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Caso Henry: ‘Um psicopata e uma narcisista’, diz promotor sobre Jairinho e Monique

“Um psicopata de um lado e uma narcisista de outro”. Foi assim que o promotor Fábio Vieira descreveu o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros, acusados pela morte de Henry Borel, de 4 anos. O julgamento do ex-parlamentar e da mãe do menino completa 10 dias – considerado o mais longo da história do Rio de Janeiro – e deve ser concluído nesta quarta-feira (3).
“Tudo indica que ele é um psicopata muito severo. E a Monique é narcisista”, diz.
O julgamento entrou nesta quarta na última fase, com a sustentação da acusação e a fase de debates com as defesas de Jairo e Monique. Após essa etapa, os jurados se reúnem e decidem se os dois são ou não culpados.
“Quando a gente olha e se debruça nesse processo, a gente vê os gritos desse garoto pedindo socorro para a mãe. Os gritos desse garoto para a mãe pedindo para que ele fosse salvo”, afirmou o promotor Vieira.
A sessão começou por volta das 10h30. A acusação focou em tentar contrapor a narrativa de Monique, de que não teria identificado as agressões de Jairo ao filho. Os promotores sustentaram que a professora, mesmo com sinais de que o então namorado agredia Henry, não teria atuado para impedir a violência.
“Monique soube desde o início quem era o Jairo”, afirmou Cristiano Medina, assistente de acusação.

Monique acusa Jairo
Acusada de homicídio por omissão contra o próprio filho, Monique Medeiros acusou em depoimento nesta terça-feira (2) pela primeira vez, Jairo pela morte de Henry Borel.
“Eu acho que foi, eu creio que foi. Hoje, assim pelomodus operandidele, pelas ex-namoradas, pelos filhos, sim, eu acredito que pode ter sido ele”, afirmou Monique em depoimento no II Tribunal do Júri no Rio de Janeiro.


Fonte: Jovem Pan

Após rejeição, defesa de Vorcaro apresenta nova versão de delação para PF

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro apresentou à PF (Polícia Federal) uma nova versão da delação premiada após a corporação rejeitar o documento anterior.
Segundo apuração da Jovem Pan, a nova delação foi apresentada na segunda-feira (1). No dia seguinte, os advogados anexaram um complemento.
*em atualização


Fonte: Jovem Pan

STJD suspende Paulinho por um jogo por gesto polêmico; Palmeiras se manifesta

O atacante Paulinho, do Palmeiras, foi suspenso por uma partida pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após novo julgamento realizado pelo Tribunal Pleno da entidade. A decisão ocorreu seis dias depois de o jogador ter sido absolvido da acusação envolvendo uma suposta provocação à torcida do Flamengo durante partida do Campeonato Brasileiro realizada no Maracanã.
O caso retornou à pauta após a Procuradoria do STJD recorrer da decisão inicial. No julgamento em segunda e última instância da Justiça Desportiva brasileira, os auditores entenderam que a conduta do atleta se enquadrava no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de comportamentos considerados contrários à disciplina ou à ética esportiva.
Com a punição confirmada, Paulinho ficará fora da partida contra o Coritiba, marcada para a retomada do Brasileirão após a pausa para a Copa do Mundo.
A polêmica teve origem na vitória do Palmeiras por 3 a 0 sobre o Flamengo, no Maracanã. Autor do terceiro gol da equipe paulista, Paulinho fez um gesto mostrando os dedos médios para a arquibancada. O jogador foi enquadrado no artigo 258-A do Código Brasileiro e Justiça Desportiva (CBJD), que fala em “provocar o público durante a partida, prova ou equivalente” e a pena varia de dois a seis jogos de suspensão.
Na ocasião, porém, ele acabou absolvido. Com o recurso aceito para análise pelo Tribunal Pleno, o enquadramento foi alterado e resultou na punição de um jogo. Como o julgamento ocorreu na instância máxima da Justiça Desportiva nacional, não há possibilidade de novo recurso dentro do Brasil. Eventual contestação da decisão só poderia ser levada à Corte Arbitral do Esporte (CAS), sediada na Suíça.

