Início Site

Paulo Guedes declara apoio a Flávio, prevê vitória da oposição em 2026 e diz que ascensão da direita é global

Foto: Marcelo Camargo/ABr
O ex-ministro da Economia Paulo Guedes declarou que apoiará Flávio Bolsonaro (PL) na presidência da República, caso ele vença a eleição deste ano. A fala foi feita durante o evento Advance 2026, organizado pela gestora Fami Capital, em São Paulo.
“Se ele ganhar, terá meu total apoio. Mas Zema, Caiado, Ratinho Júnior, todos eles já tiraram fotos juntos, pois a centro-direita estará junta”, afirmou Guedes diante de uma plateia de investidores e empresários.
Nova desordem mundial favorece a oposição
Durante a maior parte de sua apresentação, Guedes falou sobre o mundo estar vivendo uma nova ordem mundial, que ele descreve como uma “desordem”.
O ex-ministro citou o presidente americano Donald Trump para explicar que essa nova lógica é de “paz através da força, em que manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Segundo Guedes, os últimos anos viram a ascensão e auge da ordem liberal, mas o momento atual é de esgotamento.
“As Américas vão emergir”
Guedes avaliou que o momento de ruptura da ordem liberal representa tanto riscos quanto oportunidades para países emergentes. Na sua leitura, as Américas estão em posição de ganhar protagonismo. “As Américas vão emergir, é a turma que estava submersa.”
Sobre o Brasil, o ex-ministro reconheceu avanços recentes, mas alertou para a deterioração da relação dívida/PIB.
Onda conservadora na América do Sul
A onda da direita na América do Sul e no mundo indica que o zeitgeist, expressão alemã para “espírito do tempo”, joga a favor da oposição, pontuou.
Perfil do eleitorado
A fala de Guedes vai de encontro a uma cadeia de acontecimentos nos países vizinhos. A vitória de José Antonio Kast no Chile e a trajetória conservadora de outros países da região, como Paraguai, renovaram as expectativas de que o Brasil dê uma guinada para a direita nas eleições de outubro.
A questão da segurança pública, por exemplo, já ultrapassou a economia entre as prioridades da população nas sondagens mais recentes de diversos institutos, o que amplia as perspectivas concretas de a oposição vencer o pleito.
Guedes como conselheiro de Flávio
O ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro foi mencionado por Flávio como um “conselheiro importante”.
O pré-candidato do PL declarou que, se eleito, pretende ser “um Bolsonaro centrado, equilibrado e que tem algumas opiniões próprias”.
Flávio busca apoio explícito de economistas como Guedes para sinalizar ao mercado financeiro qual modelo de condução da economia adotará, com foco em privatizações, austeridade fiscal e redução do papel do Estado.
Senado como alvo estratégico da direita
Um dado que anima a oposição é que 66% dos brasileiros querem eleger senadores comprometidos a aprovar pedidos de impeachment de ministros do STF, contra apenas 22% que discordam, segundo pesquisa Genial/Quaest de março.
Dois terços do Senado, 54 parlamentares, terão mandatos encerrados no início de 2027, abrindo janela histórica para a oposição construir maioria na Casa.
Alta rejeição abre espaço
Guedes fez críticas indiretas ao governo Lula, avaliando que medidas “extraordinárias” podem ampliar vantagens eleitorais no curto prazo, mas acabam deixando “coisas erradas” que precisam ser corrigidas.
Ele voltou a fazer alertas sobre os riscos do aumento de gastos públicos, avaliando que isso pode comprometer o crescimento econômico em 2026. Convém lembrar que, em 2022, pelo menos 10% a 15% dos votos recebidos por Lula não foram de petistas nem de simpatizantes do partido.
O economista também listou que grande parte do eleitorado que acreditou que seria diferente desta vez desencantou-se com o atual governo e dificilmente votará no esquerdista novamente. ​​​​​​​​​​​​​​​​


