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PF aponta que Henrique Vorcaro atuava no fluxo financeiro do grupo ‘A Turma’

As investigações da Polícia Federal (PF) indicam que o empresário Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, era ligado a grupos violentos e o responsável por operar o fluxo financeiro de um esquema ilegal, denominado como “A Turma”. Ele foi preso nesta quinta-feira (14), durante a sexta fase da Operação Compliance Zero.
As informações constam na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, quem autorizou a operação.
“Foram identificados robustos indícios da participação de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, em posição de relevo como demandante dos serviços ilícitos e operador financeiro dos pagamentos destinados ao grupo”, diz a decisão.
As investigações sobre o empresário têm como foco a forma como ele movimentava o esquema. O Supremo aponta que ele exercia a dupla função de solicitar as atividades ilegais e de repassar o dinheiro aos executores da organização. O fluxo financeiro do grupo criminoso passava pelo seu controle direto.
Os recursos gerenciados por Henrique financiavam um grupo caracterizado por táticas agressivas. De acordo com a PF, a organização mantinha práticas de intimidação, coerção e de ameaças. A atuação dos envolvidos também incluía a invasão de aparelhos eletrônicos (computadores e celulares) e a obtenção de informações sigilosas.
Além das ações de intimidação e invasão, os investigadores apuram o envolvimento da organização em crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e lavagem de dinheiro.

Prisão de Henrique Vorcaro
As atividades de Henrique Vorcaro motivaram a sua prisão preventiva nesta quinta-feira (14). A detenção do empresário ocorre meses após a prisão de Vorcaro, que está preso desde o início de março e é apontado pelas investigações como o responsável por estruturar o esquema inicial.
O objetivo da Polícia Federal na etapa atual é aprofundar o conhecimento sobre a estrutura de toda a organização criminosa. O STF expediu, apenas para esta sexta fase, sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, cumpridos em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. A corte também ordenou o afastamento de investigados de cargos públicos e efetuou o bloqueio de bens patrimoniais.
Fases anteriores
O balanço das quatro primeiras fases da Operação Compliance Zero contabiliza 96 mandados de busca e apreensão cumpridos em seis estados: Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
A quarta fase, deflagrada em 16 de abril, prendeu o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro. Monteiro é apontado pela investigação como o operador jurídico-financeiro direto do banqueiro Daniel Vorcaro.
Na quinta etapa, que ocorreu no último dia 7, os policiais cumpriram um mandado de prisão temporária e dez mandados de busca. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil, foi um dos alvos.
Somando os resultados da operação, a pedido da PF e do Ministério Público, a Justiça já determinou o bloqueio e o sequestro de até R$ 27,7 bilhões em bens dos investigados.


Fonte: Jovem Pan

‘Traição’: Carlos e Eduardo Bolsonaro se manifestam após Zema criticar Flávio

Carlos (PL-SC) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usaram as redes sociais na quarta-feira (13) para rebater o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), após o mineiro publicar um vídeo criticando o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelas mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro.
No X, Carlos escreveu: “Uma coisa é certa e cristalina. Mais uma traição desesperada e dissimulada daquelas que ninguém acreditaria aconteceu… mais uma vez! Tirem suas conclusões!”. Já Eduardo, ao compartilhar o vídeo de Zema, afirmou que o ex-governador “não sequer ouviu o outro lado” e agiu de forma precipitada. “Bastou um par de horas para a ‘união da direita’, o ‘potencial vice’ se aproveitar e largar esta acusação sem fundamentos. Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou recursos públicos. Não seja tão baixo, tão vil, Romeu Zema”, escreveu o deputado cassado.
Zema declarou considerar “imperdoável” o contato de Flávio com Vorcaro, cobrando dinheiro do banqueiro. Para Zema, a revelação foi um “tapa na cara dos brasileiros”. “Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do vorcaro é imperdoável, é um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa; é preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, criticou.
Entenda o caso
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, trocou mensagens com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) antes de ser preso tentando fugir do país em novembro de 2025. A informação foi divulgada pelo portal Intercept Brasil na quarta-feira (13).
As mensagens indicam uma negociação na qual Vorcaro se comprometeu a repassar 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na época) para financiar o filme “Dark Horse”, produção que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem previsão de lançamento para 11 de setembro de 2026.
Os documentos apontam que pelo menos 10 milhões de dólares haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis oportunidades para financiar o projeto. O envolvimento do banqueiro teria sido negociado diretamente com o pré-candidato, mas também teve outros intermediários com Eduardo Bolsonaro e Mario Frias, ambos do PL de São Paulo.


