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Portaria do INSS autoriza adequação de servidores para reforçar setor que avalia pedidos de BPC

Uma portaria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) autorizou a adequação funcional de 80 assistentes e analistas para reforçar o setor da autarquia que avalia pedidos de benefícios sociais e previdenciários de pessoas com deficiência, caso do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Conforme a portaria, assinada no dia 27 de maio, servidores formados em Serviço Social que atualmente atuam na área que treina e prepara pessoas com incapacidade temporária para voltar a trabalhar (Serviço de Reabilitação Profissional) poderão ser remanejados para a realização de Avaliações Sociais.
A portaria tem prazo de 90 dias, que poderá ser renovado por mais 45 dias. O documento estabelece que serão reforçadas as seguintes superintendências regionais:
Nordeste: 30 servidores
Norte/Centro-Oeste: 13
Sudeste I: 12
Sudeste II: 13
Sudeste III: 7
Sul: 5
Governo bloqueia R$ 22,1 bilhões do orçamento após projetar gasto maior com BPC
Conforme a portaria, a adesão dos dos servidores à adequação funcional será voluntária, com prioridade para aqueles:
com perfil para a realização de atendimento remoto;
que já participem do Programa de Gerenciamento de Benefícios;
que não exerçam atuação híbrida entre o Serviço de Reabilitação Profissional e o Serviço Social.
Associação critica
A Associação Nacional dos Analistas do Seguro Social (Anaseg) criticou a portaria, afirmando que a medida prejudica e deixa descoberta a área que treina e prepara pessoas com incapacidade temporária para o retorno ao trabalho.
A Anaseg afirma que o caminho para enfrentar as filas do INSS não é o deslocamento de servidores de uma área para outra, mas “ampliar” a força de trabalho e fortalecer os serviços.
A entidade afirma que a portaria do INSS fragiliza a o serviço de reabilitação profissional e que cobrará do governo “uma solução estrutural para a recomposição dos quadros” de servidores.
“Não se combate uma fila criando outra fila invisível. A Reabilitação Profissional precisa ser fortalecida, não desmontada”, conclui a entidade.
Manutenção do Bolsa Família durante análise do BPC
Na última terça-feira (2) começou a valer uma outra regra, que permite a manutenção de beneficiários no Bolsa Família até que seja concluída a análise pelo governo de pedidos de BPC.
A medida criou uma espécie de “período de transição” entre os dois benefícios e permite que o pedido do BPC siga para análise mesmo se a renda da família superar o valor permitido em função do Bolsa Família.
Veja as regras básicas para a concessão do BPC:
ter renda familiar per capita de até ¼ do salário mínimo;
ter idade igual ou superior a 65 anos ou alguma deficiência verificada por meio de avaliação biopsicossocial;
estar inscrito no Cadastro Único, com CPF de todos os integrantes da família e demais informações atualizadas;
possuir registro biométrico na Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou, transitoriamente, no Título de Eleitor ou na Base da Polícia Federal; e
morar no Brasil.
Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil


Fonte:

g1 > Política

Justiça determina prisão de jornalista perseguido por Zambelli

A Justiça de São Paulo determinou a prisão do jornalista Luan Araujo, que ficou conhecido após ser perseguido pela ex-deputada federal Carla Zambelli com uma arma em 2022. A decisão, tomada na segunda-feira (1º), converte uma pena de prestação de serviços e pagamento de valores em pena privativa de liberdade.
O juiz Jose Fernando Steinberg, da Vara do Juizado Especial Criminal do Foro Central da Barra Funda, tomou a medida em razão do não pagamento de uma prestação pecuniária imposta ao jornalista em um processo por difamação.
“Com efeito, tendo em vista que o condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta, nos termos do artigo 44, §4º, do Código Penal, converto a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, nos moldes da sentença prolatada”, afirmou o magistrado na decisão.
A prestação pecuniária é uma pena restritiva de direitos que serve como alternativa à prisão para crimes de menor gravidade, sem violência ou grave ameaça e com penas de até quatro anos. O valor, fixado pelo juiz entre um e 360 salários mínimos, é calculado com base na situação econômica do condenado e na extensão do dano causado.
O valor é destinado à vítima, aos seus dependentes ou a entidades públicas e privadas com finalidade social, como hospitais e asilos. De acordo com o Código Penal, a prestação pecuniária é uma substituição ao encarceramento; no entanto, se o condenado for devidamente intimado e não realizar o pagamento conforme determinado, o benefício da pena alternativa é revogado. Nesses casos, a punição é obrigatoriamente convertida em pena privativa de liberdade, resultando na ordem de prisão, como no caso do jornalista.
Com a conversão da pena, o juiz determinou a expedição da guia de execução e o encaminhamento do caso à Vara de Execuções Criminais (VEC).
A Jovem Pan procurou a defesa de Luan Araujo, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
Relembre o caso
Luan Araujo foi o homem perseguido por Carla Zambelli na véspera das eleições de 2022, nos Jardins, em São Paulo. O episódio resultou em uma condenação para a ex-parlamentar no Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto de 2025, a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
Já no último dia 22, Zambelli foi solta pela Justiça da Itália, após a Suprema Corte de Cassação anular a decisão anterior que autorizava sua extradição para o Brasil. As condenações da ex-deputada no STF somam mais de 15 anos de prisão, além da perda de seu mandato parlamentar.
Condenações de Zambelli
A ex-parlamentar possui condenações que somam mais de 15 anos de prisão no Brasil. Além do caso envolvendo a perseguição a Luan Araujo, Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF, em maio do ano passado, a 10 anos de reclusão em regime fechado pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Após as condenações, Zambelli deixou o Brasil e passou por Argentina e Estados Unidos antes de ser presa preventivamente na Itália, em julho de 2025. Ela chegou a renunciar ao mandato parlamentar em dezembro do ano passado, após o ministro Alexandre de Moraes revogar a decisão da Câmara que mantinha seu cargo.
Atualmente, Zambelli aguarda em liberdade a manifestação final do Ministério da Justiça da Itália sobre o pedido de extradição formulado pelo governo brasileiro, que deve ocorrer em um prazo de 45 dias.


Fonte: Jovem Pan

Por que medicamentos para emagrecimento também estão mudando libido e desejo

Os medicamentos para emagrecimento à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, transformaram o tratamento da obesidade e do diabetes nos últimos anos. Mas, à medida que milhões de pessoas passaram a utilizar essas medicações no mundo, começaram a surgir relatos que vão além da balança.
Mudanças na libido, no desejo sexual, na autoestima e até no comportamento emocional passaram a aparecer com frequência crescente em consultórios e redes sociais.
Alguns pacientes relatam melhora importante da vida sexual após o emagrecimento. Outros descrevem redução do desejo, menor interesse sexual ou alterações emocionais inesperadas durante o tratamento.
A ciência ainda está tentando entender completamente esse fenômeno. Mas uma coisa já parece clara: esses medicamentos não atuam apenas no estômago ou no controle do apetite. Eles também possuem efeitos relevantes sobre metabolismo, cérebro e sistema de recompensa.

Perda de peso pode melhorar hormônios e função sexual
A obesidade está associada a diferentes alterações hormonais e metabólicas capazes de afetar diretamente a sexualidade.
Resistência à insulina, inflamação crônica, hipertensão, diabetes, apneia do sono e doenças cardiovasculares frequentemente impactam libido, disposição e desempenho sexual tanto em homens quanto em mulheres.
Por isso, quando ocorre perda significativa de peso, muitas dessas funções podem melhorar.
Diversos estudos mostram que emagrecimento associado à melhora metabólica tende a favorecer níveis hormonais, circulação sanguínea, disposição física e autoestima corporal – fatores diretamente ligados à sexualidade.
Nos homens, a redução de gordura visceral pode contribuir para melhora da testosterona e da função erétil.
Já em mulheres, melhora metabólica e redução de inflamação podem influenciar energia, bem-estar e percepção corporal.
Além disso, pacientes que perdem peso frequentemente relatam aumento da confiança, melhora da autoimagem e maior segurança nas relações íntimas.
Isso ajuda a explicar por que muitas pessoas descrevem aumento da libido após iniciar o tratamento.
Mas nem todo mundo reage da mesma maneira
Embora parte dos pacientes relate melhora da vida sexual, outros descrevem efeito oposto.
Existem relatos de diminuição do desejo sexual, redução do interesse afetivo e até sensação de “apatia” emocional durante o uso dessas medicações.
Ainda não existe resposta definitiva para isso. Mas especialistas acreditam que diferentes fatores podem estar envolvidos.
Um deles é o próprio impacto emocional da transformação corporal. Emagrecer rapidamente pode modificar autoestima, dinâmica dos relacionamentos e percepção da própria identidade.
Outro ponto importante é que o desejo sexual não depende apenas de hormônios. Aspectos emocionais, psicológicos, relacionais e neurológicos também exercem enorme influência.
Além disso, os medicamentos da classe GLP-1 atuam diretamente em áreas cerebrais relacionadas ao prazer, impulsividade e recompensa.
Isso levantou uma hipótese interessante entre pesquisadores: será que essas medicações modulam não apenas a fome, mas também outros comportamentos ligados ao sistema de recompensa cerebral?
A ciência ainda está entendendo os efeitos cerebrais do GLP-1
Os receptores de GLP-1 não estão apenas no sistema digestivo. Eles também estão presentes em regiões do cérebro relacionadas ao controle do apetite, prazer, motivação e comportamento compulsivo.
Nos últimos anos, pesquisas começaram a investigar se medicamentos como semaglutida e tirzepatida poderiam influenciar outros impulsos além da alimentação.
Existem estudos em andamento avaliando possíveis efeitos sobre consumo de álcool, compulsão alimentar, tabagismo e até padrões de comportamento relacionados ao prazer e recompensa.
Isso não significa que essas medicações “desliguem” automaticamente o desejo sexual. Mas sugere que seus efeitos neurológicos podem ser mais amplos do que se imaginava inicialmente.
Ainda faltam estudos robustos especificamente voltados à sexualidade humana nesse contexto. Grande parte das informações atuais vem de relatos clínicos, observações de pacientes e hipóteses neurobiológicas em investigação.
Por isso, é importante evitar conclusões simplistas ou generalizações.
Cada organismo reage de forma diferente ao emagrecimento e às medicações.
O mais importante é entender que sexualidade também faz parte da saúde metabólica, emocional e hormonal. E quando o corpo muda profundamente – seja física ou neurologicamente – é natural que desejo, prazer e relações afetivas também possam sofrer transformações.

Dr. Marcos Tobias Machado – CRM/SP 75.225 | RQE 63664
Urologista
Doutor em Medicina pela USP
Membro da Brazil Health


Fonte: Jovem Pan

Israel intensifica ataques no Líbano após Hezbollah rejeitar cessar-fogo

Israel lançou novos ataques nesta sexta-feira (5) no sul do Líbano e emitiu ordens de evacuação em várias cidades da região, após o grupo pró-Irã Hezbollah rejeitar um cessar-fogo.
O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, desencadeada pelos ataques israelenses e americanos ao Irã em 28 de fevereiro, quando o Hezbollah atacou Israel em solidariedade após a morte do líder supremo iraniano.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, os ataques israelenses mataram pelo menos 3.526 pessoas desde março. Do lado israelense, 27 soldados e um terceirizado civil morreram.
Este conflito dificulta as negociações entre Washington e Teerã, que exige um cessar-fogo completo no Líbano como parte de qualquer possível acordo, e também tensionou as relações entre os Estados Unidos e Israel.
No início desta semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou seu aliado e primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chamando-o de “louco” por ameaçar bombardear Beirute e colocar em risco as negociações com o Irã.
Após dois dias de negociações em Washington, representantes dos governos israelense e libanês concordaram com um cessar-fogo.
No entanto, o movimento pró-Irã Hezbollah, que exerce considerável influência no Líbano, rejeitou o acordo e exigiu um cessar-fogo abrangente e a retirada completa de Israel do sul do Líbano.
Desde o início da guerra com o Irã, Israel realizou sua incursão mais profunda em território libanês em duas décadas.
O porta-voz em árabe do exército israelense, Avichay Adraee, alertou nesta sexta-feira os moradores de várias cidades no sul do Líbano, um histórico reduto do Hezbollah que frequentemente lança ataques contra o norte de Israel a partir dali.
“Qualquer pessoa que esteja perto de operativos do Hezbollah, suas instalações ou suas armas está colocando sua vida em perigo!”, publicou Adraee no X.
A NNA, agência de notícias oficial do Líbano, relatou um deslocamento em massa de pessoas em três das aldeias afetadas e um ataque a uma delas.

‘Liberdade para matar’
Durante a noite, ataques aéreos israelenses mataram sete pessoas na cidade libanesa de Tiro, segundo uma fonte da Defesa Civil Libanesa que falou à AFP. Quatro pessoas morreram perto do Hospital Jabal Amel e outras três em uma área residencial.
“Eu estava no quarto do hospital onde minha mãe estava internada quando houve uma forte explosão. Ela já havia escapado milagrosamente do primeiro ataque [na segunda-feira], quando estava na UTI”, disse à AFP Marwan Ghorayeb, um oficial aposentado das forças de segurança.
“Minha casa na aldeia foi destruída, minha casa em Tiro também; não nos restou nada além da roupa do corpo”, acrescentou.
O líder do Hezbollah, Naim Qasem, rejeitou na quinta-feira (4) o cessar-fogo anunciado por enviados libaneses e israelenses em Washington, que estipulava que o grupo interromperia seus ataques contra Israel.
“O cessar-fogo deve ser global (…) sem que o inimigo israelense tenha liberdade para matar”, declarou Qasem, e instou o governo libanês a pôr fim “à farsa e à humilhação das chamadas negociações diretas” com Israel.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que o exército “continuará suas operações aéreas e terrestres (…) enquanto continuar desmantelando a infraestrutura terrorista”.
Ele também afirmou que as forças israelenses estão “livres” para atacar Beirute, a capital libanesa, caso o Hezbollah ataque comunidades israelenses.
Enquanto isso, a ONU dobrou seu apelo por ajuda humanitária para o Líbano nesta sexta-feira, elevando o valor para US$ 640 milhões (R$ 3,2 bilhões).
“O deslocamento repetido, a capacidade insuficiente de acomodação e as perspectivas limitadas de retorno seguro exacerbam a vulnerabilidade”, declarou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).


Fonte: Jovem Pan

Governo Trump classifica PCC e CV como terroristas a partir desta sexta-feira

A partir desta sexta-feira (5) entra em vigor a decisão do governo Donald Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida, anunciada pelo Departamento de Estado no dia 28 de maio, designa as facções brasileiras como “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGTs) e “Organizações Terroristas Estrangeiras” (FTOs).
Com a vigência da nova classificação, o governo americano passa a aplicar sanções econômicas, diplomáticas e criminais contra os dois grupos. O objetivo da administração Trump é desmantelar as redes financeiras e logísticas que sustentam as atividades dessas facções, descritas pelo Departamento de Estado como as organizações criminosas mais violentas do Brasil.
A designação como Terroristas Globais Especialmente Designados permite que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos interrompa o acesso das facções a fundos sob jurisdição americana. Na prática, qualquer ativo financeiro do PCC ou do CV em instituições bancárias que operam nos Estados Unidos deve ser bloqueado pela Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac).
Já o enquadramento como Organizações Terroristas Estrangeiras traz implicações legais diretas para os membros e colaboradores dos grupos. A partir deste momento, integrantes das facções ficam proibidos de entrar nos EUA. Além disso, torna-se crime punível pela legislação americana o fornecimento de qualquer tipo de apoio, recursos ou serviços a essas organizações.

Segurança nacional
O comunicado oficial, assinado pelo Secretário de Estado, Marco Rubio, fundamenta a decisão na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade e na Ordem Executiva 13224. Segundo o documento, a influência do PCC e do CV se estende para além das fronteiras brasileiras, afetando a segurança regional e o território americano por meio do narcotráfico.
O governo americano afirma que a medida visa proteger a segurança nacional e interromper o fluxo de receita que financia ataques contra policiais, funcionários públicos e civis. A ação é apresentada como parte de uma estratégia para manter drogas ilícitas fora das ruas americanas e combater o que classificam como narcoterrorismo.
Perfil do CV e do PCC
O Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital possuem trajetórias distintas no crime organizado brasileiro. O CV surgiu na década de 1970 no sistema prisional do Rio de Janeiro e mantém um modelo de atuação baseado no controle territorial de comunidades. O PCC foi fundado em 1993, em São Paulo, e consolidou uma estrutura de gestão empresarial, com foco na logística do tráfico internacional de drogas e no controle de rotas em fronteiras como as do Paraguai e da Bolívia.
Embora tenham mantido uma aliança durante anos, a parceria entre as duas facções foi rompida em 2010. Desde então, os grupos disputam o controle de presídios e corredores logísticos em diversas regiões do Brasil, com episódios frequentes de violência e confrontos diretos.
Com a decisão que passa a valer nesta sexta-feira, as organizações passam a enfrentar o mais alto nível de pressão institucional e econômica exercido pelos EUA contra grupos criminosos transnacionais.


Fonte: Jovem Pan

Prazo para as inscrições do Enem 2026 termina nesta sexta-feira

Os interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 devem se ater ao prazo de inscrição que termina às 23h59 desta sexta-feira (5), no horário de Brasília.
A inscrição será exclusivamente na Página do Participante no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Para os concluintes do ensino médio de escolas públicas, a inscrição é automática. Nesse caso, o estudante precisa apenas confirmar sua participação no sistema de inscrição, escolher a opção de prova de língua estrangeira, se inglês ou espanhol, e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social.

Inclusão e acessibilidade
Também termina nesta sexta-feira o prazo para os candidatos que querem ser tratados pelo nome social em todas as fases do exame. O tratamento é destinado àqueles que se identificam e querem ser reconhecidos socialmente pela sua identidade de gênero. As pessoas trans devem sinalizar a opção no momento da inscrição.
Os participantes que necessitam de atendimento especializado também devem fazer a solicitação até esta sexta-feira. Neste ano, o Inep incluiu no edital as novas condições de pessoas com fibromialgia e transtornos mentais, como ansiedade, TOC, entre as situações possíveis para solicitar atendimento especializado.
Outras condições específicas dos candidatos para pedir o atendimento especializado são:

Baixa visão;
Cegueira;
Deficiência física;
Auditiva;
Intelectual;
Dislexia;
Transtorno do espectro autista (TEA);
Gestantes;
Lactantes;
Diabéticos;
Idosos;
Estudantes em classe hospitalar;

Taxa de inscrição
Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85. O pagamento deve ser feito até o dia 10 de junho.
A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários.
A inscrição somente será confirmada após o processamento do pagamento da taxa de inscrição.
O estudante beneficiado pelo programa Pé-de-Meia do Ministério da Educação (MEC) concluinte do ensino médio é isento da taxa de inscrição.
Isenção
O Inep lembra que, mesmo os estudantes que tiveram aprovado o pedido de isenção da taxa de inscrição, precisam acessar o sistema do Inep para confirmar a participação no exame.
Também deve se inscrever o candidato que teve seu pedido de isenção negado em definitivo ou teve a justificativa de ausência reprovada, conforme regras do edital do Enem 2026. Será necessário pagar o valor da taxa para ter a inscrição confirmada.
O Inep criou uma página virtual com as principais orientações para os participantes do Enem 2026. Há também uma seção destinada às perguntas frequentes sobre o exame.
Nessa página, os candidatos podem conferir os questionamentos mais comuns e os respectivos esclarecimentos.
Locais de provas
Neste ano, a aplicação das provas do Enem está agendada para os domingos 8 e 15 de novembro.
O Inep quer ampliar o número de locais de aplicação do exame para cerca de 10 mil, em todo o país.
De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública devem fazer as provas nos dois dias na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos.
Para os estudantes que precisarem fazer a prova em outro município, o MEC informou que estuda alternativas de apoio logístico para transporte entre os municípios.
Enem
O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.
Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep.
Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.


Fonte: Jovem Pan

Presidente tenta terceirizar a culpa pelo tarifaço

Quem é o presidente do Brasil? Lula. Quem escolheu os atuais ministros do governo? Lula. Quem dita os rumos da economia brasileira? Lula. Quem tem autoridade e poder para estabelecer as relações internacionais? Lula. Quem é o responsável, no Poder Executivo, por buscar a harmonia com os poderes Legislativo e Judiciário? Lula.
Sim, Lula é o cara. Vangloriou-se de ter uma “química” com Trump e de ter sido recebido com pompa e circunstância pela Casa Branca. Aproveitou eventos para cantar em verso e prosa o protagonismo de ter retirado a Lei Magnitsky das costas do ministro Moraes. Recebeu até um agradecimento público pelo feito.

Famoso quem?
Quem é Flávio Bolsonaro? Quase um famoso “quem?”. Tem zero poder para escolher ministros, tanto do Executivo quanto do Judiciário. No máximo, participa da sabatina dos indicados pelo presidente da República, sabendo que seus questionamentos, em meio aos 81 senadores, valem praticamente nada. Flávio não estabelece as diretrizes econômicas para o país. Não tem autoridade nem poder para articular com qualquer nação. Se tentar se meter nas tentativas de harmonização dos poderes, poderá ser repreendido: quem é você para se meter nessa conversa? Ou seja, ele é apenas um pré-candidato da oposição que se transformou no principal adversário de quem está hoje no Palácio do Planalto. Principal, mas apenas um entre um batalhão de pretendentes.
Afinal, quem é o presidente?
Como é que pode, então, Lula querer terceirizar ao seu opositor a culpa pelo tarifaço pretendido pelos Estados Unidos? Se o governo, com todo o aparato de recursos e poder à disposição, não consegue, após meses de negociação e concessões, que pouca gente sabe quais são, sensibilizar os americanos para colocar um freio nessa taxação que prejudicará o país, como pode culpar Flávio pelos erros que ele não cometeu?
Cá entre nós, se Flávio tivesse mesmo essa condição excepcional de persuadir Trump a aumentar as tarifas para importação dos produtos brasileiros, deveria ser o presidente do país. Mas não é. E, segundo suas próprias palavras, tem insistido junto a Trump para que não tome essa iniciativa.
De quem é a culpa?
Boa parte da imprensa faz coro com Lula. Afirma que já no primeiro parágrafo da carta enviada por Trump no ano passado, impondo sobretaxas de 50%, havia uma defesa de Bolsonaro e críticas ao STF. Que o julgamento do ex-presidente seria uma caça às bruxas. E que essa teria sido uma das causas das medidas econômicas adotadas. O que Flávio tem a ver com isso?
Por outro lado, embora Lula conte vantagem sobre sua ligação com Trump, quando sobe no palanque para agradar sua bolha de eleitores, desce a marreta no presidente americano. Sentiu o gosto de ter conquistado alguns pontos nas pesquisas de intenção de voto quando agiu assim no ano passado. Por isso, quer repetir a dose.
Ainda no palanque
Como se estivesse discursando nas portas das fábricas ou diante da multidão que lotava o Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, nos anos 1970, fala o que vem à cabeça, aparentemente sem se importar com as consequências de suas bravatas. Em reunião com ministros, afirmou: “Trump foi eleito pelo povo americano e eu respeito o resultado eleitoral americano. Eu fui eleito pelo povo brasileiro, ele tem que respeitar o voto do povo brasileiro. Eu não fui eleito imperador da América Latina e muito menos Trump foi eleito imperador do mundo”.
Mas não estavam em tratativas?
Se não bastasse essa rispidez, disse que o secretário de Estado dos Estados Unidos, descendente de cubanos, Marco Rubio, é um latino-americano frustrado. Qualquer aspirant ao Itamaraty sabe que questões delicadas com um dos mais poderosos parceiros comerciais do Brasil não se resolvem dessa forma, mas sim com muita conversa e negociação.
Esse destempero talvez até renda algum ganho nas pesquisas eleitorais, mas é péssimo para o país. E mais: se o governo sempre disse que estava em tratativas com os americanos desde o dia em que Lula visitou Trump, como pode alegar agora que foi pego de surpresa pela decisão? Das duas uma: ou não havia química nenhuma entre os dois presidentes, ou essas conversas entre os dois governos não existiram ao longo desse tempo.
Onde está a química?
Um exemplo perfeito de dilema, pois tanto em um caso quanto no outro terão de ajoelhar no milho no canto da sala. São indícios eloquentes de que a diplomacia brasileira não está conseguindo resultados com as atitudes que tem tomado. Tudo indica que as questões ideológicas podem estar enevoando o caminho das soluções desejadas.
A frase é antiga e batida, mas muito adequada para a situação atual: dinheiro não aceita desaforo. E, como diz uma de minhas filhas, se for em dólar, menos ainda.
Algo precisa ser feito, e rapidamente. Nessa troca de acusações entre os pré-candidatos, só há um perdedor: o povo brasileiro. Siga pelo Instagram: @polito


Fonte: Jovem Pan

O erro silencioso no inverno que destrói o ar-condicionado do carro

Muitos motoristas acreditam que a climatização automotiva deve ser completamente esquecida assim que os termômetros registram as primeiras quedas de temperatura. Essa falsa sensação de economia de combustível esconde uma armadilha mecânica silenciosa e muito cara.
Na prática, saber por que é importante ligar o ar-condicionado do carro mesmo nos dias frios de inverno é a principal diferença entre uma manutenção rotineira de baixo custo e a necessidade de trocar o coração do sistema na próxima onda de calor.
O que acontece quando o sistema fica desligado por meses
Para entender o tamanho do problema, é preciso abandonar a ideia de que o equipamento serve apenas para gelar a cabine. A rede de climatização funciona como um circuito fechado e depende de movimento contínuo para se manter saudável.
O gás refrigerante não viaja sozinho. Ele percorre as tubulações carregando um óleo lubrificante específico para as peças móveis. Quando o proprietário passa o outono e o inverno inteiro sem encostar no botão de acionamento, esse óleo deixa de circular e acaba se assentando no fundo do reservatório.
O resultado imediato da longa inatividade é o ressecamento das borrachas de vedação e das pequenas mangueiras. Com o isolamento comprometido, o fluido vaza sem fazer alarde. O agravante ocorre lá na frente: o compressor, peça mais importante da estrutura, perde sua camada protetora. Ao ser finalmente exigido na chegada da primavera, o atrito interno entre os metais sem óleo pode travar os componentes permanentemente.
Visibilidade limpa e cabine livre de ácaros
Além de evitar que a parte mecânica sofra desgaste antecipado, manter o hábito de acionar a ventilação refrigerada afeta diretamente a sua segurança no trânsito viário.
Em dias frios, chuvosos ou de neblina, os vidros fecham e embaçam velozmente devido à diferença térmica entre o corpo humano e a temperatura exterior. O sistema veicular opera como um poderoso desumidificador de ar de cabine. Ele retira toda a umidade do habitáculo e devolve a visibilidade ao condutor em poucos segundos, com uma eficiência que o desembaçador convencional não consegue entregar.
Outro ganho oculto aparece na saúde respiratória da sua família. O funcionamento semanal impede o acúmulo de fungos e bactérias nas curvas dos dutos plásticos, eliminando aquele clássico mau cheiro de pano úmido que invade o carro quando o equipamento passa meses adormecido.
O truque de misturar a climatização com o ar quente
A maior parte dos motoristas foge do recurso porque não quer gelar os braços e o rosto logo pela manhã. A saída para esse dilema climático é acionar a refrigeração junto com o aquecedor.
O botão do ar quente não cancela o funcionamento do compressor. O mecanismo continuará empurrando o gás, espalhando óleo pelas tubulações e enxugando a umidade do ar, enquanto o calor do motor devolve uma brisa agradável e confortável para todos a bordo.
A conta salgada na oficina mecânica
A desculpa clássica de quem viaja com os vidros fechados e o painel apagado é economizar gasolina. A realidade das contas de oficina, no entanto, mostra que o desgaste causado pela falta de acionamento atropela qualquer economia nas bombas de combustível.
Se você utilizar o aparelho semanalmente, o custo de uma checagem preventiva em loja especializada — que envolve recarga de fluidos, higienização e troca do filtro da cabine — varia entre R$ 200 e R$ 400 na média nacional.
Em contrapartida, se a falta de lubrificação prolongada travar o compressor, a fatura muda de patamar. Peças recondicionadas e limpezas profundas no maquinário raramente saem por menos de R$ 600, enquanto a instalação de um compressor zero quilômetro salta para a faixa de R$ 1.000 a R$ 3.000, oscilando bastante conforme a marca do veículo. Ao colocar na ponta do lápis os custos extras de mão de obra para efetuar essa troca mais invasiva, que flutuam em torno de R$ 300 a R$ 600, o conserto vira um ralo de dinheiro.
Para garantir que o conjunto sobreviva à mudança de estações com nota dez, as oficinas orientam ligar a climatização pelo menos uma vez por semana, rodando de 10 a 15 minutos. É um intervalo curto a caminho da padaria ou do trabalho que poupa a mecânica, protege a conta bancária e oferece segurança máxima no retrovisor.


Fonte: Jovem Pan

Trio da Marcha para Jesus reúne Flávio, Tarcísio, Mendonça e Jorge Messias

O pré-candidato à Presidência da República pelo PL e senador Flávio Bolsonaro participa da 34ª edição da Marcha para Jesus nesta quinta-feira (4) na capital paulista, ao lado do governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito da cidade, Ricardo Nunes (MDB), do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e do advogado geral da União, Jorge Messias.
O político disse durante o evento que “o mundo e o Brasil estão passando por uma grande guerra espiritual“. A declaração foi dada na Marcha para Jesus. Flávio disse estar no evento em São Paulo para recarregar as energias e “orar pelas famílias do país”.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cantou ao lado do apóstolo Estevam Hernandes Filho, da igreja Renascer em Cristo. No mesmo palco, Messias afirmou à transmissão do evento que “a mesa de Jesus é para judeus e gentios”, afirmando que até Judas se sentou na mesa de Cristo, sem segregação.
A marcha partiu da Estação da Luz, no centro de São Paulo, e segue em direção à Praça Heróis da FEB, próxima ao Campo de Marte, na zona norte da capital. Segundo a organização do evento, foram inscritas 23 mil caravanas para participar do evento, que conta com oito trios elétricos.
Flávio nega ‘climão’
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou existir “climão” no trio elétrico reservado para autoridades na Marcha para Jesus, em São Paulo. Flávio divide o trio elétrico com o advogado-geral da União do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ministro Jorge Messias.
“Isso aqui não é um movimento político, estou aqui porque sou um cristão evangélico. (…) Não tem ‘climão’ nenhum aqui, estamos aqui no meu propósito que é Deus no comando”, disse.
Em uma rápida fala para jornalistas, Flávio voltou a dizer que a família dele é vítima de uma perseguição e que isso estaria sendo vivido pelos brasileiros. Ao acusar o governo de suposta censura, o senador afirmou que a Marcha para Jesus, que concentra fiéis na zona norte da capital paulista, estaria “irritando muita gente do lado de lá”.
Flávio também foi questionado sobre o impacto dos diálogos revelados no mês passado pelo The Intercept, que mostram ele pedindo R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, que homenageia o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador disse ser “uma pessoa correta” e desviou do assunto atacando o governo Lula e a cúpula do PT na Bahia.
“Eu sou uma pessoa correta, a gente fez de tudo para fazer um filme em homenagem ao meu pai, que é um cara que merece ter a sua história contada em uma grande produção que vai ficar pronta e, em breve, todos verão. Agora, o governo Lula tem que explicar muito ainda por que fez reuniões secretas para tentar beneficiar alguém. Em especial, a Bahia tem muito a explicar porque foi lá onde tudo começou”, afirmou.
Flávio foi perguntado também sobre seu relacionamento com o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e afirmou que o político é seu “aliado e amigo”. “É um grande governador”, complementou. Ao ser perguntado sobre ter tido a oportunidade de conversar com o aliado, ele afirmou que sua vinda nesta quinta a São Paulo foi a primeira oportunidade de estar com o governador e o prefeito Ricardo Nunes.
Flávio participa da 34ª edição da Marcha para Jesus, na capital paulista. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça também está presente. Segundo a organização do evento, foram inscritas 23 mil caravanas para participar do evento, que contará com 8 trios elétricos.
Participam ainda do evento o deputado federal Sostenes Cavalcante, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, André do Prado, e o deputado estadual Lucas Bove.
*com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Governo monitora decisão dos EUA sobre PCC e CV em meio a preocupação com sanções financeiras e soberania

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva gesticula enquanto fala com repórteres após sua reunião na Casa Branca com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Embaixada do Brasil em Washington, DC, EUA, em 7 de maio de 2026
REUTERS/Elizabeth Frantz
A decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas passa a valer nesta sexta-feira (5) e acendeu um alerta no governo brasileiro.
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Nos bastidores, diplomatas e integrantes da área de segurança ouvidos pelo blog monitoram os próximos passos da administração Trump e trabalham com três cenários possíveis.
O primeiro é o mais brando: a medida ter um efeito mais político e simbólico, funcionando como um gesto para a torcida, sem desdobramentos práticos relevantes.
O segundo cenário tem como referência a Venezuela. Integrantes do governo lembram que, em outros casos, a administração Trump escalou o enfrentamento ao narcotráfico com apreensão de ativos, bloqueios e até ações contra embarcações apontadas pelos americanos como ligadas ao crime organizado.
O terceiro cenário é o que mais preocupa parte do governo brasileiro.
A preocupação é com a repetição do modelo adotado contra instituições financeiras mexicanas. Naquele caso, os Estados Unidos aplicaram sanções contra bancos acusados de facilitar operações de lavagem de dinheiro para cartéis do narcotráfico.
O temor é que a classificação abra caminho para medidas financeiras contra pessoas físicas, empresas ou estruturas suspeitas de dar suporte econômico a organizações criminosas.
Um diplomata resumiu a preocupação da seguinte forma: “O receio não é a decisão de hoje. O receio é o que ela pode autorizar amanhã.”
Para integrantes do governo, são “perigos parecidos com a aplicação da Lei Magnitsky” a autoridades brasileiras.
Por isso, o governo brasileiro intensificou a interlocução com autoridades americanas e busca canais de diálogo para entender quais serão os efeitos concretos da medida.
Mauro Vieira diz que argumentos dos EUA para aplicar tarifas ao Brasil ‘não são legítimos’
A avaliação é que, diferentemente da guerra tarifária, esse é um tema que envolve segurança, sistema financeiro e soberania nacional e, por isso, tem potencial de produzir consequências muito mais complexas.
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