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Flávio diz que dinheiro foi para um fundo exclusivo para o filme, não foi para Eduardo

O senador Flávio Bolsonaro disse nesta quinta-feira (14) em entrevista à Globonews que “todo dinheiro arrecadado foi integralmente utilizado para o filme” e não foi para Eduardo Bolsonaro. A declaração acontece após divergências sobre o financiamento do filme a respeito da biografia de Jair Bolsonaro após divulgação de mensagens trocadas entre Flávio e Daniel Vorcaro.
*Em atualização


Fonte: Jovem Pan

STF valida lei de igualdade salarial por unanimidade

O Supremo Tribunal Federal (STF) validou nesta quinta-feira (13), por unanimidade, a lei de igualdade salarial. A norma obriga as empresas a garantir pagamento igualitário entre homens e mulheres que exercem a mesma função.
A lei estabeleceu pagamento de multa de dez vezes o valor do salário em caso de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade. O dispositivo ainda obriga a divulgação semestral de relatórios de transparência salarial por empresas com mais de 100 funcionários.
O Plenário do STF julgou três ações relacionadas à lei. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) protocolou junto à Corte uma ação declaratória de constitucionalidade (ADC) para garantir a aplicação do dispositivo. Já a Confederação Nacional de Indústria (CNI) e o Partido Novo ajuizaram, cada um, ação direta de inconstitucionalidade (ADI) que questionou a legalidade da norma.
Na quarta-feira (13), a advogada Camila Dias Lopes, representante do Instituto Nós por Elas, argumentou que as ações contra a lei são equivocadas. Segundo a jurista, a obrigatoriedade de divulgação de relatórios de transparência salarial e a possibilidade de punição das empresas são ferramentas necessárias para concretizar os direitos fundamentais de igualdade e de não discriminação entre homens e mulheres.
Mádila Barros de Lima, advogada da CUT, disse que a desigualdade não é acidental e se perpetua pela história. “Assim como as mulheres negras, outras mulheres enfrentam diariamente os atravessamentos do machismo, do etarismo, do capacitismo. Esses problemas refletem diretamente sobre as remunerações, oportunidades e sobre os sonhos”, disse.
*Com informações de Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

No Bahrein, Mário Frias acompanhou de longe vazamento de conversa de Flávio

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) cumpria agenda oficial no Reino do Bahrein quando a divulgação de um áudio com a voz atribuída ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dominou o noticiário político em Brasília. No áudio, o senador solicita ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, apoio financeiro ao longa-metragem Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro do qual Frias é produtor executivo.
O parlamentar deixou o Brasil no dia 11 de maio, a convite formal da Embaixada do Reino do Bahrein, e tem retorno previsto para o dia 19. A viagem, cujo objetivo declarado é “fortalecer as relações bilaterais entre a República Federativa do Brasil e o Reino do Bahrein”, incluiu reuniões com integrantes do Parlamento bareinita, do Conselho Shura, do Economic Development Board e representantes do fundo soberano Mumtalakat, além de encontro com o presidente da Câmara dos Deputados do Bahrein.
Nesta quinta-feira (14), mesmo à distância, Frias divulgou nota para contestar as interpretações sobre a origem dos recursos que financiam a produção. O parlamentar afirmou que não há “contradição material” entre seus pronunciamentos anteriores e os fatos revelados pelo áudio. Segundo ele, quando declarou publicamente que não havia “um centavo do Master” no filme, referia-se ao fato de que Daniel Vorcaro “não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico” com a produção, e de que o Banco Master “nunca figurou como empresa investidora”. O contrato, segundo Frias, foi firmado com a empresa Entre, descrita como “pessoa jurídica distinta”.
O deputado negou ainda que Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) detenham qualquer participação societária no filme ou na produtora, afirmando que ambos “apenas autorizaram o uso de direitos de imagem da família”. Frias reiterou que os recursos captados foram utilizados “exclusivamente na produção do filme”, sem participação de verbas públicas.


Fonte: Jovem Pan

ENQUETE – OS PINGOS NOS IS – O vazamento dos contatos de Flávio e Vorcaro pode ajudar qual pré-candidato no processo eleitoral?

O vazamento dos contatos de Flávio e Vorcaro pode ajudar qual pré-candidato no processo eleitoral?

