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Volta à Câmara projeto que prevê avaliação anual de saúde da mulher pelo SUS

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (6) um projeto de lei que prevê a avaliação completa da saúde da mulher pelo Sistema Único de Saúde – SUS. O projeto (PL 1.799/2023) tem o objetivo de ampliar a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças que mais acometem a população feminina.
Na prática, a proposta determina que o SUS organize rotinas de atendimento que incluam exames e acompanhamento periódico, considerando fatores como idade, condição socioeconômica, etnia, local de residência e eventual deficiência, entre outros fatores.
O texto estabelece que toda mulher tem direito de realizar, nos serviços públicos de saúde, a avaliação médica completa ao menos uma vez ao ano.
A autora do projeto é a deputada federal Nely Aquino (Podemos-MG).
No Senado, a matéria foi analisada em dois colegiados: a Comissão de Direitos Humanos (CDH) e a Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Em ambas, a proposta recebeu parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP).
Como o texto foi alterado durante sua tramitação no Senado, a matéria retornará à Câmara dos Deputados para nova análise.
Campanhas
O projeto também prevê campanhas públicas de conscientização, com ações sobre orientações para atividades físicas, alimentação, saúde mental, vacinação e exames preventivos.
A intenção, segundo a autora da proposta, é reforçar o cuidado contínuo — o que inclui exames preventivos e diagnósticos precoces — e reduzir os casos de doenças que são detectadas somente quando já estão em estágio avançado.


Fonte: Senado Federal

Confúcio Moura alerta para alto endividamento das famílias brasileiras

O senador Confúcio Moura (MDB-RO), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (6), chamou a atenção para o crescimento do endividamento das famílias brasileiras e os desafios estruturais relacionados ao uso do crédito no país. Ele citou o lançamento recente de programa de renegociação de dívidas pelo governo federal — Desenrola 2.0 — e destacou que a medida ocorre em um contexto de elevado comprometimento da renda das famílias. 
— O crédito deixou de ser uma ferramenta eventual e passou a funcionar em muitos lares como complemento de renda. Quando isso acontece, deixamos de ter um problema individual e passamos a enfrentar um problema estrutural, e esse cenário tem consequências claras. Hoje, cerca de 30% da renda das famílias já está comprometida com dívidas, antes mesmo de começar o mês. E a inadimplência permanece elevada, próxima de 30%, revelando a dificuldade real para sair do ciclo do endividamento — afirmou
O senador ressaltou que o avanço da inclusão bancária e das ferramentas digitais, como o uso de aplicativos e meios de pagamento instantâneo, trouxe facilidades, mas também evidenciou a falta de preparo da população para lidar com o sistema financeiro. Segundo ele, o crescimento do crédito acima da renda tem ampliado o comprometimento financeiro das famílias e impactado a economia.
— Os programas de renegociação são importantes, como esse lançado ontem. Medidas de alívio têm seu valor, mas é preciso reconhecer: estamos tratando o sintoma, enquanto a causa permanece intacta. Sem educação financeira, o problema não desaparece; ele apenas retorna. E retorna, muitas vezes, mais pesado. E esse não é um problema isolado. Ele atinge o comércio, desacelera a economia, aprofunda desigualdades e compromete o futuro de milhares de famílias.


