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MP prevê incentivo financeiro a produtores de cana do Nordeste

O Congresso Nacional vai analisar a Medida Provisória 1.374/2026, que autoriza a concessão de subvenção econômica aos produtores independentes de cana-de-açúcar da região Nordeste prejudicados pela tributação adicional imposta pelos Estados Unidos ou por eventos climáticos extremos.
Publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 30 de junho, a MP autoriza o pagamento de subvenção de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar, produzida e comprovadamente entregue a usinas, destilarias ou cooperativas localizadas na região Nordeste durante a safra 2025/2026, mediante comprovação por nota fiscal eletrônica.
O apoio financeiro poderá ser concedido aos produtores independentes, diretamente ou por intermédio de suas cooperativas ou associações, em função da quantidade de cana-de-açúcar que tenha sido vendida.
De acordo com a MP, não terão direito ao apoio financeiro os produtores independentes de cana-de-açúcar que detenham participação societária, direta ou indiretamente, nas usinas, destilarias ou cooperativas destinatárias da matéria-prima fornecida.
As despesas decorrentes da concessão do apoio financeiro terão natureza discricionária e correrão à conta do orçamento dos órgãos competentes do Poder Executivo federal, observada a disponibilidade orçamentária e financeira.
A MP também destina até R$ 10 bilhões do superávit financeiro da União para o financiamento de projetos de disseminação tecnológica baseada em equipamentos inovadores nacionais para a produção agrícola. Isso será feito mediante crédito descentralizado concedido por agências de fomento, bancos de desenvolvimento ou instituições de crédito oficiais credenciados pela Finep. Destinada a pessoas físicas ou jurídicas, a verba terá origem no superavit financeiro do exercício de 2026.
Tramitação
A MP entra em vigor com força de lei assim que é editada pelo presidente da República. No Congresso, sua tramitação segue um rito acelerado com prazo total de até 120 dias (60 prorrogáveis por mais 60).
O texto é avaliado primeiro em comissão mista de deputados e senadores, que discutem a proposta e votam o parecer. Após a comissão, a MP segue para o Plenário da Câmara.
Se aprovada, a MP segue para o Senado. Se alterada, retorna para votação na Câmara. Caso não seja votada em até 45 dias após a publicação, a MP tranca a pauta da Casa em que estiver tramitando, paralisando outras votações.


Fonte: Senado Federal

Nunes chama decisão de Moraes sobre mototaxis de ‘opinativa’, mas afirma: ‘Precisamos respeitar’

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), lamentou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que suspendeu a exigência de contratação de um seguro adicional para a operação do serviço de mototáxi por aplicativos na capital paulista. Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, Nunes afirmou que, embora respeite a decisão judicial, discorda dos fundamentos apresentados pelo ministro: “Uma decisão do ministro do STF precisamos respeitar, mas também, com todo respeito, lamentamos”, declarou o prefeito.

A exigência do seguro havia sido estabelecida pela Prefeitura como uma das condições para o funcionamento da modalidade. Ao suspender essa obrigação, Moraes entendeu que o custo elevado da apólice poderia inviabilizar a atividade, entendimento contestado por Nunes.Segundo o prefeito, a regulamentação municipal foi construída com base na legislação federal, que atribui aos municípios a competência para disciplinar o serviço de transporte individual de passageiros. “A lei federal é clara em conceder aos municípios a regulamentação e assim foi feito de forma ampla e democrática”, afirmou.Nunes ressaltou que as regras aprovadas pela Prefeitura passaram por ampla discussão antes de serem transformadas em lei. De acordo com ele, o texto foi elaborado após debates promovidos pela Câmara Municipal e levou em consideração as características da cidade. “Os vereadores constituíram um grupo de trabalho com audiências públicas, escutando especialistas, analisando as peculiaridades da cidade, apresentaram e votaram uma lei, e eu, como prefeito eleito, sancionei”, disse.