Fonte: Conexão Política

PL ultrapassa 100 deputados após janela partidária e projeta eleger 115 em outubro

Foto: Reprodução/Instagram
Com o encerramento da janela partidária, o Partido Liberal se tornou o maior partido da Câmara dos Deputados fim da janela partidária. A sigla conta, a partir de agora, com 101 deputados.
A disparada é resultado da proximidade das eleições e da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
O PL saltou de 86 para 101 deputados no período de um mês em que foi permitida a troca de sigla sem punições, com 22 novos filiados e sete saídas, com adesões concentradas nos últimos dias do prazo.
A tendência é que o partido consolide a maior bancada desde 1998, quando o então PFL alcançou 105 cadeiras na reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Meta de 115 deputados em outubro
Para as eleições de outubro, o PL projeta eleger entre 100 e 115 deputados federais e entre 20 e 25 senadores. A estratégia inclui apostar no nome de Flávio Bolsonaro à Presidência como forma de mobilizar a militância e fortalecer as candidaturas legislativas.
O líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante, atribuiu o crescimento do partido ao desempenho de Flávio nas pesquisas. “O PL foi o partido que mais cresceu na janela. Os bons resultados nas pesquisas do Flávio Bolsonaro geraram perspectiva de poder”, afirmou.
Redutos estaduais
O partido ainda não tem costura completa em alguns estados, mas já faz apostas para alcançar suas metas. Em São Paulo, não contará mais com puxadores de votos como Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro, em contrapartida terá Lucas Pavanato e Luiz Philippe de Orleans e Bragança.
Em Minas Gerais, o deputado Nikolas Ferreira, que havia manifestado interesse em disputar outro cargo, deve permanecer como candidato à reeleição para a Câmara.
Novos nomes e fundo eleitoral
Entre os novos nomes que ingressaram no PL durante a janela estão Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, e Rosângela Moro, ambos ex-membros do União Brasil. A busca por verbas do fundo eleitoral, estimadas em R$ 5 bilhões para este ano, também orientou as trocas.
O cálculo do fundo considera o resultado da eleição anterior, mas o acesso aos valores pertence aos parlamentares atualmente filiados.
Meta interna de Valdemar
O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, havia estabelecido a meta de fechar a janela com 110 parlamentares. “Na verdade, há até mais deputados querendo vir para o partido, mas, por causa da campanha nacional e da prioridade dada às disputas ao Senado em alguns estados, precisamos limitar esse número”, disse.
Centrão intercala
O avanço do PL contraria o desempenho dos partidos do Centrão no restante da legislatura. Apesar de certo volume, o desempenho foi abaixo do esperado. O PSD cresceu de 42 para 47 deputados; o Republicanos, de 40 para 44; o PP, de 47 para 50.
Ao longo da legislatura, o PL havia caído de 99 deputados na posse, em 2023, para 88 no início de 2026, antes da revertida com a janela partidária.


Fonte: Conexão Política

Líder do governo na Câmara, José Guimarães assume a Secretaria de Relações Institucionais

O deputado federal José Guimarães (PT-CE) informou neste sábado (11), na rede social X, que tomará posse como ministro da Secretaria de Relações Institucionais do governo federal na próxima terça-feira (14). O parlamentar vai substituir a ex-ministra Gleisi Hoffmann.
“A convite do presidente Lula, informo que aceitei a missão e, na próxima terça-feira (14), tomo posse como ministro da Secretaria de Relações Institucionais em substituição à ex-ministra Gleisi Hoffmann”, escreveu o deputado.
A chefia da Secretaria de Relações Institucionais tem, entre as responsabilidades, coordenar a articulação política do governo com o Congresso Nacional e gerenciar a execução orçamentária e financeira de emendas parlamentares.
Desde o início da atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Guimarães ocupava a liderança do governo na Câmara dos Deputados.
Um dos desafios do novo ministro será levar adiante a proposta de fim da escala 6 x 1 e a regulamentação do trabalho por aplicativos, questões que têm provocado controvérsias no Congresso Nacional.
Gleisi havia tomado posse da Secretaria em março de 2025 e deixou a pasta neste mês. A ex-ministra deve se candidatar ao Senado pelo Paraná nas eleições deste ano.
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Empresário brasileiro investigado pela trama golpista é preso pelo ICE nos EUA

Esdras Jônatas dos Santos, empresário investigado por envolvimento nos atos golpistas em 8 de janeiro de 2023, foi preso pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). Alvo de mandado de prisão na Flórida, a Jovem Pan apurou que ele está detido na Flórida.
O empresário está foragido desde os eventos antidemocráticos em Brasília. A prisão nos EUA inicia um processo migratório, que pode resultar em diferentes desfechos, como permanência sob custódia, liberação ou eventual extradição, segundo o sistema judicial americano. Autoridades brasileiras ainda aguardam notificação dos órgãos dos EUA.
Esdras não esteve na capital federal no dia da tentativa de golpe. Ele teria adotado uma posição de destaque nas manifestações em Belo Horizonte, inclusive acompanhando a saída de ônibus para Brasília.
A Jovem Pan tenta localizar a defesa de Esdras. Se houver resposta, o texto será atualizado.


Fonte: Jovem Pan

Flávio diz que não apenas Bolsonaro, mas todos ‘perseguidos’ subirão rampa do Planalto

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, afirmou que, se vencer a eleição deste ano, o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), vai “subir a rampa” do Palácio do Planalto com “todas as pessoas perseguidas” em janeiro do ano que vem.
As declarações ocorreram neste sábado, 11, em entrevista a jornalistas em Porto Alegre (RS). “Se Deus permitir, nós vamos vencer essa eleição no 1º turno. Há projetos tramitando no Congresso Nacional, não é uma anistia, mas é zerar o jogo de verdade, para fazer justiça não só ao presidente Bolsonaro, mas à Débora do Batom”, declarou Flávio, ao mencionar a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos de prisão pela participação dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
O senador prosseguiu: “O Congresso entende isso, só que, ainda, uma parte dele tem um certo medo de votar um projeto como esse. Porque claramente não é inconstitucional. A anistia é de competência exclusiva do Congresso Nacional”.
Na sequência, Flávio disse acreditar que, após as eleições de outubro, o Congresso vai aprovar a anistia aos condenados pelos atos golpistas. “É por isso que eu falo: não apenas o presidente Bolsonaro, mas todas as pessoas que foram perseguidas vão subir a rampa junto com a gente em janeiro do ano que vem”, afirmou.
Flávio está na capital gaúcha por ocasião do lançamento da pré-candidatura do deputado federal Zucco (PL-RS) ao governo estadual. Mais cedo, ele também participou de um café da manhã com mulheres e disse que o PT vai ser “irrelevante” a partir do ano que vem.
Além de apoiar Zucco, Flávio Bolsonaro também endossa as pré-candidaturas dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Sanderson (PL-RS) para o Senado.
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Datafolha: Lula lidera rejeição com 48%; Flávio Bolsonaro tem 46%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem a maior rejeição entre todos os pré-candidatos à Presidência nas eleições deste ano, com 48% dizendo que não votariam no mandatário, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11). O principal adversário do petista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tem rejeição de 46%.
Na prática, os dois estão empatados em termos de rejeição, já que a margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O Datafolha ouviu 2.004 pessoas com mais de 16 anos em 137 cidades, entre a terça-feira (7) e a quinta-feira (9). O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-03770/2026.
Lula e Flávio também são os pré-candidatos mais conhecidos pelos eleitores. Ao todo, 81% disseram conhecer um pouco ou muito bem o petista, enquanto 58% conhecem muito ou um pouco o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Só 1% disse não conhecer Lula, enquanto 7% disseram o mesmo sobre o senador.

Outros pré-candidatos
Depois de Lula e Flávio Bolsonaro, todos os demais pré-candidatos estão tecnicamente empatados em termos de rejeição. O ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza) aparece com 19%, seguido de perto pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e por Renan Santos (Missão), com 17% cada; e pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e pelo ex-ministro Aldo Rebelo (DC), com 16% cada.
Zema e Caiado são os mais conhecidos depois de Lula e Flávio. Ao todo, 26% disseram conhecer muito bem ou um pouco o ex-governador de Minas Gerais, e 23%, o ex-governador de Goiás. Em seguida, aparecem Cabo Daciolo (19%), Aldo Rebelo (14%) e Renan Santos (10%).
*Estadão Conteúdo 


Fonte: Jovem Pan

Zverev exalta João Fonseca após duelo em Monte Carlo: ‘Talento tremendo’

João Fonseca se despediu do Masters 1000 de Monte Carlo após ser superado por Alexander Zverev, atual número 3 do mundo, em um duelo equilibrado decidido em três sets. O brasileiro de 19 anos chegou a ameaçar a vitória, mas acabou derrotado por 5/7, 7/6 (7/3) e 3/6, após 2h40m de partida.
Mesmo com a classificação, Zverev fez questão de elogiar o desempenho do jovem tenista ainda em quadra, destacando o potencial de Fonseca no circuito.
Acho que ele é um talento tremendo. Todos nós do topo sabemos que ele está chegando e está chegando muito, muito rápido, que ele vai estar entre nós em breve. Jogador completo? Acho que ele ainda precisa melhorar, com certeza, mas ele é muito, muito bom e um grande talento. Sem dúvidas, com o tempo, ele vai melhorar e estar entre os principais jogadores.
A campanha em Monte Carlo reforça o crescimento de Fonseca no cenário internacional. O brasileiro se tornou um dos poucos do país a alcançar as quartas de final de um Masters 1000, ao lado de Gustavo Kuerten e Thomaz Bellucci. Com o desempenho, ele deve subir cinco posições no ranking da ATP, saltando para a 35ª posição.
Antes de encarar Zverev, Fonseca já havia demonstrado competitividade contra adversários de elite, enfrentando nomes como Jannik Sinner e Carlos Alcaraz ao longo do ano. Agora, o carioca volta suas atenções para o ATP 500 de Munique, onde estreia contra o chileno Alejandro Tabilo, atual número 39 do mundo.
O confronto não é dos mais confortáveis. Tabilo venceu as duas partidas anteriores entre eles, incluindo o duelo recente em Buenos Aires, há dois meses, quando o chileno levou a melhor em três sets. Antes disso, já havia superado Fonseca em 2024, ainda no início da ascensão do brasileiro no circuito.
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Após Artemis II, Nasa aposta em Musk e Bezos para pousar na Lua

Após o sucesso da histórica missão Artemis II concluída na sexta-feira (10), a Nasa aposta nos bilionários Jeff Bezos e Elon Musk para o próximo passo: levar astronautas à Lua.
O programa Apollo, que enviou os primeiros e únicos humanos à superfície da Lua entre 1969 e 1972, foi projetado para que apenas dois astronautas pousassem na Lua e permanecessem no satélite por no máximo alguns dias.
Mais de 50 anos depois, as ambições e a experiência dos Estados Unidos cresceram, e a Nasa espera enviar quatro pessoas em uma missão de várias semanas e, eventualmente, construir uma base no satélite.
Para esta fase de sua missão, a agência espacial espera usar os módulos projetados pela SpaceX, de Musk, e pela Blue Origin, de Bezos, para levar seus astronautas à Lua.
Funcionários afirmam que o objetivo é realizar um pouso tripulado na Lua em 2028.
“Precisamos que toda a indústria trabalhe conosco, e ela tem que aceitar o desafio e realmente colocar em marcha as linhas de produção que serão necessárias para cumprir essa meta”, disse em uma entrevista coletiva Lori Glaze, administradora interina da Nasa.
O programa Apollo usou apenas um foguete, o Saturn V, para levar o módulo lunar e a cápsula dos astronautas. Para Artemis, a Nasa optou por dois sistemas distintos. O primeiro lançará a nave Orion com a tripulação a partir da Terra, e o outro será usado para o módulo de pouso lunar.

“Viagens de acampamento”
A decisão se deve às limitações técnicas do programa Apollo, disse à AFP Kent Chojnacki, um alto funcionário da Nasa encarregado do desenvolvimento do módulo de pouso lunar.
“Ele não era de forma alguma adequado para a exploração de longo prazo nem para permanências prolongadas”, explicou.
Embora espetaculares, as missões Apollo eram como “viagens de acampamento”, disse Jack Kiraly, diretor de relações governamentais da Sociedade Planetária, que promove a exploração espacial.
Os sistemas que a Nasa estuda agora são “enormes em comparação com o Apollo”, afirmou Chojnacki. Os novos módulos lunares desenvolvidos pela Blue Origin e pela SpaceX são de duas a sete vezes maiores do que os usados no século XX.
A agência espacial também recorre agora a parceiros externos, como as empresas europeias que construíram o módulo de propulsão da Orion.
Essa nova abordagem abre a possibilidade de contar com mais equipamentos e recursos, mas também complica consideravelmente as operações.
Para enviar essas naves gigantes à Lua, as empresas privadas de exploração espacial precisarão dominar o reabastecimento em voo, uma manobra complexa que ainda não foi totalmente testada.
Depois que o módulo lunar for lançado, outros foguetes terão que levar o combustível necessário para a viagem à Lua, a cerca de 400 mil quilômetros da Terra.
“Perder a Lua”
Por causa do compromisso arriscado e dos numerosos atrasos, em particular os da SpaceX, que deveria ter o módulo pronto primeiro, a pressão aumentou nos últimos meses.
“Mais uma vez estamos prestes a perder a Lua”, advertiram três ex-funcionários da Nasa em um artigo publicado na SpaceNews em setembro.
A China também avançou em seu objetivo de enviar humanos à Lua até 2030. Diante desse cenário, a Nasa levantou no ano passado a possibilidade de reabrir o contrato concedido à SpaceX e usar primeiro o módulo lunar da Blue Origin.
As duas empresas anunciaram o reajuste de suas estratégias para priorizar o projeto lunar e manter seus lucrativos contratos com a Nasa. No entanto, as dúvidas persistem, sobretudo no que diz respeito à viabilidade do reabastecimento no espaço.
“Temos um plano”, disse Chojnacki, acrescentando que a Nasa tem uma estratégia de respaldo em caso de falha. A agência planeja testar em 2027 um encontro em órbita entre a nave espacial e um ou dois módulos de pouso lunar.
As empresas também deverão testar o reabastecimento em voo e enviar um módulo de pouso lunar não tripulado à Lua para demonstrar sua segurança. Só então virá a aguardada viagem tripulada à Lua. Tudo em um prazo de dois anos.
*AFP
 


Fonte: Jovem Pan

Investigação da PF revela que ex-governador Cláudio Castro viajou em avião ligado a Vorcaro

Investigações da Polícia Federal revelam que o ex-governador do Rio, Claudio Castro (PL), foi ao Peru com a família e convidados, assistir à final da Libertadores, em novembro de 2025, num avião cuja gestão é feita pela empresa Prime que, segundo relatórios da PF, faz parte da teia de corrupção de Daniel Vorcaro.
Ao todo havia 12 passageiros. Além de Cláudio e a primeira dama do Rio, estavam a bordo o advogado Willer Tomaz, o senador Weverton Rocha e famíliares.
Cláudio Castro nega qualquer ligação entre a viagem e o fato de seu governo ter feito o maior aporte de recursos públicos nos CDBs do Banco Master. O RioPrevidência, responsável por gerir e pagar aposentadorias e pensões de servidores públicos, investiu cerca de 1 bilhão no banco de Vorcaro. A operação foi considerada de alto risco e contrariou recomendações técnicas. O presidente da fundação à época dos investimentos, Deivis Marcon Antunes está preso.
Além da RioPrevidência, a Cedae, empresa de águas e esgotos do Rio de Janeiro, aplicou cerca de R$ 200 milhões no Master, também durante o governo Cláudio Castro.
O vôo do governador com a família ocorreu no dia 28 de novembro do ano passado, véspera da partida entre Flamengo e Palmeiras.
A Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços Ltda , empresa que faz gestão de helicópteros e aeronaves, tem como um dos sócios Arthur Martins de Figueiredo. Vorcaro também teria, segundo as investigações, participação na empresa via fundos de investimentos.
Além da empresa de aviação, Arthur era diretor da fundos da gestora Trustee DTVM. Ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal em agosto de 2025 e teve o celular apreendido. As mensagens encontradas no aparelho deixaram claro para a Polícia Federal que o beneficiário final das manobras contáveis operadas por Arthur era Daniel Vorcaro. Em resumo: para os investigadores, Arthur trabalhava na verdade para Vorcaro, movimentando e ajudando a ocultar sua fortuna, o que as defesas negam.
O governador Cláudio Castro disse não conhecer Arthur. Afrima que viajou a convite de seu amigo e advogado Willer Tomaz. “Nunca ouvi falar desse Arthur. Para mim, o dono do avião é Willer”. Castro disse conhecer Vorcaro apenas de congressos internacionais que participava, mas que os dois nunca conversaram sobre RioPrevidência. “Nem com o presidente da RioPrevidencia eu falava sobre o tema. Ele tinha autonomia. Eu só tive com Deives duas vezes”. O governador foi quem nomeou Deives, mas diz não lembrar que o indiciou. Fontes do Palácio apontam Rueda, presidente do União Brasil, como autor da indicação. “Posso ter consultado o Rueda, mas não foi ele. Eu tinha 500 indicações”, afirmou Castro.
O advogado Willer Tomaz confirmou ser cliente da Prime, empresa que faz a gestão do jato Legacy, mas disse desconhecer tanto Arthur, quanto Vorcaro. Ela lembra que atua em casos defendendo partes contrárias ao banco Master.”Aliás, estou vendendo minhas cotas na Sociedade de Propósito Específico, dona da aeronave, por conta dessa exposição da Prime”.
O blog procurou o senador Weverton, mas ele não retornou.
A ligação entre o sócio da Prime Táxi Aéreo e Vocaro foi descoberta durante a operação Quasar, que mirava os esquemas bilionários de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e fraudes no setor de combustíveis. Quando estourou o escândalo Master, as provas foram compartilhadas com a equipe da Polícia Federal que investiga o caso. O episódio, portanto, já é de conhecimento do STF. O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça.


Fonte:

g1 > Política

José Guimarães substituirá Gleisi como responsável pela articulação do governo no Congresso

O líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado José Guimarães (PT-CE), vai assumir a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação entre o governo e o Congresso Nacional.
A pasta estava sem titular após a saída da ministra Gleisi Hoffmann, no último sábado (4), em função do fim do prazo de descompatibilização. Este é o período em que ministros devem deixar os cargos no governo até seis meses antes das eleições, caso queiram concorrer ao pleito.
A informação foi confirmada pelo parlamentar nas redes sociais neste sábado (11).
Veja os vídeos que estão em alta no g1
“A convite do presidente Lula, informo que aceitei a missão e na próxima terça-feira (14), tomo posse como ministro da Secretaria de Relações Institucionais em substituição da ex-ministra Gleisi Hoffmann”, publicou Guimarães.
Deputado Federal, José Guimarães e o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva
Ricardo Stuckert / PR


Fonte:

g1 > Política