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CNBB emite nota em apoio ao papa Leão XIV após críticas de Trump

Trump chama Papa Leão XIV de ‘fraco’ e diz que postura dele prejudica a Igreja Católica
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta segunda-feira (13) uma mensagem pública de apoio ao Papa Leão XIV após críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no fim de semana.
No texto, a CNBB afirma que a autoridade do papa “não se orienta pela lógica do confronto político”, mas pela defesa da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos.
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A entidade também declara que se une ao pontífice “em comunhão e unidade”, reforçando valores considerados centrais pela Igreja Católica.
Montagem mostra o papa Leão XIV e o presidente dos EUA, Donald Trump
Reuters/Claudia Greco; Reuters/Kent Nishimura
A manifestação ocorre após Trump chamar o papa de “fraco” e criticá-lo por posições em temas internacionais, como conflitos no Oriente Médio e política externa.
“O papa Leão XIV é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa (…) Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos”, publicou Trump no Truth Social.
Apesar das falas do presidente dos EUA, não há registros de que o papa Leão XIV tenha consentido que o Irã tenha uma arma nuclear.
A mensagem da CNBB é assinada pelo presidente da entidade, cardeal Jaime Spengler, além de outros integrantes da cúpula da conferência.
Resposta do papa
Nesta segunda-feira (13), o papa Leão XIV afirmou que não tem “a intenção de entrar em um debate” com Donald Trump, em resposta às críticas do presidente dos Estados Unidos ao ser questionado por jornalistas a bordo do avião que o transportou para Argélia:
“Não sou um político, não tenho a intenção de entrar em um debate com ele, a mensagem continua sendo a mesma: promover a paz”.
Nos últimos dias, o papa também fez apelos por cessar-fogo em conflitos no Oriente Médio e mencionou guerras em países como Líbano, Ucrânia e Sudão.
O que diz a CNBB
“CNBB UNE-SE AO PAPA XIV EM DEFESA DA PAZ E DO DIÁLOGO
A autoridade espiritual e moral do Papa não se orienta pela lógica do confronto político, mas pela fidelidade ao Evangelho, que continuamente eleva a voz em defesa da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos. Nesse espírito, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil une-se a Sua Santidade, Papa Leão XIV, reafirmando a comunhão e a unidade em torno desses valores evangélicos que iluminam a consciência cristã e sustentam a esperança da humanidade.”
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Fonte:

g1 > Política

Centrão rejeita Zema como vice de Flávio Bolsonaro e vê fala sobre Nordeste como ‘bomba eleitoral’

Fotos mostram Flávio Bolsonaro e Romeu Zema
AP Photo/Eraldo Peres; Reprodução/TV Globo
Lideranças do Centrão têm reforçado a resistência ao nome de Romeu Zema (Novo) como possível vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Na avaliação de representantes do bloco — que, como já mostrou o blog, preferem a ex-ministra Tereza Cristina — o histórico de declarações do ex-governador de Minas Gerais sobre o Nordeste representam um potencial “desgaste explosivo” em campanha e tendem a ser exploradas por adversários, especialmente pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em 2023, Zema defendeu uma articulação entre estados do Sul e Sudeste em resposta ao movimento dos governadores nordestinos. Na mesma ocasião, comparou o Brasil a um “produtor rural” que favoreceria regiões que produzem menos, em referência ao Nordeste.
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Disse, ainda, que o Brasil funciona como um “produtor rural que começa só a dar um tratamento bom para as vaquinhas que produzem pouco e deixa de lado as que estão produzindo muito”, referindo-se aos estados nordestinos.
Para líderes do Centrão, a fala foi “um desastre” e uma “chuva de preconceitos” do ponto de vista político e pode contaminar a campanha presidencial.
Apesar da resistência, Zema segue como o nome preferido do núcleo duro de Flávio Bolsonaro. No fim de semana, após pesquisa Datafolha apontar empate entre Flávio e Lula, os dois publicaram vídeo com ironias sobre a possibilidade de composição.
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No último sábado (11) os dois pré-candidatos apareceram juntos nas redes sociais, em uma postagem conjunta com os dois perfis. Zema brinca: “Pessoal, estou aqui fazendo um convite para o Flávio ser meu vice. O que vocês acham?”. Em tom de ironia, o senador responde com outra pergunta — “Será?” — e os dois brindam, entre risos.
Em reação às declarações, o Consórcio Nordeste afirmou que o governador mineiro demonstra “uma leitura preocupante do Brasil” e destacou que Norte e Nordeste foram historicamente penalizados por políticas de desenvolvimento nacional.