Palmeiras critica a decisão
Em nota enviada à ESPN após o julgamento, o Palmeiras demonstrou insatisfação com a punição aplicada ao atacante.
Segundo o clube, a diretoria ficou “muito incomodada” com a decisão tomada pelo Tribunal Pleno. O comunicado também cita a participação da auditora responsável pela relatoria do caso, a mesma que anteriormente votou em processo envolvendo o técnico Abel Ferreira.
Após um longo período afastado por lesão, Paulinho soma oito partidas com a camisa do Palmeiras em 2026, tendo anotado dois gols até o momento. A suspensão obriga o atacante a cumprir ausência já na primeira rodada do Brasileirão após a interrupção do calendário nacional para disputa do Mundial.
“O clube está muito incomodado com a decisão tomada nesta quarta-feira pelo Pleno do STJD, a partir do voto da mesma auditora que negou efeito suspensivo e foi a relatora do caso envolvendo a expulsão do técnico Abel Ferreira contra o São Paulo, determinando a suspensão do treinador por seis jogos (mais um pela expulsão contra o Fluminense, totalizando sete), em uma medida sem precedentes na história do órgão”, divulgou o clube.
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Fonte: Jovem Pan

Tarifa Social Paulista bate recorde de 2,61 mi de pessoas com desconto na conta de água na capital

O número de famílias beneficiadas pela Tarifa Social Paulista na cidade de São Paulo bateu recorde e cresceu 48% após a desestatização da Sabesp realizada pelo Governo de São Paulo, em 2024. O total de pessoas com economia na conta de água na capital passou de 1,76 milhão para 2,61 milhões.
A ampliação do número de beneficiários é resultado da busca ativa e da inclusão de famílias que têm direito ao desconto, mas que ainda não acessavam a tarifa reduzida. Em todo o estado, são 6 milhões de pessoas atendidas, o maior alcance já registrado desde a criação da Tarifa Social Paulista e o dobro de antes da desestatização.

Como acessar a Tarifa Social Paulista
O acesso ao benefício considera informações cadastrais das famílias elegíveis. A orientação é que os moradores mantenham os dados atualizados nos cadastros sociais para permitir a identificação de quem tem direito ao desconto.
O programa tem três faixas:
A categoria Vulnerável oferece 78% de desconto para famílias com renda per capita de até um quarto do salário mínimo;
A Social I prevê 72% para famílias com renda de até meio salário mínimo, desempregados e beneficiários do BPC;
E a Social II concede 50% para moradores de núcleos urbanos informais passíveis de regularização.
A adesão é automática para quem tem o CadÚnico atualizado nas duas primeiras faixas. Na faixa social 2, não é necessário o cadastro do CadÚnico. Não é preciso enviar documentos à Sabesp. Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) também são incluídos automaticamente.
Desempregados podem solicitar o benefício pelo Sabesp Fácil, com validade de até 12 meses mediante comprovação semestral. Para moradores de habitações coletivas, a solicitação também é feita pelo Sabesp Fácil, com envio de documentos comprobatórios. É importante que a conta de água esteja no nome da pessoa cadastrada ou de um familiar que conste no mesmo cadastro. Mais informações em tarifasocialpaulista.sp.gov.br.
A Sabesp também realiza ações de atendimento e orientação para ampliar o conhecimento da população sobre a Tarifa Social Paulista e facilitar a inclusão de novos beneficiários.
Universalização do acesso à água
O Estado de São Paulo recebeu em 2025 o maior investimento da história para ampliar o acesso da população à água e esgoto tratado. Foram R$ 15,2 bilhões aplicados pela Sabesp, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior. O crescimento foi possível após a desestatização da empresa, realizada em julho de 2024 pelo Governo de São Paulo. O principal objetivo era acelerar a universalização do saneamento básico no estado, prevista para ocorrer em 2029.
O Plano Regional de Saneamento Básico prevê investimentos de R$ 260 bilhões até 2060, dos quais R$ 70 bilhões serão aplicados até 2029 para levar água potável, tratamento e coleta de esgoto para toda a população paulista.
Na Rota da Água
O Governo de São Paulo passou a acompanhar os avanços das obras da Sabesp neste trimestre por meio do Na Rota da Água. A iniciativa dá mais visibilidade às obras de segurança hídrica, reforço de abastecimento e universalização do saneamento nas cidades atendidas pela companhia.
Lançado em fevereiro deste ano, Na Rota da Água prevê uma série de entregas e visitas técnicas a mais de 1.100 frentes de obras em andamento nos municípios contemplados pelo novo contrato da Sabesp.
Entre as entregas já realizadas, estão obras de saneamento em Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Além disso, há duas novas Estações de Tratamento de Esgoto em Caieiras e Franco da Rocha e um Sistema de Expansão de Esgotamento Sanitário que também contempla Francisco Morato, na Grande São Paulo.
As intervenções receberam R$ 168 milhões em investimentos e devem beneficiar 46,2 mil famílias, o equivalente a cerca de 127 mil pessoas, com ampliação do tratamento de esgoto e redução da poluição em rios e córregos da região.
Outro destaque é o Programa Integra Tietê, que teve a contratação da expansão e do retrofit da Estação de Tratamento de Esgoto de Barueri, ao custo de R$ 5,7 bilhões. A conclusão do projeto está prevista para o fim de 2029. A obra permitirá ampliar em 40,6% a capacidade de tratamento de esgoto da estação e beneficiar 4 milhões de pessoas com acesso ao serviço.


Fonte: Jovem Pan

Capitão Alden quer cadastro nacional de condenados por maus-tratos a animais

O deputado Capitão Alden, do PL da Bahia, protocolou nesta terça-feira (02) projeto de lei que amplia a proteção penal contra maus-tratos para todos os animais e cria um cadastro nacional de condenados pelo crime. O titular desta coluna teve acesso ao texto da proposta, apresentada à Mesa da Câmara pela manhã.
A iniciativa corrige uma assimetria que persiste desde a aprovação da Lei Sansão, em 2020, que endureceu as penas para crimes contra cães e gatos mas deixou cavalos, aves, animais silvestres e de produção com proteção penal significativamente mais branda. Para o deputado, não há fundamento para que a tortura de um cavalo ou de uma ave receba tratamento legal inferior ao dispensado a um cão.
Pelo texto, maus-tratos, tortura, mutilação ou abandono de qualquer animal passam a ter pena de 2 a 5 anos de reclusão. Se o animal morrer, a pena sobe para até 8 anos. A condenação definitiva implica perda imediata dos animais sob responsabilidade do condenado e proibição de exercer qualquer atividade profissional ligada a animais por no mínimo 10 anos, incluindo criação, adestramento, transporte, hospedagem e comercialização.
O ponto mais inovador é o Cadastro Nacional de Condenados por Crimes de Maus-Tratos, que deverá ser consultado obrigatoriamente antes de qualquer adoção, impedindo que pessoas com condenação transitada em julgado tenham acesso a novos animais. As multas aplicadas serão destinadas a abrigos, programas de resgate e tratamento veterinário. Agronegócio, pesca, pesquisa científica autorizada e controle de zoonoses ficam fora do alcance da proposta.


Fonte: Jovem Pan

Sessão pelos 112 anos do COB destaca esporte como instrumento de inclusão

Parlamentares, dirigentes esportivos e atletas celebraram os avanços do esporte brasileiro e o desempenho cada vez mais expressivo de atletas brasileiros em competições internacionais durante sessão solene do Congresso Nacional realizada nesta quarta-feira (3). A homenagem marcou os 112 anos do Comitê Olímpico do Brasil (COB), entidade responsável pela coordenação técnica, administrativa e institucional do movimento olímpico no país.
A sessão foi requerida (REQ 14/2026 – Mesa) pela senadora Leila Barros (PDT-DF) e pelo deputado Saulo Pedroso (PSD-SP). Segundo a senadora, o COB ocupa lugar central na história do esporte brasileiro, com contribuições importantes para a construção de políticas de desenvolvimento humano, social e esportivo. Para ela, a entidade também ajudou a projetar internacionalmente a imagem do Brasil por meio da participação nacional nos jogos olímpicos.
— Fundado em 1914, o Comitê Olímpico do Brasil foi o primeiro comitê olímpico nacional da América do Sul e, desde então, sua trajetória acompanha a própria evolução do esporte brasileiro, desde os primeiros passos da organização esportiva nacional até a consolidação do Brasil como uma potência olímpica reconhecida internacionalmente — afirmou.
Saulo Pedroso elogiou o trabalho do COB e destacou sua trajetória, governança, transparência e papel no desenvolvimento esportivo nacional. O parlamentar também ressaltou a importância de associações, clubes, federações e projetos de base que atuam nas comunidades e formam atletas desde a iniciação esportiva.
A secretária nacional de Excelência Esportiva, Iziane de Oliveira, destacou a importância do COB na preparação e no desenvolvimento dos atletas.
— Ao longo desses 112 anos, o COB consolidou-se como uma das instituições mais importantes do esporte nacional, contribuindo decisivamente para a evolução do alto rendimento brasileiro e para os resultados que hoje enchem o nosso país de orgulho — declarou Iziane, que também é atleta olímpica. 
Importância social
O presidente do COB, Marco Antônio La Porta, defendeu o esporte como instrumento de transformação social. Segundo ele, embora a entidade desempenhe papel fundamental no desempenho dos atletas brasileiros em competições internacionais, sua missão vai além da busca por resultados imediatos.
— Talvez nossa grande missão seja plantar sementes: sementes de uma cultura esportiva mais forte, semente de um país mais ativo, semente de oportunidades para milhões de crianças e jovens, sementes de uma visão de longo prazo que transforma o esporte em política permanente, desenvolvimento nacional — afirmou.
O vice-presidente da Comissão de Atletas do COB, Rafael Carlos da Silva, destacou que o impacto do esporte vai muito além das medalhas e dos resultados olímpicos. Segundo ele, a prática esportiva oferece propósito, inspira sonhos e contribui para afastar crianças e jovens da violência e das drogas.
A judoca medalhista olímpica Ketleyn Quadros ressaltou que o sucesso de um atleta é resultado de um esforço coletivo que envolve família, treinadores, instituições e profissionais que acreditam no potencial esportivo antes mesmo dos resultados aparecerem. Ao recordar momentos marcantes de sua carreira, como ter sido porta-bandeira do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio e conquistar uma nova medalha nos Jogos Olímpicos de Paris, reforçou a importância do esporte na formação pessoal e na criação de oportunidades. 
Financiamento
Os participantes destacaram a evolução do movimento olímpico brasileiro e o papel fundamental do COB na ampliação do apoio aos atletas e no fortalecimento do esporte nacional. Ao atribuir parte desses resultados ao aumento dos investimentos e ao fortalecimento das políticas públicas para o setor, eles defenderam a preservação dos mecanismos de financiamento do esporte.
Entre as preocupações apresentadas está a proposta em discussão no âmbito da chamada PEC da Segurança Pública, que, segundo os participantes, poderá reduzir em cerca de 30% recursos atualmente destinados ao esporte para financiar o Sistema Nacional de Segurança Pública. Também foi defendida a derrubada do veto à isenção tributária para a importação de equipamentos esportivos.
— Estamos defendendo apenas a preservação dos investimentos que já foram conquistados, que hoje ajudam a transformar vidas. Porque o esporte não é custo, o esporte é investimento: em saúde, em educação, em segurança pública, em sentimento, em desenvolvimento humano — defendeu La Porta.
Também participaram da sessão o diretor-geral do COB e medalhista olímpico do vôlei de praia, Emanuel Fernando Scheffer Rêgo; o deputado Luiz Lima (Novo-RJ); o presidente da Confederação Brasileira de Handebol, Felipe Tadeu Moreira Lima do Rêgo Barros e a ex-atleta olímpica do vôlei Virna Cristine Dias Piovezan. 


Fonte: Senado Federal

Partidos aguardam divisão dos valores do Fundo Eleitoral para 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu do Tesouro Nacional na segunda-feira (1º) o repasse dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral para as eleições gerais deste ano. Em breve, o órgão divulgará os valores a serem destinados a cada partido, conforme os critérios pré-estabelecidos.
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), mais conhecido como Fundo Eleitoral ou Fundão, foi instituído em 2017, quando as doações empresarias para campanhas políticas foram proibidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Com repasses concentrados somente nos anos de eleição, o Fundo Eleitoral tem seu valor definido na Lei Orçamentária Anual (LOA). Cabe ao TSE fazer a distribuição aos diretórios nacionais dos partidos.
A adição
Pode-se dizer que o Fundo Eleitoral reúne as operações básicas da matemática. Adição, porque veio somar-se ao Fundo Partidário como um dos mecanismos de financiamento público das campanhas eleitorais no Brasil. Apesar de ambos funcionarem com recursos públicos, cada qual tem suas regras.
Bem mais antigo — instituído pela Lei 9.096, de 1995 —, o Fundo Partidário é destinado primeiramente à manutenção e às atividades dos partidos, como pagamento de serviços e despesas administrativas. Mas os recursos também podem ser utilizados para as campanhas eleitorais. Antes da criação do Fundo Eleitoral, o Partidário era a única fonte pública de recursos divididos entre as agremiações.
A adição do Fundo Eleitoral ao financiamento de campanha teve objetivo de garantir mais transparência e reduzir influências externas no processo eleitoral.
— O Fundo Eleitoral foi criado quando acabou a doação de pessoa jurídica, para não haver influência de empresários na eleição, porque acabava que o candidato ficava refém de interesses privados. A finalidade é ser financiado pelo Estado para não haver essa dívida — afirma a consultora legislativa do Senado Flávia Magalhães, da área do direito Constitucional, Administrativo e Eleitoral.
A subtração
Uma questão que ainda recebe críticas é a distribuição dos recursos feita dentro do partido. Cada agremiação distribui o montante recebido como quer. Ou seja, subtrai-se de alguns, em benefício de outros.
— O partido distribui como quer, assim como era quando recebia de doações de pessoas jurídicas. Questiona-se porque um recurso público acaba sendo distribuído de uma forma não necessariamente justa entre os candidatos. Os diretórios é que vão definir quais os candidatos que receberão mais ou menos recursos.
A multiplicação
A destinação de quase R$ 5 bilhões ao Fundo Eleitoral chama atenção pelo fato de o montante ter quase triplicado em um período de oito anos, desde 2018, quando foi distribuído R$ 1,7 bilhão (veja quadro).
— O valor tem subido muito. O aumento está sendo desproporcional. Destinar quase R$ 5 bilhões somente para a eleição é elevado. Os partidos podem até renunciar ao valor, se quiserem. Em 2002, o Partido Novo recusou o Fundo Eleitoral. Mas isso deve ser feito até 1º de junho. Neste ano, ninguém recusou — explica a consultora Flávia Magalhães.
A divisão
A divisão do valor do Fundo Eleitoral entre os partidos segue critérios regulamentados por resolução de 2019 do TSE. 2% são garantidos a todos os partidos registrados no Tribunal. Na sequência, 35% são distribuídos entre os partidos com pelo menos um deputado federal. E essa divisão será feita na proporção do percentual de votos obtidos na última eleição geral para a Câmara.
Flávia Magalhães lembra que a Constituição define que os votos dados a candidatas mulheres ou a candidatos negros para a Câmara dos Deputados nas eleições realizadas de 2022 a 2030 devem ser contados em dobro para a divisão de recursos.
Outros 48% serão divididos na proporção dos deputados federais titulares eleitos na última eleição e 15% na proporção dos senadores titulares e que estiverem nos primeiros quatro anos de mandato.
Assim, toda a base de cálculo para o repasse referente às eleições gerais de 2026 vai considerar os resultados das eleições gerais de 2022. Serão incluídas nesse cômputo as retotalizações — a partir de cassações de deputados, por exemplo — processadas até 1º de junho deste ano.
Em 2024, 29 partidos dividiram o montante de R$ 4,9 bilhões. Ao final do pleito, todos os partidos tiveram de apresentar prestação de contas detalhada. Os recursos que não forem utilizados nas campanhas eleitorais devem sempre ser devolvidos ao Tesouro Nacional.
O PL levou a maior parte dos recursos (17,87%) em 2024, seguido do PT (12,49%). Na sequência aparecem os partidos União (10,81%), PSD (8,48%), PP (8,41%) e MDB (8,15%).
Novas operações
Alguns projetos em tramitação nas duas Casas Legislativas têm objetivo de mexer no Fundão. No Senado, por exemplo, o PL 573/2020, de iniciativa da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), a partir de uma ideia legislativa, reduziria à metade do valor de 2020 (quando foram destinados R$ 2 bilhões) para as eleições de 2022, com congelamento desse montante até 2042. É o que propõe também o PL 4.775/2019, do senador Eduardo Girão (Novo-CE).
Já o PL 2.538/2023 determina a devolução ao Tesouro Nacional dos recursos do Fundo Eleitoral nos casos de cassação de registro, diploma ou mandato. Autor da proposta, o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) argumenta que “não há razoabilidade em permitir que se empenhe recursos públicos em campanhas de candidatos que não possuam todas as condições de elegibilidade ou que tenha alguma das condições de inelegibilidade no ato do registro de candidatura, sem a possibilidade de que os valores sejam restituídos aos cofres nos casos citados”.
O senador Jayme Campos (União-MT) apresentou no ano passado projeto que destina recursos do Fundo Eleitoral a programas de educação cidadã e letramento democrático, sob gestão do TSE (PL 6.469/2025).
— Não há uma democracia forte sem uma sociedade bem informada. Não há cidadania absoluta sem compreensão dos direitos e deveres, do funcionamento das instituições e do papel de cada indivíduo na vida pública. Assim, o projeto que apresento propõe a destinação de 2% do Fundo Eleitoral para ações permanentes e estratégicas de educação — disse o senador em Plenário.
Os fundos Eleitoral e Partidário também poderiam ter sofrido alterações pelo projeto de lei complementar (PLP) 112/2021, debatido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no ano passado. A matéria, aprovada pelo colegiado, acabou não sendo analisada pelo Plenário, de forma que pudesse trazer alterações para a eleição de 2026.
Na Câmara, o PL 2.652/2022, do ex-deputado Nereu Crispim (RS), propõe a distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral de forma igualitária entre os candidatos. Outros mais radicais, como o PL 2.722/2019, da ex-deputada Paula Belmonte (DF), e o PL 4.910/2019, do deputado Diego Garcia (União-PR), simplesmente extinguem o Fundão.


Fonte: Senado Federal

Tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros podem chegar a 37,5% com sobretaxa adicional, diz governo

A combinação de tarifas propostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode elevar a carga total a 37,5%, caso as medidas sejam implementadas.
O percentual resulta de investigações conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
O primeiro relatório, divulgado na segunda-feira (1º), prevê a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, sob a alegação de que o governo adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos.
Já uma segunda linha, concluída na terça-feira (2), aponta que 60 países — entre eles o Brasil — falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Como resposta, o governo americano propôs uma taxa adicional de 12,5% (leia mais abaixo).
Secretário de Comércio dos EUA diz a Mauro Vieira que quer continuar a dialogar sobre tarifas
Com isso, a sobretaxa total chegaria a 37,5%, percentual próximo aos cerca de 40% impostos no ano passado, caso entre em vigor.
As medidas foram tema de um breve encontro entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, nesta quarta-feira (3), durante reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), na França.
Segundo interlocutores, Greer afirmou que os Estados Unidos seguem abertos ao diálogo sobre as tarifas, enquanto Vieira defendeu a intensificação das negociações diante das recomendações do USTR.
De acordo com pessoas que acompanharam a conversa, há um canal de comunicação ativo entre os dois governos, e as negociações continuam dentro do prazo de 30 dias acertado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump em encontro realizado em Washington.
O diálogo ocorre em meio à escalada das tensões comerciais, após a divulgação das medidas tarifárias. Ainda assim, a avaliação de integrantes da delegação brasileira é de que os canais de negociação permanecem abertos.


Fonte:

g1 > Política

Girão responsabiliza Lula e STF pela deterioração da relação com Washington

Em entrevista à Jovem Pan nesta quarta-feira (03), o senador Eduardo Girão, do Novo, disse que o caminho para resolver a crise tarifária com os Estados Unidos não é o confronto, mas o diálogo, e colocou parte da responsabilidade no próprio Governo Federal. Para o senador, o problema vai além da diplomacia comercial e tem raiz nas decisões do STF.
“O governo Lula poderia fazer sua parte, já que forma um regime com o STF, e ficou muito claro que esse regime está causando prejuízos irreparáveis ao país, como as anulações de provas da Odebrecht por parte do Toffoli. O governo Lula poderia fazer uma pressão também, se tivesse o mínimo de responsabilidade com o país, em cima do STF, sobre essas decisões absurdas, coadunando com a impunidade”, afirmou Girão.
A declaração ocorre no mesmo dia em que o debate sobre as tarifas americanas de 25% domina Brasília, com governo e oposição trocando acusações sobre os responsáveis pela deterioração da relação com Washington. Para Girão, enquanto o governo Lula não mudar sua postura tanto na política externa quanto na pressão sobre o Judiciário, o Brasil seguirá pagando o preço da omissão.


Fonte: Jovem Pan

Deputado pede à PGR que investigue Lula por incitação após fala sobre Flávio

O deputado Zé Medeiros, do PL, protocolou nesta semana uma representação na Procuradoria-Geral da República pedindo a apuração de declaração do presidente Lula em que o petista associou o senador Flávio Bolsonaro à figura de Joaquim Silvério dos Reis, delator da Inconfidência Mineira, e mencionou o enforcamento de “traidores da pátria”. Para Medeiros, a fala extrapola os limites da crítica política e pode configurar incitação à violência contra um parlamentar da República.
No documento, o deputado pede à PGR a requisição dos vídeos do evento, a degravação integral da declaração presidencial e a avaliação de eventual enquadramento no Código Penal por incitação ao crime e apologia de delito. “O Brasil já enfrentou episódios de violência política, atentados, agressões físicas contra candidatos e ataques a autoridades. Esses episódios demonstram a importância da atuação preventiva das instituições, evitando que a retórica política ultrapasse os limites do confronto democrático legítimo”, afirma Medeiros na representação.
O deputado sustenta que, quanto maior a autoridade de um agente público, maior deve ser sua responsabilidade institucional, e que o objetivo não é criminalizar o debate político, mas garantir que declarações potencialmente incompatíveis com os valores democráticos sejam submetidas à análise das autoridades competentes.


Fonte: Jovem Pan