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Logística e preços do trem entre Curitiba e Morretes para planejar sua viagem

A descida da serra paranaense pelos trilhos da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá representa uma imersão na maior porção contínua de Mata Atlântica do Brasil. O trajeto liga a capital do estado à cidade litorânea de Morretes, cruzando desfiladeiros em uma viagem de aproximadamente quatro horas de duração. Para que a experiência transcorra sem gargalos logísticos, o viajante precisa organizar com antecedência a aquisição dos lugares, escolher a classe ideal de vagão de acordo com o orçamento e prever o método rodoviário de retorno ao planalto.
Logística de transporte: horários, categorias e o clima na serra
A operação ferroviária turística é administrada pela concessionária Serra Verde Express. O embarque presencial ocorre na Estação Rodoferroviária de Curitiba, com a composição principal saindo pontualmente às 8h30. O fechamento dos portões exige que o passageiro esteja na plataforma com, no mínimo, uma hora de antecedência para a validação dos tíquetes e alocação nos vagões.
Para entender como funciona a compra de ingressos e o passeio de trem entre Curitiba e Morretes no Paraná, é necessário definir o padrão de conforto desejado. O bilhete da classe Turística custa a partir de R$ 206 por pessoa em valores atualizados de 2026. Esta tarifa engloba assentos almofadados reversíveis, janelas amplas com abertura manual, serviço básico com um kit de lanche leve e o acompanhamento em áudio de guias regionais. Acima dessa linha, a empresa comercializa as categorias Boutique e Camarote, com decorações clássicas da década de 1930, janelas panorâmicas fechadas e serviço de bordo ampliado.
A emissão das passagens deve ser feita no ambiente digital da operadora turística. Como a alocação do mapa de assentos é gerada de forma automatizada pelo sistema, viagens em grupo devem ser pagas na mesma transação para garantir lugares próximos. Quanto às condições atmosféricas, a Serra do Mar concentra alta umidade e nevoeiros repentinos ao longo do ano. O uso de roupas sobrepostas é a estratégia mais funcional, permitindo adaptação entre o frio do início da manhã em Curitiba e as temperaturas geralmente abafadas no litoral ao meio-dia.
Cenários da ferrovia: a estrutura do trajeto pela Mata Atlântica
Durante o percurso de 110 quilômetros ladeira abaixo, o trem atravessa 13 túneis escavados diretamente na rocha e cruza 41 estruturas metálicas, entre viadutos e pontes. O projeto de 1885 foi executado por engenheiros brasileiros para transpor os densos paredões de pedra e viabilizar o escoamento de grãos até o porto de Paranaguá.
O pico de atenção dos passageiros ocorre na passagem pelo Viaduto do Carvalho. Neste ponto da viagem, a via férrea repousa sobre uma plataforma metálica fixada na encosta do precipício, livre de contenções laterais elevadas. A angulação das janelas oferece aos turistas a ilusão de que os vagões flutuam sobre a floresta. Em dias abertos, também é possível observar o contorno do Parque Estadual Pico do Marumbi e os desníveis do Rio Ipiranga.
Por determinação de segurança operacional, a velocidade dos vagões é mantida em ritmo de cruzeiro lento, facilitando a captura de fotografias em movimento. Os guias a bordo informam no alto-falante quando o trem se aproxima das represas e curvas mais estreitas, direcionando a visão dos viajantes para as janelas corretas de acordo com a paisagem.
Roteiro otimizado para a região litorânea em dois dias
Uma estrutura clara de cronograma blinda o turista contra as longas filas em restaurantes e os problemas de falta de assentos nos ônibus de retorno. Dividir a exploração do litoral em dois turnos integra a natureza à herança colonial da região.
Dia 1
O roteiro começa cedo no terminal ferroviário de Curitiba. Aproveite a manhã inteira no trem contemplando as quedas d’água e a narrativa histórica transmitida nos vagões. O desembarque na estação de Morretes acontece na faixa das 12h30, horário de pico da fome. Siga imediatamente para os casarões à beira do Rio Nhundiaquara para garantir uma mesa de almoço.
Reserve a segunda metade do dia para caminhar pelo comércio de rua e observar a arquitetura centenária das igrejas matrizes. O centro é denso em barracas que comercializam farinha de mandioca produzida nas zonas rurais, balas de gengibre e licores artesanais. Termine o trajeto vespertino realizando o check-in na hospedagem escolhida e aproveitando a calmaria do calçadão, que esvazia drasticamente após a partida das vans de bate e volta no fim da tarde.
Dia 2
Acorde no ritmo litorâneo e utilize o transporte coletivo intermunicipal para percorrer os 15 quilômetros que separam Morretes de Antonina. A cidade vizinha é abraçada pela Baía de Paranaguá e sustenta um calçadão portuário silencioso e fotogênico. Caminhe até as ruínas do antigo armazém Macedo e explore as construções preservadas do ciclo do ouro.
Na hora de organizar a volta para a capital, a rota asfáltica é a alternativa mais eficiente. Os ônibus de linha regular saem do terminal rodoviário local e demoram pouco mais de uma hora. Outra opção de forte apelo visual, caso utilize transfer particular ou carro, é a subida pela Estrada da Graciosa, uma via sinuosa coberta de paralelepípedos e ladeada por mirantes, hortênsias e nascentes d’água nativas.
Infraestrutura local: alimentação tradicional, hospedagem e segurança
A sustentação econômica de Morretes depende integralmente da hospitalidade, moldando uma malha de serviços madura. O pilar dessa estrutura é o famoso barreado, um ensopado de carne bovina, toucinho e temperos cozido ininterruptamente em panelas de barro seladas por quase um dia inteiro. A carne se desfaz e é misturada à farinha branca no prato fundo até criar uma massa uniforme, consumida com banana em rodelas. A via principal ao longo do rio concentra a maior densidade destes restaurantes rústicos.
Quem planeja dormir na base da montanha encontra uma oferta de pousadas de perfil familiar, instaladas em imóveis tombados no anel central ou operando como pequenos refúgios sustentáveis nas trilhas ao redor do município. Do ponto de vista da segurança, a circulação pelo polo gastronômico e praças centrais flui tranquilamente, bastando a cautela padrão contra extravios de aparelhos celulares e mochilas perto de aglomerações.
Para evitar surpresas logísticas de transporte, a orientação crítica é adquirir a passagem rodoviária de retorno no exato instante em que colocar os pés na cidade. A alta demanda dominical costuma esgotar os assentos dos últimos horários do transporte intermunicipal ainda no começo da tarde.
Perguntas frequentes sobre o trajeto ferroviário
É possível selecionar o lado da janela durante a compra do ingresso?
Não existe a funcionalidade de mapeamento visual no momento do pagamento. O algoritmo da concessionária bloqueia e distribui os assentos pela ordem de processamento do cartão. No entanto, o trajeto em zigue-zague pelos declives garante janelas de visualização ampla em ambos os flancos dos vagões.
O que diferencia o bilhete avulso do pacote turístico completo?
A passagem avulsa apenas destrava a catraca de ida no terminal rodoviário. Toda a logística da tarde fica por conta da capacidade de planejamento do viajante. O pacote completo, vendido a partir de R$ 488, centraliza as demandas, incluindo o tíquete do trem, o transfer que busca o turista na hospedagem de origem em Curitiba, o almoço com Barreado na chegada e o retorno engatilhado em van.
As chuvas de verão paralisam a descida do trem para o litoral?
O modal opera de forma fluida durante episódios de precipitação moderada e tempo fechado. As saídas só enfrentam congelamento temporário de cronograma se os técnicos avaliarem que o volume pluvial representa risco de deslizamentos não contidos nas barreiras da linha férrea. Em casos de paralisação técnica declarada, o passageiro assegura a repactuação do bilhete para novas datas.


Fonte: Jovem Pan

PT pede que STF e PF investiguem se houve ‘caixa 2’ para campanha de Flávio Bolsonaro no filme Dark Horse

O deputado Mário Frias, o senador Flávio Bolsonaro e o ator Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme ‘Dark Horse’ (O Azarão), sobre a vida do ex-presidente brasileiro.
Reprodução/Redes Sociais
O PT entrou com pedido tanto no Supremo Tribunal Federal (STF) quanto na Polícia Federal (PF) para investigarem se houve a prática de “caixa 2” para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) na produção do filme Dark Horse.
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No documento enviado à Corte e à corporação, o diretório nacional do partido alega que a produção apresenta uso de fundos no exterior com “operação financeira complexa” para sustentar o pedido de abertura de apurações.
A ação tem como base reportagens publicadas pelo site The Intercept Brasil sobre a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e pedidos para financiamento do filme.
Agora no g1
Segundo as reportagens, o filme recebeu cerca de R$ 61 milhões. Segundo o PT, parte do dinheiro foi usado para “sustentar a estrutura de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos” que, de acordo com o partido, tinha “função eminentemente político eleitoral.”
“Caso confirmadas irregularidades pelos órgãos de investigação poderão surgir elementos aptos a caracterizar ilícitos eleitorais e penais, inclusive aqueles relacionados à omissão, dissimulação ou falsidade de informações relevantes para a fiscalização da atividade político-eleitoral, entre eles a hipótese falsidade ideológica eleitoral (“caixa 2”), prevista no art. 350 do Código Eleitoral”, diz trecho do pedido.
Segundo sustenta o PT no documento, a destinação de emendas parlamentares para empresas relacionadas à produtora do filme pode ser justificativa para ser investigada “eventual configuração de abuso de poder econômico”.
No documento, o PT ainda cita que STF e PF investiguem se o filme Dark Horse obteve todos os registros necessários na Ancine para ser filmado e produzido no Brasil, bem como se os atores estrangeiros obtiveram visto trabalhista para vir ao país.
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Fonte:

g1 > Política

Como preparar o autêntico chá de louro para aliviar a digestão

A folha de louro é uma velha conhecida das panelas brasileiras, reinando quase absoluta no preparo do feijão e de ensopados robustos. No entanto, quando tratada como ingrediente principal de uma bebida quente, ela revela um perfil de sabor herbáceo muito elegante. Mais do que uma escolha saborosa para encerrar uma refeição pesada, entender quais são os grandes benefícios do chá de louro para a saúde e como fazer a infusão corretamente transforma o momento do cafezinho em um verdadeiro alívio estomacal. Rica em óleos essenciais, a erva ajuda a estimular a digestão, combate a azia e ainda proporciona um efeito relaxante natural para o corpo.
A proporção ideal para a xícara
O preparo de um bom chá exige respeito às quantidades. Usar folhas demais vai deixar a sua bebida com um sabor muito rústico e adstringente, amarrando a boca. A ideia aqui é criar uma bebida leve, translúcida e de aroma delicado, que conforte o estômago sem sobrecarregar o paladar.
Para garantir o equilíbrio perfeito da sua bebida, separe os seguintes ingredientes na sua bancada:

1 xícara de chá de água filtrada (cerca de 250 ml)
2 folhas secas de louro de tamanho médio (ou 1 folha grande)
3 gotas de suco de limão siciliano ou taiti (opcional)

O método correto de extração
Fazer chá não é simplesmente jogar água fervendo sobre uma folha e esperar. Na culinária, tratamos isso como um processo de extração delicado. O objetivo é puxar todo o sabor da erva para a água, sem queimar os compostos que dão aquele aroma gostoso e reconfortante ao líquido. Siga o roteiro abaixo para não errar.
1. Aqueça a água suavemente
Coloque a água filtrada para aquecer em uma chaleira ou leiteira. O ponto visual exato é quando o fundo da panela começa a encher de pequenas bolhas de ar, pouco antes de começar aquela fervura forte e barulhenta. Se a água ferver demais, ela perde oxigênio e a bebida final fica com um sabor mais chato e sem vida.
2. Prepare a folha seca
Enquanto a água aquece, pegue as folhas de louro secas e dê um pequeno rasgo no meio de cada uma delas, com as próprias mãos. Esse movimento simples serve para quebrar a estrutura da folha e ajudar a liberar os óleos aromáticos com mais facilidade quando a água quente entrar em contato com ela. Coloque as folhas rasgadas no fundo da sua xícara favorita.
3. Faça a etapa de abafar
Despeje a água quente sobre as folhas na xícara. Imediatamente, você precisa tampar a xícara com um pires ou com um pratinho de sobremesa. Essa etapa é inegociável. Se você deixar a xícara aberta, todo aquele vapor cheiroso, que carrega as propriedades calmantes e o sabor real da planta, vai evaporar e se perder pela cozinha. Deixe descansando em paz por exatos 5 minutos.
4. Sirva no momento ideal
Passado o tempo de descanso, retire o pires, adicione as gotinhas de limão, se desejar um toque cítrico, e retire as folhas com o auxílio de uma colher. A bebida vai apresentar um tom levemente amarelado. Beba ainda bem quente, em goles curtos, logo após o almoço ou o jantar.
A técnica para evitar o amargor
O maior erro de quem tenta preparar essa bebida em casa é ferver a folha junto com a água na panela. Essa técnica agressiva acaba extraindo compostos indesejados da planta, resultando em uma cor turva e um gosto muito amargo, semelhante a um remédio ruim. O grande segredo para o sucesso é nunca ferver o ingrediente principal.
A água deve apenas envolver a folha seca fora do fogo. Além disso, respeitar o tempo máximo de cinco a dez minutos de infusão garante que você extraia apenas a doçura natural e o perfume do louro. Passado esse tempo, a bebida começa a oxidar e perde toda a sua delicadeza no paladar.
A forma certa de preservar o aroma
Para que o seu preparo tenha sempre um sabor fresco e potente, o cuidado começa na hora de guardar o tempero na despensa. As folhas secas que você compra no mercado ou na feira detestam três coisas: umidade, luz direta do sol e contato excessivo com o oxigênio.
Assim que chegar em casa, transfira o conteúdo do saquinho plástico para um pote de vidro com tampa hermética. Guarde esse vidro no fundo do armário, longe do calor do fogão. Dessa maneira, as folhas continuam estalando de tão secas e preservam aquela cor verde-oliva intensa por muitos meses, prontas para o próximo uso.
Para finalizar a experiência e criar um contraste agradável de sabores na boca, experimente servir a sua xícara recém-preparada ao lado de um pedacinho pequeno de chocolate amargo ou de um biscoito amanteigado bem simples.


Fonte: Jovem Pan

Coreia do Sul x República Tcheca: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Coreia do Sul e República Tcheca se enfrentam nesta quinta-feira (11), às 23h (de Brasília), fechando o primeiro dia da Copa do Mundo 2026, no Estádio Akron em Guadalajara, no México.

Além das duas equipes, completam o Grupo A do Mundial África do Sul e os donos da casa, México, que abrem o campeonato no mesmo dia, em disputa pelos primeiros da competição, na capital mexicana.

Onde assistir Coreia do Sul x República Tcheca ao vivo

A segunda partida da Copa do Mundo será transmitida ao vivo pela CazéTV, com início às 23h (de Brasília).


Fonte: Jovem Pan

Como proteger gatos pretos de maus-tratos e garantir a segurança deles dentro de casa

A rejeição histórica e a violência contra gatos de pelagem escura ainda representam uma triste realidade no Brasil. Embora estejamos em pleno século 21, as crenças infundadas que associam esses animais ao azar ou a rituais negativos continuam a provocar abandonos e agressões físicas. Dados de organizações de proteção animal revelam que os felinos pretos estão entre os que passam mais tempo à espera de um lar em abrigos. No entanto, com informação correta e medidas práticas de segurança, é possível mudar esse cenário e oferecer uma vida longa e saudável para esses companheiros tão carinhosos.
O peso histórico das superstições que ainda afetam os felinos escuros
A associação de gatos pretos a crenças negativas remonta à Idade Média, período em que os felinos de hábitos noturnos passaram a ser erroneamente vinculados a rituais de bruxaria e ao ocultismo. No século 15, o papa Inocêncio VIII chegou a incluir esses animais em listas de perseguição da Inquisição, o que consolidou uma cultura de medo e violência contra os bichanos de pelos escuros. Esse estigma atravessou gerações e, infelizmente, sobrevive na forma de preconceitos modernos.
Atualmente, essa herança cultural maldita se manifesta de forma cruel em datas específicas do calendário, como o Halloween e as sextas-feiras 13. Nesses períodos, os índices de denúncias de violência física contra os felinos pretos sofrem um aumento expressivo, de acordo com organizações não governamentais e clínicas veterinárias. O preconceito também se reflete nas estatísticas de adoção: uma pesquisa realizada pela Petlove com 18 ONGs brasileiras apontou que cerca de 21% dos animais que aguardam por um lar possuem pelagem preta, revelando uma resistência silenciosa por parte dos adotantes.
Por que adotar um gato preto é uma escolha transformadora para a família
Optar por abrir as portas de casa para um felino escuro é um ato de amor que traz benefícios práticos e afetivos incomparáveis para a rotina familiar. Em termos de temperamento, não existe qualquer diferença biológica ou comportamental relacionada à cor dos pelos dos gatos. Assim como qualquer outro felino, os gatos pretos são extremamente leais, brincalhões, independentes e capazes de estabelecer laços profundos de afeto com seus tutores.
Além disso, ao escolher um gato preto, você contribui diretamente para combater o preconceito sistêmico que mantém esses animais confinados em abrigos por muito mais tempo do que os de outras cores. A adoção responsável ajuda a reduzir a superlotação em ONGs e dá uma oportunidade de vida digna a um animal que, muitas vezes, é ignorado apenas pela sua aparência física. Adotar um felino preto significa desmistificar lendas urbanas e ganhar um companheiro dócil e saudável.
Como preparar a casa e garantir a segurança do seu felino no dia a dia
Para garantir que seu gato preto viva livre de perigos, o tutor deve adotar uma postura preventiva, adaptando o lar para evitar qualquer tipo de fuga ou contato com ameaças externas. O método mais eficaz para proteger o pet consiste em seguir etapas básicas de segurança estrutural e bem-estar.
1. Instale telas de proteção reforçadas em todas as janelas
A primeira e mais importante barreira física contra fugas é a instalação de telas de proteção de malha fina em todas as janelas, varandas e vãos da residência. Os gatos são animais extremamente curiosos e ágeis, capazes de passar por espaços incrivelmente pequenos. Certifique-se de que as telas sejam feitas de material resistente a mordidas e arranhões, e faça revisões periódicas na fixação dos ganchos para evitar acidentes ou saídas indesejadas para a rua.
2. Promova o enriquecimento ambiental para evitar o tédio
Manter o gato dentro de casa exige que o ambiente seja dinâmico e estimulante. Invista em arranhadores, prateleiras suspensas e brinquedos que estimulem o instinto caçador do felino. Um gato que encontra diversão e desafios cognitivos dentro do seu próprio lar tem muito menos interesse em tentar escapar para a rua, mantendo-se seguro de atropelamentos, brigas com outros animais e da maldade humana.
3. Utilize identificação segura e atualizada
Mesmo com todos os cuidados, acidentes podem acontecer. Por isso, é fundamental que o animal utilize uma coleira com fecho de segurança (que se abre caso o gato fique preso em algum obstáculo) contendo uma placa com o nome do tutor e o telefone de contato atualizado. A microchipagem também é uma excelente alternativa de identificação permanente, amplamente recomendada por médicos-veterinários e clínicas especializadas.
Como proteger os animais de maus-tratos em datas festivas e de risco
Durante períodos específicos, como as semanas que antecedem o Halloween e as sextas-feiras 13, os cuidados com os gatos pretos devem ser redobrados. O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e diversas ONGs de proteção animal recomendam que as doações desses felinos sejam temporariamente suspensas nessas datas. Essa medida preventiva visa impedir que pessoas mal-intencionadas adotem os animais com o objetivo de utilizá-los em rituais, trotes ou práticas de crueldade.
Se você já é tutor de um gato preto, mantenha o animal trancado dentro de casa durante esses dias festivos, impedindo totalmente o acesso ao quintal ou à rua. Evite também expor o felino a barulhos excessivos ou visitas constantes, pois a agitação típica de festas de Halloween pode gerar estresse agudo no pet.
Vale ressaltar que praticar atos de abuso, ferir ou mutilar qualquer animal é um crime federal no Brasil, respaldado pela Lei nº 14.064/2020 (Lei Sansão). A legislação prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e a proibição da guarda de animais para quem comete maus-tratos contra cães e gatos. Caso presencie qualquer situação suspeita ou ato de violência na sua vizinhança, denuncie imediatamente ligando para a Polícia Militar (190) ou registrando a ocorrência em uma delegacia de polícia civil ou de proteção ao meio ambiente.
Garantir a integridade física e o bem-estar de um gato preto requer atenção contínua e a conscientização de toda a sociedade. Ao adotar hábitos diários de proteção e compartilhar informações verdadeiras sobre a docilidade desses animais, os tutores ajudam a construir um ambiente mais seguro e acolhedor. A responsabilidade diária e o carinho constante são as ferramentas mais poderosas para combater o preconceito e assegurar que esses felinos vivam felizes e protegidos por muitos anos.


Fonte: Jovem Pan

Quais jogadores estão fora da Copa do Mundo 2026 por causa de lesões musculares e ligamentares

A Copa do Mundo de 2026, com início marcado para o dia 11 de junho, não contará com alguns dos maiores astros do futebol internacional devido a uma epidemia de problemas físicos na reta final da temporada. Entre os nomes confirmados fora do torneio por motivos médicos estão os brasileiros Rodrygo, Éder Militão e Estêvão, além de astros globais como o alemão Serge Gnabry, o francês Hugo Ekitike e o espanhol Fermín López. Ao todo, mais de uma dezena de atletas de alto rendimento foram cortados de suas seleções após sofrerem rupturas de ligamentos cruzados, estiramentos musculares severos e lesões em tendões, mudando drasticamente o equilíbrio de forças da competição na América do Norte.

O drama brasileiro na era de Carlo Ancelotti

A Seleção Brasileira chega para a disputa mundial bastante enfraquecida em setores cruciais. O técnico italiano Carlo Ancelotti teve de lidar com desfalques de peso ao divulgar a lista oficial de 26 convocados para a competição. A comissão técnica monitorou a situação clínica de diversos atletas até o último minuto, mas as avaliações médicas vetaram a presença de peças fundamentais no esquema tático canarinho. O cenário acendeu o alerta na CBF, que agora precisa buscar alternativas táticas para suprir a criatividade no ataque e a solidez na linha defensiva.

A gravidade física que tirou Rodrygo do torneio

O desfalque mais sentido pelo Brasil é o do atacante Rodrygo, do Real Madrid. O jogador de 25 anos sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco lateral do joelho direito no início de março. Após ser submetido a um procedimento cirúrgico complexo, o tempo estimado de recuperação foi fixado em no mínimo seis meses, o que inviabilizou completamente sua participação na Copa do Mundo. Rodrygo vinha sendo um dos pilares ofensivos da equipe nacional e sua ausência obriga a comissão técnica a reformular o setor de criação.

O adeus precoce da promessa Estêvão

Outra perda muito lamentada pelos torcedores brasileiros é a de Estêvão. O jovem atacante do Chelsea, de apenas 19 anos, vivia a expectativa de disputar o seu primeiro Mundial após se destacar como o principal artilheiro do ciclo sob o comando de Ancelotti. No entanto, uma lesão muscular de grau quatro na região posterior da coxa direita, sofrida durante uma partida do Campeonato Inglês contra o Manchester United em abril, tirou o atleta de combate. Por se tratar de uma ruptura de tecido muscular muito extensa, o tempo de cicatrização inviabilizou sua preparação física a tempo do torneio.

Wesley cortado

O lateral-direito Wesley França foi oficialmente cortado da Seleção Brasileira e não poderá participar da Copa do Mundo de 2026 devido a uma lesão na coxa, sofrida no amistoso contra o Egito. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou em nota que o atleta foi reavaliado pela comissão médica e submetido a exame de imagem.

Uma ressonância magnética constatou lesão no músculo adutor da coxa esquerda do defensor, impedindo que ele siga junto à equipe no mundial. No comunicado, a CBF lamentou o afastamento do jogador. “Wesley é um atleta querido pelo grupo e será sempre considerado parte desta equipe que busca o hexacampeonato mundial.”

Os craques internacionais que vão assistir ao Mundial pela televisão

O departamento médico das principais potências globais também trabalhou em ritmo acelerado nas últimas semanas. A Argentina, atual campeã do mundo, perdeu o defensor Juan Foyth devido a uma ruptura no tendão de Aquiles e o jovem atacante Joaquín Panichelli, cortado por uma lesão ligamentar grave no joelho durante os treinamentos. No futebol europeu, as baixas médicas também alteraram substancialmente as listas de convocados de equipes que despontam como favoritas ao título.

A lista de estrelas estrangeiras confirmadas fora do Mundial por problemas de ordem muscular e ligamentar inclui nomes importantes do cenário europeu:

Serge Gnabry (Alemanha): O veloz atacante alemão sofreu uma ruptura do músculo adutor da coxa direita na reta final da temporada europeia. A gravidade do estiramento muscular impediu sua convocação para a equipe germânica, que perde força de infiltração pelos lados do campo.

Hugo Ekitike (França): Considerado uma grande esperança do ataque francês, o jogador sofreu uma dolorosa ruptura do tendão de Aquiles durante um confronto decisivo da Liga dos Campeões. A recuperação exige um período de inatividade que ultrapassa o período de disputa do torneio.

Fermín López (Espanha): O dinâmico meio-campista do Barcelona sofreu uma fratura no quinto metatarso do pé direito e precisou passar por procedimento cirúrgico de emergência em meados de maio. Com um prazo de recuperação estimado em até oito semanas, sua ausência foi confirmada pela federação espanhola.

Xavi Simons (Holanda): Peça central do setor de armação da seleção holandesa, o atleta do Tottenham não se recuperou a tempo de uma lesão ligamentar complexa, desfalcando os Países Baixos em um momento crucial de renovação do contrato. 


Fonte: Jovem Pan

Copa do Mundo: quais jogos acontecem nesta quinta? 

Começa nesta quinta-feira (11) a 23ª edição da Copa do Mundo, que vai até o dia 19 de julho e será disputada pela primeira vez em três países: Canadá, Estados Unidos e México. Os mexicanos são os únicos que já receberam o evento em três ocasiões: 1970, quando o Brasil foi tricampeão, 1986, que teve a Argentina como campeã, e agora em 2026.

Como tradição, quem abre o campeonato é a seleção sede, no caso desta edição, será o México, que está no Grupo A com África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca. Já Estados Unidos e Canadá estreiam na sexta-feira.

Por causa das três sedes, haverá três cerimônias de abertura, uma em cada país. As apresentações que antecedem o Mundial acontecem ao mesmo tempo em Los Angeles, Toronto e na Cidade do México, com atrações locais e internacionais.

Confira os jogos desta quinta: 

16h –  México x África do Sul – estádio Azteca 

23h – Coreia do Sul x República Tcheca – Estádio Akron


Fonte: Jovem Pan

TCU aprova com ressalvas contas do governo Lula de 2025; relator alerta para situação das estatais

Rombo bilionário de estatais pressiona contas públicas
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, nesta quarta-feira (10), com ressalvas, as contas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), referentes ao exercício financeiro de 2025. O relator do caso é o ministro Benjamin Zymler. (entenda o que são as contas do governo)
Uma das ressalvas do relator envolve os recursos que o governo federal colocou em empresas estatais que não dependem diretamente do Tesouro para funcionar.
Segundo o parecer, o governo não acompanhou de forma adequada o uso desse dinheiro — principalmente nos casos em que os valores ficaram parados por um período ou geraram rendimentos financeiros depois.
Segundo Zymler, a análise que embasou a autorização da garantia federal não demonstrou de forma suficiente a viabilidade econômico-financeira do plano de reestruturação da estatal nem sua capacidade efetiva de pagamento.
O parecer aponta possível descumprimento de normas de governança pública e de responsabilidade fiscal que exigem avaliação prévia dos riscos envolvidos na operação.
O relator também fez ressalvas à destinação de recursos administrados pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).
De acordo com o relator, as receitas consideradas de natureza tipicamente pública não foram recolhidas à Conta Única do Tesouro Nacional nem incluídas no Orçamento da União, contrariando princípios constitucionais e regras orçamentárias relacionadas à legalidade, transparência e unidade de caixa.
Outra ressalva envolve a inclusão de novos projetos na Lei Orçamentária de 2025 pelos ministérios das Cidades e da Integração e Desenvolvimento Regional, além da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Ainda nesse escopo, o relator destacou a situação dos Correios, que enfrenta uma crise econômico-financeira.
Lula
Getty Images / BBC
Segundo Zymler, a análise que embasou a autorização da garantia federal não demonstrou de forma suficiente a viabilidade econômico-financeira do plano de reestruturação da estatal nem sua capacidade efetiva de pagamento.
Para os técnicos, novos empreendimentos foram incluídos sem que obras já em andamento estivessem adequadamente atendidas e sem a previsão suficiente de recursos para conservação do patrimônio público, em desacordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Alertas ao governo
Além das ressalvas, o TCU foram feitas uma série de alertas ao Executivo.
Segundo o relatório, o avanço das despesas obrigatórias, dos mínimos constitucionais e das emendas parlamentares tem comprimido recursos destinados a políticas públicas e investimentos que não possuem proteção legal específica.
Outro alerta foi o acúmulo de recursos ociosos em fundos públicos.
O parecer cita especialmente o Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf), apontando que o elevado volume de superávits financeiros revela um descompasso entre arrecadação e capacidade de execução das despesas previstas.
Situação das estatais
O ministro Benjamin Zymler, relator das contas, fez um alerta sobre a deterioração econômico-financeira de empresas estatais federais e os riscos crescentes para as contas públicas.
No ano passado, o TCU criou uma força-tarefa para fiscalizar 11 estatais federais. O trabalho identificou um quadro de deterioração econômico-financeira disseminada, com diferentes níveis de gravidade, em empresas de setores como serviços postais, energia nuclear, infraestrutura portuária, aviação civil, gestão de ativos e fabricação de papel-moeda.
Segundo o relatório, em alguns casos a situação já representa “risco fiscal imediato para a União”, diante da existência de obrigações de aporte de recursos já assumidas ou prestes a serem exigidas pelo governo federal.
“Em outras empresas, os riscos são de médio prazo, mas decorrem de fragilidades estruturais que, se não enfrentadas, tendem a se agravar”, afirmou o ministro.
A fiscalização alcançou empresas como Correios, Eletronuclear, ENBPar, Companhia Docas, Casa da Moeda, Emgea e Infraero.
De acordo com o TCU, a deterioração observada decorre de fatores como falhas na supervisão ministerial e no monitoramento orientado por riscos, fragilidades nos modelos de negócio, perda de competitividade e receitas, rigidez elevada de custos, especialmente com pessoal e passivos atuariais, e dependência de soluções pontuais e não recorrentes para equilibrar as contas.
Diante desse cenário, o tribunal expediu um alerta ao Poder Executivo de que a combinação entre deterioração financeira das estatais e supervisão insuficiente aumenta a exposição fiscal da União e a probabilidade de novos aportes do Tesouro Nacional, contrariando o dever legal de prevenção de riscos fiscais.
O relatório também aponta problemas na política de capitalização das estatais. Segundo o ministro, os aportes realizados pelo Tesouro Nacional nos últimos 15 anos foram, em diversos casos, significativamente superiores às necessidades de execução física e financeira dos projetos financiados.
A prática resultou na formação de elevados saldos de caixa e aplicações financeiras sem vinculação imediata aos empreendimentos que justificaram os repasses.
Correios
O caso dos Correios, que enfrentam uma grave crise econômico-financeira, é visto com preocupação pelo tribunal.
“O aporte mínimo de R$ 6 bilhões até 2027 já consta como cláusula contratual firmada pela União”, frisou Zymler.
O ministro destacou que foram identificadas falhas “relevantes no procedimento de análise e aprovação da concessão de garantia da União à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), notadamente quanto à avaliação das informações econômico-financeiras que subsidiaram a decisão”.
“Verificou-se a ausência de exame crítico das premissas apresentadas no Plano de Reestruturação, tais como projeções de receitas, despesas e fluxo de caixa, utilizados como referência no processo, bem como a validação de dados fornecidos pela própria empresa sem verificação independente ou testes de consistência adequados”, complementou.
Por causa dessas falhas, ele expediu ressalvas à concessão da garantia da União aos Correios. Na avaliação do ministro, houve análise insuficiente da viabilidade econômico-financeira do plano de reestruturação e da real capacidade de pagamento da estatal, em desacordo com normas de governança pública, responsabilidade fiscal e exigências legais para avaliação prévia da capacidade financeira da empresa.
O que são as contas do governo?
São uma prestação de contas que traz informações sobre os gastos do governo em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
🔎 Ao TCU cabe apreciar as contas do presidente, ou seja, examinar detalhadamente e emitir um parecer técnico.
🔎 O julgamento, por outro lado, é função do Congresso Nacional, que dá a declaração final quanto à regularidade das contas aprovadas, aprovadas com ressalvas ou rejeitadas.
A apreciação do TCU é composta de dois documentos: um relatório e o parecer prévio. O relatório contém a análise do TCU sobre a execução orçamentária e a gestão dos recursos públicos.
Já o parecer prévio mostra as irregularidades e inconsistências identificadas, bem como as recomendações e alertas.
O parecer prévio tem que ser conclusivo, ou seja, deve indicar a aprovação, aprovação com ressalvas ou rejeição das contas.
Os ministros do Planejamento, Bruno Moretti, da Casa Civil, Miriam Belchior e o da Controladoria-Geral da União, Vinicius Marques de Carvalho acompanharam a sessão.


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g1 > Política

10 pontos da Quaest, que mostra Lula ampliar vantagem sobre Flávio Bolsonaro após caso Master

O que mostra a pesquisa Quaest de junho
A pesquisa Quaest de junho, divulgada nesta quarta-feira (10), mostra que o presidente Lula, pré-candidato à reeleição, abriu seis pontos de vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de segundo turno. É o primeiro levantamento da consultoria desde a revelação das conversas entre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
No cenário de segundo turno, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Em maio, os dois estavam tecnicamente empatados, com 42% e 41%, respectivamente. Entre os eleitores independentes, que representam cerca de um terço do eleitorado, o presidente passou de 29% para 37%, enquanto o senador recuou de 31% para 24%.
O levantamento mostra ainda que o episódio envolvendo o pedido de financiamento para o filme “Dark Horse” ajudou a desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro junto ao eleitorado, enquanto medidas econômicas do governo contribuíram para uma recuperação da aprovação de Lula.
A seguir, veja os principais destaques da pesquisa.
Lula abre vantagem no 2º turno
O cenário de empate técnico entre os dois principais candidatos acabou. Se a eleição fosse hoje, Lula seria reeleito com 44% dos votos, enquanto o senador Flávio Bolsonaro aparece com 38% na simulação de segundo turno. No levantamento anterior, a distância era de apenas um ponto percentual: 42% para Lula a 41% para o senador. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro considerando apenas eleitores que se dizem independentes.
Arte/g1
O peso do Caso Master
A pesquisa indica que a divulgação de áudios entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, uma biografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, impactou negativamente o senador: 65% dos brasileiros consideram que Flávio errou ao pedir recursos ao banqueiro, e 58% acreditam que o episódio sugere algum envolvimento ilegal no caso.
Quaest: Avaliação da decisão de Flávio Bolsonaro sobre o pedido de financiamento a Daniel Vorcaro (junho/2026)
Arte/g1
Flávio Bolsonaro com Trump
Ainda de acordo com o levantamento, o humor do eleitorado também foi influenciado pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A maioria dos entrevistados (47%) concorda com a versão de Lula de que Flávio Bolsonaro teria solicitado o tarifaço a Donald Trump. Já 35% dizem estar alinhados à versão do senador do PL, que nega ter feito o pedido. Além disso, 53% veem as consequências dessas medidas como negativas para a economia brasileira.
Quaest: concordância com Lula e Flávio Bolsonaro sobre as novas tarifas dos EUA (junho/2026)
Arte/g1
A disputa de narrativas sobre o PIX
A pesquisa mostra também que a versão defendida por Lula sobre as tarifas americanas encontrou mais respaldo entre os entrevistados. Para 46%, as medidas dos Estados Unidos representam uma retaliação ao PIX. Já 36% concordam com a explicação de Flávio Bolsonaro, que atribui as tarifas a críticas diplomáticas do governo brasileiro. O resultado indica vantagem para a narrativa do Planalto em um tema que envolve um dos serviços financeiros mais populares do país.
Quaest: concordância com Lula e Flávio Bolsonaro sobre as novas tarifas dos EUA
Arte/g1
Classificação de CV e PCC como terroristas
Embora a pesquisa mostre que 60% dos brasileiros defendem que o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam classificados como organizações terroristas, o eleitorado se divide quando essa classificação parte do governo americano (45%).
Quaest: Decisão dos EUA sobre PCC e CV (junho/2026)
Arte/g1
Segundo a Quaest, a medida anunciada pelo governo dos EUA junto com o novo tarifaço sobre produtos brasileiros reforçou críticas do presidente Lula sobre interferência externa.
Migração dos eleitores independentes
Entre os eleitores considerados independentes, Lula passou Flávio Bolsonaro e abriu 13 pontos de vantagem no 2º turno. Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o movimento nesse segmento foi o mais expressivo.
“A mudança mais expressiva aconteceu nos independentes, que trocaram Flávio por Lula”, afirma.
Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro considerando apenas eleitores que se dizem independentes.
Arte/g1
Esse eleitorado corresponde a um terço do total e pode decidir a disputa. Os independentes são os eleitores que não se consideram nem de direita, nem de esquerda, nem bolsonaristas, nem lulistas.
Entre eles, Lula subiu de 29% para 37% e aparece à frente. Flávio Bolsonaro caiu de 31% para 24% — em abril, seu melhor momento, chegou a 33%. Outros 30% afirmam que não votariam num 2º turno entre Lula e Flávio.
Terceira via segue embolada
Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Caiado e Zema
Divulgação e reprodução
A Quaest mostra também que a corrida presidencial segue polarizada e que a disputa entre os nomes que tentam emplacar uma alternativa de terceira via está embolada.
O fundador do MBL e pré-candidato pelo Missão, Renan Santos, aparece numericamente à frente de Romeu Zema, do Novo, ex-governador de Minas Gerais. Ele tem 3% das intenções de voto e está empatado com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD.
A pesquisa também inclui pela primeira vez o ex-governador Aécio Neves, que tem a pré-candidatura à Presidência defendida pelo PSDB. Ele aparece com 2% das intenções de voto, mesmo percentual de Zema. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, todos estão tecnicamente empatados.
Quaest: Intenção de voto para presidente no 1º turno (junho/2026)
Arte/g1
Melhora na aprovação
A avaliação da gestão Lula apresentou recuperação, com 47% de aprovação e 48% de desaprovação. Em abril, a diferença era de nove pontos. Agora, caiu para apenas um. A melhora é atribuída à percepção positiva de medidas econômicas.
Quaest: aprovação do governo Lula (junho/2026)
Arte/g1
Impacto do Desenrola e das medidas econômicas
A melhora na aprovação do governo coincide com o impacto de medidas econômicas anunciadas nos últimos meses.
O programa Desenrola ajudou a reduzir de 28% para 23% o percentual de brasileiros que se dizem muito endividados, enquanto a parcela dos que afirmam não ter dívidas subiu para 30%.
A ampliação da isenção do Imposto de Renda e as medidas para reduzir o preço dos combustíveis — aprovadas por 53% dos entrevistados — também aparecem entre as ações mais bem avaliadas pelos brasileiros.
Lula lidera o 1º turno
No cenário de primeiro turno, Lula mantém a liderança isolada, com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 29%, abaixo dos 33% registrados em maio. Segundo a pesquisa, ele perdeu espaço entre eleitores de direita não bolsonaristas, embora mantenha apoio majoritário entre os bolsonaristas.


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g1 > Política

Após nova ofensiva dos EUA, governo registra marca PIX no INPI; proteção vale para uso no Brasil

A marca PIX, registrada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), segundo o governo
Reprodução
Após novos ataques dos Estados Unidos ao PIX, sistema brasileiro de transferência de recursos em tempo real, o governo brasileiro divulgou nesta quarta-feira (10) que fez o registro da marca como sendo de “alto renome” e associada ao Banco Central.
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A informação foi dada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Márcio Elias Rosa, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o chamado “conselhão”, no Palácio do Planalto.
“Na forma da lei de propriedade intelectual, é a maior proteção que se pode dar à marca e para o símbolo”, explicou o ministro sobre o registro realizado pelo no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) ao sistema de pagamento digital.
As marcas de alto renome são amplamente conhecidas pelo público em geral. Elas carregam prestígio, tradição e confiança construídos ao longo do tempo, qualidades diretamente associadas aos seus produtos ou serviços.
Por serem reconhecidas nacionalmente além do seu próprio segmento de mercado, essas marcas recebem uma proteção especial prevista em lei.
➡️Segundo a lei de Propriedade Industrial, o registro da marca no INPI assegura ao titular seu uso exclusivo no território nacional, e não no exterior.
Acusações dos EUA
A história por trás da implicância de Trump contra o PIX
As novas críticas de autoridades norte-americanas ao PIX aconteceram no início deste mês. A acusação é de favorecimento do sistema de pagamentos brasileiro em detrimento de empresas americanas que atuam no setor.
Segundo o governo americano, o BC atua simultaneamente como regulador e operador do sistema, o que favoreceria o PIX e limitaria a atuação de concorrentes.
As censuvas fazem parte da justificativa para a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após uma investigação comercial do Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) contra práticas abusivas.
De acordo com o órgão, o governo brasileiro adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos.
Para especialistas ouvidos pelo g1, aspectos como o embate com as big techs e a concorrência com bandeiras de cartões de crédito americanas ajudariam a explicar a ofensiva dos EUA contra o PIX. Eles dizem que não há, porém, razões consistentes para questionar o serviço de pagamento.
Na verdade, o sucesso do PIX e seu papel como vitrine para o Brasil estariam sendo vistos como uma “ameaça” ao setor nos EUA. Os receios de Trump, afirmam, também estariam ligados ao avanço do PIX Internacional e às discussões do Brics sobre alternativas ao uso do dólar no comércio.
Reação do governo brasileiro
A reação do presidente Lula foi rápida. Também no começo de junho, ele apareceu em um evento nesta terça-feira (2) em Catalão, Goiás, segurando um cartaz que dizia: “O PIX é do Brasil”.
Durante o discurso, Lula cobrou do presidente norte-americano Donald Trump uma reunião e afirmou que espera um telefonema para que Trump explique as medidas anunciadas.
“Viram que eu entrei aqui com essa faixa: ‘O PIX é do Brasil’. É porque ontem [segunda], o presidente americano, numa atitude intempestiva — porque nós estávamos negociando depois da minha visita ao presidente [Donald] Trump — de forma intempestiva, anunciou um aumento de taxação das coisas brasileiras para 25%, com base numa mentira”, afirmou Lula, na ocasião.


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g1 > Política