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Senado dos EUA aprova US$ 70 bi contra imigração ilegal; o que acontece agora

O Senado dos Estados Unidos aprovou um pacote de aproximadamente US$ 70 bilhões para reforçar a fiscalização imigratória e ampliar a estrutura de deportações no país. A proposta, considerada uma das maiores iniciativas de financiamento da política migratória dos últimos anos, fortalece órgãos como o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas) e a Patrulha de Fronteira, pilares da estratégia do governo Donald Trump para combater a imigração irregular.
A aprovação representa uma importante vitória para a Casa Branca, mas, ao contrário do que muitos imaginam, as mudanças ainda não entram em vigor imediatamente.
O projeto prevê recursos para ampliar significativamente a capacidade operacional das autoridades migratórias americanas.
Entre as principais medidas estão:
-Contratação de novos agentes do ICE e da Patrulha de Fronteira;
-Ampliação de centros de detenção para imigrantes;
-Aumento das operações de prisão e deportação;
-Investimentos em tecnologia, vigilância e infraestrutura de fronteira;
-Reforço dos mecanismos de localização de pessoas com ordem de remoção pendente.
Na prática, o governo federal terá mais recursos para aplicar as leis migratórias já existentes e executar operações em maior escala.
Mas a medida ainda não está valendo.
Apesar da aprovação pelo Senado, o texto precisa passar pela Câmara dos Representantes antes de seguir para a assinatura presidencial. A expectativa é que a Câmara analise a proposta nos próximos dias.
Mesmo depois da sanção presidencial, a implementação não será imediata. Os órgãos responsáveis precisarão abrir processos de contratação, ampliar estruturas físicas, expandir contratos de detenção e adquirir equipamentos. Por isso, especialistas avaliam que os efeitos mais visíveis deverão surgir gradualmente ao longo dos próximos meses. Parte dos recursos poderá ser destinada rapidamente a programas já existentes, mas a expansão completa da estrutura de fiscalização exigirá tempo.
A aprovação de uma lei pelo Congresso não leva o texto diretamente para a Suprema Corte dos Estados Unidos. Para que isso aconteça, é necessário que alguém questione judicialmente a medida ou alguma ação decorrente dela.
Eventuais disputas podem surgir futuramente em temas como:
-Deportações aceleradas;
-Ampliação de detenções migratórias;
-Direitos processuais de imigrantes;
-Uso dos recursos federais para determinadas operações;
-Conflitos entre estados e governo federal sobre políticas migratórias.
Caso esses processos avancem pelas instâncias inferiores, o tema poderá eventualmente chegar à Suprema Corte. No momento, porém, não existe nenhuma revisão automática prevista.
Se o projeto virar lei, os principais impactos deverão ser sentidos por imigrantes em situação irregular ou que possuam ordens de deportação pendentes.
O aumento do orçamento permitirá que as autoridades ampliem operações de fiscalização, detenções e remoções.
Para cidadãos americanos, residentes permanentes (portadores do Green Card) e pessoas com vistos válidos, a mudança tende a ser indireta, já que o foco do pacote é fortalecer a aplicação das leis migratórias já existentes.
A próxima etapa é a votação na Câmara dos Representantes. Se os deputados aprovarem o texto e ele for sancionado pelo presidente Donald Trump, o governo passará a contar com uma das maiores injeções de recursos já destinadas à fiscalização migratória e às operações de deportação nos Estados Unidos.
Ou seja, o Senado aprovou o financiamento, mas a medida ainda não está em vigor. O projeto precisa passar pela Câmara, ser sancionado pelo presidente e ter seus recursos efetivamente distribuídos antes que os efeitos sejam sentidos na prática. O impacto mais imediato será o fortalecimento da estrutura federal de fiscalização e deportação de imigrantes em situação irregular.


