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Islândia volta a discutir entrada na UE em meio à pressão de Trump na Groenlândia

Essa história parece saída de um roteiro político improvável, mas ela virou um debate real no Atlântico Norte: a Islândia está reabrindo a discussão sobre entrar na União Europeia — e um dos fatores que aceleraram isso foi a tensão criada pelas falas e pressões de Donald Trump sobre a Groenlândia.
Primeiro, o contexto.
A Islândia não faz parte da União Europeia. Mas ela também não está completamente fora do sistema europeu: participa do mercado comum europeu por meio do Espaço Econômico Europeu (EEE), o que dá acesso comercial sem adesão plena ao bloco.
A Islândia até tentou entrar na UE depois da crise financeira de 2008. Em 2009, o país abriu negociações formais de adesão. Mas o processo travou e acabou congelado em 2013, principalmente por resistência interna ligada à pesca, soberania econômica e medo de perder controle sobre recursos naturais.
O ‘efeito Groenlândia’
Desde o início de 2026, Trump voltou a defender que os EUA deveriam assumir maior controle sobre a Groenlândia — inclusive mencionando que opções econômicas e militares estavam sobre a mesa para garantir interesses estratégicos americanos no Ártico.
A Groenlândia pertence ao Reino da Dinamarca, é autônoma e faz parte da área estratégica do Atlântico Norte.
As declarações provocaram reação imediata de governos europeus e aliados da OTAN, que defenderam que o futuro da Groenlândia cabe aos groenlandeses e aos mecanismos internacionais existentes.
Para muitos islandeses, o episódio gerou uma pergunta desconfortável: se os EUA pressionam um vizinho e aliado histórico no Ártico, até que ponto a Islândia continua suficientemente protegida apenas pela relação tradicional com Washington?
Isso tem um peso especial porque a Islândia é um caso incomum:
-tem cerca de 400 mil habitantes;
-não possui forças armadas próprias permanentes;
-depende historicamente da OTAN e da cooperação com aliados para defesa.
Segundo declarações atribuídas à primeira-ministra Kristrún Frostadóttir, as ameaças contra a Groenlândia “mexeram com a população” e alteraram o debate interno sobre integração europeia.
O que está acontecendo agora?
O governo islandês está avançando para realizar um referendo em 29 de agosto de 2026 sobre retomar as negociações de entrada na União Europeia. Importante: esse voto não seria automaticamente para entrar na UE – seria para decidir se o país volta à mesa de negociação.
Se os eleitores aprovarem:
1. negociações formais seriam retomadas;
2. um eventual acordo final ainda precisaria passar por novo referendo popular.
Mas os islandeses realmente querem entrar? Ainda não existe consenso.
Há argumentos fortes dos dois lados:
Pró-UE
-mais integração política com a Europa;
-maior previsibilidade geopolítica;
-reforço de alianças em um cenário internacional mais instável;
-redução da dependência estratégica dos EUA.
Contra
-receio de perder autonomia;
-regras europeias para pesca (tema extremamente sensível para a economia islandesa);
-resistência à adoção futura do euro;
-tradição forte de independência nacional.
No fim, a notícia não significa que a Islândia decidiu entrar na União Europeia. O que aconteceu é algo talvez mais significativo: uma discussão que estava praticamente congelada há mais de uma década voltou ao centro da política islandesa — e a crise em torno da Groenlândia ajudou a acelerar esse movimento.


