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CAE analisa dedução integral de gastos com educação de pessoas com deficiência

Os gastos com educação para pessoas com deficiência podem passar a ter dedução integral no Imposto de Renda, independentemente da instituição em que estudam. O  PL 1.726/2019, que prevê o benefício, está na pauta da próxima reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), marcada para terça-feira (5), às 10 horas.
Apresentado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), o texto original determina que os gastos com educação de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) serão considerados, para fins do Imposto de Renda, como despesas médicas, que podem ser deduzidas integralmente do imposto devido, e não como despesas educacionais, cuja dedução tem limite de valor.
Atualmente a regra já é aplicada para pessoas com deficiência que estudam em instituições especializadas. Com o projeto, essa isenção passaria a valer para qualquer tipo de instituição.
O relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), apresentou um substitutivo (texto alternativo) para estender o benefício do projeto a todas as pessoas com deficiência. De acordo com o relator, o entendimento segue decisões do Judiciário, que já consideram esses gastos como de saúde para as pessoas com deficiência.
Se aprovado, o texto pode seguir para a Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para a votação em Plenário.
Banco Central
Também na terça-feira, estava prevista uma audiência para ouvir o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. A audiência foi adiada, ainda sem nova data marcada pela comissão. Além de tratar de questões da política monetária, Galípolo também daria explicações sobre a atuação do BC no caso do Banco Master.


Fonte: Senado Federal

Após acordo, Britney Spears se declara culpada por dirigir sob efeito de entorpecentes

A cantora Britney Spears, de 44 anos, admtiu nesta segunda-feira (4) ter dirigido de forma imprudente sob efeito de álcool, em um acordo judicial que evitará sua prisão.
A declaração foi feita em audiência no Tribunal Superior de Los Angeles, nos Estados Unidos. “Ela vai se sair bem, e todos nós torcemos pela Britney”, disse Michael Goldstein, o advogado da cantora, do lado de fora do tribunal.
“Não acho que alguém esteja feliz em se declarar culpado de alguma coisa, mas dadas as circunstâncias e para deixar isso para trás, acho que todos estão satisfeitos com o resultado.” “Agradecemos ao promotor distrital por reconhecer as medidas positivas que Britney tomou para se ajudar”, completou Goldstein.
Como parte do acordo judicial para tentar evitar a prisão, Spears deverá concluir um programa de tratamento para dependência química e se reunir com profissionais de saúde mental. Os promotores não forneceram detalhes sobre a droga supostamente presente em seu organismo no momento da prisão, e seu advogado se recusou a comentar.
O juiz Matthew Nemerson determinou que Spears deve ter uma receita médica válida para qualquer medicamento que possua. Os representantes da cantora disseram à mídia americana, após sua prisão, que ela havia se internado voluntariamente em uma clínica de reabilitação.

Prisão de Britney
A cantora Britney Spears foi presa na noite do dia 4 de março, informou a Patrulha Rodoviária da Califórnia, e liberada poucas horas depois, durante a madrugada.
Na ocasião, segundo o site de TMZ, ela estava dirigindo embriagada e sob efeito de substâncias. Outros veículos internacionais confirmam a prisão após Britney dirigir, mas não informam o motivo.
No dia, a equipe da artista classificou a prisão como “lamentável e indesculpável”. Eles também informaram que Britney “tomaria as medidas cabíveis e cumpriria a lei”.
Internação voluntária
Britney Spears internou-se em um centro de reabilitação após ter sido presa em março sob suspeita de dirigir alcoolizada, informaram, no dia 12 de abril, vários meios de comunicação americanos.
Na época, vários veículos de mídia americanos informaram que Britney havia se internado voluntariamente em um centro de tratamento. Não estava claro de imediato quando a cantora deu entrada no local.
Em suas memórias de 2023, Spears insistiu que nunca consumiu drogas pesadas nem teve problemas com álcool, mas admitiu que tomava o medicamento Adderall para o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH).
*Com informações da AFP


