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PF deflagra 5ª fase da Compliance Zero e mira Ciro Nogueira por suspeita de favorecimento ao Banco Master

Foto: Lula Marques/ABr
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) a 5ª fase da Operação Compliance Zero, cumprindo um mandado de prisão temporária e dez de busca e apreensão expedidos pelo STF.
As ações foram autorizadas pelo ministro André Mendonça e ocorrem nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. O STF também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores no montante de R$ 18,85 milhões.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do PP e ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, está entre os alvos. A PF cumpre mandados de busca e apreensão em seus endereços em Brasília e no Piauí.
“Grande amigo de vida”
Mensagens encontradas pela PF no celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicam proximidade com Nogueira. Nos diálogos, Vorcaro se refere ao senador como “grande amigo de vida”, comemora uma emenda apresentada por ele que beneficiaria o Banco Master e chega a autorizar um pagamento a uma pessoa identificada apenas como “Ciro”.
Em outro diálogo, o deputado federal Fausto Pinato (PP-SP) sugere ao banqueiro: “Oi, amigo, precisamos fazer a vídeo conferência eu vc e Ciro.” Vorcaro respondeu: “Opa. Vamos. Só me chamar.” As mensagens também mostram que o banqueiro demonstrava interesse em participar de eventos da família do senador, incluindo o casamento da filha de Ciro, realizado em agosto de 2024.
Primo de Vorcaro
O alvo do mandado de prisão temporária é Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. A decisão judicial aponta a identificação da suposta conduta do senador em favor do banqueiro, em troca do recebimento de vantagens econômicas indevidas.
A operação deve aprofundar investigações sobre esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
O que diz Nogueira
Ciro Nogueira afirmou conhecer Vorcaro, mas negou proximidade e qualquer pagamento relacionado ao caso: “Inferir que se refere a mim, senador Ciro Nogueira, é definitivamente uma mentira fabricada na tentativa de manchar minha biografia.”
Em outro posicionamento enviado por sua assessoria, o senador disse que está tranquilo quanto às investigações. “Não mantém nem nunca manteve qualquer conduta inadequada relacionada ao caso em apuração.”
Operação Compliance Zero
Na 4ª fase da Compliance Zero, deflagrada em 16 de abril, foram presos preventivamente o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador do esquema.
A operação investiga o Banco Master desde 2025, quando irregularidades na carteira de precatórios e na captação de recursos de investidores foram identificadas pelo Banco Central. O caso ganhou dimensão política com a revelação de vínculos entre Vorcaro e parlamentares do centrão.​​​​​​​​​​​​​​​​


Fonte: Conexão Política

Argentina registra 101 casos e 32 mortes de hantavírus na temporada e amplia investigação após surto em cruzeiro

