A reunião do presidente nacional do PT, Edinho Silva, com a ex-prefeita de Contagem (MG) Marília Campos terminou sem acordo para que ela aceite disputar o governo de Minas Gerais pelo partido.Edinho viajou ao Estado a pedido do presidente Lula com a missão de convencer Marília a desistir da candidatura ao Senado, na qual aparece bem posicionada nas pesquisas, e entrar na corrida pelo Palácio Tiradentes. Ela, no entanto, segue resistente à ideia.Segundo aliados da ex-prefeita, a reunião foi “longa”, “amigável” e “respeitosa” e contou também com a participação da presidente estadual do PT, deputada estadual Leninha (MG). Embora não tenha se chegado a uma definição, ficou acertado entre os três que o martelo sobre a candidatura será batido na próxima semana.Em nota, a presidente do PT em Minas Gerais confirmou que nenhuma decisão foi tomada na reunião. “Seguiremos em diálogo com nossa direção e lideranças estaduais e nacional. Novos diálogos ocorrerão nos próximos dias”, escreveu.Bancada do PT decidiu por candidatura própria na semana passadaNa última quarta-feira, 24, a bancada do PT se reuniu com o presidente Lula em Brasília e decidiu pela candidatura própria ao governo de Minas Gerais.O desejo inicial de Lula era lançar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Durante meses, o petista trabalhou para convencer o aliado a entrar na disputa, mas Pacheco resistiu às investidas e acabou declinando da candidatura.A negativa obrigou Lula a recalcular a rota no Estado, considerado um dos mais estratégicos para a eleição presidencial Desde a República Velha, todos os candidatos que ganharam a disputa no Estado triunfaram também o pleito nacional.Antes de dar aval à candidatura própria, Lula flertou com o apoio a outras candidaturas, como a do ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB), pré-candidato da sigla ao Palácio Tiradentes. A ideia, no entanto, enfrentou resistência dentro do PT mineiro em razão do histórico do emedebista.Azevedo iniciou a militância política no PSDB, quando os tucanos tinham Aécio Neves (PSDB) como principal liderança em Minas Gerais, e foi favorável ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Também houve uma tentativa de reaproximação com o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), mas as conversas não avançaram.
Fonte: Jovem Pan