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Como proteger gatos pretos de maus-tratos e garantir a segurança deles dentro de casa

A rejeição histórica e a violência contra gatos de pelagem escura ainda representam uma triste realidade no Brasil. Embora estejamos em pleno século 21, as crenças infundadas que associam esses animais ao azar ou a rituais negativos continuam a provocar abandonos e agressões físicas. Dados de organizações de proteção animal revelam que os felinos pretos estão entre os que passam mais tempo à espera de um lar em abrigos. No entanto, com informação correta e medidas práticas de segurança, é possível mudar esse cenário e oferecer uma vida longa e saudável para esses companheiros tão carinhosos.
O peso histórico das superstições que ainda afetam os felinos escuros
A associação de gatos pretos a crenças negativas remonta à Idade Média, período em que os felinos de hábitos noturnos passaram a ser erroneamente vinculados a rituais de bruxaria e ao ocultismo. No século 15, o papa Inocêncio VIII chegou a incluir esses animais em listas de perseguição da Inquisição, o que consolidou uma cultura de medo e violência contra os bichanos de pelos escuros. Esse estigma atravessou gerações e, infelizmente, sobrevive na forma de preconceitos modernos.
Atualmente, essa herança cultural maldita se manifesta de forma cruel em datas específicas do calendário, como o Halloween e as sextas-feiras 13. Nesses períodos, os índices de denúncias de violência física contra os felinos pretos sofrem um aumento expressivo, de acordo com organizações não governamentais e clínicas veterinárias. O preconceito também se reflete nas estatísticas de adoção: uma pesquisa realizada pela Petlove com 18 ONGs brasileiras apontou que cerca de 21% dos animais que aguardam por um lar possuem pelagem preta, revelando uma resistência silenciosa por parte dos adotantes.
Por que adotar um gato preto é uma escolha transformadora para a família
Optar por abrir as portas de casa para um felino escuro é um ato de amor que traz benefícios práticos e afetivos incomparáveis para a rotina familiar. Em termos de temperamento, não existe qualquer diferença biológica ou comportamental relacionada à cor dos pelos dos gatos. Assim como qualquer outro felino, os gatos pretos são extremamente leais, brincalhões, independentes e capazes de estabelecer laços profundos de afeto com seus tutores.
Além disso, ao escolher um gato preto, você contribui diretamente para combater o preconceito sistêmico que mantém esses animais confinados em abrigos por muito mais tempo do que os de outras cores. A adoção responsável ajuda a reduzir a superlotação em ONGs e dá uma oportunidade de vida digna a um animal que, muitas vezes, é ignorado apenas pela sua aparência física. Adotar um felino preto significa desmistificar lendas urbanas e ganhar um companheiro dócil e saudável.
Como preparar a casa e garantir a segurança do seu felino no dia a dia
Para garantir que seu gato preto viva livre de perigos, o tutor deve adotar uma postura preventiva, adaptando o lar para evitar qualquer tipo de fuga ou contato com ameaças externas. O método mais eficaz para proteger o pet consiste em seguir etapas básicas de segurança estrutural e bem-estar.
1. Instale telas de proteção reforçadas em todas as janelas
A primeira e mais importante barreira física contra fugas é a instalação de telas de proteção de malha fina em todas as janelas, varandas e vãos da residência. Os gatos são animais extremamente curiosos e ágeis, capazes de passar por espaços incrivelmente pequenos. Certifique-se de que as telas sejam feitas de material resistente a mordidas e arranhões, e faça revisões periódicas na fixação dos ganchos para evitar acidentes ou saídas indesejadas para a rua.
2. Promova o enriquecimento ambiental para evitar o tédio
Manter o gato dentro de casa exige que o ambiente seja dinâmico e estimulante. Invista em arranhadores, prateleiras suspensas e brinquedos que estimulem o instinto caçador do felino. Um gato que encontra diversão e desafios cognitivos dentro do seu próprio lar tem muito menos interesse em tentar escapar para a rua, mantendo-se seguro de atropelamentos, brigas com outros animais e da maldade humana.
3. Utilize identificação segura e atualizada
Mesmo com todos os cuidados, acidentes podem acontecer. Por isso, é fundamental que o animal utilize uma coleira com fecho de segurança (que se abre caso o gato fique preso em algum obstáculo) contendo uma placa com o nome do tutor e o telefone de contato atualizado. A microchipagem também é uma excelente alternativa de identificação permanente, amplamente recomendada por médicos-veterinários e clínicas especializadas.
Como proteger os animais de maus-tratos em datas festivas e de risco
Durante períodos específicos, como as semanas que antecedem o Halloween e as sextas-feiras 13, os cuidados com os gatos pretos devem ser redobrados. O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e diversas ONGs de proteção animal recomendam que as doações desses felinos sejam temporariamente suspensas nessas datas. Essa medida preventiva visa impedir que pessoas mal-intencionadas adotem os animais com o objetivo de utilizá-los em rituais, trotes ou práticas de crueldade.
Se você já é tutor de um gato preto, mantenha o animal trancado dentro de casa durante esses dias festivos, impedindo totalmente o acesso ao quintal ou à rua. Evite também expor o felino a barulhos excessivos ou visitas constantes, pois a agitação típica de festas de Halloween pode gerar estresse agudo no pet.
Vale ressaltar que praticar atos de abuso, ferir ou mutilar qualquer animal é um crime federal no Brasil, respaldado pela Lei nº 14.064/2020 (Lei Sansão). A legislação prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e a proibição da guarda de animais para quem comete maus-tratos contra cães e gatos. Caso presencie qualquer situação suspeita ou ato de violência na sua vizinhança, denuncie imediatamente ligando para a Polícia Militar (190) ou registrando a ocorrência em uma delegacia de polícia civil ou de proteção ao meio ambiente.
Garantir a integridade física e o bem-estar de um gato preto requer atenção contínua e a conscientização de toda a sociedade. Ao adotar hábitos diários de proteção e compartilhar informações verdadeiras sobre a docilidade desses animais, os tutores ajudam a construir um ambiente mais seguro e acolhedor. A responsabilidade diária e o carinho constante são as ferramentas mais poderosas para combater o preconceito e assegurar que esses felinos vivam felizes e protegidos por muitos anos.


