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ENQUETE – OS PINGOS NOS IS – Você acha que administradores de empresas públicas que dão prejuízo deveriam receber punições?

Você acha que administradores de empresas públicas que dão prejuízo deveriam receber punições?
Sim, deveriam ser processados, receber multa e serem demitidos
Não, o prejuízo por ter ocorrido pela conjuntura econômica
Depende, deve ser punido se for comprovada má-fé ou gestão fraudulenta/corrupta


Fonte: Jovem Pan

Moraes dá 15 dias para apresentação das alegações finais de ação penal contra Eduardo Bolsonaro 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta quinta-feira (23) o prazo de 15 dias para as alegações finais na ação penal contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ele responde por coação no curso do processo. De acordo com a PGR, ele atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e interferir no andamento da ação contra seu pai, Jair Bolsonaro (PL), que, posteriormente, foi condenado por envolvimento na trama golpista.
De acordo com as alegações, Eduardo Bolsonaro buscou apoio do governo americano para impor medidas como sanções e tarifas ao Brasil em reação ao julgamento.
A fase de alegações finais corresponde às últimas manifestações das partes antes do julgamento. A Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável pela acusação, e a Defensoria Pública da União (DPU), encarregada da defesa, foram intimadas a se manifestarem. Concluída a etapa de alegações finais, a Primeira Turma pode definir a data do julgamento, quando os ministros analisam o mérito da ação e decidem se o ex-parlamentar será absolvido ou condenado.

Relembre o processo
Morando nos EUA há pouco mais de um ano, Eduardo Bolsonaro foi citado no processo por edital, ou seja, comunicado da ação penal por meio de uma publicação oficial. Como ele não apresentou advogado no caso nem defesa prévia, a Defensoria foi acionada e uma audiência de instrução, com interrogatório realizado por videoconferência, marcada.
Eduardo não compareceu ao depoimento, considerado um ato de defesa. A presença não é obrigatória, mas o réu se ausenta de momento destinado à apresentação de sua versão dos fatos. Realizada a audiência no último dia 14, o juiz auxiliar abriu prazo de cinco dias para vista conjunta, quando acusação e defesa podem acessar os autos para pedir novas provas ou diligências para esclarecer fatos que surgiram em depoimento.
Tanto a PGR quanto a Defensoria não fizeram requerimentos. O processo avançou e foi para a fase das alegações finais.


Fonte: Jovem Pan

Líder supremo do Irã está ‘gravemente ferido’, mas mentalmente lúcido, diz jornal

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ficou gravemente ferido no ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos e de Israel que matou seu pai e antecessor, Ali Khamenei, mas permanece mentalmente lúcido, informou o jornal The New York Times nesta quinta-feira (23).
O jornal nova-iorquino, que cita diversas autoridades iranianas não identificadas, relatou que o novo aiatolá delegou a tomada de decisões “por enquanto” aos generais do exército ideológico da Guarda Revolucionária.
Khamenei não apareceu em público desde que foi nomeado líder supremo e suas comunicações públicas têm sido feitas por meio de declarações escritas, o que leva a especulações sobre seu estado de saúde e até mesmo se ele está vivo.
Embora Khamenei tenha ficado “gravemente ferido” no ataque aéreo de 28 de fevereiro, “ele permanece mentalmente lúcido e ativo”, informou o The New York Times.
“Ele passou por três cirurgias na perna e aguarda uma prótese”, além de ter sido submetido a uma “cirurgia na mão e estar recuperando gradualmente a mobilidade. Seu rosto e lábios sofreram queimaduras graves, o que dificulta sua fala”, disse um dos oficiais citados na reportagem.
“Eventualmente, ele precisará de cirurgia plástica”, acrescentou.
O contato com Khamenei, que permanece escondido por motivos de segurança, é mantido por meio de notas escritas, segundo o jornal.
Os oficiais de alta patente da Guarda Revolucionária não o visitam, mas o presidente Masoud Pezeshkian, que é cirurgião cardíaco, tem se envolvido em seus cuidados, segundo o jornal.
O exército ideológico do Irã acredita ter contido “a ameaça à sobrevivência do regime” representada pelo início da guerra com os Estados Unidos e Israel.


Fonte: Jovem Pan

Ministro italiano diz que é ‘vergonhosa’ a ideia de substituir Irã pela ‘Azzurra’ na Copa do Mundo

O ministro da economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, disse que é “vergonhosa” a proposta do governo Donald Trump de substituir o Irã pela Itália na Copa do Mundo de 2026. “Primeiro não é possível; segundo, não é apropriado…Você se classifica em campo.
“Além disso, acredito que a Itália não precisa do apoio de Trump em uma questão como essa. Acho que podemos lidar com isso sozinho”, disse Gianni De Biasi, técnico da seleção italiana em entrevista à Reuters.
O posicionamento de Giorgetti vem logo após o enviado especial de Donald Trump, Paolo Zampolli, sugerir ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que a seleção iraniana seja substituída pela italiana na Copa do Mundo a ser disputada na América do Norte.
“Confirmo que sugeri a Trump e Infantino que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo. Sou italiano e seria um sonho ver a Azzurra em um torneio sediado nos EUA. Com quatro títulos, eles têm o currículo necessário para justificar a inclusão”, disse Zampolli, nascido em Milão, Zampolli.
Fifa tem autonomia para decidir quem entraria na vaga do Irã em caso de desistência. Em 2025, a entidade definiu que quem vencesse a fase de liga da MLS jogaria o novo Mundial de Clubes.
Em meio as discussões da participação ou não do Irã na Copa do Mundo, por causa do conflito no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro, Infantino já assegurou a participação iraniana. Ele acompanhou um jogo do time na última Data Fifa. O jogo contra a Costa Rica ocorreu na Turquia, justamente pelos conflitos no Oriente Médio.
“O Irã estará na Copa do Mundo. Estamos aqui para isso. Estamos satisfeitos porque é uma equipe muito, muito forte. Estou muito contente”, falou o presidente da Fifa. Pela terceira edição seguida da Copa do Mundo, a Itália não se classificou para o torneio 


Fonte: Jovem Pan

Athletico-PR x Atlético-GO: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Athletico-PR e Atlético-GO se enfrentam nesta quinta-feira (23), às 21h30, na Arena da Baixada, em partida válida pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil.
O Athletico estreia na atual edição da Copa do Brasil. O Furacão vem de derrota para o Palmeiras por 1 a 0, e ocupa o sexto lugar, com 19 pontos somados em 12 rodadas.
Já o Atlético-GO não tem ido muito bem até agora na temporada. O time é apenas o 17º colocado na Série B e está na zona de rebaixamento para a terceira divisão.

Onde assistir Palmeiras x Jacuipense ao vivo
Além da Jovem Pan, partida será transmitida ao vivo pelo Sportv e Premiere.


Fonte: Jovem Pan

Novo presidente da Alerj aciona STF para assumir o governo do Rio

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), protocolou nesta quinta-feira (23) um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para assumir imediatamente o cargo de governador do estado. A solicitação foi encaminhada ao relator do caso, ministro Luiz Fux.
Atualmente, o estado do Rio de Janeiro é comandado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro. Ele se manteve no cargo após uma decisão provisória do STF no dia 9 de abril.
No documento enviado ao STF, a Procuradoria-Geral da Alerj destacou que Douglas Ruas foi eleito no último dia 17 como presidente do parlamento fluminense. Na quarta-feira (22), Ruas já comandou sua primeira sessão plenária.
O argumento central da Alerj baseia-se no artigo 141 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro: na ausência do governador e do vice, o primeiro na linha de sucessão deve ser o presidente da Assembleia Legislativa. O presidente do Tribunal de Justiça é apenas o segundo substituto legal.
Segundo a Alerj, como a presidência da Casa de Leis agora está ocupada e funcionando, não há mais justificativa para que o chefe do Judiciário permaneça no comando do Executivo. O documento ressalta que o atual governador interino já atua há quase um mês e vem tomando decisões importantes — como a nomeação de secretários, prorrogação de tarifas do metrô e remanejamento de orçamento estatal —, o que poderia gerar insegurança jurídica, já que ele é o sucessor “subsidiário”.
“Se a permanência do Presidente do Tribunal de Justiça no exercício da chefia do Executivo se legitimava, em caráter subsidiário, enquanto inexistente ou inviável a investidura do primeiro sucessor constitucional, a recomposição válida da Presidência da Assembleia Legislativa faz cessar a causa impeditiva que autorizava o afastamento prático da linha sucessória prevista no art. 141 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro”, diz o documento.
A decisão ainda pede uma decisão monocrática – individual – do ministro Luiz Fux para transferir o poder a Douglas Ruas, enquanto o STF não conclui o julgamento definitivo sobre como será a nova eleição para o governo do estado.

Pedido de vista
O julgamento no STF sobre as eleições no Rio ainda não está concluído, porque o ministro Flávio Dino pediu vista. Apesar da decisão, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Cármem Lúcia anteciparam seus votos. Os três ministros acompanharam Luiz Fux e votaram contra as eleições diretas – determinada pela população fluminense –, deixando o placar em 4 a 1 para rejeição da medida.
Mendonça disse que não houve desvio de finalidade na renúncia do ex-governador Cláudio Castro para concorrer ao Senado. Assim, a eleição pode ocorrer de forma indireta. “Entendo não ser possível deduzir-se que o ato unilateral de renúncia ocorreu como burla ao julgamento que se avizinhava”, afirmou.
Dino argumentou que prefere esperar o acórdão do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para dar seu voto. O tribunal decidiu tornar Castro inelegível por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição em 2022.
O ministro do STF disse que o relatório irá “elucidar” as questões que o tribunal tem neste momento em relação ao caso. O ministro Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes concordaram com Dino em adiar o julgamento até a publicação do acórdão.
Edson Fachin, presidente do STF, havia afirmou que não vê problema em adiar o processo para um “momento adequado”.
Relembre o julgamento até o pedido de vista
Após o pedido de vista de Dino, a sessão foi paralisada, mas voltou com o voto antecipado do ministro Nunes Marques. Apesar de ter concordado em adiar a votação, o ministro decidiu votar e acompanhou o relator Luiz Fux, votando contra a eleição direta. “Não me parece razoável supor que, em um intervalo de poucos meses, às vesperas da eleição geral de outubro, se promova eleição suplementar para os cargos de governador e vice-governador”, argumentou.
A ministra Cármem Lúcia decidiu também antecipar seu voto, já que “o ministro Nunes Marques antecipou”, e também votou contra a eleição direta. “Acompanho o relator do caso, ministro Luiz Fux, e voto contra a eleição direta”.
No dia anterior, o ministro Cristiano Zanin votou a favor das eleições diretas. Já Luiz Fux votou contra e considera que a Assembleia deverá eleger seu novo presidente.
Fux completou que, uma vez eleito pelos votos dos deputados estaduais, ele será governador interino até que eleitos os novos ocupantes do cargo. “Seria inconcebível que em um espaço de menos de seis meses a população fluminense fosse convocada para duas eleições, com enorme custo financeiro para Justiça Eleitoral”, argumentou.
Fux defendeu ainda que o STF não pode reavaliar fatos já analisados pela Justiça Eleitoral nem presumir fraude na renúncia do governador sem via processual adequada.
*Com informações da Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

Operário x Fluminense: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Operário e Fluminense se enfrentam nesta quinta-feira (23), às 21h30, no Germano Krüger, em Ponta Grossa, em partida válida pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil.
O Fluminense entra na Copa do Brasil, já na quinta fase, junto com os outros times da Série A do Brasileiro. Já o Operário entrou na segunda fase.
O Operário vem de derrota para o Vila Nova, o resultado quebrou uma série de 19 jogos invictos do time. Em casa, o alvinegro ainda não perdeu em 2026, com cinco vitórias e seis empates. Já o Fluminense se recuperou após sequência de derrotas em quatro jogos ao bater o Santos no último domingo (19), por 3 a 2.

Onde assistir Palmeiras x Jacuipense ao vivo
Além da Jovem Pan, partida será transmitida ao vivo pelo Amazon Prime (streaming).


Fonte: Jovem Pan

PF pede prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e dono da Choquei

A Polícia Federal (PF) solicitou nesta quinta-feira (23) a prisão preventiva do MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, de Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e de outros investigados por envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
O pedido foi feito após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus aos alvos da operação. A decisão do STJ aponta a existência de “flagrante ilegalidade” na determinação da Quinta Vara Federal Criminal de Santos, que havia decretado a prisão temporária do cantor e os outros envolvidos.
Segundo o ministro Messod Azulay Neto, relator do caso no STJ, a própria Polícia Federal pediu a prisão por apenas cinco dias. Por isso, ele entendeu que a medida deveria se limitar a esse prazo e concedeu o habeas corpus. Outros 33 alvos presos na operação também podem ser contemplados pela decisão.
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de participação em um esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 1,6 bilhão.

Alvos da Operação Narco Fluxo
Os investigados haviam sido presos temporariamente no último dia 15, durante a Operação Narco Fluxo da Polícia Federal. Segundo a PF, o grupo utilizava mecanismos de ocultação e dissimulação de recursos, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptomoedas.
Mais cedo, o escritório Cassimiro & Galhardo Advogados, que representa MC Ryan, confirmou em nota a determinação do ministro. “A consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária”, diz o comunicado.
A defesa de Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, afirmou à Jovem Pan que a decisão do STJ evidencia a ilegalidade da prisão e reforça que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso das investigações. Os advogados acrescentam que Raphael seguirá colaborando integralmente com as autoridades competentes.
A Jovem Pan tenta contato com a defesa dos outros envolvidos diante do pedido do novo pedido de prisão preventiva. O espaço está aberto para manifestação.


Fonte: Jovem Pan

Gilmar Mendes morde isca e impulsiona estratégia eleitoral de Zema ao rebater críticas contra o STF

Gilmar Mendes morde isca e impulsiona estratégia eleitoral de Zema ao rebater críticas contra o STF
A reação do ministro Gilmar Mendes às declarações do governador Romeu Zema acabou tendo um efeito colateral no cenário eleitoral de 2026. Ao defender o Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro terminou atuando como peça indireta da estratégia de comunicação do governador mineiro para as eleições de 2026.
A leitura é que, ao reagir de forma dura, Gilmar reforçou a estratégia de Zema de se posicionar como alvo do sistema — um ativo político relevante no atual cenário, já que ele tem cerca de 3% das intenções de votos.
O ponto central está na forma como o embate foi conduzido. Ao criticar o modo de falar de Zema, dizendo que ele fala algo próximo do português, Gilmar abriu espaço para um tipo de narrativa que costuma gerar identificação com o eleitorado mais amplo. A leitura é que esse tipo de reação reforça a imagem de um político que se posiciona contra o sistema e se conecta com o cidadão comum.
Críticas à forma de expressão — especialmente quando associadas à norma culta — tendem a produzir o efeito oposto ao pretendido.
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A lógica é conhecida na política brasileira. Quando figuras públicas são alvo de deboche por sua linguagem ou a maneira com a qual falam, isso frequentemente amplia a identificação com parcelas do eleitorado que não se veem representadas em padrões formais de comunicação.
Esse fenômeno já foi observado em outros momentos. A crítica à forma de falar de lideranças políticas, em vez de enfraquecê-las, pode reforçar a percepção de proximidade com o eleitor comum.
No caso de Lula (PT), críticas recorrentes à forma como se expressa — como o uso de construções consideradas fora da norma padrão — foram, ao longo dos anos, interpretadas por parte do eleitorado como sinal de autenticidade e proximidade.
Situação semelhante ocorreu com Jair Bolsonaro (PL). Quando foi alvo de deboche ao tentar falar inglês em público, o episódio acabou gerando identificação com eleitores que também não dominam o idioma.
A avaliação é que esse movimento não é casual. Há uma estratégia em curso para posicionar Zema como um representante do “cidadão comum” e contra o sistema.
Essa linha de comunicação vem sendo estruturada para explorar o sentimento de distanciamento entre parte da população e o sistema político e institucional.
Nesse contexto, a reação de Gilmar Mendes teria ampliado a visibilidade dessa narrativa — e, mais do que isso, ajudado a validá-la.
O episódio também evidencia uma mudança no ambiente político. Temas relacionados ao STF passaram a ocupar espaço relevante no debate eleitoral, algo que não era comum em ciclos anteriores.
Ministros da Corte, tradicionalmente associados à defesa institucional, agora se veem inseridos em disputas que têm impacto direto na dinâmica política.
A avaliação é que Gilmar, ao não ajustar o tom a esse novo cenário, o Supremo acaba permanecendo no centro das críticas — e, em alguns casos, contribuindo para ampliar esse foco.
Gilmar Mendes
Antonio Augusto/STF
Mudança de chave política
Houve uma mudança de chave no país. O embate com o Supremo, antes pouco relevante eleitoralmente, passou a ser explorado como ativo político.
Nesse ambiente, cada declaração institucional pode ter repercussão direta na disputa eleitoral.
Ao entrar nesse debate, mesmo com o objetivo de defender a Corte, Gilmar Mendes acabou reforçando uma estratégia que beneficia Zema.
A campanha de Zema aposta na linguagem simples, comunicação direta e posicionamento contra instituições vistas como distantes da população.
Nesse contexto, cada reação do Supremo — especialmente quando ganha tom político — ajuda a alimentar essa narrativa.
Efeito nas redes e nas pesquisas
Outro ponto observado é o impacto digital. A estratégia associada a Zema tem gerado crescimento acelerado nas redes sociais, com aumento expressivo de seguidores.
Esse movimento é interpretado como parte de uma campanha estruturada, baseada na contraposição entre linguagem simples e discurso institucional.
No cenário eleitoral, isso ganha ainda mais relevância. Zema, que aparecia com desempenho abaixo do esperado nas pesquisas, passa a ganhar tração ao ocupar esse espaço de confronto.


Fonte:

g1 > Política

Fim da escala 6×1: Motta diz que vai instalar na próxima semana comissão que analisará proposta de redução de jornada

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (23) que vai instalar na próxima semana a comissão especial que vai analisar a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. Um deputado ainda vai ser designado como relator na comissão especial.
Nesta quarta-feira (22), o texto recebeu o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para poder avançar na Câmara. Caberá à comissão especial fazer eventuais modificações no conteúdo da Proposta de Emenda à Constituição.
Na CCJ, o relatório do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA) se limitou a analisar a compatibilidade do tema com a Constituição – a chamada admissibilidade. Azi elaborou relatório sobre dois textos apresentados por parlamentares de esquerda:
um proposto pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) no ano passado, que prevê a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana, com prazo de 360 dias para entrada em vigor da nova regra;
a segunda PEC é de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e foi apresentada em 2019. O texto reduz a jornada de trabalho a 36 horas semanais, com prazo de 10 anos para entrada da norma em vigor.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
🔎Paralelamente, o governo Lula apresentou um projeto de lei na terça-feira (14) — instrumento diferente de uma PEC e que não altera a Constituição, que prevê a redução do limite de jornada de trabalho semanal para 40 horas e reduz a escala de 6 para 5 dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado.
🔎Atualmente, a jornada semanal máxima de trabalho é de 44 horas.
Motta tem dito que o melhor caminho para tratar da escala 6×1 é por meio de PEC, porque, na avaliação dele, isso dará maior segurança jurídica para a matéria.
O presidente da Câmara também tem afirmado que o plenário da Câmara deve votar o tema em maio.
Recomendações do relator
Embora a análise da CCJ não avance sobre o mérito da PEC, Paulo Azi faz recomendações no relatório que apresentou nesta quarta.
O parlamentar sugere, por exemplo, a discussão sobre uma regra de transição, progressiva, para a entrada das novas regras em vigor e adaptação do setor produtivo.
“O comparativo internacional evidencia que diversas reformas (como no Chile, na Colômbia e no México) foram implementadas de forma gradual, com exemplos de redução de jornada implementada em duas etapas, com prazo diferenciado conforme o porte da empresa, bem como de adoção de cronogramas escalonados com reduções anuais sucessivas”, afirmou Paulo Azi.
“Portanto, deverá ser avaliada com rigor, nos debates subsequentes, a necessidade de incorporar ao texto aprovado um regime de transição que compatibilize a efetividade da reforma com a capacidade de absorção dos distintos setores econômicos”, acrescentou o relator.
O deputado do União Brasil diz ainda que a reestruturação da jornada de trabalho “possui potenciais impactos que extrapolam a esfera trabalhista, alcançando o financiamento da Seguridade Social”, ou seja, impactos na Previdência Social.
Paulo Azi também propõe uma compensação para as empresas, com a redução de tributos, especialmente sobre a folha de pagamentos, considerando a possibilidade de elevação de gastos com pessoal caso a redução de jornada entre em vigor.
“Uma possibilidade para mitigar estes riscos da redução da jornada é fazer compensações fiscais, ou seja, reduzir tributos, especialmente sobre a folha, para os agentes que reduzirem sua jornada, o que foi seguido por alguns países europeus”, destacou o relator.
“Sugerimos fortemente que a Comissão Especial a ser constituída investigue cuidadosamente as medidas de compensação fiscal realizadas na Europa, de forma a avaliar possíveis adaptações para o contexto brasileiro”, emendou o parlamentar.
🔎Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que uma redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, por exemplo, pode elevar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia. Isso equivale a um acréscimo de até 7% na folha de pagamentos, diz a entidade.
Um estudo de fevereiro deste ano do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que o fim da escala 6×1 aumentará em 7,84% o custo médio do trabalho celetista, no caso de uma jornada de 40 horas semanais.
Na indústria e no comércio, o efeito estimado é inferior a 1% do custo operacional total, segundo a pesquisa.
O governo estima que 37,2 milhões de trabalhadores no Brasil têm jornadas acima de 40 horas semanais, ou seja, 74% dos profissionais com carteira assinada. E que, em 2024, o Brasil registrou 500 mil afastamentos por doenças psicossociais relacionadas ao trabalho — o que gera gastos para a Previdência.
Próximos passos
O deputado Paulo Azi, relator da PEC da Escala 6×1 na CCJ da Câmara
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Paulo Azi afirma que, se o texto for aprovado por Câmara e Senado e, posteriormente, promulgado pelo Congresso, será instituída a escala 4×3, com redução da jornada de 44 para 36 horas.
Se aprovado na Comissão Especial, o tema terá de passar pelo plenário da Câmara antes de seguir ao Senado. Para a entrada em vigor, o fim da escala 6×1 também precisará do aval de senadores. Só assim, a norma poderá ser promulgada.
Setor produtivo vê impacto sobre vagas
Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas.
Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.


Fonte:

g1 > Política