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Vinhos verdes: o frescor português que conquistou o paladar brasileiro

Os vinhos verdes portugueses carregam um dos nomes mais curiosos e, ao mesmo tempo, mais mal compreendidos do universo do vinho. Ao contrário do que muitos imaginam, “verde” não se refere à cor da bebida, mas à juventude e ao frescor do vinho. Trata-se de um estilo tradicional produzido no noroeste de Portugal, em uma região historicamente úmida, montanhosa e profundamente influenciada pelo Oceano Atlântico. O resultado são vinhos leves, vibrantes, aromáticos e dotados de uma acidez refrescante que os tornou populares em diversas partes do mundo — inclusive no Brasil.
A Região Demarcada dos Vinhos Verdes foi oficialmente criada em 1908, embora a produção vitivinícola local seja muito mais antiga, remontando ao período romano e consolidando-se durante a Idade Média. Situada entre os rios Douro e Minho, no extremo norte português, a região abrange dezenas de municípios e possui clima fortemente atlântico, marcado por chuvas abundantes, temperaturas moderadas e elevada umidade. Essas características naturais moldaram um estilo de vinho singular, pensado historicamente para o consumo jovem e cotidiano.
Durante séculos, os vinhedos da região eram conduzidos em sistemas bastante peculiares. Em muitas propriedades, as videiras cresciam elevadas em árvores, pérgolas ou ramadas, permitindo que o solo abaixo fosse utilizado para outras culturas agrícolas. Era uma viticultura de subsistência, típica do minifúndio português. Com o passar do tempo e a modernização técnica, o cultivo passou a privilegiar espaldeiras mais baixas e controladas, melhorando a maturação das uvas e a qualidade final dos vinhos.
Entre as castas brancas mais emblemáticas dos vinhos verdes destacam-se a Alvarinho e a Loureiro — esta última frequentemente grafada erroneamente como “Loreiro” no Brasil. A Alvarinho, cultivada sobretudo na sub-região de Monção e Melgaço, produz vinhos mais estruturados, complexos e aromáticos. São comuns notas de frutas cítricas, pêssego, damasco e flores brancas, acompanhadas por excelente mineralidade e capacidade de envelhecimento relativamente superior à média dos vinhos verdes. Já a Loureiro costuma gerar vinhos extremamente aromáticos, delicados e florais, com lembranças de lima, ervas frescas e flores de laranjeira. É uma uva que privilegia elegância e frescor.
Além delas, outras castas tradicionais participam dos cortes típicos da região, como Trajadura, Arinto, Avesso e Azal. Em muitos casos, o vinho verde é resultado do assemblage dessas variedades, buscando equilíbrio entre aroma, acidez, corpo e intensidade gustativa.
O método de vinificação dos vinhos verdes também contribui decisivamente para sua personalidade. As uvas são colhidas relativamente cedo, preservando altos níveis de acidez natural. Após prensagem suave, a fermentação ocorre em temperaturas controladas, normalmente em tanques de inox, preservando aromas primários e frescor. Em alguns casos, sobretudo nos estilos mais modernos e premium, produtores utilizam contato com borras finas ou pequenas passagens por madeira para agregar complexidade. A leve sensação de gás encontrada em muitos vinhos verdes tradicionais também é característica do estilo, aumentando a percepção de vivacidade na boca.
Embora frequentemente associados ao verão e ao consumo descontraído, os vinhos verdes possuem enorme versatilidade gastronômica. Naturalmente, harmonizam de forma brilhante com peixes, frutos do mar, saladas, culinária japonesa e pratos de perfil mais delicado. Porém, sua afinidade com a cozinha brasileira merece atenção especial.
Os vinhos verdes brancos funcionam muito bem com moquecas mais leves, especialmente as de peixe branco, além de pratos à base de camarão e preparações fritas típicas do litoral brasileiro. A acidez elevada ajuda a equilibrar gordura, sal e untuosidade, limpando o paladar entre uma garfada e outra.
Curiosamente, eles também dialogam muito bem com a chamada culinária caipira do Sudeste brasileiro. Em São Paulo, pratos como frango com quiabo, bolinho caipira do Vale do Paraíba e até mesmo um tradicional virado à paulista podem ganhar frescor quando acompanhados por um vinho verde de perfil mais cítrico. Em Minas Gerais, exemplares elaborados com Loureiro harmonizam com surpreendente eficiência ao lado de queijo minas curado, torresmo, pastel de angu e trutas da Serra da Mantiqueira. Já no Rio Grande do Sul, vinhos verdes mais estruturados, especialmente os de Alvarinho, encontram ótima parceria em peixes de água doce, galeto al primo canto e até mesmo em tábuas de embutidos menos defumados.
Nos últimos anos, o mercado brasileiro também começou a produzir vinhos inspirados no estilo português. Embora o termo “vinho verde” seja uma denominação de origem protegida exclusivamente de Portugal, algumas vinícolas brasileiras vêm elaborando brancos jovens, leves, aromáticos e de alta acidez, claramente influenciados pela escola lusitana. Na Serra Gaúcha e nos Campos de Cima da Serra, produtores como a Miolo, Casa Valduga e Salton investem em estilos mais frescos e gastronômicos. Já em regiões de altitude de Santa Catarina e da Serra da Mantiqueira mineira, alguns produtores experimentam castas portuguesas e técnicas voltadas para maior vivacidade e expressão aromática.
O crescimento do consumo de vinhos brancos no Brasil também favorece os vinhos verdes portugueses. Durante décadas, o mercado brasileiro foi fortemente dominado pelos tintos, especialmente em razão da influência cultural italiana e argentina. Entretanto, as mudanças climáticas, a tropicalização dos hábitos alimentares e a ascensão de uma gastronomia mais leve abriram espaço para vinhos refrescantes, menos alcoólicos e mais fáceis de beber.
Nesse cenário, os vinhos verdes parecem ocupar posição privilegiada. São acessíveis, gastronômicos, modernos e extremamente adaptáveis ao clima brasileiro. Mais do que uma tendência passageira, consolidam-se como porta de entrada para novos consumidores e como alternativa sofisticada para apreciadores experientes que buscam frescor, autenticidade e identidade regional. Portugal, com sua tradição milenar e enorme diversidade vitivinícola, talvez jamais tenha imaginado que um vinho chamado “verde” encontraria terreno tão fértil justamente em um país tropical como o Brasil. Salut!


