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Bolsonaro está com desequilíbrio corporal e recorrentes de soluços, dizem médicos

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta um quadro persistente e inalterado de instabilidade do equilíbrio corporal, aponta o mais recente boletim médico divulgado sobre seu estado de saúde. O ex-mandatário passou por uma cirurgia no ombro no dia 1º de maio e segue em acompanhamento médico domiciliar.
Segundo o laudo, o paciente “apresentou quadros recorrentes e persisitentes de soluço nos últimos dias, com considerável melhora e estabilização após ajuste terapêutico, além do usode ti poia para imobilização parcial do membro superior direito.”
O ex-presidente, que está em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, se queixava de dores recorrentes que exigiam uso diário de analgésicos. A defesa de Bolsonaro pediu a autorização para que o ex-presidente fizesse a cirurgia no dia 21 de abril, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes permitiu no dia 30 do mesmo mês.
O boletim também aponta que Bolsonaro “apresenta ausculta pulmonar com alteração residual na base do pulmão esquerdo e Pressão Arterial controlada.”
Prisão domiciliar
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à trama golpista. Em 24 de março, Moraes autorizou o ex-presidente  a ficar em prisão domiciliar por 90 dias para se recuperar do quadro de broncopneumonia.
 


Fonte: Jovem Pan

Internaciconal x Vasco: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Internacional e Vasco se enfrentam neste sábado (16), às 18h30, no Beira-Rio, em partida válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O Internacional é o atual 14ª colocado com 18 pontos, 4 vitória, 6 empates e 5 derrotas. Vai para o jogo vindo de um empate e uma vitória nos últimos jogos. Já o Vasco, está na 8ª posição com 20 pontos. Soma 5 vitórias, cinco empates e cinco derrotas na competição. Nos últimos dois jogos, venceu uma partida e empatou a outra.
As duas equipes avançaram para as oitavas de final da Copa do Brasil durante a semana.
Onde assistir Internacional x Vasco ao vivo
A partida será transmitida ao vivo pela Amazon Prime (streaming).


Fonte: Jovem Pan

STF decide contra revisão da vida toda do INSS

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (15) manter a decisão da Corte que rejeitou a revisão da vida toda das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi tomada no Recurso Extraordinário 1.276.977.
Plenário seguiu voto proferido pelo relator, Alexandre de Moraes. Votaram no mesmo sentido os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, André Mendonça, Luiz Fux, Flávio Dino e Nunes Marques. Dias Toffoli e Edson Fachin divergiram e votaram pela suspensão dos processos sobre a revisão da vida toda até decisão final do plenário do STF.
Em novembro do ano passado, a Corte decidiu cancelar a tese jurídica que permitiu revisão da vida toda das aposentadorias. Na mesma decisão, o Supremo reafirmou que os aposentados não terão que devolver valores que foram pagos por meio de decisões definitivas e provisórias assinadas até 5 de abril de 2024, data na qual foi publicada a ata do julgamento que derrubou a tese de revisão da vida toda.
Em seguida, foram protocolados recursos contra decisão, e o caso foi colocado para julgamento no plenário virtual, que começou na semana passada e foi encerrado hoje.
O imbróglio jurídico sobre a revisão da vida toda ainda não terminou. Na semana passada, o presidente do STF, Edson Fachin, pediu destaque no julgamento virtual da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 2.111, outro processo que trata da questão. Com o pedido de destaque, o caso voltará a ser analisado pelo plenário físico. Não há data para a retomada do julgamento.

Entenda
Em março de 2024, o Supremo decidiu que os aposentados não têm direito de optarem pela regra mais favorável para recálculo do benefício.
A decisão anulou outra deliberação da Corte favorável à revisão da vida toda. A reviravolta ocorreu porque os ministros julgaram duas ações de inconstitucionalidade contra a Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991), e não o recurso extraordinário no qual os aposentados ganharam o direito à revisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ao julgarem constitucional as regras previdenciárias de 1999, a maioria dos ministros entendeu que a regra de transição é obrigatória e não pode ser opcional aos aposentados.
Antes da nova decisão do STF, o beneficiário poderia optar pelo critério de cálculo que renda o maior valor mensal, cabendo ao aposentado avaliar se o cálculo de toda vida poderia aumentar ou não o benefício.


Fonte: Jovem Pan

Onça ataca criança de 8 anos em Goiás e deixa menor com o rosto ferido

Uma criança, de 8 anos, foi atacada por uma onça-parda ao voltar de uma trilha de uma cachoeira no Santuário Volta da Serra, na Chapada dos Veadeiros (GO). Ela foi ferida no rosto. A criança estava acompanhada dos pais e de um funcionário da Fazenda Volta da Serra.
“Assim que a onça saltou sobre a criança, seus pais e o funcionário da Fazenda interromperam o ataque e o animal fugiu para a mata. A vítima, ferida no rosto, recebeu pronto atendimento e foi encaminhada ao Hospital Municipal de Alto Paraíso, com o apoio da equipe operacional do atrativo”, informou a fazenda, em nota.
Conforme a nota, a médica responsável solicitou a transferência da paciente “para uma unidade hospitalar com suporte de maior complexidade”. O Corpo de Bombeiros buscou uma aeronave para fazer o transporte, “o que não se concretizou devido à impossibilidade de operações noturnas nos municípios de Alto Paraíso e Formosa”. A criança foi transferida de ambulância para o Hospital de Base de Brasília.
A visitação ao local está suspensa para investigação do ataque. “A direção do Santuário reforça seu compromisso com a segurança dos visitantes e colaboradores, permanecendo à disposição para dar assistência integral à vítima e sua família e colaborar com os procedimentos oficiais cabíveis”.


Fonte: Jovem Pan

Ministério da Fazenda faz alerta sobre site falso do Desenrola e lança ferramenta para renegociação

O Ministério da Fazenda fez uma alerta para os usuários do Desenrola Brasil sobre um site falso com o nome do Novo Desenrola Brasil está sendo usado para aplicar golpes em consumidores interessados em renegociar dívidas. Segundo a pasta, a página fraudulenta imita canais oficiais do governo federal e promete “limpar o nome” dos usuários em até cinco dias.
De acordo com o ministério, os criminosos solicitam consultas de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) para verificar uma suposta elegibilidade ao programa e utilizam um chat para coletar informações pessoais e financeiras das vítimas, incluindo dados sobre dívidas de cartão de crédito e outros débitos. Na sequência, os golpistas condicionam a renegociação das dívidas ao pagamento antecipado de taxas, solicitando transferências via Pix sob justificativas como “taxa administrativa” e “processamento eletrônico”.
O Ministério da Fazenda reforçou que o Novo Desenrola Brasil não cobra qualquer valor para adesão ao programa e orientou os consumidores a procurarem diretamente bancos e instituições financeiras onde têm dívidas para negociar condições de pagamento.
O programa oficial permite redução de juros, descontos e renegociação de débitos em atraso.

Ferramenta para negociação de dívidas
Em paralelo ao alerta para os usuários, o Ministério da Fazenda lançou uma calculadora online para simular renegociações de dívidas pelo programa Novo Desenrola Brasil – Famílias. A ferramenta permite que pessoas com renda de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105, consultem previamente condições estimadas de pagamento antes de procurar uma instituição financeira.
O simulador já está disponível no site oficial do ministério e foi desenvolvido para ampliar o acesso à informação e facilitar a organização financeira dos consumidores endividados.
Como funciona
A calculadora apresenta estimativas com base nas regras do programa, considerando critérios como:

Tempo de atraso das dívidas;
Descontos mínimos previstos;
Valor aproximado das parcelas;
Possibilidade de quitação ou renegociação.

O sistema também permite simular o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na renegociação. Pelas regras do Novo Desenrola, o trabalhador poderá utilizar até 20% do saldo disponível do FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor.
Quem pode participar no novo Desenrola? 
O Desenrola 2.0 permite que consumidores renegociem dívidas atrasadas com bancos em condições mais favoráveis. Podem entrar no programa dívidas:

Contratadas até 31 de janeiro de 2026;
Atrasadas entre 90 dias e dois anos;
Ligadas a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

As renegociações podem incluir:

Descontos entre 30% e 90%;
Juros máximos de 1,99% ao mês;
Prazo de até 48 meses para pagamento;
Primeira parcela em até 35 dias;
Limite de R$ 15 mil renegociados por pessoa em cada banco.
Desconto varia conforme o tipo da dívida e o tempo de atraso.
Uso do FGTS

O Novo Desenrola Brasil foi dividido em quatro modalidades:

Desenrola Famílias;
Desenrola Fies;
Desenrola Empresas;
Desenrola Rural.

Em relação ao Fies, as condições variam conforme o perfil do estudante e o tempo de atraso da dívida. O governo estima beneficiar mais de 1 milhão de estudantes com a renegociação.
Para débitos vencidos há mais de 360 dias:

Estudantes fora do CadÚnico poderão ter desconto de até 77%;
Estudantes inscritos no CadÚnico poderão obter abatimento de até 99% da dívida.
Em alguns casos, haverá possibilidade de parcelamento em até 150 vezes.


Fonte: Jovem Pan

Como ser um turista consciente e preservar a natureza de Santa Catarina

Santa Catarina é um destino abençoado por uma natureza exuberante, com mais de 500 quilômetros de um litoral deslumbrante, cânions na serra e uma rica biodiversidade. Para garantir que esses paraísos, como a Praia do Rosa, a Guarda do Embaú e a Ilha do Campeche, continuem a encantar futuras gerações, é fundamental adotar uma postura de turismo responsável. Este guia oferece um passo a passo prático sobre como ser um turista consciente e ajudar a preservar as praias e a natureza de Santa Catarina, transformando sua viagem em uma experiência positiva para você e para o meio ambiente.

Planejando uma viagem de baixo impacto
O turismo sustentável começa antes mesmo de você fazer as malas. Um bom planejamento é a chave para minimizar seu impacto e maximizar as experiências positivas.
Escolha a época certa: Visitar Santa Catarina na baixa ou média temporada (de março a junho e de agosto a novembro) ajuda a diminuir a pressão sobre a infraestrutura local, como saneamento e coleta de lixo, especialmente em cidades como Florianópolis, Bombinhas e Balneário Camboriú;
Selecione hospedagens sustentáveis: Dê preferência a pousadas, hotéis e aluguéis por temporada que demonstrem práticas ecológicas, como tratamento de esgoto próprio, uso de energia solar, compostagem e incentivo à economia local;
Faça uma mala consciente: Itens simples fazem uma grande diferença. Leve sua própria garrafa de água reutilizável, ecobag para compras, canudos de metal ou bambu e protetor solar biodegradável, que não agride os corais e a vida marinha;
Opte por transporte compartilhado: Se possível, utilize ônibus para chegar ao estado ou organize caronas. Menos carros nas estradas significam menos emissões de carbono;
Atitudes que fazem a diferença durante a sua estadia
Uma vez em terras catarinenses, pequenas ações diárias são essenciais para a conservação dos ecossistemas. O segredo é agir como um guardião local, e não apenas como um visitante.
Respeite a fauna e a flora: Nunca alimente animais silvestres. Em trilhas, mantenha-se nas áreas demarcadas para não degradar a vegetação nativa. Ao visitar a Rota da Baleia Franca, escolha operadoras de turismo certificadas que sigam as normas de observação para não estressar os animais;
Seu lixo é sua responsabilidade: O lema “leve apenas memórias, deixe apenas pegadas” é fundamental. Leve um saquinho para recolher todo o seu lixo na praia ou na trilha, incluindo bitucas de cigarro e orgânicos. Se possível, separe o reciclável;
Apoie a economia local de verdade: Compre artesanato de produtores da região, faça passeios com guias locais e escolha restaurantes que utilizam ingredientes frescos e sazonais. Isso fortalece a comunidade e valoriza a cultura catarinense;
Escolha atividades de baixo impacto: Prefira atividades que conectam você à natureza de forma respeitosa, como caminhadas, passeios de caiaque, stand-up paddle e cicloturismo. Evite passeios motorizados em áreas sensíveis, como dunas e restingas;
Economize recursos hídricos e energéticos: Muitos municípios litorâneos enfrentam escassez de água na alta temporada. Tome banhos curtos, desligue o ar-condicionado e as luzes ao sair da sua hospedagem;
Dicas extras para um turismo mais responsável
Para aprofundar sua experiência e contribuir ainda mais com a preservação de Santa Catarina, considere estas dicas adicionais.
Gastronomia consciente: Procure por restaurantes que valorizam a pesca artesanal e respeitam o período de defeso das espécies, como o camarão e a tainha. Experimente a culinária manezinha ou os pratos da serra em estabelecimentos familiares;
Voluntariado ambiental: Se tiver mais tempo, pesquise por ONGs e projetos locais que organizam mutirões de limpeza de praias ou ações de reflorestamento. É uma ótima maneira de se conectar com a causa e com os moradores;
Educação ambiental: Visite centros de visitantes de unidades de conservação, como o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. Nesses locais, você aprende sobre a importância dos ecossistemas e como protegê-los;
Adotar práticas de turismo consciente em Santa Catarina não significa abrir mão do conforto ou da diversão. Pelo contrário, trata-se de fazer escolhas mais inteligentes que enriquecem sua viagem, promovem um impacto positivo na comunidade local e, o mais importante, ajudam a proteger a beleza natural única do estado para que todos possam desfrutá-la por muitos anos.


