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Trump adia ‘ultimato’ contra o Irã em duas semanas

O presidente dos Estados Unidos adiou nesta terça-feira (07), faltando menos de 2 horas para o fim do prazo, o ‘ultimato’ contra o Irã, em que ele obrigava o País islâmico a reabrir o Estreito de Ormuz, fechado desde o dia 28 de fevereiro devido à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Em uma publicação no Truth Social, ele informou que a decisão foi tomada após conversa com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o Marechal de Campo Asim Munir, do Paquistão, que haviam solicitado a suspensão do envio de forças destrutivas ao Irã.
“Desde que a República Islâmica do Irã concorde com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump em sua conta na Truth social. “Este será um CESSAR-FOGO bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em um Acordo definitivo sobre a PAZ a longo prazo com o Irã e a PAZ no Oriente Médio.”, acrescentou.
O Irã também aceitou a proposta de cessar-fogo proposta pelo Paquistão, mas enfatizou que a decisão não reflete o fim da guerra, segundo a mídia estatal iraniana. A decisão foi aprovada pelo novo líder supremo, Mojtaba Khamenei. Segundo informações, as negociações com os EUA serão realizadas em Islamabad, na sexta-feira (10), onde os detalhes da proposta serão finalizados. As negociações poderão ser prorrogadas caso ambas as partes concordem.
A decisão de Trump vem após o Paquistão solicitar nesta quarta-feira (horário local) a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que ele prorrogue por mais duas semanas. “Para permitir que a diplomacia siga seu curso, solicito sinceramente ao presidente Trump que estenda o prazo por duas semanas. O Paquistão, com toda a sinceridade, solicita aos irmãos iranianos que abram o Estreito de Ormuz por um período correspondente de duas semanas como um gesto de boa vontade”, disse Sharif em um post no X.

‘Ultimato’ até 21h desta terça 
Trump havia dado até esta terça-feira para que o Irã cumprisse com o ‘ultimato’ ou atacaria as centrais elétricas e as pontes. Nesta terça-feira (07), entretanto, Trump subiu ainda mais o tom e disse que “toda uma civilização morreria” no Irã, caso o regime não atendesse ao seu ultimato. “Toda uma civilização morrerá esta noite, para nunca mais retornar. Não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “QUEM SABE?”, acrescentou.
Na segunda-feira (06), Trump havia informado que não estenderia o prazo adicional de dez dias oferecido ao país persa para dar andamento às negociações de paz, que terminaria nesta terça-feira (7). “Eles me pediram algum tempo e eu concedi dez dias. “Não vamos mudar o prazo final novamente“, disse Trump. “Todo o inferno será liberado contra o Irã sem um acordo de cessar-fogo até esta data.”
Nesta terça, o Irã interrompeu as negociações com os Estados Unidos e informou ao Paquistão que não participará mais de conversas sobre um cessar-fogo, segundo informações de três altos funcionários iranianos concedidas ao jornal New York Times.
Em meio às ameaças do presidente dos Estados Unidos, o Irã disse que estava pronto para todas as ameaças de Trump. A segurança nacional e a sustentabilidade das infraestruturas são objeto de cálculos precisos. O governo finalizou em detalhe as medidas necessárias para todos os cenários. Nenhuma ameaça escapa à nossa preparação e aos nossos serviços de inteligência”, declarou o vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, em uma mensagem no X.
ONU rejeita uso da força para abrir Ormuz
Estreito de Ormuz │GIUSEPPE CACACE / AFP
A Rússia e a China utilizaram seu direito de veto no Conselho de Segurança da ONU e derrubaram, nesta terça, uma resolução que exigia o desbloqueio do Estreito de Ormuz e promovia a escolta de navios. O projeto de resolução, elaborado pelo Bahrein e apoiado pelos países do Golfo e pelos Estados Unidos, obteve 11 votos a favor, dois contra e duas abstenções.
O Bahrein, membro não permanente do Conselho, apresentou há duas semanas uma proposta de texto que teria concedido um claro mandato da ONU a qualquer Estado ou coalizão de Estados que quisesse utilizar a força para liberar essa via marítima.
O que é o Estreito de Ormuz?
O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, operando como a fronteira natural entre o Irã e a Península Arábica. No jargão geopolítico e financeiro, a região é classificada como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo. Aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam por suas águas diariamente, volume que equivale a cerca de 20% do consumo global da commodity. Entender a geografia e o xadrez político dessa rota é essencial para explicar por que um possível fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã pode causar um colapso na economia global.


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