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Entenda o que muda após EUA classificarem CV e PCC como ‘terroristas’

Foto: WHoP
O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou o Comando Vermelho e o PCC como “Terroristas Globais Especialmente Designados” e anunciou a inclusão das duas facções na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho.
O comunicado foi assinado pelo secretário Marco Rubio, que descreveu os grupos como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”, com redes que “se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e para dentro do nosso país”.
Duas classificações, efeitos distintos
As duas designações aplicadas simultaneamente têm mecanismos jurídicos diferentes. Com a classificação de “Terroristas Globais Especialmente Designados”, todos os bens e interesses em bens de indivíduos ou entidades designados que estejam nos Estados Unidos, que entrem nos Estados Unidos ou que estejam na posse ou sob controle de pessoas dos EUA ficam bloqueados. A medida também proíbe “qualquer transação ou negociação” com pessoas ou grupos afetados pela designação, mesmo fora da jurisdição americana.
Impactos sobre o sistema financeiro brasileiro
O Brasil pode sofrer sanções de natureza financeira porque a inclusão na lista de Terroristas Globais Especialmente Designados pode provocar o congelamento de bens e ativos de indivíduos não americanos ou instituições financeiras brasileiras que tiverem fornecido, conscientemente, apoio material ou financeiro a uma pessoa ou grupo ligado ao PCC ou ao CV. Terceiros podem ser alvo de investigações criminais e processos judiciais por fornecer apoio às organizações designadas.
De policial a questão de defesa nacional
A classificação também muda a forma como os Estados Unidos tratam o assunto, deixando de ser uma questão apenas policial para entrar no campo da defesa nacional. Quem passa a ter responsabilidade sobre isso é a CIA e os militares, saindo da esfera do FBI e da DEA. A alteração tem implicações diretas para o compartilhamento de informações com autoridades brasileiras.
A posição do governo Lula
Em declaração em abril, Lula afirmou que o combate às facções é um problema do governo brasileiro e não dos EUA, avaliando que a classificação pode abrir brechas para intervenções externas. “Nós aprovamos agora a Lei Antifacção, que vai permitir ter uma atuação muito mais poderosa para tentar destruir essas organizações. Essa é uma guerra que é nossa, essa guerra não é dos Estados Unidos”, declarou Lula.
O governo avalia que o PCC e o Comando Vermelho não se enquadram na definição de “terrorismo” da legislação brasileira, por atuarem com motivação econômica e controle territorial, e não ideológica.
O papel de Flávio Bolsonaro
A agenda de Flávio Bolsonaro no exterior foi monitorada pelo governo brasileiro, que via a possível classificação como uma interferência norte-americana na política brasileira de combate ao crime organizado.
O senador do PL declarou após reunião com Marco Rubio. “Batemos de novo na mesma tecla de que os Estados Unidos deveriam classificar, sim, CV e PCC como organizações terroristas. Dissemos que, se Deus quiser, a partir de 2027, o Brasil vai ser um aliado no combate ao crime organizado, diferente do atual governo, que parece proteger esses marginais.”
O governo Lula resistiu à designação por meses. Os EUA a formalizaram assim mesmo.


