O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, decidiu entrar em campo para tentar conter a crise entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Valdemar afirmou ao blog que pretende falar diretamente com Nikolas e que também deve se reunir com Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, na próxima semana, para alinhar o discurso do grupo.
“Vou conversar com o Nikolas e também com Eduardo em Miami. Vamos acertar isso”, disse.
Em tom conciliador, Valdemar tenta baixar a temperatura e reforça a necessidade de unidade da direita diante do cenário eleitoral. “Essa eleição vai ser na casca”, afirmou.
Nos bastidores, bolsonaristas apontam uma disputa por protagonismo entre grupos de direita, especialmente pela influência no ambiente digital, como um dos principais fatores por trás da briga pública entre Nikolas e Eduardo Bolsonaro.
O atrito expôs ainda um racha mais amplo entre aliados. Michelle Bolsonaro e Nikolas defendiam que o nome da direita fosse o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Com Tarcísio fora da disputa presidencial, a dupla não se engajou na pré‑campanha de Flávio Bolsonaro, escolhido por Jair Bolsonaro como seu sucessor. A postura irritou Eduardo, que passou a acusar Michelle e Nikolas de “amnésia” e de “jogar o mesmo jogo”, em uma disputa que aliados classificam como briga por espaço e influência.
A tensão ganhou mais força no último sábado (4), quando Eduardo e Nikolas trocaram farpas na rede social X. Eduardo criticou o fato de um perfil de direita, com grande alcance nas redes, não apoiar a pré‑candidatura presidencial de seu irmão.
Segundo ele, no mesmo dia em que fez a crítica, Nikolas compartilhou conteúdo desse perfil, ajudando a ampliar sua visibilidade. Na postagem, o deputado atacou o presidente Lula e lembrou que o Pix foi criado durante o governo de Jair Bolsonaro.
Diante da cobrança, Nikolas respondeu apenas um “kkk”, o que provocou a reação de Eduardo:
“Risinho de deboche para mim, @nikolas_dm? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família. Triste ver essa versão caricata de si mesmo. Não é, nem de longe, o menino que conheci, apoie e acreditei. Os holofotes e a fama te fizeram mal, infelizmente. Demorei muito para acreditar que você trabalhava o algoritmo das suas redes para dar visibilidade a quem deseja a morte de meu pai, a quem comemora a prisão dele e a todos os que odeiam a mim e a minha família. Foi com bastante tristeza que vi você trabalhar ativamente contra quem acreditou e apoio você, quando era um assessor desconhecido e com um sonho na mente. ”
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, no 3º Seminário Brasil Hoje
Vinicius Nunes/Agência F8/ Estadão Conteúdo
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