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Segurança de Mendonça é reforçada após ministro assumir relatoria do caso Master e do inquérito do INSS no STF

O ministro André Mendonça, do STF, teve a segurança reforçada após assumir a relatoria do caso Master. A medida foi adotada após avaliação interna do tribunal identificar aumento de risco à integridade física do magistrado. Mendonça também conduz as investigações sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS.
Medidas adotadas
Foto: Andressa Anholete/STF
Segundo assessores e pessoas próximas à corte, a análise técnica que levou ao incremento do esquema de proteção significa, na prática, maior número de policiais envolvidos, presença mais ostensiva dos agentes em determinadas atividades, uso de equipamentos adicionais e acompanhamento criterioso de eventuais ameaças.
Extensão à família
A proposta em análise pelo STF prevê estender o aparato de segurança à família do ministro, incluindo a esposa e os filhos. Nos últimos meses, Mendonça passou a usar colete à prova de balas em atividades fora da agenda institucional, incluindo pregações religiosas na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, onde também atua como pastor.
Origem das relatoria
Mendonça foi designado novo relator do caso Master após a saída de Toffoli, acertada em reunião com todos os ministros em fevereiro, depois da revelação de ligações de Toffoli com o banco.
Mendonça também substituiu Toffoli nos processos sobre fraudes no INSS, após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, contestar a relatoria do ministro e pedir a redistribuição do caso por sorteio.
Peso eleitoral
No Congresso, a nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e o avanço do inquérito do INSS sobre um dos filhos do presidente Lula turbinaram, entre políticos do centrão, a percepção de que Mendonça terá papel decisivo no pleito de outubro.
Auxiliares do magistrado já admitem que as investigações sobre o Banco Master devem invadir o período de campanha e levar Mendonça a proferir decisões que podem, inclusive, se arrastar e alcançar os dias oficiais do 1º e 2º turno, marcados para 4 e 25 de outubro.
O STF e o gabinete do ministro não comentaram oficialmente o novo protocolo de segurança.


Fonte: Conexão Política

Copa do Mundo: acompanhe Áustria e Jordânia ao vivo

Áustria e Jordânia estreia nesta quarta-feira (16) na Copa do Mundo 2026. As equipe, que pertecem ao Grupo J, mesmo de Argentina e Argélia. A partida está marcada para acontecer à 1h no Levi’s Stadium, localizado em Santa Clara, na Califórnia, nos Estados Unidos.

