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Carga tributária soma 32,4% do PIB em 2025 e atinge maior valor da série histórica, estima Tesouro

A carga tributária – ou seja, a proporção entre os impostos pagos e a riqueza total do país – somou 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, segundo estimativa divulgada nesta sexta-feira (10) pela Secretaria do Tesouro Nacional.
Se a estimativa se confirmar, a carga tributária em 2025 terá sido a maior da série histórica iniciada em 2010, ou seja, um recorde. O número oficial é divulgado pela Receita no final de 2026.
Isso representa um crescimento de 0,18 ponto percentual em relação ao ano anterior, quando a carga tributária somou 32,22% do PIB.
O aumento da carga tributária em 2025 está relacionado, quase em sua totalidade, com a elevação do peso dos tributos do governo federal. Parte dessa alta está relacionada diretamente com aumento de tributos, como no caso do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).
“Em relação aos Impostos sobre bens e serviços, é importante mencionar o aumento de 0,10 ponto percentual do PIB nos Impostos sobre operações financeiras (IOF), resultado decorrente de operações relativas à saída de moeda estrangeira e da elevação das alíquotas incidentes sobre operações de câmbio e crédito”, diz o Tesouro Nacional.
O valor da carga tributária engloba tributos pagos ao governo federal, estados e municípios. A divisão é a seguinte:
a carga tributária somente da União somou 21,6% do PIB no ano passado, contra 22,34% do PIB em 2025;
no caso dos estados, a carga tributária estimada pelo Tesouro Nacional somou 8,38% do PIB em 2025, em comparação com 8,48% do PIB no ano anterior;
os municípios, por sua vez, tiveram sua carga estimada em 2,42% do PIB em 2025, contra 2,40% do PIB no ano anterior.
Outros fatores
Além do aumento do IOF, o Tesouro Nacional apontou que houve aumento da carga tributária na categoria Impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital, um acréscimo de 0,23 ponto percentual do PIB no Imposto sobre a renda retido na fonte (IRRF).
“Refletindo, entre outros fatores, o crescimento dos rendimentos do trabalho decorrente da expansão da massa salarial”, diz o documento.
O Tesouro destacou, ainda, o crescimento da carga em 0,12 ponto percentual do PIB na arrecadação das Contribuições para o RGPS (Regime Geral da Previdência Social).
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O resultado foi impulsionado pelo “crescimento da massa salarial e criação de postos de trabalho formais, além dos efeitos da reoneração escalonada [aumento de tributo] da contribuição patronal e da folha de pagamentos”.
Mudança metodológica
Assim como a Receita Federal, responsável por calcular a carga tributária oficial do Brasil (em divulgação feita somente no fim de cada ano), o Tesouro Nacional informou que implementou um aprimoramento metodológico de modo a adequar a estatística produzida às melhores práticas internacionais.
Com essa alteração, que o Tesouro diz ter sido recomendada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), passou a excluir as contribuições destinadas ao FGTS e ao Sistema S – tributos pagos pelas empresas – do cálculo.
Com isso, os valores dos últimos anos (série histórica) também foram revistos.
Com a mudança metodológica, para atender adequar ao modelo internacional, portanto, o Tesouro Nacional excluiu do cálculo contribuições que são obrigatórias, ou seja, que são pagas por todas empresas.
Se esses tributos fossem considerados no cálculo, a carga tributária seria de 34,35% do PIB em 2025.

Marcello Casal Jr/Agência Brasil


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g1 > Política

Última reunião da CPI do Crime, na próxima terça, deve ter depoimento de Castro e votação de relatório final

