Donald Trump fez o tão esperado discurso sobre o conflito no Irã. Havia uma grande expectativa de que o presidente dos EUA iria sinalizar com a possibilidade de terminar a guerra. Até porque, no dia anterior, Trump havia falado em sair da guerra mesmo que o Irã não abrisse a passagem do Estreito de Ormuz.
Mas como Trump é previsivelmente imprevisível, ele fez um discurso duro contra o país persa, ameaçado atacar instalações de energia elétrica, que tecnicamente é um crime de guerra.
Seus apoiadores vão dizer que Trump falou isso para puxar o Irã para a mesa de negociação. Por outro lado, o discurso mais beligerante de Trump poder mostrar que o presidente dos EUA não sabe como sair desta situação em que colocou o seu país.
Logo após a ameaça dos EUA de colocar o Irã na “Idade da Pedra”, o país persa avisou que vai retaliar Israel e bases americanas na mesma proporção. Com o impasse na negociação, é provável que os EUA façam mais alguns bombardeios, alegando que destruíram a capacidade nuclear iraniana e encerrem o conflito com a narrativa de “vitória”. Com o fim dos bombardeios, os EUA deixariam a resolução da abertura do Estreito de Ormuz para a Europa.
De qualquer maneira, quanto mais a guerra se arrastar, maior é o estrago para a economia mundial e maior é o desgaste político de Trump dentro do seu país. O Irã sabe disso e explora muito bem a situação. É difícil enxergar uma saída na qual Trump saia fortalecido.
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Fonte: seligacacoal.com.br