Por Ivana Sekularac
Fonte: UOL Noticias
Por Ivana Sekularac
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O volante Manuel Ugarte sofreu uma lesão de ligamento durante a derrota do Uruguai por 1 a 0 para a Espanha, que resultou na eliminação da ‘Celeste’ na primeira fase da Copa do Mundo de 2026, informou Associação Uruguaia de Futebol (AUF) neste domingo (28).
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A Caixa realizou hoje o sorteio do concurso 7051 da Quina Especial de São João. Prêmio é o segundo maior da história e não acumula.
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Por Katharine Jackson
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Quase 1.500 mortos e mais de 3.300 feridos. Dois terremotos reduziram partes da Venezuela a escombros, soterrando vidas, histórias e famílias. Diante de uma tragédia dessa dimensão, a indiferença de parte da sociedade brasileira não é ausência de informação. É escolha.
Fonte: UOL Noticias
A polícia da Turquia prendeu, neste domingo (28), pelo menos 50 pessoas, entre elas uma jornalista, durante a Parada do Orgulho em Istambul, onde as manifestações foram proibidas e o principal ponto de encontro foi isolado pelas forças de segurança, indicaram os organizadores.
Fonte: UOL Noticias
Uma das histórias mais interessantes da Copa de 1958 se deu quando a seleção teve de providenciar camisas azuis para jogar a final contra a Suécia. As duas equipes usavam uniforme na cor amarela, mas o Brasil perdeu um sorteio feito pelos organizadores do mundial. O chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, esperava que os os donos da casa abrissem mão do uniforme principal, mas não foi o que aconteceu.
O dirigente descartou a possibilidade de voltar a usar o branco, que ficou marcado pela derrota em 1950. Nem pensar! A ideia foi conseguir às pressas um conjunto de camisas azuis. Praticamente todas as fontes sobre a Copa de 1958 dão a versão de que a compra se deu em uma loja de Estocolmo. Os próprios jogadores e integrantes da comissão técnica, como o massagista Mário Américo, davam a informação propagada à exaustão nas últimas décadas.
Nas pesquisas para o meu livro “1958 – o Brasil é campeão” (Letras do Pensamento) comecei a desconfiar que a informação poderia estar incorreta. A seleção venceu a Franca por 5 a 2, na semifinal, em Estocolmo, em 24 de junho, uma terça-feira. Preocupado com o clima de “já ganhou”, Paulo Machado de Carvalho voltou com os jogadores para a concentração em Hindas, localizada a a 400 quilômetros. A ida definitiva da delegação para a capital sueca só se deu no sábado à tarde, em 28 de junho, na véspera da finalíssima contra os donos da casa. Portanto, seria improvável que as camisas azuis ainda fossem compradas em Estocolmo naquele dia.
Quando o sorteio foi feito, a delegação estava em Hindas e uma das minhas deduções é de que o material poderia ter sido adquirido em Gotemburgo, cidade relativamente grande, a 60 quilômetros da concentração brasileira (nessa cidade do Brasil tinha jogado contra a Inglaterra, URSS e País de Gales, uma das razões para Hindas ser escolhida como concentração na Suécia).
Nesta semana, depois de uma conversa com o amigo Cássio Brandão, o maior colecionador de camisas históricas de futebol do Brasil, resolvi insistir na pesquisa e, para minha surpresa, encontrei uma informação preciosa no arquivo do Correio da Manhã. A capa da edição de 28 de junho traz a seguinte manchete: “Compradas em Boros as camisas”.
Camisas azuis usadas pelo Brasil na final de 1958 não foram compradas em Estocolmo
O texto é assinado pelo jornalista Janos Lengyel: “Em contato permanente, no dia de hoje [27.06.1958], com a delegação brasileira, na concentração de Hindas, tomamos conhecimento de todas as providências tomadas pela chefia da delegação, com referência à partida de domingo contra Suécia. Uma delas, por exemplo, relacionou-se com a compra de camisas azuis para a nossa equipe que, como já deve ser do conhecimento de nossos leitores, não poderá jogar de camisas amarelas. (…) posto que o Brasil perdeu no sorteio realizado para a escolha das camisas. Logo cedo, dirigentes brasileiros se dirigiram ao Boros [ou Boras], onde foram compradas camisas azuis com números amarelos. Não foi possível, contudo, conseguir os escudos da CBD e, sendo assim, tornou-se necessário retirar das camisas amarelas os escudos, para que fossem pregados nas novas camisas (…)”.
A cidade de Boros ou Boras ficava a 30 quilômetros da concentração brasileira, ou seja, mais perto do que Gotemburgo. Pelo visto, o mistério que durou décadas agora parece estar solucionado. O curioso é que na reportagem o jornalista faz o seguinte questionamento sobre a compra das camisas: “(…) Esta compra de camisas, convém salientar, não deixou de causar estranheza, pois sabemos que a CBD possuiu camisas azuis e brancas. Apenas não sabemos porque razão elas não vieram com a nossa delegação, para que se solucionassem, sem despesas, o caso agora criado…”.
Fonte: Jovem Pan