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Paulo Dantas sorteia 50 Pix de R$ 200 e diz que valor foi ‘presente do senador Renan e do governador’

Paulo Dantas sorteia Pix em evento e diz que foi ‘presente’
O governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), fez um sorteio de 50 transferências via Pix no valor de R$ 200 durante uma festa de Dia das Mães em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. O evento foi realizado no domingo (10) e contou também com a presença do senador Renan Calheiros (MDB).
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o governador conduzindo o sorteio durante o evento promovido pela Prefeitura de Rio Largo. Ao lado do prefeito Pedro Carlos (PP) e do vice-prefeito Peterson Henrique (PP), Paulo Dantas afirmou que o valor seria um “presente” dele e do senador. (Assista acima)
“Quem gosta de Pix aí, levanta a mão […] Vocês vão ganhar, também, presente do senador Renan e do governador Paulo Dantas. Queremos que muita gente seja prestigiada e contemplada. Então, nós vamos distribuir para vocês 50 Pix de R$ 200”, declarou o governador durante o evento.
A programação fez parte do “Sorteio das Mães 2026”, realizado pela prefeitura do município. Segundo a organização, mais de 170 prêmios foram sorteados para moradoras da cidade.
Entre os itens distribuídos estavam geladeiras, fogões, televisores, celulares, camas box, sofás, guarda-roupas, eletrodomésticos e uma motocicleta zero quilômetro.
O que diz o governo
Em nota enviada ao g1, a Secretaria de Estado da Comunicação informou que a iniciativa teve “caráter estritamente pessoal e privado”, sem relação com a agenda oficial do Governo de Alagoas.
Ainda segundo o governo estadual, não houve uso de recursos públicos, servidores ou estruturas vinculadas ao Estado. A nota também afirmou que a ação não teve vínculo com pedido de votos, atividade eleitoral ou utilização da máquina pública.
“O governador Paulo Dantas exerceu um direito individual, utilizando recursos próprios, dentro dos limites estabelecidos pela legislação vigente”, informou a secretaria, em trecho da nota.
Senador Renan Filho (MDB) e o prefeito de Rio Largo, Pedro Paulo (PP).
Reprodução/Redes sociais
Apesar de não poder disputar a reeleição, Paulo Dantas deve apoiar a candidatura do senador Renan Filho (MDB) ao governo de Alagoas em 2026. O parlamentar esteve em Rio Largo no sábado (9), um dia antes do evento do Dia das Mães, para lançar a caravana política “Pra Fazer História de Novo”.
Durante agenda na cidade, Renan Filho apareceu em vídeos ao lado do prefeito Pedro Carlos e apoiadores.
“Obrigado ao prefeito Carlos pela recepção e a cada apoiador que fortaleceu esse primeiro grande momento do dia.”, afirmou o senador em publicação nas redes sociais.
A reportagem procurou as assessorias de Rio Largo e de Renan Filho, mas não recebeu retorno até a última atualização desta matéria.
Governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), em festa de Dia das Mães em Rio Largo.
Reprodução/Redes sociais


Fonte:

g1 > Política

Asfixia financeira, reforço de prisões e mais: veja os detalhes do programa nacional contra o crime organizado

O governo federal lançou nesta terça-feira (12) o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, uma estratégia nacional voltada ao enfrentamento de facções criminosas, combate à lavagem de dinheiro, reforço da segurança em presídios e ampliação das ações contra o tráfico de armas e os homicídios.
A iniciativa prevê R$ 1,06 bilhão em investimentos já neste ano de 2026. O pacote também inclui uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para que estados, municípios e o Distrito Federal possam financiar ações e equipamentos na área de segurança pública.
A ideia é integrar ações entre União, estados e municípios para reprimir a atuação das organizações criminosas e também a estrutura financeira e logística das facções (veja detalhes abaixo).
Vídeos em alta no g1
Durante a cerimônia de lançamento, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a importância de apenas a polícia ter acesso a armas no Brasil.
“A questão das armas, quem tem que portar armas é a polícia que é profissional, arma é um perigo, única política de segurança do mandato anterior era liberar arma, liberar armas, e isso acaba na mão do crime organizado”, afirmou.
Como o programa foi dividido:
combate financeiro às facções;
reforço da segurança em presídios;
investigação de homicídios;
combate ao tráfico de armas e explosivos.
Presidente Lula nos Estados Unidos
Jornal Nacional/ Reprodução
Quanto será investido
Dos R$ 1,06 bilhão previsto para 2026, os recursos serão distribuídos da seguinte forma:
R$ 388,9 milhões para combate financeiro às facções;
R$ 330,6 milhões para o sistema prisional;
R$ 201 milhões para investigação de homicídios;
R$ 145,2 milhões para combate ao tráfico de armas.
Além disso, o governo anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para financiar a compra de equipamentos.
Os recursos poderão ser usados para aquisição de:
viaturas;
drones;
câmeras corporais;
sistemas de videomonitoramento;
scanners corporais;
bloqueadores de celular;
equipamentos periciais;
sistemas de radiocomunicação;
embarcações;
reforma de presídios.
Eixos do programa
1) Combate ao dinheiro do crime
Mira a estrutura financeira das organizações criminosas, como, por exemplo, a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio.
Entre as medidas previstas estão:
criação de uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nacional;
fortalecimento das Ficcos estaduais;
ampliação dos Comitês Integrados de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (Cifras);
aumento dos leilões de bens apreendidos.
A intenção é realizar com periodicidade, operações integradas, além de instalar novos núcleos de investigação financeira nos estados.
O governo também prevê compra de tecnologias capazes de extrair dados de celulares e outros dispositivos usados em investigações.
2) Segurança máxima em presídios
A intenção é impedir que facções continuem atuando de dentro das prisões. A principal medida é a implantação de um padrão de segurança máxima em 138 unidades prisionais consideradas estratégicas. O plano prevê compra de:
drones;
scanners corporais;
detectores de metais;
bloqueadores de celulares;
aparelhos de raio X;
georradares;
sistemas de áudio e vídeo;
veículos.
O objetivo é aproximar a estrutura dos presídios estaduais do modelo usado no sistema penitenciário federal.
Também está prevista a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP), para integrar informações do sistema prisional em todo o país.
Além disso, a proposta prevê operações para retirada de celulares, armas e drogas das unidades prisionais, além de treinamento de agentes penitenciários e padronização de protocolos de segurança.
3) Investigação de homicídios
Ações voltadas para esclarecimento de homicídios. Entre as medidas estão:
fortalecimento das polícias científicas;
modernização dos Institutos Médico-Legais (IMLs);
ampliação da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos;
integração do Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab).
Para esse eixe deve haver distribuição de equipamentos como:
comparadores balísticos;
equipamentos de DNA;
freezers científicos;
viaturas refrigeradas;
mesas de necropsia;
kits de coleta de material biológico;
cromatógrafos.
4) Combate ao tráfico de armas
Nesse contexto, a meta do governo é desarticular as rotas de tráfico e reduzir o abastecimento de armas para facções criminosas.
O programa prevê:
criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas (Renarm);
fortalecimento do Sistema Nacional de Armas (Sinarm);
operações integradas de fiscalização;
reforço no rastreamento de armas e munições;
cooperação técnica para identificar a origem de armamentos.
Também estão previstos investimentos em:
viaturas blindadas e semiblindadas;
drones;
embarcações;
rastreadores veiculares;
equipamentos táticos;
notebooks e computadores de alta performance;
helicópteros locados para operações.


Fonte:

g1 > Política

Alan Rick alerta para avanço da violência nas escolas após ataque no Acre

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (12), o senador Alan Rick (Republicanos-AC) prestou homenagem às duas servidoras mortas no ataque no Instituto São José, em Rio Branco, na semana passada. Ele enfatizou que as vítimas tentavam proteger os alunos durante a ação de um adolescente de 13 anos, responsável pelos disparos dentro da escola.
— Alzenir Pereira da Silva, conhecida carinhosamente como tia Zena, avó, mãe, esposa, 53 anos de idade, uma presença conhecida por toda a comunidade escolar; a Raquel Sales Feitosa tinha 36 anos, uma vida inteira pela frente, cursava enfermagem, tinha planos, sonhava em crescer profissionalmente, tinha tantos projetos que foram ceifados. As duas foram assassinadas de forma brutal por esse adolescente de 13 anos. Não estamos aqui diante de um fato isolado, mas de um assustador e silencioso, muitas vezes, aumento da violência nas nossas escolas — disse.
O parlamentar também apresentou dados sobre o crescimento dos casos de violência escolar no Brasil. Segundo ele, os números somam mais de 13 mil ocorrências em 2023, com reflexos diretos na rotina de alunos, professores e famílias.
O senador afirmou que o enfrentamento exige medidas que vão além da estrutura física. Ele defendeu o fortalecimento do apoio psicológico, a presença das famílias nas escolas e a valorização dos educadores. Também citou projetos apresentados por ele para tratar do tema, como o projeto de lei (PL 708/2015), que avançou na Câmara dos Deputados, mas não foi concluído, e o projeto de lei (PL 2.036/2023), aprovado no Senado e ainda em tramitação.
— O Acre hoje chora por tia Zena e por tia Raquel, e essa dor não pertence apenas ao estado do Acre, mas a todo o povo brasileiro e a todos aqueles que perderam entes queridos em ataques nas escolas deste país. E é por isso que faço um apelo sincero aos colegas parlamentares desta Casa: que possamos tratar a segurança escolar como prioridade nacional. Estamos falando de 3,7 mil casos em 2013 para mais de 13 mil casos em 2023. Precisamos agir antes da próxima tragédia.


Fonte: Senado Federal

O que é a ‘taxa das blusinhas’, que Lula cancelou após quase dois anos?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o fim da chamada taxa das blusinhas. O termo é utilizado para se referir ao programa Remessa Conforme, que passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.
A partir de quarta-feira (13), as compras até este valor não pagarão imposto, de acordo com o Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda. A mudança foi realizada em uma Medida Provisória (MP) que será publicada no “Diário Oficial da União”.
A cobrança foi iniciada em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional e sancionada por Lula. Empresas brasileiras que competem com os produtos importados defendiam a manutenção da taxa.
Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão em imposto de importação com as encomendas internacionais, segundo a Secretaria da Receita Federal.
Isso representa um crescimento de 25% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,43 bilhão. Também representa novo recorde para janeiro a abril.
Vídeos em alta no g1
➡️ Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme.
Além do imposto de importação, dez estados elevaram sua tributação, por meio do ICMS, também para 20%, com validade em abril do ano passado.
🔎 A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online.
➡️ À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como “irracional”. A medida foi defendida pela indústria brasileira.
➡️ Na última semana, entretanto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que o fim da chamada “taxa das blusinhas” está em discussão dentro do governo.
“Hoje oposição tem trazido o tema de volta. Dentro do governo, há ministros que defendem que reveja [a taxa das blusinhas]. A gente tem que fazer o debate racional. Eu não tenho tabu em relação aos temas, desde que a gente preserve os avanços que a gente atingiu. O programa Remessa Conforme é algo que eu não abro mão. Está sendo discutido [o fim da taxa das blusinhas]”, declarou Durigan.
➡️ Controversa, a “taxa das blusinhas” é reprovada por parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais. Críticos argumentam que turistas de viagens internacionais têm vantagem ao não recolher o tributo.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Ricardo Stuckert/PR
Setor produtivo defende o imposto
➡️ A manutenção da “taxa das blusinhas” foi defendida pelo vice-presidente da República, e então ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, para defender a indústria nacional de produtos de baixo valor.
Em manifesto, representantes dos setores produtivos, do comércio e varejistas também defenderam sua permanência. Eles disseram que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor.
“O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real”, diz o manifesto.
Ajuda para contas públicas
A “taxa das blusinhas” também tem rendido recursos aos cofres públicos, ajudando a equipe econômica a buscar as metas para as contas públicas.
Em 2025, por exemplo, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, novo recorde.
Nos quatro primeiros meses deste ano, avançou para R$ 1,78 bilhão, superando o valor registrado no mesmo período do ano passado.
A alta na arrecadação ajuda o governo a tentar atingir a meta fiscal deste ano, que é de um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.
De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.
Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões
O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).
Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60 bilhões neste ano.
Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Fonte:

g1 > Política

BC comunica vazamento de dados de 46 chaves PIX de clientes da Credifit Sociedade de Crédito

O Banco Central (BC) informou que ocorreu um incidente segurança com dados pessoais vinculados a chaves PIX de 46 pessoas com conta na Credifit Sociedade de Crédito, em razão de “falhas pontuais em sistemas dessa instituição”.
De acordo com comunicado do BC divulgado na última sexta-feira (9), não foram expostos dados sensíveis, tais como senhas, informações de movimentações ou saldos financeiros em contas transacionais, ou quaisquer outras informações sob sigilo bancário.
“As informações obtidas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras”, acrescentou o Banco Central.
O BC explicou, ainda, que as pessoas que tiveram seus dados cadastrais obtidos a partir do incidente serão notificadas exclusivamente por meio do aplicativo ou pelo internet banking de sua instituição de relacionamento.
Vídeos em alta no g1
“Nem o BC nem as instituições participantes usarão quaisquer outros meios de comunicação aos usuários afetados, tais como aplicativos de mensagens, chamadas telefônicas, SMS ou e-mail”, informou o Banco Central.
O Banco Central informou, ainda, que foram adotadas as ações necessárias para a apuração detalhada do caso e serão aplicadas as medidas sancionadoras previstas na regulação vigente.
Dados pessoais vinculados a chaves PIX de 46 pessoas com conta na Credifit Sociedade de Crédito foram afetados
Marcello Casal Jr/Agência Brasil


Fonte:

g1 > Política

Lula anuncia fim da taxa das blusinhas; compras internacionais de até U$ 50 não pagarão imposto

O governo federal anunciou o fim da chamada taxa das blusinhas. O termo é utilizado para se referir ao programa Remessa Conforme, que passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.
A partir de quarta-feira (13), as compras até este valor não pagarão imposto, de acordo com o Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda.
A mudança foi realizada em uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que será publicada no “Diário Oficial da União”.
A cobrança foi iniciada em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional e sancionada por Lula. Empresas brasileiras que competem com os produtos importados defendiam a manutenção da taxa.
Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão em imposto de importação com as encomendas internacionais, segundo a Secretaria da Receita Federal.
Isso representa um crescimento de 25% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,43 bilhão. Também representa novo recorde para janeiro a abril.
Vídeos em alta no g1
➡️ Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme.
Além do imposto de importação, dez estados elevaram sua tributação, por meio do ICMS, também para 20%, com validade em abril do ano passado.
🔎 A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online.
➡️ À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como “irracional”. A medida foi defendida pela indústria brasileira.
➡️ Na última semana, entretanto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que o fim da chamada “taxa das blusinhas” está em discussão dentro do governo.
“Hoje oposição tem trazido o tema de volta. Dentro do governo, há ministros que defendem que reveja [a taxa das blusinhas]. A gente tem que fazer o debate racional. Eu não tenho tabu em relação aos temas, desde que a gente preserve os avanços que a gente atingiu. O programa Remessa Conforme é algo que eu não abro mão. Está sendo discutido [o fim da taxa das blusinhas]”, declarou Durigan.
➡️ Controversa, a “taxa das blusinhas” é reprovada por parte dos consumidores brasileiros principalmente por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais. Críticos argumentam que turistas de viagens internacionais têm vantagem ao não recolher o tributo.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Ricardo Stuckert/PR
Setor produtivo defende o imposto
➡️ A manutenção da “taxa das blusinhas” foi defendida pelo vice-presidente da República, e então ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, para defender a indústria nacional de produtos de baixo valor.
Em manifesto, representantes dos setores produtivos, do comércio e varejistas também defenderam sua permanência. Eles disseram que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor.
“O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real”, diz o manifesto.
Ajuda para contas públicas
A “taxa das blusinhas” também tem rendido recursos aos cofres públicos, ajudando a equipe econômica a buscar as metas para as contas públicas.
Em 2025, por exemplo, a Receita Federal arrecadou R$ 5 bilhões com esse imposto, novo recorde.
Nos quatro primeiros meses deste ano, avançou para R$ 1,78 bilhão, superando o valor registrado no mesmo período do ano passado.
A alta na arrecadação ajuda o governo a tentar atingir a meta fiscal deste ano, que é de um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.
De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.
Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões
O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais).
Com a banda em torno da meta fiscal e abatimentos legais, a previsão oficial do governo é de que suas contas tenham um déficit de quase R$ 60 bilhões neste ano.
Se os números se confirmarem, as contas do governo devem ficar negativas durante todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Fonte:

g1 > Política

Deputado Marcelo Queiroz se associou à causa animal para se beneficiar de esquema de fraudes de quase R$ 200 milhões, diz PF

PF realiza operação contra desvio de emendas parlamentares
A Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter reunido indícios de que o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) se associou a causa animal para se beneficiar de um suposto esquema de fraude em licitações.
Queiroz foi alvo da Operação Castratio, deflagrada no Rio de Janeiro nesta terça-feira (12), acusado de integrar um esquema de fraudes, peculato e lavagem de dinheiro relacionado à contratação de uma empresa de castração de animais via governo estadual.
Segundo a PF, as irregularidades comecaram no período em que Queiroz chefiou a secretaria.
“É importante frisar, desde já, que ao longo desses últimos anos, o engajamento do político com a causa animal foi decorrente, principalmente, desses contratos fraudados, gerando votos e prestígio”, diz a corporação.
Em nota, a defesa do deputado Marcelo Queiroz afirma que “a tentativa de vincular a imagem do deputado a problemas do Governo do Estado se originou com alegações infundadas no período eleitoral da sua candidatura a prefeito em 2024, quando não aceitou apoiar o candidato do ex- governador do estado do Rio de Janeiro” (veja na íntegra mais abaixo).
Contratos chegam a R$ 200 milhões
Na decisão que autorizou a ação, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pontua que as fraudes estão ligadas à empresa Consuvet—Soluções em Saúde Animal (entenda mais abaixo).
A decisão destaca que Queiroz ocupava o cargo de secretário na pasta “justamente no período no qual se iniciaram as fraudes licitatórias em favor da empresa”. Os investigadores também apontam relação de assessores do então secretário com o esquema de fraudes.
De acordo com a PF, a Consuvet não tinha “sequer estrutura compatível com a dimensão dos primeiros contratos firmados”. Mas, entre 2021 e 2023, fechou acordos para prestação de serviços de quase R$ 200 milhões, dos quais R$ 35 milhões já haviam sido pagos.
“Constituída em julho de 2021, com capital social de apenas R$ 20 mil e sem filiais, firmou, nos quatro meses seguintes, acordos com a SEAPPA que somam mais de R$ 8,3 milhões. Se contados os contratos celebrados até 2023, o montante ultrapassa os R$ 193 milhões”, destaca a decisão.
A investigação também aponta que foram autorizados aditivos contratuais que aumentaram de forma significativa os valores pagos à Consuvet, sem justificativa técnica.
Além disso, o patrimônio de Queiroz teria crescido cerca de 665% no período, com base em declarações apresentadas à Justiça Eleitoral.
Mesmo após deixar a secretaria para assumir o mandato como deputado federal, o parlamentar ainda mantinha vínculos com integrantes do grupo investigado.
Deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ)
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Firma privada
Segundo mostrou o RJ2, a Consuvet, empresa privada que venceu a licitação, foi criada apenas 3 meses antes dos acordos milionários.
A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro já haviam identificado indícios de superfaturamento e direcionamento.
À época, a Polícia Civil apontou Antônio Emílio Santos como figura central da Consuvet. Antes da licitação, ele era diretor administrativo e financeiro da Secretaria de Agricultura.
Foi Antônio quem autorizou a abertura da licitação que contratou a empresa. Pouco tempo depois, passou a ser sócio da Consuvet.
Da empresa, Antônio recebeu R$ 888 mil em apenas 8 meses, de acordo com relatórios de inteligência. A movimentação financeira chamou atenção das autoridades, incluindo um saque de mais de R$ 700 mil, em dezembro de 2023.
As suspeitas recaem sob a empresa desde antes da abertura. O comprovante que a Consuvet apresentou de que era capaz de prestar o serviço foi emitido 17 meses antes da firma ser criada, e só depois da assinatura do contrato é que a empresa obteve o registro necessário do Conselho Regional de Medicina Veterinária.
Papel do deputado
A Polícia afirma que é preciso esclarecer se Queiroz atua como um líder do grupo ou como um beneficiário dos contratos fraudados, seja se enriquecendo ilicitamente ou a partir de engajamento político.
Por isso, foi realizada a operação para o cumprimento dos mandados de busca e apreensão nesta terça.
Os investigadores também argumentam que a companheira de Queiroz teria escondido o celular de Camila Costa da Silva, Subsecretária de Proteção e Bem-Estar Animal. Ao ser alvo de uma busca e apreensão anterior, Camila afirmou que o celular dela estava quebrado.
Depois, foi analisado que o telefone foi usado um dia antes da ação na casa de Anna Caroline dos Santos, companheira de Queiroz. E Anna Caroline resistiu a entregar o aparelho.
Operação da PF
Agentes saíram para cumprir 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O g1 apurou que Queiroz foi abordado pela PF no Aeroporto Santos Dumont, quando se preparava para embarcar para Brasília. O celular dele foi apreendido.
Nesta terça, policiais federais foram para endereços no Rio de Janeiro (Itaocara, Macaé, Niterói e a capital fluminense — e em São Paulo (São Roque e Mairinque).
Na sede da secretaria, em Niterói, agentes apreenderam dinheiro em espécie. Cédulas também foram encontradas em São Roque.
A investigação está sob responsabilidade da Polícia Federal e tramita no STF por envolver uma autoridade com foro privilegiado.
Marcelo Queiroz iniciou a trajetória política em 2012 na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Também ocupou o cargo de secretário municipal de Administração. Em 2018, foi eleito deputado estadual e, depois, assumiu as secretarias estaduais de Meio Ambiente e de Agricultura do Rio. Em 2022, foi eleito deputado federal.
O que dizem os citados
Ao RJ2, ano passado, o governo disse que a Consuvet não prestava serviços desde abril de 2024.
O deputado Marcelo Queiroz mandou a seguinte nota na íntegra:
“A tentativa de vincular a imagem do deputado federal Marcelo Queiroz a problemas do Governo do Estado se originou com alegações infundadas no período eleitoral da sua candidatura a prefeito em 2024, quando não aceitou apoiar o candidato do ex- governador do estado do Rio de Janeiro.
A defesa do deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) reitera o total respeito às instituições e ao processo legal, e ressalta que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos”.
A TV Globo não teve resposta da Consuvet.


Fonte:

g1 > Política

Escala 6×1: Durigan diz que é ‘radicalmente contra’ compensar empresas em caso de redução de jornada

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que é “radicalmente contra” compensar o setor produtivo caso prospere alguma das proposições no Congresso que preveem o fim da escala 6×1. Para ele, “a titularidade da hora do trabalho não é do empregador”.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em audiência na comissão especial da Câmara dos Deputados
Renato Araújo/Câmara dos Deputados
“A gente tem tratado da 6×1, com redução de horas trabalhadas na semana, sem redução de salário, e muita gente fala em indenização, em compensação. Eu sou radicalmente contra isso”, afirmou Durigan, que participa de audiência na Câmara dos Deputados sobre o tema.
“Não cabe indenização. Quando a gente reconhece ganhos geracionais, isso não é só Brasil que faz, isso é um debate mundial, outros países fazem, fazem melhor que a gente e fizeram há muitos anos e não coube indenização para quem não é o titular da hora de trabalho”, argumentou o ministro.
Vídeos em alta no g1
Propostas em debate
A comissão especial está discutindo duas PECs:
uma proposta pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) no ano passado, que prevê a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana, com prazo de 360 dias para entrada em vigor da nova regra;
a segunda PEC é de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e foi apresentada em 2019. O texto reduz a jornada de trabalho a 36 horas semanais, com prazo de 10 anos para entrada da norma em vigor.
🔎 Paralelamente, o governo Lula apresentou um projeto de lei — instrumento diferente de uma PEC e que não altera a Constituição – que prevê a redução do limite de jornada de trabalho semanal para 40 horas e reduz a escala de 6 para 5 dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado.
Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas.
Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.


Fonte:

g1 > Política

Vereador é acusado de agredir jornalista dentro da Câmara Municipal de Porto Velho

Sessão legislativa foi suspensa após confusão envolvendo o comunicador Edval Sheik e o vereador Marcos Combate

Um episódio de violência registrado nas dependências da Câmara Municipal de Porto Velho provocou a suspensão da sessão legislativa desta terça-feira e deverá ser investigado pela Polícia Civil. O caso envolve o jornalista Edval Sheik, proprietário do site Se Liga, e o vereador Marcos Combate, filiado ao Avante.

De acordo com o boletim de ocorrência nº 77274-A01, o jornalista compareceu ao prédio da Câmara para uma reunião previamente agendada com o vereador Breno Mendes. Segundo o relato registrado na ocorrência, ao chegar ao local, Edval Sheik teria sido abordado de forma agressiva por Marcos Combate, que passou a proferir ofensas e acusações em voz alta.

Ainda conforme o boletim, o vereador teria chamado o jornalista de “covarde”, “vagabundo” e “corrupto”, diante de outras pessoas presentes no ambiente.

A situação se agravou quando Breno Mendes convidou o comunicador para entrar em seu gabinete. Segundo a versão apresentada pela vítima à polícia, Marcos Combate entrou na sala sem autorização e continuou com ameaças e ofensas.

Durante a discussão, o parlamentar teria partido para a agressão física, desferindo cerca de dez socos contra o jornalista, que estaria sentado no momento do ataque. A vítima também afirmou que o vereador utilizou o próprio capacete durante as agressões. O episódio teria sido presenciado pelo vereador Breno Mendes.

Após o ocorrido, Edval Sheik procurou a polícia para registrar a ocorrência e detalhou a conduta atribuída ao parlamentar. A confusão provocou a suspensão da sessão da Câmara Municipal.

Caso pode gerar investigação criminal e processo por quebra de decoro

O caso deverá ser apurado pelas autoridades policiais e pode envolver possíveis crimes de lesão corporal, injúria e ameaça, conforme os fatos sejam confirmados durante a investigação.

Além da esfera criminal, o episódio também poderá gerar desdobramentos internos no Legislativo Municipal. Conforme o Regimento Interno da Câmara de Porto Velho, a quebra de decoro parlamentar ocorre quando um vereador pratica atos incompatíveis com a dignidade da função pública ou desrespeita deveres inerentes ao mandato.

Entre as condutas consideradas incompatíveis com o decoro estão agressões físicas, ofensas morais, perturbação da ordem em sessões e reuniões, abuso de prerrogativas e desacato contra parlamentares ou cidadãos presentes nas dependências da Casa.

Dependendo da conclusão das apurações internas, o vereador poderá ser alvo de medidas disciplinares que variam de censura e suspensão temporária até a perda definitiva do mandato.

O vereador Marcos Combate é filiado ao Avante, legenda presidida em Rondônia pelo ex-deputado estadual Jair Montes.

Laércio Oliveira comemora centenário do Hospital de Cirurgia de Aracajú

O senador Laércio Oliveira (PP-SE), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (12), destacou o centenário do Hospital de Cirurgia, de Aracaju, e ressaltou o papel da instituição no atendimento à população mais vulnerável. O parlamentar lembrou a trajetória da unidade desde sua fundação, em 1926, e a contribuição para a saúde pública no estado.
— O hospital dos pobres, o hospital que nasceu com a missão de atender àqueles que não têm nenhuma oportunidade de buscar saúde, senão através daquele hospital. O seu fundador foi um médico chamado Augusto César Leite, um médico que se formou em Sergipe, morou na França, desenvolveu a sua atividade médica mundo afora, mas que resolveu voltar para Aracaju, porque ele entendia que precisava servir aos seus conterrâneos. Na semana passada, eu tive a felicidade de participar das festividades do centenário. Uma festa linda, emocionante, que envolveu a sociedade sergipana como um todo.
O senador também ressaltou o processo de recuperação da instituição após um período de dificuldades, com a atuação de uma equipe que, segundo ele, restabeleceu a confiança da população. Laércio citou ainda a relevância histórica do hospital, como pioneiro em transplante de coração no Nordeste.
— Esse hospital sofreu uma intervenção, e foi formada uma equipe, comandada pela enfermeira Márcia Guimarães, que resgatou o respeito da população sergipana. A força de vontade, a fé e a determinação da enfermeira e de toda a sua equipe promoveram uma revolução profunda não só na reforma física, mas no acolhimento das pessoas, dos sergipanos e sergipanas que precisam de uma assistência médica de portas abertas.


Fonte: Senado Federal