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Alexandre de Moraes é o sujeito oculto do combo Messias-Dosimetria

Ministro do STF Alexandre de Moraes
Luiz Silveira/STF
Nos bastidores de Brasília, a articulação envolvendo a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a discussão sobre a dosimetria das penas do 8 de Janeiro mostra um enredo de alianças, interesses convergentes e rearranjos de poder. Embora não apareça formalmente no centro da operação, Alexandre de Moraes surge como personagem decisivo no movimento conduzido por Davi Alcolumbre.
Há algumas conclusões no combo Messias-dosimetria orquestrado por Davi Alcolumbre:
1. Alcolumbre e Moraes: uma relação antiga de confiança: Davi Alcolumbre é o mais próximo senador do ministro do STF. Os dois, além de Rodrigo Pacheco, são amigos de longa data. Jantam juntos em Brasília e se frequentam com intimidade.
2. A revisão das penas exigia anuência do relator: O presidente do Senado jamais promoveria um alívio nas penas dos condenados do 8 de janeiro sem consultar o relator do caso. Jamais. Evitar a redução das penas era ponto de honra do relator do caso até pouco tempo atrás. Aprová-la seria enfraquecê-lo.
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3. O caso Master alterou o equilíbrio político: O ato só foi possível graças ao caso do Banco Master. O escândalo fez o vento da política virar. Moraes viu sua vulnerabilidade crescer quando seu antagonista André Mendonça foi alçado à condição de relator do caso. Levar Messias ao STF era, dentro desse contexto, uma possibilidade de fortalecer aquele que gostaria de esclarecer as circunstâncias do contrato da esposa do ministro. Mendonça era um dos padrinhos de Messias no STF, e foi para casa dele que Messias foi após se encontrar com Lula na noite da derrota para juntar os cacos e contabilizar as traições.
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Messias e Alcolumbre se encontraram em Brasília e falaram de sabatina
4. A resistência ao nome de Jorge Messias já existia: É bem verdade que Alexandre considerou um equívoco a indicação de Lula antes mesmo de o Master eclodir. E já dizia lá atrás que Messias iria perder. Preferia ver Pacheco, seu outro amigo, engrossando as fileiras de aliados na corte.
5. A negociação: barrar Messias em troca de concessões: Mas quando o Master surgiu atropelando tudo, esse objetivo ficou ainda mas premente. Era hora de barrar. Mas, para barrar, era preciso que a redução das penas passasse em troca de duas coisas: o enterro da CPI do Master e a dosimetria.
6. Um recuo de Moraes: Foi assim que o chamado “herói da resistência” ao golpe abençoou um revés a si mesmo.
7. Isolamento de André Mendonça: Sem Messias, o ministro André Mendonça segue em parcial isolamento e em clara minoria.
8. Alianças improváveis em Brasília: O episódio mostrou um mundo invertido em Brasília, no qual antigos aliados — governo e Alexandre— transformaram-se em rivais. E tradicionais antagonistas — André Mendonça e um ministro de Lula (Messias), além de Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro, por intermédio de Alcolumbre — transformaram-se em aliados de ocasião.
9. A traição como moeda política: O artigo mais frequente da política — a traição — desfilou sem inibição por esses dias: Messias foi traído por gente até então próxima ao próprio governo. Mendonça foi traído por amigos da bancada evangélica que lhe prometeram votos a favor de Messias minutos antes da votação, mas entregaram a cabeça do candidato da mesma fileira religiosa, mostrando que o voto evangélico se rendeu aos interesses do stablishment.
10. Votos motivados por interesses diversos: No arsenal de votos contrários ao governo, teve de tudo, porém. Teve desafeto de Messias, teve gente incomodada com Lula por diferentes razões.
11. A percepção de fraqueza de Lula: Mas esse strike contra Lula só foi possível graças à convicção do centrão e de parte do STF de que Lula está politicamente morto, em viés de derrota nas eleições.
12. O fator imprevisível da política: Mas como a política não é escrita em linha reta, se o presidente da República se recuperar e sair de outubro vitorioso, tudo pode mudar de novo.


Fonte:

g1 > Política

TRE confirma nova eleição direta em Roraima após cassação pelo TSE, mas ainda não define data

