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‘Vou em casa e já volto’: vereador cassado por compra de voto foge de moto após pergunta de repórter

‘Vou em casa e já volto’: vereador cassado foge após pergunta de repórter
O que deveria ser um ambiente de debate democrático na Câmara Municipal de Francisco Alves (PR) transformou-se em um cenário de fugas e silêncio. Questionados sobre um escândalo de compra de votos que rendeu a cassação de quase todos os vereadores, os parlamentares evitaram tocar no assunto.
Ao chegar à Câmara e ser abordado pela equipe de reportagem da GloboNews, sobre a acusação de que teria distribuído gasolina para eleitores em troca de apoio, o vereador Devair Porto Santos, conhecido como “Cutuca”, evitou o assunto.
O quarto e último episódio da série “O Valor do Voto”, da GloboNews, mostrou como funcionava o esquema.
Leia mais:
Compra de votos: investigação leva à cassação de quase toda a Câmara Municipal de cidade no Paraná
Investigações da PF sobre corrupção eleitoral disparam e crescem quase 20 vezes desde 2016
PF apreende R$ 43 milhões em dez anos de combate à corrupção eleitoral
Crime organizado se infiltra nas eleições e troca até cocaína por votos
“Já venho aí. Vou em casa e já volto”. Logo em seguida, Cutuca colocou o capacete, subiu em sua motocicleta e, ignorando a insistência do repórter sobre a gravidade das acusações, acelerou e deixou o local sem dar explicações.
Vereador foge de entrevista em Francisco Alves (PR).
Reprodução/GloboNews
Devair é um dos sete dos nove vereadores eleitos no município que tiveram seus mandatos cassados pela Justiça Eleitoral em 2026.
Apesar da decisão, como os recursos judiciais ainda não foram julgados, os parlamentares continuam exercendo suas funções normalmente.
A investigação do Ministério Público do Paraná (MPPR) revelou que a coligação “Pra Frente Francisco Alves” utilizou o poder econômico para cooptar eleitores através da distribuição de vales-combustível.
No centro do esquema estava um posto de combustíveis localizado a 10 quilômetros do centro urbano, onde a polícia apreendeu, na véspera da eleição de 2024, notas fiscais e pequenos pedaços de papel que serviam como vales para a retirada de cinco e dez litros de gasolina ou álcool.
Provas e reações
Compra de votos: investigação leva à cassação de quase toda a Câmara Municipal no Paraná
Apenas no mês de setembro de 2024, estima-se que o esquema tenha distribuído 2.100 litros de combustível.
Além das apreensões físicas, o MPPR obteve provas digitais no celular da candidata derrotada Maria Aparecida da Silva, a Cida, que em áudios prometia “o negócio lá para vocês pegarem a gasolina”.
Além da fuga de Cutuca, outros vereadores demonstraram irritação ao serem confrontados. A vereadora Célia afirmou que só falaria na presença de seu advogado, enquanto o vereador Miguel disse não ter “nada a declarar” antes de se retirar do local.
O único a aceitar uma entrevista formal foi o presidente da Câmara, o vereador Cioni, que também foi condenado, mas nega qualquer participação no esquema de corrupção.
Para o promotor Filipe Rocha e Silva, a gravidade do caso reside na substituição de propostas políticas pelo uso da rede econômica para garantir votos. “A partir do momento em que o nosso voto é trocado pelo abastecimento de um veículo, isso compromete todo um sistema e prejudica a própria vida futura do município”, alertou.


Fonte:

g1 > Política

Quaest divulga na próxima semana nova pesquisa eleitoral com perguntas sobre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, tarifa de Trump e facções criminosas