Fonte: Jovem Pan

Princesa herdeira da Noruega entra na fila de espera para transplante de pulmão

A princesa Mette-Marit, futura rainha da Noruega, foi incluída na lista de espera para um transplante de pulmão. O anúncio ocorre após um agravamento considerável de seu estado de saúde nos últimos seis meses. Aos 52 anos, a princesa convive desde 2018 com uma forma rara de fibrose pulmonar, doença crônica que causa dificuldades respiratórias e já a obrigava a reduzir suas atividades públicas.
Segundo o professor Are Holm, pneumologista do Hospital Nacional de Oslo (Rikshospitalet), exames recentes detectaram um aumento significativo de tecido cicatricial nos pulmões da monarca.
“Os testes de função pulmonar mostram que seu quadro clínico piorou significativamente nos últimos três meses. Esta é uma condição grave”, afirmou o médico em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (5).
A inclusão na lista de transplante segue critérios técnicos rigorosos: a operação é reservada a pacientes com expectativa de vida estimada em cerca de um ano sem o procedimento, mas que ainda possuem saúde suficiente para suportar a complexidade da cirurgia. O sucesso da intervenção depende agora da localização de um doador compatível em tamanho e tipo sanguíneo.

Impacto na Coroa
O Palácio Real informou que a princesa herdeira está impossibilitada de cumprir deveres oficiais por tempo indeterminado. O cronograma da monarquia já sofreu alterações: a celebração das bodas de prata do casal real, prevista para agosto, foi adiada, e o casal não comparecerá às bodas de ouro dos reis da Suécia, em 13 de junho.
A situação mobilizou a família imediata. O príncipe herdeiro Haakon antecipou seu retorno de uma viagem oficial ao Japão para acompanhar a esposa. Já a filha do casal, a princesa Ingrid Alexandra, interrompeu seus estudos na Universidade de Sydney, na Austrália, para retornar à Noruega e permanecer em Oslo durante todo o outono europeu. Em aparições públicas recentes, Mette-Marit já utilizava auxílio de oxigênio suplementar.
Crises paralelas
O agravamento da doença coincide com um período conturbado para a princesa. Em janeiro, a divulgação de documentos nos Estados Unidos revelou uma correspondência mantida entre ela e Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, entre 2011 e 2014.
Simultaneamente, a família lida com os problemas legais de Marius Borg Høiby, filho mais velho de Mette-Marit. Høiby foi julgado recentemente por acusações de estupro e violência reiterada contra uma ex-parceira, crimes que ele nega. O veredicto está previsto para o dia 15 de junho. A defesa do jovem chegou a solicitar sua libertação imediata alegando a fragilidade da saúde da mãe, pedido que ainda aguarda decisão judicial.


Fonte: Jovem Pan

Ancelotti diz que ressonância definirá retorno de Neymar aos treinos

O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, informou nesta sexta-feira (5) que Neymar passará por uma nova ressonância magnética na próxima segunda-feira (8). O resultado do exame definirá se o atacante será incorporado aos treinamentos com o restante do grupo na próxima semana.
“Neymar está fazendo um ótimo trabalho individual. Eu acho que, na final de semana, amanhã, vai fazer uma ressonância. E depois da ressonância, se tudo sair bem, pode ir com o grupo na próxima semana”, disse Ancelotti em entrevista coletiva.
Logo após a fala do italiano, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) corrigiu a informação do treinador e afirmou que a ressonância que Neymar fará será na segunda-feira, e não neste sábado (6).
Neymar está em recuperação de uma lesão de grau 2 na panturrilha direita. Por conta do problema físico, o jogador é desfalque para o amistoso contra o Egito, que ocorre neste sábado, em Cleveland. O atacante permanecerá em tratamento fisioterápico e não viajará com a delegação.
A lesão, inicialmente tratada como um edema pelo Santos, teve a gravidade atualizada pelo médico da seleção, Rodrigo Lasmar, no final de maio.
O Brasil estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos, no dia 13 de junho, em Nova Jersey. Neymar não atua pela seleção desde outubro de 2023, quando sofreu uma lesão no joelho.


