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Dinheiro aprendid em casa de alvo da Operação Sem Refino estava em caixa com mensagem: ‘O que é bom a gente guarda’

Operação Sem Refino: PF apreende mais de R$ 500 mil em dinheiro vivo na casa de um dos alvos
A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 500 mil em dinheiro vivo na casa do policial civil do Rio de Janeiro Maxwell Moraes Fernandes, um dos alvos da Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15).
Uma curiosidade é que o dinheiro estava armazenado em caixas de sapatos. Em uma delas, aparece escrito a mensagem: “o que é bom a gente guarda”.
Dinheiro encontrado na casa de um policial civil alvo da Operação Sem Refino
Divulgação
A investigação apura um suposto esquema de fraudes fiscais envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, considerada um dos maiores grupos devedores de impostos do país.
Ter dinheiro em espécie em casa não é crime. No entanto, a origem dos valores precisará ser explicada às autoridades. Maxwell deverá esclarecer por que mantinha mais de meio milhão de reais fora do sistema bancário, sem registro formal de movimentação financeira.
Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que está “colaborando com a operação realizada pela PF”.
“A instituição reforça que mantém permanente cooperação com os órgãos de investigação e segurança pública, atuando de forma integrada. O caso é acompanhado pela Corregedoria-Geral de Polícia Civil”, afirmou o órgão.
Dinheiro encontrado na casa de policial civil alvo da operação Sem Refino
Divulgação
A operação também teve como alvo o ex-governador do Rio Cláudio Castro. Segundo a PF, a ação investiga a suspeita de que a Refit utilizou sua estrutura societária e financeira “para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior”.
Segundo relatório da PF, Castro atuou de forma decisiva para proteger e favorecer os interesses do Grupo Refit.
Agentes da PF em carros descaracterizados e com auxílio de homens armados foram para a casa de Castro, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do RJ. O ex-governador estava na residência e acompanhou as buscas com advogados. Após cerca de 3 horas, as equipes deixaram o local com malotes.
A defesa do ex-governador afirma que “foi surpreendida com a operação” e que Castro “está à disposição da Justiça para dar todas as explicações, convicto de sua lisura”.
Outro investigado é o empresário Ricardo Magro, dono da Refit. A Polícia Federal pediu a inclusão do nome dele na Difusão Vermelha da Interpol, lista internacional de procurados. Em novembro do ano passado, Magro já havia sido alvo de uma megaoperação da PF.
O Grupo Refit foi alvo de uma megaoperação em novembro, envolvendo órgãos federais e paulistas. A Operação Poço de Lobato teve 190 alvos em 5 estados e buscava levantar informações sobre supostas fraudes fiscais. As autoridades estimavam um prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres públicos.
A investigação apontou que a empresa operava uma estrutura pensada para ocultar lucros, reduzir artificialmente impostos e blindar patrimônio. Segundo autoridades estaduais e federais, a Refit se tornou um caso emblemático de “crime do andar de cima”: uma fraude bilionária, tecnicamente elaborada e com impacto direto na arrecadação pública.
Segundo investigadores, o esquema usava cerca de 50 fundos de investimento — alguns com apenas 1 cotista — e empresas abertas em cascata, com troca frequente de sócios. Núcleos familiares, jurídicos, tecnológicos e financeiros mantinham a engrenagem funcionando.
Lacunas nas declarações de importação, notas fiscais incompatíveis, uso de aditivos não autorizados, ausência de comprovação de refino e a retenção de navios com 180 milhões de litros de combustível chamaram atenção.
Ex-governador do Rio de Janeiro Claúdio Castro (PL)
Divulgação/Governo do RJ


Fonte:

g1 > Política

São Paulo acerta retorno de Dorival Júnior como técnico

O São Paulo acertou o retorno de Dorival Júnior ao comando do clube. O técnico e o tricolor paulista fecharam o acordo na manhã desta sexta-feira, 15, após reunião.
A informação foi divulgada pelo ge e confirmada pelo Estadão. No tricolor, o salário de Dorival ficará perto dos R$ 2 milhões mensais – abaixo do que ele ganhava no Corinthians (R$ 3 milhões), mas acima dos vencimentos de Hernán Crespo (R$ 1,5 milhão).
Dorival retorna ao São Paulo após pouco mais de dois anos. Em 2024 ele deixou o clube após a conquista da Copa do Brasil do ano anterior para ir comandar a seleção brasileira.
Na CBF, ele teve um trabalho ruim e acabou demitido pouco mais de um ano depois, após ser atropelado pela Argentina nas eliminatórias para a Copa do Mundo. No ano passado, Dorival assumiu o Corinthians e também conquistou a Copa do Brasil de 2025 e ganhou a Supercopa neste ano em cima do Flamengo.
As taças não o sustentaram no comando do Timão, que começou mal no Brasileirão, e Dorival foi demitido em 5 de abril de 2026.
No São Paulo, Dorival busca dar uma consistência a um clube que passa por momentos turbulentos dentro e fora de campo. Nos últimos meses, a guerra política no Morumbi tem tomado conta dos bastidores.
O impeachment de Julio Casares no ano passado e Harry Massis em guerra com Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, bem como dirigentes sendo alvos de investigações policiais atormentam o torcedor diariamente.
Dentro de campo, a torcida ficou furiosa com a demissão de Hernán Crespo em março no momento em que o time liderava o Brasileirão. Roger Machado, trazido pela confiança de Rui Costa, diretor de futebol, e Rafinha, coordenador técnico, não rendeu.
Roger fez o desempenho do time despencar, foi vaiado e foi demitido após a vexatória eliminação na Copa do Brasil, na última quarta-feira, para o Juventude, que está na Série B.


Fonte: Jovem Pan

STF manda prender dono da Refit, grupo com dívida de R$ 52 bilhões

O Supremo Tribunal Federal (STF) decretou, nesta sexta-feira (15), a prisão preventiva do empresário Ricardo Magro, dono da Refit (antiga Refinaria de Manguinhos). A ordem se baseia na investigação Polícia Federal (PF) sobre uma dívida do grupo avaliada em R$ 52 bilhões. Morando no exterior, o executivo teve a inclusão de seu nome na lista de Difusão Vermelha da Interpol para viabilizar sua extradição.
O valor do déficit consta no inquérito que apura esquemas de sonegação fiscal, lavagem de capitais e evasão de divisas, e que autorizou a Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta contra agentes públicos e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, pessoas físicas e jurídicas do grupo de Ricardo Magro, dono da Refit, respondem pela dívida. Desse total, 94% — o equivalente a R$ 48,8 bilhões — estão concentrados apenas na conta da refinaria.
A investigação da PF indica que o acúmulo da dívida ocorreu por meio de fraudes no recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Para evitar o pagamento ao Fisco e inviabilizar a satisfação de credores no processo de recuperação judicial, o grupo estruturou um circuito financeiro paralelo.
A estratégia envolvia o uso de distribuidoras, empresas de fomento mercantil (factorings), offshores e fundos de investimento para descolar a operação comercial de venda de combustíveis do seu fluxo financeiro.
Segundo a PF, essa divisão permitia que o combustível chegasse ao destino com preços artificialmente menores, configurando sonegação e concorrência desleal.

Proteção política
O inquérito aponta ainda que o grupo buscou interferência em órgãos estatais para manter a estrutura empresarial e evitar a cobrança da dívida. A PF cita como exemplo a sanção da Lei Complementar Estadual nº 225/2025, durante a gestão de Cláudio Castro.
A legislação instituiu um programa de parcelamento de créditos tributários com condições que se amoldavam aos interesses da Refit, sendo apelidada pelos investigadores de “Lei Ricardo Magro”.
A articulação resultou na deflagração da Operação Sem Refino, que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Cláudio Castro e determinou o afastamento de servidores públicos do Rio de Janeiro.
O que dizem as defesas
Em nota, a defesa de Cláudio Castro afirmou que o ex-governador colaborou com a busca da Polícia Federal em seu apartamento, na Barra da Tijuca, e que nenhum material de relevância foi apreendido.
Já a Refit declarou que as questões tributárias mencionadas estão sendo discutidas nas esferas administrativa e judicial, procedimento que afirma ser praxe entre as empresas do setor.
A refinaria informou que a atual gestão herdou passivos de administrações anteriores e adota medidas para regularização, citando o pagamento de R$ 1 bilhão ao Estado no último exercício. A companhia também negou o fornecimento de combustíveis para o crime organizado.


Fonte: Jovem Pan

OMS pede que governos de todo o mundo regulamentem sachês de nicotina

A Organização Mundial da Saúde instou os governos de todo o mundo a adotarem uma regulamentação abrangente para os sachês de nicotina, em um contexto em que as vendas no varejo desse produto ultrapassaram 23 bilhões de unidades em 2024, o que representa um aumento de mais de 50% em relação ao ano anterior.
“O uso de sachês de nicotina está se espalhando rapidamente, enquanto a regulamentação tem dificuldade em acompanhar o ritmo. Os governos devem agir imediatamente com medidas de proteção sólidas e baseadas em evidências”, afirmou durante uma coletiva de imprensa o chefe da Unidade da Iniciativa Livre do Tabaco da OMS, Vinayak Prasad.
No âmbito do Dia Mundial Sem Tabaco, a OMS recomenda aos governos medidas como a proibição de sabores nos sachês de nicotina, a proibição de publicidade, promoção e patrocínio – inclusive nas redes sociais e por meio de “influenciadores” -, bem como o reforço dos sistemas de verificação de idade e do controle da venda no varejo.
Além disso, a Organização propõe a implementação de advertências sanitárias claras e embalagens neutras, a limitação do teor de nicotina permitido e a aplicação de impostos que reduzam a acessibilidade desses produtos e dissuadam seu consumo entre a população jovem.
Nesse contexto, a OMS publicou o relatório “Revelando as táticas e estratégias de marketing que impulsionam o crescimento global dos sachês de nicotina”. Nele, a organização alerta para a rápida expansão mundial desses produtos, que, em sua opinião, são comercializados de forma “agressiva” entre adolescentes e jovens.
Conforme explica, os sachês de nicotina são pequenos envelopes que são colocados entre a gengiva e o lábio, onde liberam nicotina através da mucosa bucal. Geralmente contêm nicotina, aromatizantes, adoçantes e outros aditivos.
Além disso, alerta que o mercado mundial desses produtos atingiu um valor próximo a 6 bilhões de euros em 2025. A Organização Mundial da Saúde destaca que a nicotina é altamente viciante e prejudicial, especialmente para crianças, adolescentes e jovens adultos, cujos cérebros ainda estão em desenvolvimento.
“A exposição à nicotina durante a adolescência pode interferir no desenvolvimento cerebral, com possíveis efeitos sobre a atenção, a memória e a aprendizagem. Além disso, o consumo precoce aumenta a probabilidade de desenvolver dependência a longo prazo e de iniciar posteriormente o uso de outros produtos de nicotina e tabaco”, destacou Prasad, que acrescentou que a nicotina está associada a um maior risco cardiovascular.

‘A Espanha é um mercado importante’
Por sua vez, a representante da Organização Mundial da Saúde, Ranti Fayokun, destacou que a Espanha se tornou um mercado relevante para os sachês de nicotina.
“Muitos países europeus representam mercados muito importantes para esses produtos e, atualmente, estima-se que na Espanha sejam vendidas cerca de cinco milhões de latas, um volume que poderia aumentar para oito milhões”, alertou.
Na Espanha, o governo aprovou em 2025 o Anteprojeto de Lei que altera a Lei 28/2005, sobre medidas sanitárias contra o tabagismo, com o objetivo de reforçar a proteção da saúde pública e adaptar a regulamentação aos novos padrões de consumo e à evolução do mercado de produtos do tabaco e outros produtos relacionados à nicotina.
O texto incorpora a regulamentação dos sachês de nicotina para uso oral, elaborados total ou parcialmente com nicotina natural ou sintética e comercializados em formato de sachês, pó ou comprimidos. Para sua aprovação, o Anteprojeto deverá ser submetido ao Parlamento.
Geram vicio entre os jovens
De acordo com o documento da OMS, cerca de 160 países não possuem uma regulamentação específica sobre sachês de nicotina, enquanto 16 proibiram sua venda e 32 estabeleceram algum tipo de regulamentação. Entre estes últimos, cinco restringem os sabores, 26 limitam a venda a menores e 21 proíbem a publicidade, a promoção e o patrocínio.
“Os governos estão observando uma rápida disseminação do uso desses produtos, especialmente entre adolescentes e jovens, que são alvo de táticas enganosas”, declarou o diretor do Departamento de Determinantes da Saúde, Promoção e Prevenção da OMS, Etienne Krug.
A Organização afirma que esses produtos são projetados para gerar dependência. Para isso, as empresas empregam táticas de marketing voltadas para atrair consumidores jovens, entre as quais se incluem o uso de embalagens elegantes e discretas, sabores como chiclete ou ursinhos de goma, e estratégias de promoção nas redes sociais apoiadas por influenciadores.
Também se destaca o patrocínio de shows, festivais e eventos esportivos, incluindo a Fórmula 1, bem como mensagens que promovem um consumo discreto em ambientes como escolas e espaços livres de fumo.
Por esse motivo, a OMS exorta os jovens a reconhecerem e rejeitarem as táticas da indústria destinadas a normalizar o uso da nicotina. “Uma ação urgente e coordenada hoje pode ajudar a proteger uma nova geração da dependência da nicotina”, acrescenta.
Não são úteis para parar de fumar
Quanto ao seu possível uso para a cessação tabágica ou a redução de danos, a Organização Mundial da Saúde ressalta que já existem ferramentas eficazes e comprovadas para parar de fumar.
“Os produtos não deveriam ser comercializados com alegações implícitas ou explícitas sobre a cessação do tabagismo, a menos que tenham sido submetidos a uma rigorosa avaliação científica e regulatória que comprove sua segurança e eficácia”, concluiu Prasad.
*via Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Costa do Marfim divulga lista de convocados para a Copa do Mundo 2026; confira

A Costa do Marfim publicou nesta sexta-feira (15) a lista dos 26 jogadores que vão defender a seleção na busca pela taça da Copa do Mundo 2026, comandada pelo francês Emerse Faé, que também tem nacionalidade costa-marfinense. Essa será a quarta participação do país no maior campeonato de futebol do mundo, após 2006, 2010 e 2014, nunca passando da fase de grupos.
Confira os convocados da Costa do Marfim para a Copa:
Goleiros
Yahia Fofana (Rizespor)
Mohamed Koné (Charleroi SC)
Alban Lafont (Panathinaikos)
Defensores
Guéla Doué (RC Strasbourg)
Emmanuel Agbadou (Beşiktaş)
Evan Ndicka (Roma)
Ousmane Diomande (Sporting CP)
Wilfried Singo (Galatasaray)
Odilon Kossounou (Atalanta)
Clément Akpa (AJ Auxerre)
Ghislain Konan (Gil Vicente)
Meio-campistas
Franck Kessie (Al-Ahli SC)
Ibrahim Sangaré (Nottingham Forest)
Seko Fofana (FC Porto)
Christ Inao-Oulai (Trabzonspor)
Jean-Michaël Seri (NK Maribor)
Parfait Guiagon (Charleroi SC)
Atacantes
Amad Diallo (Manchester United)
Simon Adingra (AS Monaco)
Elye Wahi (OGC Nice)
Bazoumana Touré (Hoffenheim)
Yan Diomande (RB Leipzig)
Ange-Yoan Bonny (Inter de Milão)
Oumar Diakité (Cercle Bruges)
Evann Guessand (Crystal Palace)
Nicolas Pépé (Villarreal)
Além da Costa do Marfim, integram o grupo E da primeira fase da Copa do Mundo, Alemanha, Equador e Curaçao. A estreia da seleção africana na competição será no dia 14 de junho às 20h00 (de Brasília), diante do Equador, no Philadelphia Stadium na Pensilvânia, Estados Unidos.


Fonte: Jovem Pan

Lula pediu ajuda a Trump para prender dono da Refit, alvo da PF nesta sexta

O presidente Lula (PT) pediu ao homólogo norte-americano, Donald Trump, para ajudar a prender o dono da Refit, Ricardo Magro, alvo de operação da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (15). O pedido foi revelado pelo petista durante entrevista à TV Record Bahia, no começo de abril.
“Eu disse para o Trump: se você quiser combater o crime organizado de verdade, o Brasil está disposto a jogar todo o peso que a gente puder jogar para combater. […] E você poderia começar me entregando os brasileiros que estão aí. Tenho o endereço da casa e tenho o nome das pessoas brasileiras que têm praticado crime e que estão foragidas nos Estados Unidos. E eu estou aguardando sobretudo o dono da Refit, que é o principal deles”, disse Lula.
Em dezembro do ano passado, o brasileiro já havia comentado, em discurso no evento sobre as novas regras da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que pediu ajuda a Trump para prender chefes do crime organizado que se refugiaram nos EUA.
Na ocasião, o petista disse que o maior líder do crime organizado do Brasil estava em Miami, sem citar nominalmente Ricardo Magro.
“Eu liguei para o presidente Trump, dizendo para ele que, se ele quiser enfrentar o crime organizado, nós estamos à disposição. […] Disse para ele, inclusive, que um dos grandes chefes do crime organizado brasileiro, que é o maior devedor deste país, que é importador de combustíveis fósseis, mora em Miami. Então se ele quiser ajudar, vamos ajudar prendendo logo esse aí”, afirmou Lula.

Alvo de buscas e apreensão
Ricardo Magro foi alvo de buscas e apreensão da PF nesta sexta, durante a Operação Sem Refino, que investiga possíveis fraudes fiscais da Refit, a primeira refinaria privada do Rio de Janeiro (RJ) e a antiga Refinaria de Manguinhos.
A mesma operação também colocou como alvo o ex-governador do RJ Cláudio Castro (PL). Agentes da PF estiveram no apartamento do ex-chefe do Executivo carioca, localizado na Barra da Tijuca, zona sudoeste do estado.
De acordo com a Polícia Federal, a operação teve como objetivo apurar a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis acusado de utilizar a estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF das Favelas, que investiga a atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no RJ.
Combate ao crime organizado
A declaração de Lula no começo de abril evidencia o foco do governo federal no combate ao crime organizado. Na terça-feira (12), o Palácio do Planalto lançou o programa Brasil Contra o Crime Organizado, que prevê o fortalecimento das atuais Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), a compra de equipamentos e a promoção de 138 unidades prisionais para o padrão de segurança máxima dos presídios federais.
Segundo o governo, a estratégia nacional de enfrentamento às organizações criminosas está estruturada a partir de quatro eixos:

Asfixia financeira do crime organizado;
Fortalecimento da segurança no sistema prisional;
Qualificação da investigação de homicídios;
Enfrentamento ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos.

O Palácio do Planalto informou que os quatro eixos foram pensados como resposta a cada um dos pilares sobre os quais as facções criminosas sustentam seu poder: obtenção de lucros com as atividades ilícitas; comando das prisões, onde arregimentam mão de obra; falta de resposta/punição à violência letal e poder armado.
Articulação
Ainda de acordo com o governo federal, a proposta é promover uma maior articulação entre as instâncias federal, estaduais e municipais, qualificando e potencializando investimentos e esforços operacionais contra “o andar de cima, o comando e a base econômica das facções criminosas”
Lula ressaltou que o Executivo federal não tem intenção de ocupar o espaço dos governadores ou da polícia estadual. “O dado concreto é que, se a gente não trabalhar junto, a gente não consegue vencer. E o crime organizado se aproveita da nossa divisão”.
Encontro de Lula e Trump
O crime organizado foi assunto de um encontro entre Lula e Trump no último dia 7, na Casa Branca, em uma reunião que durou cerca de três horas. Além da segurança, também foram tratados outros temas, como tarifaço, terras raras e as relações dos Estados Unidos com países da América Latina.
“Eu saio daqui com a ideia de que nós demos um passo importante na consolidação da relação democrática histórica que o Brasil tem com os EUA”, afirmou Lula após a reunião.
Apesar de nenhum acordo ter sido fechado, Lula afirmou que conseguiu uma prorrogação de 30 dias sobre o tarifaço que os EUA querem aplicar ao Brasil. Nesse período, representantes dos dois países devem se reunir para negociar.
“Tem uma divergência entre nós que ficou explícita na reunião. Propus 30 dias para que os companheiros possam criar uma solução”, disse Lula, que afirmou estar “positivo” em relação ao tema.
Os EUA haviam imposto 50% de tarifas contra o Brasil – 10% aplicados a todos e 40% adicionais apenas ao Brasil. Os 40% caíram após decisão da Suprema Corte, mas podem retornar caso o país decida reimpor as sobretaxas a partir de julho. Neste encontro, o Brasil conseguiu um respiro de um mês para negociar.


Fonte: Jovem Pan

Suspeito de roubar R$ 813 mi é solto na Espanha após governo Lula descumprir prazo

Apontado como chefe da quadrilha responsável pelo maior ataque hacker já registrado contra o sistema financeiro do Brasil, Ítalo Jordi dos Santos Pireneus, o “Breu”, e outros seis integrantes do seu grupo estão em liberdade provisória na Espanha. A acusação aponta que o valor desviado é de cerca de R$ 813 milhões. A informação foi publicada pelo repórter Caio Crisóstomo, do site O Bastidor, e confirmada pela Jovem Pan.
A soltura, ocorrida em 16 de janeiro, foi motivada por um atraso do Ministério da Justiça brasileiro, que descumpriu o prazo de um tratado internacional para enviar a documentação do pedido de extradição.
O acordo bilateral entre Brasil e Espanha, em vigor desde 1988, estabelece um limite de 80 dias para a formalização do pedido após a prisão. Considerando que os mandados expedidos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo eram de 17 de outubro do ano passado, o prazo final encerrava-se em 5 de janeiro de 2026.
Contudo, os documentos do governo brasileiro chegaram à Justiça espanhola apenas em 19 de janeiro, com 14 dias de atraso, forçando a soltura provisória dos acusados.
O grupo havia sido detido em 30 de outubro em Madri, durante a segunda fase da Operação Magnas Fraus, da Polícia Federal. Eles são acusados de converter R$ 600 milhões do roubo em criptomoedas.
A tramitação do caso também foi prejudicada por uma falha judicial em São Paulo, que chegou a cancelar os mandados no Brasil e retirar os nomes dos suspeitos da difusão vermelha da Interpol.
Diante do risco de fuga financiada pelo alto valor que o grupo ainda detém, a Polícia Federal e o Ministério Público buscam acelerar os trâmites de extradição.
A defesa de Ítalo Jordi declarou que o cliente permanece na Espanha à disposição da Justiça brasileira. A Jovem Pan tenta contato com o Ministério da Justiça sobre o caso. O espaço está aberto para manifestação.


Fonte: Jovem Pan

Tebet sobre Flávio Bolsonaro: ‘Presidenciável com intimidade com banqueiro envolvido no maior escândalo de corrupção da história do Brasil’

Tebet sobre Flávio Bolsonaro: ‘intimo de banqueiro ligado a maior escândalo de corrupção’
A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB) afirmou que a pré-candidatura de Flávio Bolsonario (PL) à presidência da República nas eleições de outubro de 2026 se tornou insustentável depois que áudios entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, com pedido de dinheiro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro, vieram à tona.
“Aquilo é um escândalo sem precedentes. Estamos falando de um presidenciável com intimidade com um banqueiro que está envolvido em um maior escândalo de corrupção da história do Brasil”, disse. E um áudio depois já das denúncias feitas. Então, é sabido de um senador da República que tem que estar no Conselho de Ética neste momento dando os esclarecimentos”, afirmou. Até porque mentiu. E mentir é falta de decoro parlamentar”, argumentou.
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A declaração foi feita durante participação de Marina Silva no 3º Fórum Mulheres na Política, nesta sexta-feira (15), em Limeira (SP), no interior de São Paulo. O evento reuniu lideranças para debaterem a participação feminina e violência política de gênero.
“Eu, particularmente, acredito que ficou insustentável a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro para a presidência da República. Não é possível a gente pensar ou cogitar dar uma caneta na mão para uma pessoa que não tem apenas essa denúncia, essa suspeita. Nós temos um histórico de suspeitas”, acrescentou.
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro
Reprodução
Entenda o caso
As informações sobre a ligação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro foram reveladas nesta última quarta-feira (13). O portal Intercept Brasil teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado pelo senador ao dono do Banco Master em setembro do ano passado.
O banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro – e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pressionava pelos pagamentos.
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Flávio Bolsonaro troca mensagens com Daniel Vorcaro.
Elaboração Globonews
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g1 > Política

‘Aparelho bomba’ e ‘bombinha’: alvos de operação usavam celular em nome de mortos para dificultar rastreio, diz PF

A Polícia Federal afirma que investigados na Operação Sem Refino utilizavam “aparelhos bomba” e “bombinhas” registrados em nome de pessoas mortas para dificultar o rastreamento das comunicações e ocultar a identidade dos usuários reais.
Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a investigação encontrou uma conta de WhatsApp ligada a um número de telefone com código do Rio de Janeiro identificada como “Márcio PF Bombinha”.
A apuração concluiu que o aparelho era operado pelos escrivães da Polícia Federal Márcio Pereira Pinto e Márcio Cordeiro Gonçalves, que trabalhavam na delegacia de Nova Iguaçu (RJ).
A corporação afirma que a linha telefônica estava cadastrada em nome de Anísio da Silva Antônio, morto em 2021 e sem vínculo com a Polícia Federal.
A investigação também aponta que outra linha usada no esquema estava registrada em nome de Cosme Gomes da Silva, igualmente falecido. Para os investigadores, o uso de identidades falsas revela um “padrão de ocultação”.
As informações constam na decisão que autorizou a Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15) para investigar suspeitas de fraudes fiscais ligadas à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos e um dos maiores grupos devedores de impostos do país. Entre os alvos estão Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, aliado do senador Ciro Nogueira (PP), o empresário Ricardo Magro, dono da companhia, e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
Ainda segundo a PF, o aparelho clandestino manteve contato frequente com o advogado Roberto Fernandes Dima, conhecido como Beto Dima, apontado como sócio de empresas ligadas ao conglomerado de Ricardo Magro.
Os autos registram ligações e mensagens trocadas entre eles em outubro de 2025.
A decisão cita também interações do aparelho com o delegado da Polícia Federal Ricardo de Carvalho, candidato a deputado estadual em 2022. Os investigadores identificaram que a conta participava de um grupo de WhatsApp chamado “15.000 voltou!”, em referência ao número de urna usado pelo delegado na eleição.
Segundo a PF, uma conexão da conta investigada foi realizada por meio de um IP ligado à rede interna da própria Polícia Federal. Após análise técnica, os investigadores afirmam que o acesso estava associado ao login funcional de Márcio Cordeiro Gonçalves.
A investigação também identificou que o intermediário Álvaro Barcha utilizava um segundo aparelho celular para fotografar telas e documentos exibidos em outro telefone, em tratativas consideradas “sensíveis” pela PF.


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g1 > Política

Ex-número 2 de Ciro Nogueira na Casa Civil recebeu R$ 1,3 milhão da Refit, segundo PF

PF mira aliado de Ciro Nogueira no caso Refit
Jonathas Assunção Salvador Nery Castro, o número dois de Ciro Nogueira na Casa Civil na gestão de Jair Bolsonaro, teria recebido dinheiro da Refit por meio de uma empresa de consultoria, de acordo com a Polícia Federal (PF).
Na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que deflagrou a Operação Sem Refino desta sexta-feira (15), o ex-secretário-executivo da Casa Civil é citado por movimentações financeiras atípicas envolvendo a empresa Sary Consultoria e Participações LTDA, na qual ele possui 100% de participação societária.
A Refit é uma refinaria de Ricardo Magro, apontado como um dos maiores fraudadores de impostos do Brasil. Ricardo Magro vive há mais de dez anos em Miami, nos Estados Unidos, e não retorna oficialmente ao Brasil desde 2018.
Entre os dias 17 de março de 2025 e 31 de março de 2025, entraram na conta da empresa R$ 765.698,09 provenientes da Refit, além de:
R$ 382.849,04 da ROAR INOVAÇÃO
R$ 320.263,13 da FERA LUBRIFICANTES
R$ 62.585,89 da FLAGLER
A Fera Lubrificantes, a Flager e a Roar Inovações aparecem como parte do grupo empresarial de Ricardo Magro, que engloba a refinaria Refit.
No total, a empresa de Jonathas movimentou R$ 1.320.000,00 ao longo de março de 2025.
A Polícia Federal (PF) aponta que os valores creditados na conta da Sary eram rapidamente transferidos para a conta pessoal de Jonathas, caracterizando a empresa como uma “empresa de passagem”, ou seja, sem despesas operacionais como folha de pagamento de funcionários e estrutura administrativa relevante.
Mais de R$ 50 bilhões em impostos sonegados
O Supremo Tribunal Federal (STF) decretou a prisão preventiva do empresário Ricardo Andrade Magro, controlador do Grupo Refit, e pediu a inclusão do nome dele na Difusão Vermelha da Interpol — mecanismo internacional para captura de foragidos.
O empresário voltou a ser alvo da Polícia Federal nesta sexta-feira (15), na Operação Sem Refino, que também cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do ex-governador do RJ, Cláudio Castro, e na sede da refinaria, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Segundo o documento, Ricardo Magro é apontado como líder de uma organização criminosa que teria montado um esquema sofisticado para sonegar impostos, lavar dinheiro e ocultar patrimônio no Brasil e no exterior.
A investigação detalha o uso de empresas de fachada, fundos de investimento, holdings e offshores em paraísos fiscais, além da cooptação de agentes públicos para garantir benefícios fiscais e decisões judiciais favoráveis.
O grupo teria causado um prejuízo de mais de R$ 52 bilhões aos cofres públicos, principalmente em ICMS não recolhido no Rio de Janeiro e em São Paulo.
O documento cita ainda a atuação do grupo junto a órgãos como a Secretaria de Fazenda do RJ, ANP, Receita Federal, Procuradoria do Estado e até membros do Judiciário, para obter vantagens e barrar concorrentes.
Esquema internacional
A PF aponta que parte dos lucros era enviada para o exterior, especialmente para empresas e fundos em Delaware (EUA), Bahamas, Malta e outros paraísos fiscais.
O dinheiro retornava ao Brasil disfarçado de investimentos ou era usado para compra de imóveis e ativos blindados contra execuções judiciais, de acordo com a investigação.
O pedido à Interpol tem como objetivo permitir a prisão dele em qualquer país membro e posterior extradição ao Brasil.


Fonte:

g1 > Política