Fonte: Jovem Pan

Quais jogadores estão fora da Copa do Mundo 2026 por causa de lesões musculares e ligamentares

A Copa do Mundo de 2026, com início marcado para o dia 11 de junho, não contará com alguns dos maiores astros do futebol internacional devido a uma epidemia de problemas físicos na reta final da temporada. Entre os nomes confirmados fora do torneio por motivos médicos estão os brasileiros Rodrygo, Éder Militão e Estêvão, além de astros globais como o alemão Serge Gnabry, o francês Hugo Ekitike e o espanhol Fermín López. Ao todo, mais de uma dezena de atletas de alto rendimento foram cortados de suas seleções após sofrerem rupturas de ligamentos cruzados, estiramentos musculares severos e lesões em tendões, mudando drasticamente o equilíbrio de forças da competição na América do Norte.

O drama brasileiro na era de Carlo Ancelotti

A Seleção Brasileira chega para a disputa mundial bastante enfraquecida em setores cruciais. O técnico italiano Carlo Ancelotti teve de lidar com desfalques de peso ao divulgar a lista oficial de 26 convocados para a competição. A comissão técnica monitorou a situação clínica de diversos atletas até o último minuto, mas as avaliações médicas vetaram a presença de peças fundamentais no esquema tático canarinho. O cenário acendeu o alerta na CBF, que agora precisa buscar alternativas táticas para suprir a criatividade no ataque e a solidez na linha defensiva.

A gravidade física que tirou Rodrygo do torneio

O desfalque mais sentido pelo Brasil é o do atacante Rodrygo, do Real Madrid. O jogador de 25 anos sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco lateral do joelho direito no início de março. Após ser submetido a um procedimento cirúrgico complexo, o tempo estimado de recuperação foi fixado em no mínimo seis meses, o que inviabilizou completamente sua participação na Copa do Mundo. Rodrygo vinha sendo um dos pilares ofensivos da equipe nacional e sua ausência obriga a comissão técnica a reformular o setor de criação.

O adeus precoce da promessa Estêvão

Outra perda muito lamentada pelos torcedores brasileiros é a de Estêvão. O jovem atacante do Chelsea, de apenas 19 anos, vivia a expectativa de disputar o seu primeiro Mundial após se destacar como o principal artilheiro do ciclo sob o comando de Ancelotti. No entanto, uma lesão muscular de grau quatro na região posterior da coxa direita, sofrida durante uma partida do Campeonato Inglês contra o Manchester United em abril, tirou o atleta de combate. Por se tratar de uma ruptura de tecido muscular muito extensa, o tempo de cicatrização inviabilizou sua preparação física a tempo do torneio.

Wesley cortado

O lateral-direito Wesley França foi oficialmente cortado da Seleção Brasileira e não poderá participar da Copa do Mundo de 2026 devido a uma lesão na coxa, sofrida no amistoso contra o Egito. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou em nota que o atleta foi reavaliado pela comissão médica e submetido a exame de imagem.

Uma ressonância magnética constatou lesão no músculo adutor da coxa esquerda do defensor, impedindo que ele siga junto à equipe no mundial. No comunicado, a CBF lamentou o afastamento do jogador. “Wesley é um atleta querido pelo grupo e será sempre considerado parte desta equipe que busca o hexacampeonato mundial.”

Os craques internacionais que vão assistir ao Mundial pela televisão

O departamento médico das principais potências globais também trabalhou em ritmo acelerado nas últimas semanas. A Argentina, atual campeã do mundo, perdeu o defensor Juan Foyth devido a uma ruptura no tendão de Aquiles e o jovem atacante Joaquín Panichelli, cortado por uma lesão ligamentar grave no joelho durante os treinamentos. No futebol europeu, as baixas médicas também alteraram substancialmente as listas de convocados de equipes que despontam como favoritas ao título.

A lista de estrelas estrangeiras confirmadas fora do Mundial por problemas de ordem muscular e ligamentar inclui nomes importantes do cenário europeu:

Serge Gnabry (Alemanha): O veloz atacante alemão sofreu uma ruptura do músculo adutor da coxa direita na reta final da temporada europeia. A gravidade do estiramento muscular impediu sua convocação para a equipe germânica, que perde força de infiltração pelos lados do campo.

Hugo Ekitike (França): Considerado uma grande esperança do ataque francês, o jogador sofreu uma dolorosa ruptura do tendão de Aquiles durante um confronto decisivo da Liga dos Campeões. A recuperação exige um período de inatividade que ultrapassa o período de disputa do torneio.

Fermín López (Espanha): O dinâmico meio-campista do Barcelona sofreu uma fratura no quinto metatarso do pé direito e precisou passar por procedimento cirúrgico de emergência em meados de maio. Com um prazo de recuperação estimado em até oito semanas, sua ausência foi confirmada pela federação espanhola.