Na avaliação do prefeito, a decisão de Moraes não questionou a competência do município para regulamentar o serviço, mas apenas o valor exigido para a contratação do seguro. Para Nunes, esse argumento não se sustenta diante da necessidade de garantir proteção aos usuários. “A decisão do ministro não foi se poderia ou não ter a regra dentro do contexto da constitucionalidade ou não. Ela foi de uma opinião de que o valor do seguro era alto, e isso é muito difícil concordar que seja uma decisão certa”, afirmou.Ao defender a manutenção da exigência, o prefeito fez um apelo em favor da segurança dos passageiros e motociclistas. “Quanto vale uma vida?”, questionou. “Se a lei federal concede a prerrogativa do município regulamentar, onde está a inconstitucionalidade?”, acrescentou.O prefeito concluiu afirmando que a decisão enfraquece a capacidade do poder público municipal de estabelecer normas voltadas à proteção da população: “Os vereadores eleitos, em decisão colegiada, e o prefeito eleito não podem decidir o que deve e como deve regulamentar uma atividade onde a lei federal nos concede essa prerrogativa? É muito complicado ficarmos com toda a responsabilidade, mas não podermos tomar as ações para proteção da vida”, concluiu.


Fonte: Jovem Pan

Áudio: Comissão do Senado rejeita sugestão que revogaria o ECA Digital

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) rejeitou uma sugestão legislativa apresentada no Portal e-Cidadania (SUG 18/2026) que pedia a revogação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como ECA Digital ou Lei Felca. O relatório pelo arquivamento foi apresentado pelo senador Flávio Arns (PSB-PR). Segundo ele, a revogação integral da lei representaria um retrocesso na proteção dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes, especialmente em relação à privacidade e à proteção de dados pessoais.


Fonte: Senado Federal

Áudio: Apoio após aborto espontâneo ou morte de recém-nascido avança em comissão

Prrojeto de lei (PL 5.099/2023) aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), de autoria da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), garante à mulher que teve um aborto espontâneo ou cujo filho morreu no parto o direito de ficar internada em área distinta daquela onde ficam as mães acompanhadas de seus recém-nascidos. Além disso, prevê suporte psicológico e outros cuidados aos pais. O substitutivo do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) passará por mais uma votação na CAS antes de ir para a Câmara dos Deputados.


Fonte: Senado Federal

Lei prioriza alimentos para rede de acolhimento a mulheres vítimas de violência

A rede de acolhimento a mulheres em situação de violência doméstica e familiar passa a ter prioridade no abastecimento de alimentos distribuídos pelo Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A medida está prevista na Lei 15.451, de 2026, sancionada pelo presidente da República e publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (1º).
Para estabelecer essa prioridade — que também beneficia os dependentes dessas mulheres —, a nova norma altera a Lei 11.346, de 2006.
A prioridade vale especialmente para os centros de atendimento integral e as casas-abrigo previstos na Lei Maria da Penha.
O Sisan é o sistema de gestão das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional. Entre seus objetivos estão: formular e implementar políticas e planos de segurança alimentar; promover o direito à alimentação; e acompanhar a segurança alimentar e nutricional no país.
Senado
A nova lei teve origem em um projeto da senadora Teresa Leitão (PT-PE): o PL 996/2023.
Na justificativa do projeto, Teresa defende o fortalecimento da rede de atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e argumenta que, para isso, é necessário garantir condições para que esses serviços atendam às necessidades básicas das vítimas e de seus dependentes.
Durante a análise da matéria na Comissão de Direitos Humanos (CDH), a senadora Leila Barros (PDT-DF) apresentou parecer favorável à iniciativa. Ela destacou que o projeto “busca integrar a política de segurança alimentar à política de enfrentamento à violência doméstica e familiar, constituindo-se como veículo de transversalidade, característica essencial das duas políticas públicas”.
Na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a então senadora Augusta Brito (PT-CE) também apresentou parecer favorável à proposta. Ela ressaltou que, “como há grande proporção de vítimas de violência doméstica em condições de vulnerabilidade social, é fundamental que o Estado ofereça o suporte necessário a essas mulheres na busca de um mínimo de dignidade e da chance de reconstruir as suas vidas”.


Fonte: Senado Federal

Cidade maia escondida por mais de mil anos é achada no México

Uma cidade maia que permaneceu praticamente intocada por mais de mil anos foi descoberta no México, em expedição liderada pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) e divulgada recentemente pelo governo mexicano.


