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História da polêmica colisão entre Michael Schumacher e Damon Hill em Adelaide que decidiu o título de 1994

A temporada de 1994 da Fórmula 1 é frequentemente lembrada por dois eventos distintos: a tragédia de Ímola que vitimou Ayrton Senna e Roland Ratzenberger, e o controverso final no Grande Prêmio da Austrália. A polêmica colisão entre Michael Schumacher e Damon Hill em Adelaide, que decidiu o título de 1994, permanece como um dos momentos mais debatidos da história do automobilismo. Chegando à última corrida separados por apenas um ponto, o piloto alemão da Benetton e o britânico da Williams protagonizaram um duelo tenso que terminou na volta 36, definindo o campeonato de forma abrupta e, para muitos, inconclusiva sob o ponto de vista da ética esportiva.
História e cronologia da temporada de 1994
Para compreender a magnitude do incidente em Adelaide, é necessário analisar o contexto volátil daquele ano. A Fórmula 1 passava por uma revolução técnica com a proibição de assistências eletrônicas, o que tornou os carros instáveis e perigosos.
A trajetória até a batida seguiu uma narrativa dramática:

Domínio inicial da Benetton: Michael Schumacher venceu as quatro primeiras corridas, estabelecendo uma vantagem considerável.
A tragédia de Ímola: A morte de Ayrton Senna colocou Damon Hill na posição de líder da Williams, com a responsabilidade de carregar a equipe emocionalmente abalada.
Penalidades e desclassificações:

Schumacher foi desclassificado do GP da Grã-Bretanha por ignorar bandeiras pretas.
O alemão perdeu a vitória no GP da Bélgica devido ao desgaste excessivo da prancha de madeira do assoalho.
Foi banido de duas corridas (Itália e Portugal) como punição pelos eventos em Silverstone.

A recuperação de Hill: Aproveitando as ausências e punições do rival, Damon Hill venceu em Monza, Estoril e Suzuka (numa performance épica na chuva), reduzindo a diferença para apenas um ponto antes da final na Austrália (92 a 91).

Regras, funcionamento e análise técnica do incidente
O incidente em Adelaide não foi apenas uma batida comum; foi um estudo de caso sobre as regras de conduta na pista e a telemetria dos carros. O regulamento esportivo da FIA previa punições severas para colisões evitáveis, mas a interpretação dos comissários na época foi de “incidente de corrida”.
A dinâmica técnica da colisão ocorreu da seguinte maneira:

O erro não forçado: Na volta 36, Schumacher, liderando a prova sob pressão de Hill, saiu da pista na curva East Terrace. Ele colidiu com o muro de concreto com o lado direito do carro.
O retorno à pista: O alemão trouxe o Benetton B194 de volta ao traçado, mas com a suspensão aparentemente danificada. A perda de ritmo foi imediata.
A tentativa de ultrapassagem: Damon Hill, vendo a oportunidade na curva seguinte, mergulhou por dentro para tomar a posição.
O fechamento da porta: Schumacher girou o volante bruscamente para a direita, fechando a tangência. O pneu dianteiro esquerdo da Williams tocou na lateral do Benetton, lançando o carro do alemão ao ar e contra a barreira de pneus.

A controvérsia reside na intencionalidade. Críticos e analistas apontam que, ao bater no muro momentos antes, Schumacher sabia que seu carro estava terminalmente danificado. A manobra subsequente seria, portanto, uma tentativa deliberada de eliminar o único rival capaz de tirar-lhe o título. Como ambos abandonaram (Hill com a suspensão quebrada pelo impacto), a pontuação manteve-se inalterada.
Títulos e recordes envolvidos
A resolução deste campeonato teve implicações profundas nas estatísticas da Fórmula 1 e nas carreiras dos envolvidos. A colisão garantiu que o troféu fosse para a Alemanha, mas deixou marcas duradouras.
Impactos diretos nos registros históricos:

Primeiro título de Schumacher: Foi o primeiro dos sete campeonatos mundiais conquistados por Michael, iniciando uma era de domínio que se consolidaria anos depois na Ferrari.
Campeonato de Construtores: Apesar de perder o título de pilotos, a Williams conquistou o Campeonato de Construtores de 1994, um prêmio de consolação para uma equipe devastada pelas perdas do ano.
Jejum britânico: A derrota de Hill adiou o sonho do título mundial para a família Hill, que só se concretizaria em 1996. Damon tornou-se o primeiro filho de um campeão mundial (Graham Hill) a também vencer a categoria.
Estatísticas da Benetton: Este foi o primeiro título de pilotos da equipe Benetton, que repetiria o feito em 1995 antes de declinar e ser vendida.

Curiosidades e bastidores
O incidente em Adelaide gerou uma série de fatos curiosos e declarações que ecoam até hoje no paddock da Fórmula 1. A percepção sobre o ocorrido mudou ao longo das décadas, especialmente após incidentes similares.
Detalhes que marcaram o evento:

A profecia de 1997: Três anos depois, em Jerez, Schumacher tentou uma manobra idêntica contra Jacques Villeneuve para decidir o título. Desta vez, a manobra falhou (Villeneuve continuou na prova) e a FIA, sob pressão do precedente de 1994, desclassificou Schumacher de todo o campeonato de 1997.
O perdão de Hill: Damon Hill manteve uma postura diplomática por anos. Em entrevistas recentes, ele admitiu acreditar que a manobra foi deliberada, mas afirmou não guardar rancor, reconhecendo a mentalidade competitiva extrema de Schumacher.
Dedicatória a Senna: Imediatamente após a corrida, em meio à confusão e celebração, Schumacher dedicou seu primeiro título a Ayrton Senna, afirmando que o brasileiro seria o campeão legítimo se não fosse o acidente em Ímola.
A posição dos comissários: Não houve inquérito oficial profundo ou análise de telemetria pública imediatamente após a prova, algo que seria padrão na F1 moderna. A decisão foi tomada com base na observação visual de que Schumacher “tinha o direito à curva” por estar à frente.

A colisão em Adelaide transcendeu a disputa por pontos e tornou-se um marco cultural no esporte. Ela definiu o caráter “ruthless” (impiedoso) de Michael Schumacher, estabelecendo um precedente perigoso sobre o que era aceitável na busca pela vitória. Para a Fórmula 1, aquele domingo na Austrália encerrou um ano de luto e caos com um ponto de exclamação polêmico, garantindo que a temporada de 1994 jamais fosse esquecida, tanto pelas tragédias quanto pela batalha feroz que se estendeu até a última curva.


Fonte: Jovem Pan

Brasileirão com gol de ouro? As regras que fariam você pirar hoje

A bola viaja em câmera lenta. O estádio inteiro prende a respiração, um silêncio ensurdecedor que antecede a explosão. É a prorrogação, o placar está zerado e o cansaço devora as pernas dos jogadores. Um chute. Um desvio. A rede balança. Fim de jogo. Fim do campeonato. Sem chance de reação, sem tempo para mais nada. Esse era o drama puro, a agonia e o êxtase instantâneos do gol de ouro, uma das várias regras antigas que já transformaram o Campeonato Brasileiro em um caldeirão de emoções imprevisíveis.
Hoje, com o VAR e regulamentos cada vez mais padronizados, é quase impossível imaginar um cenário assim. Mas o futebol brasileiro já foi palco de ideias que beiravam a genialidade para uns e a loucura para outros. Prepare-se para relembrar as regras que moldaram campeões, provocaram discussões acaloradas e deixaram uma saudade agridoce no coração do torcedor.

Morte súbita: o drama do gol de ouro
A regra era simples e brutal: na prorrogação, o primeiro time a marcar um gol vencia a partida imediatamente. Não havia segundo tempo, não havia chance de empate. Era o nocaute no futebol, um golpe que definia o destino de um ano inteiro de trabalho em um único lance.

Tensão no limite: A regra criava uma atmosfera de suspense incomparável. Cada escanteio era uma final, cada falta perto da área paralisia o coração.
Estratégia do medo: Muitas vezes, o medo de sofrer o gol de ouro era maior que a vontade de marcar. Isso resultava em prorrogações truncadas, com times se defendendo desesperadamente, esperando um erro do adversário.
O fim da esperança: Para o time que sofria o gol, a sensação era de impotência absoluta. O apito final soava junto com o grito de gol do adversário, um fim de festa cruel e imediato.

A vantagem que valia um título
Imagine chegar a uma final de campeonato podendo empatar os dois jogos para ser campeão. Parece surreal, não é? Mas o mata-mata com vantagem foi uma realidade por anos no Brasileirão. O time de melhor campanha na fase inicial carregava um benefício gigantesco para as fases decisivas.

Mérito ou injustiça? A regra premiava a regularidade, dando um valor imenso à primeira fase. No entanto, para os críticos, ela tirava parte do brilho e da imprevisibilidade do mata-mata.
O drama do “precisar vencer”: A pressão era toda do time sem a vantagem. Ele precisava atacar, se expor, enquanto o adversário podia cozinhar o jogo, administrar o resultado e jogar pelo empate que valia taça.
Campeões no regulamento: Vários títulos foram decididos assim, com o campeão levantando o troféu após dois empates na final, gerando debates acalorados que duram até hoje nas mesas de bar.

