A violência obstétrica é uma realidade no Brasil. A estimativa é de que uma a cada quatro mulheres sofra algum tipo de violência durante o parto. O tema foi debatido em audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Fonte: Senado Federal
A violência obstétrica é uma realidade no Brasil. A estimativa é de que uma a cada quatro mulheres sofra algum tipo de violência durante o parto. O tema foi debatido em audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Fonte: Senado Federal
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
Reprodução/EPTV
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que não pretende adiar novamente a nova atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que amplia a responsabilidade das empresas sobre a saúde mental dos trabalhadores.
Em entrevista ao Bom Dia, o ministro disse que “já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”. Segundo ele, uma nova mudança só ocorreria em caso de acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que hoje não existe.
“Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento. Isso só seria possível se houver um acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores, o que hoje não existe. Sem esse acordo, a norma será implementada”, afirmou.
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O que mudaria com a NR-1? Com a atualização da norma, auditores do trabalho poderiam fiscalizar e aplicar multas caso fossem identificadas questões como metas excessivas, jornadas extensas, ausência de suporte, assédio moral, conflitos interpessoais, falta de autonomia no trabalho e condições precárias de trabalho.
➡️ Ou seja, isso passaria a ter o mesmo peso de fiscalização de pontos como questões que envolvem acidente de trabalho ou doença.
Segundo Marinho, neste primeiro momento, a fiscalização será orientativa, com foco em apoiar a adaptação das empresas, e não em punir. A expectativa do ministério é que a implementação ocorra de forma gradual, com diálogo e sem necessidade de judicialização.
“As empresas não precisam contratar consultorias caras. Elas podem organizar seus próprios processos com os profissionais que já têm, como RH, assistência social e psicologia, seguindo as orientações do manual já publicado”, afirmou.
A medida estava prevista para entrar em vigor em maio de 2025, ano em que, como o g1 revelou, o país bateu recorde no número de afastamentos por transtornos mentais, com custo bilionário aos cofres públicos.
Após pressão de sindicatos patronais e empresas, o governo adiou a medida por um ano, para maio de 2026. Agora, novamente sob pressão, um segundo adiamento estava em estudo pelo Ministério do Trabalho.
Reportagem em atualização
Fonte:
Cerca de 415 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco vão acertar as contas com o Leão.
Nesta quinta-feira (30), a Receita Federal paga o lote da malha fina de abril, que também contempla restituições residuais de anos anteriores.
Ao todo, 415.277 contribuintes receberão R$ 592,2 milhões. Desse total, R$ 256,8 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.
As restituições estão distribuídas da seguinte forma:
334.614 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
32.231 contribuintes sem prioridade;
28.572 contribuintes de 60 a 79 anos;
10.521 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
4.731 contribuintes acima de 80 anos;
4.608 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.
A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet desde o último dia 23. Basta o contribuinte clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no botão Consultar a Restituição. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
Pagamento
O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.
Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu Declarações e Demonstrativos, clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, no campo Solicitar Restituição Não Resgatada na Rede Bancária.
*Agência Brasil
Fonte: Jovem Pan
Quatro pessoas foram resgatadas do rio Sena, perto de Paris, nesta quinta-feira (30), depois que um ônibus dirigido por um motorista em treinamento colidiu com um carro estacionado antes de cair na água, disseram as autoridades.
O ônibus circulava pela localidade de Juvisy-sur-Orge, a sudeste de Paris, quando saiu da estrada e caiu no Sena “em circunstâncias ainda não esclarecidas”, disseram os promotores à AFP.
“O motorista e outras três pessoas estavam no ônibus”, acrescentaram os promotores.
“Todos foram resgatados”, disseram, acrescentando que a polícia abriu uma investigação.
As autoridades não forneceram detalhes sobre o estado de saúde dos resgatados.
O ônibus ficou completamente submerso perto de uma ponte, e o carro estacionado com o qual colidiu também caiu no rio, relatou um jornalista da AFP.
Várias embarcações de resgate, um drone e helicópteros foram mobilizados.
A deputada local Claire Lejeune disse que o ônibus era dirigido por um motorista em treinamento sob supervisão.
Fonte: Jovem Pan
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, republicou nesta quinta-feira, 30, uma imagem gerada por inteligência artificial em que o Estreito de Ormuz aparece rebatizado como “Estreito de Trump”. Na montagem, embarcações cruzam livremente a passagem marítima com bandeiras norte-americanas.
A publicação ocorre em meio ao aumento das tensões na região. O fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz tem diminuído nos últimos dois meses, em razão tanto de restrições impostas pelo Irã quanto de ações dos Estados Unidos, que incluem bloqueio naval a portos iranianos e apreensões de embarcações.
Autoridades iranianas afirmaram nesta semana que uma eventual reabertura plena da rota depende do fim do conflito em curso e de garantias de segurança para a navegação na região.
Do lado americano, segundo o The Wall Street Journal, Trump orientou seus assessores a se prepararem para um bloqueio naval prolongado contra o Irã. De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, essa estratégia é considerada menos arriscada do que a retomada de bombardeios ou uma retirada do conflito.
Fonte: Jovem Pan
A desaprovação à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, aumentou em abril, refletindo um cenário de crescente frustração popular diante das dificuldades econômicas do país. Dados de uma pesquisa recente conduzida pela AtlasIntel para a Bloomberg mostram uma deterioração clara na percepção pública sobre o governo.
Segundo o levantamento, 31% dos venezuelanos aprovam a gestão de Rodríguez, uma queda em relação aos 35% registrados em março. Ao mesmo tempo, a desaprovação aumentou, sinalizando um movimento consistente de desgaste político em um intervalo curto de tempo.
O dado mais relevante, no entanto, não é apenas a queda na aprovação, mas o contexto em que ela ocorre. A pesquisa indica que o humor do eleitorado está diretamente ligado ao cenário econômico ainda sombrio, marcado por incertezas, baixo crescimento e dificuldades estruturais que persistem mesmo após mudanças políticas recentes.
Desde que assumiu o poder em janeiro de 2026, após a queda de Nicolás Maduro, Rodríguez tenta reposicionar a economia venezuelana, apostando na abertura ao investimento estrangeiro – especialmente no setor de energia. A estratégia inclui acordos com grandes empresas internacionais e reformas legais para atrair capital externo.
Apesar desses movimentos, os resultados ainda não se traduziram em melhora perceptível no cotidiano da população. Esse descompasso entre expectativas e realidade ajuda a explicar o avanço da insatisfação. A percepção de que a economia segue estagnada, ou com recuperação lenta, tem pesado mais do que os anúncios de reformas e parcerias internacionais.
O aumento da desaprovação também sugere que a “lua de mel” inicial após a mudança de governo pode estar chegando ao fim. Nos primeiros meses, havia sinais de expectativa positiva, impulsionados pela reaproximação com os Estados Unidos, flexibilização de sanções e promessas de retomada econômica. No entanto, a falta de resultados concretos no curto prazo começa a corroer esse capital político.
Outro fator relevante é o ambiente político ainda instável. Mesmo com medidas como a anistia parcial de presos políticos e tentativas de reorganização institucional, organizações independentes apontam que centenas de detidos ainda permanecem presos, alimentando críticas internas e externas ao governo.
O quadro que emerge da análise da Bloomberg é claro: há uma crescente impaciência social. A população parece menos disposta a conceder tempo ao governo e mais sensível aos efeitos diretos da crise econômica no dia a dia.
Em síntese, os números revelam mais do que uma simples oscilação de popularidade. Eles indicam um teste precoce para o governo de transição liderado por Rodríguez – e sugerem que, sem uma melhora econômica tangível, a tendência de desgaste pode se aprofundar nos próximos meses.
Fonte: Jovem Pan
O Congresso Nacional deve analisar nesta quinta-feira (30) o veto presidencial ao projeto que trata da dosimetria das penas aplicadas a condenados por tentativa de golpe de Estado e por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão pode alterar o tempo de prisão e as regras de progressão de regime nesses casos.
O texto vetado (PL 2.162/2023) estabelece critérios para o cálculo das penas, que leva em conta a gravidade do crime, os antecedentes e as circunstâncias. A proposta, aprovada pelo Congresso no fim de 2025, prevê a possibilidade de redução das penas dos envolvidos na depredação das sedes dos Três Poderes e poderia beneficiar condenados, investigados e réus em processos relacionados.
Ao vetar integralmente a matéria, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) argumentou que a redução da resposta penal a crimes contra o Estado Democrático de Direito poderia estimular novas infrações e representar um retrocesso no processo de redemocratização do país. Segundo a justificativa enviada ao Congresso, o projeto também poderia comprometer princípios constitucionais como proporcionalidade, isonomia e impessoalidade.
A mensagem de veto aponta ainda questionamentos sobre a tramitação da proposta. De acordo com o governo, como houve mudanças de mérito na Câmara dos Deputados, o texto deveria ter retornado ao Senado Federal antes de seguir para sanção presidencial.
A sessão para análise do veto foi convocada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Para que o veto seja derrubado, é necessária a maioria absoluta de votos de deputados e senadores, em votações separadas nas duas Casas.
*Com informações da Agência Senado
Fonte: Jovem Pan
Um empresário condenado pela antiga Lava Jato do Rio de Janeiro era um dos passageiros do voo particular que trouxe o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) da ilha de São Martinho, no Caribe, um paraíso fiscal.
Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, consta da lista de 16 passageiros junto com os parlamentares.
Lista de passageiros do voo PP-OIG de 20 de abril de 2025 confirma a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do senador Ciro Nogueira. O documento consta do inquérito obtido pelo g1.
Reprodução
Cavendish foi condenado em 2018 por ter participado de um esquema de corrupção que desviou cerca de R$ 370 milhões dos cofres públicos.
Ele se tornou delator e à época afirmou ter pagado propina para o ex-governador do Rio Sérgio Cabral e se comprometeu a devolver milhões de reais para a Justiça.
Cavendish participou do episódio que ficou conhecido como “farra dos guardanapos”. Ele aparece em uma foto tirada em 2009, em Paris, que mostrou acusados de envolvimento no esquema confraternizando enquanto usavam guardanapos amarrados na cabeça.
Fernando Cavendish e Wilson Carlos em uma das fotos da reunião que ficou conhecida como “farra dos guardanapos”
Reprodução/TV Globo
Voo alvo de investigação
O voo em que Cavendish estava, realizado em 20 de abril de 2025, virou alvo de uma investigação da Polícia Federal porque o piloto passou com bagagens por fora do raio-X ao desembarcar no Aeroporto Catarina, em São Roque, no interior de São Paulo. O aeroporto é usado para voos executivos.
A polícia não sabe o que tinha nas bagagens nem a quem exatamente elas pertenciam.
O inquérito
A investigação começou na Polícia Federal em São Paulo para apurar a conduta do auditor da Receita Federal que não fez a fiscalização adequada. Os crimes apurados inicialmente eram, em tese, prevaricação e facilitação de contrabando ou descaminho.
Assim que os policiais receberam a lista de passageiros — que incluía quatro parlamentares com foro especial —, o inquérito foi remetido para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Além de Motta e Ciro Nogueira, estavam no avião os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).
A reportagem questionou os quatro parlamentares sobre a presença de Cavendish no voo e a eventual relação que possam ter com o empresário envolvido em escândalo de corrupção. Até a publicação desta reportagem, eles não haviam respondido.
O dono do avião particular, que também aparece na lista de passageiros obtida pela PF, é Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG.
Ele se notabilizou ao depor à CPI das Bets no Senado, ocasião em que foi questionado e negou ser dono do Jogo do Tigrinho, plataforma de apostas online que era investigada pela comissão parlamentar.
No STF, o inquérito foi distribuído por sorteio para o ministro Alexandre de Moraes, que será o relator.
Moraes enviou o inquérito para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão pode opinar pela manutenção do caso no Supremo, se houver indício de envolvimento dos parlamentares em crimes; pelo retorno da investigação para a primeira instância em São Paulo; ou pode pedir mais informações antes de se manifestar.
Nesta terça (28), quando a investigação foi revelada, o piloto do avião, José Jorge de Oliveira Júnior, afirmou em nota que não se recorda do dia do voo, mas que segue procedimentos padrão em desembarques.
“Cada passageiro realiza o desembarque com seus pertences de forma individual” e “cada piloto transporta apenas seus próprios itens, de modo que, em eventual fiscalização, responda exclusivamente pelo que carrega”, afirmou.
O auditor fiscal Marco Antônio Canella também foi procurado pelo g1 nesta terça, mas não se manifestou.
Fonte:
Logo depois da derrota, a oposição já vaticinava. Não adianta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mandar um novo nome para o STF antes das eleições. Será derrotado.
Reservadamente, ainda no plenário depois de o placar mostrar que o governo perdeu de 42 a 34, senadores da oposição afirmavam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, garantiu a eles que não coloca nenhum novo nome para ser sabatinado antes das eleições.
Segundo um senador do PL, Alcolumbre assumiu esse compromisso com a oposição e vai cumpri-lo. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmava considerar que realmente não há clima para uma nova indicação antes das eleições. “A derrota não foi do Jorge Messias, foi do governo Lula, que decidiu colocar seus interesses particulares acima de tudo na indicação para o Supremo”, afirmou.
Pré-candidato à Presidência pelo PL, o senador Flavio Bolsonaro afirmava na saída do plenário que a indicação tem de ser por aquele que for eleito o próximo presidente. O filho do ex-presidente Bolsonaro está empatado tecnicamente com o presidente Lula nas pesquisas de intenção de voto.
Assessores do presidente Lula dizem que ele ainda não fez uma avaliação sobre o que fazer, afinal não estava nas previsões do governo uma derrota no Senado. Lula pode encaminhar um outro nome, mas terá de medir se será derrotado novamente ou não. Indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) poderia ser um caminho. Assessores, porém, não recomendam porque seria se curvar às pressões de Alcolumbre, que sempre defendeu o nome do amigo para a vaga no STF.
A possibilidade de encaminhar o nome de uma mulher, negra, era defendida por senadores governistas ontem após a derrota. Mas um aliado lembrava que, agora, ficaria muito ruim, porque seria a admissão de que Lula só decidiu pensar na indicação de uma mulher para a vaga depois da derrota histórica.
Fonte: