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Ancelotti esboça time com Léo Pereira e Alex Sandro em treino da Seleção

Carlo Ancelotti esboçou o time que, se nada mudar, será a base da seleção brasileira para a estreia na Copa do Mundo. O treinador promoveu um coletivo nesta sexta-feira (29), com a equipe que deve entrar em campo no amistoso contra o Panamá, domingo (31), no Maracanã.
Alisson; Wesley, Bremer, Léo Pereira e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Raphinha, Matheus Cunha, Vini Jr. e Luiz Henrique trabalharam entre os titulares.
Da equipe projetada para enfrentar Marrocos no dia 13 de junho, em Nova Jersey, na abertura do Grupo C da Copa, só haverá mudança na dupla de zaga, com as entradas de Marquinhos e Gabriel Magalhães. Os dois, além de Gabriel Martinelli, ainda não se apresentaram porque, neste sábado (30), disputam a final da Liga dos Campeões por seus respectivos clubes, Arsenal e PSG
Não há surpresas, portanto, na ideia de Ancelotti para iniciar o Mundial. Luiz Henrique deve ser o substituto de Estêvão, que seria titular, mas acabou nem convocado por causa da grave lesão muscular que sofreu atuando pelo Chelsea. No trabalho realizado nesta sexta-feira, Matheus Cunha e Vini Jr. se revezaram como homens de referência no setor ofensivo.
Neymar, que tenta se recuperar de uma lesão de grau 2 na panturrilha direita, desceu ao gramado, de tênis, para acompanhar o trabalho dos companheiros. Ele passou boa parte da atividade ao lado de Carlo Ancelotti. Por enquanto, realiza tratamento fisioterápico e não há previsão de quando poderá, de fato, voltar a trabalhar com bola e de chuteiras no gramado. A estimativa de recuperação, segundo o médico da seleção, Rodrigo Lasmar, é de duas a três semanas.
Os jogadores voltam a treinar neste sábado, 30, às 11h. No início da tarde, o grupo viaja para o Rio de Janeiro, desta vez de ônibus, após a chegada em helicópteros na quarta-feira.


Fonte: Jovem Pan

ONU diz que tomada de 70% da Faixa de Gaza por Israel agravará sofrimento infantil

A ONU advertiu, nesta sexta-feira (29), que o plano de Israel de assumir o controle de 70% da Faixa de Gaza quase certamente aumentará o sofrimento das crianças, já afetadas pelos graves problemas de superlotação.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou na quinta-feira (28) que ordenou ao exército que assumisse o controle de mais territórios na Faixa de Gaza, desafiando os termos do frágil cessar-fogo, que entrou em vigor em outubro.
Ele explicou que o exército controlava 50% do território sob os termos do cessar-fogo e depois avançou para assumir o controle de 60%.
“Minha diretriz é avançar até 70%”, afirmou. Mas o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou que esta medida agravaria a crise sanitária entre as crianças do território palestino devastado pela guerra, já afetadas pela falta de alimentos, água e acesso à higiene.
Mesmo antes dos ataques de 7 de outubro de 2023 do Hamas contra Israel, que desencadearam a guerra em Gaza, o território já era “um dos lugares mais densamente povoados do mundo”, explicou o porta-voz da Unicef, Salim Oweis.
Hoje, “a população está comprimida em 40% do espaço que lhe resta, se refugiando entre edifícios destruídos, escombros e acúmulos de resíduos sólidos”, destacou, acrescentando que “não há mais espaço acessível para retirar este lixo”.
“Os efeitos já são claramente visíveis: crianças com infecções respiratórias, diarreia aquosa aguda e mais da metade das famílias relatando doenças de pele”.
“Pulgas, piolhos e sarna são comuns”, acrescentou, destacando também vários casos de mordidas de ratos em crianças pequenas e até em bebês em tendas e abrigos.
Se Israel conquistar mais território, significará a perda de acesso a pontos de serviços e a zonas de difícil acesso onde vivem famílias e crianças, explicou Oweis.
“Isto só significará que mais crianças sofrerão”, enfatizou.


