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Marco Rubio diz que Brasil não integra grupo de aliados dos EUA

Marco Rubio colocou o Brasil no grupo dos países que não integram o atual bloco de aliados estratégicos de Washington no Hemisfério Ocidental, ao lado de Cuba, Venezuela e Nicarágua. A fala ocorreu nesta terça-feira (2), durante uma audiência no Congresso americano.
Ao defender que a América Latina vive hoje um momento de aproximação com os Estados Unidos, Rubio afirmou que a região está “cheia de aliados” e de governos amigáveis aos interesses americanos. Em seguida, porém, fez uma lista de exceções – e incluiu o Brasil entre elas.
“Com exceção da Nicarágua, com exceção de Cuba, obviamente com exceção da Venezuela (…), e claro, do Brasil, embora eles estejam no meio de um ciclo eleitoral (…), de modo geral agora é uma região cheia de aliados dos Estados Unidos, líderes amigáveis aos EUA e uma direção favorável à América.”
A declaração chama atenção porque coloca o Brasil na mesma relação de países frequentemente criticados por Washington por seu distanciamento político dos Estados Unidos. Embora Rubio tenha citado o atual ciclo eleitoral brasileiro como um fator de contexto, a mensagem transmitida foi clara: o governo brasileiro não é visto hoje pela principal autoridade diplomática americana como parte do grupo de países alinhados aos interesses estratégicos dos EUA na região.
Recado direto a Brasília
A fala representa um dos posicionamentos mais duros já feitos por um integrante de alto escalão do governo americano em relação ao Brasil desde o início da atual administração brasileira.
Ao elogiar a maioria dos governos latino-americanos e separar nominalmente Brasil, Cuba, Venezuela e Nicarágua desse grupo, Rubio sinalizou que Washington vê Brasília mais distante de sua agenda regional do que seus principais parceiros continentais.
O secretário também afirmou que os Estados Unidos precisam recuperar espaço na América Latina após duas décadas de “negligência”, período que, segundo ele, permitiu o avanço da influência chinesa no continente. Na visão de Rubio, o fortalecimento de governos alinhados aos EUA é parte fundamental dessa estratégia.
Escalada de atritos
A declaração ocorre em meio a uma sequência de episódios que vêm aumentando a tensão entre Washington e Brasília.
Nos últimos dias, Rubio já havia endurecido o discurso contra o Brasil ao defender medidas relacionadas ao combate ao crime organizado transnacional e ao ampliar críticas à condução de temas considerados estratégicos pelos Estados Unidos.
Agora, ao mencionar o Brasil ao lado de regimes historicamente apontados pelos EUA como problemáticos na região, o secretário eleva o tom do embate diplomático e expõe publicamente o desconforto da Casa Branca com os rumos da relação bilateral.
Sinal político em ano pré-eleitoral
Outro trecho que chamou atenção foi a referência explícita ao processo eleitoral brasileiro.
Ao afirmar que o Brasil está “no meio de um ciclo eleitoral”, Rubio indicou que Washington acompanha de perto o cenário político brasileiro e considera que o resultado das eleições poderá influenciar o futuro da relação entre os dois países.
Na prática, a declaração foi interpretada por observadores em Washington como um recado político raro: os Estados Unidos enxergam hoje o Brasil fora do núcleo de governos considerados plenamente alinhados à estratégia americana para o Hemisfério Ocidental.
“É uma região cheia de aliados dos Estados Unidos”, afirmou Rubio. Brasil, Cuba, Venezuela e Nicarágua ficaram fora dessa lista. Quase simultaneamente, Rubio era alvo do presidente Lula, em um evento em Catalão (GO), inaugurando a nova sede do Instituto Federal Goiano (IF Goiano).
Lula usou um tom bem duro, chamando Rubio de “anti-América Latina” e “inimigo mortal” de Cuba e outros países da região. Ele também repetiu que já tinha reclamado disso diretamente com Trump.
“Ele (Rubio) é anti-América Latina, ele é o inimigo mortal de Cuba, é o inimigo mortal de vários países latino-americanos. Eu já disse ao Trump que ele não gosta do Brasil. Ele não estava na reunião que eu fiz com o Trump.”


Fonte: Jovem Pan

Em BH, Flávio e Zema brindam com leite e dividem palanque na em feira do setor

A maior feira de pecuária leiteira da América Latina virou palco político nesta terça-feira (2). Na Mega-Leite, em Belo Horizonte, o senador Flávio Bolsonaro encontrou e abraçou dois nomes que também circulam como pré-candidatos à Presidência da República em 2026: o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Uma cena nos bastidores chamou atenção: os dois, ao lado do atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões, brindaram e tomaram leite puro enquanto discutiam a situação econômica do país. O brinde virou foto, e a foto virou símbolo do momento.
O timing do encontro com Zema não passou despercebido. O ex-governador mineiro fez duras críticas a Flávio Bolsonaro no mesmo dia em que o áudio do banqueiro Daniel Vorcaro foi divulgado, gerando ruído na ala bolsonarista. Nesta terça-feira, os dois apareceram lado a lado, sorrindo e alinhados no discurso.


Fonte: Jovem Pan

País de Gales x Gana: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

País de Gales x Gana se enfrentam nesta terça-feira, dia 2, às 15h45, no Cardiff City Stadium, em amistoso internacional em preparação para a Copa do Mundo de 2026. 
Gana está na Copa, no grupo L, e enfrenta o Panamá, a Inglaterra e a Croácia. Já o País de Gales não disputará essa edição da competição.
Onde assistir País de Gales x Gana ao vivo
A partida será transmitida ao vivo pelo SporTV na TV por assinatura e na Ge TV no YouTube, com início da transmissão às 15h45.
 


Fonte: Jovem Pan

ONU aponta probabilidade de 80% para El Niño entre junho e agosto

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) advertiu, nesta terça-feira (2), que há 80% de probabilidade de um episódio de El Niño entre junho e agosto, o que aumenta o risco de fenômenos meteorológicos extremos nos próximos meses.
Em sua atualização mais recente, a OMM prevê um “episódio ao menos moderado, e até forte”, do fenômeno climático de consequências planetárias. “Há 80% de probabilidade de que se instaure um episódio de El Niño entre junho e agosto de 2026”, afirma o comunicado da OMM.
A nota avalia que “as probabilidades de que o episódio prossiga pelo menos até novembro são próximas ou superam 90%”. Os cientistas denominam como El Niño, e sua fase oposta La Niña, uma variação natural do clima que provoca uma mudança acentuada da temperatura das águas do Oceano Pacífico equatorial.
O fenômeno modifica a circulação atmosférica mundial e pode provocar fenômenos extremos em um grande número de regiões. Entre o fim de abril e meados de maio, a temperatura da superfície do mar na parte centro-leste do Pacífico equatorial se aproximou dos limiares que caracterizam o fenômeno, um aumento alimentado por temperaturas “excepcionalmente elevadas” abaixo da superfície, que superaram em mais de 6ºC as médias sazonais, destaca a OMM.
“Temos que nos preparar para um episódio de El Niño potencialmente forte, que vai agravar as secas, aumentar as chuvas intensas e agravar o risco de ondas de calor tanto em terra como nos oceanos”, alertou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, citada no comunicado.

O El Niño é caracterizado por um aumento das temperaturas de superfície no centro e no leste do Pacífico equatorial.
O fenômeno acontece a cada dois a sete anos e tem duração de nove a 12 meses.
O último episódio de El Niño, em 2023 e 2024, transformou estes anos nos dois mais quentes já registrados.
O fenômeno cíclico afeta, por efeito dominó, o clima mundial durante vários meses.

‘Alerta climático urgente’
Para o período junho-julho-agosto, a OMM prevê um conjunto de condições que favorecem “um predomínio de temperaturas acima do normal em quase todas as regiões do planeta”, com um risco adicional de estresse térmico, seca em algumas regiões e fenômenos extremos, como inundações ou secas severas.
A organização lembrou que os centros de previsão regionais indicam precipitações “abaixo do normal” durante a temporada de chuvas de junho a setembro na região do Chifre da África, uma monção menos abundante que a média no sul da Ásia e condições mais quentes e mais secas na América Central.
Durante o verão do hemisfério norte, as águas quentes vinculadas ao El Niño também podem favorecer a formação de furacões no Pacífico central e leste, ao mesmo tempo que limitam seu desenvolvimento no Atlântico, acrescentou a OMM.
“O mundo deve tratar este evento pelo que é: um alerta climático urgente”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em um vídeo. “As condições associadas ao episódio de El Niño vão jogar mais lenha na fogueira de um planeta em aquecimento. As consequências serão sentidas com uma intensidade ainda maior e seu alcance será ainda mais amplo, cruzando fronteiras a uma velocidade devastadora”, acrescentou.
Guterres voltou a pedir o “fim da dependência dos combustíveis fósseis”. Celeste Saulo afirmou que 128 países já contam com sistemas de alerta precoce multirrisco. O objetivo da ONU é que estejam implementados em todos os países até o final de 2027.
A chefe da OMM destacou que o El Niño terá “efeitos em cascata”, com possíveis consequências para o comércio mundial. Os efeitos vão “desde a variabilidade do clima até a economia e a segurança das populações. Por isso, esta informação é tão pertinente e tão importante”, declarou em uma entrevista coletiva em Genebra.


