O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que o Estreito de Ormuz serpa ‘completamente aberto’ na próxima sexta-feira (19), quando está programado a assinatura do acordo de paz entre os EUA e o Irã para colocar fim na guerra. O republicano acrescentou dizendo que não “acredita” ser necessária “muita ajuda” para manter essa crucial via marítima aberta. “Os navios, alguns carregados com petróleo, estão começando a sair do Estreito de Ormuz”, disse antes em sua plataforma, Truth Social.
Segundo os Estados Unidos e o Paquistão, mediador do conflito, o acordo deve ser assinado na próxima sexta-feira na Suíça.
O fechamento de Ormuz teve grande impacto na economia mundial, gerando inflação em muitos países e problemas de abastecimento de fertilizantes necessários para a produção de alimentos, entre outros. O Irã bloqueou esta passagem estratégica desde o início da guerra, desencadeada por um ataque dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro.
Nesta segunda-feira (15), foi assinado, virtualmente, o acordo de paz entre os dois países. O presidente americano, Donald Trump, seu vice, JD Vance, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, negociador do Irã, assinaram eletronicamente um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio, informou um alto funcionário do governo american.
A notícia do acordo foi recebida com alívio por parte da comunidade internacional, após meses de violência e de caos econômico. Depois do anúncio, os preços do petróleo cru despencaram e tanto o Brent quanto o WTI eram negociados em torno dos 80 dólares o barril.
Apesar do posicionamento de Trump sobre Ormuz, Irã informou que cobrará taxas dos navios que passarem pelo Estreito de Ormuz, em virtude do acordo com os Estados Unidos. “Sempre afirmamos que não buscamos arrecadar pedágios de trânsito, mas serão cobradas taxas por serviços de navegação, proteção ambiental, seguros marítimos e outros serviços necessários”, declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, em entrevista coletiva.
*Com informações da AFP
Fonte: Jovem Pan