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‘Caso dele é de polícia’, diz Lula sobre pedido de dinheiro de Flávio a Vorcaro para filme de Bolsonaro

‘Caso dele é de polícia’, diz Lula sobre conversas de Flávio Bolsonaro e Vorcaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro é um “caso de polícia”, ao ser questionado sobre as conversas entre Flávio e Vorcaro envolvendo o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Eu não vou comentar. É um caso de polícia, não é meu. Eu não sou policial, eu não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia. Tem algum delegado aqui? [Lula se volta a quem o acompanhava] Não tem. Então, vá na primeira delegacia da Polícia Federal e pergunta como vai ser tratado o caso dele. O meu caso é tratar do povo brasileiro, tratar da Petrobras e tratar do emprego”, disse Lula.
O presidente deu a declaração em uma visita a uma fábrica de fertilizantes da Petrobas em Camaçari, na Bahia.
O banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, e as negociações envolveram contatos diretos com o filho mais velho do ex-presidente, que é senador e pré-candidato à Presidência da República, que pediu dinheiro e pressionava pelos pagamentos. O banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões.
🔎 Vorcaro, dono do Banco Master, está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.
As informações foram reveladas nesta quarta-feira (13) pelo portal “Intercept Brasil”, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro do ano passado (ouça o áudio no vídeo abaixo).
Áudio de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro; ouça
A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações o conteúdo da reportagem e a existência do áudio.
Segundo o Intercept, Vorcaro pagou R$ 61 milhões para a produção do filme “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos de um aliado de outro filho do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O senador foi questionado na tarde desta quarta-feira (13) por repórteres sobre o tema ao sair do Supremo Tribunal Federal (STF), mas respondeu apenas que se trata de “dinheiro privado”.
Mais tarde, o político divulgou um vídeo confirmando o pedido de dinheiro a Vorcaro, mas negando irregularidades. Ele afirmou ainda não ter “relações espúrias” com o banqueiro e defendeu a realização de uma CPI do Master.
Flávio Bolsonaro usou uma camiseta com a inscrição “O PIX é do Bolsonaro; o Master é do Lula”.
Reprodução
Conversa com Trump e privatizações
Durante o discurso, Lula defendeu que o Brasil deve ser “dono do próprio nariz” e lembrou o encontro que teve com presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada.
“Nada é mais importante para um país do que ser dono do nariz, de ter orgulho, começar a sentar na frente de um presidente como Trump e discutir tudo menos soberania e democracia porque isso é coisa nossa. Quer discutir crime organizado, estamos preparados, minerais críticos, estamos preparados, comércio, estamos preparados, mas o que não aceitamos é ser tratado menor que ninguém”, disse.
“Brasil tem tamanho e grandeza para falar em igualdade de condições com Xi Jinping, com Trump, com Putin, pra falar e com respeito. Do mesmo jeito que falo com Uruguai, que é país pequeno, falo com Trump. Não falo grosso com Uruguai e fino com os EUA. Eu falo que falo com os dois em igualdade de condições. Respeito é bom e a gente gosta”, continuou.
O presidente também voltou a criticar a privatização da BR Distribuidora pelo governo Bolsonaro e afirmou que por muito tempo o Brasil “foi governado por gente que tinha formação política de vira-lata” e que “quando não sabem governar, começam a vender as coisas, a dizer que é ineficiente”.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sanção do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19
Wallison Breno/PR


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g1 > Política

Vazamento ‘bombástico’ ameaça candidatura de Flávio Bolsonaro, diz a revista The Economist

Flávio Bolsonaro nega qualquer ilegalidade no financiamento do filme Dark Horse, sobre seu pai, Jair Bolsonaro.
Getty Images via BBC
A revista The Economist, um dos principais veículos do mundo especializados na cobertura econômica, publicou nesta quinta-feira (14/5) uma reportagem afirmando que a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu milhões a Daniel Vorcaro para a produção de um filme em homenagem ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pode ameaçar sua candidatura à Presidência da República.
Segundo revelou o site The Intercept Brasil, o pedido foi de R$ 134 milhões, e R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos por Vorcaro, mas a Go Up Entertainment, produtora do longa-metragem, batizado de Dark Horse, e o deputado Mario Frias (PL-SP), roteirista da obra, disseram que não tiveram acesso à verba do banqueiro.
Vorcaro está preso, e sua defesa não esclareceu as doações até o momento. A Go Up afirmou que não pode revelar de onde veio seu orçamento, senão quebraria contratos de confidencialidade com os envolvidos no projeto.
“Partidos de direita imediatamente começaram a falar sobre a possibilidade de lançar um candidato alternativo. Nas casas de apostas, onde Flávio era o favorito para vencer a Presidência, ele despencou para o segundo lugar, perdendo por dez pontos percentuais”, publicou a The Economist.
A revista informou ainda que “o real e o principal índice da bolsa de valores caíram 2%, à medida que crescia a perspectiva de vitória para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de esquerda”.
Vídeos em alta no g1
Ligação com ‘banqueiro desonrado’
A reportagem explica a leitores estrangeiros que a ligação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro caiu como uma bomba para a opinião pública sobre o senador, ao ponto não só de seus aliados pensarem em outras alternativas de candidatos para o pleito, marcado para outubro, mas também esperarem que os rivais do Partido dos Trabalhadores (PT) também sejam ligados ao banqueiro conforme as investigações avancem.
No dia seguinte à revelação do The Intercept, o senador deu entrevista à emissora GloboNews e negou que o valor pedido a Vorcaro tenha sido de R$ 134 milhões. Mario Frias também se manifestou novamente a respeito do pedido.
“Tentar imputar qualquer tipo de crime a aquisição de patrocínio privado em 2024 é apenas mais uma narrativa tosca que nasceu dentro da própria direita que tenta sabotar a candidatura do Flávio, aproveitada pela esquerda sem escrúpulo”, afirmou.
A reportagem da The Economist analisou ainda os passos mais recentes de Lula, o principal adversário de Flávio para as eleições em outubro, e citou o encontro que o petista teve com o presidente estadunidense Donald Trump na semana passada.
Na ocasião, “Lula elogiou a ‘química’ entre ele e Trump e disse que a relação foi como ‘amor à primeira vista’. Em um telefonema antes da reunião, Trump teria dito a Lula ‘eu te amo’, o que incomoda a família Bolsonaro, que se gaba de ser amiga de Trump”.
Impacto nas eleições
O impacto da conversa entre Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro nas eleições ainda é incerto. Nenhuma pesquisa de intenção de voto foi divulgada após a revelação de que ela tenha existido, mas, nas redes sociais, o cenário é de desgaste para o senador.
Segundo monitoramento realizado pela AP Exata Inteligência — empresa de ciência de dados que monitora narrativas nas redes — após as mensagens virem à tona, houve aumento das menções negativas a Flávio Bolsonaro e queda nos índices de confiança digital.
Até as 18h de quinta-feira (14/5), 64,3% das menções a Flávio monitoradas pela AP Exata nas redes tinham tom negativo — uma alta de 7 pontos percentuais desde a divulgação do caso.
O índice é o pior registrado pelo senador desde o início de sua pré-campanha à Presidência e também o mais negativo entre os presidenciáveis monitorados pela empresa.
A AP Exata utiliza um modelo próprio de inteligência artificial para interpretar o contexto emocional das conversas envolvendo candidatos e temas políticos no X e em publicações no Instagram. A ferramenta mede sentimentos como confiança, tristeza, alegria e medo para identificar mudanças na percepção do eleitorado no ambiente digital.


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g1 > Política

Master: parlamentares da base e da oposição buscam controle de narrativa com ações na Justiça após áudio de Flávio para Vorcaro

