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Vereador Amarilson Carvalho denuncia possíveis irregularidades no transporte escolar em Cacoal

Durante sessão na Câmara Municipal, o vereador Amarilson Carvalho levou à tribuna uma denúncia considerada grave envolvendo o transporte escolar no município de Cacoal.

Segundo o parlamentar, informações recebidas em seu gabinete — incluindo uma denúncia anônima protocolada no Ministério Público de Rondônia — apontam possíveis irregularidades na utilização de ônibus escolares.

De acordo com o relato apresentado, veículos estariam circulando sem a vistoria obrigatória e sem autorização do Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia, além de apresentarem possíveis falhas mecânicas. A situação, segundo ele, coloca em risco a segurança de crianças e adolescentes que dependem do serviço diariamente.

O vereador destacou ainda que vistorias realizadas no primeiro semestre de 2026, ainda na gestão anterior, teriam reprovado parte da frota por irregularidades. Mesmo assim, conforme denunciado, os veículos continuaram sendo utilizados normalmente.

Outro ponto levantado foi o afastamento do servidor responsável por reprovar os veículos nas inspeções, o que levanta questionamentos sobre a condução do processo.

Diante da gravidade dos fatos, Amarilson Carvalho cobrou apuração rigorosa e providências urgentes das autoridades competentes para garantir a segurança dos estudantes.

‘Irmão’ de Zanin e Mendonça e perfil pacificador: o que esperar de Messias no Supremo

A poucos dias da sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a expectativa é que, caso seja aprovado, o atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) assuma um papel de “pacificador” dentro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Interlocutores afirmam que ele transita bem entre todas as correntes, tanto do Supremo quanto dos outros poderes.
Dentro do STF, Messias considera que tem dois “irmãos”: o ministro Cristiano Zanin, da primeira turma, também indicado por Lula, e André Mendonça, da segunda turma, nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Messias costuma se referir a Mendonça como seu “irmão de fé”.
Segundo interlocutores, o novo indicado de Lula não pretende fazer parte de grupos de ministros no Supremo – seja a ala liderada por Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes ou a de André Mendonça.
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Pessoas próximas a Messias dizem que ele votará de acordo com a sua consciência e coerência. Ao mesmo tempo, avaliam que seu perfil garantista deve fazer com que ele tome decisões alinhadas às de Gilmar Mendes.
O caminho de Messias até a nomeação no STF
O atual ministro da AGU será sabatinado pela CCJ na quarta-feira (29). O relator da indicação é o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que apresentou parecer favorável a Messias no dia 14 de abril.
Se for aprovado, Messias deve ir para a primeira turma do STF, que está com um assento vago desde a saída de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025.
Após a sabatina, a indicação será votada na CCJ. E depois será levada ao plenário do Senado, onde precisará dos votos de ao menos 41 dos 81 senadores.
Caso a indicação seja rejeitada, o presidente da República deve escolher outro nome. Entretanto, desde 1891, o Senado rejeitou somente 5 indicações ao Supremo. Todas foram em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto. Isso nunca mais aconteceu desde então.


Fonte:

g1 > Política

Penduricalhos: juízes pedem ao STF mais prazo para aplicar novas regras de pagamentos fora do teto

Entidades de juízes pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (27) mais prazo para a aplicação das novas regras definidas pela Corte sobre o pagamento dos chamados penduricalhos — verbas adicionais que permitem remunerações acima do teto do funcionalismo público.
O pedido foi apresentado pela Associação dos Magistrados Brasileiros em conjunto com outras entidades que representam magistrados e membros do Ministério Público
O pedido foi apresentado pela AMB em conjunto com outras entidades que representam magistrados e membros do Ministério Público. No documento, a AMB informa que atua em nome dessas entidades. Nesse contexto, a entidade apresentou pedido de suspensão da eficácia da decisão do Supremo.
Segundo a associação, os tribunais estão enfrentando dificuldades para dar “fiel cumprimento” ao entendimento fixado pela Corte. Por isso, pede que o prazo de adaptação seja de, ao menos, 30 dias a contar do julgamento de eventuais embargos de declaração que ainda podem ser apresentados ao STF.
“O que é certo, e a AMB pode atestar, é que os Tribunais estão em dificuldade para dar cumprimento à decisão desse STF sem que tal cumprimento possa violar direito dos magistrados em razão de eventual incompreensão da decisão”, diz um trecho do pedido.
Para as entidades, esse contexto configura um “fato extraordinário” que justificaria a concessão de um novo prazo para aplicação das regras.
O pedido também ressalta a urgência da análise, uma vez que diversos tribunais estão em fase final de elaboração das folhas de pagamento.
“Considerando que vários Tribunais estão para ‘fechar’ a elaboração da folha de pagamento de seus membros e servidores — alguns já devem até ter concluído esse procedimento — revela-se urgente a apreciação e deferimento do pedido”, diz outro trecho.
– Esta reportagem está em atualização


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g1 > Política

Penduricalhos: juízes pedem ao STF mais prazo para aplicar novas regras de pagamentos fora do teto

Entidades de juízes pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (27) mais prazo para a aplicação das novas regras definidas pela Corte sobre o pagamento dos chamados penduricalhos — verbas adicionais que permitem remunerações acima do teto do funcionalismo público.
O pedido foi apresentado pela Associação dos Magistrados Brasileiros em conjunto com outras entidades que representam magistrados e membros do Ministério Público
O pedido foi apresentado pela AMB em conjunto com outras entidades que representam magistrados e membros do Ministério Público. No documento, a AMB informa que atua em nome dessas entidades. Nesse contexto, a entidade apresentou pedido de suspensão da eficácia da decisão do Supremo.
Segundo a associação, os tribunais estão enfrentando dificuldades para dar “fiel cumprimento” ao entendimento fixado pela Corte. Por isso, pede que o prazo de adaptação seja de, ao menos, 30 dias a contar do julgamento de eventuais embargos de declaração que ainda podem ser apresentados ao STF.
“O que é certo, e a AMB pode atestar, é que os Tribunais estão em dificuldade para dar cumprimento à decisão desse STF sem que tal cumprimento possa violar direito dos magistrados em razão de eventual incompreensão da decisão”, diz um trecho do pedido.
Para as entidades, esse contexto configura um “fato extraordinário” que justificaria a concessão de um novo prazo para aplicação das regras.
O pedido também ressalta a urgência da análise, uma vez que diversos tribunais estão em fase final de elaboração das folhas de pagamento.
“Considerando que vários Tribunais estão para ‘fechar’ a elaboração da folha de pagamento de seus membros e servidores — alguns já devem até ter concluído esse procedimento — revela-se urgente a apreciação e deferimento do pedido”, diz outro trecho.
– Esta reportagem está em atualização


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g1 > Política

Falta de especialistas preocupa população e evidencia crise na saúde em Cacoal (RO)

A chegada de médicos anestesistas ao Hospital Regional de Cacoal, em Rondônia, foi recebida como um avanço importante para a retomada de procedimentos cirúrgicos na unidade. No entanto, a medida levanta um questionamento que ecoa entre moradores e profissionais da área: onde estão os demais especialistas essenciais para o pleno funcionamento do sistema de saúde?

Apesar do reforço na equipe de anestesia, a ausência de profissionais como ortopedistas, cardiologistas e urologistas continua sendo um gargalo significativo. Esses especialistas são fundamentais para diagnósticos, cirurgias e tratamentos contínuos, e sua falta tem gerado longas filas de espera e atrasos no atendimento.

Moradores relatam dificuldades no acesso a consultas e procedimentos, o que agrava quadros clínicos e aumenta a pressão sobre o sistema público. “A população segue esperando por atendimento completo. Não adianta resolver apenas uma parte do problema”, afirma um usuário do serviço público de saúde.

A situação evidencia um cenário mais amplo de desafios estruturais na saúde pública do município. Embora iniciativas pontuais sejam positivas, especialistas apontam que é necessário um planejamento mais abrangente para garantir atendimento integral à população.

Enquanto isso, a realidade permanece: avanços são comemorados, mas a sensação predominante ainda é de que o sistema de saúde funciona apenas parcialmente, deixando lacunas importantes no cuidado com a população.

Na Agrishow, Flávio Bolsonaro diz que governo Lula ‘pisa e asfixia o agro’

O pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que o governo Lula está preocupado apenas em “pisar e asfixiar o agronegócio” e em perseguir opositores políticos.
A declaração foi feita nesta segunda-feira (27), durante a Agrishow, principal feira de agronegócios do país, realizada em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
“O agronegócio é tratado como lixo pelo atual governo. Tratado como vilão, sendo que na verdade é a solução do país. O governo federal está preocupado em pisar e asfixiar o agro. E mais uma vez, perseguir opositores políticos”, afirmou o senador.
Em discurso, o pré-candidato à Presidência voltou a mencionar a “missão” que, segundo ele, recebeu de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Todo mundo sabe que quem tinha que estar aqui não era eu, mas sim o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas Deus me deu essa missão”, afirmou.
Com promessas de valorização do setor, Flávio ainda disse que, se eleito, pretende fortalecer o agronegócio. “Quero me comprometer com todas as pautas do evento. A partir de 2027, o agro será ainda mais valorizado. Não terá um governo perseguindo o setor, mas que dará a mão”, declarou.
O evento também marcou a primeira aparição pública do senador durante a pré-campanha ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O Agrishow contou com a presença de outros candidatos e líderes da direita ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Entre eles estavam o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado André do Prado (PL); o deputado Guilherme Derrite (Progressistas); e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion (PP-PR).

Já Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em seu terceiro mandato, não compareceu ao evento em nenhum ano.


Fonte: Jovem Pan

Morre homem que tentou proteger namorada de assalto na zona sul de SP

A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de um homem de 26 anos baleado durante um roubo na noite de 20 de abril, na Rua Gomes de Carvalho, na Vila Olímpia, zona sul da capital paulista. A morte foi confirmada nesta segunda-feira (27), pela Secretaria da Segurança Pública do Estado. A data exata do óbito não foi informada.
A vítima estava acompanhada da namorada quando ambos foram abordados por um criminoso em uma motocicleta.
Segundo a investigação, no dia do crime, um dos suspeitos anunciou o assalto e levou os celulares do casal que caminhava pelo local. Ao tentar recuperar um dos aparelhos, o homem foi atingido por disparos de arma de fogo.
De acordo com a Polícia Militar, que foi acionada para atender a ocorrência, o homem teria sido atingido por tiros nas regiões da clavícula, escápula e mão.
Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital São Paulo, onde permaneceu internado, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso, inicialmente registrado como roubo qualificado com lesão corporal grave no 27º Distrito Policial (Campo Belo), foi reclassificado como latrocínio, roubo seguido de morte. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso.
De acordo com a SSP, a Polícia Civil do Estado segue com diligências para tentar localizar os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do caso.
*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Filha caçula de Maira Cardi e Thiago Nigro é internada nos EUA

Após mais de um ano afastada das redes sociais, Maíra Cardi reapareceu neste domingo 26, para compartilhar um momento delicado vivido em família. A influenciadora utilizou o Instagram para pedir orações pela filha mais nova, Eloah, de apenas seis meses, que está hospitalizada nos Estados Unidos.
Segundo Maíra, a bebê foi diagnosticada com bronquiolite, uma infecção viral que atinge as pequenas vias aéreas e é comum em crianças com menos de dois anos. Em meio à preocupação, a empresária também destacou o desafio de enfrentar a situação longe do Brasil e de sua rede de apoio.
Em um relato emocionado, Maíra explicou que decidiu quebrar o silêncio nas redes sociais justamente pela gravidade do momento. A influenciadora afirmou que já havia recorrido à fé em situações anteriores envolvendo a filha mais velha e que, novamente, buscava apoio espiritual dos seguidores.
“Sei que não apareço aqui há mais de um ano, mas todas as vezes que vim pedir oração, fui atendida”, disse. No desabafo, ela ressaltou a angústia de estar em outro país, distante de familiares, médicos de confiança e até da própria língua, o que intensifica o sentimento de vulnerabilidade diante do quadro de saúde da bebê.

O que é a bronquiolite?
A bronquiolite é uma infecção viral que afeta os bronquíolos, pequenas vias responsáveis pela passagem de ar nos pulmões. Muito comum em bebês e crianças pequenas, a condição costuma surgir após quadros de gripe e pode provocar sintomas como tosse, chiado no peito, febre e dificuldade para respirar.
Em casos mais graves, como o de Eloah, pode ser necessária a hospitalização para acompanhamento e suporte respiratório, especialmente quando há dificuldade de alimentação ou sinais de agravamento.
Histórico recente e preocupações de saúde
A preocupação com a saúde da caçula não é recente. Dias antes da internação, Maíra já havia relatado que Eloah apresentou alergias na pele e, após exames, foram identificados metais pesados no organismo da bebê, o que já havia acendido um alerta na família.
A sequência de problemas de saúde contribuiu para o desgaste emocional da influenciadora, que revelou estar abalada com a situação. Em um momento de sinceridade, ela contou que chegou a discutir com o marido, Thiago Nigro, devido à tensão acumulada.
 
 


Fonte: Jovem Pan

O “quase gol” de Mauro Silva na final de 94 poderia ter evitado prorrogação e pênaltis

Era um “sol para cada um” em Pasadena, na Califórnia, nos Estados Unidos, em 17 de julho de 1994. O Estádio Rose Bowl recebia quase 95 mil pessoas para a finalíssima da Copa. Brasil e Itália, dois tricampeões, brigavam pela inédita quarta estrela. A seleção, comandada pela dupla Parreira e Zagallo, desafiou os críticos e buscava voltar ao topo do mundo depois de vinte e quatro anos. 
O relógio marcava 30 minutos da etapa final e o drama e a agonia só aumentavam com o placar de zero a zero. Em uma das jogadas mais lembradas pela torcida até hoje, o “tanque” Mauro Silva chutou de longe com o pé direito. Pagliuca “bateu roupa”, a bola caprichosamente tocou a trave e voltou para as mãos do goleiro. Depois, ele beijou a luva e encostou os dedos na trave. Era uma espécie de “agradecimento” pela sorte que teve no lance. “Até hoje, cada vez que eu assisto aquele lance, eu torço para aquela bola entrar. Um dia ela vai entrar de tanto que eu torço […]. Eu digo que teria evitado muito sofrimento”, declara Mauro Silva. O ex-jogador brinca: “O Ricardo Rocha fala que ninguém iria me aguentar se eu tivesse marcado o gol do título”. 
O árbitro da Hungria encerrou o confronto dramático aos 16 minutos do segundo tempo da prorrogação para o desespero dos jogadores e dos torcedores. O Brasil finalizou 22 vezes, contra 6 da Itália. Em meio ao esgotamento físico e emocional, pela primeira vez na história, o título seria definido na cobrança de pênaltis. “Você definir uma Copa do Mundo nos pênaltis é extremamente duro. Dois meses antes, com o Bebeto no La Coruña, a gente tinha perdido o campeonato espanhol por causa de um pênalti”, pondera Mauro. Na disputa, a seleção levou a melhor: 3 a 2. A imagem de Roberto Baggio isolando a bola é marcante e lembrada pelos torcedores. O Brasil, finalmente, voltava a ser campeão do mundo.
O fato é que, em meio às críticas, a seleção se fechou ainda mais durante a campanha do tetra. Os exemplares dos jornais não entravam na concentração. “Os jornais foram proibidos de entrar na concentração por uma decisão do grupo. Estávamos bem tranquilos. Não existiam as redes sociais. As críticas nos uniram, entramos no campo de mãos dadas, o que motivou o grupo e ganhamos a Copa. Nenhuma seleção que não tem talento ou virtudes é capaz de ganhar uma Copa. Tinham críticas injustas que extrapolavam o lado profissional e invadiam o pessoal, mas era uma seleção madura e o futebol é resultado”, analisa Mauro Silva.
Nascido em São Bernardo do Campo, em São Paulo, em 12 de janeiro de 1968, o tetracampeão vestiu as camisas de Guarani, Bragantino e La Coruña, da Espanha. Mauro Silva ganhou chance na seleção ainda sob o comando de Paulo Roberto Falcão, que assumiu a equipe depois da derrota na Copa de 1990, na Itália. O ex-jogador é um dos gigantes da seleção de 1994. Com força física, raça e talento, o meio-campista foi brilhante durante todo o mundial. Além de ajudar a defesa, apoiava o ataque. 
E se ele tivesse marcado o gol do título? O brasileiro teria sofrido um pouco menos!
 


Fonte: Jovem Pan

Operação desarticula esquema de lavagem de dinheiro do PCC em prefeituras de SP

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta segunda-feira (27), a Operação Contaminatio, que investiga um esquema de infiltração criminosa em prefeituras do ABC Paulista e da Baixada Santista para lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Ao todo, seis pessoas foram presas durante a ação de hoje.
Além das prisões, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do estado de São Paulo, incluindo capital, Guarulhos, Santo André, Mairinque, Campinas, Ribeirão Preto e Santos. A operação também se estendeu para outros estados, com diligências em Goinânia e Aparecida de Goiânia (GO), Brasília (DF) e Londrina (PR).
As investigações são um desdobramento da Operação Decurio, realizada em agosto de 2024, quando foram apreendidos dispositivos eletrônicos que revelaram um complexo sistema de movimentação financeira ilícita. A partir da análise desse material e de dados de inteligência financeira, os policiais identificaram novas conexões com servidores públicos dentro de prefeituras, que facilitavam o esquema de lavagem de dinheiro.
Segundo as apurações, uma plataforma digital de pagamentos era utilizada para a geração de boletos e recolhimento de taxas municipais, permitindo que o grupo criminoso obtivesse recursos aparentemente lícitos e ocultasse valores provenientes do tráfico.
Em 2024, João Gabriel de Melo Yamawaki, apontado como dono da Fintech envolvida no esquema, já havia sido preso. Com base na evolução das investigações, a nova fase da operação foi deflagrada nesta segunda-feira.
Os policiais também identificaram a atuação de Adair Antônio de Freitas Meira, lobista conhecido no meio político, que teria atuado no financiamento de campanhas eleitorais para tentar eleger candidatos nas eleições de 2024, com o objetivo de favorecer os interesses do grupo criminoso. Ele já foi alvo do Ministério Público de Goiás num esquema de desvio de recursos da Universidade Federal do estado de R$ 10 milhões.
Além dele, foi preso Thiago Rocha de Paula, ex-vereador de Santo André (SP). De acordo com as investigações e apurações da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE), ele também atuava como articulador no esquema de lavagem de dinheiro.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Fabrício Intelizano, a operação resultou no bloqueio de R$ 513 milhões em bens e ativos ligados aos investigados. Há indícios de que o esquema possa ter conexões com pessoas do alto escalão que exerceram cargos no governo federal.
A coluna não conseguiu contato com as pessoas presas pela polícia e citadas nesta publicação. Por isso o espaço segue aberto para manifestação e atualização.
A Polícia Civil informou que, com base nas apreensões realizadas e nas prisões efetuadas nesta fase, as investigações devem avançar para identificar outros envolvidos e ampliar o alcance do esquema criminoso.


Fonte: Jovem Pan