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Governo monitora decisão dos EUA sobre PCC e CV em meio a preocupação com sanções financeiras e soberania

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva gesticula enquanto fala com repórteres após sua reunião na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Embaixada do Brasil em Washington, DC, EUA, em 7 de maio de 2026
REUTERS/Elizabeth Frantz
A decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas passa a valer nesta sexta-feira (5) e acendeu um alerta no governo brasileiro.
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Nos bastidores, diplomatas e integrantes da área de segurança ouvidos pelo blog monitoram os próximos passos da administração Trump e trabalham com três cenários possíveis.
O primeiro é o mais brando: a medida ter um efeito mais político e simbólico, funcionando como um gesto para a torcida, sem desdobramentos práticos relevantes.
O segundo cenário tem como referência a Venezuela. Integrantes do governo lembram que, em outros casos, a administração Trump escalou o enfrentamento ao narcotráfico com apreensão de ativos, bloqueios e até ações contra embarcações apontadas pelos americanos como ligadas ao crime organizado.
O terceiro cenário é o que mais preocupa parte do governo brasileiro.
A preocupação é com a repetição do modelo adotado contra instituições financeiras mexicanas. Naquele caso, os Estados Unidos aplicaram sanções contra bancos acusados de facilitar operações de lavagem de dinheiro para cartéis do narcotráfico.
O temor é que a classificação abra caminho para medidas financeiras contra pessoas físicas, empresas ou estruturas suspeitas de dar suporte econômico a organizações criminosas.
Um diplomata resumiu a preocupação da seguinte forma: “O receio não é a decisão de hoje. O receio é o que ela pode autorizar amanhã.”
Para integrantes do governo, são “perigos parecidos com a aplicação da Lei Magnitsky” a autoridades brasileiras.
Por isso, o governo brasileiro intensificou a interlocução com autoridades americanas e busca canais de diálogo para entender quais serão os efeitos concretos da medida.
Mauro Vieira diz que argumentos dos EUA para aplicar tarifas ao Brasil ‘não são legítimos’
A avaliação é que, diferentemente da guerra tarifária, esse é um tema que envolve segurança, sistema financeiro e soberania nacional e, por isso, tem potencial de produzir consequências muito mais complexas.
Agora no g1


Fonte:

g1 > Política

PoderData: 41% acham o governo Lula melhor que o de Bolsonaro; 37% dizem que é pior

Pesquisa PoderData divulgada nesta sexta-feira (4) mostra que 41% dos entrevistados consideram o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) melhor do que o governo de Jair Bolsonaro (PL), encerrado em 2022. Por outro lado, 37% dizem considerar que a passagem do capitão da reserva pelo Planalto foi melhor do que o terceiro mandato do petista. 21% dos ouvidos consideram os governos “iguais” e os que não souberam responder correspondem a 1%.
Mulheres (46%), nordestinos (65%), pessoas com mais de 60 anos (50%) e que ganham até dois salários mínimos (53%) são as que mais consideram o governo de Lula melhor que o de Bolsonaro.  Homens (42%), sulistas (56%) com 24 anos ou menos (44%) e que ganham mais de cinco salários mínimos (54%) tendem a preferir o governo anterior.
O atual presidente leva vantagem entre os ateus, agnósticos e praticantes de todas as religiões pesquisadas, exceto entre os evangélicos, que tendem a preferir Bolsonaro.
De 30 de maio a 1º de junho, o PoderData entrevistou 2.500 pessoas em 166 municípios por meio de ligação telefônica. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.


Fonte: Jovem Pan

PoderData: 52% desaprovam participação de Janja no governo Lula

A pesquisa PoderData divulgada nesta sexta-feira (4) mostra que 52% dos entrevistados desaprovam a participação da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 31% disseram aprovar e 17% não souberam opinar.
 

Entre os que acreditam que o governo do presidente Lula está melhor do que o de Bolsonaro, 51% aprovam a participação de Janja; 29% dos que preferem o petista ao capitão da reserva desaprovam o trabalho da atual primeira-dama.
Entre os que concordam que o governo atual é pior que o de Bolsonaro, apenas 14% aprovam o trabalho da primeira-dama, contra 74% que desaprovam. Outros 12% não souberam opinar.
Já para aqueles que o governo se manteve igual, 25% não aprovam Janja, 58% desaprovam e 18% não souberam responder.

