Se Liga Cacoal – Header
.

Se Liga Cacoal – Header
Início Site

Equipe de Lula questiona por que Flávio Bolsonaro não revelou antes ter defendido empresas brasileiras

Em busca de evitar desgastes para sua campanha à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta terça-feira (2) ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, de forma expressa, para não taxar as empresas brasileiras.
A declaração vem no dia em que o escritório comercial dos EUA recomendou aplicar uma tarifa de 25% sobre importações do Brasil.
A fala do senador já gerou reações dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) .
Assessores presidenciais questionam por que, no dia da sua visita ao presidente norte-americano Donald Trump, Flávio Bolsonaro não revelou que fez o pedido para proteger as empresas brasileiras de qualquer novo tarifaço (leia mais abaixo).
Míriam Leitão analisa motivação de novo tarifaço do governo Trump sobre o Brasil
A equipe de Lula lembra que o senador fez questão de divulgar apenas ter pedido para que Donald Trump classificasse PCC e Comando Vermelho de organizações terroristas, o que realmente foi feito pelo Departamento de Estado americano logo em seguida.
Já em relação a tarifas, se Flávio Bolsonaro realmente pediu, Trump não deu ouvidos.
Assessores de Lula colocam em dúvida a fala do senador feita nesta terça, dizendo que pediu em favor das empresas brasileiras.
Dentro do Palácio do Planalto, a determinação é responsabilizar o candidato bolsonarista caso as recomendações sejam adotadas na prática no dia 15 de julho.
Assessores de Lula chegam a acusar o senador Flávio Bolsonaro de ter “sabotado” as negociações com o governo Trump, que estavam evoluindo bem.


Fonte:

g1 > Política

Papa nomeia 1ª mulher não religiosa para chefiar a comunicação do Vaticano

O papa Leão XIV nomeou nesta terça-feira (2) a executiva de mídia mexicana María Montserrat Alvarado para comandar o poderoso departamento de Comunicação do Vaticano, a primeira mulher não religiosa a ocupar um cargo na Cúria romana.
Alvarado, atualmente presidente e diretora de operações do serviço de notícias católico EWTN News, assumirá o cargo em 1º de novembro, informou o Vaticano em um comunicado.
Ela nasceu na Cidade do México e estudou nos Estados Unidos. O Vatican News destacou que sua nomeação como prefeita do Dicastério para a Comunicação “dá continuidade ao caminho de reforma e renovação da Cúria Romana iniciado pelo papa Francisco”, antecessor de Leão XIV.
“Alvarado é a primeira mulher não religiosa a ser nomeada prefeita de um dicastério da Santa Sé”, informou o serviço de notícias do Vaticano.
Também anunciou que Alvarado sucederá Paolo Ruffini, que o papa Francisco nomeou em 2018 como o primeiro prefeito não religioso de um dicastério da Cúria Romana.
O Dicastério para a Comunicação supervisiona os vastos serviços de imprensa, rádio e televisão do Vaticano, que transmitem informações para uma audiência mundial. Também administra a sala de imprensa da Santa Sé.
Em uma declaração reproduzida pelo Vatican News, Alvarado afirmou que recebia a nomeação “com um sincero desejo de servir ao Santo Padre, o Papa, no início de seu pontificado”.
Poucos meses antes de sua morte, em 21 de abril do ano passado, Francisco nomeou duas freiras para cargos-chave no Vaticano e criticou uma “mentalidade chauvinista” dentro da Igreja Católica.
A irmã Raffaella Petrini assumiu o comando da Governadoria do Estado da Cidade do Vaticano, enquanto a irmã Simona Brambilla foi designada para liderar o departamento que supervisiona as ordens e congregações religiosas católicas do mundo.


