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Suspeito de feminicídio de modelo é encontrado morto em cela no Rio

O homem preso em flagrante sob suspeita de feminicídio de Ana Luiza Mateus Souza, de 30 anos, foi encontrado morto na cela onde estava detido, na noite desta quarta-feira (22), no Rio de Janeiro. O suspeito, Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, também tinha 30 anos.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte da modelo e influenciadora, encontrada pela manhã após cair de um prédio na Barra da Tijuca, na zona oeste da capital. A vítima era Miss Bahia e representava o estado no concurso Miss Cosmo Brasil deste ano.
Em nota, a corporação informou que “segue adotando todas as medidas necessárias para o completo esclarecimento dos fatos”.
O caso foi registrado como feminicídio e é apurado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). Segundo a Polícia Militar, agentes foram acionados para uma ocorrência de violência doméstica em um condomínio na Avenida Lúcio Costa. De acordo com informações iniciais colhidas com testemunhas, o casal teria brigado na noite de terça. Por volta das 5h, vizinhos e funcionários teriam ouvido um barulho que seria o da queda.
“O principal suspeito é o companheiro da vítima. Ele foi preso e conduzido à Delegacia de Homicídios”, informou a PM.
Já a Polícia Civil afirmou que a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga a morte de Ana Luiza Mateus Souza. “Um homem foi conduzido à delegacia e preso em flagrante por feminicídio. Diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias do crime.”
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Renato Martins, uma série de relatos de testemunhas indica que o namorado da modelo foi o autor do crime. “Havia entre eles uma relação muito abusiva, com uma discussão acalorada há alguns dias. Nesta madrugada, houve uma espécie de guerra entre eles, que foi ouvida por vizinhos e funcionários do condomínio“, afirmou o delegado, em entrevista à TV Globo.
“Além disso, há mensagens trocadas entre a vítima e parentes, amigos e o próprio autor do fato. Todos esses elementos convergem para o entendimento de que o autor é partícipe dessa ação criminosa, desse feminicídio praticado contra essa jovem”, acrescentou. Segundo Martins, o suspeito ainda teria alterado a cena do crime e confessado que empurrou Ana Luiza.
“Ele, primeiro, alterou a cena do crime. Segundo relatos, tentou sair pela porta dos fundos, aparece chorando, mas mexendo no corpo. Isso não pode ser feito. É uma violação da prova processual”, disse. “Ele tinha um ciúme doentio dela, seja pela beleza, pelas boas relações ou pelas amizades e, por conta disso, acaba dizendo que é culpado”.
O CEO do Miss Cosmo Brasil, Fabrício Granito, lamentou a morte de Ana Luiza e disse que a organização do evento recebeu a informação com “tristeza e consternação”.
Granito descreveu a modelo como uma jovem em ascensão, “que construía, com esforço e talento, sua trajetória no universo miss”. Ele afirmou ainda que o caso “convoca a uma reflexão urgente sobre a violência contra a mulher no Brasil”.
“O feminicídio não pode ser tratado como estatística ou rotina. É uma realidade que precisa ser enfrentada com seriedade, compromisso e ação coletiva”, afirmou.
*Com informações do Estadão Conteúdo 
 