Foto: WHoP
O Ministério da Saúde argentino registrou 42 casos de hantavírus em 2026 e 101 desde o início da temporada epidemiológica, que se estende de junho a junho, quase o dobro dos 57 casos do mesmo período do ano anterior. Na temporada 2025-2026, 32 dos 101 casos foram fatais, o que representa uma taxa de letalidade de 31,7%.
O aumento coincide com a investigação do surto identificado a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que partiu de Ushuaia em 1º de abril e acumula três mortes e seis casos suspeitos entre passageiros e tripulantes.
Origem do surto no cruzeiro
A OMS admite que a infecção dos passageiros do MV Hondius pode ter ocorrido antes do embarque, possivelmente durante a passagem por Ushuaia. A diretora de Prevenção e Preparação para Epidemias da OMS, Maria Van Kerkhove, explicou que o período de incubação do vírus, que varia entre uma e seis semanas, sustenta a hipótese de que as infecções ocorreram em terra, antes da partida.
A Terra do Fogo, onde fica Ushuaia, não registrava casos desde 1996, e a província vizinha de Santa Cruz está sem ocorrências há sete anos. Por isso, as autoridades consideram essencial reconstruir o itinerário dos passageiros infectados antes da chegada ao porto.
Variante andina e transmissão entre humanos
Na América do Sul, uma das variantes mais relevantes é a andina, associada à cordilheira dos Andes, que pode causar morte por insuficiência cardíaca e pulmonar. Ao contrário de outras variantes, a andina pode, em circunstâncias específicas, ser transmitida entre humanos. Essa possibilidade foi demonstrada pelo surto de Epuyén, em Chubut, em 2018, quando um peão rural contaminou mais de 50 pessoas em uma festa de aniversário, resultando em 15 mortes.
A sequenciação do vírus identificado no cruzeiro está sendo realizada para determinar qual variante está envolvida e se houve transmissão entre passageiros ou se todos foram expostos à mesma fonte antes do embarque.
Ponto endêmico
O biólogo e pesquisador do Conicet Raúl González Ittig avalia que o aumento de casos não abre uma situação atípica: “Na Argentina há casos de hantavírus todos os anos. Não há um surto em particular.” O especialista aponta que o número maior reflete condições climáticas e comportamentais que ampliam o contato entre populações rurais e roedores reservatórios, sem que isso configure necessariamente uma emergência sanitária de novo tipo. O vírus é endêmico em diversas províncias argentinas, com maior concentração em regiões rurais do centro e sul do país.
Alerta para o Brasil
O Ministério da Saúde brasileiro externa que a hantavirose é de notificação compulsória imediata no país, devendo ser comunicada às autoridades de saúde em até 24 horas. Não existe tratamento específico. O manejo é feito com medidas de suporte de acordo com a gravidade de cada caso, geralmente em UTI.
O Brasil acumula 2.376 casos desde 1993, com letalidade próxima a 40%, concentrados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O aumento de casos na Argentina e o surto no cruzeiro reforçam a recomendação às autoridades brasileiras de manter vigilância ativa nas regiões de fronteira com o país vizinho.​​​​​​​​​​​​​​​​


Fonte: Conexão Política

Morador sai para ver e-mail, volta e vê casa explodir em São Paulo: ‘Foi coisa de segundos’

Luciano Cardoso de Melo, morador do Jaguré, em São Paulo, que teve a casa atingida pela explosão nesta segunda-feira (11), detalhou à Jovem Pan o ocorrido. Segundo ele, foi “coisa de segundo”. “Estava em casa trabalhando e estava no  sofá. Saí para ver um e-mail e, quando sentei na cadeira, a porta foi explodindo para dentro, foi tudo para dentro de casa”, disse Cardoso.
Segundo ele, quando saiu, quase foi atingido por um gesso. “Quando fui para o quintal, vi tudo destruído”. O homem também comentou sobre uma das vítimas que foi lançada ao ar pela explosão. “O rapaz estava deitado e, na hora da explosão, foi arremessado para fora de casa. Ele caiu em cima do colchão e agora ele está no hospital”, contou.
Segundo informações, há ao menos quatro vítimas, sendo um morto:

1ª vítima, do sexo masculino, socorrida pelo Corpo de Bombeiros ao Pronto-Socorro Regional de Osasco;
2ª vítima, do sexo feminino, foi socorrida pelo SAMU;
3ª vítima, também do sexo masculino, funcionário da SABESP, socorrido por populares à UBS Lapa antes da chegada do Corpo de Bombeiros;
4ª vítima, um homem que morreu no local.

