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Crime organizado se infiltra nas eleições e troca até cocaína por votos

Sadi Vieira se elegeu vereador em Timbé do Sul (SC) e foi condenado por corrupção eleitoral apenas no último mês de seu mandato, em 2024.
Reprodução/GloboNews
Relatos de compra de votos multiplicam-se pelo Brasil em anos eleitorais. Investigadores alertam para um fenômeno novo: a infiltração direta do crime organizado no processo democrático.
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O que antes era uma prática de corrupção isolada, agora afeta a liberdade de escolha do cidadão e a própria segurança do pleito, com grupos como o PCC, Comando Vermelho e milícias financiando candidatos com dinheiro oriundo de tráfico e roubos.
“Esse fenômeno já acontecia e agora está saltando aos olhos”, diz Nathalia Mariel, procuradora da Procuradoria-Geral Eleitoral. “Ele afeta não só para fins de corrupção, a compra de votos em si, mas na escolha de candidatos, na possibilidade de as pessoas exercerem o seu direito de votar efetivamente de maneira livre.”
Coação e mudança de locais de votação no Rio
Em territórios controlados pelo crime organizado, o eleitor que vende o voto transforma-se em refém.
No Rio de Janeiro, a gravidade da situação levou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) a tomar medidas drásticas: nas últimas eleições de 2024, o endereço de 53 locais de votação foi alterado para proteger eleitores de ameaças e coações.
Eleitores votam nas seções eleitorais da Rocinha, no Rio de Janeiro
Fernando Frazão/Agência Brasil
Para 2026, o tribunal já identificou ao menos 20 zonas eleitorais que precisarão mudar de lugar para evitar a influência criminosa.
O desembargador Claudio de Mello Tavares, presidente do TRE-RJ, enfatiza que o sistema eletrônico de votação é seguro e o voto é secreto. Ainda assim, o crime foca em constranger fisicamente os eleitores.
“Já tivemos casos em que o traficante ou o candidato apoiado pela milícia estava adentrando no local de votação, ameaçando o eleitor”, afirma o magistrado.
Arte – Diálogo de Dinho Resenha, condenado por corrupção eleitoral em Belford Roxo (RJ),
Arte/GloboNews
Casos como o do policial militar Michel Maia e do candidato Dinho Resenha, ambos condenados por corrupção eleitoral em Belford Roxo (RJ), ilustram essa conexão entre agentes do Estado, candidatos e o “poder paralelo”.
Dinho é suspeito de ligação com a milícia. Michel era cabo eleitoral de Dinho e foi flagrado em escutas ameaçando eleitores e relatando pagar de R$ 50 a R$ 100 por votos no candidato.
Arte – Diálogo do PM Michel Maia identificado em investigação sobre compra de votos.
Arte/GloboNews
Drogas em troca de votos em Santa Catarina
Arte – Celular apreendido do traficante Claudiomir da Silva detalhou a negociação para compra de voto.
Arte/GloboNews
A infiltração do crime nas eleições não se restringe aos grandes centros. No interior do Paraná e em Santa Catarina, as autoridades enfrentam desafios crescentes.
Em Timbé do Sul (SC), uma investigação de tráfico de drogas revelou um esquema de compra de votos utilizando cocaína como pagamento.
“Foi a primeira vez, em 15 anos como delegado de polícia, que nós conseguimos verificar uma compra de voto com cocaína, com droga”, afirma o delegado da Polícia Civil Lucas Fernandes da Rosa.
O celular apreendido do traficante Claudiomir da Silva detalhou a negociação: fotos do título de eleitor eram trocadas pelo equivalente a R$ 50 pagos em “moeda branca” — gíria para a droga.
Um eleitor confessou à polícia ter enviado a foto do documento e recebido a “mercadoria” em troca.
O candidato beneficiado, Sadi Vieira, se elegeu vereador e chegou a presidir a Câmara Municipal, sendo condenado por corrupção eleitoral apenas no último mês de seu mandato, em 2024.
A defesa do policial militar Michel Maia ressaltou que aguarda julgamento de recurso e que, por isso, a condenação por corrupção eleitoral ainda não é definitiva.
A defesa do então candidato Dinho Resenha disse que as acusações não são verídicas e que não há provas suficientes. Também destacou que o processo ainda está em andamento.// E que, após esgotamento de todos os recursos cabíveis, a inocência será comprovada.
Desafios na investigação
Promotores explicam que investigar esses crimes é complexo por serem delitos “herméticos”, que ocorrem em círculos fechados ou familiares, onde o medo impede testemunhos.
“É um círculo muito próximo. Você imagina como é que essas pessoas vão eventualmente testemunhar com segurança?”, diz a procuradora Nathalia Mariel.
Além das consequências jurídicas, a corrupção eleitoral causa um ciclo de degradação dos serviços públicos. O promotor Guilherme Franchi alerta que o voto vendido hoje reflete na falta de remédios, professores e merenda escolar amanhã.
Para especialistas, a conscientização do eleitor é fundamental para que o voto seja um instrumento de melhoria da qualidade de vida.
Para aqueles que aceitaram a troca, o sentimento que resta é o arrependimento. “Arrependimento até hoje é grande. No fim eu peguei, me incomodei e tô me incomodando por causa disso”, relatou um eleitor condenado em Santa Catarina.


