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‘Não precisamos inventar nada para a imprensa’, diz Lula sobre ter pedido mudança em protocolo de encontro com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o pedido de mudança do protocolo durante o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (7), em Washington.
Mais cedo, o brasileiro solicitou que os dois se reunissem a portas fechadas antes de falarem com a imprensa. A coletiva dos dois foi cancelada após o encontro de mais de três horas.
“Primeiro, quando vim para cá, eu disse eu não iria conversar com a imprensa antes da reunião, não tem sentido”, afirmou em entrevista na embaixada após deixar a Casa Branca.
“Eu venho para discutir assunto, como é que você vai fazer uma entrevista coletiva antes de você discutir?” , questionou.
“Nem eu, nem o presidente Trump precisamos de fotografia. E não precisamos inventar nada para a imprensa”, disse.
O pedido foi feito após um desconforto do presidente brasileiro no último encontro entre os líderes, na Malásia. Lula achava melhor falar com a imprensa após a conversa formal entre os dois.
A informação foi confirmada pelo secretário de Imprensa, Lércio Portela Delgado.
Lula pediu para inverter ordem da agenda com Trump
Por conta da mudança na programação, a equipe da Casa Branca orientou aos jornalistas que aguardam para registrar o encontro os líderes no Salão Oval a se sentarem, segundo a correspondente da Globo em Washington, Raquel Krähenbühl.
“Ainda não é hora de se alinhar. Nós chamaremos quando for o momento de reunir, não há necessidade de formar fila agora”.
Mais tarde, o atendimento à imprensa foi cancelado.
Repórteres aguardam na sala de imprensa para saber se terão permissão para entrar no Salão Oval para o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na Casa Branca
REUTERS/Jonathan Ernst
Sem “aperto de mão de urso”
Trump recebe presidente Lula na Casa Branca
Em vídeo divulgado pelo governo norte-americano, é possível ver o momento em que Trump recebe Lula.
Os dois trocam um aperto de mão e o presidente norte-americano pergunta como Lula está. Veja acima.
Segundo apuração da jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, o encontro será uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional.
Lula e Trump se falaram por telefone antes de viagem aos EUA
A reunião é vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.
▶️ Contexto: Esta será a segunda reunião presencial entre Lula e Trump. Em outubro, os dois se encontraram durante um evento na Malásia. Um mês antes, conversaram rapidamente durante a Assembleia Geral da ONU.
Antes do encontro, Lula e Trump falaram por telefone na sexta-feira (1º). O governo brasileiro disse que a conversa foi “amistosa”.
Pelo menos cinco temas devem centralizar as conversas:
Um dos principais pontos será a pressão dos EUA para classificar facções brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas. O governo brasileiro tenta convencer os norte-americanos de que o combate ao crime organizado deve ocorrer por meio de cooperação bilateral, sem medidas que possam abrir margem para ações mais duras dos EUA.
Veja detalhes de cada um dos assuntos.
Outro tema sensível será o PIX. Os EUA investigam possíveis impactos do sistema brasileiro sobre empresas americanas de pagamentos eletrônicos. O governo Lula pretende defender que o PIX não discrimina companhias estrangeiras e usar o encontro para evitar possíveis medidas contra o Brasil relacionadas ao sistema.
Questões internacionais também devem entrar na pauta. Lula e Trump têm divergências sobre temas como Venezuela, Irã e o papel dos EUA em conflitos globais. O presidente brasileiro tem defendido maior fortalecimento da ONU e criticado posturas consideradas unilaterais do governo americano.
A reunião também deve abordar minerais críticos e terras raras, considerados estratégicos para tecnologia e transição energética. Além disso, segundo o blog da jornalista Andreia Sadi, Lula pretende usar o encontro como ativo político, buscando um compromisso informal de não interferência dos EUA nas eleições brasileiras de outubro e tentando reforçar sua imagem de liderança internacional.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva gesticula enquanto fala com repórteres após sua reunião na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Embaixada do Brasil em Washington, DC, EUA, em 7 de maio de 2026
REUTERS/Elizabeth Frantz
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Fonte:

g1 > Política

Vídeo: Projeto aprovado pela CCT define crimes cibernéticos

A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) aprovou na quarta-feira (6) o PL 613/2021, que define os crimes cibernéticos. De acordo com a proposta, passa a ser crime acessar, de qualquer forma, sem autorização legal ou do titular, sistema informático, com ou sem violação de mecanismo de segurança. A pena prevista é de detenção de 1 a 3 anos e multa. O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).


Fonte: Senado Federal

Vídeo: Código Civil: especialistas alertam sobre impactos e possíveis erros em mudanças

A Comissão de Atualização do Código Civil fez mais uma audiência pública para ouvir especialistas. Desta vez o tema foi Direito das Coisas e Empresarial. Participantes do debate alertaram para impactos econômicos para empresas. 


Fonte: Senado Federal

Lula diz esperar que Trump um dia faça um sistema como o PIX e que americano não tocou no tema durante reunião

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (7) que Donald Trump não tocou, durante o encontro de quase três horas na Casa Branca, no assunto do PIX.


Fonte:

g1 > Política

‘Trump não vai mudar o jeito dele de ser por causa de uma reunião comigo’, diz Lula ao comentar guerras

Lula diz que reunião com Trump foi um passo para consolidar a relação entre Brasil e EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (7) que não espera mudanças na postura de Donald Trump em relação a conflitos internacionais após a reunião de quase três horas entre os dois na Casa Branca.
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Em entrevista coletiva depois do encontro, Lula disse que há diferenças claras de visão entre os dois sobre política internacional, mas afirmou que evitou adotar um tom de confronto. Segundo ele, Trump considera que as questões do Irã e da Venezuela estão resolvidas.
Lula também afirmou que não pretende entrar em embate com o presidente americano por causa de divergências sobre guerras. O presidente defendeu que o caminho para resolver crises internacionais passa pelo diálogo, e não pelo uso da força.
“Trump não vai mudar o jeito dele de ser por causa de uma reunião comigo”, disse. “Conversar é muito mais barato. Não há mortes nem vítimas.”
Lula afirmou ainda que falou com Trump sobre a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU. O presidente brasileiro tem defendido mudanças no órgão em encontros internacionais.
Ele criticou o peso concentrado nos países com poder de veto — Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido — e disse que o modelo atual limita a atuação de outras nações, como o Brasil.
O presidente também citou a guerra na Ucrânia como exemplo de como conflitos podem se prolongar além do previsto. Lembrou que, no início, havia expectativa de uma duração curta, mas que o cenário se arrasta há anos, sem solução clara.
Satisfeito
Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026
Presidência da República
Lula disse que saiu satisfeito da reunião com Trump e avaliou que o encontro foi um passo importante na relação entre os dois países.
“Saio muito satisfeito da reunião, acho que foi importante para o Brasil e para os EUA. Acho que a fotografia vale muito. Vocês perceberam que ele rindo é melhor do que de cara feia. Disse a ele: ‘ria, alivia um pouco’”, brincou.
Na reunião, segundo Lula, foram discutidos temas que antes pareciam tabus. Ele também disse que pretende criar um grupo de trabalho com países da América Latina para combater o crime organizado.
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g1 > Política

Lula diz a Trump que combate ao crime organizado precisa de alternativa econômica e não ‘base militar’

‘Conversamos sobre assuntos tabus, como crime organizado’, diz Lula após reunião com Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o enfrentamento ao crime organizado e ao tráfico de drogas exige a superação de temas considerados tabus e a adoção de uma estratégia internacional baseada em alternativas econômicas, e não apenas em ações militares.
“Como você vai fazer um país deixar de produzir coca se você não oferece alternativa de outro produto para que alguém possa plantar a ganhar dinheiro? E nós temos que incentivar o plantio de outra coisa e sermos os compradores para que as pessoas possam sobreviver. Enquanto houver gente necessitada de recursos e consumidores, não vamos parar de ter o mundo cheio de droga por tudo quanto é lado”, disse o presidente.
A declaração de Lula foi feita ao comentar conversa com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington.
Segundo Lula, ele destacou a Trump que historicamente os Estados Unidos falam em combater o crime organizado e o tráfico de drogas por meio da instalação de bases militares em outros países, mas sem atacar a raiz do problema.
Para o presidente, não é possível exigir que países deixem de plantar ou fabricar drogas sem oferecer opções econômicas viáveis à população local. Na avaliação de Lula, enquanto houver pessoas em situação de necessidade e mercado consumidor, o tráfico de drogas continuará existindo.
Durante a conversa, Lula disse a Trump que o Brasil está disposto a ajudar a construir um grupo de trabalho internacional para o combate ao crime organizado, reunindo países da América do Sul, da América Latina e, eventualmente, do mundo inteiro.
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante uma coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil após seu encontro na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, DC, em 7 de maio de 2026.
AFP
Para ele, o enfrentamento do problema não pode ser pautado pela hegemonia de um país sobre os outros, mas por uma responsabilidade compartilhada.
Lula também ressaltou a experiência brasileira no tema. Citou a atuação da Polícia Federal e o histórico do país no combate ao tráfico de drogas e de armas. Segundo o presidente, parte das armas que circulam no Brasil tem origem nos Estados Unidos, assim como esquemas de lavagem de dinheiro que envolvem estados americanos.
“Se a gente souber disso e colocar a verdade em torno da mesa, pode resolver em décadas o que não se resolveu em séculos”, afirmou.
Na avaliação do presidente, um esforço coordenado, transparente e multinacional pode produzir resultados concretos em menos tempo do que as estratégias adotadas até agora.


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g1 > Política

Ricardo Magro, empresário brasileiro do caso Refit, deve ser tema de conversa de Lula com Trump

Ricardo Magro, do caso Refit, deve ser tema de conversa de Lula com Trump
O caso Refit, que revelou um dos maiores esquemas de sonegação de impostos do Brasil, deve ser tema da conversa nesta quinta-feira (7) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. O encontro acontece agora à tarde na Casa Branca, em Washington.
O blog apurou que Lula pretende falar ao presidente americano, mesmo que não cite nominalmente, sobre Ricardo Magro, empresário brasileiro e dono da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, citado em investigações das autoridades do Brasil como o maior devedor de impostos do Brasil.
Magro é apontado como o maior sonegador de ICMS do Estado de São Paulo. Estima-se que, com a Refit, ele sonegou R$ 26 bilhões.
O empresário é suspeito de usar instituições financeiras em Dellaware, nos Estados Unidos, e mora em Miami. Conheça a vida de luxo que Magro leva naquele país.
Na terça-feira (5), em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, o vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que o tema de combate à corrupção no setor de combustíveis será abordado por Lula na reunião com Trump.
“Pela primeira vez, no caso do combustível, além de pegar a ponta do crime organizado, estamos indo em cima dos grandes promotores desse crime, envolvendo refinaria, importação de produtos, navio, comércio exterior.”
Questionado se Lula trataria de Ricardo Magro com Trump, Alckmin respondeu:
“Não tenha dúvida que, sem estar personalizando, essa é uma área gravíssima, em que pessoas foram presas, bens bloqueados e se salvou o setor de combustível no Brasil, que estava totalmente dominado por grupos econômicos que só trabalhavam para sonegar.”
Ricardo Magro
Reprodução/ Magro Advogados
Quem é Ricardo Magro?
Ricardo Magro, de 51 anos, é uma figura recorrente e controversa no mercado de combustíveis. Advogado e empresário, comanda a antiga Refinaria de Manguinhos, hoje Refit, alvo de diversas investigações tributárias e disputas com distribuidoras e órgãos de fiscalização nos últimos anos.
Paulistano, o empresário ganhou projeção no Rio de Janeiro e, desde 2016, mora em uma área nobre de Miami, nos Estados Unidos. Formado em Direito pela Universidade Paulista (Unip), com pós-graduação em direito tributário, Magro comanda o grupo Refit desde 2008.
O nome do empresário foi citado em etapas da Operação Carbono Oculto, que investiga a presença do PCC no mercado de combustíveis e chegou até a Avenida Faria Lima, centro financeiro de São Paulo.
Em julho de 2024, o Ministério Público de São Paulo apontou a Refit como uma das empresas envolvidas em esquemas de sonegação e adulteração de bombas de combustíveis.
Atualmente, a empresa está em recuperação judicial.


Fonte:

g1 > Política

Lula se reúne com Donald Trump na Casa Branca

Lula publica vídeo de encontro com o presidente Donald Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca nesta quinta-feira (7).
Lula chegou ao local por volta de 12h20 (horário de Brasília) e foi recebido pelo líder norte-americano (veja no vídeo acima divulgado pela equipe do petista).
AO VIVO: Acompanhe a visita de Lula a Trump na Casa Branca
Segundo informações do Planalto, os dois se reuniram no salão oval para uma breve conversa acompanhado das equipes. A conversa durou pouco mais de uma hora, e as comitivas seguiram para o almoço.
Cardápio do almoço de Lula e Trump na Casa Branca
Casa Branca / Divulgação
Comitiva tem 5 ministros e diretor-geral da PF
Lula desembarcou em Washington na noite desta quarta-feira (6) e deve retornar a Brasília ainda nesta quinta.
Cinco ministros participam da reunião do lado brasileiro:
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
Dario Durigan, ministro da Fazenda
Márcio Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia
Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública
A comitiva também inclui o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Mas, ele não entrou na reunião.
O grupo que viaja aos EUA foi montado com foco em temas sensíveis da agenda bilateral, como comércio, terras raras, combate ao crime organizado, conflitos internacionais, a investigação americana sobre o PIX, regulação das big techs e o cenário eleitoral brasileiro.
Do lado norte-americano, vários representantes da alta cúpula do governo também estão presentes. A lista inclui:
J.D. Vance, vice-presidente
Susie Wiles, chefe de Gabinete
Scott Bessent, secretário do Tesouro
Jamieson Greer, representante de Comércio
Howard Lutnick, secretário do Comércio
Mudança de planos
Lula pediu para inverter ordem da agenda com Trump
Em um primeiro momento, a programação preliminar enviada ao governo brasileiro previa uma rápida passagem pelo Salão Oval para uma declaração à imprensa. Em seguida, Lula e Donald Trump teriam uma reunião reservada.
No entanto, a pedido do presidente brasileiro, a ordem foi invertida. Os dois estão conversando reservadamente, antes da entrada da imprensa no salão. Este não é o protocolo tradicional das visitas de trabalho na Casa Branca, mas o pedido de Lula foi atendido.
Em seguida, está previsto um almoço. Ao retornar para a embaixada, onde Lula está hospedado, o presidente brasileiro deve dar uma coletiva de imprensa.
Reunião de trabalho
Lula e Trump se encontram na Casa Branca
Reprodução
Esta é a segunda vez que os dois se encontram para tratar de temas de interesse entre os dois países. A agenda será uma reunião de trabalho, e não tem status de visita de Estado formal.
A primeira ocorreu em outubro do ano passado na Malásia, na esteira da imposição de tarifas de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros para os EUA e de sanções a autoridades brasileiras em razão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desde então, Lula e Trump têm conversado por meio de telefonemas e também feito declarações públicas sobre a relação entre os dois países.
O telefonema mais recente foi na última sexta-feira (1º). Lula recebeu uma ligação de Trump e a conversa durou cerca de 40 minutos, de acordo com fontes do governo brasileiro.
Durante a ligação, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e realizar o encontro presencial.
Lula e Trump se falaram por telefone antes de viagem aos EUA
A reunião é vista por fontes da diplomacia brasileira como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após um período de incertezas e tarifas de importação.
Também fazem parte da delegação integrantes das equipes econômica e diplomática, além de auxiliares diretos do Palácio do Planalto, que devem acompanhar as discussões e prestar suporte técnico durante as reuniões.
O encontro entre Lula e Trump ocorre sem o status de visita de Estado, sendo classificado como uma reunião de trabalho.
A viagem a Washington vinha sendo articulada desde março, mas acabou adiada em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e com o envolvimento dos Estados Unidos no conflito.


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Sessão especial do Senado destaca importância da Defensoria Pública da União

Senadores e autoridades defenderam nesta quinta-feira (7) o fortalecimento das atividades dos defensores públicos federais, lembrando que essa categoria atua para garantir direitos e assistência jurídica gratuita à população mais humilde.
As manifestações aconteceram durante sessão especial promovida pelo Senado para homenagear os 45 anos da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (Anadef). A solenidade ocorreu a pedido do senador Paulo Paim (PT-RS).
Direitos fundamentais
A senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL), que presidiu a sessão, afirmou que a Defensoria Pública da União, mais do que uma estrutura do sistema de Justiça do país, representa esperança para quem mais precisa do Estado.
— Representa a mãe que busca um medicamento para salvar a vida do filho; o idoso que luta pelo benefício previdenciário; a pessoa em situação de vulnerabilidade, que muitas vezes encontra na Defensoria, no defensor público, o único caminho possível para ser ouvido — declarou ela.
Dra. Eudócia ressaltou que a existência da Defensoria Pública da União — como instituição permanente — está prevista na Constituição. E também frisou que a Defensoria é essencial à função jurisdicional do Estado.
Para Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-ministro da Justiça, a criação da Defensoria Pública da União foi uma das maiores conquistas da atual Constituição, também chamada de Constituição Cidadã. Ele disse que a concretização dos direitos fundamentais não seria possível sem essa instituição.
— A proteção dos direitos fundamentais nas suas várias gerações. A primeira geração, que corresponde aos direitos individuais, à proteção da vida, da liberdade, da propriedade e dos direitos políticos. Os direitos de segunda geração, que são os direitos econômicos, sociais e culturais, o direito ao trabalho, à educação, à saúde, à cultura, à previdência (…). Tudo isso faz parte da missão que é atribuída pela Constituição Federal às defensoras e aos defensores públicos federais — destacou Lewandowski.
Anadef
Luciana Grando Bregolin Dytz, presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais, explicou que a entidade foi fundada em 1981 com o propósito de representar e fortalecer os defensores públicos federais. Mas ela acrescentou que, além desse objetivo institucional, a Anadef se consolidou como um instrumento de promoção de direitos e de transformação social.
O defensor público-geral em exercício, Marcos Antônio Paderes Barbosa, reiterou que a Anadef é indispensável para a valorização dos defensores públicos e para a defesa das prerrogativas dessa carreira.
— Não há Defensoria forte sem profissionais valorizados, e não há profissionais valorizados sem uma associação que os represente com coragem, com competência e visão estratégica, contribuindo decisivamente para a afirmação do papel constitucional da Defensoria Pública como instrumento de transformação social — argumentou ele, frisando a importância de questões como autonomia, estrutura, plano de carreira “e, acima de tudo, dignidade no exercício da função pública”.
Marcos também enfatizou que, ao longo de seus 45 anos, “a Anadef foi voz qualificada neste Parlamento, interlocutora firme com os demais órgãos do sistema de Justiça e guardiã de pautas que transcendem o interesse corporativo”.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) reforçou a importância da instituição. Para ela, o diálogo entre o Parlamento e a Anadef é fundamental para a aplicação adequada de decisões tomadas pelo Legislativo.
Tarcijany Linhares Aguiar Machado, cuja indicação para a chefia da Defensoria Pública da União foi recentemente aprovada pelo Senado, observou que as histórias da Anadef e da Defensoria caminham juntas. Ela salientou que a Anadef participou de diversas conquistas da carreira, como a Lei Complementar 80, de 1994, e a Emenda Constitucional 80.  
— A Anadef sempre foi e continua sendo muito mais do que uma entidade de classe. É um braço de reflexão, execução e apoio para todos os órgãos públicos envolvidos na missão de levar justiça aos que mais precisam dela — elogiou ela.
Para a representante do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania, Cândida Souza, a Anadef contribuiu para fortalecer a compreensão de que o acesso à Justiça e aos direitos humanos são agendas interligadas.
— Garantir direitos exige instituições públicas capazes de acolher, orientar, proteger e assegurar que nenhuma pessoa seja excluída da proteção do Estado por sua condição social, origem, raça, território, identidade ou situação econômica — sublinhou ela.
Interiorização
Para vários participantes da sessão, cumprir a Emenda Constitucional 80 é um dos grandes desafios da Defensoria Pública da União e da Anadef. A emenda prevê que o Estado brasileiro viabilize o atendimento de defensores públicos federais em todas as unidades jurisdicionais do país.
Eles apontaram que a norma previa um prazo de oito anos para a sua implementação, o que não aconteceu.
Para Michelle Leite de Souza Santos, ex-presidente da Anadef, o não cumprimento da determinação constitucional limita o acesso à Justiça.
— Enquanto houver uma jurisdição federal com juiz federal e Ministério Público Federal mas sem defensor federal, haverá cidadão desamparado e sem acesso à Justiça. A Anadef existe para não deixar esse compromisso ser esquecido, para ser voz de quem não tem voz e para cobrar do Estado que cumpra o que a Constituição já determinou.
Segundo a vice-presidente da Anadef, Alessandra Lucena Wolff, a Defensoria Pública da União é a instituição que deve chegar aos lugares que “o Estado não alcança”.
— É por isso que a interiorização não é uma bandeira corporativa. É uma exigência constitucional e uma exigência de justiça social, que depende do efetivo acesso à Justiça. Mais de 65 milhões de brasileiros, quase um terço da população brasileira, vivem hoje em localidades com subseções da Justiça Federal, mas sem qualquer atendimento da Defensoria Pública da União. Isso é um estado de coisas inconstitucional que não podemos mais tolerar.


Fonte: Senado Federal

AO VIVO: Lula fala agora sobre o encontro de 3 horas com Trump

AO VIVO: Lula fala agora sobre o encontro de 3 horas com Trump Presidente está na embaixada do Brasil em Washington. Trump chamou Lula de “muito dinâmico” em post na sua rede social. O brasileiro, por sua vez, postou fotos do encontro em seu perfil no Instagram. Lula e Trump se reuniram nesta quinta-feira (7) na Casa Branca. O encontro durou cerca de 3 horas. Leia a reportagem completa. Os presidentes cancelaram a declaração à imprensa prevista para acontecer no Salão Oval da Casa Branca.. Em sua rede social, Trump elogiou a reunião com Lula e afirmou que novos encontros devem acontecer. Já Lula postou uma série de fotos do encontro em seu perfil nas redes sociais; veja aqui.. Lula agora deve dar entrevista a jornalistas na embaixada do Brasil.


Fonte:

g1 > Política