Fonte:

g1 > Política

Ricardo Couto anuncia pente-fino em contratos e número de servidores no Rio de Janeiro

Desembargador Ricardo Couto
Brunno Dantas/TJRJ
Com plenos poderes delegados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, vai dar um choque de transparência na administração estadual.
Nesta segunda-feira (13), será publicado um ato normativo determinando que todas as secretarias e autarquias informem, no prazo de 15 dias, quais contratos estão em vigor, seus prazos de validade, os serviços prestados e os respectivos valores.
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Outra exigência será informar o número de servidores e quadro extra de todas as secretarias, autarquias e empresas do Estado. Com as informações, será possível fazer um pente-fino nos contratos.
Numa segunda etapa, todo os dados estarão disponíveis para os contribuintes fluminenses para possibilitar maior fiscalização da sociedade civil.
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O governador interino do RJ está sendo cobrado a ter atitudes mais ativas em relação a auditoria de contratos deixados pelo governo Cláudio Castro (PL), como resolver problemas como inchaço da máquina publica e aumentar o nível do transparência dos gastos públicos.
Durante o debate sobre eleições no Rio, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, ressaltou que o desembargador deve governar com plenos poderes até a decisão final da corte.


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g1 > Política

Master faturou mais com revenda de consignados do que com juros em 2024, apontam dados da Receita

