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Tendência é de que Correios ainda apresentem ‘elevado prejuízo’ em 2026, diz governo

Os Correios poderão continuar a ter um agravamento da situação econômico-financeira, seguindo tendência observada nos últimos dois anos, apesar do plano de restruturação em vigor.
“Entre as medidas do referido plano, estão a redução de custos, com medidas de saneamento de seus planos de previdência complementar, reestruturação de planos de saúde, programas de demissão voluntária, alienação de imóveis ociosos e reajuste tarifário, dentre outras, mas a tendência é de que a empresa ainda apresente elevado prejuízo em 2026”, diz o governo.
As informações constam no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado na semana passada pelo governo ao Congresso Nacional.
No documento, o Executivo também diz que é provável que a empresa estatal tenha de receber um aporte de capital da União até 2027, algo já admitido pela ministra da Gestão, Esther Dweck.
🔎 Um aporte do governo nos Correios significa que o governo federal, por meio de transferência direta do Tesouro Nacional, vai repassar recursos para a empresa.
Segundo a ministra informou em março, a medida está prevista no contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com um consórcio de bancos em dezembro de 2025.
De acordo com ela, mesmo com um novo empréstimo, o aporte pode ajudar no processo de recuperação financeira da estatal. “Por isso é parte da equação também”, explicou a ministra.
Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deu mais espaço para os Correios conseguirem captar um novo empréstimo com garantias da União. Pela decisão, os Correios poderão conseguir mais R$ 8 bilhões em empréstimo.


Fonte:

g1 > Política

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