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Quem era Gabriel Ganley, influenciador e fisiculturista morto aos 22 anos

Gabriel Ganley, que faleceu no sábado (23), em São Paulo, era apontado como um dos principais nomes da nova geração do fisiculturismo brasileiro. Conhecido carinhosamente como “bbzinho” devido à pouca idade e ao rosto jovem, o carioca de 22 anos transformou sua rotina de alta performance em um império digital.
Com grande presença digital, Ganley acumulava mais de 1,7 milhão de seguidores no Instagram e cerca de 1,1 milhão no TikTok. Seu conteúdo era focado em documentar os treinos intensos, a dieta rigorosa e, sobretudo, em motivar jovens a ingressarem no estilo de vida saudável. Ele utilizava sua autenticidade e carisma para humanizar o esporte, compartilhando tanto as vitórias quanto os desafios da rotina de um atleta de elite.
Apesar do sucesso precoce como influenciador, Gabriel buscava fundamentação técnica para sua carreira. Ele cursou até o quinto período da faculdade de Educação Física na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Atualmente, ele integrava o time da Integralmedica, uma das maiores marcas de suplementação da América Latina, que o descreveu como um “atleta talentoso e dedicado, com um futuro brilhante pela frente”. Veja:

 

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Natural do Rio de Janeiro, o fisiculturista havia se mudado para São Paulo para intensificar seus treinamentos. No momento, ele estava em fase de preparação final (o chamado “contest”) para disputar o Musclecontest Brasil, um dos campeonatos mais tradicionais da modalidade, que está programado para ocorrer em julho, em Curitiba (PR).
Legado no cenário ‘maromba’
A morte de Ganley causou um forte impacto na comunidade fitness. Nomes como Renato Cariani e Toguro destacaram não apenas sua disciplina, mas também sua alegria e o papel de inspiração que exercia sobre milhares de seguidores.
O atleta foi encontrado sem vida por um amigo na manhã de sábado, em um imóvel na Mooca, zona leste de São Paulo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), não foram encontrados sinais de violência no local, e o caso foi registrado como morte suspeita.
*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

O que se sabe sobre a morte do fisiculturista Gabriel Ganley aos 22 anos

O fisiculturista e influenciador fitness Gabriel Ganley faleceu no sábado (23), aos 22 anos de idade. Considerado uma das maiores promessas da nova geração do cenário “maromba” no Brasil, o jovem teve a morte confirmada por sua patrocinadora, a Integralmedica, e por órgãos de segurança de São Paulo.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o corpo de Gabriel foi localizado na manhã de sábado em uma residência na Rua da Mooca, zona leste da capital paulista. O influenciador foi encontrado caído no chão da cozinha por um amigo. Segundo o boletim de ocorrência, não foram encontrados sinais aparentes de violência no local.
O caso foi registrado como morte suspeita (morte súbita) no 42º DP (Parque São Lucas). A perícia técnica foi acionada para examinar o local e o corpo. Até o momento, a causa oficial do óbito não foi revelada. O Estadão tentou contato com a família e com a patrocinadora do atleta para obter novos detalhes, mas não houve retorno.
Em nota oficial, a Integralmedica destacou o legado do jovem: “Perdemos muito mais do que um atleta talentoso e dedicado, com um futuro brilhante pela frente. Perdemos um influenciador que inspirava milhares de jovens diariamente com sua energia e autenticidade”. Veja:

 

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Quem era Gabriel Ganley
Natural do Rio de Janeiro, Ganley morava em São Paulo e era um fenômeno nas redes sociais, onde era chamado de “bbzinho”. Ele somava mais de 1,7 milhão de seguidores no Instagram e 1,1 milhão no TikTok, plataformas que utilizava para documentar sua rotina de alta performance e motivar jovens a praticarem exercícios.
O atleta estava em fase ativa de preparação para o Musclecontest Brasil, campeonato de fisiculturismo que será realizado em Curitiba (PR), em julho. Além da carreira esportiva, ele cursou até o quinto período de Educação Física na UFRJ.
A morte gerou comoção entre os principais nomes do fitness no país. Renato Cariani, um dos maiores influenciadores do setor, lamentou a perda: “Que os céus recebam você com alegria”. O influenciador Itinho Lima pediu respeito à privacidade da família, enquanto Toguro afirmou que “o fisiculturismo está em luto”.
*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Fim das carroças: proibição avança no Brasil ao unir proteção animal e inclusão

O cenário de animais exaustos, submetidos a cargas excessivas sob sol escaldante, e de trabalhadores em situação de extrema pobreza ainda é realidade no Brasil. Pressionada pelo incômodo da sociedade sob a justificativa de maus-tratos, a proibição do uso de carroças avança em municípios de diversas regiões do país.
O caso mais recente ocorreu em Belo Horizonte, onde a circulação de veículos de tração animal foi oficialmente proibida em janeiro deste ano. Além da capital mineira, outras grandes cidades brasileiras já passaram pelo mesmo processo de transição, adotando soluções variadas.
Embora o número de animais e de pessoas envolvidos na atividade no Brasil não seja mapeado, estima-se que existam cerca de 300 milhões de animais de tração no mundo, utilizados por aproximadamente 2 bilhões de pessoas, segundo estudo da Universidade de Bristol, na Inglaterra.

