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Além de ‘Fátima Tubarão’, Moraes concede domiciliar a 17 idosos condenados pelo 8 de janeiro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prisão domiciliar a pelo menos 18 idosos condenados por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando foram invadidas e depredadas as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
A lista inclui Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, conhecida como “Fátima Tubarão”. Dos 17 anos de condenação, Maria de Fátima cumpriu mais de 3 anos e 10 meses.
“Fátima de Tubarão” foi presa pela Polícia Federal em SC PF
As decisões foram tomadas na última sexta-feira (24) e confirmadas pelo Supremo nesta segunda (27). A determinação do ministro leva em consideração, principalmente, a idade avançada dos condenados.
Assim como no caso de “Fátima Tubarão”, Moraes determinou o cumprimento de medidas restritivas, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de uso de redes sociais, suspensão de passaporte e impedimento de contato com outros envolvidos.
“O descumprimento da prisão domiciliar ou de qualquer uma das medidas alternativas implicará na reconversão da domiciliar em prisão dentro de estabelecimento prisional”, afirmou o ministro nas decisões.
Os beneficiados foram condenados por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada e dano qualificado (entenda mais abaixo).
Estátua ‘A Justiça’, de Alfredo Ceschiatti, pichada por vândalos do 8 de janeiro, em frente à sede do STF, em Brasília
Joédson Alves/Agência Brasil
Veja a lista dos idosos beneficiados:
Ana Elza Pereira da Silva — 65 anos
Claudio Augusto Felippe — 62 anos
Francisca Hildete Ferreira — 63 anos
Germano Siqueira Lube — 62 anos
Iraci Megumi Nagoshi — 73 anos
Jair Domingues de Morais — 68 anos
João Batista Gama — 63 anos
José Carlos Galanti — 67 anos
Levi Alves Martins — 63 anos
Luis Carlos de Carvalho Fonseca — 65 anos
Marco Afonso Campos dos Santos — 62 anos
Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza — 70 anos
Maria do Carmo da Silva — 63 anos
Moisés dos Anjos — 63 anos
Nelson Ferreira da Costa — 61 anos
Rosemeire Aparecida Morandi — 60 anos
Sonia Teresinha Possa — 68 anos
Walter Parreira — 65 anos
Crimes
Os condenados pelo 8 de janeiro foram enquadrados nos seguintes crimes:
▶️abolição violenta do Estado Democrático de Direito: acontece quando alguém tenta “com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”. A pena varia de 4 a 8 anos de prisão.
▶️golpe de Estado: fica configurado quando uma pessoa tenta “depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”. A punição é aplicada por prisão, no período de 4 a 12 anos.
▶️associação criminosa armada: ocorre quando há a associação de três ou mais pessoas, com o intuito de cometer crimes. A pena inicial varia de um a três anos de prisão, mas o MP propõe a aplicação do aumento de pena até a metade, previsto na legislação, por haver o emprego de armas.
▶️dano qualificado: ocorre quando a pessoa destrói, inutiliza ou deteriora coisa alheia. Neste caso, a pena é maior porque houve violência, grave ameaça, uso de substância inflamável. Além disso, foi cometido contra o patrimônio da União e com “considerável prejuízo para a vítima”. A pena é de seis meses a três anos.
▶️deterioração de patrimônio tombado: é a conduta de “destruir, inutilizar ou deteriorar bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial”. O condenado pode ter que cumprir pena de um a três anos de prisão.
Caso ‘Fátima Tubarão’
Durante a invasão ao Palácio do Planalto, a idosa apareceu em vídeo que viralizou. Na gravação, ela afirmou:
“Vamos para a guerra, é guerra agora. Vamos pegar o Xandão agora”, fazendo referência ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
Além da referência ao ministro, Fátima declarou em outro vídeo que “estava quebrando tudo”.
Quando a denúncia foi analisada no Supremo, a defesa negou a acusação, sustentou que o tema não era competência da Corte e que o pedido deveria ser rejeitado.


