Início Site

Indicado ao STF, Jorge Messias passa por sabatina da CCJ do Senado na próxima quarta-feira; entenda como funciona

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado vai realizar na próxima quarta-feira (29) a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Foto de arquivo: o advogado-geral da União, Jorge Messias, faz pronunciamento à imprensa em Brasília em 01/07/2025
WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
A audiência na comissão faz parte da tramitação da indicação de Messias para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou no ano passado.
🔎O procedimento de indicação e nomeação de ministros do Supremo Tribunal Federal está previsto na Constituição. Ele começa com a escolha do nome feita pelo presidente da República. Em seguida, o escolhido passa por sabatina e votação na Comissão de Constituição e Justiça. Depois, a indicação é submetida ao plenário do Senado, em votação secreta.
🔎Para ser aprovado, o indicado precisa do voto favorável da maioria absoluta dos senadores — ao menos 41 dos 81 parlamentares. Caso aprovado, o nome é oficializado por meio de publicação no Diário Oficial da União, e o STF fica responsável por marcar a data da posse.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O g1 explica em que etapa está a tramitação da indicação de Jorge Messias e quais são os próximos passos.
Saída de Barroso
Em outubro do ano passado, o ministro Luís Roberto Barroso anunciou que iria deixar a Corte. Presidente da Corte até setembro de 2025, Barroso decidiu antecipar a aposentadoria.
A decisão abriu a possibilidade de o presidente Lula indicar mais um nome para compor o tribunal – a terceira escolha neste mandato presidencial.
Vaga de Messias foi criada pela aposentadori do ministro Luís Roberto Barroso
Victor Piemonte/STF
Indicação de Lula
No mês seguinte, em novembro, o presidente Lula decidiu indicar Jorge Messias para ocupar a vaga deixada por Barroso.
Atual advogado-geral da União, Messias ocupa o cargo no primeiro escalão do governo desde o início da gestão do presidente, em 2023.
No começo de abril deste ano, Lula formalizou a indicação de Messias enviando uma mensagem ao Senado.
A Comissão de Constituição e Justiça marcou a sabatina para o dia 29 de abril. A data chegou a ser adiantada para o dia 28, mas a comissão voltou atrás e manteve a audiência para quarta-feira (29).
Apresentação do relator
No dia 14 de abril, o relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), apresentou parecer favorável à indicação de Messias.
Senador Weverton Rocha (PDT-MA) é o relator da indicação no Senado
Waldemir Barreto/Agência Senado
No documento, o relator apontou que Messias atendeu aos requisitos exigidos pela lei, como, por exemplo, apresentar regularidade fiscal e não ter parentes que exercem atividades públicas ou privadas relacionadas ao seu trabalho.
O senador citou a atuação de Messias como AGU no acordo para reparação de danos às vítimas do rompimento da barragem do Fundão, em Brumadinho (MG), além da resolução de “conflito territorial de 40 anos entre quilombolas e o Centro de Lançamento [de Alcântara], evitando condenação na Corte Interamericana”.
Como será a sabatina
De acordo com a Constituição, indicados para compor a Corte devem ser sabatinados no Senado. Pelas regras internas da Casa Legislativa, o procedimento cabe à Comissão de Constituição e Justiça, formada por 27 senadores titulares e 27 suplentes.
Na audiência, os integrantes da comissão se revezam em perguntas ao indicado pelo presidente. Pelas regras internas do Senado, cada senador tem 10 minutos para perguntar; o indicado tem 10 minutos para responder. Há possibilidade de réplica e tréplica, de forma imediata, por cinco minutos.
Sala da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Marcos Oliveira/Agência Senado
Há também a previsão de que os cidadãos enviem perguntas pela internet ou por telefone. As manifestações são enviadas ao relator, que decide quantas e quais mensagens serão encaminhadas ao indicado. Depois, a indicação é levada à votação na comissão.
Fase de plenário
Após a análise da CCJ, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vai decidir quando incluir a indicação na pauta do plenário.
O escolhido por Lula precisa obter o voto favorável da maioria absoluta da Casa Legislativa, ou seja, 41 senadores. A votação é secreta.
O plenário do Senado durante sessão de votações
Carlos Moura/Agência Senado
Próximos passos
Se a indicação for rejeitada, o presidente da República poderá escolher outro nome.
Já se a indicação for aprovada, a comunicação será feita ao Poder Executivo, a quem cabe oficializar a nomeação no Diário Oficial da União.
Com a escolha oficializada, o STF poderá marcar a posse do novo ministro. A cerimônia ocorre no plenário da Corte.
Perfil de Messias
Natural de Pernambuco, Jorge Rodrigo Araújo Messias é o atual advogado-geral da União. Está no governo desde o início da terceira gestão Lula, em 2023.
Posse de Jorge Messias como advogado-geral da União, em janeiro de 2023
Ricardo Stuckert/PR
Saiba os principais pontos da trajetória de Jorge Messias:
➡️ Tomou posse na AGU em 2023, no início do governo Lula. Antes mesmo da nova gestão começar, já integrava a equipe de transição;
➡️ Servidor público desde 2007, com atuação em diversos órgãos do Executivo, como o Banco Central e o BNDES;
➡️ É considerado um nome de confiança de Lula, com apoio de ministros do PT e da ala palaciana;
➡️ Mantém relação próxima com o presidente, desde os tempos do governo Dilma Rousseff.
Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), é mestre pela Universidade de Brasília (UnB). Ingressou na Advocacia-Geral da União como procurador da Fazenda Nacional, função voltada à cobrança de dívidas fiscais de contribuintes inadimplentes com a União.
Ao longo da carreira, ocupou diversos cargos estratégicos no Executivo: foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação e consultor jurídico nos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Também atuou como procurador do Banco Central e do BNDES.
Em 2022, integrou a equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Foi anunciado para o comando da AGU em dezembro daquele ano e tomou posse em janeiro de 2023.
A instituição tem papel central na assessoria jurídica da Presidência e na representação da União junto ao Supremo Tribunal Federal.


