O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta nesta terça-feira (9) para condições favoráveis a um novo episódio de El Niño.
Esse fenômeno climático global resulta de elevações nos ventos e nas temperaturas da superfície do mar sobre o Oceano Pacífico tropical.
De acordo com o Inmet, um evento de El Niño ocorre quando o Índice Oceânico Niño Relativo (Roni) permanece igual ou superior a 0,5°C por, pelo menos, cinco trimestres.
“Com base nos dados observados no mês de maio e nas projeções, é possível inferir que o primeiro trimestre a atingir esse limiar será abril-maio-junho”, informa o boletim do Inmet.
Monitoramento
O instituto monitora as condições no Oceano Pacífico Equatorial, quanto à Temperatura da Superfície do Mar (TSM), bem como os demais indicadores atmosféricos e oceânicos associados ao fenômeno El Niño.
Ao mesmo tempo, avalia previsões e boletins emitidos pelos principais centros meteorológicos internacionais especializados no monitoramento climático.
A previsão é que o Inmet divulgue, ao final desta semana, nova nota técnica sobre a possível evolução do fenômeno.
Órgão da ONU
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) advertiu também, na última terça-feira (2), que há 80% de probabilidade de um episódio de El Niño entre junho e agosto, o que aumenta o risco de fenômenos meteorológicos extremos nos próximos meses.
Em sua atualização mais recente, a OMM prevê um “episódio ao menos moderado, e até forte”, do fenômeno climático de consequências planetárias. “Há 80% de probabilidade de que se instaure um episódio de El Niño entre junho e agosto de 2026”, afirma o comunicado da OMM.
“Temos que nos preparar para um episódio de El Niño potencialmente forte, que vai agravar as secas, aumentar as chuvas intensas e agravar o risco de ondas de calor tanto em terra como nos oceanos”, alertou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, citada no comunicado.
O El Niño é caracterizado por um aumento das temperaturas de superfície no centro e no leste do Pacífico equatorial.
O fenômeno acontece a cada dois a sete anos e tem duração de nove a 12 meses.
O último episódio de El Niño, em 2023 e 2024, transformou estes anos nos dois mais quentes já registrados.
O fenômeno cíclico afeta, por efeito dominó, o clima mundial durante vários meses.
*Com informações da Agência Brasil e AFP
Fonte: Jovem Pan