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STF tem placar de 4 a 1 para eleições indiretas no Rio; pedido de vista de Dino adia julgamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem um placar de 4 a 1 para a escolha indireta do governador do Rio de Janeiro. Votaram nesse sentido os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia.
O ministro Cristiano Zanin votou pela realização de uma eleição direta com a população votando. As ações discutem como será a eleição para governador do Rio de Janeiro após a renúncia do governador Cláudio Castro (PL) e a cassação do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacelllar (PL). (entenda o cenário abaixo).
O ministro Flávio Dino pediu vista do julgamento, que foi suspenso. Além dele, ainda precisam votar os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin, presidente do tribunal.
Até que Dino devolva o caso para julgamento, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, exercerá o cargo de governador.
O STF começou a analisar os processos na quarta-feira (8) com os votos dos ministros Cristiano Zanin e Luiz Fux. A análise continuou nesta quinta.
O ministro André Mendonça pediu para adiantar o voto após o pedido de vista de Dino. Mendonça acompanhou Fux, que entendeu que a escolha do governador do Rio deve ser feita por meio da escolha do presidente da Alerj.
Mendonça argumentou que a renúncia do governador foi feita dentro do contexto da desincompatibilização para disputar uma vaga no Senado Federal em outubro e não para burlar o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nunes Marques, que também pediu para antecipar o voto, afirmou que a vacância do cargo de governador ocorreu por motivo não-eleitoral. Assim, o ministro entende que deve ser aplicada a lei estadual do Rio, que prevê eleições indiretas.
Flávio Dino, por sua vez, argumentou que é preciso aguardar o TSE publicar o acórdão da decisão do TSE, que renunciou um dia antes do julgamento.
Para Dino, é preciso saber se o TSE reconheceu a renúncia de Castro durante o julgamento como legítima para decidir se a escolha do novo governador deve ser por via direta ou indireta.
O ministro afirmou que vai liberar o processo para julgamento quando a decisão do TSE for publicada. No entendimento de Dino, enquanto o caso não é resolvido, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, deve ser mantido no cargo.
A ministra Cármen Lúcia, que também exerce a presidência do TSE, afirmou que o caso deve ter acórdão publicado em breve, mas também adiantou seu voto. Ela entendeu que, neste caso, o Código Eleitoral, que prevê a realização de eleições diretas, não é aplicável.
O plenário do STF vai decidir se a escolha será feita pelo voto popular ou pela Assembleia Legislativa, após a renúncia e o julgamento de Castro.
Um dos principais pontos em análise é o modelo de eleição: se será direta, com voto da população, ou indireta, realizada pelos deputados estaduais. As discussões chegaram ao STF por meio de ações apresentadas pelo PSD.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Começo do julgamento
O julgamento no Supremo teve início nesta quarta-feira (8). Os ministros ouviram os argumentos das partes e, em seguida, os votos dos relatores.
No tema do formato da eleição, o ministro Cristiano Zanin votou para que o pleito seja direto, com participação da população.
O ministro Luiz Fux divergiu e defendeu a escolha pela via indireta, feita pelos deputados estaduais. Nesse cenário, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro elegeria um novo presidente, que assumiria o governo de forma interina até a sucessão em 2027.
Ministro Luiz Fux durante julgamento no Supremo
Luiz Silveira/STF
Zanin também avaliou que a lei do Rio de Janeiro que trata da eleição indireta não se aplica ao caso de Cláudio Castro. Para ele, quando essa norma for usada — em situações não eleitorais — a votação na Assembleia deve ser aberta.
Fux, por outro lado, considerou válida a previsão de voto secreto prevista na lei estadual.
Os dois ministros concordaram sobre o prazo de desincompatibilização: 24 horas para que candidatos deixem os cargos que ocupam.
Modelo de eleição
A principal questão em análise no STF é o modelo da eleição para o governo do estado:
Os ministros vão decidir se a escolha será:
direta, com a convocação da população para votar; ou
indireta, com votação feita pelos deputados estaduais.
Outra ação questiona a validade de trechos da lei estadual que estabelece regras para a eleição indireta. Estão em debate pontos como o prazo de desincompatibilização dos candidatos e se a votação deve ser aberta ou secreta.
Palácio Guanabara, Rio de Janeiro
GloboNews/Reprodução
Situação do Rio
Atualmente, o governo do estado está sob a responsabilidade do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto.
Isso ocorreu após a renúncia do então governador Cláudio Castro, em 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que resultou na cassação do mandato e na declaração de inelegibilidade por oito anos.
O Rio de Janeiro também está sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
Outra autoridade na linha sucessória, o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, também não pôde assumir. Ele teve o mandato cassado pelo TSE e foi preso novamente no fim de março.


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g1 > Política

Em evento em SP, presidente do PT diz que ‘claro’ que ‘Lula é candidato’, e Kassab afirma que apoio a Tarcísio ‘está decidido’

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o do PT, Edinho Silva, em agenda em SP
Júlia Zaremba/GloboNews
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reafirmou nesta quinta-feira (9) que o presidente Lula é pré-candidato à reeleição.
O dirigente foi questionado por jornalistas sobre uma fala do presidente durante uma entrevista ao portal ICL na qual diz que ainda não sabe se será candidato, mas que “dificilmente” deixará de disputar a reeleição.
“Ele fez uma fala de quem valoriza a convenção partidária e pensa que a convenção tem que decidir. Claro que o presidente Lula é candidato”, afirmou. “Penso que hoje é a liderança mais preparada para que o Brasil enfrente esse momento difícil da nossa história, essa turbulência internacional que estamos vivenciando.”
O petista também falou sobre a disputa estadual em São Paulo e minimizou a disputa entre os ex-ministros Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) pela segunda vaga para o Senado na chapa. A primeira ficará com a também ex-ministra Simone Tebet (PSB).
“Essa disputa não existe. Penso que são duas lideranças do mesmo campo. Tenho certeza de que o Haddad vai conduzir o diálogo da melhor forma possível”, disse, acrescentando que quem não ocupar vaga terá outro papel no processo eleitoral.
Edinho e Gilberto Kassab, presidente do PSD, participaram de um jantar com empresários e de diferentes setores e autoridades na noite desta quinta para falar sobre projetos para o país e eleição. Entre os nomes presentes, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas e empresários como João Camargo, Rubens Ometto e Flávio Rocha.
Edinho elogiou Kassab e disse que o diálogo entre eles é contínuo. Kassab, por sua vez, disse que o apoio do PSD a Tarcísio já está decidido, apesar de contato de Fernando Haddad (PT) — segundo ele, uma mensagem de Feliz Páscoa, que foi retribuída.
“Vale registrar que o PSD está muito firme na campanha de reeleição do governador Tarcísio. Isso é uma coisa muito clara, às vezes percebo alguma dúvida em relação a vocês. É o nosso campo da política em São Paulo, Tarcísio tem sido um bom governador, merece o nosso apoio e terá o nosso apoio”, disse o dirigente, que foi secretário de governo na gestão estadual.
Sobre o encontro entre Ronaldo Caiado, pré-candidato do partido à Presidência, e o governador Eduardo Leite (PSD), Kassab disse que foi algo natural e que ocorrerá outras vezes.
Após o anúncio da candidatura de Caiado, Leite publicou um vídeo criticando a escolha. Kassab disse que ele ficou triste porque queria concorrer à Presidência, mas que o apoio ao correligionário era “mais do que previsível”.
Questionado sobre conversas com partidos para uma possível aliança, afirmou que este não é o foco do partido do momento e que “se acontecer de algum partido nos procurar, será muito bem-vindo. Até porque não tem partidos disponíveis para aliança”.


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g1 > Política

Dino pede vista de julgamento sobre eleição para governo do RJ; placar está em 4 a 1 por eleição indireta

Dino pede vista de julgamento sobre eleição para governo do RJ; placar está em 4 a 1 por eleição indireta Ministros analisam as regras da disputa e decidir pelo formato do mandato-tampão no estado. O julgamento decidirá se a eleição para o governo do RJ será direta ou indireta. . O comando do estado está com o presidente do TJ, o desembargador Ricardo Couto. Ele assumiu após renúncia de Cláudio Castro, que depois teve o mandato cassado.. No primeiro dia de julgamento, nesta quarta-feira (8), o placar foi de 1 a 1: Zanin votou por eleições diretas no Rio e Fux defendeu uma solução indireta. . No julgamento de ontem, os ministros levantaram a hipótese de manter o governador interino Ricardo Couto no cargo até as eleições de outubro. Entenda a discussão.


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g1 > Política

VÍDEO: Janja orienta Lula em discurso no Planalto sobre violência contra a mulher

Lula sanciona leis de proteção às mulheres
A primeira-dama, Janja da Silva, deu nesta quinta-feira (9) orientações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um discurso do petista, no Palácio do Planalto, sobre violência doméstica.
Nesta quinta, Lula fez uma cerimônia na sede do Executivo para sancionar um pacote de medidas que aumenta as penas para casos de violência contra a mulher.
Ao falar sobre a prisão de agressores de mulheres, Lula destacou que a Polícia Federal prendeu, durante operações em fevereiro e março deste ano, cerca de cinco mil pessoas por violência de gênero. Nesse momento, Janja interveio e disse: “Cinco mil homens”.
O petista, então, ajustou o discurso e repetiu a informação com a orientação de Janja.
“Criar lei rigorosa é necessário, punir é necessário, mas precisávamos evitar que crimes aconteçam. Daqui a pouco, vamos ter a cadeia cheia de presos por violência contra mulher. Em um único dia, a Polícia Federal pegou… Nós prendemos quase cinco mil pessoas, sabe, de violência contra a mulher [Janja intervém]. Cinco mil homens, sabe, em um único dia. E é todo dia, toda hora. E muitas vezes a mulher não denuncia, porque tem medo de virar vítima do algoz”, disse Lula.
💡Em entrevista ao podcast O Assunto, nesta quinta (9), o pesquisador Felipe Nunes, da Quaest, disse que, em rodas de conversas com mulheres, realizadas em pesquisas de opinião qualitativas, esse público tem se queixado do aumento da violência e tem atribuído o problema ao governo.
Gafes e modulação de discursos
A orientação de Janja e da equipe de comunicação de Lula em discursos não é uma novidade neste terceiro mandato do petista. Em outras oportunidades, o presidente também recebeu conselhos para ampliar o alcance de seus discursos.
Isso ocorreu na semana passada, por exemplo, quando o ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, recomendou a Lula uma fala sobre o PIX durante um evento em Salvador. A declaração, em defesa da ferramenta de pagamentos instantâneos em meio a críticas dos Estados Unidos, viralizou nas redes sociais.
As orientações também têm o objetivo de evitar gafes durante os pronunciamentos, como a vez em que Lula disse, em julho de 2024, que “se o cara é corinthiano, tudo bem” quando comentava pesquisa que apontou aumento da violência contra a mulher após jogos de futebol.
Um dia após esse episódio, Lula relatou que havia sido alertado por Janja para “não criar problema” em outro discurso, em um evento sobre pessoas com deficiência.
Plataforma digitais
O presidente Lula beija mulher em imagem de 8 de abril de 2026
Ricardo Stuckert/Presidência da República
No mesmo discurso nesta quinta, Lula disse que a educação é uma ferramenta essencial para transformar a cultura de violência contra a mulher.
E criticou a falta de regulação das plataformas digitais, que, segundo ele, facilita o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos misóginos e violentos.
“Um adolescente, dentro de um quarto a portas fechadas, com o celular, quem sabe o que ele tá fazendo, quem sabe o que ele tá escrevendo, que mensagem ele tá recebendo e o que tá postando?”, exemplificou o presidente.
Lula afirmou ainda que, sem uma obrigação imposta às plataformas para controlar esse tipo de conteúdo, nenhum pai ou mãe conseguirá impedir que a postagem chegue aos filhos.
“Se a gente não obrigar as plataformas a cuidarem disso, não é pai e mãe que vai conseguir cuidar. Até porque pai e mãe têm muitos outros afazeres. E nem sempre estão dentro do quarto deitado na cama com o filho vendo o que ele está fazendo”, acrescentou.


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Flávio Bolsonaro chama Tereza Cristina de ‘sonho de consumo’ ao ser questionado sobre vaga de vice em chapa

Flávio Bolsonaro na Expogrande, em Mato Grosso do Sul.
Caio Tumelero/TV Morena
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse, nesta quinta-feira (9), em Campo Grande, que a senadora Tereza Cristina (PP) é um “sonho de consumo”, ao ser questionado sobre a vaga de vice na chapa.
“Tereza é sonho de consumo de todo mundo. Eu até brinquei com ela, eu chamo ela de vozinha, porque ela é muito parecida com a minha vó, é aparentemente uma forma carinhosa de chamar alguém que eu respeito demais. Para mim, [Tereza Cristina] é uma das maiores referências do mundo no agro do Brasil. Nós tivemos o privilégio de tê-la como ministra do governo Bolsonaro e, mais para frente, vamos pensar com calma. Não tem como antecipar nada agora, mas fico muito feliz de poder tê-la entre as possibilidades”, disse Flávio Bolsonaro.
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A declaração foi dada durante a abertura da 86ª Expogrande, a maior e mais tradicional feira agropecuária de Mato Grosso do Sul. A vinda de Flávio Bolsonaro é mais um ato de pré-campanha do política, que começou a viajar pelo país nos últimos meses.
Racha para escolha de vice
Disputa por vice de Flávio Bolsonaro racha aliados
O nome de Tereza Cristina agrada ao Centrão e tem ampliado divisões no campo da direita. Senadora por Mato Grosso do Sul, ela é considerada uma das principais opções para a vaga e conta com o apoio do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Nos bastidores da pré-campanha presidencial, a escolha do vice de Flávio Bolsonaro tem provocado uma disputa interna entre aliados, evidenciando diferentes estratégias dentro da articulação política do grupo.
Segundo o blog da Andréia Sadi, o Centrão tem defendido o nome da senadora Tereza Cristina (PP) para a vaga, enquanto integrantes do núcleo mais próximo do pré-candidato resistem à indicação e articulam alternativas, como o ex-governador Romeu Zema (Novo).
A divergência reflete diferentes estratégias dentro da aliança: de um lado, a busca por ampliar apoio político com partidos do Centrão; de outro, a preferência por um nome mais alinhado diretamente ao núcleo bolsonarista, em meio à tentativa de consolidar a candidatura para as eleições de 2026.
Tereza Cristina se esquiva e discursa sobre o agro
Durante o discurso, a senadora Tereza Cristina não comentou a possibilidade de ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
Tereza evitou entrar no tema político e direcionou a fala para a situação do agronegócio em Mato Grosso do Sul. “Mato Grosso do Sul vai bem, obrigado! Tem gente responsável à frente do seu governo, mas não está fácil para ninguém.”
“Os agricultores estão endividados, porque ninguém aguenta pagar esses juros, que não cabem no bolso da agricultura. Além de tudo, nós temos uma guerra acontecendo, e as pessoas não estão se dando conta do que está passando no mundo.”
Senadora Tereza Cristina.
Valter Campanato / Agência Brasil


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g1 > Política

‘Não precisamos pensar igual para caminhar juntos’, diz Eduardo Leite em aceno a Caiado

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), sinalizou nesta quinta-feira (9) apoio à pré-candidatura do ex-chefe do Executivo de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Em publicação nas redes sociais, o gaúcho pediu desculpas “pela indelicadeza não intencional” de não ter dado parabéns ao goiano por ser escolhido pelo Partido Social Democrático (PSD) para disputar o Planalto.
“Continuo discordando da leitura de cenário feita pelo partido, mas isso em nada diminui o nome ou biografia de Caiado”, escreveu Leite.
Na publicação, o governador gaúcho disse que entregou uma carta a Caiado “com temas relevantes” e disse “esperar vê-los debatidos e defendidos na campanha”. “Estou pronto para ajudá-lo no que estiver ao meu alcance para que possamos oferecer uma alternativa viável contra a polarização”, declarou.
Ainda na postagem, o chefe do Executivo gaúcho compartilhou uma imagem com texto intitulado “Carta ao pré-candidato à presidência pelo PSD”. No documento, o governador expressou que ele e Caiado não precisam “pensar igual para caminhar juntos”. Leite ponderou, no entanto, ser necessário ter “clareza” sobre o que os “une”, além dos “valores e compromissos” que “sustentam” a jornada deles.
“[O Brasil] precisa de um projeto que não se defina por oposição a este ou àquele nome, mas que se afirme por uma visão própria de país, que una responsabilidade fiscal com sensibilidade social, firmeza institucional com capacidade de diálogo”, afirmou.
O governador indicou cinco pontos que “qualquer candidatura que pretenda representar esse espaço” deve expressar seu compromisso. São eles:

Respeito às instituições e à democracia;
Responsabilidade na administração das contas públicas, “com coragem para enfrentar reformas necessárias”;
Estado como promotor da igualdade com políticas sociais efetivas;
Construção de governabilidade com integridade;
Disposição de dialogar com diferentes.

Leite ainda manifestou ser contra a promessa feita por Caiado de anistiar os condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o gaúcho, a “pacificação nacional” não será alcançada caso o eventual governo de seu colega inicie com a medida. O chefe do Executivo do Rio Grande do Sul acredita que a ação “tende a interromper o diálogo com uma parcela significativa da população”.
Escolha de Caiado
Conforme antecipou a colunista Beatriz Manfredini, da Jovem Pan, o anúncio da pré-candidatura de Caiado foi marcado para 30 de março, depois de o PSD encerrar as articulações internas sobre a escolha de um representante da sigla para a corrida presidencial. O goiano foi indicado pela legenda após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., e a perda de força do nome de Eduardo Leite.
Fontes do PSD disseram ao jornalista Bruno Pinheiro, da Jovem Pan, que a decisão de apoiar a candidatura de Caiado surpreendeu a bancada do partido na Câmara dos Deputados. Os parlamentares relataram que não foram ouvidos antes da definição e contavam com o nome de Ratinho Jr., até o recuo do governador do Paraná. Para os congressistas, a candidatura de Eduardo Leite representaria uma verdadeira terceira via.
Ainda à Jovem Pan, a bancada do PSD contou que a escolha por Caiado foi tomada pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, e pelos chamados “mandachuvas” da sigla. Algo avaliado como uma aproximação do partido com o campo bolsonarista e um distanciamento do centro.
Eduardo Leite reagiu com frustração à decisão do PSD e declarou que sua jornada política não termina com uma deliberação partidária. “Essa decisão desencanta a mim e a tantos outros brasileiros pela forma como insistem em fazer política no nosso país”, afirmou o governador do Rio Grande do Sul, em vídeo publicado nas redes sociais.
Na ocasião, Leite disse ter recebido manifestações de apoio de lideranças políticas, economistas e da sociedade civil. O governador gaúcho defendeu o que chamou de uma via centro-liberal-democrática. Ele também afirmou que a decisão de sua legenda “tende a manter o ambiente de polarização radicalizada”.


Fonte: Jovem Pan

Liga Unificada de Clubes: CBF tenta unificar o futebol brasileiro em 2027

O tema que está dominando os bastidores do futebol brasileiro neste momento é a criação da Liga Unificada de Clubes.A CBF reuniu recentemente representantes de 40 clubes das Séries A e B e apresentou uma proposta inicial bem concreta.
O cronograma é ambicioso: coleta de sugestões dos clubes até julho, ajustes finais em agosto e setembro, e a aprovação do estatuto prevista para o fim de 2026. A ideia é que as primeiras melhorias no produto Brasileirão comecem a valer já a partir da temporada de 2027.
A proposta prevê que os clubes tenham o poder final nas decisões estratégicas da liga. No entanto, a CBF não quer ficar de fora: pretende atuar como mediadora e continuar responsável pela organização do futebol nacional como um todo.
Ou seja, diferentemente da Premier League inglesa, a liga brasileira não seria totalmente independente da CBF.A divisão das receitas de televisão — um dos pontos mais sensíveis — ficou para depois.Os contratos atuais vão até 2029, e as novas negociações só devem começar a valer a partir de 2030.
Entre os pontos destacados pela CBF estão:

Redução de jogos com início à noite (melhorando a experiência do torcedor);
Aumento do tempo efetivo de bola rolando;
Investimentos em modernização de estádios;
Fortalecimento do marketing do Brasileirão;
Medidas para retenção de talentos no Brasil.

Um passo importante após anos de impasse.Depois de anos de divisão entre Libra e Forte Futebol, essa é a primeira vez que os clubes demonstram disposição real para avançar em uma solução unificada.
A verdade é que, sozinhos, os clubes nunca conseguiram se organizar. Agora, com a CBF assumindo um papel mais ativo de liderança e mediação, o processo ganha novo fôlego.
Conversei com consultores do mercado de esporte e as visões são diferentes: Um deles percebe desconforto em parte dos clubes, que ainda defendem uma liga totalmente independente e temem que a CBF continue exercendo poder excessivo.
Outro especialista acredita que a entidade, após anos de impasse, resolveu tomar as rédeas do processo tanto para melhorar a imagem do futebol brasileiro quanto para garantir seu próprio espaço institucional.
Os próximos meses serão decisivos. Resta saber se esse projeto da Liga Unificada vai realmente sair do papel ou se ficará apenas no campo das boas intenções e dos discursos.


Fonte: Jovem Pan

Botafogo estreia na Sul-Americana com empate em 1 a 1com Caracas

O novo técnico Franclim Carvalho não teve sua estreia dos sonhos pelo Botafogo. Pela primeira rodada do Grupo E da Copa Sul-Americana, amargou um empate frustrante com o Caracas-VEN por 1 a 1, nesta quinta-feira (09), no Nilton Santos. O resultado fez o treinador português sentir o gosto da pressão que vive o clube e foi vaiado pela torcida no intervalo e ao final da partida.
Com o resultado, o Botafogo e o Caracas somam apenas um ponto na chave, que é liderada pelo Racing-ARG, que venceu o Independiente Petrolero-BOL por 3 a 1, e seu próximo adversário pela segunda rodada, na quarta-feira, às 19h, na Argentina.
O jogo
Apesar de dominar a posse da bola, o time carioca era lento e pouco conseguia transições ou costurar jogadas ofensivas que levasse algum perigo ao gol venezuelano. Quando conseguiu pisar na área, viu o VAR anular um possível pênalti em cima de Matheus Martins. Para piorar a situação, aos 42, Wilfred Correa pegou a sobra na área e, livre de marcação, abriu o placar para o Caracas, fazendo todo o time carioca sair sob vaias para o intervalo.
Na volta do intervalo, Franclim Carvalho lançou Arthur Cabral em campo e a substituição surtiu efeito de imediato. Oportunista, o atacante apareceu para pegar o rebote e deixar tudo igual, aos quatro minutos. O gol afastou o nervosismo e fez com que o Botafogo arriscasse mais ao gol. Construindo mais, ficou próximo da virada, mas o chute de Arthur Cabral explodiu no travessão.
Com o passar do tempo, a ansiedade foi tomando conta dos jogadores. Acelerando as jogadas e com seguidas tomadas de decisões equivocadas, desperdiçando chance atrás de chance. Do outro lado, o Caracas se mostrava pouco interessado no contra-ataque e se fechou totalmente na defesa. Na reta final, Barrera teve a chance de se consagrar, mas chutou em cima de Benítez, tirando de vez a paciência do torcedor, que aumentou o tom dos protestos.


Fonte: Jovem Pan

Filho de Biden desafia herdeiros de Trump para uma luta na jaula

Os norte-americanos poderão assistir a uma luta inédita enquanto se preparam para comemorar os 250 anos de independência do país: uma “cage match” (luta na jaula) entre os filhos de um presidente dos EUA em exercício e o filho de um ex-presidente.
A possibilidade improvável surgiu nesta quinta-feira (09), quando Hunter Biden, filho do ex-presidente democrata Joe Biden, desafiou os filhos mais velhos do presidente republicano Donald Trump — Donald Jr. e Eric — para uma luta. Biden disse que recebeu uma ligação do comentarista conservador de mídia social Andrew Callaghan, que lhe disse que estava organizando a luta.
“Eu disse a ele que faria isso — 100% de participação se ele conseguir. E se ele não conseguir, eu ainda vou”, disse ele em um vídeo compartilhado no Instagram do Canal 5 de Callaghan. A Organização Trump e a Casa Branca não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
Não está claro se ou quando essa luta ocorrerá. A Casa Branca planeja realizar um evento semelhante — mas com verdadeiros lutadores do UFC — em 14 de junho, como parte de uma série de eventos em comemoração ao 250º aniversário dos Estados Unidos.
Biden se tornou presidente depois de derrotar Trump na eleição de 2020, que o republicano continua a alegar falsamente que foi resultado de uma fraude generalizada. A ameaça de confronto entre seus filhos tem ecos de uma proposta de uma luta na jaula em 2023 entre os titãs da tecnologia Mark Zuckerberg e Elon Musk, embora esse evento nunca tenha ocorrido.
Em épocas anteriores da política norte-americana, houve lutas sangrentas, notadamente o duelo de 1804 entre o vice-presidente Aaron Burr e o ex-secretário do Tesouro Alexander Hamilton, que resultou na morte do ex-secretário do Tesouro e efetivamente encerrou a carreira política de Burr.
*Reuters


Fonte: Jovem Pan

Platense x Corinthians: assista à transmissão da Jovem Pan ao vivo

Platense e Corinthians se enfrentam nesta quinta-feira (9), no primeiro jogo da fase de grupos da Libertadores. A Jovem Pan apresenta todas as emoções do duelo ao vivo, às 21h (de Brasília), com narração de José Manoel de Barros, comentários de Vampeta e reportagem de Victor Boni no YouTube.

Assista à transmissão


Fonte: Jovem Pan