Fonte: Jovem Pan

Legado Brasileiro na IndyCar: A Trajetória dos Campeões e Ídolos do Automobilismo

A relação do Brasil com o automobilismo norte-americano é marcada por décadas de protagonismo, vitórias consagradoras e uma legião de fãs fiéis. Embora a Fórmula 1 tenha sido o primeiro grande palco internacional para os brasileiros, foi nos Estados Unidos que diversos pilotos encontraram um terreno fértil para demonstrar versatilidade e coragem. Ao se aprofundar na história da categoria, relembre a trajetória de Emerson Fittipaldi, Tony Kanaan e Gil de Ferran na IndyCar, nomes que não apenas venceram corridas, mas conquistaram campeonatos e solidificaram a bandeira verde e amarela no topo do pódio.
História e pioneirismo nas pistas americanas
A presença brasileira na IndyCar (em suas diversas nomenclaturas e fases, como CART e IRL) transformou-se em uma verdadeira “invasão” a partir da década de 1980. Antes disso, participações eram esporádicas, mas a chegada de um bicampeão mundial de Fórmula 1 mudou o cenário e a percepção da categoria sobre o talento sul-americano.
O desbravador Emerson Fittipaldi
Emerson Fittipaldi foi o catalisador dessa história. Após encerrar sua carreira na F1, ele migrou para a CART em 1984. Sua adaptação aos ovais e aos carros mais pesados e potentes foi notável. Em 1989, correndo pela Patrick Racing, Emerson conquistou o primeiro título de um brasileiro na categoria, além de vencer as 500 Milhas de Indianápolis no mesmo ano. Sua pilotagem técnica e cerebral abriu as portas para as gerações seguintes.
A era de ouro com Gil de Ferran
Na virada do milênio, a categoria vivia seu auge técnico e político. Gil de Ferran, conhecido por sua precisão cirúrgica e conhecimento técnico apurado, dominou a CART no início dos anos 2000. Correndo pela lendária Penske, Gil conquistou o bicampeonato consecutivo em 2000 e 2001. Ele representava o perfil do piloto moderno: rápido em classificação, consistente em ritmo de corrida e com uma capacidade ímpar de acerto do carro.
A consistência de Tony Kanaan e a conquista da IRL
Com a divisão da categoria entre CART (Champ Car) e IRL (Indy Racing League), os brasileiros continuaram a brilhar em ambas as frentes. Tony Kanaan, competindo na IRL pela Andretti Green Racing, protagonizou uma das temporadas mais impressionantes da história em 2004. Kanaan completou todas as voltas de todas as corridas daquela temporada, um feito de regularidade inigualável que lhe garantiu o título da categoria com sobras.
Cristiano da Matta e outros protagonistas
É fundamental mencionar também Cristiano da Matta, que dominou a temporada de 2002 da CART pela equipe Newman/Haas, garantindo mais um título para o Brasil. Embora Helio Castroneves seja um dos maiores ídolos da história, com quatro vitórias na Indy 500, ele estatisticamente nunca venceu o campeonato de temporada, terminando diversas vezes como vice-campeão.
Dinâmica da competição e eras da Indy
Para compreender a dimensão dessas conquistas, é necessário entender o funcionamento da IndyCar e as diferentes fases que os pilotos enfrentaram. Diferente de outras categorias de monopostos, a Indy exige do piloto uma versatilidade extrema.

Tipos de Pista: O calendário mescla ovais curtos (short ovals), superovais de alta velocidade (superspeedways), circuitos mistos permanentes e circuitos de rua. O campeão precisa ser competente em todos os terrenos.
O Grande Cisma (The Split): Entre 1996 e 2008, a categoria principal se dividiu em duas: a CART (focada em tecnologia, pistas mistas e ovais, onde Gil de Ferran brilhou) e a IRL (focada inicialmente apenas em ovais e custos menores, onde Tony Kanaan foi campeão). Ambas são reconhecidas historicamente como o topo do automobilismo americano da época.
Sistema de Pontuação: Historicamente, a Indy premia não apenas a vitória, mas a consistência. Pontos extras por pole position e por liderar o maior número de voltas são comuns, o que explica como pilotos como Kanaan venceram campeonatos baseados em regularidade extrema.
Equipamento: Na era da CART, havia uma “guerra” de chassis (Lola, Reynard) e motores (Honda, Toyota, Ford, Mercedes), exigindo desenvolvimento constante. Na era atual e em grande parte da IRL, o chassi passou a ser único (Dallara), colocando mais ênfase no acerto mecânico da equipe e no braço do piloto.

Estatísticas, títulos e recordes
O legado numérico dos campeões brasileiros reflete sua dominância em diferentes períodos da categoria.
Emerson Fittipaldi

Títulos: 1 (1989 – CART).
Vitórias na Indy 500: 2 (1989 e 1993).
Total de Vitórias: 22.
Destaque: Primeiro estrangeiro a vencer o campeonato da CART e a se tornar uma celebridade transversal nos EUA.

Gil de Ferran

Títulos: 2 (2000 e 2001 – CART).
Vitórias na Indy 500: 1 (2003).
Total de Vitórias: 12 (na CART/IndyCar).
Recorde Absoluto: Detentor da volta mais rápida da história em circuito fechado (classificação em Fontana, 2000), com média de 241.428 mph (388.54 km/h).

Tony Kanaan

Títulos: 1 (2004 – IRL/IndyCar Series).
Vitórias na Indy 500: 1 (2013).
Total de Vitórias: 17.
Destaque: Recordista de largadas consecutivas na história da categoria (318 corridas).