Explosão no Jaguaré
Uma explosão nesta segunda-feira (11) atingiu ao menos dez casas em uma comunidade no Jaguaré, Zona Oeste de São Paulo │Obtida pela Jovem Pan
Uma explosão atingiu nesta segunda-feira (11) diversas casas e um prédio residencial no bairro Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo.
Em entrevista a jornalistas, a capitã do Corpo de Bombeiros, Karoline Burunsizian, disse que foram socorridos dois homens e uma mulher. As vítimas estão estáveis. A estimativa é de que, ao menos, 10 imóveis tenham sido atingidos pela explosão. O Governo de São Paulo, por meio de nota, informou que a explosão atingiu, ao menos, 35 imóveis.
O Corpo de Bombeiros também comunicou que, possivelmente, o incidente foi causado por uma explosão de gás liquefeito de petróleo (GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha. Segundo relato de moradores, equipe da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) fazia obras na região.
Em nota, o governo de São Paulo informou que mobilizou, imediatamente, 15 viaturas com equipes do Corpo de Bombeiros, seis da Defesa Civil e diversas equipes da Polícia Militar para atuar nas ações de resgate e salvamento às vítimas da explosão. A energia na área foi desligada como procedimento de segurança, e as equipes estão fazendo buscas sob os escombros, com auxílio de cães, e os trabalhos seguirão até o encontro ou a confirmação do paradeiro de todos os moradores das casas atingidas.
No começo da noite, por volta das 19h, as famílias do condomínio de prédios atingidos pelo estrondo da explosão estão autorizadas a retornarem para seus imóveis.


Fonte: Jovem Pan

O que se sabe sobre explosão na Zona Oeste de São Paulo que deixou um morto

Uma explosão atingiu nesta segunda-feira (11) ao menos 35 casas e estourou janelas de apartamentos em um condomínio no bairro Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo. Segundo informações da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), uma pessoa morreu no local e três ficaram feridas.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h08 para atender a uma ocorrência de explosão na comunidade próxima às ruas Dr. Benedito de Moraes Leme e Piraúna, atrás do Condomínio Morada do Parque, com fogo ativo em múltiplas residências e forte cheiro de gás.
Em nota, o governo de São Paulo informou que foi feito o desligamento da energia na região por medida de segurança.
Por volta das 19h20, os moradores do condomínio foram autorizados a retornarem para casa.

Vítimas
Um homem foi encaminhado ao Hospital Regional de Osasco com ferimento no tórax. Uma mulher foi atendida no local da explosão pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Um funcionário da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) foi socorrido por moradores e levado à Unidade Básica de Saúde (UBS) da Lapa antes da chegada dos bombeiros.
Segundo o Corpo de Bombeiros, pessoas foram lançadas pela explosão e outras foram soterradas.
A PMESP informou que os bombeiros continuarão em busca de vítimas até encontro ou confirmação do paradeiro de todos os moradores das casas atingidas.
Possível explosão de gás
Conforme informação do Corpo de Bombeiros, o incidente foi possivelmente causado por uma explosão de gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido popularmente como gás de cozinha. O incidente, segundo a PMESP, teria sido resultado de uma ação da Sabesp. A corporação comunicou que “os motivos serão confirmados ao final dos trabalhos de perícia“.
Moradores da região relataram que equipe da Sabesp fazia obras na região. Por meio de nota, a Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) disse ter recebido chamado às 15h15 sobre vazamento de gás causado por uma “obra de terceiros”. A concessionária afirmou que uma equipe chegou ao local por volta das 15h37 e “eliminou o vazamento”. A empresa ainda esclareceu que não fazia manutenção na região.
Veja como ficaram as casas atingidas

 

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Fonte: Jovem Pan

Copa do Mundo de 2026: veja as datas das 48 convocações para o Mundial

A Seleção da Bósnia divulgou nesta segunda-feira (11) a sua lista dos 26 convocados para a Copa do Mundo de 2026. Com isso, começa a temporada de convocações até a competição, que se inicia no dia 11 de junho, com a partida entre México e África do Sul. O prazo final para o envio das listas é no dia 1º de junho. Veja a data para a convocação das seleções restantes:

Grupo A:

Coreia do Sul – 16 de maio
México – 1º de junho
República Tcheca – Não divulgou
África do Sul – Não divulgou

Grupo B:

Bósnia – 11 de maio – Veja os convocados
Canadá – Não divulgou
Catar – Não divulgou
Suíça – 20 de maio

Grupo C

Brasil – 18 de maio
Escócia – Não divulgou
Haiti – Não divulgou
Marrocos – 21 de maio

