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CRISE NA SAÚDE EM CACOAL: GOVERNO DE RONDÔNIA ADMITE RISCO E SITUAÇÃO PREOCUPA MORADORES

Cacoal (RO) – A situação da saúde pública no município tem gerado preocupação entre moradores. O Governo de Rondônia reconheceu dificuldades no sistema, acendendo um alerta sobre possíveis impactos nos atendimentos.

De acordo com informações, há risco de comprometimento nos serviços, principalmente devido ao aumento da demanda e limitações enfrentadas pelas unidades hospitalares da cidade.

A preocupação é maior em casos de urgência e emergência, onde a população depende diretamente do atendimento rápido.

O Governo do Estado acompanha o cenário e avalia medidas para evitar a paralisação dos serviços, enquanto moradores relatam dificuldades e apreensão com a situação.

A equipe do Se Liga Cacoal segue acompanhando o caso e trará novas informações a qualquer momento.

Irã analisa novas propostas dos EUA, mas ressalta que ‘não fará nenhuma concessão’

O Irã inforou neste sábado (18) que recebeu as novas propostas dos Estados Unidos para acabar com a guerra no Oriente Médio, mas ressaltou que não fará nenhuma “concessão”. “O Irã está analisando e ainda não respondeu”, afirmou o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. A delegação negociadora iraniana “não fará a mínima concessão” e “defenderá com toda sua força os interesses da nação”, acrescentou.
Segundo o órgão, citado pela agência oficial IRNA, o comandante do Exército do Paquistão, que atua como mediador entre os dois países, apresentou as “novas propostas” durante uma viagem a Teerã.
Estados Unidos e Irã estão em uma trégua na guerra que começou no dia 28 de fevereiro desde o dia 7 de abril, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou o ‘ultimato’ faltando menos de 2 horas para o fim do prazo em que ele obrigava o País islâmico a reabrir o Estreito de Ormuz, que foi fechado no começo do conflito.
A passagem tem sido um dos pontos cruciais para o cessar-fogo entre os países. Neste sábado (18), depois do Irã ter reaberto a região na sexta-feira (17), ele voltou a fechar o local em resposta à decisão dos Estados Unidos de manter o bloqueio aos seus portos. A reabertura, na sexta-feira, da passagem marítima crucial para o transporte mundial de petróleo foi bem recebida nas Bolsas e gerou otimismo em Washington
Em meio ao novo bloquei, lanchas rápidas iranianas abriram fogo contra um petroleiro no Estreito de Ormuz, informou a agência britânica de segurança marítima, depois que o Exército do Irã anunciou o fechamento da rota de navegação.

Negociações entre EUA e Irã 
Um guarda florestal paquistanês passa por um cartaz sobre as negociações de paz entre os EUA e o Irã em Islamabad, em 12 de abril de 2026 │Foto por FAROOQ NAEEM / AFP
No dia 11 de abril EUA e Irã se encontraram para negociar sobre os termos do cessa-fogo e encerram as conversas na segunda-feira (13). Esse foi o primeiro encontro direto entre autoridades norte-americanas e iranianas em mais de uma década e o compromisso mais importante desde a Revolução Islâmica de 1979 no Irã.
Entre as várias questões em jogo estava o Estreito de Ormuz, um importante ponto de trânsito para o fornecimento global de energia que o Irã bloqueou efetivamente, mas que os EUA prometeram reabrir, bem como o programa nuclear do Irã e as sanções internacionais contra Teerã.
As exigências do Irã incluíam um cessar-fogo permanente garantido, garantias de que não haveria ataques futuros contra o Irã e seus aliados na região, suspensão das sanções primárias e secundárias, descongelamento de todos os ativos, reconhecimento de seu direito ao enriquecimento e controle contínuo de Ormuz, disseram fontes iranianas.
Na sexta-feira (17), o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que um acordo para acabar com a guerra no Irã pode ser alcançado em breve, embora o momento permaneça incerto. “Desde que a República Islâmica do Irã concorde com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump em sua conta na Truth social. “Este será um CESSAR-FOGO bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em um Acordo definitivo sobre a PAZ a longo prazo com o Irã e a PAZ no Oriente Médio.”, acrescentou.


Fonte: Jovem Pan

Papa lamenta que suas palavras tenham sido interpretadas como um debate com Trump

O papa Leão XIV disse neste sábado (18) que lamenta que suas declarações tenham sido interpretadas como uma resposta às críticas do presidente Donald Trump e insistiu que não tem qualquer interesse em debater com o mandatário americano.
O pontífice citou como exemplo um discurso sobre os “tiranos” que assolam o mundo, pronunciado na quinta-feira em Camarões, durante a segunda etapa da sua viagem pela África.
As declarações foram redigidas muito antes do “comentário de Trump sobre a minha pessoa e sobre a mensagem de paz que promovo”, afirmou a jornalistas durante a viagem para Angola.
“E, no entanto, foi percebido como se eu estivesse tentando iniciar um novo debate com o presidente, algo que não me interessa em absoluto”, destacou Leão XIV.
“Grande parte do que se escreveu desde então foram mais comentários sobre comentários, tentando interpretar o que foi dito”, acrescentou.
O papa criticou na quinta-feira os “tiranos” que devastam o mundo durante uma visita à cidade de Bamenda, no noroeste de Camarões, epicentro de uma rebelião separatista anglófona que já dura quase uma década e provocou milhares de mortes.
A imprensa americana, em particular, interpretou as declarações como uma referência a Trump.
Mas as declarações foram escritas muito antes das críticas de Trump, disse Leão XIV. “Há uma certa narrativa que não tem sido precisa em todos os seus aspectos”, acrescentou.
Trump declarou em 12 de abril que não era “grande fã do papa Leão”, ao acusá-lo de “brincar com um país (Irã) que quer uma arma nuclear”.
O republicano posteriormente qualificou o papa de “fraco” e “terrível para a política externa”.


Fonte: Jovem Pan

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 60 milhões neste sábado; saiba como apostar

A Mega-Sena vai sortear neste sáabdo (18) um prêmio estimado no valor de R$ 60 milhões, que acumulou do último. O concurso 2.998 sorteará seis dezenas a partir das 21h, com transmissão ao vivo no Canal da Caixa no Youtube e no Facebook das Loterias Caixas.
No último sorteio, do concurso 2.997, realizado na quinta-feira (16), as dezenas que saíram foram: 14 – 20 – 32 – 37 – 39 – 42. 

33 apostadores acertaram a quina e arrecadaram R$ 63.897,88;
2.920 apostas faturaram R$ 1.190,33 por fazerem a quadra.

Como apostar na Mega-Sena?
As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) em qualquer casa lotérica credenciada, ou pelo site e aplicativo da Caixa. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
Cada jogo simples custa R$ 6,00 e permite escolher seis números entre os 60 disponíveis. O pagamento da aposta online pode ser realizado via Pix, cartão de crédito ou pelo internet banking (para correntistas da Caixa). Para participar dos sorteios, é necessário ter mais de 18 anos.


Fonte: Jovem Pan

Pet com bafo? 7 causas do mau hálito em cães e gatos

O mau hálito, também conhecido como halitose, é um problema que não afeta apenas os humanos — cães e gatos também podem apresentar esse sinal com certa frequência. Em muitos casos, o odor desagradável passa despercebido no início, mas tende a se intensificar com o tempo, chamando a atenção do tutor. 
Estar atento a esse sintoma é importante, pois ele pode indicar desde questões simples, como acúmulo de sujeira nos dentes, até problemas de saúde mais sérios. Identificar a causa e buscar orientação adequada ajuda a preservar o bem-estar e a qualidade de vida do animal. 
Abaixo, confira as principais causas do mau hálito em cães e gatos! 
1. Acúmulo de tártaro 
O acúmulo de tártaro é uma das causas mais comuns do mau hálito em cães e gatos. Ele se forma a partir da placa bacteriana que endurece nos dentes, criando um ambiente ideal para a proliferação de bactérias. O principal sintoma é o odor forte vindo da boca, além de dentes amarelados ou escurecidos. Se não tratado, pode evoluir para doenças mais graves, como infecções gengivais. Para evitar, é importante fazer a escovação regular e procurar um médico-veterinário para limpezas profissionais periódicas. 
2. Doenças periodontais 
As doenças periodontais afetam as estruturas que sustentam os dentes, como gengivas e ossos. Elas costumam surgir a partir do tártaro não tratado e causam mau hálito intenso, sangramento gengival e dor ao mastigar. O perigo está na progressão da infecção, que pode levar à perda dentária e até afetar outros órgãos. O tratamento envolve limpeza profunda, medicamentos e acompanhamento veterinário. A prevenção inclui higiene oral adequada e visitas regulares ao especialista. 
3. Alimentação inadequada 
A alimentação também influencia diretamente o odor. Dietas de baixa qualidade ou restos de comida podem favorecer o acúmulo de resíduos e bactérias na boca. Além do mau cheiro, o animal pode apresentar fezes alteradas e menor disposição. A longo prazo, a má alimentação compromete a saúde geral. Por isso, é importante oferecer ração de boa qualidade ou dieta equilibrada orientada por um profissional, além de evitar alimentos impróprios para pets. 
4. Corpos estranhos na boca 
Objetos presos entre os dentes, como pedaços de ossos, madeira ou brinquedos, podem causar mau hálito. Isso acontece porque o material retido favorece a proliferação de bactérias e pode gerar inflamação local. O animal pode demonstrar desconforto, dificuldade para mastigar ou salivação excessiva. O ideal é verificar regularmente a boca do pet e procurar ajuda veterinária ao notar algo incomum. 
Se o mau hálito vier acompanhado de outros sintomas, o ideal é buscar uma avaliação veterinária Imagem: VesnaArt | Shutterstock
5. Problemas digestivos 
Distúrbios no sistema digestivo podem refletir no hálito do animal. Quando há dificuldade na digestão ou alterações intestinais, gases e odores podem retornar pela boca. Sintomas como vômitos, diarreia e perda de apetite costumam acompanhar o problema. Se não tratado, pode evoluir para quadros mais graves. É importante observar mudanças no comportamento alimentar e buscar avaliação veterinária para diagnóstico e tratamento adequado. 
6. Doenças renais 
Doenças nos rins podem causar um hálito com odor semelhante ao de amônia. Isso ocorre devido ao acúmulo de toxinas no organismo, que deveriam ser eliminadas pelos rins. Outros sinais incluem aumento da sede, perda de peso e apatia. Trata-se de uma condição séria que exige acompanhamento contínuo. Ao perceber esses sintomas, deve-se procurar atendimento veterinário o quanto antes para exames e início do tratamento. 
7. Diabetes 
O diabetes em cães e gatos pode provocar um hálito com cheiro adocicado ou semelhante a frutas fermentadas. Esse odor é causado pelo aumento de substâncias chamadas cetonas no organismo. Além disso, o animal pode apresentar sede excessiva, aumento da urina e perda de peso. Se não controlado, o diabetes pode trazer complicações graves. O tratamento inclui mudanças na alimentação e uso de medicamentos, sempre com orientação profissional. 


Fonte: Jovem Pan

Escala 6×1: governo admite mudança gradual, mas descarta benefício a empresários

Entenda os projetos sobre o fim da escala 6×1 em discussão
O governo admite a possibilidade de incluir no projeto que termina com a escala de trabalho 6×1 uma transição, mas não há espaço para uma nova desoneração para compensar os empresários, disse na última quarta-feira (15) o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. 
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Em conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, Guimarães afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende anunciar a redução da escala de trabalho em maio, quando se comemora o mês dos trabalhadores. 
“Nunca se votou matérias polêmicas sem que os dois lados não cedessem. Estamos abertos a discutir. Transição é possível, mas desoneração acho que não tem mais espaço”, disse o ministro, que tomou posse no cargo nesta semana.
Essas são duas alternativas discutidas no Congresso para tentar conter a resistência dos empresários à medida, que reduz em um dia a escala de trabalho e passa de 44 horas para 40 horas semanais. 
Na quarta-feira (15), o governo protocolou o texto de um projeto de lei com regime de urgência, depois de uma conversa entre Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Motta defende a tramitação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre o mesmo tema, mas o governo considera que a tramitação da PEC é mais lenta. 
Mudança da escala 6×1 teve grande adesão nas redes sociais e impulsionou projetos no Congresso
Tomaz Silva/Agência Brasil
Aplicativos
Guimarães disse ainda que o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos de entregas e transporte deverá ser votado pelo Congresso apenas depois das eleições, já que não houve acordo. 
Essa é uma das apostas do governo para atrair um grupo de trabalhadores que Lula tem tido dificuldade de atingir, mas a proposta que tramita no Congresso, depois das modificações, perdeu o apoio do governo. 
Segundo Guimarães, Lula pediu que fosse retirado de pauta. 
“Não votamos porque não tem acordo sobre nada. Plataformas não concordam, os trabalhadores também não, e a oposição está esperando um vacilo para dizer que o governo vai prejudicar os trabalhadores”, disse. “Minha posição e do governo é de deixar para depois da eleição.”
Bets
O ministro afirmou ainda na entrevista que as medidas em estudo pelo governo para combater o endividamento das famílias também devem ser apresentadas por Lula nos próximos dias e devem incluir algo em relação às apostas online conhecidas como “bets”.
Ele pontuou, no entanto, que não há ainda um consenso dentro do governo. Recentemente, em entrevista, Lula afirmou que, por ele, as “bets” seriam novamente proibidas no país. 
“Eu sei a posição do presidente, mas precisamos levar em conta a correlação de forças no Congresso”, disse Guimarães. “O que sinto é que o Congresso topa regulamentar.”
A atuação das “bets” já foi regulamentada, mas o governo estudaria agora um texto mais duro, já que a situação atual tem impactado o endividamento da população. A proibição, no entanto, dificilmente passaria.
Fim da escala 6×1: por que empresários resistem à redução da jornada de trabalho?
Tânia Rêgo/Agência Brasil


Fonte:

g1 > Política

‘Queremos que a escala 6×1 acabe já’, diz Boulos sobre projeto de Lula

‘Queremos que escala 6×1 acabe já’, diz Boulos sobre projeto de Lula
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, falou sobre a tramitação do projeto enviado pelo governo Lula ao Congresso que acaba com a escala de trabalho 6×1.
“Queremos que a escala 6×1 acabe já”, disse Boulos em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, nesta sexta-feira (17).
Bastidores da política: acesse o canal da Sadi no WhatsApp
O projeto foi enviado em regime de urgência para a Câmara dos Deputados. Ao comentar a tramitação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Boulos afirmou que o governo concorda com um período de transição para a medida, mas não em um prazo de anos, como foi sugerido na comissão.
Guilherme Boulos em entrevista na GloboNews nesta sexta-feira (17).
Reprodução/GloboNews
“Uma transição pode ser de adaptação, de 90 dias, não é? É preciso dar um prazo mínimo para as empresas se adaptarem, organizarem as escalas de trabalho. Agora, nós não admitimos nenhum tipo de transição como foi pensada na CCJ pelo relator Paulo Azi, de cinco anos. Aí não é transição, é postergação, né?”, disse Boulos.
Proposta enviada pelo governo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou ao Congresso Nacional, na terça-feira (14), um projeto de lei que acaba com a chamada escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua por seis dias e descansa um.
O texto prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e diminui a escala de seis para cinco dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado (veja mais detalhes abaixo).
Na prática, a proposta institui o modelo conhecido como “5×2”. Segundo o governo, os dias de repouso poderão ser definidos por meio de negociação coletiva, “respeitando as peculiaridades de cada atividade”.
PL dos apps
Durante a entrevista, o ministro deu mais detalhes sobre pontos propostos pelo governo no projeto de lei que regulamenta o trabalho por aplicativos. O relatório sugere pagamento mínimo de R$ 10 por corrida, com R$ 2,50 por quilômetro adicional em viagens acima de 4 km, além do pagamento integral por entregas agrupadas.
“O que a gente quer é que essa tecnologia garanta dignidade para as pessoas que operam essas plataformas”, disse.
“Os R$ 10 são uma demanda e uma reivindicação da categoria — e, aliás, plenamente justificadas. Se você olhar qual era a remuneração média por hora dos motofretistas antes da entrada dos aplicativos e fizer uma correção inflacionária, vai ver que o valor seria maior do que R$ 10. O que eles estão pedindo é uma reposição. Quando os aplicativos entraram, ampliaram as oportunidades de trabalho, mas houve perda na remuneração”, afirmou.


Fonte:

g1 > Política

Lula volta a criticar Conselho de Segurança da ONU; “cinco membros permanentes se transformaram em cinco senhores de guerra”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o Conselho de Segurança das Nações Unidas, neste sábado (18) em discurso na 1ª Reunião Mobilização Progressista Global, em Barcelona, na Espanha.

“A querida Nações Unidas, que foi criada depois da segunda guerra mundial, com cinco membros permanentes, para cuidar da paz, para cuidar da cordialidade, da fraternidade, se transformaram em cinco senhores de guerra”. 

Lula citou nominalmente cada membro do Conselho de Segurança da ONU. “Cumpram com suas obrigações e parem com essa loucura”, afirmou.


Fonte:

g1 > Política

“Ninguém precisar ter medo no mundo democrático de ser o que é”, diz Lula em fórum na Espanha  

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (18) que “ninguém precisar ter medo no mundo democrático de ser o que é, de falar o que precisa falar, desde que se respeite regras do jogo democrático estabelecido pela própria sociedade”, na 1ª Reunião Mobilização Progressista Global, em Barcelona, na Espanha.


Fonte:

g1 > Política

Pobres não podem pagar por irresponsabilidade das guerras, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um duro discurso contra as guerras em curso e em defesa do fortalecimento do multilateralismo, na manhã deste sábado (18), em Barcelona, na Espanha. Ele participa da quarta reunião de alto nível do Fórum de Defesa da Democracia.
O presidente está na Europa onde cumprirá agenda em três países. Em sua manifestação, Lula destacou que as consequências dos conflitos armados recaem sobre os mais pobres.
“O Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, o milho no México, aumenta a gasolina em outro país. É o pobre que vai pagar pela irresponsabilidade de guerras que ninguém quer?”, questionou.
Lula destacou que os países têm outros problemas para enfrentar e o mundo “não está precisando de guerra”.
“Temos mais de 760 milhões de pessoas passando fome, temos milhões de pessoas analfabetas, tivemos milhões de pessoas que morreram porque não tinha vacina contra a covid-19”, continuou.
Lula observou que o mundo vive o período com o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial e pediu ação coordenada da Organização das Nações Unidas (ONU).
“Precisamos exigir que o secretário-geral da ONU convoque reuniões extraordinárias, mesmo sem pedir aos cinco membros do Conselho de Segurança”, afirmou.
O presidente criticou algumas das principais guerras em andamento, como a invasão da Ucrânia pela Rússia, a destruição da Faixa de Gaza por Israel e a o conflito dos Estados Unidos contra o Irã, no Oriente Médio.
“Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. Nenhum. E os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU devem se reunir para mudar seu comportamento.Nós não podemos levantar todo dia de manhã, e dormir todo dia a noite, com tuíte de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra. Ou seja, e todos eles tomam decisão sem consultar a ONU, da qual são eles membros e fazem parte do conselho”, prosseguiu Lula.
O presidente brasileiro lamentou o silêncio dos países e pontuou que a democracia nas Nações Unidas depende do envolvimento dos países. “Fortalecer o multilateralismo depende de nós”.

Regulação das plataformas digitais
Ainda em seu discurso, Lula criticou o papel das plataformas digitais na desestabilização política dos países, e pediu que a própria ONU lidere discussões sobre regras compartilhadas entre as nações.
“A verdade, nua e crua, é que a mentira ganhou da verdade. Esse é o dado concreto. Para mentir, você não tem que explicar. Para se justificar, você tem que se explicar”, afirmou.
Lula cobrou ações da ONU também no tema das plataformas.
“Ela precisa funcionar para garantir, por exemplo, que as plataformas sejam reguladas no mundo inteiro, para todo mundo. Não pode o presidente da República interferir na eleição de um país interferir na eleição de outro, pedir voto para outro. Cadê a soberania eleitoral? Cadê a soberania territorial? Esse é um tema que nós precisamos discutir e nos fazer ouvir. E o cenário que temos que brigar é dentro das Nações Unidas”, completou Lula.
O Fórum Democracia Sempre é uma iniciativa lançada em 2024 envolvendo os governos de Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai. Em Barcelona, o evento, organizado pelo presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, também conta com as participações dos presidentes Yamandú Orsi (Uruguai), Gustavo Petro (Colômbia), Ciyril Ramaphosa (África do Sul), Claudia Sheinbaum (México) e do ex-presidente do Chile, Gabriel Boric.
Agenda na Europa
Após o compromisso na Espanha Lula embarca para a Alemanha neste domingo (19), onde participará da Hannover Messe – a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo – que nesta edição homenageia o Brasil. Ainda na Alemanha, o presidente brasileiro terá uma reunião com o chanceler Friedrich Merz.
A viagem se encerrará dia 21, com uma rápida visita de Estado a Portugal. Em Lisboa, Lula se encontra com o primeiro-ministro Luís Montenegro e com o presidente António José Seguro.


Fonte: Jovem Pan