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Remo x Palmeiras: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Remo e Palmeiras se enfrentam neste domingo (10) , às 16h, no Mangueirão, em partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto coloca frente a frente equipes em situações opostas na tabela e promete movimentar a rodada da competição.
Onde assistir Remo x Palmeiras ao vivo
A Jovem Pan transmite a partida ao vivo pelo rádio, com início da cobertura a partir das 15h45. A narração será de Fausto Favara, com reportagens de Pedro Marques e comentários de Felippe Facincani.


Fonte: Jovem Pan

Israel deporta brasileiro Thiago Ávila após interceptação de flotilha para Gaza

Israel deportou neste domingo (10) os ativistas brasileiro Thiago Ávila e palestino-espanhol Saif Abu Keshek, detidos quando tentavam chegar à Faixa de Gaza com uma flotilha humanitária.
Ávila e Abu Keshek estavam entre as dezenas de ativistas a bordo de uma flotilha interceptada pelo Exército israelense em 30 de abril em águas internacionais, diante da costa da Grécia.
Ambos foram detidos pelas forças israelenses e levados para Israel para serem interrogados, enquanto o restante foi levado para a ilha grega de Creta e libertado.
“Uma vez concluída a investigação, os dois provocadores profissionais, Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, da flotilha da provocação, foram deportados hoje de Israel”, indicou neste domingo o Ministério das Relações Exteriores de Israel no X.
O ministério não mencionou as acusações de “pertencimento a uma organização terrorista”, que levaram os dois homens a passar mais de uma semana na prisão.
A flotilha, que inicialmente era formada por cerca de cinquenta embarcações, havia partido da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense de Gaza e entregar ajuda humanitária ao território palestino devastado pela guerra.
Sua detenção a centenas de quilômetros da costa israelense foi declarada “ilegal” e “fora de toda jurisdição” pelo governo espanhol. A ONU exigiu sua “libertação imediata”.

Detenção sem provas
Israel não “permitirá nenhuma violação” do bloqueio marítimo de Gaza, reiterou o ministério em sua mensagem.
Espanha, Brasil e Nações Unidas haviam solicitado a rápida libertação dos detidos e, na quarta-feira, um tribunal israelense rejeitou um recurso contra a detenção deles.
“Desde seu sequestro em águas internacionais até sua detenção ilegal em completo isolamento e os maus-tratos aos quais foram submetidos, as ações das autoridades israelenses foram um ataque punitivo contra uma missão puramente civil”, declarou após sua libertação a Adalah, a ONG israelense que os representou legalmente.
“O uso da detenção e do interrogatório contra ativistas e defensores dos direitos humanos é uma tentativa inaceitável de suprimir a solidariedade global com os palestinos em Gaza”, acrescentou.
Durante sua prisão na cidade costeira de Ascalão, no sul de Israel, a Adalah denunciou “maus-tratos” e “abusos psicológicos”, assim como interrogatórios de oito horas, iluminação intensa na cela 24 horas por dia, isolamento total e deslocamentos sistemáticos com os olhos vendados, inclusive durante visitas médicas.
As autoridades israelenses rejeitaram essas acusações. Segundo a diplomacia espanhola, Israel não lhes forneceu “nenhuma prova” do suposto vínculo de Saif Abu Keshek com o Hamas, o movimento islamista palestino que governa Gaza.
A primeira viagem da chamada Flotilha Global Sumud no ano passado também foi interceptada pelas forças israelenses diante das costas do Egito e de Gaza.
Israel controla todos os pontos de entrada em Gaza, que permanece sob bloqueio israelense desde 2007.
Durante a guerra em Gaza, que começou em outubro de 2023, agravou-se a escassez de suprimentos no território, e Israel chegou, em alguns momentos, a cortar completamente a ajuda humanitária.


Fonte: Jovem Pan

Cruzeiro com surto de hantavírus chega à Espanha; passageiros aguardam repatriação

Os cerca de 150 ocupantes do cruzeiro Hondius, que sofreu um surto de hantavírus, começaram a desembarcar neste domingo (10), horas depois de sua chegada ao porto de Granadilla, na ilha espanhola de Tenerife, em uma operação de evacuação para seus países que será concluída na segunda-feira.
Os passageiros, vestidos com trajes de proteção azuis, iam descendo em pequenos grupos da embarcação, que partiu em 1º de abril da Argentina antes de sofrer o surto que matou três de seus passageiros, e eram levados até o pequeno porto em lanchas, segundo observou uma jornalista da AFP.
Os primeiros a sair foram os catorze espanhóis, por volta das 08h30 GMT (5h30 de Brasília), que foram levados ao aeroporto de Tenerife Sul, a 10 minutos dali, onde um jornalista da AFP viu sua chegada em ônibus vermelhos da Unidade Militar de Emergência (UME), com a parte do motorista separada dos passageiros por uma espécie de barreira profilática.
Ao chegar ao aeroporto, os espanhóis trocaram os trajes de proteção e foram desinfetados antes de decolar às 10h55 GMT em direção a Madri, onde serão enviados a um hospital militar para cumprir quarentena.
A mesma operação ocorrerá com os demais passageiros e membros da tripulação de outras nacionalidades.
Neste domingo há voos previstos para os Países Baixos, Canadá, Turquia, França, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos, segundo indicou em entrevista coletiva a ministra espanhola da Saúde, Mónica García.
O último voo, com destino à Austrália, partirá na segunda-feira, acrescentou a ministra, que está ao lado de outros ministros e do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, coordenando e supervisionando a operação.

Passageiros assintomáticos
“A operação começou e está indo muito bem. Agradecemos também a coordenação por parte da Espanha, e a UE também está aqui”, afirmou Ghebreyesus.
Antes do início da evacuação, equipes médicas subiram ao cruzeiro — que chegou a Tenerife durante a madrugada — para avaliar os passageiros, que continuam assintomáticos, segundo informou García.
No porto da ilha do arquipélago atlântico das Canárias era possível ver o esquema montado, com tendas da Guarda Civil e os ônibus vermelhos da UME para o traslado dos passageiros do Hondius ao aeroporto. O navio partiu em 1º de abril de Ushuaia, no extremo sul da Argentina.
O governo espanhol insistiu que a operação conta com “todas as garantias de saúde pública”.
O chefe da OMS havia sido enfático na véspera: “Preciso que me escutem com clareza: isto não é outra covid. O risco atual para a saúde pública derivado do hantavírus continua sendo baixo”.
O último balanço da OMS registra um total de seis casos confirmados entre oito suspeitos, incluindo um casal de passageiros holandeses e uma alemã mortos por esse vírus conhecido, porém pouco frequente, para o qual não há vacina nem tratamento.
Irritação do governo das Canárias
Uma vez concluída a operação, o Hondius viajará com a parte essencial de sua tripulação e o cadáver de uma vítima para sua base nos Países Baixos, onde será desinfetado.
O navio permanece fundeado, sem atracar, no porto de Granadilla para não tocar terra, por pedido expresso das autoridades regionais das Canárias, que deixaram clara sua oposição.
“Com minha autorização e conivência, não vou colocar a população em perigo. Se eles quiserem afrontar a comunidade autônoma e a vontade das instituições canárias, isso será feito pelo governo da Espanha, mas não com nossa cumplicidade”, afirmou o presidente das Canárias, Fernando Clavijo.
Granadilla observava com certa incredulidade seu protagonismo nas notícias, enquanto mantinha o olhar voltado para o porto com certa desconfiança.
“O mundo nos observa novamente. E novamente a Espanha, como em muitas outras crises, responderá à altura do que é este grande país, com exemplaridade e eficácia”, disse neste domingo o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, em um ato de seu Partido Socialista na Andaluzia.
“Agradeço às Canárias por permitirem que o cruzeiro Hondius (…) atracasse”, disse na Praça de São Pedro o papa Leão XIV, que visitará o arquipélago em abril dentro de uma viagem à Espanha.


Fonte: Jovem Pan

As fast-fashions não são mais as mesmas

No dia em que escrevo este texto, acordei ansiosa por um único motivo: o lançamento da coleção de Stella McCartney, estilista e nepo baby, com a H&M, fast-fashion sueca que desembarcou no Brasil em agosto do ano passado. 
A colaboração entre a marca e a filha de Paul McCartney foi feita, pela primeira vez, há mais de 20 anos e voltou agora, em um momento estratégico das fast-fashions – nome dado a modelos de negócios de produção de roupas em massa rapidamente. 
Nos últimos anos, vimos lojas nesses moldes ascenderem no Brasil. Do crescimento da popularidade da Zara à chegada, mais recentemente, da H&M e da Bershka, em março deste ano. Sem contar nas já estabelecidas C&A, Renner, Riachuelo… aquelas que se acomodaram por aqui por pouco tempo, como a Forever 21.
Vindo da alta-costura, John Galliano firmou parceria com a Zara | Foto: divulgação
Com tanta concorrência iminente, a estratégia de replicar as tendências das passarelas a um preço acessível já não funciona mais. É preciso criar coleções exclusivas, investir na qualidade de materiais e transformar a experiência do cliente. 
Foi nesse movimento que a espanhola Zara chamou John Galliano, nome da alta-costura, para desenvolver coleções periódicas. A C&A estreou uma linha fashionista, com direito a editoriais conceituais de moda. 
O que mais me impressionou na coleção Stella McCartney + H&M não foram as peças em si, mas a velocidade que elas esgotaram mesmo a preços exorbitantes. Nunca imaginei que um blazer de R$ 1500 de uma loja “popular” seria tão disputado. 
Linha Mindset, da C&A, tem editoriais nos moldes das marcas de luxo │Reprodução/Instagram
Talvez o maior triunfo das fast-fashion hoje não seja mais democratizar tendências, mas vender a sensação de exclusividade. Nessa lógica, o desejo e a urgência valem mais do que o preço. A pergunta que fica é: o que realmente diferencia o luxo do varejo popular agora?


Fonte: Jovem Pan

Como montar a playlist de Dia das Mães perfeita para o almoço em família

O tradicional almoço de domingo em família frequentemente recebe bastante atenção no cardápio e na decoração, mas o som ambiente acaba relegado ao modo aleatório de um aplicativo de streaming. Deixar a trilha sonora em segundo plano é desperdiçar uma das ferramentas mais poderosas para ditar o ritmo da reunião e emocionar a pessoa mais importante da data. Uma sequência musical bem amarrada tem o poder de resgatar lembranças de infância, provocar sorrisos e criar um fundo sonoro acolhedor para as conversas na mesa.

