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Entre incertezas, EUA e Irã realizam 2º dia de negociações de paz no Paquistão

As conversas de paz entre os Estados Unidos e o Irã entram neste domingo (12) em seu segundo dia em Islamabad, onde buscam alcançar uma trégua duradoura em uma guerra na qual Israel afirma ter “destruído” os programas nuclear e balístico da república islâmica.
Essas conversas entre os dois países, inimigos desde a revolução islâmica de 1979, desenrolam-se, segundo a Casa Branca, em um formato trilateral, com a presença de membros do alto escalão do Paquistão, que facilitou o cessar-fogo de duas semanas iniciado na quarta-feira.
Agências estatais de notícias iranianas indicaram que as conversas continuarão na manhã de domingo e acusaram os Estados Unidos de fazer “exigências excessivas” em relação ao Estreito de Ormuz, via estratégica por onde passa 20% do petróleo mundial.
O Irã bloqueou a passagem pelo estreito desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os bombardeios israelense-americanos contra seu território.
Uma fonte paquistanesa que pediu anonimato assegurou que “as negociações avançam na direção certa”. “O ambiente geral é cordial”, disse à AFP.
O presidente americano Donald Trump afirmou neste sábado que “tanto faz” para ele o resultado das conversas entre os Estados Unidos e o Irã no Paquistão, ao insistir que seu país havia vencido a guerra.
“Cheguemos ou não a um acordo, tanto faz para mim. O motivo é que nós vencemos”, disse Trump a jornalistas.
Por parte dos Estados Unidos, a delegação é chefiada pelo vice-presidente JD Vance. Junto a ele, estão o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump.
O Irã está representado em Islamabad, entre outros, por seu influente presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi.

“Lutam por sua sobrevivência”
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, proclamou vitória. “Conseguimos destruir o programa nuclear e destruir o programa de mísseis” do Irã, declarou Netanyahu em um discurso televisionado, acrescentando que a guerra também enfraqueceu os dirigentes iranianos e seus aliados regionais.
“Eles queriam nos estrangular e [agora] somos nós que os estrangulamos. Eles nos ameaçavam com a aniquilação e agora lutam por sua sobrevivência”, afirmou.
Mas, segundo Trita Parsi, analista do grupo de reflexão Quincy Institute for Responsible Statecraft, “nunca antes os iranianos tinham negociado com os Estados Unidos com tantas cartas na mão”.
O controle do Estreito de Ormuz é um dos instrumentos de pressão de que Teerã dispõe.
As forças armadas dos Estados Unidos anunciaram que dois navios de guerra cruzaram essa via marítima para uma operação preparatória ao seu desminamento, poucas horas depois de Trump dizer que seu país havia iniciado “o processo de desbloqueio” do estreito.
A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou tratar “severamente” os navios militares que transitarem pelo Estreito de Ormuz, informou a televisão estatal neste domingo (12, noite de sábado no Brasil).
“Qualquer tentativa de navios militares de passar pelo Estreito de Ormuz será enfrentada severamente”, declarou o comando naval da Guarda, segundo a emissora IRIB.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, avalia que as partes estão em uma fase de tudo ou nada, o que dificulta “estabelecer uma trégua duradoura”.
O fosso entre os países beligerantes é abissal em temas cruciais como as sanções, a situação no Líbano e a reabertura do Estreito de Ormuz. Veículos de comunicação iranianos afirmam que os Estados Unidos apresentam “exigências excessivas” sobre o estreito.
Mais de 2 mil mortos no Líbano
Desde a entrada em vigor do cessar-fogo na quarta-feira, Israel alega que o Líbano não está incluído na trégua. Neste sábado, os ataques israelenses no sul do Líbano mataram ao todo 18 pessoas, segundo o Ministério da Saúde.
O exército israelense anunciou ter atacado, nas últimas 24 horas, mais de 200 alvos do Hezbollah. Na quarta-feira, realizou no país os ataques mais mortíferos desta guerra, com ao menos 357 mortos em um único dia, segundo o último balanço.
As autoridades libanesas informaram que, desde 2 de março, foram registrados 2.020 mortos e 6.436 feridos.
De acordo com a presidência libanesa, estão previstas para terça-feira conversações entre Líbano e Israel em Washington, que o Hezbollah não vê com bons olhos.
Netanyahu quer um acordo duradouro. “O Líbano recorreu a nós para iniciar negociações diretas […] Estabeleci duas condições: queremos o desarmamento do Hezbollah e queremos um verdadeiro acordo de paz que perdure por gerações”, declarou em seu discurso transmitido pela TV.
Enquanto isso, o papa fez um apelo desesperado pela paz. “Basta de idolatria de si mesmo e do dinheiro! Basta de ostentação de força! Basta de guerra! A verdadeira força se manifesta no serviço à vida”, declarou o sumo pontífice em uma vigília pela paz na Basílica de São Pedro, em Roma.
*AFP
 


