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Marina ataca anistia e defende penas maiores para condenados pelo 8 de Janeiro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), afirmou nesta sexta-feira (1º) que a pena para os envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro “deveria ser maior”.
A declaração foi feita durante ato do Dia do Trabalhador na Praça Roosevelt, em São Paulo.
“Ontem, no Congresso Nacional, uma vergonha. Aqueles que atacaram a nossa democracia, que temem a nossa soberania, querendo diminuir a pena com um discurso falso, hipócrita, de que é por aquele coitado que não sabia o que estava fazendo”, afirmou Marina.
“A pena para eles não deveria ser menor, deveria ser maior.” Ao fim do discurso, a ministra também gritou “sem anistia”.
Haddad e a dosimetria
Fernando Haddad, que deve disputar o governo de São Paulo, disse que a aprovação do PL da Dosimetria é fruto de um acordo pela impunidade no país.
“Eu compartilho com os analistas que eu tenho lido nos jornais de que por trás dessa derrota tinha uma pretensão de um grande acordo em torno da impunidade daqueles responsáveis por alguns escândalos recentes no Brasil”, afirmou.
Erika Hilton e Paulinho da Força
Erika Hilton (PSOL-SP) classificou a derrubada do veto como “uma espécie de anistia disfarçada”. Na mesma cerimônia, o relator da proposta, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), foi convidado para compor a mesa de autoridades ao lado de Haddad, Tebet e Marina Silva, mas preferiu não subir ao palco.
Placar da derrubada
Na Câmara, 318 deputados votaram contra o veto de Lula, enquanto 144 votaram para mantê-lo. No Senado, a derrubada contou com 49 votos favoráveis e 24 contrários.
O projeto reduz penas dos condenados por suposto golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).


Fonte: Conexão Política

Sem internet e sem luz: proposta de ‘corte brutal’ é apresentada na Rússia para forçar aumento da natalidade

Foto: WHoP
Mikhail Ivanov, deputado da Duma Regional de Bryansk e líder do movimento “Rússia Ortodoxa”, propôs a restrição de acesso à internet durante a madrugada para jovens casais como medida para elevar a taxa de natalidade.
Em entrevista à publicação russa Abzats, Ivanov afirmou que a internet se tornou um novo tipo de dependência psicológica e representa ameaça séria aos valores familiares.
Segundo o parlamentar, em vez de ter filhos, os jovens passam horas assistindo a filmes, jogando ou consumindo conteúdo sem propósito.
A proposta prevê limitar o uso da internet para casais que ainda não têm filhos a partir das 23h.
Corte de energia elétrica
O texto mais radical em discussão no parlamento russo prevê a interrupção do fornecimento de energia elétrica e do acesso à internet após as 22h, com a expectativa de que, com menos tempo diante das telas durante a noite, os casais se aproximem mais e contribuam para o aumento da natalidade.
Entre as medidas que circulam na Duma estão também subsídios de até 5 mil rublos para primeiros encontros e financiamento público de estadias em hotéis de lua de mel para novos casais, no valor de até 26.300 rublos.
Um ministro regional de saúde chegou a sugerir que os russos utilizem os intervalos do trabalho para “procriação”.
Crise demográfica
A Rússia enfrenta queda acentuada na taxa de natalidade agravada pelo conflito em curso na Ucrânia, que retirou do país um contingente significativo de homens em idade reprodutiva.
Putin admitiu publicamente que os esforços para elevar a natalidade no país ainda são insuficientes, o que alimentou a busca por propostas cada vez mais incomuns no parlamento.
Nina Ostanina, aliada próxima de Putin e presidente do Comitê do Parlamento Russo para Proteção da Família, avalia também a criação de um “Ministério do Sexo” para coordinar iniciativas voltadas ao aumento populacional.
Outras propostas em análise
Entre as medidas adicionais em estudo estão a remuneração de mães que ficam em casa com filhos, com contribuição dessas horas para a aposentadoria, e o subsídio a primeiras saídas a dois entre jovens.


Fonte: Conexão Política

Perícia diz que PC Siqueira foi assassinado

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Uma perícia particular solicitada pela família de Paulo Cezar Goulart Siqueira, o PC Siqueira, concluiu que o influenciador digital foi estrangulado é assassinado com o fio de um fone de ouvido dentro do apartamento onde morava, na Zona Sul de São Paulo, em 27 de dezembro de 2023.
O documento de 48 páginas foi elaborado por Francisco João Aparício La Regina, ex-perito da Polícia Técnico-Científica e professor com três décadas de experiência, contratado pelos advogados da família. O parecer contradiz diretamente os laudos oficiais do IML e do Instituto de Criminalística, que em 2025 concluíram que PC cometeu suicídio por enforcamento com cinta de catraca.
Lesões incompatíveis
O perito particular afirma que o padrão e a largura das lesões no pescoço de PC Siqueira seriam incompatíveis com a cinta de catraca laranja apreendida inicialmente pela perícia oficial, mais larga, e compatíveis com um fio fino de fones de ouvido encontrado no apartamento.
Por causa da divergência, os fones de ouvido foram enviados à Perícia Oficial, que irá comparar o objeto com as marcas no corpo. Como a morte ocorreu há quase três anos, não será possível exumar o corpo. A análise será feita por meio de fotografias do cadáver tiradas pela perícia na época.
MP barrou arquivamento
O inquérito do caso foi concluído em outubro de 2025 pelo 11º Distrito Policial, em Santo Amaro, mantendo a versão de suicídio. O Ministério Público, porém, apontou inconsistências em laudos periciais e contradições em depoimentos e não autorizou o arquivamento definitivo.
Diante disso, novas linhas de apuração foram abertas, incluindo hipóteses como instigação ao suicídio, homicídio com simulação e omissão de socorro. Até o momento, não há suspeitos formalmente identificados.
Ex-namorada e acareação
Ouvida como testemunha, a ex-namorada Maria Luiza Lopes Watanabe afirmou à Polícia Civil que tentou socorrer PC, sem êxito, relatando que deixou o apartamento gritando no corredor e pedindo ajuda. Segundo depoimento, PC teria se matado na frente dela, dois dias após o fim do relacionamento.
Em acareação realizada em janeiro de 2026, divergências de horários foram identificadas entre o relato de Maria Luiza e o de uma vizinha que auxiliou no socorro inicial, cortando a cinta com uma faca.
A advogada de Maria Luiza, Clarissa Azevedo, divulgou nota afirmando que “não há qualquer acusação formal ou imputação concreta” contra sua cliente e que os laudos oficiais do Estado “são elaborados com critérios técnicos, imparcialidade e controle institucional”, ao contrário de pareceres particulares, “produzidos por profissionais contratados por uma das partes”.
Investigação em aberto
A defesa da família de PC Siqueira informou que não se manifestará sobre o assunto porque o processo corre sob sigilo.
O novo laudo pericial particular foi entregue ao 11º Distrito Policial e o caso segue aberto na Polícia Civil, no Ministério Público e na Justiça. Pessoas próximas ao influenciador passaram a ser alvo de análise, embora não haja suspeitos formalmente identificados até o momento.
PC Siqueira tinha 37 anos quando foi encontrado morto e acumulava mais de 4 milhões de seguidores nas redes sociais.​​​​​​​​​​​​​​​​


Fonte: Conexão Política

Caso Benício: polícia diz que menino morreu após erro médico e overdose de adrenalina

A Polícia Civil do Amazonas concluiu que Benício, de 6 anos, foi vítima de um erro médico grosseiro e morreu após receber uma overdose de adrenalina em um hospital particular de Manaus. As informações foram divulgadas neste domingo (3) pelo Fantástico, da TV Globo.
As investigações apontaram que a criança deu entrada no Hospital Santa Júlia em novembro de 2025 com tosse seca, sem quadro de gravidade. Mesmo assim, a médica Juliana Brasil prescreveu adrenalina para aplicação intravenosa — medicamento de alta vigilância que deveria ser usado por inalação. A técnica de enfermagem Raiza Bentes, que atuava havia apenas sete meses na profissão, seguiu a prescrição, apesar de a mãe da criança questionar o procedimento, afirmando que o filho nunca havia recebido o remédio na veia.
Minutos após a aplicação, Benício passou mal e foi transferido para a “sala vermelha”. Ele morreu cerca de 14 horas depois, na UTI do hospital. Peritos da polícia atestaram que o quadro era irreversível e que não houve erro na intubação ou na conduta da equipe de UTI.
Segundo o Fantástico, a médica foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual – quando se assume o risco de matar -, fraude processual e falsidade ideológica. Durante o atendimento, ela trocava mensagens no celular sobre venda de cosméticos e recebia pagamentos via Pix, o que a polícia interpretou como indiferença total ao estado da criança. A médica também tentou se livrar da responsabilidade ao apresentar à Justiça um vídeo alegando falha no sistema eletrônico do hospital — perícia técnica comprovou que o sistema não apresentou qualquer problema. Mensagens no celular mostram que ela chegou a oferecer dinheiro para alguém gravar um vídeo que sustentasse sua versão.
A técnica de enfermagem Raiza Bentes também foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual. Depoimentos mostram que outra profissional a orientou a aplicar o medicamento por inalação e chegou a preparar o kit de nebulização, mas Raiza ignorou os protocolos de segurança, como a dupla checagem.
Além da médica e da técnica, dois diretores do Hospital Santa Júlia foram indiciados por homicídio culposo. A polícia concluiu que o hospital funcionava com número insuficiente de enfermeiros e sem farmacêutico para conferir as prescrições, priorizando redução de custos em detrimento da segurança dos pacientes.
A mãe de Benício, Joyce Xavier de Carvalho, disse ao Fantástico que a família está satisfeita com as conclusões da investigação e cobra punição dos responsáveis. “Os responsáveis precisam ser punidos pelo que aconteceu, até mesmo para que outras crianças, outras famílias não venham passar o que a gente está passando”, afirmou.
Médica e técnica de enfermagem podem ir a júri popular. O hospital informou que ainda não foi notificado oficialmente sobre o indiciamento dos diretores e reafirmou seu compromisso com a segurança dos pacientes.
A defesa de Juliana reafirmou ao programa que o sistema de prescrição do hospital apresentou problemas e que houve falhas na intubação. Quanto à venda de maquiagem, o advogado disse que, naquele momento, Benício não era mais responsabilidade da médica.
Os advogados de Raiza informaram que ela está suspensa do exercício profissional e que não pretende retornar à atividade.
*texto produzido com auxílio de IA


Fonte: Jovem Pan

Polícia Militar faz operação para retirar barricadas do tráfico em Paraisópolis

A Polícia Militar de São Paulo realizou neste domingo, 3, operação para retirar barricadas que teriam sido colocadas pelo tráfico de drogas na favela de Paraisópolis, zona sul da capital
De acordo com nota divulgada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), a ação teve como foco o combate ao tráfico e a outras ações criminosas e “incluiu incursões em diferentes pontos da comunidade, patrulhamento ostensivo e atuação de equipes especializadas”.
Ainda segundo a pasta, durante a operação, “foram retiradas barreiras físicas instaladas de forma irregular para bloquear vias, restabelecendo a circulação e o acesso em áreas da comunidade”.
A operação ocorreu após uma reportagem do jornal Folha de S Paulo publicada no sábado, 2, afirmar que o Primeiro Comando da Capital (PCC) vem implantando na comunidade amplo controle territorial com táticas atribuídas ao Comando Vermelho (CV), como a imposição de taxas a comerciantes, bloqueio de vias de acesso e fiscalização das atividades das organizações sociais.
A secretaria afirmou que a operação especial teve a participação de 60 policiais, 15 viaturas e drones, e promete manter a ação ao longo da semana.
A SSP disse ainda que as ações “integram um esforço contínuo que já apresenta resultados expressivos na região”, citando a prisão de 291 suspeitos e a captura de 120 procurados pela Justiça entre janeiro e abril deste ano.
A pasta informou ainda que, no mesmo período, foram apreendidas 39 armas e mais de 1,1 tonelada de drogas.
A secretaria não informou se fez prisões ou apreensões na operação deste domingo. Informou apenas que a “presença policial em Paraisópolis é permanente e estruturada, com atuação baseada em inteligência e planejamento operacional” e que as ações das forças de segurança integram uma “estratégia contínua de ocupação e monitoramento, assegurando a presença do Estado em todo o território e a pronta resposta a qualquer atividade criminosa”.


Fonte: Jovem Pan

O avanço das facções criminosas pelo interior do Brasil – O Assunto #1711

O Brasil vive um processo de interiorização da violência, com o avanço das facções criminosas para cidades médias e pequenas. É o que mostram estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Enquanto grandes capitais (como Fortaleza, São Luís e Goiânia) reduziram as taxas de homicídios em mais de 60% entre 2013 e 2023, municípios do interior passaram a concentrar episódios de violência antes restritos às metrópoles.
Como mostra o documentário do Globoplay “Territórios – Sob o Domínio do Crime”, o crime organizado deixou de ser um fenômeno localizado e passou a atuar de forma articulada em escala nacional e transnacional, apoiado no domínio de territórios, no uso da força armada, na influência dentro do sistema prisional, na penetração em atividades da economia formal e em práticas de corrupção.
“A gente escolheu esse nome ‘Territórios’, porque este é o ponto: é grave a dominação armada de territórios que acontece muito no Rio de Janeiro e está se espalhando por tudo quanto é lugar. Isso subjuga milhões de pessoas. Eles impõem regras a elas, que são consumir produtos e serviços imposto pelos traficantes, disse Paulo Renato Soares, um dos repórteres do documentário.
Cidades como Rio Claro, no interior de São Paulo, com cerca de 200 mil habitantes, viraram palco de disputa entre o PCC e o Comando Vermelho. A localização, próxima a grandes rodovias, transformou a cidade em um ponto estratégico para o tráfico. Na Bahia, o município de Juazeiro, a 500 quilômetros de Salvador, reflete esse mesmo movimento. Lá, a taxa de homicídios chega a 76,2 por 100 mil habitantes, três vezes maior que a média nacional. E, na Amazônia Legal, formada por nove estados, a presença do crime organizado já alcança 45% dos municípios.
De acordo com Samira Bueno, do Fórum Brasileiro De Segurança Pública, com esse avanço, o Estado precisa considerar a atuação das facções não apenas no âmbito da segurança pública, mas também na formulação de políticas de habitação, transporte e até no processo eleitoral. No Rio de Janeiro, por exemplo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tem realizado uma força-tarefa para conter a influência do crime organizado nas eleições.
Convidados: Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro De Segurança Pública e Paulo Renato Soares, jornalista da TV Globo e um dos repórteres do documentário ‘Territórios’ do Globoplay.
O que você precisa saber:
Territórios – Sob o Domínio do Crime: 100º documentário do Globoplay mostra avanço das facções criminosas no Brasil;
O ASSUNTO #1589: Como combater o crime organizado?;
Lula diz ter chamado delegados que estão ‘fingindo trabalhar’ para combater crime organizado;
‘Achava que nunca chegaria dentro do nosso território’: facções ameaçam comunidade indígena em Caraíva;
JN: Brasil e Estados Unidos fecham acordo de combate ao crime organizado com ações conjuntas e troca de dados em tempo real.
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Apresentação: Victor Boyadjian. Colaborou neste episódio Paula Paiva Paulo.
Membros de organizações criminosas do Brasil e do Uruguai operam da Bolívia
Getty Images/BBC
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.


Fonte:

g1 > Política

Governo lança nesta segunda novo pacote para renegociação de dívidas; veja o que já se sabe

O governo federal lança nesta segunda-feira (4) o Novo Desenrola Brasil – um pacote de medidas voltado à redução do nível de endividamento da população.
No fim de 2024, segundo o Banco Central (BC), 117 milhões de pessoas tinham alguma dívida com instituições financeiras.
Entre os principais eixos do programa, está a renegociação de débitos com bancos e operadoras de crédito. Os termos do Novo Desenrola foram definidos após uma série de reuniões entre o governo e representantes do setor financeiro.
Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou o presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT), durante pronunciamento em cadeia de rádio e televisão na última quinta-feira (30).
Vídeos em alta no g1
Segundo ele, os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida.
O g1 apurou que o programa deve abarcar rendas de até cinco salários mínimos, cerca de R$ 8 mil mensais.
Lula disse, ainda, que o trabalhador poderá ter acesso a até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a amortização de dívidas.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, explicou na última quarta-feira (29) que essa operação será entre bancos.
A Caixa Econômica Federal deverá transferir o dinheiro do FGTS para o banco em que está a dívida, após autorização do trabalhador.
Quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online.
“Agora, o que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet”, declarou o presidente.
Pronunciamento do presidente Lula sobre o 1º de Maio
Reprodução


Fonte:

g1 > Política

Quaest mede influência de governadores e ex-governadores recentes nas eleições estaduais

A rodada de abril de 2026 da pesquisa Quaest, em onze estados brasileiros, mostra um mapa eleitoral fragmentado nas disputas estaduais, com parte do eleitorado inclinada à continuidade administrativa e outra parcela defendendo renovação.
Em estados em que os governadores ou ex-governadores recentes mantêm boa avaliação, cresce a percepção de que eles merecem reeleição ou têm condições de transferir capital político a sucessores. Já em outras unidades da federação, prevalece o desejo de mudança total ou parcial, impondo desafios aos grupos no poder.
O cenário varia de favoritismos consolidados mesmo antes do início da campanha, como no Paraná, até disputas acirradas e indefinição em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Reeleição
Elmano de Freitas (PT-CE), Jerônimo Rodrigues (PT-BA), Raquel Lyra (PSD-PE) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP)
Fabiane de Paula/SVM; Wuiga Rubini/ Governo da Bahia; Reprodução/TV Globo; Pablo Jacob/Governo do Estado de SP
São quatro os governadores avaliados pela Quaest que buscam reeleição: Elmano de Freitas (PT-CE), Jerônimo Rodrigues (PT-BA), Raquel Lyra (PSD-PE) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
Quaest: Resultados para a pergunta “O governador merece ser reeleito?” (abril/2026)
Arte/g1
Entre esses pré-candidatos, Raquel Lyra é quem aparece com o maior percentual de respostas de que merece ser reeleita: 57% dos entrevistados em Pernambuco. No entanto, ela enfrenta cenário competitivo diante da força eleitoral de João Campos (PSB), que lidera simulações de segundo turno em diversos segmentos.
Vídeos em alta no g1
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, houve um “movimento de melhora” na aprovação do governo de Raquel Lyra.
“O ‘aprova’ saiu de 51% para 62% e o ‘desaprova’ saiu de 45% para 35%. Essa melhora inverteu a opinião dos pernambucanos sobre a governadora merecer mais um mandato. Em agosto de 2025, 54% diziam que ela não merecia um novo mandato; em abril de 2026, 57% dizem que ela merece se reeleger”, disse Nunes, em postagem no X.
Em São Paulo, mais da metade do eleitorado (54%) afirma que Tarcísio de Freitas (Republicanos) merece a reeleição. Para 45%, Tarcísio de Freitas é o candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar disso, os dados da Quaest mostram que o eleitorado paulista prefere majoritariamente um perfil independente para o próximo governador, sem alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou com Bolsonaro.
Segundo a Quaest, Tarcísio tem 38% das intenções de voto, seguido por Fernando Haddad (PT), com 26%, Kim Kataguiri (Missão) com 5% e Paulo Serra (PSDB) com 5% na disputa para o governo de São Paulo.
Na Bahia, 51% dos entrevistados afirmam que Jerônimo Rodrigues (PT) merece ser reeleito. O perfil preferido para o próximo governador é o de um aliado do presidente Lula. A disputa no estado está tecnicamente empatada no primeiro turno: em um dos principais cenários testados, ACM Neto (União Brasil) soma 41% das intenções de voto, contra 37% de Jerônimo.
No Ceará, Elmano de Freitas (PT) registra quadro semelhante, com metade do eleitorado favorável à reeleição e vantagem de nomes ligados ao PT em cenários de segundo turno. No entanto, Camilo Santana (PT) se sairia melhor que Elmano contra Ciro Gomes (PSDB) numa disputa para o governo.
11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciam para serem candidatos na eleição
Como fica o mapa dos governos estaduais com as trocas e renúncias para eleição 2026
Ronaldo Caiado, Ratinho Jr e Casagrande têm maior aprovação entre 11 governos avaliados pela Quaest
Eleição de governadores: veja como estão as disputas em 11 estados, segundo a Quaest
Sucessão
Renato Casagrande, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Eduardo Leite, Cláudio Castro, Helder Barbalho e Ratinho Júnior
Carlos Alberto Silva/A Gazeta; Diego Nunez/g1; Cristiano Machado/Imprensa MG; RBS TV/Reprodução; Marcos Serra Lima/g1; Reprodução/Agência Pará; Giuliano Gomes/PRPress
Em sete estados avaliados, os eleitores foram questionados se o governador ou ex-governador recente merece eleger um sucessor. Os nomes testados: os governadores Eduardo Leite (PSD-RS) e Ratinho Júnior (PSD-PR) e os ex-governadores Cláudio Castro (PL-RJ), Helder Barbalho (MDB-PA), Renato Casagrande (PSB-ES), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União-GO).
Pesquisas da Quaest pelo Brasil mostram opinião de eleitores
Arte/g1
Em Goiás, Ronaldo Caiado desponta como um dos nomes testados com maior capacidade de influenciar a sucessão: para 71% dos eleitores, ele merece eleger um sucessor. O estado combina desejo de continuidade com demanda moderada por ajustes, e o vice-governador Daniel Vilela (MDB) surge como principal herdeiro político do grupo governista.
Daniel Vilela é identificado por 37% da população como o candidato apoiado por Caiado. Embora o eleitor prefira um perfil independente (46%), a alta aprovação de Caiado (84%) blinda seu grupo político.
No Paraná, Ratinho Júnior reúne 64% de apoio à ideia de eleger um sucessor. O resultado conversa com sua aprovação: 80% dos eleitores aprovam o governo de Ratinho Júnior. Além disso, 70% responderam que ele faz uma gestão ótima ou boa.
No Pará, Helder Barbalho também demonstra força: 56% avaliam que ele merece fazer o sucessor. Hana Ghassan (MDB), que foi vice-governadora e é a atual governadora, aparece como nome mais identificado com o governo de Barbalho; no entanto, ela está tecnicamente empatada no primeiro turno com Daniel Santos (Podemos), segundo os resultados da Quaest.
“33% dos paraenses já sabem que ela [Hana Ghassan] é a candidata do governador. E o campo bolsonarista ainda não sabe quem é o candidato indicado. O que pode fazer a diferença é a vinculação nacional com o governo, já que só 17% associam Hana ao presidente Lula”, comenta Felipe Nunes, diretor da Quaest
Nos estados em que o desgaste administrativo parece maior, a tendência é oposta. Em Minas Gerais, 49% dizem que Romeu Zema não merece eleger um sucessor, enquanto cresce o desejo de mudança total. 52% dos eleitores de Minas Gerais aprovam o governo de Zema, enquanto 41% desaprovam. Outros 6% disseram não saber ou não responderam.
No Rio de Janeiro, Cláudio Castro enfrenta o cenário mais adverso entre os nomes avaliados: 53% rejeitam a continuidade de seu grupo político, e a avaliação de seu governo é considerada negativa para 36% e positiva para 23%. Além disso, seu governo tem 47% de desaprovação.
No Rio Grande do Sul, Eduardo Leite também encontra resistência, com mais eleitores contrários à sucessão governista do que favoráveis: 49% dizem que Leite não merece eleger um sucessor, contra 39% que acham que merece. O eleitorado gaúcho prefere um governador independente (45%).
A pesquisa também mostra que 51% dos eleitores do Rio Grande do Sul aprovam o governo de Leite, enquanto 39% desaprovam.
No RS, Luciano Zucco (PL) é o principal nome associado a Bolsonaro (27%) e Juliana Brizola (PDT) a Lula (20%). Ambos estão tecnicamente empatados na disputa.
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Ceará: Camilo vai melhor que Elmano contra Ciro para o governo
Espírito Santo: Empate técnico entre 4 pré-candidatos na disputa pelo governo do Espírito Santo
Goiás: Daniel Vilela tem 33% e Marconi Perillo 21% nas intenções de voto em GO no 1º turno
Minas Gerais: Cleitinho lidera todos os cenários em que aparece na disputa para o governo
Pará: Daniel Santos e Hana Ghassan empatam na disputa para o governo do Pará no 1º turno
Paraná: Moro tem 35%, Requião Filho 18% e Greca 15%
Pernambuco: João Campos tem 42% e Raquel Lyra, 34%
Rio de Janeiro: Paes lidera em todos os cenários na disputa para o governo do estado
Rio Grande do Sul: Juliana Brizola e Luciano Zucco têm empate técnico na disputa para o governo no 1º turno
São Paulo: Tarcísio tem 38%, Haddad, 26%, Kataguiri, 5% e Paulo Serra, 5% na disputa para o governo do estado
Vídeos em alta no g1


Fonte:

g1 > Política

Eleitor tem até quarta-feira (6) para tirar título e votar em outubro

Urna eletrônica e funcionário da Justiça Eleitoral em SC
Tiago Ghizoni/NSC
Os brasileiros têm até esta quarta-feira, dia 6, para tirar o título de eleitor, transferir o título, atualizar o cadastro e resolver outras pendências com a Justiça Eleitoral. Depois disso, será fechado o cadastro de eleitores aptos a votar nas eleições gerais de outubro, quando serão escolhidos presidente da República, governadores, deputados e senadores.
Acompanhe a cobertura do g1 das Eleições 2026
Parte dos serviços para regularizar a situação eleitoral está disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na seção de “Autoatendimento Eleitoral”.
As exceções, que exigem ir pessoalmente a um cartório eleitoral ou posto de atendimento da Justiça Eleitoral, são o primeiro título de eleitor e procedimentos que envolvam identificação por biometria.
Esta quarta-feira (6) é o prazo-limite para:
Tirar o primeiro título de eleitor;
Transferir o domicílio eleitoral;
Atualizar dados cadastrais;
Regularizar a situação eleitoral em caso de pendências;
Cadastrar a biometria.
A biometria não é obrigatória para votar. O eleitor pode se apresentar no dia das eleições com um documento oficial com foto, desde que esteja em dia com as obrigações na Justiça Eleitoral.
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Quais documentos preciso para tirar o 1º título de eleitor?
Confira os documentos necessários para tirar o primeiro título de eleitor:
Documento oficial de identificação com foto, como carteira de identidade, carteira de trabalho ou passaporte;
Comprovante de residência recente;
Comprovante de quitação do serviço militar para homens que completam 19 anos no ano do alistamento.
Como saber se estou em dia com a Justiça Eleitoral?
O eleitor pode consultar se há pendências no título eleitoral dele por meio do “Autoatendimento Eleitoral”, no site do TSE.
O caminho é acessar “Consultas” e clicar em “Situação do título”. É necessário informar o número do título, o CPF ou o nome e a data de nascimento.
Nesse mesmo endereço, se houver pendências, o eleitor será orientado sobre o que fazer para resolvê-las.
Quem é obrigado a votar?
No Brasil, o voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados com idade entre 18 e 70 anos.
Podem votar, mas não são obrigados os jovens com 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e quem não é alfabetizado.


Fonte:

g1 > Política

Capotamento na Linha 10 deixa feridos após cavalgada em Cacoal

Um capotamento registrado na tarde deste domingo, na Linha 10, zona rural de Cacoal (RO), deixou pelo menos duas pessoas feridas. O acidente ocorreu quando os ocupantes do veículo retornavam de uma cavalgada realizada na região.

De acordo com informações preliminares, o motorista perdeu o controle da direção, resultando no capotamento do automóvel. Com o impacto, os ocupantes sofreram diversos ferimentos e precisaram de atendimento emergencial.

Equipes de resgate foram acionadas para prestar socorro às vítimas, que foram encaminhadas para uma unidade de saúde do município. No entanto, segundo relatos, os feridos aguardaram por mais de uma hora até a chegada do atendimento, devido à dificuldade de comunicação no local, que possui sinal limitado de telefonia.

As circunstâncias exatas do acidente ainda deverão ser apuradas pelas autoridades competentes. O estado de saúde atualizado das vítimas não foi divulgado até o momento.