Fonte: Jovem Pan

Lula diz que vai reenviar ao Senado indicação de Messias para vaga no STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (29) que vai indicar novamente o advogado Jorge Messias para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), em Laranjeiras.
Segundo Lula, a rejeição de sua indicação anterior ocorreu por motivos políticos e não por falta de qualificação técnica. O presidente classificou Messias como “um dos melhores advogados do país” e não tem qualquer impedimento jurídico ou histórico que comprometa a sua atuação.
“Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política”, ressaltou, em meio a críticas sobre a possibilidade de indicações serem barradas sem justificativa técnica clara.
O presidente lembrou que o Senado tem prerrogativa de rejeitar nomes, desde que apresente critérios objetivos. “Sou eu que indico. O Senado pode derrotar alguém se ele não tiver competência jurídica. O que não pode é simplesmente derrotar por derrotar”, argumentou. “Portanto, eu vou indicar o Messias outra vez”.
Relação com o Congresso
Lula reforçou a importância do diálogo político para garantir a aprovação de pautas no Legislativo. O presidente disse que mantém conversas com parlamentares de diferentes partidos, independentemente de alinhamento ideológico. “Eu preciso dos amigos, dos meio-amigos e dos inimigos quando o projeto é de interesse brasileiro”, disse.
A declaração foi feita durante agenda em Sergipe, onde o presidente visitou a Fafen-SE, em Pedra Branca, no município de Laranjeiras. A unidade teve retomada das operações anunciada pelo governo federal, dentro de um plano de reativação do setor de fertilizantes e investimentos da Petrobras no estado.
Rejeição
Pela primeira vez em mais de 130 anos, o Senado rejeitou o nome de um indicado a vaga de ministro do STF. Para que a indicação de Messias fosse aprovada, eram necessários pelo menos 41 votos dos 81 senadores. O resultado final foram 42 votos contrários e 34 favoráveis.


Fonte: Jovem Pan

Esquerda e direita disputam futuro da Colômbia nas eleições presidenciais

Cerca de 41 milhões de colombianos vão às urnas no próximo domingo (31) para eleger o próximo presidente do país para o período de 2026 a 2030. Entre os 14 candidatos, três aparecem com mais chances de passar ao segundo turno, marcado para 21 de junho.
A depender do resultado, a Colômbia, o segundo país mais populoso da América do Sul, atrás apenas do Brasil, pode se alinhar mais estreitamente à política dos Estados Unidos (EUA) para a região.
A outra opção é dar continuidade ao governo do Pacto Histórico, bloco partidário do atual presidente Gustavo Petro, o primeiro chefe de Estado de esquerda da história do país caribenho, que não pode se candidatar porque não há reeleição na Colômbia. Além disso, o voto não é obrigatório.
Os favoritos à vaga, segundo as pesquisas, são Ivan Cepeda, filósofo de esquerda, defensor dos direitos humanos e aliado de Petro; Paloma Valência, senadora da direita mais tradicional, aliada do ex-presidente Álvaro Uribe; e Abelardo de La Espriella, advogado milionário admirador dos presidentes Javier Milei, da Argentina, e Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA), que nunca havia se candidatado antes.
À frente das pesquisas está Ivan Cepeda, considerado como quase certo no segundo turno. Aliado de Petro, Cepeda é senador e filho do também senador colombiano de esquerda Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994 “por agentes estatais em cumplicidade com paramilitares”, segundo biografia do candidato.
Cepeda viveu no exílio entre 1998 e 2004 devido a ameaças por sua atuação como defensor dos direitos humanos. Foi deputado federal por Bogotá, a capital, e senador por três vezes, até 2026. Ele tem uma indígena como vice-presidente na chapa, Aida Quilcue.
O candidato governista participou de negociações nos acordos de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs), firmados em 2016, e foi um dos formuladores da política de Petro, de Paz Total, que pretendia pôr fim a mais de seis décadas de conflitos armados internos.
O pesquisador no Observatório Político Sul-Americano (OPSA), ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Matheus Petrelli, explicou que, além de herdar a popularidade de Petro, Cepeda tem trajetória política própria.
“Petro vem da guerrilha M-19, Cepeda tem histórico de legislador. São perfis diferentes dentro da esquerda colombiana. O Cepeda tem história e trajetória próprias, que não são pequenas, uma vez que enfrentou Álvaro Uribe, talvez a principal figura da direita colombiana”, disse o especialista.

