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Bolsonaro tem ‘boa evolução clínica’ após cirurgia no ombro, diz boletim médico

Boletim divulgado pela equipe médica de Jair Bolsonaro (PL) neste domingo (3) afirma que o ex-presidente mantém uma “boa evolução clínica” após ser submetido a uma cirurgia no ombro direito na última sexta-feira (1º).
Jair Bolsonaro
EPA via BBC


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g1 > Política

Sob a lua cheia, a ‘loba’ Shakira faz show histórico em Copacabana

Sob a lua cheia, a estrela do pop latino Shakira encantou, na noite de sábado (2), uma multidão na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, com um show de mais de duas horas marcado por sucessos e declarações de amor ao Brasil.
Uma loba, como é apelidada a cantora colombiana, desenhada por drones, foi projetada nos céus minutos antes de ela subir ao palco após as 23h de Brasília, com mais de uma hora de atraso.
Shakira apareceu vestida com as cores da bandeira do Brasil, tendo ao fundo o ruído do abre e fecha dos leques do público.
“2 milhões de pessoas nas areias de Copacabana. A Loba fez história no Rio”, publicou no X o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), que citou como fonte a Riotur.
“Brasil, eu te amo! É mágico pensar que estamos aqui, milhões de almas juntas, prontas para cantar, dançar, nos emocionar e lembrar ao mundo o que realmente importa”, disse ao saudar o público Shakira, falando um português impecável, sobre um palco monumental de 1.345 metros quadrados.
Além de cantar sucessos como “Hips don’t lie”, “La bicicleta”, “La tortura” e “Estoy aquí”, ela contou com as participações de ícones da MPB, como Caetano Veloso e Maria Bethânia, Ivete Sangalo e Anitta, com quem dançou funk.
Com este show, durante o qual fez dez trocas de figurino, a artista, de 49 anos, seguiu os passos de Madonna, que se apresentou na mesma praia em 2024 para 1,6 milhão de pessoas, e Lady Gaga, que reuniu a 2,1 milhões em 2025, segundo os organizadores.
“Ama muito o Brasil”
A criadora do tema da Copa do Mundo da África do Sul em 2010, “Waka Waka”, tem uma relação histórica com o Brasil, onde se apresentou várias vezes desde 1996.
“Eu me inspiro muito nela. Ela é muito forte. É uma mulher latina no topo”, disse à AFP João Pedro Yelin, designer de 26 anos, que veio de São Paulo, vestindo um sobretudo feito de retalhos representando as bandeiras de países latino-americanos.
“Ela ama muito o Brasil. Esse amor que ela tem por nós, a gente tem por ela”, disse Graciele Vaz, de 43 anos, que dormiu na praia após viajar na sexta-feira de Paraty, cidade da Costa Verde do Rio de Janeiro.
Ela tinha nas costas uma grande tatuagem com o nome de Shakira sobre a imagem de uma loba, símbolo da turnê “Las mujeres ya no lloran”.
Foi exatamente no Rio que, em fevereiro de 2025, Shakira iniciou esta turnê, a primeira em sete anos, e que já alcançou o recorde no Guinness de maior faturamento de um artista latino.
 “Lobacabana”
Nos últimos dias, enormes cartazes com o rosto da cantora estamparam vários pontos da cidade. Em Copacabana, renomeada de “Lobacabana”, camelôs lotaram as areias e as ruas vendendo leques, bonés, camisetas e até pequenos frascos com “lágrimas de Shakira”, uma menção ao título da turnê.
Apesar da barreira do idioma, que leva muitos brasileiros a se sentirem à margem da América Latina e inclusive a se perguntarem se sua própria identidade também é latina, o país tem se aberto pouco a pouco à música latino-americana, que hoje faz o mundo inteiro dançar.
Com 100 milhões de álbuns vendidos, quatro Grammys e 15 Grammys Latinos, Shakira conquistou várias gerações de fãs com sucessos como “Bzrp Music Sessions, Vol. 53”, música que gravou após sua separação do ex-jogador de futebol Gerard Piqué e com a qual encerrou o megashow de sábado.
As autoridades mobilizaram quase 8.000 agentes, drones, câmeras de reconhecimento facial e 18 pontos de revista com detectores de metais, no maior dispositivo de segurança que Copacabana já viu em seus megashows.
No ano passado, após a apresentação de Lady Gaga, a Polícia Civil informou ter frustrado, em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, um atentado com explosivos, orquestrado por um grupo que difundia discursos de ódio e que tinha entre seus alvos a comunidade LGBTQ+.
A Prefeitura do Rio estima que o evento injetará mais de 800 milhões de reais na economia da cidade.
*AFP
 