Fonte: Jovem Pan

Flávio Bolsonaro diz ter pedido a Trump para não taxar produtos do Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter solicitado diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não aplique taxas sobre empresas brasileiras. O pedido, segundo o parlamentar, foi feito nas reuniões que contaram com a presença do vice-presidente, JD Vance, e do secretário de Estado, Marco Rubio. As declarações de Flávio foram dadas à rádio Itatiaia, de Minas Gerais.
O movimento ocorre em meio à proposta do governo americano de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos do Brasil.
De acordo com Flávio, a argumentação utilizada nos encontros focou na valorização da tecnologia e da produção nacional. O senador destacou setores como o agronegócio, o sistema de pagamentos PIX e o etanol como ativos estratégicos.
“É um pedido que eu fiz expresso a eles, porque eu disse o seguinte: a partir de 2027, vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês e vai negociar de igual para igual”, declarou.
A fala do senador acontece no mesmo dia em que foi divulgada a conclusão de uma investigação do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O órgão classificou políticas do governo brasileiro como “irrazoáveis” e sugeriu a taxação de 25% por considerar que as práticas brasileiras restringem o comércio norte-americano. O relatório fundamenta-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e aponta problemas em seis áreas, incluindo o mercado de etanol e serviços de pagamento eletrônico.
No âmbito digital, a investigação dos EUA citou ordens judiciais brasileiras para suspensão de perfis em redes sociais e remoção de conteúdo, além de restrições a sistemas de pagamentos.
Sobre o etanol, o documento afirma que o Brasil não oferece reciprocidade tarifária desde 2017. Outros pontos citados incluem a aplicação ineficaz de leis contra o desmatamento e falhas na proteção da propriedade intelectual.

Críticas a Lula
Flávio Bolsonaro criticou a condução diplomática do governo Lula (PT), afirmando que o presidente gerou desconfiança nas autoridades americanas. Segundo o senador, a postura do Executivo brasileiro em relação à segurança pública e declarações sobre a política externa dos EUA dificultam as negociações comerciais.
“Sentado hoje na cadeira de presidente da República, você tem alguém que simplesmente conseguiu ganhar a desconfiança do governo americano. Eles não confiam no Lula, porque o Lula sai de lá pedindo primeiro para não combater facções criminosas”, disse Flávio Bolsonaro.
“‘Os caras’ já pensam o que, ‘pô’: ‘Que presidente é esse? Estamos aqui oferecendo uma ajuda, uma cooperação, e o presidente do Brasil sai daqui pedindo (1:12) o contrário, para defender bandido, para defender terrorista’”, completou.
Por outro lado, o embaixador americano Jamieson Greer afirmou que a investigação do USTR foi iniciada a pedido de Trump para tratar de preocupações comerciais persistentes. Embora tenham ocorrido reuniões entre Trump e Lula nos últimos meses, o embaixador ressaltou que permanecem divergências substanciais entre os dois países.
As medidas propostas pelos Estados Unidos estão em fase de consulta pública até o dia 1º de julho. Uma audiência sobre o tema será realizada em 6 de julho, com o prazo final para a decisão sobre as tarifas fixado em 15 de julho.


Fonte: Jovem Pan

Irã diz que analisa proposta dos EUA após Trump afirmar avanço nas negociações

O governo do Irã ainda não concluiu a análise da proposta americana para um acordo provisório de cessar-fogo, assim como não apresentou uma resposta oficial aos mediadores envolvidos nas negociações, informou nesta terça-feira (2) a agência semioficial iraniana Mehr.
Segundo uma fonte ouvida pela publicação, a versão final do entendimento continua sendo debatida internamente em Teerã. De acordo com a agência, nenhuma decisão definitiva foi tomada até o momento.
A informação foi divulgada um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que as negociações com a República Islâmica avançam rapidamente. Em publicação na rede Truth Social, o republicano disse que as conversas seguem em “ritmo acelerado”, apesar dos sinais de impasse entre as partes.
Na segunda-feira (1º), a agência iraniana Tasnim informou que Teerã havia suspendido temporariamente as negociações em protesto contra a ampliação da ofensiva israelense no Líbano e contra o que classificou como violações do cessar-fogo firmado entre Irã e Estados Unidos em abril. Segundo o veículo, a equipe negociadora iraniana interrompeu o diálogo e a troca de propostas por meio dos mediadores.
A cautela do governo iraniano também estaria relacionada à desconfiança em relação a Washington. Segundo a fonte citada pela Mehr, o histórico de descumprimento de compromissos por parte dos Estados Unidos levou Teerã a adotar uma postura mais cuidadosa durante as negociações.
Ainda de acordo com a agência, o Irã busca garantias de que um eventual acordo produza “benefícios reais e tangíveis” para o país. O entendimento em discussão é visto como uma tentativa de preservar o cessar-fogo e abrir caminho para negociações mais amplas sobre a segurança regional e o programa nuclear iraniano.
As conversas ocorrem em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. Nas últimas semanas, os dois países trocaram acusações sobre violações da trégua, enquanto Israel ampliou suas operações militares no Líbano. Na segunda-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou ataques contra alvos do Hezbollah na periferia sul de Beirute e afirmou que as operações podem avançar ainda mais no território libanês.