Por que a escolha das faixas define o tom da celebração
A música atua de forma direta no nosso centro de memórias e emoções. Quando você organiza uma curadoria específica para a data, a casa deixa de ter apenas um ruído de fundo e passa a oferecer um ambiente desenhado para o conforto. Obrigar os convidados a ouvirem comerciais ou interrupções abruptas quebra o fluxo de comunicação entre parentes que muitas vezes não se encontram com frequência ao longo do ano.
Além disso, cada família possui uma dinâmica própria. Um repertório pensado exclusivamente para a anfitriã funciona como um presente invisível, demonstrando um nível de cuidado que objetos materiais nem sempre conseguem transmitir. Obrigações cotidianas e rotinas aceleradas fazem com que pequenos gestos de atenção aos detalhes do convívio doméstico ganhem um peso emocional muito maior durante os feriados dedicados às figuras maternas.
O impacto de uma seleção musical bem pensada
O resultado prático de assumir o controle do som ambiente reflete imediatamente na fluidez da festa. A principal vantagem técnica da música ambiente é evitar os indesejados silêncios constrangedores entre as refeições, servindo como uma espécie de lubrificante social natural para os diálogos paralelos.
Uma lista bem dosada também cumpre o papel fundamental de unir diferentes gerações no mesmo espaço físico. Quando os netos escutam as canções que marcaram a juventude das avós, e vice-versa, cria-se uma ponte de interesse comum. O compartilhamento de referências musicais gera assuntos espontâneos, diminui o tempo de tela nos celulares da casa e prolonga a permanência das pessoas ao redor da mesa mesmo após o cafezinho.
Passo a passo para criar sua trilha sonora
O processo de curadoria exige apenas alguns dias de antecedência e um aplicativo de áudio da sua preferência. Siga a estrutura técnica abaixo para garantir uma execução sem falhas durante a tarde de comemoração.
1. Entenda as preferências da homenageada
O primeiro movimento é fazer uma pesquisa silenciosa sobre as décadas e os artistas favoritos da sua mãe. Evite projetar o seu próprio gosto musical na lista. Se ela gosta de sucessos da música popular brasileira dos anos 1980 ou de canções românticas estrangeiras dos anos 1990, essa deve ser a espinha dorsal do repertório. Resgate discos antigos na estante ou preste atenção ao que ela costuma cantarolar no carro.
2. Defina qual a melhor playlist de músicas nacionais e internacionais para homenagear no dia das mães
O segredo de um repertório que prende a atenção da família sem enjoar é o equilíbrio. Para entender qual a melhor playlist de músicas nacionais e internacionais para homenagear no dia das mães, você precisa mesclar grandes hinos consagrados com sucessos de fora que marcaram as viagens da família. Adicione faixas clássicas como “Como É Grande o Meu Amor Por Você”, de Roberto Carlos, e letras tocantes como “Dona Cila”, de Maria Gadú, intercaladas com canções de artistas como The Beatles, Celine Dion ou nomes contemporâneos que tragam uma mensagem afetuosa em suas composições. Essa alternância idiomática e rítmica mantém o cérebro engajado.
3. Ajuste o ritmo conforme os momentos do evento
A energia da reunião obedece a uma curva altamente previsível que o som deve acompanhar fielmente. Comece com um ritmo mais agitado durante a chegada dos familiares e o preparo dos aperitivos na cozinha, utilizando faixas com batidas animadas. No exato momento em que todos se sentam para comer os pratos principais, faça a transição para baladas acústicas, jazz ou bossa nova suave. Após a sobremesa, você pode retornar para um ritmo mais nostálgico e festivo.
Cuidados para não errar no volume e no estilo
O erro mais comum ao operar equipamentos sonoros em eventos residenciais é errar a mão na intensidade dos decibéis. A música precisa ficar em segundo plano, permitindo que duas pessoas conversem em tom de voz natural de lados opostos da sala sem precisar gritar de forma desconfortável. Antes de as visitas tocarem a campainha, faça um teste caminhando pelos cômodos para identificar se os alto-falantes não estão apontados diretamente para os assentos.
Outro ponto crítico de atenção é a triagem cuidadosa do conteúdo lírico das canções escolhidas, especialmente se a plataforma estiver operando no modo de reprodução sugerida. Corte faixas com temas melancólicos excessivos, letras sobre términos traumáticos ou batidas pesadas que destoem completamente do espírito fraterno do almoço familiar. A consistência da mensagem transmitida pelas caixas de som ajuda a estabilizar o bom humor da casa.
As homenagens do mês de maio exigem sensibilidade, audição atenta e observação contínua. Dedicar algumas horas da sua semana prévia para alinhar as faixas corretas garante que a refeição ganhe contornos de um evento desenhado com afeto genuíno, fugindo da frieza comercial que muitas vezes envolve a data. A memória de uma tarde inteira conversando em paz ao som de clássicos escolhidos a dedo permanecerá viva no arquivo familiar por muito mais tempo.


Fonte: Jovem Pan

Praias com Bandeira Azul em SC: o que significa e quais visitar

O litoral de Santa Catarina é famoso por sua beleza e diversidade, atraindo turistas de todo o mundo. Para quem busca não apenas paisagens deslumbrantes, mas também qualidade, segurança e sustentabilidade, uma dúvida comum surge no planejamento: quais as praias de Santa Catarina com o selo Bandeira Azul e o que isso significa na prática? Este guia responde a essas perguntas de forma direta, ajudando você a escolher os melhores destinos para sua viagem.
A Bandeira Azul é um selo ecológico internacional, concedido a praias, marinas e embarcações de turismo que atendem a uma série de critérios rigorosos. Na prática, encontrar uma praia com essa bandeira hasteada é uma garantia de excelência.

O que significa o selo Bandeira Azul na prática?
Receber a Bandeira Azul significa que a praia cumpre uma lista de exigências relacionadas a quatro pilares fundamentais. Para o visitante, isso se traduz em uma experiência mais segura, limpa e agradável. Os critérios avaliados incluem:

Qualidade da água: A água do mar deve ter excelente qualidade, comprovada por análises frequentes e rigorosas.
Gestão ambiental: A praia precisa ter um sistema de gestão de resíduos eficiente, com lixeiras para coleta seletiva, além de manter a areia e os ecossistemas adjacentes limpos e conservados.
Segurança e serviços: É obrigatória a presença de salva-vidas e equipamentos de primeiros socorros. A infraestrutura deve incluir banheiros limpos e, preferencialmente, acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.
Educação e informação ambiental: Devem ser oferecidas atividades de educação ambiental e as informações sobre o programa Bandeira Azul, a qualidade da água e o código de conduta local precisam estar visíveis para os frequentadores.

Quais as praias de Santa Catarina com a Bandeira Azul?
Santa Catarina é o estado brasileiro com o maior número de praias certificadas. A lista é atualizada anualmente, então é sempre bom verificar a temporada vigente. Abaixo estão algumas das principais praias que costumam receber o selo:

Balneário Camboriú: Conhecida por sua orla vibrante, a cidade se destaca com as praias agrestes.
Praia de Taquaras: Mar calmo e cercada por vegetação preservada.
Praia do Estaleiro e Estaleirinho: Conhecidas pelas boas ondas e ambiente mais rústico.
Bombinhas: Um paraíso para mergulho e contato com a natureza.
Praia de Quatro Ilhas: Visual incrível e boas condições para o surfe.
Praia de Mariscal: Extensa faixa de areia branca e mar limpo.
Praia da Conceição: Pequena e aconchegante, com águas tranquilas.
São Francisco do Sul: A cidade mais antiga de Santa Catarina combina história e praias certificadas.
Praia Grande: Vasta extensão de areia, ideal para caminhadas e surfe.
Praia da Saudade (Prainha): Um dos principais points de surfe do estado.
Praia do Forte: Águas calmas e vista para o histórico Forte Marechal Luz.
Balneário Piçarras: Destino familiar com excelente infraestrutura.
Praia de Piçarras: Orla urbanizada, com ciclovia e águas próprias para banho.
Praia da Ponta do Jacques: Ideal para a prática de esportes náuticos.
Governador Celso Ramos: Região de natureza exuberante e praias paradisíacas.
Praia Grande: Famosa por suas águas cristalinas e tranquilidade.
Florianópolis: A capital do estado também conta com um local certificado.
Lagoa do Peri: Embora seja uma lagoa de água doce, recebe a certificação por sua qualidade ambiental e infraestrutura.

Dicas para planejar sua visita às praias premiadas
Organizar um roteiro para conhecer as praias catarinenses com Bandeira Azul é simples, já que a maioria se concentra em regiões bem estruturadas.

Melhor época: O verão, de dezembro a março, é a alta temporada, com dias ensolarados e infraestrutura completa. Para quem prefere mais tranquilidade e preços menores, os meses da meia-estação, como abril, maio, outubro e novembro, são excelentes opções.
Como chegar: O principal acesso rodoviário é pela BR-101, que corta todo o litoral do estado. Os aeroportos de Florianópolis (FLN) e Navegantes (NVT) são as melhores portas de entrada para quem vem de outros estados, servindo todas as regiões mencionadas.
Locomoção: Alugar um carro é a forma mais prática de explorar as diferentes praias com liberdade, especialmente para acessar as praias mais agrestes de Balneário Camboriú ou as diversas enseadas de Bombinhas.

Visitar uma praia com o selo Bandeira Azul em Santa Catarina é a certeza de encontrar um ambiente bem cuidado, seguro e com respeito à natureza. Ao planejar sua viagem, usar esta lista como guia garante que você aproveitará o melhor do litoral catarinense, com a tranquilidade de estar em um local de padrão internacional.


Fonte: Jovem Pan

Tannat une Rio Grande do Sul e Uruguai em vinhos de identidade própria

O Estado Riograndense tem toda sua fronteira extrema com o Uruguai, sendo verdade que, em certas localidades, sequer se distingue com facilidade onde termina o Brasil e onde começa o Uruguai. Há casos em que a fronteira é só geopolítica, vez que hábitos e habitantes se miscigenam de um modo quase imiscível. E tal situação veio para a agricultura vinífera, de um jeito osmótico e natural, sendo que a casta vinífera Tannat é o exato reflexo desta situação. Porém, se há semelhanças, identidades, há marcantes traços distintivos, quando temos em foco os vinhos que se produzem, em ambas as nações, a partir da Tannat.
A uva Tannat é uma variedade vinífera de origem francesa, tradicionalmente ligada à região de Madiran, no sudoeste da França, próxima aos Pireneus. Seu nome deriva da elevada concentração de taninos presentes na casca e nas sementes, característica que sempre conferiu aos seus vinhos grande estrutura, intensidade e potencial de envelhecimento. Historicamente, a Tannat foi cultivada em pequenas propriedades francesas desde a Idade Média, produzindo vinhos robustos e escuros, apreciados sobretudo para acompanhar carnes e pratos de sabor intenso. No século XIX, a variedade atravessou o Atlântico levada por imigrantes bascos e franceses, encontrando no Uruguai condições climáticas extremamente favoráveis ao seu desenvolvimento. Com o passar do tempo, a Tannat adaptou-se tão bem ao terroir uruguaio que acabou se transformando na uva símbolo do país, sendo hoje um dos principais elementos da identidade vitivinícola uruguaia.
No Uruguai, a Tannat encontrou um clima temperado, influenciado pela proximidade do Oceano Atlântico e do Rio da Prata, com boa umidade e amplitudes térmicas moderadas. Essas condições contribuíram para a elaboração de vinhos menos agressivos do que os franceses, porém ainda intensos e marcantes. Os vinhos uruguaios de Tannat costumam apresentar coloração muito profunda, aromas de frutas negras maduras, ameixas, cassis, notas de chocolate, tabaco, couro e especiarias. Em boca, revelam taninos firmes, mas progressivamente mais macios graças às técnicas modernas de vinificação e amadurecimento em barricas de carvalho. São vinhos encorpados, persistentes e com excelente capacidade de guarda, frequentemente reconhecidos internacionalmente pela elegância e equilíbrio entre potência e frescor.
No Brasil, a Tannat passou a ganhar maior relevância principalmente no Rio Grande do Sul, especialmente na Serra Gaúcha e na Campanha Gaúcha. O clima dessas regiões, embora mais úmido que o uruguaio, mostrou-se adequado para o cultivo da variedade, sobretudo em áreas de maior insolação e boa drenagem dos solos. A partir das décadas finais do século XX, diversas vinícolas gaúchas passaram a investir na Tannat em busca de vinhos tintos estruturados e de personalidade marcante. Os exemplares brasileiros geralmente apresentam perfil aromático mais frutado e acessível, destacando notas de amora, cereja madura e frutas vermelhas escuras, acompanhadas por toques de baunilha e café quando amadurecidos em madeira. Em boca, tendem a possuir taninos menos severos e acidez equilibrada, resultando em vinhos robustos, porém frequentemente mais suaves e prontos para consumo precoce quando comparados aos uruguaios.
Ao comparar os vinhos Tannat do Uruguai com os do Rio Grande do Sul, percebe-se que ambos compartilham características fundamentais da variedade, como a intensa coloração rubi violácea, boa estrutura, elevada concentração fenólica e grande presença tânica. Entretanto, as diferenças de terroir e de estilo de vinificação geram identidades distintas. Os vinhos uruguaios normalmente revelam maior profundidade, complexidade e potência, com perfil mais austero e longa capacidade de envelhecimento. Já os gaúchos costumam enfatizar a fruta madura e a maciez, tornando-se mais amigáveis ao paladar do consumidor médio brasileiro. Enquanto a influência atlântica uruguaia favorece vinhos elegantes e minerais, o clima da Serra e da Campanha Gaúcha tende a produzir exemplares de caráter mais caloroso e frutado.
A Tannat é uma variedade especialmente indicada para harmonizações gastronômicas intensas. Seus vinhos acompanham muito bem carnes vermelhas grelhadas, cordeiro, churrasco, cortes bovinos de maior gordura, embutidos e queijos curados. Também podem harmonizar com pratos de longa cocção, massas com molhos fortes e culinária regional gaúcha e uruguaia; a tradicional culinária francesa (rica em molhos opulentos e carnes gordas) também segue excelentemente bem com os vinhos da Tannat, especialmente os nacionais. Recomenda-se servir esses vinhos entre 16 °C e 18 °C, preferencialmente após breve decantação, sobretudo nos exemplares mais jovens e estruturados.
Nos últimos anos, o consumo da Tannat tem crescido em diversos mercados internacionais, impulsionado tanto pela qualidade dos vinhos quanto pelo interesse em seus possíveis benefícios à saúde. Estudos frequentemente associam a variedade a elevados índices de polifenóis e resveratrol, compostos antioxidantes relacionados à proteção cardiovascular quando consumidos com moderação. Além disso, a valorização dos vinhos sul-americanos e o fortalecimento da identidade vitivinícola uruguaia e gaúcha indicam perspectivas bastante positivas para a expansão da Tannat, consolidando-a como uma das mais importantes uvas tintas cultivadas na América do Sul.  Salut!


Fonte: Jovem Pan

Quem foi Anna Jarvis e por que a criadora da data se arrependeu de ter inventado o dia das mães

O segundo domingo de maio movimenta bilhões no comércio global com a venda desenfreada de flores, chocolates e pacotes de viagem. No entanto, a verdadeira história por trás dessa tradição passa longe das vitrines lotadas e das promoções de varejo. A mulher responsável por instituir a homenagem dedicou as últimas quatro décadas de sua vida a destruir a máquina comercial em que sua ideia se transformou, morrendo empobrecida em um sanatório após tentar cancelar legalmente a festividade que ela mesma concebeu.

A origem de uma homenagem pessoal que virou tradição
O conceito que deu origem à data não nasceu de uma estratégia de vendas ou calendário de lojistas. Ann Reeves Jarvis, mãe da futura fundadora da celebração, foi uma ativista comunitária que organizou clubes de mães na década de 1850 para reduzir a mortalidade infantil na região de West Virginia, ensinando cuidados básicos de higiene e saneamento. Durante a Guerra Civil Americana, ela organizou brigadas femininas para prestar socorro e curar soldados feridos de ambos os lados do conflito, sem distinção de bandeira.
Após o falecimento de Ann, em maio de 1905, sua filha Anna Jarvis fez uma promessa para manter viva a memória materna. Ela iniciou um movimento para estabelecer um dia oficial focado em honrar os sacrifícios invisíveis e diários que todas as mães do país faziam pela formação de suas famílias.
O impacto da campanha e a oficialização pelo governo
A cruzada de Anna Jarvis ganhou proporções nacionais rapidamente por meio de uma intensa rede de comunicação. A ativista escreveu centenas de cartas para políticos, formadores de opinião, líderes religiosos e empresários exigindo a adoção de uma data comemorativa.
O esforço deu os primeiros resultados em 1908, quando ocorreu o primeiro culto oficial em uma igreja metodista, onde Anna distribuiu centenas de cravos brancos para os presentes. A aceitação popular foi tão massiva que, em 1914, o então presidente norte-americano Woodrow Wilson assinou a lei que convertia o segundo domingo de maio em um feriado nacional obrigatório. No Brasil, a celebração começou a ganhar tração por volta de 1918 e foi institucionalizada no calendário oficial durante o governo de Getúlio Vargas em 1932.
A cronologia da revolta contra o mercado
A amarga ironia da história de Anna Jarvis é que sua principal vitória legislativa desencadeou o seu maior pesadelo. Logo após a oficialização federal, o setor privado sequestrou o significado da homenagem.
1. A explosão da indústria de flores e cartões impressos
Com o apoio governamental garantido, as floriculturas começaram a inflacionar vertiginosamente o preço dos cravos, transformando a flor em um item de luxo. Simultaneamente, a incipiente indústria gráfica passou a comercializar cartões com mensagens prontas. Para a fundadora, comprar um texto pré-fabricado era um sinal de preguiça inaceitável, pois o correto seria dedicar tempo para escrever gratidões de próprio punho.
2. Os boicotes e a prisão da ativista
Inconformada com o rumo do feriado, ela criou uma associação internacional de proteção à data e registrou os direitos da expressão como marca. A partir disso, passou a invadir convenções que vendiam artigos para mães, promoveu boicotes sistemáticos nas portas de comércios e, em um de seus protestos, acabou sendo detida por perturbação da ordem pública.
3. A luta final pela anulação do feriado
O último estágio de sua revolta ocorreu nos tribunais e na pressão ao congresso americano. Anna acionou judicialmente organizações de caridade, políticos de alto escalão e megacorporações. Ela elaborou petições extensas e gastou toda a sua herança familiar pagando advogados na tentativa inútil de revogar completamente a existência da festividade.
O legado original que a ativista tentou proteger
A aversão da criadora ao comércio focado no feriado não era motivada por ressentimento cego, mas por lealdade a um princípio. Ela defendia que o propósito do dia deveria permanecer recluso à intimidade do lar. Seu objetivo primário era fazer com que filhos adultos parassem suas rotinas para voltar à casa de suas mães e oferecer apoio emocional e reconhecimento pelo trabalho silencioso de uma vida inteira. O desvirtuamento desse tempo de qualidade para uma obrigação de adquirir bens materiais representava a morte simbólica de tudo o que sua mãe havia defendido.
Após exaustivas décadas de processos legais derrotados e completo isolamento, a figura que fez o mundo celebrar as mães morreu aos 84 anos, no ano de 1948, em uma instalação psiquiátrica na Pensilvânia, sem recursos financeiros. O feriado seguiu sua rota de expansão ininterrupta, consolidando-se como o segundo período mais lucrativo do comércio. A odisseia de Anna permanece como um testamento histórico sobre como gestos genuínos de afeto familiar correm o constante risco de se diluírem no volume financeiro do varejo.


Fonte: Jovem Pan

Antes tabu, maternidade vira realidade para atletas de alto rendimento

Atletas de alto rendimento sendo mães, até uns anos atrás, era uma realidade fora de cogitação. Por mais que algumas histórias tenham chamado atenção ao decorrer dos anos, como Isabel Salgado jogando até os seis meses de gestação, decisões como essas não eram comuns, porque as mulheres precisavam escolher entre a profissão e a maternidade. 
Isabel Salgado foi uma das pioneiras do Brasil a jogar grávida │Reprodução/TV Globo
Só que, hoje, as ligas e confederações têm mudado seu posicionamento e dado apoio para atletas que querem ser mães enquanto continuam no alto rendimento. 
Custeio de viagens da CBF 
No final de 2025, durante o anúncio das mudanças do futebol feminino para a temporada de 2026, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que a entidade passaria a custear as viagens de filhos de atletas em fase de amamentação.
Uma atleta que se beneficia do recurso é foi a atacante Ketlen Wiggers, artilheira do Santos, que teve Lucca em novembro de 2025.
Atacante do Santos, Ketlen Wiggers foi mãe em novembro de 2025 │Reprodução/Instagram/@ketlenwiggers
Mesmo durante a gestação, ela continuou treinando e quatro meses após dar à luz, estava de volta aos treinos. 

 

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Um post compartilhado por Ketlen Wiggers (@ketlenwiggers)

Diferente de Ketlen, que ainda não voltou aos jogos, a CBF informou à Jovem Pan que quatro jogadoras já usaram o benefício oferecido, sendo elas: 

Florencia Soledad Jaimes, do Internacional 
Angela Soares Neves, do Remo 
Miriam Farias da Silva, do Itapuense 
Rosileide Gomes da Cunha, do Ypiranga

Maternidade no surfe 
Tati Weston-Weeb deu à luz em fevereiro deste ano a Bia Rose │Reprodução/instagram/@tatiwest e jesse_mendes
A medalhista olímpica Tati Weston-Weeb deu à luz em fevereiro deste ano Bia Rose, sua primeira filha com o também surfista Jessé Mendes. Apesar de a gravidez ter acontecido quando ela estava no ano sabático, Tati participou de uma competição em 2025, quando já estava gestante. 
Disputou a nona etapa do circuito mundial de surfe, realizada na Praia de Itaúna, em Saquarema (RJ), em junho de 2025. Dois meses antes de anunciar a gestação de 17 semanas. 
A surfista, que planeja voltar a competir em 2027, será beneficiada com o Season Wildcard, medida que garante vaga na elite para surfistas que precisem interromper a carreira temporariamente devido à gravidez.

 

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Um post compartilhado por Tatiana Weston-Webb (@tatiwest)

Entretanto, em março deste ano a World Surf League (WSL), anunciou o “convite de maternidade”, que permite que as atletas não precisem refazer o caminho pelas divisões de acesso (Challenger Series) e vão direto para o Championship Tour (CT) – ele é igual ao Season, só que é disponibilizado apenas para mulheres. 
Tati não poderá usar o “convite maternidade” porque ele só é disponibilizado para apenas um atleta por temporada, que foi concedido a francesa Johanne Defay que tem prioridade nas regras da WSL como ex-campeã mundial.
Vôlei e sua história com a maternidade
Além de Isabel Salgado que fez história e se tornou referência quando assunto é conciliar a maternidade com o alto rendimento, o vôlei tem um longo histórico de atletas que vivem a maternidade enquanto continuam competindo. 
Assim como Isabel causou impacto nos anos 80, em 2025 foi a vez de Pri Heldes ganhar os holofotes ao disputar uma partida da Superliga grávida de 5 meses. 
Pri Heldes jogou com cinco meses de gestação │Thiago Porthix/FFC
Assim como Isabel e Pri, no vôlei outras jogadoras também atuaram durante a gestação. A bicampeã olímpica Paula Pequeno seguiu em quadra até o quinto mês de gravidez. Karine Guerra, atuou grávida por duas equipes, Minas e Praia Clube. Em uma delas até os sete meses.
Tandara Caixeta também ficou em quadra até o quinto mês. Ela foi a primeira atleta a buscar na Justiça brasileira os direitos trabalhistas ligados à maternidade, e venceu a ação contra o Praia Clube, em que processou o clube por ter seu salário reduzido a 0,5% após ela engravidar. 
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) é uma das entidades que tem ações de suporte às atletas mães. Em nota enviada à Jovem Pan, a CBV informou que desde 2023 conta com o “Fundo Especial de Apoio ao Atleta, que dá suporte financeiro a atletas sem vínculo com clubes em casos de doença grave, gravidez, inadimplência do contratante e lesões durante a disputa de partidas em competições”. Quatro atletas já usufruíram do Fundo por conta da gravidez. 
Específico ao vôlei de praia, desde 2021, a atleta que se ausenta das quadras por conta da gravidez “tem seus pontos no ranking congelados por até 24 meses e pode retornar às competições sem perda esportiva”, explica a CBV. Quatro atletas já usufruíram do Fundo por conta da gravidez.
12 meses de licença remunerada no tênis

Em março de 2025, a WTA anunciou um plano inédito de benefício para as jogadoras que querem ser mães. Ela passou a oferecer até 12 meses de licença-maternidade, além de bolsa para tratamento de fertilidade e outros benefícios. O projeto é uma parceria com o Fundo de Investimento Público Saudita.
Entretanto, apesar de existir mais de 320 jogadoras elegíveis para o benefício, existem critérios que precisam ser cumpridos, como, atingir um certo número de torneios WTA em uma janela de tempo.
Sarah Menezes x CBJ
Em meio a onde de evoluções sobre o alto rendimento e a maternidade, um caso no ano passado chamou atenção. A campeã olímpica como atleta e treinadora Sarah Menezes, que hoje também é candidata a deputada federal, foi demitida menos de um anos depois de ter tido sua segunda filha, nascida em maio de 2025. Em fevereiro deste ano, a Confederação Brasileira de Judô informou que Sarah não era mais treinadora. 
Nas redes sociais, sem citar a CBJ, a ex-judoca fez uma publicação reflexiva no dia 8 de março, onde questionava: “Por que uma mulher precisa escolher? Atleta, campeã e mãe. Tudo ao mesmo tempo!”, diz a publicação, quem também trazia outro trecho onde dizia: “igualdade real e reconhecer que a maternidade não é incompatível com excelência profissional”. 
A publicação foi acompanhada de outras frases que fala que ser mulher é lutar e ser mulher no esporte é lutar ainda mais. 

 

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Um post compartilhado por Sarah Menezes (@menezessarah)

Em entrevista à Ielcast, ela informou que é grata à confederação apesar do ocorrido e disse que a explicação da demissão foi que estava havendo uma mudança, após alterações que tiveram na CBJ, e ela foi a escolhida para ser desligada. 
Em nota, a CBJ se posicionou e esclareceu que a decisão se deu por mudança na comissão técnica e que a  demissão veio “meses após o retorno dela da licença-maternidade, dentro de um processo de reorganização interna voltado ao planejamento do atual ciclo olímpico.”
Questionado se há algum apoio a maternidade, a CBJ disse que hoje não possuem e que no judô, geralmente, as atletas escolhem ser mãe após encerrarem a carreira.
Sarah Menezes deu à luz a segunda filha em 2025 │Reprodução/Instagram/@menezessarah


Fonte: Jovem Pan

Entre bisturis, afetos e recomeços: o que aprendi sendo mãe e médica

Ser mãe e médica nunca foi simples. E talvez nunca precise ser. Ao longo da minha trajetória, aprendi que conciliar essas duas dimensões não é sobre perfeição, mas sobre construção diária. Hoje, grávida de oito meses da minha terceira filha, vivendo intensamente essa fase, percebo o quanto tudo isso é, ao mesmo tempo, desafiador e profundamente transformador.
Se por um lado a experiência traz mais segurança, por outro, a rotina se torna naturalmente mais exigente. Duas filhas, uma carreira estruturada, compromissos que não param. Ainda assim, existe algo de mais sereno agora. Talvez porque, com o tempo, a gente aprenda a encontrar um certo equilíbrio – uma espécie de “velocidade de cruzeiro” onde as coisas passam a fazer mais sentido, mesmo dentro do caos.

Quando a vida ensina a abrir mão do controle
Sempre fui uma pessoa muito focada, acostumada a planejar cada passo. A medicina, de certa forma, também nos conduz por esse caminho de controle, precisão e previsibilidade. Mas a maternidade chega como um convite – ou melhor, como um lembrete – de que nem tudo segue o roteiro.
Cada gestação é única. Cada filho é único. E, por mais que a gente se prepare, existe sempre algo que foge do planejado. Aprendi, com o tempo, que está tudo bem. Que a vida acontece no meio do inesperado. Que abrir mão do controle não é fraqueza, mas maturidade.
Hoje entendo que a maternidade é, acima de tudo, um exercício constante de resiliência.
O olhar que muda – dentro e fora do consultório
Ser mãe mudou completamente a forma como enxergo o mundo – e, inevitavelmente, minhas pacientes. A empatia ganha uma dimensão diferente. A escuta se torna mais sensível. As histórias deixam de ser apenas relatos clínicos e passam a ter camadas mais profundas.
Curiosamente, durante os atendimentos, eu continuo muito focada. A responsabilidade com o paciente exige isso. Mas, especialmente com outras mulheres, a conversa muitas vezes encontra um caminho comum: a maternidade. E ali acontece algo muito bonito –uma troca genuína, que vai além da medicina. É nesse encontro que percebo o quanto nossas experiências nos conectam.
Entre medos reais e emoções silenciosas
Às vésperas do parto, meu olhar ainda é, em parte, o de médica. Penso na saúde, no bom andamento do processo, na ausência de intercorrências. É o lado prático falando mais alto.
Mas existe também um outro lado –mais silencioso, mais emocional – que se manifesta quando penso na chegada da minha filha. Especialmente por ser em maio, no mês das mães. É impossível não sentir um profundo senso de realização.
Olho para trás e vejo tudo o que foi vivido: as outras gestações, os desafios, os aprendizados, os momentos difíceis e os felizes. E, acima de tudo, sinto gratidão.
Ser mãe e médica é isso. Um equilíbrio constante entre responsabilidade e afeto, entre técnica e sensibilidade, entre razão e entrega. Desafiador e gratificante, em proporções muito semelhantes.
Dra. Andréa Klepacz – CRM/SP 128.575 | RQE 51419
Cirurgiã vascular
Membro da Brazil Health


Fonte: Jovem Pan