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Flávio Bolsonaro acusa Moraes de articular inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou nesta sexta-feira, 8, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de estar “articulando” para tornar seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) inelegível. Nesta semana, Eduardo confirmou que pretende concorrer ao Senado como suplente de André do Prado (PL), mesmo morando atualmente nos Estados Unidos.
Flávio afirmou em entrevista à CNN Brasil que Moraes não poderia atuar em casos relacionados a Eduardo Bolsonaro, que está vivendo em exílio autoimposto nos Estados Unidos. O senador acusou o ministro de tentar inviabilizar politicamente a candidatura do irmão.
“É óbvio que ele não poderia participar dessa articulação, e aí pretende articular para deixar Eduardo inelegível. Isso faz mal para a democracia brasileira”, disse.
Uma eventual candidatura de Eduardo a suplente carrega riscos jurídicos. Isso porque o deputado teve o mandato cassado por excesso de faltas na Câmara e ainda responde a um processo no STF, relatado por Moraes, em que é acusado do crime de coação no curso do processo da trama golpista, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, ele atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e interferir no andamento da ação contra seu pai. A acusação sustenta que ele buscou apoio do governo americano para impor medidas como sanções e tarifas ao Brasil em reação ao julgamento
Segundo Flávio, o Supremo precisa “voltar a respeitar a Constituição” e criticou a atuação de Moraes em processos envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Campanha em Santa Catarina
Na mesma entrevista, Flávio, que é pré-candidato à Presidência da República, falou sobre sua agenda em Santa Catarina neste final de semana, já de olho nas eleições. O senador irá a Florianópolis para participar, no sábado, 9, do lançamento da pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado pelo Partido Liberal (PL).
Flávio confirmou a formação da chapa do partido em Santa Catarina, e negou que exista um “racha” entre os integrantes da sigla. O senador disse que o governador catarinense Jorginho Mello tentará a reeleição. Já ao Senado, o vereador carioca Carlos Bolsonaro e a deputada federal Carolina de Toni são os pré-candidatos.
“Aqui não teve divisão nenhuma. Desde o início, a nossa chapa estava muito bem definida com Jorginho Mello ao governo, Carlos Bolsonaro e Carolina de Toni ao Senado. Estamos tomando conta de cada palanque com muito cuidado, conversando com as lideranças não apenas do PL nos estados e dos aliados”, afirmou.
O racha no Estado teria sido desencadeado por seu outro irmão, o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, que transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina a fim de disputar a eleição ao Senado, algo que parte da direita catarinense ainda não engoliu.
A aterrissagem do ex-vereador do Rio na Grande Florianópolis irritou lideranças locais, como a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL), e quase desmantelou a chapa montada no Estado: o senador Esperidião Amin (PP) deveria concorrer com apoio dos bolsonaristas, e acabou rifado da aliança com a imposição da família Bolsonaro.
Nesta semana, integrantes do PL-SC afirmaram que Carlos pediu desculpas à Campagnolo pela troca de farpas nos últimos meses e defendeu união contra a esquerda. A deputada deve participar do evento no sábado, de acordo com a sua equipe.
 
 


Fonte: Jovem Pan

Defesa de Bolsonaro pede ao STF anulação de condenação por trama golpista

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta sexta-feira (8), no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de revisão criminal para anular a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista.
De acordo com os advogados, a condenação deve ser revista porque houve “erro judiciário”.
“O que esta revisão criminal demonstrou, assim, foi um quadro de erro judiciário em sua acepção mais grave, precisamente aquela que legitima a atuação rescindente desta Suprema Corte”, afirmaram os advogados.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma da Corte, formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Conforme determina o regimento interno do Supremo, a revisão criminal deverá ser julgada pela Segunda Turma, composta por André Mendonça e Nunes Marques, ambos indicados por Bolsonaro, além de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.
Durante o julgamento de Bolsonaro, Fux mudou para a Segunda Turma após votar pela absolvição do ex-presidente.

