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Técnica de enfermagem diz ter sido agredida pelo senador Magno Malta

Uma técnica de enfermagem registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contra o senador Magno Malta (PL-ES), por agressão.
A vítima afirma que foi agredida nesta quinta-feira (30) e que a agressão ocorreu no momento que foi realizar exames no senador, que foi internado após apresentar um episódio de pressão baixa ao chegar no Congresso Nacional, na manhã desta quinta.
O parlamentar ia participar da sessão que derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) ao PL da Dosimetria.
Magno Malta sofre mal súbito no Senado e é levado para hospital de Brasília
“A vítima levou o agressor até a sala de exame, realizou a monitorização e fez o teste com o soro para o acesso. Segundo a vítima, após o início do exame, informou que iriam iniciar a injeção de contraste, momento em que a bomba identificou que havia uma oclusão e pressão, interrompendo o procedimento. Por esse motivo, a vítima entrou na sala onde estava o agressor para verificar o ocorrido e constatou que o contraste havia extravasado no braço dele”, disse a vítima aos policiais.
Ainda segundo o boletim de ocorrência, a vítima informou ao senador que precisaria fazer uma compressão em seu braço, momento em que ele se levantou e, “quando a vítima se aproximou para ajudá-lo, ele desferiu um tapa forte no rosto da vítima, chegando a entortar seus óculos”.
Segundo o depoimento, o parlamentar teria ainda xingado a técnica de enfermagem de “imunda” e “incompetente”.
Senador Magno Malta (PL-ES) teve mal súbito ao chegar no Congresso Nacional
Reprodução
“A vítima informa que saiu da sala imediatamente e chamou a enfermeira e o médico, atendimento este que foi recusado pelo agressor”.
Outro lado
Em nota, o senador afirmou que houve “falha técnica” da profissional de radiologia. Malta disse ter alertado que, no seu entendimento, o procedimento estava incorreto e que sentia fortes dores.
“Diante da situação e da forma como foi tratado, o senador deixou sozinho a sala de exames (estava desacompanhado nesse momento)”, afirmou.
O parlamentar disse que o episódio foi relatado à direção do hospital e à equipe médica e disse que a técnica tenta dar sua própria versão dos fatos.
“Causa estranheza que a profissional envolvida tenha buscado registrar versão própria dos fatos, em evidente atitude defensiva diante da possibilidade de responsabilização pelo grave ocorrido”.
Em nota, o hospital afirma que abriu uma apuração administrativa sobre o fato ocorrido e que “vem dando todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão”.
“A unidade também reitera que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades envolvidas na investigação do episódio”, diz a nota.


Fonte:

g1 > Política

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