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Alckmin acredita que encontro entre Lula e Trump será oportunidade para esclarecer funcionamento do Pix

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, acredita que o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump será uma oportunidade para esclarecer o funcionamento do Pix e buscar um “bom entendimento”, ressaltando que o Brasil não é um problema para os Estados Unidos, visto que os americanos possuem superávit comercial com o país.
O vice-presidente falou sobre o assunto durante entrevista ao Estúdio i nesta terça-feira (5). O presidente brasileiro viajará para os Estados Unidos na próxima quarta-feira (6) e se encontrará com o presidente americano.
Novo Desenrola
O vice-presidente também falou sobre o Novo Desenrola, lançado na última segunda-feira (4). Ele é o segundo programa de renegociação de dívidas lançado neste terceiro mandato do presidente Lula.
“Você pode utilizar até 20% do que estiver depositado no FGTS e tudo tem controle. Impossível alguém pegar os 20% do Fundo de Garantia e não pagar a dívida, porque ele não vai pôr a mão no dinheiro. O dinheiro sai do FGTS para o banco que vai abater a dívida. É um conjunto de medidas que eu diria de justiça fiscal”, disse o vice-presidente.
Chamado de Desenrola 2.0, a proposta é uma iniciativa do governo federal, com duração de 90 dias, voltada à renegociação de dívidas em atraso. Os principais pontos são: possibilidade de descontos sobre o valor da dívida; definição de limites para os juros nas renegociações e incentivo à troca de dívidas mais caras por opções com custos menores.
Poderão participar do programa todas as pessoas com dívidas atrasadas em pelo menos 90 dias, estudantes com parcelas do Fies atrasadas, micro e pequenas empresas, aposentados e pensionistas.
A expectativa da equipe econômica é que até R$ 58 bilhões em débitos sejam renegociados, incluindo dívidas antigas e recentes.
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Fonte:

g1 > Política

Sessão destaca importância da indústria automotiva para a economia

Parlamentares e convidados destacaram a importância da indústria automotiva para o desenvolvimento industrial e econômico do Brasil durante sessão solene promovida pelo Congresso Nacional nesta terça-feira (5).
A homenagem foi solicitada pelo senador Eduardo Gomes (PL-TO) e pelo deputado federal Átila Lira (PP-PI) em comemoração aos 70 anos da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
A solenidade foi presidida pelo senador Chico Rodrigues (PSB-RR). Segundo ele, a trajetória da indústria automotiva nacional reflete a “própria trajetória da industrialização, da inovação e do desenvolvimento econômico do país”.
— A indústria automotiva se tornou um dos pilares da economia brasileira, representando aproximadamente 20% do PIB industrial brasileiro e cerca de 5% do PIB total. […] Hoje, produzindo entre 2,3 e 2,5 milhões de veículos por ano, o Brasil figura entre os dez maiores produtores mundiais de veículos, representando 60% a 70% de toda a produção da América Latina — declarou Rodrigues.
Átila Lira ressaltou que a indústria automotiva vai muito além da fabricação de veículos. Ele disse que se trata de um ecossistema complexo, que integra tecnologia, engenharia, serviços e uma extensa cadeia produtiva.
— O setor hoje é responsável por empregar direta e indiretamente mais de 1,3 milhão de brasileiros, homens e mulheres, que diariamente contribuem para movimentar a nossa economia e fortalecer nossa base industrial — afirmou o deputado.
Anfavea
Durante a sessão, os participantes apontaram o papel central da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores para o desenvolvimento da indústria automobilística do país. Eles reiteraram que a entidade contribui com conhecimento técnico e ajuda a construir soluções para os desafios do setor.
Presidente da Anfavea, Igor Calvet lembrou que a entidade surgiu em 1956, quando o Brasil começava a estruturar a indústria nacional com o objetivo de reduzir a dependência externa. Hoje, segundo ele, a indústria automotiva brasileira é uma das maiores do mundo, com 53 fábricas em território nacional.
Para Igor, o Poder Legislativo exerceu papel fundamental para o setor por meio da elaboração de leis, da defesa de regras e da discussão de políticas públicas. Isso é fundamental, explicou ele, porque uma indústria não se constitui apenas com investimentos, mas também com bom ambiente institucional, regras claras e muito diálogo.
— Nosso país construiu uma cadeia produtiva completa, formou mão de obra especializada, desenvolveu tecnologia e criou soluções próprias. Quando o mundo enfrentou a crise do petróleo, o país formulou o Proálcool [Programa Nacional do Álcool]. Depois, anos mais tarde, avançou com os biocombustíveis e criou a tecnologia flex, que carimbou o nosso lugar na vanguarda da transição energética. Isso mostra algo importante: quando há coordenação entre setor produtivo e poder público, o país avança e muito rápido — reforçou ele.
O primeiro vice-presidente da Anfavea, Marcus Vinícius Aguiar, observou que a entidade não apenas acompanhou, mas também frequentemente liderou transformações estruturais no setor: a consolidação do parque industrial, o avanço tecnológico, o fortalecimento da cadeia produtiva, a geração de milhões de empregos e a inserção do Brasil no cenário global.
Futuro e sustentabilidade
Ao discutir o futuro do setor e a questão da sustentabilidade, os participantes da sessão apontaram as transformações que já acontecem no setor e os desafios a serem superados, como a transição energética e a eletrificação (a migração para os carros elétricos).
Eles observaram que o Brasil conta com experiência acumulada e capacidade de inovação, além de ter condições de se posicionar como protagonista em um contexto de eficiência energética e uso de tecnologias limpas.
— Temos uma indústria estabelecida, temos conhecimento em biocombustíveis na matriz energética limpa e, sobretudo, temos a nossa gente: gente que trabalha, gente que produz, gente que inova, gente que transforma — disse Igor Calvet.
Os convidados também argumentaram que a continuidade e o fortalecimento da indústria automotiva exigem diálogo permanente entre o setor público e o setor privado, com o aperfeiçoamento de políticas públicas e a criação de condições para que o país continue a ser competitivo (como estabilidade e previsibilidade).
Também participaram da solenidade: Arcélio Alceu dos Santos Junior, presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave); Cláudio Sahad, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças); e o deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR).


Fonte: Senado Federal

Brasil registra um feminicídio a cada 5 horas e 25 minutos no 1º trimestre

Protesto contra feminicídios reúne mulheres na Avenida Paulista
Tuane Fernandes/Reuters
Uma mulher foi vítima de feminicídio no Brasil a cada 5 horas e 25 minutos no primeiro trimestre de 2026. De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o país registrou 399 vítimas de feminicídio entre os meses de janeiro e março.
Considerando o monitoramento realizado desde 2015, o ano de 2026 é o mais letal para as mulheres no recorte do primeiro trimestre.
O volume de casos no primeiro trimestre desse ano apresenta uma alta de 7,55% em comparação ao mesmo período de 2025. Em uma década, o número de vítimas no início do ano saltou de 125 em 2015 para as atuais 399, superando inclusive os picos registrados em 2022 (372 vítimas) e 2024 (384 vítimas).
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No ano passado, o número de feminicídios bateu recorde no Brasil: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro registrados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O total supera os 1.464 registros de 2024, a maior marca até então.
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Foram 399 vítimas de feminicídio no primeiro trimestre de 2026; 7,5% a mais que o mesmo período em 2025
Kayan Albertin – Arte/g1
Os dados são compilados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), com base em informações fornecidas pelos estados, Distrito Federal, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.
Janeiro foi o mês mais violento do primeiro trimestre de 2026 para as mulheres no Brasil, com 142 vítimas de feminicídio registradas. Fevereiro teve 123 casos e novo aumento em março (134).
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O estado de São Paulo concentra o maior número absoluto de feminicídios no país nos primeiros três meses de 2026, totalizando 86 vítimas, seguido por Minas Gerais, com 42 ocorrências, Paraná (33), Bahia (25) e Rio Grande do Sul (24),
Apenas dois estados não registraram feminicídios no período: Acre e Roraima.
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Os dados também permitem verificar a variação percentual por estado, ou seja, o crescimento ou queda na quantidade de feminicídios. Embora tenha menos vítimas que São Paulo ou Minas Gerais, é o estado do Amapá que teve maior crescimento proporcional, comparando os primeiros trimestres: em 2026, foram 7 casos, ante 2 casos de 2025 (aumento de 250%).
Vítimas de feminicídio no primeiro trimestre de 2026 por UF
Kayan Albertin – Arte/g1