Cristiano da Matta

Títulos: 1 (2002 – CART).
Total de Vitórias: 12.
Destaque: Dominou a temporada de 2002 com 7 vitórias, igualando o recorde de vitórias consecutivas (4) na época.

Curiosidades e fatos marcantes
A trajetória desses pilotos é repleta de momentos que transcendem as estatísticas e entraram para o folclore do esporte.

O Suco de Laranja: Em 1993, ao vencer sua segunda Indy 500, Emerson Fittipaldi quebrou uma tradição sagrada de décadas. Em vez de beber o leite da vitória, ele bebeu suco de laranja (sendo ele um grande produtor da fruta). O ato gerou vaias, mas demonstrou a personalidade forte do piloto.
A Volta Imbatível: O recorde de velocidade de Gil de Ferran em Fontana (2000) permanece inalcançável até hoje devido às mudanças nas regras e na potência dos motores, tornando-o o “homem mais rápido do mundo” em circuitos fechados.
A “Maldição” e o Amuleto: Tony Kanaan liderou a Indy 500 nove vezes antes de finalmente vencer em 2013. Ele é famoso por sua superstição e carisma, sendo um dos pilotos mais populares entre o público americano, muitas vezes eleito o “Piloto Mais Popular” da temporada.
A Invasão Brasileira: Em determinadas temporadas dos anos 2000, o grid da Indy chegou a ter mais de cinco pilotos brasileiros competindo simultaneamente em alto nível, criando uma base de fãs que rivalizava com a da F1 no Brasil.

A contribuição brasileira para a IndyCar vai muito além dos troféus erguidos. Pilotos como Fittipaldi, de Ferran, Kanaan e da Matta elevaram o nível técnico da competição e ajudaram a globalizar a categoria. Eles estabeleceram um padrão de excelência que serve de referência para novos talentos, consolidando o Brasil como uma das maiores potências na história das corridas de monopostos nos Estados Unidos. O respeito adquirido por esses campeões garante que, independentemente da época, um piloto brasileiro no grid da Indy seja sempre visto como um candidato à vitória.


Fonte: Jovem Pan

Aeroscreen vs. Halo: diferenças técnicas e impacto na segurança do automobilismo

A segurança nos monopostos de elite sofreu uma revolução na última década com a introdução de dispositivos de proteção para a cabeça dos pilotos. Embora ambos os sistemas visem mitigar o risco de impactos fatais, o Aeroscreen utilizado na IndyCar e o Halo adotado pela Fórmula 1 (e outras categorias da FIA) possuem filosofias de design distintas. Essa divergência ocorre principalmente devido às necessidades específicas de cada campeonato, como a prevalência de circuitos ovais nos Estados Unidos versus os circuitos mistos na Europa, influenciando diretamente a engenharia por trás de cada estrutura.
História e origem
A discussão sobre a proteção do cockpit intensificou-se após uma série de acidentes trágicos e quase fatais entre 2009 e 2015. O acidente de Henry Surtees na Fórmula 2 (2009) e o de Felipe Massa na Fórmula 1 (2009) alertaram para o perigo de detritos atingindo o capacete. No entanto, foram as mortes de Dan Wheldon (IndyCar, 2011), Jules Bianchi (F1, 2014) e Justin Wilson (IndyCar, 2015) que aceleraram a implementação mandatória de soluções.

Desenvolvimento do Halo: A FIA testou diversos conceitos entre 2016 e 2017, incluindo o “Aeroscreen” original (testado pela Red Bull) e o “Shield” (testado pela Ferrari). O Halo foi escolhido por oferecer a melhor relação entre proteção contra grandes objetos e visibilidade, tornando-se obrigatório na F1 a partir de 2018.
Desenvolvimento do Aeroscreen: A IndyCar, correndo em ovais de altíssima velocidade, identificou que o Halo sozinho não protegeria contra pequenos detritos (como a peça que vitimou Justin Wilson). Em parceria com a Red Bull Advanced Technologies, desenvolveu o Aeroscreen, que combina a estrutura do Halo com uma tela balística. O dispositivo estreou oficialmente na temporada de 2020.

Regras e funcionamento
Para entender qual a diferença entre o aeroscreen da indy e o halo da fórmula 1 na segurança, é necessário analisar a construção e o propósito balístico de cada um. Ambos são fixados ao chassi monocoque e feitos de titânio aeroespacial, mas suas aplicações diferem.
O sistema Halo (Fórmula 1)
O Halo é uma barra curva de titânio em formato de “Y” ou “T”, posicionada acima da cabeça do piloto e ancorada em três pontos do chassi.

Função primária: Desviar grandes objetos, como rodas soltas, barreiras de proteção ou outro carro inteiro que possa aterrissar sobre o cockpit.
Resistência: Suporta cargas de até 125 kilonewtons (aproximadamente 12 toneladas), o equivalente ao peso de dois elefantes africanos ou um ônibus de dois andares.
Visibilidade: A coluna central pode obstruir minimamente a visão frontal, mas os cérebros dos pilotos tendem a ignorar o obstáculo devido à visão binocular.

O sistema Aeroscreen (IndyCar)
O Aeroscreen utiliza uma estrutura de titânio similar ao Halo, mas adiciona uma tela de policarbonato laminado da PPG e um sistema de aquecimento antiembaçante.

Função primária: Além de desviar grandes objetos (função do Halo interno), a tela bloqueia detritos menores, como porcas, molas e pedaços de fibra de carbono, cruciais em ovais onde detritos são lançados a mais de 350 km/h.
Resistência: A tela de policarbonato é balística, capaz de suportar o impacto de um objeto de 1 kg a 350 km/h sem perfurar. A estrutura de titânio suporta cargas similares ou superiores às do Halo da F1 (cerca de 150 kilonewtons).
Diferença crucial: O Aeroscreen oferece proteção integral frontal, enquanto o Halo deixa aberturas por onde pequenos detritos podem passar. No entanto, o Aeroscreen apresenta desafios maiores de refrigeração do cockpit e extração do piloto.

