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Mais uma gigante ameaça levar megafábrica de R$ 27 bilhões para o Paraguai

Foto: WHoP
A CMPC, uma das maiores produtoras globais de celulose, com sede no Chile e operações consolidadas no Brasil, admitiu publicamente que avalia transferir para o Paraguai o Projeto Natureza, megafábrica estimada entre R$ 25 bilhões e R$ 27 bilhões, caso o impasse com o licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul não seja resolvido até o fim de 2026.
A declaração foi feita pelo diretor-geral da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda, e gerou repercussão no setor industrial por colocar o Brasil e o Paraguai em disputa direta por um dos maiores investimentos privados previstos para a indústria de base florestal na América do Sul.
Projeto Natureza
O Projeto Natureza prevê a construção de uma fábrica com capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano, o que o colocaria entre os maiores complexos do gênero no continente. O investimento total estimado varia entre R$ 25 bilhões e R$ 27 bilhões. O impasse que ameaça o projeto no Brasil envolve o processo de licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul, que a empresa classifica como exemplo de “falta de previsibilidade regulatória”. Segundo Lacerda, se não houver definição até o final de 2026, o grupo avaliará formalmente o Paraguai como destino alternativo para o investimento.
Mudança no mapa industrial
A sinalização da CMPC expõe uma alteração na lógica de atração de investimentos industriais na América do Sul. Durante décadas, o Brasil foi tratado como destino natural para megaprojetos de celulose, papel e madeira plantada, por reunir clima favorável, alta produtividade florestal e ampla disponibilidade de terras para eucalipto. O Paraguai avança hoje justamente nos critérios em que o Brasil acumula críticas recorrentes de investidores: previsibilidade regulatória, velocidade de licenciamento ambiental e segurança jurídica. Executivos do setor de celulose apontam que a disputa entre os dois países reflete um movimento mais amplo de reposicionamento industrial na região, acelerado pela corrida global por investimentos em bioeconomia.
Movimiento das empresas brasileiras
O caso da CMPC se soma a um fluxo consolidado de migração de capital produtivo do Brasil para o Paraguai. Mais de 230 empresas brasileiras já operam no país pelo regime de maquila desde 2007, com 26 delas tendo iniciado operações entre 2024 e 2026. As dez maiores maquiladoras de origem brasileira no Paraguai registraram receita de exportação de US$ 1,3 bilhão em 2025. Em 2026, grupos como Karsten, Kidy e Dass instalaram ou expandiram operações no país vizinho, atraídos por encargos trabalhistas de 12% contra 80% no Brasil e por custos operacionais até 40% menores.


Fonte: Conexão Política

Gigante varejista encerra dezenas de lojas e demite milhares de funcionários

Foto: WHoP
O Grupo Mateus, terceira maior rede supermercadista do Brasil, anunciou em maio de 2026 o fechamento de 28 lojas e a demissão de aproximadamente 6,6 mil funcionários entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro trimestre deste ano.
A reestruturação reduziu o quadro de pessoal em 13,9%, de 47,9 mil para 41,2 mil trabalhadores. Os cortes atingiram principalmente unidades dos segmentos Eletro Mateus e Armazém Pet, além de lojas de varejo tradicional com baixo desempenho operacional, concentradas nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia.
A empresa segue com 306 unidades em operação e 18 centros de distribuição. Em 2025, inaugurou apenas quatro novas lojas no primeiro trimestre de 2026.
Os números financeiros
O Grupo Mateus registrou receita bruta de R$ 43,5 bilhões em 2025. No primeiro trimestre de 2026, o lucro superou R$ 2 bilhões. O presidente do conselho de administração, Ilson Mateus Rodrigues, afirmou que mais reduções de despesas estão previstas, mas descartou novos cortes de pessoal. BTG Pactual, XP e Itaú BBA recomendam compra ou outperform para as ações GMAT3 na B3, onde o grupo é listado sob o ticker desde 2020.
Ajuste contábil
Um fator relevante na reestruturação foi a identificação de estoques superavaliados. A empresa realizou um ajuste contábil de R$ 1,1 bilhão em mercadorias estocadas em 2024, reduzindo o valor total dos estoques de R$ 6 bilhões para R$ 4,9 bilhões. O movimento pressionou o patrimônio líquido para R$ 9,1 bilhões, com corte de quase R$ 695 milhões, e foi apontado como um dos gatilhos para a aceleração do processo de enxugamento operacional.