Projeto em Belo Horizonte
Em Belo Horizonte, foram oferecidas três alternativas aos 419 carroceiros: o uso de triciclo motorizado para quem já possui ou deseja obter habilitação; apoio técnico e administrativo para acesso a benefício assistencial; e participação em cursos de qualificação na área de zeladoria urbana
À reportagem, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) do município afirmou que as modalidades adotadas foram desenhadas para atender a diferentes perfis socioeconômicos.
“Trata-se de um conjunto de alternativas complementares, que vêm sendo implementadas de forma progressiva e articulada entre diferentes secretarias”, afirmou a pasta.
Em relação a um possível recolhimento dos animais, a pasta afirma que isso só será feito em casos de maus-tratos devidamente comprovados por avaliação técnica.
“Quando há recolhimento, os equídeos são encaminhados para atendimento veterinário, acolhimento temporário e posterior destinação por meio de adoção responsável”, explicou a SMMA.
Por fim, a pasta também destacou que a iniciativa de Belo Horizonte se destaca pela integração entre políticas de bem-estar animal e inclusão social. “Nesse sentido, a experiência pode contribuir como referência para outros municípios que busquem implementar políticas semelhantes, respeitando as especificidades locais”, indicou.
Modelo do triciclo motorizado, destinado aos trabalhadores em Belo Horizonte. Foto: Divulagação/PBH
Ausência do Estado
Para o advogado Rogério Ramme, professor da PUC-RS e especialista em proteção aos animais, o problema é reflexo direto da omissão histórica do Estado na construção de políticas públicas. “A tração animal urbana é o sintoma de uma falha estrutural onde a vulnerabilidade humana e a exploração animal se retroalimentam”, avalia.
Ramme avalia que a discussão tem relação tanto com os direitos dos animais, quanto com os direitos humanos. Enquanto os animais são submetidos ao trabalho forçado, os carroceiros enfrentam uma realidade de extrema pobreza na luta pela sobrevivência.
“Do ponto de vista dos direitos humanos, estamos lidando com cidadãos invisibilizados, inseridos em uma economia de subsistência precária, muitas vezes à margem dos sistemas de assistência social e de mobilidade urbana. Do ponto de vista dos direitos animais, trata-se da violação frontal do Princípio da Dignidade Animal”, pontua o advogado animalista.
De acordo com Ramme, as novas leis locais refletem uma mudança ética e jurídica. “O valor intrínseco da vida animal passou a preponderar sobre tradições ou práticas econômicas obsoletas. Há, inegavelmente, uma tendência de ampliação dessas medidas em todo o país”, avalia.
Resgatados das ruas, muitos animais chegam debilitados e em condições críticas de saúde. De acordo com Marlos de Oliveira, presidente da ONG Pé de Chulé, que acolhe burros, asnos, jumentos e cavalos vítimas de maus-tratos em Porto Alegre, é comum que os animais apresentem desnutrição, anemia severa e sinais de fome.
“Todos os animais resgatados precisam se recuperar física e emocionalmente devido às sequelas dos maus-tratos. Alguns conseguem se recuperar, outros não”, afirmou o presidente da ONG à reportagem.
Cavalos, burros, asnos e jumentos são explorados até a exaustão nas carroças e depois descartados. Foto: Departamento de Bem-Estar Animal/Prefeitura de Gravataí
Movimento ganha força nas capitais
Nos últimos anos, a proibição vem sendo adotada de forma pontual em algumas cidades do país, mesmo na ausência de uma legislação federal específica sobre o tema.
Para a diretora jurídica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Ana Paula Vasconcelos, a adoção dessa medida pode incentivar outras cidades a seguir o mesmo caminho e implementar a proibição.
“A prática está sendo replicada em municípios brasileiros e deve chegar aos estados também. É um caminho sem volta abolir essa prática cruel e ultrapassada da nossa realidade”, avalia a diretora jurídica.
A reportagem mapeou o avanço da proibição da tração animal nas capitais do país. Veja cidades que já adotaram medidas:
-São Paulo
-Belo Horizonte
-Porto Alegre
-Curitiba
-Rio de Janeiro
-Recife
-Brasília
-Poços de Caldas
-Tiradentes
Na contramão, Goiânia optou por reconhecer e regulamentar a atividade por meio de lei municipal, mantendo a prática com regras específicas enquanto outras capitais avançaram na proibição.
Por meio da Lei Municipal nº 8.323/2005, a cidade estabeleceu regras específicas.. Entre as principais normas estão o cadastro obrigatório dos carroceiros e o licenciamento das carroças, a realização de vistorias periódicas, a proibição do uso de chicotes ou de qualquer instrumento que cause maus-tratos, além da restrição de circulação em vias de trânsito rápido.
A legislação também determina limites para a jornada de trabalho e para a carga transportada, exige itens de segurança nas carroças e proíbe a utilização de animais doentes, feridos ou prenhes.

Caminhos possíveis
À medida que a proibição avança nos municípios, as alternativas adotadas são diversas. Para o professor e advogado animalista Rogério Ramme, a condução das iniciativas deve ser pautada pela transitoriedade planejada e pela justiça social, animal e ecológica.
“Medidas como adoção de veículos elétricos, requalificação profissional e destinação a santuários formam o tripé essencial e mais viável para a substituição, mas, isoladamente, podem não ser suficientes para garantir o sucesso a longo prazo”, avalia o professor da PUC-RS e advogado animalista Rogério Ramme.
Segundo Ramme, para que o modelo funcione, é necessário criar uma fiscalização contínua, com atuação conjunta das forças de segurança, órgãos ambientais e de trânsito.
“Além disso, é preciso instituir fundos municipais ou estaduais específicos, talvez atrelados a compensações ambientais, para financiar a manutenção dos animais resgatados, visto que o custo de reabilitação de equinos de grande porte é elevado”, pontua o docente.
Uma vez proibida a atividade, ambientalistas e defensores da causa animal questionam qual será o destino dos animais, que passarão a ficar sob responsabilidade do Estado.
A diretora jurídica do Fórum Animal, Ana Paula Vasconcelos, defende que, após serem retirados da exploração, os animais tenham um fim de vida digno.
“Eles precisam ser aposentados e encaminhados para santuários depois de tantos anos de sofrimento. É inadmissível que sejam colocados em outro local para continuar trabalhando ou até mesmo abatidos”, afirmou.
Apesar do avanço de leis municipais contra carroças, o Brasil ainda não conta com uma legislação específica sobre o tema. Na avaliação de Rogério Ramme, o movimento dos municípios atua como um catalisador para a esfera federal.
“À medida que as cidades demonstram a viabilidade jurídica e prática da substituição das carroças, cria-se um ambiente político e social propício para a aprovação de uma norma geral e unificadora, como o PL 176/2023”, analisa o advogado animalista.
Enquanto os animais são submetidos ao trabalho forçado e aos maus-tratos, famílias de carroceiros têm essa atividade como única fonte de renda na luta pela sobrevivência. Foto: Câmara Municipal Araras
PL prevê proibição em âmbito nacional
Na Câmara dos Deputados, tramita o Projeto de Lei 176/2023, de autoria dos deputados Delegado Matheus Laiola (União-PR) e Delegado Bruno Lima (PP-SP). No momento, o texto aguarda parecer do relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
A proposta prevê a proibição da utilização de veículos movidos à tração animal e da exploração de animais para esse fim em todo o país. O texto também altera a Lei de Crimes Ambientais para criminalizar a prática e estabelecer punições específicas.
Apesar da relevância da proposta, a expectativa de avanço e votação do projeto é considerada baixa pelo autor do texto.
“Infelizmente, o Congresso Nacional ainda não está maduro o suficiente para pautar a proibição nacional da tração animal no plenário da Câmara dos Deputados”, afirmou o deputado Matheus Laiola à Jovem Pan.
Por outro lado, o parlamentar acredita que o avanço das proibições da atividade em municípios pressiona o Poder Legislativo por uma legislação nacional sobre o tema. “No entanto, o Congresso Nacional não evolui na mesma intensidade nem na mesma velocidade da população. Então, é sempre reativo”, explicou o deputado.
Segundo Matheus Laiola, a mobilização do Congresso sobre o tema geralmente ocorre somente depois de casos que chocam a população. “Talvez, infelizmente, tenha que ocorrer uma tragédia envolvendo uma carroça para conseguirmos efetivamente pautar isso”, afirmou.
“Os 506 deputados são uma fotografia do país em relação à pauta animal”, diz Matheus Laiola. Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados


Fonte: Jovem Pan

Vinhos verdes: o frescor português que conquistou o paladar brasileiro

Os vinhos verdes portugueses carregam um dos nomes mais curiosos e, ao mesmo tempo, mais mal compreendidos do universo do vinho. Ao contrário do que muitos imaginam, “verde” não se refere à cor da bebida, mas à juventude e ao frescor do vinho. Trata-se de um estilo tradicional produzido no noroeste de Portugal, em uma região historicamente úmida, montanhosa e profundamente influenciada pelo Oceano Atlântico. O resultado são vinhos leves, vibrantes, aromáticos e dotados de uma acidez refrescante que os tornou populares em diversas partes do mundo — inclusive no Brasil.
A Região Demarcada dos Vinhos Verdes foi oficialmente criada em 1908, embora a produção vitivinícola local seja muito mais antiga, remontando ao período romano e consolidando-se durante a Idade Média. Situada entre os rios Douro e Minho, no extremo norte português, a região abrange dezenas de municípios e possui clima fortemente atlântico, marcado por chuvas abundantes, temperaturas moderadas e elevada umidade. Essas características naturais moldaram um estilo de vinho singular, pensado historicamente para o consumo jovem e cotidiano.
Durante séculos, os vinhedos da região eram conduzidos em sistemas bastante peculiares. Em muitas propriedades, as videiras cresciam elevadas em árvores, pérgolas ou ramadas, permitindo que o solo abaixo fosse utilizado para outras culturas agrícolas. Era uma viticultura de subsistência, típica do minifúndio português. Com o passar do tempo e a modernização técnica, o cultivo passou a privilegiar espaldeiras mais baixas e controladas, melhorando a maturação das uvas e a qualidade final dos vinhos.
Entre as castas brancas mais emblemáticas dos vinhos verdes destacam-se a Alvarinho e a Loureiro — esta última frequentemente grafada erroneamente como “Loreiro” no Brasil. A Alvarinho, cultivada sobretudo na sub-região de Monção e Melgaço, produz vinhos mais estruturados, complexos e aromáticos. São comuns notas de frutas cítricas, pêssego, damasco e flores brancas, acompanhadas por excelente mineralidade e capacidade de envelhecimento relativamente superior à média dos vinhos verdes. Já a Loureiro costuma gerar vinhos extremamente aromáticos, delicados e florais, com lembranças de lima, ervas frescas e flores de laranjeira. É uma uva que privilegia elegância e frescor.
Além delas, outras castas tradicionais participam dos cortes típicos da região, como Trajadura, Arinto, Avesso e Azal. Em muitos casos, o vinho verde é resultado do assemblage dessas variedades, buscando equilíbrio entre aroma, acidez, corpo e intensidade gustativa.
O método de vinificação dos vinhos verdes também contribui decisivamente para sua personalidade. As uvas são colhidas relativamente cedo, preservando altos níveis de acidez natural. Após prensagem suave, a fermentação ocorre em temperaturas controladas, normalmente em tanques de inox, preservando aromas primários e frescor. Em alguns casos, sobretudo nos estilos mais modernos e premium, produtores utilizam contato com borras finas ou pequenas passagens por madeira para agregar complexidade. A leve sensação de gás encontrada em muitos vinhos verdes tradicionais também é característica do estilo, aumentando a percepção de vivacidade na boca.
Embora frequentemente associados ao verão e ao consumo descontraído, os vinhos verdes possuem enorme versatilidade gastronômica. Naturalmente, harmonizam de forma brilhante com peixes, frutos do mar, saladas, culinária japonesa e pratos de perfil mais delicado. Porém, sua afinidade com a cozinha brasileira merece atenção especial.
Os vinhos verdes brancos funcionam muito bem com moquecas mais leves, especialmente as de peixe branco, além de pratos à base de camarão e preparações fritas típicas do litoral brasileiro. A acidez elevada ajuda a equilibrar gordura, sal e untuosidade, limpando o paladar entre uma garfada e outra.
Curiosamente, eles também dialogam muito bem com a chamada culinária caipira do Sudeste brasileiro. Em São Paulo, pratos como frango com quiabo, bolinho caipira do Vale do Paraíba e até mesmo um tradicional virado à paulista podem ganhar frescor quando acompanhados por um vinho verde de perfil mais cítrico. Em Minas Gerais, exemplares elaborados com Loureiro harmonizam com surpreendente eficiência ao lado de queijo minas curado, torresmo, pastel de angu e trutas da Serra da Mantiqueira. Já no Rio Grande do Sul, vinhos verdes mais estruturados, especialmente os de Alvarinho, encontram ótima parceria em peixes de água doce, galeto al primo canto e até mesmo em tábuas de embutidos menos defumados.
Nos últimos anos, o mercado brasileiro também começou a produzir vinhos inspirados no estilo português. Embora o termo “vinho verde” seja uma denominação de origem protegida exclusivamente de Portugal, algumas vinícolas brasileiras vêm elaborando brancos jovens, leves, aromáticos e de alta acidez, claramente influenciados pela escola lusitana. Na Serra Gaúcha e nos Campos de Cima da Serra, produtores como a Miolo, Casa Valduga e Salton investem em estilos mais frescos e gastronômicos. Já em regiões de altitude de Santa Catarina e da Serra da Mantiqueira mineira, alguns produtores experimentam castas portuguesas e técnicas voltadas para maior vivacidade e expressão aromática.
O crescimento do consumo de vinhos brancos no Brasil também favorece os vinhos verdes portugueses. Durante décadas, o mercado brasileiro foi fortemente dominado pelos tintos, especialmente em razão da influência cultural italiana e argentina. Entretanto, as mudanças climáticas, a tropicalização dos hábitos alimentares e a ascensão de uma gastronomia mais leve abriram espaço para vinhos refrescantes, menos alcoólicos e mais fáceis de beber.
Nesse cenário, os vinhos verdes parecem ocupar posição privilegiada. São acessíveis, gastronômicos, modernos e extremamente adaptáveis ao clima brasileiro. Mais do que uma tendência passageira, consolidam-se como porta de entrada para novos consumidores e como alternativa sofisticada para apreciadores experientes que buscam frescor, autenticidade e identidade regional. Portugal, com sua tradição milenar e enorme diversidade vitivinícola, talvez jamais tenha imaginado que um vinho chamado “verde” encontraria terreno tão fértil justamente em um país tropical como o Brasil. Salut!