Geopolítica das Américas
O também mestrando em política internacional Matheus Petrelli lembra que a Colômbia é um país estratégico na América do Sul por ter saída para o Pacífico e Caribe, sendo peça importante no contexto americano.
“O Petro tentou muito se vincular politicamente ao Lula no contexto regional, em pautas ambientais e sociais. A eleição do seu sucessor representa a manutenção dessa proximidade. Já a eleição de Paloma ou Abelardo representaria a retomada do processo de vínculo mais estreito com os EUA”, disse.
Até a eleição de Petro, em 2022, a Colômbia era considerada uma das principais aliadas de Washington na América do Sul.
Construção do sucessor
O mestrando da UFRJ Matheus Petrelli ressaltou que o candidato da esquerda Ivan Cepeda denunciou o ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe (2002-2008), ícone da direita do país, no caso dos falsos positivos, que chocou a opinião pública.
Estima-se que cerca de 7,8 mil pessoas foram assassinadas entre 2002 e 2008, durante o governo de Uribe, pelas Forças Armadas do país, segundo a Jurisdição Especial para Paz, tribunal criado para investigar os crimes dos conflitos colombianos.
As pessoas, maioria jovens de áreas pobres, eram mortas e apresentadas como guerrilheiros caídos em combate como forma de inflar os números da guerra travada pelo Estado contra os grupos paramilitares.
Em agosto de 2025, o ex-presidente Uribe se tornou o primeiro presidente da Colômbia condenado, em primeira instância, acusado de fraude processual e suborno de testemunhas no processo de investigação dos falsos positivos.
O agora candidato Iván Cepeda foi um dos responsáveis por reunir informações contra Uribe no processo. Porém, em outubro de 2025, Uribe foi absolvido da acusação em segunda instância.
Governo Petro
Além de crescer politicamente no combate ao uribismo, Cepeda herda a popularidade do governo Gustavo Petro, que viu a aprovação aumentar ao longo do mandato. Ele saiu de uma aprovação de 23%, em 2023, para 49,1%, em fevereiro deste ano, segundo pesquisa Invamer.
O especialista da OPSA avalia que esse foi um resultado da implementação de reformas sociais, como a trabalhista, a agrária e a previdenciária, com mais direitos para trabalhadores, camponeses e aposentados, somado ao aumento dos salários acima da inflação. “Em dezembro de 2025, houve aumento de 23% do salário mínimo, medida bem popular.
Além disso, tem a relação com Trump, que a extrema-direita apoia. Mas parte da sociedade colombiana embarcou na posição do Petro, de maior enfrentamento com Trump. “Acho que isso faz com que essa popularidade dele aumente à medida do tempo”, destacou Matheus.
Em março deste ano, o Pacto Histórico do Petro se consolidou como a principal força política do Senado, com 25 acentos, cinco a mais que na eleição de 2022, e à frente dos tradicionais partidos de direita Centro Democrático (17) e Partido Liberal (13).
Apesar do favoritismo, o especialista Matheus Petrelli pondera que o resultado no segundo turno é incerto.
“As próprias pesquisas apontam cenários completamente distintos para o segundo turno. Algumas de Cepeda ganham dos dois, em outras Cepeda perde dos dois, então está bem embaralhado. Não dá para cravar nada”, comentou.
Extrema-direita
Um dos adversários do candidato governista Iván Cepeda é o advogado multimilionário Abelardo de La Espriella, que se apresenta como outsider, ou seja, como alguém de fora da política. Ele elogia figuras da extrema-direita latino-americana como Nayib Bukele, de El Salvador, Javier Milei, da Argentina, além de Donald Trump, dos Estados Unidos.
Matheus Petrelli lembra que Espriella deixou a vida luxuosa que tinha na Itália para se candidatar a presidente do país por meio de uma plataforma focada no aumento da repressão contra a criminalidade.
“Ele representa justamente esse candidato que é a cara da extrema-direita sul-americana, esse perfil de alguém que é de fora da política, que não está envolvido com essa velha política, entre aspas. Só que, ao mesmo tempo, é um advogado que já representou figuras políticas controversas”, afirmou.
Entre os clientes de Espriella, esteve o ex-aliado do governo de Nicolás Maduro sancionado pelos EUA, Alex Saab, empresário que virou diplomata da Venezuela, além de Jorge Visbal, condenado por nexos com paramilitares na Colômbia.
Direita tradicional
Segundo as pesquisas, quem disputa com Espriella uma vaga no segundo turno é a senadora de oposição Paloma Valência, do Centro Democrático, partido do ex-presidente Álvaro Uribe, a quem se declara fiel seguidora. Ela sugeriu nomear Uribe para o Ministério da Defesa do país.
Assim como o padrinho político, Paloma foi adversária fervorosa dos acordos de paz com as Farcs, em 2016, e defende o enfrentamento às guerrilhas sem qualquer diálogo.
“De fato, ela representa essa direita tradicional. O partido do Uribe virou a segunda força política no Senado. Apesar de Abelardo ser esse fenômeno outsider e aparecer, em algumas pesquisas, como favorito para ir ao segundo turno com o Cepeda, o uribismo teve certa recuperação política”, disse Matheus.
Paz total
Um dos pontos centrais do debate da corrida presidencial é o tema da segurança em um país que vive há mais de seis décadas com intensos conflitos armados ativos. A proposta de Petro, de “Paz Total”, buscou conciliar repressão com negociação com grupos armados. Porém, a violência continua.
Em fevereiro de 2025, cerca de 52 mil pessoas foram expulsas de suas casas em Catatumbo, região andina do país, após combates entre o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as forças do Estado.
Nessa quinta-feira (28), às vésperas da votação, um conflito entre dissidências das Farcs, que não aceitaram o acordo de paz de 2016, deixou um saldo de 52 mortos, segundo informou a Reuters.
O pesquisador de política sul-americana Matheus Petrelli explicou que os candidatos apresentam posições diferentes para o problema dos conflitos armados colombianos.
“Os candidatos da extrema-direita e direita colocam o enfrentamento militar ou bélico como solução única para o problema. Por outro lado, o governo Petro e seu candidato Cepeda sugerem uma abordagem mais multidisciplinar, variando entre repressão e negociação”, observou.
 


