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‘Não precisamos pensar igual para caminhar juntos’, diz Eduardo Leite em aceno a Caiado

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), sinalizou nesta quinta-feira (9) apoio à pré-candidatura do ex-chefe do Executivo de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Em publicação nas redes sociais, o gaúcho pediu desculpas “pela indelicadeza não intencional” de não ter dado parabéns ao goiano por ser escolhido pelo Partido Social Democrático (PSD) para disputar o Planalto.
“Continuo discordando da leitura de cenário feita pelo partido, mas isso em nada diminui o nome ou biografia de Caiado”, escreveu Leite.
Na publicação, o governador gaúcho disse que entregou uma carta a Caiado “com temas relevantes” e disse “esperar vê-los debatidos e defendidos na campanha”. “Estou pronto para ajudá-lo no que estiver ao meu alcance para que possamos oferecer uma alternativa viável contra a polarização”, declarou.
Ainda na postagem, o chefe do Executivo gaúcho compartilhou uma imagem com texto intitulado “Carta ao pré-candidato à presidência pelo PSD”. No documento, o governador expressou que ele e Caiado não precisam “pensar igual para caminhar juntos”. Leite ponderou, no entanto, ser necessário ter “clareza” sobre o que os “une”, além dos “valores e compromissos” que “sustentam” a jornada deles.
“[O Brasil] precisa de um projeto que não se defina por oposição a este ou àquele nome, mas que se afirme por uma visão própria de país, que una responsabilidade fiscal com sensibilidade social, firmeza institucional com capacidade de diálogo”, afirmou.
O governador indicou cinco pontos que “qualquer candidatura que pretenda representar esse espaço” deve expressar seu compromisso. São eles:

Respeito às instituições e à democracia;
Responsabilidade na administração das contas públicas, “com coragem para enfrentar reformas necessárias”;
Estado como promotor da igualdade com políticas sociais efetivas;
Construção de governabilidade com integridade;
Disposição de dialogar com diferentes.

Leite ainda manifestou ser contra a promessa feita por Caiado de anistiar os condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o gaúcho, a “pacificação nacional” não será alcançada caso o eventual governo de seu colega inicie com a medida. O chefe do Executivo do Rio Grande do Sul acredita que a ação “tende a interromper o diálogo com uma parcela significativa da população”.
Escolha de Caiado
Conforme antecipou a colunista Beatriz Manfredini, da Jovem Pan, o anúncio da pré-candidatura de Caiado foi marcado para 30 de março, depois de o PSD encerrar as articulações internas sobre a escolha de um representante da sigla para a corrida presidencial. O goiano foi indicado pela legenda após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., e a perda de força do nome de Eduardo Leite.
Fontes do PSD disseram ao jornalista Bruno Pinheiro, da Jovem Pan, que a decisão de apoiar a candidatura de Caiado surpreendeu a bancada do partido na Câmara dos Deputados. Os parlamentares relataram que não foram ouvidos antes da definição e contavam com o nome de Ratinho Jr., até o recuo do governador do Paraná. Para os congressistas, a candidatura de Eduardo Leite representaria uma verdadeira terceira via.
Ainda à Jovem Pan, a bancada do PSD contou que a escolha por Caiado foi tomada pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, e pelos chamados “mandachuvas” da sigla. Algo avaliado como uma aproximação do partido com o campo bolsonarista e um distanciamento do centro.
Eduardo Leite reagiu com frustração à decisão do PSD e declarou que sua jornada política não termina com uma deliberação partidária. “Essa decisão desencanta a mim e a tantos outros brasileiros pela forma como insistem em fazer política no nosso país”, afirmou o governador do Rio Grande do Sul, em vídeo publicado nas redes sociais.
Na ocasião, Leite disse ter recebido manifestações de apoio de lideranças políticas, economistas e da sociedade civil. O governador gaúcho defendeu o que chamou de uma via centro-liberal-democrática. Ele também afirmou que a decisão de sua legenda “tende a manter o ambiente de polarização radicalizada”.