Fonte:

g1 > Política

Adolescente é morta a facadas por ex enquanto andava com filha no colo no PR

Um homem de 36 anos matou a ex-companheira, de 17, a facadas na manhã de domingo (26), em Vitorino, no sudoeste do Paraná, segundo a Polícia Militar. Após o crime, ele foi encontrado morto em uma área de mata. A vítima, identificada como Vitória Bernardi, caminhava com a filha bebê no colo no momento do ataque.
De acordo com a polícia, o suspeito, Ezequiel Lopes, não aceitava o fim do relacionamento. O casal havia morado junto por cerca de dois meses e estava separado havia pouco tempo, conforme relato do tenente Rafael Duarte Santana à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná.
Câmeras de segurança registraram a ação. As imagens mostram o momento em que o homem chega de carro, estaciona próximo à calçada e se aproxima da jovem. Em seguida, ele a envolve pelos ombros e inicia os golpes de faca. A adolescente cai no chão com a criança, enquanto o agressor continua o ataque antes de fugir.
Mesmo ferida, a jovem conseguiu se levantar, pegar a filha e caminhar por alguns metros. Testemunhas relataram que ela percorreu cerca de 100 metros antes de cair.
A Polícia Militar informou que foi acionada por volta das 10h30 e, ao chegar ao local, encontrou a vítima já sem vida. O suspeito havia deixado o local de carro e foi localizado morto pouco tempo depois. A criança, que não é filha do agressor, não se feriu.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do caso. Segundo a corporação, embora as imagens indiquem a ação de uma única pessoa, a eventual participação de terceiros não está descartada.
*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Trem da Linha 9-Esmeralda descarrila próximo à Berrini e afeta circulação

Um descarrilamento parcial de um trem da Linha 9-Esmeralda, operada pela ViaMobilidade, ainda provocava reflexos na circulação na manhã desta segunda-feira (27). O incidente ocorreu por volta das 22h40 de domingo, 26, nas imediações da estação Berrini, na zona sul de São Paulo.
Este é o segundo episódio de descarrilhamento na linha desde março quando um trem descarrilou na estação Varginha.
Segundo a concessionária, um dos carros descarrilou no sentido Osasco, levando à operação em via única no trecho. Em nota, a empresa afirmou que não houve feridos e que o desembarque dos passageiros foi realizado com apoio das equipes de atendimento.
Para reduzir os impactos, o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi acionado, com a disponibilização de ônibus para atender o trajeto entre as estações Granja Julieta e Pinheiros.
Equipes de manutenção permanecem no local e atuam para a liberação total da via. As causas do descarrilamento ainda são apuradas.
*Estadão Conteúdo
 


Fonte: Jovem Pan

Ataque dos EUA a embarcação no Pacífico deixa três mortos

Três pessoas morreram em um ataque de forças dos Estados Unidos contra uma embarcação “envolvida em operações de narcotráfico” no Oceano Pacífico, informou o Exército americano.
O ataque — o mais recente de dezenas de ações similares nos últimos meses — eleva o número de mortos na campanha americana a pelo menos 185, segundo uma contagem da AFP.
Como em casos anteriores, o Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos anunciou na rede social X que a embarcação atingida era “operada por organizações designadas como terroristas” e os “serviços de inteligência confirmaram que transitava por rotas conhecidas do narcotráfico”.
O governo de Donald Trump não apresentou evidências de que as embarcações atacadas desde setembro estavam envolvidas no tráfico de drogas, o que provoca um debate sobre a legalidade das operações.
Especialistas em direito internacional e grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que os ataques poderiam constituir execuções extrajudiciais, já que aparentemente tiveram entre seus alvos civis que não representam uma ameaça imediata para os Estados Unidos.
*AFP
 