Fonte: Jovem Pan

Quem são Jim Caviezel e Cyrus Nowrasteh, citados no áudio de Flávio a Vorcaro?

O portal Intercept Brasil divulgou, na quarta-feira (13), mensagens trocadas entre o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. As informações revelaram o financiamento do filme de Jair Bolsonaro, estrelado por Jim Caviezel e dirigido por Cyrus Nowrasteh.
“Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme], os caras pô, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a menos um aí, cara”, diz Flávio, em um áudio enviado ao banqueiro.

Quem são os nomes citados?
Jim Caviezel, que interpretará Jair Bolsonaro, é um ator americano de 57 anos conhecido por ter interpretado Jesus em  “A paixão de Cristo” (2004) e por ter participado de filmes como “Som da Liberdade” (2023).

Já Cyrus Nowrasteh, diretor do filme, é um cineasta americano de 69 anos que trabalhou em filmes para a TV, como “Depois do atentado”, e para o cinema, como “O Apedrejamento de Soraya M.”. Além disso, também esteve envolvido em uma coprodução entre Estados Unidos e Brasil ao escrever o roteiro de “Jenipapo” (1995) com a diretora Monique Gardenberg.
Sobre o filme

“Inspirado por eventos reais, ‘Dark Horse’ segue Jair Bolsonaro, um intruso controverso que ascende de um capitão de exército desconhecido a líder populista na corrida presidencial em um Brasil profundamente polarizado, apenas para enfrentar um plano mortal de assassinato que transforma sua luta contra um sistema corrupto em uma batalha por sobrevivência, verdade e a alma de uma nação”, diz a sinopse oficial, segundo o site Deadline.

“Desde a sua concepção, quando Mario [Frias, deputado federal] me trouxe a história de ‘Dark Horse’, foi pensado não como um retrato biográfico, mas como um thriller político tenso sobre poder, mídia e fé sob ataque, com significância cultural não apenas no Brasil, mas em todos os países”, afirmou o diretor ao Deadline.

Entenda o caso
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, trocou mensagens com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) antes de ser preso tentando fugir do país em novembro de 2025. A informação foi divulgada pelo portal Intercept Brasil na quarta-feira (13).
As mensagens indicam uma negociação na qual Vorcaro se comprometeu a repassar 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na época) para financiar o filme “Dark Horse”, produção que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem previsão de lançamento para 11 de setembro de 2026.
Os documentos apontam que pelo menos 10 milhões de dólares haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis oportunidades para financiar o projeto. O envolvimento do banqueiro teria sido negociado diretamente com o pré-candidato, mas também teve outros intermediários com Eduardo Bolsonaro e Mario Frias, ambos do PL de São Paulo.


