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Camila Mendes e elenco de ‘Mestres do Universo’ virão ao Brasil para divulgar o live-action de He-Man

Os fãs de He-Man já podem comemorar: a Sony Pictures confirmou que parte do elenco desembarca no Brasil ainda em maio para promover o aguardado filme inspirado no clássico dos anos 80. Entre os nomes confirmados estão Camila Mendes, Nicholas Galitzine e o diretor Travis Knight. A passagem acontecerá em São Paulo, poucas semanas antes da estreia oficial do longa nos cinemas.
A nova adaptação de “He-Man” promete transformar um dos maiores ícones da cultura pop em uma superprodução épica. No filme, Nicholas Galitzine interpreta o Príncipe Adam, que precisa aceitar seu destino como He-Man para enfrentar o terrível Esqueleto e salvar Eternia da destruição.
Um dos grandes destaques do projeto é justamente Camila Mendes, atriz conhecida mundialmente por viver Veronica em Riverdale. Filha de brasileiros, a atriz interpreta Teela, guerreira responsável pela proteção da família real de Eternia e uma das personagens mais queridas da franquia.
O elenco ainda reúne nomes de peso de Hollywood, incluindo Jared Leto como Esqueleto, Idris Elba como Mentor, Alison Brie no papel de Maligna e Morena Baccarin como a Feiticeira de Grayskull.
Dirigido por Travis Knight, conhecido por e , o longa aposta em uma abordagem mais grandiosa e emocional para apresentar He-Man a uma nova geração. A produção também vem chamando atenção pelo enorme orçamento e pelos efeitos visuais, que prometem recriar Eternia em escala cinematográfica.
Além da nostalgia, “Mestres do Universo” chega cercado de expectativa por tentar repetir o sucesso recente de adaptações live-action de franquias clássicas. Com trailers cheios de ação, batalhas épicas e visuais inspirados na animação original, o filme já aparece entre os lançamentos mais aguardados de 2026.
O live-action de “Mestres do Universo” estreia nos cinemas brasileiros dia 4 de junho de 2026.


Fonte: Jovem Pan

Influenciador é preso suspeito de forjar furto para filmar e postar na internet

O influenciador Luan Lennon e mais duas pessoas de sua equipe foram presas após forjarem um furto no centro do Rio de Janeiro na madrugada de quinta-feira (7), para filmar e postar na internet. A informação foi confirmada pelos policiais da 4ª DP (Praça da República).
Os agentes da Polícia Civil explicaram que Luan Lennon Camacho Braga Oliveira deixou o vidro de um carro aberto e planejou com um flanelinha que ele ofereceria R$ 30 a um pedestre para furtar um celular que estava dentro do veículo.
Ainda segundo os policiais, toda a ação teria sido gravada pelo influenciador em um carro do outro lado da rua para posteriormente ser publicada na internet. Em seguida, ainda segundo a polícia, ele abordou o suposto ladrão e tentou dar voz de prisão.

A 4º DP informou que os presos e o flanelinha ainda podem responder por fraude processual e foram presos em flagrante. “Os três foram ouvidos e autuados em flagrante pelo crime de denunciação caluniosa. As investigações prosseguem para esclarecer todos os fatos e identificar possíveis outros envolvidos”, disse a Polícia Civil em nota.
A Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM) informou em nota que, na quinta-feira, equipes do 5º BPM (Praça da Harmonia) foram acionadas à Praça da República para checar uma ocorrência de possível furto de telefone celular. “No local, os policiais encontraram um homem detido por populares. Um telefone celular foi apreendido. Um homem se apresentou como vítima e outros três como testemunhas. Todos foram conduzidos à 4ª DP para apreciação dos fatos”, informou nota da Polícia Militar.

O Instagram de Lennon tem mais de um mihão de seguidores e é onde o candidato a vereador pelo PL em 2024 se descreve como “carioca, de 23 anos, empresário e acadêmico de Direito”, além de afirmar estar “combatendo a desordem em todo Estado do Rio de Janeiro!”.