Fonte: Jovem Pan

Colisão entre trem e ônibus escolar deixa quatro mortos na Bélgica

Quatro pessoas, incluindo duas crianças, morreram na manhã desta terça-feira (26) após um trem colidir com um micro-ônibus escolar em Buggenhout, no norte da Bélgica. A informação foi confirmada pelo vice-primeiro-ministro do país, Maxime Prévot.
“Uma trágica colisão entre um trem e um ônibus escolar ocorreu em Buggenhout esta manhã. Quatro pessoas morreram, incluindo duas crianças”, declarou Prévot em comunicado oficial. O primeiro-ministro, Bart De Wever, também se manifestou, afirmando estar “profundamente comovido com o terrível acidente” e expressando solidariedade às famílias afetadas.
Imagens do local, na região de Flandres, mostram o micro-ônibus gravemente danificado e tombado em uma estrada adjacente à linha férrea. Equipes de emergência montaram tendas de apoio ao redor do veículo, enquanto o trem de passageiros permanecia parado nos trilhos.
De acordo com a porta-voz da polícia, An Berger, nove pessoas estavam a bordo do micro-ônibus: sete crianças, um supervisor e o motorista. Não houve feridos entre os passageiros do trem.
Frederic Sacre, porta-voz da Infrabel — empresa responsável pela infraestrutura ferroviária belga —, descreveu o impacto como “extremamente violento”. Ele informou que a composição viajava a 120 km/h no momento da colisão. “O micro-ônibus foi arremessado por cerca de 15 metros contra um pilar metálico”, detalhou Sacre à AFP.

Sinalização ativa
Investigações preliminares indicam que o sistema de segurança da passagem de nível operava normalmente. Segundo Sacre, imagens do local confirmam que as barreiras estavam fechadas e o sinal vermelho devidamente aceso quando o acidente ocorreu.
A imprensa local informou que os alunos pertenciam a uma instituição de ensino voltada para crianças com dificuldades de aprendizagem.
A tragédia gerou uma onda de condolências no cenário político europeu. O ministro do Interior, Bernard Quintin, agradeceu o trabalho dos serviços de resgate, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou estar “com o coração partido”. “Hoje, a Europa está de luto com a Bélgica”, afirmou a líder europeia.


Fonte: Jovem Pan

ONU: América Latina entra em era de eventos climáticos extremos e perde reservas naturais

