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‘Traidores da pátria não conseguirão reescrever história’, diz Itamaraty sobre tarifas

O Ministério das Relações Exteriores publicou nesta quarta-feira (24) uma série de mensagens nas redes sociais em defesa da atuação do governo brasileiro na investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos e voltou a associar a proposta de tarifas contra o Brasil à atuação da oposição.

O Itamaraty afirmou que “os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história” e sustentou que o chamado “tarifaço” tem origem em uma tentativa de interferência externa na Justiça brasileira.

“O Brasil sabe que o tarifaço tem sua origem em uma tentativa de interferência externa na justiça brasileira”, escreveu o perfil oficial do ministério.

A manifestação ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, confirmar sua participação na audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), marcada para o dia 6 de julho, em Washington.

Flávio se inscreveu para falar presencialmente no evento e informou que defenderá a suspensão da proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, além da abertura de negociações bilaterais entre os dois países.

Nas publicações desta quarta-feira, o Itamaraty também rebateu críticas sobre a ausência de representantes do governo brasileiro na audiência.

Segundo o ministério, as audiências públicas da chamada Seção 301 são tradicionalmente destinadas à participação do setor privado e da sociedade civil.

“As audiências públicas da Seção 301 nos Estados Unidos são espaço de atuação do setor privado e da sociedade civil. Outros importantes parceiros comerciais dos Estados Unidos, como China e União Europeia, tampouco enviam representantes às audiências públicas”, afirmou.

O governo brasileiro também destacou que acompanha a investigação desde sua abertura, em julho de 2025, por meio de canais diplomáticos diretos.

De acordo com o Itamaraty, o Brasil apresentou duas defesas escritas durante o processo e participou de consultas governamentais com autoridades americanas em Washington.

“O governo brasileiro tem participado ativamente nessa investigação pelos canais diretos de interlocução entre governos, desde sua abertura em 15 de julho de 2025”, acrescentou a pasta.

A investigação conduzida pelo USTR analisa práticas comerciais brasileiras consideradas potencialmente discriminatórias pelos Estados Unidos. Ao final do processo, o órgão recomendou a aplicação de tarifas de 25% sobre a maior parte dos produtos brasileiros exportados para o mercado americano.

A decisão final, no entanto, caberá ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O tema se tornou um dos principais embates políticos entre governo e oposição nos últimos meses. O Palácio do Planalto atribui o avanço da investigação à atuação da família Bolsonaro junto ao governo americano, enquanto aliados do senador afirmam que ele tem trabalhado para evitar a adoção das tarifas e defender os interesses econômicos brasileiros.


Fonte: Jovem Pan

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