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Ativos do Banco Master cresceram 2.123% após Daniel Vorcaro assumir o controle

Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025
Rovena Rosa/Agência Brasil
Desde que banqueiro Daniel Vorcaro assumiu o controle do então Banco Máxima, em outubro de 2019 até 2024, os ativos do conglomerado financeiro em que o banco está integrado passaram de R$ 3,7 bilhões para R$ 82 bilhões, segundo a última demonstração financeira publicada.
O número representa um aumento de 2.122,8%.
Vorcaro comprou o banco em 2018, mas assumiu o controle da instituição apenas em 2019 (veja mais abaixo a linha do tempo).
Ao longo de 2025, a instituição e o banqueiro passaram a ser investigados por um esquema que envolvia a emissão de CDBs com juros acima do mercado para captar recursos e a criação de carteiras de crédito falsas para simular solidez financeira.
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A crise do Banco Master culminou na liquidação determinada pelo Banco Central em novembro do ano passado e na prisão de Daniel Vorcaro, dono do banco.
Com a liquidação, as operações foram interrompidas e um liquidante foi nomeado. A maioria dos clientes foi ressarcida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), até o limite legal, mas o caso expôs os limites do fundo diante do volume elevado de recursos envolvidos.
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O g1 analisou os dados de todas as demonstrações financeiras enviadas pelo conglomerado de instituições financeiras do Banco Master de 2019 a 2024.
As últimas demonstrações financeiras publicadas pelo Master foram em 1º de abril de 2025 e, desde que o banco foi liquidado pelo Banco Central, nenhuma nova informação foi divulgada.
🔎 Segundo o Banco Central, “conglomerado financeiro” é o conjunto de instituições financeiras que têm relações por meio de participações acionárias majoritárias que possibilitam controle direto ou não e que atuam de forma conjunta no sistema financeiro.
Pertencem ao conglomerado financeiro do Master:
Banco Master
Will Financeira
Banco Master de Investimento
Banco Voiter
Banco Letsbank
Banco Master Múltiplo
Master Corretora de Câmbio
Distribuidora Intercap de Títulos e Valores Mobiliários.
Os últimos dados divulgados pelo conglomerado colocam o Master a frente do Banco Regional de Brasília (BRB), que em agosto formalizou uma proposta de compra do banco de Daniel Vorcaro por R$ 2 bilhões.
Em 2019, enquanto o BRB era o 39º grupo com maior ativo no país, com R$ 16,7 bilhões, o Master ocupava apenas a 90ª posição, com um ativo de R$ 3,7 bilhões.
Após assumir, Vorcaro levou o conglomerado para a 23ª posição, enquanto o BRB ficou em 29º lugar, com um ativo total de R$ 61,3 bilhões em 2024.
O que mostram os dados
Em dezembro de 2019, o conglomerado do Banco Master aparecia na 90ª posição com os maiores ativos entre as instituições financeiras brasileiras. Em 2024, o grupo saltou para a 23ª posição.
À época, o grupo tinha um baixo volume de operações. Ao todo, eram R$ 3,7 bilhões em ativos.
Os títulos e valores mobiliários (TVM), ativos financeiros como ações, títulos públicos, entre outros, somavam R$ 792 milhões e representavam 21,5% de todo o ativo.
Cinco anos depois, o registro desses bens saltou para R$ 32,1 bilhões, uma alta de 3.950%, e a participação do conglomerado em todo o ativo representava 39%.
Esse aumento, colocou o Master no 16º lugar entre as instituições brasileiras com mais aplicações em TVMs, a frente, inclusive, do Banco Regional de Brasília (BRB).
O mesmo comportamento aparece nas operações de crédito, que geralmente são concessões de empréstimos, consignado ou não, financiamentos entre outros.
Em 2019, o conglomerado registrava R$ 768,4 milhões dessas operações e, em 2024, informou ter R$ 16,8 bilhões, um aumento de 2.089%.
Em caixa, o banco registrou R$ 78 milhões. No entanto, em 2024, o número saltou para R$ 397 milhões.
Bens permanentes, como imóveis, veículos, móveis, entre outros, que somavam R$ 57,6 milhões em 2019, multiplicaram no período e atingiram R$ 611,5 milhões em 2024.
Passivo
A análise do passivo, obrigações que o conglomerado espera ter, se comporta de forma parecida com o ativo, com um aumento de 2.126%. O número saiu de R$ 3,5 bilhões em 2019 para R$ 77,3 bilhões em 2024.
Em 2024, cerca de R$ 59,9 bilhões (77,5%) corresponde a depósitos feitos por clientes do banco, pessoas físicas ou jurídicas.
Esses valores entram nas contas do conglomerado via depósitos ou investimentos, como aplicações em CDBs. Esse total coloca o grupo como o 15º com mais depósitos em 2024.
Em 2019, o banco tinha apenas R$ 2,6 bilhões.
Como comparação, o BRB fechou o ano de 2024 com R$ 39,6 bilhões em depósitos de terceiros, que representavam 68,7% de todo o passivo.
O conglomerado liderado pelo Banco Itaú, por exemplo, que é quem registrou mais depósitos em 2024, R$ 1,1 trilhão, possui uma dependência de captação de recursos de terceiros menor do que o Master.
Cerca de 43% de todo o passivo eram de captação de recursos de terceiros.
Outra conta que representa grande parte do passivo do conglomerado do Banco Master é a de aceites e emissões de títulos, com R$ 2,7 bilhões em 2024.
Resultado
Assim como o aumento dos ativos, a gestão feita pelo banqueiro Daniel Vorcaro também refletiu nos resultados do conglomerado ao longo dos anos.
No último ano da antiga gestão, em 2018, o então Banco Máxima terminou o ano com um prejuízo líquido de R$ 13,2 milhões e na 1.365º posição no ranking das instituições.
Após Vorcaro ter assumido o controle do Master no ano seguinte, a situação mudou. O banco saiu de um resultado negativo e passou a registrar R$ 30,4 milhões de lucro líquido e alcançou a 100ª posição.
A evolução do resultado continuou nos anos seguintes, tendo uma variação de 1.763% no comparativo com 2024. No mesmo ano, o conglomerado financeiro atingiu um lucro líquido de R$ 567 milhões, o 20º maior do país naquele ano.
O valor foi mais que o dobro maior do que o registrado pelo BRB no mesmo ano, R$ 227 milhões.
Parte do resultado foi influenciado pelo aumento das receitas financeiras que cresceram em função da mudança do comportamento do banco, que passou a realizar mais operações financeiras e investir em TVMs.
Em 2019, o conglomerado teve uma receita com operações de crédito de R$ 210 milhões. O número subiu para R$ 4,6 bilhões em 2024.
Apesar dos ativos com operações de empréstimo e financiamento colocarem o grupo apenas na 29ª posição, as receitas com esse tipo de operação colocaram o Master como a 14ª instituição que mais fez dinheiro com operações de crédito em 2024.
O mesmo aumento aconteceu com as receitas de TVM, que saíram de R$ 63 milhões para R$ 1,7 bilhão em 2024, o 21º maior resultado com esses investimentos em todo o país.
Linha do tempo da compra do Banco Master (antigo Máxima):
2017: Daniel Vorcaro compra ações do Banco Máxima;
2018: Vorcaro sinaliza intenção de comprar todo o Banco Máxima;
2019: em outubro a venda do Máxima é aprovada e Vorcaro assume o controle;
2020: primeiro ano em que Daniel Vorcaro esteve todo o tempo à frente do Banco Máxima;
2021: Vorcaro modifica o nome da instituição para Banco Master;
2022: Vorcaro cria o Banco Master Investimento;
2023: o Banco Master adquiri o BANIF, banco português;
2024: a expansão agressiva do Master continua e são adquiridos os bancos Voiter, Letsbank e Will Bank e a Intercap distribuidora de TVMs;
2025: Vorcaro tenta vender o Banco Master para o BRB.
Caso Master
Em novembro de 2025, foi deflagrada a primeira fase da Compliance Zero. Na ocasião, foram expedidos mandados contra a cúpula do Banco Master, incluindo o presidente Daniel Vorcaro.
A justiça também determinou o afastamento do presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, sob suspeita de que o banco público teria injetado bilhões no Master em operações fraudulentas.
Em janeiro de 2026, uma nova fase da operação foi realizada, com foco no rastreamento do dinheiro e na recuperação de ativos. Nesse momento, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens e valores.
Além disso, foram realizados 15 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Vorcaro e seus familiares. Entre os itens apreendidos, estavam carros de luxo dinheiro em espécie.
Em março deste ano, na fase mais recente, foi revelada uma estrutura de coerção e infiltração em órgãos reguladores.
A PF identificou um grupo chamado “A Turma”, que seria uma milícia privada utilizada para monitorar e intimidar adversários e jornalistas que investigavam o banco.
Servidores do Banco Central foram alvos da operação por supostamente atuarem como “consultores privados” de Vorcaro, antecipando informações e facilitando processos regulatórios em troca de propina.
Diante disso, Daniel Vorcaro foi preso novamente, e o STF determinou o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens. O banqueiro está preso em Brasília e em processo de negociação de uma delação.
Daniel Vorcaro é preso pela PF em SP
O grupo investigado responderá por crimes como gestão temerária, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de obstrução de justiça.


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g1 > Política

STF avalia prisões de ex-presidente do BRB e advogado investigados no caso do Banco Master

Decisão do STF traz detalhes de suposto esquema milionário envolvendo imóveis a Paulo Henrique Costa
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa, a partir desta quarta-feira (22), a decisão que determinou a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa.
O ex-dirigente do BRB foi preso em uma nova fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo os negócios do banco público do Distrito Federal com o banco Master, de Daniel Vorcaro.
Saiba quem é Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB
Caberá aos magistrados do colegiado referendar ou não a determinação individual do ministro André Mendonça, relator do caso.
Mendonça autorizou a operação, que foi deflagrada no último dia 16 de abril. Paulo Henrique Costa está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. (veja foto)
No pedido, a Polícia Federal informou que a investigação envolvia “crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”.
Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. Outro alvo de mandado de prisão foi o advogado do Master Daniel Monteiro.
Monteiro foi apontado como o administrador de vários fundos usados em operações financeiras para dificultar a rastreabilidade do dinheiro de movimentação ilícita.
Imagem de Paulo Henrique Costa na Papuda
Imagem obtida pela TV Globo
O que disseram as defesas
Em meio à operação, a defesa de Paulo Henrique Costa afirmou que a prisão era “sem necessidade”. Os advogados argumentaram que “mesmo que se considere a gravidade dos fatos, isso não é fundamento para o encarceramento antecipado”.
Alegou ainda que, na primeira fase da Compliance Zero, Paulo Henrique antecipou a volta dos Estados Unidos e vinha colaborando com as investigações.
A defesa de Daniel Monteiro disse que ele foi surpreendido com a decisão de prisão. E que sua “atuação sempre se deu de forma estritamente técnica, na condição de advogado do Banco Master e de diversos outros clientes, sem qualquer participação em atividades alheias ao exercício profissional”.
Decisão do relator
Na decisão, Mendonça aponta que, as apurações “revelam, em tese, a existência de uma engrenagem ilícita concebida para viabilizar a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, com expressivo impacto patrimonial e institucional”.
“Em seu bem lançado parecer, o Procurador-Geral da República assenta que os elementos colhidos pela Polícia Federal revelam quadro indiciário consistente de atuação de organização criminosa voltada à fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, em operação com participação de agentes do banco privado e de integrantes da alta administração do banco público”, declarou Mendonça.
Mendonça citou informações do Ministério Público de que Paulo Henrique Costa recebeu vantagem indevida em seis imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões, dos quais R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos.
“Quanto a Daniel Lopes Monteiro, aponta sua atuação como agente-chave da vertente jurídica da estrutura criminosa, especialmente na formalização das operações entre Master, Tirreno e BRB e na ocultação do beneficiário real das aquisições imobiliárias, havendo indicação, em princípio, de proveito econômico próprio de ao menos R$ 86,1 milhões”, completou.
Julgamento virtual
O tema será analisado no plenário virtual, formato de julgamento em que os ministros apresentam seus votos na página eletrônica da Corte.
A deliberação deve terminar às 23h59 da próxima sexta-feira (24), se não houver pedido de vista (mais tempo de análise) ou de destaque (leva o caso para julgamento presencial).
Fazem parte da Segunda Turma os ministros André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.


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g1 > Política

Defesa pede ao STF autorização para cirurgia de Bolsonaro

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de autorização para a realização de uma cirurgia no ombro direito.
Segundo a solicitação, o procedimento está previsto para os dias 24 ou 25 de abril de 2026 e foi indicado por médico especialista. A cirurgia tem como objetivo a reparação do manguito rotador e de lesões associadas.
Os advogados também pedem que a autorização inclua todas as etapas do tratamento, como atos preparatórios, pré-operatório, internação, realização da cirurgia, pós-operatório e reabilitação.
A defesa solicita ainda que o pedido seja analisado com urgência, em razão da natureza médica do caso.
Na sexta-feira (17), a defesa do ex-presidente informou que Jair Bolsonaro havia melhorado e estava apto para a realização de uma cirurgia no ombro direito.
🔎Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde o dia 27 de março. O benefício, com prazo inicial de 90 dias, foi concedido pelo ministro Alexandre de Moraes em razão das condições de saúde do ex-presidente.
Segundo relatórios médicos enviados à Corte, Bolsonaro, atualmente com 71 anos, apresenta melhora clínica geral após um quadro de pneumonia bilateral.
De acordo com os documentos, Bolsonaro apresentou uma “boa evolução” dos quadros pulmonar e digestivo. Os documentos mencionam a redução de sintomas como falta de ar, cansaço e refluxo gastroesofágico.
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Em relação às crises de soluço, os médicos informam que a dosagem de medicamentos foi ajustada e a resposta tem sido “satisfatória”.
Apesar da melhora geral, o laudo ortopédico indica que o ex-presidente persiste com dores noturnas e incapacidade funcional no ombro direito. O exame físico e a ressonância magnética confirmaram uma lesão de alto grau.
“Dentro deste quadro refratário à fisioterapia, e considerando que foi uma lesão traumática, adicionado ao fato que o paciente apresenta melhora do quadro clínico, se encontrando, por conseguinte, apto para a realização da operação”, diz o trecho do laudo ortopédico.
A recomendação é que a cirurgia seja realizada por via artroscópica – um procedimento minimamente invasivo.
Atualmente, segundo a equipe médica, a rotina de Bolsonaro inclui dieta rigorosa, seis sessões semanais de fisioterapia cardiorrespiratória e motora e tratamento para controle da pressão arterial.
Bolsonaro em imagem de 27 de março de 2026.
Adriano Machado/Reuters


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g1 > Política

STF tem 3 votos para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral

Moraes vota para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação
Os ministros Carmen Lúcia e Flávio Dino acompanharam o voto do relator Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que votou pela condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). O placar está 3 x 0 para a condenação do ex-deputado.
🔎A parlamentar apresentou uma queixa-crime contra Eduardo em 2021, quando o então deputado, em uma rede social, afirmou que o projeto de lei de Tabata sobre a distribuição de absorventes íntimos parecia ter como objetivo o atendimento a lobby de uma empresa que fabrica produtos de higiene. E que o dono da empresa era mentor-patrocinador da parlamentar.
A pena sugerida pelo ministro é de um ano de detenção e 39 dias-multa, sendo o valor de cada dia-multa fixado em dois salários mínimos – o que resulta em um valor total de mais de R$ 80 mil.
Atualmente, Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos, para onde fugiu diante do avanço de processos penais contra ele.
Moraes é o relator do caso, que está em análise no plenário virtual do STF. Os demais ministros ainda não votaram.
📃Prevista no artigo 139 do Código Penal, a difamação é um crime contra a honra. O trecho da lei penal diz que comete o delito quem “difama alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação”.
A pena básica para quem comete o crime é de três meses a um ano de detenção, além do pagamento de multa.
No seu voto, Moraes considerou que o crime foi cometido contra funcionário público em razão de suas funções; e, também, que o crime foi cometido nas redes sociais.
“A divulgação realizada pelo réu [Eduardo] revela o meio de ardil por ele empregado, cujo objetivo foi tão somente atingir a honra da autora [Tabata Amaral], tanto na esfera pública, na condição de agente política, como em sua vida privada, uma vez que o alcance proporcionado pela Internet, como é sabido, é gigantesco e tem enorme poder de proliferação”, declarou o ministro.
Moraes também afirma que Eduardo está “em local incerto e não sabido” e, por isso, não é possível a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos. Essa substituição da detenção por uma pena alternativa é permitida em casos de difamação.
O deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA
Wilton Junior/Estadão Conteúdo


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g1 > Política

CCJ do Senado volta atrás e sabatina de Jorge Messias deve acontecer dia 29 de abril

Foto de arquivo: o advogado-geral da União, Jorge Messias, faz pronunciamento à imprensa em Brasília em 01/07/2025
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal remarcou a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), para o dia 29 de abril.
Inicialmente, a sessão para sabatinar Messias foi agendada para o dia 29. No entanto, a pedido do relator da indicação de Messias no Senado, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), foi adiantada para o dia 28, terça-feira.
À época, Rocha mencionou que foi procurado por outros parlamentares que ponderaram sobre a proximidade da data da sessão com o feriado de 1º de maio, Dia do Trabalhador.
Entretanto, o presidente da Comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), justificou, ao jornal O Globo, que o retorno da data foi em função da dificuldade de comparecimento de todos os membros da CCJ na terça de manhã, uma vez que nem todos os parlamentares retornam a Brasília às segundas-feiras.
Relator apresenta parecer favorável à indicação de Jorge Messias para o STF
Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e precisa ser aprovado pelo colegiado (entenda mais abaixo).
Sabatina na CCJ do Senado
Durante a sabatina, Messias deve responder a questionamento dos senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A partir daí, o relatório é votado e, se aprovado, em votação secreta, torna-se o parecer da comissão.
Na sequência, nessa mesma data, o parecer é enviado ao plenário do Senado. O Senado aprecia a indicação em votação secreta. Para ser aprovada a indicação, é necessário o aval da maioria absoluta dos parlamentares (41 votos “sim”).
A partir da aprovação do nome de Messias também no plenário do Senado, o presidente da Casa encaminha o resultado da deliberação ao presidente da República, que publica o decreto no Diário Oficial da União (DOU) para viabilizar a posse.
O Supremo, então, marca a posse, que é realizada em uma cerimônia no plenário da Corte.
Quem é Jorge Messias
Jorge Rodrigo Araújo Messias comanda a Advocacia-Geral da União (AGU) desde o início do terceiro mandato de Lula e tem bom trânsito com ministros do STF pela longa atuação na Corte.
Messias é evangélico, tem 46 anos e é natural de Pernambuco. Foi procurador do Banco Central e da Fazenda Nacional.
No governo Dilma Rousseff, atuou como consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, e foi subchefe para assuntos jurídicos da Presidência.
Idas e vindas
Apesar de ter nomeado Messias em novembro do ano passado, o presidente Lula só formalizou a mensagem ao Senado no início deste mês.
Inicialmente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), patrocinou, nos bastidores, a indicação de um aliado seu para a vaga, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que também já presidiu o Congresso.
Após a indicação de Messias, Alcolumbre chegou a marcar a sabatina para dezembro de 2025, mas, como o governo não havia ainda enviado oficialmente o nome do AGU para o Senado, a sessão foi cancelada. Agora foi remarcada para 29 de abril.
Alcolumbre chamou de “perplexidade” a demora do governo para enviar a mensagem.
No mesmo dia em que Alcolumbre destravou a sabatina — um gesto de apoio à base do governo —, também sinalizou para a oposição, ao agendar a votação do veto ao projeto da dosimetria, que pode reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro e de envolvidos nas depredações de 8 de janeiro de 2023.


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g1 > Política

Flávio Dino propõe uma nova reforma do Judiciário

Dino propõe uma nova reforma do Judiciário
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, propôs uma nova reforma do Judiciário.
Flávio Dino citou as últimas reformas já feitas no Poder Judiciário. Lembrou que a mais recente ocorreu em 2004.
O artigo foi publicado no portal ICL Notícias. No texto, Dino afirma que a nova reforma deve ter como foco um sistema jurisdicional capaz de prover segurança jurídica e acesso a direitos com mais velocidade, confiabilidade e justiça. Que o Brasil precisa de mais justiça, não menos, como parecem pretender certos discursos superficiais sobre uma suposta “autocontenção” vista como uma “pedra filosofal”.
O ministro defende uma reforma abrangendo todos os segmentos que atuam nesse sistema, que tem como órgão máximo o Supremo Tribunal Federal.
Ele dividiu as sugestões em 15 eixos. Entre elas a revisão do código penal criando tipos penais mais rigorosos para corrupção, peculato e prevaricação envolvendo juízes, procuradores, advogados, servidores do sistema de justiça em geral; o fim de institutos arcaicos como aposentadoria compulsória punitiva e a multiplicação de parcelas indenizatórias.
O texto também propõe tramitação adequada de processos na justiça eleitoral evitando o indevido prolongamento atualmente verificado causando insegurança jurídica e tumultos na esfera política como se verifica atualmente em dois estados.
O ministro Dino não cita casos específicos, mas o Tribunal Superior Eleitoral analisa processos envolvendo os ex-governadores Claudio Castro do Rio de Janeiro e Antonio Denarium de Roraima.
Dino defende ainda a revisão das competências constitucionais do STF e dos tribunais superiores.
Muitas das propostas apresentadas por Flávio Dino dependem de mudanças legais e precisam passar pelo Congresso. O ministro defendeu a nova reforma em meio ao debate no Supremo sobre a criação de um código de conduta para os ministros da corte. A iniciativa é do presidente do STF, ministro Edson Fachin, que elogiou a proposta de Dino.
Fachin afirmou que o debate merece aplauso e apoio, que o texto valoriza um diagnóstico consistente e propõe caminhos que dialogam com demandas reais da sociedade, especialmente no que diz respeito à eficiência, transparência e fortalecimento da confiança pública nas instituições.
Segundo o presidente do Supremo, o texto apresenta uma reflexão oportuna e bem estruturada sobre a necessidade de aperfeiçoamento do Poder Judiciário, tratando o tema com seriedade institucional e senso de responsabilidade republicana. E que oferece uma base sólida para a construção de consensos, sempre orientados pelo interesse público e pela preservação dos valores que sustentam o Estado de direito.
Ministro do STF, Flávio Dino, propõe nova reforma do Judiciário
Reprodução/TV Globo


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g1 > Política

Copa do Brasil: São Paulo sai de campo vaiado após vitória por 1 a 0 sobre Juventude

O São Paulo fez uma exibição que deixou o placar de 1 a 0 sobre o Juventude barato na noite desta terça-feira (21), pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil. O time empilhou chances e, como esperado diante de um adversário mais fraco, fez o melhor jogo sob o comando de Roger Machado.
O treinador foi alvo de vaias já no anúncio da escalação. Uma faixa na torcida ainda pedia a saída do executivo Rui Costa. O que se viu, porém, foi uma equipe com jogadas que denotam jogadores bem treinados. Em campo, contudo, eles pecaram na técnica, desperdiçaram ataques e consagraram o goleiro Pedro Rocha. Apenas Luciano conseguiu marcar, em boa jogada de Artur.
Com mais que o triplo de finalizações do Juventude, além de 12 escanteios contra nenhum dos gaúchos, o São Paulo podia ter encaminhado a classificação às oitavas de final já no MorumBis. O placar magro impede que o jogo de volta seja mera formalidade. A partida ocorre apenas em 13 de maio, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS).
O São Paulo foi quem dominou as ações desde o início, mas o time tinha dificuldade em chegar ao ataque pelo chão. As trocas de passes se limitavam à zona intermediária do campo. Conforme o time avançava, o Juventude forçava o jogo pelos lados e obrigava os são-paulinos a cruzarem na área. O trio Rodrigo Sam, Messias e Marcos Paulo vencia a disputa com Calleri na bola aérea.
Além disso, o time gaúcho picotava a partida. Não havia pudor do Juventude em parar o adversário com falta quando o São Paulo conseguia progredir para mais perto da área. A primeira chance que levou real perigo veio com um chute de Cauly, obrigando o goleiro Pedro Rocha a espalmar.
Com a bola, o Juventude pouco conseguia fazer. Exemplo disso aconteceu por volta dos 30 minutos, quando o time trocava passes em frente à área do São Paulo e, sem espaço, chegou a voltar até o goleiro Pedro Rocha.
Foi no chutão do arqueiro que a bola voltou aos são-paulinos. Com boas trocas, a equipe progrediu. Artur, pela direita, tirou Diogo Barbosa da marcação com um drible e cruzou. Desta vez, Calleri não estava sozinho na área. Luciano vinha de trás, antecipou a marcação e cabeceou para o gol, abrindo o placar.
Artur tem sido o destaque positivo do São Paulo nos últimos jogos e repetiu o desempenho nesta noite. Próximo do fim do primeiro tempo, foi ele quem encabeçou uma aula de contra-ataque do time tricolor, trocando passes com Luciano e Calleri. A bola sobrou para o ponta finalizar dentro da área, mas ele chegou escorregando e isolou o que poderia ser o segundo. Logo depois, Cauly perdeu nova chance cara a cara com o goleiro Pedro Rocha.
O segundo tempo mal havia começado quando Diogo Barbosa dificultou ainda mais a situação do Juventude. O lateral-esquerdo foi para a dividida com Luciano no meio de campo, escorregou e atingiu o são-paulino com a sola da chuteira. Lucas Paulo Torezin consultou o árbitro de vídeo, anulou o cartão amarelo e aplicou o vermelho.
Maurício Barbieri foi obrigado a sacar o centroavante Alan Kardec. O São Paulo ganhou mais espaços e intensificou o que já fazia desde o apito inicial: trocas rápidas de passes. Laterais, meias e atacantes mostraram estar mais “azeitados” para construção de jogadas de pé em pé, principalmente com triangulações pelos lados.
A pressão são-paulina manteve o tom à sequência do jogo. Artur chegou a acertar a trave. Calleri teve outra chance no mesmo lance, no rebote, mas Pedro Rocha salvou. O São Paulo perdia oportunidades de aumentar o placar e conferir tranquilidade para o jogo da volta.
Roger Machado viu que o time poderia ter ainda mais presença ofensiva para tentar converter as chances. Foi assim que abdicou da marcação de Luan (que já não tinha a quem marcar) para a entrada de Lucca. Enquanto o técnico é um dos que mais colhe insatisfação dos torcedores, ele fazia o possível para a equipe ampliar o placar, mas as chances perdidas se acumulavam em campo.
Já com 45 minutos do segundo tempo, o São Paulo parecia finalmente não ter como errar e ampliar. O árbitro foi ao árbitro de vídeo e indicou pênalti por toque de mão de Léo Índio. Calleri assumiu a batida, mas bateu nas mãos de Pedro Rocha, que espalmou para escanteio. A chance perdida foi um abalo para o time, que baixou o ritmo e pareceu aceitar a vitória simples.
De volta ao Campeonato Brasileiro, o São Paulo recebe o Mirassol no sábado (25), no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, pela 13ª rodada. No mesmo dia, o Juventude encara o Londrina, pela Série B, no Alfredo Jaconi.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 × 0 JUVENTUDE
SÃO PAULO: Rafael; Lucas Ramon, Rafael Tolói, Alan Franco e Wendell; Danielzinho e Luan (Lucca); Artur, Luciano (André Silva) e Cauly (Pedro Ferreira); Calleri. Técnico: Roger Machado
JUVENTUDE: Pedro Rocha; Rodrigo Sam, Messias e Marcos Paulo (Gabriel Pinheiro); Raí Ramos, Luan Martins (Léo Índio), Mandaca (Alisson Safira), Raí Silva (Lucas Mineiro) e Diogo Barbosa; Manuel Castro e Alan Kardec (Fábio Lima). Técnico: Maurício Barbieri.
GOL: Luciano, aos 32 minutos do primeiro tempo.
ÁRBITRO: Lucas Paulo Torezin (PR).
CARTÕES AMARELOS: Rodrigo Sam, Luan Martins e Mandaca (Juventude).
CARTÃO VERMELHO: Diogo Barbosa (Juventude).
PÚBLICO: 33.603 torcedores.
RENDA: R$ 1.141.961,00.
LOCAL: MorumBis, em São Paulo.


Fonte: Jovem Pan

Milei enviará proposta de reforma eleitoral ao Congresso da Argentina

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta terça-feira (21) que enviará a proposta de reforma eleitoral ao Congresso na quarta-feira (22). O projeto busca eliminar as primárias argentinas, alterar o financiamento das campanhas e implementar o mecanismo da ficha limpa.
“Acabou a impunidade. Acabou a farsa. Viva a liberdade, caramba”, afirmou o presidente argentino em uma postagem no X (ex-Twitter).
Segundo o jornal La Nación, a reforma eleitoral argentina ganhou contornos mais definidos na sexta-feira (17), durante uma das últimas reuniões do comitê político do governo Milei. No encontro, foram estabelecidos os pontos centrais da proposta. Entre eles, a chamada política de “recomeço”, mecanismo que permite os partidos em crise se reorganizarem sob novas siglas, o que blocos de oposição exigem como condição para apoiar a reforma.
Em relação ao mecanismo de ficha limpa, o projeto defende que indivíduos que estão “excluídos do cadastro eleitoral em virtude das disposições legais vigentes”. Assim, pessoas processadas por genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e violações dos direitos humanos, entre outros atos, não podem ser candidatas, segundo La Nación.
De acordo com informações do jornal argentino, o ponto mais polêmico da reforma é o futuro das primárias abertas, eleições prévias simultâneas e obrigatórias dos partidos, as chamadas PASO.
Diversos grupos resistem à proposta de extinção do mecanismo. Em meio à fragmentação interna das legendas, muitos reconhecem que as primárias seriam necessárias para definir seus candidatos antes de enfrentar o partido governante nas eleições de 2027. Por isso, o Executivo avaliava como improvável reunir a maioria necessária para extinguir o mecanismo.
Diante do impasse, a equipe política de Milei decidiu incluir a proposta de “recomeço” no projeto de reforma como moeda de negociação. O objetivo é convencer os blocos mais resistentes a, ao menos, analisar a proposta e não simplesmente arquivá-la, como fizeram em ocasiões anteriores. Ficou definido também que o projeto será enviado primeiro ao Senado argentino, uma câmara considerada mais favorável para construir as maiorias necessárias à aprovação.

Reformas de Milei
O presidente argentino anunciou no último mês que pretendia impulsionar 90 reformas estruturais em 2026 com o objetivo de “redesenhar a arquitetura institucional” do país “para os próximos 50 anos”. A declaração foi feita durante o discurso anual do chefe do Executivo ao Congresso.
Milei afirmou que enviaria ao Parlamento propostas de mudanças em áreas como economia, sistema tributário, código penal, sistema eleitoral, educação, Justiça e defesa, entre outras. Segundo ele, as medidas dão continuidade ao que classificou como um ciclo de transformações iniciado após sua posse, em 2023.
O presidente também destacou o que chamou de “nove meses ininterruptos de reformas estruturais” e afirmou que as iniciativas fazem parte da construção de uma “nova Argentina”.


Fonte: Jovem Pan

Barra-SC x Corinthians: confira a transmissão da Jovem Pan ao vivo

Barra-SC e Corinthians se enfrentam nesta terça-feira (21), em jogo válido pela Copa do Brasil. A Jovem Pan apresenta todas as emoções do duelo ao vivo, com narração de Nilson César, comentários de Vampeta e reportagem de Daniel Lian no YouTube.

Confira a transmissão aqui


Fonte: Jovem Pan

Lula e PT lamentam morte de Valmir Chaves, um dos fundadores do MST

Em Lisboa, onde encerra nesta terça-feira (21), sua visita a países da Europa, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), publicou em sua conta no X (ex-Twitter), nota de pesar pela morte de Valmir Rodrigues Chaves, o Bill, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). O chefe do Executivo relembrou os 40 anos de dedicação do militante à luta pelo direito à terra.
“Recebi com muita tristeza aqui em Lisboa, entre meus compromissos oficiais, a notícia do falecimento de Valmir Rodrigues Chaves, o companheiro Bill, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra, que dedicou mais de quatro décadas de sua vida à luta pelo direito à terra, a uma vida melhor para os pequenos agricultores e à soberania alimentar para todos. Ao seu filho, meu querido João Paulo Rodrigues, a toda sua família e aos integrantes do MST que lutaram ao lado de Bill, deixo o meu carinhoso e fraterno abraço”, disse o presidente da República.

PT
O Partido dos Trabalhadores (PT) também divulgou nota em suas redes sociais lamentando a morte de Valmir Rodrigues Chaves e, como Lula, fez referência aos 40 anos dedicados por Bill à luta pela reforma agrária e pela justiça social.
“O Partido dos Trabalhadores lamenta profundamente o falecimento de Valmir Rodrigues Chaves, o Bill, militante histórico do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Um dos fundadores do MST, Bill dedicou mais de 40 anos à luta pela reforma agrária e pela justiça social. Atuou no Pontal do Paranapanema, no oeste de São Paulo, uma das regiões de maior conflito agrário do país”, diz a nota.
De acordo com o PT, Bill “foi um dos pioneiros na organização do movimento e um dos líderes da ocupação que deu origem ao assentamento Gleba XV de Novembro, em 1983, uma experiência marcante e precursora da luta pela terra no Brasil. Pela luta de homens e mulheres como Bill, o assentamento Gleba XV de Novembro se consolidou como uma das mais importantes experiências de reforma agrária do país”.
A nota segue dizendo que o assentamento Gleba XV de Novembro “hoje reúne 2.159 moradores, distribuídos em 569 famílias e é o segundo maior assentamento do estado de São Paulo em população. Um exemplo de como a luta coletiva transforma a realidade e constrói justiça social no campo”.
“Às companheiras e aos companheiros do MST, aos amigos e amigas, e à sua família, Dona Cida, João Paulo, Ana Paula, Saulo e João Pedro, manifestamos nossa mais profunda solidariedade neste momento de dor. Bill segue como referência na defesa de um desenvolvimento que inclua quem vive e trabalha na terra. Essa história de luta e resistência, vai seguir inspirando as futuras gerações”, conclui a nota.


Fonte: Jovem Pan