Fonte: Jovem Pan

Polícia encontra ‘fábrica de drogas’ na zona sul de SP; suspeito é morto

A Polícia Militar encontrou, na zona sul de São Paulo, uma “fábrica de drogas” e, durante a ocorrência, baleou um homem, na tarde de quinta-feira (4), no Jardim Santa Terezinha. A ação teve início na Rua Isabel Bueno, às margens da Represa Billings, onde foram apreendidos 65 quilos de maconha, cocaína e crack.
Equipes do Grupo Especial de Policiamento Ambiental em Áreas de Risco (GEPAAR) realizavam patrulhamento náutico quando encontraram três casas abandonadas. No local, os policiais localizaram três suspeitos. Um homem se rendeu e o segundo fugiu. O terceiro tentou sacar uma arma contra os policiais, foi alvejado e levado ao Hospital Parelheiros, mas morreu.
Além das drogas, a polícia apreendeu materiais para separar, pesar e embalar os produtos.
Em uma quarta casa situada no mesmo terreno, os agentes encontraram uma espingarda artesanal e duas de chumbinho. O morador foi conduzido à delegacia e liberado após prestar depoimento.

Incidente com veículo do IML
O veículo do Instituto Médico Legal (IML) que transportava o corpo do suspeito morto no confronto se envolveu em outro incidente na Avenida Senador Teotônio Vilela. Um homem, que fugia a pé após tentar furtar uma casa, entrou na frente do carro oficial e foi atropelado. O suspeito do furto foi preso e encaminhado a uma unidade de saúde.
Os casos foram registrados no 101º Distrito Policial (Jardim das Imbuias). A investigação sobre a morte decorrente da intervenção policial foi encaminhada ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).


Fonte: Jovem Pan

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Fonte: Jovem Pan

Pesquisador resgata íntegra da transmissão de rádio da estreia da seleção em 1958

O pesquisador de rádio Ciro Götz, já citado no “Memória da Pan”, nos brinda com um dos áudios mais raros já descobertos da Copa de 1958. A gravação traz a transmissão na íntegra da Guaíba (RS) da estreia da seleção brasileira no mundial disputado na Suécia. 
O jogo, narrado por Mendes Ribeiro, conta com comentários de Otávio Muniz que, curiosamente, era da Panamericana (Jovem Pan). Entretanto, ele entrava no ar na emissora gaúcha nos intervalos, pois, durante as partidas, fazia reportagens pela Pan. 
BRASIL 3 × 0 ÁUSTRIA – Uddevalla – 08.06.1958
Brasil: Gylmar; De Sordi, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Dino Sani e Didi; Joel, Mazzola, Dida e Zagallo.
Técnico: Vicente Feola.
Áustria: Szanwald; Hanappi, Happel e Swoboda; Halla e Koller; Horak,  Senekowitsch, Buzek,  Körner e Schleger.
Técnico: Karl Argauer.
Árbitro: Maurice Guigue (França).
Gols: Mazzola (38) no primeiro tempo; Nilton Santos (5) e Mazzola (44) na etapa final.
Público: 22.000.
A estreia brasileira na Copa de 1958 foi no acanhado estádio Rimnersvallen, em Uddevalla. Pelé e Garrincha ainda não eram titulares, mas o placar da estreia foi garantido por Mazzola, duas vezes, e Nilton Santos. O gol marcado pelo lateral esquerdo é um dos lances mais pitorescos daquele jogo, retratado pelo jornalista Teixeira Heizer: “Cinco minutos do segundo tempo, Nilton Santos recebe de Bellini em sua zona de defesa e corre para o campo adversário: ‘Volta Nilton’ – grita Feola. O lateral continua correndo e ultrapassando seus adversários. Já está quase na intermediária austríaca. ‘Volta, Nilton’, insiste Feola. Nilton Santos finge não ouvir. Agora ele já está na entrada da área austríaca. ‘Volta, Nilton’ – esbraveja quase apoplético, o gordo treinador. Da entrada da área, Nilton chuta com maestria e vence o goleiro Szanwald. O público delira com o gol. “Boa, Nilton” – resigna-se o desconcertado selecionador do Brasil”. 
A jogada do segundo gol brasileiro, com Nilton Santos invadindo a pequena área e vencendo o goleiro adversário, demonstra as várias potencialidades da seleção de 1958. Enquanto à época os laterais atuavam como  meros marcadores, presos a um esquema tático, Nilton Santos, apelidado de “enciclopédia do futebol”, estava longe de ser um simples marcador. Zagallo, ponta esquerda, dava cobertura às investidas de Nilton Santos. 
Ouça a transmissão da Rádio Gaúcha: uma preciosidade resgatada por Ciro Götz.


