O São Paulo fez uma exibição que deixou o placar de 1 a 0 sobre o Juventude barato na noite desta terça-feira (21), pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil. O time empilhou chances e, como esperado diante de um adversário mais fraco, fez o melhor jogo sob o comando de Roger Machado.
O treinador foi alvo de vaias já no anúncio da escalação. Uma faixa na torcida ainda pedia a saída do executivo Rui Costa. O que se viu, porém, foi uma equipe com jogadas que denotam jogadores bem treinados. Em campo, contudo, eles pecaram na técnica, desperdiçaram ataques e consagraram o goleiro Pedro Rocha. Apenas Luciano conseguiu marcar, em boa jogada de Artur.
Com mais que o triplo de finalizações do Juventude, além de 12 escanteios contra nenhum dos gaúchos, o São Paulo podia ter encaminhado a classificação às oitavas de final já no MorumBis. O placar magro impede que o jogo de volta seja mera formalidade. A partida ocorre apenas em 13 de maio, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS).
O São Paulo foi quem dominou as ações desde o início, mas o time tinha dificuldade em chegar ao ataque pelo chão. As trocas de passes se limitavam à zona intermediária do campo. Conforme o time avançava, o Juventude forçava o jogo pelos lados e obrigava os são-paulinos a cruzarem na área. O trio Rodrigo Sam, Messias e Marcos Paulo vencia a disputa com Calleri na bola aérea.
Além disso, o time gaúcho picotava a partida. Não havia pudor do Juventude em parar o adversário com falta quando o São Paulo conseguia progredir para mais perto da área. A primeira chance que levou real perigo veio com um chute de Cauly, obrigando o goleiro Pedro Rocha a espalmar.
Com a bola, o Juventude pouco conseguia fazer. Exemplo disso aconteceu por volta dos 30 minutos, quando o time trocava passes em frente à área do São Paulo e, sem espaço, chegou a voltar até o goleiro Pedro Rocha.
Foi no chutão do arqueiro que a bola voltou aos são-paulinos. Com boas trocas, a equipe progrediu. Artur, pela direita, tirou Diogo Barbosa da marcação com um drible e cruzou. Desta vez, Calleri não estava sozinho na área. Luciano vinha de trás, antecipou a marcação e cabeceou para o gol, abrindo o placar.
Artur tem sido o destaque positivo do São Paulo nos últimos jogos e repetiu o desempenho nesta noite. Próximo do fim do primeiro tempo, foi ele quem encabeçou uma aula de contra-ataque do time tricolor, trocando passes com Luciano e Calleri. A bola sobrou para o ponta finalizar dentro da área, mas ele chegou escorregando e isolou o que poderia ser o segundo. Logo depois, Cauly perdeu nova chance cara a cara com o goleiro Pedro Rocha.
O segundo tempo mal havia começado quando Diogo Barbosa dificultou ainda mais a situação do Juventude. O lateral-esquerdo foi para a dividida com Luciano no meio de campo, escorregou e atingiu o são-paulino com a sola da chuteira. Lucas Paulo Torezin consultou o árbitro de vídeo, anulou o cartão amarelo e aplicou o vermelho.
Maurício Barbieri foi obrigado a sacar o centroavante Alan Kardec. O São Paulo ganhou mais espaços e intensificou o que já fazia desde o apito inicial: trocas rápidas de passes. Laterais, meias e atacantes mostraram estar mais “azeitados” para construção de jogadas de pé em pé, principalmente com triangulações pelos lados.
A pressão são-paulina manteve o tom à sequência do jogo. Artur chegou a acertar a trave. Calleri teve outra chance no mesmo lance, no rebote, mas Pedro Rocha salvou. O São Paulo perdia oportunidades de aumentar o placar e conferir tranquilidade para o jogo da volta.
Roger Machado viu que o time poderia ter ainda mais presença ofensiva para tentar converter as chances. Foi assim que abdicou da marcação de Luan (que já não tinha a quem marcar) para a entrada de Lucca. Enquanto o técnico é um dos que mais colhe insatisfação dos torcedores, ele fazia o possível para a equipe ampliar o placar, mas as chances perdidas se acumulavam em campo.
Já com 45 minutos do segundo tempo, o São Paulo parecia finalmente não ter como errar e ampliar. O árbitro foi ao árbitro de vídeo e indicou pênalti por toque de mão de Léo Índio. Calleri assumiu a batida, mas bateu nas mãos de Pedro Rocha, que espalmou para escanteio. A chance perdida foi um abalo para o time, que baixou o ritmo e pareceu aceitar a vitória simples.
De volta ao Campeonato Brasileiro, o São Paulo recebe o Mirassol no sábado (25), no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, pela 13ª rodada. No mesmo dia, o Juventude encara o Londrina, pela Série B, no Alfredo Jaconi.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 × 0 JUVENTUDE
SÃO PAULO: Rafael; Lucas Ramon, Rafael Tolói, Alan Franco e Wendell; Danielzinho e Luan (Lucca); Artur, Luciano (André Silva) e Cauly (Pedro Ferreira); Calleri. Técnico: Roger Machado
JUVENTUDE: Pedro Rocha; Rodrigo Sam, Messias e Marcos Paulo (Gabriel Pinheiro); Raí Ramos, Luan Martins (Léo Índio), Mandaca (Alisson Safira), Raí Silva (Lucas Mineiro) e Diogo Barbosa; Manuel Castro e Alan Kardec (Fábio Lima). Técnico: Maurício Barbieri.
GOL: Luciano, aos 32 minutos do primeiro tempo.
ÁRBITRO: Lucas Paulo Torezin (PR).
CARTÕES AMARELOS: Rodrigo Sam, Luan Martins e Mandaca (Juventude).
CARTÃO VERMELHO: Diogo Barbosa (Juventude).
PÚBLICO: 33.603 torcedores.
RENDA: R$ 1.141.961,00.
LOCAL: MorumBis, em São Paulo.
Fonte: Jovem Pan