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Por que o carro flex falha no frio e o segredo para o motor pegar de primeira

Basta a temperatura cair para o pesadelo de muitos motoristas recomeçar: você vira a chave na garagem, o motor tosse, engasga e simplesmente não liga. Esse cenário é um clássico em veículos com o tanque abastecido de etanol nas manhãs mais geladas. A culpa não é de uma bateria fraca ou das velas desgastadas, mas de uma questão puramente química, já que o combustível vegetal tem extrema dificuldade para evaporar em climas frios. Para contornar essa falha física, a engenharia automotiva desenvolveu soluções que vão desde o tradicional recipiente sob o capô até os modernos pré-aquecedores eletrônicos.
Como a temperatura afeta o motor flex
Qualquer motor a combustão precisa que o combustível se transforme em vapor para que a faísca inicial gere a explosão. O grande problema é que, quando os termômetros marcam abaixo dos 15 graus Celsius, o álcool dentro do tanque insiste em permanecer em estado líquido. É exatamente nesse momento crítico que entra em cena o sistema de auxílio para salvar a viagem.
Nos carros mais populares e de gerações anteriores, a central eletrônica identifica o ar gelado e aciona o reservatório extra imediatamente. O sistema ejeta uma pequena dose de combustível fóssil diretamente no coletor, criando a queima rápida necessária para que os pistões comecem a trabalhar. Sem esse empurrão inicial, o álcool líquido apenas encharcaria as velas.
A aposentadoria do reservatório auxiliar
Se você trocou de veículo recentemente, é bem provável que não exista mais a tampa vermelha escondida no compartimento do motor. Para tornar o processo mais eficiente e evitar o esquecimento dos condutores, a indústria automotiva praticamente aboliu o recipiente extra nos projetos recentes.
A solução atual está na própria linha de alimentação. Os veículos modernos contam com bicos injetores com resistência elétrica acoplada. Assim que o motorista destrava a porta ou insere a chave na ignição, o sistema envia energia para pré-aquecer o próprio etanol. Dessa forma, o líquido ganha temperatura rapidamente e atinge a câmara de combustão pronto para a queima imediata, dispensando a necessidade de componentes adicionais.
O combustível certo para evitar falhas
Para quem dirige automóveis que ainda dependem da mecânica clássica, entender como funciona o tanquinho de partida a frio e qual combustível usar no inverno para o carro não falhar é a garantia de sair de casa no horário. O maior erro que se pode cometer na bomba do posto é solicitar o preenchimento com as versões comum ou aditivada.
Como o líquido é demandado apenas em poucas semanas do ano, ele passa muito tempo parado e perde suas propriedades físico-químicas, formando uma goma que entope as mangueiras. A recomendação definitiva dos engenheiros mecânicos é abastecer exclusivamente com gasolina premium, como a Podium ou a Octapro. Por possuírem uma formulação especial e baixíssimo nível de etanol na mistura, elas duram meses no compartimento sem apodrecer.
O impacto real no bolso do motorista
É muito comum que os donos de carros fujam das mangueiras de versões premium por causa do preço elevado por litro cobrado nos postos. Contudo, essa matemática não se aplica ao sistema auxiliar. O pequeno compartimento de ignição comporta menos de um litro de fluido na esmagadora maioria dos modelos.
Gastar um valor irrisório a mais por uma química de alta durabilidade funciona como um seguro extremamente barato. A insistência em tentar dar a partida a seco nas manhãs de junho e julho costuma afogar o motor e descarregar a bateria completamente. Quando isso acontece, o gasto com um guincho ou a compra de um acumulador de energia novo supera facilmente o custo de décadas de abastecimento correto.
Dúvidas frequentes sobre a partida a frio
Posso misturar gasolina direto no tanque principal no inverno?
Sim. Se você mora em uma região muito fria e seu veículo sofre cronicamente para ligar, colocar cerca de 20% de gasolina no tanque que já está com etanol resolve o gargalo temporariamente. Essa proporção eleva a capacidade de vaporização geral da mistura e facilita o trabalho mecânico na primeira batida da chave.
O que fazer se o carro não ligar na primeira tentativa?
O segredo é a paciência. Nunca force o giro da chave por mais de dez segundos seguidos. Esse esforço prolongado superaquece o motor de arranque e drena a sua bateria de forma severa. O correto é aguardar cerca de trinta segundos antes de uma nova tentativa, dando tempo para o sistema pressurizar o fluido novamente.
A transição tecnológica do mercado continua avançando para eliminar peças mecânicas vulneráveis, exigindo cada vez menos manutenção ativa por parte de quem senta ao volante. Enquanto a frota nacional ainda percorre esse caminho de renovação, conhecer as limitações térmicas do seu automóvel e investir em prevenções simples garantem que a sua mobilidade não congele junto com a mudança de estação.


Fonte: Jovem Pan

A tecnologia e os hábitos que impedem a bateria de falhar nas manhãs geladas

O termômetro cai, você entra no veículo para ir ao trabalho e, ao girar a chave ou apertar o botão de partida, o motor mal responde. Esse cenário frustrante é o pesadelo de muitos motoristas durante os meses de inverno. Para descobrir o que fazer para a bateria do carro não descarregar rápido ou falhar nas manhãs geladas, o primeiro passo é compreender que o clima extremo exige um esforço duplicado do sistema elétrico. O mercado automotivo em 2026 já oferece peças de reposição mais inteligentes, mas a sobrevida real do equipamento ainda depende diretamente dos vícios de quem está ao volante.

Por que o carro sofre para ligar nas manhãs de inverno
A bateria é um acumulador de energia que funciona à base de compostos como chumbo e ácido sulfúrico. Quando a temperatura ambiente despenca de forma agressiva, o fluido interno fica denso e as reações químicas perdem a velocidade original, cortando a capacidade da peça de enviar eletricidade farta para o motor de arranque. É uma questão puramente física que impacta praticamente todos os modelos movidos a combustão no trânsito.
Além dessa lentidão interna, existe um forte obstáculo mecânico. O óleo que lubrifica o propulsor fica muito mais espesso no frio intenso, o que acaba criando uma resistência física contra o movimento das engrenagens. Para fazer esse bloco metálico pesado girar no início do dia, o sistema exige um pico altíssimo de força. Se o acumulador já estiver com sua vida útil no limite, ele simplesmente não terá vitalidade para vencer a barreira da lubrificação fria, deixando o condutor na mão.
O jogo muda para os veículos modernos equipados com o sistema start-stop, aquela tecnologia que desliga o motor nos semáforos para poupar combustível. Esses modelos usam a tecnologia de baterias do tipo AGM, que carregam mantas de fibra de vidro absorventes. Elas oferecem pulsos de energia imediatos e lidam de forma superior com o clima gelado, embora também sofram se o proprietário negligenciar as revisões periódicas.
O impacto prático na rotina de quem dirige
Preservar todo o conjunto elétrico exige microajustes no comportamento diário. A atitude mais simples é desligar todos os componentes eletrônicos antes de acionar a ignição. Se o ar-condicionado, a central multimídia e os faróis principais estiverem ligados no exato momento em que você gira a chave, esses itens vão roubar a valiosa amperagem que deveria ser injetada exclusivamente na partida do motor.
A armadilha silenciosa dos trajetos curtos
Usar o automóvel apenas para pequenas distâncias é um hábito que afunda a autonomia da peça. O alternador do veículo, que tem a missão de repor a energia da bateria com o carro circulando, precisa de cerca de vinte minutos de rotação para compensar a descarga colossal gerada na hora de ligar. Aquele motorista que dirige apenas por três quarteirões cria um déficit crônico, esvaziando lentamente a carga até que ela não seja mais suficiente para uma manhã gelada.
O perigo da longa ociosidade no estacionamento
Nos casos em que o veículo passa mais de uma semana imóvel na garagem, itens paralelos como o alarme e a placa de rastreamento continuam devorando uma pequena porção de eletricidade o tempo inteiro. O truque preventivo é ligar o motor a cada dois dias e deixar que ele alcance a temperatura ideal de funcionamento na lenta. Esse cuidado aquece os fluidos, espalha o óleo nas paredes dos cilindros e deixa a reserva de energia sempre estável.
O peso da troca de bateria no bolso do consumidor
Rodar com falhas constantes no sistema custa caro e puxa problemas para setores que não deveriam dar defeito. Insistir em andar com a tensão elétrica abaixo do ideal sobrecarrega brutalmente o alternador e castiga os dentes do motor de partida. Se essas peças vizinhas entrarem em colapso devido à falta de carga limpa, o orçamento do reparo atinge a casa dos milhares de reais com extrema facilidade.
No varejo de autopeças de 2026, os preços variam com base no volume de tecnologia embaraçada no seu carro. Uma peça convencional de 60 amperes, que atende muito bem os sedãs tradicionais e os hatches populares, tem um custo na faixa de R$ 250 a R$ 400. Porém, o dono de um utilitário tecnológico ou carro de luxo precisa desembolsar de R$ 600 a R$ 1.200 em um modelo com selo AGM, projetado para suportar toda a malha de sensores e telas espalhadas pelo painel.
Como as baterias clássicas duram de três a cinco anos, a manutenção preventiva é o maior escudo financeiro do condutor. Fazer um simples teste de voltímetro com o mecânico antes que o inverno ganhe força é a melhor forma de identificar a perda de capacidade. Substituir o componente no susto, geralmente exigindo a chamada de um socorro móvel, sempre encarece o valor do serviço e destrói o planejamento da sua rotina.
Perguntas frequentes sobre falhas na ignição
O que significa a sigla CCA que aparece no adesivo da bateria?
O termo CCA indica a Corrente de Partida a Frio, que é basicamente o limite máximo de força elétrica que a peça suporta enviar em condições de baixíssimas temperaturas durante alguns segundos. Veículos que moram em regiões muito frias devem dar preferência a peças com uma classificação de CCA mais robusta.
Aquecer o motor antes de sair da garagem ainda é necessário nos dias frios?
Nos modelos fabricados com injeção eletrônica, deixar o carro parado esquentando por cinco minutos não traz grandes vantagens e apenas gasta combustível. O mais saudável para a mecânica é ligar o propulsor e dirigir de maneira suave nas primeiras ruas, sem acelerações agressivas, para que o óleo atinja a fluidez perfeita com o carro rodando.
A bateria dos automóveis 100% elétricos também sofre perdas com o frio?
Sim. As células de energia que formam o assoalho dos elétricos têm a sua eficiência química prejudicada em ambientes gelados. Na prática, isso faz com que a autonomia total reduza e o tempo nas estações de recarga fique maior. Nesses carros, vale a pena acionar a climatização da cabine ainda pelo aplicativo, enquanto o plugue continua conectado na tomada, evitando gastar a bateria principal para aquecer os passageiros.
Os cenários de frio não precisam resultar em chamadas constantes ao guincho ou atrasos monumentais para o trabalho. A evolução da indústria de autopeças trouxe acumuladores com muito mais fôlego contra o choque térmico. Quando o dono do carro une a compra da amperagem correta ao simples reflexo de desligar o painel no momento da ignição, ele retoma o controle absoluto sobre o veículo, passando imune pelos meses de inverno.


Fonte: Jovem Pan

Sintomas e causas das rachaduras nos calcanhares no frio

O tempo esfria e, de forma quase imediata, o corpo todo começa a dar sinais visíveis de desidratação. As rachaduras nos calcanhares e solas representam um espessamento extremo da barreira cutânea, que acaba perdendo a sua elasticidade e hidratação natural. Quando a pele fica rígida demais e sofre o impacto diário do peso do corpo, ela se rompe formando fendas que podem variar de um leve desconforto superficial até feridas bastante profundas.

Quais são os primeiros sinais de ressecamento
A perda de água pela pele acontece de forma muito gradual e constante. Antes que as fissuras se abram completamente, o organismo emite alertas físicos claros de que a integridade do tecido está comprometida. Os sintomas perceptíveis incluem:

A presença de descamação fina e o aumento da aspereza na sola dos pés;
Uma sensação constante de repuxamento ao tentar esticar os dedos ou ao caminhar;
O surgimento de calosidades e o endurecimento das bordas do calcanhar;
Um quadro de vermelhidão e sensibilidade ao toque, que costuma piorar logo após o banho;
A manifestação de dor aguda e pontadas frequentes quando as rachaduras atingem camadas internas;
A ocorrência de pequenos sangramentos nas fendas em casos crônicos que não receberam tratamento inicial;

O que provoca as lesões durante o outono e inverno
A drástica mudança climática atua como o principal gatilho ambiental para o problema. Durante os meses de baixas temperaturas, a queda na umidade relativa do ar acelera rapidamente a evaporação da água que deveria ficar retida na epiderme. Para agravar o cenário, o costume diário de tomar banhos muito quentes e demorados derrete a fina camada de proteção natural, deixando os pés completamente expostos.
Entender como tratar e evitar rachaduras nos pés durante a temporada de outono e inverno também passa por observar de perto os nossos hábitos cotidianos de vestuário. A utilização contínua de meias de material sintético e sapatos excessivamente fechados bloqueia a transpiração. Em contrapartida, caminhar descalço em pisos porosos ou usar sapatos abertos e sem amortecimento eleva o impacto agressivo na sola do pé.
Existem ainda condições preexistentes que aceleram a desidratação. Pessoas que convivem com diabetes, alterações na tireoide ou obesidade apresentam maior tendência ao ressecamento extremo. A lentidão na circulação sanguínea que ocorre nas extremidades, bastante comum durante o envelhecimento natural do corpo, também dificulta a regeneração saudável das células.
Como o médico avalia a gravidade do quadro
O diagnóstico do problema é predominantemente visual e realizado de forma tátil no consultório. O dermatologista ou o podólogo avaliam com atenção a espessura das calosidades e a profundidade real das fendas. O profissional responsável costuma apalpar a região afetada para identificar o nível de inflamação e a resposta de dor do paciente.
Para indivíduos que possuem alterações metabólicas e problemas circulatórios, a investigação médica exige muito mais rigor. Realizam-se testes físicos para medir a sensibilidade, pois a neuropatia pode camuflar o surgimento de úlceras. A equipe de saúde também verifica a possível proliferação de fungos ou bactérias oportunistas nos cortes, já que as fendas abertas facilitam a instalação de infecções graves.
Caminhos seguros para tratar e recuperar a pele
O manejo de lesões nos pés pede consistência na rotina de higiene diária. O foco principal das intervenções é devolver a umidade perdida e retirar o acúmulo de tecido morto com extrema gentileza, evitando machucar uma área que já se encontra fragilizada. As opções seguras recomendadas envolvem:

A aplicação de cremes ricos em ureia e manteigas vegetais para garantir uma hidratação profunda noturna logo após sair do chuveiro;
O uso de uma meia respirável durante o sono como truque oclusivo para reter a água na pele e absorver o creme;
O ajuste da temperatura do chuveiro e a manutenção de banhos mornos e de curta duração para frear as agressões ao corpo;
A substituição de limpadores fortes por fórmulas adstringentes menores, optando sempre pelos sabonetes neutros e suaves;
O abandono do atrito mecânico em favor de produtos que façam uma esfoliação química e controlada, respeitando a renovação celular;

Dúvidas frequentes sobre a saúde dos pés
Posso utilizar uma lixa de pé para afinar as rachaduras mais grossas?
O atrito contínuo promovido pela lixa não costuma ser o método mais adequado. O organismo entende essa raspagem física como uma agressão direta e, num mecanismo de defesa, passa a produzir uma camada de pele ainda mais grossa. O ideal é priorizar agentes emolientes potentes e buscar um profissional da podologia para a remoção segura do excesso de queratina.
As fendas profundas podem evoluir para algum problema maior de saúde?
Sim. Quando os cortes atingem as camadas internas e chegam a sangrar, eles se transformam no ambiente ideal para a entrada de microrganismos nocivos. Essa vulnerabilidade cutânea pode desencadear celulites infecciosas, erisipela ou micoses crônicas, que demandarão tratamentos prolongados e uso de antibióticos.
A manutenção de uma rotina gentil de hidratação é o grande segredo para preservar a integridade da caminhada durante a estação fria. Nenhuma orientação afasta a necessidade vital de buscar o acompanhamento de um dermatologista devidamente qualificado. Se o desconforto persistir mesmo com as adaptações em casa, compareça a uma consulta médica especializada e nunca aplique pomadas curativas sem uma prescrição clara.


Fonte: Jovem Pan

O que fazer para evitar crises de rinite e alergia com a chegada do outono

Alergias respiratórias são respostas exageradas do sistema imunológico a substâncias comuns suspensas no ar, como ácaros, poeira e esporos de fungos. Durante o outono, a queda na umidade e o esfriamento do clima tornam as vias respiratórias mais ressecadas e sensíveis, facilitando a inflamação em quem já lida com condições clínicas como a rinite e a asma. Esse cenário sazonal exige uma intervenção imediata no ambiente doméstico para reduzir a circulação de agentes irritantes antes que o quadro evolua para episódios agudos de falta de ar e noites mal dormidas.
Principais sintomas do quadro alérgico
Quando as defesas do corpo reagem fortemente aos gatilhos do outono, o impacto físico concentra-se de forma rápida na região do rosto e do trato respiratório inferior. Os sinais de alerta mais frequentes incluem:

Espirros repetidos em sequência, que costumam ocorrer logo ao acordar ou ao entrar em um cômodo que estava fechado.
Coriza clara e aquosa, geralmente acompanhada de uma coceira intensa na ponta do nariz, nos olhos e na garganta.
Sensação de nariz entupido, forçando o indivíduo a respirar constantemente pela boca, o que resseca ainda mais a garganta.
Olhos lacrimejantes e vermelhos, muitas vezes com o surgimento de olheiras e leve inchaço na região do rosto.
Tosse seca e chiado no peito, que funcionam como um alerta maior de que o pulmão está sofrendo, algo característico das crises asmáticas.

 
O que provoca as reações no organismo
O ar frio e com baixa umidade do outono atua como um irritante direto para a mucosa, lentificando o sistema natural de limpeza dos seios da face. No entanto, a principal origem das crises está dentro das próprias residências. Com o declínio dos termômetros, o comportamento padrão é manter portas e janelas fechadas por períodos maiores, o que bloqueia a renovação do ar e eleva a concentração de partículas alérgenas.
A chegada da estação mais fria também faz com que as pessoas tirem dos armários cobertores e casacos pesados guardados há muito tempo. Esses tecidos são o ambiente perfeito para a proliferação acelerada de ácaros e mofo. Dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) indicam que cerca de 30% da população brasileira apresenta algum tipo de reação alérgica, evidenciando como o organismo humano sofre em ambientes fechados onde há acúmulo microscópico de alérgenos.
 
Como é feita a avaliação no consultório
O grande desafio no consultório é separar a crise alérgica de outras infecções sazonais impulsionadas por vírus. Um resfriado comum ou uma gripe costumam provocar dor no corpo e febre baixa, com o quadro retrocedendo naturalmente em um prazo de cinco a sete dias. A rinite alérgica, por outro lado, ataca de maneira persistente ao longo de semanas, sem elevar a temperatura corporal ou causar fraqueza extrema.
O médico inicia o diagnóstico avaliando minuciosamente o histórico de sintomas e a dinâmica da casa do paciente. Para uma investigação mais profunda, o especialista costuma solicitar testes de sensibilidade cutânea ou exames de sangue laboratoriais focados nos anticorpos. Esses métodos são essenciais para apontar qual substância ambiental dispara a crise, permitindo direcionar o tratamento de maneira muito mais eficiente.
 
Como limpar a casa para evitar crises de rinite e alergia com a chegada do outono
O tratamento médico da alergia sazonal costuma basear-se na lavagem nasal contínua com soro fisiológico e no uso de anti-histamínicos ou corticoides para desinflamar as vias, medicações que só podem ser indicadas pelo especialista. Contudo, nenhum remédio entrega um resultado definitivo se o paciente continuar respirando impurezas. A profilaxia mais poderosa é adaptar a rotina de higienização do imóvel:

Passe panos úmidos no piso, descartando totalmente o uso de vassouras secas e espanadores que apenas jogam a poeira de volta para o ar.
Lave roupas de frio antecipadamente, garantindo que jaquetas e edredons passem por lavagem completa antes de entrarem em contato com o rosto do paciente.
Deixe a casa ventilar diariamente, abrindo todas as janelas durante os horários mais ensolarados para facilitar a circulação de ar limpo.
Remova itens que acumulam poeira, retirando tapetes felpudos, cortinas de tecido pesado e bichos de pelúcia, especialmente de dentro dos quartos.
Higienize as pás do ventilador e lave as telas dos ares-condicionados regularmente, impedindo que os aparelhos lancem colônias de fungos e poeira diretamente nas vias aéreas.

A adoção de medidas simples de controle ambiental reduz severamente a frequência e a intensidade da falta de ar. É fundamental reforçar o perigo da automedicação; o uso incorreto de descongestionantes nasais vendidos livremente nas farmácias cria efeitos colaterais severos e dependência química na mucosa. Ao notar que o nariz entupido persiste e compromete a qualidade do sono, buscar a avaliação de um alergista ou otorrinolaringologista é a atitude mais segura. Nenhuma rotina de faxina ou adaptação residencial substitui o acompanhamento contínuo e o diagnóstico formal feito por um profissional de saúde.


Fonte: Jovem Pan

Como evitar a descamação e a vermelhidão da pele do rosto nos dias muito frios

Nos dias de temperaturas baixas, a umidade do ar cai drasticamente e afeta diretamente a barreira de proteção do nosso rosto. O vento gelado em contato com o corpo acelera a evaporação da água presente nas camadas superficiais da epiderme. O resultado dessa agressão ambiental é um rosto sensível, com textura áspera e que apresenta ardência logo nas primeiras frentes frias do ano.
Principais sinais do ressecamento facial provocado pelo clima
A falta de água e lipídios na barreira cutânea gera um quadro de vulnerabilidade local que pode variar de um leve incômodo até ferimentos visíveis. Os indicativos mais frequentes de que o rosto precisa de cuidados imediatos incluem:

Sensação de repuxamento intenso, especialmente logo após acordar ou sair do banho.
Áreas esbranquiçadas, opacas ou com textura muito áspera ao toque.
Vermelhidão persistente concentrada nas bochechas, na ponta do nariz e ao redor da boca.
Pequenas escamas soltas, indicando que a pele está perdendo sua proteção e descamando de forma irregular.
Ardor ou queimação ao aplicar produtos de uso rotineiro, como o protetor solar, sabonetes comuns ou até mesmo a própria maquiagem.

Por que o rosto sofre tanto nas estações mais frias
Além do fator puramente climático e da exposição ao vento seco, o nosso próprio comportamento doméstico durante o inverno atua como um grande vilão para o tecido do rosto. A necessidade de aquecimento altera dinâmicas básicas do organismo.
O hábito diário de tomar banhos prolongados e quase fervendo funciona como um detergente agressivo, derretendo a camada de sebo natural que deveria agir como um impermeabilizante no rosto. Somado a isso, o corpo realiza um processo chamado vasoconstrição. Com os vasos sanguíneos mais contraídos para reter calor, a entrega de nutrientes e oxigênio para as extremidades e para a pele diminui, o que atrasa a renovação celular natural e favorece o acúmulo de células mortas e irritadas na superfície.
Como o dermatologista avalia a irritação no rosto
Em grande parte dos relatos nos consultórios, a vermelhidão temporária e a textura áspera são reações localizadas ao clima severo e à rotina de limpeza incorreta. No entanto, o médico dermatologista é o profissional capacitado para diferenciar o ressecamento sazonal comum de quadros inflamatórios que tendem a piorar no inverno, como a rosácea, a dermatite atópica ou a dermatite seborreica.
Durante o exame clínico presencial, o especialista avalia o nível de inflamação dos poros, as áreas afetadas e verifica se a descamação vem acompanhada de coceira intensa ou pequenas pústulas. Dependendo do histórico de saúde do paciente, o médico pode utilizar exames de contato ou dermatoscopia para descartar a possibilidade de infecções fúngicas ou reações alérgicas a algum cosmético usado na tentativa de aliviar os sintomas.
Passos práticos para devolver a hidratação no dia a dia
A recuperação de um rosto agredido e descamando envolve recuos estratégicos: é preciso interromper agressões químicas e físicas e adotar cosméticos de alta tolerância. O objetivo central é estancar a rápida perda de água e devolver os componentes que foram eliminados pela temperatura ou pelo ralo do chuveiro.

Redução da temperatura da água: Lave o rosto apenas na pia com água fria ou em temperatura ambiente. Evite deixar a água quente do chuveiro bater diretamente no rosto.
Limpeza extremamente suave: Substitua sabonetes em barra agressivos e loções adstringentes por emulsões de limpeza ou sabonetes líquidos infantis, que preservam o pH natural do rosto sem fazer espuma em excesso.
Hidratação com a pele úmida: Aplique o creme facial logo após secar o rosto levemente com a toalha. A pele levemente úmida absorve melhor o produto e ajuda a aprisionar as moléculas de água.
Escolha de compostos reconstrutores: Evite ácidos esfoliantes ou buchas físicas durante os dias de crise. Opte por formulações dermatológicas de farmácia ricas em glicerina, ceramidas, ácido hialurônico e pantenol, ativos que ajudam a restaurar a barreira protetora.
Manutenção da proteção UV: O uso do filtro solar continua obrigatório, pois a radiação solar incide mesmo em dias nublados e inflama ainda mais o tecido que já está fragilizado pelo frio.

Mudanças direcionadas no banho e na hidratação costumam acalmar a sensibilidade climática dentro de poucos dias. Se, apesar das adaptações na rotina, as fissuras piorarem, apresentarem sangramento ou a vermelhidão se espalhar causando dor aguda, procure a orientação de um serviço de saúde. As informações apresentadas nesta reportagem possuem propósito estritamente educativo, não substituem a avaliação profissional nem servem de base para o autodiagnóstico. Somente a avaliação presencial com um dermatologista garantirá o uso de produtos seguros e o alívio correto para as necessidades individuais da sua pele.


Fonte: Jovem Pan

Tribunal federal dos EUA emite citação judicial de empresa de Trump contra Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, recebeu neste domingo (24) uma citação por e-mail da plataforma Rumble e da Trump Media, que movem uma ação contra o magistrado nos Estados Unidos. A Justiça do país, através de um tribunal da Flórida, havia autorizado a o trâmite no sábado (23). A decisão permitiu o avanço do processo mesmo sem a citação presencial, desde que a notificação seja comprovada eletronicamente. As empresas acusam ordens do ministro de violarem a liberdade de expressão e pedem que elas sejam consideradas ilegais em território norte-americano.
“Um processo foi aberto contra Vossa Excelência”, diz o documento. A citação é um aviso formal da Justiça americana dizendo que existe um processo contra ele e que ele precisa responder dentro do prazo determinado de 21 dias. Se não apresentar defesa, a corte pode decidir o caso à revelia, ou seja, sem ouvir sua versão. O texto também diz que a resposta deve ser enviada aos advogados das empresas autoras e ao tribunal federal da Flórida.
Em nota enviada à coluna, a Trump Media celebrou o avanço do processo e acusou Moraes de “censura” contra a empresa e a Rumble. “O Ministro Moraes enviou suas ordens “de censuras” a plataformas norte-americanas, como a Rumble, por e-mail, diretamente do Brasil — contornando o governo dos EUA, os tribunais norte-americanos e os trâmites legais ordinários. A Rumble e a Trump Media fizeram o oposto. Nós, primeiramente, seguimos os trâmites legais internacionais adequados. Por muitos meses, tentamos realizar a citação por meio da Convenção de Haia — o processo formal, estabelecido por tratado, para citar um réu em outro país”, diz empresa.
A Jovem Pan tenta contato com a assessoria do ministro Alexandre de Moraes, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.
Leia o que diz a citação
“Um processo foi aberto contra Vossa Excelência.
Dentro de 21 dias após a entrega desta citação a Vossa Excelência (sem contar o dia em que Vossa Excelência a recebeu) — ou 60 dias se Vossa Excelência for dos Estados Unidos ou um órgão dos Estados Unidos, ou um executivo ou funcionário dos Estados Unidos descrito nos Regulamentos Federais de Processo Civil dos EUA (Federal Rules of Civil Procedure), artigo 12 (a)(2) ou (3) — Vossa Excelência deve apresentar à autora uma resposta à petição inicial anexa ou uma petição nos termos da Regra 12 dos Regulamentos Federais de Processo Civil. A resposta ou petição deve ser apresentada à autora ou ao advogado da autora.
Caso Vossa Excelência não responda, por padrão, o julgamento será realizado contra Vossa Excelência, em provimento ao exigido na petição inicial. Vossa Excelência também deve apresentar sua resposta ou petição ao tribunal.”
 
 
 
 


Fonte: Jovem Pan

Ataque a bomba em trem deixa 24 mortos e mais de 50 feridos no Paquistão

Um ataque a bomba contra um trem no Paquistão deixou, neste domingo (24), ao menos, 24 pessoas mortas e mais de 50 feridas. O atentado ocorreu na capital regional, Quetta, e teve como alvo um comboio que transportava militares e seus familiares para o Noroeste do país.
O Exército de Libertação do Baluchistão (BLA), grupo separatista que intensificou suas operações nos últimos meses, reivindicou a autoria da ação. Segundo autoridades locais, os soldados viajavam para celebrar o Eid al-Adha, um dos feriados mais importantes do calendário islâmico, previsto para começar na próxima terça-feira (26).
A explosão, causada por um dispositivo de cerca de 35 quilos de explosivos, atingiu diretamente um dos vagões. Imagens do local mostram a estrutura metálica retorcida e tombada, enquanto equipes de resgate e militares buscavam sobreviventes entre os destroços.
“Quando ouvi a detonação, pensei que fosse um ataque. Saí e vi a devastação; meu carro foi completamente destruído”, relatou Mujib Ahmad, testemunha do incidente, à agência AFP.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, condenou o atentado. “Tais atos covardes de terrorismo não podem enfraquecer a determinação do povo paquistanês”, afirmou em nota oficial.

Entenda o conflito
Considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos, o BLA tem como alvo frequente instalações militares, prédios governamentais e trabalhadores estrangeiros. O grupo acusa o governo federal de explorar as vastas reservas de gás e minerais do Baluchistão sem reverter os lucros para a população local.
Apesar de ser a maior província em território, o Baluchistão é a região mais pobre do Paquistão, apresentando os menores índices de desenvolvimento econômico, educação e emprego do país. A fronteira com o Irã e a instabilidade política tornam a província um dos epicentros da violência separatista na região.


Fonte: Jovem Pan

A direita e o bolsonarismo diante do abalo na candidatura de Flávio – O Assunto #1726

Na última sexta-feira (22), a primeira pesquisa Datafolha realizada após a revelação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro mostrou que o episódio ‘Dark Horse’ trouxe danos eleitorais ao pré-candidato – pelo menos num primeiro momento. Antes disso, o filho Zero Um de Jair Bolsonaro já enfrentava problemas dentro de sua própria base de apoio: mesmo aliados e setores próximos avaliam sua candidatura como ‘tóxica’. Os demais candidatos da direita não crescem nas pesquisas e se posicionam de forma dúbia diante da relação entre Flávio e Vorcaro.
Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois analistas políticos. Primeiro, ela fala com Maurício Moura sobre a fotografia do cenário eleitoral: os pisos e tetos de Flávio e Lula e a viabilidade dos demais candidatos. Depois, a conversa é com Fernando Abrucio, que analisa a “síndrome de Estocolmo” da direita em relação ao bolsonarismo.
Convidados: Maurício Moura, CEO e fundador do instituto Ideia Big Data, professor da Universidade George Washington e colunista do jornal O Globo; e Fernando Abrucio, cientista político, professor da FGV-SP, comentarista da GloboNews e colunista do jornal Valor Econômico.
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Sarah Resende, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento e Guilherme Gama. Apresentação: Natuza Nery.
O que você precisa saber:
Datafolha: Lula tem 40%, e Flávio Bolsonaro, 31% das intenções de voto no 1º turno
Datafolha 2º turno: Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro, 43%
Datafolha aponta rejeição de 46% para Flávio Bolsonaro e 45% para Lula
Andréia Sadi: Pilares do bolsonarismo avaliam Flávio Bolsonaro como ativo tóxico após revelação de negócios com Vorcaro
Valdo Cruz: Equipe de Lula quer Flávio ‘ferido’, mas não a ponto de abandonar campanha; já Zema e Caiado querem ‘sangrar’ senador
Valor Econômico: Fernando Abrucio: A Síndrome de Estocolmo da direita
VÍDEO Análise: ‘Dark Horse’ pode ter transformado Flávio Bolsonaro em ‘cavalo paraguaio’ na corrida presidencial
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
O filho do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, o senador Flavio Bolsonaro, participa de uma vigília após Bolsonaro ser levado à custódia da polícia federal, encerrando meses de prisão domiciliar, em Brasília, Brasil, 22 de novembro de 2025.
REUTERS/Mateus Bonomi


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g1 > Política

TRAGÉDIA EM ROLIM DE MOURA: VÍDEO MOSTRA CARRO A ALTA VELOCIDADE ANTES DE ACIDENTE QUE MATOU DOIS JOVENS

Um grave acidente de trânsito registrado em Rolim de Moura, no interior de Rondônia, resultou na morte de dois jovens e deixou outras três pessoas gravemente feridas. O caso ganhou repercussão após um vídeo gravado por um dos ocupantes do veículo mostrar os momentos antes da colisão, incluindo condições precárias do automóvel e a alta velocidade atingida pouco antes do impacto.

Segundo informações divulgadas pela imprensa local, o carro estava sem os bancos originais e o motorista conduzia o veículo sentado em uma cadeira de praia improvisada. Nas imagens, os ocupantes aparecem aparentemente descontraídos enquanto o veículo enfrenta fortes solavancos em alta velocidade. Relatos apontam que o automóvel chegou a cerca de 140 km/h antes de atingir uma árvore.

Ao todo, cinco pessoas estavam no veículo. Um adolescente de 16 anos e um jovem de 20 morreram em decorrência da violência do impacto. Os outros três ocupantes foram socorridos e encaminhados a unidades hospitalares em estado grave.

As circunstâncias do acidente ainda estão sendo apuradas pelas autoridades. A principal hipótese inicial envolve perda de controle do veículo, mas a perícia deve determinar fatores como condições mecânicas do automóvel, velocidade e possíveis responsabilidades.

O caso reacende o debate sobre imprudência no trânsito e os riscos da combinação entre velocidade excessiva, veículos sem condições adequadas de segurança e direção irresponsável — fatores que, frequentemente, transformam segundos de imprudência em tragédias irreversíveis.

Oposição protocola 24 PDLs para derrubar decretos de Lula sobre big techs e chama medidas de ‘censura’

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar dois decretos sobre a regulamentação das big techs, a oposição respondeu com uma ofensiva legislativa coordenada.
Congressistas protocolaram ao menos 24 Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) para tentar derrubar os Decretos nº 12.975/2026 e nº 12.976/2026. Dos 24 textos protocolados, 17 são de parlamentares do Partido Liberal, dois do Partido Novo, três do União Brasil e dois do Republicanos.
Argumento central da oposição
Os deputados afirmam que os textos editados pelo governo federal impõem “deveres inéditos de monitoramento, moderação, remoção de conteúdos, preservação de dados, criação de canais obrigatórios de denúncia e adoção de medidas preventivas” sem respaldo legal aprovado pelo Legislativo.
Segundo a bancada, conceitos como “desinformação”, “conteúdo ilícito” e “ataques à democracia” são vagos e podem ampliar interpretações subjetivas na remoção de publicações.
Nikolas lidera articulação
Entre os nomes à frente da ofensiva, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) se destaca. Na justificativa de seu projeto, o parlamentar sustenta que o chefe do Executivo cometeu abuso do poder regulamentar.
De acordo com Nikolas, o Palácio do Planalto utilizou os decretos para criar obrigações inéditas para empresas de tecnologia, quando deveria apenas detalhar a aplicação do Marco Civil da Internet.
Kataguiri e Van Hattem
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) protocolou o PDL nº 413/2026, que busca suspender os efeitos dos dois decretos. Segundo o parlamentar, as medidas extrapolam o poder regulamentar do governo ao criarem mecanismos que podem resultar na remoção de conteúdos antes mesmo de decisão judicial definitiva.
Outro ponto criticado pela oposição é a ampliação das atribuições da ANPD, que, na avaliação dos parlamentares, passaria a atuar como órgão regulador das redes sociais sem previsão em lei. Os deputados também alegam que as novas regras podem incentivar plataformas digitais a remover conteúdos preventivamente para evitar punições futuras.
A dúvida em questão
Os PDLs apresentados pela oposição ainda precisam ser aprovados pela Câmara e pelo Senado e, diferentemente de projetos de lei comuns, não dependem de sanção presidencial. A grande questão nos bastidores é se Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, pautará os projetos ou optará por deixá-los aguardando nas comissões até o final do calendário legislativo, padrão adotado nas últimas semanas em temas que expõem o campo governista.


Fonte: Conexão Política