Fonte: Jovem Pan

Bolsonaro recebe alta de hospital após cirurgia no ombro

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta do hospital DF Star, em Brasília, na tarde desta segunda-feira (4), após a cirurgia no ombro direito, realizada na sexta-feira (1).
Brasil Caiado, médico do ex-presidente, disse em coletiva dada a jornalistas na saída do hospital, que a cirurgia pré-agendada foi de “total sucesso”. “O procedimento cirúrgico em si transcorreu sem nenhuma intercorrência, tranquilo e o paciente se comportou de forma estável”, informou.
Segundo o médico, caso a cirurgia não fosse feita, a lesão de 2 a 3 tendões do ombro poderia evoluir para uma fibrose com a perda total ou parcial de movimento.
Alexandre Paniago, o médico que realizou a cirurgia, também estava presente e disse que o pós-operatório já foi iniciado com fisioterapias e o ex-presidente permanecerá com uma tipoia por 6 semanas, mas um retorno ao hospital não está previsto. “Dependendo da evolução e da necessidade, retornaremos, mas ainda não há nada marcado.”
Paniago informou ainda que Jair Bolsonaro tira o cateter intramuscular em 5 dias e recebe alta “de vez” entre 6 a 9 meses. “O cateter, que nada mais é que um fio na região cervical, joga uma concetração pequena de anestésico no nervo da dor e assim a gente consegue o controle melhor da dor do que, inclusive, com medicação oral. O cateter deve ficar em torno de 5 dias”, explicou.
Quando perguntado sobre o estado de Bolsonaro, Caiado disse que seu humor tem variado mas que ele vem colaborando com os procedimentos médicos necessários e será avaliado “diariamente”. “Eu vejo ele oscilando há algum tempo. Nesta internação, talvez pela analgesia e alguns medicamentos que tivemos que usar, ele ficou um pouco mais quieto, mas bastante tranquilo e colaborativo. Nossas avaliações serão quase diárias neste primeiro momento”, acrescentou.

Prisão domiciliar
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à trama golpista. Em 24 de março, Moraes autorizou o ex-presidente a ficar em prisão domiciliar por 90 dias para se recuperar do quadro de broncopneumonia.
O médico Brasil Caiado informou que, em razão da broncopneumonia, o prazo dado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de prisão domiciliar, geralmente, é o suficiente para a recuperação da doença. “Nós vamos fazer o que for possível, mas o ambiente que ele estará pode ajudar, ou não. Nós vamos seguir todo o cronograma recomendado pelo dr. Alexandre e veremos passo a passo”, informou Caiado.


