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Lula aposta em encontro com Trump para sinalizar força e tenta se blindar de interferência eleitoral dos EUA

Lula assina medida provisória do Desenrola 2.0.
Ricardo Stuckert/ Presidência da República
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta transformar o encontro com Donald Trump, nesta semana, em um ativo político, mas o que se vê nos bastidores é que essa viagem tem pelo menos três camandas.
Por que Lula está usando chapéu em público? Conheça o modelo escolhido pelo presidente
Primeiro, tem a agenda substantiva, oficial: o governo quer tratar de temas concretos e sensíveis – investigação sobre o Pix, regulação das big techs, minerais raros, tarifas comerciais e até crime organizado. Essa é a pauta formal que o Brasil leva para a mesa.
Mas existe um pano de fundo político-eleitoral que pesa tanto quanto. Segundo fontes do governo, há uma preocupação clara com uma eventual interferência externa na eleição brasileira. A avaliação é que o Brasil não está exatamente no radar direto do Trump, mas está, sim, no radar do Departamento de Estado, visto como mais ideológico e com interlocução próxima de bolsonaristas.
E qual seria o risco? Uma atuação indireta, sobretudo no ambiente digital: campanhas com apoio internacional, impulsionamento em redes sociais, algo difícil de mensurar, mas que preocupa.
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Nesse contexto, Lula também tentaria buscar uma espécie de “blindagem” política — um compromisso informal de não interferência.
E tem um terceiro ponto, que é o efeito doméstico: a viagem ajuda o governo a virar a página da derrota de Jorge Messias, indicado pelo presidente para o STF mas barrado pelo Senado.
Mesmo sem ter provocado o encontro — que partiu dos Estados Unidos — Lula consegue explorar a imagem de liderança internacional. Num momento de desgaste interno, aparecer em agenda com os EUA funciona como demonstração de força e de comando.
Ou seja: é uma viagem com agenda econômica e diplomática, mas também com impacto direto no jogo político aqui dentro.


Fonte:

g1 > Política

Quaest: 83% dos brasileiros consideram que sociedade precisa dar mais atenção aos animais silvestres

Onça-pintada é vista em área queimada no Parque Estadual Encontro das Águas, no Pantanal.
Andre Penner/AP
Pesquisa Quaest aponta que 83% dos brasileiros consideram que a sociedade precisa dar mais atenção à proteção dos animais silvestres.
Apenas 12% afirmam que esses animais estão recebendo o cuidado necessário no Brasil.
A pesquisa também mostra que 92% dos brasileiros consideram “muito importante” (83%) ou “importante” (9%) preservar os animais silvestres, e 68% afirmam que o tema deve estar entre as prioridades do país.
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Veja os números:
Pergunta: Das frases a seguir, com qual delas você mais concorda?
A sociedade precisa dar mais atenção à proteção dos animais silvestres: 83%;
Os animais silvestres estão recebendo o cuidado necessário no Brasil: 12%;
Não sabe/não respondeu: 5%.

Pergunta: O quanto é importante para você preservar os animais silvestres no Brasil?
Muito importante: 83%;
Importante: 9%;
Pouco importante: 3%;
Nada importante: 4%;
Não sabe/não respondeu: 1%.

Pergunta: Considerando a situação atual do Brasil, preservar o meio ambiente e os animais silvestres:
Deve estar entre as prioridades do país: 68%;
É importante, mas há outros temas mais prioritários: 26%;
Não é um tema importante neste momento: 3%;
Não sabe/não respondeu: 3%.
A pesquisa do Instituto Vida Livre, realizada pela Quaest, ouviu 2.000 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 3 e 16 de julho de 2025.
A coleta foi feita de forma online, por meio de questionários estruturados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Responsabilidade compartilhada
Para 72% dos brasileiros, cuidar dos animais silvestres é uma responsabilidade dividida entre o governo e a sociedade.
Outros 14% acreditam que a responsabilidade deve recair mais sobre o governo, e 12% afirmam que cabe mais à sociedade.
A percepção de que o cuidado é dever de todos é mais forte entre quem tem ensino médio ou superior: 80% dos entrevistados nessas faixas apontam responsabilidade compartilhada, ante 58% entre os que estudaram até o ensino fundamental.
Já a autorresponsabilização da sociedade é maior entre quem tem menor escolaridade: 22% dos entrevistados com ensino fundamental afirmam que o cuidado é mais da sociedade, contra 7% no ensino médio e 6% no ensino superior.
Veja os números:
Pergunta: Na sua opinião, de quem é a responsabilidade de cuidar dos animais silvestres no Brasil?
Do governo e da sociedade: 72%;
É mais do governo: 14%;
É mais da sociedade: 12%;
Não sabe/não respondeu: 2%.
Caça, contrabando e penas mais duras
A demanda por mais atenção aos animais silvestres aparece também na avaliação de práticas que colocam a fauna em risco. Segundo a pesquisa:
84% concordam que o contrabando de animais silvestres é um problema sério no Brasil;
83% defendem que a pena para quem caça animais silvestres deveria ser mais rigorosa;
72% discordam que o Brasil deveria liberar a caça de animais silvestres para a população;
67% discordam que seja aceitável o uso de animais silvestres em espetáculos de circo;
58% discordam que empresas devam testar produtos em animais antes de testar em humanos.
Em relação à extinção, 86% dos entrevistados concordam que evitar a extinção dos animais silvestres é essencial para manter o equilíbrio da natureza.
Apenas 14% concordam com a frase de que, mesmo com a perda de espécies, a natureza se adapta sozinha.
“Eu acredito muito que a gente tem um privilégio aqui no Brasil de ter a maior biodiversidade do mundo — e, junto com isso, o desafio e a responsabilidade de cuidar bem dela”, afirma Roched Seba, fundador e diretor do Instituto Vida Livre.
“A ideia dessa pesquisa foi exatamente essa: fazer perguntas e conhecer melhor a percepção do nosso povo em relação à causa dos animais silvestres e às questões associadas”.
Desde 2003, o mico-leão-dourado é classificado como espécie ameaçada de extinção.
Breno Tardin
Acidentes urbanos
Quando perguntados sobre quem deveria ser responsável pelo resgate e pelos custos em caso de acidente com animal silvestre em área urbana, os entrevistados se dividem:
35% afirmam que a responsabilidade deve ser de quem causou o acidente,
34% apontam a prefeitura ou o governo e 26% citam as ONGs.
Outros 5% não souberam ou não responderam.
A divisão acompanha a percepção de quem afirma encontrar animais silvestres com frequência em áreas urbanas:
60% dizem ver esses animais em ruas, parques e quintais frequentemente ou muito frequentemente,
enquanto 37% afirmam que isso é raro ou que nunca presenciaram a situação.
Confiança e engajamento
Em uma escala de 0 a 10, a pesquisa mostrou ainda que as ONGs receberam a maior nota média de confiança entre as instituições avaliadas: 5,9.
As empresas privadas obtiveram média de 5,4, e o governo, 4,1.
Apesar de 93% dos brasileiros concordarem que pequenas atitudes individuais podem fazer a diferença para os animais silvestres, a doação para associações locais ainda é menos comum que outras formas de engajamento. Nos últimos dois anos:
51% doaram dinheiro para alguma igreja;
46% participaram de alguma mobilização online;
38% doaram dinheiro para alguma associação local.
Entre quem apoia organizações sem fins lucrativos, o principal motivo é a percepção de responsabilidade social em ajudar o próximo (34%), seguido pela busca por bem-estar pessoal (18%) e pela percepção de que o governo não ajuda como deveria (17%).
“A pesquisa mostra que 75% dos lares brasileiros possuem animais domésticos, 92% consideram importante ou muito importante preservar a fauna silvestre, 59% da população já consome conteúdos sobre animais com frequência e 93% acreditam que pequenas atitudes individuais fazem a diferença”, acrescenta Marina Siqueira, cientista política e diretora de Sustentabilidade e Riscos da Quaest.
“Nosso desafio agora é transformar esse afeto e interesse digital em mobilização real, oferecendo canais claros para que o cidadão se sinta corresponsável pelo futuro das nossas espécies”.
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Fonte:

g1 > Política

Derrota brasileira para o Uruguai, há 76 anos, foi trailer do Maracanazo

Em 1999, estava em Niterói, no Rio de Janeiro, na casa de um dos maiores craques da história do futebol brasileiro: Zizinho. Eu fazia meu trabalho de conclusão de curso da faculdade. Era um documentário sobre a Copa de 1950, perdida pela seleção brasileira em pleno Maracanã. O ex-jogador, grande nome daquela seleção, explicava os motivos da derrota: “Nem o Brasil era um time imbatível e nem o Uruguai era uma equipe fraca”. 
A seleção nacional, comandada por Flávio Costa, enfrentou os uruguaios no duelo decisivo do mundial, em 16 de julho de 1950, depois de duas goleadas impiedosas: 7 a 1, na Suécia, e 6 a 1, na Espanha. O clima de “já ganhou” tomou conta da torcida que apostava em um novo placar elástico, agora contra a Celeste Olímpica. Entretanto, o desfecho foi outro: derrota por 2 a 1. 
Pouca gente sabe, mas Brasil e Uruguai se enfrentaram no dia 6 de maio daquele ano de 1950, no Pacaembu, em partida válida pela Taça Rio Branco. O confronto, vencido pelo adversário por 4 a 3,  mostra que o rival era um velho conhecido da seleção nacional e a derrota na partida decisiva da Copa não foi surpresa nenhuma. 
“Do fracasso da defesa, veio a debacle dos nossos”, destacou o Jornal dos Sports em manchete. A reportagem dizia o seguinte: “Brilhante vitória marcou o futebol uruguaio na tarde de hoje no gramado do Pacaembu. Enfrentando a representação nacional, em nova disputa da taça ‘Rio Branco’, a seleção da AUF assinalou merecido e justo triunfo pela contagem  de 4×3. Foi um acontecimento de vulto para a ‘association’ oriental, não somente por servir de reabilitação do insucesso ante os paraguaios, como também pela circunstância de ter sido assinalado em terreno adversário sobre o campeão sul-americano.” 
Abaixo, as fichas com as escalações das duas partidas para serem comparadas: 
BRASIL 3×4 URUGUAI – 06.05.1950 – Pacaembu – 06.05.1950
Brasil: Barbosa; Nílton Santos e Mauro Ramos Oliveira; Ely, Rui e Noronha; Tesourinha, Zizinho, Ademir, Jair e Chico.
Técnico: Flávio Costa.
Uruguai: Máspoli; Matías González e Vilches; Juan Carlos Gonzalez e Obdulio Varela e Rodriguez Andrade (Gambetta); Britos (Ghiggia), Julio Perez, Miguez, Schiaffino e Villamide.
Técnico: Juan López.
Árbitro: Cecil Barrick (Inglaterra).
Gols: Zizinho (1), Julio Perez (22) , Schiaffino (27), Miguez (28) e Ademir (30) no primeiro tempo; Schiaffino (4) e Ademir (17) na etapa final.
URUGUAI 2 × 1 BRASIL – Maracanã – 16.07.1950
Brasil: Barbosa; Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo e Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir, Jair e Chico.
Técnico: Flávio Costa.
Uruguai: Máspoli; Matías González e Tejera; Gambetta, Obdulio Varela e Rodríguez Andrade; Ghiggia, Julio Pérez, Miguez, Schiaffino e Morán.
Árbitro: George Reader (Inglaterra).
Técnico: Juan López.
Gols: Friaça (2), Schiaffino (21) e Ghiggia (34) no segundo tempo.
Pagantes: 173.000.
Apesar da derrota brasileira no Pacaembu, a seleção ficou com o título da Copa Rio Branco ao vencer os dois jogos seguintes em São Januário, no Rio de Janeiro: 3×2 e 1×0. De qualquer forma, os placares mostram que o Uruguai não era uma seleção qualquer: tinha raça, brio e grandes atletas. 
Abaixo, a íntegra do duelo válido pela Copa de 1950. A transmissão é da Rádio Nacional do Rio de Janeiro nas vozes de Jorge Curi e Antônio Cordeiro.

 


Fonte: Jovem Pan

ONU pede a libertação imediata de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, detidos em Israel

A ONU pediu nesta quarta-feira (6) a Israel que liberte imediatamente o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek, os dois ativistas detidos em uma flotilha que seguia para Gaza, e exigiu uma investigação sobre as acusações de maus-tratos.
Os dois estão em uma prisão de Ashkelon (Israel) desde que foram capturados na quinta-feira da semana passada, quando a flotilha foi interceptada pelas forças israelenses na costa da ilha grega de Creta.
“Israel deve libertar imediata e incondicionalmente os membros da Flotilha Global Sumud Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, que foram detidos em águas internacionais e levados para Israel, onde continuam retidos sem acusações”, afirmou o porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan, em comunicado.
“Não é crime demonstrar solidariedade e tentar levar ajuda humanitária à população palestina de Gaza, que precisa urgentemente”, acrescentou.
Os barcos da flotilha zarparam da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio e entregar ajuda humanitária ao território palestino, devastado por dois anos de guerra entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas.
Os advogados dos ativistas acusam as autoridades israelenses de maus-tratos e, na terça-feira, afirmaram que os dois entraram em greve de fome desde sua captura na quinta-feira.
Kheetan denunciou os “relatos perturbadores de graves maus-tratos” e pediu uma investigação, insistindo que “os responsáveis devem ser levados à justiça”.
“Fazemos um apelo para que Israel acabe com o uso da detenção arbitrária e de uma legislação antiterrorista ampla e vagamente definida, incompatível com o direito internacional dos direitos humanos”, declarou.
Israel acusa os dois ativistas de vínculos com o movimento islamista palestino Hamas, o que ambos negam.
A Justiça israelense já havia validado no domingo uma primeira prorrogação de dois dias da detenção.


Fonte: Jovem Pan

Bayern de Munique x PSG: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Bayern de Munique e Paris Saint-Germain se enfrentam nesta quarta-feira (6), às 16h (de Brasília), na Allianz Arena, em partida válida pela semifinal da Champions League. O duelo acontece pelo jogo de volta da competição e coloca frente a frente duas equipes em momentos decisivos na temporada.
Onde assistir Bayern de Munique x Paris Saint-Germain ao vivo
A partida será transmitida ao vivo pela TNT (TV fechada) e HBO Max (streaming).


Fonte: Jovem Pan

Quem é o maior artilheiro da seleção da Holanda na história das Copas do Mundo?

O maior artilheiro da seleção da Holanda na história das Copas do Mundo é o ex-atacante Johnny Rep [1, 2, 6]. O eterno ponta-direita da Laranja Mecânica balançou as redes sete vezes no torneio, disputando apenas as edições de 1974 e 1978 [2, 5]. A marca estabelecida no século passado resiste há quase cinco décadas como o grande teto ofensivo do país na principal competição esportiva do planeta.
Os sete gols que garantiram o recorde
Rep foi uma peça letal dentro do sistema tático do Futebol Total, modelo de jogo comandado pelo técnico Rinus Michels e liderado em campo por Johan Cruyff [2, 5]. No mundial da Alemanha Ocidental em 1974, o atacante anotou quatro gols, castigando as defesas do Uruguai, Bulgária e Alemanha Oriental, além de fechar a goleada clássica sobre a Argentina [2, 5].
Quatro anos mais tarde, atuando na Copa da Argentina em 1978, Rep somou mais três gols ao seu currículo durante a fase de grupos e a segunda fase [2, 5]. Mesmo chegando a duas finais consecutivas como favorita, a equipe neerlandesa amargou o vice-campeonato mundial em ambas as ocasiões [2, 7]. Apesar da ausência do troféu coletivo, o instinto de finalização do jogador o isolou no topo da artilharia histórica da Holanda.
Top 6 artilheiros da Holanda em mundiais
A tabela de goleadores da seleção laranja apresenta um fato curioso na segunda posição. Abaixo de Johnny Rep, há cinco grandes craques de diferentes gerações empatados no ranking oficial da FIFA [6].

Johnny Rep: 7 gols (1974 e 1978)
Dennis Bergkamp: 6 gols (1994 e 1998)
Rob Rensenbrink: 6 gols (1974 e 1978)
Robin van Persie: 6 gols (2006, 2010 e 2014)
Arjen Robben: 6 gols (2006, 2010 e 2014)
Wesley Sneijder: 6 gols (2006, 2010 e 2014)

O topo da artilharia geral fora das Copas
Quando os números extrapolam o mundial e englobam todas as competições e amistosos, o cenário da artilharia muda completamente. O posto de maior goleador geral da história da seleção pertence a Memphis Depay [4, 9]. Atuando pelo Corinthians no futebol brasileiro, o centroavante ultrapassou a marca de Robin van Persie em setembro de 2025 [4, 9], atingindo 52 gols em 104 jogos disputados [4, 9].
No entanto, o desempenho do atual camisa 10 nos mundiais ainda está distante do topo. Depay soma apenas três gols em Copas do Mundo [6] e precisará de uma performance avassaladora na edição de 2026 para ameaçar a hegemonia de Rep. A equipe europeia carrega a pesada fama de ser a maior força do futebol sem título mundial [3, 7], mas continua provando sua vocação natural para formar atacantes letais a cada nova geração esportiva.


Fonte: Jovem Pan

Os maiores artilheiros da Áustria na história das Copas do Mundo

O maior artilheiro da seleção da Áustria na história das Copas do Mundo é Erich Probst, com seis gols marcados. O centroavante alcançou essa marca expressiva em uma única edição do torneio, na Copa de 1954, disputada na Suíça. Naquela ocasião, Probst foi o vice-artilheiro geral da competição, ficando atrás apenas do lendário húngaro Sándor Kocsis, e liderou o time austríaco na conquista de um histórico terceiro lugar.
O feito inédito de Erich Probst em 1954
Erich Probst escreveu seu nome de forma definitiva na história do futebol internacional durante o Mundial da Suíça. Nascido em Viena, o camisa 9 disputou cinco partidas no torneio e demonstrou um faro de gol implacável, aproveitando o estilo ofensivo e envolvente daquela geração austríaca.
Sua jornada goleadora começou com o gol da vitória na estreia contra a Escócia. Em seguida, anotou um hat-trick (três gols) na goleada por 5 a 0 sobre a Tchecoslováquia. Probst também deixou sua marca em um dos confrontos mais insanos de todos os tempos: a “Batalha de Lausanne”. A vitória da Áustria por 7 a 5 contra a Suíça, sob um calor de 40 graus, permanece até hoje como a partida com o maior número de gols em Copas do Mundo. O último tento de Probst no torneio aconteceu na dura derrota por 6 a 1 para a Alemanha Ocidental, nas semifinais.
Ranking histórico de goleadores austríacos em mundiais
Embora Probst lidere a estatística de forma isolada, outros grandes nomes do esporte no país também compõem o topo da lista de artilheiros. Ídolos das décadas de 1950, 1970 e 1980 construíram o legado ofensivo da equipe em mundiais.
Abaixo, a lista detalhada dos jogadores que mais balançaram as redes pela Áustria no torneio da FIFA:
1. Erich Probst (6 gols)
O lendário atacante marcou todos os seus gols na Copa do Mundo de 1954. Ele foi a referência de área na campanha que garantiu a medalha de bronze, o melhor resultado do país até hoje.
2. Hans Krankl (5 gols)
Um dos maiores ídolos do futebol nacional, Krankl brilhou nas Copas de 1978 e 1982. O momento mais marcante de sua carreira foi o gol da vitória por 3 a 2 sobre a Alemanha Ocidental em 1978, episódio que os torcedores eternizaram como o “Milagre de Córdoba”.
3. Theodor Wagner (3 gols)
Também membro do letal esquadrão de 1954, Wagner construiu sua marca em grande estilo. O ponto alto de sua campanha foi o hat-trick anotado na épica vitória por 7 a 5 contra a anfitriã Suíça.
4. Ernst Stojaspal (3 gols)
Mais um destaque do ataque avassalador de 1954. Stojaspal marcou três vezes no torneio suíço, consolidando a força ofensiva de um time que marcou 17 gols em apenas cinco jogos.
5. Walter Schachner (3 gols)
O habilidoso atacante disputou os mundiais de 1978 e 1982, somando três gols no total. Seu melhor momento ocorreu no Mundial da Espanha, quando balançou as redes contra as seleções do Chile e da Argélia.
O impacto da geração atual nas estatísticas
Após quase três décadas de ausência, a seleção austríaca garantiu seu retorno ao torneio na Copa do Mundo de 2026. Com a vaga confirmada, a atual geração comandada pelo técnico Ralf Rangnick tem a oportunidade inédita de mexer nesse ranking que segue praticamente inalterado desde a década de 1980.
O nome mais forte para entrar na lista é o veterano Marko Arnautović. No final de 2025, o centroavante superou o ídolo Toni Polster e se tornou o maior artilheiro da história da seleção no geral, ultrapassando a marca de 45 gols com a camisa do país. Apesar de alcançar os seis gols de Probst em um único mundial ser um feito muito raro no futebol moderno, Arnautović e companheiros de ataque como Michael Gregoritsch terão a chance de gravar seus nomes na maior vitrine do esporte.
A marca estabelecida por Erich Probst em 1954 resiste há mais de 70 anos como um símbolo da era de ouro austríaca. Mais do que um recorde numérico, os seis gols do atacante representam o auge técnico de uma equipe que, naquela época, jogava de igual para igual com as maiores potências globais e ajudou a moldar a evolução do futebol ofensivo na Europa.


Fonte: Jovem Pan

Os maiores artilheiros da seleção de Gana na história das Copas do Mundo

A resposta para quem é o maior artilheiro da seleção de Gana na história das Copas do Mundo é direta e inquestionável: Asamoah Gyan é o dono absoluto do recorde. O ex-atacante marcou seis gols em torneios mundiais, divididos entre as edições de 2006, 2010 e 2014. Essa marca isolada também garante a ele o cobiçado posto de maior goleador africano da história da competição, superando a lenda camaronesa Roger Milla.

O impacto de Asamoah Gyan no cenário mundial
Para entender a grandeza dessa marca estatística, é preciso olhar para a consistência do ex-camisa 3. Ele estreou balançando as redes logo na primeira participação de Gana em Copas, em 2006, marcando contra a República Tcheca com apenas 68 segundos de jogo. Quatro anos depois, na África do Sul, viveu o auge de sua carreira internacional, anotando três gols decisivos que levaram os Black Stars até as quartas de final do torneio.
O ápice de sua artilharia ocorreu no Brasil, em 2014, quando marcou contra a Alemanha e Portugal. Apesar da eliminação da equipe africana na fase de grupos daquela edição, Gyan consolidou seu nome na história, cravando o recorde continental que permanece intacto até os dias de hoje.
Ranking oficial: os artilheiros de Gana em Copas
Desde a estreia do país no torneio oficial da FIFA, um grupo seleto de jogadores conseguiu deixar sua marca na principal vitrine do esporte. Abaixo, detalhamos o top 4 de goleadores ganenses no mundial:
1. Asamoah Gyan (6 gols)
O grande ídolo nacional participou de 11 partidas de Copa do Mundo. Sua média de 0,55 gols por jogo e o faro decisivo o colocam no topo isolado da lista, sendo o rosto da era de ouro do futebol do país.
2. André Ayew (3 gols)
Filho do lendário Abedi Pelé, o meia-atacante mostrou sua estrela em momentos críticos. Ele marcou duas vezes no Brasil em 2014 e voltou a balançar as redes na edição de 2022, no Catar, na partida de estreia contra a seleção de Portugal.
3. Sulley Muntari (2 gols)
Conhecido por seu forte chute de fora da área, o meio-campista deixou sua marca em duas edições distintas. Ele anotou um gol na campanha de 2006 e fez o inesquecível tento de longa distância contra o Uruguai, nas quartas de final da Copa de 2010.
4. Mohammed Kudus (2 gols)
A nova sensação do futebol ganense precisou de apenas um torneio para entrar no ranking. O jovem talento marcou duas vezes contra a Coreia do Sul durante a dura fase de grupos do Mundial de 2022, evidenciando seu enorme potencial ofensivo para o futuro.
Além do quarteto principal, outros cinco jogadores dividem a quinta posição, com um gol cada em Copas do Mundo: Stephen Appiah (2006), Haminu Draman (2006), Kevin-Prince Boateng (2010), Osman Bukari (2022) e Mohammed Salisu (2022).
A nova geração pode ameaçar o recorde?
Superar a liderança de Asamoah Gyan é um desafio estatístico de altíssimo nível, mas o atual ciclo possui nomes promissores. Enquanto veteranos caminham para o encerramento de suas passagens pela seleção, os olhos da torcida se voltam para Mohammed Kudus como o principal herdeiro do protagonismo ofensivo. O atleta, que já soma dois gols na competição, possui a juventude e a qualidade técnica para disputar mais mundiais e tentar encostar no topo do ranking.
Manter a eficiência ofensiva no torneio da FIFA é o grande trunfo histórico da federação. A nação construiu uma forte reputação de sempre apresentar um futebol ofensivo e sem medo das potências europeias, e os números de Asamoah Gyan servem como a métrica definitiva de sucesso para os futuros convocados que vestirem a camisa dos Black Stars.
Dúvidas frequentes sobre os goleadores de Gana
Quem é o maior artilheiro da história da seleção de Gana em todas as competições?
O topo do pódio geral também pertence a Asamoah Gyan. Somando amistosos, Eliminatórias, Copa das Nações Africanas e Copas do Mundo, o ex-atacante marcou 51 gols pela equipe nacional principal ao longo de 109 partidas oficiais disputadas entre 2003 e 2019.
Qual foi a melhor campanha de Gana na história do torneio da FIFA?
O melhor desempenho do país em mundiais aconteceu na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. A equipe fez história ao chegar até a fase de quartas de final, sendo eliminada pelo Uruguai na disputa de pênaltis após um empate dramático com bola rolando.
Fontes Consultadas

wikipedia.org
intelpoint.co
ghanaweb.com
fifa.com
fifa.com
olympics.com
yen.com.gh
11v11.com
goal.com


Fonte: Jovem Pan

Por que Lula não quer que Trump classifique facções como organizações terroristas?

Um dos pontos prioritários é evitar sanções, diz Alckmin sobre conversa entre Lula e Trump
O presidente Lula (PT) vai se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, na quinta-feira (7). O combate ao crime organizado deve estar entre as principais pautas da reunião, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin.
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▶️ Contexto: Em março, o jornal The New York Times publicou uma reportagem afirmando que o governo dos EUA se preparava para classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.
A possibilidade já era ventilada desde 2025, quando o governo Trump iniciou uma ofensiva contra cartéis de drogas latino-americanos.
O combate ao tráfico tem sido tratado como assunto de segurança nacional pela Casa Branca, que chegou a reunir líderes da América Latina para discutir o tema.
Em outra frente, os EUA atacaram rotas do narcotráfico no Pacífico e no Caribe e capturaram o ditador Nicolás Maduro durante uma operação militar na Venezuela.
Ao mesmo tempo, os EUA têm auxiliado países da região no combate ao narcotráfico e participaram de operações no Equador com esse objetivo.
Fontes ligadas ao governo Trump que atuam no Brasil afirmam que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tem defendido que facções brasileiras também sejam classificadas como terroristas, assim como já ocorreu com grupos do México e Venezuela.
No início de março, Rubio comunicou ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, que Washington planejava incluir as facções brasileiras na lista de grupos terroristas. Em uma ligação, Vieira tentou convencê-lo a não avançar com a proposta.
Em abril, no entanto, o New York Times afirmou que a proposta avançava no Departamento de Estado, com pressão de filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre integrantes da Casa Branca.
🗣️ Agora, o assunto deve voltar à mesa no encontro entre Lula e Trump.
Uma apuração do jornalista Gerson Camarotti, publicada pelo g1, aponta que Lula pretende convencer Trump a não tratar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Segundo auxiliares, o petista quer deixar claro que o Brasil trata o crime organizado como prioridade e aposta na cooperação bilateral como caminho para enfrentar o problema.
A avaliação no Palácio do Planalto é que a classificação como grupo terrorista abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos.
Em um cenário extremo, os norte-americanos poderiam usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países.
Em entrevista à GloboNews na terça-feira (5), Alckmin disse que Brasil e Estados Unidos “podem fazer um trabalho importante no combate ao crime organizado transnacional” e que Lula tratará do tema na conversa com Trump.
Pressão americana
Presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, e o presidente dos EUA, Donald Trump.
Kazuhiro Nogi e Jim Watson/AFP
Em maio de 2025, o chefe interino de coordenação do Departamento de Sanções dos Estados Unidos, David Gamble, pediu que o governo brasileiro classificasse o PCC e o CV como organizações terroristas. O pedido foi negado.
À época, o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, afirmou que as facções não se enquadram na definição de terrorismo prevista na Constituição brasileira.
🔎 A Lei Antiterrorismo, sancionada no Brasil em 2016, define terrorismo como a prática de atos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião, visando provocar terror social ou generalizado.
Em reunião no Ministério da Justiça, Sarrubbo disse que as organizações criminosas brasileiras não têm motivação ideológica, política ou religiosa, nem atuam para derrubar o sistema. Segundo ele, os grupos buscam lucro por meio de crimes e lavagem de dinheiro.
Por isso, pela legislação brasileira, facções como o PCC e o CV não são classificadas como terroristas, mas como organizações criminosas.
Nos Estados Unidos, no entanto, a avaliação pode ser diferente, já que se trata de uma organização estrangeira. Segundo reportagem do The Wall Street Journal, autoridades do país já identificaram membros do PCC atuando em território americano.
Há registros de pessoas ligadas à facção nos estados da Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee. Em Massachusetts, o gabinete do procurador federal anunciou, no ano passado, acusações contra 18 brasileiros com suposta ligação com o grupo.
O fato de o PCC ser considerado o maior grupo criminoso das Américas, com atuação em cerca de 30 países e mais de 40 mil membros, também poderia pesar na avaliação norte-americana.
Critérios
Muro de comunidade em Guarulhos tem pichação com a sigla do Primeiro Comando da Capital (PCC)
Glauco Araújo/G1
Nos Estados Unidos, classificar um grupo como organização terrorista não é automático. A decisão segue critérios definidos em lei e passa por diferentes etapas dentro do governo.
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, três condições precisam ser atendidas para que uma organização receba a designação:
ser estrangeira;
estar envolvida em atividade terrorista ou ter capacidade e intenção de realizá-la;
representar ameaça à segurança de cidadãos ou à segurança nacional dos EUA.
A classificação é baseada em um dossiê com informações de fontes abertas e sigilosas que comprovem o cumprimento dos critérios legais.
A decisão cabe ao secretário de Estado, em consulta com o Departamento de Justiça e o Tesouro. Depois, a medida é comunicada ao Congresso, que tem sete dias para analisar a ordem.
Caso seja aprovada, a designação é publicada no registro oficial do governo e passa a valer. A partir daí, a medida pode trazer consequências legais:
passa a ser crime nos EUA fornecer “apoio material” ao grupo, como dinheiro, treinamento, armas ou serviços;
ativos financeiros ligados à organização podem ser bloqueados, e transações, proibidas;
membros do grupo podem ter vistos negados ou ser deportados.
A designação também ajuda a isolar o grupo internacionalmente e a cortar fontes de financiamento.
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Fonte:

g1 > Política