre o bombardeio à residência da família brasileira no Líbano, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
O Líbano abriga a maior comunidade de brasileiros no Oriente Médio. Ao todo, 22 mil brasileiros viviam no país em 2023, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores (MRE). O Brasil condenou os ataques ocorridos durante a vigência do cessar-fogo.

Família viveu no Paraná
A família brasileira-libanesa viveu por mais de 15 anos no Brasil, entre 1995 e 2008, onde a esposa Manal Jaafar teve filhos e adquiriu a nacionalidade brasileira. O marido Ghassan só não tirou a nacionalidade “por falta de tempo”, pois vivia ocupado no trabalho. Ele era um comerciante do ramo dos eletroeletrônicos.
O jornalista libanês naturalizado brasileiro Ali Farhat era amigo de Ghassan e conta que ele era uma pessoa muito culta. Formado em economia, escreveu um libro, em árabe, sobre a economia mundial.
“Ele era muito ativo na comunidade libanesa aqui no Brasil. Ele trabalhava como empresário aqui e também como intelectual. Ele estava tentando fazer alguns estudos, algumas pesquisas e depois ele decidiu viajar para o Líbano para viver com a família dele lá”, contou Farhat à Agência Brasil.
Violações do cessar-fogo
O suposto cessar-fogo costurado no Líbano vem sendo violado por Israel. O Hezbollah, grupo político-militar xiita, tem informado que vai reagir às violações da frágil trégua. Por outro lado, o Irã vem pressionando que o cessar-fogo no Oriente Médio tem que incluir o Líbano.
De acordo com a Casa Branca, Israel poderia realizar ataques contra o Hezbollah apenas “em legítima defesa, a qualquer momento, contra ataques planejados, iminentes ou em curso”.
Sul do Líbano
O governo israelense vinha defendendo ocupar todo o Sul do Líbano até o Rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da atual fronteira entre os países, dizendo que não permitiria que a população civil voltasse para região.
O deslocamento forçado de população civil é considerado outro crime de guerra. No último dia antes do cessar-fogo, Israel bombardeou a última ponte que restava sobre o Rio Litani, a Ponte de Qasmiyeh, isolando a região ao Sul do resto do país e impedindo a conexão entre as cidades de Tiro e Sidon.
O especialista em geopolítica Anwar Assi afirmou à Agência Brasil que as ações de Israel no Sul do Líbano configuram uma limpeza étnica para expulsar os moradores da região e tomar esses territórios.
“O objetivo principal da guerra é a expulsão das pessoas do Sul do Líbano. Por isso que eles destruíram escolas, hospitais, prédios do governo e todas as unidades que poderiam dar suporte ao retorno dos civis. Eles destruíram justamente para que essas pessoas que retornassem às suas cidades não encontrassem nenhum tipo de apoio”, destacou Assi.
Por outro lado, Israel alega que busca criar uma zona de segurança contra ataques do Hezbollah.
Entenda
A atual fase da guerra que envolve Israel e Líbano teve início em outubro de 2023, quando o Hezbollah iniciou ataques contra o Norte de Israel em solidariedade ao povo palestino, diante dos massacres na Faixa de Gaza.
Em novembro de 2024, foi costurado um acordo de cessar-fogo entre o grupo político militar xiita e Tel Aviv. Porém, o acordo nunca foi respeitado por Israel, que continuava realizando ataques no Líbano.
Com o início da agressão contra o Irã, o Hezbollah voltou a atacar Israel, em 2 de março, em resposta às violações sistemáticas do cessar-fogo nos últimos meses e também em retaliação ao assassinado do líder Supremo do Irã, Ali Khamenei.
No dia 8 de abril, foi anunciado o cessar-fogo da guerra no Irã, mas Israel continuou com ataques no Líbano, desrespeitando novamente o acordo, dessa vez, costurado pelo Paquistão.
História
O conflito entre Israel e o Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho.
Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se tornou um partido político com assentos no Parlamento e participação nos governos.
O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011.
*Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

Atlético de Madrid x Arsenal: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Atlético de Madrid e Arsenal se enfrentam nesta quarta-feira (29), às 16h, no Estádio Metropolitano, em partida válida pela semifinal da Champions League. O duelo acontece pela ida da competição e coloca frente a frente duas equipes em momentos distintos no campeonato.
Onde assistir Atlético de Madrid x Arsenal ao vivo
A partida será transmitida ao vivo pela TNT (TV fechada) e pelo HBO Max (streaming), com início da transmissão às 16h.
 