TSE cassa mandato do governador de Roraima e determina novas eleições no estado
O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) confirmou, nesta quinta-feira (30), que as eleições para o governo de Roraima serão definidas por eleição direta, quando a população vai às urnas para escolher um representante. A data da eleição ainda não foi definida.
O anúncio foi feito após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamar o resultado do julgamento que cassou o mandato do governador Edilson Damião (União Brasil) e declarou o ex-governador Antonio Denarium (Republicanos) inelegível por oito anos.
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Em nota, o TRE-RR destacou que a Corte Superior deliberou, por maioria, pela realização de novas eleições, na modalidade direta, e determinou a execução imediata do julgado, independentemente da publicação do acórdão.
“Diante disso, o TRE-RR esclarece que adotará todas as providências necessárias para o fiel cumprimento da decisão, observando rigorosamente os termos definidos pelo TSE e a legislação eleitoral vigente.”
Damião perdeu o mandato por seis votos contra um, na última terça-feira (28), mas o resultado foi proclamado nesta quinta após complemento do ministro André Mendonça, que defendeu uma eleição com votação indireta na Assembleia Legislativa (Ale-RR). A maioria, no entanto, optou pelo voto popular.
Como o resultado proclamado, Damião sai do cargo imediatamente. Com isso, o presidente da Assembleia Legislativa, Soldado Sampaio (Republicanos), é quem deve assumir o governo do estado até a realização do pleito.
Em nota, a assessoria de Damião disse que deve apresentar os recursos cabíveis. “Reafirmamos o respeito às instituições e acompanharemos os desdobramentos com responsabilidade e observância à legislação vigente.”
O recurso pode ser apresentado ao TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, não tem efeito suspensivo e ele continua fora do cargo.
Agora, o TRE-RR deve iniciar os procedimentos para realização da eleição suplementar. O calendário com a data da eleição ainda será definido no Tribunal Regional.
No entanto, pelas datas estabelecidas pelo TSE restam quatro possibilidades de novas eleições este ano: 17 de maio; 21 de junho; 8 de novembro; 6 de dezembro. O governador eleito chefiará o Executivo estadual até 31 de dezembro de 2026.
Edilson Damião e Antonio Denarium, da esquerda para a direita.
Marley Lima/Ale-RR/Reprodução/Arquivo
Crimes eleitorais
Damião e Denarium foram condenados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, quando a chapa foi eleita.
A decisão foi tomada após o TSE negar recurso das defesas dos políticos contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), que, em janeiro de 2024, cassou os mandatos do então governador Antonio Denarium e do vice. O recurso levou o caso à Corte Superior ainda em 2024.
Edilson teve o mandato cassado após um mês no cargo. Ele era vice-governador de Roraima desde 2022 e assumiu o governo em 27 de março de 2026, após Denarium renunciar para disputar o Senado.
A renúncia de Denarium não encerrou o processo no TSE. Damião seguiu como alvo da cassação, enquanto Denarium respondeu pela inelegibilidade, punição aplicada pelo TRE e mantida pelo Tribunal Superior na noite de terça-feira.
Engenheiro Edilson Damião em 27 de março de 2026, quando tomou posse como governador de Roraima.
Ale-RR/Divulgação
Conclusão dos votos
O processo julgado na terça refere-se à terceira cassação, em que Denarium e o então vice-governador tiveram os diplomas cassados. A ação foi movida pela coligação “Roraima Muito Melhor”, que tinha como adversária a ex-prefeita de Boa Vista, Teresa Surita (MDB).
Denarium e Damião, neste processo, foram acusados de:
Executar reformas nas casas de eleitores roraimenses, por meio do programa “Morar Melhor”, em 2022 — ano de eleição;
Distribuição de cestas básicas em ano eleitoral;
Transferência de R$ 70 milhões em recursos para municípios às vésperas do período vedado pela lei eleitoral;
Promoção pessoal de agentes públicos;
Aumento de gastos com publicidade institucional.
A primeira a votar na terça foi a ministra Estela Aranha, que, há 14 dias, tinha pedido vista — mais tempo para analisar o processo. O voto dela foi seguido por Antonio Carlos, Floriano de Azevedo e da presidente do TSE, Cármen Lúcia. Os outros ministros apresentaram voto em sessões anteriores.
Durante o embasamento do voto, a ministra Estela Aranha disse que não faz sentido cassar apenas o mandato do então governador Antonio Denarium e manter o então vice, Edilson Damião, no cargo, mesmo que o Damião não tenha participado diretamente de qualquer irregularidade.
“Não vejo como manter hígido o diploma de vice, ainda que a ele não se impute diretamente a prática de nenhum ilícito. É de se considerar que se o titular (Denarium) obteve benefício com essa conduta, aferindo os votos de um pleito, não há como afastar o benefício do vice (Damião) […] em razão da unicidade de chapa, prevista no Código Eleitoral […] que impõe a canalização de votos sem diferenciar se o eleitor confia no titular, no vice, ou em ambos”, justificou a ministra.
Ao acompanhar o voto, Antonio Carlos ressaltou que, embora Damião não integrasse a chapa eleita em 2018, sua eleição em 2022 esteve diretamente ligada à candidatura de Antonio Denarium. Para o magistrado, a jurisprudência do TSE estabelece que, quando uma chapa é beneficiada por abuso de poder, a cassação deve atingir tanto o titular quanto o vice.
O ministro Floriano de Azevedo votou pela cassação ao rejeitar o argumento de que os repasses milionários feitos às vésperas das eleições de 2022 foram motivados por calamidades climáticas.
Ele explicou que choveu 40% menos no ano de eleição do que em 2021, mas os repasses foram 400 vezes maiores. Para ele, essa foi uma evidência de abuso de poder econômico para beneficiar aliados políticos.
A ministra Cármen Lúcia também votou pela cassação ao destacar que os programas sociais criados e os repasses milionários no ano eleitoral atingiram diretamente uma fatia expressiva do eleitorado.
Só o programa Cesta da Família beneficiou 50 mil famílias, o que, considerando uma média de três eleitores por família, representa cerca de 150 mil pessoas, num eleitorado de 366 mil roraimenses. “Este cálculo sequer contempla os potenciais beneficiários do programa Morar Melhor”, completou a ministra.
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.


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g1 > Política

Bolsonaro será internado para cirurgia no ombro em hospital de Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será internado nesta sexta-feira (1º) no hospital DF Star, em Brasília, após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Bolsonaro passará por uma cirurgia no ombro para reparação do manguito rotador e de lesões associadas.
A ex-primeira dama, Michelle, publicou em uma rede social, na manhã desta sexta, que estava a caminho do hospital, junto com o ex-presidente.
Na última sexta-feira (24), a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favorável ao pedido da defesa do ex-presidente solicitando liberação para o procedimento.
Ao solicitar autorização para o procedimento, a defesa do ex-presidente solicitou que o procedimento fosse realizado na semana passada, entre os dias 24 e 25 de abril. No entanto, o ministro do STF só autorizou o procedimento dias depois.
🔎Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde o dia 27 de março. O benefício, com prazo inicial de 90 dias, foi concedido pelo ministro Alexandre de Moraes em razão das condições de saúde do ex-presidente.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Os advogados também pedem que a autorização abranja todas as etapas do tratamento, como atos preparatórios, pré-operatório, internação, realização da cirurgia, pós-operatório e reabilitação.
Nesta semana, a equipe médica que acompanha o ex-presidente disse que durante sessão de fisioterapia pré-operatória realizada nesta segunda-feira (27), Bolsonaro apresentou “evolução satisfatória, atingindo os objetivos terapêuticos propostos”.
Segundo o relato da equipe médica, após a cirurgia, o ex-presidente deverá ser submetido a nova avaliação e ser encaminhado para continuidade do acompanhamento fisioterapêutico em fase pós-operatória, conforme conduta médica e evolução clínica.
No dia 17 de abril, a defesa do ex-presidente informou que Jair Bolsonaro havia melhorado e estava apto para a realização da cirurgia no ombro direito.
Segundo relatórios médicos enviados à Corte, Bolsonaro, atualmente com 71 anos, apresenta melhora clínica geral após um quadro de pneumonia bilateral.
Segundo os documentos, Bolsonaro apresentou uma “boa evolução” dos quadros pulmonar e digestivo. Os documentos mencionam a redução de sintomas como falta de ar, cansaço e refluxo gastroesofágico.
Jair Bolsonaro acena na garagem de casa, em Brasília
Sergio Lima/AFP
Em relação às crises de soluço, os médicos informam que a dosagem de medicamentos foi ajustada e a resposta tem sido “satisfatória”.
Apesar da melhora geral, o laudo ortopédico indica que o ex-presidente persiste com dores noturnas e incapacidade funcional no ombro direito. O exame físico e a ressonância magnética confirmaram uma lesão de alto grau.
“Dentro deste quadro refratário à fisioterapia, e considerando que foi uma lesão traumática, adicionado ao fato que o paciente apresenta melhora do quadro clínico, se encontrando, por conseguinte, apto para a realização da operação”, diz o trecho do laudo ortopédico.
A recomendação é que a cirurgia seja realizada por via artroscópica – um procedimento minimamente invasivo.
Atualmente, segundo a equipe médica, a rotina de Bolsonaro inclui dieta rigorosa, seis sessões semanais de fisioterapia cardiorrespiratória e motora e tratamento para controle da pressão arterial.


Fonte:

g1 > Política

História da guerra interna da Mercedes em 2016 e o título de Nico Rosberg

A temporada de 2016 da Fórmula 1 ficou marcada na história do automobilismo não apenas pelo domínio técnico da Mercedes, mas pela deterioração completa da relação entre seus dois pilotos, Lewis Hamilton e Nico Rosberg. O que começou como uma amizade de infância no kartismo evoluiu para uma rivalidade tóxica que dividiu a garagem das “Flechas de Prata”. O campeonato foi decidido na última volta da última corrida, em um duelo psicológico e tático que exigiu resiliência máxima do piloto alemão para superar um dos maiores talentos da história do esporte.
História e linha do tempo da rivalidade
A tensão entre Hamilton e Rosberg vinha crescendo desde 2014, mas atingiu seu ponto de ebulição em 2016. Diferente dos anos anteriores, onde Hamilton prevaleceu com relativa facilidade, Rosberg iniciou a temporada focado e com uma abordagem psicológica renovada.
A cronologia da “guerra civil” da Mercedes em 2016 inclui momentos decisivos:

O início avassalador: Rosberg venceu as quatro primeiras corridas da temporada (Austrália, Bahrein, China e Rússia), construindo uma vantagem significativa de pontos enquanto Hamilton sofria com problemas de confiabilidade e largadas ruins.
O desastre de Barcelona: No GP da Espanha, a rivalidade explodiu. Na primeira volta, Rosberg defendeu a posição de forma agressiva e Hamilton tentou passar pela grama. Os dois colidiram e abandonaram a prova, permitindo a primeira vitória de Max Verstappen. A gestão da Mercedes, liderada por Toto Wolff e Niki Lauda, teve que intervir drasticamente nos bastidores.
O toque na Áustria: Na última volta do GP da Áustria, Rosberg (com freios desgastados) e Hamilton colidiram novamente. Hamilton venceu, e Rosberg caiu para quarto, gerando vaias e ameaças de ordens de equipe por parte da direção.
A virada na Malásia: Hamilton liderava confortavelmente e estava prestes a retomar a liderança do campeonato quando seu motor explodiu de forma dramática. Rosberg terminou em terceiro, abrindo uma vantagem que, no final, se provaria insuperável.
A resistência em Abu Dhabi: Chegando à final com 12 pontos de vantagem, Rosberg precisava apenas de um pódio. Hamilton venceu a corrida, mas a verdadeira batalha aconteceu atrás dele, onde Rosberg teve que suportar a pressão estratégica do britânico.

Regras e funcionamento da tática em Abu Dhabi
Para entender como Nico Rosberg suportou a pressão de Lewis Hamilton em Abu Dhabi para vencer seu único título mundial, é necessário analisar a tática empregada por Hamilton, conhecida como “backing up” (segurar o pelotão). As regras de engajamento naquela tarde em Yas Marina fugiram do padrão de uma corrida normal.
A dinâmica técnica da final funcionou da seguinte maneira:

A matemática do título: Rosberg precisava terminar no pódio (top 3) caso Hamilton vencesse. Se Rosberg caísse para quarto, Hamilton seria campeão.
A estratégia de Hamilton: Sabendo que não bastava vencer e abrir vantagem, Hamilton deliberadamente reduziu seu ritmo na liderança. Seu objetivo era “empurrar” Rosberg para as garras dos pilotos que vinham atrás, especificamente Sebastian Vettel (Ferrari) e Max Verstappen (Red Bull).
O desafio do ar sujo: Rosberg estava preso em uma armadilha aerodinâmica. Se tentasse ultrapassar Hamilton, corria o risco de colidir (o que daria o título a ele, mas mancharia sua reputação) ou destruir seus pneus no ar sujo do carro à frente.
A intervenção da equipe: A Mercedes, temendo perder a vitória para a Ferrari devido à tática lenta de Hamilton, ordenou via rádio que o britânico acelerasse. Hamilton respondeu com a famosa frase: “Eu estou perdendo o campeonato mundial agora, então não me importo se vou perder a corrida”.
A ultrapassagem crítica: O momento chave não foi contra Hamilton, mas contra Max Verstappen. No meio da prova, a equipe informou a Rosberg que era “crítico” passar o holandês. Rosberg executou uma manobra arriscada e precisa, chegando a milímetros de uma colisão, para assegurar a segunda posição virtual que lhe garantiria o título.

Títulos e recordes da temporada
A temporada de 2016 foi estatisticamente histórica para a equipe Mercedes e consolidou o legado de Nico Rosberg, que se aposentou dias após a conquista.
Os números daquele ano demonstram o nível da disputa:

Nico Rosberg:
1 Título Mundial de Pilotos.
9 vitórias na temporada.
8 pole positions.
16 pódios.
Lewis Hamilton:
Vice-campeão (perdeu por apenas 5 pontos).
10 vitórias na temporada (mais vitórias que o campeão).
12 pole positions.
17 pódios.
Mercedes AMG Petronas:
19 vitórias em 21 corridas (recorde absoluto na época).
20 pole positions em 21 corridas.
765 pontos no Campeonato de Construtores.

Curiosidades sobre a decisão
Os bastidores da conquista de Rosberg revelam detalhes que tornam o feito ainda mais impressionante sob o ponto de vista humano e esportivo.

O retiro silencioso: Para vencer Hamilton, Rosberg contratou um treinador mental e começou a praticar meditação. Ele também parou de andar de bicicleta para perder 1kg de massa muscular nas pernas, o que ele calculou que lhe deu os centésimos de segundo necessários para a pole position no Japão.
Família de campeões: Ao vencer em 2016, Nico Rosberg igualou o feito de seu pai, Keke Rosberg (campeão em 1982). Eles se tornaram apenas a segunda dupla de pai e filho a vencerem na F1, juntando-se a Graham e Damon Hill.
Aposentadoria imediata: A pressão psicológica foi tão intensa que, cinco dias após levantar o troféu em Viena, Rosberg chocou o mundo ao anunciar sua aposentadoria imediata da Fórmula 1 aos 31 anos, afirmando que não estava disposto a fazer o mesmo sacrifício novamente.
O “Código de Conduta”: Após a batida na Espanha, a Mercedes criou um documento legal interno com regras estritas de engajamento, ameaçando demitir qualquer piloto que causasse outra colisão entre os dois carros.

A batalha de 2016 permanece como um dos maiores exemplos de fortitude mental na história do esporte. Enquanto Hamilton contava com um talento natural inigualável, a vitória de Rosberg provou que a preparação obsessiva e a inteligência emocional podem superar a velocidade pura. A forma como Nico Rosberg suportou a pressão de Lewis Hamilton em Abu Dhabi encerrou um ciclo narrativo perfeito, transformando a “guerra das flechas de prata” em uma lenda do automobilismo moderno.


Fonte: Jovem Pan

História de como Hamilton superou Massa na última curva de Interlagos em 2008 e levou o título

O Grande Prêmio do Brasil de 2008 não foi apenas uma corrida, mas o clímax de uma temporada intensa disputada ponto a ponto entre a Ferrari, liderada pelo brasileiro Felipe Massa, e a McLaren, com o jovem britânico Lewis Hamilton. Chegando a Interlagos, a matemática era simples, mas tensa: Hamilton tinha sete pontos de vantagem. Para ser campeão em casa, Massa precisava vencer a corrida e torcer para que Hamilton chegasse, no máximo, em sexto lugar. Se Massa chegasse em segundo, Hamilton teria que ser oitavo ou pior.
O cenário estava armado para um duelo histórico. Felipe Massa fez a sua parte com perfeição durante todo o fim de semana, garantindo a pole position e dominando a prova. No entanto, a imprevisibilidade climática de São Paulo desempenhou o papel de protagonista, transformando as voltas finais em um caos estratégico que culminou na ultrapassagem decisiva na Junção, a poucos metros da bandeira quadriculada.
História e cronologia da decisão
A temporada de 2008 foi marcada por erros e acertos de ambas as equipes, chegando à última etapa com Hamilton somando 94 pontos e Massa 87. A corrida começou com chuva forte, atrasando a largada e obrigando todos a trocarem pneus de pista seca por intermediários.
Massa largou bem e manteve a liderança, controlando o ritmo. Hamilton, correndo com o regulamento debaixo do braço, mantinha-se na zona de pontuação necessária para o título (top 5). A pista secou, os pilotos voltaram para pneus de pista seca, e a ordem parecia estabilizada até as últimas voltas.
Faltando menos de 10 voltas para o fim, a chuva voltou a cair em Interlagos. A maioria dos líderes, incluindo Massa e Hamilton, parou para colocar pneus intermediários. A Toyota, no entanto, decidiu manter Timo Glock na pista com pneus de pista seca (slicks), uma aposta arriscada para ganhar posições de pista.
Na 69ª de 71 voltas, Sebastian Vettel, então na Toro Rosso, ultrapassou Lewis Hamilton. Com essa manobra, Hamilton caiu para a 6ª posição. Naquele momento, com Massa liderando, o brasileiro era virtualmente o campeão mundial.
Felipe Massa cruzou a linha de chegada em primeiro lugar. A Ferrari começou a comemorar nos boxes, e a torcida brasileira explodiu nas arquibancadas. Porém, na pista, a chuva havia apertado. Timo Glock, com pneus de pista seca, não conseguia mais manter o carro no traçado e perdeu drasticamente a velocidade na subida da Junção. Lewis Hamilton, vindo logo atrás, contornou a última curva real do circuito, ultrapassou a Toyota de Glock nos metros finais e assumiu o 5º lugar.
Essa posição garantiu a Hamilton 4 pontos, somando 98 no total, contra os 97 de Massa (que somou 10 pela vitória). Por uma diferença de um ponto, definida na última curva da última volta, Lewis Hamilton conquistou seu primeiro título mundial.
Regras e funcionamento da pontuação em 2008
Para entender a complexidade daquele final, é necessário compreender o sistema de pontuação e as regras vigentes na época, que eram diferentes das atuais.
A pontuação distribuída aos oito primeiros colocados seguia a escala:

1º lugar: 10 pontos
2º lugar: 8 pontos
3º lugar: 6 pontos
4º lugar: 5 pontos
5º lugar: 4 pontos
6º lugar: 3 pontos
7º lugar: 2 pontos
8º lugar: 1 ponto

Além disso, o regulamento técnico da época ainda permitia o reabastecimento durante a corrida, o que tornava as estratégias de pit stop fundamentais. Outro fator crucial eram os pneus. Em 2008, a Fórmula 1 ainda utilizava pneus com sulcos (grooved tyres) para pista seca, o que reduzia a aderência mecânica em comparação aos pneus slicks (lisos) que retornariam no ano seguinte. Isso explica a dificuldade extrema de Timo Glock em manter o carro na pista molhada sem os pneus adequados.
Não havia DRS (asa móvel) para facilitar ultrapassagens, o que valorizava ainda mais a manobra de Vettel sobre Hamilton e a necessidade de Hamilton buscar a posição na pista puramente no braço e na tração do carro.
Títulos e recordes envolvidos
Aquele domingo em Interlagos definiu marcas históricas tanto para os pilotos quanto para as equipes envolvidas na disputa.

Lewis Hamilton: Tornou-se, naquele momento, o campeão mundial mais jovem da história da Fórmula 1 (23 anos, 9 meses e 26 dias), recorde que seria quebrado posteriormente por Sebastian Vettel em 2010. Foi o primeiro de seus sete títulos mundiais.
Felipe Massa: Conquistou sua 11ª e última vitória na Fórmula 1. Ele se tornou o vice-campeão mundial de 2008. Apesar da derrota no campeonato de pilotos, sua performance ajudou a Ferrari a garantir o título.
Ferrari: Graças à vitória de Massa e ao 3º lugar de Kimi Raikkonen, a Ferrari conquistou o Campeonato Mundial de Construtores de 2008, o último título da equipe italiana até o momento.

Curiosidades sobre o evento
A decisão de 2008 é cercada de fatos que ampliam a lenda em torno da corrida.

O soco na parede: Imagens da transmissão mundial mostraram um mecânico da Ferrari dando um soco em um painel de vidro dentro dos boxes ao perceber que Hamilton havia cruzado em 5º lugar, interrompendo a celebração prematura da família de Massa.
“Is that Glock?”: A narração britânica de Martin Brundle e James Allen imortalizou a frase “Is that Glock going slowly?” (É o Glock indo devagar?), quando perceberam que a Toyota estava se arrastando na pista, abrindo a porta para o título de Hamilton.
Singapura e o Crashgate: O título foi decidido por apenas um ponto. Meses antes, no GP de Singapura, houve o escândalo do “Crashgate”, onde Nelsinho Piquet bateu propositalmente para ajudar Fernando Alonso. Naquela corrida, Massa teve um problema no pit stop (arrancou com a mangueira de combustível) e não pontuou. Muitos analistas argumentam que, se a corrida de Singapura tivesse sido anulada, Massa seria o campeão.
Postura de campeão: Felipe Massa foi amplamente elogiado por sua postura no pódio. Mesmo visivelmente emocionado e chorando, ele bateu no peito e agradeceu à torcida, demonstrando grande esportividade na derrota mais dolorosa de sua carreira.

A vitória de Hamilton sobre Massa na última curva de Interlagos transcendeu as estatísticas e se tornou um marco cultural no automobilismo. Ela simboliza a natureza imprevisível da Fórmula 1, onde o desempenho técnico, a estratégia e a sorte se colidem. Para Felipe Massa, ficou o gosto amargo de ter sido campeão mundial por cerca de 30 segundos; para Hamilton, foi o início de uma era de domínio que reescreveria os livros de recordes do esporte.


Fonte: Jovem Pan

Gol no fim, rádio no ouvido: as rodadas que pararam o Brasil

O suor escorre frio. O coração parece bater na garganta, no ritmo da narração que sai de um celular ou de um radinho de pilha. Em um canto do país, um grito de gol explode em euforia; em outro, o mesmo lance causa um silêncio de velório. Não há nada no esporte nacional que se compare à tensão de uma última rodada do Brasileirão com tudo em jogo. É o momento em que 37 rodadas de suor, tática e paixão são resolvidas em 90 minutos de pura agonia e êxtase. É aqui que a história é escrita, onde lendas nascem e gigantes caem. Prepare-se para relembrar as decisões de título e rebaixamento mais emocionantes na última rodada do Brasileirão, momentos que provam por que o futebol é muito mais que um jogo.

Gritos de campeão no apagar das luzes
Quando o título está em disputa até o último segundo, a atmosfera é elétrica. Estádios lotados, torcedores com os olhos vidrados no campo e os ouvidos atentos às notícias de jogos simultâneos. Alguns desses capítulos se tornaram inesquecíveis.

2009: A nação rubro-negra em festa: O Flamengo de Adriano e Petković precisava vencer o Grêmio no Maracanã para ser campeão após 17 anos. O estádio pulsava, mas um gol do Grêmio no início gelou os mais de 80 mil presentes. A virada veio com a alma, com gols de zagueiros, e a explosão final com o apito do árbitro confirmou o hexa, levando o Rio de Janeiro ao delírio.
2020: O título que veio com uma derrota: Em um cenário pandêmico, com estádios vazios, o drama foi transmitido pela TV. O Flamengo perdeu para o São Paulo no Morumbi, mas o Internacional, que só precisava de uma vitória simples contra o Corinthians, não conseguiu marcar. Um gol anulado pelo VAR nos minutos finais selou o destino do Inter e entregou o troféu ao rival, na mais amarga das circunstâncias.

A matemática cruel da luta para não cair
Se a briga pelo título é gloriosa, a luta contra o rebaixamento é visceral. É a batalha pela honra, pela sobrevivência. Cada gol sofrido, cada chance perdida, tem o peso de uma tragédia anunciada. E em algumas últimas rodadas, o drama foi além do imaginável.

2019: A queda de um gigante: O Cruzeiro, um dos clubes mais vitoriosos do país, chegou à última rodada precisando de um milagre. A tensão no Mineirão era palpável. A derrota para o Palmeiras, somada a uma combinação de resultados, selou o primeiro rebaixamento da história do clube em meio a um cenário de caos, com o jogo sendo encerrado antes do tempo por conta da revolta da torcida. Uma ferida que permanece aberta.
A dança das cadeiras: Muitas vezes, não é apenas um time, mas quatro ou cinco que chegam à rodada final com a corda no pescoço. Em anos como 2008 e 2017, a última vaga do rebaixamento trocou de mãos diversas vezes ao longo dos 90 minutos. Um gol em Salvador podia rebaixar um time em Florianópolis, transformando o campeonato em um complexo jogo de xadrez emocional.

Por que a última rodada mexe tanto com a gente?
A magia da rodada final está na simultaneidade. É a única vez no ano em que o destino de todos está interligado em tempo real. A tecnologia mudou a forma como vivemos essa experiência – do rádio de pilha colado ao ouvido para os múltiplos aplicativos de resultados no celular –, mas a essência do drama é a mesma. É a prova de que, no futebol, nada está garantido até o fim. É a conexão de milhões de pessoas sentindo a mesma angústia e a mesma esperança, unidas por um escudo e por 90 minutos que podem mudar tudo. É a celebração da imprevisibilidade, o ingrediente que nos faz amar tanto este esporte.
Esses momentos de pura adrenalina são a alma do Brasileirão. São as histórias que contamos por anos, o “eu estava lá” que enche o peito de orgulho ou o “e se” que ecoa na memória. O choro de alegria do título improvável e a lágrima amarga da queda inesperada são as duas faces da mesma paixão. E a cada ano, quando a tabela se aperta, uma certeza nos move: a próxima última rodada histórica pode estar logo ali, pronta para criar novos heróis e parar o Brasil mais uma vez.


Fonte: Jovem Pan

Como as asas de um F1 geram velocidade nas curvas

A velocidade de um carro de Fórmula 1 não se mede apenas em retas. A sua capacidade de contornar curvas em velocidades extremas é o que realmente define seu desempenho, e o segredo para essa proeza reside em um conceito fundamental: a aerodinâmica. Entender como as asas dianteira e traseira de um F1 funcionam para gerar tanta velocidade nas curvas é desvendar a engenharia que permite a esses carros produzir mais aderência do que seu próprio peso. Este artigo detalha os princípios por trás desses componentes e seu papel no complexo sistema aerodinâmico de um monoposto.