Fonte: Jovem Pan

Irã desafia os EUA a escolher entre um ‘acordo ruim’ e uma ‘operação militar impossível’

A Guarda Revolucionária iraniana desafiou os Estados Unidos, neste domingo (3), a escolher entre uma operação militar “impossível” e um “acordo ruim” com Teerã, depois que o presidente americano, Donald Trump, menosprezou a proposta mais recente do Irã para pôr fim à guerra.
A situação entre os dois países segue estagnada desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em 8 de abril, após quase 40 dias de ataques israelenses-americanos contra o Irã e de represálias de Teerã na região.
Os esforços diplomáticos não conseguiram reativar as infrutíferas negociações realizadas em 11 de abril, em Islamabad, devido às profundas divergências em temas como o bloqueio do Estreito de Ormuz e o programa nuclear da República Islâmica.
“A margem de manobra dos Estados Unidos no tema da tomada de decisões diminuiu”, afirmou o serviço de inteligência da Guarda Revolucionária, em nota difundida pela televisão pública.
“Trump deve escolher entre uma operação impossível ou um acordo ruim com a República Islâmica do Irã”, insistiu.
Este órgão mencionou um “ultimato” iraniano sobre o bloqueio americano dos portos iranianos e uma “mudança de tom” de China, Rússia e Europa em relação aos Estados Unidos.

“Vou revisar o plano”
No sábado, o presidente americano pôs em dúvida a possibilidade de aceitar a proposta iraniana. “Em breve vou revisar o plano que o Irã acaba de nos enviar, mas não posso imaginar que seja aceitável, pois ainda não pagaram um preço alto o suficiente pelo que fizeram com a Humanidade e com o mundo nos últimos 47 anos”, declarou em sua plataforma, Truth Social.
Segundo as agências de notícias iranianas, Teerã transmitiu a Washington, através do Paquistão, um plano com 14 pontos para pôr fim ao conflito bélico no prazo de 30 dias.
A agência Tasnim afirma que Teerã exige a retirada das forças americanas de áreas próximas ao Irã, a suspensão do bloqueio dos portos e do congelamento de ativos iranianos, o pagamento de indenizações, a suspensão das sanções, um “mecanismo” para o Estreito de Ormuz e “o fim da guerra em todas as frentes, incluído o Líbano”.
Este país foi arrastado para a guerra quando o grupo pró-iraniano Hezbollah atacou Israel para vingar a morte do líder iraniano Ali Khamenei no primeiro dia dos bombardeios, em 28 de fevereiro.
Neste domingo, Israel ordenou a evacuação “urgente” das localidades situadas para além do setor que controla no sul do Líbano e que designa como uma “zona de segurança”.
A agência Tasnim não mencionou o programa nuclear, um tema crucial para Estados Unidos e Israel, que acusam o Irã de querer desenvolver a bomba atômica. Teerã nega ter esta intenção.
O Irã já tinha enviado esta semana uma proposta aos Estados Unidos através do Paquistão. Não foram dados detalhes a respeito.
“Caso se comportem mal”
A guerra deixou milhares de vítimas, principalmente no Irã e no Líbano, e suas repercussões sacodem a economia mundial, com os preços do petróleo alcançando níveis sem precedentes desde 2022.
Embora os bombardeios tenham cessado, o conflito persiste de outras formas: Washington impõe um bloqueio aos portos iranianos, em resposta ao fechamento, por parte de Teerã, do Estreito de Ormuz, por onde antes da guerra transitava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo.
Os jornalistas perguntaram a Trump, no sábado, o que poderia levar a uma retomada dos bombardeios contra o Irã. Ele foi vago na resposta: “Caso se comportem mal, se fizerem algo ruim, mas neste momento vamos ver”.
“É uma possibilidade que poderia ocorrer, sem dúvida”, disse. Teoricamente, o presidente tinha até a sexta-feira para solicitar uma autorização do Congresso para dar continuidade à guerra.
Ele preferiu enviar uma carta aos congressistas para notificá-los que as hostilidades com o Irã “terminaram”.
*AFP
 