Fonte: Jovem Pan

Pacheco diz que nova classificação de PCC e CV banaliza conceito de terrorismo

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ex-presidente do Senado, se pronunciou nesta sexta-feira (29) contra a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, afirmando que essa rotulação das facções banaliza o conceito de terrorismo. “Ao classificar essas organizações como organismos de terrorismo, há banalização do conceito de terrorismo.”
Para Pacheco, essa é uma avaliação que deve ser feita pela nação brasileira, e a decisão dos Estados Unidos foi equivocada, pois terrorismo é uma classificação muito específica e envolve aspectos muito particulares, que não contemplam PCC e CV. Segundo o senador, as organizações criminosas são um problema grave, mas que há métodos próprios de combate, diferentes de grupos terroristas. 
“Organizações criminosas são graves, é importante que sejam combatidas, são muito sofisticadas, mas são organizações criminosas e há métodos próprios para se combater organizações criminosas, que não os métodos próprios de terrorismo.” 
Rodrigo Pacheco explica que a maior diferença entre as facções e grupos terroristas é que o principal objetivo das organizações brasileiras é o lucro. O Estado tem a obrigação de combatê-las, mas deve ser soberano na decisão de como fará esse combate, e a classificação americana não ajuda nisso. Agora, para o senador, tratativas devem ser feitas com os EUA e outros países, que podem ajudar a combater PCC e CV, mas como organizações criminosas, não grupos terroristas.
“Uma decisão equivocada dos EUA, e caberá ao Ministério das Relações Exteriores fazer essa tratativa com os EUA e com outros países que podem nos ajudar a combater as organizações criminosas. E eu considero que essa classificação (como grupos terroristas) não é necessariamente uma ajuda.”
Anúncio americano 
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, fez um pronunciamento na quinta-feira (29) anunciando que os Estados Unidos classificam as facções brasileiras Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como terroristas globais especialmente designados e organizações terroristas estrangeiras, com vigência a partir de 5 de junho de 2026.
O anúncio foi feito poucas horas depois de um encontro entre Rubio, senador Flávio Bolsonaro (PL) e representantes ligados ao governo americano em Washington. O filho do ex-presidente afirmou a jornalistas que o principal tema da conversa foi a classificação das facções como terroristas, proposta que teria sido bem recebida por Rubio.
Com a inclusão de PCC e CV na lista de organizações terroristas, o Departamento do Tesouro americano consegue interromper o acesso de grupos ou indivíduos a fundos sob jurisdição dos Estados Unidos, integrantes da organização ficam proibidos de entrar nos Estados Unidos. Também é considerado ilegal o fornecimento de qualquer tipo de apoio ou recursos aos grupos, além de outras sanções.


Fonte: Jovem Pan

Quais as visões sobre a decisão dos EUA sobre PCC e CV

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar facções brasileiras como grupos terroristas traz consequências jurídicas, econômicas, militares e civis para o Brasil e para os EUA. Especialistas em segurança apontam riscos à soberania brasileira, enquanto defensores da medida sinalizam que pode haver ganho no combate ao crime organizado brasileiro, pois a classificação dificulta que PCC e CV atuem internacionalmente.