Fonte: Conexão Política

Após caso Ypê, Anvisa determina recolhimento de lote de água mineral e fala em ‘pseudominas aeruginosa’; veja o que se sabe

Foto: ABr
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou nesta quarta-feira (3) a Resolução-RE nº 2.247/2026, que determina o recolhimento e a suspensão imediata da venda, distribuição e uso do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal. A medida foi tomada após análises laboratoriais confirmarem a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. O lote é composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml, fabricadas pela Mineração Bom Jesus Ltda., com sede em Luziânia, no estado de Goiás, empresa que integra o Sistema Coca-Cola.
Como a contaminação foi identificada
A contaminação foi detectada em março durante uma ação de fiscalização de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal em um ponto de venda. Uma amostra do produto foi encaminhada ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal, que identificou a presença da bactéria. A fabricante realizou contraprova, que gerou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 76.CP.0/2026, confirmando o resultado. Diante do laudo, a Divisa-DF determinou a interdição do local de produção e comunicou o caso à Anvisa, que publicou a resolução de recolhimento no Diário Oficial da União.
Distribuição e recolhimento
O lote afetado foi fabricado em 20 de janeiro de 2026, com validade até 20 de janeiro de 2027. As 374,4 mil garrafas foram distribuídas para o Distrito Federal, que recebeu o maior volume, com 230.443 unidades, seguido por São Paulo, com 75.750, Goiás, com 66.768, e Tocantins, com 1.439. A Mineração Bom Jesus informou à Anvisa que iniciou o recolhimento imediatamente após a notificação e que aproximadamente 99,2% das unidades já foram retiradas dos pontos de venda e distribuidores. A empresa também afirmou não ter registro de reclamações de consumidores relacionadas ao lote em seus canais oficiais.
O que é a Pseudomonas aeruginosa
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria gram-negativa classificada como oportunista. Em pessoas com sistema imunológico íntegro, a ingestão raramente provoca quadros severos. O risco é maior em pacientes imunossuprimidos, como transplantados, portadores de HIV, pacientes em quimioterapia e internados em unidades de terapia intensiva, nos quais a bactéria pode causar infecções pulmonares, urinárias e de corrente sanguínea de difícil tratamento, dada sua resistência natural a vários antibióticos.
O caso Ypê
A notificação ocorre após um período de atenção elevada à contaminação por Pseudomonas aeruginosa no Brasil. Em 2025, a Anvisa interditou a fábrica da Ypê após identificar a bactéria em produtos de limpeza, episódio que gerou ampla repercussão pública e levou ao recolhimento de dezenas de produtos da marca. A agência liberou a unidade produtiva em abril de 2026, após a empresa apresentar laudos de correção das irregularidades. A Anvisa orienta consumidores a verificar no rótulo a identificação do lote LZ1 VAL200127 e, caso possuam o produto, não consumi-lo e aguardar orientações da empresa.


Fonte: Conexão Política

Relatório dos EUA derruba narrativa de Lula: tarifas sobre o Brasil não têm relação com os Bolsonaro; veja

Foto: RCP
O governo Lula, o PT e aliados atribuíram publicamente a proposta americana de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros à articulação de Flávio e Eduardo Bolsonaro com o governo Trump. O relatório do USTR publicado na segunda-feira (1º) não menciona a família Bolsonaro em nenhum trecho. O documento detalha oito frentes de acusação técnica, das quais seis envolvem direta ou indiretamente decisões e práticas do Judiciário brasileiro, e foi construído ao longo de uma investigação aberta em julho de 2025.
O Pix como barreira comercial
O USTR aponta o Pix como prática que distorce a concorrência. O argumento técnico é que o Banco Central opera simultaneamente como regulador do sistema financeiro e como proprietário e operador da plataforma, o que, na avaliação americana, permite ao BC usar seu poder regulatório para favorecer o Pix em detrimento de empresas privadas americanas. O relatório cita imposições que considera intervenção estatal: obrigatoriedade de adesão para instituições acima de determinado porte, exibição forçada nos aplicativos e controle de preços com gratuidade para pessoas físicas. O governo brasileiro rejeita a caracterização e afirma que o Pix não será objeto de negociação.
O STF e a moderação digital
O documento aponta que autoridades brasileiras emitiram ordens sigilosas de remoção de conteúdos políticos e suspensão de perfis em redes sociais americanas, incluindo contas de usuários residentes nos EUA. Embora o texto não nomeie ministros em todas as passagens, as referências alcançam decisões tomadas pelo STF nos últimos anos sobre moderação de plataformas digitais. Ao todo, seis das oito frentes de acusação do relatório têm como origem ou passagem por decisões do Judiciário brasileiro.
Toffoli, a Odebrecht e a Lava Jato
No campo anticorrupção, o relatório cita dados da OCDE de outubro de 2023, que apontou o Brasil por não investigar nem processar casos de suborno transnacional, e nomeia o ministro Dias Toffoli diretamente. O USTR aponta a decisão de Toffoli de setembro de 2023, que anulou as provas do acordo de leniência da Odebrecht obtidas pelos sistemas Drousys e MyWebDay, como agravante central. A decisão derrubou mais de cem processos ligados à Operação Lava Jato, descrita pelo USTR como “o maior esquema de corrupção transnacional da história”. O ministro havia classificado a Lava Jato como “o ovo da serpente dos ataques à democracia”.
As demais irregularidades
Completam as oito frentes: quebra de reciprocidade no mercado de etanol, com acordos que prejudicam exportações americanas, agravada pelo fato de que as importações de etanol americano pelo Brasil saltaram para US$ 119,4 milhões nos quatro primeiros meses de 2026, 3,8 vezes acima do mesmo período de 2025; demora do INPI em patentes biofarmacêuticas de até 109 meses; acordos tarifários preferenciais com Índia e México que prejudicam exportações dos EUA; e fiscalização ineficaz do desmatamento ilegal no Cadastro Ambiental Rural.
Por que a Seção 301 e não decreto
A Suprema Corte dos EUA invalidou o uso da IEEPA, a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, para impor tarifas por decreto unilateral de Trump. Com isso, a Casa Branca passou a utilizar investigações por país sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que exige cumprimento de ritos processuais, consultas públicas e prazos formais antes da aplicação efetiva. Comentários escritos podem ser enviados ao USTR até 1º de julho. Audiência pública está marcada para 6 de julho. A decisão final cabe a Trump, com prazo legal de 15 de julho.


Fonte: Conexão Política

O perigo invisível das madrugadas: o que o frio extremo faz com o verniz do seu carro

As baixas temperaturas trazem um inimigo silencioso para quem deixa o veículo estacionado ao ar livre. Durante a madrugada, a combinação implacável de frio, umidade e poeira ataca diretamente a camada mais superficial da carroceria. O resultado aparece algumas semanas depois na forma de manchas opacas e trincas invisíveis, forçando o proprietário a arcar com reparos estéticos de alto custo. Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), a busca por serviços de repintura automotiva cresceu de forma considerável, sendo o descaso diário com as intempéries climáticas um dos principais responsáveis pelas visitas às oficinas.
Por que a umidade noturna e o gelo craquelam a lataria
O verniz automotivo funciona como a pele do veículo. Quando os termômetros despencam, a superfície metálica sofre choques térmicos ao amanhecer, expandindo e contraindo de forma contínua. Se a lataria estiver coberta por finas camadas de geada ou pelo tradicional sereno noturno misturado com poluição, essa umidade retida congela e dilata, o que abre caminho para fissuras na camada de proteção.
Ao contrário do que a maioria dos motoristas imagina, polir o carro em excesso não resolve o problema. Na realidade, a fricção mecânica constante desgasta a espessura original do verniz, deixando a cor do automóvel ainda mais exposta aos raios solares que surgem pela manhã. A saída mais inteligente exige a criação de barreiras físicas e químicas aplicadas de maneira preventiva.
Como blindar a carroceria na garagem de casa
Ajustar alguns hábitos na rotina de lavagem é o primeiro passo efetivo para evitar o desgaste do verniz. A limpeza do final de semana deve abandonar as receitas caseiras e adotar exclusivamente o sabão com pH neutro. Produtos de base solvente, álcool ou detergentes comuns removem a proteção natural das ceras e aceleram o ressecamento da pintura sob o frio.
Para os motoristas que não possuem garagem coberta, o uso de capas automotivas impermeáveis funciona como um excelente bloqueio. Contudo, o acessório de tecido ou lona só deve ser posicionado sobre o carro limpo e totalmente seco. Cobrir a lataria ainda molhada ou com poeira acumulada cria um ambiente úmido por baixo do material, o que favorece o surgimento de fungos e provoca arranhões circulares assim que o vento balança a capa.
Quanto custa manter o veículo a salvo do clima
Para garantir durabilidade à cor do automóvel, o dono do veículo precisa criar uma camada extra de proteção química. A rota mais tradicional e acessível é a aplicação manual de cera à base de carnaúba. Com um investimento médio que oscila entre R$ 40 e R$ 130 no mercado de autopeças, o próprio motorista consegue aplicar o produto, o que garante que as gotas de água escorram rapidamente sem congelar sobre a lataria.
Para quem busca comodidade e não tem tempo para o enceramento mensal, os estúdios de estética oferecem a vitrificação à base de nanocerâmica. O serviço aplica um revestimento químico robusto que repele água, sujeira e geada. Os orçamentos variam de R$ 800 para modelos compactos até R$ 2.500 para SUVs grandes, entregando um brilho espelhado que pode durar até três anos. Apesar do custo inicial pesar no orçamento, o escudo invisível diminui as lavagens detalhadas e valoriza o modelo na revenda.
A adaptação aos extremos de temperatura já começou a moldar a rotina de quem não aceita perder dinheiro na hora de passar as chaves do usado adiante. Com os revestimentos sintéticos e cerâmicos ganhando as prateleiras populares, a proteção veicular deixa de ser um preciosismo de entusiastas para integrar o pacote de manutenção financeira. O motorista que antecipa o cuidado com a carroceria garante um trânsito de inverno sem manchas e preserva integralmente o próprio patrimônio para as próximas estações.


Fonte: Jovem Pan

Truque rápido derrete a geada do para-brisa em segundos e evita que o vidro trinque

As manhãs de inverno nas regiões Sul e Sudeste do Brasil trazem uma realidade frustrante para quem acorda cedo: encontrar o carro com o para-brisa completamente opaco por uma grossa camada de gelo. Na pressa de sair para o trabalho, muitos motoristas recorrem a métodos improvisados que colocam a segurança e a conta bancária em risco.
No entanto, para quem busca como tirar gelo e geada do para-brisa do carro de manhã cedo sem riscar o vidro, a resposta exige mais técnica e menos desespero. O segredo está em princípios básicos de química e no uso correto dos equipamentos originais do veículo.
Por que a água quente é a pior inimiga do vidro
A vontade de ferver uma chaleira e jogar água sobre o vidro congelado é enorme, mas esse é o caminho mais rápido para um prejuízo na oficina. O vidro automotivo se expande levemente quando aquecido e se contrai no frio. Despejar água quente sobre uma superfície submetida a temperaturas próximas de zero causa um choque térmico violento.
Em questão de segundos, a tensão extrema na estrutura do vidro faz com que microfissuras se expandam, estilhaçando a peça por completo. Até mesmo o uso de água morna apresenta riscos em dias de frio severo, especialmente se já houver algum desgaste imperceptível causado por pedrinhas de asfalto. Por isso, recorrer ao calor líquido é uma atitude totalmente descartada por especialistas em manutenção automotiva.
A receita barata para limpar o vidro sem arranhões
Para não apelar para cartões de crédito, chaves ou objetos de metal que causam riscos permanentes no vidro, a química é sua melhor aliada. Uma técnica de baixo custo e altíssima eficácia envolve preparar um borrifador caseiro misturando duas partes de álcool isopropílico para uma parte de água em temperatura ambiente.
Como o álcool possui um ponto de congelamento muito mais baixo do que a água, espirrar essa mistura diretamente sobre o para-brisa faz a geada começar a derreter instantaneamente. Em poucos segundos, a camada sólida se transforma em uma lama fina, permitindo que você remova o excesso com uma pequena espátula de plástico ou pano macio de maneira totalmente segura e sem arranhar a superfície.
Como usar o ar-condicionado a seu favor
A grande maioria dos carros modernos possui um sistema de desembaçador projetado exatamente para esse tipo de cenário adverso, embora poucos motoristas o utilizem com força máxima. Em vez de forçar a visão para sair da garagem logo de cara, dê a partida no motor e acione o sistema de aquecimento interno com a ventilação direcionada apenas para os vidros.
Neste momento, é fundamental ligar o botão do ar-condicionado junto com o ar quente. O compressor do ar-condicionado retira a umidade da cabine, impedindo que o vidro embace por dentro enquanto o calor derrete o gelo do lado de fora. Embora o processo mecânico possa levar cerca de cinco minutos, ele preserva a integridade do vidro e protege a durabilidade das palhetas do limpador.
Dúvidas frequentes sobre o frio automotivo
Posso usar o limpador de para-brisa para remover a geada fina?
Nunca acione as hastes limpadoras enquanto houver uma camada de gelo formada. Durante a madrugada, as palhetas de borracha costumam congelar e grudar no vidro. Ao ligar o equipamento, o motor elétrico será forçado, correndo o risco de queimar, e a borracha será completamente rasgada, exigindo a troca imediata das peças.
Cobrir o vidro com papelão na noite anterior realmente funciona?
Sim, a prevenção mecânica costuma ser o melhor remédio para quem não possui garagem coberta para estacionar. Posicionar um pedaço resistente de papelão, um cobertor velho ou telas automotivas específicas contra o frio sobre o para-brisa, prendendo as pontas nas portas dianteiras, impede o congelamento do orvalho diretamente na superfície vítrea.
O fluido de limpeza pode congelar dentro do reservatório do motor?
No inverno brasileiro, é raro o frio ser intenso o suficiente para rachar o reservatório plástico, mas as mangueiras finas que levam a água até o para-brisa podem entupir com facilidade. Para moradores das regiões mais geladas, o ideal é abastecer o reservatório com fluidos limpadores específicos para inverno, que já trazem aditivos anticongelantes em sua fórmula original.
Adaptar a rotina matinal aos extremos do inverno exige pequenos cuidados que evitam enormes dores de cabeça. Manter um borrifador com a mistura de álcool no porta-malas e esperar o aquecimento natural do carro agir garante que o trajeto inicie com campo de visão totalmente limpo, mantendo a vida útil dos componentes e a total segurança do trânsito.


Fonte: Jovem Pan

Seleção feminina sofre no início, mas vence República Dominicana na Liga das Nações de vôlei

A seleção brasileira feminina de vôlei manteve o 100% de aproveitamento na Liga das Nações ao vencer a República Dominicana por 3 sets a 1, nesta quinta-feira (4), em Brasília. Depois de um início instável e um primeiro set perdido, o time comandado por José Roberto Guimarães se reorganizou em quadra, cresceu de produção e construiu a virada, fechando a partida com parciais de 23/25, 25/18, 25/11 e 25/15.
O primeiro set mostrou um Brasil ainda irregular. Com dificuldades na recepção e alternando bons e maus momentos no saque, a equipe viu a República Dominicana aproveitar os erros para controlar a parcial. Mesmo com tentativas de reação na reta final, as brasileiras não conseguiram evitar a derrota por 25 a 23.
A partir do segundo set, o cenário mudou. O Brasil passou a pressionar mais o saque, melhorou o bloqueio e encaixou o sistema defensivo, quebrando o ritmo ofensivo das adversárias. Com mais consistência na virada de bola, a seleção assumiu o controle da parcial, abriu vantagem no meio do set e empatou o jogo com mais segurança em 25 a 18.
O terceiro set foi o ponto de virada da atuação brasileira. Com intensidade desde o início, a equipe dominou completamente as ações, forçou erros constantes da República Dominicana e construiu uma vantagem ampla ainda na metade da parcial. Sem dar qualquer brecha de reação, o Brasil fechou em 25 a 11 em sua melhor atuação no jogo.
No quarto set, a República Dominicana tentou reagir e chegou a começar melhor, mas a superioridade brasileira voltou a aparecer rapidamente. Com volume de jogo, organização defensiva e maior eficiência nos contra-ataques, o Brasil retomou o controle e administrou a vantagem até fechar em 25 a 15.
A vitória mantém o Brasil com 100% de aproveitamento na Liga das Nações e reforça o bom início de campanha da equipe de José Roberto Guimarães, que derrotou a Holanda na estreia. O time volta à quadra neste sábado, às 11h, novamente em Brasília, para enfrentar a Bulgária.


Fonte: Jovem Pan

Trem de pouso de avião colapsa e deixa feridos na Alemanha

O trem de pouso de um Boeing 787-9 Dreamliner da Lufthansa colapsou e a aeronave inclinou-se sobre o nariz quando estava prestes a embarcar passageiros no aeroporto de Frankfurt nesta quinta-feira (4), deixando vários funcionários feridos, informou a companhia aérea alemã.
O incidente ocorreu às 12h45 (7h45 de Brasília), pouco antes de os passageiros embarcarem na aeronave, que deveria voar para Los Angeles.
O trem de pouso dianteiro “recolheu-se de forma inesperada enquanto o avião estava estacionado”, disse uma porta-voz da companhia à AFP.
Membros da tripulação e funcionários de solo estavam a bordo, e vários deles ficaram feridos e receberam atendimento médico, informou a empresa.
Outro porta-voz da Lufthansa disse à AFP na noite desta quinta-feira que os feridos sofreram apenas lesões leves. Eles foram levados ao hospital para tratamento. O voo para Los Angeles foi cancelado.
“Neste momento, especialistas estão no local inspecionando a aeronave”, informou a Lufthansa.
Espera-se que o avião seja levado ainda na noite desta quinta-feira para um hangar, “onde serão realizadas novas inspeções antes que a aeronave seja reparada”, acrescentou a companhia.
Segundo o site Aerotelegraph, o avião danificado tem apenas um ano de uso e foi entregue à Lufthansa em janeiro.


Fonte: Jovem Pan

Caso Henry: Monique Medeiros, a mãe do menino, é solta após receber perdão judicial

A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros, foi solta na tarde desta quinta-feira (4) após receber o perdão judicial da juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, nessa madrugada. A professora deixou o Complexo de Gericinó, na zona Oeste do Rio, no banco traseiro de um carro e não falou com a imprensa. Um irmão foi buscá-la.
A defesa de Jairinho e o Ministério Público afirmaram que vão recorrer da decisão. O pai da criança, e ex-marido de Monique, manifestou revolta com a decisão. ‘Mataram meu filho pela terceira vez’, disse Leniel Borel.
Monique teve o crime de homicídio por omissão desclassificado para homicídio culposo – quando não há a intenção de matar – pelos sete jurados. O julgamento terminou na madrugada desta quinta, após 11 dias. Foi um dos mais longos da história do Estado.
Após elencar a decisão dos jurados, a magistrada começou a leitura da dosimetria da condenação citando a “repercussão provocada pela violência desproporcional”, “conduta desmensurada e covardia contra uma criança” praticada por Jairo contra Henry
Os jurados responsabilizaram Monique por omissão em um dos três casos de tortura apontados inicialmente pela acusação. Nos outros dois casos de violência, tanto Monique quanto Jairo foram absolvidos por falta de materialidade.
A tortura que foi levada em consideração pelos jurados ocorreu no dia 12 de fevereiro de 2021, menos de um mês da morte do menino. A dinâmica foi relatada pela babá Thayná Ferreira para Monique enquanto a mãe de Henry estava em um shopping.

Sentença final
A partir da decisão dos jurados, Elizabeth Machado Louro declarou extinta a punibilidade de Monique pelo homicídio culposo, e concedeu perdão judicial, previso pelo Código Penal. No entanto, ela não foi absolvida no caso. Pela omissão no caso de tortura, a magistrada fixou pena de 1 ano e quatro meses de reclusão, já cumpridos por Monique.
A juíza afirmou que a reação da sociedade sobre Monique foi “desproporcional e desmesurada”. Ela considerou a reação “discriminatória de gênero”, influenciada pela “cultura patriarcal” que, segundo Elizabeth, ainda norteia e permeia a mentalidade e as práticas sociais. Elizabeth afirmou ainda que o papel reservado à mulher nos modelos patriarcais “não só exige que ela seja mãe, mas a mãe perfeita”.
“Desde a investigação, Monique não mereceu o benefício da dúvida e, ao longo do processo, embora fosse apontada como mãe zelosa, e não ter sido acusada de infligir diretamente agressões físicas a seu filho, a revolta evoluiu rapidamente para franco massacre nas redes sociais, com ataques muito mais virulentos do que aqueles dirigidos ao autor direto”, afirmou Elizabeth.
A magistrada afirmou que Monique foi alvo de misoginia extrema declarada e que, durante os cinco anos do caso, a mãe de Henry foi alvo de uma perseguição implacável.
“Incomensurável o sofrimento de quem, além de perder seu único filho, para o que, de resto, não contribuiu intencionalmente, viu-se algo durante cinco longos anos de uma perseguição implacável contra a sua honra e sua autoestima como mãe, para não falar do completo desprezo pela sua dor”, completou.


Fonte: Jovem Pan

Comissão do governo Lula viaja aos EUA para tentar tirar PCC e CV de lista de terroristas

Uma comitiva de deputados da base do governo Lula foi aos Estados Unidos para articular uma frente política com integrantes do partido democrata no Capitólio para que a Casa Branca recue da classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Esse grupo de parlamentares brasileiros vai apresentar um documento com sugestões de cooperação entre o País e os Estados Unidos no combate ao crime organizado.
“A classificação de facções brasileiras como organizações terroristas por decisão unilateral estrangeira cria risco de distorção política, efeitos extraterritoriais indevidos e tensionamento da soberania nacional”, diz o documento. “A resposta adequada está na cooperação penal, policial, financeira e diplomática, com controle das autoridades competentes, preservação da cadeia de custódia da prova, respeito à jurisdição brasileira e foco em resultados concretos.”
As dez sugestões de colaboração entre os dois países são:

Criação de um grupo de trabalho bilateral com participação de entre outros, a Polícia Federal, ministério da Justiça, FBI e o Departamento de Justiça americano;
Canal permanente de inteligência financeira;
Rastreamento de armas americanas
Equipes conjuntas de investigação;
Fortalecimento do Tratado de Assistência Jurídica;
Integração com a Interpol;
Agenda de combate a crimes na Amazônia;
Enfrentamento ao tráfico de pessoas;

O grupo também se reunirá com integrantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Comissão Intermericana de Direitos Humanos. “Estamos aqui neste termo de cooperação colocando o que o governo brasileiro pretende”, disse o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), um dos integrantes da comitiva. “É o intercâmbio que queremos. Não interferência direta dos Estados Unidos, dizendo o que não podemos ou não fazer.”
Os deputados governistas ficarão até a sexta-feira (05). Na agenda estão previstos encontros com deputados do Partido Democrata, de oposição a Trump. Não haverá nenhum encontro com deputados republicanos, partido do presidente Donald Trump, e nenhum representante da Casa Banca
“O Brasil tem interesse em cooperação internacional séria contra o andar de cima do crime organizado. Essa cooperação deve ser feita pelos canais corretos, com base em provas, sob controle das autoridades competentes, com respeito ao direito internacional e com foco na desarticulação econômica das facções”, disse o texto da mensagem que será enviada aos americanos.
O grupo também se reunirá com integrantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Comissão Intermericana de Direitos Humanos. “Estamos aqui neste termo de cooperação colocando o que o governo brasileiro pretende”, disse o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), um dos integrantes da comitiva. “É o intercâmbio que queremos. Não interferência direta dos Estados Unidos, dizendo o que não podemos ou não fazer.”


Fonte: Jovem Pan