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Moraes estabelece que decisão sobre compartilhamento de dados do Coaf não vale para atos anteriores

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclareceu, nesta terça-feira (21), que os critérios para o compartilhamento de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não se aplicam para atos regulares praticados antes da decisão.
No fim de março, Moraes definiu parâmetros para o fornecimento de informações sobre movimentações financeiras em investigações criminais:
os dados só podem ser repassados se houver investigação formal aberta, como inquérito, procedimento do Ministério Público ou processo administrativo, com objetivo definido.
o pedido deve identificar claramente o investigado;
é preciso haver relação entre os dados solicitados e o foco da apuração, sendo proibido o uso “genérico, prospectivo ou exploratório”;
o relatório não pode ser usado como “primeira ou única medida investigativa”;
decisões judiciais e pedidos de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) também devem seguir essas regras;
o descumprimento das regras torna o relatório inválido como prova.
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As decisões foram tomadas em um processo que contesta o uso, pelo Ministério Público, de relatórios do Coaf obtidos sem autorização judicial ou abertura prévia de investigação. Moraes é o relator do caso.
Agora, na nova determinação, o ministro deixa claro que esses critérios valem para casos posteriores, “não se aplicando automaticamente a atos pretéritos regularmente praticados antes de sua prolação”.
“Tal conclusão decorre da própria natureza das decisões cautelares e liminares no âmbito do controle jurisdicional, as quais, como regra, produzem efeitos a partir de sua concessão, orientando a conduta futura dos órgãos e autoridades destinatárias”, pontuou.
“A decisão estabelece parâmetros normativos e procedimentais destinados a disciplinar, doravante, as requisições e o fornecimento de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) pelo Coaf, com o objetivo de prevenir usos genéricos, prospectivos ou desconectados de procedimentos formalmente instaurados”, prosseguiu.
Moraes acrescenta que a medida se harmoniza com “princípios da segurança jurídica, da proteção da confiança legítima e estabilidade das relações institucionais” e evita a produção de efeitos retroativos generalizados que poderiam comprometer investigações.
Ministro Alexandre de Moraes, do STF
Reprodução


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g1 > Política

Bruno Bolsonaro Scheid (PL) diz “Pagaremos o preço que tiver que pagar por esse país” em encontro com apoiadores em Urupá (RO)

Pré-candidato ao Senado reforça discurso conservador, cita Jair Bolsonaro e destaca compromisso com eleitores da direita

O pré-candidato ao Senado por Rondônia, Bruno Bolsonaro Scheid (PL), esteve em Urupá (RO) para um encontro com moradores e produtores rurais, onde viveu um momento de forte emoção ao conversar com uma senhora de 72 anos que acompanhava atentamente a reunião.
Ao se dirigir a ela, destacou a identificação com o público e mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro: “Eu falei dos seus olhos? É porque eu olhei pra sua camisa, vi o nome Bolsonaro e eu lembrei do meu amigo Jair Messias Bolsonaro. Tem os olhinhos assim, azuis, igual aos teus. Que idade tem a senhora? Seu nome? Ele tem 71. Aquele cara disse uma frase que marcou a minha vida e vai marcar, eu acho, a de muitos aqui.”
Durante a fala, ele também comentou episódios envolvendo o ex-presidente, adotando tom crítico em relação às investigações. “Quando ele foi preso, infelizmente eu estive em todas as operações que, absurdamente e arbitrariamente, impuseram um crime àquele cara que nunca cometeu crime nenhum. Mas eu vou te falar uma frase que ele sempre me fala”, disse, ao introduzir o que considera uma mensagem central de sua atuação política.
Ao abordar o engajamento de apoiadores, destacou o que chamou de compromisso com o país e relembrou mobilizações realizadas em Brasília após as eleições de 2022. “Pagaremos o preço que tiver que pagar por esse país. E o preço, o preço que nós vamos pagar é para que a senhora, que foi lá pra Brasília ficar debaixo do acampamento no final de 2022, como a senhora me falou, enfrentando sol e chuva, nós vamos pagar o preço que tiver que pagar para que, um dia, a senhora fale assim: aqueles 30 e poucos dias debaixo daquela barraca valeram a pena, porque tem homem lá em Brasília para mudar o que a gente precisa mudar”, afirmou.