Xavi Simons (Holanda): Peça central do setor de armação da seleção holandesa, o atleta do Tottenham não se recuperou a tempo de uma lesão ligamentar complexa, desfalcando os Países Baixos em um momento crucial de renovação do contrato. 


Fonte: Jovem Pan

Copa do Mundo: quais jogos acontecem nesta quinta? 

Começa nesta quinta-feira (11) a 23ª edição da Copa do Mundo, que vai até o dia 19 de julho e será disputada pela primeira vez em três países: Canadá, Estados Unidos e México. Os mexicanos são os únicos que já receberam o evento em três ocasiões: 1970, quando o Brasil foi tricampeão, 1986, que teve a Argentina como campeã, e agora em 2026.

Como tradição, quem abre o campeonato é a seleção sede, no caso desta edição, será o México, que está no Grupo A com África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca. Já Estados Unidos e Canadá estreiam na sexta-feira.

Por causa das três sedes, haverá três cerimônias de abertura, uma em cada país. As apresentações que antecedem o Mundial acontecem ao mesmo tempo em Los Angeles, Toronto e na Cidade do México, com atrações locais e internacionais.

Confira os jogos desta quinta: 

16h –  México x África do Sul – estádio Azteca 

23h – Coreia do Sul x República Tcheca – Estádio Akron


Fonte: Jovem Pan

TCU aprova com ressalvas contas do governo Lula de 2025; relator alerta para situação das estatais

Rombo bilionário de estatais pressiona contas públicas
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, nesta quarta-feira (10), com ressalvas, as contas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), referentes ao exercício financeiro de 2025. O relator do caso é o ministro Benjamin Zymler. (entenda o que são as contas do governo)
Uma das ressalvas do relator envolve os recursos que o governo federal colocou em empresas estatais que não dependem diretamente do Tesouro para funcionar.
Segundo o parecer, o governo não acompanhou de forma adequada o uso desse dinheiro — principalmente nos casos em que os valores ficaram parados por um período ou geraram rendimentos financeiros depois.
Segundo Zymler, a análise que embasou a autorização da garantia federal não demonstrou de forma suficiente a viabilidade econômico-financeira do plano de reestruturação da estatal nem sua capacidade efetiva de pagamento.
O parecer aponta possível descumprimento de normas de governança pública e de responsabilidade fiscal que exigem avaliação prévia dos riscos envolvidos na operação.
O relator também fez ressalvas à destinação de recursos administrados pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).
De acordo com o relator, as receitas consideradas de natureza tipicamente pública não foram recolhidas à Conta Única do Tesouro Nacional nem incluídas no Orçamento da União, contrariando princípios constitucionais e regras orçamentárias relacionadas à legalidade, transparência e unidade de caixa.
Outra ressalva envolve a inclusão de novos projetos na Lei Orçamentária de 2025 pelos ministérios das Cidades e da Integração e Desenvolvimento Regional, além da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Ainda nesse escopo, o relator destacou a situação dos Correios, que enfrenta uma crise econômico-financeira.
Lula
Getty Images / BBC
Segundo Zymler, a análise que embasou a autorização da garantia federal não demonstrou de forma suficiente a viabilidade econômico-financeira do plano de reestruturação da estatal nem sua capacidade efetiva de pagamento.
Para os técnicos, novos empreendimentos foram incluídos sem que obras já em andamento estivessem adequadamente atendidas e sem a previsão suficiente de recursos para conservação do patrimônio público, em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Alertas ao governo
Além das ressalvas, o TCU foram feitas uma série de alertas ao Executivo.
Segundo o relatório, o avanço das despesas obrigatórias, dos mínimos constitucionais e das emendas parlamentares tem comprimido recursos destinados a políticas públicas e investimentos que não possuem proteção legal específica.
Outro alerta foi o acúmulo de recursos ociosos em fundos públicos.
O parecer cita especialmente o Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf), apontando que o elevado volume de superávits financeiros revela um descompasso entre arrecadação e capacidade de execução das despesas previstas.
Situação das estatais
O ministro Benjamin Zymler, relator das contas, fez um alerta sobre a deterioração econômico-financeira de empresas estatais federais e os riscos crescentes para as contas públicas.
No ano passado, o TCU criou uma força-tarefa para fiscalizar 11 estatais federais. O trabalho identificou um quadro de deterioração econômico-financeira disseminada, com diferentes níveis de gravidade, em empresas de setores como serviços postais, energia nuclear, infraestrutura portuária, aviação civil, gestão de ativos e fabricação de papel-moeda.
Segundo o relatório, em alguns casos a situação já representa “risco fiscal imediato para a União”, diante da existência de obrigações de aporte de recursos já assumidas ou prestes a serem exigidas pelo governo federal.
“Em outras empresas, os riscos são de médio prazo, mas decorrem de fragilidades estruturais que, se não enfrentadas, tendem a se agravar”, afirmou o ministro.
A fiscalização alcançou empresas como Correios, Eletronuclear, ENBPar, Companhia Docas, Casa da Moeda, Emgea e Infraero.
De acordo com o TCU, a deterioração observada decorre de fatores como falhas na supervisão ministerial e no monitoramento orientado por riscos, fragilidades nos modelos de negócio, perda de competitividade e receitas, rigidez elevada de custos, especialmente com pessoal e passivos atuariais, e dependência de soluções pontuais e não recorrentes para equilibrar as contas.
Diante desse cenário, o tribunal expediu um alerta ao Poder Executivo de que a combinação entre deterioração financeira das estatais e supervisão insuficiente aumenta a exposição fiscal da União e a probabilidade de novos aportes do Tesouro Nacional, contrariando o dever legal de prevenção de riscos fiscais.
O relatório também aponta problemas na política de capitalização das estatais. Segundo o ministro, os aportes realizados pelo Tesouro Nacional nos últimos 15 anos foram, em diversos casos, significativamente superiores às necessidades de execução física e financeira dos projetos financiados.
A prática resultou na formação de elevados saldos de caixa e aplicações financeiras sem vinculação imediata aos empreendimentos que justificaram os repasses.
Correios
O caso dos Correios, que enfrentam uma grave crise econômico-financeira, é visto com preocupação pelo tribunal.
“O aporte mínimo de R$ 6 bilhões até 2027 já consta como cláusula contratual firmada pela União”, frisou Zymler.
O ministro destacou que foram identificadas falhas “relevantes no procedimento de análise e aprovação da concessão de garantia da União à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), notadamente quanto à avaliação das informações econômico-financeiras que subsidiaram a decisão”.
“Verificou-se a ausência de exame crítico das premissas apresentadas no Plano de Reestruturação, tais como projeções de receitas, despesas e fluxo de caixa, utilizados como referência no processo, bem como a validação de dados fornecidos pela própria empresa sem verificação independente ou testes de consistência adequados”, complementou.
Por causa dessas falhas, ele expediu ressalvas à concessão da garantia da União aos Correios. Na avaliação do ministro, houve análise insuficiente da viabilidade econômico-financeira do plano de reestruturação e da real capacidade de pagamento da estatal, em desacordo com normas de governança pública, responsabilidade fiscal e exigências legais para avaliação prévia da capacidade financeira da empresa.
O que são as contas do governo?
São uma prestação de contas que traz informações sobre os gastos do governo em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
🔎 Ao TCU cabe apreciar as contas do presidente, ou seja, examinar detalhadamente e emitir um parecer técnico.
🔎 O julgamento, por outro lado, é função do Congresso Nacional, que dá a declaração final quanto à regularidade das contas aprovadas, aprovadas com ressalvas ou rejeitadas.
A apreciação do TCU é composta de dois documentos: um relatório e o parecer prévio. O relatório contém a análise do TCU sobre a execução orçamentária e a gestão dos recursos públicos.
Já o parecer prévio mostra as irregularidades e inconsistências identificadas, bem como as recomendações e alertas.
O parecer prévio tem que ser conclusivo, ou seja, deve indicar a aprovação, aprovação com ressalvas ou rejeição das contas.
Os ministros do Planejamento, Bruno Moretti, da Casa Civil, Miriam Belchior e o da Controladoria-Geral da União, Vinicius Marques de Carvalho acompanharam a sessão.


Fonte:

g1 > Política

10 pontos da Quaest, que mostra Lula ampliar vantagem sobre Flávio Bolsonaro após caso Master

O que mostra a pesquisa Quaest de junho
A pesquisa Quaest de junho, divulgada nesta quarta-feira (10), mostra que o presidente Lula, pré-candidato à reeleição, abriu seis pontos de vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de segundo turno. É o primeiro levantamento da consultoria desde a revelação das conversas entre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
No cenário de segundo turno, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Em maio, os dois estavam tecnicamente empatados, com 42% e 41%, respectivamente. Entre os eleitores independentes, que representam cerca de um terço do eleitorado, o presidente passou de 29% para 37%, enquanto o senador recuou de 31% para 24%.
O levantamento mostra ainda que o episódio envolvendo o pedido de financiamento para o filme “Dark Horse” ajudou a desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro junto ao eleitorado, enquanto medidas econômicas do governo contribuíram para uma recuperação da aprovação de Lula.
A seguir, veja os principais destaques da pesquisa.
Lula abre vantagem no 2º turno
O cenário de empate técnico entre os dois principais candidatos acabou. Se a eleição fosse hoje, Lula seria reeleito com 44% dos votos, enquanto o senador Flávio Bolsonaro aparece com 38% na simulação de segundo turno. No levantamento anterior, a distância era de apenas um ponto percentual: 42% para Lula a 41% para o senador. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro considerando apenas eleitores que se dizem independentes.
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O peso do Caso Master
A pesquisa indica que a divulgação de áudios entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, uma biografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, impactou negativamente o senador: 65% dos brasileiros consideram que Flávio errou ao pedir recursos ao banqueiro, e 58% acreditam que o episódio sugere algum envolvimento ilegal no caso.
Quaest: Avaliação da decisão de Flávio Bolsonaro sobre o pedido de financiamento a Daniel Vorcaro (junho/2026)
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Flávio Bolsonaro com Trump
Ainda de acordo com o levantamento, o humor do eleitorado também foi influenciado pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A maioria dos entrevistados (47%) concorda com a versão de Lula de que Flávio Bolsonaro teria solicitado o tarifaço a Donald Trump. Já 35% dizem estar alinhados à versão do senador do PL, que nega ter feito o pedido. Além disso, 53% veem as consequências dessas medidas como negativas para a economia brasileira.
Quaest: concordância com Lula e Flávio Bolsonaro sobre as novas tarifas dos EUA (junho/2026)
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A disputa de narrativas sobre o PIX
A pesquisa mostra também que a versão defendida por Lula sobre as tarifas americanas encontrou mais respaldo entre os entrevistados. Para 46%, as medidas dos Estados Unidos representam uma retaliação ao PIX. Já 36% concordam com a explicação de Flávio Bolsonaro, que atribui as tarifas a críticas diplomáticas do governo brasileiro. O resultado indica vantagem para a narrativa do Planalto em um tema que envolve um dos serviços financeiros mais populares do país.
Quaest: concordância com Lula e Flávio Bolsonaro sobre as novas tarifas dos EUA
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Classificação de CV e PCC como terroristas
Embora a pesquisa mostre que 60% dos brasileiros defendem que o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam classificados como organizações terroristas, o eleitorado se divide quando essa classificação parte do governo americano (45%).
Quaest: Decisão dos EUA sobre PCC e CV (junho/2026)
Arte/g1
Segundo a Quaest, a medida anunciada pelo governo dos EUA junto com o novo tarifaço sobre produtos brasileiros reforçou críticas do presidente Lula sobre interferência externa.
Migração dos eleitores independentes
Entre os eleitores considerados independentes, Lula passou Flávio Bolsonaro e abriu 13 pontos de vantagem no 2º turno. Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o movimento nesse segmento foi o mais expressivo.
“A mudança mais expressiva aconteceu nos independentes, que trocaram Flávio por Lula”, afirma.
Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro considerando apenas eleitores que se dizem independentes.
Arte/g1
Esse eleitorado corresponde a um terço do total e pode decidir a disputa. Os independentes são os eleitores que não se consideram nem de direita, nem de esquerda, nem bolsonaristas, nem lulistas.
Entre eles, Lula subiu de 29% para 37% e aparece à frente. Flávio Bolsonaro caiu de 31% para 24% — em abril, seu melhor momento, chegou a 33%. Outros 30% afirmam que não votariam num 2º turno entre Lula e Flávio.
Terceira via segue embolada
Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Caiado e Zema
Divulgação e reprodução
A Quaest mostra também que a corrida presidencial segue polarizada e que a disputa entre os nomes que tentam emplacar uma alternativa de terceira via está embolada.
O fundador do MBL e pré-candidato pelo Missão, Renan Santos, aparece numericamente à frente de Romeu Zema, do Novo, ex-governador de Minas Gerais. Ele tem 3% das intenções de voto e está empatado com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD.
A pesquisa também inclui pela primeira vez o ex-governador Aécio Neves, que tem a pré-candidatura à Presidência defendida pelo PSDB. Ele aparece com 2% das intenções de voto, mesmo percentual de Zema. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, todos estão tecnicamente empatados.
Quaest: Intenção de voto para presidente no 1º turno (junho/2026)
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Melhora na aprovação
A avaliação da gestão Lula apresentou recuperação, com 47% de aprovação e 48% de desaprovação. Em abril, a diferença era de nove pontos. Agora, caiu para apenas um. A melhora é atribuída à percepção positiva de medidas econômicas.
Quaest: aprovação do governo Lula (junho/2026)
Arte/g1
Impacto do Desenrola e das medidas econômicas
A melhora na aprovação do governo coincide com o impacto de medidas econômicas anunciadas nos últimos meses.
O programa Desenrola ajudou a reduzir de 28% para 23% o percentual de brasileiros que se dizem muito endividados, enquanto a parcela dos que afirmam não ter dívidas subiu para 30%.
A ampliação da isenção do Imposto de Renda e as medidas para reduzir o preço dos combustíveis — aprovadas por 53% dos entrevistados — também aparecem entre as ações mais bem avaliadas pelos brasileiros.
Lula lidera o 1º turno
No cenário de primeiro turno, Lula mantém a liderança isolada, com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 29%, abaixo dos 33% registrados em maio. Segundo a pesquisa, ele perdeu espaço entre eleitores de direita não bolsonaristas, embora mantenha apoio majoritário entre os bolsonaristas.


Fonte:

g1 > Política

Após nova ofensiva dos EUA, governo registra marca PIX no INPI; proteção vale para uso no Brasil

A marca PIX, registrada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), segundo o governo
Reprodução
Após novos ataques dos Estados Unidos ao PIX, sistema brasileiro de transferência de recursos em tempo real, o governo brasileiro divulgou nesta quarta-feira (10) que fez o registro da marca como sendo de “alto renome” e associada ao Banco Central.
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A informação foi dada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Márcio Elias Rosa, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o chamado “conselhão”, no Palácio do Planalto.
“Na forma da lei de propriedade intelectual, é a maior proteção que se pode dar à marca e para o símbolo”, explicou o ministro sobre o registro realizado pelo no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) ao sistema de pagamento digital.
As marcas de alto renome são amplamente conhecidas pelo público em geral. Elas carregam prestígio, tradição e confiança construídos ao longo do tempo, qualidades diretamente associadas aos seus produtos ou serviços.
Por serem reconhecidas nacionalmente além do seu próprio segmento de mercado, essas marcas recebem uma proteção especial prevista em lei.
➡️Segundo a lei de Propriedade Industrial, o registro da marca no INPI assegura ao titular seu uso exclusivo no território nacional, e não no exterior.
Acusações dos EUA
A história por trás da implicância de Trump contra o PIX
As novas críticas de autoridades norte-americanas ao PIX aconteceram no início deste mês. A acusação é de favorecimento do sistema de pagamentos brasileiro em detrimento de empresas americanas que atuam no setor.
Segundo o governo americano, o BC atua simultaneamente como regulador e operador do sistema, o que favoreceria o PIX e limitaria a atuação de concorrentes.
As censuvas fazem parte da justificativa para a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) contra práticas abusivas.
De acordo com o órgão, o governo brasileiro adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos.
Para especialistas ouvidos pelo g1, aspectos como o embate com as big techs e a concorrência com bandeiras de cartões de crédito americanas ajudariam a explicar a ofensiva dos EUA contra o PIX. Eles dizem que não há, porém, razões consistentes para questionar o serviço de pagamento.
Na verdade, o sucesso do PIX e seu papel como vitrine para o Brasil estariam sendo vistos como uma “ameaça” ao setor nos EUA. Os receios de Trump, afirmam, também estariam ligados ao avanço do PIX Internacional e às discussões do Brics sobre alternativas ao uso do dólar no comércio.
Reação do governo brasileiro
A reação do presidente Lula foi rápida. Também no começo de junho, ele apareceu em um evento nesta terça-feira (2) em Catalão, Goiás, segurando um cartaz que dizia: “O PIX é do Brasil”.
Durante o discurso, Lula cobrou do presidente norte-americano Donald Trump uma reunião e afirmou que espera um telefonema para que Trump explique as medidas anunciadas.
“Viram que eu entrei aqui com essa faixa: ‘O PIX é do Brasil’. É porque ontem [segunda], o presidente americano, numa atitude intempestiva — porque nós estávamos negociando depois da minha visita ao presidente [Donald] Trump — de forma intempestiva, anunciou um aumento de taxação das coisas brasileiras para 25%, com base numa mentira”, afirmou Lula, na ocasião.


Fonte:

g1 > Política

CCJ da Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal de 18 para 16 anos; texto avança no Congresso

CCJ da Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal; veja próximos passos
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deu aval nesta quarta-feira (10) a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.
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O texto é de autoria do então deputado Gonzaga Patriota (PSB- PE) e voltou à pauta após pedido de vista — mais tempo para analisar o projeto — dos deputados. A proposta foi aprovada por 44 votos favoráveis e 18 contrários.
A PEC foi o único item da pauta da reunião desta quarta. Com a aprovação do parecer favorável à tramitação do texto, agora cabe ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criar uma comissão especial para debater o conteúdo da proposta.
Só depois o texto vai ao plenário, onde precisará do apoio de, no mínimo, 308 deputados em dois turnos de votação. E, se aprovada na Câmara, a redução da maioridade deverá ser votada no Senado.
LEIA TAMBÉM:
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Proposta foi aprovada na CCJ da Câmara: o que acontece agora?
44 SIM X 18 NÃO: como os deputados votaram na proposta
CCJ da Câmara aprova PEC que reduz maioridade penal de 18 para 16 anos; texto avança no Congresso
Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Nesta terça-feira (9), os parlamentares começaram a discussão da PEC, mas a votação foi adiada, porque a sessão de votações no plenário começou e a reunião da comissão precisou ser interrompida (relembre mais abaixo).
O que diz o projeto?
A proposta altera o artigo 228 da Constituição para estabelecer que a maioridade é atingida aos 16 anos, idade a partir da qual a pessoa é considerada penalmente imputável.
⚖️Atualmente, o mesmo artigo diz que os menores de 18 anos são inimputáveis e sujeitos às normas da legislação especial.
Governistas argumentaram que a PEC desfigura um dos direitos e garantias fundamentais da Constituição, trecho que não poderia ser alterado por emenda por ser considerado cláusula pétrea.
Já o relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), afirmou que a PEC não afronta a Constituição e tratados internacionais ratificados pelo Brasil.
“Não há violação em discutir-se a redução da idade penal. A imputabilidade penal aos 16 anos não configura, por si, afronta a tratado internacional de direitos humanos ratificado pelo Brasil, desde que preservados os direitos fundamentais do menor no processo penal, notadamente o tratamento distinto dos adultos”.
Relator enxugou texto
Além de reduzir a maioridade penal, o texto original da PEC tornava obrigatório o voto para maiores de 16 anos e reduzia a idade mínima para concorrer a cargos eletivos. O texto permitia que um cidadão pudesse ter 16 anos para concorrer a vereador. Hoje, o mínimo é 18.
A idade mínima para se candidatar a presidente e senador passaria dos 35 para os 30 anos e de 21 para 18 anos para deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores.
No entanto, o relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), retirou esses trechos da proposta e manteve apenas as alterações que tratam da maioridade penal.
Segundo o parlamentar, os dispositivos tratavam de matéria de direitos políticos, “estranha à imputabilidade penal” e ofendiam “o princípio da unidade de matéria”.
Discussões
Governistas, contrários à proposta, obstruíram os trabalhos da comissão na tentativa de adiar a votação. Eles apresentaram requerimento do chamado “kit obstrução”, como pedido de retirada de pauta, mas acabaram derrotados. A discussão, no entanto, se alongou.
A deputada Erika Kokay (PT-DF) disse que a emenda é inconstitucional.
“Estão querendo colocar os adolescentes em um sistema prisional superlotado, em que não há nem segurança alimentar. Está se querendo tirar garantias e direitos fundamentais. Uma cláusula pétrea não pode ser modificada por emenda constitucional. É uma matéria que fere direitos e garantias individuais”, afirmou.
A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) afirmou que a matéria não interessa ao Brasil e que a oposição defende uma falsa solução.
“Não é possível pensar no futuro do Brasil sem pensar nas crianças e nos adolescentes. Não é uma agenda que interessa o futuro do Brasil” afirmou. “Não vai resolver o problema da segurança pública. É um uso eleitoreiro”.
Favorável à PEC, o deputado Lucas Redecker (PSDB-RS) disse que muitos adolescentes cometem crimes pela sensação de se sentirem impunes.
“Eu acho que os adolescentes 16 a 18 anos, que muitas vezes são os ponta de lança dos crimes de facções criminosas e de forma independente, justamente por não terem a questão da punibilidade da maneira que deveriam ter, cometem esses crimes”.
Discussão retomada
A redução da maioridade penal chegou a ser incluída na PEC da Segurança Pública. A proposta, com alterações na política de segurança pública, foi originalmente apresentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sem o dispositivo.
O texto, no entanto, foi levado à votação sem o trecho que previa a mudança. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) disse à época que a discussão sobre a maioridade penal seria tratada em texto separado, em momento oportuno.
O argumento utilizado por Motta para convencer o relator foi a possibilidade de que toda a PEC fosse rejeitada no Senado caso a redução da maioridade penal estivesse presente.


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g1 > Política

Quem são os eleitores independentes e por que eles podem decidir a eleição, segundo a Quaest

O que mostra a pesquisa Quaest de junho
Uma das principais movimentações captadas pela pesquisa Quaest de junho, divulgada nesta quarta-feira (10), ocorreu entre os chamados eleitores independentes, aqueles que não se identificam como lulistas, bolsonaristas, de esquerda nem de direita.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, esse grupo “trocou Flávio por Lula”. Esse eleitorado corresponde a um terço do total e pode decidir a disputa. Os independentes são os eleitores que não se consideram nem de direita, nem de esquerda, nem bolsonaristas, nem lulistas.
Entre maio e junho, Lula ultrapassou Flávio Bolsonaro nesse segmento e abriu uma vantagem de 13 pontos percentuais na simulação de 2º turno entre os pré-candidatos à Presidência.
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Os independentes são os eleitores que não se identificam como lulistas, bolsonaristas, de esquerda ou de direita. Segundo a Quaest, esse grupo representa 32% do eleitorado brasileiro.
Ao analisar a composição do eleitorado, a consultoria conclui que os independentes têm potencial para decidir a eleição. Isso porque os dois principais campos políticos aparecem empatados em tamanho:
33% dos eleitores se definem como lulista (19%) ou de esquerda não lulista (14%);
outros 33% se definem como bolsonarista (12%) ou de direita não bolsonarista (21%).
Nesse cenário, os independentes funcionam como um grupo decisivo para desempatar a disputa entre os dois polos.
“Esses independentes pragmáticos são menos ideológicos. Para eles, democracia é muito importante, assim como segurança pública, corrupção e desburocratização”, diz o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Reprodução
Independentes no 1º turno
Dados da pesquisa divulgada nesta semana mostram que, entre os eleitores independentes, 28% dizem votar em Lula no primeiro turno, enquanto 14% preferem Flávio Bolsonaro.
Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%; Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), com 4% cada; Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP), com 2%; e Joaquim Barbosa (DC), com 1%.
Entre os independentes, 19% se declaram indecisos. Outros 18% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo, ou que não devem comparecer às urnas.
Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Caiado e Zema
Divulgação e reprodução
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.
Independentes no 2º turno
Já no segundo turno, houve uma mudança importante em relação ao levantamento de maio. Entre os eleitores independentes, a intenção de voto em Lula subiu de 29% para 37%, um avanço de oito pontos percentuais. No mesmo período, Flávio Bolsonaro caiu de 31% para 24%, uma redução de sete pontos.
Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro considerando apenas eleitores que se dizem independentes.
Arte/g1
Segundo Nunes, a maioria dos eleitores independentes está “desanimado, apático e está se abstendo do processo eleitoral. Dos 32% dos independentes, só 10% tendem a votar na eleição”, diz.
Na pesquisa mais recente, o percentual de quem não vai votar saiu de 35% para 30%, e os indecisos passaram de 5% para 9%.
Pesquisa com todos os públicos
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) com todos os grupos políticos mostra que o presidente Lula (PT) lidera com 44% das intenções de voto em um eventual 2º turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 38%. Não há mais empate técnico entre eles.
Na pesquisa anterior, divulgada em maio, Lula tinha 42%, e Flávio Bolsonaro, 41%. Em abril, era o senador quem aparecia numericamente à frente, com 42% contra 40% de Lula. Em março, os dois estavam numericamente empatados, com 41% cada.
Quaest: Intenção de voto para segundo turno – Lula X Flávio Bolsonaro (junho/2026)
Arte/g1
A pesquisa marca a mudança de um quadro que mostrava empate técnico desde março. Agora, Lula abre uma vantagem de seis pontos sobre o adversário.
Ainda assim, o cenário é mais acirrado do que já foi quando a série de pesquisas da Quaest começou, em agosto de 2025. Naquela época, Lula tinha dezesseis pontos de vantagem. Em dezembro, caiu para dez pontos. Foi no fim do ano que Flávio Bolsonaro anunciou que seria candidato.


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g1 > Política

Diplomatas apostam em encontro de Lula com Trump no G7 para evitar novas tarifas dos EUA contra o Brasil

Planalto aposta em encontro entre Lula e Trump no G7
Diplomatas brasileiros apostam em um eventual novo encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o encontro do G7, na França, destravar negociações sobre ameaça de novas tarifas ao Brasil.
O governo brasileiro avalia que as recomendações de novas tarifas contra o Brasil têm caráter político e desconsideram os argumentos técnicos apresentados ao longo dos últimos meses.
Nas últimas semanas, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) recomendou, por exemplo, que o Brasil seja taxado por práticas econômicas desleais contra empresários americanos.
Entre os itens incluídos na recomendação estão o PIX, o etanol, o combate ao desmatamento e a propriedade intelectual.
Essa recomendação, ainda não implementada, foi feita com base na chamada Seção 301 da lei comercial americana, instrumento criado na década de 1970.
Desde julho de 2025, quando o governo Trump anunciou a abertura da investigação comercial, foram diversas conversas entre integrantes dos governos brasileiro e americano, seja por telefone, videoconferência ou reuniões em Washington.
Conforme relatos sobre das negociações, em todas essas conversas, foram apresentados dados oficiais às autoridades americanas; questionamentos foram respondidos; e dúvidas, esclarecidas.
Diplomatas a par das negociações avaliam que estes argumentos foram desconsiderados, entre os quais os que demonstram que nos últimos anos o Brasil vem buscando combater o desmatamento ilegal.
O Brasil não faz parte do G7, mas, a exemplo de edições anteriores, Lula foi convidado pelo anfitrião do encontro – neste ano, o presidente da França, Emmanuel Macron. O encontro acontece na próxima semana.
Lula e Trump já se encontraram na Malásia, em outubro de 2025, e em Washington, em maio deste ano – além de uma rápida conversa no ano passado em Nova York (EUA), durante assembleia da Organização das Nações Unidas.
Integrantes do Palácio do Planalto entendem que, como no USTR as conversas técnicas não têm evoluído, um possível caminho é um encontro direto entre Lula e Trump.
Lula e Trump em encontro na Casa Branca
Ricardo Stuckert
Lei da Reciprocidade
Diante do tarifaço americano contra o Brasil, o Congresso Nacional, com o apoio do governo, aprovou a chamada Lei da Reciprocidade, que permite ao Estado brasileiro agir na mesma proporção caso algum parceiro econômico adote medida que implique em prejuízo à economia do país.
Ao longo das últimas semanas, o governo brasileiro emitiu dois comunicados oficiais nos quais fez referência a essa lei.
Entretanto, no Itamaraty, diplomatas afirmam que, apesar de ter o instrumento à disposição, o governo deve insistir nas negociações políticas e diplomáticas.
Isso porque os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás somente da China. Portanto, poderia ser ruim pra economia adotar a lei da reciprocidade, prejudicando o comércio bilateral.


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g1 > Política

STJ ouve testemunhas em processo disciplinar contra ministro Buzzi, suspeito de importunação sexual

Marco Buzzi, ministro do STJ afastado por assédio, segue recebendo R$ 100 mil
Testemunhas de acusação e de defesa começam a ser ouvidas a partir das 9h desta quinta-feira (11) no âmbito do processo administrativo disciplinar que apura a conduta do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele é suspeito de importunar sexualmente duas mulheres.
Uma delas é uma jovem, filha de um casal de amigos de Buzzi, que relatou ter sido tocada pelo ministro dentro do mar, em uma praia em Santa Catarina, em janeiro deste ano. Ela registrou um boletim de ocorrência na ocasião.
A outra é uma ex-funcionária terceirizada do gabinete de Buzzi que narrou situações em que o magistrado teria tocado suas nádegas, segurado seus braços e feito comentários inapropriados, entre 2023 e 2025.
Entre as testemunhas de acusação serão ouvidos os pais da jovem que fez a primeira denúncia, que passavam férias na casa de praia de Buzzi, e servidores do gabinete dele.
Em abril, o blog da Andréia Sadi revelou vídeos de depoimentos de servidores do gabinete que disseram que a ex-funcionária terceirizada se queixava da conduta do ministro no dia a dia do trabalho.
Entre as testemunhas arroladas pela defesa — 16 no total — estão pessoas que estavam na praia perto do local onde a primeira jovem contou ter sido assediada.
Na defesa prévia feita anteriormente, os advogados de Buzzi, que negam a ocorrência de crimes, já haviam apresentado depoimentos por escrito de pessoas que estavam na praia.
O processo
O processo administrativo disciplinar (PAD) foi aberto em abril, por decisão unânime do plenário do STJ. Na ocasião, os membros do tribunal também decidiram manter Buzzi afastado do cargo.
Ele está afastado das funções desde fevereiro deste ano, quando foi realizada uma apuração preliminar que apontou para a necessidade de abertura do processo disciplinar.
A audiência desta quinta-feira (10) será híbrida, com parte dos depoimentos presencial no STJ e parte por meio de videoconferência.
As testemunhas serão ouvidas pela comissão responsável pela instrução do PAD, formada pelos ministros Luis Felipe Salomão — que preside os trabalhos —, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva. Eles foram escolhidos por sorteio.
O relatório final dessa comissão, que pode propor punições para Buzzi, deverá ser votado no plenário do STJ. Não há uma data para essa votação. Uma eventual punição pode levar à aposentadoria compulsória do ministro.
Em paralelo ao processo no STJ, Buzzi é alvo de um procedimento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e de um inquérito criminal no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.
O inquérito no Supremo foi aberto a pedido da Procuradoria-Geral da República para investigar a possível prática do crime de importunação sexual.
Ministro do STJ Marco Buzzi
Luiz Silveira/Agência CNJ


Fonte:

g1 > Política