Fonte: Jovem Pan

Suspeito de ataque a tiros em evento com Trump comparece à Justiça

O homem armado suspeito de invadir o jantar de gala da imprensa que contava com a presença do presidente Donald Trump comparecerá à Justiça nesta segunda-feira (26) para responder pela acusação de ataque a tiros, no mais recente episódio de violência política nos Estados Unidos, um país profundamente dividido.
Autoridades do governo disseram que o suspeito, um homem da Califórnia, aparentemente tinha como objetivo matar Trump e funcionários de alto escalão do governo durante o evento com a imprensa na noite de sábado em um hotel de Washington, na que teria sido a terceira tentativa de assassinato contra o presidente em dois anos.
O suspeito, cuja identidade não foi oficialmente revelada, não ficou ferido. A imprensa americana o identificou como Cole Tomas Allen, de 31 anos, natural de Torrance, Califórnia.
Trump, que foi retirado às pressas do local por agentes do Serviço Secreto, publicou imagens das câmeras de segurança que mostram o homem armado tentando correr e superar um posto de segurança, um andar acima do salão onde acontecia o jantar da imprensa.
Após uma rápida troca de tiros com os agentes do Serviço Secreto, ele foi detido no local. Trump publicou fotos do suspeito algemado sobre o carpete do hotel, sem camisa e deitado de bruços.
Em uma entrevista exibida na noite de domingo no programa “60 Minutes” da CBS, Trump foi questionado se teve medo de que o ataque provocasse vítimas.
“Eu não estava preocupado. Entendo a vida. Vivemos em um mundo louco”, disse Trump.
No domingo, o procurador-geral interino dos Estados Unidos, Tom Blanche, declarou à CBS que o suspeito não estava “cooperando ativamente”.
“Espero que amanhã (segunda-feira) de manhã sejam apresentadas formalmente acusações contra ele em um tribunal federal em Washington”, declarou Blanche. “Acreditamos, com base apenas em um entendimento ainda muito preliminar do que aconteceu, que ele tinha como alvo membros do governo”, afirmou.
Blanche acrescentou que não se conhece nenhuma outra motivação para o ataque e confirmou que o suspeito — que, segundo as autoridades, estava armado com uma espingarda, uma pistola e uma faca — estava hospedado no Washington Hilton, hotel em que foi celebrado o jantar de gala da Associação de Correspondentes da Casa Branca.

 ‘Lobo solitário’
Sem revelar detalhes, Trump afirmou que o suspeito havia escrito um manifesto “anticristão”. “O cara é doente”, disse Trump ao canal Fox News. “A irmã ou o irmão dele, na verdade, estavam reclamando sobre isso. Eles chegaram a apresentar queixas às autoridades”.
O jornal New York Post informou que o suspeito escreveu, em uma mensagem que compartilhou com a família pouco antes do ataque, que seus alvos seriam “priorizados do maior para o menor escalão”.
No jantar de gala estavam presentes Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance, vários membros do gabinete e congressistas, além de centenas de convidados.
Trump disse, em uma entrevista coletiva improvisada no fim da noite na Casa Branca, que, a princípio, pensou que o barulho fosse uma bandeja caindo, antes de perceber que eram tiros.
“Eles parecem acreditar que ele agiu como um ‘lobo solitário’, e eu também tenho sinto o mesmo”, disse o presidente.
Um agente de segurança foi baleado à queima-roupa em seu colete à prova de balas e, aparentemente, não sofreu ferimentos graves. Trump acrescentou que o hotel não era “uma instalação particularmente segura”, enquanto aumentam as perguntas sobre os protocolos de segurança do presidente.
Atentados contra Trump
Trump foi alvo de uma tentativa de assassinato durante um comício em Butler, na Pensilvânia, em 2024. Um homem armado efetuou vários disparos, que mataram um espectador e feriram levemente o presidente na orelha.
Alguns meses depois, outro homem foi detido depois que um agente do Serviço Secreto viu o cano de um rifle entre os arbustos do perímetro do campo de golfe de West Palm Beach, onde Trump se encontrava.
O Washington Hilton, palco da cerimônia de sábado, é o local em que o presidente republicano Ronald Reagan sofreu um atentado em 1981.
Trump afirmou no domingo que o ataque demonstra os motivos de segurança que ele tem alegado para construir um enorme novo salão de baile ao lado da Casa Branca, um projeto que enfrentou desafios jurídicos.
O incidente ocorreu menos de 48 horas antes do início da visita de Estado de quatro dias a Washington do rei Charles III e da rainha Camila.
*AFP
 


