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Dino cita ‘agressões e injustiças’ em meio à polêmica com repórter no Maranhão

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que sua posição como magistrado limita a possibilidade de responder publicamente às críticas e acusações dirigidas a ele. A manifestação ocorre em meio à repercussão de uma investigação que apura uma suposta campanha de perseguição, monitoramento e difamação contra o ministro e familiares no Maranhão.

“Como já tive oportunidade de esclarecer, a minha atual função de juiz impede-me de participar cotidianamente de ‘apaixonados’ debates públicos”, escreveu Dino no Instagram. Segundo o ministro, isso inclui “suportar calado agressões e injustiças, assistir a distorções monumentais quanto a fatos, acompanhar perplexo a exposição de interpretações absurdas”.

A investigação ganhou repercussão após uma operação da Polícia Federal atingir o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida e o ex-deputado estadual e delegado federal aposentado Raimundo Cutrim, que seria fonte do repórter. A apuração envolve suspeitas de monitoramento de Dino e de sua família, além da publicação de informações sobre a segurança do ministro. Luís Pablo nega ter monitorado Dino e afirma que suas reportagens tiveram como base informações recebidas de uma fonte.

O jornalista também criticou a decisão que autorizou medidas contra ele e afirmou que o caso pode afetar a liberdade de imprensa e o sigilo de fontes. Entidades representativas de jornalistas manifestaram preocupação com a investigação.

Na publicação, Dino não mencionou diretamente os investigados. O ministro afirmou que, antes de retornar à magistratura, tinha maior liberdade para participar do debate público. “Em outras funções podia me pronunciar abertamente, com mais frequência. Agora isso pode até acontecer, mas muito excepcionalmente. Faz parte do ônus do meu ofício”, escreveu.

Dino, que tomou posse no STF em fevereiro de 2024 após ter sido governador do Maranhão, senador e ministro da Justiça, encerrou a manifestação citando sua trajetória profissional. “A minha biografia e a minha atuação profissional, em 37 anos de serviço público, são a minha maior defesa”, afirmou.


Fonte: Jovem Pan

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