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Barroso é surpreendido no exterior; veja vídeo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso foi abordado no exterior por Adriano Castro, o Didi Red Pill, ex-participante do BBB1.
No vídeo publicado pelo canal DidiNews, Adriano pergunta ao ministro o que ele acha de o Brasil ter asilados e exilados políticos.“Eu não sei nem do que você está falando. Você não sabe do que você está falando”, respondeu.
O ex-BBB então exibe um passaporte polonês. “Isso aqui é um passaporte de um asilado político”, diz o repórter. “Eu sou um asilado político”, afirma Adriano no vídeo. Quando um homem da comitiva tenta intervir, ele reage: “Não me toque não, irmão.”
Adriano Castro obteve asilo político na Polônia após mais de 40 entrevistas com o órgão de imigração do país, segundo ele próprio. Saiu do Brasil pela fronteira com o Paraguai cerca de uma semana após os o atos do 8 de janeiro, passou por Colômbia, Costa Rica, Panamá e Alemanha antes de se estabelecer na Polônia.
Um mandado de prisão preventiva foi decretado pelo ministro Alexandre de Moraes em 6 de julho de 2023. Adriano participou do BBB1 em 2002 e é conhecido por ter criado o termo “paredão” no programa.
O local exato da abordagem a Barroso não foi divulgado. O ministro anunciou aposentadoria antecipada do STF em outubro de 2025, após 12 anos na Corte.

Perguntei ao ex-ministro Barroso sobre Asilados e exilados políticos. Veja o que ele me respondeu pic.twitter.com/OZPGD359na
— @Didi News (@DIDIREDPILL) June 1, 2026


Fonte: Conexão Política

45 das 52 universidades brasileiras no ranking global CWUR caíram de posição em 2026; USP recua para 119º lugar

Foto: Paulo Pinto/ABr
Dados divulgados nesta segunda-feira (1º) pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) mostram que 45 das 52 universidades brasileiras presentes no ranking global caíram de posição na edição de 2026.
A proporção equivale a 87% das instituições do país listadas no levantamento. Apenas cinco subiram de posição e duas mantiveram seus postos.
As principais quedas
A Universidade de São Paulo permanece como a melhor colocada do Brasil, mas recuou uma posição em relação ao ano anterior e aparece agora no 119º lugar mundial. A queda foi atribuída a recuos nos indicadores de educação, corpo docente e pesquisa.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro caiu 15 posições e passou a ocupar o 346º lugar global. A Universidade de Campinas recuou 10 postos e figura na 379ª colocação. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul manteve o 476º lugar. A Unesp caiu da 454ª para a 479ª posição. A UFMG passou do 497º para o 508º lugar.
O indicador de pesquisa
No critério específico de pesquisa, 44 universidades brasileiras registraram queda, o indicador com pior desempenho geral do país na edição.
O presidente do CWUR, Dr. Nadim Mahassen, afirmou que o recuo das instituições brasileiras está ligado a problemas estruturais de financiamento e à desvalorização da ciência.
Entre as dez mais bem posicionadas do Brasil estão USP, UFRJ, Unicamp, UFRGS, Unesp, UFMG, Unifesp, Fiocruz, UFSC e UFPR.


Fonte: Conexão Política

Lula usa tênis Zegna de R$ 11.791 em evento do governo; é a quarta vez em menos de dois anos com peças da grife italiana

Foto: Fernando Frazão/ABr
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou um tênis da grife italiana Zegna avaliado em R$ 11.791 no lançamento oficial do streaming público Tela Brasil, realizado na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, no sábado (30).
O calçado é vendido em site especializado em moda de luxo com parcelamento em 12 vezes sem juros, incluindo taxa de importação.
A Tela Brasil é uma plataforma de streaming pública e gratuita criada pelo governo federal para disponibilizar obras audiovisuais brasileiras ao público.
O histórico de peças de luxo
Não é a primeira vez que o presidente é registrado com itens da Zegna em compromissos oficiais. Em agosto de 2025, Lula apareceu com um tênis da mesma marca durante evento em Sorocaba, com preço de R$ 8.050.
Em março de 2025, durante viagem oficial ao Japão, foi fotografado com outro modelo da grife avaliado em cerca de R$ 10 mil. Em fevereiro de 2025, usou uma gravata da Louis Vuitton de R$ 1.680 em entrevista em Salvador. Em abril de 2023, recebeu de presente da primeira-dama Janja uma gravata da própria Zegna comprada em Lisboa, avaliada em R$ 1.100.


Fonte: Conexão Política

Aliado de Lula, Petro diz não aceitar resultado da eleição na Colômbia que deu vitória a candidato de direita

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou neste domingo (31) que não aceita os resultados da pré-contagem do primeiro turno da eleição presidencial, divulgados pela Registraduría Nacional após o fechamento das urnas. Com 99,94% das mesas apuradas, o candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella registrava 43,73% dos votos, contra 40,91% do senador Iván Cepeda, candidato do Pacto Histórico apoiado por Petro. Os dois vão ao segundo turno em 21 de junho. A senadora Paloma Valencia ficou com 6,92% e está eliminada.
“Como presidente, não aceito os resultados da pré-contagem”, escreveu Petro no X/Twitter. O presidente afirmou que só reconhecerá os dados das comissões escrutinadoras dirigidas pelos juízes da República, instância com validade jurídica formal, e classificou a pré-contagem como desprovida de “força vinculante”.
As alegações de Petro
Petro alegou que o software de contagem utilizado pela empresa dos irmãos Bautista, responsável pelo processamento dos dados transmitidos pelas mesas, teve seus algoritmos alterados três vezes na última semana antes da eleição. Segundo ele, as alterações adicionaram 800 mil fichas de inscrição eleitoral de pessoas não incluídas no censo oficial, gerando dois censos distintos: o oficial da Registraduría e o do sistema privado. “As seções eleitorais demonstram que milhares de votos foram adicionados sem a existência de eleitores inscritos”, afirmou.
O presidente fez referência a um suposto relatório de inteligência mencionado por ele em abril de 2025, segundo o qual os irmãos Bautista teriam oferecido algoritmos para beneficiar De la Espriella durante a apuração. A equipe do candidato rejeitou as acusações quando foram feitas.
O sistema eleitoral colombiano
A Colômbia não utiliza urna eletrônica. O voto é feito em cédula de papel, apurado manualmente nas mesas eleitorais e depois transmitido por sistema digital a um centro de computação nacional, modelo híbrido que combina registro físico com velocidade de apuração. A pré-contagem divulgada pela Registraduría é de caráter informativo e não tem validade jurídica. O resultado oficial depende do trabalho das comissões escrutinadoras, compostas por juízes, que consolidam os dados nas semanas seguintes ao pleito.
A reação de De la Espriella e de Cepeda
De la Espriella reagiu em discurso na noite do domingo em Barranquilla. “Defenderemos a democracia pela razão ou pela força”, declarou o candidato, que pediu a Petro que não desconhecesse o resultado. Cepeda, por sua vez, também pediu esclarecimentos sobre mesas com “votações atípicas” e afirmou que sua campanha ainda verificava os dados antes de se pronunciar definitivamente sobre o resultado.
O ponto político
A rejeição de Petro ao resultado ocorre após meses de campanha em que as pesquisas apontavam consistentemente Cepeda como favorito para liderar o primeiro turno. A inversão, com De la Espriella superando o candidato governista por cerca de três pontos percentuais, contrariou todas as principais sondagens publicadas antes da eleição. O presidente não apresentou, até o fechamento desta edição, evidências documentais das alegações sobre o software.


Fonte: Conexão Política

Fiocruz descarta Ebola em viajante belga no Rio; caso em SP tem meningite confirmada, mas investigação médica continua

Foto: WHoP
A Fiocruz informou neste domingo (31) que o viajante belga internado no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, com suspeita de Ebola testou negativo para a doença. Amostras de saliva, urina e sangue submetidas a análise laboratorial descartaram o vírus. Com o resultado, o paciente pode deixar o protocolo de biossegurança da unidade, que inclui isolamento rigoroso. Ele havia testado positivo para malária ainda na noite de sábado e segue recebendo tratamento para a doença.
O paciente chegou ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Rio de Janeiro na tarde do sábado (30) com tosse, calafrios e diarreia. Foi transferido por ambulância especial, com equipes munidas de equipamentos de proteção individual, para o Evandro Chagas, em Manguinhos, referência nacional para o atendimento de doenças de alto risco. O homem esteve recentemente em Uganda, país que registra casos confirmados de Ebola e faz fronteira com a República Democrática do Congo.
O caso de São Paulo
O paciente congolês de 37 anos internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, permanece sob investigação. Os primeiros exames indicaram meningite, mas a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que o diagnóstico diferencial não descarta a necessidade de investigação para Ebola. Os exames específicos para o vírus, conduzidos pelo Instituto Adolfo Lutz, ficam prontos nesta segunda-feira (1º).
O homem chegou ao Emílio Ribas em estado grave, com febre alta, diarreia e desorientação, e foi intubado. O atendimento inicial ocorreu em uma Unidade de Pronto Atendimento, com suspeita de malária. Por estar sedado, não foi possível confirmar se ele passou pelas províncias congolesas de Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul, onde o surto da cepa Bundibugyo está ativo.
Os protocolos acionados
Os dois casos foram tratados dentro do Plano Nacional de Contingência para doenças de alto risco. Os procedimentos incluem isolamento imediato, notificação ao Ministério da Saúde, investigação laboratorial e rastreamento de pessoas que tiveram contato com os pacientes desde a chegada ao Brasil. A Fiocruz reiterou que o risco de transmissão do Ebola no Brasil é considerado baixo e que a instituição mantém estrutura para resposta rápida a eventuais suspeitas.
O surto na África
O surto da cepa Bundibugyo na República Democrática do Congo acumula 906 casos suspeitos e 223 mortes suspeitas em investigação, além de 125 casos confirmados com 17 mortes confirmadas nas províncias de Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul. Uganda registra nove casos confirmados e uma morte. A taxa de letalidade da cepa Bundibugyo é estimada entre 30% e 50%. Não existe vacina aprovada para essa variante.


Fonte: Conexão Política

Direita vence na Colômbia; direita conquista maioria e vai ao 2º turno

Foto: WHoP
Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores de la Patria, venceu o primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia neste domingo (31) e disputará a presidência com o senador Iván Cepeda, candidato do Pacto Histórico apoiado pelo presidente Gustavo Petro.
Com 97,58% das mesas apuradas, De la Espriella registrava 43,77% dos votos, contra 40,88% de Cepeda. A senadora Paloma Valencia, candidata do Centro Democrático uribista, ficou com 6,91% e está eliminada. O segundo turno está marcado para 21 de junho.
O resultado inverteu a projeção das pesquisas. A Invamer dava 44,6% a Cepeda e 31,6% a De la Espriella. A Guarumo apontava para segundo turno entre os dois, mas com Cepeda na liderança. De la Espriella encerrou a contagem preliminar com vantagem de aproximadamente 667 mil votos sobre o candidato do Pacto Histórico.
Os dois juntos superaram a votação obtida por Petro no primeiro turno de 2022. A participação eleitoral foi de 57,63% do eleitorado, superando em cerca de 2,4 milhões de votos o comparecimento de 2022.
De la Espriella construiu a campanha como independente, sem mandato eletivo anterior, com discurso de segurança, militarização e fim da política de “Paz Total” de Petro. Cepeda, senador e defensor histórico dos direitos humanos, prometeu continuidade nos programas sociais do governo atual.


Fonte: Conexão Política

Influenciador diz ter avistado OVNI no interior do Paraná; veja vídeo

O influenciador Mayk Leão compartilhou em seu perfil no Instagram gravações feitas no domingo (31) de um suposto avistamento de objeto voador não identificado (OVNI) na zona rural de Campo Largo, no interior do Paraná. Em um dos vídeos, ele disse que viveu “algo extraordinário”.
Mayk contou que escutou aeronaves sobrevoando o espaço aéreo perto de sua casa durante o dia e um som diferente, similar a um rosnado. O influenciador também percebeu os animais que cria em sua chácara muito agitados e a cerca elétrica caída.
Já na legenda de uma publicação, Mayk descreveu o som como similar ao de um “inseto ou estalar de dedos”. No vídeo, gravado ao anoitecer, é possível ver luzes reunidas em um ponto alto na região que, segundo ele, não há civilização.
O influenciador ainda afirmou que a mesma aeronave passou depois por cima de sua casa com as luzes apagadas.

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Mayk Leão (@mayk.leao)


Fonte: Jovem Pan

‘Gangue do quebra-vidro’: SSP prevê novas operações e cita redução de 41% dos casos no centro

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) detectou uma queda de 32,9% nas ocorrências da chamada “gangue do quebra-vidro” no Estado de São Paulo entre janeiro e maio de 2026. De acordo com dados divulgados com exclusividade à coluna, em janeiro, foram 419 casos, número que caiu para 281 em maio.
Os dados se repetem na capital paulista, que apresentou, no mesmo período, redução de 31,1% – passando de 383 ocorrências em janeiro para 264 no mês de maio. Especificamente no centro expandido da cidade de São Paulo, ponto considerado mais sensível e crítico da ação dos criminosos, a redução foi de 41,8%. Eram 208 registros em janeiro contra 121 no mês de maio.
Desde abril, como antecipou a coluna, operações chamadas “Impacto Quebra-Vidro” entraram em vigor. A expectativa é que após o feriado de Corpus Christi, a partir da segunda semana de junho, novas operações sejam realizadas, com motos circulando na região central, no centro expandido e nas zonas sul e oeste de São Paulo. Pra ampliar as fiscalizações, estão previstas mais 10 mil vagas DEJEM (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar), em que é o governo paga a policiais um valor extra para trabalharem voluntariamente durante as folgas.
Na primeira operação, que contou com ajuda de gangues e helicópteros, 18 suspeitos foram presos. O secretário executivo da SSP, Coronel Henguel, que encabeça as operações, afirmou que a PM passou a operar de forma direcionada contra o crime, usando inteligência e análise. Além de direcionado a Henguel, o combate às gangues do quebra-vidro também foi o principal pedido do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao secretário Oswaldo Nico Gonçalves e à nova Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, a coronel Glauce Anselmo Cavalli.

Gangue do quebra-vidro
A ação rápida e violenta dos criminosos tem assustado a população. A “gangue do quebra-vidro” é conhecida por agir entre os motoristas, especialmente quando o trânsito está parado. Os criminosos se aproveitam para quebrar os vidros dos carros e roubar celulares e objetos de valor. Os vídeos tem viralizado nas redes sociais. A ação dura poucos segundos e as vítimas costumam sair correndo a pé, sem que o motorista consiga reagir.


Fonte: Jovem Pan

O novo tarifaço de Trump contra o Brasil – O Assunto #1733

A investigação conduzida pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos concluiu que o Brasil adota práticas desleais e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras – o órgão incluiu uma lista de exceções para produtos considerados estratégicos pelos EUA, como carne, frutas, café, aeronaves, terras raras, entre outras.
Na lista de práticas que “oneram ou restringem” os EUA, segundo a investigação, estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção. No Brasil, a medida já teve reverberações políticas e declarações do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro.
Neste episódio, Natuza Nery entrevista o analista político americano Brian Winter, especializado em América Latina. Brian explica o que está por trás da decisão da Casa Branca e analisa o impacto do novo tarifaço nas relações entre os países e na corrida eleitoral brasileira.
Convidado: Brian Winter, editor-chefe da revista Americas Quarterly e analista político especializado em América Latina.
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery.
O que você precisa saber:
Quais os próximos passos e prazos da investigação comercial dos EUA contra o Brasil?
Rubio diz que a América é cheia de amigos e aliados dos EUA, mas deixa Brasil de fora
Lula diz que ‘filhos são piores que Bolsonaro’ ao associar taxação dos EUA à família do ex-presidente: ‘Traidores da pátria’
ANA FLOR: Novo tarifaço dos EUA é mais sério e tem potencial eleitoral
Ministro da Fazenda diz que família Bolsonaro fez ‘movimento’ contra o PIX e que governo vai proteger ferramenta
CAMAROTTI: Planalto vê situação adversa e prevê cenário similar ao de 2025 em caso de novas tarifas dos EUA
Oposição culpa governo e base de Lula chama proposta de tarifa dos EUA de ‘tariflávio’; Motta e Alcolumbre não comentam
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Anúncio à imprensa sobre a inauguração do Instituto Federal Goiano – Campus Catalão, em Catalão – GO
Ricardo Stuckert / PR


Fonte:

g1 > Política

Flávio expõe preocupação com desgaste político ao pedir que EUA poupem Brasil de novo tarifaço; leia carta

Flávio Bolsonaro envia carta a Marco Rubio contra propostas de tarifas sobre o Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência da República, divulgou nesta terça-feira (2) um ofício encaminhado ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, no qual pede que Washington não imponha novas tarifas comerciais ao Brasil.
O envio da carta expõe uma preocupação com o desgaste político que uma nova rodada de sanções americanas poderia causar na campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi anunciada pelos EUA após a conclusão de uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras e a proposta de uma tarifa de 25% ao Brasil.
No documento, redigido em inglês, Flávio argumenta que o país enfrenta uma crise fiscal, com dívida pública superior a 80% do PIB, além de elevados níveis de endividamento de famílias e empresas, e afirma que novas barreiras comerciais poderiam prejudicar a população brasileira.
O senador também agradeceu a decisão americana de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas, medida que vinha sendo defendida por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Carta de Flávio Bolsonaro enviada a Rubio
Reprodução
A iniciativa é vista nos bastidores como um sinal de preocupação com o desgaste que uma eventual nova rodada de sanções ou tarifas dos Estados Unidos poderia causar à imagem de Flávio Bolsonaro.
A avaliação é que um novo tarifaço teria potencial para reeditar os efeitos negativos observados após medidas anteriores adotadas por Washington contra aliados do ex-presidente, incluindo sanções e a aplicação da Lei Magnitsky, episódios que tiveram forte impacto político e de imagem para o grupo bolsonarista.
Nesse contexto, a movimentação junto ao governo americano ganha uma nova dimensão. Até aqui, havia dúvidas sobre a capacidade de o campo bolsonarista converter em ganhos eleitorais a decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e CV como organizações terroristas. Segundo diferentes métricas monitoradas por aliados, a iniciativa vinha repercutindo positivamente nas redes sociais, mesmo sem uma explicação clara à população sobre seus efeitos práticos.
Com o pedido para evitar novas tarifas, porém, surge um novo elemento no cenário. A preocupação é que eventuais medidas econômicas contra o Brasil acabem ofuscando os ganhos políticos obtidos com a pauta da segurança pública.
Nos bastidores, também há questionamentos sobre até que ponto a atuação de parlamentares brasileiros junto ao governo americano pode expor uma interferência externa em temas de impacto doméstico. A expectativa agora se volta para a resposta de Rubio e para os desdobramentos da relação entre o governo americano e aliados de Bolsonaro.
Veja abaixo a tradução da carta:
Prezado Secretário Rubio,
Escrevo, antes de tudo, para agradecer a cordialidade com que fui recebido durante minha recente visita a Washington. Nossa conversa reforçou minha convicção de que a amizade entre nossas duas nações se baseia em valores compartilhados e em uma visão comum para a segurança e a prosperidade do Hemisfério Ocidental.
Sou especialmente grato por sua decisão de designar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas. Essas duas facções estão entre os empreendimentos criminosos mais violentos do Brasil, e suas redes de drogas, armas e dinheiro se estendem muito além de nossas fronteiras — alcançando também o seu país. A esmagadora maioria do povo brasileiro celebrou essa medida, ainda que ela não tenha agradado ao nosso governo atual. Trata-se de um passo decisivo para proteger os cidadãos honestos em todo o nosso hemisfério compartilhado.
Escrevo também, contudo, para manifestar minha preocupação com a recente determinação da Seção 301 anunciada pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos. Embora eu compreenda que nenhuma tarifa tenha sido imposta até o momento — a determinação apenas inicia um processo de consulta pública e etapas técnicas que culminarão em um prazo legal em julho — considero meu dever compartilhar com o senhor as reais condições econômicas enfrentadas pelo povo brasileiro neste momento.
O Brasil vive um grave processo de deterioração fiscal e econômica. Nossa dívida bruta do governo geral ultrapassou agora 80% do PIB pela primeira vez desde a pandemia, alcançando R$ 10,4 trilhões em abril — e as projeções de mercado apontam para um recorde de 83,7% até o fim do ano. As contas públicas continuam registrando déficit primário, enquanto os pagamentos de juros da dívida atingiram níveis recordes. O peso sobre as famílias comuns é ainda mais alarmante: um recorde de 81,7 milhões de brasileiros está atualmente inadimplente — quase metade da população adulta —, com os compromissos financeiros consumindo uma parcela sem precedentes da renda familiar. No setor empresarial, as recuperações judiciais — equivalentes brasileiras ao Chapter 11 dos Estados Unidos — dispararam para um recorde histórico de 2.466 empresas em 2025, enquanto 8,7 milhões de contribuintes empresariais estavam inadimplentes no início de 2026. Cada um desses números representa um recorde histórico.
Nesse contexto, a imposição de novas tarifas causaria sérios danos ao povo brasileiro — justamente os cidadãos que veem os Estados Unidos como um parceiro e amigo. Por isso, escrevo para reiterar formalmente o pedido que lhe fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil.
Como já afirmei, estou confiante de que serei eleito Presidente do Brasil neste mês de outubro. Caso essa seja a vontade do meu povo, estou preparado para colocar minha equipe de transição imediatamente à sua disposição, para que possamos concluir, o mais rapidamente possível, um amplo acordo de comércio e investimentos benéfico para ambas as nossas nações — construído sobre os princípios dos mercados livres, do respeito mútuo e da aliança estratégica que nossos povos merecem.
Permaneço inteiramente à sua disposição e espero aprofundar ainda mais a amizade entre o Brasil e os Estados Unidos.
Que Deus abençoe os Estados Unidos, e que Deus abençoe o Brasil.
Respeitosamente,
Flávio Bolsonaro
Senador da República Federativa do Brasil.


Fonte:

g1 > Política