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Repercussão mundial da rejeição de Messias expõe revés histórico para Lula

A Associated Press classificou o episódio como um “political blow” (golpe político)

Delirium na UTI: confusão aguda que impacta desfechos e exige reconhecimento precoce

Quadro frequente em pacientes críticos está associado a mais complicações, maior tempo de internação e efeitos cognitivos duradouros; abordagem depende de prevenção, ambiente e cuidado contínuo

Show de Shakira em Copacabana deve reunir mais de 2 milhões de pessoas

A festa começa às 17h30, com apresentações de dois DJs convidados no palco montado em frente ao Copacabana Palace; show da cantora está previsto para às 21h45 com duas horas de duração

Master e racha no STF estão por trás da derrota de Messias


Banco Master, STF e a derrota de Jorge Messias estão diretamente conectados nos bastidores de Brasília. O caso envolvendo o banco acabou atingindo em cheio ministros do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes, por causa do contrato da mulher dele com o empresário Daniel Vorcaro, e também Dias Toffoli, já que uma empresa ligada a ele vendeu parte de um resort para o mesmo empresário. No Senado, o episódio também respingou no presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Isso porque o fundo de previdência do Amapá, que tinha um indicado dele na gestão, fez negócios com Vorcaro. Esse conjunto de relações acabou cruzando interesses. Vídeos em alta no g1 Alexandre de Moraes tem proximidade com Rodrigo Pacheco, nome apoiado por Alcolumbre para uma vaga no STF, e também mantém relação próxima com o próprio presidente do Senado. Por outro lado, o ministro André Mendonça, que é evangélico, entrou como um dos principais apoiadores da indicação de Messias. Depois de declarar apoio, Mendonça virou relator justamente do caso Banco Master e deu andamento à investigação, com potencial de atingir tanto Alcolumbre quanto ministros da Corte. O avanço do nome de Messias, com apoio de Mendonça e de outros ministros, passou a ser interpretado como um fortalecimento de um grupo dentro do STF, em contraposição a outro bloco, associado a Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Flávio Dino, que não demonstrava o mesmo entusiasmo com a indicação. A disputa não começou agora. Messias queria ter sido indicado anteriormente para a vaga que acabou ficando com Flávio Dino, escolhido por Lula e aprovado pelo Senado. Diante desse cenário, integrantes do governo passaram a enxergar atuação de ministros ligados a esse grupo contrário nos bastidores, operando para dificultar a aprovação do nome de Messias. A leitura que circula entre aliados é direta: houve resistência dentro do próprio Supremo. E, na avaliação de um integrante do governo ouvido pelo blog: “Os nossos, no STF, foram contra Messias”. Senado impõe derrota inédita ao Palácio do Planalto e rejeita indicação de Jorge Messias para vaga no Supremo Tribunal Federal Jornal Nacional/ Reprodução

Lula sinaliza a aliados que não vai abrir mão de nova indicação para o STF após derrota de Messias


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou, em conversa com aliados na noite dessa quarta-feira (29), que deve escolher um novo nome e não pretende deixar para o próximo governo a prerrogativa de indicar um novo ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF). Reunido com aliados do governo no Palácio da Alvorada, Lula afirmou que deve escolher um novo nome para a Corte, ainda que não de forma imediata. A expectativa, segundo relatos, é que a indicação ocorra nas próximas semanas. A posição foi discutida após a rejeição, pelo Senado Federal, do nome de Messias, indicado pelo presidente. Lula disse a interlocutores que recebeu com tranquilidade a decisão do Congresso Nacional. Messias, inclusive, estava na reunião. Em derrota histórica para Lula, Senado rejeita indicação de Messias ao STF Apesar disso, a votação acendeu alertas no Palácio da Alvorada. Aliados que participaram da reunião avaliaram que o placar — com apenas 34 votos favoráveis ao indicado — evidenciou traições dentro da base. Ao longo do encontro informal, auxiliares do presidente, incluindo ministros ligados ao Centrão e não apenas petistas, avaliaram que houve falhas na articulação política no Congresso. Segundo eles, lideranças não conseguiram antecipar que o resultado no plenário seria desfavorável ao indicado. Quando ficou claro, já durante a sessão, que Messias poderia ser rejeitado, articuladores do governo de outros partidos ainda tentaram adiar a votação. A tentativa, porém, não foi acatada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Outro ponto debatido na reunião foi o impacto do episódio na relação do governo com lideranças do Congresso. O nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) oi citado durante a conversa como alguém que teria votado contra o indicado. O episódio reforçou, entre os presentes, a leitura de que o presidente deve agir rapidamente para garantir sua indicação ao STF ainda durante o atual mandato. Presidente Lula durante entrevista Ricardo Stuckert/PR

Contas públicas têm déficit de R$ 80,7 bilhões em março; dívida sobe para 80% do PIB no maior nível em quase 5 anos

As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 80,7 bilhões em março, informou o Banco Central (BC) nesta quinta-feira (30). 🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo. Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário. 🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais. Na comparação com março do ano passado, houve forte piora, uma vez, que foi registrado saldo positivo de R$ 3,6 bilhões naquele mês. Veja abaixo o desempenho que levou ao déficit das contas em março deste ano: governo federal registrou saldo negativo de R$ 74,8 bilhões; estados e municípios tiveram saldo deficitário de R$ 5,4 bilhões; empresas estatais apresentaram superávit de R$ 469 milhões. ➡️Nesta quarta-feira (29), a Secretaria do Tesouro Nacional informou que a piora no seu resultado negativo está relacionada, principalmente, pela antecipação no pagamento de precatórios (sentenças judiciais) neste ano. Parcial do ano No acumulado dos três primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 6,62 bilhões — o equivalente a 0,21% do Produto Interno Bruto (PIB). Com isso, houve piora na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 88,7 bilhões (2,93% do PIB). No caso somente do governo federal, o resultado ficou negativo em R$ 17,04 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um superávit de R$ 52,32 bilhões nos três primeiros meses de 2025. Essa piora também está relacionada, principalmente, com a antecipação no pagamento de precatórios neste ano pela Secretaria do Tesouro Nacional. Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo negativo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões. De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central. Ou seja: a meta será considerada formalmente cumprida se o governo tiver saldo zero, ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões O texto, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo R$ 63,5 bilhões em despesas. E use esses recursos para pagar, por exemplo, precatórios (gastos com sentenças judiciais, defesa e educação). Após despesas com juros Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 199,5 bilhões nas contas do setor público em março. ➡️No acumulado em 12 meses até março, foi registrado um resultado negativo (déficit) de R$ 1,21 trilhão, ou 9,4% do PIB. 🔎Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação. Atualmente, a taxa Selic está em 14,5% ao ano, patamar elevado. Segundo o BC, as despesas com juros nominais somaram R$ 1,08 trilhão (8,35% do PIB) em doze meses até março deste ano. Dívida pública Com o déficit nas contas públicas em março, a dívida do setor público consolidado subiu 0,9 ponto percentual, para 80,1% do PIB, o equivalente a R$ 10,35 trilhões. ➡️Este é o maior nível para a dívida pública desde julho de 2021, quando somava 80,3% do PIB, ou seja, é o maior patamar em quase cinco anos. ➡️No acumulado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ou seja, em pouco mais de três anos, a dívida já avançou 8,4 pontos percentuais. A alta na dívida está relacionada, principalmente, com o aumento de gastos públicos, e com as despesas com juros. ➡️Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), conceito internacional — que considera os títulos públicos na carteira do BC —, o endividamento brasileiro foi bem maior em fevereiro: 92% do PIB. A proporção com o PIB é considerada por especialistas como o conceito mais apropriado para medir e comparar a dívida das nações. E o formato de cálculo do Fundo Monetário Internacional (FMI) é adotado internacionalmente. ➡️Acima de 90% do PIB, o patamar da dívida brasileira está bem acima de nações emergentes e de países da América do Sul, ficando maior, também, do que a média das nações da Zona do Euro (segundo dados do FMI).

Vídeo: Arquivo S: 1894, o ano em que o Senado rejeitou 5 indicações para o STF

A rejeição de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) levantou a pergunta: o Senado já recusou alguma indicação presidencial para o STF? A resposta é sim, mas faz muito tempo. Em 1894, os senadores negaram cinco nomes, todos indicados pelo marechal Floriano Peixoto. Veja a reportagem do Arquivo S.

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