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História da coragem de James Hunt e o título de 1976

A temporada de 1976 da Fórmula 1 é amplamente considerada a mais dramática e narrativa da história do automobilismo. O campeonato não foi apenas uma disputa de pontos, mas um choque de filosofias de vida entre o britânico James Hunt, da McLaren, e o austríaco Niki Lauda, da Ferrari. Este embate culminou em uma das finais mais tensas do esporte: a decisão do título de 1976 entre Hunt e Lauda sob chuva torrencial no Japão. O evento no circuito de Fuji Speedway testou os limites da coragem, da segurança e da determinação humana.
A linha do tempo da temporada de 1976
A rivalidade que desembocou no Japão foi construída sobre reviravoltas extremas ao longo do ano. Niki Lauda, o atual campeão e piloto calculista, dominou a primeira metade da temporada, construindo uma vantagem que parecia insuperável. James Hunt, talentoso mas errático, lutava contra desclassificações e problemas mecânicos no início do campeonato.
O ponto de virada ocorreu no Grande Prêmio da Alemanha, em Nürburgring. Lauda sofreu um acidente quase fatal, onde seu carro pegou fogo, causando queimaduras graves e danos aos pulmões. Enquanto Lauda lutava pela vida no hospital, Hunt começou a reduzir a diferença de pontos, vencendo corridas cruciais.
Contra todas as probabilidades médicas, Lauda retornou às pistas apenas seis semanas após o acidente, no Grande Prêmio da Itália, ainda com as feridas sangrando. A disputa chegou à última corrida, no Japão, com Lauda liderando o campeonato por apenas três pontos (68 a 65). O cenário estava montado para um final cinematográfico, mas a natureza interveio de forma drástica, transformando a pista de Fuji em um rio intransitável.
Regras e o cenário técnico em Fuji
Para compreender a magnitude da conquista de Hunt e a decisão de Lauda, é necessário entender o sistema de pontuação e as condições técnicas daquele dia específico. Na época, a vitória valia 9 pontos, o segundo lugar 6, o terceiro 4, e assim sucessivamente até o sexto lugar (1 ponto).
A matemática para o título era tensa:

Se Lauda vencesse ou chegasse à frente de Hunt, seria campeão.
James Hunt precisava terminar, no mínimo, em terceiro lugar (4 pontos) caso Lauda não pontuasse, para vencer o campeonato por um ponto.
Se ambos não pontuassem, Lauda seria o campeão.

No dia da corrida, uma tempestade assolou o circuito. A visibilidade era praticamente nula e a aquaplanagem era uma certeza. Houve longas discussões entre os pilotos e a organização sobre o cancelamento da prova. No entanto, devido aos compromissos televisivos globais (era a primeira transmissão mundial ao vivo de uma corrida completa no Japão), a largada foi autorizada, atrasada, mas confirmada. A “regra” não escrita naquele dia era a sobrevivência, colocando a habilidade de pilotar no molhado acima da potência dos motores Ferrari ou McLaren.
Títulos e o desfecho da corrida
A corrida começou sob condições perigosas. Niki Lauda, que já havia escapado da morte meses antes, completou duas voltas e tomou uma decisão que chocou o mundo: recolheu o carro aos boxes e abandonou a prova voluntariamente. Ele declarou que a sua vida valia mais do que um título e que pilotar naquelas condições era “insanidade”.
Com Lauda fora, James Hunt precisava desesperadamente do terceiro lugar. O britânico liderou a maior parte da prova, mas o desgaste dos pneus de chuva em uma pista que começou a secar complicou sua situação. Hunt foi forçado a um pit stop tardio devido a um furo no pneu, caindo para a quinta posição com poucas voltas restantes.
Em uma recuperação frenética e agressiva, Hunt ultrapassou Alan Jones e Clay Regazzoni nas voltas finais. Ele cruzou a linha de chegada em terceiro lugar. O resultado final do campeonato foi:

James Hunt (McLaren): 69 pontos (Campeão Mundial).
Niki Lauda (Ferrari): 68 pontos.

Foi o único título mundial de James Hunt, mas o suficiente para eternizá-lo como uma lenda do esporte, provando sua capacidade de performar sob a pressão máxima de uma decisão de título mundial.
Curiosidades sobre a final de 1976
A batalha de Fuji e a temporada de 76 são cercadas de fatos que muitas vezes escapam aos resumos oficiais:

O vencedor esquecido: Devido ao drama do título, poucos lembram que quem venceu a corrida no Japão foi Mario Andretti, pilotando uma Lotus. Foi a primeira vitória de um americano na F1 em 16 anos.
Confusão no pódio: Ao cruzar a linha de chegada, James Hunt não sabia sua posição exata devido à confusão nos boxes. Ele saiu do carro furioso, acreditando ter perdido o título, até ser informado pela equipe que havia conseguido o terceiro lugar necessário.
Cinema: Esta temporada foi retratada fielmente no filme Rush – No Limite da Emoção (2013), dirigido por Ron Howard, que ajudou a apresentar a rivalidade para uma nova geração.
Amizade real: Apesar da rivalidade nas pistas e da narrativa de “inimigos”, Hunt e Lauda eram amigos próximos na vida real, chegando a dividir apartamento no início de suas carreiras na Fórmula 3.

A coragem de James Hunt em 1976 não se resumiu apenas a acelerar na chuva, mas a manter o foco mental enquanto seu principal adversário se retirava. O evento transformou a Fórmula 1 em um espetáculo televisivo global e estabeleceu o padrão para o drama esportivo. A decisão de Lauda de parar e a determinação de Hunt em continuar representam os dois lados da moeda do automobilismo: o risco calculado e a busca pela glória a qualquer custo.


Fonte: Jovem Pan

Como montar uma surpresa de Dia das Mães na véspera e com pouco dinheiro

O prazo das entregas online esgotou, o orçamento está curto e o domingo já se aproxima. Em cenários de restrição de tempo, a incerteza sobre o que fazer de presente de dia das mães de última hora que seja criativo e sem gastar muito gera ansiedade. A solução mais eficiente é abandonar a tentativa de buscar itens nas prateleiras desfalcadas do varejo e direcionar o esforço para a criação de serviços caseiros ou de ativação digital imediata.

