Três pessoas morreram durante os fortes ventos que atingiram o Estado de São Paulo nesta quarta-feira (29). A informação foi confirmada pela Defesa Civil, que disparou alerta sobre a ventania, ressacas no litoral e chuva de granizo, reflexo da passagem de uma frente fria. No interior, as rajadas superaram 120 km/h.
Em Santos, um homem morreu após ser atingido por uma árvore. A vítima era uma pessoa em situação de rua, e o acidente ocorreu na Avenida Almirante Cochrane. O homem chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas o óbito foi constatado no local.
O município registrou ventos de 83,7 km/h. Outra morte foi registrada em Cesário Lange, no interior. Um homem morreu após uma árvore atingir o veículo com o qual ele circulava.
Em São Sebastião, um pescador morreu após uma embarcação naufragar no canal entre São Sebastião e Ilhabela. Segundo a Defesa Civil, dos cinco ocupantes, dois saíram ilesos no acidente que aconteceu no canal entre São Sebastião e Ilhabela.
Outros dois foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em estado de choque, enquanto a vítima foi encontrada após buscas realizadas pela Defesa Civil e pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBmar).
A ventania paralisou as operações do Porto de Santos por mais de quatro horas, além de interromper a travessia de balsas entre Santos e Guarujá e entre Ilhabela e São Sebastião. A mudança no clima fez os banhistas saírem às pressas das praias. Vídeos nas redes sociais mostram a ventania sacudindo as árvores, levando faixas e papéis pelo ar e barcos à deriva.
Na capital, após o início da ventania, dezenas de milhares de imóveis ficaram sem luz e voos foram cancelados no Aeroporto de Congonhas, na zona sul. Em Botucatu, uma árvore caiu sobre a rede elétrica e atingiu um carro, onde estava um casal, que foi resgatado pelos bombeiros.
O órgão informou que, até as 14h desta quarta-feira, as maiores rajadas de vento foram registradas nas cidades de:
Itaporanga-SP: 124.9km/h
Itaí-SP: 124.9km/h
Itaberá-SP: 104.8km/h
Paranapanema-SP: 113.0km/h
Taquarituba-SP: 117.0km/h
Itanhaém-SP: 111.0km/h
Itapeva-SP: 84.6km/h
Santos-SP: 83.7km/h
Coronel Macedo-SP: 80.6km/h
Queluz-SP: 75.2km/h
São Caetano do Sul-SP: 71.0km/h
Registro-SP: 70.2km/h
São Paulo-SP: 69.8km/h
Baixada Santista
Em Santos, o pico das marés foi de 1,64 metro às 13h40. A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que a navegação no estuário de Santos foi suspensa a partir das 12h45 e só foi retomada às 17h10. Uma boia de sinalização do canal de navegação chegou a ser deslocada pelo vento, mas foi reposicionada.
Na área do porto sob jurisdição da APS, houve a paralisação preventiva das operações na Ilha Barnabé, local especializado em granéis líquidos químicos e combustíveis, que foi retomada às 14h10. Houve várias quedas de árvore, sendo que uma de grande porte caiu no terminal de granéis líquidos do bairro de Alemoa.
Um armazém de uma empresa que opera porto, onde já funcionou uma estrutura da Receita Federal, foi gravemente afetado.
A travessia de pedestres entre Santos e o distrito de Vicente de Carvalho (Guarujá) também parou devido aos ventos fortes. As operações serão retomadas somente após a cessação da ventania.
Litoral Norte
Em Ilhabela, no litoral norte, os fortes ventos provocaram o rompimento de poitas – peso fixo usado no fundo da água para segurar barcos – de algumas embarcações fundeadas no canal. Com isso, as embarcações ficaram à deriva e foram sendo levadas para praias e encostas em diferentes pontos do município.
Já o serviço de balsas entre São Sebastião e Ilhabela foi suspenso às 13h50 devido à ventania.
Alerta
A Defesa Civil de São Paulo enviou, nesta quarta-feira, dois alertas severos por celular à população por causa das fortes rajadas de vento no avanço da frente fria sobre o Estado. O primeiro foi disparado às 13h para os municípios do litoral, de Itanhaém a Ubatuba. Por volta das 14h, o alerta foi enviado para a capital paulista e região metropolitana.
Conforme o porta-voz da Defesa Civil do Estado, Maxwel de Souza, as condições previstas já provocam impactos em diferentes municípios. “Os ventos que nós tínhamos previsto já chegaram. O Gabinete de Crise segue mobilizado. Seguimos reunidos e continuamos respondendo aos chamados”, afirmou.
Diante do cenário, foi ativado o gabinete de crise para reforçar o monitoramento e dar rápida resposta a eventuais ocorrências.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Fonte: Jovem Pan