Se Liga Cacoal – Header
.

Se Liga Cacoal – Header
Início Site

Áudio: Especialistas apoiam projetos de regulamentação das terras raras

A criação de uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos foi apoiada por autoridades e especialistas que participaram na terça-feira (2) de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). O Senado analisa dois projetos com esse objetivo: o PL 4.443/2025, de autoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL), e outro que foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio (PL 2.780/2024).


Fonte: Senado Federal

Alcolumbre diz que parlamentares cobram CPMI do Master ‘para fazer palanque eleitoral’

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP), disse nesta terça-feira (2) que uma eventual Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o banco Master seria para “fazer palanque eleitoral”.
“A Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Justiça brasileira, está todo mundo investigando isso. Não sei quem é o culpado. Se é o Banco Central do Brasil, se são as pessoas que fizeram errado, se é a Comissão de Valores Mobiliários, mas está todo mundo investigando isso. Querem abrir mais uma CPMI para fazer palanque eleitoral”, disse Alcolumbre.
Agora no g1
O presidente do Senado foi cobrado na última sessão do Congresso por parlamentares da base governista e da oposição para realizar a leitura, e consequentemente a instalação, da CPMI do Master.
Alcolumbre destacou que convocou a sessão do Congresso para beneficiar municípios com a derrubada do veto do presidente Lula que impedia a doação de bens, valores e benefícios pelo poder público a estados e municípios nos três meses anteriores às eleições.
“Eu passei quatro horas sendo ofendido por todos os congressistas que falaram da CPMI. E eu fiz aquela sessão do Congresso para ajudar 5 mil prefeitos. […] Todo mundo [gesto de soco] só no Davi que não leu o requerimento da CPMI do Banco Master para passar o Brasil à limpo. Não é para passar o Brasil à limpo. É para fazer campanha eleitoral”, declarou.
Na sessão, Alcolumbre se negou a fazer a leitura do requerimento e reforçou que a decisão sobre a CPMI do Master é dele.
“Requerimentos de leituras de matérias devem ser objeto de despacho da presidência. Portanto, o momento da leitura é um ato discricionário [uma escolha] da presidência da mesa do Congresso Nacional”, disse na ocasião.
Parlamentares de diversos partidos se manifestam a favor de uma CPMI para investigar as suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o banco de Daniel Vorcaro, preso desde março pela Polícia Federal (PF), na operação Compliance Zero.
Alcolumbre também ignorou o pedido na primeira sessão do ano, em abril, quando os parlamentares derrubaram o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria, que abre caminho para a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, inclusive a do ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar.
🔎 Para que uma Comissão Parlamentar de Inquérito seja criada, é necessário o apoio mínimo de um terço dos integrantes da respectiva Casa Legislativa e para que seja instalada, é preciso que o requerimento seja lido em uma sessão. Além do número mínimo de assinaturas, o requerimento precisa indicar um fato determinado a ser investigado e estabelecer prazo certo para funcionamento da comissão.
Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Carlos Moura/Agência Senado
Pedidos estão parados
Hoje, há pelo menos cinco pedidos protocolados de abertura de uma CPI para investigar o caso. Um requerimento de CPI exclusivo da Câmara, três do Senado e um pedido de CPI mista, ou seja, que reúne deputados e senadores.
Além disso, tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos da oposição e da base para abertura do colegiado. Uma decisão do STF poderia obrigar o parlamento a criar a comissão — como aconteceu com a CPI da Covid.
Apesar das manifestações públicas pela abertura de uma CPI para apurar o caso Master, nos bastidores o tom muda. Parlamentares de todos os espectros políticos admitem que a investigação não interessa à cúpula do Congresso e a nenhum segmento político.
Deputados e senadores também apontam que um calendário curto para avançar com a criação das comissões devido ao ano eleitoral.


