O governo da Argentina anunciou a inclusão da facção criminosa equatoriana Chone Killers na lista oficial de organizações terroristas do país. A decisão foi divulgada em um comunicado da Presidência argentina, assinado pelo presidente Javier Milei.
Segundo o governo, a medida foi adotada com base em informações produzidas pelos ministérios das Relações Exteriores e da Segurança Nacional, que concluíram que o grupo representa uma ameaça real ou potencial à segurança argentina.
Com a classificação, os Chone Killers passam a integrar o Registro Público de Pessoas e Entidades Vinculadas a Atos de Terrorismo e seu Financiamento (RePET). Na prática, isso permite ao governo aplicar sanções financeiras, congelar ativos, restringir operações e adotar outras medidas para impedir que a organização utilize o sistema financeiro argentino ou atue no país.
No comunicado, o governo afirma que a decisão faz parte dos compromissos internacionais da Argentina no combate ao terrorismo e ao financiamento de organizações criminosas. Milei também reafirma o compromisso de sua administração em combater o terrorismo e o crime organizado transnacional, utilizando “todos os instrumentos legais e institucionais” disponíveis para proteger a população.
Quem são os Chone Killers?
Os Chone Killers são uma organização narcocriminosa originária do Equador. O grupo surgiu em 2020, após uma dissidência da poderosa facção Los Choneros, considerada durante anos uma das principais organizações do narcotráfico equatoriano.
Desde então, os Chone Killers se consolidaram como uma das quadrilhas mais violentas do país. As autoridades os associam a crimes como:
tráfico internacional de drogas;
extorsão;
assassinatos por encomenda (sicariato);
lavagem de dinheiro;
controle de rotas do narcotráfico;
ataques contra policiais, agentes públicos e civis.
O grupo atua principalmente na região costeira do Equador, especialmente na província de Manabí e na cidade portuária de Guayaquil, áreas estratégicas para o envio de cocaína produzida na Colômbia e no Peru para mercados da América do Norte e da Europa.
Segundo autoridades equatorianas e argentinas, a organização mantém vínculos com cartéis mexicanos, que utilizam o território equatoriano como importante corredor para o tráfico internacional de drogas.
Violência no Equador
Os Chone Killers ganharam notoriedade durante a escalada da violência que transformou o Equador em um dos países com maior taxa de homicídios da América Latina nos últimos anos. A disputa entre facções rivais pelo controle do narcotráfico provocou massacres em presídios, atentados com explosivos, assassinatos de autoridades e ataques armados em diversas cidades.
A ofensiva contra essas organizações foi intensificada pelo governo equatoriano, que classificou diversos grupos criminosos como organizações terroristas e autorizou operações militares para combatê-los.
Agora, an Argentina segue uma linha semelhante ao reconhecer oficialmente os Chone Killers como uma organização terrorista, ampliando os instrumentos legais para bloquear recursos financeiros e dificultar qualquer atuação do grupo em território argentino.
Fonte: Jovem Pan