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‘Brasil foi o menos atingido pela guerra entre EUA e Irã’, diz Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (05) que o Brasil foi o país menos afetado pela guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. “Ministros das Finanças estão mostrando o quanto a guerra tem gerado efeito assimétrico durante a guerra. Aqui no Brasil, o país foi o que foi menos afetado pela guerra”, disse.
“Quando a gente olha a volatilidade de preço de combustíveis, fomos afetados, apesar do esforço do governo. Tivemos aumento de 20%, mas tem países que tiveram aumento de 50%”, acrescentou o ministro durante entrevista ao Jornal Jovem Pan.
Durigan destacou que o Brasil não pode ser sócio da guerra e, com o preço do petróleo subindo e o Brasil sendo exportador de petróleo, o “Brasil acaba arrecadando mais recurso com o preço do petróleo mais alto”.
Em meio à guerra no Oriente Médio, em um cenário em que a oferta global de petróleo enfrenta desafios causados pela guerra no Irã, o Brasil atingiu, em março, recorde na produção de petróleo e gás. No mês que coincidiu com o início da guerra dos Estados Unidos e Israel ao Irã, o Brasil produziu 5,531 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). O recorde anterior pertencia a fevereiro, com 5,304 milhões de boe/d.
Os dados sobre produção foram divulgados nesta segunda-feira (04) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor, vinculado ao Ministério de Minas e Energia.
Assista à entrevista completa:

 


Fonte: Jovem Pan

Palmeiras bate Sporting Cristal e assume ponta na Libertadores

Com a ausência do lesionado Vitor Roque, Ramón Sosa assumiu a parceria com Flaco López no ataque do Palmeiras. A nova dupla, jogo após jogo, tem se provado de grande valor e sido responsável por conduzir a equipe alviverde às vitórias. Nesta terça-feira (05), o paraguaio e o argentino marcaram e garantiram o triunfo por 2 a 0 sobre o Sporting Cristal, no Estádio Alejandro Villanueva, em Lima, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores.
Além de Sosa e López, quem tem merecido aplausos é o goleiro Carlos Miguel. O arqueiro tem feito ótimas defesas e impedido o time de levar alguns gols. No mais, o Palmeiras novamente pecou pelo início descompromissado, mas depois se ajustou e poderia ter goleado se tivesse melhor pontaria.
Com o resultado, o Palmeiras assume a liderança do Grupo F com oito pontos e deixa o Sporting Cristal em segundo lugar, com seis. A conclusão da rodada será apenas na quinta-feira, às 23h, com a partida entre Junior (um ponto) e Cerro Porteño (quatro pontos), em Barranquilla.
O Palmeiras volta a campo no domingo, às 16h, em visita ao Remo, em Belém, pelo Brasileirão. Pela Libertadores, o próximo compromisso está agendado para o dia 20 de maio, às 21h30, diante do Cerro Porteño, no Nubank Parque.
Com marcação frouxa, o Palmeiras demonstrou dificuldade para conter o ímpeto do Sporting Cristal nos primeiros minutos do duelo. O time alviverde só conseguiu chegar ao ataque a partir dos 10 minutos ainda que com pouca precisão nas finalizações. O time da casa continuou mais perigoso.
Depois da pausa reidratação, o Palmeiras ficou um pouco mais ligado. Arthur acertou um belo chute de canhota e quase marcou de fora da área. Marlon Freitas também arrancou suspiros dos torcedores.
Aos 32, Arias recebeu passe na medida de Marlon Freitas pelo lado esquerdo e cruzou para o miolo da área. Flaco López veio de trás e bateu firme, de chapa, para colocar o Palmeiras em vantagem. O gol deu mais motivação ao Palmeiras, que acumulou gols perdidos com Arias e Allan.
Na volta do intervalo, o Sporting Cristal até tentou, mas em contragolpe armado por Arias, Flaco López, na esquerda, alçou na área a bola, o zagueiro Lutiger presenteou Ramón Sosa com uma assistência perfeita, aos 5 minutos, para o Palmeiras ampliar a vantagem.
O Palmeiras se manteve ligeiramente superior, somando gols perdidos, enquanto o Sporting Cristal insistia em alguns lances ofensivos.
A partir dos 30 minutos, as rédeas do jogo passaram para o controle do conjunto peruano. Carlos Miguel precisou agir para evitar desconto no marcador.
Nos últimos giros do ponteiro, Abel Ferreira colocou em campo Paulinho, que ficou mais de 300 dias sem atuar e retornou aos gramados no empate com o Santos, no último fim de semana. Ele entrou na vaga de Flaco López.


