O candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL), cuja definição é esperada para esta quarta-feira, deve sair dos quadros do próprio partido. Após dificuldades para fechar alianças e atrair uma legenda para compor a chapa, a campanha passou a trabalhar com maior força com a possibilidade de uma composição puro-sangue.
Entre os nomes discutidos nos bastidores estão o do senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha presidencial, e o da vereadora de Fortaleza Priscilla Costa (PL). Segundo apuração da Jovem Pan, neste momento, Marinho aparece como o favorito para ocupar a vaga.
A possibilidade de a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro integrar a chapa também chegou a ser cogitada, mas foi descartada. A tendência é que ela dispute uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal, movimento que, segundo interlocutores, está bem encaminhado.
Nos bastidores, um dos fatores que fortalecem o nome de Rogério Marinho é o apoio do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Integrantes da campanha afirmam que a influência de Valdemar aumentou nos últimos dias após a chegada do marqueteiro Duda Lima para comandar a estratégia eleitoral de Flávio. Os dois mantêm uma relação próxima e, na avaliação de aliados, isso ampliou o peso do dirigente nas principais decisões da campanha.
Um auxiliar de Rogério Marinho confirmou à Jovem Pan que as conversas estão em andamento e reconheceu que a possibilidade de o senador assumir a vice é concreta. “Ele não tem nada a perder, nem a ganhar”, resumiu.
Antes cogitada, Júlia Zanatta, também do PL, está praticamente descartada. Ele é considerada “explosiva” e o entorno de Flávio acredita que que a deputada poderia dar declarações polêmicas que prejudicariam a campanha.
Outros nomes femininos como Simone Marquetto, Daniella Marques e Renata Abreu foram sondados, mas acabaram de fora por conta da neutralidade de seus partidos.
Apesar disso, integrantes da campanha admitem que a prioridade inicial era escolher uma mulher para a vaga. A avaliação interna era de que uma candidata a vice poderia facilitar a aproximação de Flávio com o eleitorado feminino. Sem conseguir atrair um nome considerado competitivo fora do partido, porém, a campanha passou a admitir que esse objetivo pode ficar em segundo plano na definição da chapa.
Fonte: Jovem Pan