Fonte: Jovem Pan

Debate alerta para papel estratégico do Brasil na disputa por minerais críticos

A disputa global por minerais críticos e estratégicos e o papel do Brasil nesse cenário foram o centro do debate promovido pela Comissão de Relações Exteriores (CRE) nesta terça-feira (3). Parlamentares, especialistas, diplomata e representantes do setor defenderam a construção de um marco regulatório capaz de ampliar a agregação de valor, fortalecer a industrialização nacional e garantir segurança jurídica para atrair investimentos. A audiência foi conduzida pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), autora do requerimento que deu origem ao debate. 
Os debatedores ressaltaram que minerais como lítio, nióbio, grafita, cobalto e terras-raras se tornaram ativos estratégicos para setores ligados à transição energética, inteligência artificial, indústria de defesa e tecnologias digitais avançadas. 
De acordo com eles, o Brasil reúne condições privilegiadas para ocupar posição de destaque nas cadeias globais de suprimento, por concentrar grandes reservas minerais, incluindo a segunda maior reserva conhecida de terras-raras do mundo.
O tema está atualmente em discussão no Senado por meio de dois projetos de lei que buscam estabelecer diretrizes para o aproveitamento dos minerais críticos e estratégicos. 
As propostas tratam de instrumentos para atrair investimentos, estimular o processamento em território nacional, ampliar a agregação de valor às matérias-primas e definir mecanismos de governança para um setor considerado estratégico para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país. Um deles é o PL 2.780/2024, da Câmara dos Deputados, que chegou recentemente ao Senado. 
Para Tereza Cristina, a Casa precisa avançar na análise da proposta de forma a alinhar a legislação às potencialidades e aos interesses nacionais. 
Ela defendeu um modelo capaz de atrair investimentos sem abrir mão da soberania nacional, ampliar a agregação de valor da cadeia produtiva no país, estimular a industrialização, o desenvolvimento tecnológico e a qualificação da mão de obra brasileira.
A senadora também ressaltou a importância de garantir segurança jurídica e previsibilidade regulatória, sem negligenciar a proteção dos interesses estratégicos do Estado. 
— O verdadeiro desafio consiste em construir instituições, políticas públicas e marcos regulatórios capazes de transformar o potencial em oportunidades concretas para a sociedade brasileira. 
Agregação e processamento 
O secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Mauricio Lyrio, afirmou que os minerais críticos se tornaram instrumentos de poder e citou as disputas entre China e Estados Unidos como exemplo da relevância estratégica do setor.
Segundo ele, diversos países têm adotado legislações específicas para estimular o processamento local desses minerais e ampliar a agregação de valor. Como exemplo, citou a Indonésia, que proibiu a exportação de níquel bruto para atrair investimentos voltados à produção de baterias no país.
Lyrio também mencionou iniciativas semelhantes em países como Estados Unidos, Chile, China e integrantes da União Europeia. Entre as medidas que poderiam inspirar a legislação brasileira, ele apontou incentivos de bancos de desenvolvimento, investimentos obrigatórios em pesquisa local e tributação maior para exportação de minerais brutos ou com baixo valor agregado.
— A Indonésia, a fim de produzir baterias no seu país, proibiu a exportação de níquel e conseguiu atrair investimentos privados, de outras empresas que produzem bateria, ao ponto de poder entrar, hoje, na cadeia de valor na produção de baterias numa posição mais privilegiada. 
Ele ainda citou outros exemplos nessa mesma esteira de legislações para reservar ou estocar minerais críticos para processamento local, como Estados Unidos, Chile, União Europeia e China. Essa última concentra, segundo o embaixador, cerca de 80% de terras-raras no mundo, sendo praticamente a única na produção de chips. 
Entre as medidas que poderiam inspirar a legislação brasileira, ele apontou incentivos de bancos de desenvolvimento, investimentos obrigatórios em pesquisa local e tributação maior para exportação de minerais brutos ou com baixo valor agregado.
Conselho Nacional
O senador Esperidião Amin (PP-SC) relatou na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) o PL 4.443/2025, de autoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Ele declarou ser favorável à criação de uma política de “não exportação da matéria prima”. 
Para Amin, o marco deve deliberar não apenas sobre ações restritivas, mas apresentar medidas que fomentem o processamento, atraiam investimentos e  promovam o desenvolvimento de parques tecnológicos para a produção de itens visando a “uma razoável autosuficência”. 
Ele ainda manifestou preocupação com o fato de a legislação sobre o tema criar o  Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, ligado à Presidência da República, com responsabilidades para coordenar as ações. Amin questionou sobre quem comandaria o conselho, a quem estaria subordinado e como seria a prestação de contas à população. 
— Admitamos a ideia do conselho, tem que ter algum sistema de prestação de contas, não só ao Tribunal de Contas, mas ao Congresso Nacional. 
Atualmente o PL 4.443/2025 tramita na Comissão de Infraestrutura (CI), sob relatoria do senador Wilder Morais (PL-GO). 
Embora tenha reconhecido avanços no projeto aprovado pela Câmara dos Deputados, como a criação de um fundo garantidor, debêntures incentivadas e benefícios fiscais para a cadeia de transformação mineral, a presidente do Conselho de Administração da Associação de Minerais Críticos (AMC), Marisa Cesar, também manifestou preocupação com a criação do Cimce. 
Segundo ela, o setor privado ainda não enxerga clareza sobre os critérios que serão exigidos para o protocolo de projetos de exploração nem sobre futuras regulamentações a serem definidas pelo conselho. Na avaliação de Marisa, a falta de definições mais objetivas pode gerar insegurança jurídica e dificultar investimentos estrangeiros no país.
— Quando falamos desse conselho nós precisaríamos realmente ter uma definição mais clara e específica desde o momento do PL. Porque, por mais que vá existir uma regulamentação, que a princípio vai ser em 90 dias, corremos o risco disso não acontecer e ficarmos à luz de um nível de exposição muito grande pelas incertezas do que virá nessa regulamentação. 
Pesquisa, investimento e integração 
Para o pesquisador do Serviço Geológico do Brasil (SGB) Marcus Flavio Chiarini o Serviço Geológico do Brasil (SGB) precisa de parcerias com a academia, com o setor produtivo e com institutos técnicos para viabilizar o desenvolvimento de pesquisas e a redução de riscos na exploração dos minerais. 
Ele defendeu que os projetos em discussão no Congresso prevejam mais recursos para ampliar a infraestrutura das instituições de pesquisa e desenvolvimento tecnológico e a logística do país para escoar a produção. 
— Cada licença nova, se não for criteriosamente construída, pode repelir o investidor, sobretudo o estrangeiro. A soberania é o cerne dessa política, mas a atratividade econômica é essencial para valorizá-la. Por isso o equilíbrio entre verticalizar a cadeia produtiva e preservar a atratividade deve ser tratada com muito cuidado. Não restringir, e sim incentivar o desenvolvimento de tecnologia nacional e agregação de valor parece um caminho razoável.   
Chiarini ainda sugeriu como aprimoramento dos projetos em discussão um plano robusto de investimento, com o direcionamento de 2% de recursos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cefem) para o Serviço geológico do Brasil. Segundo ele o investimento deve ser usado em mapeamentos geológicos e aerogeofísicos. Atualmente o setor conta com recurso anual de R$ 39 milhões. 
Além disso, o pesquisador defendeu a organização e abertura de dados levantados pelas empresas privadas e entregues à Agência Nacional de Mineração (ANM) para integração e processamento das informações com o objetivo de acelerar, por exemplo, novas descobertas de minerais. 
Capacidade científica do Brasil 
A representante da Sociedade Brasileira de Geologia (SBGEO), Márcia Abrahão Moura, enfatizou que o Brasil possui capacidade científica, pesquisadores e estudos reconhecidos internacionalmente sobre toda a cadeia de exploração, produção, processamento e agregação dos minerais no que se refere a transição energética e inovações tecnológicas. 
Para ela, os projetos em discussão precisam colocar como decisão estratégica o investimento em uma política pública específica de desenvolvimento tecnológico e científico através das universidades.  
Entre as medidas defendidas por ela, está o investimento federal mínimo obrigatório de 0,5%, em seis anos, em pesquisa e desenvolvimento, sem passar por contigenciamento. Além de maior investimento em formação de especialistas e a vinculação da política à Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. 


