Hoje saiu a Ata do Copom, documento que justifica a decisão da taxa Selic. De acordo com o relatório, o cenário inflacionário continua desafiador e com uma série de riscos.
O maior risco advém do choque de oferta com a escalada do preço do petróleo por conta do conflito no Oriente Médio entre EUA e Irã. Outra fonte de incerteza é a piora das expectativas inflacionárias – neste ano o IPCA projetado está em 4,9%, de acordo com o boletim Focus – e a resiliência do mercado de trabalho que traz pressões de consumo.
Além desses fatores, o Banco Central chama a atenção para a importância de reformas estruturais fiscais que poderiam contribuir para a redução da Selic de maneira mais intensa.
No entanto, esse caminho é bem improvável, ainda mais num ano eleitoral. Neste ano, estima-se um pacote fiscal de R$100 bilhões, representando metade do crescimento do PIB. Esse impulso fiscal traz pressões nos preços, na medida em que a demanda agregada sobe acima do potencial do país.
Estímulos fiscais, juntamente com as incertezas quanto à duração do conflito no Oriente Médio, tornam o cenário para o Banco Central altamente desafiador para controlar a inflação. Não será nenhuma surpresa se na próxima reunião a taxa básica de juros permanecer em 14,5% a.a.
Fonte: Jovem Pan