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Varejistas dizem que consumidor também foi beneficiado pela taxa das blusinhas e defendem tributo

Trump amplia ‘taxa das blusinhas’ nos EUA e encarece produtos chineses
Representantes dos setores produtivo, do comércio e varejistas divulgaram nesta semana um manifesto cobrando a manutenção da chamada “taxa das blusinhas”, ou seja, da cobrança de impostos federais e estaduais na importação de produtos — mesmo que sejam de até US$ 50.
➡️De acordo com o jornal “O Globo”, o governo voltou a avaliar a revogação da chamada “taxa das blusinhas”, em um ano eleitoral. O movimento é liderado pela ala política, especialmente o ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação da Presidência, mas envolve outros setores.
➡️Ao mesmo tempo, a Câmara dos Deputados já discute um projeto de lei que zera o imposto de importação sobre compras de até US$ 50 feitas por meio de comércio eletrônico, ou seja, impõe um fim à chamada “taxa das blusinhas”.

GETTY IMAGES via BBC
No documento, assinado por 53 entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), os órgãos avaliam que a medida não só gerou empregos, mas também benefícios ao consumidor.
“O consumidor também foi beneficiado pela redução da disparidade tributária entre plataformas internacionais de e-commerce e o setor produtivo nacional. No setor de têxteis, vestuário e calçados, por exemplo, a inflação é a menor entre os itens do IPCA desde julho de 1994, início do Plano Real”, diz o manifesto.
As entidades também dizem que o fortalecimento da produção local ampliou a oferta de produtos com qualidade assegurada, assistência técnica e conformidade com normas nacionais de segurança, trabalho, meio ambiente e saúde, “o que não ocorre com parte relevante dos itens vendidos por plataformas estrangeiras”.
No documento, os órgãos representativos do setor produtivo nacional afirmam, ainda, que, “ao contrário do que sugerem narrativas difundidas nas redes sociais”, a taxa das blusinhas não retraiu o consumo.
Eles também citam pesquisa do Instituto Locomotiva, pela qual “apenas 12% deixaram” de comprar nessas plataformas após a retomada do imposto de importação.
“Esse resultado era esperado. A tributação introduzida, somada ao ICMS, não eliminou a desigualdade tributária. As plataformas estrangeiras operam com carga de cerca de 45%, aproximadamente metade dos 90% incidentes sobre o varejo e a indústria nacionais. Ainda assim, os avanços recentes, apoiados por diferentes correntes políticas, devem ser preservados”, concluem as entidades.
O discurso do manifesto coincide com o do vice-presidente, Geraldo Alckmin, que lembrou, na semana passada, ter defendido a taxa das blusinhas para proteger a produção, o emprego e a renda no país.
“Defendi lá atrás, porque se você pegar o produto fabricado no brasil, a roupa, ele paga entre 45%, a quase 50% de tributo. Uma média de 45%. O importado está pagando bem menos do que o fabricado aqui dentro (…) Mesmo com a tributação [taxa das blusinhas], ainda é a carga bem menor do que o produto brasileiros”, disse o vice-presidente, na última sexta-feira (2).
Taxa das blusinhas
➡️Em agosto de 2024, após aprovação do Congresso Nacional, o governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas dentro do programa Remessa Conforme.
🔎A taxação foi uma resposta do governo e do Congresso a um pedido de segmentos da indústria nacional, após o aumento das compras digitais durante a pandemia, e diante da diferença de carga tributária entre produtos nacionais e os importados nas plataformas online.
➡️À época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o texto aprovado pelo Legislativo, apesar de ter classificado a decisão como “irracional”. A medida foi defendida pela indústria brasileira.
Arrecadação em alta
💵No acumulado de todo ano de 2025, a chamada taxa das blusinhas arrecadou o valor recorde de R$ 5 bilhões, ajudando o governo no atingimento da meta fiscal.
Segundo informou o Fisco em fevereiro, 50 milhões de brasileiros estão “cumprindo suas obrigações tributárias” por meio das empresas habilitadas no Remessa Conforme — programa adotado para regularizar as encomendas internacionais.
Em janeiro deste ano, o governo federal arrecadou o valor R$ 425 milhões, com crescimento de 25% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
“Este balanço mostra que estamos no caminho para tornar as empresas nacionais muito mais competitivas em um Brasil que toma medidas para ser, cada vez mais, desenvolvido, com mais emprego e renda, com empresas nacionais que competem com as estrangeiras – e com consumidores mais protegidos! Um Brasil que reduz privilégios e subsídios a países estrangeiros e busca Justiça Tributária!”, diz o manifesto do setor produtivo.
Associações signatárias
1. Abicalçados – Associação Brasileira das Indústrias de Calçados
2. Abinee – Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica
3. Abióptica – Associação Brasileira das Indústrias Ópticas
4. Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção: Abit
5. ABLos – Associação Brasileira dos Lojistas Satélites de Shoppings
6. ABMalls – Associação Brasileira de Strip Malls
7. ABMAPRO -Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização
8. ABRAPA – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão
9. ABRAFAS – Associação Brasileira de Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas
10. Abrinq – Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos
11. ABVTex – Associação Brasileira de Varejo Têxtil
12. ALShop – Associação Brasileira de Lojistas de Shopping
13. Anamaco – Associação Nacional Comerciantes Material Construção
14. ANEA – Associação Nacional dos Exportadores de Algodão
15. Ápice – Associação pela Indústria e Comércio Esportivo
16. Assintecal – Assintecal
17. CIESP – Centro das Indústrias do Estado de São Paulo
18. CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
19. CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas
20. CNI – Confederação Nacional da Indústria
21. Fecomércio MG – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais
22. Fecomércio RS – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Sul
23. Fecomércio SC – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Santa Catarina
24. FIEMG – Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais
25. FIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina
26. FIERGS – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul
27. Firjan – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
28. Fitemavest – Sindicato das Industrias de Fiação Tecelagem Caxias do Sul
29. IDV – Instituto para Desenvolvimento do Varejo
30. IUB – Instituto Unidos Brasil
31. Sietex – Sindicato da Indústria de Especialidades Têxteis no Estado de São Paulo
32. SIFITEC – Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem, Malharia e Tinturaria de Brusque, Botuverá e
Guabiruba
33. SIFT MG – Sindicato das Industrias de Fiação e Tecelagem no Estado de Minas Gerais
34. SIFT RN – Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem em Geral do Rio Grande do Norte
35. Simmesp – Sindicato Indústria de Malharia e Meias Estado São Paulo
36. Sindimeias – Sindicato das Indústrias de Meias de Juiz de Fora
37. Sindiroupas CE – Sindicato de Confecções e Vestuário do Ceará
38. Sinditec – Sindicato das Indústrias de Tecelagens, Fiação, Linhas, Tinturaria, Estampa e
Beneficiamento de Fios e Tecidos de Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara D’Oeste e Sumaré
39. Sinditêxtil RJ – Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado do Rio de Janeiro
40. Sinditêxtil SP – Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo
41. Sindivest JF – Sindicato das Indústrias do Vestuário de Juiz de Fora
42. Sindivest MG – Sindicato das Indústrias do Vestuário de Minas Gerais
43. Sindivest RS – Sindicato das Indústrias do Vestuário do Alto Uruguai (RS)
44. Sindvest Maringá – Sindicato das Indústrias do Vestuário de Maringá
45. Sindvest Nova Friburgo – Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo e Região
46. Sinvesd – Sindicato da Indústria de Vestuário de Divinópolis
47. SIVERGS – Sindicato das Indústrias do Vestuário do RS
48. Sindvest SJN – Sindicato das Indústrias do Vestuário de São João Nepomuceno (MG)
49. Sintex – Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau
50. Sindivest – Sindicato das Indústrias do Vestuário de Brusque, Botuverá, Guabiruba e Nova Trento
51. Sivale – Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí
52. UNECS – União das Entidades de Comércio e Serviço
53. UGT – União Geral dos Trabalhadores


Fonte:

g1 > Política

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