Ao encerrar, voltou a enfatizar a importância do apoio popular e reforçou a ligação com seus eleitores. “E nós vamos mudar por pessoas como a senhora, tá bom? Obrigado”, declarou, retomando a referência ao ex-presidente ao lembrar o momento inicial da conversa. A pré-candidatura se insere em um cenário em que o conservadorismo segue mobilizando parte do eleitorado, especialmente entre aqueles que se identificam com os valores defendidos durante o governo de Jair Bolsonaro.
Com discurso alinhado à direita, o pré-candidato tem defendido bandeiras como a valorização da família, das liberdades individuais e das tradições. Sua linha política se aproxima do bolsonarismo, corrente que se consolidou no país com pautas voltadas à segurança pública mais rígida, menor intervenção estatal e fortalecimento de princípios conservadores.

Lula diz que Brasil e Portugal vivem melhor momento da relação e exalta brasileiros que vivem no país: ‘Povo trabalhador’

Lula em agenda em Portugal.
Reprodução/ CanalGov
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (21) que Brasil e Portugal vivem o melhor momento da relação bilateral e afirmou que o povo brasileiro é muito trabalhador.
A declaração foi dada durante agenda em Portugal ao lado do primeiro-ministro português Luís Montenegro.
– Esta reportagem está em atualização
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Giro pela Europa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz um giro pela Europa desde a última sexta-feira, com agendas na Espanha e na Alemanha e chegada prevista agora a Portugal.
Em Barcelona, Lula participou da 1ª Cúpula Brasil–Espanha, teve reuniões com o primeiro‑ministro Pedro Sánchez, assinou atos em áreas como igualdade de gênero, cooperação econômica e inovação e participou do Fórum Democracia Sempre, com outros líderes internacionais.
Na Alemanha, o presidente se reuniu com o chanceler Friedrich Merz, participou da Feira Industrial de Hannover — a maior do mundo no setor — e destacou a agenda de transição energética e biocombustíveis, além do interesse mútuo no fortalecimento das relações bilaterais e no acordo Mercosul–União Europeia.
Agora, em Portugal, última etapa da viagem, Lula tem encontros previstos com o primeiro‑ministro Luís Montenegro e com o presidente da República, António José Seguro, para discutir temas políticos, econômicos e de cooperação entre os dois países.


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g1 > Política

Sem citar Trump, Brasil, México e Espanha cobram respeito à soberania de Cuba e dizem que vão ‘intensificar’ ajuda ao país

Brasil, Espanha e México prometem mandar mais ajuda a Cuba
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou neste sábado (18) um comunicado conjunto com México e Espanha no qual cobrou respeito à soberania de Cuba e informou que os países vão “intensificar” o envio de ajuda humanitária ao país.
A nota não faz menção direta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Entretanto, nos últimos dias, ao citar as ações militares americanas na Venezuela e no Irã que levaram à prisão de Nicolás Maduro e à morte do aiatolá Ali Khamenei, Trump tem dito que “Cuba é a próxima”.
“À luz da evolução da situação em Cuba e das circunstâncias dramáticas enfrentadas pelo povo cubano, os Governos de Brasil, Espanha e México […] reiteram a necessidade de respeitar, em todos os momentos, o direito internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da solução pacífica de controvérsias, consagrados na Carta das Nações Unidas”, diz a nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.
Nas últimas semanas, a situação em Cuba se agravou. O país tem enfrentando uma crise energética cada vez mais intensa, com apagões recorrentes e falta de combustível, por exemplo. Moradores da ilha também reclamam da falta de alimentos.
Incidente em meio a tensão entre EUA e Cuba, após a imposição de embargo petrolífero à ilha por Washington
CTK Photo/IMAGO via DW
“[Brasil, México e Espanha] expressam sua profunda preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instam para que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar essa situação e prevenir ações que agravem as condições de vida da população ou contrárias ao direito internacional. Comprometem-se a intensificar a resposta humanitária coordenada, visando a aliviar o sofrimento do povo cubano”, acrescentou o Itamaraty.
Recentemente, o líder cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que autoridades cubanas iniciaram negociações com o governo dos Estados Unidos.
Segundo o comunicado deste sábado, Brasil, México e Espanha entendem ser necessário um diálogo “sincero, respeitoso e em conformidade com o direito internacional e com os princípios da Carta das Nações Unidas” para que Cuba consiga superar a crise.
“Seu objetivo deve ser encontrar uma solução duradoura para a situação atual, a fim de criar as condições para que o próprio povo cubano decida seu futuro em total liberdade”, afirmou.
Lula critica líderes que buscam guerra
Aliado do ex-presidente cubano Fidel Castro, que morreu em 2016, e crítico do embargo imposto pelos EUA a Cuba, Lula tem criticado líderes mundiais que ameaçam outros países e se envolvem em guerras.
“Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra”, disse o presidente neste sábado ao discursar em um evento em Barcelona (Espanha) sobre democracia.
Lula também tem criticado o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que, na visão do presidente, está paralisado e não consegue evitar guerras justamente porque parte de seus membros permanentes, a exemplo de Estados Unidos e Rússia, está envolvida em conflitos.
“A querida Nações Unidas, que foi criada depois da Segunda Guerra Mundial, com cinco membros permanentes, para cuidar da paz, para cuidar da cordialidade, da fraternidade, se transformaram em cinco senhores de guerra”, disse.


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g1 > Política

Lula diz que Trump tem que ganhar logo Nobel da Paz para acabar com a guerra

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (21) que o presidente norte-americano Donald Trump tem que ganhar logo o Prêmio Nobel da Paz para acabar com as guerras no mundo.
“A gente vê todo santo dia declarações que, eu não sei se é brincadeira ou não, o presidente [Donald] Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou premio Nobel da Paz”, afirmou Lula.
“Então, é importante que a gente dê logo Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí, viveremos em paz tranquilamente”, prosseguiu.
A declaração foi dada durante agenda em Portugal ao lado do primeiro-ministro português Luís Montenegro
– Esta reportagem está em atualização
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Giro pela Europa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz um giro pela Europa desde a última sexta-feira, com agendas na Espanha e na Alemanha e chegada prevista agora a Portugal.
Em Barcelona, Lula participou da 1ª Cúpula Brasil–Espanha, teve reuniões com o primeiro‑ministro Pedro Sánchez, assinou atos em áreas como igualdade de gênero, cooperação econômica e inovação e participou do Fórum Democracia Sempre, com outros líderes internacionais.
Na Alemanha, o presidente se reuniu com o chanceler Friedrich Merz, participou da Feira Industrial de Hannover — a maior do mundo no setor — e destacou a agenda de transição energética e biocombustíveis, além do interesse mútuo no fortalecimento das relações bilaterais e no acordo Mercosul–União Europeia.
Agora, em Portugal, última etapa da viagem, Lula tem encontros previstos com o primeiro‑ministro Luís Montenegro e com o presidente da República, António José Seguro, para discutir temas políticos, econômicos e de cooperação entre os dois países.
Lula em agenda na Alemanha.
Ricardo Stuckert/ Presidência da República


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g1 > Política

Quem é Tatiana Alves Torres, que vai substituir delegado envolvido na prisão de Ramagem

A Polícia Federal (PF) nomeou a delegada Tatiana Alves Torres para assumir a função de oficial de ligação junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), em Miami.
Tatiana vai substituir o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que ocupava o cargo desde 2023 (leia mais abaixo). A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 17 de março, a última sexta-feira.
Delegada da Polícia Federal desde 2002, Tatiana Alves Torres é formada em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e tem pós-graduação em Ciências Penais e Segurança Pública.
Ao longo da carreira, atuou principalmente nas áreas de crimes ambientais, crimes financeiros, crime organizado e migração.
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Atualmente, ocupa o cargo de delegada de classe especial e exerce a função de coordenadora-geral de Gestão de Processos da Polícia Federal.
Tatiana também participou de formações internacionais, como curso na National Defense University, em Washington, em 2022, e o Programa de Treinamento Policial da Interpol, em Lyon, em 2008.
Em 2023, foi superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais. Ela é fluente em inglês e francês e tem conhecimento intermediário de espanhol.
Delegada Tatiana Alves Torres
Reprodução
Atuação
Segundo a portaria, Tatiana Alves Torres exercerá a função pelo prazo de dois anos, em uma missão classificada como transitória, com mudança de sede, transporte de mobiliário e bagagens e acompanhamento de dependentes.
Ainda de acordo com o ato oficial, a nomeação ocorre em substituição direta a Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava como oficial de ligação da Polícia Federal no ICE.
Interlocutores da Polícia Federal informaram que a transição “já estava prevista” e que a função é temporária.
Entre as atribuições do cargo está a identificação e a prisão de foragidos da Justiça brasileira nos Estados Unidos.
Marcelo Ivo de Carvalho foi nomeado para atuar em Miami em março de 2023, também em uma missão com duração inicial de dois anos junto ao ICE.
Em março de 2025, uma nova portaria prorrogou a permanência dele na função por mais um ano, estendendo a missão até 17 de agosto de 2026.
Contudo, quatro dias depois das prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), em 13 de abril, em Orlando, Flórida, a substituição do delegado foi formalizada no Diário Oficial.
Quando Ramagem foi preso, a PF informou que a medida foi tomada por questões migratórias e que ele havia sido levado a um centro de detenção. O ex-deputado foi solto dois dias depois.
Segundo integrantes do ICE, ele poderá aguardar em liberdade, em território americano, a análise de um pedido de asilo.
A saída de Marcelo Ivo dos Estados Unidos ocorre após o governo americano determinar que o delegado deixasse o país.
Autoridades dos EUA acusaram uma autoridade brasileira de tentar “contornar pedidos formais de extradição”, em referência à atuação no caso de Ramagem.
Alexandre Ramagem
Reprodução


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g1 > Política

Há 20 anos, o Brasil perdia o técnico Telê Santana, o “fio de esperança”

Telê Santana (1931-2006) faz parte da memória dos apaixonados pelo futebol bem jogado. O treinador comandou a inesquecível seleção de 1982 que, apesar de encantar o mundo, não conquistou a Copa, na Espanha. Nascido em Itabirito, Minas Gerais, em 26 de julho de 1931, ele morreu em um dia de Tiradentes, como hoje, há exatos vinte anos. 
Como jogador, Telê marcou época no Fluminense e como treinador passou pelos principais clubes brasileiros, com destaque para as conquistas da Libertadores e do Mundial de Clubes pelo São Paulo, em 1992 e 1993. Também teve passagens marcantes pelo Atlético-MG, campeão nacional em 1971, e pelo Palmeiras. 
Pela seleção, a equipe de 1982 encantou o mundo. Mesmo depois da derrota para a Itália, no Estádio Sarriá, o treinador foi aplaudido pela imprensa antes da entrevista coletiva que daria sobre a partida. O técnico ainda esteve na Copa de 1986, no México. 
Um livro obrigatório para quem quer conhecer melhor a vida de Telê Santana é “Fio de Esperança” (Gryphus 2000), do jornalista André Ribeiro. A biografia de fôlego tem mais de quatrocentas páginas e o nome da obra é uma referência ao apelido dos tempos do jogador. Mesmo magro, ele era ligeiro e marcava gols decisivos. Por isso, “fio de esperança”.
Na contracapa do livro, André Ribeiro destaca o sonho do treinador, no começo dos anos 2000: “Telê cantarolou o hino com os olhos vermelhos, como quem está prestes a chorar. Homem durão, jamais chorou em público, nem mesmo quando perdeu duas Copas do Mundo. Como já havia afirmado que não costumava chorar pelas coisas boas da vida, Telê preferia lembrar o trecho do hino que faz referência ao ‘direito de viver’. É essa única exigência que faz da vida. A esperança de voltar a dirigir um time de futebol é o que faz continuar a driblar os dramas de saúde por que passou, mesmo sabendo que essa hipótese é praticamente impossível de acontecer”.
Telê era um obcecado pelos fundamentos do futebol. Obrigava os comandados dele a treinar jogadas à exaustão, como cruzamentos, passes, cabeceios, cobranças de falta e de pênalti. Ele costumava dizer: “prefiro perder uma partida jogando bem, a ganhá-la jogando mal”.
A ausência dele no futebol nacional jamais foi preenchida.


Fonte: Jovem Pan

Oposição articula impeachment de Gilmar após ministro pedir investigação de Zema ao STF

Os parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados anunciaram na segunda-feira (20) que vão ingressar com um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. A iniciativa é liderada pelo deputado federal Gilberto Silva (PL-PB) após o magistrado solicitar a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), no inquérito das fake news.
Na segunda, Gilmar Mendes enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes pedindo a investigação de Zema por compartilhar em suas redes sociais um vídeo debochando dos ministros da Corte.
Em nota também divulgada nas redes, Gilberto Silva afirma que a oposição está preocupada de que a investigação de Zema, que é pré-candidato à presidência, abra “um precedente grave”.
“Um ex-chefe do Poder Executivo estadual passa a ser alvo de investigação por expressar opinião política. A crítica institucional, elemento essencial da democracia, passa a ser tratada como infração”, escreve Gilberto.
Gilmar Mendes solicitou a investigação de Zema após o ex-governador compartilhar um vídeo retratando uma conversa entre dois bonecos, caracterizados por desenhos de fantoches, que representariam Dias Toffoli e Gilmar Mendes.
No vídeo, Toffoli telefona para Gilmar e pede a ele que anule as quebras de sigilo de sua empresa, aprovada na CPI do Crime Organizado do Senado. Com um diálogo marcado por ironias e caricaturas, Gilmar responde que anularia as quebras e pede em troca uma cortesia no resort Tayayá, no qual Toffoli possuía participação acionária.
A sátira se baseia no fato de que Gilmar Mendes efetivamente proferiu decisão anulando as quebras de sigilo da Maridt. Essa é a empresa de Toffoli e dos irmãos do ministro que recebeu aportes de um fundo de investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, como mostrou o Estadão.
Na representação enviada a Moraes, Gilmar escreveu que o vídeo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
Moraes, relator do inquérito das fake news, pediu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre a inclusão de Zema no inquérito.
Para que um ministro do STF sofra impeachment no Brasil, é necessário que seja acusado de crime de responsabilidade, como abuso de poder, conduta incompatível com a honra do cargo ou atuação político-partidária.
A denúncia pode ser apresentada por qualquer cidadão, mas só avança se o presidente do Senado Federal aceitar o pedido. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem resistido a aceitar qualquer um dos pedidos.
Caso seja aceito, o processo é iniciado, e inclui análise, defesa do acusado e, ao final, julgamento pelo próprio Senado, sendo necessária a aprovação de dois terços dos senadores para a condenação e perda do cargo.
*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Caso Ramagem: Lula cita ‘reciprocidade’ após EUA expulsarem delegado

O presidente Lula (PT) afirmou nesta terça-feira (21) que pode usar a “reciprocidade” contra um americano no Brasil, ao comentar o caso do delegado brasileiro envolvido na prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos EUA.
“Fui informado hoje de manhã, acho que se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o dele no Brasil”, disse Lula em Hannover, na Alemanha, em conversa com a imprensa.
“Nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas nós não podemos aceitar essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas pessoas americanas querem ter com relação ao Brasil”, continuou o presidente.
Na sgeunda-feira (20), o delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho foi convidado a deixar os Estados Unidos após atuação na prisão de Ramagem na última semana. O Escritório para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado do governo americano confirmou a informação no X.
“Nenhum estrangeiro tem o direito de manipular nosso sistema de imigração para, simultaneamente, contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, solicitamos que a autoridade brasileira em questão deixe o nosso país por ter tentado fazer exatamente isso”, informou.
Marcelo Ivo era oficial de ligação da PF junto ao Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).
A PF já havia informado que o delegado estava nos EUA em uma missão oficial para colaborar com as autoridades americanas. A expulsão de Ivo do país norte-americano aconteceu sem que tenham sido informados os motivos exatos.

Prisão de Ramagem
Alexandre Ramagem foi preso nos Estados Unidos pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) no dia 13 de abril. O ICE confirmou a detenção. Ele é foragido da Justiça brasileira.
Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi detido na região de Orlando, na Flórida. Por ter pedido asilo no país, ele não pode ser extraditado imediatamente. Em nota, a Polícia Federal confirmou a prisão e afirmou que a prisão aconteceu em cooperação com as autoridades policiais dos EUA.
No dia 15 de abril ele foi liberado. O ex-diretor da Abin disse que foi detido por “questões migratórias” e não de trânsito. Em vídeo, Ramagem agradeceu aos que ajudaram a provar às autoridades dos EUA que ele e a família estavam regulares no território norte-americano, entre eles, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que ajudou a família de Ramagem durante os dias de prisão.
O ex-deputado federal também disse que as autoridades dos EUA o liberaram após a análise do caso. “Eles viram claramente que não era para eu sofrer aquele procedimento, muito menos para estar preso. A minha liberação não teve necessidade nem do pagamento de fiança”, informou.
Por fim, o ex-deputado afirmou que não tem “nada para esconder” e criticou a PF. “A nossa Polícia Federal de outrora, com tanta credibilidade, tornou-se uma polícia de jagunços do diretor geral Andrei Rodrigues”, disse Ramagem.


Fonte: Jovem Pan

EUA e Irã veem fim de trégua próximo, mas negociações permanecem incertas

Os Estados Unidos expressaram confiança de que as negociações de paz com o Irã seriam realizadas no Paquistão e uma autoridade iraniana sênior disse que Teerã estava considerando participar, mas obstáculos significativos e incertezas permanecem à medida que o fim do cessar-fogo se aproxima.
A trégua de duas semanas na guerra deve expirar dentro de alguns dias e, apesar de o Irã ter descartado anteriormente uma segunda rodada de negociações nesta semana, uma fonte paquistanesa envolvida nas discussões disse à Reuters que há um clima favorável para que as negociações sejam retomadas na quarta-feira (22).
“As coisas estão avançando e as negociações estão dentro do previsto para amanhã”, disse a fonte nesta terça-feira (21), sob condição de anonimato, acrescentando que o presidente dos EUA, Donald Trump, poderia comparecer pessoalmente ou virtualmente, se um acordo fosse assinado.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, viajará para o Paquistão nesta terça-feira para as negociações, informou o Axios, citando fontes dos EUA, e o Wall Street Journal disse que o Irã havia dito aos mediadores regionais que enviaria uma delegação ao Paquistão também nesta terça, citando pessoas familiarizadas com o assunto.
A Reuters não pôde confirmar imediatamente as reportagens. Uma autoridade iraniana, falando à Reuters, disse que Teerã estava “analisando positivamente” sua participação nas negociações, mas enfatizou que nenhuma decisão havia sido tomada.

Preço do petróleo cai
Os preços do petróleo caíram mais de US$1 e as ações se recuperaram no início das negociações na Ásia, nesta terça-feira, com a expectativa de que as negociações de paz entre os EUA e o Irã sejam retomadas nesta semana, depois que uma reunião anterior em Islamabad foi interrompida sem um acordo. Os preços do petróleo saltaram cerca de 5% nas negociações de segunda-feira (20), devido às dúvidas sobre as negociações.
Os futuros do petróleo bruto Brent LCOc1 caíam US$1,04, ou 1,1%, para US$94,44 por barril, e o West Texas Intermediate CLc1 dos EUA para maio perdia US$1,66, ou 1,9%, para US$87,95.
Mas as tensões permaneceram altas nesta terça, com a retórica desafiadora do Irã aumentando a incerteza sobre a possibilidade de as negociações acontecerem.
As principais autoridades de Teerã repreenderam Washington pelo bloqueio dos portos iranianos e pela apreensão e abordagem de um navio comercial iraniano, o Touska, no domingo (19), que eles chamaram de violações do cessar-fogo que eram obstáculos à diplomacia.
Um comandante militar iraniano sênior disse que as forças estavam prontas para dar uma “resposta imediata e decisiva” a qualquer hostilidade renovada dos adversários, disse a agência de notícias semi-oficial Tasnim, enquanto o embaixador do Irã no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, em um post no X, disse que qualquer nação com uma grande civilização não negociaria sob ameaça ou força.
O principal negociador Mohammad Baqer Qalibaf acusou Trump de aumentar a pressão por meio do bloqueio em uma postagem no X na noite de segunda-feira, dizendo que ele estava iludido ao tentar “transformar a mesa de negociações em uma mesa de submissão” ou justificar um novo belicismo.
Trump quer um acordo que evite novos aumentos nos preços do petróleo e impactos no mercado de ações, mas insistiu que o Irã não pode ter os meios para desenvolver uma arma nuclear. Teerã espera alavancar seu controle do Estreito de Ormuz para fechar um acordo que evite o reinício da guerra, alivie as sanções, mas não impeça seu programa nuclear.
Washington não especificou quando o cessar-fogo de duas semanas terminará. Uma fonte paquistanesa envolvida nas conversações disse que ele terminaria às 20h (horário do leste dos EUA) de quarta-feira, ou às 3h30 de quinta-feira no Irã.
Exigências do Irã
Fontes de segurança marítima disseram na segunda-feira que o navio iraniano Touska provavelmente teria a bordo o que Washington considera itens de uso duplo que poderiam ser usados pelos militares. O Comando Central dos EUA disse que a tripulação não cumpriu os repetidos avisos em um período de seis horas e que o navio violou o bloqueio dos EUA.
A China, o principal comprador do petróleo iraniano, expressou preocupação com a “interceptação forçada”.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou a apreensão nesta terça e exigiu a libertação imediata da embarcação, de sua tripulação e de suas famílias, alertando que Teerã usaria todas as suas capacidades para defender seus interesses nacionais e sua segurança.
“Os Estados Unidos assumiriam total responsabilidade por qualquer nova escalada na região”, disse, de acordo com a mídia estatal iraniana.
Milhares de pessoas foram mortas por ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã. A guerra provocou um choque histórico no fornecimento global de energia e temores de que o conflito prolongado poderia levar a economia global à beira da recessão.
O bloqueio dos EUA aos portos iranianos enfureceu Teerã, que suspendeu e logo reimpôs suas próprias restrições ao Estreito de Ormuz, que normalmente movimenta cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito. O Paquistão, mediador, fez lobby para que Washington encerrasse seu bloqueio.
*Com informações da Reuters


Fonte: Jovem Pan