Fonte: UOL Noticias

EUA não concordam em renovar acordo comercial com México e Canadá

Os Estados Unidos, o México e o Canadá se reuniram virtualmente para a revisão conjunta do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA, na sigla em inglês), marco do comércio na América do Norte que substituiu o antigo Nafta.

De acordo com comunicado emitido pela Embaixadora Greer, do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), os três países discutiram o funcionamento do acordo, conforme previsto no Artigo 34.7 do USMCA, que determina uma revisão aos seis anos de vigência.

Os Estados Unidos não concordaram em renovar o USMCA em sua forma atual. Como resultado, o acordo não foi renovado automaticamente. No entanto, o USMCA permanece em vigor enquanto as partes buscam resolver as questões pendentes ou até eventual extinção.

“Os Estados Unidos continuarão a se engajar com o México e o Canadá para abordar as deficiências do Acordo e nossos déficits comerciais com esses países”, destacou o comunicado.

Os Estados Unidos realizarão uma terceira rodada de negociações bilaterais com o México na semana de 20 de julho, focando em temas como segurança econômica, regras de origem, agricultura e condições de concorrência equitativa.

O USMCA entrou em vigor em 1º de julho de 2020 e tem vigência inicial de 16 anos (até 2036), com possibilidade de extensão por mais 16 anos caso os três países concordem. A revisão de 2026 é o primeiro teste dessa cláusula de “sunset” (extinção programada), que permite ajustes ou renegociações periódicas.

A decisão americana reflete preocupações recorrentes com déficits comerciais, regras de origem (especialmente no setor automotivo), questões trabalhistas, ambientais e proteção à propriedade intelectual. Para México e Canadá, manter a estabilidade do acordo é prioritário, dada a forte integração das cadeias produtivas na região.


Fonte: Jovem Pan

Desigualdade dificulta ensino em tempo integral, aponta debate na CE do Senado

As dificuldades para universalizar o ensino em tempo integral foram o tema, nesta quarta-feira (1º), da segunda audiência do ciclo de debates organizado pela Comissão de Educação (CE) do Senado. As reuniões avaliam o Programa Escola em Tempo Integral, política pública do Ministério da Educação (MEC). Representantes do MEC e gestores educacionais de diferentes regiões do país discutiram se o programa tem contribuído para reduzir as desigualdades regionais.
Instituído pela Lei 14.640, de 2023, o Escola em Tempo Integral prevê apoio financeiro e assistência técnica da União para ampliar a oferta de matrículas em tempo integral nas redes públicas de ensino.
Segundo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a audiência pública e foi autora do requerimento para sua realização (REQ 25/2026), os debates buscam identificar os fatores que favorecem ou dificultam a expansão da educação em tempo integral, além de reunir subsídios para o aperfeiçoamento da política e de seu financiamento.
Desafios para a expansão
A coordenadora-geral do Escola em Tempo Integral no MEC, Aline Zero Soares, anunciou que o programa alcançou adesão de todos os estados e do Distrito Federal, além de cerca de 88% das redes municipais. Segundo ela, o percentual de matrículas em tempo integral na rede pública passou de 18% em 2022 para 25,8% em 2025.
A coordenadora reconheceu, porém, que ainda há desigualdades regionais, especialmente na Região Norte, e defendeu o fortalecimento da assistência técnica e do financiamento para ampliar a oferta da modalidade.
— A agenda da educação em tempo integral avançou no país, mas ainda enfrenta desafios importantes para garantir qualidade, equidade e sustentabilidade— concluiu.
Ao comentar os dados apresentados pelo MEC, a senadora Damares Alves observou que Santa Catarina, apesar de ser um dos estados mais ricos do país, registra baixa adesão à educação em tempo integral. A coordenadora da Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina, Silvania de Queiroz Pfluck, explicou que esse cenário decorre de diferentes fatores, como a resistência de parte das famílias, especialmente no ensino médio, quando muitos estudantes precisam conciliar os estudos com o trabalho.
— Não há um único fator que explique esse cenário. Existem questões culturais, sociais e econômicas que influenciam a adesão à educação em tempo integral — ponderou.
Pfluck afirmou que, para reverter esse quadro, o governo catarinense passou a priorizar a educação em tempo integral, instituiu uma política específica para a modalidade e ampliou o número de escolas participantes de 117 para 423. Segundo ela, a infraestrutura das escolas continua sendo um dos principais desafios para a expansão da oferta.
Financiamento
Além do apoio financeiro, Aline Zero Soares destacou que o Programa Escola em Tempo Integral combina estratégias como assistência técnica às redes de ensino; mobilização de estados e municípios; disseminação de experiências exitosas; articulação com áreas como cultura, esporte e assistência social; monitoramento permanente da implementação; e ações voltadas à promoção da equidade.
— O financiamento é importante, mas também precisamos de formação, assistência técnica, planejamento e prioridade política — afirmou.
Representando a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a secretária de Educação de Igarassu (PE), Andreyka Ferreira, afirmou que os municípios de pequeno porte enfrentam maiores dificuldades para expandir a educação em tempo integral. Segundo ela, além das limitações de infraestrutura e da menor capacidade técnica, muitas redes dependem quase exclusivamente dos recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), o que dificulta a abertura de novas vagas.
A secretária explicou que a Emenda Constitucional 135 alterou o modelo de financiamento da política, ao destinar 4% dos recursos do Fundeb para a expansão das matrículas em tempo integral. Ela alertou, no entanto, que o volume de recursos do fundo permaneceu o mesmo, o que pode dificultar a ampliação da oferta pelos municípios de pequeno porte sem comprometer a manutenção das redes já existentes. Por isso, defendeu a criação de novas fontes de financiamento.
— O Fundeb continua sendo o mesmo. O que mudou foi a forma de utilizá-lo, e muitos municípios já não têm recursos suficientes para manter a rede que existe e, ao mesmo tempo, ampliar as vagas da educação em tempo integral — explicou.
Implementação
Aline Soares afirmou que a consolidação da educação em tempo integral depende da construção de políticas próprias pelos estados e municípios, adaptadas às necessidades de cada território. Segundo ela, mais de 90% dos entes participantes do programa já elaboraram normas locais para implementar o tempo integral.
— Não adianta o governo federal ter uma política pública voltada ao tempo integral quando estados e municípios não têm políticas próprias que dialoguem com as necessidades e as potencialidades daquele território — ressalvou.
Representando o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Secretaria Municipal de Educação de São José dos Pinhais (PR), Sirlei Corrêa de Almeida afirmou que a criação de uma política municipal de educação em tempo integral permitiu ampliar gradualmente a oferta da modalidade. Segundo ela, o município passou de 20 escolas atendidas em 2023 para 40 unidades em 2026. Apesar dos avanços, a expansão ainda enfrenta limitações de infraestrutura, falta de profissionais e custos elevados com transporte e alimentação escolar.
— Na nossa política, uma escola que entra na educação em tempo integral não fecha mais. Daqui para frente, nós só vamos crescer — previu.
Representando a Secretaria Municipal de Educação de Boa Vista, Deigla Cassia de Oliveira Cavalcante afirmou que a capital de Roraima priorizou a expansão da educação em tempo integral nas creches, onde registrou crescimento de cerca de 91% nas matrículas. Segundo ela, a estratégia levou em conta as características da rede, que atende continuamente crianças migrantes, principalmente venezuelanas, além de estudantes indígenas e da zona rural.
Deigla Cavalcante acrescentou que Boa Vista pretende ampliar gradualmente a oferta para outras etapas da educação básica e tem investido na atualização da proposta curricular e na formação de professores, para consolidar a política.
— Pensamos em começar pela etapa da creche, que é o carro-chefe da nossa rede — revelou.