A “lei do ex”: a regra que não está no papel
Ela nunca foi escrita em nenhum regulamento da CBF, mas todo torcedor a conhece e a teme. A “lei do ex” é o fenômeno sobrenatural do futebol brasileiro, a certeza de que um jogador irá marcar um gol decisivo justamente contra o seu antigo clube. Não é uma regra, mas é implacável como se fosse.
É aquele atacante que não marcava há meses e, de repente, encontra o caminho do gol contra o time que o revelou. É o zagueiro que nunca sobe para cabecear, mas decide o jogo com um gol no último minuto contra a torcida que um dia o aplaudiu. Essa “regra” não tem lógica, mas alimenta a paixão, a corneta e o folclore do nosso futebol, provando que algumas coisas no esporte simplesmente não se explicam.
Esqueça por um instante a análise tática refinada e as estatísticas de posse de bola. Houve um tempo em que o Brasileirão era decidido na sorte de um desvio, na força de um regulamento ou na “vingança” de um ex-jogador. Eram regras que hoje parecem absurdas, mas que injetavam uma dose cavalar de imprevisibilidade e drama, transformando cada partida em um evento épico. O futebol mudou, mas a memória desses momentos de pura paixão permanece viva, nos lembrando por que esse esporte é tão fascinante.


Fonte: Jovem Pan

Maiores artilheiros do Brasileirão: a lista histórica de goleadores

O Campeonato Brasileiro, ao longo de suas décadas de história, consagrou jogadores que se tornaram lendas por uma habilidade especial: a de marcar gols. Entender quem são os maiores artilheiros da história do Campeonato Brasileiro somando todas as edições é mergulhar em uma rica narrativa do futebol nacional, marcada por ídolos de diferentes gerações e estilos. A lista é liderada por nomes que se tornaram sinônimos de seus clubes e que definiram o padrão de excelência para um centroavante no país.
Este artigo apresenta o ranking detalhado dos maiores goleadores, analisa o perfil dos recordistas e contextualiza seus feitos, oferecendo uma fonte de consulta completa e precisa sobre o tema. A contagem considera os gols marcados desde 1971, ano em que a competição passou a ser nomeada oficialmente como Campeonato Brasileiro.

O ranking dos 10 maiores goleadores da história
A lista dos maiores artilheiros do Brasileirão é um verdadeiro panteão de craques. A liderança isolada de Roberto Dinamite, com uma marca estabelecida ao longo de quase duas décadas, destaca-se como um dos recordes mais sólidos do esporte nacional. Abaixo, o ranking com os dez jogadores que mais balançaram as redes na história da competição.
Roberto Dinamite: 190 gols (principalmente pelo Vasco da Gama);
Fred: 158 gols (principalmente por Fluminense, Atlético-MG e Cruzeiro);
Romário: 154 gols (principalmente por Vasco da Gama, Flamengo e Fluminense);
Edmundo: 153 gols (principalmente por Vasco da Gama e Palmeiras);
Zico: 135 gols (pelo Flamengo);
Túlio Maravilha: 129 gols (principalmente por Goiás e Botafogo);
Serginho Chulapa: 127 gols (principalmente por São Paulo e Santos);
Washington: 126 gols (principalmente por Athletico-PR, Fluminense e São Paulo);
Luís Fabiano: 117 gols (principalmente por São Paulo e Ponte Preta);
Dadá Maravilha: 113 gols (principalmente por Atlético-MG e Internacional)
Análise dos recordistas: longevidade e momentos marcantes
Mais do que apenas números, as posições no ranking revelam diferentes perfis de atletas e épocas do futebol brasileiro. A análise dos primeiros colocados mostra como a combinação de talento, consistência e identificação com um clube foi fundamental para a construção desses legados.
Roberto Dinamite (190 gols): O maior artilheiro da história do campeonato é o símbolo máximo da longevidade e da lealdade. A vasta maioria de seus gols foi marcada com a camisa do Vasco da Gama, clube pelo qual se tornou o maior ídolo. Sua capacidade de finalização e presença de área o mantiveram no topo por quase 20 anos.
Fred (158 gols): O único jogador do século XXI a figurar no top 3, Fred demonstrou que ainda é possível construir uma carreira de recordes no futebol brasileiro moderno. Ídolo do Fluminense, foi artilheiro da competição três vezes e se destacou pela inteligência posicional e faro de gol apurado.
Romário e Edmundo (154 e 153 gols): A dupla representa a genialidade e a intensidade dos anos 90. Romário, com uma média de gols impressionante, foi artilheiro em três edições, incluindo o recorde de 29 gols na era dos pontos corridos com 20 times (em 2005, aos 39 anos). Edmundo, conhecido como “Animal”, teve temporadas explosivas, como a de 1997 pelo Vasco, quando foi artilheiro e campeão.
Zico (135 gols): O caso de Zico é único. Embora não fosse um centroavante de ofício, o “Galinho de Quintino” figura no top 5, tendo marcado todos os seus gols pelo Flamengo. Sua marca evidencia uma qualidade técnica fora do comum, com gols de falta, chutes de longa distância e infiltrações precisas.
Curiosidades e outros nomes notáveis da artilharia
Além do ranking geral, a história da artilharia do Brasileirão é repleta de fatos marcantes e outros recordes que merecem destaque.
Artilheiros em uma única edição: O recorde de gols em uma só edição do Campeonato Brasileiro pertence a Washington, o “Coração Valente”, que marcou 34 gols pelo Athletico-PR em 2004;
Maiores artilheiros por pontos corridos: Desde que o formato foi adotado em 2003, Fred é o maior goleador, com 158 gols, seguido por Diego Souza, com 130 gols;
Tricampeões da artilharia: Apenas três jogadores foram artilheiros do Brasileirão em três ocasiões diferentes: Dadá Maravilha, Túlio Maravilha e Fred;
A unificação dos títulos: Em 2010, a CBF unificou os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Robertão) ao Campeonato Brasileiro. No entanto, a lista de artilheiros historicamente mais utilizada e referenciada considera apenas os gols a partir de 1971, quando a competição adotou seu nome atual;
A lista de maiores goleadores do Campeonato Brasileiro é um registro histórico da excelência ofensiva no futebol nacional. Liderada pelo lendário Roberto Dinamite, ela reúne atletas que não apenas marcaram gols, mas também definiram eras, conquistaram títulos e se eternizaram na memória dos torcedores. Seus feitos continuam a ser o parâmetro para as novas gerações de atacantes que buscam deixar sua marca na principal competição do país.


