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Brasil tenta emplacar fim da escala 6×1 desde os anos 1980

Primeiros movimentos para maior descanso laboral para 40 horas surgiram nas fábricas, no movimento sindical dos anos 1980
VW do Brasil/dpa/picture alliance
As demandas para a redução da jornada de trabalho no Brasil tiveram um novo capítulo nesta semana, com o anúncio de um envio, pelo governo federal, de um projeto de lei ao Congresso que busca reduzir a jornada de 44 horas e, consequentemente, acabar com a escala 6×1 dos empregados.
Diferentemente da proposta anterior, da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que prevê reduzir a semana laboral de 44 para 36 horas, implementando uma escala de quatro dias de trabalho e três dias de folga, o texto do governo Lula busca um meio-termo – 40 horas de trabalho por semana, ou seja, uma escala 5×2. Isso, sem redução de salários.
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Contudo, a ideia de reservar dois dias na semana para a folga dos trabalhadores brasileiros não é nova. Na verdade, a proposta de reduzir a jornada para 40 horas na semana chegou a ser aprovada em uma comissão, no Congresso, em 1987, durante a elaboração da Constituição Federal de 1988. Ou seja, há quase 40 anos.
À época, milhões de trabalhadores enfrentavam uma realidade ainda mais pesada que a atual, de 48 horas semanais, regulamentadas em 1943, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), durante o primeiro governo Getulio Vargas.
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Jornada de 48 horas por semana?
No cálculo atual, as 44 horas preveem cinco dias de oito horas de trabalho, um com quatro e outro de folga remunerada. Na maior parte das vezes, isso significa, para os empregados, apenas um dia e meio de folga no fim de semana.
Até 5 de outubro de 1988, quando a Constituição atual entrou em vigor, os trabalhadores submetidos ao regime geral da CLT tinham, na prática, apenas um dia de descanso remunerado, já que as 48 horas determinavam o trabalho integral de segunda a sábado – com uma hora de intervalo para o almoço.
Em junho de 1987, um anteprojeto propondo a jornada de 40 horas foi aprovado pela Comissão de Ordem Social da Constituinte, colegiado que era responsável pela redação da legislação trabalhista.
A proposta foi encampada principalmente pelos deputados dos partidos de esquerda (PT, PCB, PC do B, PTB, PDT) e rejeitada pelo PFL e pelo PDS, de direita. O PMDB se dividiu.
Na verdade, a luta pela mudança na semana laboral vinha do movimento sindical do início dos anos 1980. Em 1985, os metalúrgicos do ABC Paulista, por exemplo, já tinham conquistado avanços nesse sentido, pressionando para a aprovação de convenções sindicais que já haviam imposto as 44 horas semanais nas fábricas.
Na Constituinte, um dos principais defensores da redução para 40 horas foi o atual presidente da república e então deputado Lula. Na tribuna do Congresso, ele citava medidas similares em outros países e criticava aqueles que diziam que era preciso fazer o contrário – ou seja, aumentar a carga de trabalho.
Cartaz de campanha sindical alemã no 1° de Maio de 1956: “No sábado, o papai pertence a mim”
DGB via DW
“Dizer que este país está precisando de uma jornada mais longa é, no mínimo, querer submeter a classe trabalhadora a uma jornada de escravidão. O que precisamos fazer, e outros países já o fizeram, é diminuir a jornada de trabalho, para que as empresas contratem mais trabalhadores, a fim de que haja um aumento da produção não pela escravidão, mas pela duplicação da mão de obra”, declarou o ex-líder sindical, em citação reproduzida pela Agência Senado.
Descanso maior, desemprego menor?
Na Alemanha Ocidental, a implementação da semana 40 horas surgiu no pós-guerra. Em 1956, uma campanha sindical pleiteava que os pais tivessem todo o fim de semana para lazer e a família. Cartazes pelo país retratavam uma criança abaixo do slogan “Samstags gehört Vati mir” (“No sábado, o papai pertence a mim”) e levaram à aprovação de convenções sindicais que levaram, na prática, à escala 5×2 em todo o país a partir dos anos 1960.
No Brasil, contra o argumento patronal de que a medida geraria mais custos para as empresas e, assim, consequente inflação e desemprego, os deputados favoráveis defendiam um argumento econômico. Segundo eles, reduzir a escala abriria mais espaço para contratar outros funcionários que, com maior tempo de descanso, teriam melhor produtividade – levando a um menor desemprego.
Um dos contrários a isso era José Serra, então deputado do PMDB de São Paulo. “Uma mudança mais violenta para baixo, em termos de horas trabalhadas, poderia trazer efeitos extraordinariamente pervertidos sobre essas empresas”, alegava.
Luís Roberto Ponte, também do PMDB, mas do Rio Grande do Sul, chegou a sugerir o aumento da jornada para até 52 horas semanais, “até que o último dos brasileiros tivesse o que comer, onde morar e onde tratar-se”. Na opinião dele, só quando isso fosse alcançado seria possível reduzir a escala laboral.
Mas nem todos os deputados da direita eram contra. Um deles era Geovani Borges, PFL do Amapá, que criticava a falta do direito ao lazer aos trabalhadores brasileiros e considerava justa a proposta de 40 horas.
Durante a tramitação do anteprojeto da proposta pela Comissão de Sistematização, última etapa antes da redação da Constituição, os deputados acabaram encontrando um meio-termo: a jornada de 44 horas semanais.
A demanda pelas 40 horas continuou, com novas emendas apresentadas, mas no fim o Plenário aprovou a Constituinte com a redação atual. No PFL, o senador Afonso Arinos, que tinha presidido a Comissão de Sistematização e apoiava a escala 5×2, resolveu nadar contra a corrente do seu partido, majoritariamente contrário, e proferiu: “Já estou muito velho para votar contra o povo”.
Lula defendia a redução para 40 horas durante a Constituinte
picture alliance/dpa Fotografia
Os efeitos da mudança
Além da redução de 48 para 44 horas, a Constituição de 1988 determinou, entre outros, a ampliação da licença-maternidade de 90 para 120 dias, a imposição do adicional mínimo de 50% para horas extras e o aumento da multa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) do empregador de 10% para 40%.
Em 2003, um artigo intitulado “Os Efeitos da Redução da Jornada de Trabalho de 48 para 44 Horas Semanais”, assinado pelos pesquisadores Gustavo Gonzaga, Naércio Aquino Menezes Filho e José Márcio Camargo, foi publicado na Revista Brasileira de Economia. O estudo analisou os impactos da medida durante os trabalhadores que tiveram a jornada reduzida de acordo com a nova legislação.
Embora os pesquisadores tenham afirmado que os encargos com medidas como a licença-maternidade tenham aumentado o custo do trabalho no Brasil, eles ressaltam que a semana de 48 horas era “excessivamente alta” e que, em 1988, “quase metade dos trabalhadores já trabalhava menos de 48 horas por semana”.
Além disso, os resultados indicaram que, entre 1988 e 1989, não houve mudanças negativas significativas – não aumentaram a probabilidade de o trabalhador ficar desempregado, diminuíram a probabilidade de eles saírem dos empregos e ainda implicaram em um aumento do salário real por hora.
Segundo a pesquisa, 60% dos funcionários que tinham jornadas entre 40 e 48 semanais em 1988 continuaram empregados em 1989, mas tiveram redução nessas jornadas para a nova regra, de 40 a 44 horas.
Relator na CCJ lê parecer favorável a PECs que acabam com escala 6×1; pedido de vista da oposição adia votação