Registros de eficiência e casos notáveis
A eficácia de ambos os sistemas foi comprovada na prática através de incidentes que, no passado, poderiam ter resultado em fatalidades. Abaixo estão os “recordes” de eficiência de cada dispositivo em situações reais de corrida.
Intervenções críticas do Halo:

Charles Leclerc (GP da Bélgica 2018): O carro de Fernando Alonso foi lançado sobre a Sauber de Leclerc. As marcas de pneu no Halo provaram que o dispositivo protegeu a cabeça do monegasco.
Romain Grosjean (GP do Bahrein 2020): No acidente mais dramático da era moderna, o Halo perfurou o guard-rail metálico, preservando o espaço da cabeça de Grosjean enquanto o carro se incendiava. Sem o Halo, a barreira teria decapitado o piloto.
Lewis Hamilton (GP da Itália 2021): O carro de Max Verstappen aterrissou sobre a Mercedes de Hamilton, com a roda traseira tocando o capacete de Lewis, mas sendo sustentada majoritariamente pelo Halo.
Guanyu Zhou (GP da Grã-Bretanha 2022): O carro da Alfa Romeo capotou e deslizou de cabeça para baixo por centenas de metros. O “roll hoop” (santo antônio) colapsou, e foi o Halo que manteve a separação entre o capacete do piloto e o asfalto.

Intervenções críticas do Aeroscreen:

Rinus VeeKay e Colton Herta (Iowa 2020): Em um acidente no oval, o carro de Herta foi catapultado sobre o de VeeKay. O Aeroscreen desviou o impacto direto das rodas e da suspensão.
Ryan Hunter-Reay (Barber 2021): Uma roda solta atingiu o Aeroscreen de Hunter-Reay em alta velocidade. A tela sofreu danos, mas o piloto saiu ileso.
Callum Ilott (Texas 2022): Um braço de suspensão (wishbone) solto de outro carro atingiu o Aeroscreen de Ilott. Este é o exemplo clássico da diferença entre os sistemas: tal objeto poderia ter passado pelas aberturas do Halo, mas foi barrado pela tela da IndyCar.

Curiosidades

Origem compartilhada: Embora a F1 use o Halo e a IndyCar o Aeroscreen, a tecnologia do Aeroscreen foi finalizada pela Red Bull Advanced Technologies, braço de engenharia da equipe de Fórmula 1 Red Bull Racing.
Peso e performance: O Aeroscreen é significativamente mais pesado que o Halo (aproximadamente 27 kg contra 9 kg do Halo padrão mais acessórios). Isso obrigou as equipes da IndyCar a reequilibrar todo o acerto dos carros e modificou o desgaste dos pneus dianteiros.
Tear-offs: Assim como nas viseiras dos capacetes, o Aeroscreen possui camadas de filmes plásticos (tear-offs) que podem ser removidas durante os pit stops para limpar sujeira, óleo e insetos que bloqueiam a visão do piloto.
Refrigeração: Como o Aeroscreen bloqueia o fluxo de ar direto no piloto, a IndyCar precisou instalar dutos de ar e mangueiras conectadas ao capacete para evitar o superaquecimento dos atletas dentro do cockpit.

A introdução e consolidação desses dispositivos marcaram uma mudança de paradigma irreversível no esporte a motor. O debate estético inicial foi rapidamente silenciado pelas evidências irrefutáveis de vidas salvas. Enquanto a Fórmula 1 prioriza uma solução mais leve e de fácil extração adequada aos seus circuitos, a IndyCar demonstrou que a proteção total é indispensável para a dinâmica brutal dos ovais, estabelecendo um novo padrão de segurança balística para o automobilismo mundial.


Fonte: Jovem Pan

História e detalhes do Troféu Borg-Warner: O prêmio com o rosto dos vencedores da Indy 500

O Troféu Borg-Warner é amplamente considerado uma das honrarias mais cobiçadas e singulares do esporte mundial. Diferente de taças convencionais que são levadas para casa pelo campeão, este monumento de prata esterlina permanece como propriedade do Indianapolis Motor Speedway Hall of Fame Museum. A sua característica mais distintiva — e o motivo de sua fama global — é a presença de uma escultura em baixo-relevo do rosto de cada piloto que venceu as 500 Milhas de Indianápolis desde o início da prova. Mais do que um prêmio, o troféu serve como um registro histórico tridimensional, imortalizando a fisionomia dos atletas que triunfaram no “Maior Espetáculo das Corridas”.
Origem e legado histórico
A concepção do troféu remonta a 1935, quando a Borg-Warner Automotive Company (hoje BorgWarner Inc.) encomendou a peça para celebrar os vencedores da corrida que já se estabelecia como o auge do automobilismo norte-americano. O design foi executado por Robert J. Hill e a construção ficou a cargo da joalheria Spaulding-Gorham, de Chicago.
A estreia oficial do troféu ocorreu em 1936. Louis Meyer, o vencedor daquela edição, foi o primeiro a receber a honraria cerimonial. No entanto, a organização decidiu ser retroativa, incorporando os rostos de todos os vencedores anteriores, desde a corrida inaugural de 1911 (Ray Harroun).
O troféu foi concebido no estilo Art Déco, refletindo a estética predominante da década de 1930. Originalmente custando cerca de US$ 10.000, o valor atual do monumento é inestimável, embora a avaliação do seguro ultrapasse a marca de US$ 3,5 milhões, considerando apenas o material e a mão de obra artística, sem contabilizar seu valor histórico intrínseco.
Processo de escultura e especificações técnicas
A singularidade do Borg-Warner reside no rigoroso processo artístico necessário para adicionar um novo rosto a cada ano. Não se trata de uma simples gravação a laser ou moldagem genérica; é um trabalho de escultura clássica.

