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Áudio: Autorizadas operações de crédito para o Complexo do Pecém, no Ceará

O Senado autorizou duas operações de crédito entre a Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP S/A) e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), no valor total de US$ 123,5 milhões (MSF 21/2026 e MSF 22/2026).
O relator, senador Camilo Santana (PT-CE), ressaltou a importância dos recursos para financiar o Programa de Transição Energética e o “Pecém Verde”, voltado à descarbonização industrial. As autorizações vão à promulgação.


Fonte: Senado Federal

Áudio: Senadores vão discutir dificuldades de PcDs em transporte por aplicativo

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) promoverá em audiência pública sobre as dificuldades enfrentadas por pessoas que utilizam cadeira de rodas no transporte por aplicativo. Segundo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), muitas pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção relatam que motoristas cancelam corridas ao perceberem a necessidade de transportar cadeira de rodas.


Fonte: Senado Federal

Equipe de Lula quer Flávio ferido, mas não a ponto de abandonar campanha presidencial; já Zema e Caiado querem sangrar senador

A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer um Flávio Bolsonaro ferido, mas não a ponto de ele ser obrigado a deixar a campanha presidencial.
“Um Flavio Bolsonaro ferido sempre esteve na nossa estratégia, mas não a ponto de forçá-lo a abandonar a disputa”, diz um interlocutor do presidente Lula.
Segundo ele, o ideal é que o senador do PL, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, caia alguns pontos nas pesquisas de intenção de voto, mas não registre uma queda aguda que faça crescer as pressões para sua substituição. Esse é o melhor cenário para Lula na disputa presidencial.
A campanha de Lula estava preparada para relembrar investigações sobre o senador, como o esquema da rachadinha no seu gabinete de deputado estadual, os negócios suspeitos de sua loja de chocolate e o apoio que ele dava para um miliciano no Rio de Janeiro.
Agora no g1
O senador nega qualquer irregularidade nestes casos, mas a equipe de Lula vai usá-los na campanha eleitoral.
O receio da equipe de Lula é que, numa eventual saída de Flávio Bolsonaro, outro candidato da direita venha a se firmar na disputa eleitoral e se torne um adversário mais difícil de ser batido num segundo turno.
Em busca deste espaço, os candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) querem sangrar cada vez mais o senador do PL do Rio.
Zema voltou a subir o tom ontem. Chegou a dizer que seu vice já está decidido e será alguém com “ficha muito limpa” e “não queremos ninguém com qualquer envolvimento com banqueiro bandido”.
Caiado vai num tom mais leve, mas repete que o próximo presidente não pode ser alguém “contaminado”.
Renan Santos, do Missões, não mede palavras e bate forte em Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
A pesquisa Datafolha desta sexta (22) vai trazer um aferimento de como esses movimentos estão atingindo o filho de Bolsonaro.
Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
SEAUD/PR, Vittor Sales/Divulgação, Cristiano Borges e Karoline Barreto/Imprensa MG


Fonte:

g1 > Política

Dinheiro de Vorcaro para filme de Bolsonaro não está no inquérito do Master, mas PF e Receita fazem investigações

Os mais de R$ 60 milhões investidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro no filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro não estão nas investigações do inquérito do Banco Master.
A Polícia Federal e a Receita Federal, contudo, fazem investigações preliminares para checar se houve uso ilegal de recursos e o seu real destino.
Segundo investigadores e técnicos, o material encontrado no celular de Daniel Vorcaro sobre as negociações do filme de Bolsonaro não indica nenhuma relação com as fraudes bancárias.
Mas, depois de o caso se tornar público e ser divulgado o uso de fundos do Master para a transferência dos recursos, virou uma obrigação da PF e da Receita analisar o caso (leia mais abaixo).
Agora no g1
Eles lembram que os dois órgãos sempre fazem isso quando uma operação com indícios de evasão fiscal é veiculada pela mídia.
A principal suspeita é que o dinheiro tenha saído de um fundo sediado em um paraíso fiscal e transferido para o fundo Havengate, administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro no Texas.
Depois, foi enviado para a produtora GoUp, responsável pelas gravações do filme sobre o ex-presidente da República, hoje em prisão domiciliar por causa da condenação na trama golpista.
Esse passeio do dinheiro pode configurar uma evasão fiscal e uso de recursos ilegais.
Por sinal, o vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), encaminhou pedido para a PF e a Receita solicitando a abertura de uma investigação sobre o trânsito dos recursos até a produção do filme “Dark Horse”.
Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro
Adriano Machado/Reuters e Reprodução
Delação
Daniel Vorcaro poderia esclarecer a origem dos recursos e o motivo de ter financiado as filmagens em sua delação, mas ela foi rejeitada nesta quarta-feira (21) pela Polícia Federal.
Com isso, Vorcaro não irá prestar depoimentos em um processo de colaboração premiada, quando poderia revelar novidades sobre as relações deles com o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro.


Fonte:

g1 > Política

Áudio: Especialistas defendem educação financeira para pequenos investidores

Em debate na Comissão de Educação (CE) na quarta-feira (20), especialistas defenderam o fortalecimento da educação financeira na discussão sobre o projeto que cria a Semana Nacional do Pequeno Investidor. O PL 5.520/2025 dedica a segunda semana de outubro a ações educativas, incluindo orientações sobre golpes, e à democratização do acesso a investimentos.


Fonte: Senado Federal

Áudio: Especialistas defendem educação financeira para pequenos investidores

Em debate na Comissão de Educação (CE) na quarta-feira (20), especialistas defenderam o fortalecimento da educação financeira na discussão sobre o projeto que cria a Semana Nacional do Pequeno Investidor. O PL 5.520/2025 dedica a segunda semana de outubro a ações educativas, incluindo orientações sobre golpes, e à democratização do acesso a investimentos.


Fonte: Senado Federal

Você dorme, descansa… e continua cansada? Talvez não seja só estresse

Feche os olhos por um segundo. Lembre-se do último fim de semana. Você dormiu, tentou descansar, diminuiu o ritmo…mas acordou como se não tivesse recuperado as energias. Levantar da cama pareceu mais difícil do que deveria. E aí veio aquele pensamento automático: “deve ser estresse”. Mais uma vez. Mas e se esse cansaço tiver outra explicação?
E se o seu corpo estiver apenas funcionando com menos combustível do que precisa?
Muita gente convive durante meses – às vezes anos – com sintomas de anemia sem perceber. E o motivo é simples: os sinais costumam ser confundidos com a rotina corrida, o excesso de trabalho, a sobrecarga emocional ou até “preguiça”.
Só que o corpo costuma avisar. Nem sempre gritando. Às vezes, sussurrando.
Quando o cansaço deixa de ser normal
A anemia por deficiência de ferro é uma das condições mais comuns do mundo e afeta especialmente mulheres. O problema é que ela costuma aparecer de forma lenta e silenciosa.
No começo, o que surge é um desânimo persistente. Depois, pequenas tarefas passam a exigir um esforço maior. Algumas pessoas percebem dificuldade de concentração, sensação de “mente embaralhada”, falta de ar ao subir escadas ou palpitações mesmo em repouso.
Também podem aparecer sinais como:
• queda de cabelo
• unhas fracas
• pele mais pálida
• dores de cabeça frequentes
• dificuldade de memória
• sensação constante de fraqueza
Em alguns casos, surgem sintomas curiosos, como vontade de mastigar gelo, algo bastante associado à deficiência de ferro.
O mais importante é entender que esse cansaço normalmente não melhora apenas com descanso. A pessoa dorme, tira férias, tenta desacelerar… mas continua sem energia.
O coração também sente a falta de ferro
Pouca gente associa anemia à saúde cardiovascular. Mas o coração sofre bastante quando o organismo tem menos ferro do que precisa.
Isso acontece porque o corpo passa a trabalhar mais para levar oxigênio aos tecidos. Como compensação, o coração acelera os batimentos. Com o tempo, podem surgir palpitações, queda na disposição física e piora da qualidade de vida.
Em pessoas que já têm doenças cardíacas, a anemia pode agravar ainda mais o quadro clínico.
Entre as principais causas da deficiência de ferro estão o fluxo menstrual intenso, alimentação inadequada, gravidez, cirurgias bariátricas, problemas intestinais e perdas de sangue silenciosas que muitas vezes passam despercebidas.
Nem sempre o hemograma mostra o problema
Um dos erros mais comuns é acreditar que exames básicos normais descartam deficiência de ferro. Em muitos pacientes, os estoques de ferro já estão baixos antes mesmo de aparecer uma anemia evidente no hemograma. Por isso, a avaliação médica correta faz diferença.
O tratamento depende da causa do problema. Em alguns casos, mudanças na alimentação e reposição oral de ferro resolvem. Em outros, pode ser necessária reposição intravenosa, principalmente quando existe dificuldade de absorção ou necessidade de recuperação mais rápida.
Carnes, feijão, vegetais verde-escuros e alimentos ricos em vitamina C ajudam na absorção do ferro. Por outro lado, excesso de café e chá junto das refeições pode atrapalhar.
Mais importante do que simplesmente tomar suplemento é investigar por que o organismo está perdendo ferro.
Porque sentir cansaço o tempo todo não deveria ser considerado normal. Se algo neste texto parece familiar para você, talvez seja hora de ouvir o que o seu corpo está tentando dizer.
Dra. Tatiana de Brito Moreira Klein – CRM-MG 57300 | RQE 43476 · CRM-SP 222243 | RQE 94171
Cardiologista
Especialista em Cardiometabolismo e Cardiologia da Mulher


Fonte: Jovem Pan

Nos bastidores, Aécio já admite articulação para ser lançado ao Planalto

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, tem admitido nos bastidores que há um movimento interno para lançá-lo candidato à Presidência da República como opção à polarização.
A possibilidade começou a ser ventilada com força no que vem sendo chamado de “vácuo” criado após os desgastes recentes de Flávio Bolsonaro (PL).
A aliados, Aécio tem dito que é preciso ter “serenidade” e “aguardar o que está por vir” e defendido que o PSDB precisa ter papel de contribuição no debate nacional. Segundo interlocutores, nos bastidores, tem repetido um ditado: “Vamos deixar a onda bater na praia para ver como vai ficar a espuma”.
A expectativa é que o assunto seja discutido em reunião na semana que vem. O movimento interio tem sido reforçado não só pelo próprio PSDB, mas pelo Cidadania, com quem os tucanos são federados, e também com siglas próximas, como o Solidariedade.
Presidente do Solidariedade, Paulinho da Força esteve com Aécio Neves na última terça-feira (19). “Acho que ele ficou animado. Estou esperançoso de que a gente possa ter outra candidatura à presidente. Acho que a do Flávio está bichada e muita gente não quer votar no Lula. Então precisa de alguém pra discutir problemas reais do Brasil e Aécio poderia representar essa opinião”, disse, à coluna.
Alguns empresários também tem feito contato com Aécio para reforçar a ideia – a coluna mostrou que parte do setor começou a falar em nomes alternativos à Flávio após a crise envolvendo Daniel Vorcaro.
Nas últimas semanas, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, rejeitou o convite do presidente nacional do PSDB para concorrer ao Palácio do Planalto, dando preferência por disputar o governo do Estado.


Fonte: Jovem Pan

Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil para investigar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação da prisão foi confirmada pela Jovem Pan. 
Segundo a investigação, Deolane teria recebido valores provenientes da facção por meio de uma empresa de transportes apontada como braço financeiro da organização criminosa. A operação é conduzida pela Central de Polícia Judiciária de Presidente Venceslau e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Presidente Prudente.
Além de Delane, a Jovem Pan apurou que outros alvos da operação são Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe do PCC; Alejandro Camacho, irmão de Marcola; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha do criminoso; Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, também sobrinho; e Everton de Souza, apontado como operador financeiro da organização criminosa.
Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. Marcola e Alejandro já estão presos na Penitenciária Federal de Brasília.

Transportadora era usada em esquema de lavagem
As investigações começaram em 2019, após a apreensão de bilhetes e manuscritos dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material continha referências à estrutura interna do PCC, ordens da cúpula da facção e possíveis ataques contra agentes públicos.
A partir das apurações, a Polícia Civil instaurou três inquéritos que identificaram uma empresa de transportes usada, segundo os investigadores, para ocultar e movimentar recursos ilícitos da facção.
De acordo com o inquérito, a transportadora Lopes Lemos Transportes Ltda, conhecida como “Lado a Lado Transportes”, teria movimentado mais de R$ 20 milhões, com incompatibilidade milionária entre os valores declarados ao Fisco e as movimentações financeiras identificadas pelos investigadores.
A Justiça reconheceu, em sentença anterior, que a empresa foi utilizada como instrumento de lavagem de capitais em benefício do PCC.
Deolane como ‘caixa’ do PCC
Segundo a polícia, a investigação identificou a influenciadora Deolane Bezerra como suposta recebedora de dinheiro ligado ao PCC.
De acordo com investigadores ouvidos pela Jovem Pan, a influenciador atuaria como “caixa” da facção, uma vez que parte das movimentações teria ocorrido por meio de depósitos em espécie, saindo do caixa do PCC através de uma transportadora de cargas e sob ordens da cúpula criminosa.
Como o PCC operava o esquema
As investigações apontam que o esquema era comandado mesmo de dentro do sistema penitenciário federal por Marcola e por seu irmão. Conversas encontradas em celulares apreendidos revelaram que familiares e pessoas próximas atuavam na administração financeira da transportadora, no repasse de ordens e na divisão dos lucros obtidos pela facção.
Segundo a polícia, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho aparecem como beneficiários e intermediários das movimentações financeiras. Já Everton de Souza, conhecido como “Player”, seria responsável por orientar o direcionamento dos repasses financeiros da organização criminosa.
Conforme o relatório policial, Deolane teria recebido valores provenientes da transportadora e utilizado sua estrutura financeira para inserir os recursos ilícitos no sistema financeiro formal.
O inquérito concluiu que a organização mantinha um esquema estruturado de lavagem de dinheiro, com participação de integrantes da cúpula do PCC, familiares e operadores financeiros ligados à facção.
Valores milionários sem origem comprovada
De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, a investigação identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada, circulação de valores milionários sem origem comprovada e utilização de empresas para ocultar patrimônio e dificultar o rastreamento do dinheiro.
De acordo com a polícia, a Justiça decretou seis prisões preventivas, além do bloqueio de mais de R$ 327 milhões em bens e valores. Também foram sequestrados 17 veículos, incluindo carros de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, e quatro imóveis ligados aos investigados.
A Operação Vérnix também possui desdobramentos internacionais. Três investigados que estariam na Itália, Espanha e Bolívia foram incluídos na lista de difusão vermelha da Interpol para localização e eventual prisão.
A Jovem Pan tenta contato com a defesa dos alvos da operação para solicitar posicionamento sobre o caso. Caso haja resposta, o texto será atualizado. O espaço segue aberto para manifestações.
 


Fonte: Jovem Pan

Diploma ainda abre portas, mas mercado exige profissionais capazes de gerar resultados

Em um mercado de trabalho cada vez mais pressionado pela transformação digital, pela inteligência artificial e por novos modelos de consumo, a formação profissional deixou de ser uma etapa isolada da carreira. O diploma ainda tem valor, mas já não funciona sozinho como diferencial competitivo. O que passa a pesar, cada vez mais, é a capacidade de aplicar conhecimento, resolver problemas reais e aprender continuamente.
Essa é a visão de Ronan, CEO do IPOG, instituição com 24 anos de atuação no ensino superior e forte presença em pós-graduação. Para ele, o papel das instituições de ensino mudou de forma profunda nos últimos anos. Mais do que preparar profissionais para uma função específica, elas precisam desenvolver competências técnicas, digitais e humanas, em conexão direta com as necessidades das empresas.
“A formação das pessoas será cada vez mais híbrida. Não basta ter conhecimento técnico. É preciso entender de negócio, ter fluência digital e sensibilidade humana”, afirma.
Segundo o executivo, a velocidade das mudanças tornou insuficiente o antigo modelo em que o profissional concluía uma graduação, colocava o diploma na parede e considerava encerrado o ciclo de aprendizagem. Hoje, carreiras envelhecem mais rápido, novas ferramentas surgem em ritmo acelerado e empresas enfrentam dificuldades para encontrar pessoas preparadas para conduzir projetos de transformação.
Nesse contexto, a educação precisa se aproximar mais da vida real. Para Ronan, a rede de ensino deve conectar teoria, prática e mercado, com professores que conheçam os desafios enfrentados pelas organizações. “O desafio é fazer com que o aluno saia da sala com repertório suficiente para aplicar o conhecimento no curto prazo”, diz.
No instituto, segundo ele, essa preocupação é medida de forma direta, acompanhando o quanto o conteúdo aprendido tem chance de ser aplicado pelo aluno em até 90 dias no ambiente de trabalho. De acordo com o CEO, 92% dos estudantes afirmam conseguir usar o conhecimento adquirido nesse período.
A mudança também aparece no comportamento dos alunos. O novo estudante é mais criterioso, mais digital e menos disposto a aceitar experiências engessadas. Ele busca flexibilidade, acesso rápido, personalização e formatos que se encaixem em diferentes momentos da carreira. Ao mesmo tempo, cresce o número de profissionais que retornam aos estudos para uma segunda formação, uma transição de carreira ou o aprofundamento em uma área específica.
“Aquele modelo antigo, do aluno sentado e do professor falando na frente da sala, já não responde mais sozinho às demandas atuais. A educação tradicional precisa se transformar”, afirma Ronan.
Para o executivo, a tecnologia ampliou o acesso ao conhecimento e também elevou o nível de exigência dos alunos. Plataformas digitais, ensino a distância, cursos de curta duração e novas formas de consumo de conteúdo mudaram a relação das pessoas com a aprendizagem. O aluno já não busca apenas um curso. Ele procura uma solução para um momento específico da carreira.
A transformação também pressiona as empresas. Para Ronan, manter equipes desatualizadas em um ambiente marcado pela digitalização pode comprometer a longevidade do negócio. Isso vale tanto para a relação com o consumidor quanto para os processos internos.
Sistemas integrados, atendimento ágil, uso de dados, automação e domínio de novas ferramentas passaram a fazer parte da rotina de praticamente todos os setores. “Sem transformação digital e sem preparar pessoas para esse novo ambiente, a empresa coloca em risco o próprio futuro”, avalia.
Na área corporativa, uma das maiores demandas identificadas pelo IPOG está na formação de lideranças. Segundo Ronan, muitas organizações ainda sofrem com gestores pouco preparados para engajar equipes, desenvolver pessoas, lidar com conflitos e traduzir metas em resultado.
Esse déficit impacta diretamente produtividade, atendimento ao cliente, retenção de talentos e desempenho financeiro. “Todo negócio quer resultado, mas, para ter resultado, precisa de pessoas engajadas. E a liderança é fator crítico nesse processo”, afirma.
Além da liderança, temas como inteligência artificial, letramento digital, vendas, atendimento ao cliente e inovação aparecem entre as principais necessidades das empresas. O próprio IPOG, segundo o CEO, treinou mais de 1.500 pessoas, entre colaboradores e professores, em iniciativas ligadas ao uso de inteligência artificial, antes de levar esse conhecimento ao mercado corporativo.
Para Ronan, a capacitação precisa deixar de ser vista como uma ação pontual. Empresas que não planejam o desenvolvimento contínuo de competências podem enfrentar dificuldades para crescer, inovar e manter competitividade. “O líder que não entende a necessidade de investir continuamente no desenvolvimento das pessoas está colocando o negócio em risco”, diz.
O executivo também defende que habilidades humanas ganham ainda mais relevância em um mundo dominado por tecnologia. Empatia, comunicação, negociação, gestão de conflitos, pensamento crítico e capacidade de inspirar pessoas passam a ser competências tão importantes quanto o domínio técnico.
Na visão dele, o maior erro de um profissional no meio da carreira é parar de estudar. Escolher uma formação fora da rota pode até abrir novas possibilidades, mas interromper o processo de aprendizagem reduz a capacidade de adaptação em um mercado cada vez mais instável. “Aprender continuamente talvez seja a principal habilidade do futuro”, afirma.
Para os próximos anos, o IPOG busca se posicionar não apenas como uma marca de ensino, mas como um ecossistema de transformação profissional. A proposta é oferecer diferentes formatos de aprendizagem, de graduações e pós-graduações a cursos rápidos e soluções corporativas, sempre com foco na conexão entre conhecimento, carreira e aplicação prática.
“O diploma ainda abre portas, mas precisa vir acompanhado de competências aplicáveis. As empresas não olham apenas para o papel. Elas querem saber se o profissional consegue gerar resultado”, conclui.
 


Fonte: Jovem Pan