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Zema ‘vilipendia a honra’ do STF e de seus integrantes, diz Gilmar

Em entrevista à Record News nesta quarta-feira (22), o
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
ministro Gilmar Mendes comentou as críticas ao STF e fez uma observação sobre o ex-governador Romeu Zema.
“Eu estava imaginando que ele fala uma língua lá do Timor-Leste, um tétum ou coisa assim.” O ministro considerou “no mínimo, irônico” Zema atacar o STF após ter solicitado ao tribunal autorização para adiar o pagamento de parcelas da dívida de Minas Gerais com a União.
Argumento de Gilmar
Gilmar apontou que o tribunal foi acionado em diferentes momentos para garantir fluxo de caixa ao estado, sugerindo contradição entre a prática administrativa e o discurso atual do pré-candidato.
O ministro externou ainda que o conteúdo divulgado por Zema “vilipendia a honra” do STF e de seus integrantes.
Réplica de Zema
Na réplica, o ex-governador questionou a afirmação do ministro.
“Ele deu uma decisão favorável a Minas Gerais, e agora descobri que foi um favor para eu ser submisso a ele pelo resto da vida.”
Zema chamou o STF de “pior Supremo da história” e manteve o confronto como eixo central de sua pré-campanha, afirmando que, se eleito, proporia mudanças estruturais na Corte, incluindo mandato para ministros.
Pedido à PGR
Gilmar Mendes acionou investigação contra Zema após a publicação de um vídeo satírico que utilizava inteligência artificial e marionetes para simular um diálogo entre ministros do STF, sugerindo favorecimentos e troca de interesses.
O ministro também acionou a PGR contra o senador Alessandro Vieira pelo relatório da CPI do Crime Organizado, que sugeriu o indiciamento de três ministros do Supremo.
Risco eleitoral no Judiciário
Advogados constitucionais alegam que casos como o de Zema repetem outros casos no Supremo, de intenção de eliminar políticos do pleito eleitoral, já que eventual condenação criminal transitada em julgado permite a suspensão dos direitos políticos, conforme o artigo 15 da Constituição. Analistas veem essas ações como “avanço indevido” sobre o processo político, argumentando que o STF corre o risco de interferir nas eleições de 2026 ao tornar possíveis candidatos inelegíveis.
Oposição reage
Deputados de oposição decidiram apresentar novo pedido de impeachment contra Gilmar Mendes em reação à medida judicial contra Zema. Os parlamentares também planejam levar uma notícia-crime contra o ministro à PGR e uma manifestação formal ao ministro Edson Fachin, atual presidente do STF.


Fonte: Conexão Política

‘Taxação do Pix foi ideia de Bolsonaro’, diz Haddad

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou no domingo (19) que a “taxação do Pix” foi ideia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em postagem no X/Twitter, Haddad também afirmou que a liquidação do Banco Master é mérito do presidente Lula. A declaração martela um dos pontos mais desgastantes do atual governo e inverte a direção da narrativa em ano eleitoral.
Em setembro de 2024, a Receita Federal criou uma instrução normativa que determinava que movimentações acima de R$ 5 mil para pessoas físicas via Pix ou outras transações financeiras deveriam ser informadas ao órgão. O intuito declarado era combater lavagem de dinheiro e sonegação.
Em janeiro de 2025, um vídeo do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre a norma viralizou com mais de 100 milhões de visualizações no Instagram, com a acusação de que o governo taxaria o Pix. O imbróglio pesou na popularidade do governo Lula, que revogou a medida.
O então ministro da Economia Paulo Guedes defendeu publicamente em 2020, durante o governo Bolsonaro, a criação de um “microimposto” sobre transações digitais com alíquota de 0,2%. O tema não avançou e o ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra deixou o cargo após divergências com Bolsonaro.
Em março de 2025, o próprio Bolsonaro externou que Guedes quis taxar o Pix, mas afirmou ter impedido o plano: “Querer é uma coisa. Lá atrás, a equipe do Paulo Guedes queria taxar a cerveja, mas eu não deixei.”
A declaração de Haddad é uma das estratégias da pré-campanha petista para o governo paulista. O principal adversário será o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), favorito nas pesquisas. A ideia dos articuladores é vincular Haddad ao discurso de taxação dos super-ricos em nome da justiça tributária, numa linha testada na chamada taxação BBB, que previa imposto sobre bilionários, bancos e plataformas de apostas.
Aliados do ex-ministro avaliam que esse tipo de narrativa pode amenizar o impacto político da chamada “taxa das blusinhas”, apelido dado à tributação sobre compras internacionais de até 50 dólares, política que Haddad agora tenta dissociar de sua imagem


Fonte: Conexão Política

Flávio inicia rodada de vídeos com uso de abordagem direta, visual minimalista e linguagem acessível

Foto: Reprodução/Internet
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou uma rodada de vídeos nas redes sociais com características distintas das campanhas digitais convencionais à presidência da República.
O pré-candidatura passou a adotar produção enxuta, linguagem direta e ausência de elementos visuais carregados. A mudança de postura nas plataformas ocorre com a participação de Pablo Marçal nos bastidores da disputa pelo Palácio do Planalto.
Marçal declarou apoio a Flávio em dezembro do ano passado, quando o influenciador chamou o senador ao palco em um evento em Barueri, na Grande São Paulo.
Desde então, o nome de Marçal passou a circular nos bastidores da estratégia digital do pré-candidato, sem que haja cargo ou função formal anunciada.
Flávio sinalizou que pretende concentrar cerca de 90% da campanha presidencial nas plataformas online e pediu à militância que mantenha discurso unificado, sem ataques dentro do espectro político. A orientação é parte de uma estratégia deliberada de distinguir o senador da dinâmica mais confrontacional que marcou as redes bolsonaristas nos anos anteriores.
Desde dezembro, quando Jair Bolsonaro anunciou o filho como pré-candidato, o senador passou a reorganizar o ambiente digital na corrida ao Planalto. O intuito final é transferir o capital político do ex-presidente ao filho.
Os números sustentam a estratégia. Nas últimas semanas, Flávio liderou o indicador de tração digital por sete semanas, contra uma semana de Lula no mesmo período, segundo levantamento da consultoria Bites a pedido da Folha de S.Paulo.
O índice apurado pela Datrix registrou alta de 19% na presença do parlamentar fora de suas próprias bolhas, com melhora de imagem na imprensa e entre influenciadores externos.


Fonte: Conexão Política

Quem é o maior artilheiro da seleção do Canadá na história das Copas do Mundo?

O lateral-esquerdo Alphonso Davies é o maior artilheiro da seleção do Canadá na história das Copas do Mundo, somando exatamente um gol marcado no torneio. O atleta do Bayern de Munique quebrou um jejum histórico na edição do Catar, em 2022, ao balançar as redes na derrota por 4 a 1 contra a Croácia. Antes desse evento, a equipe havia participado apenas do Mundial de 1986, onde foi eliminada sem registrar nenhum tento a favor. O único outro gol a favor do Canadá em Mundiais não entra na conta de seus atacantes, pois foi um gol contra anotado pelo zagueiro marroquino Nayef Aguerd, também em 2022.
O cabeceio histórico de Alphonso Davies no Catar
A marca estabelecida por Alphonso Davies não representa apenas o primeiro gol do Canadá em Copas do Mundo, mas também um dos mais rápidos do torneio de 2022. O lance histórico aconteceu com apenas 68 segundos do primeiro tempo.
Após um lançamento longo do goleiro Milan Borjan, a bola encontrou espaço no lado direito do campo. O ala Tajon Buchanan dominou e cruzou com precisão para dentro da grande área, onde Davies surgiu em velocidade para finalizar de cabeça, vencendo o goleiro Dominik Livaković. O momento foi de redenção imediata para o camisa 19, que dias antes havia desperdiçado uma cobrança de pênalti na partida de estreia contra a Bélgica.
Ranking geral: os maiores artilheiros da história da seleção
Como Alphonso Davies desponta como o único jogador do país a balançar as redes no Mundial, a estatística muda drasticamente quando analisamos o desempenho geral em todas as competições oficiais e amistosos. Longe dos gramados da Copa do Mundo, a lista de maiores goleadores da seleção principal é liderada por especialistas da grande área.
1. Jonathan David
O jovem centroavante é o maior artilheiro da história do Canadá. Consolidado no futebol europeu e com grande tempo de bola, ele lidera o ranking isolado com 37 gols marcados em partidas oficiais pelo selecionado nacional.
2. Cyle Larin
O experiente atacante Cyle Larin soma 30 gols vestindo a camisa do Canadá. Ele foi a principal engrenagem ofensiva da equipe durante as Eliminatórias da Concacaf para o torneio de 2022, período em que liderou a pontuação regional com 13 gols.
3. Dwayne De Rosario
Antes da ascensão da atual geração, o meia-atacante Dwayne De Rosario deteve o recorde absoluto por vários anos. Ele encerrou a sua carreira internacional com 22 gols registrados, sendo a principal referência técnica da equipe durante a década de 2000.
A chance de reescrever a estatística na atualidade
Com a Copa do Mundo de 2026 sendo disputada na América do Norte, o Canadá tem vaga garantida como país coanfitrião, ao lado de Estados Unidos e México. A equipe comandada pelo técnico Jesse Marsch entrará em campo com o apoio de sua torcida buscando a primeira vitória de sua história na competição.
A nova configuração do torneio oferece um cenário perfeito para o sistema ofensivo brilhar. Os líderes do ranking histórico, Jonathan David e Cyle Larin, terão a grande chance de escrever seus nomes na artilharia do torneio, tirando de Alphonso Davies a exclusividade de ser o único goleador canadense no maior palco do esporte.


Fonte: Jovem Pan

A lágrima nas estepes e a rebelião dos figurantes no maior palco do planeta

O relógio no Estádio Al Nahyan, em Abu Dhabi, marcava o fim do tempo regulamentar em 5 de junho de 2025. O placar eletrônico exibia um gélido 0 a 0 entre Emirados Árabes e Uzbequistão. No centro do gramado, o atacante Abbosbek Fayzullaev, de apenas 22 anos, desabou de joelhos antes mesmo de o árbitro levar o apito à boca pela última vez.
O silêncio tenso da arena contrastava com o pranto compulsivo de onze homens fardados de branco e azul. Naquele exato segundo, uma nação inteira da Ásia Central expurgava décadas de traumas esportivos e carimbava o passaporte inédito para o Mundial.
O futebol, em sua crueza fria, deixava de ser uma sala VIP restrita à elite. A consagração asiática abriu os portões para o debate que agora consome mesas redondas e o mercado de previsões: quais seleções de menor tradição podem surpreender e ser a grande zebra da Copa do Mundo 2026?
O desmonte da aristocracia e a panela de pressão dos gigantes
Durante um século, a Copa do Mundo operou como um latifúndio esportivo. As vagas eram rigorosamente loteadas, e a sobrevivência nas eliminatórias demandava elencos consolidados e ligas milionárias. Para equipes de regiões inexploradas ou de pequenas ilhas, o sonho de cruzar o oceano sempre terminava moído pelo saldo de gols ou pela catimba alheia na última rodada. Mas o inchaço provocado pela adição de 16 novas vagas alterou de forma profunda o ecossistema e o equilíbrio tradicional do torneio.
Nos corredores diplomáticos das federações periféricas, a cobrança deixou de ser pela simples dignidade e passou a ser pela execução. O que está em jogo nos gramados norte-americanos não é a conquista da taça para essas equipes, mas a subversão da ordem geopolítica da bola.
A camisa amarelinha, a albiceleste ou o manto dos Bleus desembarcam carregados por décadas de obrigação absoluta. Já as equipes debutantes chegam armadas com o escudo da irrelevância. Elas competem livres das correntes do passado. A anarquia se instaura de forma silenciosa: o azarão entra solto no gramado, focado na destruição do plano alheio, enquanto o oponente tradicional carrega uma bigorna na chuteira temendo um vexame irreversível perante seu país.
A blindagem tática e a abdicação voluntária da posse de bola
O levante dos oprimidos raramente é obra exclusiva da sorte; ele é meticulosamente forjado na frieza da prancheta. O ponto de inflexão das nações emergentes é a aceitação de que tentar emular o futebol-arte diante da elite é assinar uma sentença de morte. A saída foi adotar um pragmatismo quase brutal.
O próprio Uzbequistão dissecou suas limitações. Meses após a classificação épica, a federação chocou a Ásia ao firmar contrato com o ex-zagueiro Fabio Cannavaro. O capitão italiano, lenda na arte de erguer trincheiras defensivas na Alemanha em 2006, assumiu o fardo de aplicar um choque de realidade na equipe. Ele converteu um time reativo em um cofre-forte blindado, moldado para os gramados estadunidenses.
O lapso de desatenção que costumava arruinar o sonho dos caçulas nos minutos finais das partidas sumiu. Essas seleções descobriram como abraçar o sofrimento e operar sem a bola. Com 30% de posse e os nervos intactos, zagueiros operários como Abdukodir Khusanov — fisgado pelo Manchester City — ancoram o ritmo do bloco baixo para que o ataque resolva a fatura em uma única transição veloz. O antídoto periférico contra o toque de bola metódico europeu virou o contragolpe seco, rápido e letal.
O estilhaço das estatísticas e o recálculo brutal do favoritismo
A matemática agressiva de um Mundial de 48 times pulveriza a margem de segurança. O novo formato impõe uma margem de erro que estrangula as potências, encurtando o abismo físico que isolava os continentes nos anos 90. Nas mesas de análise técnica, a disparidade técnica desidratou, forçando um recálculo geral nas probabilidades de colapso das cabeças de chave.
O universo das cotações financeiras já descartou a fantasia da zebra folclórica e abraça a consolidação do acaso estrutural em 2026. O conceito de invencibilidade imaculada derreteu, abrindo os flancos da competição para armadilhas letais:

Uzbequistão: O transe coletivo de uma nação estreante potencializado pelo sangue frio do leste europeu e pelo talento explosivo do craque Fayzullaev.
Japão: Execução tática letal combinada com atacantes absorvidos pela intensidade física implacável da Premier League inglesa.
Noruega: A retomada do ímpeto nórdico balizada por uma força descomunal no terço final, ancorada na letalidade de estrelas globais como Erling Haaland.

Essas seleções não apenas preenchem o chaveamento por exigência política; elas contaminam as projeções matemáticas e asseguram que um deslize milimétrico de qualquer potência encerre ciclos vitoriosos precocemente.
O futebol sobrevive exatamente das fendas abertas no improvável. Despido das cifras estratosféricas de acordos comerciais e das vitrines luxuosas, o jogo em sua forma mais pura é a perseguição obstinada pela falha de Golias. Quando a máquina imperial erra um passe na intermediária, e um ponta periférico arranca em direção à eternidade, o esporte respira sem aparelhos.
A história das Copas não se perpetua somente através das estrelas bordadas no peito dos suspeitos de sempre. Ela ganha contornos míticos pelo silêncio de morte instaurado nas arquibancadas pelos pés de quem não tinha absolutamente nada a perder. Em 2026, a porta do salão de baile foi arrombada. A ordem estabelecida está pronta para o nocaute.


Fonte: Jovem Pan

Avião que partiria de Santiago para SP colide com outra aeronave na pista

Um avião da companhia aérea Latam Airlines colidiu na quarta-feira (22) com uma aeronave da Aerolíneas Argentinas na pista do Aeroporto Arturo Merino Benítez, em Santiago, no Chile. O voo tinha como destino o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Não houve feridos.
Em nota, o Grupo Latam Airlines informou que o acidente ocorreu durante o taxiamento do avião antes da decolagem. A companhia aérea disse que a aeronave teve danos leves em uma das asas e os passageiros foram realocados em um voo que partiu para Guarulhos às 1h29 (de Brasília) desta quinta-feira (23).
Em entrevista à Radio ADN, do Chile, um passageiro do voo da Latam contou que, pouco antes do impacto, outros ocupantes notaram uma proximidade incomum com a aeronave da Aerolíneas Argentinas. “Poderia ter sido mais grave, porque se tivesse acontecido quando o avião estivesse ganhando velocidade, poderia ter sido muito pior”, afirmou.
Ao jornal argentino La Nación, a Aerolíneas Argentinas disse que o avião envolvido no acidente foi tirado de serviço. O impacto danificou a barra estabilizadora do Boeing 737. Já os passageiros foram alocados em um voo da Sky Airline que partiu para Buenos Aires, na Argentina, na madrugada desta quinta-feira.
Após o acidente, a Direção Geral de Aeronáutica Civil do Chile (DGAC) disse que investigará as circunstâncias da colisão das aeronaves.
Leia a íntegra da nota da Latam
“O Grupo LATAM Airlines informa que, durante o taxiamento da aeronave do voo LA756 (Santiago–São Paulo/Guarulhos), na quarta-feira (22/4), houve contato com uma aeronave da Aerolíneas Argentinas posicionada na pista, o que gerou danos leves em uma de suas asas”.
“Como parte do protocolo, todos os passageiros da LATAM foram desembarcados com total segurança e realocados em um novo voo que decolou às 00h29 (horário local) de 23/4 (quinta-feira)”.
“A companhia acionou todos os protocolos de segurança previstos para esse tipo de ocorrência e está investigando o caso em coordenação com as autoridades competentes”.
“Por fim, reafirma que a segurança é um valor inegociável e todas as suas decisões operacionais são tomadas em conformidade com esse princípio”.


Fonte: Jovem Pan

Lula passará por dois procedimentos médicos em São Paulo nesta sexta-feira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve passar por dois procedimentos médicos nesta sexta-feira (24): uma cauterização na cabeça e uma infiltração na mão, informou o Palácio do Planalto nesta quinta-feira (23). De acordo com a Presidência, os procedimentos, que são rápidos e não necessitam de preparação, serão feitos no Hospital Sírio-Libanês da capital paulista, para onde o presidente viajou na noite de quinta-feira (23).
Após os procedimentos – a retirada de queratose (acúmulo de pele) na cabeça e a infiltração para tratar uma tendinite no polegar direito –  Lula deve passar a sexta-feira e o sábado em sua casa em São Paulo. Há possibilidade de o presidente participar de congresso do Partido dos Trabalhadores no domingo em Brasília, mas ainda não está confirmado.
 


Fonte: Jovem Pan

STF valida, por unanimidade, restrições à venda de terras a empresas com capital estrangeiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quinta-feira (23), por unanimidade, pela constitucionalidade de lei de 1971 que impõe condições à venda de imóveis rurais a estrangeiros e empresas de capital internacional. Em março, a Advocacia-Geral da União havia defendido que as restrições estão previstas na Constituição de 1988 e devem ser mantidas para proteger a soberania territorial, coibir a especulação fundiária e prevenir esquemas de lavagem de dinheiro, informou a AGU em comunicado à imprensa.
Na segunda-feira (20), a empresa americana USA Rare Earth anunciou a compra da Serra Verde Group, mineradora brasileira responsável pela única operação em escala fora da Ásia capaz de produzir os quatro elementos magnéticos de terras raras essenciais para ímãs permanentes. O valor da transação é de cerca de US$ 2,8 bilhões e deve ser concluído no terceiro trimestre de 2026.
O negócio envolve US$ 300 milhões em dinheiro e a emissão de 126,849 milhões de novas ações da USA Rare Earth. A Serra Verde é dona da mina e planta de processamento Pela Ema, localizada em Goiás, que entrou em produção comercial em 2024 após mais de US$ 1,1 bilhão em investimentos.
Nesta quinta-feira (23), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que está agendada para o dia 4 de maio a publicação do relatório do projeto que institui a Política Nacional de Minerais Críticos Estratégicos. O parecer do relator, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), seria divulgado nesta semana, mas o governo federal pediu mais tempo.
O presidente acrescentou que o texto do deputado Arnaldo Jardim tem potencial para avançar com a legislação brasileira. “Pelo que conversei com ele (Jardim), o texto deverá representar um grande avanço da nossa legislação para que o Brasil possa se beneficiar ao máximo dessa grande reserva que nós temos de minerais críticos, as famosas Terras Raras”, disse.


Fonte: Jovem Pan

Sargento envolvido na captura de Maduro é preso após apostar na operação e faturar R$ 2 milhões

O sargento Gannon Ken Van Dyke, das forças especiais dos Estados Unidos, foi preso por autoridades federais nesta quinta-feira (23) acusado de lucrar mais de US$ 400 mil (cerca de R$ 2 milhões) ao apostar, na plataforma Polymarket, na operação que capturou Nicolás Maduro, segundo nota divulgada pelo Departamento de Justiça norte-americano. Dyke participou da captura do líder venezuelano.
Segundo a investigação, o militar usou informações privilegiadas para realizar 13 apostas entre os dias 27 de dezembro e 2 de janeiro e somou cerca de US$ 33 mil, poucas horas antes da divulgação oficial do presidente Donald Trump sobre a captura de Maduro, no dia 3 de janeiro.
A movimentação e o alto valor acumulado geraram suspeitas e uma investigação de meses foi realizada. “Nossos homens e mulheres em serviço recebem acesso a informações confidenciais para cumprir suas missões com segurança e eficácia, e são proibidos de usar esses dados altamente sensíveis para obter vantagem financeira pessoal”, segundo o procurador-geral interino do FBI, Todd Blanche.
Após a divulgação da operação e da prisão de Maduro, o preço dos contratos de aposta subiu rapidamente. Por consequência, o valor da posição do investidor teve um aumento significativo, gerando um lucro estimado em US$ 410 mil, segundo dados da Polymarket.
A Casa Branca já havia emitido um alerta aos seus funcionários para não usarem indevidamente informações sigilosas em apostas nos mercados futuros. O comunicado interno foi feito por e-mail, no dia 24 de março, um dia depois de Trump ordenar breve pausa nos ataques contra o Irã. A informação foi dada por uma autoridade do governo norte-americano à agência Reuters, na quinta-feira (9).
Outras decisões políticas de Trump também foram antecedidas por apostas oportunistas. A movimentação levou especialistas a questionar se, de alguma forma, informações foram vazadas antes do tempo


Fonte: Jovem Pan

Aumento de despesas com precatórios travou receita dos Correios para garantir pagamento a bancos

O sindicato de bancos que emprestou R$ 1,8 bilhão aos Correios, em junho do ano passado, acionou uma cláusula do contrato para bloquear o dinheiro que a estatal recebia por meio do faturamento na prestação de seus serviços, durante o segundo trimestre de 2025.
A informação foi divulgada em um documento de análise da situação econômico-financeira da estatal, elaborado pelo Departamento de Controladoria da Diretoria Econômico-Financeira (DIEFI) a respeito da situação dos Correios até setembro de 2025, no qual o g1 teve acesso com exclusividade.
“O bloqueio de faturamento imposto pelos credores caracteriza cenário de alta criticidade, com impactos financeiros, operacionais e institucionais de grande magnitude”, afirmou o documento.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Segundo o documento, uma das cláusulas presentes no contrato de empréstimo feito pelo ex-presidente, Fabiano Silva dos Santos, com os bancos previa estabilidade no estoque de precatórios a pagar pelos Correios.
🔎Precatórios são ordens de pagamento emitidas pela Justiça para, no caso concreto, o estado ou a União quitar dívidas que mantém com pessoas e empresas.
Entretanto, em função da necessidade de reconhecimento de novas perdas com processos judiciais durante o ano, a quantidade aumentou e a garantia foi acionada.
O contrato previa os seguintes direitos aos bancos:
Reter integralmente os valores depositados nas contas garantia;
Executar de imediato as garantias fiduciárias;
Exigir o pagamento antecipado da totalidade da dívida.
Com isso, a estatal enfrentou um aperto de caixa no segundo semestre de 2025, com falta de liquidez — ou seja, dinheiro em caixa — o que comprometeu o pagamento de fornecedores e afetou a prestação de serviços da empresa.
Prejuízo dos Correios triplica em 2025 e fica em R$ 8,5 bilhões
Jornal Nacional/ Reprodução
“Além de agravar a restrição de caixa essa condição ameaça a continuidade de serviços essenciais, compromete a cadeia de fornecedores estratégicos e fragiliza a capacidade de cumprimento das obrigações trabalhistas e tributárias”, apontou o relatório.
“A questão mais aguda de verdade era a liquidez, porque a liquidez que estava afetando a operação E afetava a nossa capacidade de recuperação”, afirmou o presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon.
Solução encontrada
Para retomar o acesso ao faturamento pelos serviços prestados, os Correios buscaram renegociar o contrato de empréstimo com o sindicato de bancos, formado por Citibank, BTG Pactual e Banco ABC do Brasil.
Com isso, o acordo alterou o estoque de precatórios, que passou a ter um limite máximo de R$ 2,5 bilhões reconhecidos, além da suspensão da apuração de novos casos entre setembro e dezembro de 2025.
A mudança, no entanto, gerou um custo financeiro adicional para a estatal.
A empresa teve de arcar com o pagamento de uma taxa chamada de “dispensa de obrigação contratual”, no valor de R$ 44,8 milhões, quitada em duas parcelas, uma em novembro e outra em dezembro de 2025.
Em seguida, os Correios aceitaram alterar as condições financeiras do empréstimo. A taxa de juros, que inicialmente era de 3% ao ano mais a taxa DI (taxa média de juros bancários aplicada em empréstimos), passou para 4% ao ano mais DI entre 28 de setembro e 28 de novembro.
A partir de 28 de novembro, o percentual subiu para 5% ao ano mais DI.
Com a renegociação, a taxa efetiva da operação aumentou de 21,99% ao ano para 25,67%.
Por outro lado, o novo contrato incluiu uma cláusula que permite o retorno à taxa original de 3% ao ano mais DI caso a empresa consiga um aporte de capital superior a R$ 5 bilhões.
Por fim, os Correios também alteraram os prazos do contrato. Inicialmente os pagamentos estavam previstos para serem semestrais, a partir de maio de 2026, mas foram antecipados para janeiro de deste ano e passaram a ser mensais.
Com isso, a tomada do empréstimo de R$ 12 bilhões se tornou uma prioridade sem precedentes para a estatal. Primeiro para recompor a liquidez financeira da empresa e, segundo para quitar o empréstimo de R$ 1,8 bilhão, que poderia causar mais problemas de liquidez à estatal.
“Em 2025, no final do ano, a gente tinha já mais umas 5 bi de compromissos a pagar, que a gente não estava cumprindo por conta da falta de liquidez”, finalizou Rondón.


Fonte:

g1 > Política