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Panamá x República Dominicana: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Panamá e República Dominicana se enfrentam nesta quarta-feira (03), às 21h45. Esse será o último jogo da seleção panamenha antes da Copa do Mundo, que acontece entre os dias 11 de junho e 19 de julho no Canadá, Estados Unidos e México.
A República Dominicana não se classificou para o torneio.
Derrotado pelo Brasil por 6 a 2 no último amistoso, disputado no dia 31 de maio, o Panamá quer se recuperar do resultado para estrear confiante na Copa do Mundo, já que é integrante do Grupo L, que conta com Inglaterra, Croácia e Gana.
Apesar de não estar na Copa do Mundo, a República Dominicana quer se reencontrar com a vitória. O país da América Central não vence desde o dia 10 de junho, quando derrotou a Dominica por 5 a 0 nas Eliminatórias da Copa do Mundo. Desde então, soma duas derrotas e três empates, sendo o último 1 a 1 contra Cuba no sábado (29).

Onde assistir Panamá x República dominicana ao vivo
A partida entre Panamá e República Dominicana poderá ser acompanhada ao vivo na Disney+. A partida está marcada para começar às 21h45 (horário de Brasília).


Fonte: Jovem Pan

Brasil x Holanda na Liga das Nações Feminina de vôlei: onde assistir ao vivo

A seleção brasileira de vôlei estreia na Liga das Nações Feminina (VNL) nesta quarta-feira (3) contra a Holanda. O jogo acontece às 20h no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília. O time brasileiro vai em busca do primeiro título do campeonato em que foi vice-campeão na última edição, perdendo para a Itália por 3 sets a 1.
Além da Holanda, nesta primeira semana da competição a seleção enfrenta também a República Dominicana na quinta-feira (4), a Bulgária no sábado (6) e a partida contra a atual campeã, Itália, fica para o domingo (7).
Em seguida, as meninas da seleção feminina seguem para Ancara, na Turquia, onde disputarão a segunda semana da VNL contra a França, Bélgica, China e Alemanha.
O técnico José Roberto Guimarães escalou para a partida de hoje:

Levantadoras: Macris e Roberta
Opostas: Kisy e Tainara
Ponteiras/Opostas: Ana Cristina, Helena e Rosamaria
Ponteira: Júlia Bergmann
Centrais: Diana, Júlia Kudiess, Lorena e Luzia
Líberos: Marcelle e Nyeme

Onde assistir Brasil x Holanda
A transmissão será pelo sportv2 (TV por assinatura), com início às 20h.


Fonte: Jovem Pan

Coreia do Sul x El Salvador: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Coreia do Sul e El Salvador se enfrentam nesta quarta-feira (3), às 22h, no America First Field, nos Estados Unidos, em jogo amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2026.
No Grupo A, a seleção sul-coreana faz sua estreia no Mundial em 11 de junho diante da República Tcheca. Já a equipe salvadorenha não participará do torneio.
Onde assistir Coreia do Sul x El Salvador ao vivo
A partida será transmitida ao vivo pelo SporTV, com início da transmissão às 22h.


Fonte: Jovem Pan

Após novo ‘tarifaço’, STF libera julgamento contra Eduardo por coação nos EUA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento a ação penal em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é réu pela acusação de promover o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras. A data da análise do caso ainda não foi definida.
O caso será julgado pela Primeira Turma da Corte, que também é formada pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, além de Moraes, relator do processo.
Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte. Ele responde pelo crime de coação no curso do processo.
Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.
Antes de liberar o caso para julgamento, Alexandre de Moraes determinou a notificação do ex-deputado por edital, mas ele não foi encontrado nem indicou advogado particular.
Diante da situação, o ministro autorizou que a defesa fosse realizada pela Defensoria Pública da União (DPU).
Nas alegações finais apresentadas ao Supremo, órgão defendeu a anulação do processo e disse que Moraes não pode julgar o caso por poder ter sido vítima do cancelamento de vistos e das sanções financeiras oriundas da Lei Magnitsky.
“Aqui o Julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar”, disse a DPU.
De acordo com a acusação feita pela PGR, Eduardo fomentou as ações dos Estados Unidos para tentar impedir o Supremo de condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista.
“Comprovou-se que o réu deliberadamente se utilizou de graves ameaças contra as autoridades responsáveis pelo julgamento da AP 2.668, algumas concretizadas, a fim de favorecer o interesse de seu pai, livrando-o de qualquer responsabilização criminal”, argumentou a procuradoria.