 


Fonte: Jovem Pan

História de como o estouro do pneu de Nigel Mansell em Adelaide 1986 entregou o título para Alain Prost

O Grande Prêmio da Austrália de 1986, realizado nas ruas de Adelaide, permanece como o palco de uma das decisões de título mais tensas da história do automobilismo. Três pilotos chegaram à última corrida com chances matemáticas de conquistar o campeonato mundial: Nigel Mansell e Nelson Piquet, ambos da Williams-Honda, e Alain Prost, da McLaren-TAG Porsche. A corrida é lembrada não apenas pela disputa tripla, mas pelo evento catastrófico que definiu o resultado: a falha estrutural no pneu traseiro esquerdo de Mansell a poucas voltas do fim, um incidente que alterou a história da Fórmula 1.
História e cronologia do incidente em Adelaide
A temporada de 1986 foi dominada pela superioridade técnica dos motores Honda da Williams, mas a consistência de Alain Prost manteve a McLaren na briga. Para ser campeão, Mansell precisava apenas de um terceiro lugar. Piquet e Prost precisavam vencer e contar com combinações de resultados. O drama se desenrolou em uma sequência de eventos estratégicos e mecânicos cruciais.
A cronologia dos fatos decisivos na corrida foi a seguinte:

A pole position: Nigel Mansell largou na pole, garantindo a vantagem inicial, mas adotou uma postura cautelosa nas primeiras voltas, permitindo que Keke Rosberg (McLaren) assumisse a liderança e impusesse um ritmo forte.
A estratégia da Goodyear: A fornecedora de pneus havia informado às equipes que os compostos seriam capazes de suportar a corrida inteira sem trocas, o que influenciou diretamente a decisão da Williams de manter seus pilotos na pista.
O abandono de Rosberg (Volta 62): O pneu traseiro direito de Keke Rosberg delaminou, forçando-o a abandonar. Ele acreditava que o problema era de motor e não alertou imediatamente sobre a falha da borracha, deixando a Williams sem um aviso prévio crítico.
O estouro de Mansell (Volta 64): Na reta Brabham, a quase 290 km/h, o pneu traseiro esquerdo de Mansell explodiu espetacularmente, enviando uma chuva de faíscas e tirando o britânico da prova e do campeonato.
A decisão da Williams: Temendo que o mesmo acontecesse com Nelson Piquet, que liderava a prova naquele momento, a equipe o chamou para um pit stop de segurança.
A vitória de Prost: Com a parada de Piquet, Alain Prost assumiu a liderança. Apesar do computador de bordo indicar falta crítica de combustível, o francês cruzou a linha de chegada para conquistar seu segundo título mundial.

Regras e funcionamento da disputa em 1986
Para compreender como o estouro do pneu de Nigel Mansell em Adelaide 1986 entregou o título para Alain Prost, é necessário analisar o regulamento esportivo e técnico da época, que era significativamente diferente dos padrões atuais.
Fatores técnicos que influenciaram o resultado:

Sistema de Pontuação: Apenas os 11 melhores resultados de cada piloto contavam para a pontuação final. Mansell chegou à Austrália com 70 pontos válidos, Prost com 64 e Piquet com 63.
Motores Turbo e Consumo: A era turbo exigia um gerenciamento brutal de combustível. Os carros tinham um limite de 195 litros para a corrida inteira. Prost era conhecido como “O Professor” justamente por sua habilidade em gerenciar o consumo e os pneus melhor do que seus rivais.
Desgaste de Pneus: Adelaide era um circuito de rua abrasivo. A falha da Goodyear em prever o desgaste excessivo sob a carga aerodinâmica e potência dos carros de 1986 foi o fator determinante. A decisão de não fazer pit stops programados transformou a corrida em uma roleta russa mecânica.