Fonte: Jovem Pan

Guia do volante da F1: para que servem os botões e luzes

O volante de um carro de Fórmula 1 é uma das peças de engenharia mais complexas e vitais do esporte, funcionando como o cérebro e o centro de comando do piloto. Longe de ser apenas um dispositivo para direcionar o veículo, ele concentra dezenas de botões, seletores rotativos e luzes que permitem ao piloto gerenciar em tempo real todos os aspectos do carro, desde a estratégia de corrida até os mínimos ajustes de performance. Entender para que servem todos os botões e luzes no complexo volante de um carro de Fórmula 1 é fundamental para compreender a profundidade técnica e a habilidade exigida dos competidores. Este artigo detalha as principais funções encontradas neste equipamento de alta tecnologia.
Funções essenciais de pilotagem e comunicação
Os botões mais acessíveis e frequentemente utilizados no volante controlam as funções imediatas de pilotagem, segurança e comunicação com a equipe. Eles são posicionados para permitir que o piloto os acione rapidamente, sem tirar a atenção da pista.

DRS (Drag Reduction System): Geralmente um botão proeminente no topo do volante, ativa a asa traseira móvel em zonas de ultrapassagem designadas, reduzindo o arrasto aerodinâmico para aumentar a velocidade em retas.
Rádio (Radio): Ativa a comunicação por rádio com a equipe nos boxes. Essencial para receber instruções, relatar problemas e discutir estratégia.
Limitador de Pit Lane (Pit Limiter): Limita a velocidade do carro ao entrar no pit lane, garantindo que o piloto não exceda o limite de velocidade regulamentar e evite penalidades.
Ponto Morto (Neutral): Um botão marcado com “N” que coloca o carro em ponto morto. Usado principalmente quando o carro para, como após uma rodada ou nos boxes.
Bebida (Drink): Ativa um sistema que bombeia fluido para o capacete do piloto, essencial para a hidratação durante corridas longas e quentes.
Ultrapassagem (Overtake/OT): Libera a potência máxima disponível do motor e do sistema de recuperação de energia (ERS) por um período limitado, fornecendo um impulso extra para atacar ou defender uma posição.

Ajustes de performance e estratégia em tempo real
Além dos controles diretos, o volante possui múltiplos seletores rotativos e botões multifuncionais que permitem ao piloto ajustar o comportamento do carro durante a corrida. Esses ajustes são cruciais para adaptar o veículo às condições da pista, ao desgaste dos pneus e à estratégia de corrida.

Balanço de Freio (Brake Balance/BBAL): Um seletor rotativo que ajusta a distribuição da força de frenagem entre os eixos dianteiro e traseiro. Os pilotos o alteram constantemente durante a volta para otimizar a estabilidade nas freadas.
Diferencial (Differential): Controles que ajustam o bloqueio do diferencial em diferentes fases da curva (entrada, meio e saída). Isso afeta a tração e a rotação do carro, permitindo um ajuste fino para cada tipo de curva.
Modos de Motor (Engine Modes): Seletores que alteram o mapeamento do motor, gerenciando a entrega de potência e o consumo de combustível. Existem modos para qualificação (potência máxima), corrida (equilibrado) e economia de combustível.
Recuperação de Energia (ERS/Harvesting): Ajusta a intensidade com que o sistema de recuperação de energia (MGU-K) colhe energia durante a frenagem. Um nível mais alto recupera mais energia, mas pode afetar a estabilidade do carro.
Estratégia (Strategy Rotary): Um seletor que permite ao piloto alternar entre diferentes estratégias pré-programadas que afetam múltiplos sistemas do carro simultaneamente, como o motor e o ERS, para seguir o plano de corrida definido com a equipe.