Fonte: Jovem Pan

Será que o celular nos ouve?

Você já comentou sobre um produto perto do celular e, pouco tempo depois, ele apareceu como anúncio nas suas redes sociais? Essa sensação é tão comum que muitos já tratam como certeza: “o celular está ouvindo tudo”. Mas, em 2026, a realidade é mais complexa, e, em certo sentido, ainda mais preocupante.
A resposta direta é: não há evidência técnica consistente de que os smartphones estejam ouvindo conversas continuamente para gerar anúncios. Porém, os dados mostram que você está sendo monitorado de outras formas, extremamente sofisticadas e silenciosas.

O mito da escuta contínua
Manter o microfone ativo 24 horas por dia exigiria alto consumo de bateria, processamento e transmissão constante de dados. Isso tornaria a prática facilmente detectável por especialistas em segurança e auditorias independentes.
Além disso, grandes empresas de tecnologia operam sob legislações rigorosas como a LGPD no Brasil e o GDPR na Europa, o que tornaria esse tipo de coleta sem consentimento um risco jurídico bilionário.
Casos reais já demonstraram que assistentes de voz podem gravar trechos curtos após comandos como “Ok Google” ou “Hey Siri”, e que essas gravações podem ser analisadas para melhoria de serviços. Porém, isso ocorre de forma pontual, não contínua.
Big Data e correlação de dados
Se não é o microfone, como os anúncios são tão precisos? A resposta está no Big Data. Hoje, plataformas analisam milhares de variáveis por usuário, incluindo:

Histórico de navegação
Pesquisas realizadas
Localização (GPS e triangulação de rede)
Interações sociais (curtidas, comentários, mensagens)
Tempo de permanência em conteúdos
Dispositivos conectados na mesma rede

Estudos indicam que algoritmos conseguem prever comportamentos com alta precisão. Um exemplo clássico: sistemas conseguem identificar mudanças de vida, como gravidez, mudança de emprego ou interesse em compra, antes mesmo da pessoa comunicar isso publicamente.
Antecipação de desejos
Com o avanço da Inteligência Artificial, não se trata mais apenas de analisar dados passados, mas de prever intenções futuras. Modelos de IA utilizam técnicas de machine learning para identificar padrões invisíveis ao olhar humano. Isso permite criar perfis comportamentais extremamente detalhados.
Na prática, o sistema não precisa ouvir você falando sobre um produto, ele já “sabe” que você tem alta probabilidade de se interessar por ele. E isso explica por que a sensação de vigilância é tão forte: não é coincidência, é previsão estatística.
Papel dos dados compartilhados
Outro fator pouco percebido é o efeito de rede. Você não é analisado isoladamente. Se pessoas próximas a você (mesma casa, contatos frequentes, mesma localização) demonstram interesse por algo, há uma alta chance de você receber conteúdos relacionados.
Ou seja, mesmo que você nunca tenha pesquisado diretamente, o comportamento do seu círculo influencia os dados que chegam até você.
Permissões, aplicativos e coleta invisível
Muitos aplicativos solicitam acesso a microfone, câmera, contatos e localização. Embora isso não signifique escuta ativa constante, amplia significativamente a capacidade de coleta de dados.
Além disso, existem trackers embutidos em aplicativos e sites que monitoram sua atividade mesmo fora da plataforma original. Relatórios do mercado indicam que um único smartphone pode compartilhar dados com dezenas, ou até centenas, de serviços diferentes ao longo do uso diário.
Privacidade: o novo campo de disputa
O ponto central não é se o celular ouve, mas sim o volume e a profundidade dos dados coletados. Hoje, a privacidade não significa mais estar invisível, mas sim entender e controlar como seus dados são utilizados. A economia digital é movida por dados. E, nesse contexto, você não é apenas o usuário, você também é o produto.
Você está sendo ouvido… ou previsto?
A sensação de que o celular “ouve” pode ser, na verdade, o reflexo de um sistema altamente eficiente em prever comportamentos. Em vez de escutar suas palavras, a tecnologia entende seus padrões.
E isso levanta uma reflexão importante: o que é mais invasivo, ouvir o que você diz ou saber o que você vai querer antes mesmo de você saber?
Diante desse cenário, torna-se evidente que o desafio atual não está apenas na tecnologia, mas na governança e no uso ético dos dados. Transparência, consentimento e controle do usuário são fundamentais para equilibrar inovação e privacidade em um ambiente digital cada vez mais orientado por Inteligência Artificial.
É justamente nesse contexto que o CNPPD 2026 – VII Congresso Nacional dos Profissionais de Privacidade de Dados se posiciona como um espaço essencial para discutir os limites entre tecnologia, privacidade e segurança da informação. O evento reúne especialistas para debater estratégias que protejam o cidadão em um mundo onde os dados se tornaram o ativo mais valioso da era digital.
Quer se aprofundar no assunto, tem alguma dúvida, comentário ou quer compartilhar sua experiência nesse tema? Me escreva no Instagram: @davisalvesphd.