Fonte: Jovem Pan

Irã considera irrealista um encontro entre Mojtaba Khamenei e Donald Trump

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, descartou em uma entrevista qualquer possibilidade de um encontro entre o presidente dos Estados Unidos e o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, conforme sugerido por Donald Trump.
Em entrevista ao New York Post na quarta-feira, Trump disse que “gostaria de se reunir” com Mojtaba Khamenei, enquanto as negociações entre Teerã e Washington para pôr fim à guerra no Oriente Médio permanecem estagnadas.
“Vi um artigo em que ele insinuava que [Donald Trump] estava aberto a um encontro ou queria organizá-lo”, disse Araghchi em entrevista na quinta-feira ao canal libanês Al-Mayadeen.
“Mas acho que precisamos ser realistas”, acrescentou, descartando a possibilidade.
Mojtaba Khamenei sucedeu seu pai Ali Khamenei, assassinado em 28 de fevereiro, o primeiro dia da guerra desencadeada por ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.
No entanto, desde sua nomeação em março para suceder o pai, que esteve no poder por 36 anos, ele não fez nenhuma aparição pública.
“Os serviços de segurança o aconselham a não ter uma presença pública além da atual”, enfatizou Araghchi.
Após 40 dias de bombardeios, um frágil cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos entrou em vigor em 8 de abril.
No entanto, ambos os lados se acusam mutuamente de violar a trégua, e novos bombardeios foram registrados esta semana no estratégico Estreito de Ormuz.


Fonte: Jovem Pan

Ex-príncipe Andrew sublocava imóveis em residência real, diz órgão britânico

O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, sublocou várias casas de campo dentro da residência real de Windsor durante anos, onde morava sem pagar aluguel, revela nesta sexta-feira (5) um relatório do órgão britânico de controle de contas públicas.
Andrew Mountbatten-Windsor, destituído de seus títulos em 2025 após novas revelações sobre seus vínculos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, viveu desde 2003 até recentemente na residência real Royal Lodge, cerca de 30 quilômetros a oeste de Londres.
Para ocupar a residência, onde vivia com sua ex-esposa Sarah Ferguson, ele pagou inicialmente uma taxa de um milhão de libras (R$ 7,4 milhões) e se comprometeu a investir 7,5 milhões de libras (R$ 55,5 milhões) em obras de renovação.
Em troca, obteve um contrato de arrendamento de 75 anos com um aluguel considerado simbólico, “mas que, na realidade, é zero”, segundo o relatório.
“Três casas de campo da propriedade Royal Lodge foram sublocadas” e as “receitas provenientes dessa sublocação foram pagas a Andrew Mountbatten-Windsor”, que, por sua vez, não pagava aluguel para ocupar uma mansão de 30 cômodos, revela o relatório do Escritório Nacional de Auditoria.
“Não sabemos qual aluguel era cobrado” pelas casas de campo, disse o órgão.
Os imóveis sublocados estão desocupados desde abril.
A falta de transparência em torno do uso das residências reais gerou controvérsia durante anos, intensificada após a queda em desgraça do ex-príncipe Andrew.
A comissão parlamentar encarregada das contas públicas também pretende iniciar neste ano uma investigação sobre as propriedades reais.
A polícia, por sua vez, investiga o ex-príncipe por “descumprimento no exercício de função pública”, já que ele é suspeito de ter repassado documentos econômicos confidenciais a Epstein quando atuava como enviado especial do Reino Unido para o Comércio, entre 2001 e 2011.
Andrew foi detido brevemente em fevereiro e a polícia realizou buscas em Royal Lodge.
O ex-príncipe se mudou então para a propriedade privada do rei em Sandringham, no leste da Inglaterra.
O relatório também revela que as filhas do ex-príncipe, Beatrice e Eugenie, que não são integrantes ativas da família real, dispõem de apartamentos em palácios reais de Londres, cujo aluguel é pago com recursos pessoais do rei.
Já o herdeiro do trono, o príncipe William, paga mais de 300 mil libras (R$ 2,2 milhões) por ano de aluguel para ocupar a residência Forest Lodge, em Windsor, onde se instalou no ano passado com a princesa Kate Middleton e os três filhos do casal.