Grupo D

Austrália – 1º de junho
Estados Unidos – 26 de maio
Paraguai – Não divulgou
Turquia – Não divulgou

Grupo E

Alemanha – 21 de maio
Costa do Marfim – 15 de maio
Curaçao – Não divulgou
Equador – Não divulgou

Grupo F

Holanda – 25 de maio
Japão – 15 de maio
Suécia – 12 de maio
Tunísia – 15 de maio

Grupo G

Bélgica – 15 de maio
Egito – Não divulgou
Irã – Não divulgou
Nova Zelândia – 14 de maio

Grupo H

Arábia Saudita – Não divulgou
Cabo Verde – Não divulgou
Espanha – 25 de maio
Uruguai – Não divulgou

Grupo I

França – 14 de maio
Iraque – Não divulgou
Noruega – 21 de maio
Senegal – Não divulgou

Grupo J

Argentina – Não divulgou
Argélia – Não divulgou
Áustria – 18 de maio
Jordânia – Não divulgou

Grupo K

Colômbia – 29 de maio
Portugal – 19 de maio
RD Congo – 18 de maio
Uzbequistão – Não divulgou

Grupo L

Croácia – 1º de junho
Gana – Não divulgou
Inglaterra – 22 de maio
Panamá – 26 de maio


Fonte: Jovem Pan

Brasil e China estabelecem acordo para isenção de vistos

O acordo formalizado nesta segunda-feira (11) permite que cidadãos brasileiros e chineses tenham trânsito entre os países sem necessidade de visto por até 30 dias. A decisão tem foco no fortalecimento do fluxo de viajantes para turismo, negócios, atividades artísticas, culturais, recreativas e desportivas, além de visita a familiares e participação em eventos.
Brasil registrou recorde de turistas em 2025: 9.287.196
Com a isenção, espera-se um aumento significativo no número de chineses no Brasil. Em 2025, o país registrou recorde histórico no número de turistas, totalizando mais de nove milhões de ingressos de estrangeiros no Brasil.
A medida de reciprocidade facilita principalmente para cidadãos chineses, pois brasileiros já podem visitar a China sem visto desde maio de 2025. As isenções recíprocas têm validade até 31 de dezembro de 2026.
 
*Com informações do MRE e MTur.


Fonte: Jovem Pan

Uma nova fase da maternidade?