O princípio fundamental: downforce vs. arrasto
Para entender as asas, é preciso primeiro compreender o conceito de downforce (força descendente). Pense em um carro de F1 como uma asa de avião invertida. Enquanto a asa de um avião é projetada para criar sustentação (lift) e decolar, os componentes aerodinâmicos de um F1 são desenhados para fazer o oposto: empurrar o carro contra o asfalto.
Isso é alcançado ao criar uma diferença de pressão de ar. O ar que passa por baixo da asa percorre um caminho mais longo do que o ar que passa por cima. Pelo Princípio de Bernoulli, o ar que viaja mais rápido tem menor pressão. Essa diferença cria uma zona de baixa pressão sob a asa, efetivamente “sugando” o carro para o chão.
Downforce: Aumenta a força vertical sobre os pneus, gerando mais aderência mecânica. Com mais aderência, o carro pode frear mais tarde, acelerar mais cedo e, crucialmente, manter velocidades mais altas nas curvas sem derrapar;
Arrasto (Drag): É a resistência do ar que se opõe ao movimento do carro. Componentes que geram muito downforce, como asas com grande ângulo de ataque, também geram muito arrasto, o que limita a velocidade máxima em retas. O desafio dos engenheiros é encontrar o equilíbrio perfeito entre downforce para as curvas e baixo arrasto para as retas;
Análise das asas: a função da dianteira e da traseira
As asas dianteira e traseira são os geradores de downforce mais visíveis, mas suas funções são distintas e complementares, essenciais para o equilíbrio e o desempenho geral do carro.
A asa dianteira: o primeiro ponto de contato
A asa dianteira é a primeira parte do carro a interagir com o ar “limpo” (não turbulento). Suas funções principais são:
Gerar downforce no eixo dianteiro: Ela pressiona as rodas da frente contra o asfalto, garantindo que o piloto tenha aderência para esterçar o carro e iniciar a curva com precisão;
Gerenciar o fluxo de ar: Esta é talvez sua função mais crítica. A asa dianteira condiciona e direciona o fluxo de ar para o resto do carro. Ela foi projetada para desviar o ar turbulento gerado pelos pneus dianteiros e canalizar um fluxo limpo e energizado para componentes vitais como o assoalho, os sidepods e o difusor, maximizando a eficiência aerodinâmica de todo o conjunto;
A asa traseira: estabilidade e potência aerodinâmica
A asa traseira é responsável por gerar uma porção significativa do downforce total do carro, atuando diretamente sobre o eixo traseiro.
Gerar downforce no eixo traseiro: Essa força é crucial para a tração e a estabilidade, especialmente na saída das curvas, quando o piloto acelera. Sem ela, as rodas traseiras perderiam aderência facilmente;
DRS (Drag Reduction System): A asa traseira possui uma aba móvel que pode ser aberta em zonas específicas da pista. Ao abrir, ela “achata” o perfil da asa, reduzindo drasticamente o arrasto e permitindo que o carro atinja velocidades mais altas nas retas para facilitar ultrapassagens;
O equilíbrio entre o downforce gerado na dianteira e na traseira é vital. Um excesso na frente pode causar sobreviragem (oversteer), enquanto um excesso na traseira pode levar à subviragem (understeer).
Além das asas: outros componentes aerodinâmicos cruciais
Embora as asas sejam proeminentes, elas trabalham como parte de um sistema integrado. Outros componentes são igualmente importantes para a performance aerodinâmica.
Assoalho e Efeito Solo: Com os regulamentos recentes, o assoalho tornou-se o principal gerador de downforce. Ele possui dois grandes túneis (chamados de túneis de Venturi) que aceleram o ar que passa por baixo do carro, criando uma enorme zona de baixa pressão e gerando o “efeito solo”, que suga o carro para a pista de forma muito eficiente e com menos arrasto;
Difusor: Localizado na parte traseira do assoalho, o difusor ajuda a expandir e desacelerar o fluxo de ar que sai de baixo do carro. Esse processo aumenta a velocidade do ar no assoalho, potencializando ainda mais o efeito solo e a geração de downforce;
Sidepods: As entradas de ar laterais não servem apenas para refrigerar o motor. Seu formato é esculpido para gerenciar o fluxo de ar ao longo das laterais do carro, minimizando a turbulência e otimizando a passagem de ar em direção à traseira;
A performance de um carro de Fórmula 1 nas curvas é o resultado direto de um sofisticado pacote aerodinâmico. As asas dianteira e traseira desempenham papéis centrais e interdependentes: a dianteira inicia o processo, gerando aderência frontal e preparando o fluxo de ar para o resto do carro, enquanto a traseira fornece a estabilidade e a força descendente necessárias para tracionar e manter o controle em alta velocidade. Juntas, e em harmonia com o assoalho e o difusor, elas criam os níveis de downforce que permitem aos carros desafiar os limites da física.


Fonte: Jovem Pan

Mão-boba e ‘corte’ na rainha: veja gafes de Trump durante visita do rei Charles III

O rei Charles III chegou, na segunda-feira (27), aos Estados Unidos para uma visita de quatro dias cujo objetivo era estreitar os laços com o presidente norte-americano, Donald Trump, após tensão diplomática entre Washington e Londres em razão do conflito no Irã. Durante a passagem do monarca e da rainha Camila pela Casa Branca, o republicano cometeu algumas gafes.
Na terça-feira (28), ao receber Charles III e Camila, Trump escorregou a mão nas costas da primeira-dama norte-americana, Melania Trump. O ato foi visto como uma “mão boba” na esposa.

Trump cops a feel of Melania pic.twitter.com/r156t60wLq
— Aaron Rupar (@atrupar) April 28, 2026

Já ao lado de Charles III e Camila, mais uma “mão boba” do republicano foi flagrada.

Trump gives Melania a ‘love tap’ before official event with the King of England at the White House pic.twitter.com/TCynHncy0X
— Python (@slobodan_ukic) April 28, 2026

Pouco depois, em uma saudação a Charles III, Trump ultrapassou Camila enquanto ela cumprimentava funcionários da Casa Branca.

Trump cuts in front of Queen Camilla while she was shaking hands. King Charles gets agitated. pic.twitter.com/onZqVZwEpI
— Frank (@forget_exit) April 30, 2026

No dia seguinte ao encontro, na quarta-feira (29), o jornal Los Angeles Times noticiou que Trump contou, durante jantar de Estado, detalhes de sua reunião privada com Charles III. O presidente norte-americano compartilhou que o monarca britânico concordou com ele que o Irã não deveria ter permissão para possuir armas nucleares.
A ação do republicano é vista como uma quebra de protocolo por existir a convenção de manter em sigilo as conversas privadas com o monarca britânico. Isso porque o soberano do Reino Unido deve estar acima de disputas políticas e não pode intervir em debate público.
Esta não é a primeira vez que Trump comete gafes diante de um monarca britânico. Em visita à rainha Elizabeth II, em Windsor, em 2018, ele atrasou mais de 10 minutos para o encontro com a monarca. Ao cumprimentá-la, o líder norte-americano não se curvou. E, logo depois, ao saírem em vistoria da tropa de honra, o republicano se adiantou e deu as costas a ela.


Fonte: Jovem Pan

Deputado e vereador de Cuiabá são suspeitos em operação que investiga desvio de emendas

A Operação Emenda Oculta, que apura o direcionamento irregular de emendas parlamentares para institutos privados ligados a agentes políticos, foi deflagrada nesta quinta-feira (30) pelo Ministério Público (MP) do Mato Grosso. A investigação envolve o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) além de seu irmão, o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União).
A ação é conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), com apoio da Polícia Judiciária Civil e da Controladoria-Geral do Estado.
Segundo o MP-MT, durante a operação foram cumpridas medidas de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular relacionadas aos irmãos, ao Instituto Social MatoGrossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (IBRACE), que são alvos da operação.
Segundo o Naco, os valores eram repassados à empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que depois devolvia em dinheiro aos parlamentares responsáveis pelas emendas.
Durante a operação, os investigadores apreenderam cerca de R$ 200 mil em dinheiro, além de aparelhos celulares, notebooks e documentos que podem contribuir para o avanço das investigações. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal, o não acesso aos bens e o bloqueio de valores dos envolvidos.

Outro lado 
A assessoria do vereador Cezinha Nascimento informou à Jovem Pan que os fatos estão sendo devidamente acompanhados e analisados pelas instâncias competentes. “Esclarece-se que, até o presente momento, os advogados ainda não tiveram acesso aos autos, tendo em vista o trâmite sob sigilo. Registra-se, ainda, que o vereador recepcionou os agentes de segurança em sua residência, colaborando de forma integral para o cumprimento das diligências realizadas”, disse em nota.
O vereador deixou claro que aguarda o andamento e os desdobramentos das apurações para uma “eventual manifestação mais aprofundada” e que está à disposição para maiores esclarecimentos.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal, bem como a indisponibilidade de bens e o bloqueio de valores dos envolvidos.
A operação contou ainda com a participação de servidores da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A Jovem Pan entrou em contato com o deputado Elizeu Nascimento, o Instituto Social MatoGrossense (ISMAT) e o Instituto Brasil Central (IBRACE), mas, até o momento da publicação desta reportagem, não obteve resposta. O espaço segue aberto.


Fonte: Jovem Pan

Alcolumbre faz manobra para reduzir pena de Bolsonaro sem beneficiar condenados por crimes hediondos

O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), excluiu da análise sobre o veto de Lula ao PL da Dosimetria o trecho barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que contrariaria a Lei Antifacção e facilitaria a progressão para o semiaberto de condenados por feminicídio e outros crimes hediondos.
O motivo desse desmembramento é que, caso fosse derrubado o veto aos dispositivos do PL da Dosimetria que tratam da mudança do regime fechado para o semiaberto para determinados crimes, integrantes de facções criminosas também seriam beneficiados.
Na prática, isso afrontaria a Lei Antifacção, o chamado Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil (entenda mais abaixo).
➡️Ou seja: a decisão de Alcolumbre abriu caminho para que a derrubada do veto ao PL da Dosimetria pelo Congresso não beneficiasse faccionados e condenados pro crimes hediondos, o que aconteceria caso o texto do PL da Dosimetria fosse retomado na íntegra.
A decisão foi tomada durante sessão do Congresso desta quinta-feira (30) em que parlamentares derrubaram a decisão de Lula de barrar o projeto de lei que prevê a redução de penas para condenados por atos golpistas, chamado de PL da Dosimetria.
🔎A medida beneficia tanto os condenados por invadir a Praça dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023, quanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados, que cumprem penas por tramar um golpe de Estado no país.
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Manobra incomum
O presidente do Congresso fez uma espécie de “desmembramento” do veto de Lula, para garantir a manutenção da decisão do presidente de barrar um trecho que contradiz a Lei Antifacção.
➡️A questão é a seguinte: o PL da Dosimetria inclui um trecho que, ao beneficiar condenados pro atos golpistas, também facilitaria a progressão para o regime semiaberto de condenados por crimes como feminicídio, constituição de milícia privada e crimes hediondos, inclusive os cometidos por membros de facções criminosas.
O trecho foi vetado pelo presidente Lula, assim como o projeto como um todo. Caso o Congresso decidisse derrubar os vetos na íntegra, este trecho seria retomado e poderia voltar a valer. Então, Alcolumbre decidiu excluir este artigo da análise de derrubada dos vetos.
A manobra não é usual. Como o veto do presidente Lula foi integral, o comum seria votar integralmente o veto e não excluir dispositivos do texto.
No entanto, diante da possibilidade de abrir chance para a revisão de pena de condenados por crimes graves, Alcolumbre anunciou a “prejudicialidade” do veto na parte em que trata da progressão de regime.
“Em virtude do prejulgamento da matéria pela aprovação do PL Antifacção e sua conversão na Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, esta Presidência declara a prejudicialidade dos vetos aos incisos 4 a 10 do art. 112 da Lei de Execução Penal, alterados pelo art. 1º do PL da Dosimetria. Ficam, assim, excluídos da votação do Veto 3, de 2026, os referidos dispositivos”, disse Alcolumbre.
Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Carlos Moura/Agência Senado
Alcolumbre justificou a exclusão dos dispositivos da votação do veto por dois motivos:
➡️O primeiro diz respeito à temporalidade. Como a deliberação do PL Antifacção foi realizada depois da Dosimetria, as regras posteriores superam “as disposições coincidentes que foram votadas no PL da Dosimetria”.
➡️Outro argumento foi a finalidade buscada pelo legislador, argumentou o presidente do Congresso.
Segundo Alcolumbre, O projeto da Dosimetria não tinha a intenção de alterar os requisitos de progressão de regime, mas mudar a sua redação para ficar condizente os demais dispositivos do projeto.
“Assim, o eventual reestabelecimento desses dispositivos seria contrário às vontades expressadas pelo Congresso tanto no PL da Dosimetria, que era no sentido de não dispor sobre o mérito de tais normas, quanto no PL Antifacção, que era no sentido de tornar mais rígidos os critérios de progressão do regime de cumprimento de penas para os casos neles contidos”, diz o texto lido por ele na sessão.


Fonte:

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