📆 O anúncio do governo Trump se deu 2 dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, se reunir com o presidente americano e tratar do tema. Flávio reagiu à decisão de Trump dizendo que fez pela segurança do Brasil “mais em uma viagem do que o governo Lula em 17 anos”.
Argumentos da família Bolsonaro a favor da decisão de Trump
Asfixia financeira internacional: Para Flávio, agora haverá ferramentas para cortar o financiamento às organizações “narcoterroristas”;
Proteção e “libertação”: O pré-candidato à Presidência pelo PL afirma que a medida representa uma “proteção ao povo brasileiro” contra o que ele define como o “governo paralelo” das facções criminosas;
Combate nível Bin Laden: Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e que mora nos EUA, disse que PCC e CV “vão poder ser combatidos igual Bin Laden era” pelos Estados Unidos.
LEIA TAMBÉM: Lula condena decisão dos EUA sobre facções: ‘Não aceitamos ser tratados como moleques’
Consequências de classificar PCC e CV como organizações terroristas
👩🏼‍⚖️ 1. Impactos jurídicos e em investigações
Mudanças de esfera: Nos EUA, o combate às facções brasileiras deixa de ser tratado unicamente como caso de polícia e pode passar para a esfera de inteligência e militar, em que atuam CIA e Pentágono, por exemplo;
Velocidade: Órgãos de investigação dos EUA passam a ter acesso a instrumentos jurídicos que possibilitam investigar e punir integrantes de facções brasileiras de forma mais rápida;
Compartilhamento de informações: Especialistas indicam dois caminhos possíveis: as autoridades americanas podem compartilhar com o Brasil os achados sobre facções a que terão acesso e, assim, ajudar ações locais, mas também podem passar a classificar dados como “secretos” ou “ultrassecretos”, o que reduziria a troca de informações;
Criminalização: Torna-se crime federal nos EUA fornecer qualquer tipo de “apoio material” às facções, o que inclui dinheiro, treinamento, armas, logística e consultoria, por exemplo.
Agora no g1
💰 2. Consequências financeiras e econômicas
Bloqueio de bens: Ativos financeiros e propriedades ligadas às facções em território americano ou sob controle de instituições dos EUA são automaticamente bloqueados;
Vigilância sobre o sistema bancário: Bancos brasileiros e fintechs que movimentem recursos das facções podem ser proibidos de operar com o sistema bancário americano;
Risco a investimentos: Insegurança jurídica pode afastar capital estrangeiro do Brasil e endurecer auditorias em setores como o de combustíveis, infraestrutura e agronegócio.
Crianças brincam na Vila Cruzeiro, no Rio, ao lado de barricadas colocadas para conter avanço de policiais durante operação.
Tânia Rêgo/Agência Brasil
🪖 3. Soberania e ação militar:
Intervenção: Abre-se uma brecha jurídica para que as Forças Armadas dos EUA façam operações militares no Brasil sem anuência do governo brasileiro, como abater aviões ou afundar navios, com a justificativa de combate ao terrorismo;
Pressão geopolítica: A classificação pode ser um instrumento de pressão externa para alinhar a agenda de segurança do Brasil aos interesses dos EUA.
Flávio Bolsonaro em encontro com Trump; Lula em reunião com Trump
Reprodução
✈️ 4. Restrições de imigração e viagens
Vistos e deportações: Integrantes das facções ou pessoas com conexões comprovadas com elas podem ter vistos negados ou cancelados. Ficam sujeitos também à expulsão ou prisão ao entrar nos EUA;
Impacto sobre civis: Há temor de que tirar visto americano fique mais difícil para brasileiros que vivem em áreas dominadas pelo crime organizado, mesmo que não tenham vínculo com as facções.


Fonte:

g1 > Política

Flávio Bolsonaro disse a Trump que situação do crime organizado no Brasil seria pior que no México

Visita de Flávio Bolsonaro a Trump antecede medida dos EUA contra PCC e CV
A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras ocorreu um dia após uma conversa entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump no Salão Oval.
Segundo relatos, durante o encontro, Trump perguntou a Flávio Bolsonaro quais seriam as principais questões de interesse do grupo brasileiro. Entre os pontos apresentados, Flávio destacou como prioridade o reconhecimento das facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
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Na conversa, ele teria afirmado que o governo brasileiro, presidido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seria conivente com organizações criminosas e que essas facções manteriam conexões com grupos terroristas internacionais.
Senador Flávio Bolsonaro encontra o presidente dos EUA, Donald Trump
Divulgação
Durante a reunião, também foram mencionados números relacionados ao avanço do crime organizado no Brasil. Os interlocutores citaram estimativas de que cerca de um quarto do território brasileiro estaria sob influência de organizações criminosas.
Trump teria reagido com surpresa, questionando se o Brasil ainda mantinha controle sobre seu próprio território. Em resposta, os participantes reconheceram a gravidade da situação e afirmaram que o problema seria ainda mais crítico do que o enfrentado pelo México.
Embora Trump não tenha se manifestado publicamente sobre o tema após a reunião, a decisão acabou sendo anunciada posteriormente pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Eduardo Bolsonaro comemora decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas; ‘Grande dia’, diz Flávio
Nos bastidores, a medida já vinha sendo discutida por integrantes do governo americano alinhados ao bolsonarismo, como Christopher Landau e Darren Beattie. A proposta de classificar facções criminosas brasileiras como terroristas já circulava internamente no Departamento de Estado havia algum tempo.
A resistência à medida teria partido, inicialmente, do senador Marco Rubio, que vinha segurando o avanço da proposta.
Marco Rubio e Flávio Bolsonaro
Reprodução/Redes Sociais/@FlavioBolsonaro
GloboPop: veja os vídeos do palco da Julia Dualibi


Fonte:

g1 > Política

‘Já era uma decisão tomada desde o ano passado’, diz Gakiya sobre classificação de PCC e CV como terroristas

O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (MP-SP), Lincoln Gakiya, disse que a decisão dos EUA de classificar o PCC e o CV como terroristas “Já era uma decisão tomada desde o ano passado,” disse.
Este post está em atualização


Fonte:

g1 > Política

ANS aprova limite de 5,11% para reajuste anual de planos de saúde individuais

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta sexta-feira (29) um reajuste máximo de 5,11% para os planos de saúde individuais e familiares. Segundo analistas, o percentual ficou abaixo do esperado pelo setor.
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De acordo com a agência, esse foi o menor reajuste definido desde 2000, desconsiderando 2021, quando houve redução nos preços em razão da queda no uso dos serviços de saúde durante o isolamento social da pandemia de Covid-19.
O índice vale para cerca de 7,7 milhões de beneficiários, o equivalente a 14,5% dos 52,9 milhões de usuários de planos de assistência médica no Brasil. A medida se aplica aos contratos firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998.
Agora no g1
A ANS informou que o reajuste só pode ser aplicado no mês de aniversário do contrato. Nos casos de planos com aniversário em maio e junho, a cobrança poderá começar em julho ou, no máximo, em agosto, com cobrança retroativa ao mês de renovação.
Para efeito de comparação, o IPCA acumulado em 12 meses até abril ficou em 4,39%, enquanto o IPCA-15 acumulou alta de 4,64% em 12 meses até maio.
Implicações para o setor
Analistas do Citi afirmaram que, embora parte do mercado já esperasse um reajuste menor, o resultado “não é um bom sinal para enfrentar as persistentes pressões de custos do setor, incluindo despesas judiciais ainda elevadas”. A estimativa inicial do banco era de alta de 7,8%.
Já os analistas do UBS BB avaliaram que o percentual reforça a desaceleração dos reajustes após o período pós-pandemia, “mas a magnitude da surpresa negativa – cerca de 1 ponto percentual abaixo do consenso – é claramente negativa para as expectativas de crescimento de receita no segmento regulado”.
No setor, os analistas das duas casas afirmaram que Hapvida tende a ser a mais exposta, com mais de 20% de suas receitas vinculadas a contratos individuais, enquanto SulAmérica, controlada pela Rede D’Or, e Bradsaúde devem experimentar impacto direto limitado.
Na bolsa paulista, por volta das 12h50, as ações da Hapvida recuavam 3,77%, enquanto os papéis da Rede D’Or caíam 2,2% e as ações da Bradsaúde cediam 2,56%.
“A decisão (da ANS) reforça uma dinâmica importante do setor: o crescimento dos reajustes está desacelerando enquanto a inflação dos custos médicos continua estruturalmente elevada, impulsionada por maior utilização, envelhecimento da população e adoção de tecnologias”, disseram os analistas do UBS BB.
“Isso amplia o risco de compressão de margens em toda a indústria, aumentando a importância do controle de custos, da integração vertical e da composição da carteira para diferenciar os “vencedores” dos “perdedores” relativos.”
STF estabelece critérios para que clientes de planos de saúde tenham direito a tratamentos além dos que estão na lista da ANS
Reprodução/TV Globo


Fonte:

g1 > Política

Áudio: Oposição apresenta proposta alternativa à PEC que reduz jornada de trabalho

A oposição apresentou na quinta-feira (28) uma alternativa à proposta que reduz a jornada de trabalho: é a PEC 12/2026, de autoria do senador Rogerio Marinho (PL-RN). A proposta da oposição prevê a possibilidade de um regime flexível, no qual o empregado receberia de acordo com as horas trabalhadas. A proposta apoiada pelo governo reduz a jornada de trabalho sem que haja redução de salários.


Fonte: Senado Federal