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Queimadura por água-viva: o que fazer e informações gerais

O contato com águas-vivas é um incidente relativamente comum em praias, especialmente durante o verão em regiões como o litoral de Santa Catarina. A lesão resultante, popularmente conhecida como “queimadura”, é na verdade um envenenamento causado pelo contato com os tentáculos do animal. Este artigo oferece informações gerais e factuais sobre o que são essas lesões, seus sintomas mais comuns e as medidas de primeiros cuidados recomendadas por autoridades de saúde. O conteúdo é estritamente informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.
O que é uma lesão por água-viva?
A lesão causada por uma água-viva não é uma queimadura térmica, mas sim um envenenamento. Os tentáculos desses animais marinhos possuem células especializadas chamadas cnidócitos. Quando tocadas, essas células disparam estruturas minúsculas, semelhantes a agulhas, que injetam uma substância tóxica (peçonha) na pele da vítima.
Essa reação é um mecanismo de defesa e caça do animal. Mesmo que a água-viva esteja na areia ou que seus tentáculos estejam fragmentados na água, os cnidócitos podem permanecer ativos e capazes de injetar a peçonha ao simples contato.
Sintomas comuns após o contato
A intensidade dos sintomas pode variar dependendo da espécie da água-viva, da área de contato com a pele e da sensibilidade da pessoa. A maioria dos casos é leve, mas a dor pode ser intensa. Os sinais e sintomas mais frequentes se manifestam localmente e incluem:

Dor imediata, com sensação de ardência, queimação ou agulhadas.
Marcas vermelhas e lineares na pele, que podem formar um padrão semelhante ao dos tentáculos.
Inchaço (edema) na área afetada.
Coceira intensa.

Em situações mais raras, podem ocorrer reações sistêmicas, que afetam o corpo de forma mais ampla. Sintomas como náuseas, vômitos, dor de cabeça, cãibras musculares ou dificuldade respiratória exigem atendimento médico de emergência.
Primeiros cuidados e medidas de prevenção
Saber como agir após o contato com uma água-viva é fundamental para aliviar a dor e evitar complicações. As orientações gerais de primeiros socorros são focadas em inativar a peçonha e remover os tentáculos aderidos à pele.
O que fazer

Saia da água: Ao sentir o contato, saia da água com calma para evitar novos acidentes.
Lave com água do mar: Lave a área afetada exclusivamente com água do mar, sem esfregar. A água do mar ajuda a remover tentáculos sem ativar mais cnidócitos.
Aplique vinagre: O vinagre comum (ácido acético) é amplamente recomendado para neutralizar a peçonha da maioria das espécies encontradas no litoral brasileiro. Embeba uma gaze ou pano limpo em vinagre e aplique sobre a lesão por cerca de 10 a 30 minutos.
Remova os tentáculos: Se houver tentáculos visíveis, remova-os cuidadosamente com uma pinça ou com a borda de um cartão de crédito. Nunca use as mãos desprotegidas.

O que NÃO fazer

Não use água doce: A água doce (de torneira, garrafa ou chuveiro) pode piorar a lesão, pois a mudança de osmolaridade faz com que os cnidócitos ainda intactos disparem mais peçonha.
Não esfregue a área: Friccionar o local com areia, toalhas ou qualquer outro objeto pode aumentar a liberação da toxina.
Não aplique urina ou álcool: Essas práticas populares são ineficazes e podem irritar ainda mais a pele.

Prevenção

Verifique os avisos de guarda-vidas ou sinalizações na praia sobre a presença de águas-vivas.
Evite entrar no mar em áreas com grande concentração desses animais.
Não toque em águas-vivas, mesmo que pareçam mortas na areia.

As informações apresentadas servem como um guia geral de primeiros cuidados. A lesão por água-viva, embora geralmente de baixa gravidade, pode causar dor intensa e, em casos raros, reações alérgicas ou sistêmicas graves. Este artigo tem finalidade exclusivamente informativa e não substitui uma consulta médica. Se os sintomas forem severos, persistentes, ou se a área afetada for muito extensa, procure atendimento médico ou um posto de guarda-vidas imediatamente.


Fonte: Jovem Pan

Qual time fez mais pontos na história do Brasileirão com 20 times?

Desde a implementação do sistema de pontos corridos com 20 times em 2006, o Campeonato Brasileiro se consolidou como uma das ligas mais disputadas do mundo. A busca pelo título exige consistência, força e, acima de tudo, uma grande somatória de pontos ao longo de 38 rodadas. A pergunta sobre qual time fez mais pontos na história do Brasileirão de pontos corridos com 20 times tem uma resposta clara e um nome que marcou época: o Flamengo de 2019. Este artigo detalha a campanha recordista, compara-a com outras performances notáveis e analisa os fatores que levaram a esse feito histórico.

O recorde de pontos: Flamengo de 2019
A campanha que detém o recorde de maior pontuação na história do Brasileirão com 20 clubes pertence ao Clube de Regatas do Flamengo, que alcançou a marca de 90 pontos em 2019. Sob o comando do técnico português Jorge Jesus, a equipe rubro-negra não apenas conquistou o título, mas o fez de maneira avassaladora, quebrando múltiplos recordes e apresentando um futebol que encantou o país.
Os números da campanha ilustram a dominância do time:

Pontuação total: 90 pontos
Aproveitamento: 78,9%
Vitórias: 28
Empates: 6
Derrotas: 4
Gols marcados: 86 (melhor ataque da história do formato)
Gols sofridos: 37
Saldo de gols: +49

A equipe contava com um elenco estrelado, liderado por uma dupla de ataque histórica formada por Gabriel Barbosa, o Gabigol, artilheiro do campeonato com 25 gols, e Bruno Henrique, eleito o craque da competição. O meio-campo, com a criatividade de Giorgian de Arrascaeta e Everton Ribeiro, foi o motor de um time que se destacou pela intensidade e vocação ofensiva.
Comparativo com outras grandes campanhas
Embora o Flamengo de 2019 seja o detentor do recorde, outros times também realizaram campanhas memoráveis, com pontuações que os colocam no panteão dos grandes campeões da era dos pontos corridos. Analisar essas equipes ajuda a dimensionar a magnitude do feito rubro-negro.
As maiores pontuações do Brasileirão com 20 times (desde 2006):
1. Flamengo (2019): 90 pontos
2. Atlético-MG (2021): 84 pontos
3. Palmeiras (2022): 81 pontos
4. Corinthians (2015): 81 pontos
5. Cruzeiro (2014): 80 pontos
6. Palmeiras (2016): 80 pontos
7. Palmeiras (2018): 80 pontos
O Atlético-MG de 2021, comandado por Cuca e liderado por Hulk, foi outra força dominante, conquistando o título com 84 pontos e uma defesa sólida. O Corinthians de 2015, sob a batuta de Tite, é lembrado por seu jogo coletivo e consistente, que lhe rendeu 81 pontos. O Palmeiras também figura na lista com três campanhas de 80 ou mais pontos, demonstrando sua força na última década.
Fatores da dominância e outros recordes
A campanha do Flamengo em 2019 foi histórica não apenas pela pontuação, mas pela forma como foi construída. Alguns fatores foram determinantes para o sucesso e a quebra de recordes.

Impacto tático de Jorge Jesus: O treinador português implementou um estilo de jogo agressivo, com marcação pressão na saída de bola adversária, linhas altas e uma transição ofensiva veloz, algo pouco comum no futebol brasileiro até então.
Desempenho individual decisivo: Além da dupla Gabigol e Bruno Henrique, jogadores como Arrascaeta (líder em assistências), Gerson e Willian Arão dominaram o meio-campo, enquanto a experiência de Filipe Luís e Rafinha solidificou a defesa.
Recordes complementares: Além da maior pontuação, o time de 2019 estabeleceu outras marcas importantes na história do campeonato, como o melhor ataque (86 gols) e a maior sequência invicta em uma mesma edição (24 jogos).

A combinação de uma proposta tática inovadora, um elenco com talento individual acima da média e uma mentalidade vencedora resultou na campanha mais impressionante da era moderna do Campeonato Brasileiro.
O recorde de 90 pontos estabelecido pelo Flamengo em 2019 permanece como o maior marco da história do Campeonato Brasileiro no formato de 20 times. A análise de seus números, quando comparada a outras grandes equipes campeãs como o Atlético-MG de 2021 e o Corinthians de 2015, evidencia a natureza excepcional daquela temporada. A campanha não só garantiu o título, mas redefiniu o paradigma de excelência e dominância na principal competição do futebol nacional.


Fonte: Jovem Pan

Ficha técnica e durabilidade de componentes em veículos com desligamento automático

A introdução da tecnologia de desligamento temporário em veículos de passeio, popularizada na última década para atender às normas de emissões, exige uma arquitetura elétrica completamente redesenhada. Uma dúvida frequente nas oficinas é se o sistema start-stop do carro estraga o motor de arranque e a bateria mais rápido do que as montagens mecânicas tradicionais. Na prática, os componentes originais desses veículos possuem especificações técnicas de alta resistência, desenvolvidos exatamente para suportar o estresse contínuo de centenas de acionamentos diários sem comprometer a confiabilidade do conjunto mecânico.

Especificações de engenharia para acumuladores de energia e ignição
Para suportar a alta demanda energética, as montadoras abandonam as baterias convencionais de chumbo-ácido (SLI) e adotam as tecnologias EFB ou AGM. As baterias EFB (Enhanced Flooded Battery) contam com placas de chumbo mais espessas e material ativo reforçado, suportando o dobro de ciclos de carga e descarga. Já as baterias AGM (Absorbent Glass Mat) utilizam uma manta de fibra de vidro absorvente que imobiliza o ácido, oferecendo uma capacidade de regeneração muito superior e alta Corrente de Partida a Frio (CCA).
O motor de arranque também passa por uma reengenharia substancial. Enquanto um motor de partida tradicional é projetado para suportar cerca de 50 mil ciclos ao longo de sua vida útil, as unidades aplicadas em motores com start-stop utilizam rolamentos de agulha reforçados e escovas com ligas de cobre e grafite de alta densidade. Esses motores são homologados para ultrapassar a marca de 300 mil partidas, garantindo que a fricção constante não resulte em falhas prematuras.
Sinais de alerta no painel e falhas no sistema elétrico
O sistema de gerenciamento eletrônico do veículo é programado para proteger a integridade do circuito. O primeiro sintoma de degradação da bateria é a desativação automática do start-stop. O módulo eletrônico reconhece que a tensão está abaixo do limite seguro e desabilita a função para garantir a próxima partida do motor.
Quando o desgaste atinge o motor de arranque, os sinais tornam-se sonoros e físicos. Fique atento a ruídos metálicos de arrasto ao girar a chave ou apertar o botão de ignição, o que indica desgaste no pinhão ou no volante do motor. Outro indício claro é a partida pesada ou lenta, que muitas vezes é acompanhada por luzes oscilantes no painel de instrumentos ou o acendimento permanente da luz de advertência da bateria.
Protocolo técnico para substituição e calibração de energia
A troca de componentes nesses sistemas exige ferramentas específicas e conhecimento técnico de eletrônica embarcada. Não é possível simplesmente desconectar os terminais e inserir uma peça nova, sob o risco de descalibrar os módulos de conforto e segurança do veículo. O procedimento correto na oficina exige seguir um fluxo rigoroso:
1. Diagnóstico de carga e leitura de falhas
O mecânico deve utilizar um scanner automotivo atualizado e um testador de condutância de bateria para medir o estado de saúde (SOH) e o estado de carga (SOC) da peça antiga, confirmando a necessidade de troca.
2. Alimentação auxiliar e preservação de memória
Antes de soltar os bornes, conecta-se uma fonte de alimentação externa (memory saver) na porta OBD2 ou nos terminais de espera. Isso evita a perda das configurações da centralina (ECU), códigos de rádio e calibração do corpo de borboleta.
3. Instalação do componente com amperagem exata
A nova bateria deve possuir a mesma tecnologia (nunca rebaixe de AGM para EFB) e a capacidade nominal recomendada pelo fabricante. A instalação do motor de arranque exige torquímetros aferidos para não danificar a carcaça de alumínio do bloco do motor.
4. Apresentação da peça ao módulo de gerenciamento
A etapa mais crítica é o reset do sistema de gerenciamento (BMS) via scanner. O técnico informa à central que uma bateria nova foi instalada, reconfigurando os parâmetros do alternador inteligente para que ele aplique a tensão correta e não sobrecarregue a peça recém-instalada.
Expectativa de vida útil e custos médios de manutenção
O ciclo de vida desses componentes é projetado para ser duradouro, mas o custo de reposição é significativamente maior devido à complexidade embarcada. Uma bateria com tecnologia EFB dura em média de 3 a 4 anos, com preços variando entre R$ 700 e R$ 1.100 no mercado de reposição. Já as baterias AGM, utilizadas em modelos premium, podem ultrapassar 5 anos de vida útil, mas exigem um orçamento estimado entre R$ 1.400 e R$ 2.500.
A vida útil do motor de arranque reforçado costuma acompanhar a durabilidade do próprio motor a combustão, raramente exigindo troca antes dos 150.000 quilômetros. Caso ocorra uma falha nos induzidos ou no solenoide, o valor médio do reparo ou substituição completa varia de R$ 900 a R$ 3.000, dependendo da complexidade de acesso à peça no cofre do motor.
Ignorar os avisos de manutenção ou tentar baratear o serviço instalando baterias comuns de chumbo-ácido em sistemas start-stop causa o colapso rápido do componente inadequado. Essa negligência preventiva pode resultar em apagões elétricos repentinos durante a condução. A perda abrupta de energia desativa imediatamente a assistência elétrica da direção e reduz a eficiência do servo-freio, colocando o veículo e seus ocupantes em risco iminente de colisão, especialmente em vias de trânsito rápido ou cruzamentos movimentados.


Fonte: Jovem Pan

Hezbollah ataca Israel a poucos dias para negociações de paz

O grupo armado libanês Hezbollah disse que disparou foguetes e drones contra o norte de Israel nesta terça-feira (21), acusando o exército israelense de violar um cessar-fogo antes das negociações mediadas pelos Estados Unidos entre os governos de Israel e Líbano nesta semana.
O exército israelense disse anteriormente que o Hezbollah, alinhado ao Irã, havia disparado vários foguetes contra suas tropas que operavam no sul do Líbano, no que descreveu como uma “violação flagrante” do acordo de cessar-fogo. Não ficou imediatamente claro se os incidentes eram os mesmos.
Um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Hezbollah, mediado por Washington, entrou em vigor na última quinta-feira (16), mas as forças israelenses permanecem posicionadas em um cinturão de terra libanesa de 5 km a 10 km ao longo de toda a fronteira. Israel disse que pretende criar uma zona de amortecimento para proteger o norte do país dos ataques do Hezbollah, um grupo muçulmano xiita.
O Hezbollah, em sua declaração nesta terça-feira, acusou Israel de atacar civis e destruir casas, violando a trégua. Ele disse que disparou contra uma posição no norte de Israel que estava atingindo o sul do Líbano.


Fonte: Jovem Pan

Irã ameaça romper bloqueio naval dos EUA à força

Depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a prorrogação do cessar-fogo com o Irã — que terminaria nesta terça-feira (21) —, a agência de notícias estatal iraniana Tasnim informou que o país persa não pediu a extensão da trégua e declarou que “a continuidade do bloqueio naval dos EUA ao Irã significa a continuação das hostilidades”.
“O Irã não vai abrir o Estreito de Ormuz (que liga o Golfo Pérsico ao mar aberto) enquanto o bloqueio naval dos EUA continuar, e vai romper o bloqueio pela força se necessário”, diz o texto publicado pela agência em seu site. As negociações entre os dois países empacaram, após rodada esperada em Islamabad, capital do Paquistão, não ter ocorrido.
A Tasnim especula sobre os motivos que teriam levado Trump a declarar a ampliação do cessar-fogo e diz ter obtido informações de que autoridades iranianas monitoram de perto a possibilidade de os EUA e Israel “realizarem ações terroristas”, mesmo com o presidente norte-americano tendo anunciado publicamente a extensão da trégua.


Fonte: Jovem Pan

Reino Unido aprova projeto que proíbe nascidos a partir de 2009 de comprar cigarros

Os parlamentares britânicos aprovaram um projeto de lei  para proibir os menores de 17 anos de comprar cigarros e vapes durante toda a vida. A Lei de Tabaco e Vapes busca impedir que qualquer pessoa nascida a partir de 1º de janeiro de 2009 (atualmente com 17 anos) comece a fumar.
O ministro da Saúde, Wes Streeting, classificou a aprovação do projeto de “momento histórico para a saúde da nação”, que levará à “primeira geração livre do fumo, com proteção vitalícia contra vícios e danos”.
Assim que receber a sanção real e tornar-se lei, a normativa dará ao governo poderes para ampliar a proibição em espaços interiores para áreas externas, como parques infantis e locais próximos de escolas e hospitais.
Também dará às autoridades novos poderes para restringir os sabores e embalagens dos cigarros eletrônicos (vapes), bem como proibir seu consumo em lugares onde fumar já seja proibido.
O projeto de lei é parte de uma série de iniciativas para reforçar as medidas de saúde preventiva e aliviar a pressão a longo prazo sobre o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) do Reino Unido, financiado pelo Estado.
Hazel Cheeseman, diretora da instituição beneficente de saúde pública Action on Smoking and Health (ASH), disse à emissora LBC que a iniciativa é “um ponto de inflexão decisivo para a saúde pública”.
O governo do Partido Trabalhista introduziu em junho do ano passado uma proibição à venda de cigarros eletrônicos descartáveis, baratos e com embalagens coloridas, que os tornaram muito populares entre os jovens.
Em 2022, a Nova Zelândia tornou-se o primeiro país a promulgar uma lei deste tipo contra o tabagismo, proibindo a venda de cigarros aos nascidos depois de 2008. Mas, menos de um ano depois, uma coalizão conservadora que tinha acabado de se eleger revogou a lei, em novembro de 2023.
No Reino Unido, fumar causa cerca de 75 mil mortes por ano e é responsável por aproximadamente um quarto de todas as mortes, segundo o NHS.


Fonte: Jovem Pan

Escala 6×1: CCJ da Câmara vota nesta quarta relatório que dá aval à tramitação de PECs

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira (22) parecer do deputado Paulo Azi (União-BA) favorável ao avanço da tramitação das Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que preveem o fim da escala 6×1.

Na semana passada, após a leitura do relatório de Azi, o deputado da oposição Lucas Redecker (PSD-RS), que é crítico ao fim da escala 6×1, apresentou um pedido de vista – mais tempo para análise do relatório.
Deputado federal Paulo Azi (União-BA), relator das PECs que preveem o fim da escala 6×1, na CCJ da Câmara
Renato Araújo / Câmara dos Deputados
👩‍🏭🧑‍🏭Atualmente, existem mais de uma proposta na Câmara que alteram a jornada de trabalho no Brasil, fixada na maioria dos casos em 44 horas semanais. Em fevereiro, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) determinou que as propostas da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) passassem a tramitar juntas (veja mais detalhes abaixo).
Na CCJ, os deputados se limitarão a analisar a compatibilidade das propostas com a Constituição – a chamada admissibilidade.

A partir da aprovação na CCJ, as PECs passarão a tramitar como um texto só. A proposta será então analisada por uma Comissão Especial e pelo plenário da Casa.
Motta sinalizou que determinará a instalação da Comissão Especial logo após a validação da CCJ. Na Comissão Especial, o conteúdo poderá ser alterado.

O Senado ainda terá que discutir o assunto.
Proposta do governo
Paralelamente à tramitação das PECs, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu enviar um projeto de lei próprio sobre o mesmo assunto.

A avaliação do governo é a de que a aprovação de um projeto de lei é mais fácil, já que demanda menos votos para ser aprovado e tem tramitação mais curta.

🔎Uma PEC precisa de aval de ao menos 308 deputados, enquanto um projeto de lei depende apenas da maioria dos presentes no momento da votação.
A decisão de Lula não agradou Motta, que disse que pretende seguir com a tramitação das PECs. Apesar disso, o presidente da Câmara afirmou que respeita a decisão do governo de enviar seu próprio texto após um almoço com o presidente Lula.

Diferenças entre as propostas
Entenda os projetos sobre o fim da escala 6×1 em discussão
O objetivo central das PECs e do projeto enviado pelo Executivo é abolir o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso, mas existem diferenças entre os textos.

Veja as principais:
a PEC proposta pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), apresentada no ano passado, prevê a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, com prazo de 360 dias para entrada em vigor da nova regra;
a PEC de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), apresentada em 2019, reduz a jornada de trabalho para 36 horas semanais, com prazo, porém, de 10 anos para mudança entrar em vigor;
o projeto de lei (PL) enviado pelo governo Lula nesta terça-feira (14), reduz a jornada de trabalho a 40 horas semanais. O texto do Executivo tramita sob urgência constitucional.
A equipe econômica do governo não pretende discutir contrapartidas financeiras às empresas caso prospere alguma das proposições, mas aceita debater uma regra de transição para o novo modelo.

O projeto enviado pelo Executivo não traz qualquer previsão de escalonamentos para a redução da jornada.
O que dizem empresários e economistas
Representantes do setor produtivo consideram que a redução da jornada de trabalho implica aumento de custos para o empregador, com prejuízos à competitividade das empresas e impactos sobre a geração de novas vagas.
Estudo da Fecomércio estima em R$ 158 bilhões o custo sobre a folha de pagamentos de empresas do país, caso a redução da jornada legal de trabalho seja aprovada.
Na avaliação de economistas, o debate precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.


Fonte:

g1 > Política

Ativos do Banco Master cresceram 2.123% após Daniel Vorcaro assumir o controle

Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025
Rovena Rosa/Agência Brasil
Desde que banqueiro Daniel Vorcaro assumiu o controle do então Banco Máxima, em outubro de 2019 até 2024, os ativos do conglomerado financeiro em que o banco está integrado passaram de R$ 3,7 bilhões para R$ 82 bilhões, segundo a última demonstração financeira publicada.
O número representa um aumento de 2.122,8%.
Vorcaro comprou o banco em 2018, mas assumiu o controle da instituição apenas em 2019 (veja mais abaixo a linha do tempo).
Ao longo de 2025, a instituição e o banqueiro passaram a ser investigados por um esquema que envolvia a emissão de CDBs com juros acima do mercado para captar recursos e a criação de carteiras de crédito falsas para simular solidez financeira.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
A crise do Banco Master culminou na liquidação determinada pelo Banco Central em novembro do ano passado e na prisão de Daniel Vorcaro, dono do banco.
Com a liquidação, as operações foram interrompidas e um liquidante foi nomeado. A maioria dos clientes foi ressarcida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), até o limite legal, mas o caso expôs os limites do fundo diante do volume elevado de recursos envolvidos.
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CDBs irreais e carteiras de crédito falsas: entenda o que está por trás da liquidação do Banco Master
Como fundos da Reag foram usados para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master
Master e Vorcaro aplicaram R$ 12,2 bilhões em fundos de investimento entre 2017 e 2025, aponta Receita
Master faturou mais com revenda de consignados do que com juros em 2024, apontam dados da Receita
O g1 analisou os dados de todas as demonstrações financeiras enviadas pelo conglomerado de instituições financeiras do Banco Master de 2019 a 2024.
As últimas demonstrações financeiras publicadas pelo Master foram em 1º de abril de 2025 e, desde que o banco foi liquidado pelo Banco Central, nenhuma nova informação foi divulgada.
🔎 Segundo o Banco Central, “conglomerado financeiro” é o conjunto de instituições financeiras que têm relações por meio de participações acionárias majoritárias que possibilitam controle direto ou não e que atuam de forma conjunta no sistema financeiro.
Pertencem ao conglomerado financeiro do Master:
Banco Master
Will Financeira
Banco Master de Investimento
Banco Voiter
Banco Letsbank
Banco Master Múltiplo
Master Corretora de Câmbio
Distribuidora Intercap de Títulos e Valores Mobiliários.
Os últimos dados divulgados pelo conglomerado colocam o Master a frente do Banco Regional de Brasília (BRB), que em agosto formalizou uma proposta de compra do banco de Daniel Vorcaro por R$ 2 bilhões.
Em 2019, enquanto o BRB era o 39º grupo com maior ativo no país, com R$ 16,7 bilhões, o Master ocupava apenas a 90ª posição, com um ativo de R$ 3,7 bilhões.
Após assumir, Vorcaro levou o conglomerado para a 23ª posição, enquanto o BRB ficou em 29º lugar, com um ativo total de R$ 61,3 bilhões em 2024.
O que mostram os dados
Em dezembro de 2019, o conglomerado do Banco Master aparecia na 90ª posição com os maiores ativos entre as instituições financeiras brasileiras. Em 2024, o grupo saltou para a 23ª posição.
À época, o grupo tinha um baixo volume de operações. Ao todo, eram R$ 3,7 bilhões em ativos.
Os títulos e valores mobiliários (TVM), ativos financeiros como ações, títulos públicos, entre outros, somavam R$ 792 milhões e representavam 21,5% de todo o ativo.
Cinco anos depois, o registro desses bens saltou para R$ 32,1 bilhões, uma alta de 3.950%, e a participação do conglomerado em todo o ativo representava 39%.
Esse aumento, colocou o Master no 16º lugar entre as instituições brasileiras com mais aplicações em TVMs, a frente, inclusive, do Banco Regional de Brasília (BRB).
O mesmo comportamento aparece nas operações de crédito, que geralmente são concessões de empréstimos, consignado ou não, financiamentos entre outros.
Em 2019, o conglomerado registrava R$ 768,4 milhões dessas operações e, em 2024, informou ter R$ 16,8 bilhões, um aumento de 2.089%.
Em caixa, o banco registrou R$ 78 milhões. No entanto, em 2024, o número saltou para R$ 397 milhões.
Bens permanentes, como imóveis, veículos, móveis, entre outros, que somavam R$ 57,6 milhões em 2019, multiplicaram no período e atingiram R$ 611,5 milhões em 2024.
Passivo
A análise do passivo, obrigações que o conglomerado espera ter, se comporta de forma parecida com o ativo, com um aumento de 2.126%. O número saiu de R$ 3,5 bilhões em 2019 para R$ 77,3 bilhões em 2024.
Em 2024, cerca de R$ 59,9 bilhões (77,5%) corresponde a depósitos feitos por clientes do banco, pessoas físicas ou jurídicas.
Esses valores entram nas contas do conglomerado via depósitos ou investimentos, como aplicações em CDBs. Esse total coloca o grupo como o 15º com mais depósitos em 2024.
Em 2019, o banco tinha apenas R$ 2,6 bilhões.
Como comparação, o BRB fechou o ano de 2024 com R$ 39,6 bilhões em depósitos de terceiros, que representavam 68,7% de todo o passivo.
O conglomerado liderado pelo Banco Itaú, por exemplo, que é quem registrou mais depósitos em 2024, R$ 1,1 trilhão, possui uma dependência de captação de recursos de terceiros menor do que o Master.
Cerca de 43% de todo o passivo eram de captação de recursos de terceiros.
Outra conta que representa grande parte do passivo do conglomerado do Banco Master é a de aceites e emissões de títulos, com R$ 2,7 bilhões em 2024.
Resultado
Assim como o aumento dos ativos, a gestão feita pelo banqueiro Daniel Vorcaro também refletiu nos resultados do conglomerado ao longo dos anos.
No último ano da antiga gestão, em 2018, o então Banco Máxima terminou o ano com um prejuízo líquido de R$ 13,2 milhões e na 1.365º posição no ranking das instituições.
Após Vorcaro ter assumido o controle do Master no ano seguinte, a situação mudou. O banco saiu de um resultado negativo e passou a registrar R$ 30,4 milhões de lucro líquido e alcançou a 100ª posição.
A evolução do resultado continuou nos anos seguintes, tendo uma variação de 1.763% no comparativo com 2024. No mesmo ano, o conglomerado financeiro atingiu um lucro líquido de R$ 567 milhões, o 20º maior do país naquele ano.
O valor foi mais que o dobro maior do que o registrado pelo BRB no mesmo ano, R$ 227 milhões.
Parte do resultado foi influenciado pelo aumento das receitas financeiras que cresceram em função da mudança do comportamento do banco, que passou a realizar mais operações financeiras e investir em TVMs.
Em 2019, o conglomerado teve uma receita com operações de crédito de R$ 210 milhões. O número subiu para R$ 4,6 bilhões em 2024.
Apesar dos ativos com operações de empréstimo e financiamento colocarem o grupo apenas na 29ª posição, as receitas com esse tipo de operação colocaram o Master como a 14ª instituição que mais fez dinheiro com operações de crédito em 2024.
O mesmo aumento aconteceu com as receitas de TVM, que saíram de R$ 63 milhões para R$ 1,7 bilhão em 2024, o 21º maior resultado com esses investimentos em todo o país.
Linha do tempo da compra do Banco Master (antigo Máxima):
2017: Daniel Vorcaro compra ações do Banco Máxima;
2018: Vorcaro sinaliza intenção de comprar todo o Banco Máxima;
2019: em outubro a venda do Máxima é aprovada e Vorcaro assume o controle;
2020: primeiro ano em que Daniel Vorcaro esteve todo o tempo à frente do Banco Máxima;
2021: Vorcaro modifica o nome da instituição para Banco Master;
2022: Vorcaro cria o Banco Master Investimento;
2023: o Banco Master adquiri o BANIF, banco português;
2024: a expansão agressiva do Master continua e são adquiridos os bancos Voiter, Letsbank e Will Bank e a Intercap distribuidora de TVMs;
2025: Vorcaro tenta vender o Banco Master para o BRB.
Caso Master
Em novembro de 2025, foi deflagrada a primeira fase da Compliance Zero. Na ocasião, foram expedidos mandados contra a cúpula do Banco Master, incluindo o presidente Daniel Vorcaro.
A justiça também determinou o afastamento do presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, sob suspeita de que o banco público teria injetado bilhões no Master em operações fraudulentas.
Em janeiro de 2026, uma nova fase da operação foi realizada, com foco no rastreamento do dinheiro e na recuperação de ativos. Nesse momento, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens e valores.
Além disso, foram realizados 15 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Vorcaro e seus familiares. Entre os itens apreendidos, estavam carros de luxo dinheiro em espécie.
Em março deste ano, na fase mais recente, foi revelada uma estrutura de coerção e infiltração em órgãos reguladores.
A PF identificou um grupo chamado “A Turma”, que seria uma milícia privada utilizada para monitorar e intimidar adversários e jornalistas que investigavam o banco.
Servidores do Banco Central foram alvos da operação por supostamente atuarem como “consultores privados” de Vorcaro, antecipando informações e facilitando processos regulatórios em troca de propina.
Diante disso, Daniel Vorcaro foi preso novamente, e o STF determinou o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens. O banqueiro está preso em Brasília e em processo de negociação de uma delação.
Daniel Vorcaro é preso pela PF em SP
O grupo investigado responderá por crimes como gestão temerária, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de obstrução de justiça.


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g1 > Política

STF avalia prisões de ex-presidente do BRB e advogado investigados no caso do Banco Master

Decisão do STF traz detalhes de suposto esquema milionário envolvendo imóveis a Paulo Henrique Costa
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa, a partir desta quarta-feira (22), a decisão que determinou a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa.
O ex-dirigente do BRB foi preso em uma nova fase da operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo os negócios do banco público do Distrito Federal com o banco Master, de Daniel Vorcaro.
Saiba quem é Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB
Caberá aos magistrados do colegiado referendar ou não a determinação individual do ministro André Mendonça, relator do caso.
Mendonça autorizou a operação, que foi deflagrada no último dia 16 de abril. Paulo Henrique Costa está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. (veja foto)
No pedido, a Polícia Federal informou que a investigação envolvia “crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”.
Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. Outro alvo de mandado de prisão foi o advogado do Master Daniel Monteiro.
Monteiro foi apontado como o administrador de vários fundos usados em operações financeiras para dificultar a rastreabilidade do dinheiro de movimentação ilícita.
Imagem de Paulo Henrique Costa na Papuda
Imagem obtida pela TV Globo
O que disseram as defesas
Em meio à operação, a defesa de Paulo Henrique Costa afirmou que a prisão era “sem necessidade”. Os advogados argumentaram que “mesmo que se considere a gravidade dos fatos, isso não é fundamento para o encarceramento antecipado”.
Alegou ainda que, na primeira fase da Compliance Zero, Paulo Henrique antecipou a volta dos Estados Unidos e vinha colaborando com as investigações.
A defesa de Daniel Monteiro disse que ele foi surpreendido com a decisão de prisão. E que sua “atuação sempre se deu de forma estritamente técnica, na condição de advogado do Banco Master e de diversos outros clientes, sem qualquer participação em atividades alheias ao exercício profissional”.
Decisão do relator
Na decisão, Mendonça aponta que, as apurações “revelam, em tese, a existência de uma engrenagem ilícita concebida para viabilizar a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, com expressivo impacto patrimonial e institucional”.
“Em seu bem lançado parecer, o Procurador-Geral da República assenta que os elementos colhidos pela Polícia Federal revelam quadro indiciário consistente de atuação de organização criminosa voltada à fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB, em operação com participação de agentes do banco privado e de integrantes da alta administração do banco público”, declarou Mendonça.
Mendonça citou informações do Ministério Público de que Paulo Henrique Costa recebeu vantagem indevida em seis imóveis de alto padrão em São Paulo e Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões, dos quais R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos.
“Quanto a Daniel Lopes Monteiro, aponta sua atuação como agente-chave da vertente jurídica da estrutura criminosa, especialmente na formalização das operações entre Master, Tirreno e BRB e na ocultação do beneficiário real das aquisições imobiliárias, havendo indicação, em princípio, de proveito econômico próprio de ao menos R$ 86,1 milhões”, completou.
Julgamento virtual
O tema será analisado no plenário virtual, formato de julgamento em que os ministros apresentam seus votos na página eletrônica da Corte.
A deliberação deve terminar às 23h59 da próxima sexta-feira (24), se não houver pedido de vista (mais tempo de análise) ou de destaque (leva o caso para julgamento presencial).
Fazem parte da Segunda Turma os ministros André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.


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g1 > Política

Defesa pede ao STF autorização para cirurgia de Bolsonaro

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal um pedido de autorização para a realização de uma cirurgia no ombro direito.
Segundo a solicitação, o procedimento está previsto para os dias 24 ou 25 de abril de 2026 e foi indicado por médico especialista. A cirurgia tem como objetivo a reparação do manguito rotador e de lesões associadas.
Os advogados também pedem que a autorização inclua todas as etapas do tratamento, como atos preparatórios, pré-operatório, internação, realização da cirurgia, pós-operatório e reabilitação.
A defesa solicita ainda que o pedido seja analisado com urgência, em razão da natureza médica do caso.
Na sexta-feira (17), a defesa do ex-presidente informou que Jair Bolsonaro havia melhorado e estava apto para a realização de uma cirurgia no ombro direito.
🔎Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária desde o dia 27 de março. O benefício, com prazo inicial de 90 dias, foi concedido pelo ministro Alexandre de Moraes em razão das condições de saúde do ex-presidente.
Segundo relatórios médicos enviados à Corte, Bolsonaro, atualmente com 71 anos, apresenta melhora clínica geral após um quadro de pneumonia bilateral.
De acordo com os documentos, Bolsonaro apresentou uma “boa evolução” dos quadros pulmonar e digestivo. Os documentos mencionam a redução de sintomas como falta de ar, cansaço e refluxo gastroesofágico.
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Em relação às crises de soluço, os médicos informam que a dosagem de medicamentos foi ajustada e a resposta tem sido “satisfatória”.
Apesar da melhora geral, o laudo ortopédico indica que o ex-presidente persiste com dores noturnas e incapacidade funcional no ombro direito. O exame físico e a ressonância magnética confirmaram uma lesão de alto grau.
“Dentro deste quadro refratário à fisioterapia, e considerando que foi uma lesão traumática, adicionado ao fato que o paciente apresenta melhora do quadro clínico, se encontrando, por conseguinte, apto para a realização da operação”, diz o trecho do laudo ortopédico.
A recomendação é que a cirurgia seja realizada por via artroscópica – um procedimento minimamente invasivo.
Atualmente, segundo a equipe médica, a rotina de Bolsonaro inclui dieta rigorosa, seis sessões semanais de fisioterapia cardiorrespiratória e motora e tratamento para controle da pressão arterial.
Bolsonaro em imagem de 27 de março de 2026.
Adriano Machado/Reuters


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