Fonte: Jovem Pan

As uvas europeias no Oriente Médio

A história do vinho no Oriente Médio antecede a própria ideia de “velho mundo” e “novo mundo”. Evidências arqueológicas situam o berço da viticultura na faixa que vai do Cáucaso ao Levante — abrangendo territórios atuais como Armênia, Azerbaijão, Turquia, Síria e Líbano — onde a domesticação da Vitis vinifera remonta a mais de 6.000 anos. Nessa região, o vinho não era apenas uma bebida, mas um elemento cultural, religioso e comercial, difundido posteriormente para o Egito e o Mediterrâneo por meio de rotas comerciais e conquistas. Ao longo dos séculos, invasões, impérios e religiões moldaram a produção local, ora estimulando, ora restringindo o consumo, mas nunca eliminando completamente a tradição vitivinícola.
Na Síria e no Líbano, o vinho possui raízes fenícias milenares, mas sua modernização está diretamente ligada à influência europeia do século XIX. No Líbano, sobretudo, missionários jesuítas franceses introduziram castas como Cabernet Sauvignon, Syrah, Cinsault e Chardonnay, estabelecendo um modelo híbrido que persiste até hoje. Produtores como Château Ksara, Ishtar Winery e Château Musar exemplificam essa dualidade, combinando variedades internacionais com uvas locais como Obeidi e Merwah. Na Síria, apesar das dificuldades recentes, vinícolas como Domaine de Bargylus e Château St. Thomas seguem lógica semelhante, cultivando Syrah, Cabernet Sauvignon e Chardonnay ao lado de castas regionais pouco difundidas internacionalmente.
No Cáucaso, especialmente na Armênia e no Azerbaijão, a viticultura é ainda mais antiga, com a Armênia reivindicando, com justeza, algumas das evidências mais antigas de produção organizada de vinho, como a caverna de Areni, datada de cerca de 4.100 a.C. Durante o período soviético, a produção foi padronizada e orientada para volume, mas após a independência houve um renascimento qualitativo. Produtores armênios como Zorah Wines e Armenia Wine Company passaram a trabalhar tanto com castas autóctones — como Areni Noir e Voskehat — quanto com variedades internacionais como Chardonnay e Cabernet Sauvignon. No Azerbaijão, vinícolas como Savalan (Aspi Winery) e Fireland Vineyards adotaram estratégia semelhante, cultivando Merlot, Cabernet Sauvignon e Saperavi ao lado de uvas locais, refletindo uma viticultura em reconstrução e abertura ao mercado global.
No Egito, onde a produção de vinho remonta ao período faraônico — com introdução de vinhas a partir do Levante por volta de 3.000 a.C.—, a viticultura moderna foi praticamente recriada no século XX. Hoje, produtores como Gianaclis Vineyards e Sahara Vineyards utilizam majoritariamente castas internacionais, como Cabernet Sauvignon, Syrah e Chardonnay, adaptadas às condições desérticas por meio de irrigação e técnicas modernas, embora haja tentativas pontuais de resgate de variedades antigas.
Já na Turquia, outro centro ancestral da viticultura, a história é marcada por continuidade e diversidade. A domesticação da videira na Anatólia remonta a milênios antes de Cristo, e o país ainda preserva dezenas de castas autóctones, como Öküzgözü e Boğazkere. A partir do século XX, especialmente com a ocidentalização do país, houve introdução sistemática de variedades francesas e italianas. Produtores como Kavaklıdere e Doluca são exemplos claros dessa integração, elaborando vinhos com Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Chardonnay ao lado de uvas locais, criando estilos que dialogam com padrões internacionais sem perder identidade regional.
A introdução de castas francesas, ibéricas e italianas nesses países ocorreu, em geral, por três motivos principais: influência colonial ou missionária (como no Líbano), modernização técnica e busca por mercados internacionais (caso de Turquia, Egito e Cáucaso), e padronização produtiva em períodos como o soviético. Essas variedades, amplamente estudadas e aceitas globalmente, facilitaram a inserção desses países no comércio internacional de vinhos, oferecendo perfis sensoriais reconhecíveis aos consumidores.
Entretanto, o uso combinado de castas estrangeiras e autóctones apresenta vantagens e desvantagens claras. Entre os benefícios, destaca-se a possibilidade de alcançar qualidade técnica consistente, maior aceitação no mercado global e flexibilidade enológica, além da criação de blends complexos que unem tipicidade local e elegância internacional. Por outro lado, há o risco de descaracterização do terroir, perda de biodiversidade vitícola e dependência de modelos estrangeiros que nem sempre se adaptam perfeitamente às condições climáticas extremas da região, como calor intenso e escassez hídrica.
Nos últimos anos, observa-se uma tendência de revalorização das uvas nativas, muitas vezes combinadas de forma mais equilibrada com castas internacionais. Esse movimento sugere que o futuro do vinho no Oriente Médio não reside na substituição, mas na convivência entre tradição e inovação — uma síntese que, de certo modo, reflete a própria história milenar da região como berço e encruzilhada da cultura do vinho. Salut!


