O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (2) duas fotos com o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) no Salão Oval da Casa Branca. A visita do filho do ex-presidente aconteceu na terça-feira (26), uma semana antes do post do presidente americano. O irmão do senador e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro também aparece na foto.
Trump não havia se manifestado sobre o encontro com Flávio desde a visita. Junto com as fotos, postadas na rede Truth Social, o presidente americano descreveu o presidenciável brasileiro como: “Um jovem inteligente que ama muito o seu país.”
Conforme apurado pelo jornalista da Jovem Pan Bruno Pinheiro, o post de Trump junto com o pré-candidato à presidência não foi visto com bons olhos pelos bolsonaristas. Segundo a apuração, Flávio não tem ligação com as tarifas impostas pelo governo americano sobre o Brasil, e a coincidência de datas pode ser vista de maneira negativa por eleitores do filho do ex-presidente.
Visita de Flávio
Flávio Bolsonaro esteve reunido com Donald Trump na Casa Branca em busca de uma visão entre os brasileiros de apoio americano à sua campanha à presidência da República, além de carregar pautas para o Brasil, com destaque para a classificação do Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
O senador afirmou ter solicitado diretamente a Trump a inserção das facções brasileiras na estrutura global de combate ao terrorismo. A confirmação da classificação do PCC e do CV pelo secretário de Estado americano Marco Rubio, que enquadrou os grupos como “terroristas globais especialmente designados” e como “organizações terroristas estrangeiras”, veio poucas horas depois do encontro entre Flávio e Rubio. O senador ainda reagiu ao anúncio em sua rede social X. “Grande dia 👍”
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Flávio agradeceu ao governo americano, afirmando que o anúncio havia sido feito a pedido dele. “Agradeço a Trump e Rubio por atenderem rapidamente o meu pedido em nome do povo brasileiro. Agora é com a gente aqui no Brasil e, em 2027, vamos libertar você, porque você merece ser livre desse governo.”
Tarifas
Em relação às tarifas de 25% propostas pelo governo americano sobre o Brasil, o senador declarou ter solicitado diretamente ao presidente dos Estados Unidos que não aplicasse taxas sobre empresas brasileiras.
O Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu, na segunda-feira (1º), uma investigação que classifica políticas e práticas do governo brasileiro como irrazoáveis. Como resultado, o governo americano propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre mercadorias do Brasil, alegando que as ações brasileiras oneram e restringem o comércio dos EUA.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (2) Flávio e sua família ao comentar a proposta de taxar os produtos brasileiros; “Os filhos do Bolsonaro conseguem ser piores que ele. ” São traidores. […] O que merecem os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso povo?”, afirmou.
Segundo Lula, apesar de Flávio ter negado apoio à nova taxação contra o Brasil, as declarações públicas feitas por ele e sua família após o tarifaço de 2025 demonstram o contrário. O presidente citou manifestações dos filhos do ex-presidente em agradecimento a Donald Trump após o anúncio das sanções e disse que o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, terceiro filho de Jair, também teria elogiado o presidente norte-americano e defendido a aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.
Fonte: Jovem Pan