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Recursos destinados à saúde seguem sem execução e geram cobrança por providências

Em Cacoal, um recurso público no valor de R$ 200 mil, destinado originalmente à área da saúde, tornou-se alvo de questionamentos devido à falta de execução mesmo após já ter sido pago.

O montante foi solicitado no ano passado ao senador Marcos Rogério, com a finalidade inicial de viabilizar a reforma do Laboratório Clínico Municipal (LACLIM) e atender demandas de duas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). No entanto, ainda durante a gestão anterior, a prefeitura optou por redirecionar o recurso para o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), localizado no bairro Village do Sol.

A nova destinação previa a aquisição de equipamentos odontológicos, como cadeiras, compressores e equipos, com o objetivo de fortalecer os atendimentos especializados na unidade. Apesar da alteração e da liberação do valor ainda no ano passado, a compra dos equipamentos não foi efetivada até o momento.

A situação levanta preocupações quanto à aplicação dos recursos públicos e à continuidade dos serviços de saúde. Diante da ausência de avanços, foi informado que haverá uma cobrança formal junto à secretaria responsável para que sejam adotadas as providências necessárias e garantida a correta utilização do dinheiro.

A expectativa é que a aquisição dos equipamentos seja realizada o quanto antes, assegurando melhorias no atendimento à população e evitando prejuízos à rede pública de saúde do município.

Delegado brasileiro que atuou na prisão de Ramagem é convidado a sair dos EUA

O delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho foi convidado a deixar os Estados Unidos após atuação na prisão do ex-deputado federal, Aalexandre Ramagem na última semana. No fim da tarde desta segunda-feira (20) o Escritório para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado do governo americano confirmou a informação no X.
“Nenhum estrangeiro tem o direito de manipular nosso sistema de imigração para, simultaneamente, contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, solicitamos que a autoridade brasileira em questão deixe o nosso país por ter tentado fazer exatamente isso”, informou.
Marcelo Ivo era oficial de ligação da Polícia Federal junto ao Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).
A Polícia Federal já havia informado que o delegado estava nos EUA em uma missão oficial para colaborar com as autoridades americanas. A expulsão de Ivo do país norte-americano aconteceu sem que tenham sido informados os motivos exatos.
Prisão de Ramagem
Alexandre Ramagem, ex-deputado federal, foi preso nos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) no dia 13 de abril. O ICE confirmou a detenção. Ele é foragido da Justiça brasileira.
Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi detido na região de Orlando, na Flórida. Por ter pedido asilo no país, ele não pode ser extraditado imediatamente. Em nota, a Polícia Federal confirmou a prisão e afirmou que a prisão aconteceu em cooperação com as autoridades policiais dos EUA.
No dia 15 de abril ele foi liberado. O ex-diretor da Abin disse que foi detido por “questões migratórias” e não de trânsito. Em vídeo, Ramagem agradeceu aos que ajudaram a provar às autoridades dos EUA que ele e a família estavam regulares no território norte-americano, entre eles, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que ajudou a família de Ramagem durante os dias de prisão.
 


Fonte: Jovem Pan

Gabriel Araújo, do Brasil, é eleito atleta paralímpico do ano no Laureus, o Oscar do esporte

O tradicional Prêmio Laureus, conhecido como o Oscar do esporte, consagrou nesta segunda-feira (20) os atletas que foram protagonistas ao longo de 2025, em diferentes categorias. Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, foi eleito o Atleta Paralímpico do Ano e garantiu a honraria para o Brasil, alçado ao nível de Carlos Alcaraz e Aryna Sabalenka, eleitos os atletas do ano.
“Boa noite a todos. Quero agradecer a Deus e à minha família por tudo que estamos construindo. Esse prêmio, se Deus quiser, será o primeiro de muitos. Vamos continuar fazendo história”, disse o mineiro de 24 anos.
Dono de cinco ouros e uma prata olímpica, Gabrielzinho empilhou conquistas relevantes ao longo de 2025. Foi campeão da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva e teve três ouros no Mundial, nos 200 metros livres e nos 50m e 100m costas.
Outros três nomes do país concorreram em categorias do Laureus e não ficaram com a estatueta. O promissor tenista brasileiro João Fonseca concorreu ao prêmio Revelação do Ano, cujo vencedor foi Lando Norris, atual campeão da Fórmula 1.
A skatista Rayssa Leal, que venceu em 2025 seu quarto título da Street League Skateboard (SLS) – a principal liga de street do mundo -, e Yago Dora, campeão mundial de surfe pela primeira vez na temporada passada, foram indicados a Melhor Atleta de Esportes Radicais. A vencedora, contudo, foi a snowboarder americana Chloe Kim.
Um dos grandes momentos da premiação foi a homenagem à romena Nadia Comaneci, que revolucionou a ginástica artística e coleciona nove medalhas olímpicas. Ela recebeu o prêmio de Conjunto da Obra das mãos de Simone Biles, outro lenda da modalidade, e ficou em prantos de tanta emoção.
“O esporte também é educação: levantar quando você cai, saber lidar quando você esta triste. A cada meio século, o esporte ganha um ícone, e Simone, você é incrível. Trouxe a pauta da saúde mental, algo que ninguém falava”, comentou Comaneci.
A edição deste ano deu bastante relevância ao futebol, esporte que teve mais vencedores. O Paris Saint-Germain foi eleito a Equipe do Ano e o atacante Lamine Yamal, da seleção espanhola e do Barcelona, venceu o prêmio de Jovem Atleta do ano. Além disso, o alemão Toni Kross foi agraciado como Inspiração Esportiva.


