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6×1, 5×2, 4×3 e 12×36: como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil

Entenda como funcionam as principais escalas de trabalho no Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O fim da jornada de trabalho 6×1 está na lista de prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para este ano. Nesta terça-feira (14), o Palácio do Planalto encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que acaba com o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso.
Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o deputado federal Paulo Azi (União-BA) apresentou, nesta quarta-feira (15), parecer favorável ao avanço de propostas de emenda à Constituição (PECs) que tratam da redução da jornada semanal.
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Após a leitura do relatório, o deputado Lucas Redecker (PSD-RS) pediu vista para mais tempo de análise, pedido acompanhado pela deputada Bia Kicis (PL-DF). O pedido foi concedido pelo presidente da CCJ, Leur Lomanto Júnior (União-BA), o que adiou a votação do tema por até 15 dias.
O presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, fecharam um acordo para que o projeto de lei (PL) e as propostas de emenda à Constituição (PECs) tramitem de forma paralela.
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A estratégia é avaliar qual dos textos terá maior viabilidade política, já que o PL exige maioria simples para aprovação, enquanto as PECs, embora mais difíceis de aprovar, têm maior peso jurídico por alterarem a Constituição Federal.
Embora esteja no centro do debate, a jornada 6×1 não é a única prevista no Brasil. As escalas de trabalho variam conforme o setor de atuação e são regulamentadas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que as escalas de trabalho definem a relação entre dias trabalhados e períodos de descanso. Todas devem respeitar o limite de 44 horas semanais, mas, na prática, as diferenças entre os modelos impactam diretamente a rotina, o tempo de repouso e a qualidade de vida do trabalhador.
Na prática, o principal fator que distingue uma escala da outra é a frequência e a duração dos períodos de descanso após dias consecutivos de trabalho. Atualmente, os modelos mais adotados no país são 6×1, 5×2, 4×3 e 12×36.
Veja abaixo como funciona cada um deles:
6×1: Um dos formatos mais tradicionais no Brasil, com seis dias consecutivos de trabalho seguidos por um dia de folga. Para cumprir o limite de 44 horas semanais, a jornada diária gira em torno de 7 horas e 20 minutos. É um modelo amplamente adotado em setores que demandam operação contínua, como comércio, indústria e serviços essenciais.
5×2: São cinco dias de trabalho e dois de descanso, que não precisam ser consecutivos — embora o mais comum seja a folga aos sábados e domingos. Nesse modelo, a jornada diária costuma ser de 8 horas e 48 minutos para totalizar as 44 horas semanais, ou de 8 horas diárias quando a carga semanal é de 40 horas.
4×3: Modelo mais recente, com quatro dias de trabalho e três de descanso. Para cumprir as 44 horas semanais, a jornada diária precisaria ser de 11 horas, acima do limite legal de 10 horas diárias (8 horas regulares mais até 2 horas extras). Por isso, a aplicação geralmente está associada a uma carga semanal reduzida, como 36 horas (com 9 horas diárias), e depende de negociação por meio de acordo ou convenção coletiva.
12×36: Regime especial em que o empregado trabalha por 12 horas consecutivas e descansa pelas 36 horas seguintes. Comum em setores como saúde e segurança, esse modelo foi validado pela reforma trabalhista e pode ser instituído por acordo individual escrito. Em um mês, o trabalhador costuma trabalhar cerca de 15 dias e folgar outros 15, em ciclos alternados.
Abaixo, veja as principais características de cada escala:

Segundo Eliane Aere, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), independentemente da escala adotada, o intervalo para repouso e alimentação e o descanso semanal remunerado são direitos que devem ser garantidos.
“A legislação trabalhista brasileira permite a adoção dessas escalas, desde que respeitados os limites de jornada e os direitos do trabalhador. No entanto, a necessidade de acordo ou convenção coletiva varia conforme o modelo”, explica.
Ela destaca que as escalas 6×1 e 5×2 estão alinhadas ao limite constitucional de até 8 horas diárias e 44 horas semanais e, por isso, podem ser adotadas diretamente no contrato de trabalho, sem necessidade de acordo coletivo, desde que esses parâmetros sejam respeitados.
Já a escala 12×36 passou a ter respaldo legal com a reforma trabalhista de 2017, que permitiu sua adoção por meio de acordo individual escrito ou de negociação coletiva. Antes disso, esse modelo só era considerado válido quando previsto em convenção ou acordo coletivo.
A escala 4×3, por sua vez, não tem previsão específica na legislação e exige maior cautela. Segundo Eliane, a adoção depende de negociação coletiva, já que, para cumprir 44 horas semanais, a jornada diária ultrapassaria o limite legal de horas permitidas.
Mas como fica a remuneração? 💸
A escala de trabalho não altera o salário-base do trabalhador, definido pela jornada contratual. O principal impacto está na forma de cálculo das horas extras e dos adicionais.
O valor da hora de trabalho serve como base para esses cálculos, e qualquer período que ultrapasse a jornada diária ou semanal prevista deve ser remunerado como hora extra, com adicional mínimo de 50%. Nas escalas 6×1 e 5×2, a regra segue o padrão: ultrapassada a jornada, há pagamento de hora extra.
Na escala 12×36, a legislação considera compensados os feriados trabalhados e a prorrogação do trabalho noturno, pela própria natureza do regime. Nesse modelo, só há pagamento de horas extras quando a jornada ultrapassa as 12 horas previstas.
Trabalho aos finais de semana e feriados 👷🏽‍♀️
Todo trabalhador, independentemente da escala, tem direito ao Descanso Semanal Remunerado (DSR), que é pago mesmo quando não há prestação de serviço naquele dia.
Ana Maria Fiorencio, advogada trabalhista do escritório A. C. Burlamaqui Advogados, explica que a Justiça do Trabalho tem garantido que empregados de setores autorizados a funcionar aos domingos tenham folga dominical ao menos uma vez a cada três semanas. No caso das mulheres, a folga aos domingos deve ocorrer, no mínimo, a cada 15 dias.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) deve julgar o Tema 49, que busca uniformizar o entendimento sobre a obrigatoriedade da concessão de folga aos domingos — a cada três semanas — nas escalas 6×1 ou 5×1. Caso essa regra não seja observada, o empregador pode ser obrigado a pagar o dia em dobro.
Outra mudança relevante está prevista com a entrada em vigor da Portaria nº 3.665/2023, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A norma, que já foi adiada cinco vezes, deve entrar em vigor em maio deste ano determina que o funcionamento do comércio varejista em feriados só poderá ocorrer com autorização prevista em convenção coletiva.
Para os feriados, vale a regra geral da CLT: o trabalho nesses dias só é permitido com autorização em acordo coletivo e, quando ocorre, deve ser remunerado em dobro — exceto na escala 12×36, em que a compensação e o pagamento já estão previstos no regime.
A empresa pode mudar a escala sozinha? 📆
A mudança na escala é considerada uma alteração relevante do contrato de trabalho — e, por isso, segundo o artigo 468 da CLT, só é válida quando houver mútuo consentimento e desde que não haja prejuízo ao empregado.
Alterações que inviabilizem outro emprego, comprometam os estudos ou afetem o cuidado com filhos podem ser contestadas judicialmente. Em casos de necessidade operacional comprovada, pode haver flexibilização, mas a empresa deve justificar a mudança e comunicá-la previamente.
“A empresa pode realizar a mudança se houver uma justificativa operacional real, se essa possibilidade estiver prevista no contrato de trabalho e, idealmente, se houver a concordância do funcionário. Comunicação prévia e transparência são fundamentais para minimizar conflitos”, afirma Eliane Aere.
Trabalho no comércio em feriados passa a exigir convenção coletiva
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Direitos que não podem ser alterados 🚫
A legislação trabalhista prevê um conjunto de direitos que não podem ser suprimidos ou reduzidos por acordo coletivo ou por mudança de escala.
Entre eles estão:
Salário mínimo;
Depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
13º salário;
Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
Proteção do salário;
Férias anuais de 30 dias, com adicional de um terço;
Descanso semanal remunerado;
Licença-maternidade (mínimo de 120 dias) e licença-paternidade;
Aviso prévio proporcional;
Normas de saúde, higiene e segurança do trabalho.
Segundo Eliane Aere, esses direitos formam uma base mínima de proteção ao trabalhador, e nenhuma escala pode se sobrepor a eles.
Erros mais comuns cometidos pelas empresas ❌
Entre as irregularidades mais frequentes cometidas pelas empresas na aplicação dessas escalas de trabalho estão:
Não concessão do descanso semanal
Desrespeito ao intervalo intrajornada
Não pagamento de horas extras
Folgas dominicais irregulares
Compensação de jornada sem acordo válido
Descumprimento do intervalo mínimo de 11 horas entre jornadas
Horas extras habituais na escala 12×36, descaracterizando o regime
Pagamento de horas extras a menor
Diante de irregularidades, o trabalhador pode buscar o RH da empresa, o sindicato ou o Ministério do Trabalho e, em último caso, ingressar com ação trabalhista.
Impactos na qualidade de vida ‼️
Especialistas alertam que a escolha da escala de trabalho tem impacto direto na saúde e no bem-estar dos funcionários.
Escalas com folgas mais longas podem favorecer a recuperação física e mental, desde que não impliquem jornadas excessivamente extensas.
Embora empresas que adotaram testes-piloto relatem ganhos de produtividade e bem-estar, entidades como a ABRH-SP defendem que qualquer mudança ocorra, preferencialmente, por meio da negociação coletiva, considerando as particularidades de cada setor.
Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com saúde mental, burnout e a sustentabilidade das jornadas, mantendo o tema no centro das discussões.
Relator na CCJ lê parecer favorável a PECs que acabam com escala 6×1; pedido de vista da oposição adia votação


Fonte:

g1 > Política

Fluminense sai na frente, mas leva virada do Independiente Rivadavia

O Fluminense perdeu por 2 a 1, de virada, para o Independiente Rivadavia-ARG, nesta quarta-feira (15), no Maracanã, pela segunda rodada do Grupo C da Copa Libertadores. A derrota em casa se transformou numa grande decepção, ja que o time segue sem vencer na cometição internacional e viu cair uma invencibilidade de 23 jogos internacionais como mandante.
Até então, o time carioca acumulava um saldo positivo, com 18 vitórias e cinco empates. A sua última derrota tinha acontecido em 18 de maio de 2021, quando perdeu diante do Junior Barranquila-COl, por 2 a 1. Time carioca divide a lanterna do Grupo C com o Bolívar-BOL, ambos com um ponto e um gol de saldo negativo.
Este tropeço provocou insatisfação de sua torcida, que vaiou o time em vários momentos e mais no final do jogo. Na terceira rodada, o Fluminense visita o Bolívar-BOL, mas somente no dia 30 de abril.

O jogo
Fluminense iniciou o jogo com intensidade, explorando bem o seu lado direito. Mas, curiosamente, o gol saiu do outro lado, numa inversão de jogo e que acabou no controle de Guilherme Arana. O lateral ajeitou a bola e bateu cruzado: 1 a 0, aos nove minutos.
O empate saiu aos 33 minutos, depois de um cruzamento pelo alto e desviado por Freytes. A bola, porém, caiu na cabeça de Leonard Costa, que praticamente fez a ‘tabelinha’ de cabeça com Sartori, que finalizou para as redes.
O segundo tempo começou equilibrado, mas o visitante aproveitou uma série de erros do Fluminense para marcar e virar o placar, aos cinco minutos. O goleiro Bolcato chutou a bola com força, Fábio saiu da área e tocou de cabeça e a sobra ficou para o recuo errado de Canobbio. Em seguida, Fernández ganhou a dividida com Samuel Xavier e a bola ficou nos pés de Arce, que finalizou para as redes: 2 a 1.


