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Irã anuncia abertura total do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, anunciou nesta sexta-feira (17) que as autoridades da República Islâmica decidiram abrir “totalmente” o Estreito de Ormuz à navegação comercial enquanto a trégua no Oriente Médio.
“Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, declara-se totalmente aberta a passagem de todos os navios mercantes pelo Estreito de Ormuz durante o restante período do cessar-fogo”, afirmou o ministro das Relações Exteriores em uma mensagem nas redes sociais, na qual indicou que os navios seguirão a rota “coordenada e já anunciada” com a Organização Portuária e Marítima do Irã.
Araqchi, no entanto, não deixou claro a qual acordo se referia: se à pausa de dez dias firmada entre Israel e o grupo libanês Hezbollah, que entrou em vigor na noite de quinta-feira (16), ou à suspensão das hostilidades entre os Estados Unidos e o próprio Irã, que termina teoricamente em 22 de abril.

Repercussão
O presidente dos EUA, Donald Trump, repercutiu o anúncio da abertura do Estreito de Ormuz, em publicação na Truth Social, nesta sexta-feira.
Na postagem, o mandatário americano chamou a importante rota marítima de “Estreito do Irã”, após sinalizar em ocasiões anteriores que o local poderia ser controlado por Washington. “O Irã acaba de anunciar que o Estreito do Irã está totalmente aberto e pronto para a navegação. Obrigado!”, escreveu.
*Matéria em atualização
*Com informações da AFP e do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Ex-ginasta Lais Souza aparece de pé em público pela primeira vez desde 2014

Nesta quinta-feira (16), a ex-ginasta Lais Souza apareceu de pé pela primeira vez em público, com ajuda de uma órtese – equipamento usado para alinhar o corpo-, em São Paulo, para entregar o Prêmio Brazilian Engineering 2026 à pesquisadora Tatiana Sampaio.
No discurso, Lais disse que espera poder aparecer com os seus próprios movimentos, sem a ajuda de uma órtese. “Eu aceitei o convite ousado de entrar no palco andando, com ajuda de uma órtese, para entregar um prêmio a Tatiana Samapaio. Foi a primeira vez que apareço de pé em público e deu muito frio na barriga”, publicou no Instagram.
“Hoje eu venho aqui, representando a esperança de milhões de brasileiros para entregar o Prêmio Brazilian Engineering 2026 pela descoberta da polilaminina, uma inovação com potencial para transformar o tratamento de lesões medulares”, completou.

 

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A ex-ginasta já havia aparecido de pé em uma postagem em suas redes sociais, durante um sessão de fisioterapia no inicio de março, mais de 10 anos após o acidente.
Lais representou o Brasil nos Jogos de Sochi 2014, porém – durante os treinos – acabou colidindo com uma árvore. A colisão resultou em fraturas nas vértebras c3 e c4, deixando-a tetraplégica.


Fonte: Jovem Pan

Mãe de bebê e focada no autismo: quem é a jornalista da Band com morte cerebral

A jornalista Alice Maria Ribeiro dos Santos Dadalt, de 35 anos, teve a morte encefálica confirmada na noite de quinta-feira (16) pelo Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. A repórter da Band Minas se envolveu em um acidente de trânsito na quarta-feira (15), quando o carro da emissora colidiu contra um caminhão na BR-381, no município de Sabará (MG). O cinegrafista Rodrigo Lapa, que conduzia o veículo, morreu no local da batida.
Fora do ambiente de televisão, Alice era casada com o policial rodoviário federal João. O casal tem um filho de nove meses. A jornalista deixa o bebê, o marido, os pais e o irmão.
Jornalista da Band Minas Alice Ribeiro e seu marido, o policial rodoviário federal João
Na área profissional, Alice entrou para a equipe da Band Minas em agosto de 2024. Antes disso, ela trabalhou na Band Brasília, desempenhando as funções de repórter e apresentadora, e passou por uma afiliada da TV Globo na cidade de Feira de Santana, na Bahia.
No dia a dia, a jornalista tinha preferência pela produção de pautas especiais, especialmente sobre o autismo. Isso se deve à vivência com o irmão Bê.
Jornalista da Band Minas Alice Ribeiro e sua família
Alice Ribeiro estava internada no Hospital João XXIII desde a última quarta-feira, onde teve a confirmação da morte encefálica.
“O Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, confirmou, na noite desta quinta-feira (16), a morte encefálica da repórter Alice Ribeiro, condição em que há a perda irreversível das funções cerebrais. O protocolo, aberto pela manhã, foi concluído nesta noite, após uma série de exames que confirmaram o diagnóstico”, disse a Band em nota.


Fonte: Jovem Pan

Estudante da USP que foi lutar pela Ucrânia na guerra está desaparecido

Um estudante de Direito da Universidade de São Paulo (USP) encontra-se desaparecido após ir para a Ucrânia defender o país na guerra contra a Rússia. Identificado como Igor de Aguiar Amazonas, o brasileiro recebeu o status de “desaparecido em combate” pelas autoridades ucranianas, que notificaram a Embaixada do Brasil em Kiev sobre a situação.
O Itamaraty está em contato com a família do brasileiro, a quem presta assistência consular, informou o Ministério das Relações Exteriores, por meio de nota.
O grupo de extensão Nexo Governamental XI de Agosto, ligado à Faculdade do Largo São e Francisco e do qual Igor fazia parte, publicou uma nota de pesar em que afirma que o rapaz está morto.
“O Nexo Governamental XI de Agosto lamenta o falecimento do seu antigo membro Igor de Aguiar Amazonas, aluno de Direito da Universidade de São Paulo, e manifesta sua solidariedade irrestrita à família e aos amigos”.
A USP informou que não vai se manifestar por ora porque não tem uma informação oficial.
Ao Estadão, a fundadora e presidente do Nexo Governamental XI de Agosto, Liliane Castro, de quem Igor era próximo, contou que o jovem viajou à Ucrânia entre o final de março e começo de abril.
Sua motivação para ser um dos combates no conflito, segundo ela, vinha da vontade de “mudar o mundo”. “Ele era uma pessoa com um coração bom”.
Liliane lembra que nos primeiros dias de estada Ucrânia, o estudante era ativo na internet e costumava conversar com os demais membros grupo para relatar a rotina em meio à guerra.
“E do nada (ele) parou de responder”, disse. “Nisso, um membro que era muito próximo dele e conhecia a família, contatou a irmã dele para ver se estava tudo bem. E ela infelizmente nos comunicou sobre o falecimento. Ficamos muito abalados”, disse a amiga.
Segundo ela, a interrupção brusca na comunicação também chamou atenção dos parentes de Igor. “Quando ele parou de responder e também de receber as mensagens, a família contatou brasileiros que estavam lá e eles disseram que ele faleceu”.
Em uma página com orientações sobre a participação em conflitos armados em outros países, o Itamaraty aponta que tem sido registrado aumento no número de brasileiros que perdem suas vidas nessas situações.
Afirma ainda que a assistência consular pode ser limitada pelos termos dos contratos assinados entre os alistados e as forças armadas de terceiros países.
“Nesse sentido, recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas”, diz o Ministério das Relações Exteriores.


Fonte: Jovem Pan

Alckmin sanciona guarda compartilhada de animais após separação de casais

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, sancionou a Lei 15.392/2026, que estabelece regras para a custódia compartilhada de animais de estimação em casos de dissolução de casamento ou união estável. Publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 17, a norma é resultado de projeto aprovado pelo Congresso Nacional no fim de março. As regras também regulam a guarda nos casos em que não haja acordo para compartilhamento.
De acordo com a lei, quando não houver acordo entre as partes sobre quem ficará com o animal, caberá ao juiz determinar a custódia compartilhada, incluindo a divisão equilibrada das despesas de manutenção. “Presume-se de propriedade comum o animal de estimação cujo tempo de vida tenha transcorrido majoritariamente na constância do casamento ou da união estável”, define o texto.
A lei também estabelece exceções. A custódia compartilhada não será concedida se o juiz identificar “histórico ou risco de violência doméstica e familiar” e “ocorrência de maus-tratos contra o animal”. Nessas situações, a parte agressora perde definitivamente a posse e a propriedade do animal, sem direito a indenização, além de responder pelos débitos pendentes.
Entre os critérios que deverão ser considerados na definição da convivência estão as condições de moradia, o cuidado com o animal e a disponibilidade de tempo de cada tutor. As despesas cotidianas, como alimentação e higiene, ficarão a cargo de quem estiver com o animal no período, enquanto gastos maiores, como atendimento veterinário, internações e medicamentos, serão divididos igualmente.
A lei prevê ainda que “o descumprimento imotivado e reiterado dos termos da custódia compartilhada acarretará a perda definitiva, sem direito a indenização, da posse e da propriedade do animal de estimação em favor da outra parte, e a custódia compartilhada será extinta”.