Fonte: Jovem Pan

Novo Desenrola terá desconto de 65% para dívida das famílias e garantia do FGO

O Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas lançado nesta segunda-feira (4) pelo Ministério da Fazenda, pode levar a descontos médios de 65% em débitos das famílias, segundo as informações da pasta. Para viabilizar os descontos com as instituições financeiras (IFs), o governo vai oferecer garantias do Fundo Garantidor de Operações (FGO) que podem chegar a até R$ 15 bilhões.
O programa marca uma tentativa do governo de endereçar o endividamento recorde das famílias – de 49,9% em fevereiro, segundo os dados mais recentes do Banco Central -, à medida que as eleições presidenciais se aproximam. Na pesquisa AtlasIntel divulgada na última terça-feira (28) o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparecia com 47,5% na simulação de segundo turno, numericamente atrás de Flávio Bolsonaro (PL) (47,8%).
No lançamento do Novo Desenrola, nesta segunda, pela manhã, Lula disse que o programa vai fazer com que os negativados “voltem a respirar.” “Não é correto um cidadão estar com o nome sujo no Serasa por conta de uma dívida de R$ 100, R$ 150, R$ 200, não tem lógica isso. O mercado transforma esse cidadão em um clandestino porque ele não pode mais comprar nada, não pode mais ter conta em banco”, comentou.
O programa foi estruturado em quatro eixos: para famílias, empresas, devedores do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e pequenos agricultores familiares. Além disso, o governo também anunciou uma série de mudanças no crédito consignado do INSS e de servidores públicos.
Na ação com maior escopo, destinada às dívidas das famílias, o governo definiu que haverá descontos entre 30% e 90% nos débitos feitos até 31 de janeiro com cheque especial, rotativo e parcelado do cartão de crédito e crédito pessoal sem consignação para pessoas que ganham até cinco salários mínimos, ou R$ 8.105, por mês. Quanto mais antiga a dívida, maior será o abatimento concedido. As renegociações ocorrem nos próximos 90 dias, diretamente nas plataformas dos bancos participantes.
Depois dos descontos, cada CPF poderá dever até R$ 15 mil por instituição financeira (IF). A taxa máxima de juros da dívida após a renegociação é de 1,99% ao mês, ou 26,68% ao ano. O prazo máximo da nova dívida é de 48 meses, ou quatro anos. Cada pessoa que aderir ao Novo Desenrola para famílias também terá seu CPF bloqueado em casas de apostas onlines, as bets, por 12 meses.
O FGO vai garantir até 50% da inadimplência das IFs que aderirem ao programa, calculado sobre a carteira de dívidas renegociadas, como forma de estimular os descontos. O governo destinou R$ 2 bilhões em recursos do fundo à ação, e pretende usar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões de recursos esquecidos no sistema financeiro para turbinar a verba disponível. Esses gastos não têm impacto primário.
Adicionalmente, o Tesouro Nacional ainda poderia aportar até mais R$ 5 bilhões no FGO para garantir as renegociações, se necessário. Esse gasto seria contabilizado como uma despesa discricionária e teria impacto primário. Na primeira edição do Desenrola, foram gastos apenas R$ 1,8 bilhão em recursos do fundo, que também serviu para garantir as operações.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, cada R$ 8 bilhões em recursos do FGO são suficientes para levar a uma renegociação de R$ 42 bilhões em dívidas, ou R$ 16 bilhões considerando os descontos concedidos. Ele garantiu que os grandes bancos já estão prontos para operar o programa a partir da terça-feira (5).
Para aderir ao programa, as IFs interessadas concordam em limpar o nome de qualquer pessoa com dívida até R$ 100, além de destinar a ações financeiras o equivalente a 1% do valor garantido pelo FGO. Também devem proibir o envio, a bets, de quaisquer recursos por meio de cartão de crédito, crédito parcelado, Pix Parcelado ou Pix Crédito.

Recorrência
Durigan e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disseram que não há no momento nenhum impacto primário com a medida e que essa política não será algo corriqueiro e repetido. É uma única estruturação, segundo eles. A primeira versão do Desenrola foi lançada ainda em 2023, para dívidas negativadas de 2019 a 2022, e cujo valor atualizado fosse inferior a R$ 20 mil
“Isso aqui não é algo permanente ou algo rotineiro. Isso está sendo feito a partir de um diagnóstico preciso de um momento muito localizado. Então não é algo que tem que ser feito de outras vezes”, disse Durigan.
De acordo com Moretti, a autorização para aportar recursos no FGO só vai constituir impacto primário se vier a acontecer. O gasto, ele disse, seria contabilizado como despesa discricionária. Isso significa que o gasto estará no Orçamento e precisará ser compensado, mas não necessariamente com uma receita que não estava no planejado. É possível que haja remanejamento de recursos para acomodar a nova despesa.
Além disso, os dois ministros disseram que o possível impacto inflacionário da medida não é uma preocupação, porque o programa é para reestruturar a dívida da população e não estimular o consumo.
“O que está sendo feito aqui, inclusive com essas várias travas estruturantes, não permite, de modo automático, que as pessoas voltem a tomar crédito e aumentem o seu gasto. As pessoas hoje estão em uma situação difícil em termos de crédito. É uma melhoria que não passa por afetar ou desregular a política monetária”, afirmou Durigan após a explicação do colega.
Empresas
O governo também lançou renegociações específicas para pequenas empresas. No Procred, que atende a microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, o limite de valor das operações passou de 30% do faturamento para 50% do faturamento, com teto de R$ 180 mil (ou 60%, também com teto de R$ 180 mil, para empresas lideradas por mulheres). A carência subiu de 12 para 24 meses, e o prazo máximo das operações, de 72 para 96 meses.
Para atender a micro e pequenas empresas, com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, foram atualizadas as regras do Pronampe, com: aumento do valor total do crédito (R$ 250 mil para R$ 500 mil), da carência (12 para 24 meses), do prazo máximo da operação (72 para 96 meses), e da tolerância no atraso para a concessão de novos créditos (14 para 90 dias).
Fies
No Desenrola Fies, voltado para dívidas estudantis com o programa, o governo anunciou a ideia de beneficiar mais de um milhão de estudantes. Dívidas vencidas e não pagas há mais de 90 dias teriam multas e juros zerados. Se o pagamento do restante for realizado à vista, haverá desconto adicional de 12% sobre o principal. A outra opção seria parcelar a dívida em até 150 vezes, sem o desconto sobre o principal.
Para dívidas vencidas e não pagas há mais de 360 dias, haveria desconto de 77% do valor total do débito (incluindo principal, juros e multa), com liquidação integral do saldo devedor. Se o devedor for um estudante inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), o desconto pode atingir até 99% do valor total da dívida (principal, juros e multa), com liquidação integral do saldo devedor.
O governo também decidiu renegociar dívidas rurais, com reabertura do prazo do Desenrola Rural até dezembro. A ideia é beneficiar mais de 800 mil agricultores familiares.