A América Latina e o Caribe estão vivendo uma transformação climática acelerada – com ondas de calor históricas, secas prolongadas, enchentes mais intensas, furacões mais destrutivos e perda de reservas estratégicas de água. O alerta foi feito pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU especializada em clima, no novo relatório sobre o Estado do Clima na América Latina e no Caribe em 2025.
O documento aponta que os sinais da mudança climática já não aparecem apenas em projeções futuras: eles estão sendo registrados agora, com impactos diretos sobre saúde pública, produção de alimentos, abastecimento de água, economia e segurança das populações.
Segundo a OMM, 2025 entrou para a história como um dos anos mais quentes já registrados na região – ficando entre o quinto e o oitavo lugar na série histórica. Mas o dado mais preocupante está na velocidade do aquecimento.
Entre 1991 e 2025, a América do Sul aqueceu cerca de 0,26 grau Celsius por década, enquanto América Central e Caribe registraram aumento médio de 0,25 grau por década. O México teve o avanço mais acelerado: 0,34 grau por década.
Na prática, isso significa temperaturas máximas mais frequentes, secas mais severas e eventos climáticos extremos mais difíceis de prever.
Os números de 2025 mostram o tamanho dessa mudança. No México, a cidade de Mexicali registrou 52,7°C, estabelecendo novo recorde nacional. Em diversos países da América Central, termômetros ultrapassaram 40°C a 45°C durante sucessivas ondas de calor.
Na América do Sul, o calor também bateu níveis incomuns: o Rio de Janeiro chegou a 44°C, enquanto Mariscal Estigarribia, no Paraguai, registrou 44,8°C.
Para especialistas, o calor extremo deixou de ser apenas desconforto e passou a ser uma ameaça crescente à saúde pública. A OMM estima que aproximadamente 13 mil mortes por ano estejam associadas ao calor na América Latina e Caribe — cálculo baseado em médias de 17 países entre 2012 e 2021.
Mas o relatório destaca um problema adicional: muitos países ainda não registram oficialmente mortes causadas pelo calor como causa principal. Na prática, o número real pode ser significativamente maior. Além das temperaturas elevadas, o continente enfrenta um ciclo hidrológico mais instável — alternando secas prolongadas e chuvas cada vez mais violentas.
Nos últimos 50 anos, a tendência observada foi de extremos mais frequentes. Em algumas áreas chove demais. Em outras, quase não chove.
Em março de 2025, enchentes atingiram Peru e Equador e afetaram mais de 110 mil pessoas. No México, inundações ocorridas em outubro provocaram 83 mortes.
Já junho de 2025 entrou para os registros como o mês mais chuvoso da história mexicana. Ao mesmo tempo, o próprio México enfrentou seca severa: em seu pico, o fenômeno atingiu até 85% do território nacional, pressionando reservatórios e reduzindo a disponibilidade de água para agricultura.
O cenário também preocupa no Brasil. A OMM aponta aumento das chuvas intensas e das inundações no sudeste da América do Sul — incluindo o sul do Brasil, Uruguai e norte da Argentina. Em contrapartida, regiões como o Nordeste brasileiro estão ficando mais secas.
Na Amazônia, o comportamento climático se tornou mais irregular: períodos secos mais longos e temporadas chuvosas mais concentradas e intensas.
Outro alerta do relatório envolve um recurso pouco visível, mas fundamental para milhões de pessoas: as geleiras andinas.
Essas formações de gelo abastecem cerca de 90 milhões de habitantes com água destinada ao consumo humano, agricultura, geração hidrelétrica e indústria.
Os dados mostram aceleração na perda de massa de gelo tanto nos Andes do sul quanto nas geleiras tropicais de países como Colômbia e Equador.
Segundo a ONU, o risco é duplo. Enquanto o gelo diminui, cresce a demanda por água – especialmente em áreas rurais que têm menor capacidade de adaptação. Isso coloca em risco a segurança hídrica de parte importante do continente nas próximas décadas.
Os oceanos também apresentam sinais de esgotamento. A América Latina concentra 8,8% do litoral mundial, e o relatório mostra que o oceano continua absorvendo parte do excesso de calor e do dióxido de carbono produzidos pelas atividades humanas. Como consequência, as águas estão ficando mais quentes, mais ácidas e com menos oxigênio.
Em 2025, o pH superficial dos oceanos caiu para níveis recordes em áreas do Atlântico e Pacífico próximas à região. Também foram registradas ondas extremas de calor marinho no Golfo do México, Mar do Caribe e na costa chilena.
Além disso, em trechos do Atlântico tropical e do Caribe, o nível do mar já está subindo mais rápido que a média global.
Para a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, os sinais são claros. Segundo ela, o derretimento acelerado das geleiras, o avanço do nível do mar, a intensificação rápida de furacões, além do aumento de enchentes, secas e ondas de calor mostram que a mudança climática já está alterando profundamente a realidade da América Latina.
Mas a dirigente afirma que ainda existe espaço para reduzir impactos. Como exemplo, a ONU cita o furacão Melissa, que atingiu a Jamaica em outubro de 2025. Foi o primeiro furacão de categoria 5 já registrado alcançando o país.
O desastre deixou 45 mortos e prejuízos estimados em US$ 8,8 bilhões – equivalente a mais de 41% do PIB jamaicano.
Mesmo assim, modelos avançados de risco e planejamento antecipado permitiram reduzir perdas humanas.
Para a OMM, a conclusão é direta: investir em monitoramento, alertas antecipados e adaptação climática deixou de ser uma política ambiental e passou a ser uma estratégia de proteção econômica e social.


Fonte: Jovem Pan

Desmame de canetas emagrecedoras exige cuidados

Medicamentos agonistas de GLP-1 e GIP, como tirzepatida, semaglutida e liraglutida, mudaram o tratamento da obesidade ao promover perda significativa de peso, melhora metabólica e redução da compulsão alimentar.
Com o avanço do uso dessas medicações, outro tema começou a ganhar espaço nos consultórios: como interromper o tratamento sem recuperar o peso perdido.
A resposta, segundo especialistas, depende de múltiplos fatores.
O processo de retirada das chamadas “canetas emagrecedoras” não segue uma fórmula única e exige avaliação individualizada do perfil metabólico, hormonal, comportamental e emocional de cada paciente.
A preocupação faz sentido.
Estudos mostram que parte dos pacientes pode apresentar reganho de peso após a suspensão abrupta da medicação, principalmente quando fatores associados ao ganho de peso inicial permanecem presentes.
Entre eles estão sedentarismo, resistência insulínica, privação de sono, compulsão alimentar, estresse crônico e alterações hormonais.
Para médicos que atuam na área metabólica, a obesidade precisa ser compreendida como uma doença crônica e multifatorial, influenciada por mecanismos neuroendócrinos e inflamatórios.
Por isso, o objetivo do tratamento não deve ser apenas emagrecer rapidamente, mas construir condições para manter os resultados ao longo do tempo.

Retirada gradual é a estratégia mais utilizada
Entre as abordagens mais adotadas atualmente está a redução progressiva da dose ao longo de semanas ou meses.
A estratégia busca permitir adaptação gradual dos mecanismos ligados à fome, saciedade e gasto energético.
Outra possibilidade utilizada em alguns casos é o aumento do intervalo entre as aplicações antes da suspensão completa da medicação.
Segundo especialistas, pacientes com obesidade de longa duração, compulsão alimentar, ansiedade, histórico de efeito sanfona ou perda importante de massa muscular costumam exigir retirada mais lenta e cuidadosa.
Já pessoas que ganharam peso em situações transitórias, como menopausa, períodos de estresse intenso ou sedentarismo temporário, podem responder melhor a reduções mais rápidas, desde que mantenham mudanças consistentes no estilo de vida.
Massa muscular e comportamento alimentar influenciam manutenção do peso
A preservação da massa muscular aparece entre os fatores considerados mais importantes para reduzir risco de reganho de peso após o tratamento.
Isso porque o músculo influencia diretamente o gasto energético basal.
Por esse motivo, treinamento resistido associado à ingestão adequada de proteínas costuma fazer parte da estratégia durante e após o uso dos medicamentos.
Outro ponto considerado fundamental é o tratamento dos fatores emocionais relacionados à alimentação.
Muitos pacientes identificam durante o tratamento padrões ligados à ansiedade, impulsividade, recompensa emocional e privação de sono.
Sem abordar esses aspectos, o risco de retorno dos antigos hábitos alimentares tende a aumentar após a retirada da medicação.
Medicina de precisão começa a entrar no tratamento da obesidade
Outra frente que vem despertando interesse é o uso da medicina de precisão para entender por que alguns pacientes respondem melhor às medicações do que outros.
Pesquisas investigam variantes genéticas ligadas ao controle da fome, saciedade, inflamação, resistência insulínica e comportamento alimentar.
A proposta é utilizar essas informações para personalizar estratégias relacionadas à alimentação, atividade física, suplementação e escolha terapêutica.
Especialistas também avaliam que parte dos pacientes poderá se beneficiar de uso prolongado das medicações, da mesma forma que ocorre em doenças crônicas como hipertensão e diabetes tipo 2.
Nesse contexto, a discussão atual sobre obesidade vai além da perda de peso imediata e passa a envolver manutenção da saúde metabólica, preservação da massa muscular e melhora da qualidade de vida no longo prazo.
Dr. Filippo Pedrinola – CRM/SP 62253 | RQE 26961
Endocrinologista
Head Nacional de Endocrinologia da Brazil Health


Fonte: Jovem Pan

Cláudio Castro é alvo da PF em operação sobre aportes bilionários no Master

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é alvo da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira (26). A ação apura possíveis irregularidades em investimentos feitos pelo governo estadual em fundos vinculados ao Banco Master.
Agentes da operação saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, que foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
Entre os alvos está a casa do político, localizada em uma cobertura de luxo na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
A ação da PF tem como objetivo apurar a aplicação irregular de cerca de R$ 3 bilhões do Rioprevidência em fundos de investimento ligados ao Master. A investigação busca esclarecer a possível prática de crimes financeiros envolvendo recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo a PF, o caso é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes considerados suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras do banco privado, somando aproximadamente R$ 970 milhões entre outubro de 2023 e julho de 2024.
Nesta nova fase da investigação, os agentes apuram ainda aplicações de R$ 2,01 bilhões realizadas a partir de julho de 2024 em fundos de investimento da mesma instituição financeira, elevando o total movimentado para cerca de R$ 3 bilhões.

Esta é a segunda vez em menos de duas semanas que Cláudio Castro é alvo de buscas da Polícia Federal. Em 15 de maio, durante a Operação Sem Refino, que investiga supostas ligações da gestão do ex-governador com o Grupo Refit, agentes apreenderam o celular e o tablet do político.

A Jovem Pan tenta contato com a defesa de Cláudio Castro para obter um posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.


Fonte: Jovem Pan

PL avalia que Alcolumbre deve segurar CPMI do Master até o fim; STF seria única solução

Membros do PL apostam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), não vai pautar a CPMI do Banco Master na Casa antes do período eleitoral. Sob condição de reserva, parlamentares do partido do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disseram à coluna que o presidente vai segurar “até o fim” a instalação do colegiado.
Ao todo, o Congresso conta com sete iniciativas diferentes para criar comissões destinadas a investigar o escândalo do banco de Daniel Vorcaro.
A avaliação é que, caso alguém queira realmente que a CPMI aconteça, vai precisar judicializar a questão. A ideia seria entrar com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) e conversar com o ministro responsável pelo caso Master, André Mendonça, para reforçar a possibilidade.
Apesar da ideia, segundo interlocutores de Flávio, isso não foi discutido no entorno do pré-candidato até o momento. O objetivo é aguardar novos desdobramentos para entender se alguma medida será necessária.
 
 


Fonte: Jovem Pan

‘Flávio Bolsonaro é nosso candidato para valer’, diz presidente do PL após crise com Vorcaro

Valdemar Costa Neto: “Não sabia da relação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro”
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (25) que o pré-candidato do PL à Presidência da República continua sendo o senador Flávio Bolsonaro (PL), mesmo após o áudio expondo a conversa dele com o banqueiro dono do Master, Daniel Vorcaro.
“Ele [Flávio Bolsonaro] é o candidato do [Jair] Bolsonaro e nós vamos até o fim nessa história porque ele vai ganhar as eleições. A Michele está fora de questão. Ela não é candidata à presidência”, disse em entrevista ao Estúdio i da GloboNews.
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O presidente do partido também afirmou que ficou sabendo da relação e da conversa entre Flávio e Vorcaro pela primeira vez pela imprensa.
“Pela imprensa. Nunca soube, ele nunca falou sobre isso. No dia em que estourou, nós fizemos uma reunião para ver como é que ele ia responder, e aí ele [Flávio Bolsonaro] disse que teve [a reunião] porque tinha necessidade de arrecadar dinheiro para o filme do pai”, disse.
Questionado sobre a motivação do empréstimo para o filme ”Dark Horse” e se não enxerga nenhum problema no dinheiro de Vorcaro ser usado para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, Valdemar afirma que haveria um problema se o senador e pré-candidato tivesse pedido o dinheiro para bancos públicos como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
“Eu fiquei surpreso. Mas acontece que ele [Flávio Bolsonaro] queria resolver o caso do banco [Master]. Ele [Daniel Vorcaro] estava devendo e ele [Flávio] foi falar; não achou problema nenhum em falar com o Vorcaro mesmo nessa situação. Eu acho que se o Flávio tivesse pedido o dinheiro para o Banco do Brasil, para a Caixa Econômica Federal, teria problema, porque seriam órgãos públicos”.
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‘Conseguir o restante do dinheiro’
Visita de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro foi ‘coisa normal’, diz Valdemar Costa Neto
Ainda sobre a relação entre o senador e pré-candidato e o dono do Banco Master, Valdemar justificou a visita do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro à casa de Daniel Vorcaro, após a prisão domiciliar do banqueiro, como uma tentativa de obter o restante do dinheiro para o filme.
“Foi visitar depois para ver se conseguia o restante do dinheiro. [Vorcaro] estava sendo investigado, não foi condenado a nada”, afirmou Valdemar na entrevista ao Estúdio i.
O presidente do PL também considerou normal a visita do senador ao banqueiro. “Nós não temos dúvida de que foi uma barbaridade o que o Vorcaro fez no país, mas isso é normal. O que o Flávio fez é a coisa mais natural do mundo”, disse.
Na semana passada, Flávio Bolsonaro afirmou que se reuniu com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025, para “botar um ponto final na questão” do financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história, é dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco” , disse Flávio a jornalistas.
Indicação de Messias ao STF
A respeito da rejeição do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, à vaga disponível no Supremo Tribunal Federal (STF), Valdemar diz acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá indicar o nome do AGU mais uma vez para um enfrentamento com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
“No partido, eu até cheguei a dizer que não adianta discutir porque o Lula (PT) vai pôr uma pessoa dele e agora nós precisamos ver se o camarada é honesto e é competente, e ele [Messias] tinha essas duas qualidades, ele não se elegeu por falta de competência do governo”, conta Valdemar, salientando enxergar qualidades no indicado à vaga na Corte.
“Na minha opinião, insistir com o Messias para provar que ele [Lula] tem capacidade para eleger um ministro do Supremo. Ficou muito ruim essa história para ele [Lula]. Vai ter que trabalhar e vai ter que fazer isso [indicação ao STF] andar”, analisa o presidente do PL sobre a indicação de um ministro ao STF e a relação entre o presidente Lula e Davi Alcolumbre.
GloboPop: veja os vídeos do palco da Andréia Sadi


Fonte:

g1 > Política

Lula faz novo procedimento de radioterapia no couro cabeludo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou ao Hospital Sírio-Libanês, nesta terça-feira (26), para realizar a segunda sessão de o procedimento de radioterapia superficial no couro cabeludo.
O hospital classificou a intervenção como um “tratamento complementar” após a retirada, em abril, de um câncer de pele na região.
Lula faz primeira sessão preventiva de radioterapia
Segundo a equipe médica, as sessões de radioterapia têm caráter preventivo e não provocam efeitos colaterais.
Com isso, o presidente consegue manter normalmente a agenda de trabalho e a rotina diária durante o tratamento.
Lula realizou a radioterapia na unidade do hospital em Brasília. A retirada do câncer de pele ocorreu em 24 de abril, em São Paulo. Desde então, o petista vem realizando procedimentos complementares para evitar o retorno do quadro ou uma possível evolução.
Os médicos que acompanham o presidente já explicaram que a lesão é localizada e não apresenta disseminação para outras partes do corpo (leia mais abaixo).
Desta vez, não foi realizada biópsia, como em abril. Naquela época, o material analisado já havia apontado que a lesão era benigna.
Com o procedimento realizado nesta segunda, o presidente ainda precisará comparecer regularmente ao hospital para concluir as 14 sessões restantes do tratamento.
Presidente Lula em discurso durante evento em Aracruz, no Espírito Santo
Reprodução/ TV Gazeta
Retirada do câncer
Na época da retirada do câncer de pele, a dermatologista Cristina Abdala, responsável pelo procedimento, explicou que se tratava de um carcinoma basocelular, que é o tipo mais comum causado pela exposição crônica ao Sol.
“É uma lesão localizada, não espalha para nenhum lugar. O máximo que pode acontecer é ficarem aparecendo pequenas feridas. Ele já estava acompanhando há algum tempo. Resolveu tirar. Isso não implica mau prognóstico. É acompanhamento”, disse na ocasião.
O médico Roberto Kalil Filho acrescentou, naquele momento, que a indicação era pela retirada.
“Quando cresce, a gente precisa retirar, porque senão continua crescendo, não cicatriza, sangra. É uma lesão localizada e a conduta é a remoção”, afirmou.
Lula em agenda em 12 de março.
Reprodução/CanalGov
Queratose
Em fevereiro deste ano, Lula realizou um procedimento simples de cauterização para tratar uma queratose, também chamada de ceratose — um espessamento da camada de queratina mais superficial da pele.
Na época, o procedimento durou pouco mais de um minuto e foi realizado em uma clínica dermatológica em São Paulo.
🔎 A queratose é um termo amplo, usado para descrever alterações da pele em que há um distúrbio no processo de queratinização, ou seja, na forma como as células da epiderme produzem e organizam a queratina, a proteína da camada mais superficial da pele, explica a dermatologista Maria Augusta Maciel, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).


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g1 > Política

Lula chega a hospital para novo procedimento de radioterapia no couro cabeludo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou ao Hospital Sírio-Libanês, nesta terça-feira (26), para realizar a segunda sessão de o procedimento de radioterapia superficial no couro cabeludo.
O hospital classificou a intervenção como um “tratamento complementar” após a retirada, em abril, de um câncer de pele na região.
Lula faz primeira sessão preventiva de radioterapia
Segundo a equipe médica, as sessões de radioterapia têm caráter preventivo e não provocam efeitos colaterais.
Com isso, o presidente consegue manter normalmente a agenda de trabalho e a rotina diária durante o tratamento.
Lula realizou a radioterapia na unidade do hospital em Brasília. A retirada do câncer de pele ocorreu em 24 de abril, em São Paulo. Desde então, o petista vem realizando procedimentos complementares para evitar o retorno do quadro ou uma possível evolução.
Os médicos que acompanham o presidente já explicaram que a lesão é localizada e não apresenta disseminação para outras partes do corpo (leia mais abaixo).
Desta vez, não foi realizada biópsia, como em abril. Naquela época, o material analisado já havia apontado que a lesão era benigna.
Com o procedimento realizado nesta segunda, o presidente ainda precisará comparecer regularmente ao hospital para concluir as 14 sessões restantes do tratamento.
Presidente Lula em discurso durante evento em Aracruz, no Espírito Santo
Reprodução/ TV Gazeta
Retirada do câncer
Na época da retirada do câncer de pele, a dermatologista Cristina Abdala, responsável pelo procedimento, explicou que se tratava de um carcinoma basocelular, que é o tipo mais comum causado pela exposição crônica ao Sol.
“É uma lesão localizada, não espalha para nenhum lugar. O máximo que pode acontecer é ficarem aparecendo pequenas feridas. Ele já estava acompanhando há algum tempo. Resolveu tirar. Isso não implica mau prognóstico. É acompanhamento”, disse na ocasião.
O médico Roberto Kalil Filho acrescentou, naquele momento, que a indicação era pela retirada.
“Quando cresce, a gente precisa retirar, porque senão continua crescendo, não cicatriza, sangra. É uma lesão localizada e a conduta é a remoção”, afirmou.
Lula em agenda em 12 de março.
Reprodução/CanalGov
Queratose
Em fevereiro deste ano, Lula realizou um procedimento simples de cauterização para tratar uma queratose, também chamada de ceratose — um espessamento da camada de queratina mais superficial da pele.
Na época, o procedimento durou pouco mais de um minuto e foi realizado em uma clínica dermatológica em São Paulo.
🔎 A queratose é um termo amplo, usado para descrever alterações da pele em que há um distúrbio no processo de queratinização, ou seja, na forma como as células da epiderme produzem e organizam a queratina, a proteína da camada mais superficial da pele, explica a dermatologista Maria Augusta Maciel, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).


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g1 > Política

Desenrola 2.0: entenda como usar saldo do FGTS para renegociar dívidas

Os trabalhadores já podem autorizar o uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar dívidas pelo programa Desenrola 2.0. A consulta dos valores foi liberada nesta segunda-feira (25) e a expectativa do governo é movimentar até R$ 8,2 bilhões em renegociações.
A modalidade permite utilizar até 20% do saldo disponível no FGTS ou R$ 1 mil, o que for maior, para abater dívidas bancárias em atraso. O dinheiro não cai na conta do trabalhador: a Caixa Econômica Federal faz a transferência diretamente para a instituição financeira credora.
Quem pode participar do Desenrola 2.0
O programa é destinado a trabalhadores com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente em R$ 8.105.
Podem ser renegociadas dívidas bancárias contratadas até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 91 dias e dois anos. Entram na lista:
Cartão de crédito
Cheque especial
Crédito pessoal (CDC)
Segundo o governo federal, o programa oferece:
Desconto de até 90% sobre a dívida
Juros limitados a 1,99% ao mês
Parcelamento em até 48 vezes
Prazo de até 35 dias para começar a pagar
Quanto do FGTS pode ser usado
O trabalhador poderá utilizar:
Até 20% do saldo disponível no FGTS; ou
Até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor.
Na prática, quem possui R$ 3 mil no fundo, por exemplo, teria 20%, equivalentes a R$ 600. Nesse caso, poderá usar R$ 1 mil por causa da regra do valor mínimo.
Contas ativas e inativas poderão ser utilizadas, com prioridade para as contas inativas.
Como autorizar o uso do FGTS
A autorização é feita diretamente pelo aplicativo oficial do FGTS.
Passo a passo
Acesse o aplicativo FGTS
Faça login com CPF e senha Gov.br
Clique em “Novo Desenrola Brasil”
Selecione “Continuar”
Vá em “Autorizar instituição”
Leia as informações sobre consulta do saldo
Clique novamente em “Continuar”
Finalize em “Entendi”.
Após a autorização, os bancos poderão consultar o saldo disponível por até 90 dias.
Como funciona a renegociação
Depois da autorização no aplicativo, o trabalhador deve procurar o banco tem a dívida e pedir adesão ao programa.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, cerca de 10 mil agências dos Correios também poderão receber pedidos de adesão.
Após a negociação:
O banco terá até 30 dias para formalizar o contrato;
As informações serão registradas na Caixa
A Caixa fará o pagamento diretamente à instituição financeira.
O que muda para quem usa saque-aniversário
Quem aderir ao Desenrola com uso do FGTS terá suspensão temporária do saque-aniversário e da contratação de novas antecipações vinculadas ao fundo.
O bloqueio permanecerá até que o saldo utilizado seja recomposto.
Exemplo: se o trabalhador tinha R$ 10 mil no FGTS e usar R$ 1 mil na renegociação, o saque-aniversário só volta a ficar disponível quando o saldo retornar aos R$ 10 mil.
Valores já comprometidos em contratos antigos de antecipação continuarão bloqueados conforme as regras originais.
Governo prevê ‘fila no uso do fundo
O governo definiu um teto de R$ 8,2 bilhões para uso do FGTS no Desenrola 2.0. Segundo o Ministério da Fazenda, o limite foi criado para preservar o equilíbrio financeiro do fundo.
Na prática, os pedidos serão processados por ordem cronológica. Se o teto for atingido, novos pedidos poderão deixar de ser atendidos.
Desbloqueio do FGTS para mais de 10 milhões
Além do Desenrola, o governo antecipou para esta segunda-feira a liberação de recursos para 10,5 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025.
O desbloqueio adicional estimado é de R$ 8,4 bilhões, com depósito automático nas contas cadastradas no aplicativo do FGTS.
Segundo o Ministério do Trabalho, parte dos valores pode ter desaparecido temporariamente do saldo do aplicativo nos últimos dias por causa do processamento interno da operação.


Fonte: Jovem Pan