Recurso
No recurso, a defesa contestou a tramitação do processo que condenou Bolsonaro. Para os advogados, por estar na condição de ex-presidente, Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo plenário da Corte, e não pela Primeira Turma.
Os advogados também afirmaram que a delação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid não foi voluntária e deve ser anulada. A falta de acesso integral às provas da investigação também foi suscitada.
No mérito, a defesa afirma que não foram indicadas provas da participação de Bolsonaro nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e na liderança de um plano para planejar um golpe de Estado.
“É incontroverso nos autos que não há nenhuma ordem ou orientação do ex-presidente em relação ao 8 de janeiro”, afirmaram os advogados.
Bolsonaro foi condenado por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
O ex-presidente cumpre prisão domiciliar por razões de saúde.


Fonte: Jovem Pan

O microfone não é mandado judicial: quando o jornalismo vira pressão extrajudicial

Existe uma cena que se repete com frequência perturbadora na televisão brasileira. Um repórter aparece na porta de uma loja, com câmera ligada e microfone em punho, ao lado de um consumidor exaltado. A justificativa é conhecida: dar voz ao cidadão. O efeito, muitas vezes, é outro.
Em parte dessas abordagens, já não se está diante de jornalismo de interesse público. Está-se diante de exposição pública usada como instrumento de pressão, operada fora de qualquer canal institucional previsto para a solução do conflito. E há, nesse modelo, uma engrenagem que o mercado ainda não aprendeu a nomear com precisão.

Jornalismo ou emboscada?
Há uma diferença importante entre reportagem investigativa e abordagem de emboscada. A primeira apura, contextualiza e publica. A segunda transforma a porta do estabelecimento em palco de constrangimento, com a narrativa praticamente pronta antes de qualquer resposta técnica da empresa.
O Código de Defesa do Consumidor criou instrumentos reais de proteção. Procons, consumidor.gov.br, Juizados Especiais, Defensoria Pública e Judiciário existem exatamente para isso. O que o sistema não criou foi a figura do repórter como agente informal de enforcement, usando câmera e audiência para produzir o que o ordenamento exige que seja resolvido com contraditório, proporcionalidade e devido processo.
O microfone pode pressionar. O que ele não pode é substituir o processo.
O personagem e o projeto
Aqui está a camada que o mercado precisa entender, e que raramente é dita com clareza. Em determinados programas, o apresentador já não atua apenas como jornalista. Atua como personagem em construção. Cada confronto televisionado é um tijolo. O consumidor é a causa. A empresa é o antagonista. A câmera faz o resto.
O que se acumula não é apenas audiência. É capital político. Não é coincidência que esse modelo de exposição pública tenha se mostrado, historicamente, um caminho eficiente de entrada na vida eleitoral. O palanque já estava montado. A câmera era o microfone de campanha. O consumidor lesado era o eleitorado em formação.
Não há ilicitude automática nessa trajetória. Mas há uma consequência prática e imediata para as empresas: quando a câmera aparece na porta, em certos casos, não está chegando uma reportagem. Está chegando uma performance pública de pressão, construída para gerar audiência, autoridade narrativa e visibilidade política. Isso muda completamente a natureza da resposta adequada.
O que o CDC realmente diz
A liberdade de imprensa é ampla, mas não é absoluta. A Constituição protege a informação, a crítica e a reportagem. Não transforma abuso, distorção ou exposição desproporcional em exercício legítimo de liberdade de imprensa.
Não existe no ordenamento brasileiro a figura do constrangimento televisionado como método legítimo de solução de conflito. E quando a abordagem ultrapassa a apuração e passa a operar como intimidação pública, o problema deixa de ser apenas jornalístico. Passa a ser jurídico.
Em regra, estabelecimento comercial privado é espaço de acesso controlado pelo proprietário. A abertura ao público não significa autorização automática para captação audiovisual por equipe de televisão. Não há norma legal que imponha esse dever à empresa, e o exercício da liberdade de imprensa, por maior que seja sua proteção constitucional, não suspende direitos do titular do espaço privado.
Isso não é blindagem contra a imprensa. É limite que a própria lei já estabelece. Quando a abordagem ultrapassa a linha da reportagem legítima e produz exposição injusta, pressão desproporcional ou narrativa distorcida, a empresa tem instrumentos para reagir. A pessoa jurídica pode sofrer dano moral quando há lesão à sua honra objetiva e à sua reputação comercial. A linha divisória não está no uso do microfone. Está no método escolhido e no efeito prático que ele produz.
A empresa na berlinda
O maior erro da empresa, nessas situações, raramente é jurídico em sentido estrito. É operacional. O funcionário abordado não foi treinado para aquilo. Pressionado por câmera, microfone e consumidor exaltado, tende a reagir de duas formas igualmente ruins: recua de modo que soa como admissão de culpa, ou reage com hostilidade e entrega ao programa exatamente o personagem que ele queria construir.
O que agrava o quadro é que, em muitos casos, o repórter não recua quando o funcionário sinaliza que não tem competência para resolver a questão. Pelo contrário: permanece no espaço, mantém a câmera ligada e sustenta a pressão sobre quem, muitas vezes, não tem qualquer relação com o caso e nenhum poder de decisão sobre ele. A justificativa usada é a de prerrogativa jornalística ou a de que o local é de acesso público. O efeito prático é outro: transforma um funcionário de atendimento em personagem involuntário de um constrangimento que não lhe pertence.
A resposta mais inteligente quase nunca é o improviso. É protocolo. Silêncio educado, acionamento imediato do responsável e recusa polida de continuidade da filmagem protegem mais do que qualquer reação instintiva diante do espetáculo. Empresa que entende o que está chegando na porta responde diferente. E empresa que se prepara para esse tipo de abordagem reduz muito a chance de transformar um constrangimento momentâneo em passivo duradouro.
A diferença entre reportagem e coerção
O ponto central é simples, mas precisa ser dito. Jornalismo sério apura, contextualiza e publica. Coerção usa a exposição como atalho para o que deveria ser resolvido institucionalmente. A diferença entre os dois não está no microfone, nem na câmera, nem no consumidor ao lado. Está no método escolhido por quem conduz o microfone e no efeito prático que ele produz.
O microfone não é mandado judicial. Nunca foi. Mas chega sem avisar. E quando chega, só há duas categorias de empresa: as que têm protocolo e as que improvisam. A diferença aparece na tela da TV.