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado marcou para a próxima terça-feira (14) o depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).
Na mesma sessão, os parlamentares devem acompanhar a leitura do relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) sobre os trabalhos do colegiado e votar o documento – que pode propor às autoridades o indiciamento de alvos da CPI e projetos de aperfeiçoamento da legislação.
A próxima terça é o último dia de funcionamento da comissão, instalada em novembro do ano passado.
Os integrantes da comissão tentaram prorrogar os trabalhos, mas, segundo os parlamentares, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidiu não atender a esse pedido.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Além da frustração de não ter a prorrogação da CPI, os integrantes do colegiado tem se queixado de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que têm desobrigado o comparecimento de convocados, o que pode se repetir em relação ao depoimento de Cláudio Castro.
Convocação de Castro
A convocação do ex-governador do Rio foi aprovada pela CPI a partir de um pedido do senador Alessandro Vieira.
“Historicamente, o Rio de Janeiro tem sido o laboratório das mais sofisticadas dinâmicas do crime organizado no país. Nos últimos anos, observou-se uma mutação alarmante nesse cenário: a outrora nítida divisão entre facções ligadas ao narcotráfico e grupos milicianos formados por agentes e ex-agentes de segurança pública deu lugar a uma simbiose criminosa, frequentemente denominada narcomilícia”, disse o relator da CPI.
Alessandro Vieira afirmou, no pedido de convocação, que criminosos conseguiram se infiltrar nas estruturas de poder do Rio de Janeiro e que, por isso, o depoimento de Cláudio Castro é “indispensável” para a apuração da CPI.
Cláudio Castro, ex-governador do Rio
Marcelo Camargo/Agência Brasil
“O depoimento do ex-Governador proporcionará a esta CPI um panorama macroestratégico inestimável, permitindo investigar as falhas e os gargalos institucionais que dificultam o combate à lavagem de dinheiro e à asfixia financeira do crime organizado, bem como a capilaridade da infiltração de criminosos no aparato estatal”, ressalta Vieira.
Para o relator, o depoimento de Cláudio pode detalhar desafios enfrentados pelas instâncias de controle do Rio para enfrentar os problemas de segurança estaduais.


Fonte:

g1 > Política

Em meio a debate sobre o fim da escala 6×1, Banco Central vê ‘crescimento modesto’ da produtividade nos últimos anos

