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Análise: novo tarifaço de Trump é batizado de ‘Tariflávio’ e escancara interferência dos EUA nas eleições

A interferência do governo Trump nas eleições brasileiras deixou de ser uma hipótese e virou um fato escancarado.
O anúncio do tarifaço, a declaração de inimizade do secretário de Estado Marco Rubio contra o governo Lula e a divulgação da foto de Trump com Flávio Bolsonaro não são coincidências. É como se o governo Trump tivesse tirado o título de eleitor para participar das eleições de 2026.
Mas, quando Trump tenta se meter na política interna de países estrangeiros, mostra que é um Midas às avessas: onde põe a mão, atrapalha os próprios aliados.
O tarifaço já foi batizado pela internet de “Tariflávio”. E isso é ruim para a campanha de Flávio Bolsonaro, que vinha surfando na decisão dos Estados Unidos de classificar o CV e o PCC como organizações terroristas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com Flávio Bolsonaro na Casa Branca.
Divulgação/ Truth Social
O sinal mais evidente veio na declaração de Marco Rubio:
“É fantástico que, tirando Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, o Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e, em alguma medida, a Colômbia, temos uma região cheia de aliados e amigos dos Estados Unidos.”
Ou seja, a mensagem é clara: para o governo Trump, o governo Lula é um problema. E esse problema poderia ser resolvido pelas urnas, desde que o candidato preferido da Casa Branca — Flávio Bolsonaro — saísse vitorioso.


Fonte:

g1 > Política

Livraria do Senado bate recorde de vendas em festival literário de Joinville

O Senado participou do Festival Literário de Santa Catarina, em Joinville (SC). O estande da Casa acompanhou o crescimento do festival e levou aos catarinenses, entre 21 e 31 de maio, não só as obras da Livraria do Senado, como também atividades de educação para a cidadania.
Foram oferecidos ao público quase 200 títulos e vendidos cerca de 2,8 mil livros, segundo Abelardo Mendes, da Gráfica do Senado. A campeã de vendas foi, mais uma vez, a Constituição. Outro destaque foi A História dos Símbolos Nacionais. O público também demonstrou forte interesse por códigos jurídicos tradicionais, como o Vade Mécum 2022, o Estatuto da Pessoa Idosa e a Lei Maria da Penha.
Tatiana Derze, também da Gráfica do Senado, observou que o público lotou o espaço ao longo do evento, inclusive crianças e adolescentes.
— Fomos muito bem recebidos pelo público. Recebemos a visita da senadora Ivete da Silveira [MDB-SC] e montamos um espaço interativo e lúdico voltado ao público infanto-juvenil, com o objetivo de divulgar a nossa Coleção Em Miúdos — afirmou.
‘Desafio em miúdos’
O espaço foi batizado de “Desafio em Miúdos”. Por meio de uma dinâmica interativa, animações exibidas em uma tela estimulavam as crianças a realizarem atividades de desenho. Ao completarem as tarefas, elas eram premiadas com cartelas de adesivos.
O objetivo foi divulgar a Coleção em Miúdos, que traduz legislações para o formato de histórias em quadrinhos. Foram disponibilizados oito títulos da coleção:

Constituição em Miúdos
Constituição em Miúdos 2
Cartilha da Constituição em Miúdos
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em Miúdos
Código de Defesa do Consumidor em Miúdos
Estatuto da Igualdade Racial em Miúdos
Estatuto da Pessoa com Deficiência em Miúdos
Agenda 2030 em Miúdos

Oficina Legislativa
O estande também virou ponto de encontro entre professores, jovens e “vereadores mirins” de Joinville, por meio das oficinas legislativas. Segundo Danilo Mazorca Martins, do Programa e-Cidadania, o projeto apresentou a docentes e estudantes as ferramentas de participação democrática oferecidas pelo Senado. Foi promovida uma oficina com alunos do ensino médio da rede estadual e outra com os alunos do ensino fundamental de Joinville.


Fonte: Senado Federal

Oposição culpa governo e base de Lula chama proposta de tarifa dos EUA de ‘tariflávio’; Motta e Alcolumbre não comentam

EUA alegam práticas ‘irrazoáveis’ e propõem tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras
A base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem chamado a proposta do governo dos Estados Unidos de taxar produtos brasileiros em 25% de “tariflávio”, em referência ao “tarifaço”. Já a oposição culpa o governo pelo movimento norte-americano.
Os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), por sua vez, ainda não comentaram a nova proposta de tarifaço dos EUA sobre as exportações brasileiras.
O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) propôs nesta segunda-feira (1º) a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos do Brasil. Mas a nova tarifa não valeria para produtos considerados estratégicos pelos americanos.
Na semana passada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, esteve em Washington, capital dos EUA, e se reuniu com Donald Trump e auxiliares do presidente americano. Nesta terça (2), o pré-candidato afirmou em entrevista que pediu ao americano para não taxar o Brasil.
Hugo Motta é, neste momento, mais próximo ao governo e tem trabalhado pela aprovação de matérias de interesse de Lula neste ano de eleições.
Já Alcolumbre vive uma fase conturbada com o Palácio do Planalto, reflexo da sua articulação pela rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar do silêncio dos comandantes das duas casas do Congresso, os parlamentares criticaram a proposta do governo americano.
Flávio Bolsonaro em encontro com Trump; Lula em reunião com Trump
Reprodução
Mais comentados
O governo conseguiu emplacar a expressão “tariflávio” entre os assuntos mais comentados no X nesta tarde, atribuindo ao senador e filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro, a articulação pela nova taxação.
“O Pix é Nosso” e “Bolsonaros inimigos do Brasil” eram as expressões mais comentadas na rede social.
“TariFlávio e o Pix: Trump ataca o Brasil com um novo tarifaço, mirando nossas empresas, nossas exportações, os empregos e a renda dos trabalhadores brasileiros. É imperialismo econômico contra a soberania nacional, a pedido de Flávio Bolsonaro que foi lá entregar o Pix para os EUA”, afirmou o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC).
“Semana passada teve reunião. Depois veio o recado: “tem mais por vir”. E veio. Tarifas contra o Brasil, pressão sobre o PIX e ataque à nossa soberania. Quem vai lá fora pedir interferência contra o próprio país não está defendendo o Brasil. Está colocando disputa política acima”, afirmou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), que a família Bolsonaro tenta mais uma vez atacar a economia brasileira.
“O Tariflávio e o bolsonarismo fazem o contrário: vão lá fora pedir pressão contra o próprio país. Primeiro veio o tarifaço, que ameaça empregos e prejudica setores exportadores, inclusive da indústria gaúcha. Agora, tentam de novo usar os Estados Unidos para atacar a economia brasileira”, afirmou.
Já o líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), que Trump voltou a atacar a soberania do Brasil.
“O Brasil é independente e não será capacho de ninguém. Se não quiserem comprar da gente, exportaremos para outros países. E o Pix, orgulho nacional e referência mundial, seguirá funcionando! Vamos defender o nosso Pix!”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião de gabinete na Sala do Gabinete da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 27 de maio de 2026
REUTERS/Evan Vucci
Oposição tenta culpar Lula
O líder do PL na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse que o governo é irresponsável e que o governo está destruindo a economia brasileira.
“Isso é mais um ataque às empresas brasileiras, ao emprego, ao poder de compra da nossa economia”, disse.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou que tenha articulado por tarifas e disse que fez um pedido expresso contra taxas no Brasil.
“Os empreendedores brasileiros já estão sufocados com tanto imposto, burocracia, perseguição”, disse. “Expliquei que não seria justo taxá-los”, continuou Flávio.


Fonte:

g1 > Política

Para Girão, PGR se omite em investigações envolvendo integrantes do Judiciário

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (2), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em relação a investigações contra integrantes do Poder Judiciário. O parlamentar referia-se a um caso de suposta venda de sentenças judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Girão explicou que, embora a Procuradoria-Geral da República (PGR) tenha apresentado denúncia contra nove acusados de integrar uma organização criminosa voltada à venda de sentenças, o parecer da própria PGR concluiu não haver indícios de participação de ministros do STJ nos fatos investigados. O senador contestou essa avaliação e afirmou que o procurador-geral tem adotado uma postura de omissão diante de denúncias envolvendo autoridades do Judiciário.
Girão citou episódios que, em sua avaliação, deveriam ter motivado providências por parte da Procuradoria-Geral da República. Entre eles, mencionou investigações relacionadas ao Banco Master, à Operação Carbono Oculto (investigação de sonegação fiscal e adulteração de combustíveis associado a facções criminosas) e ao pagamento de adicionais salariais a ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
— A PGR é a instância máxima do Ministério Público e tem suas prerrogativas definidas pelo artigo 127 da Constituição Federal. Em resumo, vamos dizer assim, é a grande fiscal da lei, mas o comportamento do atual procurador-geral da República, senhor Gonet, tem se mostrado parcial e omisso quando o caso envolve autoridades da cúpula do Poder Judiciário — declarou.
O senador afirmou que há fundamentos para pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República. Ele lembrou que já apresentou pedido de impeachment contra Paulo Gonet, dois anos atrás.
— Da mesma forma que existem razões de sobra para o impeachment de ministros do STF, com destaque para os senhores [Alexandre de] Moraes, [Dias] Toffoli e Gilmar Mendes, que foi sócio do Paulo Gonet, já existem também várias razões para o impeachment do procurador-geral da República — afirmou.


Fonte: Senado Federal

Paim associa o fim da escala 6×1 a aumento de produtividade

Em pronunciamento por videoconferência nesta terça-feira (2), o senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a defender a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas, sem redução salarial, e o fim da escala 6×1. Segundo o parlamentar, a proposta vai além das relações trabalhistas e envolve temas como saúde, qualidade de vida, convivência familiar e adaptação às transformações do mercado de trabalho.
— Essa é uma discussão sobre dignidade humana, sobre saúde física e mental, sobre convivência familiar, sobre produtividade, sobre o direito de viver além do trabalho. Não é um debate isolado nem uma exceção. Trata-se de uma discussão sobre o modelo de desenvolvimento que queremos para o nosso país. É um debate sobre justiça social e distribuição dos ganhos proporcionados pelo avanço tecnológico e pelo aumento da produtividade — disse.
Segundo Paim, levantamentos do Ministério do Trabalho e Emprego indicam que grande parte dos vínculos formais já opera em modelos semelhantes à escala 5×2. O senador argumentou que experiências adotadas por empresas de diferentes setores mostram que a redução da jornada pode ser implementada sem prejuízos à atividade econômica.
Ele citou estudos que apontam ganhos de produtividade, redução da rotatividade e melhora no ambiente de trabalho, além de exemplos de empresas que passaram a adotar a escala 5×2 ou jornadas de 40 horas semanais.
— Os exemplos concretos estão surgindo em todo o país. A Vale S.A., do setor de mineração, torna-se referência nacional ao formalizar, recentemente, o fim da escala 6×1 em suas operações, adotando 40 horas e a jornada de 5×2, beneficiando mais de 100 mil trabalhadores. Isso foi divulgado em maio, com a participação do Ministério do Trabalho. Os dados demonstram que modernizar a jornada de trabalho não é um custo, é um investimento — declarou.


Fonte: Senado Federal

Flávio atribui possíveis novas tarifas a ‘tom agressivo’ de Lula contra os EUA e diz que enviará carta a Trump

O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, divulgou um vídeo nesta terça-feira (2) em que atribui a possibilidade de os Estados Unidos aplicarem novas tarifas contra produtos exportados pelo Brasil ao que classifica como “tom agressivo” de Lula contra os norte-americanos.
Na gravação, postada nas redes sociais, Flávio também reafirma que, na conversa que teve com o presidente Donald Trump na semana passada, pediu ao americano que não aplicasse novas taxas às empresas brasileiras.
No vídeo, recheado de críticas ao presidente Lula, o senador do PL afirma ainda que enviará a Trump uma carta na qual solicitará que as novas tarifas, propostas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, não sejam efetivadas.
“A realidade é que essa tarifa é do Lula. Pelo seu tom agressivo com os Estados Unidos, seu discurso antiamericano, por defender que o dólar deixe de ser a moeda padrão nas relações internacionais”, afirmou Flávio.


Fonte:

g1 > Política

Após novo tarifaço e classificação de facções criminosas como terroristas, chanceler Mauro Vieira deve se encontrar com Marco Rubio, em Paris

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve se reunir nos próximos dias com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em Paris.
O encontro deverá acontecer às margens das reuniões ministeriais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que ocorrem nos dias 3 e 4 de junho na capital francesa, informaram ao blog fontes da diplomacia brasileira.
A reunião bilateral já estava sendo costurada para tratar da recente decisão do governo de Donald Trump de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A divulgação do relatório do Escritório de Comércio dos EUA (USTR), que sugeriu uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros, fez com que o possível “novo tarifaço” entrasse na pauta do encontro.
Mauro Vieira e Marco Rubio já haviam conversado por telefone em janeiro, quando trataram de comércio e de cooperação na área de segurança pública. O governo brasileiro agora busca caminhos para tentar reverter a recomendação da barreira comercial.
Reunião de emergência

Nesta terça-feira (2), após o anúncio americano, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, comandou uma reunião de emergência com ministros para traçar uma estratégia de reação e contenção de danos ao relatório do USTR.
O ministro Márcio Elias, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontou que os setores de máquinas, equipamentos e plásticos seriam os mais severamente castigados pelo imposto de 25%.
Apesar do forte impacto na economia, integrantes do governo brasileiro ouvidos pelo blog avaliam que ainda há espaço político para negociar e frear a medida protecionista. O foco total da diplomacia será persistir no diálogo através dos canais técnicos com os pares americanos.
Uma aposta que também passa por um possível novo diálogo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Não está descartada uma nova conversa dos dois para tratar do assunto. E um encontro entre Mauro Vieira e Marco Rubio passa a ser visto como fator de grande importância para as tratativas brasileiras.
Isso porque há, nos bastidores da diplomacia, um entendimento de que as decisões estratégicas do Departamento de Estado e do USTR também passam pelo crivo de um grupo com forte base ideológica republicana — os mesmos interlocutores que receberam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Washington na semana passada.


Fonte:

g1 > Política

Áudio: Mara Gabrilli destaca importância do Teste do Pezinho para recém-nascidos

O Senado promoveu nesta terça-feira (2) uma sessão especial para homenagear os 50 anos do Teste do Pezinho. Durante a cerimônia, a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) ressaltou que “o diagnóstico precoce é uma das políticas de prevenção mais eficazes que existe”. Ouça o áudio para saber mais.


Fonte: Senado Federal

Tarifas dos EUA: relatório de escritório gera 8,6 milhões de menções nas redes sociais; maior parte é negativa

O relatório divulgado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que propõe a aplicação de novas tarifas alfandegárias contra o Brasil provocou milhões de reações de brasileiros nas redes sociais.
Entre as 8h e as 13h desta terça-feira (2), o tema acumulou 8.676.309 menções nas redes sociais, segundo um levantamento realizado pela Ativaweb DataLab.
Os dados revelam uma forte onda de insatisfação popular: 68% das menções monitoradas expressam um sentimento negativo em relação ao relatório do órgão americano.
Isso mostra que o debate não está mais restrito ao mundo político e empresarial; ele ganhou também uma parcela da sociedade brasileira.
A análise do comportamento dos usuários mostra que a insatisfação vai além das críticas ao texto do USTR. Das 5,8 milhões de menções que expressam sentimentos negativos:
81% (4,7 milhões) são contrárias à aplicação das tarifas contra o Brasil.
74% (4,3 milhões) das publicações ainda destacam a necessidade de se defender a soberania nacional diante das pressões externas.
O levantamento indica que o tema tem uma grande capacidade de mobilizar a esfera digital contra esse tipo de medida protecionista.
Além disso, uma parcela significativa dos usuários nas redes sociais começou a associar o avanço das sanções americanas ao histórico diplomático recente do país, direcionando críticas e colocando o desgaste da situação “na conta” da família do ex-presidente Jair Bolsonaro.


Fonte:

g1 > Política

Fachin diz que classificação de facções como terroristas, por ora, é ‘política internacional’ e que CNJ pode agir se acionado

‘Foi uma surpresa’, diz diretor da PF sobre classificação de PCC e CV como terroristas
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (2) que a classificação das facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas está sendo tratada como uma questão de política internacional no momento.
O ministro disse que o Judiciário aguarda comunicações oficiais para se for o caso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tomar as devidas providências sobre o tema.
Entra em vigor na sexta-feira (5) a decisão do governio americano de classificar as facções PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras.
Fachin foi questionado sobre possíveis impactos da decisão dos EUA em investigações no país, como o deslocamento de processos da Justiça Estadual para a Justiça Federal. O ministro disse que a Justiça avaliará as medidas necessárias se for comunicada oficialmente sobre a decisão.
“Por ora, o que se tem é esta relação que está no plano internacional com as autoridades da diplomacia brasileira e o Poder Judiciário oficialmente está aguardando, claro, que essas comunicações oficiais se realizem para aí sim, se for o caso, o Conselho Nacional de Justiça tomará as devidas providências. Mas, nesse momento não há nenhuma comunicação oficial que tenha chegado ao Conselho Nacional de Justiça”, afirmou a jornalistas.
Segundo o presidente do STF, o tema agora é “uma questão de política internacional que diz respeito ao Estado brasileiro e obviamente a outros segmentos e setores da vida nacional”.
O ministro ressaltou que o Judiciário tem tratado de medidas efetivas para o combate às organizações, sendo que o CNJ está atuando para “organizar a magistratura nesse sentido”.
Ministro Edson Fachin, presidente do CNJ e do STF
Gustavo Moreno/CNJ
Fachin lembrou que o CNJ lançou em março o painel Nacional do Crime Organizado que reúne dados processuais sobre organizações criminosas e milícias.
O levantamento indica que existem mais de 13 mil ações penais em andamento contra integrantes de organização criminosa. A ação penal começa quando o juiz aceita denúncia do Ministério Público e transforma um investigado em réu.
O presidente do STF destacou a criação da rede nacional de juízes e juízas que julgam essas ações que envolvem, obviamente, organizações criminosas, para tratar de aperfeiçoar os mecanismos de segurança aos magistrados. O grupo deve ser instituído em agosto.
Outro foco do CNJ, segundo Fachin, tem sido quebrar vínculo entre a população interna do cárcere e essa organização criminosa que opera fora do cárcere.
“Dar condições minimamente humanas de habitabilidade dos estabelecimentos penitenciários. As 27 unidades da federação já ultimaram seus projetos de melhoria e reforma nos estabelecimentos penitenciários e nós estamos na fase final diligenciando junto ao BNDES a possibilidade de financiamento dessas reformas, o que significa cuidar da população dentro do cárcere. E também cuidar de obstar a continuidade da chamada porta giratória, ou seja, aqueles que saem ou no semiaberto ou saem já tendo cumprido a sua pena de responsabilização, como aliás devem cumprir, (…) mas quando saem, não podem ser capturados por facções criminosas, nem eles, nem seus familiares”, disse.


Fonte:

g1 > Política