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Flávio Bolsonaro, Caiado e Zema criticam decisão de Moraes sobre o PL da Dosimetria

Pré-candidatos à Presidência da República ligados à direita manifestaram-se contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a suspensão da Lei da Dosimetria até que o julgamento do tema seja finalizado pela Corte. O ministro citou duas ações que questionam a constitucionalidade da lei, que devem ser julgadas pelo Plenário da Suprema Corte.
No sábado (9), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) publicaram declarações com críticas direcionadas à decisão e ao ministro.
VALDO: Moraes acerta ao suspender Lei da Dosimetria, mas STF tem de julgar rápido ações sobre constitucionalidade
CAMAROTTI: STF deve manter validade da Lei da Dosimetria mesmo após suspensão determinada por Moraes
Vídeos em alta no g1
Veja o que disseram os presidenciáveis:
Flávio Bolsonaro (PL)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Em seu perfil no X, o pré-candidato do PL chamou a decisão de Moraes de uma “invasão de Poderes e uma afronta à democracia”.
No vídeo publicado, Flávio Bolsonaro diz que “estranhamente o relator do PL da Dosimetria na Câmara (…) parecia que recebia ligações diretamente dele [Alexandre de Moraes] sobre o que poderia ou não poderia estar nesse texto da dosimetria”.
“Foi o próprio Alexandre de Moraes que escreveu o texto que foi aprovado no Congresso Nacional da Dosimetria. Foi o próprio Alexandre de Moraes que interditou o debate no Legislativo, tanto na Câmara, quanto no Senado. Porque nós queríamos anistia ampla, geral e irrestrita. (…) E agora muito estranhamente, ele dá essa canetada(…) Parece mais uma vez um jogo combinado ”
Ronaldo Caiado (PSD)
Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD, durante passagem pela Agrishow em Ribeirão Preto, SP
Érico Andrade/g1
Em nota divulgada nas redes sociais, o pré-candidato do PSD chamou de “deplorável” e “ataque à democracia” a suspensão da Lei da Dosimetria, afirmando que a decisão do ministro do STF “ultrapassa os limites da relação institucional”.
“Esse ativismo judicial só faz aflorar e aprofundar a radicalização na política e favorece a polarização dos extremos, algo que nunca foi um traço da política brasileira. Serve apenas como um biombo para desviar os debates próprios do processo eleitoral, dos problemas reais da população, como segurança pública, educação, saúde e transporte público de qualidade. ”
Caiado também criticou o embate entre Supremo e Congresso como “inaceitável numa democracia que queremos madura”.
STF ganha protagonismo na política e vira tema de campanha eleitoral; veja propostas dos presidenciáveis
Romeu Zema (Novo)
Romeu Zema durante evento com empresários na Associação Comercial do Rio de Janeiro
Rafael Nascimento / g1
Em sua conta no X, Romeu Zema publicou um post na noite de sábado comentando a decisão de Moraes. “Um juiz, que se considera intocável, atropela o Congresso e fere mais uma vez a democracia brasileira”.
Na publicação seguinte, o pré-candidato à Presidência do Partido Novo divulgou um vídeo criticando a imunidade de magistratura e sugerindo que ministros do STF deveriam ser afastados por um impeachment. “Parece que no Brasil a magistratura passou a se considerar imune de erros. São seres humanos e cometem erros como qualquer outra carreira. Então precisamos mudar essa lei da magistratura.”
“O que nós temos assistido nessas últimas semanas no Brasil é algo estarrecedor e fica muito claro que a medida que o tempo avança, esses envolvidos, eles se julgam acima da lei, se julgam intocáveis. E se nós já tivemos dois presidentes da República afastados que sofreram impeachment, na minha opinião já passou da hora (…) do mesmo acontecer com ministros do Supremo Tribunal Federal e isso é pelo bem do Brasil. É pelo bem das instituições”, publicou Zema em seu perfil.


Fonte:

g1 > Política

Áudio: CCJ pode ampliar prazo para denúncia de violência doméstica

A Comissão de Assuntos Econômicos pode tipificar, nesta terça-feira (12), novos crimes no mercado de valores mobiliários (PL 2.091/2023). Já a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisa na quarta-feira (13) o PL 421/2023, que aumenta para um ano o prazo para vítimas de violência doméstica apresentarem queixa ou representação. E a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) examina a inclusão da vacina nonavalente contra o HPV no calendário nacional de imunização do SUS (PL 3.907/2025).