O ninho vazio não é apenas uma casa silenciosa. É quando a rotina, antes marcada por presença, cuidado e preocupação diária, perde a antiga forma. Para muitas mães, a mudança aparenta ser no espaço físico, mas é na identidade. Durante anos, ela foi chamada, procurada, interrompida, necessária. De repente, precisa descobrir quem é quando já não precisa responder por tudo o tempo todo. A maternidade existe, mas o expediente integral perdeu o crachá.
Começa em detalhes pequenos. Ela comprou a Nutella que agora, passou a ficar lacrada na despensa. Deixa de perceber as meias no chão, um boné na mesa de jantar ou a toalha em cima da cama. Vai ao mercado e já não vê sentido comprar 30 ovos, 2 kg de carne e o miojo que os filhos adoravam. Escuta um barulho no corredor e, por um segundo, espera que seja ele chegando. Não é. A casa não fica apenas silenciosa. Fica estranha, como se tivesse sobrado espaço demais para uma mulher que passou anos sem caber na própria agenda.
Até a bagunça tinha função. Irritava, mas confirmava a vida acontecendo ali. Curiosamente, bagunça de filho é uma das poucas desordens que a saudade depois tenta romantizar. Então o filho sai. E o silêncio aparece no almoço, no sofá, na mesa grande demais, no fim de semana que perdeu a expectativa: será que está tudo bem?
É aí que aparece a parte mais desconfortável: o vazio dói, mas nem sempre dói o tempo todo. Algumas mães sentem saudade da casa cheia, mas também experimentam alívio por não precisarem estar disponíveis a cada minuto. Sentem falta da rotina, mas percebem descanso em não carregar tantas demandas invisíveis. Estranham o quarto parado, mas descobrem prazer em sentar no sofá sem interrupção, dormir melhor, sair sem se preocupar qual horário vai voltar e se o filho vai conseguir comer caso ela decida esticar para um happy hour.
Logo depois vem a culpa: “Será que me tornei uma mãe ruim porque estou bem?”
“Sentir leveza significa que amei menos?”
Não. Significa apenas que a vida emocional é mais honesta do que os papéis perfeitos que tentamos representar.
O ninho vazio não é uma doença. É uma transição emocional. Estudos recentes descrevem essa fase como mudança de papel, identidade, rotina e vínculo. A mãe não perde o filho, mas perde a versão da maternidade em que era necessária o tempo todo. Antes, ela sabia o que faltava na geladeira, qual comida ele gostava, se chegou bem, se os pijamas estão velhos, se algo o deixou triste durante o dia. Agora, precisa aprender uma nova forma de amar: menos controle, mais confiança. Menos administração, mais presença.
O problema é que muitas mulheres foram educadas para acreditar que uma boa mãe deve sentir apenas saudade, entrega e disponibilidade. Como se gostar da própria liberdade fosse traição. Como se descansar fosse egoísmo. Como se cozinhar o que gosta, transformar um quarto ou passar um domingo em paz fosse prova de que ama menos. Aparentemente, para certas expectativas sociais, mãe boa é aquela que só descansa depois que vira lembrança de família.
Não é.
Às vezes, a culpa não aparece porque a mãe errou. Ela aparece porque a mãe finalmente se colocou na própria lista de prioridades.
O Harvard Study of Adult Development, uma das pesquisas mais longas sobre vida adulta, mostra que bons vínculos estão entre os fatores mais importantes para saúde, felicidade e envelhecimento com qualidade. Isso ajuda a olhar para o ninho vazio sem caricatura. O problema não é o filho sair de casa. O problema é a mãe ficar sem outros vínculos vivos para sustentar a própria identidade.
Lidar bem com essa fase não é fingir que não dói. É sentir a saudade sem fazer dela uma prisão. Se antes ela pensava no almoço que o filho mais gostava, agora pode pensar no que gosta e no que precisa comer para ter saúde. Montar um cardápio, preparar marmitas para dias de cansaço e deixar alimentos práticos disponíveis parece pequeno, mas não é. Até a marmita pode virar um manifesto silencioso de autoestima.
A casa também pode ajudar. Criar um espaço de leitura, mudar os móveis da sala, arrumar a cozinha para uma nova rotina. Não para apagar os filhos. Mas para não transformar a casa em museu da saudade. Memória é afeto. Casa congelada é prisão.
A maternidade inteira é feita de separações. O bebê sai do colo. A criança entra na escola. O adolescente fecha a porta do quarto. O adulto sai de casa. Agora, quem precisa crescer também é a mãe. A mulher que existia antes dos filhos não volta igual. A mãe que viveu anos em função da rotina familiar também não permanece igual. Surge uma terceira versão: uma mulher marcada pela maternidade, mas ainda capaz de desejar, escolher, descansar, se cuidar e pertencer a si mesma.
O filho sair de casa pode ser uma prova de que algo deu certo. Ele saiu porque cresceu, ganhou mundo, construiu autonomia. A independência do filho não diminui a mãe. Confirma que aquele vínculo amadureceu.
O grande desafio é permitir que o filho tenha a própria vida sem transformar isso em abandono, e permitir que a mãe tenha uma nova vida sem transformar isso em culpa. Porque a casa pode ficar mais silenciosa. Mas silêncio também pode ser descanso. O susto não é o filho ter ido embora. O susto é perceber que, depois de tantos anos cuidando de alguém, essa mulher ainda está ali.