Fonte: Conexão Política

Mais de 93% dos peixes vendidos no litoral do Paraná têm microplástico

Micro plastics mixed in the sand in Famara beach, Lanzarote
A oceanógrafa Fernanda Possatto apresenta uma bancada repleta de lixo plástico encontrado em 14 praias do litoral do Paraná. Segundo ela, esses são os resíduos fáceis de se ver. No entanto, a pesquisa dela destaca outra preocupação presente no mar, muito mais difíceis de se visualizar: os microplásticos.
Um levantamento conduzido pela pesquisadora aponta que 93,6% de uma amostra de peixes coletados em feiras e mercados do litoral paranaense apresentam microplásticos no trato digestivo.
Dos 47 indivíduos examinados, 44 apresentaram partículas. A maior contaminação ocorreu em peixes demersais, que vivem em contato direto com o fundo do mar. Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros (mm), vestígios de produtos feitos com plástico e que foram consumidos pelos peixes examinados.
“Isso não significa que os peixes não podem ser ingeridos, porque a gente não está falando de saúde alimentar ainda, mas isso já é um indício de que a gente precisa estudar melhor esses impactos”, disse ela a jornalistas na sede da Associação Mar Brasil, uma organização sem fins lucrativos.
“A gente não está falando ainda de risco para saúde humana porque hoje a gente não come o trato, não come o estômago, a gente come o músculo”, tranquiliza.
Projeto de recuperação marinha
A sede da Mar Brasil fica na cidade de Pontal do Paraná, em uma praia de frente para a turística Ilha do Mel. A organização desenvolve o Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), iniciativa patrocinada pela Petrobras.
Perto dali, há ambientes com características diversas, como a Ilha da Cotinga, uma terra indígena; áreas contínuas de manguezais; e o Porto de Paranaguá, que atrai constantemente frotas de navios.
A pesquisadora Fernanda defende a necessidade de novos estudos para identificar o efeito do microplástico nos peixes.
“Quanto dos componentes tóxicos que existem desse microplástico presente no estômago pode ser absorvido pelos tecidos musculares das espécies de peixes?”, indaga.
Ela cita que outros estudos apontaram que os fragmentos podem liberar substâncias tóxicas que resultam na alteração da fecundidade dos animais e surgimento de tumores. “Tudo isso ainda está sendo analisado e estudado.”
Formação e destino
Os microplásticos são fragmentos do material maior, o plástico, que sob efeito do tempo e da irradiação solar, se quebram em micropartículas e acabam ficando na água, no solo e no ar, chegando à cadeia alimentar.
Essas partículas podem surgir de lixo no mar, como embalagens e garrafas, pneus, tecidos e revestimentos com tinta. As tintas, aliás, são fontes de elementos químicos presentes nesses fragmentos.
Uma pesquisa brasileira chegou a encontrar microplásticos em placentas e cordões umbilicais.
A Organização Mundial da Saúde reconhece que o mundo enfrenta problemas relacionados à presença de microplástico e defende mais pesquisas sobre o efeito dos fragmentos na saúde humana.
Presença em aves
Os estudos do Rebimar identificaram a presença do microplástico também em aves que têm contato com o mar. Foram analisadas gaivotas e corujas-buraqueiras. O levantamento foi feito por meio de análise de material regurgitado (expelido do estômago ou do papo) pelas aves vivas.
Em 69% delas, foram notados fragmentos. “Se você nota que a cada dez indivíduos, sete têm microplástico, é muito alto”, pontua a oceanógrafa.
Fernanda Possatto, que trabalha com pesquisas ligadas ao lixo no mar, contextualiza que o microplástico é encontrado tanto em áreas com bastante presença humana, como nos arredores do Porto de Paranaguá, com em áreas preservadas ambientalmente.
Para ela, é um indicativo de que “fronteira geográfica não existe para a questão do plástico”. Ela explica que os fragmentos são transportados por correntes, ventos e marés. “Tudo influencia na presença. Faz com que seja um problema sistêmico.”


