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A fórmula pop que transformou os gramados na maior pista de dança do planeta

O som ininterrupto das vuvuzelas na África do Sul em 2010 não abafou a potência de “Waka Waka”. Quando Shakira e o grupo Zangaléwa fundiram o pop ocidental aos ritmos africanos, a indústria fonográfica comprovou que o campeonato da FIFA havia deixado de ser apenas um torneio esportivo para se consolidar como a principal força motriz do mercado musical. Hoje, o interesse sobre quais as melhores músicas oficiais da história da Copa do Mundo e qual a canção tema de 2026 mobiliza executivos de gravadoras, molda algoritmos de streaming e alimenta a expectativa dos torcedores meses antes do apito inicial.
O subtexto rítmico entre a diplomacia e o entretenimento
As primeiras trilhas lançadas pela entidade máxima do futebol, como “El Rock del Mundial” em 1962, cumpriam um papel estritamente cerimonial e festivo. A virada de chave, no entanto, ocorreu na França em 1998, quando Ricky Martin entregou “La Copa de la Vida”. O hit não apenas projetou o cantor porto-riquenho ao estrelato absoluto, mas estabeleceu um novo padrão para a indústria: a música oficial precisava ser um produto transcultural, com metais potentes e um apelo multilíngue capaz de dialogar tanto com o torcedor nas ruas de Paris quanto com o telespectador em Tóquio.
O subtexto dessas obras revela uma engrenagem diplomática complexa. A música é utilizada sistematicamente para construir uma narrativa de união geopolítica, mascarando frequentemente as tensões sociais, econômicas e logísticas dos países-sede. Em um torneio sediado simultaneamente por Estados Unidos, México e Canadá, o desafio cultural exigiu diluir fronteiras através da força hegemônica do mercado latino, utilizando a música como passaporte imediato para a integração do continente.
A engenharia sonora por trás da edição da América do Norte
Produzir uma faixa para o mundial moderno exige a sintonia perfeita entre as tradições locais e o comportamento digital hiperacelerado. Para a edição de 2026, a principal resposta a essa demanda tomou a forma de “Somos Más”, lançada como hino oficial em uma colaboração explosiva entre Carlos Vives, Emilia, Wisin & Yandel e a estrela em ascensão Xavi. A faixa mistura pop, reggaeton e ritmos caribenhos, sendo matematicamente desenhada para gerar engajamento imediato nas redes sociais e abraçar a massiva demografia hispânica das Américas.
Longe da superfície pop de “Somos Más”, os bastidores da curadoria sonora de 2026 contaram com projetos complexos de design de áudio. O projeto Sonic ID mapeou 16 cidades-sede para capturar a autêntica paisagem sonora de cada local, misturando os mariachis do Centro Histórico do México à batida urbana norte-americana. A diversidade do projeto também abraça o mercado global e regional, incluindo “Desire”, uma faixa interpretada pelo embaixador britânico Robbie Williams ao lado da italiana Laura Pausini, e o movimento da música sertaneja brasileira com a dupla João Lucas e Marcelo incorporando batidas de funk e samba ao clima de estádio.
A memória afetiva e os hinos que transcenderam as arquibancadas
O público atual consome o evento em múltiplas telas simultâneas, mas a melodia continua sendo o principal gatilho de pertencimento. Analisar as obras que sobreviveram ao teste do tempo mostra que uma trilha de sucesso depende menos da complexidade harmônica e mais de refrões mântricos e percussões que emulem o batimento cardíaco de uma arquibancada.

“Un’estate Italiana” (Itália, 1990): Composta pela lenda Giorgio Moroder e imortalizada por Edoardo Bennato e Gianna Nannini, é reverenciada pelos críticos europeus como a obra de arte definitiva do evento. A melancolia épica e o tom nostálgico traduziram perfeitamente o romantismo do futebol daquela era.
“La Copa de la Vida” (França, 1998): O divisor de águas absoluto. A percussão frenética e o grito de “Go, go, go! Ale, ale, ale!” inseriram os ritmos latinos na cultura de massa global e inauguraram a era dos shows de abertura monumentais.
“Waka Waka (This Time for Africa)” (África do Sul, 2010): A obra máxima de Shakira funde as raízes camaronesas à arquitetura pop moderna. É a referência de ouro em engajamento e a trilha futebolística mais bem-sucedida de todos os tempos nas plataformas digitais.
“Wavin’ Flag” (África do Sul, 2010): Lançada como tema promocional de um patrocinador por K’Naan, atropelou as barreiras oficiais para se tornar o genuíno hino emocional daquele ano. A letra sobre resiliência e esperança conectou-se de forma visceral com o público mundial.

O legado sonoro de um torneio mundial não se encerra na entrega da taça. Enquanto “Somos Más” e outras faixas de 2026 iniciam sua escalada nas paradas globais, o verdadeiro teste destas obras ocorrerá no contato com o asfalto, os telões e as gargantas inflamadas. No fim do dia, a canção que sobrevive na história é aquela que a torcida escolhe cantar quando o jogo termina e as luzes do estádio se apagam.


Fonte: Jovem Pan

Pulmões queimando e precisão cirúrgica: a insanidade genial do biatlo

Imagine seu coração batendo a 180 vezes por minuto. O ar gelado corta seus pulmões como lâminas de barbear enquanto seus músculos gritam por oxigênio após quilômetros de esforço máximo na neve. De repente, você precisa parar. Não apenas parar, mas congelar. Em questão de segundos, você deve alternar da exaustão física bruta para uma calma zen absoluta, controlar a respiração trêmula e acertar um alvo do tamanho de uma bola de golfe a 50 metros de distância. Se errar, o castigo é físico e imediato. Bem-vindo ao mundo do biatlo de inverno, a modalidade mais eletrizante e implacável da neve.
A batalha entre o corpo e a mente
Não existe momento mais dramático nos esportes de inverno do que a chegada ao estande de tiro. É aqui que heróis desmoronam e zebras se tornam lendas. O biatlo não é apenas sobre quem esquia mais rápido; é sobre quem consegue dominar o próprio caos interior. A pergunta que todos fazem ao ver a modalidade pela primeira vez é: por que os atletas carregam um rifle nas costas e atiram durante a prova de esqui cross-country? A resposta reside na origem militar do esporte — as antigas patrulhas de esqui escandinavas — mas evoluiu para o teste supremo de versatilidade atlética.
O atleta precisa carregar seu equipamento o tempo todo, transformando o rifle em uma extensão do próprio corpo. Durante a prova, eles alternam entre o esqui de fundo (cross-country) em alta velocidade e paradas obrigatórias para atirar, seja na posição deitada (prone) ou em pé (standing). É uma contradição biológica: o esqui exige agressividade e explosão, o tiro exige quietude e precisão. Gerenciar essa transição, baixando a frequência cardíaca na marra enquanto o cronômetro corre, é o que cria a tensão insuportável que prende os espectadores na tela.
O peso da responsabilidade nas costas
Os protagonistas desse espetáculo carregam um fardo literal e figurativo. O rifle que viaja nas costas dos atletas não é um acessório leve; ele deve pesar no mínimo 3,5 kg. Pode parecer pouco, mas tente esquiar dezenas de quilômetros subindo ladeiras íngremes com esse peso extra balançando e alterando seu centro de gravidade. É uma tortura física calculada.
Cada vez que o atleta saca o rifle, ele está manuseando uma arma de calibre .22, equipada com miras mecânicas (sem zoom óptico!), enfrentando vento, neve caindo e a pressão psicológica de seus rivais atirando ao lado. Na posição deitada, o alvo tem apenas 4,5 centímetros de diâmetro. Em pé, são 11,5 centímetros. Acertar cinco de cinco tiros enquanto o corpo treme de fadiga é uma proeza que beira o sobrenatural. É neste momento que vemos o rosto do atleta: o suor congelando na pele, o olhar vidrado no alvo e o dedo indicador buscando o momento exato entre as batidas do coração para disparar.
Um milímetro entre a glória e o fracasso
O que torna o biatlo verdadeiramente cruel é a penalidade. Um erro de milímetros na mira não resulta apenas em uma pontuação menor; ele resulta em dor. Dependendo do formato da prova, cada erro obriga o atleta a esquiar uma volta extra de 150 metros (o “penalty loop”) ou adiciona um minuto inteiro ao seu tempo final.
Isso significa que um atleta pode liderar a prova inteira, esquiar como um deus, e perder a medalha de ouro nos últimos segundos porque um único tiro beliscou a borda do alvo e não o derrubou. A dinâmica muda instantaneamente. O líder vai para a volta de penalidade, gastando energia preciosa, enquanto o segundo colocado, que atirou limpo (“clean sheet”), assume a ponta e desaparece na floresta branca. Essa volatilidade torna o biatlo impossível de prever até o último disparo.
O biatlo é a definição de drama esportivo. Ele nos ensina que a velocidade sem controle é inútil e que a calma sob pressão é a habilidade mais valiosa que existe. Quando vemos um biatleta cruzar a linha de chegada e desabar na neve, exaurido, não estamos vendo apenas um esquiador; estamos vendo um mestre da guerra psicológica e física, alguém que domou seu próprio coração para conquistar o inverno. É pura adrenalina, é técnico, é selvagem. É o esporte perfeito.


Fonte: Jovem Pan

Quem é o maior artilheiro da seleção do Panamá na história das Copas do Mundo?

Se você busca saber exatamente quem é o maior artilheiro da seleção do Panamá na história das Copas do Mundo, a resposta estatística aponta para um único jogador: Felipe Baloy. O ex-zagueiro detém esse recorde absoluto com apenas um gol anotado. Como a nação da América Central disputou o torneio da Fifa somente uma vez, na edição da Rússia em 2018, o país balançou as redes em apenas duas ocasiões ao longo de toda a sua trajetória na competição. O primeiro tento foi o chute certeiro de Baloy, e o segundo foi um gol contra a favor. Com isso, o ex-capitão da equipe é, isoladamente, o maior goleador panamenho em Mundiais.

O gol histórico contra a Inglaterra na Rússia
A única participação panamenha em um Mundial colocou a equipe no Grupo G, ao lado de potências europeias de alto calibre. A marca inédita do futebol panamenho ocorreu no dia 24 de junho de 2018, na cidade de Níjni Novgorod, durante a derrota por 6 a 1 para a seleção da Inglaterra.
O relógio marcava exatos 33 minutos do segundo tempo. Após uma cobrança de falta longa executada pelo meia Ricardo Ávila, Felipe Baloy se antecipou à defesa inglesa e finalizou de primeira, vencendo o goleiro Jordan Pickford. O lance gerou uma catarse absoluta nas arquibancadas: mesmo sofrendo uma goleada pesada de uma seleção favorita, os torcedores celebraram a bola na rede como se fosse o título do torneio. O próprio Baloy, então com 37 anos, foi às lágrimas no gramado, eternizando o seu nome na história do esporte no país.
Ranking de artilheiros do futebol panamenho
A contagem de gols da seleção nacional no torneio global é extremamente enxuta, mas os registros da federação contam com grandes goleadores em competições regionais.
Os únicos gols do Panamá em Copas do Mundo
O retrospecto oficial no campeonato mundial contabiliza dois lances capitais, ambos registrados na fase de grupos de 2018:

Felipe Baloy: 1 gol (marcado aos 78 minutos da partida contra a Inglaterra).
Yassine Meriah (Tunísia): 1 gol contra a favor do Panamá (concedido após um chute do panamenho José Luis Rodríguez desviar na zaga, durante a derrota por 2 a 1 para a equipe africana).

Maiores goleadores na história geral da seleção
Saindo do recorte restrito da Copa do Mundo, a lista de maiores goleadores de todos os tempos da equipe caribenha e centro-americana (contabilizando eliminatórias, amistosos oficiais e Copa Ouro) é amplamente dominada por ídolos históricos do país:

Luis Tejada (in memoriam): 43 gols em 108 partidas. Conhecido como “Matador”, foi a principal referência ofensiva da nação antes de falecer repentinamente em janeiro de 2024.
Blas Pérez: 42 gols em 123 jogos, dividindo por anos a liderança do ataque panamenho e o protagonismo de uma geração inteira ao lado de Tejada.
Gabriel Torres: 24 gols em 105 atuações oficiais, consolidando-se como o terceiro principal atacante no retrospecto geral da federação.

O elenco atual e a busca por novos recordes em 2026
Com a classificação assegurada para a Copa do Mundo de 2026, o Panamá desembarcará na América do Norte com plenas chances de expandir as suas estatísticas ofensivas. Sob a liderança técnica de Thomas Christiansen, a equipe parou de ser tratada apenas como um azarão para se estabelecer como uma das principais forças esportivas do continente nos dias de hoje.
A seleção atual é baseada em atletas que chegam em ritmo de alta competitividade, a exemplo do meio-campista Adalberto Carrasquilla e dos atacantes veteranos Cecilio Waterman e José Fajardo. O grupo iniciará o torneio com uma meta tática bastante objetiva: anotar o segundo gol de um atleta panamenho na competição e, dependendo do volume de jogo na fase de grupos, ultrapassar a marca solitária estabelecida por Baloy há exatos oito anos.
A herança deixada pelo chute de Felipe Baloy transcende a leitura fria de uma eliminação com placar elástico. Aquele desvio certeiro apagou o peso de décadas de campanhas frustradas nas Eliminatórias da Concacaf e provou que a equipe poderia atuar no maior palco do planeta. Para os jogadores que vestirão a camisa vermelha no novo torneio, o objetivo é converter a celebração de um tento isolado em desempenhos perigosos contra a elite internacional.
Fontes Consultadas

wikipedia.org
fifa.com
itatiaia.com.br
fifa.com
indiatimes.com
wikipedia.org
cnnbrasil.com.br


Fonte: Jovem Pan

Como funciona o sistema de pontos da Fórmula 1: um guia completo

O sistema de pontos da Fórmula 1 é o coração da competição, definindo os campeões mundiais de pilotos e de construtores ao final de cada temporada. Compreender como funciona o sistema de pontos da F1 é essencial para acompanhar as disputas estratégicas que se desenrolam a cada Grande Prêmio. O modelo atual, implementado com variações ao longo dos anos, visa recompensar a consistência e a excelência, distribuindo pontos aos dez primeiros colocados e oferecendo bônus específicos, como a pontuação extra da volta mais rápida. Este artigo detalha todas as regras que determinam o resultado do campeonato.

O sistema de pontuação padrão nos Grandes Prêmios
A principal fonte de pontos para um piloto e sua equipe vem do resultado final no Grande Prêmio, a corrida principal realizada aos domingos. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) estipula que apenas os dez primeiros pilotos a cruzar a linha de chegada são elegíveis para pontuar. A distribuição é ponderada para valorizar significativamente as posições de pódio.
A estrutura de pontuação para a corrida principal é a seguinte:
1º lugar: 25 pontos
2º lugar: 18 pontos
3º lugar: 15 pontos
4º lugar: 12 pontos
5º lugar: 10 pontos
6º lugar: 8 pontos
7º lugar: 6 pontos
8º lugar: 4 pontos
9º lugar: 2 pontos
10º lugar: 1 ponto
Os pilotos que terminam da 11ª posição em diante não somam pontos, independentemente da proximidade com o décimo colocado. Esses mesmos pontos são somados tanto para o campeonato de pilotos quanto para o de construtores.
O ponto extra da volta mais rápida e regras especiais
Para adicionar um elemento extra de estratégia e disputa, a Fórmula 1 reintroduziu em 2019 um ponto de bônus para o piloto que registrar a volta mais rápida da corrida. No entanto, há uma condição crucial para que esse ponto seja validado:
O piloto que fizer a volta mais rápida deve terminar a corrida entre os dez primeiros colocados.
Se o autor da volta mais rápida terminar em 11º ou abaixo, o ponto extra não é concedido a ninguém naquela corrida. Essa regra incentiva os pilotos das equipes de ponta a buscarem o recorde da prova até as últimas voltas, mesmo que suas posições no grid já estejam consolidadas.
Além disso, existem regras para corridas que não completam sua distância total, geralmente devido a condições climáticas adversas ou acidentes graves que levam a uma bandeira vermelha. Nesses casos, a distribuição de pontos pode ser parcial, dependendo da porcentagem da corrida que foi concluída.
A pontuação nas corridas Sprint
Introduzidas em 2021, as corridas Sprint são eventos mais curtos, com cerca de 100 km de distância, realizados em alguns Grandes Prêmios selecionados durante a temporada. Elas têm seu próprio sistema de pontuação, que é independente da corrida principal de domingo e distribui uma quantidade menor de pontos.
A pontuação para as corridas Sprint é concedida aos oito primeiros colocados, seguindo a estrutura abaixo:
1º lugar: 8 pontos
2º lugar: 7 pontos
3º lugar: 6 pontos
4º lugar: 5 pontos
5º lugar: 4 pontos
6º lugar: 3 pontos
7º lugar: 2 pontos
8º lugar: 1 ponto
Esses pontos adicionais são valiosos e podem ter um impacto significativo na acirrada disputa pelos títulos mundiais, tanto de pilotos quanto de construtores.
A estrutura de pontuação da Fórmula 1 é projetada para recompensar o desempenho no topo do grid de forma consistente. A distribuição de 25 pontos para o vencedor de um Grande Prêmio, a pontuação decrescente até o décimo colocado, o bônus condicional para a volta mais rápida e os pontos adicionais das corridas Sprint formam um sistema multifacetado. Dominar o funcionamento dessas regras permite uma compreensão mais profunda das estratégias das equipes e da importância de cada resultado na longa jornada de uma temporada.


Fonte: Jovem Pan

Trump diz que deixou evacuação do evento um ‘pouco mais devagar’ porque queria entender a situação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu uma entrevista ao programa ’60 Minutes’ da rede norte-americana CBS e disse que, quando o ataque a tiros aconteceu durante o jantar para os correspondentes da Casa Branca no sábado (25), ele não entendeu a movimentação e, por isso, deixou o processo de evacuação um “pouco mais devagar” para os agentes do Serviço Secreto.
A entrevistadora da CBS perguntou a Trump como tudo aconteceu no momento da evacuação do jantar e Trump disse que, após os estrondos, entenderam que havia algum problema.
“Foi quando começamos a perceber que talvez se tratava de algo ruim, diferente dos barulhos que você escuta num salão normalmente. Eu estava cercado de gente competente e eu, provavelmente, fiz ele (Serviço Secreto) agir um pouco mais devagar, eu disse: ‘esperem um minuto, deixe-me ver o que está acontecendo’. Depois, quando saímos dali caminhando, eles pediram ‘por favor, abaixem até o chão’ então eu me abaixei e a primeira-dama (Melania Trump) também“, completou.
Quando perguntado sobre o manifesto escrito pelo suspeito Cole Tomas Allen, Trump ficou incomodado após a entrevistadora ler o trecho que dizia: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor manche minhas mãos com seus crimes”.
O presidente disse que leu o manifesto dessa “pessoa doente” e que ela deveria ter “vergonha de ler isso”. A entrevistadora então pergunta se Trump acredita que o suspeito se refere a ele no que escreveu e o líder norte-americano a interrompe. “Com licença. Eu não sou um pedófilo. Você leu essa porcaria de uma pessoa doente. Me associaram a coisas que não têm nada a ver comigo. Fui totalmente inocentado. Seus amigos do outro lado do campo é que estavam envolvidos com, digamos, Epstein ou outras coisas”, disse Trump.


Fonte: Jovem Pan

Trump diz que Irã pode ligar se quiser conversar, enquanto enviado iraniano retorna ao Paquistão

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou neste domingo (26) que o Irã poderia ligar caso desejasse negociar o fim da guerra iniciada pelos EUA e Israel, enquanto o ministro das Relações Exteriores iraniano retornava ao Paquistão para conversas, apesar da ausência de seus homólogos norte-americanos.
As esperanças de reavivar os esforços de paz haviam diminuído depois que Trump cancelou uma visita a Islamabad de seus enviados, Steve Witkoff e Jared Kushner, mesmo com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, continuando a transitar entre os países mediadores.
“Se eles quiserem conversar, podem vir até nós ou podem nos ligar. Sabe, temos um telefone. Temos linhas seguras e confiáveis”, disse Trump em entrevista ao programa “The Sunday Briefing” da Fox News.
“Eles sabem o que precisa constar no acordo. É muito simples: eles não podem ter armas nucleares, caso contrário não há motivo para se reunirem”, disse Trump.
O Irã há muito exige que Washington reconheça seu direito de enriquecer urânio, algo que Teerã afirma buscar apenas para fins pacíficos, mas que as potências ocidentais e Israel dizem ter como objetivo a construção de armas nucleares.
Embora um cessar-fogo tenha interrompido os combates em grande escala no conflito, que começou com ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, nenhum acordo foi alcançado sobre os termos para encerrar uma guerra que matou milhares de pessoas, elevou os preços do petróleo, alimentou a inflação e obscureceu as perspectivas de crescimento global.
Teerã fechou em grande parte o Estreito de Ormuz, que normalmente transporta um quinto das remessas globais de petróleo, enquanto Washington impôs um bloqueio aos portos iranianos.
Após manter conversas no Paquistão, Araqchi viajou para Omã – outro mediador na guerra – onde se encontrou com o líder do país, Haitham bin Tariq al-Said, no domingo.
Eles discutiram a segurança no estreito e Araqchi defendeu uma estrutura de segurança regional livre de interferências externas, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Irã.

Estreito de Ormuz
Araqchi retornou posteriormente a Islamabad, informou a mídia estatal iraniana. Fontes do governo paquistanês disseram que ele manteria conversas com a liderança do país antes de seguir para Moscou.
A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim informou que as conversas de Araqchi com autoridades paquistanesas incluiriam “a implementação de um novo regime jurídico sobre o Estreito de Ormuz, o recebimento de indenizações, a garantia de que não haverá novas agressões militares por parte de belicistas e o levantamento do bloqueio naval”.
Segundo o relatório, as conversas não teriam relação com o programa nuclear do Irã.
Em um discurso na Flórida, antes de ser retirado às pressas do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington, quando um homem abriu fogo nas proximidades, Trump disse que cancelou a visita de seus enviados devido ao excesso de viagens e despesas para o que considerou uma oferta iraniana inadequada.
O Irã “ofereceu muito, mas não o suficiente”, disse Trump.
Uma rodada anterior de negociações em Islamabad – na qual o vice-presidente JD Vance liderou a delegação dos EUA em oposição ao presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf – terminou sem acordo.
Após o cancelamento da última viagem diplomática, dois aviões C-17 da Força Aérea dos EUA, transportando pessoal de segurança, equipamentos e veículos usados ​​para proteger autoridades norte-americanas, deixaram o Paquistão, disseram duas fontes do governo paquistanês à Reuters neste domingo.
Liderança do Irã
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse por telefone ao primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que Teerã não entraria em “negociações impostas” sob ameaças ou bloqueio, de acordo com um comunicado do governo iraniano.
Ele afirmou que os EUA deveriam primeiro remover os obstáculos, incluindo o bloqueio marítimo, antes que os negociadores pudessem começar a estabelecer as bases para um acordo.
Em uma publicação no Truth Social antes do tiroteio no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, Trump afirmou que havia “tremendas disputas internas e confusão” na liderança do Irã.
Pezeshkian afirmou na semana passada que não havia “linha-dura nem moderados” em Teerã e que o país estava unido em torno de seu líder supremo.
A guerra desestabilizou o Oriente Médio: o Irã atacou seus vizinhos do Golfo e o conflito entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano, foi reacendido.
As forças armadas de Israel emitiram novas ordens de retirada para o sul do Líbano no domingo, ordenando que os moradores deixassem sete cidades além da “zona tampão” que ocupavam antes do cessar-fogo, que não conseguiu interromper completamente as hostilidades.


Fonte: Jovem Pan

Brasileiro assassina ex-namorada a facadas no Paraguai; vítima era de SC e estudava medicina no país vizinho

Foto: Reprodução/Internet
Júlia Vitória Sobierai Cardoso, de 23 anos, natural de Chapecó, no oeste de Santa Catarina, foi encontrada morta na sexta-feira (24) dentro do apartamento onde morava no bairro Obrero, em Ciudad del Este.
Uma colega entrou no apartamento por volta das 19h e encontrou o corpo da jovem com ferimentos de arma branca. O crime ocorreu no Edifício Don Galo, na Avenida Capitán del Puerto.
A apuração preliminar do Ministério Público paraguaio aponta que o crime ocorreu entre 11h e 12h. O principal suspeito, também brasileiro e estudante de medicina na mesma universidade, mantinha contato com a vítima mesmo após o término do relacionamento, há cerca de cinco meses, sob o pretexto de manter uma amizade.
O suspeito é identificado como Vitor Rangel Aguiar, 27 anos. Há ordem de prisão em nível nacional e o Ministério Público paraguaio deve formalizar pedido de captura internacional.
As autoridades trabalham com a hipótese de que o suspeito já não esteja mais no país. A Polícia Nacional acionou o Comando Tripartite, colegiado que reúne as corporações policiais do Brasil, do Paraguai e da Argentina.


Fonte: Conexão Política

Prazo para tirar ou transferir título de eleitor termina em 10 dias

Como e até quando posso tirar o título de eleitor?
⌛O prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor termina em 10 dias. Para votar nas eleições de 2026, é preciso fazer a solicitação até 6 de maio.
A partir de 7 de maio, a Justiça Eleitoral encerra o cadastro para organizar as eleições. Pela legislação eleitoral, o cadastro eleitoral é fechado 150 dias antes do primeiro turno.
📆 O primeiro turno da eleição será em 4 de outubro. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Eleições 2026: Veja quais cargos estão em jogo
Quem vai completar 18 anos até o dia 6 de maio precisa tirar o título para votar na eleição deste ano.
➡️ De acordo com o artigo 14 da Constituição Federal, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para as brasileiras e os brasileiros maiores de 18 anos e facultativos para as pessoas analfabetas, os maiores de 70 anos e os jovens de 16 e 17 anos.
Jovens a partir de 15 anos já podem tirar o título. No entanto, só poderão votar se completarem 16 anos até o dia da eleição.
Urna eletrônica
Reprodução/TRE-RN
Veja as principais dúvidas:
Precisa de agendamento para tirar o título de eleitor?
➡️Em alguns estados, o atendimento presencial em um cartório eleitoral exige agendamento prévio. É preciso verificar no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da sua região se existe essa exigência.
👉🏻O atendimento online ainda existe, mas não está mais disponível para quem vai tirar o primeiro título. Isso porque o pedido pela internet exigia comparecimento ao cartório em até 30 dias para coleta da biometria. Por isso, essa opção no Autoatendimento Eleitoral ficou disponível só até 6 de abril. Agora, o primeiro título só pode ser solicitado presencialmente.
Quais os documentos necessários para tirar o título de eleitor?
Documento oficial com foto.
Comprovante de residência em seu nome ou da pessoa com quem você mora.
Comprovante de quitação militar para homens que completam 19 anos em 2026.
E para transferir o título, quais são os requisitos?
Ter passado pelo menos um ano desde a emissão do primeiro título ou da última transferência.
Comprovar vínculo de, no mínimo, três meses com o novo município (residencial, familiar, profissional, comunitário ou outro que justifique a mudança).
Estar em dia com a Justiça Eleitoral. Se houver multa por ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais, o débito deve ser pago antes do pedido.
E como o pedido para a transferência pode ser feito?
Pela internet, no Autoatendimento Eleitoral.
Presencialmente, em um cartório eleitoral.
Onde fazer a biometria do título de eleitor?
A biometria é feita no cartório eleitoral do município.
Precisa pagar para tirar ou regularizar o título?
Não. Todos os serviços eleitorais são gratuitos. Pode haver cobrança de multa apenas para quem não votou nem justificou ausência em eleições anteriores.
É preciso retirar o documento em algum lugar?
Não há mais envio do documento impresso para o endereço do eleitor. Hoje, tudo é digital, e o documento pode ser acessado pelo aplicativo e-Título. Quem quiser a versão física pode imprimir pelo site do Tribunal Superior Eleitoral ou gerar o arquivo pronto para impressão no próprio aplicativo.
Veja calendário com as datas-chave da eleição em 2026.
Arte/g1


Fonte:

g1 > Política

Flamengo faz primeiro tempo perfeito e goleia Atlético-MG por 4 a 0

O Flamengo fez valer a superioridade técnica e venceu o Atlético-MG por 4 a 0 neste domingo (26), na Arena MRV, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com um primeiro tempo perfeito, o time carioca construiu o placar e controlou o jogo até o fim.
A vitória mantém o Flamengo na vice-liderança, agora com 26 pontos, ainda na perseguição ao Palmeiras, líder da competição. O Atlético, por outro lado, caiu para a 15ª posição, com 14, e aumentou a pressão após mais um resultado negativo.
O ambiente já era tenso antes mesmo da bola rolar, com vaias da torcida e a ausência de Hulk, liberado para tratar de uma possível negociação com o Fluminense. Dentro de campo, o cenário rapidamente se tornou ainda mais desfavorável para o time mineiro.
Logo aos sete minutos, o Flamengo abriu o placar em jogada bem construída pela esquerda. Samuel Lino encontrou Pedro, que finalizou com precisão para fazer 1 a 0. Com espaços, o time visitante seguiu pressionando e quase ampliou em finalização de Arrascaeta, defendida por Everson.
O Atlético tentou responder e teve bons momentos, especialmente em jogadas aéreas. Rossi apareceu bem ao evitar o empate em cabeçada de Cuello. Mas a reação parou por aí. O Flamengo retomou o controle e ampliou com Plata, que avançou com liberdade e bateu da entrada da área.
Antes do intervalo, ainda houve tempo para o terceiro. Após nova investida ofensiva, Arrascaeta apareceu na área para completar de cabeça e transformar a vitória em goleada ainda no primeiro tempo.
Na etapa final, o Atlético voltou mais organizado e conseguiu diminuir os espaços, enquanto o Flamengo administrou a vantagem e reduziu o ritmo. Mesmo assim, ainda criou chances, como em boa jogada trabalhada que terminou com finalização de Pedro após dividida com Everson.
O Galo tentou reagir e chegou perto de descontar. Cassierra recebeu pela esquerda e encontrou Minda, que finalizou de primeira, chapado. Rossi fez grande defesa, a bola ainda tocou na trave e voltou para os braços do goleiro.
Na sequência, o próprio Cassierra voltou a aparecer. Após passe de Dudu, girou dentro da área e finalizou, mas foi travado. No rebote, Scarpa arriscou de canhota, mas mandou por cima do gol.
Apesar das tentativas, o Atlético não conseguiu transformar o volume em gol. O Flamengo, sob os gritos de ‘olé’ controlou o restante da partida e confirmou a vitória com gol de Pedro, aos 38. O atacante recebeu de Evertton Araújo e só empurrou.
Na próxima rodada, o Atlético faz o clássico com o Cruzeiro no sábado, às 21h, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). No domingo, às 16h, o Flamengo recebe o Vasco, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).


Fonte: Jovem Pan

Dino defende pena mais rigorosa em casos de corrupção envolvendo o Judiciário

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino defendeu, em artigo publicado neste domingo (26) no Correio Braziliense, uma revisão do Código Penal quanto a crimes no sistema de Justiça, como corrupção, propondo penas mais altas, necessidade de regras próprias e rápidas para afastamento e perda do cargo, e necessidade de responsabilização criminal quando da prática que visa impedir “o bom funcionamento da Justiça”.
No artigo, o ministro cita os cargos de “juízes, procuradores, advogados (públicos e privados), defensores, promotores, assessores, servidores do sistema de Justiça em geral” como exemplos que merecem um tratamento legal específico, defendendo que isso “não se trata de ilusão punitivista, e sim de usar os instrumentos proporcionais à gravidade da situação, à relevância do bem jurídico e às condições próprias dos profissionais do Direito, na medida em que é evidentemente reprovável que um conhecedor e guardião da legalidade traia a sua toga ou beca”.
Também menciona que de 1993 – quando ingressou na magistratura federal em concurso público – para cá, a quantidade de casos de corrupção no sistema de Justiça aumentou, os casos se tornaram mais graves, e houve um aumento na ostentação de riqueza e poder por parte daqueles que cometem atos de improbidade administrativa.
O ministro considera que órgãos de controle, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e atos normativos que estabelecem princípios éticos para carreiras do sistema da Justiça “seguem sendo importantes”, mas ainda são insuficientes no combate à corrupção.
Assim, as penas ampliadas são defendidas em casos de “peculato, concussão, corrupção passiva, prevaricação, tráfico de influência e corrupção ativa quando cometidos no âmbito do Sistema de Justiça”.
No caso de cometimento de crime contra a Administração da Justiça, Dino defende que o recebimento da denúncia deve impor o afastamento imediato do cargo do magistrado e dos membros do Ministério Público, da Advocacia Pública, da Defensoria Pública e das assessorias. “A condenação transitada em julgado, independentemente do tempo de pena privativa de liberdade imposto pelo julgador, deve gerar a perda automática do cargo.”
Já o “recebimento de denúncia contra advogado por cometimento de crime contra o sistema de Justiça deve ensejar a suspensão imediata da inscrição na Ordem do Advogados do Brasil e a condenação transitada em julgado deve implicar cancelamento definitivo da referida inscrição”, acrescenta.


Fonte: Jovem Pan