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Lula diz que pode adotar reciprocidade contra os EUA no caso de delegado envolvido na prisão de Ramagem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não sabe o que aconteceu no caso do delegado brasileiro envolvido na prisão de Ramagem nos EUA e afirmou que pode usar reciprocidade contra um americano no Brasil.
“Fui informado hoje de manhã, acho que se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o dele no Brasil”, disse Lula na porta do Hotel em Hannover em conversa com a imprensa.
O presidente ainda afirmou que não aceitará ‘essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas pessoas americanas querem ter com relação ao Brasil’.
O Ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira também falou sobre o assunto. “Essa notícia não tem fundamento. Estamos aguardando esclarecimentos das autoridades americanas”, disse o ministro.
Na segunda (20), o governo dos Estados Unidos ordenou que o delegado brasileiro envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixe o país. A medida foi divulgada pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do governo americano.
Sem citar nomes, o governo americano afirmou em uma rede social que uma autoridade brasileira tentou “contornar pedidos formais de extradição” para promover “perseguições políticas” no país.
“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso”, diz o texto.
A TV Globo confirmou com a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil que a autoridade citada é o delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava junto ao Serviço de Imigração e Controle de Aduanas norte-americano (ICE).
Carvalho foi nomeado para atuar em Miami em março de 2023, em uma missão junto ao ICE com duração de dois anos.
Entre as funções está a identificação e a prisão de foragidos da Justiça brasileira nos EUA.
Em março de 2025, o governo publicou uma portaria que prorrogou a permanência dele na missão até agosto deste ano.
O Itamaraty disse que não vai se manifestar sobre o assunto. A PF não foi comunicada formalmente sobre a medida do governo norte-americano.


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g1 > Política

Lula volta a criticar Conselho de Segurança da ONU; “cinco membros permanentes, cinco senhores de guerra”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o Conselho de Segurança das Nações Unidas, neste sábado (18), em discurso na 1ª Reunião Mobilização Progressista Global, em Barcelona, na Espanha.
O evento reúne lideranças políticas de vários países e, segundo os organizadores, tem o objetivo de articular uma rede internacional em torno do fortalecimento da democracia e do multilateralismo.

“A querida Nações Unidas, que foi criada depois da segunda guerra mundial, com cinco membros permanentes, para cuidar da paz, para cuidar da cordialidade, da fraternidade, se transformaram em cinco senhores de guerra”. 

O grupo é composto por cinco países com assentos permanentes — EUA, Reino Unido, China, Rússia e França — que, nas votações, possuem o poder de vetar resoluções e 10 outros países com assentos rotativos.

Lula citou nominalmente todos os membros permanentes. Neste momento, o presidente brasileiro recebeu aplausos da plateia.

“Eu queria dizer ao presidente Trump [Donald Trump, presidente dos Estados Unidos], ao presidente Xi Jinping [presidente da China], ao presidente Putin [Vladimir Putin, presidente da Rússia], ao presidente Macron [Emmanuel Macron, presidente da França], ao primeiro-ministro da Inglaterra, que são os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU, pelo amor de Deus, cumpram com as suas obrigações de garantir a paz no mundo, convoquem uma reunião e parem com essa loucura de guerra porque o mundo não comporta mais”, declarou Lula.
‘A que pretexto?’
Lula novamente fez críticas diretas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “A invasão dos Estados Unidos ao Irã: a que pretexto?”, disse.
Mais cedo, em outro evento, o presidente brasileiro já havia citado a tensão no Oriente Médio e a investida americana contra o Irã.
“Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra” , afirmou.
Lula critica ONU e cobra respondabilidade de líderes mundiais


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g1 > Política

Lula diz que ninguém deve ter medo de ser ‘o que é’ e elogia Sánchez por barrar apoio a ataque dos EUA ao Irã