Fonte: Senado Federal

Lucas Barreto propõe apoio a estados impactados pela exploração de petróleo

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (6), o senador Lucas Barreto (PSD-AP) abordou a retomada, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do julgamento sobre a redistribuição dos royalties do petróleo. A Corte analisa a constitucionalidade da Lei 12.734/2012, que ampliou a participação de estados não produtores, diminuindo a fatia dos produtores, como Espírito Santo e Rio de Janeiro.
O parlamentar declarou ser favorável à mudança, mas com ressalvas quanto à forma de implementação. Segundo ele, é possível ampliar a participação de estados e municípios sem desconsiderar a relevância econômica e operacional dos entes produtores. O senador defendeu um modelo que promova maior equilíbrio federativo e redução das desigualdades regionais.
— Os royalties do petróleo e outros obtidos da exploração de minerais estratégicos devem ser compreendidos como instrumentos de desenvolvimento nacional, preservando o tratamento diferenciado aos estados produtores, mas também permitindo que regiões historicamente menos favorecidas possam participar dos benefícios gerados pela exploração de riquezas pertencentes à União — disse.
Lucas Barreto informou que prepara um projeto de lei para criar mecanismos de apoio antecipado a estados e municípios que enfrentam impactos antes mesmo da exploração efetiva de petróleo, especialmente na região da Margem Equatorial. Segundo ele, municípios do Amapá já registram aumento populacional e pressão sobre serviços públicos, o que exige planejamento e suporte institucional.
— O que buscamos é equilíbrio federativo, planejamento regional e justiça social distributiva. Não é razoável que os estados em processo acelerado de transformação econômica e social enfrentem isoladamente os custos da expansão populacional urbana e administrativa sem qualquer instrumento prévio de compensação ou apoio federativo pela União. O petróleo da Petrobras nunca gerou tanto lucro ao Brasil quanto agora.


Fonte: Senado Federal

Investigadores vão cruzar delação de Vorcaro com provas colhidas no celular dele

Os investigadores da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR) vão cruzar as informações da proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro com as provas já colhidas no celular do banqueiro e em outras frentes de apuração da Operação Compliance Zero, para verificar se ele apresentou fatos novos em seu relato.
Esse vai ser o primeiro passo a ser tomado após a entrega da proposta de delação. Ainda não foram colocados na mesa assuntos como tempo de pena ou valores de ressarcimento. A defesa do banqueiro entregou aos investigadores um documento contendo um conjunto de temas a serem abordados na delação premiada, os chamados “anexos”.
Cada um dos anexos trata de um fato diferente e apresenta um relato resumido do que Daniel Vorcaro tem a dizer sobre o assunto, acompanhado da descrição de possíveis meios de prova. O conteúdo do material está sob sigilo.
Esses fatos serão cruzados com todo o conjunto de provas já obtido na Operação Compliance Zero, para verificar se as informações são inéditas e justificam uma colaboração premiada. Não há um prazo para que esse trabalho termine, mas os investigadores vão dar prioridade a essa análise e não querem que o processo demore excessivamente.
Foi com base no celular de Vorcaro que a PF deflagrou as duas últimas fases da Operação Compliance Zero, resultando na segunda prisão do banqueiro e na prisão do ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.
Os diálogos mostraram, por exemplo, que Vorcaro usava uma espécie de milícia armada para ameaçar adversários, tinha meios de invadir sistemas de órgãos de investigação e acertou o pagamento de R$ 146 milhões em imóveis para Paulo Henrique Costa.
Nesse estágio, a proposta de delação ainda não é acompanhada de documentos de corroboração nem envolve discussão sobre tempo de pena ou valores de ressarcimento.
Ao final dessa primeira análise, a PF e a PGR irão responder se têm interesse em um acordo de colaboração premiada do dono do Banco Master ou se rejeitam o acordo.
Caso os investigadores considerem que os fatos são realmente inéditos e decidam dar prosseguimento à delação, a mesa de negociação será aberta para tratar dessas cláusulas do acordo.
Depois que os dois lados chegarem a um consenso, os investigadores irão tomar os depoimentos de Vorcaro sobre cada um dos anexos. Além disso, sua defesa deve entregar documentos e provas de corroboração.
Com tudo isso alinhado, o acordo de colaboração premiada pode ser assinado e enviado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a quem cabe dar a chancela jurídica ao documento. O acordo só surte efeitos e tem validade após a homologação do ministro.
Vorcaro está preso desde o início de março e foi transferido pela Polícia Federal no dia 23 do mesmo mês.


Fonte: Jovem Pan

Justiça israelense rejeita libertar ativista brasileiro Thiago Ávila

Um tribunal confirmou nesta quarta-feira (6), em apelação, a prorrogação até domingo da prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abu Keshek, detidos pelas forças israelenses quando participavam de uma flotilha rumo a Gaza, informou sua advogada.
Após serem detidos na quinta-feira em frente à costa da ilha grega de Creta, Ávila e Abu Keshek foram levados para Israel para interrogatório, enquanto os demais ativistas foram transferidos para uma ilha grega e libertados.
Um tribunal israelense prorrogou na terça-feira a detenção dos dois até domingo para permitir que a polícia tivesse mais tempo para interrogá-los, segundo seus advogados, que apresentaram recurso, rejeitado nesta quarta-feira.
“O tribunal de Beerseba rejeitou nossa apelação e aceitou todos os argumentos que o Estado e a polícia apresentaram à corte, mantendo a decisão anterior”, declarou à AFP a advogada Hadeel Abu Salih.
Ávila e Abu Keshek, com algemas nos tornozelos, compareceram pessoalmente à audiência do recurso nesta quarta-feira, informou um jornalista da AFP no local.
O brasileiro parecia tranquilo, mas Abu Keshek apresentava sinais de esgotamento e estava sentado com as mãos entrelaçadas sobre o colo.
A ONG israelense Adalah, que os representa, classificou a detenção como ilegal e denunciou que eles sofreram maus-tratos contínuos durante a prisão.
Nenhum dos dois foi formalmente acusado, mas Israel os acusa de ter vínculos com o movimento palestino Hamas e de manter ligação com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), grupo que os Estados Unidos acusam de atuar “clandestinamente” em nome da organização islamista.
A Adalah afirmou que as autoridades os acusam de “ajudar o inimigo em tempo de guerra” e de “pertencer a uma organização terrorista e prestar serviços a ela”.
A advogada Abu Salih afirmou que se trata de “uma prisão ilegal ocorrida em águas internacionais, onde os ativistas foram sequestrados por um navio israelense sem qualquer autoridade”.
A defensora também afirmou ser preocupante que o sistema legal dê sinal verde “às forças israelenses para continuar realizando prisões ilegais de uma maneira que também lhes daria legitimidade para voltar a fazê-lo e sequestrar cidadãos estrangeiros”.
Segundo a Adalah – que significa justiça em árabe –, eles estão em “isolamento total, submetidos a iluminação intensa 24 horas por dia, sete dias por semana” em suas celas e permaneciam vendados sempre que eram transferidos, inclusive durante exames médicos.
As autoridades israelenses negam essas acusações.
Brasil, Espanha e a ONU pediram sua libertação imediata.
O porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan, pediu nesta quarta-feira sua libertação “imediata e incondicional”.
A flotilha havia partido da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense a Gaza e entregar ajuda humanitária ao território palestino devastado pela guerra.
Israel controla todos os pontos de entrada em Gaza, que permanece sob bloqueio desde 2007.

Entenda o caso
Cerca de 175 ativistas da flotilha que partiu da Europa foram detidos ao tentar romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza e levar ajuda humanitária ao território palestino devastado
Tanto o brasileiro, quanto Saif Abu Keshek foram capturados a bordo da flotilha Global Sumud; no domingo (3), Tel Aviv havia prolongado a detenção até esta terça (5)
Segundo a Organização das Nações Unidas, os ativistas da Flotilha Global Sumud foram detidos em águas internacionais e levados a Israel, onde permanecem retidos sem acusações. 