Fonte: Jovem Pan

Israel prorroga detenção de Thiago Ávila e ativista espanhol-palestino

Um tribunal israelense autorizou, neste domingo (3), prorrogar por dois dias a detenção do brasileiro Thiago Ávila e de outro ativista espanhol-palestino, integrantes de uma flotilha que seguia para Gaza. Eles são acusados por Israel de terem vínculos com uma organização sancionada pelos Estados Unidos, informou uma ONG à AFP.
A flotilha, composta por mais de 50 embarcações, zarpou de França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense em Gaza e levar suprimentos ao devastado território palestino.
As forças israelenses as interceptaram em águas internacionais, em frente à costa da Grécia, na madrugada de quinta-feira.
Segundo Israel, 175 ativistas foram detidos. Dois deles, o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, foram trasladados a Israel para serem interrogados.
Abu Keshek e Ávila compareceram, neste domingo, perante um tribunal de Ashkelon, a cerca de 60 km de Tel Aviv. “O tribunal prorrogou sua detenção por dois dias”, declarou Miriam Azem, da organização de defesa dos direitos humanos Adalah.
Segundo ela, as autoridades israelenses tinham pedido quatro dias de prorrogação. Desde que seu traslado a Israel foi anunciado, tanto o governo espanhol quanto o brasileiro condenaram a ação como um “sequestro” e reivindicaram “o retorno imediato de seus cidadãos”.
Neste domingo, o governo espanhol reiterou o pedido após a decisão do tribunal.
“O Governo da Espanha exige sua libertação imediata”, destacou o ministério de Assuntos Exteriores em uma mensagem enviada à AFP, detalhando que o cônsul espanhol em Tel Aviv acompanhou o “espanhol detido ilegalmente” ao comparecimento.

Ávila “foi agredido”
A organização Adalah afirmou, no sábado, que seus advogados tinham se reunido com os ativistas detidos na prisão de Shikma, em Ashkelon.
Ávila contou aos advogados ter sofrido “uma brutalidade extrema” quando os barcos foram interceptados. “Foi arrastado de bruços pelo chão e foi agredido tão brutalmente que perdeu os sentidos duas vezes”, acrescentou a ONG.
Segundo a organização, ele contou que desde que chegou a Israel ficou “isolado e com os olhos vendados”. Abu Keshek também foi “amarrado pelas mãos e teve os olhos vendados” e foi “obrigado a permanecer deitado de bruços no chão desde o momento de sua detenção” até chegar a Israel, informou o grupo.
O Ministério das Relações Exteriores israelense acusa os dois ativistas de terem vínculos com a PCPA, uma organização sancionada pelo Departamento do Tesouro americano. Washington acusa a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA) de “agir clandestinamente em nome” do grupo islamista palestino Hamas.
O Ministério das Relações Exteriores israelense afirma que Abu Keshek é um membro de destaque da PCPA e que Ávila está vinculado à organização e é “suspeito de atividades ilegais”.
O Governo espanhol rechaçou as acusações de Israel contra Abu Keshek. Os organizadores da flotilha afirmam que a interceptação israelense ocorreu a mais de 1.000 km de Gaza e a tacham de “armadilha mortal calculada no mar”.
Dezenas de ativistas detidos desembarcaram na sexta-feira na ilha grega de Creta, constatou um jornalista da AFP. Em 2025, uma primeira viagem da Flotilha Global Sumud (“resiliência” em árabe) para Gaza atraiu atenção mundial.
Mas centenas de ativistas, entre eles a sueca Greta Thunberg e o próprio Thiago Ávila, foram detidos no mar, trasladados a Israel e expulsos em seguida.
*AFP
 