De 30 de maio 1º de junho, o PoderData entrevistou 2.500 pessoas em 166 municípios por meio de ligação telefônica. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.


Fonte: Jovem Pan

Vox Brasil: Lula lidera contra Flávio Bolsonaro no 1º e no 2º turno

A pesquisa Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira (5) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto tanto no primeiro quanto no segundo turno da disputa presidencial de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
No primeiro turno, Lula aparece com 42,1% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 33,6%.
Outros 2,9% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Já 2,3% disseram não saber ou preferiram não opinar.

Segundo turno
Em um possível segundo turno entre Lula e Flávio, o atual presidente venceria com 47,8% dos votos contra 41,3% somados pelo senador.
Já entre o atual presidente e Romeu Zema (Novo), Lula venceria no segundo turno com 46,3% dos votos contra 42,5% do ex-governador mineiro. Brancos e nulos somam 6,1% e os outros 5,1 não souberam ou não quiseram opinar.
Contra Ronaldo Caiado (PSD), o petista também teria vantagem com 46,5% das intenções de voto contra 44,9% de Caiado. Contabilizam brancos e nulos 5,9% e 2,7 é a porcentagem dos que não sabem ou não opinaram.
A última comparação da pesquisa, em um eventual segundo turno, é de Lula com Aécio Neves (PSDB). Desta vez, o atual presidente soma quase 50% dos votos com a marca de 49,1% contra 24,5% do tucano. A porcentagem de 12,7% são de brancos e nulos e 13,7% não souberam ou não quiseram opinar.
Rejeição
Ainda no primeiro turno, entre os candidatos em que os eleitores não votariam de jeito nenhum, Lula tem a maior rejeição com 49,2%. Flávio vem em seguida com 48,3%. Aécio Neves aparece próximo com 41,3%.

A pesquisa Ipsos-Ipec ouviu 2.100 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 1º e 3 de junho de 2026. A margem de erro estimada é de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR‐08016/2026.


Fonte: Jovem Pan

Vox Brasil: 36,3% dos eleitores desaprovam encontro entre Trump e Flávio Bolsonaro

A pesquisa Vox Brasil, divulgada nesta sexta-feira (5), mostra que a maioria dos eleitores não aprovam a viagem do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos para um encontro com o presidente Donald Trump.
Os que são contra, 36,3% dos eleitores desaprovam a viagem. Entre os que se dizem a favor da viagem, 23,7% afirmam concordar com a ida de Flávio aos EUA.
Já os que classificam a viagem nem como positiva nem negativa somam 35,5%. Daqueles que não sabem ou não quiseram opinar a porcentagem é de 4,5%.

A pesquisa Ipsos-Ipec ouviu 2.100 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 1º e 3 de junho de 2026. A margem de erro estimada é de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR‐08016/2026.

Encontro Flávio e Trump
Flávio Bolsonaro viajou aos EUA e se encontrou com o presidente Donald Trump na Casa Branca no dia 26 de maio. O filho do ex-presidente busca apoio americano na disputa presidencial.
O encontro acontece no momento em que o nome de Flávio cai nas pesquisas de intenção de voto contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a divulgação pelo site The Intercept Brasil de conversas realizadas entre o filho do ex-presidente e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O vazamento colocou uma barreira no avanço de seu nome nas pesquisas eleitorais, ao expor cobrança de dinheiro para a produção do filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro, filmado nos Estados Unidos. O orçamento previsto para a produção foi confirmado por Flávio em R$ 134 milhões, superando grandes filmes de Hollywood, incluindo vencedores recentes do Oscar.
Carta de Flávio
O senador também enviou uma carta à Casa Branca direcionada ao Secretário de Estado dos Estado Unidos, Marco Rubio, na terça-feira (2), pedindo que o país norte-americano não imponha mais tarifas ao Brasil. “Eu escrevo para reiterar, formalmente, o pedido que fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas sobre o Brasil”, escreveu Flávio.
Flávio já havia afirmado ter solicitado diretamente ao presidente Donald Trump, que não aplicasse as taxas sobre as empresas brasileiras. O pedido, segundo o parlamentar, foi feito nas reuniões que contaram com a presença do vice-presidente, JD Vance, e do secretário de Estado, Marco Rubio, em sua ida ao EUA. As declarações de Flávio foram dadas à rádio Itatiaia, de Minas Gerais.


