O governo federal lançou nesta terça-feira (12) o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, uma estratégia nacional voltada ao enfrentamento de facções criminosas, combate à lavagem de dinheiro, reforço da segurança em presídios e ampliação das ações contra o tráfico de armas e os homicídios.
A iniciativa prevê R$ 1,06 bilhão em investimentos já neste ano de 2026. O pacote também inclui uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para que estados, municípios e o Distrito Federal possam financiar ações e equipamentos na área de segurança pública.
A ideia é integrar ações entre União, estados e municípios para aumentar a atuação armada das organizações criminosas e também a estrutura financeira e logística das facções (veja detalhes abaixo).
– Esta reportagem está em atualização
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Como o programa foi dividido:
combate financeiro às facções;
reforço da segurança em presídios;
investigação de homicídios;
combate ao tráfico de armas e explosivos.
Presidente Lula nos Estados Unidos
Jornal Nacional/ Reprodução
Quanto será investido
Dos R$ 1,06 bilhão previsto para 2026, os recursos serão distribuídos da seguinte forma:
R$ 388,9 milhões para combate financeiro às facções;
R$ 330,6 milhões para o sistema prisional;
R$ 201 milhões para investigação de homicídios;
R$ 145,2 milhões para combate ao tráfico de armas.
Além disso, o governo anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para financiar a compra de equipamentos.
Os recursos poderão ser usados para aquisição de:
viaturas;
drones;
câmeras corporais;
sistemas de videomonitoramento;
scanners corporais;
bloqueadores de celular;
equipamentos periciais;
sistemas de radiocomunicação;
embarcações;
reforma de presídios.
Eixos do programa
Combate ao dinheiro do crime
Mira a estrutura financeira das organizações criminosas, como, por exemplo, a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio.
Entre as medidas previstas estão:
criação de uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nacional;
fortalecimento das Ficcos estaduais;
ampliação dos Comitês Integrados de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (Cifras);
aumento dos leilões de bens apreendidos.
A intenção é realizar com periodicidade, operações integradas, além de instalar novos núcleos de investigação financeira nos estados.
O governo também prevê compra de tecnologias capazes de extrair dados de celulares e outros dispositivos usados em investigações.
2) Segurança máxima em presídios
A intenção é impedir que facções continuem atuando de dentro das prisões. A principal medida é a implantação de um padrão de segurança máxima em 138 unidades prisionais consideradas estratégicas. O plano prevê compra de:
drones;
scanners corporais;
detectores de metais;
bloqueadores de celulares;
aparelhos de raio X;
georradares;
sistemas de áudio e vídeo;
veículos.
O objetivo é aproximar a estrutura dos presídios estaduais do modelo usado no sistema penitenciário federal.
Também está prevista a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP), para integrar informações do sistema prisional em todo o país.
Além disso, a proposta prevê operações para retirada de celulares, armas e drogas das unidades prisionais, além de treinamento de agentes penitenciários e padronização de protocolos de segurança.
3) Investigação de homicídios
Ações voltadas para esclarecimento de homicídios. Entre as medidas estão:
fortalecimento das polícias científicas;
modernização dos Institutos Médico-Legais (IMLs);
ampliação da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos;
integração do Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab).
Para esse eixe deve haver distribuição de equipamentos como:
comparadores balísticos;
equipamentos de DNA;
freezers científicos;
viaturas refrigeradas;
mesas de necropsia;
kits de coleta de material biológico;
cromatógrafos.
4) Combate ao tráfico de armas
Nesse contexto, a meta do governo é desarticular as rotas de tráfico e reduzir o abastecimento de armas para facções criminosas.
O programa prevê:
criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas (Renarm);
fortalecimento do Sistema Nacional de Armas (Sinarm);
operações integradas de fiscalização;
reforço no rastreamento de armas e munições;
cooperação técnica para identificar a origem de armamentos.
Também estão previstos investimentos em:
viaturas blindadas e semiblindadas;
drones;
embarcações;
rastreadores veiculares;
equipamentos táticos;
notebooks e computadores de alta performance;
helicópteros locados para operações.
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