Fonte: Jovem Pan

Magia, maldição e nostalgia: Sandra Bullock e Nicole Kidman retornam em ‘Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor’

A magia está de volta, e mais intensa do que nunca. A Warner Bros. Pictures revelou o primeiro teaser de Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor, sequência direta do clássico noventista Da Magia à Sedução, reacendendo a paixão dos fãs por esse universo onde amor e feitiçaria andam lado a lado.
O novo capítulo marca o aguardado retorno de Sandra Bullock e Nicole Kidman como as icônicas irmãs Sally e Gillian Owens. Ao lado delas, uma nova geração entra em cena, com nomes como Joey King, Maisie Williams, Xolo Maridueña e Lee Pace. E para completar o toque nostálgico, Stockard Channing e Dianne Wiest reprisam seus papéis como as excêntricas tias Jet e Franny.
A trama retoma a maldição que sempre perseguiu a família Owens. Todo homem que se apaixona por uma delas está condenado à morte. Décadas depois, Sally e Gillian ainda carregam esse peso, mas agora enfrentam uma ameaça ainda maior, capaz de destruir não só seus relacionamentos, mas toda a linhagem da família. Entre feitiços, segredos e laços familiares, o filme promete equilibrar romance, humor e aquele toque sombrio que marcou o original.
Lançado em 1998, Da Magia à Sedução se tornou um clássico cult ao misturar fantasia com drama romântico, conquistando o público com sua estética encantadora e a química irresistível entre Bullock e Kidman. Mesmo sem ter sido um grande sucesso de bilheteria na época, o longa ganhou força ao longo dos anos e virou referência quando o assunto é histórias de bruxas fora do óbvio.
Agora, com Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor, a promessa é entregar exatamente o que os fãs querem: nostalgia na medida certa, novos conflitos e um mergulho ainda mais profundo nesse universo onde o amor pode ser tão poderoso e perigoso quanto qualquer feitiço.
A estreia está marcada para setembro de 2026 nos cinemas brasileiros. E se depender do clima do teaser, pode preparar, vem emoção, vem romance e vem magia da boa.


Fonte: Jovem Pan

Jovem Pan chega ao rádio em Porto Alegre e expande presença nacional

A menos de um mês de completar 84 anos, a Jovem Pan expandiu e chegou a mais uma capital brasileira. A maior rede de rádio do país agora está presente em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e terá programação local, cobertura da Copa do Mundo e debates eleitorais. A capital gaúcha se soma às mais de 130 afiliadas espalhadas pelo país.
“O impacto na sociedade será grande pela distribuição de conteúdo em todos os dispositivos. O gaúcho estava ansioso por esse trabalho de seriedade que a Jovem Pan faz em todo o Brasil“, afirmou Fernando Perdigão, da Jovem Pan News Porto Alegre. “Queremos trazer esse espaço de fala para que o cidadão identifique as propostas não só dos candidatos, mas também dos vices, que muitas vezes são deixados de lado pela mídia tradicional”, pontuou Perdigão.
O diretor de rede e expansão do grupo, Paulito Carvalho, reforçou que o “localismo” é o diferencial da rede. “Nada é mais importante para o ouvinte do que o problema na frente da casa dele. Apresentamos o noticiário nacional, mas não podemos deixar de atender ao regionalismo”, destacou o executivo.

