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São Paulo x Mirassol: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

São Paulo e Mirassol se enfrentam neste sábado (25), às 21h, no Brinco de Ouro, em Campinas, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. O confronto acontece pela 13ª rodada da competição e promete ser decisivo para os objetivos das equipes no campeonato.
O São Paulo chega para a partida ocupando a quarta colocação, com 20 pontos, e vem de duas derrotas nos últimos jogos, sendo uma viradada para o Vasco. Já o Mirassol aparece em 18º lugar, soma 9 pontos e busca sua terceira vitória na competição para deixar a zona de rebaixamento.
Onde assistir São Paulo x Mirassol ao vivo
A Jovem Pan transmite a partida ao vivo pelo rádio, com início da cobertura a partir das 20h30. A narração será de José Manoel de Barros, comentários de Bruno Prado e reportagem de Giovanni Chacon.
Além da transmissão da Jovem Pan, o jogo também será exibido pelo SporTV e Premiere.
O duelo entre São Paulo e Mirassol é um confronto que pode impactar diretamente a tabela da competição.


Fonte: Jovem Pan

Bahia x Santos: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Bahia e Santos se enfrentam neste sábado (25), às 18h30, na Arena Fonte Nova, em Salvador, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. O confronto acontece pela 13ª rodada da competição e promete ser decisivo para os objetivos das equipes no campeonato.
O Bahia chega para a partida ocupando a quinta colocação, com 20 pontos, e vem de uma derrota e uma vitória nos últimos jogos. Já o Santos aparece em 15º lugar, soma 13 pontos e busca voltar a vencer na competição depois de perder o último jogo.

Onde assistir Bahia x Santos ao vivo
A Jovem Pan transmite a partida ao vivo pelo rádio, com início da cobertura a partir das 18h. A narração será de Fausto Favara, comentários de Flávio Prado e reportagem de Daniel Lian, no Youtube.
Além da transmissão da Jovem Pan, o jogo também será exibido pela Premiere.
O duelo entre Bahia e Santos é um confronto que pode impactar diretamente a tabela da competição.


Fonte: Jovem Pan

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 100 milhões neste sábado; saiba como participar

A Mega-Sena sorteia neste sábado (25) o prêmio milionário de R$ 100 milhões, acumulado do último concurso, realizado na quinta-feira (23). As apostas para o concurso 3.000 podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas ou pela internet, no site das Loterias Caixa.
O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa a paritr das 21h.
As seis dezenas do concurso 2.999 da Mega-Sena foram: 24 – 09 – 26 – 45 – 38 – 58. Apesar das dezenas não terem sido acertadas por ninguém, a quina e a quadra tiveram vencedores.

5 acertos – 111 apostas ganhadoras: R$ 28.755,27
4 acertos – 5.741 apostas ganhadoras: R$ 916,43

Como apostar na Mega-Sena? 
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) de sábado (25) em qualquer casa lotérica credenciada, ou pelo site e aplicativo da Caixa. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 19h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
Cada jogo simples custa R$ 6,00 e permite escolher seis números entre os 60 disponíveis. O pagamento da aposta online pode ser realizado via Pix, cartão de crédito ou pelo internet banking (para correntistas da Caixa). Para participar dos sorteios, é necessário ter mais de 18 anos.


Fonte: Jovem Pan

Justiça Federal decreta prisão preventiva de MC Ryam SP, MC Poze do Rodo e dono da Choquei

A Justiça Federal decretou a prisão preventivados dos cantores MC Ryam SP, MC Poze do Rodo e o influenciador Rafael Souza Oliveira – dono da Choquei – e os demais envolvidos na Operação Narcofluxo. Eles são suspeitos de participarem de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
A decisão atende a uma solicitação feita pela Polícia Federal na quinta-feira (23) após o pedido foi feito após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus aos alvos da operação.
A decisão do STJ aponta a existência de “flagrante ilegalidade” na determinação da Quinta Vara Federal Criminal de Santos, que havia decretado a prisão temporária do cantor e os outros envolvidos.