Fonte: Jovem Pan

Automação mal feita está fazendo empresas perderem clientes

O atendimento ao cliente mudou mais nos últimos cinco anos do que em décadas. A diferença é que, desta vez, a tecnologia pode não estar resolvendo o problema. Em muitos casos, está agravando.
A digitalização trouxe novos canais, mais velocidade e a promessa de eficiência. Na prática, o que se vê é um consumidor mais impaciente e, ao mesmo tempo, mais frustrado.
Ele quer resolver tudo rápido, de preferência por mensagem. Só que, ao procurar uma empresa, encontra respostas genéricas, demora, fluxos confusos e a sensação de que ninguém, de fato, está entendendo o que ele precisa.
“O problema não é a tecnologia. É a forma como ela está sendo implementada”, afirma Marcio Verderio Tahan, CEO da VTCall e especialista em soluções de automação e atendimento.
Segundo ele, muitas empresas avançaram para o digital sem reorganizar a própria operação. O canal mudou, mas o processo não. Na prática, isso significa atendentes sobrecarregados, conversando com vários clientes ao mesmo tempo, sem profundidade nas respostas e sem capacidade real de resolver demandas.
A automação entrou como solução. Sem preparo, vira falha. A inteligência artificial, que deveria agilizar o atendimento, muitas vezes responde de forma superficial, não compreende o contexto e obriga o cliente a repetir informações. Em alguns casos, sequer encaminha corretamente a demanda.
“Muitas empresas querem automatizar antes de organizar. Sem processos claros e dados estruturados, a tecnologia não entrega o resultado esperado”, diz Tahan. O movimento é impulsionado por um objetivo claro: reduzir custos.
Menos pessoas, mais escala e mais produtividade. No papel, funciona. Na prática, pode sair caro. Atender mais não significa atender melhor. E é exatamente aí que muitas empresas estão errando.
Criou-se uma falsa sensação de eficiência. O volume de atendimentos aumenta, mas a resolução diminui. O cliente entra em contato, mas não sai com o problema resolvido. E isso tem impacto direto no negócio.
Atendimento ruim reduz recompra, aumenta reclamações públicas e desgasta a marca. Em um ambiente onde a decisão de compra é cada vez mais rápida, perder confiança significa perder mercado.
Apesar disso, o atendimento ainda é tratado por muitas empresas como custo operacional. Essa visão limita investimentos e impede a construção de uma experiência consistente.
Empresas que conseguem estruturar melhor seus canais e processos começam a colher resultados diferentes. Não necessariamente atendem mais rápido, mas atendem melhor.
E isso faz toda a diferença. O modelo mais eficiente hoje não é totalmente automatizado. Também não é mais exclusivamente humano. A tendência é o equilíbrio.
Automação para tarefas simples e repetitivas, inteligência artificial como apoio inicial e presença humana nos momentos que exigem análise, contexto e decisão.
“Não é sobre substituir pessoas, mas usar tecnologia com responsabilidade e critério”, finaliza Tahan. Esse modelo exige mais do que investimento em ferramentas. Exige organização.
Sem processos claros, integração de sistemas e definição de fluxos, qualquer avanço tecnológico se torna superficial. A automação, nesse cenário, não resolve. Só acelera um problema que já existia. E o cliente percebe.
No fim, o cliente não quer saber se a empresa usa inteligência artificial. Ele quer ser atendido de forma eficiente e ter o problema resolvido. Quando isso não acontece, a consequência é simples: ele não volta.


Fonte: Jovem Pan

Chanceler do Irã se reúne com Putin após culpar os EUA por impasse nas negociações

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, se reunirá nesta segunda-feira (27) com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, depois de responsabilizar os Estados Unidos pelo fracasso da rodada de diálogo mais recente no Paquistão.
Araghchi desembarcou nesta segunda-feira em São Petersburgo para o encontro com Putin. Quase três semanas após o cessar-fogo anunciado depois de 40 dias de combates entre Irã e Israel, aliado dos Estados Unidos, a Rússia continua sendo uma das principais bases de apoio da República Islâmica.
“A abordagem dos Estados Unidos fez com que a rodada anterior de negociações, apesar dos avanços, não alcançasse os objetivos”, disse Araghchi, citado pela imprensa estatal iraniana.
A delegação americana apresentou “exigências excessivas”, segundo o ministro iraniano. O chanceler também destacou que “a passagem segura pelo Estreito de Ormuz é uma questão global importante”.
O Irã mantém o Estreito de Ormuz fechado, uma medida que prometeu sustentar enquanto persistir o bloqueio americano aos portos do país.
Antes de viajar à Rússia, Araghchi visitou Omã e a capital do Paquistão, Islamabad, onde deveriam ocorrer as negociações com os Estados Unidos. Também conversou por telefone com seu homólogo turco, Hakan Fidan.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou no sábado a viagem de seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner a Islamabad.
A agência de notícias Fars, no entanto, informou que o Irã enviou “mensagens escritas” aos americanos por meio do Paquistão para definir suas ‘linhas vermelhas’, incluindo a questão nuclear e o Estreito de Ormuz, a via marítima que está no centro do conflito.
O portal de notícias americano Axios informou no domingo que o Irã enviou uma nova proposta para a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim da guerra, mas que adiaria as negociações sobre a questão nuclear, com base em uma fonte oficial do governo dos Estados Unidos.
A agência estatal iraniana IRNA mencionou o relato do portal Axios, sem negar as informações.
A trégua na guerra contra o Irã é respeitada até o momento, mas seu impacto sobre a economia global persiste.