Fonte:

g1 > Política

Guia da película solar: como se proteger do sol forte no carro

Dirigir sob o sol intenso é um desafio comum para motoristas, impactando não apenas o conforto térmico dentro da cabine, mas também a segurança e a saúde. A exposição prolongada aos raios solares pode causar ofuscamento, fadiga visual e danos à pele, além de superaquecer o interior do veículo e degradar componentes como painel e estofados. A solução técnica mais eficaz para mitigar esses problemas é a aplicação de películas de controle solar nos vidros. Este guia detalha a importância da película solar, seu funcionamento, os tipos disponíveis e as normas legais que regulamentam seu uso, fornecendo um panorama completo para uma escolha informada.
Entendendo a tecnologia: o que é e como funciona a película solar
A película de controle solar, popularmente conhecida como insulfilm, é um laminado de poliéster composto por múltiplas camadas projetadas para filtrar e rejeitar diferentes espectros da luz solar. Sua eficácia não é medida apenas pela tonalidade (escurecimento), mas por um conjunto de indicadores técnicos que definem sua performance. A tecnologia aplicada varia, incluindo desde simples tingimento até a impregnação com partículas de metal ou cerâmica.
Os principais parâmetros técnicos para avaliar uma película são:

Transmissão Luminosa Visível (VLT): Percentual de luz visível que atravessa o vidro com a película. Quanto menor o valor, mais escura a película.
Rejeição de Energia Solar Total (TSER): Percentual total de energia solar (luz visível, ultravioleta e infravermelho) que a película bloqueia. Este é o indicador mais completo de performance térmica.
Rejeição de Raios Ultravioleta (UVR): Capacidade de bloquear a radiação UV, principal causadora de câncer de pele e do desbotamento de materiais internos. Películas de qualidade bloqueiam mais de 99% dos raios UV.
Rejeição de Infravermelho (IRR): Percentual de raios infravermelhos (responsáveis pela sensação de calor) que são rejeitados. Um alto índice de IRR resulta em maior conforto térmico.

Tipos de película e a importância da escolha correta
O mercado oferece diferentes tecnologias de películas solares, cada uma com características específicas de performance, durabilidade e custo. A escolha adequada depende diretamente das necessidades do motorista, seja priorizando a estética, o conforto térmico ou a segurança.
As principais categorias são:

Básica (Tingida): Composta por camadas de poliéster tingido, oferece principalmente privacidade e redução do ofuscamento. Sua capacidade de rejeição de calor (IRR e TSER) é baixa e tende a desbotar com o tempo.
Poliéster Metalizado (HP – High Performance): Adiciona uma camada de partículas metálicas que reflete os raios solares, melhorando significativamente a rejeição de calor. Possui maior durabilidade e estabilidade de cor.
Carbono: Utiliza partículas de carbono em sua composição. Não é metalizada, portanto não interfere em sinais de rádio, GPS ou celular. Oferece boa rejeição de calor e um acabamento fosco, sem reflexos.
Cerâmica: Considerada a tecnologia mais avançada, utiliza nanopartículas de cerâmica que são altamente eficientes em bloquear os raios infravermelhos sem a necessidade de escurecer o vidro excessivamente. É a opção com melhor performance térmica e clareza ótica.
Antivandalismo (Segurança): São películas mais espessas, projetadas para aumentar a resistência do vidro a impactos, dificultando a quebra e a invasão do veículo. Podem ser combinadas com tecnologias de controle solar.

Legislação e conformidade: o que diz o CONTRAN
A utilização de películas nos vidros de veículos é regulamentada no Brasil pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN). A Resolução nº 960/2022 estabelece limites mínimos de transmitância luminosa para garantir a segurança e a visibilidade do condutor. Desrespeitar essas normas é considerado uma infração grave.
Os limites atuais são:

Para-brisa: Transmitância luminosa mínima de 70%.
Vidros laterais dianteiros (motorista e passageiro): Transmitância luminosa mínima de 70%.
Vidros laterais traseiros e vidro traseiro: Transmitância luminosa mínima de 28%.
Vidros de teto: Não há limite de transmitância.

É obrigatório que a película instalada possua uma chancela, uma marcação indelével que informa o percentual de transmissão luminosa. Películas espelhadas ou refletivas são proibidas. O descumprimento da legislação acarreta multa, cinco pontos na CNH e a retenção do veículo para regularização.
Investir em uma película solar de qualidade e instalada por um profissional qualificado é fundamental para garantir não apenas o conforto e a proteção contra o sol forte, mas também a conformidade com a lei. A tecnologia vai muito além da estética, atuando como um componente funcional que melhora a segurança ao reduzir o ofuscamento, protege a saúde ao bloquear raios UV e aumenta a eficiência do ar-condicionado ao diminuir o calor interno. Portanto, a escolha deve ser baseada nas especificações técnicas (TSER, UVR, IRR) e no respeito aos limites de transmitância luminosa estabelecidos pela legislação vigente.


Fonte: Jovem Pan

Qual a diferença entre o Safety Car e o Virtual Safety Car na F1?

O Safety Car e o Virtual Safety Car são mecanismos de segurança fundamentais na Fórmula 1 e em outras categorias do automobilismo. Ambos têm o objetivo de neutralizar a corrida para permitir a intervenção segura de fiscais de pista em caso de acidentes, detritos ou condições climáticas adversas. Embora sirvam a um propósito comum, a principal diferença entre o Safety Car e o Virtual Safety Car reside em seu funcionamento e no impacto estratégico que causam na prova. Entender quando cada um é usado é crucial para analisar a dinâmica de uma corrida.

O que é o Safety Car e como funciona?
O Safety Car (SC), ou carro de segurança, é um veículo físico de alta performance que entra na pista para liderar os carros de corrida em velocidade reduzida. Sua presença é necessária quando há um perigo iminente que exige uma intervenção mais demorada ou complexa na pista.
O procedimento de acionamento segue regras claras da FIA (Federação Internacional de Automobilismo):
Acionamento: É utilizado em incidentes graves, como acidentes com carros parados em locais perigosos, grande quantidade de detritos no traçado ou chuva torrencial que comprometa a segurança;
Sinalização: Os fiscais de pista agitam bandeiras amarelas e exibem placas com as letras “SC”. Os pilotos são imediatamente informados pelo rádio e por avisos no volante;
Comportamento em Pista: As ultrapassagens são proibidas. Todos os pilotos devem reduzir a velocidade e se alinhar em fila única atrás do Safety Car, seguindo a ordem da corrida no momento do acionamento;
Agrupamento do Pelotão: O principal efeito do Safety Car é agrupar todos os competidores. Isso elimina as vantagens de tempo que os líderes haviam construído, compactando o pelotão e, muitas vezes, alterando completamente o cenário da corrida;
Relargada: Antes de retornar aos boxes, o SC permite que os carros retardatários o ultrapassem para se realinharem no fim do pelotão. A corrida é reiniciada com uma largada em movimento quando o líder cruza a linha de partida após a saída do carro de segurança;
Virtual Safety Car: a neutralização digital e suas regras
O Virtual Safety Car (VSC) foi introduzido na Fórmula 1 em 2015 como uma alternativa para incidentes menos graves. Diferente do SC, não há um carro físico na pista. Trata-se de um procedimento que impõe um limite de velocidade para todos os pilotos de forma remota e simultânea.
Seu funcionamento é mais simples e menos disruptivo para a corrida:
Acionamento: O VSC é usado para situações que exigem uma neutralização rápida, como um carro parado em uma área de escape segura ou a remoção de um pequeno detrito da pista;
Sinalização: As placas “VSC” são exibidas nos painéis luminosos ao redor do circuito;
Limite de Velocidade: Os pilotos devem reduzir sua velocidade em aproximadamente 30-40% e manter um tempo de volta mínimo, controlado por um “delta time” exibido em seus volantes. Eles precisam manter esse delta positivo, ou seja, andar mais lento que o tempo de referência;
Manutenção das Distâncias: Como todos os carros diminuem a velocidade de maneira proporcional e ao mesmo tempo, as distâncias e as vantagens de tempo entre eles são, em grande parte, preservadas. Esta é a diferença fundamental em relação ao Safety Car;
Fim do Procedimento: A direção de prova anuncia que o VSC está terminando. Segundos depois, a bandeira verde é sinalizada nos painéis e a corrida é retomada instantaneamente, sem a necessidade de uma relargada formal;
Quando cada um é usado e o impacto estratégico
A decisão entre acionar o Safety Car ou o Virtual Safety Car cabe exclusivamente à direção de prova, baseada na gravidade e na localização do incidente. A escolha tem consequências diretas na estratégia das equipes.
Safety Car (Impacto Alto): É acionado por perigos significativos. Estrategicamente, ele cria uma oportunidade de ouro para um pit stop “barato”, pois o tempo perdido nos boxes é muito menor com o pelotão andando em velocidade reduzida. Equipes e pilotos podem arriscar trocas de pneus que não estavam planejadas, redefinindo completamente a corrida;
Virtual Safety Car (Impacto Médio): É acionado por perigos menores e de rápida solução. Ele também oferece uma janela vantajosa para pit stops, mas o benefício é menor se comparado ao SC. Sua principal característica é preservar a estrutura da corrida, já que não elimina as vantagens de tempo construídas pelos pilotos;
Enquanto o Safety Car atua como um “reset” na corrida ao agrupar o pelotão, o Virtual Safety Car funciona como um botão de “pausa”, neutralizando a pista sem alterar drasticamente as posições e as diferenças de tempo. Ambos são ferramentas indispensáveis para garantir a segurança dos pilotos e fiscais, mas seu impacto distinto na competição exige que as equipes estejam preparadas para adaptar suas estratégias em questão de segundos.


Fonte: Jovem Pan

Ficha técnica do sistema de iluminação automotiva: especificações do farol de LED e normas legais

A transição das lâmpadas halógenas com filamento de tungstênio para emissores de estado sólido (LED) exige atenção imediata à rede elétrica do veículo e à legislação de trânsito vigente. Antes de comprar componentes no mercado de reposição, a pergunta central nas vistorias de transferência e blitz de fiscalização é se é permitido instalar lâmpada de LED no farol do carro original de fábrica segundo o Contran. A Resolução 667/2017 do Conselho Nacional de Trânsito proíbe a alteração da tecnologia de iluminação original do veículo a partir de 2021. Automóveis projetados para usar lâmpadas halógenas não podem receber kits de diodos, salvo aqueles que obtiveram o Certificado de Segurança Veicular (CSV) antes do prazo legal. Para os modelos que possuem essa tecnologia homologada, a manutenção exige seguir parâmetros rigorosos de engenharia mecânica.
Parâmetros elétricos e eficiência luminosa dos diodos
O manual do proprietário estabelece especificações exatas de tolerância para o bom funcionamento do conjunto óptico e do alternador. Enquanto uma lâmpada H4 ou H7 convencional apresenta um alto índice de dissipação de calor inútil, a arquitetura em diodo entrega uma eficiência energética superior, exigindo menor carga do sistema de geração de energia do automóvel.
As principais grandezas de referência medidas nos centros de diagnose incluem:

Tensão nominal de trabalho: 12V em veículos de passeio convencionais e 24V na linha pesada.
Consumo de potência (Watts): 25W a 35W por lâmpada de LED, contra os 55W a 60W exigidos pelas halógenas de fábrica.
Fluxo de intensidade luminosa: 3.000 a 6.000 lúmens reais na projeção, oferecendo maior profundidade no asfalto.
Temperatura de cor do facho: 5.000K a 6.000K, padrão térmico adotado para luz branca pura que não dispersa sob neblina.

Diagnóstico de anomalias no painel e falhas de projeção
Sempre que ocorre intervenção no chicote dos faróis, a arquitetura eletrônica embarcada do carro reage imediatamente. O sintoma elétrico mais recorrente nas oficinas é o aviso de lâmpada queimada no quadro de instrumentos. Como a nova peça demanda baixa amperagem para funcionar, a Unidade de Controle Eletrônico (ECU) interpreta a leitura de baixa corrente elétrica como um rompimento de filamento, acionando o código de erro no painel.
Um defeito mecânico grave resultante de instalações amadoras é a perda do foco projetado. Se a microplaca onde os chips estão soldados não for idêntica à posição milimétrica do filamento original, ocorre a destruição da linha de corte do facho. Esse erro geométrico provoca o severo espalhamento da luz no refletor, o que diminui a visão real da pista e cega instantaneamente os condutores da via oposta. Outro problema recorrente é a cintilação (flicker), uma rápida oscilação do feixe luminoso gerada pela incompatibilidade com a modulação de pulso de energia (PWM) enviada pela rede do carro.
Protocolo de substituição e calibração de foco na oficina
Nos casos em que a reposição da peça original (OEM) é permitida, o procedimento técnico vai muito além de um simples encaixe no soquete. Exige isolamento térmico e alinhamento geométrico computadorizado.
1. Despressurização e acesso ao chicote original
O mecânico inicia a intervenção desconectando o terminal negativo da bateria para evitar curtos-circuitos no módulo de conforto (BCM) do automóvel. Realiza-se a inspeção tátil dos fios de alimentação, identificando possíveis derretimentos na carcaça de plástico ou zinabre nos pinos de conexão.
2. Instalação do módulo canbus e do dissipador térmico
O novo emissor precisa ser acoplado a um módulo de cancelamento de erro (Canbus), que restabelece a resistência elétrica ideal lida pelos sensores da ECU. Na montagem física, o profissional deve acomodar o chicote garantindo que a base traseira do farol — onde fica a ventoinha (cooler) ou a malha de cobre — fique completamente desobstruída. O correto gerenciamento térmico do conjunto impede o derretimento do farol.
3. Alinhamento focal com equipamento de regloscópio
Nenhuma troca óptica está finalizada sem o nivelamento a laser. Com o carro nivelado e os pneus na pressão estipulada no manual, posiciona-se o equipamento de calibração chamado regloscópio. Através dos parafusos de ajuste na carcaça, o feixe é regulado para um ângulo de declínio de -1,0% a -1,2%, calibrando a altura para que a luz ilumine perfeitamente o chão e as placas sem invadir a área dos retrovisores do veículo da frente.
Expectativa de vida útil, custos de reposição e multas de trânsito
Quando operado dentro das margens ideais de temperatura de trabalho, um sistema de iluminação eletrônica bem dimensionado possui uma durabilidade estimada em 30.000 horas de uso contínuo, superando exponencialmente a vida útil média de 600 horas das tecnologias passadas. Para reposição em veículos que comportam o sistema, o proprietário deve prever um investimento médio de R$ 300 a R$ 800 em pares de marcas consolidadas e com dissipação ativa.
O risco financeiro e legal surge quando as especificações de engenharia são ignoradas e a modificação é feita de forma irregular. Trafegar com o conjunto óptico adulterado sem previsão de fábrica é enquadrado pelo Código de Trânsito Brasileiro (Art. 230) como infração grave. O condutor é autuado com multa no valor de R$ 195,23 e recebe cinco pontos na CNH. Além do prejuízo financeiro, a autoridade de trânsito aplica a medida administrativa de retenção do veículo, obrigando o motorista a acionar um reboque ou realizar a troca imediata das lâmpadas na rodovia para conseguir liberação.
A falta de critério na manutenção preventiva e nas modificações elétricas compromete diretamente a segurança viária coletiva. Utilizar sistemas de iluminação descalibrados eleva a carga térmica nos fios, podendo causar derretimento crônico do chicote, e induz ao potencial ofuscamento de motoristas no sentido contrário. Manter a integridade física dos faróis, verificar o estado das vedações contra umidade e respeitar as dimensões de foco são práticas primordiais que salvam vidas e garantem eficiência luminosa em viagens noturnas.


Fonte: Jovem Pan

Vídeo: Veja o momento em que Trump é retirado de jantar após ataque a tiros

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é retirado às pressas de um jantar com jornalistas e correspondentes, realizado neste sábado (25) no hotel Hilton, em Washingto. Nas imagens, é possível ver Trump interagindo com um homem quando o Serviço Secreto entra correndo para tirá-lo do local.

BREAKING: Trump and several Cabinet members rushed out of the WHCA dinner after a security incident. pic.twitter.com/6X1CxIO80M
— Republicans against Trump (@RpsAgainstTrump) April 26, 2026

Um outro vídeo, compartilhado pelo próprio presidente norte-americano, mostra o suspeito, que está detido, passando correndo pelos agentes de segurança que, aparentemente, disparam contra o homem. O suspeito ainda não teve a identidade revelada, mas, segundo Trump, isso deve mudar nas próximas horas. Em coletiva depois do ocorrido, ele chegou a dizer que o homem era um “lobo solitário” e que ele “estava doente”. O suspeito seria um morador da Califórnia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado de um jantar para a imprensa em Washington, após ataque a tiros. Segundo publicação do FBI em Washington na rede X, um suspeito foi detido. Além de Trump, o vice-presidente, J.D. Vance e a primeira-dama, Melania Trump, também foram retirados do local por agentes do Serviço Secreto. Altos estrondos foram ouvidos e os convidados do jantar de gala da Associação de Correspondentes da Casa Branca correram para se esconder debaixo das mesas.
Segundo apurou a Jovem Pan, Donald Trump planejava discursar por 40 minutos no evento que contava com mais de 400 jornalistas.
Em nota, na rede social Truth Social, o presidente elogiou o Serviço Secreto. “O Serviço Secreto e as forças policiais fizeram um trabalho fantástico. Agiram com rapidez e bravura. O atirador foi detido e eu recomendei que “deixássemos o show continuar”, mas seguiremos inteiramente as orientações das forças policiais. Eles tomarão uma decisão em breve”, escreveu.
Um outra publicação, mostra o suspeito, que não teve a identidade revelada, detido pelos agentes de segurança.


Fonte: Jovem Pan

Ciro Gomes diz que vai decidir sobre candidatura à presidência em maio

Em um evento do PSDB em São Paulo neste sábado (25), Ciro Gomes disse ainda não confirmou se vai aceitar a posição à presidência da República. Segundo ele, a decisão será em maio, mas já coloca no discurso pautas de campanha e nega ser uma espécie de terceira via.
Essa é a primeira aparição pública de Ciro Gomes desde que foi indicado pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, no dia 14 de abril, para a disputa.
Em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), Ciro Gomes também disse que não é “razoável” que ministros estejam “todos os dias” nas páginas policiais.

Ciro disse ainda estar cansado em relação à política nacional e que só considera a possibilidade diante da gravidade do cenário econômico e institucional do país.

No âmbito das críticas ao Judiciário – uma pauta presente nos discursos de quase todos os pré-candidatos – Ciro disse ser contra a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União do Brasil, à Suprema Corte, para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.

Além de Ciro Gomes, o ex-prefeito de Santo André, indicado pelo partido à disputa do governo do estado, Paulo Serra, também esteve presente no evento.

Essa pode ser a quinta candidatura do cearense à presidência da República. As outras quatro candidaturas foram em: 1998, 2002, 2018 e 2022.
Ciro também foi governador do estado do Ceará entre 1991 e 1994. Além de ministro de duas pastas, em duas gestões diferentes. Primeiro, ao ocupar o ministério da fazenda em 1994, no governo de Itamar Franco. E também no ministério da integração nacional, no primeiro mandato de Lula, entre 2003 e 2006.


Fonte: Jovem Pan

Trump parabeniza Serviço Secreto e posta foto de suspeito de ataque detido

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, postou, na noite deste sábado (25), uma foto do suspeito do ataque a tiros em um jantar com jornalistas e correspondentes na Casa Branca detido. Segundo o republicano, o homem é um morador da Califórnia e “está muito doente”.  A publicação foi feita por meio da Truth Social.
Trump também parabenizou o serviço secreto rápido trabalho na detenção do suspeito. “Serviço Secreto e as forças de segurança fizeram um trabalho fantástico”, disse. O presidente precisou ser retirado do jantar com jornalistas promovido pela Associação dos Correspondentes da Casa Branca, no hotel Washington Hilton após tiros serem ouvidos.
“Foi uma noite e tanto em Washington. O Serviço Secreto e as forças de segurança fizeram um trabalho fantástico. Agiram com rapidez e coragem”, disse Trump. “O atirador foi detido, e eu recomendei que “DEIXEM O SHOW CONTINUAR”, mas serei totalmente orientado pelas forças de segurança. Eles tomarão uma decisão em breve. Independentemente dessa decisão, a noite será bem diferente do que estava planejado, e nós simplesmente vamos ter que fazer isso de novo”, acrescentou.

Foi ao sair deste mesmo hotel, em 30 de março de 1981, que o então presidente Ronald Reagan sofreu um atentado a tiros.
O âncora da CNN Wolf Blitzer, que estava no jantar, afirmou que as autoridades ordenaram a evacuação do local, apesar de a organização ter dito anteriormente que o evento continuaria.
A CNN mostrou imagens do momento em que Trump foi retirado da sala por seguranças. Ele parece cair logo após levantar da cadeira, amparado pelos agentes, mas se ergue logo em seguida.
*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Regulação das apostas: governo bloqueia 27 plataformas que faziam previsões sobre eventos

Apostas, bets, plataforma de apostas
Divulgação
O governo federal informou nesta sexta-feira (24) que bloqueou 27 plataformas de chamadas apostas de “predição”, que fazem previsões atreladas a eventos esportivos, jogos on-line e temas políticos, eleitorais, sociais, culturais ou de entretenimento.
As declarações foram dadas durante coletiva de imprensa, no Palácio do Planalto, sobre a regulação do setor de apostas no país.
➡️Inicialmente, o governo informou que foram 28 bloqueios. Contudo, às 16h40 desta sexta, eles corrigiram a informação sob o argumento de que uma plataforma foi retirada da lista na noite desta quinta (veja lista abaixo).
Segundo integrantes do governo, a medida faz parte do esforço para evitar a consolidação de um novo mercado de apostas sem controle.
A avaliação é que esse tipo de plataforma expõe brasileiros a riscos financeiros e opera em desconformidade com a legislação brasileira.
🔎Os chamados mercados de predição funcionam como plataformas em que os participantes apostam dinheiro no desfecho de eventos futuros — como eleições, decisões políticas, resultados de reality shows ou até indicadores econômicos.
🔎Diferentemente das bets tradicionais, essas apostas envolvem previsões sobre acontecimentos públicos e podem se aproximar de instrumentos financeiros não autorizados no Brasil.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Representantes do governo disseram ainda que, desde 2023, vem adotando uma regulação mais firme do setor de apostas e que atua para fechar as portas de empresas que tentam operar de forma irregular no país.
O anúncio ocorre no dia em que foi publicada resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que proíbe a oferta e a negociação, no país, desse tipo de plataforma.
A norma, aprovada em sessão realizada na quinta (23) e que passa a valer em 4 de maio, não afeta as bets já conhecidas no Brasil.
O endurecimento das regras sobre apostas também acontece em meio a uma preocupação recorrente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o impacto do setor no orçamento das famílias.
Em diferentes ocasiões, Lula tem alertado para o avanço das bets e para o risco de endividamento, principalmente entre consumidores mais vulneráveis.
O endividamento das famílias, inclusive, é um ponto central nos discursos recentes de Lula, que tem discutido medidas para diminuir o impacto dessas dívidas na renda dos brasileiros — principalmente em ano eleitoral, em que o petista concorre ao quarto mandato.
Irregulares
Participaram da entrevista coletiva, no Palácio do Planalto, os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e da Casa Civil, Miriam Belchior.
Durigan reforçou o caráter irregular do mercado de predição no Brasil.
“Nós temos hoje, no comando do Congresso Nacional, uma lei no mercado de apostas que tem sido executada de maneira rigorosa. O mercado de predição não está aderente a essa regulação do Congresso, portanto viola a lei que o Congresso aprovou que trata de apostas”, argumentou.
“Há outro campo de preocupação que é dos derivativos do sistema financeiro. O Conselho Monetário Nacional esclareceu quais são os ativos subjacentes que podem ser objeto de derivativos — de modo que a gente não vá ter aqui previsão de chuva, morte de uma determinada celebridade como possibilidade de ser encarado como derivativo regular no Brasil”, prosseguiu.
🔎De acordo com o ministro, entre 2024 a 2025, o governo bloqueou 39 mil domínios de bets irregulares, além de mais de 450 perfis em redes sociais.
Lista das plataformas bloqueadas
PredictIt
Palpita
Cravei
Previsao
Véspera
Palpitano
PRÉVIAS – Plataforma de Mercado Preditivo
Predict
ProphetX Prediction Market
Robinhood
OG | Prediction Markets & Real-Time Odds
Fanatics Markets
Novig
Hedgehog Markets
IBKR ForecastTrader
Voxfi
Futuriza
Eu Já Sabia Mercados Preditivos
MercadoPred
Palpitada
Pliks
PolySwipe
PRED Exchange
Ruckus Market
Stride
Polymarket
Kalshi


Fonte:

g1 > Política

Congresso Nacional analisa veto de Lula ao PL da Dosimetria; saiba o que está em jogo

O Congresso Nacional deve analisar, na próxima quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei que permite a redução de penas de condenados por atos golpistas, incluindo os ataques de 8 de janeiro de 2023.
Conhecida como “PL da Dosimetria”, a proposta também pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela tentativa de golpe de Estado em 2022.
Deputados e senadores vão avaliar se deve ser mantido o veto integral proposta ou se ele deve ser derrubado — para a rejeição, é necessária a maioria absoluta da Câmara (257 deputados) e do Senado (41 senadores), em votações separadas das duas Casas.
O g1 explica a proposta e os próximos passos.
Motta defende derrubada de vetos ao PL da Dosimetria para liberar presos
O que diz o projeto
A proposta estabelece uma regra específica para a aplicação de penas de dois crimes contra a democracia — abolição violenta do Estado Democrático de Direito (que tem pena de 4 a 8 anos de prisão) e golpe de Estado (com pena de 4 a 12 anos de prisão).
O texto diz que, se esses delitos forem cometidos no mesmo contexto, as penas não podem ser somadas.
🔎 O projeto diz que, nesses casos, deve ser usado o chamado “concurso formal de crimes”, pelo qual será aplicada a pena do crime mais grave, com um acréscimo de um sexto até a metade. Cabe à Justiça definir qual será a fração de tempo para cada caso.
Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) entende que os dois crimes podem ocorrer de forma simultânea. Com isso, as penas podem ser somadas. Foi o que aconteceu nas condenações de réus do 8 de janeiro de 2023.
No julgamento da trama golpista, em que foram condenados o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, o STF aplicou o mesmo entendimento.
Na prática, a mudança na forma de cálculo resulta em redução da punição, que é aplicável mesmo quando os condenados já estão cumprindo a pena.
Além disso, o texto determina que, quando os crimes ocorrem em contexto de multidão, a punição será reduzida de um a dois terços, desde que a pessoa não tenha financiado ou exercido papel de liderança.
Nas condenações do 8 de janeiro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) usou na acusação a tese dos “crimes multitudinários”, também conhecidos como crimes de multidão.
Segundo a literatura jurídica, esses delitos são cometidos por um grupo de pessoas em um tumulto. Nessa circunstância, uma pessoa acaba exercendo influência sobre a outra – por ações ilegais que são sugeridas ou imitadas – mesmo que elas não se conheçam.
A proposta altera ainda as regras de progressão de regime dos condenados — a passagem do regime fechado para o semiaberto e o aberto. A ideia é permitir a saída do regime fechado após o cumprimento de um sexto da punição.
Câmara e Senado: fachada do prédio do Congresso Nacional na Esplanada dos Ministérios no dia 4 de julho de 2017
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Veto do presidente
Em 8 janeiro deste ano — três anos após os ataques antidemocráticos às sedes dos Três Poderes — o presidente Lula vetou integralmente a proposta.
O Executivo considerou que o projeto é inconstitucional e contraria o interesse público, “uma vez que a redução da resposta penal a crimes contra o Estado Democrático de Direito daria o condão de aumentar a incidência de crimes contra a ordem democrática e indicaria retrocesso no processo histórico de redemocratização que originou a Nova República”.
“Além disso, a facilitação de condutas que ameaçam o Estado Democrático de Direito representaria não apenas a impunidade baseada em interesses casuísticos, mas também a ameaça ao ordenamento jurídico e a todo o sistema de garantias fundamentais alicerçado na Constituição ao afrontar os princípios constitucionais da proporcionalidade, da isonomia e da impessoalidade, incorrendo em uma proteção deficiente de bens jurídicos fundamentais”, afirmou o governo na mensagem ao Congresso.
A Constituição permite que o presidente da República vete, total ou parcialmente, projetos de lei aprovados pelo Congresso, se concluir que violam princípios constitucionais ou são contrários ao interesse público
Avaliação do veto no Congresso
A Constituição também determina que, em caso de veto, cabe ao Congresso Nacional decidir se ele será mantido ou não.
É isso que será feito agora pelas duas Casas Legislativas, em sessão conjunta.
Para derrubar um veto, são necessários os votos de 257 deputados e 41 senadores. As votações são separadas por Casa, mas acontecem na mesma sessão.
A votação é aberta e nominal, por meio de cédula eletrônica de votação. A apuração começa pela Câmara dos Deputados.
Cenários
Se o veto for mantido, a proposta é arquivada.
Se for derrubado, a proposta é encaminhada à promulgação pelo presidente da República em até 48 horas.
Se o presidente não o fizer, a tarefa caberá ao presidente do Senado, também em 48 horas. Se esse também não promulgar, o procedimento caberá ao vice-presidente do Senado, no caso, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Promulgado o texto, ele se torna lei, entrando em vigor logo após sua publicação oficial.
Questionamentos ao STF
Se a proposta vira lei, fica sujeita a questionamentos no Supremo Tribunal Federal. Pode ser alvo, por exemplo, de ações que contestam sua validade, apresentadas por partidos políticos, entidades de classe, Procuradoria-Geral da República e do próprio governo.
Esses são alguns dos agentes autorizados pela Constituição a entrar com processos deste tipo no Supremo.
Se o tema parar no STF, caberá aos ministros decidir se a norma está de acordo com a Constituição. Se não estiver, a lei é anulada.


Fonte:

g1 > Política

“Um individuo doente”, diz Trump sobre homem que abriu fogo em evento com jornalistas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o homem que abriu fogo em um evento no Hilton Hotel, em Washington, é “um indivíduo doente” e provavelmente agiu sozinho. Deu a declaração em entrevista coletiva na Casa Branca cerca de uma hora depois do incidente.
“Ele está sob custódia e as forças de segurança vão investigar o apartamento dele. Ele provavelmente vive na Califórnia”, afirmou.
Ele também fez um apelo de pacificação: “Precisamos resolver nossas diferenças de forma pacífica”, disse o presidente. Ele afirmou que a união demonstrada por todos os presentes foi um momento “bonito”.
O republicano disse que o suspeito estava com várias armas. Ele também confirmou que um agente do Serviço Secreto foi atingido por um tiro, mas estava utilizando colete à prova de balas e passa bem. O presidente também confirmou que o suspeito está sob custódia.
Ele também agradeceu aos jornalistas pela cobertura “honesta” do incidente.
O incidente
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado de um jantar para a imprensa em Washington, na noite deste sábado (25), após ataque a tiros. Segundo publicação do FBI em Washington na rede X, um suspeito foi detido.
O evento é anual e acontece no Hotel Washington Hilton, onde o jantar é feito para os jornalistas correspondentes da Casa Branca. Era a primeira vez que Trump participava do encontro como presidente dos EUA.
Além de Trump, o vice-presidente, J.D. Vance e a primeira-dama, Melania Trump, também foram retirados do local por agentes do Serviço Secreto.

Altos estrondos foram ouvidos e os convidados do jantar de gala da Associação de Correspondentes da Casa Branca correram para se esconder debaixo das mesas.
Equipes táticas com armas em punho se posicionaram no palco onde Trump estava sentado antes de ser evacuado. A polícia cercou o Hotel Washington Hilton, onde o evento acontecia, e helicópteros sobrevoavam o local.
Segundo apurou a Jovem Pan, Donald Trump planejava discursar por 40 minutos no evento que contava com mais de 400 jornalistas.
Em nota, na rede social Truth Social, o presidente elogiou o Serviço Secreto. “O Serviço Secreto e as forças policiais fizeram um trabalho fantástico. Agiram com rapidez e bravura. O atirador foi detido e eu recomendei que “deixássemos o show continuar”, mas seguiremos inteiramente as orientações das forças policiais. Eles tomarão uma decisão em breve”, escreveu.
“Independentemente dessa decisão, a noite será muito diferente do planejado e, simplesmente, teremos que fazer tudo de novo”, completou Trump.
Em outra publicação nas redes sociais, Trump informou que as autoridades policiais solicitaram que as instalações fossem evacuadas e que dará uma coletiva de imprensa em poucos minutos. “As autoridades policiais solicitaram que deixássemos as instalações, de acordo com o protocolo, o que faremos imediatamente. Darei uma coletiva de imprensa em 30 minutos, na Sala de Imprensa da Casa Branca”, informou.
O presidente também afirmou que a primeira-dama, o vice-presidente e todos os membros do gabinete estão bem. Segundo Trump, após conversar com os representantes responsáveis ​​pelo evento, o jantar será remarcado dentro dos próximos 30 dias.
Toda a sala foi esvaziada, comprovaram jornalistas da AFP. Vários integrantes do governo americano, desde o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, até o titular do Departamento de Estado, Marco Rubio, aparentemente também foram evacuados.


Fonte: Jovem Pan