Fonte: Jovem Pan

Seleção Brasileira chega aos EUA para a disputa da Copa do Mundo

A Seleção Brasileira chegou na manhã desta terça-feira (2) nos Estados Unidos para a disputa da Copa do Mundo. Após a despedida no Rio de Janeiro, a delegação pousou em Nova Jersey, às 8h45, no horário de Brasília. A cidade servirá como base para a equipe canarinho no torneio.
A delegação ficará hospedada no The Ridge Hotel, a cerca de 15 minutos do centro de treinamento Columbia Park Training Facility, pertencente ao New York Red Bulls.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que os comandados de Carlo Ancelotti fazem o primeiro treino em solo americano no fim da tarde de terça-feira. No sábado (6), a equipe canarinho disputa o último amistoso, contra o Egito, antes do início da Copa do Mundo.
Cabeça do Grupo C, o Brasil estreia no Mundial, em 13 de junho, contra o Marrocos no MetLife Stadium. A equipe canarinho também pega o Haiti e a Escócia na primeira fase do torneio.

Conheça o avião que levou a Seleção
A CBF fretou o Boeing 767-399ER da companhia sul-africana Aeronexus para levar a Seleção Brasileira aos Estados Unidos. De matrícula ZS-NEX, o avião é avaliado em R$ 1,19 bilhão. A aeronave possui 96 assentos de primeira classe e oferece serviço vip.

 

Ver essa foto no Instagram

 
Um post compartilhado por CBF • Seleção Brasileira de Futebol (@brasil)

 
Segundo a companhia aérea Azul, patrocinadora oficial da Seleção Brasileira, a CBF requisitou um avião com mais de 90 assentos executivos, o que a empresa não possui. Por esta razão, a confederação optou por fretar a aeronave sul-africana, utilizada pela delegação brasileira em compromissos das Eliminatórias da Copa do Mundo, em 2023.
Semana pós-goelada
No domingo (31), o Brasil goleou, por 6 a 2, o Panamá no último amistoso antes de embarcar para os Estados Unidos. Após a partida, jornais internacionais noticiaram positivamente o desempenho da Seleção Brasileira.
O jornal espanhol As afirmou que o “Brasil intimida”. O veículo destacou as substituições feitas por Ancelotti no segundo tempo para o resultado no Maracanã.


Fonte: Jovem Pan

Marrocos x Madagascar: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Marrocos e Madagascar se enfrentam nesta terça-feira (2), às 14h (de Brasília), pelos amistosos da Copa do Mundo, no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, capital do Marrocos.
O Marrocos é o primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo, pelo Grupo C, com Escócia e Haiti. A partida contra a Seleção Brasileira será dia 13 de junho. O Madagascar nunca participou de uma edição do mundial.
Onde assistir Marrocos x Madagascar ao vivo
A partida será transmitida ao vivo na TV fechada pela ESPN e via streaming pelo Disney+, com início às 14h (de Brasília).