O crescimento da produtividade do trabalho na economia brasileira nos últimos seis anos foi “modesto” e decorreu, sobretudo, de elementos como desempenho favorável da produtividade na agropecuária e realocação do emprego para atividades mais produtivas.
Manifestantes protestam pelo fim da escala 6×1 com faixas e cartazes.
Cláudio Pinheiro / O Liberal
A conclusão é do Banco Central (BC) e foi divulgada no relatório de política monetária no fim do mês passado, em meio ao debate sobre o fim da escala 6×1.
“Quando se exclui a agropecuária, o desempenho da produtividade mostra-se ainda mais limitado: cresceu apenas 1,1% desde 2019 (média de 0,2% ao ano)”, avaliou o Banco Central, ressaltando o impacto negativo de outros setores da economia.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Em tese, sem ganhos de produtividade, a redução das horas trabalhadas pode elevar o custo de produção, pressionando margens das empresas e, em alguns casos, os preços — mas isso depende de outros fatores como concorrência, demanda e eficiência.
Para o BC, a contribuição da produtividade para a redução dos custos do trabalho tem sido limitada.
“A eventual persistência do avanço modesto da produtividade do trabalho, combinada às restrições ao crescimento da população ocupada – decorrentes da taxa de desocupação em patamar reduzido, da relativa estagnação da participação na força de trabalho e da desaceleração do crescimento da população em idade de trabalhar – poderia restringir o potencial de crescimento da economia. Nesse contexto, acelerações da demanda podem se traduzir em pressões inflacionárias”, acrescentou o BC.
Frentes parlamentares debatem escala 6X1
Fim da escala 6×1
Uma das principais bandeiras de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na economia em sua busca pela reeleição no fim deste ano, a proposta de reduzir a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sofre resistência do setor produtivo. O principal argumento é que haverá aumento de custos, o que tende a ser repassado ao consumidor. (entenda mais abaixo)
De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o debate sobre a redução da jornada de trabalho é uma necessidade cobrada pela sociedade brasileira.
Ele afirmou, porém, que já há empresas que vem antecipando esse debate, reduzindo voluntariamente a jornada de seus trabalhadores.
Segundo Marinho, há necessidade de enquadramento das empresas que não desejam. “Aí é lei, não haverá um acordo coletivo que leve à redução da jornada máxima. A partir da jornada máxima, empresas podem fazer adequações para menos, mas não podem para mais”, explicou.
Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu o fim da escala 6×1 durante evento em Vitória, Espírito Santo, em março
Alice Souza
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que põe fim à escala 6×1, deverá ser votada na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e até o fim de maio em plenário.
O ministros Guilherme Boulos (PSOL), da Secretaria-Geral da Presidência da República, disse que o governo segue disposto a enviar uma proposta sobre o tema para análise dos parlamentares. O governo deve se reunir nos próximos dias para fechar o texto do projeto. Segundo Boulos, o governo defende as seguintes mudanças nas regras trabalhistas – sem redução de salário:
fim da escala 6×1 e implementação da 5×2, com dois dias de descanso semanais; e
jornada de trabalho seja de 40 horas por semana, no máximo.
Ministro Guilherme Boulos defende envio de projeto que preveja jornada máxima de 40 horas, sem redução salarial
Divulgação
Evolução nos últimos anos
De acordo com o Banco Central, a alta relativamente modesta da produtividade do trabalho entre 2019 e 2025 (média de 0,6% ao ano) refletiu dinâmicas distintas ao longo do período.
Segundo o Banco Central:
Em 2020, observou-se forte elevação da produtividade, associada à pandemia, quando a redução da população ocupada superou a queda Valor Adicionado Bruto (VAB). Este é um indicador econômico que mede a riqueza gerada por uma empresa, setor ou região.
A alta da produtividade foi gradualmente revertida até 2022, quando a variação acumulada da produtividade desde 2019 ficou praticamente nula.
Em 2023, a produtividade apresentou alta expressiva, influenciada pelo aumento da produtividade da agropecuária em ano de safra recorde, passando a avançar em ritmo moderado nos dois anos seguintes.
“Setorialmente, a agropecuária foi o principal destaque em termos de elevação da produtividade, resultado da combinação de expansão da produção e redução da população ocupada. O segmento de outros serviços também apresentou desempenho positivo desde 2019, possivelmente associado à maior incorporação de tecnologia e mudanças organizacionais, embora essa hipótese exija investigação adicional”, diz o BC
De acordo com a instituição, os demais segmentos registraram contribuições mais modestas ou mesmo negativas para a evolução da produtividade do trabalho agregada.
Segundo o BC, agropecuária foi setor de destaque no aumento da produtividade desde 2019
Jornal Nacional/ Reprodução
O que dizem analistas e o setor produtivo
Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Contabilidade, avaliou que o debate sobre qualidade de vida é legítimo e necessário, mas pontuou que a economia brasileira passa por um momento de desemprego historicamente baixo, com dificuldade de contratação.
“Mudar a jornada sem avaliar os impactos estruturais pode gerar efeitos econômicos e fiscais relevantes. Se a jornada diminui e o salário é mantido, o custo aumenta. Em um mercado já pressionado por escassez de profissionais, isso pode gerar inflação na mão de obra e parte desse aumento tende a ser repassado aos preços de produtos e serviços”, afirma Domingos.
Benito Pedro Vieira Santos, CEO da Avante Assessoria Empresarial, observou que alterações no regime de trabalho atingem operações que dependem de cobertura contínua, como indústria, logística, varejo e serviços, e, com isso, ‘reverberam ao longo de cadeias de fornecedores e clientes”.
Na prática, segundo ele, as empresas podem enfrentar três movimentos simultâneos:
recomposição de horas produtivas via contratação ou pagamento adicional;
elevação do custo fixo; e
pressão sobre preços e margens, especialmente em mercados com pouca capacidade de repasse dos custos.
Mudança da escala 6×1 teve grande adesão nas redes sociais e impulsionou projetos no Congresso
Tânia Rêgo/Agência Brasil
CNI estima queda de 0,7% no PIB
Segundo nota técnica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a proposta de redução do limite semanal das horas trabalhadas de 44 para 40 horas de trabalho – com 8 horas diárias em 5 dias por semana e manutenção do salário mensal pago – tem como resultado imediato o aumento do valor da hora trabalhada regular para os empregados cujo contrato de trabalho atual exceda 40 horas semanais.
“O exercício mostra que, como consequência da elevação do custo do trabalho, tem-se, ao fim do processo de ajuste da economia, aumento generalizado dos preços da economia. Tanto de bens e serviços para os consumidores finais, como também de insumos e matérias-primas para as empresas, o que gera perda de competitividade. A menor competitividade implicará em perda de participação nos mercados exterior e doméstico, resultando em queda das exportações e alta das importações”, avaliou a CNI.
Com a perda de participação, a entidade avalia que também haverá menor produção.
“Assim, as horas trabalhadas perdidas com a redução do limite semanal não são integralmente recompostas e, como resultado, tem-se queda da atividade econômica como um todo. Estimamos que isso geraria uma queda de 0,7% do PIB brasileiro, o equivalente a uma perda de R$ 76,9 bilhões”, concluiu.


