Carlos (PL-SC) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usaram as redes sociais na quarta-feira (13) para rebater o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), após o mineiro publicar um vídeo criticando o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelas mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro.
No X, Carlos escreveu: “Uma coisa é certa e cristalina. Mais uma traição desesperada e dissimulada daquelas que ninguém acreditaria aconteceu… mais uma vez! Tirem suas conclusões!”. Já Eduardo, ao compartilhar o vídeo de Zema, afirmou que o ex-governador “não sequer ouviu o outro lado” e agiu de forma precipitada. “Bastou um par de horas para a ‘união da direita’, o ‘potencial vice’ se aproveitar e largar esta acusação sem fundamentos. Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou recursos públicos. Não seja tão baixo, tão vil, Romeu Zema”, escreveu o deputado cassado.
Zema declarou considerar “imperdoável” o contato de Flávio com Vorcaro, cobrando dinheiro do banqueiro. Para Zema, a revelação foi um “tapa na cara dos brasileiros”. “Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do vorcaro é imperdoável, é um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa; é preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, criticou.
Entenda o caso
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, trocou mensagens com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) antes de ser preso tentando fugir do país em novembro de 2025. A informação foi divulgada pelo portal Intercept Brasil na quarta-feira (13).
As mensagens indicam uma negociação na qual Vorcaro se comprometeu a repassar 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na época) para financiar o filme “Dark Horse”, produção que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem previsão de lançamento para 11 de setembro de 2026.
Os documentos apontam que pelo menos 10 milhões de dólares haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis oportunidades para financiar o projeto. O envolvimento do banqueiro teria sido negociado diretamente com o pré-candidato, mas também teve outros intermediários com Eduardo Bolsonaro e Mario Frias, ambos do PL de São Paulo.
Fonte: Jovem Pan