Fonte: Jovem Pan

Eleições 2026: pesquisas mostram dificuldade para terceira via decolar; veja histórico de outras disputas

Terceira via não venceu eleição desde redemocratização 
A pesquisa Quaest divulgada na última quarta-feira (13) mostra que 32% dos eleitores brasileiros — um terço, aproximadamente — se consideram independentes: nem lulistas, nem bolsonaristas, nem de esquerda, nem de direita. É um cenário que se repete há meses nos levantamentos da consultoria.
A mesma sondagem aponta que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão descolados dos demais pré-candidatos à Presidência e que, até a última semana, havia razões para acreditar que esta será mais uma eleição sem espaço para nomes que tentem ocupar o espaço da terceira via.
No cenário de 1º turno, Lula lidera com 39%, e Flávio tem 33%, segundo a pesquisa Quaest mais recente, de quarta-feira (13). Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparecem com 4% cada, e Renan Santos (Missão), com 2%.
“A polarização consome 72% das intenções de voto neste momento”, afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest e coautor do livro “Biografia do abismo”, em que discute a “calcificação” da divisão do eleitorado entre dois polos: um próximo do lulismo e do PT, outro, do bolsonarismo.
Um levantamento do g1 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que, nas disputas presidenciais anteriores, candidatos que se apresentaram como uma alternativa não conseguiram romper com o padrão que divide os votos da população entre duas candidaturas antagônicas.
Em 2014, Marina Silva (à época no PSB, hoje na Rede) chegou perto de avançar ao 2º turno, após assumir a candidatura no lugar de Eduardo Campos , mas acabou fora na reta final. A eleição foi decidida entre PT e PSDB, numa repetição das disputas de 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010.
Em 2018 e em 2022, Ciro Gomes (então no PDT, atuamente no PSDB) e Simone Tebet (ex-MDB, agora no PSB) ficaram distantes dos dois primeiros colocados.
Felipe Nunes diz que, embora parte do eleitorado (entre 20% e 30%) demande consistentemente um candidato fora da polarização, a falta de coordenação das lideranças políticas confunde o eleitor.
Segundo ele, os partidos “acabam lançando vários nomes ao mesmo tempo e confundindo as pessoas sobre quem realmente representa a terceira via”.
Em 2026, nomes como Caiado e Zema, que buscam ampliar projeção nacional, acabam disputando o mesmo espaço de candidatura anti-Lula, em vez de se estabelecerem como uma opção de fato independente e competitiva.
Há nuances nos discursos de ambos, e isso ficou demonstrado nas reações à revelação de que Flávio pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Master, para financiar um filme sobre o pai, Jair Bolsonaro. Enquanto Zema disse ser “imperdoável” e “um tapa na cara” a conduta do senador, Caiado afirmou que o parlamentar deve explicações, mas que o foco principal é manter a direita unida contra Lula.
O cientista político Murilo Mendes, da Universidade de Brasília (UnB), avalia que Caiado aposta em uma candidatura “antissistema moderada”, com discurso que confronta o establishment (grupo político dominante), mas com currículo administrativo, capaz de dialogar tanto com antipetistas quanto com eleitores independentes. Já Zema veste a roupagem do outsider, que confronta o sistema com mais radicalidade.
“Eles não apresentam mudança substantiva em relação ao bolsonarismo. Basta compará-los com o cerne do reacionarismo econômico, social e ambiental. Todos, em essência, reproduzem esse padrão”, diz Marina Silva, terceira colocada em 2010 e 2014, quando enfrentou Dilma Rousseff (PT).
A ex-ministra do Meio Ambiente se reaproximou de Lula em 2022 e integrou seu governo. Deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado em São Paulo como aliada do PT.
Questionada se considera ter sido representante da terceira via no passado, Marina afirma que o termo simplifica o debate e que suas candidaturas buscavam apresentar “uma nova forma de pensar o desenvolvimento do país”.
“Conseguimos dar forma a esse projeto e apontar um novo ciclo de prosperidade com base em um modelo sustentável de desenvolvimento. Mas, antes que ganhasse tração, a polarização, que passou a assumir contornos mais destrutivos, interrompeu esse avanço nas eleições de 2018.”