Fonte:

g1 > Política

Fim da escala 6×1 sai antes da eleição? As pressões a favor e contra na reta final no Congresso

Fim da escala 6×1 foi aprovado na Câmara; mas, quando começa a valer?
Após a proposta que acaba com a escala 6×1 ser aprovada com larga vantagem na Câmara dos Deputados, a tramitação no Senado continua incerta.
Senadores aguardavam para esta semana uma reunião de líderes com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para definir o encaminhamento da matéria, mas o encontro ficou para depois do feriado de Corpus Christi.
“Não temos a data certa… mas poderá ser no dia 9 ou 10 [de junho]”, disse em mensagem à BBC News Brasil o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos primeiros parlamentares a defender a redução da jornada.
Alcolumbre se manifestou sobre o tema apenas na terça-feira (02/06), quase uma semana após a aprovação na Câmara, e indicou não ter pressa para levar a proposta de emenda à Constituição (PEC) ao plenário.
“Seria muito razoável se o Senado pudesse melhorar um texto com essa importância, se os senadores pudessem debater um assunto dessa envergadura com calma, sem açodamento, sem pressa”, disse, durante sessão do Senado.
“Deve ter no mínimo uma comissão [analisando a PEC antes do plenário]. Não podemos ser uma Casa carimbadora”, disse ainda.
O comportamento de Alcolumbre contrasta com o do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que rapidamente se alinhou com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva em apoio ao fim da 6×1, pauta com forte apelo eleitoral.
O texto aprovado pela Câmara na quarta-feira (27/05) prevê que a obrigatoriedade de ao menos dois dias de folga por semana entre em vigor 60 dias depois da promulgação da alteração constitucional, etapa que ocorre logo após a aprovação no Congresso.
Já a redução da jornada de 44 horas semanais para 40 horas entraria em vigor em duas etapas. Primeiro, haveria a redução para 42 horas, também após os 60 dias. O limite de 40 horas seria alcançado após mais um ano. A PEC também prevê que os salários não serão reduzidos.
Em reação ao avanço da PEC, 41 senadores de oposição assinaram uma proposta alternativa, incluindo o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Essa PEC permite que os empregados escolham entre seguir o regime de trabalho tradicional da CLT ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. Nesse caso, não há redução de jornada com manutenção de salários, nem garantia de duas folgas semanais.
Para os defensores do novo modelo, isso dará aos trabalhadores a opção de ajustar sua jornada de acordo com suas necessidades pessoais e profissionais.
Já os críticos da mudança dizem que o poder dos trabalhadores para negociar diretamente com os patrões a escala de trabalho é limitado e, por isso, defendem que a redução da jornada sem redução de salário seja uma obrigação para as empresas.
Grupos já estão mobilizados para pressionar o Senado a favor e contra as duas propostas.
Entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) apoiam a PEC da oposição e tentam evitar que o fim da escala 6×1 seja aprovado neste ano no Congresso.
“O que se pede? Vamos sair desse período eleitoral, vamos discutir isso com a profundidade que seja verdadeira e necessária”, disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, após encontro com Alcolumbre na terça-feira da semana passada (26/05).
Também presente na reunião, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse que o fim da escala 6×1 vai aumentar os custos das empresas e pode representar um aumento médio nos preços entre 6% e 8%.
Já o vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo (PSOL), ex-balconista de farmácia e fundador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), está articulando com centrais sindicais a realização de atos e até mesmo paralisações para pressionar senadores pelo fim da escala 6×1. Segundo ele, a PEC alternativa é a “PEC da escravidão”.
“[Depois de] Passar pela Câmara, como passamos, com uma votação praticamente unânime, com certeza a gente vai passar pelo Senado”, disse Azevedo, em um vídeo em suas redes sociais.
“A gente vai pra cima do senhor Alcolumbre com tudo. Já está claro que não temos medo de seu ninguém”, continuou.
O possíveis caminhos da PEC no Senado