Assista ao vídeo: 


Fonte: Jovem Pan

O que são ‘equipamentos de uso duplo’ que os EUA desconfiam que estejam presentes em navio do Irã

Os Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira (20) que desconfiam que o navio iraniano apreendido no domingo (18) transportava equipamentos de ‘uso duplo’. Apesar das forças norte-americanas não terem detalhado quais seriam os itens, o Comando Central dos EUA listou metais, tubos e componentes eletrônicos entre outros produtos que poderiam ter uso militar e industrial e poderiam ser capturados.
Os militares do Irã disseram que o navio estava viajando da China e acusaram os EUA de “pirataria armada”, conforme a mídia estatal iraniana nesta segunda-feira.

O que são equipamento de uso duplo?
Segundo o site do Parlamento Europeu, equipamentos de uso duplo são “bens concebidos para uso civil que, em mãos erradas, podem ser utilizados para reprimir os direitos humanos ou para lançar ataques terroristas.”
Esses equipamentos vão desde drones até produtos químicos, e usado com objetivos negativos, podem ser utilizados para controlar a população ou para preparar ataques. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts, explica que o termo “dupla utilização”, originalmente, se referia a um “conjunto específico de materiais nucleares após a Segunda Guerra Mundial que podiam ser usados ​​tanto para fins militares (armas) quando civis (energia).
Navio apreendido aumenta tensão na guerra
O navio do Irã atacado e apreendido pelos Estados Unidos aumentou a tensão entre os países, em guerra desde o dia 28 de fevereiro. Segundo o Comando Central dos EUA, “as forças americanas enviaram múltiplos alerta e informes para o cargueiro iraniano de que era uma violação do bloqueio dos Estados Unidos”, explicou o Comando em uma publicação no X (antigo Twitter).
“Depois dos Toruka’s ignorar os alertar por seis horas, o Spruance desativou a propulsão do Touska disparando vários projéteis do canhão MK 45 de 5 polegadas do destróier contra a sala de máquinas da embarcação”, explicou, e acrescentou que. Fuzileiros navais da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais abordaram posteriormente o navio não cooperativo, que permanece sob custódia dos EUA.
A apreensão acontece em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a trégua com o Irá acabar na noite de quarta-feira (22) e que é “altamente improvável que o cessa-fogo se estenda” para além das duas semanas dadas. A trégua entre EUA e Irã começou no dia 7 de abril.
Outro ponto de tensão e em relação às negociações é que a delegação dos Estados Unidos está a caminho do Paquistão para segunda rodada de negociações. Entretanto, os iranianos informaram no domingo (19) que não tem interesse em participar, eles alegam que os Estados Unidos têm feito “exigências excessivas” e “demandas irracionais”. “Nessas condições não se vislumbra um cenário claro para negociações bem-sucedidas”, disse a agência Irna.
O objetivo das negociações é alcançar um acordo para o fim duradouro da guerra, iniciada em 28 de fevereiro por ataques de Israel e dos Estados Unidos, e que se propagou por todo o Oriente Médio, com um balanço de milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, e um forte impacto na economia mundial.


Fonte: Jovem Pan

Cármen Lúcia vota para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tábata Amaral

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia acompanhou o voto do ministro Alexandre de Moraes e votou, nesta segunda-feira (20), pela condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB – SP).
Moraes, que é o relator da ação penal, já havia votado na sexta-feira (17) para condenar o ex-deputado federal. O caso está em julgamento e o ministro entendeu que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser condenado a um ano de prisão em regime aberto. O caso é julgado pelo plenário virtual do Supremo.
O processo foi movido contra Eduardo Bolsonaro após uma postagem nas redes sociais.
Em 2021, ele escreveu que o projeto de lei proposto pela parlamentar para garantir a distribuição gratuita de absorventes íntimos para a população teria o objetivo de atender interesses empresariais de “seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann”, acionista de uma companhia que fabrica produtos de higiene pessoal.
Ao votar pela condenação, Moraes entendeu que ficou configurada a difamação contra a deputada. “A divulgação realizada pelo réu revela o meio de ardil por ele empregado, cujo objetivo foi tão somente atingir a honra da autora, tanto na esfera pública, na condição de agente política, como em sua vida privada, uma vez que o alcance proporcionado pela Internet, como é sabido, é gigantesco e tem enorme poder de proliferação”, afirmou.
A votação eletrônica ficará aberta até o dia 28 de abril. Faltam os votos de oito ministros.
Durante a tramitação do processo, a defesa de Eduardo Bolsonaro disse que as declarações foram feitas no âmbito da imunidade parlamentar.
O ex-deputado está nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato por acumular faltas às sessões da Câmara dos Deputados.

