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A política não tolera vácuo”: Gil Cardoso questiona hegemonia ideológica em universidades e espaços sociais

Entrevista Exclusiva

Gil Cardoso

"É hora de ocupar os espaços onde as ideias são formadas e as consciências moldadas"

A Presidente do PL Mulher em Cacoal convoca conservadores a abandonar a passividade e protagonizar a disputa cultural nos ambientes estratégicos da sociedade civil.

Em entrevista à nossa reportagem, Gil Cardoso, Presidente do PL Mulher em Cacoal, lançou um chamado que transcende o debate político ordinário: é hora de a sociedade conservadora, cristã e defensora da livre iniciativa assumir, com urgência e determinação, os espaços públicos hoje hegemonicamente ocupados pela esquerda — especialmente nas universidades, na produção cultural e nos organismos vivos da sociedade civil.

Segundo Gil Cardoso, a ausência histórica dessas vozes nesses ambientes estratégicos permitiu que a esquerda consolidasse uma vantagem "avassaladora" na formação de consciências, particularmente entre as gerações mais jovens.

"Enquanto muitos homens e mulheres de direita dedicam suas energias a empreender, trabalhar, gerar emprego, renda e sustentar suas famílias — atividades essenciais e nobres —, esses espaços de poder acabam ficando vazios. E a política, como sabemos, não tolera vácuo. Onde alguém se ausenta, outro inevitavelmente ocupa."

Gil Cardoso

A dirigente ressaltou que a esquerda atua de forma meticulosamente organizada e permanente, frequentemente sustentada, direta ou indiretamente, pela estrutura do Estado.

"São grupos que conseguem manter presença constante em universidades, conselhos deliberativos, coletivos culturais e organizações sociais porque vivem, em grande medida, da máquina pública — seja por meio de cargos, verbas, projetos ou financiamentos institucionais. Isso cria um ecossistema extremamente favorável à difusão de uma visão ideológica específica, alinhada ao pensamento socialista."

Gil Cardoso
Gil Cardoso - Entrevista
Gil Cardoso durante a entrevista

Para Gil Cardoso, um dos principais instrumentos dessa estratégia é a fragmentação deliberada do tecido social.

Segundo ela, o objetivo real não é integrar essas pessoas à sociedade de direitos e deveres, mas cooptá-las politicamente, transformando-as em base eleitoral cativa e militância ideológica.

"Sob o discurso aparentemente nobre de defesa de minorias e grupos marginalizados, a esquerda divide metodicamente a população em inúmeros recortes identitários. Forma-se assim uma espécie de 'arquipélago de oprimidos', no qual cada grupo é estimulado a enxergar-se como vítima permanente e dependente de tutela política."

Gil Cardoso
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Essa política do 'nós contra eles' corrói e destrói o tecido social. Uma nação não se constrói colocando brasileiros uns contra os outros, mas reconhecendo que somos um único povo, uma só gente.

Gil Cardoso

Na avaliação da Presidente do PL Mulher em Cacoal, essa lógica de divisão gera um ambiente de conflito perpétuo e ressentimento fabricado. Para ela, a verdadeira justiça social passa pela igualdade perante a lei e pelo acesso universal a oportunidades, jamais por privilégios concedidos seletivamente a grupos específicos.

Gil Cardoso - PL Mulher
Arquivo pessoal

Gil Cardoso também estabeleceu uma comparação necessária entre os modelos econômicos em disputa. Segundo ela, o socialismo continua seduzindo principalmente os jovens por meio de seu discurso teórico sedutor.

"No papel, o socialismo promete igualdade, fraternidade e justiça social. Porém, a experiência histórica — sem exceções — demonstra que, quando chega ao poder, esse sistema sufoca liberdades individuais, elimina incentivos produtivos e acaba sendo comandado por uma elite corrupta e oportunista, enquanto a imensa maioria da população empobrece e perde dignidade."

Gil Cardoso

Em contraste, ela defendeu a economia de mercado e o capitalismo como sistemas que, embora reconhecidamente imperfeitos, oferecem possibilidades reais de ascensão.

"O capitalismo tem defeitos, sim, e não é um modelo utópico ou perfeito. Mas ele permite algo absolutamente fundamental para a dignidade humana: a oportunidade. Permite às pessoas sonhar, empreender, competir, inovar e conquistar uma vida melhor pelo mérito e esforço próprios."

Gil Cardoso

Segundo Gil Cardoso, diferentemente do socialismo, o capitalismo não depende de um Estado planificador onipotente que decide arbitrariamente quem produz, quanto produz e quem recebe. "Quando tudo é controlado centralmente pelo Estado, a motivação individual desaparece, a competitividade se extingue e a estagnação econômica e moral se instala irreversivelmente", completou.

"É nas escolas, faculdades, espaços culturais e redes sociais que muitos jovens estão sendo sistematicamente confundidos, cooptados e afastados de valores civilizatórios fundamentais como responsabilidade individual, meritocracia, ética do trabalho e amor à liberdade."

Gil Cardoso

A dirigente enfatizou que a juventude brasileira é o principal campo de batalha da disputa ideológica contemporânea. Para ela, a reação precisa ser organizada, pacífica, mas absolutamente constante e estratégica.

"É hora de os conservadores, liberais na economia e cidadãos comprometidos com o futuro livre e próspero do Brasil deixarem de ser apenas observadores passivos e passarem a protagonistas ativos. Precisamos ocupar conselhos, associações, grêmios estudantis, espaços educacionais, culturais e comunitários. Se não fizermos isso com seriedade e continuidade, a esquerda continuará avançando sozinha, moldando mentes e corações sem resistência."

Gil Cardoso

Segundo ela, o futuro do país depende da presença cotidiana, concreta e transformadora das pessoas de bem exatamente onde as ideias são formadas e onde as consciências são moldadas.

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O Brasil não precisa de divisão artificial, ressentimento fabricado ou conflito permanente. Precisa de unidade nacional, oportunidades reais para todos e liberdade individual como fundamento de uma sociedade verdadeiramente justa.

Gil Cardoso

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