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CSP rejeita proposta que estende hipóteses de prisão em flagrante

A Comissão de Segurança Pública (CSP) decidiu rejeitar projeto que ampliaria as hipóteses de prisão em flagrante em casos de lesão corporal, tentativa de homicídio e homicídio. A proposta previa que o autor dos crimes pudesse ser considerado em flagrante enquanto perdurasse a recuperação da vítima. O parecer pela rejeição, do senador Esperidião Amin (PP-SC), agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Apresentado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), o PL 1.052/2022 altera o Código de Processo Penal para estabelecer que seja considerado em flagrante quem praticar lesão corporal ou tentativa de homicídio enquanto durar o período de recuperação da vítima.
A proposta também prevê que, se a vítima morrer, a situação de flagrante deverá permanecer por até sete dias depois da morte. Com isso, a prisão em flagrante poderia ocorrer mesmo depois do momento imediatamente posterior ao crime, desde que a vítima ainda estivesse em recuperação ou tivesse morrido em razão da agressão.
Pelas regras atuais, o código considera em flagrante quem está cometendo o crime, quem acaba de cometê-lo, quem é perseguido logo depois em situação que indique ser o autor ou quem é encontrado, logo depois, com armas, objetos ou papéis ligados ao crime. O projeto acrescenta nova hipótese a essa lista.
No entanto, para Esperidião Amin a prisão em flagrante exige ligação imediata entre o crime e a prisão. Segundo o parecer, a ligação existe nos momentos em que o crime está acontecendo, tenha acabado de acontecer, há perseguição logo depois do fato ou o suspeito é encontrado com objetos ligados ao crime.
O relator afirmou que a ligação imediata não existe necessariamente entre a agressão e o período de recuperação da vítima ou sua morte. Segundo ele, a recuperação ou o falecimento podem ocorrer semanas, meses ou até anos depois do crime.
O parecer também ressalta que a prisão em flagrante é uma medida cautelar e excepcional. Depois da prisão, o caso deve ser encaminhado ao juiz, que pode mandar soltar a pessoa, converter o flagrante em prisão preventiva ou conceder liberdade provisória, com ou sem fiança.
Para o relator, quando houver necessidade de prender o suspeito antes de uma condenação definitiva, o caminho adequado é a prisão preventiva, desde que estejam presentes os requisitos previstos no código e haja decisão da autoridade judicial competente.


Fonte: Senado Federal

Projeto que transforma Cefets de MG e RJ em universidades vai ao Plenário

A Comissão de Educação do Senado (CE) aprovou nesta terça (26) o projeto que transforma dois centros federais de educação tecnológica, os de Minas Gerais e Rio de Janeiro, em universidades tecnológicas federais. Agora a matéria segue para votação no Plenário do Senado em caráter de urgência.
O projeto (PL 5.102/2023) estabelece que o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) será transformado na Universidade Tecnológica Federal de Minas Gerais (UTFMG), enquanto o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) vai se tornar a Universidade Tecnológica Federal do Rio de Janeiro (UTFRJ).
Ambas deverão ter organização, estrutura e competências próprias de instituições de ensino superior.
O autor da proposta é o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG). A iniciativa recebeu parecer favorável do senador Camilo Santana (PT-CE).
O senador ressaltou que o projeto reconhece a evolução histórica das duas instituições, que já atuam com ensino superior, pesquisa e inovação. Ele argumenta que a transformação delas em universidades fortalece a educação tecnológica, além de aumentar a capacidade de formação de profissionais qualificados e de desenvolvimento científico e regional.
— Em um contexto de crescente demanda por inovação, qualificação especializada e ampliação da competitividade econômica nacional, o fortalecimento institucional dessas entidades amplia a capacidade do país de promover pesquisa aplicada, difusão de tecnologia e formação de profissionais altamente qualificados — declarou Camilo Santana.
Autonomia e estrutura
De acordo com a proposta, as novas universidades terão autonomia administrativa, financeira, patrimonial, didática e disciplinar — e serão vinculadas ao Ministério da Educação.
Entre suas finalidades estão a oferta de cursos de graduação e pós-graduação, a formação de professores para o ensino técnico e a oferta de educação profissional de nível médio e cursos de formação continuada. Também deverão desenvolver pesquisa aplicada e atividades de extensão voltadas à inovação tecnológica e ao atendimento da sociedade.
A organização institucional prevê reitoria como órgão executivo e conselho universitário como instância deliberativa.
O patrimônio será composto por bens, instalações e recursos já existentes, além de novas aquisições e doações.
O financiamento das universidades incluirá dotações orçamentárias da União, receitas de serviços prestados, convênios e outras fontes previstas na legislação.
Transição
O projeto garante a transferência automática de cursos, alunos, unidades e recursos das instituições atuais para as novas universidades, sem prejuízo acadêmico ou administrativo.
Também assegura a redistribuição de cargos e funções, mantendo a continuidade das atividades e a estrutura de pessoal.
O texto prevê que a implantação será regulamentada pelo Ministério da Educação, que deverá adotar as medidas necessárias para a organização das novas instituições.
Os reitores deverão ser nomeados pelo presidente da República, após consulta à comunidade acadêmica.


Fonte: Senado Federal

Em busca de acordo com o governo, comissão do Senado adia novamente votação de projeto sobre dívidas rurais

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) adiou novamente nesta terça-feira (26) a votação de projeto sobre dívidas rurais.
O objetivo, segundo o presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), é retomar a sessão após uma reunião no Ministério da Fazenda para tentar um acordo em torno do texto.
Renan Calheiros e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que têm liderado as negociações com a Fazenda, serão recebidos pelo ministro Dario Durigan às 14h.
O governo pretende editar uma medida provisória (MP) sobre o tema, mas Renan Calheiros defende que o acordo seja construído no projeto de lei.
“O governo pretende editar uma medida provisória e nós temos defendido que o acordo seja transformado no próprio projeto. Se houver um acordo sobre todos os pontos, esse acordo se faça no projeto que será aprovado aqui na Comissão de Assuntos Econômicos com o compromisso de sua aprovação no plenário do Senado e da própria Câmara federal”, declarou.
Antes de anunciar a suspensão da sessão, o senador garantiu que caso não haja acordo, o projeto será votado após a reunião na Fazenda.
“Temos algumas alternativas na hipótese de não haver o acordo. Nós vamos votar hoje o projeto. Já passamos três semanas conversando, vamos conversar hoje novamente, mas isso não acontecerá em detrimento da não votação do projeto”, afirmou Calheiros.
Tereza Cristina defendeu as negociações com o governo e disse que, seja no projeto ou na MP, é preciso ter um alinhamento com o governo federal para avançar no tema das renegociações das dívidas rurais.
“Não adianta a gente votar um projeto porque nós queremos votar e depois ele ser vetado e não ser levado à consequência do que nós queremos”, afirmou.
O projeto autoriza a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para criar uma linha especial de financiamento destinada a produtores rurais vítimas de desastres naturais. Esse crédito pode ser usado para a liquidação e renegociação de dívidas rurais contratadas até 31 de dezembro de 2025.

O parecer de Renan Calheiros permite ainda o uso de recursos de outros fundos, como os Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO), do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e do superávit financeiro de outros fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda.

🔎 O projeto estabelece prazo de 10 anos para pagamento, sendo três de carência e com as seguintes taxas de juros:
3,5% ao ano para agricultores familiares
5,5% para médios produtores
7,5% para os demais produtores rurais e cooperativas.

Após a publicação do último relatóri de Calheiros, a fazenda enviou ao gabinete do senador um parecer técnico com a estimativa de um impacto de R$ 817 bilhões ao longo dos próximos 13 anos — sendo R$ 150 bilhões só em 2027.

Essa estimativa decorre de cálculos da pasta que projetam que, na forma do texto de Calheiros — considerada muito ampla pela Fazenda — , o volume de dívidas potencialmente alcançadas pela proposta chegue a cerca de R$ 1,39 trilhão nesse período de 13 anos.

Os senadores, no entanto, sustentam que o projeto se limita a “dívidas estressadas” do setor, e não a todo o estoque, o que significa um montante de R$ 170 bilhões.

Segundo Calheiros, esse impasse foi resolvido e ele colocará no projeto uma regra mais clara de enquadramento.
“Nós aceitamos uma regra de enquadramento e vamos colocar no projeto. O ministro está demonstrando muita boa vontade. A área técnica coloca mais dificuldades, mas o ministro tem tentado contornar tudo isso”, declarou Renan Calheiros.


Fonte:

g1 > Política

Rota da Fé, no Ceará, vai a sanção

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) aprovou, nesta terça-feira (26), projeto que reconhece a Rota Turística da Fé, no Ceará, que abrange 13 cidades e se direciona ao turismo cultural, histórico e de aventura.
O PL 5.057/2023, da deputada Fernanda Pessoa (PSD-CE), foi relatado pelo senador Camilo Santana (PT-CE), para quem os monumentos e eventos das cidades “são de extrema relevância para o turismo religioso regional e nacional”.
A votação foi final e se não houver recurso para votação em Plenário, o texto vai à sanção presidencial.  
O projeto reconhece os seguintes atrativos turísticos:

Estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte: símbolo das romarias do Cariri;
Estátua de Nossa Senhora de Fátima, no Crato: local conhecido pela vista panorâmica da cidade;
Estátua de Santo Antônio e Festa do Pau da Bandeira, em Barbalha: a festa foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2015, como patrimônio cultural do Brasil;
Concentração da peregrinação para a Romaria da Menina Benigna, em Nova Olinda: a romaria é dedicada à menina Benigna, assassinada há cerca de 80 anos e considerada “santa” por católicos da região, segundo a Prefeitura do Cariri;
Igreja Matriz de Santana do Cariri e complexo turístico da Estátua da Menina Benigna, em Santana do Cariri;
Mirante de Nossa Senhora da Penha, em Campos Sales: reúne turismo religioso e vista da paisagem da região;
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, em Russas: datada de 1707, é um dos templos católicos mais antigos do Ceará e patrimônio histórico do estado;
Santuário Mariano de Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão, em Quixadá: um dos centros de peregrinação católica do Ceará;
Estátua de São Francisco das Chagas, em Canindé;
Alto de Santa Rita e Igreja Matriz da Imaculada Conceição, em Redenção;
Mosteiro dos Jesuítas, em Baturité: fundado em 1922, marcado por arquitetura e símbolo religioso;
Complexo turístico de Santa Edwiges, em Caucaia: reúne milhares de peregrinos religiosos na região metropolitana de Fortaleza;
Santuário de Fátima, Seminário da Prainha e Catedral da Sé, em Fortaleza: pontos de interesse histórico, religioso e artístico na cidade.

Os pontos turísticos já são reconhecidos por lei do estado do Ceará.


Fonte: Senado Federal

CAE aprova uso de recursos dos fundos constitucionais para pesquisa

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (26) projeto que permite o uso de recursos dos fundos constitucionais no financiamento de atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
O PL 5. 451/2019 altera a Lei dos Fundos Constitucionais para incluir o financiamento de atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação entre os objetivos e diretrizes dos fundos destinados às Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. 
O texto original, do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), estabelecia uma percentagem mínima de recursos dos fundos para projetos de pesquisa e inovação. Mas o projeto recebeu emendas do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que retirou a obrigatoriedade. A matéria segue para decisão final na Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR).
Inovação
O texto aprovado, lido na CAE pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO), passa a permitir que os recursos dos fundos sejam usados não apenas para atividades produtivas tradicionais, mas também para financiar pesquisa, desenvolvimento e inovação.
A medida amplia o alcance desses instrumentos, incluindo tanto o desenvolvimento tecnológico quanto a aplicação prática dos resultados das pesquisas nas atividades produtivas das regiões beneficiadas. Além disso, o texto adapta as diretrizes de financiamento para incorporar essas atividades, garantindo que projetos de inovação sejam considerados na formulação dos programas financiados pelos fundos.
Beneficiários
A proposta amplia o conjunto de beneficiários dos recursos, incluindo empresas e instituições que atuem com pesquisa, desenvolvimento e inovação, como instituições científicas e tecnológicas, incubadoras, parques tecnológicos e parcerias entre setor público e privado.
O texto ainda permite a realização de projetos em cooperação entre agentes financeiros, instituições de ciência e tecnologia e empresas, com regras para governança, transparência e prestação de contas.
Regras financeiras
O novo texto retira a obrigatoriedade de destinação mínima de recursos para inovação prevista na versão original e substitui a exigência por uma diretriz a ser considerada na programação anual dos fundos. A mudança busca preservar a sustentabilidade financeira dos fundos e permitir maior flexibilidade na alocação de recursos.
Também fica estabelecido que os financiamentos para inovação com recursos dos fundos devem ocorrer apenas na forma reembolsável, ou seja, com obrigação de devolução, podendo haver complementação com recursos externos, mesmo não reembolsáveis, desde que separados formalmente.
No parecer, o relator destacou que a proposta contribui para modernizar os instrumentos de política regional ao incorporar a inovação como fator essencial para o desenvolvimento econômico. Segundo ele, a medida pode aumentar a produtividade, diversificar a economia e reduzir desigualdades regionais.
Audiência pública
Também foi aprovado requerimento (REQ 68/2026), do senador Esperidião Amin (PP-SC), para debater os impactos da agenda legislativa e normas regulamentares que envolvem a indústria do plástico no Brasil.


Fonte: Senado Federal

Vantagem de Lula despenca no Nordeste e atinge menor diferença já registrada entre aprovação e rejeição na região

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Nordeste, reduto histórico de Luiz Inácio Lula da Silva, já não é mais o que era. Entre os nordestinos, a aprovação caiu para 52% e a desaprovação chega a 46%, a menor diferença entre toda a série histórica da Genial/Quaest.
Em períodos anteriores, a aprovação já foi mais que o dobro da desaprovação na região. Tudo começou a mudar a partir de outubro do ano passado, com um crescimento vertiginoso da rejeição desde então.
Nordeste ainda sustenta, mas a base range
O Nordeste mantém 63% de aprovação na pesquisa Quaest de abril, abaixo do pico de 67% registrado em janeiro de 2026. Em maio, a aprovação ficou estável em 63%, mas a avaliação negativa do governo recuou apenas de 42% para 39% na região, movimento modesto diante da sangria registrada em outras partes do país
A estabilidade vai de encontro com uma erosão estrutural, porque o cálculo passa a convergir com o que já ocorre nas demais regiões do país. Quanto mais o Nordeste se aproxima da média nacional de desaprovação, menor tende a ser a vantagem que a região pode proporcionar a Lula em um segundo turno possivelmente apertado.
Insegurança e custo de vida como vetores de desgaste
Os levantamentos dizem que os nordestinos estão sentindo o aumento dos preços das coisas. O governo Lula foi avaliado, pela primeira vez, como pior do que o governo Bolsonaro. No Nordeste, o peso da inflação de alimentos é ainda mais agudo porque a renda média é menor e a proporção do orçamento destinada a alimentação é maior.
A cesta básica subiu em todas as 27 capitais em abril, com destaque para os estados nordestinos, e o preço da gasolina, anunciado pela Petrobras para subir “já já”, tende a ampliar o custo de vida nas cidades de médio porte da região.
Eleitores falam em ‘discurso repetido’
Lula tem perdido o Nordeste, os jovens, os pobres, os menos escolarizados e os católicos. Os pretos e pardos avaliaram o governo negativamente pela primeira vez. O diagnóstico dos analistas aponta que os discursos de Lula, repetidos desde 2002, encontram menos ressonância num eleitorado que viveu os dois mandatos anteriores e cobra resultados concretos.
A narrativa do “nunca antes na história deste país” não convence quem acompanhou a escalada do preço da carne, do aluguel e do gás ao longo dos últimos três anos, conforme a análise de dados das principais sondagens, como Datafolha, Atlas/Intel e Genial/Quaest.
Evangélicos e jovens: dois grupos que migraram
Evangélicos representam 68% de reprovação ao governo Lula, e o grupo puxa a tendência negativa junto com eleitores do Sul e do Sudeste. No Nordeste, onde o avanço das igrejas evangélicas acelerou na última década, o recorte também tem peso em disparada.
A juventude nordestina, que viu nas redes sociais um canal alternativo de informação política,  se distancia do petismo igualmente. Lula tem perdido os jovens, um eleitorado que a esquerda havia reconquistado em 2022 e que agora migra para o campo de Flávio Bolsonaro ou para a abstenção.


Fonte: Conexão Política

Aportes no Master dependiam de ‘alinhamento político’ com Castro, aponta PF

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é alvo da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira (26).
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que autorizou a operação detalha suspeitas de favorecimento político e irregularidades em investimentos do RioPrevidência ligados ao Banco Master.
Segundo a PF, aportes bilionários teriam sido viabilizados por meio de relações pessoais e políticas entre o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e Cláudio Castro.
A investigação afirma que os investimentos “não residiriam em critérios técnicos regulares”, mas em uma “relação pessoal e indevida” entre empresários e agentes públicos com poder de decisão no fundo previdenciário do estado.
‘Alinhamento político’
A decisão menciona mensagens obtidas pela Polícia Federal indicando que determinados investimentos dependeriam de “alinhamento político” com Cláudio Castro.
Para os investigadores, havia um suposto ajuste político para permitir aplicações bilionárias em fundos e Letras Financeiras ligados ao Banco Master.
“O ajuste teria sido intermediado por Ricardo Siqueira Rodrigues e operacionalizado por agentes públicos inseridos na estrutura decisória da autarquia previdenciária fluminense”, escreveu Mendonça.
A PF sustenta que, a partir dessas relações, foram realizados investimentos “em desconformidade com a política de investimentos do RPPS e com as exigências regulatórias”.
Investimentos bilionários 
A Procuradoria-Geral da República afirmou ao STF que os indícios reunidos ultrapassam “o mero contato institucional”.
Segundo a PGR, as tratativas investigadas teriam viabilizado a captação de R$ 3,691 bilhões em investimentos no Banco Master, somando aportes em fundos e Letras Financeiras.
A decisão também aponta que dirigentes do RioPrevidência teriam autorizado operações mesmo após alertas formais do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
Papel de empresas no esquema
A decisão do STF também detalha o suposto papel desempenhado por empresas que teriam auxiliado na operacionalização dos investimentos investigados pela Polícia Federal.
Segundo os investigadores, tanto a Mídias Promotora Ltda. quanto a Planner Corretora de Valores S.A. teriam atuado de forma estratégica na estrutura financeira do esquema.
De acordo com a PF, a Mídias Promotora Ltda.teria sido usada para receber e distribuir comissões relacionadas à captação de recursos previdenciários, especialmente do RioPrevidência. A investigação aponta que a empresa funcionaria como instrumento de “ocultação e dissimulação das vantagens indevidas” obtidas a partir dos aportes realizados no Banco Master.
Já a Planner Corretora de Valores S.A. é apontada pela PF como uma empresa que teria dado aparência de regularidade às operações investigadas. A decisão afirma que o processo de credenciamento da corretora apresentaria irregularidades semelhantes às identificadas no Banco Master.
Segundo os investigadores, a empresa teria exercido uma “dupla função” no esquema: servir como “anteparo ou álibi formal” para operações já consideradas suspeitas e, ao mesmo tempo, ampliar as taxas de corretagem, aumentando a remuneração dos supostos operadores da fraude.
A Jovem Pan tenta contato com a defesa de Cláudio Castro e também busca localizar os representantes das empresas citadas e outros alvos da operação. O espaço segue aberto para manifestação.
 
 


Fonte: Jovem Pan

Homicídios de mulheres diminuem no Brasil; feminicídios ficam estáveis

O número de homicídios de mulheres diminuiu 27,7% no Brasil, de 2014 a 2024. Mesmo assim, o registro desse tipo de crime no período foi bastante elevado, ao somar 46.336 casos. Os níveis mais altos de violência letal contra mulheres se concentraram, sobretudo, nas regiões Norte e Nordeste.
A constatação faz parte do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
O estudo destaca que a queda na quantidade desses assassinatos decorre da redução observada no número de homicídios cometidos fora do ambiente doméstico, cuja taxa, que era de 3,47 por 100 mil em 2014, caiu para 2,17 em 2024.
Nos 11 anos analisados, as maiores reduções na taxa de homicídios por 100 mil mulheres foram registradas em Sergipe (-67,2%) e Goiás (-62,5%). Já Roraima e Amazonas apresentaram as maiores taxas: 21,2% e 13,6%, respectivamente.
Feminicídios
Em contrapartida, o índice de mulheres assassinadas no ambiente doméstico manteve-se relativamente estável, variando de 1,25 para 1,18 por grupo de 100 mil. Segundo o Ipea e o FBSP, esse é um forte indicativo de que não houve redução na quantidade de feminicídios.
Em 2024, 3.642 mulheres foram vítimas desse tipo de crime no país. Com base nos registros policiais, o número de feminicídios alcançou 40,3% do total de homicídios de mulheres no acumulado de 2014 a 2024.
O coordenador do Atlas da Violência, Daniel Cerqueira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, observou que a lei contra o feminicídio começou a vigorar em 2015, e os primeiros anos foram de processo de aprendizado das autoridades policiais.
Até então, os feminicídios eram qualificados como homicídios.
“Uma coisa que não muda é essa estabilidade inaceitável da violência feminicida no Brasil.”
Violência não letal
Por outro lado, 293.842 mulheres foram vítimas de violência não letal no Brasil, com a maior parte dos eventos ocorrendo no ambiente doméstico (187.958), o que representa 64% do total.
A violência não letal tem alta incidência de agressões na residência da vítima (79,9%), além de reincidência significativa: 66,2% das mulheres atendidas pela rede de saúde relataram ter sofrido vários episódios de violência no mesmo ano.
Diferença de idade
A violência contra as mulheres é diferente de acordo com a faixa de idade. Entre 0 e 9 anos (51,9%) e a partir dos 70 anos, a forma predominante de violência é a negligência. Para as meninas de 10 a 14 anos, 45,5% de todas as violências reportadas foram casos de violência sexual.
A partir dos 15 anos e até os 69 anos, a violência física é a maior manifestação da violência contra as mulheres, associada com frequência a relações íntimas e acompanhada por diferentes tipos de agressões que costumam acontecer de maneira simultânea.
Mulheres negras
O levantamento confirma que as mulheres negras são as maiores vítimas de violência letal, com taxa 66,7% superior à taxa verificada de 2,4 por 100 mil mulheres entre mulheres não negras, em 2024, o que reafirma o racismo estruturante existente no país.
Quatorze estados brasileiros registraram taxas de homicídio de mulheres negras acima da taxa do país, em 2024.
Estados com maiores taxas:
Ceará (7,2);
Pernambuco (6,7);
Espírito Santo (6,5);
Roraima (6,3);
Alagoas (5,9);
Mato Grosso (5,4).
No sentido inverso, 13 estados mostraram índices inferiores à taxa nacional:
São Paulo (1,4);
Sergipe (2,4);
Distrito Federal (2,5);
Santa Catarina (2,7);
Minas Gerais (2,8).
Em 2024, 2.457 mulheres negras foram vítimas de homicídio, o que representa 67,5% do total de crimes contra mulheres naquele ano. Significa taxa de quatro mulheres negras mortas por 100 mil mulheres. Esse resultado corresponde à queda de 9,1% em relação ao ano anterior, constituindo o menor índice registrado nos últimos 11 anos.
Mesmo diante desse cenário, entre 2014 e 2024, a taxa de homicídios de mulheres negras por 100 mil mulheres caiu de 5,6 para 4, mostrando redução de 28,6%. As quedas mais acentuadas no período ocorreram em Sergipe (70,0%), Goiás (64,2%) e Distrito Federal (55,4%).
Os estados com aumentos mais significativos foram Ceará (56,5%), Piauí (12,5%) e Roraima (8,6%). Apenas o Maranhão apresentou estabilidade na taxa ao longo desses 11 anos.


Fonte: Jovem Pan

Atlas da Violência: veja os estados com as maiores taxas de homicídios do Brasil

O Atlas da Violência, levantamento elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgado nesta terça-feira (26), aponta que o Amapá (45,7%), a Bahia (40,9%), Pernambuco (37,3%), Alagoas (35,9%) e Ceará (34,3%) registraram as maiores taxas de homicídios do Brasil em 2024.
Em âmbito nacional, a taxa de homicídios foi de 20,1 por 100 mil habitantes, o que representa uma queda de 7,4% em comparação a 2023. Ao todo, o sistema oficial de saúde contabilizou 42.590 assassinatos no último ano. Segundo o relatório, o país atingiu o menor patamar de violência letal da série histórica iniciada em 1998.
No extremo oposto aos estados mais violentos,  São Paulo (6,6%), Santa Catarina (8,1%), Distrito Federal (10,3%), Minas Gerais (12,8%) e Rio Grande do Sul (15,2%) apresentaram os menores índices de homicídios por 100 mil habitantes.
O documento também aponta que a melhora nos números foi disseminada em diversas regiões, com quedas acentuadas nas taxas do Amapá (-30,0%), Tocantins (-26,7%) e Sergipe (-24,8%). Em números absolutos, a redução mais expressiva ocorreu no Rio de Janeiro, com 772 mortes a menos.
O coordenador do estudo, Daniel Cerqueira, afirma que o país vive um momento de transição. Para o pesquisador, apesar da queda nos homicídios, há um aumento na sensação de insegurança e a manutenção de desigualdades que atingem grupos minoritários.
Cerqueira destaca ainda a piora na qualidade dos registros oficiais, devido ao aumento de 23,8% nas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). Se esses óbitos fossem reclassificados, a redução real da letalidade no país seria de 0,4%.
O relatório detalha que os jovens continuam sendo os mais afetados pela violência, representando 46,5% do total de vítimas no Brasil. Ao considerar os chamados crimes ocultos, a taxa estimada para esse grupo é de 46,1 homicídios para cada 100 mil jovens.
*com informações da Agência Brasil


Fonte: Jovem Pan

Israel está se aproximando das fases finais de sua existência, diz Khamenei

O aiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, publicou no X nesta terça-feira (26) uma ameaça contra Israel, com quem protagoniza um conflito que também envolve os EUA. “O regime sionista abalado e o tumor cancerígeno de Israel estão se aproximando das fases finais de sua miserável existência”, escreveu.
Pela primeira vez em semanas, os Estados Unidos atacaram novamente o Irã nesta terça, um revés nos anunciados avanços das negociações para pôr fim à guerra no Oriente Médio.
O Irã não confirmou oficialmente a informação, mas em uma declaração divulgada na televisão estatal, Mojtaba Khamenei afirmou que Washington está perdendo influência e que se afasta “a cada dia mais de seu antigo status” no Golfo Pérsico.

The shaken Zionist regime and the cancerous tumor of Israel are approaching the final stages of their wretched existence.
— Ayatollah Mojtaba Khamenei (@MKhamenei_ir) May 26, 2026

Segundo ele, os países do Golfo, atacados quase diariamente pelo Irã em represália à ofensiva israelense-americana iniciada em 28 de fevereiro, “não servirão mais de escudo para as bases americanas”.
O cessar-fogo alcançado em 8 de abril entre Estados Unidos e Irã foi seguido por semanas de bloqueios e ameaças, até que, nos últimos dias, ambas as partes anunciaram avanços nas conversas. No entanto, as esperanças de paz foram frustradas com o anúncio de Israel, na segunda-feira, de que intensificaria sua ofensiva no Líbano e com o ataque americano ao Irã.
*com informações da AFP


Fonte: Jovem Pan