Fonte: Jovem Pan

Trump anuncia suspensão da operação militar dos EUA para escoltar navios em Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (5) que suspende a operação militar americana para escoltar navios através do Estreito de Ormuz após apenas um dia, em uma tentativa de alcançar um acordo com o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio. “Concordamos mutuamente que, embora o bloqueio permaneça em pleno vigor, o Projeto Liberdade (a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz) será suspenso por um curto período para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado.”, escreveu o presidente dos Estados Unidos, informando que atendeu a um pedido do Paquistão.
O chamado “Projeto Liberdade” de Trump, destinado a ajudar embarcações a sair do Estreito de Ormuz — ponto de acesso ao Golfo onde o Irã assumiu o controle em resposta ao ataque dos Estados Unidos e de Israel — começou na segunda-feira (04).
Mas o líder americano afirmou em sua rede Truth Social que agora coloca a operação em pausa após um pedido do mediador Paquistão e de outros países, já que “foi alcançado um grande progresso rumo a um acordo completo e final” com Teerã.

Bloqueio em Ormuz 
Washington mantém um bloqueio aos portos iranianos na tentativa de pressionar o Irã a fechar um acordo que ponha fim à guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro. As tensões haviam aumentado com a operação em Ormuz, e os Estados Unidos afirmaram ter afundado sete embarcações iranianas, enquanto vários navios civis foram atacados, supostamente pelo Irã.
Mais cedo, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou a jornalistas na Casa Branca que “a operação está encerrada — Epic Fury — conforme o presidente informou ao Congresso. Concluímos essa fase”. O governo Trump tinha 60 dias após o início das hostilidades para informar o Congresso sobre a guerra, iniciada sem autorização prévia.
Rubio afirmou que os Estados Unidos “alcançaram os objetivos” dessa fase ofensiva. “Esses caras enfrentam uma destruição real e catastrófica de sua economia”, disse, acrescentando que Trump ainda prefere um acordo negociado com o Irã.
Israel e Estados Unidos atacaram o Irã, mataram altos dirigentes e destruíram importantes instalações militares e econômicas, mas sem provocar o colapso da república islâmica, que respondeu com ataques em toda a região. Em 8 de abril, Trump declarou um cessar-fogo com o Irã, que desde então foi prorrogado, mesmo com as negociações com Teerã estagnadas.
*Com informações da AFP


Fonte: Jovem Pan

Emprego cresce no agronegócio e bate recorde em 2025, mas tensões globais acendem alerta para 2026

Dados da CNA e do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) mostram que o número de pessoas ocupadas no setor agropecuário cresceu 2,2% em 2025 em relação a 2024. O número corresponde a cerca de 601 mil pessoas.
O levantamento mostra que o setor representa 26,3% na geração total de emprego no país. Os dados, considerados otimistas por integrantes da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, dão conta ainda de que os empregos com carteira assinada cresceram 4,6%.
Para Isabel Mendes, assessora técnica da CNA, o resultado mostra a resiliência do produtor rural. “O setor vem operando sob forte pressão de custos, com juros elevados, restrições de crédito e condições climáticas adversas. Ainda assim, tem mantido a produção, muitas vezes à custa de maior endividamento e redução de margens”.
O mercado tem exigido mão de obra mais qualificada. Houve um aumento de 8,3% na participação de trabalhadores com ensino superior. Na mesma demanda de mercado, a participação das mulheres no agronegócio vem crescendo.
No ano passado foi registrado um aumento de 2,6% na mão de obra feminina. A assessora técnica da CNA fala em uma ampliação de oportunidades. “A participação feminina no agronegócio vem crescendo de forma consistente, refletindo tanto o maior interesse das mulheres pelo setor quanto a ampliação das oportunidades em diferentes atividades, dentro e fora da porteira.”, declarou. “Observa-se cada vez mais a maior presença feminina em funções técnicas, de gestão e em posições de liderança”, acrescentou.
Outro dado positivo foi a massa salarial, que cresceu 7,2%. Mas os recentes acontecimentos na economia global acendem alerta para as perspectivas deste ano. Isabel Mendes, assessora técnica da CNA, afirma que as tensões geopolíticas entre Irã e Estados Unidos já afetam os preços de insumos, custos logísticos e condições de mercado.
Mendes ressalta que as incertezas políticas e econômicas em âmbito doméstico também preocupam. “Esse contexto tende a dificultar a tomada de decisão, o planejamento produtivo e pode comprometer a viabilidade econômica de algumas atividades, com possíveis reflexos sobre o emprego no setor.”, explicou. “Além disso, a expectativa é de um crescimento menor do setor em 2026 em relação a 2025, somado à manutenção de custos elevados de produção”, finalizou.


