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Fundos que compraram precatórios suspeitos, investigados pela PF, repassaram créditos ao Master

O Banco Master comprou fatias milionárias de precatórios que estão na mira da Polícia Federal devido a suspeitas de que foram expedidos pela Justiça antes do fim dos processos. A prática seria irregular, porque a União ainda podia recorrer e contestar o valor das dívidas.
O Master adquiriu o direito de receber os precatórios em 2023, por meio de fundos de investimento que lhe cederam os créditos. Os fundos eram administrados por empresas que hoje são investigadas na “Operação Compliance Zero”.
🔎Precatórios são dívidas que a União, estados ou municípios têm de pagar após decisões judiciais definitivas, quando não cabe mais recurso. O pagamento segue uma ordem cronológica e depende da inclusão dos valores no Orçamento público, o que pode levar anos — razão pela qual esses créditos acabam sendo negociados no mercado financeiro.
🔎No mercado financeiro, precatórios são comprados com desconto porque o pagamento pode demorar anos. Fundos e bancos apostam que, ao antecipar esses recursos a credores, poderão lucrar quando o poder público quitar a dívida integralmente no futuro.
A apuração da PF sobre os precatórios suspeitos partiu de um processo administrativo iniciado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e aprofundado pela Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) no ano passado, como publicado no blog da Andréia Sadi na quarta-feira (6).
O CNJ e a Corregedoria do TRF-1 fizeram uma inspeção em cinco varas de Brasília e identificaram que alguns juízes estavam expedindo precatórios sem a data do trânsito em julgado (encerramento) dos processos.
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🔎A Justiça expede um precatório quando reconhece que chegou a hora de uma dívida ser paga. A expedição é um aviso ao ente público para que coloque o pagamento no orçamento do ano seguinte. O CNJ e a Corregedoria afirmam que a expedição só deve ocorrer depois que não houver mais recursos contra o cálculo do valor a ser pago.
O TRF-1 cancelou precatórios supostamente irregulares que somavam R$ 10,9 bilhões, a maioria de hospitais privados que cobravam atualização da tabela do SUS. A medida evitou que a União tivesse que pagar esse valor nos anos de 2025 e 2026.
🔎Como comparação, esse montante era maior que os orçamentos previstos em 2026 para os ministérios da Cultura, do Turismo e do Esporte juntos (R$ 9,8 bilhões).
Alerj vai abrir CPI para investigar investimentos do Rioprevidência e da Cedae no Banco Master, que somam quase R$ 3 bilhões
Reprodução/TV Globo
Precatórios de usinas
Em uma frente de apuração diferente da dos hospitais privados, a Corregedoria do TRF-1 analisou 30 processos de usinas de cana-de-açúcar que pedem que a União pague indenização por alegados prejuízos causados pela fixação de preços, na década de 1980, pelo extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA).
A Corregedoria identificou que em 9 dos 30 processos houve a expedição de precatórios antes do tempo. O montante superava R$ 10 bilhões, mas não foi pago porque os precatórios foram cancelados pelo TRF-1.
Um desses casos, que envolve R$ 5 bilhões, subiu para o Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda desfecho (veja detalhes abaixo).
A Corregedoria registrou que os servidores da vara inspecionada relataram pressão de advogados sobre eles e sobre os juízes para que os precatórios fossem expedidos.
Destacou também que há grande número de fundos de investimento que ingressaram nos processos porque compraram fatias desses precatórios, fato que deveria exigir um maior rigor do Judiciário.
“Tem chamado atenção o grande volume de requerimentos de habilitações de cessões de crédito [em favor de fundos], que ocorrem desde o reconhecimento do direito e mesmo antes de estabelecido definitivamente o seu valor devido, sua existência, ou da expedição de precatórios”, anotou o então corregedor do TRF-1, Ney Bello, em relatório de novembro passado.
Fundos e Master
O Master virou credor da União em dois processos — movidos pelas usinas Una e Capricho — que tiveram precatórios antecipados, totalizando R$ 2,3 bilhões para diversos beneficiários. Em outros processos, os direitos foram adquiridos por fundos administrados pelo BTG, que não é alvo das recentes investigações de fraudes.
No processo da Una, o Master recebeu, ao longo de 2023 e 2024, várias cessões de crédito feitas pelo SSA Fundo de Investimento em Direitos Creditórios.
Esse fundo é administrado pela Reag, empresa que, segundo a PF, é suspeita de envolvimento em fraudes que usaram uma teia de fundos para inflar artificialmente os ativos do Master.
Já no processo da Capricho, o banco de Daniel Vorcaro recebeu créditos do Dublin Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, administrado pela Sefer Investimentos — empresa que foi um dos alvos da segunda fase da Compliance Zero, em janeiro deste ano.
O Master adquiriu, ainda, direitos de crédito em outros cinco processos do setor sucroalcooleiro analisados pela Corregedoria do TRF-1, mas nos quais não houve expedição de precatórios antes da hora.
Em todos esses casos, os direitos eram repassados ao Master em uma “cadeia de cessões”, expressão usada pelos juízes para descrever as várias etapas de transferência de crédito desde os credores originais da União até o banco. Não há, por ora, suspeitas contra as usinas.
Em 2024, a Polícia Federal em São Paulo abriu um inquérito para apurar indícios de que o Master fez operações fraudulentas com precatórios com objetivo de inflar seu balanço. A suposta fraude consistia em declarar um valor maior do que os ativos valiam de verdade.
De acordo com a investigação, à qual o g1 teve acesso, um fundo chamado Amazonita comprou precatórios da usina Santa Tereza, em 2020, por R$ 136,5 milhões.
Cinco dias depois, o fundo revendeu esse ativo ao Master por R$ 320 milhões. A valorização de 235%, em poucos dias, levantou suspeitas. Esse inquérito continua em andamento.
Julgamento no Supremo
Em agosto de 2023, a União, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), acionou o STF para derrubar uma decisão do TRF-1 que expediu precatórios antecipados em um processo da Agro Industrial Tabu — um dos casos que foram analisados pela Corregedoria.
O processo é semelhante aos que interessavam ao Master, embora o banco não tenha adquirido créditos dele
A União alegou ao STF que o cumprimento da decisão a obrigaria a pagar cerca de R$ 5 bilhões, com todas as correções, antes que o processo tivesse transitado em julgado. A União e a usina ainda discutiam judicialmente o cálculo do valor a ser pago.
A então presidente do Supremo, ministra Rosa Weber, atendeu ao pedido da União e cancelou os precatórios liberados pelo TRF-1. A decisão liminar (provisória) foi referendada pelo plenário do STF por unanimidade.
Rosa Weber afirmou ser “prematura e indevida a ordem de expedição de precatório, considerada a pendência de definição de inúmeras questões […], notadamente a comprovação do dano efetivo sofrido” pela usina que pleiteia a indenização multibilionária.
A usina recorreu, e o ministro Luís Roberto Barroso, que sucedeu Rosa Weber na presidência da corte, manteve a decisão anterior favorável à União.
Em julgamento final no plenário virtual, em novembro de 2024, o ministro Alexandre de Moraes pediu vista. O processo foi devolvido para julgamento em fevereiro deste ano.
Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino votaram acompanhando Barroso, a favor da União. Dino ainda propôs o envio de cópia do processo ao CNJ, “tendo em vista a atipicidade de várias decisões sobre ‘precatórios antecipados’ e Fundos Creditórios, envolvendo elevadíssimos montantes, marcadamente no âmbito do TRF-1”.
“Como é público e notório, o tema tem frequentemente sido aludido como possível caminho de crimes contra o sistema financeiro nacional e a ordem econômica”, afirmou o ministro em seu voto.
Com cinco votos favoráveis ao cancelamento dos precatórios, o julgamento foi suspenso, em março deste ano, por um pedido de vista do ministro Kássio Nunes Marques.


Fonte:

g1 > Política

Taxa das blusinhas: arrecadação sobe 25% e bate recorde; governo discute acabar com imposto

O governo arrecadou R$ 1,78 bilhão em imposto de importação nos quatro primeiros meses de 2026 com as encomendas internacionais, segundo a Secretaria da Receita Federal.
Isso representa um crescimento de 25% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,43 bilhão. Também representa novo recorde para janeiro a abril.
Taxa das blusinhas: governo reacende debate sobre imposto
➡️Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme.
Além do imposto de importação, dez estados elevaram sua tributação, por meio do ICMS, também para 20%, com validade em abril do ano passado.
🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online.
➡️À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como “irracional”. A medida foi defendida pela indústria brasileira.
➡️Na última semana, entretanto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que o fim da chamada “taxa das blusinhas” está em discussão dentro do governo.
“Hoje oposição tem trazido o tema de volta. Dentro do governo, há ministros que defendem que reveja [a taxa das blusinhas]. A gente tem que fazer o debate racional. Eu não tenho tabu em relação aos temas, desde que a gente preserve os avanços que a gente atingiu. O programa Remessa Conforme é algo que eu não abro mão. Está sendo discutido [o fim da taxa das blusinhas]”, declarou Durigan.
➡️Controversa, a “taxa das blusinhas” é reprovada por parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais. Críticos argumentam que turistas de viagens internacionais têm vantagem ao não recolher o tributo.
Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan.
Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
Setor produtivo defende o imposto
➡️ A manutenção da “taxa das blusinhas” foi defendida pelo vice-presidente da República, e então ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, para defender a indústria nacional de produtos de baixo valor.
Em manifesto, representantes dos setores produtivos, do comércio e varejistas também defenderam sua permanência. Eles disseram que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor.
“O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real”, diz o manifesto.
Ajuda para contas públicas
A “taxa das blusinhas” também tem rendido recursos aos cofres públicos, ajudando a equipe econômica a buscar as metas para as contas públicas.
Em 2025, por exemplo, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, novo recorde.
Nos quatro primeiros meses deste ano, avançou para R$ 1,78 bilhão, superando o valor registrado no mesmo período do ano passado.
A alta na arrecadação ajuda o governo a tentar atingir a meta fiscal deste ano, que é de um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.
De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.
Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões
O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).
Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60 bilhões neste ano.
Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Fonte:

g1 > Política

Trama golpista: Nunes Marques será relator de pedido de anulação de condenação de Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques será relator do pedido de revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses pela tentativa de golpe Estados
A relatoria foi sorteada entre os ministros da Segunda Turma, excluindo o ministro Luiz Fux, que julgou a ação na Primeira Turma
A defesa do ex-presidente entrou com o pedido de revisão na última sexta-feira (8). No pedido, os advogados defendem a anulação do processo e consideram que o caso deveria ser julgado pelo plenário da Corte.
🔎 A revisão criminal, que é um instrumento que permite a um condenado que já teve uma sentença considerada definitiva, portanto não tem mais chance de recursos, pedir a reavaliação do seu caso.
A defesa de Bolsonaro pede que a ação seja distribuída entre os ministros da Segunda Turma que não tenham participado do julgamento da trama golpista no ano passado. No pedido, defendem a anulação do processo.
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A medida não representa um novo julgamento e é considerada excepcional.
Os advogados de Bolsonaro pedem que com o pedido de revisão criminal, o Supremo:
anule o processo, reconhecendo-se a competência originária do Plenário para julgar a ação penal;
anule a colaboração premiada do corréu Mauro César Barbosa Cid, reconhecendo também a nulidade de todas as provas dela decorrentes;
anule o processo em virtude de manifesto cerceamento de defesa;
absolva o ex-presidente de todos os crimes imputados.
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, aparece na porta de sua casa, durante sua prisão domiciliar, em Brasília, Brasil, em 21 de novembro.
Mateus Bonomi/Reuters
A defesa do ex-presidente afirma no pedido que busca “correção de erro judiciário” e contesta a competência Primeira Turma do STF para julgar o ex-presidente.
“Violou o juiz natural interno do próprio Supremo e instaurou vício de incompetência orgânica absoluta apto a contaminar todos os atos decisórios subsequentes”, diz o documento.
O que é revisão criminal
O objetivo da revisão criminal é anular uma condenação definitiva quando houver comprovação de erro judiciário. Por isso, trata-se de uma medida excepcional, admitida apenas em situações específicas.
O pedido só pode ser apresentado após encerrado o processo, quando já não há mais chances de recursos. No caso de Bolsonaro, isso ocorreu em novembro do ano passado.
As defesas podem recorrer à revisão criminal a qualquer momento durante a execução da pena, desde que apresentem novos elementos de investigação — não serve para reexaminar fatos já discutidos no processo.
As normas internas do Supremo determinam que o relator da ação penal original não participa do sorteio para conduzir a revisão criminal. O ministro sorteado poderá:
Admitir o pedido;
Determinar a produção de novas provas.
Após isso, o condenado e a Procuradoria-Geral da República serão ouvidos em até cinco dias.
Se a revisão for aceita, o tribunal pode:
Absolver o condenado;
Alterar a classificação do crime;
Reduzir as penas;
Anular o processo.
No entanto, o processo não pode levar ao aumento da pena inicialmente prevista.
Em caso de absolvição, o condenado recupera os direitos suspensos e pode pedir indenização pelo erro judiciário.


Fonte:

g1 > Política

Lula veta projeto que reconhecia estágio como experiência profissional e frustra jovens em ano eleitoral

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o projeto de lei que reconhece o estágio como experiência profissional. De acordo com o despacho publicado nesta segunda-feira (11) no Diário Oficial da União, o texto desconsidera o caráter pedagógico complementar à formação educacional do estágio e compromete critério de seleção de concursos públicos.
Argumento do Congresso
O projeto foi aprovado pelo Congresso com o argumento de facilitar o acesso de jovens ao mercado de trabalho. A proposta buscava combater a dificuldade enfrentada por recém-formados que, mesmo após anos de estágio supervisionado, esbarram na ausência de experiência formal comprovada.
Desemprego em alta
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE, a taxa de desemprego entre brasileiros de 18 a 24 anos segue acima de 14%, mais do que o dobro da média nacional, em ano de eleições gerais.
Lula e Planalto desconsideraram
Para a Presidência, no entanto, a proposição é inconstitucional. A previsão de regulamentação genericamente atribuída ao Poder Público promoveria a centralização de competência exclusivamente no presidente da República, em violação à autonomia dos entes federativos e à independência dos Poderes.
Texto seguiu todos os pontos nas duas Casas
O Senado aprovou o Projeto de Lei 2.762/2019 em 7 de abril, quase três anos depois de os deputados o aprovarem. A proposição alterava a Lei do Estágio (Lei 11.788, de 2008) e previa que a experiência seria válida para concursos públicos, conforme regulamentação futura.
Originário da Câmara dos Deputados, o texto passou pelas comissões de Educação, de Trabalho e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de chegar ao Senado, em 2023.
Relatora alegou benefício aos jovens
Durante a votação no mês passado, a relatora Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu que o estágio, embora seja uma atividade educacional supervisionada, já ocorre no ambiente de trabalho, onde o estudante desempenha atividades profissionais com vistas à sua preparação para o mercado.


Fonte: Conexão Política

Moro lidera todos os cenários para o governo do Paraná

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
O senador Sergio Moro (PL-PR) lidera a disputa pelo governo do Paraná em todos os cenários testados para o 1º e o 2º turno, segundo pesquisa da Quaest divulgada na segunda-feira (27 de abril).
O levantamento foi realizado de 11 a 14 de abril de 2026, com 1.600 eleitores entrevistados presencialmente. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.
Vantagem ampla no segundo turno
Em eventual segundo turno, Moro venceria Requião Filho (MDB) por 49% a 30%. Em levantamento anterior do instituto Paraná Pesquisas, Moro aparece com 41,6% das intenções de voto no principal cenário testado, abrindo vantagem significativa sobre os demais concorrentes.
Em outros cenários testados, o senador mantém liderança, variando entre 37,8% e 41,6% das intenções de voto.
Cenários com nomes alternativos
Em cenário que inclui o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PSD), Moro lidera com 40,1%, seguido de Requião Filho com 20,4%. Greca pontua 19,1%, o deputado federal Giacobo (PL) 4,7%, Guto Silva 4,5% e Luiz França 0,7%. Brancos e nulos somam 5,7% e 4,7% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.
Em outro cenário testado, Moro desponta com 47%, Requião Filho aparece com 26%, Giacobo tem 5,9%, Guto Silva 5,5% e Luiz França 1,3%.
Avaliação do governo Ratinho Junior
Levantamento da Neokemp aponta que 70,2% dos paranaenses aprovam a administração Ratinho Junior, resultado considerado relevante para qualquer articulação eleitoral do grupo governista. A rejeição também foi medida: o mais rejeitado é Requião Filho (35,8%), enquanto Moro registra 18% de rejeição.
Desempenho regional do senador
Regionalmente, Moro tem seu melhor desempenho em Curitiba e Maringá, enquanto os índices de indecisos caem conforme o nome dele se consolida. Em pesquisa da Neokemp realizada com 1.008 entrevistados em 97 cidades, Moro aparece com 34,7% das intenções de voto no primeiro cenário, seguido por Requião Filho (13,1%), Alexandre Curi (9,4%), Rafael Greca (8,7%) e Paulo Martins (7,9%).
Senado pode ter Álvaro Dias na dianteira
No primeiro cenário estimulado para a disputa ao Senado, Álvaro Dias (MDB) lidera com 44,5% das intenções de voto. Deltan Dallagnol (Novo) aparece na sequência com 28,2%, seguido de perto por um bloco acirrado composto por Alexandre Curi com 22,9%, Gleisi Hoffmann (PT) com 22,5% e Filipe Barros (PL) com 20,9%. Mais abaixo na tabela surgem Cristina Graeml com 15,3% e Rosane Ferreira com 4%.


Fonte: Conexão Política

Dosimetria: PL articula ofensiva contra Moraes na Câmara e no Senado e cobra pauta de PEC, anistia e impeachment

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O PL planeja, a partir desta segunda-feira (11), realizar uma ofensiva na Câmara e no Senado contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro pretende cobrar dos presidentes das duas Casas uma reação à decisão do magistrado de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria para condenados pelos atos de 8 de Janeiro.
Pressão na Câmara dos Deputados
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), disse ao Poder360 que o PL vai cercar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para pautar a PEC contra decisões monocráticas que suspendam leis aprovadas pelo Congresso, a PEC 8 de 2021.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu nas redes sociais uma PEC em vez de um projeto de lei da anistia para não depender de uma sanção presidencial.
“O projeto de lei não vai resolver, tem que ser uma PEC porque aí não vamos depender de ninguém do STF. Com a PEC nós não queremos dosimetria tem que ser anistia ampla, geral e irrestrita”, disse Sóstenes.
Cobrança no Senado
Na Casa Alta, a cobrança será para o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) pautar um projeto de anistia, que removeria as penas dos envolvidos no 8 de Janeiro, e o pedido de impeachment contra o ministro da Corte.
“O pedido de impeachment de Moraes está adormecido na gaveta de Davi Alcolumbre”, diz a oposição. O PL afirma que tem maioria no Senado para impeachment de ministro do STF, mas falta “vontade política” de Alcolumbre.
Margem de votos e viabilidade da PEC
A Lei da Dosimetria foi aprovada pela Câmara com 291 votos favoráveis e pelo Senado com 48 votos. Já na análise do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao texto, o Congresso derrubou a decisão do petista com apoio de 318 deputados e 49 senadores. Para ser aprovada, uma Proposta de Emenda à Constituição precisa de ao menos 308 votos na Câmara e 49 no Senado.
Posições dos líderes da oposição
O líder da oposição no Congresso Nacional, o senador Izalci Lucas (PL-DF), manifestou repúdio à decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes. “É urgente a aprovação da PEC que limita decisões monocráticas que suspendem leis aprovadas por este Parlamento. O Brasil exige respeito à separação dos Poderes e o fim de imposições individuais que distorcem a Constituição”, declarou.
A vice-líder da minoria na Câmara, deputada Bia Kicis (PL-DF), classificou a posição de Moraes como ‘deboche’.
“É cruel, fere a esperança dos presos e fere a Constituição e a autonomia dos Poderes. O Congresso precisa reagir”, defendeu.
Reação dos pré-candidatos presidenciais
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema aproveitou a determinação para cobrar a instauração de um processo de impeachment contra Moraes.
“Fui o primeiro governador a pedir impeachment de um ministro do STF. E a cada dia tenho mais motivos para acreditar ter feito o certo”, declarou.
“O Senado precisa agir. O meu pedido está na gaveta do Davi Alcolumbre, só esperando não sei mais o quê para ser pautado”, emendou.


Fonte: Conexão Política

Metade dos pré-candidatos à Presidência defende Lei da Dosimetria; veja a lista

Foto: Reprodução/Instagram
A Lei da Dosimetria, suspensa neste sábado (9) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, divide os 12 pré-candidatos à Presidência da República em 2026. Levantamento sobre o posicionamento público de cada nome aponta que seis defendem a norma, dois se manifestam abertamente contra e quatro nunca se pronunciaram sobre o assunto.
Pré-candidatos favoráveis à norma
Os defensores da Lei da Dosimetria são o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o líder do Movimento Brasil Livre e presidente do Missão, Renan Santos, o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) e o escritor Augusto Cury (Avante).
Flávio Bolsonaro enquadrou a decisão de Moraes como “canetada monocrática” e afirmou que a medida representa interferência do Judiciário sobre o Congresso Nacional. Caiado listou a suspensão como “deplorável” e acusou o ministro do STF de ultrapassar os limites da relação institucional.
Posições contrárias
Apenas dois pré-candidatos se manifestam abertamente contra a redução das penas dos condenados pelo 8 de janeiro: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Rui Costa Pimenta (PCO). Lula vetou integralmente o projeto que originou a lei, mas teve o veto derrubado pelo Congresso em 30 de abril, com 318 votos favoráveis na Câmara e 49 no Senado.
A promulgação foi feita por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, após o Planalto deixar vencer o prazo constitucional de 48 horas.
Pré-candidatos sem manifestação pública
Quatro nomes nunca se posicionaram publicamente sobre a Lei da Dosimetria: Cabo Daciolo (Mobiliza), Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB). Os três últimos integram legendas de extrema esquerda e não emitiram nota oficial após a derrubada do veto presidencial nem após a suspensão da norma pelo STF.
Suspensão alimenta agenda eleitoral
As pré-candidaturas de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema ao Palácio do Planalto defendem a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. A reforma do Judiciário tende a ser palanque para campanhas ao Senado dos candidatos na Região Sudeste, que concentra os três maiores colégios eleitorais do país.
Pressão sobre Hugo Motta
Carlos Portinho (PL-RN), líder do PL no Senado, cobrou nas redes sociais que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), “paute o projeto aprovado no Senado, que impede a suspensão dos efeitos de uma lei por decisão monocrática”.
A medida é defendida pelos pré-candidatos favoráveis à Dosimetria e, segundo cálculos internos em Brasília, pode unificar o discurso de oposição em torno de uma resposta institucional ao STF antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral, em agosto.​​​​​​​​​​​​​​​​


Fonte: Conexão Política

Goleiro Bruno é preso após dois meses foragido da Justiça

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O ex-goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza foi preso na noite de quinta-feira (7) em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, após mais de dois meses foragido.
Condenado pela morte de Eliza Samudio, Bruno era procurado desde 5 de março deste ano, quando a Justiça revogou seu livramento condicional por descumprimento das condições impostas para permanecer em liberdade.
Regime semiaberto violado
O mandado de prisão foi emitido após Bruno não se apresentar para retornar ao regime semiaberto. Ele viajou sem autorização judicial para assinar com o time Vasco-AC, do Acre, sendo que estava proibido de deixar o Rio de Janeiro pelas regras da liberdade condicional.
O descumprimento foi confirmado por notícias na imprensa e pela regularização do atleta no BID da CBF. Bruno disputou uma partida pelo clube e foi dispensado.
Outros descumprimentos
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro também apontou uma série de outros descumprimentos. O ex-goleiro não informava mudanças de endereço à Justiça, desrespeitou horários de recolhimento domiciliar, frequentou locais vetados e realizou viagens sem autorização judicial em outras oportunidades.
Localizado e preso
A prisão ocorreu após ação integrada entre o setor de inteligência do 25º Batalhão da PM do Rio de Janeiro e da PM de Minas Gerais. Segundo a corporação, Bruno foi localizado e conduzido à 125ª Delegacia de Polícia para cumprimento do mandado.
Durante a abordagem, não apresentou resistência e colaborou com as equipes. O caso seguiu depois para a 127ª DP, em Armação dos Búzios.
Condenação
Bruno foi condenado a 23 anos e um mês de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver no caso envolvendo Eliza Samudio, sua ex-namorada desaparecida em 2010.
Regime fechado até 2031
A progressão do regime fechado para a liberdade condicional ocorreu em 2023. Com a nova prisão, o MPRJ solicitou que Bruno seja reconduzido ao regime fechado. A previsão para o término do cumprimento integral da pena era 8 de janeiro de 2031. ​​​​​​​​​​​​​​​​


Fonte: Conexão Política

‘Dai Daí’: Shakira confirma ser a voz oficial da Copa do Mundo 2026 com clipe gravado no Maracanã

Foto: Reprodução/Instagram
Agora é oficial. Do alto do Estádio do Maracanã, com fogos de artifício e a frase “We Are Ready” iluminando o entorno do estádio, Shakira anunciou nesta quinta-feira (7) que é a voz oficial da Copa do Mundo 2026.
A música se chama “Dai Dai”, é uma parceria com o cantor nigeriano Burna Boy e chega ao mundo em 14 de maio. O anúncio foi feito no Instagram da artista cinco dias após o show histórico em Copacabana, que reuniu 2 milhões de pessoas, e tem o Brasil como cenário de lançamento.
A escolha do Maracanã como palco do clipe oficial é estratégico. Shakira encerrou sua turnê Las Mujeres Ya No Lloran no Rio de Janeiro, bateu recordes de público em Copacabana e, sem aviso prévio, gravou no maior estádio do país o material que apresenta ao mundo o hino da Copa.
Shakira cantou “Hips Don’t Lie” na Copa da Alemanha em 2006, emplacou “Waka Waka” na África do Sul em 2010, ainda o hino mais ouvido da história do torneio, e gravou “La La La” para o Brasil em 2014. “Dai Dai” é sua quarta música oficial de Copa do Mundo, feito inédito na história do torneio.


Fonte: Conexão Política

Brasil amplia exportações com aberturas de mercado no Peru, Togo e União Euroasiática

O governo brasileiro anunciou, nesta segunda-feira (11), a conclusão de negociações que abrem as portas para produtos do agronegócio nacional em três frentes: Peru, Togo e União Econômica Euroasiática (UEE). A medida é um esforço entre o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Para a União Econômica Euroasiática, composta por Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia, a abertura foi para grãos secos de destilaria de milho, um subproduto da indústria do etanol, utilizado como ingrediente na alimentação animal. O bloco euroasiático importou mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para café, proteínas animais e fumo
No Peru, reconhecido pela ampla variedade de batatas nativas, a autorização para exportação de pólen da planta abre espaço para a cooperação ligada à pesquisa, ao melhoramento vegetal e à diversificação produtiva. O Peru importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para produtos florestais, proteínas animais, itens do complexo soja, cereais, e farinhas e preparações
No Togo, a abertura para equinos vivos destinados à reprodução cria oportunidades em genética animal. Em 2025, o país importou mais de US$ 148 milhões em produtos agropecuários brasileiros, principalmente do complexo sucroalcooleiro, proteínas animais e couro.
O anúncio eleva para 609 o número de aberturas de mercado para o agronegócio desde o início de 2023. 
 
*Com informações do MRE e MAPA


Fonte: Jovem Pan