Títulos e recordes envolvidos
O desfecho do GP da Austrália de 1986 teve ramificações profundas nas estatísticas e no legado dos pilotos envolvidos, solidificando reputações e adiando sonhos.
Consequências diretas para o palmarés da F1:

Alain Prost: Tornou-se o primeiro bicampeão consecutivo desde Jack Brabham (1959-1960). O título de 1986 é frequentemente citado como a maior conquista de sua carreira, dada a inferioridade do carro da McLaren em relação às Williams.
Williams-Honda: Apesar de perder o título de pilotos de forma dramática, a equipe garantiu o Campeonato de Construtores com larga vantagem, somando 141 pontos contra 96 da McLaren.
Nigel Mansell: O estouro do pneu adiou seu sonho do título mundial por mais seis anos. Ele só viria a ser campeão em 1992, também com a Williams.
Nelson Piquet: Terminou em terceiro no campeonato de 1986, mas usou a experiência e a rivalidade interna para conquistar seu tricampeonato no ano seguinte, em 1987.

Curiosidades sobre o dia da corrida
Além do drama principal, o GP da Austrália de 1986 é cercado de fatos curiosos que enriquecem a narrativa daquele domingo histórico.

A habilidade de Mansell: Controlar um carro de Fórmula 1 com mais de 1000 cavalos de potência a quase 300 km/h após uma explosão de pneu é considerado um dos maiores feitos de pilotagem defensiva. Mansell evitou bater no muro ou em outros carros, parando na área de escape com a suspensão destruída.
O aviso de Rosberg: Após abandonar, Keke Rosberg, companheiro de Prost, ficou na mureta dos boxes gritando para que a equipe chamasse o francês para trocar pneus, temendo que o mesmo acontecesse com ele. Prost ignorou ou não viu, e seguiu até o fim com os pneus desgastados.
Combustível no limite: O computador de bordo de Prost indicava que o combustível acabaria duas voltas antes do fim. Ele precisou reduzir o ritmo drasticamente nas curvas e acelerar suavemente, cruzando a linha de chegada praticamente com o tanque seco. O carro parou metros depois da bandeirada.
A narração lendária: Murray Walker, narrador britânico, imortalizou o momento com a frase: “And look at that! Colossally, that’s Mansell!”, capturando o choque instantâneo de milhões de telespectadores.

A imagem das faíscas saindo da Williams número 5 simboliza a imprevisibilidade inerente ao esporte a motor. O estouro do pneu não apenas tirou um título que parecia certo para Nigel Mansell, mas também destacou a inteligência tática de Alain Prost, que se manteve na pista, poupou seu equipamento e capitalizou sobre o infortúnio alheio para realizar um dos maiores “roubos” de título da história da Fórmula 1.


Fonte: Jovem Pan

Após adiamento por Alcolumbre, CCJ do Senado sabatina Jorge Messias para STF nesta quarta

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sabatina nesta quarta-feira (29) o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa geral é de que o AGU seja aprovado para a vaga deixada pelo ex-ministro Luis Roberto Barroso. Entretanto, a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se movimenta para tentar barrar a indicação.
Ao colunista Bruno Pinheiro, da Jovem Pan, o líder da oposição na Câmara dos Deputados, o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), declarou ter trabalhado para convencer colegas no Senado a barrar Messias. A ala mais alinhada ao bolsonarismo ainda acusa o Planalto de ter “comprado” apoios para garantir a aprovação do AGU.
Na segunda-feira (27), o senador Izalci Lucas (PL-DF) disse que o Partido Liberal (PL) votará contra a indicação de Messias. Também fecharam oposição ao nome do AGU o Novo e o Avante. Assim, o bloco Vanguarda, formado por 18 parlamentares da legenda, vai rejeitar o indicado por Lula.
Senadores falaram ao colunista Bruno Pinheiro, da Jovem Pan, em placar apertado. Para ser aprovado ao STF, o AGU precisa receber aprovação da maioria absoluta do Senado. Ou seja, o aval de pelo menos 41 senadores.
Na terça-feira (28), o líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse estimar que o Plenário do Senado aprove a indicação de Messias ao Supremo com ao menos 45 votos. Segundo o parlamentar, em um cenário “otimista”, o AGU pode chegar a receber aval de 48 a 49 senadores.
Em entrevista a jornalistas, em 9 de abril, perguntado sobre o placar da votação no Plenário, o relator do processo, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), não arriscou antecipar uma provável configuração, mas avaliou que o clima entre os colegas é favorável à aprovação de Messias. À CCJ, o parlamentar  apresentou relatório a favor do AGU.