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (18) que as pessoas não precisam ter medo de defender suas posições desde que sejam respeitadas as regras do jogo democrático.
“Ninguém precisa ter vergonha de ser progressista ou de ser de esquerda. Ninguém precisa ter medo, no mundo democrático, de ser o que é e falar o que precisa falar, desde que se respeitem regras do jogo democrático estabelecidos pela própria sociedade”, pontuou.
Lula ainda elogiou o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez por, segundo ele, ter tido a coragem de não ter permitido que aviões de guerra dos Estados Unidos saíssem da Espanha para atacar o Irã.
No mês passado, Sánchez foi pressionado pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump a colaborar com a investida militar americana na região (leia mais abaixo).
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O governo espanhol, contudo, se negou a autorizar o uso de bases militares americanas no país para atuar no conflito. Trump chegou a ameaçar cortar relações comerciais com o país europeu.
A declaração do petista foi feita durante a 1ª Reunião Mobilização Progressista Global, em Barcelona, na Espanha.
Lula durante evento na Espanha
Reprodução
Extrema-direita e ‘mea culpa’
Em discurso inflamado, Lula fez críticas ao extremismo, mas também a ala progressista que, segundo ele, se “transformou no sistema”.
Lula destacou avanços feitos pelos progressistas e reações contrárias, mas afirmou que esse segmento não conseguiu superar o pensamento econômico dominante.
“O projeto neoliberal prometeu prosperidade e entregou fome, desigualdade e insegurança. Provocou crise atrás de crise. Ainda assim nós sucumbimos à ortodoxia. Temos sido os gerentes das mazelas do neoliberalismo”, argumentou.
Lula citou também que governos de esquerda têm sido eleitos com discurso de ódio e praticam austeridade — política econômica que prioriza cortes de gastos públicos e contenção de despesas para equilibrar as contas.
“Abrem mão de políticas públicas em nome da governabilidade. Nós nos tornamos o sistema. Não me surpreende agora que o outro lado se apresente como antissistema”, prosseguiu.
Lula acrescentou que os progressistas precisam ter como objetivo a coerência e que não podem falar “uma coisa e implementar outra” ou, ainda, “trair a população”. Em vários momentos, ele foi aplaudido pela plateia.
Segundo o presidente brasileiro, a extrema-direita soube capitalizar o mal-estar das promessas não cumpridas do neoliberalismo. “Canalizou a frustração das pessoas inventando mentiras e mais mentiras”, justificou.
O petista afirmou, contudo, que, mesmo assim, é preciso, por parte da ala progressista, apontar o dedo para os verdadeiros culpados. Nesse contexto, Lula criticou bilionários e a meritocracia.
Ele salientou o risco do avanço da extrema-direita à democracia e citou o episódio no Brasil com a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Nosso papel é desmascarar essas forças, desmascarar aqueles que dizem estar do lado do povo, mas governam para os mais ricos, que dizem ser patriotas, mas põem a soberania à venda e pede sanções para o seu próprio país”, justificou.
Antes de participar do fórum, Lula discursou na 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, quando criticou guerras e invasões promovidas por líderes mundiais.
O presidente faz um giro pela Europa, que inclui além da agenda na Espanha, visitas a Alemanha e a Portugal.


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g1 > Política

Governo federal diz que continuará adotando medidas para aumentar arrecadação e cumprir metas fiscais

Governo apresenta o projeto que define metas e prioridades para o orçamento de 2027
A equipe econômica informou que medidas voltadas à “recuperação da base arrecadatória” continuarão sendo adotadas para atingir as metas para as contas públicas dos próximos anos.
A informação consta no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.
📈 No projeto, entre outras previsões, o governo federal estima que o salário mínimo suba para R$ 1.717 em janeiro de 2027, com pagamento a partir de fevereiro.
O objetivo das medidas, segundo o governo, é garantir uma “contínua e gradual” recomposição do superávit das contas públicas que favoreça a estabilização da trajetória da dívida no médio prazo.

