O empresário Thiago Miranda, alvo da 10ª fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), tinha papel central no recrutamento de influenciadores para desempenhar práticas de assédio e intimidação e no pagamentos a essas pessoas.
A informação está na decisão do ministro André Mendonça que autorizou a ação da PF nesta quinta-feira (9). Os investigadores apuram a possível atuação de uma organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento de pessoas ligadas a autoridades e à obtenção indevida de informações sigilosas.
“De acordo com a representação da autoridade policial, identificou-se que Thiago Miranda estaria diretamente envolvido no recrutamento de influenciadores e jornalistas, através da apresentação de propostas de ajustes financeiros com recursos oriundos do esquema fraudulento relacionado ao Banco Master — embora por ele diretamente dispendidos —, sob pena, em caso de recusa pelos profissionais abordados, de utilização de informações privadas, cobertas por sigilo legal, para fins intimidatórios e ameaçadores” – diz trecho da decisão.
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