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Sem candidatos definidos, Peru rejeita eleições complementares e ratifica data do 2º turno

O Júri Nacional de Eleições (JNE) do Peru rejeitou nesta sexta-feira (24) a possibilidade de realizar eleições complementares em Lima diante das irregularidades registradas no processo eleitoral de 12 de abril, e ratificou que o segundo turno presidencial será em 7 de junho.
“O Pleno do JNE, após a análise técnico-jurídica e em atenção aos relatórios emitidos pelas instâncias competentes, decidiu por unanimidade declarar inviável a realização de eleições complementares”, afirmou o organismo eleitoral em um comunicado divulgado nas redes sociais.
O candidato ultraconservador e ex-prefeito de Lima Rafael López Aliaga, que ainda disputa a vaga para o segundo turno com o esquerdista Roberto Sánchez, havia solicitado uma nova eleição na capital alegando que problemas nas seções de votação impediram que milhares de seus apoiadores votassem. Com 95% dos votos já apurados, Sánchez e López Aliaga disputam voto a voto o segundo lugar, com uma leve vantagem de 20 mil votos para o esquerdista radical. Keiko Fujimori é a única candidata com vaga garantida.
No pedido, foi indicado que os atrasos na distribuição do material eleitoral impediram que mais de 50 mil pessoas votassem. Isso obrigou as autoridades a estenderem a votação por um dia.
Mais cedo, a polícia realizou uma operação de busca na casa do ex-chefe do órgão eleitoral que organizou o pleito, Piero Corvetto, no âmbito de uma investigação por suposta conluio relacionada à votação. Corvetto renunciou na terça-feira, pouco antes de ser interrogado pelo Ministério Público, em meio às múltiplas falhas na jornada eleitoral de 12 de abril que atrasaram a apuração dos votos.


Fonte: Jovem Pan

EUA ratificam neutralidade sobre soberania das Ilhas Malvinas

Os Estados Unidos ratificaram nesta sexta-feira (24) sua neutralidade sobre a soberania das Ilhas Malvinas, disputadas por Argentina e Reino Unido, segundo declarou um porta-voz do Departamento de Estado. “Nossa posição sobre as ilhas continua sendo a neutralidade. Sabemos que há uma disputa entre Argentina e Reino Unido devido a reivindicações sobre sua soberania”, declarou o porta-voz.
Os Estados Unidos reconhecem “a administração de fato” por parte do Reino Unido desse arquipélago no Atlântico Sul, mas sem tomar posição sobre as reivindicações de soberania, acrescentou. Argentina e Reino Unido travaram uma guerra pelas Ilhas Malvinas (Falklands, para os britânicos) entre 2 de abril e 14 de junho de 1982, que terminou com a vitória de Londres e um balanço de 649 argentinos e 255 britânicos mortos.
O Reino Unido rejeita qualquer pretensão argentina sobre o território e considera que os cerca de 3.600 habitantes do arquipélago devem ter direito à autodeterminação. Com exceção do período da guerra, a Argentina reivindica sua soberania sobre as ilhas por via diplomática há quase 200 anos.
Nesta sexta-feira, a agência Reuters noticiou que, segundo informações vindas do Pentágono, os Estados Unidos poderiam revisar sua posição sobre a soberania das Malvinas em represália pela falta de apoio do primeiro-ministro britânico Keir Starmer na guerra do Oriente Médio.
Os relatos também sugeriam que os Estados Unidos tinham planos de suspender a Espanha da Otan, em retaliação pela oposição do país europeu à guerra contra o Irã.


Fonte: Jovem Pan

EUA e Irã desembarcam no Paquistão sob incerteza de nova rodada de negociações e ameaças em Ormuz

Em meio a incerteza sobre uma nova rodada de negociações, Estados Unidos e Irã vão ao Paquistão. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, chegou a Islamabad na sexta-feira (24), mas não confirmou que vá se encontrar com os representantes norte-americanos para uma segunda rodada de conversar sobre um possível cessar-fogo na guerra iniciada no dia 28 de feveereiro.
Segundo fontes do um cominucado da chancelaria paquistanês, Araghchi “terá reuniões com altos funcionários do Paquistão para tratar dos últimos acontecimentos na região assim como os esforços em curso em favor da paz e da estabilidade”.
Os enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  Steve Witkoff e Jared Kushner, viajarão no sábado ao Paquistão “com o objetivo de manter conversas […] com representantes da delegação iraniana”, declarou, entretanto, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, ao assegurar que o encontro foi solicitado por Teerã. O vice-presidente JD Vance, que liderou a delegação americana há duas semanas, não viajará desta vez, mas pode se juntar à equipe mais adiante em caso de progresso, detalhou Leavitt.
A televisão estatal iraniana informou que não há previsão de uma reunião com os negociadores americanos.
Islamabad, capital do Paquistão, que atua como mediador, espera há dias pela retomada das conversas entre norte-americanos e iranianos, iniciadas há duas semanas e suspensas depois de algumas horas. No entanto, o cessar-fogo foi prolongado unilateralmente pelos Estados Unidos desde então e por tempo indeterminado.
Na terça-feira (21), o presidente dos EUA, Donald Trump, estendeu um cessar-fogo enquanto mantinha o bloqueio americano aos portos iranianos.

Tensões em Ormuz 
As incertezas sobre a nova rodada de negociações acontecem em um momento delicado do conflito, onde Estados Unidos e Irã intensificaram as ameaças por causa do Estreito de Ormuz. Na quinta-feira (23), os militares dos Estados Unidos apreenderam outro petroleiro associado ao contrabando de petróleo iraniano, intensificando o impasse com o Irã um dia após a Guarda Revolucionária paramilitar do país ter assumido o controle de duas embarcações no crucial Estreito de Ormuz.
A ação ocorre um dia depois de o Irã ter atacado três navios cargueiros no estreito, capturando dois deles, em uma medida que intensificou sua ofensiva contra a navegação nessa via estratégica, por onde passa, em tempos de paz, cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
O conflito já fez os preços da gasolina dispararem muito além da região e elevou o custo dos alimentos e de uma ampla gama de outros produtos. O Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril, marcando alta de 35% em relação aos níveis pré-guerra, mas os mercados acionários ainda parecem reagir com relativa indiferença.
Também na quinta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter ordenado à Marinha americana que “atire para matar” em qualquer embarcação que esteja instalando minas nas águas do Estreito de Ormuz, em nova escalada das tensões com o Irã na principal rota global de transporte de petróleo. Em publicação na Truth Social, Trump disse que a ordem vale para “qualquer barco, por menor que seja”, envolvido na atividade. “Não deve haver hesitação”, escreveu. O presidente também afirmou que navios-varredores de minas dos EUA já atuam na região e determinou a ampliação da operação. “Estão limpando o estreito agora. Estou ordenando que essa atividade continue, mas em um nível triplicado”, declarou.
*Com informações da Reuters, Estadão Conteúdo e AFP


Fonte: Jovem Pan

A política de compliance existe. O risco também

Este não é um artigo contra o compliance. Pelo contrário: é uma defesa do compliance que funciona.
O problema não está nos profissionais de compliance que mapeiam riscos, estruturam políticas, alertam a liderança e tentam corrigir rotas. O problema está nas organizações que tratam esse trabalho como formalidade, ignoram seus alertas e, depois, tentam usar a política como escudo quando o risco vira crise.
Já vi empresas chegarem ao processo com tudo aparentemente em ordem. Política aprovada, código de conduta atualizado, canal de denúncia disponível, cláusulas padrão nos contratos e treinamento registrado em sistema. No papel, parecia proteção. Na prática, não era. É nesse intervalo entre documento e prática que o risco se instala.
O problema apareceu no detalhe que geralmente decide o caso: ninguém conseguiu demonstrar que aquela política tinha mudado a rotina da empresa. O contrato foi assinado sem revisão adequada. O fornecedor continuou sem monitoramento. A denúncia interna demorou a ser tratada. A área comercial assumiu uma obrigação que a operação não conseguia cumprir.
O compliance de papel ainda é uma armadilha comum. Ele dá sensação de organização, melhora a apresentação para auditoria e cria conforto interno. Mas, quando o problema chega ao regulador, ao auditor ou ao Judiciário, a pergunta muda. Não basta saber se a empresa tinha uma política. A pergunta passa a ser outra: ela era conhecida, aplicada, testada e levada a sério?
A atuação regulatória brasileira já aponta nessa direção. Em 2023, a ANPD aplicou sua primeira multa por descumprimento da LGPD, em caso que envolveu ausência de base legal para tratamento de dados, descumprimento de deveres regulatórios e falha no atendimento às solicitações da autoridade. O recado é claro: em matéria de governança, não basta parecer adequado; é preciso demonstrar conformidade efetiva.
No campo concorrencial, o CADE também trata programas de compliance de forma pragmática. Suas diretrizes admitem que um programa possa ser considerado como sinal de boa-fé ou fator de mitigação, mas isso depende de efetividade concreta, não da simples existência de um manual bem escrito.
É aí que muitas empresas se enganam.
Na gestão de contratos, por exemplo, a política pode prever revisão jurídica prévia. Mas, se a operação consegue assinar contratos relevantes por fora do fluxo, o risco continua inteiro. Pior: a política passa a mostrar que a empresa sabia qual deveria ser o procedimento correto.
Na cadeia de fornecedores, a homologação inicial pode estar bem documentada. Mas, se depois da contratação ninguém monitora execução, mudança societária, subcontratação, exposição trabalhista, fiscal, ambiental ou reputacional, a due diligence vira fotografia antiga. Serve para arquivo, não para governança.
No ambiente interno, o código de conduta pode tratar de assédio, conflito de interesses e uso de informação sensível. Mas, se o canal de denúncia não gera apuração confiável, se a resposta demora ou se determinadas lideranças nunca sofrem consequência, o documento deixa de reduzir risco. Ele apenas registra que a empresa conhecia o tema.
Na maior parte das organizações, a área de compliance sabe onde estão as fragilidades. Sabe quais políticas não saíram do papel, quais áreas resistem a controles, quais treinamentos viraram formalidade e quais riscos aparecem todo ano no relatório sem tratamento real.
O que frequentemente falta é mandato. E mandato, aqui, não é cargo no organograma. É acesso à decisão, orçamento mínimo, apoio da liderança e consequência real quando a regra é ignorada.
Também há uma dimensão cultural que não pode ser ignorada. Nenhum programa de compliance, por mais bem estruturado que seja, consegue prever todas as situações da rotina empresarial. Sempre haverá zonas cinzentas, pressão por resultado e decisões que não estarão descritas em uma política interna. É nesses momentos que a cultura mostra sua importância. Quando a organização leva compliance a sério, a decisão tende a respeitar o espírito da regra mesmo sem resposta pronta. Quando não leva, qualquer silêncio normativo vira espaço para acomodação do risco.
Sem apoio da alta administração, até o melhor compliance vira área de recomendação. Aponta o risco, registra o alerta, sugere correção e assiste ao negócio seguir como antes. Depois, quando o problema aparece, a empresa tenta usar a política como escudo. Nem sempre funciona.
Programa de compliance não se mede pela quantidade de documentos aprovados. Mede-se pela capacidade de influenciar decisões. Se a área não consegue impedir uma contratação arriscada, provocar revisão contratual, exigir correção de fornecedor, apurar uma denúncia relevante ou gerar consequência diante do descumprimento, talvez exista política. Mas ainda não existe governança.
A integração com o jurídico é decisiva nesse ponto. O jurídico não pode entrar apenas quando a crise já virou processo. Precisa participar antes: na revisão dos contratos, na estruturação dos fluxos, na matriz de risco, na apuração interna, na definição de evidências e na resposta ao regulador.
Porque, quando algo dá errado, a pergunta central raramente será “a empresa tinha política?”. A pergunta será outra: o que a empresa fez, concretamente, para que essa política fosse cumprida? Essa pergunta separa compliance formal de governança efetiva.
Uma política ignorada não protege. Em alguns casos, piora a leitura do problema, porque mostra que a empresa sabia qual conduta deveria adotar e, mesmo assim, não conseguiu transformar orientação em prática.
Compliance que funciona não é o que fica bonito na apresentação. É o que aparece na rotina.


Fonte: Jovem Pan

Qual jogador escocês tem o maior número de gols em Copas do Mundo?

Quer um dado de almanaque rápido e direto? Então saiba quem é o maior artilheiro da Escócia na história das copas do mundo: a marca pertence ao ex-atacante Joe Jordan, que soma quatro gols no principal torneio de seleções do planeta. Apelidado de “Jaws” (Mandíbula) devido à ausência dos dentes da frente, o ídolo escocês construiu esse recorde histórico somando suas participações nos Mundiais de 1974, 1978 e 1982.
A trajetória do goleador e o feito inédito entre britânicos
Joe Jordan não era apenas um finalizador de área, mas um jogador de forte imposição física e excelente jogo aéreo. Sua consistência com a camisa da seleção nacional garantiu um lugar em uma prateleira restrita do futebol mundial.
O atacante estreou em Mundiais na Copa de 1974, na Alemanha Ocidental, anotando logo dois gols na vitória por 2 a 0 contra o Zaire. Quatro anos depois, na Copa de 1978, na Argentina, ele foi o responsável por marcar o único gol da Escócia no empate frustrante por 1 a 1 contra o Irã. A consagração final de seu recorde veio na Copa de 1982, na Espanha, quando ele balançou as redes mais uma vez na goleada por 5 a 2 sobre a Nova Zelândia.
Ao marcar nesse último torneio, Jordan registrou um feito impressionante: tornou-se o primeiro jogador britânico da história a fazer gols em três Copas do Mundo diferentes.
Ranking histórico: os maiores artilheiros escoceses
O distanciamento de Joe Jordan no topo da tabela é considerável se analisarmos o volume ofensivo da Escócia nas competições. Logo abaixo dele, um empate técnico divide a segunda colocação entre três lendas do futebol do país.
Veja a lista com os jogadores que mais balançaram as redes pela Tartan Army na história da competição:
1. Joe Jordan (4 gols)
Líder isolado do ranking, com gols distribuídos pelas Copas de 1974, 1978 e 1982.
2. Kenny Dalglish (2 gols)
Considerado por muitos o maior jogador escocês de todos os tempos e recordista de convocações da seleção, o ídolo do Liverpool deixou sua marca na histórica vitória contra a Holanda em 1978 e na goleada sobre a Nova Zelândia em 1982.
3. Archie Gemmill (2 gols)
Os dois gols de Gemmill aconteceram no mesmo jogo: a vitória épica por 3 a 2 sobre a temida seleção da Holanda na Copa de 1978. O seu segundo gol nessa partida é amplamente lembrado como um dos gols mais bonitos da história dos Mundiais, imortalizado por uma arrancada espetacular em que driblou três defensores holandeses antes de encobrir o goleiro.
4. John Wark (2 gols)
O meio-campista anotou seus dois gols de uma só vez na partida de estreia da Escócia na Copa de 1982, ajudando a equipe a consolidar o placar de 5 a 2 contra os neozelandeses na fase de grupos.
O elenco atual e as chances de quebra do recorde em 2026
A seleção escocesa confirmou seu retorno à competição para a edição de 2026, encerrando um jejum doloroso de participações em Mundiais que durava desde 1998. Com o retorno ao principal palco do esporte, reabre-se a janela matemática para que novos nomes ameacem o topo da estatística.
Jogadores fundamentais no esquema tático do atual técnico Steve Clarke, como o meio-campista John McGinn (um dos maiores artilheiros gerais da seleção em atividade) e o volante com faro de gol Scott McTominay, são os candidatos naturais da atual geração para tentar buscar a marca imposta nas décadas de 70 e 80.
Manter um recorde inatingível desde 1982 evidencia as dificuldades e as ausências da Escócia no cenário internacional nas últimas três décadas. A nova equipe carrega a responsabilidade dupla de tentar superar a fase de grupos pela primeira vez na história e, finalmente, atualizar as estatísticas ofensivas de um almanaque que permaneceu congelado no tempo.


Fonte: Jovem Pan

Guia da meca santista: onde comer o prato em Santos

A meca santista é mais do que um prato; é um símbolo da identidade gastronômica de Santos. Para moradores e turistas, encontrar um bom lugar onde comer o tradicional peixe Meca Santista é parte essencial da experiência de vivenciar a cultura local. Este peixe de carne branca, firme e saborosa, geralmente grelhado na chapa e servido com acompanhamentos clássicos, representa o melhor da culinária caiçara. Este guia prático foi criado para ajudar você a entender o que torna este prato tão especial e a identificar os melhores locais para saboreá-lo, além de explorar outros pratos clássicos da região.
O que é a tradicional meca santista?
Antes de procurar onde comer, é importante entender o que define o prato. A meca santista é uma receita simples em sua essência, mas que depende da qualidade dos ingredientes e da técnica de preparo para brilhar.

O peixe: A meca, também conhecida como espadarte ou agulhão-bandeira, é um peixe de grande porte com carne de textura firme e sabor suave, que absorve bem os temperos. Sua consistência é frequentemente comparada à do lombo de porco, sendo ideal para grelhar.
O preparo: A posta de meca é tradicionalmente temperada com sal, pimenta e, por vezes, um toque de alho e limão. Em seguida, é grelhada em uma chapa quente com azeite ou manteiga até atingir o ponto perfeito: dourada por fora e úmida e macia por dentro.
Os acompanhamentos: A combinação clássica que acompanha o peixe é o que completa a experiência. Os mais comuns são:
Farofa de banana: Um contraponto agridoce que equilibra o sabor salgado do peixe.
Arroz branco ou com brócolis: Simples e funcional, serve como base neutra para o prato.
Batatas souté ou fritas: Oferecem textura e complementam a refeição.
Molho de camarão (opcional): Alguns restaurantes oferecem uma versão mais elaborada, com um molho rico para cobrir o peixe.

Onde comer a meca santista e outros pratos clássicos em Santos
Encontrar um autêntico Meca Santista exige procurar por estabelecimentos que valorizem a tradição e a qualidade dos ingredientes frescos. A cidade oferece diversas opções, desde restaurantes sofisticados a locais mais descontraídos.

Restaurantes tradicionais na orla: A avenida da praia e suas travessas abrigam alguns dos restaurantes mais icônicos de Santos. Esses locais costumam ter décadas de história e são especializados em frutos do mar. Procure por casas com cardápios focados na culinária caiçara, pois a chance de encontrar uma meca bem-executada é maior.
Estabelecimentos no centro histórico: O centro de Santos tem passado por uma revitalização e hoje conta com excelentes opções gastronômicas. Restaurantes localizados em casarões históricos oferecem uma atmosfera única para provar pratos clássicos, incluindo a meca.
Mercado de Peixes e arredores: A região próxima ao Mercado de Peixes é um ótimo lugar para encontrar restaurantes que servem peixe fresquíssimo. Muitos estabelecimentos compram seus ingredientes diretamente dos barcos, garantindo a qualidade superior do prato.
Quiosques de praia: Para uma experiência mais casual, alguns quiosques bem-estruturados na orla também servem a meca santista. É uma ótima opção para quem quer almoçar com vista para o mar, sem abrir mão do sabor tradicional.

Dicas para uma experiência autêntica
Para garantir que você está provando o melhor da gastronomia local, considere as seguintes dicas:

Pergunte sobre a origem do peixe: Restaurantes de qualidade terão prazer em informar sobre a procedência e o frescor da meca.
Observe o ponto do peixe: Uma meca perfeita não pode ser seca. Ela deve estar suculenta por dentro. Se tiver preferência, informe ao garçom sobre o ponto desejado.
Explore outros clássicos: Aproveite a visita para experimentar outros pratos típicos da culinária santista, como o marisco lambe-lambe, a tainha na telha ou o camarão na moranga.
Harmonize com bebidas locais: Uma cerveja gelada ou uma caipirinha de cachaça artesanal complementam perfeitamente a refeição à beira-mar.

Com este guia em mãos, você está preparado para explorar os sabores de Santos e encontrar a meca santista perfeita. Mais do que uma refeição, será uma imersão na rica cultura gastronômica da cidade, apreciando um prato que une simplicidade, frescor e muita tradição.


Fonte: Jovem Pan

Nikolas Ferreira e Jair Renan trocam provocações em rede social; Flávio Bolsonaro pede pacificação na base

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o vereador Jair Renan (PL)
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados e Gabriela Biló/Agência Estado
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a entrar em embate público com a família Bolsonaro após trocar provocações com o vereador Jair Renan (PL) nesta sexta-feira (24). O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) interveio pedindo pacificação dentro da sua base.
Em uma publicação na rede social X, Nikolas chamou o filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “toupeira cega”.
O episódio começou quando Jair Renan respondeu a uma publicação do influenciador bolsonarista Junior Japa, que destacava um vídeo de Nikolas com camiseta branca. “Galvão? Sentiu”, escreveu o vereador em tom de deboche.
“Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega”, rebateu Nikolas.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
À noite, Flávio Bolsonaro publicou uma nota reconhecendo o clima de “provocações e cobranças” dentro da sua base, sem mencionar diretamente o episódio.
O pré-candidato pediu, na publicação, que apoiadores não pressionem outros aliados. “Apoio não se impõe, conquista-se”, escreveu.
Nikolas, então, respondeu diretamente ao texto de Flávio afirmando que ele e aliados têm sido atacados, “minando a própria base que o seu pai criou”, escreveu, em referência a Jair Bolsonaro.
“Até cor de camisa é argumento para conflitos. Como aturar isso?”, questionou.
“Se os ataques injustos e mentirosos continuarem, muita gente irá começar a desistir”, completou. Ele reafirmou, no entanto, o seu apoio à candidatura de Flávio.
Esta não é a primeira vez que o deputado entra em atrito com a família Bolsonaro. No início de abril, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também entrou em campo para estancar uma crise entre Nikolas e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Nos bastidores, bolsonaristas apontam uma disputa por protagonismo entre grupos de direita, especialmente pela influência no ambiente digital, como um dos principais fatores por trás da briga pública entre Nikolas e Eduardo Bolsonaro.
Michelle Bolsonaro e Nikolas defendiam, na época, que o nome da direita fosse o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A postura irritou Eduardo, que passou a acusar Michelle e Nikolas de “amnésia” e de “jogar o mesmo jogo”, em uma disputa que aliados classificam como briga por espaço e influência.


Fonte:

g1 > Política

Influenciador pode fazer campanha eleitoral? Lei impõe limites, e fiscalização é desafio para o TSE

Influenciadores, propaganda disfarçada e mensagens sob medida: os desafios da eleição
Influenciadores digitais viraram peça central do marketing nas redes sociais, mas a atuação deles em campanhas eleitorais tem limites definidos pela lei.
➡️ Pela legislação eleitoral, criadores de conteúdo não podem ser contratados nem pagos para fazer propaganda de candidatos. “Publis” pedindo votos também são proibidos.
➡️ Eles podem manifestar apoio ou crítica em suas redes, mas apenas como eleitores e cidadãos, de forma espontânea, sem contrato ou vínculo com partidos e campanhas.
➡️ Mesmo quando o criador se manifesta em caráter pessoal, o conteúdo não pode ser impulsionado nem monetizado.
➡️ A lei afirma que apenas candidatos, partidos e coligações podem fazer impulsionamento de propaganda eleitoral.
🔎 Impulsionamento é o pagamento feito a plataformas como Instagram, TikTok e Facebook para ampliar o alcance de um conteúdo.
O cenário cria um desafio duplo: campanhas tentam atrair criadores de forma orgânica, sem pagamentos, enquanto a Justiça Eleitoral precisa coibir propaganda eleitoral disfarçada, que viola a lei.
Segundo o especialista em marketing político Paulo Loiola, há uma zona cinzenta. “Você pode usar [o influenciador] para uma causa, para [promover] organizações, uma prefeitura, para gestão pública, mas não pode usar para campanha. Agora, como é que controla isso?”, questiona Loiola.
Baixe do app do g1 e saiba antes o que é notícia. É de graça
Quando a Justiça Eleitoral entende que há propaganda irregular com uso de influenciadores, os partidos, federações, coligações e candidatos podem ser punidos com multas, obrigação de retirar o conteúdo, restrições de impulsionamento e, em casos mais graves, cassação e inelegibilidade por abuso de poder.
Já os criadores de conteúdo podem ser multados como responsáveis por veicular a propaganda e, se divulgarem desinformação e mentiras, também responder criminalmente.
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Pessoa física x pessoa jurídica
O desafio de monitoramento não se limita aos perfis de influenciadores. Estende-se a páginas de memes e fofoca com milhões de seguidores que eventualmente publicam mensagens de cunho político em meio a conteúdos de entretenimento e de celebridades.
“Uma coisa é um influenciador, a pessoa física, que também se coloca na internet. Outra coisa é uma página com nome genérico, que a gente sabe que funciona como uma pessoa jurídica, uma empresa digital, colocar propaganda eleitoral. Aí, são duas vedações: além de não poder receber para fazer propaganda, há a proibição de uma pessoa jurídica se engajar”, explica Amanda Cunha, especialista em Direito Eleitoral.
Influenciadores e páginas geralmente funcionam como empresas, porque ganham dinheiro para divulgar marcas e produtos nas redes sociais. É a chamada monetização.
Pela lei, empresas são proibidas de fazer campanha eleitoral, incluindo propaganda em sites e redes sociais, e de doar dinheiro a candidaturas e partidos.
Procurado pelo g1 para falar sobre o desafio de fiscalizar o cumprimento das regras da eleição nos meios digitais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disse que trabalha em campanhas para orientar o eleitor e informou que iniciou em janeiro a veiculação da websérie “V de Verdade” nas redes sociais, com exibição prevista também na TV.
O tribunal afirmou que o combate à desinformação e a educação midiática são temas permanentes de sua comunicação. Citou ainda a série “IA acreditando”, sobre o uso de inteligência artificial. Também informou que realizou ações com Google e Kwai e prepara iniciativa semelhante com a Meta.
O modelo das redes de agências de marketing
Modelo de negócio legítimo e comum nas redes, a contratação de agências de marketing digital para intermediar o contato com os criadores de conteúdo pode dificultar a identificação de quem está por trás das mensagens.
Fora do ambiente eleitoral, um exemplo de como esse modelo pode ser usado de forma ilícita apareceu no caso do banco Master. No começo do ano, influenciadores relataram ter sido procurados por agências com propostas para criticar o Banco Central. A suspeita é que o contratante era Daniel Vorcaro, dono do Master, preso e investigado por fraudes bilionárias e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal investiga se houve tentativa de obstrução de Justiça com a contratação de influenciadores.
Influenciador pode fazer campanha? Veja as regras
Arte/g1
O que as candidaturas podem fazer nas redes?
Candidatos e partidos podem impulsionar conteúdos, desde que a ação parta de suas contas oficiais. Não é permitido “terceirizar” o impulsionamento nem usá-lo para criticar e atacar adversários.
A disputa eleitoral é cada vez mais travada no ambiente digital, e a relação entre campanhas e influenciadores é apenas um dos temas.
Em 2026, mais uma vez os candidatos vão disputar a atenção de um eleitor sobrecarregado de informação e cada vez mais desconfiado das instituições.
Especialistas apontam 2018 como um marco, quando Jair Bolsonaro — então no PSL, atualmente no PL — venceu a disputa mesmo com pouco tempo de propaganda na TV. A aposta foi na campanha digital.
Naquele ano, o impulsionamento de conteúdo político na internet passou a ser permitido, desde que identificado, e as campanhas intensificaram a disputa pela audiência no celular do eleitor.
Nesse contexto, disparos em massa no WhatsApp se tornaram uma estratégia comum. Prática que, ao longo dos anos, foi sendo restringida pelas plataformas e pela Justiça Eleitoral. Em 2021, o TSE proibiu o disparo em massa de mensagens e propaganda em aplicativos.
“O que eu mais tenho ouvido é de gente que acumulou 100 mil contatos, fazia disparos segmentados para essas bases, e hoje não consegue mais”, afirma Paulo Loiola, especialista em marketing digital.
O período também foi marcado pela revelação do escândalo da Cambridge Analytica, empresa que trabalhou na campanha de Donald Trump em 2016 e utilizou indevidamente dados de milhões de usuários do Facebook para direcionar propaganda política personalizada. Na Europa, a Cambridge também atuou no Brexit.
Da massa para o nicho
“De 2018 a 2022, a disputa foi pela audiência mesmo, pela presença digital. Agora, a grande virada de chave é a inteligência dos dados: é a gente poder entender quem está do outro lado, quem são o João e a Maria. Não é mais pelo volume de posts, de vídeos, de conteúdo. É a qualidade e o direcionamento para cada um dos públicos”, explica Alek Maracajá, cientista de dados e fundador da Ativaweb, agência de marketing.
Ele afirma que o desafio das equipes de marketing é, a partir de dados públicos, entender o sentimento do eleitor e mapear a rejeição aos adversários para direcionar conteúdos com maior precisão.
Essa personalização aparece de forma quase invisível. Um usuário que consome conteúdos sobre esporte passa a receber vídeos de candidatos falando sobre políticas para atletas ou investimentos na área. Já quem interage com temas de segurança pública tende a ser impactado por conteúdos voltados a esse assunto.
Nesse período, as plataformas e seus algoritmos também mudaram. O Facebook perdeu força como rede de feed e se consolidou como espaço de grupos e comunidades. O Instagram reforçou a centralidade do conteúdo em vídeo curto, seguindo a lógica do TikTok, que ganhou protagonismo, especialmente entre os mais jovens. Já plataformas como YouTube, Telegram e Discord avançaram em nichos específicos e comunidades mais engajadas.
Essa transformação ajuda a explicar por que as campanhas se tornaram mais fragmentadas. Fica cada vez mais difícil “furar bolhas” ideológicas. É aí que cresce o papel dos influenciadores.
Influenciadores e o desafio da propaganda espontânea
Os especialistas apontam que as sociedades vivem um momento de crise de confiança nas instituições, o que inclui a classe política, o poder público e a mídia.
“A gente está vendo um grau maior de confiança em indivíduos”, diz Paulo Loiola.
Nesse quadro, há ainda um outro elemento: o que as redes premiam. Segundo Alek Maracajá, o algoritmo destaca conteúdos que provocam emoção, conflito e engajamento, e não consideram necessariamente a qualidade.
É nesse ambiente que a desinformação tende a ganhar espaço. O conteúdo enganoso pode ser reproduzido por influenciadores.
O desafio para as campanhas é: como atrair esses influenciadores e, ao mesmo tempo, garantir que essa atuação ocorra dentro das regras do jogo.
“Hoje, vai se tornando menos importante o que você fala sobre você mesmo, e cada vez mais importante o que esse ecossistema que está em torno de você fala sobre você. Isso é uma dinâmica muito nova”, afirma Paulo Loiola.
Ao mesmo tempo, Maracajá destaca que, assim como o conteúdo se fragmentou, essa lógica se aplica às estratégias com influenciadores.
Segundo ele, o foco das campanhas nem sempre está nos nomes com milhões de seguidores.
“Mas, sim, naquele que mobiliza comunidades. É aquele menor, é aquele que gera conversa, comentários, resposta, réplica. Então, a tia do WhatsApp pode ser uma influenciadora. O colega de universidade que organiza a pelada pode ser um influenciador. Vão ser micro influenciadores que vão furar a bolha.”
O desafio é fazer com que esse engajamento ocorra de forma espontânea. “Em que a gente possa ter realmente uma militância que acredite no jogo, que acredite no que a gente vai estar entregando”, diz Maracajá.
Inteligência artificial em larga escala
Para os especialistas, o uso da inteligência artificial nas campanhas já faz parte da realidade. A atenção da sociedade, e também da Justiça Eleitoral, está voltada principalmente para a criação de imagens e vídeos, diante do risco de desinformação.
O que diz a lei eleitoral? Candidatos podem usar IA para gerar músicas e peças publicitárias, mas sinalizar isso claramente ao público. Criar deepfakes e manipular imagens e vozes é proibido. Serviços como ChatGPT e Gemini não podem recomendar voto aos eleitores, nem manifestar preferências ou emitir opiniões no contexto eleitoral. Clique aqui para ler uma reportagem sobre essas regras.
Essência da campanha é a mesma?
Para Raul Cruz Lima, de 79 anos, veterano marqueteiro que atuou na campanha de Franco Montoro, em 1982, e no plebiscito sobre presidencialismo e parlamentarismo, na década de 1990, as transformações tecnológicas não alteraram o núcleo do trabalho.
Segundo Lima, é preciso definir a ideia central da campanha, o posicionamento e a narrativa sobre o país. Seja qual for o meio utilizado.
“Na essência, o trabalho é o mesmo. O mais importante numa campanha é o posicionamento estratégico que se faz. Aí você tem os veículos, que são a forma de apresentar isso”, afirma.


Fonte:

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Qual o SUV mais econômico para viajar com a família: análise técnica e comparativo de autonomia

Escolher o veículo ideal para o transporte familiar envolve equilibrar espaço interno, segurança e, crucialmente, o custo de operação. Quando a dúvida é “qual o SUV mais econômico para viajar com a família”, a resposta técnica exige uma análise que vai além da etiqueta do Inmetro. É necessário avaliar a relação entre peso/potência, a eficiência térmica do motor em regime rodoviário e a autonomia total proporcionada pela capacidade do tanque de combustível.
No cenário atual, a disputa pela eficiência se divide entre os conjuntos híbridos (HEV) e os motores turbo de baixa cilindrada (downsizing) com injeção direta. Abaixo, analisamos os principais concorrentes do segmento, focando em como a engenharia de cada um impacta o bolso durante viagens longas.
Especificações de motorização e consumo rodoviário
Para determinar a eficiência real em viagens, selecionamos três referências de mercado que representam diferentes abordagens de engenharia: o Toyota Corolla Cross XRX Hybrid (híbrido pleno), o GWM Haval H6 HEV (híbrido forte) e o Volkswagen T-Cross 200 TSI (combustão eficiente).
A eficiência em estrada difere do ciclo urbano. Em rodovias, a aerodinâmica (coeficiente de arrasto – Cx) e o escalonamento do câmbio são determinantes.
Toyota Corolla Cross (Conjunto Híbrido Flex)
Este modelo utiliza um sistema que prioriza a eficiência térmica através do Ciclo Atkinson, que retarda o fechamento das válvulas de admissão para aproveitar melhor a explosão da mistura ar/combustível.

Motorização: 1.8L VVT-i + 2 motores elétricos (MG1 e MG2).
Potência Combinada: 122 cv.
Transmissão: Hybrid Transaxle (simula CVT).
Consumo rodoviário (Gasolina): 14,7 km/l (Dados Inmetro, podendo variar conforme topografia).
Capacidade do Tanque: 43 litros.

GWM Haval H6 HEV (Híbrido Turbo)
Diferente do Toyota, o Haval utiliza um motor a combustão turboalimentado, entregando mais torque em ultrapassagens, o que exige menos “esforço” do motor em subidas de serra, por exemplo.

Motorização: 1.5 Turbo + Motor elétrico.
Potência Combinada: 243 cv.
Transmissão: DHT (Dedicated Hybrid Transmission) de 2 marchas.
Consumo Rodoviário (Gasolina): 13,0 km/l (Média técnica, o sistema prioriza o elétrico em baixas velocidades).
Capacidade do tanque: 55 litros.

Volkswagen T-Cross 200 TSI (Combustão Pura)
Representando os motores térmicos modernos, o 1.0 TSI aposta na injeção direta de combustível em alta pressão (250 bar) para pulverizar a gasolina de forma a queimar quase 100% da mistura.

Motorização: 1.0 Turbo de 3 cilindros.
Potência: 128 cv (Etanol) / 116 cv (Gasolina).
Transmissão: Automática de 6 velocidades (AQ250).
Consumo Rodoviário (Gasolina): 14,9 km/l (Frequentemente supera 16 km/l em velocidade de cruzeiro constante).
Capacidade do Tanque: 52 litros.

Pontos fortes e fracos na estrada
A escolha de qual o SUV mais econômico para viajar com a família depende também do comportamento dinâmico. Um carro que consome pouco mas exige reduções constantes de marcha pode se tornar cansativo.
Híbridos (Corolla Cross):

Vantagens: Silêncio a bordo e economia imbatível em trechos de serra (descida) devido à frenagem regenerativa que recarrega a bateria.
Desvantagens: O tanque de apenas 43 litros limita a autonomia total, exigindo mais paradas. O desempenho em retomadas de alta velocidade (100-120 km/h) é modesto.

Híbridos Turbo (Haval H6):

Vantagens: Sobra de potência para ultrapassagens seguras, mesmo com o carro carregado (família + bagagem). O pacote ADAS (assistência à condução) reduz o consumo ao manter velocidade constante.
Desvantagens: Em velocidades de cruzeiro constantes e altas (acima de 110 km/h), o motor a combustão atua mais frequentemente, aproximando o consumo de um carro 2.0 comum.

Combustão Turbo (T-Cross):

Vantagens: O câmbio automático convencional aproveita bem a inércia em retas planas (função “roda livre” em alguns modos). Baixo custo de aquisição comparado aos híbridos.
Desvantagens: Sensível à qualidade do combustível. Perde eficiência drasticamente se o condutor tiver um “pé pesado”, acionando a turbina constantemente.

Checklist de manutenção pré-viagem para economia
Para que o veículo atinja os números de fábrica citados acima, a manutenção deve estar rigorosamente em dia. Um SUV desregulado pode aumentar o consumo em até 20%. Siga este procedimento técnico:
1. Verificação da pressão e estado dos pneus
Pneus com calibragem abaixo do recomendado aumentam a superfície de contato com o solo, elevando o atrito e o esforço do motor.

Utilize a pressão indicada para “carro carregado” (consulte a coluna B ou a tampa do tanque).
Verifique o alinhamento: rodas desalinhadas criam um “arrasto” lateral, forçando o motor a empurrar o carro contra a própria geometria da suspensão.

2. Substituição do filtro de ar do motor
O filtro de ar é o “pulmão” do motor. Se estiver obstruído por poeira:

A central eletrônica (ECU) enriquece a mistura (injeta mais combustível) para compensar a falta de ar, visando manter a temperatura da câmara de combustão.
Troque o filtro a cada 10.000 km ou antes se transitar por estradas de terra.

3. Descarbonização e velas de ignição
Motores com injeção direta (como o TSI e o 1.5 do Haval) sofrem com carbonização nas válvulas.

Velas desgastadas (gap aberto) exigem mais voltagem das bobinas e resultam em queima incompleta do combustível.
Utilize apenas velas de Iridium ou Platina conforme especificação original para garantir a centelha ideal.

Comparativo de autonomia e custo por km
O dado mais relevante para o planejamento financeiro da viagem é o custo por quilômetro rodado e a autonomia (distância percorrida com um tanque).
Considerando o preço médio da gasolina a R$ 5,80 (valor hipotético de referência):

Volkswagen T-Cross:
Autonomia estimada: 52L x 14,9 km/l = 774 km.
Custo por km: R$ 0,38.
Toyota Corolla Cross:
Autonomia estimada: 43L x 14,7 km/l = 632 km.
Custo por km: R$ 0,39.
Haval H6 HEV:
Autonomia estimada: 55L x 13,0 km/l = 715 km.
Custo por km: R$ 0,44.

Nota técnica: Embora o Corolla Cross seja extremamente eficiente em ciclo misto (cidade/estrada), na estrada pura e em velocidade constante, o T-Cross se beneficia de um tanque maior e aerodinâmica favorável, oferecendo maior autonomia total.
Se o foco estrito é responder qual o SUV mais econômico para viajar com a família sob a ótica financeira do combustível, os SUVs compactos com motor turbo 1.0 (como o VW T-Cross ou Fiat Pulse) apresentam o menor custo por quilômetro em regime rodoviário puro, superando marginalmente os híbridos que perdem a vantagem da regeneração de energia em rodovias planas de alta velocidade. No entanto, se a viagem incluir trechos urbanos ou serras, o Corolla Cross Hybrid retoma a liderança técnica em eficiência energética, apesar da autonomia limitada pelo tanque pequeno.