Fonte: Jovem Pan

O que se sabe sobre a adolescente de 12 anos encontrada morta no RJ

A adolescente Myrella Venceslau Freire, de 12 anos, foi encontrada morta na quinta-feira (8) no Morro do Pau Branco, em São João do Meriti, no Rio de Janeiro. Segundo informações da Polícia Civil, a madrasta de Myrella, Bianca Martins da Silva Oliveira, é a principal suspeita de matar a adolescente.
A Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia de São João de Meriti, fez uma publicação de pesar sobre a morte da adolescente. Ela era estudante da rede municipal. “Neste momento de dor e tristeza, nos solidarizamos com seus familiares, amigos, colegas e toda a comunidade escolar, desejando força e conforto para enfrentar esta perda irreparável”, escreveu a secretaria.
Policiais civis da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) prenderam temporariamente, no sábado (9), a madrasta suspeita de matar Myrella.
Segundo os agentes da polícia, a investigação apontava para a “hipótese de invasão da residência por um homem que teria abusado sexualmente da menina. No entanto, após a conclusão do laudo de necropsia, foi constatada a ausência de sinais de violência sexual”.
A partir das novas informações adquiridas após os depoimentos, a polícia identificou contradições nas oitivias da madrasta da vítima. De acordo com a investigação, a mulher esteve com a criança no período em que o crime teria ocorrido e “apresentou uma versão incompatível com os elementos apurados até o momento, na tentativa de criar um álibi”, informaram.
Segundo a Polícia Civil, ela foi encontrada por familiares nos fundos da residência onde ela morava, após a mãe retornar para casa e encontrar apenas o irmão de Myrella, de 4 anos, sozinho. Bianca, supostamente, também estaria fora de casa na hora do ocorrido.


Fonte: Jovem Pan

Fundos que compraram precatórios suspeitos, investigados pela PF, repassaram créditos ao Master