Fonte: Conexão Política

Pesquisadores identificam mercúrio e chumbo em caranguejos do litoral do Paraná

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Há quase 50 anos, o caiçara Antônio de Souza cata caranguejo em áreas de manguezais, no litoral do Paraná. Ele aproveita a época de captura liberada, que vai de dezembro a meados de março, para conseguir o crustáceo, alimento para a família e fonte de renda.
“É um ganha-pão”, diz ele, que, no período de defeso, vive da pesca de peixes. Na última semana, Antônio, mais conhecido entre colegas como Pano, acompanhou a Agência Brasil na visita ao manguezal da Oceania, litoral da cidade paranaense de Paranaguá.
Enquanto mostra a localização dos caranguejo-uçá, tradicional na região, ele defende a necessidade do defeso, período anual em que a captura é proibida, como forma de garantir a reprodução natural da espécie.
“A gente não deixa ninguém mexer no mangue, não pode tirar o caranguejo, senão, mais tarde, meu filho, meu neto vão querer comer um caranguejo, e não terá”, diz.
O catador é colaborador do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), desenvolvido pela organização sem fins lucrativos Associação Mar Brasil. Desde 2009, a ação é patrocinada voluntariamente pelo Programa Socioambiental da Petrobras.
Preocupação com elementos químicos
Pesquisadores do Rebimar realizam uma série de iniciativas ambientais no litoral paranaense, como o monitoramento da saúde do mangue e de seu característico morador, o caranguejo-uçá.
De acordo com os dados mais recentes do governo do Paraná, a pesca de caranguejo foi responsável por movimentar aproximadamente R$ 9,8 milhões no estado em 2024. As cidades que se destacam nessa indústria são Guaraqueçaba, Guaratuba, Paranaguá, Antonina e Pontal do Paraná.
Um dos estudos, conduzido pela professora Cassiana Baptista Metri, da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e pesquisadora do Rebimar, analisa a presença de elementos químicos no caranguejo-uçá.
Ela identificou concentração de zinco, manganês e magnésio. “São importantes para constituições do próprio corpo humano”, relata. Mas os resultados levantaram também uma preocupação.
“A gente encontrou contaminantes que não são desejáveis ─ mercúrio e chumbo ─ concentrados no caranguejo”, revela.
A pesquisadora destaca que os achados não foram uma presença constante, tendo variado de acordo com o local e a época do ano.
Em relação a efeitos para a saúde humana, a professora Cassiana sustenta que são necessários mais estudos. “A gente tentar entender o quanto que o consumo de um caranguejo potencialmente contaminado pode prejudicar a saúde.”
Mas ela antecipa que o consumo do uçá é bem localizado e delimitado temporalmente na região. “Tradicionalmente na época do verão”, lembra, se referindo ao período fora do defeso.
“É diferente de quando você come uma coisa todo dia. Agora a gente vai fazer um cálculo da quantidade, porque tem alguns metais que vão acumulando no organismo e não são eliminados. Então, isso que é preocupação e que a gente precisa entender”, adianta.
A região onde está o manguezal é vizinha de áreas bastante heterogêneas, como o Porto de Paranaguá, que causa intenso tráfego de navios; a Ilha da Cotinga, uma terra indígena; e a Ilha do Mel, de vocação turística.
Saúde do uçá
A pesquisadora acrescenta que, apesar da identificação dos contaminantes mercúrio e chumbo nos caranguejos, os crustáceos demonstraram uma “vida normal”.
“O caranguejo estava ótimo, saudável, estava fazendo suas atividades.”
Por isso, Cassiana Baptista Metri levanta duas hipóteses sobre as condições dos animais. Uma dela é a de que eles conseguem eliminar os contaminantes pela carapaça (proteção rígida externa).
“Um caminho é entender se ele manda isso [os contaminantes] embora, e uma das alternativas pode ser a carapaça, que todo ano ele troca, pode ser que ele acumule na carapaça e isso a gente está bem perto de descobrir.”
A outra linha de investigação é se pode ser algo relacionado à base alimentar no caranguejo-uçá, que são as folhas do mangue, que têm muito tanino.
“Pode trazer alguma atividade antioxidante que o protege. O tanino faz durar mais as coisas”, diz ela, acrescentando que um resultado pode ser um caminho para desenvolvimento de produtos pela indústria farmacêutica.
Porto Alegre de mangue
O patrocínio atual da Petrobras é da ordem de R$ 6 milhões para um ciclo de quatro anos. Os recursos ajudam o Rebimar a monitorar a fauna e o ambiente marinho da chamada Grande Reserva Mata Atlântica, maior remanescente contínuo desse bioma, que se estende do sul do litoral paulista, passa pelo Paraná e alcança o norte do litoral catarinense.
Com imagens de satélite, drones e técnicas de georreferenciamento, o projeto aponta a existência de 49 mil hectares de manguezais, área equivalente à cidade de Porto Alegre.
Nas contas da estatal, cada real investido resulta em retorno médio R$ 4,88 em benefícios sociais e ambientais.
Carbono Azul
A oceanógrafa Sarah Charlier Sarubo monitora a saúde da vegetação dos manguezais. Ano a ano, ela faz expedições para medir tamanho das árvores, espessura de troncos e qualidade do solo.
“Informações de como está a biomassa dos manguezais, a que taxas esse manguezal cresce, a que taxas se reproduz é entender a saúde da floresta”, descreve.
Ao defender a conservação das áreas de mangue, a pesquisadora destaca o papel do carbono azul, como é chamado o estoque de gás carbônico (dióxido de carbono ou CO₂) capturado e armazenado por ecossistemas costeiros e marinhos.
“É superior em eficiência comparado à Floresta Amazônica, ao Cerrado, à Caatinga”, compara. De acordo com a especialista, a explicação passa por características peculiares dos manguezais.
“Maré que entra todos os dias, salinidade, o ambiente anóxico ─ com pouco oxigênio, tudo isso proporciona uma captura muito mais eficiente de carbono no solo. O grande trunfo em relação aos outros ecossistemas é o solo”, ressalta.
O CO₂, quando mantido no ecossistema, deixa de ser um contribuinte para o efeito estufa, causador do aquecimento global e das mudanças climáticas.
Soluções baseadas na natureza
Sarah Sarubo classifica os manguezais como “perfeita solução baseada na natureza” para mitigação de problemas causados pelas mudanças climáticas, como inundações cada vez mais frequentes.
“Os manguezais conseguem controlar os eventos extremos. Uma linha de 100 metros de manguezal consegue atenuar a energia das ondas em 60%”, cita.
Ela acrescenta que o tipo de solo é uma prevenção à erosão, o que evita assoreamento de áreas vizinhas.
Outra atuação importante é contra a poluição da água: “Estamos em grandes esponjas, filtros naturais que depuram os contaminantes e a matéria orgânica das cidades e entregam para a baía e para os estuários [regiões de transição entre o rio e o mar] uma água muito mais limpa e saudável”, conclui.


Fonte: Conexão Política

Flávio Bolsonaro é recebido em salão da Casa Branca e se reúne com Trump; imprensa tratava encontro como fake news

Foto: Divulgação
A comitiva do senador Flávio Bolsonaro (PL) materializou uma foto ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira, 26, na Casa Branca. A imagem enterra a narrativa construída por parte da imprensa brasileira e de aliados do governo Lula nos dias anteriores, que descreveu o convite de Trump como improvável, exagerado ou diretamente como fake news. O encontro aconteceu.
Nos dias anteriores à viagem, veículos alinhados ao campo governista, comentaristas políticos e até integrantes do Itamaraty minimizaram ou negaram a possibilidade do encontro. A Revista Fórum publicou que Flávio estava “fora da agenda oficial da Casa Branca” e que o senador “corre atrás de Trump em tentativa desesperada de conseguir uma foto”. O governo Lula afirmou publicamente não ter informações sobre a agenda. A reunião aconteceu no Salão Oval, onde presidentes americanos recebem seus principais interlocutores internacionais.
O convite teria sido enviado por e-mail ao gabinete de Flávio no Senado após articulação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado e mantém interlocução com integrantes do governo estadunidense. O secretário de Estado Marco Rubio também é apontado como interlocutor no processo. A foto publicada pela comitiva mostra Trump e Flávio juntos dentro da Casa Branca, confirmando o caráter formal da reunião.
A conversa com Trump, segundo apurou o Conexão Política, incluiu pontos como crime organizado, tarifas comerciais, minerais críticos e big techs. Flávio também defendeu que facções como o PCC e o Comando Vermelho sejam classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Outro ponto de interesse da Casa Branca são as jazidas brasileiras de minerais críticos, como as terras raras, essenciais para a tecnologia e defesa americana.
O ajuntamento se dá menos de um mês após a visita do presidente Lula a Trump em Washington, em 7 de maio, da qual o petista saiu sem acordos concretos.


Fonte: Conexão Política

Programas esportivos brasileiros são criticados por falta de isenção e cobertura politizada

Foto: Reprodução/Youtube
A convocação de Neymar para a Copa do Mundo 2026 deu o que falar na internet. A insatisfação de telespectadores e internautas com a cobertura esportiva politizada e ideologicamente orientada nos principais veículos de comunicação do Brasil foi comentada até por Tiago Leifert, ex-jornalista da TV Globo.
A convocação do atacante do Santos por Carlo Ancelotti dividiu os programas esportivos de forma que ultrapassou o ponto técnico. Comentaristas de diferentes emissoras reagiram ao retorno do jogador com enquadramentos que os críticos classificam como mais políticos do que esportivos. O deputado federal André Janones (União-MG), aliado do governo Lula, chegou a publicar vídeo criticando a convocação de Neymar e afirmando que Ancelotti “ouviu o clamor popular” ao escalar o atacante.
A declaração de um parlamentar petista sobre a lista de convocados da Seleção foi comentada em programas esportivos, o que ampliou a ideia de que o futebol havia sido absorvido pela polarização política.
Outro ponto é que programas esportivos passaram a incluir de forma sistemática pautas sobre diversidade, identidade de gênero, representatividade e militância LGBTQIA+ em blocos e comentários que, na avaliação do público esportivo, deslocam do interesse do esporte.
A agenda progressista não é exclusivamente brasileira. Nos Estados Unidos, a ESPN passou por processo semelhante, com queda de audiência atribuída em parte à incorporação de pautas sociais em programas esportivos, com boicote aberto de parte do público e o crescimento de veículos alternativos focados exclusivamente em análise técnica.


Fonte: Conexão Política

Vorcaro perde advogado Juca e avalia contratar criminalista Daniel Bialski pelo acesso ao relator André Mendonça

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
A família de Daniel Vorcaro entrou em contato com o advogado criminalista Daniel Bialski para sondar a possibilidade de contratá-lo para assumir a defesa do fundador do Banco Master. Bialski aparece como opção depois da saída de José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca.
A avaliação que motivou a sondagem a Bialski é a sua facilidade de acesso ao relator do caso no STF, o ministro André Mendonça. José Luis já não era mais recebido pelo ministro.
Por que Bialski interessa à defesa
Bialski trabalhou na defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) em inquéritos relatados por Mendonça. O histórico de acesso ao relator é considerado decisivo num momento em que Vorcaro precisa renegociar os termos de sua eventual colaboração premiada. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a contratação.
Saída de Juca e quem assume
O advogado Sérgio Leonardo, que já atuava na defesa de Daniel Vorcaro, assume de forma integral a condução do caso do dono do Banco Master após a saída do advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca.
Criminalista mineiro, Sérgio Leonardo é procurador-geral da Ordem dos Advogados do Brasil e já foi presidente da entidade em Minas Gerais. José Luis de Oliveira Lima deixou o caso de Vorcaro nesta sexta-feira (22), dias depois que a Polícia Federal rejeitou um acordo de delação premiada com o banqueiro.
Saída de Juca
A destituição de Juca ocorreu dias depois da PF rejeitar a proposta de delação premiada de Vorcaro. A corporação avaliou que o fundador do Banco Master omitiu informações.
No início do mês, a defesa de Vorcaro apresentou à PF e à PGR documento no qual o cliente se compromete a devolver R$ 40 bilhões aos cofres públicos, com o pagamento parcelado ao longo de 10 anos.


Fonte: Conexão Política

Governo prorroga redução de PIS/Cofins sobre querosene de aviação

O governo federal prorrogou até 31 de julho de 2026 a redução das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a importação e a comercialização de querosene de aviação (QAV). A medida foi oficializada por meio do Decreto n.º 12.991, publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira, (29).
O decreto altera o Decreto n.º 5.059/2004 e mantém, entre 8 de abril e 31 de julho deste ano, a redução de 0,99987 para as contribuições federais sobre o QAV. Na prática, a medida preserva uma tributação residual sobre o combustível utilizado pelas companhias aéreas.
A norma também estende até 31 de julho a redução das contribuições sobre o biodiesel. Nesse caso, o coeficiente de redução permanece fixado em 1, o que equivale à alíquota zero de PIS/Pasep e Cofins.
As desonerações haviam sido implementadas em abril, em meio ao pacote anunciado pelo governo para mitigar os impactos da alta internacional do petróleo sobre os preços dos combustíveis e sobre a inflação. Pelas regras vigentes até então, os benefícios expirariam no fim de maio.
O novo decreto ainda revoga dispositivos de normas editadas em abril que haviam instituído as reduções temporárias, consolidando as regras agora válidas até o fim de julho. Segundo o governo, a medida busca reduzir custos na cadeia de combustíveis e no transporte aéreo, em um contexto de volatilidade dos preços internacionais de energia.


Fonte: Jovem Pan

Adversária do Brasil na Copa, Escócia perde meia Billy Gilmour por lesão

A Escócia, que está no Grupo C, do Brasil, na Copa do Mundo de 2026, perdeu o meio-campista Billy Gilmour após ele sofrer uma lesão no joelho durante a vitória num amistoso contra Curaçao, neste sábado (30).
O jogador de 24 anos caiu no gramado sem a presença de nenhum adversário por perto, ainda no primeiro tempo da vitória por 4 a 1, no Hampden Park, em Glasgow, e foi substituído imediatamente.
“Lamentamos anunciar que a lesão no joelho sofrida por Billy Gilmour na vitória de hoje sobre Curaçao o impedirá de participar da @FIFAWorldCup. Estamos todos com você, Billy”, dizia um comunicado na conta oficial da seleção escocesa no X.
Exames realizados após a partida revelaram que Gilmour sofreu uma lesão no joelho e ele retornará agora ao seu clube, o Napoli, para a reabilitação. “Estou arrasado pelo Billy, pois ele foi parte fundamental da nossa campanha nas Eliminatórias para a Copa do Mundo”, afirmou o técnico da Escócia, Steve Clarke.
“O ‘timing’ desta lesão é tão, tão cruel, e todos nós sentimos muito. Ele sabe o que todos nós pensamos dele, tanto como jogador quanto como pessoa. E, embora nenhuma palavra possa lhe trazer consolo esta noite, tenho certeza de que Billy terá muitos grandes torneios pela frente no futuro.”
O substituto de Gilmour na partida, Findlay Curtis, marcou seu primeiro gol pela seleção principal, empatando o jogo para a Escócia após a equipe ter ficado em desvantagem diante da seleção caribenha de Curaçao, que também se classificou para o Mundial.
No entanto, dois gols de Lawrence Shankland e um pênalti convertido por Ryan Christie selaram a vitória antes de o elenco viajar para os Estados Unidos.
A Escócia inicia sua campanha na Copa do Mundo contra o Haiti, em Boston, no dia 13 de junho. Além do Brasil, o Marrocos também está no Grupo C.


Fonte: Jovem Pan

Gabigol marca, é expulso após gesto obsceno, mas Santos vence o Vitória e deixa o Z-4

Mesmo sem Neymar, que está com a Seleção Brasileira na preparação para a Copa do Mundo, o Santos contou novamente com o protagonismo de Gabigol para vencer o Vitória por 3 a 1, neste sábado, na Vila Belmiro, pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. O atacante marcou mais uma vez, ampliou sua sequência artilheira e, apesar da expulsão após um gesto obsceno em direção à arquibancada, ajudou o Peixe a conquistar um resultado fundamental na luta contra o rebaixamento.
Gabigol chegou ao quarto jogo consecutivo balançando as redes e alcançou a marca de 126 gols no Campeonato Brasileiro, entrando para o grupo dos dez maiores artilheiros da história da competição, ao lado de Washington, o Coração Valente.
Com a vitória, o Santos chegou aos 21 pontos e deixou a zona de rebaixamento, assumindo a 15ª colocação. O time paulista abriu vantagem sobre o Vasco, primeiro integrante do Z-4, que ainda joga na rodada. Já o Vitória permaneceu com 22, no meio da tabela.
A partida começou equilibrada e marcada por muitos erros de passe dos dois lados. Com dificuldades para criar jogadas trabalhadas, Santos e Vitória apostaram nas finalizações de média e longa distância. Melhor para o time da casa. Aos 18 minutos, Miguelito recebeu com liberdade pelo centro, avançou e arriscou de fora da área. A bola desviou na defesa baiana e enganou o goleiro Gabriel, abrindo o placar.
O Vitória respondeu pouco depois. Aos 22, Renê fez bela jogada individual pela esquerda, passou pela marcação e finalizou rasteiro, obrigando Gabriel Brazão a fazer boa defesa. Os visitantes tentaram aumentar a pressão na reta final do primeiro tempo, mas o Santos conseguiu segurar a vantagem até o intervalo.
Na volta dos vestiários, o Peixe mostrou mais intensidade e ampliou rapidamente. Aos oito minutos, após uma sequência de disputas na entrada da área, a bola sobrou para Barreal, que acertou um forte chute para marcar um belo gol. Dois minutos depois, o Vitória errou na saída de bola, Miguelito avançou pela esquerda e cruzou na medida para Gabigol aparecer livre na segunda trave e fazer o terceiro.
A festa do atacante, porém, durou pouco. Logo após comemorar o gol, Gabigol fez um gesto obsceno em direção a um torcedor e recebeu cartão vermelho direto. Com um jogador a mais, o Vitória passou a pressionar e descontou aos 29 minutos, quando Tarzia cruzou da esquerda e Renê apareceu para cabecear para o gol.
Apesar da pressão nos minutos finais, o Santos conseguiu controlar as ações defensivamente e confirmou uma vitória importante diante de sua torcida. Enquanto o Vitória ainda mandou uma no travessão com Renê, mas não saiu de um 3 a 1.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 3 X 1 VITÓRIA.
SANTOS – Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Lucas Veríssimo, Luan Peres (João Ananias) e Escobar; Willian Arão, Oliva (Samuel Pierri), Miguelito (Rony), Gabriel Bontempo (Davizinho) e Barreal (Rollheiser); Gabigol. Técnico: Cuca.
VITÓRIA – Gabriel; Caíque (Tarzia), Neris (Renato Kayzer) e Luan Cândido; Claudinho (Marinho), Baralhas (Emmanuel Martínez/Baralhas), Zé Vitor e Jamerson; Erick, Renê e Matheuzinho. Técnico: Jair Ventura.
GOLS – Miguelito, aos 18 minutos do primeiro tempo. Barreal, aos oito, Gabigol, aos dez, e Renê, aos 29 minutos do segundo tempo
CARTÕES AMARELOS – Gabriel Brazão e Willian Arão (Santos); Caíque, Emmanuel Martínez, Luan Cândido e Renê (Vitória)
CARTÃO VERMELHO – Gabigol (Santos)
ÁRBITRO – Rafael Rodrigo Klein (RS)
RENDA – R$ 483.217,50
PÚBLICO – 11.172 pessoas
LOCAL – Vila Belmiro, em Santos (SP).


Fonte: Jovem Pan

Ancelotti define seleção para jogo com Panamá e garante Neymar na Copa

O técnico italiano antecipou neste sábado (30) a escalação da seleção brasileira masculina de futebol para o amistoso contra o Panamá no domingo (31), às 18h (horário de Brasília), no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Será o último duelo da Amarelinha no país antes do embarque para os Estados Unidos, onde disputará a primeira fase da Copa do Mundo.
O Brasil começará jogando com Alisson; Wesley, Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Matheus Cunha, Raphinha, Vinicius Júnior e Luiz Henrique. 
Ancelotti assegurou que fará substituições ao longo da partida e todos os convocados – com exceção de Neymar, lesionado, e de Gabriel Martinelli. Gabriel Magalhães e Marquinhos, que jogam neste sábado a final da Liga dos Campeões, em Budapeste (Hungria).
Durante a concorrida coletiva de imprensa na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), onde a seleção está reunida desde a última quarta (27), Ancelotti detalhou a função de alguns titulares.
“Wesley foi muito bem na Roma como lateral-esquerdo. Foi uma surpresa. Mas precisamos dele aqui como lateral-direito. Ele vai atuar como lateral-direito. Nessa posição com ele pode estar o Ibañez, que tem um aspecto mais defensivo. O Danilo também pode jogar nessa posição. O outro lado está bem definido com o Douglas Santos e o Alex Sandro. Amanhã vão jogar todos os jogadores porque é uma partida de preparação. Um jogo importante para nos despedirmos dos nossos torcedores e estádio. Amanhã vão jogar todos”
Permanencia de Neymar
Antes mesmo de anunciar a escalação para o amistoso, Ancelotti foi questionado sobre a permanência de Neymar na seleção. O atacante teve uma lesão muscular grau 2 na panturrilha, confirmada pelo médico Rodrigo Lasmar na última quinta (28). Inicialmente, o Santos informou à CBF que Neymar apresentava um edema na panturrilha (inchaço causado pelo acúmulo de líquidos, após um trauma), condição de menor gravidade. No último dia 17, Neymar entrou em campo contra o Coritiba, em partida do Campeonato Brasileiro.
“Antes da convocação, recebemos comunicado do Santos de que ele teria um edema. O Santos ia cuidar desse assunto. Ele foi convocado porque, para a comissão, teria que ser convocado. Depois a CBF toma conta do problema do Neymar. E estamos tomando conta do problema dele. Pensamos que ele vai se recuperar o mais rápido possível. Está animado. Tomara que ele possa se recuperar logo”.
“Para ser claro. Ele [Neymar] vai estar conosco até o dia que se recuperar e ficar disponível. Pensamos que ele pode se recuperar para o primeiro jogo. Se não puder, para o segundo jogo. Não temos nenhuma dúvida de que não vamos trocar ninguém. Os jogadores escolhidos são estes 26 e estes 26 vão jogar a Copa do Mundo. Por azar, Neymar teve esse pequeno problema que não permite trabalhar com o grupo, mas ele está muito bem em nível individual”, completou Ancelotti.
Último amistoso nos EUA
Na próxima segunda-feira (1º de junho) a seleção embarca para os Estados Unidos. Antes da estreia na Copa, a Amarelinha fará o último amistoso preparatório contra o Egito, no dia 6 de junho (quarta-feira), em Cleveland (EUA). A estreia no Mundial será contra Marrocos, em 13 de junho (um sábado), às 19h, no MetLife Stadium, no estado de Nova Jersey. O Brasil está no Grupo C, que tem ainda Haiti e Escócia.


Fonte: Jovem Pan