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Câmara aprova projeto do governo que criminaliza aumento do preço de combustíveis sem justa causa

A Câmara aprovou nesta quarta-feira (20) um projeto que pune com até 4 anos de prisão quem aumentar de forma artificial e sem justa causa o preço dos bens ofertados por atividades de utilidade pública, como os combustíveis. O texto vai ao Senado.
A proposta foi apresentada pelo governo dentro de um pacote mais amplo voltado a segurar o preço dos combustíveis em meio à escalada da tensão no Oriente Médio entre Irã e Estados Unidos.
O petróleo, que estava abaixo de US$ 70 por barril antes do conflito, chegou a superar US$ 120 por barril em março de 2026.
Agora no g1
O texto altera a lei que trata dos crimes contra a ordem econômica e as relações de consumo, na qual atuam agentes econômicos de setores de utilidade pública e que regulam, por exemplo, o abastecimento de combustíveis.
A elevação dos preços sem justa causa será configurada quando se originar de conduta anticoncorrencial ou não encontrar respaldo em fatores econômicos, como a variação dos custos de produção.
Conforme a proposta, o Ministério Público deverá firmar acordos de cooperação com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para apurar os ilícitos.
A pena, que poderá variar de 2 a 4 anos e multa, poderá ser aumentada de um terço até a metade se a conduta:
ocorrer em contexto de calamidade pública ou crise de abastecimento;
for praticada por agente econômico que detenha posição dominante no mercado.
Em seu parecer, o relator, deputado Merlong Solano (PT-PI), afirmou que apesar das várias medidas adotadas pelo governo para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio, os preços continuaram a subir.
Foto de posto de gasolina.
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
“Esse cenário evidencia a existência de falhas na transmissão dos efeitos das políticas públicas ao consumidor final, levantando preocupações quanto à ocorrência de práticas abusivas de precificação”, afirmou.


Fonte:

g1 > Política

Mario Frias diz que compromissos internacionais foram comunicados à Câmara

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) publicou nota nesta quarta-feira (20) para esclarecer os fatos relacionados às suas recentes viagens internacionais ao Reino do Bahrein e aos Estados Unidos. Segundo o deputado, todas os compromissos teriam sido comunicados à Câmara dos Deputados. “Todas as agendas internacionais realizadas pelo parlamentar foram formalmente comunicadas à Câmara dos Deputados, por meio dos procedimentos administrativos próprios e regulares da Secretaria de Relações Internacionais da Casa”, escreveu.
No caso da missão oficial ao Reino do Bahrein, houve um convite formal feito pela Embaixada do Reino do Bahrein no Brasil. “Com programação institucional previamente definida, incluindo reuniões com representantes do Parlamento bareinita, do Economic Development Board (EDB) e do Conselho Shura”, explicou a nota.

As ações teriam sido voltadas ao fortalecimento das relações bilaterais entre o Brasil e o Reino Bahrein, assim como a ampliação do diálogo institucional e econômico.

Para a agenda nos Estados Unidos, Frias disse que o pedido também foi oficialmente entregue à Câmara dos Deputados, tendo como objetivo as “reuniões com lideranças da comunidade brasileira no exterior, autoridades e representantes políticos, visando ao fortalecimento dos laços institucionais”.

O deputado ainda disse que as viagens ocorreram “sem qualquer ônus para a Câmara dos Deputados, inexistindo utilização de recursos públicos da Casa para custeio das agendas internacionais”.

Mario Frias prestou também respeito às instituições da República e coloca-se “à inteira disposição para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários”.
Dino pediu esclarecimento
Mais cedo, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino deu 48 horas para que os objetivos das viagens de Frias fossem devidamente explicados. Ele pediu explicações à Câmara sobre a situação funcional do deputado Mário Frias (PL-SP), que está no exterior desde o dia 12 de maio.

Dino enviou ofício ao presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), por meio do qual cobra as informações dentro de um prazo de 48 horas.
O ministro também pediu esclarecimentos sobre eventual autorização para missão de Frias no exterior. Segundo informações da Câmara à reportagem, o deputado apresentou pedido de missão oficial, sem ônus para a Câmara, no Bahrein, entre 12 e 18 de maio.


