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Escrita afetuosa feminina é tema da 1ª roda de conversa do Senado em 2026

Visões complementares de muitas vidas femininas agregadas em uma única publicação. Esse foi o tema da primeira roda de leitura realizada pela Biblioteca do Senado em 2026.
O debate foi sobre o livro Gradiente – histórias de escrita afetuosa, que reúne crônicas, poemas e contos de 22 autoras de diferentes regiões do país.
A roda de conversa contou com a presença de duas autoras presentes na obra: as jornalistas Paola Lima, atual diretora da Agência Senado, onde atua há mais de 15 anos, e Isabel Guedes, com atuação nas áreas de comunicação institucional e publicidade.
O livro reúne narrativas femininas diversas, com múltiplas perspectivas sobre vivências, sentimentos e formas de estar no mundo, valorizando experiências muitas vezes invisibilizadas. Desse modo, propõe reflexões sobre identidade, relações e o papel da mulher na sociedade contemporânea.
A escrita afetuosa enfatiza a escuta, a sensibilidade e a expressão baseada na experiência pessoal. Convida a trazer a verdade para dentro do texto, fazendo com que a leitura pareça uma conversa íntima ou um abraço. Em vez de palavras inatingíveis ou puramente informativas, o foco é colocar sentimentos no papel de forma que o leitor sinta e se emocione.
— É uma experiencia de sororidade. A escrita afetuosa alcança a alma do outro — opinou a biblioteconomista Maria Helena Freitas.
Paola Lima destacou que a obra reuniu mulheres de perfis diferentes de várias regiões do país. Segundo ela, o termo gradiente do título traduz a gradação de vários tons de intimidade e profundidade que se encontram nos textos.
Isabel Guedes avaliou que a escrita afetuosa possui camadas mais profundas e diferentes daquelas que se encontram comumente no processo de escrita literária, sem técnica específica, mas com profundo foco em sentimentos.
O debate contou com a participação maciça de mulheres. No meio da conversa, porém, o servidor Rogério Bernardes questionou:
— Como ficam os homens diante da escrita afetuosa feita por mulheres?
Segundo ele, os homens estão acostumados à escrita praticada por outros homens, e seria muito interessante que aprofundassem o contato com a atividade literária feminina, mesmo diante de uma certa resistência em participar desse universo mais afetuoso.
A servidora Daniela Mendes agradeceu a todos os participantes da roda de conversa e disse que a ideia é realizar novos encontros nesse formato pelo menos uma vez por mês.


Fonte: Senado Federal

Projeto criminaliza monetização do discurso de ódio

Um projeto em tramitação no Senado criminaliza quem lucrar com a criação, o impulsionamento ou a disseminação de discurso de ódio em plataformas digitais, incluindo conteúdos discriminatórios por motivo de gênero ou orientação sexual. A pena prevista é de dois a cinco anos de prisão, além de multa. 
O PL 1.897/2026, da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), altera a Lei 7.716, de 1989, para determinar que quem intermediar, patrocinar, fomentar, financiar, contratar impulsionamento, gerir programas de afiliados ou oferecer infraestrutura também estará sujeito à pena. A penalidade pode aumentar de 1/3 até a metade se houver utilização de anúncios pagos, redes automatizadas ou contas inautênticas, ocultação ou dissimulação da origem dos recursos e grande disseminação do conteúdo.
A autora justifica que a iniciativa “busca enfrentar a atual dinâmica de monetização do discurso de ódio, em que agentes digitais transformam a violência e a discriminação em produtos altamente lucrativos”. Para Dorinha, a responsabilização penal atinge diretamente o núcleo econômico que sustenta e amplia tais discursos, bem como coíbe toda a cadeia de lucro associada à propagação deles.
Segundo a senadora, conteúdos com discurso de ódio não permanecem apenas nas redes, mas impactam diretamente comportamentos sociais, principalmente entre jovens. A autora cita o caso recente de estupro coletivo praticado no Rio de Janeiro contra uma adolescente de 17 anos, em que relatos da imprensa e da própria linha investigativa indicam que os envolvidos podem ter sido expostos a ideologias de ódio contra mulheres circuladas em comunidades do universo “Red Pill”.
O movimento “Red Pill” é frequentemente associado à disseminação de discursos misóginos, por promover a ideia de que mulheres agem de forma manipuladora ou inferior nas relações sociais. Em alguns de seus espaços on-line, as narrativas se manifestam por meio de generalizações, desqualificação feminina e incentivo à hostilidade, legitimando atitudes discriminatórias.


Fonte: Senado Federal

Vought Rising: Prime Video revela primeiras imagens da série prelúdio de The Boys

Os fãs do universo brutal e caótico de The Boys já podem começar a contagem regressiva. O Prime Video divulgou nesta semana as primeiras imagens e um teaser inédito de Vought Rising, nova série derivada da franquia vencedora do Emmy, que promete mergulhar nas origens obscuras da poderosa Vought International. A produção tem estreia prevista para 2027 e chega como mais uma expansão do universo criado por Eric Kripke.
Ambientada na década de 1950, Vought Rising será uma série prelúdio e vai explorar os bastidores da criação da empresa que se tornaria uma das maiores e mais perigosas corporações do universo de The Boys. O teaser divulgado entrega apenas um gostinho do clima sombrio e violento que deve marcar a trama, oferecendo uma primeira visão do mundo distorcido que moldou os eventos vistos na série principal.
O novo capítulo da franquia contará com o retorno de rostos conhecidos. Jensen Ackles e Aya Cash lideram o elenco e também assumem funções como produtores da série. Além deles, o time de atores inclui Mason Dye, Will Hochman, KiKi Layne, Jorden Myrie, Nicolo Pasetti, Elizabeth Posey, Ricky Staffieri e Brian J. Smith.
Nos bastidores, Vought Rising terá Paul Grellong como showrunner e produtor executivo, enquanto nomes importantes da franquia permanecem envolvidos na produção, incluindo Eric Kripke, Seth Rogen e Evan Goldberg. A série é uma produção da Amazon MGM Studios em parceria com a Sony Pictures Television.
Com The Boys consolidada como um dos maiores fenômenos do streaming, Vought Rising chega com a missão de aprofundar a mitologia da franquia e responder perguntas sobre o nascimento do império que transformou super-heróis em armas corporativas. Se depender da primeira prévia, a nova série promete manter intacto o DNA provocador, sangrento e satírico que conquistou os fãs ao redor do mundo.


Fonte: Jovem Pan

Governo bloqueia R$ 22,1 bi do Orçamento de 2026

O Orçamento de 2026 terá um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões de gastos não obrigatórios, informaram há pouco os Ministérios da Fazenda e do Planejamento. O valor consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento enviado ao Congresso a cada dois meses que orienta a execução do Orçamento.
Com o novo bloqueio, o total de recursos bloqueados chega a R$ 23,7 bilhões em 2026. Os recursos foram bloqueados para cumprir o limite de gastos do arcabouço fiscal, que prevê crescimento dos gastos até 2,5% acima da inflação para este ano.
Segundo os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, esse bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios.
As principais despesas obrigatórias, cujas estimativas aumentaram em relação ao bimestre anterior são as seguintes:

Benefício de Prestação Continuada (BPC): +R$ 14,1 bilhões;
Benefícios previdenciários: +R$ 11,5 bilhões;
Demais despesas: +300 milhões.

Em contrapartida, o relatório reduziu a previsão dos gastos com o funcionalismo público:

Despesas com pessoal e encargos sociais: –R$ 3,8 bilhões.

Superávit primário
Pela segunda vez seguida, o relatório não trouxe previsão de contingenciamento, recursos bloqueados temporariamente para cumprir a meta de resultado primário, resultado das contas do governo antes do pagamento da dívida pública.
Segundo os dois ministérios, a projeção de superávit primário neste ano aumentou de R$ 3,5 bilhões para R$ 4,1 bilhões.
O resultado foi possível por causa do bloqueio dos R$ 22,1 bilhões do Orçamento e da dedução de R$ 1 bilhão com gastos com saúde, educação e defesa da meta de resultado primário.
Essa conta, no entanto, desconsidera o pagamento de precatórios (dívidas da União com sentença judicial definitiva). Com a inclusão dos precatórios, a previsão de déficit primário subiu de R$ 59,8 bilhões para R$ 60,3 bilhões.
Embora a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 estabeleça meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões, 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), a equipe econômica considerou o limite inferior de tolerância, que permite déficit zero para este ano. Com o superávit previsto de R$ 4,1 bilhões, não é necessário contingenciar o Orçamento.
O bloqueio adicional dos R$ 22,1 bilhões será detalhado no próximo dia 29, quando o governo publicar um decreto presidencial com os limites de empenho (autorização de gastos) por ministérios e órgãos federais).


Fonte: Jovem Pan

ENQUETE – OS PINGOS NO IS – O quanto os diálogos sobre o filme ‘Dark Horse’ prejudicam a campanha de Flávio Bolsonaro?

*As enquetes do Grupo de Comunicação Jovem Pan não possuem caráter científico e só refletem a opinião de sua audiência.


Fonte: Jovem Pan

Justiça da Itália nega pedido de extradição de Carla Zambelli

A Suprema Corte de Cassação da Itália negou nesta sexta-feira (22) o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli e determinou a sua liberação. O Tribunal anulou a decisão anterior da Corte de Apelações que deu aval para que a ex-parlamentar retorne ao Brasil. As informações são do portal UOL e confirmadas pela Jovem Pan.
Em nota, o advogado de Zambelli, Fabio Pagnozzi, afirmou que a decisão “serve para demonstrar ao Brasil que ela é uma perseguida política”. O processo contra a ex-deputada será concluído pelo Ministério de Justiça da Itália.
Desde julho de 2025, Carla Zambelli está presa preventivamente na Penitenciária de Rebibbia, em Roma, na Itália. No mesmo ano, a ex-deputada foi sentenciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dois processos.

Relembre as condenações de Zambelli
Em maio de 2025, a Primeira Turma do STF condenou Carla Zambelli a 10 anos de prisão em regime inicialmente fechado por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No mesmo mês, a ex-deputada federal deixou o Brasil. De Buenos Aires, na Argentina, ela viajou para a Flórida, nos Estados Unidos. Em junho, foi para a Itália, onde acreditava estar protegida em razão de sua cidadania italiana. No entanto, no mesmo dia de sua chegada ao país, a ex-parlamentar foi incluída na lista de difusão da Interpol.
Em agosto, o STF sentenciou Zambelli a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A condenação foi em razão do episódio no qual a ex-deputada federal perseguiu um homem à mão armada por ruas de São Paulo, às vésperas das eleições de 2022.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou, em dezembro, a revogação da decisão da Câmara dos Deputados em manter o mandato de Carla Zambelli. Dias depois, a ex-deputada federal renunciou ao cargo.


Fonte: Jovem Pan

Datafolha: Após crise com ‘Dark Horse’, Lula chega a 47% contra 43% de Flávio no 2º turno

Na primeira pesquisa do Datafolha após a crise com o ‘Dark Horse’, envolvendo conversas entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme sobre a biografia de Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou de 3 para 9 pontos a vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL). Em uma simulação de primeiro turno, o atual presidente da República marca 40% ante 31% do rival. Nove por cento disseram que votariam brancos, nulos ou nenhum.
Há uma semana, Lula estava em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais do levantamento com 38% a 35%. Já no cenário do segundo turno, a igualdade em 45% virou agora uma vantagem de 47% a 43% para o petista. 
A nova pesquisa do Datafolha foi feita na quarta-feira (20) e quinta-feira (21) com a polêmica do filme amplamente conhecida. Dos 2.004 entrevistados, 64%, em 139 cidades, disseram ter ouvido falar do episódio, com um percentual igual daqueles que foram ouvidos e acreditam que o senador tenha “agido mal”. Pesquisa está registrada sob código BR-07489/2026 no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Num cenário mais provável hoje de primeiro turno, Lula e Flávio seguem isolados à frente. Porém, os ex-governadores Romeu Zema (Novo-MG, 3%) e Ronaldo Caiado (PSD-GO, 4%) empatam com Samara Martins (UP) e Renan Santos (Missão), os dois com 3%.
Lula também marca uma vantagem hipotética no segundo turno ante seus outros rivais. Da última semana até esta, o atual presidente passou de 46% a 48% no embate com Caiado, que ficou em 39%. Contra Romeu Zema, ele teve a mesma variação, enquanto o mineiro oscilou de 40% para 39%. 
Em relação à rejeição dos dois líderes, do público que foi questionado, 46% disse que não votariam de modo algum em Flávio e 45% também descartaram apoiar Lula. Michelle Bolsonaro vem em seguida, com 31% de rejeição.


Fonte: Jovem Pan

‘Quem estiver do lado de corrupto não conte comigo’, diz Zema sobre Flávio

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, elevou o tom das críticas ao senador Flávio Bolsonaro e, perguntado se estaria rompendo com o bolsonarismo, afirmou que estava “rompendo com o que sempre condenou”.
Zema também afirmou que nunca usou o nome da família para se projetar politicamente e se disse decepcionado pelo episódio das conversas de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro.
“Eu estou rompendo com aquilo que eu condeno, eu sempre condenei corrupção. Quem estiver do lado de corrupto, não conte comigo”, disse Zema em entrevista ao SBT News.
O ex-governador de Minas afirmou que foi “muito surpreendido” e que ainda não viu “nenhuma explicação convincente” sobre o episódio.
“Para nós, do Partido Novo, havia sido dito que não havia nenhum vínculo com um bandido banqueiro. E primeiro veio uma ligação, uma gravação de conversa. Achamos que fosse aquilo, e depois ainda veio uma visita pessoal, o que mostra um vínculo muito forte e personalíssimo dele com esse grande bandido que, com certeza, é o maior da história do Brasil. Então, a decepção foi muito grande. E o Brasil precisa de um presidente que tenha credibilidade para poder fazer as mudanças”, criticou Zema.
O pré-candidato do Novo afirmou ser diferente dos demais ao ser questionado se manterá a candidatura até o fim ou se poderia se unir a Flávio. “Eu sempre fui pagador de impostos. Fui empreendedor. A empresa que eu criei gera mais de 5 mil empregos diretos. Eu não utilizei o nome da minha família para me promover politicamente. Eu, aliás, criei esse nome na política e me considero ainda um outsider”, afirmou.
Zema também foi questionado se, em um segundo turno, como faria caso precisasse escolher entre Lula e Flávio. Embora tenha dito que os nomes de direita estarão juntos contra a esquerda, voltou a criticar o filho do ex-presidente da República.
“Eu estou muito confiante de que a direita estará no segundo turno, eu ou algum dos meus concorrentes, e tenho certeza que eu vou estar contra a esquerda. Estarei no primeiro turno e no segundo turno contra a esquerda. Nós vimos isso recentemente no Chile. E o meu tom é lógico que ele vai mudar de acordo com os acontecimentos. Vocês querem que eu aplauda isso que aconteceu? De jeito nenhum! Eu acho um absurdo alguém ter se aproximado desse bandido banqueiro. Para mim é algo inadmissível”, afirmou.


Fonte: Jovem Pan

Entenda a condenação de Carla Zambelli no Brasil e pedido de extradição na Itália

Justiça italiana decide extraditar Carla Zambelli
A Justiça italiana havia autorizado, em março deste ano, a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. Nesta sexta-feira (22), porém, a Suprema Corte de Cassação — a mais alta instância do Judiciário da Itália — reverteu a decisão e determinou que a ex-parlamentar permaneça no país europeu.
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Segundo o advogado de Zambelli, Alessandro Sammarco, a decisão também determinou a libertação da ex-deputada. Até então, ela estava detida em uma penitenciária feminina nos arredores de Roma.
Embora esgotado nas vias judiciais, o processo ainda passará pelas mãos do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que pode dar um parecer favorável ou contrário à extradição. O ministro tem um prazo de 45 dias para se manifestar a partir do acórdão da nova decisão da Justiça.
O que levou ao pedido de extradição?
A extradição de Zambelli foi solicitada à Itália pelo Brasil após a fuga da ex-deputada para a Europa depois da condenação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A ex-deputada, que tem cidadania italiana, deixou o Brasil em maio. Ela passou também pelos Estados Unidos antes de se mudar para a Itália. Por conta da mudança, ela é considerada foragida da Justiça brasileira.
Após a prisão, Zambelli disse que quer ser julgada no país europeu e que provaria que não tem envolvimento na invasão do sistema do CNJ. A Justiça italiana havia decidido mantê-la presa durante o julgamento, por entender que há risco de fuga.
A condenação
Carla Zambelli faz sua defesa em sessão da CCJ
Reprodução
Zambelli foi condenada por unanimidade pelo STF em maio de 2025 pela invasão dos sistemas do CNJ.
O colegiado seguiu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que propôs:
Carla Zambelli: 10 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, perda do mandato parlamentar (a ser declarada pela Câmara dos Deputados após o trânsito em julgado) e inelegibilidade.
Walter Delgatti: 8 anos e 3 meses de prisão, em regime inicialmente fechado. Ele já cumpre prisão preventiva.
Indenização: a deputada e o hacker também terão que pagar uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais e coletivos.
Votaram pela condenação os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
A Primeira Turma entendeu que Carla Zambelli e Walter Delgatti cometeram os crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou os dois de coordenar ataques aos sistemas do CNJ com o objetivo de desacreditar a Justiça e incitar atos antidemocráticos.
De acordo com a denúncia, Zambelli orientou Delgatti a invadir o sistema para inserir documentos falsos, incluindo um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Segundo a PGR, a intenção era “colocar em dúvida a legitimidade da Justiça” e fomentar manifestações contra as instituições republicanas.
Outra condenação
Quando já estava na Itália, Zambelli foi condenada novamente pelo STF, desta vez por perseguir, armada, um homem em São Paulo em 2022.
Nesse caso, a Justiça condenou a parlamentar a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.
Perda de mandato
O STF também determinou a perda de mandato de Zambelli, já com a ex-deputada na Itália. A decisão veio, primeiramente, do ministro Alexandre de Moraes, que anulou a decisão da Câmara que mantinha Carla Zambelli no cargo e determinou a perda imediata do mandato.
Após a decisão de Moraes, a Primeira Turma votou em plenário virtual, onde os ministros registraram os votos no site do STF. Votaram os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia. A perda de mandato foi aprovada em unanimidade


Fonte:

g1 > Política

Relembre a fuga de Carla Zambelli e sua prisão na Itália

A ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), em foto de arquivo.
NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Carla Zambelli está presa na Itália desde o dia 29 de julho de 2025. A ex-deputada federal está em um presídio nos arredores de Roma que abriga mulheres em regimes de segurança média e alta e é dividido em oito seções.
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Nesta sexta-feira, a Corte de Cassação da Itália, a instância mais alta do Judiciário italiano, negou o pedido de extradição da ex-deputada cassada para o Brasil, segundo seu advogado, Alessandro Sammarco. Dessa forma, o tribunal anula a decisão anterior, que dava o aval para o retorno de Zambelli ao Brasil, onde há uma condenação à prisão.
O ministro da Justiça italiano ainda poderia se manifestar sobre a decisão, caso a Corte de Cassação aprovasse o pedido, feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil.
A unidade prisional na Itália onde está Zambelli sofre com um problema grave de superlotação. Apesar de ter capacidade para receber apenas 272 mulheres, atualmente 371 estão presas lá.
Outro problema é o déficit de funcionários. De acordo com o site do Ministério da Justiça italiano, até junho deste ano, 181 agentes penitenciários atuavam no local, sendo que o necessário seria 214. O número de membros da administração também está abaixo do esperado, assim como o de educadores.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Saiba mais sobre o presídio onde está Zambelli
Vista interna de uma das alas do presídio feminino Germana Stefanini, em Roma
Divulgação
Estrutura e história
A penitenciária está localizada no bairro de Rebibbia, em Roma.
Foi construída na década de 1950 para abrigar, originalmente, detentas juvenis. Depois foi administrada por freiras vicentinas até que as diretoras da prisão assumiram o controle em 1979.
A estrutura é composta por duas alas grandes e quatro menores, além de espaços verdes para uso interno das detentas e uma grande fazenda onde algumas delas trabalham.
A maior ala, chamada “Camerotti”, abriga as mulheres detidas sob o regime geral – ou seja, que ainda estão aguardando julgamento -, o caso de Zambelli. Cada andar tem 12 celas com quatro camas (dois beliches) e um banheiro separado (com bidê). Os chuveiros com água quente são compartilhados em cada um dos três andares.
São 156 celas funcionando no total e 94 banheiros, além de 2 campos esportivos, um teatro, seis salas de aula, uma creche e uma biblioteca
A unidade conta com um médico de plantão 24 horas por dia, 7 dias por semana. Psiquiatras prestam 25 horas de atendimento por semana.
Visitas e comunicação
Para receber visitas, as presas precisam pedir autorização à diretora da prisão e elas só podem ocorrer quando houver “motivos razoáveis”. No caso das detentas que ainda aguardam julgamento, um alvará da Justiça deve ser apresentado.
Advogados das detentas devem fazer agendamento de encontros no local – não há opção por telefone – e as visitas são liberadas apenas no período da manhã, de 8h30 às 14h.
Para fazer ligações telefônicas, as internas precisam comprar um cartão disponibilizado pela Central de Comando.
As prisioneiras podem receber quatro pacotes por mês, com peso máximo de 20 quilos, contendo roupas e alimentos. No entanto, há várias restrições de itens. As peças de vestuário enviadas, por exemplo, não podem ter enchimento, ombreiras, capuzes, botões acolchoados ou strass e enfeites.
Processo de extradição
O processo que corre na corte em Roma julga um pedido do STF para que Zambelli, presa após pedido da Interpol no país europeu, seja devolvida à Justiça brasileira.
A ex-deputada, que tem cidadania italiana, deixou o Brasil em maio. Ela passou também pelos Estados Unidos antes de se mudar para a Itália. Após a prisão, Zambelli disse que quer ser julgada no país europeu e que provaria que não tem envolvimento na invasão do sistema do CNJ. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante o julgamento, por entender que há risco de fuga.
👉 O Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro ordenou em dezembro a cassação do mandato de Zambelli, revogando decisão contrária da Câmara dos Deputados. Ela entregou uma carta de renúncia à Casa três dias depois.
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e fugiu para a Itália após a decisão. Ela é considerada foragida da Justiça brasileira.
Colmeia
A deputada licenciada Carla Zambelli chega para audiência no Tribunal de Apelações de Roma, em 27 de agosto de 2025.
TV Globo
A documentação brasileira informa que, caso seja extraditada, a ex-deputada ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, e dá detalhes sobre as condições de detenção.
Durante a primeira audiência, em 4 de dezembro, a defesa de Zambelli apresentou diversos argumentos para que ela não seja extraditada. Um deles é sobre a situação carcerária para o eventual cumprimento da pena no Brasil.
👉Foi então que a Justiça italiana suspendeu o julgamento para esperar respostas sobre as condições penitenciárias brasileiras. Moraes respondeu com um documento de 11 páginas, com informações e imagens, explicando onde são alojadas as detentas da Colmeia.
Também foi informado que nunca houve rebelião nesta prisão, que as presas fazem cursos técnicos e recebem atendimento médico, respeitando padrões de salubridade, segurança e assistência. Além disso, a escolha desta penitenciária foi conforme determinou a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, local de domicílio da condenada.
Argumentos da defesa
Os defensores da ex-deputada mantêm a tese de que Zambelli sofre perseguição política e judicial no Brasil. Para reforçar esse argumento, a defesa apresentou aos juízes o parecer da Comissão de Constituição e Justiça que se pronunciou contrária à cassação do mandato da deputada federal. Mas a situação mudou.
No dia 11 de dezembro de 2025, o plenário da Câmara dos Deputados decidiu manter o mandato da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Porém, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a decisão da Câmara, alegando que é inconstitucional.


Fonte:

g1 > Política