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NR-1: empresas estão preparadas para nova regra sobre saúde mental?

NR-1: veja o que muda com a nova regra sobre saúde mental no trabalho
Desde a última terça-feira (26), entrou em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que muda a forma como a saúde mental deve ser tratada no ambiente de trabalho ao incluir, de forma explícita, os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).
Na prática, a norma amplia a responsabilidade das empresas sobre fatores que podem levar ao adoecimento mental dos trabalhadores, como metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral, sobrecarga e falhas na organização do trabalho.
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🤔 Mas as empresas estão preparadas para essa mudança? Dados de diferentes levantamentos indicam que ainda há um cenário de adaptação lenta e dificuldades estruturais.
Segundo a pesquisa Mapa do RH & DP 2026, elaborada pela Sólides, 57,8% das companhias ainda não possuem Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) com análise de riscos psicossociais implementada.
O estudo mostra que apenas 42,2% dos respondentes afirmam que o PGR já está elaborado e em funcionamento. Entre as empresas que ainda não estão plenamente adequadas, 27,3% possuem um PGR que não contempla a atualização da NR-1, 22% estão com o programa em fase de elaboração e 8,5% dizem não ter PGR formalizado.
A pesquisa inclui empresas com PGR ainda sem análise de riscos psicossociais, organizações em fase de implementação e companhias que sequer possuem o programa formalizado.
Outro levantamento, realizado pelo Pandapé, mostra que a maioria das empresas ainda não está totalmente pronta para a NR-1: apenas 27,3% disseram estar totalmente adequadas, enquanto 49,8% afirmaram estar parcialmente preparadas e 17% ainda nem começaram o processo de adaptação.
Já o Anuário de Benefícios e Práticas Corporativas 2026, produzido pela Swile em parceria com a Leme Consultoria e a Poli Júnior da USP, aponta que 58,9% das empresas dizem estar “totalmente preparadas” para cuidar da saúde mental dos funcionários.
Apesar disso, apenas 11,7% monitoram horas extras, 23,9% acompanham o clima organizacional de forma estruturada e 44,9% analisam indicadores de rotatividade.
Capa – afastamentos por saúde mental
Otávio Camargo | Arte g1
Falta preparo
Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a avaliação predominante é de que a maioria das empresas ainda não está preparada para a atualização da NR-1. Na visão deles, o problema vai além das dificuldades técnicas e envolve falta de estrutura, resistência cultural por parte das organizações e baixa priorização do tema, apesar do interesse crescente pela pauta nos últimos anos.
Para a auditora-fiscal do trabalho Odete Reis, as fiscalizações realizadas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) mostram que muitas empresas ainda não tratam a saúde mental como prioridade nas políticas de gestão.
Segundo ela, é comum que as organizações deixem de buscar profissionais qualificados para analisar a organização do trabalho e seus impactos sobre os funcionários, concentrando as ações apenas em aspectos mais tradicionais da segurança ocupacional.
“A partir das nossas fiscalizações, a gente vê infelizmente que as empresas não estão com o olhar voltado para isso ainda. Eu acho que não passou a ser prioridade ainda. Eu vejo que elas estão interessadas, estão buscando se capacitar, então a gente espera que isso mude”, afirma.
A juíza do trabalho Mirella Cahú afirma que há um “grande despreparo técnico” porque a discussão sobre saúde mental no ambiente corporativo ainda é recente tanto para a sociedade quanto para parte dos profissionais da área.
Ela também destaca a existência de uma barreira cultural, já que muitos empregadores ainda enxergam o adoecimento mental como uma questão individual, sem compreender que a norma se refere aos impactos provocados pela própria organização do trabalho.
“Estudar saúde mental é algo muito novo. Pensar tecnicamente em saúde mental do trabalho é mais novo ainda. Não é necessariamente má-fé, mas há um despreparo técnico para pensar em gestão de risco psicossocial”, explica.
Na visão da procuradora do trabalho Gisela Nabuco, o principal problema não é falta de capacidade de adaptação, mas sim falta de comprometimento na implementação das medidas.
Ela argumenta que a obrigação de gerenciar riscos ocupacionais, incluindo os psicossociais, já existe de forma estruturada há quatro anos, o que enfraquece o argumento de que não houve tempo suficiente para adequação.
A narrativa de que ‘não estamos preparados’ acaba gerando concorrência desleal. Essa obrigação existe de forma mais clara e estruturada desde janeiro de 2022.
NR-1: Regra que amplia fiscalização sobre saúde mental no trabalho entra em vigor nesta terça; veja o que muda
Soluções prontas não resolvem
Outro ponto de atenção levantado pelos especialistas é o crescimento de um mercado de “soluções prontas” voltadas ao cumprimento da NR-1.
Segundo eles, diversas consultorias passaram a oferecer checklists e pacotes padronizados, muitas vezes sem embasamento científico, com foco apenas em atender exigências burocráticas, mas sem promover mudanças efetivas nos processos internos das empresas.
“Nos últimos tempos, surgiram diversas soluções à venda que não necessariamente têm base científica”, explica a juíza do trabalho Mirella Cahú.
A procuradora do trabalho Gisela Nabuco acrescenta que há um “vácuo” no mercado em torno do tema, o que abre espaço para distorções. “Isso dá ensejo a um pensamento mercadológico de criar uma fórmula perfeita e esses formatos de vender produtos preconcebidos que não existem”, afirma.
Na prática, especialistas avaliam que as soluções padronizadas não atacam o problema central: a necessidade de mudanças na organização do trabalho e na gestão dos riscos psicossociais.
As empresas estão tratando isso como uma grande mudança, mas, na prática, não é. Esse entendimento já existia, mas ainda não estava claro para as empresas e para a sociedade.
Outro ponto destacado é que a atualização da NR-1 não obriga empresas a contratar psicólogos, oferecer terapia ou criar programas isolados de bem-estar. Segundo os especialistas, essas iniciativas podem complementar as ações internas, mas não substituem a obrigação central da norma.
“Oferecer benefícios não resolve se o trabalho continuar adoecendo as pessoas”, afirma Mirella Cahú. “A exigência é mudar práticas de trabalho que geram sofrimento.”
90 dias para adaptação
O setor patronal chegou a pedir um novo adiamento da entrada em vigor das regras, alegando falta de clareza técnica e prazo insuficiente para adaptação. No entanto, representantes do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho avaliam que houve tempo adequado para debate e preparação das empresas.
A atualização, anunciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em agosto de 2024, amplia a possibilidade de fiscalização e aplicação de multas. A nova regra estava prevista para valer em maio de 2025.
Após pressão de empresas e sindicatos patronais, o governo decidiu adiar a entrada em vigor por um ano. Agora, diante de novos pedidos de prorrogação, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que não pretende realizar um novo adiamento.
“Já houve uma prorrogação no ano passado e, neste momento, não há disposição para novo adiamento”, disse. Segundo o ministro, uma nova mudança só ocorreria com acordo entre empresas e representantes dos trabalhadores — o que não existe hoje.
O Ministério do Trabalho já divulgou um Manual de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, um Guia de Informações sobre os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho e um documento de perguntas e respostas para orientar empresas e trabalhadores sobre a atualização da norma.
No documento, a pasta afirma que, “durante os 90 dias subsequentes à entrada em vigor, a atuação da Inspeção do Trabalho tende a priorizar ações de orientação, instrução e notificação das organizações quanto à necessidade de adequação, especialmente em relação às novas exigências introduzidas, sem prejuízo da adoção de medidas administrativas nos casos aplicáveis”.
Em nota enviada ao g1, o MTE esclareceu que não foi publicada nenhuma norma específica adiando a aplicação de multas relacionadas à atualização da NR-1 por 90 dias. Segundo o órgão, o que está previsto no documento oficial de perguntas e respostas é a adoção inicial do chamado critério de dupla visita, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com foco orientativo.
Na prática, isso significa que, nos 90 dias seguintes à entrada em vigor das novas regras, a Inspeção do Trabalho deverá priorizar ações de orientação, instrução e notificação das empresas sobre a necessidade de adequação às novas exigências da norma.
Durante esse período, os auditores poderão verificar documentos, procedimentos internos e medidas adotadas pelas organizações, além de orientar sobre eventuais ajustes necessários. Segundo o ministério, a atuação tende a ter caráter pedagógico e preventivo, sem impedir a adoção de medidas administrativas nos casos considerados aplicáveis.
O MTE afirma ainda que, após esse período inicial, empresas que permanecerem em situação de descumprimento poderão ser autuadas, conforme o caso concreto e os critérios previstos na legislação trabalhista.
O órgão reforça que o prazo de 90 dias não representa uma suspensão da obrigatoriedade da norma, mas sim uma fase inicial de orientação fiscal voltada à implementação e ao aperfeiçoamento das medidas de conformidade pelas organizações.
Especialistas consideram a medida urgente. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 840 mil pessoas morrem todos os anos no mundo por problemas de saúde ligados a riscos psicossociais no trabalho, como jornadas longas, assédio e insegurança no emprego.
No ano passado, o g1 revelou com exclusividade, com base em dados do Ministério da Previdência Social, que o Brasil já vivia uma crise de saúde mental, com o maior número de afastamentos por transtornos mentais em 10 anos, registrado em 2024.
Em 2025, o cenário não só se repetiu como se agravou: mais de meio milhão de afastamentos foram concedidos por transtornos mentais, estabelecendo um novo recorde.
Brasil tem mais de 546 mil afastamentos por saúde mental em 2025 e bate recorde