A revelação do áudio em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Daniel Vorcaro levou a uma corrida de parlamentares ao Poder Judiciário e a órgãos de investigação.
O movimento não é novo. Deputados e senadores protocolam petições, ações e pedidos de apuração de episódios que vêm à tona em apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria Geral da República (PGR) na tentativa de faturar com eventuais decisões favoráveis.
No áudio divulgado, o senador chama Daniel Vorcaro de “irmão” ao cobrar repasses de R$ 134 milhões para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
As informações foram reveladas nesta quarta-feira (13) pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro do ano passado.
Partidos acionam a Justiça
Malu Gaspar: diálogo entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro prenuncia carnificina eleitoral
Desde que o áudio de Flávio foi publicado, uma série de ações foram apresentadas a órgãos de investigação e controle.
O PT entrou com uma notícia-crime na Procuradoria Geral da República (PGR) e na Polícia Federal (PF) pedindo que os órgãos abram uma investigação contra Flávio e peçam sua prisão ao STF.
O PSOL fez o mesmo. Protocolou representação na PF e na PGR pedindo abertura de investigação e os registros telefônicos e telemáticos das comunicações entre Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e outros envolvidos com o Banco Master.
O deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) protocolou ações no STF, na Controladoria Geral da União (CGU), no Tribunal de Contas da União (TCU) e na PGR para investigar destinação de emendas parlamentares, repasses milionários e conexões entre entidades ligadas a parlamentares da direita e a produção do filme de Bolsonaro.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que pedirá à PF investigação sobre a relação de Vorcaro e a família Bolsonaro.
Aliado quer investigação de vazamentos
Já o deputado Hélio Lopes, aliado da família Bolsonaro, protocolou pedidos no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após o que chamou de “recentes vazamentos” de informações relacionadas a investigações.
O parlamentar pediu que seja rastreada a origem dos vazamentos e a abertura de apuração para identificação de eventuais responsabilidades.
PF e PGR são órgãos de persecução criminal responsáveis pelas investigações. Os órgãos podem pedir, diante dos fatos apurados, a abertura de inquéritos ao STF, sem que parlamentares ou partidos políticos apresentem representações.
O movimento, no entanto, é praxe em Brasília e ajuda a alavancar o protagonismo dos parlamentares diante de escândalos que têm grande repercussão no mundo político, especialmente em ano de eleições.
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro
Reprodução/Evaristo SA/AFP


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g1 > Política

Após vazamento de áudio entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro, André Mendonça marca reunião de alinhamento com PF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça deve se reunir nesta sexta-feira (15) com a equipe da Polícia Federal (PF) responsável pela Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras cometidas pelo Banco Master.
Senador Flávio Bolsonaro, do PL, cobra dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro
Do que Daniel Vorcaro é acusado? Veja as suspeitas da PF contra o dono do Banco Master
Na quarta-feira (13), o site Intercept Brasil tornou públicas conversas entre o banqueiro e ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, e o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nas mensagens e em pelo menos um áudio, Bolsonaro cobra do banqueiro o repasse de valores prometidos para um longa metragem em produção sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador admitiu as conversas, mas negou a existências de irregularidades.
Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
Reprodução
Alinhamento
A TV Globo apurou que Mendonça, relator das investigações sobre o Master no STF, marcou a reunião para “alinhamento” com os investigadores.
A reunião acontece no dia seguinte à apresentação por um aliado da família Bolsonaro, o deputado Hélio Lopes (PL-RJ), de ofícios ao próprio Mendonça e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que sejam investigados vazamentos de informações sigilosas da investigação.
No ofício encaminhado ao TSE, agora presidido pelo ministro Kássio Nunes Marques, o deputado pede que o tribunal “acompanhe com máxima atenção os desdobramentos relacionados aos recentes vazamentos, reforçando institucionalmente a necessidade de preservação da legalidade, da neutralidade das instituições, da integridade das investigações e da normalidade democrática durante o período eleitoral que se aproxima.”
Leia também:
Após meses atacando Banco Master, Flávio Bolsonaro admite pedido de dinheiro a Vorcaro
BLOG DA SADI: PF apura se dinheiro de Vorcaro foi usado para bancar Eduardo Bolsonaro nos EUA
BLOG DO VALDO: Aliados de Flávio Bolsonaro temem novas revelações e citam operação contra pai de Vorcaro como prova de que ‘PF não vai parar’


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g1 > Política

CPI do Master não interessa à cúpula do Congresso; apesar de apoio público, governo e oposição não querem comissão

Ao marcar sessão do Congresso com pauta única, Alcolumbre deixa claro que não criará CPI do Master
Apesar de oposição e governo pressionarem pela abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional para apurar o caso do Banco Master, nos bastidores o tom muda. Parlamentares de todos os espectros políticos admitem que a investigação não interessa à cúpula do Congresso e a nenhum segmento político.
“O discurso [em defesa da CPI] fica fácil quando há certeza de que não vai acontecer”, diz reservadamente um líder partidário. Um influente parlamentar do Centrão é categórico: “esquece CPI”.
📢 A avaliação de parlamentares é que o discurso a favor da instalação tem uma função mais eleitoreira e de autoproteção do que de uma proposta efetiva.
Além da falta de interesse dos presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deputados e senadores apontam um calendário curto para avançar com a criação das comissões devido ao ano eleitoral.
Um deputado do Centrão diz que não é possível prever até onde uma investigação desse tipo iria e admite que uma CPI “teria o potencial de atingir muita gente” no Congresso.
Nesta semana, reportagem publicada pelo pelo site “Intercept Brasil” revelou áudio e mensagens trocadas entre o senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o dono do banco Master, Daniel Vorcaro.
No mesmo dia, o senador e parlamentares do PL retomaram a estratégia de defender a abertura da CPI. Na outra ponta, PT e outros partidos aliados do governo também ampliaram o discurso de pressão para a criação da comissão de investigação.
Governistas dizem que a CPMI seria positiva do ponto de vista eleitoral por entenderem que poderia atingir mais nomes da oposição. Contudo, para atingir este objetivo, a comissão teria que ser controlada pelo governo, com relatoria e presidência de nomes da base.
Há pelo menos dois pedidos de CPMI, criadas no Congresso Nacional e que reúne deputados e senadores, para instalação com assinaturas suficientes:
um de autoria de Carlos Jordy (PL-RJ); e
outro de Heloísa Helena (Rede-RJ).
Davi Alcolumbre e Hugo Motta, em 4 de junho de 2025.
Ton Molina/Foto Arena/Estadão Conteúdo
🔎 O regimento do Congresso exige a leitura do requerimento de criação deCPMI na primeira sessão após a apresentação e tendo os requesitos preenchidos.
Davi Alcolumbre, que também preside o Congresso, optou por não criar a comissão na sessão em que foram votados o veto à Lei da Dosimetria.
Parlamentares como Lindbergh Farias (PT-RJ), Otoni de Paula (PSD-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) acusam a oposição – inclusive Flávio Bolsonaro – de ter firmado um acordo com Alcolumbre para que os vetos fossem derrubados e que a CPMI nfo osse instalada. O presidente do Senado e parlamentares da oposição negam o acordo.
Na Câmara, uma CPI de autoria de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) foi protocolada em fevereiro, mas Motta também optou por não criá-la.
Autor de um dos pedidos e aliado de Flávio, Jordy insiste na instalação da comissão e critica o senador por não ter revelado previamente a relação com Vorcaro.
“Foi um equívoco o Flávio [Bolsonaro] não ter falado sobre essa relação com Vorcaro, mas agora está bem explicado. E queremos a abertura da CPMI. O Alcolumbre precisa abrir essa comissão”, disse o deputado.
Heloísa Helena, da base do governo, quer tentar uma reunião com Alcolumbre na próxima semana para cobrar a criação da CPMI.
“Cada vez que o jornalismo investigativo mostra mais um dado, uma informação desse caso, demonstra que o Congresso está cometendo crime de prevaricação ao não assumir a sua obrigação constitucional de fiscalização, monitoramento e controle”, disse.
Numa rede social, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) lembrou que, em março, senadores entraram com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para a instalação de uma CPI para investigar o caso do Banco Master.
“Segue sem despacho o mandado de segurança que pede a instalação da CPI do Master no Senado. O ministro Kassio Nunes Marques não se manifestou, embora a jurisprudência do próprio Supremo há mais de duas décadas seja firme no sentido da instalação, preenchidos os requisitos constitucionais. O Brasil segue esperando”, escreveu Vieira.
Líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que foi a oposição desistiu da instalação de uma CPMI do Master na última sessão do Congresso.
“Quem arregou da instalação da CPMI foi a oposição na última sessão do Congresso. Na última sessão do Congresso a oposição ficou caladinha em relação a instalação. O que eles estão fazendo na verdade é teatro. É argumento desesperado. O argumento concreto é que nós propusemos CPMI para valer, enquanto a oposição fez teatro”, declarou.
Aliado de primeira hora de Davi Alcolumbre, Randolfe disse que irá articular pessoalmente com o presidente do Congresso a instalação da CPMI do Master. Apesar do movimento, o parlamentar reconhece que o colegiado pode não acontecer pela proximidade do período eleitoral.


Fonte:

g1 > Política

Shakira, Madonna e Anitta: saiba quais são as atrações da Copa do Mundo

Foram anunciados todos os artistas que se apresentarão na cerimônia de abertura do primeiro jogo da Copa do Mundo que acontece nos Estados Unidos, Canadá e México e tem início no dia 11 de junho com o confronto entre México e África do Sul.
No dia 11 de junho o show de abertura na Cidade do México contará com os cantores J Balvin, Belinda, Maná, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Alejandro Fernández, Danny Ocean.
Já a diva pop Katy Perry, o rapper Future, a integrante do BLACKPINK Lisa, a sul-africana Tyla, o cantor nigeriano Rema e a brasileira Anitta serão as atrações principais da abertura que acontece nos EUA no dia 12 de junho, no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia.
Também no dia 12 de junho, Alanis Morissette, Michael Bublé, Alessia Cara, Jessie Reyez, Elyanna, Nora Fatei, Sanjoy, Vegedream e William Prince farão o abertura da cerimônia em Toronto, no Canadá.
Já no encerramento, a colombiana Shakira, Madonna e o grupo de k-pop BTS serão os responsáveis por protagonizar o primeiro show do intervalo durante a final do campeonato no dia 19 de julho no New York New Jersey Stadium (MetLife Stadium).


Fonte: Jovem Pan

Avião cai perto da Flórida; 11 pessoas são resgatadas após horas à deriva no mar

Onze pessoas foram resgatadas com vida após a queda de um avião particular no mar, próximo à costa da Flórida. O acidente aconteceu durante um voo entre ilhas das Bahamas, e os passageiros passaram horas à deriva até serem localizados em um bote salva-vidas.
De acordo com autoridades americanas, o grupo conseguiu acionar um sinalizador de emergência após a aeronave cair no oceano, o que ajudou as equipes de busca a encontrarem os sobreviventes. O resgate foi realizado pela Guarda Costeira dos Estados Unidos, com apoio da Força Aérea.
As 11 pessoas foram encaminhadas para atendimento médico após o salvamento. Até o momento, as causas da queda da aeronave estão sendo investigadas pelas autoridades de aviação dos EUA.


Fonte: Jovem Pan

Trocas de mensagens apontam que agente da PF se oferecia para prestar serviços a grupo de Vorcaro

Trocas de mensagens entre participantes do núcleo “A Turma” apontam que um agente da Polícia Federal alvo da 6ª fase da Operação Compliance Zero se oferecia para prestar mais serviços ilegais ao grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
As informações sobre as mensagens apreendidas pela PF estão na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou a operação nesta quinta-feira (14).
Segundo as investigações da PF, “A Turma” era o núcleo que realizava ameaças violentas a adversários de Daniel Vorcaro.
No documento, Mendonça destaca um apontamento feito pela Polícia Federal sobre conversa entre o policial federal Anderson Wander da Silva Lima, que trabalhava na Delegacia Especial de Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, e Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, integrante do grupo “A Turma”.
Henrique Vorcaro, pai de Daniel, é levado para IML após ser preso pela PF
A PF aponta que Anderson Wander Lima vinha atuando junto a Marilson desde agosto de 2023 de forma “estável”, sempre repassando informações sigilosas que lhe eram solicitadas.
“Os elementos até aqui coligidos revelam, em juízo de delibação, atuação de especial gravidade de Anderson Wander da Silva Lima. […] Nessa condição, detinha acesso privilegiado, atual e funcional aos bancos de dados oficiais, sendo precisamente por isso constantemente acionado por Marilson e, em tese, financeiramente retribuído”, aponta a decisão de Mendonça.
Após um primeiro trabalho realizado no começo de agosto de 2023, o agente da PF, no mês de setembro, enviou um áudio para Marilson dizendo que gostaria de fazer uns “trabalhinhos”.
“Em 20/09/2023, Anderson Wander enviou áudio dizendo, em síntese, que estava ‘fedendo’, que precisava de alguma ‘coisinha boa’ e que gostaria de fazer uns ‘trabalhinhos’”, afirmou a decisão.
Naquele momento, Marilson respondeu que “um negócio” surgiria no mês seguinte, possivelmente no Rio, e que precisaria do apoio “de vocês ai”, se referindo a prestação de serviço feita pelo agente da PF.
“Esse trecho, em juízo sumário, revela que Anderson não era mero executor de uma consulta ou outra, mas alguém integrado a circuito de demandas futuras e com expectativa de remuneração, prestando-se a atuar reiteradamente em favor da organização”, afirma Mendonça.
Em outubro, Marilson procurou Anderson novamente para saber se uma pessoa ainda estaria no Chile. A decisão não detalha quem era a pessoa e nem se a informação foi confirmada, apenas anota que a demanda havia sido resolvida.
Agente foi repreendido por membro da ‘Turma’
Operação Compliance Zero: Polícia Federal cumpre mandados de prisão e busca e apreensão em MG, SP e RJ nesta quinta-feira (14)
TV Globo
Em fevereiro de 2024, Marilson solicitou que o agente da PF fornecesse informações de um inquérito policial sobre crime financeiro relacionado a Daniel Vorcaro.
Prontamente, o agente demandou outros “três colegas” da Polícia Federal e conseguiu acesso ao inquérito policial.
Entretanto, ao enviar para Marilson, o agente da PF foi repreendido por ter encaminhado o acesso integral ao processo. Marilson queria apenas informações “sucintas” do documento.
Uma semana depois, Marilson procura Anderson Wander novamente para obter informações a respeito de uma intimação recebida pelo pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, preso na operação desta quinta-feira (14).
“Esses fatos revelam, em tese, que Anderson era acionado não apenas para consultas cadastrais simples, mas também para sondar investigações policiais sigilosas de interesse direto do núcleo Vorcaro, inclusive mobilizando sua rede de confiança dentro da corporação”, afirmou Mendonça.


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g1 > Política

PF aponta que Vorcaro pagou ‘bônus de final de ano’ para membros da ‘Turma’, grupo que intimidava desafetos

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou a 6ª fase da operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (14), aponta que Daniel Vorcaro pagou um “bônus de final de ano” para os milicianos integrantes do grupo “A Turma”.
“A autoridade policial destaca que esse pagamento é compatível com o bônus de final de ano que Daniel Vorcaro teria destinado à ‘Turma”, apontou o documento.
Segundo as investigações, o braço miliciano de Vorcaro se dividia em dois grupos:
“A Turma”, que era o núcleo responsável por fazer ameaças a adversários do banqueiro;
e o grupo “Os Meninos”, que realizava ataques cibernéticos, invasões a sistemas, derrubada de perfis, inclusive, fazia monitoramento telefônico ilegal.
PF mira grupos ligados a Vorcaro que intimidavam pessoas e invadiam sistemas
De acordo com as investigações da Polícia Federal, em dezembro de 2025, Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado e integrante do grupo, pediu a chave pix de Anderson Wander da Silva Lima, que trabalhava na Delegacia Especial de Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão.
Segundo a PF, Marilson também prestava serviços para “A Turma”.
“Marilson realizou pagamento a Anderson, pedindo sua chave pix para enviar uma ‘oferenda’, efetivada no dia seguinte”, apontou a denúncia.
Modo operacional
Os suspeitos participavam do núcleo chamado de “A Turma”, voltado para a prática de ameaças, intimidações presenciais, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais a favor dos interesses de Vorcaro.
Este grupo integrava a estrutura paralela de vigilância supostamente comandada pelo banqueiro, que está preso.
De acordo com a PF, o grupo liderado por Marilson Roseno da Silva era usado pelo pai de Vorcaro para demandar vantagens ilícitas. Investigadores apontam que ele também era o operador financeiro dos pagamentos.
Em troca de mensagens com a então namorada, Vorcaro diz que negócio de banco é igual a máfia
Jornal Nacional/ Reprodução
Entre os integrantes da Polícia Federal investigados estão:
Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado (alvo de mandado de prisão);
Anderson Wander da Silva Lima, policial federal da ativa lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro (alvo de mandado de prisão);
Valéria Vieira Pereira da Silva, delegada da PF (alvo de buscas e afastada do cargo, proibida de manter contato com integrantes da corporação); e o marido dela, Francisco José Pereira da Silva, policial federal aposentado (alvo de mandado de busca e apreensão).
Valéria e Francisco, segundo investigadores, atuavam no repasse de informações sigilosas para Marilson Roseno a partir de consultas realizadas no sistema e-Pol, plataforma interna utilizada pela corporação.
A decisão também cita Manoel Mendes Rodrigues, apresentado como “empresário do jogo” do bicho no Rio de Janeiro e apontado como líder de um braço local do grupo.


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g1 > Política

PGR denuncia quatro pessoas por atraírem brasileiros ao Camboja para aplicar golpes; veja relatos

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou quatro homens identificados como os responsáveis por aliciar brasileiros que foram levados ao Camboja com promessas de emprego, mas que acabaram obrigados a trabalhar, em regime de escravidão, para uma rede comandada por chineses dedicada a aplicar golpes pela internet (Veja abaixo relatos e como funcionava o esquema).
Três brasileiros e um cidadão chinês foram denunciados por tráfico internacional de pessoas para fins de trabalho escravo e organização criminosa.
Dois deles estão presos na China. O governo brasileiro já formalizou pedido de extradição dos dois para o Brasil. Não há informação sobre a situação dos outros denunciados.
Vídeos em alta no g1
A denúncia aponta que ao menos outras três pessoas, todos cidadãos chineses, também faziam parte do esquema. A investigação chegou aos apelidos pelos quais eram conhecidos, mas não descobriu as identidades verdadeiras.
Os crimes aconteceram ao longo de 2022. De acordo com a denúncia, à qual a TV Globo teve acesso, pelo menos 17 brasileiros foram vítimas do grupo.
Esse número, porém, pode ser maior. Uma dessas vítimas relatou em depoimento à Polícia Federal ter visto entre 50 e 60 brasileiros trabalhando para o esquema no Camboja.
Oferta de emprego e custos pagos
A denúncia traz o relato de 17 vítimas brasileiras. Parte delas disse que entrou em contato com os aliciadores após verem ofertas de emprego em redes sociais, como Instagram e Facebook. Outra parte das vítimas afirma que já conhecia os aliciadores.
As vítimas recebiam oferta de uma viagem ao Camboja, com tudo pago, incluindo passagens aéreas, alimentação e a estadia no hotel de luxo White Sand Palace, na cidade de Sihanoukville, durante todo o tempo do contrato.
Sem dar detalhes, os aliciadores diziam às vítimas que elas trabalhariam com a venda de produtos financeiros, bitcoins ou marketing. Para isso, receberiam US$ 900 mensais (cerca de R$ 4.500 na cotação atual), além de comissões que poderiam chegar a 18% em caso de sucesso nas vendas.
As vítimas relataram que os aliciadores as convenciam de que se tratava de um negócio legítimo. Para isso, mostraram fotos do hotel onde se hospedariam e trabalhariam, apresentaram e assinaram contrato de trabalho, e até pagaram pela emissão dos passaportes e compra das malas.
Essas vítimas contaram ainda que, no dia da viagem, os aliciadores as receberam no aeroporto, repassaram os bilhetes pagos e transferiram a elas dinheiro para despesas com alimentação ao longo do trajeto.
As dificuldades começaram durante a viagem, com escalas em vários países, como Alemanha, Turquia, Catar, Emirados Árabes e Tailândia, antes da chegada ao Camboja.
Uma das vítimas contou que a viagem do Brasil até o Camboja durou seis dias. Outro disse que ficou preso na Alemanha, e que passou três dias no aeroporto, por ter perdido uma conexão.
Sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília
João Américo/PGR
De acordo com a denúncia, um grupo de brasileiros aliciados teve negada a entrada no Camboja e acabou deportado para a Tailândia.
Lá, eles permaneceram detidos por uma semana e foram obrigados a pagar uma taxa por ocuparem a cela. Foram soltos e conseguiram voltar ao Brasil com a ajuda da embaixada.
Chegada no Camboja
As vítimas disseram que, ao chegarem ao Camboja, ainda dentro do avião, foram abordadas por um funcionário do aeroporto que recolheu seus passaportes, que foram devolvidos carimbados.
Além disso, foram dispensados de passar pela imigração.
Em seguida, foram levados de van para o White Sand Palace, onde passariam a morar e trabalhar. Lá, foram recebidos por outros brasileiros, a quem se referiram como “líderes”.
Nas primeiras semanas, passaram por treinamento e quando foram apresentados ao trabalho, descobriram que, na verdade, haviam sido contratados para aplicar golpes em outros brasileiros, pela internet.
Condições degradantes e multas
As vítimas relataram que tinham o passaporte retido pelos empregadores e eram obrigadas a trabalhar durante a noite e a madrugada, 12 horas por dia, duas a mais do que estava previsto no contrato firmado ainda no Brasil.
Essa jornada, porém, poderia ser ainda maior se os chefes entendessem que a produtividade havia ficado abaixo da esperada no dia.
Todas elas relataram que os empregadores forneciam material de higiene e comida, que era de péssima qualidade.
Disseram ainda que precisavam de autorização para deixar o hotel, e que essas saídas, quando permitidas, eram feitas obrigatoriamente na companhia de um dos “líderes” e com horário de retorno ao hotel.
As vítimas também afirmaram que outra condição para poderem deixar o hotel era que tirassem fotos de seus pés e enviassem aos supostos patrões.
As vítimas também contaram que dificilmente recebiam o salário combinado, de US$ 900, devido a descontos feitos pelos empregadores que alegavam faltas cometidas.
Segundo eles, deslocamentos ao banheiro sem autorização, permanência no banheiro por mais de cinco minutos, pequenos atrasos para começar o trabalho ou então deixar de desligar o aparelho de ar-condicionado do quarto eram faltas que rendiam descontos.
As vítimas relataram que esses descontos variavam de US$ 200 a US$ 300 por mês, mas chegaram a ser bem maiores. Uma delas informou que, em um dos meses, recebeu US$ 400, menos da metade do salário combinado, devido às punições.
“Projetos”
As vítimas relataram que logo que começavam a trabalhar eram apresentadas a um dos dois “projetos” do grupo criminoso. Esses “projetos” eram, na verdade, dois esquemas diferentes de golpes aplicados contra brasileiros pela internet.
Os brasileiros disseram que eram obrigados a criar perfis falsos para interagir com lojistas e convencê-los a vender seus produtos em uma plataforma de compras.
De acordo com os relatos, integrantes do esquema simulavam compra de produtos. Os comerciantes eram então informados pelos golpistas que precisariam transferir um valor para garantir a entrega do produto. Em seguida, o lojista era desconectado da plataforma e perdia o dinheiro transferido.
O outro “projeto” se tratava de uma plataforma de investimentos. De acordo com os relatos, os brasileiros atraíam as vítimas com promessas de ganhos altos e imediatos.
Inicialmente os criminosos entregavam os ganhos prometidos, como meio de convencer as vítimas a aplicarem mais dinheiro. Quando isso acontecia, o dinheiro desaparecia.
Nesse caso, os brasileiros relataram que foram obrigados pelos criminosos a atrair parentes e amigos para o golpe. Um dos brasileiros disse que convenceu a própria mãe a investir na plataforma, que perdeu R$ 2.300.
Segundo a investigação, essas transferências eram feitas para a empresa Umbrella Importações Ltda. Depois, o dinheiro das vítimas dos golpes era convertido pelos criminosos em criptoativos.
Volta ao Brasil
O relato das vítimas aponta que o esquema ilegal operado a partir do hotel White Sand Palace passou a chamar a atenção da polícia do Camboja no fim de 2022. E que isso teria levado os chefes a liberarem os brasileiros.
Uma das vítimas disse que foi expulso do hotel após uma fiscalização policial.
Outra contou que os problemas para o grupo criminoso começaram a aumentar depois que um político brasileiro foi vítima de um dos golpes aplicado pela quadrilha. E que isso levou os últimos brasileiros aliciados pelo esquema a serem liberados.
As vítimas contaram ainda que precisaram da ajuda de parentes e até de ONGs para conseguir dinheiro para comprar passagem e voltar ao Brasil.


Fonte:

g1 > Política