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MP libera recursos para atingidos pelas enchentes em Pernambuco e Paraíba

Famílias afetadas pelas fortes chuvas e enchentes de maio no Nordeste poderão receber apoio para garantir o acesso à alimentação e retomar a produção rural. Medida provisória publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (2) abre crédito extraordinário de R$ 49,2 milhões em favor do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). 
A MP 1.364/2026 destina os recursos ao programa Segurança Alimentar e Nutricional e Combate à Fome. O objetivo é ampliar o atendimento às populações atingidas pelos desastres climáticos registrados em maio, especialmente nos estados de Pernambuco e da Paraíba. 
Do total de recursos, R$ 40 milhões devem ser destinados à aquisição e distribuição de alimentos produzidos por agricultores familiares. Segundo o governo, os recursos permitirão a compra e doação de cerca de 6 mil toneladas de alimentos, que poderá beneficiar 3 mil famílias agricultoras e reforçar o atendimento realizado por cozinhas solidárias. 
Outros R$ 9,2 milhões serão aplicados em ações de inclusão produtiva rural, voltadas à recuperação da capacidade produtiva das populações atingidas. A expectativa é que 2 mil famílias sejam atendidas.
Impactos das chuvas 
De acordo com a exposição de motivos da MP, as chuvas afetaram 18 municípios em Pernambuco e 31 municípios na Paraíba, e alcançaram aproximadamente 10 mil famílias. Tanto áreas urbanas quanto propriedades rurais da agricultura familiar foram atingidas.  
O governo afirma que a abertura do crédito extraordinário é necessária para garantir uma resposta rápida à emergência e evitar o agravamento da insegurança alimentar e o empobrecimento de agricultores familiares nas áreas afetadas. Também argumenta que os recursos previstos no Orçamento de 2026 não seriam suficientes para atender, ao mesmo tempo, às demandas provocadas pelas enchentes e a outras situações emergenciais, como as estiagens que atingem as regiões Norte e Nordeste. 
Entre as ações já adotadas pelo MDS estão a distribuição de cerca de 3,2 mil cestas de alimentos para cozinhas solidárias em Pernambuco e na Paraíba e o envio de alimentos por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 
A medida provisória já está em vigor, mas precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em até 120 dias para não perder a validade. 
Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly


Fonte: Senado Federal

Áudio: Senado aprova campanha para divulgar informações sobre câncer infantil

O Senado aprovou nesta terça-feira (2) o projeto da Câmara dos Deputados que especifica as campanhas de conscientização do câncer infantojuvenil previstas na Política Nacional de Atenção à Oncologia Pediátrica (PL 1.986/2024).
Pelo texto, que segue para sanção presidencial, o poder público deverá focar prioritariamente em informações sobre os sinais e sintomas e em programas de educação continuada de profissionais da saúde.


Fonte: Senado Federal

Tecnologias ameaçam proteção de vítimas e testemunhas, alertam debatedores

A Comissão de Segurança Pública (CSP) realizou nesta terça-feira (2) a primeira de uma série de quatro audiências públicas para avaliar o Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita). Os debatedores elogiaram a legislação que embasa o programa (Lei 9.807, de 1999), mas sugeriram aprimoramentos para enfrentar riscos ao sigilo dos protegidos, representados por novas tecnologias, como o reconhecimento facial.
Ao longo deste ano, os senadores vão analisar a eficácia do programa e identificar gargalos que possam comprometê-lo. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) presidiu a reunião e vai elaborar um relatório ao final das audiências.
Na abertura dos trabalhos, a senadora destacou que o foco da primeira audiência seria discutir se os critérios legais de inclusão e proteção estão sendo cumpridos, e avaliar a clareza do marco legal. A senadora qualificou o Provita como “uma política de alta relevância institucional e sensibilidade operacional”, que protege atualmente cerca de 500 pessoas em todo o país, entre vítimas, testemunhas e seus familiares.
— Embora esse número possa parecer reduzido em termos absolutos, ele revela, na verdade, o caráter altamente seletivo, especializado e complexo da política voltada à proteção de pessoas expostas a riscos graves e concretos — observou a senadora.
Damares ressaltou que se trata de uma política executada de forma descentralizada, envolvendo União, Estados e Distrito Federal, órgãos do sistema de Justiça e, em muitos casos, organizações da sociedade civil. Esse modelo, segundo ela, gera desafios relevantes de padronização de critérios, coordenação institucional e consistência na aplicação das regras legais.
— Discutiremos se os critérios legais definidos há mais de duas décadas ainda são suficientes para responder às ameaças atuais. Estamos diante de crimes que há vinte anos atrás nós não tínhamos, novas modalidades de crimes, novas pessoas sendo ameaçadas de formas diferentes — explicou a senadora. 
Perfil dos protegidos
Thiago Alves da Silva Costa, coordenador-geral do Provita no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, destacou que em 27 anos nunca foi registrada uma morte de vítima ou testemunha, dentre mais de 4 mil protegidos. Ele destacou a importância da manutenção do orçamento do programa, atualmente em torno de R$ 40 milhões anuais, para não deixar desamparadas as pessoas protegidas.
— Dados mostram para a gente que o programa hoje protege especialmente mulheres negras, pessoas moradoras de territórios dominados por facções ou marcados por outros conflitos fundiários. Isso revela que o programa atende justamente quem mais sente os efeitos da violência e desigualdade, pessoas que já vivem em contexto de vulnerabilidade, que têm seus direitos ameaçados, e que por isso requerem uma atenção especial do Estado — disse.
Polícia Federal
Delano Cerqueira Bunn, coordenador-geral de segurança de dignitários, grandes eventos e depoentes especiais da Polícia Federal, explicou como funciona o programa dentro do Ministério da Justiça e o papel da Polícia Federal, durante a fase de resgate da testemunha.
— O trabalho da Polícia Federal é bem específico. Não é permanecer com uma testemunha por tempo indeterminado. A gente está falando de uma semana, quinze dias, talvez até um mês, dependendo de alguma necessidade específica. Temos as nossas estruturas também, de casas dedicadas a esse acolhimento, com toda uma proteção e sigilo comum a todas as entidades aqui — afirmou.
Dificuldades
Leonardo Cardoso de Freitas, procurador regional da República, falou de sua experiência de mais de 20 anos no Provita e das dificuldades que as testemunhas têm que enfrentar. 
— A pessoa que entra no programa de proteção à testemunha está sujeita a um regime duro, onde ela vai romper laços, ter sua identidade fragilizada, romper com a ocupação profissional, com laços familiares. Eu costumo dizer que só não é pior do que a alternativa, que é o risco e, muitas vezes um risco muito grande — avaliou. 
O representante do Ministério Público destacou a governança e transparência do Provita, que exige um regime peculiar de prestação de contas. Apontou como desafios a ampliação do programa, com mais atendimentos, nos moldes do que ocorre nos Estados Unidos e em países europeus, e o enfrentamento de avanços tecnológicos, como o reconhecimento facial nas cidades, que colocam em risco os protegidos. Pediu atenção às políticas de saúde: quando a vítima precisa ser atendida, explicou, os custos do tratamento não têm sido incluídos no programa.
Proteção nos Estados
Márcio do Nascimento, diretor do Programa Estadual de Proteção, Auxílio e Assistência a Vítimas da Violência e a Testemunhas Ameaçadas em Santa Catarina (Protege-SC), explicou como funciona o passo a passo do programa no estado.
— É feito todo o levantamento da vida pregressa da testemunha. A maioria dos nossos protegidos são derivados ou tiveram contato muito próximo a facções criminosas, ou participaram de algum crime e entraram na condição de testemunha. Então, toda essa parte é levantada e avaliada, para que a gente tenha um mapa de risco — afirmou.
O tenente-coronel da Polícia Militar Luiz Gustavo Danzmann, subsecretário dos Conselhos Comunitários de Segurança da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, avaliou que os fundamentos da Lei de Proteção a Vítimas e a Testemunhas permanecem atuais, mas ressalvou que as organizações criminosas vêm adotando novas tecnologias, o que representa um desafio.
— Hoje as organizações criminosas têm braços em todos os territórios. Nesse contexto, o papel da segurança pública é contribuir para que o Estado seja mais forte do que o medo — concluiu.
 


Fonte: Senado Federal

Pontes cobra ações preventivas contra o El Niño

O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) afirmou que é preciso fortalecer as políticas de prevenção e gerenciamento de riscos diante da previsão de novos eventos climáticos extremos no país. Durante pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (2), ele destacou as audiências públicas promovidas pelo Senado que trataram dos possíveis efeitos do El Niño sobre o país.
Pontes defendeu a aprovação de um projeto de lei de sua autoria, o PL 5.002/2023, que cria a Política Nacional de Gestão Integral de Risco de Desastres, o Sistema Nacional de Gestão Integral de Risco de Desastres e o Sistema de Informações sobre Gestão Integral de Riscos de Desastres.

Ao reiterar que o país precisa adotar medidas preventivas, ele argumentou que agir somente após a ocorrência dos desastres aumenta os custos e dificulta a proteção das populações afetadas.
— O gerenciamento de risco que está nesse projeto de lei foi desenhado por quem trabalha na linha de frente com isso, ou seja, pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), assim como pela Defesa Civil. Isso é extremamente importante para que os nossos municípios fiquem mais preparados para enfrentar situações de emergência climática, e essas situações vão aparecer cada vez mais — alertou ele.


Fonte: Senado Federal

Com cartaz dizendo: ‘O PIX é do Brasil’, Lula critica tarifaço e diz que aguarda telefonema de Trump

Em Goiás, Lula aparece em evento segurando cartaz: ‘O PIX é do Brasil’
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apareceu em um evento nesta terça-feira (2) em Catalão, Goiás, segurando um cartaz que dizia: “O PIX é do Brasil”.
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Lula justificou o ato diante da proposta do órgão de comércio dos Estados Unidos de impor um novo tarifaço de 25% a produtos brasileiros. Segundo Lula, o PIX “assusta” os americanos.
Durante o discurso, Lula cobrou do presidente norte-americano Donald Trump uma reunião e afirmou que espera um telefonema para que Trump explique as medidas anunciadas (leia mais abaixo).
“Viram que eu entrei aqui com essa faixa: ‘O PIX é do Brasil’. É porque ontem [segunda], o presidente americano, numa atitude intempestiva — porque nós estávamos negociando depois da minha visita ao presidente [Donald] Trump — de forma intempestiva, anunciou um aumento de taxação das coisas brasileiras para 25%, com base numa mentira”, afirmou.
“Porque eles alegam que têm déficit comercial com o Brasil e eles têm um superavit em 15 anos de  US$ 415 bilhões de superávit comercial. E a segunda coisa que fiquei preocupado é porque o PIX assusta eles. Eu falei pra ele: ôh, Trump, ôh cara, ao invés de ter medo do PIX, coloca o PIX para funcionar nos Estados Unidos. Faz um PIX para nós”, prosseguiu.
Lula acrescentou que, na verdade, a preocupação dos americanos é que o PIX possa abalar as chamadas empresas de cartão de crédito que atuam no Brasil, pois eles acreditam que o sistema vai acabar com esse modelo.
“E o PIX vai acabar mesmo [com as empresas], porque o PIX é de graça, é publico e ninguém paga nada, é só clicar, está resolvido o nosso problema”, justificou.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Anúncio à imprensa sobre a inauguração do Instituto Federal Goiano – Campus Catalão, em Catalão – GO
Ricardo Stuckert / PR
Reunião e telefonema
Em outro momento, Lula dirigiu-se diretamente ao presidente norte-americano.
“É assim que quero que o Trump saiba: nós aqui não temos medo de cara feia, nós não queremos guerra com ninguém, queremos paz e queremos ser respeitados. O PIX é uma invenção brasileira, ele faz um bem para o povo brasileiro. Então, Trump, é o seguinte, cara: você disse que pintou uma química entre eu e você. Quem anunciou isso, não foi você e nem eu. Você me deve uma reunião, e eu devo uma pra você”, argumentou.
“Nós demos 30 dias para nossos ministros negociarem, estou esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência, porque esse acordo não pode ter sua anuência, porque nós dois combinamos 30 dias até 15 de julho para ter uma resposta do que nós propusemos”, emendou.
Traidores da pátria
As declarações de Lula ocorreram durante um evento de inauguração do Hospital Universitário da Universidade Federal de Catalão.
Mais cedo, em outro evento na cidade, quando inaugurou a sede definitiva do Instituto Federal Goiano, Lula afirmou que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro são “piores” que o próprio ex-presidente ao associá-los à ameaça de um novo tarifaço.
Lula também chamou os filhos de Bolsonaro de traidores da pátria.
“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele, e são, na verdade, vendilhões [vendedores que traem interesses coletivos para se beneficiarem] da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras”, disse na ocasião.
Em nota, o governo brasileiro afirmou ter recebido o relatório dos EUA “com indignação”. E disse que o documento foi feito após “provocação da família Bolsonaro”. Para o governo, o documento é uma tentativa de ingerência em temas internos (leia a íntegra aqui).
Lula em evento em Goiás.
Ricardo Stuckert/ Presidência da República
Ameaça de novo tarifaço
Os Estados Unidos propuseram aplicar uma tarifa de até 25% sobre produtos brasileiros após concluir uma investigação comercial contra o Brasil.
Essa investigação foi conduzida pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR) e começou em julho de 2025, durante o governo Donald Trump.
👉 Importante:
A tarifa ainda não entrou em vigor
Antes disso, há consultas públicas e etapas formais
A decisão final pode sair até 15 de julho de 2026
Por que os EUA querem taxar o Brasil
Segundo o governo americano, o Brasil adotaria práticas que “oneram ou restringem” o comércio dos EUA.
Entre os principais pontos citados:
💳 PIX e pagamentos digitais
🌳 Desmatamento ilegal
🏴‍☠️ Pirataria
⚖️ Falhas no combate à corrupção
📜 Problemas com propriedade intelectual
Onde entra o PIX nessa história
O PIX aparece como um dos pontos sensíveis porque:
É um sistema público, gratuito e operado pelo Banco Central
Tornou-se dominante no Brasil
Compete diretamente com empresas privadas — incluindo gigantes americanas de cartão de crédito
Na visão dos EUA, isso pode representar uma vantagem “injusta” para um sistema estatal em relação a empresas estrangeiras.
👉 É exatamente esse ponto que o Lula explorou politicamente ao dizer que o PIX “assusta os EUA”.


Fonte:

g1 > Política

Horas após nova proposta de tarifaço, Trump posta foto com Flávio Bolsonaro

Trump faz post com foto ao lado de Flávio Bolsonaro
O presidente dos EUA, Donald Trump, fez um post nesta terça (2) sobre o encontro com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma das fotos, também aparece o irmão do parlamentar, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
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“Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca — um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!”, escreveu Trump, na Truth Social, a sua rede social.
A mensagem foi publicada no dia em que os EUA propuseram uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de práticas restritivas ao comércio americano. Lula responsabilizou família Bolsonaro pela taxação, relacionando-a à visita de Flávio à Casa Branca, no último dia 26.
Trump faz post sobre encontro com Flávio Bolsonaro
Reprodução/Truth Social
O pré-candidato afirmou em entrevista que pediu ao americano para não taxar o Brasil.
“Nas três reuniões que nós tivemos, com o presidente Trump, o vice-presidente [J.D.] Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio, eu pedi expressamente: não taxem as empresas brasileiras. É um pedido que eu fiz, expresso, a eles”, afirmou Flávio Bolsonaro em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais.
Visita à Casa Branca
O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com Flávio Bolsonaro na Casa Branca.
Divulgação/ Truth Social
Flávio Bolsonaro foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira da semana passada, dia 26 de maio. No dia seguinte, ele se encontrou também com Marco Rubio, secretário de Estado, e com JD Vance, vice-presidente.
Em coletiva de imprensa após o encontro, Flávio disse que pediu a Trump para que as facções criminosas Primeiro Comando Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas.
O senador também disse que prometeu ao republicano incluir o Brasil no Escudo das Américas caso seja eleito. A coalizão, criada pelos EUA com países latino-americanos, tem como foco o combate ao crime organizado e combater interferências estrangeiras.
“Pedi enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”, afirmou.
Segundo Flávio, Trump respondeu que irá analisar a classificação das facções brasileiras como grupos terroristas.
O senador também disse que conversou com Trump sobre tarifas e terras raras.
Ainda segundo Flávio, Trump perguntou sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, atitude que ele classificou como um “gesto humano”. O parlamentar afirmou ainda ter recebido do presidente americano uma “challenge coin”, uma espécie de moeda militar comemorativa.
Flávio Bolsonaro se encontra com Trump na Casa Branca
Já na quarta-feira (27), de acordo com o senador, o encontro com Rubio durou cerca de 30 minutos. Uma imagem da reunião com o secretário de Estado foi compartilhada por Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, nas redes sociais.
Já na reunião com J.D. Vance, segundo o senador, o vice-presidente levantou questões relacionadas à liberdade de expressão no Brasil.


Fonte:

g1 > Política

João Fonseca perde de tcheco e é eliminado nas quartas de Roland Garros

O tenista João Fonseca perdeu do tcheco Jakub Menšik nas quartas de Roland Garros nesta terça-feira (2), sob os olhos de Guga Kuerten. Ele enfrentaria o alemão Alexander Zverev, algoz no Aberto de Monte Carlo, que já está na semifinal do campeonato.
Menšik e Fonseca já tinham se enfrentado no circuito profissional em outubro de 2025, no ATP da Basileia. João venceu por WO após lesão do tcheco. Também jogaram no Next Gen ATP Finals em 2024 (torneio sub-21). Na ocasião, João levou o confronto por 3 sets a 2.
João venceu o primeiro game sem sofrer nenhum ponto. O tcheco reagiu e venceu o próximo. Assim seria o tom da disputa, bem acirrada. Fonseca perdeu desempenho após uma quebra de saque de Menšik e o set ficou em 4 a 2. O brasileiro esboçou uma reação, mas acabou perdendo por 6 a 4 o primeiro set.
No segundo set, Fonseca buscava reagir. Venceu o primeiro game, e Menšik venceu o próximo. Depois de mais uma quebra de saque, a partida parecia replay do primeiro set. O tcheco continuava muito forte no saque e levou o segundo set por 6 a 3. Dois sets a 0 para Menšik.
O terceiro set começou com o saque do tcheco. Muito acirrado, o game durou mais de seis minutos e foi a primeira quebra de saque do brasileiro no jogo, que largou na frente na terceira parcial. No segundo game, João sacou bem e não teve dificuldade para levar a parcial sem sofrer nenhum ponto. Já em seu próximo game de saque, o brasileiro chegou a salvar três break points do tcheco mas não sustentou e o set empatou. Tudo igual novamente.
Com o set empatado em 3 a 3 e no saque de Menšik, João assume a vantagem no placar ao quebrar o tcheco mais uma vez, 4 a 3 para o brasileiro. Em um game com duração de mais de dez minutos, João não consegue confirmar o saque e Menšik quebra o brasileiro empatando o set em 5 a 5.
Na sequência, o tcheco confirmou e abriu 6 a 5, mas Fonseca salvou seis break points e conseguiu levar o set ao tie break, 6 a 6. No game desempate Menšik abriu 2 pontos, o brasileiro chegou a fazer 3, mas o tcheco foi mais preciso e conseguiu fechar o set e, portanto, o jogo. Três sets a zero para Menšik.
O próximo campeonato de Fonseca deve ser o ATP 500 de Halle, na Alemanha, para sair do saibro e começar a temporada de grama. A competição está prevista para começar no próximo dia 15 de junho.


Fonte: Jovem Pan

CCJ dá aval à reestruturação da AGU e projeto que concentra poder vai ao plenário

Aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o projeto que reestrutura a Advocacia-Geral da União deve ganhar força nos próximos dias e ser levado ao plenário. O texto redesenha o mapa jurídico do governo federal e, nos bastidores, já movimenta advogados públicos, dirigentes de autarquias e interlocutores do Banco Central.
O ponto central é simples de entender, mas complexo nas consequências: a proposta subordina a Procuradoria do Banco Central e a Procuradoria-Geral Federal à estrutura da AGU, centralizando o comando jurídico de boa parte da máquina pública nas mãos do ministro Jorge Messias. Na prática, quem hoje tem mais autonomia para conduzir suas próprias batalhas jurídicas passaria a depender, em algum grau, do aval de Brasília.
O relator, deputado Lafayette de Andrada, do PL de Minas Gerais, chancelou o texto e abriu caminho para uma reorganização administrativa profunda das instituições afetadas. Mas foi um detalhe do parecer que chamou atenção durante a sessão na CCJ: a manutenção do poder do advogado-geral de avocar processos de forma isolada, sem precisar de aprovação de ninguém. A deputada Bia Kicis questionou o relator sobre o trecho. Ele confirmou: os chamados superpoderes de Messias continuam de pé.
Uma emenda que tentava criar uma trava para esse poder, proposta originalmente pela deputada Soraya Santos, foi rejeitada. Com isso, o comando da AGU preserva o direito de intervir diretamente em qualquer matéria jurídica de interesse da União, inclusive atropelando pareceres técnicos de agências reguladoras e fiscalizadoras.
Outro ponto sensível envolve o Banco Central. Pelo texto aprovado, o presidente da autarquia continua com a prerrogativa formal de indicar seu procurador-geral. Mas a escolha precisará da assinatura e da validação final do AGU. É uma mudança sutil no papel, mas relevante na prática: o BC perde uma camada de independência jurídica que historicamente resguardava sua atuação técnica.
O governo justifica a reforma alegando que a lei orgânica da AGU acumula mais de vinte anos de desatualização. O projeto unifica as carreiras de advogado da União, procurador da Fazenda, procurador federal e procurador do BC em um único sistema, com regras e deveres comuns. A promessa oficial é de eficiência e melhor gestão. Nos bastidores, porém, o clima é outro. Parlamentares relembram que Messias foi rejeitado pelo Senado quando indicado ao STF e enxergam no projeto uma forma de compensar a derrota com superpoderes dentro da própria estrutura do Executivo. Para esse grupo, a reforma não é sobre modernização, é sobre concentração de poder nas mãos de um ministro que o Senado não quis no Supremo.


Fonte: Jovem Pan

Alcolumbre diz que Senado debaterá fim da 6×1 ‘sem pressa’

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira (2) que a Casa levará o “tempo razoável” para analisar a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a jornada de trabalho 6×1. Alcolumbre disse que o Senado não será “carimbador” dos projetos que saem da Câmara e debaterá o tema “com calma, sem açodamento e sem pressa”.
“Espero que o Senado possa ter o tempo razoável para se desobrigar de um debate com essa envergadura e essa magnitude. Para que os senadores possam ler o texto, interpretar o texto, ouvir os setores envolvidos, ouvir os trabalhadores, os que produzem”, declarou ele, durante sessão do Senado.
Alcolumbre disse que alguns senadores pediram a ele para criar uma comissão especial, enquanto outros solicitaram que votasse o texto diretamente no plenário. Alcolumbre reiterou, no entanto, que o projeto deve passar por comissões – o senador já sinalizou que deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O presidente do Senado também avisou que convocará uma reunião de líderes na próxima semana para debater o assunto. “Essa proposta terá de tramitar nas comissões. A cobrança de todos os senadores sobre a Presidência é que todas as matérias possam passar, no mínimo, por uma comissão”, falou.
Alcolumbre defendeu tempo para que os senadores promovam alterações no texto da Câmara, caso considerem necessárias: “Espero muito que, nesse debate, que a gente possa, à altura do Senado, promover um aperfeiçoamento a esse texto, se couber. Seria muito razoável se o Senado pudesse melhorar um texto com essa importância”.
Para o senador, a Casa tem o direito de participar do debate. “Não é razoável que a Câmara passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, e o Senado seja obrigado a carimbar um texto aprovado na Câmara … Não pode rede social, um ou outro ator, cobrar do Senado que a matéria chegue de manhã e que a gente vote de tarde”, disse.


Fonte: Jovem Pan

Anvisa suspende lotes de medicamentos para pressão e para câncer de mama

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta terça-feira (02) a suspensão da venda, da distribuição e do uso de lotes de medicamentos para controle de pressão e para câncer. Procurados, os fabricantes não se manifestaram. O espaço permanece aberto para manifestação.
Mesilato de eribulina
Segundo o órgão, uma das proibições envolve o lote 148386 do medicamento Halaven (mesilato de eribulina) – 0,5mg/ml SOL INJ CT FA VD TRANS X 2ML.
O produto, fabricado pela United Medical Ltda, é usado no tratamento de câncer de mama. “A empresa já comunicou o recolhimento voluntário do medicamento em razão de desvio de qualidade relacionado ao teor do princípio ativo abaixo da especificação aprovada”, disse a Anvisa. A medida proíbe a comercialização, a distribuição e o uso do produto.
Maleato de enalapril
Os lotes 0062/26M, 0063/26M, 0064/26M, 0088/26M, 0089/26M, 0358/26M, 0415/26M, 0506/26M e 0507/26M do medicamento maleato de enalapril – 20 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 500 (EMB HOSP), usado para controle de pressão arterial, também foram suspensos pela Anvisa.
Segundo o fabricante, Hipolabor Farmacêutica Ltda, houve desvio de qualidade em virtude de inconsistência textual na embalagem secundária. As embalagens apresentam equivocadamente a indicação de “10 mg” na descrição de composição.
“Além de suspender a venda do medicamento, a medida proíbe a comercialização, a distribuição e o uso do produto”, afirma a Anvisa.
Água para injeção
A Anvisa suspendeu ainda o lote 8891/25 da Água para Infusão SOL INFUS IV CX 35 BOLS PVC SIST, da Indústria Farmacêutica S/A.
Segundo o órgão, laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz apresentou resultado insatisfatório no ensaio sobre o aspecto do produto. “A medida prevê o recolhimento do produto, além de proibir a venda, a distribuição e o uso.”
Cápsulas de óleo de pequi
A resolução da Agência também determinou a apreensão de todos os lotes do medicamento cápsulas de óleo de pequi produzidas pela R T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda.
O produto não tem registro, notificação ou cadastro na Anvisa e é fabricado por empresa sem autorização de funcionamento. “A medida impede ainda a comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso do medicamento”, disse a Anvisa


Fonte: Jovem Pan