Fonte:

g1 > Política

Eleições 2026: Lula volta de viagem ao Amazonas sem garantia de aliado do PT em palanque local

Lula encerra agenda em Manaus com anúncio de investimento bilionário no Amazonas
A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Amazonas nesta semana não garantiu a entrada do ex-deputado federal Marcelo Ramos, do PT, como candidato ao Senado Federal na chapa majoritária que deve compor o palanque de Lula no Estado.
O PT local oficializou a pré-candidatura de Ramos na disputa ao Senado, mas o movimento não foi alinhado com o senador Omar Aziz (PSD), candidato ao governo, e Eduardo Braga (MDB), favorito para reeleição no Senado.
Lula desembarcou em Manaus na terça-feira (26) e ficou na capital do Amazonas até a tarde de quarta (27) cumprindo agenda oficial com anúncios de investimentos, entregas do programa Minha Casa, Minha Vida e visitas a estaleiros da região.
Na noite da última terça-feira (26), Aziz e Braga ofereceram um jantar privado a Lula com mais de 350 convidados, entre prefeitos, ex-prefeitos, líderes empresariais e sindicais, deputados que apoiam o presidente, além de líderes religiosos.
Segundo os parlamentares, durante o jantar em Manaus, que contou com a presença de Ramos, eles não conversaram com Lula sobre uma possível entrada do ex-deputado na chapa.
“Não tratamos nada sobre política com o presidente. Foi uma confraternização. Estamos aqui para inaugurar obras. Em nenhum momento [Lula] puxou esse assunto”, afirmou Aziz ao g1.
Eduardo Braga também rechaçou que a aliança tenha sido discutida e disse que tem um compromisso com Lula e não com o PT.
“Candidatura majoritária não se impõe, se constrói. Estou trabalhando, pedindo votos aos eleitores do meu estado, com confiança”, disse.
Omar Aziz, Lula e Eduardo Braga em agenda no Amazonas – 26/05/2026
Ricardo Stuckert/PR
“O MDB é um partido que tem dimensão, tem capilaridade, estou liderando pesquisas no meu estado. Eu apoio presidente Lula desde 98. Portanto, a minha questão com Lula não passa pelo PT”, acrescentou.
Marcelo Ramos confirmou à reportagem que Lula não fez nenhuma articulação política para formalizar uma chapa com a candidatura do PT ao Senado.
“Não teve nenhuma conversa com o presidente Lula em nenhum dos eventos, privados ou públicos. Ele não fez gestos eleitorais a ninguém”, afirmou Ramos.
Apesar do impasse, Marcelo Ramos diz que o assunto está resolvido e será candidato ao Senado.
“Para nós do PT, está muito resolvido. O senador Omar é nosso candidato a governador, o MDB decidiu ter um candidato a senador e o PT decidiu ter um candidato a senador. Está resolvido, não tem ninguém a mais nessa chapa. Nós queremos estar juntos do senador Eduardo Braga, entendemos a importância dele no Senado para o Amazonas. Agora, ele querer estar junto com a gente já não é uma questão que nos pertença”, pontuou Ramos.
Entrada forçada
A avaliação de aliados de Aziz e Braga é de que o PT está tentando “forçar” a entrada de um quadro na chapa, sem ter trabalhado durante os últimos quatro anos na construção do grupo de apoio ao palanque de Lula no estado.
Além disso, esses quadros destacam que a pouca relevância do PT no Amazonas contrasta com o crescimento do bolsonarismo no estado. Por isso, apesar de ter duas vagas em disputa para o Senado, a ideia do grupo é concentrar os esforços na reeleição de Braga.
Como exemplo do cenário, um ex-deputado presente no evento, destacou que, dos mais de 300 convidados no jantar em homenagem a Lula, apenas dez eram do PT.
Além disso, aliados apontam que o partido de Lula ficará com a vaga do Senado caso Aziz vença a eleição para o governo do Estado, já que seu suplente é Cheila Moreira, do PT.
O deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral do PT, reconhece que o cenário no Amazonas é complexo para o partido.
“O problema é que ali tem um certo ruído, tem os outros que não querem o PT, que acham que tem que ser mais amplo, mas ele [Marcelo] está crescendo nas pesquisas. A nossa posição é essa chapa: Omar Aziz, Eduardo Braga e Marcelo Ramos”, afirmou Tatto.


Fonte:

g1 > Política

Sintomas e causas das lesões musculares ao treinar no frio

As lesões ortopédicas durante os dias gelados ocorrem quando tecidos não preparados sofrem uma sobrecarga mecânica e articular intensa. O frio provoca a contração fisiológica dos vasos sanguíneos periféricos e prejudica severamente a lubrificação natural das extremidades ósseas. Iniciar uma atividade física com o corpo ainda nestas condições resulta em microtraumas diretos. Esse dano tecidual evolui silenciosamente e gera processos dolorosos como estiramentos severos e tendinites agudas.
Sinais de que o corpo sofreu uma lesão no frio
Quando a musculatura ou os ligamentos sofrem danos térmicos associados ao esforço, o sistema nervoso do paciente dispara alertas protetores imediatos. A percepção do problema costuma ocorrer logo nos primeiros movimentos. Os pacientes relatam os seguintes sintomas na área afetada:

Dor aguda e em pontada: Ocorre de maneira repentina ao realizar um esforço básico de maior amplitude, como agachar para pegar um peso.
Rigidez articular severa: Sensação nítida de que as juntas estão duras e travadas, gerando grande dificuldade para caminhar ao sair da cama.
Estalos dolorosos e ressecados: Ruídos ósseos muito perceptíveis que são acompanhados por limitação imediata de qualquer movimento.
Sensação de queimação local: Sinaliza claramente que o tendão ou o ventre muscular se encontra em estado de forte inflamação.
Inchaço e leve vermelhidão: Mesmo com o frio atuando sobre a circulação, uma agressão mecânica desperta uma reação inflamatória bem delimitada.

Como o clima afeta a musculatura e as articulações
A origem do desconforto físico de inverno reside na própria resposta de sobrevivência do cérebro. Quando os termômetros despencam, o organismo prioriza o envio de sangue para os órgãos vitais, o que deixa a periferia corporal e toda a rede muscular superficial com um baixo fluxo sanguíneo. Essa reação involuntária, chamada de vasoconstrição, sequestra rapidamente a elasticidade natural e a força das fibras motoras.
Além da limitação dos músculos, o líquido sinovial sofre alterações físicas severas. Este fluido espesso atua exatamente como o óleo lubrificante das dobradiças anatômicas, protegendo joelhos, cotovelos e quadris. Em temperaturas baixas, a substância torna-se densa, elevando o atrito direto entre as cartilagens. Esse cenário biológico delicado explica exatamente por que é obrigatório fazer um bom aquecimento antes de treinar no inverno para evitar lesões. A elevação orgânica dos batimentos cardíacos devolve a fluidez necessária ao líquido sinovial e prepara o corpo para receber impacto.
Como o médico identifica o problema
Se o paciente continuar com limitação após os primeiros dias de repouso doméstico, a conduta médica profissional torna-se inegociável. O ortopedista ou o médico do esporte fundamenta a consulta em testes táteis de força resistida, onde as articulações são suavemente tracionadas para entender a extensão exata do processo inflamatório.
Para afastar a possibilidade de lesões de maior gravidade estrutural, como o rompimento de um menisco, o especialista lança mão da tecnologia diagnóstica. A radiografia é o ponto de partida para rastrear o desgaste dos ossos, enquanto a ultrassonografia e a ressonância magnética conseguem focar os tecidos moles. Esses exames entregam a localização exata de derrames de líquidos na articulação e o percentual de rompimento do músculo.
Caminhos para a recuperação física
A meta médica no combate a essas síndromes ortopédicas de inverno é estancar o avanço da inflamação e resgatar a capacidade motora perdida de forma gradual. O esquema de tratamento, na grande maioria dos casos clínicos, caminha pelas seguintes etapas de recuperação:

Pausa e repouso articular: Afastamento momentâneo das atividades esportivas causadoras do dano e substituição por movimentos orgânicos protetores.
Ciclos de estímulos térmicos: Aplicação médica supervisionada de bolsas térmicas em áreas específicas para acelerar a regeneração do tecido rompido.
Fisioterapia para reabilitação: Bateria de exercícios progressivos acompanhados por um profissional, visando reconstruir a flexibilidade das estruturas fibrosas.
Controle com medicação pontual: Utilização racional de compostos anti-inflamatórios e analgésicos sob prescrição, focando apenas em aliviar a crise aguda de dor.

Esconder o desconforto diário com pomadas anestésicas sem orientação técnica é um risco altíssimo, pois mascara a falência da articulação e expõe o corpo a rompimentos irreversíveis de ligamentos. A automedicação frequente com potentes anti-inflamatórios também castiga os rins e a parede do estômago sem jamais corrigir o eixo anatômico do trauma muscular.
Aviso legal: O conteúdo desta reportagem cumpre exclusivamente um papel educativo de utilidade pública. As informações aqui dispostas não substituem em hipótese alguma o diagnóstico clínico e a avaliação médica presencial. Em caso de dores, inchaços ou dificuldades motoras, procure sempre o acompanhamento de um médico ortopedista ou fisioterapeuta capacitado.


Fonte: Jovem Pan

Sintomas de ressecamento: como proteger a pele sensível do bebê contra o vento gelado e o frio do outono

O ressecamento cutâneo em bebês é uma resposta física direta à perda acelerada de água pela epiderme durante as estações de clima árido. Como a proteção natural da criança ainda é bastante imatura em seus primeiros anos de vida, a exposição ao ar gelado retira a hidratação superficial da derme de forma muito rápida. O resultado é a instalação de um quadro inflamatório localizado, que pode evoluir para pequenas fissuras, ardência e irritação severa se não for freado a tempo. Compreender a diferença anatômica dessa estrutura corporal é essencial para adotar medidas que restabeleçam o conforto e a estabilidade do paciente pediátrico.

Principais sinais de que a pele do bebê está sofrendo com o frio
Antes de apresentar lesões extensas, a fisiologia da criança emite alertas físicos de que a camada de proteção não consegue mais neutralizar as agressões externas. O cuidador deve avaliar toda a extensão do corpo do recém-nascido diariamente durante as trocas de fraldas. Os sintomas clássicos de desidratação cutânea incluem as seguintes manifestações:

Áreas com textura muito áspera ao toque, predominantes nas bochechas, no antebraço e nas coxas.
Presença de manchas vermelhas ou rosadas, que costumam ganhar intensidade logo após o contato com a toalha.
Descamação fina que confere um aspecto esbranquiçado às dobrinhas do pescoço, cotovelos e atrás dos joelhos.
Agitação motora excessiva indicando que a criança está sentindo coceira ou desconforto contínuo na região ressecada.
Rachaduras milimétricas nas pálpebras, lábios ou na ponta do nariz.

Por que a barreira cutânea infantil fica vulnerável no outono e inverno
A raiz biológica dessa alta sensibilidade climática está na própria formação do corpo nos primeiros meses. A epiderme de um bebê a termo é significativamente mais fina e as suas glândulas sebáceas são menos ativas do que as de um adulto, gerando uma quantidade ínfima de óleos naturais. Quando as temperaturas entram em queda e a umidade relativa do ar atinge níveis reduzidos, o ambiente externo literalmente suga a água acumulada nos tecidos infantis.
Os hábitos adotados dentro de casa também funcionam como agentes agravantes. O erro mais comum na tentativa de aquecer os pequenos é encher a banheira com água excessivamente quente. O líquido em temperatura elevada derrete a frágil película lipídica da superfície em poucos minutos, deixando os tecidos completamente desidratados e expostos a inflamações. Adicionalmente, o uso direto de blusas de lã ou fibras sintéticas ásperas retém o calor excessivo e causa atrito, estimulando reações adversas e brotoejas de inverno.
Quando a vermelhidão exige avaliação do pediatra
Na rotina clínica comum, pequenos ajustes de hábitos são eficientes para eliminar o aspecto áspero e reter água no corpo. A avaliação médica torna-se obrigatória quando a vermelhidão e as descamações não recuam após uma semana de cuidados contínuos, ou quando a irritação perturba o sono da criança. Durante o exame físico, o profissional mapeia os locais afetados e o grau de inflamação atual.
O especialista atua fundamentalmente para descartar ou diagnosticar condições subjacentes, como a dermatite atópica, que frequentemente entra em fase de crise sob ventos intensos e baixa umidade. O pediatra busca sinais de infecção secundária por bactérias, como pequenas crostas amareladas ou feridas purulentas. Por meio da avaliação detalhada, é possível afirmar com segurança se o dano é uma simples reação aguda ao clima hostil ou a manifestação de um distúrbio crônico.
Passo a passo para recuperar a hidratação e tratar lesões leves
A estratégia para recuperar a integridade celular foca inteiramente em blindar o corpo contra a perda de líquidos. As modificações no ambiente familiar devem ser aplicadas diariamente para que os tecidos tenham tempo e recursos suficientes para se regenerarem sozinhos. As condutas seguras e validadas por especialistas consistem em:

Limitar o período de imersão na água a um limite de cinco a dez minutos, assegurando que o banho seja morno e estabilizado na faixa de 36 graus.
Realizar a higiene apenas com limpadores líquidos infantis e descartar o uso de qualquer bucha sintética de atrito.
Aplicar uma camada robusta de creme hidratante de base neutra nos três minutos iniciais pós-banho, aprisionando a água enquanto os poros ainda estão receptivos.
Vestir o recém-nascido sempre com uma primeira camada de tecido de algodão suave, limitando o toque das malhas mais pesadas à parte externa do visual.
Utilizar pomadas espessas de barreira no contorno da boca e no rosto sempre que o bebê for passear em áreas externas com correntes de ar diretas.

A administração de pomadas antialérgicas, cremes com corticoides ou loções antibióticas sem a prescrição rigorosa de um médico coloca a saúde do paciente pediátrico em grande perigo, pois esses princípios ativos atravessam a pele fina e podem causar reações sistêmicas adversas graves. Os protocolos compartilhados neste material detêm natureza estritamente educativa e de utilidade pública, não possuindo autoridade para substituir a consulta presencial, o exame físico ou as recomendações diretas do seu pediatra de confiança.


Fonte: Jovem Pan

O fim do vidro embaçado nos dias de chuva e frio intenso

Entrar no carro num dia gelado, ligar o motor e ver o para-brisa ficar completamente opaco é uma cena comum nas manhãs de inverno. O motorista apressa a saída, passa a mão na janela ou tenta limpar com a manga da blusa, atitude que apenas espalha sujeira e piora a situação. Se você quer saber qual a forma mais rápida de desembaçar o vidro do carro em dias de chuva e frio extremo, a resposta está na física básica aplicada à cabine do seu veículo, e não no uso de panos mágicos.

A ciência por trás da visibilidade
Quando a temperatura externa cai, a umidade gerada pela respiração dos passageiros encontra a superfície gelada do vidro e condensa, formando aquela camada branca que bloqueia a visão do trânsito. Para resolver isso no menor tempo possível, engenheiros do setor automotivo e especialistas em termodinâmica indicam um processo de quatro passos rápidos no painel do veículo:

Ligue o aquecedor na temperatura máxima. O ar quente tem a capacidade de reter mais umidade do que o ar frio, absorvendo rapidamente a água que está no vidro.
Acione o botão do ar-condicionado junto com o aquecedor. O sistema funciona como um desumidificador, extraindo a umidade da cabine enquanto o ar passa pelas serpentinas.
Desligue a recirculação de ar. O grande truque é trazer o ar frio e seco do lado de fora para dentro do carro, aquecendo-o para aumentar sua capacidade de limpeza.
Abra uma fresta nas janelas. Isso permite a troca rápida de ar úmido pelo ar externo, acelerando a secagem de todas as janelas do carro.

O risco de limpar o painel com as mãos
No dia a dia do trânsito, a visibilidade comprometida é um dos maiores causadores de pequenas colisões na época do frio. Muitos motoristas ainda recorrem a táticas improvisadas, mantendo uma flanela velha no porta-luvas. O problema dessa prática é o acúmulo de sujeira invisível. A oleosidade natural da pele e a poeira grudam intensamente no vidro, criando manchas severas que refletem as luzes dos faróis de outros carros à noite, causando um perigoso ofuscamento.
Utilizar o sistema de climatização exige apenas alguns segundos a mais antes de engatar a primeira marcha, mas entrega um campo de visão limpo e duradouro. O conforto térmico é um bônus de segurança, já que o condutor não precisa dirigir encolhido de frio enquanto tenta enxergar os semáforos por um pequeno buraco limpo no para-brisa.
O impacto no consumo de combustível
O mito mais repetido entre os donos de veículos é que ligar o compressor junto com o ar quente vai destruir a média de consumo. O sistema de ar-condicionado de fato exige força mecânica do motor e aumenta o gasto de combustível, mas essa diferença durante os três ou quatro minutos necessários para desembaçar a janela é quase nula na medição do tanque de combustível.
Colocando os valores na ponta do lápis, a economia de centavos perde qualquer sentido diante dos riscos. Dirigir sem enxergar os retrovisores resulta em freadas bruscas, batidas ou até multas por conduzir sem segurança. A longo prazo, a manutenção preventiva do próprio sistema de refrigeração também sai mais barata quando o equipamento é ligado regularmente durante o inverno, evitando o ressecamento das mangueiras de borracha e possíveis vazamentos de gás.
Aos poucos, o velho hábito de esfregar o vidro com jornais e estopas perde espaço para a inteligência da engenharia moderna. O uso correto e rápido dos botões que o veículo já oferece torna a direção sob mau tempo muito menos estressante, garantindo a integridade do carro e protegendo quem está ao volante.


Fonte: Jovem Pan

Corinthians é superado pelo Platense por 2 a 0 e perde invencibilidade na Libertadores

O Corinthians perdeu a invencibilidade na Libertadores com uma derrota em casa por 2 a 0 para o Platense. Foi o primeiro revés do time com Fernando Diniz jogando na Neo Química Arena, onde a última derrota da equipe alvinegra havia sido ainda com Dorival Júnior.
O time paulista fez um primeiro tempo sem efetividade. Titular, Memphis Depay pouco agiu. O empate já agradava ao Platense, que anulou os mandantes. Franco Zapiola teve exibição de gala, com dois gols. A reação corintiana tardou e foi insuficiente diante de uma retranca argentina.
Apesar do resultado, o Corinthians manteve a liderança do Grupo E, com 11 pontos. O Platense classificou-se às oitavas em segundo, com 10, na sua primeira participação na Libertadores. O Santa Fe venceu o Peñarol por 1 a 0 também nesta quarta-feira (27), garantiu o terceiro lugar, com oito pontos, e disputará os playoffs da Sul-Americana. Os uruguaios somaram apenas três pontos, sem vencer uma partida sequer.
Antes da pausa para a Copa do Mundo, o Corinthians visita o Grêmio, no sábado (30), pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. É um confronto direto na briga contra o Z-4. Ambos têm 21 pontos, mas os gaúchos têm melhor saldo de gols.
O primeiro tempo foi truncado, com faltas dos dois lados. As chances rarearam diante de duas defesas bem postadas, principalmente do lado argentino. O Corinthians até manteve mais a bola, mas sem efetividade.
Uma das poucas chegadas do Platense originou escanteio do time argentino. Na bola alçada, Hugo Souza saiu errado e não afastou. Ele se recuperou, mas não antes de a bola bater no braço aberto de Rodrigo Garro. Alexis Herrera foi ao VAR e assinalou pênalti. Franco Zapiola deslocou o goleiro corintiano e abriu o placar com categoria.
O Corinthians tentou reagir, mas sem assustar os argentinos, que se defenderam com solidez e intensidade para se recompor. Os jogadores alvinegros também exageravam nos erros no último passe antes de criar uma chance mais clara. A bola ficou muitas vezes travada com os volantes corintianos. No fim da primeira etapa, ainda deu tempo de o Platense gostar mais do jogo e até superar os corintianos em finalizações (seis a cinco).
Memphis Depay deixou o jogo no intervalo. Convocado pela seleção holandesa para a Copa do Mundo, o atacante pouco fez em campo. Limitou-se a uma finalização, facilmente salva pelo goleiro Matías Borgogno. O jogador pareceu lento, sem recursos para se livrar da marcação e demonstrando falta de ritmo de jogo. Foi apenas a segunda partida de Memphis após lesão muscular.
Kaio César e Zakaria Labyad foram as alternativas de Diniz para mudar o jogo já a partir do intervalo. O primeiro renovou a tática do time, entrando no lugar de Raniele. O marroquino entrou na vaga de Memphis com esperança de manter o brilho dos últimos jogos. O problema é que, do outro lado, o Platense também mudou e se retrancou ainda mais.
Não precisou que o time argentino atacasse para ampliar. Bastou que Zapiola estivesse perto de Hugo Souza e Matheuzinho quando o goleiro tentou passar para o lateral e entregou nos pés do meia. Da ponta da área, o camisa 10 chutou e encobriu o goleiro para fazer o segundo dele na noite.
O desenho do time corintiano em campo até era outro, mas as chegadas dependiam de jogadas individuais de Kaio César. O meio de campo do time ficou empobrecido, com sucessivos erros de passes dos demais jogadores. Rodrigo Garro, que costuma encontrar espaços em jogadas diferenciadas, não conseguiu mostrar seu brilho.
A 10 minutos do fim, polêmica. Kaio César criou chance para Yuri Alberto, cruzando na área. O atacante dividiu com o zagueiro adversário e caiu. Alexis Herrera foi cobrado para marcar pênalti, mas apontou apenas tiro de meta. Logo depois, o camisa 9 foi substituído por Pedro Raul e deixou o campo vaiado.
Restou ao Corinthians apelar para a bola aérea. Aos 40 minutos, Pedro Raul recebeu cruzamento, mas cabeceou em cima do goleiro Matías Borgogno. Insistindo nos chuveirinhos, a equipe descolou um pênalti quando Tomás Silva afastou e Breno Bidon caiu na área. Alexis Herrera foi ao VAR para anular a marcação após verificar que o meia não havia sido atingido. Foi a última chance, já que o Platense se fechou até o fim.

FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 0 X 2 PLATENSE
CORINTHIANS – Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Allan (André Carrillo), Raniele (Kaio César), Breno Bidon e Rodrigo Garro (Jesse Lingard); Memphis Depay (Zakaria Labyad) e Yuri Alberto (Pedro Raul). Técnico: Fernando Diniz.
PLATENSE – Matías Borgogno; Agustín Lagos (Juan Ignacio Saborido), Ignacio Vázquez, Víctor Cuesta, Tomás Silva; Iván Gómez (Santiago Dalmasso), Maximiliano Amarfil, Martín Barrios e Franco Zapiola (Santiago Quirós); Juan Gauto (Mateo Mendia) e Nicolás Retamar (Leonardo Heredia). Técnico: Walter Zunino.
GOLS – Franco Zapiola, aos 20 minutos do primeiro tempo e aos 11 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO – Alexis Herrera (VEN).
CARTÕES AMARELOS – Matheuzinho e Allan (Corinthians); Agustín Lagos e Juan Gauto (Platense).
PÚBLICO – 38.996 presentes.
RENDA – R$ 2.909.567,98.
LOCAL – Neo Química Arena, em São Paulo (BRA).


Fonte: Jovem Pan

Câmara aprova PEC de fim da escala 6×1

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de fim da escala de trabalho 6×1. Agora, o texto é encaminhado para apreciação no Senado.
Conforme o texto-base aprovado na comissão especial, a proposta estabelece a redução da jornada máxima de 44 horas para 40 horas semanais sem redução salarial e aumenta a folga semanal para dois dias, não necessariamente consecutivos.
“A transição para a jornada semanal de 40 horas, aliada à garantia de dois dias de repouso semanal remunerado e à manutenção dos salários, é uma medida viável, urgente e necessária. Ela resgata a promessa constitucional de valorização do trabalho e dignidade da pessoa humana”, argumentou o relator, o deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), em parecer apresentado na comissão especial sobre o tema.
Na segunda-feira (25), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que o Palácio do Planalto e a Casa Baixa acordaram prazo de 60 dias para as medidas da PEC entrarem em vigor. Nesse período, a jornada de trabalho cai de 44 horas para 42 horas. Um ano depois, a carga horária é reduzida para 40 horas.

Votação
A apreciação no Plenário da Câmara foi feita em dois turnos. No primeiro, o texto foi aprovado com 472 votos favoráveis e 22 contra. Na segunda rodada, 461 deputados deram aval à proposta e 19 rejeitaram.
Reunião com Alcolumbre
Conforme antecipado pela Jovem Pan, na terça-feira (26), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e outras lideranças do setor produtivo se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para discutir a proposta de fim da escala 6×1. Os representantes avaliaram que o diálogo com a Câmara dos Deputados estava esgotado. A estratégia atual foca na Casa Alta para tentar ampliar o prazo de implementação da medida, caso aprovada.
O setor produtivo considera o prazo de 60 dias para adaptação insuficiente e defende um cronograma mais extenso. Outra possibilidade avaliada pelo grupo é o adiamento da discussão para o período após as eleições, embora reconheçam que essa alternativa é mais improvável.


Fonte: Jovem Pan

Câmara aprova PEC de fim da escala 6×1 em primeiro turno

A Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, nesta quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de fim da escala de trabalho 6×1. Foram 472 votos a favor e 22 contra.
A Casa Baixa faz mais uma rodada de votação. Para o texto ser aprovado, é necessário o aval de, no mínimo, 308 congressistas.
A PEC estabelece a redução da jornada máxima de 44 horas para 40 horas semanais sem redução salarial e aumenta a folga semanal para dois dias, não necessariamente consecutivos.
“A transição para a jornada semanal de 40 horas, aliada à garantia de dois dias de repouso semanal remunerado e à manutenção dos salários, é uma medida viável, urgente e necessária. Ela resgata a promessa constitucional de valorização do trabalho e dignidade da pessoa humana”, argumentou o relator, o deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), em parecer apresentado na comissão especial sobre o tema.
Na segunda-feira (25), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que o Palácio do Planalto e a Casa Baixa acordaram prazo de 60 dias para as medidas da PEC entrarem em vigor. Nesse período, a jornada de trabalho cai de 44 horas para 42 horas. Um ano depois, a carga horária é reduzida para 40 horas.


Fonte: Jovem Pan

Lula recebe presidente do Suriname nesta quinta e deve assinar acordo de combate ao crime organizado na fronteira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe nesta quinta-feira (28) a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, no Palácio do Planalto, em Brasília. A expectativa é de que, durante o encontro, os dois líderes assinem acordos de combate ao crime organizado na fronteira e também de cooperação ambiental.
Geerlings-Simons, do Partido Nacional Democrata, é a primeira mulher presidente do país vizinho.
Os dois chefes de Estado terão uma reunião bilateral para discutir o fortalecimento da cooperação entre Brasil e Suriname, países da região amazônica.
Agora no g1
Segundo o governo brasileiro, a conversa deve abordar temas como:
segurança na Amazônia;
combate ao crime organizado transnacional;
integração logística como, por exemplo, a rota marítima pelo norte do Brasil e obras de infraestrutura para exportação;
ampliação das relações comerciais;
segurança alimentar.
Segundo o Ministério das Comunicações, a reunião terá outros quatro eixos prioritários: petróleo, conectividade e infraestrutura, programas sociais e agronegócio.
Ministros do Suriname chegaram ao Brasil no início da semana para realizarem ministros brasileiros uma reunião preparatória e discutirem temas que serão tratados no encontro bilateral.
Segundo integrantes do Palácio do Planalto, o objetivo é que os ministros façam reuniões de diagnósticos para que, durante o encontro entre Lula e Simons, sejam apresentadas as soluções.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante reunião bilateral com a Presidenta da República do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons em novembro de 2025.
Ricardo Stuckert / PR
O que Brasil e Suriname têm em comum?
Brasil e Suriname compartilham uma fronteira terrestre de 593 quilômetros, é a menor fronteira do Brasil com um país vizinho.
O Suriname tem uma área de floresta que ocupa 95% do território. Seus principais produtos são petróleo e ouro. Apesar da fronteira com o Brasil, o acesso por terra é inviável.
A divisa entre os dois países fica na região Norte, entre os estados do Pará e Amapá, com uma parte do território surinamês que é área de floresta amazônica, de difícil acesso.
Além disso, ambos fazem parte da Amazônia e compartilham preocupações ambientais ligadas à preservação da floresta; mudanças climáticas e avanço das queimadas.
Os dois países também enfrentam desafios relacionados ao garimpo ilegal, tráfico de drogas e crimes transnacionais em áreas de fronteira.
Em 2025, o Brasil apoiou a candidatura do chanceler do Suriname para a Organização dos Estados Americanos (OEA).


Fonte:

g1 > Política

Fim da escala 6×1: depois de aprovada na Câmara, PEC segue para o Senado, onde deve encontrar resistências; veja detalhes do texto

Câmara aprova o fim da escala 6×1 e ainda vai ao Senado
A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana em até 14 meses e permite o fim da escala 6×1.
🗳️ A proposta foi aprovada por 472 votos a 22 em primeiro turno e 461 a 19 votos no segundo turno. Veja como os deputados e partidos votaram.
A proposta segue para análise dos senadores.
🔎 Para aprovar uma PEC é necessário o voto de 308 deputados em dois turnos. Ainda não há data para votação no Senado, onde são necessários 49 senadores favoráveis também em dois turnos de votação.
No entanto, o projeto deve encontrar resistências no Senado. Interlocutores do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) apontam que apesar do apelo social, a tramitação não será acelerada no Senado Federal, mas que o texto deve ser aprovado antes das eleições deste ano.
Até o momento, o presidente do Senado não adotou um posicionamento público sobre a proposta.
Um dos argumentos utilizados para que a tramitação não seja acelerada é que o Senado não deve ser uma casa que apenas chancela decisões da Câmara dos Deputados e precisa expressar sua opinião sobre as propostas que chegam.
Para isso, a justificativa é que o Senado precisa analisar com calma o texto. Apesar da PEC ter sido apresentada na Câmara em 2019, a sua tramitação só começou a andar nos últimos três meses.
Além disso, ainda não foi definido como será a tramitação, se terá uma comissão especial para deliberação, como foi na Câmara, ou se percorrerá os caminhos normais, passando por comissões temáticas antes de ir para o plenário.
Entretanto, o tempo pode ser curto. Com a proximidade do recesso parlamentar e com a preparação para as campanhas eleitorais, a proposta pode acabar não sendo o principal foco dos parlamentares.
Na Câmara, a tramitação célere da PEC contou com o apoio do presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que marcou sessões extras na Casa para vencer o prazo para apresentação de emendas na comissão.
O que diz a proposta
A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais.
O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas:
as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC;
as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas.
O fim da escala 6×1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto.
O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida.
Fim da escala 6×1: por que empresários resistem à redução da jornada de trabalho?
Tânia Rêgo/Agência Brasil
O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada.
O relator da proposta na Câmara fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente.
Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação.
Regra não é universal
Ficarão fora das novas regras estabelecidas pela PEC os trabalhadores que têm diploma de nível superior e ganham a partir de duas vezes e meia o teto do INSS — cerca de R$ 21,1 mil atualmente.
Para esses profissionais, não serão aplicadas as regras de jornada e controle de ponto. A exclusão se deu sob o argumento de combater a “pejotização” e dar liberdade a profissionais de alta renda.
Na avaliação de economistas, o debate no governo federal e no Congresso Nacional precisa ser acompanhado de discussões sobre ganhos de produtividade que, segundo eles, virão principalmente com o aumento da qualificação dos trabalhadores, inovação e investimentos em melhorias em infraestrutura e logística.


Fonte:

g1 > Política