Pré-candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo)
Reprodução
A Quaest divulga, a partir da próxima quarta-feira (10), nova pesquisa de intenção de voto para presidente. O levantamento ocorre após as revelações sobre a relação entre Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro e na esteira de medidas recentes dos Estados Unidos, como a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas e a nova tarifa imposta ao Brasil.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouvirá 2.004 pessoas entre esta sexta-feira (5) e esta segunda-feira (8).
A pesquisa mede a intenção de voto para presidente e também avalia a percepção do eleitor sobre outros temas, como a divulgação de áudios e mensagens envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O levantamento também aborda a visita de Flávio à casa de Vorcaro e os repasses de R$ 61 milhões para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O levantamento também abordará o encontro de Flávio Bolsonaro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as medidas anunciadas recentemente pelo governo americano em relação ao Brasil. Entre os temas estão a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas e a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Cenários de 1º e 2º turno
Deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG)
Thiago Cristino / Câmara dos Deputados
A pesquisa também trará cenários de primeiro e segundo turno com nomes de pré-candidatos à Presidência da República. Pela primeira vez, a Quaest testará o nome do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), que conta com o apoio do PSDB e do Cidadania para disputar a Presidência.
Além disso, o levantamento apresentará aos entrevistados quatro cenários de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tendo como adversários o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o empresário Renan Santos (Missão), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).
Último levantamento
Na pesquisa anterior da Quaest, divulgada em 13 de maio, Lula liderava o primeiro turno com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Caiado e Zema apareciam com 4% cada.
Veja os números para o 1º turno em maio:
Lula (PT): 39% (eram 37% em abril);
Flávio Bolsonaro (PL): 33% (eram 32%);
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 6%);
Romeu Zema (Novo): 4% (eram 3%);
Renan Santos (Missão): 2% (eram 2%);
Augusto Cury (Avante): 1% (eram 2%);
Cabo Daciolo (Mobiliza): 1% (era 1%);
Samara Martins (UP): 1% (era 1%);
Aldo Rebelo (DC): 0% (não pontuou na pesquisa anterior);
Hertz Dias (PSTU): 0% (não estava na pesquisa anterior);
Indecisos: 5%
Branco/nulo/não vai votar: 10%
Em um cenário de segundo turno testado pela Quaest, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apareceram tecnicamente empatados. Lula registrou 42% das intenções de voto, contra 41% de Flávio.
Cenário Lula x Flávio
Lula: 42% (eram 40% em abril e 41% em março);
Flávio Bolsonaro: 41% (eram 42% em abril e 41% em março);
Indecisos: 3% (eram 2% em abril e em março);
Branco/nulo/não vai votar: 14% (eram 16% em abril e em março).
Cenário Lula x Romeu Zema
Lula: 44% (eram 43% em abril e 44% em março);
Romeu Zema: 37% (eram 36% em abril e 34% em março);
Indecisos: 4% (eram 4% em abril e em março);
Branco/nulo/não vai votar: 15% (eram 17% em abril e 19% em março).
Cenário Lula x Ronaldo Caiado
Lula: 44% (eram 43% em abril e 44% em março);
Ronaldo Caiado: 35% (eram 35% em abril e 32% em março);
Indecisos: 4% (eram 4% em abril e 3% em março);
Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 18% em abril e 21% em março).
Cenário Lula x Renan Santos
Lula: 45% (eram 44% em abril e 43% em março);
Renan Santos: 28% (eram 24% em abril e 24% em março);
Indecisos: 5% (eram 5% em abril e 3% em março );
Branco/nulo/não vai votar: 22% (eram 27% em abril e 30% em março).


Fonte:

g1 > Política

Classificação do PCC e do CV como terroristas pelos EUA passa a valer a partir desta sexta-feira

PCC e CV são classificados como terroristas pelos EUA a partir desta sexta (5)
As facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) passam a ser classificadas como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos nesta sexta-feira (5).
Desde que a decisão foi anunciada pela gestão de Donald Trump em 28 de maio, o governo brasileiro tem mantido conversas no nível diplomático com os americanos para tentar reverter a decisão.
Analistas veem a possibilidade de sanções econômicas e danos à troca de informações (leia mais abaixo). Já auxiliares do presidente Lula não acreditam, neste momento, em operações militares americanas em território brasileiro.
Declaração à imprensa dos EUA sobre designação do PCC e do CV como grupos terroristas
Reprodução
O que muda com a entrada em vigor?
➡️PCC e CV passam a ser tratados como organizações terroristas pelos EUA
As duas facções passam a integrar a lista americana de Organizações Terroristas. A medida aumenta a atuação de órgãos de contraterrorismo dos EUA e permite que o PCC e o CV deixem de ser tratados como narcotráfico e crime organizado. Com a medida passam a receber tratamento americano voltadas ao terrorismo.
📖Apoio pode virar crime sob a legislação americana
A legislação dos EUA prevê punições para pessoas e empresas que forneçam apoio a organizações classificadas como terroristas. O conceito é amplo e inclui recursos financeiros, serviços, logística e outros tipos de assistência.
💰Bancos e empresas ficam sob maior investigação
Instituições e empresa brasileiras com operações ligadas ao sistema financeiro americano podem ser pressionadas a reforçar os métodos de controle para evitar relação, direta ou indireta, com integrantes ou empresas associadas às facções. Bens que forem identificados em território americano ou sob alcance da legislação dos EUA podem ser congelados.
✈️Restrições migratórias e de vistos
Pessoas enquadradas pelas autoridades americanas podem enfrentar restrições de entrada nos Estados Unidos, além de outras medidas migratórias.
👩🏼‍⚖️Não há mudança na legislação brasileira
A decisão dos EUA não altera as leis brasileiras, nem transforma PCC e CV em organizações terroristas perante o território nacional. O Brasil continua tratando os grupos como organizações criminosas.
💵Impactos econômicos e diplomáticos
A medida pode gerar insegurança jurídica, ampliar riscos de sanções e abrir espaço para pressões dos EUA sobre temas de segurança pública no Brasil.
Fernando Abrucio: classificação das facções sai do debate da segurança e vai para o debate econômico
Sanções econômicas e danos à troca de informações
O pesquisador Feliciano Guimarães, diretor acadêmico do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), afirma que há risco real de sanções a instituições financeiras e a companhias instaladas no Brasil.
“Bancos brasileiros que têm ativos no mercado americano, empresas brasileiras que tenham ações no mercado americano, inclusive a Petrobras. Se investigações brasileiras, como Carbono Oculto [operação da Polícia Federal que investiga práticas de lavagem de dinheiro conduzidas pelo crime organizado], ou outras investigações feitas pelos Estados Unidos identificarem instituições financeiras brasileiras que, por alguma forma, passaram recurso do PCC ou do CV, podem sofrer sanções diretas”, explicou.
Guimarães acredita que a designação das facções como organizações terroristas também vai dificultar o compartilhamento de informações entre Brasil e EUA.
“Antes disso, numa negociação entre Lula e Trump, já tinha feito uma outra força-tarefa entre PF e FBI [a Polícia Federal americana] para compartilhamento de informações entre os dois lados para combater o crime organizado. Sem o lado americano, fica mais difícil combatermos o PCC e CV aqui. Se você adiciona outras agências e principalmente a CIA [a agência de inteligência dos Estados Unidos], gera problema, se não tiver coordenação entre os americanos, gera problema no relacionamento já estabelecido entre as agências brasileiras”.


Fonte:

g1 > Política

Metas fiscais são insuficientes para estabilizar dívida do governo, diz TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou na quarta-feira, 3, para a “insuficiência das metas fiscais vigentes” para a estabilização da dívida bruta do governo geral (DBGG) em relação ao PIB. Também foi destacada a trajetória ascendente da dívida em todos os cenários projetados até 2029.
As conclusões são da equipe técnica da Unidade Especializada em Orçamento, Tributação e Gestão Fiscal (AudFiscal).
Nesta quarta-feira, o Plenário da Corte de Contas determinou que o Tesouro Nacional passe a deixar evidente o nível de resultados fiscais “consistente com a estabilização” da dívida bruta em relação ao PIB no horizonte de dez anos. A obrigação é para os próximos projetos de lei de diretrizes orçamentárias.
A equipe do TCU avaliou as projeções oficiais publicadas pelo Tesouro Nacional nos Relatórios de Projeções Fiscais (RPFs) e nos Relatórios de Projeção da Dívida Pública (RPDPs). Os cálculos realizados pela fiscalização mostraram que, mesmo com o cumprimento das metas fiscais, a estabilização da relação dívida/PIB não está assegurada nas projeções.
“A equipe concluiu que as metas fiscais efetivas são insuficientes para assegurar a estabilização da DBGG até 2029 em todos os cenários projetados, inclusive naquele que pressupõe o cumprimento integral das metas de resultado primário efetivo estabelecidas na LDO 2026 [para os próximos anos]”, detalha o acórdão.
Nos cenários de referência das projeções, o TCU vê como um problema central a “dependência crescente” das chamadas receitas condicionais. Exemplos são as estimativas de arrecadação que dependem da aprovação prévia de novas medidas legais.
A lei do arcabouço fiscal, aprovada em 2023, passou a exigir a compatibilidade das metas fiscais com o objetivo de médio prazo de estabilização da relação dívida/PIB.
Outras inconsistências apontadas pela fiscalização do TCU incluem: deterioração dos indicadores de capacidade de pagamento; hiato entre o resultado primário efetivo e o estabilizador estimado; e, além disso, transparência insuficiente das projeções oficiais de DBGG/PIB quanto à sensibilidade a receitas condicionais. O indicador “juros/receita” foi o que apresentou pior evolução no triênio de 2023 a 2025, ainda de acordo com a fiscalização.


Fonte: Jovem Pan

Congresso não quer pagar ‘preço social’ perante eleitor e empurra decisões para o STF, diz Fux

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira, 4, que em muitas situações, o STF deveria deixar o Poder Legislativo decidir sobre temas.
“A crítica do ativismo judicial ela tem esse equívoco, porque o Judiciário é provocado, ele não age de ofício. Mas muitas vezes, o Supremo Tribunal Federal, no afã de solucionar uma questão, acaba sendo efetivamente invasivo. E, quando nada, ele deveria efetivamente devolver para o Parlamento aquilo que cabe ao Parlamento decidir”, declarou, na abertura do XVI Simpósio de Direito Constitucional, em Curitiba.
Fux tomou posse de uma das cadeiras da Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDConst) e participou do primeiro painel do evento, com o tema ‘Jurisdição Constitucional e Separação de Poderes’.
Ele rechaçou críticas frequentes ao Judiciário em relação ao ativismo judicial por parte dos ministros da Corte. Segundo Fux, o STF tem sido levado a decidir sempre quando é provocado.
O ministro disse expressamente que, em muitos casos, o parlamentar acaba ‘empurrando’ as decisões para os magistrados.
“A realidade é que hoje o Parlamento está muito dividido, são ideologias completamente diferentes, não sai nada dali, eles também não querem pagar o preço social das decisões perante o eleitorado”, seguiu o ministro. “Como os juízes não são eleitos, empurra para o Supremo Tribunal Federal e nós somos obrigados a decidir.”
O XVI Simpósio de Direito Constitucional segue até o próximo sábado, com a participação de juristas, magistrados, promotores e procuradores do Ministério Público, advogados, professores, pesquisadores e estudantes de diversas regiões do País.


Fonte: Jovem Pan

Produtora de ‘Dark Horse’ contratou advogado de Frias para executar programa com Prefeitura

O Instituto Conhecer Brasil contratou um escritório que representou o deputado federal Mário Frias (PL-SP) em quatro ações na Justiça para atuar na execução do programa com a Prefeitura de São Paulo para manutenção de pontos públicos de acesso a Wi-Fi em comunidades da periferia de São Paulo. O programa é alvo da Polícia Civil, por suspeita de fraude e desvio de recurso público, o que motivou operação com buscas e apreensões na última segunda-feira, 1.
O advogado recebeu R$ 341,9 mil da ONG sem o detalhamento do serviço prestado, segundo prestação de contas a que o Estadão teve acesso. A contratação do advogado foi revelada pelo portal “UOL”.
O Instituto Conhecer Brasil é uma organização não governamental (ONG) presidida por Karina da Gama, dona da Go Up Entertainment, responsável pela produção de Dark Horse, filme inspirado na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O roteiro do longa-metragem é assinado por Frias. A Polícia Civil de São Paulo suspeita que existe uma confusão patrimonial entre o instituto e a produtora e parte do dinheiro recebido pelo contrato tenha sido desviado para custear o filme sobre o ex-presidente.
Procurada, a Prefeitura de São Paulo negou irregularidades e disse que os fatos apontados pela reportagem se tratam de “ilação”, “sem fundamento” e “sem provas”.
Em junho de 2024, a entidade fechou um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de wi-fi livre em comunidades de baixa renda da capital.
“Há consistentes suspeitas de confusão patrimonial [entre o instituto e a produtora] e de que os recursos públicos do programa ‘WiFi Livre SP’ tenham sido desviados para custear as atividades de produção do referido filme, utilizando as contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo”, escreveu o delegado Antônio Carlos Munuera Silveira, titular da 2.ª DICCA (Delegacia de Crimes Contra a Administração Pública, Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro), em ofício encaminhado à 1ª RAJ (1.ª Vara Regional da Garantia).
O delegado requisitou ao Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) a análise das movimentações financeiras de Karina Ferreira da Gama, bem como do ICB e da produtora Go Up Entertainment Ltda, ambos de propriedade de Karina para verificar o caminho do dinheiro recebido pelo ICB e sua dona. A suspeita é de desvio de dinheiro público e fraude em licitação.
O convênio entre a ONG e a Prefeitura prevê a instalação de 5 000 pontos de acesso à internet, dos quais, até o momento, 3.200 foram implementados. Em dezembro de 2025, o contrato recebeu um aditivo de R$ 49,1 milhões para a manutenção dos roteadores já instalados. Com o adicional, os repasses da gestão municipal à entidade chegarão a R$ 157,1 milhões.
Segundo a prestação de contas do termo, de julho de 2024 a julho de 2025, foram feitos 12 pagamentos ao escritório de advocacia Aguilera Martinez. Houve um repasse de R$ 151 mil em julho de 2024 e mais 11 prestações de R$ 17,3 mil até julho do ano seguinte. As despesas da ONG com o escritório são descritas como “prestação de serviços jurídicos”, mas não há detalhamento de quais serviços seriam esses. Ainda não há prestação de contas disponível para o período subsequente.
Naquele mesmo período, o escritório também prestava serviços a Frias. O Aguilera Martinez representou o deputado em quatro ações na Justiça. Foram três processos na Justiça Eleitoral e uma na Justiça do Estado de São Paulo.
Os três processos eleitorais estão relacionados a um mesmo caso e tramitam desde abril de 2023. Aguilera e outro advogado (veja abaixo) representam Frias nas ações desde novembro daquele ano. Já o processo na Justiça Estadual de São Paulo teve início em maio de 2023. Os representantes de Frias foram constituídos em julho daquele ano, e o processo foi encerrado (transitou em julgado) em junho de 2024, no mesmo mês em que a ONG de Karina da Gama assinou o convênio com a Prefeitura da capital paulista
Em nota, a Prefeitura de São Paulo chamou os fatos descritos pela reportagem de “ilação irresponsável”, “sem fundamento”, “leviana” e “sem provas”. “O fato de o escritório também atender o parlamentar mencionado não configura qualquer irregularidade”, disse a gestão. “A administração reforça que o Instituto Conhecer Brasil foi selecionado para o programa WiFi Livre SP em 2024, por meio de chamamento público que ficou aberto por 30 dias a todas as entidades interessadas, em processo que cumpriu integralmente as exigências legais.”
O Instituto Conhecer Brasil e o advogado Diego Martinez foram procurados, mas não responderam.

