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Gilmar pede a Moraes a inclusão de Zema no inquérito das fake news

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes pedindo a investigação do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por compartilhar em suas redes sociais um vídeo com uma sátira aos ministros da Corte.
Na representação, Gilmar apontou a suspeita de indícios de crime em uma publicação feita por Zema, que deixou o governo de Minas em março para ser pré-candidato à Presidência da República. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S Paulo e confirmada pelo Estadão.
Moraes pediu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre a inclusão de Zema no inquérito.
O vídeo publicado por Zema retratava uma conversa entre dois bonecos, caracterizados por desenhos de fantoches, que representariam Dias Toffoli e Gilmar Mendes. No vídeo, Toffoli telefona para Gilmar e pede a ele que anule as quebras de sigilo de sua empresa, aprovada na CPI do Crime Organizado do Senado.
Com um diálogo marcado por ironias e caricaturas, Gilmar responde que anularia as quebras e pede em troca uma cortesia no resort Tayayá, no qual Toffoli possuía participação acionária.
A sátira se baseia no fato de que Gilmar Mendes efetivamente proferiu decisão anulando as quebras de sigilo da Maridt. Essa é a empresa de Toffoli e dos irmãos do ministro que recebeu aportes de um fundo de investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, como mostrou o Estadão.
Na representação enviada a Moraes, Gilmar escreveu que o vídeo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
Críticas ao STF
Nas últimas semanas, Zema endureceu o tom contra o STF em discursos públicos.
Em um evento no dia 13 de abril, ele afirmou: “O STF era um lugar que nós tínhamos uma certa confiança, mas já estava cheirando mal há alguns anos. Agora, realmente, aflorou toda a podridão que está lá dentro”.
No lançamento de seu programa de governo, no dia 16, ele disse que, caso fosse eleito presidente da República, iria “propor ao Congresso um novo Supremo”.
Zema e Gilmar chegaram a protagonizar um embate público. Diante da série de críticas, Gilmar lembrou nas redes sociais que o ex-governador de Minas havia acionado o STF para adiar o pagamento de parcelas da dívida estadual com a União.
Zema rebateu publicamente: “Ele deu uma decisão favorável a Minas Gerais, e agora descobri que foi um favor para eu ser submisso a ele pelo resto da vida.”
*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Zé Trovão é indicado relator da MP dos Caminhoneiros

Hugo Motta, presidente da Câmara, comunicou na sexta-feira (17) ao deputado Zé Trovão (SC) que ele será o relator da MP 1343, a chamada MP dos Caminhoneiros.
A indicação tem respaldo formal do setor. Em manifesto, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e federações estaduais — entre elas FENACAM, FETRABENS e FECAM-SC — defenderam que a relatoria exigia alguém com “legitimidade de origem” e “conhecimento prático do setor”.
Para as entidades, o parlamentar catarinense é o único nome com trânsito real entre a Esplanada e o asfalto. Zé Trovão é, segundo o manifesto, “reconhecidamente, o único deputado federal com origem direta na categoria dos caminhoneiros”.
O deputado agradeceu em nome da categoria. “Essa vitória não é minha, é de todos os caminhoneiros que sofrem diariamente nas estradas, para colocar esse país para girar. Vamos fazer uma discussão séria que beneficie os irmãos de estrada do início ao fim do projeto.”


Fonte: Jovem Pan

Veja o momento em que a marinha dos EUA ataca e captura navio do Irã

O Comando Central dos Estados Unidos divulgou no domingo (19) um vídeo em que mostra o momento em que as forças norta-americanas abriram fogo e capturaram um navio do Irã. “As forças americanas enviaram multiplos alertas e informes para o cargueiro iraniano de que era uma violação do bloqueio dos Estados Unidos”, explicou o Comando em uma publicação no X (antigo Twitter).
“Depois dos Toruka’s ignorar os alertar por seis horas, o Spruance desativou a propulsão do Touska disparando vários projéteis do canhão MK 45 de 5 polegadas do destróier contra a sala de máquinas da embarcação”, explicou, e acrescentou que. Fuzileiros navais da 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais abordaram posteriormente o navio não cooperativo, que permanece sob custódia dos EUA.
Nesta segunda-feira (20), fontes de seguranças informaram que os Estados Unidos desconfiam que o navio do Irã, provavelmente tem a bordo o que Washington considera itens de uso duplo que poderiam ser usados pelos militares, entretanto, não entraram em detalhes sobre os itens.
O Comando Central dos EUA listou metais, tubos e componentes eletrônicos entre outros produtos que poderiam ter uso militar e industrial e poderiam ser capturados. Os militares do Irã disseram que o navio estava viajando da China e acusaram os EUA de “pirataria armada”, de acordo com a mídia estatal iraniana nesta segunda-feira.

https://t.co/SdInnL4ZW8
— U.S. Central Command (@CENTCOM) April 19, 2026

De acordo com os números divulgados na manhã de sábado (18) pelo Exército norte-americano, desde o início do bloqueio aos portos iranianos, em 13 de abril, “23 navios acataram as ordens das forças norte-americanas de voltar”.
O Irã suspendeu na sexta-feira (17) o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural. Entretanto, no dia seguinte, anunciou que voltava a impor “controle rigoroso” sobre a passagem em resposta à decisão dos Estados Unidos de manter a interdição aos portos iranianos.
*Com informações da Reuters e AFP


Fonte: Jovem Pan

EUA desconfiam de que navio do Irã apreendido transportava equipamentos de ‘uso duplo’

Os Estados Unidos desconfiam que o navio do Irã que foi apreendidos pelas forças norte-americanas no domingo (19), provavelmente tem a bordo o que Washington considera itens de uso duplo que poderiam ser usados pelos militares, disseram fontes de segurança marítima nesta segunda-feira (20).  As fontes de segurança, que não quiseram ser identificadas, não entraram em detalhes sobre os itens.
O Comando Central dos EUA listou metais, tubos e componentes eletrônicos entre outros produtos que poderiam ter uso militar e industrial e poderiam ser capturados. Os militares do Irã disseram que o navio estava viajando da China e acusaram os EUA de “pirataria armada”, de acordo com a mídia estatal iraniana nesta segunda-feira.
O pequeno navio porta-contêineres, que faz parte do grupo Islamic Republic of Iran Shipping Lines (IRISL), que foi atingido pelas sanções dos EUA, foi abordado no domingo na costa do porto iraniano de Chabahar, no Golfo de Omã, e informou sua última posição às 10h08 (horário de Brasília), de acordo com dados de rastreamento de navios na plataforma Marine Traffic.
A tripulação do Touska inclui um capitão iraniano e membros da tripulação iraniana, embora não esteja claro se toda a tripulação é de nacionalidade iraniana, disse uma das fontes.
Washington impôs sanções à IRISL no final de 2019, descrevendo-a como “a linha de navegação preferida para proliferadores e agentes de aquisição iranianos”, que incluía o transporte de itens destinados ao programa de mísseis balísticos do Irã.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse em uma postagem na plataforma Truth Social no domingo que o Touska estava sob sanções dos EUA devido ao seu “histórico anterior de atividades ilegais”, acrescentando que as forças dos EUA estão “vendo o que há a bordo”.
As Forças Armadas dos EUA ampliaram seu bloqueio marítimo contra o Irã para incluir cargas consideradas contrabando e qualquer embarcação suspeita de tentar chegar ao território iraniano estará “sujeita ao direito beligerante de visita e busca”, disse a Marinha dos EUA em um comunicado na quinta-feira. O contrabando inclui armas e munições.


Fonte: Jovem Pan

A Seleção e a dúvida sobre o ‘craque salvador’

O peso do ‘Salvador’: ter um ‘herói’ na Seleção faz com que todos percam
Você certamente já ouviu frases como: “Neymar, mesmo com uma perna quebrada, é melhor do que todos que estão na Seleção.”
Cada torcedor tem o direito de ter sua opinião.
Mas já parou para pensar no que os demais jogadores da Seleção sentem e pensam quando escutam esse tipo de comentário?
Recorri à psicologia do esporte para refletir sobre esse tema tão brasileiro.
O Brasil tem uma cultura futebolística que valoriza profundamente o craque individual. Neymar, sem dúvida, é respeitado pelos companheiros — e acredito que esse respeito seja genuíno.
No entanto, declarações que o colocam como um “salvador” quase divino podem gerar nos outros atletas uma mistura incômoda de frustração, raiva contida e sensação de injustiça.
É como se, independentemente do que façam, eles fossem vistos como “opção inferior”.
Jogam mal? A torcida logo grita pelo Neymar.
Jogam bem? Mesmo assim, surge o “com ele seria melhor”.
Para alguns jogadores, isso pode servir como combustível interno e motivação extra.
Para outros, porém, vira um peso que desmotiva e gera insegurança.
A psicologia explica bem esse mecanismo.
Pela teoria da comparação social, esse tipo de narrativa tende a diminuir a autoestima e fazer o atleta questionar o próprio valor. Pode gerar medo excessivo de errar, ansiedade e pressão desnecessária. Atletas com maior maturidade mental conseguem filtrar melhor esses comentários, pensando algo como: “Quem fala isso não treina com a gente todo dia e não sabe da realidade do grupo”.
Nada disso significa fraqueza. Significa ser humano em um esporte extremamente apaixonante… e, ao mesmo tempo, bastante cruel.Imagino que os psicólogos da Seleção Brasileira estejam atentos a essa dinâmica constante dentro do vestiário.
E esses comentários da torcida e da mídia têm o poder de influenciar a decisão do treinador sobre convocar ou não o Neymar?Indiretamente, sim. A pressão da opinião pública faz parte do ambiente e não pode ser ignorada.
Porém, na grande maioria das vezes, o treinador toma a decisão com base em critérios técnicos, físicos, táticos e no momento atual do jogador.No final das contas, o futebol de Seleção é, acima de tudo, um esporte coletivo.
Quando a narrativa transforma um único jogador em “super-herói” e os demais em coadjuvantes, todo mundo sai perdendo: o craque vira alvo de uma cobrança quase insana, e os companheiros podem perder confiança e protagonismo.
A psicologia não é uma ciência exata, mas nos ajuda a entender melhor o que realmente acontece dentro do vestiário da Seleção.
E você, o que acha dessa dinâmica?
Os comentários “Neymar salvador” ajudam ou atrapalham o desempenho do grupo?


Fonte: Jovem Pan

Dino apresenta proposta com 15 pontos para a reforma do Judiciário

O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino apresentou um conjunto de propostas para uma nova reforma do Judiciário. As medidas tratam de procedimentos processuais, organização dos tribunais, fiscalização de carreiras jurídicas e uso de tecnologia, com foco na tramitação de processos e no funcionamento do sistema.
Entre os pontos, está a criação de novos requisitos para o acesso a recursos nos tribunais superiores, especialmente no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A medida busca reduzir o volume de ações e acelerar julgamentos.
A proposta também prevê critérios mais rígidos para a expedição de precatórios e para a cessão desses créditos a empresas e fundos. O objetivo é evitar pagamentos considerados irregulares.
Outro eixo trata da criação de instâncias especializadas em todos os tribunais para julgar processos sobre crimes contra a pessoa, crimes contra a dignidade sexual e atos de improbidade administrativa. A ideia é dar maior rapidez a esses casos.
O texto inclui ainda a criação de um rito próprio para análise judicial de decisões de agências reguladoras. A proposta busca dar maior previsibilidade a disputas com impacto econômico relevante.

Área penal
Em relação a área penal, há previsão de revisão das normas sobre crimes contra a administração da Justiça. O plano inclui tipos penais mais rigorosos para casos que envolvam integrantes do sistema de Justiça, como juízes, promotores e advogados.
Também estão previstas regras para julgamentos disciplinares conjuntos quando houver participação de diferentes carreiras em uma mesma infração administrativa.
Já na Justiça Eleitoral, a proposta trata da tramitação de processos para evitar prolongamentos que possam afetar a segurança jurídica em disputas políticas.
O texto propõe ainda mudanças na composição e nas competências dos conselhos responsáveis pela fiscalização do Judiciário e do Ministério Público, com foco em ampliar a efetividade das punições.
Outro ponto aborda direitos, deveres e remuneração das carreiras jurídicas. A proposta inclui a revisão de mecanismos como a aposentadoria compulsória punitiva e de parcelas indenizatórias.
Há ainda previsão de critérios para a realização de sessões virtuais em tribunais e varas, além da revisão das competências do STF e dos tribunais superiores.
O documento também trata da presença obrigatória de membros do sistema de Justiça em suas comarcas de atuação, da definição de regras para o uso de inteligência artificial na tramitação de processos e da transparência na gestão de fundos do Judiciário e da advocacia pública.
Por fim, a proposta inclui medidas para reduzir o número de processos, com destaque para mudanças em execuções fiscais, com incentivo à resolução fora do Judiciário.


Fonte: Jovem Pan

Líder do CV e foragido: quem é Dada, alvo de operação no RJ

Edinaldo Pereira Souza, mais conhecido pelo apelido de “Dada”, é apontado pelas autoridades como uma importante liderança da facção criminosa Comando Vermelho (CV) atuante no estado da Bahia, mais especificamente na região turística de Caraíva, em Porto Seguro, no sul baiano.
O criminoso possui o status de foragido da Justiça desde 2024, quando conseguiu escapar de uma unidade prisional na Bahia acompanhado de outros 15 detentos. Após a fuga, Dada buscou refúgio no Rio de Janeiro, se protegendo no Comando Vermelho na capital fluminense.
Em terras cariocas, Edinaldo abrigou-se inicialmente na comunidade da Rocinha. No entanto, nos últimos dias, o líder criminoso havia alugado uma casa no Morro do Vidigal, também na Zona Sul da cidade. Segundo as investigações, Dada estava dando uma festa no local no exato momento em que as forças de segurança chegaram. Apesar do cerco, ele conseguiu fugir novamente.

Operação no RJ
A tentativa de prender Edinaldo mobilizou uma operação conjunta da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Ministério Público da Bahia (MP-BA) na manhã desta segunda-feira (20). A ação no Vidigal resultou em um intenso tiroteio entre policiais e criminosos, gerando pânico e grandes transtornos na região.
Para tentar conter o avanço policial, a facção bloqueou a Avenida Oscar Niemeyer com contêineres e um ônibus atravessado, interrompendo a circulação entre São Conrado e Leblon até quase 7h da manhã. O confronto também deixou cerca de 200 turistas, que haviam subido o morro Dois Irmãos para ver o nascer do sol, ilhados e abaixados em meio à troca de tiros, conseguindo descer apenas por volta das 7h20 sob escolta.
Embora o alvo principal tenha escapado, a polícia informou que não houve feridos. A operação terminou com três presos – uma mulher foragida e dois homens em flagrante -, além da apreensão de uma grande quantidade de drogas, rádios transmissores, celulares, munições e armas de grosso calibre, incluindo um fuzil e uma espingarda.
*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Alckmin: governo ainda não tomou decisão sobre revogação da ‘taxa das blusinhas’; vice-presidente chegou a defender a manutenção do imposto

Taxa das blusinhas: governo reacende debate sobre imposto
O vice‑presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste sábado (18) que ainda não há decisão sobre a revogação da chamada “taxa das blusinhas”.

“Essa foi uma decisão do Congresso Nacional [de aprovar o tributo sobre as compras internacionais até US$ 50]. Não há ainda uma decisão sobre isso [revogar a taxação]. Nós já nos pronunciamos. Vamos aguardar”, disse Alckmin.
Nesta quinta (16), ao ser questionado por jornalistas no Palácio do Planalto, o vice‑presidente citou a manutenção da cobrança para preservação de empregos no país.
A chamada taxa das blusinhas incide sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por consumidores brasileiros em plataformas estrangeiras de comércio eletrônico, que antes eram isentas do imposto de importação.
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República
Cadu Gomes/VPR
‘Desnecessária’
O tema ganhou força no debate político após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticar publicamente a medida e classificá‑la como desnecessária.
Na quinta, o novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT), defendeu o fim da cobrança.
No dia seguinte, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também citou a possibilidade da revogação da medida em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews.
Diante das críticas, empresários e trabalhadores de 67 associações enviaram um ofício a Lula em protesto contra um possível fim do imposto, que classificaram como uma medida “eleitoreira”.
A taxa foi aprovada pelo Congresso Nacional, com apoio do Ministério da Fazenda, após reclamações de empresários sobre uma “invasão” de produtos estrangeiros de baixo valor, especialmente da China.
Segundo dados da Receita Federal, o imposto arrecadou R$ 425 milhões em janeiro deste ano, alta de 25% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em todo o ano de 2025, a arrecadação chegou a R$ 5 bilhões, ajudando o governo no cumprimento da meta fiscal.
Boulos diz que é possível que o governo reverta a ‘taxa das blusinhas’


Fonte:

g1 > Política

Lula critica líderes mundiais por guerras e afirma que Trump não ‘tem direito’ de excluir África do Sul do G20

Lula critica ONU e cobra responsabilidade no Fórum em defesa da Democracia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou neste sábado (18) líderes mundiais por guerras e invasões.
Lula também afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pode excluir a África do Sul do G20.
“Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra” , disse.
Nesse contexto, o petista citou a guerra no Oriente Médio, a investida americana contra o Irã e questionou se são os pobres que vão pagar pela “irresponsabilidade de guerras”.
Lula disse ainda estar preocupado com a situação de Cuba e pediu o fim do bloqueio petrolífero imposto pelos EUA à ilha (leia mais abaixo).
“O que não pode é o mundo gastando 2 trilhões e 700 bilhões de dólares em armas e o povo passando fome”, emendou.
Lula durante 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia.
Ricardo Stuckert/ Presidência da República
Enfraquecimento da ONU
Lula também lamentou o enfraquecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e fez um apelo a chefes de Estado por uma maior participação em discussões junto à entidade.
“É importante que a gente aprenda uma lição muito séria. A ONU é um instrumento muito valioso se ela funcionar e ela precisa funcionar para garantir, por exemplo, que as plataformas sejam reguladas no mundo inteiro”, afirmou Lula.
Lula criticou Donald Trump em vários momentos da sua fala, embora tenha frisado que o Brasil não quer “guerra com ninguém”.
“Vamos brigar, [Cyril] Ramaphosa, para você ir para o G20 nos Estados Unidos, porque o presidente americano não tem o direito de tirar você do G20, porque ele não é dono do G20. Então, se prepare para você ir aos Estados Unidos ficar lá na porta para entrar no G20”, disse em outro momento.
O petista se referia a uma fala de Trump de novembro do ano passado. Na ocasião, Donald Trump afirmou que não convidaria a África do Sul para o encontro — previsto para dezembro deste ano, em Miami, Flórida (leia mais abaixo).
🔎O G20 é um fórum internacional que reúne as principais economias desenvolvidas e emergentes do mundo para discutir temas ligados à economia global e à governança internacional. O grupo foi criado em 1999 e a África do Sul é membro permanente desde a sua criação.
Sem apresentar provas, Donald Trump afirmou que haveria um “genocídio” de fazendeiros brancos no país — acusação negada pelo governo sul‑africano e considerada falsa por especialistas e autoridades internacionais.
Trump também boicotou a cúpula do G20 realizada na África do Sul em 2025 e anunciou a suspensão de subsídios americanos ao país, o que aprofundou a crise diplomática entre Washington e Pretória, capital administrativa da África do Sul.
O presidente sul‑africano, Cyril Ramaphosa, reagiu dizendo que a África do Sul é um país soberano e que nenhum membro isolado pode decidir sozinho sobre a exclusão de integrantes do grupo
Extremismo
Em seu discurso, Lula mencionou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de militares, mas ponderou que o extremismo não acabou.
“Nós temos um ex-presidente preso, condenado a 27 anos de cadeia. Nós temos quatro generais de quatro estrelas presos porque tentaram dar um golpe. Mas o extremismo não acabou. Ele continua vivo e vai disputar a eleição outra vez”, pontuou.
“Mas ele é um problema nosso. Ele é um problema do povo brasileiro. Esse a gente lida com as nossas forças e com as nossas armas lá dentro”, prosseguiu.
Lula participa da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona.
Ricardo Stuckert/ Presidência da República
Convocação geral
A declaração de Lula foi dada na 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, na Espanha.
Na ocasião, o presidente brasileiro ainda sugeriu que o documento fruto do encontro na Espanha contivesse uma convocação geral para se discutir o multilateralismo na ONU.
“Eu acho que é isso que a gente deve tentar colocar no documento: uma convocação geral para discutir o que está acontecendo no mundo hoje com a destruição do multilateralismo. Vai prevalecer a força do senhor da guerra. O cidadão falando todo dia porque tem mais dinheiro, porque tem mais tecnologia. [Ele] pode fazer tudo? Não é possível”, argumentou.
A 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre reúne chefes de Estado e de governo de diferentes regiões do mundo para debater o fortalecimento das instituições democráticas e os principais desafios globais à governança.
Criado em 2024 por iniciativa de líderes progressistas, entre eles Lula e o espanhol, Pedro Sánchez, o Fórum Democracia Sempre busca ampliar a articulação internacional em defesa da democracia diante do avanço de movimentos autoritários e extremistas em diferentes países.
A edição deste ano ocorre em meio a conflitos armados em diferentes regiões, como no Oriente Médio, e ao aumento das tensões políticas internacionais, incluindo embates envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.


Fonte:

g1 > Política

Romeu Zema disse que ainda não foi notificado a respeito da sua inclusão no inquérito das fake news

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo) disse nesta segunda-feira (20) que ainda não foi notificado a respeito da sua inclusão no inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em entrevista ao Estúdio i da GloboNews, o pré-candidato falou sobre a decisão divulgada hoje mais cedo, em que o ministro do STF, Gilmar Mendes, ingressou com uma notícia-crime contra o governador.
O pedido do ministro diz respeito a um vídeo publicado no mês passado por Zema em suas redes sociais, em que ele faz críticas ao Supremo e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli no contexto do caso Master. No vídeo, os ministros são retratados como fantoches.
O chamado inquérito das fake news foi aberto em março de 2019 pelo STF e está sob a relatoria de Moraes.
O objetivo do inquérito, que é alvo de polêmicas, é apurar a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra ministros da Corte e contra o sistema democrático.
O inquérito foi instaurado de ofício pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.
Desde o início, o objetivo da apuração é identificar estruturas organizadas que atuem para desacreditar instituições, intimidar autoridades e estimular discursos contra a democracia, especialmente por meio das redes sociais.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O que é o inquérito das fake news
O chamado inquérito das fake news foi aberto em março de 2019 pelo STF e está sob a relatoria de Moraes.
O objetivo do inquérito, que é alvo de polêmicas, é apurar a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra ministros da Corte e contra o sistema democrático.
O inquérito foi instaurado de ofício pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.
Desde o início, o objetivo da apuração é identificar estruturas organizadas que atuem para desacreditar instituições, intimidar autoridades e estimular discursos contra a democracia, especialmente por meio das redes sociais.


Fonte:

g1 > Política