Mudança de data
Em 9 de abril, Weverton comunicou que havia acertado o calendário com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da CCJ do Senado, o senador Otto Alencar (PSD-BA), para o Senado apreciar a indicação de Messias. Na ocasião, o parlamentar informou que a sabatina estaria marcada para esta quarta-feira.
Na sessão do colegiado de 15 de abril, os senadores pediram para adiantar os questionamentos do AGU em um dia, para a terça-feira, em razão da proximidade do feriado de 1º de maio. Posteriormente, o presidente da CCJ entendeu que a data comemorativa não atrapalharia os trabalhos do Legislativo e reagendou a sabatina.
Adiamento por Alcolumbre
Lula indicou Messias para o cargo de ministro do STF em 21 de novembro de 2025. No mês seguinte, Alcolumbre decidiu adiar a sabatina do AGU.
Oficialmente, o presidente do Senado declarou que o governo federal não havia enviado a mensagem de indicação. O governo só fez o envio do documento dias antes da Semana Santa.
Apesar disso, Alcolumbre tinha preferência pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga de Barroso.
Quem é Jorge Messias?
O AGU ganhou notoriedade em 2016, quando a então presidente Dilma Rousseff disse a Lula, em ligação gravada pela Polícia Federal (PF), que iria enviar o “Bessias” para levar o termo de posse “em caso de necessidade”. À época, Messias era subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República e o atual chefe do Executivo era investigado pela Operação Lava Jato.
Jorge Rodrigo Araújo Messias, 46 anos, nasceu em Recife, Pernambuco. Formou-se em direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Possui títulos de mestre e doutor em desenvolvimento, sociedade e cooperação internacional pela Universidade de Brasília (UnB). Desde 2007, é procurador concursado da Fazenda Nacional.
Messias também foi subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, secretário de Regulação e Supervisão do Ministério da Saúde e consultor jurídico das pastas da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. O AGU ainda trabalhou na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e na Procuradoria do Banco Central.
Em 1º de janeiro de 2023, Messias assumiu a Advocacia-Geral da União. Casado e pai de dois filhos, ele é evangélico e frequenta a Igreja Batista. Em razão da religião do AGU, a sua indicação foi vista como aceno de Lula à comunidade.


Fonte: Jovem Pan

FOTOS mostram momento em que bagagens de voo com Motta e Ciro passam sem fiscalização

PF investiga entrada no Brasil de malas sem inspeção em voo com políticos
Imagens do circuito interno de segurança do Aeroporto Catarina, em São Roque (SP), mostram o momento em que um auditor fiscal permite que o piloto de um jatinho particular passe com 7 volumes sem fiscalização. As imagens foram analisadas pela Polícia Federal, que concluiu não ser possível identificar o conteúdo das bagagens nem a quem elas pertencem. O material consta do inquérito obtido pelo g1. O voo PP-OIG havia partido da ilha caribenha de São Martinho e tinha entre seus passageiros o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira.
PF investiga entrada de bagagens sem fiscalização em voo com Motta e Ciro Nogueira
Foto 1 — 21h31
Segundo a PF, até por volta das 21h35 o procedimento no local seguiu o padrão: todas as bagagens dos cerca de 20 passageiros passaram pelo raio-x. Às 21h31, o piloto José Jorge de Oliveira Júnior aparece no circuito interno levando dois volumes, que são submetidos normalmente à fiscalização.
Piloto passa normalmente com 2 bagagens pelo raio-x às 21h31. Esses mesmos volumes aparecem depois no carrinho com os 7 itens não fiscalizados
Reprodução
Foto 2 — 21h40
De acordo com a investigação, cerca de nove minutos depois o piloto retorna ao ponto de fiscalização com mais cinco volumes, totalizando sete itens. As imagens mostram que ele utiliza um carrinho e contorna o pórtico do detector de metais pelo lado de fora. Ainda segundo a PF, nenhum desses cinco volumes adicionais é submetido ao raio-x.
Piloto retorna com carrinho contendo 7 volumes e contorna o detector de metais pelo lado de fora, sem submeter nenhum item ao raio-x
Reprodução
Foto principal – 21h40 – os 7 volumes
A PF identificou, nas imagens, sete volumes distintos: uma sacola plástica, uma caixa de papel, uma sacola de papel, um edredom, uma mala de viagem, outra caixa e uma mochila. Segundo o relatório, dois desses itens — a mala e a mochila — já haviam passado pelo raio-x anteriormente. A corporação afirma que não foi possível determinar o conteúdo das bagagens nem a quem pertenciam.
Imagem mostra os 7 volumes numerados pela própria Polícia Federal que passaram sem fiscalização. A PF não conseguiu determinar o conteúdo das bagagens nem a quem elas pertencem
Reprodução
Foto 3 — 21h40
Ainda segundo a PF, após a passagem dos volumes, a operadora do raio-x questiona o auditor fiscal responsável. As imagens indicam que ele responde com gestos que, de acordo com o relatório, expressam “banalidade e irrelevância”.
Operadora questiona o auditor após passagem dos volumes. Segundo a PF, ele gesticulou expressando “banalidade e irrelevância”
Reprodução
Fechamento
A PF verificou que o procedimento irregular foi exclusivo do voo PP-OIG. Nos demais voos fiscalizados pelo auditor na mesma noite, todas as bagagens passaram normalmente pelo raio-x. Ele também usou o celular com frequência apenas durante este voo.
Os outros lados
Procurado pelo g1, o presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos) afirmou que “ao desembarcar no aeroporto, cumpriu todos os protocolos e determinações estabelecidas na legislação aduaneira” e que vai aguardar a manifestação da PGR.
O g1 procurou pelo senador Ciro Nogueira Lima Filho (PP), mas ele não se manifestou sobre o caso.
O deputado Doutor Luizinho disse que não vai se manifestar sobre o caso. Os demais parlamentares foram procurados, mas não se manifestaram. O g1 não localizou os demais citados.
O piloto José Jorge de Oliveira Júnior foi procurado, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem. A defesa do auditor fiscal Marco Antonio Canella não foi localizada.
LEIA TAMBÉM: Bagagem sem fiscalização: entenda investigação da PF sobre malas por fora do raio-X em voo com Ciro Nogueira e Motta


Fonte:

g1 > Política

Os 5 temas para os quais Messias se preparou na sabatina do Senado

A sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, marcada para esta quarta-feira (29), deve ser marcada pela cobrança sobre temas que vêm mobilizando a oposição nas últimas semanas.
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado, Messias chega ao Senado com um roteiro de questionamentos previsíveis.
Esses são os cinco temas para os quais ele se preparou para responder aos senadores:
1) INSS e o acordo para suspender ações judiciais
Um dos pontos envolve o acordo que tratou da devolução de valores descontados indevidamente de aposentadorias e pensões do INSS. A oposição deve questionar o papel da Advocacia-Geral da União (AGU), comandada por Messias, na orientação para suspender as ações judiciais.
2) Liberdade de expressão
A criação da Política Nacional de Direitos Digitais (PNDD) deve ser outro tema central. Críticos classificam a proposta como uma tentativa de censura e chegaram a nomear o órgão como “ministério da verdade”. Messias deve ser pressionado a esclarecer os limites da atuação do Estado sobre plataformas e redes sociais.
Jorge Messias
Antônio Cruz/ Agência Brasil.
3) Presos do 8 de janeiro
Outro foco de questionamentos envolve os investigados e condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Circula entre parlamentares a narrativa de que haveria um acordo político ligando a aprovação de Messias à derrubada de vetos no projeto que trata da dosimetria das penas, o que poderia beneficiar réus. Também deve ser retomado um vídeo em que Messias afirma ter sido o primeiro a pedir a prisão dos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.
4) O episódio “Bessias”
O antigo episódio que projetou nacionalmente o apelido “Bessias” deve voltar ao debate. Em 2016, veio a público um áudio de conversa entre Dilma Rousseff e Lula, interceptado pela Lava Jato. Na ligação, Dilma diz que enviaria um termo de posse para Lula “em caso de necessidade”, e menciona “Bessias” como o responsável por levar o documento. O conteúdo foi interpretado por críticos como tentativa de garantir foro privilegiado a Lula, que estava prestes a ser preso.
O caso costuma ser associado, por adversários, a um contexto mais amplo de investigações e suspeitas que marcaram o cenário político da época e que ainda repercutem no discurso de oposição.
5) Aborto
Por fim, um dos temas mais sensíveis envolve o parecer da AGU contrário à orientação do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre a suspensão da assistolia fetal. O procedimento consiste na aplicação de medicamentos diretamente no coração do feto para cessar a atividade cardíaca antes da realização de um aborto em estágios mais avançados da gestação.
O posicionamento da AGU sustentou que a prerrogativa para decidir sobre o tema seria do Congresso, e não do conselho. A questão extrapolou o campo jurídico e entrou na chamada “guerra cultural”, com críticas vindas de setores religiosos e conservadores.
A fé pessoal de Messias, que é evangélico, tem sido questionada publicamente por alguns desses grupos, que organizam campanhas contra sua indicação.
A CCJ é composta por 27 senadores, e Messias precisa do apoio de ao menos 14 na comissão. A votação definitiva ocorre no plenário e é secreta. O ministro precisará do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores. Em caso de rejeição, Lula terá que indicar outro nome.


