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Irã diz que não cederá a ameaças após Trump mandar Marinha bloquear Ormuz

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad-Bagher Ghalibaf, disse neste domingo (12) que Teerã não cederá a ameaças. A declaração foi dada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandar a Marinha norte-americana bloquear o Estreito de Ormuz.
A ordem de Trump se deu depois de as negociações para firmar um acordo de paz fracassarem. Em entrevista a jornalistas no sábado (11), o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse que o Irã não aceitou “os termos” dos Estados Unidos. Uma das condições era o comprometimento iraniano de não “buscar por armas nucleares” e as “ferramentas” para “alcançar” o armamento.
Em resposta à ordem de Trump, a Guarda Revolucionária Islâmica reiterou ter controle total sobre o tráfego em Ormuz e prenderia qualquer inimigo que tentasse desafiá-la “em um vórtice mortal no Estreito, caso desse um passo errado”.
Em uma longa declaração em sua rede social, Truth Social, Trump disse que seu objetivo final era limpar o estreito de minas e reabri-lo para toda a navegação, mas que, enquanto isso, o Irã não deve ter permissão para lucrar com seu controle da via.
“Qualquer iraniano que atirar em nós, ou em embarcações pacíficas, será explodido para o inferno!”, escreveu Trump.
O próprio Irã tem restringido o tráfego pelo estreito e permite a passagem de embarcações consideradas a serviço de países amigos, como a China. A rota é fundamental para remessas de petróleo, gás e fertilizantes do Golfo para o mercado mundial.
Houve ainda relatos não confirmados de que Teerã planeja cobrar pedágios. Algo que Trump classificou como “extorsão mundial”. O republicano disse ter instruído a Marinha dos Estados Unidos a “buscar e interceptar” todas as embarcações que tenham pago tarifa ao Irã.
*Com informações de AFP


Fonte: Jovem Pan

Trump diz que aplicará tarifas de 50% caso China ajude Irã militarmente 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (12) que aplicará tarifas a qualquer país que ajudar militarmente o Irã. Em entrevista ao canal Fox News, ao ser perguntado se a China estaria incluída, o republicano confirmou.
Trump disse “duvidar” de que a China estaria dando apoio militar ao Irã. “Talvez eles tenham feito bem no início, mas eu não acredito que continue”, declarou o republicano.
No entanto, o presidente norte-americano afirmou que, se descobrirem que Pequim está fornecendo armamento a Teerã, os produtos chineses serão taxados em 50%. Um percentual que Trump classificou como “exorbitante”.


Fonte: Jovem Pan

Corinthians x Palmeiras: confira a transmissão da Jovem Pan ao vivo

Corinthians e Palmeiras se enfrentam neste domingo (12), em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro.
A Jovem Pan apresenta todas as emoções do duelo ao vivo, com narração de Nilson Cesar, comentários de Vampeta e Fabio Piperno, além de reportagem de Victor Boni e Pedro Marques no YouTube.
Confira a transmissão aqui


Fonte: Jovem Pan

Quem é Péter Magyar, opositor de Orbán que deve ser próximo premiê da Hungria

As eleições parlamentares da Hungria realizadas neste domingo (12) indicam que Péter Magyar deve ser o próximo primeiro-ministro húngaro. Com 87% dos votos apurados, a legenda do político, Tisza, havia conquistado 138 assentos no Parlamento do país.
Na Hungria, o primeiro-ministro é eleito pelo Legislativo. Por Tisza agora ser maioria, Magyar deve suceder o atual premiê húngaro, Viktor Orbán.
Nascido em uma família de conservadores de destaque, Magyar foi atraído pela política desde muito jovem. Em seus anos universitários, fez amizade com Gergely Gulyas, atual chefe de gabinete de Orbán, e conheceu Judit Varga, com quem se casou em 2006 e que viria a ser ministra da Justiça.
Após servir como diplomata junto à União Europeia, Magyar liderou o órgão estatal de empréstimos para a educação e foi parte da diretoria de outras instituições sociais.
Magyar e Varga, que têm três filhos, se divorciaram em 2023.

