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Durigan chama classificação de PCC e CV como terroristas de ataque eleitoral e diz que vai prejudicar economia

Ataque eleitoral vai prejudicar economia brasileira, diz Durigan
Em sua primeira manifestação após os Estados Unidos classificarem o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a decisão pode trazer impactos negativos para a economia brasileira.
“Nós estamos aqui preocupados em proteger a população, seja das organizações criminosas, seja desse ataque eleitoral, travestido de ato de designação, que não cabe e vai prejudicar a economia brasileira, prejudicar as famílias brasileiras”, afirmou Durigan em entrevista à GloboNews nesta sexta-feira (29).
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“Cabe ao governo brasileiro, mais uma vez, como foi feito no tarifaço do ano passado, dar um passo à frente e proteger o nosso sistema financeiro, que pode ser o primeiro afetado, mas também os nossos empresários e as famílias brasileiras”, continuou.
A decisão dos Estados Unidos foi anunciada nesta quinta-feira (28), dois dias após o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Segundo o parlamentar, Rubio se mostrou favorável à classificação das facções brasileiras como organizações terroristas.
‘O PIX é uma infraestrutura soberana do Brasil’, afirmou Durigan
Durigan também comentou os possíveis efeitos da medida sobre o PIX, reforçando a posição já manifestada pelo governo em nota divulgada mais cedo. “Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros”, disse o governo.
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O ministro afirmou que críticas e questionamentos internacionais ao sistema de pagamentos instantâneos brasileiro são frequentemente motivados por empresas estrangeiras que perderam receitas com a redução dos custos de intermediação financeira. Segundo ele, esse tipo de pressão representa um risco sem fundamento que o governo pretende combater.
“Quem coloca o PIX em dúvida, quem fragiliza, quem põe o PIX em perigo, é esse tipo de questionamento que tem sido amplamente fomentada pela família Bolsonaro”, disse Durigan.
Durigan em entrevista à GloboNews nesta sexta-feira (29).
Reprodução/GloboNews
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Fonte:

g1 > Política

Lula amplia crédito com taxas favorecidas em terceiro mandato, preocupa BC e pressiona juros

Miriam Leitão: Guerra freou queda dos juros
O chamado crédito direcionado, que conta com juros menores, voltou a subir no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo números do Banco Central. O aumento dessa modalidade faz o Banco Central (BC) manter a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, em um patamar maior.
🔎 O crédito direcionado é um financiamento em que os recursos têm uma finalidade específica obrigatória, regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Esses empréstimos têm juros menores e prazos mais longos e destinam-se a atividades setoriais, como imobiliária, rural e de infraestrutura.
🔎 O crédito direcionado possui taxas menores por ter subsídio do governo, fontes mais baratas de recursos e garantias públicas.
O próprio BC, responsável por fixar o juro básico da economia para conter a inflação, explica que esse é um fator que pressiona para cima a taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano. Em termos reais, é o segundo juro mais alto do mundo.
🔎 A Selic representa os juros cobrados entre bancos e serve de referência para diversas taxas aplicadas ao consumidor. O crédito fica mais caro quando ela sobe, o que reduz o o consumo, investimentos e contratações. Isso ajuda a conter a inflação. Já a queda da Selic barateia o crédito e estimula a atividade econômica.
“O aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade”, informa a ata última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que é responsável por definir a Selic, em 29 de abril.
A explicação é que o BC tem de manter a taxa Selic em um patamar mais elevado do que o normal porque boa parte do crédito em mercado não está atrelado à taxa básica da economia.
💰 Esse tipo de crédito teve um aumento no terceiro mandato do presidente Lula, após queda durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). (veja mais detalhes)
As principais linhas de crédito direcionado são:
empréstimos para compra da casa própria;
crédito rural e as linhas operacionalizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao setor produtivo;
linhas com garantias oferecidas pelo governo, como o Pronampe e o FGI, e para segmentos específicos.
Na série histórica do Banco Central, que tem início em março de 2011, a taxa média de juros do crédito direcionado somou 9,3% ao ano, até março de 2026.
Ao mesmo tempo, a taxa média dos empréstimos normais, que não juros favorecidos, somou 38,8% ao ano no mesmo período.
Com isso, a taxa média de juros do crédito com recursos livres foi cerca de quase quatro vezes maior do que a do crédito direcionado entre março de 2011 e o mesmo mês deste ano.
Aumento no governo Lula
De acordo com a série histórica do BC, as linhas de empréstimos subsidiadas, ou seja, que estão abaixo das taxas de mercado, representaram 43,1% do volume total em mercado em março deste ano, o maior nível desde o fim de 2019, no primeiro ano do governo Bolsonaro.
💰Analistas observam que, diante dos limites para gastos da regra fiscal, o governo Lula tem aumentado as linhas de crédito com juros favorecidos em um ano eleitoral, dificultando a queda da taxa básica e, consequentemente, das linhas de empréstimos para os demais setores da economia.
💵No terceiro mandato de Lula, o movimento de crescimento do crédito direcionado se intensificou com a proximidade das eleições, foram anunciadas linhas de crédito com juros mais baratos, impulsionando o crédito direcionado, para:
Máquinas agrícolas;
Minha Casa, Minha Vida;
Taxistas e motoristas de aplicativos;
Plano Safra;
Caminhões e ônibus;
Microempreendedores de baixa renda;
Setores afetados pelo tarifaço e guerra no Oriente Médio;
Programa para reforma de imóveis;
Renegociação de dívidas no Desenrola 2.0;
Nova política industrial
Pessoas físicas, um novo modelo de crédito imobiliário;
Fundo Clima, para projetos de combate às mudanças climáticas;
Fundo de florestas tropicais;
Renegociação de dívida agropecuária, em curso.
Para Sergio Vale, economista-chefe MB Associados, em vez de injetar recursos nessa intensidade por meio de linhas de crédito específicas, o governo deveria fazer o caminho contrário: um corte de gastos mais intenso para promover a redução dos juros para todos os segmentos e setores da sociedade.
“O governo escolhe o caminho que parece ser mais fácil, mas na verdade é o mais difícil. Atrapalha o Banco Central e gera resultados que, muitas vezes, são só de curto prazo e são agravantes para a situação econômica do país quando a gente olha no longo prazo”, avaliou.
Lula no lançamento do Plano Safra 2025, que oferece crédito com juros subsidiados a agricultores
Ricardo Stuckert/PR
Teoria da meia-entrada no cinema
Em 2023, o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro, recorreu à explicação da meia-entrada no cinema para explicar esse fenômeno.
“No crédito direcionado, a gente pode fazer a análise do cinema que vende a meia-entrada. Se eu vendo muita meia-entrada e quero ter o mesmo lucro, a entrada inteira eu tenho que subir o preço. O crédito funciona um pouco assim”, afirmou Campos Neto, na ocasião.
Ele comparou o volume total do crédito no país a um “tubo” para explicar porque a concessão de empréstimos, com juros menores, afetam o patamar da taxa Selic, fixada pelo Banco Central para conter a inflação.
“Se um pedaço do tubo está imobilizado [crédito direcionado, com juro mais baixo], eu tenho que aumentar a pressão no outro [subindo mais a taxa total]. Quando você tem muito crédito subsidiado, a sua potência de influenciar com o juro diminui. Então tem que ter um juro mais alto do que você teria”, declarou o ex-presidente do BC, Campos Neto.
Gabriel Galípolo, atual presidente do BC, afirmou em audiência pública no Senado Federal neste mês que há algo de “idiossincrático” (peculiar) que permita que o país tenha juro real, após descontada a projeção de inflação para os próximos 12 meses, perto de 10% ao ano, inflação acima da meta e desemprego na mínima histórica.
“Vai demandar uma série de reformas para desobstruir os canais, e ter uma política [monetária, de fixação dos juros] que pese menos com um efeito mais eficaz no controle da inflação”, disse Galípolo.
De acordo com o BC, pelo fato de o direcionado não ser uma forma prevalente de crédito, os países em geral não possuem estatísticas específicas sobre crédito direcionado, o que torna a comparação internacional um exercício complexo e não recorrente.
Mesmo assim, suas estimativas, que consideram apenas os dados internacionais disponíveis para países parecidos, como Colômbia, China, Coreia do Sul, México e Peru.
Em cerca de 43% do crédito total, o Brasil está muito na frente de outros países, como o México, com 26%. A instituição informou, também, que a maioria dos outros países possui percentual abaixo de 5%.
A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) concordou que, quanto maior a participação das linhas de empréstimos com recursos direcionados, com taxas de juros abaixo de mercado, menor a potência da política monetária, taxa Selic fixada pelo BC.
Mas ponderou que a trajetória recente de aceleração das linhas de crédito com juros favorecidos é bem menos acentuada em relação à verificada no início da década de 2010, com a participação encontrando-se em nível bem distante dos 50% ocorridos entre 2016/2017.
“A interferência governamental na definição de taxa de juros no crédito é sempre ruim, gerando em muitas situações ineficiências e distorções na alocação de recursos. Assim, em uma análise inicial, as demais taxas deveriam ser mais altas para preservar a rentabilidade das carteiras”, explicou a ABBC.
Juros básicos altos, por sua vez, geram outra consequência negativa para a economia brasileira, o crescimento da dívida (pois são base para a emissão de títulos públicos).
Em 80% do PIB, o endividamento brasileiro está no maior nível em cinco anos e, também, em patamar semelhante à Zona do Euro.
Por ser elevada, a dívida brasileira também é um fator de pressão para cima nos juros. É um ciclo vicioso que se retroalimenta e compromete recursos para gerações futuras.


Fonte:

g1 > Política

Deolane e Vorcaro vão poder votar? Entenda como funcionam as eleições para presos provisórios

Vorcaro e Dolane após serem presos.
Reprodução
As prisões preventivas de personalidades conhecidas voltaram a colocar esse instrumento jurídico sob os holofotes. Embora privados de liberdade, presos provisórios não perdem automaticamente todos os seus direitos. Em um ano eleitoral, a questão ganha relevância: eles poderão votar se continuarem presos?
Pela Constituição, sim. É o caso da influenciadora e advogada Deolane Bezerra e do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, que seguem aptos a participar das eleições de outubro caso continuem detidos até a data do pleito.
Vorcaro foi preso preventivamente pela segunda vez em março deste ano por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Ele está detido em uma sala de Estado-Maior na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Já Deolane está presa desde 21 de maio na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP), investigada por participação em organização criminosa e lavagem de capitais. A prisão preventiva foi decretada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Polícia Civil.
Segundo dados do TSE, 12.903 presos provisórios votaram na eleição presidencial de 2022 — cerca de 3% dos aproximadamente 400 mil presos provisórios do país, segundo a DPU. Em 2024, o número de detentos com transferência temporária do título eleitoral caiu para 6.322, uma redução de cerca de 50%.
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Voto de presos provisórios
O direito ao voto desses detentos está previsto na Constituição. O artigo 15 estabelece que a suspensão dos direitos políticos só ocorre após condenação criminal com trânsito em julgado — quando se esgotam todas as possibilidades de recurso. Dessa forma, presos provisórios, que ainda não foram condenados de forma definitiva, mantêm o direito de votar.
O entendimento foi reforçado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 22 de abril, ao analisar um dispositivo da chamada Lei Antifacção. A norma, incluída no Marco Legal do Crime Organizado por emenda do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), prevê a suspensão dos direitos políticos de presos provisórios em qualquer modalidade. O projeto foi aprovado pelo Congresso em fevereiro e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mês seguinte.
Por unanimidade, os ministros do TSE concluíram que a regra não poderá ser aplicada nas eleições deste ano por violar o princípio da anualidade eleitoral. Previsto no artigo 16 da Constituição, o dispositivo determina que mudanças nas regras eleitorais só podem valer para eleições realizadas pelo menos um ano após a entrada em vigor da legislação.
Na prática, isso significa que presos provisórios seguem aptos a votar em 2026. Eventuais efeitos da Lei Antifacção sobre o direito ao voto só poderão ser aplicados a partir das eleições de 2028.
Como funciona o voto em presídios?
O voto de presos provisórios envolve uma série de etapas de planejamento e articulação entre diferentes instituições do sistema de Justiça brasileiro. Seguindo algumas etapas:
Levantamento de interessados;
verificação da situação eleitoral dos presos;
avaliação das condições de segurança e estrutura;
transferência temporária do local de votação;
planejamento da votação em cada unidade;
Definição do tipo de votação, se urna eletrônica ou de lona.
Bruno Andrade, especialista em direito eleitoral, professor e servidor da Justiça Eleitoral no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explica que o processo começa nos tribunais regionais eleitorais (TREs). Em cada estado, os tribunais entram em contato com as secretarias de segurança para identificar as unidades prisionais que abrigam presos provisórios.
“Os tribunais estabelecem contato para avaliar as condições de segurança e a população que tem naquela unidade”, afirmou ao g1.Também há um movimento interno da unidade prisional: “As instituições fazem levantamentos com seus presos para verem quem tem interesse”.
As condições são analisadas pelo diretor do estabelecimento prisional, que verifica se há um espaço adequado para a votação, respeitando os direitos dos detentos e dos mesários.
“Não pode haver uma câmera filmando a sala, porque isso pode comprometer o sigilo do voto. Também é preciso garantir a segurança do mesário e do eleitor, sem que ele seja constrangido ao exercer seu direito. Além disso, não podem existir crises entre facções dentro do presídio”, exemplifica Andrade.
Depois que as condições de segurança são consideradas adequadas, os tribunais e as unidades prisionais avaliam a situação documental dos presos. Para aqueles que não estão com a documentação eleitoral regularizada, é analisada a possibilidade de emissão ou regularização do título de eleitor. Esse procedimento precisa obedecer ao calendário eleitoral: qualquer alteração deve ser feita até 150 dias antes da eleição. Neste ano, o prazo terminou em 6 de maio.
Com o título regularizado, os tribunais organizam uma transferência provisória do local de votação. A urna eletrônica é alterada, mas o colégio eleitoral do preso permanece o mesmo. Essa mudança pode ser realizada até 20 de agosto, prazo previsto para a atualização dos locais de voto em trânsito.
Na etapa seguinte, a Justiça Eleitoral passa a planejar a realização do pleito em cada unidade, de acordo com o número de eleitores aptos a votar. Segundo Andrade, é preciso definir quais estabelecimentos receberão urnas eletrônicas. Para isso, existe um requisito mínimo de 20 eleitores aptos. Quando o número é inferior, a unidade recebe uma urna de lona, utilizada para a coleta de votos em cédulas. As seções eleitorais são criadas e montadas especificamente para cada estabelecimento prisional.
A organização também costuma contar com a parceria da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Defensoria Pública da União (DPU). Os órgãos são acionados, por exemplo, para auxiliar na captação de mesários. “É difícil angariar mesários fora desses ambientes”, pondera Andrade. “Há parcerias com faculdades para levar pessoas que entendam a situação que vão enfrentar, com regras específicas de entrada e sem a possibilidade de usar o celular livremente.”
Apesar da obrigação de ter uma definição para as transferências temporárias até 20 de agosto, o diálogo entre os TREs, as secretarias e os diretores de estabelecimentos acontece ao longo do ano eleitoral. Como não existe uma diretriz objetiva para as datas dessas etapas, o andamento é definido por cada tribunal.
No dia da votação
Existem algumas possibilidades para o dia da eleição, considerando do estado de cada preso provisório até outubro deste ano:
Prisão provisória: se a pessoa detida continuar como presa provisória, ela poderá votar normalmente na unidade.
Soltura: se tiver sido considerada inocente e, consequentemente, solta pela Justiça, precisará ir no estabelecimento para depositar seu voto. Isso acontece porque a Justiça Eleitoral fez a transferência temporária do seu título.
Condenação: se o preso tiver sido condenado, perde os direitos políticos e a possibilidade de votar. Neste caso, a justiça eleitoral precisa repassar a informação ao mesário da seção eleitoral, de forma que, se houver tentativa, ele impeça o condenado de votar.
Prisão domiciliar provisória: assim como os presos provisórios em unidades penais, eles têm direito ao voto. Porém, cabe aos advogados do detido solicitar uma autorização para deslocamento até o local de votação ao juiz do processo. Presos que não têm inscrição eleitoral no estado em que estão presos provisoriamente precisariam regularizar seu título dentro do prazo estipulado pelo calendário eleitoral, ou seja, até 6 de maio. Já os presos provisórios em domiciliar no seu próprio estado têm até 20 de agosto para conseguir a sua autorização.
Eleições passadas
Segundo dados do TSE, 12.903 presos provisórios votaram na última eleição presidencial, em 2022. Um relatório da Defensoria Pública da União de 2023 afirma que o valor corresponde a apenas 3% dos aproximadamente 400 mil presos provisórios no Brasil, de acordo com a base de dados do Conselho Nacional de Justiça.
Houve uma queda de 50% no pleito seguinte. Em 2024, o número de presos provisórios com transferências temporárias de títulos eleitorais foi de 6.322.
Andrade esclarece que isso acontece porque o preso provisório só pode votar no município onde é eleitor. “Se um homem de Campinas está preso em São Paulo, a seção eleitoral nas eleições presidenciais é considerada conforme o estado”, exemplifica. “Mas em uma eleição municipal, ele não vai conseguir votar. Os números podem refletir essa facilidade nas eleições gerais”.
Questionamento futuro
Para o especialista, é uma questão de tempo até o Supremo Tribunal Federal (STF) ser acionado para analisar o dispositivo da Lei Antifacção que impede o voto de presos provisórios. “O TSE não tem a competência de fazer uma análise em abstrato. Por isso que não declarou inconstitucional”, enfatiza.
O advogado acredita que o Marco voltará a ser discutido no próximo pleito, que são as eleições municipais de 2028. “Essa norma veio agora em 2026. Uma lei abaixo da Constituição não pode restringir algo que a Constituição não restringiu. Em 2028, pode ser que o STF declare a norma inconstitucional”, disse.


Fonte:

g1 > Política

Entenda o que muda após EUA classificarem CV e PCC como ‘terroristas’

Foto: WHoP
O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou o Comando Vermelho e o PCC como “Terroristas Globais Especialmente Designados” e anunciou a inclusão das duas facções na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho.
O comunicado foi assinado pelo secretário Marco Rubio, que descreveu os grupos como “duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil”, com redes que “se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e para dentro do nosso país”.
Duas classificações, efeitos distintos
As duas designações aplicadas simultaneamente têm mecanismos jurídicos diferentes. Com a classificação de “Terroristas Globais Especialmente Designados”, todos os bens e interesses em bens de indivíduos ou entidades designados que estejam nos Estados Unidos, que entrem nos Estados Unidos ou que estejam na posse ou sob controle de pessoas dos EUA ficam bloqueados. A medida também proíbe “qualquer transação ou negociação” com pessoas ou grupos afetados pela designação, mesmo fora da jurisdição americana.
Impactos sobre o sistema financeiro brasileiro
O Brasil pode sofrer sanções de natureza financeira porque a inclusão na lista de Terroristas Globais Especialmente Designados pode provocar o congelamento de bens e ativos de indivíduos não americanos ou instituições financeiras brasileiras que tiverem fornecido, conscientemente, apoio material ou financeiro a uma pessoa ou grupo ligado ao PCC ou ao CV. Terceiros podem ser alvo de investigações criminais e processos judiciais por fornecer apoio às organizações designadas.
De policial a questão de defesa nacional
A classificação também muda a forma como os Estados Unidos tratam o assunto, deixando de ser uma questão apenas policial para entrar no campo da defesa nacional. Quem passa a ter responsabilidade sobre isso é a CIA e os militares, saindo da esfera do FBI e da DEA. A alteração tem implicações diretas para o compartilhamento de informações com autoridades brasileiras.
A posição do governo Lula
Em declaração em abril, Lula afirmou que o combate às facções é um problema do governo brasileiro e não dos EUA, avaliando que a classificação pode abrir brechas para intervenções externas. “Nós aprovamos agora a Lei Antifacção, que vai permitir ter uma atuação muito mais poderosa para tentar destruir essas organizações. Essa é uma guerra que é nossa, essa guerra não é dos Estados Unidos”, declarou Lula.
O governo avalia que o PCC e o Comando Vermelho não se enquadram na definição de “terrorismo” da legislação brasileira, por atuarem com motivação econômica e controle territorial, e não ideológica.
O papel de Flávio Bolsonaro
A agenda de Flávio Bolsonaro no exterior foi monitorada pelo governo brasileiro, que via a possível classificação como uma interferência norte-americana na política brasileira de combate ao crime organizado.
O senador do PL declarou após reunião com Marco Rubio. “Batemos de novo na mesma tecla de que os Estados Unidos deveriam classificar, sim, CV e PCC como organizações terroristas. Dissemos que, se Deus quiser, a partir de 2027, o Brasil vai ser um aliado no combate ao crime organizado, diferente do atual governo, que parece proteger esses marginais.”
O governo Lula resistiu à designação por meses. Os EUA a formalizaram assim mesmo.


Fonte: Conexão Política

Mais de 93% dos peixes vendidos no litoral do Paraná têm microplástico

Micro plastics mixed in the sand in Famara beach, Lanzarote
A oceanógrafa Fernanda Possatto apresenta uma bancada repleta de lixo plástico encontrado em 14 praias do litoral do Paraná. Segundo ela, esses são os resíduos fáceis de se ver. No entanto, a pesquisa dela destaca outra preocupação presente no mar, muito mais difíceis de se visualizar: os microplásticos.
Um levantamento conduzido pela pesquisadora aponta que 93,6% de uma amostra de peixes coletados em feiras e mercados do litoral paranaense apresentam microplásticos no trato digestivo.
Dos 47 indivíduos examinados, 44 apresentaram partículas. A maior contaminação ocorreu em peixes demersais, que vivem em contato direto com o fundo do mar. Os microplásticos são fragmentos menores que 5 milímetros (mm), vestígios de produtos feitos com plástico e que foram consumidos pelos peixes examinados.
“Isso não significa que os peixes não podem ser ingeridos, porque a gente não está falando de saúde alimentar ainda, mas isso já é um indício de que a gente precisa estudar melhor esses impactos”, disse ela a jornalistas na sede da Associação Mar Brasil, uma organização sem fins lucrativos.
“A gente não está falando ainda de risco para saúde humana porque hoje a gente não come o trato, não come o estômago, a gente come o músculo”, tranquiliza.
Projeto de recuperação marinha
A sede da Mar Brasil fica na cidade de Pontal do Paraná, em uma praia de frente para a turística Ilha do Mel. A organização desenvolve o Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), iniciativa patrocinada pela Petrobras.
Perto dali, há ambientes com características diversas, como a Ilha da Cotinga, uma terra indígena; áreas contínuas de manguezais; e o Porto de Paranaguá, que atrai constantemente frotas de navios.
A pesquisadora Fernanda defende a necessidade de novos estudos para identificar o efeito do microplástico nos peixes.
“Quanto dos componentes tóxicos que existem desse microplástico presente no estômago pode ser absorvido pelos tecidos musculares das espécies de peixes?”, indaga.
Ela cita que outros estudos apontaram que os fragmentos podem liberar substâncias tóxicas que resultam na alteração da fecundidade dos animais e surgimento de tumores. “Tudo isso ainda está sendo analisado e estudado.”
Formação e destino
Os microplásticos são fragmentos do material maior, o plástico, que sob efeito do tempo e da irradiação solar, se quebram em micropartículas e acabam ficando na água, no solo e no ar, chegando à cadeia alimentar.
Essas partículas podem surgir de lixo no mar, como embalagens e garrafas, pneus, tecidos e revestimentos com tinta. As tintas, aliás, são fontes de elementos químicos presentes nesses fragmentos.
Uma pesquisa brasileira chegou a encontrar microplásticos em placentas e cordões umbilicais.
A Organização Mundial da Saúde reconhece que o mundo enfrenta problemas relacionados à presença de microplástico e defende mais pesquisas sobre o efeito dos fragmentos na saúde humana.
Presença em aves
Os estudos do Rebimar identificaram a presença do microplástico também em aves que têm contato com o mar. Foram analisadas gaivotas e corujas-buraqueiras. O levantamento foi feito por meio de análise de material regurgitado (expelido do estômago ou do papo) pelas aves vivas.
Em 69% delas, foram notados fragmentos. “Se você nota que a cada dez indivíduos, sete têm microplástico, é muito alto”, pontua a oceanógrafa.
Fernanda Possatto, que trabalha com pesquisas ligadas ao lixo no mar, contextualiza que o microplástico é encontrado tanto em áreas com bastante presença humana, como nos arredores do Porto de Paranaguá, com em áreas preservadas ambientalmente.
Para ela, é um indicativo de que “fronteira geográfica não existe para a questão do plástico”. Ela explica que os fragmentos são transportados por correntes, ventos e marés. “Tudo influencia na presença. Faz com que seja um problema sistêmico.”


Fonte: Conexão Política

Pesquisadores identificam mercúrio e chumbo em caranguejos do litoral do Paraná

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Há quase 50 anos, o caiçara Antônio de Souza cata caranguejo em áreas de manguezais, no litoral do Paraná. Ele aproveita a época de captura liberada, que vai de dezembro a meados de março, para conseguir o crustáceo, alimento para a família e fonte de renda.
“É um ganha-pão”, diz ele, que, no período de defeso, vive da pesca de peixes. Na última semana, Antônio, mais conhecido entre colegas como Pano, acompanhou a Agência Brasil na visita ao manguezal da Oceania, litoral da cidade paranaense de Paranaguá.
Enquanto mostra a localização dos caranguejo-uçá, tradicional na região, ele defende a necessidade do defeso, período anual em que a captura é proibida, como forma de garantir a reprodução natural da espécie.
“A gente não deixa ninguém mexer no mangue, não pode tirar o caranguejo, senão, mais tarde, meu filho, meu neto vão querer comer um caranguejo, e não terá”, diz.
O catador é colaborador do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar), desenvolvido pela organização sem fins lucrativos Associação Mar Brasil. Desde 2009, a ação é patrocinada voluntariamente pelo Programa Socioambiental da Petrobras.
Preocupação com elementos químicos
Pesquisadores do Rebimar realizam uma série de iniciativas ambientais no litoral paranaense, como o monitoramento da saúde do mangue e de seu característico morador, o caranguejo-uçá.
De acordo com os dados mais recentes do governo do Paraná, a pesca de caranguejo foi responsável por movimentar aproximadamente R$ 9,8 milhões no estado em 2024. As cidades que se destacam nessa indústria são Guaraqueçaba, Guaratuba, Paranaguá, Antonina e Pontal do Paraná.
Um dos estudos, conduzido pela professora Cassiana Baptista Metri, da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e pesquisadora do Rebimar, analisa a presença de elementos químicos no caranguejo-uçá.
Ela identificou concentração de zinco, manganês e magnésio. “São importantes para constituições do próprio corpo humano”, relata. Mas os resultados levantaram também uma preocupação.
“A gente encontrou contaminantes que não são desejáveis ─ mercúrio e chumbo ─ concentrados no caranguejo”, revela.
A pesquisadora destaca que os achados não foram uma presença constante, tendo variado de acordo com o local e a época do ano.
Em relação a efeitos para a saúde humana, a professora Cassiana sustenta que são necessários mais estudos. “A gente tentar entender o quanto que o consumo de um caranguejo potencialmente contaminado pode prejudicar a saúde.”
Mas ela antecipa que o consumo do uçá é bem localizado e delimitado temporalmente na região. “Tradicionalmente na época do verão”, lembra, se referindo ao período fora do defeso.
“É diferente de quando você come uma coisa todo dia. Agora a gente vai fazer um cálculo da quantidade, porque tem alguns metais que vão acumulando no organismo e não são eliminados. Então, isso que é preocupação e que a gente precisa entender”, adianta.
A região onde está o manguezal é vizinha de áreas bastante heterogêneas, como o Porto de Paranaguá, que causa intenso tráfego de navios; a Ilha da Cotinga, uma terra indígena; e a Ilha do Mel, de vocação turística.
Saúde do uçá
A pesquisadora acrescenta que, apesar da identificação dos contaminantes mercúrio e chumbo nos caranguejos, os crustáceos demonstraram uma “vida normal”.
“O caranguejo estava ótimo, saudável, estava fazendo suas atividades.”
Por isso, Cassiana Baptista Metri levanta duas hipóteses sobre as condições dos animais. Uma dela é a de que eles conseguem eliminar os contaminantes pela carapaça (proteção rígida externa).
“Um caminho é entender se ele manda isso [os contaminantes] embora, e uma das alternativas pode ser a carapaça, que todo ano ele troca, pode ser que ele acumule na carapaça e isso a gente está bem perto de descobrir.”
A outra linha de investigação é se pode ser algo relacionado à base alimentar no caranguejo-uçá, que são as folhas do mangue, que têm muito tanino.
“Pode trazer alguma atividade antioxidante que o protege. O tanino faz durar mais as coisas”, diz ela, acrescentando que um resultado pode ser um caminho para desenvolvimento de produtos pela indústria farmacêutica.
Porto Alegre de mangue
O patrocínio atual da Petrobras é da ordem de R$ 6 milhões para um ciclo de quatro anos. Os recursos ajudam o Rebimar a monitorar a fauna e o ambiente marinho da chamada Grande Reserva Mata Atlântica, maior remanescente contínuo desse bioma, que se estende do sul do litoral paulista, passa pelo Paraná e alcança o norte do litoral catarinense.
Com imagens de satélite, drones e técnicas de georreferenciamento, o projeto aponta a existência de 49 mil hectares de manguezais, área equivalente à cidade de Porto Alegre.
Nas contas da estatal, cada real investido resulta em retorno médio R$ 4,88 em benefícios sociais e ambientais.
Carbono Azul
A oceanógrafa Sarah Charlier Sarubo monitora a saúde da vegetação dos manguezais. Ano a ano, ela faz expedições para medir tamanho das árvores, espessura de troncos e qualidade do solo.
“Informações de como está a biomassa dos manguezais, a que taxas esse manguezal cresce, a que taxas se reproduz é entender a saúde da floresta”, descreve.
Ao defender a conservação das áreas de mangue, a pesquisadora destaca o papel do carbono azul, como é chamado o estoque de gás carbônico (dióxido de carbono ou CO₂) capturado e armazenado por ecossistemas costeiros e marinhos.
“É superior em eficiência comparado à Floresta Amazônica, ao Cerrado, à Caatinga”, compara. De acordo com a especialista, a explicação passa por características peculiares dos manguezais.
“Maré que entra todos os dias, salinidade, o ambiente anóxico ─ com pouco oxigênio, tudo isso proporciona uma captura muito mais eficiente de carbono no solo. O grande trunfo em relação aos outros ecossistemas é o solo”, ressalta.
O CO₂, quando mantido no ecossistema, deixa de ser um contribuinte para o efeito estufa, causador do aquecimento global e das mudanças climáticas.
Soluções baseadas na natureza
Sarah Sarubo classifica os manguezais como “perfeita solução baseada na natureza” para mitigação de problemas causados pelas mudanças climáticas, como inundações cada vez mais frequentes.
“Os manguezais conseguem controlar os eventos extremos. Uma linha de 100 metros de manguezal consegue atenuar a energia das ondas em 60%”, cita.
Ela acrescenta que o tipo de solo é uma prevenção à erosão, o que evita assoreamento de áreas vizinhas.
Outra atuação importante é contra a poluição da água: “Estamos em grandes esponjas, filtros naturais que depuram os contaminantes e a matéria orgânica das cidades e entregam para a baía e para os estuários [regiões de transição entre o rio e o mar] uma água muito mais limpa e saudável”, conclui.


Fonte: Conexão Política

Flávio Bolsonaro é recebido em salão da Casa Branca e se reúne com Trump; imprensa tratava encontro como fake news

Foto: Divulgação
A comitiva do senador Flávio Bolsonaro (PL) materializou uma foto ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira, 26, na Casa Branca. A imagem enterra a narrativa construída por parte da imprensa brasileira e de aliados do governo Lula nos dias anteriores, que descreveu o convite de Trump como improvável, exagerado ou diretamente como fake news. O encontro aconteceu.
Nos dias anteriores à viagem, veículos alinhados ao campo governista, comentaristas políticos e até integrantes do Itamaraty minimizaram ou negaram a possibilidade do encontro. A Revista Fórum publicou que Flávio estava “fora da agenda oficial da Casa Branca” e que o senador “corre atrás de Trump em tentativa desesperada de conseguir uma foto”. O governo Lula afirmou publicamente não ter informações sobre a agenda. A reunião aconteceu no Salão Oval, onde presidentes americanos recebem seus principais interlocutores internacionais.
O convite teria sido enviado por e-mail ao gabinete de Flávio no Senado após articulação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado e mantém interlocução com integrantes do governo estadunidense. O secretário de Estado Marco Rubio também é apontado como interlocutor no processo. A foto publicada pela comitiva mostra Trump e Flávio juntos dentro da Casa Branca, confirmando o caráter formal da reunião.
A conversa com Trump, segundo apurou o Conexão Política, incluiu pontos como crime organizado, tarifas comerciais, minerais críticos e big techs. Flávio também defendeu que facções como o PCC e o Comando Vermelho sejam classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Outro ponto de interesse da Casa Branca são as jazidas brasileiras de minerais críticos, como as terras raras, essenciais para a tecnologia e defesa americana.
O ajuntamento se dá menos de um mês após a visita do presidente Lula a Trump em Washington, em 7 de maio, da qual o petista saiu sem acordos concretos.


Fonte: Conexão Política

Programas esportivos brasileiros são criticados por falta de isenção e cobertura politizada

Foto: Reprodução/Youtube
A convocação de Neymar para a Copa do Mundo 2026 deu o que falar na internet. A insatisfação de telespectadores e internautas com a cobertura esportiva politizada e ideologicamente orientada nos principais veículos de comunicação do Brasil foi comentada até por Tiago Leifert, ex-jornalista da TV Globo.
A convocação do atacante do Santos por Carlo Ancelotti dividiu os programas esportivos de forma que ultrapassou o ponto técnico. Comentaristas de diferentes emissoras reagiram ao retorno do jogador com enquadramentos que os críticos classificam como mais políticos do que esportivos. O deputado federal André Janones (União-MG), aliado do governo Lula, chegou a publicar vídeo criticando a convocação de Neymar e afirmando que Ancelotti “ouviu o clamor popular” ao escalar o atacante.
A declaração de um parlamentar petista sobre a lista de convocados da Seleção foi comentada em programas esportivos, o que ampliou a ideia de que o futebol havia sido absorvido pela polarização política.
Outro ponto é que programas esportivos passaram a incluir de forma sistemática pautas sobre diversidade, identidade de gênero, representatividade e militância LGBTQIA+ em blocos e comentários que, na avaliação do público esportivo, deslocam do interesse do esporte.
A agenda progressista não é exclusivamente brasileira. Nos Estados Unidos, a ESPN passou por processo semelhante, com queda de audiência atribuída em parte à incorporação de pautas sociais em programas esportivos, com boicote aberto de parte do público e o crescimento de veículos alternativos focados exclusivamente em análise técnica.


Fonte: Conexão Política

Vorcaro perde advogado Juca e avalia contratar criminalista Daniel Bialski pelo acesso ao relator André Mendonça

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
A família de Daniel Vorcaro entrou em contato com o advogado criminalista Daniel Bialski para sondar a possibilidade de contratá-lo para assumir a defesa do fundador do Banco Master. Bialski aparece como opção depois da saída de José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca.
A avaliação que motivou a sondagem a Bialski é a sua facilidade de acesso ao relator do caso no STF, o ministro André Mendonça. José Luis já não era mais recebido pelo ministro.
Por que Bialski interessa à defesa
Bialski trabalhou na defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) em inquéritos relatados por Mendonça. O histórico de acesso ao relator é considerado decisivo num momento em que Vorcaro precisa renegociar os termos de sua eventual colaboração premiada. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a contratação.
Saída de Juca e quem assume
O advogado Sérgio Leonardo, que já atuava na defesa de Daniel Vorcaro, assume de forma integral a condução do caso do dono do Banco Master após a saída do advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca.
Criminalista mineiro, Sérgio Leonardo é procurador-geral da Ordem dos Advogados do Brasil e já foi presidente da entidade em Minas Gerais. José Luis de Oliveira Lima deixou o caso de Vorcaro nesta sexta-feira (22), dias depois que a Polícia Federal rejeitou um acordo de delação premiada com o banqueiro.
Saída de Juca
A destituição de Juca ocorreu dias depois da PF rejeitar a proposta de delação premiada de Vorcaro. A corporação avaliou que o fundador do Banco Master omitiu informações.
No início do mês, a defesa de Vorcaro apresentou à PF e à PGR documento no qual o cliente se compromete a devolver R$ 40 bilhões aos cofres públicos, com o pagamento parcelado ao longo de 10 anos.


Fonte: Conexão Política

Governo prorroga redução de PIS/Cofins sobre querosene de aviação

O governo federal prorrogou até 31 de julho de 2026 a redução das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a importação e a comercialização de querosene de aviação (QAV). A medida foi oficializada por meio do Decreto n.º 12.991, publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira, (29).
O decreto altera o Decreto n.º 5.059/2004 e mantém, entre 8 de abril e 31 de julho deste ano, a redução de 0,99987 para as contribuições federais sobre o QAV. Na prática, a medida preserva uma tributação residual sobre o combustível utilizado pelas companhias aéreas.
A norma também estende até 31 de julho a redução das contribuições sobre o biodiesel. Nesse caso, o coeficiente de redução permanece fixado em 1, o que equivale à alíquota zero de PIS/Pasep e Cofins.
As desonerações haviam sido implementadas em abril, em meio ao pacote anunciado pelo governo para mitigar os impactos da alta internacional do petróleo sobre os preços dos combustíveis e sobre a inflação. Pelas regras vigentes até então, os benefícios expirariam no fim de maio.
O novo decreto ainda revoga dispositivos de normas editadas em abril que haviam instituído as reduções temporárias, consolidando as regras agora válidas até o fim de julho. Segundo o governo, a medida busca reduzir custos na cadeia de combustíveis e no transporte aéreo, em um contexto de volatilidade dos preços internacionais de energia.


Fonte: Jovem Pan