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Trump anuncia retomada nas conversas com o Irã e faz ameaça: ‘Chega de ser bonzinho’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (19) que uma delegação americana estará no Paquistão na segunda-feira (20) para retomar as negociações com o Irã, ao mesmo tempo em que ameaçou destruir as infraestruturas do país do Oriente Médio em caso de fracasso das conversações.
Em uma mensagem na rede Truth Social, Trump também acusou Teerã de ter violado o cessar-fogo de duas semanas iniciado em 8 de abril, ao lançar ataques no sábado (18) no Estreito de Ormuz.
O presidente americano afirmou que oferecia ao Irã um “acordo razoável” e que, em caso de recusa por parte de Teerã, “os Estados Unidos destruirão todas as usinas de energia e todas as pontes no Irã”. “CHEGA DE SER BONZINHO!”, advertiu.
*Com informações da AFP


Fonte: Jovem Pan

Pesquisas acendem alerta, mas PT aposta em economia e ‘Lula do palanque’ para retomar vantagem

As últimas pesquisas eleitorais vêm causando preocupação no entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em todos os levantamentos, o petista tem perdido fôlego nos últimos meses e uma vantagem confortável se transformou em empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL) em cenários de segundo turno projetados por todos os institutos. Em alguns deles, inclusive, o senador ultrapassou numericamente o atual presidente.
Apesar do alerta, o cenário interno não é de terra arrasada: a reportagem apurou que o PT não pretende recalcular a rota no momento e acredita que o cenário econômico e o início oficial da campanha vão potencializar a candidatura de Lula. “Flávio está em campanha, o presidente, ainda não”, disse um deputado. O sentimento é ecoado por outros congressistas e líderes de PT e partidos aliados.
No campo econômico, aliados do presidente esperam pelos efeitos da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. O histórico recente, no entanto, não é animador: recordes de empregabilidade, inflação controlada e o exito na negociação para derrubar a maioria das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos não conseguiram evitar a queda de Lula nas pesquisas. Por isso, o governo aposta mais fichas em um projeto mais popular: o avanço da discussão pelo fim da escala 6×1.
A resistência do setor produtivo, no entanto, ajuda a narrativa da oposição de que a suposta irresponsabilidade fiscal do governo Lula vai “quebrar” o Brasil. Apesar disso, a avaliação é que, faltando poucos meses para a eleição, a pauta ajuda a alavancar a candidatura do atual presidente, especialmente entre os mais jovens, demografia que é uma das que mais rejeita Lula e o PT.
Outro trunfo da campanha petista está na força da figura do presidente: apesar dos 80 anos, Lula com energia e discurso afiado. Notoriamente reconhecido com um dos grandes oradores da história da política brasileira, o petista tem histórico de crescimento na hora H: debates, discursos e propagandas na TV e na rádio foram essenciais nas três vitórias de Lula até aqui. Mesmo nas vezes quem que foi derrotado, o ex-sindicalista teve momentos de protagonismo nos embates com Fernando Collor e FHC.
A dificuldade, no entanto, está em traduzir a linguagem analógica para a nova realidade. Na era das redes sociais e dos cortes, Lula tem dificuldades para se adaptar. Por outro lado, a direita domina o meio desde a primeira campanha de Jair Bolsonaro (PL).
Apesar disso, o trabalho de Sidônio Palmeira à frente da comunicação do governo é considerado bom. De acordo com congressistas do PT, o ministro tem conseguido levar a mensagem do governo para fora da “bolha da esquerda”. A campanha de Lula deve seguir padrão semelhante. A definição de Flávio Bolsonaro como principal adversário também é vista com bom olhos pelos petistas. Menos carismático que o pai, o senador também não é visto como um grande orador ou debatedor.