Fonte: Jovem Pan

Trump convida Xi Jinping para visitar a Casa Branca em setembro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o líder chinês, Xi Jinping, para uma visita à Casa Branca em setembro. O convite foi feito nesta quinta-feira (14), durante a primeira viagem de um presidente estadunidense a Pequim em quase uma década. No encontro, Trump referiu-se ao anfitrião como “amigo” e “grande líder”.
A recepção no Grande Salão do Povo incluiu tapete vermelho, banda militar, salva de 21 tiros e crianças entoando mensagens de boas-vindas. Parte da cerimônia e das conversas bilaterais contou com a presença de empresários da delegação americana, como Jensen Huang, da Nvidia, e Elon Musk, da Tesla.
Trump declarou que a relação bilateral será “melhor do que nunca” e manifestou interesse em firmar acordos comerciais em setores como o agrícola e o aeroespacial.
Xi Jinping, por sua vez, defendeu que os dois países devem atuar como “parceiros e não rivais”. O líder chinês questionou se as duas nações podem superar a “Armadilha de Tucídides” — teoria histórica sobre o risco de guerra entre uma potência emergente e uma dominante — para forjar um novo modelo de relações.
Segundo Xi, o projeto de “rejuvenescimento da nação chinesa” e o movimento político de Trump para “tornar a América grande novamente” podem coexistir.
Apesar das sinalizações de cooperação, a pauta foi marcada pela questão de Taiwan. Nas conversas, que duraram duas horas e 15 minutos, Xi definiu a ilha como o tema central das relações entre os dois países. Segundo veículos de Estado da China, ele declarou que uma má administração do assunto pode levar as nações a colidirem ou entrarem em conflito.
Pequim reivindica Taiwan como seu território e tem aumentado a pressão militar na região sem descartar o uso da força. Os Estados Unidos reconhecem formalmente apenas Pequim, mas a legislação americana exige o fornecimento de armas para a defesa de Taiwan. Em resposta à fala de Xi, o governo em Taipei chamou a China de “único risco” para a paz regional e afirmou que Washington reiterou seu apoio à ilha.
Na segunda-feira (11), Trump havia afirmado que conversaria com Xi sobre a venda de armas americanas a Taiwan. A declaração representou uma mudança na política de Washington de não consultar Pequim sobre essas transações.
A Casa Branca classificou as conversas iniciais desta quinta-feira como “boas”, sem mencionar Taiwan no comunicado. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, informou que o presidente falará mais sobre a ilha nos próximos dias.
Para especialistas, o tom da China indica uma estratégia de negociação. Adam Ni, editor do boletim China Neican, apontou que o uso de linguagem direta pelo próprio líder chinês é fora do padrão. Já Chong Ja Ian, pesquisador da Universidade Nacional de Singapura, avalia que Pequim pode estar identificando uma oportunidade de convencer Trump a assumir compromissos em relação à ilha.
As reuniões também envolveram discussões sobre o Oriente Médio, especificamente a guerra no Irã. Analistas apontam que o conflito forçou o adiamento inicial da viagem de Trump e tem potencial para impactar sua posição política.
Os líderes concordaram em manter o Estreito de Ormuz aberto para o fluxo de energia. O governo estadunidense informou que a China se opõe à militarização da hidrovia ou à cobrança de taxas de uso. O Ministério das Relações Exteriores chinês confirmou o debate sobre a região, sem fornecer detalhes.
O encontro foi encerrado com um banquete de Estado, que incluiu pratos como lagosta e pato de Pequim. Na ocasião, Trump avaliou as reuniões como “positivas” e classificou o jantar como uma oportunidade para conversar “entre amigos”.


Fonte: Jovem Pan

Compliance Zero: Polícia Federal aponta ligação de Daniel Vorcaro com o jogo do bicho

PF aponta ligação de Vorcaro com o jogo do bicho
Documentos da investigação da Polícia Federal apontam que o banqueiro Daniel Vorcaro mantinha ligação com operadores do jogo do bicho e utilizava a influência de contraventores para intimidar desafetos e proteger interesses da família.
A PF deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14), mais uma fase da Operação Compliance Zero, que prendeu o pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, classificado como um dos operadores
Segundo uma decisão do representação policial, Vorcaro ocupava posição central na organização investigada e tinha suas ordens executadas por diferentes núcleos operacionais. Um deles, chamado de “A Turma”, reunia integrantes responsáveis por ameaças, coerções e levantamentos clandestinos, com participação direta de operadores ligados ao jogo do bicho.
Míriam Leitão explica operação policial do Caso Master que prendeu pai de Daniel Vorcaro
A PF cita especificamente a relação de Vorcaro com Manoel Mendes Rodrigues, descrito nos documentos como “empresário do jogo” no Rio de Janeiro. De acordo com os investigadores, Manoel liderava um braço local da organização e atuava como aliado próximo do banqueiro.
A investigação afirma que Manoel Mendes era usado como “instrumento de pressão física e moral” em favor dos interesses da família Vorcaro. Para a polícia, a reputação de Manoel no meio da contravenção era explorada para dar credibilidade às ameaças e causar medo nas vítimas.
Relatos reunidos pela PF indicam que Manoel Mendes realizava abordagens intimidatórias e ameaças presenciais sob ordens diretas de Daniel Vorcaro. Um dos episódios citados ocorreu em Angra dos Reis, onde, segundo os investigadores, Manoel se apresentou como amigo de Vorcaro e mencionou sua atuação no jogo do bicho durante as intimidações.
Ainda segundo os documentos, a estrutura ligada à contravenção era usada para operacionalizar ações de coerção, cobrança e proteção clandestina dos interesses do grupo investigado.
A Polícia Federal sustenta que a conexão entre Vorcaro e operadores do jogo do bicho não era apenas circunstancial, mas fazia parte da engrenagem utilizada para execução das ações atribuídas à organização criminosa.
A investigação da Polícia Federal (PF) aponta que integrantes da própria corporação, entre eles, uma delegada e policias em atividade e aposentados, atuavam para intimidar desafetos, obter informações sigilosas e monitorar adversários do banqueiro Daniel Vorcaro.
Os suspeitos participavam do núcleo chamado de “A Turma”, voltado para a prática de ameaças, intimidações presenciais, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais.
A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a 6ª fase da Operação Compliance Zero, que mirou o pai de Daniel Vorcaro e outros seis alvos de mandados de prisão nesta quinta-feira (14).
De acordo com a PF, o grupo liderado por Marilson Roseno da Silva era usado pelo pai de Vorcaro, Henrique Vorcaro, para demandar de vantagens ilícitas. Investigadores apontam ele também era o operador financeiro dos pagamentos.
A defesa de Henrique Vorcaro informou, em nota enviada à TV Globo, que a decisão se baseia em fatos que, segundo os advogados, ainda não tiveram sua legalidade e justificativa comprovadas no processo (veja a íntegra mais abaixo).
Entre os integrantes da Polícia Federal investigados estão:
Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado;
Anderson Wander da Silva Lima, policial federal da ativa lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro;
Valéria Vieira Pereira da Silva, delegada da PF;
Francisco José Pereira da Silva, policial federal aposentado;
Valéria e Francisco, segundo investigadores, atuavam no repasse de informações sigilosas para o Marilson Roseno a partir de consultas realizadas no sistema e-Pol, plataforma interna utilizada pela corporação.
A decisão também cita Manoel Mendes Rodrigues, apresentado como “empresário do jogo” no Rio de Janeiro e apontado como líder de um braço local do grupo.
Para a Polícia Federal, o conjunto de condutas aponta para uma infiltração do grupo em “circuitos informacionais sensíveis”, com uso de pessoas próximas ou funcionalmente habilitadas para facilitar a circulação de recursos financeiros e de dados sigilosos em benefício da organização criminosa.
Investigadores apontam que o segundo grupo, chamado “Os Meninos”, teria perfil eminentemente tecnológico e seria voltado para a prática de ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento telefônico ilegal.
Segundo a autoridade policial, ambos eram, à época dos fatos, gerenciados por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que era chamado pelo apelido de “Sicário”, e que tinha como objetivo atender a comandos do “núcleo central da organização criminosa”.
6ª fase da Compliance Zero
A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira (14) Henrique Vorcaro durante nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras ligadas à instituição.
Os alvos seriam integrantes de grupos criminosos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”, que, segundo a PF, integravam a estrutura paralela de vigilância e intimidação supostamente comandada pelo banqueiro.
Henrique Vorcaro era responsável por demandar serviços e efetuar os pagamentos dos integrantes desses núcleos, nos quais eram combinados os crimes de coação e vazamento de informações.
Eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa acusada de praticar intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasão de dispositivos informáticos.
O pai de Daniel Vorcaro foi preso em Nova Lima, na região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), no início da manhã. Ele é um dos sete alvos de mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão cumpridos nesta quinta.
Veja quem são os alvos dos mandados de prisão:
Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro;
David Henrique Alves;
Victor Lima Sedlmaier;
Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos;
Manoel Mendes Rodrigues;
Anderson Wander da Silva Lima, policial federal da ativa lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro;
Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado.
Dados sigilosos
A representação da Polícia Federal afirma ainda que, em 2024, Marilson Roseno da Silva buscou auxílio de pelo menos três policiais federais para realizar consultas indevidas em sistemas internos da corporação.
O objetivo, segundo os investigadores, era descobrir o conteúdo de um inquérito policial, no qual Henrique Moura Vorcaro teria sido intimado.
Em um trecho destacado pela autoridade policial, Marilson aciona Anderson Wander da Silva Lima e informa que “um parceiro vai encontrar comigo aqui e vai trazer uma sucinta aqui”, ao lado da imagem da intimação dirigida a Henrique Moura Vorcaro.
Para os investigadores, o episódio reforça a suspeita de que a estrutura clandestina mobilizada por Marilson e pelo grupo conhecido como “A Turma” não atuava apenas em intimidações e cobranças, mas também na obtenção de informações sigilosas relacionadas a investigações de interesse direto de Henrique Vorcaro.
O que dizem os alvos
A defesa de Henrique Vorcaro enviou a seguinte nota:
“Constata-se que decisão se baseia em fatos cuja comprovação da respectiva licitude e o lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo. E não estão porque não foram solicitados à defesa e nem a ele.
O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar a estamos a dizer ainda hoje”.
O g1 ainda não conseguiu contato com os demais investigados.


Fonte:

g1 > Política

Para enfrentar rombo financeiro, governo autoriza Correios a vender seguros e títulos de capitalização

O governo autorizou nesta quinta-feira (14), por meio de portaria publicada no “Diário Oficial da União”, os Correios a comercializarem “serviços postais financeiro”, tais como seguros, de bônus e de títulos financeiros em geral, inclusive títulos de capitalização.
Essa é uma estratégia, já anunciada pela equipe econômica anteriormente, para tentar gerar receita adicional para os Correios, que passam por forte crise financeira com o registro de déficits operacionais bilionários seguidos. A expectativa é que a estatal faça convênios com instituições financeiras para ofertar os serviços.
De acordo com portaria do Ministério das Comunicações, os Correios tem autorização para começar a ofertar:
venda ou intermediação de seguros, como automóvel, vida, residencial, viagem
bônus promocionais, cupons, vale-benefícios
certificados, consórcios, aplicações, créditos ou outros instrumentos financeiros.
títulos de capitalização, vendidos por bancos e seguradoras.
A portaria também autoriza os Correios a atuar no mercado de telefonia celular por meio de parceria comercial, como operadora virtual, seguindo as regras da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).


Fonte:

g1 > Política

Míriam Leitão: Vorcaro não falou sobre financiamento de filme de Bolsonaro em delação

Míriam: Vorcaro não informou financiamento a filme de Bolsonaro e contatos com Flávio e Ciro em delação
No Bom Dia Brasil desta quinta-feira (14), a jornalista e comentarista Miriam Leitão revelou informações apuradas sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro. Segundo a análise da comentarista, as revelações podem impactar a delação premiada do dono do Banco Master.
“Ele também esqueceu de informar isso, esqueceu entre aspas. Como disse a minha fonte, esqueceu de informar que havia esse financiamento e que havia toda essa relação tão próxima com Flávio Bolsonaro. Ele não informou. Numa delação premiada, tem que informar o que você vai contar, e ele não contou nem a do senador Ciro Nogueira na semana passada, nem nenhuma palavra sobre esse filme, o financiamento desse filme, essa relação com Flávio Bolsonaro”, afirmou a jornalista.
Leia as notícias e assista aos vídeos do Bom Dia Brasil
Ainda segundo a comentarista, investigadores avaliam que as omissões são relevantes e reforçam a possibilidade de a colaboração premiada não ser aceita pela Justiça.
Miriam Leitão também afirmou que o sigilo da chamada “sexta operação” da investigação deve ser derrubado em breve pelo ministro André Mendonça. Segundo ela, os documentos apontariam Henrique Vorcaro como “demandante, operador e beneficiário financeiro” do suposto esquema investigado.
“As omissões estão aparecendo a todo momento em outras operações”, disse a jornalista.
‘Topa jantar com o Jim Caviezel?’: veja e ouça TODOS os textos e o áudio que mostram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Vorcaro
Prisão de Henrique Vorcaro
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro é preso em BH.
Redes sociais
Durante o Bom Dia Brasil, Miriam Leitão também comentou a prisão de Henrique Vorcaro, pai do empresário Daniel Vorcaro, em operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira (14).
Segundo a jornalista, o nome de Henrique Vorcaro já aparecia desde o início das investigações como uma espécie de operador ligado ao filho.
“Ele estava envolvido tanto em lavar dinheiro quanto em esconder bens”, afirmou Miriam Leitão.
A comentarista disse ainda que as novas apurações indicam que Henrique Vorcaro ajudava a financiar pessoas próximas ao banqueiro que atuariam em ações de intimidação e em atividades consideradas mais graves pelos investigadores.
“Agora, a informação é que ele fazia parte de uma espécie de grupo e ajudava a financiar essa turma mais próxima de Vorcaro, que fazia tanto ações de intimidação quanto as ações mais perigosas”, declarou.
Segundo Miriam Leitão, outro ponto que pesou para a prisão foi a tentativa de Henrique Vorcaro de obter informações dentro da própria Polícia Federal sobre a situação do filho, Daniel Vorcaro.
“Além disso, ele estava tentando buscar, dentro da própria Polícia Federal, mais informações sobre a prisão do filho”, afirmou.
A jornalista informou ainda que a operação cumpre sete mandados de prisão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
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Fonte:

g1 > Política

Efraim critica modelo do SUS e defende mudança na gestão da saúde pública

Em pronunciamento no Plenário na quarta-feira (13), o senador Efraim Filho (PL-PB) afirmou que a demora no acesso a consultas, exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS) está associada a distorções no modelo de financiamento e à fragmentação da rede de atendimento. Segundo ele, a estrutura atual não garante eficiência nem priorização adequada dos pacientes.
— O grande debate é como resolver essas filas. O problema não são números, são vidas. De nada adianta, pura e simplesmente, estimular o aumento do número de cirurgias e procedimentos sem compromisso com a qualidade ou a priorização para quem realmente precisa. É grande o risco do desperdício. Trata-se de uma questão estrutural. Precisamos de uma mudança no modelo — disse.
O senador mencionou artigo do médico e ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga como referência para o debate sobre gestão e eficiência no SUS. O parlamentar também destacou a proposta apresentada no texto, que prevê a criação de uma unidade de referência para reorganizar os repasses e permitir a transição para um modelo baseado em resultados e na qualidade do atendimento.
— Pagamos por procedimento, não pagamos por resolver o problema do paciente. E o mundo avançou nesse sentido: Reino Unido, Suécia, Holanda e Canadá, sistemas universais, já adotam modelos baseados no valor, e não no preço. Pagam por resultado, medem qualidade, colocam o paciente no centro das decisões. E o Brasil precisa fazer essa transição — afirmou.


Fonte: Senado Federal

MP autoriza subsídio a combustíveis no mesmo valor de tributos federais

Produtores e importadores de combustíveis serão ressarcidos de tributos federais sobre o consumo (PIS/Pasep e Cofins), desde que diminuam o preço de venda. É o que autoriza a terceira medida provisória do ano com subsídios para o setor, publicada nesta quinta-feira (14) pela Presidência da República para conter o aumento do preço do petróleo, decorrente da guerra no Oriente Médio.
O valor da subvenção ainda será publicado pelo Ministério da Fazenda e durará dois meses, permitida sua prorrogação. O Congresso Nacional tem até 120 dias para decidir se transforma a MP 1.358/2026 em lei, tornando-a definitiva.
As empresas que aderirem deverão primeiro deduzir do preço de venda o valor do subsídio e registrar a operação em nota fiscal. Depois, precisam declarar a transação à Agência Nacional do Petróleo (ANP), que terá 30 dias para enviar o valor oriundo de suas autorizações orçamentárias.

No caso da gasolina, a subvenção será equivalente ao PIS/Pasep, Cofins e Cide-Combustíveis, que custam R$ 0,89 por litro, segundo o governo federal;
No caso do diesel, será equivalente ao PIS/Pasep e Cofins, que custam R$ 0,35 por litro, segundo o governo federal.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou em coletiva de imprensa que inicialmente a subvenção deve ser parcial, de R$ 0,40 a R$ 0,45 para a gasolina. A razão é o choque menor na economia, quando comparado ao diesel.
O impacto será cerca de R$ 2,7 bilhões por mês, coberto pela arrecadação extraordinária que o Brasil obtém com a alta do petróleo, por meio de royalties, por exemplo, segundo Moretti.
As subvenções econômicas não poderão ser maiores que a incidência desses impostos na venda de combustível. O governo federal já publicou a MP 1.349/2026, que concede subsídio de R$ 1,20 por litro para diesel importado. Já a MP 1.340/2026 previa subsídio de R$ 0,32 por litro do diesel.
Novo Desenrola
A MP ainda prevê multa de 1% ao dia sobre os valores esquecidos em bancos que não forem enviados para o Fundo Garantidor de Operações (FGO). Os chamados “valores a devolver” devem ser enviados pelas instituições financeiras para o fundo privado, que paga os bancos no caso de nova inadimplência e permite as condições favoráveis para a renegociação da dívida no Novo Desenrola Brasil.


Fonte: Senado Federal

Governo libera R$ 8,4 bilhões de trabalhadores que optaram do saque-aniversário no fim de maio e disponibiliza uso para dívidas

Mais de 10,5 milhões de trabalhadores que optaram pelo saque-aniversário que foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025 poderão sacar R$ 8,4 bilhões a partir de 26 de maio, informou o Ministério do Trabalho nesta quinta-feira (14).
A autorização para saque consta em Medida Provisória publicada em dezembro do aon passado.
“Permanecerão bloqueados apenas os valores vinculados a operações de antecipação do saque-aniversário contratadas junto às instituições financeiras, conforme as condições previstas em cada contrato”, informou o governo.
O MTE alerta que, antes do dia 25 de maio, os valores que serão creditados aos trabalhadores deixarão de aparecer no saldo disponível das contas do FGTS, em razão do processamento da operação.


Fonte:

g1 > Política