Fonte:

g1 > Política

Análise das novas regras para declarar bitcoin e altcoins no imposto de renda 2026

A declaração de criptoativos no Brasil deixou de ser uma área cinzenta para se tornar um dos focos centrais de fiscalização da Receita Federal. Com a evolução normativa, especialmente após a sanção da Lei 14.754/2023 (conhecida como Lei das Offshores e Criptoativos no Exterior), o contribuinte deve estar atento à distinção crucial entre ativos custodiados no Brasil e aqueles mantidos em exchanges estrangeiras ou carteiras próprias (self-custody). Para o exercício de 2026 (referente ao ano-calendário 2025), a tendência é de maior rigor no cruzamento de dados e consolidação das alíquotas para rendimentos no exterior.
O enquadramento tributário dos criptoativos
Para fins fiscais no Brasil, o Bitcoin e as altcoins não são tratados como moeda de curso legal, mas sim como ativos financeiros sujeitos à tributação sobre ganho de capital. A Receita Federal classifica esses ativos no grupo “08 – Criptoativos” na ficha de Bens e Direitos. O entendimento fundamental para o contribuinte reside na separação de duas obrigações distintas: a obrigatoriedade de informar a posse e a obrigatoriedade de recolher imposto sobre o lucro.
A tributação ocorre no momento da alienação (venda ou permuta) quando há ganho de capital. O cálculo do imposto devido depende da origem da custódia do ativo, criando um sistema dual de tributação que se consolidou nos últimos anos e deve reger o Imposto de Renda 2026.
Diferenciação entre custódia nacional e internacional
A grande mudança estrutural nas regras recentes envolve a localização do ativo:

Custódia Nacional (Exchanges Brasileiras): Segue a regra geral de ganho de capital. Existe uma isenção para vendas totais de até R$ 35.000,00 mensais. O lucro que excede esse limite é tributado segundo a tabela progressiva (iniciando em 15%).
Custódia Internacional (Exchanges Estrangeiras): Sujeita às novas regras de aplicações financeiras no exterior. A alíquota é linear de 15% sobre os rendimentos, sem a isenção dos R$ 35.000,00, conforme diretrizes estabelecidas pela Lei 14.754.