Fonte: Jovem Pan

Rondônia ganha destaque nacional após posição sobre subsídio ao diesel

A decisão do governo de Rondônia de não aderir, neste momento, à Medida Provisória (MP) que amplia a subvenção ao diesel colocou o estado no centro do debate nacional. O tema ganhou ampla repercussão, inclusive em páginas de grande alcance no país, como a do apresentador Luiz Bacci.

A proposta do governo federal, coordenada pelo Ministério da Fazenda, tem como objetivo conter a alta dos combustíveis, prevendo um subsídio de até R$ 1,20 por litro, com custos compartilhados entre a União e os estados.

Apesar de cerca de 90% das unidades federativas já terem sinalizado apoio à medida, o governador Marcos Rocha informou, por meio de nota oficial, que o estado não irá aderir neste momento. Segundo ele, a decisão foi tomada com base em análise técnica, apontando incertezas quanto à efetividade da medida e limitações no orçamento estadual.

A postura adotada por Rondônia reforça um posicionamento mais cauteloso diante de políticas de impacto fiscal, ao mesmo tempo em que projeta o estado no cenário nacional, ampliando o debate sobre os efeitos da MP entre governos estaduais.

Enquanto isso, outros estados seguem avaliando os impactos da proposta, que pode influenciar diretamente o preço do diesel e a arrecadação pública nos próximos meses.

📌 O tema segue em discussão e deve continuar gerando repercussão em todo o país.

