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O Brasil tem terras raras, mas não sabe o que fazer com elas

O Brasil voltou ao centro de uma disputa estratégica global. Não por petróleo, soja ou minério de ferro. Por terras raras, insumos decisivos para ímãs permanentes usados em veículos elétricos, turbinas eólicas, defesa e tecnologias de alto valor agregado.
A americana USA Rare Earth anunciou a aquisição da Serra Verde, dona da mina Pela Ema, em Minaçu, Goiás, por cerca de US$ 2,8 bilhões. A Serra Verde iniciou produção comercial em 2024 e projeta atingir cerca de 6,4 mil toneladas anuais de óxidos até 2027.
O ponto central está no desenho do negócio. Segundo comunicado da USA Rare Earth, a Serra Verde obteve financiamento de US$ 565 milhões da U.S. International Development Finance Corporation e firmou contrato de fornecimento de 15 anos, para 100% da produção, com uma sociedade capitalizada por agências do governo
americano e fontes privadas.
Em outras palavras: o ativo está no Brasil, a mina está em Goiás, o recurso mineral está em território brasileiro, mas a estruturação estratégica da cadeia está sendo conduzida por fora.
A China domina parcela expressiva do processamento global de terras raras. Estados Unidos e Europa tentam reconstruir cadeias alternativas. Nesse contexto, o Brasil aparece como peça relevante por deter reservas expressivas e já contar com projeto em operação.
Esse é o ponto incômodo: o Brasil tem o ativo que o mundo quer. Mas ainda não tem estratégia à altura.
Em 17 de abril, em Barcelona, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratou terras raras como questão de segurança nacional e afirmou que ninguém, a não ser o Brasil, seria dono da riqueza mineral brasileira.
A frase é correta. O problema é o que veio depois.
Três dias mais tarde, a USA Rare Earth anunciou a aquisição da Serra Verde. A operação veio acompanhada de financiamento público americano e de contrato de fornecimento de longo prazo que direciona a produção da Fase I.
O governo falou em soberania, mas não apresentou instrumento capaz de transformar essa afirmação em obrigação jurídica. Não houve exigência pública de processamento local. Não houve regra sobre governança brasileira em etapas sensíveis. Não houve marco de minerais críticos. Houve discurso.
E, nesse tema, discurso não organiza cadeia produtiva.
Antes disso, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, havia anunciado um memorando de entendimento com o governo dos Estados Unidos para cooperação em minerais críticos e terras raras.
Memorando não é acordo. Pode ter valor diplomático. Pode abrir portas. Mas não substitui política industrial. Não garante processamento local. Não altera cadeia de valor. Não impõe compromisso de transferência tecnológica.
Caiado anunciou aproximação geoeconômica. Mas o instrumento escolhido não tinha força para assegurar processamento local, participação brasileira em governança ou retenção tecnológica.
O Brasil confunde sinalização política com capacidade regulatória. Um memorando anuncia intenção. Uma lei cria obrigação. Um contrato bem estruturado distribui risco. Uma política industrial define prioridade. O problema não é o investidor estrangeiro ter estratégia. O Brasil também deveria tê-la.
Projetos minerários complexos dependem de capital, tecnologia, mercado e previsibilidade. O investimento estrangeiro é bem-vindo quando integra uma estratégia nacional, não quando a substitui.
Uma política brasileira de minerais críticos poderia prever exigências graduais de agregação local de valor, especialmente para novas fases de expansão. Poderia criar incentivos ao processamento em território nacional, estimular joint ventures com participação brasileira e dar mais transparência a contratos longos de fornecimento.
Nada disso é nacionalização. É negociação real.
A Fase II da Pela Ema ainda está em estudo. Se há momento para discutir exigências e contrapartidas, é antes da expansão. Depois, o país costuma descobrir que a janela já fechou.
Quando uma mina opera, o país arrecada. Há empregos, tributos, investimentos locais e compensações. Nada disso é irrelevante.
Mas, em minerais críticos, a pergunta não pode parar no royalty.
Se o Brasil fica concentrado na extração, captura parcela limitada da riqueza. Se participa do processamento, da fabricação de componentes e da integração tecnológica, captura valor, conhecimento e poder de negociação.
Ter reserva não significa controlar a cadeia. Ter mina não significa capturar o maior valor. Ter produção de óxidos não significa dominar separação, metalização, ligas e ímãs.
A riqueza real não está apenas no subsolo. Está na capacidade de transformar o que sai dele. É
correto tratar terras raras como tema de segurança nacional. O erro está em imaginar que essa afirmação, por si só, produz consequência jurídica.
Segurança nacional sem instrumento é retórica.
O Congresso poderia discutir um marco de minerais críticos. O Executivo poderia apresentar uma estratégia nacional para terras raras. O BNDES poderia vincular financiamento a metas de agregação tecnológica. Estados produtores poderiam deixar de tratar memorandos como ponto de chegada e usá-los como ponto de partida para exigências mais sofisticadas.
O Brasil não precisa escolher entre investimento estrangeiro e soberania. Essa é uma falsa oposição. Precisa aprender a negociar melhor aquilo que possui de estratégico.
A pergunta é se o país seguirá tratando terras raras como promessa ou como política.
Porque minerais críticos não se resolvem com promessa.0
Resolvem-se com lei.


Fonte: Jovem Pan

CCJ aprova PEC sobre o fim da escala 6×1

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (22), por unanimidade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1. Agora a proposta deve seguir para análise em comissão especial.
A partir desta nova etapa, novos temas como, período de transição e possíveis compensações ao setor produtivo, devem ser discutidos.
O relatório aprovado pelos parlamentares é do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) que foi favorável à aprovação de duas PECs.
Azi não fez alterações em relação ao mérito, apenas sugeriu aprofundar o debate na comissão especial – que deverá ser criada especificamente para a análise da proposta.

Votação na CCJ
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse no dia 15 de abril que a votação para a PEC do fim da escala 6×1 aconteceria na CCJ no dia 22 de abril.
Motta afirmou que seguirá com a tramitação da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1. “Informei ao presidente (Lula) que traçamos tramitação da PEC. É um direito dele enviar PL. Assim como é direito dar encaminhamento as matérias aqui da casa”, esclareceu. “Nossa relação com o governo está a mais constitucional e correta possível“, completou Motta.
Apesar do envio do projeto de lei (PL) sobre o tema apresentado pelo presidente Lula, Motta informou que na Câmara já havia traçado uma proposta de tramitação. “Com a PEC é possível um âmbito maior na discussão para conceder à classe trabalhadora um ganho, um reconhecimento com planejamentos e previsibilidade”, afirmou.
A PEC ainda não tem previsão de presidente e relator, já que eles aguardam aprovação de continuidade na CCJ.


Fonte: Jovem Pan

Itamaraty diz que governo Trump não seguiu ‘boa prática diplomática’ e que embaixada já foi comunicada sobre reciprocidade contra agente americano

O Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota nesta quarta-feira (22) na qual afirmou que o governo de Donald Trump não seguiu a “boa prática diplomática” ao mandar embora do país um delegado da Polícia Federal que atuava na Flórida.
Diante disso, acrescentou ter informado à embaixada americana que aplicará o princípio da reciprocidade contra um funcionário americano.
“A representante da embaixada norte-americana foi informada, também verbalmente, que o governo brasileiro aplicará o princípio da reciprocidade diante da decisão sumária contra o agente da Polícia Federal, que não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso”, diz o comunicado.
Nesta segunda, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, disse que retirou as credenciais de trabalho de um servidor dos EUA, um agente de imigração americano, que atua na sede da PF em Brasília.
Retirei as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade, diz diretor da PF
“Eu retirei, com pesar, as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade”, disse Andrei durante entrevista ao Estúdio i, da GloboNews.
Trata-se de um policial americano que, até a retirada das credenciais, trabalhava dentro de uma unidade da PF na capital federal.
O diretor da PF explicou que, sem as credenciais, o agente deixa de ter acesso à unidade em que trabalhava, em Brasília, e a bases de dados usadas para as cooperações entre as polícias dos EUA e do Brasil.
Segundo Andrei, foi o mesmo que aconteceu com o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho que atuava em Miami e que, na segunda-feira (20), teve ordem para deixar os EUA, segundo o governo daquele país. O diretor da PF negou que o brasileiro tenha sido expulso do país.
Marcelo Ivo de Carvalho, superintendente da PF na Paraíba
TV Cabo Branco/Reprodução
Andrei esclareceu que o agente americano não será convidado a se retirar ou expulso do Brasil. “Tanto o Marcelo Ivo não foi expulso dos Estados Unidos, como nós, Polícia Federal, não vamos expulsar ninguém do Brasil. Não é nosso papel”.
Na última segunda-feira (20), os Estados Unidos ordenaram que um delegado brasileiro envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixasse o país.
Sem citar nomes, o governo americano afirmou em uma rede social que uma autoridade brasileira tentou “contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas” no país.
A TV Globo confirmou com a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil que a autoridade citada é o delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas norte-americano (ICE).
Carvalho foi nomeado para atuar em Miami em março de 2023, em uma missão junto ao ICE com duração de dois anos.
Entre as funções está a identificação e a prisão de foragidos da Justiça brasileira nos EUA.
Em março de 2025, o governo publicou uma portaria que prorrogou a permanência dele na missão até agosto deste ano.
O delegado já deixou os Estados Unidos e retornou ao Brasil.


Fonte:

g1 > Política

Projeto regulamenta atuação das escolas de saúde pública no SUS

Projeto de lei que regulamenta a atuação das escolas de saúde pública no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) será analisado pelos senadores. Aprovado na Câmara dos Deputados, o PL 2.619/2025 define objetivos e estabelece diretrizes para a atuação das escolas, com foco na formação, na qualificação e na educação permanente dos profissionais da saúde. 
Existem no Brasil mais de 50 instituições desse tipo, vinculadas à União, estados e municípios ou a centros universitários, com atuação nas áreas de saúde pública e coletiva. 
O texto formaliza uma rede nacional dessas instituições, como objetivo de cooperação técnica e pedagógica entre os entes federativos e troca de conhecimentos e inovação com o SUS. Além disso, define as escolas como uma estratégia fundamental “para a consolidação do sistema de saúde por meio da formação, educação permanente em saúde, produção e disseminação de conhecimento comprometido com a saúde pública” dos brasileiros.
O autor do projeto, deputado Jorge Solla (PT-BA), argumenta que essas escolas têm desempenhado papel fundamental na qualificação da força de trabalho em saúde, na produção de conhecimentos e no desenvolvimento de tecnologias educacionais voltadas para o aprimoramento do SUS. Para ele, no entanto, a falta de um marco legal e de uma estrutura de articulação nacional limita o potencial das instituições.


Fonte: Senado Federal

Áudio: Vai à sanção pena mais rigorosa para violência reiterada contra mulher

Seguiu para sanção do presidente da República um projeto de lei que prevê a perda de direitos como progressão de pena para condenados por violência doméstica que seguirem ameaçando ou voltarem a praticar violência contra a vítima e seus familiares. O PL 2.083/2022, da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), foi aprovado pela Câmara dos Deputados com uma emenda do relator, deputado Luiz Carlos Busato (União-RS), que incluiu a violência doméstica reiterada entre as formas de tortura.


Fonte: Senado Federal

Áudio: Sesc e Senac poderão ganhar data comemorativa nacional

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou projeto de lei que cria o Dia Nacional de Valorização e Reconhecimento do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). O PL 1.799/2025, de autoria do senador Alan Rick (Republicanos-AC), teve apoio da relatora, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). O relatório aprovado no colegiado destaca a importância da formação profissional e dos serviços médicos, educacionais, culturais e esportivos oferecidos pelas entidades. O projeto vai à Comissão de Educação (CE).


Fonte: Senado Federal

Áudio: Congresso inicia discussão de MP que amplia crédito para reforma de imóveis

O Congresso Nacional vai iniciar a discussão da medida provisória que amplia a possibilidade de uso do dinheiro do Fundo Garantidor da Habitação Popular para reduzir riscos de inadimplência, em empréstimos para reformas de residências em áreas urbanas no programa Minha Casa, Minha Vida. Para o senador Rogério Carvalho (PT-SE), a MPV 1.350/2026 vai expandir a oferta de crédito voltado à melhoria de imóveis.


Fonte: Senado Federal

ENQUETE – OS PINGOS NOS IS – Se o STF aprovar um código de conduta ou outra medida de autocontenção, isso irá brecar o movimento que defende impeachment de Ministros da Corte?

Se o STF aprovar um código de conduta ou outra medida de autocontenção, isso irá brecar o movimento que defende impeachment de Ministros da Corte?

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Fonte: Jovem Pan

‘Para dar segurança jurídica, é importante a alteração constitucional’, diz Reginaldo Lopes sobre fim da escala 6×1

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados se reuniu na tarde desta quarta-feira (22) para analisar Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que reduzem a carga horária de trabalho no Brasil.
Em entrevista exclusiva à Jovem Pan News, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que é o autor de uma das duas propostas que estão sendo analisadas, disse que para dar segurança jurídica é importante a alteração constitucional. “Eu vou apresentar uma emenda como sugestão, nessa emenda eu quero traduzir o acordo que nós fizemos com o Governo Federal em dezembro, que sinaliza para redução de 44 horas, imediatamente para 40 horas, sem redução do salários e o fim da escala 6×1, mas pela 5×2″, disse. “No futuro daqui 10 anos, 20 anos, esse debate vai voltar e com o avanço tecnológico, artificial vai ser reduzido para 36h, pra 30h, pra 24h e até pra 3 dias de trabalho”, acrescentou.
A comissão analisa a admissibilidade de dois textos. A PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê a adoção de uma carga semanal de quatro dias de trabalho e três de descanso. O texto acaba com a escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso) e limita a duração do trabalho normal a 36 horas semanais. A PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes, prevê a redução da carga horária semanal para 36 horas ao longo de dez anos.
da pec do fim da escala 6×1
O relator dos projetos na comissão, Paulo Azi (União-BA), apresentou parecer indicando que não há impedimento constitucional para a tramitação das propostas, mas a votação foi adiada por um pedido de vista. Se forem aprovadas nessa fase, seguem para uma comissão especial para análise do mérito, e depois para o Plenário.
 


Fonte: Jovem Pan

Red Bull Bragantino x Mirassol: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Red Bull Bragantino e Mirassol se enfrentam nesta quarta-feira (22), às 21h30, no Estádio Cícero de Souza Marques, em partida válida pela Copa do Brasil. O duelo acontece pela quinta fase da competição.
A partida de ida marca a estreia de ambos os times na competição. O Red Bull Bragantino recebe o Mirassol após duas vitórias seguidas, pela Copa Sul-Americana e pelo Campeonato Brasileiro. Do outro lado, o visitante encara o Massa Bruta após triunfo sobre o Internacional no Brasileirão.
Onde assistir Red Bull Bragantino x Mirassol ao vivo
A partida será transmitida ao vivo pelo SporTV e Premiere, com início da transmissão às 21h30.


Fonte: Jovem Pan