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Câmara aprova anistia a multas por bloqueios de estrada após eleição de 2022; texto também reforça piso do frete

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (17) uma medida provisória que prevê anistia de multas aplicadas a caminhoneiros por manifestações em 2022, no contexto da tentativa de golpe de Estado promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. (veja mais abaixo)
A anistia foi incluída pelo relator do projeto na Câmara, deputado Zé Trovão (PL-SC), por meio de um “jabuti” – a inclusão de um tema estranho ao contéudo original da proposta.
Bloqueio em rodovia de SC em outubro de 2022
Polícia Rodoviária Federal/Divulgação
Inicialmente, a medida provisória apresentada pelo governo focava no endurecimento da fiscalização pelo descumprimento do piso mínimo de frete e cria um controle obrigatório das operações de transporte (CIOT).
A proposta agora será enviada ao Senado. Como foi modificada pelos deputados, caso aprovada pelos senadores, precisará ser sancionada pelo presidente Lula.
O texto foi aprovado na comissão mista formada por deputados e senadores ainda nesta tarde e seguiu para o plenário da Câmara.
Agora no g1
Trovão apresentou uma complementação de voto nesta tarde e incluiu pontos como a possibilidade de subcontratação de transportador autônomo (TAC).
Outro trecho incluído foi a redução de prazo de adaptação de 90 para 60 dias no caso de obrigações que dependam de regulamentação específica, integração tecnológica, habilitação de sistemas, adequação cadastral entre outros.
O relatório estabelece o piso salarial nacional de R$5 mil mensais para caminhoneiros que atuem em longas distâncias, consideradas quando o motorista precisa permanecer fora da matriz da empresa ou de sua residência por mais de 24 horas.
Perdão a multas
O projeto também perdoou multas aplicadas aos caminhoneiros pela paralisação de 2022, realizadas em todo o país, após as eleições presidenciais.
Segundo o relator, as multas aplicadas foram injustas, dado que muitos caminhoneiros não aderiram ao movimento, mas não tinham como se locomover diante do bloqueio das estradas.
“A paralisação não foi feita nem pelos caminhoneiros, foi feita por pessoas que foram para cima da pista e bloquearam a passagem dos caminhoneiros. Esta é a anistia que está sendo dada. Tem caminhoneiro que foi multado em R$ 3 milhões e o cara nem estava lá parado porque ele queria, ele não conseguia passar”, disse o deputado.
Relator da proposta, deputado Zé Trovão (PL-SC)
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O texto aprovado não incluiu a suspensão de processos judiciais, item que chegou a ser proposto pelo relator durante a discussão na comissão.
O projeto anula as multas aos transportadores de cargas, pessoas físicas e jurídicas, e motoristas decorrentes das manifestações em 2022, inclusive as já inscritas em dívida ativa e com cobranças em andamento.
Registro de operações
O texto torna obrigatório registrar toda operação de transporte com um código, chamado Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot)
O registro, segundo o texto, deve conter dados do contratante, do transportador, o valor do frete e a forma e prazo de pagamento.
O objetivo é reunir informações sobre contratantes, transportadores, carga, valores e condições de pagamento, ampliando a rastreabilidade das transações no setor.
Texto torna obrigatório registro de toda operação de transporte com código único
Reprodução/Internet
Piso do frete
O texto reforça a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. O valor do frete deverá refletir os custos operacionais reais e terá caráter vinculante, ou seja, seu descumprimento passa a gerar sanções.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ficará responsável por atualizar os pisos periodicamente e sempre que houver variações relevantes no preço do combustível.
O relatório estabelece um escalonamento de penalidades para quem contratar frete abaixo do mínimo legal:
multa elevada, que pode chegar a R$ 1 milhão;
suspensão do registro do transportador;
cancelamento do registro em casos de reincidência grave.
As regras também passam a atingir intermediadores e plataformas digitais que ofertem serviços em desacordo com o piso.


Fonte:

g1 > Política

Áudio: Aprovado banco de dados para combate à violência contra a mulher

O Plenário aprovou nesta quarta-feira (17) a proposta que cria o Banco Nacional de Boas Práticas na Prevenção e no Combate à Violência contra a Mulher (PL 6.113/2023). O objetivo é reunir dados referentes a ações, programas e projetos bem-sucedidos voltados ao enfrentamento da violência de gênero no país. A iniciativa também deve servir de incentivo à colaboração entre órgãos públicos e entidades, promovendo a troca de experiências e o fortalecimento de políticas públicas voltadas para a proteção das mulheres. O texto segue para sanção presidencial.


Fonte: Senado Federal

Apple vai aumentar preços de produtos devido à escassez de chips, diz CEO

O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou em entrevista ao jornal americano Wall Street Journal que a empresa planeja aumentar preços de seus produtos para compensar a alta nos custos de chips de memória e de armazenamento.


Fonte: UOL Noticias

Trump assinou acordo com Irã

O presidente Donald Trump assinou um acordo com o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, informou um funcionário do governo dos Estados Unidos à AFP nesta quarta-feira (17).


Fonte: UOL Noticias

Irã confirma que assinou acordo com EUA (chanceler)

Irã confirma que assinou acordo com EUA (chanceler)


Fonte: UOL Noticias

Wall Street cai após Fed sugerir alta dos juros

Wall Street fechou em forte queda nesta quarta-feira (17), após o Federal Reserve (Fed) mencionar uma possível alta dos juros no fim do ano.


Fonte: UOL Noticias

STF confirma regras para responsabilizar big techs por conteúdo ilegal

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta quarta-feira (17) a tese final do julgamento dos recursos protocolados contra a decisão da Corte que ampliou a responsabilidade civil das big techs por conteúdos ilegais. 

O texto deverá basear os processos que tramitam no Judiciário de todo o país e esclarece a decisão na qual o Supremo reconheceu, em junho do ano passado, a responsabilidade das plataformas pelas postagens ilegais feitas por seus usuários.

Notícias relacionadas:STF dá 60 dias para big techs cumprirem regras definidas pela Corte.Toffoli vota para conceder 60 dias para big techs implementarem regras.Decreto determina que big techs devem prevenir conteúdos criminosos.Na semana passada, o julgamento dos recursos foi concluído, mas a tese final da decisão ficou pendente para a sessão de hoje.

A Corte confirmou que as plataformas podem ser responsabilizadas civilmente pelos danos decorrentes gerados por terceiros.

“O provedor de aplicações de internet será responsabilizado civilmente, de forma solidária, nos termos do art. 21 do Marco Civil da Internet pelos danos decorrentes de conteúdos gerados por terceiros em casos de crime ou atos ilícitos, sem prejuízo do dever de remoção do conteúdo, salvo se demonstrada dúvida razoável quanto à ilicitude”, diz a tese.

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A responsabilização será aplicada em casos de falhas sistêmicas das redes, ou seja, quando as plataformas deixarem de adotar medidas de prevenção ou de remoção dos conteúdos ilícitos.

O Supremo também fixou prazo de 60 dias para que as big techs implementem as medidas determinadas para ampliar a responsabilidade civil por conteúdos ilegais.

Entre as medidas, as empresas devem proibir acesso dos usuários a vídeos com exploração e abuso sexual, violência física e indução a comportamentos que levem a danos à saúde física ou mental de crianças ou adolescentes. Além disso, as plataformas são obrigadas a manter representante legal no país para receber intimações da Justiça.

O fim do processo que tratou das responsabilidades também foi declarado pelos ministros. Dessa forma, não cabe mais questionamentos.

Responsabilização 

Em junho do ano passado, o STF decidiu pela inconstitucionalidade parcial do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil.

O dispositivo estabelecia que, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, as plataformas só poderiam ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo ilegal.

Dessa forma, antes da decisão do STF, as big techs não respondiam civilmente pelos conteúdos ilegais, como postagens antidemocráticas, mensagens com discurso de ódio e ofensas pessoais.

O texto final da decisão definiu que o Artigo 19 não protege os direitos fundamentais e a democracia. Além disso, enquanto não for aprovada nova lei sobre a questão, os provedores estarão sujeitos à responsabilização civil pelas postagens de usuários.

Pela decisão, as plataformas devem retirar os seguintes tipos de conteúdo ilegais após notificação extrajudicial:

Atos antidemocráticos;
Terrorismo;
Induzimento ao suicídio e automutilação;
Incitação à discriminação por raça, religião, identidade de gênero, condutas homofóbicas e transfóbicas;
Crimes contra a mulher e conteúdos que propagam ódio contra a mulher;
Pornografia infantil;
Tráfico de pessoas.

Em caso de descumprimento, as plataformas deverão ser responsabilizadas pelos danos morais e materiais causados pelos usuários a terceiros.


Fonte: Feed Últimas

Portugal e RD Congo empatam; congoleses marcam primeiro gol em Copas

As seleções de Portugal e da República Democrática do Congo (RDC) se enfrentaram nesta quarta-feira (17), em Houston, nos Estados Unidos.

Na estreia das seleções do Grupo K, o placar terminou em 1 a 1, com gosto de vitória para a RD Congo que marcou pela primeira vez em uma Copa do Mundo.

Notícias relacionadas:Veja os jogos de quarta-feira pela Copa do Mundo 2026.Neymar volta a treinar com a seleção a 2 dias do jogo contra o Haiti.O primeiro tempo da partida foi agitado. Portugal abriu o placar logo nos primeiros seis minutos. Pedro Neto cruzou a bola para João Neves, meio-campista, que marcou de cabeça, em um momento de desorganização do adversário. Com 1,74m, Neves, que é jogador do clube Paris Saint-Germain, é considerado baixo.

O time europeu permaneceu a maior parte do jogo com a posse da bola, mas atacou menos. Cristiano Ronaldo, o principal artilheiro, não conseguiu ser acessado, por conta da forte marcação do adversário.

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Vencendo em campo, Portugal esfriou e ficou mais lento. E a reação dos Leopardos, apelido da seleção da RD Congo, veio nos minutos finais.

Em uma bola roubada ao final de um contra-ataque rápido, Samuel Moutoussamy chutou para o gol. A bola desviou na marcação e saiu em escanteio. Em uma bela jogada, aos 45 minutos, Arthur Masuaku cruzou para Yoane Wissa cabecear livre e marcar para a RDC.

Antes, a principal chance de Os Leopardos ocorreu nos minutos iniciais, quando Wissa, em uma tentativa de rebote, chutou para o gol, mas a bola foi para fora do campo. O time finalizou oito vezes contra o gol de Diogo Costa.cé

No segundo tempo, Portugal teve um gol de João Cancelo anulado, por impedimento, mas não encontrou facilidade para se livrar da marcação. A RD Congo alcançou bolas altas e conseguiu impedir lances perigosos.

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A RD Congo apertou a marcação e jogadores chegaram a se estranhar em campo, após uma falta em favor de Portugal, aos 22 minutos. Logo depois, em um lance pela direita, Francisco Conceição fez a bola chegar a Cristiano Ronaldo, que chutou mal. Ele teve outra chance logo depois, em uma triangulação com Bruno Fernandes, Conceição e o próprio artilheiro.

Os congoleses também perderam a chance de ampliar a vantagem no placar em um lance com Cédric Bakambu, que sempre faz referência à crise humanitária enfrentada por seu país ao marcar um gol. Aos 31 minutos do segundo tempo, em um contra-ataque pela esquerda, o atacante recebeu o passe, mas não bateu bem e a bola saiu por cima do gol.

Portugal voltou a pressionar, principalmente, com Conceição. Os congoleses reagiram, contra-atacaram e a torcida gritou, impulsionando Os Leopardos, que mantiveram a marcação e impediram chutes a gol dos europeus.

Na segunda rodada do Grupo K, Portugal enfrenta o Uzbequistão, em Houston, terça-feira (23), quando em Guadalajara, no México, a RD Congo enfrenta a Colômbia.


Fonte: Feed Últimas

Nunes Marques será relator de notícia-crime de Flávio contra Lula

O ministro Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), será relator da ação do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) que pede a abertura de inquérito para investigar se o presidente Lula (PT) cometeu os crimes de ameaça e incitação ao crime.


Fonte: UOL Noticias