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‘Zero de Lei Rouanet’: Flávio defende cobrança a Vorcaro sobre financiamento

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, se posicionou no final da tarde desta quarta-feira (13) defendendo as mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em que cobra o financiamento para o filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. As conversas foram reveladas mais cedo pelo site Intercept Brasil.
Em um comunicado divulgado à imprensa, Flávio defendeu a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o escândalo sobre o Master. “É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, escreveu.
O presidenciável disse que conheceu Vorcaro em 2024, antes das revelações sobre o banco. “Quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, acrescentou.
Em outro trecho, o senador nega qualquer irregularidade. “Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do Master já”.

Entenda o caso
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, trocou mensagens com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) antes de ser preso tentando fugir do país em novembro de 2025. A informação foi divulgada pelo portal Intercept Brasil nesta quarta-feira (13).
As mensagens indicam uma negociação na qual Vorcaro se comprometeu a repassar 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na época) para financiar o filme “Dark Horse”, produção que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem previsão de lançamento para 11 de setembro de 2026.
Os documentos apontam que pelo menos 10 milhões de dólares haviam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis oportunidades para financiar o projeto. O envolvimento do banqueiro teria sido negociado diretamente com o pré-candidato, mas também teve outros intermediários com Eduardo Bolsonaro e Mario Frias, ambos do PL de São Paulo.


Fonte: Jovem Pan

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