Fonte: Jovem Pan

Veja foto do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa em registro da Papuda

Imagem de Paulo Henrique Costa na Papuda
Imagem cedida à TV Globo
O ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa foi transferido nesta quinta-feira (16) para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Costa foi preso nessa quinta-feira (16), em nova fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal. Inicialmente, o executivo foi levado à Superintendência da PF, onde passou por exame de corpo de delito.
No fim da tarde, o ex-presidente do BRB foi levado para a Papuda, onde deverá cumprir os próximos dias da prisão preventiva.


Fonte:

g1 > Política

Por que o STF derrubou lei que proíbe cotas em SC

STF forma maioria para derrubar lei de SC que proíbe cotas raciais em universidades
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para derrubar uma lei de Santa Catarina que vetava a adoção de cotas raciais e outras ações afirmativas em universidades e instituições de ensino superior que recebem recursos do governo estadual.
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A norma, aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina e sancionada em 22 de janeiro pelo governador Jorginho Mello (PL), foi considerada incompatível com a Constituição por sete ministros da Corte até o momento. Os integrantes da Corte analisam, desde 10 de abril, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7925, que tem como autores o Partido Socialismo e Liberdade (Psol), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes).
A lei foi suspensa em 27 de janeiro pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), por decisão liminar.
O julgamento ocorre no plenário virtual do STF e deve ser concluído nesta sexta-feira (17/04). Até agora, o placar é de 7 votos a 0 pela inconstitucionalidade. A maioria foi formada com o voto do presidente do STF, Edson Fachin, que acompanhou o entendimento do relator do caso, o ministro Gilmar Mendes.
Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia também votaram pela inconstitucionalidade – André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux ainda não proferiram os seus votos.
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Getty Images
A Lei Estadual nº 19.722/2026 proibia a adoção de cotas raciais e outras ações afirmativas no ingresso de estudantes e na contratação de professores, técnicos e demais profissionais em instituições de ensino superior que recebessem verbas do governo de Santa Catarina.
O texto atingia diretamente a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), as instituições vinculadas à Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe) e faculdades privadas beneficiadas por programas como o Universidade Gratuita e o Fumdesc.
Embora proibisse cotas raciais, a lei previa exceções para reservas de vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCDs), estudantes egressos da rede pública estadual e candidatos selecionados exclusivamente por critérios de renda.
Em caso de descumprimento, estabelecia penalidades como anulação de editais, multa de até R$ 100 mil, sanções a agentes públicos que publicassem editais em desacordo e suspensão de repasses públicos. No entanto, esses efeitos estavam suspensos devido à liminar do TJSC.
Na defesa encaminhada ao STF, o governo de Santa Catarina argumentou que a lei seria compatível com as “singularidades demográficas” do estado que, segundo a Procuradoria-Geral do Estado, “ostenta a maior proporção de população branca do país”.
Segundo o governo Mello, 81,5% teriam se declarado brancos, e 18,1%, pretos e pardos. No entanto, dados do Censo de 2022 do IBGE contradizem essa informação. Segundo o levantamento, o percentual de catarinenses autodeclarados brancos é de 76,3%, e de pretos e pardos, 23,3%. Além disso, diz o IBGE, o Estado com maior proporção de brancos é o Rio Grande do Sul, com 78,4%.
O que disseram os ministros?
O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que o combate às desigualdades não é opcional para o Estado. “A neutralidade estatal diante de assimetrias históricas profundas não constitui virtude constitucional, mas forma de omissão inconstitucional”, disse. Para Fachin, as cotas raciais são um instrumento “adequado e necessário de combate ao racismo estrutural”.
Relator da ADI, Gilmar Mendes destacou que o Supremo já tem entendimento consolidado favorável às cotas. Ele também criticou a forma como a lei foi aprovada no estado, sem a devida discussão antes da aprovação. “Não se buscou ouvir nem mesmo as instituições de ensino superior diretamente afetadas pela proposição legislativa”, afirmou.
Ele rejeitou a ideia de que ações afirmativas violariam a igualdade. “Políticas dessa natureza, quando bem utilizadas, efetivamente concretizam o princípio da igualdade, concebido como igual respeito às diferenças e mandado de combate às desigualdades materiais”, disse.
Flávio Dino acompanhou o relator e afirmou que a lei catarinense se baseou em um argumento já rejeitado pelo STF, ao tratar cotas raciais como violação da isonomia. Ele lembrou ainda que o Supremo já decidiu que políticas afirmativas não podem ser interrompidas sem critérios claros. “A interrupção de ação afirmativa de natureza étnico‑racial não pode prescindir da prévia avaliação de seus efeitos”, declarou Dino.
O governo de Santa Catarina informou que aguardará a conclusão do julgamento para se posicionar. Já a Assembleia Legislativa do Estado apontou que, caso seja confirmada a inconstitucionalidade da lei, cumprirá a decisão do STF após a publicação do acórdão.


Fonte:

g1 > Política

STF segue sob tensão após críticas a Fachin por demora em divulgar nota sobre relatório de CPI

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, não gostou das críticas internas feitas por colegas de que demorou a divulgar nota contra o relatório da CPI do Crime Organizado elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
No relatório, o senador pedia o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.
Relator da CPI do Crime Organizado pede indiciamento de três ministros do STF e do PGR
Fachin comentou com interlocutores que seus colegas sabem que ele estava tratando do assunto desde cedo, conversou com eles sobre o tema, manifestando sua preocupação com os ataques do senador aos três ministros da Suprema Corte.
Naquele dia, Fachin falou também com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em busca de uma solução para a crise que se desenhava entre senadores e o STF. Na avaliação do presidente do tribunal, ele soltou na hora certa, num tom institucional.
Interlocutores de Fachin defendem o presidente o tribunal lembrando que ele, na sua posição, não pode colocar o Supremo em guerra com o Senado e jogar mais lenha na fogueira.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin
Victor Piemonte/STF
Enquanto isso, no Palácio do Planalto, o presidente Lula não queria que o ministro Gilmar Mendes entrasse com ação contra Alessandro Vieira, o que o magistrado acabou fazendo tal como havia sinalizado na terça-feira (14).
Para Lula, a decisão de Gilmar Mendes traz mais ruídos para a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça no dia 28 de abril.
O governo espera que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, acabe arquivando o pedido do ministro Gilmar Mendes para acabar de vez com mais esse episódio da guerra entre STF e Senado.


Fonte:

g1 > Política

PT muda estratégica nas redes sociais e passa a associar caso do Banco Master a Flávio Bolsonaro