Display, luzes e informações do piloto
O centro do volante é dominado por uma tela LCD que exibe uma vasta gama de informações cruciais, enquanto um conjunto de luzes LED fornece indicações visuais imediatas.

Luzes de Troca de Marcha (Shift Lights): Uma fileira de LEDs coloridos (geralmente verde, vermelho e azul) na parte superior do volante que se acendem progressivamente para indicar o momento ideal para subir a marcha, otimizando a aceleração.
Display LCD: A tela principal mostra dados vitais como a marcha atual, velocidade, tempos de volta, delta de tempo (comparação com a volta anterior ou com um adversário), temperatura dos pneus e freios, e o estado da bateria do ERS. O piloto pode alternar entre diferentes páginas de dados.
Luzes de Bandeira da FIA: LEDs nas laterais do volante que replicam as bandeiras de sinalização dos fiscais de pista (amarela para perigo, azul para dar passagem, etc.), garantindo que o piloto não perca nenhum aviso importante.

O volante de um carro de Fórmula 1 é, portanto, muito mais do que um meio de direção. É uma interface de dados e controle que permite uma sinergia completa entre piloto, carro e equipe. A capacidade de operar dezenas de funções complexas enquanto se pilota no limite absoluto é uma das características que definem o talento e a habilidade de um piloto de elite na categoria máxima do automobilismo.


Fonte: Jovem Pan

‘Vamos deixar as divergências no passado’, diz Moro sobre apoio a Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL-PR), falou nesta segunda-feira (4) em “deixar as divergências no passado” ao ser perguntado sobre o apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa ao Planalto. O parlamentar deu declaração durante entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan News.
“Flávio Bolsonaro é o único [pré-]candidato com condições de derrotar Lula nas eleições desse ano. Acima de tudo, eu sou contrário ao governo do PT e ao Lula. Também observei as qualidades do Flávio nesses quatro anos, ele é presidente atualmente da Comissão de Segurança Pública do Senado, eu sou vice. (…) Quando fui convidado a me unir ao PL e apresentar a minha pré-candidatura ao governo, foi um desdobramento natural“, declarou.
Moro ainda disse que mantém as suas razões de ter se distanciado do clã Bolsonaro, assim como o ex-presidente e os seus filhos. Apesar disso, o senador afirmou ser necessário “construir algo maior para o país”. Caso contrário, em sua avaliação, o chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vencerá a corrida presidencial.

Confira o programa completo


Fonte: Jovem Pan

Morre aos 42 anos o filho da deputada federal Heloísa Helena

Morreu nesta segunda-feira (04) o filho da deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ). “Te amo para sempre, meu primeiro filhotinho, meu primeiro grande amor. Com imensa dor, sei que devo te dizer – Vá em paz, pois seu coração era puro demais pra suportar esse mundo de tantas dores, injustiças, lágrimas, preconceitos.”, escreveu a deputada.
Sacha de Moraes Carvalho, de 42 anos, morreu em decorrência de uma parada cardiorrespiratória após passar 10 dias internado, informou a Rede Sustentabilidade, acrescentando que a cerimônia de despedida ocorrerá no Rio de Janeiro e será “restrita à família”. “A deputada agradece as orações, as mensagens de apoio e a dedicação da equipe do Hospital Miguel Couto, que não mediu esforços no atendimento”, escreveu a legenda.
A parlamentar fez questão de agradecer ao hospital pelos cuidados. “Muito obrigada aos Bombeiros e toda equipe do Hospital Municipal Miguel Couto, muito obrigada ao Dr Cristiano, Dra Gianne Lucchesi, a equipe de Enfermagem e Médica na emergência e na CTI. Muito obrigada Dra Lorene, por sua presença atenciosa com absolutamente todos pacientes daquele setor. Muito obrigada!!”, escrever.

 

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Fonte: Jovem Pan

Congresso cria precedentes ao rejeitar indicação ao STF e manobrar regimento para não abrir CPI, avaliam técnicos

Em menos de 48 horas na última semana, parlamentares rejeitaram uma indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) – fugindo de um protocolo centenário – e manobraram regras do regimento do Congresso para analisar parcialmente um veto integral da Presidência da República e não instalar a CPMI do Banco Master.
Malu: o recado de ministros do STF ao Congresso sobre a derrubada de veto à dosimetria
Na avaliação de técnicos que atuam há anos no Legislativo, são movimentos inéditos que abrem precedentes para o futuro –não apenas no atual governo Lula, mas em próximas legislaturas.
As regras que balizam a atuação dos parlamentares estão em regimentos da Câmara, do Senado e Congresso Nacional. Apesar disso, cada novo precedente – ou seja, decisões que fogem às regras originais e, em geral, são tomadas pelo presidente de uma das Casas – cria um novo entendimento que pode ser repetido. “Todo precedente vira justificativa no futuro”, avalia um técnico.
Não criação de CPMI
Na última quinta-feira (30), deputados e senadores criaram um novo precedente com a decisão de não instalar a comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) do Banco Master, avaliam esses técnicos.
🔎O regimento do Congresso Nacional diz que, durante sessão conjunta de deputados e senadores, é “automática a instituição” de CPMI que tenha assinaturas suficientes para a sua criação.
A regra foi utilizada por parlamentares da oposição no ano passado, que na ocasião exigiram a instituição da CPMI do INSS na primeira sessão subsequente do Congresso, por exemplo.
Davi Alcolumbre durante sessão no Senado em 29/4/2026
Reprodução
Contudo, mesmo havendo assinaturas suficientes para a instalação da CPMI do Banco Master, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP), optou por não criar o colegiado.
Durante a sessão, governistas disseram que a manobra se tratava de um acordo com a oposição para que os vetos do projeto da dosimetria fossem derrubados sem que a CPMI fosse instalada.
Derrubada parcial de um veto integral
Outro precedente criado na mesma sessão foi a derrubada parcial de um veto integral do presidente da República.
No dia 8 de janeiro, o presidente Lula vetou integralmente o projeto de lei da dosimetria, que reduzia as penas para os condenados por crimes contra a democracia.
Lula mostra assinatura de veto integral ao PL da dosimetria, que reduz penas de condenados por atos golpistas
Jorge Silva/Reuters
A avaliação de técnicos a partir da Constituição é que, em caso de veto integral, os parlamentares só poderiam derrubar integralmente os vetos – ou seja, não poderiam analisar apenas uma parte do que foi vetado.
Porém, trechos do projeto de lei da dosimetria que aliviavam a progressão de regime se sobrepunham à Lei Antifacção, sancionada posteriormente e que endureceu essas regras. Para tentar manter os vetos da dosimetria, o governo vinha argumentando que a derrubada poderia antecipar a saída de integrantes de organizações criminosas da cadeia.
Em uma manobra combinada com a oposição, Alcolumbre considerou “prejudicados” os vetos da dosimetria que conflitavam com a Lei Antifacção por uma questão de temporalidade – na prática, esses trechos não foram votados.
Sob reserva, um técnico avalia que “não existe a figura da prejudicialidade” neste tipo de votação e que o assunto pode ser judicializado por advogados de quem se beneficiaria com a derrubada integral do veto.
Rejeição a um indicado para o STF
Em uma decisão inédita desde a redemocratização, os senadores quebraram um jejum de 132 anos e rejeitaram, na última quarta-feira (29), o nome de Jorge Messias para uma cadeira no STF.
Quantidade de votos contrários à indicação de Jorge Messias ao STF surpreendeu até a oposição
A Constituição diz que a indicação de um ministro do STF é prerrogativa do presidente da República, mas que a nomeação acontece “depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal”.
A avaliação de técnicos ouvidos pela reportagem é que, neste caso, a situação é de quebra de paradigma – mas não há nada de inconstitucional na rejeição de Messias.
O precedente, contudo, tem uma função política, na avaliação de senadores. Após a derrubada do nome de Messias, um líder de partido do Centrão disse, reservadamente, que o movimento “simboliza o fortalecimento do Senado”.
Este líder e outros parlamentares afirmam que, daqui pra frente, os senadores não querem atuar apenas de “forma protocolar” na condução das sabatinas de ministros do Supremo.
Gif mostra comemoração no Senado após Messias ter nome rejeitado
Reprodução
Precedentes já utilizados
Como exemplo de precedente aberto no passado e que segue sendo utilizado no Congresso, os técnicos citam o trancamento de pauta por vetos não analisados – algo que não acontece mais, desde a primeira vez que não foi respeitado.
🔎A Constituição diz que um veto presidencial precisa ser analisado pelo Congresso dentro de 30 dias. Se este prazo for vencido, “será colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final”. Ou seja, teoricamente nada poderia ser votado se houvesse vetos anteriores “na fila” para votação.
Em 2020, durante a pandemia, houve um entendimento de que os vetos presidenciais com mais de 30 dias de publicação não trancam a pauta das sessões remotas do Congresso Nacional.
Na lista de vetos a serem analisados, há um de 2022, feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, quatro de 2023, 16 de 2024 e 41 de 2025 feitos pelo presidente Lula. Apesar de teoricamente trancarem a pauta, nenhum deles tem impedido o andamento das sessões.
Na semana passada, parlamentares do governo usaram este argumento para evitar que o veto da dosimetria fosse analisado antes dos demais.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, argumentou que “a Constituição não estabelece qualquer ordem de preferência de deliberação entre vetos cujo prazo de deliberação já tenha se esgotado”.