A troca do consumo pela intenção afetiva
A lógica de presentear no limite do calendário exige uma mudança de rota. Em vez de disputar espaço nas filas para comprar produtos genéricos, a estratégia passa por entregar um momento de dedicação exclusiva. Isso significa usar ferramentas do dia a dia, como o próprio celular ou ingredientes da despensa, para elaborar uma homenagem que possui alto valor emocional e baixo custo de execução. O foco sai do objeto embalado para a memória gerada no instante da entrega.
Motivos para evitar as compras físicas na véspera
Deixar a solução do presente para as plataformas caseiras ou digitais oferece benefícios que vão muito além da conveniência. O mercado projeta um gasto médio próximo a R$ 478 por consumidor nesta temporada, concentrado muitas vezes em taxas de urgência. Ao optar pela criação autoral, ocorrem três efeitos imediatos:
Fuga das taxas inflacionadas: Elimina-se o pagamento de fretes expressos abusivos típicos de vésperas de datas comemorativas.
Exclusividade garantida: A lembrança se torna única e foge do padrão de perfumes e roupas produzidos em massa.
Preservação do tempo: Poupa-se a energia gasta em engarrafamentos e em lojas que já sofrem com estoques reduzidos.
Passos rápidos para montar a surpresa em casa
Para que o improviso não pareça desleixo, o planejamento da execução deve ser objetivo. As alternativas a seguir podem ser resolvidas em menos de duas horas, garantindo que o domingo seja comemorado sem que as mãos cheguem vazias.
1. Emissão de vales para serviços digitais
A internet permite que você compre o presente agora e entregue no minuto seguinte. Acesse plataformas de serviço que ela gosta e assine um plano anual ou trimestral. Vale apostar em clubes de leitura para celular, plataformas de cinema sob demanda ou planos em aplicativos de meditação. O truque para não entregar apenas um e-mail é escrever o serviço comprado em um cartão bonito feito à mão, materializando a assinatura virtual.
2. Montagem de cesta com fornecedores do bairro
Cestas de café da manhã prontas costumam ter preços muito altos durante o mês de maio. A solução é comprar os itens separadamente direto nas padarias de bairro no sábado à tarde ou no domingo cedo. Compre frutas no hortifrúti da esquina, escolha dois tipos de queijos diferentes no mercado local e inclua os pães favoritos dela. Coloque tudo em uma bandeja que já existe em casa, garantindo frescor e cortando o custo pela metade.
3. Criação de um passaporte de experiências
O tempo é a moeda mais cara para as mães. Separe algumas folhas de papel firme e crie pequenos vales que ela poderá trocar no futuro. Escreva promessas como uma tarde inteira de descanso sem interrupções, um jantar preparado exclusivamente por você, a faxina completa da casa no fim de semana ou uma sessão de massagem nos pés. Coloque os cartões dentro de um envelope e entregue a autoridade para que ela escolha quando usar cada um.
4. Edição ágil de acervo fotográfico
Aproveite o armazenamento de imagens do seu próprio telefone celular. Aplicativos gratuitos permitem selecionar dezenas de fotos e transformá-las em vídeos curtos com uma música de fundo de forma praticamente automática. Basta escolher momentos de viagens antigas ou reuniões em família, adicionar legendas com pequenas declarações e enviar o arquivo finalizado logo nas primeiras horas do domingo.
O que não comprar no calor do momento
A pressa pode induzir o consumidor a erros que transmitem descaso. Fuja da tentação de comprar produtos de limpeza doméstica ou eletrodomésticos básicos só porque estavam no caminho do caixa do supermercado. Itens que lembram obrigação e trabalho destroem o propósito de homenagear a mulher. Outro erro grave é prometer um presente que chegará semanas depois sem oferecer nada físico ou palpável no domingo.
A chave do sucesso no próximo dia 10 de maio de 2026 está em entender que a presença e a intenção superam qualquer orçamento apertado. Organizar uma manhã agradável, assumir os afazeres da casa e criar um momento genuíno de alegria custa muito pouco, mas garante o acolhimento que nenhuma vitrine é capaz de vender.


Fonte: Jovem Pan

História da recuperação de Vettel no Brasil em 2012

A definição do Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2012 é amplamente considerada uma das corridas mais emocionantes da história do esporte. Chegando ao Grande Prêmio do Brasil, Sebastian Vettel, da Red Bull Racing, liderava a tabela com 13 pontos de vantagem sobre Fernando Alonso, da Ferrari. Para os fãs e analistas que buscam entender como Sebastian Vettel foi campeão em 2012 contra Alonso, mesmo rodando na primeira volta em Interlagos, a resposta reside em uma combinação de pilotagem agressiva de recuperação, estratégia adaptável sob condições climáticas variáveis e a resistência mecânica do RB8.
História e linha do tempo da corrida
A narrativa da corrida começou muito antes da bandeira quadriculada, com a tensão palpável no grid de Interlagos devido à previsão de chuva incerta. A largada foi o catalisador do drama que se seguiria. Sebastian Vettel largou em quarto, enquanto Fernando Alonso partiu da sétima posição.
Logo na partida, Vettel teve um arranque ruim e foi engolido pelo pelotão. Na aproximação para a Curva do Lago (Curva 4), ocorreu o incidente que parecia selar o destino do campeonato: Vettel foi tocado por Bruno Senna, da Williams. O impacto fez o carro da Red Bull rodar e ficar de frente para o tráfego que vinha em alta velocidade. Milagrosamente, nenhum outro carro atingiu Vettel em cheio, mas ele caiu para a última posição (22º lugar) com danos visíveis na lateral esquerda e no escapamento.
A recuperação começou imediatamente. Com o rádio comunicando que o carro ainda era guiável, Vettel iniciou uma caçada implacável. Na volta 8, ele já havia ultrapassado os carros mais lentos (HRT, Marussia, Caterham) e encostava no pelotão intermediário. Enquanto isso, Alonso lutava entre os três primeiros, posição necessária para tirar o título do alemão. A chuva ia e vinha, obrigando os pilotos a trocarem entre pneus de pista seca (slicks) e intermediários múltiplas vezes, o que adicionou uma camada extra de complexidade estratégica.
O momento decisivo ocorreu nas voltas finais. Após um safety car causado por detritos na pista e o acidente entre Lewis Hamilton e Nico Hülkenberg, Alonso assumiu a segunda posição. Nesse cenário, Vettel precisava terminar pelo menos em sétimo. Nas voltas finais, sob chuva intensa, Vettel ultrapassou Michael Schumacher para assumir o sexto lugar, posição segura matematicamente. A corrida terminou com bandeira amarela devido ao acidente de Paul di Resta na reta principal, garantindo a Vettel o título por apenas três pontos de diferença.
Regras e funcionamento da pontuação decisiva
Para compreender a magnitude do feito, é essencial analisar as regras de pontuação vigentes em 2012 e como a matemática flutuou durante a prova. O sistema de pontos premiava os 10 primeiros colocados (25, 18, 15, 12, 10, 8, 6, 4, 2, 1).
A dinâmica do campeonato funcionava da seguinte maneira:

A Vantagem Inicial: Vettel tinha 273 pontos contra 260 de Alonso.
O Cenário de Alonso: O espanhol precisava subir ao pódio (top 3) para ter qualquer chance matemática. Se Alonso vencesse (25 pontos), Vettel precisaria ser 5º ou pior.
O Momento Crítico: Quando Vettel estava em último após a rodada e Alonso ocupava posições de pódio virtuais, o título estava provisoriamente nas mãos do piloto da Ferrari.

A “regra” não escrita que salvou Vettel foi a gestão de danos. A equipe Red Bull, liderada por Adrian Newey no pit wall, analisou fotos do buraco na carenagem do carro durante a corrida. Eles instruíram Vettel a alterar o mapeamento do motor e a evitar certas zebras para impedir que o escapamento quebrasse devido ao calor excessivo ou vibração, o que teria causado abandono imediato e a perda do título.
Títulos e recordes conquistados
A sobrevivência de Vettel em Interlagos não apenas lhe deu o campeonato daquele ano, mas também cimentou seu nome nos livros de história com marcas impressionantes para a época.
Principais conquistas asseguradas naquele dia:

Tricampeonato Consecutivo: Vettel igualou lendas como Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher ao vencer três títulos seguidos.
O Mais Jovem Tricampeão: Aos 25 anos e 145 dias, ele se tornou o piloto mais jovem da história a conquistar três títulos mundiais, superando o recorde anterior de Ayrton Senna.
Hegemonia da Red Bull: O título de pilotos selou a dominação absoluta da equipe austríaca no período de 2010 a 2013, garantindo também o Campeonato de Construtores.

Curiosidades sobre a corrida
O GP do Brasil de 2012 foi repleto de eventos bizarros e fatos interessantes que ocorreram paralelamente à disputa pelo título.

A despedida de Schumacher: Esta foi a última corrida da carreira de Michael Schumacher na Fórmula 1. Ironicamente, foi ele quem facilitou a ultrapassagem de Vettel nas voltas finais, praticamente “passando o bastão” para seu compatriota.
Kimi Räikkönen perdido: Durante a prova, Kimi Räikkönen saiu da pista na Junção e tentou retornar usando um portão de serviço antigo que ele lembrava estar aberto em anos anteriores. O portão estava fechado, obrigando o finlandês a dar meia-volta na grama, uma das cenas mais icônicas da F1 moderna.
Polêmica da Bandeira Amarela: Após a corrida, a Ferrari cogitou protestar contra o resultado, alegando que Vettel teria ultrapassado Jean-Eric Vergne sob bandeira amarela. A FIA analisou as imagens e confirmou que a manobra foi legal, pois um fiscal agitava uma bandeira verde metros antes, validando o título.
Hülkenberg líder: Nico Hülkenberg, com a Force India, liderou grande parte da corrida com um desempenho magistral na chuva, até colidir com Hamilton, o que indiretamente ajudou Alonso a subir para P2.

A recuperação de Sebastian Vettel em Interlagos em 2012 transcende a estatística fria dos pontos. Ela representa a resiliência mental necessária para não desistir diante de um desastre aparente na primeira volta. Manter o foco com o carro danificado, rádio falhando e condições de pista traiçoeiras transformou uma quase derrota em uma das maiores demonstrações de tenacidade da história do automobilismo mundial.


Fonte: Jovem Pan

Recorde de técnicos demitidos: a dança das cadeiras no Brasileirão

A “dança dos técnicos” é uma expressão consolidada no vocabulário do futebol brasileiro, descrevendo a constante e acelerada troca de treinadores pelos clubes ao longo do Campeonato Brasileiro. Essa cultura de imediatismo e pressão por resultados transformou o cargo de técnico em um dos mais instáveis do esporte mundial. Compreender os números por trás desse fenômeno é fundamental para analisar a gestão esportiva no país. Este artigo detalha qual o recorde de técnicos demitidos em uma única edição do Campeonato Brasileiro, os fatores que contribuem para essa estatística e as consequências para os clubes.

O recorde histórico de trocas no Brasileirão
A era dos pontos corridos, iniciada em 2003, intensificou a pressão por regularidade, e com ela, a impaciência com os comandantes. Embora os números variem ligeiramente dependendo da metodologia (incluindo interinos ou apenas demissões diretas), a edição de 2017 do Campeonato Brasileiro é frequentemente citada como uma das recordistas em trocas de comando. Naquele ano, foram registradas mais de 40 mudanças de treinadores entre os 20 clubes da Série A, um número que evidencia a falta de planejamento a longo prazo.
Para entender a dimensão do problema, outras temporadas também se destacam pela alta rotatividade:

Temporada 2013: Também superou a marca de 40 trocas, com clubes como Náutico e Portuguesa tendo múltiplos técnicos ao longo da competição.
Temporada 2015: Manteve a média elevada, com dezenas de demissões e pedidos de demissão que redesenharam os bancos de reservas.
Temporada 2021: Após uma breve queda no ano anterior, a dança das cadeiras voltou com força, com mais de 30 trocas registradas.

Esses números representam uma média de quase duas trocas por clube em uma única temporada, um índice que expõe a instabilidade como uma característica crônica do torneio.
Fatores que alimentam a instabilidade dos treinadores
A alta rotatividade de técnicos no futebol brasileiro não é um fenômeno isolado, mas o resultado de uma combinação de fatores culturais e de gestão. A busca pela resposta para qual o recorde de técnicos demitidos em uma única edição do Campeonato Brasileiro passa por entender essas causas.

Cultura do imediatismo: A pressão por resultados imediatos, vinda de torcidas, imprensa e, principalmente, das diretorias, é o principal motor das demissões. Uma sequência de três ou quatro resultados negativos costuma ser suficiente para encerrar um trabalho.
Centralização de culpa: O técnico é frequentemente visto como o principal e, por vezes, único responsável pelo fracasso de uma equipe, tornando-se o alvo mais fácil para aliviar a pressão externa.
Falta de projetos esportivos: Poucos clubes no Brasil mantêm projetos de longo prazo. As decisões são, em geral, reativas e baseadas no desempenho de curto prazo, sem convicção em uma filosofia de jogo ou metodologia de trabalho.
Gestão amadora e política: Em muitos clubes, as decisões sobre o comando técnico são influenciadas por disputas políticas internas e pela necessidade de dar uma resposta rápida à opinião pública, em vez de uma análise técnica aprofundada.

Consequências e casos emblemáticos da alta rotatividade
A troca constante de treinadores gera um ciclo vicioso com impactos negativos diretos no desempenho esportivo e na saúde financeira dos clubes. A cada mudança, o planejamento tático é interrompido, e o elenco precisa se adaptar a novas ideias e métodos de trabalho, o que dificulta a criação de uma identidade de jogo sólida.
Financeiramente, os custos são elevados, envolvendo o pagamento de multas rescisórias para o técnico demitido e sua comissão, além dos custos de contratação de um novo profissional. Clubes como Vasco, Coritiba e Botafogo, em diferentes temporadas, se tornaram exemplos de equipes que sofreram com múltiplas trocas em um único ano, muitas vezes culminando em rebaixamento ou campanhas instáveis. Essa prática demonstra que, na maioria dos casos, a troca de comando não é garantia de melhora no desempenho.
A busca por qual o recorde de técnicos demitidos em uma única edição do Campeonato Brasileiro revela mais do que um dado estatístico; expõe uma fraqueza estrutural do futebol nacional. A instabilidade no comando técnico, alimentada pela cultura imediatista e pela falta de planejamento, impede a consolidação de trabalhos consistentes e impacta negativamente o desenvolvimento tático e financeiro dos clubes. Os números alarmantes, especialmente em temporadas como a de 2017, servem como um diagnóstico claro de um modelo de gestão que prioriza a reação impulsiva em detrimento da construção de projetos esportivos duradouros.


Fonte: Jovem Pan

Como funciona o VAR no Brasileirão e os lances revisados

O Árbitro de Vídeo, mais conhecido pela sigla VAR (do inglês, Video Assistant Referee), tornou-se um elemento central nas discussões sobre futebol desde sua implementação definitiva no Campeonato Brasileiro. A tecnologia foi introduzida para aumentar a precisão das decisões da arbitragem e corrigir erros claros e óbvios que pudessem impactar o resultado de uma partida. Este artigo detalha como funciona a cabine do VAR e quais os tipos de lances que podem ser revisados no futebol brasileiro, seguindo o protocolo oficial da International Football Association Board (IFAB), adotado pela CBF.

A estrutura e operação da cabine do VAR
A central de operações do VAR, conhecida como VOR (Sala de Operação de Vídeo), é um ambiente isolado onde uma equipe de arbitragem monitora a partida em tempo real por meio de diversas câmeras. A comunicação com o árbitro de campo é feita via rádio. A equipe dentro da cabine é composta por profissionais com funções específicas para garantir agilidade e precisão na análise.
Árbitro de Vídeo (VAR): É o líder da equipe na cabine. Geralmente um árbitro ou ex-árbitro experiente, ele acompanha o jogo no monitor principal e se comunica diretamente com o árbitro de campo. É responsável por identificar possíveis erros claros e óbvios;
Assistente do Árbitro de Vídeo (AVAR): O AVAR principal auxilia o VAR na observação da partida, focando em lances que não estão sendo analisados no momento para não perder nenhuma jogada importante;
Segundo Assistente (AVAR2): Este assistente é especializado em analisar as linhas de impedimento. Utilizando um software específico, ele verifica todas as situações de potencial impedimento em lances de gol;
Operador de Replay (OR): É o técnico responsável por operar o sistema, selecionando os melhores ângulos e velocidades de câmera solicitados pelo VAR para a análise de um lance;
Quais os tipos de lances que podem ser revisados
O protocolo do VAR é restritivo e não permite a revisão de qualquer lance da partida. A intervenção do árbitro de vídeo é limitada a quatro situações específicas que podem alterar o rumo do jogo, sempre com o objetivo de corrigir erros factuais ou incidentes perdidos pela arbitragem de campo.
Gols: O VAR checa todos os gols marcados para verificar se houve alguma irregularidade na jogada, como um impedimento, uma falta cometida pela equipe que atacava ou se a bola ultrapassou completamente a linha de gol;
Pênaltis: A revisão ocorre tanto para marcar um pênalti claro que não foi assinalado quanto para cancelar uma penalidade marcada incorretamente. A análise foca se a falta ocorreu dentro ou fora da área, se houve de fato a infração ou se o jogador simulou o contato;
Cartões vermelhos diretos: A checagem se aplica apenas a expulsões diretas, não ao segundo cartão amarelo. O VAR pode recomendar a aplicação de um cartão vermelho por uma falta grave não vista pelo árbitro ou a anulação de uma expulsão considerada equivocada;
Erro de identidade: Em situações onde o árbitro adverte ou expulsa o jogador errado, o VAR intervém para corrigir a identificação e garantir que a sanção seja aplicada ao atleta correto;
O passo a passo de uma revisão de lance
O processo de revisão de um lance pelo VAR segue um protocolo claro para garantir que a interferência no jogo seja mínima e eficaz. A decisão final é sempre do árbitro de campo, que é a autoridade máxima na partida.
Checagem silenciosa: A equipe do VAR analisa continuamente os lances capitais do jogo sem interromper a partida. Na maioria das vezes, nenhuma irregularidade é encontrada e o jogo segue normalmente, sem que o público ou os jogadores percebam a checagem;
Início da revisão: Se um erro claro e óbvio é identificado em uma das quatro situações revisáveis, o VAR informa ao árbitro de campo. A revisão também pode ser iniciada pelo próprio árbitro de campo se ele tiver dúvidas sobre um lance;
Análise e recomendação: O VAR descreve o que as imagens mostram e recomenda uma ação. O árbitro de campo pode aceitar a recomendação com base na informação recebida ou optar por uma revisão no monitor à beira do campo (On-Field Review – OFR);
Decisão final: Após ouvir a recomendação ou revisar o lance no monitor, o árbitro de campo toma a decisão final e sinaliza a sua escolha para reiniciar o jogo;
A implementação do VAR no Brasileirão e em outras competições visa trazer mais justiça ao esporte, utilizando a tecnologia como uma ferramenta de suporte à arbitragem. A sua atuação é restrita a lances capitais, seguindo um protocolo rígido para corrigir erros claros sem substituir a autoridade do árbitro de campo, que mantém a palavra final em todas as decisões. Conhecer como funciona a cabine do VAR e quais os tipos de lances que podem ser revisados é fundamental para compreender a dinâmica do futebol moderno.


Fonte: Jovem Pan

A história de equipes que deixaram saudade na F1

A Fórmula 1 é um esporte definido tanto por suas vitórias e campeonatos quanto pelas histórias de suas equipes. Ao longo de décadas, diversas escuderias deixaram sua marca no grid, mas nem todas sobreviveram aos desafios financeiros e técnicos da categoria. Este artigo analisa a história de equipes icônicas como Jordan, Minardi e Brabham, que não existem mais, mas cujo legado e memórias permanecem vivos entre os fãs do automobilismo, cada uma com sua identidade única e contribuição para o esporte.
A irreverência e as vitórias da Jordan Grand Prix
Fundada pelo carismático irlandês Eddie Jordan, a Jordan Grand Prix estreou na Fórmula 1 em 1991 e rapidamente se tornou uma das favoritas do público. Conhecida por sua atmosfera descontraída, que contrastava com a seriedade de equipes maiores, e por suas icônicas pinturas, como a verde da 7 Up e a amarela da Benson & Hedges, a equipe era sinônimo de “rock and roll” no paddock.
Apesar de operar com orçamentos mais modestos, a Jordan alcançou um sucesso notável e foi responsável por momentos históricos.

Estreia de Michael Schumacher: Em 1991, a equipe deu ao futuro heptacampeão mundial sua primeira oportunidade na F1, no Grande Prêmio da Bélgica.
Primeira vitória: O ponto alto veio no caótico GP da Bélgica de 1998, com uma dobradinha memorável de Damon Hill em primeiro e Ralf Schumacher em segundo.
Disputa pelo título: Em 1999, Heinz-Harald Frentzen venceu duas corridas e chegou a disputar o campeonato de pilotos, terminando em um impressionante terceiro lugar.
Última vitória: A quarta e última vitória da equipe foi conquistada por Giancarlo Fisichella no GP do Brasil de 2003, em uma das corridas mais confusas da história.

O legado da Jordan é o de uma equipe “matadora de gigantes”, que provou ser possível competir e vencer com recursos limitados. Sua linhagem continua no grid atual, tendo se transformado em Midland, Spyker, Force India, Racing Point e, finalmente, na atual equipe Aston Martin.
Minardi, a amada equipe do fundo do grid
Nenhuma equipe representa melhor o espírito de luta e a paixão pelo automobilismo do que a Minardi. Fundada por Giancarlo Minardi, a escuderia italiana competiu na F1 de 1985 a 2005 e, embora nunca tenha conquistado um pódio, ganhou o coração de fãs em todo o mundo por sua resiliência e por ser uma verdadeira escola de talentos.
A Minardi operava com o menor orçamento do grid, mas sua importância para a categoria é inegável. Ela foi a porta de entrada para uma geração de pilotos que se tornariam estrelas.

Pilotos revelados: Nomes como Fernando Alonso, Mark Webber, Giancarlo Fisichella, Jarno Trulli e Jos Verstappen tiveram suas primeiras experiências na F1 com a equipe de Faenza.
Pontos memoráveis: Cada ponto conquistado era celebrado como uma vitória. Um dos momentos mais emblemáticos foi a estreia de Mark Webber no GP da Austrália de 2002, quando ele terminou em quinto lugar, levando a equipe e o público local ao delírio.
Espírito de equipe: A Minardi era conhecida por sua atmosfera familiar e pela dedicação de seus funcionários, que muitas vezes realizavam milagres para colocar os carros na pista.

Em 2005, a equipe foi vendida para a Red Bull e se tornou a Scuderia Toro Rosso (hoje RB Formula One Team), continuando sua missão de desenvolver jovens talentos. A Minardi deixou a saudade de uma era em que a paixão podia, de certa forma, competir com o dinheiro.
Brabham, da glória à inovação técnica
A história da Brabham é uma das mais ricas e bem-sucedidas da Fórmula 1. Fundada em 1960 pelo piloto australiano Jack Brabham e pelo projetista Ron Tauranac, a equipe se destacou tanto por seus títulos quanto por suas revolucionárias inovações de engenharia.
A trajetória da Brabham pode ser dividida em fases distintas, todas marcadas pelo sucesso.