O Banco Master comprou fatias milionárias de precatórios que estão na mira da Polícia Federal devido a suspeitas de que foram expedidos pela Justiça antes do fim dos processos. A prática seria irregular, porque a União ainda podia recorrer e contestar o valor das dívidas.
O Master adquiriu o direito de receber os precatórios em 2023, por meio de fundos de investimento que lhe cederam os créditos. Os fundos eram administrados por empresas que hoje são investigadas na “Operação Compliance Zero”.
🔎Precatórios são dívidas que a União, estados ou municípios têm de pagar após decisões judiciais definitivas, quando não cabe mais recurso. O pagamento segue uma ordem cronológica e depende da inclusão dos valores no Orçamento público, o que pode levar anos — razão pela qual esses créditos acabam sendo negociados no mercado financeiro.
🔎No mercado financeiro, precatórios são comprados com desconto porque o pagamento pode demorar anos. Fundos e bancos apostam que, ao antecipar esses recursos a credores, poderão lucrar quando o poder público quitar a dívida integralmente no futuro.
A apuração da PF sobre os precatórios suspeitos partiu de um processo administrativo iniciado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e aprofundado pela Corregedoria do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) no ano passado, como publicado no blog da Andréia Sadi na quarta-feira (6).
O CNJ e a Corregedoria do TRF-1 fizeram uma inspeção em cinco varas de Brasília e identificaram que alguns juízes estavam expedindo precatórios sem a data do trânsito em julgado (encerramento) dos processos.
Vídeos em alta no g1
🔎A Justiça expede um precatório quando reconhece que chegou a hora de uma dívida ser paga. A expedição é um aviso ao ente público para que coloque o pagamento no orçamento do ano seguinte. O CNJ e a Corregedoria afirmam que a expedição só deve ocorrer depois que não houver mais recursos contra o cálculo do valor a ser pago.
O TRF-1 cancelou precatórios supostamente irregulares que somavam R$ 10,9 bilhões, a maioria de hospitais privados que cobravam atualização da tabela do SUS. A medida evitou que a União tivesse que pagar esse valor nos anos de 2025 e 2026.
🔎Como comparação, esse montante era maior que os orçamentos previstos em 2026 para os ministérios da Cultura, do Turismo e do Esporte juntos (R$ 9,8 bilhões).
Alerj vai abrir CPI para investigar investimentos do Rioprevidência e da Cedae no Banco Master, que somam quase R$ 3 bilhões
Reprodução/TV Globo
Precatórios de usinas
Em uma frente de apuração diferente da dos hospitais privados, a Corregedoria do TRF-1 analisou 30 processos de usinas de cana-de-açúcar que pedem que a União pague indenização por alegados prejuízos causados pela fixação de preços, na década de 1980, pelo extinto Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA).
A Corregedoria identificou que em 9 dos 30 processos houve a expedição de precatórios antes do tempo. O montante superava R$ 10 bilhões, mas não foi pago porque os precatórios foram cancelados pelo TRF-1.
Um desses casos, que envolve R$ 5 bilhões, subiu para o Supremo Tribunal Federal (STF) e aguarda desfecho (veja detalhes abaixo).
A Corregedoria registrou que os servidores da vara inspecionada relataram pressão de advogados sobre eles e sobre os juízes para que os precatórios fossem expedidos.
Destacou também que há grande número de fundos de investimento que ingressaram nos processos porque compraram fatias desses precatórios, fato que deveria exigir um maior rigor do Judiciário.
“Tem chamado atenção o grande volume de requerimentos de habilitações de cessões de crédito [em favor de fundos], que ocorrem desde o reconhecimento do direito e mesmo antes de estabelecido definitivamente o seu valor devido, sua existência, ou da expedição de precatórios”, anotou o então corregedor do TRF-1, Ney Bello, em relatório de novembro passado.
Fundos e Master
O Master virou credor da União em dois processos — movidos pelas usinas Una e Capricho — que tiveram precatórios antecipados, totalizando R$ 2,3 bilhões para diversos beneficiários. Em outros processos, os direitos foram adquiridos por fundos administrados pelo BTG, que não é alvo das recentes investigações de fraudes.
No processo da Una, o Master recebeu, ao longo de 2023 e 2024, várias cessões de crédito feitas pelo SSA Fundo de Investimento em Direitos Creditórios.
Esse fundo é administrado pela Reag, empresa que, segundo a PF, é suspeita de envolvimento em fraudes que usaram uma teia de fundos para inflar artificialmente os ativos do Master.
Já no processo da Capricho, o banco de Daniel Vorcaro recebeu créditos do Dublin Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, administrado pela Sefer Investimentos — empresa que foi um dos alvos da segunda fase da Compliance Zero, em janeiro deste ano.
O Master adquiriu, ainda, direitos de crédito em outros cinco processos do setor sucroalcooleiro analisados pela Corregedoria do TRF-1, mas nos quais não houve expedição de precatórios antes da hora.
Em todos esses casos, os direitos eram repassados ao Master em uma “cadeia de cessões”, expressão usada pelos juízes para descrever as várias etapas de transferência de crédito desde os credores originais da União até o banco. Não há, por ora, suspeitas contra as usinas.
Em 2024, a Polícia Federal em São Paulo abriu um inquérito para apurar indícios de que o Master fez operações fraudulentas com precatórios com objetivo de inflar seu balanço. A suposta fraude consistia em declarar um valor maior do que os ativos valiam de verdade.
De acordo com a investigação, à qual o g1 teve acesso, um fundo chamado Amazonita comprou precatórios da usina Santa Tereza, em 2020, por R$ 136,5 milhões.
Cinco dias depois, o fundo revendeu esse ativo ao Master por R$ 320 milhões. A valorização de 235%, em poucos dias, levantou suspeitas. Esse inquérito continua em andamento.
Julgamento no Supremo
Em agosto de 2023, a União, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), acionou o STF para derrubar uma decisão do TRF-1 que expediu precatórios antecipados em um processo da Agro Industrial Tabu — um dos casos que foram analisados pela Corregedoria.
O processo é semelhante aos que interessavam ao Master, embora o banco não tenha adquirido créditos dele
A União alegou ao STF que o cumprimento da decisão a obrigaria a pagar cerca de R$ 5 bilhões, com todas as correções, antes que o processo tivesse transitado em julgado. A União e a usina ainda discutiam judicialmente o cálculo do valor a ser pago.
A então presidente do Supremo, ministra Rosa Weber, atendeu ao pedido da União e cancelou os precatórios liberados pelo TRF-1. A decisão liminar (provisória) foi referendada pelo plenário do STF por unanimidade.
Rosa Weber afirmou ser “prematura e indevida a ordem de expedição de precatório, considerada a pendência de definição de inúmeras questões […], notadamente a comprovação do dano efetivo sofrido” pela usina que pleiteia a indenização multibilionária.
A usina recorreu, e o ministro Luís Roberto Barroso, que sucedeu Rosa Weber na presidência da corte, manteve a decisão anterior favorável à União.
Em julgamento final no plenário virtual, em novembro de 2024, o ministro Alexandre de Moraes pediu vista. O processo foi devolvido para julgamento em fevereiro deste ano.
Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino votaram acompanhando Barroso, a favor da União. Dino ainda propôs o envio de cópia do processo ao CNJ, “tendo em vista a atipicidade de várias decisões sobre ‘precatórios antecipados’ e Fundos Creditórios, envolvendo elevadíssimos montantes, marcadamente no âmbito do TRF-1”.
“Como é público e notório, o tema tem frequentemente sido aludido como possível caminho de crimes contra o sistema financeiro nacional e a ordem econômica”, afirmou o ministro em seu voto.
Com cinco votos favoráveis ao cancelamento dos precatórios, o julgamento foi suspenso, em março deste ano, por um pedido de vista do ministro Kássio Nunes Marques.


Fonte:

g1 > Política

Taxa das blusinhas: arrecadação sobe 25% e bate recorde; governo discute acabar com imposto

O governo arrecadou R$ 1,78 bilhão em imposto de importação nos quatro primeiros meses de 2026 com as encomendas internacionais, segundo a Secretaria da Receita Federal.
Isso representa um crescimento de 25% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,43 bilhão. Também representa novo recorde para janeiro a abril.
Taxa das blusinhas: governo reacende debate sobre imposto
➡️Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme.
Além do imposto de importação, dez estados elevaram sua tributação, por meio do ICMS, também para 20%, com validade em abril do ano passado.
🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online.
➡️À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como “irracional”. A medida foi defendida pela indústria brasileira.
➡️Na última semana, entretanto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que o fim da chamada “taxa das blusinhas” está em discussão dentro do governo.
“Hoje oposição tem trazido o tema de volta. Dentro do governo, há ministros que defendem que reveja [a taxa das blusinhas]. A gente tem que fazer o debate racional. Eu não tenho tabu em relação aos temas, desde que a gente preserve os avanços que a gente atingiu. O programa Remessa Conforme é algo que eu não abro mão. Está sendo discutido [o fim da taxa das blusinhas]”, declarou Durigan.
➡️Controversa, a “taxa das blusinhas” é reprovada por parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais. Críticos argumentam que turistas de viagens internacionais têm vantagem ao não recolher o tributo.
Secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan.
Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
Setor produtivo defende o imposto
➡️ A manutenção da “taxa das blusinhas” foi defendida pelo vice-presidente da República, e então ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, para defender a indústria nacional de produtos de baixo valor.
Em manifesto, representantes dos setores produtivos, do comércio e varejistas também defenderam sua permanência. Eles disseram que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor.
“O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real”, diz o manifesto.
Ajuda para contas públicas
A “taxa das blusinhas” também tem rendido recursos aos cofres públicos, ajudando a equipe econômica a buscar as metas para as contas públicas.
Em 2025, por exemplo, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, novo recorde.
Nos quatro primeiros meses deste ano, avançou para R$ 1,78 bilhão, superando o valor registrado no mesmo período do ano passado.
A alta na arrecadação ajuda o governo a tentar atingir a meta fiscal deste ano, que é de um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.
De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.
Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões
O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).
Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60 bilhões neste ano.
Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


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g1 > Política