Reação de Eduardo Bolsonaro
Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro criticou Alexandre de Moraes por ser o relator do caso e “amigo íntimo” de Tabata Amaral, quem abriu a denúncia contra o ex-deputado. Na publicação feita nesta segunda-feira ele compartilhou uma foto do casamento da deputada em que Moraes aparece como um dos convidados da cerimônia.
“Na mesma imagem: a autora do processo contra mim (Tabata) e o “juiz” (Moraes) que me condenou a 1 ano de prisão + multa, tudo no casamento dela! Isso que se tornou o Brasil com a associação Lula-Moraes. Já imaginou ser condenado por um juiz amigo daquela que te processa?”, escreveu Eduardo.
*Com informações da Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

Dino propõe revisão de competências do STF e tribunais superiores e mais rigor para corrupção de juízes

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs nesta segunda-feira (20), uma nova reforma do Poder Judiciário. No texto, o ministro sugere medidas divididas em 15 eixos. Entre elas:
revisão de competências do STF e de tribunais superiores;
alterações na tramitação de processos eleitorais; e
mudanças na lei penal para punir de forma mais rigorosa irregularidades envolvendo juízes, procuradores, advogados e outros integrantes do sistema de Justiça. Veja todas as mudanças.
“Manifesto a crença de que o Brasil precisa de uma Nova Reforma do Judiciário, abrangendo todos os segmentos que atuam nesse sistema, que tem como órgão máximo o Supremo Tribunal Federal”, escreveu Dino. A proposta foi feita em artigo do magistrado foi publicado no portal “ICL Notícias”.
Procurado, o ministro Edson Fachin, presidente do STF, declarou que merece “aplauso e apoio” o debate trazido por Flávio Dino.
“Ali se apresenta uma reflexão oportuna e bem estruturada sobre a necessidade de aperfeiçoamento do Poder Judiciário, tratando o tema com seriedade institucional e senso de responsabilidade republicana. Ao evitar soluções simplistas, o texto valoriza um diagnóstico consistente e propõe caminhos que dialogam com demandas reais da sociedade, especialmente no que diz respeito à eficiência, transparência e fortalecimento da confiança pública nas instituições”, afirmou Fachin. Leia a íntegra.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Em nota, o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da Oposição no Senado Federal, afirmou que uma reforma no Judiciário é “necessária”, mas que a proposta de Dino ignora “temas centrais”.
“Entre eles, o uso recorrente de decisões monocráticas que mantêm liminares por anos sem análise do colegiado, enfraquecendo a colegialidade. Também é urgente definir limites claros para a atuação de parentes de ministros em processos que poderão ser julgados nos respectivos tribunais”, disse.
O senador afirmou ainda que cabe ao Legislativo liderar esse processo, ouvindo toda a sociedade, em respeito à representatividade e à separação dos poderes. Também afirmou que o STF deve resgatar o papel de “corte constitucional” com “revisão dos legitimados para propor ações, evitando a banalização de sua atuação e a transformação da Corte em instância de investigação permanente”.
“Sem enfrentar esses pontos, qualquer proposta de reforma corre o risco de ser apenas um ajuste conveniente, e não uma mudança real a serviço da Justiça e da sociedade”, afirmou.
Propostas de Dino
No artigo, Dino aponta o que considera eixos para o “redesenho normativo do sistema de Justiça”:
requisitos processuais para acesso recursal aos tribunais superiores, especialmente o STJ, objetivando agilizar as ações judiciais;
critérios para expedição de precatórios e para cessão de tais créditos a empresas e fundos, visando eliminar precatórios temerários ou fraudulentos; precatórios são títulos de dívidas reconhecidas pela Justiça, que o governo federal, estadual ou municipal deve a pessoas físicas ou jurídicas. Na prática, eles funcionam como um crédito contra o Estado.
instâncias especializadas e ágeis, em todos os Tribunais, para julgamento de processos sobre crimes contra a pessoa, crimes contra a dignidade sexual, além de atos de improbidade administrativa;
criação de rito próprio para exame judicial de decisões das agências reguladoras, para o rápido arbitramento dos conflitos de grande expressão econômica, possibilitando celeridade e segurança jurídica em obras e investimentos;
revisão do capítulo do Código Penal sobre os crimes contra a Administração da Justiça, inclusive criando tipos penais mais rigorosos para corrupção, peculato e prevaricação envolvendo juízes, procuradores, advogados (públicos e privados), defensores, promotores, assessores, servidores do sistema de Justiça em geral;
procedimentos para julgamentos disciplinares conexos. Por exemplo, quando houver participação em infrações administrativas de magistrados, promotores e advogados;
tramitação adequada de processos na Justiça Eleitoral, evitando o indevido prolongamento atualmente verificado, causando insegurança jurídica e tumultos na esfera política;
composição e competências dos Conselhos Nacionais de Justiça e do Ministério Público, para que sejam mais eficientes na fiscalização e punição de ilegalidades;
direitos, deveres, remuneração, impedimentos, ética e disciplina das carreiras jurídicas, suprimindo institutos arcaicos como “aposentadoria compulsória punitiva” e a multiplicação de parcelas indenizatórias;
critérios para sessões virtuais nos tribunais e varas judiciais;
revisão das competências constitucionais do STF e dos Tribunais Superiores;
garantia de presença dos membros do Sistema de Justiça nas comarcas e unidades de lotação;
regras e limites para o uso de inteligência artificial na tramitação de processos judiciais;
arrecadação, transparência e uso dos recursos que integram os Fundos de Modernização e os fundos de honorários advocatícios da Advocacia Pública;
medidas que reduzam o número de processos no Sistema de Justiça, iniciando pelos procedimentos atualmente verificados em execuções fiscais, que devem ser intensamente desjudicializados.
Ministro Flávio Dino durante sessão plenária do STF em 16/04/2026
Luiz Silveira/STF
Necessidade de mudanças
No artigo, o ministro relembrou as reformas no Poder Judiciário feitas na história brasileira. A última ocorreu em 2004.
“Decorridos 22 anos da última Reforma, creio ser o caso de realizar um novo ciclo de mudanças constitucionais e legais, mediante a participação dos órgãos integrantes do Sistema de Justiça e das entidades representativas dos seus membros”, declarou.
“As reformas devem vir para FORTALECER o sistema de Justiça, e não para suprimir as virtudes que o tornaram capaz de concretizar os direitos constitucionais, controlar abusos de poder e sustentar a democracia – inclusive contra o império das fake news e contra agressões de pessoas com armas na cintura”, prosseguiu.
Dino também pontuou a necessidade de combate à violência.
“Também deve ser iluminada a aguda demanda da sociedade em relação à violência, especialmente com o assombroso crescimento das facções criminosas, o que igualmente exige a concertação de todos os setores da Justiça. Não há dúvida de que temas como polícias e sistema penitenciário estão precipuamente sob a coordenação dos Poderes políticos, porém é indiscutível a incidência do trabalho do Sistema de Justiça”, ponderou.
Veja a manifestação do presidente do STF, ministro Edson Fachin:
“Merece aplauso e apoio a perspectiva do debate trazida no artigo de autoria do Ministro Flavio Dino. Ali se apresenta uma reflexão oportuna e bem estruturada sobre a necessidade de aperfeiçoamento do Poder Judiciário, tratando o tema com seriedade institucional e senso de responsabilidade republicana. Ao evitar soluções simplistas, o texto valoriza um diagnóstico consistente e propõe caminhos que dialogam com demandas reais da sociedade, especialmente no que diz respeito à eficiência, transparência e fortalecimento da confiança pública nas instituições.
Outro mérito relevante está na ênfase conferida à ética e à responsabilidade funcional, sem perder de vista as garantias essenciais da magistratura. O equilíbrio entre independência judicial e mecanismos de controle é abordado com sobriedade, reforçando a ideia de que credibilidade institucional depende, também, da capacidade de reconhecer falhas e corrigi-las com firmeza e justiça.
Por fim, o texto contribui para qualificar o debate público ao tratar a reforma do Judiciário como um processo contínuo, aberto e plural. Ao estimular a reflexão e o diálogo, oferece uma base sólida para a construção de consensos, sempre orientados pelo interesse público e pela preservação dos valores que sustentam o Estado de Direito”.


Fonte:

g1 > Política

EUA mandam delegado brasileiro envolvido na prisão de Ramagem deixar o país

Ramagem deixa a prisão nos EUA
Os Estados Unidos ordenaram que um delegado brasileiro envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixe o país. A medida foi divulgada nesta segunda-feira (20) pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo americano.
Sem citar nomes, o governo americano afirmou em uma rede social que uma autoridade brasileira tentou “contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas” no país.
“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso”, diz o texto.
A TV Globo confirmou com a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos que a autoridade citada é o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE).
Ramagem foi detido pelo ICE no dia 13 de abril em Orlando, na Flórida. Naquele dia, a PF informou que ele havia sido preso por questões migratórias e levado a um centro de detenção. O ex-deputado foi solto dois dias depois.
Após sair da cadeia, Ramagem publicou um vídeo agradecendo à cúpula do governo Donald Trump pela soltura. Na gravação, ele afirmou que a liberação dele foi administrativa, sem que fosse realizado um procedimento judicial ou pagamento de fiança.
“Eu venho agradecer ao governo norte americano, da mais alta cúpula da administração Trump”, disse Ramagem em uma publicação nas redes sociais.
Ramagem deixou o Brasil em 2025 após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele é acusado de integrar o núcleo central da trama, que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.
Segundo investigações da PF divulgadas pelo g1, ele saiu do país de forma clandestina antes do fim do julgamento. Informações apontam que ele cruzou a fronteira de Roraima com a Guiana e, depois, seguiu para os Estados Unidos.
Em janeiro deste ano, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição do ex-deputado foi encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado em 30 de dezembro de 2025.
Aliados dizem que Ramagem pretendia pedir asilo político nos Estados Unidos. Por outro lado, o ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que permite a detenção por autoridades estrangeiras.
Quem é Alexandre Ramagem?
Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da ABIN e ex-deputado federal
PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDO
Alexandre Ramagem é um delegado da Polícia Federal e político brasileiro. Ele ingressou na Polícia Federal em 2005. Ganhou destaque ao chefiar a segurança de Jair Bolsonaro após o atentado em Juiz de Fora, na campanha de 2018.
Na gestão Bolsonaro, foi nomeado para chefiar a Agência Brasileira de Inteligência. Sua gestão é alvo de investigações sobre o uso da estrutura do órgão para monitorar ilegalmente adversários políticos, no caso conhecido como “Abin Paralela”.
Em 2020, Bolsonaro tentou nomeá-lo Diretor-Geral da Polícia Federal, mas a nomeação foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes (STF) devido à proximidade pessoal de Ramagem com a família do presidente.
Em 2022, foi eleito pelo PL-RJ com cerca de 59 mil votos. Teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara em dezembro do ano passado, após sua condenação criminal na trama golpista.
Em 2024, disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro, terminando a eleição em segundo lugar.


Fonte:

g1 > Política

Petróleo fecha em alta de 5% após volta do fechamento de Ormuz e escalada de tensões EUA-Irã

Os contratos futuros do petróleo voltaram a operar em forte alta nesta segunda-feira (20) seguindo a escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, após o país persa retomar o fechamento do Estreito de Ormuz. O mercado também aguarda mais informações de uma possível nova rodada de negociações, diante de versões conflitantes por ambos os países.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho fechou em alta de 5,85% (US$ 4,83), a US$ 87,42 o barril.
Já o Brent para mesmo mês subiu 5,64% (US$ 5,10), a US$ 95,48 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Negociadores dos EUA devem ir ao Paquistão para uma nova rodada de conversas de paz, confirmou hoje o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, embora o Irã até agora não tenha afirmado publicamente que participará de quaisquer negociações. Mohammad Bagher Ghalibaf, influente figura política e militar que participou das últimas discussões com os EUA, comparecerá à nova rodada de tratativas se o vice-presidente americano, JD Vance, também o fizer, segundo o New York Times.
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ao New York Post que o vice-presidente JD Vance e uma delegação para negociações de paz com o Irã, que inclui o enviado especial Steve Witkoff e o conselheiro Jared Kushner, irão ao Paquistão para negociar com o Irã. “A liderança iraniana forçou centenas de navios em direção aos Estados Unidos, principalmente para o Texas, Louisiana e Alasca, para obter seu petróleo – Muito obrigado!”, disse Trump na Truth Social.
Diante do fechamento do estreito vital para o transporte de petróleo, o Kuwait declarou força maior para o fornecimento de óleo bruto e derivados, enquanto o Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês) informou que desde o inícios dos bloqueios americanos em Ormuz, 27 embarcações deram meia-volta ou retornaram a um porto iraniano.
Os estoques globais de petróleo bruto e produtos derivados estão prestes a atingir seus níveis mais baixos em oito anos até o final de junho, mesmo que o conflito no Oriente Médio termine esta semana, dizem os analistas do Citi. Eles estimam que 500 milhões de barris de produção foram perdidos desde o início da guerra, e que isso aumentará para 900 milhões de barris, mesmo que o Estreito de Ormuz reabra nos próximos dias.


Fonte: Jovem Pan