Registros financeiros do Banco Master apontam que, em 2024, a venda das operações de crédito consignado ao CredCesta rendeu mais ao banco do que os juros cobrados dos servidores públicos nessas mesmas operações.
As informações constam na escrituração contábil do banco e foram enviadas pela Receita Federal à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o crime organizado.
🔎 O CredCesta é um cartão de benefício consignado ofertado a servidores públicos, aposentados e pensionistas, onde o pagamento das parcelas é descontado diretamente da folha de pagamento.
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➡️Ao todo, o Master registrou receita de R$ 1,6 bilhão com a venda de parte das operações de crédito do CredCesta em 2024. Ao mesmo tempo, o banco registrou receita de R$ 709 milhões com os empréstimos consignados ofertados.
➡️Entre 2022 e 2024, o banco registrou uma receita de R$ 2,4 bilhões com venda da carteira de consignados do CredCesta, contra R$ 1,9 bilhão de receita gerada pelas mesmas operações.
Essas diferenças indicam que o banco de Daniel Vorcaro apostava no ágio que poderia ganhar com a revenda dessas carteiras.
🔎 Ágio é o termo financeiro usado para indicar uma expectativa futura de ganho em uma transação em relação ao valor pago ou que ela vale no momento atual.
Apenas em 2024, o Master registrou um direito a receber de R$ 10,5 bilhões relacionados ao CredCesta.
Banco Master.
Reprodução/TV Globo
O valor pode ser em decorrência de novos empréstimos consignados firmados entre o banco e servidores ou até mesmo a recompra de carteiras que anteriormente foram vendidas pelo Master.
No entanto, o banco informou ter baixado R$ 14,4 bilhões no mesmo período, seja pelo recebimento de parcelas ou venda de parte da carteira para um terceiro.
As informações repassadas pelo banco à Receita Federal não detalham quais instituições financeiras adquiriram essas operações em 2024. Entretanto, de acordo com a investigação da Polícia Federal, as relações entre Banco Master e Banco Regional de Brasília, começaram em junho daquele ano.
Ao marcar sessão do Congresso com pauta única, Alcolumbre deixa claro que não criará CPI do Master
CredCesta
O CredCesta foi a porta de entrada do Banco Master para operar na modalidade de crédito consignado e liga o ecossistema do banco ao PT da Bahia.
Em 2018, o empresário Augusto Lima foi licitante único da privatização da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), que comportava a rede de supermercados Cesta do Povo e o programa de consignado.
O processo foi comandado pelo então governador Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil — que deixou o cargo neste mês para concorrer nas eleições, e do líder do governo no Senado, Jaques Wagner, então secretário de Desenvolvimento Econômico.
No edital, o governo se comprometeu a transferir ao comprador, por 15 anos, os “direitos de exploração comercial” do CredCesta, assegurando sua continuidade “nas mesmas condições regulamentares em que atualmente operado”.
A licitação o também garantiu a manutenção dos limites de crédito consignado em folha e autorizou a ampliação das funcionalidades do cartão, inclusive com a incorporação de serviços “creditícios, financeiros, securitários e congêneres”.
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Na prática, Augusto Lima não apenas herdou o Credcesta, como teve a oportunidade expandir o negócio para além da finalidade original de compra de gêneros alimentícios.
Duas semanas depois da privatização, Rui Costa editou um decreto que reorganizou o CredCesta. A medida transformou o modelo em um cartão de crédito consignado: o servidor usa o cartão e o valor é descontado automaticamente do salário. O texto também definiu limites de desconto e regras para o uso do crédito.
Na prática, essa combinação entre o que já estava previsto no edital e as regras criadas depois pelo decreto acabou valorizando o CredCesta dentro do negócio.
Enquanto o Cesta do Povo enfrentava dificuldades, dando um prejuízo anual de R$ 60 milhões, o programa de crédito tinha características mais atrativas: uma base garantida de clientes, baixo risco de calote e possibilidade de expansão para outros serviços financeiros.
Em nota enviada ao g1, Jaques Wagner confirmou que conheceu Augusto Lima em 2017, quando era o secretário responsável por conduzir o processo de privatização da Ebal.
“Naquele período, uma das atribuições da pasta era conduzir o processo de venda do Supermercado Cesta do Povo, ocasião em que o referido empresário apresentou proposta e arrematou o ativo”, diz o senador em nota.
Análise: dosimetria em troca da CPMI do Master
Carteiras podres
Um documento interno produzido pelo Banco Regional de Brasília (BRB), aponta que à época do anúncio de compra do Banco Master, a equipe técnica já sabia que parte das carteiras de crédito consignado oferecidas por Daniel Vorcaro não tinha lastro, ou seja, eram podres.
🔎Lastro é o nome que se dá a algo que funciona como garantia de alguma coisa. No caso de operações de consignado, é a existência de um documento apontando que o desconto está sendo autorizado a ser feito diretamente do contracheque de uma pessoa.
A análise considerou 1,9 milhão de contratos que tinham sido adquiridos, de 615 mil clientes diferentes. Assim, em média, cada cliente deveria ter três contratos de empréstimo com o Banco Master.
O mesmo documento, ainda aponta que parte das operações repassadas ao BRB foram adquiridas pelo Master e tiveram a firma reconhecida dois dias antes do banco de Daniel Vorcaro repassar a mesma carteira ao Banco de Brasília.
🔎 Reconhecer firma é a forma de um cartório atestar que a assinatura em um documento é autêntica, confirmando que foi feita pela pessoa identificada.
As carteiras de crédito consignado pertenciam a Tirreno e foram compradas pelo Master por R$ 6,3 bilhões e repassadas ao BRB por R$ 11,5 bilhões.


Fonte:

g1 > Política

Em nota, Davi diz que não negociou aprovação de Jorge Messias

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, divulgou nota em resposta a reportagem publicada pelo jornal O Globo desta segunda-feira (13) segundo a qual o Palácio do Planalto teria negociado a aprovação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, em troca de indicações para chefiar agências reguladoras. 
A assessoria de imprensa do senador divulgou nota em que considera a reportagem “uma narrativa equivocada que distorce a atuação institucional” de Alcolumbre com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
NOTA À IMPRENSA
Em relação a informações divulgadas pela imprensa, nesta segunda-feira, 13 de abril, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, afirma que jamais tratou de qualquer negociação de cargos em agências reguladoras com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
A reportagem divulga uma relação inexistente e se baseia em informações que não correspondem à verdade. Trata-se de uma narrativa equivocada, que distorce a atuação institucional do presidente do Congresso Nacional e do presidente da República.
As tratativas entre os presidentes são estritamente republicanas, pautadas pelo diálogo e pelo respeito às prerrogativas institucionais de cada um.
Cabe esclarecer, ainda, que a indicação para cargos em agências reguladoras é competência exclusiva do Poder Executivo, cabendo ao Senado Federal exercer seu papel constitucional de analisar e deliberar sobre os nomes indicados, com autonomia e responsabilidade.
A divulgação de informações inverídicas representa um desserviço ao debate público e contribui para a desinformação.
Assessoria de ImprensaPresidência do Senado Federal


Fonte: Senado Federal

Quem é Alexandre Ramagem, ex-deputado condenado por tentativa de golpe que foi detido pelo ICE

Alexandre Ramagem foi preso pelo ICE, nos EUA, quando andava pela rua
A Polícia Federal informou nesta segunda-feira (13) que o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos.
A detenção ocorreu em Orlando, na Flórida, por questões migratórias.
Alexandre Ramagem é um delegado da Polícia Federal e político brasileiro, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2025 por tentativa de golpe a 16 anos e um mês de prisão.
Ele ingressou na Polícia Federal em 2005. Ganhou destaque ao chefiar a segurança de Jair Bolsonaro após o atentado em Juiz de Fora, na campanha de 2018.
Na gestão Bolsonaro, foi nomeado para chefiar a Agência Brasileira de Inteligência. Sua gestão é alvo de investigações sobre o uso da estrutura do órgão para monitorar ilegalmente adversários políticos, no caso conhecido como “Abin Paralela”.
Em 2020, Bolsonaro tentou nomeá-lo Diretor-Geral da Polícia Federal, mas a nomeação foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes (STF). O magistrado tomou a decisão diante da proximidade pessoal de Ramagem com a família do então presidente.
Em 2022, foi eleito deputado pelo PL com cerca de 59 mil votos. Teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara em dezembro de 2025, após sua condenação criminal na trama golpista.
Em 2024, disputou a Prefeitura do Rio de Janeiro em 2024, terminando a eleição em segundo lugar, com cerca de 30% dos votos. Eduardo Paes (PSD) foi o candidato reeleito naquele ano.


Fonte:

g1 > Política

Ramagem caminhava na rua quando foi abordado pelo ICE, teve seus documentos recusados e acabou preso

Alexandre Ramagem foi preso pelo ICE, nos EUA, quando andava pela rua
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem caminhava pelas ruas de Orlando, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (13) quando foi abordado por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). Após apresentar os documentos, ele acabou preso pelas autoridades americanas. A informação foi confirmada pela Polícia Federal à GloboNews.
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Segundo informações preliminares, Ramagem foi preso em Orlando (Flórida). O motivo da detenção foram questões migratórias. O deputado está foragido.
Ramagem deixou o país após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Segundo as investigações da Polícia Federal (PF) divulgadas pelo g1, ele deixou o Brasil de forma clandestina antes do término do julgamento, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão, seguindo depois para os Estados Unidos.
Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição foi formalmente encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025.
Alexandre Ramagem, do PL, tem prisão decretada após deixar o Brasil de forma clandestina
Jornal Nacional/ Reprodução
O ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que viabilizou a possibilidade de ele ser detido por autoridades estrangeiras.
Aliados do ex-deputado diziam que Ramagem pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos.
Enquanto está no exterior, Ramagem sofreu sanções administrativas e políticas:
A Câmara dos Deputados cancelou seu passaporte diplomático após a cassação do seu mandato;
Por determinação do STF, a Câmara também efetuou o bloqueio dos seus vencimentos parlamentares.