Fonte: Jovem Pan

Casa Branca confirma encontro entre Lula e Trump nesta quinta-feira

A Casa Branca confirmou nesta terça-feira (5) o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro está marcado para acontecer na quinta-feira (07), em Washington, nos Estados Unidos. “O presidente Trump receberá o presidente Lula para uma visita de trabalho nesta quinta-feira. Eles discutirão questões econômicas e de segurança de interesse comum”, disse nesta terça-feira o funcionário à AFP sob condição de anonimato.
Esse será o segundo encontro entre os dois líderes, que têm um histórico de relações turbulentas. A reunião entre eles já tinha sido adiantada pela Jovem Pan, que informou que a visita do presidente brasileiro a Washington será marcada por um formato mais direto e pragmático, sem grandes cerimônias de Estado.
Em Washington, a avaliação é de que o encontro deve seguir o padrão atual da Casa Branca para reuniões bilaterais de alto nível: pouco protocolo, agenda fechada e foco absoluto em resultados concretos. A tendência, segundo essas fontes, é que não haja grandes eventos públicos, desfiles militares ou cerimônias simbólicas, como já ocorreu em outras visitas recentes, como do Rei Charles III, na semana passada.
A lógica na capital americana é clara: esse encontro será tratado como reuniões de trabalho, com menos pompa e mais negociação política e econômica.

Lula e Trump devem assinar acordo em várias áreas 
Segundo o vice-presidente, Geraldo Alckmin, o encontro será uma ma boa oportunidade para os dois países assinarem acordos em várias áreas, e o presidente Lula levará a reunião com Trump proposta de acordo de combate ao crime organizado.
“Em relação ao crime organizado, esse é um tema que o presidente Lula já levou ao presidente Trump e vai levar novamente, que é um acordo para o combate a organizações criminosas transnacionais. Nós podemos fazer muita parceria nessa área: controle de fluxo financeiro, investigação. Esse é um tema extremamente relevante”, disse Alckmin em entrevista à GloboNews.
Segundo o vice-presidente, também será conversado sobre “big techs, terras raras, data centers, política tarifária e não tarifária. Você tem aí uma agenda importante”. “Estou muito confiante nessa ida do presidente Lula e nesse encontro com o presidente Trump.”, declarou Alckmin.
Brasil e EUA assinam acordo de combate ao crime organizado
No mês passado, os governos do Brasil e dos Estados Unidos firmaram um acordo de cooperação para intensificar o combate ao crime organizado transnacional, com ações que miram a interceptação de cargas ilícitas de armamentos e de drogas transportadas entre esses dois países. Entre as medidas, está a adoção de um programa para compartilhamento de informações em tempo real.
O acordo avançou após o governo Donald Trump sinalizar a intenção de que facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), sejam classificadas como terroristas, iniciativa que é rejeitada pelo governo Lula. O acordo, que busca integrar esforços de inteligência e intensificar operações conjuntas, está inserido no contexto do diálogo iniciado entre Lula e Donald Trump, integrando uma agenda mais ampla de cooperação bilateral voltada ao enfrentamento do crime organizado transnacional
Na prática, a ideia é que a iniciativa, denominada projeto MIT (Mutual Interdiction Team), funcione como uma cooperação mútua, encabeçada pela Receita Federal do Brasil, que tem interlocução direta com a Polícia Federal, e pelo U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de fronteiras dos Estados Unidos.
As autoridades citam como exemplo a descoberta de um contêiner com uma peça de fuzil vindo de um porto da Flórida. Em casos assim, o objetivo é que os americanos sejam comunicados imediatamente, para também conduzir investigações a partir do ponto de origem.
*Com informações da AFP e Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Deportivo Recoleta x Santos: assista ao vivo à transmissão da Jovem Pan

Deportivo Recoleta e Santos se enfrentam nesta terça-feira (5), às 21h30, em jogo válido pela Libertadores. A Jovem Pan apresenta todas as emoções do duelo ao vivo, com narração de José Manoel de Barros, comentários de Flávio Prado e reportagem de Guilherme Napolis no Youtube.


Fonte: Jovem Pan

Conselho de Ética aprova relatório que sugere suspensão de deputado que ocupou Mesa da Câmara

Deputado Marcos Pollon (PL-MS).
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O Conselho de Ética da Câmara aprovou um relatório que sugere a suspensão do deputado Marcos Pollon(PL-MS) por dois meses pela ocupação da Mesa Diretora do plenário da Casa em agosto de 2025.
O parecer do relator, deputado Moses Rodrigues (União-CE), recomenda ainda a suspensão de Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). O Conselho vai votar os casos separadamente.
A representação contra Pollon foi por declarações difamatórias contra a cúpula da Câmara e por obstruir o acesso de Hugo Motta (Republicanos-PB) à cadeira de presidente.
O parlamentar pode recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se rejeitado o recurso, a representação vai ao plenário da Câmara, ao qual cabe a decisão final.
O episódio ocorreu após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegou a ser impedido de sentar na cadeira do presidente e iniciar os trabalhos da Casa (leia mais abaixo).
Congresso tem sessões tumultuadas e oposição ocupa mesa diretora do plenário
“Há aqui, portanto, uma evidente inversão de hierarquias, como se o presidente da Câmara dos Deputados dependesse da autorização, de quem quer que fosse, para acessar a cadeira para a qual foi legitimamente eleito”, afirmou o relator, deputado Moses Rodrigues (União-CE).
Em seu parecer, o parlamentar afirmou que não há como se confundir o episódio com um protesto político regular ou com uma manifestação legítima de divergência.
“Aponte-se, ademais, que o ato praticado atingiu não apenas a pessoa do presidente, mas a própria imagem e credibilidade da Câmara perante a sociedade”.
A reunião do conselho começou às 13h20 e se estendeu até a noite, com aliados dos parlamentares obstruindo o andamento da análise do parecer com discursos longos e questionamentos regimentais, diante da iminente derrota.
O que dizem os representados
Zé Trovão disse que estava vivendo uma injustiça “por servir” aos seus eleitores. Ele afirmou que a alegação de que os parlamentares impediram o funcionamento da Câmara é imprecisa e que a intenção era pressionar pela anistia dos condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro.
“Não houve, em momento algum, intenção por parte dos representados de incitar violência ou atentar contra a ordem democrática, tanto que, a manifestação foi totalmente pacífica. A ação, por mais enérgica que possa ter sido, não visou subverter as instituições ou promover a instabilidade”, afirmou em defesa escrita protocolada no Conselho.
O deputado Marcel Van Hattem disse que não há nada de ilícito em tomar assento em poltrona destinada a outro deputado.
Montagem com as fotos dos deputados Marcos Pollon (PL-MS); Marcel van Hattem (Novo-RS); e Zé Trovão (PL-SC)
Agência Câmara
“Entender o contrário é tornar ilegal algo que é legítimo e legal, por ser uma poltrona destinada ao deputado representado e os demais 511 deputados federais. Não há, portanto, nada de ilegal”, afirmou. “Em todo o momento, os deputados portaram-se de maneira pacífica no exercício de direito de reunião que pressupôs a ocupação do espaço da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados”.
Já o deputado Marcos Pollon afirmou que a ocupação da Mesa encontra amparo na imunidade material dos parlamentares e que nada do que os deputados fizeram em 2025 extrapolou o limite.
“A atuação do representado foi pacífica, sem violência, sem ataque pessoal e sem qualquer conduta que se aproxime do padrão de gravidade típico das condenações por decoro”, afirmou.
Relembre o episódio
Deputados de oposição ocuparam a Mesa Diretora da Câmara após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, por risco de fuga em meio ao desenrolar do processo que o condenou a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Durante a ocupação, Van Hattem chegou a impedir que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) sentasse na cadeira de presidente.
O episódio deixou Motta fragilizado no comando da Casa, obrigando-o a reagir. Ele chegou a cogitar suspender cautelarmente parte dos deputados responsáveis pelo motim, em um rito sumário que poderia levar menos de uma semana.
Alteração no Regimento
Após o episódio, a Mesa Diretora protocolou um projeto de resolução para alterar o Regimento Interno da Câmara e o Código de Ética e estabelecer uma punição para obstrução física do plenário. A proposta, no entanto, está parada na Casa.
O projeto teve a urgência aprovada, mas ainda não foi votada no plenário da Casa.
O texto prevê que episódios como empurrões, ocupação da Mesa ou impedimento de votações poderão resultar em punições que vão da suspensão temporária à perda de mandato, dependendo da gravidade.


