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Flávio Bolsonaro se encontra com Eduardo Cunha em BH

Eduardo Cunha e Flávio Bolsonaro durante encontro em Belo Horizonte nesta terça-feira (2)
Reprodução/Instagram
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) se encontrou com o ex-deputado federal Eduardo Cunha, nesta terça-feira (2), em Belo Horizonte.
Flávio concedeu uma entrevista à rádio 89 Maravilha, ligada a Cunha, e falou sobre carga tributária, empreendedorismo e programas sociais.
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O ex-parlamentar publicou nas redes sociais um vídeo com o senador para divulgar a conversa e disse que Flávio assumiu “a missão de liderar o campo conservador na disputa de 2026”.
Eduardo Cunha foi deputado federal de 2003 a setembro de 2016, quando teve o mandado cassado na Câmara dos Deputados por quebra de decoro parlamentar. Ele chegou a ser preso no mesmo ano alvo da operação Lava Jato.
Agora no g1
Em 2015, quando era presidente da Casa, Cunha autorizou a abertura do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), que perdeu o mandato em agosto de 2016.
Em 2026, ele anunciou ser pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais.
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Fonte:

g1 > Política

Copa do Mundo: confira a lista de convocados do Uzbequistão

O Uzbequistão divulgou nesta terça-feira (02) a lista dos 26 convocados que vão defender a Seleção na Copa do Mundo. Essa é a primeira vez na história que a equipe vai disputar a competição. A seleção asiática está no grupo K, ao lado de Portugal, Colômbia e Congo. A estreia será contra a Colômbia, no dia 17, no Estádio Azteca, no México.
Confira os convocados:
Goleiros

Otkir Yusupov
Abduvohid Nematov
Botirali Ergashev.

Defensores

Abdukodir Husanov
Hojiakbar Alijonov
Farruh Sayfiyev
Rustam Ashurmatov
Umar Eshmurodov
Sherzod Nasrullayev
Abdulla Abdullayev
Avazbek Olmasaliyev
Jahongir Orozov
Behruz Karimov

Meio-campistas

Akmal Mozgovoy
Otabek Shukurov
Jamshid Iskanderov
Odil Hamrobekov
Jaloliddin Masharipov
Oston O’runov
Dostonbek Hamdamov
Aziz G’aniyev
Abbosbek Fayzullayev
Sherzod Esanov.

Atacantes

Eldor Shomurodov
Igor Sergeyev
Azizbek Omonov


Fonte: Jovem Pan

Estreante na Copa do Mundo, Jordânia apresenta os 26 convocados; veja

A Jordânia, que vai disputar a Copa do Mundo pela primeira vez, divulgou nesta terça-feira (02) a lista dos 26 convocados que vão defender a Seleção no mundial que começa no dia 11 de junho e será disputado em três países: Canadá, Estados Unidos e México.
A equipe do Oriente Médio estreia na competição diante dos austríacos, às 1h (horário de Brasília) do dia 17 de junho, em Dallas. O segundo será contra a Argélia, às 0h (horário de Brasília) do dia 23 de junho, em Santa Clara. A seleção jordaniana encerra a primeira fase diante da Argentina, novamente em Dallas, às 23h do dia 27.

Confira a lista de convocados
Goleiros

Yazeed Abu Laila (Al-Hussein)
Abdullah Al-Fakhouri (Al-Wehdat)
Nour Bani Attiah (Al-Faisaly)

Defensores

Abdallah Nasib (Al-Zawraa)
Saed Al-Rosan ((Al-Hussein)
Yazan Al-Arab (Seul)
Saleem Obaid (Al-Hussein)
Mohammad Abualnadi (Selangor)
Husam Abu Dahab (Al-Salmiya)
Ihsan Haddad (Al-Hussein)
Anas Badawi (Al-Faisaly)
Mohannad Abu Taha (Al-Quwa Al-Jawiya)
Mohammad Abu Hashish (Al-Karma);

Meio-campistas

Nour Al-Rawabdeh (Selangor)
Nizar Al-Rashdan (Qatar SC)
Ibrahim Sadeh (Al-Karma)
Rajaei Ayed ((Al-Hussein)
Amer Jamous (Al-Zawraa)
Mohammad Al-Dawoud (Al-Wehdat)

Atacantes

Mahmoud Al-Mardi (Al-Hussein)
Musa Al-Taamari (Rennes)
Mohammad Abu Zrayq (Raja CA)
Ali Al-Azaizeh (Al-Shabab)
Odeh Fakhouri (Pyramids)
Ibrahim Sabra (Lokomotiva Zagreb)
Ali Olwan (Al-Sailiy

Divulgação / Jordan FA


Fonte: Jovem Pan

Turquia divulga lista dos 26 convocados para Copa do Mundo; leia

A Turquia anunciou nesta terça-feira (02) a lista de convocados para a Copa do Mundo, que começa no dia 11 de junho e será disputada em três países: Canadá, Estados Unidos e México. A Turquia está no Grupo D, com Estados Unidos, Paraguai e Austrália.
A estreia será contra os australianos, em 14 de junho, na cidade de Vancouver.

Confira os convocados da Turquia
Goleiros

Altay Bayindir
Mert Gunok
Ugurcan Çakir

Defensores

Abdulkerim Bardakci
Çağlar Söyüncü
Eren Elmali
Ferdi Kadioglu
Merih Demiral
Mert Muldur
Ozan Kabak
Samet Akaydin
Zeki Celik

Meio-campistas

Hakan Çalhanoglu
Ismail Yuksek
Kaan Ayhan
Orkun Kökçü
Salih Özcan

Atacantes

Arda Güler
Baris Yilmaz
Can Uzun
Deniz Gul
Irfan Kahveci
Kenan Yildiz
Kerem Akturkoglu
Oguz Aydin
Yunus Akgun


Fonte: Jovem Pan

Caiado sobre taxação dos EUA: ‘É inaceitável sermos tributados por irresponsabilidade do PT’

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado, usou sua passagem por Governador Valadares nesta terça-feira (02) para disparar contra o governo Lula e se posicionar sobre as tarifas americanas de 25%. Ao lado do senador Carlos Viana, em agenda com lideranças locais, Caiado foi direto: “Sou 100% contrário a essa deliberação. É inaceitável nós, brasileiros, sermos tributados por uma total irresponsabilidade de um governo do PT.”
Para o ex-governador, a culpa é do governo federal. “Se eu fosse o presidente da República, eu saberia sentar à mesa de negociação, saberia ter um Itamaraty que soubesse fazer as articulações necessárias na área do comércio. Não teríamos isso.”
Caiado aproveitou o palanque para projetar sua candidatura e mandar um recado aos Estados Unidos: “Entendam que o Brasil será outro a partir do dia 25 de outubro. Nós teremos um outro Brasil eleito que saberá ter altivez, dignidade e saberá ter a estatura de um presidente da República para sentar com os países e negociar suas tarifas.”
O discurso foi proferido horas depois de Caiado, Zema e Flávio Bolsonaro dividirem o mesmo palanque na Mega-Leite, em Belo Horizonte, num encontro que ele próprio definiu como “o primeiro encontro dos três presidenciáveis.”


Fonte: Jovem Pan

Flávio irá ao STF contra Lula por crimes de ameaça

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai acionar ainda nesta terça-feira (02), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes de ameaça e incitação ao crime. Segundo o pré-candidato à Presidência, Lula “afirmou que o senador deveria ter o mesmo destino que Tiradentes e ser morto por enforcamento”, diz a nota.
A fala à qual o senador se refere foi dita nesta terça pelo mandatário durante a inauguração de um novo campus do Instituto Federal de Goiás, em Catalão. “Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. São, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. São traidores. Por menos que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado”, disse Lula.
Lula não parou por aí. Em outros momentos do discurso, voltou a atacar o senador diretamente. “Todo covarde é assim. Fala a m… que fala e não tem coragem de assumir. Fica tentando mentir”, disse o presidente. Ele também classificou Flávio de “imbecil” e minimizou o impacto político. “Ele não vai prejudicar o Lula. Vai prejudicar o povo brasileiro”, afirmou Lula.
O discurso do presidente, aliás, contém uma gafe. Joaquim Silvério dos Reis não foi enforcado por delatar os inconfidentes mineiros – e sim recompensado. Quem morreu enforcado na quadra da história a qual Lula se referia foi Joaquim José da Silva Xavier, o próprio Tiradentes.
*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

O caixa que nunca fecha: a lição dos Correios sobre o custo do estatismo

Os números publicados pelos Correios no último fim de semana não surpreendem quem acompanha a deterioração da estatal, mas chocam pela velocidade da queda. Em apenas um trimestre, a empresa acumulou prejuízo de R$ 3,1 bilhões, quase o dobro do registrado no mesmo período de 2025. A receita caiu, as despesas administrativas quase dobraram e os gastos financeiros mais que triplicaram. O patrimônio líquido negativo chegou a R$ 16,2 bilhões. A empresa parece, na prática, insolvente.
Diante desse cenário, o governo anunciou um plano de reestruturação: empréstimo de R$ 12 bilhões de instituições financeiras, programa de demissão voluntária para dez mil funcionários e fechamento de unidades. O dinheiro do contribuinte será usado para reanimar uma empresa que a gestão estatal sistematicamente destruiu. É um ciclo vicioso e repetido: prejuízo, aporte, novo prejuízo.
Um problema estrutural, não conjuntural
Seria conveniente atribuir o colapso dos Correios à pandemia, à ascensão do e-mail, ao crescimento das plataformas privadas de logística ou até mesmo à taxa das blusinhas. Esses fatores existem, mas explicam apenas parte da história. A outra parte está no próprio modelo de empresas estatais. Enquanto operadores privados se adaptaram ao boom do comércio eletrônico e expandiram receitas, os Correios encolheram. A empresa que já ocupava lugar consolidado como líder no mercado, em função da proteção estatal, conseguiu ver sua receita bruta cair num período em que o e-commerce brasileiro não parou de crescer.
“Os Correios são um caso extremo, mas não o único. A gestão privada tem a vantagem de afastar interesses políticos e trazer uma administração profissional. Talvez por isso mesmo não esteja nos planos deste governo”, analisa Elena Landau, economista responsável pelo programa de privatizações nos governos de Fernando Henrique Cardoso, nos anos 1990, hoje conselheira do Livres.
Como Elena explica, a presença estatal em atividades econômicas não apenas distorce o mercado e fomenta a ineficiência, como também cria nichos de captura do poder político e desvia recursos que seriam melhor empregados na promoção de direitos fundamentais, como saúde, educação e segurança pública.
Público não é sinônimo de estatal 
O ponto central do argumento liberal, frequentemente mal compreendido no debate brasileiro, é a distinção entre serviço público e gestão estatal. O Caderno de Políticas Públicas do Livres explicita essa separação: o Estado define metas, indicadores e fiscaliza; a operação pode e deve ser realizada por quem tiver maior capacidade de fazê-lo com eficiência. Privatizar a operação não significa abandonar o papel do governo em serviços públicos. Significa focar em torná-lo melhor.
O Estado pode promover o acesso universal a um serviço sem necessariamente ser o operador, atuando na definição de metas, fiscalizando resultados e regulando a concorrência, enquanto a iniciativa privada executa com maior flexibilidade e eficiência.
Essa lógica se aplica diretamente aos Correios. A obrigação de universalização do serviço, no caso a entrega de correspondências em qualquer município do país, inclusive os mais remotos, é uma política pública legítima. Mas ela pode ser garantida por contrato de concessão com operadores privados, por meio de obrigações de serviço universal impostas por um regulador independente. O que não se justifica é manter uma empresa insolvente, com patrimônio negativo de R$ 16 bilhões, como se fosse a única resposta possível para essa política.
A lógica de um programa amplo de privatização
O artigo 173 da Constituição estabelece a presença do Estado na economia como exceção, apenas em casos de imperativo à segurança nacional e interesse público bem definido por lei. Segundo essa lógica jurídica, todas as empresas estatais deveriam ser incluídas imediatamente em um programa amplo de privatizações para um exame criterioso conforme critérios objetivos:

Os monopólios constitucionais devem ser submetidos à reexame obrigatório de finalidade empresarial, com requisitos de essencialidade e objetivo público bem definido e mensurável; 
As empresas de interesse público bem definido devem ter metas claras e prazos específicos de reavaliação; 
As empresas obsoletas, aquelas que se dedicam a atividades que já se tornaram ou estão em processo de se tornar obsoletas, devem ser liquidadas ou vendidas;
As empresas redundantes, que possuem funções sobrepostas a outras já existentes, devem ser fundidas ou incorporadas;
Todas as outras, que não se enquadrarem nos critérios objetivos previstos pela constituição, devem ser extintas ou vendidas, por meio de processos transparentes e competitivos.

Com um portfólio mais enxuto, estados reduzem riscos fiscais, fortalecem a atuação regulatória e direcionam recursos para funções realmente estratégicas do setor público.
O custo de não decidir
Enquanto o debate político permanece paralisado, a conta cresce. R$ 3,1 bilhões em três meses. R$ 8,5 bilhões em 2025. Um patrimônio negativo de R$ 16,2 bilhões. Esses números não são abstrações contábeis. São recursos que o Estado extrai da sociedade para sustentar um modelo que já demonstrou não funcionar. Na prática, ao deixarem de ser utilizados em serviços essenciais, reduzem o poder de compra da população mais vulnerável.
 
Os Correios podem cumprir sua função social com operadores privados, contratos bem regulados e metas mensuráveis. O que eles não podem continuar fazendo é sangrar R$ 3 bilhões por trimestre sem que ninguém precise responder por isso.
 
O Caderno de Políticas Públicas do Livres está disponível para leitura na íntegra no site eusoulivres.org/cpp
O Livres é uma associação civil sem fins lucrativos que promove soluções liberais para o Brasil com uma rede de líderes, apoiadores e parceiros. Você também pode se tornar um apoiador.
 

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Fonte: Jovem Pan

TSE rejeita recursos de Cláudio Castro, mantém ex-governador do Rio inelegível e deixa para STF decidir sobre eleição de sucessor

Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou recursos e manteve inelegível até 2030 o ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro (PL).
Com o entendimento do TSE, agora, caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) retomar o julgamento que vai definir se a escolha do sucessor de Castro será por eleição direta, pelo voto popular, ou indireta, pela Assembleia Legislativa do Rio.
Castro foi condenado por abuso de poder político e econômico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas Eleições Gerais de 2022.
Os ministros
CUEVA
ANDRÉ MENDONÇA
TOFFOLI
ANTONIO CARLOS FERREIRA
NUNES MARQUES
Desde que renunciou ao cargo de governador na véspera da cassação pelo TSE, em março, Claudio Castro foi alvo de duas operações da Polícia Federal e acabou anunciando que desistiu de se candidatar a uma vaga no Senado nas eleições de outubro.
A decisão do TSE é aguardada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para definir se a escolha do sucessor de Castro será por eleição direta, pelo voto popular, ou indireta, pela Assembleia Legislativa do Rio.
TSE julga recursos de Cláudio Castro e pode definir futuro político do Rio
O Supremo determinou, em abril, que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, exerça o cargo de governador até a análise das ações que questionam no tribunal o modelo de escolha do sucessor de Castro.
Os ministros do TSE julgaram três recursos, do Ministério Público Eleitoral, do Cláudio Castro e do ex-deputado estadual, Rodrigo Bacellar.
A maioria do TSE entendeu que ficou comprovada as práticas de abuso nas eleições de 2022 pelo uso da Fundação Ceperj para o pagamento de funcionários de projetos sociais em dinheiro vivo e sem a divulgação de seus nomes e o desvio de finalidade da Universidade do Rio de Janeiro (Uerj) para obtenção de vantagem na disputa eleitoral.
Os argumentos do MPE
O Ministério Público Eleitoral pede que o TSE reconheça que houve a “cassação do diploma” e a “cassação de mandato” de Claudio Castro.
O MP afirma que há uma contradição na ementa (documento que oficializa o resultado do julgamento) que traz apenas a cassação do mandato, que acabou considerada prejudicada. Isso porque tanto Castro quanto o ex-vice-governador, Thiago Pampolha, já haviam renunciado aos cargos.
O Ministério Público argumenta que a cassação do diploma é a punição prevista para quando fica comprovado o abuso de poder político e econômico. Com isso, a cassação do mandato é apenas consequência direta da perda do diploma.
Na avaliação do MP, adotar que a renúncia impede cassar o diploma representaria um mecanismo de “blindagem” e premiaria uma manobra jurídica.
O ex-governador Cláudio Castro deve ser impedido de disputar eleições até 2030
Fernando Frazão/Agência Brasil
Caso a tese do MP seja acolhida pelo TSE, a causa da vacância do cargo de governador seria eleitoral e, portanto, deveria ter sido convocada uma eleição direta, com voto popular.
TSE X STF
Ao declarar o ex-governador inelegível, o TSE determinou que fossem convocadas eleições indiretas para o mandato-tampão. Em abril, o Supremo começou a analisar duas ações do PSD que questionam se as eleições no Rio para o mandato tampão devem ser diretas ou indiretas.
O julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Flávio Dino, ou seja, para ter mais prazo para analisar o caso.
Antes da paralisação, os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia votaram para ser a indireta pela Alerj, com voto secreto.
O ministro Cristiano Zanin defendeu o voto direto da população, por entender que o ex-governador Cláudio Castro, do PL, renunciou para escapar da cassação do mandato na Justiça Eleitoral e manter seu grupo político no poder.
Com a conclusão da análise dos recursos no TSE, a expectativa é de que o STF retome o julgamento das ações do PSD.
Recurso da defesa
Em outra frente, o TSE julgou recursos das defesas de Claudio Castro e Rodrigo Bacellar, que teve o mandato de deputado estadual cassado.
Os advogados de Castro apontam uma série de supostas questões processuais que justificariam a anulação do julgamento. Entre elas, a falta de uma prova direta que indicaria a responsabilidade de Castro nas irregularidades apontadas.
“O acórdão é manifestamente omisso em identificar as provas da participação direta ou da anuência do ora embargante, não sendo possível afirmá-las sem a demonstração das provas de sua existência”, escreveram os advogados.
Para a defesa, o ex-governador deveria ser submetido a um novo julgamento, com a observância do devido processo legal e com garantia a ampla defesa.
A defesa de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj e que está preso, também argumentam que o julgamento não expôs qual a ligação direta dele com os abusos reconhecidos pelo TSE, uma vez que não foi mencionado em um único depoimento.


Fonte:

g1 > Política

PF apreende R$ 43 milhões em dez anos de combate à corrupção eleitoral

Nos últimos dez anos, a Polícia Federal (PF) apreendeu mais de R$ 43 milhões em espécie durante operações de combate a crimes eleitorais no Brasil. Para se ter uma ideia, se as notas de R$ 100 fossem empilhadas, a torre alcançaria a altura de um prédio de 14 andares, montante que seria suficiente para construir 20 Unidades Básicas de Saúde (UBS).
LEIA TAMBÉM: Investigações da PF sobre corrupção eleitoral disparam e crescem quase 20 vezes desde 2016
O segundo episódio da série “O valor do voto”, da GloboNews, mostra que o ano de 2024 registrou o recorde histórico dessas apreensões, com R$ 28,6 milhões confiscados, um salto significativo em relação aos pleitos anteriores, como 2022 (R$ 5 milhões) e 2020 (R$ 2 milhões).
Infográfico – Apreensões em dinheiro vivo em operações contra crimes eleitorais.
Arte/GloboNews
A reportagem analisou 1.032 ocorrências registradas pela PF desde 2016. Rio de Janeiro, Pará e Amazonas concentram quase metade do dinheiro apreendido nesses dez anos.
Infográfico – Região Norte lidera com R$ 18 milhões em valores apreendidos.
Arte/GloboNews
No ranking regional, o Norte lidera com R$ 18 milhões em valores apreendidos, seguido pelo Nordeste (R$ 12,8 milhões) e pelo Sudeste (R$ 10 milhões).
Infográfico – Região Norte lidera com R$ 18 milhões em valores apreendidos.
Arte/GloboNews
O rastro do dinheiro vivo
Uma das maiores operações da década ocorreu em Manaus, onde o empresário Francisco Timoteo Castro e o filho dele Victor Hugo foram flagrados sacando R$ 3 milhões em dinheiro vivo em uma agência bancária.
Eles foram presos em flagrante. A família é dona de uma empresa que tem contratos com o poder público para o fornecimento de livros didáticos.
Embora tenham confessado o crime de “caixa 2” para obter um acordo judicial, após o arquivamento do processo, ambos passaram a negar as acusações, e o valor milionário foi devolvido pela Justiça.
Dinheiro apreendido pela PF em Manaus em uma operação contra corrupção eleitoral em 2022. Cédulas somam R$ 3 milhões
Divulgação/PF
Em São Lourenço do Piauí, a 500 quilômetros da capital, Teresina, o então prefeito eleito em 2020, Biraci Damasceno, conhecido como Bira, usou uma rádio local para agradecer publicamente pelo “trabalho de boca de urna” realizado no dia da eleição.
A confissão foi acompanhada por áudios de seu vice, Valdeci Castro, que admitiu em conversas com moradores que Bira teria gasto cerca de R$ 1 milhão na campanha, enquanto o grupo político movimentou um total de R$ 4 milhões.
Infográfico – Diálogo expõe compra de voto.
Arte/GloboNews
Em abril de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou a chapa, validando as provas de que o esquema desequilibrou a disputa.
Mesmo após a cassação, a influência política de Bira permanece: ele atualmente ocupa o cargo de chefe de gabinete de seu sobrinho, o atual prefeito da cidade.
O custo social da corrupção
Enquanto milhões circulam ilegalmente em campanhas, a infraestrutura das cidades sofre as consequências. Em São Lourenço do Piauí, menos de 1% das residências possui ligação com a rede de esgoto, e o município convive com atrasos salariais de servidores.
Especialistas e promotores alertam que esse dinheiro costuma ter origem em fraudes em licitações, desvios de obras públicas e, crescentemente, no crime organizado.
“Isso movimenta todo um mercado ilícito. O candidato precisa ‘recuperar’ de alguma forma depois o dinheiro que está colocando na campanha. Então essa corrupção pré-eleição se transforma depois numa corrupção pós-eleição, porque o candidato vai precisar recuperar o ‘investimento’ feito”, explica o promotor Guilherme Franchi.
Para a promotora Gabriela Almeida, o comportamento dos candidatos durante o período eleitoral é o principal indicativo de como será a gestão: “O voto vai escolher uma pessoa que no futuro vai decidir a sua vida. Então, é bom que você saiba quem você está escolhendo e como ele se comporta durante o período eleitoral, pensando no futuro, quando ele assumir o cargo.”


Fonte:

g1 > Política

MP libera recursos para atingidos pelas enchentes em Pernambuco e Paraíba

Famílias afetadas pelas fortes chuvas e enchentes de maio no Nordeste poderão receber apoio para garantir o acesso à alimentação e retomar a produção rural. Medida provisória publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (2) abre crédito extraordinário de R$ 49,2 milhões em favor do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). 
A MP 1.364/2026 destina os recursos ao programa Segurança Alimentar e Nutricional e Combate à Fome. O objetivo é ampliar o atendimento às populações atingidas pelos desastres climáticos registrados em maio, especialmente nos estados de Pernambuco e da Paraíba. 
Do total de recursos, R$ 40 milhões devem ser destinados à aquisição e distribuição de alimentos produzidos por agricultores familiares. Segundo o governo, os recursos permitirão a compra e doação de cerca de 6 mil toneladas de alimentos, que poderá beneficiar 3 mil famílias agricultoras e reforçar o atendimento realizado por cozinhas solidárias. 
Outros R$ 9,2 milhões serão aplicados em ações de inclusão produtiva rural, voltadas à recuperação da capacidade produtiva das populações atingidas. A expectativa é que 2 mil famílias sejam atendidas.
Impactos das chuvas 
De acordo com a exposição de motivos da MP, as chuvas afetaram 18 municípios em Pernambuco e 31 municípios na Paraíba, e alcançaram aproximadamente 10 mil famílias. Tanto áreas urbanas quanto propriedades rurais da agricultura familiar foram atingidas.  
O governo afirma que a abertura do crédito extraordinário é necessária para garantir uma resposta rápida à emergência e evitar o agravamento da insegurança alimentar e o empobrecimento de agricultores familiares nas áreas afetadas. Também argumenta que os recursos previstos no Orçamento de 2026 não seriam suficientes para atender, ao mesmo tempo, às demandas provocadas pelas enchentes e a outras situações emergenciais, como as estiagens que atingem as regiões Norte e Nordeste. 
Entre as ações já adotadas pelo MDS estão a distribuição de cerca de 3,2 mil cestas de alimentos para cozinhas solidárias em Pernambuco e na Paraíba e o envio de alimentos por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 
A medida provisória já está em vigor, mas precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em até 120 dias para não perder a validade. 
Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly


Fonte: Senado Federal