Fonte: Jovem Pan

Irã mantém o Estreito de Ormuz fechado a três dias do fim da trégua com EUA

O estratégico Estreito de Ormuz permanece fechado neste domingo (19), como retaliação ao bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos, a apenas três dias do fim da trégua estabelecida entre os dois países em guerra.
Após mais de um mês de conflito, que deixou milhares de mortos e abalou a economia mundial, o anúncio de sexta-feira (17) sobre a reabertura do corredor marítimo gerou um impulso imediato nos mercados financeiros e provocou uma queda expressiva dos preços do petróleo.
Mas no sábado (18), poucas horas após a reabertura, o Irã anunciou a retomada do “controle rigoroso” de Ormuz, por onde, antes da guerra, transitavam 20% do fluxo global de hidrocarbonetos.
Pouco depois do anúncio, pelo menos três navios comerciais que tentavam atravessar o estreito foram alvos de disparos.
“Qualquer tentativa de aproximação do Estreito de Ormuz será considerada cooperação com o inimigo e o navio infrator será tomado como alvo”, advertiu a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã.
Segundo o site Marine Traffic, o tráfego pelo estreito era nulo neste domingo. No início da manhã, dois metaneiros se aproximaram da ilha iraniana de Larak, mas deram meia-volta, segundo os dados da plataforma de rastreamento marítimo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a ação iraniana como uma tentativa de “chantagear” seu país.

Acordo final continua ‘distante’
O endurecimento das posições acontece enquanto continuam os esforços diplomáticos para tentar acabar com a guerra no Oriente Médio, com um acordo maior que o cessar-fogo de duas semanas entre Irã e Estados Unidos que começou em 8 de abril e expira na quarta-feira (22).
Uma primeira rodada de diálogos entre Estados Unidos e Irã, em 12 de abril no Paquistão, terminou sem acordo.
Na sexta-feira, Trump disse à AFP que um acordo de paz estava “muito próximo” e afirmou que o Irã havia aceitado entregar seu urânio enriquecido, outro ponto-chave das negociações. O país persa, no entanto, negou ter aceitado a transferência das reservas de material físsil.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo que desenvolver um programa nuclear é um “direito” do Irã. “Como é possível que o presidente dos Estados Unidos afirme que o Irã não deve exercer seus direitos nucleares sem explicar por quê?”, declarou.
A República Islâmica, que nega buscar a fabricação de uma arma nuclear, defende seu direito de desenvolver energia nuclear com fins civis. E, embora o presidente americano tenha voltado a falar no sábado de “conversas muito boas” com o Irã, as declarações que chegam do lado iraniano são, mais uma vez, bem menos otimistas.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, que representou Teerã no diálogo com Washington no Paquistão, afirmou na noite de sábado que os países “registraram avanços”, mas que um acordo final “continua distante”.
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou neste domingo que está “otimista” sobre a possibilidade de uma prorrogação do cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos.
“Uma prorrogação será necessária (…) Estou otimista a respeito”, disse Fidan durante um fórum diplomático em Antália, no sul da Turquia. Ele destacou que “ainda restam alguns pontos que devem ser esclarecidos”.
‘Linha amarela’ no Líbano
No Líbano, outro front da guerra, o Exército de Israel anunciou no sábado que estabeleceu uma “linha amarela” de demarcação no sul do país.
O Exército israelense continua presente no país vizinho em uma faixa de dez quilômetros de profundidade a partir da fronteira, enquanto aguarda negociações para um acordo entre Líbano e Israel, em estado de guerra desde 1948.
Por ora, um cessar-fogo vigora entre Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah, após um mês e meio de conflito que deixou quase 2.300 mortos e um milhão de deslocados no Líbano.
Aproveitando o momento de calma, o Exército libanês trabalha em reparos de rodovias e pontes que foram atingidas por bombardeios israelenses.
Muitos moradores, no entanto, parecem hesitar em um retorno permanente para suas casas, devido à fragilidade do cessar-fogo que suspendeu as hostilidades iniciadas em 2 de março, dia em que o Hezbollah atacou Israel como represália pela ofensiva israelense-americana contra o Irã.
“Se voltarmos de maneira definitiva, tememos perder o nosso lugar na escola onde nos refugiamos”, disse Hassan, 29 anos, na capital libanesa, ao expressar o medo de retomada dos bombardeios.
*Com informações da AFP


Fonte: Jovem Pan

Triatleta brasileira morre durante prova do Ironman no Texas

A triatleta brasileira Mara Flávia Araújo morreu no sábado (18) durante a disputa do Ironman Texas, nos Estados Unidos. Aos 38 anos, ela participava da etapa de natação quando desapareceu na água, ainda nos primeiros momentos da prova.
O alerta mobilizou rapidamente as equipes de resgate. As buscas foram concentradas no Lago Woodlands, onde acontece o percurso de 3,9 quilômetros, mas a operação enfrentou dificuldade por conta da baixa visibilidade nas primeiras horas da manhã.
O corpo da atleta foi localizado horas depois, após varreduras feitas com apoio das autoridades locais. Equipes do Corpo de Bombeiros e do condado de Montgomery conduziram a operação.
A morte foi confirmada pela organização do evento, que divulgou uma nota de pesar. “Estamos tristes por confirmar a morte de uma participante da corrida durante a parte de natação do triatlo Ironman Texas. Enviamos as nossas mais sinceras condolências à família e amigos do atleta e vamos oferecer-lhes o nosso apoio à medida que passam por este momento tão difícil. Nosso agradecimento vai para os socorristas pela ajuda”, informou.
Nas redes sociais, amigos e pessoas próximas lamentaram a morte e destacaram a trajetória de Mara no esporte.

Quem era Mara Flávia
Formada em jornalismo, Mara Flávia Araújo construiu a carreira na área de comunicação, com passagens por rádio e televisão desde cedo. Começou ainda jovem, aos 18 anos, e seguiu por mais de uma década no setor.
Foi nesse período que enfrentou problemas de saúde, em meio ao desgaste do trabalho. A mudança veio com o esporte. No triatlo, modalidade que combina natação, ciclismo e corrida sequenciais, ela encontrou um novo caminho e passou a reorganizar a própria rotina em torno dos treinos.
Em sua carreira no esporte, Mara acumulou pódios em competições nacionais, títulos no GP Brasil e classificações para mundiais. Sua rotina era compartilhada com cerca de 58 mil seguidores no Instagram.
*Com informações do Estadão Contéudo


Fonte: Jovem Pan

Morre Nathalie Bye, ícone do cinema francês

A atriz francesa Nathalie Baye morreu aos 77 anos, na sexta (17), em sua casa, em Paris, segundo informou sua família. Reconhecida como um dos grandes nomes do cinema francês, ela enfrentava demência por corpos de Lewy (DCL), doença neurodegenerativa que afeta o humor, a cognição e os movimentos.
Com cerca de 80 filmes no currículo em mais de 50 anos de carreira – que incluiu, além do cinema, trabalhos na TV e no teatro -, a artista construiu uma trajetória marcada por parcerias com grandes diretores, como François Truffaut, Jean-Luc Godard e Maurice Pialat.
Nathalie ganhou o prêmio César de atriz em quatro ocasiões e também foi premiada no Festival de Veneza, em 1999, por sua atuação em Uma Relação Pornográfica. Entre seus papéis mais conhecidos está o de mãe do personagem de Leonardo DiCaprio em Prenda-me Se For Capaz, dirigido por Steven Spielberg. Ela também atuou em Downton Abbey 2: Uma Nova Era.
A atriz se relacionou por cinco anos com o músico Johnny Hallyday, que morreu em 2017, com quem teve uma filha, a também atriz Laura Smet.
A morte da atriz repercutiu entre autoridades e figuras públicas, entre elas o presidente da França, Emmanuel Macron, que homenageou a artista nas redes, destacando sua trajetória como parte da história recente do cinema francês.

Nous aimions tant Nathalie Baye. Elle a accompagné par sa voix, ses sourires et sa pudeur ces dernières décennies du cinéma français, de Francois Truffaut à Tonie Marshall. Une comédienne avec qui nous avons aimé, rêvé, grandi. Nous pensons à sa famille et à ses proches. pic.twitter.com/7A3mug2aGP
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) April 18, 2026


Fonte: Jovem Pan

PF conclui que não houve interferência externa na morte de ‘Sicário’ de Vorcaro

A Polícia Federal (PF) concluiu que não houve qualquer interferência externa na morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” de Daniel Vorcaro. O enforcamento ocorreu na Superintendência Regional de Minas Gerais, em Belo Horizonte, e foi integralmente filmado pelas câmeras de segurança do local, sem pontos cegos. A informação foi confirmada pela Jovem Pan.
Sicário foi preso preventivamente em 4 de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master. Ele era apontado como coordenador operacional de um esquema que teria acessado indevidamente sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal e da Interpol, além de corromper servidores do Banco Central.
A operação resultou também na prisão de Vorcaro, dono do banco, de seu cunhado Fabiano Zettel e do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, com bloqueio judicial de bens que chega a R$ 22 bilhões.
Após a prisão, Mourão atentou contra a própria vida na cela da superintendência. A PF prestou socorro imediato, acionou o SAMU e abriu procedimento apuratório. Todo o ato do enforcamento e o atendimento pelos policiais do Grupo de Pronta Intervenção (GPI) foram registrados em vídeo sem interrupções. Os registros foram entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o caso é relatado pelo ministro André Mendonça.

Ajuda
Caso você tenha pensamentos suicidas, procure o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade.
O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente.


Fonte: Jovem Pan

Medicamento contra o Alzheimer deve chegar no Brasil em junho

O lecanemabe, um novo medicamento contra o Alzheimer, deve chegar ao mercado brasileiro em junho. O remédio foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro.
Para um mês de tratamento, o preço do medicamento, sem taxas e impostos, será de R$ 8.108,94. Com a aplicação de uma alíquota de 18%, comum na maioria dos Estados, o valor chega a R$ 11.075,62.
O lecanemabe é um medicamento biológico. Esse tipo de produto é produzido a partir de organismos vivos, como células e tecidos, e atua para reconhecer alvos específicos dentro do organismo. Contra o Alzheimer, ele atua sobre as protofibrilas de beta-amiloide, formas tóxicas da proteína que se acumulam no cérebro e causam morte de neurônios.
Segundo Tatiana Branco, diretora da área médica da Biogen no Brasil, farmacêutica responsável pelo produto, o principal diferencial do lecanemabe é seu duplo mecanismo de ação. O medicamento não só remove a porção tóxica da beta-amiloide já presente no cérebro, como reduz a formação de novas placas.
“A gente também observou, no estudo clínico, uma redução de 27% no declínio e no comprometimento clínico dos pacientes que usaram o medicamento ao longo de 18 meses”, disse Tatiana.
Os resultados do estudo foram publicados no periódico New England Journal of Medicine. Ao todo, 1.795 pessoas participaram da análise, realizada de forma multicêntrica em América do Norte, Europa e Ásia.
Alerta
Rodrigo Nascimento, diretor médico da Eisai no Brasil, empresa também responsável pelo produto, pondera que o lecanemabe é um medicamento para evitar a progressão da doença. “Ele não tem como finalidade reverter o que já aconteceu do ponto de vista cognitivo”, explica.
O indicado, de acordo com ele, é que o remédio seja usado em fases iniciais da doença, como o comprometimento cognitivo leve e a demência leve ligada ao quadro. “Daí a necessidade do diagnóstico precoce para que os pacientes possam colher o melhor benefício que o medicamento pode proporcionar.”
*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Brasil vence Canadá por 1 a 0 e conquista Fifa Series

A seleção brasileira feminina de futebol conquistou, no sábado (18), em Cuiabá, o título da Fifa Series, ao derrotar o Canadá por 1 a 0. Com isso, a equipe verde e amarela terminou invicta o torneio, depois de golear a Coreia do Sul por 5 a 1 e Zâmbia por 6 a 1.
O Brasil somou 15 finalizações no primeiro tempo. A zaga canadense salvou gol de Kerolin em cima da linha, Lauren cabeceou no travessão e Ludmila exigiu bela defesa da goleira Sheridan nas melhores oportunidades da equipe brasileira.
A boa atuação do time nacional não deixou o técnico Artur Elias satisfeito, bastante nevoso com as oportunidades desperdiçadas. Mas o segundo tempo o treinador ficou aliviado com apenas um minuto. Kerolin foi lançada pela esquerda, invadiu a área e finalizou para defesa parcial de Sheridan. Aline Gomes pegou o rebote e bateu bonito por cima para abrir o placar.
O amplo domínio brasileiro quase foi castigado aos 18 minutos, quando Viens acertou uma cabeçada na trave direita de Lelê. O lance serviu para “acordar” o Brasil, que voltou a readquirir o ritmo. Arthur Elias também fez modificações na busca de oxigenar a equipe.
Mas aos 35 minutos, Ary Borges recebeu dois cartões amarelos em sequência e acabou expulsa. O técnico canadense fez quatro substituições para aumentar o poder ofensivo.
O Canadá aumentou a pressão na saída de bola e acuou o Brasil em seu campo. Aos 41 minutos, Lelê fez grande defesa com as pernas em chute forte de Prince. O jogo ficou tenso e a bola foi disputada com certa violência dos dois lados.
Aos 50 minutos, Lelê fez mais uma bela defesa em chute da entrada da área em nova finalização de Prince. No fim, o Brasil conseguiu segurar o placar, garantir a vitória e levantar a taça.
*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

É proibido fumar?

Tudo o que Hailey Bieber toca vira ouro e, na última semana, ela escolheu tocar em um Marlboro. Em fotos para uma campanha de Saint Laurent, a it girl aparece fumando. Antes disso, Kylie Jenner já tinha aparecido em uma capa de revista acompanhada de um cigarro na boca. 
Em ambos os casos, a estética segue uma linha vitoriana, com um certo exagero de ornamentos, formas e cores, o que resulta em contextos bem diferentes dos quais estávamos acostumados nos últimos tempos de redes sociais. 
Kylie Jenner estampou a capa de uma revista com um cigarro na boca | Foto: Reprodução/Vanity Fair
Hailey é a embaixadora oficial das clean girls, garotas que adotam uma estética natural, usam poucos produtos, se orgulham de compromissos como pilates e yoga, tomam matchá… entre outras performances da vida saudável. Sua marca, Rhode, traz, na proposta, a conversa com essa persona, natural e saudável.
 

 

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Não é novidade que estéticas e pessoas impressas nas redes sociais não são, necessariamente, um reflexo da personalidade de quem posta. Mas o corte seco de uma clean girl para uma fumante chega a ser perigoso. 
 
Seria o fim da era clean girl? │Foto: Divulgação/ Saint Laurent
O cigarro já foi acessório em muitas outras eras da moda. Acompanhou a jaqueta de couro de James Dean, na piteira de Audrey Hepburn e em pelo menos metade das temporadas de Sex and The City, nas mãos de Sarah Jessica Parker.
Não à toa, se tornou um item pop, próprio de jovens descolados. Mas também virou um problema social de saúde e resultou em anos de campanhas para que o vício fosse controlado. Ainda hoje, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o tabagismo é o principal motivo de morte no mundo.
A mídia sempre influenciou comportamentos e agora não seria diferente. Mas agora ela está mais descentralizada e seus efeitos cada vez mais rápidos. Dessa vez, não podemos correr o risco, pois já sabemos as consequências.


Fonte: Jovem Pan

Solares e gastronômicos: conheça os vinhos brancos do sul da Itália

Os vinhos brancos do sul da Itália vêm ganhando reconhecimento crescente nas últimas décadas, não apenas por sua autenticidade, mas também por refletirem de maneira muito fiel o clima mediterrâneo e a diversidade de terroirs da região. Diferentemente do norte do país, historicamente mais estruturado e voltado à exportação, o sul preserva uma forte identidade local, com castas autóctones que sobreviveram ao tempo e hoje oferecem vinhos de personalidade marcante, frescor surpreendente e grande vocação gastronômica.
Na região de Molise, ainda pouco explorada comercialmente, destacam-se uvas como Falanghina e Trebbiano. A Falanghina, mais conhecida também na Campânia, apresenta vinhos de boa acidez, aromas cítricos e notas florais delicadas, com um toque mineral que reflete os solos variados da região. Já o Trebbiano, em suas diferentes variantes, origina vinhos leves, de perfil mais neutro, mas bastante versáteis à mesa. Esses brancos harmonizam bem com peixes grelhados, frutos do mar simples e pratos leves à base de vegetais.
Na Calábria, região de clima quente e influência marítima intensa, a uva Greco Bianco se destaca. Ela produz vinhos estruturados, com boa concentração e aromas que lembram frutas maduras, ervas mediterrâneas e, por vezes, amêndoas. Outra variedade importante é a Mantonico, que pode originar tanto vinhos secos quanto
exemplares mais ricos e até licorosos. Os vinhos calabreses tendem a ter corpo mais cheio, sendo excelentes companheiros para pratos mais intensos, como peixes assados, massas com frutos do mar e até carnes brancas com ervas.
A Sicília talvez seja o grande símbolo da revolução dos vinhos brancos do sul. A ilha abriga castas emblemáticas como Grillo, Catarratto e Inzolia. O Grillo, outrora utilizado principalmente na produção de Marsala, hoje brilha em vinhos secos, com boa acidez, notas cítricas, tropicais e um leve toque salino. O Catarratto é uma das uvas mais
plantadas da Itália, produzindo vinhos frescos, com aromas de frutas brancas e ervas.
Já a Inzolia apresenta perfil mais delicado, com notas de amêndoas e flores. A influência do mar e dos solos vulcânicos, especialmente nas áreas próximas ao Etna, confere complexidade e mineralidade aos vinhos. Harmonizam perfeitamente com frutos do mar, carpaccios de peixe, pratos com limão e azeite, além da culinária
siciliana rica em ervas e ingredientes frescos.
Na Puglia, embora mais conhecida por seus tintos robustos, há uma produção interessante de brancos a partir de uvas como Verdeca, Fiano e Bombino Bianco. A Verdeca produz vinhos frescos e aromáticos, com notas herbáceas e cítricas. O Fiano, mais famoso na Campânia, aqui ganha um perfil um pouco mais maduro, mantendo elegância e notas de frutas secas e mel. Já o Bombino Bianco oferece vinhos leves, de acidez moderada e grande facilidade de consumo. São ideais para acompanhar pratos típicos da região, como massas com frutos do mar, queijos frescos e preparações com legumes grelhados.
Na Basilicata, pequena e montanhosa, a produção de brancos é mais limitada, mas ainda assim relevante. A Malvasia Bianca e o Greco são as principais variedades. Os vinhos costumam apresentar boa estrutura, aromas florais e frutados, com um toque mineral decorrente dos solos vulcânicos, especialmente nas proximidades do Monte Vulture. São vinhos que acompanham bem desde entradas leves até pratos mais estruturados com peixes e carnes brancas.
Quando se observa o conjunto dos vinhos brancos do sul da Itália, percebe-se um perfil marcado por maior intensidade solar, o que se traduz em vinhos geralmente mais maduros, com corpo médio a cheio, aromas de frutas mais exuberantes e, ainda assim, com frescor preservado graças à influência marítima. Há também uma forte presença de identidade regional, com castas autóctones dominando o cenário.
Em contraste, os vinhos do norte, especialmente das regiões como Vêneto, Friuli-Venezia Giulia, Trentino-Alto Adige, Ligúria e Vale d’Aosta, apresentam um perfil mais voltado à elegância e à acidez. Nessas regiões, o clima mais frio favorece vinhos mais leves, com maior tensão, notas mais sutis de frutas verdes, flores e mineralidade
pronunciada. Castas internacionais como Chardonnay, Sauvignon Blanc e Pinot Grigio convivem com variedades locais, resultando em vinhos mais lineares, precisos e frequentemente mais estruturados para envelhecimento.
Enquanto o sul oferece vinhos mais solares, gastronômicos e de expressão direta, o norte tende a produzir brancos mais refinados, com maior foco em frescor, complexidade aromática e longevidade. Ambos os estilos, contudo, compartilham um elemento essencial da viticultura italiana: a capacidade de traduzir o território no copo, tornando cada vinho uma expressão autêntica de sua origem. Salut!


Fonte: Jovem Pan