Fonte: Senado Federal

Áudio: CHD aprova sustar norma sobre aborto em criança vítima de estupro

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta terça-feira (2) o cancelamento da Resolução nº 258 de 2024, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), que estabelece diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual (PDL 3/2025). A resolução determina o acesso à interrupção legal da gravidez nos casos de estupro, além de procedimentos de encaminhamento das vítimas às autoridades.
A relatora do PDL, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), afirmou que parte do conteúdo extrapola as atribuições do Conanda e trata de matérias que deveriam ser disciplinadas pelo Congresso Nacional. Texto segue para a análise do Plenário.


Fonte: Senado Federal

Conheça o CT milionário do Brasil na Copa do Mundo

A Seleção Brasileira de futebol fará seus treinamentos para a Copa do Mundo FIFA no Columbia Park, também conhecido como RWJBarnabas Health Red Bulls Performance Center, pertencente ao New York Red Bulls, no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos. O complexo tem 32 hectares e foi construído com investimento superior a 100 milhões de dólares.
De acordo com a Red Bull, o Columbia Park é o centro de treinamento mais inovador da América do Norte, reunindo estruturas de última geração e campos abertos com câmeras multiângulo que monitoram cada passo dos jogadores para análise do desenvolvimento dos atletas.
Entre todas as bases oferecidas pela FIFA, Columbia Park foi a que recebeu mais pedidos das seleções que disputarão a Copa, mas foi cedida à equipe do técnico Carlo Ancelotti a pedido da CBF.
O complexo se destaca por instalações de última geração, áreas de treinamento modernas, academias de ginástica, vestiários e escritórios administrativos, para proporcionar um ambiente de alto nível para o treinamento de futebol de elite.
O Centro de treinamento tem um total de oito campos de grama, incluindo cinco aquecidos e um de grama sintética, além de piscinas de imersão quente e fria e sauna.
Vista aérea do Centro de Treinamento do Red Bull New York
Localização
Conforme o coordenador geral de seleções masculinas da CBF, Rodrigo Caetano, a escolha do local começou assim que o Brasil confirmou sua classificação. “Creio que fizemos a melhor escolha dentro das nossas avaliações. Desde quando asseguramos a classificação, tomamos todos os cuidados para encontrar um lugar que pudesse oferecer a estrutura necessária de treinamento, com privacidade, modernidade e conforto. Após o sorteio que definiu as chaves e os locais dos jogos, intensificamos nossa busca e encontramos no CT do RB New York o cenário perfeito que pudesse receber a Seleção.”
Outro ponto analisado pela CBF para escolha do CT do New York Red Bulls foi a facilidade de deslocamento para estádios e o hotel The Ridge, em Basking Ridge, onde o elenco brasileiro fica hospedado. A seleção chegou na manhã desta terça-feira a Nova Jersey e deve fazer seu primeiro treino no CT ainda no mesmo dia.
“Analisamos vários aspectos. O objetivo principal era buscar melhor qualidade de gramados, hotéis, facilidades de logística, a menor diferença possível de fuso e outros fatores que poderiam influenciar positivamente no desempenho da Seleção. Encontramos na região as melhores condições em todos esses itens, e isso pode fazer a diferença numa competição que é extremamente complicada diante da grandeza do evento”, destacou Cícero Souza, gerente geral de seleções masculinas da CBF.
O tempo de deslocamento entre o centro de treinamento Columbia Park e o estádio de Nova York, onde o Brasil fará a sua estreia contra Marrocos no sábado (13), é de aproximadamente 30 minutos. Entre o hotel e o complexo leva em média 15 minutos.
Detalhes do CT

Prédio principal com aproximadamente 8.200 m²
Academia profissional de última geração  de aproximadamente 430 m²
8 campos de grama, sendo cinco aquecidos e um sintético
Vestiário do time principal com áreas de hidroterapia, incluindo piscinas de imersão quente/fria, piscina de tratamento/fisioterapia com temperatura controlada e sauna
Todo o centro coberto por Wi-Fi de alta velocidade para coleta de dados de desempenho dos jogadores
Sistemas de rastreamento de desempenho, incluindo as plataformas Kinexon (desempenho do jogador) e GameOn (análise de vídeo)
Cozinha completa e refeitório
Cozinha demonstrativa para chef e nutricionista oferecerem treinamento em preparação de refeições

Piscina do RWJBarnabas Health Red Bulls Performance Center


Fonte: Jovem Pan

Filhos do Bolsonaro são traidores da pátria e piores que ele, afirma Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (2) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família ao comentar a proposta do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de aplicar uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros. “Os filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. ” São traidores. […] O que merecem os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso povo?”, afirmou.
Lula afirmou que Flávio tentou negar apoio à nova taxação contra o Brasil, mas relembrou declarações públicas feitas por ele e sua família após o tarifaço de 2025. O presidente citou manifestações dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro em agradecimento a Donald Trump após o anúncio das sanções e disse que outro filho – o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro – também teria elogiado o presidente norte-americano e defendido a aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.
Segundo o petista, as declarações evidenciam apoio da família Bolsonaro às medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o país “Foi lá (pedir) para o Trump: ‘Trump, dá uma porrada no Lula. Dá no Lula, porque o Lula vai ganhar as eleições. Trump, não deixa. Prejudica o Lula.’ Imbecil. Ele não sabe que ele não vai prejudicar o Lula. Ele vai prejudicar é o povo brasileiro”, afirmou o presidente.
A declaração foi dada durante cerimônia de inauguração da nova sede do Campus Catalão do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), obra incluída no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Também participaram do evento os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da República) e Leonardo Barchini (Educação).
A decisão dos EUA detalha investigação sobre temas como pix, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal. As medidas devem entrar em vigor até 15 de julho, após audiência marcada para 6 de julho.
Lula relembrou ainda seu encontro com Trump em 7 de maio, numa reunião de três horas sem a presença do Secretário de Estado Marco Rubio, a quem classificou como contrário à América Latina e ao Brasil.
Segundo o presidente, no encontro, ele entregou quatro documentos ao presidente norte-americano, incluindo um sobre comércio, para argumentar que os EUA não têm déficit com o Brasil e que os principais produtos americanos entram no país sem pagar imposto.
Lula disse ainda que a visita foi bem-sucedida, citou a declaração de Trump sobre haver “química” entre os dois e afirmou que o bolsonarismo reagiu mal ao episódio.
“Eles foram lá. A família foi lá esta semana e foi conversar com o Marco Rubio. Porque aquela fotografia que tiraram… vocês viram? Aquilo era fotografia de campanha. Mas eles foram encontrar o Marco Rubio”, continuou. “E ontem (segunda, dia 1º), eu soube da notícia de que o comércio americano resolveu taxar o Brasil em 25%.”
Lula acusou aliados da família Bolsonaro de buscarem a interferência de um país estrangeiro em decisões brasileiras e afirmou que eles devem ser chamados de “traidores”. O presidente comparou a situação à delação de Tiradentes, durante a Inconfidência Mineira, e questionou o que deveriam merecer aqueles que, segundo ele, pedem intervenção externa no Brasil.


Fonte: Jovem Pan

EUA citam decisão de Toffoli sobre Odebrecht ao propor sobretaxa contra o Brasil

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) publicou um documento em que cita a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de anular provas da Odebrecht, como um dos fatores para classificar as práticas anticorrupção do Brasil como prejudiciais ao comércio norte-americano.
O relatório é parte de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e propõe a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Segundo o governo dos EUA, o Brasil tem falhado em manter um nível sustentável de aplicação de leis contra o suborno e a corrupção. O texto destaca especificamente a decisão de setembro de 2023, que anulou provas obtidas no acordo de leniência da construtora Odebrecht no âmbito da Operação Car Wash (Lava Jato). O relatório afirma que essa medida levou à anulação de mais de cem casos no país e gerou incerteza jurídica para entidades econômicas.
Além das questões judiciais, o documento menciona que o Brasil retrocedeu em normas globais de transparência. É citado o fato de que, em 2024 e 2025, o país obteve pontuações baixas no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional. Para os investigadores americanos, a falta de punição permite que empresas locais operem com vantagens indevidas, prejudicando companhias dos EUA que estão sujeitas a legislações rigorosas contra práticas de corrupção no exterior.
A investigação do USTR também abrange outras áreas, como barreiras ao mercado de etanol, proteção de propriedade intelectual, desmatamento ilegal e políticas de pagamentos eletrônicos que favoreceriam o sistema Pix em detrimento de empresas americanas.
Como resposta a essas práticas, o Representante Comercial dos Estados Unidos propõe a imposição de tarifas adicionais de 25% sobre todos os bens provenientes do Brasil, com exceções para materiais informativos e insumos que não possuam produção nos EUA. O governo americano abriu um período para comentários públicos sobre a medida, que se estenderá até julho, quando será realizada uma audiência pública para discutir a implementação das sobretaxas.


Fonte: Jovem Pan

Carne bovina brasileira escapa da tarifa americana de 25% e setor respira aliviado

O governo americano anunciou nesta terça-feira (02) a aplicação de tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, no âmbito da investigação conduzida com base na Seção 301. O anúncio provocou reação imediata no mercado e acendeu o alerta no setor produtivo brasileiro. Mas um detalhe mudou o tom das conversas nos bastidores do agronegócio: a carne bovina foi excluída da lista.
Fontes do setor ligadas à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, a ABIEC, têm dito de forma reservada que a exclusão é uma vitória relevante e elimina, por ora, o risco de perda imediata de competitividade da proteína brasileira no mercado americano. A leitura é que os Estados Unidos reconheceram a dependência do próprio mercado doméstico das importações brasileiras, num momento em que o rebanho americano vive redução histórica e os preços da proteína seguem elevados. Sem a carne brasileira, o problema seria dos dois lados.
O alívio, porém, é parceiro da cautela. A proposta ainda passará por consulta pública e pode sofrer ajustes antes da decisão final. Permanecem em vigor as tarifas e mecanismos de quota já aplicáveis às exportações brasileiras, e o cenário comercial entre os dois países segue instável. Nos bastidores, a orientação é de monitoramento contínuo e interlocução com autoridades brasileiras e parceiros estratégicos. O setor escapou desta rodada, mas sabe que o jogo ainda não acabou.


Fonte: Jovem Pan