Fonte: Jovem Pan

Liga Unificada de Clubes: CBF tenta unificar o futebol brasileiro em 2027

O tema que está dominando os bastidores do futebol brasileiro neste momento é a criação da Liga Unificada de Clubes.A CBF reuniu recentemente representantes de 40 clubes das Séries A e B e apresentou uma proposta inicial bem concreta.
O cronograma é ambicioso: coleta de sugestões dos clubes até julho, ajustes finais em agosto e setembro, e a aprovação do estatuto prevista para o fim de 2026. A ideia é que as primeiras melhorias no produto Brasileirão comecem a valer já a partir da temporada de 2027.
A proposta prevê que os clubes tenham o poder final nas decisões estratégicas da liga. No entanto, a CBF não quer ficar de fora: pretende atuar como mediadora e continuar responsável pela organização do futebol nacional como um todo.
Ou seja, diferentemente da Premier League inglesa, a liga brasileira não seria totalmente independente da CBF.A divisão das receitas de televisão — um dos pontos mais sensíveis — ficou para depois.Os contratos atuais vão até 2029, e as novas negociações só devem começar a valer a partir de 2030.
Entre os pontos destacados pela CBF estão:

Redução de jogos com início à noite (melhorando a experiência do torcedor);
Aumento do tempo efetivo de bola rolando;
Investimentos em modernização de estádios;
Fortalecimento do marketing do Brasileirão;
Medidas para retenção de talentos no Brasil.

Um passo importante após anos de impasse.Depois de anos de divisão entre Libra e Forte Futebol, essa é a primeira vez que os clubes demonstram disposição real para avançar em uma solução unificada.
A verdade é que, sozinhos, os clubes nunca conseguiram se organizar. Agora, com a CBF assumindo um papel mais ativo de liderança e mediação, o processo ganha novo fôlego.
Conversei com consultores do mercado de esporte e as visões são diferentes: Um deles percebe desconforto em parte dos clubes, que ainda defendem uma liga totalmente independente e temem que a CBF continue exercendo poder excessivo.
Outro especialista acredita que a entidade, após anos de impasse, resolveu tomar as rédeas do processo tanto para melhorar a imagem do futebol brasileiro quanto para garantir seu próprio espaço institucional.
Os próximos meses serão decisivos. Resta saber se esse projeto da Liga Unificada vai realmente sair do papel ou se ficará apenas no campo das boas intenções e dos discursos.


Fonte: Jovem Pan

Botafogo estreia na Sul-Americana com empate em 1 a 1com Caracas

O novo técnico Franclim Carvalho não teve sua estreia dos sonhos pelo Botafogo. Pela primeira rodada do Grupo E da Copa Sul-Americana, amargou um empate frustrante com o Caracas-VEN por 1 a 1, nesta quinta-feira (09), no Nilton Santos. O resultado fez o treinador português sentir o gosto da pressão que vive o clube e foi vaiado pela torcida no intervalo e ao final da partida.
Com o resultado, o Botafogo e o Caracas somam apenas um ponto na chave, que é liderada pelo Racing-ARG, que venceu o Independiente Petrolero-BOL por 3 a 1, e seu próximo adversário pela segunda rodada, na quarta-feira, às 19h, na Argentina.
O jogo
Apesar de dominar a posse da bola, o time carioca era lento e pouco conseguia transições ou costurar jogadas ofensivas que levasse algum perigo ao gol venezuelano. Quando conseguiu pisar na área, viu o VAR anular um possível pênalti em cima de Matheus Martins. Para piorar a situação, aos 42, Wilfred Correa pegou a sobra na área e, livre de marcação, abriu o placar para o Caracas, fazendo todo o time carioca sair sob vaias para o intervalo.
Na volta do intervalo, Franclim Carvalho lançou Arthur Cabral em campo e a substituição surtiu efeito de imediato. Oportunista, o atacante apareceu para pegar o rebote e deixar tudo igual, aos quatro minutos. O gol afastou o nervosismo e fez com que o Botafogo arriscasse mais ao gol. Construindo mais, ficou próximo da virada, mas o chute de Arthur Cabral explodiu no travessão.
Com o passar do tempo, a ansiedade foi tomando conta dos jogadores. Acelerando as jogadas e com seguidas tomadas de decisões equivocadas, desperdiçando chance atrás de chance. Do outro lado, o Caracas se mostrava pouco interessado no contra-ataque e se fechou totalmente na defesa. Na reta final, Barrera teve a chance de se consagrar, mas chutou em cima de Benítez, tirando de vez a paciência do torcedor, que aumentou o tom dos protestos.