Edinho: Moraes deveria se declarar impedido no Caso Master para preservar imagem

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deveria se declarar impedido de atuar em eventual processo envolvendo o Banco Master, caso haja qualquer ligação que possa comprometer sua imagem. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, Edinho reforçou a orientação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aconselhou Moraes para não permitir que o episódio afete sua trajetória.
Segundo o dirigente petista, preservar a biografia do magistrado é fundamental para evitar desgastes institucionais. “Um ministro que escreveu uma página tão bonita na história democrática brasileira tem que se afastar de qualquer coisa que macule essa imagem que ele construiu”, disse.
Para Edinho, a postura é necessária para manter a autoridade conquistada por Moraes após os ataques golpistas de 8 de Janeiro e impedir que eventuais controvérsias ampliem a desconfiança sobre o Judiciário.
O presidente do PT também criticou o ambiente de polarização política no país, afirmando que o debate público tem se transformado em um “campo de futebol”, no qual prevalecem disputas de narrativa em detrimento da discussão de temas estruturais.
Segundo ele, o foco excessivo em embates políticos e desgaste de figuras públicas tem afastado o debate de áreas prioritárias, como segurança, saúde e desenvolvimento tecnológico.
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Após pressão de Trump, presidente cubano fala em morrer pela pátria

O presidente Miguel Díaz-Canel descartou a necessidade de quaisquer mudanças no governo de Cuba, mesmo diante da pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o país comunista. “A pessoa que está na liderança em Cuba não é eleita pelo governo dos EUA. Não tem um mandato do governo dos EUA”, disse Canel em entrevista exclusiva à NBC News na quinta-feira, 9, distribuída abertamente neste domingo, 12, no site.
E afirmou: “Temos um Estado soberano livre. Temos autodeterminação e independência. Não estamos sujeitos ao desejo dos EUA.”
Os líderes cubanos não representam uma elite no poder, mas são eleitos com base na participação popular, disse.
“O governo dos EUA não tem qualquer moral para exigir nada de Cuba”, comentou Díaz-Canel, referindo-se ao embargo ao país. “Nós não estamos exigindo mudanças do governo americano”, completou.
Sobre uma eventual agressão dos EUA, Canel disse que “se isso acontecer, haverá luta, haverá resistência, e nós nos defenderemos, e se precisarmos morrer, morreremos, porque, como diz nosso hino nacional, ‘Morrer pela pátria é viver’.”
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Ministro da Fazenda inicia agenda internacional nos EUA e na Europa

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, inicia na segunda-feira (13) uma agenda internacional que inclui compromissos nos Estados Unidos, Espanha e Alemanha. A viagem, que segue até o dia 20, marca a primeira série de encontros do ministro no exterior desde que assumiu o cargo, no lugar de Fernando Haddad, que deixou o governo.
A missão tem como objetivo reforçar a posição do Brasil em debates globais, com foco em temas como reforma tributária internacional, transição energética e fortalecimento de instituições multilaterais.
O roteiro começa em Washington, com as reuniões de primavera (no Hemisfério Norte) do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. A partir de sábado (19), o ministro acompanha a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Europa, incluindo Espanha e Alemanha, com compromissos voltados à defesa da democracia, política industrial e cooperação internacional.
Os encontros previstos na agenda do ministro reúnem autoridades econômicas de diversos países. Entre eles estão a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva; o ministro da Economia da França, Roland Lescure; o ministro das Finanças da China, Lan Fo’an, a presidente do Banco Mundial, Ajay Banga; e o ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil
A viagem ocorre em meio a um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e debates sobre crescimento sustentável, com o Brasil buscando ampliar protagonismo em temas como clima e justiça tributária.
*Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

Trump manda Marinha dos EUA bloquear Estreito de Ormuz após fracasso de negociações

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou à Marinha dos EUA neste domingo (12) que bloqueie o Estreito de Ormuz, uma importante via marítima no Golfo, furioso com a recusa do Irã em abandonar suas ambições nucleares após o colapso das negociações de paz sem um acordo.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã alertou que tem o tráfego no estreito sob controle total e que prenderia qualquer inimigo que tentasse desafiá-la “em um vórtice mortal no Estreito, caso desse um passo errado”.
Em uma longa declaração em sua rede social, Trump disse que seu objetivo final era limpar o estreito de minas e reabri-lo para toda a navegação, mas que, enquanto isso, o Irã não deve ter permissão para lucrar com seu controle da via.
“Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de bloqueio de todo e qualquer navio que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz”, disse Trump. “Qualquer iraniano que atirar em nós, ou em embarcações pacíficas, será explodido para o inferno!”
O próprio Irã tem restringido o tráfego pelo estreito — uma rota fundamental para remessas de petróleo, gás e fertilizantes do Golfo para o mercado mundial — enquanto permite a passagem de embarcações consideradas a serviço de países amigos, como a China. Houve relatos não confirmados de que Teerã planeja cobrar pedágios.
“Isso é extorsão mundial”, disse Trump. “Também instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar. Também começaremos a destruir as minas que os iranianos lançaram no Estreito.”