O Partido dos Trabalhadores divulgou uma nota que liga o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master ao senador Flávio Bolsonaro e ao governo de Jair Bolsonaro.
O partido acusa o governo anterior de não ter tomado as medidas necessárias para intervir na instituição financeira, que acumulou indícios de gestão fraudulenta durante o período. O texto também levanta questionamentos sobre a atuação de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central indicado por Bolsonaro.
Flávio como alvo direto
Ao incluir acusações contra Flávio em uma ofensiva da Executiva Nacional, o partido transforma a narrativa da legenda em orientação política formal, com efeito direto sobre sua comunicação e estratégia para 2026.
É a primeira vez que o partido cita nominalmente o senador em um documento oficial do tipo, associando sua trajetória a denúncias, investigações e supostas suspeitas de enriquecimento.
Mobilização digital
Grupos de WhatsApp com apoiadores do PT e do governo passaram a explorar a suposta ligação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Influenciadores ligados ao PT
compartilharam mensagens com orientações para viralizar vídeos que associam o banqueiro a representantes do bolsonarismo.
Jair Bolsonaro e Campod Neto
O texto atribui ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a Campos Neto responsabilidade pelo caso, sustentando que o banco operou sem intervenção no governo anterior e passou a ser investigado apenas na gestão atual.
A estratégia já vinha sendo adotada por ministros como Gleisi Hoffmann. O ataque se dá num momento em que o próprio caso Master respinga no governo Lula, com os vínculos entre Daniel Vorcaro e ministros do STF sob investigação.
Críticas à candidatura
O texto afirma ainda que Flávio “jamais apresentou um projeto relevante para o desenvolvimento do país ou para a melhoria das condições de vida do povo brasileiro”, e que sua candidatura “simboliza apenas a tentativa da extrema direita de manter vivo um projeto político baseado no ataque à democracia, na defesa de privilégios e na negação de direitos sociais”.


Fonte: Conexão Política

Guerra no Irã deve render US$ 234 bilhões extras às petroleiras até o fim de 2026

Foto: WHoP
Empresas exploradoras de petróleo lucram cerca de US$ 30 milhões extras por hora desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, sob impulso da alta do preço da commodity no mercado internacional. Uma das consequências do conflito foi o fechamento quase total do Estreito de Ormuz, via marítima por onde passa cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás.
A estimativa considera o desempenho das 100 maiores companhias de petróleo e gás do mundo e foi elaborada com base em dados da consultoria Rystad Energy, analisados pela organização Global Witness, para o The Guardian.
O conflito elevou o preço médio do barril para US$ 100 em março, gerando lucros extraordinários estimados em US$ 23 bilhões só nesse mês. Caso o patamar seja mantido, as petroleiras poderão acumular até US$ 234 bilhões adicionais até o fim de 2026.
Quem mais lucra com a guerra
Entre as empresas beneficiadas, a liderança é da Saudi Aramco, seguida por gigantes como ExxonMobil, Gazprom e Chevron. A Petrobras também aparece entre as companhias com ganhos relevantes no período.
A Saudi Aramco poderá registrar US$ 25,5 bilhões adicionais em 2026 caso o barril se mantenha em US$ 100. Três empresas russas poderão acumular outros US$ 23,9 bilhões relacionados ao conflito. São elas: Gazprom, Rosneft e Lukoil.
Petrobras no meio do conflito
As ações da Petrobras na B3 subiram cerca de 57% no primeiro trimestre, o maior crescimento em quase 30 anos. A petroleira estatal fechou 2025 com lucro líquido de R$ 110,1 bilhões, alta de 201% em relação ao ano anterior.
O conflito no Oriente Médio, com o fechamento do Estreito de Ormuz, teve impacto direto na alta dos papéis. O petróleo do pré-sal brasileiro é um dos mais baratos do mundo para produzir, com breakeven abaixo de US$ 40 por barril em vários campos, o que amplia a margem de lucro com a alta do barril.
Efeito sobre os consumidores
O impacto recai diretamente sobre consumidores e empresas, que enfrentam combustíveis e energia mais caros. Em resposta, países como Brasil, Itália e África do Sul reduziram tributos sobre combustíveis, o que diminui a arrecadação destinada a serviços públicos.
A Comissão Europeia analisa um pedido dos ministros das Finanças da Alemanha, Espanha, Itália, Portugal e Áustria para aplicar impostos extraordinários sobre esses lucros.
Os ministros defendem ser necessário “enviar uma mensagem clara de que aqueles que lucram com as consequências da guerra devem fazer a sua parte para aliviar o fardo sobre o público em geral”.
O choque de oferta é considerado o maior desde o embargo árabe de 1973, segundo a consultoria Rapidan Energy.
Mesmo se a guerra terminar, o preço do petróleo não deverá voltar ao patamar de US$ 50 por barril, como visto no início do ano. Os estragos na estrutura logística marítima e a destruição de ativos de refino no Oriente Médio já produziram um processo inflacionário enraizado no mundo.


Fonte: Conexão Política