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Lula sanciona lei que define 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que institui a data de 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.
A data foi escolhida em razão da data do registro da primeira morte pela doença no Brasil em 2020 e busca reconhecer o impacto da pandemia na vida de milhões de pessoas.
Em 11 de março de 2020, a OMS declarou a pandemia de Covid-19.
Do deputado Pedro Uczai (PT-SC) e relatado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), o projeto foi aprovado no Senado no mês passado e seguiu para sanção presidencial.
De acordo com o relator, a criação da data tem caráter simbólico e educativo, com a intenção de preservar a memória das vítimas e reforçar a importância de políticas públicas de saúde.


Fonte:

g1 > Política

Vídeo: Papel do profissional da contabilidade é destacado em sessão solene

O Congresso Nacional realizou, nesta segunda-feira (11), sessão solene para homenagear o profissional da contabilidade, os 80 anos de criação dos conselhos da categoria e a regulamentação da profissão de contabilista.


Fonte: Senado Federal

Sessão destaca importância dos contadores para reforma tributária e combate à corrupção

Em sessão solene no Congresso Nacional nesta segunda (11), representantes dos mais de 500 mil profissionais de contabilidade do país defenderam a importância da categoria, ressaltando seu papel na implementação da reforma tributária e no combate à corrupção.
A cerimônia — que aconteceu no Plenário do Senado — celebrou os 80 anos do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e o Dia do Contabilista (25 de abril). Além disso, como parte das comemorações, o Senado inaugurou uma exposição com peças do Museu da Contabilidade. 
O senador Izalci Lucas (PL-DF), que também é contador, foi um dos parlamentares que solicitaram a sessão. Ele destacou a relevância desses profissionais para a manutenção da atividade econômica e para a transparência das relações financeiras. 
— O contador é, muitas vezes, o conselheiro de quem decide empreender. São os contadores que ajudam a pequena empresa a nascer; são os contadores que orientam o comerciante que está tentando manter as portas abertas; somos nós que atravessamos a madrugada fechando balanços, organizando folhas salariais, enfrentando prazos e mudanças tributárias quase que diárias para garantir que uma empresa continue funcionando — declarou Izalci.
Ao ressaltar a responsabilidade técnica e ética da categoria, o senador afirmou que os profissionais de contabilidade atuam com a consciência de que “decisões erradas podem destruir empresas, empregos, patrimônios e sonhos construídos durante uma vida inteira”.
Izalci e o presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Joaquim de Alencar Bezerra, informaram que há cerca de 540 mil profissionais de contabilidade registrados e em atividade no país, além de quase 100 mil organizações contábeis.
Desafios e reconhecimento
Bezerra disse que os principais desafios da categoria são o reposicionamento dos profissionais diante das transformações tecnológicas, a valorização da categoria e o reconhecimento da contabilidade brasileira no âmbito global.
Ao avaliar o momento atual, ele observa que há guerras tarifárias, mudanças no sistema tributário e crescente desconfiança nas instituições — e que esse contexto põe a contabilidade no centro do debate, com protagonismo para contribuir para o aprimoramento de controles, a melhoria regulatória, nas decisões judiciárias, no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro.
Segundo o presidente do CFC, a contabilidade é fundamental para a confiança na economia do país, mas fez uma ressalva: a sociedade e o mercado precisam reconhecer esse valor.
O senador Laércio Oliveira (PP-SE), que também participou da sessão, defende esse reconhecimento. Ele propõe inclusive que, entre os dirigentes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), haja representantes com formação contábil.
Reforma tributária 
O presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento (Fenacon), Daniel Coêlho, lembrou que os contabilistas participam de várias etapas das atividades empresariais, da abertura de pequenos negócios até as decisões estratégicas de grandes organizações, transformando “números em inteligência” e contribuindo para a segurança jurídica e financeira das empresas.
Coêlho também apontou o papel central da categoria na implementação da reforma tributária.
— O Brasil inicia a implementação da reforma tributária sobre o consumo. Uma mudança histórica, complexa e transformadora. Os profissionais da contabilidade serão protagonistas absolutos desse processo. Serão responsáveis por interpretar a nova legislação, adaptar sistemas, orientar empresas e garantir uma transição segura para o novo modelo tributário.
Transformação digital 
Ao comentar os impactos das inovações tecnológicas sobre a profissão, os participantes da sessão frisaram que os contadores precisam desenvolver novas habilidades, que envolvem o domínio dessas tecnologias, a capacidade de análise de dados, o pensamento crítico e a visão estratégica.
Segundo eles, embora a tendência é que tarefas repetitivas sejam automatizadas, continuarão sendo funções essencialmente humanas a interpretação técnica, as escolhas éticas e a capacidade de orientar decisões. 
— Nesse contexto, a contabilidade e a auditoria independente se tornam ainda mais essenciais, pois num mundo marcado pelo excesso de informações o que realmente importa é a confiança — argumentou Sebastian Soares, presidente do Instituto de Auditoria Independente do Brasil (Ibracon).
Izalci Lucas reforçou a necessidade do profissional da contabilidade com o advento da inteligência artificial.

