Vinte e cinco estados democratas apresentaram uma ação judicial contra o governo federal dos Estados Unidos nesta segunda-feira (3), pois consideram que a nova política tarifária do presidente Donald Trump excede seus poderes.
O governo Trump anunciou, em 23 de julho, tarifas generalizadas de 10% a 12,5% sobre 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos, após uma investigação que os acusa de permitir o fornecimento de bens provenientes de países que recorrem ao trabalho forçado.
Segundo comunicado, na ocasião, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) conduziu investigação contra as 60 economias. “A ação de hoje começará a corrigir o que é tanto uma violação dos direitos humanos quanto uma prática comercial distorcida, visando melhorar o bem-estar dos trabalhadores em todo o mundo”, declarou o chefe do escritório, Jamieson Greer.
Em relatório sobre a investigação, o USTR afirmou que 54 economias investigadas não impuseram ou aplicaram medida para proibir a importação de mercadorias produzidas por meio de trabalho forçado.
Países afetados
O documento também disse que Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia conseguiram impor, mas não aplicaram “de forma eficaz” ações para impedir a venda de produtos oriundos do trabalho escravo ao exterior.
A medida impõe uma sobretaxa de 12,5% aos produtos brasileiros, mas mantém isenção ao café, à carne bovina, ao etanol, a aeronaves e peças da Embraer, a medicamentos e outros.
Sob a autoridade da Seção 301 da Lei de Comércio, que trata sobre práticas comerciais consideradas desleais pelos Estados Unidos, o novo pacote foi fixado na faixa de 10% a 12,5%. Além do Brasil, serão afetados:
África do Sul;
Arábia Saudita;
Argélia;
Angola;
Argentina;
Austrália;
Bahamas;
Bahrein;
Bangladesh;
Camboja;
Canadá;
Catar;
Cazaquistão;
Chile;
China;
Cingapura;
Colômbia;
Coreia do Sul;
Costa Rica;
Egito;
El Salvador;
Emirados Árabes Unidos;
Equador;
Filipinas;
Guatemala;
Guiana;
Honduras;
Hong Kong;
Índia;
Indonésia;
Iraque;
Israel;
Japão;
Jordânia;
Kuwait;
Líbia;
Malásia;
Marrocos;
México;
Nicarágua;
Nigéria;
Noruega;
Nova Zelândia;
Omã;
Paquistão;
Peru;
Reino Unido;
República Dominicana;
Rússia;
Sri Lanka;
Suíça;
Taiwan;
Tailândia;
Trinidad e Tobago;
Turquia;
União Europeia;
Uruguai;
Venezuela;
Vietnã.
*Com informações da AFP
Fonte: Jovem Pan