Reprodução/Pixabay
O governo informou que busca que as contas retornem ao azul em 2027, após projetar rombo em todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A meta proposta é de um resultado positivo de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 73,2 bilhões.
Com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo – ou seja, o superávit pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões.
Além disso, R$ 65,7 bilhões de gastos governo com precatórios (sentenças judiciais) e com projetos na área de defesa, saúde e educação podem ficar de fora da regra.
Na prática, portanto, o governo vai poder ter um déficit primário de até R$ 29,1 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida.
Mas a equipe econômica projeta um resultado positivo de R$ 8 bilhões em 2027 porque não prevê o abatimento integral dos precatórios na meta fiscal.
“No intuito de conter a evolução do endividamento público em relação ao PIB, o governo federal continuará adotando ações voltadas à recomposição das receitas, reduzindo ou eliminando incentivos fiscais [benefícios para regiões e setores da economia] que não geram os resultados econômicos e sociais esperados e buscando uma maior progressividade tributária [impostos mais altos para quem ganha mais]”, diz a equipe econômica.
Nos três primeiros anos do mandato do presidente Lula, o governo elevou uma série de tributos para melhorar a arrecadação mas, mesmo assim, não conseguiu retomar o saldo positivo em suas contas.
Carga tributária no Brasil atinge o nível mais alto em 15 anos
Jornal Nacional/ Reprodução
Lembre algumas medidas adotadas:
Tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das “offshores” (exterior);
Audanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;
Aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então;
Imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas);
Reoneração gradual da folha de pagamentos;
Fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);
Aumento do IOF sobre crédito e câmbio
Imposto sobre bets;
Alta no imposto de importação de mais de mil produtos.
Por conta dos aumentos de tributos nos últimos anos, a Receita Federal informou que a carga tributária – ou seja, a proporção entre os impostos pagos e a riqueza total do país – cresceu em 2024 e bateu recorde, atingindo o maior nível em mais de duas décadas.
Já o Tesouro Nacional estimou recentemente que a carga tributária voltou a subir no ano passado, atingindo 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse aumento está relacionado, quase em sua totalidade, com a elevação do peso dos tributos do governo federal.


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g1 > Política

Brasil tenta emplacar fim da escala 6×1 desde os anos 1980

Primeiros movimentos para maior descanso laboral para 40 horas surgiram nas fábricas, no movimento sindical dos anos 1980
VW do Brasil/dpa/picture alliance
As demandas para a redução da jornada de trabalho no Brasil tiveram um novo capítulo nesta semana, com o anúncio de um envio, pelo governo federal, de um projeto de lei ao Congresso que busca reduzir a jornada de 44 horas e, consequentemente, acabar com a escala 6×1 dos empregados.
Diferentemente da proposta anterior, da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que prevê reduzir a semana laboral de 44 para 36 horas, implementando uma escala de quatro dias de trabalho e três dias de folga, o texto do governo Lula busca um meio-termo – 40 horas de trabalho por semana, ou seja, uma escala 5×2. Isso, sem redução de salários.
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Contudo, a ideia de reservar dois dias na semana para a folga dos trabalhadores brasileiros não é nova. Na verdade, a proposta de reduzir a jornada para 40 horas na semana chegou a ser aprovada em uma comissão, no Congresso, em 1987, durante a elaboração da Constituição Federal de 1988. Ou seja, há quase 40 anos.
À época, milhões de trabalhadores enfrentavam uma realidade ainda mais pesada que a atual, de 48 horas semanais, regulamentadas em 1943, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), durante o primeiro governo Getulio Vargas.
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Jornada de 48 horas por semana?
No cálculo atual, as 44 horas preveem cinco dias de oito horas de trabalho, um com quatro e outro de folga remunerada. Na maior parte das vezes, isso significa, para os empregados, apenas um dia e meio de folga no fim de semana.
Até 5 de outubro de 1988, quando a Constituição atual entrou em vigor, os trabalhadores submetidos ao regime geral da CLT tinham, na prática, apenas um dia de descanso remunerado, já que as 48 horas determinavam o trabalho integral de segunda a sábado – com uma hora de intervalo para o almoço.
Em junho de 1987, um anteprojeto propondo a jornada de 40 horas foi aprovado pela Comissão de Ordem Social da Constituinte, colegiado que era responsável pela redação da legislação trabalhista.
A proposta foi encampada principalmente pelos deputados dos partidos de esquerda (PT, PCB, PC do B, PTB, PDT) e rejeitada pelo PFL e pelo PDS, de direita. O PMDB se dividiu.
Na verdade, a luta pela mudança na semana laboral vinha do movimento sindical do início dos anos 1980. Em 1985, os metalúrgicos do ABC Paulista, por exemplo, já tinham conquistado avanços nesse sentido, pressionando para a aprovação de convenções sindicais que já haviam imposto as 44 horas semanais nas fábricas.
Na Constituinte, um dos principais defensores da redução para 40 horas foi o atual presidente da república e então deputado Lula. Na tribuna do Congresso, ele citava medidas similares em outros países e criticava aqueles que diziam que era preciso fazer o contrário – ou seja, aumentar a carga de trabalho.
Cartaz de campanha sindical alemã no 1° de Maio de 1956: “No sábado, o papai pertence a mim”
DGB via DW
“Dizer que este país está precisando de uma jornada mais longa é, no mínimo, querer submeter a classe trabalhadora a uma jornada de escravidão. O que precisamos fazer, e outros países já o fizeram, é diminuir a jornada de trabalho, para que as empresas contratem mais trabalhadores, a fim de que haja um aumento da produção não pela escravidão, mas pela duplicação da mão de obra”, declarou o ex-líder sindical, em citação reproduzida pela Agência Senado.
Descanso maior, desemprego menor?
Na Alemanha Ocidental, a implementação da semana 40 horas surgiu no pós-guerra. Em 1956, uma campanha sindical pleiteava que os pais tivessem todo o fim de semana para lazer e a família. Cartazes pelo país retratavam uma criança abaixo do slogan “Samstags gehört Vati mir” (“No sábado, o papai pertence a mim”) e levaram à aprovação de convenções sindicais que levaram, na prática, à escala 5×2 em todo o país a partir dos anos 1960.
No Brasil, contra o argumento patronal de que a medida geraria mais custos para as empresas e, assim, consequente inflação e desemprego, os deputados favoráveis defendiam um argumento econômico. Segundo eles, reduzir a escala abriria mais espaço para contratar outros funcionários que, com maior tempo de descanso, teriam melhor produtividade – levando a um menor desemprego.
Um dos contrários a isso era José Serra, então deputado do PMDB de São Paulo. “Uma mudança mais violenta para baixo, em termos de horas trabalhadas, poderia trazer efeitos extraordinariamente pervertidos sobre essas empresas”, alegava.
Luís Roberto Ponte, também do PMDB, mas do Rio Grande do Sul, chegou a sugerir o aumento da jornada para até 52 horas semanais, “até que o último dos brasileiros tivesse o que comer, onde morar e onde tratar-se”. Na opinião dele, só quando isso fosse alcançado seria possível reduzir a escala laboral.
Mas nem todos os deputados da direita eram contra. Um deles era Geovani Borges, PFL do Amapá, que criticava a falta do direito ao lazer aos trabalhadores brasileiros e considerava justa a proposta de 40 horas.
Durante a tramitação do anteprojeto da proposta pela Comissão de Sistematização, última etapa antes da redação da Constituição, os deputados acabaram encontrando um meio-termo: a jornada de 44 horas semanais.
A demanda pelas 40 horas continuou, com novas emendas apresentadas, mas no fim o Plenário aprovou a Constituinte com a redação atual. No PFL, o senador Afonso Arinos, que tinha presidido a Comissão de Sistematização e apoiava a escala 5×2, resolveu nadar contra a corrente do seu partido, majoritariamente contrário, e proferiu: “Já estou muito velho para votar contra o povo”.
Lula defendia a redução para 40 horas durante a Constituinte
picture alliance/dpa Fotografia
Os efeitos da mudança
Além da redução de 48 para 44 horas, a Constituição de 1988 determinou, entre outros, a ampliação da licença-maternidade de 90 para 120 dias, a imposição do adicional mínimo de 50% para horas extras e o aumento da multa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) do empregador de 10% para 40%.
Em 2003, um artigo intitulado “Os Efeitos da Redução da Jornada de Trabalho de 48 para 44 Horas Semanais”, assinado pelos pesquisadores Gustavo Gonzaga, Naércio Aquino Menezes Filho e José Márcio Camargo, foi publicado na Revista Brasileira de Economia. O estudo analisou os impactos da medida durante os trabalhadores que tiveram a jornada reduzida de acordo com a nova legislação.
Embora os pesquisadores tenham afirmado que os encargos com medidas como a licença-maternidade tenham aumentado o custo do trabalho no Brasil, eles ressaltam que a semana de 48 horas era “excessivamente alta” e que, em 1988, “quase metade dos trabalhadores já trabalhava menos de 48 horas por semana”.
Além disso, os resultados indicaram que, entre 1988 e 1989, não houve mudanças negativas significativas – não aumentaram a probabilidade de o trabalhador ficar desempregado, diminuíram a probabilidade de eles saírem dos empregos e ainda implicaram em um aumento do salário real por hora.
Segundo a pesquisa, 60% dos funcionários que tinham jornadas entre 40 e 48 semanais em 1988 continuaram empregados em 1989, mas tiveram redução nessas jornadas para a nova regra, de 40 a 44 horas.
Relator na CCJ lê parecer favorável a PECs que acabam com escala 6×1; pedido de vista da oposição adia votação


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g1 > Política

Análise das novas regras para declarar bitcoin e altcoins no imposto de renda 2026

A declaração de criptoativos no Brasil deixou de ser uma área cinzenta para se tornar um dos focos centrais de fiscalização da Receita Federal. Com a evolução normativa, especialmente após a sanção da Lei 14.754/2023 (conhecida como Lei das Offshores e Criptoativos no Exterior), o contribuinte deve estar atento à distinção crucial entre ativos custodiados no Brasil e aqueles mantidos em exchanges estrangeiras ou carteiras próprias (self-custody). Para o exercício de 2026 (referente ao ano-calendário 2025), a tendência é de maior rigor no cruzamento de dados e consolidação das alíquotas para rendimentos no exterior.
O enquadramento tributário dos criptoativos
Para fins fiscais no Brasil, o Bitcoin e as altcoins não são tratados como moeda de curso legal, mas sim como ativos financeiros sujeitos à tributação sobre ganho de capital. A Receita Federal classifica esses ativos no grupo “08 – Criptoativos” na ficha de Bens e Direitos. O entendimento fundamental para o contribuinte reside na separação de duas obrigações distintas: a obrigatoriedade de informar a posse e a obrigatoriedade de recolher imposto sobre o lucro.
A tributação ocorre no momento da alienação (venda ou permuta) quando há ganho de capital. O cálculo do imposto devido depende da origem da custódia do ativo, criando um sistema dual de tributação que se consolidou nos últimos anos e deve reger o Imposto de Renda 2026.
Diferenciação entre custódia nacional e internacional
A grande mudança estrutural nas regras recentes envolve a localização do ativo:

Custódia Nacional (Exchanges Brasileiras): Segue a regra geral de ganho de capital. Existe uma isenção para vendas totais de até R$ 35.000,00 mensais. O lucro que excede esse limite é tributado segundo a tabela progressiva (iniciando em 15%).
Custódia Internacional (Exchanges Estrangeiras): Sujeita às novas regras de aplicações financeiras no exterior. A alíquota é linear de 15% sobre os rendimentos, sem a isenção dos R$ 35.000,00, conforme diretrizes estabelecidas pela Lei 14.754.

Fatores de influência na regulação fiscal
A evolução das novas regras para declarar bitcoin e altcoins no imposto de renda 2026 é impulsionada por três vetores principais que buscam alinhar o Brasil aos padrões da OCDE e aumentar a arrecadação.
Rastreabilidade e instrução normativa 1.888
A Instrução Normativa RFB nº 1.888/2019 continua sendo o pilar da fiscalização. Ela obriga as exchanges domiciliadas no Brasil a reportarem mensalmente todas as operações dos usuários à Receita. Para operações em exchanges estrangeiras ou P2P (Peer-to-Peer), a obrigação de reportar recai sobre o próprio contribuinte sempre que as transações ultrapassarem R$ 30.000,00 mensais. O cruzamento dessas informações com a Declaração de Ajuste Anual é automático.
Uniformização tributária internacional
O Brasil busca equiparar a tributação de ativos digitais à de aplicações financeiras tradicionais no exterior. O objetivo é evitar a erosão da base fiscal através da migração de capital para plataformas não reguladas localmente. Isso explica a imposição da alíquota de 15% para ativos no exterior, eliminando a vantagem competitiva que a isenção anterior proporcionava às exchanges internacionais.
Cenário atual e conformidade para 2026
Para o ciclo fiscal que se aproxima, a precisão no preenchimento da declaração é vital. A Receita Federal tem aprimorado o sistema de declaração pré-preenchida, integrando dados recebidos via IN 1.888. Erros de omissão ou divergência de valores são as principais causas de malha fina para investidores de cripto.
Os códigos de classificação permanecem essenciais para a correta identificação:

01: Bitcoin (BTC).
02: Altcoins (ETH, SOL, ADA, etc.).
03: Stablecoins (USDT, USDC).
10: NFTs e outros criptoativos.

É importante notar que a conversão entre criptoativos (permuta) é considerada fato gerador de imposto se houver ganho de capital, mesmo que não haja conversão para moeda fiduciária (Real). O custo de aquisição deve ser calculado pela média ponderada, e não pelo método PEPS (Primeiro que Entra, Primeiro que Sai) ou UEPS.
Perguntas frequentes (FAQ)

Qual é o limite de isenção para vendas de criptomoedas?

Para ativos custodiados no Brasil, a isenção aplica-se a alienações totais de até R$ 35.000,00 por mês. Para ativos no exterior, não há faixa de isenção; o lucro é tributado em 15%.

Preciso declarar se tiver prejuízo?

Sim. A declaração da posse é obrigatória se o custo de aquisição de um tipo de criptoativo for superior a R$ 5.000,00. O prejuízo pode ser compensado com ganhos futuros no mesmo mês (para ativos no Brasil), desde que devidamente registrado.

Como declarar staking e rendimentos passivos?

Rendimentos provenientes de staking ou “earn” devem ser tratados como renda, similar a dividendos ou juros, e podem estar sujeitos à tabela progressiva do IRPF no momento do recebimento (Carnê-Leão), dependendo da interpretação da fonte pagadora e localização.

A tributação de 15% para o exterior é automática?

Ela deve ser apurada na Declaração de Ajuste Anual (DAA) dentro da ficha de “Bens e Direitos no Exterior”, diferentemente do modelo antigo que exigia o GCAP mensal.
A conformidade com as novas regras para declarar bitcoin e altcoins no imposto de renda 2026 exige do investidor um controle rigoroso de todas as operações, separando claramente a custódia nacional da internacional. A tendência regulatória aponta para o fim da arbitragem tributária e para o aumento da transparência, com a Receita Federal utilizando inteligência artificial para cruzar movimentações on-chain com variações patrimoniais.
Disclaimer: Este artigo tem caráter meramente informativo e educacional, não constituindo consultoria contábil ou jurídica. As leis tributárias estão sujeitas a alterações. Recomenda-se a consulta a um contador especializado ou advogado tributarista para análise de casos específicos.


Fonte: Jovem Pan

Homem mata turista canadense em ataque a tiros no México

Um homem matou a tiros uma canadense e depois se suicidou nesta segunda-feira (20) na zona arqueológica das pirâmides de Teotihuacán, no centro do México. Pelo menos seis turistas estrangeiros, incluindo uma criança colombiana, ficaram feridos.
Os disparos ocorreram ao meio-dia em um dos locais pré-hispânicos mais frequentados do país, faltando menos de dois meses para a abertura da Copa do Mundo de Futebol de 2026, que será coorganizada por México, Estados Unidos e Canadá.
Um boletim da Secretaria de Segurança do Estado do México, onde fica Teotihuacán, detalhou à tarde que pelo menos nove pessoas ficaram feridas, a maioria baleada.
Entre os feridos estão uma canadense, um russo, um holandês, duas mulheres colombianas e um menino de seis anos do mesmo país, que foi atingido por um tiro na pelve.
Na rede social X, a chanceler do Canadá, Anita Anand, descreveu o incidente como “um ato horrível de violência armada” e afirmou que se manteve em contato com as autoridades mexicanas.

Agressão direta
O ataque foi registrado na Pirâmide da Lua, a única do sítio arqueológico que pode ser subida pelos visitantes através de degraus íngremes de pedra vulcânica.
Segundo as investigações preliminares “parece uma agressão direta”, disse à imprensa Cristóbal Castañeda, secretário de Segurança do Estado do México.
Vídeos que circularam nas redes sociais, gravados de diversos ângulos, mostram uma pessoa que seria o atirador na parte média da estrutura, que tem cerca de 45 metros de altura e onde há uma espécie de descanso.
O indivíduo, que aparece em algumas fotos com o rosto parcialmente coberto por uma máscara escura, parece segurar uma arma curta nas mãos. Após o barulho de um disparo, muitas pessoas se lançam ao chão, a poucos metros de distância do agressor.
Autoridades federais encontraram “uma arma de fogo, uma arma branca (faca) e cartuchos úteis” no local, que permanece isolado por policiais e agentes da Guarda Nacional, de acordo com um comunicado do Gabinete de Segurança federal.
“O ocorrido hoje em Teotihuacán nos dói profundamente”, disse a presidente Claudia Sheinbaum na rede social X.
O México conta com cerca de 200 sítios arqueológicos de grande atratividade para os turistas e onde foram registrados alguns acidentes, mas este é o primeiro relato envolvendo uma agressão armada em muitas décadas.
Devido à Copa do Mundo, cuja abertura será no México em 11 de junho, é esperado um aumento no número de turistas estrangeiros no complexo de pirâmides.
Teotihuacán fica a 50 km da Cidade do México, de onde saem diariamente passeios para turistas.
Entre janeiro e julho de 2025, o complexo de pirâmides foi o segundo sítio arqueológico mais visitado no México, com cerca de um milhão de turistas, ficando atrás apenas de Chichén Itzá, na península de Yucatán, segundo dados oficiais.
Ajuda
Caso você tenha pensamentos suicidas, procure o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade.
O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente.


Fonte: Jovem Pan

Esquema de MC Ryan usou conta de Deolane para lavar dinheiro de bets do PCC

A influenciadora Deolane Bezerra, alvo da Operação Integration sob suspeita de lavar dinheiro de rifas e bets ilegais, é apontada como uma das operadoras de um esquema de ocultação e branqueamento de ativos a serviço do crime organizado sob liderança de MC Ryan SP, que entrou na mira da Polícia Federal na Operação Narco Fluxo e foi preso na última quarta-feira (15).
Investigadores afirmam ter reunido indícios suficientes para detalhar a participação de Deolane no esquema, no qual ela atuaria como “conta de passagem” para a movimentação de recursos que, segundo a Polícia Federal, alcançou R$ 1,6 bilhão com plataformas de apostas ilegais.
Até a publicação deste texto, o Estadão buscou contato com a defesa de Deolane sobre a investigação, mas sem sucesso. O espaço está aberto.
A defesa de MC Ryan, apontado como pivô do esquema, afirma que “todos os valores que transitam nas contas do funkeiro possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos”.
A reportagem do Estadão teve acesso ao relatório da PF na Operação Narco Fluxo. Os indícios reunidos pela Polícia Federal até aqui e que embasaram a operação atribuem a Deolane o recebimento de R$ 430 mil entre 14 de maio de 2025 e 30 de junho de 2025 de MC Ryan.
Para a PF, “a transação é considerada uma evidência material do vínculo financeiro direto entre os dois investigados, demonstrando que o fluxo de caixa da produtora de Ryan, suspeita de misturar receitas de shows com recursos de apostas e rifas, irriga também as contas de aliados estratégicos que enfrentam investigações similares por lavagem de dinheiro e associação criminosa”.
A transferência de valores faz parte, na avaliação dos federais, de uma ampla engrenagem criminosa liderada por Ryan voltada à lavagem de dinheiro do crime organizado e do tráfico de drogas, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Sobre o valor de R$ 430 mil que teria recebido de Ryan, Deolane afirmou nas redes sociais que se trata da venda de um veículo ao funkeiro. “Eu vendi um carro para o Ryan. Ele me deu um outro carro mais barato na troca e um outro valor a ser depositado na minha conta bancária”, disse a influenciadora, que acumula 22 milhões de seguidores no Instagram.

Ecossistema
Para a Polícia Federal, as operações entre Ryan e Deolane “sugerem o uso da liquidez financeira para aquisição de bens de alto valor e ações de limpeza de imagem”.
“A transferência de R$ 430 mil não aparenta ter justificativa comercial ordinária de prestação de serviços, mas serve para consolidar o elemento objetivo no sentido de que Deolane e ‘MC Ryan SP’ compartilham um ecossistema financeiro inidôneo em comum”, atesta a PF.
A análise das movimentações financeiras de Deolane Bezerra levou a Polícia Federal a identificar que a influenciadora operou com características de “conta de passagem”, com movimentação de R$ 5,3 milhões entre 14 de maio de 2025 e 30 de junho de 2025. Segundo a corporação, isso significa que os valores entram na conta e são rapidamente transferidos a terceiros ou para outras contas, sem permanecer por muito tempo, o que dificulta o rastreamento e a identificação da origem do dinheiro. Nesse intervalo, o aporte da empresa de MC Ryan SP teria se misturado a outros recursos, incluindo R$ 4,8 milhões provenientes da própria agência de publicidade da influenciadora.
Para os investigadores, essa mistura de valores dificulta separar o que teria origem lícita do que é suspeito. A investigação aponta que o destino dos recursos revela um “padrão de integração de capitais focado em ativos de luxo e gestão de imagem”.
Coincidentemente ao recebimento dos valores de Ryan, Deolane realizou uma transferência de R$ 1.165.000,00 para o Instituto Projeto Neymar Jr., além de pagamentos vultosos a empresas do setor automotivo e de blindagem.
A reportagem pediu manifestação do Instituto Projeto Neymar Jr. sobre os valores. O espaço está aberto.
Rifas digitais
O mesmo relatório de inteligência aponta que Deolane Bezerra já é investigada por crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro por meio de rifas digitais.
Segundo a Polícia Federal, a análise das movimentações reforça a suspeita de que recursos de origem ilícita circulam entre pessoas físicas e jurídicas do grupo antes de serem integrados à economia formal.
Em fevereiro, a Justiça Federal em Pernambuco anulou as investigações e decisões ligadas à Operação Integration, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro oriundo de jogos de azar via bets. À época, a apuração estava sob tutela da Polícia estadual. A Justiça Federal assumiu a competência do caso.
Deflagrada em setembro de 2024, a Integration visa uma organização criminosa suspeita de explorar jogos ilegais e lavar dinheiro por meio de empresas de fachada. Segundo os autos, o grupo utilizava empresas dos setores de eventos, publicidade, câmbio e seguros para movimentar recursos ilícitos por meio de depósitos e transações bancárias.


Fonte: Jovem Pan

Após gestão marcada por escândalos, EUA anunciam saída de secretária do trabalho

A secretária do Trabalho dos Estados Unidos, Lori Chavez-DeRemer, deixará seu cargo, informou a Casa Branca nesta segunda-feira (20), após uma gestão marcada por uma série de escândalos, entre eles denúncias sobre a forma de tratar jovens funcionárias.
Depois de assumir o cargo em março de 2025, ela é a terceira mulher a deixar o governo do presidente Donald Trump em algumas semanas, após as saídas forçadas da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e da procuradora-geral, Pam Bondi.
“A secretária do Trabalho Lori Chavez-Deremer vai renunciar ao governo para assumir um cargo no setor privado“, anunciou no X um porta-voz da Casa Branca, Steve Cheung, ao elogiar sua gestão “fenomenal”.
A ex-deputada por Oregon, de 58 anos, contou com o apoio de mais de uma dezena de democratas em sua confirmação, mas recentemente enfrentou pedidos de renúncia devido a acusações de que ela, seus assessores e membros de sua família enviavam com frequência mensagens pessoais e solicitações a jovens integrantes de sua equipe.
O New York Times informou na semana passada que a secretária e um ex-subchefe de gabinete enviaram mensagens de texto pedindo a funcionários que lhes levassem vinho durante viagens do departamento.
O marido e o pai de Chavez-DeRemer também trocaram mensagens de texto com jovens funcionárias, algumas das quais haviam sido instruídas pela secretária do Trabalho a “prestar atenção” aos homens, segundo o Times.
Três funcionários apresentaram denúncias por violações de direitos civis, nas quais descrevem um ambiente de trabalho hostil, de acordo com o jornal.
Chavez-DeRemer não foi pessoalmente acusada de irregularidades no caso que envolve seu pai e seu marido.


Fonte: Jovem Pan

Irã diz que garantirá passagem russa por Ormuz

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, e seu homólogo russo, Sergey Lavrov, conversaram por telefone nesta segunda-feira (20) e Teerã confirmou sua disposição de garantir a passagem desimpedida de embarcações e cargas russas através do Estreito de Ormuz, apesar do novo bloqueio deste fim de semana. Ambos os lados também reafirmaram compromisso de cooperação bilateral.
Araghchi informou Lavrov sobre a posição do Irã em relação às violações do cessar-fogo pelos EUA, incluindo o bloqueio de Ormuz e a apreensão de um navio porta-contêineres iraniano. “O comportamento ilegal dos EUA e as posições contraditórias de seus líderes são incompatíveis com a alegação de diplomacia, e a República Islâmica do Irã, enquanto monitora o comportamento da outra parte, tomará a decisão apropriada para proteger seus interesses e segurança nacional”, pontuou a conta oficial de Araghchi no Telegram.
O ministro iraniano ainda expressou sua gratidão pela disposição da Rússia em continuar as consultas para fortalecer a estabilidade regional e avançar em iniciativas diplomáticas conjuntas.
O lado russo, por sua vez, destacou a necessidade de preservar a trégua, que deve ser mantida dentro dos parâmetros originalmente acordados pelos mediadores paquistaneses, ressaltando a importância de continuar os esforços diplomáticos para evitar uma nova confrontação armada com os EUA.


Fonte: Jovem Pan