Fonte:

g1 > Política

Motta diz que pautará nesta quarta projeto sobre terras raras e Planalto dá sinal verde ao texto

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou ao blog que vai incluir na pauta da sessão desta quarta-feira (6) o projeto que regulamenta a exploração de minerais críticos e estratégicos.
Segundo Motta, o relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) se reuniu com diferentes bancadas e conseguiu avançar na discussão da proposta.
Nesta segunda-feira (4), Jardim apresentou um relatório que autoriza a criação de um fundo garantidor de até R$ 5 bilhões para estimular projetos na área.
Câmara pode votar projeto de lei que regulamenta a exploração de terras raras no Brasil
A tendência é que a proposta seja aprovada. O texto teve a urgência aprovada, ou seja, não precisa passar pela análise das comissões temáticas e poderá ser votado diretamente no Plenário da Câmara.
No final da tarde desta terça, Jardim recebeu um telefonema da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, que sinalizou que sinalizou apoio do governo ao relatório apresentado.
Segundo integrante do governo, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já sinalizou para o Arnaldo Jardim a bancada do PT não vai trabalhar contra o texto e que ele tinha o apoio do governo.
Para o presidente Lula, segundo fontes do Palácio do Planalto, é fundamental ele sair do Brasil amanhã para um encontro previsto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (7), com a proposta que regulamenta a exploração de minerais críticos já aprovado na Câmara.
A medida vai servir como uma espécie de baliza para qualquer tipo de negociação com os Estados Unidos em relação a esse tema, que é de interesse do país.
O governo brasileiro Lula quer chegar nos Estados Unidos já com a proposta avançando para dizer o que é possível e o que não é, dentro das regras que estão sendo discutidas no Brasil.
O relatório
💰 O texto autoriza a União a criar um fundo, do qual participará como cotista, no limite de R$2 bilhões. O fundo terá natureza privada.
🚜 Também serão cotistas outras empresas que tiverem receita a partir da pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação dos minerais críticos e estratégicos.
Conforme o relator, o BNDES estima que sejam necessários R$5 bilhões para destravar os projetos.
Terras raras: deputado Arnaldo Jardim, do Cidadania, apresenta texto do projeto de lei que regulamenta a exploração no Brasil
Jornal Nacional/ Reprodução
Conforme o relator, o projeto cria condicionantes para desestimular a exportação de commodities e incentivar o processamento e agregação de valor no Brasil.
O texto não define, mas segundo Jardim, abre a possibilidade de ser criar impostos para inibir a exportação
A proposta cria crédito fiscal vinculado a agregação de valor para as empresas.
De acordo com o relator, os créditos podem ser concedidos para empresas que firmem contrato de longo prazo, de no mínimo cinco anos.
Somente terão acesso aos créditos os projetos considerados prioritários e o percentual do crédito fiscal concedido poderá ser proporcional à agregação de valor na cadeia dos minerais.
O texto estabelece créditos fiscais para o processamento de minérios em:
concentrados;
concentrados em grau bateria;
concentrados em grau adequado para a produção de ímãs permanentes para motores elétricos.


Fonte:

g1 > Política

Casa Branca confirma encontro de Lula com Trump em Washington na quinta-feira

Valdo Cruz: Lula viaja para os EUA para reunião com Trump em Washington na quinta-feira
A Casa Branca confirmou nesta terça-feira (5) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quinta-feira (7), em Washington.
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Segundo a apuração da jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, o encontro será uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional.
De acordo com uma autoridade da Casa Branca, os dois presidentes devem aproveitar o encontro para discutir temas econômicos, de segurança e de interesse comum.
A informação do encontro entre Lula e Trump foi divulgada na segunda-feira (4) pelo blog do Valdo Cruz. A reunião é vista pela diplomacia brasileira como um passo importante para tentar normalizar as relações comerciais entre os dois países, após um período de incertezas e tarifas de importação.
Fontes do governo brasileiro afirmam que, além da economia, temas como a situação na Venezuela e parcerias em minerais críticos e terras raras devem entrar na pauta.
Além disso, o blog do jornalista Gerson Camarotti informou que o combate ao crime organizado deve ser um dos principais temas do encontro.
Segundo auxiliares de Lula, o presidente pretende afastar a possibilidade de equiparar facções criminosas a organizações terroristas — hipótese já levantada pela administração americana.
Mais cedo, em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, o vice-presidente Geraldo Alckmin disse que vê o encontro como uma oportunidade para esclarecer o funcionamento do PIX e buscar um “bom entendimento” entre os dois países.
“O Brasil não é problema para os Estados Unidos. O que nós temos que fazer é um ganha-ganha, é fortalecer ainda mais a complementariedade econômica”, afirmou, ao comentar a relação comercial bilateral.
A expectativa é que Lula embarque para Washington às 13h de quarta-feira (6), com chegada prevista para as 20h10 no horário local (21h10 em Brasília). O encontro entre os dois presidentes deve acontecer às 11h de quinta-feira no horário local (12h em Brasília).
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Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), falam a jornalistas antes de reunião em Kuala Lumpur.
Evelyn Hockstein/Reuters
Inicialmente, o encontro estava previsto para março, mas a guerra no Oriente Médio atrasou a definição da agenda. De lá para cá, Lula fez críticas a Donald Trump por causa dos ataques dos Estados Unidos ao Irã, elevando o tom das declarações.
Mais recentemente, no entanto, Lula se solidarizou com Trump após o atentado ocorrido na semana passada, durante um jantar com jornalistas em Washington.
A viagem é resultado de um processo de aproximação que ganhou tração em 26 de janeiro de 2026, quando Lula e Trump conversaram por telefone por cerca de 50 minutos.
À época, os dois manifestaram o desejo de realizar um encontro presencial para resolver divergências diretamente, o que o presidente brasileiro classificou como uma conversa “olho no olho”.
As negociações, no entanto, enfrentaram alguns obstáculos que adiaram a data inicialmente prevista:
🌍 Conflitos internacionais: o agravamento das tensões no Oriente Médio redirecionou prioridades da Casa Branca.
💰 Divergências comerciais: o governo brasileiro tenta reverter tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos nacionais.
🚨 Segurança pública: há interesse dos dois países em ampliar a cooperação no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.
O governo brasileiro também atua para evitar que facções como o CV e o PCC sejam incluídas na lista de organizações terroristas internacionais dos Estados Unidos.
VÍDEOS: mais assistidos do g1


Fonte:

g1 > Política

Senado aprova criação da primeira Universidade Federal Indígena no Brasil

A Unind, Universidade Federal Indígena, deve ser a primeira instituição de ensino superior do país voltada à realidade dos povos originários. Com a aprovação sem alterações do PL 6132 pelo Senado, a proposta segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), a instituição será voltada para a formação de indígenas, nos níveis de graduação e pós-graduação. Seu modelo é embasado em integrar o fortalecimento de identidades e saberes tradicionais em diálogo com o conhecimento acadêmico não indígena.
Segundo o MEC, são os pilares da Unind:

Autonomia dos povos indígenas, com a promoção de ensino, pesquisa e extensão sob uma perspectiva intercultural;
Valorização de saberes, línguas e tradições indígenas;
Produção de conhecimento científico em diálogo com práticas ancestrais;
Fortalecimento da sustentabilidade socioambiental;
Formação de quadros técnicos capazes de atuar em áreas estratégicas para o desenvolvimento dos territórios indígenas.

A primeira sede da Universidade Federal Indígena deverá ser implementada em Brasília. A proposta de criação da instituição havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em fevereiro, sob relatoria da deputada federal Célia Xakriabá, com forte apoio do movimento indígena, do Governo Federal e de parlamentares indígenas.


Fonte: Jovem Pan