Fonte: Jovem Pan

Médico condenado por estuprar e filmar pacientes dopados é preso em SP

Neandro Schiefler, de 46 anos, condenado por estuprar pacientes e filmar os atos em Santa Catarina, foi preso no sábado (2) em Praia Grande, litoral de São Paulo. A condenação foi expedida em outubro de 2025, pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Itajaí, por estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude.
Conforme a Secretaria de Segurança Pública, equipes da Guarda Civil Municípal receberam notificação de que o foragido transitava pela região. A informação veio através do sistema de reconhecimento por câmeras de monitoramento estadual, o Muralha Paulista. O homem foi localizado e abordado na Avenida Presidente Kennedy, no bairro Cidade Ocian.
O médico foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária do município, onde permanece à disposição da Justiça. Ele havia sido preso temporariamente pela primeira vez em fevereiro de 2019 durante a operação Jaleco Branco, realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina, por crimes ocorridos desde 2017.


Fonte: Jovem Pan

Visita sem cerimônias: governo Trump se prepara para receber Lula em agenda pesada

Fontes ouvidas por esta coluna na capital americana e no Itamaraty indicam que a visita do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, onde deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será marcada por um formato mais direto e pragmático, sem grandes cerimônias de Estado.
Em Washington, a avaliação é de que o encontro deve seguir o padrão atual da Casa Branca para reuniões bilaterais de alto nível: pouco protocolo, agenda fechada e foco absoluto em resultados concretos. A tendência, segundo essas fontes, é que não haja grandes eventos públicos, desfiles militares ou cerimônias simbólicas, como já ocorreu em outras visitas recentes, como a do Rei Charles III, na semana passada.
A lógica na capital americana é clara: esse encontro será tratado como reuniões de trabalho, com menos pompa e mais negociação política e econômica.
E a pauta promete ser intensa.
Do lado dos Estados Unidos, Donald Trump deve adotar uma postura dura e objetiva. Segundo interlocutores próximos à Casa Branca, o principal interesse americano está no acesso a minerais estratégicos, com destaque para as chamadas terras raras, consideradas essenciais para setores como defesa, tecnologia e semicondutores. Em Washington, esse tema é tratado como prioridade de segurança nacional.
Trump também deve trazer à mesa temas sensíveis no campo político, incluindo discussões sobre ambiente institucional e eleições no Brasil, assunto que tende a ser abordado dentro de um contexto mais amplo das relações bilaterais, ainda que de forma diplomática.
Na área econômica, entram na lista pontos como barreiras comerciais, regulação digital e maior abertura de setores estratégicos para empresas americanas.
Do lado brasileiro, fontes no Itamaraty avaliam a visita como uma oportunidade de reposicionamento diplomático em um cenário global mais competitivo, buscando manter diálogo aberto com Washington sem alinhamento automático às prioridades dos Estados Unidos.
A relação entre Lula e Trump já teve momentos de maior aproximação. Durante encontros multilaterais, especialmente na Assembleia Geral da ONU, diplomatas chegaram a relatar uma espécie de “química” inicial entre os dois líderes, com um diálogo mais fluido e menos confrontacional em público.
Mas essa percepção não se manteve. Nos meses seguintes, os atritos entre Brasil e Estados Unidos voltaram a aparecer em temas comerciais, ambientais e políticos, recolocando a relação em um patamar mais pragmático e, em alguns momentos, tenso.
Agora, com a visita confirmada, a avaliação em Washington e Brasília é a mesma: será uma reunião de baixa cerimônia e alta pressão, com pouco espaço para simbolismo e foco total em interesses estratégicos dos dois lados.


Fonte: Jovem Pan

CMA vota mais proteção aos animais e penas maiores para maus-tratos

A implementação de ações nacionais voltadas para a proteção e o bem-estar dos animais, com penas mais graves para a punição efetiva de maus-tratos, está na pauta da Comissão de Meio Ambiente (CMA) na reunião desta terça-feira (5), a partir das 9h. 
De acordo com projeto na pauta da comissão, o sistema nacional de prevenção e detecção de maus-tratos a animais terá canais unificados para denúncias anônimas em todo o país. O objetivo é organizar dados e facilitar a investigação dos casos, além de criar um cadastro nacional de agressores.
Se o texto for aprovado, as penas para maus-tratos passam a variar de 2 a 5 anos de reclusão, podendo chegar a até 6 anos em casos agravados, que envolvam tortura, abuso sexual ou quando houver transmissão das agressões em redes sociais. A pena também é aumentada em caso de morte do animal. 
O PL 4.262/2025 foi apresentado pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO) e tramita em conjunto com outros dez projetos. A CMA votará o texto final na forma do relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF), que aglutinou todas as propostas em um texto substitutivo.
Para Leila, seu voto busca harmonizar o rigor punitivo com ferramentas preventivas e educativas para uma proteção mais abrangente e estruturada de toda a fauna.
Ampliar o combate aos maus-tratos com animais foi uma das prioridades apontadas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no começo do ano legislativo, após o caso Orelha chocar a população. 
Denúncias de maus-tratos
O sistema funcionará, segundo a proposta, de forma contínua e poderá receber denúncias anônimas por telefone, internet ou aplicativo digital. Após o registro, as ocorrências serão classificadas e encaminhadas aos órgãos responsáveis pela apuração, como autoridades policiais e ambientais. 
Estados, municípios e Distrito Federal poderão aderir voluntariamente à iniciativa. Todo comércio legal de animais (pessoa física ou jurídica, incluindo canis, gatis, criadouros e mantenedores de fauna) deverá consultar o cadastro antes de transferir a guarda, posse ou propriedade de animal vivo. 
Punições mais rigorosas
Atualmente quem abusa, fere, maltrata ou mutila animais pode pegar detenção de três meses a 1 ano, mais multa. Se o crime envolve cão ou gato, a pena aumenta para reclusão de 2 a 5 anos, multa e proibição de guarda. Também recebe a mesma punição quem faz experiências cruéis quando há métodos alternativos, ou quem faz tatuagens e piercings com fins estéticos nesses animais. Se o ato causa morte, a pena cresce de um sexto a um terço. 
Com as mudanças do voto de Leila Barros, as penas para maus-tratos podem passar a ser de 2 a 5 anos de reclusão, e chegar a até 6 anos em casos mais graves, que envolvam tortura, abuso sexual, morte do animal ou quando houver transmissão das agressões em redes sociais. 
O substitutivo também tipifica novas condutas, como a negligência nos cuidados básicos com animais, e estabelece sanções adicionais, incluindo a proibição de guarda, posse ou propriedade de animais por condenados, além da restrição ao exercício de atividades profissionais que envolvam contato com animais. 
Medidas socioeducativas
O texto de Leila altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para incluir, entre os deveres dos pais e responsáveis, a formação ética da criança e do adolescente voltada ao respeito à vida e ao cuidado com os animais. As mudanças aumentam a responsabilidade para o adolescente e para os responsáveis prevendo serviços comunitários de caráter educativo e restaurativo em entidades de proteção animal, abrigos ou programas de bem-estar animal e multas proporcionais à condição econômica dos responsáveis. 
De acordo com a senadora, as mudanças são uma resposta a casos recentes de grande repercussão nacional envolvendo crueldade contra animais, o que evidenciou a necessidade de maior rigor penal e de mecanismos preventivos mais eficazes. 
Outros projetos
A CMA também pode votar a criação de outras políticas públicas nacionais:

Recuperação da vegetação da Caatinga (PL 1.990/2024)
Desenvolvimento sustentável da pesca (PL 4.789/2024)
Governança climática (PL 2.761/2025)
Revitalização e diversificação dos seringais amazônicos (PL 4.786/2024)


Fonte: Senado Federal

Congresso promulga na terça ‘PEC da Essencialidade’ dos tribunais de contas

O Congresso Nacional realiza sessão na terça-feira (5), a partir das 15h, para promulgar a Emenda Constitucional 139, que reconhece os tribunais de contas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios como órgãos permanentes e essenciais ao controle externo da administração pública.
Conhecida como PEC da Essencialidade, a proposta teve origem na PEC 2/2017, apresentada pelo ex-presidente do Senado Eunício Oliveira. O texto original vedava a extinção desses órgãos, em razão de sua relevância para a fiscalização do uso dos recursos públicos.
Aprovada pelo Senado em dezembro de 2022, a proposta passou a vedar também a criação ou instalação de novos tribunais de contas, com o objetivo de evitar aumento de despesas públicas. Atualmente, o país conta com 32 tribunais de contas estaduais e municipais, além do Tribunal de Contas da União (TCU).
A proposta de emenda à Constituição foi aprovada pela Câmara dos Deputados em novembro de 2025, na forma da PEC 39/2022.


Fonte: Senado Federal

Paim destaca Dia do Trabalhador e defende redução da jornada de trabalho

Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (4), o senador Paulo Paim (PT-RS) destacou a sessão especial promovida pelo Senado em homenagem ao Dia do Trabalhador. Ao defender a redução da jornada de trabalho no país, ele destacou que o fim da chamada escala 6×1 e a adoção de uma jornada de 40 horas semanais sem redução salarial foram os principais temas debatidos na sessão — que reuniu representantes de centrais sindicais, entidades de trabalhadores e autoridades públicas.
— Temos de juntar forças para melhorar a vida dos trabalhadores e trabalhadoras do nosso país. O mais importante não é a autoria [da proposta]; é a sua aprovação; é fazer justiça. Dar fim à escala 6×1 é reconhecer o valor de mais de 100 milhões de brasileiros, trabalhadores e trabalhadoras, que sustentam este país com a sua mão de obra. Gente que constrói, que cuida, que produz, que vive — disse.
O senador também relembrou sua trajetória política em defesa dos trabalhadores e mencionou a homenagem que recebeu de entidades sindicais, que ressaltaram sua atuação desde a Assembleia Constituinte de 1988. Ele citou suas iniciativas relacionadas à valorização do salário mínimo, à defesa dos direitos previdenciários e à criação de legislações voltadas à inclusão social (como o Estatuto do Idoso, da Pessoa com Deficiência e da Igualdade Racial).
— Hoje, ao viver este que é o meu último 1º de Maio [no Senado], não falo em despedida. Falo que saio do Congresso, mas não sairei do bom debate para melhorar a qualidade de vida do nosso povo, porque a luta não termina com o mandato, como a luta não começa com o mandato. A luta é maior que qualquer mandato, quando se tem o compromisso de fazer o bem sem olhar a quem — afirmou.


Fonte: Senado Federal