Fonte: Jovem Pan

PT e partidos de esquerda irão ao STF contra dosimetria a Bolsonaro

O Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Verde (PV) informaram nesta sexta-feira (8) que irão contestar no Supremo Tribunal Federal (STF) a Lei da Dosimetria, que estabelece a redução de pena dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e três meses de prisão, é um dos beneficiados pela norma.
Por meio de nota, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a norma “representa um retrocesso no enfrentamento aos crimes contra a democracia”. “Em um momento em que a sociedade cobra punições mais duras para crimes graves, perdoar quem planejou assassinatos é uma contradição que não pode passar em branco”, declarou.
Em 30 de abril, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial ao projeto de lei nº 2.162/2023, o chamado PL da Dosimetria. Após a decisão do Legislativo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha até quarta-feira (6) para promulgar a norma. No mesmo dia, o petista viajou aos Estados Unidos para reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump. Assim, a tarefa de oficializar o dispositivo ficou a cargo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O senador promulgou a lei também nesta sexta-feira. Logo depois, a Federação PSOL-Rede e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) peticionaram no STF, cada uma, medida cautelar para suspender “a eficácia” da norma.
O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado para assumir a relatoria das ações. Em despacho, o magistrado pediu que o Congresso Nacional e a Presidência da República enviem informações sobre o tema em até cinco dias.
Moraes ainda determinou que as informações sejam remetidas à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Procuradoria-Geral da União (PGR) para manifestação. “Diante do pedido de medida cautelar, mostra-se adequada a adoção do rito”, justificou o ministro.

Leia a íntegra da nota do presidente do PT
O Congresso Nacional, depois de derrubar o veto do presidente Lula, promulgou o chamado projeto de lei da dosimetria.
A proposta representa um retrocesso no enfrentamento aos crimes contra a democracia e aos crimes gravíssimos, já que as investigações apontaram provas irrefutáveis de que houve um plano para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes.
Os atos golpistas de 8 de janeiro foram ataques organizados contra a soberania do voto popular e contra o Estado Democrático de Direito.
E ainda, em um momento em que a sociedade cobra punições mais duras para crimes graves, perdoar quem planejou assassinatos é uma contradição que não pode passar em branco: enquanto dizem defender a segurança dos brasileiros, protegem os próprios interesses, e não os interesses do povo e da nossa democracia.
O PT e os partidos aliados defensores da democracia vão tomar as medidas judiciais cabíveis contra essa proposta que afronta a democracia e a segurança pública do país.
Edinho Silva
Presidente Nacional do PT


Fonte: Jovem Pan

Relatoria de ações contra a Lei da Dosimetria é atribuída a Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta sexta-feira (8) para assumir a relatoria dos processos contra a Lei da Dosimetria, que estabelece a redução de pena dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em despacho, o magistrado pediu que o Congresso Nacional e a Presidência da República enviem informações sobre o tema em até cinco dias.
Moraes ainda determinou que as informações sejam remetidas à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Procuradoria-Geral da União (PGR) para manifestação. “Diante do pedido de medida cautelar, mostra-se adequada a adoção do rito”, justificou o ministro.
A lei foi promulgada também nesta sexta-feira pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Logo depois, a Federação PSOL-Rede e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) peticionaram, cada uma, medida cautelar para suspender “a eficácia” da norma.
Em 30 de abril, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial ao projeto de lei nº 2.162/2023, o chamado PL da Dosimetria. Após a decisão do Legislativo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha até quarta-feira (6) para promulgar a norma. No mesmo dia, o petista viajou aos Estados Unidos para reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump. Assim, a tarefa de oficializar o dispositivo ficou a cargo de Alcolumbre.

PT e partidos de esquerda irão ao STF
O Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Verde (PV) informaram nesta sexta-feira que irão contestar no Supremo Tribunal Federal (STF) a Lei da Dosimetria. Por meio de nota, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a norma “representa um retrocesso no enfrentamento aos crimes contra a democracia”.


Fonte: Jovem Pan

Ministério da Saúde afirma que disseminação de hantavírus no Brasil ‘permanece baixa’

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (8) que o risco global de disseminação do hantavírus “permanece baixo”, segundo avaliação mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar do surto da doença com casos confirmados no cruzeiro Hondius, a circulação na América do Sul está sendo investigada sem impacto direto para o Brasil até o momento.
Ainda não há registro da circulação da variante Andes no Brasil, cepa relacionada ao episódio de transmissão interpessoal que aconteceu no navio e também já foram confirmados casos na Argentina e no Chile. Os casos humanos no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas.
Segundo o Ministério da Saúde, os casos confirmados em território brasileiro são transmitidos pelo “contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas de roedores”, uma variante diferente.

O que é o hantavírus?
De acordo com o Ministério da Saúde, a hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), um quadro grave que pode comprometer o sistema respiratório e cardiovascular.
O vírus pertence à família Hantaviridae e tem como reservatórios naturais roedores silvestres, que eliminam o agente infeccioso pela urina, fezes e saliva sem apresentar sintomas ao longo da vida.
A transmissão para humanos ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de aerossóis contaminados a partir das excretas desses animais. Também pode acontecer por contato direto com mucosas — como olhos, boca e nariz —, por ferimentos na pele ou mordidas de roedores. Embora rara, a transmissão entre pessoas já foi registrada em países como Argentina e Chile, associada a um tipo específico do vírus.
Sintomas
Os sintomas da hantavirose podem variar de um quadro inicial inespecífico, com febre, dores no corpo e mal-estar, até formas mais graves, com comprometimento pulmonar e cardíaco.
Nos casos severos, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), exigindo atendimento médico imediato. O período de incubação varia de uma a cinco semanas, podendo chegar a até 60 dias.
Tratamento
Ainda segundo o Ministério da Saúde, não existe tratamento específico para a infecção por hantavírus. O manejo dos pacientes é feito com medidas de suporte, de acordo com a gravidade de cada caso, geralmente em ambiente hospitalar.
Por se tratar de uma doença de evolução rápida e potencialmente fatal, a hantavirose é de notificação compulsória imediata, devendo ser comunicada às autoridades de saúde em até 24 horas.
A pasta também destaca a importância da prevenção, especialmente para profissionais mais expostos, como trabalhadores rurais e equipes de saúde.
O uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras PFF3, luvas, aventais e óculos de proteção, é recomendado em situações de risco, além de medidas que evitem o contato com ambientes contaminados por roedores.


Fonte: Jovem Pan

Caso Master: Mendonça autoriza transferência de ex-presidente do BRB para ‘Papudinha’

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (8) a transferência de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), do Complexo Penitenciário da Papuda para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como “Papudinha”. A informação foi noticiada pelo blog da Malu Gaspar, do jornal O Globo, e confirmada pela Jovem Pan.
Na semana passada, a defesa de Paulo Henrique Costa informou ao Supremo que ele pretende firmar um acordo de delação premiada. No pedido à Corte, os advogados do ex-presidente do BRB argumentaram que o presídio no Complexo da Papuda não oferece as condições de segurança e sigilo necessárias para as negociações de colaboração.
A defesa de Paulo Henrique Costa ainda afirmou que ele é oficial da reserva das Forças Armadas. Algo que, segundo os advogados, “asseguraria” ao ex-presidente do BRB “direito à prisão especial, em sala de Estado-Maior”.
Paulo Henrique Costa está preso preventivamente desde 16 de abril. Ele foi alvo da quarta fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
A prisão de Paulo Henrique Costa se deu depois de a Polícia Federal (PF) identificar um suposto fluxo de propina destinado a ele durante a negociação da venda do Banco Master ao BRB. A corporação ainda apontou que ele teria tido papel central para viabilizar a compra de carteiras fraudulentas da instituição financeira do banqueiro Daniel Vorcaro.
Em troca, Paulo Henrique Costa receberia R$ 146 milhões do dono do Master, incluindo seis imóveis de alto padrão no Distrito Federal e em São Paulo.

Delação de Vorcaro
Na quarta-feira (6), a defesa do banqueiro enviou nova proposta de delação premiada após a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) recusarem o primeiro material de colaboração. A corporação e o órgão entenderam que o conteúdo estava incompleto e não respondia às dúvidas dos investigadores.
O novo material produzido por Vorcaro foi entregue às autoridades em um pen drive. A defesa do banqueiro acredita que a delação irá garantir a sua liberdade. A nova proposta contém uma série de anexos e sugere o pagamento de uma multa bilionária.
A expectativa inicial dos advogados de Vorcaro era de que a PF e a PGR levassem cerca de duas semanas para analisar a documentação, seguidas por mais duas semanas para a realização das oitivas e depoimentos. O prazo é considerado otimista.
Na prática, o trâmite deve se estender por mais tempo. Um dos motivos é que o valor da multa bilionária proposta pela defesa ainda será avaliado pelas autoridades, o que pode gerar uma contraproposta e prolongar as negociações.
Entenda o caso Master
Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial de:

Banco Master S/A;
Banco Master de Investimentos S/A;
Banco Letsbank S/A;
Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do Master, teve o seu encerramento forçado.
O processo de liquidação foi acompanhado pela Operação Compliance Zero. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, Vorcaro foi preso um dia antes. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica. Em 4 de março, ele foi detido novamente.
Segundo as investigações, a instituição financeira oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, o Banco Master passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.
Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.
Em 17 de janeiro, o FGC iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.


Fonte: Jovem Pan

Após derrota de Messias e em semana decisiva para terras raras, governo paga R$ 2,4 bi em emendas

Após a derrota histórica com a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acelerou o pagamento de emendas parlamentares, quitando R$ 2,4 bilhões esta semana.
Segundo o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), do Ministério do Planejamento, ao todo foram pagos quase R$ 3 bilhões em emendas até a quinta-feira (7). O valor corresponde a 17% do que ainda precisa ser pago.
A maior parte da liberação aconteceu na quarta-feira (6), quando a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), com um fundo garantidor para estimular projetos e crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no país.
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A maioria das emendas pagas pelo governo Lula são recursos que precisam ser pagos obrigatoriamente ainda no primeiro semestre de 2026, segundo calendário aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
🗓️O cronograma aprovado na LDO prevê o pagamento de 65% das emendas individuais e de bancada a fundos de saúde e de assistência social e para as transferências especiais, conhecidas como “emendas PIX”, que podem ser aplicadas em qualquer finalidade.
Nesse cenário, a previsão é que o governo tenha que pagar R$ 17,3 bilhões no primeiro semestre, sendo R$ 13,3 bilhões em emendas individuais e outros R$ 4 bilhões para emendas de bancada.
O governo ainda pagou R$ 70 milhões em outras 241 emendas que não se enquadram no calendário do primeiro semestre. Dentre essas outras emendas, 17 partidos foram beneficiados e os parlamentares do PT, com R$ 9,6 milhões.
Como mostrou o g1, às vésperas da votação da indicação de Messias, o governo havia pago apenas R$ 395,2 milhões, o que mostra um aumento de R$ 2,6 bilhões em 20 dias.
O que foi pago?
Dentre os R$ 3 bilhões pagos, 99,5% foram em emendas individuais, quando as indicações para os gastos são vinculadas ao nome de cada um dos parlamentares.
💰 Do total, R$ 2,9 bilhões foram para indicações feitas por deputados federais, que tinham o projeto sobre as terras raras, de interesse do governo, em mãos para votar.
Câmara dos Deputados completa 200 anos com acervo histórico acessível a quem visita o Congresso
Jornal Nacional/ Reprodução
Os senadores receberam R$ 107 milhões em emendas.
Foram enviados ainda R$ 8 milhões em emendas de bancada (destinadas às bancadas estaduais) e R$ 6 milhões em emendas de comissão, que não têm execução obrigatória e dependem de liberação do Planalto.
Disparidade na distribuição
Apesar dos parlamentares justificarem que as emendas são uma importante ferramenta para melhoria da condição social da população brasileira, por não ser centralizada, ainda há disparidade na distribuição.
Além de ser quase três vezes maior que o segundo colocado, o estado do Rio de Janeiro recebeu 236 vezes mais dinheiro que o estado que aparece em último, Sergipe, com R$ 2,8 milhões.
Emendas não garantiram votos a Messias
Apesar do volume baixo de pagamentos feitos antes da votação da indicação de Lula ao STF, o governo empenhou R$ 12 bilhões em emendas parlamentares antes dos senadores deliberarem o nome de Messias.
🔎 Empenhar uma emenda significa que o governo separou esse montante para o pagamento, se comprometendo a liberar o recurso.
Apesar disso, o movimento não garantiu votos e Messias acabou rejeitado, tendo apenas 34 votos favoráveis e 42 contrários. Essa foi a primeira vez em 132 anos que um indicado do presidente da República ao STF foi barrado pelo Senado.


Fonte:

g1 > Política

Lei da Dosimetria começa a valer; entenda o que muda para Bolsonaro e condenados por golpe

A Lei da Dosimetria começou a valer nesta sexta-feira (8) ao ser promulgada pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A medida prevê redução de penas para condenados por atentados golpistas no país e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
🔎O projeto de lei permite a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão no julgamento da trama golpista, e aliados dele.
Apesar de já estar em vigor, a redução de penas não é automática. Conforme a lei, ainda cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) recalcular as punições aos condenados, conforme as novas regras que o projeto determina.
Davi Alcolumbre promulga PL da Dosimetria
➡️ Para isso, a Corte precisará ser provocada, por exemplo, pela defesa de algum dos condenados, pelo Ministério Público ou até por um ministro da Corte, que seja relator de um dos casos da tentativa de golpe
Ao menos 190 pessoas, condenadas por tramar um golpe de Estado no país, podem ser beneficiadas.
A Lei da Dosimetria havia sido vetada pelo presidente Luiz InácioLula da Silva (PT) durante cerimônia em alusão aos três anos das invasões às sedes dos Três Poderes em Brasilia.
No entanto, no dia 30 de abril, o Congresso Nacional derrubou o veto. Lula tinha 48 horas para promulgar o projeto de lei, mas optou por deixar essa ação para Alcolumbre.
O que diz o texto?
O projeto cria uma regra específica para a aplicação das penas de dois crimes contra a democracia: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com pena de 4 a 8 anos de prisão, e golpe de Estado, com pena de 4 a 12 anos.
Segundo o texto, se os dois crimes forem cometidos no mesmo contexto, as penas não poderão ser somadas.
🔎 Nesses casos, a proposta determina a aplicação do chamado “concurso formal de crimes”. Pela regra, vale a pena do crime mais grave, acrescida de um sexto até a metade. A definição do aumento caberá à Justiça.
Atualmente, o STF entende que os dois crimes podem ocorrer ao mesmo tempo, o que permite a soma das penas.
Esse entendimento foi aplicado nas condenações pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 e também no julgamento da tentativa de golpe, que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados
Na prática, a mudança reduz o tempo de punição e pode ser aplicada mesmo a condenados que já cumprem pena – como é o caso de condenados na trama golpista e por atos antidemocráticos de 8/1.
Crimes de multidão e progressão de regime
O projeto também prevê redução da pena de um a dois terços quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança.
Nas condenações do 8 de janeiro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) usou a tese dos chamados “crimes multitudinários”, ou crimes de multidão.
🔎Segundo a literatura jurídica, esses crimes são cometidos por grupos em situações de tumulto, em que uma pessoa influencia a outra a cometer atos ilegais, mesmo sem haver vínculo entre elas.
O projeto também altera as regras de progressão de regime, que definem a passagem do regime fechado para o semiaberto e o aberto.
A proposta permite a saída do regime fechado após o cumprimento de um sexto da pena.
Situação de Bolsonaro
Bolsonaro está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde. Mas, em tese, segue em regime fechado, pois foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe.
Antes, a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal previa que ele só poderia passar do regime fechado para o semiaberto dentro de sete anos, em 2033.
Com a nova lei, isso muda. Especialistas estimam que, agora, o ex-presidente tem chance de migrar de regime em um prazo menor, que varia entre dois e quatro anos.
‘Débora do Batom’
Condenada por participar do episódio em que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, Débora Rodrigues dos Santos foi uma das primeiras a acionar o Supremo para revisão da pena.
Débora foi condenada a 14 anos de prisão pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado; deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada.
Segundo a PF, foi ela quem pichou a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, que fica em frente ao edifício da Corte.
Segundo a PGR, acusados e condenados por trama golpista tiveram responsabilidade pelos atos do 8 de janeiro de 2023.
Na última semana, a defesa dela entrou com um recurso pedindo a revisão de penas com base no PL da Dosimetria. No entanto, o pedido foi rejeitado pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, considerando que a lei ainda não havia sido publicada, portanto, não estaria em vigor.
Com a publicação, os ministros podem começar a revisar as penas conforme a determinação da lei. O texto aprovado no Congresso, no entanto, ainda pode ser alvo de recursos no Supremo.
A base do governo, por exemplo, já anunciou que vai recorrer. O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), afirmou que pretende anunciar em breve a judicialização da medida.


Fonte:

g1 > Política

STJ decide que aluguel de imóvel residencial em condomínio por Airbnb depende de autorização de dois terços dos condôminos

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a locação de imóveis residenciais em condomínios para estadias curtas – como as realizadas por plataformas no modelo Airbnb – depende de autorização em assembleia com aprovação de pelo menos dois terços dos condôminos.
STJ decide que aluguel de imóvel residencial em condomínio por Airbnb depende de autorização de dois terços dos moradores
Reprodução/TV Vanguarda
Em nota, o Airbnb afirmou que a decisão se refere a caso pontual, não é definitiva e não proíbe a locação. Diz ainda que restringir a locação é inconstitucional e vai recorrer da decisão. (veja íntegra da manifestação no fim da reportagem)
A decisão da Segunda Seção do STJ foi tomada na última quinta-feira (7). O caso envolvia a locação de um apartamento em Minas Gerais – a proprietária havia recorrido de decisão tomada pelo Tribunal de Justiça (TJMG) proibindo a locação sem autorização do condomínio. O Airbnb também participou da ação como interessado no processo.
A maioria dos ministros entendeu que a locação dos imóveis neste formato descaracteriza o caráter residencial, o que exige autorização do condomínio. Segundo o STJ, a decisão uniformiza o entendimento do tribunal sobre o tema.
Vídeos em alta no g1
Rotatividade
A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, entendeu que os contratos intermediados por sistemas como o Airbnb são atípicos, porque não configuram nem locação residencial nem hospedagem hoteleira tradicional.
“O meio de disponibilização do imóvel não caracteriza a natureza jurídica do negócio. É irrelevante, para a classificação jurídica, se a oferta a terceiros foi realizada por meio de plataformas digitais (de que é exemplo o Airbnb), imobiliárias, panfletos afixados nas portarias dos edifícios ou anúncios em classificados. Assim, tanto um contrato de locação residencial por temporada, quanto um contrato de hospedagem, podem ser firmados por plataforma digital, sem que sua natureza jurídica reste descaracterizada”, afirmou.
Para a ministra, a realização dos contratos de estadia de curta temporada causa efeitos concretos no dia a dia dos condomínios, como o aumento da rotatividade de pessoas no local, o que gera impactos na segurança e no sossego dos moradores.
A ministra relatora do caso, Nancy Andrighi.
Max Rocha/STJ
Por conta disso, a ministra ressaltou que se aplicam no caso as regras do Código Civil para mudança na destinação do edifício.
“A mudança na destinação do condomínio deve ser aprovada por dois terços dos condôminos; na ausência de tal aprovação, a utilização pretendida pela recorrente está vedada diante da previsão de uso residencial das unidades”, concluiu Andrighi.
Veja abaixo a íntegra da nota do Airbnb:
A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) refere-se a um caso específico e pontual, não é definitiva e não determina a proibição da locação via Airbnb em condomínios. Proibir ou restringir a locação por temporada viola o direito constitucional de propriedade de quem aluga o seu imóvel. Neste contexto, o Airbnb tomará as medidas legais cabíveis e seguirá ao lado dos anfitriões, avaliando todos os caminhos para que a comunidade continue a exercer seu direito legal de gerar renda com seus próprios imóveis. No Brasil, um estudo da Fundação Getulio Vargas mostrou que a plataforma contribuiu com quase R$100 bilhões para as economias locais em um ano. Esta decisão tem o potencial de impactar não só os anfitriões, mas todo o ecossistema que depende dessa renda, como comércios e fornecedores locais.


Fonte:

g1 > Política

Relator de ações que questionam Lei da Dosimetria, Moraes pede informações à Presidência e ao Congresso

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi escolhido relator de ações apresentadas ao tribunal que questionam a validade da chamada Lei da Dosimetria.
Moraes já pediu informações sobre o tema à Presidência da República e ao Congresso Nacional – ambos terão 5 dias para responder. Depois, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) terão 3 dias para se manifestar.
🔎O projeto de lei permite a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, incluindo a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão no julgamento da trama golpista, e aliados dele.
(esta reportagem está em atualização)


Fonte:

g1 > Política