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Por que Lula não quer que Trump classifique facções como organizações terroristas?

Um dos pontos prioritários é evitar sanções, diz Alckmin sobre conversa entre Lula e Trump
O presidente Lula (PT) vai se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, na quinta-feira (7). O combate ao crime organizado deve estar entre as principais pautas da reunião, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin.
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▶️ Contexto: Em março, o jornal The New York Times publicou uma reportagem afirmando que o governo dos EUA se preparava para classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.
A possibilidade já era ventilada desde 2025, quando o governo Trump iniciou uma ofensiva contra cartéis de drogas latino-americanos.
O combate ao tráfico tem sido tratado como assunto de segurança nacional pela Casa Branca, que chegou a reunir líderes da América Latina para discutir o tema.
Em outra frente, os EUA atacaram rotas do narcotráfico no Pacífico e no Caribe e capturaram o ditador Nicolás Maduro durante uma operação militar na Venezuela.
Ao mesmo tempo, os EUA têm auxiliado países da região no combate ao narcotráfico e participaram de operações no Equador com esse objetivo.
Fontes ligadas ao governo Trump que atuam no Brasil afirmam que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tem defendido que facções brasileiras também sejam classificadas como terroristas, assim como já ocorreu com grupos do México e Venezuela.
No início de março, Rubio comunicou ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, que Washington planejava incluir as facções brasileiras na lista de grupos terroristas. Em uma ligação, Vieira tentou convencê-lo a não avançar com a proposta.
Em abril, no entanto, o New York Times afirmou que a proposta avançava no Departamento de Estado, com pressão de filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre integrantes da Casa Branca.
🗣️ Agora, o assunto deve voltar à mesa no encontro entre Lula e Trump.
Uma apuração do jornalista Gerson Camarotti, publicada pelo g1, aponta que Lula pretende convencer Trump a não tratar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
Segundo auxiliares, o petista quer deixar claro que o Brasil trata o crime organizado como prioridade e aposta na cooperação bilateral como caminho para enfrentar o problema.
A avaliação no Palácio do Planalto é que a classificação como grupo terrorista abriria margem para ações mais duras dos Estados Unidos.
Em um cenário extremo, os norte-americanos poderiam usar esse argumento para conduzir uma operação militar no Brasil, como já ocorreu em outros países.
Em entrevista à GloboNews na terça-feira (5), Alckmin disse que Brasil e Estados Unidos “podem fazer um trabalho importante no combate ao crime organizado transnacional” e que Lula tratará do tema na conversa com Trump.
Pressão americana
Presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, e o presidente dos EUA, Donald Trump.
Kazuhiro Nogi e Jim Watson/AFP
Em maio de 2025, o chefe interino de coordenação do Departamento de Sanções dos Estados Unidos, David Gamble, pediu que o governo brasileiro classificasse o PCC e o CV como organizações terroristas. O pedido foi negado.
À época, o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, afirmou que as facções não se enquadram na definição de terrorismo prevista na Constituição brasileira.
🔎 A Lei Antiterrorismo, sancionada no Brasil em 2016, define terrorismo como a prática de atos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião, visando provocar terror social ou generalizado.
Em reunião no Ministério da Justiça, Sarrubbo disse que as organizações criminosas brasileiras não têm motivação ideológica, política ou religiosa, nem atuam para derrubar o sistema. Segundo ele, os grupos buscam lucro por meio de crimes e lavagem de dinheiro.
Por isso, pela legislação brasileira, facções como o PCC e o CV não são classificadas como terroristas, mas como organizações criminosas.
Nos Estados Unidos, no entanto, a avaliação pode ser diferente, já que se trata de uma organização estrangeira. Segundo reportagem do The Wall Street Journal, autoridades do país já identificaram membros do PCC atuando em território americano.
Há registros de pessoas ligadas à facção nos estados da Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee. Em Massachusetts, o gabinete do procurador federal anunciou, no ano passado, acusações contra 18 brasileiros com suposta ligação com o grupo.
O fato de o PCC ser considerado o maior grupo criminoso das Américas, com atuação em cerca de 30 países e mais de 40 mil membros, também poderia pesar na avaliação norte-americana.
Critérios
Muro de comunidade em Guarulhos tem pichação com a sigla do Primeiro Comando da Capital (PCC)
Glauco Araújo/G1
Nos Estados Unidos, classificar um grupo como organização terrorista não é automático. A decisão segue critérios definidos em lei e passa por diferentes etapas dentro do governo.
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, três condições precisam ser atendidas para que uma organização receba a designação:
ser estrangeira;
estar envolvida em atividade terrorista ou ter capacidade e intenção de realizá-la;
representar ameaça à segurança de cidadãos ou à segurança nacional dos EUA.
A classificação é baseada em um dossiê com informações de fontes abertas e sigilosas que comprovem o cumprimento dos critérios legais.
A decisão cabe ao secretário de Estado, em consulta com o Departamento de Justiça e o Tesouro. Depois, a medida é comunicada ao Congresso, que tem sete dias para analisar a ordem.
Caso seja aprovada, a designação é publicada no registro oficial do governo e passa a valer. A partir daí, a medida pode trazer consequências legais:
passa a ser crime nos EUA fornecer “apoio material” ao grupo, como dinheiro, treinamento, armas ou serviços;
ativos financeiros ligados à organização podem ser bloqueados, e transações, proibidas;
membros do grupo podem ter vistos negados ou ser deportados.
A designação também ajuda a isolar o grupo internacionalmente e a cortar fontes de financiamento.
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g1 > Política

Chanceleres de China e Irã se reúnem em Pequim, segundo mídia estatal

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, recebeu nesta quarta-feira (6, data local) em Pequim seu par iraniano, Abbas Araghchi, para manter conversas, informou a agência estatal de notícias chinesa Xinhua, sem dar mais detalhes.


Fonte: UOL Noticias

Aviso de férias


Fonte: UOL Noticias

Aviso de férias

O colunista está em férias.Leia mais (05/05/2026 – 23h43)


Fonte: UOL Noticias

PF investiga suspeita de liberação irregular de precatórios e repasse dos créditos a fundos de investimento

A Polícia Federal investiga um possível “comércio de precatórios” envolvendo ordens judiciais para que a União faça pagamentos bilionários em desconformidade com as normas.
Investigação começou a partir de processo administrativo iniciado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
Lucas Castor/Agência CNJ
A apuração da PF partiu de um processo administrativo iniciado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e aprofundado pela Corregedoria do Tribunal Federal Regional da 1ª Região (TRF-1) no ano passado. O TRF-1 fica em Brasília.
As suspeitas ganharam maior atenção de investigadores e autoridades do Judiciário neste ano, depois que o escândalo do Banco Master revelou que fundos de investimento estão sendo usados na prática de crimes diversos. No caso dos precatórios, os créditos eram vendidos a fundos antes mesmo de a Justiça reconhecer as dívidas da União.
O CNJ e a Corregedoria do TRF-1 identificaram em correição que juízes de cinco varas (3ª, 4ª, 6ª, 16ª e 22ª) expediram precatórios sem registro da data do trânsito em julgado (encerramento) dos processos.
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Isso significa que os juízes estariam colocando precatórios na fila de pagamentos antes da hora, enquanto a União ainda podia recorrer para contestar os valores das dívidas.
🔎A Justiça expede um precatório quando reconhece que uma dívida deve ser paga. A expedição é um aviso ao ente público para que coloque o pagamento no seu orçamento. Um precatório expedido até o dia 2 de abril de um determinado ano entra no orçamento do ano seguinte.
A prática identificada pelo CNJ e pela Corregedoria do TRF-1 teria contrariado dispositivos da Constituição e normas do CNJ, do Conselho da Justiça Federal e do próprio TRF-1 que tratam da expedição de precatórios.
O processo administrativo não puniu nenhum juiz. A medida mais dura adotada pela Corregedoria foi cancelar os precatórios supostamente irregulares e recomendar aos magistrados que passem a observar as regras.
Agora, a análise do caso – do ponto de vista criminal – está a cargo da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor) da PF, a mesma que é responsável pelos inquéritos do Banco Master.
Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), no Distrito Federal
TV Globo/Reprodução
Valores
Inicialmente, o CNJ cancelou R$ 3,5 bilhões de precatórios expedidos com suspeita de irregularidade, a maioria referente a processos de hospitais privados que pediram atualização dos valores da tabela do SUS.
Desse total, R$ 512 milhões iriam para fundos de investimento que compraram os créditos e R$ 545 milhões iriam para advogados que atuaram nos processos, mas os valores não foram pagos por causa do cancelamento.
Posteriormente, a Corregedoria do TRF-1 ampliou a apuração e cancelou centenas de precatórios que somavam R$ 10,9 bilhões — o processo não detalha quanto desse total iria para fundos e advogados. A medida evitou que a União tivesse que pagar esse valor nos anos de 2025 e 2026.
🔎Como comparação, o montante cancelado é maior que os orçamentos previstos em 2026 para os ministérios da Cultura, do Turismo e do Esporte juntos (R$ 9,8 bilhões).
Fundos
A Corregedoria do TRF-1 destacou em um relatório que esses precatórios, antes mesmo de serem expedidos pelos juízes, estavam sendo cedidos (“vendidos”) a fundos de investimento de direitos creditórios — um tipo de instrumento que entrou na mira de investigadores por causa das apurações de fraudes do Master.
🔎As empresas que têm direito de receber dinheiro da União vendem o crédito por um preço menor do que ele vale. Com isso, conseguem antecipar o recebimento de pelo menos uma parte da dívida. Os fundos que compram o precatório só vão receber o valor depois, “se e quando” a União fizer o pagamento, mas desde a aquisição já registram o crédito como um ativo em suas demonstrações financeiras.
“Chama atenção que os precatórios […] são sempre objeto de negociações com cessões de crédito [em favor de fundos], gerando volumosos incidentes nos processos somente para as homologações, bem como, gerando a necessidade de maior controle no momento da expedição das requisições de pagamento. O volume dessas operações causa certa espécie, porquanto se trata de ordens de pagamento fundadas em decisões judiciais ainda submetidas a questionamento na via recursal”, alertou em setembro de 2025 o então corregedor do TRF-1, desembargador Ney Bello.
Corregedor do TRF-1, desembargador Ney Bello.
Douglas Câmara/Ascom-TRF1
O magistrado também anotou nos relatórios que, de acordo com informações prestadas por servidores das varas inspecionadas, “todos da Vara — servidores, Diretor e Magistrados — sofrem muita pressão dos advogados ao se aproximar o termo constitucional final para pagamento de precatório (02/04), acontecendo inúmeros atendimentos presenciais e on-line, tanto com a assessoria como com os Juízes”.
Alerta para novas regras
A apuração do TRF-1 apresenta tabelas que listam os fundos de investimento que compraram os precatórios suspeitos e os advogados que atuaram nesses processos. Um grupo restrito de escritórios de advocacia aparece em vários processos.
Ao menos dois fundos que adquiriram fatias milionárias desses precatórios eram administrados por empresas investigadas pelas fraudes do Master — a Reag e a Trustee DTVM. Outros cinco são administrados pelo BTG, que não é alvo de investigações.
Devido a essas suspeitas, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino incluiu a questão dos precatórios em uma proposta que apresentou para uma reforma do Judiciário. O artigo do ministro foi publicado no site ICL no último dia 20 de abril.
Ministro Flávio Dino incluiu precatórios em proposta que apresentou para reforma do Judiciário
Luiz Silveira/STF
Dino sugeriu estabelecer “critérios para expedição de precatórios e para cessão de tais créditos a empresas e fundos, visando eliminar precatórios temerários ou fraudulentos”.
Nesta segunda-feira (4), o ministro realizou uma audiência pública no STF para discutir se a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem sido capaz de fiscalizar os fundos de investimento. Há indícios de que a CVM demorou a apontar irregularidades nos fundos usados nas fraudes do Master.
Para Dino, a CVM deve se somar ao Banco Central, à PF e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) na prevenção e no combate a crimes contra o sistema financeiro.


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g1 > Política

Segundo passageiro de cruzeiro na Argentina testa positivo para hantavírus; veja número de casos e óbitos

Foto: WHoP
O navio de cruzeiro MV Hondius, da operadora Oceanwide Expeditions, enfrenta surto de hantavírus desde que partiu de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde. A embarcação carrega 149 pessoas de 23 nacionalidades e se encontra atualmente ao largo da costa de Praia, capital do arquipélago africano.
A OMS confirmou um caso laboratorial de hantavírus e contabilizou cinco outros casos suspeitos. Das seis pessoas afetadas, três morreram e uma está em tratamento intensivo em hospital na África do Sul.
Cronologia do surto
A primeira morte ocorreu em 11 de abril, a bordo do navio. O corpo do homem foi levado para a ilha de Santa Helena em 24 de abril, juntamente com o da esposa, que também faleceu posteriormente. Ambos eram cidadãos holandeses.
Em 27 de abril, um passageiro britânico de 69 anos adoeceu e foi transportado para a África do Sul, onde testou positivo para hantavírus. Um alemão morreu a bordo em 2 de maio, mas a causa da morte permanece ainda desconhecida.
Dois tripulantes também apresentam sintomas respiratórios agudos e precisam de atendimento médico em caráter de urgência, segundo a operadora.
O que é o hantavírus
O hantavírus é um vírus RNA pertencente à família Hantaviridae, transmitido principalmente por roedores silvestres que carregam o agente por toda a vida sem adoecer. Em casos raros, segundo a OMS, a transmissão pode ocorrer diretamente entre seres humanos.​​​​​​​​​​​​​​​​
Infecções ao fazer limpeza em áreas contaminas
A infecção ocorre principalmente pela inalação de partículas microscópicas suspensas no ar, geradas a partir de excrementos, saliva e urina ressequidos de roedores infectados. O risco é especialmente alto ao limpar com vassoura, sem umedecimento prévio, locais fechados por longos períodos onde ratos ou camundongos estiveram presentes, como chão comum, galpões, porões e casas de campo.
Mexer nesses ambientes a seco levanta poeira contaminada que fica suspensa no ar e pode ser inalada sem que a pessoa perceba. A recomendação das autoridades sanitárias é umedecer o piso com água sanitária antes de qualquer limpeza, para que as partículas não se dispersem.​​​​​​​​​​​​​​​​
O vírus e a origem do nome
O nome hantavírus deriva do Rio Hantan, na Coreia do Sul, onde o vírus foi isolado pela primeira vez na década de 1970. O agente causa duas formas distintas de doença: a síndrome cardiopulmonar, predominante nas Américas, que compromete pulmões e coração com letalidade de até 40%, e a febre hemorrágica com síndrome renal, mais comum na Europa e na Ásia, de evolução relativamente mais benigna. A forma pulmonar é a que concentra maior atenção médica pelo risco de morte elevado e pela rapidez com que o quadro pode se agravar.​​​​​​​​​​​​​​​​
Sintomas, tratamento e letalidade
Não há tratamento específico para o hantavírus. O manejo clínico é de suporte: nos casos graves, exige internação em UTI, oxigenoterapia ou ventilação mecânica para controle do edema pulmonar, monitoramento rigoroso da pressão arterial e, quando há comprometimento renal, hemodiálise. A doença evolui com rapidez, o que torna o diagnóstico precoce determinante para o prognóstico. Por isso, a orientação das autoridades sanitárias é notificar qualquer caso suspeito em até 24 horas às Secretarias de Saúde e ao Ministério da Saúde.
A transmissão direta entre seres humanos é extremamente rara e foi documentada em apenas um tipo específico do vírus. Na Europa e na Ásia, os tipos predominantes afetam principalmente os rins, com evolução menos grave. Nas Américas, incluindo o Brasil, predomina a forma cardiopulmonar, de maior letalidade, que pode matar em menos de 48 horas após o início dos sintomas mais severos.​​​​​​​​​​​​​​​​
Brasil e o hantavírus
No Brasil, a doença foi diagnosticada pela primeira vez em 1993, em Juquitiba, São Paulo. Desde então, foram reportados 2.376 casos até dezembro de 2024, com letalidade de quase 40%.
A maior concentração de casos confirmados está nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus já foi identificada em 16 unidades da federação, e em algumas regiões apresenta padrão sazonal ligado ao comportamento dos roedores reservatórios.
Para prevenção, as autoridades sanitárias recomendam não varrer a seco locais fechados por longos períodos, umedecer o chão com água sanitária antes da limpeza e armazenar alimentos em recipientes fechados e à prova de roedores.
Sem porto e coordenação internacional
Cabo Verde negou autorização para o desembarque dos passageiros em seu território. A operadora estuda a possibilidade de dirigir o navio às ilhas de Las Palmas e Tenerife, nas Canárias. O Ministério das Relações Exteriores dos Países Baixos confirmou que ‘considera’ a repatriação das duas pessoas sintomáticas ainda a bordo.
A OMS, por sua vez, notificou que está facilitando a coordenação entre Estados-membros e os operadores do navio para viabilizar a retirada dos passageiros sintomáticos restantes da embarcação. ​​​​​​​​​​​​​​​​


Fonte: Conexão Política

Governo Lula deixa vacina contra meningite B fora do SUS e mantém imunizante restrito à rede privada

Foto: WHoP
Sob Lula, o Ministério da Saúde decidiu não incorporar ao SUS a vacina contra meningite do tipo B para crianças menores de 1 ano. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, mantendo o imunizante fora do calendário público infantil.
Com isso, a proteção contra o sorogrupo mais frequente da doença meningocócica no país seguirá disponível apenas na rede privada. O quantitativo disponível atenderia apenas 15% da demanda nacional e o custo da oferta ultrapassaria R$ 5,5 bilhões em cinco anos.
Quem quiser imunizar o filho paga entre R$ 600 e R$ 750 por dose, podendo chegar a mais de R$ 2 mil no esquema completo.
A decisão da Conitec alega fatores econômicos e técnicos. Entre eles estão o alto custo da vacina e o impacto no orçamento público, além de análises que apontaram relação custo-efetividade desfavorável para inclusão ampla no sistema. Também pesaram, segundo a pasta, incertezas sobre a duração da proteção oferecida pelo imunizante e seu impacto na redução da circulação da bactéria.
O orçamento anual do Programa Nacional de Imunizações é de R$ 8 bilhões para mais de 30 vacinas. Incorporar a meningite B custaria, sozinha, quase 70% desse valor ao ano. A decisão não é definitiva e pode ser revista futuramente caso surjam novas evidências científicas ou haja redução de custos.
O problema é que a doença não espera reavaliações. Em 2025, foram registrados 2.357 casos de meningite bacteriana no Brasil, com 454 mortes. Desses, 138 casos foram atribuídos ao sorogrupo B, que causou 21 óbitos.
Entre 10% e 20% dos sobreviventes sofrem sequelas graves como surdez, amputações ou comprometimentos neurológicos. No Brasil, a letalidade média da doença meningocócica nos últimos anos foi de 24%, mais do dobro da média mundial de 10%.
Sem tratamento, a meningite pode ser fatal em até 50% dos casos. O sorogrupo B é o mais prevalente entre crianças de 0 a 4 anos, justamente a faixa mais vulnerável e o público-alvo da vacina rejeitada.


Fonte: Conexão Política

Safra recorde, exportações em alta e armários vazios: brasileiro paga cada vez mais caro pela comida que o próprio país produz de sobra

Foto: WHoP
O Brasil é hoje o maior exportador mundial de commodities agrícolas, tendo atingido US$ 169,2 bilhões em vendas ao exterior em 2025. Lidera as exportações globais de soja, milho, café, açúcar, suco de laranja, carne bovina e carne de frango.
A produção nacional é suficiente para atender as necessidades calóricas de aproximadamente 900 milhões de pessoas, mais de quatro vezes a população do país. No caixa do supermercado, apesar de toda a disparada produtiva, cerca de R$ 50 mal fecham uma cesta básica.
De junho de 2006 a dezembro de 2025, o custo da alimentação subiu 302,6% no Brasil, multiplicando por quatro, enquanto a inflação geral acumulou 186,6%. Os alimentos ficaram 62% mais caros que a inflação oficial no período.
Pesquisadores classificam a inflação alimentar como estrutural, composta por pressões permanentes que não se resolvem sozinhas e exigem mudanças no modo como a economia está organizada. A inflação de alimentos passou de -0,5% em 2023 para 8,2% em 2024.
O paradoxo tem explicação direta no modelo exportador. A prioridade dos produtores é vender para outros países e receber em dólares, em vez de abastecer o mercado interno. Em 2025, as exportações de alimentos chegaram a 209,4 milhões de toneladas, enquanto as importações ficaram em 17,7 milhões.
A área plantada com commodities de exportação cresceu mais do que o território inteiro da Alemanha nas últimas duas décadas. No mesmo período, a área dedicada a arroz, feijão, batata, trigo, mandioca, tomate e banana encolheu de 10,22 para 6,41 milhões de hectares.
A produção de grãos na safra 2025/26 está estimada em 353,4 milhões de toneladas, recorde histórico. O número alimenta expectativas de queda nos preços internos, mas os analistas de mercado estão céticos.
Como o câmbio está favorável, os produtores tendem a ampliar as exportações em vez de direcionar o excedente para o mercado doméstico. Em 2024, como dado comparativo, a desvalorização do real chegou a 27%, aumentou a competitividade dos produtos brasileiros no exterior, reduzindo ainda mais a oferta no mercado interno.


Fonte: Conexão Política

Quem é o maior artilheiro da seleção do Catar na história das Copas do Mundo?

A resposta para quem busca saber quem é o maior artilheiro da seleção do Catar na história das Copas do Mundo se resume a um único nome: Mohammed Muntari. O jogador nascido em Gana e naturalizado catariano marcou o único gol do país na edição de 2022, torneio em que o Catar fez sua estreia absoluta como país-sede. Com apenas uma participação em Mundiais em toda a sua trajetória esportiva, a equipe encerrou sua campanha com três derrotas e apenas uma bola na rede, o que coloca o centroavante no topo isolado dessa estatística.
O cabeceio histórico de Mohammed Muntari contra o Senegal
O momento que garantiu o nome do atacante nos registros da Federação Internacional de Futebol (Fifa) aconteceu no dia 25 de novembro de 2022, no Estádio Al Thumama, em Doha. Pela segunda rodada da fase de grupos, o Catar perdia para o Senegal quando Muntari entrou em campo no segundo tempo com a missão de reverter a desvantagem.
Aos 34 minutos da etapa final, o lateral Ismaeel Mohammad acertou um cruzamento preciso pela ponta direita. Muntari subiu mais alto que a defesa africana e finalizou de cabeça para o fundo da meta defendida por Édouard Mendy. Apesar da festa intensa nas arquibancadas pelo primeiro gol catariano em Copas, a partida terminou com a vitória senegalesa por 3 a 1, placar que decretou a eliminação precoce dos anfitriões do torneio.
Ranking geral: os maiores goleadores da seleção catariana
Como a lista de artilheiros do Catar no principal torneio da Fifa se limita a uma única linha, a verdadeira dimensão do poder ofensivo do país pode ser observada no retrospecto geral de todas as competições. Em torneios como a Copa da Ásia e nas Eliminatórias, outros ídolos locais construíram números expressivos.
Abaixo, apresentamos o Top 5 histórico de artilheiros da seleção do Catar em jogos oficiais, que conta com nomes de amplo destaque no futebol asiático contemporâneo:
1º Almoez Ali (60 gols): O atual camisa 19 é o maior goleador de todos os tempos do país, sendo a principal referência técnica e artilheiro isolado no bicampeonato da Copa da Ásia;
2º Hassan Al-Haydos (40 gols): O histórico ex-capitão da seleção soma mais de 180 convocações e atuou como o grande maestro do meio-campo catariano ao longo da última década;
3º Akram Afif (39 gols): Eleito o melhor jogador do continente asiático, o veloz ponta-esquerda é a principal arma ofensiva da equipe e o grande garçom do elenco atual;
4º Sebastián Soria (30 gols): O uruguaio naturalizado catariano foi o pioneiro do ataque da seleção nos anos 2000, liderando a artilharia por muitos anos antes da consolidação da nova geração;
5º Boualem Khoukhi (19 gols): Nascido na Argélia, o versátil jogador atua tanto como zagueiro quanto como volante, mas construiu um faro de gol raro para atletas do sistema defensivo;
Nota: Mohammed Muntari, o dono do histórico gol na Copa do Mundo, ocupa atualmente a 7ª posição no ranking geral, com 16 gols marcados pela equipe nacional.
O futuro do ataque e a busca por novas vagas
Para que a estatística catariana em Mundiais deixe de ser uma exclusividade solitária de Muntari, a seleção precisa confirmar sua presença na Copa do Mundo de 2026, que será sediada em conjunto por Estados Unidos, México e Canadá. Diferente do que ocorreu em 2022, quando obteve a vaga automática como país-sede, o Catar agora disputa as duras eliminatórias asiáticas para tentar retornar ao principal palco do futebol.
O peso de buscar essa classificação recai diretamente sobre a dupla Almoez Ali e Akram Afif, jogadores que dominam o cenário continental, mas que ainda não conseguiram balançar as redes no torneio da Fifa. O desempenho dos atacantes nas fases decisivas das Eliminatórias ditará se o gol de Muntari continuará sendo um evento isolado ou se o país começará, de fato, a escalar o seu próprio ranking global.
O único gol anotado em 2022 carrega um forte simbolismo esportivo para a Associação de Futebol do Catar. Ele materializa os investimentos pesados no projeto da Aspire Academy e na profissionalização da liga local nas últimas duas décadas, garantindo que o país cravasse a sua marca oficial nos gramados do maior torneio esportivo do planeta.


Fonte: Jovem Pan