Fonte: Jovem Pan

TCE-RJ rejeita contas de 2025 do governo Cláudio Castro

As contas de 2025 do governo Cláudio Castro (PL) no Rio de Janeiro foram rejeitadas na segunda-feira (1º), pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). A decisão, por três votos a um, ocorreu em sessão plenária. O parecer pela reprovação das contas será enviado à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), responsável pela decisão final de aprovar ou rejeitar as contas do ex-governador. A reportagem tenta contato com Castro.
Na segunda, os conselheiros retomaram o julgamento que havia começado na quinta-feira (28) e sido suspenso após um pedido de vista. O voto do relator do caso, o conselheiro Rodrigo Melo Nascimento, dado na semana anterior, foi pela aprovação das contas com ressalvas. Já o revisor, conselheiro José Gomes Graciosa, votou pela rejeição das contas e foi acompanhado pelos conselheiros Marcelo Verdini Maia e Christiano Lacerda.
O voto do revisor aponta que os principais demonstrativos contáveis que integram a prestação de contas de Castro “não refletem, de forma fidedigna, a real situação financeira e patrimonial do Estado do Rio de Janeiro”. Conforme o voto, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 foi aprovada com déficit de R$ 14,6 bilhões, “sem a identificação explícita das fontes de financiamento para a cobertura do referido desequilíbrio”.
Graciosa cita também inconsistências sobre os investimentos da Rioprevidência vinculados ao Banco Master. Castro é investigado por investir recursos do fundo de previdência dos servidores em fundos ligados ao banco.
Segundo o conselheiro, os investimentos permaneceram registrados pelo valor integral de R$ 1,13 bilhão sem “o devido reconhecimento de provisão de perdas, ajuste ao valor justo ou redução ao valor recuperável, mesmo após a decretação da liquidação extrajudicial da instituição”. O conselheiro indica “deficiência relevante” nos controles internos de “avaliação de risco, mensuração, reconhecimento e evidenciação contábil”.
“O descaso no trato da coisa pública resta evidenciado pelo reiterado descumprimento das determinações emanadas por esta Corte nos exercícios financeiros pretéritos, circunstância que novamente se verifica no período ora sob análise. Verifica-se, assim, que as decisões proferidas por esta Corte de Contas ao longo de ambos os mandatos do Sr. Cláudio Bomfim de Castro e Silva foram sistematicamente desconsideradas pelo Governo Estadual, sem que tenha sido apresentada justificativa plausível para tal conduta”, afirma o conselheiro.

Julgamento de recursos no TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar nesta terça-feira (2), às 19h, os embargos de declaração apresentados pelo ex-governador do Rio de Janeiro, pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado Rodrigo Bacellar (União-RJ) e pelo Ministério Público Eleitoral.
Os recursos pedem esclarecimentos sobre pontos da decisão que condenou Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 e o tornou inelegível até 2030. Os embargos de declaração são utilizados para solicitar esclarecimentos sobre omissões, contradições ou obscuridades em decisões judiciais, com poucas chances de reverter uma condenação.
No acórdão do julgamento, o TSE registrou a inelegibilidade de Castro por oito anos e deixou de formalizar a cassação do diploma, citando que foi “prejudicada” pela renúncia. Para o Ministério Público Eleitoral, a ausência dessa sanção pode criar “incentivo” para que a punição seja contornada.


Fonte: Jovem Pan

Lula quer conversar com Trump para insistir em cooperação em vez de retaliação contra sistema financeiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deseja conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para insistir em um trabalho de cooperação no combate ao crime organizado, com objetivo de evitar qualquer tipo de medida que venha a prejudicar o sistema financeiro nacional.
Ainda não há uma data para essa conversa, mas Lula também quer evitar novos aumentos de tarifas na importação de produtos brasileiros.
Valdo: Lula vai defender soberania nacional e avalia contato direto com Trump
O impacto mais imediato no Brasil da classificação do PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas pode ser sentido no sistema financeiro, com risco de sanções a empresas que investem ou transferem recursos em setores que podem ter a infiltração das duas organizações criminosas.
O receio é que a medida possa a afugentar alguns investimentos americanos do Brasil.
LEIA TAMBÉM: Veja os possíveis impactos econômicos da classificação do PCC e do CV como grupos terroristas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em encontro na Casa Branca, em Washington
RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO
No campo político, Lula vai continuar insistindo na defesa da soberania nacional. Além de associar a Flávio Bolsonaro qualquer tipo de medida que venha a prejudicar a economia brasileira, na mesma linha da estratégia adotada no período do tarifaço contra importações de produtos brasileiros.
Na equipe de Flavio Bolsonaro, a avaliação é que ele sair da defensiva com a decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e vai insistir que Lula defende as duas organizações.
O senador sabe, porém, que vai continuar sendo cobrado fora e dentro de sua campanha sobre suas relações próximas de Daniel Vorcaro.
“Ganhamos tempo, mas não podemos ter nenhuma nova surpresa e explicar de forma crível sobre como o filme Dark Horse foi financiado”, diz um interlocutor do filho do ex-presidente Bolsonaro.