Opositor de Orbán
Há alguns anos, Péter Magyar aplaudia os discursos do primeiro-ministro húngaro antes de se tornar o rival mais sério do líder nacionalista em 2010.
“Me chamavam de ‘eterno opositor’ dentro do Fidesz (partido de Orban)”, comentou Magyar à AFP, pouco depois de ganhar destaque em 2024 após um escândalo envolvendo o perdão de abusos contra crianças.
Hábil comunicador, tanto nas redes sociais quanto em campanhas, o conservador de 45 anos promete mudança, desmontando “tijolo por tijolo” todo o sistema político de Orbán.
Quem conhece Magyar diz que ele é um perfeccionista que exige o melhor de todos, é temperamental, mas aceita pedir desculpas.
Percorreu o país quase sem parar nos últimos dois anos, com a promessa de combater a corrupção e melhorar os serviços públicos, o que levou seu partido a liderar as pesquisas.
Sua condição de antiga figura do governo ajudou sua ascensão meteórica, segundo Andrzej Sadecki, analista do Centro de Estudos Orientais, de Varsóvia.
“Soa mais convincente para alguns ex-eleitores do Fidesz quando afirma que o sistema está podre por dentro”, declarou Sadecki à AFP.
“De certa forma, Magyar é como Orban há 20 anos, sem toda a bagagem, a corrupção e os erros no poder”, acrescentou.
A figura do opositor ganhou destaque quando um escândalo pelo perdão de um caso de abuso infantil abalou o governo no início de 2024, provocando a renúncia da presidente Katalin Novak e de Varga, sua ex-esposa, como ministra da Justiça.
Magyar denunciou a corrupção do governo de Orbán e renunciou a seus cargos públicos.
Naquele momento, ele descartou ter aspirações políticas, mas foi considerado “corajoso, orientado para a ação e disposto a correr riscos”, comentou Veronika Kovesdi, especialista em mídia da Universidade ELTE de Budapeste, à AFP.
Suas mensagens nas redes sociais “ressoaram emocionalmente” junto de seus seguidores, muitos dos quais o veem como um “herói que luta incansavelmente” por eles.
Ele assumiu o controle do desconhecido partido Tisza para poder disputar a eleição europeia de 2024, alcançando o segundo lugar, atrás da coalizão governante.
À medida que sua popularidade crescia, Magyar enfrentou um “tsunami de ódio e mentiras”, como ele o chamou. Ele ridicularizou algumas acusações e negou outras, como as acusações de suposto abuso doméstico contra Varga.
Tais ataques “o ajudaram a se legitimar como um líder realmente capaz de gerar mudança”, segundo Kovesdi.
Magyar prometeu combater a corrupção, melhorar serviços públicos como a saúde e impulsionar reformas para desbloquear bilhões de euros em fundos da União Europeia para a Hungria.
No plano internacional, prometeu transformar o país em um sócio confiável da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Europeia e ser crítico em relação à Rússia, ao contrário de Orbán, que é próximo de Moscou, apesar da invasão da Ucrânia.
Assim como Orbán, Magyar se recusa a enviar armas a Kiev e se opõe a uma integração acelerada na União Europeia, mas rejeita sua retórica hostil em relação à Ucrânia.
Sua postura anti-imigração é mais rígida que a de Orbán, ao prometer encerrar o programa governamental de trabalhadores convidados. Em relação aos direitos da população LGBTQIA+, sua posição tem sido vaga, embora defenda a igualdade perante a lei.
*Com informações de AFP


Fonte: Jovem Pan

Orbán reconhece derrota na Hungria e liga para Magyar: ‘Doloroso, mas inequívoco’

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições parlamentares do país. Em ligação ao seu opositor Péter Magyar, o premiê disse que o resultado é “doloroso, mas inequívoco”.
Por volta das 17h30 deste domingo (12), com 87% dos votos apurados, o partido Tisza, de Magyar, havia conquistado 138 assentos no Parlamento húngaro. A sigla de Orbán, Fidesz, havia ganhado 54 cadeiras.
Com o resultado, Orbán deixará o poder na Hungria após 16 anos. No pleito deste domingo, os eleitores foram às urnas para eleger 199 parlamentares. No país, o sistema funciona da seguinte forma: 106 assentos são decididos pelo candidato mais votado em cada região e as 93 cadeiras restantes são divididas entre os partidos de acordo com a porcentagem total de votos que cada um recebeu no país.
O cargo de primeiro-ministro será ocupado por quem os novos parlamentares elegerem internamente. Por a maioria eleita ser pertencente à legenda de Péter Magyar, ele deve ser o próximo premiê húngaro.

Fim do governo Orbán
Considerado um líder perspicaz, o primeiro-ministro Viktor Orbán governou o sistema político da Hungria por 16 anos consecutivos como uma figura dominante e polarizadora.
No entanto, o ultranacionalista de 62 anos — aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, da China e da Rússia, e crítico da União Europeia — viu seu controle sobre o poder enfraquecer; um domínio que perdeu nas eleições legislativas deste domingo.
Apesar de liderar um pequeno país de 9,5 milhões de habitantes, Orbán ficou conhecido internacionalmente como um ferrenho opositor da imigração, dos direitos LGBTQIA+ e do contínuo apoio ocidental à Ucrânia contra a invasão russa.
Orbán tornou-se conhecido no declínio do comunismo húngaro, em 1989, com uma retórica inflamada que exigia democracia e a volta das tropas soviéticas para casa. Foi uma das estrelas em ascensão da “nova” Europa e assumiu o cargo de deputado no Parlamento na Hungria recém-democratizada e otimista de 1990.
No entanto, logo se desfez de sua imagem de liberal radical e começou a remodelar o Fidesz — o partido que cofundou — transformando-o em uma nova força de centro-direita, defensora dos valores familiares e cristãos. A aposta rendeu frutos: conquistou a classe trabalhadora e elegeu-se primeiro-ministro em 1998, aos 35 anos.
Quem é Péter Magyar
Há alguns anos, Péter Magyar aplaudia os discursos do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, antes de se tornar o rival mais sério do líder nacionalista em 2010. Nascido em uma família de conservadores de destaque, Magyar foi atraído pela política desde muito jovem.
Em seus anos universitários, fez amizade com Gergely Gulyas, atual chefe de gabinete de Orbán, e conheceu Judit Varga, com quem se casou em 2006 e que viria a ser ministra da Justiça no governo do atual premiê.
Após servir como diplomata junto à União Europeia, Magyar liderou o órgão estatal de empréstimos para a educação e foi parte da diretoria de outras entidades sociais.
Magyar e Varga, que têm três filhos, se divorciaram em 2023.
A figura do opositor ganhou destaque quando um escândalo pelo perdão de um caso de abuso infantil abalou o governo de Orbán no início de 2024, provocando a renúncia da presidente Katalin Novak e de Varga como ministra da Justiça. Magyar denunciou a corrupção do atual primeiro-ministro e renunciou a seus cargos públicos.
*Com informações de AFP


Fonte: Jovem Pan

Oposição aparece à frente de Orbán em primeiros resultados na Hungria

Os primeiros resultados da eleição na Hungria mostram que o partido de oposição de Peter Magyar está à frente do partido do primeiro-ministro, Viktor Orbán, que está há 16 anos no poder.
Entretanto, o resultado final ainda é incerto. Com 29% dos votos contados, o partido Tisza, de Magyar, tinha 50% de apoio contra 41% do partido governante Fidesz, de Orbán. Essa proporção mudará à medida que mais votos forem contados.
A contagem mostrou o Tisza à frente em 95 dos 106 distritos eleitorais da Hungria. A contagem de votos é geralmente mais lenta na capital Budapeste, que se espera favorecer o partido de Magyar.
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Datafolha: 59% defendem prisão domiciliar de Bolsonaro

