O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visitará o local da explosão provocada pelo rompimento de uma tubulação de gás durante uma obra da Sabesp, na última segunda-feira (11). A expectativa é que ele compareça ao local nesta quarta-feira (13).
No total, 232 famílias foram afetadas. O acidente matou Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, e deixou outras três pessoas feridas. O governador ainda não foi ao local.
Para terça-feira (12), estava marcada uma viagem a Brasília, para a cerimônia de posse do ministro Nunes Marques no comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A agenda de Tarcísio na capital foi cancelada por problemas de logística com um evento na manhã daquele dia, voltado à violência contra mulheres e ao acontecimento na capital. Desde então, técnicos da Defesa Civil, além de membros das empresas e agências reguladoras tem prestado esclarecimentos no local.
Na própria terça-feira (12), em coletiva de imprensa, ele afirmou que ainda é cedo para entender o que causou a explosão, mas destacou que tanto a Sabesp como a Comgás podem ser punidas e frisou que é preciso revisitar processos. Ele listou trabalhos que a Sabesp executa no estado, cerca de 1.200 obras em 371 municípios. A companhia foi privatizada na gestão dele, em 2024.
Em resposta ao acontecimento, o deputado estadual Paulo Fiorilo, do PT, protocolou um projeto de lei que estabelece regras para que o Estado de São Paulo possa decretar a caducidade de concessões de serviços públicos quando houver falhas graves na prestação do serviço. Como antecipou a coluna, a privatização da Sabesp deve ser um tema sensível na campanha deste ano, em que Tarcísio tenta a reeleição contra Fernando Haddad (PT).
Fonte: Jovem Pan