Fonte: Jovem Pan

Os maiores artilheiros da história da Copa do Mundo

A curiosidade exata sobre quantos gols faltam para Kylian Mbappé virar o maior artilheiro das Copas tem uma resposta matemática direta. O fenomenal atacante francês tem atualmente 12 gols anotados e está na perseguição imediata ao ex-centroavante alemão Miroslav Klose, o dono do recorde absoluto de gols, que encerrou sua carreira na seleção com 16 bolas na rede. Portanto, a missão do jovem parisiense é clara: se ele balançar as redes quatro vezes no próximo torneio, empatará na primeira posição; se conseguir marcar pelo menos cinco vezes, sentará sozinho no trono da história do esporte.

Como Miroslav Klose chegou ao topo
A trajetória gloriosa do lendário camisa 11 da Alemanha foi pautada por um modelo letal de posicionamento. Ele construiu essa marca de maneira cirúrgica, participando de quatro edições consecutivas da maior competição de futebol do planeta, entre os anos de 2002 e 2014. Logo em sua grande estreia nos gramados da Coreia do Sul e do Japão, o alemão impressionou torcedores ao anotar cinco tentos apenas na fase de grupos.
Quatro anos depois, jogando diante da sua própria torcida na Alemanha, ele garantiu a Chuteira de Ouro oficial com mais cinco bolas na rede. Em 2010, na África do Sul, Klose acrescentou mais quatro finalizações certeiras ao currículo. A coroação majestosa aconteceu de forma cinematográfica no Brasil em 2014. O atacante veterano marcou duas vezes naquele evento, sendo o seu derradeiro gol justamente na vitória alemã contra a seleção brasileira, momento em que ultrapassou o recorde que pertencia a Ronaldo Nazário até aquele fatídico dia.
Os maiores goleadores de todos os tempos
Para entender de fato o tamanho da parede de defensores que o atacante francês terá de furar, é essencial visitar o nosso retrovisor esportivo. A seleta elite mundial dos finalizadores conta com craques geniais que brilharam em gramados de diferentes continentes.
Abaixo, os grandes donos dos números que formam o topo do ranking:
1. Miroslav Klose (Alemanha) – 16 gols
O eterno centroavante de ofício germânico lidera a tábua de estatísticas com exibições seguras divididas de forma constante por 24 partidas.
2. Ronaldo Nazário (Brasil) – 15 gols
O ídolo nacional canarinho exibiu a sua genialidade na França em 1998 e especialmente na campanha triunfal de 2002, onde marcou oito tentos em sete jogos. Somando seus três últimos na Alemanha em 2006, o craque da camisa nove se manteve isolado no primeiro posto por longos oito anos.
3. Gerd Müller (Alemanha) – 14 gols
O grande e oportunista terror das grandes áreas alemãs atingiu uma somatória formidável disputando somente dois eventos oficiais. O atacante cravou dez finalizações no México em 1970 e outras quatro como anfitrião e campeão de 1974.
4. Lionel Messi (Argentina) e Just Fontaine (França) – 13 gols
Aqui ocorre um empate inusitado de estilos e eras de jogo. Enquanto o avassalador atacante francês Just Fontaine marcou seus absurdos 13 gols jogando em apenas uma única competição em 1958, o craque sul-americano chegou ao número após cinco participações diferentes, tendo como ponto alto a campanha do tricampeonato albiceleste no Catar.
6. Pelé (Brasil) e Kylian Mbappé (França) – 12 gols
O eterno Rei do Futebol espalhou o seu talento incomparável durante as festas de 1958, 1962, 1966 e 1970. Lado a lado com a majestade do esporte está justamente o astro atual, que encostou nesta fatia nobre de artilheiros e se apresenta como o candidato mais forte a reescrever os antigos livros de estatísticas da federação internacional de futebol.
A ameaça de Mbappé no torneio de 2026
Com a abertura dos portões americanos programada, todos os olhares da grande imprensa se direcionam à ponta esquerda da seleção europeia de azul. O trunfo central da trajetória de Kylian é a precocidade aliada ao seu faro de decisão. Ele solidificou a sua marca incrível de 12 bolas na rede jogando somente os campeonatos da Rússia e do Catar. Agora, o experiente atacante chega à América do Norte com apenas 27 anos de idade, uma condição física imponente e bagagem emocional para jogos decisivos.
A perspectiva esportiva contemporânea demonstra que a liderança geral pode mudar de mãos em breve. Como ele lidera os ataques da sua seleção nacional, basta a ele manter a performance já apresentada em solo europeu e asiático para liquidar as contas e assumir a coroa da artilharia do futebol de seleções.
Esses cruzamentos matemáticos e tabelas confirmam definitivamente a relevância astronômica do talentoso ponta direita nascido nos subúrbios parisienses. Assistir de camarote a evolução veloz da sua contagem pessoal não se trata mais apenas da crônica esportiva comum diária, mas do registro do nascimento orgânico de uma grande lenda viva.