— Vivemos a era da inteligência artificial, da automação e da transformação digital. Ao contrário do que muitos imaginam, isso não diminui a importância da contabilidade; aumenta! Porque quanto mais tecnologia existe, maior se torna a necessidade de profissionais capazes de preparar dados, orientar decisões e garantir segurança nas informações — enfatizou o senador.
Conselhos de contabilidade
Durante a sessão, os participantes reiteraram a contribuição histórica do sistema formado pelo Conselho Federal de Contabilidade e pelos conselhos regionais de contabilidade, com influência decisiva na valorização dos profissionais, na promoção da educação continuada e no fortalecimento técnico e ético da categoria.
O CFC, que completa 80 anos em 27 de maio, foi criado pelo Decreto-Lei 9.295, de 1946.
A presidente da Academia Brasileira de Ciências Contábeis, Maria Clara Cavalcante Bugarim, afirmou que a trajetória do CFC ao longo de oito décadas demonstra a solidez institucional construída pela categoria.
O senador Laércio Oliveira, que também já foi um profissional da área, declarou que o CFC se estruturou de uma forma tão competente “que hoje não dá para discutir determinados temas [como a reforma tributária] sem ouvi-lo”.  
Exposição 
Como parte das celebrações, o Senado inaugurou nesta segunda-feira uma exposição com peças do Museu da Contabilidade.
A mostra reúne documentos, fotografias, publicações e registros históricos que retratam a evolução da profissão e sua inserção em momentos relevantes da história econômica e institucional do Brasil.
A exposição ficará aberta ao público entre os dias 11 e 15 de maio, na Praça das Abelhas (localizada no início do túnel que liga o Anexo II do Senado ao edifício principal da Casa).


Fonte: Senado Federal

Damares Alves critica erotização precoce de crianças e adolescentes

Em pronunciamento nesta segunda-feira (11), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) alertou para a erotização de menores de idade em contextos digitais e vício em pornografia. Para a senadora, é alarmante o aumento do número de casos de adolescentes que cometem crimes sexuais no Brasil, como o caso do jovem de 13 anos apreendido no Mato Grosso do Sul após estuprar uma idosa de 92 anos. 
— E a pergunta é: por que nós estamos com tantos adolescentes estuprando crianças e agora adultos e idosos no Brasil? A resposta que eu trago, como uma conhecedora de causa e alguém que se dedica ao enfrentamento à violência sexual no Brasil, é que nós não vamos conseguir enfrentar o abuso sexual, o estupro e a violência, se nós não falarmos claramente sobre erotização precoce. Se nós não falarmos claramente sobre vício em pornografia — afirmou a senadora. 
Em meio ao Maio Laranja, Damares também criticou o uso da arte como instrumento de apresentação de conteúdos eróticos para crianças e adolescentes. Ela citou como exemplo músicas com composições explícitas e impróprias para menores. 
Por Bruno Augusto, sob supervisão de Dante Accioly


Fonte: Senado Federal

CCJ analisa prazo maior para mulher denunciar violência doméstica

Mulheres vítimas de violência doméstica poderão ter até 12 meses para tomar providências legais contra seus agressores, de acordo com projeto que poderá ser votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira (13), às 9h.
O PL 421/2023, da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), modifica o Código Penal, a Lei Maria da Penha e o Código de Processo Penal. Atualmente essas normas preveem que a vítima perde o direito de queixa ou de representação após seis meses, contados a partir do dia em que vier a saber quem é o autor do crime ou de quando se esgota o prazo para oferecimento da denúncia e o Ministério Público não denuncia.
A relatora na CCJ, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), entende que a medida “contribuirá para a redução da impunidade e para a prevenção e o combate à violência contra a mulher”.
O projeto foi previamente aprovado nas comissões de Segurança Pública (CSP) e de Direitos Humanos (CDH). Se aprovado na CCJ sem alterações de mérito e não houver recurso para votação em Plenário, o projeto segue para sanção presidencial.
Reserva biológica
Outro projeto em pauta altera os limites da Reserva Biológica de Santa Isabel, em Sergipe. A reserva foi criada para preservar ecossistemas costeiros (vegetação de restinga, dunas e lagoas) e proteger bancos de desova de tartarugas marinhas.
A proposta original (PL 2.511/2019), do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), busca corrigir erros de localização no decreto de criação da unidade, de 1988. Segundo o parlamentar, pelos dados informados no decreto, a área seria menor do que o que foi oficialmente demarcado e reconhecido.
No entanto, o relator, senador Laércio Oliveira (PP-SE), alterou o texto para transformar a reserva (categoria mais restritiva de unidade de conservação) em parque nacional, o que permitiria a visitação e o turismo.
“Permitir que as pessoas conheçam nossas belezas naturais e a biodiversidade brasileira é uma estratégia de conservação. Quem conhece protege, quem não conhece não pode valorizar as riquezas naturais do nosso país”, justifica Laércio.
‘Sextorsão’
Também poderá ser aprovado na CCJ projeto que combate a cobrança de atos sexuais em troca da realização de tarefas que seriam típicas do cargo, prática conhecida como “sextorsão”.
Proposto pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), o PL 4.534/2021 tipifica esse crime, que passa a ser punido com reclusão de dois a seis anos; se o agente desempenha função pública, também estará submetido às penas por eventual crime contra a administração.
Para Alessandro Vieira, que emitiu relatório a favor do projeto, trata-se de enfrentar “um comportamento abjeto que atenta fortemente contra a liberdade sexual das pessoas e, portanto, merece ser sancionado pelo direito penal.” Ele citou estimativas de que 20% das brasileiras e brasileiros já sofreram corrupção sexual, e defendeu maior transparência sobre o tema.


Fonte: Senado Federal

PEC que reduz maioridade penal para crimes hediondos é protocolada na Câmara

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que reduz a maioridade penal em casos de crimes hediondos e de crueldade extrema contra pessoas e animais foi protocolada na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (11) após conseguir o número mínimo de assinaturas. Para que uma PEC seja admitida, a Constituição exige a subscrição de pelo menos 171 deputados federais, o equivalente a um terço da Casa.
O projeto, de autoria do Capitão Alden (PL-BA), prevê que pessoas menores de 18 anos podem ser consideradas como maiores em casos de crimes como estupro, estupro de vulnerável, homicídio qualificado com crueldade extrema, latrocínio, tortura, maus-tratos extremos contra pessoas e animais, entre outros.
“A proposta não extingue a inimputabilidade penal, não generaliza a redução da maioridade penal e não criminaliza a infância”, diz o texto, afirmando que a proposta cria uma brecha estritamente limitada, “aplicável apenas aos casos definidos em lei complementar”.
Na justificativa obtida pela Jovem Pan na coluna de Bruno Pinheiro, Alden argumenta que crimes praticados com sadismo, sofrimento prolongado ou violência extrema revelam desvio grave de conduta incompatível com respostas estatais meramente simbólicas.
O parlamentar também cita estudos criminológicos que apontam a crueldade extrema contra animais como marcador de risco associado à escalada de violência contra pessoas.


Fonte: Jovem Pan

Mulher que tentou esfaquear cabeleireiro tem ‘transtorno psicótico agudo’, alega defesa

A defesa da mulher que tentou esfaquear um cabeleireiro com uma faca de cozinha, no dia 5 de maio, em um salão de beleza na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, disse que ela foi diagnosticada com “transtorno psicótico agudo e transitório não especificado em 2023”.
Segundo o comunicado enviado à imprensa, recentemente, Laís Gabriela Barbosa da Cunha, de 27 anos, precisou interromper o uso dos medicamentos do tratamento que faz com acompanhamento de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) por causa de um “quadro clínico de hepatite medicamentosa“.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a mulher conversava com o cabeleireiro Eduardo Ferrari enquanto ele atendia outra cliente. Em seguida, ele virou de costas e ela tirou uma faca de cozinha da bolsa para tentar esfaqueá-lo, mas logo foi contida pelos seguranças. Em vídeos divulgados nas redes sociais, a cliente diz ter ficado insatisfeita com o corte de cabelo.

 

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Em nota publicada nas redes sociais, o cabeleireiro informou que Laís realizou o procedimento há 30 dias, mas retornou na terça-feira afirmando estar insatisfeita e pedindo a devolução dos valores pagos.
“Diante da negativa, uma vez que o serviço havia sido regularmente prestado, a cliente passou a agir de forma agressiva e, de maneira inesperada e desproporcional, desferiu um golpe de faca nas costas de Eduardo“, informou. O cabeleireiro sofreu um pequeno corte nas costas.
Na nota da defesa da mulher, assinada pelo advogado criminalista Murilo Augusto Maia, consta que “Laís encontra-se extremamente abalada com toda a repercussão do caso“. “(A defesa) afirma que (Laís) jamais pensou em tentar contra a vida de Eduardo e que portava uma faca de cozinha em razão de ter sido vítima de assalto nas proximidades do terminal rodoviário da Barra Funda”, justifica.
Conforme o comunicado, a cliente mora em Ribeirão Preto (SP) e, ao retornar ao salão na capital paulista no dia 5, ela foi tratada “com desprezo e deboche“. Antes disso, segundo a nota, ela havia questionado o resultado do procedimento de mechas em 13 de abril, mas não obteve retorno. O atendimento ocorreu em 7 de abril.
“No dia 14 (de abril), inconformada com a falta de resposta, se excedeu nas mensagens de WhatsApp, sendo informada pela equipe do salão que não seria possível dar continuidade ao atendimento por aquele canal, mas que estariam à disposição para entender e solucionar o problema. Portanto, é falsa a afirmação que Laís demorou 30 dias para questionar o procedimento realizado por Eduardo”, diz a defesa.
O caso foi registrado como lesão corporal, ameaça e autolesão no 91º Distrito Policial.


Fonte: Jovem Pan

Oposição começa a coletar assinaturas para anistia dos condenados do 8 de Janeiro

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), iniciou, nesta segunda-feira (11), a coleta de assinaturas para protocolar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para anistiar os presos do 8 de Janeiro, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Neste momento, a PEC tem 35 assinaturas das 171 necessárias – a oposição trabalha para já conseguir o número mínimo em no máximo duas semanas.
Trata-se de uma reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria até o STF analisar a medida que beneficia Bolsonaro.
“Diante da decisão do ministro Alexandre de Moraes de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria, ficou ainda mais evidente para o Brasil que parte do sistema não aceita qualquer medida que represente justiça, equilíbrio e proporcionalidade para os condenados do 8 de janeiro. A resposta a esse novo abuso será dada dentro da Constituição”, disse Sóstenes.
O texto anistia todos aqueles que “participaram, direta ou indiretamente, de fatos ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023” e tenham sido condenados pelos crimes de dano qualificado, deterioração de patrimônio público, associação criminosa armada, abolição violenta do estado democrático de direito e golpe de Estado.
Bolsonaro foi condenado pelos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
“A decisão do ministro Alexandre de Moraes suspendendo a lei representa uma afronta à soberania do Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal está impedindo a aplicação de uma norma aprovada pela ampla maioria dos congressistas”, disse Sóstenes.
A lei aprovada pelo Congresso Nacional reduz as penas de pessoas condenadas pelos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro e também beneficiaria Bolsonaro, condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
O texto aprovado prevê redução de penas e facilita progressão de regime para crimes contra o Estado democrático de direito.
A reação por uma PEC, porém, levaria tempo até surtir efeito. A votação de propostas de emenda à Constituição costuma levar mais tempo – em alguns casos, nesta legislatura, o governo conseguiu trabalhar para que PECs incômodas não avançassem.
Foi o caso da PEC das Drogas, que queria qualificar como ato criminoso a prática de portar entorpecentes “independentemente da quantidade”. A tramitação dessa proposta foi interrompida na Câmara, após aprovação no Senado. O governo conseguiu trabalhar para impedir que partidos indicassem membros para a formação de comissão especial para discutir esse projeto.


Fonte: Jovem Pan

Após paralisação na USP, 16 cursos aderem greve na Unicamp

Embalados pela greve iniciada na USP no dia 14 de abril, estudantes da Universidade de Campinas (Unicamp) também decidiram parar desde o final da semana passada. Servidores engrossam o movimento a partir desta segunda-feira (11).
A Reitoria da Unicamp informa que “mantém diálogo contínuo com as entidades estudantis e direções das unidades do campus de Limeira e de Campinas reafirmando o compromisso com a busca de soluções consensuais”.
A adesão ocorre de forma gradual. Segundo os alunos, ao menos 16 cursos já aprovaram paralisação, entre eles, Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Artes Cênicas e Engenharia de Alimentos. A Unicamp tem 69 cursos.
Formações tradicionais, como Ciências Humanas (CACH), Medicina (CAAL), Pedagogia (CAPMF) e Economia (Caeco), ainda não realizaram suas respectivas assembleias.
Questionada sobre o número de cursos paralisados, a reitoria informou que a “universidade funciona normalmente no dia de hoje [segunda-feira, 11]”.
A decisão pelo indicativo de greve geral foi aprovada em assembleia na quinta-feira, 7, que reuniu mais de mil estudantes, segundo o movimento estudantil. Agora, cada curso vem realizando assembleias próprias.
Entre as principais reivindicações estão:

construção da moradia estudantil no campus de Limeira;
melhorias nos restaurantes universitários e no transporte interno;
fortalecimento de políticas de combate à violência sexual e étnico-racial e de apoio psicológico;
os estudantes reclamam de falta de professores, déficit de funcionários técnicos.

“Temos demandas específicas que vão culminar na demanda por maior orçamento para educação”, afirma a estudante de Economia Laura Khaddour, representante discente no Conselho Universitário da Unicamp.
A Reitoria afirma que “estudos contínuos seguem em pauta para viabilizar melhorias no âmbito das possibilidades orçamentárias”
Governador critica greve na USP
Na semana passada, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) criticou a paralisação dos estudantes da USP, iniciada no dia 14 de abril.
“Se eu fosse estudante, eu estaria estudando o máximo que eu pudesse, aproveitando com unhas e dentes as oportunidades”, disse. “Para mim, não entra na minha cabeça a greve dos estudantes. Estudante, na minha opinião, tem que estudar.”
O governador afirmou ainda que o movimento tem conotação política. “A greve tem um cunho político, isso está bastante claro. Eu lamento a perda de oportunidade. A gente está falando de uma universidade de ponta, que tem um recurso garantido do Estado.”
Autarquização da área de saúde da Unicamp
Outro ponto central da mobilização é a oposição ao projeto de autarquização da área da saúde da universidade. A proposta, aprovada pelo Conselho Universitário da Unicamp em dezembro, sugere um novo modelo de gestão para a área da saúde, que passaria a ser vinculada à Secretaria Estadual de Saúde para fins orçamentários.
Por outro lado, ela permaneceria ligada à Unicamp no campo do ensino, do treinamento de estudantes de cursos de graduação e pós-graduação e do aperfeiçoamento de médicos.
Estudantes e trabalhadores temem perda de controle sobre os serviços, precarização das condições de trabalho e impactos no atendimento hospitalar. Temem também a privatização.
No momento da aprovação, o reitor Paulo Cesar Montagner disse que a proposta de autarquização é essencial para o futuro da Universidade. Hoje, a Unicamp é responsável pelo custeio da área da saúde. Neste ano de 2025, os custos com o sistema deverão atingir aproximadamente R$ 1,1 bilhão.
“Da forma como está, não temos mais como crescer”, afirma Montagner. “Este é um projeto de décadas. Um projeto de Estado. O que queremos é construir o futuro da Universidade”.
Ato unificado em São Paulo
A mobilização dos alunos extrapola os campi do interior de São Paulo. Estudantes da USP, Unicamp e Unesp convocaram um ato unificado nesta segunda, em frente à sede do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), no centro da capital paulista. Professores e funcionários das três instituições também devem participar.
O protesto ocorre em meio ao impasse nas negociações salariais entre o Cruesp e o Fórum das Seis, entidade que reúne sindicatos e associações de docentes, funcionários e estudantes das universidades estaduais paulistas.
O reajuste oferecido foi de 3,6%, percentual estimado para a inflação calculada pelo IPC-Fipe de maio/2025 a abril/2026, ainda não fechado. O Fórum insistiu na necessidade de uma política de recuperação salarial, tendo como meta a recomposição do poder de compra dos salários em maio/2012. A reivindicação estima esse índice em 15,97%.
No centro das disputas, está a discussão sobre o futuro do financiamento das universidades. Hoje, USP, Unicamp e Unesp recebem 9,57% da arrecadação do ICMS. Com a reforma tributária, a substituição do imposto pelo IBS até 2033 deve reduzir essa fonte de receita, o que aumenta a incerteza.


Fonte: Jovem Pan

Hantavírus é altamente contagioso no início da doença, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou, nesta segunda-feira (11), que o hantavírus é mais contagioso no início da doença, o que justifica a aplicação de quarentena aos casos suspeitos.
“Se impomos ou recomendamos a quarentena, é porque as pessoas são contagiosas desde o começo da doença”, declarou Olivier le Polain, chefe da unidade EAR (epidemiologia e análise para a resposta) da OMS, durante uma transmissão ao vivo em várias plataformas de redes sociais.
“É durante os primeiros dias, e inclusive desde os primeiros momentos da doença, que a contagiosidade é maior”, indicou.
“Devido a esse período de incubação, podemos esperar ver novos casos aparecerem nos próximos dias, e inclusive na semana que vem, e é por isso que devemos permanecer vigilantes e garantir que, diante do aparecimento dos primeiros sinais e sintomas, as pessoas afetadas sejam identificadas, isoladas e atendidas“, acrescentou.
A crise a bordo do cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus, provocou preocupação em todo o mundo, embora a OMS assegure que a situação não é comparável à pandemia de covid-19 de 2020.
Três passageiros do navio que zarpou em 1º de abril de Ushuaia, na Argentina, morreram em decorrência desse vírus conhecido, mas raro, contra o qual não existe vacina nem tratamento.


Fonte: Jovem Pan