Fonte: Senado Federal

Petroleiro chinês é atacado no Estreito de Ormuz

Foto: WHoP
Um grande navio-tanque de produtos químicos pertencente a uma empresa chinesa foi atacado na costa do porto de Al Jeer, nos Emirados Árabes Unidos, na entrada do Estreito de Ormuz.
Uma fonte familiarizada com o armador disse à publicação especializada Caixin que esta foi a primeira vez que um navio-tanque de petróleo chinês foi alvo de um ataque, acrescentando que a situação foi “psicologicamente difícil de aceitar”.
O ataque ao navio chinês ocorreu no mesmo dia em que um VLCC (navio petroleiro de grande porte) de 300 mil toneladas, operado pela ADNOC, Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi, foi atingido enquanto navegava pela via marítima.
Os Emirados Árabes Unidos relataram que a embarcação foi atingida por dois drones e condenaram o ataque iraniano como um ato de “pirataria”. No dia seguinte, o HMM Namu, cargueiro de 38.000 toneladas pertencente a uma empresa sul-coreana, foi atacado próximo ao porto de Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.
Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, declarou que, após o início do Projeto Liberdade, o Irã disparou múltiplos mísseis de cruzeiro e drones contra navios da Marinha americana e embarcações comerciais sob sua proteção.
Em resposta, helicópteros Apache e SH-60 Seahawk dos EUA atacaram embarcações iranianas, afundando seis pequenas embarcações que tentavam impedir a navegação comercial no estreito.
Sob a sequência de ataques, o tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz caiu a quase zero.
Segundo a plataforma de digitalização marítima Diaodubao, operada pela COSCO Shipping Technology, nenhuma embarcação comercial transitou pelo estreito entre os dias 5 e 6 de maio, com apenas um pequeno navio de passageiros omanita registrando movimentação.
A crise no Estreito de Ormuz teve início em 28 de fevereiro de 2026, após ataques militares conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica emitiu avisos proibindo a passagem de embarcações pelo estreito, provocando uma queda de cerca de 70% no tráfego de petroleiros e o ancoramento de mais de 150 navios fora do estreito para evitar riscos.
Pelo Estreito de Ormuz passa, em condições normais, cerca de 20% do comércio global de energia fóssil.​​​​​​​​​​​​​​​​


Fonte: Conexão Política

Datafolha: 41% dos brasileiros dizem notar crime organizado em seus bairros

Uma pesquisa feita pelo Datafolha e encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta segunda-feira (11), mostra que 41% dos brasileiros, com 16 anos ou mais, afirmam perceber a atuação do crime organizado nos bairros onde vivem. Considerando as estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual representa cerca de 68,7 milhões de pessoas.
O levantamento “Os Gatilhos da Insegurança” ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios do país entre os dias 9 e 10 de março deste ano. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Para 51% dos entrevistados, o problema não existe na vizinhança. Além disso, 7% não souberam responder se há ou não atuação do crime organizado na região onde vivem.
Entre os que afirmam notar a presença desses grupos, 43% classificam a atuação como “pouco visível”, 25% como “muito visível” e 21% como “visível”.
Segundo o Datafolha, a presença do crime organizado, além de mudar a dinâmica dos bairros, também repercute no comportamento dos moradores.
Do total de entrevistados que disseram reconhecer grupos criminosos em seus bairros, 35% afirmaram que a presença dessas organizações influencia muito as decisões e regras de convivência da região. Outros 26,5% avaliam o impacto como moderado, enquanto 19% consideram baixo.
Entre os que percebem a atuação criminosa no próprio bairro, 81% disseram ter medo de ficar no meio de um confronto armado, 75% afirmaram evitar determinados locais e 71% responderam temer que um familiar se envolva com o tráfico de drogas.
Além disso, 64% disseram ter medo de sofrer represálias por denunciar algum crime.
Outros 9% afirmaram se sentir obrigados a comprar determinados produtos ou marcas por imposição do crime organizado.
Ainda segundo a pesquisa, 12,5% disseram se sentir obrigados a contratar serviços indicados por criminosos, como internet, energia elétrica e abastecimento de água.
O PCC e o Comando Vermelho (CV) estão presentes nas 27 unidades da Federação e são hegemônicos em 13 delas. No caso do PCC, a predominância ocorre em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Roraima, São Paulo e Piauí. Já o Comando Vermelho domina Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Tocantins e Rio de Janeiro, estado onde a facção surgiu.