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Fonte: Jovem Pan

Nova frente fria no fim de semana traz chuva a áreas do Sul e Sudeste

A passagem de várias frentes frias, o deslocamento de uma área de baixa pressão e a circulação de ventos em níveis médios da atmosfera devem trazer frio e chuva para os estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil no fim de semana, segundo a Climatempo.
A empresa de meteorologia informou que, devido a uma nova área de baixa pressão atmosférica, as pancadas de chuva devem aumentar a partir de sexta-feira (15), no centro-sul do País, especialmente em áreas do sul de Mato Grosso do Sul, oeste e norte do Paraná e oeste e sul de São Paulo. Na capital paulista, a temperatura na sexta-feira deve variar entre 15ºC e 21ºC.
Já no fim de semana, segundo a Climatempo, a baixa pressão deve se expandir sobre o Sul, enquanto uma nova frente fria vai avançar pela costa da região, espalhando pancadas de chuva e aumentando o risco de precipitações fortes no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
No território gaúcho, a chegada de uma forte massa de ar frio de origem polar também deve provocar frio intenso a partir de segunda-feira (18).
Em São Paulo, a chuva deve se espalhar pela região metropolitana, interior e litoral do Estado ao longo do fim de semana, com períodos de instabilidade mais frequentes à tarde e à noite. Na capital, os termômetros devem variar de 16ºC a 25ºC no sábado (16).
A Climatempo afirmou que, no domingo (17), algumas regiões do Estado podem registrar acumulados de chuva relativamente altos, com alerta para a possibilidade de alagamentos e transtornos no trânsito. Na capital, a mínima deve ser de 17ºC e a máxima de 24ºC.
Com a formação da frente fria perto da costa paulista, a previsão é de que a próxima semana também comece com o tempo instável em São Paulo. No Rio de Janeiro, o fim de semana deve ser marcado por pancadas de chuva e temperaturas agradáveis, sem calor excessivo. Minas Gerais e Espírito Santo também devem registrar chuva e alívio do calor.
No Mato Grosso do Sul, há risco de temporais entre sábado e segunda-feira. Depois, o frio deve aumentar. Já nas regiões centro-sul e sul de Mato Grosso, a chuva também deve chegar no fim de semana. O leste do Estado, além de Goiás e do Distrito Federal, só deve registrar chuva na próxima semana.


Fonte: Jovem Pan

Câmara aprova aposentadoria compulsória de empregados públicos aos 75 anos

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (14) um projeto de lei que regulamenta a aposentadoria compulsória de empregados públicos aos 75 anos. A proposta estabelece que trabalhadores de empresas públicas, sociedades de economia mista, subsidiárias e consórcios públicos contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho deverão ser desligados ao atingirem essa idade, desde que tenham cumprido o tempo mínimo de contribuição para a Previdência Social.
O documento aprovado foi o substitutivo da deputada Bia Kicis ao Projeto de Lei 2391/26, de autoria do deputado Luiz Carlos Hauly.
A regra já está na Constituição, mas o projeto detalha sua aplicação para empregados públicos contratados pela CLT.
A proposta também permite, em casos específicos, a contratação de profissionais aposentados para atividades de pesquisa, desenvolvimento científico, tecnológico ou inovação, quando houver notória especialização.
O texto foi encaminhado para análise do Senado Federal


Fonte: Jovem Pan

Especialistas apontam efeitos negativos de ultraprocessados sobre saúde de alunos

A oferta de alimentos ultraprocessados em escolas foi novamente discutida no Senado, nesta quinta (14). Especialistas alertaram para os efeitos negativos sobre a saúde e o aprendizado dos estudantes — que podem resultar em obesidade, saúde bucal prejudicada e piora do desenvolvimento físico e cognitivo.
Dados do governo apontam o aumento do sobrepeso e da obesidade de crianças e adolescentes entre 2014 e 2024, além da estimativa de que quase 70% das crianças até 5 anos de idade consomem ultraprocessados várias vezes ao dia, o que resultaria num risco 71% maior de desenvolver cárie.
Por outro lado, representantes da indústria de ultraprocessados argumentaram que proibições podem não funcionar bem, que os alimentos saudáveis podem ser mais caros e que as políticas públicas deveriam ter foco em incentivos e conscientização do consumidor.
O debate foi promovido pela Comissão de Educação e Cultura do Senado (CE) com o objetivo de analisar o PL 4.501/2020, projeto de lei do senador Jaques Wagner (PT-BA) que proíbe a venda de ultraprocessados, frituras e produtos com gordura hidrogenada em cantinas escolares.
Em geral, alimentos ultraprocessados são produtos industriais prontos para consumo, ricos em aditivos químicos (que aumentam a durabilidade e dão mais sabor à comida) e que contêm pouco ou nenhum alimento de verdade, entre outras características. O refrigerante, o salgadinho de pacote e o biscoito recheado são exemplos desse tipo de produto.
A proposta de Jaques Wagner determina que a prioridade, em relação aos produtos oferecidos em cantinas escolares, é para alimentos in natura, orgânicos, frutas, verduras e produtos regionais.
Alerta
A reunião foi presidida pela senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL), que é a relatora do projeto de lei. Ela — que também é médica pediatra — enfatizou que  os alimentos ultraprocessados, além de serem minimamente nutritivos, possuem grande quantidade de açúcar, sódio e gordura saturada.
— Esses três elementos são extremamente prejudiciais não só às nossas crianças e aos nossos adolescentes, mas a todos os adultos.
A senadora citou um estudo no qual se estima que, até 2035, metade das crianças e dos adolescentes brasileiros será obesa ou terá sobrepeso (os dados são do Atlas Mundial de Obesidade de 2024).
— Temos de fazer algo diante dessas estatísticas — advertiu Eudócia.
A audiência pública desta quinta-feira foi a segunda promovida pela CE para tratar do assunto — a primeira aconteceu na terça-feira (12).
PNAE
Representante do Ministério da Educação, Renata Mainenti destacou que a alimentação é fundamental para qualquer processo de aprendizado. Nesse ministério, ela é a coordenadora-geral substituta do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
— A alimentação adequada é condição sine qua non para o desenvolvimento dos nossos estudantes. (…) Nós precisamos, enquanto Estado, contribuir para a construção de uma geração que seja mais consciente de suas escolhas alimentares e que tenha acesso a uma alimentação de fato adequada e saudável.
Segundo Renata, as escolas públicas do país vêm adquirindo cada vez menos alimentos processados e ultraprocessados. Ela lembrou que o governo federal impôs limites para a compra desses dois tipos de alimentos com os recursos repassados pelo PNAE: 15% em 2025 e 10% neste ano.
Ela ressaltou que o objetivo do PNAE é que pelo menos 85% dos recursos federais utilizados na compra de alimentos por escolas públicas sejam gastos com alimentos in natura ou minimamente processados.
Obesidade e saúde bucal
Representante do Ministério da Saúde, Bruna dos Santos Nunes informou que entre 2014 e 2024 houve um aumento nos casos de excesso de peso entre crianças de 5 a 9 anos (de 27,7% para 29,8%) e nos casos de obesidade nessa faixa etária (de 12,5% para 14,6%).
Segundo ela, o aumento também foi registrado entre os adolescentes (10 a 19 anos) no mesmo período (2014 a 2024): os casos de excesso de peso subiram de 23% para quase 32%; enquanto os casos de obesidade subiram de 6,5% para 13%.
Bruna, que é coordenadora de atenção à saúde de adolescentes e jovens desse ministério, afirmou que esses aumentos são causados pela maior ingestão de alimentos ultraprocessados.
Marcus Cristian Muniz Conde, também do Ministério da Saúde, salientou que, de acordo com estudos observacionais, quase 70% das crianças de zero a cinco anos no país consomem ultraprocessados várias vezes ao dia. Ele faz parte da coordenação-geral de saúde bucal dessa pasta.
— Essas crianças têm um risco 71% maior de desenvolver cárie. Isso é muito significativo dentro do contexto da promoção de saúde bucal. E também temos evidências de que a redução da ingestão de alimentos ultraprocessados promove uma melhora nas condições da saúde bucal, além da diminuição da cárie e da melhora para as pessoas que têm quadro de gengivite — frisou Marcus.
Bruna, ao defender o projeto de Jaques Wagner, observou que o texto está alinhado ao Decreto 11.821, de 2023 (que trata da alimentação adequada e saudável no ambiente escolar).
— Essa proposta é um instrumento muito importante para a promoção da saúde de crianças e adolescentes, na medida em que determina que cantinas escolares ofereçam opções de lanches saudáveis que valorizem a cultura alimentar local e que derivem de práticas ambientalmente sustentáveis — ponderou ela.
Propaganda
Renata de Araujo Ferreira, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), informou que desde 2006 a agência trabalha numa proposta de regulamentação da propaganda de alimentos ultraprocessados — que sido alvo de ações judiciais, como as que tratam da publicidade direcionada a crianças.
— Nesse cenário, sabe-se que a publicidade de alimentos influencia as escolhas alimentares. Temos recomendações dos principais órgãos de saúde, da Organização Mundial da Saúde [OMS], Organização Pan-Americana de Saúde [Opas], no sentido de que essa publicidade influencia, de que o uso de técnicas específicas para o público infantil impacta as escolhas alimentares e de que a maior parte da propaganda de alimentos estimula o consumo de alimentos (…) que podem causar esses tipos de doenças — declarou ela.
Renata é coordenadora de inspeção e fiscalização sanitária de alimentos da Anvisa.
Indústria
Para o coordenador da plataforma de inovação tecnológica do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Luis Madi, “definir o que entra e o que sai em uma escola é inviável”. Por isso, disse ele, é preciso ter equilíbrio e promover a conscientização com informações científicas fundamentais.
Representante do Instituto Livre Mercado (ILM), Adriano Paranaiba afirmou que “proibições não funcionam” e que o grande problema está nos preços dos alimentos saudáveis que, ressaltou, mais caros que os demais. Segundo ele, é preciso migrar para um modelo baseado em incentivos, que promova possibilidades reais de compra e escolha.
Ao defender os alimentos processados e ultraprocessados, o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), João Dornellas, criticou a reiterada menção aos “nomes químicos” presentes nos rótulos desses produtos — que, segundo ele, provoca “medo” na população — sem que haja os devidos esclarecimentos e orientações.
— A indústria apoia e sempre apoiará medidas que visem melhorar a qualidade da alimentação de crianças e adolescentes, desde que elas sejam pautadas sobre o perfil nutricional real dos alimentos, e não em conceitos que nem sequer conseguem ser definidos por critérios objetivos — declarou ele.
Também participaram da audiência a engenheira de alimentos e membro da Sociedade Brasileira de Ciência e Tecnologia para Redução de Danos (SBred) Ana Maria Ponton Alexandre Taricano e a nutricionista e secretária-geral da Sociedade Brasileira de Nutrição e Alimentação (Sban), Márcia Terra.