Fonte:

g1 > Política

Durigan terá reuniões com autoridades dos EUA após classificação de PCC e CV como terroristas

Por que a decisão dos EUA de declarar facções terroristas pode afetar PIX
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira (1º) que se reunirá nos próximos dias com autoridades dos Estados Unidos para discutir a decisão do país de classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.
Em entrevista à rádio CBN, Durigan afirmou que a medida pode gerar sanções contra instituições financeiras brasileiras e, em um cenário extremo, até afetar a operação do PIX.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
Isso porque, segundo o ministro, se o governo dos Estados Unidos entender que uma instituição financeira brasileira foi usada para movimentar recursos ligados às facções, ela poderá ser alvo de punições do Tesouro americano.
Ainda assim, a decisão aumenta a pressão sobre bancos e empresas para reforçar mecanismos de identificação da origem dos recursos e de prevenção à lavagem de dinheiro.
Diante desse cenário, disse Durigan, bancos e outras instituições financeiras brasileiras já começaram a revisar regras internas de controle e monitoramento para reduzir o risco de sanções por parte das autoridades americanas.
Como o g1 já mostrou, a classificação dos EUA eleva o risco jurídico para as instituições. (Leia a reportagem completa aqui)
🛑 Isso porque qualquer apoio direto ou indireto pode ser enquadrado como crime pela legislação americana. Isso faz com que bancos e empresas adotem mais cautela, já que passam a responder a regras mais rígidas de sanções e controle.
“Basta você ter uma alegação dizendo que um determinado banco brasileiro tem contas do PCC. A autoridade americana pode dizer que esse banco está sancionado pelo Tesouro dos Estados Unidos e não pode operar com o PIX porque o sistema estaria sendo usado para movimentar dinheiro de facção criminosa”, exemplificou Durigan
O ministro ainda reiterou que o governo brasileiro trabalha para evitar impactos econômicos e proteger o sistema de pagamentos.
“O PIX é o maior símbolo de soberania financeira do Brasil. Nós não podemos ficar presos ao risco de uma intervenção ou de uma subserviência que tire a gente do caminho da inovação e de gerar infraestrutura de pagamento boa para as nossas empresas e famílias”, afirmou o ministro.
Ministro da Fazenda Dario Durigan.
Washington Costa/MF
EUA questionam PIX em investigação comercial
Durigan também relacionou o tema à investigação comercial aberta pelos Estados Unidos com base na chamada Seção 301, anunciada em julho do ano passado.
Entre os questionamentos apresentados pelo governo americano está o PIX, que foi citado na investigação sob a alegação de que poderia criar distorções competitivas para empresas dos EUA e fazer parte de práticas comerciais consideradas desleais.
Segundo Washington, essas práticas estariam restringindo o acesso de exportadores americanos ao mercado brasileiro há décadas, embora a investigação não apresente evidências concretas para sustentar as acusações.
LEIA TAMBÉM
O que é investigação do governo Trump sobre práticas comerciais no Brasil
Para Durigan, as acusações feitas pelos Estados Unidos carecem de fundamento técnico e têm caráter político. O ministro citou a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos EUA, onde se reuniu com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o presidente Donald Trump.
Após o encontro, Flávio afirmou que Rubio se mostrou favorável à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Na semana passada, o governo brasileiro criticou integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que viajaram aos EUA e afirmou que há risco de interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil.
O Planalto classificou a iniciativa como “deplorável” e disse que há tentativa de pressionar autoridades internacionais a adotar medidas contra o país. (leia a nota na íntegra)
O texto afirma que medidas externas podem trazer impactos econômicos e prejudicar políticas nacionais, citando também o PIX.
Brasil prepara resposta diplomática aos EUA
O ministro da Fazenda afirmou que o governo brasileiro pretende rebater os questionamentos por meio de negociações diplomáticas e da apresentação de informações técnicas às autoridades americanas.
“A gente tem respondido com muita diplomacia e contato bilateral com os Estados Unidos. Temos participado das audiências e esclarecido que essas alegações não têm fundamento técnico”, afirmou.
“O presidente Lula tem defendido que o combate ao crime organizado precisa ser feito de forma conjunta, porque se trata de um problema transnacional. O que queremos é ampliar essa cooperação, e não criar obstáculos para ela”, disse.
Apesar das preocupações levantadas pelo governo, Durigan afirmou que não há, neste momento, qualquer ameaça ao funcionamento do PIX. Segundo ele, a prioridade é preservar o sistema de pagamentos.
Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo


Fonte:

g1 > Política

Imposto de Renda 2026: Receita Federal estima que 2,2 milhões de declarações caíram na malha fina

A Secretaria da Receita Federal informou nesta terça-feira (2) que 5% das declarações do Imposto de Renda de 2026, ano-base de 2025, caíram na chamada malha fina do Leão. São cerca de 2,2 milhões de documentos com pendências.
O percentual de declarações em malha fina, divulgado pelo supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, se assemelha ao registrado nos últimos anos.
🔎Quando a declaração do IR cai na malha fina, significa que ela está retida pelo Fisco por conta de pendências relativas a discrepância de dados (veja o que fazer mais abaixo nessa reportagem).
Neste ano, o prazo de entrega do IR começou em 23 de março e se estendeu até 29 de maio. Foram entregues 44.393.571 declarações dentro do prazo legal.
“A gente começou o período de declarações com quase 10% de diferença nas retenções em malha em relação aos anos anteriores. A gente tinha um volume bem alto, no final de março, quase 11% retidas em malha, quando o normal era 8%, 9%. No final do prazo, esse número se equilibrou. O percentual de declarações em malha neste ano ficou muito semelhante ao do ano passado, ele veio se ajustando por conta das retificações feitas pelas empresas”, disse José Carlos da Fonseca ao g1.
Declarações em malha fina
Receita Federal
Mudanças em 2026
O supervisor do IR classificou 2026 como sendo um “ano de superação”, pelo fim da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), que era usada há décadas na declaração do IR. Nesse documento, as empresas informavam ao Fisco e aos trabalhadores as informações sobre rendimentos.
Com o fim do uso da Dirf em 2026, a Receita passou a buscar as informações em outras bases de dados: o e-Social, que concentra concentra informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias ligadas ao empregado; e EFD-Reinf. Essa mudança ocasionou erro de informações prestadas pelas empresas e milhares de contribuintes caíram na malha fina.
“Isso acabou fazendo com que muitas declarações ficassem em malha, e a declaração pré-preenchida apresentasse informações divergentes. Mas porque as informações que haviam sido enviadas pelas empresas para a Receita Federal continham classificações erradas. Não podemos generalizar que todas empresas tivessem problemas, mas um bom número de empresas teve de retificar informações”, disse o supervisor do IR.
O que fazer se caiu na malha fina
De acordo com a Receita Federal, o procedimento, para quem caiu na malha fina, é o mesmo dos últimos anos: o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet.
Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro.
Contribuinte deve procurar, no serviço, por “declarações e demonstrativos”.
Em seguida deve buscar o “Meu Imposto de Renda”, e consultar a declaração de 2026.
➡️Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema.
Nesse caso, segundo o supervisor do IR, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços).
No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina.
No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.
Porém, se a empresa não corrigir a informação enviada, o contribuinte não sai da malha e poderá enviar seus comprovantes a partir de janeiro de 2027 por meio do e-CAC.
Antes disso, não é possível enviar os documentos pois as empresas ainda estarão corrigindo as informações, caso no qual o trabalhador pode sair da malha.
“Normalmente, 80% dos casos de malha são resolvidos até o fim do ano. De agora, até o fim do ano, 80% desses 2,2 milhões que vão ficar em malha ou por retificação de empresa ou por ajustes do próprio contribuinte. Se o contribuinte acha que não errou e a empresa não corrigiu, a partir de janeiro de 2027 ele pode anexar todos documentos, comprovantes, pelo e-CAC de tudo o que ele declarou”, explicou José Carlos Martins, da Receita Federal.


Fonte:

g1 > Política