Fonte: Jovem Pan

Flávio Bolsonaro escolhe amigo empresário para comandar comunicação da campanha

Amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o empresário Marcello Lopes vai coordenar a comunicação de sua campanha à Presidência da República. A definição foi feita na semana passada.
Conhecido como Marcelão, ele já integrava a equipe da pré-campanha, ao lado do senador e coordenador-geral, Rogério Marinho (PL-RN), Eduardo Cury (programa de governo), Vicente Santini (agenda), Nelson Santini (logística e tesouraria), Marcos Carvalho (comunicação digital), Fernando Pessoa (redes sociais), Maria Claudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet (jurídico).
Pessoas próximas à equipe descrevem Lopes como alguém da estrita confiança de Flávio e com influência nas decisões da pré-campanha. Ele tem viajado com o senador, inclusive na ida que fizeram a Israel em janeiro. Procurado pelo Estadão, ele não quis se manifestar.
Lopes deve levar para a campanha um time para reforçar a comunicação, entre eles Toninho Neto, ex-diretor global de criação da Bates Worldwide, Walter Longo, ex-presidente do Grupo Abril, e Alexandre Oltramari, ex-diretor da revista Veja.
O coordenador está em conversas avançadas também com o diretor de jornalismo da Record, Roberto Munhoz, para a área de imprensa. Munhoz esteve no QG da campanha, no Lago Sul de Brasília, na sexta-feira (8), para uma reunião com Lopes.
Algumas declarações de Flávio mirando recortes nas redes sociais nasceram da equipe de Lopes. Em fevereiro, por exemplo, o pré-candidato começou a comparar o presidente Lula (PT) a um “Opala velho” para sugerir que está ultrapassado. Ele também tem usado o termo “produto vencido” para defini-lo.
“Ele (Lula) é aquele produto vencido. Se comparar o Lula a um carro, ele é aquele Opala velhão, câmbio manual, já foi bonito, mas hoje não te leva a lugar nenhum e ainda bebe para caramba”, declarou Flávio durante o evento CEO Conference, do BTG Pactual.
O comentário incomodou Lula, que chegou a rebatê-lo, ao dizer que Flávio “fala isso porque o Opala é o pai dele, que está no desmanche”, durante a participação na abertura da Caravana Federativa do Rio de Janeiro, em Niterói.
O termo “meu amigo Flávio”, que rendeu uma música satírica, e o jingle do “vamos entrar com o pé direito”, lançado neste fim de semana, são outros exemplos de formulações da equipe de Lopes.
O empresário é ex-policial civil e CEO da Cálix Propaganda, fundada em 2003 e que tem como clientes Sebrae do Distrito Federal, BRB, CEB, Caesb, Metrô e outras empresas. Além da sede em Brasília, a agência tem uma filial no Rio de Janeiro.
Flávio tem optado por uma comunicação digital profissionalizada, em contraste com o que fez seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na campanha de 2018. Na época, suas redes digitais eram comandadas pelo filho e então vereador do Rio Carlos Bolsonaro de forma espontânea, informal e por vezes precária.
A comunicação direta, sem retoques e roteiro, ajudou a conquistar o eleitorado que queria algo mais próximo do “brasileiro comum” – e ajudou a vender Bolsonaro como um candidato que lutava sozinho contra o sistema, disposto de poucas armas e recursos.

Equipe da pré-campanha
Marinho é hoje o homem forte da pré-campanha. Ex-ministro do Desenvolvimento Regional no governo Bolsonaro, ele pretendia se lançar candidato ao governo do Rio Grande do Norte neste ano, mas acatou o pedido para coordenar a campanha bolsonarista para a eleição presidencial de outubro. Ele já havia ficado responsável pela montagem das chapas nas municipais de 2024.
Os irmãos Santini também detêm prestígio com a família Bolsonaro. Vicente trabalhou como assessor especial no gabinete do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e foi secretário nacional da Justiça no Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo Bolsonaro.
Fernando Pessoa faz parte do gabinete de Flávio no Senado, enquanto Cury tem coordenado as propostas que o presidenciável divulgará ao público com a consultoria GO Associados, de Gesner Oliveira.
Ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bucchianeri rende para a equipe experiência e proximidade com o Tribunal para fortalecer o pleito de Flávio durante a campanha. Em 2022, aliados de Bolsonaro se queixaram das diversas peças de redes sociais derrubadas por infringirem a legislação eleitoral, a pedido da campanha do PT.
Carvalho, por sua vez, já trabalhou para os dois lados. Esteve tanto na campanha de Lula em 2022 quanto na de Bolsonaro em 2018 Ele é sócio da agência de marketing AM4, que coordenou o marketing eleitoral e a captação financeira para a campanha do PSL naquele ano.


Fonte: Jovem Pan

Governo de SP aplica multa de R$ 1 bilhão a empresa por fraudes no ICMS

O governo de São Paulo aplicou a maior multa já registrada na história do estado a uma empresa por envolvimento irregular com créditos do ICMS. A Fast Shop foi multada em R$ 1,04 bilhão, um valor recorde baseado na Lei Anticorrupção no Brasil.
A penalidade é resultado da Operação Ícaro, deflagrada pelo Ministério Público em agosto do ano passado, que investigou fraudes envolvendo servidores da Secretaria de Fazenda e Planejamento. Até o momento, seis servidores foram demitidos em decorrência do esquema.
Rodrigo Fontenelle, controlador geral do estado de São Paulo, explicou que a empresa obteve acesso a informações privilegiadas por meio de servidores, o que resultou em ganhos indevidos. A fraude, que teve início em 2020, permitiu à Fast Shop pagar menos impostos do que deveria.
Fontenelle destacou que, ao contrário de casos em que ex-servidores migram para o setor privado, os envolvidos ainda eram funcionários públicos na época dos crimes. A multa foi aplicada após um acordo de não persecução penal firmado com o Ministério Público.

Veja:

*Reportagem produzida com auxílio de IA


Fonte: Jovem Pan

TCU identifica desperdício de R$ 260 milhões em Coronavac sob governo Lula

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu abrir audiência e convocar ex-diretores do Departamento de Logística em Saúde (DLOG) do Ministério da Saúde para apurar irregularidades na compra e no recebimento de 10 milhões de doses da vacina Coronavac, fabricada pelo Instituto Butantan. A demora na contratação direta e a aceitação de imunizantes com validade já consumida resultaram no descarte de 7,9 milhões de doses e em prejuízo estimado em R$ 261,7 milhões aos cofres públicos.
O relator é o ministro Bruno Dantas. A decisão determina a oitiva de Breno Vilela Costa (diretor do Departamento de Logística em Saúde (DLOG) de 27/1/2023 a 3/5/2023), Odilon Borges de Souza (também diretor do DLOG 3/5/2023 a 31/12/2023) e Thayssa Neiva da Fonseca Victer (coordenadora-geral de Gestão de Insumos e Rede de Frio).
Os autos mostram que o processo de compra começou em 24 de fevereiro de 2023 com o objetivo de atender crianças de 3 a 11 anos na campanha de multivacinação prevista para maio/junho. O contrato 221/2023 só foi assinado em 25 de setembro de 2023 — mais de sete meses depois. As vacinas só chegaram aos estoques do Ministério da Saúde em 25 de outubro.
O TCU identificou que a demora decorreu principalmente da lentidão na elaboração do Documento de Formalização da Demanda (DFD), do Mapa de Gerenciamento de Riscos e dos pareceres jurídicos da Consultoria Jurídica (Conjur). Mesmo com a Lei 14.133/2021 ainda sendo facultativa na época, o Ministério optou pelo novo rito sem estrutura adequada, o que gerou retrabalho. O Tribunal rejeitou a justificativa do órgão de que se tratava de “transição normativa”, pois outros 59 processos simultâneos continuavam sob a Lei 8.666/1993.
“Era esperado que o Departamento de Logística tratasse processos de alta materialidade e relevância com prioridade diferenciada”, registra o acórdão.

Validade curta
O Termo de Referência exigia que as vacinas não tivessem consumido mais de 35% da validade na data da entrega. No entanto, as doses entregues pelo Butantan já haviam consumido entre 38,3% e 43,5% do prazo total. A exigência de “carta de troca” (compromisso do fabricante de substituir doses que vencessem) foi dispensada por simples e-mail de 11 de outubro de 2023, sem parecer técnico ou jurídico anexado ao processo e sem análise dos escalões superiores.
O Instituto Butantan havia informado desde março de 2023 que tinha 10 milhões de doses prontas. O atraso na assinatura do contrato fez com que as vacinas chegassem já com validade reduzida, impossibilitando sua plena utilização.
Do total adquirido, apenas 2,08 milhões de doses foram distribuídas e 260 mil aplicadas em todo o país. O Ministério da Saúde atribuiu as perdas a “fatores multicausais” — desinformação, baixa demanda, recomendação da OMS por vacinas atualizadas contra variantes Ômicron e hesitação vacinal. O TCU reconhece esses fatores, mas aponta que o atraso na entrega e a ausência de garantia de troca agravaram significativamente o desperdício.
O relatório também menciona que perdas semelhantes já haviam sido objeto de fiscalizações anteriores do TCU (Acórdãos 2.123/2023 e 313/2023), com determinações para melhoria no planejamento logístico e controle de estoques que não foram suficientes para evitar o novo episódio.
O que acontece agora
Com a decisão de audiência, os ex-dirigentes terão prazo para apresentar defesa sobre duas irregularidades principais:
Morosidade na contratação direta – violação ao princípio da eficiência (art. 37, caput, da Constituição) e às competências do DLOG previstas no Decreto 11.358/2023.
Autorização de recebimento sem carta de troca – decisão tomada por e-mail, sem respaldo técnico-jurídico.
Caso as respostas não convençam, o TCU poderá aplicar sanções como multa, inabilitação temporária e, se configurado dano ao erário, determinar o ressarcimento. Os autos também serão encaminhados ao Ministério Público Federal caso sejam identificados indícios de improbidade administrativa.
A Jovem Pan entrou em contato com o Ministério da Saúde. Se houver resposta, o texto será atualizado.
*Texto produzido com auxílio de IA


Fonte: Jovem Pan

Lula veta lei que reconhece estágio como experiência profissional

O presidente Lula (PT) vetou o projeto de lei que reconhece o estágio feito pelo estudante como experiência profissional. De acordo com o despacho, publicado nesta segunda-feira (11) no Diário Oficial da União, o texto desconsidera o caráter pedagógico complementar à formação educacional do estágio e compromete critério de seleção de concursos públicos.
A proposta foi aprovada em abril pelo Congresso Nacional e determinava ao Poder Público a responsabilidade de regulamentar as hipóteses em que o período de experiência profissional de estágio valerá para provas de concursos públicos.
Para a presidência, a proposição legislativa é inconstitucional, porque a previsão de regulamentação genericamente atribuída ao Poder Público promove a centralização de competência exclusivamente no presidente da República, em violação à autonomia dos entes federativos e à independência dos Poderes.
O veto foi baseado em manifestações dos ministérios da Educação, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e da Advocacia-Geral da União.
Ao apresentar a proposta, o autor, deputado Flávio Nogueira (PT-PI), argumentou que a falta de experiência profissional é uma das dificuldades daqueles que estão em busca do primeiro emprego e que o projeto visa a preencher essa lacuna.


Fonte: Jovem Pan

Homem que atirou em jantar com Trump se declara inocente de tentativa de assassinato

O homem que invadiu e atirou no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, nos Estados Unidos, em abril, se declarou inocente da acusação de tentativa de assassinato contra o presidente Donald Trump. Cole Tomas Allen compareceu a um tribunal federal em Washington, D.C., nesta segunda-feira (11), onde negou a culpa nas quatro acusações que enfrenta. As informações são da CNN Internacional.
No último dia 26, Allen passou correndo por agentes do Serviço Secreto com armas de fogo carregadas e facas. Ele invadiu o local onde era realizado o evento anual com a imprensa, enquanto Trump e altos funcionários do governo estavam em outro andar do edifício.
Na audiência, o acusado compareceu com as mãos e os pés algemados, permanecendo ao lado de seu advogado de defesa, Eugene Ohm. Além da suposta tentativa de assassinar o presidente, Allen também foi indiciado por agressão a um oficial de segurança.
Durante a sessão, a defesa focou em uma tentativa de afastar a procuradora dos EUA para o Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, e o procurador-geral interino, Todd Blanche, da acusação, de acordo com a CNN Internacional. O advogado argumentou que, como as autoridades estavam presentes no jantar, poderiam ser consideradas alvos e vítimas da ação e, por isso, deveriam ser retiradas do caso. Ohm acrescentou ainda que Pirro não deveria atuar no processo por ser “muito amiga de Trump”.
O juiz responsável pelo caso, Trevor McFadden — que foi nomeado pelo próprio Trump —, demonstrou dúvidas em relação à estratégia. Ele observou que as autoridades não chegaram a presenciar o incidente e afirmou que ficaria “muito surpreso” se fossem consideradas vítimas do ponto de vista legal.
A defesa de Allen sugeriu que pedirá o afastamento de todo o gabinete da promotoria, o que o juiz classificou como um “pedido bastante ousado”. McFadden determinou que os promotores apresentem uma resposta formal com um parecer definitivo sobre a inclusão de Pirro e Blanche como vítimas do episódio.
A próxima audiência do caso está agendada para o dia 29 de junho.


Fonte: Jovem Pan

Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 4,91% este ano

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,89% para 4,91% este ano.
A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (11), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela nona semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.
Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro.
O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 4%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.
Na última reunião, na semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.
De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação.
No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.
Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.
O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho.
Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano.
Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,25% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 10% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
PIB e câmbio
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.
Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) variou de 1,75% para 1,76%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.


Fonte: Jovem Pan