O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quarta-feira (19) que até o momento recebeu, por meio da ferramenta Pardal, 1.103 denúncias de infrações e irregularidades em propagandas eleitorais.
A ferramenta Pardal foi disponibilizada no último domingo (16), data que marcou o início da propaganda eleitoral para o pleito de 2026. Conforme o balanço divulgado pelo TSE, o estado de São Paulo concentra o maior volume de registros no país, com 193 registros.
Pernambuco (106 denúncias), Paraná (101), Rio Grande do Sul (95) e Minas gerais (89) completam o ranking dos estados com mais registros.
Agora no g1 No recorte por função em disputa, a maior parte das reclamações mira candidaturas a deputado: Deputados estaduais: 424 registros Deputados federais: 325 Partidos, coligações ou federações: 150 Governadores: 79 Deputados distritais: 56 Senadores: 45 Presidentes da República: 22 Vice-governadores: 2 Impulsionamento na internet lidera irregularidades O impulsionamento pago de conteúdos digitais representa a principal queixa encaminhada à Justiça Eleitoral até o momento, somando 339 denúncias (30,73% do total).
Infrações genéricas na internet aparecem na segunda posição, com 289 registros (26,2%), seguidas por irregularidades em bens públicos, com 105 casos (9,52%).
Registros divididos por tema: Impulsionamento: 339 Internet: 289 Bens públicos: 105 Bens particulares: 87 Não informados: 60 Propaganda extemporânea/antecipada: 47 Banner, cartaz ou faixa: 46 Comício ou showmício: 35 Alto-falante/amplificador de som: 35 Bem tombado: 10 Divulgação de notícia sabidamente falsa: 7 Bem particular de uso comum: 6 Em relação ao andamento processual, 596 denúncias (54%) estão em análise, 383 (35%) foram baixadas do sistema e 124 (11%) já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico (PJe).
Como funciona o envio de denúncias no Pardal
Para registrar uma irregularidade, o eleitor deve se identificar utilizando a conta Gov.br ou o aplicativo e-Título. A identidade do denunciante é resguardada por sigilo legal.
O sistema permite anexar fotos, vídeos, arquivos de áudio ou links que comprovem a suspeita de ilegalidade. Ao concluir o procedimento, é emitido um número de protocolo para acompanhamento.
Casos que envolvam desinformação que ameace a integridade do processo eleitoral são redirecionados automaticamente ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE), enquanto denúncias de crimes eleitorais e outros ilícitos penais são encaminhadas aos canais oficiais do Ministério Público Eleitoral (MPE).
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