Fatores de influência na regulação fiscal
A evolução das novas regras para declarar bitcoin e altcoins no imposto de renda 2026 é impulsionada por três vetores principais que buscam alinhar o Brasil aos padrões da OCDE e aumentar a arrecadação.
Rastreabilidade e instrução normativa 1.888
A Instrução Normativa RFB nº 1.888/2019 continua sendo o pilar da fiscalização. Ela obriga as exchanges domiciliadas no Brasil a reportarem mensalmente todas as operações dos usuários à Receita. Para operações em exchanges estrangeiras ou P2P (Peer-to-Peer), a obrigação de reportar recai sobre o próprio contribuinte sempre que as transações ultrapassarem R$ 30.000,00 mensais. O cruzamento dessas informações com a Declaração de Ajuste Anual é automático.
Uniformização tributária internacional
O Brasil busca equiparar a tributação de ativos digitais à de aplicações financeiras tradicionais no exterior. O objetivo é evitar a erosão da base fiscal através da migração de capital para plataformas não reguladas localmente. Isso explica a imposição da alíquota de 15% para ativos no exterior, eliminando a vantagem competitiva que a isenção anterior proporcionava às exchanges internacionais.
Cenário atual e conformidade para 2026
Para o ciclo fiscal que se aproxima, a precisão no preenchimento da declaração é vital. A Receita Federal tem aprimorado o sistema de declaração pré-preenchida, integrando dados recebidos via IN 1.888. Erros de omissão ou divergência de valores são as principais causas de malha fina para investidores de cripto.
Os códigos de classificação permanecem essenciais para a correta identificação:

01: Bitcoin (BTC).
02: Altcoins (ETH, SOL, ADA, etc.).
03: Stablecoins (USDT, USDC).
10: NFTs e outros criptoativos.

É importante notar que a conversão entre criptoativos (permuta) é considerada fato gerador de imposto se houver ganho de capital, mesmo que não haja conversão para moeda fiduciária (Real). O custo de aquisição deve ser calculado pela média ponderada, e não pelo método PEPS (Primeiro que Entra, Primeiro que Sai) ou UEPS.
Perguntas frequentes (FAQ)

Qual é o limite de isenção para vendas de criptomoedas?

Para ativos custodiados no Brasil, a isenção aplica-se a alienações totais de até R$ 35.000,00 por mês. Para ativos no exterior, não há faixa de isenção; o lucro é tributado em 15%.

Preciso declarar se tiver prejuízo?

Sim. A declaração da posse é obrigatória se o custo de aquisição de um tipo de criptoativo for superior a R$ 5.000,00. O prejuízo pode ser compensado com ganhos futuros no mesmo mês (para ativos no Brasil), desde que devidamente registrado.

Como declarar staking e rendimentos passivos?

Rendimentos provenientes de staking ou “earn” devem ser tratados como renda, similar a dividendos ou juros, e podem estar sujeitos à tabela progressiva do IRPF no momento do recebimento (Carnê-Leão), dependendo da interpretação da fonte pagadora e localização.

A tributação de 15% para o exterior é automática?

Ela deve ser apurada na Declaração de Ajuste Anual (DAA) dentro da ficha de “Bens e Direitos no Exterior”, diferentemente do modelo antigo que exigia o GCAP mensal.
A conformidade com as novas regras para declarar bitcoin e altcoins no imposto de renda 2026 exige do investidor um controle rigoroso de todas as operações, separando claramente a custódia nacional da internacional. A tendência regulatória aponta para o fim da arbitragem tributária e para o aumento da transparência, com a Receita Federal utilizando inteligência artificial para cruzar movimentações on-chain com variações patrimoniais.
Disclaimer: Este artigo tem caráter meramente informativo e educacional, não constituindo consultoria contábil ou jurídica. As leis tributárias estão sujeitas a alterações. Recomenda-se a consulta a um contador especializado ou advogado tributarista para análise de casos específicos.


Fonte: Jovem Pan

Homem mata turista canadense em ataque a tiros no México

Um homem matou a tiros uma canadense e depois se suicidou nesta segunda-feira (20) na zona arqueológica das pirâmides de Teotihuacán, no centro do México. Pelo menos seis turistas estrangeiros, incluindo uma criança colombiana, ficaram feridos.
Os disparos ocorreram ao meio-dia em um dos locais pré-hispânicos mais frequentados do país, faltando menos de dois meses para a abertura da Copa do Mundo de Futebol de 2026, que será coorganizada por México, Estados Unidos e Canadá.
Um boletim da Secretaria de Segurança do Estado do México, onde fica Teotihuacán, detalhou à tarde que pelo menos nove pessoas ficaram feridas, a maioria baleada.
Entre os feridos estão uma canadense, um russo, um holandês, duas mulheres colombianas e um menino de seis anos do mesmo país, que foi atingido por um tiro na pelve.
Na rede social X, a chanceler do Canadá, Anita Anand, descreveu o incidente como “um ato horrível de violência armada” e afirmou que se manteve em contato com as autoridades mexicanas.

Agressão direta
O ataque foi registrado na Pirâmide da Lua, a única do sítio arqueológico que pode ser subida pelos visitantes através de degraus íngremes de pedra vulcânica.
Segundo as investigações preliminares “parece uma agressão direta”, disse à imprensa Cristóbal Castañeda, secretário de Segurança do Estado do México.
Vídeos que circularam nas redes sociais, gravados de diversos ângulos, mostram uma pessoa que seria o atirador na parte média da estrutura, que tem cerca de 45 metros de altura e onde há uma espécie de descanso.
O indivíduo, que aparece em algumas fotos com o rosto parcialmente coberto por uma máscara escura, parece segurar uma arma curta nas mãos. Após o barulho de um disparo, muitas pessoas se lançam ao chão, a poucos metros de distância do agressor.
Autoridades federais encontraram “uma arma de fogo, uma arma branca (faca) e cartuchos úteis” no local, que permanece isolado por policiais e agentes da Guarda Nacional, de acordo com um comunicado do Gabinete de Segurança federal.
“O ocorrido hoje em Teotihuacán nos dói profundamente”, disse a presidente Claudia Sheinbaum na rede social X.
O México conta com cerca de 200 sítios arqueológicos de grande atratividade para os turistas e onde foram registrados alguns acidentes, mas este é o primeiro relato envolvendo uma agressão armada em muitas décadas.
Devido à Copa do Mundo, cuja abertura será no México em 11 de junho, é esperado um aumento no número de turistas estrangeiros no complexo de pirâmides.
Teotihuacán fica a 50 km da Cidade do México, de onde saem diariamente passeios para turistas.
Entre janeiro e julho de 2025, o complexo de pirâmides foi o segundo sítio arqueológico mais visitado no México, com cerca de um milhão de turistas, ficando atrás apenas de Chichén Itzá, na península de Yucatán, segundo dados oficiais.
Ajuda
Caso você tenha pensamentos suicidas, procure o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade.
O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente.


Fonte: Jovem Pan

Esquema de MC Ryan usou conta de Deolane para lavar dinheiro de bets do PCC

A influenciadora Deolane Bezerra, alvo da Operação Integration sob suspeita de lavar dinheiro de rifas e bets ilegais, é apontada como uma das operadoras de um esquema de ocultação e branqueamento de ativos a serviço do crime organizado sob liderança de MC Ryan SP, que entrou na mira da Polícia Federal na Operação Narco Fluxo e foi preso na última quarta-feira (15).
Investigadores afirmam ter reunido indícios suficientes para detalhar a participação de Deolane no esquema, no qual ela atuaria como “conta de passagem” para a movimentação de recursos que, segundo a Polícia Federal, alcançou R$ 1,6 bilhão com plataformas de apostas ilegais.
Até a publicação deste texto, o Estadão buscou contato com a defesa de Deolane sobre a investigação, mas sem sucesso. O espaço está aberto.
A defesa de MC Ryan, apontado como pivô do esquema, afirma que “todos os valores que transitam nas contas do funkeiro possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos”.
A reportagem do Estadão teve acesso ao relatório da PF na Operação Narco Fluxo. Os indícios reunidos pela Polícia Federal até aqui e que embasaram a operação atribuem a Deolane o recebimento de R$ 430 mil entre 14 de maio de 2025 e 30 de junho de 2025 de MC Ryan.
Para a PF, “a transação é considerada uma evidência material do vínculo financeiro direto entre os dois investigados, demonstrando que o fluxo de caixa da produtora de Ryan, suspeita de misturar receitas de shows com recursos de apostas e rifas, irriga também as contas de aliados estratégicos que enfrentam investigações similares por lavagem de dinheiro e associação criminosa”.
A transferência de valores faz parte, na avaliação dos federais, de uma ampla engrenagem criminosa liderada por Ryan voltada à lavagem de dinheiro do crime organizado e do tráfico de drogas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Sobre o valor de R$ 430 mil que teria recebido de Ryan, Deolane afirmou nas redes sociais que se trata da venda de um veículo ao funkeiro. “Eu vendi um carro para o Ryan. Ele me deu um outro carro mais barato na troca e um outro valor a ser depositado na minha conta bancária”, disse a influenciadora, que acumula 22 milhões de seguidores no Instagram.

Ecossistema
Para a Polícia Federal, as operações entre Ryan e Deolane “sugerem o uso da liquidez financeira para aquisição de bens de alto valor e ações de limpeza de imagem”.
“A transferência de R$ 430 mil não aparenta ter justificativa comercial ordinária de prestação de serviços, mas serve para consolidar o elemento objetivo no sentido de que Deolane e ‘MC Ryan SP’ compartilham um ecossistema financeiro inidôneo em comum”, atesta a PF.
A análise das movimentações financeiras de Deolane Bezerra levou a Polícia Federal a identificar que a influenciadora operou com características de “conta de passagem”, com movimentação de R$ 5,3 milhões entre 14 de maio de 2025 e 30 de junho de 2025. Segundo a corporação, isso significa que os valores entram na conta e são rapidamente transferidos a terceiros ou para outras contas, sem permanecer por muito tempo, o que dificulta o rastreamento e a identificação da origem do dinheiro. Nesse intervalo, o aporte da empresa de MC Ryan SP teria se misturado a outros recursos, incluindo R$ 4,8 milhões provenientes da própria agência de publicidade da influenciadora.
Para os investigadores, essa mistura de valores dificulta separar o que teria origem lícita do que é suspeito. A investigação aponta que o destino dos recursos revela um “padrão de integração de capitais focado em ativos de luxo e gestão de imagem”.
Coincidentemente ao recebimento dos valores de Ryan, Deolane realizou uma transferência de R$ 1.165.000,00 para o Instituto Projeto Neymar Jr., além de pagamentos vultosos a empresas do setor automotivo e de blindagem.
A reportagem pediu manifestação do Instituto Projeto Neymar Jr. sobre os valores. O espaço está aberto.
Rifas digitais
O mesmo relatório de inteligência aponta que Deolane Bezerra já é investigada por crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro por meio de rifas digitais.
Segundo a Polícia Federal, a análise das movimentações reforça a suspeita de que recursos de origem ilícita circulam entre pessoas físicas e jurídicas do grupo antes de serem integrados à economia formal.
Em fevereiro, a Justiça Federal em Pernambuco anulou as investigações e decisões ligadas à Operação Integration, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro oriundo de jogos de azar via bets. À época, a apuração estava sob tutela da Polícia estadual. A Justiça Federal assumiu a competência do caso.
Deflagrada em setembro de 2024, a Integration visa uma organização criminosa suspeita de explorar jogos ilegais e lavar dinheiro por meio de empresas de fachada. Segundo os autos, o grupo utilizava empresas dos setores de eventos, publicidade, câmbio e seguros para movimentar recursos ilícitos por meio de depósitos e transações bancárias.


Fonte: Jovem Pan

Após gestão marcada por escândalos, EUA anunciam saída de secretária do trabalho

A secretária do Trabalho dos Estados Unidos, Lori Chavez-DeRemer, deixará seu cargo, informou a Casa Branca nesta segunda-feira (20), após uma gestão marcada por uma série de escândalos, entre eles denúncias sobre a forma de tratar jovens funcionárias.
Depois de assumir o cargo em março de 2025, ela é a terceira mulher a deixar o governo do presidente Donald Trump em algumas semanas, após as saídas forçadas da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e da procuradora-geral, Pam Bondi.
“A secretária do Trabalho Lori Chavez-Deremer vai renunciar ao governo para assumir um cargo no setor privado“, anunciou no X um porta-voz da Casa Branca, Steve Cheung, ao elogiar sua gestão “fenomenal”.
A ex-deputada por Oregon, de 58 anos, contou com o apoio de mais de uma dezena de democratas em sua confirmação, mas recentemente enfrentou pedidos de renúncia devido a acusações de que ela, seus assessores e membros de sua família enviavam com frequência mensagens pessoais e solicitações a jovens integrantes de sua equipe.
O New York Times informou na semana passada que a secretária e um ex-subchefe de gabinete enviaram mensagens de texto pedindo a funcionários que lhes levassem vinho durante viagens do departamento.
O marido e o pai de Chavez-DeRemer também trocaram mensagens de texto com jovens funcionárias, algumas das quais haviam sido instruídas pela secretária do Trabalho a “prestar atenção” aos homens, segundo o Times.
Três funcionários apresentaram denúncias por violações de direitos civis, nas quais descrevem um ambiente de trabalho hostil, de acordo com o jornal.
Chavez-DeRemer não foi pessoalmente acusada de irregularidades no caso que envolve seu pai e seu marido.


Fonte: Jovem Pan

Irã diz que garantirá passagem russa por Ormuz

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, e seu homólogo russo, Sergey Lavrov, conversaram por telefone nesta segunda-feira (20) e Teerã confirmou sua disposição de garantir a passagem desimpedida de embarcações e cargas russas através do Estreito de Ormuz, apesar do novo bloqueio deste fim de semana. Ambos os lados também reafirmaram compromisso de cooperação bilateral.
Araghchi informou Lavrov sobre a posição do Irã em relação às violações do cessar-fogo pelos EUA, incluindo o bloqueio de Ormuz e a apreensão de um navio porta-contêineres iraniano. “O comportamento ilegal dos EUA e as posições contraditórias de seus líderes são incompatíveis com a alegação de diplomacia, e a República Islâmica do Irã, enquanto monitora o comportamento da outra parte, tomará a decisão apropriada para proteger seus interesses e segurança nacional”, pontuou a conta oficial de Araghchi no Telegram.
O ministro iraniano ainda expressou sua gratidão pela disposição da Rússia em continuar as consultas para fortalecer a estabilidade regional e avançar em iniciativas diplomáticas conjuntas.
O lado russo, por sua vez, destacou a necessidade de preservar a trégua, que deve ser mantida dentro dos parâmetros originalmente acordados pelos mediadores paquistaneses, ressaltando a importância de continuar os esforços diplomáticos para evitar uma nova confrontação armada com os EUA.


Fonte: Jovem Pan

Fachin ignora críticas de Dino e diz que propostas do colega merecem ‘aplausos’

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, se manifestou nesta segunda-feira (20) sobre o artigo publicado pelo ministro Flávio Dino em que defende medidas de reforma do Poder Judiciário. Fachin optou por ignorar as diversas críticas veladas do colegas, que falou em “medidas artificiais” e ‘retaliatórias’ no debate sobre mudanças no sistema de Justiça, e adotou como resposta a defesa de suas propostas.
Para Fachin, “merece aplauso e apoio a perspectiva do debate trazida no artigo de autoria do ministro Flavio Dino“. O presidente do STF avalia que o colega apresentou “uma reflexão oportuna e bem estruturada sobre a necessidade de aperfeiçoamento do Poder Judiciário, tratando o tema com seriedade institucional e senso de responsabilidade republicana”
“Ao evitar soluções simplistas, o texto valoriza um diagnóstico consistente e propõe caminhos que dialogam com demandas reais da sociedade, especialmente no que diz respeito à eficiência, transparência e fortalecimento da confiança pública nas instituições”, defendeu o Fachin em nota à imprensa.
As palavras gentis de Fachin contrastam com as reprimendas duras de Dino. Em seu artigo publicado no site ICL Notícias, o ministro mais recente no STF afirmou que o País “precisa de mais Justiça, não menos, como parecem pretender certos discursos superficiais sobre uma suposta ‘autocontenção’, vista como uma ‘pedra filosofal’”.
O discurso da autocontenção tem sido repetido exaustivamente por Fachin em seu campanha interna e externa em defesa do código de ética do STF. Em entrevista ao Estadão em janeiro deste ano, o presidente da Corte defendeu de forma enfática: ‘Ou nos autolimitamos, ou poderá haver limitação de um Poder externo’.
Dois meses depois, em palestra a estudantes, Fachin explicitou a sua visão de que “autocontenção não é fraqueza”, mas sim “respeito à separação de Poder, o que destoa da avaliação de Dino”.
Na nota divulgada nesta segunda-feira, o presidente do STF aponta como mérito do artigo de Dino a ênfase dada à ética e à responsabilidade funcional, apesar de o colega não ter incorporado nenhuma de suas propostas já apresentadas no debate sobre o código de conduta do Supremo, como obrigatoriedade de prestar contas sobre valores recebidos por palestras e pela participação em eventos.
“O equilíbrio entre independência judicial e mecanismos de controle é abordado com sobriedade, reforçando a ideia de que credibilidade institucional depende, também, da capacidade de reconhecer falhas e corrigi-las com firmeza e justiça”, avaliou Fachin.
“Por fim, o texto contribui para qualificar o debate público ao tratar a reforma do Judiciário como um processo contínuo, aberto e plural. Ao estimular a reflexão e o diálogo, oferece uma base sólida para a construção de consensos, sempre orientados pelo interesse público e pela preservação dos valores que sustentam o Estado de Direito”, finalizou.


Fonte: Jovem Pan

Apple anuncia que Tim Cook deixará direção da empresa em setembro

O diretor-executivo da Apple, Tim Cook, deixará o cargo em setembro e será substituído no comando da empresa por John Ternus, até agora responsável por produtos como o iPhone e o Mac, segundo um comunicado divulgado nesta segunda-feira (20).
Embora Ternus fosse considerado o favorito para suceder Cook, que se tornará presidente-executivo do conselho de administração, não se esperava que essa transição ocorresse tão cedo.
Cook chegou à Apple em 1998 e foi nomeado CEO em agosto de 2011, após a renúncia do emblemático Steve Jobs, enfraquecido por um câncer de pâncreas que o levaria à morte poucas semanas depois.
Menos carismático do que seu antecessor, Cook revelou-se um empresário excepcional, conduzindo a Apple por um caminho de crescimento desenfreado.
Entre 2011 e 2025, a empresa praticamente quadruplicou seu faturamento e viu sua capitalização se multiplicar até superar hoje os 4 trilhões de dólares (R$ 19,8 trilhões, na cotação atual), sendo a terceira companhia do mundo a conseguir esse feito.
Embora críticos o acusem de não ter lançado nenhum produto tão transformador quanto o iPod ou o iPhone, Cook soube, em particular, impulsionar o desenvolvimento dos serviços.
Esse setor, que inclui a loja de aplicativos App Store, as plataformas de streaming de música (Apple Music) e de vídeo (Apple TV), assim como o armazenamento de dados em nuvem (iCloud), tornou-se o principal motor de crescimento da empresa.
No entanto, Cook e sua equipe perderam a virada da inteligência artificial (IA) generativa, marcada pela chegada do ChatGPT em novembro de 2022.
Desde então, a Apple ficou para trás em relação aos grandes atores do setor e ainda não conseguiu integrar plenamente as novas capacidades da IA em seu produto principal, o iPhone, que continua à espera de uma nova versão da assistente Siri.
Nas negociações eletrônicas após o fechamento de Wall Street, as ações da Apple caíam menos de 1%.


Fonte: Jovem Pan

Dólar fecha em leve queda, a R$ 4,97, menor valor em dois anos

O dólar manteve o comportamento próximo da estabilidade ao longo desta segunda (20) encerrando o pregão em leve recuo, a R$ 4,9742, menor valor de fechamento em dois anos. O ambiente de volume de negócios mais fraco devido à emenda de feriado no Brasil contribuiu para o range reduzido das operações nesta segunda-feira.
No exterior, a retomada das tensões no Oriente Médio, com Trump reiterando o bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz à tarde, reforçou a cautela do mercado global. A dinâmica foi mais uma chancela para o avanço de mais de 5% no barril de petróleo, cotado a US$ 95, acompanhando a volta das restrições do Irã sobre Ormuz no final de semana. No entanto, a disparada nos preços favorece os termos de troca de países exportadores da commodity, como o Brasil.
“O estresse relacionado a Ormuz tem dado uma volatilidade pequena ao real na comparação com outros momentos. Significa que o real está bem resiliente a todos esses acontecimentos e reforça a tendência positiva”, avalia o head da mesa de câmbio e internacional da Mirae Asset, Jonathan Joo Lee. Ainda segundo ele, o movimento favorece as ações das petrolíferas na bolsa brasileira, como Petrobras e Prio.
Com mínima de R$ 4,9711 e máxima de R$ 4,9888, o dólar à vista terminou o dia em queda de 0,18%, a R$ 4,9742, menor valor de fechamento desde 25 de março de 2024, quando a divisa fechou cotada a R$ 4,9734. A moeda acumula desvalorização de 3,95% no mês e de 9,38% no ano em relação ao real. Às 17h22, o dólar futuro caia 0,11%, cotado a R$ 4,9845.
Além disso, a expectativa de um diferencial de juros ainda forte, com o ciclo de queda da Selic menor que o esperado, contribui para o real se beneficiar ante o dólar, segundo o diretor de investimentos da Azimut Brasil Wealth Management, Marco Mecchi.
O boletim Focus divulgado hoje mais cedo indicou piora da desancoragem das expectativas de inflação. A mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 4,71% para 4,80%, acima do teto da meta de inflação. As expectativas para 2027 também avançaram, para 3,99%, enquanto as de 2028 e de 2029 permaneceram em 3,60% e 3,50%, pela ordem.
“As expectativas para 2026 subiram rapidamente e as de 2027 e as de 2028 já estão mais próximas de 4% do que de 3%. O choque do petróleo e a desancoragem das expectativas são pontos que incomodam muito o Banco Central”, observa Mecchi.
Ainda que o choque de oferta seja um incômodo para a inflação, por um lado, o real tem demonstrado resiliência e valorização frente ao dólar global (DXY) nos últimos 45 dias, na avaliação da BGC Liquidez. A expectativa é de que, no curto prazo, a taxa de câmbio se mantenha estável entre R$ 4,97 e R$ 4,98, com bandas de flutuação variando de R$ 4,90 a R$ 5,05.


Fonte: Jovem Pan

Gato tigrado: 6 raças que se destacam pela pelagem 

Os gatos estão entre os animais de estimação mais populares do mundo e apresentam uma enorme diversidade de cores, padrões e características físicas. Entre essas variações, a pelagem tigrada — também chamada de “tabby” — chama atenção por seu visual marcante, que remete aos felinos selvagens e reforça o aspecto elegante desses animais. 
Esse tipo de pelagem é um padrão genético bastante comum entre os gatos domésticos. Ele é resultado da expressão de genes que determinam listras, manchas ou espirais no pelo, muitas vezes acompanhados de um “M” característico na testa. Além da estética, esse padrão também está ligado à herança evolutiva dos felinos, ajudando na camuflagem na natureza.  
A seguir, conheça raças que frequentemente apresentam a pelagem tigrada! 
1. Maine coon 
A pelagem densa e resistente ao frio do maine coon frequentemente apresenta padrões tigrados bem definidos Imagem: photosbelkina | Shutterstock
Originário dos Estados Unidos, o maine coon é uma das maiores raças de gatos domésticos do mundo. Seu porte robusto, com corpo musculoso e cauda longa e volumosa, chama atenção à primeira vista. A pelagem é densa, resistente ao frio e frequentemente apresenta padrões tigrados bem definidos. No comportamento, é um gato sociável, inteligente e bastante afetuoso com o tutor. 
2. American shorthair 
O padrão tigrado prateado é um dos mais populares da raça american shorthair Imagem: Lalandrew | Shutterstock
O american shorthair surgiu nos Estados Unidos e é conhecido por sua resistência e facilidade de adaptação. De porte médio, possui corpo forte e pelagem curta, sendo o padrão tigrado prateado um dos mais populares da raça. Esse gato tem personalidade equilibrada: é independente, mas também aprecia a companhia do tutor. Costuma ser tranquilo e apresenta boa saúde geral. 
3. Toyger 
A pelagem do toyger apresenta listras marcantes e bem alinhadas Imagem: Kutikova Ekaterina | Shutterstock
O toyger foi desenvolvido com o objetivo de se parecer com um tigre em miniatura. Sua pelagem apresenta listras marcantes e bem alinhadas, lembrando o padrão dos grandes felinos. De porte médio, possui corpo musculoso e aparência exótica. Apesar disso, seu comportamento é dócil e amigável. É um gato sociável, que gosta da presença do tutor e se adapta bem à vida em família. 
4. Siberiano 
A pelagem tigrada do siberiano destaca ainda mais sua beleza natural Imagem: Eric Isselee | Shutterstock
Originário da Rússia, o siberiano é um gato de porte médio a grande, adaptado a climas frios. Sua pelagem longa e espessa frequentemente apresenta padrões tigrados, que destacam ainda mais sua beleza natural. É um gato forte, ágil e bastante resistente. No comportamento, costuma ser carinhoso, sociável e equilibrado, formando laços próximos com o tutor. 
5. Scottish fold 
A pelagem do scottish fold pode apresentar o padrão tigrado em diferentes cores Imagem: Caftor | Shutterstock
O scottish fold é facilmente reconhecido pelas orelhas dobradas para frente, resultado de uma mutação genética. De porte médio, possui corpo arredondado e aparência bastante cativante. Sua pelagem pode apresentar o padrão tigrado em diferentes cores. No comportamento, é um gato tranquilo, afetuoso e que aprecia a companhia do tutor. 
6. Europeu comum  
O gato europeu comum apresenta grande variedade de cores e padrões, sendo o tigrado um dos mais frequentes Imagem: Eliasmrtnez | Shutterstock
O europeu comum é uma das bases dos gatos domésticos atuais e apresenta grande variedade de cores e padrões, sendo o tigrado um dos mais frequentes. De porte médio, tem corpo equilibrado e pelagem curta. É conhecido por sua resistência, independência e inteligência. No dia a dia, costuma ser ativo e curioso, mas também aprecia momentos de descanso ao lado do tutor. 


Fonte: Jovem Pan