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O que diz o eleitor sobre o seu candidato à Presidência – O Assunto #1697

Em um ambiente que se parece com uma sala de estar qualquer, um grupo de 8 a 10 pessoas se acomoda para conversar. Eles foram escolhidos a dedo, sob critérios específicos de renda ou gênero. Orientados por um moderador, discutem alguns dos temas mais importantes para o país: economia, saúde, educação, entre outros. Nesta sala há um espelho onde, do outro lado, cientistas de dados escutam, observam e anotam todas as reações desse grupo.
É assim que funciona uma pesquisa qualitativa, um instrumento utilizado por empresas e universidades para saber quais são os sentimentos por trás da escolha de um produto ou de um candidato a um cargo eletivo. São essas informações que as equipes de marketing e analistas políticos usam para decidir suas estratégias eleitorais.
Para contar o que está acontecendo dentro dessas salas e quais os sinais que as pesquisas qualitativas indicam para a eleição de outubro, Natuza Nery recebe Felipe Nunes, cientista político e professor da FGV-SP que está há meses analisando informações de dezenas de grupos.
Ele, que é diretor do instituto de pesquisa Quaest, explica por que o brasileiro está descontente com a economia a partir de três elementos – e mostra como a busca por “status social” está mudando a percepção sobre as políticas públicas. Felipe também aponta como os pré-candidatos Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) são avaliados por esses grupos.
Convidada: Felipe Nunes, cientista político, professor da FGV-SP e diretor da Quaest.
O que você precisa saber:
Quaest, 2º turno: Lula e Flávio aparecem empatados pela 1ª vez
Quaest: 51% desaprovam e 44% aprovam o governo Lula
Quaest: 56% dizem já ter definido voto para presidente; 43% afirmam que ainda podem mudar
Quaest: 48% dos brasileiros dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Colaborou neste episódio Catarina Kobayashi. Apresentação: Natuza Nery.
As três reclamações do brasileiro com a economia
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Urna eletrônica
Reprodução/TRE-RN


Fonte:

g1 > Política

Na altitude, Flamengo estreia na Libertadores com vitória de 2 a 0 contra Cusco

O Flamengo não se intimidou com os pouco mais de 3.350 metros que a altitude de Cusco, no Peru, impunha. Com bom jogo, sabendo dosar a força e a intensidade, sem sufoco, o time carioca venceu o Cusco por 2 a 0 na quarta-feira (8), no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, na sua estreia na Libertadores. Bruno Henrique e Arrascaeta foram os autores dos gols.
Atual campeão, o Flamengo transformou o fator adverso em atitude. A qualidade técnica era nitidamente superior ao adversário, que, mesmo com a altitude a seu favor, pouco incomodou a defesa carioca durante a partida. Leonardo Jardim ainda terminou a partida, podendo fazer mais uma substituição.
O gol da vitória saiu em contra-ataque, com Ayrton Lucas recebendo na esquerda e cruzamento na medida para Bruno Henrique marcar de cabeça. Nos acréscimos, Arrascaeta coroou a boa partida carioca na altitude. Além de se impor, o Flamengo ainda contou com a sorte, quando, nos poucos momentos sofridos, Cusco teve um gol anulado por impedimento.
Com os três pontos, o tetracampeão largou na frente no Grupo A, uma vez que no outro duelo da chave, entre Independiente de Medellín-COL e Estudiantes-ARG, terminou empatado por 1 a 1.
O que poderia ser um fator adverso, o Flamengo conseguiu lidar bem na altitude e controlou a partida na primeira etapa. Com boa aproximação entre o meio e o ataque, o time já dava mostra de como seria a postura da equipe. Com boa troca de passes, ao arranjar espaço, a ordem era finalizar ao gol. Plata e Paquetá levaram perigo com menos de dez minutos.
O Cusco não marcava forte, esperava o cansaço carioca bater e só deu trabalho para Rossi uma vez, em chute de Silva. O Flamengo seguiu criando chances, mas aos poucos foi sentindo os efeitos da altitude, com a bola correndo demais e passes mais fortes que o normal. Paquetá era o mais acionado e ainda obrigou boas defesas do goleiro peruano na reta final.
No segundo tempo, o Cusco tentou imprimir seu volume de jogo, ocupou o campo de ataque e só não marcou graças ao bloqueio providencial de Evertton Araújo em chute de Callejo. Na sequência, veio o alívio flamenguista. Em contra-ataque, Ayrton Lucas cruzou na medida para Bruno Henrique cabecear e marcar aos 13 minutos. Para aumentar a sorte carioca, Cusco teve um gol anulado logo na sequência, por impedimento.
Após o susto, o Flamengo seguiu trocando passes e gastando tempo. Mesmo assim, ainda levava mais perigo que os donos da casa e, por pouco, Plata não ampliou. A situação era tão tranquila que Leonardo Jardim só mexeu no time aos 40, com a entrada de Arrascaeta, Pedro e Léo Ortiz. Com mais fôlego, ficou mais fácil prender a bola no ataque e, em novo contra-ataque, Arrascaeta, aos 48, coroou o bom jogo na altitude.
O Flamengo agora vira a chave para o Campeonato Brasileiro, onde tem pela frente nada mais que o clássico Fla-Flu, diante do rival Fluminense, no sábado (11), às 18h30, no Maracanã. Pela Libertadores, o time volta a campo na próxima quinta-feira (16), às 21h30, quando faz sua estreia no Maracanã, contra o Independiente de Medellín-COL.
FICHA TÉCNICA
CUSCO-PER 0 × 2 FLAMENGO
CUSCO: Pedro Díaz; Ruidías, Fuentes, Ampuero e Bolívar (Zevallos); Diego Soto (Colman), Valenzuela e Colitto (Manzaneda); Carabajal (Tévez), Callejo e Nicolás (Herrera). Técnico: Alejandro Orfila.
FLAMENGO: Rossi; Emerson Royal, Danilo, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Evertton Araújo, De la Cruz (Léo Ortiz) e Lucas Paquetá (Arrascaeta); Plata, Bruno Henrique (Pedro) e Carrascal (Luiz Araújo). Técnico: Leonardo Jardim.
GOLS: Bruno Henrique aos 13 e Arrascaeta aos 48 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO: Derlis López (PAR).
CARTÕES AMARELOS: Fuentes e Manzaneda.
RENDA E PÚBLICO: Não disponíveis.
LOCAL: Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco (PER).
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Palmeiras empata com Junior de Barranquilla em estreia na Libertadores 

O Palmeiras estreou nesta quarta-feira (8) na Libertadores apenas com um empate por 1 a 1 com o Junior Barranquilla. A partida no Estádio Jaime Morón, em Cartagena, foi marcada por ritmo truncado em um gramado alto, que prejudicou a partida.
O jogo não pôde ser realizado na casa do Junior Barranquilla, o Metropolitano Roberto Meléndez, que passa por reformas para receber a decisão da Sul-Americana. Um gramado castigado prejudicou o duelo desta quarta-feira. Um vacilo cedo deixou o Palmeiras atrás, e o time paulista precisou “correr o dobro” para sair apenas com o empate.
Agora o Palmeiras se volta ao Brasileirão, no qual é líder com cinco pontos de vantagem para o São Paulo, que é vice. O adversário da 11ª rodada será o Corinthians, na Neo Química Arena, no domingo (12).
Foram necessários apenas cinco minutos para o primeiro lance capital da partida. Rivas disputou a bola com Maurício e caiu na área palmeirense. O árbitro Facundo Tello foi ao árbitro de vídeo para confirmar o pênalti. Coube ao veterano Téo Gutiérrez, de 40 anos, deslocar o goleiro Carlos Miguel e abrir o placar.
Em um gramado ruim, o Palmeiras não conseguia impor seu jogo. A partida ficou truncada, com as melhores chances para os colombianos, superiores fisicamente na primeira etapa.
Abel Ferreira mudou o time no intervalo sem mexer no desenho tático. Foi o suficiente para que o Palmeiras dominasse as primeiras ações. Aos 10 minutos, Ramón Sosa, que ingressou no lugar de Maurício, empatou.
Sem a possibilidade de trabalhar tanto a bola ofensiva, o Palmeiras contou com um “gol de Libertadores”. Flaco López desviou lançamento e deixou Sosa cara a cara com o goleiro Silveira. O paraguaio driblou o arqueiro e empurrou para o gol vazio.
O ritmo truncado voltou a imperar. As equipes alternavam chegadas, sem levar perigo uma à outra. O Palmeiras tentou permanecer no ataque nos 10 minutos finais, dependendo da bola aérea.
Carlos Miguel precisou salvar uma batida cruzada de Canchimbo. Os palmeirenses insistiram sem grande repertório, o que não rendeu a virada. Já no acréscimo, Felipe Anderson teve a chance mais clara, de frente para o gol, na entrada da área, mas finalizou em cima do goleiro adversário.

FICHA TÉCNICA
JUNIOR BARRANQUILLA 1 × 1 PALMEIRAS
JUNIOR BARRANQUILLA: Mauro Silveira; Jermein Peña, Daniel Rivera e Monzón; Guerrero (Herrera), Juan Rios, Rivas (Canchimbo) e Yeison Suárez; Kevin Pérez (Celis), Chará (Luis Muriel) e Téo Gutiérrez (Paiva). Técnico: Alfredo Arias.
PALMEIRAS: Carlos Miguel; Giay, Murilo, Gustavo Gómez e Arthur (Khellven); Marlon Freitas, Andreas Pereira (Lucas Evangelista), Allan (Felipe Anderson), Maurício (Ramón Sosa) e Arias; Flaco López (Luighi). Técnico: Abel Ferreira.
GOLS: Téo Gutiérrez, aos 11 minutos do primeiro tempo; Ramón Sosa, aos 10 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO: Maximiliano Ramírez (Argentina).
CARTÕES AMARELOS: Téo Gutiérrez, Kevin Pérez e Paiva (Junior); Arthur (Palmeiras).
PÚBLICO E RENDA: Não divulgados.
LOCAL: Estádio Jaime Morón, em Cartagena, na Colômbia.
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Em meio à trégua, Irã divulga mapa de minas com rotas alternativas em Ormuz

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica divulgou nesta quarta-feira (8) um mapa com duas rotas alternativas de navegação no Estreito de Ormuz para evitar minas navais. A informação foi noticiada pela agência de notícias iraniana ISNA.
A agência de notícias iraniana Mehr divulgou o mapa com as rotas alternativas no Estreito de Ormuz

Trégua por um fio
O anúncio sobre a navegação no Estreito de Ormuz se dá em meio ao estremecimento no cessar-fogo de duas semanas estabelecido entre Irã e os Estados Unidos. Também nesta quarta-feira, Teerã ameaçou retomar as hostilidades em represália aos bombardeios lançados por Israel contra o Líbano.
Mais de 250 pessoas morreram e quase 900 ficaram feridas, segundo o governo libanês, que decretou a quinta-feira (8) como dia de luto nacional. Israel assegurou que sua luta contra o Hezbollah não fazia parte da trégua entre Estados Unidos e Irã. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, garantiu que o seu país permanece preparado para enfrentar Teerã se for necessário, pois ainda tem “objetivos a concluir”.
Aliado dos Estados Unidos, os Emirados Árabes Unidos indicaram que foram alvo de 17 mísseis iranianos e 35 drones desde o início da trégua. A Arábia Saudita disse ter interceptado nove aeronaves não tripuladas. O Bahrein reportou ofensiva contra sua capital, Manama. O Kuwait relatou danos em suas usinas de energia e dessalinação durante “uma intensa onda” de ataques.
“Se o Irã quer que esta negociação fracasse por causa de um conflito no Líbano, onde estão sendo massacrados — um conflito que não tem nada a ver com eles —, essa é uma escolha deles”, afirmou o vice-presidente norte-americano, JD Vance.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que o cessar-fogo e as conversas com os Estados Unidos são “pouco razoáveis”. Segundo ele, três pontos do acordo já foram violados com os contínuos ataques contra o Líbano, a entrada de um drone no espaço aéreo iraniano e a negativa ao direito do Irã em enriquecer urânio.
Negociações
Ainda nesta quarta, os líderes de vários países europeus e do Canadá afirmaram que deve ser negociado “um fim rápido e duradouro da guerra”, enquanto o papa Leão XIV saudou um “sinal vivo de esperança”.
Após semanas de turbulências econômicas, o anúncio do cessar-fogo provocou forte queda, de até 15%, nos preços do petróleo, enquanto o gás natural europeu recuou 20%. As bolsas dispararam e o dólar caiu.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos estavam “muito avançados” na negociação de um acordo a longo prazo com o Irã. Entretanto, as exigências de Teerã em matéria de enriquecimento de urânio — um procedimento com o qual, segundo o Ocidente, o país persa busca obter a bomba nuclear —, sanções econômicas e o controle futuro do Estreito de Ormuz continuam indo de encontro às de Washington.
*Com informações de Reuters e AFP


Fonte: Jovem Pan

Candidaturas do PL em MG vão servir para Flávio ‘derrotar o PT’, diz Nikolas

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta quarta-feira (8) que as candidaturas do partido em Minas Gerais vão reforçar a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência. A declaração foi dada em evento de lançamento da pré-candidatura ao Senado do deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), em Brasília.
“Obviamente, todas as nossas candidaturas aqui, Flávio, vão te servir para você realmente derrotar o PT, porque ninguém mais aguenta o Lula, ninguém aguenta mais a esquerda”, disse Nikolas ao lado do senador.
O deputado mineiro pregou unidade na direita e minimizou diferenças internas. “Nós somos o mesmo time, com posições diferentes, mas contra o mesmo inimigo, e o objetivo é só um, é vencer, porque o Brasil de fato está em jogo”, afirmou Nikolas.
Ele também destacou a importância de ampliar o alcance eleitoral para além das bases já consolidadas. Segundo ele, a estratégia de campanha deve mirar o eleitor fora da militância organizada, as “pessoas que, no fim das contas, acabam decidindo esse jogo”.
O deputado citou a margem de 50 mil votos que separou o ex-presidente Jair Bolsonaro do chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Minas Gerais, em 2022, como argumento para a necessidade de cada voto.
O deputado compartilhou o conteúdo do evento em suas redes sociais. A aproximação pública com Flávio ocorre após o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro acusar Nikolas de colocar o irmão em uma “espiral do silêncio” e de apenas simular apoio à sua candidatura.
Na segunda-feira (6), Flávio já havia sinalizado distensão ao classificar a postura de Eduardo como “não inteligente”. O senador disse que o momento exige deixar de lado a disputa por quem tem razão. “É uma questão de sobrevivência do nosso país”, afirmou.
*Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Fim da escala 6×1: Líder do PT diz que bancada está pronta para dar ‘presente’ aos brasileiros

O líder do PT na Câmara, o deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), afirmou que a bancada está comprometida em votar o fim da escala 6×1 e que, se o governo encaminhar a proposta com urgência constitucional ou via PLN, os parlamentares “estarão preparados e mobilizados para dar um presente para a sociedade brasileira e para milhões e milhões de trabalhadores e trabalhadoras brasileiros”, declarou.
Segundo Uczai, a proposta da bancada é reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, no modelo 5×2. “São cinco dias de trabalho e dois dias para descansar, para se qualificar, para ficar com a família, com os filhos; tempo para viver e tempo para trabalhar. Isso produz saúde física e emocional e aumenta, inclusive, a produtividade no mundo do trabalho, sem redução de salário”, disse o deputado.
A declaração de Uczai ocorre um dia após o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), dizer, na terça-feira (7), que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa deve votar na próxima semana a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6×1. O parlamentar informou que a expectativa é de que a proposta seja apreciada no Plenário até o fim de maio.
Na ocasião, Motta também relatou que, segundo o líder do governo, o deputado federal José Guimarães (PT-CE), o Executivo não enviará um projeto de lei com urgência sobre o tema. Dessa forma, não haveria alteração na tramitação da PEC na Casa.
Entretanto, também na terça-feira, após a fala de Motta, o Planalto negou a declaração. À Jovem Pan, uma fonte do governo federal informou que o Executivo enviará proposta própria sobre a redução da jornada de trabalho. Ao longo desta semana, haverá reuniões para sacramentar quando e como o PL será encaminhado ao Congresso.


Fonte: Jovem Pan

CCJ do Senado aprova fim de aposentadoria compulsória no Judiciário

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (8) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proíbe o uso de aposentadoria compulsória como punição a magistrados e integrantes do Ministério Público (MP). O texto agora vai ao Plenário da Casa Alta.
A proposta aprovada na CCJ estabelece que, quando houver falta grave que configure crime, deverá ocorrer perda de cargo, demissão ou medida equivalente em concordância com o regimento de cada carreira. O texto define que, para impor a punição, uma ação cível deverá ser apresentada em até 30 dias no mesmo tribunal onde ocorrerá o julgamento.
Durante a tramitação do processo, o magistrado, procurador ou promotor deverá:

Ser afastado provisoriamente das funções;
Ter remuneração suspensa.

Pensão a dependentes de militares
Também foi aprovada a emenda do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) para retirar da PEC o impedimento de pagamento de pensão a familiares de militar expulso, excluído ou demitido das Forças Armadas. O benefício é conhecido como morte ficta ou presumida.
Mourão argumentou ser “inadmissível que a família pague pelo erro da cabeça do casal”. “Existe até uma questão de apropriação indébita, porque ele [o militar] contribuiu para isso a vida inteira”, acrescentou o parlamentar.
Os senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Carlos Portinho (PL-RJ) foram contra a inserção dos militares na PEC. Para o parlamentar eleito pelo Rio de Janeiro, a medida teria como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua família.
Já o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) defendeu que o caso dos militares deve ser analisado em uma proposta à parte.
*Com informações de Agência Senado


Fonte: Jovem Pan

STF volta a julgar ações sobre eleições no Rio nesta quinta; entenda em que ponto está o caso

Zanin vota por eleições diretas no Rio e Fux defende solução indireta
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta quinta-feira (9), o julgamento das ações que discutem como será a escolha do novo governador do Rio de Janeiro.
Os ministros vão decidir se a escolha será feita pelo voto popular ou via Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), após a renúncia e a cassação do mandato de Cláudio Castro (PL).
Nesta quinta, o primeiro a votar deve ser o ministro Flávio Dino. Depois, devem se manifestar Nunes Marques, André Mendonça, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, o decano Gilmar Mendes e o presidente da Corte, Edson Fachin.
Um dos principais pontos em análise é o modelo da escolha: se por eleição direta, com voto da população, ou indireta, em decorrência da eleição do presidente da Alerj realizada pelos deputados estaduais. As discussões chegaram ao STF por meio de ações apresentadas pelo PSD.
Início do julgamento
O julgamento começou na quarta-feira (8). Os ministros ouviram os argumentos das partes e, em seguida, os votos dos relatores.
No tema do formato da eleição, o ministro Cristiano Zanin votou para que o pleito seja direto, com participação da população.
O ministro Luiz Fux divergiu e defendeu a escolha pela via indireta, em decorrência da eleição de um novo presidente da Alerj. Nesse cenário, o novo presidente da Alerj assumiria o governo de forma interina até a sucessão em janeiro 2027.
Zanin também avaliou que a lei do Rio de Janeiro que trata da eleição indireta não se aplica ao caso de Cláudio Castro. Para ele, quando essa norma for usada — em situações não eleitorais — a votação na Assembleia deve ser aberta.
Fux, por outro lado, considerou válida a previsão de voto secreto para essa escolha prevista na lei estadual.
Os dois ministros concordaram sobre o prazo de desincompatibilização: 24 horas para que candidatos deixem os cargos que ocupam.
Sessão do STF que julgou prorrogação da CPI do INSS
Victor Piemonte/STF
Modelo de eleição
A principal questão em análise no STF é o modelo da eleição para o governo do estado:
Os ministros vão decidir se a escolha será:
direta, com a convocação da população para votar; ou
indireta, com votação feita pelos deputados estaduais.
Outra ação questiona a validade de trechos da lei estadual que estabelece regras para a eleição indireta. Estão em debate pontos como o prazo de desincompatibilização dos candidatos e se a votação deve ser aberta ou secreta.
Discussão jurídica
A discussão sobre eleição direta ou indireta envolve a definição de qual norma deve ser aplicada: o Código Eleitoral ou a lei estadual.
O Código Eleitoral estabelece que a eleição é direta quando o cargo fica vago a mais de seis meses do fim do mandato, em razão de cassação.
Quando as razões para o cargo vago envolvem causas não-eleitorais, aplicam-se as regras estaduais. A norma do Rio prevê eleição indireta, com o voto dos parlamentares da Assembleia Legislativa.
O Supremo tem entendimentos de que, quando o motivo da vacância é eleitoral, deve ser usada a regra do Código Eleitoral. Quando a razão envolve situações não-eleitorais (renúncia ou morte, por exemplo), estados podem definir suas normas.
Outro ponto está relacionado às regras da eleição indireta que constam na lei do Rio sobre o tema – prazos para autoridades que vão concorrer deixem seus cargos atuais e forma da votação.
Decisão sobre a lei aplicável à eleição
O debate sobre qual norma incide tem ligação com a saída do então governador Cláudio Castro.
Em 23 de março, ele renunciou ao cargo, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral retomar o julgamento de um processo que pedia a cassação do mandato e a inelegibilidade por oito anos.
No dia seguinte, o tribunal concluiu a análise do caso, determinando a cassação do mandato e a inelegibilidade do governador por oito anos, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Na documentação sobre o julgamento, a Corte Eleitoral informou que as eleições seriam indiretas.
Em um dos processos, o PSD sustenta que o cargo ficou vago por um motivo eleitoral, já que Castro teve o mandato cassado no TSE. Por isso, deve ser aplicada a regra de eleição direta do Código Eleitoral.
Para o partido a renúncia no dia anterior foi uma “manobra”, “em evidente e flagrante fraude à lei e burla à autoridade do TSE”. Para a sigla, “consistiu em uma tentativa de escapar da punição de perda de mandato – e, bem assim, de fraudar a aplicação do Código Eleitoral, além do próprio regime democrático e a soberania popular”.
Isso porque a renúncia – um motivo não-eleitoral – viabiliza a aplicação da lei estadual que prevê eleições pelos deputados estaduais, sem a participação popular.
Situação do Rio
Atualmente, o governo do estado está sob a responsabilidade do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto.
Isso ocorreu após a renúncia do então governador Cláudio Castro, em 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que resultou na cassação do mandato e na declaração de inelegibilidade por oito anos.
O Rio de Janeiro também está sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
Outra autoridade na linha sucessória, o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, também não pôde assumir. Ele teve o mandato cassado pelo TSE e foi preso novamente no fim de março.


Fonte:

g1 > Política

Câncer: entenda como as mortes decorrentes da doença podem ser evitadas

Em 8 de abril é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra o Câncer. Nesta data, é importante lembrar que uma parcela significativa das mortes pela doença poderia ser evitada com medidas relativamente acessíveis, como hábitos saudáveis, exames de rotina, diagnóstico precoce e início do tratamento no momento adequado, aumentando consideravelmente as chances de cura e qualidade de vida.
Um estudo publicado pela The Lancet, chamado “Avoidable deaths through the primary prevention, early detection, and curative treatment of cancer worldwide: a population-based study“, revela que cerca de 43,2% dos óbitos por câncer no país, o equivalente a quatro em cada dez mortes, são evitáveis, o que representa quase 110 mil vidas perdidas a cada cinco anos por falhas em estratégias de saúde que já são amplamente conhecidas.
O levantamento, que analisou dados de 35 tipos de câncer em 185 países, também mostra que o problema não é exclusivo do Brasil. Em escala global, 47,6% das mortes por câncer poderiam ser evitadas. Dos 9,4 milhões de óbitos registrados no mundo, aproximadamente 4,5 milhões não teriam ocorrido se houvesse maior eficácia na prevenção e acesso adequado aos serviços de saúde. 
Mortes por câncer podem ser evitáveis
O médico Dr. Gerson Yoshinari, oncologista e professor da Afya Itajubá, explica que grande parte dessas mortes que poderiam ser evitadas está relacionada a duas dimensões. “Parte dessas mortes está associada a fatores de risco modificáveis como tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, sedentarismo, alimentação inadequada e infecções preveníveis por vacina, como HPV e hepatite B. Mas há também uma parcela importante relacionada ao diagnóstico tardio e à dificuldade de acesso, em tempo oportuno, à investigação e ao tratamento adequados”, afirma.
Diagnóstico precoce pode salvar vidas
O trabalho publicado na revista científica, assinado por 12 autores, oito deles vinculados à Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS) e sediada em Lyon, na França, aponta que 33,2% das mortes estão ligadas a fatores preveníveis, como tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e infecções, enquanto outros 14,4% poderiam ser evitados com diagnóstico precoce e tratamento adequado.
“O diagnóstico precoce é, sem dúvida, um dos fatores que mais impactam a mortalidade. Quando o câncer é identificado em fase avançada, aumenta a probabilidade de doença metastática, o tratamento se torna mais complexo e, infelizmente, as chances de cura diminuem. Em contrapartida, quando a doença é detectada precocemente, muitas vezes é possível intervir com tratamentos mais eficazes, menos agressivos e com melhores resultados em sobrevida”, afirma o médico.
Por isso, é essencial manter os exames de triagem em dia, especialmente os já conhecidos, como os de mama e colo do útero. Também é importante ampliar a atenção para outros tipos de câncer em que o diagnóstico precoce faz diferença, como o colorretal, de pele, de pulmão em grupos de risco, de estômago em situações específicas e, em alguns casos, de próstata, sempre com avaliação individualizada.
O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028 Imagem: GBJSTOCK | Shutterstock
Tipos de câncer mais comuns
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o país deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. Ao excluir os tumores de pele não melanoma, que têm alta incidência, mas baixa mortalidade, a estimativa ainda é relevante, com aproximadamente 518 mil novos casos anuais.
Entre os homens, os tipos de câncer mais frequentes são próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral. Entre as mulheres, predominam os cânceres de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide. O câncer de pele não melanoma segue como o mais incidente em ambos os sexos, embora com menor letalidade.
Sinais de alerta no corpo 
O Dr. Gerson Yoshinari destaca que o ponto mais importante é não reduzir a prevenção apenas aos exames de rotina, mas desenvolver uma consciência sobre as mudanças no próprio organismo. De acordo com o especialista, os seguintes sintomas merecem avaliação médica imediata:

Sangramentos anormais: qualquer fluxo sanguíneo fora do comum ou sem causa aparente;
Nódulos: surgimento de caroços ou massas em qualquer parte do corpo;
Perda de peso sem explicação: emagrecimento acentuado sem mudança na dieta ou rotina de exercícios;
Feridas que não cicatrizam: lesões na pele ou mucosas que persistem por longo tempo;
Alterações intestinais persistentes: mudanças duradouras no hábito de ir ao banheiro;
Sintomas respiratórios e vocais: tosse prolongada, rouquidão ou dificuldade para engolir;
Mudanças na pele: alterações em lesões pré-existentes, como pintas ou manchas.

“Ignorar esses sinais pode resultar em diagnósticos em fases avançadas, em que a probabilidade de metástase aumenta e as chances de cura diminuem. Quando a doença é detectada precocemente, muitas vezes é possível intervir com tratamentos mais eficazes, menos agressivos e com melhores resultados em sobrevida”, conclui o médico da Afya Itajubá.
Por Matheus Garcia


Fonte: Jovem Pan

Senado aprova MP que prevê teto de R$ 7,9 bilhões para seguro-defeso em 2026

O Senado aprovou nesta quarta-feira (8) proposta que muda as regras do chamado seguro-defeso, benefício pago a pescadores no período de reprodução dos peixes, momento em que a pesca é proibida.
De acordo com o projeto, em 2026, o teto do custo desse benefício será de R$ 7,9 bilhões.
O texto retorna à análise da Câmara dos Deputados já que teve seu conteúdo alterado pelos senadores. A Medida Provisória (MP), que já está valendo, precisa ser validada pelo Congresso até terça-feira (14). Do contrário, perde a validade.
A expectativa é que a medida seja votada na Câmara nesta quinta-feira (9).
Seguro defeso, seguro-defeso
Divulgação/Ministério da Pesca e Aquicultura
O projeto cria mecanismos para evitar fraudes. Desde o ano passado, o acesso ao benefício já depende de confirmação por biometria e inscrição no Cadastro Único (CadÚnico).
Pela proposta, o governo vai poder usar o registro da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para confirmar os dados.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Mudanças
Os senadores fizeram alerações no texto aprovado pela Câmara.
Entre elas está a exigência que o trabalhador apresente documentos fiscais que comprovem a venda do pescado, acompanhados da contribuição previdenciária de pelo menos seis meses anteriores ao período do defeso.
Além disso, os senadores alteraram trecho para deixar claro que o limite de renda para que o pescador possa solicitar o benefício será o do CadÚnico – meio salário mínimo por pessoa da família.
Os senadores retiraram a possibilidade de pagamento do seguro-defeso relativo a anos anteriores. Outras medidas devem ser apresentadas pelo governo para tratar desse pagamento retroativo.
Então, pela MP, o valor a ser pago será somente o de 2026.
Mesmo assim, os pescadores devem apresentar até o fim desde ano, para manutenção do benefício, o Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) desde 2021.
O Senado também retirou trecho que dava às entidades credenciadas de pesca artesanal a possibilidade de validar o acesso do trabalhador aos sistemas dos ministérios da Pesca e do Trabalho do período de defeso entre novembro de 2025 e 31 de outubro de 2026.
O objetivo do acesso é habilitar o pescador para receber o benefício.


Fonte:

g1 > Política