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‘Buscamos que não haja desagregação da centro-direita’, afirma Caiado sobre negociações com Zema

Ronaldo Caiado participa do lançamento da pré-candidatura de Gabriel Souza ao governo do RS
Marcos Ozanan/Divulgação
O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), comentou, durante agenda no Rio Grande do Sul neste sábado (30), sobre as negociações com Romeu Zema (Novo) para uma composição na eleição ao Palácio do Planalto. O ex-governador de Minas Gerais também mantém pré-candidatura própria para presidente.
“É lógico que estamos conversando, mas buscando neste primeiro momento que não haja uma desagregação da centro-direita. Que possamos chegar harmônicos lá no segundo turno, para que problemas que ocorram com um candidato ou outro não venham a afetar ali o projeto maior que é vencer as eleições do PT, bater o Lula. Esse é o foco principal”, declarou.
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“Vamos dialogando, vendo se é possível antes do primeiro turno. Se não, estarmos alinhados no segundo turno”, completou Caiado.
O PSD trabalha com dois cenários e o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, já passa a admitir a possibilidade de uma chapa puro-sangue na disputa presidencial. Ou seja, ter candidatos a presidente e a vice-presidente da sigla.
Agora no g1
Caiado e Zema devem voltar a se encontrar no início de julho, conforme o próprio goiano afirmou ao g1. A data da reunião não foi confirmada.
Caiado lançou com Leite candidato à sucessão no RS
Ao lado do governador gaúcho Eduardo Leite, Caiado participou do lançamento da chapa que irá concorrer à sucessão do governo estadual, encabeçada pelo vice-governador Gabriel Souza (MDB).
O evento ocrreu durante a manhã deste sábado (20), na Zona Norte de Porto Alegre. Segundo a organização, cerca de 7 mil pessoas participaram do evento, entre quadros políticos e apoiadores de MDB, PSD, União Brasil, PRD, Solidariedade e Agir.
“O futuro governador do Rio Grande do Sul está aqui”, declarou Caiado em apoio a Gabriel.
O pré-candidato à Presidência chegou ao Rio Grande do Sul na sexta-feira (29). O político cumpriu agenda em Caxias do Sul, na Serra, e depois retornou à capital gaúcha. À noite, ele participou de um jantar com aliados.
O pré-candidato a vice-governador Ernani Polo (PSD) e os pré-candidatos ao Senado, Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD), também vão participar do evento.
Em abril, o ex-governador de Goiás visitou Porto Alegre para participar do painel de presidenciáveis no Fórum da Liberdade. A ocasião marcou o primeiro encontro entre Caiado e o atual governador Eduardo Leite (PSD), após o partido escolher Caiado para representar a sigla, em vez do político gaúcho.
Caiado participa de lançamento da pré-candidatura de Gabriel Souza ao governo do RS
Pablo Reis/Divulgação
VÍDEOS: Tudo sobre o RS


Fonte:

g1 > Política

Santos x Vitória: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Santos e Vitória se enfrentam neste sábado (30), às 20h00 (de Brasília), no Estádio Urbano Caldeira, mais conhecido como Vila Belmiro, em partida válida pela Série A do Brasileirão. 
O Santos vem de vitória por 3 x 0 contra o Deportivo Cuenca na terça (26), pela Copa Sul-americana. Na quarta (27), o Vitória venceu sua última partida por 4 x 3 do ABC pela semifinal da Copa do Nordeste. 
Onde assistir Santos x Vitória ao vivo
A partida será transmitida ao vivo pela SporTV (TV fechada) e Premiere (pay-per-view). Você também pode acompanhar pelo YouTube na Jovem Pan Sports, com início a partir das 20h00.


Fonte: Jovem Pan

Tiroteio em estação de metrô em SP deixa 5 feridos; criança está entre as vítimas

Um tiroteio na estação de metrô São Bento deixou cinco pessoas feridas, entre elas uma criança, neste sábado (30), na linha 1-Azul de São Paulo. As vítimas foram atingidas por disparos de arma de fogo, sendo retiradas do local pela Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros (CB) e por agentes do Metrô.
Conforme os bombeiros, entre os feridos estão uma criança e seu pai, de 30 anos, que apresentava fratura no braço esquerdo e perfurações no abdômen e coxa esquerda e foi levado para receber atendimento no pronto-socorro do Hospital Santa Casa.
Informações preliminares apontam que a ocorrência está relacionada a uma tentativa de roubo envolvendo um policial civil de folga.
Em entrevista à GloboNews, o delegado Tom Blumer, do Garra Dope, disse que o agente estava fazendo compras na região da Rua 25 de Março quando foi abordado por três homens, um deles armado. Quando foi anunciado o assalto, o policial teria reagido, desencadeando uma troca de tiros.
Segundo relatos de passageiros nas redes sociais, houve tumulto no entorno da estação, e os trens da Linha 1-Azul passaram a circular com velocidade reduzida. Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra um policial ao lado de um homem ensanguentado caído no chão da estação.
Logo após o registro dos disparos de arma de fogo, equipes policiais e de resgate reforçaram o patrulhamento e isolaram os acessos à estação para garantir a segurança e iniciar as investigações sobre o caso.

 

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Em nota, o Metrô também informou que, durante o caso, foi recebida uma denúncia de que uma pessoa havia acessado a linha dos trens, o que obrigou a paralisação temporária do metrô, mas a invasão acabou não sendo confirmada. A circulação foi restabelecida após a ocorrência.
Entre as cinco vítimas, uma foi transportada pela PM, duas pelo Corpo de Bombeiros e as outras duas pelo próprio sistema do Metrô.
*com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Endividamento familiar recorde; o que explica índice e o que pode ser feito

O Brasil atingiu, em 2026, o maior índice de endividamento das famílias desde o início da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Em abril, 80,9% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida, segundo o levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Esse índice é impulsionado pela alta taxa de juros, pelo crescimento do uso do crédito rotativo, pela pressão do custo de vida e pelo avanço das apostas online (bets) sobre o orçamento doméstico. O aumento do comprometimento da renda das famílias também acendeu um alerta sobre os impactos econômicos e sociais do superendividamento no país.
Diante do cenário, especialistas apontam que o problema vai além do consumo e já afeta diretamente o crescimento econômico, o mercado de trabalho e a capacidade de investimento das famílias brasileiras. Ao mesmo tempo, o Congresso Nacional discute medidas para ampliar a proteção aos consumidores endividados e fortalecer programas de renegociação, como o Novo Desenrola Brasil, relançado pelo governo federal em maio deste ano (MP 1.355/2026)
Para o senador Flávio Arns (PSB-PR), propostas estruturais são necessárias para impedir que milhões de brasileiros permaneçam presos em ciclos permanentes de inadimplência.
— Em um país com os juros mais altos do mundo, precisamos avançar em mecanismos permanentes de proteção às famílias e em políticas de educação financeira para evitar o efeito bola de neve das dívidas.
Por outro lado, o senador Rogério Marinho (PL-RN) entende que programas de renegociação de dívidas não reduzem a inadimplência nem enfrentam o problema estrutural do endividamento da população.
— [O primeiro Desenrola] levava em consideração a possibilidade de haver uma troca de dívidas antigas por dívidas novas, com taxas de juros melhoradas. O resultado é que, dois anos após, o calote do que foi renegociado cresceu 15%.
Dívidas e inadimplência
O mês de abril de 2026 registrou um marco crítico para as finanças domésticas no Brasil, atingindo o recorde histórico de 80,9% de famílias endividadas. Este foi o quarto mês consecutivo de alta na série da Peic, superando significativamente os patamares registrados no mesmo período entre 2022, quando a pesquisa passou a fazer o boletim mensal, e 2025.
Embora o número total de endividados tenha crescido, a inadimplência apresentou uma relativa estabilidade na margem, com 29,7% das famílias possuindo contas em atraso, comparado aos 29,1% de abril do ano anterior. No entanto, um dado preocupante é que 12,3% dessas famílias declararam que não terão condições de quitar suas dívidas.
Custo do crédito
O cenário de endividamento recorde registrado no Brasil em abril de 2026 é acompanhado por um custo de crédito elevado. As diferentes modalidades de taxas de juros revelam a profundidade da pressão sobre o orçamento doméstico.
De acordo com os dados do Banco Central, o cartão de crédito rotativo consolida-se como a linha mais dura do mercado, com taxas que podem atingir entre 428% e 440,5% ao ano. O cartão é o principal fator de endividamento para 83,6% das famílias e compromete, sozinho, 54% da renda familiar.
Segundo a economista Catarina Carneiro, da CNC, o peso do cartão de crédito acaba reduzindo diretamente a capacidade de consumo das famílias.
— Essa grande parcela de dívidas acumulada no cartão, a modalidade com a maior taxa de juros do mercado, freia a intenção de consumo para os próximos meses, fazendo com que as famílias analisem com cautela suas condições de arcar com os pagamentos futuros e consumam menos do que fariam com crédito menos custoso — explica.
Outras modalidades de crédito voltadas ao consumo também apresentam patamares alarmantes: o cartão parcelado registra juros de 181,2% ao ano, enquanto o cheque especial e o crédito pessoal não consignado mantêm-se em níveis de aproximadamente 130% e 106,6%, respectivamente. Mesmo a taxa de crédito livre médio para pessoas físicas, que serve como um termômetro geral para o consumidor, situa-se no patamar de 59,4% ao ano.
Para o economista Rodrigo Saraiva Marinho, CEO do Instituto Livre Mercado — organização que acompanha debates sobre economia, crédito e ambiente de negócios —, o problema dos juros elevados começa no próprio desequilíbrio das contas públicas brasileiras.
— Não há como falar sobre esse tema sem falar no nível de endividamento do próprio Estado brasileiro. O Estado é muito endividado e isso faz com que os juros sejam muito altos. O governo não consegue se sustentar com aquilo que arrecada de tributos e precisa de empréstimos para complementar seus gastos – afirma.
Maria Lúcia Fattorelli, coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, os juros e a dívida pública se alimentam mutuamente, tornando a solução do problema cada vez mais inexequível.
— Os juros altos praticados historicamente no país constituem o principal fator de crescimento da dívida pública. O volume acumulado de juros nominais da dívida supera o estoque da dívida liquida do setor público, ou seja, temos uma dívida de juros sobre juros. O Tribunal de Contas da União já demonstrou em audiência pública ao Senado Federal que nenhuma despesa orçamentária classificada como investimentos foi custeada com recursos advindos da venda de títulos da dívida pública. Isso significa que a dívida pública tem servido apenas para financiar os gastos financeiros com a própria divida, principalmente os juros exorbitantes.
Essa estrutura de juros é sustentada por fatores macroeconômicos persistentes, como o endividamento do país e o valor comparativo da moeda com o dólar, e pela a taxa Selic (taxa básica definida pelo Banco Central). Para Marcos Melo, professor do IBMEC Brasília e mestre em finanças, a taxa básica de juros é hoje um dos principais fatores por trás do avanço do endividamento no país.
— A taxa básica Selic no Brasil é de 14,5% ao ano, uma taxa muito alta. Ela é uma referência para todas as outras taxas de juros no Brasil. Quando ela está muito elevada, os bancos passam a emprestar a taxas ainda maiores, o que prejudica diretamente as famílias e empresas.
A referência da Selic eleva o custo do crédito de forma generalizada e coloca o Brasil com a segunda maior taxa real de juros do mundo (9,3%), atrás apenas da Rússia.
Renda comprometida
O comprometimento da renda das famílias brasileiras com o pagamento de dívidas apresenta uma trajetória de crescimento consistente, e também atinge recordes em 2026. Essa métrica representa a relação entre os pagamentos esperados para o serviço da dívida e a renda mensal disponível.
Segundo dados do Banco Central, a fatia de renda das famílias que está comprometida com dívidas saltou de aproximadamente 22% em 2019 para 29,7% no fim de 2025. Isso significa que quase um terço do orçamento doméstico já está carimbado para as dívidas antes mesmo de outras despesas básicas serem pagas.
O avanço do comprometimento da renda também afeta diretamente a atividade econômica, especialmente o comércio e os serviços. Com menos renda disponível, as famílias reduzem gastos considerados não essenciais. O professor Marcos Melo avalia que os juros elevados acabam afetando toda a dinâmica econômica do país.
— Além da situação das famílias, a taxa de juros tão alta significa menor oferta de emprego, prejudica a renda do trabalhador e permite uma disfunção no mercado de trabalho — afirma.
Além da pressão dos juros, novos fatores estruturais — como o impacto das apostas online (bets) no consumo e a alta nos custos de vida com alimentação e moradia — têm forçado as famílias, especialmente as de baixa renda, a utilizarem o crédito como complemento salarial. Como resultado, o endividamento total das famílias em relação à renda acumulada atingiu o recorde histórico de 49,9%, sinalizando que metade de tudo o que as famílias recebem e produzem em um ano já está comprometido com dívidas.
Fatores internacionais, como conflitos e oscilações no mercado global, também impactam diretamente preços e consumo no Brasil e podem pressionar ainda mais a economia brasileira e afetar diretamente o orçamento das famílias.
Novo Desenrola
Programas de refinanciamento de dívidas e ações de assistência social são ferramentas para ajudar as pessoas a organizarem suas vidas financeiras quando as contas saem do controle. O principal exemplo atual é o Novo Desenrola Brasil (Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro das Famílias), lançado em maio de 2026, que funciona como um grande mutirão para que brasileiros, estudantes e até pequenas empresas consigam negociar o que devem com condições facilitadas.
A iniciativa foi instituída pela Medida Provisória (MP) 1.355/2026, publicada em 4 de maio e já em vigor. A MP criou o Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro das Famílias – Novo Desenrola Brasil, vinculado ao Ministério da Fazenda, com o objetivo de promover a renegociação e regularização de dívidas em atraso junto ao sistema financeiro.
Segundo o senador Flávio Arns, programas como o Novo Desenrola possuem impacto social imediato relevante, especialmente entre as famílias de baixa renda, mas são apenas o começo.
— Seus efeitos ainda são paliativos. São necessárias medidas estruturais de médio e longo prazo, voltadas para geração de emprego, aumento da renda, acesso ao crédito mais barato e educação financeira da população.
O senador Rogério Marinho critica escolhas feitas na formatação do Novo Desenrola.
— O governo nos oferece velhas fórmulas, as mesmas práticas, e nós já sabemos o resultado. Vão usar recursos de saque do FGTS para pagamento de dívidas, ou seja, segregar o recurso para fortalecer o sistema financeiro brasileiro.
Para que o auxílio chegue a quem precisa, o programa foi dividido em diferentes categorias:

O Desenrola Famílias é focado em pessoas que ganham até cinco salários mínimos e possuem dívidas atrasadas de cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos;
O Desenrola Fies ajuda estudantes a regularizarem seus financiamentos educativos, oferecendo descontos que podem chegar a 99% para quem está há muito tempo sem conseguir pagar;
Existem também versões específicas para ajudar pequenos negócios e produtores rurais a recuperarem seu crédito.

As vantagens oferecidas por esses programas são pensadas para que o pagamento caiba no bolso do cidadão. Entre os principais benefícios estão:

Descontos generosos: As dívidas podem ser reduzidas em até 90% do valor total;
Juros mais baixos: O programa define um teto de juros de 1,99% ao mês, taxa muito menor do que a do cartão de crédito rotativo, que pode passar de 400% ao ano;
Nome limpo mais rápido: Para dívidas de até R$ 100, o nome do consumidor é retirado dos órgãos de proteção ao crédito (como SPC e Serasa) logo no início do programa;
Uso do FGTS: O trabalhador pode usar uma parte do seu saldo do FGTS para ajudar a pagar a dívida negociada.

Além de facilitar o pagamento, esses programas também trazem medidas de proteção social. Uma regra importante de 2026 é que quem participar da renegociação terá o seu CPF bloqueado para realizar apostas online (bets) por 12 meses. O objetivo é garantir que o dinheiro economizado com o desconto da dívida seja usado para o bem-estar da família e não gasto em atividades de alto risco.
A MP do Novo Desenrola tem previsão de duração de 90 dias, e ainda precisa ser analisada e aprovada pelas duas Casas do Congresso Nacional para se tornar lei definitiva.
Peso das bets
O cenário de recorde histórico no endividamento das famílias brasileiras é sustentado por uma combinação de fatores macroeconômicos persistentes e novas causas estruturais. No centro desse problema está a manutenção da taxa Selic em patamares elevados, recentemente ajustada para 14,5% a 14,75% ao ano, o que encarece o crédito de forma generalizada. Para o professor Marcos Melo, do IBMEC, a redução sustentável dos juros depende diretamente do equilíbrio fiscal do país.
— É preciso um trabalho muito grande de maior responsabilidade fiscal, gastar menos e gastar melhor, para que num futuro mais adiante seja possível diminuir a taxa básica de juros. Só assim os problemas relacionados ao endividamento das famílias, das empresas e do crescimento do país acabam sendo resolvidos ao longo do tempo — avalia.
Esse custo elevado do dinheiro se agrava pela alta concentração bancária, que permite aos cinco maiores bancos do país manterem um spread bancário de 34,6 pontos percentuais. O spread representa a diferença entre o custo que os bancos pagam para captar dinheiro e os juros cobrados dos clientes nos empréstimos. Esse valor é drasticamente superior à média global de 6 p.p., calculada pelo Banco Mundial.
Como reflexo direto dessas taxas, o uso do cartão de crédito cria uma “bola de neve” financeira que atinge severamente as famílias de baixa renda (até 3 salários mínimos), que muitas vezes recorrem ao crédito para cobrir despesas como alimentação, saúde e moradia.
Somando-se aos fatores tradicionais, as apostas online (bets) surgiram como uma nova e relevante causa estrutural entre 2024 e 2025, passando a ser o principal fator associado ao endividamento em certas faixas da população e superando o impacto do acesso ao crédito comum. De acordo com a economista Catarina Carneiro, da CNC, embora os juros altos continuem sendo o principal fator de inadimplência, as apostas passaram a agravar significativamente o problema.
— As apostas online deixaram de ser um gasto de entretenimento residual e passaram a atuar como um dreno severo na restrição orçamentária das famílias brasileiras, afetando de forma desproporcional as classes de menor renda.
Um estudo econométrico realizado pela CNC estima que, desde a regulamentação das plataformas em 2023, cerca de R$ 30 bilhões por mês deixaram de circular no consumo tradicional para abastecer sites de apostas.
Propostas do Senado
Para tentar mitigar esse ciclo, tramitam no Poder Legislativo propostas como o PL 2.944/2022, que trata do superendividamento de consumidores. O projeto redefine o chamado “mínimo existencial”, que é a quantia que não pode ser comprometida na renegociação de dívidas e na concessão de crédito. Atualmente, um decreto estabelece o mínimo existencial no valor de 25% do salário mínimo.
Autor do projeto, o ex-senador Mecias de Jesus (RR), argumenta que o crescimento do endividamento das famílias brasileiras exige mecanismos capazes de impedir que consumidores comprometam recursos indispensáveis à própria sobrevivência para conseguir quitar dívidas bancárias. Para ele, um valor fixo — e tão reduzido  — não atende a esse objetivo.
“O valor estabelecido foi considerado por especialistas em direito do consumidor muito baixo para o pagamento de despesas básicas, o que compromete a efetividade da lei e as condições de sobrevivência dos brasileiros superendividados. O conceito não deveria se basear em um critério fixo, mas sim em um índice de comprometimento de renda a ser aplicado caso a caso. Esse modelo levaria em conta a realidade de cada consumidor individualmente”, escreveu Mecias na justificativa para o projeto.
O projeto já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e aguarda decisão final na Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC).
Para o senador Flávio Arns, que participou da aprovação do texto na CAS, a proposta é necessária diante do avanço do superendividamento no país. O senador também defende o fortalecimento de políticas públicas de educação financeira como forma de prevenção ao descontrole das finanças pessoais.
— O Congresso discute políticas de educação financeira, inclusive projetos para torná-la obrigatória na educação básica e também no ensino superior. A lógica dessas propostas é preventiva: formar hábitos de consumo, poupança e uso do crédito antes que o endividamento se torne estrutural.
Outra iniciativa é o PL 2.356, de 2024, do senador Jayme Campos (União-MT), que incorpora a educação financeira ao currículo de todos os níveis da educação básica. O projeto já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e está na Comissão de Educação (CE).
“A escola não cumprirá sua missão civilizadora se for incapaz de formar cidadãos preparados para se inserir na vida produtiva de forma empreendedora e com competências financeiras”, argumenta ele na justificativa.


Fonte: Jovem Pan

Desinfectado após surto de hantavírus, cruzeiro Hondius pode retomar viagens

O navio de cruzeiro MV Hondius, que havia despertado preocupação em todo o mundo devido a um surto de hantavírus a bordo, foi autorizado neste sábado (30) a voltar ao mar, após ter sido devidamente desinfetado.

“Do ponto de vista da saúde pública, já não existem obstáculos para a entrada em serviço do navio Hondius”, anunciou a agência municipal de saúde de Roterdã em seu site, após uma inspeção final realizada na sexta-feira.
Durante a inspeção, especialistas em prevenção de infecções “determinaram que o Hondius havia sido limpo de maneira eficaz e que a desinfecção foi realizada de acordo com as diretrizes estabelecidas”, acrescentou o órgão de saúde.
Por sua vez, a empresa de cruzeiros Oceanwide Expeditions, proprietária da embarcação, havia informado nesta semana que o navio deixaria Roterdã em breve, uma vez concluídas as inspeções, e retomaria seu programa de cruzeiros a partir de 13 de junho.
O MV Hondius, que fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, e o arquipélago de Cabo Verde, teve sua viagem interrompida após a morte de três passageiros devido a um surto de hantavírus, um vírus raro para o qual não existe vacina nem tratamento específico.
Os passageiros foram evacuados em Tenerife, no arquipélago espanhol das Ilhas Canárias, antes de serem repatriados de avião para seus respectivos países. O navio, que navega sob bandeira holandesa, concluiu posteriormente sua viagem em 18 de maio em Roterdã, o maior porto da Europa, onde o restante da tripulação foi colocado em quarentena.
A OMS contabiliza até o momento 13 casos confirmados ou prováveis vinculados a esse episódio, incluindo as três mortes.


Fonte: Jovem Pan

Grêmio x Corinthians: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Grêmio e Corinthians se enfrentam neste sábado (30), às 17h30 (de Brasília), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, em partida válida pela Série A do Brasileirão. O confronto é importante para os dois clubes, que estão atualmente empatados em número de pontos com 21 cada. O time gaúcho ocupa a 14ª colocação, enquanto o paulista está em 15º.
O Grêmio vem de empate por 2 x 2 contra o Torque na terça (26), pela Copa Sul-americana. Na quarta (27), o Corinthians perdeu por 2 x 0 para o Platense pela Libertadores da América. 
Onde assistir Grêmio x Corinthians ao vivo
A partida será transmitida ao vivo pela Globo (TV aberta), geTV (YouTube) e Premiere (pay-per-view)


Fonte: Jovem Pan

Nos pênaltis, PSG é campeão da Champions League pela segunda vez seguida

O PSG conquistou a sua segunda Champions League neste sábado (30), em seguida, após vencer o Arsenal, nos pênaltis, por 4 a 3. No tempo regulamentar, os times empataram em 1 a 1, o que levou à prorrogação na Puskas Arena, em Budapeste, na Hungria. Depois de 20 anos após disputar sua primeira final, o Arsenal não conseguiu vencer sua primeira Champions de novo.
Dessa vez, não levou a virada, apesar de ter tomado o empate, mas o time de Luis Enrique foi soberano durante praticamente todo o jogo e foi mais preciso nos pênaltis.
A partida começou de um jeito meio esquisito. A bola foi colocada em jogo e, em seguida, um bico para cima do time de Mikel Arteta. Não levou a muita coisa. Porém, o time inglês não deu tempo para o PSG pensar antes de abrir o placar.
Havia a expectativa de que o Arsenal apostasse todas as suas fichas na bola parada, uma de suas maiores armas durante a temporada em que conquistou a Premier League. Entretanto, o primeiro gol veio aos cinco minutos de jogo com a bola rolando. Uma pancada de perna esquerda do meia Kai Havertz, sem chance de defesa para Matvey Safonov, que viu a bola passar por cima da sua cabeça.
O gol foi marcado após um belo passe de Leandro Trossard, de lado, com o braço colado no corpo.  A ideia de Mikel Arteta parecia mesmo apostar nos contra-ataques com um time mais leve, já que o artilheiro grandalhão Viktor Gyökeres, que marcou cinco vezes na competição e 14 vezes na Premier League, começou a partida no banco de reservas.
Por volta dos 15 minutos, o time de Luis Enrique ainda não tinha se encontrado no jogo. O Arsenal se fechava com a solidez defensiva que marcou o estilo de Arteta e não deixava espaço para o time parisiense, que agora ficava mais com a bola.
Aos 35 minutos, a posse de bola era de 79% para o PSG. Até com enroscos dentro da área, a zaga de Gabriel Magalhães e William Saliba não dava chance para o trio Désiré Doué, Dembélé e Khvicha Kvaratskhelia. O goleiro espanhol David Raya teve que fazer uma defesa apenas no primeiro tempo, nos acréscimos.
Quando subia, o Arsenal levava perigo. Ainda nos acréscimos, Havertz foi travado dentro da área pelo brasileiro Marquinhos, impedindo a ampliação do placar. A dupla de zaga da Seleção Brasileira, Magalhães e Marquinhos, fez um grande primeiro tempo.

Segundo tempo
Voltando do intervalo sem mudanças, o jogo parecia o mesmo do primeiro tempo. O PSG não encontrava meios de furar a parede dos Gunners. A partida ficou mais física, com duelos mais duros por ambas as partes.
Foi nesse ímpeto de disputa a todo custo que o lateral Cristhian Mosquera perdeu a marcação e derrubou Kvaratskhelia dentro da área, que ostentava um ralado gigante na perna direita.
Ganhador da Bola de Ouro do ano passado, Ousmane Dembélé cobrou a penalidade. Bola de um lado, goleiro do outro. Tudo igual em Budapeste. Arteta mexeu e colocou Jurriën Timber no lugar de Mosquera, que tinha um jogo bom até o pênalti, e Gyökeres no lugar do meia Martin Ødegaard, que não fez bom jogo.
Kvaratskhelia, em contra-ataque, colocou uma bola na trave após desvio de Myles Lewis-Skelly. O PSG se impunha como no jogo todo, enquanto o Arsenal não sabia muito o que fazer com a bola no pé. Arteta decidiu mexer no time de novo, aos 35 do segundo tempo. Gabriel Martinelli e Noni Madueke entraram no lugar de Saka e Trossard.
O craque Kvaratskhelia saiu e deu lugar ao jovem Bradley Barcola. Movimento ousado de Luis Enrique. Ele chegou a ficar cara a cara com Raya, mas o espanhol saiu bem do gol. Vitinha finalizou por cima do gol com menos de um minuto para os 45 do segundo. A tensão tomava conta de Budapeste.
Gonçalo Ramos entrou no lugar do goleador Dembélé. Preocupação para a seleção francesa, já que o atacante saiu por lesão. Barcola teve a chance de virar no último lance do tempo normal, mas a bola saiu à direita do gol de Raya. O jogo continuaria na prorrogação.
Prorrogação
Para o primeiro tempo da prorrogação, entraram Martín Zubimendi no lugar de Lewis-Skelly e Eberechi Eze no lugar de Kai Havertz no Arsenal, gastando todas as suas substituições. Para o PSG, sem mudanças, até a entrada de Warren Zaïre-Emery, no lugar de Fabián Ruiz.
Os times pareciam não querer se arriscar e tomar o gol. O goleiro Raya cobrava os tiros de meta no meio do campo, sem tentar sair jogando. O PSG ainda dominava a posse, mas não levava tanto perigo para o espanhol. Hakimi mandou uma bola por cima da trave, mas muito longe.
O Arsenal reclamou de um pênalti em um dos raros momentos em que teve a bola, mas o árbitro alemão Daniel Siebert não quis revisar o lance no VAR. Sobraram cartões amarelos para Declan Rice e Mikel Arteta por reclamação.
A falta de substituições fez com que Arteta não pudesse tirar o zagueiro/lateral Piero Hincapié, que sofria com cãibras e claramente não tinha mais condições de jogo. O brasileiro Martinelli foi obrigado a se manter na cobertura do equatoriano.
O português Vitinha também mancava em campo. O fim de temporada europeia ia cobrando seu preço, faltando 12 dias para a Copa do Mundo. No lugar do meia entrou o brasileiro Lucas Beraldo, que pode atuar tanto como zagueiro como meia. Llua Zabarnyi entrou no lugar do sempre seguro e capitão da Seleção, Marquinhos.
No segundo tempo da prorrogação, o time de Arteta parecia confortável com a ideia de uma disputa por pênaltis. Postado bem atrás, não pressionava o PSG, que rodava a bola e procurava alternativas. Mas o clima no campo era de decidir na marca da cal. O Arsenal chegou a finalizar duas vezes antes do final, mas sem perigo. Cobrando escanteio, no último lance, os ingleses pouco produziram. Seria por pênaltis que se decidiria o campeão de 2026 da maior competição de clubes do mundo.
Pênaltis
Placar: PSG 4 x 3 Arsenal
PSG – Marcaram: Gonçalo Ramos, Désiré Doué, Achraf Hakimi, Lucas Beraldo. Perdeu: Nuno Mendes.
Arsenal – Marcaram: Viktor Gyökeres, Declan Rice, Gabriel Martinelli. Perderam: Eberechi Eze, Gabriel Magalhães.
Em uma disputa equilibrada, o brasileiro Gabriel Magalhães perdeu a última cobrança, isolando por cima do travessão, e entregando o segundo título para o time de Luis Enrique.
Raya foi o único que pegou um pênalti, o de Nuno Mendes. Eberachi Eze, que entrou na prorrogação, também bateu para fora, ao lado esquerdo do goleiro. Destaque também para Beraldo, que entrou na prorrogação, cobrou o quinto pênalti do PSG e não pareceu sentir a pressão da partida.
Ficha técnica
Competição: Champions League – Final
Estádio: Puskas Arena, Budapeste, Hungria
Árbitro: Daniel Siebert/ALE
Paris Saint-Germain: Matvey Safonov, Achraf Hakimi, Marquinhos (Llua Zabarnyi), Willian Pacho, Nuno Mendes, Fabián Ruiz (Warren Zaïre-Emery), Vitinha (Lucas Beraldo), João Neves, Désiré Doué, Ousmane Dembélé (Gonçalo Ramos), Khvicha Kvaratskhelia (Bradley Barcola).
Arsenal: David Raya, Cristhian Mosquera (Jurriën Timber), William Saliba, Gabriel Magalhães, Piero Hincapié, Martin Ødegaard (Viktor Gyökeres), Declan Rice, Myles Lewis-Skelly (Martín Zubimendi), Bukayo Saka (Noni Madueke), Kai Havertz (Eberechi Eze), Leandro Trossard (Gabriel Martinelli).
Gols: Kai Havertz, 5 minutos, Arsenal
Ousmane Dembélé, 25 minutos do segundo tempo, PSG
Cartões: Amarelos – Mosquera, Saka, João Neves, Gyökeres, Rice, Nuno Mendes
 


Fonte: Jovem Pan

Governo renova medidas para conter preços dos combustíveis em meio à alta do petróleo

O Palácio do Planalto divulgou, na tarde deste sábado (3o), que o governo renovou as ações para conter os preços dos combustíveis em meio à alta do petróleo no mundo por mais dois meses.
De acordo com o comunicado, a renovação das medidas mantém em vigor o pacote de subvenções econômicas e instrumentos regulatórios adotados nos últimos meses para mitigar os efeitos da volatilidade dos preços do petróleo no mercado internacional, agravada pelo conflito no Oriente Médio. As ações renovadas incluem a prorrogação de subvenções a produtores e importadores de diesel e gasolina, além de mecanismos de compensação tributária (cashback) e a continuidade de reduções ou zeragens pontuais de tributos federais sobre combustíveis.
O objetivo é preservar a estabilidade dos preços no mercado interno, evitar repasses diretos aos consumidores e garantir o abastecimento sem impactos inflacionários. “Com a renovação, o governo reafirma o compromisso de atuar preventivamente para que oscilações externas não afetem o custo de vida das famílias e a competitividade do setor produtivo”, diz a nota do Planalto.
A prorrogação vale inicialmente por mais 60 dias, com possibilidade de nova extensão caso persista a pressão externa sobre os preços. O custo total das medidas é estimado sem impacto fiscal líquido, compensado por receitas extraordinárias do setor de óleo e gás.

Principais medidas
O governo passará a pagar, a partir de 1º de junho, uma subvenção de R$ 1,12 por litro de óleo diesel às refinarias nacionais e aos importadores do combustível. Esta subvenção, custeada totalmente com recursos federais, substituirá duas subvenções que se encerram no dia 31 de maio.
Ao mesmo tempo, uma portaria do Ministério da Fazenda estabelece que, a partir de 1º de junho, haverá um pagamento de subvenção aos produtores e importadores de óleo diesel, a fim de compensar custos tributários relativos à comercialização do referido combustível. A subvenção também será custeada com recursos federais e substituirá, na prática, a isenção dos tributos federais sobre o diesel (PIS e Cofins), que também tem o valor de R$ 0,35.
Já a subvenção aos produtores e importadores de GLP foi prorrogada até o dia 31 de julho. E os recursos federais a serem utilizados, inicialmente previstos para o valor de R$ 330 milhões, foram ampliados para R$ 660 milhões. Tal medida possibilita uma subvenção equivalente a R$ 11 por botijão de gás de cozinha de 13 kg comercializados no período, segundo o governo.
Também por meio de decreto, o governo prorrogou a desoneração dos PIS/COFINS sobre o querosene de aviação e sobre o biodiesel utilizado na mistura obrigatória ao diesel rodoviário vendido nas bombas até 31 de julho deste ano.
*texto produzido com auxílio de IA


Fonte: Jovem Pan

Aliados de Lula pedem que PGR investigue Flávio por possível atentado à soberania

Um grupo de deputados do PSOL e da Rede pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por possível atentado à soberania nacional. A representação cita a atuação do parlamentar junto ao governo Donald Trump em defesa da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho(CV) como organizações terroristas.
Em nota, o coordenador geral da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, afirmou: “Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção” (leia a nota completa ao fim da matéria).
Na representação, os parlamentares aliados do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmam que Flávio e outros integrantes da família Bolsonaro têm atuado para estimular a intervenção do governo dos Estados Unidos em assuntos internos do Brasil, o que, segundo eles, é uma afronta à soberania do País.
O documento cita a visita de Flávio ao presidente americano, Donald Trump, na última terça-feira, 26, quando o senador afirmou ter defendido a designação dos grupos criminosos PCC e CV como organizações terroristas globais. No dia seguinte, o senador se reuniu com o secretário de Estado, Marco Rubio, com quem também discutiu o tema.
A designação foi anunciada pela gestão Trump um dia após o encontro com Rubio. A medida, contudo, já vinha sendo estudada há meses pelo governo americano. Nas redes sociais, Flávio comemorou a decisão: “Grande dia!”.
Para sustentar a tese de que Flávio influenciou a decisão, a representação dos deputados do PSOL e da Rede cita reportagem do jornal The New York Times segundo a qual a decisão do governo Trump foi tomada após “meses de lobby agressivo dos filhos do ex-presidente preso, Jair Bolsonaro, um aliado próximo de Trump”
O documento – assinado pelas deputadas federais Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Duda Salabert (PSOL-MG), Luiza Erundina (PSOL-SP), Heloísa Helena (Rede-RJ), Luizianne Lins (Rede-CE) e pelo deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) – afirma que a designação pode causar “impactos relevantes” no País.
Segundo eles, além de possibilitar a imposição de sanções econômicas a instituições financeiras brasileiras, a classificação abre, sob o direito interno norte-americano, a possibilidade jurídica de intervenção militar dos Estados Unidos em áreas de atuação dessas organizações, à revelia do governo brasileiro.
Os deputados argumentam também que a Constituição Federal é explícita ao determinar que compete privativamente ao Presidente da República “manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos” e “celebrar tratados, convenções e atos internacionais”. Por isso, os parlamentares sustentam que, ao viajar para Washington e supostamente obter uma decisão administrativa do governo americano com efeitos concretos sobre o Brasil, Flávio Bolsonaro teria “usurpado competência privativa do Chefe do Poder Executivo, caracterizando, em tese, invasão da esfera de competência diplomática da União”.
Segundo os deputados, Flávio teria usado seu mandato como senador para “em solo estrangeiro, convidar um governo estrangeiro a intervir nos assuntos internos do Brasil, com impacto direto sobre a soberania nacional, o sistema financeiro, o processo eleitoral e a integridade territorial do País”, no que seria uma “negociação contra os interesses do próprio país ”
Na representação, os deputados pedem à PGR a instauração de inquérito policial federal para apuração do caso e adoção das medidas administrativas e civis pertinentes. Também solicitam a comunicação dos fatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que se avalie a existência de elementos configuradores de abuso de poder ou influência estrangeira no processo eleitoral.
Nota do coordenador geral da pré-campanha de Flávio Bolsonaro:
A representação do PSOL e da Rede contra o senador Flávio Bolsonaro é mais uma demonstração de que a esquerda brasileira tenta utilizar o Judiciário como extensão de seu projeto político. É inaceitável que, enquanto o Brasil sofre sob o domínio de facções criminosas, parlamentares se mobilizem para criminalizar o esforço de buscar cooperação internacional contra o terrorismo. O mesmo campo político que hoje clama por “soberania” foi o que, durante anos, viajou o mundo denunciando o próprio país e buscando interferência estrangeira por razões ideológicas. Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção. Enquanto a esquerda protege quem mantém relações de intimidade com o crime, nós continuaremos focados em desarticular as organizações que hoje dominam territórios e fazem reféns milhões de brasileiros. A soberania nacional serve para garantir a segurança do cidadão de bem, e não para servir de escudo a quem aterroriza o povo.


Fonte: Jovem Pan

Bia Haddad vence e avança às oitavas nas duplas de Roland Garros

Aniversariante do dia, a brasileira Beatriz Haddad venceu na manhã deste sábado (30) e avançou na chave de duplas femininas de Roland Garros. Agora com 30 anos, ela atuou ao lado da russa Liudmila Samsonova e juntas derrotaram a dupla formada por Marie Bouzkova, da República Tcheca, e Sara Sorribes, da Espanha, por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/4.
Na primeira rodada, a dupla passou pela ucraniana Lyudmyla Kichenok e pela norte-americana Desirae Krawczyk. O próximo confronto será contra Ellen Perez, da Austrália, e Demi Schuurs, da Holanda, ainda sem dia e horário definidos pela organização de Roland Garros.
A partida começou com predomínio da dupla entre a brasileira e a russa. Juntas, registraram 73% de aproveitamento nos pontos ganhos no primeiro serviço. O primeiro set fechou por 6 a 1, em apenas 25 minutos. No segundo, a partida ficou um pouco mais disputada. Bouzkova e Sorribes conseguiram equilibrar o confronto, mas não conseguiram manter o ritmo e foram derrotadas por 6 a 4.
O bom resultado na disputa de duplas contrasta com o momento vivido pela brasileira em simples. Bia foi eliminada na estreia do Grand Slam de Paris pela britânica Francesca Jones e amarga um péssimo momento. Na última atualização do ranking do WTA, ela deixou o top 100 pela primeira vez em quatro anos e amarga apenas a 105ª colocação.
A outra brasileira que entrou em quadra neste sábado foi Ingrid Martins, que acabou eliminada ao lado da argentina Solana Sierra Elas foram superadas pela belga Magali Kempen e pela eslovena Andreja Klepac, por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/2.
No domingo (30), Luísa Stefani também entrará em quadra na disputa por duplas. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, ela vai enfrentar a norueguesa Ulrikke Eikeri e a norte-americana Quinn Gleason.


Fonte: Jovem Pan