Outro advogado foi contratado com dinheiro de emenda do parlamentar
Como mostrou o Estadão, a produtora de Dark Horse contratou um outro advogado de Mário Frias com dinheiro de emenda do próprio parlamentar.
Em 2024, Frias destinou duas emendas, de R$ 1 milhão cada, para dois projetos da ONG de Karina. Os recursos foram repassados à entidade no ano seguinte. Uma das parcerias está vinculada ao Ministério do Esporte, e outra, ao de Ciência e Tecnologia.
Na pasta de Ciência e Tecnologia, a iniciativa recebeu o nome de “Jovem Empreendedor”. Segundo a prestação de contas do projeto, em fevereiro deste ano, a ONG de Karina fez dois repasses a uma empresa que tem como sócio o advogado Fabio Lago Meirelles. Houve um pagamento de R$ 30 mil para serviços de contabilidade e outro, de R$ 50 mil, para serviços jurídicos.
De 2022 a 2026, Fabio Lago Meirelles defendeu Mário Frias em ao menos nove processos na Justiça. Em quatro dos nove processos, o defensor atuou por meio do escritório Aguilera Martinez, peticionando ao lado de Diego Aguilera Martinez.
Contratação de dirigente da própria entidade
Além de pagar advogados de Mário Frias, a ONG de Karina usou a emenda do parlamentar para fazer uma contratação vedada pela legislação. O produtor de eventos Marcelo Machado recebeu um contrato de R$ 50 mil para prestar serviços de “divulgação” ao projeto “Jovem Empreendedor”. O valor foi transferido para a empresa MM7, da qual Machado é dono, em fevereiro deste ano.
Machado é dirigente de outra entidade presidida por Karina, a Academia Nacional de Cultura, que, assim como o Instituto Conhecer Brasil, está na mira do Supremo Tribunal Federal por possível destinação de verbas públicas para a produção do filme sobre Bolsonaro. A lei proíbe a contratação por ONGs de empresas de seus próprios dirigentes, dado o conflito de interesses. Machado foi procurado pela reportagem, mas não respondeu.
Polícia suspeita de desvios para filme de Bolsonaro
O contrato do Instituto Conhecer Brasil para instalar pontos de Wi-Fi está na mira da Polícia Civil de São Paulo. A corporação suspeita de desvios da verba pública para o financiamento do filme inspirado na vida de Jair Bolsonaro.
No inquérito que embasou a operação deflagrada na manhã desta segunda-feira, a Polícia Civil apontou para indícios de sobrepreço nos serviços prestados pela ONG, além de suspeitas nas notas fiscais emitidas por empresas subcontratadas pela entidade.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou ter colaborado com a investigação da Polícia Civil. A gestão municipal disse que “repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos, uma vez que o contrato do ICB seguiu rigorosamente os princípios de legalidade, transparência e economicidade”.


Fonte: Jovem Pan

Zelensky propõe reunião a Putin e fala em “cessar-fogo total”

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, propôs nesta quinta-feira (4) uma reunião ao seu par russo, Vladimir Putin, em uma carta aberta na qual também oferece um “cessar-fogo total” enquanto são negociados os termos para o fim da guerra.
As negociações para encerrar o conflito mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial estão estagnadas.
A Ucrânia ataca regularmente a Rússia e os territórios ocupados por Moscou em represália aos bombardeios russos diários desde o início da ofensiva russa em larga escala, em fevereiro de 2022.

“Proponho uma reunião”
“A Ucrânia propõe pôr fim a esta guerra por meio de um compromisso direto entre o senhor e nós. Proponho uma reunião”, escreveu Zelensky na incomum carta.
Kiev está “disposta a um cessar-fogo total enquanto durarem as negociações”, acrescentou, poucas horas antes de Putin fazer um discurso em um importante fórum de investimentos em São Petersburgo, conhecido como o “Davos russo”.
Em declarações a um grupo de jornalistas estrangeiros em sua cidade natal, Putin afirmou nesta quinta-feira estar sempre disposto a negociar com Kiev uma saída para a guerra, com base no que foi discutido “durante o encontro com o presidente (americano Donald) Trump” em Anchorage, em agosto de 2025.
Moscou exige de Kiev concessões políticas e territoriais, em particular uma retirada completa da região de Donetsk, que faz parte do Donbass.
O governo ucraniano se recusa a aceitar essas condições por considerá-las uma capitulação.
Um acordo não excluiria, segundo Putin, que Moscou controle completamente o Donbass, bacia mineradora no leste da Ucrânia que atualmente está parcialmente sob controle russo.
“Uma coisa não exclui a outra”, afirmou aos jornalistas.
O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira que “nenhuma das duas partes esteve disposta a fazer as concessões necessárias para restabelecer a paz, particularmente do lado russo”.
Donald Trump voltou à Casa Branca afirmando que encerraria a guerra rapidamente, mas desde a eclosão de um conflito no Oriente Médio após um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, passou a ter outra frente de crise aberta.
“Está claro que a administração americana se vê obrigada a concentrar sua atenção nesse assunto e a tratá-lo antes de qualquer outro”, avaliou Putin nesta quinta-feira.
No terreno, os combates continuam.
O líder russo assegurou que as tropas de Moscou avançam “em toda a linha de frente”.
Uma análise da AFP dos dados do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) mostra, no entanto, que a Ucrânia recuperou dos russos cerca de 282 km² em maio, reduzindo pelo segundo mês consecutivo a área de seu território controlada por Moscou.
Do fim de 2023 até alguns meses atrás, os russos vinham ganhando terreno.
Ainda assim, apesar do recuo das forças de Moscou, há militares russos infiltrados na maioria das áreas onde a Ucrânia recuperou território.
Reforçar a defesa antiaérea
E Putin prevê reforçar o sistema de defesa antiaérea.
“A Rússia tem um sistema de defesa antiaérea. Sim, precisamos melhorá-lo. Sim, precisamos reforçá-lo. E faremos isso”, afirmou um dia após um ataque de drones contra instalações energéticas e militares em São Petersburgo.
Putin não descartou ampliar o uso do míssil balístico hipersônico russo Oreshnik para atingir cidades ucranianas.
O líder russo repetiu que esse míssil, já utilizado três vezes contra a Ucrânia, é capaz de transportar ogivas nucleares.


Fonte: Jovem Pan

Trump diz que população de Cuba ‘quer terrivelmente’ que os EUA cuidem deles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (4) que a população de Cuba “quer terrivelmente” que Washington cuide do país que já foi comandado por Fidel Castro e prometeu que vai fazer isso. “Vamos cuidar de Cuba depois de terminar com o Irã, talvez seja possível investir lá”, disse Trump na tarde desta quinta em evento na Casa Branca parar anunciar medidas voltadas a indústria do carvão.
Após falar das medidas para o setor de energia, Trump respondeu perguntas sobre outros temas e falou de Cuba e Venezuela, além de outros temas. “Cuba não seria nada sem a ajuda da Venezuela”, disse o presidente americano.
Trump disse que os EUA recuperaram “muitas vezes” os custos da ofensiva contra a Venezuela, em que retirou do poder o ditador Nicolás Maduro, em janeiro. “O dinheiro da Venezuela agora vem para nós e para eles”, afirmou.
O presidente americano também comentou o conflito na Ucrânia e sobre outros países. “A Índia se aproveitou dos EUA por muitos anos sem pagar tarifas, agora queremos um acordo”, disse ele ao falar das tarifas impostas ao pais asiático.
No caso da Rússia, Trump disse que Moscou e Ucrânia terão que fazer compromissos e chegar a meio termo para encerrar guerra. “Acabei com oito guerras, posso acabar com a nona e a décima”, disse na Casa Branca.


Fonte: Jovem Pan

Homem que tentou estuprar nutricionista em São Paulo implorou para não ser preso

O homem acusado de invadir o apartamento de uma nutricionista e tentar estuprá-la em Barueri, na Grande São Paulo, implorou ao juiz para não permanecer preso. O pedido, repetido ao menos quatro vezes, foi feito durante a audiência de custódia.
A solicitação de Wellington de Oliveira Santos, de 37 anos, não foi atendida. O magistrado afirmou que a prisão era necessária “especialmente para a preservação da vítima”. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
Wellington tentou reverter a decisão. “Não faz isso comigo, não, doutor. Cuido do meu pai de 74 anos. Não sou toda essa periculosidade. Simplesmente eu estava alcoolizado. Te imploro, cuido do meu pai e do meu filho. Não sou esse monstro todo. Eu imploro um voto de confiança.”
Após os seguidos pedidos por liberação, o juiz mostrou ar de impaciência e solicitou que uma servidora chamasse a delegacia para retirar Wellington da sala. A audiência durou cerca de oito minutos.
Durante a audiência, a procuradoria do Ministério Público afirmou que o acusado já tinha uma condenação por estupro em 2005, além de ter praticado crimes de violência contra a mulher em 2025.
A Defensoria Pública, por sua vez, afirmou que o mérito não seria analisado naquele momento, que prevalecia a presunção de inocência e que Wellington era hipossuficiente (não possui recursos financeiros para arcar com os custos de processo judicial).
Ainda segundo a defesa, a tentativa de estupro poderia ser qualificada como invasão de domicílio e importunação sexual na fase de instrução criminal.

Tentativa de estupro
Câmeras de segurança registraram quando o suspeito aproveitou a saída de um morador para entrar no condomínio de Jéssica Santos, de 35 anos, no último dia 23, em Barueri, na Grande São Paulo.
Wellington invadiu o apartamento da nutricionista. Jessica dormia sozinha já que o namorado havia saído para um evento escolar da filha dele. O namorado havia deixado a porta entreaberta, pois não tinha as chaves e pretendia voltar.
Wellington e Jéssica lutaram por cerca de 20 minutos até que a mulher conseguiu sair do apartamento e pedir ajuda aos vizinhos
Ainda na audiência, o acusado alegou que não sabia quem encontraria no apartamento. “Eu subi, eu não sei nem andar de elevador, eu não sei nem como eu cheguei lá. Eu não sabia se tinha um homem, se tinha uma mulher, eu não sabia. Podia ter os dois lá.”
A Polícia Civil apreendeu o celular do suspeito para analisar mensagens, contatos e possíveis conversas que possam esclarecer se ele monitorava a rotina da nutricionista ou se houve a participação de outras pessoas.
O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Barueri como tentativa de estupro, lesão corporal e violação de domicílio.


Fonte: Jovem Pan

Compra de votos: investigação leva à cassação de quase toda a Câmara Municipal de cidade no Paraná

O que deveria ser a “casa do povo” e o palco de debates democráticos transformou-se em um cenário de silêncio e irritação após a revelação de um grave escândalo eleitoral. No município de Francisco Alves, no interior do Paraná, quase na fronteira com o Paraguai, a Justiça Eleitoral cassou em 2026 os mandatos de sete dos nove vereadores eleitos devido a um esquema de compra de votos envolvendo a distribuição de combustível.
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Investigações da PF sobre corrupção eleitoral disparam e crescem quase 20 vezes desde 2016
PF apreende R$ 43 milhões em dez anos de combate à corrupção eleitoral
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Quarto e último episódio da série “O Valor do Voto”, da GloboNews, mostra como funcionava o esquema.
A investigação, conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), comprovou que a coligação “Pra Frente Francisco Alves” utilizou uma rede econômica para garantir a eleição de seus candidatos, em vez de focar em propostas para a população.
De acordo com o promotor Filipe Rocha e Silva, a gravidade do caso reside na substituição do debate político pelo uso do poder econômico para cooptar o eleitor.
O esquema nos postos
O centro do esquema, segundo o MPPR, era um posto de combustíveis localizado a cerca de 10 quilômetros do centro urbano da cidade.
Em buscas autorizadas pela Justiça um dia antes das eleições de 2024, a polícia encontrou notas fiscais, anotações com nomes de candidatos e pequenos vales para a retirada de cinco e dez litros de gasolina ou álcool.
Apenas no mês de setembro de 2024, o esquema teria distribuído 2.100 litros de combustível para eleitores.
O promotor ressaltou que a localização do posto tornava a situação ainda mais suspeita, já que não era crível que eleitores se deslocassem repetidamente até o local, fora da zona de atos de campanha, apenas para abastecer pequenas quantidades várias vezes ao dia.
Provas digitais e silêncio dos acusados
Além dos documentos físicos, a investigação obteve provas por meio do celular apreendido de uma das candidatas da coligação, Maria Aparecida da Silva, conhecida como Cida.
Áudios recuperados mostram a candidata prometendo material de campanha e “o negócio lá para vocês pegarem a gasolina” a uma eleitora.
Após ser derrotada nas urnas, Cida chegou a lamentar em mensagens que não possuía dinheiro suficiente para competir com quem estava “comprando” votos.
Ao serem confrontados pela equipe de reportagem, os vereadores envolvidos evitaram responder às acusações. Enquanto alguns permaneceram em silêncio ou demonstraram irritação, outros afirmaram que só se manifestariam na presença de advogados ou que não tinham nada a declarar.
Para o Ministério Público, a prática compromete a integridade do sistema democrático. “A partir do momento em que o nosso voto é trocado pelo pagamento de uma conta ou pelo abastecimento de um veículo, isso compromete todo um sistema e prejudica a vida futura do município”, alertou o promotor Filipe Rocha e Silva.


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