Fonte: Jovem Pan

Mais uma gigante ameaça levar megafábrica de R$ 27 bilhões para o Paraguai

Foto: WHoP
A CMPC, uma das maiores produtoras globais de celulose, com sede no Chile e operações consolidadas no Brasil, admitiu publicamente que avalia transferir para o Paraguai o Projeto Natureza, megafábrica estimada entre R$ 25 bilhões e R$ 27 bilhões, caso o impasse com o licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul não seja resolvido até o fim de 2026.
A declaração foi feita pelo diretor-geral da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda, e gerou repercussão no setor industrial por colocar o Brasil e o Paraguai em disputa direta por um dos maiores investimentos privados previstos para a indústria de base florestal na América do Sul.
Projeto Natureza
O Projeto Natureza prevê a construção de uma fábrica com capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano, o que o colocaria entre os maiores complexos do gênero no continente. O investimento total estimado varia entre R$ 25 bilhões e R$ 27 bilhões. O impasse que ameaça o projeto no Brasil envolve o processo de licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul, que a empresa classifica como exemplo de “falta de previsibilidade regulatória”. Segundo Lacerda, se não houver definição até o final de 2026, o grupo avaliará formalmente o Paraguai como destino alternativo para o investimento.
Mudança no mapa industrial
A sinalização da CMPC expõe uma alteração na lógica de atração de investimentos industriais na América do Sul. Durante décadas, o Brasil foi tratado como destino natural para megaprojetos de celulose, papel e madeira plantada, por reunir clima favorável, alta produtividade florestal e ampla disponibilidade de terras para eucalipto. O Paraguai avança hoje justamente nos critérios em que o Brasil acumula críticas recorrentes de investidores: previsibilidade regulatória, velocidade de licenciamento ambiental e segurança jurídica. Executivos do setor de celulose apontam que a disputa entre os dois países reflete um movimento mais amplo de reposicionamento industrial na região, acelerado pela corrida global por investimentos em bioeconomia.
Movimiento das empresas brasileiras
O caso da CMPC se soma a um fluxo consolidado de migração de capital produtivo do Brasil para o Paraguai. Mais de 230 empresas brasileiras já operam no país pelo regime de maquila desde 2007, com 26 delas tendo iniciado operações entre 2024 e 2026. As dez maiores maquiladoras de origem brasileira no Paraguai registraram receita de exportação de US$ 1,3 bilhão em 2025. Em 2026, grupos como Karsten, Kidy e Dass instalaram ou expandiram operações no país vizinho, atraídos por encargos trabalhistas de 12% contra 80% no Brasil e por custos operacionais até 40% menores.


Fonte: Conexão Política

Gigante varejista encerra dezenas de lojas e demite milhares de funcionários

Foto: WHoP
O Grupo Mateus, terceira maior rede supermercadista do Brasil, anunciou em maio de 2026 o fechamento de 28 lojas e a demissão de aproximadamente 6,6 mil funcionários entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro trimestre deste ano.
A reestruturação reduziu o quadro de pessoal em 13,9%, de 47,9 mil para 41,2 mil trabalhadores. Os cortes atingiram principalmente unidades dos segmentos Eletro Mateus e Armazém Pet, além de lojas de varejo tradicional com baixo desempenho operacional, concentradas nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia.
A empresa segue com 306 unidades em operação e 18 centros de distribuição. Em 2025, inaugurou apenas quatro novas lojas no primeiro trimestre de 2026.
Os números financeiros
O Grupo Mateus registrou receita bruta de R$ 43,5 bilhões em 2025. No primeiro trimestre de 2026, o lucro superou R$ 2 bilhões. O presidente do conselho de administração, Ilson Mateus Rodrigues, afirmou que mais reduções de despesas estão previstas, mas descartou novos cortes de pessoal. BTG Pactual, XP e Itaú BBA recomendam compra ou outperform para as ações GMAT3 na B3, onde o grupo é listado sob o ticker desde 2020.
Ajuste contábil
Um fator relevante na reestruturação foi a identificação de estoques superavaliados. A empresa realizou um ajuste contábil de R$ 1,1 bilhão em mercadorias estocadas em 2024, reduzindo o valor total dos estoques de R$ 6 bilhões para R$ 4,9 bilhões. O movimento pressionou o patrimônio líquido para R$ 9,1 bilhões, com corte de quase R$ 695 milhões, e foi apontado como um dos gatilhos para a aceleração do processo de enxugamento operacional.


Fonte: Conexão Política

Após caso Ypê, Anvisa determina recolhimento de lote de água mineral e fala em ‘pseudominas aeruginosa’; veja o que se sabe

Foto: ABr
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou nesta quarta-feira (3) a Resolução-RE nº 2.247/2026, que determina o recolhimento e a suspensão imediata da venda, distribuição e uso do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal. A medida foi tomada após análises laboratoriais confirmarem a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. O lote é composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml, fabricadas pela Mineração Bom Jesus Ltda., com sede em Luziânia, no estado de Goiás, empresa que integra o Sistema Coca-Cola.
Como a contaminação foi identificada
A contaminação foi detectada em março durante uma ação de fiscalização de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal em um ponto de venda. Uma amostra do produto foi encaminhada ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal, que identificou a presença da bactéria. A fabricante realizou contraprova, que gerou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 76.CP.0/2026, confirmando o resultado. Diante do laudo, a Divisa-DF determinou a interdição do local de produção e comunicou o caso à Anvisa, que publicou a resolução de recolhimento no Diário Oficial da União.
Distribuição e recolhimento
O lote afetado foi fabricado em 20 de janeiro de 2026, com validade até 20 de janeiro de 2027. As 374,4 mil garrafas foram distribuídas para o Distrito Federal, que recebeu o maior volume, com 230.443 unidades, seguido por São Paulo, com 75.750, Goiás, com 66.768, e Tocantins, com 1.439. A Mineração Bom Jesus informou à Anvisa que iniciou o recolhimento imediatamente após a notificação e que aproximadamente 99,2% das unidades já foram retiradas dos pontos de venda e distribuidores. A empresa também afirmou não ter registro de reclamações de consumidores relacionadas ao lote em seus canais oficiais.
O que é a Pseudomonas aeruginosa
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria gram-negativa classificada como oportunista. Em pessoas com sistema imunológico íntegro, a ingestão raramente provoca quadros severos. O risco é maior em pacientes imunossuprimidos, como transplantados, portadores de HIV, pacientes em quimioterapia e internados em unidades de terapia intensiva, nos quais a bactéria pode causar infecções pulmonares, urinárias e de corrente sanguínea de difícil tratamento, dada sua resistência natural a vários antibióticos.
O caso Ypê
A notificação ocorre após um período de atenção elevada à contaminação por Pseudomonas aeruginosa no Brasil. Em 2025, a Anvisa interditou a fábrica da Ypê após identificar a bactéria em produtos de limpeza, episódio que gerou ampla repercussão pública e levou ao recolhimento de dezenas de produtos da marca. A agência liberou a unidade produtiva em abril de 2026, após a empresa apresentar laudos de correção das irregularidades. A Anvisa orienta consumidores a verificar no rótulo a identificação do lote LZ1 VAL200127 e, caso possuam o produto, não consumi-lo e aguardar orientações da empresa.


Fonte: Conexão Política

Relatório dos EUA derruba narrativa de Lula: tarifas sobre o Brasil não têm relação com os Bolsonaro; veja

Foto: RCP
O governo Lula, o PT e aliados atribuíram publicamente a proposta americana de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros à articulação de Flávio e Eduardo Bolsonaro com o governo Trump. O relatório do USTR publicado na segunda-feira (1º) não menciona a família Bolsonaro em nenhum trecho. O documento detalha oito frentes de acusação técnica, das quais seis envolvem direta ou indiretamente decisões e práticas do Judiciário brasileiro, e foi construído ao longo de uma investigação aberta em julho de 2025.
O Pix como barreira comercial
O USTR aponta o Pix como prática que distorce a concorrência. O argumento técnico é que o Banco Central opera simultaneamente como regulador do sistema financeiro e como proprietário e operador da plataforma, o que, na avaliação americana, permite ao BC usar seu poder regulatório para favorecer o Pix em detrimento de empresas privadas americanas. O relatório cita imposições que considera intervenção estatal: obrigatoriedade de adesão para instituições acima de determinado porte, exibição forçada nos aplicativos e controle de preços com gratuidade para pessoas físicas. O governo brasileiro rejeita a caracterização e afirma que o Pix não será objeto de negociação.
O STF e a moderação digital
O documento aponta que autoridades brasileiras emitiram ordens sigilosas de remoção de conteúdos políticos e suspensão de perfis em redes sociais americanas, incluindo contas de usuários residentes nos EUA. Embora o texto não nomeie ministros em todas as passagens, as referências alcançam decisões tomadas pelo STF nos últimos anos sobre moderação de plataformas digitais. Ao todo, seis das oito frentes de acusação do relatório têm como origem ou passagem por decisões do Judiciário brasileiro.
Toffoli, a Odebrecht e a Lava Jato
No campo anticorrupção, o relatório cita dados da OCDE de outubro de 2023, que apontou o Brasil por não investigar nem processar casos de suborno transnacional, e nomeia o ministro Dias Toffoli diretamente. O USTR aponta a decisão de Toffoli de setembro de 2023, que anulou as provas do acordo de leniência da Odebrecht obtidas pelos sistemas Drousys e MyWebDay, como agravante central. A decisão derrubou mais de cem processos ligados à Operação Lava Jato, descrita pelo USTR como “o maior esquema de corrupção transnacional da história”. O ministro havia classificado a Lava Jato como “o ovo da serpente dos ataques à democracia”.
As demais irregularidades
Completam as oito frentes: quebra de reciprocidade no mercado de etanol, com acordos que prejudicam exportações americanas, agravada pelo fato de que as importações de etanol americano pelo Brasil saltaram para US$ 119,4 milhões nos quatro primeiros meses de 2026, 3,8 vezes acima do mesmo período de 2025; demora do INPI em patentes biofarmacêuticas de até 109 meses; acordos tarifários preferenciais com Índia e México que prejudicam exportações dos EUA; e fiscalização ineficaz do desmatamento ilegal no Cadastro Ambiental Rural.
Por que a Seção 301 e não decreto
A Suprema Corte dos EUA invalidou o uso da IEEPA, a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, para impor tarifas por decreto unilateral de Trump. Com isso, a Casa Branca passou a utilizar investigações por país sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que exige cumprimento de ritos processuais, consultas públicas e prazos formais antes da aplicação efetiva. Comentários escritos podem ser enviados ao USTR até 1º de julho. Audiência pública está marcada para 6 de julho. A decisão final cabe a Trump, com prazo legal de 15 de julho.


Fonte: Conexão Política