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Desenrola 2.0 fixa descontos de 30% a 90% por tempo de atraso das dívidas; veja faixas

Desenrola: confira as regras do novo programa de renegociação de dívidas
O Ministério da Fazenda publicou, nesta terça-feira (5), uma portaria que regulamenta a medida provisória que criou o Desenrola 2.0. O programa foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir o endividamento dos brasileiros.
Pelas regras, o programa estabelece descontos mínimos para a renegociação de dívidas conforme o tempo de atraso. Os percentuais variam de acordo com o tipo de crédito e aumentam quanto maior for a inadimplência.
As instituições financeiras deverão seguir os percentuais para participar do Desenrola, em faixa de atraso, que variam de 30% a 90%.
Veja abaixo as faixas.
1. Cartão rotativo e cheque especial
40%: para atraso entre 91 a 120 dias;
45%: para atraso entre 121 a 150 dias;
50%: para atraso entre 151 a 180 dias;
55%: para atraso entre 181 a 240 dias;
70%: para atraso entre 241 a 300 dias;
85%: para atraso entre 301 a 360 dias;
90%: para atraso entre 361 a 720 dias;
2. Cartão parcelado e crédito pessoal
30%: para atraso entre 91 a 120 dias;
35%: para atraso entre 121 a 150 dias;
40%: para atraso entre 151 a 180 dias;
45%: para atraso entre 181 a 240 dias;
60%: para atraso entre 241 a 300 dias;
75%: para atraso entre 301 a 360 dias;
80%: para atraso entre 361 a 720 dias.
As regras definem que esses percentuais são o piso obrigatório para negociação. As instituições financeiras podem oferecer descontos maiores, mas não inferiores.
A quitação das dívidas poderá ser feita com recursos próprios, por meio da contratação de um novo crédito ou com recursos do FGTS.
Veja abaixo as regras do Desenrola 2.0
Bancos esperavam a regulamentação
O texto, publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (5), traz os critérios de participação das instituições financeiras no programa, as condições para uso dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e as normas operacionais para a transferência de recursos do orçamento ao Fundo Garantidor de Operações (FGO).
O ato normativo era aguardado pelos bancos para dar início às renegociações. As instituições também ajustavam seus sistemas para viabilizar a implementação, e algumas já começaram a divulgar os canais pelos quais a renegociação deve ocorrer.
Os bancos procurados pelo g1 não informaram uma data para o início das operações. O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites ou agências.
Veja abaixo o que dizem os bancos.


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g1 > Política

Em retaliação a governador, deputados do RJ ameaçam divulgar lista de supostas amantes de desembargadores que recebem sem trabalhar na Alerj

Insatisfeitos com o choque de austeridade e transparência que o desembargador Ricardo Couto, governador em exercício do Rio de Janeiro, está imprimindo no governo, deputados estaduais fizeram uma ameaça inusitada ao palácio Guanabara: prometeram divulgar a lista de supostas amantes de desembargadores que recebem, mas não trabalham na Assembleia Legislativa.
O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio
Divulgação
Seria uma retaliação a exoneração de mais 1,6 mil funcionários fantasmas da máquina estadual. Alguns sequer tinham crachá ou acesso aos sistemas de computadores do estado. Todos eram apadrinhados por políticos que dava sustentação ao governo Cláudio Castro. A informação, divulgada pela jornalista Vera Araújo, foi confirmada pelo blog.
O grupo que teve a audácia de verbalizar a intimidação é da base de apoio do ex-governador Cláudio Castro e de Douglas Ruas, presidente da Alerj e candidato ao governo. Esses parlamentares são conhecidos como os “aloprados” desse grupo político, que está tentando minar o governo interino do desembargador Couto.


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g1 > Política

STF começa a julgar nesta quarta lei que modifica distribuição dos royalties do petróleo

STF julga na quarta-feira constitucionalidade de lei de 2012 que muda partilha de royalties do petróleo
O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, nesta quarta-feira (6), ações que tratam das regras de distribuição, entre os estados e municípios, dos recursos resultantes da produção do petróleo.
Os casos vêm à deliberação 13 anos depois da decisão individual da ministra Cármen Lúcia que suspendeu a legislação em debate. A determinação da relatora dos processos impediu a aplicação imediata das regras de partilha.
O tema chegou a ser colocado na pauta em 2020, mas foi retirado a pedido de 17 governadores que buscavam um acordo com o governo federal.
No fim de 2022, foi iniciada uma tentativa de consenso. Em 2023, foi enviado, no âmbito da Corte, para tentativas de acordo entre a União e os estados.
Supremo Tribunal Federal marca para quarta (6) julgamento da lei que modifica distribuição dos royalties do petróleo
Jornal Nacional/ Reprodução
Processos
A Corte analisa as ações que discutem a validade de uma lei aprovada pelo Congresso Nacional em 2012 que estabeleceu as regras para a partilha de recursos obtidos com a exploração do petróleo — royalties e participações especiais.
🔎Royalties são uma compensação financeira paga pelas empresas petroleiras ao Estado brasileiro pelo direito de extrair petróleo e gás natural no território brasileiro.
🔎Já as participações especiais são uma compensação adicional, cobrada apenas de campos de petróleo e gás com grande volume de produção ou alta rentabilidade.
O texto estabelecia distribuição mais igualitária das receitas arrecadadas entre produtores e não produtores de petróleo tanto de blocos em operação quanto para futuras áreas de produção.
A proposta foi vetada pela então presidente Dilma Rousseff. Posteriormente, parlamentares derrubaram o veto e restabeleceram a lei.
O estado do Rio de Janeiro entrou com uma ação no STF alegando que a lei é inconstitucional e, no início de 2013, a ministra Cármen Lúcia concedeu uma liminar que suspendeu os efeitos da lei e manteve as regras que estão em vigor até hoje.
A questão envolve saber se a norma em debate está de acordo com a Constituição.
Os estados não-produtores de petróleo defendem que a lei é constitucional, já que reordena os critérios de distribuição de receitas de forma alinhada com os objetivos constitucionais de redução das desigualdades regionais.
Uma eventual mudança na legislação teria impacto principalmente para o Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, principais estados produtores de petróleo.
💰Um estudo da Federação das Indústrias do Rio mostra que o estado e seus municípios perderiam R$ 21 bilhões por ano em royalties e participações especiais.
Redistribuição
Segundo a regra atual, a União recebe em torno de 30% do total de royalties.
Se a lei de 2012 entrar em vigor, esse percentual cairá para 20%. Estados e municípios produtores de petróleo deixariam de receber 61% para 26%, depois de um período de transição de sete anos. Já o Fundo especial, destinado a estados e municípios não produtores, subirá de 8,75% para 54%.
As participações especiais também mudariam:
União passaria de 50% para 46%;
Estados e municípios produtores de 50% para 24%;
Estados e municípios não produtores, que hoje não recebem nada, passariam a receber 30%.


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g1 > Política

Javier Milei: impopularidade recorde e situação econômica na Argentina – O Assunto #1714

A Argentina registrou a menor taxa de pobreza em sete anos, recuando de 38,1% em 2024 para 28,2% sob a gestão de Javier Milei, segundo o Indec, o “IBGE argentino”. No entanto, esse avanço econômico contrasta com uma queda drástica na popularidade do presidente, que tem 64,5% de desaprovação (dados da consultoria Zuban Córdoba).
As políticas econômicas celebradas pelo governo têm sido insuficientes para conter o ceticismo da opinião pública.
O desgaste político é alimentado por uma série de escândalos envolvendo o gabinete de Milei. Além disso, a população reage ao aumento do desemprego, ao fechamento de milhares de empresas e aos cortes na saúde e educação pública. Para grande parte do eleitorado, a realidade do cotidiano e a inflação persistente, mesmo que em queda anual, pesam mais do que os índices oficiais de redução da pobreza.
Em paralelo, outro desafio crítico é a profunda desconfiança no sistema financeiro, herança de traumas como o “corralito” de 2001. Estima-se que os argentinos ainda guardem US$ 170 bilhões fora dos bancos, e as recentes tentativas de Javier Milei de atrair esse capital com isenções fiscais, sob o mote “alivie seu colchão”, tiveram pouco sucesso até agora.
O que você precisa saber:
Argentina: pobreza recua para 28,2% da população e atinge menor nível em sete anos
Argentina vai aumentar impostos sobre combustíveis em maio
PIB da Argentina cresce 4,4% em 2025, mas Milei enfrenta desafios para estabilizar a economia
Argentina encerra 2025 com inflação de 31,5%, a mais baixa desde 2017
Convidado: Ariel Palacios, correspondente da Globo e da Globonews para América Latina.
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Apresentação: Victor Boyadjian. Colaborou neste episódio Paula Paiva Paulo e Gabriel Gama.
Milei se mantém pela desorganização da oposição e perde força com crises internas
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
O presidente da Argentina, Javier Milei, discursa durante uma cerimônia que marca o 34º aniversário do atentado à embaixada de Israel em Buenos Aires, que matou 29 pessoas e feriu 200, na Praça da Embaixada de Israel, em Buenos Aires.
JUAN MABROMATA / AFP


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g1 > Política

Lula viaja aos EUA para encontrar Trump; Brasil quer debater combate ao crime organizado

Lula embarca na quarta-feira (6) para encontrar Trump nos EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca nesta quarta-feira (6) para os Estados Unidos (EUA) para encontrar o presidente estadunidense, Donald Trump. A previsão é que o encontro aconteça na Casa Branca, em Washington, na quinta-feira (7).
O encontro é visto por fontes da diplomacia brasileira como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após um período de incertezas e tarifas de importação.
Além da economia, devem compor a mesa de discussões os seguintes temas (clique no assunto para mais detalhes):
ataque ao PIX;
cooperação contra crime organizado e narcotráfico;
parcerias em minerais críticos e terras raras;
geopolítica na América Latina, Oriente Médio e ONU; e
eleições no Brasil.
A viagem a Washington é fruto de um processo de aproximação que ganhou tração em 26 de janeiro de 2026, quando Lula e Trump conversaram por telefone por cerca de 50 minutos.
Após o telefonema, Lula disse que queria ir a Washington em março para ter um encontro “olho no olho” com Trump, mas a guerra no Oriente Médio atrasou a definição da agenda.
De janeiro para cá, a relação já marcada por divergências entre Lula e Trump ganhou novos elementos de tensão no cenário internacional.
A guerra no Oriente Médio, episódios diplomáticos como o cancelamento do visto do assessor Darren Beattie e ruídos envolvendo a prisão e posterior soltura do deputado Alexandre Ramagem contribuíram para tornar o ambiente mais complexo, adicionando desafios à interlocução entre os dois governos.
Enquanto a reunião era negociada nos últimos meses, um auxiliar do presidente Lula explicava que a reunião entre Lula e Trump poderia ser “mais um ponto de partida do que um ponto de chegada” em termos de acordos.
Lula e Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático – ASEAN em Kuala Lampur, Malásia.
Ricardo Stuckert/Presidência da República
Ataque ao PIX
No mês passado, representantes dos presidentes Lula e Trump se reuniram em Washington, nos Estados Unidos, para discutir uma investigação aberta pelos norte-americanos contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos Estados Unidos.
🔎A Seção 301 é um procedimento administrativo conduzido exclusivamente pelos Estados Unidos, sem caráter judicial ou semelhança com os painéis da Organização Mundial do Comércio (OMC).
A investigação foi anunciada sob a alegação de que o país adota práticas econômicas desleais relacionadas ao PIX e ao etanol, por exemplo. Os EUA também alegam que o Brasil adota “há décadas” uma série de medidas para restringir o acesso de exportadores americanos ao mercado brasileiro.
Lula tem repetido que “ninguém” vai fazer o Brasil fazer mudanças no PIX. Fontes da diplomacia brasileira afirmam que, apesar de declarações públicas de autoridades americanas contra o Brasil, a ordem é negociar a questão comercial e chegar a um consenso.
Combate ao crime organizado e narcotráfico
O tema foi levantado por Lula numa ligação com Trump em dezembro do ano passado. Na ocasião, o presidente brasileiro propôs a Trump uma cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado.
Na mesma semana, o Brasil apresentou um plano inicial de discussão. Propôs que os dois países trabalhassem juntos para coibir a lavagem de dinheiro, sugerindo:
o bloqueio nos Estados Unidos de ativos ilícitos de criminosos brasileiros;
medidas para combater o tráfico internacional de armas que abastece o Comando Vermelho e o PCC no Brasil.
Reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” mostrou que o governo Trump fez uma contraproposta sugerindo que o Brasil receba em prisões brasileiras os estrangeiros capturados nos Estados Unidos, tal como faz El Salvador. A ideia foi rejeitada pelo governo brasileiro.
A reportagem mostrou ainda que os Estados Unidos também queriam que o Brasil apresentasse um plano para acabar com o PCC, o Comando Vermelho, o Hezbollah e as organizações criminosas chinesas em solo brasileiro.
O governo americano vem discutindo classificar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas, o que, segundo uma interpretação das regras internas do país, justificaria medidas unilaterais – inclusive com uso de força militar.
No mês passado, sem a definição da data da reunião entre os dois presidentes, o governo brasileiro anunciou um acordo com os EUA de combate ao crime organizado que, na realidade, queria divulgar após o encontro entre Lula e Trump.
Agora, o governo planeja lançar na próxima semana o programa Brasil Contra o Crime Organizado, que prevê ações de forças federais e estaduais para recuperar áreas dominadas por facções e o endurecimento de regras no sistema prisional, entre outras medidas.
O governo brasileiro deve fazer uma apresentação ao governo americano sobre essa proposta com intuito de demonstrar o esforço do Brasil em enfrentar o crime.
Minerais críticos e terras raras
O governo brasileiro quer que a exploração de minerais críticos e terras raras ocorra sob controle nacional e com parcerias que garantam transferência de tecnologia e desenvolvimento da indústria brasileira e soberania nacional sobre os recursos.
O Brasil já sinalizou que não pretende aderir à aliança proposta pelos Estados Unidos para o setor e que deve priorizar acordos bilaterais com diferentes países. A avaliação é de os EUA buscam influenciar as regras do comércio global desses recursos, hoje concentrados principalmente na China.
🔎 O Brasil, por sua vez, detém uma das maiores reservas desses minerais, é a segunda maior do mundo.
O acordo firmado entre o governo de Goiás e os Estados Unidos para a exploração de minerais críticos, que provocou reação do governo federal, pode se abordada nas negociações. A avaliação é de que a iniciativa não tem validade jurídica.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, o subsolo brasileiro pertence à União, que também é responsável por regular a atividade mineral e firmar acordos internacionais, o que inviabiliza iniciativas isoladas por estados.
Geopolítica
Venezuela
Lula deve buscar informações atualizadas sobre as condições de Nicolás Maduro e da esposa, presos pelos EUA no início do ano. O Brasil classificou a ação como uma violação da soberania e do direito internacional.
Lula condenou a operação e cobrou resposta de organismos internacionais. A posição brasileira tem sido a de evitar uma escalada de tensão, ao mesmo tempo em que reforça a necessidade de transparência e de solução dentro das regras do direito internacional.
Cuba e América Latina
A crise humanitária em Cuba também é uma preocupação do governo brasileiro e deve ser tema nas discussões internacionais. O Brasil teme que o agravamento da situação no país caribenho pode aumentar a instabilidade na região.
O governo brasileiro receia que uma eventual postura mais dura de Trump contribua para uma escalada de conflitos na América Latina, o que poderia impactar diretamente o equilíbrio político e econômico do continente.
Oriente Médio
Lula tem feito críticas públicas a Donald Trump pelos ataques dos Estados Unidos ao Irã. O petista tem cobrado líderes globais por paz, feito críticas ao que chama de corrida armamentista e lamentado a perda de credibilidade da Organização das Nações Unidas (ONU), defendendo a reforma do órgão.
O Brasil também decidiu não aderir à proposta de criação de um conselho para paz por Trump e acredita que o tema não deve ser conduzido de forma unilateral e exige debate multilateral.
Eleições no Brasil
Lula deve aproveitar o encontro com Trump para tentar uma posição de neutralidade do líder americano em relação às eleições no Brasil. A expectativa não é buscar um apoio direto, mas evitar que Trump sinalize apoio a Flávio Bolsonaro (PL), possível candidato da oposição.
A avaliação é de que o encontro também deve ser explorado durante a campanha eleitoral do petista. A ideia é reforçar a imagem de Lula como um líder com trânsito internacional, capaz de dialogar, inclusive, com figuras associadas à direita global.


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g1 > Política

Prazo para Lula promulgar derrubada de veto do PL da Dosimetria termina nesta quarta; tarefa deve ficar para Alcolumbre

Termina nesta quarta-feira (6), às 19h18, o prazo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promulgar a derrubada dos vetos ao PL da Dosimetria, aprovada pelo Congresso Nacional na última semana.
Gif mostra parlamentares comemorando derrubada de veto que reduz pena de Bolsonaro
Reprodução
🔎Pela Constituição, quando um veto presidencial é rejeitado pelo Legislativo, o texto é enviado ao chefe do Executivo, que tem 48 horas para promulgá-lo. Caso o presidente não o faça nesse prazo, o ato volta ao Congresso, e a competência passa sucessivamente ao presidente da casa e do Senado Federal e, persistindo a omissão, ao vice-presidente da Casa.
Segundo o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e aliados do Palácio do Planalto, Lula não deve assinar a promulgação.
A avaliação no governo é a de que o presidente não quer deixar sua digital em uma lei que tentou barrar ao vetar integralmente o projeto, em janeiro.
A tendência, portanto, é a de que a tarefa caiba ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a quem petistas atribuem, em parte, as derrotas do governo no Legislativo.
Vídeos em alta no g1
Manobra e derrubada
A derrubada do veto foi aprovada com folga em sessão conjunta do Congresso na última quinta-feira (30). Foram 318 votos a 144 na Câmara e 49 a 24 no Senado — acima dos mínimos de 257 e 41 votos, respectivamente.
Veja como votaram deputados e senadores sobre veto de Lula à PL da dosimetria das penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro
Antes da votação, Alcolumbre adotou uma manobra para evitar conflito entre a análise do veto e a Lei Antifacção e retirou da pauta trechos que poderiam beneficiar condenados por crimes graves, como feminicídio e crimes hediondos.
A lei não parece inconstitucional, diz Gustavo Sampaio sobre PL da dosimetria
Diante da derrota, a base do governo já anunciou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), afirmou que pretende anunciar em breve a judicialização da medida.
Entre os argumentos avaliados está o fatiamento do veto integral pelo Congresso, considerado pelos governistas passível de questionamento jurídico.
Apesar da articulação, a avaliação dentro do Planalto é a de que o STF não deve se intrometer na disputa com o Legislativo e tende a manter a decisão dos parlamentares.
O que diz o texto
A chamada dosimetria define como o juiz calcula o tamanho da pena com base na gravidade do crime, nos antecedentes e nas circunstâncias do caso.
Pelo novo texto, fica vedada a soma das penas dos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (de 4 a 8 anos) e de golpe de Estado (de 4 a 12 anos): aplica-se apenas a punição do crime mais grave, acrescida de um sexto até a metade.
O PL da Dosimetria reduz as penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 e pode beneficiar pelo menos 190 pessoas, segundo o último balanço do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Entre os beneficiados está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe e está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde.
O ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), fez uma aparição de cerca de 20 minutos no quintal da casa onde ele cumpria prisão domiciliar em 9 de setembro de 2025
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Pelas regras atuais, ele só poderia passar do regime fechado para o semiaberto em 2033. Com a nova lei, especialistas estimam que esse prazo caia para algo entre dois e quatro anos.
Crimes de multidão
O projeto também prevê redução de um a dois terços da pena quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem ocupado papel de liderança.
🔎Nos crimes de multidão, um grupo comete uma série incontável de crimes em uma mesma situação. Nestas circunstâncias, um criminoso influencia o outro, numa espécie de “efeito manada”. Todos os que participam, no entanto, estão conscientes do que fazem e aderem às infrações de forma deliberada.
8 de janeiro: ataques às sedes dos Três Poderes ficam registrados na memória nacional
Reprodução/TV Globo
A redução, no entanto, não será automática: caberá ao STF recalcular as punições caso a corte seja provocada pela defesa de algum dos condenados, pelo Ministério Público ou por um ministro relator.


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g1 > Política

Passagem pelo Salão Oval e comitivas reduzidas: saiba como será reunião entre Lula e Trump

Reunião com Trump: Lula decola para Washington amanhã, às 13h
O cerimonial da Casa Branca se reuniu, nesta terça-feira (5), com a Embaixada do Brasil em Washington para acertar os detalhes do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Na reunião, as equipes dos dois governos definiram como será o encontro. Ficou definido que cada presidente deverá estar acompanhado por até cinco integrantes de suas equipes.
Do lado brasileiro, devem participar:
Dario Durigan, ministro da Fazneda;
Wellington César Lima, ministro da Justiça;
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores;
Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal;
Marcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
🎙️ De acordo com a programação preliminar enviada ao governo brasileiro, a agenda prevê uma rápida passagem pelo Salão Oval para uma declaração à imprensa.
Na sequência, Lula e Donald Trump terão uma reunião reservada.
Depois, está prevista uma reunião ampliada com a participação das delegações. No entanto, o roteiro pode ter alterações de última hora. 
Trump e Lula falam com jornalistas antes de reunião em Kuala Lumpur, na Malásia.
Evelyn Hockstein/Reuters
Lula e Trump
A equipe de Lula avalia o encontro com otimismo. A expectativa as negociações na área de combate ao crime organizado avancem, tema considerado prioritário também pelo governo norte-americano.
No campo comercial, o objetivo brasileiro é convencer Trump de que o país não adota práticas desleais que justifiquem a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Em contrapartida, Lula deve apresentar propostas de parceria com empresas americanas para a exploração de terras raras.
O governo brasileiro trabalha, inclusive, para chegar ao encontro com o projeto de regulamentação de minerais críticos já aprovado pela Câmara dos Deputados, como forma de reforçar o interesse dos Estados Unidos no tema.


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g1 > Política

Alívio agora, preocupação à frente: especialistas veem prós e contras no Desenrola 2.0

Bruno Carazza: Primeiro ‘Desenrola’ trouxe alívio temporário no endividamento
O Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal na segunda-feira (4), deve aliviar de imediato o orçamento de famílias endividadas, mas levanta preocupações econômicas estruturais e não impede o agravamento do endividamento no futuro.
Essa é a avaliação de especialistas em finanças ouvidos pelo g1, que elencaram prós e contras da nova medida do governo para reduzir as dívidas de famílias e empresas no país.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
O programa prevê a renegociação de dívidas com descontos e condições facilitadas de pagamento, incluindo juros menores. Podem aderir pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos — o equivalente a R$ 8.105 —, com possibilidade de uso de parte dos recursos do FGTS.
A medida provisória que cria o Novo Desenrola foi editada na noite de segunda-feira, enquanto a portaria que regulamenta o programa foi publicada nesta terça-feira (5), dando base legal para que os bancos comecem, de fato, a operar as renegociações.
Como mostrou o g1, até esta terça-feira, as instituições financeiras haviam apenas indicado portais oficiais para pré-cadastro de interessados. No início da noite, a Febraban informou que o sistema seria liberado ainda na terça, permitindo o início das negociações pelos bancos.
Veja abaixo os principais pontos positivos e negativos do programa, segundo especialistas.
Positivos:
Alívio no bolso ajuda no controle das contas
Programa ataca dívidas com juros elevados
Inclusão do Fies beneficia jovens endividados
Uso do FGTS ajuda a evitar novos empréstimos
Bloqueio às bets melhora o controle de gastos
Negativos:
Alivia agora, mas não resolve a causa do problema
Gastos públicos e juros altos criam ciclo vicioso
Risco de mais consumo e novo endividamento
Uso do FGTS reduz proteção e afeta a habitação
Bom pagador pode acabar sendo ‘penalizado’
Pontos positivos
1. Alívio no bolso ajuda no controle das contas
O benefício mais imediato é a melhora no humor e na saúde financeira da população. O economista e professor de finanças do Insper Alexandre Chaia afirma que o programa traz um “alívio das famílias” em um cenário em que a renda cresce, mas o endividamento ainda compromete a qualidade de vida.
“Quando você cria um programa que melhora a relação da dívida e reduz os juros, esses são pontos positivos”, afirma, ressaltando que a medida abre mais espaço no orçamento.
O especialista afirma que contrair dívida não é necessariamente negativo. Ele cita compras parceladas como uma “forma de adquirir um bem que não seria possível comprar à vista, usando o sistema financeiro para financiar”.
“O problema é o custo da dívida, que hoje é elevado no Brasil por causa dos juros.”
2. Programa ataca dívidas com juros elevados
Os juros estão diretamente ligados ao alívio no bolso. O Novo Desenrola prevê descontos de 30% a 90% nas dívidas, a depender do tempo de atraso e do tipo de crédito. (leia mais)
A planejadora financeira Carol Stange afirma que a renegociação “representa uma saída real” para quem está preso a um ciclo de juros que pode chegar a 400% ao ano.
“A renegociação com desconto de até 90% e juros limitados a 1,99% ao mês representa uma saída real. O alívio no orçamento mensal é imediato para quem aderir”, diz.
3. Inclusão do Fies beneficia jovens endividados
A inclusão de dívidas estudantis é vista por especialistas como um acerto estratégico.
Para Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, a renegociação envolvendo o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) alcança um problema estrutural relevante da educação superior.
“Isso pode evitar que um passivo de longo prazo continue travando a vida financeira de jovens e recém-formados”, diz.
O programa prevê descontos de até 99% nas dívidas do Fies. Estarão aptos a receber os descontos estudantes com parcelas vencidas e não pagas há mais de três meses. (leia mais)
4. Uso do FGTS ajuda a evitar novos empréstimos
A possibilidade de usar o saldo do FGTS é vista como uma troca racional, embora traga preocupações no médio e longo prazo. (leia mais nos pontos negativos)
Para o economista Alexandre Chaia, inicialmente, o uso pode ser positivo ao “trocar um dinheiro que rende pouco por uma dívida que tem um custo alto”.
Otávio Araújo, da ZERO Markets Brasil, segue na mesma linha. Para famílias com pouco dinheiro disponível, o fundo funciona como um “respiro financeiro imediato”, sem a necessidade de novos empréstimos.
O Novo Desenrola permite usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, o que for maior, para quitar ou reduzir dívidas. (leia mais)
5. Bloqueio às bets melhora o controle de gastos
O programa prevê o bloqueio do CPF do beneficiário em plataformas de apostas por 12 meses, como forma de reduzir o risco de novo endividamento.
Especialistas veem a medida como positiva para conter gastos compulsivos e vincular a renegociação da dívida a um mecanismo comportamental.
“Faz sentido, já que parte do endividamento atual tem relação direta com o crescimento das bets”, afirma a planejadora financeira Carol Stange.
Pontos negativos
1. Alivia agora, mas não resolve a causa do problema
Há consenso entre os especialistas de que o Novo Desenrola não resolve o problema estrutural do endividamento. No centro da questão estão a falta de educação financeira e os juros elevados no país.
Com a taxa Selic em 14,50% ao ano, o acesso ao crédito fica mais caro. Nesse cenário, o Brasil tem o segundo maior juro real do mundo.
“O programa trata a consequência, que é a dívida já acumulada, mas não elimina o fator que empurra as famílias para o vermelho, como crédito caro, renda apertada e juros altos”, diz Otávio Araújo, da ZERO Markets Brasil.
Ou seja, sem mudanças estruturais, parte das famílias tende a se endividar novamente.
O economista Bruno Carazza, comentarista do Jornal da Globo, lembra que o primeiro Desenrola, em vigor de junho de 2023 a maio de 2024, trouxe um alívio temporário no endividamento. Ele observa, no entanto, que a curva de endividamento voltou a subir após o período. (veja o vídeo no topo desta reportagem)
2. Gastos públicos e juros altos criam ciclo vicioso
Os especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que as garantias públicas usadas nas renegociações feitas pelos bancos podem aumentar a pressão sobre as contas do governo.
A equipe econômica informou que vai usar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Novo Desenrola.
“O governo vai usar um dinheiro que não é dele. Então, vai ter que repor em algum momento”, diz Chaia, do Insper.
Esse risco levanta a preocupação de que o problema esteja apenas sendo empurrado para frente, sem ser resolvido de fato.
Com mais gastos públicos para sustentar o programa, aumenta a pressão sobre as contas do governo e sobre a taxa básica de juros (Selic), o que mantém os juros altos e faz o ciclo se repetir.
“O governo dá subsídios para ajudar as famílias, o que aumenta o endividamento público e faz o Banco Central manter os juros altos para conter a inflação — o que, no fim, acaba prejudicando as próprias famílias”, resume Chaia.
3. Risco de mais consumo e novo endividamento
Outra preocupação é também com o aumento do consumo. O alívio no orçamento e a volta do acesso ao crédito podem estimular novos gastos, transformando esse fôlego momentâneo em risco de novas dívidas.
“O problema é que as famílias vão voltar a se endividar, porque, no fim das contas, o alívio tem como objetivo estimular mais consumo — criando mais dívida no longo prazo”, alerta Chaia.
Na visão do professor, há um caráter eleitoreiro na medida, já que o programa busca melhorar o humor da população a cerca de seis meses da disputa e, de alguma forma, elevar a popularidade do governo.
4. Uso do FGTS reduz proteção e afeta a habitação
Apesar de dar um alívio imediato, o uso do FGTS reduz o dinheiro que o trabalhador tem guardado para momentos críticos, como uma demissão, enfraquecendo sua proteção financeira. Para os especialistas, isso acaba sendo trocar uma reserva de segurança por uma solução que resolve só o curto prazo.
“Usar até 20% desse saldo para pagar dívida é uma decisão que precisa ser calculada com cuidado, e não tomada no impulso do alívio imediato. Para quem tem emprego instável, pode ser trocar uma vulnerabilidade por outra”, alerta a planejadora financeira Carol Stange.
Além do impacto individual, o uso do FGTS também preocupa pelo efeito no financiamento da habitação popular. O fundo é uma das principais fontes de recursos do programa Minha Casa Minha Vida e pode diminuir a capacidade de sustentar o programa.
“O governo vai ter que entrar com dinheiro público para substituir os recursos do FGTS que estão sendo usados para manter o Minha Casa Minha Vida funcionando”, diz Chaia, do Insper.
5. Bom pagador pode acabar sendo ‘penalizado’
Especialistas também avaliam que a medida pode reforçar a expectativa de que novos programas de renegociação ou perdão de dívidas voltem a ocorrer com frequência, o que pode enfraquecer a disciplina de pagamento de parte dos devedores.
“Esse é o chamado risco moral, que é um argumento comum contra esse tipo de política”, diz Otávio Araújo, da ZERO Markets Brasil.
Nesse cenário, há o risco de que o custo dessas iniciativas, financiadas com recursos públicos, seja diluído para toda a sociedade, inclusive para quem mantém as contas em dia.
O economista Daniel Sousa, comentarista da GloboNews, já havia avaliado o tema antes do lançamento do Novo Desenrola. Para ele, o Brasil não estimula o bom pagador e, pelo contrário, acaba premiando o mau pagador.
ENTENDA NO VÍDEO ABAIXO:
Daniel Sousa: ‘O Brasil não estimula o bom pagador. Pelo contrário: premia o mau pagador’


Fonte:

g1 > Política

Desenrola 2.0: com regras e sistema no ar, bancos ainda não definem início das renegociações

Desenrola 2.0: governo lança nesta segunda novo pacote para renegociação de dívidas
Bancos consultados pelo g1 ainda não dão prazo de início para as renegociações do Novo Desenrola Brasil.
Embora a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) diga que o setor financeiro está pronto para iniciar as operações, as instituições afirmavam, até a noite desta terça-feira (5), que ainda aguardavam definições operacionais e ajustavam seus sistemas para viabilizar o programa.
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O novo Desenrola foi lançado oficialmente pelo governo federal na manhã de segunda-feira (4), com o objetivo de reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o crédito no país.
O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais das instituições financeiras, como aplicativos, sites e agências. Para isso, o governo precisava publicar uma portaria com as regras, o que foi feito pelo Ministério da Fazenda, que também já ativou os sistemas para as renegociações.
O g1, então, procurou os principais bancos brasileiros. A seguir, veja as últimas respostas de cada instituição.
Itaú Unibanco
Santander
Bradesco
BTG Pactual e Banco Pan
C6 Bank
Banco do Brasil
Nubank
Caixa Econômica Federal
Banco Inter
Itaú Unibanco
O Itaú Unibanco informa que está pronto para disponibilizar as ofertas de renegociação aos clientes elegíveis em todos os seus canais — Superapp, WhatsApp (11 4004 1144), site (itau.com.br/renegociacao) e parceiros credenciados de renegociação. O banco ressalta que as ofertas estarão disponíveis aos clientes tão logo sejam finalizadas todas as questões técnicas de conexão com o Fundo Garantidor de Operações (FGO).
As condições de renegociação seguem os parâmetros estabelecidos pelo programa, sendo elegíveis pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas de até R$ 15 mil em atraso entre 90 dias e dois anos, contratadas até 31 de janeiro de 2026, nas modalidades de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com descontos que podem chegar a 90% do valor da dívida, juros de até 1,99% ao mês e prazo de pagamento de até 48 meses.
Santander
“O Santander considera positivas iniciativas que favoreçam a saúde financeira da população brasileira e informa que irá aderir ao Novo Desenrola Brasil. O Banco está preparado para iniciar a oferta do serviço aos clientes o mais brevemente possível, dentro das condições definidas pelo Governo. Além disso, possui condições diferenciadas para os clientes que não se enquadram nos critérios do Desenrola 2.0, com taxas e prazos especiais. Os canais de atendimento estão à disposição do público para esclarecimento de eventuais dúvidas.”
Bradesco
O Bradesco informa que vai aderir à nova fase do programa de renegociação de dívidas lançado hoje pelo governo federal, o Novo Desenrola Brasil. O banco está aguardando as autorizações do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para iniciar as renegociações dentro do novo programa. Enquanto isso, clientes interessados podem realizar um pré-cadastro, mediante o preenchimento do formulário já disponível no portal https://renegocie.bradesco.com.br
Adicionalmente, o Bradesco disponibilizará um programa com condições próprias de renegociação para os clientes que não se enquadrem no programa do governo, seja por atraso menor ou maior do que o previsto ou por renda superior ao estabelecido como elegível. Com a iniciativa, o banco pretende ampliar os efeitos do processo de alívio do endividamento da população.
(…)
O Bradesco também irá habilitar os canais de atendimento telefônico e a rede de agências para oferecer suporte ao programa. Os demais clientes que não estiverem enquadrados no Desenrola 2 terão acesso a ofertas de renegociação disponíveis no mesmo portal.
BTG Pactual e Banco Pan
“O BTG Pactual e o Banco Pan informam que irão aderir ao programa Desenrola 2.0. As instituições acompanham o andamento da medida provisória publicada hoje e a regulamentação do programa, e manterão seus clientes informados sobre prazos, funcionamento e critérios de adesão assim que houver definições adicionais.”
C6 Bank
O C6 Bank informa que está trabalhando na implementação dos fluxos e procedimentos para viabilizar a renegociação de dívidas por meio do Novo Desenrola Brasil. Quando essa forma de renegociação estiver habilitada, o banco vai comunicar aos clientes elegíveis em seus canais oficiais. A contratação, quando o produto estiver no ar, será feita por meio dos canais oficiais de atendimento do banco – aplicativo oficial do C6 Bank, WhatsApp (11 2832-6049) e telefone (3003-6116 para capitais e regiões metropolitanas e 0800-660-6116 para demais localidades).
Enquanto a conexão com o programa Desenrola não é estabelecida, é possível conferir as condições de renegociação já oferecidas pelo C6 Bank via central de atendimento ou app. No aplicativo, basta digitar “renegociação” no campo “Posso te ajudar”, localizado no topo da tela inicial, e seguir as orientações.
Banco do Brasil
Clientes do Banco do Brasil já podem manifestar interesse em renegociar suas dívidas pelo Desenrola. O Banco do Brasil atuará no Novo Desenrola e aguarda as regulamentações para iniciar a oferta.
De forma antecipada, os clientes já podem verificar se atendem às condições do Programa e manifestar o seu interesse pela renegociação no site do BB (https://www.bb.com.br/site/pra-voce/desenrola-brasil/).
Quando estiverem vigentes, as renegociações poderão ser feitas pelo WhatsApp da instituição (61 4004-0001), no aplicativo, Internet Banking, nos telefones 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades) e ainda na rede de agências.
“Os compromissos do BB com a educação financeira, a inclusão bancária e o apoio à reorganização financeira das famílias se materializam em mais uma iniciativa do Governo do Brasil, o Desenrola, para o qual estamos oferecendo canais digitais acessíveis e atendimento especializado para apoiar a retomada do equilíbrio financeiro dos nossos clientes”, afirma Tarciana Medeiros, presidenta do Banco do Brasil.
O BB oferece ainda condições especiais aos clientes que não estejam contemplados nas características do Programa. A medida é decorrente da campanha realizada em mutirão nacional do setor bancário, no qual o Banco chegou a renegociar R$1,7 bilhão, com mais de 180 mil acordos, em março. A iniciativa reforça o compromisso do Banco do Brasil com a recuperação da saúde financeira de seus clientes e com o estímulo ao uso consciente do crédito, além de promover a educação financeira como um dos seus pilares de atuação.
Nubank
O Nubank confirma sua participação no Novo Desenrola Brasil, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas bancárias e à reorganização financeira de milhões de brasileiros. Como um dos principais parceiros privados da iniciativa, a instituição oferecerá condições especiais a clientes elegíveis, reforçando sua estratégia de ser o principal aliado na vida financeira das pessoas. As ofertas serão enviadas aos clientes gradualmente pelos canais oficiais.
A jornada de renegociação ocorre integralmente no aplicativo, sem redirecionamento para portais externos. O cliente encontra a oferta personalizada, com o valor atualizado da dívida, o desconto aplicado e as opções de parcelamento, e conclui o acordo em poucos toques.
Em complemento ao Novo Desenrola Brasil, o Nubank lança também uma campanha própria voltada a clientes que não se enquadram nos critérios do programa federal — seja por renda acima do limite estabelecido, seja pelo tipo ou pela data da dívida. A iniciativa também oferece descontos expressivos, conforme análise individualizada de cada caso, e as ofertas são enviadas pelos canais de comunicação oficiais ao cliente.
Clientes que aderirem a qualquer das duas campanhas, além de regularizar a dívida, poderão ter o cartão de crédito reativado, desde que atendam aos critérios internos de elegibilidade e passem por nova análise de crédito.
(…)
O modelo de renegociação do Nubank opera com ofertas baseadas na capacidade de pagamento de cada cliente, políticas internas que limitam o crescimento da dívida ao longo do tempo e campanhas recorrentes com descontos e prazos mais longos, acompanhadas de conteúdos educativos sobre organização financeira.
Caixa Econômica Federal
“A CAIXA participará ativamente das medidas do Governo do Brasil para reduzir o endividamento das famílias brasileiras e atuará no Novo Desenrola Brasil. A partir desta terça-feira (5), os clientes da CAIXA já podem procurar os canais do banco, através do telefone Alô CAIXA (4004 0104 para capitais e regiões metropolitanas e 0800 104 0104 nas demais regiões), nas agências, pelo site do banco, e a partir de amanhã pelo WhatsApp CAIXA (0800 104 0104), para manifestar interesse em renegociar as dívidas de cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal.”
Banco Inter
“O Inter participará do programa Desenrola Brasil (2.0), iniciativa que contribui para a organização financeira dos brasileiros e amplia as alternativas de renegociação de dívidas. A instituição aguarda as definições do governo sobre a operacionalização da nova fase e reforça que já disponibiliza, em seus canais, opções de renegociação com condições competitivas para seus clientes.”
TIRE TODAS AS SUAS DÚVIDAS SOBRE O DESENROLA 2.0:
Desenrola 2.0: veja perguntas e respostas sobre o novo programa


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g1 > Política

Lula chega mais ‘vulnerável’ para encontro com Trump, mas risco de ‘emboscada’ é baixo, dizem analistas

Em imagem de arquivo, Trump e Lula se reúnem, em 2025.
Getty Images
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcará para Washington nesta quarta-feira (6) para um encontro oficial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (7), na Casa Branca. Para analistas ouvidos pelo g1, o encontro pode ajudar Lula, embora também traga riscos.
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A reunião entre os dois líderes era negociada desde janeiro e estava inicialmente prevista para março, mas foi adiada em meio à guerra que os EUA travam contra o Irã no Oriente Médio.
A nova data, no entanto, foi anunciada à imprensa em cima da hora, na última segunda (4) – com apenas três dias de antecedência – o que é bastante atípico, segundo o analista político norte-americano Brian Winter, editor-chefe da revista Americas Quarterly, focada na política na América Latina.
“Em outros governos, uma visita como essa teria sido cuidadosamente coreografada por várias agências governamentais. Neste caso, é realmente diferente”, afirmou Winter. O analista disse ter recebido informações da Casa Branca de que o encontro foi “100% convocado por Washington”.
O “timing estranho”, no entanto, pode ajudar Lula em um momento de vulnerabilidade interna, dados os conflitos com o Congresso e a queda na aprovação. Winter acredita que Lula atuará na “defensiva”, ao contrário do último encontro que teve com Trump (leia mais abaixo).
“Suspeito que os objetivos do Brasil sejam principalmente defensivos. Impedir que Trump seja um fator na eleição de outubro, que interfira em nome dos Bolsonaro”.
Ainda assim, o analista avalia que a reunião também pode servir a interesses de Brasília para tentar blindar o governo de novas tarifas ou mesmo da interferência de Trump nas eleições de outubro.
“Se o saldo da visita for positivo, isso poderia ajudar Lula a parecer mais pragmático e relevante globalmente, possivelmente influenciando eleitores indecisos”, concluiu Winter.
Os riscos para Lula
Um dos pontos prioritários é evitar sanções, diz Alckmin sobre conversa entre Lula e Trump
A reunião não é livre de riscos para Lula. Pelo contrário, tudo dependerá dos temas discutidos no encontro, avalia o cientista político Oliver Stuenkel.
O governo brasileiro deve tentar levar para a pauta o PIX, as terras raras e tarifas, mas, principalmente, parcerias no combate ao crime organizado, para evitar que os EUA classifiquem facções brasileiras como terroristas.
“Certamente, o governo brasileiro tentará utilizar essa reunião para mostrar que o Lula é um estadista, que conseguiu desarmar essa bomba (do tarifaço, no ano passado) sem abrir mão da soberania. Mas também é uma visita com temas reais. Não é só tirar fotos para a eleição”, disse ao g1 o cientista político Oliver Stuenkel.
“Os EUA ainda têm investigações abertas relacionadas ao Brasil (como o processo que pede extradição de Alexandre Ramagem) que pode levar a tarifas adicionais”.
Armadilhas de Trump
Para Brian Winter, há também “uma pequena, porém real, possibilidade de que as coisas corram mal”. O analista se refere às “armadilhas” que Donald Trump já fez com alguns chefes de governo que recebeu na Casa Branca — caso das visitas, no ano passado, dos presidentes ucraniano, Volodymyr Zelensky, e sul-africano, Cyril Ramaphosa.
Nas duas ocasiões, Trump e secretários dos EUA constrangeram os presidentes com acusações em meio a uma entrevista informal para a imprensa no Salão Oval.
Fontes de Washington indicam que Lula e Trump receberão a imprensa no Salão Oval, mas os analistas veem baixas as chances de uma “emboscada”, embora não descartem a possibilidade de um confronto.
“Não acho que Trump esteja indo para essa reunião com intenções negativas. Pelo contrário, acho que a Casa Branca provavelmente espera um resultado positivo. Mas, dependendo do conteúdo discutido, pode acabar em um confronto”, avalia Winter.
Um risco, disseram os especialistas, é que Lula seja confrontando com questões sobre a postura dos Estados Unidos na guerra do Irã, que ele já criticou.
👉 No último encontro que travaram, em outubro do ano passado, Lula e Trump trocaram elogios. Depois da reunião, os EUA retiraram as tarifas extras que haviam anunciado antes para o Brasil, como retaliação ao processo que corria no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump.
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g1 > Política