Fonte:

g1 > Política

Furto, roubo, estelionato e receptação: Lula sanciona lei que prevê aumento de penas no Brasil

Nova lei aumenta penas para furto, roubo e torna crime emprestar conta bancária a golpista
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou com veto a lei que endurece as penas para os crimes de furto, roubo, estelionato, receptação de produtos e roubo seguido de morte. A norma também trata de crimes virtuais, como golpe pela internet, fraude bancária, furto de celular e de animal doméstico. (confira a tabela que compara as novas penas no fim da matéria).
Além do aumento das punições, o presidente vetou o trecho que prevê aumento da pena de roubo de 7 a 18 anos para de 16 a 24 anos quando o crime ocorresse com violência e resultasse em lesão grave. Na justificativa, o presidente explica que o trecho torna a pena mínima do roubo qualificado pelo resultado de lesão corporal grave superior à pena mínima prevista para o homicídio qualificado.
Senadores e deputados deverão analisar, em sessão conjunta do Congresso Nacional, se mantêm ou não o veto presidencial.
🔎 Publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (4), a Lei 15.397, de 2026, tem origem no PL 3.780/2023, do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP). O projeto foi aprovado em março no Plenário do Senado, com relatoria do senador Efraim Filho (União-PB), e retornou à Câmara para nova análise dos deputados.  
“Esse projeto abrange crimes que aterrorizam a família brasileira no tempo de hoje. E o nosso intuito é disponibilizar ao juiz uma legislação que possibilite punição adequada. Por isso, o projeto impõe penas mais rigorosas, por exemplo, para o furto e o roubo de celulares”, disse Efraim no Plenário.
Lula assina medida provisória do Desenrola 2.0 nesta segunda (4)
Ricardo Stuckert/ Presidência da República
Prisão em caso de furto
De acordo com a lei, a pena geral de furto passa de reclusão de um a quatro anos para de um a seis anos. Se o crime for praticado no período noturno, a pena é aumentada pela metade.  
Em caso de furto de um bem que comprometa o funcionamento de órgão público ou de estabelecimento público ou particular de prestação de serviço essencial, como distribuição de água, a pena será de reclusão de dois a oito anos.
A mesma pena será aplicada nos casos de furto de fios, cabos ou equipamentos utilizados para fornecimento ou transmissão de energia elétrica ou de telefonia ou para transferência de dados, bem como equipamentos ou materiais ferroviários ou metroviários.
Já o furto por meio de fraude com o uso de dispositivo eletrônico (golpe virtual) tem a pena aumentada de reclusão de quatro a oito anos para de quatro a dez anos.
A norma também aumenta as penas de reclusão para de quatro a dez anos em outros furtos específicos já tipificados:
veículo transportado a outro estado ou para o exterior;
gado e outros animais de produção;
aparelho de telefonia celular, de computador, notebook ou tablet, ou de qualquer dispositivo eletrônico ou de informática semelhante;
arma de fogo;
substância explosiva ou acessório que possibilitem sua fabricação.
O texto cria ainda agravante para o furto de animais domésticos, com pena de quatro a dez anos de reclusão.
Pena base de roubo também aumenta
Para o crime de roubo, a pena base passa de quatro a dez anos para seis a dez anos.
Além disso, pode haver aumento de um terço à metade quando o crime envolver situações semelhantes às previstas para o furto, como a subtração de celulares, computadores, notebooks e tablets, ou o uso de arma de fogo.
No caso do latrocínio (roubo seguido de morte da vítima), o condenado poderá ser punido com pena de 24 a 30 anos de prisão. Antes a pena era de 20 a 30 anos.
Comprar item roubado pode render seis anos de detenção
O crime de receptação de material obtido por meio de um crime, quando alguém compra algo roubado, por exemplo, passa de um a quatro anos para de dois a seis anos.
Quando a receptação for de animal de produção ou de carne, a pena passa de dois a cinco anos de reclusão para de três a oito  anos. A mesma pena é atribuída à condenação por receptação de animal doméstico.
Lei prevê roubo de fios de telefone
A pena por interromper serviço telefônico, telegráfico ou radiotelegráfico, atualmente de detenção de um a três anos, será de reclusão de dois a quatro anos.
A pena será aplicada em dobro se o crime for cometido durante período de calamidade pública ou roubo ou destruição de equipamento instalado em torres de telecomunicação.
Fraudes eletrônicas e golpes
No crime de estelionato, com pena de um a cinco anos de reclusão, a nova lei cria a tipificação específica de “cessão de conta laranja”, definida como empréstimo gratuito ou com pagamento de conta bancária para a movimentação de recursos destinados à atividade criminosa.
A norma ainda cria a tipificação de estelionato qualificado por fraude eletrônica para golpes aplicados por meio da clonagem de dispositivo eletrônico, como celular ou computador. O condenado pode ser punido com prisão de quatro a oito anos. 
A lei ainda autoriza o Ministério Público a fazer a representação para o início da ação penal, sem a necessidade de delegação da vítima, em caso de estelionato. 
Aumento de penas para furto, roubo e receptação
*Informações da Agência Senado.


Fonte:

g1 > Política

O novo Desenrola: até onde vai o alívio para os endividados? – O Assunto #1712

O Brasil atingiu em março de 2026 a marca de 82,8 milhões de inadimplentes, o que significa que metade dos lares brasileiros está endividada e comprometendo quase um terço da renda com o pagamento de dívidas.
Para tentar reverter esse quadro o governo federal lançou nesta segunda-feira (4) o novo Desenrola, que agora permite o uso de parte do FGTS para quitar dívidas e impõe uma regra inédita: quem aderir ao programa fica bloqueado em sites de apostas.
A nova fase do Desenrola mira especialmente a inadimplência familiar e precoce. Economistas, porém, afirmam que o atual cenário das contas públicas é um dos fatores que impedem a queda dos juros — o que impacta diretamente o tamanho do endividamento dos brasileiros.
Para Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV, a questão é mais complexa do que o anúncio faz parecer. “Não existe uma solução mágica, uma bala de prata que vai resolver tudo.”
Além da economia, existe uma estratégia política por trás do anúncio: o governo tenta recuperar sua popularidade em ano eleitoral por meio de medidas de impacto direto no cotidiano para tentar reverter o “mau humor” do eleitorado e recuperar a popularidade do presidente Lula em um ano eleitoral, e “não tem como fugir disso” — analisa Guilherme Balza, repórter da GloboNews.
Convidados: Lauro Gonzalez, professor da Fundação Getúlio Vargas e coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira e Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília.
Convidados: Lauro Gonzalez, professor da Fundação Getúlio Vargas e coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira e Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília .
O que você precisa saber:
DESENROLA 2.0: veja perguntas e respostas sobre o novo programa
Com dívida em alta recorde, governo lança novo Desenrola; veja o raio-x da inadimplência no Brasil;
O ASSUNTO #1702: Inadimplência recorde e a operação resgate do governo;
Dívida boa x dívida ruim: entenda a diferença e como evitar riscos;
Eleição e bolso: o conceito de ‘affordability’ que explica por que bons números da economia não garantem votos;
‘O brasileiro adora uma pulseira VIP’: como o desejo de status, além da renda, dita a satisfação do eleitor;
Bets e famílias: pesquisas qualitativas mostram que homens apostam escondidos de mulheres;
VEJA COMO FOI O LANÇAMENTO: Governo lança hoje o ‘Novo Desenrola Brasil’, pacote para renegociação de dívidas
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Apresentação: Victor Boyadjian. Colaborou neste episódio Paula Paiva Paulo.
[CORTE]
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Governo federal anuncia nova fase do Desenrola, programa para renegociação de dívidas
Jornal Nacional/ Reprodução


Fonte:

g1 > Política

Desenrola 2.0: FGTS também poderá ser usado para reduzir o tamanho das dívidas

Governo federal anuncia nova fase do Desenrola, programa para renegociação de dívidas
Jornal Nacional/ Reprodução
O Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas anunciado nesta segunda-feira (4) pelo governo federal, traz como novidade a possibilidade de os trabalhadores usarem parcela da sua poupança no FGTS não somente para quitar dívidas, mas também para reduzir seu endividamento.
O trabalhador poderá usar até 20% do saldo da conta ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas.
💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa Econômica Federal deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos.
Antes de usar o FGTS, porém, o trabalhador deverá aderir ao programa de refinanciamento de sua dívida, em contaro com as instituições financeiras.
De acordo com o governo, essa regra tem como objetivo proteger o trabalhador, uma vez que obriga o banco a dar os descontos sobre a dívida original.

Os valores resgatados do FGTS poderão alcançar o limite global de R$ 8,2 bilhões.
Início da renegociação
O Ministério da Fazenda informou que o programa entrou em vigor e os interessados poderão procurar seus bancos e instituições financeiras para a renegociação das dívidas com a publicação da Medida Provisória nesta segunda-feira (4).
O programa prevê a renegociação de dívida, com descontos, e a troca por uma dívida mais barata, tendo como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105.
“Estamos falando de mais de 90% da população. Estamos falando da classe média. Se incluir mais gente, vai colocar pouca gente a mais com dívidas muito grandes”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Segundo ele, a expectativa é de que sejam renegociados até R$ 58 bilhões em dívidas antigas e novas.
Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Lula.
➡️Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.


Fonte:

g1 > Política