Fonte: Jovem Pan

Xi Jinping viajará à Coreia do Norte, em primeira visita desde 2019

O presidente da China, Xi Jinping, viajará à Coreia do Norte na próxima semana, anunciaram os dois países nesta sexta-feira, 5, na primeira visita do líder chinês ao país em quase sete anos.
A viagem é o capítulo mais recente de uma série de movimentos da China para reforçar os laços com seu vizinho dotado de armas nucleares. Nos últimos anos, o líder norte-coreano, Kim Jong Un, se aproximou da Rússia, sobretudo ao enviar tropas e armamentos convencionais para apoiar a guerra contra a Ucrânia.
No último ano, porém, Kim também tem buscado melhorar as relações com a China – maior parceiro comercial da Coreia do Norte e principal fonte de ajuda ao país.
“À medida que a Coreia do Norte estreita laços com a Rússia, a China busca usar a viagem de Xi para reafirmar sua influência sobre Pyongyang e proteger seus interesses estratégicos no nordeste da Ásia”, disse William Yang, analista do International Crisis Group.
Xi fará uma visita de Estado de segunda a terça-feira (dias 8 e 9), informaram em notas breves as agências de notícias estatais chinesa e norte-coreana. A última visita do líder chinês ocorreu em junho de 2019.
A viagem deverá servir para aprofundar os vínculos bilaterais e fortalecer a paz e a estabilidade regionais, afirmou hoje uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.
“As tradicionais relações amistosas e de cooperação entre a China e a RPDC continuaram a se desenvolver de maneira sólida e estável, trazendo benefícios tangíveis para ambos os países e seus povos”, disse a porta-voz Mao Ning, usando a sigla do nome oficial da Coreia do Norte.
A visita ocorre poucas semanas depois de Xi ter recebido, em rápida sucessão em Pequim, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.
O programa nuclear da Coreia do Norte é, há anos, uma das principais preocupações dos Estados Unidos, que se opõem a ele. Por causa do desenvolvimento de armas nucleares e mísseis, a ONU impôs sanções econômicas ao país.
O anúncio da viagem ocorreu um dia após a Coreia do Norte revelar uma nova instalação para produzir material destinado a bombas nucleares. Acredita-se que seja uma planta de enriquecimento de urânio, embora o país não tenha confirmado.
Durante visita ao local, Kim anunciou planos de fortalecer as forças nucleares do país “em ritmo exponencial”. Especialistas afirmam que a divulgação da instalação indica que Kim quis reforçar o status da Coreia do Norte como potência nuclear antes da visita de Xi.
Segundo esses especialistas, Kim busca reconhecimento internacional como Estado nuclear para exigir o fim das sanções. Eles avaliam que, mais adiante, o líder norte-coreano tentaria negociar com os EUA reduções de armamentos em troca de concessões, oferecendo uma renúncia parcial da capacidade nuclear do país.
Kim tem priorizado a expansão do arsenal nuclear desde que sua diplomacia de alto risco com Trump fracassou, em 2019.
Trump tem reiterado o desejo de retomar a diplomacia com Kim, mas o líder norte-coreano afirma que os EUA precisam primeiro abandonar a exigência de desnuclearização como condição prévia para conversas.
Analistas observarão se – e como – a China abordará durante a visita de Xi as pressões internacionais pela desnuclearização norte-coreana.
Xi e Kim se encontraram em Pequim em setembro do ano passado e prometeram apoio mútuo e cooperação ampliada. Kim estava na capital chinesa para participar de um desfile militar ao lado de outros líderes estrangeiros, incluindo Putin.
Rússia e China, ambos membros do Conselho de Segurança da ONU com poder de veto, já frustraram tentativas dos EUA e de aliados de endurecer as sanções internacionais contra a Coreia do Norte, apesar dos testes de armamentos proibidos.
No encontro em Pequim no mês passado, Putin e Xi manifestaram oposição ao “isolamento em política externa, sanções econômicas, pressão militar e outros métodos de criação de ameaças à segurança” da Coreia do Norte, segundo comunicado do Kremlin.
Em sintonia com ideias de uma “nova Guerra Fria” e de um mundo multipolar, Kim vem defendendo uma política externa mais assertiva, ampliando laços com países em confronto com os Estados Unidos.
A viagem ao exterior é relativamente rara para Xi, que reduziu drasticamente sua agenda internacional desde a pandemia de covid-19. Sua última visita fora do país foi à Coreia do Sul, no outono passado, para a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), quando se encontrou com Trump.


