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Às vésperas de sabatina de Messias, governo empenha R$ 12 bilhões em emendas em abril

Às vésperas da sabatina do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), o governo empenhou cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares.
🔎Empenhar uma emenda significa que o governo separou esse montante para o pagamento, se comprometendo a liberar o recurso.
Desses, R$ 10,7 bilhões estão dentro dos R$ 17,3 bilhões que o governo é obrigado a pagar no primeiro semestre de 2026, segundo calendário aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
O cronograma prevê o pagamento de 65% das emendas individuais e de bancada a fundos de saúde e de assistência social e para as transferências especiais, conhecidas como “emendas PIX”, que podem ser aplicadas em qualquer finalidade.
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Como mostrou o g1, no início de abril, o governo Lula havia empenhado R$ 389,8 milhões dessas emendas que devem ser pagas no primeiro semestre, menos de 2% dos R$ 17,3 bilhões.
Agora, o governo se comprometeu com o pagamento de mais de 58% do total.
Veja abaixo os montante empenhado neste ano:
O aumento no empenho das emendas do primeiro semestre acontece em um momento que o governo conta votos para aprovar a indicação de Messias ao STF.
Ele será sabatinado nesta quarta-feira (29) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Caso tenha o mínimo de 14 votos, a indicação seguirá para o plenário, onde o AGU precisa de 41 votos para se tornar ministro do Supremo.
A escolha de Messias por Lula deflagrou uma crise entre o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que trabalhou pelo nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Após a indicação em novembro do ano passado, Alcolumbre chegou a anunciar que a sabatina ocorreria em duas semanas, para evitar que Messias visitasse os senadores e não conseguisse os votos.
O movimento levou o Palácio do Planalto a demorar a enviar a mensagem com a indicação de Messias ao Senado.
Fachada do Congresso Nacional.
Leonardo Sá/Agência Senado
Cenário por bancada
Com a maior bancada do Senado, com 15 parlamentares, o PL, principal partido de oposição, foi a legenda que mais teve recursos separados para pagamento, com R$ 479 milhões.
Em seguida vem o MDB, que conta com nove senadores e teve R$ 372,7 milhões empenhados.
O PSD, que tem 14 senadores, teve empenhados um total de R$ 366,2 milhões. Já para o PT, partido de Lula, o montante foi de R$ 281,2 milhões.
Os três senadores que mais tiveram recursos empenhados foram o líder do MDB, Eduardo Braga (AM), com R$ 71,2 milhões, Romário (PL-RJ), que teve R$ 68,7 milhões empenhados, e Jader Barbalho (MDB-PA), com R$ 62,4 milhões.
Além de Romário, outros quatro senadores de oposição aparecem como os mais contemplados:
Angelo Coronel (Republicanos-BA), com R$ 55,8 milhões;
Carlos Portinho (PL-RJ), com R$ 46,8 milhões;
Wellington Fagundes (PL-MT), que teve R$ 45 milhões empenhados, e;
Oriovisto Guimarães (PODEMOS-PR), com R$ 41,5 milhões.
Apesar de ter acelerado o empenho dos recursos, o ritmo de pagamento das emendas parlamentares obrigatórias do primeiro semestre foi mais lento.
Em três semanas, o pagamento de emendas a fundos de saúde, de assistência social e Pix foram de R$ 102,3 milhões para R$ 395,2 milhões.
Com isso, faltando 62 dias, o governo pagou apenas 2,28% das emendas previstas para serem quitadas no primeiro semestre.


Fonte:

g1 > Política

Brasil registra recorde de acidentes e mortes no trabalho em 2025; caminhoneiros lideram óbitos

Acidente em Araquari na quinta-feira (25)
PRF/Divulgação
O Brasil registrou, em 2025, o maior número de acidentes e mortes no trabalho. Foram 806.011 acidentes e 3.644 óbitos no ano, segundo estudo da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Entre 2016 e 2025, o país acumulou 6,4 milhões de acidentes e 27.486 mortes, além de mais de 106 milhões de dias de trabalho perdidos por afastamentos temporários e cerca de 249 milhões de dias debitados, indicador que mede o impacto permanente de lesões graves e óbitos na vida dos trabalhadores.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
O levantamento foi elaborado com base nas Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) registradas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e no eSocial, que reúnem dados oficiais sobre acidentes e doenças relacionadas ao trabalho no país.
A base considera apenas trabalhadores com vínculo formal, ou seja, com carteira assinada.
Acidentes de trabalho no Brasil
Arte/g1
Vídeos em alta no g1
Após a queda observada em 2020, em meio à retração econômica provocada pela pandemia de Covid-19, os acidentes voltaram a crescer de forma contínua. Entre 2020 e 2025, houve aumento de 65,8% nos registros de acidentes e de 60,8% nas mortes. (veja comparativo abaixo)
Embora a taxa de incidência – que relaciona o número de acidentes ao total de trabalhadores formais – tenha recuado ao longo da década, o avanço no número absoluto de casos indica que a expansão do emprego formal não foi acompanhada por melhorias equivalentes nas condições de segurança.
Para o auditor-fiscal do trabalho e diretor de Segurança e Saúde no Trabalho da SIT, Alexandre Scarpelli, os dados reforçam a urgência de ampliar a proteção aos trabalhadores.
“Os números evidenciam que ainda há um longo caminho a percorrer. É fundamental fortalecer a cultura de prevenção, aprimorar as condições de trabalho e ampliar a atuação integrada entre governo, empregadores e trabalhadores para reduzir acidentes e salvar vidas”, afirmou.
Mortes por acidentes de trabalho
Arte/g1
Desigualdade regional
Em números absolutos, São Paulo concentra o maior volume de acidentes e mortes, reflexo do tamanho da economia. Ao todo, em 10 anos, são 2.219.859 acidentes (34,4% do total nacional) e 6.517 óbitos (23,7%).
Os estados do Sul e Sudeste — São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro — concentram 68% dos acidentes e 62% das mortes, padrão associado ao peso industrial e do setor de serviços formais nessas regiões.
Por outro lado, estados como Tocantins, Mato Grosso e Maranhão apresentam as maiores taxas de letalidade, indicando maior gravidade dos acidentes.
Total de acidentes de trabalho por estado
Arte/g1
Mato Grosso se destaca como um caso de “duplo alerta”, ao combinar alta incidência e elevada mortalidade. O estado está entre os três primeiros tanto na taxa de acidentes quanto na de letalidade, reunindo o maior risco ocupacional do país.
Com 1.257 óbitos e taxa de letalidade de 9,24, cerca de 1 em cada 100 acidentes resulta em morte — o dobro da média nacional. O perfil econômico, fortemente baseado no agronegócio, no transporte de cargas e na construção de infraestrutura, ajuda a explicar o risco elevado.
Já nas regiões Norte e Nordeste, há o que o estudo chama de “letalidade oculta”: apesar do menor volume de acidentes, estados como Tocantins, Maranhão, Pará, Rondônia e Piauí registram algumas das maiores taxas de mortes, indicando que os acidentes nessas regiões tendem a ser mais graves.
Mortes por acidentes de trabalho
Arte/g1
Saúde lidera acidentes; transporte concentra mortes
A análise por atividade econômica revela um retrato desigual dos riscos ocupacionais no país. O setor de saúde, especialmente o atendimento hospitalar, lidera em número absoluto com mais de 500 mil acidentes, reflexo da alta concentração de trabalhadores e da sobrecarga das equipes, sobretudo no período pós-pandemia.
Já o transporte rodoviário de carga aparece como o segmento mais letal do Brasil. Entre 2016 e 2025, o setor acumulou 2.601 mortes, com taxas de letalidade muito superiores à média nacional.
Acidentes e mortes por setor
Arte/g1
Quando o recorte é feito por ocupação, o quadro se torna ainda mais grave: enquanto os técnicos de enfermagem são os trabalhadores que mais sofrem acidentes, os motoristas de caminhão lideram as mortes, com 4.249 óbitos em 10 anos — mais de uma morte por dia, em média.
A construção civil também figura entre os setores mais perigosos, combinando alto número de acidentes com elevada mortalidade, especialmente em atividades como obras de edifícios, terraplenagem e montagem industrial.
Nesse último caso, o risco é extremo: em obras de montagem industrial, a taxa de incidência chega a 80 mil acidentes por 100 mil trabalhadores, indicando exposição contínua ao perigo.
Acidentes e mortes por ocupação
Arte/g1
Mudança no perfil dos acidentes
O estudo também aponta transformações importantes no perfil dos acidentes de trabalho. Os acidentes típicos, ocorridos durante a execução da atividade profissional, representam cerca de 65% do total, mas os acidentes de trajeto ganharam peso ao longo dos anos.
As doenças ocupacionais tiveram um pico atípico em 2020, impulsionadas pelos casos de Covid-19 reconhecidos como relacionados ao trabalho, especialmente entre profissionais da saúde.
Outro destaque é o crescimento da participação feminina. As mulheres passaram a representar 34,2% dos acidentes registrados, com aumento de 48% ao longo da década, especialmente em setores como saúde, serviços e administração pública.
Para o Ministério do Trabalho, os números reforçam a necessidade de fortalecer a cultura de prevenção no país. “Os dados mostram que ainda há um longo caminho até garantir ambientes de trabalho seguros. É fundamental aprimorar as condições laborais e ampliar a atuação integrada entre governo, empresas e trabalhadores para reduzir acidentes e salvar vidas”, conclui o estudo.
Apesar da recuperação econômica e da formalização do emprego, o cenário indica que o crescimento sem investimento em segurança cobra um preço elevado: milhares de vidas interrompidas e milhões de trabalhadores afastados todos os anos.
Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde


Fonte:

g1 > Política

Abono salarial: após mudanças, 4,5 milhões de trabalhadores deixarão de receber o benefício até 2030

MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
O Ministério do Trabalhou estima que 4,56 milhões de trabalhadores deixarão de receber o abono salarial em cinco anos, entre 2026 e 2030, por conta da mudança nas regras para a concessão do benefício.
O número de trabalhadores que perderá o benefício sobe ano a ano, progressivamente.
A informação consta no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), enviado ao Congresso Nacional neste mês pela equipe econômica.
Pelas regras que vigoraram até 2025, o abono foi pago anualmente, no valor de até um salário mínimo, a trabalhadores que:
receberam até dois salários mínimos no ano-base do abono;
trabalharam com carteira assinada por ao menos 30 dias no ano-base.
▶️Com as mudanças propostas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2024, e aprovadas pelo Congresso Nacional, essa regra começou a mudar a partir deste ano.
A partir de 2026, o valor da renda máxima para ter acesso ao abono salarial será corrigido pela inflação.
Por outro lado, o salário mínimo terá ganho real (acima da inflação, seguindo as regras do arcabouço fiscal).
A regra de transição vai chegar a um ponto em que, para ter acesso ao abono salarial, o trabalhador só poderá ganhar um salário mínimo e meio. Ou seja, o acesso ficará mais restrito.
“Sobre as novas regras que começam a vigorar em 2026, o governo busca garantir a sustentabilidade do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e a responsabilidade fiscal a longo prazo. A transição gradual permite que o mercado de trabalho e os trabalhadores se adaptem à nova realidade, focando o benefício na parcela da população com menor renda e assegurando que o abono salarial cumpra seu papel social de forma eficiente e equilibrada”, diz o Ministério do Trabalho.
Abono salarial PIS-Pasep 2026: consulta ao benefício é liberada; veja como fazer
Projeções do governo
▶️Pelo fato de o abono salarial ser corrigido apenas pela inflação em 2026, terá direito ao benefício o trabalhador que recebeu, em 2024, 1,96 salário mínimo, e não mais, dois salários mínimos. Com isso, 559 mil trabalhadores deixarão de ter acesso ao benefício neste ano.
▶️Em 2027, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,89 salário mínimo. Deste modo, o número de trabalhadores que perderá o benefício subirá para 1,58 milhão.
“Para o exercício de 2027, estima-se que receberão o abono salarial trabalhadores com rendimento médio de até 1,89 salário mínimo, com reduz em 1.585.923 o número de trabalhadores que seriam beneficiados no caso de pagamento para os trabalhadores com remuneração média de até dois salários mínimos, com economia de gastos estimada em R$ 2,2 bilhões”, diz o Ministério do Trabalho.
Em 2028, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,83 salário mínimo. Com isso, o número de trabalhadores que perderá o benefício subirá para 2,58 milhões.
Em 2029, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,79 salário mínimo. Deste modo, 3,51 milhões de trabalhadores deixarão de receber o benefício em 2029.
Em 2030, com a correção apenas pela inflação do abono salarial, terá direito ao benefício o trabalhador que receber até 1,77 salário mínimo. Com isso, o número de trabalhadores que perderá o benefício subirá para 4,56 milhões.
Aumento de gastos
Apesar da economia prevista nos próximos anos com a retirada de trabalhadores que teriam direito ao benefício, pela regra anterior, o governo estimou que os valores pagos continuarão crescendo por conta do aumento no número de pessoas com carteira assinada.
A expectativa é de que o número de trabalhadores celetistas avance de 59,86 milhões em 2026 para 67 milhões de trabalhadores em 2030. Com isso, o gasto anual com o abono salarial saltará, segundo as projeções do Ministério do Trabalho, de R$ 34,36 bilhões em 2026 para R$ 39,27 bilhões em 2030.
Por conta do alto volume de gastos, o abono salarial é frequentemente citado por analistas como um benefício que deve ser aprimorado, ou até mesmo encerrado, pelo fato de não estar focado necessariamente na população mais pobre.
De acordo com análise do economista Fabio Giambiagi publicada em 2022, o abono salarial:
não combate o desemprego, pois quem recebe o abono está empregado;
não combate a miséria, porque quem recebe o abono não está entre os 20% mais pobres do país.
“Ele [abono salarial] ajuda a reduzir a informalidade? Não, porque quem recebe o benefício já está no mercado formal”, concluiu Giambiagi, em artigo.
Estudo promovido pela equipe econômica de Paulo Guedes, que comandava a Economia na gestão Jair Bolsonaro, também apontou que, do ponto de vista distributivo, a maioria do benefício tende a se concentrar nas camadas de renda média da população.
“Consequentemente, o abono tem pouco efeito sobre o nível geral de desigualdade e pobreza da economia, embora contribua para uma redução da desigualdade dentro do grupo de trabalhadores formais”, diz o estudo.
A equipe de Paulo Guedes chegou a cogitar mudanças no abono salarial para destinar mais recursos ao Renda Brasil, programa de transferência de renda, mas a iniciativa foi abortada por Bolsonaro.


Fonte:

g1 > Política

Como acionar o seguro por queda de árvore ou granizo no carro

Temporais com ventos fortes, chuva de granizo e queda de árvores são eventos climáticos cada vez mais comuns e representam um risco significativo para veículos expostos. Quando um desses eventos danifica a lataria, os vidros ou a estrutura de um carro, a primeira dúvida do proprietário é sobre o acionamento do seguro. Este guia detalha, de forma técnica e objetiva, o passo a passo de como acionar o seguro se uma árvore ou chuva de granizo danificar o seu carro, explicando qual cobertura é necessária e como funciona todo o processo junto à seguradora.
Entendendo a cobertura para danos da natureza
Para que os danos causados por eventos naturais como queda de árvore e granizo sejam cobertos, é indispensável que a apólice do seguro auto inclua a cobertura compreensiva, também conhecida como “seguro total”. Esta é a modalidade mais completa e, geralmente, a mais contratada no mercado, pois engloba uma vasta gama de sinistros.
A cobertura compreensiva usualmente protege o veículo contra os seguintes riscos:

Colisão, abalroamento ou capotagem acidental.
Queda de objetos sobre o veículo, como árvores, galhos ou postes.
Danos causados por granizo.
Alagamento, enchente ou inundação.
Incêndio ou explosão.
Roubo ou furto total ou parcial.

É fundamental verificar na sua apólice de seguro as cláusulas específicas sobre “Danos da Natureza” para confirmar que não há exclusões particulares. Veículos com apenas cobertura para roubo e furto ou para terceiros (RCF-V) não terão amparo para este tipo de dano.
Passo a passo para acionar o seguro após um temporal
Se o seu veículo foi danificado por uma queda de árvore ou por uma chuva de granizo, a agilidade e a documentação correta são essenciais para um processo de sinistro tranquilo. Siga os seguintes passos:

Priorize a segurança e documente os danos: Antes de mais nada, certifique-se de que o local está seguro. Se uma árvore caiu sobre o carro, não tente removê-la por conta própria. Fotografe e filme o veículo de vários ângulos, mostrando claramente os danos, a árvore ou as marcas do granizo, e o contexto do local (a rua, o tempo, etc.). Esses registros visuais são provas cruciais para a seguradora.
Comunique o sinistro à seguradora: Entre em contato com sua seguradora o mais rápido possível através dos canais oficiais: aplicativo, site, central de atendimento telefônico (0800) ou com o seu corretor de seguros. Este procedimento é chamado de “aviso de sinistro”. Tenha em mãos seus dados pessoais, o número da apólice e os documentos do veículo.
Registre um Boletim de Ocorrência (B.O.): Embora nem sempre seja obrigatório para danos da natureza, o B.O. é altamente recomendável. Ele formaliza o ocorrido e serve como um documento oficial que fortalece sua solicitação. O registro pode ser feito online na maioria dos estados.
Agende a vistoria: A seguradora solicitará que o veículo seja levado a uma oficina credenciada ou indicará um local para a vistoria. Um perito irá avaliar a extensão dos danos para determinar o custo do reparo e se o conserto é viável.
Aguarde a autorização e realize o pagamento da franquia: Após a vistoria, a seguradora emitirá um parecer autorizando ou não os reparos. Se autorizado, o segurado deverá pagar o valor da franquia diretamente à oficina. A franquia é a participação obrigatória do cliente no custo do conserto, cujo valor está estipulado na apólice. A seguradora cobrirá o valor excedente.

Franquia, perda total e situações de exclusão
Compreender os aspectos financeiros e as exceções da apólice é vital para evitar surpresas durante o processo de acionamento do seguro.

Pagamento da franquia: A franquia só é paga em casos de perda parcial, ou seja, quando o custo do reparo é inferior a 75% do valor do veículo na Tabela FIPE. Se o custo para consertar os amassados do granizo, por exemplo, for de R$ 8.000 e sua franquia for de R$ 2.500, você paga os R$ 2.500 e a seguradora arca com os R$ 5.500 restantes.
Indenização por perda total (PT): A perda total é decretada quando os custos do reparo ultrapassam 75% do valor de mercado do carro. Neste cenário, o segurado não paga a franquia. A seguradora realiza a indenização integral, pagando ao cliente o valor estipulado na apólice (geralmente 100% da Tabela FIPE), e fica com o salvado (o veículo danificado).
Possíveis exclusões de cobertura: A seguradora pode negar a indenização em casos de agravo de risco. Por exemplo, se o motorista tentar atravessar uma área de alagamento deliberadamente ou estacionar em um local claramente sinalizado como de risco iminente de queda de árvores.

Ter um veículo danificado por um temporal é uma situação estressante, mas possuir uma apólice com cobertura compreensiva oferece a segurança necessária para a reparação dos prejuízos. O processo de acionamento do seguro exige uma documentação fotográfica detalhada do sinistro, a comunicação imediata com a seguradora e a compreensão clara das condições da apólice, especialmente sobre o valor da franquia e os critérios para perda total. Revisar periodicamente o contrato do seguro é a melhor forma de garantir que sua proteção está adequada para enfrentar imprevistos climáticos.


Fonte: Jovem Pan

México captura sucessor de ‘El Mencho’, líder de cartel morto em fevereiro

Autoridades mexicanas capturaram nesta segunda-feira (27) em uma operação com a participação de centenas de militares, um dos sucessores de Nemesio “El Mencho” Oseguera, fundador do poderoso Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), enquanto tentava fugir por um sistema de drenagem. A captura de Audias Flores Silva, um dos homens mais próximos de Oseguera, no estado de Nayarit, limítrofe com Jalisco, levou as autoridades locais a pedirem à população através do Facebook que permanecesse em casa diante da possibilidade de novos bloqueios e ações violentas.
Os Estados Unidos ofereciam uma recompensa de 5 milhões de dólares (R$ 24,8 milhões) por Flores Silva. Segundo o centro de análise Insight Crime, o líder criminoso despontava como um dos sucessores do fundador do CJNG. Apelidado de “El Jardinero”, foi “o braço direito” de Oseguera até sua morte, disse à AFP David Saucedo, especialista em segurança.
Também ficou encarregado de negociar em nome de Oseguera uma aliança entre o CJNG e “Los Chapitos”, a facção do Cartel de Sinaloa comandada pelos herdeiros de Joaquín “El Chapo” Guzmán, acrescentou Saucedo, citando fontes de inteligência de Estados Unidos e México.
Flores Silva esteve preso por cinco anos nos Estados Unidos e foi libertado em 2016. Segundo a informação difundida por autoridades mexicanas, controlava vários laboratórios de metanfetaminas em Jalisco e no estado vizinho de Zacatecas.
Morte de El Mencho
Nemesio ‘El Mencho’ Oseguera, fundador do cartel mais poderoso do México morto em fevereiro │Divulgação / Departamento de Estado dos EUA
El Mencho morreu, aos 59 anos, em fevereiro após ser ferido por soldados durante uma operação em Jalisco, o que resultou em um motim criminoso no qual os capangas de “El Mencho” queimaram veículos para bloquear vias em 20 dos 32 estados do país.
Fundador do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), transformou-o no cartel mais poderoso do México por meio do uso da violência, desafiando o governo. Ele era considerado o último dos grandes narcotraficantes do país desde a prisão e o encarceramento nos Estados Unidos dos fundadores do Cartel de Sinaloa, Joaquín “El Chapo” Guzmán e Ismael “Mayo” Zambada. Washington havia oferecido uma recompensa de US$ 15 milhões por sua captura.


Fonte: Jovem Pan

Marinho diz que Flávio pode ter ‘dois palanques’ no DF e abre caminho para Izalci

O PL-DF vive um racha sobre o palanque de Flávio Bolsonaro ao governo distrital. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis defendem o apoio à governadora Celina Leão (PP-DF), e afirmam que “em reunião com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, ficou definido o apoio à pré-candidatura de Celina Leão”. Já o senador Izalci Lucas busca se posicionar como pré-candidato pelo PL, apostando que as investigações contra Celina na Operação Drácon podem obrigar o partido a recuar.
Foi nesse contexto que Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio, disse nesta segunda-feira (27) à Jovem Pan: “Aqui nós já temos um aceno de apoio por parte da Celina e do próprio Arruda, então o DF é um local em que, na pior das hipóteses, teremos dois palanques ao governo do Estado.”
A frase não abandona Celina, mas legitima publicamente a possibilidade de um segundo palanque — abrindo espaço concreto para Izalci Lucas, sem confrontar diretamente Michelle e Bia Kicis.


Fonte: Jovem Pan

Taiwan entra em alerta após navios da China se aproximarem das ilhas Penghu 

Taiwan avistou dois navios de guerra chineses operando em águas próximas às ilhas Penghu, no Estreito de Taiwan, e enviou suas próprias forças navais e aéreas para manter a vigilância, informou o Ministério da Defesa em Taipé. A China, que considera Taiwan como seu próprio território, envia navios e aviões de guerra para as águas e os céus ao redor da ilha quase que diariamente, o que é condenado pelo governo de Taiwan.
Embora o Ministério da Defesa de Taiwan ofereça atualizações diárias sobre a localização das aeronaves militares chinesas, raramente fornece detalhes sobre onde os navios de guerra chineses estão operando, a não ser quando detecta porta-aviões, como ocorrido na semana passada.
No final desta segunda-feira (27), o ministério disse que um destróier e uma fragata chineses haviam entrado em águas a sudoeste das ilhas Penghu, que abrigam as principais bases aéreas e navais de Taiwan e estão próximas do lado taiwanês do estreito. O Exército de Taiwan “monitorou de perto a formação e respondeu adequadamente usando as forças navais e aéreas”, acrescentou o ministério, sem entrar em detalhes.
O ministério mostrou fotos coloridas dos dois navios tiradas do ar, mas não forneceu a localização exata. O Ministério da Defesa da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. No início deste mês, a pasta disse que as atividades militares regulares da China em torno de Taiwan são “totalmente justificadas e razoáveis” e que quaisquer tensões são responsabilidade do governo de Taipé.
O governo de Taiwan rejeita as reivindicações de soberania de Pequim, dizendo que somente o povo da ilha pode decidir seu futuro.


Fonte: Jovem Pan

Damares declara apoio à Leila do Vôlei, mas recua e cita Michelle e Bia Kicis para o Senado

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse na sexta-feira (24) que irá “torcer muito” para estar com a senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) no Senado em 2027. A declaração foi dada em discurso no Plenário da Casa Alta durante sessão especial para celebrar o 66º aniversário de Brasília.
“Queria muito que Leila estivesse sentada nesta cadeira no próximo ano. Eu ainda vou ficar mais uns cinco anos aqui, Leila, e eu queria muito continuar dividindo essa mesa com você (…) Que honra, Leila, ser sua parceira. E, eu vou continuar torcendo muito para, no ano que vem, estarmos aqui de novo juntas”, declarou Damares.
Nesta segunda-feira (27), a parlamentar foi às redes sociais para esclarecer que suas candidatas ao Senado são a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF). Damares afirmou que houve “algum mal-entendido”.

Gente, houve algum mal-entendido. Minhas pré-candidatas ao Senado pelo DF são Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. Estamos juntas, por Brasília e pelo Brasil.— Damares Alves (@DamaresAlves) April 27, 2026

No pleito eleitoral deste ano, são duas vagas para o Senado por cada um dos estados e o Distrito Federal. Atualmente, Damares, Leila do Vôlei e o senador Izalci Lucas (PL-DF) ocupam os três assentos do DF na Casa Alta.
Os mandatos de Leila e Izalci encerram neste ano. Damares permanece no Senado por mais quatro anos.
Aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Leila anunciou na terça-feira (21) que disputará a reeleição do Senado.
Já Izalci se lançou pré-candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF). Entretanto, o nome apoiado por Michelle e Bia Kicis para o Palácio do Buriti é o da atual governadora Celina Leão (PP).


Fonte: Jovem Pan

Líder da oposição diz que PT é uma ‘mercadoria vencida’ e ‘máquina de destruição’

O líder da oposição no Senado e Pré-coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, Rogério Marinho, criticou um vídeo institucional do Partido dos Trabalhadores (PT) que associa a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro ao chamado escândalo Master. “PT deveria estar com as barbas de molho, porque ele atinge de frente a espinha dorsal do Partido dos Trabalhadores, caracterizado pelo núcleo da Bahia”, declarou Marinho, relembrando que até meados de 2024 o Guga Lima era sócio praticamente em pé de igualdade com Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master.
Marinho destaca que a sociedade foi desfeita na época que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu fora da agenda Daniel Vorcaro em mais de uma oportunidade para “falar do socorro que deveria ser dado ao banco”.
Para o líder da oposição, o PT é conhecido como uma máquina azeitada de destruição de reputações e uma ‘mercadoria vencida”.”No DNA do partido está a mentira, é praticamente indissolúvel. Não dá para falar do PT, sem falar de mentira, corrupção e emparelhamento de máquina pública.”, disse, enfatizando que os métodos e personagens do partido são os mesmos que foram nos últimos 40 anos. “Eles não vão vencer com a mentira”, declarou.

Assista à entrevista 


Fonte: Jovem Pan

Prefeito Tony Pablo anuncia corte de gastos e restringe shows em Cacoal

O prefeito Tony Pablo de Castro Chaves anunciou a adoção de medidas de contenção de despesas no município de Cacoal, incluindo a restrição de shows e eventos de grande porte.

A decisão foi oficializada por meio de decreto e, segundo o chefe do Executivo, tem como base um levantamento detalhado realizado por equipes técnicas da administração municipal, envolvendo a Secretaria de Fazenda, Secretaria de Planejamento, contabilidade e controle interno.

De acordo com o prefeito, o município enfrenta dificuldades financeiras significativas, o que exige ações imediatas para reequilibrar as contas públicas. Entre os dados apresentados, está o pagamento de aproximadamente R$ 1,7 milhão em dívidas referentes ao ano de 2025 apenas no primeiro trimestre de 2026. Além disso, foram quitadas verbas rescisórias que somam cerca de R$ 3 milhões.

Outro ponto destacado foi o déficit na área da saúde, que, segundo a gestão, já ultrapassa R$ 2,8 milhões, além de um saldo negativo superior a R$ 7 milhões no caixa do município, conforme balancete do primeiro trimestre.

Diante desse cenário, o decreto prevê uma série de medidas de economia, como a redução de gastos com diárias, passagens e, principalmente, a suspensão de investimentos em grandes eventos e shows.

Apesar disso, o prefeito afirmou que eventos tradicionais do município, como a feira do agronegócio (Cafecau), deverão ser realizados com foco na valorização de artistas locais, reduzindo custos.

“O momento é de apertar os cintos. Precisamos direcionar os recursos para áreas essenciais como saúde, educação e obras”, afirmou.

A gestão municipal também informou que buscará apoio financeiro por meio de emendas parlamentares, tanto da bancada estadual quanto federal, para auxiliar na recuperação das finanças do município.

O decreto com as medidas deve ser disponibilizado para a imprensa e passa a valer como parte de um plano de ajuste fiscal para enfrentar o cenário econômico atual.