Alvos da Operação Narco Fluxo
Os investigados haviam sido presos temporariamente no último dia 15, durante a Operação Narco Fluxo da Polícia Federal. Segundo a PF, o grupo utilizava mecanismos de ocultação e dissimulação de recursos, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptomoedas.
Mais cedo, o escritório Cassimiro & Galhardo Advogados, que representa MC Ryan, confirmou em nota a determinação do ministro. “A consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária”, diz o comunicado.
A defesa de Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, afirmou à Jovem Pan que a decisão do STJ evidencia a ilegalidade da prisão e reforça que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso das investigações. Os advogados acrescentam que Raphael seguirá colaborando integralmente com as autoridades competentes.
*Com informações da Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

Trump aparece cochilando, e Irã não perdoa e provoca: ‘Assim que passamos pelo bloqueio’

Se os combates em terra entre Irã e Estados Unidos deram uma pausa com a trega iniciata no dia 7 de abril e ampliada na terça-feira (20), nas redes sociais os ataques permanece. Se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utiliza o Truth Social para fazer ameaças, os iranianos usam do mesmo recurdo. Desta vez, foi a vez deles “debocharem” de Trump.
Em uma publicação, a Embaixada do Irã na Thailand compartilhou um vídeo de Trump cochilando durante um evento e comentou: “É assim que passamos o bloqueio naval; uma soneca de cada vez”. A publicação foi realizada na sexta-feira (24).

This is how we pass the naval blockade; one nap at a time.pic.twitter.com/aNQdblj5RD
— Iran Embassy in Thailand ☫ (@IranInThailand) April 24, 2026

A publicação faz referência a constante conflito entre os lados sobre o controle de Ormuz. No último dia, Trump publicou na rede Truth Social que o bloqueio aos portos iranianos será mantido até a conclusão de um acordo de paz. A mensagem foi divulgada após o presidente dos EUA agradecer ao governo iraniano pela liberação do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo acordado entre Líbano e Israel.
Na quarta-feira (21), o presidente iraniano, Masoud Pesezhkian, afirmou o bloqueio pode impedir a continuidade das negociações. Irã e Estados Unidos desembarcam no Paquistão para uma possível nova rodada de negociações. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, chegou a Islamabad na sexta-feira (24), mas não confirmou que vá se encontrar com os representantes norte-americanos para uma segunda rodada de conversar sobre um possível cessar-fogo na guerra iniciada no dia 28 de fevereiro.
Os enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  Steve Witkoff e Jared Kushner, viajarão no sábado ao Paquistão “com o objetivo de manter conversas […] com representantes da delegação iraniana”, declarou, entretanto, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, ao assegurar que o encontro foi solicitado por Teerã. O vice-presidente JD Vance, que liderou a delegação americana há duas semanas, não viajará desta vez, mas pode se juntar à equipe mais adiante em caso de progresso, detalhou Leavitt.


Fonte: Jovem Pan

Governo suspende leilão de terminal no Porto de Santos para revisar modelo de disputa

O Ministério de Portos e Aeroportos solicitou à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a suspensão imediata do processo de arrendamento do Tecon Santos 10 (STS-10), no Porto de Santos (SP), destinado à movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral. A decisão ocorre após sucessivos adiamentos do processo.
Segundo o Ministério, o “aperfeiçoamento” do formato de competição do leilão ainda está em debate junto à Casa Civil. Por isso, a necessidade de interrupção do processo. “Nesse sentido, em observância aos princípios da cautela administrativa, da boa governança, da transparência e da segurança do processo decisório, mostra-se recomendável solicitar a essa Antaq o sobrestamento do processo encaminhado por esta Secretaria”, afirmou o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, em ofício enviado à Antaq.
Na prática, o pedido interrompe a tramitação na Antaq e tende a postergar o calendário do certame, já que a retomada dependerá de nova manifestação do poder concedente com as diretrizes revisadas e, eventualmente, a atualização de estudos e minutas.
O cronograma inicial previa que o leilão do Tecon10 acontecesse em janeiro, mas o prazo foi sendo estendido em meio a questionamentos sobre restrições a participantes na disputa. O terminal é considerado estratégico, já que vai ampliar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres do Porto de Santos, o maior da América Latina.


Fonte: Jovem Pan

Sem candidatos definidos, Peru rejeita eleições complementares e ratifica data do 2º turno

O Júri Nacional de Eleições (JNE) do Peru rejeitou nesta sexta-feira (24) a possibilidade de realizar eleições complementares em Lima diante das irregularidades registradas no processo eleitoral de 12 de abril, e ratificou que o segundo turno presidencial será em 7 de junho.
“O Pleno do JNE, após a análise técnico-jurídica e em atenção aos relatórios emitidos pelas instâncias competentes, decidiu por unanimidade declarar inviável a realização de eleições complementares”, afirmou o organismo eleitoral em um comunicado divulgado nas redes sociais.
O candidato ultraconservador e ex-prefeito de Lima Rafael López Aliaga, que ainda disputa a vaga para o segundo turno com o esquerdista Roberto Sánchez, havia solicitado uma nova eleição na capital alegando que problemas nas seções de votação impediram que milhares de seus apoiadores votassem. Com 95% dos votos já apurados, Sánchez e López Aliaga disputam voto a voto o segundo lugar, com uma leve vantagem de 20 mil votos para o esquerdista radical. Keiko Fujimori é a única candidata com vaga garantida.
No pedido, foi indicado que os atrasos na distribuição do material eleitoral impediram que mais de 50 mil pessoas votassem. Isso obrigou as autoridades a estenderem a votação por um dia.
Mais cedo, a polícia realizou uma operação de busca na casa do ex-chefe do órgão eleitoral que organizou o pleito, Piero Corvetto, no âmbito de uma investigação por suposta conluio relacionada à votação. Corvetto renunciou na terça-feira, pouco antes de ser interrogado pelo Ministério Público, em meio às múltiplas falhas na jornada eleitoral de 12 de abril que atrasaram a apuração dos votos.


Fonte: Jovem Pan

EUA ratificam neutralidade sobre soberania das Ilhas Malvinas

Os Estados Unidos ratificaram nesta sexta-feira (24) sua neutralidade sobre a soberania das Ilhas Malvinas, disputadas por Argentina e Reino Unido, segundo declarou um porta-voz do Departamento de Estado. “Nossa posição sobre as ilhas continua sendo a neutralidade. Sabemos que há uma disputa entre Argentina e Reino Unido devido a reivindicações sobre sua soberania”, declarou o porta-voz.
Os Estados Unidos reconhecem “a administração de fato” por parte do Reino Unido desse arquipélago no Atlântico Sul, mas sem tomar posição sobre as reivindicações de soberania, acrescentou. Argentina e Reino Unido travaram uma guerra pelas Ilhas Malvinas (Falklands, para os britânicos) entre 2 de abril e 14 de junho de 1982, que terminou com a vitória de Londres e um balanço de 649 argentinos e 255 britânicos mortos.
O Reino Unido rejeita qualquer pretensão argentina sobre o território e considera que os cerca de 3.600 habitantes do arquipélago devem ter direito à autodeterminação. Com exceção do período da guerra, a Argentina reivindica sua soberania sobre as ilhas por via diplomática há quase 200 anos.
Nesta sexta-feira, a agência Reuters noticiou que, segundo informações vindas do Pentágono, os Estados Unidos poderiam revisar sua posição sobre a soberania das Malvinas em represália pela falta de apoio do primeiro-ministro britânico Keir Starmer na guerra do Oriente Médio.
Os relatos também sugeriam que os Estados Unidos tinham planos de suspender a Espanha da Otan, em retaliação pela oposição do país europeu à guerra contra o Irã.


Fonte: Jovem Pan

EUA e Irã desembarcam no Paquistão sob incerteza de nova rodada de negociações e ameaças em Ormuz

Em meio a incerteza sobre uma nova rodada de negociações, Estados Unidos e Irã vão ao Paquistão. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, chegou a Islamabad na sexta-feira (24), mas não confirmou que vá se encontrar com os representantes norte-americanos para uma segunda rodada de conversar sobre um possível cessar-fogo na guerra iniciada no dia 28 de feveereiro.
Segundo fontes do um cominucado da chancelaria paquistanês, Araghchi “terá reuniões com altos funcionários do Paquistão para tratar dos últimos acontecimentos na região assim como os esforços em curso em favor da paz e da estabilidade”.
Os enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  Steve Witkoff e Jared Kushner, viajarão no sábado ao Paquistão “com o objetivo de manter conversas […] com representantes da delegação iraniana”, declarou, entretanto, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, ao assegurar que o encontro foi solicitado por Teerã. O vice-presidente JD Vance, que liderou a delegação americana há duas semanas, não viajará desta vez, mas pode se juntar à equipe mais adiante em caso de progresso, detalhou Leavitt.
A televisão estatal iraniana informou que não há previsão de uma reunião com os negociadores americanos.
Islamabad, capital do Paquistão, que atua como mediador, espera há dias pela retomada das conversas entre norte-americanos e iranianos, iniciadas há duas semanas e suspensas depois de algumas horas. No entanto, o cessar-fogo foi prolongado unilateralmente pelos Estados Unidos desde então e por tempo indeterminado.
Na terça-feira (21), o presidente dos EUA, Donald Trump, estendeu um cessar-fogo enquanto mantinha o bloqueio americano aos portos iranianos.

Tensões em Ormuz 
As incertezas sobre a nova rodada de negociações acontecem em um momento delicado do conflito, onde Estados Unidos e Irã intensificaram as ameaças por causa do Estreito de Ormuz. Na quinta-feira (23), os militares dos Estados Unidos apreenderam outro petroleiro associado ao contrabando de petróleo iraniano, intensificando o impasse com o Irã um dia após a Guarda Revolucionária paramilitar do país ter assumido o controle de duas embarcações no crucial Estreito de Ormuz.
A ação ocorre um dia depois de o Irã ter atacado três navios cargueiros no estreito, capturando dois deles, em uma medida que intensificou sua ofensiva contra a navegação nessa via estratégica, por onde passa, em tempos de paz, cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
O conflito já fez os preços da gasolina dispararem muito além da região e elevou o custo dos alimentos e de uma ampla gama de outros produtos. O Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril, marcando alta de 35% em relação aos níveis pré-guerra, mas os mercados acionários ainda parecem reagir com relativa indiferença.
Também na quinta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter ordenado à Marinha americana que “atire para matar” em qualquer embarcação que esteja instalando minas nas águas do Estreito de Ormuz, em nova escalada das tensões com o Irã na principal rota global de transporte de petróleo. Em publicação na Truth Social, Trump disse que a ordem vale para “qualquer barco, por menor que seja”, envolvido na atividade. “Não deve haver hesitação”, escreveu. O presidente também afirmou que navios-varredores de minas dos EUA já atuam na região e determinou a ampliação da operação. “Estão limpando o estreito agora. Estou ordenando que essa atividade continue, mas em um nível triplicado”, declarou.
*Com informações da Reuters, Estadão Conteúdo e AFP


Fonte: Jovem Pan

A política de compliance existe. O risco também

Este não é um artigo contra o compliance. Pelo contrário: é uma defesa do compliance que funciona.
O problema não está nos profissionais de compliance que mapeiam riscos, estruturam políticas, alertam a liderança e tentam corrigir rotas. O problema está nas organizações que tratam esse trabalho como formalidade, ignoram seus alertas e, depois, tentam usar a política como escudo quando o risco vira crise.
Já vi empresas chegarem ao processo com tudo aparentemente em ordem. Política aprovada, código de conduta atualizado, canal de denúncia disponível, cláusulas padrão nos contratos e treinamento registrado em sistema. No papel, parecia proteção. Na prática, não era. É nesse intervalo entre documento e prática que o risco se instala.
O problema apareceu no detalhe que geralmente decide o caso: ninguém conseguiu demonstrar que aquela política tinha mudado a rotina da empresa. O contrato foi assinado sem revisão adequada. O fornecedor continuou sem monitoramento. A denúncia interna demorou a ser tratada. A área comercial assumiu uma obrigação que a operação não conseguia cumprir.
O compliance de papel ainda é uma armadilha comum. Ele dá sensação de organização, melhora a apresentação para auditoria e cria conforto interno. Mas, quando o problema chega ao regulador, ao auditor ou ao Judiciário, a pergunta muda. Não basta saber se a empresa tinha uma política. A pergunta passa a ser outra: ela era conhecida, aplicada, testada e levada a sério?
A atuação regulatória brasileira já aponta nessa direção. Em 2023, a ANPD aplicou sua primeira multa por descumprimento da LGPD, em caso que envolveu ausência de base legal para tratamento de dados, descumprimento de deveres regulatórios e falha no atendimento às solicitações da autoridade. O recado é claro: em matéria de governança, não basta parecer adequado; é preciso demonstrar conformidade efetiva.
No campo concorrencial, o CADE também trata programas de compliance de forma pragmática. Suas diretrizes admitem que um programa possa ser considerado como sinal de boa-fé ou fator de mitigação, mas isso depende de efetividade concreta, não da simples existência de um manual bem escrito.
É aí que muitas empresas se enganam.
Na gestão de contratos, por exemplo, a política pode prever revisão jurídica prévia. Mas, se a operação consegue assinar contratos relevantes por fora do fluxo, o risco continua inteiro. Pior: a política passa a mostrar que a empresa sabia qual deveria ser o procedimento correto.
Na cadeia de fornecedores, a homologação inicial pode estar bem documentada. Mas, se depois da contratação ninguém monitora execução, mudança societária, subcontratação, exposição trabalhista, fiscal, ambiental ou reputacional, a due diligence vira fotografia antiga. Serve para arquivo, não para governança.
No ambiente interno, o código de conduta pode tratar de assédio, conflito de interesses e uso de informação sensível. Mas, se o canal de denúncia não gera apuração confiável, se a resposta demora ou se determinadas lideranças nunca sofrem consequência, o documento deixa de reduzir risco. Ele apenas registra que a empresa conhecia o tema.
Na maior parte das organizações, a área de compliance sabe onde estão as fragilidades. Sabe quais políticas não saíram do papel, quais áreas resistem a controles, quais treinamentos viraram formalidade e quais riscos aparecem todo ano no relatório sem tratamento real.
O que frequentemente falta é mandato. E mandato, aqui, não é cargo no organograma. É acesso à decisão, orçamento mínimo, apoio da liderança e consequência real quando a regra é ignorada.
Também há uma dimensão cultural que não pode ser ignorada. Nenhum programa de compliance, por mais bem estruturado que seja, consegue prever todas as situações da rotina empresarial. Sempre haverá zonas cinzentas, pressão por resultado e decisões que não estarão descritas em uma política interna. É nesses momentos que a cultura mostra sua importância. Quando a organização leva compliance a sério, a decisão tende a respeitar o espírito da regra mesmo sem resposta pronta. Quando não leva, qualquer silêncio normativo vira espaço para acomodação do risco.
Sem apoio da alta administração, até o melhor compliance vira área de recomendação. Aponta o risco, registra o alerta, sugere correção e assiste ao negócio seguir como antes. Depois, quando o problema aparece, a empresa tenta usar a política como escudo. Nem sempre funciona.
Programa de compliance não se mede pela quantidade de documentos aprovados. Mede-se pela capacidade de influenciar decisões. Se a área não consegue impedir uma contratação arriscada, provocar revisão contratual, exigir correção de fornecedor, apurar uma denúncia relevante ou gerar consequência diante do descumprimento, talvez exista política. Mas ainda não existe governança.
A integração com o jurídico é decisiva nesse ponto. O jurídico não pode entrar apenas quando a crise já virou processo. Precisa participar antes: na revisão dos contratos, na estruturação dos fluxos, na matriz de risco, na apuração interna, na definição de evidências e na resposta ao regulador.
Porque, quando algo dá errado, a pergunta central raramente será “a empresa tinha política?”. A pergunta será outra: o que a empresa fez, concretamente, para que essa política fosse cumprida? Essa pergunta separa compliance formal de governança efetiva.
Uma política ignorada não protege. Em alguns casos, piora a leitura do problema, porque mostra que a empresa sabia qual conduta deveria adotar e, mesmo assim, não conseguiu transformar orientação em prática.
Compliance que funciona não é o que fica bonito na apresentação. É o que aparece na rotina.


Fonte: Jovem Pan