Fonte: Jovem Pan

Contestado, Félix fez defesas milagrosas na Copa de 1970

Depois do apito final do árbitro no Estádio Azteca, na Cidade do México, Félix chorava sem parar e se recusava a entregar a camisa dele aos torcedores. Horas mais tarde, o goleiro ficou ainda mais emocionado ao falar com uma das filhas pelo telefone. O jogador, agora tricampeão do mundo, era um heroi nacional. Apelidado de “papel”, ele superou às críticas e mostrou que tinha condições de ser o titular na Copa. Naquele inesquecível 21 de junho de 1970, o Brasil venceu a Itália por 4 a 1, gols de Pelé, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres.
Félix Mielli Venerando (1937-2012) era o mais velho daquela seleção. Com 1,78 m de altura e 68 quilos, ele teve de brigar pela posição com Ado, do Corinthians. Contestado e muitas vezes execrado pela imprensa e pela torcida, fechou o gol brasileiro no duelo contra a Inglaterra, pela segunda rodada da fase de grupos. Depois de um cruzamento da direita, Francis Lee cabeceou à queima-roupa e o goleiro fez uma boa defesa, em dois tempos. Mas o jogador inglês, na expectativa de pegar o rebote, que não houve, chutou o rosto do brasileiro: foi uma agressão covarde. Félix também operou uma defesa milagrosa na semifinal, diante do Uruguai, em Guadalajara, depois de uma cabeçada à queima roupa de Cubilla.
O camisa 1 da seleção tinha o respeito dos companheiros e do treinador brasileiro. No livro Lições da Copa, escrito por Mário Jorge Lobo Zagallo, o técnico do tricampeonato exaltou Félix: “(…) O Félix, não houve quem deixasse de ver isto, fez defesa sensacionais, impressionantes, magistrais! Algumas pareceram até milagres. Um gol ou outro, em que se convertessem quaisquer daquelas suas defesas inconcebíveis, talvez nos fizesse subir ao Calvário. Em certos momentos psicologicamente decisivos, quando o placar pendia para nós com uma diferença mínima, como no prélio contra o Uruguai, a presença de Félix foi como um suporte inquebrantável. (…) Tinha moral, tinha experiência, tinha presença e tinha jogo. (…).” Félix vestiu as camisas do Juventus, da Portuguesa de Desportos e do Fluminense. Ele merece estar na galeria de honra do futebol nacional. 
 


Fonte: Jovem Pan

BYD registra crescimento de 73% no 1º trimestre no Brasil

A BYD cresceu 73% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, consolidando sua trajetória de protagonismo na eletrificação do mercado brasileiro. Nos três primeiros meses do ano, foram 37.637 veículos emplacados, frente a 21.672 no mesmo período de 2025 — um avanço de quase 16 mil unidades.
A greentech também bateu recorde de vendas mensais, com 16.406 unidades emplacadas em março em todo o Brasil, entre automóveis e comerciais leves. O resultado supera o recorde anterior, de dezembro de 2025, quando foram 15.659 unidades.
O BYD Dolphin Mini, carro mais vendido do país, liderou pelo segundo mês consecutivo o ranking de emplacamentos no Brasil. No primeiro trimestre, o modelo também foi o mais vendido da marca no varejo.

Vendas em março
A BYD manteve a segunda posição pelo quarto mês consecutivo no ranking de veículos de passeio no varejo, com 13.571 unidades emplacadas e 12,9% de participação de mercado.
Considerando também as vendas diretas, a empresa ocupa a quinta colocação, com 16.271 veículos e 7,9% de participação de mercado — crescimento de quase 105% em relação ao mesmo período de 2025.
Para Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil e head de marketing e comercial da BYD Auto, os resultados refletem o compromisso de longo prazo da empresa com a transformação da mobilidade no país. “Esse desempenho não seria possível sem um plano estruturado no mercado brasileiro, baseado em investimento, inovação e proximidade com o consumidor”, afirma.
O executivo também destaca o papel da inauguração da unidade industrial em Camaçari (BA) no desempenho da marca. “Foi um marco fundamental, ao ampliar nossa capacidade produtiva e permitir maior agilidade para atender à crescente demanda por veículos eletrificados”, completa.
BYD lidera com Dolphin Mini
Pelo segundo mês consecutivo, o BYD Dolphin Mini liderou as vendas no varejo brasileiro. Em março, foram mais de 6.077 unidades emplacadas, consolidando o modelo como o carro mais vendido do ano no varejo, com 12.111 unidades novas em circulação.
O modelo já havia feito história em fevereiro ao se tornar o primeiro carro elétrico a liderar o ranking mensal de vendas no varejo, indicando uma transformação estrutural no mercado automotivo brasileiro.
O desempenho do modelo impulsionou as vendas da marca e contribuiu para o recorde histórico de março, com mais de 16 mil veículos emplacados — um indicativo da crescente adesão do consumidor brasileiro à eletrificação.
O presidente da BYD no Brasil, Tyler Li, afirma que o avanço reflete uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro, que passa a enxergar a eletrificação como uma alternativa viável, eficiente e sustentável.
“Nosso foco é expandir a presença da BYD no país, com aumento da capacidade produtiva local e ampliação do portfólio. Atuamos como protagonistas dessa transformação e seguiremos crescendo de forma consistente”, afirma.
Presença em todo o país
Em março, a BYD liderou as vendas em diversas cidades brasileiras, com destaque para Salvador, São Luís, Maceió, Recife, Fortaleza, Natal e Brasília.
Em São Paulo e Rio de Janeiro, maiores mercados consumidores do país, a empresa ficou na segunda colocação.
A performance comercial é sustentada pela expansão da rede de concessionárias. Atualmente, a BYD conta com 211 unidades em operação em todo o país, com presença em todas as capitais e principais cidades brasileiras.