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Fonte: Jovem Pan

PGR defende que STF rejeite pedido de revisão da condenação de Jair Bolsonaro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta terça-feira que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite o pedido de revisão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no caso da trama golpista.
O ministro Nunes Marques, relator do pedido no STF, havia dado um prazo de 20 dias para a PGR se manifestar sobre o pedido da defesa de Jair Bolsonaro.
“As teses suscitadas pelo autor na inicial da presente ação revisional não trouxeram nenhum ineditismo a legitimar a desconstrução do pronunciamento jurisdicional definitivo, quer por contrariedade ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos, quer porque fundada em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos ou, ainda, pela descoberta de novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial de pena. Não há razão relevante para relativizar a intangibilidade da coisa julgada formada”, disse a PGR.
Em 8 de maio, os advogados de Jair Bolsonaro pediram ao STF a revisão com o objetivo de anular a condenação a 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe Estado.
🔎 A revisão criminal é um instrumento pelo qual um condenado que já teve uma sentença considerada definitiva – portanto, não tem mais chance de recursos – pode pedir a reavaliação do seu caso.
Nunes Marques é o relator do pedido de revisão criminal. Ao encaminhar o caso para análise da PGR e estipular o prazo de 20 dias, em vez dos 10 previstos como regra no Código de Processo Penal, o magistrado classificou a situação do ex-presidente como complexa.
“Diante da complexidade do feito, que envolve o julgamento de ex-presidente da República, entendo necessário estender o prazo previsto para manifestação do Ministério Público Federal. Dê-se vista dos autos ao Procurador-Geral da República, para apresentação de parecer, no prazo de 20 (vinte) dias”, afirmou Marques.
Agora no g1
Os advogados de Bolsonaro pedem que, com a revisão criminal, o Supremo:
anule o processo, reconhecendo-se a competência originária do Plenário para julgar a ação penal;
anule a colaboração premiada do corréu Mauro César Barbosa Cid, reconhecendo também a nulidade de todas as provas dela decorrentes;
anule o processo em virtude de manifesto cerceamento de defesa;
absolva o ex-presidente de todos os crimes imputados.
A defesa do ex-presidente afirma no pedido que busca “correção de erro judiciário” e contesta a competência Primeira Turma do STF para julgar o ex-presidente.
“Violou o juiz natural interno do próprio Supremo e instaurou vício de incompetência orgânica absoluta apto a contaminar todos os atos decisórios subsequentes”, diz o documento.
Ministro tem mantido condenações
Relator do pedido para anular a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro Nunes Marques tem acompanhando a maioria do Supremo Tribunal Federal na rejeição de revisões criminais de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. 
O Supremo recebeu 18 pedidos de revisão criminal de condenados pelos ataques e destruição das sedes dos Três Poderes – entre eles o de Bolsonaro. Até agora, cinco casos foram analisados pelo plenário virtual do STF, sendo que três foram rejeitados e dois já têm maioria para serem recusados. 
Nesses casos, o ministro Nunes Marques acompanhou a maioria dos ministros contra os pedidos para derrubar as punições.
Apenas os ministros Luiz Fux e André Mendonça divergiram e votaram para revisar condenações por crimes graves, como golpe e tentativa de abolição violenta da estado democrático de direito, punindo pelo de crime de deterioração do patrimônio tombado.
O que é revisão criminal
O objetivo da revisão criminal é anular uma condenação definitiva quando houver comprovação de erro judiciário. Por isso, trata-se de uma medida excepcional, admitida apenas em situações específicas.
O pedido só pode ser apresentado após encerrado o processo, quando já não há mais chances de recursos. No caso de Bolsonaro, isso ocorreu em novembro do ano passado.
Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre, temporariamente, pena em regime domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão na casa do ex-presidente por motivos humanitários, tendo em vista o estado de saúde de Bolsonaro.
Antes, o ex-presidente estava detido na Papudinha, como é chamado o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda em Brasília.
O ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), fez uma aparição de cerca de 20 minutos no quintal da casa onde ele cumpria prisão domiciliar em 9 de setembro de 2025
Wilton Junior/Estadão Conteúdo


Fonte:

g1 > Política

‘Moraes bate o porrete em mim, mas quer calar a população’, diz Eduardo Bolsonaro

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro disse em entrevista ao programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o prejudica e afeta a população. “Moraes bate o porrete em mim mas quer calar a população, eu só estou no meio do caminho. Porque se você ficar quieto eles conseguem, em Brasília, fazer a estripulia que for e você se quer vai poder espernear na rua”, disse o ex-deputado.

Nesta terça-feira (16), a Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Votaram nesse sentido o relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo influenciou o governo dos Estados Unidos a adotar sanções e tarifas contra o Brasil e autoridades do Judiciário para tentar frear o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF. O ex-mandatário foi condenado em 2025 no processo sobre a trama golpista.

Durante a entrevista, o filho de Jair Bolsonaro disse que Moraes não manda uma carta rogatória aos EUA porque tem “medo”. “Moraes deve ter muito medo de mandar uma carta rogatória para os EUA, porque o primeiro local que chega é na mesa do Department of Justice (como um Ministério de Justiça dos EUA) e ele vai fazer uma análise e ver que o processo é nulo como a Itália percebeu. A Itália anulou o processo da Zambelli, não só porque o Moraes era o julgador, mas por ter uma sequência de nulidades“, afirmou sobre a sua condenação.

Ele ainda disse sobre sua ida aos EUA e que não foi para o país por conforto, mas para trabalhar pelo brasileiro. “Eu sabia que, da minha decisão de me declarar exilado aqui nos EUA, eu sofreria as consequências disso. Não estou procurando uma vida confortável, não vim para fugir, vim para poder trabalhar por você, que é calado e não é ouvido.”

Eduardo terminou ao apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro. “É contra tudo isso que eu estou lutando, é por isso que eu digo que o único capaz de reverter essa situação é Flávio Bolsonaro, porque os outros vão transicionar com o STF”.


Fonte: Jovem Pan

Mbappé entra no Top 3 de artilheiros da história da Copa; veja ranking

O francês Kylian Mbappé subiu no ranking de artilharia da Copa do Mundo nesta terça-feira (16). O jogador marcou dois dos três gols da França na estreia da seleção na 23ª edição do torneio e que sagrou a a vitória dos Les Blues por 3 a 1 sobre Senegal. Para assumir a liderança, o jogador, que superou Pelé e Messi no ranking, precisa marcar mais três gols. Se fizer mais dois, vai se igual a Miroslav Klose, da Alemanha, que está em primeiro desde 2014, quando deixou dois gols na edição daquele ano, que foi disputada no Brasil.

Além de Mbappé, quem também pode superar o ranking é Lionel Messi, camisa 10 da Argentina, atual campeã da Copa do Mundo. O argentino tem 13 gols, um a menos que o francês, mas ainda não estreou na competição. A Albiceleste faz sua estreia às 22h desta terça-feira (16), contra a Argélia.

Confira o ranking dos maiores artilheiros

1 – Miroslav Klose – Alemanha – 16 gols

2 – Ronaldo – Brasil – 15 gols

3 – Gerd Müller – Alemanha – e Kylian Mbappé – França – 14 gols

4 – Just Fontaine – França – Lionel Messi – Argentina – 13 gols

5 – Pelé – Brasil – 12 gols

8 – Jürgen Klinsmann – Alemanha – Sandor Kocsis – Hungria – 11 gols

9 – Gabriel Batistuta – Argentina – Teófilo Cubillas – Peru – Grzegorz Lato – Polônia – Gary Lineker – Inglaterra – Thomas Muller – Alemanha – 10 gols

10 – Ademir – Brasil – Roberto Baggio – Itália – Eusébio – Portugal – Jairzinho – Brasil – Paolo Rossi – Itália – Karl-Heinz Rümmenigge – Alemanha – Uwe Seeler – Alemanha – Vavá – Brasil – Christian Vieri – Itália – David Villa – Espanha – 9 gols


Fonte: Jovem Pan

Vorcaro dava ‘tratamento privilegiado’ e pagou R$ 468 mil em viagens de Ciro Nogueira a NY, Paris e Couchevel, diz PF

PF aponta que Vorcaro pagava despesas de Ciro Nogueira
A Polícia Federal afirmou, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, dava um “tratamento privilegiado” e “diferenciado” ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), inclusive com o pagamento de mais de R$ 400 mil em viagens do parlamentar para o exterior.
A relação de Vorcaro com o parlamentar do Piauí chamou a atenção dos investigadores pelo pagamento de acomodações de “elevado padrão”, inclusive em hotéis de luxo (leia mais aqui).
As conclusões constam de um documento da PF enviado ao ministro André Mendonça, do STF, cujo sigilo foi retirado nesta terça-feira (16). Esse relatório embasou decisões tomadas pelo magistrado no inquérito do caso Master.
Conforme a representação da PF, o relacionamento entre os dois ia além da proximidade pessoal, e foi descrito pelos investigadores como uma “relação funcional e instrumental” voltada ao benefício mútuo.
Daniel Vorcaro e Ciro Nogueira em imagem obtida por investigadores da PF
Reprodução
A representação destaca que, enquanto o parlamentar do PP atuava no Senado para defender interesses do ex-banqueiro, Vorcaro retribuía com vantagens financeiras.
Segundo os investigadores, essas vantagens incluíam:
pagamento de valores mensais, classificados pela PF como uma espécie de “mesada” que, em alguns casos, atingia R$ 300 mil, chegando até a R$ 500 mil;
aquisição de participação societária em empresa;
custeio de viagens internacionais, incluindo passagens em jatos particulares, hospedagens em hotéis de luxo e despesas com eventos e restaurantes sofisticados.
Viagens internacionais
As investigações da Polícia Federal apontam que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro realizava o custeio sistemático de viagens e despesas pessoais do senador Ciro Nogueira nos anos de 2024 e 2025, utilizando frequentemente aeronaves particulares e serviços de luxo.
O suporte incluía reserva de hotéis de prestígio, como o Park Hyatt New York, pagamentos em restaurantes sofisticados e até a compra de vestuário para prática de esqui.
Entre as localidades visitadas por Ciro, estão Paris (França), Nova Iorque (EUA), Portugal e Courchevel (França) – destino dos Alpes franceses procurado por praticantes de esqui.
Ciro Nogueira foi beneficiado em ao menos três ocasiões com voos internacionais em aeronaves particulares pertencentes a Vorcaro. Além de despesas, o ex-banqueiro custeou transportes nos destinos, reserva de chalés e atendeu a solicitações detalhadas de vestuário para a viagem de esqui de Ciro e de sua companheira.
Conforme a PF, em um restaurante em Paris, no dia 13/04/2024, o desembolso registrado em favor de Ciro foi de US$ 1.981,12, convertido para R$ 10.175,82.
Em Nova York, em maio de 2024, identificou-se o pagamento de seis diárias no Hotel Park Hyatt New York, no período de 12/05/2024 a 18/05/2024, com valor unitário de US$ 4.791,24 (R$ 24.583,37) e montante total de US$ 47.779,80 (R$ 245.153,37).
Em Lisboa, em junho de 2024, a reserva de 5 diárias, atribuída a Ciro Nogueira no Hotel Four Seasons, totalizou R$ 91.280,59.
Em Courchevel, nos dias 21 e 22/01/2025, as despesas identificadas em restaurantes somaram R$ 122.112,00.
“Conclui‑se que o benefício econômico direto atribuído a CIRO NOGUEIRA, decorrente das viagens internacionais, perfaz o montante de R$ 468.721,78, sem considerar os gastos com voos privados, realizados em ao menos três oportunidades em deslocamentos internacionais de entrada e saída do Brasil, bem como em duas ocasiões em voos internos nos Estados Unidos”, afirma a PF.
A Polícia Federal ressalta ainda que o montante total gasto nessas ações de “mimos” e despesas de viagem ainda está em fase de apuração, mas afirma que, mesmo em um cálculo conservador, o valor supera R$ 500 mil.
“O montante efetivamente pago por DANIEL VORCARO ao Senador CIRO NOGUEIRA em despesas de viagens internacionais, incluído o uso de jatos particulares, hotéis de luxo, restaurantes, entre outros itens ainda está em apuração, mas supera, com facilidade, a quantia de R$ 500.000,00, num cálculo extremamente conservador, ressaltando, mais uma vez, que citados pagamentos guardam relação direta com a atuação parlamentar de CIRO NOGUEIRA em prol dos interesses financeiros de DANIEL VORCARO”, diz a PF.
‘Emenda Master’
A Polícia Federal aponta que o senador Ciro Nogueira teria utilizado o seu poder parlamentar para beneficiar os interesses do Banco Master, destacando a apresentação da “Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023”, apelidada no mercado como “emenda Master”.
O texto propunha mudanças no funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que protege correntistas e investidores em caso de quebra de instituições financeiras.
A proposta teria sido elaborada pela própria assessoria do banco e entregue diretamente a Ciro Nogueira, inclusive com orientações para a entrega do envelope no endereço residencial do senador.
“O parlamentar apresentou a Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, cujo conteúdo foi integralmente concebido por assessoria vinculada ao Banco Master, conforme evidenciado por comunicações obtidas no aparelho celular apreendido, metadados de arquivos e cotejo literal entre minutas privadas e o texto efetivamente protocolizado no Senado Federal”, afirmam os investigadores.
“A proposição legislativa detinha aptidão concreta para ampliar significativamente os negócios da instituição financeira vinculada ao grupo investigado, ao passo que transferia risco relevante ao Fundo Garantidor de Créditos, evidenciando potencial externalização de prejuízos ao sistema”, completa a PF.
O inquérito, que tramita no STF, aponta que o esquema que teria beneficiado Ciro Nogueira contava com a atuação de terceiros e empresas interpostas para tentar mascarar a origem e a destinação dos recursos, dificultando a rastreabilidade financeira, indicando também a possibilidade da prática de lavagem de dinheiro.
“Em relação às estruturas de lavagem de capitais, a leitura integrada dos diversos indexadores revelou a existência de estruturas recorrentes e interligadas, utilizadas, em tese, para a ocultação, dissimulação e reinserção de recursos de origem incompatível com a capacidade econômico-financeira formal dos envolvidos, tendo como possível beneficiário final o senador CIRO NOGUEIRA”, diz a PF.
“Tais estruturas não se apresentam de forma isolada, mas operam de modo articulado, por meio de empresas do núcleo familiar, circulação intragrupo, uso intensivo de numerário [dinheiro] em espécie e interposição de terceiros, inclusive agentes públicos”, complementam os investigadores.
Ex-dono do Master, banco que foi liquidado pelo Banco Central, Daniel Vorcaro está preso por fraudes financeiras e outras irregularidades em Brasília, onde tenta um acordo de delação premiada com as autoridades.
No entanto, propostas de colaboração apresentadas pelo empresário já foram rejeitadas pela PF e pelo Ministério Público.
Dinheiro em avião
A Polícia Federal também apura o envio, em um avião, de R$ 350 mil em espécie que, supostamente, teriam como destinatário o senador Ciro Nogueira.
O transporte da quantia, que teria sido enviada por Vorcaro, foi relatado pelo piloto Mauro Mattosinho, que afirmou que, em agosto de 2024, transportou o montante e ouviu de Roberto Leme, um dos passageiros do voo, o nome Ciro.
“O piloto acrescentou que, no momento do desembarque em Brasília, teria ouvido um dos passageiros, identificado como ROBERTO LEME, perguntar se ‘estava tudo certo com o Ciro’ e se ‘o Ciro já estava os aguardando’, referindo-se, segundo ele, ao senador CIRO NOGUEIRA”, diz trecho da investigação.
🔎Roberto Leme é conhecido como “Beto Louco” e é apontado como um dos líderes de um esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no setor de combustíveis, com conexões diretas com o PCC.
A própria Polícia Federal, no entanto, afirma que esses relatos, embora relevantes e compatíveis com o cenário apurado, ainda precisam ser mais investigados.
“Embora o relato do piloto acerca do suposto transporte de numerário no voo de 06/08/2024 decorra de reportagem jornalística e ainda careça de comprovação material quanto à efetiva entrega de valores ao senador CIRO NOGUEIRA, os fatos narrados pelo piloto Mauro Mattosinho apresentam relevância contextual e cronológica, bem como se mostram compatíveis com o cenário investigado”, diz a PF.
Ciro Nogueira nega irregularidades
Imagens obtidas pela PF mostram relação de proximidade entre Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro
Reprodução
Em maio, quando Ciro Nogueira foi alvo de uma operação da PF relacionada às apurações sobre o caso Master, a defesa do senador afirmou que ele está comprometido “em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados”, e está “à disposição para esclarecimentos”.
Os advogados acrescentaram que Ciro Nogueira repudia “qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”.
“Medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, diz um trecho da nota.
A TV Globo procurou Ciro Nogueira nesta terça-feira, mas ainda não obteve resposta.


Fonte:

g1 > Política

Haddad volta a criticar privatização da Sabesp: ‘Companhia saudável se transformou num problema’

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad
Reprodução/EPTV
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, voltou a criticar a privatização da Sabesp na tarde desta terça-feira (16), em Santa Gertrudes, no interior de SP. Ele esteve em uma reunião com representantes da indústria de cerâmica e revestimento, Ciesp e associações comerciais.
O petista classificou o processo de desestatização da empresa de saneamento básico paulista, conduzida pela gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), como um “erro” e que “uma companhia saudável hoje se transformou num problema para São Paulo”.
Ele já havia criticado o processo em evento da revista ‘Veja’, na segunda (15), quando afirmou que a empresa foi vendida à iniciativa privada “em uma mesa de amigos”, com critérios “opacos e sem transparência”. (veja mais abaixo).
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LEIA TAMBÉM: Em evento com Tarcísio, Haddad afirma que Sabesp foi vendida ‘em mesa de amigos’; já governador apoia privatização e diz focar ‘em resultado’
Agora no g1
‘Reconhecer erro’
Questionado sobre o que fazer com a Sabesp, o pré-candidato afirmou que é preciso “reconhecer o erro de como tudo foi feito”. “A primeira providência é você ter um concorrente. Os demais foram sendo, ao longo do processo, excluídos pela inclusão de cláusulas indesejáveis. Então, afunilou para um único concorrente uma das maiores empresas de saneamento do mundo”, disse.
“Aí você vende pelo menor preço, porque não é pelo maior preço que você vendeu, porque só tinha um concorrente. Aí você vende outro tanto da Sabesp, mais 17% da Sabesp, pelo preço do leilão de um concorrente, escolhendo para quem vender, numa sala fechada. Se você fizer uma comparação entre o preço da venda e o preço de mercado, você tem um prejuízo de 3,5 a 4 bilhões de reais na largada”, afirmou.
“Fora o aumento da conta, fora as obras mal feitas, fora os acidentes, fora as mortes, fora as moradias que foram prejudicadas, que estão interditadas, não podem ser utilizadas. É muito grave o que aconteceu”, afirmou em referência a uma obra da Sabesp que atingiu uma tubulação de gás, causando uma explosão que matou dois homens e atingiu ao menos 46 imóveis em 11 de maio, na Zona Oeste de São Paulo.
Vendida em uma ‘mesa de amigos’
O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de SP, em evento da revista Veja em São Paulo, nesta segunda-feira (15).
Reprodução/GloboNewes
Na segunda, no evento promovido pela revista “Veja” e com a presença do próprio Tarcísio, Haddad afirmou que a empresa foi vendida à iniciativa privada “em uma mesa de amigos”, com critérios “opacos e sem transparência”.
Um pouco antes, o governador paulista havia defendido a privatização da companhia e afirmado que ela foi necessária para preservar a capacidade de investimento da companhia, acelerar a universalização do saneamento e antecipar as metas previstas no Marco do Saneamento (leia mais abaixo).
De acordo com o ex-ministro da Fazenda, “quando a gente critica a privatização da Sabesp, é porque a gente abriu mão de R$ 3,7 bilhões na segunda etapa da privatização”. “Em nome do quê fizemos isso? Por que nós canalizamos a concessão para uma empresa só, acrescentando cláusulas que afastavam outros investidores? Foram três cláusulas acrescentadas para afastar investidores e ficou na mão de um”, disse.
“E, para piorar, depois de vender para um só dos interessados, que obviamente ofereceu o preço que lhe convinha, porque não tinha concorrente, ainda vendeu para amigos. Para pessoas escolhidas numa mesa, com critérios absolutamente opacos e sem transparência”, declarou.
A declaração foi dada após uma pergunta sobre os governos petistas serem contrários às concessões.
Em entrevista coletiva após a participação no evento, Haddad foi questionado se pretende reestatizar a Sabesp e afirmou que o tema deve ser tratado com “muita seriedade” porque, em geral, “quem vende patrimônio público amarra no contrato um série de cláusulas que impedem muitas vezes uma revisão”.
“Tenho que analisar com a área jurídica todas as consequências. Agora, o que eu posso garantir é que o Tarcísio prometeu diminuir a conta de água. Está todo mundo vendo que era uma mentira. Se foi má-fé ou erro técnico, nós vamos apurar. Quem está financiando os investimentos é o consumidor, inclusive pagando duas vezes pela manutenção”, afirmou.
O petista disse também que vai rever outros contratos da gestão Tarcísio, como o Muralha Paulista e aditamento da Linha 6-Laranja do metrô.
O que disse Tarcísio
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, durante evento da revista Veja, nesta segunda-feira (15).
Reprodução/GloboNews
A fala do petista foi feita logo depois que Tarcísio discursou no evento. Minutos antes, o governador, que disputa a reeleição, foi questionado sobre as críticas à privatização da empresa e afirmou que “o pessoal leva sempre para o lado da política; a gente está focando em resultado”.
Segundo Tarcísio, os efeitos da medida já podem ser observados em regiões da Grande São Paulo. Ele citou como exemplo o município de Guarulhos, que, de acordo com os dados apresentados por ele, passou de 2% de tratamento de esgoto em 2019 para 45% atualmente, com expectativa de atingir 78% até o fim deste ano.
Ao comentar a resistência de parte da população às privatizações, Tarcísio afirmou que o debate costuma ser contaminado por questões ideológicas e defendeu que os resultados práticos sejam o principal critério de avaliação. “Ideologia e aritmética são dois valores que não se misturam”, disse.
VÍDEOS DA EPTV:


Fonte:

g1 > Política

Eduardo diz que condenação é ‘nula’ e que não recebeu citação para se defender

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro disse que não recebeu citação para se defender sobre a acusação de interferência na tramitação da ação sobre a tentativa de golpe de Estado na qual o seu pai foi sentenciado no final de 2025. Segundo ele, tudo o que ficou sabendo foi pela imprensa. “São suposições e tese e, para mim, esse processo nunca se iniciou, porque um processo só se inicial com uma citação e, sem ela, não tem condição de me defender do que estão me acusando”, disse o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em entrevista ao programa Os Pingos nos Is da Jovem Pan.

Nesta terça-feira (16), por unanimidade, a Primeira Turna do STF condenou o ex-deputado federal a quatro anos e dois meses de prisão. Votaram nesse sentido o relator, Alexandre de Moraes, e os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Eduardo, que se considera como perseguido político e mora nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, voltou a critida o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e disse que ele não pode mais continuar jogando esse jogo e fazendo “chacota em rede nacional em que ele é vítima e julgador ao mesmo tempo”. Ele destacou o caso da também ex-deputada, Carla Zabelli, que foi solta na Itália e teve o pedido de extradição negado.

“O processo todo é nulo e, por isso, eles não me mandaram a carta rogatória”, disse o ex-deputado que classificou que Moraes deve ter “muito medo” de mandar o documento para os Estados Unidos, porque quando for analisado pela Justiça norte-americana, vão ver que o “Brasil condena os outros sem nem citar”.

Confira à entrevista completa


Fonte: Jovem Pan

Retirada de urgência da 6×1 independe do Senado, diz líder do governo na Câmara

O líder do governo na Câmara, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), disse em coletiva antes da reunião de líderes realizada na tarde desta terça-feira (16) que a decisão de retirar a urgência do Projeto de Lei (PL) sobre o fim da escala 6×1 não tem a relação com o Senado Federal. “A nossa decisão independe do Senado. Estamos tratando do ambiente das questões da Câmara”, esclareceu Pimenta.

Para o deputado, o momento oportuno para a regulamentação do projeto é após a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) no Senado. “Meu entendimento é que, para a PEC ser regulamentada, ela precisa ter sido votada, não temos como votar um PL para regulamentar uma PEC que ainda não foi votada”, informou.

Por fim, ele disse que a decisão foi em razão de dar prioridade a outras pautas a serem votadas na casa. “A iniciativa era para dizer sobre a vontade da Câmara de que a pauta fosse destrancada, e ela foi”, finalizou o deputado.

O governo divulgou uma nota sobre a decisão de retirar a urgência do PL e informou que, apesar do fim da escala 6×1 ser prioridade, há outros projetos prioritários a serem votados. “Para possibilitar a aprovação de projetos prioritários, o Governo do Brasil decidiu pela retirada da urgência constitucional do Projeto de Lei 1.838/26. Com isso, a Câmara dos Deputados poderá dar celeridade à aprovação de medidas como a atualização dos tetos do Microempreendedor Individual (MEI), a regulação sobre Inteligência Artificial e a criminalização da misoginia”, informaram.

Também nesse sentido, o governo deixou claro que manterá o diálogo com o Senado Federal para concluir a aprovação da PEC.

Governo retira urgência

O governo federal retirou a urgência constitucional do Projeto de Lei (PL) sobre a escala 6×1 enviado à Câmara dos Deputados. A notificação sobre a retirada foi enviada nesta terça ao Congresso Nacional.

Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, havia solicitado que a urgência fosse cancelada visto que a proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre a redução da jornada de trabalho já foi aprovada.

A proposta foi um dos temas da reunião de líderes realizada na tarde desta terça, na Câmara dos Deputados. Por ter sido encaminhado em regime de urgência, o projeto vinha trancando a pauta do plenário da Casa. Com a retirada da urgência, a Câmara fica liberada para votar outras matérias.

Durante a reunião, os deputados também debateram o PL 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, o que a torna inafiançável e imprescritível.


Fonte: Jovem Pan

STF mantém prisões de pai e de primo de Vorcaro; Gilmar Mendes sugeriu substituir detenção por outras medidas

Gilmar Mendes vota para que prisão de pai e primo de Vorcaro sejam substituídas por outras medidas
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve as prisões preventivas do pai e do primo de Daniel Vorcaro. Os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques votaram pela manutenção.
O ministro Gilmar Mendes votou para que a prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel, fosse substituída por prisão domiciliar com as seguintes medidas cautelares:
uso de tornozeleira eletrônica;
saída de casa somente para atendimento médico com autorização;
proibição de manter contato com investigados e testemunhas;
proibição de se mudar sem prévia autorização judicial.
Gilmar também votou para que Felipe Vorcaro, primo do banqueiro, tivesse a prisão preventiva substituída por proibição de manter contato com os demais investigados e com testemunhas. Além disso, a proibição de mudar de residência e a obrigatoriedade de comparecimento periódico em juízo.
Gilmar Mendes devolveu para julgamento nesta terça-feira (16) os processos sobre as prisões. A Segunda Turma referendou as decisões do ministro André Mendonça que determinaram as prisões.
Em nota, a defesa de Felipe Vorcaro disse que a “publicidade dos autos, tornou-se possível o acesso à petição apresentada pelo BTG, na qual a instituição financeira presta esclarecimentos sobre a regularidade e a licitude das operações que foram apontadas como supostamente ilícitas na investigação”.
“Apesar da relevância e do potencial impacto dessas informações para o completo esclarecimento dos fatos, tais elementos só foram considerados no julgamento realizado na data de hoje pelo eminente ministro Gilmar Mendes”, afirmou o advogado. (leia a íntegra)
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, com estátua da Justiça em destaque.
Divulgação/STF
Divergência
Gilmar Mendes afirmou que pessoas envolvidas diretamente com a gestão do Banco Master chegaram a ser presas em novembro passado, mas depois foram soltas. Enquanto isso, segundo o magistrado, o pai de Daniel Vorcaro, que não participava diretamente das fraudes investigadas, está preso.
Para Gilmar, essa comparação levanta questionamentos sobre o motivo de Henrique Vorcaro estar preso. O ministro sugeriu que a prisão do pai pode ser uma forma de pressionar Daniel Vorcaro a fazer uma delação premiada.
“Tal situação parece destoar da lógica de isonomia e proporcionalidade, o que recomenda a substituição da prisão por medidas alternativas”, disse Gilmar Mendes.
“Tem sido amplamente noticiada a possibilidade de acordo de delação premiada de Daniel Vorcaro. Evidentemente, não cabe a esta Turma antecipar qualquer juízo acerca de tratativas […]. A mera perspectiva de eventual acordo desse natureza serve para recordar: quanto maior a relevância atribuída ao depoimento do delator, mais rigoroso deve ser o controle judicial sobre a legalidade e voluntariedade do eventual acordo”, ponderou Gilmar.
O ministro traçou um paralelo entre as investigações do Caso Master e as investigações da antiga Operação Lava Jato.
Após o voto de Gilmar, Mendonça detalhou os motivos que o levaram a decretar as prisões preventivas em maio. Ele disse que tanto Henrique como Felipe Vorcaro continuaram a praticar crimes, como mostrariam mensagens trocadas em abril deste ano.
“Ele [Henrique Vorcaro] não foi preso porque era o pai [do banqueiro]. Ele foi preso porque ele praticava crimes, e estava continuando praticando crimes”, rebateu Mendonça.
As prisões
Felipe foi preso em 7 de maio por decisão do Supremo no âmbito da “Operação Compliance Zero”. Ele é apontado pela Polícia Federal como peça central do núcleo financeiro-operacional investigado.
Já Henrique Moura Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no mês passado suspeito de integrar o chamado “núcleo violento” do grupo e de atuar como operador financeiro.
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro
Reprodução
Segundo os investigadores, o pai de Vorcaro seria responsável por demandar serviços e realizar pagamentos a estruturas conhecidas como “A Turma” e “Os Meninos”, usadas para intimidar pessoas, obter dados sigilosos e invadir sistemas.
De acordo com decisão judicial, Henrique também teria mantido repasses — em um caso citado, de cerca de R$ 400 mil — e acionado integrantes desses grupos para obter informações sobre investigações, mesmo após o avanço da operação.
🔎A Operação Compliance Zero é uma investigação da Polícia Federal que apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, com foco em operações do Banco Master. Segundo os investigadores, o grupo é suspeito de emitir títulos de crédito sem lastro e prometer rentabilidade fora dos padrões de mercado, em um esquema que pode ter movimentado bilhões de reais.
Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, apontado como um dos envolvidos no esquema do Banco Master.
Reprodução/Redes Sociais
Leia a nota da defesa de Felipe Vorcaro:
“A defesa de Felipe Vorcaro, que desde o início refuta de forma categórica quaisquer ilações acerca de supostas práticas ilícitas relacionadas ao Banco Master, informa que a verdade dos fatos já se encontra devidamente documentada nos autos do processo judicial, cujo sigilo foi levantado na presente data.
Com a publicidade dos autos, tornou-se possível o acesso à petição apresentada pelo BTG, na qual a instituição financeira presta esclarecimentos sobre a regularidade e a licitude das operações que foram apontadas como supostamente ilícitas na investigação. Os documentos apresentados demonstram que tais operações foram submetidas a auditorias independentes, além de estarem amparadas por extensa documentação comprobatória.
Entre os elementos constantes dos autos, destacam-se registros e fotografias das diversas usinas solares efetivamente construídas pelo grupo empresarial em diferentes regiões do país, empreendimentos que atualmente geram energia para milhares de consumidores brasileiros.
Importa ressaltar que os esclarecimentos prestados pelo BTG foram protocolados após a decisão monocrática que converteu a prisão temporária em preventiva, razão pela qual não foram apreciados quando da prolação daquela decisão. Apesar da relevância e do potencial impacto dessas informações para o completo esclarecimento dos fatos, tais elementos só foram considerados no julgamento realizado na data de hoje pelo Em. Min. Gilmar Mendes.”


Fonte:

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