Fonte:

g1 > Política

Vice-presidente de Trump diz que EUA não chegaram a acordo com Irã sobre guerra

Discussões duraram 21 horas, mas divergências sobre programa nuclear persistem


Fonte: UOL Noticias

Por que a Eau Rouge em Spa é a curva mais icônica da Fórmula 1

No universo da Fórmula 1, um circuito não é apenas uma pista, mas uma coleção de desafios que testam os limites de pilotos e máquinas. Algumas curvas, no entanto, transcendem a sua função e se tornam lendas, reverenciadas por sua dificuldade, velocidade e pela bravura que exigem. Entre elas, nenhuma é tão famosa quanto a Eau Rouge no circuito de Spa-Francorchamps. Este artigo analisa por que a Eau Rouge é a curva mais desafiadora e amada pelos pilotos, além de explorar outras curvas que marcaram a história do esporte.
O que define uma curva icônica na F1?
Uma curva se torna lendária na Fórmula 1 por uma combinação de fatores técnicos, históricos e emocionais. Não se trata apenas de um simples trecho do circuito, mas de um ponto que define uma volta, uma corrida ou até mesmo uma carreira. Os elementos que contribuem para esse status incluem:

Alta velocidade: Curvas que são contornadas com o acelerador no máximo, ou muito próximo disso, exigem coragem e confiança absoluta no carro.
Variação de elevação: Subidas e descidas abruptas criam forças de compressão e descompressão, afetando a aderência e a estabilidade do carro de forma dramática.
Pontos cegos: Curvas onde o piloto não consegue ver a saída (ápice ou “zebras”) exigem compromisso total e uma precisão milimétrica, baseada em memória e instinto.
Forças G: A combinação de forças G laterais (nas curvas) e verticais (nas elevações) testa a resistência física e mental do piloto ao extremo.
Importância histórica: Acidentes, ultrapassagens memoráveis e disputas de campeonato que ocorreram em uma determinada curva solidificam seu lugar na história do esporte.

Análise da Eau Rouge: o desafio de Spa-Francorchamps
Embora o nome Eau Rouge seja popularmente usado para toda a sequência, tecnicamente ele se refere apenas à primeira curva à esquerda na base da colina. A subida seguinte, uma curva cega para a direita, chama-se Raidillon. Juntas, elas formam o complexo mais reverenciado da F1. O que a torna tão especial é a confluência de todos os fatores que definem uma curva icônica.
Primeiro, a velocidade. Os pilotos chegam à base da colina em velocidade máxima, acima de 300 km/h. A descida inicial é seguida por uma compressão violenta no ponto mais baixo, onde o carro é esmagado contra o asfalto pela força G vertical, antes de iniciar a subida íngreme. Nesse momento, o piloto vira à esquerda (Eau Rouge) e imediatamente à direita (Raidillon), tudo isso enquanto sobe uma colina com o pé cravado no acelerador.
A visibilidade é outro fator crucial. A saída da Raidillon é completamente cega. O piloto aponta o carro para o céu, sem ver onde a pista continua, confiando unicamente em sua habilidade e na aderência do carro. Qualquer erro de cálculo, hesitação ou problema mecânico pode resultar em um acidente de altíssima velocidade. Contornar a Eau Rouge-Raidillon de pé cravado é o teste definitivo de coragem e da qualidade do acerto do carro, separando os grandes pilotos dos demais.
Outras curvas lendárias do calendário da F1
Embora a Eau Rouge ocupe um lugar de destaque, outros circuitos abrigam curvas que também são parte fundamental da história e do desafio da Fórmula 1.