O escultor: Desde 1990, o escultor americano William Behrends é o responsável por criar as imagens dos vencedores. Ele viaja para Indianápolis na manhã seguinte à corrida para os primeiros estudos.
O processo criativo:
O piloto vencedor posa para uma sessão de fotos e medições detalhadas.
Behrends cria um modelo em argila em tamanho real (lifesize clay study) para capturar a expressão e personalidade.
Após a aprovação do piloto, uma versão em tamanho reduzido (escala do troféu) é feita em argila.
Um molde é criado e a imagem é fundida em bronze, e posteriormente recebe o banho de prata esterlina antes de ser afixada ao troféu.
Dimensões físicas: O troféu original mede aproximadamente 162,5 centímetros de altura e pesa cerca de 50 quilos (110 libras).
O “Baby Borg”: Como os vencedores não podem ficar com o troféu principal, a BorgWarner instituiu, a partir de 1988, a entrega do “Baby Borg”. Trata-se de uma réplica em miniatura (cerca de 45 cm), montada sobre uma base de madeira, que também inclui o rosto esculpido do piloto em prata.

Registro de vencedores e estatísticas
O corpo principal do troféu e sua base contêm os rostos de todos os vencedores, além de inscrições com o nome do piloto, o ano da vitória e a velocidade média da prova.
A estrutura física do troféu teve que ser alterada ao longo das décadas para acomodar novos campeões:

Corpo principal: Contém os vencedores das primeiras décadas.
Primeira base: Adicionada em 1986 para fornecer espaço adicional.
Segunda base: Incorporada em 2004, garantindo espaço para vencedores até o ano de 2033.

Os maiores vencedores da história da Indy 500 possuem quatro imagens distintas esculpidas no troféu, refletindo o envelhecimento e as mudanças fisionômicas ao longo de suas carreiras:

A.J. Foyt
Al Unser
Rick Mears
Hélio Castroneves

Curiosidades sobre o troféu e suas anomalias
Existem diversas curiosidades sobre o troféu da Indy 500 que leva o rosto esculpido de cada vencedor, incluindo erros históricos e exceções à regra de prata esterlina.

O rosto de ouro: Entre todas as faces prateadas, existe uma única face feita de ouro 24 quilates. Ela pertence a Tony Hulman, o proprietário do autódromo que salvou a pista após a Segunda Guerra Mundial. Sua imagem foi adicionada em 1988 para honrar seu legado, sendo o único não-piloto presente no troféu.
Os óculos de Tom Sneva: O vencedor de 1983, Tom Sneva, é o único piloto retratado usando óculos no troféu. Embora outros pilotos usassem óculos, eles optaram por retirá-los para a escultura, mas Sneva manteve o acessório como sua marca registrada.
O erro ortográfico: O rosto do vencedor de 1950, Johnnie Parsons, foi imortalizado com um erro em seu nome, gravado como “Johnny” (com “h”). O erro permanece no troféu até hoje, preservando a integridade histórica da peça original.
Dois pilotos, um ano: Em 1924 e 1941, dois pilotos compartilharam a vitória (pilotos de alívio ou co-pilotos que assumiram o carro). Nesses casos, ambos os rostos foram esculpidos para o mesmo ano. L.L. Corum e Joe Boyer (1924) e Floyd Davis e Mauri Rose (1941) dividem a honra.
Sem rosto em 1942-1945: Não há rostos referentes a este período, pois a corrida foi suspensa devido à participação dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

O Troféu Borg-Warner transcende a definição de prêmio esportivo para se tornar um arquivo vivo da história do automobilismo. A cada novo mês de maio, a adição de uma nova face em prata reafirma a imortalidade do vencedor, garantindo que sua imagem permaneça preservada ao lado das maiores lendas da velocidade, independentemente da passagem do tempo.


Fonte: Jovem Pan

Com um a mais, Palmeiras domina Flamengo e abre vantagem na ponta do Brasileirão

O Palmeiras fez bom proveito de expulsão do rubro-negro Carrascal, aos 20 minutos do primeiro tempo, e saiu do Maracanã com vitória por 3 a 0 no reencontro com o Flamengo, seis meses depois de perder o título da Libertadores para o rival do Rio. Alan, Flaco López e Paulinho, este último responsável por breve confusão após comemorar com um gesto pedindo silêncio, marcaram os gols do importante resultado da 17ª rodada do Brasileirão.
Além de isolar os palmeirenses na liderança, o triunfo aplaca a pressão colocada sobre o técnico Abel Ferreira após a derrota em casa para o Cerro Porteño, sofrida na quarta-feira. Com 38 pontos, o clube paulistano abriu sete pontos de diferença em relação à agremiação carioca, com 31, que tem uma partida a menos porque ainda não jogou a quarta rodada, na qual enfrentaria o Mirassol.
Menos pressionado, o time de Abel tenta carimbar a classificação para as oitavas de final da Libertadores à 19 horas de quinta-feira, quando enfrenta o Junior Barranquilla, antes de fazer seu último jogo antes da Copa do Mundo, contra a Chapecoense, dia 31 de maio. O Flamengo, já classificado à próxima fase do torneio continental, desafia o Cusco, na terça-feira, e depois o Coritiba, no dia 30.
A rivalidade que se construiu entre os dois times ao longo dos últimos anos foi materializada por um mosaico que evocava o título da Libertadores conquistado pelo Flamengo sobre o Palmeiras no ano passado. “Primeiro tetra” dizia a mensagem em letras garrafais nas arquibancadas do Maracanã. Também foi exibida uma bandeira com ilustração do gol marcado por Danilo na vitória por 1 a 0 sobre os palmeirenses na final continental.
Quente o clima fora e também dentro de campo. Os minutos iniciais foram jogados pelos flamenguistas da forma que a torcida desejava. Essa sintonia era representada em campo por Samuel Lino, o responsável por ditar o ritmo do jogo, muito dinâmico jogando por dentro e auxiliado por Paquetá, a quem deixou na cara do gol em lance que terminou em defesa de Carlos Miguel. Antes, o goleiro alviverde já havia defendido um chute forte de fora da área, disparado pelo próprio Lino.
Era intensa a atuação flamenguista, até que Carrascal passou do ponto e ergueu o pé exageradamente para disputar bola com Murilo, excesso que lhe custou um cartão vermelho. Com mais posse a partir do momento em que passou a ter vantagem numérica de jogadores em campo, o Palmeiras encontrou espaços aos poucos e abriu o placar com gol de Flaco López, aos 39 minutos, depois de bela enfiada de Marlon Freitas e assistência de Allan, em um toque sutil para trás com o lado de fora do pé.
No segundo tempo, o Flamengo se propôs a ser ofensivo mesmo com um a menos, intenção evidenciada pela escolha de Leonardo Jardim em sacar o volante Evertton Araújo para colocar Bruno Henrique e preencher o espaço ofensivo deixado pela expulsão de Carrascal. Assim, os donos da casa lançaram-se ao ataque e chegaram a colocar Carlos Miguel para trabalhar.
Sabiam, contudo, do risco que corriam frente a um time que tem a transição rápida como uma de suas principais características. Em contragolpe construído a partir da troca de passes, Allan foi acionado na intermediária e avançou com espaço por dentro, até soltar a bola para Arias, receber de volta – após chute mascado do equatoriano – e finalizar de ombro para vencer Rossi.
Sem correr grandes riscos durante a maior parte da etapa final, o Palmeiras ainda marcou o terceiro gol, já nos acréscimos, quando Paulinho recebeu de Jefté na área e chutou de esquerda para fechar o placar. A comemoração do atacante, ex-atleta do Vasco, fazendo um gesto pedindo silêncio, irritou os jogadores do Flamengo, o que gerou uma breve confusão antes do apito final


Fonte: Jovem Pan

Morre suspeito de atentado a tiros próximo à Casa Branca

Morreu neste sábado (23) o suspeito de atetanto a tiros próximo à Casa Branca. A informação foi confirmada pelo Serviço Secreto. Os disparos, que aconteceram na 17th Street  e Avenida Pensilvânia, tinham deixados dois feridos, conforme apurado pela Jovem Pan. Os dois estavam em estado grave no hospital. Um era o suspeito que morreu e o outro uma pessoa que passava pelo local no momento dos tiros.
Em nota, o Serviço Secreto declarou: “Pouco depois das 18h de sábado, um indivíduo na área da Rua 17 com a venida Pensilvânia sacou uma arma de sua bolsa e começou a atirar”. Segundo a Fox News, ao menos 30 tiros foram ouvidos. O Serviço Secreto disse que revidou aos tiros e atingiu o suspeito “que foi transportado para um hospital da região, onde foi declarado morto”. Conforme apurado pela Jovem Pan, um transeunte também foi ferido e levado em estado grave para o hospital. Ainda não há informação sobre a outra vítima.
O incidente permanece sob investigação e informações adicionais vão ser divulgadas assim que estiverem disponíveis, informou o Serviço Secreto.

Trump estava no local 
A Casa Branca foi isolada neste sábado após tiros serem ouvidos ao redor da residência presidencial dos Estados Unidos. Entretando, por volta das 18h45 (horário do leste dos EUA) o bloqueio foi suspenso. Segundo a Fox News, ao menos 30 tiros foram ouvidos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estava dentro da Casa Branca na hora do ocorrido. 
Minutos antes do ocorrido, o republicano, que passa bem, negociava um acordo com o Irã. Em uma publicação feita no Truth Social, poucos minutos antes do incidente, o mandatário havia informado que um “acordo foi amplamente negociado, aguardando finalização, entre os Estados Unidos da América, a República Islâmica do Irã e os diversos outros países”, escreveu Trump, acrescentando que conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e a conversa também foi muito produtiva.
Tiros em evento com Trump
O episódio acontece menos de uma mês depois que um evento com o presidente dos Estados Unidos foi alvo de tiros em um hotel em Washington. Na ocasião, o Cole Tomas Allen, de 31 anos, autor dos tiros, foi detido e indiciado por tentativa de de assassinato de Trump. Era a primeira vez que Trump participava do encontro como presidente dos EUA.
Com os estrondos foram ouvidos e os convidados do jantar de gala da Associação de Correspondentes da Casa Branca correram para se esconder debaixo das mesas.
 


Fonte: Jovem Pan

Brasil propõe pacto contra feminicídio ao Mercosul para combater violência contra as mulheres