Fonte:

g1 > Política

Tarcísio prepara pacote contra violência à mulher com primeira comandante da PM-SP

A gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prepara a divulgação de um pacote de medidas voltadas ao combate à violência contra a mulher nas próximas semanas. A iniciativa ocorre na esteira da nomeação da primeira comandante-geral da Polícia Militar, a coronel Glauce Cavalli, que assume a tropa em cerimônia nesta quarta-feira (29).
Entre as medidas previstas está a criação da chamada Patrulha Lilás, voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher em São Paulo. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) finaliza viaturas da PM na cor lilás, com o objetivo de facilitar a identificação e garantir atuação exclusiva nesse tipo de ocorrência.
Para viabilizar o serviço, o governo autorizou a criação de 10 mil vagas DEJEM (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar), destinadas a policiais voluntários — homens e mulheres — que poderão atuar em dias de folga com remuneração extra.
Segundo interlocutores, a inclusão de policiais homens no atendimento tem dois objetivos: ampliar a capacidade de resposta em situações mais violentas envolvendo agressores e acelerar o preenchimento das vagas disponíveis.
O objetivo é cobrir uma demanda de cerca de mil ligações diárias relacionadas à violência contra a mulher que hoje não avançam. Atualmente, a PM recebe aproximadamente 1.500 chamadas por dia, mas apenas um terço resulta na formalização de Boletins de Ocorrência. A Patrulha Lilás deve atuar especialmente nessas ocorrências, percorrendo regiões com maior incidência para identificar causas e evitar novos episódios de violência.
Outras medidas previstas incluem o monitoramento de mulheres vítimas de agressores que utilizam tornozeleira eletrônica — atualmente cerca de 250 casos no estado. Essas vítimas passarão a ser acompanhadas pelas patrulhas.
Além disso, o aplicativo “Mulher Segura” deve ganhar a função “protetor”, permitindo que a vítima indique uma pessoa de confiança para contato direto com a polícia em situações de emergência ou quando não for localizada.
Foco eleitoral
A nomeação da coronel Glauce Cavalli e o reforço em políticas de combate à violência contra a mulher ocorrem em meio ao aumento dos casos de feminicídio em São Paulo e às vésperas das eleições. O tema deve ganhar centralidade na disputa, com a oposição preparando críticas à gestão na área de segurança pública.
O ex-ministro pretende enfrentar temas sensíveis, incluindo denúncias de excessos em abordagens policiais e possíveis infiltrações de organizações criminosas.
No fim de março, o governo de São Paulo anunciou a criação de uma força-tarefa para ampliar a rede de proteção às mulheres e conter o avanço dos feminicídios. A iniciativa reúne o Executivo estadual, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Defensoria Pública.
Segundo a gestão, há estudos para criar um departamento especializado na investigação de crimes contra mulheres, nos moldes de um possível “DHPP da Mulher”, com atuação integrada.


Fonte: Jovem Pan