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Profissionais da cultura apoiam estatuto para enfrentar precarização no setor

A precarização do trabalho e as jornadas excessivas estão entre os principais desafios enfrentados pelos trabalhadores da cultura. A avaliação foi feita por representantes e especialistas do setor durante audiência pública da Comissão de Educação e Cultura (CE) nesta terça-feira (28).
Solicitada pelo senador Humberto Costa (PT-PE), a audiência discutiu a criação do Estatuto do Trabalhador e da Trabalhadora da Cultura, das Artes e Eventos. Com foco na regulamentação e na proteção dos direitos dos profissionais da área, o estatuto busca definir regras específicas para o setor, que tem características próprias, como a intermitência (trabalho descontínuo) e a existência de múltiplos vínculos.   
Humberto Costa, que presidiu a sessão, destacou que, embora a cultura brasileira seja uma das maiores riquezas do país, os profissionais ainda convivem com instabilidade, dificuldades de acesso à Previdência e insegurança. O senador explicou que o anteprojeto do estatuto já existe, fruto de um diálogo institucional e técnico, e que o documento final deve ser um marco legal do setor. 
— Um instrumento capaz de estabelecer princípios claros, organizar as formas de contratação, assegurar mecanismos de proteção social e sobretudo reconhecer esses trabalhadores como sujeitos de direitos, com dignidade e previsibilidade em suas trajetórias profissionais.
A minuta do texto foi analisada no Seminário Internacional para a Regulamentação e Proteção dos Trabalhadores da Cultura, ocorrido no Congresso nos dias 13 e 14 de abril.
Vínculos informais
Representante da Articulação Nacional de Trabalhadores em Eventos (Ante), Miguel Ribeiro relatou que o movimento pela criação do estatuto surgiu durante a pandemia, quando o abandono dos profissionais do setor se tornou evidente, pois muitos deles ficaram sem qualquer alternativa de renda.
Ribeiro criticou a precarização das relações de trabalho, frequentemente marcadas por vínculos informais, e chamou a atenção para a falta de responsabilização em situações de risco. Ele citou o caso de um profissional de cenografia que morreu durante a montagem de um show no Rio de Janeiro essa semana.
Para Thiago Rocha Leandro, secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (MinC), o debate envolve interesses distintos dentro de um setor estratégico para a economia. De um lado, segundo ele, estão os empreendedores, responsáveis por gerar emprego, renda e participação relevante no PIB; de outro, os trabalhadores, que precisam de maior proteção.
O secretário destacou o impacto da Lei Rouanet, afirmando que, apesar de representar uma renúncia fiscal inferior à concedida a outros setores, cada real investido gera retorno significativo para a economia:
— O total da Lei Rouanet equivale a 0,5% do total de renúncias [fiscais] que o país tem. É menos do que a renúncia para o agrotóxico. É quase igual à renúncia para embarcação e aviação. E veja o impacto que a Rouanet tem de benefício para a geração de empregos… Pesquisa do Banco Itaú mostra que  cada R$ 1 investido na cultura gera um impacto econômico de R$ 7,50.
De acordo com Carlos Balduíno, diretor de Diálogos Sociais da Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Presidência da República, a precarização das relações de trabalho no setor cultural tem sido agravada pelas novas tecnologias, que dificultam a definição de direitos e vínculos trabalhistas. Ele defendeu a necessidade de trazer esses profissionais para a formalidade, com acesso a direitos sociais, e afirmou que a consolidação de um estatuto pode estabelecer critérios mais claros de remuneração e contratação.
Balduíno também destacou que mudanças recentes na jornada de trabalho, como o fim do modelo 6×1, podem ampliar o tempo disponível da população para o consumo de cultura:
— Algo fundamental é ampliar os consumidores de cultura no país, para gerar maior diversidade e mais emprego.
O diretor de Políticas para Trabalhadores da Cultura e da Economia Criativa do Ministério da Cultura,  Deryk Vieira Santana, defendeu a ampliação do olhar sobre quem são os trabalhadores da cultura e as condições em que atuam, incluindo profissionais de atividades sazonais, como o Carnaval e as festas juninas. Segundo ele, é preciso ir além da lógica dos editais e reconhecer a centralidade desses trabalhadores nas políticas públicas, especialmente após a pandemia, que evidenciou a importância da cultura no cotidiano das pessoas.
Deryk destacou a necessidade de uma legislação que considere características como intermitência e sazonalidade, além de garantir direitos em situações como gravidez, acidentes e aposentadoria. Ele criticou práticas como a “pejotização” excessiva, atrasos ou retenção de cachês. Valores como o couvert artístico, por exemplo, devem ser integralmente repassados aos artistas, defendeu. E alertou para jornadas exaustivas e casos recentes de trabalho análogo à escravidão em grandes eventos.
Para o diretor do MinC, é urgente discutir novas fontes de financiamento para a proteção social desses profissionais, incluindo mecanismos ligados à taxação de plataformas de streaming e empresas de inteligência artificial.
A avaliação foi reforçada por Sonia Teresa Santana, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Cinematográfica e do Audiovisual (Sindcine). Ela apontou lacunas na Lei 6.533, de 1978, especialmente em aspectos relacionados à segurança do trabalho e à jornada, destacando que as longas horas — muitas vezes chegando a 14 horas diárias — têm levado a situações de exaustão, acidentes no trajeto de volta para casa e casos de burnout (esgotamento físico provocado por trabalho desgastante).
Segundo Sonia, é fundamental garantir condições que permitam qualidade de vida após o trabalho. Ela também defendeu uma atuação conjunta entre o Ministério da Cultura e o Ministério do Trabalho para enfrentar esses desafios e reforçou a importância de mecanismos efetivos de segurança, com a presença de técnicos independentes, capazes de atuar sem subordinação direta aos contratantes, evitando falhas e assegurando que haja recursos suficientes destinados à proteção dos trabalhadores.
Problemas estruturais
De acordo com o pesquisador Frederico Augusto Barbosa da Silva, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o estatuto busca enfrentar problemas estruturais do setor, como a precarização, a intermitência sem proteção adequada, os múltiplos vínculos sem cobertura previdenciária e a fragilidade contratual.
Entre as mudanças previstas, estão o reconhecimento de diferentes formas de trabalho e regras mais claras sobre contratos, pagamento e jornada, além da valorização do tempo dedicado a ensaios, montagem e deslocamento.
A proposta de estatuto também inclui inovações como proteção social compatível com renda variável, negociação coletiva como eixo regulador, regulação do uso de inteligência artificial e criação de instrumentos de segurança de renda, como complementação salarial e seguro. A implementação, segundo o pesquisador, depende de desafios como a definição de fontes de financiamento, integração entre sistemas e avaliação de viabilidade fiscal e orçamentária.
Para superar esses desafios, Frederico Silva defendeu a atuação conjunta de diferentes áreas do governo. Na avaliação dele, a proposta exige articulação entre os Ministérios da Cultura, do Trabalho e da Previdência, além do fortalecimento das capacidades estatais e da representação sindical para garantir sua efetividade.
— A gente está prevendo vários mecanismos de garantia fundamentalmente de complementação de renda e seguro-desemprego. Se você trabalha numa área que se encaixa no rol de atividades do estatuto, o sistema vai ter que funcionar para fazer a proteção sobre esses elementos… Mas para isso funcionar, as instituições terão que estar bem azeitadas.


Fonte: Senado Federal

Os desafios por uma percepção melhor da economia

O governo segue com os planos para reverter a inadimplência recorde dos consumidores, que não para de crescer. Em ano de eleições, a intenção era estimular o consumo e criar uma percepção mais favorável quanto ao andamento da economia e das finanças pessoais. No entanto, ambos os lados apresentam fortes desafios.
O governo, em princípio, sofre restrições para a expansão dos gastos, na medida em que a gestão das finanças públicas já é alvo de fortes questionamentos — não só pelo mercado, mas pelo empresariado em geral e por boa parte da população. Persiste a ideia de um governo gastador, que bate recordes de arrecadação e impõe maior taxação, mas que, ainda assim, tem dificuldade para cumprir as metas do arcabouço. Isso limita a expansão de programas que poderiam dar mais fôlego à atividade e ao consumo.
Também por esse motivo, há certa expectativa quanto à fonte dos recursos que possam garantir a renegociação de dívidas por meio do novo Desenrola, além da possibilidade de uso do FGTS. Pode parecer uma medida populista, mas o fato é que o endividamento e a inadimplência continuam batendo recordes, em meio a novas pressões inflacionárias e a perspectivas de um ciclo mais modesto de corte dos juros. Esse cenário pode agravar a situação, com maior aperto no orçamento das famílias.
A inflação, que vinha melhor comportada, reverteu o sinal, com piora acentuada das projeções, que voltaram a rodar acima do teto da meta de 4,5%. O IPCA-15 avançou 0,89% em abril, maior variação para o mês desde 2022. Os impactos da guerra no Oriente Médio já pressionam os preços de vários setores, além dos combustíveis, somando-se a condições pontuais, como o reajuste de tarifas de energia, a resiliência do setor de serviços e a alta dos alimentos.
A composição desfavorável do índice tende a reforçar a cautela do Copom. Tanto que o mercado já prevê a Selic em 13% ao final do ano (antes se falava em queda até os 12%). Nesse contexto, o crédito continuará caro, dificultando a rolagem de dívidas. O novo Desenrola pode trazer algum alívio, embora experiências anteriores não tenham mostrado resultados sustentáveis a longo prazo. Geralmente, ocorre a renegociação e, pouco depois, a inadimplência volta a subir, a menos que haja uma mudança estrutural no cenário.
Atualmente, é preciso considerar também o comprometimento das finanças com as apostas online. O programa pode até bloquear as apostas em “bets”, por um tempo, para quem renegociar dívidas atrasadas. De qualquer modo, a “sangria” da inadimplência pode estancar momentaneamente, mas o comprometimento da renda das famílias com dívidas também bate recordes: de acordo com o Banco Central, o índice chegou a quase 50% em fevereiro.
Enquanto isso, a demanda por crédito nas linhas mais caras, como o cartão, continua crescendo. Enfim, o governo enfrenta um quebra-cabeça desafiador para que o consumidor/eleitor sinta uma melhora no ambiente econômico. Iniciativas como o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda não tiveram grande repercussão; pode-se dizer que quase “passaram batido”. O mesmo ocorre com outras medidas, conforme se pode deduzir das recentes pesquisas de avaliação do governo e de intenções de voto.


Fonte: Jovem Pan

ENQUETE – OS PINGOS NOS IS – A demora em sair a delação de Daniel Vorcaro pode sinalizar o quê?

A demora em sair a delação de Daniel Vorcaro pode sinalizar o quê?

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Fonte: Jovem Pan

Agrishow: Tarcísio anuncia 1,2 bilhão em crédito para o agronegócio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta terça-feira (28) uma linha de crédito de R$ 1,2 bilhão para o agronegócio em discurso durante a Agrishow, feira nacional do agro que acontece em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Tarcísio também informou que 250 mil títulos de propriedades foram entregues ao longo da sua gestão. Ele informou que mais duas foram entregues hoje, simbolicamente, além de investimentos e financiamentos que estão sendo realizados voltados para os pequenos produtores do estado de São Paulo.
O governador ainda criticou a postura do PT em razão de uma lei de regularização fundiária aprovada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou na Justiça para paralisar os efeitos da proposta.
O Projeto de Lei nº 410 de 2025, que foi enviado pelo governador Tarcísio, propõe a alteração de três leis estaduais de regularização fundiária e, segundo parlamentares da oposição e movimentos populares, aprofunda o desmonte da política de reforma agrária no estado.

Flávio critica Lula, faz promessas ao agro e elogia Tarcísio
O pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) falou sobre o governador de São Paulo em seu discursou no evento na segunda-feira (27). Em sua fala, Flávio também criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fez promessas ao setor agropecuário e elogiou Tarcísio.
O parlamentar disse que o governo Lula está preocupado em “pisar e asfixiar o agronegócio” e em perseguir opositores políticos. Flávio também voltou a mencionar a “missão” que, segundo ele, recebeu de seu pai. “Todo mundo sabe que quem tinha que estar aqui não era eu, mas sim o [ex-]presidente Jair Bolsonaro”, afirmou.
Ao setor, o pré-candidato prometeu fortalecimento. “Quero me comprometer com todas as pautas trazidas aqui [no evento]. A partir de 2027, o agro será ainda mais valorizado. Vocês não terão um governo [os] perseguindo, mas que dará a mão a vocês”, declarou.
Sobre Tarcísio, Flávio afirmou que “não teria ninguém melhor em São Paulo” para “caminhar” ao lado. O senador declarou ainda que o governador paulista tem “plena capacidade de ser presidente”.
Assista à reportagem:


Fonte: Jovem Pan

STF aceita denúncia da PGR e torna Malafaia réu por injúria

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta terça-feira (28) uma denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o pastor Silas Malafaia por injuriar o comandante do Exército, general Tomás Paiva, e outros generais da corporação.
Malafaia foi denunciado por injúria e calúnia pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por falas proferidas durante uma manifestação em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorrida em São Paulo.
Durante o ato, em abril do ano passado, o pastor, que é apoiador de Bolsonaro, chamou os generais de “frouxos, covardes e omissos”. Ele também disse que os militares “não honram a farda que vestem”.
O placar da votação ficou empatado em 2 votos a 2 e favoreceu o pastor. Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pelo recebimento da denúncia pelos crimes de injúria e calúnia, conforme solicitação da PGR. No entanto, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia entenderam que Malafaia deveria responder somente por injúria.
Diante do impasse, os ministros aplicaram o entendimento de que o réu deve ser favorecido quando ocorre um empate na votação. Dessa forma, o pastor virou réu somente pelo crime de injúria.

Defesa
Durante a tramitação do processo, a defesa de Malafaia disse que o pastor usou “palavras fortes” para criticar os generais de forma genérica, sem citar nominalmente Tomás Paiva.
Os advogados também afirmaram que o pastor se retratou das declarações e acrescentaram que ele não pode ser julgado pelo STF porque não tem foro privilegiado.
*Com informações da Agência Brasil 


Fonte: Jovem Pan

‘Se alcançarmos 8% em junho, ‘provavelmente’ serei candidato ao governo de SP’, diz Kim Kataguiri

O Partido Missão tem acompanhado atentamente as pesquisas para o governo no estado de São Paulo. Fontes ouvidas pelo titular desta coluna nesta terça-feira (28) afirmam estar confiantes na próxima pesquisa Atlas, que deverá ser divulgada na próxima quarta-feira (29), para monitorar o desenvolvimento do deputado federal Kim Kataguiri (Missão), que ensaia sua candidatura ao Palácio dos Bandeirantes.
Kataguiri disse à Jovem Pan nesta terça-feira que sabe do desafio que enfrenta por ser desconhecido por quase 70% do eleitorado paulista, mas que o ponto decisivo para encarar a disputa será o mês de junho. “Se em junho alcançarmos 8%, provavelmente eu serei candidato”, disse Kataguiri.
Líder da bancada de um único deputado, Kim tem fortalecido a ofensiva contra Lula e Flávio Bolsonaro. O Partido Missão também conta com o pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão), que tem dito que o presidente Lula e o presidenciável Flávio Bolsonaro não têm condições de governar.


Fonte: Jovem Pan

Senado confirma novo chefe da embaixada brasileira no Nepal

O Plenário do Senado confirmou a indicação do diplomata Claudio Raja Gabaglia Lins para o cargo de embaixador do Brasil no Nepal (MSF 70/2025). Foram 42 votos favoráveis e nenhum contrário. Houve uma abstenção. Com a decisão, o indicado pode agora ser nomeado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com a relatora da indicação, senadora Tereza Cristina (PP-MS), o diplomata tem vasta experiência na Ásia meridional, com atuação como embaixador no Paquistão, com representação também no Afeganistão e no Tajiquistão. Desde 2020, ocupa o posto de embaixador em Nassau, nas Bahamas.
Durante a sabatina na Comissão de Relações Exteriores (CRE), Gabaglia Lins destacou que, apesar de o comércio entre Brasil e Nepal ainda ser modesto, há espaço para crescimento em ambas as direções: o Brasil pode ampliar as exportações do agronegócio — setor de grande interesse para os nepaleses — e, ao mesmo tempo, aumentar as importações de produtos como tapetes e vestuário, pelos quais o Nepal é reconhecido internacionalmente.


Fonte: Senado Federal

PGR arquiva pedido de investigação contra Gilmar Mendes por homofobia em críticas a Zema

PGR arquiva pedido de investigação contra Gilmar Mendes
A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou nesta segunda-feira (27) um pedido de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes por homofobia em críticas contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema.
Na quinta-feira passada, o ministro concedeu uma entrevista ao portal “Metrópoles” sobre a inclusão de Zema no inquérito das fake news. Na ocasião, o ministro usou um exemplo de algo que ele avaliava que o ex-governador não aceitaria ser relacionado.
“Imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo?”, falou o ministro durante a entrevista.
Na tarde do mesmo dia, nas redes sociais, Mendes se desculpou.
“Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”, disse o ministro na ocasião.
Na decisão da PGR, o procurador Ubiratan Cazetta, que é chefe de gabinete do procurador-geral da República, Paulo Gonet, afastou a ideia de homofobia alegada no pedido, feito por um advogado, para abertura de uma ação civil pública.
Segundo o procurador, não foram identificados “elementos mínimos de violação relevante e atual a direitos transindividuais, ilícito penal” e, portanto, a necessidade de atuação institucional.
“A representação narra declarações proferidas por Ministro do Supremo Tribunal Federal em entrevista, nas quais foi feita referência à homossexualidade como elemento retórico, posteriormente reconhecida pelo próprio autor como inadequada, havendo retratação espontânea e pública”, pontua.
“Assim, não se verifica, no contexto apresentado, conduta que configure lesão efetiva e atual a direitos coletivos da população LGBTQIA+ que demande intervenção ministerial”, prossegue.
Ministro Gilmar Mendes e Romeu Zema
Rosinei Coutinho/SCO/STF e Reprodução/TV Globo
Inquérito das fake news
O pedido do ministro para inclusão de Zeman no inquérito das fake news diz respeito a um vídeo publicado em março por Zema nas redes sociais.
No vídeo, o mineiro faz críticas ao STF e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli no contexto do caso Master. Os magistrados são retratados como fantoches.
Após a publicação do vídeo, Gilmar Mendes pediu ao relator do inquérito das fake news, o também ministro Alexandre de Moraes, que incluísse Zema na investigação.
No pedido, Gilmar argumenta ter tomado conhecimento do vídeo em 5 de março e menciona que o conteúdo “vilipendia” não apenas a honra e a imagem do Supremo como a dele também.
Segundo interlocutores do Supremo, Moraes encaminhou o caso para manifestação da Procuradoria-Geral da União (PGR).
Em entrevista ao Estúdio i da GloboNews na semana passada, Zema afirmou que não tinha sido notificado a respeito do pedido para ser incluído no inquérito.
“Eu não fui notificado. Parece que tem sido um modus operandi do Supremo, em especial de alguns ministros, fazerem isso sem dar o devido o direito de defesa à outra parte, de forma que tudo é sigiloso e, quando você toma conhecimento [da investigação] , já está num estágio mais avançado”, disse na época.
Novo vídeo
Nesta semana, o ex-governador de Minas publicou novo vídeo com críticas ao STF e a Gilmar Mendes.
Nele, o ministro é retratado como um fantoche, assim como ministro Alexandre de Moraes. A publicação faz parte de série chamada de “Intocáveis”.
Em um dos trechos do vídeo, uma representação fictícia do ministro Gilmar Mendes solicita ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Zema na investigação.
“Digníssimo, manda tirar isso do ar agora. Esses ‘Intocáveis’, do Zema. E prende esse ‘Chico Bento’ mineiro. Você não tem aquele inquérito das fake news? Que já está aberto há sete anos, onde você coloca tudo que não te agrada, te irrita ou te contraria emocionalmente?”, diz o personagem, criado por inteligência artificial.


Fonte:

g1 > Política

Deputado faz acordo com PGR para devolver R$ 1,4 milhão por contratação de funcionárias fantasmas

O deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) fechou um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) que prevê a devolução de R$ 1,4 milhão pela contratação de funcionárias fantasmas. O acordo já foi validade pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O deputado é réu no STF por peculato, que é o desvio de recursos públicos. O caso envolve a contratação pelo gabinete do deputado, como secretárias parlamentares, de duas mulheres que desenvolviam atividades particulares.
Uma das contratadas atuava como empregada doméstica há mais de quinze anos. A outra trabalhava na empresa administrada pela família do parlamentar.
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Acordo de não persecução penal
As defesas de Bacelar e de Norma da Silva, que trabalhava na empresa da família, propuseram um acordo de não persecução penal.
Deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA)
Bruno Spada / Câmara dos Deputados
🔎Nesse entendimento, o réu admite o crime e se compromete a cumprir medidas estabelecidas pelo Ministério Público em troca de não ser julgado.
Os réus se comprometeram com:
pagamento de R$ 1,3 milhão em reparação por danos causados pelos crimes praticados. Os valores serão pagos em duas parcelas para a União;
pagamento de multa no valor de R$ 96 mil por Bacelar;
pagamento de multa de R$ 20 mil por Norma;
prestação de serviço à comunidade, com carga horária total de 280 horas.
A PGR afirmou que “a prática, comumente referida como contratação de funcionário fantasma , configura grave mecanismo de corrupção política, afetando a credibilidade das instituições e a efetividade da governança”.
A Procuradoria apontou que os fatos narrados permitem a adoção de mecanismo de solução consensual de conflitos, diante da ausência de violência ou grave ameaça e a garantia de ressarcimento integral dos danos ao erário”.
Após o cumprimento do acordo, o caso será arquivado.


Fonte:

g1 > Política

Flávio Bolsonaro atua para que evangélicos rejeitem Messias; ministro da Defesa acompanhará indicado de Lula em sabatina

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai trabalhar pela rejeição do indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Pré-candidato à Presidência da República, o senador vai reunir nesta terça (28) a oposição para evitar traições de última hora, principalmente na bancada de senadores evangélicos, que estariam inclinados a votar em Messias pela identidade religiosa. O advogado-geral é evangélico.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, vai acompanhar Messias na sabatina desta quarta (29). Múcio acertou com Messias sua participação como um ato de amizade e de apoio ao nome dele para ocupar a cadeira que ficou vaga com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
Dentro do Senado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não dá sinais de que vá receber Jorge Messias, mas tem dito que não irá atrapalhar a votação de Messias (leia mais abaixo).
Vídeos em alta no g1
Alguns aliados de Alcolumbre, porém, dizem que o jogo ainda está em aberto. E que Messias não teria ainda os votos firmes necessários para ser aprovado. Ele precisa de pelo menos 41 senadores ao seu lado.
Ao g1, nesta terça (28), o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que Alcolumbre não está trabalhando a favor e que deveria receber Messias.
“Não está trabalhando a favor. Não vou dizer que está trabalhando contra, mas óbvio que a chancela ajudaria. Se quisesse ajudar, ele poderia estar pedindo voto. Eu não tenho a informação de que ele esteja pedindo voto contra”.
“Eu acho que institucionalmente ele deveria receber. Evidentemente já se conversaram, mas não depois da indicação. É uma decisão dele. Eu não vou pedir para ele receber. Seria um função institucional de receber”, prosseguiu.
No Palácio do Planalto, a avaliação é que Messias pode não conseguir uma margem folgada, mas será aprovado.
Os mais otimistas falam em 48 votos para a aprovação do advogado-geral da União. Mas há uma postura conservadora dentro do governo, porque alguns aliados do presidente alertam que qualquer erro nesses últimos dias pode levar a uma rejeição de Jorge Messias.
Jorge Messias
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


Fonte:

g1 > Política