130R (Suzuka, Japão): Uma curva de raio longo e altíssima velocidade para a esquerda, que exige precisão absoluta e um carro bem equilibrado.
Parabolica (Monza, Itália): Renomeada para Curva Alboreto, é uma longa curva para a direita que se abre para a reta principal. A forma como o piloto a contorna é crucial para a velocidade máxima na reta.
O “S” do Senna (Interlagos, Brasil): Uma desafiadora sequência em descida que começa a volta. É um dos melhores pontos de ultrapassagem do calendário e exige uma técnica apurada na frenagem e mudança de direção.
Curva 8 (Istambul, Turquia): Famosa por sua longa duração e múltiplos ápices, esta curva para a esquerda submete os pilotos a forças G laterais constantes, sendo um dos maiores testes físicos do campeonato.
O Grampo do Grand Hotel (Mônaco): Em contraste com as demais, é a curva mais lenta de todo o calendário. Seu desafio não está na velocidade, mas na precisão extrema necessária para manobrar o carro em um espaço tão apertado.

A combinação de velocidade, mudança de elevação, compressão e um ponto de saída cego solidifica a sequência Eau Rouge-Raidillon como o desafio supremo na Fórmula 1. Ela não apenas testa a performance do carro, mas, acima de tudo, a habilidade e a coragem de quem o pilota. Juntamente com outras curvas icônicas como a 130R e a Parabolica, ela compõe o panteão de trechos que definem a essência do automobilismo no seu mais alto nível, onde o risco e a recompensa andam lado a lado.


Fonte: Jovem Pan

Guia de fluidos do carro: o que checar antes de viajar

Realizar uma inspeção preventiva antes de pegar a estrada é um procedimento fundamental para garantir uma viagem segura e sem imprevistos. Dentre os diversos componentes que exigem atenção, os fluidos do veículo são, sem dúvida, os mais críticos. Eles atuam como o “sangue” do sistema automotivo, responsáveis pela lubrificação, arrefecimento, frenagem e outras funções vitais. Este guia detalha quais fluidos do carro precisam de atenção especial antes de viajar, explicando a função de cada um, como realizar a verificação correta e os sinais de alerta que não podem ser ignorados.
Os fluidos essenciais para a segurança do veículo
A performance e a longevidade de um motor e de seus sistemas associados dependem diretamente da qualidade e do nível correto dos seus fluidos. Negligenciar essa verificação pode resultar em falhas mecânicas severas, superaquecimento e perda de capacidade de frenagem. Abaixo estão os principais fluidos que demandam inspeção.
 

Óleo do motor: Responsável por lubrificar as partes móveis do motor, reduzir o atrito, limpar componentes internos e auxiliar no controle da temperatura.
Fluido de arrefecimento (água do radiador): Circula pelo motor, radiador e mangueiras para absorver o calor gerado pela combustão e dissipá-lo, mantendo a temperatura de operação ideal.
Fluido de freio: Um fluido hidráulico que transmite a força aplicada no pedal para as pastilhas e sapatas de freio, gerando a desaceleração do veículo.
Fluido da direção hidráulica: Facilita o movimento do volante, reduzindo o esforço necessário para manobrar o veículo.
Fluido do lavador de para-brisa: Essencial para a visibilidade em condições adversas, permitindo a limpeza do vidro em movimento.

 
Como verificar os principais fluidos: passo a passo técnico
A verificação da maioria dos fluidos é um processo simples, mas que exige atenção a detalhes técnicos. Realize sempre as inspeções com o veículo em um local plano e, para a maioria dos fluidos, com o motor frio.
 

Óleo do motor
Com o motor frio e desligado há pelo menos 5 minutos, localize a vareta de medição (geralmente com uma argola amarela ou laranja).
Puxe a vareta, limpe-a completamente com um pano limpo e insira-a novamente até o fim.
Retire-a mais uma vez e observe o nível do óleo, que deve estar entre as marcas “MÍN” e “MÁX”.
Analise também a coloração: um óleo em boas condições tem cor de mel. Se estiver muito escuro, espesso ou com aspecto de “café com leite” (indicando contaminação por água), a troca é urgente. Verifique no manual a especificação correta do óleo (ex: SAE 5W-30, API SN).

 

Fluido de arrefecimento
Atenção: verifique apenas com o motor completamente frio para evitar queimaduras.
Localize o reservatório de expansão do radiador, um tanque plástico transparente.
O nível do líquido deve estar entre as marcações “MÍN” e “MÁX” do reservatório.
O fluido deve ter uma coloração viva (geralmente rosa, verde ou azul) e aspecto límpido. Uma cor enferrujada ou barrenta indica que o sistema precisa de limpeza e a troca do fluido é necessária. A composição correta é uma mistura de aditivo à base de etilenoglicol e água desmineralizada, conforme especificado pelo fabricante.

 

Fluido de freio
O reservatório do fluido de freio geralmente fica localizado próximo ao para-brisa, do lado do motorista.
O nível deve estar entre as marcas “MÍN” e “MÁX”. Um nível baixo pode indicar vazamentos no sistema ou desgaste avançado das pastilhas de freio.
A cor é um indicador crucial: o fluido novo é quase transparente ou levemente amarelado. Um fluido escuro (cor de chá ou café) indica contaminação por umidade e perda de eficiência, exigindo a troca imediata. Consulte o manual para a especificação correta (ex: DOT 3, DOT 4).

 
Sinais de alerta e periodicidade de troca
Ignorar a manutenção dos fluidos gera riscos e custos elevados. Fique atento aos sinais que o veículo apresenta e siga as recomendações do manual do proprietário para os intervalos de troca.
 

Sinais de problemas:
Motor: Luz de advertência do óleo acesa no painel, ruídos metálicos (batida de pino), fumaça excessiva saindo do escapamento.
Arrefecimento: Ponteiro da temperatura na faixa vermelha, luz de superaquecimento acesa, vazamentos visíveis de líquido colorido sob o carro.
Freios: Pedal de freio baixo ou “borrachudo”, necessidade de aplicar mais força para frear, luz de advertência do freio de mão ou do sistema de freio acesa.

 

Intervalos de troca (referência geral):
Óleo do motor: A cada 5.000 a 10.000 km ou anualmente, o que ocorrer primeiro.
Fluido de arrefecimento: A cada 2 anos ou 30.000 km.
Fluido de freio: A cada 2 anos, independentemente da quilometragem, devido à sua propriedade de absorver umidade do ar (higroscopia).

 
Uma verificação completa dos fluidos antes de uma viagem é um investimento de poucos minutos que se traduz em segurança, confiabilidade e economia. Manter o óleo, o fluido de arrefecimento e o fluido de freio em níveis e condições ideais previne o desgaste prematuro de componentes caros e, mais importante, garante o funcionamento correto dos sistemas mais críticos do veículo. Sempre consulte o manual do proprietário para obter as especificações exatas e os intervalos de manutenção recomendados para o seu modelo.


Fonte: Jovem Pan

Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 12/04/2026

Neste domingo, as energias tenderão a favorecer um processo de revisão interna e maior consciência sobre emoções, relações e escolhas pessoais. Por isso, desacelerar será essencial para compreender o que realmente deverá ser mantido ou transformado. A busca por liberdade emocional poderá se intensificar, mas deverá vir acompanhada de responsabilidade. Confira as previsões do horóscopo para o seu signo e veja como aproveitar melhor o dia!
Áries
Será importante que os nativos de Áries reservem momentos de recolhimento para processar as emoções com mais clareza Imagem: Tanya Syrytsyna | Shutterstock
Neste domingo, você sentirá a necessidade de lidar com inquietações internas que poderão surgir de forma repentina. Será importante reservar momentos de recolhimento para processar emoções com mais clareza, evitando agir por impulso diante de situações fora do seu controle. A busca por equilíbrio ganhará destaque, favorecendo uma postura mais serena. Permita que as mudanças aconteçam de forma natural, sem resistência.
Touro
Os nativos de Touro desejarão transformar a sua participação em grupos e projetos futuros Imagem: Tanya Syrytsyna | Shutterstock
Neste domingo, você sentirá uma forte necessidade de transformar sua participação em grupos e projetos futuros, o que poderá gerar tensões com amigos ou colegas. Também poderão surgir conflitos de interesse ou insatisfações financeiras. Será essencial evitar atitudes controladoras para não desgastar vínculos importantes. Diante disso, procure agir com transparência e desapegar-se de relações que já não façam sentido.
Gêmeos
Os nativos de Gêmeos tenderão a refletir sobre a imagem profissional e os objetivos de longo prazo Imagem: Tanya Syrytsyna | Shutterstock
O domingo tenderá a trazer reflexões importantes sobre sua imagem profissional e seus objetivos de longo prazo. Será um dia de maior intensidade, em que poderão surgir conflitos entre ambições de carreira e a busca por conforto emocional. Esse cenário poderá gerar insatisfação em algumas parcerias. A cautela será indispensável, especialmente para evitar decisões impulsivas.
Câncer
Os nativos de Câncer poderão rever planos ligados a viagens ou estudos Imagem: Tanya Syrytsyna | Shutterstock
Ao longo do dia, você tenderá a buscar novos conhecimentos e a questionar crenças que já não acompanham o seu crescimento pessoal. Esse movimento poderá trazer à tona a necessidade de rever planos ligados a viagens ou estudos, evitando gastos por impulso. Haverá um conflito entre o desejo de prazer imediato e a transformação da visão de mundo. O desapego será essencial para superar os desafios.
Leão
O domingo dos nativos de Leão será voltado para a limpeza interna Imagem: Tanya Syrytsyna | Shutterstock
Este domingo trará à tona transformações profundas, exigindo o desapego de padrões emocionais ou financeiros que já não sustentam a sua evolução. Será um período de limpeza interna, que poderá impactar relações e exigir mais clareza sobre limites pessoais. A honestidade emocional tenderá a ser fundamental para reconstruir parcerias de forma mais sólida.
Virgem
Os nativos de Virgem buscarão exercer a disciplina na rotina de trabalho e na vida pessoal Imagem: Tanya Syrytsyna | Shutterstock
Neste domingo, você sentirá a necessidade de mais disciplina na rotina de trabalho e nos cuidados pessoais. O dia pedirá atenção para que o desejo de prazer imediato não comprometa as suas responsabilidades. Poderão surgir pequenas insatisfações no ambiente profissional, exigindo equilíbrio. Nesse cenário, a praticidade e a objetividade tenderão a ser fundamentais para evitar excessos.
Libra
Será fundamental que os nativos de Libra busquem o equilíbrio entre a diversão e a harmonia nos relacionamentos Imagem: Tanya Syrytsyna | Shutterstock
Neste domingo, você precisará ter cautela para que o desejo de se divertir não gere conflitos com os seus valores pessoais ou com a sua vida financeira. Será importante buscar equilíbrio entre a busca pelo prazer e a necessidade de manter a harmonia nos relacionamentos afetivos, evitando excessos e cobranças desnecessárias. Priorize atividades que tragam satisfação genuína.
Escorpião
Os nativos de Escorpião precisarão agir com maturidade em relação às obrigações familiares Imagem: Tanya Syrytsyna | Shutterstock
Neste domingo, você precisará agir com maturidade ao lidar com tensões entre as suas necessidades afetivas e as obrigações familiares. Será um momento que exigirá equilíbrio para que o desejo de liberdade não gere desconforto nas suas relações mais íntimas. Busque a harmonia, evitando que expectativas irreais prejudiquem o seu bem-estar emocional e a sua vida financeira.
Sagitário
A paciência será essencial para que os nativos de Sagitário evitem gastos desnecessários e reações impulsivas Imagem: Tanya Syrytsyna | Shutterstock
Você poderá sentir uma inquietação mental ao longo do dia, o que poderá gerar mal-entendidos em conversas e dificuldades para expressar sentimentos com clareza. Haverá tensão entre pensamentos pessoais e expectativas externas. A paciência será essencial para evitar reações impulsivas e gastos desnecessários. Organizar as ideias antes de se comunicar ajudará a evitar conflitos.
Capricórnio
Os nativos de Capricórnio sentirão vontade de organizar a vida material e financeira Imagem: Tanya Syrytsyna | Shutterstock
Neste domingo, você sentirá a necessidade de organizar a sua vida material e financeira, buscando soluções inovadoras para lidar com os seus recursos de forma mais independente. Isso poderá gerar alguns conflitos nos relacionamentos, exigindo uma avaliação cuidadosa sobre dedicar atenção ao que realmente importa. Procure equilibrar o desejo de autonomia com as necessidades afetivas.
Aquário
O ideal será que os nativos de Aquário canalizem a agitação do dia para promover mudanças construtivas na rotina Imagem: Tanya Syrytsyna | Shutterstock
No dia de hoje, você tenderá a se deparar com uma inquietação interna e com o desejo de romper com aquilo que lhe traz sensação de limitação, o que poderá levar a atitudes imprevisíveis. Situações inesperadas poderão afetar a sua estabilidade emocional, exigindo que você mantenha a calma para não agir de forma precipitada. Procure canalizar essa agitação para mudanças construtivas na sua rotina.
Peixes
O domingo dos nativos de Peixes será marcado por uma sensibilidade elevada Imagem: Tanya Syrytsyna | Shutterstock
Neste domingo, você poderá lidar com variações de humor e mudanças na forma de se expressar. Será um dia de maior sensibilidade, em que imprevistos poderão desafiar sua necessidade de liberdade emocional. Reações impulsivas deverão ser evitadas para não comprometer sua imagem pessoal. Acolher as transformações com serenidade será essencial.


Fonte: Jovem Pan

Com Neymar mais ativo em campo, Santos vence Atlético-MG por 1 a 0

Com Neymar mais participativo, atuando mais como armador, com melhor preparo físico e proporcionando bons momentos, o Santos derrotou o Atlético-MG, neste sábado (11), por 1 a 0, em duelo válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o alvinegro paulista chegou aos 13 pontos e se afastou da zona de rebaixamento, enquanto a equipe mineira segue com 14.
As equipes começaram com troca de passes rápidos e muita velocidade, mas sem objetividade. Só aos sete minutos a primeira finalização e foi de Neymar, por cima do travessão.
O lance deixou o Atlético-MG acuado. O Santos aproveitou para pressionar e conseguiu seu gol, aos 18 minutos, com Gabriel Barbosa, mas a bola bateu no braço do atacante e foi anulado pelo árbitro de vídeo. O time do Santos reclamou demais e o técnico Cuca acabou expulso.
Mais na armação das jogadas, Neymar surgiu perto da área, após boa tabela, e bateu cruzado para fora, aos 25 minutos. Aos 27, o camisa 10 serviu Gabriel Barbosa, que cruzou forte para a defesa de Everson.
Aos 35, a dupla de ataque santista mudou o papel. Foi Gabriel Barbosa que serviu Neymar, que deixou a bola escapar um pouco e bateu torto para fora.
Omisso praticamente o primeiro tempo todo, o Atlético-MG só foi incomodar a zaga santista aos 37 minutos, quando Hulk finalizou e a bola bateu em Reinier. O lance animou o time mineiro, que só não abriu o placar, aos 40, porque Escobar impediu a finalização de Natanael, após bela jogada de Lodi pela esquerda. O mesmo Lodi tirou o gol de Gabriel Barbosa no lance seguinte.
O Atlético voltou totalmente diferente no início do segundo tempo, ao se posicionar todo no campo do Santos. Apesar do domínio, chances não foram criadas pelo time mineiro. Quase levou o castigo aos 12 minutos, quando Neymar iniciou a jogada e Bontempo finalizou fora na melhor jogada da partida.
O lance animou a torcida presente na Vila Belmiro, que estava quieta. E o público foi à loucura aos 18 minutos, após rápido contra-ataque. Gabriel Barbosa fez belo lançamento para Moisés, que finalizou sem chances para Everson: 1 a 0.
O Atlético foi ao ataque e forçou Brazão a fazer duas boas defesas. O Santos se posicionou para tentar os contra-ataques no final, mas não foi efetivo. Aos 50, Cuello teve a chance do empate, mas pegou mal na bola.
FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 × 0 ATLÉTICO-MG
SANTOS: Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar; Arão, Gustavo Henrique (Oliva), Gabriel Bontempo (Tachiano) e Neymar; Rony (Moisés) e Gabriel Barbosa (Lautaro). Técnico: Cuca.
ATLÉTICO-MG: Everson; Natanael (Bernard), Ruan, Lyanco, e Renan Lodi; Tomáz Perez (Alexsander), Alan Franco e Victor Hugo (Cassierra); Reinier (Cauã Soares), Hulk e Cuello. Técnico: Eduardo Domínguez.
GOL: Moisés aos 18 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS: Escobar, Gabriel Barbosa, Luan Peres e Lyanco
ÁRBITRO: Rafael Klein (RS).
RENDA: R$ 938.762,97.
PÚBLICO: 12.175 torcedores.
LOCAL: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP).
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan