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Do Deserto à Patagônia: uma visão geral dos vinhos brancos chilenos

Os vinhos brancos chilenos ocupam hoje um lugar de destaque no cenário internacional, resultado de uma combinação singular entre geografia extrema, influência marítima e uma viticultura cada vez mais refinada. Ao longo de um território que se estende do deserto do Atacama até as zonas frias da Patagônia, o Chile oferece uma diversidade de terroirs capaz de imprimir múltiplas identidades aos seus vinhos brancos. Essa amplitude latitudinal, aliada à proximidade com o Oceano Pacífico e à proteção da Cordilheira dos Andes, cria condições ideais para a produção de vinhos frescos, aromáticos e de grande precisão.
No extremo norte, nas áreas vitivinícolas do Deserto do Atacama, a viticultura ainda é incipiente, mas vem ganhando notoriedade pela ousadia. A principal uva branca presente é a Chardonnay, cultivada em condições  desafiadoras, com grande amplitude térmica. Os vinhos tendem a ser minerais, com acidez vibrante e notas cítricas marcantes, refletindo solos pobres e clima seco; são vinhos apropriados para o consumo imediato. Seguindo em direção ao sul, o Vale do Limarí destaca-se como uma das regiões mais promissoras para vinhos brancos de alta qualidade. Ali, a Chardonnay também é predominante, muitas vezes influenciada pela neblina costeira, resultando em vinhos elegantes, com textura cremosa, notas de frutas brancas e um caráter salino bastante distintivo.
No Vale de Casablanca, uma das regiões mais emblemáticas para brancos no país, a Sauvignon Blanc reina como a uva mais representativa. Os vinhos apresentam perfil fresco, com notas de ervas, frutas tropicais e cítricas, além de uma acidez cortante que os torna extremamente gastronômicos; ao meu ver, de Casablamca saem os melhores vinhos brancos do Chile. A proximidade com o oceano confere aos vinhos uma tipicidade muito própria, frequentemente comparada a estilos do Novo Mundo com inspiração no Loire. Já o Vale do Maipo, mais conhecido pelos tintos, também produz brancos interessantes, sobretudo a partir da Chardonnay. Aqui, os vinhos tendem a ser mais estruturados, com maior presença de madeira em alguns casos, exibindo notas de frutas maduras e boa complexidade.
Descendo em direção ao centro-sul, o Vale de Colchagua apresenta uma produção mais voltada aos tintos, mas seus brancos, principalmente de Sauvignon Blanc e Chardonnay, vêm ganhando espaço com estilos mais frutados e acessíveis, mantendo boa acidez. No Vale de Curicó, a diversidade climática permite o cultivo de várias castas, com destaque para a Sauvignon Blanc, que ali expressa um perfil equilibrado entre fruta e frescor, e também para a Chardonnay, frequentemente mais simples e voltada ao consumo cotidiano. Mais ao sul, o Vale do Bío-Bío marca uma mudança importante de estilo. Com clima mais frio e úmido, a região favorece uvas como Riesling e Gewürztraminer, além da Sauvignon Blanc. Os vinhos são mais delicados, com acidez elevada, notas florais e, no caso do Riesling, uma interessante mineralidade.
Finalmente, nas áreas mais austrais, próximas à Patagônia Chilena, a viticultura ainda é experimental, mas já demonstra grande potencial. As uvas brancas cultivadas, como Chardonnay e Sauvignon Blanc, originam vinhos de perfil extremamente fresco, com baixa graduação alcoólica e caráter quase etéreo, refletindo temperaturas frias e ciclos de maturação mais longos.
A identidade dos vinhos brancos chilenos encontra sua máxima expressão quando associada à rica culinária marítima do país. A longa costa chilena proporciona uma abundância de peixes e frutos do mar que dialogam perfeitamente com a acidez e frescor desses vinhos. Uma Sauvignon Blanc de Casablanca, por exemplo, harmoniza de maneira exemplar com ceviches, realçando os sabores cítricos e a textura do prato. Já uma Chardonnay do Limarí, com sua textura mais cremosa e notas minerais, acompanha com elegância pratos como vieiras grelhadas ou peixes mais gordurosos, como o salmão. Nos estilos mais leves do sul, um Riesling do Bío-Bío pode ser uma escolha sofisticada para ostras frescas ou preparações delicadas com mariscos, enquanto vinhos mais estruturados do Maipo podem acompanhar pratos com molhos mais ricos à base de manteiga.
No mercado brasileiro, os vinhos brancos chilenos consolidaram-se como uma escolha confiável, combinando qualidade consistente e preços competitivos. A proximidade geográfica, aliada a acordos comerciais favoráveis, facilita sua ampla presença em supermercados, lojas especializadas e cartas de restaurantes. O consumidor brasileiro, tradicionalmente mais voltado aos vinhos tintos, vem gradualmente ampliando seu interesse pelos brancos, especialmente em regiões de clima quente, onde a leveza e a “refrescância” desses vinhos se mostram particularmente atraentes. Nesse contexto, o Chile se posiciona como um dos principais fornecedores, oferecendo desde rótulos acessíveis até exemplares mais complexos, capazes de atender tanto o consumo cotidiano quanto ocasiões mais sofisticadas.
Assim, os vinhos brancos chilenos se afirmam não apenas pela diversidade de estilos e regiões, mas também pela sua versatilidade à mesa e crescente relevância no mercado internacional e brasileiro. São vinhos que traduzem com clareza a geografia extrema do país e que continuam a evoluir, acompanhando as demandas de um público cada vez mais atento à qualidade e à autenticidade. Roga-se que o produtor chileno, cada vez mais, abandone a globalização e se volte para suas regiões e características, lançando mão de métodos de produção naturais. Salut!


Fonte: Jovem Pan

Passarela ou feed?

A última semana foi marcada pela Rio Fashion Week , como era de se esperar, pelas inúmeras discussões paralelas que acontecem junto a um evento dessa proporção. A questão mais proeminente da vez foi a “substituição” de modelos por influenciadores, especialmente depois do desfile da marca BlueMan.
 

 

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Um post compartilhado por Geovanna Alencar (@alencarzaoficial)

Bastidores da BlueMan no Rio Fashion Week | Foto: Reprodução/Instagram
O desfile fugiu de vários conceitos do que é esperado para um evento desses. Além de uma diversidade de corpos, contou com danças, músicas e quebra de protocolos. Algo bem diferente de Lenny Niemeyer que fechou o RIOFW com um desfile nos moldes tradicionais. 
Essa discussão já havia ganhado palco anteriormente, na edição 2025 da São Paulo Fashion Week, que contou com um desfile da LED estrelado por influencers, subcelebridades e ex-BBBs. 
De um lado, modelos expõem um sucateamento e desvalorização da profissão. De outro, marcas ganham visibilidade, diversidade com a presença de influenciadores digitais. 
A presença de influenciadores em eventos de moda – na passarela ou na plateia – é incontrolável. Resta saber se essa balança é positiva ou negativa.
Lenny Niemeyer optou por um desfile nos moldes tradicionais | Fotos: Reprodução/Instagram
Para sustentar minha opinião, cito um ícone da cultura carioca. Para mim, a presença de influenciadores em castings não é melhor, nem pior. É apenas diferente, como diria MC Marcinho. Tudo depende da proposta da marca, da coleção e da preparação que essas pessoas recebem para apresentar a coleção.
No jornalismo, sempre reforçamos que a roupa do jornalista não deve desviar da notícia. Acredito que podemos  transferir essa lógica para a moda: os modelos não podem desviar a atenção do foco principal: as peças. 
Em outra perspectiva, o limite entre a profissão modelo e influencer é uma via de mão dupla. Cada vez mais, modelos passam a fazer de seu lifestyle um negócio nas redes sociais. Sobre os influenciadores, podemos até criticá-los, mas ignorar a sua relevância é cada vez mais difícil. 


Fonte: Jovem Pan

Tutor e ‘lobo solitário’: Quem é o suspeito de abrir fogo em jantar com Trump 

Um jantar com jornalistas e correspondentes em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participava, foi interrompido na noite de sábado (25) após um ataque a tiro. O supeito, um homem de 31 anos, foi detido. Ele foi identificado como Cole Tomas Allen, um morador da Califórnia e estava hospedado no Washington Hilton, local onde era realizado o evento da Associação de Correspondentes. Trump, em entrevista após o caos, o classificou como “uma pessoa doente” e “um lobo solitário”.
Segundo a CBS News, Allen disse às autoridades que tinha como alvo o próprio Trump. Morador de Torrance, na Califórnia, ele trabahava como tutor após se formar no pretigiado de Tecnologia da Califórnia. De acordo com a polícia local, ele portava armas e facas. Allen, que foi detido ainda ontem no hotel, está recebendo tratamento hospitalar e deve ser formalmente acusado na segunda-feira (27).
Segundo a romotoria federa, ele será acusado de usar uma arma de fogo durante um crime violento e de agredir um agente federal utilizando uma arma perigosa. O suspeito trocou tiros com agentes do Serviço Secreto, mas não ficou ferido.
No sábado, após o corrido, o presidente Trump, que disse que demorou para entender o que estava acontecendo, publicou uma foto em sua conta oficial do suspeito detido. Em entrevista, disse que ele é ‘um indivíduio doente’. “Ele está sob custódia e as forças de segurança vão investigar o apartamento dele. Ele provavelmente vive na Califórnia”, afirmou.
Trump também fez um apelo de pacificação: “Precisamos resolver nossas diferenças de forma pacífica”, disse o presidente. Ele afirmou que a união demonstrada por todos os presentes foi um momento “bonito”. O republicano confirmou que um agente do Serviço Secreto foi atingido por um tiro, mas estava utilizando colete à prova de balas e passa bem.

Ataque no hotel 
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado de um jantar para a imprensa em Washington após ataque a tiros. O evento é anual e acontece no Hotel Washington Hilton, onde o jantar é feito para os jornalistas correspondentes da Casa Branca. Era a primeira vez que Trump participava do encontro como presidente dos EUA.
Além de Trump, o vice-presidente, J.D. Vance e a primeira-dama, Melania Trump, também foram retirados do local por agentes do Serviço Secreto. Altos estrondos foram ouvidos e os convidados do jantar de gala da Associação de Correspondentes da Casa Branca correram para se esconder debaixo das mesas.

Segundo apurou a Jovem Pan, Donald Trump planejava discursar por 40 minutos no evento que contava com mais de 400 jornalistas.
Ataque contra presidente dos Estados Unidos já foi registrado no Washigton Hilton. Foi ao sair deste mesmo hotel, em 30 de março de 1981, que o então presidente Ronald Reagan sofreu um atentado a tiros.


Fonte: Jovem Pan

A geração Z quer desligar: Por que os jovens estão cansados das redes sociais e dos celulares?