Fonte: Jovem Pan

Legado Brasileiro na IndyCar: A Trajetória dos Campeões e Ídolos do Automobilismo

A relação do Brasil com o automobilismo norte-americano é marcada por décadas de protagonismo, vitórias consagradoras e uma legião de fãs fiéis. Embora a Fórmula 1 tenha sido o primeiro grande palco internacional para os brasileiros, foi nos Estados Unidos que diversos pilotos encontraram um terreno fértil para demonstrar versatilidade e coragem. Ao se aprofundar na história da categoria, relembre a trajetória de Emerson Fittipaldi, Tony Kanaan e Gil de Ferran na IndyCar, nomes que não apenas venceram corridas, mas conquistaram campeonatos e solidificaram a bandeira verde e amarela no topo do pódio.
História e pioneirismo nas pistas americanas
A presença brasileira na IndyCar (em suas diversas nomenclaturas e fases, como CART e IRL) transformou-se em uma verdadeira “invasão” a partir da década de 1980. Antes disso, participações eram esporádicas, mas a chegada de um bicampeão mundial de Fórmula 1 mudou o cenário e a percepção da categoria sobre o talento sul-americano.
O desbravador Emerson Fittipaldi
Emerson Fittipaldi foi o catalisador dessa história. Após encerrar sua carreira na F1, ele migrou para a CART em 1984. Sua adaptação aos ovais e aos carros mais pesados e potentes foi notável. Em 1989, correndo pela Patrick Racing, Emerson conquistou o primeiro título de um brasileiro na categoria, além de vencer as 500 Milhas de Indianápolis no mesmo ano. Sua pilotagem técnica e cerebral abriu as portas para as gerações seguintes.
A era de ouro com Gil de Ferran
Na virada do milênio, a categoria vivia seu auge técnico e político. Gil de Ferran, conhecido por sua precisão cirúrgica e conhecimento técnico apurado, dominou a CART no início dos anos 2000. Correndo pela lendária Penske, Gil conquistou o bicampeonato consecutivo em 2000 e 2001. Ele representava o perfil do piloto moderno: rápido em classificação, consistente em ritmo de corrida e com uma capacidade ímpar de acerto do carro.
A consistência de Tony Kanaan e a conquista da IRL
Com a divisão da categoria entre CART (Champ Car) e IRL (Indy Racing League), os brasileiros continuaram a brilhar em ambas as frentes. Tony Kanaan, competindo na IRL pela Andretti Green Racing, protagonizou uma das temporadas mais impressionantes da história em 2004. Kanaan completou todas as voltas de todas as corridas daquela temporada, um feito de regularidade inigualável que lhe garantiu o título da categoria com sobras.
Cristiano da Matta e outros protagonistas
É fundamental mencionar também Cristiano da Matta, que dominou a temporada de 2002 da CART pela equipe Newman/Haas, garantindo mais um título para o Brasil. Embora Helio Castroneves seja um dos maiores ídolos da história, com quatro vitórias na Indy 500, ele estatisticamente nunca venceu o campeonato de temporada, terminando diversas vezes como vice-campeão.
Dinâmica da competição e eras da Indy
Para compreender a dimensão dessas conquistas, é necessário entender o funcionamento da IndyCar e as diferentes fases que os pilotos enfrentaram. Diferente de outras categorias de monopostos, a Indy exige do piloto uma versatilidade extrema.

Tipos de Pista: O calendário mescla ovais curtos (short ovals), superovais de alta velocidade (superspeedways), circuitos mistos permanentes e circuitos de rua. O campeão precisa ser competente em todos os terrenos.
O Grande Cisma (The Split): Entre 1996 e 2008, a categoria principal se dividiu em duas: a CART (focada em tecnologia, pistas mistas e ovais, onde Gil de Ferran brilhou) e a IRL (focada inicialmente apenas em ovais e custos menores, onde Tony Kanaan foi campeão). Ambas são reconhecidas historicamente como o topo do automobilismo americano da época.
Sistema de Pontuação: Historicamente, a Indy premia não apenas a vitória, mas a consistência. Pontos extras por pole position e por liderar o maior número de voltas são comuns, o que explica como pilotos como Kanaan venceram campeonatos baseados em regularidade extrema.
Equipamento: Na era da CART, havia uma “guerra” de chassis (Lola, Reynard) e motores (Honda, Toyota, Ford, Mercedes), exigindo desenvolvimento constante. Na era atual e em grande parte da IRL, o chassi passou a ser único (Dallara), colocando mais ênfase no acerto mecânico da equipe e no braço do piloto.

Estatísticas, títulos e recordes
O legado numérico dos campeões brasileiros reflete sua dominância em diferentes períodos da categoria.
Emerson Fittipaldi

Títulos: 1 (1989 – CART).
Vitórias na Indy 500: 2 (1989 e 1993).
Total de Vitórias: 22.
Destaque: Primeiro estrangeiro a vencer o campeonato da CART e a se tornar uma celebridade transversal nos EUA.

Gil de Ferran

Títulos: 2 (2000 e 2001 – CART).
Vitórias na Indy 500: 1 (2003).
Total de Vitórias: 12 (na CART/IndyCar).
Recorde Absoluto: Detentor da volta mais rápida da história em circuito fechado (classificação em Fontana, 2000), com média de 241.428 mph (388.54 km/h).

Tony Kanaan

Títulos: 1 (2004 – IRL/IndyCar Series).
Vitórias na Indy 500: 1 (2013).
Total de Vitórias: 17.
Destaque: Recordista de largadas consecutivas na história da categoria (318 corridas).

Cristiano da Matta

Títulos: 1 (2002 – CART).
Total de Vitórias: 12.
Destaque: Dominou a temporada de 2002 com 7 vitórias, igualando o recorde de vitórias consecutivas (4) na época.

Curiosidades e fatos marcantes
A trajetória desses pilotos é repleta de momentos que transcendem as estatísticas e entraram para o folclore do esporte.

O Suco de Laranja: Em 1993, ao vencer sua segunda Indy 500, Emerson Fittipaldi quebrou uma tradição sagrada de décadas. Em vez de beber o leite da vitória, ele bebeu suco de laranja (sendo ele um grande produtor da fruta). O ato gerou vaias, mas demonstrou a personalidade forte do piloto.
A Volta Imbatível: O recorde de velocidade de Gil de Ferran em Fontana (2000) permanece inalcançável até hoje devido às mudanças nas regras e na potência dos motores, tornando-o o “homem mais rápido do mundo” em circuitos fechados.
A “Maldição” e o Amuleto: Tony Kanaan liderou a Indy 500 nove vezes antes de finalmente vencer em 2013. Ele é famoso por sua superstição e carisma, sendo um dos pilotos mais populares entre o público americano, muitas vezes eleito o “Piloto Mais Popular” da temporada.
A Invasão Brasileira: Em determinadas temporadas dos anos 2000, o grid da Indy chegou a ter mais de cinco pilotos brasileiros competindo simultaneamente em alto nível, criando uma base de fãs que rivalizava com a da F1 no Brasil.

A contribuição brasileira para a IndyCar vai muito além dos troféus erguidos. Pilotos como Fittipaldi, de Ferran, Kanaan e da Matta elevaram o nível técnico da competição e ajudaram a globalizar a categoria. Eles estabeleceram um padrão de excelência que serve de referência para novos talentos, consolidando o Brasil como uma das maiores potências na história das corridas de monopostos nos Estados Unidos. O respeito adquirido por esses campeões garante que, independentemente da época, um piloto brasileiro no grid da Indy seja sempre visto como um candidato à vitória.


Fonte: Jovem Pan

Aeroscreen vs. Halo: diferenças técnicas e impacto na segurança do automobilismo

A segurança nos monopostos de elite sofreu uma revolução na última década com a introdução de dispositivos de proteção para a cabeça dos pilotos. Embora ambos os sistemas visem mitigar o risco de impactos fatais, o Aeroscreen utilizado na IndyCar e o Halo adotado pela Fórmula 1 (e outras categorias da FIA) possuem filosofias de design distintas. Essa divergência ocorre principalmente devido às necessidades específicas de cada campeonato, como a prevalência de circuitos ovais nos Estados Unidos versus os circuitos mistos na Europa, influenciando diretamente a engenharia por trás de cada estrutura.
História e origem
A discussão sobre a proteção do cockpit intensificou-se após uma série de acidentes trágicos e quase fatais entre 2009 e 2015. O acidente de Henry Surtees na Fórmula 2 (2009) e o de Felipe Massa na Fórmula 1 (2009) alertaram para o perigo de detritos atingindo o capacete. No entanto, foram as mortes de Dan Wheldon (IndyCar, 2011), Jules Bianchi (F1, 2014) e Justin Wilson (IndyCar, 2015) que aceleraram a implementação mandatória de soluções.

Desenvolvimento do Halo: A FIA testou diversos conceitos entre 2016 e 2017, incluindo o “Aeroscreen” original (testado pela Red Bull) e o “Shield” (testado pela Ferrari). O Halo foi escolhido por oferecer a melhor relação entre proteção contra grandes objetos e visibilidade, tornando-se obrigatório na F1 a partir de 2018.
Desenvolvimento do Aeroscreen: A IndyCar, correndo em ovais de altíssima velocidade, identificou que o Halo sozinho não protegeria contra pequenos detritos (como a peça que vitimou Justin Wilson). Em parceria com a Red Bull Advanced Technologies, desenvolveu o Aeroscreen, que combina a estrutura do Halo com uma tela balística. O dispositivo estreou oficialmente na temporada de 2020.

Regras e funcionamento
Para entender qual a diferença entre o aeroscreen da indy e o halo da fórmula 1 na segurança, é necessário analisar a construção e o propósito balístico de cada um. Ambos são fixados ao chassi monocoque e feitos de titânio aeroespacial, mas suas aplicações diferem.
O sistema Halo (Fórmula 1)
O Halo é uma barra curva de titânio em formato de “Y” ou “T”, posicionada acima da cabeça do piloto e ancorada em três pontos do chassi.

Função primária: Desviar grandes objetos, como rodas soltas, barreiras de proteção ou outro carro inteiro que possa aterrissar sobre o cockpit.
Resistência: Suporta cargas de até 125 kilonewtons (aproximadamente 12 toneladas), o equivalente ao peso de dois elefantes africanos ou um ônibus de dois andares.
Visibilidade: A coluna central pode obstruir minimamente a visão frontal, mas os cérebros dos pilotos tendem a ignorar o obstáculo devido à visão binocular.

O sistema Aeroscreen (IndyCar)
O Aeroscreen utiliza uma estrutura de titânio similar ao Halo, mas adiciona uma tela de policarbonato laminado da PPG e um sistema de aquecimento antiembaçante.

Função primária: Além de desviar grandes objetos (função do Halo interno), a tela bloqueia detritos menores, como porcas, molas e pedaços de fibra de carbono, cruciais em ovais onde detritos são lançados a mais de 350 km/h.
Resistência: A tela de policarbonato é balística, capaz de suportar o impacto de um objeto de 1 kg a 350 km/h sem perfurar. A estrutura de titânio suporta cargas similares ou superiores às do Halo da F1 (cerca de 150 kilonewtons).
Diferença crucial: O Aeroscreen oferece proteção integral frontal, enquanto o Halo deixa aberturas por onde pequenos detritos podem passar. No entanto, o Aeroscreen apresenta desafios maiores de refrigeração do cockpit e extração do piloto.

Registros de eficiência e casos notáveis
A eficácia de ambos os sistemas foi comprovada na prática através de incidentes que, no passado, poderiam ter resultado em fatalidades. Abaixo estão os “recordes” de eficiência de cada dispositivo em situações reais de corrida.
Intervenções críticas do Halo:

Charles Leclerc (GP da Bélgica 2018): O carro de Fernando Alonso foi lançado sobre a Sauber de Leclerc. As marcas de pneu no Halo provaram que o dispositivo protegeu a cabeça do monegasco.
Romain Grosjean (GP do Bahrein 2020): No acidente mais dramático da era moderna, o Halo perfurou o guard-rail metálico, preservando o espaço da cabeça de Grosjean enquanto o carro se incendiava. Sem o Halo, a barreira teria decapitado o piloto.
Lewis Hamilton (GP da Itália 2021): O carro de Max Verstappen aterrissou sobre a Mercedes de Hamilton, com a roda traseira tocando o capacete de Lewis, mas sendo sustentada majoritariamente pelo Halo.
Guanyu Zhou (GP da Grã-Bretanha 2022): O carro da Alfa Romeo capotou e deslizou de cabeça para baixo por centenas de metros. O “roll hoop” (santo antônio) colapsou, e foi o Halo que manteve a separação entre o capacete do piloto e o asfalto.

Intervenções críticas do Aeroscreen:

Rinus VeeKay e Colton Herta (Iowa 2020): Em um acidente no oval, o carro de Herta foi catapultado sobre o de VeeKay. O Aeroscreen desviou o impacto direto das rodas e da suspensão.
Ryan Hunter-Reay (Barber 2021): Uma roda solta atingiu o Aeroscreen de Hunter-Reay em alta velocidade. A tela sofreu danos, mas o piloto saiu ileso.
Callum Ilott (Texas 2022): Um braço de suspensão (wishbone) solto de outro carro atingiu o Aeroscreen de Ilott. Este é o exemplo clássico da diferença entre os sistemas: tal objeto poderia ter passado pelas aberturas do Halo, mas foi barrado pela tela da IndyCar.

Curiosidades

Origem compartilhada: Embora a F1 use o Halo e a IndyCar o Aeroscreen, a tecnologia do Aeroscreen foi finalizada pela Red Bull Advanced Technologies, braço de engenharia da equipe de Fórmula 1 Red Bull Racing.
Peso e performance: O Aeroscreen é significativamente mais pesado que o Halo (aproximadamente 27 kg contra 9 kg do Halo padrão mais acessórios). Isso obrigou as equipes da IndyCar a reequilibrar todo o acerto dos carros e modificou o desgaste dos pneus dianteiros.
Tear-offs: Assim como nas viseiras dos capacetes, o Aeroscreen possui camadas de filmes plásticos (tear-offs) que podem ser removidas durante os pit stops para limpar sujeira, óleo e insetos que bloqueiam a visão do piloto.
Refrigeração: Como o Aeroscreen bloqueia o fluxo de ar direto no piloto, a IndyCar precisou instalar dutos de ar e mangueiras conectadas ao capacete para evitar o superaquecimento dos atletas dentro do cockpit.

A introdução e consolidação desses dispositivos marcaram uma mudança de paradigma irreversível no esporte a motor. O debate estético inicial foi rapidamente silenciado pelas evidências irrefutáveis de vidas salvas. Enquanto a Fórmula 1 prioriza uma solução mais leve e de fácil extração adequada aos seus circuitos, a IndyCar demonstrou que a proteção total é indispensável para a dinâmica brutal dos ovais, estabelecendo um novo padrão de segurança balística para o automobilismo mundial.


Fonte: Jovem Pan

História e detalhes do Troféu Borg-Warner: O prêmio com o rosto dos vencedores da Indy 500

O Troféu Borg-Warner é amplamente considerado uma das honrarias mais cobiçadas e singulares do esporte mundial. Diferente de taças convencionais que são levadas para casa pelo campeão, este monumento de prata esterlina permanece como propriedade do Indianapolis Motor Speedway Hall of Fame Museum. A sua característica mais distintiva — e o motivo de sua fama global — é a presença de uma escultura em baixo-relevo do rosto de cada piloto que venceu as 500 Milhas de Indianápolis desde o início da prova. Mais do que um prêmio, o troféu serve como um registro histórico tridimensional, imortalizando a fisionomia dos atletas que triunfaram no “Maior Espetáculo das Corridas”.
Origem e legado histórico
A concepção do troféu remonta a 1935, quando a Borg-Warner Automotive Company (hoje BorgWarner Inc.) encomendou a peça para celebrar os vencedores da corrida que já se estabelecia como o auge do automobilismo norte-americano. O design foi executado por Robert J. Hill e a construção ficou a cargo da joalheria Spaulding-Gorham, de Chicago.
A estreia oficial do troféu ocorreu em 1936. Louis Meyer, o vencedor daquela edição, foi o primeiro a receber a honraria cerimonial. No entanto, a organização decidiu ser retroativa, incorporando os rostos de todos os vencedores anteriores, desde a corrida inaugural de 1911 (Ray Harroun).
O troféu foi concebido no estilo Art Déco, refletindo a estética predominante da década de 1930. Originalmente custando cerca de US$ 10.000, o valor atual do monumento é inestimável, embora a avaliação do seguro ultrapasse a marca de US$ 3,5 milhões, considerando apenas o material e a mão de obra artística, sem contabilizar seu valor histórico intrínseco.
Processo de escultura e especificações técnicas
A singularidade do Borg-Warner reside no rigoroso processo artístico necessário para adicionar um novo rosto a cada ano. Não se trata de uma simples gravação a laser ou moldagem genérica; é um trabalho de escultura clássica.

O escultor: Desde 1990, o escultor americano William Behrends é o responsável por criar as imagens dos vencedores. Ele viaja para Indianápolis na manhã seguinte à corrida para os primeiros estudos.
O processo criativo:
O piloto vencedor posa para uma sessão de fotos e medições detalhadas.
Behrends cria um modelo em argila em tamanho real (lifesize clay study) para capturar a expressão e personalidade.
Após a aprovação do piloto, uma versão em tamanho reduzido (escala do troféu) é feita em argila.
Um molde é criado e a imagem é fundida em bronze, e posteriormente recebe o banho de prata esterlina antes de ser afixada ao troféu.
Dimensões físicas: O troféu original mede aproximadamente 162,5 centímetros de altura e pesa cerca de 50 quilos (110 libras).
O “Baby Borg”: Como os vencedores não podem ficar com o troféu principal, a BorgWarner instituiu, a partir de 1988, a entrega do “Baby Borg”. Trata-se de uma réplica em miniatura (cerca de 45 cm), montada sobre uma base de madeira, que também inclui o rosto esculpido do piloto em prata.

Registro de vencedores e estatísticas
O corpo principal do troféu e sua base contêm os rostos de todos os vencedores, além de inscrições com o nome do piloto, o ano da vitória e a velocidade média da prova.
A estrutura física do troféu teve que ser alterada ao longo das décadas para acomodar novos campeões:

Corpo principal: Contém os vencedores das primeiras décadas.
Primeira base: Adicionada em 1986 para fornecer espaço adicional.
Segunda base: Incorporada em 2004, garantindo espaço para vencedores até o ano de 2033.

Os maiores vencedores da história da Indy 500 possuem quatro imagens distintas esculpidas no troféu, refletindo o envelhecimento e as mudanças fisionômicas ao longo de suas carreiras:

A.J. Foyt
Al Unser
Rick Mears
Hélio Castroneves

Curiosidades sobre o troféu e suas anomalias
Existem diversas curiosidades sobre o troféu da Indy 500 que leva o rosto esculpido de cada vencedor, incluindo erros históricos e exceções à regra de prata esterlina.

O rosto de ouro: Entre todas as faces prateadas, existe uma única face feita de ouro 24 quilates. Ela pertence a Tony Hulman, o proprietário do autódromo que salvou a pista após a Segunda Guerra Mundial. Sua imagem foi adicionada em 1988 para honrar seu legado, sendo o único não-piloto presente no troféu.
Os óculos de Tom Sneva: O vencedor de 1983, Tom Sneva, é o único piloto retratado usando óculos no troféu. Embora outros pilotos usassem óculos, eles optaram por retirá-los para a escultura, mas Sneva manteve o acessório como sua marca registrada.
O erro ortográfico: O rosto do vencedor de 1950, Johnnie Parsons, foi imortalizado com um erro em seu nome, gravado como “Johnny” (com “h”). O erro permanece no troféu até hoje, preservando a integridade histórica da peça original.
Dois pilotos, um ano: Em 1924 e 1941, dois pilotos compartilharam a vitória (pilotos de alívio ou co-pilotos que assumiram o carro). Nesses casos, ambos os rostos foram esculpidos para o mesmo ano. L.L. Corum e Joe Boyer (1924) e Floyd Davis e Mauri Rose (1941) dividem a honra.
Sem rosto em 1942-1945: Não há rostos referentes a este período, pois a corrida foi suspensa devido à participação dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

O Troféu Borg-Warner transcende a definição de prêmio esportivo para se tornar um arquivo vivo da história do automobilismo. A cada novo mês de maio, a adição de uma nova face em prata reafirma a imortalidade do vencedor, garantindo que sua imagem permaneça preservada ao lado das maiores lendas da velocidade, independentemente da passagem do tempo.


Fonte: Jovem Pan

Com um a mais, Palmeiras domina Flamengo e abre vantagem na ponta do Brasileirão

O Palmeiras fez bom proveito de expulsão do rubro-negro Carrascal, aos 20 minutos do primeiro tempo, e saiu do Maracanã com vitória por 3 a 0 no reencontro com o Flamengo, seis meses depois de perder o título da Libertadores para o rival do Rio. Alan, Flaco López e Paulinho, este último responsável por breve confusão após comemorar com um gesto pedindo silêncio, marcaram os gols do importante resultado da 17ª rodada do Brasileirão.
Além de isolar os palmeirenses na liderança, o triunfo aplaca a pressão colocada sobre o técnico Abel Ferreira após a derrota em casa para o Cerro Porteño, sofrida na quarta-feira. Com 38 pontos, o clube paulistano abriu sete pontos de diferença em relação à agremiação carioca, com 31, que tem uma partida a menos porque ainda não jogou a quarta rodada, na qual enfrentaria o Mirassol.
Menos pressionado, o time de Abel tenta carimbar a classificação para as oitavas de final da Libertadores à 19 horas de quinta-feira, quando enfrenta o Junior Barranquilla, antes de fazer seu último jogo antes da Copa do Mundo, contra a Chapecoense, dia 31 de maio. O Flamengo, já classificado à próxima fase do torneio continental, desafia o Cusco, na terça-feira, e depois o Coritiba, no dia 30.
A rivalidade que se construiu entre os dois times ao longo dos últimos anos foi materializada por um mosaico que evocava o título da Libertadores conquistado pelo Flamengo sobre o Palmeiras no ano passado. “Primeiro tetra” dizia a mensagem em letras garrafais nas arquibancadas do Maracanã. Também foi exibida uma bandeira com ilustração do gol marcado por Danilo na vitória por 1 a 0 sobre os palmeirenses na final continental.
Quente o clima fora e também dentro de campo. Os minutos iniciais foram jogados pelos flamenguistas da forma que a torcida desejava. Essa sintonia era representada em campo por Samuel Lino, o responsável por ditar o ritmo do jogo, muito dinâmico jogando por dentro e auxiliado por Paquetá, a quem deixou na cara do gol em lance que terminou em defesa de Carlos Miguel. Antes, o goleiro alviverde já havia defendido um chute forte de fora da área, disparado pelo próprio Lino.
Era intensa a atuação flamenguista, até que Carrascal passou do ponto e ergueu o pé exageradamente para disputar bola com Murilo, excesso que lhe custou um cartão vermelho. Com mais posse a partir do momento em que passou a ter vantagem numérica de jogadores em campo, o Palmeiras encontrou espaços aos poucos e abriu o placar com gol de Flaco López, aos 39 minutos, depois de bela enfiada de Marlon Freitas e assistência de Allan, em um toque sutil para trás com o lado de fora do pé.
No segundo tempo, o Flamengo se propôs a ser ofensivo mesmo com um a menos, intenção evidenciada pela escolha de Leonardo Jardim em sacar o volante Evertton Araújo para colocar Bruno Henrique e preencher o espaço ofensivo deixado pela expulsão de Carrascal. Assim, os donos da casa lançaram-se ao ataque e chegaram a colocar Carlos Miguel para trabalhar.
Sabiam, contudo, do risco que corriam frente a um time que tem a transição rápida como uma de suas principais características. Em contragolpe construído a partir da troca de passes, Allan foi acionado na intermediária e avançou com espaço por dentro, até soltar a bola para Arias, receber de volta – após chute mascado do equatoriano – e finalizar de ombro para vencer Rossi.
Sem correr grandes riscos durante a maior parte da etapa final, o Palmeiras ainda marcou o terceiro gol, já nos acréscimos, quando Paulinho recebeu de Jefté na área e chutou de esquerda para fechar o placar. A comemoração do atacante, ex-atleta do Vasco, fazendo um gesto pedindo silêncio, irritou os jogadores do Flamengo, o que gerou uma breve confusão antes do apito final


Fonte: Jovem Pan

Morre suspeito de atentado a tiros próximo à Casa Branca

Morreu neste sábado (23) o suspeito de atetanto a tiros próximo à Casa Branca. A informação foi confirmada pelo Serviço Secreto. Os disparos, que aconteceram na 17th Street  e Avenida Pensilvânia, tinham deixados dois feridos, conforme apurado pela Jovem Pan. Os dois estavam em estado grave no hospital. Um era o suspeito que morreu e o outro uma pessoa que passava pelo local no momento dos tiros.
Em nota, o Serviço Secreto declarou: “Pouco depois das 18h de sábado, um indivíduo na área da Rua 17 com a venida Pensilvânia sacou uma arma de sua bolsa e começou a atirar”. Segundo a Fox News, ao menos 30 tiros foram ouvidos. O Serviço Secreto disse que revidou aos tiros e atingiu o suspeito “que foi transportado para um hospital da região, onde foi declarado morto”. Conforme apurado pela Jovem Pan, um transeunte também foi ferido e levado em estado grave para o hospital. Ainda não há informação sobre a outra vítima.
O incidente permanece sob investigação e informações adicionais vão ser divulgadas assim que estiverem disponíveis, informou o Serviço Secreto.

Trump estava no local 
A Casa Branca foi isolada neste sábado após tiros serem ouvidos ao redor da residência presidencial dos Estados Unidos. Entretando, por volta das 18h45 (horário do leste dos EUA) o bloqueio foi suspenso. Segundo a Fox News, ao menos 30 tiros foram ouvidos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estava dentro da Casa Branca na hora do ocorrido. 
Minutos antes do ocorrido, o republicano, que passa bem, negociava um acordo com o Irã. Em uma publicação feita no Truth Social, poucos minutos antes do incidente, o mandatário havia informado que um “acordo foi amplamente negociado, aguardando finalização, entre os Estados Unidos da América, a República Islâmica do Irã e os diversos outros países”, escreveu Trump, acrescentando que conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e a conversa também foi muito produtiva.
Tiros em evento com Trump
O episódio acontece menos de uma mês depois que um evento com o presidente dos Estados Unidos foi alvo de tiros em um hotel em Washington. Na ocasião, o Cole Tomas Allen, de 31 anos, autor dos tiros, foi detido e indiciado por tentativa de de assassinato de Trump. Era a primeira vez que Trump participava do encontro como presidente dos EUA.
Com os estrondos foram ouvidos e os convidados do jantar de gala da Associação de Correspondentes da Casa Branca correram para se esconder debaixo das mesas.
 


Fonte: Jovem Pan

Brasil propõe pacto contra feminicídio ao Mercosul para combater violência contra as mulheres

O governo brasileiro propôs a criação de um pacto regional para o enfrentamento ao feminicídio durante reunião de ministras e altas autoridades da Mulher do Mercosul realizada em Assunção, no Paraguai. A iniciativa foi apresentada pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes (PT), na sexta-feira (22).
A proposta prevê a articulação entre os países do bloco para desenvolver ações conjuntas de prevenção à violência contra mulheres, ampliar mecanismos de proteção e facilitar o acesso à Justiça.
A ideia é criar uma estratégia integrada, respeitando as legislações de cada país, mas com cooperação entre os governos.
Segundo a ministra, a construção de um acordo regional pode fortalecer a resposta ao problema em toda a América do Sul e ampliar a efetividade de políticas já adotadas nos países membros.
“Há uma possibilidade grande de que nós tenhamos um pacto do Mercosul contra o feminicídio. Isso vai, mais uma vez, nos unificar numa agenda que é prioritária”, declarou a ministra.
Representantes de outros países do Mercosul indicaram apoio à iniciativa, embora o tema ainda deva avançar em discussões técnicas antes de eventual formalização.
O Uruguai sinalizou que dará continuidade ao debate ao assumir a presidência temporária do bloco, enquanto a Argentina informou que ainda analisará o tema internamente.
Agora no g1
Ampliação da proteção
Durante o encontro, o governo brasileiro também apresentou medidas adotadas ao longo da semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltadas à proteção das mulheres, com destaque para ações no ambiente digital.
Entre os pontos ressaltados estão iniciativas para ampliar a responsabilização de plataformas digitais e fortalecer mecanismos de combate à violência online, incluindo ataques, assédio e disseminação de conteúdos prejudiciais a mulheres.
Um decreto assinado por Lula durante evento no Palácio do Planalto em alusão aos 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio trouxe medidas para proteger mulheres e meninas contra a violência na internet.
Os principais pontos são:
as plataformas devem criar um canal específico para denúncias de nudez (seja de imagens verdadeiras ou de imagens falsas, geradas por Inteligência Artificial contra pessoas reais).
Nesses casos, o conteúdo de nudez deve ser removido em até 2 horas após a notificação feita pela vítima ou por seu representante;
o algoritmo deve ser programado para reduzir o alcance de ataques coordenados contra mulheres — como os que costumam atingir mulheres jornalistas atacadas por causa de seu trabalho;
as companhias ficam proibidas de disponibilizar ferramentas de IA que permitam a criação de “nudes” falsos — como as que alteram fotos reais “retirando” a roupa de mulheres;
dentro do canal de denúncia para as mulheres, as empresas devem divulgar a informação de que as vítimas também devem ligar para o 180, o canal de denúncias oficial do governo.
Entrega de banco vermelho na Praça México, bairro Jardim Leopoldina, para alertar sobre violência contra a mulher
Pedro Piegas/PMPA
Lula também sancionou três leis que endurecem as regras para proteção a mulheres vítimas de violência doméstica.
Entre as medidas, estão a criação do Cadastro Nacional de Agressores e o afastamento do agressor do lar.
Outra lei amplia as hipóteses que podem justificar o afastamento imediato do agressor do lar, incluindo casos de violência psicológica, moral e patrimonial.
Entre as situações previstas estão a chamada “vingança pornográfica”, a divulgação de informações falsas e a exposição da vida privada da vítima em ambientes públicos ou profissionais.
A terceira lei altera a Lei de Execução Penal para aumentar a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica, principalmente em casos em que o agressor continua ameaçando ou volta a cometer violência mesmo depois de preso ou condenado.
A proposta autoriza a transferência do agressor para outro presídio, no mesmo ou em outro estado, inclusive para presídios federais, quando houver ameaças ou novas agressões contra a vítima ou familiares após o crime.


Fonte:

g1 > Política