Fonte: Jovem Pan

Dia Mundial do Meio Ambiente: projetos no Senado reforçam agenda climática

Nesta sexta-feira (5), comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Na edição deste ano, as Nações Unidas convocam governos, instituições e cidadãos a acelerar respostas concretas à crise ambiental.
O Senado faz parte desse debate. A Casa analisa uma série de projetos voltados ao fortalecimento da governança climática e ao enfrentamento dos desafios impostos pelas mudanças do clima. As matérias em tramitação abordam temas como adaptação, transição energética, combate ao desmatamento, redução de emissões e transparência das políticas ambientais.
Para o consultor legislativo na área de Meio Ambiente no Senado, Matheus Dalloz, as iniciativas demonstram o esforço do Parlamento para estruturar políticas voltadas à mitigação e a adaptação do país às mudanças climáticas. Ele lembra que a Política Nacional sobre Mudança do Clima— PNMC (Lei 12.187, de 2009) estabelece regras gerais, mas ainda existem lacunas na coordenação e na implementação das ações entre os diferentes órgãos e níveis da Federação.
— No conjunto de projetos em discussão no Senado, estão sendo tratados os aspectos mais elementares para a efetividade de uma política climática nacional, como mitigação, adaptação e governança — avalia.
Segundo Dalloz, um dos principais desafios é transformar essas diretrizes em ações concretas. Isso deve exigir maior coordenação institucional e mecanismos estáveis de financiamento climático, especialmente para medidas de adaptação.
Governança climática
Entre as propostas em análise no Senado, está o projeto de lei (PL) 2.761/2025, do senador Otto Alencar (PSD-BA), que institui a Política Nacional de Governança Climática. A proposta obriga União, estados, municípios e Distrito Federal a adotarem políticas de sustentabilidade climática, além de medidas de mitigação e adaptação às mudanças do clima, incluindo ações para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
O texto também cria o Sistema Nacional de Governança Climática e prevê a participação do setor privado, da comunidade científica e de organizações da sociedade civil em iniciativas voltadas à transição energética, ao reflorestamento, à inovação sustentável e à adaptação climática. As ações podem contar com recursos do Fundo Nacional de Financiamento Climático.
De acordo com o projeto, as metas nacionais de governança climática deverão estar alinhadas às Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês), que reúnem os compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito dos acordos internacionais sobre o clima. A proposta estabelece ainda que, caso a lei seja aprovada, estados, municípios e o Distrito Federal terão prazo de seis meses para elaborar planos locais de adaptação climática.
Em análise na Comissão de Meio Ambiente (CMA), a proposta recebeu parecer favorável do senador Fabiano Contarato (PT-ES), que afirma que o projeto é uma forma de transformar a governança climática em uma política permanente de Estado, fortalecendo o planejamento, a prevenção e a adaptação às mudanças climáticas. Segundo ele, o projeto complementa iniciativas já em andamento pelo governo federal e busca garantir que compromissos assumidos pelo país se convertam em resultados concretos para a população, com cooperação entre os entes federativos e recursos adequados.
— As pessoas precisam sentir os efeitos dessas políticas na prática, por meio de cidades mais preparadas para enfrentar secas, enchentes e outros eventos extremos, além de um meio rural mais resiliente, capaz de garantir a produção de alimentos, a segurança alimentar, a estabilidade dos preços e a proteção da economia brasileira — disse o senador à Agência Senado.
Mapa do caminho
O Projeto de Lei 6.616/2025, do senador Beto Faro (PT-PA), institui o Mapa do Caminho Brasileiro da Transição Justa para a Economia de Baixo Carbono e o Desmatamento Zero, como instrumento da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC).
O instrumento funciona como um plano de longo prazo, com metas, etapas e prazos definidos para orientar a redução das emissões de gases de efeito estufa, a transição energética e o uso sustentável da terra. O planejamento terá horizonte até 2050 e será atualizado a cada cinco anos ou sempre que houver revisão das metas climáticas brasileiras.
Segundo Beto Faro, a iniciativa foi inspirada em uma proposta apresentada durante a COP 30, em Belém (PA), que defendia a criação de um cronograma internacional para a redução gradual do uso de combustíveis fósseis. O parlamentar explica que, embora tenha recebido apoio de mais de 80 países, a iniciativa não foi incorporada ao documento final da conferência por falta de consenso. Dessa forma, a ideia foi transformada em projeto de lei para estabelecer metas nacionais de transição energética e desmatamento zero, fortalecendo a posição do Brasil nas negociações internacionais e contribuindo para o enfrentamento das mudanças climáticas. Em entrevista à Agência Senado, ele declarou:
— Ao oficializarmos essa estratégia nacional de transição energética, empoderamos o governo brasileiro nas articulações internacionais e blindamos nossas exportações contra ameaças de sanções comerciais.
Também em tramitação está o PL 5.924/2025, do senador Jader Barbalho (MDB-PA). O texto institui a Lei Nacional da Transição Energética e está na Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI). O projeto prevê a elaboração de um mapa do caminho com horizonte mínimo de 20 anos para orientar metas de redução do uso de combustíveis fósseis, expansão de fontes renováveis, eletrificação do transporte, descarbonização industrial e eficiência energética.
Na justificativa, o senador destaca que o Brasil reúne condições favoráveis para liderar esse processo, devido à sua matriz elétrica renovável e ao potencial em áreas como hidrogênio verde, energia eólica offshore (em alto-mar) e bioeconomia: “Um país com esse peso não pode navegar sem orientação estratégica”.
Emissões de metano
As regras para prevenção e redução das emissões de metano, um dos principais gases de efeito estufa, são o foco do PL 4.422/2025, da senadora Eliziane Gama (PSD-MA). A proposta estabelece diretrizes para monitoramento, controle e mitigação das emissões em setores como agropecuária, resíduos sólidos, uso da terra, energia e processos industriais.
O texto altera a PNMC para incluir planos setoriais específicos voltados à redução das emissões de metano. A medida busca incorporar metas e ações direcionadas a um gás que, embora permaneça menos tempo na atmosfera do que o dióxido de carbono, possui elevado potencial de aquecimento global.
Para Eliziane Gama, o enfrentamento da crise climática exige ações imediatas e metas concretas. Ela afirma que o projeto busca transformar compromissos internacionais assumidos pelo Brasil em obrigações para setores como agropecuária, gestão de resíduos, energia e florestas. A proposta também prevê a modernização da gestão de resíduos, a eliminação de lixões e o incentivo a tecnologias de baixo carbono, medidas que, segundo a parlamentar, contribuem para proteger a população, a produção de alimentos e a infraestrutura urbana.
A senadora sustenta ainda que a regulação climática pode impulsionar a economia ao estimular novos mercados, como os de biogás e biometano. Para ela, o principal desafio será garantir apoio financeiro e técnico para que municípios e produtores rurais consigam implementar as mudanças previstas.
— O desafio real estará na ponta: dar suporte financeiro e técnico aos pequenos e médios municípios para que possam extinguir de vez os lixões e implementar aterros tecnológicos, e apoiar o produtor rural na adoção de práticas sustentáveis. Superar a resistência desses setores e garantir linhas de financiamento robustas serão os passos cruciais para que a lei saia do papel e traga resultados práticos para a população — disse à Agência Senado.
Transparência e monitoramento
Aprovado pelo Senado em 2024 e atualmente em análise na Câmara dos Deputados, o PL 4.816/2019, do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), estabelece a avaliação anual do Plano Nacional sobre Mudança do Clima e dos Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento nos biomas brasileiros. O Plano Nacional sobre Mudança do Clima, que coordena ações de mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, e os planos de combate ao desmatamento nos biomas Amazônia, Cerrado e Caatinga são instrumentos da PNMC.
Pela proposta, os relatórios de avaliação devem ser publicados na internet e encaminhados ao Congresso Nacional até 15 de maio de cada ano. Os documentos devem conter informações sobre resultados alcançados, eventuais medidas corretivas para cumprimento de metas e a execução financeira das ações.
O texto também prevê que os planos sejam atualizados, no mínimo, a cada quatro anos, com o objetivo de ampliar a transparência, fortalecer o acompanhamento das políticas públicas e reforçar o papel fiscalizador do Legislativo. Na justificativa da proposta, o senador Alessandro Vieira argumenta que é necessário ampliar a transparência da PNMC por meio da atualização periódica dos planos climáticos e do envio ao Congresso de relatórios anuais sobre sua execução.
“Essa medida dará maior visibilidade ao tema, pois permitirá às comissões temáticas das Casas Legislativas e a toda a sociedade acompanharem com maior facilidade a implementação da política ambiental do país, aumentando assim a eficácia dessa política”, afirma Alessandro.
El Niño
Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), os efeitos do El Niño já começam a ser observados em diferentes partes do mundo. O tema esteve presente em debates recentes promovidos pelo Senado sobre eventos climáticos extremos e adaptação às mudanças do clima. O primeiro debate ocorreu no dia 27 de maio, na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), e o segundo no dia 28, no Plenário.
Além das discussões sobre prevenção e adaptação, o Congresso também tem analisado medidas para reduzir os impactos econômicos desses eventos sobre a população e os setores produtivos. Nesse contexto, foi aprovado em maio, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o projeto de Lei 5.122/2023, de autoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE), cria uma linha especial de financiamento para produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos, com recursos do Fundo Social do Pré-Sal. Se o texto também for aprovado pelo Plenário, o crédito poderá ser utilizado para renegociar ou quitar dívidas de crédito rural, empréstimos e Cédulas de Produto Rural (CPRs) contratados até 30 de junho de 2025.
A proposta prevê um limite global de R$ 30 bilhões, com juros favorecidos e prazos de pagamento de até dez anos, podendo chegar a 15 anos em situações específicas. Os financiamentos poderão ser operados pelo BNDES, por instituições financeiras e por cooperativas de crédito. O texto também suspende cobranças judiciais e extrajudiciais, bem como execuções relacionadas às dívidas contempladas, durante o período de contratação da linha de crédito. O projeto recebeu emendas até a quarta-feira (3) e está pronto para votação no Plenário do Senado.
Na última terça-feira (2), em pronunciamento no Plenário, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) pediu urgência na votação do projeto.
— Cada semana que se espera tem um custo, que não é medido só em estatística, é medido também em famílias (…) É bom ressaltar que isso não é um favor, é uma oportunidade de reestruturação financeira de quem foi golpeado por estiagens sucessivas, por enchentes históricas e por perdas acumuladas que fugiram inteiramente ao seu controle.  
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere nos padrões atmosféricos globais e pode provocar secas, enchentes, ondas de calor e outros eventos extremos. No Brasil, os impactos variam conforme a região, mas costumam incluir aumento das chuvas no Sul e estiagens mais severas em áreas do Norte e do Nordeste.


