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Governo define regras para cotas no acordo entre Mercosul e União Europeia

O governo federal definiu regras para a adoção de cotas de importação e exportação no acordo entre Mercosul e União Europeia em portarias publicadas nesta sexta-feira, primeiro dia de vigência provisória do tratado de livre comércio entre os dois blocos.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou em nota que a incidência de cotas é limitada a cerca de 4% das exportações e 0,3% das importações.
As cotas são limites de quantidade impostas a determinados produtos, seja para exportação ou para importação, dentro dos quais há incidência tarifária mais benéfica.
“Na prática, a maior parte do comércio entre Mercosul e União Europeia ocorrerá com redução ou eliminação integral de tarifas, sem restrições quantitativas”, destacou o MDIC.
No caso das importações, o ministério informou que produtos como veículos, lácteos, alho, preparações de tomate, chocolates e itens de confeitaria passam a seguir um modelo baseado na ordem de registro das licenças.
“Para garantir o uso da cota, o importador deverá vincular a licença à Declaração Única de Importação (Duimp) em até 60 dias, respeitados os limites por operação”, disse.
No caso das exportações, as cotas abrangem produtos tratados pelo governo como estratégicos, como carnes, açúcar, etanol, arroz, milho e derivados, além de itens como mel, ovos e bebidas como rum e cachaça. A distribuição segue o mesmo princípio de ordem de solicitação, observados os limites de cada cota.
Segundo a pasta, a divisão das cotas entre os países do Mercosul ainda está em negociação.


Fonte: Jovem Pan

Membro do Fed de Minneapolis abre possibilidade de aumentar taxas de juros

Um membro do Federal Reserve (Fed, banco central americano) afirmou, nesta sexta-feira (1º), que talvez seja necessário aumentar as taxas de juros caso as perturbações econômicas provocadas pela guerra no Oriente Médio sejam piores do que o previsto e alimentem a inflação.
“Um aumento da taxa de juros dos fundos federais poderia ser justificado, talvez até mesmo uma série de aumentos, mesmo correndo o risco de um maior enfraquecimento do mercado de trabalho”, afirmou o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, para justificar sua recusa em manter as taxas inalteradas.
Kashkari integrou o grupo de quatro dos doze membros do comitê que se afastaram do comunicado da instituição ao fim da reunião de política monetária de quarta‑feira.
Ele e outros dois membros apoiaram a decisão de manter as taxas inalteradas, mas não a orientação do banco de que um corte de juros seria seu próximo movimento mais provável. O quarto dissidente votou a favor de uma redução das taxas nessa reunião.
O Comitê Federal de Mercado Aberto, responsável por definir as taxas de juros, “deveria oferecer perspectivas de política monetária que indiquem que a próxima mudança nos juros poderia ser tanto uma redução quanto um aumento, dependendo de como a economia evoluir”, afirmou.
Kashkari citou como exemplo de ameaça os riscos envolvidos em um fechamento prolongado do Estreito de Ormuz devido ao conflito no Oriente Médio.
O Irã praticamente bloqueou essa via navegável, uma rota fundamental para o transporte de energia e fertilizantes, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel iniciados em 28 de fevereiro.
Isto provocou uma alta nos preços do petróleo, o que alimentou temores de uma disparada da inflação.
Em uma declaração separada, a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, afirmou: “Discordo do comunicado posterior à reunião porque não acredito que tenha sido apropriado incluir uma inclinação para a flexibilização em relação à trajetória futura da política monetária”.
bys/dw/dga/mar/yr-jc


Fonte: Jovem Pan

Ucrânia sofre recorde de ataques russos com drones em abril

A Rússia atacou a Ucrânia com um número recorde de drones de longo alcance em abril, segundo uma análise da AFP baseada em dados divulgados pelas forças aéreas ucranianas.
Moscou lançou 6.583 drones desse tipo em abril, ou seja, 2% a mais do que em março.
As negociações entre os beligerantes para pôr fim à guerra desencadeada pela invasão russa em 2022 estão estagnadas.
Nesse contexto, o exército russo multiplicou os ataques em plena luz do dia, quando até agora os concentrava à noite.
A Ucrânia considera isso uma tática para causar o máximo número de vítimas civis em uma guerra que já deixou dezenas de milhares de mortos.
O número de mísseis lançados por Moscou, 141, também aumentou 2% em comparação com o mês anterior, mas é inferior aos 288 de fevereiro.
Segundo os dados da força aérea ucraniana, 88% dos drones e mísseis foram interceptados.
Kiev desenvolveu sua gama de drones desde o início da guerra e ostenta a eficácia de seus drones interceptadores.
Alguns países do Golfo também usaram esses dispositivos contra drones Shahed lançados pelo Irã em represália à recente ofensiva israelense-americana.
“A nova tática da Rússia de associar um vasto ataque noturno a um ataque diurno igualmente vasto provavelmente causará um aumento das vítimas civis”, avaliou em abril o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW).
O objetivo da Rússia pode ser mirar mais “em civis e infraestruturas civis, especialmente em zonas públicas e abertas, sobretudo agora que as temperaturas sobem e pode haver mais ucranianos do lado de fora”, acrescenta o centro de estudos americano.
Para Pavlo Palisa, vice-chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodimir Zelensky, esses ataques durante o dia têm como objetivo “aterrorizar os civis” após os devastadores bombardeios de Moscou contra infraestruturas energéticas durante o inverno, que deixaram centenas de milhares de lares sem água, eletricidade e aquecimento.
“Também há um aspecto econômico. Os ataques maciços em plena jornada de trabalho paralisam em grande medida a atividade”, declarou a jornalistas no início de abril.
A Rússia sustenta que só ataca alvos militares.


Fonte: Jovem Pan

Petrobras eleva querosene de aviação em 18% a partir desta sexta

A Petrobras PETR3.SA elevará o preço médio de venda de querosene de Aviação (QAV) a distribuidoras em 18% a partir de 1º de maio, informou a companhia em nota nesta sexta-feira citando um “contexto excepcional causado por questões geopolíticas”.
O aumento da Petrobras corresponde a um acréscimo de R$1,00 por litro em relação ao preço do mês anterior.
O comunicado aponta ainda que a Petrobras seguirá disponibilizando ao mercado uma opção de parcelamento de parte do reajuste em seis vezes, com a primeira parcela a ser paga em julho de 2026.
“Essa medida visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado”, completou.
Os preços do petróleo vêm subindo desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã no fim de fevereiro, o que resultou no fechamento do Estreito de Ormuz e na interrupção do transporte de cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
Os ajustes do QAV da Petrobras ocorrem todo começo de mês, conforme previsto em contratos.


Fonte: Jovem Pan

Quaest mostra empate técnico entre 4 pré-candidatos na disputa pelo governo do Espírito Santo

Paulo Hartung (PSD), Ricardo Ferraço (MDB), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Magno Malta (PL)
Montagem/g1
Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (30) mostra como está a disputa para o governo do Espírito Santo. São quatro cenários de 1º turno, com cinco pré-candidatos em diferentes combinações.
No cenário 1, que inclui o ex-governador Paulo Hartung (PSD) e mais quatro candidatos, há um empate técnico entre ele e Lorenzo Pazolini (Republicanos), Ricardo Ferraço (MDB) e Magno Malta (PL).
Nos demais cenários, sem Hartung, quem aparece à frente numericamente é Ricardo Ferraço, com percentuais que vão de 24% a 32%.
Cenário 1, com os 5 pré-candidatos
Paulo Hartung (PSD): 19%
Lorenzo Pazolini (Republicanos): 18%
Ricardo Ferraço (MDB): 15%
Magno Malta (PL): 15%
Helder Salomão (PT): 7%
Indecisos: 17%
Branco/nulo/não vai votar: 9%
Quaest no Espírito Santo, 1º turno, cenário 1
Juan Silva/Arte g1
Cenário 2, sem Hartung
Ricardo Ferraço (MDB): 24%
Lorenzo Pazolini (Republicanos): 20%
Magno Malta (PL): 18%
Helder Salomão (PT): 8%
Indecisos: 17%
Branco/nulo/não vai votar: 13%
Quaest no Espírito Santo, 1º turno, cenário 2
Juan Silva/Arte g1
Cenário 3, sem Hartung e Pazolini
Ricardo Ferraço (MDB): 32%
Magno Malta (PL): 24%
Helder Salomão (PT): 10%
Indecisos: 16%
Branco/nulo/não vai votar: 18%
Quaest no Espírito Santo, 1º turno, cenário 3
Juan Silva/Arte g1
Cenário 4, sem Hartung e Magno Malta
Ricardo Ferraço (MDB): 32%
Lorenzo Pazolini (Republicanos): 24%
Helder Salomão (PT): 9%
Indecisos: 18%
Branco/nulo/não vai votar: 17%
Quaest no Espírito Santo, 1º turno, cenário 4
Juan Silva/Arte g1
O levantamento foi encomendado pela TV Gazeta e ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 24 e 28 de abril.
A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Para 60% dos eleitores do Espírito Santo, a escolha do voto para governador ainda pode mudar. Outros 38% consideram a decisão definitiva.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Simulações de 2º turno
A pesquisa inclui também seis simulações de 2º turno. Veja os números:
Cenário 1
Ricardo Ferraço (MDB): 32%
Lorenzo Pazolini (Republicanos): 31%
Indecisos: 19%
Branco/nulo/não vai votar: 18%
Quaest no Espírito Santo, 2º turno, cenário 1
Juan Silva/Arte g1
Cenário 2
Lorenzo Pazolini (Republicanos): 43%
Helder Salomão (PT): 14%
Indecisos: 21%
Branco/nulo/não vai votar: 22%
Quaest no Espírito Santo, 2º turno, cenário 2
Juan Silva/Arte g1
Cenário 3
Lorenzo Pazolini (Republicanos): 37%
Magno Malta (PL): 28%
Indecisos: 17%
Branco/nulo/não vai votar: 18%
Quaest no Espírito Santo, 2º turno, cenário 3
Juan Silva/Arte g1
Cenário 4
Ricardo Ferraço (MDB): 38%
Magno Malta (PL): 28%
Indecisos: 17%
Branco/nulo/não vai votar: 17%
Quaest no Espírito Santo, 2º turno, cenário 4
Juan Silva/Arte g1
Cenário 5
Paulo Hartung (PSD): 36%
Ricardo Ferraço (MDB): 27%
Indecisos: 18%
Branco/nulo/não vai votar: 19%
Quaest no Espírito Santo, 2º turno, cenário 5
Juan Silva/Arte g1
Cenário 6
Paulo Hartung (PSD): 37%
Lorenzo Pazolini (Republicanos): 29%
Indecisos: 17%
Branco/nulo/não vai votar: 17%
Quaest no Espírito Santo, 2º turno, cenário 6
Juan Silva/Arte g1
Índices de rejeição de cada pré-candidato
Magno Malta (PL): 46%
Paulo Hartung (PSD): 36%
Helder Salomão (PT): 33%
Ricardo Ferraço (MDB): 31%
Lorenzo Pazolini (Republicanos): 23%
Quem são os candidatos que aparecem na pesquisa
Até 15 de agosto, os partidos podem registrar candidaturas na Justiça Eleitoral. Nesse período, nomes estão sendo lançados pelas siglas como pré-candidaturas.
Magno Malta
O senador pelo PL tem nome de batismo Magno Pereira Malta, nasceu em 16 de outubro de 1957 e é natural de Macarani, no estado da Bahia. Formado em teologia, Magno Malta tem três filhas e também é músico e pastor.
Paulo Hartung
Paulo César Hartung Gomes é um economista e político brasileiro, reconhecido principalmente por ter governado o estado do Espírito Santo por três mandatos (2003-2010 e 2015-2018). Ele é filiado ao Partido Social Democrático (PSD).
Lorenzo Pazolini
Lorenzo Pazolini (Republicanos) já foi auditor do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TC-ES) e teve carreira na Polícia Civil do estado antes de entrar para a vida política. Lorenzo Pazolini é casado, formado em Direito e pós-graduado em Segurança Pública.
Ricardo Ferraço
Ricardo de Rezende Ferraço (MDB) é atual vice-governador do Espírito Santo, assumindo o governo interinamente com a saída de Renato Casagrande. Já teve mandatos como senador (2011-2019), deputado federal e estadual.
Helder Salomão
Helder Salomão é professor e político, e desde 1982, faz parte do Partido dos Trabalhadores (PT). Nascido em Governador Lindenberg, com 11 anos de idade, mudou-se para Cariacica, cidade da Grande Vitória que administrou por dois mandatos consecutivos (2004-2012).
Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo
Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo


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g1 > Política

No Dia do Trabalhador, Lula cita queda no desemprego, ampliação da licença-paternidade e redução do IR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou as redes sociais neste sábado (1º), para celebrar o Dia do Trabalhador, apresentando um balanço das ações de seu governo.
Lula destacou, entre as medidas, a isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais, além da redução do tributo para faixas salariais de até R$ 7.350. O petista também citou a redução do desemprego e da inflação.
“Temos a menor inflação acumulada em quatro anos da história do Brasil, a menor taxa de desemprego, e o rendimento médio dos trabalhadores é o maior da história do Brasil”, disse Lula na postagem.
Lula também declarou que o governo tem compromisso com a valorização real do salário mínimo e a antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas, medida que tem sido adotada anualmente em sua gestão como forma de injetar recursos na economia.
Vídeos em alta no g1
O presidente destacou ainda a aprovação da ampliação da licença-paternidade, que visa a uma maior participação masculina nos cuidados com recém-nascidos.
A ampliação será feita de forma gradual. A licença passará dos atuais cinco dias para:
10 dias em 2027;
15 dias em 2028;
20 dias em 2029.
No setor de energia e assistência, o petista mencionou a isenção da conta de luz para famílias de baixa renda e o programa que garante botijão de gás de cozinha para a população vulnerável.
Pronunciamento do presidente Lula sobre o 1º de Maio
Reprodução


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g1 > Política

Bruno Bolsonaro Scheid (PL) ouve demandas da população durante agenda em Nova Brasilândia do Oeste

Pré-candidato esteve ao lado do vereador Jackson Leitte (PL), visitou produtores, comércio local e reforçou discurso direto com a população

O pré-candidato ao Senado por Rondônia, Bruno Bolsonaro Scheid (PL), cumpriu agenda no município de Nova Brasilândia do Oeste (RO), onde se reuniu com produtores rurais, comerciantes e lideranças locais. Acompanhado do vereador Jackson Leitte (PL), Scheid percorreu diferentes pontos da cidade, incluindo uma caminhada pelo comércio e encontros diretos com moradores.

Durante a visita, o pré-candidato também esteve na Associação Comercial e Empresarial do município, onde dialogou com empreendedores e ouviu demandas do setor produtivo. Nova Brasilândia do Oeste tem sua economia fortemente baseada no agronegócio, com destaque para a pecuária de corte e leite, além da produção agrícola de café, milho e soja — atividades que sustentam grande parte da economia local e movimentam o comércio da região.

Em contato direto com trabalhadores e comerciantes, Scheid destacou a importância de valorizar quem está na base da economia.

“Isso aqui que vale a pena. Fora isso aqui, meu irmão, esquece. E aí eu vou aqui falar bonitinho, fazer um linguajar que não representa esse cara que está aqui, preparando o comércio dele para a noite”, afirmou ao observar a rotina de um comerciante local.

Ao longo da caminhada, o pré-candidato reforçou seu estilo direto e afirmou que sua atuação política não será baseada em discursos ensaiados. “É por causa de caras como esse aqui que a gente tem que sair de casa. Não tenho condição de montar um personagem, não vou montar”, declarou.

Em outro momento, completou: “Ah, não gosto dele porque ele fala tal coisa. Não me importo. Eu vou agradar, sabe quem? Quem quer segurança, quem quer saúde, quem quer menos imposto, quem quer vida decente. Vagabundo não vai gostar do meu discurso mesmo, não, chapa”.

A agenda também incluiu visita ao pastor Sidney, da Assembleia de Deus, onde Scheid participou de um momento de fé e diálogo.

Além disso, concedeu entrevista à rádio local, Parecis FM 88.3, onde apresentou suas propostas para o estado de Rondônia e comentou temas nacionais, ampliando o tom crítico em relação a pautas ideológicas.

“O pessoal da esquerda, Jackson, fala que um bebê no útero da mãe ainda não é uma pessoa, um homem ou uma mulher. Mas fala que um homem vestido de mulher é mulher. Não dá pra entender o pensamento dessa galera ou não? Vamos mudar o pensamento aí, pessoal”, afirmou.

A visita reforça a estratégia do pré-candidato de intensificar presença no interior do estado, aproximando-se de setores produtivos e da população.

Em um município onde o agronegócio é motor econômico e símbolo de desenvolvimento, o discurso de valorização do produtor rural e do trabalhador local ganha espaço, ao mesmo tempo em que evidencia o tom crítico e ideológico adotado por Scheid em sua pré-campanha.

Dia do Trabalho: vereador destaca que brasileiro trabalha até 5 meses por ano para pagar impostos

Durante o Dia do Trabalho, uma reflexão sobre a carga tributária no Brasil voltou ao centro do debate após posicionamento do vereador Amarilson Carvalho, que chamou atenção para o impacto direto dos impostos no tempo de trabalho da população. Segundo ele, o brasileiro médio trabalha entre 147 e 150 dias por ano — o equivalente a quase cinco meses — apenas para arcar com tributos federais, estaduais e municipais antes mesmo de começar a gerar renda para si próprio.

A observação reforça um tema recorrente no cenário econômico nacional: o peso da tributação sobre o trabalhador e a percepção de retorno dos serviços públicos. Especialistas apontam que a arrecadação é essencial para garantir o funcionamento do Estado, incluindo áreas como saúde, segurança e infraestrutura, mas destacam que a eficiência na aplicação desses recursos continua sendo alvo de questionamentos por parte da sociedade.

Em análises mais amplas, a relação entre contribuinte e Estado também é interpretada sob uma perspectiva histórica, sendo frequentemente comparada a modelos de organização em que há transferência de riqueza em troca de proteção e ordem. No contexto atual, essa dinâmica se manifesta por meio da cobrança de impostos e da expectativa de contrapartida em serviços e políticas públicas.

Para Amarilson Carvalho, o dado sobre o tempo dedicado ao pagamento de tributos evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre equilíbrio fiscal e qualidade do gasto público. A discussão, que ganha força em datas simbólicas como o Dia do Trabalho, permanece como um dos principais pontos de atenção no cenário político e econômico do país.

TSE rejeita recurso e confirma cassação de Silvia Waiãpi, ex-deputada indígena apoiadora de Bolsonaro

Silvia Waiãpi durante audiência na Câmara sobre concessão de hidrovias
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, nesta quinta-feira (30), o recurso apresentado pela ex-deputada federal Sílvia Nobre Lopes (PL-AP), bolsonarista conhecida como Silvia Waiãpi, contra a cassação de mandato. A decisão foi por unanimidade.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amapá por usar verbas públicas de campanha em procedimento estético durante as Eleições de 2022.
A representação contra ela descrevia que ela teria usado R$ 9 mil dos recursos destinados à campanha de 2022 para pagar uma harmonização facial em um consultório odontológico em Macapá.
A decisão do TSE confirmou o entendimento do TRE do Amapá. O tribunal determinou a nulidade da votação recebida por Silvia Waiãpi, a retotalização dos votos e novos cálculos dos quocientes eleitoral e partidário para o cargo.
O plenário do TSE constatou que, para encobrir o procedimento estético pago com dinheiro público, a ex-deputada falsificou nota fiscal para simular um gasto eleitoral inexistente, a fim de frustrar a atividade de fiscalização da Justiça Eleitoral.
Isso levou a Procuradoria-Geral da República (PGR) a propor uma representação contra a política por gasto ilícito de campanha.
Vídeos em alta no g1
Voto do relator
Para o relator do caso no TSE, ministro André Mendonça, Silvia Waiãpi usou recursos provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (FEFC) para custear despesa pessoal, consistente em um procedimento estético no valor de R$ 9 mil.
Ele informou que também ficou comprovada a emissão de nota fiscal com o objetivo de conferir aparência de legalidade ao gasto ilícito, o que demonstra afronta expressa à moralidade administrativa e à transparência eleitoral.
André Mendonça relatou, ainda, que a apropriação, pela candidata, de recursos públicos oriundos do fundo para a realização de despesa pessoal ofende diretamente a integridade moral do processo eleitoral e compromete a própria legitimidade do mandato obtido nas urnas.
“Tal conduta evidencia a não adequação da gestão de recursos públicos, cuja administração responsável e orientada à finalidade legal deve constituir atributo inerente ao exercício de qualquer função pública, especialmente a parlamentar”, comentou.
O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, em sua sustentação oral, afirmou que, após a regular instrução do processo no TRE, ficou comprovado, por meio de documentos e testemunhas, que a parlamentar utilizou indevidamente recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.


Fonte:

g1 > Política

Em nota, Brasil e Espanha condenam detenção de cidadãos por Israel e exigem libertação imediata

Os governos do Brasil e da Espanha divulgaram uma nota conjunta nesta sexta-feira (1º) condenando a detenção de um brasileiro e um espanhol por forças de Israel. O incidente ocorreu em águas internacionais, na altura da Grécia, segundo o comunicado.
Segundo a nota, os cidadãos faziam parte da flotilha Samud. As embarcações, segundo o documento, foram abordadas por militares israelenses em uma operação fora de sua jurisdição territorial.
Diferente dos demais passageiros e tripulantes, que foram liberados e desembarcados na ilha de Creta após a interceptação, os dois cidadãos permanecem sob custódia do Governo de Israel.
‘Afronta ao Direito Internacional’
Na nota, o Itamaraty e o Ministério de Assuntos Exteriores da Espanha classificaram a detenção como uma ação flagrantemente ilegal. Os países argumentam que o episódio:
Configura uma afronta ao Direito Internacional;
É passível de ação em cortes internacionais;
Representa um delito nas jurisdições nacionais de ambos os países.
Países cobram ‘retorno imediato’
Brasil e Espanha exigem o “retorno imediato” dos cidadãos com plenas garantias de segurança.
Além disso, os governos cobram que Israel facilite o acesso consular imediato para garantir a assistência e proteção dos detidos.


Fonte:

g1 > Política