O governo brasileiro propôs a criação de um pacto regional para o enfrentamento ao feminicídio durante reunião de ministras e altas autoridades da Mulher do Mercosul realizada em Assunção, no Paraguai. A iniciativa foi apresentada pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes (PT), na sexta-feira (22).
A proposta prevê a articulação entre os países do bloco para desenvolver ações conjuntas de prevenção à violência contra mulheres, ampliar mecanismos de proteção e facilitar o acesso à Justiça.
A ideia é criar uma estratégia integrada, respeitando as legislações de cada país, mas com cooperação entre os governos.
Segundo a ministra, a construção de um acordo regional pode fortalecer a resposta ao problema em toda a América do Sul e ampliar a efetividade de políticas já adotadas nos países membros.
“Há uma possibilidade grande de que nós tenhamos um pacto do Mercosul contra o feminicídio. Isso vai, mais uma vez, nos unificar numa agenda que é prioritária”, declarou a ministra.
Representantes de outros países do Mercosul indicaram apoio à iniciativa, embora o tema ainda deva avançar em discussões técnicas antes de eventual formalização.
O Uruguai sinalizou que dará continuidade ao debate ao assumir a presidência temporária do bloco, enquanto a Argentina informou que ainda analisará o tema internamente.
Agora no g1
Ampliação da proteção
Durante o encontro, o governo brasileiro também apresentou medidas adotadas ao longo da semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltadas à proteção das mulheres, com destaque para ações no ambiente digital.
Entre os pontos ressaltados estão iniciativas para ampliar a responsabilização de plataformas digitais e fortalecer mecanismos de combate à violência online, incluindo ataques, assédio e disseminação de conteúdos prejudiciais a mulheres.
Um decreto assinado por Lula durante evento no Palácio do Planalto em alusão aos 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio trouxe medidas para proteger mulheres e meninas contra a violência na internet.
Os principais pontos são:
as plataformas devem criar um canal específico para denúncias de nudez (seja de imagens verdadeiras ou de imagens falsas, geradas por Inteligência Artificial contra pessoas reais).
Nesses casos, o conteúdo de nudez deve ser removido em até 2 horas após a notificação feita pela vítima ou por seu representante;
o algoritmo deve ser programado para reduzir o alcance de ataques coordenados contra mulheres — como os que costumam atingir mulheres jornalistas atacadas por causa de seu trabalho;
as companhias ficam proibidas de disponibilizar ferramentas de IA que permitam a criação de “nudes” falsos — como as que alteram fotos reais “retirando” a roupa de mulheres;
dentro do canal de denúncia para as mulheres, as empresas devem divulgar a informação de que as vítimas também devem ligar para o 180, o canal de denúncias oficial do governo.
Entrega de banco vermelho na Praça México, bairro Jardim Leopoldina, para alertar sobre violência contra a mulher
Pedro Piegas/PMPA
Lula também sancionou três leis que endurecem as regras para proteção a mulheres vítimas de violência doméstica.
Entre as medidas, estão a criação do Cadastro Nacional de Agressores e o afastamento do agressor do lar.
Outra lei amplia as hipóteses que podem justificar o afastamento imediato do agressor do lar, incluindo casos de violência psicológica, moral e patrimonial.
Entre as situações previstas estão a chamada “vingança pornográfica”, a divulgação de informações falsas e a exposição da vida privada da vítima em ambientes públicos ou profissionais.
A terceira lei altera a Lei de Execução Penal para aumentar a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica, principalmente em casos em que o agressor continua ameaçando ou volta a cometer violência mesmo depois de preso ou condenado.
A proposta autoriza a transferência do agressor para outro presídio, no mesmo ou em outro estado, inclusive para presídios federais, quando houver ameaças ou novas agressões contra a vítima ou familiares após o crime.


Fonte:

g1 > Política

Aprovação de projeto que prevê benefícios a partidos teve discursos de apenas quatro deputados e uniu governo e oposição

A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana um projeto que estabelece uma série de benefícios aos partidos políticos em uma votação que ficou marcada pelo silêncio da maior parte dos parlamentares e um plenário vazio.
Às terças-feiras, os deputados costumam participar presencialmente das sessões de votações, o que não ocorreu na última semana.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegou a presidir parte da sessão, mas deixou a Mesa Diretora antes da votação do projeto.
Câmara aprova projeto que libera disparo em massa de mensagens nas eleições
A proposta foi incluída pelo presidente na pauta na tarde de terça-feira (19), após a reunião de líderes.
Parlamentares disseram ao g1 que uma cópia física do texto circulava há algumas semanas na Casa e foi levada ao colégio de líderes em algumas oportunidades pelo relator, deputado Rodrigo Gambale (Podemos-SP).
Segundo os parlamentares, ele representava na discussão a deputada e presidente nacional do Podemos, Renata Abreu (Podemos-SP), a quem coube a negociação junto aos presidentes dos demais partidos.
Procurada, Abreu não negou que tenha conversado com os presidentes, mas disse que os dispositivos foram tratados na esfera técnica e jurídica (leia mais abaixo).
A versão final em formato digital só foi disponibilizada aos parlamentares horas antes da votação. Conforme os deputados, a veiculação de uma versão física do texto foi uma estratégia para dificultar vazamentos do conteúdo.
Gambale nega. O deputado afirmou que enviou o texto três vezes aos líderes e que a proposta vinha sendo negociada há meses.
“Faz mais de dois meses que coloquei as alterações do texto no grupo [de Whatsapp] dos líderes. Eu publiquei no grupo dos líderes por três vezes, eu publiquei no grupo. Está no meu nome. Todo mundo tem participação nisso”.
Plenário da Câmara dos Deputados
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Após aval dos presidentes partidários, o texto foi colocado em pauta por Motta. Para evitar maior desgaste, os deputados decidiram votar a urgência e o mérito no mesmo dia e a análise do projeto foi realizada de forma simbólica, sem o registro de votos no painel.
Silêncio no plenário
Além do relator, apenas quatro dos 502 deputados que registraram presença na sessão discursaram. Nenhum deles defendeu o texto abertamente, apenas o relator.
Adriana Ventura (Novo-SP), Kim Kataguiri (Missão-SP), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Chico Alencar (PSOL-RJ) criticaram a proposta durante a votação.
Outros parlamentares que não estavam na sessão anexaram votos contrários ao projeto no sistema eletrônico da Câmara, mas não se apresentaram para discutir o projeto.
O que diz o texto
A proposta prevê que os partidos que surgirem de fusões ou incorporações não poderão ter o bloqueio ou repasse de recursos do Fundo Partidário vinculado a prestações de contas anteriores à fusão ou incorporação.
Um dos dispositivos permite que partidos, políticos e candidatos possam registrar um número de telefone celular oficial junto à Justiça Eleitoral para o envio de mensagens aos eleitores sem que as plataformas façam o bloqueio.
O projeto vai na contramão das tentativas da Justiça Eleitoral de reduzir a desinformação.
Segundo a proposta o número oficial deverá ser utilizado exclusivamente para fins de comunicação partidária e eleitoral, e não poderá ser bloqueado pelos provedores de serviços de mensagens eletrônicas e instantâneas, salvo em caso de ordem judicial.
Segundo a proposta aprovada, os processos judiciais sobre as agremiações que compõem a nova legenda também serão suspensos até que novo representante legal do partido resultante seja intimado.
O texto limita a três anos o período para julgamento das contas dos partidos pelos órgãos eleitorais. Se o julgamento não for realizado, o processo de prestação de contas será extinto.
No semestre das eleições, o texto estabelece que não poderá haver sanção de suspensão de repasse do Fundo Partidário, Fundo Eleitoral (FEFC), desconto de valores de condenações anteriores ou suspensão de órgãos partidários.
O texto ainda:
limita a multa por rejeição de contas pela Justiça Eleitoral a R$ 30 mil. Atualmente, esse valor pode chegar a 20% da parcela irregular;
permite que os débitos dos partidos possam ser parcelados em até 180 meses, a critério do partido, independentemente do valor;
blinda o diretório nacional das legendas de arcar com sanções impostas a diretórios estaduais e municipais ao deixar expresso que não existe responsabilidade solidária entre os órgãos partidários;
autoriza os partidos a criarem universidades e cobrarem mensalidades; dispensa a comprovação do desempenho efetivos de tarefas por dirigentes partidários.
O texto aprovado permite ainda que após a sua aprovação a aplicação das novas regras entrem em vigor imediatamente, não se submetendo ao princípio da anualidade da lei eleitoral, que exige que as matérias tenham que ser aprovadas em até um ano antes do pleito para valerem para as eleições seguintes.
Conforme a legislação, a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência.
Outro lado
O advogado que representou os partidos Podemos, PRD, Rede e PP nas discussões, Alexandre Bissoli, nega que a proposta incentive disparos em massa, o que pode aumentar a desinformação em período eleitoral.
Segundo ele, a questão que tentou se resolver com o dispositivo foi a comunicação dos partidos com seus filiados.
“A regra é, o partido deverá cadastrar um telefone na Justiça Eleitoral. Tudo o que for disparado daquele número tem uma pessoa para ser punida por um crime. Parte de um número cadastrado pelo partido. E essas mensagens serão disparadas para números pré-definidos”, afirmou.
Sobre o parcelamento de até 15 anos para pagar os débitos dos partidos, o advogado argumentou que isso foi feito para evitar o calote de partidos mais antigos e que incorporaram legendas e que, por isso, acumulam passivos de milhões de reais.
“Hoje, se você for pagar isso em 60 vezes, 30 vezes, como o TSE quer, não sobra dinheiro para os partidos, seria mais do que o próprio valor do Fundo Partidário que eles recebem. É uma solução para o pagamento”.
Já em relação à multa máxima de R$ 30 mil, Bissoli diz que essa foi uma forma de limitar os tribunais eleitorais que multiplicam, em algumas situações, até cem vezes o valor de devolução após a constatação de irregularidades.
“A multa eleitoral se tornou uma espécie de arrecadação para o próprio ente que aplicou a multa. Então, agora se devolve integralmente o valor e mais uma multa de R$ 30 mil, se não se torna uma coisa impagável”.


Fonte:

g1 > Política

Trump estava na Casa Branca no momento dos disparos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estava dentro da Casa Branca na hora em que disparos foram realizado na proximidades da região. O republicano, que passa bem, negociava um acordo com o Irã. Em uma publicação feita no Truth Social, poucos minutos antes do incidente, o mandatário havia informado que um “acordo foi amplamente negociado, aguardando finalização, entre os Estados Unidos da América, a República Islâmica do Irã e os diversos outros países”, escreveu Trump, acrescentando que conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e a conversa também foi muito produtiva.
A Casa Branca foi isolada neste sábado (23) após tiros serem ouvidos ao redor da residência presidencial dos Estados Unidos. Entretando, por volta das 18h45 (horário do leste dos EUA) o bloqueio foi suspenso. Segundo O Serviço Secreto e o FBI trabalham em conjunto no incidente na 17th Street  e Avenida Pensilvânia. “Por favor evite a área”, diz o comunicado, compartilhado nas redes sociais. Segundo a Fox News, ao menos 30 tiros foram ouvidos.
Conforme apurado pela Jovem Pan, há dois feridos, sendo um o atirador e outro um transeunte. Um oficial informou que o suspeito do tiroteio foi abatido e levado para o hospital.

Tiros em evento com Trump
O episódio acontece menos de uma mês depois que um evento com o presidente dos Estados Unidos foi alvo de tiros em um hotel em Washington. Na ocasião, o Cole Tomas Allen, de 31 anos, autor dos tiros, foi detido e indiciado por tentativa de de assassinato de Trump. Era a primeira vez que Trump participava do encontro como presidente dos EUA.
Com os estrondos foram ouvidos e os convidados do jantar de gala da Associação de Correspondentes da Casa Branca correram para se esconder debaixo das mesas.
 


Fonte: Jovem Pan

Repórter se joga no chão no meio de gravação ao ouvir tiros próximos à Casa Branca

Selina Wang, repórter da ABC News, que cobre o cotidiano político de Washington, estava gravando um vídeo na Casa Branca quando ouviu os tiros perto do local e se jogou no chão para se proteger. Nas redes sociais, ela comentou sobre o momento. “Eu estava no meio de uma gravação de um vídeo no gramado norte da Casa Branca quando ouvid os tiros. Soaram como dezenas de disparos de arma. Nos disseram para corrermos para a sala de imprensa”, disse Wang.
Neste sábado (23), tiros foram ouvidos próximo à Casa Branca e fez com que a região fosse bloqueada, até voltar a ser liberada por volta das 18h45 (horário do leste dos EUA). Ainda não se sabe a origem dos disparos e a intenção dos atiradores, entretanto, conforme apurado pela Jovem Pan, há dois feridos, sendo um o atirador e outro um transeunte. Um oficial informou que o suspeito do tiroteio foi abatido e levado para o hospital.
Outros membros da imprensa que estavam no local também foram orientados a irem para sala de imprensa. O incidente está sendo investigado e ainda não está claro a origem.

Veja o vídeo 

 

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Um post compartilhado por Selina Wang (@selinawangtv)


Fonte: Jovem Pan