Lula diz confiar em Lulinha, mas afirma que não pedirá encerramento de investigação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (14) que acredita nas declarações do filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sobre investigação que o envolve e disse que não pretende pedir o encerramento do caso.
O filho do presidente é alvo de ao menos três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de pedidos da Polícia Federal (entenda mais abaixo).
Segundo o presidente, o processo deve seguir seu curso normal na Justiça.
“Ele jura que não tem nada. Eu acredito nele. Mas já disse: ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho”, declarou.
A declaração foi dada durante entrevista aos podcasts “Não Inviabilize” e “As Cunhãs”, no Palácio da Alvorada.
Lula participa de entrevistas a podcasts nesta sexta-feira (14).
Reprodução/ Youtube
Ao ser questionado sobre investigações em andamento, Lula afirmou que é delicado para um presidente da República emitir opiniões sobre casos sob análise da Justiça.
“É muito difícil um presidente dar parecer, muito delicado. Isso pode não ser bom para um presidente, chefe do país”, disse.
O presidente também fez referência às investigações das quais foi alvo e à prisão decorrente da Operação Lava Jato, posteriormente anulada pela Justiça.
“Quero que ele faça como eu fiz. Fiquei preso e saí mais erguido.”
Segundo Lula, apenas o próprio Lulinha sabe o que ocorreu no caso investigado.
“Só ele sabe a verdade. Se não fez, como jura, brigue. Se é culpado, contrate advogado. Eu estou muito tranquilo”, afirmou.
Caso Master e INSS
Na entrevista, Lula também comentou a investigação relacionada ao Banco Master e afirmou que sempre defendeu a punição de eventuais responsáveis por irregularidades.
“Quem tiver errado que pague o preço”, reforçou o presidente, como já disse em outras ocasiões.
Ele afirmou ainda que espera uma conclusão rápida dos processos em andamento. “E que a Justiça saia da morosidade e entregue logo”, declarou.
Ao abordar as investigações sobre descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Lula afirmou que a própria administração federal detectou as irregularidades e comunicou os órgãos responsáveis.
O presidente enfatizou que o governo já havia adotado medidas como prisões, devolução de recursos e punição de entidades investigadas antes do avanço da pressão política sobre o caso.
🔎A operação é a Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Ela investiga um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, por meio de cobranças feitas por associações e entidades sem autorização dos beneficiários.
Dino autoriza terceiro inquérito contra Lulinha
Inquéritos envolvendo Lulinha
O primeiro inquérito apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações envolvendo o Ministério da Saúde.
Um segundo investiga um suposto favorecimento a empresários na Dataprev.
Já o terceiro busca apurar a atuação de um grupo que teria mantido negócios ilícitos em áreas do governo federal.
As investigações foram autorizadas pelos ministros André Mendonça e Flávio Dino, do STF.
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