Fim da escala 6×1 sai antes da eleição? As pressões a favor e contra na reta final no Congresso
AFP via Getty Images/BBC
Fontes no Senado e cientistas políticos se dividem sobre qual será o rito da matéria na Casa.
Há certeza de que a PEC passará na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de chegar ao plenário, mas não está claro se o texto será analisado também por outras comissões, como a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ou a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Segundo Paulo Paim, o regimento do Senado prevê que matéria constitucional vá da CCJ direto ao plenário. Essa também é a leitura do analista político Antônio Augusto de Queiroz, ex-diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).
Além disso, na sua visão, a pressão eleitoral vai contribuir para que o tema tramite rapidamente — dois terços das vagas do Senado estarão em disputa no pleito de outubro.
“Eu acho que a pressão sobre a matéria é tão grande na sociedade e, num ano eleitoral com renovação da maioria da casa, a tendência é que ande rápido a despeito da contrapressão do setor empresarial”, disse à BBC News Brasil.
Já o assessor parlamentar de outro senador petista disse à BBC News Brasil o oposto — na sua visão, Alcolumbre vai segurar o andamento da PEC e deve enviar o texto para análises de outras comissões.
Para o cientista político Lucas de Aragão, da Arko Advice, havendo acordo o rito previsto no regimento pode ser flexibilizado.
“Eu acho que [no Senado] não vai ter essa pressa toda que a gente percebeu na Câmara, com o Hugo Mota, mas também não acho que o Alcolumbre vai sentar em cima [da PEC]”, acredita.
“Deve ter uma tramitação mais organizada, audiências públicas, passar por comissões”, acrescentou.
Para Aragão, é muito difícil evitar a aprovação no Senado por causa do grande apelo popular da proposta. Ainda assim, vê chance de a votação ficar para depois da eleição.
E, ainda que seja antes de outubro, o cientista político acredita que haverá mudanças no texto aprovado na Câmara para ampliar o tempo de transição.
Por ser uma alteração da Constituição, uma PEC só entra em vigor quando é aprovada com texto idêntico nas duas casas. Então, qualquer alteração faria a proposta retornar à Câmara, adiando o fim da 6×1.
Na sua visão, há três incentivos para Alcolubre não acelerar a PEC.
“Primeiro, há esse distanciamento entre ele e o governo pós-rejeição do [Jorge] Messias ao STF. Segundo, Alcolumbre não vai disputar a reeleição este ano. Então, a pressão popular é menos relevante nele do que nos demais”, analisa.
“E o terceiro ponto é que ele está buscando reeleição como presidente no Senado no ano que vem, numa Casa que está dando indícios de que a oposição vai crescer e que vai ficar mais à direita. Então, ele está num momento mais sensível às demandas do PL, da oposição”, acrescentou.
Ainda não se sabe qual será o relator da proposta no Senado. O perfil escolhido por Alcolumbre, nota Aragão, será uma boa sinalização sobre o ritmo que ele dará para a tramitação.
Outro fator que pode atrasar o andamento da PEC é o calendário apertado. Em junho, haverá Copa do Mundo e festas de São João, um momento em que os parlamentares, principalmente do Nordeste, passam mais tempo em suas bases eleitorais. E em julho, ocorre o recesso parlamentar.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado é presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), aliado do governo.
A CCJ já recebeu a proposta que cria o regime de trabalho por horas, mas, segundo Alencar, a prioridade será avançar com a proposta aprovada na Câmara.
A PEC alternativa não é consenso mesmo na oposição. O senador Cleitinho, do Republicanos de Minas Gerais e pré-candidato a governador, é um dos que defendem o fim da escala 6×1.
“Senhor presidente [Alcolumbre], eu queria entrar aqui na pauta da questão do fim da escala 6×1 inclusive pedir que vossa excelência possa tramitar o mais rápido possível”, disse, em discurso na tribuna do Senado.
“Essa pauta da questão da escala não é ideológica. Vai lá na rua, vai no shopping, vai no supermercado e pergunta ao trabalhador se ele é de esquerda e de direita. Ele está se lixando pra isso. Ele quer ter é um pouco de dignidade. E eu tenho propriedade para falar disso porque a vida inteira eu trabalhei nessa maldita escala”, reforçou.