Fonte:

g1 > Política

Ramagem, preso pelo ICE, estava foragido desde setembro de 2025 e foi condenado a 16 anos de prisão

Alexandre Ramagem é preso pelo ICE, serviço de imigração dos EUA, diz PF
O ex-deputado federal, Alexandre Ramagem, preso nesta segunda-feira (13) pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) dos Estados Unidos, estava foragido desde setembro de 2025.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Segundo as investigações da Polícia Federal (PF), ele deixou o Brasil de forma clandestina antes do término do julgamento, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão, seguindo depois para os Estados Unidos.
Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição foi formalmente encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025.
O ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que viabilizou a possibilidade de ele ser detido por autoridades estrangeiras.
Aliados do ex-deputado diziam que Ramagem pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos.
Alexandre Ramagem, do PL, tem prisão decretada após deixar o Brasil de forma clandestina
Jornal Nacional/ Reprodução


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g1 > Política

Ramagem é preso pelo ICE, serviço de imigração dos EUA, diz PF

O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) dos Estados Unidos prendeu o ex-deputado federal Alexandre Ramagem. A informação foi confirmada pela Polícia Federal à GloboNews.
Segundo informações preliminares, Ramagem foi preso em Orlando (Flórida). O motivo da detenção foram questões migratórias. O deputado está foragido.
Ramagem deixou o país após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Segundo as investigações da Polícia Federal (PF) divulgadas pelo g1, ele deixou o Brasil de forma clandestina antes do término do julgamento, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão, seguindo depois para os Estados Unidos.
Em janeiro de 2026, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição foi formalmente encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA em 30 de dezembro de 2025.
O ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do nome de Ramagem na lista da Interpol, o que viabilizou a possibilidade de ele ser detido por autoridades estrangeiras.
Aliados do ex-deputado diziam que Ramagem pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos.
Enquanto está no exterior, Ramagem sofreu sanções administrativas e políticas:
A Câmara dos Deputados cancelou seu passaporte diplomático após a cassação do seu mandato;
Por determinação do STF, a Câmara também efetuou o bloqueio dos seus vencimentos parlamentares.
– Esta reportagem está em atualização.
Foto de arquivo de 17/07/2024. Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da ABIN, chega para prestar depoimento na sede da Polí­cia Federal, no Rio de Janeiro.
PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDO
Veja os vídeos que estão em alta no g1


Fonte:

g1 > Política

Derrubada de veto do PL da Dosimetria reduz tempo de prisão para crimes hediondos, aponta estudo da Câmara

A derrubada do veto ao projeto da dosimetria vai beneficiar presos que cometeram crimes hediondos como tráfico, estupro e também autores de feminicídio, indica um parecer da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados. O estudo é assinado pelo consultor Lucas de Oliveira Jaques.
🔍O chamado PL da dosimetria é uma proposta que altera critérios para o cálculo e cumprimento de penas no sistema penal, especialmente no que diz respeito ao tempo mínimo necessário para progressão de regime, ou seja, a passagem do preso para condições menos rigorosas de cumprimento da pena.
Segundo o parecer, o projeto da dosimetria causaria uma redução relevante nos percentuais exigidos para progressão de regime. Em crimes hediondos, por exemplo, o cumprimento mínimo da pena cairia de 70% para 40% no caso de réus primários – uma diminuição expressiva. No caso de crimes hediondos com resultado de morte, o percentual recuaria de 75% para 50%.
Para feminicídio, a exigência de tempo mínimo de pena para progressão de regime passaria de 75% para 55%. Para reincidentes, a queda também seria significativa, de 85% para 70%.
O impacto se estende ainda ao combate ao crime organizado e às milícias, com redução do tempo mínimo de cumprimento de pena de 75% para 50%.
Segundo o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), a derrubada do veto do PL da Dosimetria anula o que foi aprovado no PL Anti-facção, projeto que endurece regras e penas para integrantes de organizações criminosas e milícias.
“Beneficia Bolsonaro, mas também Fernandinho Beira Mar, Marcola e os chefes de milícia do país. Na prática, o Congresso estará anulando o endurecimento das penas aprovadas no PL Anti-facção, favorecendo os mais sanguinários bandidos do Brasil”, resumiu o parlamentar.
O gabinete do senador também elaborou um estudo técnico que aponta o mesmo risco da consultoria legislativa.


Fonte:

g1 > Política