Fonte: Senado Federal

Desigualdade dificulta ensino em tempo integral, aponta debate na CE do Senado

As dificuldades para universalizar o ensino em tempo integral foram o tema, nesta quarta-feira (1º), da segunda audiência do ciclo de debates organizado pela Comissão de Educação (CE) do Senado. As reuniões avaliam o Programa Escola em Tempo Integral, política pública do Ministério da Educação (MEC). Representantes do MEC e gestores educacionais de diferentes regiões do país discutiram se o programa tem contribuído para reduzir as desigualdades regionais.
Instituído pela Lei 14.640, de 2023, o Escola em Tempo Integral prevê apoio financeiro e assistência técnica da União para ampliar a oferta de matrículas em tempo integral nas redes públicas de ensino.
Segundo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que presidiu a audiência pública e foi autora do requerimento para sua realização (REQ 25/2026), os debates buscam identificar os fatores que favorecem ou dificultam a expansão da educação em tempo integral, além de reunir subsídios para o aperfeiçoamento da política e de seu financiamento.
Desafios para a expansão
A coordenadora-geral do Escola em Tempo Integral no MEC, Aline Zero Soares, anunciou que o programa alcançou adesão de todos os estados e do Distrito Federal, além de cerca de 88% das redes municipais. Segundo ela, o percentual de matrículas em tempo integral na rede pública passou de 18% em 2022 para 25,8% em 2025.
A coordenadora reconheceu, porém, que ainda há desigualdades regionais, especialmente na Região Norte, e defendeu o fortalecimento da assistência técnica e do financiamento para ampliar a oferta da modalidade.
— A agenda da educação em tempo integral avançou no país, mas ainda enfrenta desafios importantes para garantir qualidade, equidade e sustentabilidade— concluiu.
Ao comentar os dados apresentados pelo MEC, a senadora Damares Alves observou que Santa Catarina, apesar de ser um dos estados mais ricos do país, registra baixa adesão à educação em tempo integral. A coordenadora da Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina, Silvania de Queiroz Pfluck, explicou que esse cenário decorre de diferentes fatores, como a resistência de parte das famílias, especialmente no ensino médio, quando muitos estudantes precisam conciliar os estudos com o trabalho.
— Não há um único fator que explique esse cenário. Existem questões culturais, sociais e econômicas que influenciam a adesão à educação em tempo integral — ponderou.
Pfluck afirmou que, para reverter esse quadro, o governo catarinense passou a priorizar a educação em tempo integral, instituiu uma política específica para a modalidade e ampliou o número de escolas participantes de 117 para 423. Segundo ela, a infraestrutura das escolas continua sendo um dos principais desafios para a expansão da oferta.
Financiamento
Além do apoio financeiro, Aline Zero Soares destacou que o Programa Escola em Tempo Integral combina estratégias como assistência técnica às redes de ensino; mobilização de estados e municípios; disseminação de experiências exitosas; articulação com áreas como cultura, esporte e assistência social; monitoramento permanente da implementação; e ações voltadas à promoção da equidade.
— O financiamento é importante, mas também precisamos de formação, assistência técnica, planejamento e prioridade política — afirmou.
Representando a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a secretária de Educação de Igarassu (PE), Andreyka Ferreira, afirmou que os municípios de pequeno porte enfrentam maiores dificuldades para expandir a educação em tempo integral. Segundo ela, além das limitações de infraestrutura e da menor capacidade técnica, muitas redes dependem quase exclusivamente dos recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), o que dificulta a abertura de novas vagas.
A secretária explicou que a Emenda Constitucional 135 alterou o modelo de financiamento da política, ao destinar 4% dos recursos do Fundeb para a expansão das matrículas em tempo integral. Ela alertou, no entanto, que o volume de recursos do fundo permaneceu o mesmo, o que pode dificultar a ampliação da oferta pelos municípios de pequeno porte sem comprometer a manutenção das redes já existentes. Por isso, defendeu a criação de novas fontes de financiamento.
— O Fundeb continua sendo o mesmo. O que mudou foi a forma de utilizá-lo, e muitos municípios já não têm recursos suficientes para manter a rede que existe e, ao mesmo tempo, ampliar as vagas da educação em tempo integral — explicou.
Implementação
Aline Soares afirmou que a consolidação da educação em tempo integral depende da construção de políticas próprias pelos estados e municípios, adaptadas às necessidades de cada território. Segundo ela, mais de 90% dos entes participantes do programa já elaboraram normas locais para implementar o tempo integral.
— Não adianta o governo federal ter uma política pública voltada ao tempo integral quando estados e municípios não têm políticas próprias que dialoguem com as necessidades e as potencialidades daquele território — ressalvou.
Representando o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a Secretaria Municipal de Educação de São José dos Pinhais (PR), Sirlei Corrêa de Almeida afirmou que a criação de uma política municipal de educação em tempo integral permitiu ampliar gradualmente a oferta da modalidade. Segundo ela, o município passou de 20 escolas atendidas em 2023 para 40 unidades em 2026. Apesar dos avanços, a expansão ainda enfrenta limitações de infraestrutura, falta de profissionais e custos elevados com transporte e alimentação escolar.
— Na nossa política, uma escola que entra na educação em tempo integral não fecha mais. Daqui para frente, nós só vamos crescer — previu.
Representando a Secretaria Municipal de Educação de Boa Vista, Deigla Cassia de Oliveira Cavalcante afirmou que a capital de Roraima priorizou a expansão da educação em tempo integral nas creches, onde registrou crescimento de cerca de 91% nas matrículas. Segundo ela, a estratégia levou em conta as características da rede, que atende continuamente crianças migrantes, principalmente venezuelanas, além de estudantes indígenas e da zona rural.
Deigla Cavalcante acrescentou que Boa Vista pretende ampliar gradualmente a oferta para outras etapas da educação básica e tem investido na atualização da proposta curricular e na formação de professores, para consolidar a política.
— Pensamos em começar pela etapa da creche, que é o carro-chefe da nossa rede — revelou.


Fonte: Senado Federal

Julho começa com chuva, trovoadas e rajadas de vento; veja a previsão para o mês

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou uma previsão para essa quinta-feira (02) e sexta-feira (03), indicando a permanência de chuvas intensas com descargas elétricas, rajadas de vento e possibilidade de granizo em áreas dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Para o estado de São Paulo, a estimativa é de um início de mês quente, com máximas chegando aos 32º.

Conforme o Inmet, as condições extremas na região sul são devido à uma frente estacionária e ao comportamento dos ventos nas camadas mais altas da atmosfera. Os locais mais afetados devem ser o centro-norte do RS, SC e áreas do sul e sudoeste do Paraná na quinta. Na sexta-feira, a possibilidade de temporal diminui, junto com a temperatura, com chance de geadas entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

a) Previsão de chuva (mm). – b) temperatura média do ar (°C). Julho de 2026. Reprodução / Inmet.

Região Sudeste

Na região Sudeste, o mês de julho começa estável, sem previsão de chuva em todos os estados, devido à presença de um sistema de alta pressão. As temperaturas mínimas na quinta-feira (02) variam entre 8°C e 10°C no sul de Minas Gerais; para o sudeste, chegam a em torno de 32°C, em todo o oeste de São Paulo e no Rio de Janeiro. 

Na sexta-feira (03), a passagem de uma frente fria aumenta a chance de chuvas isoladas no Rio de Janeiro e na parte leste do estado de São Paulo. No Espírito Santo, Minas Gerais e centro-oeste paulista, incluindo a região metropolitana do estado, o clima permanece estável. 

Conforme o Inmet, a temperatura começa a baixar na sexta, com mínimas entre 6°C e 8°C no sul de Minas. As máximas ficam em torno de 30°C no Oeste de São Paulo, entre 14 e 16°C no centro-leste de São Paulo e em torno de 23°C no Rio de Janeiro. 

Durante o restante do mês, a previsão é de chuvas abaixo da média em todo o Espírito Santo. Ao contrário do extremo sul de São Paulo, onde são previstos volumes até 50 mm acima da média de julho. Em relação à temperatura, o instituto indica que deve ser um pouco mais alta que as médias históricas na região, cerca de 1ºC a 1,5ºC, com aumento maior no oeste de Minas Gerais.

Região Sul

Para começar o mês, a região sul do Brasil segue com instabilidade nesta quinta-feira, favorecendo ocorrência de tempestades fortes desde o sul do Paraná, abrangendo Santa Catarina e o centro-norte do Rio Grande do Sul. Há ainda um alerta para um acumulado de chuvas de grande perigo, que pode alcançar volumes superiores a 60 mm/h ou 100 mm/dia.

Sobre os ventos, o alerta é para grande intensidade ao longo do litoral gaúcho, chegando a valores em torno de 60 km/h. Devido à entrada de uma massa polar, as temperaturas mínimas ficam em torno de 2°C no extremo sul do Rio Grande do Sul, onde há também previsão de geadas, assim como em Santa Catarina. As máximas para a região ficam em torno de 28 e 30°C no noroeste do Paraná.

Durante o restante do mês, o Inmet indica chuva acima da média em grande parte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além do sudeste do Paraná. No norte paranaense, a previsão é contrária, com média de precipitações menor que o normal para julho.

A temperatura no sul durante julho deve ser acima da média no centro-oeste do Paraná e em grande parte de Santa Catarina. Para o Rio Grande do Sul, as médias devem seguir o padrão do mês, exceto no centro-oeste do estado, onde são previstas temperaturas cerca de 1°C acima da média histórica de julho.

Região Norte

No norte, julho inicia com predominância de pancadas de chuva isoladas, com trovoadas e rajadas de vento sobre áreas do oeste e norte do Amazonas, Roraima, Amapá, Ilha do Marajó, noroeste e nordeste do Pará nesta quinta-feira. A previsão do Inmet é de temperaturas mínimas em torno de 13°C e máximas entre 36°C e 38°C. 

Na sexta-feira, a maior intensidade de chuvas deve ser na faixa norte do Amazonas. Enquanto na faixa norte do Pará, Amapá, Roraima e oeste do Acre as chuvas ocorrem de forma rápida e localizada, as temperaturas seguem estáveis, com mínimas em torno de 13°C e máximas entre 35°C e 37°C. 

No restante do mês de julho, são previstos totais de chuva acima da média apenas no Amapá e no noroeste do Pará. Por outro lado, são previstos volumes abaixo da média em praticamente todo o Amazonas e extremo norte de Roraima.

Em relação à temperatura, julho tem predominância de calor acima da média, cerca de 1ºC mais quente que o normal para o mês. Em locais como o centro-norte do Pará e grande parte do Acre e Tocantins, a média pode chegar a 1,5 ºC acima do normal para julho.

Região Nordeste

Grande parte da região Nordeste, na quinta-feira e sexta-feira, especialmente no interior, segue sem previsões de chuva. Em áreas da faixa litorânea, entre o Rio Grande do Norte e Bahia, não se descartam chuvas, porém fracas e isoladas. As temperaturas mínimas, segundo o Inmet, devem variar de 11°C a 13°C, e as temperaturas máximas ficam em torno de 34°C e 36°C.

No decorrer do mês, é prevista chuva abaixo da média na parte litorânea do extremo sul da Bahia e áreas do centro e nordeste de Pernambuco, leste da Paraíba e Rio Grande do Norte. Para as demais áreas, as precipitações devem seguir a média para julho no Nordeste.

Em relação à temperatura, julho deve ser um pouco mais quente que o normal, cerca de 1,0 °C acima da média em toda a região, com destaque para grande parte do Maranhão e centro-sul do Piauí. 

Região Centro-Oeste

No Centro-Oeste, julho começa sem previsão de chuva em todos os estados. Na quinta e sexta-feira, as temperaturas devem cair um pouco em áreas do oeste e sul do Mato Grosso, principalmente na véspera do final de semana, quando uma massa de ar frio deve avançar pelo oeste da região. As temperaturas mínimas irão variar entre 7°C e 9°C, e as máximas, entre 34°C e 36°C.

Conforme o Inmet, o volume de chuvas para o mês de julho deve ser próximo à média histórica, exceto no centro-norte do Mato Grosso do Sul, onde é prevista chuva abaixo do normal.

As temperaturas da Região Centro-Oeste devem ser mais quentes que o normal para julho, acima dos 2 °C no noroeste e sudoeste do Mato Grosso. O restante da região deve registrar uma média de aproximadamente 1,5 °C acima do normal.


Fonte: Jovem Pan