Fonte: Senado Federal

Por unanimidade, STF valida lei com medidas para igualdade salarial entre homens e mulheres

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu validar uma lei que estabelece medidas para buscar a igualdade salarial entre homens e mulheres que atuam nas mesmas funções.
🔎A norma obriga empresas com mais de 100 funcionários a divulgar, a cada semestre, salários e critérios de remuneração em relatórios de transparência. Os dados não podem identificar os empregados.
Pelas regras, as informações devem enviadas ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), sob pena de multa. Quando for constatada desigualdade salarial, as empresas devem apresentar um plano de ação para corrigi-la, com metas e prazos.
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Ações
Sancionada em 2023, a lei foi questionada por meio de três ações:
uma da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (CNC);
outra do Partido Novo; e
uma terceira da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Confederação Nacional dos Metalúrgicos e da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias Têxtil, Couro, Calçados e Vestuário.
Os questionamentos apontavam que a divulgação de salários e de regras de remuneração expõe informações sensíveis sobre estratégia de preços e custos das empresas, violando o princípio constitucional da livre iniciativa.
Já os defensores da norma afirmavam que ela é constitucional e promove a dignidade da pessoa humana, a redução das desigualdades sociais, a justiça social e a valorização do trabalho. 
Governo divulga portaria que define regras para igualdade salarial entre gêneros; entenda como vai funcionar
Julgamento
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, considerou que a norma é compatível com a Constituição. Acompanharam o entendimento os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o presidente Edson Fachin.
Em seu voto, Moraes pontuou que não é possível a construção de uma sociedade livre, justa e solidária se houver discriminação de gênero entre mulheres e homens.
O relator explicou que a lei, além de coibir práticas discriminatórias, atua na estruturação de uma política pública de redução de desigualdades.
Ministro do STF Alexandre de Moraes
Luiz Silveira/STF
O magistrado também considerou que a divulgação dos dados não afeta a privacidade dos empregados.
A ministra Cármen Lúcia ressaltou que é preciso ter a ideia de igualdade de forma dinâmica, como um processo constante de busca de garantia do direito. “Todo mundo é a favor da igualdade. Entretanto, nós vivemos em um estado de desigualdade”, declarou.
Os ministros deixaram claro que as informações divulgadas não podem identificar os trabalhadores e publicar seus dados pessoais.


