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Os 5 temas para os quais Messias se preparou na sabatina do Senado

A sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, marcada para esta quarta-feira (29), deve ser marcada pela cobrança sobre temas que vêm mobilizando a oposição nas últimas semanas.
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado, Messias chega ao Senado com um roteiro de questionamentos previsíveis.
Esses são os cinco temas para os quais ele se preparou para responder aos senadores:
1) INSS e o acordo para suspender ações judiciais
Um dos pontos envolve o acordo que tratou da devolução de valores descontados indevidamente de aposentadorias e pensões do INSS. A oposição deve questionar o papel da Advocacia-Geral da União (AGU), comandada por Messias, na orientação para suspender as ações judiciais.
2) Liberdade de expressão
A criação da Política Nacional de Direitos Digitais (PNDD) deve ser outro tema central. Críticos classificam a proposta como uma tentativa de censura e chegaram a nomear o órgão como “ministério da verdade”. Messias deve ser pressionado a esclarecer os limites da atuação do Estado sobre plataformas e redes sociais.
Jorge Messias
Antônio Cruz/ Agência Brasil.
3) Presos do 8 de janeiro
Outro foco de questionamentos envolve os investigados e condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Circula entre parlamentares a narrativa de que haveria um acordo político ligando a aprovação de Messias à derrubada de vetos no projeto que trata da dosimetria das penas, o que poderia beneficiar réus. Também deve ser retomado um vídeo em que Messias afirma ter sido o primeiro a pedir a prisão dos envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes.
4) O episódio “Bessias”
O antigo episódio que projetou nacionalmente o apelido “Bessias” deve voltar ao debate. Em 2016, veio a público um áudio de conversa entre Dilma Rousseff e Lula, interceptado pela Lava Jato. Na ligação, Dilma diz que enviaria um termo de posse para Lula “em caso de necessidade”, e menciona “Bessias” como o responsável por levar o documento. O conteúdo foi interpretado por críticos como tentativa de garantir foro privilegiado a Lula, que estava prestes a ser preso.
O caso costuma ser associado, por adversários, a um contexto mais amplo de investigações e suspeitas que marcaram o cenário político da época e que ainda repercutem no discurso de oposição.
5) Aborto
Por fim, um dos temas mais sensíveis envolve o parecer da AGU contrário à orientação do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre a suspensão da assistolia fetal. O procedimento consiste na aplicação de medicamentos diretamente no coração do feto para cessar a atividade cardíaca antes da realização de um aborto em estágios mais avançados da gestação.
O posicionamento da AGU sustentou que a prerrogativa para decidir sobre o tema seria do Congresso, e não do conselho. A questão extrapolou o campo jurídico e entrou na chamada “guerra cultural”, com críticas vindas de setores religiosos e conservadores.
A fé pessoal de Messias, que é evangélico, tem sido questionada publicamente por alguns desses grupos, que organizam campanhas contra sua indicação.
A CCJ é composta por 27 senadores, e Messias precisa do apoio de ao menos 14 na comissão. A votação definitiva ocorre no plenário e é secreta. O ministro precisará do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores. Em caso de rejeição, Lula terá que indicar outro nome.


Fonte:

g1 > Política

Tarcísio prepara pacote contra violência à mulher com primeira comandante da PM-SP

A gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), prepara a divulgação de um pacote de medidas voltadas ao combate à violência contra a mulher nas próximas semanas. A iniciativa ocorre na esteira da nomeação da primeira comandante-geral da Polícia Militar, a coronel Glauce Cavalli, que assume a tropa em cerimônia nesta quarta-feira (29).
Entre as medidas previstas está a criação da chamada Patrulha Lilás, voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher em São Paulo. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) finaliza viaturas da PM na cor lilás, com o objetivo de facilitar a identificação e garantir atuação exclusiva nesse tipo de ocorrência.
Para viabilizar o serviço, o governo autorizou a criação de 10 mil vagas DEJEM (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar), destinadas a policiais voluntários — homens e mulheres — que poderão atuar em dias de folga com remuneração extra.
Segundo interlocutores, a inclusão de policiais homens no atendimento tem dois objetivos: ampliar a capacidade de resposta em situações mais violentas envolvendo agressores e acelerar o preenchimento das vagas disponíveis.
O objetivo é cobrir uma demanda de cerca de mil ligações diárias relacionadas à violência contra a mulher que hoje não avançam. Atualmente, a PM recebe aproximadamente 1.500 chamadas por dia, mas apenas um terço resulta na formalização de Boletins de Ocorrência. A Patrulha Lilás deve atuar especialmente nessas ocorrências, percorrendo regiões com maior incidência para identificar causas e evitar novos episódios de violência.
Outras medidas previstas incluem o monitoramento de mulheres vítimas de agressores que utilizam tornozeleira eletrônica — atualmente cerca de 250 casos no estado. Essas vítimas passarão a ser acompanhadas pelas patrulhas.
Além disso, o aplicativo “Mulher Segura” deve ganhar a função “protetor”, permitindo que a vítima indique uma pessoa de confiança para contato direto com a polícia em situações de emergência ou quando não for localizada.
Foco eleitoral
A nomeação da coronel Glauce Cavalli e o reforço em políticas de combate à violência contra a mulher ocorrem em meio ao aumento dos casos de feminicídio em São Paulo e às vésperas das eleições. O tema deve ganhar centralidade na disputa, com a oposição preparando críticas à gestão na área de segurança pública.
O ex-ministro pretende enfrentar temas sensíveis, incluindo denúncias de excessos em abordagens policiais e possíveis infiltrações de organizações criminosas.
No fim de março, o governo de São Paulo anunciou a criação de uma força-tarefa para ampliar a rede de proteção às mulheres e conter o avanço dos feminicídios. A iniciativa reúne o Executivo estadual, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Defensoria Pública.
Segundo a gestão, há estudos para criar um departamento especializado na investigação de crimes contra mulheres, nos moldes de um possível “DHPP da Mulher”, com atuação integrada.


Fonte: Jovem Pan

História da polêmica volta final de Abu Dhabi em 2021

O Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2021 ficará marcado para sempre como um dos eventos mais dramáticos e controversos da história do automobilismo. Chegando à última corrida da temporada, Max Verstappen (Red Bull Racing) e Lewis Hamilton (Mercedes) estavam empatados com exatos 369,5 pontos, um cenário de “vencedor leva tudo” que não ocorria desde 1974. Durante 57 voltas, a narrativa parecia definida a favor do britânico, mas uma sequência de eventos improváveis e decisões da direção de prova transformou o circuito de Yas Marina no palco de um desfecho cinematográfico. Para entender como foi a ultrapassagem de Verstappen sobre Hamilton na última volta de Abu Dhabi em 2021, é necessário analisar não apenas a manobra na pista, mas todo o contexto regulatório e estratégico que a permitiu.
A cronologia da decisão
A corrida parecia estar totalmente sob controle da Mercedes até os momentos finais. Lewis Hamilton assumiu a liderança na largada e construiu uma vantagem confortável, gerenciando o ritmo com pneus duros desgastados contra um Verstappen que não conseguia se aproximar.

Volta 53: Nicholas Latifi, piloto da Williams, bate no muro na curva 14 enquanto disputava posição com Mick Schumacher. O acidente aciona o Safety Car.
A estratégia de box: A Mercedes opta por não parar Hamilton para não perder a posição de pista, temendo que a corrida terminasse sob bandeira amarela. A Red Bull, sem nada a perder, chama Verstappen para os boxes e coloca um jogo de pneus macios novos.
Volta 57: O diretor de prova, Michael Masi, inicialmente informa que os carros retardatários não poderiam recuperar a volta. Pouco depois, muda a decisão, permitindo que apenas os cinco carros entre Hamilton e Verstappen (Norris, Alonso, Ocon, Leclerc e Vettel) ultrapassassem o líder e o Safety Car.
Volta 58 (A volta final): O Safety Car retorna aos boxes, deixando uma única volta de bandeira verde para a disputa do título. Verstappen, com pneus macios novos, estava colado na traseira de Hamilton, que pilotava com pneus duros e velhos.

Regras e o funcionamento da ultrapassagem
A ultrapassagem em si foi o resultado de uma disparidade técnica imensa criada pelas circunstâncias, somada a uma interpretação flexível do regulamento esportivo daquele ano.
O diferencial de aderência
Tecnicamente, a manobra foi facilitada pela diferença de compostos. Hamilton estava com pneus duros com mais de 40 voltas de uso. Esses pneus estavam frios devido à velocidade reduzida atrás do Safety Car e ofereciam pouca tração. Verstappen tinha pneus macios novos, que aquecem rapidamente e oferecem aderência máxima imediata.
A manobra na Curva 5
Ao relargar, Hamilton tentou segurar o ritmo até o último instante. No entanto, na aproximação para a Curva 5 (o grampo após a primeira reta), Verstappen mergulhou por dentro. A manobra foi agressiva e precisa. Sem aderência para defender ou tracionar na saída, Hamilton não pôde evitar a ultrapassagem. Nas duas retas seguintes, o britânico tentou usar o vácuo para recuperar a posição, chegando a colocar o carro lado a lado na chicane das curvas 6 e 7, mas os pneus macios de Verstappen permitiram que ele freasse mais tarde e mantivesse a liderança até a bandeira quadriculada.
A controvérsia regulatória
A polêmica central girou em torno do Artigo 48.12 do Regulamento Esportivo da F1.

A regra padrão: Normalmente, todos os retardatários devem descontar a volta e o Safety Car só entra nos boxes na volta seguinte a essa ação.
A decisão de Masi: O diretor de prova permitiu apenas os carros entre os líderes passarem e recolheu o Safety Car na mesma volta. Isso foi justificado pelo desejo de terminar a corrida sob bandeira verde (Artigo 48.13), mas a Mercedes protestou alegando que o protocolo padrão não foi seguido.

Títulos e recordes definidos
Aquele domingo em Abu Dhabi reescreveu os livros de recordes da Fórmula 1 e definiu legados importantes para ambas as equipes e pilotos envolvidos.

Primeiro título holandês: Max Verstappen conquistou seu primeiro Campeonato Mundial de Pilotos, tornando-se o primeiro holandês a realizar tal feito.
Domínio da Mercedes: Apesar da derrota de Hamilton, a Mercedes garantiu seu 8º título consecutivo no Campeonato de Construtores, um recorde absoluto na categoria.
O oitavo título negado: Lewis Hamilton buscava superar Michael Schumacher e isolar-se como o maior campeão da história com oito títulos. A ultrapassagem na última volta manteve ambos empatados com sete conquistas.
Recorde de pódios: Naquela temporada, Verstappen estabeleceu o recorde de mais pódios em um único ano (18), culminando com a vitória na etapa final.

Curiosidades e bastidores
O caos da última volta gerou momentos icônicos e consequências que ultrapassaram as pistas, alterando a estrutura da FIA.

Rádio explosivo: A comunicação de Toto Wolff, chefe da Mercedes, com Michael Masi tornou-se viral. A frase “No Mikey, no! That was so not right!” (Não Mikey, não! Isso não foi certo!) virou um meme global.
A resposta de Masi: A réplica fria do diretor de prova ao rádio de Wolff também entrou para a história: “Toto, it’s called a motor race, we went car racing” (Toto, chama-se corrida de carros, nós fomos correr).
Mudanças na FIA: A investigação sobre os eventos de Abu Dhabi resultou na remoção de Michael Masi do cargo de diretor de prova e na reestruturação do controle de corrida, incluindo a criação de um “VAR” remoto para auxiliar os comissários.
O rei sem coroa: Nicholas Latifi, cuja batida desencadeou todo o evento, recebeu ameaças de morte e precisou de segurança privada após a corrida, apesar de seu acidente ter sido um erro comum de pilotagem sem qualquer intenção.

O desfecho do campeonato de 2021 permanece como um ponto de inflexão na Fórmula 1 moderna. Embora a legitimidade das decisões de direção de prova tenha sido debatida exaustivamente, o momento em que Verstappen ultrapassou Hamilton na Curva 5 solidificou a chegada de uma nova era no esporte. A rivalidade nascida ali e as mudanças regulatórias subsequentes garantiram que aquela última volta em Yas Marina jamais fosse esquecida, servindo como um lembrete perpétuo de que, no automobilismo, nada está decidido até a bandeira quadriculada.


Fonte: Jovem Pan

A maior goleada da história do Campeonato Brasileiro e o jogo recorde

O futebol é um esporte marcado por resultados imprevisíveis, mas algumas partidas entram para a história por uma razão específica: a disparidade avassaladora no placar. No contexto da principal competição nacional, muitos torcedores se perguntam qual foi a maior goleada da história do Campeonato Brasileiro e em qual jogo ela ocorreu. A resposta para essa pergunta remete ao ano de 1983, quando o Corinthians aplicou um placar de 10 a 1 sobre o Tiradentes, do Piauí, um recorde que permanece inigualado na primeira divisão até hoje. Este artigo detalha esse feito histórico e relembra outros resultados elásticos que marcaram o torneio.

O recorde de 1983: Corinthians 10 x 1 Tiradentes-PI
A maior goleada da história do Campeonato Brasileiro aconteceu no dia 9 de fevereiro de 1983, em partida válida pela primeira fase do torneio. Jogando no Estádio do Canindé, em São Paulo, o Corinthians, que contava com um elenco recheado de estrelas como Sócrates, Biro-Biro e Wladimir, não tomou conhecimento do modesto Tiradentes-PI.
O placar foi construído de forma implacável ao longo dos 90 minutos. O grande destaque da partida foi o Doutor Sócrates, que marcou quatro gols. Os outros tentos corintianos foram anotados por Paulo César, Wladimir, Biro-Biro, Ataliba, Vidotti e um gol contra de Dejair. Pelo lado piauiense, Sabará marcou o gol de honra. O resultado de 10 a 1 não apenas selou uma vitória categórica, mas também estabeleceu um recorde histórico que se sustenta há décadas como o placar mais dilatado da elite do futebol brasileiro.
Outras goleadas históricas do Brasileirão
Embora o 10 a 1 seja o recorde absoluto, outras partidas também se destacaram por seus placares elásticos, entrando para o folclore do Campeonato Brasileiro. Esses jogos envolvem grandes clubes e momentos distintos da competição, desde a era do mata-mata até os pontos corridos.

Vasco 9 x 0 Tuna Luso (1984): Um ano após o recorde corintiano, o Vasco da Gama, liderado por Roberto Dinamite e Arturzinho, aplicou uma goleada impiedosa sobre a equipe paraense em São Januário.
Flamengo 8 x 0 Fortaleza (1981): Em plena era de ouro de Zico, o Flamengo não deu chances ao Fortaleza no Maracanã, construindo um dos placares mais memoráveis de sua história no torneio.
Guarani 8 x 2 Vasco (2003): Este resultado é lembrado por ser uma das maiores goleadas sofridas por um clube grande. Em Campinas, o Guarani, com show de Wagner Diniz, atropelou a equipe cruzmaltina.
São Paulo 7 x 0 Botafogo (2003): No primeiro ano da era dos pontos corridos, o São Paulo de Cuca aplicou uma goleada histórica sobre o Botafogo no Morumbi, com grande atuação de Luís Fabiano.
Santos 7 x 1 Corinthians (2005): Um clássico que entrou para a história. Mesmo com o Corinthians de Carlos Tévez, que seria campeão naquele ano, o Santos deu um espetáculo na Vila Belmiro e aplicou uma goleada inesquecível.

Fatores e curiosidades por trás dos placares elásticos
Resultados com uma diferença tão grande de gols geralmente são explicados por uma combinação de fatores. A disparidade técnica entre as equipes é o principal deles, especialmente nas fases iniciais de edições mais antigas do campeonato, que contavam com um número maior de participantes de diferentes níveis.
Além disso, elementos circunstanciais da partida, como uma expulsão no início do jogo, podem desestabilizar completamente uma equipe e abrir caminho para uma goleada. O momento psicológico também é crucial: um time confiante e embalado tende a não diminuir o ritmo, enquanto o adversário, já abatido, perde completamente o poder de reação. Com o crescente equilíbrio tático e físico do futebol moderno, placares tão dilatados tornaram-se cada vez mais raros na Série A, o que valoriza ainda mais os feitos do passado.
O placar de 10 a 1 do Corinthians sobre o Tiradentes-PI em 1983 permanece como o marco definitivo das goleadas no Campeonato Brasileiro. Embora outros resultados expressivos tenham ocorrido ao longo das décadas, nenhum superou essa marca histórica. Esses jogos, mais do que simples estatísticas, representam momentos únicos em que a superioridade de uma equipe se traduziu de forma avassaladora no placar, garantindo seu lugar permanente na memória do futebol nacional.


Fonte: Jovem Pan

Os maiores artilheiros da seleção de Portugal na história das Copas do Mundo

A resposta histórica para quem é o maior artilheiro da seleção de Portugal na história das Copas do Mundo leva ao nome de Eusébio. O lendário atacante balançou as redes nove vezes ao longo de sua trajetória no torneio, e o detalhe mais impressionante é que todos os gols foram marcados em 1966, na única edição de Mundial que ele disputou.

A consagração de Eusébio e o peso da campanha de 1966
Conhecido mundialmente como o Pantera Negra, Eusébio entregou um desempenho individual sem precedentes nos gramados da Inglaterra. Ele não apenas terminou o torneio como o artilheiro isolado da competição, mas também conduziu a equipe portuguesa ao terceiro lugar geral, a melhor campanha da história do país até os dias atuais.
O momento mais emblemático dessa jornada aconteceu nas quartas de final contra a Coreia do Norte. Após a equipe lusa sair perdendo por 3 a 0, Eusébio chamou a responsabilidade e marcou quatro gols consecutivos, garantindo uma virada histórica por 5 a 3. Essa atuação cristalizou seu nome como uma das figuras mais dominantes do futebol mundial e garantiu um recorde de bolas na rede que sobrevive há mais de meio século.
O ranking oficial dos artilheiros de Portugal
Abaixo, detalhamos a lista dos maiores goleadores portugueses no torneio máximo do futebol, com destaque para as lendas que escreveram seus nomes na competição de forma definitiva:
1. Eusébio (9 gols)
O dono do recorde absoluto precisou de apenas seis partidas em 1966 para cravar sua marca. Sua média impressionante de 1,5 gol por jogo o coloca em uma prateleira de elite da artilharia esportiva.
2. Cristiano Ronaldo (8 gols)
O maior nome do futebol português contemporâneo acumula oito bolas na rede e é o único jogador da história a marcar em cinco Copas diferentes (2006, 2010, 2014, 2018 e 2022). Ele segue em atividade e próximo de quebrar o recorde principal.
3. Pauleta (4 gols)
Símbolo ofensivo da virada do milênio, o centroavante marcou quatro vezes entre os Mundiais de 2002 e 2006. O grande destaque foi um hat-trick contra a Polônia na competição sediada na Ásia.
4. José Augusto (3 gols)
Companheiro de ataque de Eusébio no histórico time de 1966, o ponta-direita teve papel fundamental na engrenagem ofensiva da época e anotou os dois primeiros gols de Portugal na história das Copas do Mundo.
5. José Torres (3 gols)
O ranking histórico de ídolos fecha com outro herói da campanha inglesa de 1966. O atacante foi uma peça letal dentro da grande área, responsável por fechar o placar na partida de estreia contra a Hungria.
A contagem regressiva para a quebra da marca histórica
O cenário atual do futebol internacional aponta para uma ameaça real e iminente ao recorde estabelecido pelo Pantera Negra. Com o ciclo para a Copa do Mundo de 2026, Cristiano Ronaldo precisa de apenas um gol para empatar a marca de Eusébio, e dois para assumir a liderança isolada.
Essa perseguição estatística adiciona um peso extra para a atual geração de atletas. Ultrapassar o número cravado no século passado significa coroar a longa carreira do atual capitão com o principal feito em torneios da Fifa que ainda falta em seu currículo pela seleção.
A resistência do recorde de Eusébio por tantas décadas evidencia o altíssimo nível de exigência da Copa do Mundo. Manter o posto de maior artilheiro nacional diante de tantas formações brilhantes comprova que a eficácia do ex-atacante em 1966 transcende a estatística esportiva e representa um patrimônio imaterial do futebol luso.


Fonte: Jovem Pan

Passo a passo: o que fazer se o carro quebrar na estrada nas férias

Uma pane mecânica durante uma viagem de férias pode transformar um momento de lazer em uma situação de alto estresse. Saber como agir de forma metódica e segura é crucial não apenas para resolver o problema, mas para garantir a integridade de todos os ocupantes do veículo. Este guia detalha o passo a passo sobre o que fazer se o carro quebrar no meio da estrada, abordando desde as ações imediatas de segurança até a comunicação com os serviços de assistência, com foco em procedimentos técnicos e preventivos.
Ações imediatas: segurança em primeiro lugar
Ao perceber os primeiros sinais de uma falha mecânica — como perda de potência, ruídos anormais ou luzes de advertência no painel —, a prioridade absoluta é a segurança. Ações precipitadas podem resultar em acidentes. Siga rigorosamente os seguintes procedimentos:

Sinalize sua intenção: Acione imediatamente o pisca-alerta para notificar os outros motoristas sobre sua condição de emergência.
Desloque o veículo para um local seguro: Se houver controle sobre o veículo, conduza-o para o acostamento, uma área de escape ou o mais à direita possível da faixa de rolamento. Evite paradas bruscas ou em locais de baixa visibilidade, como curvas e aclives.
Posicione o triângulo de sinalização: A correta instalação do triângulo é fundamental. Conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), ele deve ser posicionado a uma distância mínima de 30 metros da traseira do veículo. Como regra prática, em vias de 80 km/h, posicione-o a 80 passos largos (aproximadamente 80 metros) para garantir tempo de reação aos outros condutores.
Desembarque com segurança: Todos os ocupantes devem sair do veículo pelo lado oposto ao do fluxo de tráfego (geralmente, o lado do passageiro).
Aguarde em local protegido: Posicione-se longe da pista e do veículo, preferencialmente atrás de uma barreira de proteção (guard rail), se houver. Nunca permaneça dentro do carro ou na frente/trás dele no acostamento.

Procedimentos de contato e diagnóstico preliminar
Com a área devidamente sinalizada e os ocupantes em segurança, o próximo passo é buscar ajuda profissional. A organização nesta etapa otimiza o tempo de resposta e a precisão do serviço.

Acione o seguro ou assistência 24 horas: Tenha em mãos o número da apólice e o telefone de contato da sua seguradora. A maioria dos planos oferece serviços de reboque (guincho), chaveiro, assistência mecânica emergencial e, em alguns casos, transporte alternativo para os passageiros.
Contate a concessionária da rodovia: Se estiver em uma estrada pedagiada, utilize os telefones de emergência (call boxes) ou o número 0800 da concessionária. O serviço de guincho da rodovia é frequentemente o mais rápido para remover o veículo para um ponto de apoio seguro, como um posto de serviço ou uma base operacional.
Realize uma inspeção visual (se seguro): Apenas se você estiver em um local totalmente seguro e tiver conhecimento básico, faça uma verificação visual para identificar a causa da pane. Isso pode ajudar a informar o mecânico. Procure por:
Pneus: Verifique se há algum pneu visivelmente murcho ou danificado.
Vazamentos: Observe se há poças de fluido sob o veículo. A coloração pode indicar a origem: preto/castanho (óleo do motor), verde/rosa (líquido de arrefecimento), vermelho (fluido da transmissão ou direção hidráulica).
Fumaça: Fumaça branca saindo do escapamento pode indicar queima de líquido de arrefecimento; fumaça azulada, queima de óleo. Fumaça saindo do capô geralmente indica superaquecimento. Não abra o capô imediatamente em caso de superaquecimento para evitar queimaduras.
Painel de instrumentos: Anote quais luzes de advertência estão acesas (injeção eletrônica, temperatura, bateria, óleo). Essa informação é vital para o diagnóstico remoto.
Comunique a situação com clareza: Ao falar com o serviço de assistência, forneça informações precisas: sua localização exata (quilômetro da rodovia, pontos de referência), o modelo e ano do veículo, e os sintomas que ele apresentou antes de parar.

Falhas comuns e como a manutenção preventiva as evita
Muitas panes na estrada são resultado de componentes que atingiram o fim de sua vida útil e não foram substituídos preventivamente. Uma revisão antes de viajar é o melhor investimento para evitar transtornos.

Superaquecimento do motor: Geralmente causado por baixo nível do líquido de arrefecimento, falhas no radiador ou na ventoinha. Prevenção: Verifique o nível e a condição do fluido de arrefecimento e o funcionamento da ventoinha.
Pane elétrica (bateria): A bateria é um dos principais causadores de paradas. Sua vida útil média é de dois a três anos. Prevenção: Teste a bateria e o alternador em um autoelétrico antes de viagens longas. Verifique se os terminais estão limpos e bem fixados.
Problemas com pneus: Pneus com baixa pressão, desgaste excessivo ou bolhas são um risco iminente. Prevenção: Calibre os pneus (incluindo o estepe) semanalmente, realize o alinhamento e balanceamento e verifique o indicador de desgaste da banda de rodagem (TWI).
Rompimento de correias: A quebra da correia dentada pode causar danos severos e irreversíveis ao motor. A correia de acessórios alimenta alternador, direção hidráulica e ar-condicionado. Prevenção: Substitua as correias estritamente dentro do prazo (quilometragem ou tempo) estipulado no manual do proprietário.

Manter a calma e seguir um protocolo de segurança são as atitudes mais eficazes quando o carro quebra na estrada. Priorize sempre a sinalização e a remoção dos passageiros para um local seguro antes de qualquer outra ação. Após contatar a assistência, forneça um relato claro dos sintomas do veículo. Por fim, lembre-se que a grande maioria dessas ocorrências pode ser evitada com um plano de manutenção preventiva rigoroso, garantindo que a única preocupação da sua viagem de férias seja o destino.


Fonte: Jovem Pan

Randolfe Rodrigues estima aprovação de Messias ao STF com ao menos 45 votos

O líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse nesta terça-feira (28) estimar que o advogado-geral da União, Jorge Messias, seja aprovado para o Supremo Tribunal Federal (STF) com pelo menos 45 votos. O AGU será sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta-feira (29).
Segundo Randolfe, em um cenário “otimista”, Messias deve ser aprovado no Plenário da Casa Alta com 48 a 49 votos. Já a hipótese “mais realista” para o líder do governo é o AGU receber o aval de 45 a 46 senadores.

Relatório favorável
Em 14 de abril, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) apresentou à CCJ relatório favorável à aprovação de Messias à vaga deixada pelo ex-ministro Luis Roberto Barroso. “Desnecessário, a esta altura, ressaltar a enorme importância e responsabilidade desta relatoria e do papel desta comissão, diante dos imensos desafios que a presente quadra histórica brasileira apresenta e do fato, que todos reconhecemos, de ser decisivo o papel da Suprema Corte na democracia brasileira”, destacou o relator no documento enviado ao colegiado.
Em entrevista a jornalistas, em 9 de abril, perguntado sobre o placar da votação no Plenário, Weverton não arriscou antecipar uma provável configuração, mas avaliou que o clima entre os colegas é favorável à aprovação de Messias, conforme antecipou a Jovem Pan.


Fonte: Jovem Pan

Escala 6×1: CNI entrega manifesto a Hugo Motta contra mudanças na jornada de trabalho

Presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que debate sobre o fim da escala 6×1 será uma das prioridades do ano legislativo de 2026
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em conjunto com as 27 federações estaduais, 98 associações setoriais e 741 sindicatos industriais, entregou um manifesto ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), expressando preocupação com o avanço da tramitação das propostas que acabam com a escala 6×1.

A Comissão Especial que vai analisar o tema será instalada nesta quarta-feira (29). Motta anunciou nesta teça-feira (28) os deputados que comandarão a comissão. O deputado Alencar Santana (PT-SP) será o presidente do colegiado e o deputado Léo Prates (Republicanos-BA) o relator.
No manifesto, a CNI afirmou que, embora o debate seja legítimo, as propostas “podem provocar impactos severos sobre a economia, os investimentos e a criação de empregos formais”.

De acordo com a CNI, estimativas indicam que a redução da jornada pode elevar os custos com empregados formais em até R$ 267 bilhões por ano.

“Não estamos falando apenas de horas trabalhadas. Estamos falando de competitividade em um país que já convive com desafios estruturais para produzir e competir, alto custo de produção e insegurança jurídica” , disse a entidade no manifesto.
O relator será o responsável por consolidar uma proposta para ser votada pela Casa a partir de duas sugestões apresentadas pela deputada Érika Hilton (Psol-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
Ele tem, entretanto, liberdade para construir um texto independente e totalmente novo em relação às propostas, desde que consiga o aval de maioria da comissão, que será composta por 38 deputados.
Motta afirmou que pretende votar a PEC em plenário ainda em maio, em homenagem ao Dia do Trabalhador, comemorado no dia 1º de maio. Antes, o presidente da Câmara disse que todo o setor produtivo precisará ser ouvido antes da construção do texto final.
“Toda e qualquer sugestão ao texto é válida e a comissão vai debater. Não vai ser a vontade de um partido ou de um grupo que prevalecerá. Será a vontade média da casa”, disse Motta, antes de receber o documento da CNI. 
No manifesto entregue ao presidente da Câmara, a CNI declarou ainda que “mudanças estruturais na legislação trabalhista precisam ser construídas com base em evidências, diálogo técnico e responsabilidade econômica”.

“A indústria deve participar desse debate para contribuir no estabelecimento de soluções equilibradas, que fortaleçam o ambiente de negócios, ampliem oportunidades de emprego para os brasileiros e promovam a sustentabilidade econômica de longo prazo do país”, completou a CNI.
Entenda as diferenças entre as propostas
Há duas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei sobre o mesmo assunto.

São, portanto, três textos de diferentes autorias tramitando sobre o mesmo tema, com o objetivo central de abolir o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso.

Veja:

a PEC proposta pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), apresentada no ano passado, prevê a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, com prazo de 360 dias para entrada em vigor da nova regra;
a PEC de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), apresentada em 2019, reduz a jornada de trabalho para 36 horas semanais, com prazo, porém, de 10 anos para mudança entrar em vigor.
o projeto de lei (PL) enviado pelo governo Lula nesta terça-feira (14), reduz a jornada de trabalho a 40 horas semanais. O texto do Executivo tramita sob urgência constitucional.


Fonte:

g1 > Política

STF condena estado de SP a indenizar fotógrafo que ficou cego após bala de borracha da PM em protesto de 2013

Sérgio Silva, fotógrafo que perdeu a visão do olho esquerdo após ser atingido por bala de borracha disparada pela PM em manifestação de 2013 em São Paulo
Kleber Tomaz/G1
Treze anos depois, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o estado de São Paulo a indenizar e pagar pensão ao fotojornalista Sérgio Silva, que ficou cego do olho esquerdo após disparo de uma bala de borracha por um policial militar em um protesto em 2013.
O STF decidiu que o Poder Público é responsável pelos danos causados a Sérgio. Os ministros aplicaram o entendimento de que: “O Estado é responsável, na esfera cível, por morte ou ferimento decorrente de operações de segurança pública, nos termos da Teoria do Risco Administrativo”.
Em sua conta no Instagram, o fotojornalista comemorou a decisão e lembrou da liberdade de imprensa.
“O que foi discutido não foi somente sobre o tiro que levou a visão do meu olho esquerdo. Foi sobre a liberdade de imprensa e sobre ser a imprensa não só os ouvidos, mas os olhos da sociedade. Agradeço a todos que, de qualquer modo, contribuíram nessa longa caminhada até a Justiça! Nós vencemos!”
O g1 procurou o estado de São Paulo e aguarda posicionamento.
Em 2023, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido. Desembargadores da 9ª Câmara de Direito Público do Tribunal decidiram manter a decisão de 2017 da mesma turma, que julgou improcedente o pedido de Sérgio Silva.
À época, os magistrados seguiram decisão da 1ª instância, em que o juiz Olavo Zampol Júnior alegou que o fotógrafo assumiu os riscos de seu ofício “ao se colocar entre os manifestantes e a polícia”.
Em junho de 2021, o Supremo determinou que o estado de São Paulo deveria indenizar o também fotógrafo Alex Silveira, que ficou cego ao ser atingido por uma bala de borracha disparada por um policial em manifestação de professores em 2000.
Para o então decano do Supremo, o agora ex-ministro Marco Aurélio Mello, culpar o profissional de imprensa pelo incidente fere o exercício da profissão e endossa a ação desproporcional de forças de segurança.
Fotógrafo Sérgio Silva com uma venda em frente ao Tribunal de Justiça de São Paulo
Hermínio Bernardo/TV Globo
Jornadas de Junho de 2013: 10 anos depois


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g1 > Política

STF é formado por 11 ministros indicados pelos presidentes da República; veja a composição atual da Corte

Atual advogado-geral da União, Jorge Messias é a terceira indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Supremo Tribunal Federal (STF) durante este mandato do petista à frente da Presidência da República. O nome será submetido à sabatina e votação no Senado nesta quarta-feira (29).
Jorge Messias
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Se for aprovado, Lula passará a ter cinco ministros indicados por ele em atividade no STF.
Formação
A Constituição estabelece que o Supremo Tribunal Federal tem 11 ministros, escolhidos pelo presidente da República e aprovados pelo Senado.
🔎O indicado precisa ter entre 35 e 70 anos, além de “notável saber jurídico e reputação ilibada”. Até 2022, a idade máxima para a indicação era de 65 anos.
A aposentadoria no STF é obrigatória aos 75 anos. A regra foi criada em 2015 pela chamada “PEC da Bengala”.
Atualmente, presidentes eleitos pelo PT somam seis indicações ao tribunal: duas foram feitas por Dilma Rousseff e outras quatro por Lula.
O ex-presidente Jair Bolsonaro indicou dois ministros. Já Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso fizeram uma indicação cada.
Composição atual
Veja quem são os ministros que compõem atualmente o Supremo Tribunal Federal:
Gilmar Mendes – indicado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – 2002
Decano (ministro mais antigo) da Corte, Gilmar Mendes nasceu em Diamantino (MT) e se formou em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), onde também concluiu o mestrado. É doutor pela Universidade de Münster, na Alemanha.
Ministro Gilmar Mendes.
Gustavo Moreno/STF
Antes de chegar ao STF, atuou como procurador da República e advogado-geral da União. Presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 2016 e 2018 e comandou o STF e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de 2008 a 2010.
Cármen Lúcia – indicada por Lula (PT) – 2006
Cármen Lúcia nasceu em Montes Claros (MG) e se formou em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC‑MG), onde também foi professora titular de Direito Constitucional. Em 2006, deixou o cargo de procuradora do Estado de Minas Gerais para assumir uma cadeira no STF.
Ministra do STF Cármen Lúcia.
Gustavo Moreno/STF
Foi a primeira mulher a presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas eleições municipais de 2012. Também esteve à frente da Corte Eleitoral nas eleições de 2024. Comandou o STF entre 2016 e 2018.
Dias Toffoli – indicado por Lula (PT) – 2009
Dias Toffoli presidiu o STF entre 2018 e 2020, aos 50 anos, tornando-se o ministro mais jovem a ocupar o cargo. Natural de Marília (SP), formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo (USP).
Ministro do STF Dias Toffoli
Luiz Silveira/STF
Antes de chegar ao Supremo, atuou como advogado, professor e assessor jurídico na Câmara dos Deputados. Durante o governo Lula, foi advogado-geral da União (AGU). Também presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2014 a 2016.
Luiz Fux – indicado por Dilma Rousseff (PT) – 2011
Luiz Fux nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e é formado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Antes de ingressar no STF, foi advogado, promotor de Justiça, juiz, desembargador e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ministro do STF Luiz Fux
Victor Piemonte/STF
Presidiu o STF entre 2020 e 2022, durante a pandemia da Covid‑19. Em 2018, comandou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Edson Fachin – indicado por Dilma Rousseff (PT) – 2015
Edson Fachin nasceu em Rondinha (RS) e se formou em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Também concluiu mestrado e doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC‑SP).
Ministro do STF Edson Fachin
Rosinei Coutinho/STF
Presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022. Comanda o STF desde setembro do ano passado.
Alexandre de Moraes – indicado por Michel Temer (MDB) – 2017
Alexandre de Moraes nasceu em São Paulo (SP) e se formou em Direito pela Universidade de São Paulo (USP). É doutor em Direito do Estado. Atuou por 11 anos como promotor de Justiça em São Paulo.
Ministro do STF Alexandre de Moraes
Luiz Silveira/STF
Foi secretário de Justiça, secretário de Segurança Pública do estado e ministro da Justiça no governo Michel Temer. Presidiu o TSE entre 2022 e 2024.
Nunes Marques – indicado por Jair Bolsonaro (PL) – 2020
Nunes Marques nasceu em Teresina (PI). Antes de chegar ao STF, atuou no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF‑1), onde foi vice‑presidente entre 2018 e 2020.
Ministro do STF Nunes Marques
Rosinei Coutinho/STF
Também foi advogado e juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE‑PI). Em 2023, tornou-se membro efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Vai presidir a Corte Eleitoral a partir de maio.
André Mendonça – indicado por Jair Bolsonaro (PL) – 2021
André Mendonça nasceu em Santos (SP) e é doutor em Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha, com título reconhecido na Universidade de São Paulo.
Ministro do STF André Mendonça
Rosinei Coutinho/STF
Teve carreira de quase 22 anos na Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que chefiou em dois períodos. Também foi ministro da Justiça e Segurança Pública entre 2020 e 2021.
Cristiano Zanin – indicado por Lula (PT) – 2023
Cristiano Zanin nasceu em Piracicaba (SP) e se formou em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC‑SP). Ganhou projeção nacional ao atuar na defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos processos da operação Lava Jato.
Ministro do STF Cristiano Zanin
Rosinei Coutinho/STF
No STF, presidiu a Primeira Turma durante o julgamento do núcleo crucial da tentativa de golpe.
Flávio Dino – indicado por Lula (PT) – 2023
Flávio Dino nasceu em São Luís (MA) e se formou em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). É mestre pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Ministro do STF Flávio Dino
Victor Piemonte/STF
Foi juiz federal entre 1994 e 2006 e atuou como juiz auxiliar no STF durante a presidência do ministro Nelson Jobim. Também exerceu os cargos de deputado federal, senador, governador e ministro de Estado.
Papel do STF
O Supremo Tribunal Federal é o órgão de cúpula do Poder Judiciário. Cabe ao tribunal a guarda e a interpretação da Constituição.
Com 11 ministros, tem como uma das principais atribuições julgar ações que questionam a validade de leis e atos normativos.
Também cabe ao Supremo julgar processos penais contra autoridades com o foro privilegiado – como o presidente da República, o vice-presidente, deputados e senadores, seus próprios ministros e o procurador-geral da República.
Processos de instâncias inferiores também chegam para julgamento na Corte, que analisam as disputas quando elas envolvem a Constituição.


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g1 > Política