Passagem segura
Trump justificou a decisão de não enviar os emissários ao Paquistão. Ele declarou que “isso terminará em breve e sairemos muito vitoriosos”.
Araghchi se reuniu no sábado, em Islamabad, com o comandante das Forças Armadas do Paquistão, Asim Munir, com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o chanceler Ishaq Dar, antes de viajar para Omã e retornar a Islamabad.
O chanceler iraniano publicou na rede social X que as conversas em Omã se concentraram em garantir a passagem segura por Ormuz “para o benefício de todos os queridos vizinhos e do mundo”.
“Nossos vizinhos são nossa prioridade”, afirmou.
A Guarda Revolucionária iraniana, no entanto, informou que pretende flexibilizar o bloqueio.
Israel ataca o Líbano
Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah trocaram acusações sobre a violação da frágil trégua no Líbano. Ataques israelenses contra o sul do Líbano deixaram 14 mortos no domingo, incluindo duas crianças. O Exército de Israel informou que um soldado morreu e seis ficaram feridos.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que seu Exército lutava “vigorosamente” contra a milícia xiita, enquanto as duas partes reivindicavam ataques.
O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando lançou foguetes contra Israel em vingança pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Israel respondeu com bombardeios e uma invasão terrestre.
As duas partes alcançaram uma trégua de 10 dias, mas Israel e o Hezbollah trocam acusações sobre violações de cessar-fogo.
Netanyahu disse no domingo que o Hezbollah estava “desmantelando a trégua”, enquanto o movimento pró-iraniano anunciou que responderia às violações israelenses e sua “ocupação contínua” do Líbano.
Em um comunicado, o governo libanês informou que duas mulheres e duas crianças estavam entre os mortos nos ataques de domingo. Além disso, 37 pessoas ficaram feridas.
Israel defendeu seu direito de agir contra “ataques planejados, iminentes ou em curso”.
“Isto significa liberdade de ação não apenas em resposta aos ataques (…) mas também às ameaças imediatas e até ameaças emergentes”, disse Netanyahu.
*AFP


Fonte: Jovem Pan

A fórmula pop que transformou os gramados na maior pista de dança do planeta

O som ininterrupto das vuvuzelas na África do Sul em 2010 não abafou a potência de “Waka Waka”. Quando Shakira e o grupo Zangaléwa fundiram o pop ocidental aos ritmos africanos, a indústria fonográfica comprovou que o campeonato da FIFA havia deixado de ser apenas um torneio esportivo para se consolidar como a principal força motriz do mercado musical. Hoje, o interesse sobre quais as melhores músicas oficiais da história da Copa do Mundo e qual a canção tema de 2026 mobiliza executivos de gravadoras, molda algoritmos de streaming e alimenta a expectativa dos torcedores meses antes do apito inicial.
O subtexto rítmico entre a diplomacia e o entretenimento
As primeiras trilhas lançadas pela entidade máxima do futebol, como “El Rock del Mundial” em 1962, cumpriam um papel estritamente cerimonial e festivo. A virada de chave, no entanto, ocorreu na França em 1998, quando Ricky Martin entregou “La Copa de la Vida”. O hit não apenas projetou o cantor porto-riquenho ao estrelato absoluto, mas estabeleceu um novo padrão para a indústria: a música oficial precisava ser um produto transcultural, com metais potentes e um apelo multilíngue capaz de dialogar tanto com o torcedor nas ruas de Paris quanto com o telespectador em Tóquio.
O subtexto dessas obras revela uma engrenagem diplomática complexa. A música é utilizada sistematicamente para construir uma narrativa de união geopolítica, mascarando frequentemente as tensões sociais, econômicas e logísticas dos países-sede. Em um torneio sediado simultaneamente por Estados Unidos, México e Canadá, o desafio cultural exigiu diluir fronteiras através da força hegemônica do mercado latino, utilizando a música como passaporte imediato para a integração do continente.
A engenharia sonora por trás da edição da América do Norte
Produzir uma faixa para o mundial moderno exige a sintonia perfeita entre as tradições locais e o comportamento digital hiperacelerado. Para a edição de 2026, a principal resposta a essa demanda tomou a forma de “Somos Más”, lançada como hino oficial em uma colaboração explosiva entre Carlos Vives, Emilia, Wisin & Yandel e a estrela em ascensão Xavi. A faixa mistura pop, reggaeton e ritmos caribenhos, sendo matematicamente desenhada para gerar engajamento imediato nas redes sociais e abraçar a massiva demografia hispânica das Américas.
Longe da superfície pop de “Somos Más”, os bastidores da curadoria sonora de 2026 contaram com projetos complexos de design de áudio. O projeto Sonic ID mapeou 16 cidades-sede para capturar a autêntica paisagem sonora de cada local, misturando os mariachis do Centro Histórico do México à batida urbana norte-americana. A diversidade do projeto também abraça o mercado global e regional, incluindo “Desire”, uma faixa interpretada pelo embaixador britânico Robbie Williams ao lado da italiana Laura Pausini, e o movimento da música sertaneja brasileira com a dupla João Lucas e Marcelo incorporando batidas de funk e samba ao clima de estádio.
A memória afetiva e os hinos que transcenderam as arquibancadas
O público atual consome o evento em múltiplas telas simultâneas, mas a melodia continua sendo o principal gatilho de pertencimento. Analisar as obras que sobreviveram ao teste do tempo mostra que uma trilha de sucesso depende menos da complexidade harmônica e mais de refrões mântricos e percussões que emulem o batimento cardíaco de uma arquibancada.

“Un’estate Italiana” (Itália, 1990): Composta pela lenda Giorgio Moroder e imortalizada por Edoardo Bennato e Gianna Nannini, é reverenciada pelos críticos europeus como a obra de arte definitiva do evento. A melancolia épica e o tom nostálgico traduziram perfeitamente o romantismo do futebol daquela era.
“La Copa de la Vida” (França, 1998): O divisor de águas absoluto. A percussão frenética e o grito de “Go, go, go! Ale, ale, ale!” inseriram os ritmos latinos na cultura de massa global e inauguraram a era dos shows de abertura monumentais.
“Waka Waka (This Time for Africa)” (África do Sul, 2010): A obra máxima de Shakira funde as raízes camaronesas à arquitetura pop moderna. É a referência de ouro em engajamento e a trilha futebolística mais bem-sucedida de todos os tempos nas plataformas digitais.
“Wavin’ Flag” (África do Sul, 2010): Lançada como tema promocional de um patrocinador por K’Naan, atropelou as barreiras oficiais para se tornar o genuíno hino emocional daquele ano. A letra sobre resiliência e esperança conectou-se de forma visceral com o público mundial.

O legado sonoro de um torneio mundial não se encerra na entrega da taça. Enquanto “Somos Más” e outras faixas de 2026 iniciam sua escalada nas paradas globais, o verdadeiro teste destas obras ocorrerá no contato com o asfalto, os telões e as gargantas inflamadas. No fim do dia, a canção que sobrevive na história é aquela que a torcida escolhe cantar quando o jogo termina e as luzes do estádio se apagam.


