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Mortes após terremotos na Venezuela sobem para 1.430

O número de mortes em razão dos terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) subiu para 1.430. O balanço foi divulgado neste sábado (27) pelo governo venezuelano.

Os números mostram ainda 3.238 feridos pelos tremores, que registraram magnitude de 7,5 e 7,2 graus na escala Richter. Segundo o governo venezuelano, foram contabilizadas pelo menos 430 réplicas de menor intensidade.

Notícias relacionadas:Forte terremoto atinge Hindu Kush, sacudindo Afeganistão e Paquistão.EUA aliviam sanções financeiras contra Venezuela após terremotos .Brasil envia terceiro avião com ajuda humanitária à Venezuela.O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que dois brasileiros – uma mulher e um homem – morreram em decorrência dos terremotos. Uma das vítimas é a brasiliense Vanessa Zacarias da Silva, 44 anos.

Na tarde de sexta-feira (26), um novo terremoto, de magnitude 4,9, atingiu a costa norte da Venezuela. O tremor foi sentido na capital Caracas e na cidade vizinha de Maracay.


Fonte: Feed Últimas

São Paulo vai captar mais água na bacia que abastece o Rio de Janeiro

O estado de São Paulo foi autorizado, em caráter excepcional, a aumentar a captação de água da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul ─ que abastece o vizinho Rio de Janeiro ─ para reforçar o sistema Cantareira, que fornece água para cerca de 10 milhões de pessoas na região metropolitana paulista.

A decisão faz parte de um acordo assinado esta semana, em Brasília, entre os três estados por onde passa o Paraíba do Sul: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Notícias relacionadas:Cantareira vai continuar a ter captação de água menor em junho.Mata Atlântica é o bioma com maior captação de água do país.A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), responsável por gerenciar os recursos hídricos do Brasil, também fez parte do acordo.

O pedido para ampliar a captação de água na bacia do Paraíba do Sul foi feito pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Por causa de estiagem, o sistema Cantareira opera na “faixa de atenção”, com 39% da capacidade, o que traz preocupação sobre o abastecimento de água na Grande São Paulo.

Na faixa de atenção, a Sabesp pode captar até 31 metros cúbicos por segundo (m³/s), um pouco abaixo do volume normal de captação, de 33 m³/s, como forma de equilibrar os reservatórios dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Segundo comunicado divulgado pelo governo do Rio, a medida visa “socorrer o sistema Cantareira”.

Paraíba do Sul

A Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul se estende em uma área total de 61,5 mil quilômetros quadrados (km²), sendo 14 mil km² em São Paulo, 20,7 mil km² em Minas Gerais e 26,9 mil km² no Rio de Janeiro.

A água do Paraíba do Sul é responsável por nutrir o sistema Guandu, que abastece a região metropolitana do Rio de Janeiro. Além dessa finalidade, o rio tem outros usos, como irrigação e abastecimento de reservatório de quatro usinas hidrelétricas.

De acordo com o governo do Rio de Janeiro, a autorização para captação paulista “não compromete a logística de abastecimento fluminense”.

O que determina o acordo:

– o volume anual máximo de água passível de transposição do reservatório da Usina Hidrelétrica Jaguari para o reservatório Atibainha, integrante do Sistema Cantareira, passa de 162 hm³ para até 268,28 hm³ e vazão máxima de captação de 8,5 m³/s.

– Sabesp é responsável por promover as soluções necessárias à mitigação de eventuais impactos aos usos da água decorrentes da redução de nível nos reservatórios das usinas hidrelétricas Jaguari, Santa Branca, Paraibuna e Funil, causados pela retirada do volume adicional.

– validade até 31 de dezembro de 2026, mas pode ser suspenso caso o Cantareira recupere o nível e chegue a 60% da capacidade.

Histórico

De acordo com a ANA, a autorização para São Paulo ampliar a captação na bacia do Paraíba do Sul já ocorreu em situações excepcionais, como em 2021 e 2025, anos em que também houve persistência de estiagem.

Há pouco mais de dez anos, os estados chegaram a se “enfrentar” por causa da necessidade de captação de água.

São Paulo propôs interligar as bacias para garantir suprimento ao Cantareira, mas o Rio de Janeiro reagiu, afirmando que a medida poderia comprometer a segurança hídrica fluminense.

Em 2015, um acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) solucionou a crise interestadual.


Fonte: Feed Últimas

Veja os duelos da fase de 32 seleções da Copa do Mundo


Fonte: UOL Noticias

A um mês das convenções, presidenciáveis negociam vice pensando em reduzir resistências do eleitorado e em tempo de TV

A menos de um mês do início das convenções partidárias — momento em que os partidos precisam bater o martelo sobre quem será lançado nas eleições —, as equipes de pré-campanha dos presidenciáveis articulam nomes para os vice-candidatos na chapa.
Dois atributos principais são levados em consideração, de acordo com os interlocutores das pré-campanhas.
Primeiro, nomes que possam reduzir resistências em parte do eleitorado. Em 2022, por exemplo, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto ao Centro ao convidar Geraldo Alckmin (PSB), seu então adversário histórico, para ser seu vice.
Agora no g1
Agora, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tenta ganhar força entre o eleitorado feminino e busca uma mulher para compor sua chapa eleitoral.
“O bom vice agrega. Ele pode não necessariamente agregar voto porque o cabeça de chapa é o cabeça de chapa, dificilmente o vice agrega tanta votação assim. Mas o vice é uma sinalização que o partido faz para uma parcela do eleitorado, para a opinião pública e para outros partidos”, explica o cientista político Carlos Ranulfo, cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais.
Por essa sinalização, alguns pré-candidatos buscam um vice que possa “furar a bolha” do seu eleitorado e querem evitar uma chapa “puro sangue”, ou seja, formada por dois integrantes da mesma sigla.
“Tem situações em que o vice não faz diferença nenhuma”, diz Ranulfo. “A chapa puro sangue você mostra que é só o seu perfil, não precisa sinalizar para ninguém.”
Outro ponto relevante, segundo articuladores das equipes, é a coligação partidária. Ou seja, conquistar um candidato à vice que venha acompanhado de outro partido. Na prática, isso oferece à chapa maior tempo de rádio e TV — trunfo fundamental durante uma campanha presidencial.
A coligação também deve ser definida no período das convenções partidárias, que começam no dia 20 de julho e vão até o dia 5 de agosto.
Lula e Alckmin em cerimônia
Ricardo Stuckert/PR
Lula (PT)
No fim de março, o presidente Lula confirmou que repetiria a formação da sua chapa em 2022, ou seja, com Geraldo Alckmin na vice-presidência.
Aliados de Alckmin no PSB passaram meses defendendo a continuidade do seu nome e destacam três qualidades que, segundo eles, o tornam “vice-perfeito”:
discrição, já que não tenta chamar mais atenção do que Lula;
fidelidade, característica fundamental diante do trauma do PT com o impeachment de Dilma Rousseff; e
competência diante das articulações contra o tarifaço de Donald Trump, já que Alckmin era também ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
A decisão de continuidade, contudo, não foi simples. No início do ano, parte do entorno do presidente Lula defendia a chapa com um vice do MDB, sob o argumento de que “furaria a bolha” da centro-esquerda e poderia agregar mais votos, além de ser um partido maior do que o PSB de Alckmin.
A ideia chegou a ser defendida por nomes como Renan Filho e Renan Calheiros, ambos do MDB, mas sofreu resistências dentro do próprio partido, que guarda identificação com a direita em alguns locais, por exemplo em São Paulo com o prefeito Ricardo Nunes (MDB).
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) (c), faz um pronunciamento na tarde desta terça-feira, 19 de maio de 2026, na sede de seu partido em Brasí­lia (DF).
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Flávio Bolsonaro (PL)
Não é de hoje que a campanha de Flávio Bolsonaro busca por uma mulher para assumir o posto de vice-presidente na chapa, em uma tentativa de angariar mais votos femininos.
Depois da divulgação do vídeo da ex-primeira dama e madrasta de Flávio, Michelle Bolsonaro, o critica, a ideia ganhou força e “se tornou uma necessidade”, segundo aliados. “Agora não resta dúvidas que é o único caminho”, diz um integrante do PL.
Articulares de Flávio defendem dois pontos como inegociáveis: que seja uma mulher e que venha de algum partido do Centrão, também na tentativa de conquistar uma coligação com mais tempo de TV e sinalizar para o centro.
Neste perfil, três nomes despontam nas conversas. A deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), que vem de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, e é católica praticante, o que poderia atrair votos entre os católicos.
A também deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE), que além de evangélica — público que Flávio também deseja conquistar — é de um estado do Nordeste, região que historicamente entrega mais votos para o PT.
E, por fim, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), chamada por aliados de Flávio como “nome impecável” e que agregaria “fôlego de experiência” para Flávio, que pode ser visto como alguém muito jovem.
Além de atrair o agronegócio, a avaliação de interlocutores do PL é que a senadora funcionaria até como um “antídoto” ao discurso do presidente Lula de soberania nacional, já que ela atua desde o primeiro dia contra o tarifaço de Donald Trump.
Em abril, a própria senadora, contudo, disse em entrevista ao Estúdio i, da Globonews, que a ideia é “especulação”.
O irmão de Flávio e deputado licenciado Eduardo Bolsonaro já defendeu outro nome, o da também deputada federal Julia Zanatta (PL-SC). Integrantes mais pragmáticos do PL, contudo, são contra uma chapa puro-sangue e dizem que a campanha “não pode cometer esse erro”.
Além de defenderem alguém que possa trazer consigo um partido grande, como o PP ou o União Brasil, esses interlocutores da campanha de Flávio falam que é preciso ter um nome que possa agregar votos de fora da bolha bolsonarista — algo que, na avaliação deles, não seria possível com Zanatta.
O ex-governador Romeu Zema (Novo), em visita à Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).
Érico Andrade/g1
Romeu Zema (Novo)
A expectativa do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema é anunciar o nome de seu vice na chapa já nos próximos dias. Em entrevista ao “Estado de S. Paulo”, Zema disse que pretende anunciar o nome na semana que vem.
Integrantes da sua campanha confirmam que algumas conversas estão avançadas e que um nome que vem sendo cortejado é o de Geraldo Rufino, filiado ao Podemos.
Segundo um interlocutor do ex-governador, Rufino poderia trazer diversidade à chapa por se tratar de um homem negro. Além disso, é elogiado por “ter um histórico de tombos e renascimentos”, já que foi catador de latinhas na juventude e hoje é empreendedor, escritor e palestrante.
Rufino é próximo de Zema e poderia trazer para a chapa a coligação com o Podemos, garantindo ao Zema tempo de TV — algo que hoje o Novo não tem, por ser um partido muito pequeno.
Conversas já foram feitas entre as cúpulas do Novo e do Podemos, mas não há martelo batido. No Podemos, há um desejo de que Rufino possa concorrer ao Senado.
Ronaldo Caiado (PSD) durante evento em Aracaju
TV Sergipe
Ronaldo Caiado (PSD)
Na equipe do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, o que se diz é que não há nenhum nome na agenda e a decisão deve demorar a ser tomada, ficando para o período das convenções partidárias.
Um integrante da equipe de Caiado avalia, ainda, que o vídeo publicado por Michelle Bolsonaro contra Flávio “congela essa decisão”.
“A política está entendendo que o vídeo de Michelle pode precificar uma queda de Flávio. Eu acho que ninguém vai se movimentar pra valer depois disso”, diz esse interlocutor de Caiado, sugerindo que o melhor é esperar para tomar qualquer decisão já que, ainda que improvável neste momento, uma eventual retirada de candidatura de Flávio poderia mudar o jogo político dos outros candidatos da direita.
Mais do que ter um nome que agrega na candidatura, a avaliação de aliados de Caiado é que ele precisa de tempo de TV para se tornar mais conhecido. Até o momento, porém, nenhum partido grande se articulou para se unir ao ex-governador na chapa.
O pré-candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, durante evento em Brasília
Sérgio Lima/Novo Selo
Renan Santos (Missão)
Outro presidenciável que ainda não encontrou um nome para seu vice de chapa é Renan Santos. Embora seus interlocutores digam que não há prazo para a definição, existe a expectativa de que a decisão possa acontecer daqui a um mês — período de início das convenções.
Segundo sua equipe, o mais provável é que o nome venha de dentro do partido Missão, mas não descartam a possibilidade de conversar com outra sigla.


Fonte:

g1 > Política

Por que a seleção masculina dos Estados Unidos tem dificuldade para vencer a Copa do Mundo

O grande motivo pelo qual a seleção masculina dos Estados Unidos não consegue vencer a Copa do Mundo é o excludente modelo de formação de atletas conhecido no país como “pay-to-play” (pagar para jogar). Ao contrário das potências sul-americanas e europeias, onde os clubes profissionais subsidiam o desenvolvimento de jovens talentos desde cedo, o futebol juvenil americano funciona como uma indústria privada voltada para a classe média alta. Além dessa barreira financeira, a modalidade enfrenta a concorrência brutal de ligas bilionárias como a NFL (futebol americano) e a NBA (basquete), que historicamente atraem os melhores e mais rápidos atletas do país através do sistema esportivo universitário.

A barreira financeira do modelo pay-to-play

Para que um jovem talento tenha chances reais de ser notado por olheiros da seleção americana, ele precisa integrar academias e clubes de viagem que cobram taxas altíssimas. Atualmente, os pais chegam a desembolsar valores entre 5 mil e 20 mil dólares anuais para cobrir custos com mensalidades, equipamentos e viagens intermunicipais.

Essa estrutura elitizada corta o acesso das populações de menor poder aquisitivo. Na maioria dos países com tradição no futebol, os maiores craques mundiais costumam surgir justamente em comunidades periféricas e de baixa renda, onde o esporte de rua desenvolve a criatividade e a técnica. Nos Estados Unidos, o futebol se consolidou como um “esporte de subúrbio”, limitando drasticamente o tamanho do celeiro de talentos disponível para a federação nacional.

A fuga de talentos para esportes tradicionais

Mesmo quando um jovem com potencial atlético excepcional desponta no país, o futebol raramente é a sua primeira opção de carreira. A cultura esportiva americana é dominada por modalidades que oferecem caminhos mais rápidos para o sucesso financeiro e bolsas de estudo integrais nas universidades.

Atletas com biotipo privilegiado, velocidade e explosão muscular são rapidamente absorvidos pelos programas de base do basquete, do beisebol e do futebol americano. O prestígio cultural e os salários astronômicos oferecidos pelas franquias americanas fazem com que o “soccer” perca seus potenciais craques ainda na adolescência. Enquanto na Europa um jovem de 16 anos já está sendo integrado a elencos profissionais de futebol, nos Estados Unidos ele ainda está dividindo sua atenção entre duas ou três modalidades no colégio.

O melhor resultado histórico na competição

Apesar das dificuldades estruturais contemporâneas, o melhor desempenho da seleção masculina dos Estados Unidos aconteceu na edição inaugural do torneio. Na Copa do Mundo de 1930, sediada no Uruguai, os americanos chegaram até a fase semifinal, sendo derrotados pela Argentina por 6 a 1. A Fifa reconheceu oficialmente essa campanha como um terceiro lugar.

Na era moderna do futebol, a marca mais expressiva da equipe aconteceu na Copa do Mundo de 2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão. Comandada por Landon Donovan, a seleção alcançou a fase de quartas de final, eliminando o rival México nas oitavas antes de cair para a Alemanha em uma partida acirrada que terminou em 1 a 0.

As melhores campanhas dos americanos no torneio

Para entender o retrospecto da equipe, é preciso olhar para as raras vezes em que os americanos conseguiram ultrapassar a fase de grupos. Abaixo, o ranking com as cinco melhores participações do país:

Uruguai 1930 (Terceiro lugar): A seleção avançou em um grupo com Bélgica e Paraguai, mas foi goleada pela Argentina na semifinal, garantindo a medalha de bronze.

Coreia do Sul e Japão 2002 (Quartas de final): A melhor campanha moderna, marcada pela vitória por 2 a 0 sobre o México e a eliminação apertada contra a Alemanha.

Estados Unidos 1994 (Oitavas de final): Jogando em casa, o time passou de fase como um dos melhores terceiros colocados e foi eliminado pelo Brasil, que viria a ser o campeão.

África do Sul 2010 (Oitavas de final): Os americanos lideraram seu grupo à frente da Inglaterra, mas caíram no mata-mata após uma derrota por 2 a 1 para Gana na prorrogação.

Brasil 2014 (Oitavas de final): A equipe sobreviveu ao “grupo da morte” que tinha Alemanha e Portugal, mas foi superada pela Bélgica, também na prorrogação.

Dúvidas frequentes

A seleção masculina dos Estados Unidos já ganhou alguma Copa do Mundo?

Não. O melhor resultado da equipe na história do torneio organizado pela Fifa foi o terceiro lugar conquistado na edição de 1930. Desde então, o time nunca mais conseguiu chegar a uma semifinal de Copa do Mundo.

Qual a diferença de desempenho entre as seleções masculina e feminina dos EUA?

O contraste é absoluto. Enquanto os homens sofrem para passar das oitavas de final, a seleção feminina dos Estados Unidos é a maior potência global da modalidade, tendo conquistado o título da Copa do Mundo Feminina em quatro oportunidades (1991, 1999, 2015 e 2019). O sucesso feminino é impulsionado pelo Título IX, uma lei de direitos civis que garantiu financiamento igualitário para esportes femininos nas universidades americanas.

O crescimento da Major League Soccer (MLS) pode mudar esse cenário?

A consolidação da liga nacional tem melhorado gradativamente a infraestrutura e a formação de jogadores no país. No entanto, especialistas apontam que, enquanto o sistema de academias não for totalmente gratuito e acessível para as classes mais baixas, o impacto da MLS na seleção principal continuará sendo limitado diante das potências europeias.

As dificuldades históricas da seleção masculina dos Estados Unidos refletem um modelo de negócios esportivos que prioriza o lucro na base. Para que os americanos deixem de ser apenas figurantes nas oitavas de final e passem a disputar o título mundial, o país precisará democratizar o acesso aos gramados e reter os talentos que hoje brilham nas quadras de basquete e nos campos de futebol americano.


Fonte: Jovem Pan

Áustria e Argélia empatam (3-3) com gols nos acréscimos e vão aos 16-avos da Copa  gbv/cl/aam

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Fonte: UOL Noticias

Com gol de Messi, Argentina vence Jordânia (3-1) e fecha campanha 100% no Grupo J da Copa  jta/jac/aam

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Fonte: UOL Noticias

Qual a origem da palavra soccer na Inglaterra e por que os americanos não chamam o esporte de futebol

O termo “soccer” foi inventado na Inglaterra na década de 1880 por estudantes da Universidade de Oxford, e não nos Estados Unidos, como a cultura popular costuma propagar. A palavra nasceu como uma abreviação de “Association Football”, o nome oficial dado ao esporte para diferenciá-lo do rúgbi. Enquanto o Reino Unido utilizou o termo livremente por quase um século antes de abandoná-lo na década de 1980 por considerá-lo excessivamente americanizado, os Estados Unidos adotaram a gíria britânica de forma definitiva porque a palavra “futebol” já havia sido apropriada pelo esporte da bola oval, o “gridiron football”.

A elite universitária de Oxford e a invenção do termo

A história da nomenclatura do esporte bretão começa formalmente em 1863, quando a Football Association (FA) foi fundada em Londres para padronizar as regras do jogo. Naquela época, a Inglaterra vivia uma profusão de esportes praticados com os pés e as mãos. A criação da FA serviu para separar o “Association Football” do “Rugby Football”, modalidade que permitia aos jogadores carregar a bola com as mãos e que havia nascido na tradicional Rugby School.

Foi nesse cenário de divisão esportiva que os estudantes da Universidade de Oxford entraram em cena. Durante a década de 1880, a elite acadêmica britânica desenvolveu uma tendência linguística peculiar conhecida como “Oxford -er”. O hábito consistia em encurtar palavras e adicionar o sufixo “-er” ao final delas. O “Rugby Football” rapidamente virou “rugger”. Seguindo a mesma lógica, o “Association Football” foi transformado em “assoccer” e, em pouco tempo, reduzido apenas para “soccer”.

A lenda urbana mais famosa dos corredores universitários atribui a invenção exata da palavra a Charles Wreford-Brown, um proeminente estudante de Oxford e futuro capitão da seleção inglesa. Relatos históricos apontam que, ao ser questionado por amigos se gostaria de jogar uma partida de “rugger” após o almoço, Wreford-Brown teria respondido de forma irônica que preferia jogar “soccer”. Independentemente da autoria de um único indivíduo, a expressão tornou-se o vocabulário padrão entre os jovens aristocratas antes de se espalhar pelas ruas de Londres.

Cronologia do esporte: Os 5 marcos do batismo da bola

Para entender a metamorfose das palavras ao longo dos séculos, é fundamental observar a linha do tempo linguística do esporte. Abaixo, os principais momentos que definiram como o mundo chama a modalidade mais popular do planeta.

A fundação da Football Association (1863)A criação da entidade máxima na Inglaterra estabeleceu o termo oficial “Association Football”, separando definitivamente as regras do jogo jogado com os pés das práticas violentas do rúgbi.

O surgimento da gíria universitária (1880)A adoção do sufixo “-er” pelos alunos de Oxford transforma a palavra “association” em “soccer”, criando um apelido amigável que ganhou popularidade na alta sociedade britânica.

A exportação para o novo continente (Início do século XX)O termo chega à América do Norte junto com os imigrantes. Nos Estados Unidos, o “gridiron football” já dominava a atenção nacional, forçando a adoção da gíria britânica para evitar confusão nos jornais e nos estádios.

A convivência pacífica no Reino Unido (1945 a 1975)Durante décadas após a Segunda Guerra Mundial, os próprios ingleses usavam as palavras “football” e “soccer” de forma totalmente intercambiável, inclusive em transmissões oficiais de rádio e televisão.

O boicote cultural britânico (Década de 1980)Com a explosão da popularidade da modalidade nos Estados Unidos, a imprensa e os torcedores ingleses passaram a rejeitar a palavra, associando-a a uma americanização indesejada do seu esporte nacional.

O choque cultural moderno e o abandono britânico

A rejeição atual dos ingleses à palavra que eles mesmos criaram é um fenômeno sociológico recente. Até a década de 1970, publicações esportivas britânicas e lendas do esporte usavam o termo naturalmente, sem qualquer conotação negativa. O cenário mudou radicalmente quando ligas de futebol nos Estados Unidos começaram a ganhar holofotes mundiais ao importar tecnologia de entretenimento e astros em fim de carreira. A palavra virou sinônimo do modelo de negócios esportivo americano.

Nos Estados Unidos, a manutenção do termo foi uma questão de sobrevivência prática. O futebol americano, derivado das mesmas raízes do rúgbi, já havia monopolizado a palavra “football” na cultura de massas, nas universidades e na televisão. Chamar o esporte jogado com os pés de futebol em solo americano criaria um caos comercial e logístico. Esse mesmo pragmatismo linguístico ocorreu em outros países de colonização britânica: Austrália, Canadá e Nova Zelândia também utilizaram “soccer” por décadas, pois já possuíam suas próprias versões locais de “football”.

A ironia que cerca a palavra reflete a própria expansão global do esporte. O que nasceu como uma brincadeira da aristocracia inglesa tornou-se a identidade da modalidade na maior economia do mundo, gerando uma rivalidade linguística que ressurge a cada edição da Copa do Mundo.

Perguntas frequentes sobre o termo soccer

Qual a origem da palavra soccer na Inglaterra?A expressão foi criada na década de 1880 por alunos da Universidade de Oxford. Eles pegaram a palavra “Association” (do nome oficial Association Football), encurtaram e adicionaram o sufixo “-er”, uma gíria estudantil comum na época, resultando na palavra soccer.

Por que os americanos não chamam o esporte de futebol?Os americanos já possuíam um esporte nacional extremamente popular chamado “football”, que é o futebol americano. Para diferenciar as duas modalidades e evitar confusões no público e na mídia, eles adotaram a palavra soccer, que havia sido importada da própria Inglaterra.

Os britânicos ainda usam a palavra soccer?Atualmente, o uso é raro e muitas vezes malvisto na Inglaterra. A partir da década de 1980, os britânicos passaram a tratar o termo como um estrangeirismo, preferindo usar exclusivamente a palavra “football” para proteger a identidade nacional do esporte após o crescimento da modalidade nos Estados Unidos.


Fonte: Jovem Pan