Fonte: Jovem Pan

Filho de Biden desafia herdeiros de Trump para uma luta na jaula

Os norte-americanos poderão assistir a uma luta inédita enquanto se preparam para comemorar os 250 anos de independência do país: uma “cage match” (luta na jaula) entre os filhos de um presidente dos EUA em exercício e o filho de um ex-presidente.
A possibilidade improvável surgiu nesta quinta-feira (09), quando Hunter Biden, filho do ex-presidente democrata Joe Biden, desafiou os filhos mais velhos do presidente republicano Donald Trump — Donald Jr. e Eric — para uma luta. Biden disse que recebeu uma ligação do comentarista conservador de mídia social Andrew Callaghan, que lhe disse que estava organizando a luta.
“Eu disse a ele que faria isso — 100% de participação se ele conseguir. E se ele não conseguir, eu ainda vou”, disse ele em um vídeo compartilhado no Instagram do Canal 5 de Callaghan. A Organização Trump e a Casa Branca não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
Não está claro se ou quando essa luta ocorrerá. A Casa Branca planeja realizar um evento semelhante — mas com verdadeiros lutadores do UFC — em 14 de junho, como parte de uma série de eventos em comemoração ao 250º aniversário dos Estados Unidos.
Biden se tornou presidente depois de derrotar Trump na eleição de 2020, que o republicano continua a alegar falsamente que foi resultado de uma fraude generalizada. A ameaça de confronto entre seus filhos tem ecos de uma proposta de uma luta na jaula em 2023 entre os titãs da tecnologia Mark Zuckerberg e Elon Musk, embora esse evento nunca tenha ocorrido.
Em épocas anteriores da política norte-americana, houve lutas sangrentas, notadamente o duelo de 1804 entre o vice-presidente Aaron Burr e o ex-secretário do Tesouro Alexander Hamilton, que resultou na morte do ex-secretário do Tesouro e efetivamente encerrou a carreira política de Burr.
*Reuters


Fonte: Jovem Pan

Platense x Corinthians: assista à transmissão da Jovem Pan ao vivo

Platense e Corinthians se enfrentam nesta quinta-feira (9), no primeiro jogo da fase de grupos da Libertadores. A Jovem Pan apresenta todas as emoções do duelo ao vivo, às 21h (de Brasília), com narração de José Manoel de Barros, comentários de Vampeta e reportagem de Victor Boni no YouTube.

Assista à transmissão


Fonte: Jovem Pan

Administração Trump dividida quanto à guerra no Irã

Circula na imprensa internacional artigo do NY Times revelando todos os bastidores de como Trump resolveu embarcar na guerra contra o Irã (“How Trump took the U.S to War With Iran”).
A reportagem, numa riqueza de detalhes, mostra que basicamente o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, juntamente com o chefe da Mossad (serviço secreto israelense), convenceram Donald Trump a atacar o Irã, pois havia ali uma janela de oportunidade. Além da pressão do governo de Israel, seu Secretário de Defesa, Pete Hegseth, foi um grande entusiasta da ideia de uma guerra contra o Irã.
Por outro lado, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e o Secretário de Estado, Marco Rubio, foram vozes contrárias ao ataque. Para eles, uma guerra com o Irã significaria o fechamento do Estreito de Ormuz, com elevação do preço do petróleo, mortes de americanos e aumento da instabilidade geopolítica em outros países do Oriente Médio.
Além disso, a guerra poderia significar custos políticos para Trump nas midterms (eleições parlamentares de meio de mandato), na medida em que o conflito traria custos econômicos e humanitários, além de quebrar uma das suas principais promessas de campanha, de que os EUA não iniciariam mais incursões militares com outros países, principalmente no Oriente Médio.
Com a divisão dentro do governo Trump, um lado, juntamente com Israel, fará de tudo para romper o cessar fogo temporário. Por outro lado, o grupo contrário a guerra tentará convencer Trump durante esta trégua bélica de que o melhor a se fazer é negociar um fim definitivo do conflito com o Irã.
O problema é que a agora o preço de negociação com Teerã aumentou, e as exigências do país persa são muito maiores do que aquelas antes de iniciar a guerra. Independentemente do desfecho, o estrago político para Trump já foi feito, com o aumento do galão da gasolina.
Se Trump ouvir Rubio ou Vance poderá ainda evitar uma dupla derrota nas midterms.


Fonte: Jovem Pan

Dino pede vista de julgamento de eleições diretas no RJ; Placar é de 4 a 1

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista nesta quinta-feira (9), durante o julgamento que trata sobre as eleições do Rio de Janeiro, após a cassação e renúncia do mandato de Claudio Castro (PL-RJ). Apesar da decisão, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Cármem Lúcia anteciparam seus votos. Os três ministros acompanharam Luiz Fux e votaram contra as eleições diretas, deixando o placar em 4 a 1 para rejeição da medida.
Mendonça disse que não houve desvio de finalidade na renúncia de Castro para concorrer ao Senado. Assim, a eleição pode ocorrer de forma indireta. “Entendo não ser possível deduzir-se que o ato unilateral de renúncia ocorreu como burla ao julgamento que se avizinhava”, afirmou.
Dino argumentou que prefere esperar o acórdão do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para dar seu voto. O tribunal decidiu tornar Castro inelegível por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição em 2022.
O ministro do STF disse que o relatório irá “elucidar” as questões que o tribunal tem neste momento em relação ao caso. O ministro Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes concordaram com Dino em adiar o julgamento até a publicação do acórdão.
Edson Fachin, presidente do STF, havia afirmou que não vê problema em adiar o processo para um “momento adequado”.
O STF iniciou a votação nesta quarta para decidir entre eleição direta – determinada pela população fluminense – ou indireta – realizada pelos deputados estaduais — para eleger o próximo governador no Rio de Janeiro, que ficará no cargo até dezembro de 2026.
As discussões chegaram ao STF por meio de ações apresentadas pelo PSD após a sigla alegar que o ex-governador do Estado, Cláudio Castro, teria renunciado ao cargo para não ter a posição cassada em votação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Votos antecipados
Após o pedido de vista de Dino a sessão foi paralisada, mas voltou com o voto antecipado do ministro Nunes Marques. Apesar de ter concordado em adiar a votação, o ministro decidiu votar e acompanhou o relator do caso, ministro Luiz Fux, votando contra a eleição direta. “Não me parece razoável supor que, em um intervalo de poucos meses, às vesperas da eleição geral de outubro, se promova eleição suplementar para os cargos de governador e vice-governador”, argumentou.
A ministra Cármem Lúcia decidiu também antecipar seu voto, já que “o ministro Nunes Marques antecipou”, e também votou contra a eleição direta. “Acompanho o relator do caso, ministro Luiz Fux, e voto contra a eleição direta”.
Como votaram os ministros ontem
O ministro Cristiano Zanin votou a favor das eleições diretas. Já Luiz Fux, votou contra e considera que a Assembleia deverá eleger seu novo presidente.
Fux completou que, uma vez eleito pelos votos dos deputados estaduais, ele será governador interino até que eleitos os novos ocupantes do cargo. “Seria inconcebível que em um espaço de menos de seis meses a população fluminense fosse convocada para duas eleições, com enorme custo financeiro para Justiça Eleitoral”, argumentou.
Fux defendeu ainda que o STF não pode reavaliar fatos já analisados pela Justiça Eleitoral nem presumir fraude na renúncia do governador sem via processual adequada.
*Com informações da Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

Trump adverte Irã sobre cobrança de pedágio para cruzar Ormuz: ‘Melhor parar agora’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o Irã nesta quinta-feira (09) sobre a cobrança de taxas para embarcações cruzarem o Estreito de Ormuz. “Há informações de que o Irã está cobrando taxa para permitir a passagem por Ormuz. É melhor não ser e, se for, melhor parar agora”, escreveu o Trump, em sua conta Truth Social, onde também disse que os iranianos estão fazendo uma péssimo trabalho ao permitir que petróleo passe pelo Estreito Ormuz. “Irã está fazendo um péssimo trabalho, desonroso, diriam alguns. Esse não é o acordo que temos!”, declarou.
Nesta quinta, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, disse que o Estreito de Ormuz entrará em uma nova fase, mas não deu mais detalhes sobre o que será realizado. Entretanto, a mídia internacional alerta para cobraças de taxa milionárias para cruzar Ormuz. Alguns valores são estimando em US$2 milhões (cerca de R$ 10 milhões de reais).
O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz ficou bem abaixo de 10% do volume normal nesta quinta. Apenas sete navios atravessaram o estreito nas últimas 24 horas, em comparação com os cerca de 140 habituais, segundo dados de rastreamento.
Desde quarta-feira (08), o Irã tem sugerido rotas alternativas. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã orientou as embarcações a navegarem pelas águas iranianas ao redor da Ilha de Larak para evitar o risco de minas navais nas rotas habituais pelo estreito, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim nesta quinta-feira

Petróleo vai começar a fluir, afirma Trump
Em uma outra publicação, Trump disse que ‘em breve’o petróleo começaria a fluir muito rapidamente, “com ou sem a ajuda do Irã”, sem fornecer mais detalhes. A declaração foi dada ao criticar um publicação do jornal norte-americano The Wall Street Journal, em que o jornal dizia que a fala de Trump sobre ter vencido a guerra contra o Irã, não era verdadeira. “Irã não tem armas nucleares a, rapidamente, vocês vão ver o petróleo começar a fluir, com ou sem a ajuda do Irã”, escreveu.
Nesta quinta-feira, dois dias apos a trégua de duas semanas entre os EUA e Irã o petróleo voltou a fechar em alta. Centenas de petroleiros e outros navios estão presos no Golfo Pérsico desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro, reduzindo o fornecimento global de petróleo em 20%, na maior interrupção de abastecimento da história.
Desde 28 de fevereiro, pelo menos 23 petroleiros com bandeira iraniana chegaram à Ásia, mantendo o ritmo dos níveis pré-guerra, de acordo com o grupo de defesa dos direitos humanos United Against Nuclear Iran, dos EUA, que monitora o tráfego relacionado ao Irã.

O que é o Estreito de Ormuz?
O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima localizada entre o Golfo Pérsico e de Omã, operando como a fronteira natural entre o Irã e a Península Arábica. No jargão geopolítico e financeiro, a região é classificada como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.
Aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam por suas águas diariamente. O volume que equivale a cerca de 20% do consumo global do insumo.
*Com informações da Reuters


Fonte: Jovem Pan

Hipertensão: veja como a alimentação pode elevar ou não a pressão arterial

A hipertensão, também chamada de pressão alta, é uma doença silenciosa, pois frequentemente não apresenta sintomas, mas pode se agravar e comprometer o coração, os rins e o cérebro sem que o indivíduo perceba. No Brasil, a condição atinge 29,7% da população e é responsável por cerca de 388 mortes por dia, conforme dados do Ministério da Saúde.
De acordo com Tamara Ribeiro, profissional de cardiologia do AmorSaúde, os hábitos alimentares são determinantes tanto na prevenção quanto no desenvolvimento da doença. “Uma dieta não saudável pode elevar a pressão arterial, sendo considerada um dos principais fatores de risco para hipertensão”, alerta.
Impactos da alimentação na pressão arterial
A cardiologista explica que consumir muito sódio, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados pode aumentar a pressão arterial, enquanto uma dieta equilibrada ajuda a mantê-la sob controle e até a reduzir valores altos.
Segundo ela, alimentos ricos em sódio geram a retenção de água no organismo. Com mais água circulando no sangue, a pressão nos vasos sanguíneos aumenta e o coração precisa se esforçar mais para bombear o líquido. Com o tempo, isso pode causar lesões nas paredes dos vasos, causando infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).
Além disso, ela acrescenta que os altos níveis de sódio também sobrecarregam os rins, responsáveis pela filtragem do sangue.
Alimentos ricos em sódio
O sal é um dos principais vilões da pressão arterial. “O ideal seria limitar o consumo de sódio a 1,5 g ou 2 g por dia”, orienta Tamara Ribeiro. No entanto, ela lembra que diversos alimentos industrializados são ricos em sódio e podem elevar a pressão.
Entre os itens que devem ser evitados, tanto por quem tem hipertensão quanto por quem quer prevenir a doença, a médica destaca:

Pães industrializados;
Enlatados, como vegetais em conserva ou peixes;
Fast food, como hambúrgueres;
Lanches prontos, como salgadinhos e biscoitos, incluindo os doces;
Cereais matinais e granola ultraprocessada;
Queijos processados;
Embutidos, como presunto, salsicha e salame, e até mesmo os “magros”, como peito de peru;
Molhos e temperos prontos, como ketchup, mostarda, shoyu, caldo de galinha ou de carne;
Macarrão instantâneo;
Bebidas industrializadas, como sucos de caixinhas e isotônicos;
Refeições congeladas, principalmente as que possuem tempero pronto.

Adotar uma alimentação equilibrada é essencial para manter a pressão arterial sob controle, prevenir complicações e proteger a saúde Imagem: My Ocean Production | Shutterstock
Dieta para controlar a pressão arterial
Para quem deseja prevenir ou controlar a hipertensão, a dieta é uma aliada essencial. […] Devemos evitar o excesso de sal, açúcares, gorduras saturadas ou trans e alimentos ultraprocessados. A dieta DASH também pode ajudar a controlar a pressão alta”, diz Tamara Ribeiro.
A dieta DASH (Abordagens Dietéticas para Interromper a Hipertensão, na sigla em inglês), mencionada pela médica, inclui o consumo de vegetais, grãos (como castanhas, nozes, feijão e lentilha), frutas e proteínas com baixo teor de gordura, além de evitar alimentos ricos em sódio.
“Esses alimentos são ricos em potássio, elemento que ajuda a equilibrar o sódio no corpo. Além disso, possuem fibras, que melhoram a saúde vascular, e antioxidantes, que ajudam a proteger os vasos sanguíneos”, explica.
A médica também recomenda a diminuição do consumo de álcool para ajudar a prevenir a hipertensão. “O máximo recomendado é de duas doses por dia para homens e uma dose para mulheres”, afirma.
Outros hábitos que controlam a hipertensão
Além de manter uma dieta saudável, a médica explica que outros hábitos também podem ajudar a controlar a hipertensão. “A prática regular de exercícios, com cerca de 150 minutos semanais de exercícios moderados, ajuda a diminuir a gordura e a manter a saúde do coração”, ressalta. Entre outras práticas que ajudam a evitar a pressão alta, ela cita:

Diminuir a gordura corporal: os altos níveis de gordura favorecem o acúmulo de sódio, o que aumenta a pressão;
Não fumar: o uso de cigarros aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca, agravando a hipertensão;
Controlar o estresse: o estresse também eleva a pressão arterial. Quando uma pessoa é submetida constantemente a situações estressantes, pode ter mais risco de desenvolver hipertensão;
Dormir bem: durante o sono, a pressão arterial é regulada. Sendo assim, dormir pouco pode aumentar o risco de desenvolver pressão alta.

Fatores e sinais de risco
A cardiologista explica que alguns dos principais fatores de risco para a hipertensão incluem histórico familiar, excesso de peso, sedentarismo, alimentação inadequada, idade avançada e estresse excessivo. Por se tratar de uma doença silenciosa, ela alerta que quem se enquadra em algum desses fatores deve medir a pressão regularmente e procurar um médico caso os valores ultrapassem 12 por 8, o que já indica pré-hipertensão.
Para finalizar, Tamara Ribeiro alerta que certos sintomas podem indicar que a pressão arterial está elevada ou fora de controle. Entre eles, estão dores de cabeça constantes, tontura, visão turva, falta de ar, dores no peito, palpitações, sangramentos pelo nariz e zumbidos nos ouvidos. Se algum desses sinais aparecer, é importante buscar atendimento médico imediatamente.
Por Fellipe Gualberto


Fonte: Jovem Pan

5 filmes imperdíveis para assistir no Globoplay 

Com uma seleção que atravessa diferentes estilos e épocas, o Globoplay oferece títulos capazes de envolver, surpreender e provocar reflexão. Entre histórias intensas, personagens cativantes e tramas bem construídas, a plataforma reúne produções premiadas que se destacam pela qualidade, pelo cuidado narrativo e pela capacidade de abordar temas relevantes com profundidade, transitando entre diferentes realidades e perspectivas.
A seguir, veja 5 filmes imperdíveis para assistir no Globoplay!
1. Menina de Ouro (2004)
Em “Menina de Ouro”, uma jovem determinada encontra no boxe a chance de transformar sua vida ao lado de um treinador marcado pelo passado Imagem: Reprodução Digital | EUROPA FILMES
O longa acompanha Frankie Dunn (Clint Eastwood), um treinador experiente marcado por frustrações e pela solidão, que leva uma rotina rígida em seu ginásio até ser surpreendido pela chegada de Maggie Fitzgerald (Hilary Swank), uma jovem determinada a construir uma carreira no boxe. Mesmo resistente à ideia de treiná-la, ele acaba cedendo diante da insistência e da dedicação dela.
Com a orientação de Frankie e o olhar atento de Scrap (Morgan Freeman), Maggie evolui rapidamente e passa a se destacar nos ringues, enfrentando adversárias cada vez mais desafiadoras. Ao longo dessa trajetória, forma-se entre eles um vínculo profundo, que vai além do esporte. Quando sua carreira atinge um momento decisivo, acontecimentos inesperados colocam à prova a força emocional dos personagens, conduzindo a história por caminhos intensos e transformadores.
2. Que Horas Ela Volta? (2015)
Em “Que Horas Ela Volta?”, a chegada da filha de Val abala as relações e expõe desigualdades dentro de uma casa Imagem: Reprodução digital | PANDORA FILMES e PARIS FILMES
O filme mostra a vida de Val (Regina Casé), natural de Pernambuco, que deixa a filha Jéssica (Camila Márdila) aos cuidados de familiares para trabalhar como empregada doméstica em São Paulo. Ao longo dos anos, ela passa a viver na casa dos patrões, dedicando-se também à criação de Fabinho (Michel Joelsas), com quem desenvolve uma relação próxima.
Mais de uma década depois, com a aproximação do vestibular, Jéssica decide ir à capital para realizar a prova e procura a mãe. A jovem é acolhida na residência, mas sua postura segura e independente rompe com as normas silenciosas que organizam aquele espaço. Esse choque de perspectivas leva Val a confrontar sua própria trajetória, colocando em questão limites, afetos e o papel que ocupa naquele ambiente.
3. Bacurau (2019)
No filme “Bacurau”, os moradores precisam encontrar uma forma de defender o vilarejo onde moram Imagem: Reprodução digital | VITRINE FILMES e Globo Filmes
Dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, o filme retrata a história de um vilarejo fictício no sertão nordestino do Brasil. Após a morte de Dona Carmelita, os moradores de Bacurau percebem que a comunidade desapareceu dos mapas e passam a notar acontecimentos incomuns, como drones sobrevoando a região e a presença de estrangeiros na área.
À medida que pessoas começam a desaparecer de forma misteriosa, cresce a tensão entre os habitantes, que precisam se organizar para proteger o território e preservar sua identidade. Misturando elementos de ficção científica, suspense e crítica social, o longa aborda temas como resistência coletiva, desigualdade e disputas de poder, construindo uma narrativa intensa sobre sobrevivência e pertencimento. Ao valorizar saberes locais e a união da comunidade, a história evidencia a força de quem se recusa a ser apagado.
4. Parasita (2019)
Em “Parasita”, uma família pobre se infiltra na vida de uma família rica e desencadeia uma trama tensa, marcada por segredos e desigualdades Imagem: Reprodução digital | PANDORA FILMES
A história acompanha a família Kim, que vive em condições precárias e encontra uma oportunidade de mudar de vida quando o filho mais velho consegue um emprego como professor particular na casa de uma família rica. Aos poucos, com astúcia e estratégia, os demais membros também passam a trabalhar no local, assumindo diferentes funções sem revelar o vínculo entre si.
À medida que se infiltram no cotidiano dos patrões, criam uma convivência marcada por interesses e aparências. No entanto, acontecimentos inesperados revelam segredos ocultos e fazem com que a relação entre as duas famílias se torne cada vez mais tensa. Misturando humor, crítica social e suspense, o filme constrói uma narrativa imprevisível sobre desigualdade, ambição e os limites entre classes sociais.
5. Ainda Estou Aqui (2024) 
Em “Ainda estou aqui”, Eunice vive os desafios de criar seus filhos após o desaparecimento de seu marido durante a Ditadura Militar Imagem: Reprodução digital | SONY PICTURES
Ambientado na década de 1970, o longa é inspirado no livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva e acompanha a trajetória de Eunice Paiva (Fernanda Torres), mulher que precisou reconstruir a própria vida em meio às consequências da Ditadura Militar no Brasil. Após a prisão e o desaparecimento de seu marido, o ex-deputado Rubens Paiva (Selton Mello), ela se vê diante de um cenário de incertezas, vigilância e silêncio forçado.
Determinada a proteger os filhos e manter a família unida, Eunice enfrenta não apenas a dor da perda, mas também os impactos emocionais e sociais de um período marcado pela repressão. Ao longo dos anos, sua história ganha novos contornos quando surgem desafios ligados à memória e à identidade, aprofundando ainda mais o retrato de sua resistência. Com sensibilidade, o filme constrói uma narrativa sobre coragem, afeto e permanência, destacando a força de uma mulher que atravessa diferentes fases da vida sem perder sua essência.


Fonte: Jovem Pan