Fonte: Jovem Pan

Ala do PL vê prestação de contas de Flávio como fator decisivo para apoiá-lo; bastidores

Após a reunião da bancada do Partido Liberal com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na terça-feira, 19, uma ala da legenda vê a promessa de prestação de contas do filme “Dark Horse” como um fator decisivo para o apoio ao parlamentar para a presidência da República, segundo avaliações ao Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
Flávio disse à imprensa que pediu à sua equipe jurídica a prestação de contas do valor investido no filme em 30 dias. As declarações ocorrem após o site The Intercept Brasil ter revelado a negociação entre Flávio e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, de R$ 134 milhões para a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com as reportagens, R$ 61 milhões foram repassados.
A divulgação de que um contrato vinculado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro e de que o fundo que recebeu os recursos é controlado por aliados dele foi usada por governistas para levantar a suspeita de que pelo menos parte do dinheiro envolva recursos públicos e tenha sido revertido para a sua estadia nos Estados Unidos.
Governistas pediram investigações sobre possíveis irregularidades como lavagem de dinheiro, tráfico de influência e evasão de divisas. Porém, Flávio nega irregularidades e diz que os recursos do fundo não bancaram o irmão para ficar no país americano.
Parlamentares da bancada do PL dizem que Flávio “errou feio” e que deveria ter antecipado aos aliados sobre o seu envolvimento com Vorcaro, para que houvesse tempo de criar uma defesa. Também avaliam que o senador deveria ter admitido a relação com o banqueiro ao ser perguntado sobre o filme horas antes da revelação do Intercept.
Há uma avaliação ainda de que Flávio subestimou a gravidade de seus contatos com o dono do Banco Master, por não ter ainda em mente que seria pré-candidato à Presidência da República e por considerar que o empresário tinha uma série de conexões de grande porte. Segundo essa visão, o senador também teria menosprezado a possibilidade de que a sua relação com Vorcaro viesse à tona e errado em insistir em esconder detalhes.
Por outro lado, conta a favor de Flávio uma crença de que ele convenceu parte dos seus apoiadores de que não tinha más intenções nessa relação e de que a lógica da busca por patrocínio ao filme “fez sentido”. A continuidade da defesa da instauração de uma comissão de inquérito no Congresso Nacional ajuda.
Há uma avaliação ainda de que se esperava uma queda pior nas pesquisas, no que não teria se provado pelo menos na pesquisa AtlasIntel. A aposta no forte sentimento “anti-Lula”, a bênção do pai e o sobrenome Bolsonaro são elementos para um entendimento de que Flávio segue o candidato mais viável para chegar ao segundo turno.
Segundo essa análise, os impactos da revelação sobre Flávio se dividem no campo “criminal” e “moral”. O campo criminal, ou seja, a possibilidade de o senador ter de fato cometido infrações em parceria com o banqueiro, seria o cenário mais difícil para apoiá-lo. Já a contradição moral, sobre Flávio ter pedido dinheiro a Vorcaro, é vista como uma dificuldade mais contornável.
As revelações sobre o filho de Bolsonaro também afetam os parlamentares de outros partidos, mas que têm votos dos conservadores. Um relevante quadro com eleitorado bolsonarista comparou o sentimento sobre Flávio como a torcida por um time de futebol: apesar de duras críticas, sua paixão não permite torcer por outro clube.
Por enquanto, atores da direita avaliam que a pressão sobre Flávio é maior dentro da política do que na população, porque são os demais parlamentares, prefeitos e vereadores que ainda examinam a viabilidade de pedir votos ao filho de Bolsonaro em seus redutos, diante da imprevisibilidade de novas descobertas.


Fonte: Jovem Pan

Justiça apreende adolescente investigado por induzir meninas à automutilação no Discord

A Justiça de São Paulo acatou a manifestação do Ministério Público do Estado (MP-SP) e apreendeu um adolescente investigado por usar o aplicativo Discord para induzir meninas ao suicídio e à automutilação. Entre as vítimas, está uma criança de 12 anos.
O jovem, morador de Pontal, no interior do Estado (a cerca de 350 quilômetros da capital), responde também por atos infracionais análogos aos crimes de associação criminosa, estupro de vulnerável, posse e divulgação de pornografia infantil. A manifestação do MP foi feita pela promotora Bruna Cristina de Oliveira, da Promotoria de Pontal.
O Estadão procurou o Discord, que não respondeu ao pedido de posicionamento da reportagem. O texto será atualizado caso a plataforma se manifeste. Como o nome do adolescente não foi divulgado, não foi possível localizar sua defesa.
Segundo as investigações, o adolescente agia em conluio com outras pessoas pela internet. Em um dos casos, ele levou uma menina de 12 anos a produzir cortes no próprio corpo, inclusive na língua, e a escrever na pele a palavra “blood” (“sangue”, em inglês).
“Em determinada ocasião, o apreendido praticou ato libidinoso com a mesma menina por meio de videochamada. Ele armazenou vídeos contendo cenas pornográficas e de violência sexual contra a vítima”, informou o Ministério Público.
Outra adolescente que tinha 13 anos à época dos fatos também foi vítima do investigado. Conforme a promotoria, o jovem publicou um vídeo de 14 segundos no qual ela aparecia em contexto pornográfico. Além disso, divulgou dados pessoais da jovem na internet.
O Ministério Público afirma ainda que, para convencer as meninas a praticarem automutilação, o adolescente pagava valores entre R$ 100 e R$ 500. Em um fórum do Discord, com 155 participantes, ele publicou imagens das vítimas lesionando o próprio corpo.
Ainda de acordo com as investigações, o rapaz chegou a discutir, em um grupo na mesma plataforma, a possibilidade de realizar um massacre escolar.
Para a promotora Bruna Cristina de Oliveira, a estrutura organizacional revela uma rede voltada ao aliciamento, à exploração e ao abuso de menores por meio de plataformas digitais, com o adolescente investigado exercendo papel central de organização e liderança.


Fonte: Jovem Pan

Ciro Gomes é condenado por violência política de gênero contra prefeita e ex-senadora

O ex-ministro e pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) foi condenado nesta terça-feira, 19, pela Justiça Eleitoral do Ceará por violência política de gênero contra a prefeita de Crateús, Janaína Farias (PT-CE). O caso aconteceu em 2024, quando ela era senadora suplente.
Quando Janaína Farias assumiu a cadeira no Senado Federal, Ciro Gomes proferiu ofensas de cunho misógino em entrevistas, referindo-se à parlamentar como “cortesã” e utilizando termos desrespeitosos desqualificando sua carreira política. O ex-ministro chegou a dizer que a prefeita era uma “assessora para assuntos de cama” e que ela “organizava as festas de Camilo Santana”, de quem ela era suplente na época.
A condenação havia sido fixada em 1 ano e 4 meses de prisão. No entanto, por Ciro ser réu primário e possuir bons antecedentes, o juiz fixou como pena o pagamento de 20 salários-mínimos de indenização à ex-senadora e 50 salários-mínimos a entidades de proteção dos direitos das mulheres no Ceará.
Além da condenação, o juiz manteve medidas cautelares que proíbem o réu de mencionar o nome da ex-senadora, direta ou indiretamente, em pronunciamentos ou redes sociais.
Ao Estadão, a assessoria de Ciro afirmou que o pré-candidato vai recorrer da decisão. Ele afirma acreditar que “as instâncias superiores saberão fazer justiça e analisar o caso fora do calendário de interesses eleitorais”.
Em 2025, ele já havia sido condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDF) pelo mesmo caso.
Em suas redes sociais, Janaína comemorou a vitória na Justiça e afirmou que irá doar integralmente o dinheiro da indenização para entidades ligadas à proteção dos direitos das mulheres.
“Fui a vítima, assim como tantas mulheres neste país, e a decisão é um alento. Não podemos relativizar a misoginia jamais”, escreveu a prefeita.
Na época das ofensas, a Procuradoria Especial da Mulher do Senado emitiu nota de repúdio contra Ciro, classificando as falas como “uma das faces mais grotescas da violência contra a mulher”. No mesmo período, a bancada feminina do Senado, composta por 15 parlamentares, protocolou um voto de repúdio contra o político cearense.
O Partido dos Trabalhadores (PT), sigla da prefeita, também se mobilizou em seu apoio. A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), então presidente da legenda, reafirmou que o desrespeito brutal não impedirá que as mulheres ocupem espaços de poder. “Solidariedade à Janaína e a todas as mulheres que enfrentam o machismo e a misoginia na política e na vida”, declarou Gleisi.


Fonte: Jovem Pan

PGR se manifesta a favor de redução da pena de homem que quebrou relógio de Dom João VI

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta terça-feira, 19, favorável à redução de pena do mecânico Antônio Cláudio Ferreira, por ter concluído o ensino médio, através da aprovação no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA). Um dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, ele ficou conhecido por ter quebrado o relógio histórico de Dom João VI no Palácio do Planalto.
A pena de Ferreira, inicialmente fixada em 17 anos de prisão, deve ser reduzida em 133 dias, o equivalente a cerca de quatro meses. O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet explica no parecer que “a aprovação, ainda que parcial, no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – ENCCEJA, permite a remição da pena, inclusive para o apenado que já tenha concluído o ensino médio antes do início da execução penal”.
Ferreira foi condenado por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.
Segundo documentos enviados ao Supremo pela Vara de Execuções Penais de Uberlândia (MG), Ferreira trabalhou 187 dias entre setembro de 2024 e abril de 2025, leu quatro livros, entre eles, O Mulato, Memórias de um Sargento de Milícias, Uma História de Amor e Laranja da China. Além disso, ele foi aprovado no Ensino Fundamental e no Ensino Médio por meio do ENCCEJA.
A PGR explica no parecer que a Lei de Execução Penal é “benéfica ao apenado que busca na educação e na constante capacitação o abrandamento do seu tempo de prisão, considerando o objetivo de facilitar a readaptação do reeducando ao convívio social”.

Relembre o caso
Antônio Cláudio Alves Ferreira foi identificado e preso pela Polícia Federal como o autor da destruição do relógio histórico que pertenceu a Dom João VI durante a invasão às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. A peça, que ficava exposta no terceiro andar do Palácio do Planalto, foi um presente do rei Luís XIV, da França, e chegou ao Brasil com a família real portuguesa, em 1808.
Ele foi localizado por meio de reconhecimento facial e depoimentos colhidos pela PF. O ato de vandalismo foi registrado por câmeras do Planalto e ganhou ampla repercussão após ser exibido no programa Fantástico, da TV Globo. A partir disso, vizinhos e conhecidos do réu passaram a identificá-lo.
Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Antônio Cláudio vestia uma camiseta com o rosto do político no dia da invasão.


Fonte: Jovem Pan

Sem Neymar, Santos empata em 2 a 2 com San Lorenzo

O Santos voltou a decepcionar sua torcida na Copa Sul-Americana, ao só empatar com o San Lorenzo, por 2 a 2, nesta quarta-feira (20), na Vila Belmiro, depois de abrir 2 a 0. A equipe do técnico Cuca segue sem vencer na competição. Neymar esteve nas arquibancadas, pois se recupera de dores na panturrilha.
Com o resultado, o Santos ficou com quatro pontos na lanterna da chave, enquanto o San Lorenzo chegou a sete. Deportivo Cuenca, próximo rival do Santos na última rodada, terça-feira, soma seis e Recoleta tem cinco. Desta forma, a equipe santista só pode ficar no máximo em segundo e ir para a repescagem.
O Santos foi fatal logo no primeiro minuto, após rápido contra-ataque. Gabriel Barbosa cruzou para o aproveitamento de Gabriel Bontempo: 1 a 0.
A desvantagem no placar não tirou a confiança do San Lorenzo, que buscou ter a iniciativa da partida, mas encontrou um Santos forte na marcação. Com isso, o jeito foi os argentinos arriscarem chutes de fora da área e Insaurralde, aos 16 minutos, levou perigo para Gabriel Brazão.
Com toques rápidos e objetividade, o Santos se manteve perigoso e respondeu aos ataque do San Lorenzo com boa cobrança de falta de Barreal, aos 20 minutos, defendida pelo goleiro Gill.
Coo acontece em muitos jogos do Santos, o ritmo diminuiu a partir dos 30 minutos. Miguelito e Rollheiser não tinham mais o mesmo entusiasmo para ajudar na marcação.
Com isso, os minutos finais Foran de domínio do San Lorenzo, que concentrou as jogadas pela esquerda com o baixinho habilidoso Barrios.
Mas uma falta boba da defesa do San Lorenzo proporcionou chance não desperdiçada por Gabriel Barbosa. Falta que o atacante bateu no meio da barreira, a bola passou e o goleiro Gill não conseguiu evitar o segundo gol santista.
O San Lorenzo ainda buscou diminuir o prejuízo antes do intervalo e De Ritis só não fez o primeiro porque Gabriel Brazão fez boa defesa.
O técnico Cuca ficou irritado com o início do segundo tempo do Santos, muito passivo, esperando o San Lorenzo em seu campo. Apesar do domínio, o time argentino pouco produziu no ataque para agredir a zaga santista.
Cuca colocou Rony em campo com a expectativa de ganhar uma opção de velocidade para o contra-ataque, mas acabou surgindo com Oliva, aos 20 minutos, que quase fez o segundo gol do jogo.
Mas de tanto tentar o San Lorenzo conseguiu seu gol, aos 27 minutos, com De Ritis, de cabeça. O panorama da partida mudou completamente. Os argentinos passaram a pressionar bastante e o gol de empate saiu aos 39, com Auzmendi.
Os minutos finais foram de apreensão para os quase sete mil santistas na Vila, o verem o San Lorenzo somar várias chances para virar a partida.


Fonte: Jovem Pan

José Sarney relança três de seus romances no Senado

O ex-presidente da República e do Senado, e escritor, José Sarney relançou, na noite desta quarta-feira (20), no Salão Negro do Congresso Nacional, três de seus principais romances em um evento marcado por homenagens à sua trajetória política e literária. A coletânea, publicada pela editora Ciranda Cultural, reúne os títulos “O Dono do Mar”, “Saraminda” e “A Duquesa Vale uma Missa”, obras que percorrem diferentes cenários e personagens da formação cultural brasileira — dos garimpos amazônicos à cultura ribeirinha do Maranhão.
Imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), Sarney é autor de contos, crônicas, ensaios e romances. A obra “O Dono do Mar”, traduzida para diversos idiomas, ganhou versão cinematográfica e se tornou um dos títulos mais conhecidos de sua produção literária.
O ex-senador afirmou que sua trajetória foi marcada por “duas vertentes”: a literatura e a política. Segundo ele, a literatura sempre foi uma vocação cultivada desde a infância, impulsionada pela convivência com os livros. Sarney afirmou ter passado “20% da vida em companhia dos livros, lendo e escrevendo” e destacou já ter publicado 123 títulos. 
— Ao nascer Deus me deu um grande amigo, que foi o livro, que me acompanha até hoje — disse. 
Sobre a carreira pública, José Sarney afirmou que a política não surgiu como uma escolha pessoal, mas como um caminho traçado pela própria vida.
 — A política não é uma vocação, é um destino. Eu tive a oportunidade de trabalhar pelo povo brasileiro — declarou. 
Sarney disse ainda que a atuação política lhe trouxe “profundas responsabilidades”, que procurou exercer ao longo da trajetória em cargos como a presidência da República, o governo do Maranhão e a presidência do Senado.
Biografia marcante
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que José Sarney construiu “uma das biografias mais marcantes da vida nacional”, tanto como homem público quanto como intelectual. Segundo ele, a trajetória de Sarney sempre foi marcada pelo “talento, dignidade e honradez”. Ao comentar o relançamento dos romances do ex-presidente, Davi destacou que as obras estão entre as mais importantes da literatura produzida sobre o Norte do país.
—São livros que revelam não apenas o talento do escritor José Sarney, mas também a profunda conexão de Vossa Excelência com o Brasil e com a formação cultural do nosso país — afirmou. 
‘Imaginar caminhos’
Para o presidente da Câmara, Hugo Motta, não é possível dissociar o escritor do política. Ele apontou que literatura e política compartilham a capacidade de “imaginar caminhos” para o país e que a obra de Sarney revela sensibilidade para compreender as diferentes realidades brasileiras, qualidade que também considera essencial para a atividade política. 
— A política exige a capacidade de imaginar todos os dias como o nosso país pode ser melhor — disse. 
O evento contou também com as presenças do ministro aposentado do STF Ricardo Lewandowski; do ex-procurador-geral da República Augusto Aras; além de senadores, deputados, representantes do Judiciário, prefeitos e outras autoridades.


Fonte: Senado Federal

Vídeo: Sarney relança coletânea de romances e reflete sobre vocação e destino

O ex-presidente do Senado e escritor José Sarney relançou uma coletânea com três de seus romances em evento no Congresso Nacional. Os títulos são:  “A Duquesa Vale uma Missa”, “O Dono do Mar” e “Saraminda”.
Aos 96 anos, o ex-presidente da República, senador por cinco mandatos e membro da Academia Brasileira de Letras refletiu sobre literatura e política, vocação e destino.


Fonte: Senado Federal

Como planejo envelhecer?

Quando criança, ouvia as histórias da minha avó Helena tentando entender o quão difícil era cuidar de cinco filhos, marido e quatro avós morando todos numa mesma casa. Ela cultivava os alimentos que iriam comer, preparava os pães, queijos, iogurtes e linguiças usados como alimento e moeda de troca entre mulheres submetidas à mesma escassez. Meu avô sonhava em ser médico, mas tornou-se carpinteiro de caixões — aqueles que serviam de abrigo final para familiares, amigos e conhecidos. Durante as invasões, escondia-se com outros homens. Naquela casa cheia, a morte sempre esteve presente.
Meus pais e seus irmãos, filhos de um país destruído, espalharam-se pelo mundo em busca de vida. Minha mãe, viúva, prefere morar só aos 86 anos. Lúcida, espera as visitas sem abrir mão da própria casa.
Nascemos sozinhos. Morreremos sozinhos. No intervalo, precisamos que alguém perceba
nossa presença. Ou sinta nossa falta.
E eu? Como planejo envelhecer?
A casa cheia da minha avó já não cabe nas cidades em que vivemos. No Japão, a morte solitária ganhou nome: kodokushi. Pessoas morrem em casa e só são encontradas dias, meses ou até anos depois. Vivenciei algo parecido há alguns anos. Experiência desoladora.
Estima-se que dezenas de milhares de idosos japoneses morram assim todos os anos. O Brasil também se aproxima desse cenário: envelhecemos, vivemos majoritariamente em cidades e, em 2025, 15,6 milhões de pessoas moravam sozinhas no país. Desse total, cerca de 40% tinham 60 anos ou mais. Milhões de pessoas vivendo sem companhia cotidiana. Alguns por opção. Outros, não.
A solidão, hoje, deixou de ser apenas uma experiência íntima. Tornou-se questão de saúde pública. A OMS alerta que ela se associa a cerca de 100 mortes por hora no mundo. Nas cidades, onde famílias se espalham, amigos moram longe e a rotina consome os dias, até o olhar para o outro, disputa espaço na agenda.
Nos últimos anos, tenho aprendido algo que minha avó Helena talvez estranhasse, mas que nomeio como solidão solidária.
É a solidão escolhida e partilhada nos poucos minutos que sobram para um encontro sem pressa. A companhia, nesse caso, não invade: mora perto, guarda uma chave, sabe da viagem, percebe a ausência.
No meu condomínio, há um grupo de vizinhos que se formou sem hierarquia nem parentesco. São uma família social, distante dos laços biológicos suportados com dificuldade nas festas de final de ano. Uma enfermeira aposentada, um casal de médicos músicos que só tocam sexta-feira à noite, um irmão que cuida da irmã com Alzheimer, um casal que se separou mas continua morando junto em coliving. Não comemos pizza no sábado à noite. Não somos uma família. Mas trocamos as chaves de emergência. Vez e outra trocamos mensagens no Whatsapp. Sabemos quando alguém viaja ou adoece ou precisa de alguém para conversar. E, sobretudo, não perguntamos "por que você está só?" porque entendemos que a solidão, quando compartilhada com quem não julga, deixa de ser abandono e vira território comum.
Outro dia, a enfermeira me contou de uma idosa no bairro que todos os dias, às 15h, senta-se na mesma mureta do banco com seu cachorrinho idoso e uma almofada vazia ao lado. O lugar é para o filho que mora no exterior. Ela sabe que ele não virá. Mas alguém sempre se senta ao seu lado por dez minutos, inclusive eu, em silêncio, só para que ela não tenha que fingir que a ausência não dói e, ali, permanecem juntos, cada um carregando a sua própria falta, sem expectativas.
Minha avó Helena, no interior da Grécia em guerra, tinha a horta, a casa cheia, os corpos vivos e mortos atravessando a mesma rotina. Sua solidão era coletiva. A minha é urbana: mora em prédios cheios, atravessa elevadores em silêncio, depende de chaves deixadas com vizinhos e de mensagens respondidas a tempo. Nela, até a morte corre o risco de ser terceirizada.
Então, como planejo envelhecer?
Ainda não sei. Por enquanto, observo a almofada vazia.


Fonte: Jovem Pan