Fonte: Jovem Pan

Aeroporto de Guarulhos lidera o ranking de mais movimentado da América Latina; veja lista

O Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e do Caribe (ACI-LAC) divulgou nesta quarta-feira (6) que em 2025 o Aeroporto Internacional de São Paulo (Guarulhos) foi o mais movimentado da região com um registro do fluxo de passageiros superior a 47,1 milhões.
Em seguida, vieram o Aeroporto El Dorado (Bogotá, Colômbia), com mais de 45,4 milhões de passageiros, e o Aeroporto Internacional da Cidade do México (Cidade do México, México), com mais de 44,6 milhões.
Além de Guarulhos, o ACI-LAC informou a lista dos 10 aeroportos mais movimentados da região em 2025. Os dados usados foram em termos de total de passageiros, passageiros internacionais, carga aérea e movimentos de aeronaves. O número total de passageiros ultrapassou 790 milhões, representando um aumento de 3,8% no tráfego aéreo em comparação com o ano anterior.
O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, registrou um aumento de 23,5% no tráfego aéreo entre 2024 e 2025, atingindo 17,9 milhões de passageiros em 2025, o maior aumento entre todos os aeroportos avaliados.
“Os resultados de 2025 demonstram a força dos principais aeroportos da região. Guarulhos, El Dorado e Benito Juárez consolidaram sua posição como ‘hubs’ estratégicos, impulsionados pela conectividade internacional e pela recuperação da demanda doméstica. O crescimento significativo do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ilustra como os investimentos em infraestrutura e a promoção do turismo podem transformar o desempenho de um terminal”, disse Rafael Echevarne, diretor geral da ACI-LAC.
Veja a lista completa liberada pelo (ACI-LAC):

Guarulhos: 47,1 milhões de passageiros;
El Dorado (Bogotá): 45,4 milhões;
Cidade do México: 44,6 milhões;
Cancun: 29,4 milhões;
Santiago: 25,9 milhões;
Jorge Chavez (Lima): 25,4 milhões;
Congonhas (São Paulo): 24,4 milhões;
Tocumen (Cidade do Panamá): 20,9 milhões;
Guadalajara: 18,7 milhões;
Galeão (Rio de Janeiro): 17,9 milhões de passageiros, marca a maior alta com 23,5%.


Fonte: Jovem Pan

200 anos do primeiro Senado


Fonte: Senado Federal

Nelsinho Trad cobra solução para falta de vacinas contra o carbúnculo

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (6), o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) cobrou providências diante da falta de vacinas contra o carbúnculo — também conhecido como antraz. Ele ressaltou que a situação preocupa produtores rurais, especialmente em Mato Grosso do Sul.
Causada pela bactéria Bacillus anthracis, o carbúnculo é uma doença infecciosa que pode ser fatal tanto para os rebanhos (de bois, ovelhas e cabras, por exemplo) quanto para seres humanos.

Nelsinho afirmou que produtores rurais de Mato Grosso do Sul relatam dificuldades para encontrar a vacina — e até suspeitam, segundo ele, que fabricantes estariam retendo o produto devido ao baixo preço no mercado. O senador informou ter procurado o Ministério da Agricultura para tratar do assunto, e  que um representante da pasta reconheceu o problema da falta da vacina.
— A gente precisa saber exatamente o que está acontecendo e evitar que uma situação como essa possa se espalhar por rebanhos Brasil afora. O próprio ministério disse que está atento à questão e que iria tomar as providências necessárias.
No mesmo discurso, Nelsinho comentou o caso envolvendo o senador Magno Malta (PL-ES) durante atendimento hospitalar. Nelsinho, que também é médico, observou que procedimentos com contraste podem apresentar riscos. Ele defendeu cautela na análise da situação, considerando tanto o paciente quanto o profissional envolvido.
— Nós não podemos deixar de dizer que existe uma profissional envolvida nessa questão que merece a atenção de ser ouvida, no sentido de não deixá-la abandonada à própria sorte, até porque a gente sabe que os enfermeiros, os auxiliares de enfermagem e os técnicos de enfermagem são devidamente treinados para fazer procedimentos, mas que esses procedimentos, muitas vezes, têm um percentual de insucesso, de complicação.


Fonte: Senado Federal

Plenário aprova homenagens à Unicamp e ao Teste do Pezinho

O Plenário do Senado acatou, nesta quarta-feira (6), requerimentos da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) para a realização de sessões especiais destinadas a homenagear os 50 anos do Teste do Pezinho e os 60 anos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). As homenagens serão agendadas pela Secretaria-Geral da Mesa (SGM).
O RQS 343/2026 prevê celebração dos 60 anos da Unicamp, fundada em 5 de outubro de 1966. Mara Gabrilli afirma que a universidade já tem “forte tradição no ensino, na pesquisa e nas relações com a sociedade”.
“Ao longo de sua trajetória, a Unicamp tem se destacado pela excelência acadêmica, pela produção científica de alto impacto e pela formação de profissionais altamente qualificados em diversas áreas do conhecimento. Sua contribuição é reconhecida tanto no cenário nacional quanto internacional, sendo frequentemente posicionada entre as melhores universidades do mundo”, afirma Mara no requerimento. 
Além disso, a senadora afirma que a Unicamp tem papel fundamental na promoção da inovação, no fortalecimento da indústria nacional e na formulação de políticas públicas, “contribuindo diretamente para o desenvolvimento sustentável e para a redução das desigualdades sociais”.
Teste do Pezinho
Já o RQS 342/2026, também assinado por Mara Gabrilli com apoio de outros senadores, tem como objeto a comemoração dos 50 anos do chamado Teste do Pezinho e os 65 anos do Instituto Jô Clemente, entidade voltada para a promoção da autonomia de pessoas com deficiência intelectual, transtorno do espectro autista e doenças raras.
“Instituído no Brasil em 1976, o Teste do Pezinho transformou-se em uma das mais importantes estratégias de triagem neonatal do mundo, permitindo a identificação precoce de doenças metabólicas e genéticas que, se diagnosticadas a tempo, possibilitam intervenções capazes de evitar comprometimentos graves, reduzir a mortalidade infantil e melhorar significativamente a qualidade de vida das crianças e de suas famílias. Ao longo das últimas décadas, sua expansão e qualificação representaram um marco civilizatório da política pública de saúde”, argumenta Mara.


Fonte: Senado Federal

Projeto sobre conscientização para o transtorno borderline volta à Câmara

O Transtorno de Personalidade Borderline será lembrado com ações de conscientização no mês de maio, de acordo com projeto aprovado nesta quarta-feira (6) no Plenário do Senado. O PL 2.480/2021, do deputado Felipe Carreras (PSB-PE), foi aprovado na forma do parecer da senadora Teresa Leitão (PT-PE) e retorna à análise da Câmara dos Deputados.
No Mês de Conscientização sobre o Transtorno de Personalidade Borderline, serão desenvolvidas ações de comunicação e de psicoeducação para esclarecer a população. As ações terão ênfase nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e nas escolas de educação básica, sob responsabilidade do Ministério da Saúde em parceria com universidades, institutos de pesquisa e secretarias municipais de saúde.
O Transtorno de Personalidade Borderline é descrito como um padrão generalizado de instabilidade na regulação do afeto, da autoimagem, dos impulsos e dos relacionamentos interpressoais. Os pacientes apresentam elevado grau de desregulacão emocional e comportamentos disfuncionais, incluindo uso de álcool em excesso e de drogas ilícitas, sexo desprotegido, direção perigosa e compulsão alimentar. O transtorno afeta cerca de 6% da população em geral e representa um quinto dos pacientes de hospitais psiquiátricos.
Para Teresa Leitão em seu relatório, “evidencia-se a pertinência de iniciativas normativas e institucionais voltadas ao reconhecimento da relevância sanitária e social do transtorno de personalidade borderline, bem como ao incentivo de medidas de informação, prevenção e assistência especializada”.
Na tramitação do projeto na Comissão de Educação, o relatório acolheu duas alterações, apresentadas como emendas de redação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, porém, entendeu que uma das emendas altera o mérito da proposição. Por isso as modificações feitas no Senado vão à análise da Câmara.


Fonte: Senado Federal