Fonte: Jovem Pan

Pulmões queimando e precisão cirúrgica: a insanidade genial do biatlo

Imagine seu coração batendo a 180 vezes por minuto. O ar gelado corta seus pulmões como lâminas de barbear enquanto seus músculos gritam por oxigênio após quilômetros de esforço máximo na neve. De repente, você precisa parar. Não apenas parar, mas congelar. Em questão de segundos, você deve alternar da exaustão física bruta para uma calma zen absoluta, controlar a respiração trêmula e acertar um alvo do tamanho de uma bola de golfe a 50 metros de distância. Se errar, o castigo é físico e imediato. Bem-vindo ao mundo do biatlo de inverno, a modalidade mais eletrizante e implacável da neve.
A batalha entre o corpo e a mente
Não existe momento mais dramático nos esportes de inverno do que a chegada ao estande de tiro. É aqui que heróis desmoronam e zebras se tornam lendas. O biatlo não é apenas sobre quem esquia mais rápido; é sobre quem consegue dominar o próprio caos interior. A pergunta que todos fazem ao ver a modalidade pela primeira vez é: por que os atletas carregam um rifle nas costas e atiram durante a prova de esqui cross-country? A resposta reside na origem militar do esporte — as antigas patrulhas de esqui escandinavas — mas evoluiu para o teste supremo de versatilidade atlética.
O atleta precisa carregar seu equipamento o tempo todo, transformando o rifle em uma extensão do próprio corpo. Durante a prova, eles alternam entre o esqui de fundo (cross-country) em alta velocidade e paradas obrigatórias para atirar, seja na posição deitada (prone) ou em pé (standing). É uma contradição biológica: o esqui exige agressividade e explosão, o tiro exige quietude e precisão. Gerenciar essa transição, baixando a frequência cardíaca na marra enquanto o cronômetro corre, é o que cria a tensão insuportável que prende os espectadores na tela.
O peso da responsabilidade nas costas
Os protagonistas desse espetáculo carregam um fardo literal e figurativo. O rifle que viaja nas costas dos atletas não é um acessório leve; ele deve pesar no mínimo 3,5 kg. Pode parecer pouco, mas tente esquiar dezenas de quilômetros subindo ladeiras íngremes com esse peso extra balançando e alterando seu centro de gravidade. É uma tortura física calculada.
Cada vez que o atleta saca o rifle, ele está manuseando uma arma de calibre .22, equipada com miras mecânicas (sem zoom óptico!), enfrentando vento, neve caindo e a pressão psicológica de seus rivais atirando ao lado. Na posição deitada, o alvo tem apenas 4,5 centímetros de diâmetro. Em pé, são 11,5 centímetros. Acertar cinco de cinco tiros enquanto o corpo treme de fadiga é uma proeza que beira o sobrenatural. É neste momento que vemos o rosto do atleta: o suor congelando na pele, o olhar vidrado no alvo e o dedo indicador buscando o momento exato entre as batidas do coração para disparar.
Um milímetro entre a glória e o fracasso
O que torna o biatlo verdadeiramente cruel é a penalidade. Um erro de milímetros na mira não resulta apenas em uma pontuação menor; ele resulta em dor. Dependendo do formato da prova, cada erro obriga o atleta a esquiar uma volta extra de 150 metros (o “penalty loop”) ou adiciona um minuto inteiro ao seu tempo final.
Isso significa que um atleta pode liderar a prova inteira, esquiar como um deus, e perder a medalha de ouro nos últimos segundos porque um único tiro beliscou a borda do alvo e não o derrubou. A dinâmica muda instantaneamente. O líder vai para a volta de penalidade, gastando energia preciosa, enquanto o segundo colocado, que atirou limpo (“clean sheet”), assume a ponta e desaparece na floresta branca. Essa volatilidade torna o biatlo impossível de prever até o último disparo.
O biatlo é a definição de drama esportivo. Ele nos ensina que a velocidade sem controle é inútil e que a calma sob pressão é a habilidade mais valiosa que existe. Quando vemos um biatleta cruzar a linha de chegada e desabar na neve, exaurido, não estamos vendo apenas um esquiador; estamos vendo um mestre da guerra psicológica e física, alguém que domou seu próprio coração para conquistar o inverno. É pura adrenalina, é técnico, é selvagem. É o esporte perfeito.


Fonte: Jovem Pan

Quem é o maior artilheiro da seleção do Panamá na história das Copas do Mundo?

Se você busca saber exatamente quem é o maior artilheiro da seleção do Panamá na história das Copas do Mundo, a resposta estatística aponta para um único jogador: Felipe Baloy. O ex-zagueiro detém esse recorde absoluto com apenas um gol anotado. Como a nação da América Central disputou o torneio da Fifa somente uma vez, na edição da Rússia em 2018, o país balançou as redes em apenas duas ocasiões ao longo de toda a sua trajetória na competição. O primeiro tento foi o chute certeiro de Baloy, e o segundo foi um gol contra a favor. Com isso, o ex-capitão da equipe é, isoladamente, o maior goleador panamenho em Mundiais.

O gol histórico contra a Inglaterra na Rússia
A única participação panamenha em um Mundial colocou a equipe no Grupo G, ao lado de potências europeias de alto calibre. A marca inédita do futebol panamenho ocorreu no dia 24 de junho de 2018, na cidade de Níjni Novgorod, durante a derrota por 6 a 1 para a seleção da Inglaterra.
O relógio marcava exatos 33 minutos do segundo tempo. Após uma cobrança de falta longa executada pelo meia Ricardo Ávila, Felipe Baloy se antecipou à defesa inglesa e finalizou de primeira, vencendo o goleiro Jordan Pickford. O lance gerou uma catarse absoluta nas arquibancadas: mesmo sofrendo uma goleada pesada de uma seleção favorita, os torcedores celebraram a bola na rede como se fosse o título do torneio. O próprio Baloy, então com 37 anos, foi às lágrimas no gramado, eternizando o seu nome na história do esporte no país.
Ranking de artilheiros do futebol panamenho
A contagem de gols da seleção nacional no torneio global é extremamente enxuta, mas os registros da federação contam com grandes goleadores em competições regionais.
Os únicos gols do Panamá em Copas do Mundo
O retrospecto oficial no campeonato mundial contabiliza dois lances capitais, ambos registrados na fase de grupos de 2018:

Felipe Baloy: 1 gol (marcado aos 78 minutos da partida contra a Inglaterra).
Yassine Meriah (Tunísia): 1 gol contra a favor do Panamá (concedido após um chute do panamenho José Luis Rodríguez desviar na zaga, durante a derrota por 2 a 1 para a equipe africana).

Maiores goleadores na história geral da seleção
Saindo do recorte restrito da Copa do Mundo, a lista de maiores goleadores de todos os tempos da equipe caribenha e centro-americana (contabilizando eliminatórias, amistosos oficiais e Copa Ouro) é amplamente dominada por ídolos históricos do país:

Luis Tejada (in memoriam): 43 gols em 108 partidas. Conhecido como “Matador”, foi a principal referência ofensiva da nação antes de falecer repentinamente em janeiro de 2024.
Blas Pérez: 42 gols em 123 jogos, dividindo por anos a liderança do ataque panamenho e o protagonismo de uma geração inteira ao lado de Tejada.
Gabriel Torres: 24 gols em 105 atuações oficiais, consolidando-se como o terceiro principal atacante no retrospecto geral da federação.

O elenco atual e a busca por novos recordes em 2026
Com a classificação assegurada para a Copa do Mundo de 2026, o Panamá desembarcará na América do Norte com plenas chances de expandir as suas estatísticas ofensivas. Sob a liderança técnica de Thomas Christiansen, a equipe parou de ser tratada apenas como um azarão para se estabelecer como uma das principais forças esportivas do continente nos dias de hoje.
A seleção atual é baseada em atletas que chegam em ritmo de alta competitividade, a exemplo do meio-campista Adalberto Carrasquilla e dos atacantes veteranos Cecilio Waterman e José Fajardo. O grupo iniciará o torneio com uma meta tática bastante objetiva: anotar o segundo gol de um atleta panamenho na competição e, dependendo do volume de jogo na fase de grupos, ultrapassar a marca solitária estabelecida por Baloy há exatos oito anos.
A herança deixada pelo chute de Felipe Baloy transcende a leitura fria de uma eliminação com placar elástico. Aquele desvio certeiro apagou o peso de décadas de campanhas frustradas nas Eliminatórias da Concacaf e provou que a equipe poderia atuar no maior palco do planeta. Para os jogadores que vestirão a camisa vermelha no novo torneio, o objetivo é converter a celebração de um tento isolado em desempenhos perigosos contra a elite internacional.
Fontes Consultadas

wikipedia.org
fifa.com
itatiaia.com.br
fifa.com
indiatimes.com
wikipedia.org
cnnbrasil.com.br


Fonte: Jovem Pan