Fonte: Jovem Pan

A anatomia das eliminações da Seleção Brasileira e o planejamento tático

A Copa do Mundo da FIFA é o principal torneio de seleções do futebol, disputado a cada quatro anos e acompanhado por bilhões de espectadores. A Seleção Brasileira é a maior vencedora histórica da modalidade, com cinco títulos conquistados, o que confere ao país o status de potência esportiva global. No entanto, o esporte passou por uma rigorosa revolução física e estratégica nas últimas duas décadas, evidenciando uma defasagem competitiva do modelo sul-americano. A sucessão de quedas diante de adversários europeus transformou a busca pelo hexacampeonato em um objeto de estudo clínico, no qual tática, disciplina e resiliência se tornaram o centro do debate.
A linha do tempo das quedas em confrontos eliminatórios
Desde a conquista do pentacampeonato em 2002, o Brasil disputou cinco edições do torneio e foi despachado exclusivamente por países do continente europeu nas fases de mata-mata. O histórico recente desenha um padrão de falhas coletivas e erros de leitura de jogo em momentos cruciais, anulando vantagens técnicas individuais.

2006 (França): O sistema ofensivo ruiu diante da organização tática francesa. A falta de intensidade física na marcação e o distanciamento entre os setores resultaram em uma eliminação apática por 1 a 0.
2010 (Holanda): A equipe perdeu o controle do jogo após sofrer o gol de empate. A instabilidade em campo e a expulsão de Felipe Melo no segundo tempo decretaram o revés por 2 a 1.
2014 (Alemanha): O maior trauma esportivo do país ocorreu devido a um colapso completo do sistema defensivo. A ausência de um plano tático alternativo resultou no histórico 7 a 1.
2018 (Bélgica): Uma derrota pautada pela superioridade estratégica do adversário. A seleção não conseguiu adaptar suas linhas de marcação para neutralizar os contra-ataques estruturados pelo meio-campo belga e perdeu por 2 a 1.
2022 (Croácia): Um erro sistêmico de gerenciamento de tempo. Faltando cinco minutos para o fim da prorrogação, o Brasil permitiu um contragolpe com a defesa desarrumada, levando a decisão para os pênaltis e consolidando a sexta eliminação em quartas de final na história.

Os fundamentos táticos e a execução do controle emocional
No futebol de elite contemporâneo, a vitória exige a aplicação rigorosa de diretrizes e regras sistêmicas. A Seleção Brasileira tem falhado na execução dos preceitos que regem os jogos de alta tensão. A primeira normativa ignorada frequentemente é a gestão do espaço e do relógio. Contra a Croácia, a tentativa de executar uma marcação em bloco alto, com superioridade numérica no campo de ataque enquanto o placar já era favorável, demonstrou uma quebra letal de concentração tática.
A fragilidade psicológica sob pressão
O aspecto mental é outro fundamento historicamente negligenciado na preparação. Especialistas apontam que o Brasil carece de lideranças analíticas dentro das quatro linhas. Em momentos de adversidade, o comportamento padrão dos jogadores tem sido o de abandonar o desenho tático original para tentar resolver a partida por meio de ações individuais. Essa desorganização quebra o balanço defensivo da equipe, gerando buracos de marcação que expõem os zagueiros a situações de desvantagem numérica.
Para competir no mais alto nível, a compactação das linhas e a flexibilidade das formações tornaram-se regras não escritas do jogo. A rigidez do sistema brasileiro, muitas vezes preso à dependência de pontas abertos e de uma única referência criativa centralizada, tornou a equipe previsível diante da defesa em blocos baixos e compactos operada pelas seleções europeias.
O material humano e as exigências do novo ciclo
A engrenagem do futebol internacional exige que o material humano passe por atualizações constantes de perfil e valências. Para o atual ciclo de Copa do Mundo, o equipamento tático exigido nas convocações demanda a erradicação da dependência exclusiva de uma única estrela. A imposição do jogo moderno distribui a responsabilidade de criação, marcação e finalização por todos os setores do campo.
O meio-campo moderno demanda volantes e meias que consigam unir potência física à inteligência espacial para dominar as zonas centrais. O Brasil enfrenta o desafio de reconfigurar o seu motor, buscando peças que consigam cadenciar o ritmo da partida, uma ferramenta cuja ausência foi crucial para a incapacidade de reter a posse de bola nos minutos finais do último Mundial.

As engrenagens fundamentais para o modelo de jogo atual:
Pontas com capacidade associativa e visão periférica, priorizando a infiltração diagonal em detrimento do drible estático na linha de fundo.
Laterais com perfil de construção de jogo, atuando no corredor interno para gerar superioridade e opções de passe no meio-campo.
Um bloco defensivo treinado para a transição imediata, sufocando a saída de bola adversária sem desproteger a intermediária defensiva.

As estatísticas do jejum e a reestruturação para o novo formato
A estagnação de resultados impôs marcos estatísticos amargos para o país. O Brasil atingiu a marca de 24 anos sem levantar o troféu, igualando seu pior e mais longo jejum histórico, registrado no período entre as conquistas de 1970 e 1994. Adicionalmente, o esquadrão nacional consolidou a indesejada estatística de liderar as eliminações na fase de quartas de final, somando seis quedas nesta exata etapa do chaveamento.
A competição que será sediada na América do Norte apresenta um cenário logístico e esportivo inédito. A expansão do quadro de participantes para 48 seleções altera diretamente as regras de progressão no torneio, adicionando a fase de 16 avos de final. Esse regulamento ampliado exigirá um gerenciamento de elenco muito mais criterioso, uma vez que as seleções finalistas terão de suportar o desgaste de oito partidas oficiais ao invés das sete tradicionais. A matemática do novo cruzamento indica que embates contra europeus de primeiro escalão ou adversários sul-americanos tradicionais serão antecipados, reduzindo a margem para oscilações.
O cenário esportivo brasileiro em direção ao Mundial é pautado pela urgência. As recentes janelas de competições internacionais e fases classificatórias revelaram as rachaduras de um modelo de jogo que precisa ser modernizado em sua raiz para suportar a imposição atlética global. Superar o bloqueio nas partidas decisivas, estabelecer a inteligência tática sobre o improviso e formar uma estrutura coletiva sólida formam o passaporte obrigatório para que a Seleção volte a ditar o ritmo no topo do futebol mundial.


Fonte: Jovem Pan