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Erros de rota e equipamento: o que se sabe sobre a morte de mergulhadores nas Maldivas

Cinco mergulhadores italianos morreram em Maldivas no dia 14 de maio após um acidente durante scooby diving, uma modalidade de mergulho na qual são utilizados equipamentos autônomos para respirar debaixo d’água, permitindo liberdade de movimento e exploração do fundo do mar sem depender de ar da superfície. As informações são da BBC.
A polícia informou que o mar estava agitado na região, localizada a cerca de 100 km ao sul da capital Malé. Um alerta amarelo foi emitido para embarcações de passageiros e pescadores. Segundo a imprensa local, os cinco italianos entraram na água na manhã do dia 14 de maio. A tripulação da embarcação de mergulho em que eles viajavam comunicou o desaparecimento após o grupo não retornar à superfície.
Porém, de acordo com informações divulgadas pela CBS News nesta quinta-feira (21). Os cinco mergulhadores italianos, teriam ido pelo túnel errado ao tentar sair da caverna que exploravam. A informação foi confirmada pela CEO da companhia, que recuperou os corpos, Laura Marroni.
Um mergulhador das Maldivas, que participava das buscas, o sargento-mor Mohamed Mahudhee, também morreu no último sábado (16) devido à complexidade do resgate.
Acidentes de mergulho e snorkel são relativamente raros nas Maldivas, embora várias mortes tenham sido registradas nos últimos anos, segundo informações da BBC.
O que se sabe sobre o acidente
Segundo o jornal italiano la Repubblica, existe um sistema de câmaras nos túneis. A primeira é conectada a uma segunda por um corredor com cerca de 30 metros de comprimento e 3 metros de largura. A partir da segunda câmara a entrada para o corredor fica escondida por um banco de areia e, logo acima, está a entrada para a terceira câmara, que é um beco sem saída.
Os corpos de Monica Montefalcone, de 52 anos, de sua filha Giorgia Sommacal, de 20 anos, de Muriel Oddenino, de 31 anos, e de Federico Gualtieri, de 31 anos, foram encontrados próximo à saída desta terceira câmara a uma profundidade de cerca de 50 metros.
O gerente de operações da embarcação e instrutor de mergulho, Gianluca Benedetti, de 44 anos, também foi encontrado perto da entrada da mesma câmara na última quinta-feira (14).
O grupo de italianos teria entrado na terceira câmara por engano e entrado em pânico ao perceber que não havia saída antes que o estoque de oxigênio acabasse. A constatação é de acordo com o grupo de mergulhadores finlandeses enviado pela organização de pesquisa DAN Europe para encontrar os corpos.
“Não havia saída por aquele caminho” disse Laura Marroni quando questionada pelo la Repubblica.
Segundo Marroni, se o grupo chegou mesmo a se perder, a situação teria ficado ainda mais difícil. “Teria sido muito complicado retornar, especialmente com a pouca quantidade de ar disponível” acrescentou Marroni.
Além disso, a CEO afirmou que o grupo usava cilindros de oxigênio padrão de 12 litros, modelo inadequado para profundidades abaixo de 30 metros, que não possibilitam grande intervalo de tempo para o retorno à superfície. “Estamos falando de 10 minutos, talvez até menos”, disse Marroni. “Perceber que o caminho não é o certo e ter pouco ar depois de dar ré, talvez, é aterrorizante”, acrescentou ela.


Fonte: Jovem Pan

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