Qual é o histórico da 3ª via?
Resultado das eleições entre 1989 e 2022 no Brasil.
Arte/g1
A terceira via é um conceito usado na política para designar uma alternativa aos dois principais grupos da disputa. “É algo fluido, que depende do contexto. Não há qualquer outra definição política e ideológica para o termo terceira via além de uma vontade ou promessa de enfrentar a polarização”, diz o historiador Herbet dos Anjos.
O cientista político Murilo Mendes afirma que terceira via não significa necessariamente centro ideológico, mas “uma alternativa factível aos campos hegemônicos da disputa”.
Em 1989, na primeira eleição direta após a ditadura militar, houve 22 candidatos no primeiro turno e figuras pesadas da política, como Ulysses Guimarães (PMDB), Paulo Maluf (PDS) e Mario Covas (PSDB). Mas a disputa real ficou restrita a Fernando Collor (PRN) de um lado e, de outro, a Lula (PT) e Leonel Brizola (PDT), que travaram uma corrida muito apertada pela vaga no segundo turno. O petista passou por pouco e foi derrotado por Collor, por 53% a 46%.
Nos pleitos seguintes, consolidou-se o modelo de dois candidatos protagonistas e um terceiro tentando entrar na briga. Os melhores desempenhos foram de Marina Silva em 2014, com 21,3% dos votos, e Anthony Garotinho (PSB) em 2002, com 17,8%.
Em 2018, a eleição de Jair Bolsonaro pelo PSL encerrou um ciclo de 20 anos de disputas entre PT e PSDB. Desde então, o bolsonaristas substituíram os tucanos na oposição a Lula.
O empresário João Amoêdo, que fundou o partido Novo e disputou a eleição de 2018, avalia que o espaço para candidaturas de centro encolheu nos últimos anos: “Está órfão. Não há interesse de nenhum partido em se colocar como diferente do bolsonarismo ou do lulismo, já que o objetivo é aumentar as bancadas federais e, assim, conseguir mais recursos públicos via Fundo Partidário, Fundo Eleitoral e emendas parlamentares. Uma clara distorção do nosso sistema democrático”.
Amoêdo deixou o Novo após declarar apoio a Lula em 2022, em um movimento que classificou como necessário diante do que considerou um risco à democracia em um eventual segundo mandato de Bolsonaro. Desde então, não voltou a disputar cargos públicos.
As ex-ministras Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e o empresário João Amoedo foram candidatos à Presidência considerados de terceira via
Montagem g1: Reprodução
Quais as dificuldades da 3ª via?
O desempenho inferior ao dos dois primeiros colocados nas pesquisas indica baixa probabilidade de vitória para alguém que represente a terceira via neste ano, avaliam especialistas ouvidos pelo g1.
Felipe Nunes diz que, ao observar eleitores em pesquisas qualitativas — com grupos focais e entrevistas usados para entender o comportamento do eleitorado —, percebe atualmente uma descrença maior no sistema político.
Segundo ele, esse eleitor está mais apático do que propriamente em busca de uma alternativa de centro moderado. “No fundo, esse eleitor quer alguém fora da polarização, mas também fora da política tradicional. Um outsider. O exemplo mais recente disso é o crescimento de Pablo Marçal nas eleições [municipais] de 2024, em Sao Paulo. Ali, ele ocupou esse espaço.”
O cientista político Fernando Schuler, professor do Insper, explica que o desempenho limitado da terceira via reflete uma das principais marcas da política brasileira: a disputa acirrada entre dois campos ideológicos bem demarcados.
“Nos últimos 30 anos, as eleições seguiram esse padrão de dois nomes fortes, um de cada lado, com visões opostas de programas de governo e valores. Isso dificulta o surgimento de alternativas.”
O historiador Herbert Anjos avalia que o contexto pós-2018, com a ascensão do bolsonarismo e o agrupamento de forças antagônicas no lado lulista, dificulta a missão de candidatos que tentam romper com a divisão.
“Com a escalada da extrema direita, há uma ênfase no questionamento das urnas eletrônicas, no funcionamento dos três Poderes e no crescimento de discursos golpistas e de incentivo à intervenção militar. Por isso, há uma unidade em torno de Lula que estreita as opções eleitorais. Nenhum partido com relevância social parece disposto a correr o risco de se desgastar diante do voto útil”, afirma.
Pré-candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo)
Reprodução


Fonte:

g1 > Política

O marketing promete. O jurídico paga a conta.

Não é incomum ver uma empresa ser surpreendida pela própria campanha. A mensagem foi ao ar, o consumidor comprou confiando no que foi prometido e, quando a entrega não correspondeu, o problema chegou ao jurídico. Ninguém havia percebido que o entusiasmo do marketing havia cruzado para o território da promessa que a operação não conseguia cumprir.
Existe um limite que separa o entusiasmo legítimo do marketing da promessa juridicamente exigível. Ele não está no volume da campanha, na produção do vídeo ou no número de seguidores do influenciador. Está no conteúdo da mensagem e na precisão com que ela descreve aquilo que o consumidor vai encontrar.
Quando esse limite é ultrapassado, o exagero criativo deixa de ser recurso retórico e vira obrigação. E essa obrigação pode ser cobrada pelo consumidor, pelo PROCON e pela SENACON, independentemente de a marca ter percebido que havia prometido algo que não conseguia entregar.
A literatura jurídica e publicitária reconhece o chamado puffery: afirmações genéricas, hiperbólicas e claramente não literais que não enganam o consumidor porque ninguém as leva ao pé da letra. “O melhor hambúrguer do mundo.” A experiência mais incrível da sua vida.” Ninguém processa por isso. Ninguém sequer reclama.
O problema começa quando a campanha sai do puffery e entra no território da promessa específica.”Entrega grátis em até 24 horas.” Garantia de resultado em 30 dias ou devolvemos seu dinheiro.” “Ingredientes 100% naturais, sem conservantes”. Essas afirmações não são exagero criativo. São informação precisa sobre características, prazo e qualidade do produto. E o art. 30 do CDC é direto: toda informação suficientemente precisa veiculada por qualquer meio de comunicação vincula o fornecedor e integra o contrato.
Não importa se foi um anúncio produzido com alto orçamento, um post nas redes sociais, um story que durou 24 horas ou um vídeo publicado por um influenciador contratado. Se a mensagem tem conteúdo específico sobre o que o consumidor vai receber, ela é oferta. E oferta vincula.
O erro mais comum não é a má-fé. É a ausência de alguém no processo criativo capaz de identificar o momento exato em que o tom entusiasmado da campanha cruzou para o território da promessa que a operação não consegue cumprir.
O influenciador que promete o que a marca não entrega
Esse problema ganhou uma camada adicional com o marketing de influência. Quando uma marca contrata um influenciador para divulgar seu produto, ela está delegando parte da comunicação comercial para alguém que tem audiência, credibilidade e um estilo próprio de se expressar. O que a marca nem sempre controla é o que esse influenciador vai dizer além do roteiro.
A jurisprudência já começou a enfrentar esse problema de forma mais direta. O TJSP condenou empresa de consultoria e influenciadora digital por propaganda enganosa de curso online, reconhecendo a relevância da confiança gerada pela comunicação da influenciadora perante o consumidor. O recado é claro: quando a comunicação publicitária produz promessa específica e o consumidor compra confiando nela, a responsabilidade não desaparece porque a mensagem saiu da boca de um terceiro.
É isso que diz o art. 7º, parágrafo único do CDC ao estabelecer a solidariedade entre todos os sujeitos da cadeia de consumo. A marca que contratou o influenciador pode responder pelo que ele disse, especialmente quando a mensagem integra a oferta e influencia a decisão de consumo.
O problema se repete em outro contexto igualmente relevante: o das concessionárias. Quando uma concessionária veicula campanha usando a marca, o logotipo e as imagens oficiais da montadora, o consumidor não distingue o que foi autorizado pela fabricante do que foi criado localmente. Se o anúncio promete condição de financiamento que não existe, prazo de entrega que a cadeia não comporta ou equipamento que não está disponível, a montadora pode ser chamada a responder junto, mesmo sem ter tido acesso prévio àquele conteúdo, justamente porque a solidariedade da cadeia de consumo não se limita a quem redigiu a peça, mas alcança também quem se beneficiou da confiança que ela gerou.
Na maioria das situações, o problema não foi intenção de enganar. Foi ausência de governança sobre o que o influenciador poderia ou não afirmar. Contrato sem cláusulas sobre limites do conteúdo. Briefing sem revisão jurídica sobre o que pode ser prometido. Nenhum processo de aprovação do material antes da publicação. A marca assinou o contrato com o influenciador e assumiu, sem perceber, a responsabilidade pelo que ele disse.
O CONAR também tem dado atenção crescente à publicidade por influenciadores, sobretudo quanto à necessidade de identificação clara do conteúdo comercial. Conhecer essa exigência, porém, é muito diferente de incorporá-la ao processo de aprovação e gestão das campanhas. A maioria das marcas faz a primeira. Poucas fazem a segunda.
Onde o jurídico precisa estar antes do briefing fechar
A revisão jurídica de campanhas ainda é tratada, em muitas empresas, como etapa final: um filtro que entra depois que a criação já está pronta para aprovar ou vetar. Esse modelo tem um problema estrutural: quando o jurídico chega no final, o custo de mudar é alto, o prazo é curto e a tendência é aprovar com ressalvas que ninguém vai de fato implementar.
O jurídico que é consultado antes do briefing fechar faz perguntas diferentes. A operação consegue cumprir o prazo que o marketing quer prometer? A afirmação sobre o produto tem comprovação que sustente uma autuação do PROCON? O influenciador vai ter liberdade para improvisar ou o roteiro vai ser aprovado antes da publicação? Existe cláusula contratual definindo o que pode e o que não pode ser dito?
Essas perguntas não travam a criatividade. Elas delimitam o campo de jogo dentro do qual a criatividade opera com segurança. E, na prática, evitam a situação mais comum que chega ao contencioso de consumo nesse tema: a empresa que prometeu mais do que podia cumprir, não porque quis enganar, mas porque ninguém fez a pergunta certa antes de a campanha ir ao ar.
A campanha que entusiasma sem comprometer é possível. A que compromete mais do que a empresa pode entregar cria passivo antes de vender qualquer produto. E esse passivo nasce no momento em que a mensagem é publicada, não quando o processo chega.


Fonte: Jovem Pan

Drake surpreende fãs e faz o maior lançamento da carreira ao divulgar mais de 40 músicas em um dia

O rapper canadense Drake lançou três álbuns simultaneamente na noite de quinta (14) para sexta-feira, um total de 43 músicas, no maior lançamento de sua carreira. Depois de manter um perfil discreto após seu midiático confronto com o rapper americano Kendrick Lamar em 2024, o canadense havia anunciado um novo álbum intitulado “Iceman”.
Mas surpreendeu seus fãs ao lançar de forma inesperada dois projetos adicionais: “Habibti” e “Maid of Honour”, que somam 149 minutos de música. Entre os convidados desses álbuns estão os rappers de Atlanta Future e 21 Savage, o britânico Central Cee, a artista do Missouri Sexyy Red e o cantor jamaicano de dancehall Popcaan.
Mais uma vez, Drake atacou seu rival Kendrick Lamar, depois de este ter lançado em 2024 “Not Like Us”, um ataque direto contra o canadense que se transformou em um sucesso internacional e foi interpretado no show do intervalo do Super Bowl LIX.
Em “Make Them Remember”, Drake zombou da altura de Lamar, um tema recorrente quando se trata do autoproclamado “garoto baixinho” de Compton. Segundo várias fontes, ele mede entre 1,65 m e 1,68 m. Ele também ataca outras estrelas do rap, como Jay-Z, J. Cole, Pusha T, A$AP Rocky e até a lenda do basquete LeBron James.


Fonte: Jovem Pan

Após pressão de Xi Jinping, Trump adverte Taiwan e diz que se opõe a independência da ilha

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu Taiwan nesta sexta-feira (15) contra qualquer declaração de independência, depois que seu homólogo chinês, Xi Jinping, pressionou para que Washington não apoie a ilha.
Mandatário americano deixou claro que se opõe a uma declaração de independência de Taiwan. “Não tenho vontade de que alguém declare a independência, sabem, supondo que temos de percorrer 15.000 quilômetros para ir para a guerra”, disse Trump, segundo um trecho de uma entrevista à Fox News. “Quero que [Taiwan] eles se acalmem. Quero que a China se acalme”, declarou.
Segundo a legislação dos Estados Unidos, Washington é obrigado a fornecer armas a Taiwan para sua defesa, mas não está claro se as forças americanas ajudariam a ilha em caso de ataque. “Não queremos que alguém pense: vamos proclamar a independência porque os Estados Unidos nos apoiam”, insistiu, acrescentando que ainda não havia decidido nada sobre uma eventual venda de armas à ilha, que tem Washington como sua principal fonte de apoio militar.
Os Estados Unidos reconhecem apenas a China e não apoiam a independência oficial de Taiwan, uma ilha autônoma de regime democrático que Pequim reivindica como parte de seu território e cuja reunificação não descarta alcançar pelo uso da força.
O magnata republicano encerrou sua visita de Estado com o anúncio de que fechou acordos comerciais “fantásticos”, embora não tenha dado muitos detalhes nem pareça ter conseguido avanços contundentes com a China em relação à guerra com o Irã.
Na quinta-feira (14), com uma firmeza incomum, Xi advertiu Trump que “a questão de Taiwan é a mais importante nas relações” entre Washington e Pequim. “Se for bem administrada, as relações entre os dois países poderão continuar globalmente estáveis. Se for mal administrada, os dois países colidirão, ou até mesmo entrarão em conflito”, afirmou o mandatário chinês, segundo a imprensa estatal.
Trump convidou Xi a visitar Washington em setembro, o que indica que as duas maiores economias do mundo provavelmente buscarão estabilizar suas relações, frequentemente turbulentas. A visita anunciada de Xi Jinping a Washington no próximo outono [no hemisfério norte, primavera no Brasil] representará um novo teste para o frágil status quo entre as duas potências.


Fonte: Jovem Pan