‘Ato de extorsão’
Após o post, em entrevista à Fox News, Trump ameaçou impor uma tarifa de 50% sobre as importações chinesas se Pequim tentar ajudar os militares iranianos, e acrescentou: “Eu poderia acabar com o Irã em um dia. Eu poderia destruir toda a energia deles, cada uma de suas usinas, suas usinas de geração elétrica, o que é algo muito sério”.
O último ultimato do presidente parece ter sido desencadeado pelo fracasso das negociações em Islamabad entre delegações americanas e iranianas de alto nível para garantir um acordo que encerrasse a guerra de seis semanas, iniciada quando os EUA e Israel lançaram ataques contra Teerã e mataram o líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
A recusa do Irã em desistir de seu direito a um programa nuclear — que Teerã insiste ser para fins civis pacíficos, mas as capitais ocidentais acreditam esconder a busca por uma bomba — frustrou a delegação dos EUA, liderada pelo vice-presidente JD Vance, o enviado da Casa Branca Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner.
“Eu sempre disse, desde o início, e há muitos anos: o Irã nunca terá uma arma nuclear!”, disse Trump. “O bloqueio começará em breve. Outros países estarão envolvidos neste bloqueio. O Irã não terá permissão para lucrar com este ato ilegal de extorsão.”
Trump não nomeou os outros países que espera que se juntem ao cordão da Marinha dos EUA e, antes de sua postagem, muitas capitais internacionais haviam pedido que a trégua temporária no Golfo fosse preservada enquanto Washington e Teerã buscam uma solução diplomática.
Vance deixou o Paquistão após as conversas — o encontro de mais alto nível entre os dois lados desde a revolução islâmica de 1979 — e alertou que Washington fez a Teerã sua “última e melhor oferta” para um acordo, acrescentando: “Veremos se os iranianos a aceitam”.
O porta-voz parlamentar do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, chefe da equipe de negociação de seu país, disse ter “apresentado iniciativas construtivas, mas, em última análise, o outro lado foi incapaz de ganhar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações”.
O fracasso das negociações aumentará as preocupações de que o retorno aos combates possa elevar os preços mundiais da energia e danificar ainda mais as instalações de navegação, petróleo e gás no Golfo, enquanto civis na região temem que os ataques aéreos possam ser retomados sem um desfecho político à vista.
“Sentimos desespero e falta de esperança. Estamos cansados desta incerteza”, disse Nahid, uma dona de casa de 60 anos em Teerã, contatada pela AFP.
O Paquistão, que sediou as negociações e cuja liderança conduziu os lados rivais à mesa, disse que continuará facilitando o diálogo e instou ambos os países a continuarem respeitando a trégua temporária.
“É imperativo que as partes continuem a manter seu compromisso com o cessar-fogo”, disse o ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar.
Estoque de urânio
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, ligou para o sultão de Omã, Haitham bin Tariq, e ambos os líderes concordaram que “era vital que houvesse uma continuação do cessar-fogo e que todas as partes evitassem qualquer escalada adicional”.
Um porta-voz da UE disse que a diplomacia seria “essencial” para garantir a paz e elogiou os esforços de mediação do Paquistão, enquanto o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ligou para o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, para oferecer seus serviços ao esforço diplomático.
“Vladimir Putin enfatizou sua prontidão para facilitar ainda mais a busca por um acordo político e diplomático para o conflito e para mediar esforços para alcançar uma paz justa e duradoura no Oriente Médio”, disse o Kremlin em seu relatório sobre a chamada.
*AFP


Fonte: Jovem Pan

Peru vai às urnas com recorde de 35 candidatos à Presidência

O Peru vai às urnas neste domingo (12) em uma eleição presidencial marcada por fragmentação recorde: ao todo, 35 candidatos disputam o cargo, o maior número da história recente do país. O cenário pulverizado aumenta a incerteza e torna praticamente inevitável a realização de um segundo turno, previsto para junho.

Entre os principais nomes está Keiko Fujimori, que lidera as intenções de voto com cerca de 15%, segundo as últimas pesquisas autorizadas antes do pleito. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela disputa a Presidência pela quarta vez e tenta, novamente, chegar ao poder após derrotas anteriores em segundos turnos.
Durante a campanha, Keiko prometeu adotar medidas duras contra a criminalidade, incluindo a expulsão de imigrantes em situação irregular, e afirmou que pretende “recuperar a ordem” nos primeiros 100 dias de governo. A candidata também defendeu maior aproximação com os Estados Unidos e sinalizou interesse em ampliar investimentos estrangeiros no país.
No campo internacional, a candidatura se alinha ao avanço de lideranças conservadoras na região, como Javier Milei, José Antonio Kast, Daniel Noboa e Rodrigo Paz. Segundo Keiko, a América Latina vive um momento de guinada política voltada à segurança, liberdade econômica e atração de investimentos.
A eleição ocorre em meio à disputa de influência entre potências globais. Atualmente, a China é o principal parceiro comercial de vários países da região, incluindo o Peru, que é o segundo maior destino de investimentos chineses na América Latina, atrás apenas do Brasil.
Além de Keiko, a disputa inclui perfis diversos, como um comediante, um empresário milionário, um político de centro de 80 anos e um candidato ligado ao ex-presidente Pedro Castillo, o que reforça o cenário de fragmentação e imprevisibilidade no pleito.

Mais de 27 milhões de peruanos votarão neste domingo para eleger um novo presidente e, pela primeira vez desde 1990, deputados e senadores, deixando para trás um Congresso unicameral.
*Com informações da AFP


Fonte: Jovem Pan

Veja como declarar ganhos com imóvel e aluguel no Imposto de Renda

Chegou o período de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, e uma das dúvidas mais comuns entre os contribuintes diz respeito à forma correta de declarar ganhos relacionados a imóveis, especialmente no caso de aluguéis e venda de bens. De acordo com a contadora e coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Unic Beira Rio, Maila Karling, erros nesse processo podem levar à malha fina e gerar custos adicionais. 
“É fundamental compreender as diferenças entre os tipos de rendimentos. Os valores recebidos com aluguel de pessoa física são considerados rendimentos tributáveis e devem ser informados mensalmente por meio do Carnê-Leão, com recolhimento do imposto, quando aplicável. Quando o aluguel é administrado por imobiliária, os valores devem ser declarados como rendimentos recebidos de pessoa jurídica, conforme informe fornecido, podendo haver retenção de imposto na fonte”, explica.
Venda de imóveis e ganho de capital
No caso da venda de imóveis, a atenção deve ser redobrada. O contribuinte precisa apurar o ganho de capital, que é a diferença entre o valor de compra e o de venda, por meio do programa GCAP (Programa de Ganhos de Capital), sendo posteriormente importado para a declaração anual. 
“O imposto, quando devido, deve ser recolhido até o último dia útil do mês seguinte à venda. Existem situações de isenção, como quando o valor da venda é reinvestido na compra de outro imóvel residencial no prazo de até 180 dias, mas isso precisa ser informado corretamente para evitar inconsistências”, destaca Maila Karling.
Informações como data de aquisição, valor pago e eventuais benfeitorias no imóvel devem estar devidamente registradas na declaração Imagem: mojo cp | Shutterstock
Atualização dos dados do imóvel na declaração
Outro ponto importante é a atualização dos dados do imóvel na declaração. Informações como data de aquisição, valor pago e eventuais benfeitorias devem estar devidamente registradas. “Reformas que agreguem valor ao imóvel podem ser incluídas para atualização do custo de aquisição, desde que haja comprovação. Isso pode reduzir o imposto sobre o ganho de capital no futuro”, acrescenta a especialista.
Prepare a documentação
A recomendação é manter todos os documentos organizados, como contratos de aluguel, comprovantes de pagamento, escrituras e notas fiscais de reformas. Esses registros são essenciais tanto para o correto preenchimento da declaração quanto para eventual comprovação junto à Receita Federal. “Declarar corretamente os rendimentos com imóveis é uma forma de evitar problemas fiscais e garantir que o contribuinte não pague mais imposto do que o necessário”, conclui a contadora.
Por Camila Souza Crepaldi


Fonte: Jovem Pan