Fonte: Jovem Pan

Corinthians vence Santa Fé na Libertadores e encerra jejum em casa

A caminhada do Corinthians na atual edição Libertadores ganhou mais um episódio tranquilo nesta quarta-feira (15), quando o time comandado por Fernando Diniz venceu o Santa Fé por 2 a 0, na Neo Química Arena. Os gols de Raniele e Gustavo Henrique encerraram um jejum de quatro jogos sem vitória em Itaquera, onde os corintianos não têm demonstrado a força habitual. Este foi apenas o quarto triunfo da equipe em 11 jogos como mandante em 2026.
O resultado garante os alvinegros na liderança do Grupo E, com seis pontos. Peñarol e Platense, que se enfrentam na quinta-feira, às 21h30, são os outros integrantes do grupo e têm um ponto cada, assim como o Santa Fé.

O jogo
Foram seis finalizações para os alvinegros, e as mais perigosas não vieram de jogas trabalhadas e sim da bola parada de Rodrigo Garro, que forçou boa defesa de Mosquera em cobrança de falta e cobrou o escanteio de um cabeceio perigoso de Gustavo Henrique.
O saldo ofensivo dos donos da casa não foi positivo, pois faltou repertório para aproveitar melhor os 60% de posse de bola e ter maior volume. Na defesa, ao menos, foram poucos os sustos. O único lance mais perigoso, uma finalização de Rodallega, foi defendida por Hugo Souza.
O ataque corintiano evoluiu no segundo tempo e passou a ser mais agudo. Tabelas e movimentações interessantes incomodaram a equipe colombiana, mas a bola parada continuou sendo mais importante. Perto dos 10 minutos, em jogada ensaiada no escanteio, Garro cruzou para Gustavo Henrique, que desviou para Raniele marcar dentro da pequena área.
O Corinthian diminuiu o ímpeto e voltou a trocar passes improdutivos, até que aproveitou nova oportunidade de Garro, dessa vez em cobrança de falta. O argentino cruzou par área e Gustavo Henrique fez um malabarismo para fazer o segundo corintiano, usando o joelho.


Fonte: Jovem Pan

EUA endurecem sanções contra o petróleo do Irã para limitar capacidade de gerar receita

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (15) que vão endurecer as sanções contra a indústria petrolífera do Irã, enquanto Teerã mantém o fechamento do Estreito de Ormuz. “O Departamento do Tesouro está agindo com firmeza por meio da ‘Fúria Econômica’, ao atingir as elites do regime, como a família Shamkhani, que tenta lucrar às custas do povo iraniano”, declarou em comunicado o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, referindo-se a uma campanha de pressão financeira contra o Irã que remete ao nome da operação militar americana que desencadeou a guerra.
“Os Estados Unidos estão agindo para limitar de forma decisiva a capacidade do Irã de gerar receitas enquanto tenta manter o Estreito de Ormuz como refém”, afirmou o Departamento de Estado em um comunicado separado.
Essas medidas visam a infraestrutura de transporte de petróleo, ao impor sanções a mais de 20 pessoas, empresas e embarcações que operam dentro da rede do magnata do transporte de petróleo Mohammad Hossein Shamkhani, segundo informou o Departamento do Tesouro.
Shamkhani é filho do funcionário de segurança Ali Shamkhani, assessor do líder supremo iraniano Ali Khamenei, assassinado em 28 de fevereiro, no primeiro dia dos ataques dos Estados Unidos e de Israel no início da guerra no Oriente Médio.
O Irã fechou o Estreito de Ormuz, uma via fundamental para o transporte de petróleo e gás, em retaliação à campanha militar dos Estados Unidos e de Israel. Os Estados Unidos estão agora realizando um bloqueio naval dos portos iranianos.


Fonte: Jovem Pan

Infantino garante Irã na Copa do Mundo: ‘Virá, sem dúvida’

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, garantiu nesta quarta-feira (15) que o Irã disputará “sem dúvidas” a Copa do Mundo de 2026. “O Irã virá, sem dúvidas”, ao torneio que será disputado em Estados Unidos, México e Canadá, afirmou Infantino durante um evento organizado pelo canal de televisão CNBC em Washington. “Esperamos que, nesse momento [o início da Copa, em 11 de junho], a situação seja uma situação pacífica, o que realmente ajudaria”, explicou o dirigente.
“Mas o Irã tem de vir, representa o seu povo, se classificou e os jogadores querem jogar“, afirmou o presidente da Fifa. A participação da seleção asiática continua incerta a menos de dois meses do torneio devido ao conflito no Oriente Médio, inciado no dia 28 de fevereiro.

A Copa do Mundo de 2026, a primeira a contar com 48 seleções, ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho. O Irã está no Grupo G do Mundial, no qual enfrentará a Nova Zelândia e a Bélgica em Los Angeles, e o Egito em Seattle.
Em março, o presidente da Federação Iraniana, Mehdi Taj, disse que o Irã vai “boicotar os Estados Unidos, mas não a Copa do Mundo” de futebol. “Vamos nos preparar para a Copa do Mundo. Vamos boicotar os Estados Unidos, mas não a Copa do Mundo”, declarou Taj em um vídeo divulgado pela agência de notícias Fars.
A Federação Iraniana de Futebol revelou que iniciou conversas com a Fifa sobre a possibilidade de transferir suas partidas, mas a entidade que comanda o futebol mundial afirma que o calendário do torneio não será modificado.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que seu país está preparado para receber as partidas do Irã na fase de grupos, se for necessário, devido ao conflito no Oriente Médio. “O México mantém relações diplomáticas com todos os países do mundo, portanto vamos esperar para ver o que a Fifa decide”, disse a mandatária.
*Com informações da AFP


Fonte: Jovem Pan

Vídeo mostra reencontro de Ramagem com a família após ser solto pelo ICE; veja

Um vídeo divulgado nesta quarta-feira (15) por Rebeca Ramagem, a esposa do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, mostra o reencontro do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) com a família após ser solto pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), nos Estados Unidos. Na gravação, as filhas e a esposa vão ao encontro de Ramagem após seu retorno para casa desde a prisão na segunda-feira (13).
O ex-deputado Alexandre Ramagem foi solto também nesta quarta-feira após ser inicialmente preso pelo ICE. A informação foi confirmada pela Jovem Pan.
Ele estava preso no sistema penitenciário de Orange County, na Flórida, onde foi detido. A informação foi confirmada pelo seu advogado. A defesa também afirmou que ele já se encontrava em sua residência.
Ele é considerado foragido da Justiça brasileira. Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Ramagem teve o mandato cassado em 18 de dezembro, no mesmo dia em que a Câmara dos Deputados também declarou a perda do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ex-deputado federal foi condenado por participação na tentativa de golpe para reverter o resultado das eleições de 2022. Após a condenação, ele deixou o país e fugiu para os EUA, em setembro.
No final de janeiro, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública informou ao STF que o pedido de extradição do ex-deputado federal foi entregue ao governo dos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2025.

 

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Fonte: Jovem Pan

Justiça aceita interdição do ex-presidente FHC após pedido dos filhos

A Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu, nesta quarta-feira (15), interditar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, atendendo a um pedido apresentado por seus filhos. A informação é do jornalista Lauro Jardim, do O Globo, e confirmada pela Fundação FHC.
A medida ocorre devido ao estado de saúde debilitado associado ao agravamento do quadro de Alzheimer em estágio avançado. Com isso, Paulo Henrique Cardoso foi nomeado curador provisório, responsável apenas pela gestão patrimonial do pai.
A decisão também destaca que a escolha é apoiada pelas irmãs Luciana Cardoso e Beatriz Cardoso, além de refletir a confiança depositada pelo ex-presidente. O prazo para inclusão da anuência da companheira Patrícia Kundrát é de 15 dias.
A Justiça também solicitou informações sobre a capacidade de locomoção de FHC e sua reação à decisão. O pedido foi protocolado com laudo médico e assinado por advogados do caso.
FHC já não administrava questões financeiras nem decisões do cotidiano e passou a depender de acompanhamento regrado de equipe médica.


Fonte: Jovem Pan

Corinthians x Santa Fé: assista à transmissão da Jovem Pan ao vivo

Corinthians e Santa Fé se enfrentam nesta quarta-feira (15), pela segunda rodada da Libertadores e promete ser decisivo para os objetivos das equipes no campeonato. A Jovem Pan apresenta todas as emoções do duelo ao vivo, às 21h30 (de Brasília), com narração de Nilson César, comentários de Vampeta e reportagem de Victor Boni no YouTube.

Assista à transmissão


Fonte: Jovem Pan

Gilmar Mendes pede que PGR investigue relator da CPI do Crime Organizado por abuso de autoridade

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta quarta-feira (15) à Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura da investigação contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por “desvio de finalidade”. “Sendo certo o desvio de finalidade praticado pelo Senador Relator da CPI do Crime Organizado e a potencial incidência de sua conduta nos tipos penais descritos na Lei 13.869/2019 e em outros marcos repressivos criminais, requer-se a apuração destes acontecimentos e a adoção das medidas cabíveis”, solicitou Mendes.
“O claro desvio de finalidade enveredado pelo relator da CPI do Crime Organizado não encontrou guarida sequer entre os seus pares, que deliberadamente optaram por não aprovar o texto de endereçamento final por ele sugerido”, completou Mendes, que afirmou que a CPI foi criada para investigar ações do crime organizado, entretanto, Vieira, realizou o “indevido indiciamento” dos ministros.
Alessandro Vieira (MDB-SE) propôs indiciamento de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes por crime de responsabilidade, sem caracterização penal. Com isso, as denúncias não serão enviadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), cujo chefe, Paulo Gonet, está entre os indiciados.
Entretanto, o possível indiciamento foi encerrado após a rejeição do relatório se deu depois de manobra conjunta do chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A articulação resultou na troca dos senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES) por Teresa Leitão (PT-PE) e Beto Faro (PT-PA). A CPI foi formada por 11 parlamentares titulares, dos quais dez votaram, e sete suplentes.

CPI do Crime Organizado
Instalada em 4 de novembro de 2025, a CPI apurou a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias. O colegiado investigou o modus operandi, a atuação em cada região e as suas estruturas a fim de identificar soluções adequadas para o combate, principalmente por meio de aperfeiçoamento da atual legislação.


Fonte: Jovem Pan

Prefeito de Cuiabá anuncia lei que cassa alvará de casa de shows que fizer apologia ao crime

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, apresentou à Câmara Municipal um projeto de lei que cassa o alvará de funcionamento de casas de shows que promovam apologia ao crime organizado, ao tráfico de drogas ou à violência contra a mulher. O anúncio foi feito à Jovem Pan News e coincide com uma das maiores operações policiais contra funkeiros do país.
Nesta quarta-feira (15), a Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo e prendeu os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. As investigações apontam que o esquema utilizava a indústria fonográfica e o entretenimento digital para movimentar e ocultar dinheiro ilícito — e teria movimentado R$ 1,6 bilhão no Brasil e no exterior.
Ryan SP foi preso durante uma festa em apartamento de luxo na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de São Paulo. Poze do Rodo foi detido em sua casa, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. Em 2025, Poze já havia sido preso por suspeita de apologia ao crime e envolvimento com a facção Comando Vermelho.
Brunini havia alertado sobre o padrão: cantores que fazem apologia à violência contra a mulher nos palcos e aparecem, pouco depois, com ligações com o crime organizado. “Eu, como prefeito, não vou dispensar o alvará de funcionamento para estabelecimentos que promovam esse tipo de prática”, afirmou à Jovem Pan News.
A operação de hoje é o retrato nacional do que o prefeito de Cuiabá já decidiu enfrentar por lei.
 


Fonte: Jovem Pan