Fonte: Jovem Pan

Portaria do INSS autoriza adequação de servidores para reforçar setor que avalia pedidos de BPC

Uma portaria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) autorizou a adequação funcional de 80 assistentes e analistas para reforçar o setor da autarquia que avalia pedidos de benefícios sociais e previdenciários de pessoas com deficiência, caso do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Conforme a portaria, assinada no dia 27 de maio, servidores formados em Serviço Social que atualmente atuam na área que treina e prepara pessoas com incapacidade temporária para voltar a trabalhar (Serviço de Reabilitação Profissional) poderão ser remanejados para a realização de Avaliações Sociais.
A portaria tem prazo de 90 dias, que poderá ser renovado por mais 45 dias. O documento estabelece que serão reforçadas as seguintes superintendências regionais:
Nordeste: 30 servidores
Norte/Centro-Oeste: 13
Sudeste I: 12
Sudeste II: 13
Sudeste III: 7
Sul: 5
Governo bloqueia R$ 22,1 bilhões do orçamento após projetar gasto maior com BPC
Conforme a portaria, a adesão dos dos servidores à adequação funcional será voluntária, com prioridade para aqueles:
com perfil para a realização de atendimento remoto;
que já participem do Programa de Gerenciamento de Benefícios;
que não exerçam atuação híbrida entre o Serviço de Reabilitação Profissional e o Serviço Social.
Associação critica
A Associação Nacional dos Analistas do Seguro Social (Anaseg) criticou a portaria, afirmando que a medida prejudica e deixa descoberta a área que treina e prepara pessoas com incapacidade temporária para o retorno ao trabalho.
A Anaseg afirma que o caminho para enfrentar as filas do INSS não é o deslocamento de servidores de uma área para outra, mas “ampliar” a força de trabalho e fortalecer os serviços.
A entidade afirma que a portaria do INSS fragiliza a o serviço de reabilitação profissional e que cobrará do governo “uma solução estrutural para a recomposição dos quadros” de servidores.
“Não se combate uma fila criando outra fila invisível. A Reabilitação Profissional precisa ser fortalecida, não desmontada”, conclui a entidade.
Manutenção do Bolsa Família durante análise do BPC
Na última terça-feira (2) começou a valer uma outra regra, que permite a manutenção de beneficiários no Bolsa Família até que seja concluída a análise pelo governo de pedidos de BPC.
A medida criou uma espécie de “período de transição” entre os dois benefícios e permite que o pedido do BPC siga para análise mesmo se a renda da família superar o valor permitido em função do Bolsa Família.
Veja as regras básicas para a concessão do BPC:
ter renda familiar per capita de até ¼ do salário mínimo;
ter idade igual ou superior a 65 anos ou alguma deficiência verificada por meio de avaliação biopsicossocial;
estar inscrito no Cadastro Único, com CPF de todos os integrantes da família e demais informações atualizadas;
possuir registro biométrico na Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou, transitoriamente, no Título de Eleitor ou na Base da Polícia Federal; e
morar no Brasil.
Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil


Fonte:

g1 > Política