Fonte: Jovem Pan

Estrangeiros operam 90% dos aeroportos em capitais e Infraero encolhe

A presença de operadores estrangeiros em aeroportos brasileiros supera a observada em outros setores de infraestrutura e já domina os principais terminais do País. Hoje, empresas internacionais controlam cerca de 90% dos aeroportos localizados em capitais, segundo levantamento do Broadcast (sistema de noticiais em tempo real do Grupo Estado) com dados da Aeroportos do Brasil (ABR).
cA predominância estrangeira reflete fatores regulatórios e operacionais, além do histórico de concessões, segundo especialistas.
O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, relaciona a forte presença estrangeira ao processo de concessões que classifica como “bem-sucedido”, iniciado em 2011. “Não havia empresas brasileiras desenvolvidas para gerir esses ativos. As concessões abriram espaço para grupos estrangeiros com expertise”, afirmou à Broadcast.
A maior padronização do setor também favorece a atuação de operadores globais, segundo a sócia do BMA Advogados, Ana Cândida. “A regulação do transporte aéreo tem forte coordenação internacional, o que traz maior uniformidade e reduz incertezas para o investidor. Isso não acontece em outros setores de infraestrutura, como saneamento e rodovias, que têm características mais locais”, explicou.
Apenas quatro aeroportos em capitais não são controlados por operadores estrangeiros: Santos Dumont (RJ), Belém (PA), Cuiabá (MT) e Macapá (AP). O terminal no Rio de Janeiro é o único sob gestão exclusiva da estatal Infraero, enquanto os demais são operados por grupos privados brasileiros, como a Norte da Amazônia Airports (NOA) e a Centro-Oeste Airports (COA).
Por outro lado, a espanhola Aena lidera o mercado, com sete aeroportos, incluindo Congonhas (SP) e o Galeão (RJ), segundo e terceiro mais movimentados do Brasil. Controlada pelo governo da Espanha, a concessionária ampliou presença no País nos últimos anos e, recentemente, venceu a relicitação do terminal fluminense, em disputa com a suíça Zurich Airport e a concessionária anterior, Changi Airports International, de Cingapura.
Já o grupo mexicano Asur controla seis terminais em capitais brasileiras após adquirir parte dos ativos da Motiva no País, incluindo os aeroportos de Palmas, São Luís, Teresina, Goiânia, Belo Horizonte e Curitiba. A francesa Vinci Airports, por sua vez, administra cinco terminais e ocupa a sétima posição no ranking por movimentação.

Infraero
O avanço dos operadores estrangeiros ocorreu em paralelo à redução da Infraero. Em 2010, a estatal gerenciava 67 aeroportos no País. Com o início das concessões, perdeu representatividade e hoje controla 23 aeroportos, sendo apenas 10 com voos regulares.
Nas primeiras rodadas, a estatal compartilhava as concessões com construtoras nacionais, que atuavam como parceiras dos operadores estrangeiros. Com a saída desses grupos, em meio aos impactos da Operação Lava Jato e à reestruturação das empresas, a presença nacional nos consórcios foi reduzida.
Esse movimento ganhou novo impulso com a saída da estatal da concessão do Galeão (RJ), na qual detinha 49% de participação, após a relicitação do ativo. Na avaliação do sócio do VLR Advogados, Luís Felipe Valerim, a tendência é de continuidade desse encolhimento. “A Infraero caminha para um papel cada vez mais residual no setor”, disse.
A estatal ainda mantém participação em concessões relevantes, como na concessionária GRU Airport (Guarulhos) e no Aeroporto de Brasília. No entanto, a relicitação em andamento para o terminal da capital federal prevê a saída da estatal do ativo. Com isso, o Santos Dumont deve se manter como último ativo mais relevante no portfólio da Infraero.
Perspectivas
No início de abril, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o processo de solução consensual para a concessão do Aeroporto de Brasília e determinou a inclusão de 10 aeroportos regionais do programa AmpliAR no novo contrato. A expectativa é que o leilão ocorra ainda neste ano.
O modelo tende a reforçar a presença dos operadores já estabelecidos, segundo Valerim. “Ao incorporar aeroportos regionais a contratos existentes, o programa amplia a escala das concessões e favorece grupos já instalados, o que pode concentrar ainda mais a operação”, afirmou.
Apesar do número limitado de ativos, há espaço para novos entrantes, segundo Ana Cândida, que cita como exemplo a venda de ativos da Motiva. “Ainda há oportunidades no mercado secundário, mas os grandes grupos tendem a concentrar os ativos”, reforçou.
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

SP deve registrar queda de temperatura com chuva forte neste domingo

O estado de São Paulo deverá ter pancadas de chuva de intensidade moderada a forte, acompanhadas de rajadas de vento e raios, especialmente na faixa leste do estado. A previsão da Defesa Civil vale para este domingo (3), fim do feriado prolongado.
A mudança do tempo é causada pelo avanço de uma frente fria mais ativa pelo oceano, o que provoca aumento significativo de instabilidade. Neste sábado (2), a Defesa Civil do Estado de São Paulo registrou rajadas de vento de até 60 km/h na Baixada Santista e mudança na direção dos ventos, associadas à passagem de tempestades no litoral paulista.
O sistema avançou por toda a faixa litorânea do Estado e já alcança a altura do Rio de Janeiro. Em alguns pontos, foi possível observar a formação de nuvens do tipo prateleira (shelf cloud), característica desse tipo de ocorrência e que indica o avanço do ar frio da chuva sobre o ar quente, gerando ventos intensos.
Apesar do impacto dos ventos, os acumulados de chuva foram baixos até o momento, com registro máximo de 13 mm nas últimas 12 horas em Caraguatatuba.

Previsão para a Baixada Santista
De acordo com boletim técnico do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Unisanta, há ainda previsão de mar agitado na Baixada Santista, com ondas que podem superar 3 metros de altura e elevação do nível do mar entre domingo (3) e segunda-feira (4), aumentando o risco para inundações costeiras e alagamentos.
A Defesa Civil mantém o alerta para os municípios do litoral e orienta a população a acompanhar as atualizações meteorológicas e redobrar a atenção em áreas mais vulneráveis.
Em caso de emergência, a Defesa Civil deve ser acionada pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.
*Agência SP


Fonte: Jovem Pan

Recordes de público no Brasileirão: jogo único e média histórica

O Campeonato Brasileiro é uma das competições que mais mobiliza a paixão dos torcedores no país. Ao longo de sua história, estádios lotados criaram atmosferas inesquecíveis e registraram números impressionantes. Este artigo detalha qual é o recorde de público em um único jogo e qual foi a melhor média de torcida de uma edição do campeonato, contextualizando os fatores que permitiram esses feitos históricos e comparando-os com a realidade atual do futebol nacional.

O recorde absoluto: Flamengo x Santos em 1983
O maior público pagante já registrado em uma única partida do Campeonato Brasileiro pertence à final de 1983. O jogo, que consagrou o Flamengo como campeão, levou uma multidão ao antigo Maracanã e estabeleceu uma marca que permanece inalcançável até hoje.
A partida histórica ocorreu em 29 de maio de 1983, entre Flamengo e Santos. O público oficial foi de 155.523 pagantes. O confronto, vencido pelo time carioca por 3 a 0, com gols de Zico, Leandro e Adílio, coroou uma campanha memorável da equipe rubro-negra.
Esse número monumental foi possível devido a uma combinação de fatores:

A capacidade do antigo Maracanã: Antes das reformas que o modernizaram e o tornaram um estádio com assentos para todos, o Maracanã comportava um número muito superior de espectadores, incluindo a famosa “geral”, onde os torcedores assistiam ao jogo em pé.
A importância da partida: Tratava-se da grande final do principal torneio nacional, envolvendo duas das maiores equipes do Brasil.
O contexto da época: O futebol vivia uma era de grande apelo popular, com ídolos como Zico em campo, o que atraía massas aos estádios.

A melhor média de público de uma edição do campeonato
Coincidentemente, a edição do Campeonato Brasileiro com a melhor média de público da história foi a mesma que registrou o recorde de jogo único: a de 1983. Naquele ano, a competição alcançou uma média impressionante de 22.953 torcedores por partida.
Esse número reflete o engajamento geral do público com o torneio naquele período. A campanha do Flamengo, que culminou no título, foi um dos principais motores para essa marca, mas outras equipes, como Fluminense, Vasco e Atlético-MG, também registraram públicos expressivos ao longo da competição. O formato do campeonato, que contava com fases de mata-mata, também contribuía para jogos decisivos com grande apelo de público antes mesmo da final.
Outras edições também se destacaram, como a de 1976, que teve uma média de 20.646 espectadores, mostrando a força do futebol brasileiro nas décadas de 1970 e 1980.
Os maiores públicos na era dos pontos corridos
Com a modernização dos estádios, a implementação de assentos em todos os setores por razões de segurança e conforto, e a adoção do formato de pontos corridos em 2003, a realidade dos públicos mudou drasticamente. As capacidades foram reduzidas, tornando os recordes da era do antigo Maracanã praticamente impossíveis de serem superados.
Ainda assim, a era dos pontos corridos também tem seus próprios marcos de público, que demonstram a contínua paixão do torcedor. Os maiores públicos pagantes recentes geralmente ocorrem no Maracanã ou no Mineirão. Alguns dos jogos com maior público desde 2003 são:

Flamengo 2 x 0 Atlético-MG (2022): 69.997 pagantes (Copa do Brasil, mas ilustra a capacidade moderna).
Flamengo 0 x 2 Ceará (2018): 65.154 pagantes.
Flamengo 2 x 2 Palmeiras (2018): 65.102 pagantes.

Esses números, embora expressivos para o cenário atual, são menos da metade do recorde estabelecido em 1983, evidenciando como as eras e as infraestruturas dos estádios são diferentes.
Os recordes de público do Campeonato Brasileiro são um retrato de uma época distinta do futebol nacional. A marca de 155.523 pagantes em Flamengo x Santos e a média de quase 23 mil torcedores por jogo na edição de 1983 são feitos ligados diretamente aos gigantescos estádios de concreto daquele período e a uma cultura de arquibancada popular. Hoje, mesmo com arenas mais modernas e confortáveis, esses números permanecem como testemunhos históricos da paixão que sempre moveu o futebol no Brasil.


Fonte: Jovem Pan

Um pouco de licor

Nos anos 40 do século passado, e daí por diante, era comum terminar uma refeição com um “digestivo” e, quase sempre, ao invés de um destilado forte (o que me parece mais apropriado) era eleito um cálice de licor.
Os licores ocupam um lugar singular na história das bebidas, situando-se entre a tradição medicinal, a alquimia e o prazer gastronômico. Sua origem remonta à Idade Média, quando monges e alquimistas europeus buscavam criar elixires com propriedades terapêuticas a partir da infusão de ervas, especiarias, flores e frutas em álcool. Há registros de preparações semelhantes ainda mais antigas, ligadas às civilizações árabes, que dominaram técnicas de destilação e influenciaram fortemente a produção de bebidas alcoólicas aromatizadas. Esses primeiros licores não eram consumidos apenas por prazer, mas como remédios, digestivos e até mesmo como formas de conservação de ingredientes raros.
Com o avanço das técnicas de destilação entre os séculos XIII e XVI, especialmente na Itália e na França, os licores começaram a ganhar identidade própria. Mosteiros tornaram-se centros de produção, onde receitas eram cuidadosamente guardadas e transmitidas. Ordens religiosas como os beneditinos e cartuxos ficaram conhecidas por suas fórmulas complexas, combinando dezenas de ingredientes. Aos poucos, o caráter medicinal foi dando lugar ao apreciativo, e os licores passaram a integrar hábitos sociais e gastronômicos das cortes europeias.
A base de um licor é, essencialmente, álcool, açúcar e aromatizantes naturais. Nesse contexto, é plenamente possível produzir licores a partir do vinho, prática que também tem raízes históricas. Ao fortificar vinhos com álcool e adicionar açúcar e essências, surgem bebidas licorosas que preservam características vínicas, mas ganham maior dulçor e complexidade. Esse processo aproxima os licores de certas categorias como os vinhos fortificados, embora tecnicamente sejam distintos.
Entre os diversos tipos de licores, os de frutas talvez sejam os mais populares e difundidos. Desde as frutas vermelhas europeias, como groselha e framboesa, até as abundantes frutas tropicais, a variedade é praticamente infinita. No Brasil, ingredientes como maracujá, caju, cupuaçu, jabuticaba e manga são amplamente utilizados, resultando em bebidas de grande intensidade aromática e identidade regional. Esses licores podem ser produzidos por maceração da fruta no álcool ou pela adição de sucos e extratos, sempre equilibrados com açúcar.
Um exemplo clássico é o Creme de Cassis, originário da região da Borgonha, na França. Produzido a partir da groselha negra, esse licor ganhou notoriedade não apenas por seu sabor marcante, mas também por sua associação a coquetéis tradicionais, como o Kir. Sua história remonta ao século XVI, mas foi no século XIX que sua produção se consolidou e se espalhou, tornando-se referência entre os licores de frutas.
Vertente interessante é a dos licores produzidos a partir de resinas de árvores, que trazem consigo sabores únicos e profundamente ligados ao território de origem. O Mastiha, por exemplo, é um licor grego feito a partir da resina da árvore Pistacia lentiscus, cultivada principalmente na ilha de Quios. Seu sabor é levemente adocicado, com notas resinosas e refrescantes.
Outro exemplo de tradição emblemática, que passou a ser sinônimo do país é o Unicum, licor tradicional da Hungria cuja história remonta ao final do século XVIII, quando teria sido criado pelo médico da corte imperial, József Zwack, para tratar problemas digestivos do imperador José II. Segundo a tradição, ao provar a bebida, o monarca teria exclamado “Das ist ein Unikum!” (“Isto é único!”), dando origem ao nome. A receita, mantida em segredo pela família Zwack até hoje, combina dezenas de ervas e especiarias maceradas em álcool e envelhecidas em barris de carvalho, resultando em um licor de sabor intenso, amargo e complexo. Ao longo dos séculos, o Unicum tornou-se símbolo nacional húngaro, sobrevivendo a guerras, nacionalizações durante o regime comunista e sendo posteriormente retomado pela família original, consolidando-se como um dos digestivos mais representativos da Europa Central.
O consumo de licores está geralmente associado a momentos específicos da refeição. Tradicionalmente, são servidos após o prato principal, como digestivos, auxiliando na digestão e proporcionando um encerramento agradável. No entanto, também podem ser utilizados como aperitivos, dependendo do perfil do licor. Licores mais leves e cítricos, por exemplo, podem abrir o apetite, enquanto os mais densos e doces são ideais para acompanhar sobremesas. A temperatura de serviço é um aspecto importante para a apreciação adequada. Em geral, licores podem ser servidos levemente resfriados ou à temperatura ambiente, dependendo do tipo. Licores de frutas e os mais delicados costumam ser melhores quando frios, enquanto os mais complexos e encorpados podem ser degustados em temperatura ambiente para que seus aromas se expressem plenamente.
Quanto às taças, utiliza-se normalmente pequenos cálices ou copos específicos para licor, que permitem uma degustação em pequenas quantidades, valorizando o aroma e o sabor. Assim, os licores representam muito mais do que simples bebidas alcoólicas. Eles carregam séculos de história, de tradições culturais e uma impressionante diversidade de sabores. Seja como herança monástica, expressão regional ou elemento de celebração, continuam a ocupar um espaço especial à mesa, convidando à apreciação lenta e ao prazer sensorial. Salut!


Fonte: Jovem Pan

A indústria da nostalgia

É cada vez mais difícil dar conta do mundo como ele se apresenta. Para além dos conflitos políticos internacionais e crise generalizada na economia, somos inundados por dilemas pessoais causados, especialmente, pelo excesso de informação. Ficamos com medo de sermos substituídos por máquinas, criamos metas irreais e nos comparamos com pessoas que nem sequer existem.
Diante de tudo isso, a busca se volta para um lugar de conforto e conhecido, não no espaço, mas na memória. A infância, para boa parte das pessoas, é o lugar emocional de conforto – quando as preocupações da vida adulta ainda não existiam e o repertório ainda era raso e, portanto, disponível para receber novas informações.
A “indústria da nostalgia” é o termo utilizado para definir o sistema em que modelos de negócios do cinema, moda, música e games que partem memórias afetivas, produtos e estéticas do passado para engajar consumidores atuais.
Modelos esses que crescem cada vez mais. Pense em quantos remakes de filmes da Disney foram feitos nos últimos anos, quantas turnês de reencontro foram anunciadas e quantos novos produtos com estéticas que remetem a épocas passadas foram lançados.

Na moda, temos visto uma série de lançamentos que remetem à infância. Do universo lúdico com cogumelos gigantes criados para o desfile de alta-costura da Chanel neste ano à coleção temática de Hannah Montana na Zara.
Gamificação nos sites e apps de compra, coleções com itens colecionáveis, unboxings divertidos… as variações do brincar na moda – e no consumo, de forma geral – são infinitas e também estão no processo de compra, não apenas nos produtos em si.
Mercadologicamente, essa lógica faz sentido, mas no âmbito pessoal, a discussão é mais profunda. Podemos nos entreter por alguns meses ou anos com produtos e novidades, mas a fuga para a infância talvez reflita uma necessidade de cuidado com a saúde mental na vida adulta. Será que os próximos lançamentos vão dar conta de uma demanda tão grande quanto essa?


Fonte: Jovem Pan

F1 antecipa GP de Miami por risco de tempestade

Os dirigentes da Fórmula 1 anunciaram neste sábado (2) que o início do Grande Prêmio de Miami, neste domingo (3), foi antecipado em três horas devido à previsão de fortes tempestades.
A largada da corrida, a quarta da temporada, foi remarcada para as 13h, horário local (14h de Brasília), em vez das 16h originalmente previstas.
“Esta decisão foi tomada para garantir o mínimo de transtornos à corrida e proporcionar a maior janela possível para a conclusão do Grande Prêmio nas melhores condições, priorizando a segurança dos pilotos, fãs, equipes e funcionários”, declararam a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e os promotores da prova em um comunicado conjunto.
O jovem piloto italiano Kimi Antonelli (Mercedes), líder do campeonato, largará na pole position, seguido pelo holandês Max Verstappen (Red Bull).
O piloto brasileiro Gabirel Bortoleto vai largar da última posição no grid (22º).
*AFP
 


Fonte: Jovem Pan