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TSE suspende julgamento sobre decisão de Nunes Marques contra pesquisa AtlasIntel

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu nesta terça-feira (9) o julgamento sobre a decisão liminar do presidente da Corte, o ministro Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa eleitoral da AtlasIntel. A medida se deu depois de a ministra Estela Aranha pedir vista.

Na segunda-feira (8), Nunes Marques acolheu parcialmente um requerimento do Partido Liberal (PL) contra pesquisa do AtlasIntel. Em 18 de maio, a legenda acionou o TSE contra um levantamento da empresa que seria divulgado no dia seguinte. Para a legenda, o levantamento fez direcionamento negativo contra o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Divulgada em 19 de maio, a pesquisa mostrou o parlamentar atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além da intenção de votos ao Palácio do Planalto, o levantamento sondou o impacto na pré-candidatura de Flávio após a divulgação dos áudios vazados nos quais o senador pedia dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar filme sobre o ex-chefe do Executivo Jair Bolsonaro.

O PL argumentou que a pesquisa não poderia ser embasada nos áudios por a Justiça não ter auferido o material. A legenda também alegou que, das 49 perguntas feitas, oito eram relativas ao Banco Master e faziam ligações indevidas entre Flávio e o escândalo envolvendo a instituição financeira. Para a sigla, o fato de os questionamentos terem sido feitos em sequência influenciou o entendimento dos entrevistados.

Em sua decisão liminar, Nunes Marques entendeu haver elementos na pesquisa que indicam a manipulação dos entrevistados, como a divulgação dos áudios. O presidente do TSE destacou que outros 27 levantamentos da AtlasIntel não apresentaram questionários com perguntas semelhantes nem materiais audiovisuais. Dessa forma, o ministro determinou a suspensão da divulgação, do impulsionamento, da republicação e a manutenção da sondagem eleitoral nos canais da empresa.

O que diz a AtlasIntel

Em nota, a AtlasIntel afirmou que respeitará a decisão do ministro e que colabora com a Justiça Eleitoral, fornecendo esclarecimentos e informações metodológicas solicitados sobre o estudo. A empresa negou qualquer tipo de indução aos entrevistados durante a sondagem para a disputa ao Planalto.

Estamos tranquilos e confiantes de que a situação será devidamente esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada, e confiamos no colegiado do TSE para afirmar a robustez técnica e a legalidade do estudo.

Em relação à reprodução de áudios trocados entre Flávio e Vorcaro, a Atlasintel disse que mostrou o material aos entrevistados após a aplicação do questionário, sem qualquer possibilidade de alterar respostas registradas. Segundo a empresa, a participação nessa etapa era voluntária. Caso os participantes aceitassem, eles eram direcionados para outra página com o material.


Fonte: Jovem Pan

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