O piloto-construtor campeão: Em 1966, Jack Brabham alcançou um feito único e jamais repetido: sagrou-se campeão mundial de pilotos em um carro de sua própria fabricação. A equipe também venceu o campeonato de construtores naquele ano e em 1967, com Denny Hulme.
A era Bernie Ecclestone: Sob o comando de Ecclestone a partir de 1972, a Brabham continuou a inovar. O projetista Gordon Murray criou carros icônicos, como o BT46B “fan car” (carro-ventilador), que usava uma ventoinha para gerar um downforce extremo. O carro foi tão dominante em sua única corrida, o GP da Suécia de 1978, que foi banido logo em seguida.
Títulos com motores turbo: A equipe foi pioneira no uso de motores turbo, levando Nelson Piquet aos títulos mundiais de 1981 e 1983, este último sendo o primeiro campeonato vencido com um motor turboalimentado.

Após um período de declínio, a Brabham encerrou suas atividades em 1992. Seu legado é o de uma força dominante que combinava performance na pista com genialidade técnica, deixando um impacto duradouro no design e na tecnologia da Fórmula 1.
A trajetória de Jordan, Minardi e Brabham ilustra a diversidade de histórias que compõem a Fórmula 1. Da irreverência competitiva da Jordan, passando pela paixão resiliente da Minardi, até a excelência técnica e os títulos da Brabham, essas equipes deixaram uma marca indelével. Embora seus nomes não estejam mais no grid, seu espírito e suas contribuições continuam a ser uma parte fundamental da rica herança do esporte.


Fonte: Jovem Pan

Quaest em 10 estados: desaprovação de Lula é maior no PR, em SP e GO, e aprovação é maior em PE, BA e CE

Quaest divulga avaliação de Lula em 10 estados
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (6), coletada em 10 estados brasileiros, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem maior índice de aprovação (61%) entre os eleitores de Pernambuco e maior desaprovação (60%) entre os do Paraná.
Saiba mais:
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Flávio Bolsonaro repete preferência de voto de Jair em 2022, diz diretor da Quaest; veja números em 10 estados
Em Pernambuco, Lula tem 61% de aprovação e 32% de desaprovação. Na outra ponta, no Paraná, tem 34% de aprovação e 60% de desaprovação.
Os estados em que a desaprovação supera a aprovação com maior margem são: Paraná, São Paulo e Goiás. Já em Pernambuco, Bahia e Ceará é onde a aprovação mais supera a desaprovação.
A pesquisa mostra também que, na média dos 10 estados, Lula é desaprovado por 52% dos eleitores e aprovado por 43%.
Em 4 dos 10 estados, a aprovação supera a desaprovação. São eles: Pernambuco, Bahia, Ceará e Pará. Nos demais, a desaprovação é maior que a aprovação.
Os números são provenientes de pesquisas feitas pela Quaest em 10 estados entre os dias 21 e 28 de abril. No total, foram feitas 11.646 entrevistas presenciais face a face.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais para São Paulo e 3 pontos para os demais estados pesquisadores, que são Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco, Ceará e Pará.
Confira os números sobre a aprovação do governo Lula:
Quaest: aprovação do governo Lula (abr/2026)
Arte/g1
Pernambuco – 61% aprova / 32% desaprova / 7% não sabe ou não respondeu;
Bahia – 60% aprova / 33% desaprova / 7% não sabe ou não respondeu;
Ceará – 58% aprova / 35% desaprova / 7% não sabe ou não respondeu;
Pará – 49% aprova / 45% desaprova / 6% não sabe ou não respondeu;
Minas Gerais – 44% aprova / 54% desaprova / 2% não sabe ou não respondeu;
Brasil – 43% aprova / 52% desaprova / 5% não sabe ou não respondeu;
Rio de Janeiro – 38% aprova / 56% desaprova / 6% não sabe ou não respondeu;
Rio Grande do Sul – 38% aprova / 56% desaprova / 6% não sabe ou não respondeu;
Goiás – 37% aprova / 61% desaprova / 2% não sabe ou não respondeu;
São Paulo – 37% aprova / 58% desaprova / 5% não sabe ou não respondeu;
Paraná – 34% aprova / 60% desaprova / 6% não sabe ou não respondeu.
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, relaciona os índices de aprovação e avaliação do governo Lula com a pesquisa de intenção de voto para presidente, também divulgada nesta quarta-feira.
“A pesquisa mostra saldo positivo de aprovação do governo Lula nos estados do Nordeste e no Pará. Em todos os demais, o saldo de aprovação é negativo. Destaque pra Minas Gerais, onde o saldo é de -10 pp. Não é coincidência que Lula abra boa vantagem no 1º turno justamente nos estados onde ele tem saldo positivo de aprovação. Só em Goiás a polarização nacional é quebrada, Caiado lidera a frente de Lula e Flávio.”
Avaliação do governo Lula
A pesquisa Quaest mediu também a avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva nos 10 estados pesquisados. Confira os resultados:
Quaest: Avaliação do governo Lula (abr/2026)
Arte/g1
Pernambuco – Positivo: 47% / Regular: 25% / Negativo: 26% / Não sabe ou não respondeu: 2%;
Bahia – Positivo: 45% / Regular: 29% / Negativo: 24% / Não sabe ou não respondeu: 2%;
Ceará – Positivo: 45% / Regular: 26% / Negativo: 27% / Não sabe ou não respondeu: 2%;
Pará – Positivo: 34% / Regular: 30% / Negativo: 33% / Não sabe ou não respondeu: 3%;
Brasil – Positivo: 47% / Regular: 25% / Negativo: 26% / Não sabe ou não respondeu: 2%;
Minas Gerais – Positivo: 30% / Regular: 26% / Negativo: 42% / Não sabe ou não respondeu: 2%;
Rio Grande do Sul – Positivo: 27% / Regular: 30% / Negativo: 41% / Não sabe ou não respondeu: 2%;
São Paulo – Positivo: 26% / Regular: 27% / Negativo: 45% / Não sabe ou não respondeu: 2%;
Paraná – Positivo: 25% / Regular: 27% / Negativo: 47% / Não sabe ou não respondeu: 1%;
Rio de Janeiro – Positivo: 25% / Regular: 27% / Negativo: 46% / Não sabe ou não respondeu: 2%;
Goiás – Positivo: 23% / Regular: 25% / Negativo: 49% / Não sabe ou não respondeu: 3%.
Lula assina medida provisória do Desenrola 2.0.
Ricardo Stuckert/ Presidência da República
Na média dos 10 estados pesquisados, a gestão Lula tem 31% de avaliação positiva, 26% regular e 42% negativa.
Nos estados, Lula vai melhor em Pernambuco, com 47% de avaliação positiva, 25% regular e 26% negativa.
Na outra ponta, a pior avaliação do presidente se dá em Goiás, com 23% positivo, 25% regular e 49% negativo.


Fonte:

g1 > Política

É #FAKE vídeo de Caetano Veloso pedindo apoio a Lula em 2026; áudio foi criado com IA

Fato ou Fake: vídeo mostra deepfake sobre Caetano em comparação com gravação original
Circula nas redes sociais um vídeo de Caetano Veloso supostamente dizendo que “Lula salvou este país do ódio” e convocando eleitores apoiar o presidente na eleição de 2026. É #FAKE.
Selo Fake (Horizontal)
g1
🛑 Como é o vídeo falso?
Ele viralizou no sábado (2) em redes sociais como X, Instagram e TikTok, onde passou de 235 mil visualizações e 45 mil curtidas em três dias. Nessa versão, há uma caixa de texto sobreposta às imagens dizendo: “Atenção: chamada geral para quem defende a democracia”. Na parte superior direita do quadro, há um símbolo parecido com a estrela vermelha do Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual o presidente Lula é filiado.
A versão adulterada tem uma voz realista que imita a de Caetano Veloso e atribui a ele a seguinte declaração: “Este vídeo é um filtro para saber quem está fechado de verdade com o Brasil do trabalhador. O Lula salvou este país do ódio, e, em 2026, nós vamos confirmar esse projeto de um país acolhedor e justo. Eu quero ver o seu apoio agora. Clica na cruz vermelha embaixo da foto para estar junto com a gente e mostre seu apoio clicando em todos os botões aqui do lado. E vá nos comentários agora para digitar 13 com muito orgulho”.
Na parte inferior do quadro, aparecem alternadamente fotos do presidente registradas em diferentes ocasiões.
A legenda afirma: “Caetano Veloso É 13. ‘Atenção: Chamada geral para quem defende a democracia!’ ❤️❤️❤️#lula #lulapresidente #caetanoveloso #lula13 #lula2026. Caetano Veloso: 13 pela democracia e pelo Brasil. Apoie o projeto de um Brasil acolhedor e justo! Clique, comente 13 e mostre seu apoio a Lula”.
Só ao fim dessa descrição é que aparece o aviso “Marcado pelo criador como gerado por IA”. Apesar disso, entre os mais de 60 mil comentários, há mensagens de usuários que pareceram acreditar na veracidade do conteúdo.Veja dois exemplos: “Oi, Caetano, vamos juntos eleger o Lula , vamos, Brasil!”; e “Fechadíssimo com Lula eleito no primeiro turno. Grande cantor e compositor Caetano Veloso, sempre na trincheira da democracia”. No Instagram e no X, a sinalização de IA também é bastante discreta.
O Fato ou Fake submeteu o material a três ferramentas que detectam material sintético, e todas comprovaram o uso desse recurso para criar o áudio e manipular um vídeo real publicado em setembro de 2025 nos perfis oficiais de Caetano Veloso no TikTok e no Instagram (leia detalhes ao final desta checagem).
⚠️ Por que é #FAKE?
Ao Fato ou Fake, a a assessoria de Caetano Veloso enviou um e-mail confirmando que se trata de algo falso: “o vídeo é fake, modificado por inteligência artificial”. A empresária Paula Lavigne, esposa do cantor, acrescentou, em mensagem via WhatsApp: “altamente fake”.
A assessoria partido de Lula informou, em nota assinada por Eden Valadares, secretário nacional de comunicação da legenda:”não foi produzido pelo PT (percebe-se já no primeiro olhar pois a estrela do PT usada não é a oficial) e o partido repudia esse tipo de conteúdo pois é contra toda e qualquer tipo de deturpação, manipulação ou desinformação”. “Reiteramos nossa crescente preocupação com relação à integridade das eleições 2026 devido ao uso, indiscriminado e por vezes criminoso, de trucagens e mecanismos de Inteligência Artificial”.
Para encontrar a origem do conteúdo, o Fato ou Fake usou a plataforma InVID e fragmentou o vídeo em diversos frames (imagens estáticas). Depois, fez uma busca reversa por essas fotos em motores de busca (como o Google Lens). Essa pesquisa indica se o conteúdo já havia aparecido antes na internet – e em que contexto.
O rsultado levou a um vídeo real, publicado no TikTok do cantor em 17 de setembro do ano passado. Mas o tema do comentário era outro: uma crítica à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tinha objetivo de ampliar a proteção a parlamentares na Justiça, chamada de PEC da Blindagem. À época, Caetano foi um dos artistas a se mobilizarem contra a medida, que acabou rejeitada no final daquele mês.
Veja a transcrição da fala autêntica: “A PEC da bandidagem. Que é o que é, PEC da bandidagem, tem que receber a sociedade brasileira uma resposta saudável, socialmente saudável, uma manifestação de que grande parte da população brasileira não admite um negócio desse, ainda mais sendo agora, às pressas, levada à frente esse projeto de anistia. Não pode ficar sem resposta por parte da população brasileira. A gente tem que ir para a rua, para a frente do Congresso, como já fomos outras vezes. Voltar a dizer que não admitimos isso, como povo, como nação, não admitimos”.
O Fato ou Fake submeteu o vídeo falso à ferramenta de detecção Hive Moderation, que apontou 91,8% de probabilidade de o áudio ter sido manipulado com IA. O detector de deepfake do InVID indicou 99% de probabilidade de o material conter rostos adulterados com esse recurso. E o Hiya, voltado especificamente à análise de áudio, sinalizou 98% de chances de geração de voz sintética (veja infográficos a seguir).
Hive Moderation apontou 91,8% de probabilidade de o áudio ter sido fabricado com inteligência artificial.
Reprodução
Detector de deepfake apontou 99% de probabilidade de o vídeo falso conter rostos manipulados por IA
Reprodução
Hiya apontou 98% de probalidade de clonagem de voz com uso de inteligência artificial
Reprodução
É #FAKE vídeo que mostra Caetano Veloso dizendo que ‘Lula salvou esse país do ódio’ e convocando eleitores a apoiá-lo em 2026
Reprodução
VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1
Vídeos em alta no g1
VÍDEOS: Fato ou Fake explica
VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE
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g1 > Política

Terras raras: veja detalhes do texto aprovado pela Câmara na véspera do encontro entre Lula e Trump; tema é considerado estratégico

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6) o projeto que lei que cria a política nacional para exploração de minerais críticos e estratégicos no país, entre eles as terras raras (veja mais detalhes do projeto abaixo).
A proposta foi aprovada às vésperas do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, dos Estados Unidos. O tema é considerado estratégico para os dois países e deve ser abordado na reunião desta quinta-feira (7), em Washington.
Os chamados minerais críticos — entre eles as terras raras — são considerados estratégicos por sua importância na produção de tecnologias para geração e armazenamento de energia limpa, além de serem usados nas indústrias eletrônica e militar.
O que são as terras raras e por que podem virar pauta entre Lula e Trump
Segundo o blog do Camarotti, o presidente Lula queria chegar ao encontro com Trump com a proposta aprovada na Câmara, para servir como uma espécie de baliza para qualquer negociação com os Estados Unidos sobre esse tema, de interesse do país.
O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China. Por isso, o tema é alvo de atenção do governo Trump.
🔎As chamadas terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de uma série de produtos modernos. Apesar do nome, elas não são exatamente raras: estão espalhadas pelo mundo, mas geralmente em baixas concentrações, o que torna a extração economicamente desafiadora.
Os Estados Unidos e o Brasil têm posições diferentes sobre a exploração de minerais críticos no país.
O governo norte-americano defende acesso mais facilitado a projetos de mineração, especialmente em jazidas de terras raras. A proposta inclui reduzir barreiras a investimentos estrangeiros e agilizar o licenciamento ambiental dessas iniciativas.
Do outro, o governo brasileiro sustenta a necessidade de maior controle estatal sobre esses projetos. A posição também prevê que os investimentos contemplem o beneficiamento dos minerais no país, e não apenas a exportação da matéria-prima.
O Brasil já sinalizou que não pretende aderir à aliança proposta pelos Estados Unidos para o setor e que deve priorizar acordos bilaterais com diferentes países. A avaliação é de os EUA buscam influenciar as regras do comércio global desses recursos, hoje concentrados principalmente na China.
Veja detalhes do projeto:
A proposta aprovada pela Câmara cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), com um fundo garantidor para estimular projetos e crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no país.
💰 O texto autoriza a União a criar um fundo, do qual participará como cotista, no limite de R$ 2 bilhões. O fundo terá natureza privada.
O texto agora segue para o Senado. Se aprovado, ainda precisará ser sancionado pelo presidente Lula.
O Brasil tem a maior reserva de nióbio do mundo, é o segundo em reservas de grafita e terras raras —com 21 milhões de toneladas—, e o terceiro maior em reservas de níquel.
Fundo garantidor
A proposta cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE) e o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República.
Será este conselho, inclusive, que elaborará uma lista de minerais críticos e estratégicos e que será revisada a cada 4 anos.
Terras raras: deputado Arnaldo Jardim, do Cidadania, apresenta texto do projeto de lei que regulamenta a exploração no Brasil
Jornal Nacional/ Reprodução
A proposta também autoriza a criação de um fundo garantidor de até R$ 5 bilhões para estimular projetos na área.
O texto autoriza a União a instituir o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), com participação como cotista limitada a R$ 2 bilhões. Segundo a proposta, o fundo não poderá contar com qualquer tipo de garantia ou aval do poder público.
A iniciativa deve facilitar o acesso das empresas a crédito, ao permitir a apresentação de garantias em operações de financiamento.
Além das cotas previstas, também poderão entrar como patrimônio do fundo contribuições voluntárias dos estados, Distrito Federal e municípios, resultados das aplicações financeiras dos seus recursos, entre outros.
A proposta prevê ainda um período de autorização para pesquisa em áreas de minerais críticos ou estratégicos de no máximo 10 anos. O relator ampliou o prazo, que antes era de 5 anos.


Fonte:

g1 > Política

Após rejeição de Messias em derrota história para o governo, ministros de Lula se reúnem com Alcolumbre

Em agendas diferentes, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), recebeu nesta quinta-feira (6), na residência oficial, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães.
Ao g1, Múcio disse que foi conversar com Alcolumbre sobre temas relacionados ao Ministério da Defesa. Questionado sobre a relação do governo com Alcolumbre após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), disse acreditar na pacificação.
“O meu perfil é sempre pela pacificação. A tendência é que o Senado e o governo se deem bem, para o bem do Brasil. Passada essa fase abrasiva, as questões vão voltar a encostar”, disse Múcio.
Vídeos em alta no g1
Apesar dos gestos, aliados de Lula descartam, por ora, a possibilidade de o presidente procurar Alcolumbre para uma conversa.
Do lado de Alcolumbre, interlocutores dizem que o fato de receber Múcio e Guimarães já é um sinal de reaproximação, mas garantem que o presidente do Senado só falará com Lula se for procurado.
Com isso, a comunicação entre Lula e Alcolumbre deve seguir através de interlocutores, principalmente Guimarães e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).
A estratégia do governo é manter o pragmatismo para aprovar antes das eleições pautas consideradas prioritárias, como o fim da escala 6×1 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Ricardo Stuckert / PR
Derrota de Messias
No dia 29 de abril, o Senado Federal rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo.
Messias foi rejeitado por 42 votos a 34 e uma abstenção. A votação foi secreta. O ministro de Lula precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta.
Com a rejeição, a mensagem com a indicação de Messias foi arquivada e o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo.
Segundo o blog da Ana Flor, Lula sinalizou que deve escolher um novo nome e não pretende deixar para o próximo governo a prerrogativa de indicar um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF).


Fonte:

g1 > Política