Memphis. Como dissemos, mais um capítulo.
Há notícias de que o Corinthians tenta reabrir a negociação, desde que Memphis aceite receber apenas os salários de 27 milhões de reais por ano, durante duas temporadas.
Nesse cenário, ficariam de fora outros ganhos previstos antes, como os 6 milhões de ajuda de custo e os 15 milhões em verbas de marketing.
Outra alternativa é o aporte de empresas parceiras para viabilizar a renovação. E se o Corinthians realmente conseguir reunir empresas nesse caso, será um acordo, digamos, atípico no mercado.
Em assuntos complicados, empresas costumam hesitar. É um caso público, polarizado e com acusações de quebra de acordo.
Qualquer marca que entre agora para “salvar” a renovação se associa a uma novela confusa, com pressão política e uma dívida que pode gerar processo na FIFA.
Marcas grandes costumam evitar esse tipo de exposição.
O Corinthians anunciou oficialmente que não renovaria por “saúde financeira”. Dias depois, já discute reabrir e busca dinheiro de parceiros. Isso demonstra inconsistência de decisão.
É comum, antes de conceder recursos, ter o aval do compliance. A maioria das empresas preferiria esperar a poeira baixar e ter clareza total sobre números, riscos jurídicos e governança.
Entrar agora, no meio da pressão e da incerteza, seria visto como alto risco e baixo controle. Se, diante desse cenário, o Corinthians conseguir parceiros importantes para pagar parte da conta, será surpreendente.
Vale esperar. Até a próxima.
Fonte: Jovem Pan