Fonte: Jovem Pan

Marketing sem empatia compromete resultado e enfraquece marcas na era da IA

O avanço da inteligência artificial trouxe eficiência e escala para o marketing, mas também recolocou uma decisão no centro da atividade: até onde automatizar sem comprometer a qualidade das escolhas.
Nunca foi tão simples produzir conteúdo, testar abordagens e distribuir mensagens em larga escala. Na prática, isso já se reflete no dia a dia das empresas: campanhas mais frequentes, maior presença digital e ciclos de decisão mais curtos. Ao mesmo tempo, cresce a dificuldade de manter consistência, relevância e diferenciação em meio a um volume cada vez maior de comunicação.
O ponto crucial está no uso da tecnologia. Ao delegar para sistemas automatizados decisões que exigem interpretação de contexto, muitas empresas começam a transferir o próprio critério de marketing para ferramentas que operam por padrão, histórico e probabilidade.
Essa substituição não é neutra. Trata-se de um risco institucional. Quando o processo decisório se apoia exclusivamente em métricas de curto prazo, a comunicação tende a perder coerência ao longo do tempo. Campanhas passam a seguir lógicas diferentes entre si, mensagens deixam de conversar entre canais e a marca começa a emitir sinais contraditórios para o público.
Na prática, isso já é percebido em operações com alto volume de mídia e conteúdo. Uma mesma empresa pode adotar discursos distintos em campanhas simultâneas, sem uma linha clara de posicionamento. O resultado aparece na ponta: presença constante, mas com menor capacidade de influenciar percepção e sustentar uma narrativa consistente.
O impacto não é imediato, mas se acumula. E, quando se torna evidente, costuma exigir mais esforço e investimento para ser revertido. Nesse cenário, a autenticidade deixa de ser um diferencial subjetivo e se consolida como item competitivo. Em mercados com produtos e preços semelhantes, a forma como a marca se posiciona e sustenta esse posicionamento ao longo do tempo passa a ser determinante.
Um exemplo recorrente está na comunicação digital de empresas que operam com alto volume de campanhas. Sem um direcionamento claro, cada ação passa a seguir apenas o critério de performance momentânea. O resultado é uma presença fragmentada, que pode até gerar resposta pontual, mas não constrói reconhecimento consistente.
Consumidores identificam rapidamente esse tipo de abordagem. Quando percebem falta de coerência ou excesso de padronização, tendem a reduzir o nível de atenção. A relação deixa de evoluir, mesmo que a empresa mantenha investimento em mídia e presença constante.
Para Gustavo Teixeira Ignácio, especialista em alavancagem tecnológica de negócios, o desafio está na forma como as empresas estão distribuindo responsabilidades entre pessoas e tecnologia. “A inteligência artificial ampliou a capacidade de execução e análise, mas não substitui a leitura de contexto.
Quando a empresa transfere decisões estratégicas para a automação, ela pode até ganhar velocidade, mas perde capacidade de conexão com o público. E sem conexão, o resultado não se sustenta”, afirma.
A pressão por performance imediata contribui para esse movimento. Indicadores como cliques, leads e conversões são essenciais, mas não substituem a construção de percepção e reputação. Sem esse equilíbrio, a operação tende a se tornar eficiente no curto prazo e frágil no médio.
Esse cenário também redefine o perfil profissional demandado pelo mercado. Não basta dominar ferramentas. É necessário interpretar dados, entender comportamento e tomar decisões com base em contexto.
O profissional mais valorizado deixa de ser o executor de campanhas e passa a ser o responsável por traduzir informação em estratégia. Alguém capaz de integrar tecnologia, posicionamento e resultado sem abrir mão de consistência.
Hoje, um dos principais equívocos na formação é o foco excessivo na operação de plataformas. Cursos e treinamentos priorizam funcionalidades e métricas, mas dedicam pouco espaço ao desenvolvimento de repertório, leitura de mercado e construção de pensamento estratégico.
Isso cria um descompasso. Empresas ganham operadores eficientes, mas carecem de profissionais capazes de sustentar decisões ao longo do tempo. Em um ambiente cada vez mais automatizado, essa capacidade se torna diferencial competitivo. “Importante lembrar que a inteligência artificial não elimina o papel humano no marketing. Ao contrário, torna mais evidente onde ele é indispensável”, conclui Ignácio.


Fonte: Jovem Pan

Ministro do STJ afastado por denúncia de assédio sexual mantém remuneração de R$ 100 mil

Ministro do STJ Marco Buzzi
Luiz Silveira/Agência CNJ
Afastado do cargo há dois meses após abertura de sindicância por denúncias de assédio sexual, o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), continua recebendo a mesma remuneração de quando estava em atividade, cerca de R$ 100 mil líquidos, o que contraria decisão de 2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O CNJ determinou a suspensão do pagamento de verbas de natureza indenizatória, temporária ou extraordinária a magistrados afastados no curso de processos administrativos disciplinares ou sindicâncias, como no caso de Buzzi, que está afastado desde 10 de fevereiro.
Com base nas conclusões da sindicância, o STJ decidiu abrir Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o magistrado, e o ministro do STF Nunes Marques determinou a abertura de inquérito para investigar a conduta do ministro do STJ.
A defesa do magistrado tem dito, em manifestações enviadas à imprensa, que Buzzi “não cometeu qualquer ato impróprio ao longo de sua trajetória”. E que as alegações apresentadas contra o ministro “carecem de provas concretas” (veja nota abaixo).
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Remuneração maior no mês em que foi afastado
Em valores brutos, sem considerar os descontos, o magistrado recebeu R$ 132 mil em fevereiro e quase R$ 127 mil em março, praticamente o mesmo montante pago em janeiro, quando ainda estava em atividade.
As quantias resultam da soma do salário fixo de R$ 44 mil, o subsídio, com adicionais registrados nos contracheques como “indenizações” e “vantagens pessoais”. Após os descontos de previdência, Imposto de Renda e do teto constitucional, o valor líquido foi de R$ 106 mil em fevereiro e R$ 100 mil em março, o mesmo patamar de janeiro.
Contracheque do ministro Marco Buzzi, disponível no site do STJ, referente ao mês de março de 2026.
Reprodução
A premissa do CNJ é que não se justifica indenizar gastos de quem não está no exercício efetivo das funções.
“O entendimento consolidado pelo Plenário reafirma que o afastamento cautelar justifica a interrupção do pagamento de verbas que não possuem natureza estritamente salarial, mantendo-se apenas o subsídio integral”, disse o CNJ em nota.
A regra, contudo, não foi aplicada pelo STJ. No contracheque mais recente de Buzzi, referente a março, constam R$ 66 mil em “indenizações”. Em fevereiro, mês em que foi afastado, o valor foi maior, de R$ 72 mil.
Questionado pelo g1, o tribunal informou que suspenderá os valores excedentes nos próximos contracheques. “O ministro receberá apenas a parcela remuneratória dos seus vencimentos, consoante o art. 15 da Resolução 135 do CNJ”, diz a nota do STJ.
O tribunal, no entanto, não informou quais indenizações e vantagens pessoais foram de fato recebidas por Buzzi nesses dois meses e por que esses itens seguiram sendo pagos após o afastamento do magistrado.
O contracheque não detalha a que se referem essas quantias. Segundo o portal da transparência do tribunal, indenização pode ser “auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, auxílio-saúde, auxílio-natalidade, auxílio-moradia, ajuda de custo, além de outras parcelas desta natureza”.
Tanto em março como em fevereiro, além do salário fixo, o magistrado recebeu R$ 16 mil de “vantagens pessoais”.
Contracheque referente ao mês de janeiro, antes de o magistrado ser afastado.
Reprodução
Essa quantia pode se referir a adicionais identificados pelo STJ como “vantagem pessoal nominalmente identificada, adicional por tempo de serviço, quintos, décimos e vantagens decorrentes de sentença judicial ou extensão administrativa e abono de permanência”.
O g1 procurou a defesa do magistrado, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Por decisão do STJ, o ministro está proibido de entrar nas dependências do tribunal. Uma jovem de 18 anos o acusou de assediá-la no início do ano em Balneário Camboriú (SC), onde ela passava férias com a família na casa do magistrado. Ele nega as acusações.
Suspensão de benefício deve ser analisada caso a caso, diz CNJ
Embora o CNJ confirme que sua decisão sobre suspender benefícios de magistrados afastados permaneça “plenamente válida e em vigor” desde outubro de 2024, há outros casos de juízes que seguem recebendo os chamados “penduricalhos”.
Também denunciado por assédio sexual, o juiz Orlan Donato Rocha, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), foi afastado em junho de 2024, mas continuou recebendo auxílio-alimentação por mais de um ano. O benefício foi mantido com anuência do CNJ.
Segundo informações da seção judiciária do Rio Grande do Norte, o Conselho respondeu a um requerimento do magistrado, em 27 de setembro de 2024, e se manifestou favorável à continuidade do pagamento do auxílio-alimentação mesmo com ele afastado.
A regra do CNJ sobre a suspensão dos benefícios para magistrados afastados começou a valer alguns dias depois dessa manifestação, em 8 de outubro de 2024. Mesmo assim, o juiz do TRF-5 seguiu recebendo até ser punido com aposentadoria compulsória, em dezembro de 2025.
Em nota, o CNJ disse que, atualmente, a suspensão de cada benefício deve ser analisada caso a caso, e que deve ser levado em consideração o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu critérios para o pagamento de “penduricalhos” aos magistrados e integrantes do Ministério Público.
Segundo a decisão de março, o STF considerou inconstitucionais, inclusive para magistrados que estão na ativa, benefícios como auxílio-moradia, auxílio-alimentação, auxílio-creche, entre outros. Esses pagamentos devem “cessar imediatamente”.
O Conselho informou que garante o cumprimento das próprias regras por meio de suas atribuições de controle administrativo, financeiro e fiscalizador sobre os tribunais, “assegurando que as folhas de pagamento das cortes sigam os precedentes fixados pelo colegiado”.
O que diz a defesa do ministro Marco Buzzi
A defesa do ministro Marco Buzzi repudia a campanha sistemática de acusações veiculadas na imprensa, marcada por vazamentos seletivos, distorções e ausência deliberada do direito básico de defesa.
Os reveses jurídicos pontuais desta fase inicial não alteram a realidade dos fatos: o ministro não cometeu qualquer ato impróprio ao longo de sua trajetória. As alegações apresentadas até o momento carecem de provas concretas.
Chama atenção que parte dessas narrativas tenha origem em advogada com interesses diretos em processos e decisões no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, o que agrava ainda mais a necessidade de cautela e responsabilidade na divulgação dessas informações.
É inaceitável que, sob o pretexto de uma causa relevante, se promova um verdadeiro linchamento moral, baseado em ilações, contra um magistrado com mais de quatro décadas de atuação irrepreensível e sem qualquer mácula em sua trajetória.
Maria Fernanda Ávila
Paulo Emílio Catta Preta
Nota do STJ
“O Processo Administrativo Disciplinar foi aberto pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça no dia 14 de abril.
Neste mês, o ministro receberá apenas a parcela remuneratória dos seus vencimentos, consoante o art. 15 da Resolução 135 do CNJ.
Ressalte-se que o magistrado já estava impedido de utilizar o seu local de trabalho e usufruir de veículo oficial e outras prerrogativas inerentes ao exercício da função, nos termos do §2º do art. 15 da referida Resolução.”


Fonte:

g1 > Política

Atlético-MG x Ceará: onde assistir ao vivo, horário e transmissão

Atlético-MG e Ceará se enfrentam nesta quinta-feira (23), às 19h, na Arena MRV, em partida válida pela quinta fase da Copa do Brasil.
O duelo marca o jogo de ida e coloca frente a frente duas equipes que buscam vantagem no confronto eliminatório.
Onde assistir Atlético-MG x Ceará ao vivo
A partida entre Atlético-MG e Ceará nesta quinta-feira (23), às 19h (de Brasília), terá transmissão ao vivo do SporTV (TV fechada) e do Premiere (pay-per-view).
 


Fonte: Jovem Pan

‘Taxa das blusinhas’ impede entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que a chamada “taxa das blusinhas” impediu a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados e ajudou a preservar mais de 135 mil empregos e quase R$ 20 bilhões na economia brasileira. Os dados constam de nota técnica elaborada pela entidade e divulgada nesta quarta-feira, 22.
O imposto de importação (II) de 20% sobre as compras internacionais de até US$ 50 está em vigor desde agosto de 2024, após pressão do varejo nacional, sendo parte do Programa Remessa Conforme, iniciativa da Receita Federal para regulamentar as compras feitas em plataformas de varejo internacionais. A alíquota foi criada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois de ser aprovada pelo Congresso Nacional. Nas últimas semanas, alas do governo passaram a defender a sua derrubada, principalmente pela impopularidade da medida em um ano eleitoral.
No fim de semana, o vice-presidente da República e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Geraldo Alckmin, disse que esse assunto foi “uma decisão do Congresso Nacional” e que “não há ainda uma decisão sobre isso” por parte do governo.
Na nota técnica divulgada nesta quarta-feira, a CNI mostra que, em 2024, 179,1 milhões de remessas de produtos chegaram ao País por meio do Remessa Conforme. Em 2025, o número caiu para 159,6 milhões, retração de 10,9%. Segundo projeção da confederação, 205,9 milhões de pacotes entrariam no Brasil no ano passado sem a “taxa das blusinhas”, o que representaria 46,3 milhões de unidades a mais do que o registrado. Além disso, o valor médio das remessas que entraram no País pelo programa foi de R$ 96,88
Considerando a diferença entre o volume projetado pela CNI e o registrado, e o valor médio das remessas em 2025, calcula-se que o Imposto de Importação reduziu em R$ 4,5 bilhões o valor das compras no exterior, contribuindo para a manutenção de 135,8 mil empregos e de R$ 19,7 bilhões na economia brasileira. Por sua vez, a arrecadação federal com o tributo saltou de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025, primeiro ano completo de vigência da taxa.
“O objetivo principal da taxa das blusinhas não é tributar o consumidor, mas proteger a economia. Tornar a indústria brasileira competitiva é primordial para que nós possamos manter empregos e gerar renda. Ninguém aqui é contra as importações. Elas são bem-vindas, aumentam a competitividade, mas é preciso que entrem no Brasil em condições de igualdade”, afirma o superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra.
“O Remessa Conforme reduziu o desequilíbrio das condições de concorrência dos produtos nacionais com os importados e contribuiu para moderar o ritmo das importações que se beneficiavam do tratamento tributário desigual”, avalia Marcio Guerra.
Até agosto de 2024, as encomendas de até US$ 50 enviadas de pessoa física para pessoa física eram isentas do imposto de importação. A CNI entende que houve desvirtuamento da regra, com práticas como subfaturamento, adulteração de documentação fiscal, fracionamento de encomendas e o enquadramento de vendas realizadas por pessoas jurídicas como se fossem operações entre pessoas físicas se tornando comuns. Além disso, cita um ambiente de concorrência tributária assimétrica entre o setor produtivo nacional e as empresas estrangeiras.
As empresas nacionais alegam que bens produzidos no País permaneciam sujeitos à incidência de IPI, ICMS e PIS/Cofins, enquanto parte expressiva das mercadorias importadas de pequeno valor ingressavam sem o recolhimento integral de tributos.
Atualmente, as remessas de até US$ 50 estão sujeitas a 20% de imposto de importação (II), além do ICMS; para compras acima de US$ 50, a alíquota do II foi fixada em 60%, com dedução de US$ 20 no valor devido, mantendo-se igualmente a incidência de ICMS. A mudança marcou o abandono prático da alíquota zero de II, conhecida como de minimis.


Fonte: Jovem Pan

PF investiga aplicação irregular de R$ 13 milhões na previdência e cumpre mandados em Santo Antônio de Posse

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), uma operação para investigar possível má gestão de recursos da previdência dos servidores municipais de Santo Antônio de Posse (SP). A apuração começou após indícios de aplicação irregular de cerca de R$ 13 milhões.
Esta reportagem está em atualização.
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Fonte:

g1 > Política

Governo de SP abre Campanha do Agasalho 2026 e convoca novos pontos de coleta

Com o slogan “Doe com amor, faz bem fazer o bem”, o Governo de São Paulo iniciou a Campanha do Agasalho 2026, com foco de ampliar ainda mais o alcance das doações e garantir que os itens cheguem com agilidade às regiões com maior demanda, especialmente aquelas que enfrentam temperaturas mais baixas durante o inverno.
Órgãos públicos, empresas da iniciativa privada, comércios e condomínios interessados em se tornar pontos de arrecadação podem aderir à campanha mediante solicitação das caixas oficiais. São necessárias apenas informações básicas sobre as organizações, como local de entrega e responsáveis.
Os interessados que quiserem participar como pontos oficiais de arrecadação, podem solicitar as caixas da campanha preenchendo o formulário online.
Quem não puder ser um ponto de arrecadação, pode ajudar por meio de doação de itens que estejam em bom estados de conservação, como:

Roupas;
Cobertores;
Meias;
Toucas;
Cachecóis;
Calçados.

Além da arrecadação de itens, a campanha de 2026 também incentiva doações financeiras via PIX, oferecendo uma alternativa prática e rápida de contribuição por meio da chave [email protected].
 


Fonte: Jovem Pan

Quem é o maior artilheiro da seleção do Egito na história das Copas do Mundo?

A resposta exata para a pergunta sobre quem é o maior artilheiro da seleção do Egito na história das Copas do Mundo aponta para um empate histórico. O atacante Mohamed Salah e o pioneiro Abdelrahman Fawzi dividem o topo do ranking de artilharia, com dois gols marcados cada um. Enquanto Fawzi balançou as redes na primeira participação do país na competição, na década de 1930, Salah alcançou a marca exatamente 84 anos depois, consagrando-se como o grande rosto da geração atual.
O empate entre gerações e os feitos de 1934 e 2018
A trajetória da seleção egípcia nos mundiais é marcada por aparições pontuais, mas com momentos que entraram para os livros de estatísticas. Em 1934, o Egito se tornou a primeira nação africana e árabe a disputar uma Copa do Mundo. Foi nessa edição que Abdelrahman Fawzi fez história. Apesar da eliminação precoce no formato mata-mata, o atacante marcou dois gols em um intervalo de apenas quatro minutos durante a derrota por 4 a 2 contra a Hungria.
Foram precisos quase noventa anos para que outro egípcio igualasse a marca em mundiais. Retornando ao torneio na edição de 2018, na Rússia, o Egito depositou suas esperanças no talento de Mohamed Salah. Mesmo chegando à competição sem estar em sua melhor forma física — devido a uma lesão sofrida na final da Liga dos Campeões da Europa —, o astro do Liverpool anotou dois gols na fase de grupos. Salah deixou sua marca nas partidas contra os donos da casa e contra a Arábia Saudita, isolando-se ao lado de Fawzi no topo da estatística.
O ranking de goleadores egípcios em mundiais da Fifa
A seleção principal do Egito tem um histórico enxuto em Copas do Mundo. O país participou de apenas três edições até o momento (1934, 1990 e 2018) e contabiliza cinco gols oficiais marcados ao longo de toda a sua trajetória.
Abaixo, a lista completa de jogadores que já balançaram as redes pelo país no maior torneio de futebol do planeta:
1. Abdelrahman Fawzi (2 gols)
O lendário atacante marcou seus dois únicos gols em Copas na partida de estreia da seleção na edição de 1934, sediada na Itália. Os gols saíram no primeiro tempo do jogo contra a Hungria.
1. Mohamed Salah (2 gols)
O capitão e principal camisa 10 da seleção moderna marcou duas vezes na Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Ele converteu um pênalti contra a Rússia e abriu o placar com um toque encobrindo o goleiro contra a Arábia Saudita.
3. Magdi Abdelghani (1 gol)
O meio-campista foi o responsável por evitar que o Egito passasse em branco na Copa do Mundo de 1990. Ele converteu um pênalti decisivo aos 38 minutos do segundo tempo, garantindo o empate em 1 a 1 contra a Holanda.
O peso de Mohamed Salah e a expectativa para o Mundial de 2026
No cenário atual, a possibilidade de o recorde ser quebrado de forma isolada repousa nos ombros de Mohamed Salah. O craque já detém a marca de maior artilheiro africano da história das eliminatórias para a Copa do Mundo, com 20 gols acumulados. Esse desempenho avassalador foi fundamental para recolocar o país na rota do torneio.
Curiosamente, o atual técnico da equipe nacional, Hossam Hassan, é o maior artilheiro isolado da história geral da seleção do Egito, com quase 70 gols oficiais. No entanto, Hassan nunca conseguiu marcar um gol em uma fase final de Copa do Mundo, deixando o caminho aberto para que Salah assuma a coroa definitiva nos palcos internacionais.
Com a presença encaminhada para a edição de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, Salah terá a oportunidade perfeita para anotar o seu terceiro gol em mundiais. O feito colocaria um ponto final no histórico empate e consolidaria o atacante, de uma vez por todas, como o nome mais letal do país na competição máxima do esporte.


Fonte: Jovem Pan