Durante muito tempo, a tecnologia foi apresentada como símbolo de liberdade, progresso e conexão. Para a Geração Z, que nasceu em um mundo já mediado por smartphones, redes sociais e plataformas digitais, essa promessa parecia natural. Trata-se da primeira geração que não precisou se adaptar ao digital, porque já nasceu dentro dele. No entanto, um fenômeno curioso começa a chamar atenção em 2026: justamente a geração mais conectada da história passou a demonstrar sinais crescentes de esgotamento diante do excesso de telas, notificações e estímulos digitais. Não é uma rejeição da tecnologia, mas um questionamento sobre o custo psicológico e social de viver permanentemente conectado.
Pesquisas recentes reforçam que essa percepção não é apenas intuitiva. Um levantamento da The Harris Poll mostrou que 81% dos jovens da Geração Z gostariam de conseguir se desconectar com mais facilidade dos dispositivos digitais, enquanto 40% afirmaram que prefeririam viver em um mundo onde as redes sociais sequer existissem. Esses números revelam uma tensão importante: a mesma geração que cresceu sob a lógica da hiperconectividade começa a enxergar a conexão permanente não apenas como benefício, mas também como fonte de desgaste. O dado é relevante porque sugere que a fadiga digital deixou de ser uma preocupação de especialistas e passou a ser sentida por quem vive isso cotidianamente.
Parte desse cansaço tem relação direta com o modelo econômico e tecnológico que moldou as plataformas digitais. Redes sociais não são apenas ambientes de interação; elas operam dentro da chamada economia da atenção, em que cada segundo de permanência do usuário possui valor econômico. Isso significa que notificações, rolagem infinita, vídeos curtos e recomendações algorítmicas não são neutros, mas estruturas desenhadas para prolongar engajamento. O problema é que essa dinâmica, ao capturar continuamente a atenção, produz também sobrecarga cognitiva. Muitos jovens passaram a viver em um fluxo constante de interrupções, o que impacta concentração, descanso mental e até a percepção de presença no mundo offline.
Além do excesso de estímulos, há um fator mais profundo: a pressão social que emerge dos ambientes digitais. Para muitos jovens, redes sociais deixaram de ser apenas ferramentas de comunicação e passaram a funcionar como espaços permanentes de comparação e performance. Aparência, produtividade, rotina, sucesso e felicidade tornam-se elementos expostos, observados e frequentemente comparados. Isso produz um ambiente em que a vida não é apenas vivida, mas continuamente exibida e, em certa medida, avaliada. Diversos estudos têm relacionado essa dinâmica ao aumento de ansiedade, esgotamento emocional e sensação de inadequação, sobretudo entre usuários mais jovens, que vivem essas interações em fases críticas de formação de identidade.
Talvez por isso esteja crescendo o interesse por aquilo que muitos chamam de “desligamento digital”. O que antes era tratado como uma tendência passageira de bem-estar começa a assumir traços de movimento cultural. Jovens têm buscado limitar notificações, reduzir o tempo em redes sociais, utilizar aplicativos para controlar uso de tela e, em alguns casos, retornar a tecnologias mais simples ou criar espaços deliberadamente livres de celular. Pesquisas recentes na Europa e nos Estados Unidos mostram crescimento do interesse por práticas de digital detox e por experiências sociais desconectadas. Esse movimento não representa aversão à tecnologia, mas busca por equilíbrio em uma relação percebida como excessivamente invasiva.
Esse fenômeno se torna ainda mais relevante em um momento em que a Inteligência Artificial amplia a capacidade das plataformas de entender e influenciar comportamentos. Hoje, algoritmos não apenas recomendam conteúdos; eles aprendem padrões emocionais, antecipam interesses e personalizam estímulos para maximizar retenção. Isso faz com que o debate sobre cansaço digital ultrapasse a dimensão comportamental e entre também em um campo ético. A questão deixa de ser apenas quanto tempo se passa online e passa a envolver o quanto da atenção humana está sendo mediada e disputada por sistemas desenhados para mantê-la ocupada. Para uma geração que cresceu nesse ambiente, o desejo de desconectar pode ser lido também como desejo de recuperar autonomia.
O ponto talvez mais interessante é que a Geração Z não parece rejeitar a inovação, mas questionar um modelo específico de relação com a tecnologia. Há uma diferença importante entre ser contrário ao digital e querer limites para o digital. O que emerge desse debate não é nostalgia de um mundo sem internet, mas uma percepção de que conectividade permanente não é sinônimo automático de bem-estar. Em muitos casos, o desejo não é menos tecnologia, mas uma tecnologia menos intrusiva, menos acelerada e mais compatível com ritmos humanos. Essa é uma crítica sofisticada, porque não mira a inovação em si, mas a forma como ela vem sendo organizada socialmente.
Historicamente, grandes mudanças culturais costumam surgir quando uma geração identifica excessos e reage a eles. Talvez estejamos vendo exatamente isso. Se a geração mais digital do mundo começa a desejar pausas, isso pode dizer menos sobre rejeição às telas e mais sobre uma consciência emergente dos limites da hiperconectividade. O “desligamento digital” pode não ser um abandono do futuro, mas uma tentativa de humanizar o futuro. E essa talvez seja uma das discussões mais relevantes desta década: não se a tecnologia conecta demais, mas como preservar autonomia, profundidade e presença em um mundo desenhado para disputar continuamente nossa atenção.
Diante desse cenário, torna-se evidente que a discussão sobre tecnologia deixou de ser apenas sobre inovação e passou a envolver saúde mental, autonomia e qualidade de vida. O chamado “desligamento digital” parece menos uma rejeição ao progresso e mais uma tentativa dereequilibrar a relação entre o humano e o tecnológico em uma era hiperconectada.
É justamente nesse contexto que o CNPPD 2026 – Congresso Nacional dos Profissionais de Privacidade de Dados se posiciona como espaço relevante para discutir os impactos sociais dos algoritmos, da economia da atenção e dos desafios de equilibrar inovação, privacidade e bem-estar em uma sociedade cada vez mais mediada por Inteligência Artificial.
Quer se aprofundar no assunto, tem alguma dúvida, comentário ou quer compartilhar sua experiência nesse tema? Me escreva no Instagram: @davisalvesphd.


Fonte: Jovem Pan

Ranking de gols: saiba quem é o maior artilheiro da Costa do Marfim na história das Copas do Mundo

Se você busca a resposta rápida e exata para os registros da seleção africana, saiba quem é o maior artilheiro da Costa do Marfim na história das Copas do Mundo: não existe um líder isolado, mas sim um empate quádruplo no topo da lista. Os atacantes Didier Drogba, Aruna Dindane, Wilfried Bony e Gervinho dividem o posto de maiores goleadores do país na principal competição de futebol do planeta. Cada um deles balançou as redes exatamente duas vezes, somando as participações marfinenses nos torneios de 2006, 2010 e 2014.
O impacto de Didier Drogba e a divisão do recorde
Apesar de a marca ser dividida por quatro jogadores, o nome de Didier Drogba é o grande símbolo dessa estatística. Maior artilheiro geral da história da seleção (com 65 gols no total), o ex-atacante do Chelsea foi o capitão da geração que colocou os “Elefantes” no mapa do futebol global. Foi dele o primeiro gol do país em um Mundial, marcado na derrota por 2 a 1 para a Argentina na estreia da Copa de 2006, na Alemanha.
A dinâmica dos outros três recordistas foi diferente e mais concentrada. Aruna Dindane construiu sua marca em um único jogo memorável em 2006, quando anotou dois gols na vitória de virada sobre a Sérvia e Montenegro. Já Gervinho e Wilfried Bony brilharam exclusivamente na Copa de 2014, no Brasil, onde cada um marcou duas vezes durante a campanha que terminou ainda na fase de grupos.
Ranking dos maiores artilheiros marfinenses no torneio
Desde a sua estreia na competição em 2006 até a última participação em 2014, a seleção marfinense marcou 13 gols em Copas do Mundo. O topo da artilharia reflete a alta concentração de talentos ofensivos que a equipe exportou para a Europa nessa década.
Abaixo, os números exatos do primeiro escalão de goleadores da seleção no torneio:
1. Didier Drogba (2 gols)
A lenda marfinense marcou contra a Argentina em 2006 e contra o Brasil em 2010. Ele atuou em oito partidas de Copa do Mundo ao longo das três edições disputadas pela equipe.
2. Aruna Dindane (2 gols)
O centroavante marcou os seus dois únicos gols no Mundial em uma mesma partida: a vitória por 3 a 2 contra a Sérvia e Montenegro, em 2006, que garantiu o primeiro triunfo da história do país na competição.
3. Gervinho (2 gols)
O ponta marcou seus gols no Brasil, durante a Copa do Mundo de 2014. Ele balançou as redes na vitória contra o Japão e na derrota apertada para a Colômbia.
4. Wilfried Bony (2 gols)
Também na edição de 2014, o centroavante foi responsável por dois gols na fase de grupos. Ele marcou contra o Japão na estreia e anotou o gol de empate na derrota que custou a eliminação contra a Grécia.
Outros jogadores que balançaram as redes
Além do quarteto que lidera as estatísticas, outros cinco atletas registraram um gol cada com a camisa da Costa do Marfim nos Mundiais. A lista completa de quem já marcou no torneio inclui:

Bonaventure Kalou (2006, contra a Sérvia e Montenegro)
Bakari Koné (2006, contra a Holanda)
Yaya Touré (2010, contra a Coreia do Norte)
Romaric (2010, contra a Coreia do Norte)
Salomon Kalou (2010, contra a Coreia do Norte)

O retorno dos Elefantes e a busca por um novo líder isolado
Após 12 anos de ausência, a Costa do Marfim retorna à Copa do Mundo na edição de 2026. A equipe atual chega embalada pelo recente título da Copa Africana de Nações de 2023 (conquistado no início de 2024) e apresenta um novo leque de peças ofensivas para o treinador Emerse Faé.
Nomes hoje consolidados no cenário internacional, como Sébastien Haller e Nicolas Pépé, além do meio-campista Franck Kessié, terão a oportunidade de quebrar esse longo empate quádruplo. Como a marca de dois gols é estatisticamente baixa para um recorde nacional, a probabilidade de um novo jogador assumir a liderança isolada da artilharia marfinense é alta durante o Mundial da América do Norte.
O fato de o recorde histórico do país estar estacionado em apenas duas bolas na rede reflete a dificuldade crônica da Costa do Marfim em avançar para a fase de mata-mata — um feito que escapou por pouco em 2006, 2010 e 2014. Superar essa marca em 2026 será o primeiro degrau para consolidar uma campanha inédita e escrever uma nova página para a federação no cenário global.


Fonte: Jovem Pan

A ciência por trás das pistas: por que o gelo não é tudo igual

Para o espectador casual dos Jogos Olímpicos de Inverno ou de competições mundiais, a superfície branca e brilhante das arenas parece idêntica em todas as modalidades. No entanto, a realidade técnica é vastamente diferente. O gelo de competição não é apenas água congelada; é uma superfície de engenharia complexa, onde a química da água, a temperatura do sistema de refrigeração e a textura final desempenham papéis decisivos no desempenho dos atletas. Um “Ice Meister” (mestre do gelo) é o profissional responsável por ajustar essas variáveis, transformando a arena em um palco propício para a velocidade do hóquei, a acrobacia da patinação ou a precisão do curling.
A engenharia do congelamento
A construção de uma pista de gelo moderna começa muito antes da aplicação da água. A base geralmente é uma laje de concreto que contém quilômetros de tubulações embutidas. Através desses tubos circula uma “salmoura” (água salgada ou glicol) refrigerada, que pode atingir temperaturas muito abaixo de zero, resfriando o concreto.
O processo de criação da superfície envolve várias etapas críticas:

Camadas finas: A água não é despejada de uma vez. Ela é pulverizada em camadas extremamente finas para garantir um congelamento denso e uniforme.
Pintura: O gelo, na verdade, é transparente. A cor branca característica vem de uma pintura à base de óxido de metal ou carbonato de cálcio aplicada após as primeiras camadas de gelo, seguida pela selagem com mais água. As linhas de jogo (para o hóquei ou curling) são pintadas ou inseridas como tecido têxtil acima dessa base branca.
Pureza da água: A água utilizada é tratada, muitas vezes por osmose reversa, para remover minerais e oxigênio. A presença de impurezas ou bolhas de ar tornaria o gelo quebradiço e menos translúcido.

Diferenças cruciais entre as modalidades
A pergunta fundamental para entender a física dos esportes de inverno é: qual a diferença entre o gelo preparado para a patinação artística e o gelo do hóquei ou curling? A resposta reside principalmente na temperatura da superfície, que dita a dureza do gelo, e na textura aplicada.
Patinação artística
Para os patinadores artísticos, o gelo precisa ser ligeiramente mais “quente” e macio.

Temperatura: Mantida geralmente entre -3°C e -4°C.
Motivo: A suavidade permite que as lâminas dos patins “mordam” a superfície, proporcionando a aderência necessária para saltos e giros complexos. Se o gelo fosse muito duro, a lâmina não penetraria o suficiente, causando derrapagens. Além disso, um gelo menos rígido absorve melhor o impacto das aterrissagens, reduzindo o risco de fraturas por estresse no gelo que poderiam prender o patim.

Hóquei no gelo
O hóquei exige velocidade e durabilidade, o que demanda um gelo mais frio e duro.

Temperatura: Mantida entre -6°C e -9°C.
Motivo: O gelo duro cria menos atrito, permitindo que o disco (puck) e os patinadores deslizem com maior velocidade. A rigidez também é essencial para suportar o desgaste agressivo de múltiplos jogadores mudando de direção bruscamente. Um gelo “macio” de patinação artística ficaria rapidamente esburacado e cheio de neve (“snow build-up”) durante uma partida de hóquei, tornando o jogo lento.

Curling
O curling é a exceção técnica mais notável, onde a textura é mais importante que a temperatura (geralmente mantida próxima à do hóquei, cerca de -5°C).

Superfície não lisa: Ao contrário das outras modalidades, o gelo do curling não é perfeitamente liso.
Pebbling (Seixos): Antes das partidas, os técnicos aspergem gotículas de água sobre a superfície, que congelam instantaneamente formando pequenas elevações chamadas “pebbles”.
Motivo: A pedra de granito desliza sobre o topo dessas elevações, o que reduz a área de contato e o atrito. Sem o “pebbling”, a base côncava da pedra criaria um vácuo com o gelo liso, freando o movimento quase imediatamente. O ato de “varrer” aquece momentaneamente esses seixos, reduzindo o atrito e permitindo controlar a distância e a curva da pedra.

Parâmetros técnicos de espessura e pureza
Além da temperatura, a espessura da camada de gelo é rigorosamente controlada para garantir a eficiência térmica.

Espessura ideal: A maioria das pistas olímpicas mantém uma espessura entre 2,5 cm e 3,8 cm (aproximadamente 1 a 1,5 polegadas).
Eficiência energética: Se o gelo for muito grosso, o sistema de refrigeração no concreto tem dificuldade em manter a temperatura da superfície, consumindo mais energia e criando um gelo “mole” no topo.
Nivelamento: O uso de máquinas alisadoras (como as famosas Zambonis) não serve apenas para limpar a superfície, mas para raspar milímetros de gelo e aplicar uma camada fina de água quente, que derrete as imperfeições e congela formando uma nova superfície lisa. A precisão do nivelamento é medida a laser em competições de alto nível.

Curiosidades sobre a preparação das arenas
A logística de manter o gelo perfeito envolve fatos pouco conhecidos do público geral:

Arenas multiuso: Em Jogos Olímpicos, é comum que a patinação artística e a patinação de velocidade em pista curta (Short Track) compartilhem a mesma arena. Como o Short Track exige um gelo mais duro e frio para velocidade, os técnicos precisam alterar a temperatura do sistema de refrigeração várias vezes ao dia, um processo que pode levar horas para estabilizar.
O “corte” da lâmina: Um patinador de velocidade de elite pode inclinar-se tanto nas curvas que a bota do patim quase toca o gelo. Para isso, o gelo precisa ser duro o suficiente para não ceder sob a pressão extrema da lâmina fina, que suporta toda a força centrífuga do atleta.
Condições atmosféricas: A umidade e a temperatura do ar dentro da arena também afetam o gelo. Umidade alta pode criar neblina ou condensação na superfície, alterando o atrito. Sistemas de desumidificação trabalham incessantemente para manter o ar seco.

A qualidade do gelo é, em última análise, o árbitro invisível de qualquer esporte de inverno. Uma superfície mal preparada pode anular anos de treinamento, causar quedas inexplicáveis ou tornar recordes mundiais impossíveis. A ciência por trás dessas pistas garante que o único fator determinante para a vitória seja a habilidade técnica e física dos competidores, fornecendo uma base neutra, segura e otimizada para cada disciplina específica.


Fonte: Jovem Pan

Indicado ao STF, Jorge Messias passa por sabatina da CCJ do Senado na próxima quarta-feira; entenda como funciona

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado vai realizar na próxima quarta-feira (29) a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Foto de arquivo: o advogado-geral da União, Jorge Messias, faz pronunciamento à imprensa em Brasília em 01/07/2025
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
A audiência na comissão faz parte da tramitação da indicação de Messias para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou no ano passado.
🔎O procedimento de indicação e nomeação de ministros do Supremo Tribunal Federal está previsto na Constituição. Ele começa com a escolha do nome feita pelo presidente da República. Em seguida, o escolhido passa por sabatina e votação na Comissão de Constituição e Justiça. Depois, a indicação é submetida ao plenário do Senado, em votação secreta.
🔎Para ser aprovado, o indicado precisa do voto favorável da maioria absoluta dos senadores — ao menos 41 dos 81 parlamentares. Caso aprovado, o nome é oficializado por meio de publicação no Diário Oficial da União, e o STF fica responsável por marcar a data da posse.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O g1 explica em que etapa está a tramitação da indicação de Jorge Messias e quais são os próximos passos.
Saída de Barroso
Em outubro do ano passado, o ministro Luís Roberto Barroso anunciou que iria deixar a Corte. Presidente da Corte até setembro de 2025, Barroso decidiu antecipar a aposentadoria.
A decisão abriu a possibilidade de o presidente Lula indicar mais um nome para compor o tribunal – a terceira escolha neste mandato presidencial.
Vaga de Messias foi criada pela aposentadori do ministro Luís Roberto Barroso
Victor Piemonte/STF
Indicação de Lula
No mês seguinte, em novembro, o presidente Lula decidiu indicar Jorge Messias para ocupar a vaga deixada por Barroso.
Atual advogado-geral da União, Messias ocupa o cargo no primeiro escalão do governo desde o início da gestão do presidente, em 2023.
No começo de abril deste ano, Lula formalizou a indicação de Messias enviando uma mensagem ao Senado.
A Comissão de Constituição e Justiça marcou a sabatina para o dia 29 de abril. A data chegou a ser adiantada para o dia 28, mas a comissão voltou atrás e manteve a audiência para quarta-feira (29).
Apresentação do relator
No dia 14 de abril, o relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), apresentou parecer favorável à indicação de Messias.
Senador Weverton Rocha (PDT-MA) é o relator da indicação no Senado
Waldemir Barreto/Agência Senado
No documento, o relator apontou que Messias atendeu aos requisitos exigidos pela lei, como, por exemplo, apresentar regularidade fiscal e não ter parentes que exercem atividades públicas ou privadas relacionadas ao seu trabalho.
O senador citou a atuação de Messias como AGU no acordo para reparação de danos às vítimas do rompimento da barragem do Fundão, em Brumadinho (MG), além da resolução de “conflito territorial de 40 anos entre quilombolas e o Centro de Lançamento [de Alcântara], evitando condenação na Corte Interamericana”.
Como será a sabatina
De acordo com a Constituição, indicados para compor a Corte devem ser sabatinados no Senado. Pelas regras internas da Casa Legislativa, o procedimento cabe à Comissão de Constituição e Justiça, formada por 27 senadores titulares e 27 suplentes.
Na audiência, os integrantes da comissão se revezam em perguntas ao indicado pelo presidente. Pelas regras internas do Senado, cada senador tem 10 minutos para perguntar; o indicado tem 10 minutos para responder. Há possibilidade de réplica e tréplica, de forma imediata, por cinco minutos.
Sala da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Marcos Oliveira/Agência Senado
Há também a previsão de que os cidadãos enviem perguntas pela internet ou por telefone. As manifestações são enviadas ao relator, que decide quantas e quais mensagens serão encaminhadas ao indicado. Depois, a indicação é levada à votação na comissão.
Fase de plenário
Após a análise da CCJ, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vai decidir quando incluir a indicação na pauta do plenário.
O escolhido por Lula precisa obter o voto favorável da maioria absoluta da Casa Legislativa, ou seja, 41 senadores. A votação é secreta.
O plenário do Senado durante sessão de votações
Carlos Moura/Agência Senado
Próximos passos
Se a indicação for rejeitada, o presidente da República poderá escolher outro nome.
Já se a indicação for aprovada, a comunicação será feita ao Poder Executivo, a quem cabe oficializar a nomeação no Diário Oficial da União.
Com a escolha oficializada, o STF poderá marcar a posse do novo ministro. A cerimônia ocorre no plenário da Corte.
Perfil de Messias
Natural de Pernambuco, Jorge Rodrigo Araújo Messias é o atual advogado-geral da União. Está no governo desde o início da terceira gestão Lula, em 2023.
Posse de Jorge Messias como advogado-geral da União, em janeiro de 2023
Ricardo Stuckert/PR
Saiba os principais pontos da trajetória de Jorge Messias:
➡️ Tomou posse na AGU em 2023, no início do governo Lula. Antes mesmo da nova gestão começar, já integrava a equipe de transição;
➡️ Servidor público desde 2007, com atuação em diversos órgãos do Executivo, como o Banco Central e o BNDES;
➡️ É considerado um nome de confiança de Lula, com apoio de ministros do PT e da ala palaciana;
➡️ Mantém relação próxima com o presidente, desde os tempos do governo Dilma Rousseff.
Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), é mestre pela Universidade de Brasília (UnB). Ingressou na Advocacia-Geral da União como procurador da Fazenda Nacional, função voltada à cobrança de dívidas fiscais de contribuintes inadimplentes com a União.
Ao longo da carreira, ocupou diversos cargos estratégicos no Executivo: foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação e consultor jurídico nos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também atuou como procurador do Banco Central e do BNDES.
Em 2022, integrou a equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Foi anunciado para o comando da AGU em dezembro daquele ano e tomou posse em janeiro de 2023.
A instituição tem papel central na assessoria jurídica da Presidência e na representação da União junto ao Supremo Tribunal Federal.


Fonte:

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Guia da película solar: como se proteger do sol forte no carro

Dirigir sob o sol intenso é um desafio comum para motoristas, impactando não apenas o conforto térmico dentro da cabine, mas também a segurança e a saúde. A exposição prolongada aos raios solares pode causar ofuscamento, fadiga visual e danos à pele, além de superaquecer o interior do veículo e degradar componentes como painel e estofados. A solução técnica mais eficaz para mitigar esses problemas é a aplicação de películas de controle solar nos vidros. Este guia detalha a importância da película solar, seu funcionamento, os tipos disponíveis e as normas legais que regulamentam seu uso, fornecendo um panorama completo para uma escolha informada.
Entendendo a tecnologia: o que é e como funciona a película solar
A película de controle solar, popularmente conhecida como insulfilm, é um laminado de poliéster composto por múltiplas camadas projetadas para filtrar e rejeitar diferentes espectros da luz solar. Sua eficácia não é medida apenas pela tonalidade (escurecimento), mas por um conjunto de indicadores técnicos que definem sua performance. A tecnologia aplicada varia, incluindo desde simples tingimento até a impregnação com partículas de metal ou cerâmica.
Os principais parâmetros técnicos para avaliar uma película são:

Transmissão Luminosa Visível (VLT): Percentual de luz visível que atravessa o vidro com a película. Quanto menor o valor, mais escura a película.
Rejeição de Energia Solar Total (TSER): Percentual total de energia solar (luz visível, ultravioleta e infravermelho) que a película bloqueia. Este é o indicador mais completo de performance térmica.
Rejeição de Raios Ultravioleta (UVR): Capacidade de bloquear a radiação UV, principal causadora de câncer de pele e do desbotamento de materiais internos. Películas de qualidade bloqueiam mais de 99% dos raios UV.
Rejeição de Infravermelho (IRR): Percentual de raios infravermelhos (responsáveis pela sensação de calor) que são rejeitados. Um alto índice de IRR resulta em maior conforto térmico.

Tipos de película e a importância da escolha correta
O mercado oferece diferentes tecnologias de películas solares, cada uma com características específicas de performance, durabilidade e custo. A escolha adequada depende diretamente das necessidades do motorista, seja priorizando a estética, o conforto térmico ou a segurança.
As principais categorias são:

Básica (Tingida): Composta por camadas de poliéster tingido, oferece principalmente privacidade e redução do ofuscamento. Sua capacidade de rejeição de calor (IRR e TSER) é baixa e tende a desbotar com o tempo.
Poliéster Metalizado (HP – High Performance): Adiciona uma camada de partículas metálicas que reflete os raios solares, melhorando significativamente a rejeição de calor. Possui maior durabilidade e estabilidade de cor.
Carbono: Utiliza partículas de carbono em sua composição. Não é metalizada, portanto não interfere em sinais de rádio, GPS ou celular. Oferece boa rejeição de calor e um acabamento fosco, sem reflexos.
Cerâmica: Considerada a tecnologia mais avançada, utiliza nanopartículas de cerâmica que são altamente eficientes em bloquear os raios infravermelhos sem a necessidade de escurecer o vidro excessivamente. É a opção com melhor performance térmica e clareza ótica.
Antivandalismo (Segurança): São películas mais espessas, projetadas para aumentar a resistência do vidro a impactos, dificultando a quebra e a invasão do veículo. Podem ser combinadas com tecnologias de controle solar.

Legislação e conformidade: o que diz o CONTRAN
A utilização de películas nos vidros de veículos é regulamentada no Brasil pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN). A Resolução nº 960/2022 estabelece limites mínimos de transmitância luminosa para garantir a segurança e a visibilidade do condutor. Desrespeitar essas normas é considerado uma infração grave.
Os limites atuais são:

Para-brisa: Transmitância luminosa mínima de 70%.
Vidros laterais dianteiros (motorista e passageiro): Transmitância luminosa mínima de 70%.
Vidros laterais traseiros e vidro traseiro: Transmitância luminosa mínima de 28%.
Vidros de teto: Não há limite de transmitância.

É obrigatório que a película instalada possua uma chancela, uma marcação indelével que informa o percentual de transmissão luminosa. Películas espelhadas ou refletivas são proibidas. O descumprimento da legislação acarreta multa, cinco pontos na CNH e a retenção do veículo para regularização.
Investir em uma película solar de qualidade e instalada por um profissional qualificado é fundamental para garantir não apenas o conforto e a proteção contra o sol forte, mas também a conformidade com a lei. A tecnologia vai muito além da estética, atuando como um componente funcional que melhora a segurança ao reduzir o ofuscamento, protege a saúde ao bloquear raios UV e aumenta a eficiência do ar-condicionado ao diminuir o calor interno. Portanto, a escolha deve ser baseada nas especificações técnicas (TSER, UVR, IRR) e no respeito aos limites de transmitância luminosa estabelecidos pela legislação vigente.


Fonte: Jovem Pan

Qual a diferença entre o Safety Car e o Virtual Safety Car na F1?

O Safety Car e o Virtual Safety Car são mecanismos de segurança fundamentais na Fórmula 1 e em outras categorias do automobilismo. Ambos têm o objetivo de neutralizar a corrida para permitir a intervenção segura de fiscais de pista em caso de acidentes, detritos ou condições climáticas adversas. Embora sirvam a um propósito comum, a principal diferença entre o Safety Car e o Virtual Safety Car reside em seu funcionamento e no impacto estratégico que causam na prova. Entender quando cada um é usado é crucial para analisar a dinâmica de uma corrida.

O que é o Safety Car e como funciona?
O Safety Car (SC), ou carro de segurança, é um veículo físico de alta performance que entra na pista para liderar os carros de corrida em velocidade reduzida. Sua presença é necessária quando há um perigo iminente que exige uma intervenção mais demorada ou complexa na pista.
O procedimento de acionamento segue regras claras da FIA (Federação Internacional de Automobilismo):
Acionamento: É utilizado em incidentes graves, como acidentes com carros parados em locais perigosos, grande quantidade de detritos no traçado ou chuva torrencial que comprometa a segurança;
Sinalização: Os fiscais de pista agitam bandeiras amarelas e exibem placas com as letras “SC”. Os pilotos são imediatamente informados pelo rádio e por avisos no volante;
Comportamento em Pista: As ultrapassagens são proibidas. Todos os pilotos devem reduzir a velocidade e se alinhar em fila única atrás do Safety Car, seguindo a ordem da corrida no momento do acionamento;
Agrupamento do Pelotão: O principal efeito do Safety Car é agrupar todos os competidores. Isso elimina as vantagens de tempo que os líderes haviam construído, compactando o pelotão e, muitas vezes, alterando completamente o cenário da corrida;
Relargada: Antes de retornar aos boxes, o SC permite que os carros retardatários o ultrapassem para se realinharem no fim do pelotão. A corrida é reiniciada com uma largada em movimento quando o líder cruza a linha de partida após a saída do carro de segurança;
Virtual Safety Car: a neutralização digital e suas regras
O Virtual Safety Car (VSC) foi introduzido na Fórmula 1 em 2015 como uma alternativa para incidentes menos graves. Diferente do SC, não há um carro físico na pista. Trata-se de um procedimento que impõe um limite de velocidade para todos os pilotos de forma remota e simultânea.
Seu funcionamento é mais simples e menos disruptivo para a corrida:
Acionamento: O VSC é usado para situações que exigem uma neutralização rápida, como um carro parado em uma área de escape segura ou a remoção de um pequeno detrito da pista;
Sinalização: As placas “VSC” são exibidas nos painéis luminosos ao redor do circuito;
Limite de Velocidade: Os pilotos devem reduzir sua velocidade em aproximadamente 30-40% e manter um tempo de volta mínimo, controlado por um “delta time” exibido em seus volantes. Eles precisam manter esse delta positivo, ou seja, andar mais lento que o tempo de referência;
Manutenção das Distâncias: Como todos os carros diminuem a velocidade de maneira proporcional e ao mesmo tempo, as distâncias e as vantagens de tempo entre eles são, em grande parte, preservadas. Esta é a diferença fundamental em relação ao Safety Car;
Fim do Procedimento: A direção de prova anuncia que o VSC está terminando. Segundos depois, a bandeira verde é sinalizada nos painéis e a corrida é retomada instantaneamente, sem a necessidade de uma relargada formal;
Quando cada um é usado e o impacto estratégico
A decisão entre acionar o Safety Car ou o Virtual Safety Car cabe exclusivamente à direção de prova, baseada na gravidade e na localização do incidente. A escolha tem consequências diretas na estratégia das equipes.
Safety Car (Impacto Alto): É acionado por perigos significativos. Estrategicamente, ele cria uma oportunidade de ouro para um pit stop “barato”, pois o tempo perdido nos boxes é muito menor com o pelotão andando em velocidade reduzida. Equipes e pilotos podem arriscar trocas de pneus que não estavam planejadas, redefinindo completamente a corrida;
Virtual Safety Car (Impacto Médio): É acionado por perigos menores e de rápida solução. Ele também oferece uma janela vantajosa para pit stops, mas o benefício é menor se comparado ao SC. Sua principal característica é preservar a estrutura da corrida, já que não elimina as vantagens de tempo construídas pelos pilotos;
Enquanto o Safety Car atua como um “reset” na corrida ao agrupar o pelotão, o Virtual Safety Car funciona como um botão de “pausa”, neutralizando a pista sem alterar drasticamente as posições e as diferenças de tempo. Ambos são ferramentas indispensáveis para garantir a segurança dos pilotos e fiscais, mas seu impacto distinto na competição exige que as equipes estejam preparadas para adaptar suas estratégias em questão de segundos.


Fonte: Jovem Pan

Ficha técnica do sistema de iluminação automotiva: especificações do farol de LED e normas legais

A transição das lâmpadas halógenas com filamento de tungstênio para emissores de estado sólido (LED) exige atenção imediata à rede elétrica do veículo e à legislação de trânsito vigente. Antes de comprar componentes no mercado de reposição, a pergunta central nas vistorias de transferência e blitz de fiscalização é se é permitido instalar lâmpada de LED no farol do carro original de fábrica segundo o Contran. A Resolução 667/2017 do Conselho Nacional de Trânsito proíbe a alteração da tecnologia de iluminação original do veículo a partir de 2021. Automóveis projetados para usar lâmpadas halógenas não podem receber kits de diodos, salvo aqueles que obtiveram o Certificado de Segurança Veicular (CSV) antes do prazo legal. Para os modelos que possuem essa tecnologia homologada, a manutenção exige seguir parâmetros rigorosos de engenharia mecânica.
Parâmetros elétricos e eficiência luminosa dos diodos
O manual do proprietário estabelece especificações exatas de tolerância para o bom funcionamento do conjunto óptico e do alternador. Enquanto uma lâmpada H4 ou H7 convencional apresenta um alto índice de dissipação de calor inútil, a arquitetura em diodo entrega uma eficiência energética superior, exigindo menor carga do sistema de geração de energia do automóvel.
As principais grandezas de referência medidas nos centros de diagnose incluem:

Tensão nominal de trabalho: 12V em veículos de passeio convencionais e 24V na linha pesada.
Consumo de potência (Watts): 25W a 35W por lâmpada de LED, contra os 55W a 60W exigidos pelas halógenas de fábrica.
Fluxo de intensidade luminosa: 3.000 a 6.000 lúmens reais na projeção, oferecendo maior profundidade no asfalto.
Temperatura de cor do facho: 5.000K a 6.000K, padrão térmico adotado para luz branca pura que não dispersa sob neblina.

Diagnóstico de anomalias no painel e falhas de projeção
Sempre que ocorre intervenção no chicote dos faróis, a arquitetura eletrônica embarcada do carro reage imediatamente. O sintoma elétrico mais recorrente nas oficinas é o aviso de lâmpada queimada no quadro de instrumentos. Como a nova peça demanda baixa amperagem para funcionar, a Unidade de Controle Eletrônico (ECU) interpreta a leitura de baixa corrente elétrica como um rompimento de filamento, acionando o código de erro no painel.
Um defeito mecânico grave resultante de instalações amadoras é a perda do foco projetado. Se a microplaca onde os chips estão soldados não for idêntica à posição milimétrica do filamento original, ocorre a destruição da linha de corte do facho. Esse erro geométrico provoca o severo espalhamento da luz no refletor, o que diminui a visão real da pista e cega instantaneamente os condutores da via oposta. Outro problema recorrente é a cintilação (flicker), uma rápida oscilação do feixe luminoso gerada pela incompatibilidade com a modulação de pulso de energia (PWM) enviada pela rede do carro.
Protocolo de substituição e calibração de foco na oficina
Nos casos em que a reposição da peça original (OEM) é permitida, o procedimento técnico vai muito além de um simples encaixe no soquete. Exige isolamento térmico e alinhamento geométrico computadorizado.
1. Despressurização e acesso ao chicote original
O mecânico inicia a intervenção desconectando o terminal negativo da bateria para evitar curtos-circuitos no módulo de conforto (BCM) do automóvel. Realiza-se a inspeção tátil dos fios de alimentação, identificando possíveis derretimentos na carcaça de plástico ou zinabre nos pinos de conexão.
2. Instalação do módulo canbus e do dissipador térmico
O novo emissor precisa ser acoplado a um módulo de cancelamento de erro (Canbus), que restabelece a resistência elétrica ideal lida pelos sensores da ECU. Na montagem física, o profissional deve acomodar o chicote garantindo que a base traseira do farol — onde fica a ventoinha (cooler) ou a malha de cobre — fique completamente desobstruída. O correto gerenciamento térmico do conjunto impede o derretimento do farol.
3. Alinhamento focal com equipamento de regloscópio
Nenhuma troca óptica está finalizada sem o nivelamento a laser. Com o carro nivelado e os pneus na pressão estipulada no manual, posiciona-se o equipamento de calibração chamado regloscópio. Através dos parafusos de ajuste na carcaça, o feixe é regulado para um ângulo de declínio de -1,0% a -1,2%, calibrando a altura para que a luz ilumine perfeitamente o chão e as placas sem invadir a área dos retrovisores do veículo da frente.
Expectativa de vida útil, custos de reposição e multas de trânsito
Quando operado dentro das margens ideais de temperatura de trabalho, um sistema de iluminação eletrônica bem dimensionado possui uma durabilidade estimada em 30.000 horas de uso contínuo, superando exponencialmente a vida útil média de 600 horas das tecnologias passadas. Para reposição em veículos que comportam o sistema, o proprietário deve prever um investimento médio de R$ 300 a R$ 800 em pares de marcas consolidadas e com dissipação ativa.
O risco financeiro e legal surge quando as especificações de engenharia são ignoradas e a modificação é feita de forma irregular. Trafegar com o conjunto óptico adulterado sem previsão de fábrica é enquadrado pelo Código de Trânsito Brasileiro (Art. 230) como infração grave. O condutor é autuado com multa no valor de R$ 195,23 e recebe cinco pontos na CNH. Além do prejuízo financeiro, a autoridade de trânsito aplica a medida administrativa de retenção do veículo, obrigando o motorista a acionar um reboque ou realizar a troca imediata das lâmpadas na rodovia para conseguir liberação.
A falta de critério na manutenção preventiva e nas modificações elétricas compromete diretamente a segurança viária coletiva. Utilizar sistemas de iluminação descalibrados eleva a carga térmica nos fios, podendo causar derretimento crônico do chicote, e induz ao potencial ofuscamento de motoristas no sentido contrário. Manter a integridade física dos faróis, verificar o estado das vedações contra umidade e respeitar as dimensões de foco são práticas primordiais que salvam vidas e garantem eficiência luminosa em viagens noturnas.


Fonte: Jovem Pan