Fonte:

g1 > Política

MP do Novo Desenrola prevê descontos de até 90% nas dívidas

Pessoas com renda mensal de até R$ 8.105 poderão refinanciar dívidas de até R$ 15 mil por banco com taxa de juros máxima de 1,99% ao mês. É o que determina o Novo Desenrola Brasil, criado na segunda-feira (4) por meio da Medida Provisória (MP) 1.355/2026, assinada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O texto foi publicado no mesmo dia no Diário Oficial da União.
A MP, já em vigor, também contém regras específicas para aliviar dívidas de pequenas e microempresas, alcançando ainda os endividados com o Fies, o Fundo de Financiamento Estudantil. O Congresso Nacional terá no máximo 120 dias para analisar a medida provisória, o que a tornará definitiva.
Quais os tipos de dívidas?
O programa atinge as dívidas relativas a empréstimos feitos até 31 de janeiro de 2026, com parcelas atrasadas entre 91 e 720 dias. Essas dívidas devem ser pessoais e relativas a:

cartão de crédito parcelado ou rotativo;
cheque especial;
crédito pessoal sem consignação em folha; ou
outros que o Ministério da Fazenda vier a definir. 

Para os estudantes do FIES e pequenos empresários, as regras são outras (leia abaixo).
Como renegociar?
O devedor deverá entrar em contato com o banco com o qual tem a dívida para um novo acordo em até 90 dias, contados de segunda-feira (4). 
Se o banco participar do Novo Desenrola, deverá aplicar descontos mínimos à dívida, em porcentagem a ser definida pelo Ministério da Fazenda. O governo federal afirma que serão entre 30% e 90%, a depender do tipo de crédito e do tempo de atraso.
Formas de pagamento
O devedor poderá quitar com pagamento à vista, inclusive com valor resgatado do FGTS. O limite do saque ao FGTS será de R$ 1 mil ou 20% do saldo (o que for maior). Quem optar por retirar do saque-aniversário ficará proibido de resgatar novos valores até recompor a conta. 
Outra opção será parcelar a dívida por meio de novo empréstimo na instituição financeira, desde que não ultrapasse R$ 15 mil por banco. Neste caso, a nova dívida terá taxas de juros reduzidas.

Condição de refinanciamento

Limite

Taxa de juros máxima

1,99% ao mês

Valor máximo por beneficiário, por banco
R$ 15 mil

Prazo de pagamento
Entre 12 e 48 meses

Parcela mínima mensal
R$ 50

Nome limpo
Caso a dívida seja de até R$ 100, a instituição financeira que participar do Novo Desenrola será obrigada a retirar a inadimplência do cliente de birôs de crédito, independentemente do pagamento ou de acordo com o devedor. Birôs de crédito são empresas que reúnem dados sobre o histórico financeiro das pessoas. 
Proibição de apostas
Para ser beneficiado, o devedor deverá concordar com o bloqueio do seu CPF em sites de apostas online, as chamadas bets, pelo prazo de 12 meses.
Já os bancos deverão retirar o devedor dos cadastros de inadimplentes imediatamente após o pagamento da primeira parcela da nova operação. 
Fies
Os estudantes endividados com o Fies com pagamentos vencidos até 4 de maio de 2026 deverão entrar em contato com o banco público que intermediou o financiamento. As condições mais vantajosas variam conforme o tempo de atraso:

FIES: Situação de devedor

Perfil

Condições

Atraso maior que 90 dias

Todos os devedores

À vista: não paga encargos + desconto de até 12% do principal
Parcelado: não paga multas e juros + paga principal em até 150 meses

Atraso maior que 360 dias
Inscritos no CadÚnico
Desconto de até 99% da dívida

Atraso maior que 360 dias
Demais devedores
Desconto de até 77% da dívida

Pequenas empresas
Microempresas e empresas de pequeno porte poderão refinanciar suas obrigações com crédito do Pronamp, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, em valor que represente até 50% da receita bruta anual. Atualmente, o limite é de 30%. O prazo máximo de pagamento será de 96 meses.
O limite será de 60% para a empresa:

reconhecida com o Selo Emprega + Mulher;
com sócia majoritária ou administradora mulher.

Os microempreendedores individuais (MEI) poderão fazer o mesmo por meio do Programa de Crédito e Financiamento de Dívidas de Microempreendedores Individuais e Microempresas (Procred 360). Nestes casos, os limites de crédito são decididos pelo governo federal. Microempresas também podem utilizar o Procred 360.
Os valores oriundos dos novos empréstimos poderão ser usados em outras atividades da empresa.
Servidores e beneficiários do INSS
os cartões de crédito consignado e cartões consignado de benefícios serão extintos a partir de 2029. A modalidade é utilizada por servidores federais, beneficiários do INSS e por quem recebe Benefício de Prestação Continuada (BPC). 
Até lá, o limite de 10% sobre a renda que podem ser comprometidos com essas modalidades se reduzirá gradualmente. Além disso:

no caso de servidores, aposentados e pensionistas: o limite total de consignados passa a ser 40% da remuneração, em vez dos atuais 45%;
no caso de quem recebe BPC: o limite será de 30% do benefício a partir de 2027. Atualmente, é 35%. 

De onde vem a ajuda?
O Fundo Garantidor de Operações (FGO), fundo privado que paga os bancos no caso de nova inadimplência, será uma das fontes do Novo Desenrola. A União poderá direcionar até R$ 5 bilhões dos cofres públicos para fortalecer o fundo.
Também serão usados recursos financeiros esquecidos em contas bancárias e não reclamados até o final de 2024. Esses recursos não serão mais utilizados para ajudar o governo a alcançar a meta fiscal (que mede a saúde das contas públicas), como ocorria desde 2024.


Fonte: Senado Federal

‘Vácuo de poder’: centro e direita se movimentam com nomes à Prefeitura de SP para 2028

Os partidos de direita e de centro já tem se movimentado pensando na eleição de 2028 em São Paulo. Isso porque, após o segundo mandato do atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), a leitura é que não há nenhum nome na linha de sucessão para o posto.
O atual vice, coronel Mello Araújo (PL), não é encarado como possibilidade nos bastidores. Como já mostrou a coluna, ele é visto como alguém distante politicamente desse plano.
Nesse sentido, alguns nomes passam a circular. Em entrevista ao Direto ao Ponto da Jovem Pan, por exemplo, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, chegou a dizer que já tem um nome escolhido. Ele não deu pista, mas nos bastidores o nome do Secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade de São Paulo, Rodrigo Goulart (PSD), tem circulado. Eleito três vezes vereador e com forte influência entre o empresariado, ele tem sido visto cada vez mais próximo de Kassab e tem o perfil procurado pelo partido: moderado.
Já no gabinete de Ricardo Nunes, circulam nomes como o do secretário de Subprefeituras, Fabrício Cobra, de maneira mais forte; e de Sidney Cruz (MDB), da Habitação. Edson Aparecido (MDB), secretário de Governo, é sempre citado, mas rechaça a ideia nos bastidores. Outro nome ventilado é o do ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando.
Recém filiado ao partido de Nunes, ele foi secretário de Segurança Urbana da gestão atual da Prefeitura de São Paulo, ganhando destaque. Agora, saiu para disputar um cargo na Câmara dos Deputados – mas deve voltar em breve à capital paulista, abrindo esse espaço.
Enquanto isso, a ala mais bolsonarista também faz planos: há a possibilidade do ex-secretário e empresário Felipe Sabará, hoje atuando na pré-campanha de Flávio Bolsonaro, se lançar em 2028. Ele ainda estuda uma possível candidatura a deputado estadual ainda neste ano, de 2026, para ganhar visibilidade. O plano seria uma tentativa via um partido próprio que está sendo criado, chamado Bom Senso. Sabará é, atualmente, sócio de Pablo Marçal, que está inelegível após disputar a Prefeifura de São Paulo em 2024.
Ricardo Nunes e 2030
Como já mostrou a coluna, nem só de 2026 e 2028 vive a política paulista. A eleição estadual de 2030 entrou em pauta recentemente entre os aliados do Palácio dos Bandeirantes e da Prefeitura de São Paulo. Interlocutores dos dois governos têm visto as mudanças recentes como um “jogo casado” entre o governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), para trilhar um caminho em que Nunes seja o sucessor de Tarcísio.
O Secretário de Desenvolvimento da cidade de São Paulo, Rodrigo Goulart, procurou a coluna sobre as especulações e afirmou que não existem conversas nesse sentido. “Nosso foco é fazer a gestão bem feita e pensar nas eleições de 2026. Depois disso se colocarão outros cenários com o prefeito Ricardo Nunes”.
 


Fonte: Jovem Pan

Áudio: Comissão aprova carreira de agentes de trânsito

A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou projeto que institui a Lei Geral dos Agentes de Trânsito. O PL 2.160/2023 unifica normas sobre o regime jurídico da carreira e autoriza o porte de arma de fogo para agentes em serviço externo e ostensivo. O relator, senador Efraim Filho (PL-PB), ressaltou que a medida promove segurança jurídica e reconhece a categoria como carreira típica de Estado, vedando a privatização de suas funções essenciais. O projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).


Fonte: Senado Federal

Fundo que ampla crédito a exportadores vai à Câmara

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou nesta terça (5) um projeto que autoriza a criação de um fundo para ampliar o crédito a empresas exportadoras brasileiras — com financiamento para capital de giro, compra de máquinas e investimentos produtivos.
Como o projeto de lei (PL 5.961/2025) foi aprovado pela comissão em decisão terminativa, o texto segue diretamente para a análise na Câmara dos Deputados.
A proposta cria o Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que poderá apoiar operações de pré e pós-embarque e a modernização produtiva de empresas.
De acordo com o texto, o fundo terá as seguintes fontes de financiamento: Orçamento da União, contratos com entes públicos, retornos de financiamentos e Fundo de Garantia à Exportação (FGE).
Os recursos devem ser aplicados em financiamentos reembolsáveis, com limites para despesas administrativas, exigência de garantias e divulgação anual das operações.
A proposta prevê que a gestão ficará a cargo de um comitê coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, enquanto as operações serão conduzidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que poderá habilitar outros agentes financeiros.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) definirá as condições das operações.
O projeto foi apresentado no final do ano passado pelo então senador Fernando Farias (MDB-AL). Na CAE, a matéria contou com o parecer favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC).
Segundo eles, a iniciativa busca melhorar a competitividade internacional das exportações brasileiras e dar mais previsibilidade ao setor em um cenário de instabilidade.
Parecer: alterações e BNDES
Relator da proposta, Esperidião Amin fez alguns ajustes no texto — como mudanças na organização do comitê gestor e detalhamento das formas de apoio financeiro.
O parecer também incorporou uma emenda do senador Jorge Kajuru (PSB-GO) que permite ao BNDES constituir subsidiárias no Brasil, com ampliação da  sua capacidade de atuação.
Além disso, o parecer propõe um modelo de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. O objetivo seria ampliar a oferta de crédito sem aumentar a exposição fiscal da União e dar mais estabilidade às políticas de apoio às exportações.


Fonte: Senado Federal

Governador interino do RJ dará autonomia total para perícia criminal do estado

Desembargador Ricardo Couto durante coletiva nesta quarta-feira (25).
Reprodução TV Globo
O governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador do TJ-RJ Ricardo Couto, vai dar autonomia total para a perícia criminal, hoje subordinada à Secretaria de Polícia Civil.
O Rio de Janeiro é o único estado do Brasil onde a perícia oficial é dirigida por um delegado de polícia e não por peritos.
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A autonomia já havia sido determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ação conhecida conhecida como ADPF das favelas, mas não foi implementada pelo ex-governador Cláudio Castro (PL).
Com a perícia subordinada à polícia, como é hoje, a produção da prova técnica permanece dentro da mesma estrutura responsável pela investigação, o que gera desconfianças.
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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) recorre a perícias independentes nos casos de grande repercussão. A alegação é de que só uma perícia independente da polícia garante a credibilidade das provas.
O Rio de Janeiro vai seguir o exemplo de outros 20 estados que já têm perícia independente. No Rio, a perícia oficial criminal ficará subordinada à Secretaria de Segurança.
A Associação Brasileira de Criminalística (ABC) comemorou a medida. ” Isso fortalece a produção de provas técnicas, essenciais para investigações e julgamentos mais céleres e precisos. Com autonomia, a perícia será gerida de forma técnica e independente, podendo investir em tecnologia, melhoria de processos, procedimentos e capacitação, aumentando a eficiência e confiabilidade dos laudos”, Marco Secco, presidente da associação.
Além das entidades de classe, a autonomia da perícia foi uma luta histórica de alguns deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), como Carlos Minc (PSB) e Alessandro Molon (Rede). Mas eles nunca tiveram força política suficiente para convencer os governadores a enfrentar a residência dos delegados de polícia.


Fonte:

g1 > Política

Entenda o que muda com lei que aumenta penas para golpes, furto de celular e outros crimes

Aumento de penas para furto de celular e crimes virtuais é sancionado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que endurece penas penas para crimes como furto e roubo de celulares, e reforça punição a crimes virtuais — como golpes na internet e fraudes bancárias.
A lei foca principalmente no dia a dia das pessoas, com punições mais duras a delitos que têm aumentado nos últimos anos. O objetivo é responder a essas situações com maior rigor.
A lei também vem em um momento em que a segurança pública tem sido tratada como prioridade pelo governo, considerando a preocupação dos cidadãos com o avanço do crime organizado e o aumento de fraudes virtuais. O tema será explorado pelos candidatos na eleição de outubro.
Nos centros urbanos, assaltos e furtos têm preocupado os cidadãos. Levantamento do g1 publicado nesta terça-feira (5) aponta que a cidade de São Paulo registrou 963 roubos de alianças no primeiro trimestre deste ano — o equivalente a 11 casos por dia.
No Rio de Janeiro, os roubos de veículos cresceram de forma expressiva em março. Foram 1.446 casos registrados neste ano, contra 801 no mesmo período de 2025 — um aumento de 81% na capital.
Roubo de celulares – imagem de arquivo
Divulgação/PC-AM
A avaliação de juristas, como o advogado criminalista Sérgio dos Anjos, é que a nova lei promove mudanças com foco no cotidiano das pessoas e busca, sobretudo em relação a crimes patrimoniais e digitais.
A legislação cria novos tipos penais, amplia penas e detalha condutas que antes eram enquadradas de modo mais genérico.
Novo tipo de crime para ‘contas de laranjas’
No crime de estelionato a nova lei cria a tipificação específica de “cessão de conta laranja”, com pena de um a cinco anos de reclusão.
O delito é definido como empréstimo gratuito ou com pagamento de conta bancária para a movimentação de recursos destinados à atividade criminosa.
Antes, a conduta era associada ao crime de estelionato. Com a lei, passa a ter previsão autônoma no Código Penal. De acordo com o criminalista Sérgio dos Anjos, a atualização da lei acompanha a mudança no perfil dos crimes no país, cada vez mais ligados ao ambiente digital.
“Antes, essa prática costumava ser enquadrada de forma genérica como estelionato. Agora, passa a ter previsão específica na lei, deixando explícito que ceder conta para esse tipo de operação é crime, com pena prevista. A mudança busca dar mais segurança jurídica e facilitar a punição”, pontua o advogado.
A legislação também endurece as punições para furto de celulares — crime que tem crescido por facilitar outros delitos e fraudes, com o acesso a aplicativos de bancos —, e passa a considerar práticas criminosas mais recentes, como furto de animais domésticos.
Veja os principais pontos:
Fraudes eletrônicas e golpes
Além de tratar das chamadas “contas laranja”, a proposta também cria uma regra específica para punir golpes feitos pela internet ou por meio da clonagem de celulares e computadores. Nesses casos, a pena prevista é de 4 a 8 anos de prisão.
A mesma pena será aplicada quando o golpe envolver o uso de informações fornecidas pela vítima ou por terceiros enganados, por meio de redes sociais, ligações telefônicas, e-mails falsos, clonagem de dispositivos ou outros métodos semelhantes.
O texto também permite que o Ministério Público dê início ao processo, mesmo sem a necessidade de uma manifestação da vítima nesse sentido, nos casos de estelionato.
Prisão em caso de furto
A lei agrava a pena de reclusão em caso de furto, caso o crime seja praticado à noite.
Como era: reclusão de um a quatro anos.
Como ficou: reclusão de um a seis anos. Se o crime for praticado no período noturno, a pena é aumentada pela metade. Antes o aumento era de um terço.
A nova lei eleva a pena de 4 a 8 anos para de 4 a 10 anos no caso de furto cometido por meio de dispositivo eletrônico, com ou sem a violação de mecanismo de segurança ou a utilização de programa malicioso, ou por qualquer outro meio fraudulento.
A norma também aumenta as penas de reclusão – de 2 a 5 anos para 4 a 10 anos – em caso de furtos de:
aparelho de telefonia celular, de computador, notebook ou tablet, ou de qualquer dispositivo eletrônico ou de informática semelhante;
gado e outros animais de produção;
arma de fogo;
substância explosiva ou acessório que possibilitem sua fabricação.
E eleva de 3 a 8 anos para 4 a 10 anos o furto de veículo, se este for transportado a outro estado ou para o exterior.
Pena base de roubo também aumenta
Para o crime de roubo, em que há emprego de violência ou grave ameaça, a pena base também muda.
Como era: reclusão de quatro a dez anos.
Como ficou: prisão de seis a dez anos.
Além disso, pode haver aumento de um terço à metade quando o crime envolver subtração de celulares, computadores, notebooks e tablets ou de arma de fogo.
No caso do latrocínio (roubo seguido de morte da vítima), o condenado poderá ser punido com pena de 24 a 30 anos de prisão. Antes a pena era de 20 a 30 anos.
Comprar item roubado pode render seis anos de detenção
A proposta também aumenta as penas para o crime de receptação, que é quando alguém compra ou recebe algo roubado.
Nesse caso, a punição passa de 1 a 4 anos para 2 a 6 anos de prisão.
Quando a receptação envolver animais de produção, a pena sobe de 2 a 5 anos para 3 a 8 anos de prisão. A mesma punição vale para quem comprar ou vender animais de estimação de origem ilegal.


Fonte:

g1 > Política