Início Site

PF conclui inquérito sobre morte do ‘Sicário’ de Daniel Vorcaro

A Polícia Federal (PF) divulgou nesta quinta-feira (23) que concluiu o inquérito policial que apurou as circunstâncias do atentado contra a própria vida de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” de Daniel Vorcaro.
Mourão morreu após um enforcamento que aconteceu quando ele se encontrava nas dependências da Superintendência Regional da PF em Minas Gerais, e que posteriormente resultou na confirmação da morte, no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
O relatório final foi encaminhado, nesta quinta-feira, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
PF nega interferência externa na morte
A Polícia Federal (PF) já havia concluído no domingo (19) a ausência de qualquer interferência externa na morte de Mourão. O enforcamento foi integralmente filmado pelas câmeras de segurança do local, sem pontos cegos. A informação foi confirmada pela Jovem Pan.
O Sicário foi preso preventivamente em 4 de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master. Ele era apontado como coordenador operacional de um esquema que teria acessado indevidamente sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal e da Interpol, além de corromper servidores do Banco Central.
A operação resultou também na prisão de Vorcaro, dono do banco, de seu cunhado Fabiano Zettel e do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, com bloqueio judicial de bens que chega a R$ 22 bilhões.
Ajuda
Caso você tenha pensamentos suicidas, procure o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade.
O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente.


Fonte: Jovem Pan

Correios registram prejuízo financeiro de R$ 8,5 bilhões em 2025

Os Correios divulgaram nesta quinta-feira (23) o resultado financeiro de 2025. Segundo o balanço, a estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões, um valor três vezes superior ao verificado em 2024, de R$ 2,6 bilhões.
A estatal comunicou que o resultado negativo foi impulsionado pelo aumento de custos operacionais e pelos gastos com processos judiciais, que somaram R$ 6,4 bilhões. Perante a Justiça, a principal demanda aos Correios foi trabalhista, como reivindicação de adicional de periculosidade e extras pela atividade de distribuição e coleta externa.
A receita bruta, em 2025, foi de R$ 17,3 bilhões, uma queda de 11,35% ante 2024. O patrimônio líquido encerrou o período em R$ 13,1 bilhões negativos.

Empréstimo
Desde o último trimestre de 2022, os Correios registram prejuízo. A estatal acumula 14 ciclos financeiros de ônus.
Diante do cenário, a empresa buscou operação de crédito com aporte de R$ 20 bilhões. O Tesouro Nacional aprovou um empréstimo inferior, no valor de R$ 12 bilhões.
A estatal teve acesso ao recurso nos últimos dias de 2025. Dessa forma, o aporte pouco afetou o balanço financeiro por o crédito ter sido usado para cobrir despesas emergenciais.
Uma capitalização adicional de até R$ 8 bilhões segue em tratativa.
Em entrevista a jornalistas, nesta quinta-feira, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, declarou que o crédito extra não é necessário no momento. O chefe da estatal explicou que não vale a pena captar recurso e “ficar empoçado”.
Rondon falou que houve uma maior receptividade dos bancos para conceder o empréstimo em comparação com 2025. “Podem não ser os R$ 8 bilhões para uma próxima captação, [porque] algumas ações que a gente conseguiu implementar trouxeram conforto de liquidez que é relevante”, acrescentou.
Equilíbrio das contas
Aos jornalistas, o presidente da estatal declarou haver “grande segurança” sobre a redução significativa de despesas operacionais dos Correios nos próximos anos sem afetar o serviço prestado. Sobre as despesas judiciais, o presidente da empresa relatou não haver estimativa de redução no curto prazo.
O chefe da empresa destacou a queda de 32% nos custos com empregados em comparação com 2024. “Esse indicador mostra que a empresa está operando com maior produtividade e melhor gestão de recursos”, afirmou o presidente dos Correios.
Rondon ainda descartou estar em pauta a privatização da estatal.
Com informações de Agência Brasil e Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

Pai e filho morrem após caminhonete com queijo bater em carreta em Minas Gerais

Pai e filho, de 26 e 59 anos, morreram após um acidente na MG-428, em Sacramento, durante a madrugada, por volta das 4h, desta quinta-feira (23). O Corpo de Bombeiros informou que as vítimas estavam em uma caminhonete que transportava queijo e bateu na traseira de uma carreta que estava parada na rodovia por conta de um incêndio em sua carga.
A Polícia Militar (PM) informou que estava em deslocamento na rodovia para atender a ocorrência de incêndio quando a viatura foi ultrapassada pela caminhonete e, poucos metros a frente, colidiu com a carreta.
Em razão do incêndio, os bombeiros já estavam próximos e a equipe de resgate chegou rapidamente. As vítimas da caminhonete morreram antes de receber socorro. Pai e filho ficaram presos às ferragens e foi necessário realizar o desencarceramento.
A perícia da Polícia Civil foi até o local para investigar as causas do acidente e verificar se havia sinalização adequada na pista. O motorista da carreta disse à polícia que o fogo começou após um superaquecimento no sistema de freios.
Segundo os bombeiros, os ocupantes da caminhonete seguiam no sentido Sacramento–Rifaina e eram naturais de Araxá. Os corpos já foram enviados ao Instituto Médico Legal (IML);


Fonte: Jovem Pan

Cessar-fogo entre Israel e Líbano será prorrogado por três semanas, anuncia Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) que o cessar-fogo entre Israel e Líbano será prorrogado por três semanas, apesar de combates esporádicos no terreno. “O cessar-fogo entre Israel e Líbano será prorrogado por TRÊS SEMANAS”, afirmou Trump em uma publicação nas redes sociais enquanto se reunia com enviados de Israel e do Líbano. Ele também disse que há “grandes possibilidades” de se alcançar um acordo de paz ainda este ano entre Israel e Líbano.
O anúncio acontece no mesmo dia em que Israel e Líbano se reuniram nos Estados Unidos, na Casa Branca, para segunda rodada de negociações para discutir a possibilidade de prorrogar a trégua entre Israel e o grupo Hezbollah, além de planos para futuras negociações entre os dois vizinhos, que têm um longo histórico de relações hostis. Israel e Líbano voltaram a conversar no dia 14 de abril depois de mais de três décadas.
Israel diz que seus objetivos nas conversas com o Líbano incluem garantir o desmantelamento do Hezbollah e criar condições para um acordo de paz. Israel será representado por seu embaixador em Washington, Yechiel Leiter. Rubio foi o anfitrião da primeira reunião entre Leiter e Moawad em 14 de abril — contato de mais alto nível entre o Líbano e Israel em décadas.
As hostilidades entre o Hezbollah e Israel reacenderam-se em 2 de março, quando o grupo abriu fogo em apoio ao Irã na guerra regional em curso. O cessar-fogo no Líbano surgiu paralelamente aos esforços de Washington para resolver seu conflito com Teerã, embora o Irã tenha solicitado que o Líbano fosse incluído em qualquer trégua mais ampla.
Cerca de 2.500 pessoas foram mortas no Líbano desde que Israel entrou na ofensiva após o ataque do Hezbollah em 2 de março, de acordo com as autoridades libanesas.
 
 


Fonte: Jovem Pan

Governo envia proposta para reduzir impostos sobre combustíveis após receita extra do petróleo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou nesta quinta-feira (23) um projeto de lei complementar ao Congresso Nacional para permitir que as receitas extraordinárias com petróleo possam ser usadas para reduzir tributos sobre combustíveis.
A redução seria de PIS/Cofins e Cide para diesel, etanol, gasolina e biodiesel. A medida permitiria, segundo o governo, novas reduções de tributos ou renovação de cortes já anunciados. O projeto, enviado ao Congresso em regime de urgência, já foi protocolado.
Mais cedo, o Ministério da Fazenda divulgou à imprensa um aviso de pauta em que dizia que seria feito às 17h um anúncio de redução de alíquota de PIS/Cofins sobre a gasolina para tentar mitigar a alta de preços por conta da guerra do Irã.
No entanto, logo no início da coletiva, o ministro da pasta, Dario Durigan, disse que não haveria anúncio de redução de tributos hoje. O ministro disse que não houve recuo do governo e falou em possível erro de comunicação.

A proposta
O limite fiscal para essa redução de tributos seria a receita extraordinária apurada na rubrica de petróleo. Os descontos seriam de no máximo dois meses, podendo ser renovados ao fim do prazo.
“Nós entendemos que é hora de adotar novas medidas, para isso precisamos fazer um diálogo com o Congresso Nacional. A proposta que a gente levou ao Congresso foi de um projeto de lei complementar apresentado pelo líder do governo na Câmara”, disse Moretti.
Ele afirmou que, para Brasil, exportador de petróleo, receitas públicas aumentam com alta do óleo e o ponto central seria converter alta da receita com petróleo em medidas para combustível. O PLP vem porque o petróleo voltou a subir, o que pressiona os derivados brasileiros.
Durigan disse que não haverá anúncio de redução de tributos hoje Mais cedo, a Pasta divulgou um aviso de pauta em que dizia que seria feito um anúncio de redução de alíquota de PIS/Cofins da gasolina para tentar mitigar a alta de preços por conta da guerra do Irã.
“Uma proposta que mantém neutralidade fiscal mas que nos permite seguir com mecanismos que mitigam os custos da guerra principalmente para os mais pobres”, afirmou.
O governo já teve outras medidas parecidas para controlar preços de combustíveis, em alta por causa do conflito no Oriente Médio. O governo já anunciou uma subvenção e corte de PIS/Cofins para o diesel, além de subvenção para o GLP e o diesel importados.
A União também zerou a alíquota de PIS/Cofins sobre o QAV até 31 de maio, e a companhia permitirá o parcelamento dos pagamentos de distribuidoras que atendem a aviação comercial, para que o efeito inicial do reajuste seja menor.
Moretti disse que o governo optou por propor um projeto de lei que autoriza o uso de receitas extraordinárias com o petróleo para financiar a desoneração de combustíveis porque essa é a maneira mais efetiva de evitar a alta dos preços nas bombas, embora seja proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
“Como a lei restringe a maneira de fazer a compensação, a gente está propondo ao Congresso essa maneira alternativa”, disse Moretti, durante entrevista coletiva sobre o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, protocolado nesta tarde no Congresso. “É importante que uma lei nos autorize a converter o aumento extraordinário da receita de óleo em uma redução de tributos.”
Pela LRF, qualquer concessão, ampliação ou prorrogação de incentivo tributário com renúncia de receita tem de estar acompanhada de medidas de compensação pelo lado da arrecadação, por meio de aumento de alíquotas, ampliação da base de cálculo ou criação de um tributo. O PLP proposto autorizaria o governo a usar a arrecadação extra com petróleo para financiar novas desonerações de combustíveis.
Segundo Moretti, a avaliação é de que essas novas medidas não exigiriam a criação de um novo imposto ou aumento das alíquotas, porque haverá receitas extraordinárias devido à alta do petróleo “É razoável que a receita extraordinária que nós estamos apurando seja convertida, ou viabilize, a redução de tributos para o consumidor final de combustível”, ele defendeu, durante a entrevista.
O ministro destacou que o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo, anunciado em março, tem duração e alíquota dependentes da evolução do petróleo Brent, por ter finalidade regulatória. Ele acrescentou que o governo não tem novas medidas engatilhadas para desonerar o gás de cozinha, e que considera que as ações tomadas até agora são as necessárias.
Durigan reforçou o argumento do governo de que o Brasil está com condições adequadas para reduzir os efeitos do conflito no Oriente Médio na comercialização de combustíveis derivados do petróleo.
“Temos uma situação hoje, vou dizer que é uma situação boa, uma situação de alguma força para enfrentar e mitigar os efeitos da guerra na nossa população”, declarou. O governo anunciou recentemente a retirada da tributação para o diesel, a subvenção para esse combustível, além de medidas para as empresas aéreas e outros.
Durigan lembrou o impacto da guerra nas economias mundiais, com desconforto de países, está sendo tratado no âmbito do G20. Ele argumentou que a comunidade internacional teria reconhecido que o Brasil adotou medidas “que são exemplo” contra o impacto da guerra.


Fonte: Jovem Pan

Polícia encontra em rodovia de SP professor que estava desaparecido há cinco anos

A Polícia Rodoviária de São Paulo encontrou na terça-feira (21) um professor universitário que estava desaparecido há mais de cinco anos. O homem foi abordado por agentes na Rodovia Washington Luís, no trecho de Taquaritinga, no interior do estado.
Durante patrulhamento da rodovia, os policiais do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) viram um homem caminhando às margens da estrada. Em razão do risco de atropelamento, a equipe fez a abordagem padrão de prevenção.
Ao constatar que se tratava do professor desaparecido, os agentes contactaram a família, que reside na capital, para reencontrá-lo na base operacional de Araraquara.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) informou que os familiares do homem foram orientados a fazer o registro de que o professor foi encontrado junto à Polícia Civil. O órgão ainda reforçou que os casos de desaparecimento devem ser “comunicados imediatamente” após ser notada “a ausência da vítima para serem iniciadas as buscas pelas autoridades”.

Reencontro com a família
A mãe do professor, de mais de 70 anos, ficou comovida ao reencontrar o filho. Ela o abraçou e ainda contou acreditar que o filho estava morto.

 

Ver essa foto no Instagram

 
Um post compartilhado por Jovem Pan NEWS (@jovempannews)


Fonte: Jovem Pan

Itália no lugar do Irã: a sugestão sem noção do assessor de Trump

ITÁLIA no lugar do Irã. Essa foi a sugestão, digamos, bastante criativa que Paolo Zampolli — enviado especial do presidente Donald Trump para Parcerias Globais e assessor da Casa Branca — apresentou diretamente a Trump e a Gianni Infantino, presidente da FIFA.
Aparentemente, a ideia foi ignorada por ambos.
Na imprensa internacional, Zampolli é descrito como um facilitador de contatos entre elites, negócios e poder. Quando esse tipo de trabalho é bem feito, torna-se uma das ferramentas mais poderosas do mundo. Quando é mal executado ou carregado de arrogância, vira “pedir favor” disfarçado de amizade.
Ele próprio contou que, como italiano de nascimento, sonhava em ver a Azzurra — tetracampeã mundial — no lugar do Irã na Copa de 2026.
Felizmente, a reação italiana foi rápida e firme. Ministros, incluindo o do Esporte, Andrea Abodi, não hesitaram: “A classificação se conquista em campo”. Classificaram a sugestão como inapropriada e vergonhosa.
Paolo Zampolli acabou se tornando o exemplo clássico de alguém que circula nos mais altos círculos de poder e opera num universo paralelo, onde as regras básicas de mérito, decoro e bom senso parecem não valer.
O episódio viralizou e virou meme mundial em menos de 24 horas.
Moral da história: Acesso ao poder não compra bom senso.


Fonte: Jovem Pan

Dólar fecha quinta-feira a R$ 5,00 com temor de escalada do conflito no Oriente Médio

Após romper o piso de R$ 4,95 pela manhã, o dólar ganhou força ao longo da tarde com o aumento da aversão ao risco no exterior e encerrou a sessão desta quinta-feira (23) acima do nível psicológico de R$ 5,00.
Com máxima de R$ 5,0176, na última hora de negócios, o dólar à vista encerrou a sessão em alta de 0,60%, a R$ 5,0036 – pela primeira vez acima de R$ 5,00 no fechamento desde o último dia 10 (R$ 5,0115). Operadores afirmam que houve um movimento mais forte de realização de lucros e recomposição de posições defensivas no fim da tarde. Com o avanço desta quinta, o dólar passa a exibir alta na semana (0,41%). Em abril, as perdas são de 3,38%.
Investidores abandonaram divisas emergentes para buscar abrigo na moeda americana com o aumento das incertezas em torno do conflito no Oriente Médio, após o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, deixar a equipe de negociações com os EUA e ameaças de ataques mútuos entre Israel e Irã.
Já em alta no fim da manhã em meio a dúvidas sobre a liberação do Estreito de Ormuz, as cotações do petróleo arrancaram na segunda etapa de negócios. O contrato do barril do Brent para junho – referência de preços para o mercado internacional – encerrou o pregão em alta de 3,1%, a US$ 105,07. Foi a quarta sessão consecutiva de avanço dos preços da commodity, que já acumulam valorização de dois dígitos na semana.
Pela manhã, o real brilhou e foi praticamente a única moeda emergente a ganhar terreno, com o dólar tocando mínima a R$ 4,9405. Circularam rumores de possível internalização de recursos da captação de 5 bilhões de euros do Tesouro Nacional na semana passada, cuja liquidação era programada para essa quinta. Tecnicamente, o Tesouro faria a conversão de euros para dólares, que seriam depois trocados por reais.
Analistas ressaltam que o real foi o principal beneficiado entre divisas emergentes pelo cessar-fogo na guerra do Irã iniciado em abril e prorrogado indefinidamente pelo presidente Donald Trump, uma vez que os preços do petróleo, embora tenham recuado, permaneceram em níveis elevados, favorecendo os termos de troca brasileiros. Com o aumento da aversão ao risco, investidores reduzem posições em divisas emergentes, movimento que respinga na moeda brasileira.


Fonte: Jovem Pan

Na Casa Branca, Trump cumprimentará pessoalmente enviados do Líbano e de Israel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai cumprimentar pessoalmente os enviados do Líbano e de Israel na Casa Branca nesta quinta-feira (23), quando eles se encontrarem para uma segunda rodada de negociações facilitadas pelos EUA, com Beirute buscando estender um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah um dia após ataques israelenses matarem pelo menos cinco pessoas, incluindo uma jornalista.
Uma autoridade dos EUA afirmou que as conversas desta quinta-feira, que ocorreriam no Departamento de Estado, estavam sendo transferidas para a Casa Branca, e Trump deve cumprimentar os embaixadores em sua chegada. “É um sinal da importância que está sendo dada a eles e da prioridade. Acho que há um sentimento de otimismo de que a bola pode avançar”, disse uma outra fonte informada sobre o assunto.
Contatos recentes com Trump e o secretário de Estado Marco Rubio se concentraram em interromper a escalada e lançar negociações com o objetivo de encerrar o estado de guerra, garantir a retirada de Israel do território ocupado e enviar o Exército libanês para a fronteira internacional, disse a presidência libanesa em um comunicado.
Israel diz que seus objetivos nas conversas com o Líbano incluem garantir o desmantelamento do Hezbollah e criar condições para um acordo de paz. Israel será representado por seu embaixador em Washington, Yechiel Leiter. Rubio foi o anfitrião da primeira reunião entre Leiter e Moawad em 14 de abril — contato de mais alto nível entre o Líbano e Israel em décadas.

Encontro após dia mais mortal
Quarta-feira (22) foi o dia mais mortal do Líbano desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em 16 de abril. Entre os mortos pelos ataques israelenses estava a jornalista libanesa Amal Khalil, de acordo com um oficial militar libanês sênior e seu empregador, o jornal Al-Akhbar.
Cerca de 2.500 pessoas foram mortas no Líbano desde que Israel entrou na ofensiva após o ataque do Hezbollah em 2 de março, de acordo com as autoridades libanesas.
O parlamentar do Hezbollah, Hassan Fadlallah, disse que o grupo quer a continuidade do cessar-fogo, mas “com base no cumprimento total por parte do inimigo israelense”. Em uma coletiva de imprensa televisionada, ele reiterou as objeções do Hezbollah às conversas face a face e pediu ao governo que cancele todas as formas de contato direto com Israel.
As hostilidades entre o Hezbollah e Israel reacenderam-se em 2 de março, quando o grupo abriu fogo em apoio ao Irã na guerra regional em curso. O cessar-fogo no Líbano surgiu paralelamente aos esforços de Washington para resolver seu conflito com Teerã, embora o Irã tenha solicitado que o Líbano fosse incluído em qualquer trégua mais ampla.
O Hezbollah disse que realizou quatro operações no sul do Líbano na quarta-feira em resposta aos ataques israelenses. Alcançado após conversas entre os embaixadores das duas nações em Washington na semana passada, o cessar-fogo com prazo de vigência até o domingo resultou em uma redução significativa da violência. No entanto, os ataques continuaram no sul do Líbano, onde tropas israelenses tomaram uma zona tampão autodeclarada.
O Hezbollah, apoiado pelo Irã, diz que tem “o direito de resistir” às forças de ocupação.


Fonte: Jovem Pan

Não sabemos quem é o líder do Irã, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (23) não saber quem é o líder do Irã. Em declaração a jornalistas, na Casa Branca, o republicano afirmou que o regime mudou com a morte do aiatolá Ali Khamenei, o antigo líder supremo iraniano.
“Todo o time está morto. O segundo grupo veio e eles estão todos mortos. Agora, tem um terceiro grupo e eles estão preocupados em não serem mortos também”, declarou Trump.
O presidente norte-americano ainda disse aos jornalistas que Teerã quer fazer um acordo com Washington. Entretanto, segundo o republicano, as negociações não avançam porque os iranianos “não sabem quem está liderando o país”.

Líder supremo gravemente ferido
O jornal norte-americano The New York Times noticiou nesta quinta-feira que o atual líder supremo do Irã, o clérigo Mojtaba Khamenei, ficou gravemente ferido no ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos e de Israel, em 28 de fevereiro.
De acordo com a reportagem, a atual liderança do Irã está mentalmente lúcida, mas delegou a tomada de decisões aos generais da Guarda Revolucionária Islâmica. Por Mojtaba não ter feito aparição pública desde que foi nomeado e ter feito comunicações por escrito, há especulações sobre o seu real estado de saúde e até se está vivo.
Um oficial iraniano relatou ao jornal norte-americano que Mojtaba passou por três intervenções na perna e aguarda por uma prótese. Ele também foi submetido a uma operação na mão e está “recuperando gradualmente a mobilidade”. Além disso, o rosto e os lábios do líder supremo do Irã sofreram queimaduras graves, o que dificulta a sua fala, e eventualmente ele precisará de cirurgia plástica.


Fonte: Jovem Pan