Fonte:

g1 > Política

Mário Frias contradiz Flávio Bolsonaro e afirma não haver um ‘único centavo’ de Vorcaro no filme sobre o ex-presidente

Áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro; ouça
O deputado federal Mário Frias, produtor executivo do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, e a produtora GOUP Entertainment divulgaram notas na noite da quarta-feira (13) em que disseram que a cinebiografia não recebeu um “único centavo” do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
Em áudio divulgado pelo site The Intercept Brasil, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra Vorcaro por pagamentos atrasados para a produção do filme “Dark Horse” (termo em inglês para azarão). A TV Globo confirmou o conteúdo da reportagem e a existência do áudio com investigadores e pessoas com acesso às informações.
Segundo o Intercept, Vorcaro chegou a pagar cerca de R$ 61 milhões para financiar o filme.
Após a divulgação do áudio, Flávio divulgou um vídeo em que confirmou ter pedido dinheiro ao banqueiro para o filme, mas negou irregularidades. Ele disse que Vorcaro “simplesmente parou de honrar com as parcelas do contrato”. “Sim, tinha um contrato que, ao não pagar essas parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, sequer ser concluído”, afirmou.
🔎 Vorcaro está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a Polícia Federal.
LEIA TAMBÉM:
SADI: PF apura se dinheiro de Vorcaro foi usado para bancar Eduardo Bolsonaro nos EUA
Vorcaro tinha aliados dentro da PF que intimidavam e forneciam dados sigilosos
VÍDEO: Questionado sobre áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Vorcaro, Tarcísio não responde
O deputado Mário Frias, o senador Flávio Bolsonaro e o ator Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme ‘Dark Horse’ (O Azarão), sobre a vida do ex-presidente brasileiro.
Reprodução/Redes Sociais
Em meio à repercussão das mensagens que expuseram diálogos entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, acontece nesta quinta-feira a estreia do documentário “A Colisão dos Destinos”, que narra a trajetória de Bolsonaro desde a infância até a Presidência da República.
Sem dinheiro do Master
No comunicado divulgado nas redes sociais, a GOUP afirmou “categoricamente” que não há “um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário” entre os investidores do longa-metragem.
Parte do dinheiro, no entanto, circulou por meio da Entre Investimentos, empresa que teria intermediado repasses entre Vorcaro e a produção do filme (veja mais abaixo).
Frias reiterou a informação e afirmou que, assim “como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”.
Ele acrescentou que Flávio Bolsonaro “não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora”. Segundo ele, o senador apenas cedeu os direitos de imagem da família Bolsonaro.
“O senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte”, declarou.
Frias disse ainda que, mesmo que houvesse investimento do banqueiro, “não haveria problema algum”, por se tratar de uma relação privada sem uso de recursos públicos.
Segundo o parlamentar, Dark Horse é uma “superprodução em padrão hollywoodiano”, financiada integralmente com capital privado e com participação de profissionais internacionais do cinema. Ele afirmou que o projeto será lançado nos próximos meses.
PF apura se dinheiro de Vorcaro foi usado para bancar Eduardo Bolsonaro nos EUA
Mário Frias também declarou que o filme vem sofrendo “ataques direcionados” desde o anúncio da produção.
“Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual, muitas vezes por motivações claramente políticas e ideológicas”, afirmou.
De acordo com a GOUP Entertainment, a legislação norte-americana para captação de recursos privados no setor audiovisual impede a divulgação da identidade de investidores protegidos por acordos de confidencialidade, conhecidos como Non-Disclosure Agreements (NDAs).
A produtora afirma que o projeto foi estruturado por meio de “articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional”, sem uso de recursos públicos.
A empresa também declarou que eventuais conversas ou apresentações do projeto a empresários e potenciais apoiadores não configuram investimento, participação societária ou transferência de recursos.
“A GOUP Entertainment repudia, portanto, tentativas de associação indevida entre a produção cinematográfica e fatos externos desprovidos de comprovação documental, financeira ou contratual”, diz trecho da nota.
Afirmou ainda que permanece à disposição das autoridades e da imprensa para prestar esclarecimentos sobre o caso.
Mais tarde, no entanto, a assessoria de Frias enviou um novo comunicado, em que recua das afirmações anteriores e diz que “não há contradição material entre os posicionamentos públicos sobre o financiamento do projeto, mas uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento”.
“Quando afirmei anteriormente que não há ‘um centavo do Master’ no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta (leia a íntegra mais abaixo).”
R$ 159,2 milhões repassados
Apesar da declaração do deputado de que não houve dinheiro direto de Vorcaro no filme, os dados dos relatórios de inteligência financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) afirmam que a empresa Entre Investimentos, que teria intermediado repasses entre Vorcaro e a produção do filme Dark Horse, recebeu R$ 159,2 milhões de fundos investigados pela Polícia Federal por participarem de fraude do Banco Master (entenda mais aqui).
Ainda não há informações sobre quanto desse total foi efetivamente destinado ao financiamento do filme ou à empresa responsável pela produção.
O acordo total previa o pagamento de R$ 124 milhões, dos quais R$ 61 milhões foram pagos pelo dono do Master, segundo a reportagem do site The Intercept Brasil, que revelou as conversas entre Flávio e Vorcaro.
Mário Frias, ex-secretário especial de Cultura do governo federal, e atual deputado federal.
Roberto Castro/ Mtur
Leia a íntegra do primeiro comunicado de Mário Frias:
“Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, sobre a trajetória do presidente Jair Bolsonaro, esclareço:
1. O senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte — o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio.
2. Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse. E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco.
3. Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional — com qualidade inédita para retratar o maior líder político brasileiro do século XXI. O projeto é real, será lançado nos próximos meses e, para quem investiu, será um negócio bem-sucedido.
4. ⁠Desde o anúncio do projeto, Dark Horse vem sendo alvo reiterado de ataques direcionados não apenas à produção do filme, mas também à sua própria viabilidade e futura exibição. Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual, muitas vezes por motivações claramente políticas e ideológicas. Ainda assim, o projeto segue firme, estruturado e respaldado por profissionais experientes da indústria cinematográfica internacional.
5. Por fim, um lembrete pessoal: geri bilhões da Lei Rouanet à frente da Secretaria Especial da Cultura e saí do governo com as mãos limpas. Quem não se enriqueceu com bilhões certamente não iria se sujar pelos R$ 2 milhões que a imprensa agora tenta atribuir.
Deputado Federal Mário Frias, produtor executivo”.
Leia, a seguir, a íntegra da segunda nota enviada pelo deputado:
“Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, esclareço que não há contradição material entre os posicionamentos públicos sobre o financiamento do projeto, mas uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento.
 Quando afirmei anteriormente que não há “um centavo do Master” no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta.
 Reitero que o senador Flávio Bolsonaro e o Deputado Eduardo Bolsonaro não têm sociedade no filme nem na produtora ou com qualquer outra estrutura ligada ao filme, tendo apenas autorizado o uso de direitos de imagem da família. Também reafirmo que todo o dinheiro captado foi utilizado exclusivamente na produção do filme Dark Horse, projeto realizado com capital privado e sem qualquer recurso público.
 Deputado Federal Mário Frias
Produtor Executivo”
“Comunicado GOUP Entertainment:
“A GOUP Entertainment esclarece, preliminarmente, que a legislação norte-americana aplicável a operações privadas de captação no setor audiovisual veda a divulgação da identidade de investidores cujos aportes encontrem-se resguardados por acordos de confidencialidade (Non-Disclosure Agreements). Trata-se de prerrogativa contratual e regulatória legítima, assegurada aos financiadores de projetos estruturados sob o regime de investimento privado, e que esta produtora é obrigada a observar.
Sem prejuízo das restrições acima e com o propósito de afastar especulações infundadas, a GOUP Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.
A produtora reafirma que o projeto cinematográfico Dark Horse foi estruturado dentro de modelo privado de desenvolvimento audiovisual, por meio de articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional, sem utilização de recursos públicos.
Cumpre destacar, ademais, que conversas, apresentações de projeto ou tratativas eventualmente mantidas com potenciais apoiadores e empresários não configuram, por si só, efetivação de investimento, participação societária ou transferência de recursos — sendo improcedente qualquer ilação em sentido contrário.
A GOUP Entertainment repudia, portanto, tentativas de associação indevida entre a produção cinematográfica e fatos externos desprovidos de comprovação documental, financeira ou contratual.
A produtora permanece à disposição das autoridades competentes e da imprensa para os esclarecimentos cabíveis, reafirmando seu compromisso com a transparência, a legalidade e a integridade de suas operações”.
Tarcísio defende Flávio Bolsonaro e diz que áudios com Daniel Vorcaro não afetam pré-candidatura do senador


Fonte:

g1 > Política