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Após rejeição de indicação ao STF, Messias diz que Senado é soberano

Após ter sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelos senadores na noite desta quarta-feira (29), o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que o Senado é soberano e que a derrota faz parte do processo democrático.
— A vida é assim. Tem dias de vitória e dias de derrota, nós temos que aceitar. O Senado é soberano, o Plenário do Senado é soberano. (…) Agradeço os votos que recebi. Faz parte do processo democrático saber ganhar e saber perder — disse, após a votação.
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ministro do STF, Messias havia sido sabatinado por mais de oito horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde teve a indicação aprovada por 16 votos a 11. Em seguida, a indicação seguiu ao Plenário, onde foi rejeitada por 42 votos a 34.
Messias, que é servidor público, disse considerar que a rejeição da indicação é apenas mais uma etapa em sua vida e que veio após um processo de tentativa de “desconstrução” do seu nome por meses, desde o anúncio da indicação até a votação.
— Não encaro isso como fim; é uma etapa do processo da minha vida — disse ele, que é servidor concursado da procuradoria da Fazenda Nacional desde 2007.


Fonte: Senado Federal

Rejeição de Messias é a maior derrota do ‘governo Lula 3’ e fortalece Flávio, admitem aliados

A rejeição do Supremo Tribunal Federal (STF) a indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para ministro do STF, foi a maior derrota do governo Lula, apontam os alidos do presidente. Messias foi o primeiro rejeitado para o cargo desde 1894. Ele recebeu 42 votos contra e 34 a favor.
Além de derrota para Lula, os aliados também vêm um momento delicado para presidente a meses da eleição, que acontece em outubro, porque a decisão, somada às últimas pesquisas, que mostra o mandatário empatado com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do PL, e derrotado no segundo turno, fortalece a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar do resultado, os aliados elogiaram a postura de Messias durante a Sabatia. O advogado da AGU, chegou a ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado após sabatina. Voi uma votação apertada, com 16 votos a favor e 11 contra.
“Precisamos por sua importância, de que o STF se mantenha aberto ao aperfeiçoamento. A percepção pública de que Cortes supremas resistem às autocríticas e ao aperfeiçoamento institucional tende a pressionar a relação entre a jurisdição e a nossa democracia”, disse Messias, que completou dizendo que “em uma República, todo poder deve se sujeitar a regras e contenções”. Messias foi uma indicação de Lula para o cargo, e ainda não se sabe se o presidente pretende fazer uma nova indicação. 
Durante a sabatina, Jorge Messias tratou de temas polêmicos, como o aborto. O AGU afirmou ser totalmente contra a medida. “Da minha parte, não haverá qualquer tipo de ação de ativismo em relação ao tema aborto na minha jurisdição constitucional. Eu quero deixar absolutamente vossas excelências tranquilas quanto a isso”.
Rejeição de Messias
Em fato inédito, o Senado Federal reprovou a indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 42 votos contra, 34 a favor e uma abstenção.
A expectativa geral era de que o AGU fosse aprovado para a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso. No entanto, a oposição ao governo do presidente Lula (PT) se movimentou nas últimas semanas para barrar a indicação.


Fonte: Jovem Pan

Messias reprovado ao STF: o que acontece agora?

O Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) por 42 votos contra e 34 a favor. Com a decisão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá de apontar um novo nome para preencher a vaga deixada pelo ex-ministro Luis Roberto Barroso.
Após Lula escolher um novo nome, o indicado terá de passar pelo mesmo rito ao qual Messias foi submetido. A primeira ação parte do Planalto, que tem de enviar ao Senado mensagem de indicação.
A partir da comunicação, é definido um relator para o procedimento no Senado. O parlamentar também é responsável por formular relatório sobre o indicado e apresentar o documento na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Depois, o colegiado faz a sabatina.
Vencido o procedimento na CCJ, cabe ao Plenário decidir se aprova ou rejeita a indicação. Para ir ao STF, o indicado precisa receber apoio da maioria absoluta do Senado. Ou seja, o aval de pelo menos 41 senadores.
Caso o novo indicado por Lula seja aprovado, o Senado comunica a decisão ao Executivo para a publicação da nomeação no Diário Oficial da União.


Fonte: Jovem Pan

‘Ser de esquerda pesou mais que ser evangélico’, diz líder do PL sobre rejeição de Messias

O  deputado federal e líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, disse nesta quarta-feira (29) que Jorge Messias ser de esquerda, pesou mais na rejeição do que ele ser evangélico. “Eu tinha conversado isso com o ministro Messias, que a indicação dele do presidente Lula e de alguns comporamentos dele pela AGU, pesaria muito contrário a sua aprovação”, declarou. “A resposta de hoje, é muito mais ao governo, do que a própria pessoa física do que o doutor Messias”, acrescentou. 
Nesta quarta, em fato inédito, o Senado Federal reprovou a indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 42 votos contra, 34 a favor e uma abstenção.

A expectativa geral era de que o AGU fosse aprovado para a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso. No entanto, a oposição ao governo do presidente Lula (PT) se movimentou nas últimas semanas para barrar a indicação.

Votação apertada na CCJ do Senado 
Mais cedo, a votação já tinha sido apertada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), entretanto, Messia havia sido aprovado por 16 votos a favor e 11 contra. A sessão teve início pouco depois das 9h. Os questionamentos a Messias foram concluídos às 17h46.
O Plenário da Casa Alta apreciará ainda nesta quarta-feira (29) a indicação de Messias. Para ser confirmado ao STF, o AGU precisa do aval de pelo menos 41 senadores. A expectativa geral é de que o AGU seja aprovado para a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso, mesmo com a movimentação nas últimas semanas da oposição ao governo do presidente Lula (PT) para barrar a indicação.
Messias acompanhará a votação do Plenário no gabinete do líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA).
Sóstenes criticado por abraçar Messias 
Sóstenes Cavalcante abraça Jorge Messias durante sabatina do AGU │ Reprodução/Youtube/TV Senado
O deputado e líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), abraçou o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, durante sua sabatina. Os dois compartilharam um abraço e conversaram por alguns segundos. A ação foi criticada pelos apoiadores.
Após a repercussão, Sóstenes fez uma publicação nas redes sociais dizendo que “ser educado não pode ser confundido com posicionamento político”. “Com a convicência política a gente se conhece, já fui recebido pelo AGU algumas vezes para tratar de assuntos de interesse do meu estado e da bancada do PL. Mas fiquem tranquilos, toda a bancada do PL votará contra a indicação de Jorge Messias para o STF”, esclareceu o deputado.


Fonte: Jovem Pan

Oposição comemora rejeição de Messias para o STF; veja vídeo

Jorge Messias, atual advogado-geral da União, teve sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada no plenário do Senado nesta quarta-feira (29). Foram 42 votos contra, 34 a favor e uma abstenção.
A rejeição foi resultado de movimentação da oposição nas últimas semanas. Após o resultado da votação ser divulgado, houve grande comemoração por parte dos opositores do governo Lula (PT). Veja:

Messias tinha sido aprovado inicialmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Parlamentares ouvidos pela coluna de Bruno Pinheiro já falavam em placar apertado. O bloco Vanguarda — que reúne 18 senadores do PL, Novo e Avante — já fechou questão contra o nome do advogado-geral da União.
Na Câmara, deputados aumentaram a pressão sobre os colegas do Senado. O líder da oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), declarou estar pessoalmente mobilizado. “Estou trabalhando duro para salvar o que resta da democracia”, afirmou o parlamentar.
Reservadamente, senadores descreveram uma casa dividida. A ala mais alinhada ao bolsonarismo acusa o governo de ter “comprado” apoios para garantir a aprovação de Messias — narrativa que alimentava o clima de desconfiança nos corredores do Congresso às vésperas da votação.
O AGU,é o primeiro rejeitado da história do STF pelo Senado Federal, desde a redemocratização. Em toda a história do Brasil, ele é apenas o sexto a ser reprovado, os outros cinco foram todos em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto que durou de 1891 a 1894.

Como foi a sabatina
A sessão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) teve início pouco depois das 9h, em Brasília. Os questionamentos a Messias foram concluídos às 17h46.
Messias começou com uma apresentação de si. Logo no começo, o indicado de Lula afirmou que o STF precisa se manter aberto ao aperfeiçoamento. Citando o senador de oposição Magno Malta (PL-ES), o AGU disse que a credibilidade da Corte é um compromisso e uma necessidade.
“Precisamos por sua importância, de que o STF se mantenha aberto ao aperfeiçoamento. A percepção pública de que Cortes supremas resistem às autocríticas e ao aperfeiçoamento institucional tende a pressionar a relação entre a jurisdição e a nossa democracia”, disse Messias, que completou dizendo que “em uma República, todo poder deve se sujeitar a regras e contenções”.

Messias também aproveitou a fala inicial para fazer acenos ao Congresso, após conflitos entre os Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. “É o que me comprometo a exercitar caso venha a ser aprovado por vossas excelências. O papel da jurisdição constitucional está exatamente colocado no processo de equilíbrio entre os Poderes”.

“A justiça não toma partido. Não é a favor ou contra. Não aplaude e não censura. Acredito que esse acatamento respeitoso é o ponto de partida para uma interação sadia entre a jurisdição constitucional e a política”, continuou.
‘Totalmente contra o aborto’
Durante a sabatina, Jorge Messias tratou de temas polêmicos, como o aborto. O AGU afirmou ser totalmente contra a medida. “Da minha parte, não haverá qualquer tipo de ação de ativismo em relação ao tema aborto na minha jurisdição constitucional. Eu quero deixar absolutamente vossas excelências tranquilas quanto a isso”.
O AGU ressaltou que o aborto deve ser “objeto de reprimenda”. “Quero até dizer que nenhuma prática de aborto pode ser comemorada ou celebrada, muito pelo contrário, deve ser objeto de reprimenda. Mas isso é a minha concepção pessoal, filosófica, cristã”.
“Qualquer que seja a circunstância, é uma tragédia humana. Agora, a gente precisa olhar também com humanidade à mulher, à adolescente, à criança, a uma vida. É por isso que a lei estabeleceu hipóteses muito restritas de excludentes da ilicitude”, disse, em resposta ao senador Weverton Rocha (PDT-MA).
Messias relembrou o parecer que enviou ao STF, onde defendeu a competência do Congresso Nacional para legislar sobre o aborto. “Na condição de Advogado-Geral da União, apresentei um parecer perante o Supremo Tribunal Federal (STF) em que defendi, de forma muito clara e categórica, a competência privativa do Congresso Nacional para legislar sobre o tema do aborto”, continuou.
Atos de 8 de Janeiro
Messias também comentou sobre os atos antidemocráticos de 8 de Janeiro. O AGU afirmou que esse episódio foi “um dos mais tristes” que teve na vida.
“O 8 de janeiro foi um dos episódios mais tristes que vivi toda a minha vida. Estava na minha casa, voltando com a minha família, acabado de almoçar, estava indo descansar, quando fui chamado pela minha filha e me dizia: Papai, papai, estão quebrando o seu trabalho”, disse.
Messias disse também que violência “nunca é uma opção para a democracia” e afirmou ter convocado os advogados que trabalhavam com ele para debater como proteger o patrimônio público. “O que pedi? Não foi prisão preventiva. Pedi a prisão em flagrante, que era o que poderia fazer. Até porque não tenho competência em matéria penal. Qualquer cidadão pode pedir a prisão em flagrante”.
‘Ativismo judicial’
Sobre o chamado “ativismo judicial”, Jorge Messias comentou que enxerga a medida com “extrema preocupação”. “O ativismo judicial sempre representa, para qualquer juiz constitucional, um momento de extrema preocupação. Por quê? Ao falar em ativismo judicial, a própria expressão já carrega um elemento extremamente perigoso. E qual é este elemento? A violação ao princípio da separação de Poderes”, disse.
“Com a realidade, a política tem sido levada a uma espécie de terceiro turno e tensionada na perspectiva de transformar o Supremo Tribunal Federal numa espécie de terceira Casa Legislativa. Não tenho concordância com essa visão. Na minha visão, entendo que o Supremo Tribunal Federal não deve ser o Procon da política”, continuou.
O indicado de Lula continuou dizendo que não cabe ao Judiciário legislar ou realizar funções do Executivo, mas que a Corte não pode ser omissa na proteção de vulneráveis e de minorias.
“Não é o espaço do Supremo Tribunal Federal. Agora, o Supremo Tribunal Federal não pode ser omisso. A Constituição estabelece importâncias muito restritas de atuação do Supremo Tribunal Federal na proteção e defesa da dignidade da pessoa humana, na vedação à discriminação, na defesa da igualdade, na proteção de minorias, na proteção de vulneráveis. Essas questões são as questões centrais que devem guiar o juiz constitucional”.
Quem é Jorge Messias?

O AGU ganhou notoriedade em 2016, quando a então presidente Dilma Rousseff disse a Lula, em ligação gravada pela Polícia Federal (PF), que iria enviar o “Bessias” para levar o termo de posse “em caso de necessidade”. À época, Messias era subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República e o atual chefe do Executivo era investigado pela Operação Lava Jato.
Jorge Rodrigo Araújo Messias, 46 anos, nasceu em Recife, Pernambuco. Formou-se em direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Possui títulos de mestre e doutor em desenvolvimento, sociedade e cooperação internacional pela Universidade de Brasília (UnB). Desde 2007, é procurador concursado da Fazenda Nacional.
Messias também foi subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, secretário de Regulação e Supervisão do Ministério da Saúde e consultor jurídico das pastas da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. O AGU ainda trabalhou na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e na Procuradoria do Banco Central.
Em 1º de janeiro de 2023, Messias assumiu a Advocacia-Geral da União. Casado e pai de dois filhos, ele é evangélico e frequenta a Igreja Batista. Em razão da religião do AGU, a sua indicação foi vista como aceno de Lula à comunidade.


Fonte: Jovem Pan

Messias é o primeiro rejeitado do STF no Senado desde 1894

O Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, é o primeiro rejeitado da história do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado Federal, desde a redemocratização. Em toda a história do Brasil, ele é apenas o sexto a ser rejeitado, os outros cinco foram todos em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto que durou de 1891 a 1894.
O indicado ao STF pelo presidente Lula foi rejeitado pelo Senado no final da tarde desta quinta-feira (29), por 42 votos contra 34 a favor da rejeição.
A expectativa geral era de que o AGU fosse aprovado para a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso. No entanto, a oposição ao governo do presidente Lula (PT) se movimentou nas últimas semanas para barrar a indicação.

Como foi a sabatina
A sessão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) teve início pouco depois das 9h, em Brasília. Os questionamentos a Messias foram concluídos às 17h46.
Messias começou com uma apresentação de si. Logo no começo, o indicado de Lula afirmou que o STF precisa se manter aberto ao aperfeiçoamento. Citando o senador de oposição Magno Malta (PL-ES), o AGU disse que a credibilidade da Corte é um compromisso e uma necessidade.
“Precisamos por sua importância, de que o STF se mantenha aberto ao aperfeiçoamento. A percepção pública de que Cortes supremas resistem às autocríticas e ao aperfeiçoamento institucional tende a pressionar a relação entre a jurisdição e a nossa democracia”, disse Messias, que completou dizendo que “em uma República, todo poder deve se sujeitar a regras e contenções”.

Messias também aproveitou a fala inicial para fazer acenos ao Congresso, após conflitos entre os Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. “É o que me comprometo a exercitar caso venha a ser aprovado por vossas excelências. O papel da jurisdição constitucional está exatamente colocado no processo de equilíbrio entre os Poderes”.

“A justiça não toma partido. Não é a favor ou contra. Não aplaude e não censura. Acredito que esse acatamento respeitoso é o ponto de partida para uma interação sadia entre a jurisdição constitucional e a política”, continuou.


Fonte: Jovem Pan

Em derrota inédita para o governo Lula, Senado reprova indicação de Messias ao STF

Em fato inédito, o Senado Federal reprovou a indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Foram 42 votos contra, 34 a favor e uma abstenção.
A expectativa geral era de que o AGU fosse aprovado para a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso. No entanto, a oposição ao governo do presidente Lula (PT) se movimentou nas últimas semanas para barrar a indicação.

Como foi a sabatina
A sessão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) teve início pouco depois das 9h, em Brasília. Os questionamentos a Messias foram concluídos às 17h46.
Messias começou com uma apresentação de si. Logo no começo, o indicado de Lula afirmou que o STF precisa se manter aberto ao aperfeiçoamento. Citando o senador de oposição Magno Malta (PL-ES), o AGU disse que a credibilidade da Corte é um compromisso e uma necessidade.
“Precisamos por sua importância, de que o STF se mantenha aberto ao aperfeiçoamento. A percepção pública de que Cortes supremas resistem às autocríticas e ao aperfeiçoamento institucional tende a pressionar a relação entre a jurisdição e a nossa democracia”, disse Messias, que completou dizendo que “em uma República, todo poder deve se sujeitar a regras e contenções”.

Messias também aproveitou a fala inicial para fazer acenos ao Congresso, após conflitos entre os Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. “É o que me comprometo a exercitar caso venha a ser aprovado por vossas excelências. O papel da jurisdição constitucional está exatamente colocado no processo de equilíbrio entre os Poderes”.

“A justiça não toma partido. Não é a favor ou contra. Não aplaude e não censura. Acredito que esse acatamento respeitoso é o ponto de partida para uma interação sadia entre a jurisdição constitucional e a política”, continuou.
‘Totalmente contra o aborto’
Durante a sabatina, Jorge Messias tratou de temas polêmicos, como o aborto. O AGU afirmou ser totalmente contra a medida. “Da minha parte, não haverá qualquer tipo de ação de ativismo em relação ao tema aborto na minha jurisdição constitucional. Eu quero deixar absolutamente vossas excelências tranquilas quanto a isso”.
O AGU ressaltou que o aborto deve ser “objeto de reprimenda”. “Quero até dizer que nenhuma prática de aborto pode ser comemorada ou celebrada, muito pelo contrário, deve ser objeto de reprimenda. Mas isso é a minha concepção pessoal, filosófica, cristã”.
“Qualquer que seja a circunstância, é uma tragédia humana. Agora, a gente precisa olhar também com humanidade à mulher, à adolescente, à criança, a uma vida. É por isso que a lei estabeleceu hipóteses muito restritas de excludentes da ilicitude”, disse, em resposta ao senador Weverton Rocha (PDT-MA).
Messias relembrou o parecer que enviou ao STF, onde defendeu a competência do Congresso Nacional para legislar sobre o aborto. “Na condição de Advogado-Geral da União, apresentei um parecer perante o Supremo Tribunal Federal (STF) em que defendi, de forma muito clara e categórica, a competência privativa do Congresso Nacional para legislar sobre o tema do aborto”, continuou.
Atos de 8 de Janeiro
Messias também comentou também sobre os atos antidemocráticos de 8 de Janeiro. O AGU afirmou que esse episódio foi “um dos mais tristes” que teve na vida.
“O 8 de janeiro foi um dos episódios mais tristes que vivi toda a minha vida. Estava na minha casa, voltando com a minha família, acabado de almoçar, estava indo descansar, quando fui chamado pela minha filha e me dizia: Papai, papai, estão quebrando o seu trabalho”, disse.
Messias disse também que violência “nunca é uma opção para a democracia” e afirmou ter convocado os advogados que trabalhavam com ele para debater como proteger o patrimônio público. “O que pedi? Não foi prisão preventiva. Pedi a prisão em flagrante, que era o que poderia fazer. Até porque não tenho competência em matéria penal. Qualquer cidadão pode pedir a prisão em flagrante”.
‘Ativismo judicial’
Sobre o chamado “ativismo judicial”, Jorge Messias comentou que enxerga a medida com “extrema preocupação”. “O ativismo judicial sempre representa, para qualquer juiz constitucional, um momento de extrema preocupação. Por quê? Ao falar em ativismo judicial, a própria expressão já carrega um elemento extremamente perigoso. E qual é este elemento? A violação ao princípio da separação de Poderes”, disse.
“Com a realidade, a política tem sido levada a uma espécie de terceiro turno e tensionada na perspectiva de transformar o Supremo Tribunal Federal numa espécie de terceira Casa Legislativa. Não tenho concordância com essa visão. Na minha visão, entendo que o Supremo Tribunal Federal não deve ser o Procon da política”, continuou.
O indicado de Lula continuou dizendo que não cabe ao Judiciário legislar ou realizar funções do Executivo, mas que a Corte não pode ser omissa na proteção de vulneráveis e de minorias.
“Não é o espaço do Supremo Tribunal Federal. Agora, o Supremo Tribunal Federal não pode ser omisso. A Constituição estabelece importâncias muito restritas de atuação do Supremo Tribunal Federal na proteção e defesa da dignidade da pessoa humana, na vedação à discriminação, na defesa da igualdade, na proteção de minorias, na proteção de vulneráveis. Essas questões são as questões centrais que devem guiar o juiz constitucional”.
Quem é Jorge Messias?
Advogado-geral da União, Jorge Messias, e o presidente Lula (PT)
O AGU ganhou notoriedade em 2016, quando a então presidente Dilma Rousseff disse a Lula, em ligação gravada pela Polícia Federal (PF), que iria enviar o “Bessias” para levar o termo de posse “em caso de necessidade”. À época, Messias era subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República e o atual chefe do Executivo era investigado pela Operação Lava Jato.
Jorge Rodrigo Araújo Messias, 46 anos, nasceu em Recife, Pernambuco. Formou-se em direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Possui títulos de mestre e doutor em desenvolvimento, sociedade e cooperação internacional pela Universidade de Brasília (UnB). Desde 2007, é procurador concursado da Fazenda Nacional.
Messias também foi subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, secretário de Regulação e Supervisão do Ministério da Saúde e consultor jurídico das pastas da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. O AGU ainda trabalhou na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e na Procuradoria do Banco Central.
Em 1º de janeiro de 2023, Messias assumiu a Advocacia-Geral da União. Casado e pai de dois filhos, ele é evangélico e frequenta a Igreja Batista. Em razão da religião do AGU, a sua indicação foi vista como aceno de Lula à comunidade.


Fonte: Jovem Pan

Rejeição Messias: indicado por Bolsonaro, ministro André Mendonça diz que ‘Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo’

Após a rejeição histórica ao nome de Jorge Messias, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou em uma rede social que “o Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo”.
André Mendonça concluiu voto sobre responsabilidade das redes sociais nesta quarta (5)
Gustavo Moreno/STF
“Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser Ministro do STF. E amigo verdadeiro não está presente nas festas; está presente nos momentos difíceis”, escreveu André Mendonça.
André Mendonça chegou ao STF por indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Assim como Messias, é envagélico.
“Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate! Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!”, completou o ministro do STF.


Fonte:

g1 > Política

‘A vida é assim’, diz Messias após ter nome rejeitado no Senado

O advogado-geral da União, Jorge Messias, falou pela primeira vez após ter a indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Plenário do Senado.
“A vida é assim, tem dias de vitórias e dias de derrota. Não é simples alguém de minha trajetória passar por algo assim”, disse.
Messias agradeceu os 34 votos favoráveis que recebeu e disse que cumpriu o propósito dele.
Essa é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo.
Senado rejeita indicação de Jorge Messias para o STF
Messias foi rejeitado por 42 votos a 34 e uma abstenção. A votação foi secreta. O ministro de Lula precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta.
Com a rejeição, a mensagem com a indicação de Messias foi arquivada e o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo.
O advogado-geral da União Jorge Messias participa de sabatina realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado por uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF), no Congresso Nacional, em Brasília (DF), nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
A nova indicação precisará ser validada pelo Senado.
Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a indicação de Messias por 16 votos a 11. O Plenário ainda precisava votar e dar aval ao nome.


Fonte:

g1 > Política

Colunistas avaliam derrota histórica do governo Lula na rejeição de Messias para o STF

A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal pelo Senado foi interpretada como a maior crise política do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — e uma das mais graves de toda a sua trajetória no poder.
No jornal Edição das 18h, da Globo News, Natuza Nery, Gerson Camarotti, Elisa Clavery, Ana Flor e Fernando Gabeira apontaram falhas de articulação do governo, avanço do Centrão e impactos eleitorais do episódio.
Para Camarotti, a derrota expõe um erro estratégico que remonta ao início do processo, há cinco meses. Segundo ele, integrantes do próprio governo já avaliavam que Lula deveria ter negociado de forma mais clara com o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, quando a vaga surgiu.
O advogado-geral da União Jorge Messias participa de sabatina realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado por uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF), no Congresso Nacional, em Brasília (DF), nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
A demora na indicação e a falta de “gordura” política acabaram limitando a capacidade de articulação do Planalto. Agora, o presidente se vê diante da dificuldade de emplacar qualquer outro nome no Supremo sem uma base consolidada no Senado.
Camarotti também destaca que o placar elástico só foi possível com a adesão de forças além da oposição, especialmente sob influência de Davi Alcolumbre. O movimento, segundo ele, combina interesses eleitorais — com parlamentares já em clima de campanha — e um discurso político mais amplo de enfrentamento ao Supremo Tribunal Federal.
Natuza Nery ressaltou o peso político direto sobre Lula. Para ela, mais do que uma derrota de Messias, trata-se de uma derrota pessoal do presidente, imposta em grande medida por Alcolumbre.
Com 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis, o resultado foi classificado por integrantes da base como “gigantesco” e gerou apreensão entre aliados. Natuza também traz a avaliação de que fatores como o chamado “caso Master” podem ter influenciado o comportamento de senadores, especialmente do Centrão, diante do temor de investigações.
Elisa Clavery complementa o diagnóstico ao apontar falhas na contagem de votos e um ambiente de traição política. Segundo ela, o governo trabalhava com um cenário muito mais apertado e foi surpreendido pela margem da derrota.
Relatos de bastidores indicam que senadores teriam sinalizado apoio ao governo, mas votado em sentido contrário, evidenciando fragilidade na coordenação política. Além disso, Elisa destaca que a proximidade das eleições tende a dificultar ainda mais futuras indicações, já que a polarização política deve se intensificar.
Ana Flor comparou o episódio com momentos anteriores de desgaste entre Executivo e Senado, como a rejeição de um indicado a embaixador no governo Dilma Rousseff, em 2015.
Segundo ela, o caso atual sinaliza um afastamento significativo do Centrão, tradicional fiador da governabilidade. Esse distanciamento, somado à celebração da oposição, indica não apenas uma derrota institucional, mas também um enfraquecimento político mais amplo do governo.
Já Fernando Gabeira chama atenção para a dimensão interna da crise. Ele avalia que houve uma falha grave da equipe responsável pela articulação, não apenas por perder a votação, mas por não prever um resultado dessa magnitude.
Para o comentarista, seria papel dos articuladores identificar a fragilidade do apoio e até considerar o adiamento da votação para evitar a exposição do presidente.
Gabeira pondera, contudo, que a derrota no Senado não deve ser automaticamente interpretada como reflexo da opinião popular, já que o processo se deu no âmbito das elites políticas e não mobilizou amplamente a sociedade.
A derrota inédita na indicação de um ministro do STF — algo que não ocorria desde o século XIX — coloca em xeque a capacidade de articulação do Planalto, pressiona a relação com o Senado e impõe novos desafios tanto para a governabilidade quanto para a estratégia eleitoral de Lula.
Para os comentaristas, o governo terá de se reorganizar rapidamente.


Fonte:

g1 > Política