Fonte: Jovem Pan

Camila Mendes e elenco de ‘Mestres do Universo’ virão ao Brasil para divulgar o live-action de He-Man

Os fãs de He-Man já podem comemorar: a Sony Pictures confirmou que parte do elenco desembarca no Brasil ainda em maio para promover o aguardado filme inspirado no clássico dos anos 80. Entre os nomes confirmados estão Camila Mendes, Nicholas Galitzine e o diretor Travis Knight. A passagem acontecerá em São Paulo, poucas semanas antes da estreia oficial do longa nos cinemas.
A nova adaptação de “He-Man” promete transformar um dos maiores ícones da cultura pop em uma superprodução épica. No filme, Nicholas Galitzine interpreta o Príncipe Adam, que precisa aceitar seu destino como He-Man para enfrentar o terrível Esqueleto e salvar Eternia da destruição.
Um dos grandes destaques do projeto é justamente Camila Mendes, atriz conhecida mundialmente por viver Veronica em Riverdale. Filha de brasileiros, a atriz interpreta Teela, guerreira responsável pela proteção da família real de Eternia e uma das personagens mais queridas da franquia.
O elenco ainda reúne nomes de peso de Hollywood, incluindo Jared Leto como Esqueleto, Idris Elba como Mentor, Alison Brie no papel de Maligna e Morena Baccarin como a Feiticeira de Grayskull.
Dirigido por Travis Knight, conhecido por e , o longa aposta em uma abordagem mais grandiosa e emocional para apresentar He-Man a uma nova geração. A produção também vem chamando atenção pelo enorme orçamento e pelos efeitos visuais, que prometem recriar Eternia em escala cinematográfica.
Além da nostalgia, “Mestres do Universo” chega cercado de expectativa por tentar repetir o sucesso recente de adaptações live-action de franquias clássicas. Com trailers cheios de ação, batalhas épicas e visuais inspirados na animação original, o filme já aparece entre os lançamentos mais aguardados de 2026.
O live-action de “Mestres do Universo” estreia nos cinemas brasileiros dia 4 de junho de 2026.


Fonte: Jovem Pan

Influenciador é preso suspeito de forjar furto para filmar e postar na internet

O influenciador Luan Lennon e mais duas pessoas de sua equipe foram presas após forjarem um furto no centro do Rio de Janeiro na madrugada de quinta-feira (7), para filmar e postar na internet. A informação foi confirmada pelos policiais da 4ª DP (Praça da República).
Os agentes da Polícia Civil explicaram que Luan Lennon Camacho Braga Oliveira deixou o vidro de um carro aberto e planejou com um flanelinha que ele ofereceria R$ 30 a um pedestre para furtar um celular que estava dentro do veículo.
Ainda segundo os policiais, toda a ação teria sido gravada pelo influenciador em um carro do outro lado da rua para posteriormente ser publicada na internet. Em seguida, ainda segundo a polícia, ele abordou o suposto ladrão e tentou dar voz de prisão.

A 4º DP informou que os presos e o flanelinha ainda podem responder por fraude processual e foram presos em flagrante. “Os três foram ouvidos e autuados em flagrante pelo crime de denunciação caluniosa. As investigações prosseguem para esclarecer todos os fatos e identificar possíveis outros envolvidos”, disse a Polícia Civil em nota.
A Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM) informou em nota que, na quinta-feira, equipes do 5º BPM (Praça da Harmonia) foram acionadas à Praça da República para checar uma ocorrência de possível furto de telefone celular. “No local, os policiais encontraram um homem detido por populares. Um telefone celular foi apreendido. Um homem se apresentou como vítima e outros três como testemunhas. Todos foram conduzidos à 4ª DP para apreciação dos fatos”, informou nota da Polícia Militar.

O Instagram de Lennon tem mais de um mihão de seguidores e é onde o candidato a vereador pelo PL em 2024 se descreve como “carioca, de 23 anos, empresário e acadêmico de Direito”, além de afirmar estar “combatendo a desordem em todo Estado do Rio de Janeiro!”.


Fonte: Jovem Pan

PT e partidos de esquerda irão ao STF contra dosimetria a Bolsonaro

O Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Verde (PV) informaram nesta sexta-feira (8) que irão contestar no Supremo Tribunal Federal (STF) a Lei da Dosimetria, que estabelece a redução de pena dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O ex-presidente Jair Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e três meses de prisão, é um dos beneficiados pela norma.
Por meio de nota, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a norma “representa um retrocesso no enfrentamento aos crimes contra a democracia”. “Em um momento em que a sociedade cobra punições mais duras para crimes graves, perdoar quem planejou assassinatos é uma contradição que não pode passar em branco”, declarou.
Em 30 de abril, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial ao projeto de lei nº 2.162/2023, o chamado PL da Dosimetria. Após a decisão do Legislativo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha até quarta-feira (6) para promulgar a norma. No mesmo dia, o petista viajou aos Estados Unidos para reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump. Assim, a tarefa de oficializar o dispositivo ficou a cargo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
O senador promulgou a lei também nesta sexta-feira. Logo depois, a Federação PSOL-Rede e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) peticionaram no STF, cada uma, medida cautelar para suspender “a eficácia” da norma.
O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado para assumir a relatoria das ações. Em despacho, o magistrado pediu que o Congresso Nacional e a Presidência da República enviem informações sobre o tema em até cinco dias.
Moraes ainda determinou que as informações sejam remetidas à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Procuradoria-Geral da União (PGR) para manifestação. “Diante do pedido de medida cautelar, mostra-se adequada a adoção do rito”, justificou o ministro.

Leia a íntegra da nota do presidente do PT
O Congresso Nacional, depois de derrubar o veto do presidente Lula, promulgou o chamado projeto de lei da dosimetria.
A proposta representa um retrocesso no enfrentamento aos crimes contra a democracia e aos crimes gravíssimos, já que as investigações apontaram provas irrefutáveis de que houve um plano para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes.
Os atos golpistas de 8 de janeiro foram ataques organizados contra a soberania do voto popular e contra o Estado Democrático de Direito.
E ainda, em um momento em que a sociedade cobra punições mais duras para crimes graves, perdoar quem planejou assassinatos é uma contradição que não pode passar em branco: enquanto dizem defender a segurança dos brasileiros, protegem os próprios interesses, e não os interesses do povo e da nossa democracia.
O PT e os partidos aliados defensores da democracia vão tomar as medidas judiciais cabíveis contra essa proposta que afronta a democracia e a segurança pública do país.
Edinho Silva
Presidente Nacional do PT


Fonte: Jovem Pan

Relatoria de ações contra a Lei da Dosimetria é atribuída a Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta sexta-feira (8) para assumir a relatoria dos processos contra a Lei da Dosimetria, que estabelece a redução de pena dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em despacho, o magistrado pediu que o Congresso Nacional e a Presidência da República enviem informações sobre o tema em até cinco dias.
Moraes ainda determinou que as informações sejam remetidas à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Procuradoria-Geral da União (PGR) para manifestação. “Diante do pedido de medida cautelar, mostra-se adequada a adoção do rito”, justificou o ministro.
A lei foi promulgada também nesta sexta-feira pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Logo depois, a Federação PSOL-Rede e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) peticionaram, cada uma, medida cautelar para suspender “a eficácia” da norma.
Em 30 de abril, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial ao projeto de lei nº 2.162/2023, o chamado PL da Dosimetria. Após a decisão do Legislativo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha até quarta-feira (6) para promulgar a norma. No mesmo dia, o petista viajou aos Estados Unidos para reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump. Assim, a tarefa de oficializar o dispositivo ficou a cargo de Alcolumbre.

PT e partidos de esquerda irão ao STF
O Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido Verde (PV) informaram nesta sexta-feira que irão contestar no Supremo Tribunal Federal (STF) a Lei da Dosimetria. Por meio de nota, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a norma “representa um retrocesso no enfrentamento aos crimes contra a democracia”.


Fonte: Jovem Pan

Ministério da Saúde afirma que disseminação de hantavírus no Brasil ‘permanece baixa’

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (8) que o risco global de disseminação do hantavírus “permanece baixo”, segundo avaliação mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar do surto da doença com casos confirmados no cruzeiro Hondius, a circulação na América do Sul está sendo investigada sem impacto direto para o Brasil até o momento.
Ainda não há registro da circulação da variante Andes no Brasil, cepa relacionada ao episódio de transmissão interpessoal que aconteceu no navio e também já foram confirmados casos na Argentina e no Chile. Os casos humanos no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas.
Segundo o Ministério da Saúde, os casos confirmados em território brasileiro são transmitidos pelo “contato do vírus com mucosa (conjuntival, da boca ou do nariz), por meio de mãos contaminadas com excretas de roedores”, uma variante diferente.

O que é o hantavírus?
De acordo com o Ministério da Saúde, a hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), um quadro grave que pode comprometer o sistema respiratório e cardiovascular.
O vírus pertence à família Hantaviridae e tem como reservatórios naturais roedores silvestres, que eliminam o agente infeccioso pela urina, fezes e saliva sem apresentar sintomas ao longo da vida.
A transmissão para humanos ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de aerossóis contaminados a partir das excretas desses animais. Também pode acontecer por contato direto com mucosas — como olhos, boca e nariz —, por ferimentos na pele ou mordidas de roedores. Embora rara, a transmissão entre pessoas já foi registrada em países como Argentina e Chile, associada a um tipo específico do vírus.
Sintomas
Os sintomas da hantavirose podem variar de um quadro inicial inespecífico, com febre, dores no corpo e mal-estar, até formas mais graves, com comprometimento pulmonar e cardíaco.
Nos casos severos, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), exigindo atendimento médico imediato. O período de incubação varia de uma a cinco semanas, podendo chegar a até 60 dias.
Tratamento
Ainda segundo o Ministério da Saúde, não existe tratamento específico para a infecção por hantavírus. O manejo dos pacientes é feito com medidas de suporte, de acordo com a gravidade de cada caso, geralmente em ambiente hospitalar.
Por se tratar de uma doença de evolução rápida e potencialmente fatal, a hantavirose é de notificação compulsória imediata, devendo ser comunicada às autoridades de saúde em até 24 horas.
A pasta também destaca a importância da prevenção, especialmente para profissionais mais expostos, como trabalhadores rurais e equipes de saúde.
O uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras PFF3, luvas, aventais e óculos de proteção, é recomendado em situações de risco, além de medidas que evitem o contato com ambientes contaminados por roedores.


Fonte: Jovem Pan

Caso Master: Mendonça autoriza transferência de ex-presidente do BRB para ‘Papudinha’

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (8) a transferência de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), do Complexo Penitenciário da Papuda para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), conhecido como “Papudinha”. A informação foi noticiada pelo blog da Malu Gaspar, do jornal O Globo, e confirmada pela Jovem Pan.
Na semana passada, a defesa de Paulo Henrique Costa informou ao Supremo que ele pretende firmar um acordo de delação premiada. No pedido à Corte, os advogados do ex-presidente do BRB argumentaram que o presídio no Complexo da Papuda não oferece as condições de segurança e sigilo necessárias para as negociações de colaboração.
A defesa de Paulo Henrique Costa ainda afirmou que ele é oficial da reserva das Forças Armadas. Algo que, segundo os advogados, “asseguraria” ao ex-presidente do BRB “direito à prisão especial, em sala de Estado-Maior”.
Paulo Henrique Costa está preso preventivamente desde 16 de abril. Ele foi alvo da quarta fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
A prisão de Paulo Henrique Costa se deu depois de a Polícia Federal (PF) identificar um suposto fluxo de propina destinado a ele durante a negociação da venda do Banco Master ao BRB. A corporação ainda apontou que ele teria tido papel central para viabilizar a compra de carteiras fraudulentas da instituição financeira do banqueiro Daniel Vorcaro.
Em troca, Paulo Henrique Costa receberia R$ 146 milhões do dono do Master, incluindo seis imóveis de alto padrão no Distrito Federal e em São Paulo.

Delação de Vorcaro
Na quarta-feira (6), a defesa do banqueiro enviou nova proposta de delação premiada após a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) recusarem o primeiro material de colaboração. A corporação e o órgão entenderam que o conteúdo estava incompleto e não respondia às dúvidas dos investigadores.
O novo material produzido por Vorcaro foi entregue às autoridades em um pen drive. A defesa do banqueiro acredita que a delação irá garantir a sua liberdade. A nova proposta contém uma série de anexos e sugere o pagamento de uma multa bilionária.
A expectativa inicial dos advogados de Vorcaro era de que a PF e a PGR levassem cerca de duas semanas para analisar a documentação, seguidas por mais duas semanas para a realização das oitivas e depoimentos. O prazo é considerado otimista.
Na prática, o trâmite deve se estender por mais tempo. Um dos motivos é que o valor da multa bilionária proposta pela defesa ainda será avaliado pelas autoridades, o que pode gerar uma contraproposta e prolongar as negociações.
Entenda o caso Master
Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial de:

Banco Master S/A;
Banco Master de Investimentos S/A;
Banco Letsbank S/A;
Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do Master, teve o seu encerramento forçado.
O processo de liquidação foi acompanhado pela Operação Compliance Zero. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, Vorcaro foi preso um dia antes. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica. Em 4 de março, ele foi detido novamente.
Segundo as investigações, a instituição financeira oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, o Banco Master passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.
Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.
Em 17 de janeiro, o FGC iniciou o processo de ressarcimento aos credores do Banco Master, Banco Master de Investimento e Banco Letsbank. O valor total a ser pago em garantias soma R$ 40,6 bilhões.


Fonte: Jovem Pan

Após derrota de Messias e em semana decisiva para terras raras, governo paga R$ 2,4 bi em emendas

Após a derrota histórica com a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acelerou o pagamento de emendas parlamentares, quitando R$ 2,4 bilhões esta semana.
Segundo o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), do Ministério do Planejamento, ao todo foram pagos quase R$ 3 bilhões em emendas até a quinta-feira (7). O valor corresponde a 17% do que ainda precisa ser pago.
A maior parte da liberação aconteceu na quarta-feira (6), quando a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), com um fundo garantidor para estimular projetos e crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios no país.
Vídeos em alta no g1
A maioria das emendas pagas pelo governo Lula são recursos que precisam ser pagos obrigatoriamente ainda no primeiro semestre de 2026, segundo calendário aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
🗓️O cronograma aprovado na LDO prevê o pagamento de 65% das emendas individuais e de bancada a fundos de saúde e de assistência social e para as transferências especiais, conhecidas como “emendas PIX”, que podem ser aplicadas em qualquer finalidade.
Nesse cenário, a previsão é que o governo tenha que pagar R$ 17,3 bilhões no primeiro semestre, sendo R$ 13,3 bilhões em emendas individuais e outros R$ 4 bilhões para emendas de bancada.
O governo ainda pagou R$ 70 milhões em outras 241 emendas que não se enquadram no calendário do primeiro semestre. Dentre essas outras emendas, 17 partidos foram beneficiados e os parlamentares do PT, com R$ 9,6 milhões.
Como mostrou o g1, às vésperas da votação da indicação de Messias, o governo havia pago apenas R$ 395,2 milhões, o que mostra um aumento de R$ 2,6 bilhões em 20 dias.
O que foi pago?
Dentre os R$ 3 bilhões pagos, 99,5% foram em emendas individuais, quando as indicações para os gastos são vinculadas ao nome de cada um dos parlamentares.
💰 Do total, R$ 2,9 bilhões foram para indicações feitas por deputados federais, que tinham o projeto sobre as terras raras, de interesse do governo, em mãos para votar.
Câmara dos Deputados completa 200 anos com acervo histórico acessível a quem visita o Congresso
Jornal Nacional/ Reprodução
Os senadores receberam R$ 107 milhões em emendas.
Foram enviados ainda R$ 8 milhões em emendas de bancada (destinadas às bancadas estaduais) e R$ 6 milhões em emendas de comissão, que não têm execução obrigatória e dependem de liberação do Planalto.
Disparidade na distribuição
Apesar dos parlamentares justificarem que as emendas são uma importante ferramenta para melhoria da condição social da população brasileira, por não ser centralizada, ainda há disparidade na distribuição.
Além de ser quase três vezes maior que o segundo colocado, o estado do Rio de Janeiro recebeu 236 vezes mais dinheiro que o estado que aparece em último, Sergipe, com R$ 2,8 milhões.
Emendas não garantiram votos a Messias
Apesar do volume baixo de pagamentos feitos antes da votação da indicação de Lula ao STF, o governo empenhou R$ 12 bilhões em emendas parlamentares antes dos senadores deliberarem o nome de Messias.
🔎 Empenhar uma emenda significa que o governo separou esse montante para o pagamento, se comprometendo a liberar o recurso.
Apesar disso, o movimento não garantiu votos e Messias acabou rejeitado, tendo apenas 34 votos favoráveis e 42 contrários. Essa foi a primeira vez em 132 anos que um indicado do presidente da República ao STF foi barrado pelo Senado.


Fonte:

g1 > Política