Fonte: Senado Federal

Serviços domésticos avançam com tecnologia e profissionalização no Brasil

Por décadas, contratar uma diarista no Brasil significava recorrer à indicação de parentes, vizinhos, porteiros ou grupos de condomínio. Era uma relação baseada quase sempre na confiança pessoal, com pouca ou nenhuma estrutura de seleção, acompanhamento ou padronização.
Esse modelo ainda predomina no país, mas começa a dividir espaço com empresas que decidiram organizar um mercado historicamente sustentado por acordos informais. A mudança passa por tecnologia, treinamento, avaliação contínua e um novo olhar sobre um serviço essencial para famílias e pequenas empresas.
Na rede Mary Help, pioneira do segmento, fundada em 2011 por José Roberto Campanelli, essa transformação começou antes mesmo do setor ganhar mais visibilidade. A proposta inicial era intermediar diaristas previamente selecionadas para atendimento em residências e pequenos negócios. “Nós pegamos um setor totalmente marcado pela informalidade”, diz Campanelli.
Segundo ele, quando a empresa iniciou suas atividades, o mercado funcionava basicamente em dois formatos: empregadas domésticas contratadas diretamente pelas famílias ou diaristas autônomas indicadas por conhecidos. O avanço das diaristas ganhou força nos anos seguintes, principalmente com a busca das famílias por serviços mais flexíveis e menos dependentes do modelo mensalista.
A mudança também acompanha transformações sociais importantes. Com mais mulheres no mercado de trabalho, famílias com rotinas mais fragmentadas e população em processo de envelhecimento, cresceu a necessidade de apoio profissional dentro das casas. Ao mesmo tempo, a contratação passou a exigir mais praticidade, segurança e previsibilidade.
Campanelli lembra que, na contratação direta, o cliente normalmente sabe muito pouco sobre a profissional que está entrando em sua casa. Em muitos casos, tem apenas o telefone ou o contato recebido por indicação. Não há análise de histórico, avaliação de perfil, acompanhamento de desempenho ou mediação em caso de problema.
Para a empresa, profissionalizar esse mercado significou atuar nas duas pontas. De um lado, selecionar e preparar diaristas para que elas compreendam deveres, direitos e padrões de atendimento. De outro, orientar clientes sobre limites, horários e escopo do serviço contratado.
A relação, na visão do empresário, precisa ser tratada com o cuidado de uma atividade profissional. Uma diária de oito horas, por exemplo, não pode se transformar em uma jornada indefinida, com tarefas acrescentadas fora do combinado inicial.
Hoje, o processo da Mary Help inclui seleção das profissionais, análise de perfil, treinamentos comportamentais e avaliações constantes feitas pelos clientes. As unidades também são avaliadas, assim como os próprios clientes podem ser avaliados pelas diaristas.
A lógica é criar um sistema de controle capaz de melhorar o padrão de atendimento e corrigir falhas ao longo da operação. “Confiança é uma coisa que leva muito tempo para construir e segundos para destruir”, resume Campanelli.
A tecnologia se tornou peça central nessa construção. No início da operação, os controles eram feitos em papel e, depois, em planilhas. Com o crescimento da base de clientes, profissionais e unidades, a empresa passou a desenvolver um sistema próprio de gestão para coordenar agendas, pagamentos, repasses, avaliações e distribuição dos serviços.
Ao longo dos anos, a rede também criou aplicativos para clientes e profissionais, incorporou meios digitais de pagamento e começou a implementar inteligência artificial no atendimento inicial. A ferramenta ajuda no pré-atendimento e na organização dos pedidos, mas não elimina a curadoria humana.
Campanelli evita tratar a empresa como uma plataforma. Para ele, serviços domésticos exigem um nível de cuidado que não pode ser reduzido a um algoritmo. A profissional passa horas dentro da casa ou da empresa do cliente e, muitas vezes, sem a presença do contratante. Por isso, a seleção e o acompanhamento continuam sendo parte essencial do modelo.
A rede opera hoje com cerca de 200 unidades franqueadas, aproximadamente 10 mil diaristas em atividade e entre 50 mil e 60 mil diárias mensais. O modelo de franquias foi escolhido para permitir expansão nacional sem perder a proximidade local com clientes e profissionais.
Na avaliação de Campanelli, a descentralização ajuda cada unidade a conhecer melhor as equipes, entender as necessidades da região e manter controle mais próximo sobre qualidade e desempenho. Ao mesmo tempo, a franqueadora sustenta a operação com sistema, método, treinamento e reciclagens periódicas.
A empresa também passou a oferecer benefícios às diaristas, como seguro contra acidentes no deslocamento e durante o trabalho. A iniciativa busca dar mais segurança às profissionais e também aos clientes, que passam a contratar com mais respaldo em caso de imprevistos.
Apesar dos avanços, o setor ainda tem longo caminho pela frente. Campanelli calcula que empresas especializadas respondam por uma parcela pequena dos serviços realizados no país. A maior parte das diaristas continua atuando de forma autônoma, em relações diretas com os contratantes.
Para ele, o crescimento dependerá da capacidade das empresas de entregar qualidade, confiança e facilidade em um mercado ainda muito sensível à renda das famílias e ao desempenho da economia. Quando o orçamento aperta, a contratação de diárias sente o impacto rapidamente.
Mesmo assim, o empresário vê espaço para expansão. A estrutura tecnológica e operacional construída nos últimos anos, segundo ele, permite à rede crescer de forma gradual e sustentada, sem depender de movimentos artificiais de expansão.
A aposta está em um mercado que não deixou de ser humano, mas passou a exigir mais método. Em vez de substituir a confiança, a profissionalização tenta dar a ela novos instrumentos. Para um serviço que acontece dentro da casa das pessoas, esse talvez seja o principal ativo.


Fonte: Jovem Pan

Bruno Bolsonaro Scheid diz que mandato deve gerar resultados e promete atuação ideológica no Senado

Em entrevista, pré-candidato pelo PL afirma que parlamentar precisa dividir esforços entre Brasília e demandas concretas da população de Rondônia

O pré-candidato ao Senado pelo PL, Bruno Bolsonaro Scheid, afirmou que o papel de um parlamentar vai além da ocupação de um cargo político e deve estar diretamente ligado à entrega de resultados para a população.

Durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo advogado e jornalista Robson Oliveira, Scheid defendeu que o mandato eletivo pertence aos eleitores e não ao político que o exerce.

Ninguém vota num pré-candidato ou num candidato para que ele seja dono do mandato. As pessoas votam para que ele entregue resultado” , declarou.

Ao explicar sua visão sobre a atuação parlamentar, o empresário afirmou que o trabalho de um senador ou deputado federal precisa ser dividido entre as atividades desenvolvidas em Brasília e a atenção permanente às necessidades do estado que representa.

Tem que ser dividido em duas etapas: lá em Brasília e depois quando ele vem e olha para dentro do estado”, afirmou.

Scheid também destacou que pretende manter uma atuação alinhada aos princípios conservadores que defende politicamente. Segundo ele, temas ligados à proteção das famílias, da infância e da segurança pública devem permanecer entre suas prioridades.

“Lá eu sou ideológico, amigo. Lá eu não vou votar o que pune os nossos filhos e as nossas crianças” , disse.

Durante a conversa, o pré-candidato também citou mudanças na legislação como instrumento para fortalecer o combate à criminalidade. Para ele, o Congresso Nacional possui condições de avançar em reformas capazes de aprimorar a segurança pública no país.

“A gente consegue pensar em melhorar a segurança pública, melhorando o Código de Processo Penal e o Congresso dá conta de fazer isso” , avaliou.

Ao falar sobre sua trajetória política, Bruno Bolsonaro Scheid afirmou que suas convicções foram construídas a partir da convivência com diferentes realidades sociais e da observação das dificuldades enfrentadas pela população.

“Fui vendo, ouvindo, vivendo, o que me levou a ser ideológico. Respeitando a dor do povo, da mesma forma que Jair Bolsonaro respeita” , concluiu.

A declaração reforça o discurso que Scheid tem adotado durante a pré-campanha, centrado em pautas ligadas à segurança pública, valores conservadores e representação política alinhada ao eleitorado de direita em Rondônia.

 

Governo brasileiro já esperava sobretaxa relacionada a trabalho forçado e segue dizendo ser decisão política dos EUA

Investigação dos Estados Unidos propõe nova tarifa ao Brasil
Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro já esperavam que os Estados Unidos propusessem sobretaxa na importação de itens produzidos com trabalho forçado.
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No entendimento de interlocutores do governo, a nova taxa será somada aos 25% anunciados na segunda-feira (1°). Portanto, a sobretaxa passaria para 37,5%, próximo aos 40% impostos no ano passado.
A defesa contra essa nova taxação deve seguir o mesmo caminho da adotada em relação aos 25%: diálogo com os Estados Unidos até o prazo final da investigação.
Em abril, o Brasil apresentou uma defesa que a diplomacia classificou como técnica, ressaltando os números do combate ao trabalho escravo, como a criação da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, em 2003, e a criação da “Lista Suja”, pela qual empregadores flagrados explorando mão de obra escrava perdem financiamentos em bancos públicos.
Nesta quarta (3), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, irá a um evento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris, onde também estará o embaixador Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos.
Fontes que acompanham o ministro afirmam que ainda não há nada marcado entre os dois, mas que Vieira deve tentar se reunir com Greer.
Vista aérea da Casa Branca, em 2 de maio de 2026
REUTERS/Ken Cedeno


Fonte:

g1 > Política

Após novo tarifaço e inclusão de facções como terroristas, Mauro Vieira deve se encontrar com representante dos EUA

Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
Jornal Nacional/ Reprodução
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, se reuniu nesta quarta-feira (3) com Jamieson Greer, do Escritório de Comércio dos EUA (USTR).
ATUALIZAÇÃO: Inicialmente, a informação é de que Vieira se encontraria com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. Mas o ministro brasileiro se reuniu com Greer em Paris, na França. A informação foi corrigida às 16h35 desta quarta-feira (3).
O encontro deverá acontecer às margens das reuniões ministeriais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que ocorrem nos dias 3 e 4 de junho na capital francesa, informaram ao blog fontes da diplomacia brasileira.
A reunião bilateral já estava sendo costurada para tratar da recente decisão do governo de Donald Trump de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

A divulgação do relatório do Escritório de Comércio dos EUA (USTR), que sugeriu uma tarifa geral de 25% sobre produtos brasileiros, fez com que o possível “novo tarifaço” entrasse na pauta do encontro.
O governo brasileiro busca caminhos para tentar reverter a recomendação da barreira comercial.
Reunião de emergência

Nesta terça-feira (2), após o anúncio americano, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, comandou uma reunião de emergência com ministros para traçar uma estratégia de reação e contenção de danos ao relatório do USTR.
O ministro Márcio Elias, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), apontou que os setores de máquinas, equipamentos e plásticos seriam os mais severamente castigados pelo imposto de 25%.
Apesar do forte impacto na economia, integrantes do governo brasileiro ouvidos pelo blog avaliam que ainda há espaço político para negociar e frear a medida protecionista. O foco total da diplomacia será persistir no diálogo através dos canais técnicos com os pares americanos.
Contato entre Lula e Trump

Uma aposta também passa por um possível novo diálogo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.
Isso porque há, nos bastidores da diplomacia, um entendimento de que as decisões estratégicas do Departamento de Estado e do USTR também passam pelo crivo de um grupo com forte base ideológica republicana — os mesmos interlocutores que receberam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Washington na semana passada.


Fonte:

g1 > Política

‘Acontece nas melhores famílias’ diz Netanyahu sobre desentendimento com Trump

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou nesta quarta-feira (3) ter discutido com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas que o desentendimento será resolvido. “Às vezes, como acontece nas melhores famílias, nós temos estes desentendimentos táticos. Nós sempre achamos uma forma de solucioná-los”, falou o primeiro-ministro em entrevista a CNBC.
Netanyahu disse que não entraria em detalhes sobre a conversa com Trump, mas afirmou que os assuntos em que os dois concordam superam as desavenças. “Nós concordamos em tantos pontos e entramos em consenso naquilo que é o principal. Podemos discordar pela manhã e tomar medidas conjuntas à tarde”, afirmou.
Donald Trump já tinha admitido, também nesta quarta, ter falado de forma “raivosa” com Netanyahu, em conversa telefônica realizada no último fim de semana. Na terça-feira (2), o site Axios revelou que, durante o contato, o norte-americano chamou o premiê de “louco” e o pressionou a interromper a escalada militar contra o Líbano.

A declaração de Trumo foi feita em entrevista ao podcast “Pod Force One”, em que ele confirmou o desentendimento ao ser questionado sobre o diálogo. “Fiquei um pouco perturbado com as constantes brigas dele com o Líbano, sabe?”, declarou o presidente.
Apesar de reconhecer a discussão, o republicano afirmou em seguida que se dá “muito bem” com o líder israelense.
Líbano x Hezbollah
O premiê disse que Trump “é o melhor amigo que Israel já teve” e entende que o Líbano foi feito refém pelo Hezbollah, buscando justificar as ofensivas israelenses em Beirute.
“Estamos tentando enfraquecer o Hezbollah para que um Líbano livre possa emergir, precisamos desmilitarizar o Líbano. O Hezbollah não pode invadir Israel e fazer como o Hamas fez”, explicou, sem detalhar as declarações de Trump na ligação que realizaram na semana. “Estamos enfrentando um inimigo Hezbollah que quer nos destruir”.
Sobre a guerra com o Irã, Netanyahu alegou que o regime iraniano “está muito mais fraco”, mas ressaltou que o conflito ainda não terminou. Segundo ele, é preciso encontrar uma maneira de retirar o material nuclear de Teerã e as forças israelenses e americanas estão preparadas para entrar no Irã, se necessário.
“Trump e eu concordamos nos principais pontos em relação ao Irã. Se for necessária uma escalada militar, acatarei a decisão de Trump. Ele está avaliando várias opções. Conversamos uma vez a cada dois dias”, mencionou.
Netanyahu alertou que é possível uma opção militar para abrir o Estreito de Ormuz, um dos principais pontos de divergência para alcançar um entendimento para encerrar a guerra.
*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan