O Real Madrid anunciou oficialmente a renovação de contrato de Vinicius Junior até 30 de junho de 2032. O acordo encerra um longo e conturbado processo de negociação que se arrastava há cerca de 18 meses a dois anos — o famoso “culebrón” (novela)da imprensa espanhola.
O brasileiro estava no último ano do vínculo anterior (válido até junho de 2027) e, a partir de janeiro, poderia negociar livremente com qualquer clube. Houve interesse sério do Arsenal, mas o Real Madrid melhorou a oferta na reta final e Vinicius aceitou permanecer no clube que considera o dos seus sonhos.A afición do Real Madrid tem uma relação de amor e ódio com Vinicius. Em meses anteriores ele chegou a ser fortemente criticado no Bernabéu por questões de rendimento, atitudes e a demora na renovação.Enquetes e entrevistas de rua mostravam divisão: parte queria a continuidade, outra preferia a venda neste verão para não perder o jogador a custo zero. Com o anúncio oficial, muitas contas de fãs celebraram a notícia, embora a divisão não tenha desaparecido completamente.A imprensa (Marca, AS, El Mundo, Cadena SER etc.) tratou a renovação como a opção mais lógica e desejável. O cenário de Vinicius sair de graça em 2027 era visto como um desastre de gestão.Houve críticas à demora do clube e às exigências salariais do jogador, mas o tom geral após o anúncio foi de alívio e celebração pelo “fim do culebrón”.Não se trata de uma “loucura financeira”, apesar de o Real Madrid ser o clube mais rico do mundo. O contrato anterior rendia a Vinicius uma média de cerca de 15 milhões de euros líquidos por temporada. O novo acordo fica na casa dos 22 a 25 milhões líquidos anuais, mais bônus por títulos e melhoria nos direitos de imagem.O clube manteve a política salarial rígida: não cedeu aos 30 milhões que o jogador chegou a pedir nem à forma de renovação no estilo Mbappé. Foi um aumento significativo, mas controlado e sustentável.Com o novo contrato, Vinicius passa a figurar entre os jogadores mais bem pagos do futebol mundial. Nos rankings de salário-base , ele entra no top 10, atrás de estrelas da Arábia Saudita (Cristiano Ronaldo e Karim Benzema lideram disparados), Erling Haaland e Kylian Mbappé. Quando se consideram ganhos totais (salário + patrocínios), ele se consolida no grupo de elite (top 5 a 7), especialmente entre os jogadores de clubes europeus.Em resumo: o Real Madrid garantiu por mais seis anos um dos seus principais ativos, encerrou um impasse que se arrastava há muito tempo e posicionou Vinicius entre os maiores salários do futebol mundial, sem romper a estrutura financeira do clube.
*Com informações da imprensa espanhola
Fonte: Jovem Pan