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo, 12, aponta que 59% dos brasileiros defendem que o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) cumpra a pena em casa em vez de voltar à prisão na Papudinha. Os que dizem que Bolsonaro deve voltar para o regime fechado somam 37%, enquanto 5% não souberam responder.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou que ele voltasse para casa de forma temporária, por 90 dias.
Depois desse período, Moraes poderá prorrogar o benefício ou determinar que o ex-presidente volte para a Papudinha.
Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Detalhamento da pesquisa
O total dos que dizem que Bolsonaro deveria permanecer em casa é de 61% entre quem tem mais de 60 anos e chega a 81% entre empresários.
Já quem defende que o ex-presidente cumpra pena na prisão soma 44% entre jovens de 16 a 24 anos e 42% entre desempregados.
Entre as pessoas que se classificam como de centro, 53% são a favor da domiciliar e 41% pela volta à Papudinha.
Entre os mais bolsonaristas, 94% defendem a prisão domiciliar e 3% não o fazem.
Já entre os mais petistas, 28% preferem o ex-presidente em casa e 68% querem a volta da prisão.
Entre os que pretendem votar no presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 30% defendem a prisão domiciliar e 66% querem a volta à prisão.
Dos eleitores declarados de Flávio Bolsonaro (PL), 93% são a favor de que o ex-presidente cumpra a pena em casa e somente 5% afirmam que ele deve voltar para a Papudinha.
O Datafolha ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades do Brasil entre 7 e 9 de abril. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03770/2026. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

‘Há um mistério, há segredos’: elenco e direção de ‘Maldição da Múmia’ falam sobre filme

O terror ganha novos contornos em “Maldição da Múmia”, novo filme dirigido por Lee Cronin, que promete resgatar um dos mitos mais fascinantes e inquietantes da história: as antigas maldições do Egito. Conhecido por seu trabalho intenso no gênero, o cineasta mergulha agora em uma narrativa que mistura mistério, emoção e horror sobrenatural, apostando não apenas em sustos, mas em uma conexão profunda com o público.
Na trama, acompanhamos um grupo que se vê envolvido com uma tumba milenar recém-descoberta, despertando forças que estavam adormecidas há séculos. À medida que eventos inexplicáveis começam a acontecer, segredos antigos vêm à tona, colocando todos em risco e revelando que algumas histórias jamais deveriam ser perturbadas. A produção aposta em uma atmosfera densa e claustrofóbica, onde o passado parece respirar dentro das paredes e cada decisão pode ser fatal.

Para Cronin, o fascínio por esse tipo de história vai muito além do cinema. “Eu acho que nós, como pessoas, continuamos com uma fascinação com esses assuntos fora dos filmes, porque eles são uma grande parte da história e da cultura”, explica o diretor, destacando que o universo das múmias carrega um peso simbólico que atravessa gerações. Ele reforça que o mistério é um dos principais motores do interesse do público: “há um mistério, há segredos. E eu acho que as pessoas sempre estão intrigadas em ter respostas”.
Depois do sucesso de seus trabalhos anteriores no terror, Cronin revela que não existe uma fórmula mágica para criar um filme assustador, mas sim um ponto de partida essencial: personagens reais. “Eu não tenho certeza se há um segredo, mas, para mim, a coisa mais importante é ter certeza de que há personagens que você pode se identificar”, afirma. Segundo ele, o horror só funciona de verdade quando o público acredita nas pessoas que estão vivendo aquela experiência: “você pode ver a verdade e a humanidade neles”.
Essa abordagem é o que permite que “Maldição da Múmia” vá além do terror tradicional. O diretor aposta em uma construção emocional sólida para, então, intensificar o sobrenatural. “Quanto mais real você faz com as pessoas… isso permite que você vá mais louco no lado do horror”, explica. E, curiosamente, ele revela um ingrediente inesperado na receita: “o pequeno ingrediente mágico secreto é um pouco de humor também, mesmo em tempos escuros, nós ainda rimos”.
Mas nem tudo foram facilidades durante a produção. Cronin admite que o filme exigiu um grande esforço logístico e criativo, especialmente ao lidar com efeitos práticos e um elenco diverso. “Há sempre uma série de desafios diários quando você faz um filme… não importa o quanto você se prepara”, conta. Entre os principais obstáculos, ele destaca o uso de próteses e a dinâmica de gravação: “é muito difícil, principalmente quando envolve crianças, você não pode pedir para ficar horas em maquiagem e depois trabalhar o dia inteiro”.
Ainda assim, o resultado promete ser um espetáculo visual e sensorial, fruto de um trabalho coletivo intenso. “Tive uma equipe incrível e conseguimos trazer tudo junto e criar o espetáculo que criamos”, finaliza o diretor.
Com uma combinação de tensão psicológica, mitologia antiga e personagens que carregam emoção real, “Maldição da Múmia” chega como uma das apostas mais intrigantes do terror moderno, pronta para provar que algumas maldições nunca perdem sua força, apenas esperam o momento certo para despertar. O filme estreia nos cinemas no próximo dia 16.

‘Não é um monstro, é nossa filha’
Protagonista do filme, Jack Reynor revela que sua conexão com o universo sobrenatural vem, antes de tudo, da paixão pelo gênero. “Provavelmente não se estende muito além do meu amor por filmes de horror, mas eu sou um grande fã”, afirma. O ator ainda destaca o peso de fazer parte de uma tradição que atravessa décadas. “Desde os filmes de Boris Karloff nos anos 30, até Christopher Lee e Peter Cushing da Hammer Films, até o filme com Brendan Fraser. É um gosto fazer parte desse legado”.
Sobre a construção do personagem, Reynor revela que o processo foi intenso e emocional, mesmo com pouco tempo de preparação. “Eu e o Lee tivemos ótimas conversas sobre quem esse personagem poderia ser”, conta. Para ele, o coração da história está no drama familiar. “Era um filme sobre uma família em que houve um trauma horrível, eles perderam sua filha. E estão lidando com a culpa de não poder protegê-la”.
Essa dor é o que transforma completamente a dinâmica do terror no filme. “Quando ela finalmente volta com essa raiva e vingança, há uma resolução que eles precisam, mas é uma coisa impossível de consertar”, explica o ator, destacando o conflito emocional que move a narrativa. E é justamente esse dilema que diferencia o longa de outras produções do gênero.

Reynor também comenta sobre o equilíbrio entre emoção e horror, um dos grandes desafios do filme. “Se um filme de horror é bom, esses elementos profundos funcionam naturalmente, não ficam fora de lugar”, afirma. Segundo ele, o público vai sentir que aquela família é real. “A família nesse filme se sente muito viva, isso é um testemunho dos atores e do mundo que foi criado”.
Apesar da carga emocional, o filme não deixa de entregar o que os fãs esperam, tensão, sustos e uma experiência intensa no cinema. “No fim do dia, é um filme muito amplo, é divertido, obviamente horrível, muito assustador, mas foi feito para ser visto no cinema, com o público”, diz.
Mas o grande diferencial está na forma como a história encara sua “criatura”. “Em outras versões, a múmia é um monstro que precisamos destruir ou fugir”, explica Reynor. “Aqui, ela é apenas uma garota… nossa filha. Precisamos tentar salvá-la”. Essa inversão transforma completamente a experiência. “Estamos indo em direção a ela, não fugindo. Estamos presos com ela”.
Nos bastidores, essa intensidade também foi sentida pelo elenco, especialmente por Laia Costa, que revelou uma relação quase inexistente com o universo sobrenatural. “Nada. Tipo, literalmente, nada. Eu não vejo filmes de horror. Eu não quero pensar em coisas sobrenaturais porque eu não durmo”, confessou a atriz, mostrando que enfrentar esse tipo de narrativa foi um verdadeiro desafio pessoal. Ainda assim, ela destacou o impacto da experiência. “Foi tão interessante ser parte do processo deste filme, eu não sabia o quanto trabalho foi colocado em algo assim.”
Já Verónica Falcón trouxe uma visão mais aberta sobre o tema, influenciada por suas origens culturais. “Eu venho do México, nós temos muitas histórias sobrenaturais. Eu acredito e não acredito, então eu deixo que seja assim. Você nunca sabe”, afirmou, ressaltando o fascínio pelo desconhecido. Para ela, o projeto também foi um grande aprendizado como atriz. “Foi uma das melhores experiências de aprendizagem, há muito pensamento em cada coisa que você vê na tela.”


Fonte: Jovem Pan

Sinner vence Alcaraz, conquista Masters 1000 de Monte Carlo e volta a ser número 1

O tenista italiano Jannik Sinner conquistou o título do Masters 1000 de Monte Carlo neste domingo (12) ao derrotar na final o atual campeão, Carlos Alcaraz, destronando assim o espanhol da liderança do ranking mundial.
Sinner, de 24 anos, superou Alcaraz com parciais de 7-6 (7/5) e 6-3 em 2 horas e 15 minutos no primeiro duelo entre os dois desde o início da temporada.
No histórico de confrontos diretos, essa foi a sétima vitória do italiano contra 10 do espanhol.
Sinner conquista assim seu terceiro título consecutivo de Masters 1000 em 2026, após seus triunfos em Indian Wells e Miami, o que significa que ele conquistou todos os títulos desta categoria (que está abaixo apenas dos Grand Slams) disputados até o momento nesta temporada.
*AFP


Fonte: Jovem Pan

Campeonato Alemão terá primeira mulher como técnica na elite do futebol europeu

A derrota para o Heidenheim, lanterna da Bundesliga, neste sábado, custou o cargo do técnico Steffen Baumgart no Union Berlin. A resposta do clube foi imediata e histórica. A auxiliar Marie-Louise Eta foi anunciada como técnica interina até o fim da temporada e se tornou a primeira mulher a comandar uma equipe na elite do Campeonato Alemão.
A nomeação também marca um feito inédito entre as cinco principais ligas da Europa. Aos 34 anos, Eta já fazia parte da comissão do time principal desde 2023 e vinha acumulando pioneirismos no futebol alemão.
Naquele ano, tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de auxiliar em uma equipe masculina da Bundesliga e, meses depois, chegou a dirigir o time à beira do campo na ausência do então treinador, em vitória sobre o Darmstadt.
“Para mim, é especial poder trabalhar aqui com a equipe masculina. Isso me deixa feliz e orgulhosa. Espero que um dia situações como essa deixem de chamar atenção e se tornem normais”, disse Eta, em declaração dada ainda em 2024.
Ex-meio-campista, ela construiu carreira vitoriosa dentro de campo antes de migrar para a área técnica. Foi tricampeã alemã, bicampeã da Copa da Alemanha e campeã da Champions League com o Turbine Potsdam, além de títulos nas categorias de base da seleção. Lesões encurtaram a trajetória como jogadora, encerrada aos 26 anos, mas abriram caminho para o início como treinadora.
Agora, o desafio é imediato. O Union Berlin ocupa a 11ª colocação, com 32 pontos, e ainda precisa confirmar a permanência na primeira divisão. A vantagem para a zona de rebaixamento é de sete pontos, cenário que coloca Eta diante de um contexto de pressão, mas também de oportunidade em um momento simbólico para o futebol europeu.
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan