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Veja os detalhes do programa nacional contra o crime organizado

O governo federal lançou nesta terça-feira (12) o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, uma estratégia nacional voltada ao enfrentamento de facções criminosas, combate à lavagem de dinheiro, reforço da segurança em presídios e ampliação das ações contra o tráfico de armas e os homicídios.
A iniciativa prevê R$ 1,06 bilhão em investimentos já neste ano de 2026. O pacote também inclui uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para que estados, municípios e o Distrito Federal possam financiar ações e equipamentos na área de segurança pública.
A ideia é integrar ações entre União, estados e municípios para aumentar a atuação armada das organizações criminosas e também a estrutura financeira e logística das facções (veja detalhes abaixo).
– Esta reportagem está em atualização
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Como o programa foi dividido:
combate financeiro às facções;
reforço da segurança em presídios;
investigação de homicídios;
combate ao tráfico de armas e explosivos.
Presidente Lula nos Estados Unidos
Jornal Nacional/ Reprodução
Quanto será investido
Dos R$ 1,06 bilhão previsto para 2026, os recursos serão distribuídos da seguinte forma:
R$ 388,9 milhões para combate financeiro às facções;
R$ 330,6 milhões para o sistema prisional;
R$ 201 milhões para investigação de homicídios;
R$ 145,2 milhões para combate ao tráfico de armas.
Além disso, o governo anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para financiar a compra de equipamentos.
Os recursos poderão ser usados para aquisição de:
viaturas;
drones;
câmeras corporais;
sistemas de videomonitoramento;
scanners corporais;
bloqueadores de celular;
equipamentos periciais;
sistemas de radiocomunicação;
embarcações;
reforma de presídios.
Eixos do programa
Combate ao dinheiro do crime
Mira a estrutura financeira das organizações criminosas, como, por exemplo, a lavagem de dinheiro e a ocultação de patrimônio.
Entre as medidas previstas estão:
criação de uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) nacional;
fortalecimento das Ficcos estaduais;
ampliação dos Comitês Integrados de Investigação Financeira e Recuperação de Ativos (Cifras);
aumento dos leilões de bens apreendidos.
A intenção é realizar com periodicidade, operações integradas, além de instalar novos núcleos de investigação financeira nos estados.
O governo também prevê compra de tecnologias capazes de extrair dados de celulares e outros dispositivos usados em investigações.
2) Segurança máxima em presídios
A intenção é impedir que facções continuem atuando de dentro das prisões. A principal medida é a implantação de um padrão de segurança máxima em 138 unidades prisionais consideradas estratégicas. O plano prevê compra de:
drones;
scanners corporais;
detectores de metais;
bloqueadores de celulares;
aparelhos de raio X;
georradares;
sistemas de áudio e vídeo;
veículos.
O objetivo é aproximar a estrutura dos presídios estaduais do modelo usado no sistema penitenciário federal.
Também está prevista a criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP), para integrar informações do sistema prisional em todo o país.
Além disso, a proposta prevê operações para retirada de celulares, armas e drogas das unidades prisionais, além de treinamento de agentes penitenciários e padronização de protocolos de segurança.
3) Investigação de homicídios
Ações voltadas para esclarecimento de homicídios. Entre as medidas estão:
fortalecimento das polícias científicas;
modernização dos Institutos Médico-Legais (IMLs);
ampliação da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos;
integração do Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab).
Para esse eixe deve haver distribuição de equipamentos como:
comparadores balísticos;
equipamentos de DNA;
freezers científicos;
viaturas refrigeradas;
mesas de necropsia;
kits de coleta de material biológico;
cromatógrafos.
4) Combate ao tráfico de armas
Nesse contexto, a meta do governo é desarticular as rotas de tráfico e reduzir o abastecimento de armas para facções criminosas.
O programa prevê:
criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas (Renarm);
fortalecimento do Sistema Nacional de Armas (Sinarm);
operações integradas de fiscalização;
reforço no rastreamento de armas e munições;
cooperação técnica para identificar a origem de armamentos.
Também estão previstos investimentos em:
viaturas blindadas e semiblindadas;
drones;
embarcações;
rastreadores veiculares;
equipamentos táticos;
notebooks e computadores de alta performance;
helicópteros locados para operações.


Fonte:

g1 > Política

À PF, Ciro Nogueira fala sobre Banco Master e diz ser ‘perseguido’ por ser ‘líder da oposição’

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Líder da oposição? Ao menos foi isso que alegou Ciro Nogueira à Polícia Federal. O presidente do PP negou nesta terça-feira (12) ter cometido irregularidades e afirmou ter sido alvo de operação da Polícia Federal por ser um líder da oposição.
Nogueira foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal em 7 de maio. A ação integrou nova etapa da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de crimes relacionados ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro.
“Com o tempo e com os fatos, nós vamos desmascarar mais essas mentiras de quem tenta me parar”, disse em vídeo publicado nas redes sociais. “Nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade que seja, neste caso, em qualquer outro”, afirmou.
Nogueira disse externou o fato de a operação ter “começado” por um líder da oposição “causou muita estranheza”.
O congressista mencionou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da autonomia financeira do Banco Central. A medida visava aumentar o limite de cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o que poderia beneficiar o banco de Vorcaro.
As investigações apontam que o senador recebeu da assessoria do Banco Master o texto apresentado. Segundo a PF, o texto da proposta teria sido elaborado pela assessoria do Banco Master, encaminhado ao senador e reproduzido “de forma integral” no Senado.
A PF encontrou no telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro diálogos com o senador e ordens do empresário para pagamento a uma pessoa de nome “Ciro”.
As apurações da Polícia Federal indicaram que as fraudes financeiras envolvendo o Banco Master podem chegar até R$ 12 bilhões.


Fonte: Conexão Política

STF revoga decisão que tirou do ar reportagem sobre inelegibilidade de Dallagnol

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino derrubou decisão da Justiça Eleitoral do Paraná que havia determinado a retirada do ar de uma reportagem sobre a inelegibilidade do ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol. A medida também proibia novas publicações sobre o tema e previa multa ao veículo que veiculou a notícia.
“A determinação de retirada de conteúdo jornalístico, sem a devida demonstração de sua manifesta ilicitude, configura medida de natureza excepcional, que pode implicar censura prévia, vedada pela Constituição Federal”, escreveu o ministro na decisão.
Ele entendeu que o conteúdo não continha “criação autônoma de fato inverídico ou imputação dissociada do conteúdo efetivamente decidido pela Corte Eleitoral”.
Dino suspendeu a multa e liberou a circulação da reportagem, mas rejeitou a tese de que o Novo, partido de Dallagnol, está cometendo assédio judicial ao mover múltiplas ações contra jornalistas que abordaram sua inelegibilidade. Segundo o ministro, “a mera pluralidade de ações judiciais, por si só, não se mostra suficiente para a configuração do denominado assédio judicial”.
A ação que levou à suspensão da reportagem foi movida pelo Novo sob o argumento de que a publicação configurava propaganda eleitoral negativa antecipada. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) acolheu o pedido e ordenou a remoção do conteúdo
Eleito deputado federal em 2022, Dallagnol teve a candidatura cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio de 2023. A Corte Eleitoral entendeu que ele pediu exoneração do cargo do Ministério Público Federal (MPF) com antecedência para burlar as regras de inelegibilidade e evitar que procedimentos administrativos abertos contra ele avançassem no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Pela Lei da Ficha Limpa, magistrados e membros do Ministério Público não podem lançar candidatura se tiverem processos disciplinares pendentes ao pedirem exoneração ou aposentadoria voluntária.
Ao jornal Folha de S. Paulo, Deltan Dallagnol afirmou nesta segunda-feira, 11, que “o trânsito em julgado do registro de candidatura de 2022 não produz automaticamente inelegibilidade para 2026” e que o TSE emitiu apenas “certidão explicativa do registro de candidatura de 2022”, sem ter proferido decisão em que o declarasse inelegível. Deltan Dallagnol se apresenta como pré-candidato ao Senado pelo Paraná.


Fonte: Jovem Pan

AtlasIntel: Desaprovação de Trump atinge 59,8%; economia é a maior preocupação

Pesquisa nacional da AtlasIntel nos EUA indica que o presidente americano, Donald Trump, chega ao segundo ano de mandato sob elevada rejeição, em meio a preocupações concentradas na inflação, no custo de vida e na percepção de deterioração econômica. De acordo com o levantamento, 59,8% desaprovam a atuação do presidente, enquanto 39,5% a aprovam.
A série histórica divulgada pela AtlasIntel mostra a desaprovação consistentemente acima da aprovação ao longo dos últimos meses, alcançando patamar próximo de 60% em maio de 2026 Na avaliação qualitativa, 60,0% classificam o desempenho como ruim ou muito ruim; 37,2% como bom ou excelente; e 2,7% como regular.
Ao serem questionados sobre os principais desafios atuais do país, os entrevistados apontaram, majoritariamente, questões econômicas. A inflação e o custo de vida lideram, citados por 48,6%, seguidos por economia e mercado de trabalho, com 41,1%. No recorte específico da economia, 59% consideram a gestão ruim, e 52% acreditam que a situação tende a piorar. Em relação ao mercado de trabalho, 61% avaliam o cenário atual como ruim, e 53% projetam piora.
Em um cenário hipotético para a eleição de meio de mandato da Câmara, 54,6% votariam em um candidato democrata, contra 40,1% em um republicano, segundo a pesquisa.
O levantamento também mediu a reação a ataques militares dos EUA contra o Irã em 2026: 59,2% se disseram contrários à ofensiva, e 38,9% favoráveis. Para 67,8%, as ações aumentam o risco de futuros atentados terroristas contra cidadãos americanos; e 58,5% avaliam que a operação eleva o incentivo para o Irã desenvolver armas nucleares.
A pesquisa foi realizada de 4 a 7 de maio de 2026, com 2.069 entrevistados.


Fonte: Jovem Pan

Dona das redes Tok&Stok e Mobly pede recuperação judicial por dívida de R$ 1,1 bilhão

O Grupo Toky, dono das varejistas de móveis e decoração Tok&Stok e Mobly, entrou com um pedido de recuperação judicial nesta terça-feira (12), no Foro Central Cível da Comarca de São Paulo. De acordo com a decisão, a dívida da empresa é de R$ 1,11 bilhão.
No documento, a companhia afirma que a medida tem como objetivo reestruturar o passivo da empresa e evitar a paralisação das atividades.
O grupo explica que a decisão de entrar com o pedido de recuperação judicial se deve a “fatores macroeconômicos”, como a manutenção das taxas de juros em patamares elevados, a inflação e o endividamento das famílias brasileiras. A empresa também cita impactos da pandemia de Covid-19 no fechamento de lojas físicas e na elevação de custos de matérias-primas.
*Matéria em atualização


Fonte: Jovem Pan

Diogo Nogueira anuncia afastamento dos palcos por problema de saúde

O cantor Diogo Nogueira surpreendeu os fãs ao anunciar que precisará se afastar temporariamente dos palcos por questões de saúde. Nesta segunda-feira 11, a equipe do artista informou, por meio das redes sociais, que ele foi diagnosticado com uma laringite bacteriana grave e está internado para tratamento hospitalar.
Por conta do quadro, o sambista precisou cancelar os compromissos marcados para os próximos dias. Segundo o comunicado oficial, a doença afetou diretamente sua capacidade vocal, impossibilitando apresentações musicais neste momento. A decisão, de acordo com a equipe, foi tomada por orientação médica para garantir a recuperação completa do cantor.

Agenda de shows
Diogo estava viajando o Brasil com a turnê Infinito Samba, projeto que celebra seus 20 anos de carreira na música. O espetáculo reúne sucessos que marcaram sua trajetória, além de músicas autorais e clássicos do samba.
Na agenda do artista estavam previstas apresentações em cidades como Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro, mas ainda não foi confirmado oficialmente quais datas serão mantidas, adiadas ou canceladas.
Em nota, a equipe do cantor lamentou o afastamento temporário dos palcos e agradeceu ao apoio do público.
“Informamos que Diogo Nogueira não poderá realizar os shows programados para os próximos dias, em razão de um quadro de laringite bacteriana grave, que está sendo tratado em ambiente hospitalar”, informou o comunicado.
Última aparição chamou atenção dos fãs
Dias antes do anúncio sobre a internação, Diogo já havia movimentado as redes sociais ao aparecer com um visual diferente durante uma ida ao Teatro Santander, em São Paulo, para assistir ao espetáculo Tina, o Musical.
Na ocasião, o cantor surgiu com a cabeça raspada e marcas no couro cabeludo, levantando suspeitas de um novo transplante capilar. Pouco depois, ele confirmou que havia passado por um procedimento realizado pelo cirurgião plástico Tony Ruston, especialista em transplante capilar.
Agora, fãs aguardam novas atualizações sobre o estado de saúde do artista e a possível retomada da turnê após sua recuperação.


Fonte: Jovem Pan

Inês Brasil se filia ao PSB e anuncia pré-candidatura a deputada estadual

A influenciadora Inês Brasil anunciou a filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e a pré-candidatura a deputada estadual pelo Rio de Janeiro.
“Eu sou a nova pré-candidata a deputada estadual do nosso gigantesco Rio de Janeiro. E o meu partido, graças a Deus, é o PSB nacional. Muito obrigado, meus irmãos em Cristo”, escreveu Inês em publicação nas redes sociais no último sábado (9).
No texto, Inês Brasil também agradeceu à família e à comunidade LGBTQIA+, que considera seu maior público. “Agradeço por esta nova profissão que Deus está me presenteando junto de todos vocês do nosso Brasil”, afirmou.
A influenciadora ainda escreveu que ser candidata é “um grande sonho” e afirmou esperar que, no futuro, “as leis possam funcionar muito melhor do que estão”.
Dona do bordão “Alô, alô, graças a Deus”, Inês Brasil ganhou notoriedade nacional após um vídeo de inscrição para o reality show Big Brother Brasil viralizar nas redes sociais e se transformar em meme. Antes da fama na internet, ela trabalhou como garota de programa no Rio de Janeiro e na Europa.
Alguns seguidores e fãs comemoraram a decisão e declararam apoio à artista nas urnas em outubro. “Agora sim o pãozinho vai voltar a ser 10 centavos”, escreveu um usuário.
No entanto, outros internautas comentaram na publicação que pretendem votar em outros candidatos e afirmaram que não vão “desperdiçar voto em subcelebridade”.
“Política não é brincadeira, principalmente em um ano tão importante e decisivo como este”, comentou um seguidor.

 

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Fonte: Jovem Pan

Citada como possibilidade ao STF ou vice, PSB quer Tebet no Senado

O PSB, partido de Simone Tebet, não vê como alternativas viáveis uma possível candidatura dela como vice de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo ou uma indicação para a vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF). O entendimento é que qualquer uma das possibilidades, ventiladas nos últimos dias, seria um “apagamento” da ex-ministra do Planejamento, que tem aparecido em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto ao Senado Federal.
Além disso, Tebet mudou o domicílio eleitoral para São Paulo após acordo com o presidente Lula de que seria candidata à Casa Alta. Nos últimos dias, no entanto, o nome dela foi citado internamente no PT como alternativa a recusa à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF. Segundo interlocutores, ela teria simpatia tanto de ministros da Corte como do Congresso Nacional. Recentemente, o ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PAB), também sugeriu que Tebet ou Marina Silva (Rede), ex-ministra do Meio Ambiente, ocupassem o posto de vice de Haddad.
Os três disputam as duas vagas ao Senado na vaga do ex-ministro da Fazenda. Na última quinta-feira (7), em um evento na Fundação Fernando Henrique Cardoso, Haddad foi questionado sobre Tebet já estar confirmada ao Senado. Ele não confirmou e nem negou. “Nós não voltamos a conversar. Eu vou voltar a conversar com os três [Tebet, Marina e França] assim que for possível”, disse, destacando que Marina Silva é deputada federal e tem a agenda da Câmara dos Deputados para lidar.
O PSB, no entanto, pretende bater o pé por Simone Tebet no Senado. Internamente, há um entendimento de que Haddad gostaria que os três se resolvessem entre eles. Uma possibilidade é alguém ficar de suplente, e o nome do vice ser alguém de fora – o PT ainda procura nomes do agro, como mostrou a coluna.
Caso algum dos ex-ministros precise ocupar o cargo de vice, a avaliação é que Marina Silva, hoje, seria a mais provável de aceitar o posto – apesar da federação PSOL e Rede não demonstrarem interesse. Uma fonte disse à coluna, no entanto, que os três são “muito fiéis” a Lula e, ao depender do andamento da chapa, podem atender pedidos do presidente.


Fonte: Jovem Pan

BC comunica vazamento de dados de 46 chaves PIX de pessoas com conta na Credifit Sociedade de Crédito

O Banco Central (BC) informou nesta sexta-feira (9) que ocorreu um incidente segurança com dados pessoais vinculados a chaves PIX de 46 pessoas com conta na Credifit Sociedade de Crédito, em razão de “falhas pontuais em sistemas dessa instituição”.
De acordo com o BC, não foram expostos dados sensíveis, tais como senhas, informações de movimentações ou saldos financeiros em contas transacionais, ou quaisquer outras informações sob sigilo bancário.
“As informações obtidas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras”, acrescentou o Banco Central.
O BC explicou, ainda, que as pessoas que tiveram seus dados cadastrais obtidos a partir do incidente serão notificadas exclusivamente por meio do aplicativo ou pelo internet banking de sua instituição de relacionamento.
“Nem o BC nem as instituições participantes usarão quaisquer outros meios de comunicação aos usuários afetados, tais como aplicativos de mensagens, chamadas telefônicas, SMS ou e-mail”, informou o Banco Central.
O Banco Central informou, ainda, que foram adotadas as ações necessárias para a apuração detalhada do caso e serão aplicadas as medidas sancionadoras previstas na regulação vigente.


Fonte:

g1 > Política

Lula e Flávio Bolsonaro ainda não têm palanque em Minas Gerais, estado decisivo para vencer as eleições presidenciais

Minas Gerais é o segundo estado em número de eleitores e tem peso decisivo na disputa presidencial. A cinco meses da eleição, o cenário em MG continua indefinido.
De um lado, o PL ainda não decidiu quem representará a candidatuta do senador Flávio Bolsonaro no estado. Enquanto isso, aliados do presidente Lula (PT) tentam convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD) a disputar a eleição. Nos próximos dias, os partidos pretendem intensificar as negociações para destravar a formação dos palanques.
O líder nas pesquisas é o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que ainda não decidiu se será mesmo candidato. Embora se posicione como independente, o parlamentar é um apoiador de Jair Bolsonaro e frequentemente diz ser grato ao ex-presidente pelo apoio que recebeu em 2022, quando foi eleito.
O PL deve ter uma reunião-chave nesta terça-feira (12) em Brasília, em que Flávio Bolsonaro discutirá os cenários possíveis com Valdemar Costa Neto, presidente do partido, os deputados mineiros Nikolas Ferreira, Zé Vitor e Domingos Sávio, e o senador Rogério Marinho (RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio.
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O partido trabalha com três possibilidades, segundo Sávio. Uma delas é firmar uma aliança com o atual governador, Mateus Simões (PSD), num acordo em que Romeu Zema (Novo), que renunciou ao mandato para disputar o Planalto, abandonaria seus planos para apoiar Flávio. O nome de Zema já foi cotado como candidato a vice, mas ele nega essa possibilidade em declarações públicas.
Outro caminho seria uma candidatura própria do PL com Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), ou Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim.
Roscoe afirmou ao g1 que seu nome está à disposição, mas que não participa das reuniões da sigla. O empresário se licenciou do cargo na FIEMG em abril deste ano, quando se filiou ao PL.
O que pesa contra Roscoe é seu desempenho nas pesquisas. No levantamento mais recente da Quaest, em abril, ele apareceu com 2% das intenções de voto no cenário com dez pré-candidatos.
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Já Cleitinho promete anunciar em julho se sairá candidato ou não. Congressistas do PL ouvidos pela reportagem consideram arriscado esperar porque o prazo ficará muito em cima das convenções, quando as candidaturas devem ser aprovadas pelos partidos.
Senadores Cleitinho, líder nas pesquisas em MG, e Rodrigo Pacheco, que tem o apoio de Lula para disputar eleição
Jefferson Rudy/Agência Senado; Carlos Moura/Agência Senado
Não há consenso no PL sobre os nomes cotados. Nikolas Ferreira é contrário à escolha de Cleitinho e considera que o senador não adota posições alinhadas à legenda.
Integrantes do Centrão avaliam, porém, que o mal-estar pode estar relacionado a uma disputa interna. Isso porque, caso Cleitinho vire governador, poderia disputar a reeleição em 2030 e entrar no caminho de Nikolas, se ele também quiser tentar o cargo.
Nikolas foi o deputado mais votado do Brasil em 2022 e tem forte presença nas redes, assim como Cleitinho. Sua base é bem maior — 22 milhões de seguidores no Instagram, contra 4,2 milhões de Cleitinho —, mas esse é considerado mais um fator que poderia alimentar a rivalidade entre eles.
PT e Lula apostam fichas em Rodrigo Pacheco
Em abril, ao deixar o PSD para se filiar ao PSB, o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco visava disputar o governo de MG em uma articulação que contou com a bênção de Lula. O petista avalia que o senador pode ser um nome competitivo no estado, considerado crucial para sua reeleição.
Mas, na semana passada, segundo apurações do blog do Camarotti, Pacheco enviou a Lula sinais de que poderia desistir. Após o Senado rejeitar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), parte do PT passou a desconfiar de que Pacheco teria atuado contra o indicado de Lula.
O senador declarou publicamente apoio a Messias, mas isso não foi suficiente para dissipar o clima de desconfiança, o que pode tê-lo desestimulado a disputar o Palácio da Liberdade, segundo lideranças petistas.
Pacheco é próximo do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), que se opôs ao nome de Messias e trabalhava pela indicação do aliado ao STF. Ambos estavam presentes no jantar realizado na véspera da sabatina que terminou com a derrota do AGU.
Como mostrou o colunista Valdo Cruz, Pacheco colocou o fim de maio como prazo para anunciar se disputará ou não o governo de MG. Porém, a demora em comunicar sua decisão tem ampliado as especulações.
Quaest: Intenções de voto no 1º turno para o governo de Minas Gerais – Cenário 1 (abril 2026)
Foto: Arte/g1
O deputado mineiro Rogério Correia, vice-líder do governo na Câmara, afirma esperar que Pacheco confirme a candidatura. “Não ficou nenhum clima em relação à derrota do Messias. Falei com ele [Pacheco] nos últimos dias. Ele me disse que apoiou a indicação, e eu confio. Também agradeceu pela paciência em relação ao anúncio da candidatura”, afirmou.
Segundo Correia, o senador teria dito que ainda não decidiu seu futuro político por questões familiares e partidárias. O deputado diz que todo o diretório estadual do PT em Minas apoia a pré-candidatura de Pacheco.
O presidente do PT, Edinho Silva, deve conversar com Pacheco para entender os planos e as condições colocadas pelo senador.
Como plano B, o partido mantém diálogo com outros dois nomes: o empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, e Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte.
Gomes é, na visão de Edinho Silva, a candidatura mais provável, e Kalil aparece em segundo lugar na pesquisa Quaest, com 14%, atrás de Cleitinho. Alguns petistas defendem que o ex-prefeito dispute uma vaga no Senado. Em 2022, Kalil concorreu ao governo do estado pelo PSD com apoio de Lula e perdeu para Zema ainda no primeiro turno.
O ex-prefeito já disse que será candidato ao governo de MG independentemente do partido e das alianças firmadas. Ele também negou os rumores de que gostaria de manter distância do PT e de Lula.
O ex-prefeito afirma já ter conversado com oito partidos sobre sua candidatura, entre eles PT, PSDB, Rede e PSOL. Para ele, não há diferença entre as siglas. “Me sinto honrado por poder dialogar com todos.”
“A única certeza é que serei candidato ao governo de Minas. Claro que os números me elegeriam senador, mas eu não vou porque não consigo ficar uma semana inteira sem meus netos. Não vou ficar pegando avião para ir para Brasília. A não ser que meus filhos queiram me dar eles, e eles não querem”, disse Kalil.
A importância de Minas Gerais
Desde 1989, todos os presidentes eleitos venceram em MG. Em 2022, com 16 milhões de votos em disputa no estado, Lula (PT) superou Jair Bolsonaro (PL) por menos de 50 mil, com 50,2% contra 49,8%.
O cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), explica que Minas Gerais é o “swing state” brasileiro. O termo é usado nos Estados Unidos usado para se referir a estados considerados eleitoralmente indefinidos, sem preferência consolidada pelo Partido Democrata ou pelo Partido Republicano, de Donald Trump.
“Com a direita dividida e a esquerda sem um palanque competitivo, o quadro eleitoral está completamente aberto. Desde 1989, todos os presidentes eleitos venceram em território mineiro”, afirma.


Fonte:

g1 > Política