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O novo Desenrola: até onde vai o alívio para os endividados? – O Assunto #1712

O Brasil atingiu em março de 2026 a marca de 82,8 milhões de inadimplentes, o que significa que metade dos lares brasileiros está endividada e comprometendo quase um terço da renda com o pagamento de dívidas.
Para tentar reverter esse quadro o governo federal lançou nesta segunda-feira (4) o novo Desenrola, que agora permite o uso de parte do FGTS para quitar dívidas e impõe uma regra inédita: quem aderir ao programa fica bloqueado em sites de apostas.
A nova fase do Desenrola mira especialmente a inadimplência familiar e precoce. Economistas, porém, afirmam que o atual cenário das contas públicas é um dos fatores que impedem a queda dos juros — o que impacta diretamente o tamanho do endividamento dos brasileiros.
Para Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV, a questão é mais complexa do que o anúncio faz parecer. “Não existe uma solução mágica, uma bala de prata que vai resolver tudo.”
Além da economia, existe uma estratégia política por trás do anúncio: o governo tenta recuperar sua popularidade em ano eleitoral por meio de medidas de impacto direto no cotidiano para tentar reverter o “mau humor” do eleitorado e recuperar a popularidade do presidente Lula em um ano eleitoral, e “não tem como fugir disso” — analisa Guilherme Balza, repórter da GloboNews.
Convidados: Lauro Gonzalez, professor da Fundação Getúlio Vargas e coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira e Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília.
Convidados: Lauro Gonzalez, professor da Fundação Getúlio Vargas e coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira e Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília .
O que você precisa saber:
DESENROLA 2.0: veja perguntas e respostas sobre o novo programa
Com dívida em alta recorde, governo lança novo Desenrola; veja o raio-x da inadimplência no Brasil;
O ASSUNTO #1702: Inadimplência recorde e a operação resgate do governo;
Dívida boa x dívida ruim: entenda a diferença e como evitar riscos;
Eleição e bolso: o conceito de ‘affordability’ que explica por que bons números da economia não garantem votos;
‘O brasileiro adora uma pulseira VIP’: como o desejo de status, além da renda, dita a satisfação do eleitor;
Bets e famílias: pesquisas qualitativas mostram que homens apostam escondidos de mulheres;
VEJA COMO FOI O LANÇAMENTO: Governo lança hoje o ‘Novo Desenrola Brasil’, pacote para renegociação de dívidas
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti e Stéphanie Nascimento. Apresentação: Victor Boyadjian. Colaborou neste episódio Paula Paiva Paulo.
[CORTE]
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Governo federal anuncia nova fase do Desenrola, programa para renegociação de dívidas
Jornal Nacional/ Reprodução


Fonte:

g1 > Política

Desenrola 2.0: FGTS também poderá ser usado para reduzir o tamanho das dívidas

Governo federal anuncia nova fase do Desenrola, programa para renegociação de dívidas
Jornal Nacional/ Reprodução
O Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas anunciado nesta segunda-feira (4) pelo governo federal, traz como novidade a possibilidade de os trabalhadores usarem parcela da sua poupança no FGTS não somente para quitar dívidas, mas também para reduzir seu endividamento.
O trabalhador poderá usar até 20% do saldo da conta ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas.
💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa Econômica Federal deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos.
Antes de usar o FGTS, porém, o trabalhador deverá aderir ao programa de refinanciamento de sua dívida, em contaro com as instituições financeiras.
De acordo com o governo, essa regra tem como objetivo proteger o trabalhador, uma vez que obriga o banco a dar os descontos sobre a dívida original.

Os valores resgatados do FGTS poderão alcançar o limite global de R$ 8,2 bilhões.
Início da renegociação
O Ministério da Fazenda informou que o programa entrou em vigor e os interessados poderão procurar seus bancos e instituições financeiras para a renegociação das dívidas com a publicação da Medida Provisória nesta segunda-feira (4).
O programa prevê a renegociação de dívida, com descontos, e a troca por uma dívida mais barata, tendo como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105.
“Estamos falando de mais de 90% da população. Estamos falando da classe média. Se incluir mais gente, vai colocar pouca gente a mais com dívidas muito grandes”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Segundo ele, a expectativa é de que sejam renegociados até R$ 58 bilhões em dívidas antigas e novas.
Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Lula.
➡️Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.


Fonte:

g1 > Política

Prazo para tirar ou regularizar título de eleitor termina nesta quarta; cartórios de SP têm atendimento ampliado

Movimentação no Cartório Eleitoral da Vila Clementino, na Zona Sul, que ficou aberto também durante o fim de semana para que eleitores pudessem regularizar pendências
WAGNER ORIGENES/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Termina nesta quarta-feira (6) o prazo para tirar ou regularizar o título de eleitor para votar no pleito deste ano. Até lá, os cartórios da Justiça Eleitoral em todo o estado de São Paulo funcionam em horário ampliado, das 9h às 17h, com atendimento por ordem de chegada e respeito às prioridades na fila.
Somente durante os plantões do feriado do Dia do Trabalho (1º), no sábado (2) e no domingo (3), mais de 100 mil pessoas foram atendidas. Desde janeiro, o total de atendimentos já supera 1,1 milhão, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.
Quem precisa fazer o primeiro título ou ainda não tem biometria cadastrada deve ir presencialmente a um cartório. Já eleitores com biometria — que representam 88% do eleitorado paulista — podem acessar os serviços pela internet, por meio da plataforma de Autoatendimento.
Antes de se deslocar, a orientação do TRE-SP é consultar a situação do título ou da biometria no sistema online, para evitar filas. O tribunal também destaca que a biometria não é obrigatória para votar: quem estiver com a situação regular poderá participar das eleições apresentando um documento oficial com foto. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
Mutirão para regularizar título de eleitor mobiliza cartórios eleitorais
Para atendimento presencial, é necessário apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência recente. Homens que completam 19 anos em 2026 devem levar também o certificado de quitação militar. Todos os serviços são gratuitos, com eventual cobrança apenas de multas para quem deixou de votar ou justificar.
Jovens a partir de 15 anos podem solicitar o título, mas é preciso ter 16 anos completos até 4 de outubro para votar. O voto é obrigatório para pessoas entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens de 16 e 17, maiores de 70 e analfabetos.
SERVIÇO:
📅 Quando? Até quarta-feira (6), das 9h às 17h
📍 Onde? Cartórios eleitorais do estado de São Paulo
💲 Quanto? Gratuito
➡️ Mais informações: na plataforma de Autoatendimento da Justiça Eleitoral


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g1 > Política

Por que Lula está usando chapéu em público? Conheça o modelo escolhido pelo presidente

Lula assina medida provisória do Desenrola 2.0.
Ricardo Stuckert/ Presidência da República
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a usar um chapéu em suas aparições públicas por recomendação médica.
Lula vestia o acessário durante o lançamento do programa Desenrola 2.0, na segunda-feira (3), e também apareceu com ele no pronunciamento pelo Dia do Trabalhador, transmitido em cadeia nacional de rádio e TV na última sexta (1º).
O modelo escolhido pelo presidente é um chapéu Panamá da marca Sarquis by ABA.
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A recomendação para usar chapéu é consequência da retirada de uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo. O procedimento foi realizado no dia 24 de abril e deve demorar cerca de um mês para cicatrizar por completo.
Por isso, o cardiologista Roberto Kalil Filho, médico do presidente, orientou que ele protegesse a área com curativos e chapéu.
Quem fez a retirada da lesão foi a dermatologista Cristina Abdala, que explicou que se tratava de um carcinoma basocelular, tipo de câncer de pele mais comum, causado pela exposição crônica ao sol.
“É uma lesão localizada, não espalha para nenhum lugar. O máximo que pode acontecer é ficarem aparecendo pequenas feridas. Ele já estava acompanhando havia algum tempo. Resolveu tirar. Isso não implica mau prognóstico. É acompanhamento”, disse a médica.
Essa não é a primeira vez que Lula precisa usar chapéu durante seus compromissos públicos. Em outubro de 2024, após passar por uma cirurgia na cabeça em decorrência de uma queda no banheiro do Palácio do Planalto, o presidente apareceu usando o chapéu Panamá.
Em dezembro daquele ano, depois de precisar passar por uma segunda cirurgia de emergência para drenar um hematoma causado pela mesma queda de dois meses antes, o presidente voltou a usar o mesmo modelo de chapéu.
As origens do chapéu panamá e por que ele ficou famoso
Aliado de Lula, Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato a governador neste ano, costuma usar chapéu Panamá em algumas situações, como no carnaval.
Na eleição municipal de 2020, a peça foi incorporada por seus apoiadores como um símbolo da campanha após críticas do adversário Marcelo Crivella (Republicanos) ao que chamou de “chapeuzinho de Zé Pelintra”.
O ex-presidente Getúlio Vargas, o aeronauta Santos Dumont e o cantor Tom Jobim também ajudaram a dar fama a esse tipo de chapéu.
Canal do Panamá e Hollywood ajudaram na fama
Apesar do nome Panamá, o chapéu surgiu no Equador, quando povos indígenas da região fabricavam a peça usando fibras da palha toquilla da região.
Mesmo com origem na América do Sul, ele ganhou o nome do país da América Central por causa dos trabalhadores que construíram o Canal do Panamá. Eles usavam o objeto na obra que começou em 1881 com a França e só terminou em 1914, dez anos depois que os EUA assumiram a construção.
Os trabalhadores que iam até o Panamá e depois voltavam para a Europa contribuíram para a fama global do modelo.
Enquanto visitava as obras do canal em 1906, o então presidente americano Theodore Roosevelt também foi fotografado com o “Panama hat”.
O ator Humphrey Bogart em cena do clássico ‘Casablanca’
Reprodução
Na era de ouro de Hollywood, nos anos 1940, estrelas como Humphrey Bogart em “Casablanca” também popularizaram o chapéu Panamá.
A professora Jo Souza, doutora em semiótica e professora de Negócios da Moda da Universidade Belas Artes, de São Paulo, explica que o modelo transmite a ideia de um “luxo descontraído”.
“Ele se torna popular porque a fibra é leve, ideal para climas tropicais, e tem uma elegância sofisticada. No caso do presidente Lula, acho que ele usa por conta do fortalecimento dessa moda do sul global latino. Um símbolo não oficial com a conexão do popular” diz a especialista.


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g1 > Política

As idas e vindas de Lula e Trump: tarifaço, ‘química excelente’ e Ramagem

Valdo Cruz: Lula viaja para os EUA para reunião com Trump em Washington na quinta-feira
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump devem se encontrar na quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington, apurou a BBC News Brasil junto a fontes do governo brasileiro.
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O possível encontro vinha sendo discutido pelos dois governos há meses, mas a data inicial, prevista para março, acabou adiada em meio à guerra entre os EUA e o Irã.
Lula e Trump mantêm uma relação marcada por idas e vindas desde que o americano voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025.
A relação entre os dois foi marcada por momentos de aproximação e tensão. Abaixo, relembre os principais episódios.
Tarifaço citando Bolsonaro e sanções contra Moraes
Lula e Trump
Adriano Machado/Reuters; Evelyn Hockstein/Reuters
Uma das principais medidas do governo Trump tem sido impor novas tarifas comerciais a países pelo mundo.
Em abril de 2025, em uma iniciativa que chamou de “Dia da Libertação”, Trump aplicou uma taxa de 10% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA — então o menor patamar entre os países afetados.
Mas isso mudou em 30 de julho de 2025, quando Trump anunciou um “tarifaço” muito mais duro contra o Brasil, com alíquotas de 40% sobre diversos produtos.
O país passou a ser enquadrado em uma lei usada pelos EUA em casos considerados de “ameaça incomum e extraordinária”, classificação que permite a adoção de sanções mais severas.
Um dos motivos citados pela Casa Branca foi uma suposta “caça às bruxas” ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Judiciário brasileiro.
No mesmo pacote, Trump anunciou sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua mulher, Viviane Barci de Moraes, para tentar influenciar o julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Em setembro de 2025, eles foram os primeiros brasileiros a serem sancionados pela Lei Magnitisky.
A lei é uma das mais severas disponíveis para Washington punir estrangeiros que considera autores de graves violações de direitos humanos e práticas de corrupção.
À época, também foi sancionado o Lex-Instituto de Estudos Jurídicos, empresa mantida por Viviane e os três filhos do casal.
Apesar da pressão, o julgamento prosseguiu e o ex-presidente foi condenado à prisão.
‘Química excelente’, mas críticas a guerra
Trump discursa na ONU
Mike Seggar/Reuters
“Tivemos ali uma química excelente e isso foi um bom sinal.”
Foi assim que, em setembro de 2025, Trump definiu seu primeiro encontro com Lula durante uma breve conversa durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Foi o primeiro encontro entre os dois presidentes desde que ambos voltaram ao poder — Lula em 2023, Trump em 2025.
Trump disse que Lula era “um homem legal” e que eles tiveram uma “química excelente”. “Ele gostou de mim, eu gostei dele, mas… E eu só faço negócios com pessoas de quem gosto, eu não faço [negócios] quando não gosto da pessoa. Quando não gosto, eu não gosto.”
A interação entre os dois surpreendeu quem acompanhava a tensão pública que marcava a relação até então e serviu para quebrar o gelo da relação, estremecida com o tarifaço e as sanções contra o ministro do STF.
A partir do encontro, os dois trocaram elogios mútuos, três telefonemas e se encontraram pessoalmente na Malásia.
Em outubro de 2025, após um dos telefonemas, Lula brincou sobre a química com Trump.
“Comecei dizendo o que precisava dizer. Mas, em vez de química, o que surgiu foi uma indústria petroquímica”, disse.
Lula também deu mais detalhes sobre o conteúdo da ligação. “Ele me ligou e eu disse: ‘Quero conversar sem formalidades. Hoje estou fazendo 80 anos, e você faz 80 em 14 de junho. Ou seja, sou oito meses mais velho que você. Então, vamos nos tratar por ‘você’, sem liturgia'”, disse.
Nesse período, os Estados Unidos reduziram parte das tarifas impostas a produtos brasileiros. E, em dezembro, o governo americano retirou Moraes e sua esposa da lista de sancionados pela Lei Magnitsky.
Lula e Trump se encontram na Malásia.
Ricardo Stuckert/PR
Mas, mesmo com a “química excelente”, divergências entre os dois se mantiveram evidentes. O governo brasileiro, por exemplo, condenou os ataques americanos e israelenses ao Irã.
“O Brasil insta todas as partes a respeitar o Direito Internacional e condena quaisquer medidas que violem a soberania de terceiros Estados ou que possam ampliar o conflito, tais como ações retaliatórias e ataques contra áreas civis”, afirmou nota do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Além disso, Lula criticou o Conselho da Paz, órgão criado por Trump para o qual o Brasil foi convidado e que, segundo especialistas, teria o objetivo de substituir a ONU.
Em março deste ano, o governo americano também incluiu o Brasil em uma investigação sobre supostas práticas comerciais irregulares, juntamente com outros 59 países e blocos econômicos.
Foi o segundo procedimento do tipo aberto pela administração Trump contra o Brasil na área econômica. O primeiro aconteceu em julho de 2025, em meio ao anúncio do tarifaço.
Na prática, o procedimento busca apurar se esses parceiros deixaram de adotar ou aplicar de forma efetiva proibições à importação de bens produzidos com trabalho forçado.
A medida pode resultar em novas tarifas comerciais contra a exportação de produtos brasileiros.
Facções brasileiras como terroristas
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio
Alex Brandon/Reuters
A possibilidade de os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas voltou a expor divergências entre Brasília e Washington.
Em março, o Departamento de Estado dos EUA disse que o governo americano vê as facções brasileiras como ameaças de alcance regional.
A posição desagradou o governo brasileiro, que tentou convencer os americanos a recuar. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, chegou a tratar do tema com o secretário de Estado, Marco Rubio.
Segundo relatos ouvidos pela BBC News Brasil, autoridades brasileiras defenderam que a designação não teria impacto prático no combate às facções.
A alternativa, argumentam, seria ampliar a cooperação policial e de inteligência entre os dois países, com foco no rastreamento de recursos, circulação de armas e lavagem de dinheiro.
O governo brasileiro sustenta que PCC e CV devem ser tratados como organizações criminosas, e não terroristas.
O temor brasileiro é de que essa designação possa ser usada politicamente contra o governo em um ano eleitoral, além de abrir brechas para futuras intervenções militares no Brasil, a exemplo do que os Estados Unidos fazem em outros países do mundo como no Oriente Médio, África e, mais recentemente, na América Latina.
O tema já vinha sendo debatido pelo menos desde o ano passado, quando um representante americano veio ao Brasil discutir o assunto com autoridades brasileiras.
Mas a BBC News Brasil apurou que até mesmo integrantes da representação diplomática americana teriam sido pegos de surpresa com o aparente avanço das discussões.
A expectativa seria de que essa designação, se fosse ocorrer, aconteceria apenas em meados do segundo semestre deste ano.
Visto negado a assessor
Presidente Lula e Darren Beattie, assessor de Donald Trump
Ricardo Stuckert / PR e Divulgação/Departamento de Estado dos EUA
O caso envolvendo o assessor Darren Beattie mostrou que tensão entre os dois países nunca se dissipou por completo.
Ele assumiu o posto de conselheiro do Departamento de Estado para assuntos relacionados ao Brasil acumulando, nas redes sociais, uma série declarações críticas ao julgamento de Bolsonaro e ao ministro Alexandre de Moraes.
Em uma dessas manifestações, classificou Moraes como figura central de um suposto sistema de censura e perseguição ao ex-presidente brasileiro.
A crise se agravou em março deste ano, quando advogados de Bolsonaro pediram ao STF autorização para que Beattie o visitasse na prisão.
A visita do funcionário do Departamento de Estado havia sido comunicada oficialmente pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília apenas em relação a uma conferência sobre minerais críticos e reuniões com representantes do governo brasileiro.
O pedido de visita ao ex-presidente foi considerado pelo Itamaraty como uma possível ingerência em assuntos internos do Brasil.
No dia 12 de março, Moraes revogou a autorização para a visita. No dia seguinte, Lula comentou o episódio publicamente.
“Aquele cara americano que disse que vinha aqui visitar o Jair Bolsonaro foi proibido de visitar, e eu o proibi de vir ao Brasil até que eles liberem o visto do meu ministro da Saúde”, disse.
Um interlocutor do governo brasileiro afirmou à BBC News Brasil que a tentativa de Beattie de visitar Bolsonaro foi entendida pelo governo brasileiro como uma provocação.
Ele ponderou, no entanto, que ainda não há elementos para concluir que o alto comando da diplomacia americana tivesse conhecimento prévio do plano.
Ruído na prisão de Ramagem
Alexandre Ramagem
Reprodução
A prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), no mês passado, foi o episódio mais recente de ruído entre Estados Unidos e Brasil.
Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão em setembro de 2025 pelo STF na mesma ação penal que condenou Bolsonaro por crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito, tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.
Ele vive nos Estados Unidos desde o ano passado e é considerado foragido pela Justiça brasileira. De acordo com a PF, ele fugiu do Brasil pela divisa do país com a Guiana, de onde pegou um voo para os Estados Unidos.
Ramagem foi solto dois dias depois de sua detenção, após forte pressão da ala bolsonarista junto ao governo americano.
Uma semana depois, o governo americano solicitou ao brasileiro que o oficial de ligação da Polícia Federal na Flórida, o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, deixasse o país após sua atuação na detenção do ex-deputado federal.
Em nota divulgada no X, o Departamento de Estado americano classificou sua atuação como uma tentativa de “manipular” o sistema de imigração dos Estados Unidos.
O caso levou autoridades americanas a apurar internamente o que levou a agência a prender o ex-deputado, segundo fontes do governo dos Estados Unidos ouvidas pela BBC News Brasil em caráter reservado.
Segundo uma fonte ouvida pela BBC News Brasil, o governo americano também queria esclarecer em que consistiu a cooperação entre autoridades policiais americanas e a Polícia Federal, como apontou o órgão brasileiro em comunicado no dia da prisão de Ramagem.
Segundo esta fonte, haveria dúvidas sobre se o alto comando do ICE, do Departamento de Segurança Interna e do Departamento de Estado tinham conhecimento da​ cooperação citada pela PF e a agência de imigração para prender Ramagem.
Ainda de acordo com a fonte, se houve alguma cooperação, ela ocorreu em níveis mais baixos do governo Trump.
A apuração interna do governo americano também busca compreender se a estratégia por trás da atuação brasileira contra Ramagem nos Estados Unidos teria sido uma tentativa de “atalho”.
Nos Estados Unidos, a extradição precisa ser autorizada pelo Departamento de Estado. Por sua vez, Rubio mantém uma relação de proximidade com lideranças do campo bolsonarista e já criticou o julgamento que deu origem à condenação de Ramagem.
Além disso, há pelo menos cinco anos, autoridades brasileiras vêm enfrentando dificuldades para obter a extradição de investigados e condenados por atos contra ministros do STF ou aos atos do 8 de Janeiro que estejam nos Estados Unidos.
A PF disse em nota que “a cooperação policial internacional relacionada ao caso ocorreu entre a instituição e interlocutores policiais dos Estados Unidos, com o objetivo de localizar e prender foragido da Justiça brasileira com pedido ativo de extradição”.
A PF afirmou ainda que não foi informada oficialmente sobre os motivos que levaram à soltura de Ramagem.
Com reportagem de Leandro Prazeres, da BBC News Brasil em Brasília
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Fonte:

g1 > Política

Lula viaja para os EUA para reunião com Trump em Washington na quinta-feira

Lula vai encontrar Trump nos EUA quinta-feira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca para Washington nesta quarta-feira (6) para um encontro oficial com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (7).
O encontro é visto pela diplomacia brasileira como um passo crucial para normalizar as relações comerciais, após um período de incertezas e tarifas de importação.
Além da economia, temas como a situação na Venezuela e parcerias em minerais críticos e terras raras devem compor a mesa de discussões.
A confirmação da viagem vem depois de um momento negativo para o governo Lula. O Congresso impôs duas derrotas ao presidente na semana passada, rejeitando a indicação de Jorge Messias para o STF e derrubando o veto presidencial ao PL da Dosimetria.
A visita aos EUA ocorre, então, em um momento apropriado para mostrar o presidente Lula forte nas relações internacionais.
O encontro também ocorre pouco tempo após o recente impasse diplomático entre os dois países, causado pela prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. O governo Trump retirou as credenciais do delegado brasileiro que atuou na prisão, e o Brasil fez o mesmo, utilizando o princípio da reciprocidade (entenda mais abaixo).
Lula e Trump se encontram na Malásia.
Ricardo Stuckert/PR
Negociação desde janeiro e pauta ‘olho no olho’
Inicialmente, o encontro estava previsto para março, mas a guerra no Oriente Médio atrasou a definição da agenda.
De lá para cá, Lula fez críticas a Donald Trump por causa dos ataques dos Estados Unidos ao Irã, subindo um pouco o tom.
Mas, recentemente, Lula se solidarizou com Trump quando ele foi vítima de um atentado na semana passada durante jantar dos correspondentes em Washington.
A viagem a Washington é fruto de um processo de aproximação que ganhou tração em 26 de janeiro de 2026, quando Lula e Trump conversaram por telefone durante cerca de 50 minutos.
Naquela ocasião, os líderes manifestaram o desejo de realizar um encontro presencial para resolver divergências diretamente — o que o presidente brasileiro classificou como uma conversa “olho no olho”.
As negociações, no entanto, enfrentaram alguns obstáculos que adiaram a data original, inicialmente prevista para março.
🌍Conflitos internacionais: o agravamento das tensões no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã, redirecionou a prioridade da agenda da Casa Branca.
💰Divergências comerciais: o governo brasileiro busca reverter o “tarifaço” imposto por Trump a produtos nacionais.
➡️Segurança Pública: há um interesse mútuo em fortalecer a cooperação no combate ao crime organizado e lavagem de dinheiro, tema que avançou em reuniões técnicas em abril.
O governo também trabalha para impedir que os EUA incluam facções criminosas como o CV e o PCC na lista de organizações terroristas internacionais.
EUA mandam delegado brasileiro envolvido na prisão de Ramagem deixar o país
Caso Ramagem
Recentemente, a prisão e soltura do ex-deputado Alexandre Ramagem também gerou um impasse entre os governos brasileiro e norte-americano.
O ex-presidente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) dos Estados Unidos, em 13 de abril, e solto dois dias depois.
Ramagem fugiu do país em setembro do ano passado, dias antes de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso da trama golpista. Ele mora nos Estados Unidos desde então, onde fez um pedido de asilo. A solicitação ainda não foi concluída.
Dias depois, o governo de Donald Trump determinou que o delegado brasileiro que atuou junto às forças americanas pela prisão de Ramagem deixasse o país. Uma substituta para o cargo foi nomeada.
A Polícia Federal e o Ministério das Relações Exteriores não foram informados da decisão de expulsar o delegado. Mas, em reunião, o ICE informou a PF que Ramagem terá o direito de aguardar o resultado sobre o pedido de asilo em liberdade.
Em resposta, o governo brasileiro retirou as credenciais de um colaborador norte-americano e determinou que ele retorne aos Estados Unidos. Um segundo policial, também dos Estados Unidos, teve as credenciais suspensas, mas dias depois elas foram retomadas.


Fonte:

g1 > Política

‘Desenrola 2.0’: dívidas de até R$ 100 serão desnegativadas pelos bancos

Negociação de dívida
Marcos Santos/USP Imagens
O “Novo Desenrola Brasil”, anunciado pelo governo federal nesta segunda-feira (4), prevê que as instituições financeiras vão desnegativar devedores com dívidas de até R$ 100. Ou seja, eles não estarão mais com o “nome sujo”.
Atualização: anteriormente, o ministro da Fazenda Dario Durigan falou, durante o lançamento do programa, que as dívidas de até R$ 100 seriam perdoadas. Mais tarde, porém, a informação foi corrigida pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. Ele afirmou que o nome dos devedores serão apenas desnegativados. Ou seja, a dívida continua válida, mas o devedor não ficará mais com o nome sujo.
Além da desnegativação das dívidas de até R$ 100, os bancos também devem:
Destinar à educação financeira o equivalente a 1% do valor que for renegociado;
Proibir o envio de recursos a casas de apostas via cartão de crédito, crédito parcelado, pix crédito e pix parcelado;
Segundo o ministro, é favorável para os bancos que as dívidas sejam renegociadas porque passam a receber um dinheiro que antes não receberiam. Por conta disso, as instituições financeiras enfrentam contrapartidas com o programa.
O programa
O “Novo Desenrola Brasil”, também chamado de “Desenrola 2.0”, consiste em um pacote de medidas para reduzir o endividamento da população brasileira — que está em níveis historicamente elevados.
Uma delas é a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar suas dívidas.
O programa tem como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105.
A medida provisória (MP) foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta manhã, com previsão de publicação ainda nesta segunda em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).
Pelas regras, será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos.
A estimativa é de que sejam liberados até R$ 8,2 bilhões aos trabalhadores (leia mais abaixo).
Novo Desenrola terá veto a apostas e uso do FGTS
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi dividido em quatro categorias voltadas para:
famílias
Fies
empresas
agricultores rurais
“Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos vai ter acesso franqueado. Seja do cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, procure seu banco”, afirmou o ministro.
💰 Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos.
Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), adiantou, na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
➡️Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.
Descontos do Novo Desenrola
Apresentação do Ministério da Fazenda
Fontes de recurso
O governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.
Para formar esse fundo, o governo buscará de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos.
Também será realizado um novo aporte de até R$ 5 bilhões pelo governo.
Também ficou definido que quem renegociar a dívida dentro do programa ficará impedido de fazer apostas em jogos online por um ano.
“É maravilhoso que a gente queira comprar alguma coisa, mas é importante que façam suas dividas mas não percam de vista suas condições de pagamento”, afirmou Lula durante coletiva.
“Estamos  tentando corrigir, e já fizemos outras vezes. Esse país vem se endividando há muito tempo, a Covid também fez as pessoas se endividarem por necessidade mesmo. Estamos tentando uma fórmula de tirar a corda do pescoço dessa gente, para respirar normal, voltar a sonhar, e ter o nome limpo na praça”, prosseguiu o presidente.
Estudo mostra que primeira edição do Desenrola reduziu inadimplência das famílias de baixa renda de forma relevante, mas efeito se dissipou após 18 meses
Ministério da Fazenda
Cenário político e eleitoral
O detalhamento do programa ocorre em um momento em que o governo federal busca reforçar agendas de impacto direto no cotidiano da população em meio a um cenário político adverso no Congresso e à aproximação das eleições de 2026.
Após uma sequência de derrotas no Legislativo e com dificuldades para avançar em pautas estruturais, a estratégia do Planalto tem sido apostar em medidas econômicas de execução mais rápida e com efeito perceptível sobre renda, crédito e consumo.
Programas voltados à renegociação de dívidas e à retirada de restrições no CPF são avaliados internamente como instrumentos capazes de recuperar apoio entre eleitores mais afetados pelo endividamento, reduzir a dependência de negociações no Parlamento e fortalecer a narrativa de reconstrução econômica e social que o governo pretende apresentar no ciclo eleitoral.


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g1 > Política

Ministros do TST discutem durante sessão sobre divisão entre ‘azuis e vermelhos’ na Corte

Um bate-boca entre o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Vieira de Mello Filho, e o ministro Ives Gandra Filho marcou a sessão desta segunda-feira (4), após viralizar nas redes sociais um trecho da fala do presidente da Corte sobre juízes “vermelhos e azuis”.
A divisão indicaria os ministros que são menos ou mais ativistas a favor dos trabalhadores.
Logo após abrir a sessão, Vieira de Mello Filho se manifestou após discurso em evento nesta sexta-feira (1º) viralizar nas redes sociais.
Durante a fala em um evento de magistrados da Justiça do Trabalho, o presidente do TST disse que “não tem juiz azul nem vermelho” e que “ tem quem tem interesse e tem quem tem causa”.
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“Nós vermelhos temos causa, não temos interesse. E que fique bem claro isso para quem fica divulgando isso aqui no país. Nós temos uma causa e eles que se incomodem com a nossa causa, porque nós vamos estar lá lutando o tempo todo na defesa da nossa instituição, porque as pessoas vulneráveis desse país precisam de nós e a Constituição nos dá os o poder para isso. Então, não tenho preocupação com os azuis, mas com os vermelhos”, disse.
Nas redes sociais, a divisão foi ligada à posição política de magistrados.
Nesta segunda, Vieira de Mello Filho disse que na “manifestação que foi recortada na internet e transmitida sem que houvesse uma integralidade do contexto”, buscou se colocar como defensor da Justiça do Trabalho.
“Quis dizer que batizado que fui pela cor que me deram, eu queria deixar claro qual era a minha causa. A minha causa é a defesa dessa instituição […] E ali naquele momento, eu estava dizendo pros juízes brasileiros que nós precisamos defender a nossa justiça que está ameaçada”.
Segundo o presidente do TST, a fala fez referência à declarações do ministro do TST Ives Gandra Filho em um curso para advogados que atuam no tribunal, que dividia integrantes da Corte trabalhista entre ministros azuis e vermelhos, a depender se eram “mais liberais ou intervencionistas, mais legalistas ou ativistas”.
“Vossa Excelência começou esse episódio nesse evento e ainda que Vossa Excelência me diga que não faz mais, fez e marcou. E foi ali que eu disse, eu serei o que quiserem que eu seja, desde que eu defenda a justiça do trabalho, desde que eu defenda o direito do trabalho, porque esse país é desigual, essas pessoas que trabalham precisam de proteção”.
“Como presidente do tribunal, eu não posso ficar omisso diante de cursos sobre como advogar nessa Corte. Se isso não é conflito ético, o que mais seria”.
Ministros Luiz Philippe Vieira de Mello Filho e Ives Gandra da Silva Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho, durante sessão nesta segunda-feira (4)
Reprodução
Em seguida, o ministro Ives Gandra Filho disse que há “divisão interna dentro do tribunal do ponto de vista de ver o direito do trabalho de uma forma ou de outra”.
“E exatamente como eu coloquei, procurei colocar no curso, há ministros que têm uma visão mais liberal, há ministros que têm uma visão mais intervencionista, há ministros que são mais legalistas, há ministros que são mais ativistas, há ministros que são mais protecionistas e outros menos protecionistas.Tudo isso aí é uma realidade que nós vemos aqui diuturnamente no tribunal”, disse o ministro.
Gandra Filho disse ainda que o presidente do TST teria feito um “juízo moral” sobre a divisão entre “juízes azuis e vermelhos”.
“Eu sou legalista. A literalidade, a lei tá dizendo isso, eu vou seguir, não vou fazer interpretação que dê a vá vá ampliar mais os direitos eh trabalhistas. Por quê? Porque o peso o peso vai realmente cair nas empresas no sentido de que vai ser mais difícil dar empregabilidade, vai ser mais difícil atender a ser liberal. se depois aquela liberalidade vai ser transformada em obrigação”.
“Nós temos que saber fazer autocrítica. Eu procuro fazê-la e isso não é absolutamente contribuir para a destruição da justiça do trabalho. Nós seremos melhores e maiores se tivermos a humildade de reconhecer onde nós erramos, o que que nós podemos fazer para acertar e fazê-lo da forma mais suave e e melhor possível”, finalizou
Em seguida, Vieira de Mello Filho questionou o interesse “de querer destruir a Justiça do Trabalho” e disse disse que o colega afirmou que a competência dos ministros do trabalho “já estava garantida e que seria limitada”.
O bate-boca entre os dois ministros durou cerca de 30 minutos.
“E eu só quero deixar claro pra comunidade jurídica e pro país, que não fui eu que dividi em azul e vermelho. Aliás, eu acho que até sem nenhum preconceito eu sou cor-de-rosa. Tô misturando o azul com vermelho”.
Ao final do embate entre os dois ministros , a ministra Maria Cristina Peduzzi ciriticou a postura dos colegas e disse que não vê ” nenhuma atitude democrática em um bate-boca como esse que se travou”.
“Não vejo nenhuma atitude democrática em um bate-boca como esse que se travou. Por quê? Porque se tiver que responder pelos atos praticados, cada um fará e responderá por si. Não vejo nenhuma necessidade de repreender colegas, de repreender ministros, porque todos aqui atuam em nome da justiça e são agentes da justiça. Ninguém está comprometido com interesses, ninguém está comprometido com causas, ao meu ver. Todos estamos comprometidos em aplicar a lei, em fazer cumprir a lei e todos temos liberdade”, afirmou.


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g1 > Política

‘Flávio é o único que consegue derrotar Lula’, afirma Sérgio Moro

O senador e pré-candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL-RJ), afirmou nesta segunda-feira (04) que Flávio Bolsonaro é o único capaz de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. “Me uni ao Flávio, que conheci mais profundamente nesses últimos quatro anos ali no Senado, e o Flávio Bolsonaro é o único candidato que tem condições de derrotar o Lula”, declarou Moro em entrevista ao programa da Jovem Pan ‘Direto ao Ponto”.
O senador também reforçou que é contrário ao governo do PT e destacou qualidades do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. “Observei a qualidade do Flávio nesses quatro anos, ele é presidente atualmente da Comissão da Segurança Pública no Senado, eu sou vice e esse também é um dos temas importantes do nosso País, que está totalmente entregue ao crime organizado e a violência”, destacou.

Assista à entrevista completa


Fonte: Jovem Pan

Zema diz que povo deve escolher entre ‘intocáveis’ e ‘brasileiros de bem’

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência, Romeu Zema (Novo), voltou a criticar nesta segunda-feira (4) políticos e ministros que, em sua visão, têm poder demais e vivem com muitos privilégios. Em entrevista à Jovem Pan News, o mineiro afirmou que o povo terá de escolher, nas eleições de outubro, entre “os intocáveis” e os “brasileiros de bem”.
“Eu estou lutando para que sejam os brasileiros de bem agora ou nunca”, acrescentou Zema.
O ex-governador tem usado as suas redes sociais para compartilhar a série intitulada “Os Intocáveis”. Nas publicações, em tom irônico, o pré-candidato ao Planalto fala sobre figuras do governo federal e do Supremo Tribunal Federal (STF), o que tem causado polêmica no mundo político.

 

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Fonte: Jovem Pan