Fonte:

g1 > Política

Estreia do Brasil em 70, há 56 anos, calou os críticos e confirmou o favoritismo na Copa

Rivellino, Pelé e Jairzinho, duas vezes, apresentaram o cartão de visitas da seleção brasileira naquele inesquecível 3 de junho de 1970. A estreia contra a Tchecoslováquia era cercada de desconfiança. Por incrível que pareça, a equipe nacional saiu do país desacreditada, mas a constelação de estrelas mostrou a que veio na Copa. 
Faltavam poucos minutos para às 16hs no horário do México, 19hs no Brasil. Os jogadores, como em qualquer estreia, estavam nervosos. Perfilados, as câmeras de TV mostravam a imagem deles, um a um, para mais de 700 milhões de pessoas em todo o mundo. Nas arquibancadas, pouco mais de 50 mil torcedores, sendo 5 mil brasileiros.
O mais visado pelas lentes dos fotógrafos era Pelé, que tinha uma dívida pessoal: aos 29 anos, queria provar ser capaz de fazer uma Copa irrepreensível, jogar todas as partidas e escapar ileso de contusões e da violência dos adversários. Depois de todo tumulto causado pela demissão de João Saldanha e a escolha de Zagallo para comandar a seleção, o time nacional saiu do país desacreditado. Os 90 milhões de brasileiros sabiam que a seleção era formada por atletas formidáveis, mas como a equipe se sairia na Copa?
A Tchecoslováquia tinha um histórico de dois vice-campeonatos mundiais: em 1934 e em 1962, quando foi derrotada pelo Brasil na finalíssima. Já em Guadalajara, aos 12 minutos, Clodoaldo perdeu a bola na intermediária brasileira para Petras. O camisa 8 da Tchecoslováquia driblou Brito, invadiu a área e tocou na saída de Félix. Surpresa! 1 a 0. Na comemoração, ele se ajoelhou e fez o sinal da cruz, em um protesto contra o regime ateu e socialista em vigor em seu país. Essa imagem correu o mundo, estampou as capas dos principais jornais no dia seguinte. 
Aos 25 minutos, Pelé sofreu falta na entrada da área adversária. Rivellino chutou com força, a bola ainda resvalou na mão direita de Viktor e estufou as redes. Todo o time partiu para o abraço e o camisa 11 da seleção, que ficou conhecido no México como “patada atômica”, gritava: “vamos lá, vamos lá”. Ainda no primeiro tempo, Pelé estava na intermediária do Brasil quando viu o goleiro Viktor adiantado e não teve dúvidas: chutou ao gol de uma distância de 60 metros! Na hora, os colegas de Pelé olharam para ele e não entenderam o que estava acontecendo. O goleiro tcheco voltou correndo desesperado para a meta, mas a bola passou a centímetros da trave esquerda. Seria o gol maior das Copas. Durante todo o mundial, Pelé surpreendeu os críticos que não acreditavam mais na capacidade dele de improvisar. Foi o que ele mais fez. 
A seleção de 1970 era, antes de tudo, bem preparada fisicamente e cresceu de produção no segundo tempo. Aos 15 minutos, Gérson, no círculo central, deu dois passos e fez um lançamento fantástico para Pelé. Já na área, o Rei matou a bola no peito, entre dois marcadores, esperou a saída de Viktor e chutou para o fundo das redes. Um golaço, um dos mais bonitos do mundial. A comemoração foi uma explosão de alegria: Jair, Tostão, Rivellino e Clodoaldo fizeram uma “montanha” em Pelé. Finalmente, a seleção estava à frente no placar: 2 a 1. Praticamente na sequência, aos 19 minutos, Gérson, soberano no meio de campo, fez um lançamento para Jairzinho. O camisa 7 do Brasil deu um “chapéu” em Viktor, matou a bola no peito e, com o gol vazio, marcou o terceiro da seleção.
Para fechar o placar, Jair Ventura, de novo ele, mostrou que faria uma “Copa de Pelé” e marcou o quarto da seleção em uma jogada fantástica, com muita raça. Aos 38 minutos, o “furacão” recebeu a bola na intermediária tcheca e, como um “rolo compressor”, foi driblando os adversários e chutou cruzado no canto direito do goleiro: 4 a 1. Um resultado maioral para a estreia na Copa, suficiente para calar os críticos e acabar com qualquer desconfiança. 
Ouça agora o segundo tempo da estreia brasileira no mundial de 1970, no México, com o som original da transmissão da TV. A narração é de Geraldo José de Almeida e os comentários são de João Saldanha, dupla da Rede Globo.


Fonte: Jovem Pan

Brasil sofre mais um revés após governo Trump propor nova tarifa por trabalho forçado

O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs na terça-feira (2) a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. A decisão é resultado de uma investigação conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que concluiu que o Brasil e outras 59 economias falharam em impor e fiscalizar a proibição de importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Este é o segundo revés comercial enfrentado pelo Brasil perante o governo norte-americano em um curto período. Na segunda-feira (1º), o USTR concluiu uma investigação que classifica políticas e práticas do governo brasileiro como irrazoáveis. Como resultado, o governo americano propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre mercadorias do Brasil, alegando que as ações brasileiras oneram e restringem o comércio dos EUA.
De acordo com o relatório do USTR de terça-feira, o Brasil faz parte de um grupo de 54 nações que não adotaram medidas efetivas para impedir a entrada de bens ligados à exploração laboral em seus territórios. O órgão determinou que essa omissão é “irrazoável e sobrecarrega ou restringe o comércio dos EUA”.
Como resposta, o governo norte-americano propôs taxas adicionais de 12,5% sobre produtos provenientes de países que não possuem regimes de proibição ao trabalho forçado, categoria na qual o Brasil foi incluído. Para economias que já possuem algum nível de restrição ou acordos de reciprocidade, a tarifa proposta é de 10%.
O embaixador Jamieson Greer afirmou que a falta de ação dos parceiros comerciais cria uma competição desleal. “A falha de nossos parceiros comerciais mais importantes em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável. Isso cria uma dinâmica onde os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em um campo de jogo desigual”, disse.
O relatório aponta ainda que a ausência de fiscalização por parte das economias investigadas “distorce as condições de mercado para empresas que não utilizam trabalho forçado” e contribui para a continuidade dessa prática globalmente.
Greer reforçou a postura dos EUA: “Não toleraremos mais esta disparidade. Cada um de nossos parceiros comerciais deve fazer mais para garantir que o comércio não encoraje e consolide perversamente o trabalho forçado em todo o mundo”.
O USTR abriu um período de consulta pública para as medidas propostas. Interessados podem enviar comentários por escrito até o dia 6 de julho de 2026. Além disso, o órgão realizará audiências públicas sobre as novas tarifas no dia 7 de julho. Caso as taxas sejam confirmadas, elas incidirão sobre todos os produtos das economias investigadas, com exceção de itens específicos que serão listados em anexo no registro oficial.

Irregularidades em seis áreas
A decisão de segunda-feira foi tomada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O relatório final apontou irregularidades em seis áreas principais: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais desleais, aplicação de medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.
No âmbito digital, a investigação citou ordens judiciais brasileiras para remoção de conteúdo e suspensão de perfis em redes sociais americanas, além de restrições a sistemas de pagamentos.
Quanto ao etanol, o texto afirma que o Brasil não oferece tratamento tarifário recíproco desde 2017. O documento menciona ainda que, apesar de possuir leis contra o desmatamento, o Brasil falha na aplicação eficaz dessas normas.
O embaixador Jamieson Greer declarou que a investigação foi iniciada a pedido do presidente Donald Trump para abordar preocupações comerciais persistentes. Greer afirmou que, embora tenham ocorrido reuniões entre Trump e o presidente Lula (PT) nos últimos meses, permanecem divergências substanciais entre as nações.


Fonte: Jovem Pan

Corpus Christi: Por que feriado muda de data todos os anos?

A celebração de Corpus Christi ocorre nesta quinta-feira (04). A data é celebrada exatamente 60 dias depois da Páscoa, outra festa católica. Como a data da Semana Santa é móvel, o mesmo ocorre com Corpus Christi. No ano 325, no concílio de Niceia, a Igreja Católica estabeleceu que a Páscoa seria sempre comemorada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio de outono no Brasil e em todo o hemisfério sul e da primavera no hemisfério norte.
Esse domingo em que se comemora a Páscoa pode cair entre 22 de março e 25 de abril. Em 2026, foi comemorado em 5 de abril. Então, Corpus Christi, celebrado 60 dias depois, será festejado em 4 de junho.
Outra celebração cuja data é determinada pela Páscoa é o carnaval – a terça-feira de carnaval acontece exatamente 47 dias antes da Páscoa.

O que é Corpus Christi?
Corpus Christi, expressão em latim que significa “Corpo de Cristo”, é o nome de uma celebração instituída pela Igreja Católica em 1264 para comemorar a eucaristia, o sacramento cristão segundo o qual o pão e o vinho se tornam o corpo e o sangue de Jesus Cristo. No Brasil, não é feriado nacional, mas é feriado estadual ou municipal em vários locais e ponto facultativo em outros.
Em muitas cidades brasileiras são tradicionais as procissões de Corpus Christi, durante as quais os fiéis caminham por ruas enfeitadas com desenhos religiosos.
A celebração é realizada numa quinta-feira por ser diretamente ligada a outra data religiosa, a última ceia de Jesus Cristo com os apóstolos antes de ser crucificado, que ocorreu na quinta-feira anterior à Páscoa. Naquela data, segundo a Igreja Católica, Cristo ofereceu a Deus o seu corpo e o seu sangue, representados respectivamente por pão e vinho, e entregou esses alimentos aos apóstolos para que eles consumissem, ordenando que assim fizessem também com seus sucessores.
“Tomai todos e comei. Isto [o pão] é o Meu Corpo, que é entregue por vós”, teria dito Cristo. Foi então criada a crença de que o pão e o vinho, a partir do ato da consagração, se transformam no corpo e no sangue de Cristo. Esse fenômeno é chamado transubstanciação.
Foi a partir daí que se instituiu Corpus Christi, com o objetivo de reafirmar a importância do pão e do vinho como o corpo e o sangue de Cristo.


Fonte: Jovem Pan

Todas as finais de Copa do Mundo que terminaram empatadas e foram para a prorrogação

Oito decisões superaram os 90 minutos regulamentares ao longo das 22 edições já disputadas da Copa do Mundo. Para o fã de futebol que deseja saber exatamente quais foram as finais de Copa do Mundo que terminaram empatadas e foram para a prorrogação, o cenário histórico se divide em duas frentes: cinco seleções ergueram a taça conquistando a vitória ainda no tempo extra, enquanto outras três precisaram sobreviver à tensão máxima das cobranças de pênaltis.
Argentina e Itália detêm o recorde de resistência nas finais
Quando o assunto envolve força mental e desgaste prolongado, o almanaque esportivo aponta um empate duplo. Tanto a Argentina quanto a Itália carregam o recorde absoluto de três finais disputadas além do tempo normal.
Os italianos inauguraram as decisões com prorrogação em 1934 e voltaram a atuar mais de 90 minutos nos mundiais de 1994 e 2006. Já os argentinos sentiram o limite do desgaste físico em 1978, em 2014 e no épico tricampeonato de 2022. Do lado oposto, a Holanda carrega a infeliz marca de ser a equipe que mais perdeu prorrogações em finais, somando reveses em 1978 e 2010.
A lista completa das decisões resolvidas após os 90 minutos
O retrospecto oficial da entidade máxima do futebol registra partidas lendárias que exigiram extrema superação tática. Abaixo, o detalhamento cronológico das oito decisões que marcaram época.

1934: Itália 2 x 1 Tchecoslováquia: O primeiro empate em decisões aconteceu logo na segunda edição. Após o placar de 1 a 1 no tempo regulamentar, a seleção italiana marcou o gol do título nos primeiros dez minutos da etapa complementar.
1966: Inglaterra 4 x 2 Alemanha Ocidental: Impulsionados pela torcida londrina, os anfitriões desempataram o 2 a 2 dos 90 minutos iniciais com um polêmico gol de Geoff Hurst no tempo extra, ampliando a vantagem em seguida.
1978: Argentina 3 x 1 Holanda: O talento de Mario Kempes falou alto sob o estrondo das arquibancadas em Buenos Aires. O marcador ficou no 1 a 1 até os 90 minutos, mas o preparo físico sul-americano sobressaiu com dois tentos na prorrogação.
1994: Brasil 0 x 0 Itália (Pênaltis: 3 x 2): A primeira grande decisão decretada na marca da cal. Sob um sol forte em Los Angeles, o zero permaneceu intacto no placar durante exaustivos 120 minutos.
2006: Itália 1 x 1 França (Pênaltis: 5 x 3): Marcada pelo conflito entre Zinedine Zidane e Marco Materazzi, a igualdade do primeiro tempo seguiu inalterada, levando os italianos ao tetracampeonato nos pênaltis.
2010: Espanha 1 x 0 Holanda: A consagração do toque de bola europeu chegou na última gota de suor. O inesquecível gol de Andrés Iniesta aos 116 minutos definiu a inédita taça espanhola sem necessidade de penalidades.
2014: Alemanha 1 x 0 Argentina: Repetindo o formato exato da edição anterior, Mario Götze encontrou espaço no segundo tempo extra para selar a vitória alemã no gramado do Maracanã.
2022: Argentina 3 x 3 França (Pênaltis: 4 x 2): Apontada como a melhor partida do século, o embate travou um 2 a 2 no tempo normal, empatou por 1 a 1 na prorrogação e encerrou com o desfecho histórico a favor dos sul-americanos.

O impacto tático para o torneio de 2026 na América do Norte
A contagem regressiva para a atual Copa do Mundo, que será disputada entre junho e julho de 2026, entrega uma realidade inegável sobre esses números. Os elencos estão cada vez mais nivelados fisicamente.
Os departamentos de desempenho já preparam as seleções para o rigor de suportar 120 minutos de alta intensidade considerando as enormes variações climáticas em diferentes fusos horários do continente norte-americano. O futebol moderno força as comissões técnicas a inserirem no cronograma exaustivos mapeamentos estatísticos e preparação psicológica específica para sobreviver aos pênaltis.
Compreender o tamanho do retrospecto das partidas finalizadas no tempo extra é enxergar a transformação do esporte. Os países que conseguiram triunfar superando a fadiga aguda provaram ao mundo que dominar o campo demanda um equilíbrio rigoroso entre genialidade individual e preparo físico.


Fonte: Jovem Pan

Quem são os jogadores brasileiros com mais assistências na história da Copa do Mundo

Quando se pergunta quem são os jogadores brasileiros com mais assistências na história da Copa do Mundo, a estatística aponta para o maior ídolo do nosso futebol. Pelé é o líder isolado desse ranking, somando 10 assistências ao longo das quatro edições de mundial que disputou (1958, 1962, 1966 e 1970).
Diferente do que muitos imaginam, o camisa 10 não era apenas um artilheiro implacável, mas também o principal cérebro da seleção, distribuindo passes cruciais que superam as marcas de todas as outras lendas brasileiras na competição da Fifa.
O dono absoluto dos passes magistrais
O reinado estatístico de Edson Arantes do Nascimento nos mundiais vai muito além das bolas na rede. Com 10 assistências registradas em 14 jogos, ele não apenas detém o recorde nacional, mas também aparece no topo da lista global de garçons da Copa do Mundo.
O grande ápice dessa visão de jogo aconteceu na edição de 1970, no México. Atuando de maneira mais cerebral, Pelé distribuiu seis passes diretos para gol na mesma campanha, estabelecendo o recorde em uma única edição de mundial. A assistência mais emblemática daquele ano ocorreu na final contra a Itália, quando aguardou pacientemente a passagem de Carlos Alberto Torres e rolou a bola para o forte chute cruzado que sacramentou o tricampeonato.
Ranking completo dos líderes em assistências
O topo do ranking de maiores garçons da seleção em mundiais é dominado por nomes que jogaram entre as décadas de 1950 e 1980. A lista oficial abaixo do líder é composta por atacantes e meias de armação que definiram o estilo de toque de bola do país.
O top 5 histórico da seleção
Logo após o recorde do Rei do Futebol, o Brasil conta com um empate triplo na segunda colocação. Veja quem são os donos do topo da lista:

Pelé (10 assistências): O recordista absoluto do torneio.
Didi (6 assistências): O maestro clássico do meio-campo nas campanhas vitoriosas da Suécia e do Chile.
Jairzinho (6 assistências): O Furacão da Copa, que além de marcar em todos os jogos de 1970, foi essencial na construção das jogadas.
Zagallo (6 assistências): Ponta solidário e fundamental no esquema tático dos primeiros títulos brasileiros.
Zico (5 assistências): O grande articulador da geração que encantou o planeta nos anos 80.

Outros nomes de destaque no torneio
Atrás dos cinco maiores garçons, o Brasil acumula uma lista expressiva de astros que registraram quatro assistências em Copas do Mundo. Esse pelotão de elite comprova que o talento para criar jogadas se espalhou por várias gerações:

Ademir Menezes
Bebeto
Cafu
Garrincha
Kaká
Rivaldo
Ronaldinho Gaúcho
Tostão

A distância da geração atual para os líderes
Observar os números históricos escancara a dificuldade de alcançar o topo no futebol de altíssimo nível. Neymar, o principal craque contemporâneo, soma três assistências em Copas do Mundo (após jogar as edições de 2014, 2018 e 2022). Embora o atacante seja o jogador com o maior número de assistências em toda a história da seleção brasileira em jogos gerais (que incluem amistosos e eliminatórias), ele ainda precisa de um desempenho acima da média para encostar no top 5 restrito aos mundiais da Fifa.
Outros grandes nomes da atualidade, como Vinícius Júnior e Raphinha, disputaram apenas a Copa de 2022 até o momento e seguem trilhando seus caminhos para buscar um espaço neste cobiçado almanaque estatístico. Esses registros reforçam que ter jogadores com alta capacidade de passe decisivo em torneios de curta duração sempre foi a verdadeira base das maiores campanhas canarinhas.


Fonte: Jovem Pan

Governo brasileiro já esperava sobretaxa relacionada a trabalho forçado

EUA incluem Brasil em lista de 60 países que falham no combate ao trabalho forçado
Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro já esperavam que os Estados Unidos propusessem sobretaxa na importação de itens produzidos com trabalho forçado.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
No entendimento de interlocutores do governo, a nova taxa será somada aos 25% anunciados na segunda-feira (1°). Portanto, a sobretaxa passaria para 37,5%, próximo aos 40% impostos no ano passado.
A defesa contra essa nova taxação deve seguir o mesmo caminho da adotada em relação aos 25%: diálogo com os Estados Unidos até o prazo final da investigação.
Em abril, o Brasil apresentou uma defesa que a diplomacia classificou como técnica, ressaltando os números do combate ao trabalho escravo, como a criação da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, em 2003, e a criação da “Lista Suja”, pela qual empregadores flagrados explorando mão de obra escrava perdem financiamentos em bancos públicos.
Nesta quarta (3), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, irá a um evento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, onde também estará o embaixador Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos.
Fontes que acompanham o ministro afirmam que ainda não há nada marcado entre os dois, mas que Vieira deve tentar se reunir com Greer.
Vista aérea da Casa Branca, em 2 de maio de 2026
REUTERS/Ken Cedeno


Fonte:

g1 > Política

Barroso é surpreendido no exterior; veja vídeo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso foi abordado no exterior por Adriano Castro, o Didi Red Pill, ex-participante do BBB1.
No vídeo publicado pelo canal DidiNews, Adriano pergunta ao ministro o que ele acha de o Brasil ter asilados e exilados políticos.“Eu não sei nem do que você está falando. Você não sabe do que você está falando”, respondeu.
O ex-BBB então exibe um passaporte polonês. “Isso aqui é um passaporte de um asilado político”, diz o repórter. “Eu sou um asilado político”, afirma Adriano no vídeo. Quando um homem da comitiva tenta intervir, ele reage: “Não me toque não, irmão.”
Adriano Castro obteve asilo político na Polônia após mais de 40 entrevistas com o órgão de imigração do país, segundo ele próprio. Saiu do Brasil pela fronteira com o Paraguai cerca de uma semana após os o atos do 8 de janeiro, passou por Colômbia, Costa Rica, Panamá e Alemanha antes de se estabelecer na Polônia.
Um mandado de prisão preventiva foi decretado pelo ministro Alexandre de Moraes em 6 de julho de 2023. Adriano participou do BBB1 em 2002 e é conhecido por ter criado o termo “paredão” no programa.
O local exato da abordagem a Barroso não foi divulgado. O ministro anunciou aposentadoria antecipada do STF em outubro de 2025, após 12 anos na Corte.

Perguntei ao ex-ministro Barroso sobre Asilados e exilados políticos. Veja o que ele me respondeu pic.twitter.com/OZPGD359na
— @Didi News (@DIDIREDPILL) June 1, 2026


Fonte: Conexão Política