Fonte:

g1 > Política

Senado tem programação especial na Semana Nacional dos Arquivos

O Arquivo do Senado Federal participa a partir de segunda-feira (8) da 10ª Semana Nacional de Arquivos, evento promovido anualmente em parceria com instituições arquivísticas de todo o país. O tema central “Arquivos, Democracia e Justiça Social” convida o público a refletir sobre a função social dos arquivos na consolidação democrática e o impacto ético da gestão do conhecimento e da transparência administrativa.
A ação integra as comemorações dos 200 anos do Arquivo do Senado. Até a sexta-feira (12), serão realizadas palestras, oficinas e roda de conversa, com a participação de especialistas da área de arquivologia, história e preservação documental. 
O primeiro evento será a oficina de descrição arquivística, que acontece na segunda-feira (8), das 9h30 às 12h. Na terça-feira (9), será realizada a oficina preservação de documentos, com aula prática sobre manutenção e restauração documental.
Uma roda de conversa discutirá a função social dos arquivos na consolidação democrática. Também estão programadas palestras sobre memória e eliminação de documentos e os desafios da gestão de documentos digitais. As palestras podem ser acompanhadas presencialmente ou online. A programação inclui ainda visitas guiadas ao acervo.
Todos os eventos são gratuitos e abertos ao público, mas com vagas limitadas. A programação completa, as informações sobre os palestrantes e o formulário de inscrição estão disponíveis na página institucional do Arquivo.
Todas as atividades acontecem no Senado Federal, em Brasília, no prédio onde funciona o Arquivo do Senado (Bloco de Apoio 14, na Via N2).


Fonte: Senado Federal

Vídeo: Tarifaço dos EUA: senadores querem negociações, antes de usar reciprocidade

Senadores querem ouvir os setores que podem ser afetados pelo novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. Se confirmada, a taxação extra de 25% sobre uma lista de produtos brasileiros pode começar a valer a partir de 15 de julho. O Brasil tem um instrumento legal que permite sobretaxar os produtos americanos, mas, antes de propor a aplicação da chamada Lei da Reciprocidade, senadores, entre eles Nelsinho Trad (PSD-MS), Jaques Wagner (PT-BA), Tereza Cristina (PP-MS), Eliziane Gama (PSD-MA) e Carlos Portinho (PL-RJ) sugerem a negociação.  


Fonte: Senado Federal

Governo publica regra que permite manter o Bolsa Família durante análise do BPC

Bolsa Família; cartão bolsa família
Setas/Divulgação
Brasileiros inscritos no Bolsa Família e que desejarem solicitar o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vão poder continuar no programa até que a análise pelo governo federal seja concluída.
O desligamento do Bolsa Família ocorrerá somente no final do processo e se o BPC for concedido. A nova regra começou a valer na terça-feira (2).
A alteração decorre de um acordo entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o INSS, a Advocacia-Geral da União e a Defensoria Pública da União, firmado após a aprovação da lei que mudou o cálculo da renda familiar para a concessão do BPC, passando a incluir na conta valores antes desconsiderados, como os do Bolsa Família.
A mudança cria agora uma espécie de “período de transição” entre os dois benefícios e permite que o pedido do BPC siga para análise mesmo se a renda da família superar o valor permitido em função do Bolsa Família (ver detalhes abaixo).
Critérios de acesso ao BPC
O novo cálculo para a concessão do BPC teve como objetivo, segundo o governo informou à época, evitar o acúmulo de benefícios.
Veja as regras básicas para a concessão do benefício:
ter renda familiar per capita de até ¼ do salário mínimo;
ter idade igual ou superior a 65 anos ou alguma deficiência verificada por meio de avaliação biopsicossocial;
estar inscrito no Cadastro Único, com CPF de todos os integrantes da família e demais informações atualizadas;
possuir registro biométrico na Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou, transitoriamente, no Título de Eleitor ou na Base da Polícia Federal; e
morar no Brasil.
Todos os rendimentos passaram, portanto, a ser considerados para o cálculo da renda familiar, com algumas exceções.

São elas:
bolsas de estágio supervisionado;
rendimentos de contrato de aprendizagem;
valores de auxílio financeiro temporário ou indenização por rompimento/colapso de barragem;
BPC recebido por outra pessoa idosa ou com deficiência da família;
benefício previdenciário de até um salário mínimo concedido a pessoa idosa (com mais de 65 anos) ou com deficiência, limitado a um por membro; e
auxílio-inclusão e a respectiva remuneração, quando utilizados apenas para manter o BPC de outro integrante do mesmo grupo familiar.
Como vai funcionar
O formulário de requerimento do BPC passou a incluir uma declaração em que o solicitante informa ser responsável familiar do Bolsa Família e autoriza o desligamento voluntário do programa caso o benefício seja o único motivo para a negativa do pedido.
Na análise, o INSS identifica, entre os pedidos que ultrapassam o limite de renda, aqueles em que existe o recebimento do Bolsa Família. Se o requerente for o responsável familiar e tiver preenchido a declaração, o órgão faz uma segunda avaliação desconsiderando os valores do programa.
Se, nesse novo cálculo, a renda ficar dentro do limite, o pedido segue normalmente para análise dos demais critérios do BPC. Em caso de aprovação, o INSS envia a declaração ao Ministério do Desenvolvimento Social, que interrompe o pagamento do Bolsa Família.


Fonte:

g1 > Política

STF marca julgamento de Eduardo Bolsonaro por coação na trama golpista para 16/6

O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o dia 16 de junho o julgamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo e obstrução à Justiça. O relator, ministro Alexandre de Moraes, liberou o processo para julgamento na tarde desta quarta-feira, 03.
Eduardo foi tornado réu, após denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), em razão da suposta tentativa de atuar junto a autoridades dos Estados Unidos para coagir a Justiça no julgamento da trama golpista, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.
*Em atualização


Fonte: Jovem Pan

NASA encerra missão em Marte após perder contato com sonda depois de 11 anos

A NASA anunciou o fim da missão MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution), a primeira dedicada exclusivamente a observar a atmosfera marciana e sua evolução, nesta quarta-feira (3). Após mais de 11 anos em órbita — uma década além do previsto em sua missão primária —, a espaçonave foi declarada irrecuperável após uma anomalia em seus sistemas de comunicação.
O último contato com a sonda ocorreu em 6 de dezembro do ano passado, quando a MAVEN sofreu uma perda inesperada de sinal ao passar por trás do Planeta Vermelho.
Um conselho de revisão da NASA, convocado em fevereiro, determinou que a sonda entrou em modo de segurança e começou a girar em uma velocidade excepcionalmente alta ao reaparecer.
Essa rotação extrema esgotou as baterias, deixando o sistema de comunicações sem energia e a espaçonave em um estado irrecuperável. Embora a causa raiz da anomalia ainda esteja sob investigação, a NASA já iniciou o processo oficial de desativação.
Lançada em novembro de 2013, a MAVEN foi fundamental para desvendar como Marte deixou de ser um mundo com água líquida e potencial para abrigar vida, transformando-se no planeta árido e gelado que conhecemos hoje.
“A ciência que a MAVEN nos proporcionou é fundamental para informar que tipo de proteção contra radiação e medidas de segurança devemos adotar antes de enviar humanos a Marte”, afirmou Louise Prockter, diretora da Divisão de Ciência Planetária da NASA no comunicado da agência.
Ao longo de sua vida útil, a equipe científica da missão produziu mais de 800 publicações.

Resultados
A MAVEN comprovou que os ventos e tempestades solares foram os principais responsáveis por “varrer” a atmosfera marciana para o espaço, alterando drasticamente o clima do planeta ao longo da história.
A missão também descobriu novos tipos de auroras formadas por prótons. Diferente da Terra, onde ocorrem apenas perto dos polos, em Marte elas podem iluminar o planeta inteiro.
Pela primeira vez em qualquer planeta, a sonda mediu a perda de atmosfera por pulverização, revelando como íons em alta velocidade colidem e “espirram” moléculas de gás (como o argônio) para o espaço.
Em 2018, durante uma tempestade de poeira global, a MAVEN confirmou que o aquecimento gerado impulsiona moléculas de água para altitudes extremas, acelerando a perda de água marciana para o espaço.
Além de realizar observações inéditas do cometa 3I/ATLAS, a MAVEN desempenhou um papel vital na Rede de Retransmissão de Marte da NASA, detendo o recorde do sistema solar de maior volume de dados retransmitidos de rovers para a Terra em um único dia.
Shannon Curry, investigadora principal da missão, resumiu o sentimento da equipe: “A missão MAVEN realmente avançou nossa compreensão sobre a atmosfera e a evolução de Marte. Nossa equipe científica está excepcionalmente orgulhosa de todas essas descobertas incríveis.”


Fonte: Jovem Pan

Allan, do Palmeiras, é suspenso por dois jogos por expulsão no jogo contra a Chapecoense

O atacante Allan, do Palmeiras, foi suspenso por dois jogos pela expulsão contra a Chapecoense na 18.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na retomada do futebol, após a Copa do Mundo, o jogador terá de cumprir a suspensão. O Palmeiras também recebeu uma multa de R$ 2 mil. Mas isso decorreu do atraso de quatro minutos para o retorno ao segundo tempo. O clube foi julgado com base no artigo 206 do CBJD. O Palmeiras deve tentar recorrer.
A Terceira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) proferiu a decisão nesta quarta-feira (03). Cabe recurso no Pleno. O jogador foi julgado com base no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que enquadra a prática de jogada violenta.
Allan foi expulso aos 43 minutos do primeiro tempo, com cartão vermelho direto, após atingir com as travas da chuteira a canela e o pé de um jogador da Chapecoense. O advogado João Pedro Martins defendeu que não houve conduta violenta na jogada.
“Eu acho temerário a gente tratar como normalidade não dar importância ao que está relatado na súmula e ao que foi relatado na denúncia, que é que houve uma entrada com as travas da chuteira na canela. Isso não aconteceu. O que aconteceu é que o jogador Allan chega atrasado. Evidentemente, em uma disputa de bola, se o adversário chega antes e você chega atrasado, você acaba atingindo o adversário. Houve contato do peito do pé, e ele imediatamente retira o pé”, argumentou.
Já o advogado Marcelo Amoretty, representando a Chapecoense, pediu a aplicação da penalidade. “Não foi de uma forma contundente a ponto de causar um dano mais sério, mas, de qualquer forma, está caracterizada a imprudência da jogada, razão pela qual eu acato a denúncia do 254, parágrafo primeiro, inciso II, e aplico a pena de uma partida de suspensão”, falou.  O Palmeiras volta a jogar pelo Brasileirão apenas em 22 de julho, quando visita o Coritiba para fechar o primeiro turno. O outro jogo que Allan deve perder é contra o Atlético-MG, na abertura do returno.

Gabigol é suspenso 
Gabriel Barbosa jogador do Santos comemora seu gol durante partida contra o Mirassol │JOISEL AMARAL/AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
A Terceira Comissão também puniu Gabigol, do Santos, por gesto obsceno e multou o Santos por atraso em partida válida pela 18ª rodada. O atacante, por unanimidade, foi suspenso por uma partida, enquanto o clube recebeu multa de R$ 1 mil. Imagens de transmissão da partida mostraram Gabigol realizando um gesto de silêncio e, em seguida, levar a mão às partes íntimas em atitude provocativa. O jogador deve perder o jogo contra o Botafogo, na retomada do Brasileirão, em 22 de julho. Ainda cabe recurso no Pleno.


Fonte: Jovem Pan

Drones ucranianos atingem São Petersburgo antes de importante fórum econômico

Drones ucranianos atingiram instalações de energia e militares em São Petersburgo nesta quarta-feira (3), antes do início de um importante fórum econômico na cidade, com a presença de várias autoridades russas, incluindo o presidente Vladimir Putin.
Após mais de quatro anos de ofensiva russa na Ucrânia, as negociações para tentar acabar com o conflito mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial estão paralisadas, enquanto as duas partes prosseguem com os ataques.
O Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, um evento anual de três dias que deve receber quase 20 mil convidados de 130 países, já foi o principal encontro da Rússia para atrair investidores e empresas ocidentais.
O Kremlin prometeu “respostas sistemáticas” ao ataque contra a segunda maior cidade russa, que aconteceu um dia após os lançamentos de mísseis e drones pelas tropas de Moscou que mataram 23 pessoas na Ucrânia.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, considerou, nesta quarta-feira (3), que os bombardeios ucranianos foram “ataques justos”. “Ainda ontem ocorreu um ataque em grande escala. Respondemos de acordo”, declarou ele durante uma coletiva de imprensa ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que estava de visita a Kiev.
Rutte afirmou que “enquanto a Ucrânia continua resistindo, inovando e alcançando vitórias no campo de batalha, a Rússia está cada vez mais desesperada“.
A chefe da diplomacia da União Europeia (UE) concordou. “Isto demonstra claramente o pânico que se espalha no lado russo e explica por que intensificam os ataques terroristas: não sabem como agir frente a estas situações“, afirmou Kaja Kallas em entrevista à AFP em Bruxelas.
Sanções de longo alcance
O governador de São Petersburgo, Alexander Beglov, disse que “várias” infraestruturas foram danificadas pelo impacto dos drones, que não provocaram vítimas fatais.
Zelensky afirmou que os drones atingiram o terminal de petróleo de São Petersburgo e a base militar de Kronstadt. Esses ataques, que Kiev chama de “sanções de longo alcance“, forçaram o fechamento por várias horas do principal aeroporto de São Petersburgo.
Autoridades ucranianas afirmaram que a ação tinha como objetivo perturbar o evento, no qual o presidente Vladimir Putin deve discursar na sexta-feira (5).
Um jornalista da AFP observou, da sede do fórum, fumaça subindo ao longe enquanto os delegados começavam a chegar para as primeiras sessões.
Valéria, uma empresária de 32 anos que veio de Moscou para participar do fórum, disse à AFP que não temia a possibilidade de novos ataques ucranianos. “Já convivemos com esse tipo de ataque há anos”, explicou.
“Davos” russo
Desde que a Rússia iniciou a ofensiva em larga escala contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022, o Fórum de São Petersburgo, antes conhecido como “Davos” russo, virou um reflexo da rejeição de Moscou pelas potências ocidentais. Edições anteriores à guerra receberam governantes da Alemanha, França e Japão.
Neste ano, a Rússia receberá apenas líderes aliados, como os presidentes do Uzbequistão e da Tanzânia, além de ministros de países como Cuba, Belarus, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Também foram convidadas figuras polêmicas de países ocidentais, incluindo a comentarista ultraconservadora americana Candace Owens, o ator Steven Seagal e representantes do partido alemão de extrema direita AfD.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, que na terça-feira condenou os ataques russos contra a Ucrânia, participará na sexta-feira de um painel sobre meio ambiente. A Ucrânia intensificou nos últimos meses os ataques contra instalações energéticas e militares russas, que considera uma resposta legítima aos bombardeios da Rússia.
Um ataque ucraniano nesta quarta-feira com um drone lançado contra um ônibus que viajava entre Moscou e Simferopol, na Crimeia anexada pela Rússia, deixou sete mortos, informaram as autoridades da região ucraniana de Donetsk, também controlada pelos russos e onde ocorreram os fatos.


Fonte: Jovem Pan

Rigor cobrado do Brasil parece não ser igual para empresas dos EUA, diz ministro da CGU

Em meio às recomendações de nova rodada de aumento de impostos para o Brasil pelos Estados Unidos e de acusações de que o país não estaria cumprindo seu papel no combate à corrupção, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques Carvalho, foi às redes sociais comparar a atuação fiscalizadora americana em relação às suas empresas.
Ele afirmou que “há uma contradição difícil de ignorar na investigação aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil” e que o rigor cobrado aqui não parece valer com a mesma intensidade para empresas locais. “O que deveria ser princípio vira conveniência. O que deveria fortalecer instituições vira ferramenta de pressão externa”, escreveu no X.
Carvalho destacou que o discurso usado para pressionar o País fala em combate à corrupção. “Mas esse mesmo discurso aparece no momento em que o governo dos Estados Unidos reduz a prioridade de aplicação do FCPA, lei criada para punir empresas americanas que corrompem agentes públicos em outros países”, postou, citando a Foreign Corrupt Practices Act ou Lei de Práticas de Corrupção no Exterior.
Segundo o ministro, quando a corrupção envolve empresas dos Estados Unidos atuando fora das fronteiras, a cobrança perde força. Ele também escreveu que, quando envolve pressionar um país soberano, o combate à corrupção vira instrumento geopolítico.
“No caso brasileiro, a contradição é ainda mais grave porque essa ofensiva contou com apoio e provocação da família Bolsonaro, que mais uma vez aposta em levar disputas domésticas para Washington e transformar divergências políticas internas em ataques à soberania nacional”, atacou.
O Brasil, de acordo com Carvalho, segue aplicando a Lei Anticorrupção com vigor. E apresentou números: desde 2013, a Lei nº 12.846 permitiu a instauração de mais de 2.200 processos de responsabilização de empresas, a aplicação de cerca de R$ 2,1 bilhão em multas e a celebração de 36 acordos de leniência, com compromissos de devolução superiores a R$ 20,1 bilhões. Mais de R$ 11,3 bilhões já retornaram aos cofres públicos.
“A atuação recente também mostra um Estado mais capaz de investigar e prevenir irregularidades”, afirmou, informando que, em 2025, somente a CGU participou de 76 operações com a Polícia Federal, que identificaram mais de R$ 13,6 bilhões em prejuízos potenciais a grupos criminosos. Ele citou que auditorias corrigiram distorções bilionárias em programas sociais, operações desarticularam redes criminosas e ferramentas de inteligência evitaram perdas antes que elas acontecessem.
“O Brasil não está recuando no combate à corrupção. Está fortalecendo as instituições, ampliando a transparência e aplicando a lei. A diferença é que faz isso dentro da democracia, com soberania e sem transformar a pauta anticorrupção em arma contra outros países.”
Carvalho continuou, dizendo que a melhor resposta à hipocrisia é a prática. “E a prática mostra que o governo brasileiro, sob a liderança do Presidente Lula, investiga, responsabiliza, recupera recursos públicos e combate a corrupção sem abrir mão dos interesses nacionais”, finalizou.


Fonte: Jovem Pan

Comissão do governo Lula viaja aos EUA para tenta tirar PCC e CV de lista de terroristas nos EUA

Uma comitiva de deputados da base do governo Lula foi aos Estados Unidos para articular uma frente política com integrantes do partido democrata no Capitólio para que a Casa Branca recue da classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Esse grupo de parlamentares brasileiros vai apresentar um documento com sugestões de cooperação entre o País e os Estados Unidos no combate ao crime organizado.
“A classificação de facções brasileiras como organizações terroristas por decisão unilateral estrangeira cria risco de distorção política, efeitos extraterritoriais indevidos e tensionamento da soberania nacional”, diz o documento. “A resposta adequada está na cooperação penal, policial, financeira e diplomática, com controle das autoridades competentes, preservação da cadeia de custódia da prova, respeito à jurisdição brasileira e foco em resultados concretos.”
As dez sugestões de colaboração entre os dois países são:

Criação de um grupo de trabalho bilateral com participação de entre outros, a Polícia Federal, ministério da Justiça, FBI e o Departamento de Justiça americano;
Canal permanente de inteligência financeira;
Rastreamento de armas americanas
Equipes conjuntas de investigação;
Fortalecimento do Tratado de Assistência Jurídica;
Integração com a Interpol;
Agenda de combate a crimes na Amazônia;
Enfrentamento ao tráfico de pessoas;

O grupo também se reunirá com integrantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Comissão Intermericana de Direitos Humanos. “Estamos aqui neste termo de cooperação colocando o que o governo brasileiro pretende”, disse o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), um dos integrantes da comitiva. “É o intercâmbio que queremos. Não interferência direta dos Estados Unidos, dizendo o que não podemos ou não fazer.”
Os deputados governistas ficarão até a sexta-feira (05). Na agenda estão previstos encontros com deputados do Partido Democrata, de oposição a Trump. Não haverá nenhum encontro com deputados republicanos, partido do presidente Donald Trump, e nenhum representante da Casa Banca
“O Brasil tem interesse em cooperação internacional séria contra o andar de cima do crime organizado. Essa cooperação deve ser feita pelos canais corretos, com base em provas, sob controle das autoridades competentes, com respeito ao direito internacional e com foco na desarticulação econômica das facções”, disse o texto da mensagem que será enviada aos americanos.
O grupo também se reunirá com integrantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Comissão Intermericana de Direitos Humanos. “Estamos aqui neste termo de cooperação colocando o que o governo brasileiro pretende”, disse o líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), um dos integrantes da comitiva. “É o intercâmbio que queremos. Não interferência direta dos Estados Unidos, dizendo o que não podemos ou não fazer.”


Fonte: Jovem Pan