O papa Leão XIV abençoou, na noite desta quarta-feira (10), a torre de Jesus Cristo, a mais alta da famosa basílica da Sagrada Família, em Barcelona, em uma cerimônia breve na esplanada do templo, que terminou com um espetáculo de luz e som, depois de uma missa majestosa. O pontífice celebrou no monumento, um dos mais conhecidos e turísticos da capital catalã, a cerimônia que se estendeu por uma hora e meia, acompanhada por um coro de 500 adultos e 100 crianças, que entoaram cantos gregorianos e do repertório litúrgico, mas também outros catalães tradicionais.
Durante a homilia pronunciada na basílica, Leão XVI afirmou que quem acredita em Jesus não pode “promover a guerra”, em uma crítica velada ao governo do presidente americano, Donald Trump. A missa foi celebrada em espanhol, catalão e latim, e o bispo de Roma abençoou a torre de Jesus Cristo, concluída em fevereiro e que alcança os 172,5 metros de altura, o que transformou a Sagrada Família, ainda inacabada, na igreja mais alta do mundo.
A visita de Leão XIV, a terceira de um papa à obra-prima modernista de Antoni Gaudí, depois de João Paulo II e Bento XVI, ocorre no dia em que se completa um século da morte do arquiteto venerado, um católico fervoroso, cujo processo de canonização avança no Vaticano.
Cerca de 9.000 pessoas participaram da missa dentro do edifício e em sua esplanada, mas fora do perímetro de segurança que o cercava, dezenas de milhares de barceloneses e turistas acompanharam a cerimônia em um telão instalado em frente à Sagrada Família.
Sagrada Família
A construção da Sagrada Família sofreu vários altos e baixos desde que Gaudí assumiu o projeto, em 1883. A igreja devia ser concluída em 2026, coincidindo com o centenário da morte de Gaudí, mas a pandemia forçou abandonar este plano.
Consagrada e elevada ao nível de basílica por Bento XVI em 2010, o templo poderia estar concluído dentro de dez anos. Os planos dependem de que não ocorram novos contratempos que afetem o fluxo de visitantes, que pagam entrada, e que sejam solucionadas as diferenças para construir os polêmicos acessos à fachada da Glória, a entrada principal ainda a edificar.
O projeto defendido pelos construtores implicaria derrubar vários prédios residenciais, mas os moradores se opõem.
Fonte: Jovem Pan