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Mega-Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 12 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.017 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (11). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 12 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 04 – 06 – 26 – 28 – 32 – 45

36 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 31.988,67 cada
2.575 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 737,17 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de sábado (13), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.


Fonte: Feed Últimas

Polícia Federal rejeita segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro 

A Polícia Federal (PF) negou nesta quinta-feira (11) mais uma proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. É a segunda proposta rejeitada pela corporação após Vorcaro ser preso no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes no sistema financeiro do país.

A decisão da PF já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações. A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda analisa a proposta de colaboração do banqueiro. 

Notícias relacionadas:Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para sala especial na PF.Polícia Federal recusa proposta de delação premiada de Vorcaro.As razões pelas quais o acordo foi rejeitado estão em sigilo e não foram divulgadas pela corporação. 

No mês passado, ao rejeitar a proposta pela primeira vez, os investigadores da PF concluíram que o banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes. 

No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Desde então, ele tenta fechar um acordo de delação.

O banqueiro está preso em uma sala da Superintendência da PF em Brasília.


Fonte: Feed Últimas

EUA x Paraguai: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Estados Unidos e Paraguai fazem nesta sexta-feira (12) sua estreia na Copa do Mundo. A partida será realizada às 22h e vai acontecer no SoFi Stadium, localizado em Los Angeles, na Califórnia. 

A seleção sede, que está em sua 12ª participação no torneio, busca em 2026, jogando em casa, fazer a sua melhor campanha na competição. Até hoje, o mais longe que os Estados Unidos conseguiram chegar foi a 3ª colocação na Copa de 1930, a primeira delas. Desde então, sua melhor campanha foi em 2002, quando chegou às quartas de final da competição, mas foram eliminados pela Alemanha ao serem derrotados por 1 a 0. 

Já o Paraguai, que voltou à Copa do Mundo depois de 16 anos, vai para sua 9ª participação. A equipe conta com sete jogadores que atuam no Brasil em seu elenco: 

Gustavo Gómez: Zagueiro e capitão da seleção (Palmeiras)

Maurício: Meio-campista recém-naturalizado (Palmeiras)

Ramón Sosa: Atacante/Meia (Palmeiras)

Damián Bobadilla: Meio-campista (São Paulo)

Fabián Balbuena: Zagueiro (Grêmio)

Júnior Alonso: Zagueiro (Atlético-MG)

Isidro Pitta: Atacante (Red Bull Bragantino)

Até hoje, a melhor campanha do Paraguai foi às quartas de final em 2010, na África do Sul. Na ocasião, foram eliminados pela campeã Espanha em um confronto equilibrado de 1 a 0. 

Onde assistir México x Sérvia ao vivo

A partida será transmitida pela Jovem Pan no rádio e no Youtube. Com. imagens, o jogo entre Estados Unidos e Paraguai terá transmissão da CazéTV, Globo, getv, Sportv, Nsports e SBT. 


Fonte: Jovem Pan

Orçamento paralelo: TCU investiga uso de ‘dinheiro esquecido’ de trabalhadores nos bancos para o Desenrola 2.0

Governo Lula anunciou segunda fase do Desenrola
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a transferência, pelo governo, do dinheiro esquecido nos bancos para um fundo que está sendo usado para garantir as operações do Desenrola 2.0 — programa de renegociação de dívidas lançado em um ano eleitoral.
Até o momento, já foram transferidos R$ 5,7 bilhões ao chamado Fundo de Garantia de Operações (FGO), um fundo privado no qual o governo também realiza aportes, que vai garantir a renegociação das dívidas dos trabalhadores.
➡️ Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público.
Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação).
Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral.
No mês passado, o governo informou que, justamente para obedecer ao limite de despesas existente, R$ 23,7 bilhões do orçamento dos ministérios já foram bloqueados neste ano.
A limitação de recursos já está afetando áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, como as agências reguladoras.
➡️A auditoria avalia o tratamento contábil, orçamentário e financeiro conferido aos valores por força da lei 14.973, de 2024, que determina que, decorrido o prazo de resgate pelos trabalhadores, os recursos deveriam passar diretamente aos cofres públicos.
➡️A lei diz que os depósitos deveriam ser “apropriados pelo Tesouro Nacional como receita orçamentária primária e considerados para fins de verificação do cumprimento da meta de resultado primário prevista na respectiva lei de diretrizes orçamentárias”.
🔎Esse trecho da lei, porém, foi revogado pela Medida Provisória do Desenrola 2.0, que está em vigor. Uma vez publicadas pelo governo, medidas provisórias têm força de lei. Entretanto, elas têm de passar, posteriormente, pela análise e confirmação do Congresso Nacional, que pode alterá-las.
Governo Federal anuncia nova edição do programa de renegociação de dívidas
O que diz o governo
➡️Questionado pelo g1 se o uso dos recursos dos trabalhadores sem trânsito formal pelo orçamento para uma política pública em um ano eleitoral não configura desrespeito à lei, o Ministério da Fazenda informou que esses são “valores estritamente privados e que manterão essa condição mesmo após sua transferência ao FGO [fundo que garante as operações do Desenrola 2.0]”.
“Importa notar que o Desenrola 2.0 compreende uma iniciativa do governo federal em parceria com o setor privado, sendo que as renegociações de dívidas inadimplentes também interessam às instituições financeiras participantes na medida em que aumentam as perspectivas de reembolso sobre empréstimos que, em geral, possuíam baixa capacidade de recuperação ou já estavam totalmente provisionados”, acrescentou o Ministério da Fazenda.
Casos semelhantes
O TCU concluiu no início de junho um processo sobre a realização de despesas públicas por meio de recursos que não transitam diretamente pelo orçamento da União, algo que, segundo o tribunal, “pode acarretar a perda de credibilidade e de transparência da gestão orçamentária e fiscal da União”.
Foram analisados:
Retenção pela Petróleo Pré-Sal S.A. (PPSA) de parte de sua receita para funcionamento da empresa pública federal, antes do repasse ao fundo social. O TCU determinou que os pagamentos sejam realizados em “plena consonância com o arcabouço jurídico-normativo que rege as finanças públicas, em especial os princípios orçamentários da Unidade”.
Programa gás do povo: TCU questionou a utilização de recursos fora do orçamento, numa operação intermediada pela Caixa Econômica Federal. Após críticas do presidente do tribunal no ano passado, o governo incorporou os gastos da política formalmente dentro da peça orçamentária em 2026.
Multas ambientais do Ibama: TCU investigou a conversão de multas ambientais em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente quando o autuado executa o projeto, ou são destinados a outros projetos aprovados. O tribunal determinou que o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente “adotem medidas para garantir que os recursos oriundos da conversão de multas na modalidade indireta observem o rito orçamentário e financeiro da União”.
Honorários advocatícios da AGU: TCU questionou o pagamento de “honorários de sucumbência” pela parte derrotada a um Conselho Curador, que repassa os valores aos servidores públicos por fora do orçamento federal. No ano passado, foram pagos mais de R$ 6 bilhões. O tribunal registrou o risco de os recursos se tornarem um “orçamento paralelo e sem controle para a execução de despesas que não possuem qualquer relação com a remuneração de servidores públicos”, mas observou que o caso está sendo tratado em outra processo. Com isso, não tomou decisão.
Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (IFES) de Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs): TCU criticou a possibilidade de realizar despesas custeadas com receitas próprias e recursos de convênios e conclui que brechas legais e operacionais, embora legalmente amparadas, fragilizam o controle e a transparência das despesas públicas, e determinou medidas para aumentar a transparência dessas operações.
Contas vinculadas às concessões de serviços públicos: questiona porque somente 25% do valor da outorga da privatização de parte da BR-040 foi para o Tesouro Nacional, sendo os 75% restantes alocados em conta vinculada à concessão, sob gestão indireta da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Há um processo sobre isso em análise, sem decisão de mérito.
Nesta semana, o TCU aprovou com ressalvas as contas do governo em 2025. Entre os pontos com restrições, está justamente a destinação de recursos administrados pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) por fora do orçamento da União.
O Ministério da Fazenda, por sua vez, afirmou que essas operações “foram implementadas seguindo a legislação e entendimentos jurídicos vigentes”.
“De todo modo, o Ministério da Fazenda respeita as orientações do Tribunal com o objetivo de aumentar a transparência sobre a condução das respectivas políticas públicas e apoiará sua efetivação, naquilo que couber em suas competências regimentais”, acrescentou o Ministério da Fazenda.


Fonte:

g1 > Política

Como adotar ou comprar animais silvestres e exóticos legalmente no Brasil

Muitos brasileiros sonham em dividir a casa com calopsitas, iguanas, furões ou jabutis, mas esbarram na complexidade da legislação ambiental. Ter um animal diferente de cães e gatos exige o cumprimento de normas estritas para evitar o fomento ao tráfico e garantir o bem-estar da espécie. O processo envolve certidões específicas, controle sanitário e a busca por locais chancelados pelos órgãos públicos.
Diferença entre espécies nativas e de fora do país
O primeiro passo para quem deseja ter um pet não convencional é entender a classificação dos órgãos competentes. Na legislação brasileira, o termo animal silvestre refere-se às espécies que vivem ou nascem naturalmente dentro do território nacional. É o caso de araras, papagaios, jabutis, macacos-prego e saguis.
Já os animais exóticos são aqueles cuja origem natural ocorre fora do Brasil. Exemplos comuns que ganharam popularidade nas residências incluem as calopsitas, furões, porquinhos-da-índia, cacatuas, chinchilas e geckos-leopardo.
A distinção é fundamental para compreender quais as regras do Ibama e como criar animais silvestres e exóticos legalmente no Brasil, pois os procedimentos mudam de acordo com o status de cada bicho. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) determina as diretrizes federais de conservação, mas hoje a emissão de autorizações diretas para a criação comercial costuma ficar a cargo dos órgãos ambientais de cada estado.
Vantagens de manter um pet não convencional regularizado
Optar pelo caminho legal traz tranquilidade imediata para o tutor e segurança para o próprio bicho. Animais originários de criadouros regulares nascem em cativeiro e já estão acostumados ao convívio humano, o que reduz drasticamente o nível de estresse da espécie. Eles não são retirados das matas de forma agressiva.
Outro benefício diário é a segurança sanitária. Estabelecimentos certificados seguem protocolos rígidos de medicina veterinária, entregando animais livres de doenças infecciosas que poderiam ser repassadas para as pessoas ou para outros pets da casa. Você tem a garantia de que o bicho passou por quarentena e avaliações clínicas antes da venda.
Do ponto de vista jurídico, o tutor legalizado tem a posse pacífica e definitiva do animal. Não há risco de apreensão por fiscais ou policiais ambientais. Além disso, veterinários exigem a documentação legal para realizar cirurgias ou tratamentos contínuos, assegurando que o seu bicho tenha acesso a toda a rede de saúde hospitalar sem restrições.
Etapas para adquirir seu animal com autorização ambiental
A compra regularizada exige atenção ativa do futuro tutor em relação à procedência do bicho. Não existe mecanismo legal para comprar um animal de traficantes e, posteriormente, tentar registrá-lo. O caminho deve ser feito corretamente desde o princípio.
1. Escolha de um criadouro comercial certificado
A única via permitida para aquisição particular é recorrer a um criadouro comercial autorizado pelo Ibama ou pelo órgão estadual correspondente. Antes de fechar negócio, exija o número de registro do local e consulte a validade junto à secretaria de meio ambiente da sua região. Evite feiras clandestinas ou anúncios sem identificação em redes sociais.
2. Exigência da documentação obrigatória
No momento da transferência, a loja ou criadouro é obrigado a emitir uma Nota Fiscal contendo o seu nome, endereço, CPF e as informações detalhadas da espécie vendida. Em conjunto, você deve receber um Certificado de Origem. Todo animal comercializado dentro das regras possui uma marcação individual permanente e inviolável, que costuma ser uma anilha fechada (para aves) ou um microchip (para répteis e mamíferos). O número dessa marcação deve constar de forma idêntica nos documentos impressos.
3. Acompanhamento com veterinário especializado
Antes mesmo de buscar o pet, consulte um médico-veterinário capacitado em manejo de animais silvestres e exóticos. A nutrição, a umidade do ar e o tipo de aquecimento artificial variam radicalmente de uma espécie para outra. O profissional indicará os insumos para estruturar o recinto correto, impedindo o surgimento de problemas metabólicos graves.
Riscos de saúde e multas ao recorrer ao mercado clandestino
Tentar burlar o sistema buscando preços menores nas mãos de atravessadores financia uma imensa rede de maus-tratos. Estatísticas de resgate mostram que a vasta maioria dos espécimes retirados da floresta morre antes mesmo de chegar ao primeiro comprador, vitimados por asfixia e desnutrição no transporte irregular.
Além do impacto ético destrutivo, a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) estabelece penas de detenção e multas expressivas para quem mantém ou adquire fauna silvestre sem a devida licença. As penalidades financeiras base partem de quinhentos reais por animal, mas podem chegar a cinco mil reais caso o espécime esteja listado em ameaça de extinção.
Animais de origem não rastreada também operam como vetores de zoonoses agudas, a exemplo da salmonelose e da hantavirose. Expor o ambiente doméstico a um bicho doente coloca toda a residência em perigo.
Garantir o convívio diário com um pet exótico exige investimento real de tempo e preparo estrutural. Mantenha os exames clínicos sempre em dia e arquive fisicamente e digitalmente as notas fiscais e certificados de origem, preservando a saúde do animal e a sua segurança perante a lei.


Fonte: Jovem Pan

A agenda-bomba do Senado em ano eleitoral – O Assunto #1738

Nesta semana, os senadores aprovaram dois projetos de lei e uma PEC que ampliam a criação de linhas de crédito rural, elevam os pisos salariais de médicos e dentistas e flexibilizam as regras de aposentadoria de agentes da área da saúde. O impacto dessas medidas aos cofres públicos, de acordo com cálculos do Ministério da Fazenda, deve passar de R$ 2 trilhões nos próximos dez anos. O governo federal fala em judicializar a questão; no STF, o decano Gilmar Mendes sinalizou que o pacote-bomba pode ser considerado inconstitucional. Enquanto isso, o Executivo aguarda que o Senado vote pautas de seu interesse, caso das PECs da Segurança Pública e do Fim da Escala 6×1.
Neste episódio, Natuza Nery conversa com o jornalista Thiago Prado sobre a aprovação das pautas-bomba no Senado Federal, seu impacto nas contas públicas e o que elas representam na deterioração da relação entre Davi Alcolumbre e Lula.
Convidado: Thiago Prado, editor de Política e Brasil do jornal O Globo e responsável pela newsletter Jogo Político.
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery.
Alcolumbre dobra a aposta na relação com Lula
O que você precisa saber:
Entenda o que são ‘pautas-bomba’, que pressionam orçamento do governo em ano eleitoral
Fazenda estima que impacto de pautas-bomba supera R$ 2 trilhões em 10 anos; aprovação pressionaria dívida e taxa de juros
Valdo Cruz: Dario Durigan ganha apoio de Gilmar Mendes contra pautas-bomba; decano do STF diz que são inconstitucionais
Valdo Cruz: Eleição e briga de Alcolumbre com Lula explicam aprovação de ‘pautas-bomba’ no Senado
‘Bombas’ fiscais em série: como o governo foi novamente surpreendido por Alcolumbre e pretende reagir
Pauta-bomba: Senado aprova 2 projetos de aumento de gastos públicos e envia outro a plenário
Julia Dualibi: Dez Brasis para pagar a conta das pautas-bomba do Senado
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia.
Carlos Moura/Agência Senado


Fonte:

g1 > Política

Racha entre caminhões deixa quatro feridos na zona leste de SP


Fonte: UOL Noticias

Como Ronaldo Fenômeno superou a pior lesão da carreira para decidir a Copa de 2002

Em 12 de abril de 2000, o mundo do futebol assistiu a uma das cenas mais dramáticas da história do esporte quando o joelho direito de Ronaldo Nazário desmoronou no Estádio Olímpico de Roma. O atacante da Internazionale de Milão, que retornava aos campos após quatro meses de molho, sofreu uma ruptura total do tendão patelar apenas seis minutos depois de entrar em campo contra a Lazio.
Para entender como foi a cirurgia e a recuperação do joelho de Ronaldo Fenômeno para jogar a Copa do Mundo de 2002, é fundamental analisar os mais de 15 meses de tratamento cirúrgico e fisioterápico intensivo coordenados pelo cirurgião francês Gérard Saillant e pelo fisioterapeuta brasileiro Nilton Petrone, o “Filé”. O resultado dessa saga médica foi a conquista do pentacampeonato na Coreia do Sul e no Japão, no qual Ronaldo marcou oito gols e se tornou o artilheiro máximo do torneio.
O dia em que o joelho do Fenômeno explodiu em campo
O atacante tinha apenas 23 anos quando enfrentou o seu pior pesadelo profissional. Ronaldo já vinha lidando com dores crônicas e havia passado por uma cirurgia parcial no mesmo joelho em novembro de 1999. Na final da Copa da Itália de 2000, ao tentar realizar sua jogada mais característica — a arrancada explosiva com dribles rápidos —, ele caiu sem sofrer qualquer contato físico. O estalo no tendão foi ouvido pelos atletas que estavam próximos no gramado.
O fisioterapeuta Nilton Petrone revelou em entrevistas que a gravidade foi extrema: a patela (osso que protege a parte frontal do joelho) subiu até o meio da coxa devido à tração violenta sofrida no momento da ruptura. A dor indescritível e a imagem de desespero do jogador geraram um consenso global de que sua carreira de alto rendimento estava encerrada.
A cirurgia de risco na França com o doutor Gérard Saillant
Ronaldo viajou às pressas para Paris para ser operado na renomada Clinique de la Pitié-Salpêtrière pelo especialista Gérard Saillant. O tendão patelar funciona como uma espécie de polia essencial para que o atleta consiga correr, chutar e realizar as arrancadas curtas de velocidade. Como a estrutura havia se rompido por completo, o cirurgião precisou realizar um procedimento invasivo e aberto para aproximar e costurar as extremidades do tecido fibroso.
Na época, Saillant foi sincero com a imprensa internacional ao afirmar que não existia nenhuma garantia de que o jogador voltaria a ser o “Fenômeno” do passado. A cirurgia totalmente aberta trazia um alto risco de infecções hospitalares e exigia que o atleta utilizasse drenos constantes para retirar o excesso de sangue acumulado na articulação lesionada.
O revolucionário método de recuperação montado por Filé
Com o sucesso da cirurgia, começou a etapa mais delicada do processo. O fisioterapeuta brasileiro Nilton Petrone, o Filé, assumiu o controle diário da reabilitação física do atacante. Filé bateu de frente com os protocolos conservadores dos médicos europeus da época, que defendiam o repouso absoluto e a imobilização total da perna por longos meses, o que causaria uma atrofia severa na coxa de Ronaldo.
A estratégia adotada ficou conhecida como “Método de Recuperação Acelerada”. A ideia consistia em manter a articulação em movimento controlado para estimular a cicatrização do tendão sem sobrecarregá-lo com o peso do próprio corpo. Filé aplicou um trabalho inovador focado no ganho precoce de flexibilidade e propriocepção, mantendo a musculatura ativa mesmo sob severas limitações de carga física.
A rotina exaustiva de dez horas de fisioterapia diárias
Para alcançar o nível exigido por uma Copa do Mundo, Ronaldo submeteu-se a uma rotina de sacrifícios brutais. O atacante realizava até três turnos de exercícios por dia, somando cerca de dez horas de fisioterapia diárias. O tratamento iniciava com atividades intensas em piscinas térmicas, onde a água reduzia o impacto articular e permitia ao atleta trabalhar a força muscular das pernas de maneira segura.
Filé utilizou ferramentas de treino incomuns para o futebol profissional, incluindo skates para simular os movimentos de flexão, pés-de-pato e caminhadas de resistência na areia fofa. Durante as madrugadas, o atacante frequentemente necessitava de massagens e compressas de gelo para combater a dor e os espasmos musculares resultantes dos treinos desgastantes.
A aposta de Felipão e a redenção estatística na Copa de 2002
Mesmo com o joelho estabilizado, Ronaldo enfrentou uma série de pequenas lesões musculares ao longo de 2001, fruto do longo período de inatividade. A comissão técnica da Seleção Brasileira, comandada por Luiz Felipe Scolari e pelo médico José Luiz Runco, traçou uma estratégia de proteção para que o jogador pudesse ganhar condicionamento de forma gradativa na Granja Comary. O preparador físico Francisco Javier González realizou um trabalho focado na transição para os gramados.
A aposta de manter Ronaldo no elenco contra a opinião de especialistas internacionais provou-se certeira. Durante a campanha do pentacampeonato mundial de 2002, o atacante apresentou números históricos para a história das Copas:

7 partidas disputadas de forma consecutiva como titular absoluta da Seleção Brasileira.
8 gols marcados em sete jogos, alcançando a artilharia máxima do torneio.
2 gols na final histórica contra a Alemanha, garantindo a vitória por 2 a 0 e o título mundial.

O processo de retorno do jogador desafiou os limites conhecidos da traumatologia esportiva e consolidou o uso de métodos fisioterápicos dinâmicos que hoje são padrão em clubes de elite de todo o mundo.
Dúvidas frequentes sobre a lesão de Ronaldo Nazário
Qual foi a lesão que Ronaldo sofreu no joelho em 2000?
O atacante sofreu uma ruptura total do tendão patelar do joelho direito. Esse tendão é o responsável por ligar a patela à tíbia, permitindo a extensão da perna e sendo fundamental para chutes e arranques rápidos no futebol.
Quem foi o cirurgião responsável pelo procedimento médico de Ronaldo?
A cirurgia de reconstrução foi feita em Paris pelo médico francês Gérard Saillant. O especialista conduziu a delicada intervenção cirúrgica na tradicional Clínica de la Pitié-Salpêtrière.
Quanto tempo durou toda a reabilitação física do jogador?
A reabilitação completa de Ronaldo durou cerca de 15 meses até que ele estivesse clinicamente apto a treinar com bola. A fase final de fortalecimento muscular ocorreu durante a preparação da Seleção para o Mundial de 2002.
Que tipos de exercícios ajudaram na recuperação muscular do atleta?
A fisioterapia comandada por Nilton Petrone utilizou hidroterapia constante, exercícios de propriocepção em caixas de areia, simulações de corrida na água e treinos de flexão com o uso de skates para evitar o impacto direto no tendão.


Fonte: Jovem Pan